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26771276 Universidade de sAo Paulo Faculdade de Economia

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A metodologia de estudo de caso foi baseada nas orientações de Gilberto

Martins e Alexandre Lintz (2000, p.36 – 58). Segundo os autores o estudo de caso

trata-se de uma técnica de pesquisa cujo objetivo é o estudo de uma unidade que se

analisa profunda e intensamente. E considera-se a unidade social estudada em sua

totalidade, seja um indivíduo, uma família, uma instituição, uma empresa, ou uma

comunidade, com o objetivo de compreendê-lo em seus próprios termos.

O estudo de caso, de acordo com Martins e Lintz (2000, p. 36):

“É uma investigação empírica que pesquisa fenômenos dentro de seu contexto

real (pesquisa naturalística). O estudo de caso reúne o maior número de

informações detalhadas, por meio de diferentes técnicas de coleta de dados:

entrevistas, questionário, observação participante, entrevista em profundidade,

levantamento de dados secundários etc., com o objetivo de apreende a totalidade de

uma situação e, criativamente, descrever a complexidade de um caso concreto.

Mediante um mergulho profundo e exaustivo em um objetivo delimitado – problema

da pesquisa -, o estudo de caso possibilita a penetração na realidade social, não

conseguida plenamente pela análise e pela avaliação quantitativa”.

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O estudo de caso tem como principais aplicações, a importância de explicar

ligações causais em intervenções ou situações da vida real que são complexas

demais para tratamento através de estratégias experimentais ou de levantamento de

dados, além de descrever um contexto de vida real no qual uma intervenção

ocorreu. Pode se ainda avaliar uma intervenção em curso e modificá-la com base

em um Estudo de Caso ilustrativo, o qual não será objeto deste trabalho. E ainda

explorar aquelas situações nas quais a intervenção não tem clareza no conjunto de

resultados.

Segundos os autores, é importante atentar para os principais componentes do

“design da pesquisa”, como:

• Trata-se de um estudo do tipo como? e/ou por quê?;

• As proposições orientadoras do estudo, enunciadas a partir de questões

secundárias;

• Unidade de análises: indivíduo? organização? setor? ...

• Estabelecer a lógica que ligará os dados às proposições do estudo;

• Critérios para interpretar os achados – referencial teórico e categorias.

E ainda não se deve confundir “generalização analítica” – própria do Estudo de

Caso – com “generalização estatística”. O que se generaliza, no Estudo de Caso,

são os aspectos do ‘modelo teórico encontrado’. O caso não é um elemento

amostral.

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Dessa maneira, há uma razão lógica de se elaborar um estudo de caso com

uma delimitação, para que a seleção dos aspectos mais relevantes leve a uma

compreensão mais completa sobre a situação estudada.

Nesta fase, foram também escolhidas as técnicas de estudo mais adequadas

para a coleta de dados.

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