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Amplificador Operacional Diferenciador

Um diferenciador é um circuito que realiza a operação matemática da diferenciação. Ele produz


uma tensão de saída proporcional à tensão de entrada. As aplicações mais comuns de um diferenciador
são a detecção das bordas dianteiras e posterior de um pulso retangular, ou a produção de uma saída
retangular a parti de uma entrada rampa.

Ao contrário do integrador faz-se, agora, a realimentação negativa por um elemento resistivo,


enquanto o elemento capacitivo aparece em serie com o terminal da entrada inversora e o sinal de
entrada.

Circuito diferenciador básico

Contrario ao que ocorre no integrador, como agora o elemento capacitivo se encontra na entrada
do Amplificador Operacional, haverá um aumento no ganho de malha fechada do circuito, com
freqüências crescentes, pois tern-se que:

ou

Uma conseqüência dessa característica de operação é uma susceptibilidade grande a ruídos de alta
freqüência, podendo prejudicar seriamente a atuação do circuito, pois a expressão mostra que o
diferenciador atua, basicamente, também como filtro passa - alta.

Neste caso, aplicando uma rampa linear de tensão sobre o capacitor C, portanto com uma taxa de
variação constante, fluirá uma corrente Ie também constante pelo capacitor. Considerando novamente o
caso ideal em que ri , toda a corrente Ie, fluirá pelo resistor Rf em forma de If. Lembrando ainda da
terra virtual na conexão entre C e Rf (potencial zero entre os termais de entrada), vê-se que a entrada E e
de entrada fica aplicada toda sobre o capacitor C, enquanto a tendo Es é a pr6pria tensão sobre Rf.

Aplicando LCK no ponto a, temos:

de onde se obtem:
Observemos que o sinal de saída apresenta urna inversão em relação a o sinal de entrada. Se
aplicarmos um sinal triangular simétrico na entrada de um diferenciador, a sua saída apresentara um
sinal retangular conforme indicado na Figura. De fato, o sinal triangular pode ser visto como um
conjunto de rampas ascendentes e descendentes, cujas primeiras derivadas são constantes. Podemos
demonstrar que o sinal de saída tem seus valores de pico dados por:

Se aplicarmos um sinal retangular na entrada do diferenciador, teremos una serie de pulsos agudos
(spikes) na sua saída. Isso esta ilustrado na Figura baixo.
Analisaremos a seguir o ganho do circuito da figuracircuito diferenciador basico, ternos para v,
senoidal:
em módulo, temos:

Observando a equação anterior, podemos constatar que o ganho é diretamente proporcional a


freqüência do sinal aplicado, o que torna o diferenciador muito sensível as variações de freqüência.
Assim sendo, o diferenciador elementar apresenta serias desvantagens:

- instabilidade de ganho.
- sensibilidade a ruídos.
- processo de saturação muito rápido.

O diferenciador prático

O diferenciador básico tem uma tendência de oscilar, uma condição indesejada. Para se evitar esse
efeito um diferenciador amp. Op. Prático geralmente inclui alguma resistência em serie com o capacitor.
Um valor típico para essa resistência adicionada é entre 0,01R e 0,1R. Com este resistor, o ganho de
tensão de manha fechada fica entre -10 e -100. O efeito é de limitar o ganho de tensão de manha
fechada em freqüências altas, quando surge o problema de oscilação. Esse circuito possibilita a
eliminação de algumas das inconveniências do diferenciador elementar e da estabilidade ao mesmo,
permitindo, assim, controlar a saturação do circuito.

A propósito, a fonte que alimenta o diferenciador amp. Op tem uma impedância de saída. Se esta
for uma resistência entre 0,01R e 0,1R, você não precisa incluir um resistor extra porque a impedância a
fonte o fornece.

Nesse caso. para um sinal senoidal, temos:

mas, em termos de módulo, podemos escrever:


Notemos, pela equação anterior, que o ganho se estabiliza num valor dado por Rp/RI (em módulo),
quando a freqüência tende a infinito. Logo, em altas freqüências, o diferenciador se comporta corno um
amplificador inversor. Outro aspecto importante é que ruídos de alta freqüência não têm uma ação
muito acentuada sobre o circuito anterior. Na prática, podemos estabelecer um valor limite de
freqüência, abaixo do qual o circuito se comporta corno diferenciador e acima do qua1 o mesmo atua
predominantemente corno amplificador inversor.
Essa freqüência, a qual denominaremos fL é exatamente a freqüência de corte da rede de atraso do
diferenciador, ou seja:

Seja f a freqüência do sinal aplicado, ternos:


- se f < fL a o circuito tende a atuar corno diferenciador
- se f > fL a o circuito tende a atuar corno amplificador inversor de ganho -Ri /RI

Convém ressaltar que as duas situações anteriores são tanto mais verdadeiras quanto mais nos
distanciarmos de fL nos dois sentidos.
Finalmente, convém frisar que o diferenciador prático apresentara uma saída mais precisa se
impusermos como condições de projeto a seguinte relação:

ou seja, a constante de tempo da rede de atraso da entrada deve ser muito menor (pelo menos
10 vezes) do que o período do sinal aplicado e a estabilização do ganho em altas freqüências
deverá ficar em torno de 10. Evidentemente, a condição (b) é opcional e pode não ser adequada
ao projeto. Por outro lado, a condição (a) é fundamental e deve ser aplicada.