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Apostila_FT_1-2008

Apostila_FT_1-2008

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  • 1. Introdução a Mecânica dos Fluidos
  • 2. Definição de um Fluido
  • Figura 1 – Elemento Fluido sob a Ação de Esforço Tangencial Constante
  • 3. Métodos de análise
  • Figura 4 – Conjunto Pistão-Cilindro
  • Figura 5 – Escoamento de um Fluido Através de um Tubo
  • 4. Dimensões e unidades
  • 4.1. Introdução
  • 4.3. Sistema de Unidades
  • Tabela 1 – Sistemas de Unidades
  • Tabela 2 – Principais prefixos para unidades de Engenharia
  • 5. Propriedades físicas dos fluidos
  • 5.2. Volume específico: (ν)
  • 5.4. Massa específica ou densidade absoluta: (β)
  • 5.5.2. Condições adiabáticas:
  • 5.6. Coeficiente de Compressibilidade: (C)
  • C C: Coeficiente de compressibilidade [L2
  • 6. Campo de velocidade
  • Figura 6 – Determinação do Campo de Velocidades em um Ponto
  • 7. Regime permanente e transiente
  • 8. Escoamentos uni, bi, tridimensional
  • 8.1. Escoamento unidimensional:
  • Figura 7 – Exemplo de Escoamento Unidimensional
  • 8.2. Escoamento bidimensional:
  • 8.3. Linhas de tempo, trajetórias, linhas de emissão e linhas de corrente:
  • 8.4. Campo de Tensão
  • 9. Viscosidade
  • 9.1. Viscosidade Dinâmica ou Absoluta: (µ)
  • Figura 9 – Deformação de um Elemento de Fluido
  • 9.2. Viscosidade Cinemática: (ν)
  • 9.3. Número de Reynolds: (Re)
  • Figura 10 – Exemplo para o Cálculo do Número de Reynolds
  • 9.4. Tipos de escoamento:
  • Figura 11 – Possível Classificação da Mecânica dos Fluidos
  • 10. Pressão
  • 10.1. Lei de Pascal:
  • Figura 13 – Fluido em Repouso
  • 11. Fluidoestática
  • 11.1. A equação básica da estática dos fluidos:
  • Figura 14 – Volume de Controle Infinitesimal
  • Figura 15 – Variação de Pressão em um Fluido Estático
  • 11.2. Pressão Manométrica:
  • 11.3. Pressão Absoluta:
  • Figura 16 – Exemplo do Cálculo das Pressões Absoluta e Manométrica
  • 11.4. O Barômetro de Mercúrio:
  • 11.5. Aplicação para a Manometria:
  • Figura 19 – Ilustração do exemplo acima, vasos comunicantes
  • 11.6. Tipos de Manômetros:
  • 12. Equilíbrio dos Corpos Flutuantes
  • Figura 25 – Corpo Imerso em um Fluido Estático
  • 12.1. Princípio de Arquimedes:
  • Figura 26 – Cálculo do Metacentro de um Corpo Submerso
  • 13. Fluidodinâmica
  • 13.1. Sistema:
  • Figura 27 – Conjunto Pistão-Cilindro
  • 13.2. Volume de Controle:
  • Figura 28 – Escoamento de um Fluido através de um Tubo
  • 13.4.1. Casos especiais:
  • 13.4.2. Vazão Mássica e Vazão Volumétrica:
  • Figura 29 – Escoamento Unidimensional
  • Lei da Termodinâmica aplicada ao volume de controle:
  • 13.6. Equação de Bernoulli:
  • 13.6.1. A Equação de Bernoulli para fluidos ideais:
  • 13.6.1.1. Visualização gráfica da equação de Bernoulli:
  • 13.6.2. Aplicações da Equação de Bernoulli:
  • 13.6.2.1. Teorema de Torricelli:
  • 13.6.2.2. Medidores de vazão:
  • 13.6.2.2.1. Tubo de Venturi:
  • Figura 33 – Tubo de Venturi
  • 13.6.2.2.2. Tubo de Pitot:
  • 13.6.2.2.3. Placa de orifício:
  • 13.6.2.2.4. Pressão de estagnação:
  • 13.7. Equação de Bernoulli para fluidos reais – perda de carga:
  • 13.7.2. Tipos de perda de carga:
  • Tabela 3 – Rugosidade para Tubos de Materiais comuns de Engenharia
  • 13.7.2.2. Perdas de carga localizadas:
  • Tabela 4 – Coeficiente de Perda de Carga para Entrada de Tubos
  • Tabela 5 – Coeficientes de Perda de Carga para Contração e Expansão
  • Figura 43 – Redução de Área – Bocal
  • Tabela 6 – Coeficientes de Perda de Carga para Redução Suave da Seção
  • Figura 44 – Coeficiente de Perda de Carga para um Difusor
  • Figura 45 – Válvula de gaveta
  • Figura 46 – Válvula Globo
  • Figura 47 – Válvula de Retenção
  • 13.8. Potência fornecida por uma bomba
  • Figura 48 – Elevação de um Fluido com uma Bomba
  • Figura 49 – Conjunto elevatório referente ao exemplo acima
  • 14. Transferência de Calor
  • 14.1. Introdução
  • Figura 50 - Transferência de calor
  • 14.2. Modos de Transferência de Calor:
  • 14.2.1. Condução:
  • 14.2.2. Convecção:
  • 14.2.3. Radiação:
  • Figura 53 – Troca radiativa entre uma superfície e as suas vizinhanças
  • Figura 54 – Troca radiativa entre uma superfície e as suas vizinhanças
  • 14.3. Leis Básicas da Transferência de Calor:
  • 14.3.1. Condução
  • Tabela 8 – Valores de h (W/m².K)
  • 14.3.3. Radiação
  • Figura 57 – Troca Radiativa Líquida entre duas Superfícies
  • Tabela 9 – Equações de Taxa
  • 15. Condução
  • 15.1. Introdução à Condução
  • Tabela 10 – Lei de Fourier para os três sistemas de coordenadas
  • 15.2. Propriedades térmicas da matéria:
  • 15.3. Conservação de energia em um volume de controle
  • Figura 59 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cartesianas)
  • 15.4.2. Coordenadas Cilíndricas
  • 15.4.3. Coordenadas Esféricas
  • 15.4.4. Condições de Contorno e Condição Inicial
  • Figura 62 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana
  • 15.5.2. Resistência Térmica
  • Figura 63 – Circuito Térmico
  • 15.5.3. Parede Composta
  • Figura 64 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana
  • Figura 65 – Circuito térmico equivalente
  • Figura 66 – Parede Composta
  • Figura 67 – Circuitos Térmicos Equivalentes numa Parede Composta
  • 15.5.5. Resistência de contato
  • Figura 68 - Queda de temperatura devido à resistência térmica de contato
  • Figura 69 – Transferência de Calor através de um Cilindro Oco
  • 15.6.1. Distribuição de Temperatura
  • 15.6.2. Parede Cilíndrica Composta
  • 15.6.3. Espessura Crítica de Isolamento
  • Figura 72 – Parede Cilíndrica Composta
  • Figura 73 – Comportamento das Resistências Térmicas com r2
  • 15.8. Condução com Geração de Energia Térmica
  • 16. Transferência de Calor em Superfícies Expandidas – Aletas
  • 16.1. Introdução
  • Figura 76 – Transferência de Calor em uma superfície expandida
  • 16.2. Tipos de Aletas
  • 16.3. Balanço de Energia para uma Aleta
  • 16.4. Aletas com área da seção transversal constante
  • 16.5. Desempenho da Aleta
  • Figura 84 – Montagem Representativa das Aletas – a) Retangulares b) Anulares
  • 17. Condução Transiente
  • 17.1. Introdução
  • 17.2. Método da Capacitância Global
  • 18. Convecção
  • 18.1. Fundamentos da Convecção
  • 18.2.1. A Camada Limite Hidrodinâmica
  • 18.2.2. As Camadas Limites de Concentração
  • 18.3. Escoamento Laminar e Turbulento
  • 18.4. A Camada Limite Térmica
  • EXERCÍCIOS RECOMENDADOS:
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  • Apêndice A
  • Apêndice B

Fenômenos de Transporte

Prof a. Mara Nilza Estanislau Reis 1º semestre 2008

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Disciplina: Fenômenos de Transporte Cursos: Prof a.: Engenharia de Controle e Automação Engenharia Elétrica Mara Nilza Estanislau Reis 1º semestre 2008

Objetivos:
Aprender os princípios básicos da Mecânica dos Fluidos e da Transferência de Calor; Analisar as distribuições de pressão em fluidos em repouso; Analisar as distribuições de força em corpos e superfícies submersas; Estudar o escoamento ideal e real no interior de dutos; Analisar as maneiras através das quais o calor é transmitido.

Ementa:
Mecânica dos Fluidos: Propriedades Físicas; Equações Gerais da Estática, Cinemática e Dinâmica dos Fluidos; Cálculos de Pressões Hidrostáticas, de Forças sobre Superfícies Submersas e de Perda de Carga; Medição de Viscosidade, Pressão e Velocidade. Transferência de Calor: Condução, Convecção, Radiação, Aplicações. Transferência de Massa: Difusão, Coeficiente de Transferência de Massa, Teoria da Camada Limite, Aplicações.

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Fenômenos de Transporte – 01/2008

Índice
1. Introdução a Mecânica dos Fluidos.................................................................. 1.1. Definição............................................................................................. 1.2. Objetivo............................................................................................... 1.3. Aplicação............................................................................................. 2. Definição de um Fluido..................................................................................... 2.1. Introdução........................................................................................... 2.2. A Hipótese do Contínuo...................................................................... 2.3. Princípio da Aderência........................................................................ 3. Métodos de Análise........................................................................................... 3.1. Sistema................................................................................................ 3.2. Volume de Controle............................................................................ 4. Dimensões e Unidades...................................................................................... 4.1. Introdução............................................................................................ 4.2. Sistemas de Dimensões....................................................................... 4.3. Sistemas de Unidades.......................................................................... 5. Propriedades Físicas dos Fluidos...................................................................... 5.1. Peso Específico.................................................................................... 5.2. Volume Específico.............................................................................. 5.3. Densidade Relativa.............................................................................. 5.4. Massa Específica ou Densidade Absoluta........................................... 5.5. Módulo da Elasticidade Volumétrico.................................................. 5.5.1. Condições Isotérmicas............................................................. 5.5.2. Condições Adiabáticas............................................................ 5.6. Coeficiente de Compressibilidade (C) ............................................... 6. Campo de Velocidade....................................................................................... 7. Regime Permanente e Transiente...................................................................... 7.1. Regime Permanente............................................................................. 7.2. Regime Transiente............................................................................... 7.3. Campo Uniforme de Escoamento........................................................ 8. Escoamentos Uni, Bi, Tridimensional.............................................................. 8.1. Escoamento Unidimensional............................................................... 12 12 12 12 12 12 13 13 14 14 14 14 14 14 15 16 16 17 17 18 19 19 19 19 20 21 21 21 21 21 21

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6............................................................................ Tipos de Manômetros... 11.................................2..... Tipos de Escoamento............... Pressão........... 13.........2............. 9.................... Escoamento Bidimensional.Fenômenos de Transporte – 01/2008 8................................................................................ Vazão Mássica e Vazão Volumétrica..... 11.......3...................... 13.......................................................................... Manômetros metálicos..............................................1.................. Manômetros de líquido........................................... 8......................................................... 10............................................ 11..... Viscosidade Cinemática: (ν)...... Equação da Continuidade (de Conservação da Massa) Para um Volume de Controle Arbitrário...............1...................... 13.. A Relação Entre as Derivadas do Sistema e a Formulação Para Volume de Controle......5.............. A Equação de Bernoulli Para Fluidos Ideais..................................................................6......... 11............................. Aplicação para a Manometria................... 11.......................................6.................. Viscosidade Dinâmica ou Absoluta: (µ)....................................................... Equilíbrio dos Corpos Flutuantes... Fluidoestática................ 11................4....................................................... Linhas de Tempo.......2.. Sistema.. Número de Reynolds: (Re) ....................... 12....3..................... 12.......... 9.............1............ 13.............................4................3................. Trajetórias......................2..... 13. 11........ 8.......... 13........................ 10................... 22 23 26 27 27 29 29 30 32 34 34 35 37 38 38 39 41 41 43 43 44 47 47 48 48 49 50 51 53 55 57 3 .... Pressão Absoluta..........1... 11............. Fluidodinâmica..............6..... Equação de Bernoulli................................................................ Pressão Manométrica......6.......... 9................4.....................................................................5.................. 9.............1.............. Viscosidade...2...............................1................. Casos Especiais......... Princípio de Arquimedes.... 13......................................................................................................................................... Campos de Tensão................... 13....................... A Equação Básica da Estática dos Fluidos.............4.............. 9........4............................................................2.................................................. 13..... O Barômetro de Mercúrio....1............................4. Lei de Pascal............................ 13... Volume de Controle................ Linhas de Emissão e Corrente.......................................................................... 11............................................. 1a Lei da Termodinâmica Aplicada ao Volume de Controle............3....................1..........................

.........1..............................2....1. 13...........................................1....... Leis Básicas da Transferência de Calor.. Pressão de Estagnação............................ Radiação........ Conservação de Energia em um Volume de Controle............................................3............. 15...................2............................................. 57 59 59 60 62 63 65 68 68 69 70 70 74 81 86 86 86 86 87 87 88 89 92 93 96 96 97 98 101 101 104 104 4 .. Radiação....Fenômenos de Transporte – 01/2008 13....... 13....... 13.. 13.......3............................................4...............2.....4.. 13.....2............3...... 15.......2........ 15........ Equação da Difusão de Calor......... 15................ Perdas de Carga Contínuas......................................... Equação de Bernoulli Para Fluidos Reais – Perda de Carga...... 14............2................2.....6.............................................2................. 15. 15.......................2...2.2...................... 13........................ 14................................ Convecção.................................... 13.......1.... 13.............2....4........6.......... 13.... 14... 14............ 14......2....................2.......................8.... Introdução..... 14.............................2...4.............. 13.................................. 14................................ Aplicações da Equação de Bernoulli.....7.....1............. Teorema de Torricelli.................................................................. Coordenadas Esféricas...................3......................... Tubo de Pitot.2...... 14............................................. Tipos de Perda de Carga..... Medidores de Vazão............. 14..6...............7.........2.3.6..... Modos de Transferência de Calor............. Condução.............. Tubo de Venturi....1.................................................................7.... 15...............6...........2...... 13.................... Introdução à Condução..............................................2.....2...1.................2.1.....7........ Perdas de Carga Localizadas... Placa de Orifício... Visualização Gráfica da Equação de Bernoulli Para Fluidos Reais......1...................3...4................................ 15........ Condução................................................2.......3......... 13.............................6.................... Transferência de Calor.................... Coordenadas Cilíndricas.. Propriedades Térmicas da Matéria............. Coordenadas Cartesianas.............2....... 14.....1........ Convecção.. Visualização Gráfica da Equação de Bernoulli............................2.................... 13.1.................. Condução...............................................3..3........6.........6.........2............... Potência Fornecida por uma Bomba...............................7.......

. Convecção.......1............................................ 15............................6............. 18................... Balanço de Energia para uma Aleta....... Condução Unidimensional em Regime Permanente – Sistemas Radiais – Esfera....................... Distribuição de Temperatura...3........... 16.............5........6...................................3...5......4.5..................... 15........2................... Tipos de Aletas.5...............2 Condução com Geração de Energia Térmica – Sistemas Radiais.................. 18.......................... Resistência Térmica............5...8. As Camadas Limites de Concentração........... 15.... 18............................................ 18.......5......... 105 108 108 109 113 116 116 119 119 122 125 129 130 130 133 134 134 136 137 138 143 146 146 146 148 148 160 151 152 5 ...........................................2.. Desempenho da Aleta................................... Introdução....... 15..... Introdução.......6.........3.................................. 15................................... 15.................................................1......Fenômenos de Transporte – 01/2008 15...... 16...............................................................................1... Fundamentos da Convecção.1......... As Camadas Limites da Convecção............................. Parede Simples................. 15..... 15.. 15...............................4...................................................... Condução Transiente.........................6............. 16............................................... Método da Capacitância Global........ Condução com Geração de Energia Térmica.. 15..5. Parede Composta.................................7.............2...................2...................... 17......... Condições de Contorno e Condição Inicial. Parede Composta: Série-Paralelo......... Espessura Crítica de Isolamento......1 Condução com Geração de Energia Térmica Parede Plana... 16..4............................ 15.....................................2.......... 16....1..................................................................................................2........4..... 18... 17....8................. Resistência de contato....... Transferência de Calor em Superfícies Expandidas – Aletas..............2.............. 17........... 15................ 15. 15.......8........................................ Condução Unidimensional em Regime Permanente.1................2.......................................... Condução Unidimensional em Regime Permanente – Sistemas Radiais – Cilindro........................................................................5........................................................ 16...... Aletas com área da seção transversal constante......... Parede Cilíndrica Composta. A Camada Limite Hidrodinâmica.......................................................................................

......................... Apêndice A...............................3.......................................................... 153 156 158 159 160 164 6 .................................................................................. A Camada Limite Térmica........................... EXERCÍCIOS RECOMENDADOS..............................................................................4......................... 18............ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................ Escoamento Laminar e Turbulento..............Fenômenos de Transporte – 01/2008 18.. Apêndice B....................................................................................................

Figura 30 – Linhas Energética e Piezométrica para Escoamento 13 14 14 20 22 22 28 30 31 33 34 35 37 38 39 39 40 41 42 42 43 43 43 47 48 48 52 58 12 13 7 . Figura 2 – Comportamento de (a) um Sólido e (b) um Fluido. Figura 25 – Corpo Imerso em um Fluido Estático. Figura 10 – Exemplo para o Cálculo do Número de Reynolds. Figura 29 – Escoamento Unidimensional. Figura 15 – Variação de Pressão em um Fluido Estático. Figura 7 – Exemplo de Escoamento Unidimensional. vasos comunicantes. Figura 8 – Exemplo de Escoamento Bidimensional. Figura 28 – Escoamento de um Fluido através de um Tubo. Figura 18 – Variação de Pressão em uma Coluna de Múltiplos Fluidos. Figura 16 – Exemplo do Cálculo das Pressões Absoluta e Manométrica. Figura 5 – Escoamento de um Fluido Através de um Tubo. Figura 11 . Figura 12 – Exemplo do Cálculo da Pressão na Base de um Recipiente. Figura 23 – Tubo de Bourdon. Figura 13 – Fluida em Repouso. Figura 22 – Manômetro de Líquido. Figura 9 – Deformação de um Elemento de Fluido. Figura 19 – Ilustração do exemplo acima.Possível Classificação da Mecânica dos Fluidos. Figura 3 – O Perfil de Velocidade Linear no Líquido entre Placas Paralelas ∞ Figura 4 – Conjunto Pistão-Cilindro. Figura 26 – Cálculo do Metacentro de um Corpo Submerso. Figura 20 – Manômetro de Líquido. Sob a Ação de uma Força de Cisalhamento Constante. Figura 24 – Manômetro de Diafragma. Figura 14 – Volume de Controle Infinitesimal. Figura 17 – O Barômetro de Mercúrio. Figura 21 – Manômetro de Líquido. Figura 6 – Determinação do Campo de Velocidades em um Ponto.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figuras Figura 1 – Elemento Fluido sob a Ação de Esforço Tangencial Constante. Figura 27 – Conjunto Pistão-Cilindro.

Figura 32 – Escoamento Interno através de um Bocal Genérico mostrando o volume de controle usado para análise. 59 60 62 63 64 66 68 69 72 73 74 75 77 78 79 80 80 81 83 86 87 87 88 88 89 8 . Figura 34 – Medição de pressão estática – Tubo de Pitot. Figura 36 – (a) Geometria de orifício e localização de tomadas de pressão – Placa de orifício.Transferência de calor. Figura 40 – Determinação da Rugosidade Relativa.Redução de Área – Bocal. Figura 53 – Troca radiativa entre uma superfície e as suas vizinhanças. Figura 54 – Troca radiativa entre uma superfície e as suas vizinhanças. Figura 47 – Válvula de Retenção. Figura 35 – Tubo de Pitot com fluido manométrico. Figura 46 – Válvula Globo. Figura 38 – Linhas Energética e Piezométrica para Escoamento de um Fluido Real.Ábaco de Moody. Figura 52 – Processos de transferência convectiva de calor. Figura 50 . (a) Convecção natural. Figura 45 – Válvula de gaveta. Figura 43. Figura 44 – Coeficiente de Perda de Carga para um Difusor. Figura 41 – Valores aproximados de k. Figura 37 – Medições simultâneas das pressões de estagnação e estática. Figura 51 – Associação da transferência de calor por condução à difusão da energia provocada pela atividade molecular. Figura 33 – Tubo de Venturi. Figura 48 – Elevação de um Fluido com uma Bomba. Figura 49 – Conjunto elevatório referente ao exemplo acima. Figura 55 – Transferência de Calor em uma Parede Plana. Figura 42 – Comprimentos Equivalentes para Tubulações de Ferro fundido e Aço. Figura 39 . (b) Convecção forçada. Figura 31 – Escoamento de um Fluido Ideal em um Recipiente de Paredes Delgadas.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Unidimensional em um Duto. (b) Placa de Orifício.

Figura 81 – Balanço de Energia em uma Superfície Expandida. Figura 78 – Colocação de Aletas para Aumentar a Taxa de Transferência de Calor. Figura 58 – Faixas de Condutividade térmica para vários estados da matéria. Figura 61 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Esféricas). Figura 65 – Circuito térmico equivalente. tubo com paredes delgadas. Figura 57 – Troca Radiativa Líquida entre duas Superfícies. Figura 59 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cartesianas). Figura 80 – Configurações de Aletas. Figura 63 – Circuito Térmico. (c) Superfície adiabática no plano intermediário. Figura 72 – Parede Cilíndrica Composta. Figura 60 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cilíndricas). 91 94 97 102 104 105 108 111 113 114 116 116 117 119 121 124 125 128 129 131 134 132 132 133 133 134 139 144 9 . (b) Condições de contorno assimétricas. Figura 71 – Ilustração do exemplo acima. Figura 73 – Comportamento das Resistências Térmicas com r2. Figura 68 . Figura 66 – Parede Composta. Figura 79 – Trocadores de Calor com tubos aletados. Figura 62 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana. Figura 77 – Superfície da qual se quer Aumentar a Taxa de Transferência de Calor. Figura 82 – Aletas com Área da Seção Transversal Constante. Figura 76 – Transferência de Calor em uma superfície expandida. Figura 75 – Condução em uma parede plana com geração uniforme de calor.Queda de temperatura devido à resistência térmica de contato. Figura 64 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana. Figura 70 – Transferência de Calor Através de uma Parede Cilíndrica Composta. Figura 74 – Transferência de Calor através de uma Casca Esférica. Figura 67 – Circuitos Térmicos Equivalentes numa Parede Composta. (a) Condições de contorno assimétricas. Figura 69 – Transferência de Calor através de um Cilindro Oco. Figura 83 – Eficiência de aletas.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 56 – Transferência Convectiva de Calor.

Figura A1 – Viscosidade Absoluta de Alguns Fluidos Figura A2 – Viscosidade Cinemática de Alguns Fluidos à Pressão Atm.Perfil de concentração na camada limite. Figura 90 . Figura 87 . Figura 85 – Resfriamento de uma peça metálica quente. 146 147 148 148 149 151 152 153 156 166 167 10 .Transferência convectiva de Calor. b) Anulares.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 84 – Montagem Representativa das Aletas – a) Retang. Figura 88 – Escoamento sobre uma Placa Plana. Figura 86 – Distribuição transiente de temperatura correspondente a diferentes números de Biot. Figura 89 . numa parede plana resfriada simetricamente por convecção. Figura 92 – Camada Limite Térmica.A camada limite fluidodinâmica. Figura 91 – Camada Limite.

K) Tabela 9 – Equações de Taxa Tabela 10 – Lei de Fourier para os três sistemas de coordenadas Tabela 11 – Resistência térmica de contato em (a) Interfaces Metálicas sob condições de vácuo e (b) Interface de Alumínio com diferentes fluidos interfaciais Tabela 12 – Resistência Térmica de interfaces sólido/sólido representativas Tabela 13 – Propriedade de Fluidos Gasosos 118 163 118 15 16 71 76 76 77 78 92 96 96 11 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Tabelas Tabela 1 – Sistemas de Unidades. Tabela 4 – Coeficiente de Perda de Carga para Entrada de Tubos. Tabela 6 – Coeficiente de Perda de Carga para Redução Suave da Seção. Tabela 7 – Comprimento Equivalente Adimensional para Válvulas e Conexões Tabela 8 – Valores de h (W/m². Tabela 5 – Coeficientes de Perda de Carga para Contração e Expansão. Tabela 3 – Rugosidade para Tubos de Materiais comuns de Engenharia. Tabela 2 – Principais prefixos para unidades de Engenharia.

Introdução: É uma sustância que se deforma continuamente sob a aplicação de uma tensão de cisalhamento (força tangencial).Fenômenos de Transporte – 01/2008 1. Ao ser aplicada uma força tangencial F (fig. Definição: é a ciência que estuda o comportamento físico dos fluidos e as leis que regem tal comportamento. o sólido retorna à forma original.3. compressores e turbinas). Os fluidos compreendem as fases líquida e gasosa (ou de vapor) das formas físicas nas quais a matéria existe. A distinção entre um fluido e o estado sólido fica clara ao ser comparado seu comportamento.2b). No regime elástico do material. ventiladores.2a) sobre um sólido fixado entre as duas placas. ao cessar a aplicação da força. sistemas de aquecimento e ventilação de residências. enquanto existir uma força tangencial atuando sobre ele (fig. automóveis.1. etc. corpos flutuantes. aeronaves.2. Definição de um Fluido 2. 1. Introdução a Mecânica dos Fluidos 1. Figura 1 – Elemento Fluido sob a Ação de Esforço Tangencial Constante. ele se deformará continuamente. Aplicação: máquinas de fluxo (bombas. medicina. compreender e analisar qualquer sistema no qual um fluido é o meio produtor de trabalho. 1. edifícios comerciais. o bloco sofre uma deformação e se estabiliza no novo formato. submarinos. não importa sua intensidade (figura 1).1. Estudo do comportamento dos fluidos em repouso (Fluidoestática) e em movimento (Fluidodinâmica). Objetivo: conhecer. 2. Repetindo a experiência para um fluido. 12 . sistemas de tubulações.

13 . não há deslizamento naquelas fronteiras”.3. considera-se o fluido como uma substância que pode ser dividida ao infinito. Sob a Ação de uma Força de Cisalhamento Constante. 2a Situação: Figura 2b Sob a ação da Ft deforma-se continuamente.2. 1a Situação: Figura 2a Mantida a Ft constante o sólido deformar-se-á até alcançar uma posição de equilíbrio estático.3) Figura 3 – O Perfil de Velocidade Linear no Líquido entre Placas Paralelas Infinitas. 2. 2. não se alcançando uma posição de equilíbrio estático. A Hipótese do Contínuo: Como o espaço médio entre as moléculas que compõem o fluido é bastante inferior às dimensões físicas dos problemas estudados.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 2 – Comportamento de (a) um Sólido e (b) um Fluido. (fig. Princípio da Aderência: “Os pontos de um fluido em contato com uma superfície sólida possuem a mesma velocidade dos pontos desta com os quais estão em contato.

Volume de controle: volume do espaço através do qual o fluido escoa (arbitrário). calor e trabalho poderão cruzar as fronteiras. Sistemas de Dimensões Lei da Homogeneidade dimensional: “Todos os termos de uma expressão matemática. conforme mostrado na fig.Fenômenos de Transporte – 01/2008 3. Unidades: são nomes arbitrários dados às dimensões.1. que. 5. devem possuir a mesma dimensão”. Sistema: quantidade de massa fixa e identificável. 4. Exemplo: x = x 0 + V0 + 1 at 2 2 (L ) = (L ) + (L t × t )+ 1 2 L t 2 × t 2 14 ( ) . traduz um fenômeno físico. 4 . Introdução Dimensões: são grandezas mensuráveis (quantidades físicas: podem ser primárias (básicas) e secundárias (derivadas)). não há transferência de massa através das mesmas. as fronteiras do sistema separam-no do ambiente à volta. Figura 4 – Conjunto Pistão-Cilindro. 4. a fronteira geométrica é chamada superfície de controle. Métodos de análise 3. conforme mostrado na fig. 3.2.1. Figura 5 – Escoamento de um Fluido Através de um Tubo.2. Dimensões e unidades 4.

Sistema de Unidades Pode-se trabalhar com diferentes unidades para as grandezas (massa. L(comprimento). t(tempo). T(temperatura). comprimento. comprimento. etc. Em 1960. SI absoluto: M(massa).Fenômenos de Transporte – 01/2008 4.CORRENTE MENTO QTE DE INTENSIDADE LUMINOSA cd RATURA ELÉTRICA MATÉRIA Força: Força: Massa 1N = 1kg m s2 cm s2 s2 ft 1dina = 1g 1slug = 1lbf No Apêndice B são apresentados os fatores de conversão entre os sistemas para as diferentes grandezas. instituiu-se o Sistema Internacional (SI). quantidade de matéria e intensidade luminosa) e padronizadas as suas unidades. SISTEMA DE UNIDADES SI ABSOLUTO TÉCNICO INGLÊS INGLÊS TÉCNICO Kg g utm slug lbm m cm m ft ft s s s s s K K K R R A mol MASSA COMPRI. 15 . temperatura. portanto. Foram definidas 7 grandezas básicas (massa. as grandezas básicas são força. temperatura e tempo. No entanto. tempo.3. T(temperatura). Técnico inglês: F(força). como uma tentativa de padronização. alguns países ainda adotam os antigos sistemas de unidades. uma grandeza secundária.). comprimento. podem ser derivadas as unidades das outras grandezas (excetuando-se as grandezas elétricas). t(tempo). quantidade de matéria e intensidade luminosa. A partir delas. Países diferentes podem utilizar sistemas de unidades diferentes. Tabela 1 – Sistemas de Unidades. A massa passa a ser. I(corrente elétrica).TEMPO TEMPE. No Sistema Britânico. corrente elétrica. L(comprimento).

Propriedades físicas dos fluidos 5. γ: Peso específico [F/L3] γ = W ∀ W: Peso da substância [F] ∀ : Volume do fluido [L3 ] γ = mg m = g = ρg ∀ ∀ Unidades: (N/m3. Fator Multiplicativo 109 106 10 3 Prefixo Giga Mega Kilo Deci Centi Mili Micro Nano Pico Símbolo G M k d c m µ n p 10-1 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 5. lbf / ft3) DIM: [F / L3] 16 .1. 2 apresenta prefixos utilizados em engenharia para escrever valores muitos pequenos ou muito grandes de uma maneira mais concisa. Tabela 2 – Principais prefixos para unidades de Engenharia. kgf / m3. Peso especifico: (γ) É o peso do fluido contido em uma unidade de volume.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A Tab.

é comum que a substância de referência seja a água. para os gases. Para líquidos.3. Volume específico: (ν) Inverso da massa específica.d ou SG) Razão entre a massa específica de uma substância e a massa específica de uma substância de referência. υ: Volume específico [L3/M] υ= ∀ 1 = m ρ ρ: Massa específica ou densidade absoluta [M/L3] Unidades: (m3 / kg. Densidade relativa: (δ.Fenômenos de Transporte – 01/2008 5. ft3/ lbm) DIM: [L3/ M] 5. δ: Densidade relativa [adimensional] δ = d = SG = ρ ρ ref ρ: Massa específica ou densidade absoluta [M/L3] ρref. Quando se trabalha com densidades relativas de sólidos.: Massa específica ou densidade absoluta da substância de referência [M/L3] δ=d = SG= ρfluido ρfluido padrão = γfluido γfluido padraão DIM: [1] 17 . o fluido de referência é a água e.2. ft3/ slug. cm3/ g. o ar.

Fenômenos de Transporte – 01/2008

5.4. Massa específica ou densidade absoluta: ( β ) Também conhecida como densidade absoluta, é a quantidade de massa do fluido contida em uma unidade de volume. ρ: Massa específica [M/L3]
ρ=
m ∀

m: Massa do fluido [M] ∀ : Volume do fluido [L3 ]

Unidades: (kg / m3; g / cm3; slug / ft3) DIM: [M / L3] A densidade dos gases variam bastante quando são alteradas sua pressão, e/ou sua temperatura. Ao contrário, a densidade dos líquidos apresenta pequenas variações com alterações de pressão e temperatura, são, em sua maioria, considerados incompressíveis. Na Tab. A.1 (Apêndice A), são apresentados valores de massa específica para alguns fluidos, a 20°C e 1 atm. As Tab.s A.2 e A.3 apresentam, respectivamente, a variação da massa específica da água e do ar com a temperatura, para a pressão de 1 atm.

5.5. Módulo da Elasticidade Volumétrico: (β) Razão entre uma variação de pressão e a correspondente variação de volume por unidade de volume. β: Módulo de elasticidade volumétrico
β =
− ∆P ∆∀ / ∀

∆P: Variação de pressão [F/L2] ∆∀ : Variação de Volume [L3 ] ∀ : Volume [L3 ]

O sinal negativo indica que um aumento de pressão corresponde a uma redução de volume. Unidades: (N/m2; kgf / m2 ; lbf / ft2) DIM: [F / L2]

18

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Expressa a compressibilidade do fluido. A compressibilidade de uma substância é a medida da variação relativa de volume decorrente de aplicação de pressão. O módulo de compressibilidade de líquidos costuma ser obtido experimentalmente. No caso de gases, o seu valor depende do tipo de processo que resulta da compressão. 5.5.1. Condições isotérmicas: T = constante P.V. = constante
V 1 P2 = V 2 P1

P1V1 = P2V2

P.dV + V.dP = 0 P.dV = - V.dP
dV − dP = V P β =P

5.5.2. Condições adiabáticas: P.Vk = constante k = Cp / Cv P1.V1k = P2.V2k Vk .dP + Vk-1P.k.dV = 0 P.k.dV + V.dP = 0
dV − dP = V kP β = kP

5.6. Coeficiente de Compressibilidade: (C) Inverso do módulo de elasticidade volumétrico.
C=
1

β

C: Coeficiente de compressibilidade [L2/F] β: Módulo de elasticidade volumétrico

[F/L2] Unidades: (m2/N; m2/kgf; ft2/lbf) DIM: [L2/F] 19

Fenômenos de Transporte – 01/2008

6. Campo de velocidade
Entre as propriedades do escoamento, destaca-se o campo de velocidade. Seja o volume de fluido ∀ mostrado na Fig. 6.

Figura 6 – Determinação do Campo de Velocidades em um Ponto. A velocidade instantânea do fluido no ponto C é igual à velocidade instantânea do volume infinitesimal δ∀ que passa pelo ponto C no instante de tempo em questão. r O campo de velocidade, V , é função das coordenadas x, y e z e do tempo t. A completa representação do campo de velocidades é dada por:
r r V = V ( x, y , z , t )

r O vetor velocidade, V , pode ser expresso em termos de suas três componentes

escalares. Chamando estas componentes nas direções x, y e z de, respectivamente, u, v e w, o campo de velocidades pode ser escrito como:
r ˆ ˆ j V = ui + vˆ + wk ,

onde: u = u (x, y, z, t ), v = v(x, y, z, t ) e w = w (x, y, z, t )

Exemplo:
Dados os campos de velocidade listados abaixo, determine: (a) As dimensões de cada campo de velocidade (b) Se está em regime permanente ou não

(1)

(2)

r ˆ V = ae −bx i r ˆ V = ax 2i + bxˆ j

[

]

20

onde η representa uma propriedade qualquer do fluido. Regime permanente e transiente 7. ∂t 7. 21 . Os escoamentos podem ser classificados em uni-. y ) . ou seja. A definição matemática do movimento permanente é: ∂η = 0 . não variam com o tempo.1. z ) .1. r r r r (4) Bidimensional V = V ( x. 7. y. r r r r (3) Bidimensional V = V ( x.e tridimensionais de acordo com o número de coordenadas necessárias para se definir seu campo de velocidades. 8. regime não permanente V = V (t ) . regime permanente V ≠ V (t ) . Escoamentos uni. y ) .2. r r r r (2) Unidimensional ( V = V ( x ) ). regime não permanente V = V (t ) .3. bi.Fenômenos de Transporte – 01/2008 (3) (4) (5) r ˆ V = axi − bxˆ j r ˆ V = (ax + t )i − by 2 ˆ j r 1 V = a (x 2 + y 2 ) 2 1 ( z )kˆ 3 Resolução: r r r r (1) Unidimensional ( V = V ( x ) ). Escoamento unidimensional: Exemplo: Suponha o escoamento em regime permanente no interior de um duto de seção transversal constante mostrado na Fig. em cada ponto do escoamento. independentes de todas as coordenadas espaciais. tridimensional. Regime Permanente: As propriedades do fluido. 8. através de toda a extensão do campo. regime permanente V ≠ V (t ) . regime permanente V ≠ V (t ) . r r r r (5) Tridimensional V = V ( x. 7. bi. 7. Campo Uniforme de Escoamento: Escoamento no qual o módulo e o sentido do vetor velocidade são constantes. Regime Transiente: As propriedades do fluido variam com o tempo.

Como o canal é considerado infinito na direção do eixo dos z. A partir de uma certa distância da entrada do duto. Figura 8 – Exemplo de Escoamento Bidimensional. bidimensional. o campo de velocidades é função somente das coordenadas x e y. 8.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 7 – Exemplo de Escoamento Unidimensional.2. Conseqüentemente. de largura infinita (Fig. 22 . o escoamento é unidimensional. a velocidade pode ser descrita pela equação: ⎡ ⎛ r ⎞2 ⎤ u = u max ⎢1 − ⎜ ⎟ ⎥ ⎢ ⎝R⎠ ⎥ ⎣ ⎦ Como o campo de velocidades depende apenas da distância radial r. portanto. O campo do escoamento é. o campo das velocidades será idêntico em todos os planos perpendiculares a este eixo. Escoamento bidimensional: Seja agora o escoamento entre placas divergentes. 8).

Fenômenos de Transporte – 01/2008 8. não pode haver escoamento através delas. Todas elas. Uma linha de trajeto é o caminho ou trajetória traçada por uma partícula fluida em movimento. Tal representação é provida de linhas de tempo. subseqüentemente permanecerão nela. Como as linhas de corrente são tangentes ao vetor velocidade em cada ponto do campo. de emissão e de corrente. as linhas de corrente não variam de um instante a outro. de trajeto. tiramos uma fotografia de exposição prolongada do seu movimento subseqüente. A forma das linhas de corrente pode variar de instante a instante se o escoamento for transiente. Além disso. todas as partículas fluidas que passam por aquele ponto. num dado instante. num dado instante. trajetórias. As linhas de corrente são aquelas desenhadas no campo de escoamento. teríamos uma certa quantidade de partículas fluidas identificáveis no escoamento. por exemplo. Neste caso. é definida como linha de emissão. num ponto fixo no espaço. as trajetórias.3. linhas de emissão e linhas de corrente: Na análise de problemas de mecânica dos fluidos. Por outro lado. temos que identificar uma partícula fluida. Então num escoamento permanente. poderíamos preferir concentrar a atenção em um lugar fixo do espaço e identificar. A linha em que une as partículas fluidas. Linhas de tempo. em algum momento. partículas consecutivas passando através de um ponto fixo do espaço estarão sobre a mesma linha de corrente e. pelo emprego de um corante. No escoamento permanente. Para torná-la visível. a velocidade em cada ponto do campo permanece constante com o tempo e. Isto implica que uma partícula localizada numa determinada linha de corrente permanecerá sobre a mesma. Após um curto período. elas formarão uma linha no fluido naquele instante. trajetórias e linhas de emissão e de corrente são linhas idênticas no campo de escoamento. em conseqüência. 23 . teriam passado por um local fixo no espaço. Se num campo de escoamento uma quantidade de partículas fluidas adjacentes forem marcadas num dado instante. de forma que. novamente pelo emprego do corante. em seguida. esta linha é chamada de linha de tempo. as linhas de emissão e as linhas de corrente não coincidem. são tangentes à direção do escoamento em cada ponto do campo. freqüentemente é vantajoso obter uma representação visual de campo de escoamento. A linha traçada pela partícula é uma trajetória.

0 y t y = y0 + bt ∴ y = 1 + 3t Região a ser plotada no plano xy. v = dt x = 3e 0. x0 e y0. Compare esta trajetória com as linhas de corrente que passam pelo mesmo ponto nos instantes t = 0. onde a = 0.dt 0 x0 1 2 at 2 ⎛ x⎞ 1 ln⎜ ⎟ = at 2 e x = x0 e 2 ∴ x = 3e 0. dx axt Aplicando equações diferenciais temos: y0 ∫ dy = y x0 ∫ at x b dx b ⎛ x⎞ ou y = y0 + ln⎜ ⎟ .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Exemplo: Considere o campo de escoamento V = axt i − b j . x at ⎜ x0 ⎟ ⎝ ⎠ Substituindo os valores de a. y) = (3. b. t ⎝3⎠ ⎛ x⎞ y = 1 + 15 ln⎜ ⎟ ⎝3⎠ ⎛ x⎞ y = 1 + 7. Resolução: → ∧ ∧ Partindo do princípio u = u = axt = dx .2 s-2 e b = 3 m/s. então: dt dt dx ∫ x = ∫ at. As coordenadas são medidas em metros. 1 e 3 segundos. dt x t dx dy e v= . y = 1 + Para t=1 15 ⎛ x ⎞ ln⎜ ⎟ .1) no instante t = 0.5 ln⎜ ⎟ ⎝3⎠ ⎛ x⎞ y = 1 + 5 ln⎜ ⎟ ⎝3⎠ t=2 t=3 24 . dx s u Temos que Logo: dy b = . trace a trajetória durante o intervalo de tempo de t = 0 a t = 3 s. Para a partícula que passa pelo ponto (x. dy v = . e também.1t ⎜x ⎟ 2 ⎝ 0⎠ dy =b.1t y = 1 + 3t 2 y0 ∫ dy = ∫ bdt .

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Exemplo: O campo de velocidade V = ax i − by j . Trace diversas linhas de corrente no primeiro quadrante. Resolução: → ∧ ∧ A inclinação das linhas de corrente no plano xy é dado por: dy v = dx u Para V = ax i − by j . pode ser interpretado como representando o escoamento numa curva em ângulo reto. Obtenha uma equação para as linhas de corrente do escoamento. incluindo aquela que passa pelo ponto (x. façamos u = ax e v = -by.0). separamos as variáveis e integramos: ∫ dy b dx = −∫ y a x b ln y = − ln x + c ∴ c = constante a ln y = ln x − b a + ln c ∴ ln c = constante 25 . logo: dy v b.x → ∧ ∧ Para resolvermos esta equação diferencial.y) = (0. onde a = b = 1 s-1. y = =− dx u a.

Campo de Tensão Tanto forças de superfície quanto forças de campo são encontradas no estudo da mecânica dos meios contínuos. A força gravitacional atuando sobre um elemento de volume. Como a = b = 1 sec-1.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Portanto: y = cx − b a Para o campo de velocidade dado. Segue-se que a força de campo gravitacional é ρ g por unidade de volume e g por unidade de massa. As forças de superfícies atuam nas fronteiras de um meio através de um contato direto. é dada por ρ gdV . Então campo de 26 . as constantes a e b são fixas. As linhas de corrente são obtidas definindo valores diferentes para a constante de integração c. • A equação y = c é a equação da hipérbole. As forças desenvolvidas sem contato físico e distribuídas por todo o volume do fluido são denominadas forças de campo. onde ρ é a massa específica (massa por unidade de volume) e g é a aceleração local da gravidade. O conceito de tensão nos dá uma forma conveniente de descrever o modo pela qual as forças atuantes na fronteiras do meio são transmitidas através deles.4. 8. y = 0 para todo valor de x e x = 0 para todo valor de y. e a equação das linhas de corrente é dada por: b y = cx −1 = c c ou x = x y Para c = 0. x • As curvas estão mostradas para diferentes valores de c. então a = 1 . As forças gravitacionais e eletromagnéticas são exemplos de forças de campo. dV.

definimos as três componentes da tensão mostradas abaixo: τ xx = lim δA x → 0 δFx δAx ∴ τ xy = lim δF y δA x ∴ τ xy = lim δA x → 0 δA x → 0 δFz δAx Utilizamos o índice duplo para designar tensões. O segundo índice indica a direção na qual a tensão atua. 27 . Dividindo a magnitude de cada componente da força pela a área .Fenômenos de Transporte – 01/2008 tensões seria a região através da qual as forças atuantes seriam transmitidas através de toda extensão do material.1. δAx . e tomando o limite quando δAx se aproxima de zero. 9. O campo de tensões normalmente é chamado de campo tensorial devido ao campo possuir nove componentes que se comportam como um tensor de 2ª ordem. Seja o comportamento de um elemento fluido entre 2 placas infinitas. Como a força e a área são ambas quantidades vetoriais. Viscosidade Dinâmica ou Absoluta: (µ) Propriedade que determina o grau de resistência do fluido à força de cisalhamento. podemos prever que o campo de tensão não será vetorial. Uma componente da tensão é positiva quando o seu sentido e o plano no qual atua são ambos positivos ou ambos negativos. Também é necessário adotar uma convenção de sinais para a tensão. O primeiro índice (neste caso x) indica o plano no qual a tensão atua (neste caso a superfície perpendicular ao eixo x). A placa superior move-se a velocidade constante (δu). ou seja. sob a influência de uma força aplicada δ Fx. Viscosidade 9. a dificuldade do fluido em escoar.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 9 – Deformação de um Elemento de Fluido. são newtonianos em condições normais. como a água. kgf. o ar e a gasolina. a tensão tangencial é proporcional à taxa de deformação. dy dy A constante de proporcionalidade é a viscosidade absoluta ou dinâmica do fluido. DIM: [F.s/m2 .s /ft2) Os fluidos mais comuns.t] Unidades: (N. lbf. 28 .t / L2= M/L. A tensão tangencial ou tensão de cisalhamento do elemento fluido é dada por: τ yx = lim δFx dFx = δAy → 0 δAy dAy A taxa de deformação é igual a: δα dα = δt →0 δt dt lim A distância entre os pontos M e M’é dada por: δl = δVδt (a) (b) Para pequenos ângulos. dα du δα δu = ⇒ = δ t δy dt dy Para fluidos Newtonianos. ou: τ yx ∝ du du ⇒ τ yx = µ .s /m2 . µ. δl = δyδα Igualando-se (a) e (b).

glicerina e água. 9. A. A. 9. Dizemos.3.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Se considerarmos as deformações de dois diferentes fluidos newtonianos.8 apresenta valores de viscosidade absoluta para alguns fluidos. Viscosidade Cinemática: (ν) Razão entre a viscosidade dinâmica e a massa específica. A Tab. ft2/s) Uma unidade comum para a viscosidade cinemática é o Stokes. A glicerina apresenta uma resistência à deformação muito maior do que a água. por exemplo.1 e. Re: Número de Reynolds [adimensional] ρ: Massa específica ou densidade absoluta [M/L3] Re = ρV * L* µ V*: Velocidade do fluido [L/t] L*: Comprimento característico [L] 29 . então. A. enquanto que os líquidos apresentam comportamento inverso. que ela é muito mais viscosa. verificaremos que eles irão se deformar as taxas diferentes sob a ação da mesma tensão de cisalhamento aplicada. cm2/s. Pode-se notar que. O comportamento da viscosidade para alguns fluidos Newtonianos é apresentado na Fig.2. Número de Reynolds: (Re) Número adimensional. ν: Viscosidade cinemática [L2/t] υ= µ ρ µ: Viscosidade dinâmica [Ft/L2] ρ: Massa específica ou densidade absoluta [M/L3] DIM: [L2/t] Unidades: (m2/s. sendo 1 Stokes = 1cm2/s. obtido pela razão entre as forças de inércia e as forças viscosas. para os gases. Caracteriza o comportamento global do escoamento de um fluido. a viscosidade aumenta com a temperatura.2.

o comprimento da placa. Para escoamento sobre uma placa plana. o valor é 5x105. a velocidade V* é a velocidade média no interior do tubo e L*. à velocidade e ao comprimento característico do escoamento. Para escoamentos sobre placas planas. Ele determina a natureza do escoamento (laminar ou turbulento). o seu diâmetro. tenham comportamentos semelhantes (mesmo número de Reynolds). Como a viscosidade absoluta da glicerina é 1500 vezes superior à viscosidade da água. Tipos de escoamento: - Escoamento laminar ( em tubulações Re ≤ 2300 ) Escoamento turbulento (Re > 4000) 30 .t/L2] DIM: [1] O número de Reynolds é o adimensional mais importante da Mecânica dos Fluidos.Fenômenos de Transporte – 01/2008 µ = Viscosidade dinâmica [F. Devese ressaltar que V* e L* correspondem. o valor aceito para se caracterizar a transição do escoamento laminar para turbulento é 2300. V* é a velocidade da corrente livre e L*. para que os fluidos. a velocidade da glicerina deve ser 1174 vezes maior do que a velocidade da água. Para escoamentos no interior de tubos. Para escoamentos no interior de tubos. respectivamente.4. escoando no interior de tubos com o mesmo diâmetro. 9. Figura 10 – Exemplo para o Cálculo do Número de Reynolds.

que é definido como sendo a razão da velocidade do escoamento ( V ) pela velocidade do som (S) do meio. du dy Primeiramente devemos converter a velocidade para uma unidade na qual possamos trabalhar: 31 .3 Laminar Re ≤ 2300 Fluido viscoso µ≠ 0 Turbulento Re > 4000 Figura 11 – Possível Classificação da Mecânica dos Fluidos.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Mecânica dos Fluidos Fluido não viscoso µ = 0 Compressível Incompressível Ma < 0.2 mm preenche a folga anular entre o eixo e o mancal. Uma película de óleo com espessura de 0.0036 N. O torque necessário para girar o eixo é de 0. Ma = V S Exemplo: Um eixo com diâmetro externo de 18 mm gira a 20 rotações por segundo dentro de um mancal de sustentação estacionário de 60 mm de comprimento. em (Pa.s) Resolução: Para calcular a viscosidade do óleo devemos utilizar a fórmula de tensão de cisalhamento: τ = µ.m. Estime a viscosidade do óleo que se encontra na folga anular. O escoamento compressível ou incompressível é definido a partir de um parâmetro chamado número de Mach.

10− 3.4.39.0. mmHg) DIM: [F / L2] 32 .60.n d 30 2 π . Pressão Força exercida em uma unidade de área.13 N .10 −3 du umax .n = 60 Devemos calcular agora a área de contato entre o fluido e o material: A = π .10 − 3 A = 3.10 −3 F = 0.Fenômenos de Transporte – 01/2008 W = 20rps ⎧1rot → 2.r → 125.r ⎨ ⎩20rot → 20.π . podemos tirar a força: τ = F .6rad / s umax = ωr = 1. atm.1. m.d .0036 F= 9.2. lbf / ft2 = psi.39.13 m s ou umax = ωr umax = umax π . lbf / ft2.4 N Assim podemos calcular o coeficiente de viscosidade dinâmico fazendo analogia à força: µ= µ= F ⎛ dy ⎞ ⎜ ⎟ A ⎝ du ⎠ 0. P: Pressão [F/L2] P= F A F: Força [F] A: Área [L2] Unidades: (N/ m2 = Pa.a.10− 6 m 2 Pelo torque.L A = π 18.0208 2 m 10.10 . onde = −3 dy y 3.r τ F= r 0.s µ = 0.2.D.π .c.

a equação pode ser reescrita na forma: P∀ = mRT Onde R é a constante específica de cada gás.9 mostra as propriedades termodinâmicas de gases comuns na condição padrão ou “standard”. Para gases ideais. Um escoamento só é possível se houver um gradiente de pressão. relacionada à constante universal dos gases através da massa molecular do gás MM. 33 . A pressão atuando na base de um recipiente contendo um fluido em repouso pode ser calculada da maneira mostrada a seguir: Figura 12 – Exemplo do Cálculo da Pressão na Base de um Recipiente.3144 kJ/kmol. a pressão pode ser relacionada à densidade e à temperatura através da seguinte expressão: P∀ = nR T Onde: n: quantidade de matéria [mol] R : constante universal dos gases = 8. ao invés do número de moles. R MM R= A Tab.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A pressão é uma variável dinâmica muito importante na Mecânica dos Fluidos. A. sendo MM dada em kg/kmol no sistema Internacional. A Tab.T ⎥ ⎦ T: temperatura absoluta do gás [T] Se. A.4 apresenta as massas moleculares de alguns gases comuns.K ⎡ F . for considerada a massa m do gás.L ⎤ DIM: ⎢ ⎣ mol.k .

o objetivo principal é. então.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A pressão na superfície do fluido é igual a P0. obtida como a soma da força na superfície do fluido e do peso da coluna de fluido: F = Fsup erfície + F fluido F = P0 A + ρghA A pressão na base do recipiente é dada pela razão entre a força e a área da base: P= P= F Fsup erfície + F fluido = A A P0 A + Aρgh = P0 + ρgh A Para condições pré-fixadas. Figura 13 – Fluido em Repouso. Assim. ρ e g são constantes. a pressão é função apenas da altura da coluna de líquido h. 11. Em um problema de hidrostática. A condição de velocidade nula do fluido é denominada condição hidrostática. Fluidoestática É a parte da Mecânica dos Fluidos que estuda o comportamento dos fluidos em repouso. A força na superfície do fluido é dada por P0 A A força exercida pela coluna de fluido é devida ao seu peso: F fluido = mg = ρ∀g = ρ ( Ah )g = Aρgh A força na base do recipiente é.1. 34 . a pressão é constante em cada ponto”. em geral. Lei de Pascal: “No interior de um fluido em repouso. P0. 10. a determinação da distribuição de forças ou pressões em um elemento fluido.

só poderão estar presentes forças normais à superfície (por definição. As forças de corpo. É o caso das forças gravitacionais e eletromagnéticas. como mostrado na Fig. a única força de corpo que deve ser considerada na maioria dos problemas de Mecânica dos Fluidos é a força gravitacional. z dz y x dy dx Figura 14 – Volume de Controle Infinitesimal.dz − ˆ dFR = ⎜ p + j ⎜ ∂y 2 ⎟ ⎝ ⎠ ( ) 35 . portanto. A equação básica da estática dos fluidos: Dois tipos genéricos de forças podem ser aplicados a um fluido: forças de corpo e forças de superfície. De uma maneira geral. ou o peso. através do contato direto. 14. são as forças desenvolvidas sem contato físico com o fluido. o fluido é a substância incapaz de resistir a forças de cisalhamento sem se deformar). Seja um volume fluido infinitesimal. A força total atuando no elemento é dada por: r r r r r dF = dFC + dFS = dm. As forças de superfície são aquelas que atuam nas fronteiras de um meio. A força de pressão atuando na face esquerda do elemento é: r ⎛ ∂P dy ⎞ ⎟dx. dy e dz.Fenômenos de Transporte – 01/2008 11. Se um fluido estiver em repouso.g + dFS A força líquida de pressão é dada pela soma da força de pressão em cada uma das faces do elemento. a força de pressão.1. distribuídas por todo o seu volume.dzˆ dFL = ⎜ p − j ⎜ ∂y 2 ⎟ ⎝ ⎠ A força de pressão na face direita é dada por: r ⎛ ∂P dy ⎞ ⎟dx. A única força de superfície a ser considerada é. de dimensões dx. também chamadas de forças de campo.

g + dFS = dm.dz. que pode ser decomposta em três equações escalares.dz . a diferença de pressão entre dois pontos do fluido será diretamente proporcional à diferença de altura entre eles (Fig.dzˆ dFS = ⎜ p − j ⎟dy.a Para um elemento fluido em repouso. 36 .dz ⎟ ⎝ ⎠ A força total é dada.g + ⎜ − ⎜ ∂x i − ∂y j − ∂z k ⎟dx..dz ⎟ ⎝ ⎠ Como dm = ρ . Se o sistema for escolhido com o eixo z r ˆ apontado para cima ( g = − gk ) .dx.dy. a aceleração deve ser nula e o somatório de todas as forças deve ser zero. ∂P + ρg x = 0 ∂x ∂P + ρg y = 0 ∂y ∂P + ρg z = 0 ∂z − − − Para simplificar a equação.g + ⎜ − ⎜ ∂x i − ∂y j − ∂z k ⎟dx.dy.dy − k ⎟ ⎜ ∂z 2 ⎠ ∂y 2 ⎠ ∂z 2 ⎠ ⎝ ⎝ ⎝ ( ) ( ) ( ) r ⎛ ∂P ˆ ∂P ˆ ∂P ˆ ⎞ dFS = ⎜ − ⎜ ∂x i − ∂y j − ∂z k ⎟dx.dy. é conveniente adotar um sistema de eixos no qual o vetor gravitacional esteja alinhado com um dos eixos. as equações podem ser reescritas como: ∂P =0 ∂x ∂P =0 ∂y ∂P =0 ∂z Se o fluido puder ser considerado incompressível.dzi + ⎜ p + ⎜ ∂y 2 ⎟ ∂x 2 ⎠ ∂x 2 ⎠ ⎝ ⎝ ⎝ ⎠ ⎛ ∂P dz ⎞ ∂P dy ⎞ ∂P dz ⎞ ⎛ ˆ ⎛ ˆ ⎟dx.dz = (ρ .dz − ˆ + ⎜ p − +⎜p+ j ⎟dx. r r ⎛ ∂P ˆ ∂P ˆ ∂P ˆ ⎞ r dF = ρ .dx. r ∂P dy ⎞ ∂P dx ⎞ ∂P dx ⎞ ⎛ ˆ ⎛ ˆ ⎛ ⎟dx. por: r r r r ⎛ ∂P ˆ ∂P ˆ ∂P ˆ ⎞ dF = dm.dyk + ⎜ p + ⎟dx. g − ∇P ) = 0 Esta é uma equação vetorial.dy.dz − i + ⎜ p − ⎟dy. Assim. portanto.15).Fenômenos de Transporte – 01/2008 A força líquida de pressão é dada pela soma das forças de pressão em todas as faces do elemento. r ( ρ .dy.g − ∇P )d∀ ⎟ ⎝ ⎠ A 2ª Lei de Newton estabelece que: r r dF = dm.d∀ = ρ .

Não há variação de pressão na direção horizontal.a. 3. a diferença de pressão entre dois pontos do fluido será diretamente proporcional à diferença de altura entre eles Equação Fundamental da Hidrostática (Fig. = 760 mmHg 37 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Conclusões: 1. A pressão varia na direção vertical. situados a uma mesma altura e no mesmo fluido em repouso. 11. Figura 15 – Variação de Pressão em um Fluido Estático. PB = PC + ρgh Os valores de pressão devem ser estabelecidos em relação a um nível de referência.c. com o nível de referência adotado. Pressão Manométrica: Pressão medida tomando-se como referência o valor da pressão atmosférica (Patm). 2. ou seja. a pressão em um ponto de um fluido estático é independente da orientação (Lei de Pascal).0332 kgf/cm2 = 10. sendo esta variação devida ao peso da coluna fluida (Equação Fundamental da Hidrostática).332 m. as pressões são denominadas pressões manométricas ou efetivas. Pz = Pn = Px. As maneiras de se expressar a pressão variam. dois pontos quaisquer.2. portanto.0332x104 kgf/m2 = 1. Se o fluido puder ser considerado incompressível. No limite para ∆z infinitamente pequeno (elemento tendendo a um ponto). Patm = 1atm = 101. ou seja. Quando o nível de referência é zero (vácuo).15). as pressões são denominadas absolutas. Quando o nível de referência é a pressão atmosférica local. estão submetidos à mesma pressão.325 kPa = 1.

invertido e mergulhado em um reservatório contendo o mesmo fluido. negativos ou nulos. que é um medidor de pressão atmosférica. Se P>Patm. No processo de inversão do tubo. Figura 16 – Exemplo do Cálculo das Pressões Absoluta e Manométrica. O Barômetro de Mercúrio: A aplicação mais simples da lei da hidrostática é o barômetro.4. como mostrado na Fig. 38 . Pman > 0 Se P<Patm. Pressão Absoluta: Pressão medida a partir do zero absoluto. o mercúrio desce. um tubo é preenchido com um fluido de alto peso específico (geralmente o mercúrio). 17.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A pressão manométrica pode assumir valores positivos. Pabs = Patm + Pman ou Pman = Pabs − Patm A pressão a ser utilizada em cálculos envolvendo equações de gás ideal ou outras equações de estado é a pressão absoluta. criando vácuo na parte superior do tubo. 11. Neste dispositivo. Pman < 0 Se P=Patm. Pman = 0 11.3.

5. h = 760mmHg ⇒ 1atm = 760mmHg vácuo 11. PA = Patm PA' = PA pontos isobáros (mesma altura no mesmo fluido em repouso) PA = PE + ρgh PE = 0 PA = ρgh ∴ Patm = ρgh = γh Portanto. 39 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 17 – O Barômetro de Mercúrio. Aplicação para a Manometria: P2 − P = ρg (z2 − z1 ) 1 z2 − z1 = P2 − P P2 − P 1 1 = ρg γ Uma variação na elevação é equivalente a uma variação de pressão. a pressão atmosférica pode ser medida a partir da altura de uma coluna líquida de mercúrio. Figura 18 – Variação de Pressão em uma Coluna de Múltiplos Fluidos.

75. Resolução: Para calcular a pressão no ponto´´a´´.Fenômenos de Transporte – 01/2008 1) P5 − P4 = ρ m g (z4 − z5 ) 2) P4 − P3 = ρ g g (z 3 − z 4 ) 3) P3 − P2 = ρ a g (z2 − z3 ) 4) P2 − P = ρo g (z1 − z2 ) 1 Agrupando as equações acima temos: P5 − P = ρ o g (z1 − z2 ) + ρ a g (z2 − z3 ) + ρ g g (z3 − z4 ) + ρ m g (z4 − z5 ) 1 Exemplo: 1) Determine a pressão manométrica no ponto “a”. devemos calcular a diferença de pressão do ponto em aberto (Patm).75 36pol P2 dB=1. e o líquido B.127 m 40 . Primeiramente faremos algumas transformações para simplificar os cálculos: 1 pol = 25. Patm dA=0.381 m 10 pol = 0. dB=1. até chegar em ´´a´´.20 P1 P3 Figura 19 – Ilustração do exemplo acima.4 mm 36 pol = 0. vasos comunicantes.20. O líquido em volta do ponto “a” é água e o tanque à esquerda está aberto para a atmosfera.914 m 15 pol = 0. se o líquido A tem densidade relativa dA= 0.254 m 5 pol = 0.

914 = 10.759.g .103.07 = 7.274.g .831.81Pa 11. Figura 20 – Manômetro de Líquido.81. utilizam-se fluidos com altos pesos específicos.340.127 = 5.g .9.20.1.SGB .g .47 − 1.SG A . padrão . como água ou óleo.g . padão .h1− 2 P 2 = P1 − ρ f .0.103.75.103.g .0. 41 .6.47 Pa P 2 − P3 = ρ A . padão .60 Pa P1 − P 2 = ρ B .h2 − 3 P3 = P 2 − ρ f .0.07 Pa Pa − P3 = ρ h2 o .0. que contêm o líquido manométrico.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Calculamos as diferenças de pressão: P1 − Patm = ρ B .81Pa Temos então como pressão no ponto “a”´: Pa = 7.9.9.h1− atm P1 = ρ f .h4 − 3 Pa = ρ h2 o . como o mercúrio.81.60 − 1.81.381 = 6.1.340.1.g . utilizam-se fluidos com menores pesos específicos.h4 − 3 + P3 Pa = 1.20. No caso de menores pressões.h2 − 3 P3 = 6. Para medição de altas pressões.g . Manômetros de líquido: São tubos transparentes e curvos.9.254.6.h1− atm P1 = 1.103.81.274.831. + 5.0.SGB .759. Tipos de Manômetros: 11. geralmente em forma de U.h1− 2 P 2 = 10.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 hA = hB p A = patm + ρghA pB = patm + ρghB p A = pB Figura 21 – Manômetro de Líquido. man = ρ b ghB − ρ a ghA 42 . p A = pB p A = pC + ρ a ghA pB = patm + ρ b ghB pC . p A = pB p A = patm + ρ a ghA pB = patm + ρb ghB Figura 22 – Manômetro de Líquido.

6. Equilíbrio dos Corpos Flutuantes Um corpo flutuante ou submerso em um fluido sofre um empuxo de baixo para cima de uma força igual ao peso do volume do fluido deslocado. que cobre um recipiente metálico. O empuxo vertical no cilindro elementar de volume d∀ é dado por: 43 . Seja o objeto mostrado na Fig.Fenômenos de Transporte – 01/2008 11. Figura 23 – Tubo de Bourdon. Figura 25 – Corpo Imerso em um Fluido Estático. imerso em um fluido em repouso. a força que nele atua denomina-se empuxo de flutuação. São os manômetros mais utilizados em aplicações industriais. Figura 24 – Manômetro de Diafragma. Manômetros metálicos: São instrumentos usados para medir as pressões dos fluidos através de um tubo metálico curvo (Tubo de Bourdon) ou de um diafragma.2. 12. Se um corpo está imerso ou flutua em um fluido. 25. As densidades dos líquidos podem ser determinadas observando-se a profundidade de flutuação de um densímetro.

Princípio de Arquimedes: “Todo corpo imerso em um fluido em equilíbrio recebe. um empuxo vertical de baixo para cima.1. ou seja. por parte do fluido. Corpo Imerso: E = peso do volume de fluido deslocado E = ρ fluido∀corpo g W = ρ corpo∀corpo g Corpo Flutuante: E = peso do volume de fluido deslocado E = ρ fluido∀deslocado g W = ρ corpo∀corpo g 44 .” O corpo pode estar.Fenômenos de Transporte – 01/2008 dF = P2 dA − P dA 1 dF = (Patm + ρgh2 )dA − (Patm + ρgh1 )dA dF = ρg (h2 − h1 )dA = ρgd∀ O empuxo total é obtido integrando-se dF. no entanto. numericamente igual ao peso do volume deslocado pelo corpo. imerso ou flutuando no fluido. F = dF = ρgd∀ = ρg∀ ∫ ∫ 12.

Corresponde ao centro de gravidade do volume de fluido deslocado.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Situações Possíveis: • Corpo Permanece Totalmente Imerso e em Equilíbrio: E =W ρ fluido = ρcorpo • Corpo Afunda W >E ρcorpo > ρ fluido • Corpo Fica Parcialmente Imerso E >W ρ fluido > ρcorpo O ponto de aplicação do empuxo é chamado Centro de Flutuação ou de Carena (C). 45 .

Fenômenos de Transporte – 01/2008 • Corpo Permanece Totalmente Imerso e em Equilíbrio: O centro de flutuação coincide com o centro de gravidade do corpo. pode ocorrer uma das seguintes situações: • Corpo imerso 46 . • Corpo Fica Parcialmente Imerso O centro de flutuação está localizado abaixo do centro de gravidade do corpo. • Corpo Afunda O centro de flutuação coincide com o centro de gravidade do corpo. Se o corpo for afastado da condição de equilíbrio. Quando o corpo está em equilíbrio. E e W possuem a mesma linha de ação.

Nesta situação. Se o corpo for inclinado de um pequeno ângulo ∆θ (Fig. o corpo está em equilíbrio instável. 13. E e W estarão sempre na mesma linha de ação. Se o metacentro estiver localizado acima do CG do corpo. Neste caso. Os limites do sistema podem ser fixos ou móveis. haverá um momento restaurador. Fluidodinâmica Os fluidos podem ser analisados utilizando-se o conceito de sistema ou de volume de controle.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Se for aplicado um afastamento θ do equilíbrio no corpo. figuras 27 e 28. Se o metacentro estiver localizado abaixo do CG do corpo. Assim. Neste caso. ele permanecerá na nova posição. Sistema: Quantidade fixa e definida de massa fluida. A linha vertical passando por B' irá interceptar a linha de simetria do corpo no ponto M. o momento tenderá a afastar o corpo ainda mais da posição de equilíbrio inicial. • Corpo flutuante Figura 26 – Cálculo do Metacentro de um Corpo Submerso. chamado Metacentro.1. provocando uma mudança na posição do centro de flutuação do corpo. o corpo se encontra em equilíbrio estável. 47 . que muda de B para B'. 13. o corpo está em equilíbrio indiferente. o volume da parte de fluido deslocado irá se alterar. mas não se verifica transporte de massa através deles. que tenderá a retornar o corpo para a sua posição de equilíbrio inicial. 26b).

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Figura 27 – Conjunto Pistão-Cilindro.
13.2. Volume de Controle:

Volume arbitrário do espaço, através do qual o fluido escoa. O contorno geométrico do volume de controle é denominado Superfície de Controle. A superfície de controle pode ser real ou imaginária, e pode estar em repouso ou em movimento.

Figura 28 – Escoamento de um Fluido através de um Tubo.
13.3. A relação entre as derivadas do sistema e a formulação para volume de controle:

As leis da Mecânica são escritas para um sistema. Elas estabelecem o que ocorre quando há uma interação entre o sistema e suas vizinhanças. No entanto, em muitos problemas de Mecânica dos Fluidos, é mais comum a análise dos problemas utilizandose a formulação de volume de controle. O teorema de Transporte de Reynolds permite que as leis da Mecânica sejam escritas para um volume de controle. Se N for uma propriedade extensiva arbitrária qualquer, o Teorema de Transporte de Reynolds estabelece que:

Nsistema =

massa ( sistema )

ηdm =

∀ ( sistema )

∫ηρd∀

(N) é uma propriedade extensiva (varia diretamente com a massa). Exemplo: massa. (η) é uma propriedade intensiva (independente da massa). Exemplo: temperatura.

48

Fenômenos de Transporte – 01/2008

dN dt

=
sistema

∂ ηρd∀ + ηρV • d A ∂t ∀C SC

Onde:
dN sist. : é a taxa de variação total de qualquer propriedade extensiva arbitrária do dt

sistema.
∂ ∫ηρd∀ : é a taxa de variação com o tempo, da propriedade extensiva arbitrária, (N), ∂t ∀C

dentro do volume de controle.

η: é a propriedade intensiva correspondente a N (η=N por unidade de massa).
ρd∀ : é um elemento de massa contido no volume de controle.

∀C

∫ηρd∀ :

é a quantidade total da propriedade extensiva, N, contida no volume de

controle.

SC

∫ηρV •d A :

é a vazão líquida em massa, da propriedade extensiva, N, saindo pela

superfície de controle.

ρV • d A : é a vazão em massa através do elemento de área d A . ηρV •d A : é a vazão em massa da propriedade extensiva, N, através da área d A .
r r V • n : é o produto escalar entre o vetor velocidade e o vetor normal à área.

13.4. Equação da continuidade (de conservação da massa) para um volume de controle arbitrário:

Se este teorema for aplicado à equação de conservação da massa,
N sistema = M

η=

dM =1 dm

r r ∂ ⎛ dM ⎞ = ∫ ρd∀ + ∫ ρ V • n dA ⎜ ⎟ ⎝ dt ⎠ sistema ∂t ∀C SC

(

)

Como a massa não varia no interior do sistema,
⎛ dM ⎞ =0 ⎜ ⎟ ⎝ dt ⎠ sistema

49

Fenômenos de Transporte – 01/2008

∂ ∂t

∀C

ρd∀ + ∫ ρ V • n dA = 0
SC

( r r)

Onde:
r r V • n = u cosθ

Deve ser ressaltado que o produto escalar entre o vetor velocidade e o elemento de área é dado por:
r r r r V .dA = V dA cosθ , onde θ é o ângulo entre o vetor velocidade e o vetor normal à área.

Como o vetor normal à área é sempre perpendicular a ela, apontando para fora, uma entrada de tubulação tem θ = 180° e uma saída de tubulação tem θ = 0° Na entrada de uma tubulação, V • n = −u , e, na saída, V • n = u Para um volume de controle fixo,
SC

r r

r r

∫ ρ V • n dA =

( r r)

saída

∑ ρuA − ∑ ρuA
entrada

Como o volume de controle é fixo,

∀C

⎛ dρ ⎞ ⎜ ⎟d∀ + ∑ ρuA − ∑ ρuA = 0 ⎝ dt ⎠ saída entrada

ou

⎛ dρ ⎞ & & ⎜ ⎟d∀ + ∑ m − ∑ m = 0 ∀C ⎝ dt ⎠ saída entrada

13.4.1. Casos especiais:

Em algumas situações, é possível simplificar a equação de conservação da massa. Para escoamento em regime permanente, não há variação das propriedades do escoamento com o tempo. Assim, a equação é escrita como:

SC

∫ ρV •d A = 0

Ou, para um escoamento com um número finito de entradas e saídas, esta equação é dada por:

50

a equação de conservação da massa para fluidos incompressíveis é dada por: SC ∫ V •d A = 0 ∫ Definindo-se a vazão volumétrica Q por: Q = V •d A SC a equação de conservação da massa pode ser escrita. como: saída ∑Q − ∑Q = 0 entrada A velocidade do escoamento varia em uma dada seção. ou seja. ou seja. 51 . por s(t). a equação de conservação da massa pode ser escrita como: ρ r r ∂ d∀ + ρ V • n dA = 0 ∂t ∀C SC ∫ ∫( ) ρentrada = ρ saída A integral de d∀ em todo o volume de controle é simplesmente o volume. Vazão Mássica e Vazão Volumétrica: Seja um escoamento unidimensional. Como ele não varia ao longo do tempo. ou: r Q 1 V = = V •d A A A SC ∫ 13. Define-se a magnitude da velocidade média em uma seção como sendo a razão entre a vazão volumétrica e a área da seção. Para um fluido incompressível.4. Assim.2.Fenômenos de Transporte – 01/2008 saída & & ∑ m − ∑ m = 0 . para um número finito de entradas e saídas. um escoamento que pode ser descrito por apenas uma coordenada espacial s. função do tempo. lembrando que o produto escalar dentro da integral é positivo para entrada saídas e negativo para entradas. a massa específica não varia com o tempo ou com a posição.

dt DIM: [M/t] Para escoamento incompressível. & m= dm d (ρ∀) = dt dt Mas: d∀ d ds = ( As ) = A = Au dt dt dt Assim: & m = ρuA + ∀ dρ dt dρ = 0. é dada por: & m= dm d (ρ∀) = dt dt Aplicando-se a regra da cadeia. & m = ρuA A vazão volumétrica. Seja m a massa fluida ocupando a área A no instante de tempo t: & m = ρ∀ A vazão mássica. ou a taxa de variação do volume com o tempo. é dada por: Q= d∀ = uA dt DIM: [L3/t] A vazão mássica e a vazão volumétrica podem ser relacionadas pela expressão: & m = ρQ 52 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 29 – Escoamento Unidimensional. definida como sendo a taxa de variação da massa com o tempo.

M η= dE dm η=e Q− W . da primeira lei da termodinâmica. . . . 1 mV 2 + mgz + U 2 V2 e= + gz + u 2 E= As formulações para sistema e volume de controle são relacionadas por: dN dt = sistema ∂ ηρd∀ + ηρV • d A ∂t ∀C SC ∫ ∫ Nsistema = ∀C ∫ ηdn = ∫ηρd∀ ∀ ( sistema ) A fim de deduzir a formulação para volume de controle. E: é a energia total do sistema. : é a taxa de trabalho realizada pelo sistema (convencionada positiva) ou pelo meio sobre o sistema (negativa). estabelecemos: N=E N = η. = . W . Sua formulação para sistema é: Q− W sist . sistema = r ∂ eρd∀ + eρV • d A ∂t ∀C SC ∫ ∫ no instante t0: 53 . a energia cinética e a energia potencial do sistema (por unidade de massa).Fenômenos de Transporte – 01/2008 13. dada por: E= M ( sistema ) ∫ edm = ∫ eρd∀ ∀ ( sistema ) e = é a energia intensiva.5. Onde: Q : é a taxa de transferência de calor trocada entre o sistema e a vizinhança. dE dt sist . dada pela soma entre a energia interna. A convenção de sinais adotada estabelece que a taxa de calor é positiva quando o calor é adicionado ao sistema. 1a Lei da Termodinâmica aplicada ao volume de controle: A primeira lei da Termodinâmica é uma afirmação da conservação da energia.

W = W eixo + W normal + W cisal + W outros W normal = . . . Exemplo: Ar entra em compressor a 14 psia. determine a taxa de transferência de calor. . SC ∫ pV •d A ⎛ . . . Na equação. r ∂ eρd∀ + (eρ + p )V • d A ∂t ∀C SC ∫ ∫ 2 r r & & ∂ eρ d∀ + ⎛ V + gz + u + ρυ ⎞ρV • dA ⎟ ⎜ Q −W = ∫C ∫⎜ 2 ⎟ ∂t ∀ ⎠ SC⎝ Sendo: υ = 1 ρ É importante ressaltar que a dedução da equação está além do escopo desta disciplina. . . W outros é qualquer taxa de trabalho não considerada. . W eixo é qualquer taxa de trabalho de eixo (potência) realizado sobre ou pelo volume de controle. 500ºF. . Resolução: Para calcular a taxa de transferência de calor precisamos recorrer à seguinte fórmula: 54 . . com velocidade de 500 pés/s. . Q − ⎜W eixo + pV •d A + W cisal + W outros ⎟ = eρd∀ + eρV •d A ⎜ ⎟ ∂t SC ∀C SC ⎝ ⎠ ∫ ∫ ∫ Q− W = . como trabalho produzido por forças eletromagnéticas.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Q− W sist . . se a potência fornecida ao compressor for 3200 hp e a vazão em massa 20 lbm/s. Para maiores informações. O termo W tem um valor numérico positivo quando o trabalho é realizado pelo volume de controle sobre o meio que o cerca. 80ºF com velocidade desprezível e é descarregado a 70 psia. . = Q− W ∀C . . ⎞ ∂ . A taxa de trabalho realizado sobre o volume de controle é de sinal oposto ao realizado pelo volume de controle. recomenda-se consultar os livros de Mecânica dos Fluidos sugeridos.

2 r r & & ∂ eρ d∀ + ⎛ V + gz + u + ρυ ⎞ρV • dA ⎟ ⎜ Q −W = ∫C ∫⎜ 2 ⎟ ∂t ∀ ⎠ SC⎝ 55 . com apenas uma entrada e uma saída de massa. BTU s 13.71 BTU ⎟ Q=⎜ ⎟ ⎜ 2 s2 lbm⋅0 R s s ⎠ ⎝ Q = −2. Cpar = 0. Para esta situação. Equação de Bernoulli: Muitas vezes.2399 ⋅ BTU ⋅ (959 − 539 )⎞ ⋅ 20 lbm − 2261. a equação da energia pode ser simplificada.6.106 .(T2 − T1 ) V1 = 0 OBS.: Cp é tabelado.24 ⋅ Z1 = Z 2 Btu lbf ⋅ ft e Rar = 53.49.3 lbm ⋅ R lbm ⋅ R 1HP = 550 ⋅ lbf ⋅ ft 1Btu = lbf ⋅ ft e 778 s T (ºR) = 460 + T (ºF) Substituindo os parâmetros acima na equação (A) temos: 2 ⎞ & & & ⎛V Q = m ⋅ ⎜ 2 + C p ⋅ (T 2−T1 )⎟ + W ⎟ ⎜ 2 ⎠ ⎝ 2 2 & ⎛ 500 ⋅ ft + 0 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 2 r r & − W = ∂ eρ d∀ + ⎛ V + gz + u + ρυ ⎞ρV • dA & ⎟ ⎜ Q ∫⎜ 2 ⎟ ∂t ∀∫ ⎠ C SC⎝ Levando agora em consideração as duas superfícies de controle e o regime permanente: 2 2 & − W = (− ρ V A )⎛ V1 + gz + u + p υ ⎞ + ρ V A ⎛ V2 + gz + u + p υ ⎞ & ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ Q 1 1 1 ⎜ 1 1 1 1⎟ 2 2 2⎜ 2 2 2 1⎟ 2 2 ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Colocando a vazão mássica em evidência 2 2 & & & ⎛ V − V1 + g ( z − z ) + (u − u ) + ( p υ − p υ )⎞ Q − W = m⎜ 2 2 1 2 1 2 2 1 1 ⎟ ⎟ ⎜ 2 ⎠ ⎝ (A) h = entalpia específica = u + pυ h2 − h1 = ∆h = (u2 + p2υ 2 ) − (u1 + p1υ1 ) = C p . deseja-se aplicar a equação de conservação da energia para o escoamento em regime permanente de um fluido incompressível no interior de uma tubulação.

em uma dada seção. sem outras formas de trabalho realizadas. para escoamento incompressível. a vazão mássica se conserva. a equação pode ser dada por: r r ⎛V 2 ⎞ r ⎛V 2 ⎞ r & & & & Q − W = ( gz1 + u1 + ρ1υ )(− m1 ) + ( gz 2 + u2 + ρ 2υ )m2 + ∫ ⎜ 2 ⎟ρV2 • dA2 − ∫ ⎜ 1 ⎟ρV1 • dA1 ⎜ 2 ⎟ ⎜ 2 ⎟ A2 ⎝ A2 ⎝ ⎠ ⎠ No entanto. 2 2 & − W = ( gz − gz + u − u + ρ υ − ρ υ )m + ⎛ V2 ⎞ρV • dA − ⎛ V1 ⎞ρV • dA & & ∫⎜ Q 2 1 2 1 1 1 2 ∫⎜ 2 ⎟ 1 1 ⎜ 2 ⎟ 2 ⎟ ⎜ ⎟ ⎠ ⎠ A2 ⎝ A1 ⎝ Definindo-se o coeficiente de energia cinética de forma que: ⎛V 2 ⎞ ⎛V 2 ⎞ ⎟ρVdA = α ∫ ⎜ ⎜ ∫⎜ 2 ⎟ ⎟ ⎜ 2 ⎟ρVdA ⎠ ⎠ ⎝ A A⎝ Onde: α: é o fator de correção da energia cinética Pode-se escrever a equação da energia de uma forma mais compacta: V2 V2⎞ & & ⎛ & Q − W = ⎜ gz2 − gz1 + u2 − u1 + p2υ − p1υ + α 2 2 − α1 1 ⎟m ⎜ 2 2 ⎟ ⎠ ⎝ Para escoamento em regime turbulento. e considerando que. sabe-se que.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Adotando-se as hipóteses de escoamento em regime permanente. a equação se reduz a: ⎞ r r ⎛V 2 & & Q −W = ∫ ⎜ + gz + u + ρυ ⎟ρV • dA ⎟ ⎜ 2 ⎠ SC⎝ Chamando a entrada da tubulação de (1) e a saída da tubulação de (2). Dividindo-se a equação pela vazão mássica. α = 2. O termo & m . α é aproximadamente igual à unidade. a pressão e a distância vertical (z) não se alteram. Para escoamento em regime laminar. a energia interna (u). representa a potência de eixo (por unidade de massa) fornecida ou retirada do fluido 56 . tem-se: & & Q W ⎛ V2 V2⎞ − = ⎜ gz2 − gz1 + u2 − u1 + p2υ − p1υ + α 2 2 − α1 1 ⎟ & & ⎝ m m ⎜ 2 2 ⎟ ⎠ Reescrevendo-se a equação. & & ⎛ V2⎞ ⎛ V2⎞ W Q ⎜ gz1 + p1υ + α1 1 ⎟ − ⎜ gz2 + p2υ + α 2 2 ⎟ = + (u2 − u1 ) − ⎟ m ⎟ ⎜ ⎜ & 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠ & m ⎝ Os termos entre parênteses do lado esquerdo da equação representam a energia W mecânica por unidade de massa em cada seção transversal do escoamento.

1. além disso. ou carga do fluido em escoamento. têm que: Q (u2 − u1 ) = & m . seção (1) em energia térmica não desejada e a perda de energia por transferência de calor. 13.1. A Equação de Bernoulli para fluidos ideais: Para escoamentos de fluidos incompressíveis para os quais se pode desprezar os efeitos de atrito (fluidos ideais). Cada termo na equação de Bernoulli.6. é conveniente representar o nível de energia de um escoamento por meios gráficos.6. 13. 57 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Q (Hs) e o termo (u2 − u1 ) − representa a conversão irreversível de energia mecânica na & m . Visualização gráfica da equação de Bernoulli: Muitas vezes. não há nenhuma potência de eixo. Os termos individuais são: P : ρg z: Energia de Pressão por unidade de peso do fluido ou carda devida à pressão estática local. toda a energia mecânica se conserva. A equação de Bernoulli pode ser dada então por: ⎛ V2⎞ ⎛ V2⎞ ⎜ gz1 + p1υ + α1 1 ⎟ − ⎜ gz2 + p2υ + α 2 2 ⎟ = H s ⎜ 2 ⎟ ⎜ 2 ⎟ ⎠ ⎠ ⎝ ⎝ Quando. na forma apresentada tem dimensões de comprimento. Energia de Posição por unidade de peso do fluido ou carga de elevação. A equação é dada por: ⎛ V2⎞ ⎛ V2⎞ ⎜ gz1 + p1υ + α1 1 ⎟ = ⎜ gz 2 + p2υ + α 2 2 ⎟ ⎜ 2 ⎟ ⎜ 2 ⎟ ⎠ ⎠ ⎝ ⎝ ⎛ V2⎞ ⎟ = H = constante ⎜ gz + pυ + α ⎜ 2 ⎟ ⎠ ⎝ Equação de Bernoulli para fluidos ideais A energia em qualquer ponto da massa fluida em um escoamento incompressível em regime permanente é constante.1.

A energia total por unidade de peso do fluido (ou carga total do escoamento). A linha energética representa a altura de carga total. quando nenhum trabalho é realizado sobre ou pelo fluido. a energia mecânica total se conserva. p V2 + Linha Energética: z + ρg 2 g Linha Piezométrica: z + P . Para um fluido ideal sem trabalho de eixo. a altura da linha energética permanece constante para o escoamento sem atrito. A linha piezométrica representa a soma das alturas de carga devidas à elevação e à pressão estática. ρg 58 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 α V2 : Energia Cinética por unidade de peso do fluido ou carga devida à pressão 2g dinâmica local. Conforme mostrado na equação de Bernoulli. H: Energia Total por unidade de peso do fluido ou carga total do escoamento. A diferença entre as alturas da linha energética e da linha piezométrica representa a altura de carga dinâmica (de velocidade). Figura 30 – Linhas Energética e Piezométrica para Escoamento Unidimensional em um Duto.

6. 59 .6. z1 − z2 = h Portanto. escoando em regime permanente através de um orifício lateral. portanto. assume-se α1 = α2 = 1 A equação da Continuidade estabelece que a vazão volumétrica seja constante. Aplicações da Equação de Bernoulli: 13. h= V22 2g V2 = 2 gh Teorema de Torricelli: “A velocidade de um líquido jorrando por um orifício através de uma parede delgada é igual à velocidade que teria um corpo em queda livre de uma altura h.1.2. 1 Além disso. A aplicação da equação de Bernoulli para fluidos ideais conduz a: V1 V2 P P2 + z2 + = 1 + z1 + ρg ρg g g 2 2 Para escoamento turbulento. Pode-se considerar. Como o jato de saída é livre à pressão atmosférica.Fenômenos de Transporte – 01/2008 13. V1 = 0 . Q = A1V1 = A2V2 No entanto. A1 >> A2 .2. contendo um fluido ideal. P = P2 = Patm . ou seja. Teorema de Torricelli: Seja um recipiente de paredes delgadas com a área da superfície livre constante. Figura 31 – Escoamento de um Fluido Ideal em um Recipiente de Paredes Delgadas.”.

Fenômenos de Transporte – 01/2008

13.6.2.2. Medidores de vazão:

Freqüentemente, é necessário medir a vazão que passa por uma tubulação. Existem diferentes dispositivos capazes de efetuar esta medição, divididos principalmente em duas classes: instrumentos mecânicos e instrumentos de perda de carga. Os instrumentos mecânicos medem a vazão real do fluido, retendo e medindo uma certa quantidade. Os dispositivos de perda de carga obstruem o escoamento, causando a aceleração de uma corrente fluida, como mostra na fig. 32 para um bocal genérico.

Figura 32 – Escoamento Interno através de um Bocal Genérico mostrando o volume de controle usado para análise.

A separação do escoamento na borda viva da garganta do bocal provoca a formação de uma zona de recirculação, como mostrado pelas linhas tracejadas a jusante do bocal. A corrente principal do escoamento continua a se acelerar após a garganta, formando uma vena contracta na seção 2 e, em seguida, desacelera-se para preencher toda a seção do tubo. Na vena contracta, a área de escoamento é mínima e a velocidade é máxima. A vazão teórica pode ser relacionada ao gradiente de pressão através da aplicação da equação de Bernoulli para fluidos ideais e da equação de conservação de massa. A equação de Bernoulli estabelece que
P2 V2 P V1 + z2 + α 2 = 1 + z1 + α1 ρg 2 g ρg 2g
2 2

Como z1 = z2, a equação se reduz a:
P2 V2 P V1 + α2 = 1 + α1 2 g ρg 2g ρg
2 2

Assim, considerando-se escoamento turbulento, α1= α2 = 1 e: 60

Fenômenos de Transporte – 01/2008

P − P2 = 1
P − P2 = 1

ρ⎛

2 2 ⎜V 2 − V 1 ⎞ ⎟ ⎠ 2⎝
2 V1 ⎞ ⎟ 1− 2 ⎜ V2 ⎟ 2⎠ ⎝ 2

ρV 2 ⎛ ⎜

As velocidades V 1 e V 2 podem ser relacionadas através da equação de conservação de massa,
V 1 A1 = V 2 A2

Ou
V 1 A2 = A1 V2

Assim,
P − P2 = 1

ρV 2 ⎛

A ⎞ ⎜1 − 2 ⎟ ⎜ 2 ⎝ A1 ⎟ ⎠

2

A velocidade teórica (ideal) V 2 é, portanto, dada por:
V2 = 2(P − P2 ) 1 ⎡ ⎛ A ⎞2 ⎤ ρ ⎢1 − ⎜ 2 ⎟ ⎥ ⎢ ⎜ A1 ⎟ ⎥ ⎣ ⎝ ⎠ ⎦

A vazão volumétrica teórica é dada, portanto, por:
Q = V 2 A2

Q=

2(P − P2 ) 1 ⎡ ⎛ A ⎞2 ⎤ ρ ⎢1 − ⎜ 2 ⎟ ⎥ ⎢ ⎜ A1 ⎟ ⎥ ⎣ ⎝ ⎠ ⎦

. A2

No entanto, diversos fatores limitam a utilidade da equação anterior para o cálculo da vazão através do medidor. A área do escoamento real na seção 2 é desconhecida quando a vena contracta é pronunciada. Em geral, os perfis de velocidade não podem ser considerados uniformes na seção. Os efeitos de atrito podem se tornar importantes quando os contornos medidos são abruptos. Finalmente, a localização das tomadas de pressão influencia a leitura da pressão diferencial. A equação teórica é ajustada pela definição de um coeficiente de descarga empírico tal que:

61

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Q=

2(P − P2 ) 1
⎡ ⎛ A ⎞2 ⎤ ρ ⎢1 − ⎜ 2 ⎟ ⎥ ⎢ ⎜ A1 ⎟ ⎥ ⎣ ⎝ ⎠ ⎦

.Cd . At

Deve ser observado que no cálculo da vazão real a área que deve ser utilizada é a área da garganta, e não a área do escoamento na seção 2. São apresentados na literatura valores para os coeficientes dos medidores de vazão, medidos com distribuições de velocidades turbulentas, completamente desenvolvidas na entrada do medidor.
13.6.2.2.1. Tubo de Venturi:

O tubo de Venturi é um dispositivo utilizado para medição da vazão ou da velocidade em uma tubulação. Consiste em uma redução da seção do escoamento, provocando um aumento de velocidade e uma queda na pressão. Em geral, os medidores são fundidos e usinados com pequenas tolerâncias, de modo a reproduzir o desempenho de projeto. A perda de carga total é baixa. Dados experimentais mostram que os coeficientes de descarga variam de 0,98 a 0,995 para altos números de Reynolds (maiores que 2.105). Por isso, C= 0,99 pode ser usado para medir a vazão em massa com cerca de 1% de erro. Para menores números de Reynolds, a literatura dos fabricantes deve ser consultada. A diferença de pressão entre um ponto no escoamento e um ponto no estrangulamento é medida através de um líquido manométrico, como mostrado na fig. 33.

Figura 33 – Tubo de Venturi. Aplicando-se a equação de Bernoulli entre os pontos 1 e 2 (fluido A),
P V1 P V2 1 + + z1 = 2 + + z2 ρ Ag 2g ρ Ag 2g
2 2

62

63 .2.6. chega-se a: Q = A1 ⋅ 2 ⋅ (P − P2 ) 1 ⎡⎛ A ⎞ 2 ⎤ ρ A ⋅ ⎢⎜ 1 ⎟ − 1⎥ ⎜ ⎟ ⎢⎝ A2 ⎠ ⎥ ⎣ ⎦ 13.2. Na primeira (Fig. 34). o tubo de Pitot é um dispositivo utilizado para a medição de vazão ou a velocidade de um escoamento. a velocidade do fluido é reduzida a zero. z1 = z2 P V1 P V2 1 + = 2 + ρ A g 2g ρ Ag 2g 2 2 Falta ainda relacionar as velocidades V 1 e V 2 à vazão mássica ou à vazão volumétrica. Ao entrar no tubo. Tubo de Pitot: Assim como o tubo de Venturi. Aplicando-se a equação de Bernoulli: Figura 34 – Medição de pressão estática – Tubo de Pitot. A equação da continuidade estabelece que.2. para fluidos incompressíveis: Q = V 1 A1 = V 2 A2 Ou: V1 = V2 = Q A1 Q A2 A1 A2 V 2 =V1 Igualando-se as expressões P1 e P2 e substituindo-se as expressões para as velocidades. Podem ser utilizadas 2 configurações.Fenômenos de Transporte – 01/2008 No entanto. sem atrito. um tubo é inserido no escoamento.

no qual será lida a diferença de cotas (Fig. P V1 P 1 + = 2 ρg 2 g ρg 2 ou: P2 ρ − P 1 ρ = V1 2 2 As pressões podem ser relacionadas às alturas do fluido: P1 = Patm+ ρgh1 P2 = Patm+ ρgh2 Substituindo-se na equação de Bernoulli. 2 2 P V1 P V2 1 + + z1 = 2 + + z2 ρ Ag 2g ρ Ag 2g 64 . Aplicando-se a equação de Bernoulli ao fluido A. ⎛P −P⎞ V 1 = 2g⎜ 2 1 ⎟ ⎜ ρg ⎟ ⎝ ⎠ V 1 = 2 g (h2 − h1 ) Na segunda configuração. Figura 35 – Tubo de Pitot com fluido manométrico. é inserido um fluido manométrico.Fenômenos de Transporte – 01/2008 P V1 P V2 1 + + z1 = 2 + + z2 ρg 2 g ρg 2 g 2 2 Mas: z1 = z2 V 2 =0 Assim. 35).

As principais desvantagens são a sua capacidade limitada e a elevada perda de carga. A equação de correlação recomendada para um orifício concêntrico com tomadas de canto (fig.5 91. As tomadas de pressão podem ser posicionadas em diversos locais. P V1 P 1 + = 2 ρ Ag 2g ρ A g 2 ou: ρA P2 − ρA P1 = V1 2 2 As pressões nos pontos 1 e 2 podem ser relacionadas através das seguintes expressões: PC = P1+ ρ A gh1 PD = P2+ ρ A gh2 Mas. valores consistentes devem ser selecionados de manuais. Como a sua geometria é simples. P2 − P1= ( ρ A − ρ B )(h1 − h2 ) g A velocidade do escoamento é dada.2.0312⎜ t ⎟ ⎝ Dl ⎠ 2 .2. Como a localização das tomadas influencia o coeficiente de descarga.6.75 ⎜ t ⎟ ⎝ Dl ⎠ Re Dl ⎝ Dl ⎠ 65 .184⎜ t ⎟ + 0. então.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Mas: z1 = z2 V 2 =0 Assim.3. PC = P D + ρ B g (h1 − h2 ) Assim.71 ⎛ D ⎞ ⎛D ⎞ − 0. por: V1 = 2 g ( ρ A − ρ B )(h1 − h2 ) ρA 13.36) é: ⎛D ⎞ C = 0.1 8 2. é de baixo custo e de fácil instalação e reposição.5959 + 0. Placa de orifício: A placa de orifício é uma placa fina que pode ser colocada entre flanges.

então: A2 = CC A0 66 (2) . A3 = área da seção reta à entrada do orifício (montante). Equações de correção similares estão disponíveis para placas de orifícios com tomadas de flange e com tomadas de pressão D e D/2. Figura 36 (b) – Placa de Orifício.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 36 (a) – Geometria de orifício e localização de tomadas de pressão – Placa de orifício. a área na seção reta na “vena contracta” será multiplicada por um fator CC chamado coeficiente de contração. A1 = área da seção reta do tubo. temos: p1 V1 p V2 + + Z1 = 2 + + Z2 γ 2g γ 2g 2 2 (1) Porém. A2 = área da seção reta à saída do orifício (jusante). Aplicando a equação de Bernoulli entre A1 e A2.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Assim sendo. Q = V1 A1 = V2Cc A0 (3) Cortando Z1 e Z2 na equação (1) e substituindo (3) em (1). temos. devemos considerar o coeficiente de velocidade “CV” responsável pelas perdas por atrito e choques no orifício. P 1 γ + Q2 P Q2 = 2+ 2 gA12 γ 2 g( Cc A0 )2 Q2 ⎛ 1 1 ⎞ ⎜ 2 2− 2⎟ ⎜C A 2 g ⎝ C 0 A1 ⎟ ⎠ 2 Q 2 ⎛ A12 − CC A02 ⎞ ⎜ 2 2 2 ⎟ 2 g ⎜ CC A0 A1 ⎟ ⎝ ⎠ h1 − h2 = h1 − h2 = Q= 2 CC A02 A12 ⋅ 2 g (h1 − h2 ) 2 A12 − CC A02 Q= ⎛A ⎞ C A ⎜ 1⎟ ⎜A ⎟ ⎝ 1⎠ 2 C 2 0 2 2⎛ A ⎞ 1 − CC ⎜ 0 ⎟ ⎜A ⎟ ⎝ 1⎠ 2 ⋅ 2 g (h1 − h2 ) Q= CC A0 2⎛ A ⎞ 1 − CC ⎜ 0 ⎟ ⎜A ⎟ ⎝ 1⎠ 2 ⋅ 2 g (h1 − h2 ) Para obtermos a vazão real. então: Q= CV CC A0 2⎛ A ⎞ 1 − CC ⎜ 0 ⎟ ⎜A ⎟ ⎝ 1⎠ 2 ⋅ 2 g (h1 − h2 ) (4) Definimos o coeficiente de forma do orifício “C” como sendo a relação: C= CV CC 2⎛ A ⎞ 1 − CC ⎜ 0 ⎟ ⎜A ⎟ ⎝ 1⎠ 2 (5) A equação (4) pode ser escrita: Q = CA0 2 g (h1 − h2 ) (6) 67 .

quando turbulento o regime de escoamento.7.6. Equação de Bernoulli para fluidos reais – perda de carga: P2 V 2 P1 V1 + z2 + = + z1 + + ∆H p 2 g ρg 2g ρg 2 2 Este último termo é denominado perda de carga. é aquela pressão que seria medida por um instrumento movendo-se com o escoamento).2. Figura 37 – Medições simultâneas das pressões de estagnação e estática.2. P0 − P γ = V2 2g ⎛P −P⎞ V = 2g⎜ 0 ⎟ ⎜ γ ⎟ ⎠ ⎝ 13. V2 + z = constante 2g P P γ P0 + γ = γ + V2 2g onde: P0: é a pressão de estagnação V0 = 0 z0 = z P: pressão estática (é a pressão termodinâmica. 68 . dissipada em forma de calor devido à viscosidade e ao desvio de massa pelos acessórios e. pela rugosidade. (∆HP) que é a energia por unidade de peso do líquido. Pressão de estagnação: É obtida quando um fluido em movimento é desacelerado até a velocidade zero por meio de um processo sem atrito.4.Fenômenos de Transporte – 01/2008 13.

∆H p : Perda de Carga entre os pontos 1 e 2.1. A perda de carga (∆H p ) depende da rugosidade (ε) e do comprimento (L) da tubulação e da presença de acessórios e conexões no sistema.Fenômenos de Transporte – 01/2008 13. com a perda de carga local (∆H pL ). a soma da perda de carga contínua (∆H pC ) . A perda de carga total é. mudanças de área e outros. ∆H P = ∆H PC + ∆H PL A perda de carga unitária é definida como sendo a razão entre a perda de carga e o comprimento da tubulação: ∆H P L J = 69 . Energia Cinética por unidade de peso do fluido. P : ρg z: V2 : 2g Energia de Pressão por unidade de peso do fluido. Visualização gráfica da equação de Bernoulli para fluidos reais: Figura 38 – Linhas Energética e Piezométrica para Escoamento de um Fluido Real. devida à perda de pressão pelo atrito do escoamento com os acessórios e conexões. portanto. Energia de Posição por unidade de peso do fluido.7. devida ao atrito do escoamento com as paredes ao longo da tubulação.

O principal problema consiste então na determinação do fator de atrito. ∆H PC LV = f D 2g D é o diâmetro do duto. o fator de atrito pode ser calculado por: 70 . Para escoamentos laminares.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A perda de carga entre duas seções quaisquer do escoamento pode ser calculada através de relações empíricas que dependem principalmente do regime de escoamento e da rugosidade relativa do duto. V é a velocidade média do fluido. 13. Re ≥ 4000 . Basicamente. O fator de atrito depende do regime de escoamento. g é a aceleração da gravidade. o escoamento é turbulento. Perdas de carga contínuas: ocorre nos trechos retos. da velocidade média do escoamento V e das propriedades do fluido (ρ e µ).2. Se 2100 < Re < 4000 . DIM: [L/t]. ele depende da rugosidade (ε) e do diâmetro da tubulação (D). Tipos de perda de carga: 13. DIM: [L].1. o escoamento está na faixa de transição. obtém-se que o fator de atrito é função de 2 adimensionais: a rugosidade relativa (k/D ou ε/D) e o número de Reynolds. DIM: [L]. O adimensional de Reynolds. Através da análise dimensional.7. DIM: [L/t2]. 2 onde: L é a distância percorrida pelo fluido entre as 2 seções consideradas. o escoamento é laminar. ou Re é dado por: ρV D V D = µ υ () Re = O número de Reynolds caracteriza o regime de escoamento: Re ≤ 2100 .7. f é o coeficiente de atrito.2.

3) para determinação da rugosidade absoluta (ε) em tubos.9 0.9 ⎟⎥ ⎣ ⎝ 3.25⎢log⎜ + 0.15 0.0015 71 . Os valores do fator de atrito.3 a 3 0. Moody apresenta também uma tabela (Tab.51 ⎞ ⎟ = −2 log⎜ + ⎜ 3.12 0.7 Re ⎠⎦ −2 Substituindo-se o resultado da equação de Miller na equação de Colebrook.9 a 9 0. Material Rugosidade ε (mm) Aço rebitado Aço comercial Concreto Ferro fundido Ferro fundido asfaltado Ferro galvanizado Madeira Trefilado 0. foram determinados experimentalmente para uma série de valores de Re e de (k/D ou ε/D) e sumarizados em um ábaco (Fig. denominado Ábaco de Moody.74 ⎞⎤ f 0 = 0. deve ser resolvida por um procedimento iterativo. 5 ⎛ξ / D 2. a expressão anterior é transcendental.Fenômenos de Transporte – 01/2008 f = 64 Re Para escoamentos turbulentos.5 ⎟ ⎝ ⎠ No entanto. dado por: ⎡ ⎛ ξ / D 5. A expressão mais largamente utilizada é a de Colebrook: 1 f 0.38).26 0. pode-se determinar um valor para o fator de atrito com cerca de 1% de erro. ou seja. Miller sugere um valor inicial para o fator de atrito(f0).2 a 0. Tabela 3 – Rugosidade para Tubos de Materiais comuns de Engenharia. para escoamentos laminares e turbulentos.7 Re . para alguns materiais comuns de engenharia. a determinação do fator de atrito é mais complicada. f 0.046 0.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 39 .Ábaco de Moody. 72 .

73 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 40 – Determinação da Rugosidade Relativa.

conexões.7.2. Perdas de carga localizadas: Em um sistema real. 1o método: Método direto ∆H PL = (∑ k )Vg 2 2 k: é o coeficiente de perda local (característica do acessório – Fig. o escoamento perde energia e tem sua pressão diminuída. 41) Figura 41 – Valores aproximados de k. Ao passar por estes obstáculos.Fenômenos de Transporte – 01/2008 13. muitas vezes o escoamento é obrigado a passar por uma série de acessórios. As perdas de carga locais foram determinadas experimentalmente e modeladas segundo duas equações diferentes. curvas ou mudanças abruptas de seção e direção. 74 .2.

A entrada do escoamento em tubos pode causar uma perda de carga considerável. o coeficiente de perda local vale 1.0. ∆H PL 2 L V = f e D 2g Le: é o comprimento equivalente da tubulação (Fig. 75 . são apresentadas 3 geometrias básicas de entradas. Para saídas. Na Tab. 41) A perda de carga total é: ∆H P = ∆H Pc + ∆H PL Figura 42 – Comprimentos Equivalentes para Tubulações de Ferro fundido e Aço.Fenômenos de Transporte – 01/2008 2o método: Método dos comprimentos equivalentes Consiste em transformar o acessório em trecho reto com o mesmo diâmetro e material. 4. se for mal projetada.

o coeficiente de perda é igual a α. Para este caso. a Tab. Um escoamento pode ainda sofrer uma expansão ou contração abrupta. Assim. Para uma expressão abrupta. para uma saída submersa. Tabela 5 – Coeficientes de Perda de Carga para Contração e Expansão. em função da razão de área AR (razão entre a menor e a maior área da contração ou expansão). 5 apresenta os coeficientes de perda de carga. o coeficiente de perda de carga pode ser modelado pela equação: K = (1-RA)2 76 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Tabela 4 – Coeficiente de Perda de Carga para Entrada de Tubos. Toda energia cinética do fluido é dissipada pela mistura quando o escoamento descarrega de um tubo em um grande reservatório ou câmara (saída submersa). não importando a geometria.

Como um difusor provoca um aumento da pressão estática do escoamento (redução da velocidade média).35 0.29 150º 0. CPi. CP: CP = P2 − P 1 1 ρV12 2 1 − CP AR 2 O coeficiente de perda é dado por K = 1− Definindo-se um coeficiente ideal de recuperação de pressão.19 120º 0.05 0. Tabela 6 – Coeficientes de Perda de Carga para Redução Suave da Seção Kcontração A2 / A1 0.26 0. A Tab.24 0.Fenômenos de Transporte – 01/2008 As perdas decorrentes da variação de área podem ser reduzidas pala instalação de um bocal ou um difusor entre as duas seções de tubo reto.06 0. para diferentes razões de área e para diferentes ângulos θ.60º 0.05 0.07 0.12 0.43). Figura 43 – Redução de Área – Bocal. o coeficiente de perda é comumente apresentado em termo de um coeficiente de recuperação de pressão.50 0. 6 apresenta os coeficientes de perda de carga para bocais. como o coeficiente de recuperação que existiria se os efeitos de atrito fossem desprezados.27 0.25 0.18 0.40º 50º .10 θ 10º 0.41 0. Um bocal é um dispositivo utilizado para a redução gradual da seção do escoamento (Fig.04 0. CPi = 1 − 1 AR 2 K = CPi − CP 77 .37 180º 0.17 0.05 15º .43 As perdas em difusores (expansão gradual da seção do escoamento) dependem de diversas variáveis geométricas e do escoamento.05 0.05 0.08 90º 0.

44 apresenta os coeficientes de carga para difusores. sempre deve ser usado o maior valor de velocidade. há duas velocidades diferentes. Figura 44 – Coeficiente de Perda de Carga para um Difusor. são mostrados na Tab. 7. Para estes casos. Acessórios Le/D Válvula Gaveta Válvula Globo Válvula Angular Válvula de Esfera Válvula Globo de Retenção Válvula Angular de Retenção 8 340 150 3 600 55 78 . Deve ser observado que as perdas de carga são obtidas ao se multiplicar o coeficiente de perda por (U2/2g). Estes valores. para cada um dos acessórios. As perdas de carga em escoamentos através de válvulas e conexões também podem ser escritas em termos de comprimentos equivalentes de tubos retos.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A Fig. No entanto. Tabela 7 – Comprimento Equivalente Adimensional para Válvulas e Conexões. em uma redução ou aumento de seção. a da maior e a da menor seção. em função do ângulo total do difusor.

Estas válvulas não se aplicam. a válvula desliza para baixo na seção. manual. controlar e interromper a descarga de fluidos em tubulações. da pressão e da temperatura do escoamento e da forma de acionamento pretendida. O comando é.45) são válvulas mais empregadas para escoamento de líquidos. As válvulas de gaveta (Fig.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Válvula de pé com Crivo Guiado Válvula de pé com Crivo Articulado Cotovelo Padrão de 90º Cotovelo Padrão de 45º Curva de Retorno – 180º Tê Padrão: Escoamento Principal Tê Padrão: Escoamento Lateral 420 75 30 16 50 20 60 Válvulas são dispositivos destinados a estabelecer. Algumas garantem a segurança da instalação e outras permitem desmontagens para reparos ou substituições de elementos da instalação. cuja escolha depende da natureza da operação a realizar. muito usadas para ar comprimido. com auxílio de uma alavanca. das propriedades físicas e químicas do fluido considerado. vapor. As válvulas de esfera são válvulas de uso geral. de fechamento rápido. a casos em que se pretende variar a vazão. possuindo uma passagem central e localizada no corpo da válvula. vácuo. Existe uma grande variedade de tipos de válvulas. O controle do fluxo é feito por meio de uma esfera. Figura 45 – Válvula de gaveta. mas apenas abrir ou fechar totalmente a passagem do fluido. Possuem custo relativamente reduzido e permitem a redução da vazão do escoamento através do volante situado na parte superior do corpo da válvula. 79 . Quando o volante é girado. gases e líquidos. em geral.

Figura 46 – Válvula Globo.Fenômenos de Transporte – 01/2008 As válvulas globo (Fig. o projeto irá variar significativamente. fecham automaticamente pela diferença de pressão provocada. 46) possuem uma haste parcialmente rosqueada em cuja extremidade existe um alargamento. Figura 47 – Válvula de Retenção. Eles devem ser considerados como dados representativos para algumas situações comumente encontradas. As válvulas de retenção (Fig. proposta por Fox e McDonald (2001). Para válvulas. tampão ou disco para controlar a passagem do fluido por orifício. mesmo com abertura máxima. Os valores apresentados constituem uma compilação dos dados da literatura.47) permitem o escoamento em um só sentido. Sempre que possível. dependendo do fabricante. Existe um número muito grande de dados experimentais para as perdas da carga localizadas. Quando há a tendência de inversão no sentido do escoamento. Servem para regular a vazão. pois podem trabalhar com tampão da vedação do orifício em qualquer posição. embora acarretem grandes perdas de carga. os 80 .

por exemplo. poderão causar obstruções locais. Figura 48 – Elevação de um Fluido com uma Bomba. Potência fornecida por uma bomba Se for necessário transportar um fluido de um ponto a outro situado em uma posição mais elevada. ou seja. dependendo dos cuidados tomados durante a fabricação da tubulação. Rebarbas do corte de trechos de tubos. Aplicando-se a equação de Bernoulli para fluidos reais entre os pontos 1 e 2. como as perdas de carga introduzidas por acessórios e válvulas irão variar consideravelmente. 13. A bomba fornecerá ao fluido uma quantidade de energia por unidade de peso do fluido Hman. P V1 2 P2 V22 1 z1 + + + H man = z 2 + + + ∆H p ρg 2 g ρg 2 g A potência real da bomba.8. Além disso. a potência que a bomba fornece ao fluido é dada por: N B = γQH man Onde: γ: é o peso específico do fluido DIM ⎢ 3 ⎥ ⎣L ⎦ Q: é a vazão volumétrica através da bomba DIM ⎢ 81 ⎡ L3 ⎤ ⎥ ⎣t ⎦ ⎡F⎤ .Fenômenos de Transporte – 01/2008 valores fornecidos pelos fabricantes deverão ser utilizados para a obtenção de dados mais precisos. com aumento considerável das perdas. pode-se utilizar uma bomba.

c) Altura manométrica em (m). vencendo a diferença de pressão entre os reservatórios. 1 hp = 1.10 − 6 Determinar: a) Perda de carga na linha de sucção em (m). A eficiência da bomba é definida então como sendo a razão entre a energia disponível para o fluido e a energia disponível para a bomba. 82 . No entanto. é o W (J/s).014 cv Nm= γQH man η Exemplo: Um conjunto elevatório esquematizado na figura abaixo trabalha nas seguintes condições: Vazão = 100 l. potência real potência ideal η= A unidade de potência. b) Perda de carga na linha de recalque em (m). d) Potência da bomba de acionamento em (cv).Fenômenos de Transporte – 01/2008 Hman: é a energia por unidade de peso do fluido fornecida pela bomba (altura manométrica). Uma unidade bastante utilizada é o cavalo-vapor (cv). a razão entre a potência real da bomba e a sua potência ideal. É a energia fornecida a cada kgf de líquido para que partindo do reservatório inferior atinja o reservatório superior. a altura de desnível geométrico e a perda de carga DIM [L ] . no SI. ou seja.s-1 Material = Ferro fundido Rendimento total = 75% Diâmetro da tubulação de recalque = 200 mm Diâmetro da tubulação de sucção = 250 mm m2 s µ H 2O = 1. a energia disponível para a bomba é diferente da energia transferida pela bomba para o fluido. sendo 1 cv = 736W = 75 kgfm/s e 1 hp = 746W = 76 kgfm/s. ou seja. Uma parte da energia é perdida por fugas de massa e por dissipação por atrito no interior da bomba.

037 m s . a) Sucção: (Antes da bomba) *Acessórios na sucção: Le = 65 m + 3 m Q = V×A m3 π 0.25m s −6 m 2 1× 10 s Re = Re = 5.0 m . iremos dividir em dois blocos: Sucção e Recalque.100 = VS × × (250 × 10 −3 )m 2 s 4 VS = 2.037 m × 0.0 m * Cálculo do número de Reynolds: Re = ρVD VD = µ υ 2.1× 105 83 .1 curva de 90º = 3.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 49 – Conjunto elevatório referente ao exemplo acima Resolução: Para calcularmos os itens acima.1 válvula de pé e crivo = 65.

4 .1 registro gaveta = 1. ⎛ε ⎞ Depois de consultado a tabela de rugosidade relativa ⎜ = 0.0 m + 2.000 o escoamento se caracteriza turbulento.Fenômenos de Transporte – 01/2008 * Obtenção do fator de atrito: Pelo fato do número de Reynolds ter sido maior que 4.000 o escoamento se caracteriza turbulento.037 m s ) = 0.00104 ⎟ e o ⎝D ⎠ ábaco de Moody.37 ×105 * Obtenção do fator de atrito: Pelo fato do número de Reynolds ter sido maior que 4.257m b) Recalque: (Depois da bomba) *Acessórios no Recalque: .1 válvula de retenção = 25.0205.183 m * Cálculo do número de Reynolds: Re = ρVD VD = µ υ 3. 84 .0205 × 250 × 10 −3 m 2 × 9.100 π m3 = VR × (200 × 10 −3 )m 2 s 4 s VR = 3.5 + 65 + 3)m × (2.183 m × 0.4 m + 1. * Cálculo da perda de carga na sucção usando o método do comprimento equivalente: ∆H S = f × (L + Le) × VS 2 D 2g 2 ∆H S (4.4 m Q = V×A 0.1 curva de 90º = 2.4 Le = 25.2m s Re = −6 m 2 1×10 s Re = 6.0 . obtemos o fator de atrito de f = 0.81 m s2 ∆Hs = 1.

257m + 3.g + Hman = P2+ V2 2/2. V 2= V H man R =3.584m 2 H man = 26. = 75 kgf . P2man=0 .v.0013 ⎟ e o ⎠ ⎝D ábaco de Moody.0215 × 2 ×10 −3 m 2 × 9.597m = 4.g + perdas ( ∆H T ) P1man=0 .m s 85 .18m/s (3. obtemos o fator de atrito de f = 0.597m ∆H T = ∆H S + ∆H R = 1.854m c) Cálculo da altura manométrica: * Pela equação de Bernoulli temos: P 1 P V V + 1 + H man = 2 + 2 + Perdas γ 2g γ 2g 2 2 P1+ V1 2/2.1m d) Cálculo da potência da bomba: * Rearranjando a equação de Bernoulli temos: Nm = γQH man η * Substituindo os valores teremos: γ × Q × H man 1× 10 Nm = = η 3 kgf m 3 × 100 ×10 −3 m 3 s × 26 . kgf . Z1=0 .4)m × (3. V 1=0 .4 + 2.1m 0 .m s 1c.183 m s ) = 0.81 m s 2 + 21m + 4.Fenômenos de Transporte – 01/2008 ⎞ ⎛ε Depois de consultado a tabela de rugosidade relativa ⎜ = 0.4c. * Cálculo da perda de carga na sucção: ∆H R = f × (L + Le) × VR 2 D 2g 2 ∆H R (36 + 25 + 1.75 N m = 3480 N m = 46.183 m s ) = 2 × 9. Z2=21 m .81 m s2 ∆H R = 3.0215.v.

1. Os processos de transferência de calor devem obedecer às leis da Termodinâmica: 1a Lei da Termodinâmica: A energia não pode ser criada ou destruída. líquido ou gasoso) ou entre meios diferentes em contato físico direto. haverá transferência de energia por calor. É um processo pelo qual o calor flui de uma região de temperatura mais alta para outra de temperatura mais baixa dentro de um meio (sólido. A transferência de calor é o trânsito de energia provocado por uma diferença de temperatura. Introdução Sempre que existir um gradiente de temperatura no interior de um sistema ou dois sistemas a diferentes temperaturas colocadas em contato. Modos de Transferência de Calor: Os diferentes processos através dos quais o calor é transmitido são chamados modos.1. convecção e radiação. mas apenas transformada de uma forma para outra. no sentido da temperatura mais alta para a mais baixa. 2a Lei da Termodinâmica: É impossível existir um processo cujo único resultado seja a transferência de calor de uma região de baixa temperatura para outra de temperatura mais alta. que pode ser um sólido ou um fluido. 14.Transferência de calor. 14.2. Os modos de transferência de calor são: condução.Fenômenos de Transporte – 01/2008 14. S1 Calor T1 > T2 S2 Figura 50 . A energia é transferida através de comunicação molecular direta. Condução: Transferência de calor que ocorre em um meio estacionário. sem apreciável deslocamento das moléculas. 86 . Transferência de Calor 14.2.

É um processo de transferência de energia através da ação combinada de condução de calor.3. ou quantas de energia. (a) Convecção natural. Tar Tar qc T1 CONVECÇÃO NATURAL qc T1 CONVECÇÃO FORÇADA Figura 52 – Processos de transferência convectiva de calor. Radiação: Energia emitida na forma de ondas eletromagnéticas por uma superfície a uma temperatura finita.2. Convecção: Transferência de calor que ocorre entre uma superfície e um fluido em movimento.Fenômenos de Transporte – 01/2008 T1 T2 Figura 51 – Associação da transferência de calor por condução à difusão da energia provocada pela atividade molecular. armazenamento de energia e movimentação da mistura.2. É a energia emitida por toda matéria que se encontra a uma temperatura não nula. É importante principalmente como mecanismo de transferência de energia entre uma superfície sólida e um fluido. 14. (b) Convecção forçada.2. O calor radiante é emitido por um corpo na forma de impulsos. quando estiverem em temperaturas diferentes. 87 . 14.

A radiação térmica é a energia eletromagnética propagada na velocidade da luz. Neste processo. Figura 54 – Troca radiativa entre uma superfície e as suas vizinhanças. rotacional e vibracional dos átomos e moléculas. emitem energia na forma de radiação eletromagnética.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Tviz q T Figura 53 – Troca radiativa entre uma superfície e as suas vizinhanças.3. Uma vez que a emissão resulta de variações nos estados eletrônicos. 14. Leis Básicas da Transferência de Calor: Equações de Taxa 88 . moléculas ou elétrons são excitados e retornam espontaneamente para os estados de menor energia. emitida pelos corpos em virtude de sua temperatura. Estas faixas e os comprimentos de onda representando os limites aproximados são mostrados na Fig. Os átomos. 54. a radiação emitida é usualmente distribuída sobre uma faixa de comprimentos de onda.

q " . e tem unidade de (W – Watt) no sistema internacional.3. 14. Outra maneira de se quantificar a transferência de energia é através do fluxo de calor. Figura 55 – Transferência de Calor em uma Parede Plana. A lei de Fourier se aplica a todos os estados da matéria (sólidos. desde que estejam em repouso. Condução Equação de taxa: Lei de Fourier " qcond = −k dT dx 2 onde q"cond : Fluxo de calor por condução na direção x (W/m ) k: Condutividade térmica do material da parede (W/m. Seja a transferência unidimensional de calor em uma parede plana (Figura 55). 89 . a unidade do fluxo é (W/m2). qcond = − kA dT dx O sinal negativo aparece porque o calor está sendo transferido na direção da temperatura decrescente. A equação pode ser usada para se calcular a quantidade de energia transferida por unidade de tempo. A taxa de energia é denotada por q. líquidos e gases).1. que é a taxa de energia por unidade de área (perpendicular à direção da troca de calor). No sistema internacional.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Todos os processos de transferência de calor podem ser quantificados através da equação de taxa apropriada.K) dT : Gradiente de temperatura na direção do fluxo de calor (K/m) dx A taxa de calor pode ser obtida multiplicando-se o fluxo de calor pela área perpendicular à direção da transferência de calor.

A transferência de calor é. a superfície em x = 0 se encontra a uma temperatura T1 e a superfície em x = L se encontra a T2. 90 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Considere que. cond = T1 − T2 qcond L kA onde: Rt. Determine a perda de calor através da parede para as temperaturas ambientes internas de – 15 ºC e 38 ºC que correspondem aos extremos atingidos no inverno e no verão. R= V1 − V2 i Rt .cond a partir da resistência elétrica R. separa uma sala de ar condicionado do ar ambiente.K. e a condutividade térmica do concreto é 1W/m. pode-se considerar que a distribuição de temperaturas no interior da parede é linear. na parede mostrada na figura 55. = resistência térmica à condução de calor (W/K)-1 Exemplo: 1) Uma parede de concreto. A temperatura da superfície interna da parede é mantida a 25ºC. unidimensional (direção x).cond. Assim. é dada por: " qcond = qcond A ⎛T −T ⎞ qcond = kA⎜ 1 2 ⎟ ⎝ L ⎠ Utilizando a analogia com circuitos elétricos. pode-se definir a resistência térmica à condução Rt. Para regime permanente sem geração interna de calor. área superficial de 20 m2 e espessura de 0. portanto. cond = Rt . o gradiente de temperatura pode ser dado por: dT T2 − T1 = dx L O fluxo de calor é dado por: ∆T ⎛T −T ⎞ ⎛T −T ⎞ " qcond = − k ⎜ 2 1 ⎟ = k ⎜ 1 2 ⎟ = k L ⎝ L ⎠ ⎝ L ⎠ A taxa de condução de calor pode ser obtida multiplicando-se o fluxo pela área perpendicular à direção da transferência de calor.30 m.

20m 2 .3m m. 0.K = 2667W Substituindo em relação à temperatura de 38ºC temos: qcond = k .3. T1 − T2 L Substituindo os valores em relação à temperatura de –15ºC temos a condução térmica como: qcond = k . : Fluxo de calor por convecção (W/m2) conv h: Coeficiente convectivo de calor (W/m2K) Ts: Temperatura da superfície (K) T∞: Temperatura do fluido (K) A taxa de transferência de calor por convecção é dada por: " qconv = qconv A 91 . " qconv = h(Ts − T∞ ) onde: q " . A. Convecção Equação de taxa: Lei de Resfriamento de Newton Figura 56 – Transferência Convectiva de Calor. qcond = 1 qcond T1 − T2 L 25º C − 38º C W .20m 2 . qcond = 1 qcond T1 − T2 L 25º C − (− 15º C ) W . A.3m m.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Resolução: Para calcularmos a perda de calor através da parede devemos utilizar a equação que rege a lei básica de transferência de calor referente à condução térmica em uma parede plana: qcond = k . A.2.K = −867W 14. 0.

000 50-20.K m 2 . Resolução: Para calcular a potência máxima dissipada pelo chip temos que calcular o fluxo de transferência de calor gerada pelo sistema. conv = 1 hA onde: Rt. conv = T1 − T2 qconv Líquido 50-1.K) Gás Convecção Natural Convecção Forçada Ebulição ou Condensação A resistência térmica à convecção é dada por: Rt . A partir de testes de controle de qualidade. = resistência térmica à convecção de calor (W/K)-1 Exemplo: 1) Um circuito integrado (chip) quadrado com lado w = 5 mm opera em condições isotérmicas.000 2 m q"conv = 200 92 .500-100000 5-25 25-250 Rt . O chip está alojado no interior de um substrato de modo que suas superfícies laterais e inferior estão bem isoladas termicamente. sabe-se que a temperatura do chip não deve exceder a T= 85ºC. 8 apresenta valores típicos do coeficiente de convecção h: Tabela 8 – Valores de h (W/m².000 2.K. com coeficiente de transferência de calor por convecção correspondente de h= 200 W/m2.K W q"conv = 14. enquanto sua superfície superior encontra-se exposta ao escoamento de uma substância refrigerante a T∞ = 15ºC. Se a substância refrigerante é o ar.conv. levando em consideração a temperatura máxima à qual o chip pode atingir: q"conv = h(Tsup − T∞ ) W (85º −15º ). Determine a potência máxima que pode ser dissipada pelo chip.Fenômenos de Transporte – 01/2008 qconv = hA(Ts − T∞ ) A Tab.

uma camada fina de carbono preto pode absorver aproximadamente 99% da radiação térmica incidente. 5.35W ( ) 14. Radiação Lei de Stefan-Boltzmann A radiação com comprimento de onda de aproximadamente 0.2 µm a 1000 µm é chamada radiação térmica e é emitida por todas as substâncias em virtude de sua temperatura. Embora um corpo negro não exista na natureza.10 −3 m 2 2 m = 0 .3. Por exemplo. A quantidade de energia liberada de uma superfície como calor radiante depende da temperatura absoluta e da natureza da superfície. alguns materiais se aproximam de um corpo negro.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Calculamos agora a potência máxima utilizando o valor acima encontrado: qconv = q' 'conv . Um corpo negro pode ser definido também como um perfeito absorvedor de radiação.3.67x10-8W/m2K4) Uma superfície capaz de emitir esta quantidade de energia é chamada um radiador ideal ou um corpo negro.A qconv = 14000 qconv = Pmax 2 W . Toda a radiação incidente sobre um corpo negro (independentemente do comprimento de onda ou da direção) será absorvida. Uma superfície capaz de emitir esta quantidade de energia é chamada um irradiador perfeito ou “corpo negro”. O fluxo máximo que pode ser emitido por uma superfície é: " qrad = σTs4 onde: q”rad: Energia emitida por unidade de área da superfície (W/m2) Ts: Temperatura absoluta da superfície (K) σ: Constante de Stefan-Boltzmann (5. O fluxo de calor emitido por uma superfície real é menor do que aquele emitido por um corpo negro à mesma temperatura e é dado por: " qrad = εσTs4 93 .

que a envolve completamente (Figura 57).Fenômenos de Transporte – 01/2008 onde: ε é a emissividade da superfície. Figura 57 – Troca Radiativa Líquida entre duas Superfícies. A Tabela A. Considerando-se a superfície menor cinzenta (ε = α ) .5 (Apêndice A) apresenta a emissividade de alguns materiais comuns. A taxa líquida na qual a radiação é trocada entre duas superfícies é bastante complicada. Outra propriedade radiativa importante é a absortividade α.: Temperatura da superfície maior Manipulando-se a equação anterior. Um caso especial que ocorre com freqüência envolve a troca líquida de radiação entre uma pequena superfície a uma temperatura Tsup e uma superfície isotérmica bem maior que a primeira. dependendo das propriedades radiativas das superfícies e de seu formato. que indica a eficiência de absorção da superfície. Esta propriedade indica a eficiência de emissão da superfície em relação a um corpo negro (0 ≤ ε ≤ 1) . a 300 K. o fluxo radiativo líquido pode ser dado por: " 4 qrad = εσ Ts4 − Tviz ( ) ) A taxa líquida de troca de calor é: 4 qrad = εσA Ts4 − Tviz ( onde: A: Área da superfície menor Ts: Temperatura da superfície menor Tviz. pode-se escrever a taxa líquida como: 94 .

portanto. As superfícies mostradas na Fig.8 e temperatura de 150ºC é colocada no interior de uma grande câmara de vácuo cujas paredes são mantidas a 25ºC. emissividade igual a 0. simultaneamente.22 W m2 W 4 × (150 + 273 ) K 4 2 4 m K ( ) A Tab. 9 apresenta um resumo das equações de taxa dos diferentes modos de transferência de calor.8 × 5 . 57 podem também.67 × 10 −8 q' ' rad = 1452 . rad = Rt . trocar calor por convecção com um fluido adjacente.5 m2. 95 . pela soma da taxa de calor por radiação com a taxa de calor por convecção.Fenômenos de Transporte – 01/2008 2 qrad = εAσ (Ts − Tviz )(Ts + Tviz ) Ts2 + Tviz ou ( ) qrad = hr A(Ts − Tviz ) onde: 2 hr = εσ (Ts + Tviz ) Ts2 + Tviz ( ) Assim.σ . = resistência térmica à radiação de calor (W/K)-1 Deve ser ressaltado que o resultado independe das propriedades da superfície maior. a resistência térmica à radiação é dada por: Rt . A taxa total de transferência de calor é dada. rad = Ts − Tviz qrad 1 hr A onde: Rt.rad.T 4 sup q' ' rad = 0 . já que nenhuma parcela da radiação emitida pela superfície menor seria refletida de volta para ela. q = qrad + qconv Exemplo: 1) Uma superfície com área de 0. Determine a taxa de emissão de radiação pela superfície? Resolução: Para calcular a taxa de emissão de radiação devemos utilizar a fórmula referente à radiação para uma superfície: qrad = ε .

Tabela 10 – Lei de Fourier para os três sistemas de coordenadas. ˆ ˆ q" = q " i + q " j + q " k x y z onde: q" = −k x ∂T ∂x q" = −k y ∂T ∂y q" = −k z ∂T ∂z A Tab.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Tabela 9 – Equações de Taxa Taxa Condução Convecção Radiação Fluxo qcond = − KA dT dx q" cond = − K dT dx qconv = −hA(Ts − T∞ ) qrad = hrA(Ts − Tviz ) q" conv = h(Ts − T∞ ) 4 q" rad = εσ T 4 − T viz s ( ) 15. e não deduzida a partir de princípios fundamentais. ou seja.1. desenvolvida a partir de fenômenos observados. Sistemas de coordenadas Cartesianas ⎛ ∂T ˆ ∂T ˆ ∂T q" = −k ⎜ ⎜ ∂x i + ∂y j + ∂z ⎝ ˆ⎞ k⎟ ⎟ ⎠ ˆ⎞ k⎟ ⎟ ⎠ ˆ ˆ q" = q" x i + q" y ˆ + q" z k j ⎛ ∂T ˆ 1 ∂T ˆ ∂T q" = − k ⎜ ⎜ ∂r i + r ∂φ j + ∂z ⎝ ˆ⎞ k⎟ ⎟ ⎠ Lei de Fourier Forma compacta Cilíndricas ⎛ ∂T ˆ 1 ∂T ˆ ∂T q" = −k ⎜ ⎜ ∂r i + r ∂φ j + ∂z ⎝ Esféricas 1 ∂T ˆ ⎞ 1 ∂T ˆ ⎞ ⎛ ∂T ˆ 1 ∂T ˆ ⎛ ∂T ˆ 1 ∂T ˆ k ⎟ q" = − k ⎜ k⎟ q" = − k ⎜ j+ j+ i+ i+ r sen θ ∂θ ⎠ r sen θ ∂θ ⎠ r ∂θ r ∂θ ⎝ ∂r ⎝ ∂r 96 . Condução 15. dado por: ⎛ ∂T ˆ ∂T ˆ ∂T ˆ ⎞ q" = − k ⎜ ⎟ ⎜ ∂x i + ∂y j + ∂z k ⎟ = − k∇T ⎠ ⎝ onde ∇ é o operador gradiente. qcond = −k dT dx O fluxo de calor é uma grandeza vetorial. a lei de Fourier.10 apresenta. " Para a condução unidimensional. para os três sistemas de coordenadas cartesianas. Introdução à Condução A Lei de Fourier é uma lei fenomenológica.

No sistema internacional.Fenômenos de Transporte – 01/2008 15. A Figura 58 apresenta valores da condutividade térmica para alguns materiais. é maior que a de um gás. Conforme mostrado na figura 58. às diferenças de espaçamento intermolecular nos estados da matéria. a 300 K. Esta tendência se deve. 97 . um aumento na condutividade térmica representa uma redução do gradiente de temperatura ao longo da direção da transferência de calor. em geral. em grande parte. Ela depende da estrutura física da matéria. a unidade de k é (W/m. Para uma taxa de calor fixa.2. por sua vez. a condutividade térmica de um sólido é maior que a de um líquido que. Figura 58 – Faixas de Condutividade térmica para vários estados da matéria. a níveis atômico e molecular. Propriedades térmicas da matéria: A condutividade térmica (K) apresenta a capacidade de um corpo de transferir calor.K).

enquanto materiais com valores reduzidos de α responderão mais lentamente. . os gases são muito pouco adequados para o armazenamento de energia térmica. 15. Ao contrário.Num instante (t): a taxa com que as energias térmica e a energia mecânica entram num volume de controle. Conservação de energia em um volume de controle Em qualquer instante. Em geral. comumente chamado de capacidade calorífica. enquanto os sólidos não metálicos apresentam menores valores desta propriedade. de tempo (t) e intervalo de tempo (∆t). a unidade de ρcp é (J/m3. mede a capacidade de um material de armazenar energia térmica. os sólidos metálicos têm maiores difusividades térmicas. No sistema internacional. a unidade de α é (m2/s). Uma vez que substâncias que possuem densidade elevada são tipicamente caracterizados por reduzidos calores específicos. muitos sólidos e líquidos. que são considerados meios bons para o armazenamento de energia possuem capacidades caloríficas de magnitude apreciável.Fenômenos de Transporte – 01/2008 O produto ρcp. Materiais com valores elevados de α responderão rapidamente a mudanças nas condições térmicas a eles impostas. deve haver um equilíbrio entre todas as taxas de energia. levando mais tempo para atingir uma nova condição de equilíbrio. Ela mede a capacidade do material de conduzir a energia térmica em relação à sua capacidade de armazená-la. No sistema internacional. A difusividade térmica (α) é definida como sendo a razão entre a condutividade térmica e a capacidade calorífica: α= k ρc p onde k é a condutividade térmica e ρc p é a capacidade calorífica.K). devem ser iguais à armazenada no interior do volume de controle. devido às suas baixas densidades. taxa de aumento da energia 98 . mais a taxa com que a energia térmica é gerada no interior do volume de controle.3. menos a taxa com que as energias térmica e a energia mecânica deixam o volume de controle.

Ou seja. Uma situação comum envolve a entrada e a saída de energia por meio da transferência de calor por condução. que se aplica a um intervalo de tempo (∆t). Em situações que envolvem o escoamento de um fluido através da superfície de controle. uma reação química exotérmica pode estar acontecendo. mais a quantidade de energia térmica gerada no interior do volume de controle. Os termos relativos à entrada e saída de energia são fenômenos de superfície. convecção e ou radiação. enquanto a energia que sai atua diminuindo a quantidade de energia armazenada. ou nuclear) em energia térmica. cinética e potencial. menos a quantidade de energia térmica e a energia mecânica que deixa o volume de controle. Esse é um fenômeno volumétrico. é obtida pela integração da equação ao longo do tempo: Eaf + E g − Eef = ∆Eac Em palavras essa relação diz que as quantidades de energia que entram e que são geradas atuam em favor do crescimento da quantidade de energia acumulada no interior do volume de controle. Por exemplo. o efeito a ser computado é um aumento na energia térmica da matéria no interior 99 . eles estão associados exclusivamente aos processos que ocorrem na superfície de controle e são proporcionais a sua área.Num intervalo de tempo(∆t): a quantidade de energia térmica e a energia mecânica que entra num volume de controle. Os termos de entrada e saída podem também incluir as interações referentes ao trabalho que ocorre nas fronteiras do sistema. eletromagnética. Nesse caso. Essa energia pode compreender as formas interna. Ou seja. devem ser iguais ao aumento na quantidade de energia armazenada no interior do volume de controle. elétrica. dEac & & & & Eaf + E g − Eef = Eac = dt a equação acima pode ser utilizada em qualquer instante de tempo. A forma alternativa. os termos também incluem a energia transportada pela matéria que entra e sai do volume de controle. O termo da geração de energia está associado à conversão de uma outra forma de energia qualquer (química. ele ocorre no interior do volume de controle e é proporcional a magnitude do seu volume. convertendo energia química em térmica.Fenômenos de Transporte – 01/2008 .

um componente químico. Tal dissipador está em um ambiente cuja temperatura do ar. pode ser igualado a soma ∆U + ∆KE + ∆PE.8. que está relacionado às forças intermoleculares que influenciam as mudanças de fase entre os estados sólido. um componente latente. que compreende a energia armazenada nas ligações químicas entre os átomos. à qual passa por suas aletas. Resolução: Para calcular o coeficiente convectivo do ar devemos utilizar a equação que rege a lei de conservação de energia em um volume de controle: Eaf + E g − Eef = ∆Eac 100 .045m2. respectivamente. Portanto. cinética e ou potencial do seu conteúdo. ∆U. consiste em um componente sensível ou térmico. o efeito líquido continua sendo a criação de energia térmica. Tviz. que leva em consideração os movimentos de translação.= 27ºC e Tsup= 42ºC e a emissividade è de 0. A variação na energia interna. Outra fonte de energia térmica é a conversão de energia elétrica que ocorre devido ao aquecimento resistivo quando se passa uma corrente elétrica através de um material condutor. Isto é.Fenômenos de Transporte – 01/2008 do volume de controle. rotação e ou vibração dos átomos/moléculas que compõem a matéria. para um intervalo de tempo ∆t. cuja temperatura da vizinhança e da superfície são. o termo relativo ao armazenamento de energia. é de T∞ =27ºC e sua área é de 0.R. O armazenamento ou acúmulo de energia também é um fenômeno volumétrico. que corresponde à taxa na qual a energia térmica é gerada (liberada) no interior do volume de controle. que representa as forças de coesão existentes nos núcleos dos átomos. Qual o coeficiente convectivo de calor do ar (h). A potência dissipada pelo equipamento é de 20 W. se uma corrente elétrica I passa através de uma resistência R no interior do volume de controle. e variações no interior do volume de controle podem ser devido a mudanças nas energias internas. Embora esse processo possa ser alternativamente tratado como se houvesse a realização de trabalho elétrico no sistema (entrada de energia). líquido e gasoso. e um componente nuclear. ∆ Eac. Exemplo: 1) Um equipamento eletrônico possui um dissipador de potência agregado à sua estrutura. energia elétrica é dissipada a uma taxa igual a I².

) + h.4. pode-se determinar o fluxo de calor por condução em qualquer ponto do meio ou em sua superfície utilizando-se a lei de Fourier.0.67. dy e dz mostrado na figura & & 59.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Como o equipamento não gera energia e o termo referente ao armazenamento de energia não varia com o tempo.675 W h = 24. a distribuição de temperaturas em seu interior. 101 . Para se determinar a distribuição de temperaturas.045 315 4 − 300 4 + h.5.8. a geração interna de calor e o acúmulo de energia que podem existir no volume de controle e qx . Coordenadas cartesianas Um dos objetivos principais da análise da condução de calor é determinar o campo de temperaturas em um meio.1.35 2 m .0.10 −8. temos: Eaf − Eef = 0 Identificando os termos acima em parâmetros de convecção e radiação temos: Eaf = P Eef = qrad.K h= : 20 = 0. Assim. qy e qz são as taxas de calor por condução nas três direções.5.045 3154 − 300 4 + h. − T∞ ) 4 4 E ef = 0.045(315 − 300 ) ( ) 15. respectivamente.0. Equação da Difusão de Calor 15.4. E g e E a representam.0. considere o volume de controle infinitesimal de dimensões dx. + Tviz. Substituindo os valores temos: E af = 20W E ef = εσA(Tsup .67.045(315 − 300 ) ( ) Substituindo os termos acima na equação Eaf = Eef 20 − 3. ou seja.8.10 −8. A(Tsup .56 0. + qconv.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 59 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cartesianas). q x + dx = q x + ∂q x dx ∂x q y + dy = q y + ∂q y ∂y dy q z + dz = q z + ∂q z dz ∂z Assim. Fazendo-se um balanço de energia no volume de controle & & & & Ee − Es + E g = Ea (q x & + q y + q z − q x + dx + q y + dy + q z + dz + qdxdydz = ρc p ) ( ) ∂T dxdydz ∂t 3 & q : Taxa de geração de energia por unidade de volume do meio (W/m ) ρc p ∂T : Taxa de variação de energia térmica do meio. ∂q y ⎛ ⎞ ∂T ∂q ∂q qx + q y + qz − ⎜ q x + x dx + q y + dy + qz + z dz ⎟ + qdxdydz = ρc p dxdydz ⎜ ⎟ & ∂t ∂x ∂y ∂z ⎠ ⎝ − ∂q y ∂T ∂q ∂q x & dxdydz dx − dy − z dz + qdxdydz = ρc p ∂t ∂z ∂x ∂y 102 . por unidade de volume (W/m3) ∂t Fazendo-se uma expansão em série de Taylor nas 3 direções coordenadas.

no entanto. qy e qz podem ser determinadas utilizando-se a Lei de Fourier. sem geração interna de calor: d ⎛ dT ⎞ ⎜k ⎟=0 dx ⎝ dx ⎠ 103 . é possível operar com versões simplificadas desta equação.Fenômenos de Transporte – 01/2008 As taxas qx . qx = −k − ∂T dydz ∂x q y = −k ∂T dxdz ∂y qz = −k ∂T dxdy ∂z ∂ & (qx )dx − ∂ q y dy − ∂ (qz )dz + qdxdydz = ρc p ∂T dxdydz ∂t ∂x ∂y ∂z ( ) − ⎞ ∂T ∂⎛ ∂T ∂ ⎛ ∂T ∂ ⎛ ∂T ⎞ ⎞ & dydz ⎟dx − ⎜ − k dxdz ⎟dy − ⎜ − k dxdy ⎟dz + qdxdydz = ρc p dxdydz ⎜− k ⎜ ⎟ ∂t ∂z ⎝ ∂z ∂y ⎝ ∂y ∂x ⎝ ∂x ⎠ ⎠ ⎠ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂T & ⎜k ⎟dxdydz + ⎜ k ⎜ ∂y ⎟dxdydz + ∂z ⎜ k ∂z ⎟dxdydz + qdxdydz = ρc p ∂t dxdydz ⎟ ∂x ⎝ ∂x ⎠ ∂y ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ Dividindo-se pelo volume infinitesimal dxdydz. adotando-se algumas hipóteses: • Condutividade térmica constante (k constante): & ∂ 2T ∂ 2T ∂ 2T q ρc p ∂T + 2 + 2 + = 2 k k ∂t ∂y ∂z ∂x ou & ∂ 2T ∂ 2T ∂ 2T q 1 ∂T + 2 + 2 + = 2 k α ∂t ∂y ∂z ∂x onde: α = k = difusividade térmica do material (m2/s) ρc p • Regime Permanente ∂T ∂t = 0 : ( ) ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ & ⎟ + ⎜k ⎜k ⎟ + ⎜k ⎟+q = 0 ∂x ⎝ ∂x ⎠ ∂y ⎜ ∂y ⎟ ∂z ⎝ ∂z ⎠ ⎠ ⎝ • Condução unidimensional de calor em regime permanente. ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂T & ⎜k ⎟ + ⎜k ⎜ ∂y ⎟ + ∂z ⎜ k ∂z ⎟ + q = ρc p ∂t ⎟ ∂x ⎝ ∂x ⎠ ∂y ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ Muitas vezes.

4. Figura 60 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cilíndricas). 104 . sem geração interna de energia. k dT = constante dx q x = constante Em condições de transferência de calor unidimensional em regime permanente. 15.3. pode-se escrever a equação da difusão de calor em coordenadas cilíndricas e esféricas. Seja o volume de controle em coordenadas cilíndricas mostrado na Figura 60. o fluxo de calor é constante na direção da análise.4.2. ⎛ ∂T ˆ 1 ∂T ˆ ∂T ˆ ⎞ q" = −k∇T = −k ⎜ ⎜ ∂r i + r ∂φ j + ∂z k ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ q ′′ = − k r ∂T ∂r ′ qφ′ = − k ∂T r ∂φ q ′′ = − k z ∂T ∂z ∂T 1 ∂ ⎛ ∂T ⎞ 1 ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ & ⎜k ⎜ kr ⎟+ 2 ⎜ ∂φ ⎟ + ∂z ⎜ k ∂z ⎟ + q = ρc p ∂t ⎟ r ∂r ⎝ ∂r ⎠ r ∂φ ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ 15. Coordenadas Esféricas Seja o volume de controle em coordenadas esféricas mostrado na Figura 61. Coordenadas Cilíndricas Efetuando-se uma análise similar à realizada para coordenadas cartesianas.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Neste caso.

1) Temperatura da Superfície Constante – condição de Dirichlet T (0. Como a equação é de primeira ordem no tempo. Elas ilustram a situação para um sistema unidimensional. ⎛ ∂T ˆ 1 ∂T ˆ 1 ∂T ˆ ⎞ q" = − k∇T = − k ⎜ ⎟ ⎜ ∂r i + r ∂θ j + r sen θ ∂φ k ⎟ ⎠ ⎝ ′ qr′ = − k ∂T ∂r ′ qθ′ = − k ∂T r ∂θ ′ qφ′ = − k ∂T r senθ ∂φ 1 ∂ ⎛ 2 ∂T ⎞ 1 1 ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂T ∂ ⎛ ∂T ⎞ & ⎜k ⎜ kr ⎟+ 2 2 2 ⎟ ⎜ ∂φ ⎟ + r 2 sen θ ∂θ ⎜ k sen θ ∂θ ⎟ + q = ρc p ∂t ∂r ⎠ r sen θ ∂φ ⎝ r ∂r ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ 15.4. quando a situação for dependente do tempo. Como a equação da condução de calor é uma equação de Segunda ordem nas coordenadas espaciais. Condições de Contorno e Condição Inicial A solução das equações que governam problema depende ainda das condições físicas que existem nas fronteiras do meio (condições de contorno) e. t ) = Ts 105 . são necessárias 2 condições de contorno para cada coordenada espacial que descreve o sistema. As figuras a seguir mostram as 3 espécies de condições de contorno comumente encontradas na transferência de calor. basta apenas uma condição inicial.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 61 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Esféricas). especificando a condição de contorno na superfície x = 0. com a transferência de calor ocorrendo na direção dos x positivos.4. também das condições que existem em um certo instante inicial (condição inicial).

t )] x =0 −k Exemplo: 1) Uma longa barra de cobre com seção reta retangular. A superfície inferior continua mantida a Td. Resolução: Para obtermos a equação e as condições de contorno e inicial devemos primeiramente fazer algumas considerações: 106 . encontra-se com a sua superfície inferior em contato com um sorvedouro de calor de tal modo que a temperatura ao longo de toda a barra é aproximadamente igual à do sorvedouro. De repente uma corrente elétrica é passada através da barra.K. é soprada por sobre a sua superfície superior. e uma corrente de ar. com temperatura T = 15ºC e coeficiente convectivo h = 10 W/m2.Fenômenos de Transporte – 01/2008 2) Fluxo de Calor Constante na Superfície –condição de Neumann −k ∂T ∂x = q " ( 0) x x =0 a) Fluxo de Calor Diferente de Zero ∂T ∂x −k " = qS x =0 b) Fluxo de Calor Nulo (Parede Isolada ou Adiabática) ∂T ∂x =0 x=0 3) Condição Convectiva na Superfície ∂T ∂x = h[T∞ − T (0. Obtenha a equação diferencial e as condições inicial e de contorno que poderiam ser usadas para determinar a temperatura da barra em função da posição e do tempo. Td = 30ºC. cuja largura W é muito maior que sua espessura L.

antes da mudança das condições. q . Propriedades físicas constantes. e a transferência de calor no interior de barra é basicamente unidimensional na direção do eixo do x. * * Taxa volumétrica de geração de calor uniforme. temos: T (0.Fenômenos de Transporte – 01/2008 * Uma vez que W>>L. t ) − T∞ ] x=L A condição inicial é inferida a partir do reconhecimento de que. sendo: T (x. ∂T ∂x = h[T (L. A distribuição de temperatura é governada pela equação de calor: ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ . t ) = Td = 30º C A condição de contorno em relação à superfície superior da barra será: − k. a barra encontrava-se a uma temperatura uniforme Td. ∂T ⎟ + ⎜k ⎜k ⎜ ∂y ⎟ + ∂z ⎜ k ∂z ⎟ + q = ρc p ∂t ⎟ ∂x ⎝ ∂x ⎠ ∂y ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ Para as considerações do problema de transferência de calor unidimensional com propriedades físicas constantes. A condição de contorno para a superfície inferior sendo esta mantida em um valor constante em relação ao tempo. os efeitos causados pelas superfícies laterais são desprezíveis. a equação se reduz a: ∂ 2T q 1 ∂T + = ∂x 2 k α ∂t . .0) = Td = 30º C 107 .

A determinação da distribuição de temperaturas no interior da parede é feita através da solução da equação de calor. A temperatura é função somente de uma coordenada espacial (no caso x) e o calor é transferido unicamente nesta direção.1. em regime permanente. sem geração interna. Considere a condução unidimensional de calor através da parede. então.Fenômenos de Transporte – 01/2008 15. por condução através da parede e por convecção da superfície da parede em x = L a Ts2 para o fluido frio a T∞2 .5.5 Condução Unidimensional em Regime Permanente 15. 108 . Em coordenadas cartesianas. a d ⎛ dT ⎞ ⎜k ⎟=0 dx ⎝ dx ⎠ Considerando-se a condutividade térmica do material constante. Parede Simples Seja uma parede plana separando dois fluidos em temperaturas diferentes (Figura 62). Figura 62 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana . esta equação é dada por: Equação da Condução de Calor em Coordenadas Cartesianas: ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂T & ⎜k ⎟ + ⎜k ⎜ ∂y ⎟ + ∂z ⎜ k ∂z ⎟ + q = ρc p ∂t ⎟ ∂x ⎝ ∂x ⎠ ∂y ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ Hipóteses: • • • Condução unidimensional ⎛ ∂T ∂y = ∂T ∂z = 0 ⎞ ⎟ ⎜ ⎝ ⎠ & Sem geração interna (q = 0) Regime permanente ∂T ∂t = 0 ( ) A equação se reduz. A transferência de calor ocorre por convecção do fluido quente a T∞1 para a superfície da parede a Ts1 em x = 0.

2 Pode-se então determinar as constantes de integração: C1 = TS . uma resistência térmica se opõe à passagem de calor.5.2. conclui-se que a resistência térmica assume a forma: Rt = ∆T q Assim. aplicam-se as condições de contorno: T (0) = TS .1 − TS .Fenômenos de Transporte – 01/2008 k d 2T =0 dx 2 ou d 2T =0 dx 2 Integrando-se 2 vezes em x. sem geração de calor e com condutividade térmica constante.1 L C 2 = TS .1 Na condução unidimensional. que. 15. T (x ) = x + TS .1 L TS .1 Assim. a temperatura é uma função linear de x. Resistência Térmica Da mesma maneira que uma resistência elétrica se opõe à passagem de corrente em um circuito.1 T (L ) = TS .2 ) = dx L O fluxo de calor é dado por: q" = x qx k = (TS . no interior da parede. 2 ) A L Percebe-se. dT = C1 dx T = C1 x + C2 Para se determinar as constantes de integração C1 e C2. numa parede plana. Definindo-se a resistência como sendo a razão entre o potencial motriz e a correspondente taxa de transferência. a taxa e o fluxo de calor são constantes. em regime permanente.2 − TS . A taxa de calor por condução no interior da parede é dada pela lei de Fourier: q x = −kA dT kA (TS . para a condução unidimensional através de uma parede plana : 109 .1 − TS . portanto. 2 − TS .

2 ) Rconv1 Rcond Rconv 2 Pode-se então fazer um circuito térmico. Pode-se fazer um balanço de energia entre os fluidos quente e frio. qx = (T∞. rad .2 ) = (TS .1 ) = (TS . a taxa de calor é constante.2 ) = h2 A(TS .1 − TS . cond .1 − TS . para o fluido frio. toda a energia transferida do fluido quente para a superfície é conduzida através da parede e.2 ) = (TS .2 − T∞. No entanto.2 − T∞.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Rt . por sua vez.2 − T∞. q x = h1 A(T∞ . conv.1 ) = kA (TS . variando-se apenas a expressão utilizada para a área. q x = qconv1 = qcond = qconv 2 Aplicando-se as equações de taxa apropriadas. = 1 hr A Onde hr = εσ (Ts + T∞ ) Ts 2 + T∞ 2 ( ) Deve-se ressaltar que as resistências térmicas à convecção e à radiação assumem a mesma forma para qualquer sistema de coordenadas. análogo a um circuito elétrico.1 − TS .2 ) 1 h1 A L kA 1 h2 A Utilizando-se o conceito de resistência térmica. a resistência à condução assume diferentes expressões para os diferentes sistemas de coordenadas.1 − TS . No exemplo da parede plana. ou seja. qx = (T∞.2 ) L Reescrevendo-se a equação anterior. = L kA Para a convecção: Rt . = 1 hA Para a radiação: Rt . com a forma 110 .1 ) = (TS .1 − TS .1 − TS .

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 63 – Circuito Térmico. Em um dia frio de inverno. A área total da superfície da parede é de 350 m2. Rtot = Rconv1 + Rcond + Rconv 2 Rtot = 1 1 L + + h1 A kA h2 A onde: T∞. conforme indicado no desenho.2 = diferença de temperatura global (K). em função da diferença global de temperatura. 2 Rtot Como as resistências térmicas condutivas e convectivas estão em série. isolamento à base de fibra de vidro e gesso. os coeficientes de transferência de calor por convecção são de he=60 W/m2. Pode-se. Exemplo: 1) Uma casa possui uma parede composta com camadas de madeira. 111 . da mesma forma. qx = T∞ . Rtot = Resistência térmica total (K/W).1. fazer um circuito térmico equivalente.K.1 − T∞ .K e hi=30 W/m2.T∞. definindo-se a resistência térmica total Rtot.

T∞e= -15ºC 10mm Lg 100 Lf Lm 20mm a) Para as condições dadas. A he .e Rtotal Calculando a resistência total temos: 112 . A k f . b) Determine a perda total de calor através da parede. determine uma expressão para a resistência térmica total da parede. q= T∞ . A k m . T∞.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Camada de gesso kg Isolamento à base de fibra de vidro (28Kg/m3). Rtotal = Lg Lf L 1 1 + + + m + hi .e Resolução: a) Para calcular a expressão para a resistência térmica total da parede devemos utilizar a seguinte fórmula que rege a resistência térmica. incluindo os efeitos da convecção térmica nas superfícies interna e externa da parede.i − T∞ .i T1 T2 T3 T4 T∞.e T∞. A k g . km Interior Exterior Exterior hi. levando em consideração as camadas da parede.i RCond1 RCond2 RCond3 Rconv.i= 20ºC he. kf Compensado de Madeira. Rconv. A b) Para determinar a perda total de calor através da parede devemos utilizar uma fórmula que relaciona a temperatura das extremidades com a resistência térmica total.

A k g .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Rtotal = Rtotal = Rtotal Rtotal Lg Lf L 1 1 + + + m + hi .3 × 10 −3 q = 4216 .01 0. através de uma parede composta.3.02 1 ⎞ = + + + ⎟ ⎜ + 350 ⎝ 30 0. 2 − TS .12 60 ⎠ K = 8. 4 TS .1 − TS . A he . A k f .3. constituída por materiais de espessuras e condutividades térmicas diferentes (Figura 64).17 0. A taxa de transferência de calor qx é dada por: qx = T∞ . A 1 ⎛ 1 L g L f Lm 1⎞ ⎜ + + + + ⎟ A ⎜ hi k g k f k m he ⎟ ⎠ ⎝ 1 ⎛ 1 0.1 − TS .i − T∞ .86W 15. A k m .1 TS .1 − T∞ .10 −3 W T∞ . 2 TS .038 0. 4 T∞ .e Rtotal Determinando agora a perda total de calor através da parede: q= q= 20 − (− 15 ) 8 .3 TS . Parede Composta Seja a condução de calor unidimensional.1 0. 4 − T∞ .3 − TS . 4 = = = = = LA LB LC 1 1 Rtot h1 A h4 A kA A kB A kC A 113 . em regime permanente. Figura 64 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana.5.

K. 114 . Ao se considerar estas trocas.30m e LC= 0. desprezaram-se as trocas de calor por radiação entre as superfícies da parede e os fluidos. dois dos quais com condutividade térmica conhecida. o fluxo total de calor entre a superfície e o fluido seria dado como a soma dos fluxos de convecção e radiação. kA= 20 W/m. O circuito térmico para a parede constituída por apenas um material é: Figura 65 – Circuito térmico equivalente. possui espessura LB= 0. Muitas vezes.Fenômenos de Transporte – 01/2008 onde Rtot = ∑ Rt = L L L 1 1 + A + B + C + h1 A k A A k B A kC A h2 A No exemplo anterior.15m. mas sua condutividade térmica é desconhecida. e também espessura de LA= 0. já o potencial (∆T) entre a superfície e o fluido seria o mesmo. é mais conveniente trabalhar com um coeficiente global de transferência de calor U. A resistência térmica à radiação seria inserida no circuito térmico associada em paralelo à resistência à convecção.K e kC= 50 W/m. q x = UA∆T onde: U : Coeficiente global de transferência de calor ⎛ W 2 ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ m K⎠ ∆T : Diferença global de temperatura (K) A : Área de troca de calor (m 2 ) U = 1 Rtot A Exemplo: 1) A parede composta de um forno possui três materiais.15m. O terceiro material B que se encontra entre os materiais A e C.

003 + kB 0.i Tint TAB TBC Text Em condições de regime estacionário. = Tint − TA. i − Tint Rconv. A k B .K. A + Rcond .156 = 0.e= 20ºC. 115 . i − Text ).5. B Rcond .3 0.3 0.K kB = 15.B + Rcond . Qual é o valor de kB? Resolução: Para calcular o valor de kB.i= 600ºC e uma temperatura do ar no interior de forno de T∞= 800ºC. A 20.15 0. A 50.156 1 ⎛ 1 0.i − Tint (T∞ . uma temperatura na superfície interna de Tsup.C − Text .15 0. Rtotal Rtotal = T∞ .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Rconv1 RCondA RCondB RCondC T∞.Rconv T∞ .15 0.04 + 0.C T∞ . O coeficiente de transferência de calor por convecção no interior do forno é igual a 25 W/m2.156 A 200 200 800 − 600 = T∞ . 780 1 31.53 m.C Rcond . A = TA.i − Text .15 = + + + 25.15 ⎞ ⎟ = ⎜ + + + 50 ⎟ A A ⎜ 25 20 kB ⎝ ⎠ 0.15 0. = (800 − 20).098 W k B = 1. A = 25.156 1 0. + Rcond . Parede Composta: Série-Paralelo Seja a parede composta apresentada na Figura 66. devemos primeiro calcular o valor da resistência total do circuito térmico: qx = ∆T Rtérmica = = T∞ . i − Tint . B − TB .4.C 0. A = A = 0.B = TB . medidas revelam uma temperatura na superfície externa do forno de Tsup.2 h. Rcond . A A 0.015 + 0. Encontramos agora a condutividade térmica kB pela soma das resistências: Rtotal = Rconv. i − Text Rtotal Rconv.

no caso (b).Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 66 – Parede Composta.5. Essa mudança de temperatura é atribuída ao que é conhecido como resistência térmica de contato. a queda de temperatura nas interfaces entre os vários materiais pode ser considerável. em sistemas compostos.c = T A − TB q" X 116 . No caso (a). Se for adotada a hipótese de transferência unidimensional de calor. representando um intervalo dentro do qual está a taxa real de transferência de calor. 15.5. supõe-se que as superfícies normais à direção x são isotérmicas e. Rt. Seu efeito é mostrado na figura abaixo. Para uma área de superfície unitária. que as superfícies paralelas a x são adiabáticas. Resistência de contato É importante reconhecer que. As taxas de calor são diferentes em cada caso.c. pode-se representar o circuito térmico de uma das maneiras mostradas na Figura 67. Figura 67 – Circuitos Térmicos Equivalentes numa Parede Composta. a resistência térmica de contato é definida pela expressão: R"t .

a ausência de um fluido nas falhas (vácuo na interface) elimina a condução de calor através da falha. A resistência de contato também pode ser reduzida pela seleção de um fluido com elevada condutividade térmica para preencher as falhas. O efeito de carga ou pressão em interfaces metálicas pode ser visto na tabela 10. e/ou uma ampla variedade de materiais intersticiais (enchimentos) tabela 11. a principal contribuição para a resistência térmica de contato é fornecida pelas falhas. A contrário da tabela 10. Nesse sentido. 117 . Pontos de contato se entremeiam com falhas que são. devida à condução de calor através da área de contato real e à condução e/ou radiação através das falhas. preenchidas com ar.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 68 . que apresenta uma faixa aproximada de resistências térmicas em condições de vácuo. Tal aumento pode ser obtido por um acréscimo na pressão de contato ou na junção e/ou pela redução da rugosidade das superfícies de contato.Queda de temperatura devido à resistência térmica de contato A existência da resistência de contato se deve principalmente aos efeitos da rugosidade da superfície. A resistência de contato pode ser vista como duas resistências térmicas em paralelo: aquela que se deve aos pontos de contato e aquela que está vinculada às falhas. Para sólidos cujas condutividades térmicas são superiores à do fluido presente nas falhas (fluido interfacial). O efeito da presença de um fluido nas falhas na resistência térmica de contato em uma interface de alumínio é mostrado na tabela 11. na maioria dos casos. Tipicamente. A transferência de calor é. contribuindo para a elevação da resistência de contato. a área de contato é pequena e. sobretudo no caso de superfícies rugosas. a resistência de contato pode ser reduzida pelo aumento da área dos pontos de contato. muitas aplicações envolvem o contato entre sólidos diferentes. portanto.

a resistência térmica real do contato excede o valor teórico.75 1.720 0.07 ~0.c × 104 (m2.1 ~0. A resistência térmica dessas juntas permanentes também é afetada de maneira adversa por vazios e rachaduras que podem se formar durante a fabricação da peça ou como resultado de ciclos térmicos que ocorram durante a sua operação normal. com folha de índio (~3500 kN/m2) Alumínio / alumínio.5 a 3. Devido às resistências interfaciais entre o material da superfície original e o da junta de ligação.4 (b) Fluido Interfacial Ar Hélio Hidrogênio Óleo de Silicone Glicerina 2. De forma distinta das interfaces anteriores.4 0.5 1.K/W) 0.01 a 0.07 Chip de silício / alumínio esmerilhado com ar (27 a 500 kN/m2) Alumínio / alumínio.04 0.525 0.265 Tabela 11 – Resistência térmica de contato em (a) Interfaces Metálicas sob condições de vácuo e (b) Interface de Alumínio com diferentes fluidos interfaciais.6 ~0. que não são permanentes.K/W) (a) Vácuo na Interface Pressão de Contato Aço Inoxidável Cobre Magnésio Alumínio 100 kN/m2 6 a 25 1 a 10 1. com revestimento metálico (Pb) Alumínio / alumínio. calculado a partir da espessura L e da condutividade térmica k do material da junta.5 a 5.c × 104 (m2. RHt.5 0.3 a 0. muitas juntas são aderidas definitivamente.1 a 0. Resistência Térmica.0 10000 kN/m2 0.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Qualquer substância intersticial que preencha as falhas entre as superfícies em contato e cuja condutividade térmica exceda a do ar irá causar uma redução na resistência de contato. com folha de índio (~100 kN/m ) Aço inoxidável / aço inoxidável.2 a 0. Interface RHt. Duas classes de materiais são bastante adequadas para este propósito são os metais macios e as graxas térmicas.2 a 0.0 0.05 0. com graxa Dow Corning 340 118 2 .7 a 4.

Distribuição de Temperatura Equação da Condução de Calor em Coordenadas Cilíndricas ∂T 1 ∂ ⎛ ∂T ⎞ 1 ∂ ⎛ ∂T ⎞ ∂ ⎛ ∂T ⎞ & ⎜k ⎜ kr ⎟+ 2 ⎜ ∂φ ⎟ + ∂z ⎜ k ∂z ⎟ + q = ρc p ∂t ⎟ r ∂r ⎝ ∂r ⎠ r ∂φ ⎝ ⎝ ⎠ ⎠ 119 .14 Chip de silício / alumínio.2 a 0.Fenômenos de Transporte – 01/2008 (~100 kN/m2) Aço inoxidável / aço inoxidável com graxa Dow Corning (~3500 kN/m2) ~0.02 mm de epóxi Latão / latão. Figura 69 – Transferência de Calor através de um Cilindro Oco 15. a um fluido frio (Figura 69). sem geração interna no interior do cilindro. o que possibilita analisá-los como sistemas unidimensionais.9 0. em sistemas cilíndricos e esféricos há gradientes de temperatura somente na direção radial. com 15 µm de solda à base de estanho Tabela 12 – Resistência Térmica de interfaces sólido/sólido representativas 15.6.025 a 0. Considere a transferência de calor unidimensional. Seja um cilindro oco cuja superfície interna se encontra exposta a um fluido quente e a superfície externa. em regime permanente.6.1.04 0. Condução Unidimensional em Regime Permanente – Sistemas Radiais – Cilindro Com freqüência. com 0.

T (r ) = C1 ln r + C2 Aplicando-se as condições de contorno T (r = r1 ) = Ts1 T (r = r2 ) = Ts 2 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Hipóteses: Condução unidimensional ⎛ ∂T ∂φ = ∂T ∂z = 0 ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ • • • Sem geração interna Regime permanente & (q = 0) (∂T ∂t = 0) Após serem feitas as simplificações. a equação se reduz a: 1 d ⎛ dT ⎞ ⎜ kr ⎟=0 r dr ⎝ dr ⎠ kr dT = constante ⇒ q r = constante dr Considerando-se a condutividade térmica k constante. r dT dT C1 = C1 ou = dr r dr Integrando-se outra vez em r. k d ⎛ dT ⎞ ⎜r ⎟=0 r dr ⎝ dr ⎠ d ⎛ dT ⎞ ⎜r ⎟=0 dr ⎝ dr ⎠ Integrando-se uma vez em r. pode-se obter as constantes de integração C1 e C2 C1 = T −T Ts1 − Ts 2 C2 = Ts 2 − s1 s 2 ln r2 ln(r1 / r2 ) ln(r1 / r2 ) Assim. T= Ts1 − Ts 2 ⎛ r ln⎜ ln(r1 / r2 ) ⎜ r2 ⎝ ⎞ ⎟ + Ts 2 ⎟ ⎠ A taxa de transferência de calor é dada por: qr = −kA 120 dT dT = −k (2πrL) dr dr .

o que não acontece com o fluxo de calor. portanto. dT 1 Ts1 − Ts 2 = dr r ln (r1 / r2 ) q r = 2πLk Ts1 − Ts 2 ln(r2 / r1 ) O fluxo de calor é dado por: q r " = −k dT dr qr " = k Ts1 − Ts 2 r ln(r2 / r1 ) A taxa de calor. Determinar a perda de calor por unidade de comprimento do cilindro. sendo que o isolante térmico é silicato de cálcio (k= 0. A temperatura no interior e na superfície do cilindro são respectivamente 800 K e 490 K. A resistência térmica à condução para sistemas radiais é dada por: Rcond = Rcond = Ts1 − Ts 2 qr ln(r2 / r1 ) 2πLk Exemplo: 1) Uma barra cilíndrica.089 W/m. 121 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Onde: A=2πrL é a área normal à direção da transferência de calor. d ⎛ dT ⎞ ⎜ Kr ⎟=0 dr ⎝ dr ⎠ d ⎛ qr ⎞ ⎟=0 ⎜− dr ⎝ 2πL ⎠ d (qr ) = 0 dr A taxa de calor é.K). possui um revestimento isolante de espessura 20 mm. constante no interior da parede do cilindro. é constante para qualquer posição radial (não depende do raio r). portanto. que é função de r. de diâmetro 12 mm.

h1 Figura 70 – Transferência de Calor Através de uma Parede Cilíndrica Composta. como mostrado na Figura 70. T∞4.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Resolução: Para determinar a perda de calor por unidade de comprimento do cilindro devemos utilizar a fórmula que rege a taxa de transferência de calor: qr = 2πLk Ts1 − Ts 2 ln(r2 / r1 ) qr W 800K − 490K = 2. Parede Cilíndrica Composta Considere a condução unidimensional de calor. qr = onde: T∞1 − T∞ 4 T∞1 − Ts1 Ts1 − Ts 2 Ts 2 − Ts 3 Ts 3 − Ts 4 Ts 4 − T∞1 = = = = = Rtot Rconv1 Rcond 1 Rcond 2 Rcond 3 Rconv 2 Rtot = ∑R t = ln (r2 / r1 ) ln (r3 / r2 ) ln (r4 / r3 ) 1 1 + + + + 2πr1 Lh1 2πk A L 2πk B L 2πk C L 2πr4 Lh 4 1 Rtotal A Definindo: U = 122 .K ⎛ 26.π .10−3 ⎟ ⎝ ⎠ qr W = 118.16 L m 15. A taxa de calor é constante através do cilindro.h4 T∞1.0.6. L m.10−3 ⎞ ⎟ ln⎜ ⎜ 6.2. Assim. em regime permanente.089 . sem geração interna. através de uma parede cilíndrica composta.

tem-se que: U1 = 1 1 r1 ⎛ r2 ⎞ r1 ⎛ r3 ⎞ r1 ⎛ r4 ⎞ r1 1 + ln⎜ ⎟ + ln⎜ ⎟ + ln⎜ ⎟ + h1 k A ⎜ r1 ⎟ k B ⎜ r2 ⎟ k C ⎜ r3 ⎟ r4 h4 ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Esta definição é arbitrária.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Utilizando-se a definição do coeficiente global de transferência de calor. A e B.K kB=0. tubo com paredes delgadas.K TsupB Tsup1 T∞ .25W/m. com paredes delgadas. O tubo é coberto por uma manta de isolamento térmico composta por dois materiais diferentes. A superfície externa está exposta ao ar onde T∞ = 3000 K e h = 25 W/m. q r = U i Ai (T∞1 − T∞ 4 ) = UA∆T = UA(T∞1 − T∞ 4 ) U = coeficiente global de transferência de calor (W/m2.K) ∆T= diferença global de temperatura (K) A = área de troca de calor (m2) Se U for definido em termos da área da superfície interna do cilindro A1 = 2πr1L. Suponha existir entre os materiais uma resistência térmica de contato infinito. h Figura 71 – Ilustração do exemplo acima.K. U i Ai = U 1 A1 = U 2 A2 = U 3 A3 = U 4 A4 = 1 Rtot Exemplo: 1) Vapor escoando em um tubo longo. Qual é a temperatura na superfície externa TsupB? TsupA kA=5W/m. mantém a sua parede a uma temperatura de 500 K. 123 . O coeficiente global de transferência de calor pode ser definido em termos de A4 ou qualquer uma das outras áreas intermediárias.

− T∞ Rconv .36. cond . Tsup 1 Rcond .B = = Tsup B − T∞ Rconv .B − Tsup B Rcond . B Rconv . = 2πr2 Lh∞ 2π . Tsup B Rconv .B T∞ qr = Tsup 1 − Tsup B Rcond .B ⎛ 1 ⎜ ⎜R ⎝ cond .10− 3 m ⎟ 0.10−3 m ⎞ ⎟ ln⎜ ⎜ 50.10− 3.36. B ⎝ cond . ⎠ Tsup 1 T + ∞ Rcond .10 − 2 ⎟ ⎠ ⎠ ⎝ T∞ Rconv. Tsup.100. devemos utilizar a seguinte fórmula referente à taxa de calor: Rcond.25 .44 6.25 W L m 2 . B Rconv .B e Rconv.: ⎛ 100.25 K ⎞ 1 1 ⎞ ⎛ 1 ⎟ ⎜ ⎟ + + Rconv.B = W 2πk B L L 2π .10 − 2 = = 325.K 1 1 6. 124 . B ⎛ 1 T 1 ⎞ Tsup 1 ⎟= Tsup B ⎜ + ∞ + ⎟ R ⎜R Rconv .L.36.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Resolução: Para calcularmos a temperatura na superfície externa TsupB.L m.0.10− 2 = = Rconv. Tsup B = ⎛ 1 1 ⎞ ⎟ ⎜ + ⎟ ⎜R ⎝ cond .B + 500 K 300 K + 0.1 Tsup. ⎠ Para obtermos o resultado devemos primeiramente calcular as resistências: Rcond.B Rconv.K Substituindo agora o resultado acima obtido na equação referente a TsupB para obtermos tal temperatura: Tsup 1 Tsup B = R cond . ⎟ ⎜ 0. B Rconv .44 ln (r2 / r1 ) ⎠= = ⎝ Rcond .44 6.

pois embora a resistência condutiva aumente com a adição de isolante. do raio externo do “novo” cilindro. pode-se colocar uma camada de um segundo material sobre o cilindro. Seja um cilindro oco. um raio crítico de isolamento. e a resistência total à transferência de calor seria máxima. ou seja. Como a resistência à condução aumenta com o raio e a resistência à convecção 125 . com condutividade térmica diferente do material do cilindro. deve existir uma espessura capaz de minimizar a resistência térmica equivalente. com a superfície interna exposta a um fluido quente e a superfície externa. A possibilidade de existência de uma espessura de isolamento ótima para sistemas radiais é sugerida pela presença de efeitos contrários associados a um aumento nessa espessura. Para esta espessura a perda de calor seria mínima. Espessura Crítica de Isolamento Para se aumentar ou diminuir a taxa de calor retirada do cilindro sem alterar as condições do escoamento externo.6. a um fluido frio (Figura 72). A taxa de transferência de calor do fluido quente para o fluido frio irá depender da espessura de isolamento. ou seja. mas sim. 72). Figura 72 – Parede Cilíndrica Composta.3. maximizando a perda térmica (Fig. Na realidade. onde o fluxo de calor é máximo (minimiza a perda térmica graças a maximização da resistência total à transferência de calor). do raio externo do cilindro. A taxa de transferência de calor da superfície interna para o fluido frio irá depender da espessura de material colocado. Como a resistência à condução aumenta com o raio e a resistência à convecção apresenta comportamento inverso. uma espessura de isolamento ótima não existe. a resistência convectiva diminui devido ao aumento da área superficial externa.Fenômenos de Transporte – 01/2008 15.

deve existir uma espessura capaz de maximizar a perda de calor através da parede do cilindro.Fenômenos de Transporte – 01/2008 apresenta comportamento inverso. A taxa de calor é dada por: qr = onde Rtot = (Ts1 − T∞ 2 ) Rtot ln(r2 / r1 ) 1 + 2πkL 2πr2 hL Assim. Tal valor pode ser obtido a partir da exigência de que: dR 'tot =0 dr Assim: 1 1 − =0 2πkr 2πr 2 h ou r= O mínimo valor de qr é obtido fazendo-se: dqr =0 dr2 k h ⎛ 1 1 ⎞ − 2πL(Ts1 − T∞ )⎜ ⎜ kr − hr 2 ⎟ ⎟ dqr 2 ⎠ ⎝ 2 = =0 2 dr2 ⎡ ln(r2 / r1 ) 1 ⎤ + ⎢ ⎥ r2 h ⎦ ⎣ k Esta condição é satisfeita quando: 126 . qr = 2πL(Ts1 − T∞ ) ln(r2 / r1 ) 1 + k r2 h Uma espessura ótima para o isolamento térmico está associada ao valor de r que minimiza o valor de q’ ou que maximiza o valor de R’tot.

Para valores de r menores que rc a taxa de transferência de calor aumenta com o aumento da espessura de isolamento. qr tem o seu valor máximo em r = rc. 73. → A existência de um raio crítico exige que a área de transferência de calor varie na direção da transferência. a resistência térmica total decresce e. → Se r < rcr . para valores de r maiores que rc a taxa de transferência de calor diminui com o aumento da espessura de isolamento.Essa tendência permanece até que o raio externo da camada de isolamento atinja o raio crítico. O comportamento da resistência total é inverso. diminue a perda de calor. qualquer adição de isolamento aumenta a resistência térmica total e. a taxa de transferência de calor aumenta com a adição de isolamento. a área normal à direção da transferência de calor é constante . Como a derivada segunda de qr em relação a r2 é negativa.Fenômenos de Transporte – 01/2008 r2 = k = rc h rc = Raio crítico de isolamento. Em uma parede plana. a resistência total ainda não é tão grande quanto o valor para o tubo sem qualquer isolamento. portanto. → O efeito do raio crítico é revelado pelo fato de que. o problema de reduzir a resistência térmica total através da aplicação de uma camada de isolamento térmico existe somente para o caso de tubos ou fios de pequeno diâmetro e para coeficientes de transferência de calor por convecção pequenos. onde usualmente r > rcr. De forma contrária. não havendo uma espessura crítica para o isolamento térmico (a resistência total sempre aumenta com o aumento da espessura da camada de isolamento). mesmo para uma camada de isolamento térmico com pouca espessura. se r > rcr. portanto. como é o caso da condução radial em um cilindro (ou em uma esfera). → Para sistemas radiais. como mostrado na Fig. 127 .

a resistência térmica total por unidade de comprimento do tubo è: ⎛r⎞ ln⎜ ⎟ ⎜r ⎟ 1 R 'tot = ⎝ i ⎠ + 2π . menor do que a temperatura do ambiente T∞ ao redor do tubo. Exemplo: 1) Um tubo delgado de cobre.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 73 – Comportamento das Resistências Térmicas com r2. Sendo que. Tal valor pode ser obtido a partir de: r= k h 128 .k 2πrh E a taxa de transferência de calor por unidade de comprimento do tubo será: T∞ − Ti R'tot q' = Uma espessura ótima para o isolamento térmico está associada ao valor de r que minimiza o valor de q’ ou maximiza o valor de R’tot.K? Resolução: A resistência à transferência de calor entre o fluido refrigerante e o ar é denominada pela condução de calor através da camada de isolamento térmico e pela convecção no ar. é usado para transportar uma substância refrigerante que está a uma temperatura Ti.055 W/m. Existe uma espessura ótima associada à aplicação de uma camada de isolamento térmico sobre o tubo com h= 5 W/m2. com raio ri.K e k= 0.

com Ts1>Ts2. sem geração interna no interior da esfera. r = k éo h raio de isolamento para o qual a resistência térmica é mínima.055 m. Calculando em termos de raio crítico: rcr = k h 5 W m 2 .011m 15.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Uma vez que o resultado da resistência térmica total é sempre positivo. Figura 74 – Transferência de Calor através de uma Casca Esférica. em regime permanente.K rcr = W 0. Condução Unidimensional em Regime Permanente – Sistemas Radiais – Esfera Seja uma esfera oca cuja superfície interna se encontra a uma temperatura Ts1 e a superfície externa a Ts2 (Figura 74). Logo uma espessura ótima para a camada de isolamento térmico não existe. Considere a transferência de calor unidimensional. Porém faz sentido pensar em raio crítico de isolamento.7. 129 . e não um máximo.K rcr = 0. rcr = k h Abaixo do qual q’ aumenta com o aumento de r acima do qual q’ diminue com o aumento de r.

8. que podem ocorrer no interior do meio.1 + sup.2.1 e Tsup. Condução com Geração de Energia Térmica Iremos analisar agora o efeito adicional que processos. A partir daí. Para uma condutividade térmica constante k. têm sobre a distribuição de temperatura nesse meio. onde existe geração uniforme de energia térmica por unidade de volume (q’ é constante) e as superfícies são mantidas em Tsup. Condução com Geração de Energia Térmica – Parede Plana Seja a parede plana da Fig. que com a geração interna de calor o fluxo de calor não é mais independente de x. dada por: qr = 4kπ (Ts1 − Ts 2 ) ⎛1 1⎞ ⎜ − ⎟ ⎜r r ⎟ 2⎠ ⎝ 1 Assim. 15. Note.1.8. obtemos a distribuição de temperatura correspondente: T ( x) = −T −T q' L2 ⎛ x2 ⎞ T x T ⎜1 − 2 ⎟ + sup.1 sup. contudo. 2 sup. pode-se obter o perfil de temperaturas no interior da esfera. a resistência condutiva é dada por: R cond = 1 4kπ ⎛1 1⎞ ⎜ − ⎟ ⎜r r ⎟ 2 ⎠ ⎝ 1 15.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Partindo-se da equação da condução do calor em coordenadas esféricas.75. obtém-se a taxa de calor. É importante ter atenção para não confundir geração de energia com armazenamento de energia. 130 . 2 ⎜ ⎟ 2k ⎝ 2 2 L L ⎠ O fluxo de calor em qualquer ponto da parede pode ser determinado pela equação acima. a forma apropriada da equação do calor: d 2T q' + =0 dx 2 k Aplicando as condições de contorno e todos os parâmetros.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 75 – Condução em uma parede plana com geração uniforme de calor. A temperatura máxima. O resultado anterior é simplificado quando as duas superfícies são mantidas a uma mesma temperatura. A e B. A superfície interna da parede (material A) está perfeitamente isolada.106 W m3 . neste caso. condutividade térmica k A = 75 W K e espessura de LA=50 mm.(b) Condições de contorno assimétricas.2= Tsup. tem condutividade térmica k B = 150 W K e espessura LB = 20 mm.5.1= Tsup. A camada do material B não apresenta geração de calor.. enquanto a sua superfície externa (material B) é resfriada por uma corrente de água com T∞ = 30ºC e 131 .(c) Superfície adiabática no plano intermediário.(a) Condições de contorno assimétricas. encontra-se no plano intermediário: T (0) = T0 = q' L2 + Tsup 2k Exemplo: 1) Uma parede plana composta possui duas camadas de materiais. A camada do & material A possui uma geração de calor uniforme q = 1. Tsup.

B + R"conv ).0.1.(0. Onde T1 será determinado visando o circuito térmico equivalente do processo: T1 = T∞ + (R"cond . substituindo o valor acima na equação .K .5. B = k ⎪ B ⎨ ⎪ R" = 1 ⎪ conv h ⎩ ⎛ ⎜ 0.5.(LA ) To = + T1 2.02m 1 + T1 = 30º C + ⎜ W W ⎜ 1000 2 ⎜ 150 m.k A 2 W 2 . Determine a temperatura To da superfície isolada e a temperatura T2 da superfície resfriada. obteremos: q .106.(LA ) + T1 To = 2.05m m3 W 1000 2 m . Resolução: A temperatura na superfície externa T2 pode ser obtida através de um balanço de energia em um volume de controle ao redor da camada do material.05m ) 3 m To = + 115º C W 2.L A T2 = T∞ + h T2 = 30º C + T2 = 105º C 1.K ⎝ T1 = 115º C ⎞ ⎟ ⎟.Fenômenos de Transporte – 01/2008 h = 1000 W m2 K .5. .0.75 m. Para determinar a temperatura na superfície isolada termicamente temos: q .106 132 .K m .106 W .K To = 140º C 1.05m ⎟ ⎟ ⎠ Determinando agora To.q" LB ⎧ ⎪ R"cond . Sendo assim obteremos T2: q .k A 2 .

Sendo assim obteremos: Tsup q . Exemplo: 1) Em um bastão cilíndrico e longo.K .K. A superfície externa desta camada está exposta a um escoamento perpendicular de ar a 27ºC com um coeficiente de convecção de 25 W/m2.K. e na superfície externa em contato com o ar.200. há a geração de volumétrica uniforme de calor a uma taxa de 24000 W/m3. Tsup = 27 + 273º K + Tsup = 396º K 133 . Resolução: Para determinar a temperatura da superfície externa em contato com o ar devemos utilizar um balanço global de energia. 2 2 ⎞ ⎛ ⎜1 − r ⎟ + Ts 2 ⎜ r0 ⎟ ⎝ ⎠ Para relacionar a temperatura da superfície Ts . Em condições de regime estacionário.2 Condução com Geração de Energia Térmica – Sistemas Radiais A geração de calor pode ocorrer em uma variedade de geometrias radiais. com a temperatura do fluido.r = 0 4k . Essa condição permite que a temperatura da superfície seja mantida a um valor fixo Ts .r = T∞ + 2. O bastão está encapsulado por uma camada cilíndrica com diâmetro externo igual a 400 mm. Considere um cilindro sólido. com 200 mm de diâmetro e condutividade térmica de 0. T∞ .K.10 − 3 m m3 W 2. que poderia representar um fio condutor de corrente elétrica.h 24000 W . Sendo assim temos a distribuição de temperatura como: T( r ) q .5 W/m.8. Determine a temperatura na interface entre o bastão e a camada cilíndrica. de um material com condutividade térmica de 4 W/m. tanto o balanço de energia na superfície quanto o balanço de energia total podem ser utilizados. longo. a taxa na qual o calor é gerado no interior do cilindro deve ser igual à taxa de calor transferido por convecção da superfície do cilindro para o fluido em movimento.Fenômenos de Transporte – 01/2008 15.25 2 m .

1. 77) pode ser feito através do aumento do coeficiente de convecção h ou através da redução da temperatura do fluido T∞. 134 .K = 441º K . Figura 76 – Transferência de Calor em uma superfície expandida.10 = −3 2 ⎟ ⎜ W 200. O aumento da taxa de transferência de calor de uma superfície a temperatura constante para um fluido externo (Fig. 200. Transferência de Calor em Superfícies Expandidas – Aletas 16.r = 0 4k 2 T( r ) T( r ) ( ) ( ( ) ) 16.10− 3 m ⎛ −3 2 ⎞ m ⎟ + 396 º K ⎜1 − 100. q .Fenômenos de Transporte – 01/2008 Para determinar agora a temperatura na interface entre o bastão e a camada cilíndrica devemos utilizar a fórmula que rege a distribuição de temperatura em relação ao raio: T( r ) 2 ⎞ ⎛ ⎜1 − r ⎟ + Tsup ⎜ r2⎟ 0 ⎠ ⎝ 2 W 24000 3 .10 4. As aletas são utilizadas para aumentar a taxa de transferência de calor entre um corpo sólido e um fluido adjacente. Introdução Aleta é um elemento sólido que transfere energia por condução dentro de suas fronteiras e por convecção (e/ou radiação) entre suas fronteiras e o ambiente. 4 ⎠ ⎝ m.

aumenta-se a área de troca de calor. que são elementos sólidos que transferem energia por condução dentro de suas fronteiras e por convecção (e/ou radiação) entre suas fronteiras e o ambiente. Figura 78 – Colocação de Aletas para Aumentar a Taxa de Transferência de Calor. Esquemas Típicos de Trocadores de Calor com Tubos Aletados 135 . através da utilização de aletas (Figura 78). Elas são utilizadas para aumentar a taxa de transferência de calor entre um corpo sólido e um fluido adjacente.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 77 – Superfície da qual se quer Aumentar a Taxa de Transferência de Calor. Quando não é possível aumentar a taxa de calor por um destes modos.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 79 –Trocadores de Calor com tubos aletados. Plana. Tipos de Aletas A Figura 80 ilustra diferentes configurações de aletas. 16. de seção reta uniforme Plana. 136 . de seção transversal não uniforme Anular Piniforme (pino) Figura 80 – Configurações de Aletas.2.

Figura 81 – Balanço de Energia em uma Superfície Expandida. pode-se obter a equação da condução de calor.3. 81).Fenômenos de Transporte – 01/2008 16. Calor transferido por convecção da superfície entre x e (x + dx) por unidade de tempo = + qx = qx + dx + dqconv onde ⎧q x = Energia transferida por condução para o volume infinitesimal ⎪ ⎨q x + dx = Energia transferida por condução do volume infinitesimal ⎪dq ⎩ conv = Energia perdida por convecção para o fluido 137 . vale: Calor transferido por condução para dentro do elemento em x por unidade de tempo Calor transferido por condução para fora do elemento em (x +dx) por unidade de tempo. Neste caso. Balanço de Energia para uma Aleta Hipóteses: • • • • • • Condução unidimensional de calor Regime permanente Condutividade térmica da aleta constante Radiação térmica desprezível Sem geração de calor Coeficiente de convecção uniforme Através de um balanço de energia. Considerando-se um elemento infinitesimal de uma aleta de seção reta variável (Fig.

em condições unidimensionais. a equação anterior pode ser simplificada. Substituindo-se as equações de taxa na equação do balanço de energia. − kAc dT dT d ⎛ dT ⎞ = −kAc − k ⎜ − Ac ⎟dx + hdAs (T − T∞ ) dx dx dx ⎝ dx ⎠ d ⎛ dT ⎞ h ⎜ Ac ⎟dx − dAs (T − T∞ ) = 0 dx ⎝ dx ⎠ k como a área da seção reta Ac pode variar com x. Aletas com área da seção transversal constante Quando a área da seção transversal da aleta é uniforme (Fig. 82). pode-se determinar a taxa de calor por condução na posição (x+dx) q x + dx = q x + ∂q dx ∂x q x + dx = − kAc dT d ⎛ dT ⎞ + ⎜ − kAc ⎟dx dx dx ⎝ dx ⎠ q x + dx = − kAc dT d ⎛ dT ⎞ − k ⎜ − Ac ⎟dx dx dx ⎝ dx ⎠ A taxa de calor por convecção transmitida do elemento infinitesimal para o fluido é dada pela Lei de Resfriamento de Newton: dqconv = hdAs (T − T∞ ) onde: dAs é a área superficial infinitesimal do elemento.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A taxa de calor por condução na posição x é determinada pela Lei de Fourier: q x = − kAc dT dx onde: Ac é a área da seção reta da aleta na posição x considerada. dT dAc d 2T h dAs (T − T∞ ) = 0 + Ac 2 − dx dx k dx dx d 2T ⎛ 1 dAc ⎞ dT ⎛ 1 h dAs ⎞ ⎟ ⎟(T − T∞ ) = 0 +⎜ −⎜ dx 2 ⎜ Ac dx ⎟ dx ⎜ Ac k dx ⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Forma geral da equação da energia. 138 . Fazendo-se uma expansão em série de Taylor. em uma superfície expandida. 16.4.

com coeficientes constantes.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Cada aleta está ligada na base a uma superfície T (0) = Tb e imersa num fluido na temperatura T∞. dAc =0 dx Ac = constante ⇒ As = Px ⇒ dAs =P dx d 2T hP (T − T∞ ) = 0 − dx 2 kAc Definindo-se a variável θ (Excesso de Temperatura) θ = T − T∞ dθ dT = dx dx d 2θ d 2T = dx 2 dx 2 d 2θ hP − θ =0 dx 2 kAc Definindo-se: m2 = hP kAc d 2θ − m 2θ = 0 2 dx Esta é uma equação diferencial de segunda ordem. A solução geral tem a forma: θ ( x ) = C1e mx + C2e − mx 139 . homogênea. Figura 82 – Aletas com Área da Seção Transversal Constante.

cada uma correspondendo uma situação física e levando a uma solução diferente. Fazendo-se um balanço de energia. Uma destas condições pode ser especificada em termos da temperatura na base da aleta (x = 0) Temperatura constante na base da aleta T (x = 0) = Tb θ (x = 0) = Tb − T∞ = θ b A segunda condição de contorno deve ser definida na ponta da aleta (x = L).θ b senh( mL ) + ( h / mk ) cosh( mL ) cosh( mL ) + ( h / mk ) senh( mL ) Para simplificar a solução. ) Assim. define-se: M = ( hPkAc . Transferência convectiva de calor A taxa de calor que chega à extremidade da aleta por condução é dissipada por convecção. a equação para a taxa de calor pode ser dada por: 140 . A. hAc (T ( L) − T∞ ) = − kAc dT dx x=L ou hθ ( L ) = − k dθ dx x=L Aplicando-se as condições de contorno. falta definir as condições de contorno apropriadas.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Para resolver esta equação. Podem ser especificadas quatro condições diferentes. chega-se a: θ ( x) cosh [m( L − x)] + ( h / mk ) senh [m( L − x)] = θb cosh( mL ) + ( h / mk ) senh( mL ) A taxa de calor pode ser determinada através da aplicação da lei de Fourier q f = qb = − kAc dT dx = − kAc x =0 dθ dx x =0 ou q f = hPkAc .θ b .

tgh ( mL ) C. θ ( x) = e − mx θb qf = M Exemplo: 1) Uma barra cilíndrica de diâmetro 25mm e comprimento 0. tem uma extremidade mantida a 100ºC. θ ( x ) cosh [m( L − x)] = θb cosh( mL ) q f = M . θ L → 0 . Temperatura Fixa θ (x = L ) = θ L θ ( x) (θ L / θ b ) senh(mx) + senh[m( L − x)] = θb senh(mL) qf = M cosh( mL ) − (θ L / θ b ) senh( mL ) D. com um coeficiente convectivo de 10 W/m2. Ponta da aleta adiabática (considerando que a perda de calor por convecção na extremidade da aleta é desprezível) dT dx =0 x=L ou dθ dx =0 x=L Neste caso.K. determine a temperatura da barra em x=L e a sua perda térmica para a condição de transferência convectiva de calor. Se a barra é construída em aço inoxidável. quando L → ∞. Aleta muito longa Neste caso. 141 .25m.Fenômenos de Transporte – 01/2008 qf = M senh( mL ) + ( h / mk ) cosh( mL ) cosh( mL ) + ( h / mk ) senh( mL ) B. com condutividade térmica k = 14 W/m. A superfície da base está exposta ao ar ambiente a 25ºC.K.

10 −2 m m= h.4.π.9. senh[m.9.9.52W Calculando agora a temperatura da barra em x=L θ ( x = L) = θb θ ( x = L) 75 ⎛ h ⎞ cosh[m( L − L)] + ⎜ ⎟.10 −2 = = 10.( L − x)] ⎝ m.73m kAc 14.0.73.14 ⎟.k ⎠ Calculando alguns parâmetros para obter o resultado: Ac = π .( L − L)] ⎝ m.L) + ⎜ ⎟.25) + ⎜ ⎟ ⎜ 10. ⎛ 10 ⎞ cosh(10.(TB − T∞ ) = 5.73.14.0.7.4.k ⎠ ⎛ 10 ⎞ senh(10.25) + ⎜ ⎜ 10.L) ⎝ m.0.θ b = 10.73.L) ⎝ m. senh(m.25) + ⎜ ⎜ 10.25) ⎠ ⎝ θ ( x = L ) = 9.P 10.d 2 4 = 3.14 . senh[m.k .k ⎠ ⎛ h ⎞ cosh(m. cosh(10.0.52. senh(10. senh(m.73.9.58 + 25 = 34.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Resolução: Para calcular a temperatura de barra em x=L devemos utilizar a fórmula para transferência convectiva de calor: θ( x) θb ⎛ h ⎞ cosh[m( L − x)] + ⎜ ⎟.k ⎠ qr = M .47W 142 . senh(10.10 − 4.P.10 − 2.L) ⎝ m.0.k ⎠ = ⎛ h ⎞ cosh(m.10 −3 ) 2 = 4.k ⎠ 1 = ⎛ 10 ⎞ cosh(10.(25.73.58 K Calculando agora a perda térmica para a condição proposta: ⎛ h ⎞ senh(m.73.L) ⎝ m.10 − 4 m 2 4 P = 2. senh(m. Ac .10 − 4 M = h.58K θ ( x = L ) = T( x = L ) − T∞ T( x = L ) = 9.7.0.25) ⎟ ⎝ ⎠ qr = 5.14 ⎟. ⎛ h ⎞ cosh(m.25) ⎟ ⎝ ⎠ qr = 5.73.L) + ⎜ ⎟.14 ⎟.9.73.r = 7.L) + ⎜ ⎟.9. cosh(m.73.L) + ⎜ ⎟.

Desempenho da Aleta As aletas são utilizadas para se aumentar a taxa de transferência de calor de uma superfície devido ao aumento da área. por εf = Rt .bθ b onde: Ac.5. Aumenta quando aumenta a razão entre o perímetro e a área da seção reta. A utilização de aletas somente se justifica se εf ≥ 2. f = θb qf 1 hAc . se toda a aleta estivesse na temperatura da base. εf = qf hAc . a aleta impõe uma resistência térmica à condução na superfície original. Efetividade: Razão entre a taxa de transferência de calor pela aleta e a taxa de transferência de calor que existiria sem a presença da aleta. ηf = qf q max = qf hA f θ b onde: Af = área superficial da aleta Para uma aleta com a extremidade adiabática (caso B): 143 .b = A efetividade pode ser definida.Fenômenos de Transporte – 01/2008 16. A efetividade de uma aleta aumenta com a escolha de um material de condutividade térmica elevada.b Utilizando-se a resistência à convecção na base: R t . então. Para aletas com seção reta uniforme. f Eficiência: Razão entre a taxa de transferência de calor pela aleta e a taxa máxima de transferência de calor que existiria pela aleta.b é a área da seção reta da aleta. Ac .b Rt . Deve ser feita uma análise sobre o desempenho da aleta. No entanto. na base.b = Ac Pode-se definir a resistência da aleta por: Rt .

144 .Fenômenos de Transporte – 01/2008 ηf = hPkA c . mL m= hP kA c Este resultado pode ser utilizado para os casos em que há transferência de calor pela extremidade da aleta: ηf = tanh(mLc ) . mLc Lc = L + t D ou Lc = L + 2 4 Figura 83 – Eficiência de aletas. tanh( mL ) hPL θ b = tanh( mL ) .θ b .

fosse mantida a Tb . ηo = qt qt = q max hAtθ b onde: qt = taxa total de transferência de calor At = área total exposta At = NA f + Ab Ab = área da superfície exposta – área das aletas Af = área superficial de cada aleta N = número total de aletas A taxa de transferência de calor máxima ocorreria se toda a superfície da aleta. ηo = 1− NA f At (1 − η f ) 145 . ⎡ NA f ⎤ (1 − η f ⎥θ b qt = h Nη f A f + ( At − NA f ) θ b = hAt ⎢1 − At ⎣ ⎦ [ ] Assim. assim com a base exposta.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Eficiência Global da Superfície: A eficiência da aleta ηf caracteriza o desempenho de uma única aleta. A eficiência global da superfície ηg caracteriza o desempenho de um conjunto de aletas e da superfície da base sobre a qual este conjunto está montado. A taxa total de transferência de calor por convecção das aletas e da superfície exposta (sem aletas) para o fluido é dada por: q t = Nη f hA f θ b + hAbθ b onde ηf é a eficiência de uma aleta.

17. e a temperatura transiente é determinada por um balanço global de energia no sólido.1. que é resfriado por imersão em um líquido de temperatura T∞ < Ti. a equação de condução de calor não pode ser empregada. A essência deste método é a consideração de que a temperatura do sólido é espacialmente uniforme em qualquer instante durante o processo transiente. Esta hipótese é satisfatória quando a resistência à condução dentro do material for muito menor que a resistência à convecção na interface sólido-líquido. Condução Transiente 17.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura 84 – Montagem Representativa das Aletas – a) Retangulares b) Anulares. deve ser calculado o número de Biot. 146 . a temperatura do sólido decrescerá até que eventualmente atinja T∞. S representa o passo das aletas. Caso contrário. Se o número de Biot for muito menor que a unidade.2. que relaciona a resistência à condução no sólido e a resistência à convecção na superfície sólidolíquido. Nas superfícies aletadas. Se o resfriamento se inicia no tempo t = 0. o método da capacitância global pode ser aplicado. Neste caso. e outros métodos são usados. efeitos espaciais ocorrem. Introdução Condução transiente ocorre em várias aplicações da engenharia e pode ser tratada por diferentes métodos. 17. Método da Capacitância Global Considere um metal com temperatura inicial uniforme Ti. De início.

2 − T∞ = L / kA Rcond hL = = ≡ Bi 1 / hA Rconv k 147 . o balanço de energia na superfície do sólido se reduz a: kA (Ts.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Aplicando o balanço de energia ao sólido: & & − E s = Ea Figura 85 – Resfriamento de uma peça metálica quente.2 ) = hA(Ts . 2 Ts .1 − Ts . − hAs (T − T∞ ) = ρ∀c ∂T ∂t Definindo: Resulta: Onde: Integrando: ρ ∀c hAs ln θ = T − T∞ ρ∀c dθ hAs dt = −θ ⇒ ρ∀c hAs ∫θ θ i dθ θ = − dt 0 ∫ t θ i = Ti − T∞ θi = t ou θ ⎡ ⎛ hA ⎞ ⎤ θ T − T∞ = exp ⎢− ⎜ s ⎟t ⎥ = ⎜ ⎟ θ i Ti − T∞ ⎣ ⎝ ρ∀c ⎠ ⎦ Validade do Método da Capacitância Global Sob condições de regime permanente.1 − Ts .2 − T∞ ) L Rearranjando: Ts .

1. 148 . q ′′ = h. Convecção 18. 18. a resistência à condução dentro do sólido é muito menor que a resistência à convecção através da camada limite do fluido. e o erro associado à utilização do método da capacitância global é pequeno.(Ts − T∞ ) onde h é o coeficiente local de transferência de calor por convecção. T∞ q Ts Figura 87 . Fundamentos da Convecção Considere um fluido qualquer. 87. Figura 86 – Distribuição transiente de temperatura correspondente a diferentes números de Biot. Se a temperatura da superfície for superior à temperatura do fluido. escoando com velocidade V e temperatura T∞ sobre uma superfície de forma arbitrária e área superficial A. numa parede plana resfriada simetricamente por convecção.Transferência convectiva de Calor.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Se Bi << 1. O fluido térmico local é dado pela lei de resfriamento de Newton. haverá uma transferência de calor por convecção da superfície para o fluido. como mostrado na Fig.

As (x ) = bx h= 1 bL hbdx As ∫ h= 1 hdx L0 ∫ L h = coeficiente médio de transferência de calor por convecção (W/m2. A taxa total de transferência de calor é obtida integrando-se o fluxo ao longo da superfície. de maneira a representar toda a transferência de calor q′′ = h . 149 .(Ts − T∞ ) Igualando-se as expressões para a taxa de calor. 88) Figura 88 – Escoamento sobre uma Placa Plana. K). os coeficientes local e médio podem ser relacionados por: h= 1 As ∫ As h.dAs Para uma placa plana de comprimento L e largura b (Fig. q = q′′dAs = (Ts − T∞ )dAs ∫ ∫ q = (Ts − T∞ )dAs Pode-se definir um coeficiente médio de transferência de calor por convecção h para toda a superfície. q” e h irão variar ao longo da superfície.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Como as condições variam de ponto para ponto.

∞ ) n A = h m A s ( ρ A .∞ ) 18. S − ρ A . n" A = hm (ρA .s ≠ CA.m²) Hm: coeficiente local de transferência de massa por convecção (m/s) CA.∞: concentração molar de A no fluido (Kmol/m³) A taxa total de transferência de massa pode ser escrita na forma NA = hm As (CA . o coeficiente médio é relacionado ao coeficiente local por hm = 1 As dAs ∫ h dA m s A transferência de uma espécie química também pode ser expressa em termos da massa. De maneira análoga. A taxa de transferência de massa pode ser calculada através de um coeficiente local hm.S − ρA . K).2. Se CA.Fenômenos de Transporte – 01/2008 h = coeficiente local de transferência de calor por convecção (W/m2.∞ N”A = hm(CA. Multiplicando-se a equação para o fluxo molar pela massa molecular de A.s: concentração molar de A na superfície (Kmol/m³) CA. haverá transferência deste componente por convecção.∞ escoa sobre uma superfície cuja concentração molar de A é mantida em um valor uniforme CA. As Camadas Limites da Convecção 150 .s .S −CA .∞ ) onde hm : coeficiente local de transferência de massa por convecção (m/s) De modo análogo à transferência de calor. se um fluido com concentração molar de um componente A igual a CA.∞.m²) ou da taxa de transferência de massa nA (Kg/s).s > CA. através do fluxo mássico n”A (Kg/s.CA.∞) onde: N”A: fluxo molar da espécie A (Kmol/s.

99 u∞. 1) 2) 3) 4) A espessura da camada limite.A camada limite fluidodinâmica.2.Fenômenos de Transporte – 01/2008 18. é definida como o valor de y para o qual u = 0. Quando as partículas do fluido entram em contato com a superfície. Estas partículas atuam no retardamento do movimento das partículas da camada de fluido adjacente que.1. os gradientes de velocidade e as tensões de cisalhamento são elevados. define-se o coeficiente de atrito local (Cf) a partir do conceito de camada limite: Cf = τs 2 ρu ∞ 2 onde: τs = tensão de cisalhamento na superfície (N/m2) ρ = massa específica do fluido (kg/m3) u∞ = velocidade do fluido na corrente livre (m/s) 151 . u∞. por sua vez. elas passam a ter velocidade nula (condição de não deslizamento). δ. Na camada limite. O perfil de velocidade na camada limite é a maneira com que u varia com y através da camada limite. 89. onde o efeito de retardamento se torna desprezível. A Camada Limite Hidrodinâmica Seja o escoamento sobre uma placa plana mostrada na Fig. são desprezíveis. atuam no retardamento do movimento das partículas da próxima camada e assim sucessivamente. A velocidade u aumenta até atingir o valor da corrente livre. até uma distância y = δ. Para escoamentos externos. fora da camada limite. u∞ y CORRENTE u∞ δ (x) CAMADA LIMITE τ HIDRODINÂMICA x Figura 89 .

As Camadas Limites de Concentração A camada limite de concentração determina a transferência de massa por convecção em uma parede. Se uma mistura de duas espécies químicas A e B escoa sobre uma superfície e a concentração da espécie A na superfície é diferente da concentração na corrente livre. 90). S − CA CA . 18. s − CA . Figura 90 . O objetivo da definição das camadas limite é a simplificação das equações que governam o escoamento.Perfil de concentração na camada limite. ∞ O perfil de concentração na camada limite é similar ao perfil de temperatura na camada limite térmica (Fig. Ela é a região do fluido onde existem gradientes de concentração. as camadas limite fluidodinâmica. sendo sua espessura definida como o valor de y no qual CA . térmica e de concentração não se desenvolvem simultaneamente.2. s).Fenômenos de Transporte – 01/2008 5) Para uma fluido Newtoniano τs = µ ∂u ∂y . ou seja. 152 . não possuem a mesma espessura (δ ≠ δt ≠ δc ) . uma camada limite de concentração irá se desenvolver. y =0 Com µ = viscosidade dinâmica do fluido (kg/m.2. Em um escoamento sobre uma superfície com diferença de temperatura e concentração entre ambos. No interior da camada limite fluidodinâmica. em geral.

são obtidas equações empíricas para o cálculo dos adimensionais e. Com eles. Figura 91 – Camada Limite. Para o escoamento sobre uma placa plana. Para o tratamento de qualquer problema de convecção é relevante determinar se a camada limite é laminar ou turbulenta. as equações podem ser simplificadas e a solução do problema se torna mais fácil. se a convecção é natural ou forçada. ∂y ∂x ∂y ∂x No interior da camada limite térmica. basicamente. através de sua definição.Fenômenos de Transporte – 01/2008 u >> v ∂u ∂u ∂v ∂v = . Estas correlações dependem da geometria do escoamento (escoamento interno ou externo. etc.3. na determinação dos coeficientes de convecção. no interior de um tubo. 153 . já que tanto o atrito superficial como as taxas de transferência de calor por convecção dependem das condições da camada. pode-se então determinar as taxas de transferência de calor. Em geral. etc. 18. do regime do escoamento. ∂T ∂T >> ∂y ∂x Desta maneira. sobre placa plana. .). o comprimento característico para o qual são definidos os adimensionais é a distância x a partir da origem. calculam-se os coeficientes convectivos. Escoamento Laminar e Turbulento Os problemas de convecção consistem.

c = 5 × 105.é o gradiente de temperatura adimensional na interface fluidosuperfície: Nu L = hL kf Coeficiente de atrito .c = no de Reynolds crítico (início de transição do regime laminar para turbulento) Número de Reynolds .c ≤ 3 × 106. no interior de tubos.é tensão de cisalhamento adimensional na superfície: Cf = τs ρV 2 2 ∆p Fator de atrito – é a queda de pressão adimensional para escoamento interno: f = 2 (L D )(ρ u m 2 ) Parâmetros Adimensionais • Número de Reynolds Re = ρud µ 154 . xc µ Rex. Para o escoamento sobre uma placa plana.Fenômenos de Transporte – 01/2008 A transição para a turbulência.u ∞ . e para óleos δ << δ t . x µ e Re x . ou seja.c = ρ . Número de Nusselt . Para gases δ ≈ δ t . o número de Reynolds crítico (ou de transição) é dado por: Re x = onde: ρ .é a relação entre as forças de inércia e as forças viscosas: Re L = ρVL VL = µ ν Número de Prandtl . 105 ≤ Rex. metais líquidos δ >> δ t . acontecia para números de Reynolds de aproximadamente 2300.u ∞ .é a relação entre a difusividade de momento e a difusividade térmica – relaciona a distribuição de temperatura à distribuição de velocidade: Pr = µc p k = ν α Para escoamentos laminares δ δ t ≈ Pr n . Um valor representativo é Rex.

o comprimento característico para o qual são definidos os adimensionais é a distância x a partir da origem. o numero do Reynolds crítico (ou de transição) é dado por: Re x . ou seja. válida para Pr ≥0.332 Re1 / 2 Pr1 / 3 . A transição para a turbulência.6 x K 155 . no interior de tubos. Para o escoamento sobre uma placa plana. c = ρu∞xc = 5 x10 5 µ onde u∞ é a velocidade da corrente livre. esta transição ocorre para Re=5x105. Para escoamento laminar (Rex< 5x105). a espessura da camada limite fluidodinâmica é 5x Re x δlam = A espessura da camada limite térmica é dada por δ = Pr 3 δt 1 O número de Nusselt local é dado por Nux = hxx = 0. acontecia para números de Reynolds de aproximadamente 2300.Fenômenos de Transporte – 01/2008 • Número de Nusselt hd Kf Nu = • Número de Prandtl Pr = ν Cpµ = α Kf hmd DAB • Número de Sherwood Sh = • Número de Schmidt Sc = ν DAB onde DAB é a difusividade de massa (m²/s) Para o escoamento sobre uma placa plana.

Considere o escoamento sobre uma placa plana isotérmica mostrada na Fig. Para escoamentos turbulentos. T (x.37 Re ⎛ ρu∞ ⎞ . Figura 92 – Camada Limite Térmica.x = 0. δ ≈ δt O número d Nusselt local é dado por Nux = 0. uma camada limite térmica deve se desenvolver se houver uma diferença entre as temperaturas do fluido na corrente livre e na superfície. No início da placa (x = 0).0468 / Pr ) ] −1 / 5 x 0. a espessura varia com x1/2.37⎜ ⎜ µ ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ −1 / 5 x −1 / 5 .4. válida para 0. 92. No entanto.0) = T∞ .6<Pr<60 x 18.3387 Re1 / 2 Pr1 / 3 x 2 / 3 1/ 4 Para escoamento turbulento (Re>5x105) δturb = 0. enquanto no escoamento laminar.0296 Re4 / 5 Pr1 / 3 . as partículas do fluido que entram em contato com a placa atingem o equilíbrio térmico na temperatura superficial da placa. ou seja. percebe-se que a turbulenta cresce muito mais rápido.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Uma outra expressão para o número de Nusselt local. o perfil de temperaturas no fluido é uniforme. A Camada Limite Térmica Da mesma forma que há a formação de uma camada limite fluidodinâmica no escoamento de um fluido sobre uma superfície. válida para qualquer valor de Prandtl. com T(y) = T∞. y T∞ CORRENTE T∞ δ (x) CAMADA LIMITE TÉRMICA x Tsup.x Quando as camadas limite laminar e turbulenta são comparadas. é dada por Nux = [1 + ( 0. já que sua espessura varia com x4/5. Por sua 156 .

δt.99 2) Na superfície não existe movimentação do fluido e a transferência de calor ocorre unicamente por condução. ∂T q ′′ = − k f s ∂y onde y =0 e h= − k f ∂T ∂y Ts − T∞ y =0 kf = condutividade térmica do fluido (W/m. 1) A espessura da camada limite térmica.Fenômenos de Transporte – 01/2008 vez estas partículas do fluido em contato com a superfície atingem o equilíbrio térmico com essa superfície. Com isso.K) 157 . criando um gradiente de temperatura. é definida como o valor y para o qual: (Ts − T ) (Ts − T∞ ) = 0. e trocam energia com partículas fluidas em camadas adjacentes.

3.15. Rio de Janeiro. 2.2. 6. 2.28.20. 4.13 a 3.39. 1998.10 a 1. 4.10.29 e 4.2.12. 2. 1. 4. 6.38. 1.A.36 a 2. 3. 1. 2.15. 2. 1.27.. 3..17 a 1. 1.66.33 e 2. CAPÍTULO 3: 3..21.30 e 1. 6.7 a 2.188.44 e 3. McDonald.12. 1.42. Rio de Janeiro. e Alan T. 2001. (Quinta Edição) CAPÍTULO 1: 1.37.2.34 e 2. * INCROPERA. 4.9 a 4.28. 2.4.25.14.17 a 4. Fundamentos de Transferência de Calor e Massa.35.Fenômenos de Transporte – 01/2008 EXERCÍCIOS RECOMENDADOS: * FOX.27. Introdução à Mecânica dos Fluidos. 1. Livros Técnicos e Científicos Editora S. 3.37.1.10.35. 2.26.18.39.41 e 6.182 a 4.33. 2. 3. CAPÍTULO 4: 4.49. 1. CAPÍTULO 2: 2. 1.1 a 1. 4.13. 6. CAPÍTULO 2: 2.38.40. CAPÍTULO 6: 6. 1. 2.A. 3. 3. 2. 3. (Quinta Edição) CAPÍTULO 1: 1.23. 158 .34.7. 3.23.19. Robert W.36. CAPÍTULO 3: 3. Frank P.32. Livros Técnicos e Científicos Editora S.24.27.22 e 3. 2.40.13. 6. 6.24 a 1.19.39 e 1.32.42 a 1.

A. c1990. Pedro Silva. Robert W. Elementos de Mecânica dos Fluidos.A. Francisco de Assis A. Projeto e Desenho. McGraw-Hill do Brasil Ltda. 1988. Fumarc. Editora Guanabara Koogan S. 2001. 1977. * SISSOM. * STREET. Frank P. Transferência de calor: um texto básico. e Alan T.. Livros Técnicos e Científicos Editora S. Volume I e II. Mecânica dos Fluidos.. 1987. 1978. Introdução à Mecânica dos Fluidos. Necati. Rio de Janeiro. 1996.A. J. Djalma Francisco.Fenômenos de Transporte – 01/2008 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: * BASTOS. * FOX. e C. Livros Técnicos e Científicos Editora S. Editora Guanabara Koogan S. Rio de Janeiro. * HOLMAN. Pitts.. Editora Guanabara Koogan S. Fundamentos da Transferência de calor. * OZISIK. e John K. Editora Guanabara Koogan S. Editora Guanabara S. Rio de Janeiro. Fenômenos de Transporte.A. * TELLES. Quantidade de Movimento. Editora Guanabara Koogan S. * SHAMES... E Donald r. McGraw-Hill Interamericana do Brasil Ltda. Prentice-Hall do Brasil.. * MYERS.P. Instalações Elevatórias.. Livros Técnicos e Científicos Editora S. Editora Edgard Blucher Ltda..Materiais. Calor e Massa. * TELLES. Dayr. 1978. Fundamentos de Transferência de Calor e Massa. São Paulo. 1983. McDonald. Pedro Silva. Bennett. Lindon C. Rio de Janeiro. Leighton E.A.E.A.A. Livros Técnicos e Científicos Editora S.. Problemas de Mecânica dos Fluidos. 1994. * THOMAS. 159 ..A. Fenômenos de Transporte.O. Irving H. Mecânica dos Fluidos. Frank M. Belo Horizonte. McGraw-Hill do Brasil Ltda. J. * INCROPERA.. Robert L.. * CARVALHO. Tubulações Industriais . Mecânica dos Fluidos. São Paulo. 1984. * SCHIOZER. Archibald Joseph. M.. Vennard.Cálculo. Rio de Janeiro. Bombas... Bombas e Instalações de Bombeamento. 1983.. Rio de Janeiro.A.A. 1994. 1985. * WHITE. * MACINTYRE. 1998. 2002. Transferência de Calor. Tubulações Industriais .

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Apêndice A Tabela A.1 – Propriedades de Fluidos Comuns a 20ºC e 1atm.
Massa Específica Viscosidade Absoluta Fluido Kg/m3 Kg/(m.s) ____________________________________________________________________________

Água Freon -12 Gasolina Glicerina Mercúrio Óleo SAE 10W Óleo SAE 10W30 Óleo SAE 30W Óleo SAE 50W Querosene Hidrogênio Hélio Ar seco CO2

998 1327 680 1260 13550 870 876 891 902 804 0,084 0,166 1,203 1,825

1,00x10-3 2,62x10-4 2,92x10-4 1,49 1,56x10-3 1,04x10-1 1,70x10-1 2,90x10-1 8,60x10-1 1,92x10-3 9,05x10-6 1,97x10-5 1,80x10-5 1,48x10-5

Tabela A.2 – Massa Específica da Água a 1 atm. T(ºC) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Massa Específica (Kg/m3) 1000 1000 998 996 992 988 983 978 972 965 958

Tabela A.3 - Massa Específica do Ar a 1 atm. T(ºC) -40 0 20 50 100 150 200 250 300 400 500
160

Massa Específica (Kg/m3) 1,520 1,290 1,203 1,090 0,946 0,835 0,746 0,675 0,616 0,525 0,457

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Tabela A.4 - Massa Moleculares de Gases Comuns. Fluido Massa Molecular (Kg/Kmol) H2 2,016 He 4,003 H2O 18,02 Ar seco 28,96 44,01 CO2 CO 28,01 28,02 N2 32,00 O2 NO 30,01 N2O 44,02 7,091 Cl2 CH4 16,04 Tabela A.5 – Emissividades a 300K. Superfície Água Concreto Folha de amianto Tijolo vermelho Placa de gesso Madeira Pavimentação de asfalto Vidro de janela Teflon Alumínio polido Solo Pele Emissividade 0,96 0,88-0,93 0,93-0,96 0,93-0,96 0,90-0,92 0,82-0,92 0,85-0,93 0,90-0,95 0,85 0,03 0,93-0,96 0,95

Tabela A.6 – Condutividades Térmicas a 300K. Material Aço inoxidável AISI 304 Alumínio puro Chumbo Cobre puro Ferro puro Algodão Asfalto Compensado de madeira Manta de fibra de vidro Pele Solo Tijolo comum Vidro pyrex Ar seco K (W/m.K) 14,9 237 35,3 401 80,2 0,06 0,062 0,12 0,038 0,37 0,52 0,72 1,4
0,0263

161

Fenômenos de Transporte – 01/2008

Tabela A.7 – Valores de Densidade para alguns fluidos a 20 °C.
Fluido Hidrogênio Ar Gasolina Água Mercúrio Óleo SAE 30 Glicerina Densidade (Kg/m3) 0,087 1,205 680 998 13580 891 1264

Tabela A.8 – Valores de Viscosidade para alguns fluidos a 20 °C.
Fluido Hidrogênio Ar Gasolina Água Mercúrio Óleo SAE 30 Glicerina Viscosidade (Kg/m.s) 8,8x10-6 1,8x10-5 2,9x10-4 1,0x10-3 1,5x10-3 0,29 1,5

Tabela A.9 – Propriedades Termodinâmicas de Gases Comuns na Condição Padrão ou “ Standard” .

162

01 296.3 J/(kgmol·K) = 1545.29 85.66 1.248 3. b R ≡ Ru/Mm.11 0.30 53.1 742 649.1772 55.9 840. Mm 1.78 0.1772 0.016 16.003 2.4 3147 10. T = 15º = 59ºF e p = 101.29 1.2399 0.1556 386.1 766.368 a Temperatura e pressão na condição padrão ou “standard”.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Gás Ar Bióxido de Carbono CO2 He H2 CH4 CO N2 O2 H2O 28.2481 0.8 259.01 32.40 ~1.8 461.060 1672 742.5231 0.4 651.388 0.1713 35.3993 55. c Tabela 13 – Propriedade de Fluidos Gasosos 163 .1551 ~0.5 96.01 188.00 18.32 1.17 0.2172 ~0.02 28.9 1004 717.4 4.180 2190 1039 1039 909.2 pé · lbf.40 1.04 2077 4124 518.4 ~2000 Hélio Hidrogênio Metano Monóxido de Carbono Nitrogênio Oxigênio Vapor – 28.325 kPa (abs.16 48.478 0.98 286.7517 2.33 0.31 1.) = 14696 psia.41 1.40 1. 1 Btu = 778.402 0.2007 0.3 44.3 pé · lbf/(lbmol · ºR).6 ~1540 Símbolo Químico Massa Molecular. O vapor d’água comporta-se como um gás ideal quando superaquecido de 55ºC (100ºF) ou mais.4 5225 14.8 296.40 1. Ru = 8314.2481 0.

2046 lbf 1lbf = 4.3048 m 1 mi = 5280 ft = 1609.88 kg/(m.3558 J 1 Btu = 252 cal = 1055.028317 m3 164 .1– Grandezas e Unidades utilizadas em Mecânica dos Fluidos.27801 N Energia 1 ft.4536 kg 1 tonelada = 1000 kg Comprimento Temperatura 1 ft = 12 in = 0.4 Kg/m3 1 slug/(ft.344 m T (K) = T (°C) + 273.15 1R = 1.76 Pa 1 N = 1Pa = 10 −5 bar = 0.s) = 47.174 lbm 1 lbm = 0.Fenômenos de Transporte – 01/2008 Apêndice B Tabela B.6x106 J Pressão 1 psi = 6894.4482N 1dina = 1g cm = 1x10 −5 N 2 s 1 onça = 0.014 cv 1 cv = 735 W 1 slug/ft3 = 515.7 W = 1.594 kg = 32.lbf = 1.80665 N = 2. Grandeza Fatores de Conversão Massa 1 slug = 14.8K Força 1 kgf = 9.88 Pa 1 psi = 1 lbf/in2 = 144 lbf/ft 2 = 6895 Pa 1 atm = 101325 Pa 1 bar = 1x105 Pa linHg (a 20ºC) = 3375 Pa Potência Densidade Viscosidade Viscosidade Cinemática Volume 1 hp = 550 ft.056 J 1 kWh = 3.lbf/s = 745.s) 1 Ns/m2 = 1 kg/ms = 10 poise 1 stokes (St) = 1 cm2/s = 1x10-4 m2/s 1 ft3 = 0.9872x10 −5 atm 2 m 1 lbf/ft2 = 47.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 1 galão = 231 pol3 = 0.0185 kg/m3 1 g/cm3 = 1000 kg/m3 165 .9 m2 = 43560 ft2 Peso Específico Massa Específica 1 lbf/ft3 = 157.59x106 m2 1 acre = 4046.0037854 m3 1 litro = 0.09 N/m3 1 slug/ft3 = 515.035315 ft3 Área 1 ft2 = 0.38 kg/m3 1 lbm/ft3 = 16.001 m3 = 0.092903 m2 1 mi2 = 2.78784x107 ft2 = 2.

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura A1 166 .

Fenômenos de Transporte – 01/2008 Figura A2 167 .

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