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Paulo Freire

Paulo Freire

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resumo do livro "Pedagogia da Autonomia"
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11/15/2012

Capitulo 1 Não há docência sem discência Segundo Paulo Freire, com o avanço da humanidade em várias áreas, torna-se necessário

também o avanço da educação e da forma de se educar. Essa forma é chamada por ele de “progressista”. Nela, “a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência sobre a relação teoria/prática [...]” (FREIRE,pg. 12). Um dos principais pontos que o formando deve ter consciência em sua vida acadêmica – e posteriormente profissional- é de que ensinar não significa repassar o conhecimento ao aluno, mas sim criar situações para que eles descubram por si próprios. A docência inexiste sem discência, ou seja, para ensinar é preciso que se aprenda. Esse aprendizado é constante e não se resume somente a fase acadêmica ou de estudo, ele se dá pela vida toda até mesmo quando se está ensinando. 1.1 ensinar exige rigorosidade metódica o educador tem o dever de, na sua prática docente, instigar a curiosidade do educando. “Uma de suas tarefas principais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica com que devem se aproximar dos objetos cognoscíveis” (pg. 13). Tanto educador como educando devem ter a compreensão de que o conhecimento tem de ser descoberto por ambos usando de suas curiosidades, humildade, persistência. Incumbese ao educador a tarefa de orientar os educandos nas descobertas, fazendo com que eles descubram, também, a pensar certo e para se ensinar a pensar certo é necessário pensar certo. Para se pensar certo, é necessário que não estejamos demasiadamente convictos de nossas certezas para não nos tornar-mos professores cheios de certeza que apenas memorizam e repassam textos como se fossem verdades universais. Há de se ter a consciência de que o conhecimento está em constante transformação e isso tem de ser reconhecido tanto pelo educador quanto pelo educando. 1.2 ensinar exige pesquisa segundo FREIRE não há ensino sem pesquisa e nem pesquisa sem ensino. Quando se ensina, precisa-se pesquisar, buscar o conhecimento e nessa busca também aprende-se algo que é relevante. Para haver a pesquisa é necessário a curiosidade. Essa curiosidade deve passar por estágios, como denota FREIRE. O primeiro seria a curiosidade ingênua que é a natural da pessoa, ela é de importância, porém,deve evoluir para a curiosidade espistemológica que utiliza a rigorosidade metódica. 1.3ensinar exige respeito aos saberes dos educandos A escola de modo geral deve respeitar o contexto em que seus alunos estão inseridos. Os seus conhecimentos,mesmo que empíricos,devem ser levados em consideração para a discussão sobre os conteúdos escolares. Deve-se aproveitar a experiência dos educandos na sociedade, para discutir toda essa situação do contexto onde vivem como: a qalidade de vida, o saneamento, a preservação do meio ambiente. Portanto, não só lhes oferecer o conhecimento técnico descrito nos livros, mas sim, fazer que tenham uma consciência maior do meio em que vivem. 1.4 ensinar exige criticidade A criticidade é alcançada no momento em que é superada a curiosidade ingênua e passamos à curiosidade epistemológica. Passamos a ser críticos quando a

curiosidade nos inquieta e nos indaga;quando buscamos o conhecimento e o dissecamos em sua verdadeira essência tirando proveito de suas partes mais confiáveis. Esta criticidade não se dá automaticamente, é função do educador progressista mostrar ao educando o caminho para essa passagem de curiosidade ingênua para a curiosidade crítica, insatisfeita. 1.5 ensinar exige estética e ética A passagem da ingenuidade para a criticidade, não pode ser feita sem uma formação ética ao lado da estética. Nós como seres histórico-sociais somos capazes de comparar, valorar,intervir, escolher decidir, romper, e por isso, somos seres éticos. O ser humano é impensável sem a ética, que estiver fora ou longe dela é um transgressor. Por isso que é incorreto transformar a experiência em treinamento técnico, pois o edcando poderá não ser uma pessoa ética,capaz de discernir, de escolher por si próprio. 1.6ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo O educador que pensa certo,faz certo. Ele deve corporeificar suas palavras com suas ações, ou seja, não é digno de um professor qe em uma ocasião se diz progressista e faz apologia inflamada sobre a formação da classe trabalhadora, mas em outro momento -na hora da prática, de mudar a realidade- se curva diante da realidade e ao fatalismo. O que seu aluno pensaria diante desta situação? “Não há pensar certo fora de uma prática testemunhal que o re-diz em lugar de dêsdizê-lo.” ( FREIRE,pg.16). esta frase explica sozinha o conteúdo deste item. 1.7ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação A aceitação do novo, que não pode ser negado e nem aceito só pelo fato de ser novo, é próprio do pensar certo assim como a recusa do velho não só por ser antigo. Pensar certo também significa rejeitar qualquer tipo de discriminação, seja racial, de classe , de gênero. O tanto falado “pensar certo” não pode ser repassado aos educandos como um conteúdo. Para se ensinar a pensar certo deve-se pensar e mostrar que está pensando certo, com a força de seu testemunho, esta é a tarefa do educador, desafiar o educando a compreender o que ele expressa, comunica. 1.8 ensinar exige reflexão crítica sobre a pratica A pratica docente critica envolve o movimento dinâmico entre o fazer e o pensar sobre o fazer. O saber que a pratica docente espontânea produz,é um saber ingênuo desprovido de rigorosidade metódica. É indispensável que o aprendiz de educador saiba que pensar certo não é presente de deuses e sim uma habilidade adquirida com a prática e com a orientação do professor formador. O momento fundamental da formação dos professores é a reflexão crítica sobre a prática. È pensando criticamente a prática de ontem que se melhora a próxima. O discurso teórico, que será a base da crítica, tem de ser dito de tal forma que quase se confunda com a pratica, deve estar muito próximo dela para que se supere mais rapidamente a ingenuidade pela rigorosidade. 1.9 ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural

A assunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros. Devemos nos assumir como seres sociais e histórico, como seres pensantes, comunicantes, transformadores, criadores, realizadores de sonhos. A questao da identidade cultural é um problema que deve ser tratado pelos educadores. Fazer com que os educandos se assumam seres modificadores da história,integrantes de uma sociedade, faz que eles ao mesmo tempo se tornem autônomos e pensem cada vez mais certo. As experiências vividas nas escolas também fazem parte dessa assunção. Gestos cotidianos feitos em salas de aula, em intervalos, onde quer que seja no âmbito escolar, são de grande relevância para o aluno assumir-se um ser que pode mudar o seu rumo. Talvez muitos desses gestos não sejam percebidos pelos educadores, mas são de grande importância ao educando. CAPITULO 2 ENSINAR NÃO É TRANFERIR CONHECIMENTO Novamente, ensinar não é transferir conhecimento, mas sim criar possibilidades para sua produção ou construção. O educador ao entrar na sala de aula deve estar aberto a perguntas, as curiosidades dos alunos mesmo que a pergunta seja uma crítica ao seu trabalho (um educador deve ser capaz explicar a relevância do seu trabalho). O conhecimento deve ser vivido, e não transferido, tanto pelo professor quanto pelo aluno. O educador tem de engajar-se no descobrimento do conhecimento e na prática de suas teorias. Se o professor expõe uma teoria como seu ponto de vista, mas em sua prática não a contempla, ele perde sua credibilidade e entra em contradição. È o mesmo caso do professor fatalista que faz discursos inflamados sobre a desigualdade social e, ao ser questionado sobre o que ele está fazendo para melhorar a situação, ele curva-se ao fatalismo dizendo que a desigualdade é própria do ser humano e não há o que fazer. 2.1 ensinar exige consciência do inacabamento Todo ser que pensa certo deve ter consciência do seu inacabamento o, ou seja, de que nunca será um ser completo, acima dos outros. Isto é próprio da vida, onde há vida há inacabamento. Isto implica em saber que por mais que sejamos graduados, que sejamos doutores, pós doutores; ainda seremos inconclusos, pois não saberemos de tudo. Sempre estaremos sujeitos a novos conhecimentos e sempre seremos iguais a qualquer um independente de sua instrução. Somente entre homens e mulheres o inacabamento tornou-se consciente. Isso porque somente o homem teve a capacidade da invenção da escrita,da comunicabilidade, da inteligibilidade, da cultura tornando-o livre mas também obrigado a decidir, optar, lutar, fazer política. É essa liberdade e obrigatoriedade que lhe torna ético, portanto só seres que conhecem a ética podem romper com ela, exime-se então os animais de não serem éticos por atacarem seus semelhantes, de matar para comer etc. 2.2 ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado Reconhecer-se inacabado e condicionado implica que sempre pode-se ir mais além, ao contrário do ser determinado que sempre será somente aquilo e nada mais. Devemos nos perceber no mundo como seres modificadores da história e não acreditar que somos determinados, que já temos um destino escrito, o discurso do fatalista. Não temos de nos adaptar ao mundo que ai está, mas sim nos inserirmos nele e fazermos parte da história. Inevitável que encontraremos empecilhos, mas há de se ter a consciência que eles não são eternos, por mais difíceis que sejam de superar.

A consciência do inacabamento nos fez responsáveis e por consequencia éticos. Ética que mesmo assim pode ser traída. O educador que em nome da memorização técnica do conteúdo tira a curiosidade e a possibilidade do aluno de se expressar, tornase sem ética, pois lhe tira sua liberdade de criticar o que caracteriza não uma educação e sim um adestramento. É na inconclusão do ser, que sabe que é inconcluso, que se funda a educação como processo permanente. O homem se tornou educável a medida que se soube inacabado, impossibilitado de saber tudo. Não foi a educação que o fez educável, mas sim a sua consciência do inacabamento junto com sua curiosidade e a abertura para novos conhecimentos. 2.3 ensinar exige respeito à autonomia do ser educando Este é outro saber necessário a pratica educativa. O respeito a autonomia do outro é uma coisa ética e não um favor que podemos ou não conceder ao outro. O professor autoritário que tira a liberdade do educando, que desrespeita sua autonomia, curiosidade, seu gosto,sua linguagem rompe com essa ética, ele passa a ser um transgressor indigno de ser um educador. Deve, como educador, dialogar e respeitar a duvida do educando para que tanto um como o outro cresçam com o diálogo e se tornem cada vez mais seres éticos. 2.4 ensinar exige bom senso O nosso bom senso deve ser vigiado constantemente antes de qualquer reflexão mais rigorosa. É o bom senso que adverte que a autoridade do educador em sala de aula não significa autoritarismo. O bom senso não adquire-se em aulas de ética, ele já tem de ser próprio do ser que pensa certo. É o nosso bom senso que nos adverte sobre a inquietude ou quietude de alguns alunos, para não agirmos com eles autoritariamente, mas sim refletindo e inquirindo-os sobre os motivos de seu comportamento. É ele que nos diz que algo está errado. É usado até mesmo na ciência, quando o cientista que pensa certo, não aceita as teorias que se dizem inquestionáveis. 2.5 ensinar exige humildade, tolerância, e luta em defesa dos direitos dos educadores A luta por salários menos imorais é um dever e não só um direito dos educadores. Esta luta em defesa de seus direitos deve ser entendida como um momento importante da pratica docente. E, este momento é que sofre maior descaso na educação pública, pois descaso com os educados já vem de longa data no Brasil. Isso afeta diretamente a qualidade do ensino, pois educadores cansados de tanto descaso cruzam os braços em protesto e acabam caindo no fatalismo de que nada pode ser feito, prejudicando não somente os educandos com a sua falta de interesse, mas também a si próprio que deixara de se aperfeiçoar enquanto ser inacabado. A humildade se caracteriza pelo respeito do educador quanto ao conhecimento, mesmo que empírico, do aluno. Respeito a sua curiosidade, timidez e a tolerância as mesmas. Não se pode ser educador se não gosto do que faço, isso é transpassado pelas atitudes do professor e contagia os alunos, que também irão desgostar do estudo. Quase o mesmo ocorre se não for humilde. A curiosidade do aluno será menosprezada em detrimento da repetição,memorização de conteúdos que nem mesmo ele sabe para que serve. 2.6 ensinar exige apreensão da realidade

Este é outro saber fundamental a pratica educativa. Como professores devemos conhecer a essência da pratica, a sua realidade. Isso é aprendido juntamente com o ensino, a medida que ensino aprendo, a medida que se aprende se ensina. Mulheres e homens são os únicos seres capazes de aprender, porem há professores que não se aproveitam dessa situação e apenas repassam um conteúdo para memorização dos alunos, o que os torna seres dependentes ou em analogia com os animais:um ser adestrado que só repete o que leu, não tem opinião própria, torna-se incapaz de decidir por si próprio. O professor também não deve omitir sua opinião sobre a realidade. Deve mostrar aos alunos o seu ponto de vista, porem, ensina-los que podem pensar diferente mas sempre com embasamentos concretos e não discordar por pura teimosia. 2.7ensinar exige alegria e esperança A alegria durante as aulas é o que comprova que o professor faz o que gosta, e isso é percebido pelos alunos que são contagiados por ritmo. A esperança é outra condição do educador progressista. É inconcebível que alguém que se diga progressista não tenha esperança, a esperança de que juntamente com o educando se possa aprender, ensinar, produzir, resistir a obstáculos. Esperança esse que se curva nos discursos dos fatalistas. Ser esperançoso implica em saber que a história pode ser mudada, que o destino não está escrito e que por mais obstáculos que se tenha, eles não serão eternos. Como seres históricos, podemos mudar a nossa realidade nos inserindo no mundo e o modificando e não apenas aceitando o que já esta dito. 2.8 ensinar exige a convicção de que a mudança é possível Para haver a mudança é necessário a esperança. Se não tenho esperança, desacredito que a mudança é possível e viro um fatalista. Não somos apenas objetos da história, mas sim seu sujeito, quem a faz. A história é uma possibilidade e não uma determinação. Na história,na política, na cultura, constato para não para me adaptar a elas, e sim para modifica-las. Mudar é difícil, mas e possível. é a partir deste saber fundamental que temos de programar a ação político-pedagogica. A história mostra que é possível mudar, o que impede muitos é a falta de esperança normalmente adquirida após várias derrotas. Como educador, devo considerar a leitura de mundo dos grupos poplares, não devo desconsiderar o seu saber advindo da experiência. Porém, não posso aceitar ou me converter ao seu saber ingênuo, e muito menos impor-lhes o meu saber como verdadeiro. tenho que lhes incitar ao dialogo que os irá revelando a necessidade de superar certos saberes que já não são tão apropriados para explicar os fatos. 2.9 ensinar exige curiosidade A pratica mais exemplar da negação da experiência formadora é aquela que dificulta ou inibe a curiosidade do aluno. O educador que é autoritário em seus métodos de ensino, e dificulta a curiosidade do educando, também acaba por tirar a sua propria curiosidade. Como professor, devo saber que sem a curiosidade que me move, não aprendo e nem ensino. A curiosidade que se domestica ou se inibe ajuda na memorização de conteúdos, porem não no seu aprendizado real. O bom professor é aquele que consegue em sua aula, desafiar os alunos a pensar e se tornarem curiosos e críticos. Na sua aula os alunos cansam, mas não de ouvir o seu discurso, e sim de pensar, de acompanhar seu raciocínio, seu pensamento, seus momentos de duvida.

O exercício da curiosidade provoca a imaginação, intuição, emoções, capacidade de comparar. Um ruído, por exemplo, pode provocar minha curiosidade, pois, observo o espaço, aguço o ouvido, faço comparações com sons que já conheço e chego na conclusão ou na explicação do que seja. CAPITULO 3 ENSINAR É UMA ESPECIFICIDADE HUMANA 3.1 ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade A segurança que o educador tem, é a de sua competência profissional, de saber o que faz. O professor que não leve a serio sua formação, seus estudos, que não se esforce para aprender a ensinar; não tem moral para coordenar sua classe. A incompetência profissional desqualifica o professor. Outra qualidade indispensável ao educador é a generosidade. A competência profissional do educador implica na sua assunção de autoridade democrática. A autoridade coerentemente democrática jamais minimiza a liberdade do educando e nunca lhe tira o gosto de aventurar-se como faz a autoridade mandonista. Ela ainda reconhece que não se vive a eticidade sem liberdade e nem a liberdade sem riscos. E, que a disciplina não é o silencio dos subordinados, mas sim o respeito pelo educador e pelos colegas educandos. 3.2 ensinar exige comprometimento Exige o comprometimento com o educando e com a educação tanto dele quanto própria. O professor não passa desapercebido pelos alunos. A maneira como o educador atua e de como os educandos vêem como atua; vai ser a percepção que eles terão do professor, portanto não posso como educador progressista ter uma pratica reacionária, elitista e autoritária. Devo revelar a eles a minha capacidade de avaliar, comparar, analisar, decidir, optar, romper, ou seja, ético em meu testemunho. 3.3 ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo Este é outro saber indispensável na prática educativa, de que a educação é uma forma de intervenção no mundo, com a qual podemos muda-lo e não somente adaptar-se a ele. Do ponto de vista da classe dominante, a educação deve ser uma prática alienadora e ocultadora de verdades. Ela serviria para disciplinar e conformar os menos favorecidos, os pondo na realidade fatalista que não pode ser mudada. Ou, também, para lhes impor os interesses de mercado, sobrepondo-se a educação humanista. Um exemplo dessa sobreposição dos interesses de mercado a educação humana, é daquele empresário que dá ao seu funcionário um curso de aperfeiçoamento técnico, porem, não permite a ele opinar durante o desenvolvimento do curso sobre afirmações como “o desemprego no mundo é uma fatalidade do fim do século”. Não permite porque para ele discussões ideológicas não trarão maior ou melhor produtividade, seria uma perda de tempo. Para estes empresários ditos modernos, um curso de aperfeiçoamento técnico é facilmente concedido a um funcionário, porem, ele os nega a formação que da aos seus funcionários capacidade de serem autônomos, de reconhecer-se éticos, humanos e cidadãos. 3.4 ensinar exige liberdade e autoridade Exige liberdade, mas não licenciosidade. Exige autoridade, mas não autoritarismo. São palavras parecidas com significados e usualidade muito diferentes. A liberdade em

questão trata da oportunidade que o educando tem de expressar-se, de ser curioso, de ter participação. A autoridade implica em o educador ter o devido respeito e disciplina por parte dos educandos, por ser ele que os guiará entre o rompimento da ingenuidade para a autonomia. O grande problema para o educador de opção democrática, é como trabalhar com o limite, com os estatus de autoridade, sem prejudicar a liberdade, e como não deixar que a liberdade se torne libertinagem ou licenciosidade onde os alunos fazem o que querem. A liberdade amadurece no confronto com outras liberdades. Amadurece a medida que temos a possibilidade de optar e por isso mesmo arcar com as conseqüências de nossa escolha. A liberdade é uma condição para que o educando se assuma ético, consciente de suas responsabilidades, autônomo. Sem liberdade não temos possibilidade de arriscar e por consequencia descobrir novos conhecimentos. 3.5 ensinar exige tomada consciente de decisões A educação é uma especificidade humana e um meio de modificação do mundo. Porem, ela pode modificar tanto para a melhora dos meios sociais, tecnológicos quanto para a elitização. Isto depende da decisão de cada um. O educador tem de tomar decisões conscientes sobre seus conteúdos e também instigar os educandos, através de sua liberdade, a pensar e a decidir certo e conscientemente.Violar a ética é uma tomada de decisão consciente, porem, errada. A educação não deve ser entendida como uma força imbatível a favor da transformação da sociedade, mas também não é reprodutora da ideologia dominante. Se não é a chave para a transformação, ao menos ela mostra que é possível se transformar. Portanto, de modo algum a educação pode ser taxada de neutra ou sem valor, pois sempre terá a sua posição que é a de formar seres autônomos, com pensamento próprio, capazes de pensar certo e decidir certo. 3.6 ensinar exige saber escutar O educador que escuta aprende a transformar seu discurso. Somente quem ouve paciente e criticamente é que conversa com o outro, do contrário apenas discute e tenta impor sua opinião pelo seu autoritarismo. Os sistemas de avaliação pedagógica vêm sendo cada vez mais verticais, de cima para baixo. Isto é, ele é imposto por pessoas que não sabem escutar e por isso tornamse autoritários e tiram a liberdade dos educandos, tiram sua autonomia, sua curiosidade, seu direito de opinião fazendo-o acreditar que é medíocre, o que o tornará um cidadão sem opinião própria e desesperançoso. 3.7 Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica O ensinar se transforma em força no que pensamos e agimos, a verdade sobre os fatos está ligada com a ideologia de ensino de cada educador. A capacidade de mudar a ideologia está ligada a globalização, da economia é uma inovação do mundo em desenvolvimento que estamos vivendo, as criticas aparecem cada vez mais para que as pessoas tomem atitudes decisivas em suas vidas, com maneiras novas de se comportar e mostrar as suas idéias frente aos aprendizes. 3.8 Ensinar exige disponibilidade para o diálogo O respeito as diferenças é umas das principais mudanças que são necessárias para mudar a forma de ensinar, ter a disponibilidade de mudar a realidade com segurança, abrir novas oportunidades através do dialogo.

O professor é testemunha diariamente de novas idéias, pois o alunos se manifestam a partir do momento em que existe uma abertura por parte do educador em colher idéias novas para sua forma de ensinar. O poder que existe nas mãos do professor não poder influenciar no diálogo com seu educandos, saber mostrar que todos podem mudar seus destinos se buscarem seus objetivos através das suas idéias inovadoras. 3.9 Ensinar exige querer bem aos educandos O professor precisa estar aberto a querer bem seus educandos, na maneira com que todos sintam sua afetividade, existe uma grande dificuldade em separar a afetividade da seriedade docente, o ser professor, o ensinar ao aluno, a afetividade não pode em nenhum momento interferir nos estudos. O ensinar, o aprender se torna uma forma alegre, a partir do momento em o professor consegue interagir as atividades de forma harmoniosa, também conhecida

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