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POLÍCIAMILITAR DOPARÁ DIRETORIADE ENSINO E INSTRUÇÃO CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS DISCIPLINA:
POLÍCIAMILITAR DOPARÁ DIRETORIADE ENSINO E INSTRUÇÃO CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS DISCIPLINA:

POLÍCIAMILITAR DOPARÁ DIRETORIADE ENSINO E INSTRUÇÃO

CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS

DISCIPLINA: ARMAMENTO, MUNIÇÃOE TIRODEFENSIVO

DE PRAÇAS DISCIPLINA: ARMAMENTO, MUNIÇÃOE TIRODEFENSIVO APM “Cel Fontoura” – Curso de Formação de Oficiais
DE PRAÇAS DISCIPLINA: ARMAMENTO, MUNIÇÃOE TIRODEFENSIVO APM “Cel Fontoura” – Curso de Formação de Oficiais

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

UNIDADE I: HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DAS ARMAS DE FOGO

1)INTRODUÇÃO

A disciplina Armamento, Munição e Tiro Defensivo é de suma importância na formação

daquele que fará a Segurança Pública de nossa sociedade. Esta mesma sociedade que o nomeia policial e lhe coloca uma arma de fogo nas mãos, espera que este faça dela uso correto, sem colocar ela mesmo em risco. Cada vez mais o profissional de Segurança Pública vem se deparando com situações de

risco durante a execução do Policiamento Ostensivo, devido ao crescimento da criminalidade que assola nossas cidades. Vários companheiros já tombaram em serviço pela inobservância de preceitos fundamentais. Por isso, se faz necessário que este profissional utilize todos os procedimentos técnicos para garantir, de início, a sua própria segurança e, a seguir, a de terceiros.

É igualmente necessário que formemos uma doutrina de emprego do armamento e de

procedimentos técnicos em ocorrência. Decidir quando e como usar a arma de fogo é tarefa muito difícil, que cabe a cada policial. Entretanto, esta tarefa será mais fácil se o policial estiver habituado a tomá-la nas sessões de treinamento e simulações. As situações que envolvem decisão de tiro são sempre muito complexas. O policial deve

decidir com base na Lei, no risco a sua vida, na necessidade de atirar, na suficiência dos seus disparos, nos riscos que estes podem oferecer a terceiros, isso só para mencionarmos algumas das variáveis. Além disso, ocorrências são momentos de grande tensão, onde facilmente um erro pode ser cometido, com conseqüências que quase sempre serão lamentadas. Daí a importância do treinamento constante a que o policial deve ser submetido, a fim de que garantir um trabalho feito de maneira mais técnica, com mais qualidade, com procedimentos mais automatizados e menos sujeito a falhas.

O objetivo maior aqui é mostrar que o conhecimento e o domínio de uma arma de fogo,

suas limitações e potencialidades e, principalmente, seu uso correto, são de vital importância para o profissional de segurança pública, assim como são o domínio de técnicas, ferramentas ou instrumentos por qualquer outro profissional (médico, engenheiro, etc.). E, longe de serem mistérios reservados a pequenos grupos, devem ser, obrigatoriamente, de conhecimento e domínio de qualquer um que se digne a bem desempenhar a missão nobre da atividade policial. Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas. Em mãos treinadas e conscientes, as armas de fogo se tornam instrumentos indispensáveis na sociedade moderna. Quando o policial usa a sua arma de fogo, não pode errar. Vidas dependem de sua atuação, muitas vezes, de pessoas não envolvidas diretamente nas ocorrências.

2)ORIGEM E EVOLUÇÃO DAS ARMAS DE FOGO

O homem primitivo sempre necessitou de instrumentos que possibilitassem sua defesa

de inimigos naturais e a caça aos animais que lhe serviam de alimento. Diferente da maioria

dos mamíferos de então, a natureza não o havia dotado de grandes presas, garras afiadas ou outros meios próprios para ataque e defesa. Porém, aquele frágil animal possuía uma ferramenta ainda mais poderosa: seu gênio inventivo. Com ele, o homem primitivo criou artefatos para caça, pesca, ataque e defesa. Inicialmente pedras e tacapes. Depois lanças, escudos, arcos e flechas foram cada vez mais aperfeiçoados pelo homem e dando a ele maiores e melhores efeitos destrutivos. Como resultado desta lenta, mas contínua evolução, surgiram as armas de fogo, ampliando ainda mais o potencial destrutivo do homem antigo. Na atividade humana, em especial na atividade policial, é inegável a necessidade de demonstração de poder como forma de coibir a violência urbana. Para este fim, as armas de fogo, em mãos bem treinadas, são capazes de garantir a defesa do próprio policial, dos interesses da coletividade e da sociedade.

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

Inicialmente, vamos definir o que chamamos de arma e sua diferença daquilo que chamamos de arma de fogo. ARMA é todo objeto que pode aumentar a capacidade de ataque ou defesa de um homem. Certos objetos são concebidos e feitos pelo homem com o fim específico de serem usados como armas (armas próprias). Outros, como um martelo, um machado, uma foice, por exemplo, eventualmente podem ser usados por indivíduos para matar ou ferir seus semelhantes. Não foram feitos pelo homem visando aumentar seu potencial de ataque, sendo, por este motivo, denominados de armas impróprias. As armas próprias compreendem duas categorias fundamentais: armas manuais e armas de arremesso. As armas manuais são aquelas que funcionam como prolongamento do braço, tais como, a espada, o punhal e a maioria das armas brancas. As armas de arremesso são as que produzem seus efeitos à distância de quem as utiliza, expelindo projéteis ou funcionando elas próprias como projéteis. ARMA DE FOGO é aquela arma de arremesso que utiliza a força expansiva dos gases resultante da combustão da pólvora para expelir seus projéteis. Os elementos essenciais de uma arma de fogo são o aparelho arremessador (ou arma propriamente dita), a carga de projeção e o projétil, sendo que os dois últimos integram, na maioria dos casos o cartucho. A inflamação da carga de projeção dará origem aos gases que, expandindo-se, produzirão pressão contra a base do projétil, expelindo-se através do cano e projetando-se no espaço, produzindo seus efeitos à distância. Não existe uma unidade de critério quanto à data em que as armas de fogo foram utilizadas pela primeira vez. O seu uso foi fruto da evolução natural pela qual passou o homem. Porém, não podemos falar em arma de fogo sem mencionar o componente principal e base de seu funcionamento: a pólvora. Sua descoberta é creditada aos Chineses, que já a utilizavam desde e século XIII, principalmente para fins religiosos, na forma de fogos de artifício. As primeiras armas a utilizarem do princípio da queima da pólvora para a expulsão dos projéteis (estes, inicialmente, pedras ou qualquer coisa que pudesse ser arremessada), eram artefatos toscos chamados de trons de pólvora, que eram canhões primitivos que produziam efeitos mais psicológicos que destrutivos, visto que a pólvora negra produzia enorme quantidade de fumaça e um terrível estrondo (para a época). O pânico era muito grande nas tropas, que ainda desconheciam o seu uso. Com referência a armas curtas, o primeiro documento autêntico, datado de 1313, cita o emprego de canhões de mão na Alemanha. Em 1350, menciona-se graficamente o uso de uma arma de fogo que podia ser manejada e disparada por um só homem. As armas curtas, inicialmente, constituíam-se de tubos metálicos fechados em uma das extremidades, denominada culatra, e possuindo em sua parte superior um orifício, chamado de fogão, que era uma comunicação com o cano da arma. Este por sua vez, era preso por tiras de metal ou couro a um cabo ou coronha rudimentar. O atirador introduzia a pólvora pela boca do cano, um ou mais projéteis e um chumaço de estopa ou papel, comprimidos a golpes de vareta. Depois de carregado o cano, despejava-se um pouco de pólvora no fogão, encostava-se uma mecha acesa ou pedaço de brasa e produzia-se o disparo. Com o passar dos anos, e pelas dificuldades que este sistema apresentava, uma mecha ou pavio foi introduzido no fogão (fig. ao lado), criando assim o primeiro sistema de ignição da pólvora localizado na própria arma. Este sistema foi chamado de sistema de mecha (matchlock). Um sistema de alavanca, com um primitivo martelo, era dotado da mecha e o atirador, ao acionar a alavanca (uma espécie de gatilho), levava a mecha ao orifício do cano e disparava arma. Isto facilitou a pontaria, pois não era mais necessário prestar atenção em dirigir a mecha ao fogão e retirar rapidamente para não queimar a mão. Com a evolução natural das armas curtas, surge entre 1515 e 1517 o segundo sistema de ignição, vindo a substituir o fecho de mecha. Ironicamente, este sistema já era conhecido

vindo a substituir o fecho de mecha. Ironicamente, este sistema já era conhecido Curso de Formação
vindo a substituir o fecho de mecha. Ironicamente, este sistema já era conhecido Curso de Formação

Ar mamento,

Munição e

Tiro Defensi vo

a

tes do ma tchlock, p ois se vali a das prop riedades p irogenética s do sílex , uma ped ra que

pr

oduzia fort e faísca qu ando fricci onada a um a superfíc ie metálica .

Graças

a essa

propriedad e, foi pos sível a cr iação de

constitu ído de um a roda de

um sistem a de det onação

aço, de bo rdas áspe ras, aciona da por

a de det onação aço, de bo rdas áspe ras, aciona da por uma mo la

uma mo la que a fa zia girar q uando acio nado o gat ilho. Após

o início

do movi mento da r oda, uma peça (o ma rtelo) dota da de um

pedaço

de pirita , encostav a-se à ro da que, gi rando, pro duzia uma

faísca

iniciado ra a qual s e comunic ava com o

ouvido ( nova deno minação p ara o fogão ). Este sis tema (fig.a o lado) ficou co nhecido co mo fecho d e roda (wh eel lock).

devido à c omplexida de do fech o de mola , surge o t erceiro

cano atra vés do

interior do

Continu ando a ev olução, e

tip o de mec anismo de

fu

a um batente

p

m

fe chos de pe dra (també m conheci dos como f echos de

em substit uição aque le. De

ncionamen to mais si mples, o fe cho de ped ra também utilizava o sílex, golp eado de en contro

da faísca iniciadora. Houve div ersos siste mas de fec hos de

o Shaphau nce (Holan da) e o C henapan ( França e It ália). O qu e ficou

ais popula r foi o Miq uelete da E spanha, ta nto que se u nome é

edra, desta cando-se

utilizado p ara denom inar os

ignição,

o fecho d e pedra (fl int lock),

fixo para a produção

Miquelete).

SISTEMA MIQUELET E

SIS TEMA SHA PHAUNCE

Miquelete). SISTEMA MIQUELET E SIS TEMA SHA PHAUNCE No iníc io do séc.X IX, o esco
Miquelete). SISTEMA MIQUELET E SIS TEMA SHA PHAUNCE No iníc io do séc.X IX, o esco

No iníc io do séc.X IX, o esco cês Alexa nder Forsy th, caçado r e aficiona do pela Q uímica,

ao patente ar, em 180 7,

u m mecanis mo de igniç ão por per cussão, ba seado nas experiênci as

re volucionou

o

mundo

das armas

de fogo

nas experiênci as re volucionou o mundo das armas de fogo q ímicas de Bayen (

q

ímicas de

Bayen ( França) e

Howard ( nglaterra)

que havia m

cr

iado um

composto

químico q ue detona va por p ercussão.

O

colocado e m um pequ eno copo metálico qu e,

e,

Todas

era coloc ado sobre

a chamin

. Um cão

metálico e ra

ao

ser

a cionado

p elo

gatilho , chocava -se

sobre

a

mistura se inflamava e a chama

a carga d e projeção e o projétil .

morado,

de svantagem

e

deveria

s er

. O maio

repetid o

a

cad a

novo

d isparo,

co mposto qu ímico era

p r sua vez,

ar mado

e spoleta. A

en contravam

as armas a té aqui era m operada s por ante carga, isto é, os elem entos de m unição

(p ólvora, pro jéteis, etc .) eram co locados p ela boca d o cano, n um proces so que, al ém de

d

desafio d os projetis tas da ép oca era eli minar ess a desvanta gem e

fa zer com q ue a arma de fogo re alizasse o maior núm ero de dis paros poss ível, antes de ter

recarreg á-la de no vo. A prim eira arma d e retrocar ga que se tem notícia po r um oficia l do exérci to inglês, M aj Patrick Fergusson.

q

1776,

grande

era trans mitida para o interior do cano, o nde se

re presentan do

uma

surgiu em

 

Vários

sistemas

foram

ap resentados

até o a dvento d as modern as soluçõ es de

re

trocarga,

mas o pas so definitiv o foi a inv enção do

cartucho m etálico, qu e proporci onou a

cr

iação das

armas de f ogo tal qua l conhece mos hoje.

O cartucho metálico p odia conte r todos

os

elemento s de muniç ão, agiliza ndo a reca rga e per mitindo arm as com gr ande capa cidade

d

e tiro.

Esta e volução ai nda não t erminou. N ovos conc eitos em

armas e

munições s urgem

q

uase que d iariamente, com cada vez melho res soluçõ es e maior es efeitos.

As armas c alibres

m agnum, as fabricadas

com polí meros plás ticos, os c anos de ce râmica e

as muniçõe s sem

es tojo são e xemplo de que as arm as de fogo

ainda con tinuarão a ser aperfei çoadas po r muito

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

UNIDADE II: ARMAMENTO LEVE

1)CLASSIFICAÇÃO GERAL DAS ARMAS 1.1-Manuais: usadas no combate corpo a corpo, tais como faca, espadas e bastões.

1.2-De Arremesso: usadas no combate à distância. a)Simples: quando a própria arma é lançada, tal como uma lança, bumerangue, granada de mão, arco e flecha; b)Complexa: quando arremessam projéteis, tais como catapultas e as armas de fogo.

Obs:

Arma Branca: possui lâmina que provoca ferimento cortante e/ou pérfuro-cortante Arma de Fogo: arremessam projéteis balísticos e provocam ferimentos pérfuro-contundentes

2)CLASSIFICAÇÃO GERAL DAS ARMAS DE FOGO 2.1-Quanto ao Tipo:

a)de porte: são aquelas que podem ser transportadas num coldre. Ex: revólver, pistola. b)portátil: não pode ser acomodada num coldre, mas, apesar do peso relativo, necessita apenas de um homem para transportá-la. Normalmente é dotada de bandoleira. Ex: carabina MAGAL. c)não-portátil: só pode ser conduzida em viatura ou dividida para ser conduzida por vários homens. Ex: metralhadora Madsen.

2.2-Quanto ao Emprego:

a)individual: é aquela em que seu emprego tático se destina à proteção de quem a conduz.

Ex: submetralhadora Taurus MT-40. b)coletiva: é aquela em que seu emprego tático se destina à proteção de um grupo de homens ou fração de tropa, sendo operada por dois ou mais homens. Ex:mtr Madsen.

2.3-Quanto à alma do cano:

a)lisas:que possuem a superfície interna do cano desprovida de raiamento; agem pelo arremesso, geralmente, de projéteis múltiplos, causando seus efeitos por saturação. Ex: escopeta calibre 12. b)raiadas:canos providos de raias ou estrias (sulcos helicoidais paralelos), disparando projéteis singulares, causando seus efeitos por precisão. Podem ser:

de número par ou ímpar de raias;singulares, causando seus efeitos por precisão. Podem ser: raias com rotação à direita (dextrógiras) ou à

raias com rotação à direita (dextrógiras) ou à esquerda (sinestrógiras); Ex: revólver, pistola.por precisão. Podem ser: de número par ou ímpar de raias; 2.4- Quanto ao sistema de

2.4-Quanto ao sistema de carregamento:

Carregamento significa, basicamente, por carga, ou seja, colocar a munição em posição tal que, com o acionamento do gatilho, possamos produzir o tiro de imediato. Quando, por exemplo, for colocada munição no carregador de uma pistola, diz-se que estamos municiando o carregador. Ao introduzirmos este carregador na pistola, dizemos que a arma está alimentada. Nem sempre uma arma alimentada estará, também, carregada. Podem ser:

a)de antecarga: a munição é inserida pela boca do cano. Ex: morteiro de infantaria, algumas garruchas e espingardas. b)de retrocarga: a munição é inserida pela câmara. Ex: fuzil.

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

2.5-Quanto ao Sistema de Refrigeração:

a)a água: quando o cano é resfriado através de recipientes de água para reduzir o calor. b)a ar: quando o cano é resfriado apenas com o contato com o ar.

2.6-Quanto ao Funcionamento:

a)de tiro unitário ou singular: é quando o atirador executa as operações da arma manualmente, principalmente o carregamento. A arma não executa o carregamento manualmente. Podem ser:

de tiro simples (para cada disparo, novo carregamento)

de

tiro simples (para cada disparo, novo carregamento)

de tiro múltiplo (a arma comporta duas ou mais cargas, geralmente com dois canos paralelos

de tiro múltiplo (a arma comporta duas ou mais cargas, geralmente com dois canos paralelos ou sobrepostos com respectivas câmaras e mecanismos independentes)

b)de repetição: são aquelas em que a arma comporta vários cartuchos e o carregamento se faz mecanicamente, sendo necessário recarregá-la somente após o término de toda a carga. Podem ser:

não automática ou de repetição dinâmica: os cartuchos são inseridos manualmente : os cartuchos são inseridos manualmente

e o mecanismo de repetição depende exclusivamente da ação muscular do

atirador; temos como exemplo os revólveres e a maioria das carabinas;

semi-automática: nesse sistema, todas as ações de manejo são automáticas, exceto o disparo ou acionamento : nesse sistema, todas as ações de manejo são automáticas, exceto o disparo ou acionamento do gatilho. Citemos como exemplo a maioria das pistolas;

automática: após o acionamento inicial do gatilho, a arma executa todas as ações do manejo, : após o acionamento inicial do gatilho, a arma executa todas as ações do manejo, inclusive o disparo, que só vai cessar quando o gatilho deixar de ser acionado ou no final da munição. O tiro nas armas semi-automáticas é intermitente, ao passo que nas armas automáticas, além do tiro intermitente, existe a possibilidade de produzir o tiro contínuo (em rajada), como ocorre com as submetralhadoras e os fuzis;

combinadas: nesse sistema a arma permite acionar dispositivos que combinem várias ações. São armas que : nesse sistema a arma permite acionar dispositivos que combinem várias ações. São armas que permitem disparos de 2, 3 ou 4 tiros automáticos, bem como, disparos intermitentes.

2.7-Quanto ao Princípio de Funcionamento:

a)ação muscular do atirador: o atirador efetua as ações de manejo manualmente. Ex: revólver, carabina Puma. b)ação dos gases sobre o ferrolho: após o disparo, os gases da combustão efetuam o recuo do ferrolho, extraindo e ejetando e, ainda, comprimindo uma mola recuperadora que, ao ser distendida novamente, insere novo cartucho na câmara pronto para novo disparo. Ex: pistola.

2.8-Quanto ao Calibre:

a)armas leves: até o calibre .50, inclusive b)armas pesadas: acima do calibre .50

2.9-Quanto a Alimentação:

a)manual: quando os cartuchos são inseridos manualmente Ex: escopeta calibre 12. b)com carregador: quando a arma dispõe de um carregador para alimentá-la. Ex: pistola.

2.10-Quanto ao Sentido de Alimentação:

a)de cima para baixo b)de baixo para cima c)da esquerda para a direita ou vice-versa

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

2.11-Quanto ao Tipo de Carregador:

a)tipo cofre: os cartuchos são acondicionados em uma caixa metálica sobre/sob o cano, na lateral/horizontal do cano b)tipo fita: os cartuchos são acondicionados em uma fita flexível, feita com anéis de metal ou tecido c)tipo lâmina: os cartuchos são acondicionados pela base em suporte de metal d)tipo tambor: os cartuchos são acondicionados em câmaras dentro de um cilindro de metal

2.12-Quanto a Ação do Disparo:

a)ação simples: arma que necessita armar ou engatilhar o cão para então acionar o gatilho e ocorrer o disparo. Ou seja, o cão é recuado manualmente para uma posição anterior ao disparo. b)ação dupla: arma que, para realizar o disparo, necessita que o mecanismo execute um ciclo completo, através da pressão do gatilho, sem o prévio engatilhamento do cão.

Ar mamento,

Munição e

Tiro Defensi vo

U NIDADE III: MUNI ÇÕES

1) CONCEIT OS INPOR TANTES

a)Raia: p arte baixa

da ranhura

interna d o cano e q ue objetiv a dar rotaç ão ao proj étil em

to rno do seu eixo, prop orcionando maior velo cidade e e stabilidade .

b)Cheio: p arte alta d a ranhura i nterna do c ano.

c)Calibre: medida do diâmetro e ntre dois c heios.

ano. c) Calibre : medida do diâmetro e ntre dois c heios . por uma ar

por uma ar ma em

u m minuto, d esconside rando-se o tempo ga sto com ali mentação, pontaria, e tc. É consi derado

qu e a arma t enha um c arregador

d)Velocid ade Teóric a de Tiro: é o número de disparo s que pod e ser feito

com capaci dade infinit a e que nã o haja inci dente de tir o.

por uma ar ma em

u m minuto, l evando-se em consid eração o te mpo gasto com alime ntação, po ntaria, solu ção de p anes, etc, o u seja, co m todos os procedime ntos realiza dos quand o se utiliza a arma.

e)Velocid ade Prática de Tiro: é o número de disparo s que pod e ser feito

f)Cadênci a de Tiro:

li mitada ou t otal).

está rela cionada a o funciona mento da

arma (int ermitente,

rajada

2) COMPOSI ÇÃO As arm as de fog o só foram

ch egamos a o nível atu al de ava nço tecnol ógico com

re úne, em s i só, todo s os elem entos nece ssários ao

pr ojeção e a di retamente fin alidade é

possíveis

graças à

invenção d a pólvora.

elaborado

de modo

Por sua v ez, só

a invençã o do cartu cho metáli co. Ele

tiro (o pr ojétil, o e stojo, a ca rga de

a ser intro duzido

manual o u mecânic o. Sua

espoleta

na culatra

com sua c arga inicia dora). Foi

da arma

para qual é

destinado , de modo

oferecendo segurança

de protege r seus com ponentes,

ao operad or da arm a.

4. 1-Compon entes dos

Os car tuchos de p artes, a sab er:

cartuchos d e arma de fogo

munição

das armas

de fogo

compõem- se, basica mente, de

quatro

das armas de fogo compõem- se, basica mente, de quatro a) Estoj o Inicial mente feit

a)Estoj o Inicial mente feit o em cobre la tão (liga c obre-zinco) , material

fo rmato do e stojo é de terminado pela mane ira que ele

p lo qual se apóia na m esmo. Pod em ser:

puro, os

estojos for am, ao lon go do temp o, fabricad os em

ao cobre p uro. O

modo

que mostr ou mais ef iciência e m relação

se posicio na na câm ara e pelo

Cilí ndricosp uro. O modo que mostr ou mais ef iciência e m relação se posicio na

Côn icosp uro. O modo que mostr ou mais ef iciência e m relação se posicio na

que mostr ou mais ef iciência e m relação se posicio na na câm ara e

Tipo

Garrafinh a

que mostr ou mais ef iciência e m relação se posicio na na câm ara e
que mostr ou mais ef iciência e m relação se posicio na na câm ara e

Ar mamento,

Munição e

Tiro Defensi vo

O mod o como se

dá a inici ação ou d eflagração,

importa e m outra di visão. Ape sar de

ex istirem vár ios sistem as, os enco ntrados co m mais fre qüência sã o:

Est ojo de FogoCircular

Circular

Est ojo de FogoCentral

Central

b)Espo leta

 

É

um

pequeno

copo

m etálico

leta   É um pequeno copo m etálico qu e contém determina da quanti dade de

qu e

contém

determina da

quanti dade

de

mistura

in iciadora de stinada a i nflamar a c arga de pó lvora conti da no estoj o.

c)Pólvo ra Comp osto quími co que, ao queimar, g era uma q uantidade muito gran de de gase s e em

gera um rá pido e

atinge o c hamado p ico de

pr essão, mo mento a p artir do qu al começa a decresc er, até que , com a sa ída do pro jétil do

pr ogressivo

ve locidade m uito rápid a. Os gase s produze m um aum ento de vo lume que

aumento

de pressão . Em det erminado

momento,

ca no da arm a, tem o se u valor de pressão re duzido ao

do local do disparo.

d)Projé til

fogo, sen do o princi pal e o

elemento d a munição. Seu tipo, f orma e ma ssa, vão d eterminar, j untamente com a

várias

cl assificaçõe s de projét eis, porém , ainda não é o mome nto de nos aprofunda rmos muito nesse

p

m ais crítico

É o a rtefato, me tálico ou n ão, que é

maiores o u menores

expelido pe la arma de

lvora, os

efeitos b alísticos o u lesivos d a muniçã o. Existem

as sunto.

é maiores o u menores expelido pe la arma de lvora, os efeitos b alísticos o

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

UNIDADE IV: NOÇÕES DE BALÍSTICA

1)CONCEITO DE BALÍSTICA “É a ciência e arte que estuda integralmente as armas de fogo, o alcance e a direção dos projéteis por elas expelidos e os efeitos que produzem” (Roberto Albarracin). Pode ser dividida em:

a)Balística Interna:ou balística do interior, é a parte que estuda a estrutura, os mecanismos, o funcionamento das armas de fogo e a técnica de tiro, bem como os efeitos da detonação da espoleta e deflagração da pólvora dos cartuchos, até que o projétil saia da boca do cano da arma. A mecânica do disparo pode ser dividida em:

Percussãocano da arma. A mecânica do disparo pode ser dividida em: Iniciação da espoleta Queima da

A mecânica do disparo pode ser dividida em: Percussão Iniciação da espoleta Queima da carga de

Iniciação da espoletaA mecânica do disparo pode ser dividida em: Percussão Queima da carga de projeção Vôo livre

Queima da carga de projeçãopode ser dividida em: Percussão Iniciação da espoleta Vôo livre e tomada do raiamento do projétil

Vôo livre e tomada do raiamento do projétilIniciação da espoleta Queima da carga de projeção Aceleração do projétil no interior do cano Saída

de projeção Vôo livre e tomada do raiamento do projétil Aceleração do projétil no interior do

Aceleração do projétil no interior do canode projeção Vôo livre e tomada do raiamento do projétil Saída do projétil b) Balística Externa

do projétil Aceleração do projétil no interior do cano Saída do projétil b) Balística Externa :

Saída do projétildo projétil Aceleração do projétil no interior do cano b) Balística Externa : estuda a trajetória

do projétil no interior do cano Saída do projétil b) Balística Externa : estuda a trajetória

b)Balística Externa: estuda a trajetória do projétil desde que abandona a boca do cano da arma até a sua parada final. Analisa as condições do movimento, velocidade inicial do projétil, sua forma, massa, superfície, resistência do ar, a ação da gravidade e os movimentos do projétil. No estudo da trajetória do projétil, vamos nos ater aos Elementos da Trajetória e ao Alcance do Tiro. Elementos da Trajetória Linha de Tiro: reta determinada pelo prolongamento do eixo do cano da arma; Ângulo de Tiro: ângulo formado entre a linha de tiro e a horizontal do terreno;

Linha de Mira: reta que une o meio do entalhe da alça de mira ao vértice da massa de mira;

Linha de Visada: linha de mira prolongada até o ponto de impacto no alvo; Ângulo de Mira: é o ângulo formado entre a linha de mira e a linha de tiro; Ponto de Chegada: ponto em que o projétil encontra o solo.

de mira e a linha de tiro; Ponto de Chegada : ponto em que o projétil

Curso de Formação de Soldados

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

Alcance do Tiro Alcance Útil : nas armas de alma lisa é à distância além da qual os Alcance Útil: nas armas de alma lisa é à distância além da qual os balins não possuem mais energia capaz de atravessar o corpo ou quebrar os grandes ossos do animal contra o qual foi produzido o tiro, energia essa que varia em função do tipo de munição usada e do animal a ser abatido. Nas armas de alma raiada, o alcance útil é definido como sendo a distância em que o projétil causará ferimentos graves em alvos humanos ou, ainda, possua energia equivalente a 13,6 Kgm (quilogrâmetros), segundo o “Hatcher´s Notebook”.

Alcance Máximo (ou Real): é a distância compreendida entre a boca do cano da arma e o ponto : é a distância compreendida entre a boca do cano da arma e o ponto de chegada do projétil (trajetória). É calculado através de fórmulas balísticas que consideram a velocidade inicial, o ângulo de projeção e o coeficiente de resistência (balístico).

Alcance com Precisão: é a distância em que um atirador experimentado é capaz de atingir, com razoável : é a distância em que um atirador experimentado é capaz de atingir, com razoável grau de certeza, um quadrado com 30 cm de lado. Considera-se que esta área em que se situam os principais órgãos vitais do corpo humano. A experiência do atirador irá influenciar decisivamente neste alcance.

c)Balística dos Efeitos: também chamada de balística terminal ou do ferimento, estuda os efeitos produzidos pelo projétil desde que abandona a boca do cano da arma até atingir o alvo. Incluem-se neste estudo possíveis ricochetes, impactos, perfurações e lesões externas ou internas, nos corpos atingidos.

2)RECUO DA ARMA Em 1686, Isaac Newton já dizia que a cada ação corresponde a uma reação igual e contrária. Imediatamente após a saída do projétil do cano, uma força contrária da mesma intensidade da que moveu o projétil, atua sobre a estrutura da arma. É o recuo da arma e que atua sobre o eixo do cano. Quanto maior o calibre da arma e a potência da munição, maior será o recuo da arma. Porém, este recuo é facilmente administrável pelo atirador, através da correta empunhadura da arma, que veremos mais adiante e, em especial, nas instruções práticas.

3)PODER DE PARADA (Stopping Power) O Poder de Parada (Stopping Power) é simplesmente a capacidade que o projétil possui, durante o impacto, de incapacitar uma pessoa ou um animal, instantaneamente, impedindo que continue a fazer o que estava fazendo no momento do impacto (instantaneamente significa em até, no máximo, 2 segundos). O mesmo calibre, acertando o mesmo ponto, desde que não seja em uma área vital, poderá ocasionar resultados diferentes. Os primeiros autores que trataram do poder de parada fixaram o valor de 13 kgm (kilogrâmetros) como sendo a energia capaz de deter um homem, mesmo não atingindo uma área vital.

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

UNIDADE V: ARMAMENTO CONVENCIONAL (Rv CALIBRE .38)

1)GENERALIDADES

O revólver é uma arma curta de repetição simples, cuja característica principal é ter, para um só cano, várias câmaras de combustão, dispostas paralelamente a um eixo comum, girando em torno deste eixo e apresentando-as ao cano, uma a uma, sucessivamente, em correto alinhamento. Constitui o tipo mais comum de arma de coldre empregada no serviço policial em quase todo o mundo. Ao lado da Pistola calibre .40, é a arma de coldre regulamentar na Corporação. O revólver é uma arma rústica, podendo suportar as severas condições de uso contínuo, sem perder as suas características de funcionamento.

2)CARACTERÍSTICAS

2.1-Classificação

a)Quanto ao Tipo: de porte; b)Quanto ao emprego: individual; c)Quanto à alma do cano: raiada, variando entre 5 e 6 raias, com sentido à direita ou esquerda, conforme o modelo; d)Quanto ao sistema de carregamento: retrocarga; e)Quanto ao sistema de refrigeração: a ar; f)Quanto à alimentação: manual, possuindo capacidade para 5, 6, 7 ou 8 cartuchos (conforme o modelo), podendo-se ainda utilizar-se o jet loader (apenas para os modelos de 5, 6 e 7 cartuchos); g)Quanto ao sentido de alimentação: de trás para frente; h)Quanto ao funcionamento: de repetição; i)Quanto ao princípio de funcionamento: ação muscular do atirador

2.2-Aparelho de Pontaria a)Alça de Mira: tipo entalhe, podendo ser fixa ou regulável, conforme o modelo; b)Massa de Mira: tipo rampa, fixa;

2.3-Dados Numéricos a)Peso: em média 800 g, dependendo do modelo; b)Comprimento do Cano: o padrão policial é de 101,6 mm (4”), existindo também outros modelos com tamanho 50,8 mm (2”), 76,2 mm (3”), 127 mm (5”), 152,4 mm (6”), 177,8mm (7”) e 203,2 mm (8”); c)Velocidade Teórica de Tiro: 20 tiros por minuto; d)Velocidade Prática de Tiro: depende da habilidade do atirador; e)Alcance Máximo:1.400 m;

2.4-Gatilho

a)Pressão em Ação Dupla: 6,4 Kg; b)Pressão em Ação Simples: 2,1 a 2,5 Kg.

3)PRINCIPAIS COMPONENTES O revólver é composto por quatro partes básicas:

3.1-Armação: é a peça que serve de suporte as demais, dando forma à arma e permitindo a sua empunhadura;

demais, dando forma à arma e permitindo a sua empunhadura; 3.2- Cano :destina-se, exclusivamente, a conter

3.2-Cano:destina-se, exclusivamente, a conter e conduzir o projétil durante o disparo, conferindo-lhe rotação e precisão;

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

3.3-Tambor: recebe a munição e nele se dá a alimentação da arma;

a)Tambor; b)Mola do Extrator; c)Vareta do Extrator; d)Extrator; e)Haste Central; f)Mola da Haste Central; g)Eixo do Suporte do Tambor; h)Anel do Extrator.

Central; g)Eixo do Suporte do Tambor; h)Anel do Extrator. 3.4- Mecanismo : é composto por um
Central; g)Eixo do Suporte do Tambor; h)Anel do Extrator. 3.4- Mecanismo : é composto por um

3.4-Mecanismo: é composto por um conjunto de peças pelas quais o esforço muscular do atirador faz a arma funcionar.

um conjunto de peças pelas quais o esforço muscular do atirador faz a arma funcionar. Curso
um conjunto de peças pelas quais o esforço muscular do atirador faz a arma funcionar. Curso

Curso de Formação de Soldados

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

4)FUNCIONAMENTO

Os revólveres podem funcionar em ação simples ou em ação dupla. No primeiro tipo de funcionamento, há o prévio engatilhamento do cão da arma, enquanto, no segundo, os disparos são efetuados pressionando-se a tecla do gatilho, sem a prévia armação do cão da arma (engatilhamento). Podemos resumir dizendo que o tiro em ação simples se dá quando o atirador puxa o cão à retaguarda e, ao acionar o gatilho, faz com que o cão execute somente uma ação (ir à frente). Já o tiro em ação dupla se dá quando o atirador, ao acionar o gatilho, faz com que o cão execute duas ações (vem à retaguarda e vai à frente). Para o uso policial, o revólver deve sempre ser usado em ação dupla, não se admitindo para esse fim o tiro com o prévio engatilhamento, restringindo-se essa modalidade apenas ao tiro esportivo. Quanto ao sistema de percussão, os dois tipos principais são os de percussão radial e

o de percussão central. O primeiro praticamente se restringe às armas calibre .22, enquanto que o segundo tipo é encontrado na maioria dos revólveres. A percussão da espoleta é feita pelo cão da arma, o qual contém o percussor, que pode ser fixo ou oscilante. A percussão, seja central ou radial, pode ser feita, ainda, por percutor embutido na própria armação.

5)MANEJO (PREPARANDO A ARMA PARA O SERVIÇO) As operações de manejo de um revólver podem, via de regra, ser resumidas nas seguintes:

a)Abertura da Arma: pressiona-se o botão serrilhado existente na face (em geral esquerda) da armação para frente, rebatendo-se o tambor (também, em geral, para a esquerda);

b)Alimentação: colocam-se os cartuchos de munição no tambor da arma, manualmente ou

com o auxílio de remuniciadores rápidos (jet loaders); no revólver, esta operação corresponde

à de municiamento;

c)Carregamento: o revólver somente está carregado no momento em que o cartucho de munição, que está alinhado com o cano, está em condições de ser percutido. Isto se dá quando:

o cão está armado, em condições de, a uma simples pressão do gatilho, ocorrer o disparo (ação simples); o cão está a meio curso de engatilhamento, em condições de ser liberado (ação dupla);

d)Arma no coldre: com a arma agora pronta para o serviço, esta deverá ser acondicionada em coldre apropriado e de lá só deverá sair em caso de necessidade de usá-la numa ocorrência ou para ser devolvida/repassada ao final do seu serviço.

Obs:

para ser devolvida/repassada ao final do seu serviço. Obs : Extração e Ejeção : após a

Extração e Ejeção: após a abertura da arma, o acionamento da vareta do extrator expulsa os estojos vazios, proporcionando condições para novo ciclo de operações de manejo ou para a retirada da munição após o serviço. Esta deverá sempre ser repassada aberta.

6)DESMONTAGEM

a)Para retirar o tambor:

Retira-se o parafuso retém do suporte do tambor. Comprime-se o botão serrilhado para frente e rebate-se o tambor para a esquerda e desloca-se o tambor para frente até que o eixo do suporte saia do seu alojamento.

b)Desmontagem do tambor:

Desatarraxar a vareta do extrator, retirando-a. Retirar a haste central com a mola. Retirar o suporte do tambor. Retirar a mola e anel do extrator. Retirar o extrator.

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

c)Desmontagem da coronha:

Retirar o parafuso da coronha e as respectivas placas. d)Placa Lateral (tampa da caixa do mecanismo):

Desparafusar os parafusos restantes que prende a placa à armação, levantando-a com cuidado para não empená-la. Utilizar, preferencialmente, uma haste de bronze ou latão.

e)Mecanismo:

Com o auxílio de um “clips” ou arame fino, retirar a mola real, desengatando-a do cão. Retirar o impulsor do tambor. Retirar o impulsor do gatilho e o gatilho, levantando-o. Retirar a barra de percussão e o tambor.

f)Ferrolho do Tambor:

Desparafusar o parafuso do botão serrilhado e retira-lo com o respectivo botão. Levar o ferrolho para trás ao mesmo tempo em que se levanta a sua parte posterior, tomando cuidado para que não salte a mola.

7)MONTAGEM

Basta que procedamos de maneira inversa à desmontagem.

que não salte a mola. 7) MONTAGEM Basta que procedamos de maneira inversa à desmontagem. Curso

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

8)MECANISMOS DE SEGURANÇA Existem vários tipos de mecanismos de segurança nos revólveres calibre .38, os quais se destinam a evitar disparos acidentais. O mais recente mecanismo criado e o mais seguro, consiste em uma barra de transferência que, ao interpor-se entre o cão e o percussor, proporciona a deflagração. A segurança consiste no próprio formato do cão que, com a arma em repouso, mantém-se afastado do percussor. Vejamos a figura:

repouso, mantém-se afastado do percussor. Vejamos a figura: 9) INCIDENTES DE TIRO a)Ações Imediatas: Voltar o

9)INCIDENTES DE TIRO a)Ações Imediatas:

Voltar o cano para baixo; Se possível, abrir o tambor da arma; Inspecionar o interior do cano; Inspecionar o funcionamento do mecanismo, fazendo funcionar a arma com o tambor aberto; inspecionar o percussor que deve aflorar; Fechar o tambor; Reiniciar o tiro.

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UNIDADE VI: INICIAÇÃO À PRÁTICA DE TIRO

1)REGRAS DE SEGURANÇA a)Nunca, nenhuma hipótese, aponte qualquer arma, carregada ou descarregada, para qualquer pessoa ou coisa que você não deseje atingir ou destruir; b)Trate sempre todas as armas como se elas estivessem carregadas; c)Conheça o funcionamento da sua arma; d)Mantenha o dedo fora do gatilho até que a visada esteja feita; e)Certifique-se sempre de que a sua arma está descarregada antes de limpa-la; f)Mantenha sua arma em lugar de fácil acesso somente para você; g)Guarde sua arma e sua munição em local seguro evitando que outras pessoas possam ter acesso; h)Nunca puxe o gatilho, para testar a sua arma, antes de verificar se a mesma está descarregada; i)Ao praticar o tiro, observe se não há pessoas ou animais que possam ser atingidos no caso de errar o alvo (verificar na área atrás do alvo); j)Carregue e descarregue sua arma com o cano da arma apontado para um lugar seguro; l)Caso falhe o tiro, mantenha o cano da arma apontado para um lugar seguro durante 30 segundos, pois pode ocorrer um retardo de ignição da espoleta. Proceda da mesma forma, caso você sinta um recuo diferente do normal; m)Evite atirar em superfícies rígidas ou líquidas, pois, conforme o ângulo de incidência, pode haver um ricochete; n)Ao alcançar uma arma para alguém ou ao recebê-la, faça-o com ela aberta (tambor ou ferrolho abertos); o)Use somente a munição indicada para a sua arma, evitando munições recarregadas, velhas, com alteração no estojo ou no projétil; p)Procure atirar sempre em dupla ação; q)Disparo em seco é prejudicial para a sua arma; r)Em caso de suspeita de obstrução do cano, imediatamente descarregue a sua arma e só então verifique o cano; s)Carregue sempre a sua arma de maneira segura, ou seja, no coldre apropriado. Nunca se desloque com a arma engatilhada, pois a pressão necessária para o disparo é muito menor que quando a arma está com o cão na posição normal de repouso; t)Evite consertos caseiros, sempre que necessário dirija-se à Assistência Técnica Autorizada; u)Use sempre óculos de proteção e protetores auriculares, mesmo em ambiente aberto; v)Segurança também é bom senso; x)Em caso de queda da arma, verifique se o cano não está obstruído e se não houve danos ao mecanismo, antes de voltar a atirar.

RESUMO:

CONHECER A ARMA E A MUNIÇÃO EMPREGADAS;1ª 2ª 3ª CONTROLAR A DIREÇÃO DO CANO; MANTER O DEDO FORA DO GATILHO, ATÉ O

CONTROLAR A DIREÇÃO DO CANO;1ª 2ª 3ª CONHECER A ARMA E A MUNIÇÃO EMPREGADAS; MANTER O DEDO FORA DO GATILHO,

MANTER O DEDO FORA DO GATILHO, ATÉ O DISPARO.1ª 2ª 3ª CONHECER A ARMA E A MUNIÇÃO EMPREGADAS; CONTROLAR A DIREÇÃO DO CANO;

Armamento , Munição e

Tiro Defen sivo

2)FUNDAM ENTOS D O TIRO a)Empunh adura Um b om tiro com eça pela

pressão ex cessiva. P ode ser si mples ou d upla. Para o tiro polic ial, a emp unhadura d upla é mais adeq uada, pois induz a tir os mais pr ecisos. Ent retanto, an tes da em punhadura dupla,

uma das m ãos. Inicial mente,

necessário se faz que

estudo das armas

empunhadu ra da arm a, que dev e ser cômo da, natural e sem

empunhe mos corret amente a a rma com

deve-se se gurar a ar ma pelo ca no com a

amente a a rma com deve-se se gurar a ar ma pelo ca no com a

o nosso es tudo se re stringirá a empunhad ura de arm as curtas, ficando o l ongas par a outro mo mento.

ajustando a mão conforme a figura.

A arma de verá dividir ao meio o ângulo for mado entr e os dedos polegar e indicador d a mão

forte.

forte à coro nha da ar ma, de tal m odo que fi que alinha da com o a ntebraço,

Prime iramente,

mão fraca,

que alinha da com o a ntebraço, Prime iramente, mão fraca, de evitar tremor na arma

de evitar tremor

na arma e desvio no tiro. É imp ortante res saltar a p osição do

(que, de fa to, segura a arma). E ste deverá estar estic ado, fora d o gatilho e paralelo a o cano

dedo indica dor da mã o forte

A arm a deve se r envolvida firmement e, sem pre ssão exce ssiva, a fim

palma da mão fraca (de apoio ) deverá oc upar o es paço vazio da coronh a, com

seu dedo p olegar tam bém paral elo ao can o. Existe u ma tendên cia de apo ntá-lo par a cima,

inicial, p rincipalme nte na

da arma. A

mas não

recomenda mos. É n ormal sen tir certo

desconforto

musculatur a do braço do lado d a mão frac a. O treina mento fará com que n os acostu memos

com a po sição. Os

formando u m conjunt o sólido.

forte,

demais d edos da m ão fraca

“abraçarão ” os dedo s da mão

Posição c orreta
Posição c orreta
Posição incorreta
Posição incorreta

deverá faz ê-lo da m esma man eira. A

i mportânci a disto vem do fato qu e, por ocas ião do saq ue, a prim eira parte d a mão que toca a

dedos pole gar e indic ador. A co ronha ajus ta-se à

palma da

empunhad a, sem a n ecessidade de ajustes posteriore s.

mão e a ar ma é saca da. Ao sai r do coldre , a arma j á deverá e star corret amente

arma de co ldre é o v értice form ado pelos

Semp re que em punhar u ma arma,

o policial

b)Posição

policial te nha equilí brio no

uso de

século. M as, na ver dade, a si tuação

prática é q ue irá dete rminar a m elhor posiç ão a ser a dotada. U ma boa po sição de tir o deve

atender ao s seguintes

diferentes posições p ara o tiro

momento d a execuçã o do dispa ro, além d e influenci ar na segu rança do a tirador. O

A pos ição do c orpo é de

grande im portância p ara que o

policial su rgiu neste

requisitos :

per mitir uma f irme empu nhadura;de grande im portância p ara que o policial su rgiu neste requisitos : per mitir

per mitir equilí brio do cor po e uma b oa base;do c orpo é de grande im portância p ara que o policial su rgiu neste

Armamento , Munição e

Tiro Defen sivo

silh ueta reduz ida ao opo nente;Armamento , Munição e Tiro Defen sivo po ssibilidade do uso de per mitir o giro

po ssibilidade do uso dee Tiro Defen sivo silh ueta reduz ida ao opo nente; per mitir o giro para

per mitir o giro para repel ir agressõe s vindas d e qualquer direção.silh ueta reduz ida ao opo nente; po ssibilidade do uso de abrigos ou barricadas pelo

abrigos ou barricadas pelo polici al;

muito difíc il encontra r todas

stand ou e m local

apropriado , as posiçõ es de tiro (em pé, de joelhos, d eitado e b arricado) s erão mostr adas e

executadas

essas cond ições simu ltaneamen te. Entreta nto, este é

Mas t enham cer teza absol uta que nu ma troca

na prática .

de tiros, é o nosso

mister. No

c)Visada No tir o policial n ão se usa diretament e o aparel ho de pont aria da ar ma, mas si m uma

semi visad a, em que aparelho d e pontaria

como

e não na a rma. Conh ecer o

a atenção da arma e

permanec e na fonte

de risco

suas possi bilidades é a base par a um dispa ro preciso.

As ar mas de us o policial, q uando utili zam as ch amadas m iras aberta s, possuem

elementos

componen tes do sis tema de

pontaria a

alça

de

m ira

e

a

m assa

de

mira. A

primeira é

um entalh e na arma ção da ar ma, ou me smo uma

peça sep arada que

possui

regulagem em elevaç ão e deriv a, e que fic a mais pró xima do ol ho do atira dor. A seg unda é

uma peque na rampa, atirador. Obse rvemos na

visada

mesmo po nto metálic o, na porçã o mais afa stada do o lho do

poste ou

figura ab aixo os el ementos d a visada.

Para exec utar uma

correta, o

policial dev e alinhar o seu olho, a alça de

mira, a ma ssa de mir a e o alvo. Alça e

massa de

mira dever ão ter equil íbrio de luz es, como

na parte da

direita da figura. Ou seja, a

porção livr e de cada

i

lado da m assa deve rá ser a m esma. Co mo, para o

em foco

mpossível

manter to dos esses

elementos

ao mesmo

tempo, o

olho hum ano, é

policial re aliza o

enquadram ento alça/ massa e le va esse co njunto ao alvo. Este último, o a lvo, é o el

mento

que perma necerá em

foco em

detrimento dos demai s compon entes da vi sada. Na

mesma

figura, tam bém pode mos obser var a fotog rafia errad a para o t iro policial,

alça/massa

certa, em q ue ocorre

A atenção e

o foco est arão no al vo e não na

onde o c onjunto

nítido par a o policial ) em detri mento ao a lvo e a fot ografia

está em f oco (mais

o

inverso.

arma.

Ele mentos da Vi sada Fot ografia Errad a Fot ografia Corret a
Ele mentos da Vi sada
Fot ografia Errad a
Fot ografia Corret a
mentos da Vi sada Fot ografia Errad a Fot ografia Corret a O poli cial deve

O poli cial deve a dotar uma posição no rmal de ca beça, elev ando o ap arelho de p ontaria

até o nível dos olhos No tir o policial,

periférica é um fator i mportante

fechado fic aremos se m essa vis ão e, port anto, mais vulnerávei s. Do mes mo modo,

periférica e vita a cha mada visã o em túne l, que oco rrem em s ituações d e stress, q uando

que se p assa à

pequena di stância.

a visão

para a segu rança do p róprio poli cial. Se um dos olhos estiver

A visão

e não o con trário.

os dois olh os deverão

estar abe rtos. E isso

exige trei namento.

fixamos a

atenção to da no alv o, deixand o, muitas v ezes, de

perceber o

Armamento , Munição e

Tiro Defen sivo

Semp re que po ssível, dev emos atira r em posi ção horizo ntal, pois,

poderá apr esentar um a fotografi a errada do

caso contr ário, o

alvo e, co nseqüente mente,

aparelho d e pontaria

um desvio consideráv el.

O olh o diretor é aquele com o qual o p olicial, de fato, faz
O
olh o diretor é aquele com
o qual o p olicial, de fato, faz a visada. Ver emos, na
prática,
exercícios
para que
o
determin emos. A li nha de mi ra é feita
devendo o
outro olho , como já
dissemos,
permanec er aberto a
apenas co m o olho
fim de nã o perder
diretor,
a visão
periférica.
d)Respiraç ão

respiração aciona gru pos muscu lares do tó rax, movim entando o corpo,

braços e m ãos. Se m uito acentu ada ou ofe gante, pod erá influen ciar a preci são do dis paro. A

É sab ido que a

experiência

e a boa

técnica en sinam que

um bom

disparo é

efetuado e m apnéia,

isto é,

quando blo queamos

a

respiraçã o frações

de segund os antes d o disparo.

Contudo,

no tiro

policial, na

maioria d as vezes o

disparo é feito após

longos de slocament os, feitos,

muitas

vezes, dur ante uma

perseguiçã o a cidad ãos infrato res, com r espiração

ofegante e

muito

stress. Ne ssas cond ições, a r espiração

necessidad e: de mod o ofegante

bloqueio da a entrada d e ar, de m odo a não c ompromet er a oxigen ação cere bral.

deve ser

a mais na tural poss ível, confo rma a

após uma

corrida o u de modo menos int enso, poré m sem

e)Acionam ento da Te cla do Gati lho

É o f undamento

mais imp ortante do

disparo

do gatilho. O dedo in dicador de ve encosta r-se ao

tiro. Cerca

de 80%

dos erros

a pressão

durante o

ocorrem de vido ao in correto aci onamento

gatilho som ente na p orção do d edo, confo rme figura abaixo, e

apenas pel o dedo. O deslocam ento deste deverá se r feito som ente para trás, sendo

direção

enquadram ento do al vo.

deve ser e xercida

nesta

progressi va, mante ndo o

a

força

ap licada.

A

pressão

deve

ser

lenta

e

mante ndo o a força ap licada. A pressão deve ser lenta e   A gat
 

A

gat ilhada ocor re quando o atirador emprega

muita força

gatilho ou

o

faz de m aneira inc orreta, des equilibrand o a arma.

no contat o do dedo com o O treiname nto contin uado e

freqüente

fundame ntal para q ue o acio namento d o gatilho s eja feito s empre da no mesmo ponto do d edo.

é

mesma

maneira e

3)INCIDEN TES E AC IDENTES

DE TIRO

3.1-Incide nte de Ti ro: ocorre

quando s e produz u ma interru pção nos

tiros sem

danos

mater iais e/ou p essoais, po r motivo in dependent e da vonta de do atira dor. O prob lema é resolv ido corrigin do a caus a que lhe d eu origem, após a su a identifica ção.

produz um a interrupç ão dos tir os com da nos de

qualq uer naturez a, materia is e/ou pes soais. As

variad as, mas p odem ter co mo origem

acidentes de tiro sã o muito

3.2-Acide nte de Tir o: ocorre q uando se

causas dos

a arma, a munição o u o atirado r.

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

4)MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DA ARMA DE FOGO

A manutenção é o conjunto de operações destinadas a conservar em perfeito estado

de funcionamento o armamento e as munições. É realizada em escalões de manutenção, cujas atribuições variam em função do emprego do armamento, natureza do reparo etc. A manutenção de primeiro escalão é aquela realizada pelo próprio usuário do armamento e se dá através de operações simples de limpeza e lubrificação, ou até a substituição de peças simples que não impliquem em regulagem, tendo esta arma disparado

ou não.

A manutenção de segundo escalão é realizada por pessoal especializado, orgânico da

própria Unidade. São operações de natureza preventiva e algumas corretivas, como regulagens e substituição de peças, compatíveis com as ferramentas e equipamentos existentes. Já a manutenção de terceiro, quarto e quinto escalões são realizadas, respectivamente, por oficinas pertencentes aos Centros de Manutenção da Corporação. Lá

são realizadas operações especialíssimas que as unidades não teriam condições de realizar. Cabe a todo policial dominar, obrigatoriamente, a manutenção de primeiro escalão, básica, do armamento que utiliza.

4.1–Manutenção Básica do Armamento a)Antes do Tiro Desmontar a arma até o escalão permitido;

Antes do Tiro Desmontar a arma até o escalão permitido; Verificar as partes básicas, principalmente as
Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve
Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve
Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve
Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve
Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve
Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve

Verificar as partes básicas, principalmente as deslizantes; Limpar a(s) câmara(s) com pano limpo, aplicando leve camada de óleo mineral (nunca vegetal), secando-a após; A arma não deve ser lubrificada em excesso. As peças devem ser secas, deixando apenas uma fina camada protetora; Verificar o mecanismo; Montar a arma e regular; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;

e regular; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de
e regular; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de
e regular; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de
e regular; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de
e regular; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de

b)Durante o Tiro É realizada tão somente em treinamentos, onde a arma deve ser inspecionada após uma seqüência de tiros, limpando-se o cano e câmara(s) com pano limpo sem desmontar a arma;

c)Após o Tiro Desmontar a arma até o escalão permitido; Limpar as partes com solvente próprio até o completo desprendimento das incrustações e resíduos de pólvora (cuidado para não atingir as partes de madeira). O solvente deve ser totalmente retirado pela secagem das partes metálicas, antes da aplicação do óleo, para não danificar o metal; Aplicar o óleo lubrificante, secando a arma em seguida, deixando apenas uma fina camada protetora; Especial atenção deve ser dispensada ao cano e à(s) câmara(s). Escovar, inicialmente, com escova de nylon com solvente e, depois, com escova de latão, até a limpeza completa do raiamento; Montar a arma e regulá-la; As partes de madeira devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;

devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;
devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;
devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;
devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;
devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;
devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;
devem ser lubrificadas com óleo de peroba e as de borracha com fina camada de silicone;

Armamento, Munição e Tiro Defensivo

Observações importantes:

o A superfície interna do cano (arma raiada) deve estar completamente seca no momento do disparo, para que o projétil possa desenvolver velocidade sem impedimentos; o Resíduos de pólvora devem ser retirados no máximo em 12 h. Caso não seja possível, aplicar óleo para fazer cessar os efeitos da oxidação, limpando-a completamente assim que possível, preferencialmente no mesmo dia.

4.2–Manutenção da Munição Assim como o armamento, a munição também deverá ser conservada adequadamente para que não ocorram surpresas num momento de ocorrência policial. Os componentes mais sensíveis e causadores de falhas na munição são a espoleta e a pólvora. Por isso devem ser observadas regras básicas na sua conservação:

A lubrificação do armamento deve prever cuidados com o uso de óleos para que não

A

lubrificação do armamento deve prever cuidados com o uso de óleos para que não se

depositem em excesso e entrem em contato com a munição. Se o óleo atingir a espoleta,

poderá desativá-la;

O estojo oxidado fica fraco nesses pontos. A munição em contato com o couro pode

O

estojo oxidado fica fraco nesses pontos. A munição em contato com o couro pode oxidar

rapidamente, ficando seriamente comprometida;

A munição é garantida por seis meses. O prolongamento deste prazo de validade é fruto

A

munição é garantida por seis meses. O prolongamento deste prazo de validade é fruto

dos cuidados com estocagem. O local a ser guardada a munição deve ser seco, sem variações de temperatura, sem umidade e ventilado. Não misturar munições novas com munições velhas;

Uma munição mal conservada é passível de falhas ou retardos na deflagração, este último, fenômeno

Uma munição mal conservada é passível de falhas ou retardos na deflagração, este último, fenômeno de alto risco, fruto de espoletas ou pólvoras úmidas ou defeituosas;

Troque a carga de sua arma a cada seis meses, preferencialmente. Isto pode ser um

Troque a carga de sua arma a cada seis meses, preferencialmente. Isto pode ser um pretexto para um pequeno, mas importante, treinamento, e garantirá o funcionamento da

 

arma;

Nunca utilize munição recarregada no serviço policial;

Nunca utilize munição recarregada no serviço policial;

Observando estes itens simples, mas importantes, dificilmente a munição apresentará problemas de funcionamento e terá grande vida útil.

Armamento, Munição e Tiro Defensivo – Instrutor: MAJ QOPM Márcio Augusto Pereira Bailosa

UNIDADE VII: ARMAMENTO CONVENCIONAL (Pst CALIBRE .40)

1)GENERALIDADES

As armas semi-automáticas, dentre elas as pistolas, têm por princípio de funcionamento a força que a deflagração da munição exerce sobre a culatra da mesma, determinando o recuo desta. É a força deste recuo, que nada mais é do que a aplicação do princípio da ação e reação, que faz a arma funcionar, carregando-a a cada ciclo de disparo. Esse tipo de arma curta teve sua origem nas experiências de Hiram Maxim, que em 1883 acabou por criar uma arma que utilizava a ação dos gases no momento do disparo para ciclar a ação e colocar outro cartucho automaticamente na câmara. O ano de 1998 marcou a adoção pela Corporação de uma nova arma de coldre regulamentar para o serviço: a Pistola Taurus calibre .40, sendo que a Polícia Militar do Pará adotou inicialmente o modelo PT-100 e, tempo depois, o modelo PT-940. É uma arma robusta, segura e precisa, que veio preencher a lacuna existente de armamento de porte em nossa Corporação.

2)CARACTERÍSTICAS

2.1-Classificação

a)Quanto ao tipo: de porte; b)Quanto ao emprego: individual; c)Quanto ao sistema de refrigeração: a ar; d)Quanto ao funcionamento: semi-automática; e)Quanto ao princípio de funcionamento: ação dos gases sobre o ferrolho; f)Quanto ao sistema de carregamento: retrocarga.

2.2-Alimentação

a)Sentido:de baixo para cima; b)Carregador:metálico tipo cofre, com capacidade para 11 cartuchos (modelo PT-100) e 10 cartuchos (modelo PT-940).

2.3-Aparelho de Pontaria a)Alça de Mira: fixa, tipo entalhe em U; b)Massa de Mira: fixa, tipo lâmina.

3)PRINCIPAIS PARTES

: fixa, tipo entalhe em U; b) Massa de Mira : fixa, tipo lâmina. 3) PRINCIPAIS

Curso de Formação de Soldados

Armamento , Munição e

Tiro Defen sivo – Instr utor: MAJ

QOPM Már cio August o Pereira B ailosa

4)MANEJO

(ARMA P RONTA P ARA O SE RVIÇO)

a)Municia mento do carregador : com o ca no voltado para uma

botão

carrega dor. Coloq ue os car tuchos no trás.

do retém

do carreg ador, loca lizado pró ximo ao

direção seg ura, press ionar o guarda ma to, retiran do o

e para

carregado r, pression ando-os p ara baixo

b)Aliment ação

arm ação,

assegu rando-se q ue ele fiqu e preso po r seu retém . Não golp ear o

da

arma:

co loque

o

carregador

na

carrega dor, pois

poderá

danificá -lo e c ompromete r o

funcion amento da

arma. O

dedo indic ador coloc ado em co ntato

com o

projétil do

primeiro

cartucho,

facilitará

a colocaçã o do

carrega dor em se u alojamen to, princip almente so b condiçõ es de baixa lu minosidad e.

princip almente so b condiçõ es de baixa lu minosidad e. c) Carrega mento da arma

c)Carrega mento da arma: com a arma em punhada p ela mão fo rte, e o de do fora do

acione

cartuch o na câma ra da arma , em condi ções de tiro .

o ferrolho

para trás,

gatilho,

até seu b atente e s olte-o. Es te movime nto posicio na um

seu b atente e s olte-o . Es te movime nto posicio na um d) Confirm

d)Confirm ação do C arregamen to (Press Check): an tes de des armar

o

carrega mento da arma. Sem

cano, o ferrolho de ve ser, lev emente, tr azido à reta guarda, a fim de

que po ssamos c ertificar qu e o cartu cho está posição de tiro.

na câmar a em

o

deixar qu e a mão p asse a fre nte do

cão,

o

polici al

deverá

confirmar

se,

de

fato,

hou ve

do cão, o polici al deverá confirmar se, de fato, hou ve e) Desarm ar o

e)Desarm ar o cão:

pressionar a tecla do

registro d e seguran ça para ba ixo, fazend o com

que o c ão seja de sarmado e m seguranç a e sem q ue haja o d isparo.

seja de sarmado e m seguranç a e sem q ue haja o d isparo. f)Arma

f)Arma no

coldre: co m a arma agora pron ta para o

serviço, es ta deverá s er acondic ionada

numa

em col dre apropri ado e de l á só deve á sair em

ocorrên cia ou para

caso de n ecessidade

de usá-la

ser devol vida/repass ada ao fin al do seu s erviço.

Obs:

Remun iciar/Recar regar a ar ma: após o : após o

pelo se eu retém.

cheio.

ferrolho

Acionar o

permanec e recuado , preso

outro carr egador

retém par a baixo. E m seu mov imento à fr ente, o

intacto na câmara (n ovo carreg amento).

último tiro , o ferrolho

retém do c arregador,

soltando- o. Colocar

Liberar o fe rrolho acio nando seu

novamen te coloca u m cartucho

Descar regar e D esmuniciaro fe rrolho acio nando seu novamen te coloca u m cartucho pressio ne o retém

pressio ne o retém

trás, ce rtificando- se de que

Após d esmuniciar de seu alojament o.

direção s egura,

do carreg ador, solta ndo-o. Reti re o carreg ador. Acio ne o ferrolh o para

na câmar a foi devid amente rem ovido.

o carrega dor, abra a arma, rep asse-a abe rta e com o carregad or fora

a arma:

com o ca no voltado

para uma

o cartucho que estava

Armamento, Munição e Tiro Defensivo – Instrutor: MAJ QOPM Márcio Augusto Pereira Bailosa

5)MECANISMOS DE SEGURANÇA Os modelos PT-100 e PT-940 possuem o mecanismo de segurança composto das seguintes partes, funcionando da maneira que segue:

das seguintes partes, funcionando da maneira que segue: A Trava do Percussor (4) bloqueia permanentemente o

A Trava do Percussor (4) bloqueia permanentemente o percussor (5) em seu avanço à frente, impedindo disparos acidentais por queda da arma. Esta trava somente é liberada no estágio final do acionamento da tecla do gatilho (1), liberando seu avanço à frente tão logo receba o impacto do cão (6). A liberação se dá através da cadeia de movimentos formada pelo gatilho (1), tirante do gatilho (2), impulsor da trava do percussor (3) e trava do percussor (4).

a)Mecanismo de segurança manual: O mecanismo de segurança manual consiste em um conjunto de peças que fazem parte do conjunto da armação. Estas peças são a tecla de segurança direita, tecla de segurança esquerda com pino de fixação e mola do mergulhador. Quando as teclas de segurança são deslocadas, por iniciativa do atirador, para a posição travada (superior), o eixo existente na tecla bloqueia a armadilha, não permitindo o acionamento do mecanismo de disparo tanto em ação simples como em dupla ação, além de bloquear o ferrolho impedindo seu movimento à retaguarda.

b)Mecanismo de trava do Percussor: O mecanismo de trava do percussor consiste em um conjunto de peças que fazem parte dos conjuntos do ferrolho e armação. No ferrolho, estas peças são a trava do percussor, sua mola e mergulhador, e, na armação, o impulsor da trava do percussor. Quando o gatilho é acionado, por iniciativa do atirador, o tirante do gatilho aciona o impulsor da trava do percussor que, por sua vez, imprime movimento à trava do percussor fazendo-a liberar o percussor.

c)Mecanismo de

montas: segurança,

engatilhamento e monta do desarmador. Quando na monta de segurança ou monta do desarmador, o cão fica impedido de entrar em contato com o percussor em caso de queda. Para haver a percussão no caso do cão estar na monta de segurança, há a necessidade de atuação do atirador premendo completamente o gatilho ou deslocando o cão à retaguarda. No caso do cão estar na monta do desarmador, há a necessidade do atirador levantar as teclas para a posição horizontal e premer o gatilho.

segurança

do

cão:

O

cão

é

dotado

de

três

d)Mecanismo do desarmador do cão: Uma vez a arma engatilhada, travada ou não, se em dado momento o atirador não deseje mais dispará-la, basta que seja acionado o “Desarmador do Cão”, premendo-se qualquer uma das teclas do registro de segurança para baixo.

do Cão”, premendo-se qualquer uma das teclas do registro de segurança para baixo. Curso de Formação

Armamento, Munição e Tiro Defensivo – Instrutor: MAJ QOPM Márcio Augusto Pereira Bailosa

6)FUNCIONAMENTO

A pistola TAURUS PT-100/PT-940 pode ter seu funcionamento assim descrito:

a)Posição Inicial

A arma está carregada e é executado um disparo;

b)Recuo do ferrolho

A

pressão desenvolvida pela deflagração da carga de pólvora age em todos os sentidos,

e

força o projétil para frente e o ferrolho para a retaguarda. Graças ao mecanismo de

trancamento, a abertura do ferrolho se efetua somente após a saída do projétil do cano. O ferrolho, no seu recuo, imprime movimento ao cão no sentido de engatilhamento, comprimindo sua mola, a qual o lançará à frente quando de novo disparo intencional. Simultaneamente, desconecta o tirante do gatilho da armadilha que, girando à retaguarda, impõe que o cão permaneça engatilhado. O recuo é limitado quando o

alojamento da guia da mola recuperadora atinge o batente existente na armação, estando, neste momento, a mola recuperadora no seu máximo de compressão;

Extração

A pressão que empurra o estojo contra seu alojamento no ferrolho obriga este a

recuar. A função do extrator consiste em manter o estojo no seu alojamento no ferrolho, a fim de evitar que ele tombe no mecanismo antes da ejeção. O extrator servirá, também, para extrair um cartucho que tenha causado um incidente de tiro.

Ejeção

No momento em que o alojamento do culote do cartucho no ferrolho se encontra, aproximadamente, a dois terços do curso total do recuo deste, o estojo entra em contato com o ejetor, que o obriga a girar em torno da garra do extrator e o projeta para fora da arma. Apresentação de novo cartucho Continuando seu movimento para a retaguarda, o ferrolho ultrapassa o carregador.

Os cartuchos do carregador, não estando mais seguros pelo ferrolho, se elevam pela ação da mola do carregador no transportador, até que o cartucho de cima seja limitado pelas abas do carregador, dando-se então, a apresentação deste cartucho.

Engatilhamento

Ainda no recuo, o ferrolho aciona o tirante do gatilho, no sentido de desconectar o mecanismo de disparo, liberando, assim, a armadilha para reter o cão, por monta

específica, na sua posição “engatilhado”.

c)Avanço do Ferrolho

Avanço

O ferrolho é impelido para frente, por ação da mola recuperadora, deixando o cão

retido na armadilha, pela monta específica, e deixando desativado o mecanismo de disparo, por ação do tirante do gatilho, ora desconectado da armadilha. Carregamento e fechamento Continuando seu avanço, o ferrolho empurra o cartucho apresentado no carregador para frente. Em seu movimento, a ogiva do projétil encontra a rampa de acesso

existente no cano. Esta, orienta o projétil para a câmara, desprendendo-se, assim, o cartucho das abas do carregador, ficando o ferrolho “fechado” sobre a parte posterior do cano.

Trancamento

A partir deste ponto, o ferrolho empurra também o cano para frente, e obriga o bloco

de trancamento a subir em uma rampa, específica, na armação, imprimindo às aletas do bloco, movimento de ascensão e determinando que elas se alojem nos entalhes laterais do ferrolho, efetuando-se, assim, o trancamento da arma.

Armamento , Munição e

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d)Deseng atilhament o A ação do dedo s obre a tecl a do gatilh o, no senti do de suav izar a pres são exerci da, faz com qu e ele reto rne à frent e e conec te novame nte o tiran te do gatil ho na arm adilha,

novament e, em con dições de t iro. Exerce ndo-se no vamente p ressão

no gatil ho, o tirant e deste aci ona a arm adilha no s entido de li berar o cã o que, sob a ação

golpear o percussor inercial qu e está inse rido no

gatilho aci ona o imp ulsor da tr ava do do percu ssor, inse rida no fe rrolho,

deixand o a arma,

de sua mola, é lan çado para frente, indo

ferrolho . Simultan eamente,

percuss or, que,

por sua

o mesmo t irante do

v ez, acion a

a trava

destrav ando o per cussor.

e)Percus são

O cão t ransmite a o percusso r inercial a energia qu e fará det onar a esp oleta do ca rtucho,

de projeçã o e a

que es tá inserido

repetiçã o do ciclo da arma, s e o atirado r assim o d esejar.

na câma ra, provoc ando a de flagração

da carga

7)PANES

muito

delicado p ara o polici al. É nece ssário muit o adestram ento para abrigar-se , pedir cob ertura,

i dentificar e

Prin cipalmente numa troc a de tiros,

a ocorrênc ia de uma pane é u m momento

resolver a pane. Vej amos as m ais comuns s:

Seca: o corre quan do a muni ção é perc utida, mas o disparo n : o corre quan do a muni ção é perc utida, mas o disparo n ão ocorre por proble mas na

fim de co nfirmar

e, em s eguida, tra zer o ferr olho à

pólvora ou na esp oleta. Dev emos dar u ma leve b atida no ca rregador a

se este

está cor retamente

em seu

alojamento

retagua rda a fim d e executar novo carre gamento;

Chamin é: ocorre q uando o e stojo a se r ejetado fi ca preso n : ocorre q uando o e stojo a se r ejetado fi ca preso n a janela

trancame nto da arm a. Para

solucion ar esta pa ne, devem os, com v igor e rapi dez, passa r a mão

fraca p or sobre

de ejeç ão, impedi ndo o fec hamento e

o ferrolho

a

fim

de

retirar o

estojo def lagrado,

tomand o o cuidad o de que a mão não p asse à fren te do cano ;

o o cuidad o de que a mão não p asse à fren te do cano

Embuch amento: o corre quan do o estoj o deflagra do tem um a dilataçã o : o corre quan do o estoj o deflagra do tem um a dilataçã o maior do

que a

prevista , não con segue ser

extraído e

fica preso

no interio r da câma ra. Nesse

tipo de

pane, n ormalment e o ferrolh o não cons egue fazer seu movi mento à ret aguarda p ara um

novo c

necess arregament ária força fí sica para c onseguir a brir o ferrol ho.

motivo, o

estojo d eflagrado

traz novo

qual, ent retanto, é

impedid o de alca nçar a câ mara devid o ao estoj o que ali ainda s e encontra . A soluçã o desta p ane també m exigirá

um po uco mais

necessá rio que o

ferrolho

por algum

tempo, po is será

o. A soluç ão desta

quando,

não é extr aído sem

Na sua

câmara, o

pois será

pane exige

um pouco

mais de

Duplo c arregamen to: ocorre : ocorre

seja inte rrompido.

cartuch o a ser in serido na

de tempo,

seja inte rrompido. cartuch o a ser in serido na de tempo, que o movi mento

que o movi mento do

v olta, este

ferrolho

seja trazi do à retag uarda e fi que preso

pelo seu

retém a fim de qu e o carrega dor seja r etirado da

arma para

soment e depois re tirar o esto jo vazio.

8)DESMO NTAGEM E

de sua

como

a manuten ção do 1º e scalão. Os demais ní veis de ma nutenção d evem, obri gatoriamen te, ser deixados p ara pessoa l especializ ado.

manutençã o básica. I sto inclui a proteção c ontra as in tempéries e o uso diu turno, bem

MONTAG EM (1° Es calão)

que utiliza

a arma

O policial

é o respo nsável dir eto pelos

cuidados

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8.1-Des montagem :

Retirar o ca rregador,

Acionar o f errolho até o final do s eu curso, i nspeciona ndo a câma ra; Com o fer rolho fech ado, pres sionar o r etém da a lavanca d e desmon tagem, girando-a p ara baixo;

Deslizar o c onjunto fe rrolho/cano para frent e, até liber á-lo da arm ação;

Comprimir a guia da

e retirand o-o do

acionando seu retém, próximo ao

guarda m ato;

mola recu peradora, l evantando o conjunto

f errolho;

(1)

mola recu peradora, l evantando o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4

(

2)

recu peradora, l evantando o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4 )

(3)

peradora, l evantando o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4 ) (7)

(5)

peradora, l evantando o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4 ) (7)

(6)

l evantando o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4 ) (7) Vista

(4 )

l evantando o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4 ) (7) Vista

(7)

o conjunto f errolho; (1) ( 2) (3) (5) (6) (4 ) (7) Vista De smontada

Vista De smontada:

8.2-Mo ntagem:

2) (3) (5) (6) (4 ) (7) Vista De smontada : 8.2- Mo ntagem : Pr

Pr oceder de maneira in versa à de

montagem .

IMPOR TANTE: n a operação

deve es tar abaixa do, no mom ento da co locação do

de monta gem da ar ma, o imp ulsor da tr ava do per cussor

ferrolho n a armação .

do, no mom ento da co locação do de monta gem da ar ma, o imp

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UNIDADE VIII:OBSERVAÇÃO, PROTEÇÃO E CONDIÇÕES DE TIRO

1)INTRODUÇÃO

A OBSERVAÇÃO, o uso de PROTEÇÃO e estar em CONDIÇÕES DE TIRO, deve ser um trinômio padrão de comportamento na ação policial. Para decidir e proceder com segurança e eficiência no atendimento de ocorrência, primeiramente o policial OBSERVARÁ o que está acontecendo, a fim de identificar a situação em andamento. Mesmo para o primeiro contato com o ambiente da ocorrência, o policial buscará manter-se PROTEGIDO e, finalmente, para que sua decisão possa ocorrer rápida e corretamente, ele deverá ESTAR EM CONDIÇÕES DE TIRO. Para cada procedimento desses, pretendemos apresentar referências claras e eficientes de técnica a serem treinadas.

1.1- OBSERVAÇÃO O primeiro objetivo da observação é identificar o fato em andamento, compreender o delito e suas FONTES DE RISCO. Grande parte das ocorrências para as quais o Policial é despachado para atender, são informadas com insuficiência de dados. A partir desta premissa, torna-se importantíssima a correta observação da ocorrência. Deveremos estar sempre observando atentamente, mesmo antes de chegarmos ao local específico, a fim de não sermos surpreendidos por uma agressão não percebida. Uma das frases mais comuns

entre as vítimas e os policiais que se viram surpreendidos pela ação delinqüente é: “Quando

eu vi, já

Identificando o local da ocorrência passamos a nos preocupar com as FONTES

DE RISCO. As fontes de risco poderão ser inúmeras, mas uma delas é determinante:

”.

MÃOS DO ABORDADO

É a principal fonte de risco para o Policial na abordagem.

“CARA FEIA NÃO MATA. AS MÃOS PODERÃO MATAR”

As mãos que não estamos vendo são as mais perigosas. Ainda no ambiente da ocorrência poderão ser encontrados mais de um abordado e para tanto deveremos priorizar a atenção no que apresentar (aparentar, demonstrar) maior risco para a ação policial. A principal fonte de risco será o delinqüente com a arma de maior poder de fogo. Outras fontes de risco deverão ser consideradas no ambiente da ocorrência:

Armas própriasrisco deverão ser consideradas no ambiente da ocorrência: Armas impróprias Paus Pedras Ferros Ferramentas Facas,

Armas imprópriasser consideradas no ambiente da ocorrência: Armas próprias Paus Pedras Ferros Ferramentas Facas, facões São também

ambiente da ocorrência: Armas próprias Armas impróprias Paus Pedras Ferros Ferramentas Facas, facões São também

Paus

Pedras

Ferros

Ferramentas

Facas, facões

São também fontes de risco os locais onde um agressor pode estar alojado ou de onde possa surgir agredindo subitamente. É o que chamamos de CONE DA MORTE.

Portas – abertas ou fechadas;agredindo subitamente. É o que chamamos de CONE DA MORTE . Janelas – abertas ou fechadas;

Janelas – abertas ou fechadas;o que chamamos de CONE DA MORTE . Portas – abertas ou fechadas; Corredores; Esquinas. Curso

Corredores;CONE DA MORTE . Portas – abertas ou fechadas; Janelas – abertas ou fechadas; Esquinas. Curso

Esquinas.DA MORTE . Portas – abertas ou fechadas; Janelas – abertas ou fechadas; Corredores; Curso de

Armamento, Munição e Tiro Defensivo – Instrutor: MAJ QOPM Márcio Augusto Pereira Bailosa

São fontes de risco gerados pelo Policial:

O ATO INSEGURO

O

ATO INSEGURO

observação negligente;A

A

 

O

descuido com a retaguarda;O

subestimação do risco;A

A

 

O

erro de avaliação na prioridade do risco.O

A CONDIÇÃO INSEGURA  

A

CONDIÇÃO INSEGURA

 

Não estar protegido;prioridade do risco. A CONDIÇÃO INSEGURA   Não estar em condições de tiro; Estar exposto à

Não estar em condições de tiro;A CONDIÇÃO INSEGURA   Não estar protegido; Estar exposto à ambiente não observado; Estar exposto à

Estar exposto à ambiente não observado;Não estar protegido; Não estar em condições de tiro; Estar exposto à fontes de risco não

Estar exposto à fontes de risco não observadas.de tiro; Estar exposto à ambiente não observado; Quando sob tensão, nossa capacidade de percepção torna-se

Quando sob tensão, nossa capacidade de percepção torna-se limitada. É como quando dirigimos em alta velocidade: a visão se concentra em um único ponto a frente na estrada. Nada observamos da paisagem à volta. A tensão da ocorrência produz o mesmo efeito, nossa visão fica limitada e devemos treinar a superação.

180º a nossa frente direita e

Normalmente temos a percepção em ângulo de esquerda mesmo com o olhar fixo à frente.

em ângulo de esquerda mesmo com o olhar fixo à frente. FIGURA ILUSTRATIVA Mesmo olhando para

FIGURA ILUSTRATIVA

mesmo com o olhar fixo à frente. FIGURA ILUSTRATIVA Mesmo olhando para frente podemos perceber simultaneamente

Mesmo olhando para frente podemos perceber simultaneamente nossas duas mãos se movendo uma de cada lado de nosso corpo. Com essa mesma técnica, sem focarmos um detalhe em especial, poderemos perceber muitos outros movimentos ou fontes de risco durante a observação. Chamamos isto de VISÃO PERIFÉRICA. Entretanto de nada adianta apenas uma OBSERVAÇÃO correta se não estivermos PROTEGIDOS e EM CONDIÇÕES DE TIRO.

1.2–PROTEÇÃO

Estar protegido é defender o corpo das possíveis ou reais agressões, principalmente da agressão com arma de fogo. Para isso, trataremos do uso de equipamentos e das proteções disponíveis no ambiente da ocorrência.

a)Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) Hoje o policial já dispõe, quase sempre, do colete balístico para o serviço, disponível em Níveis de Segurança e tamanhos diferentes. É indispensável à proteção do policial. Tão importante quanto a decisão de usar o colete, é necessário ajustá-lo ao TÓRAX.

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Tiro Defen sivo – Instr utor: MAJ

QOPM Már cio August o Pereira B ailosa

– Instr utor: MAJ QOPM Már cio August o Pereira B ailosa Colocaçã o CERTA (Es

Colocaçã o CERTA (Es q) e ERRADA (Dir) do colet e balístico. De ve ser ajusta do ao corpo l, sem ficar fro uxo.

o abdômen . Caso nã o haja

coletes suf icientes pa ra cada po licial na su a OPM, pro cure fazer uma capa sob medid a a fim

O c olete deve

proteger

preferencia lmente o t órax que

de

que qu ando voc ê pegar u m

colete

em reveza mento, o

faça com

higiene e

ajuste

adequado.

 
 

Ape sar de o c olete balís tico ser o

EPI mais c onhecido,

ele não é

o único. E xistem

capacetes

também us ados por g rupos esp eciais, é m uito eficien te para pro teger os ol hos de qu aisquer objetos jog ados contr a o policial, principalm ente, subs tâncias co mo areia e líquidos irri tantes.

óculos,

e escudos

balísticos

para gru pos de op erações e speciais. O

uso de

O E PI protege

feridos por

Brigada Mil itar).

disparos

o Policia l dos assu stadores í ndices est atísticos: 8 2% dos p oliciais de arma d e fogo for am atingid os no tóra x. (Pesqui sa realizad a pela

b)Pro teções no

Ambiente d a Ocorrên cia

Sab emos que

boa part e das situ ações de

confronto

ocorre em

construída

zona urb ana e

edificada.

Portanto, s empre ha verá algum a forma

natural ou

de prote ção ou

barricada,

como cha mávamos

anteriorme nte. Fica

difícil ima ginarmos

uma situaç ão de

confronto e m que a

proteção: á rvore, mur o, veículo, poste, préd io, barranc o, buraco, etc.

uma distân cia de até

10 m (dez

metros) n ão haja n enhuma fo rma de

Con scientes

d a

existên cia

consta nte

ambient e da ocor rência,

usá-la. D iferente d e estar e ncostado n o que

de

p roteção

no

devemos

sempre es tar prepar ados para

chamávam os de barri cada, esta mos propo ndo que o

policial ado te a LINHA

DE PROT EÇÃO

como pad rão de pr ocedimento . Para is to basta

estar em

condiçõe s de tiro

e em

segurança : arma na linha dos pés do ab ordado ou

na mesm a linha do

local de

onde o

agressor p ossa vir. Deveremo s, então, f ormar um a linha, pa ssando p elos olhos , arma

e o pont o observa do, pass ando esta mantendo o corpo d o lado da proteção.

e, obvia mente,

linha

p róxima à

proteção

Apenas ol hos e arm a deverão aparecer.

o corpo d o lado da proteção. e, obvia mente, linha p róxima à proteção Apenas

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Tiro Defen sivo – Instr utor: MAJ

QOPM Már cio August o Pereira B ailosa

P OSICION AMENTO D O POLICI AL EM RE LAÇÃO À F ONTE DE RISCO

cio August o Pereira B ailosa P OSICION AMENTO D O POLICI AL EM RE LAÇÃO

P OLICIAL V ISTO DE F RENTE

cio August o Pereira B ailosa P OSICION AMENTO D O POLICI AL EM RE LAÇÃO

Armamento, Munição e Tiro Defensivo – Instrutor: MAJ QOPM Márcio Augusto Pereira Bailosa

Como vemos nas figuras, o policial não fica encostado na proteção e não altera a empunhadura. Apenas posiciona o corpo PROTEGIDO enquanto OBSERVA, EM CONDIÇÕES DE TIRO. O uso desta técnica permitirá ao policial muito maior segurança ao agir e muito mais facilidade para decidir.

1.3–Estar Em Condições De Tiro Com base no que já foi visto no tocante aos Fundamentos do Tiro, estar em condições de tiro será manter a posição de segurança (pronto-emprego) durante uma abordagem. Nada mais é do que acompanhar com a arma a linha entre a proteção os olhos e o abordado ou fonte de risco. Estar com a arma completamente empunhada e alinhada, aproximadamente na altura dos pés do abordado ou fonte de risco, determinará grande antecipação para o policial em caso de necessitar atirar. Além disso, tal procedimento é muito menos arriscado e até “agressivo” que apontar diretamente para o abordado. A partir da posição de segurança, se necessário, o Policial apenas elevará a linha de visada, movimento de 5 ou 10 cm de elevação dos braços até a altura do abordado. É indispensável que os três aspectos (PROTEÇÃO, OBSERVAÇÃO e ESTAR EM CONDIÇÕES DE TIRO) sejam executados ao mesmo tempo. No uso da linha de proteção conseguiremos fazê-lo.

OBSERVAÇÕES A Técnica da LINHA DE PROTEÇÃO deve ser padrão de procedimento Policial, não servindo, entretanto, para a “tomada de ponto” ou a retirada de delinqüente alojado no interior de prédio ou residência. Para esta situação deverá ser solicitado o apoio em recursos necessários, sendo apenas isolado o local.

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UNIDADE IX: DECISÃO DE TIRO

1)INTRODUÇÃO

O presente assunto está sendo apresentado na intenção de propor um raciocínio simplificado sobre a DECISÃO DE TIRO, respondendo-se à pergunta:

QUANDO ATIRAR ?

Tal abordagem fará análise do excludente de criminalidade de legítima defesa, buscando um entendimento da relação entre o risco presente na ação policial e o meio necessário para resolver as situações de confronto, para caracterizar a necessidade do uso da arma de fogo.

2)DADOS SOBRE CONFRONTO ARMADO Dados estatísticos americanos nos mostram que 85% das situações de confronto com armas de fogo, ocorrem a uma distância máxima de 10m, num tempo de dois a três segundos e com a troca de dois a três tiros entre os envolvidos. Nestas condições, a situação se refaz com um ferido, um fugindo, recuando, se entregando ou partindo para nova situação de confronto, como mais comumente ocorre com a Polícia Militar, em que durante uma única ocorrência, várias situações de confronto se somam. Conforme ainda outras pesquisas, a maioria das ocorrências atendidas pela Polícia Militar que envolvem a presença de arma de fogo, se dão à noite, ou seja, em condições de visibilidade prejudicada. Além disso, mais de 80% dos PM´s atingidos em serviço por disparo de arma de fogo, foram atingidos no tórax. O número de ocorrências envolvendo o confronto armado está aumentando violentamente e o Policial precisa decidir. Diante destas condições, propomo-nos a estabelecer um critério para a decisão de tiro, bem como padrões de comportamento que nos permitam superar com êxito as situações de confronto, apesar das dificuldades referidas nos dados iniciais.

3)A DECISÃO DE TIRO Vista a complexidade e adversidade das condições que o Policial terá ao se deparar com uma situação de confronto armado, vamos apresentar as questões mais importantes quanto à decisão no que se refere aos parâmetros legais e, principalmente, propor agilidade no raciocínio e aplicação de uma técnica que permita a solução eficaz e eficiente na ação policial. 3.1-Quando atirar ? a.Aspectos Legais Código Penal Brasileiro Art. 23-Não há crime quando o agente pratica o fato:

I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

Vejamos a excludente de criminalidade de legítima defesa. “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente a direito seu ou de outrem.” Este conceito e tipificação da legitima defesa já é demasiadamente conhecido. Não está na compreensão teórica a sua dificuldade, mas sim na aplicação deste conhecimento, quando temos de decidir sobre o uso da arma de fogo e a execução do tiro. Aí sim, nos falta a ponte entre a teoria e a prática: a agilidade de raciocínio e o comportamento tecnicamente condicionado.

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O conceito de legítima defesa propõe a defesa de qualquer direito agredido. Qual

será a medida para reação ? Quando será o momento do tiro ? Ao tentarmos estabelecer um critério para decidir, inúmeras respostas e casos específicos vão surgir, mas está no RISCO envolvido na agressão a chave para o raciocínio. Toda a defesa ou reação está vinculada e é medida em relação ao risco presente na agressão ou sua iminência.

A ação policial visa permanentemente à defesa de direitos, inicialmente os direitos

da coletividade e finalmente os direitos individuais. Defendemos a comunidade da agressão,

de um conflito de circulação ao coibirmos uma infração de trânsito, garantindo à coletividade

o direito da livre circulação. A atitude está vinculada ao risco. A imobilização, mesmo que sem algemas, de uma pessoa agressiva, pode defender- nos ou defender outras pessoas de uma agressão desarmada e livre, se este for o risco envolvido na ação policial.

b. Aspectos Técnicos

O triângulo da força letal é um modelo de tomada de decisão designado para

defender sua habilidade para responder a encontros de força, permanecendo dentro da

legalidade e de parâmetros aceitáveis.

PERIGO MEIO OPORTUNIDADE
PERIGO
MEIO
OPORTUNIDADE

Os três lados de um triângulo eqüilátero representam três fatores: o perigo, o meio e

a oportunidade. Passaremos a discuti-los a seguir:

O PERIGO existe quando um cidadão infrator toma vantagem de sua habilidade para

O

PERIGO existe quando um cidadão infrator toma vantagem de sua habilidade para

colocar um policial ou outra pessoa inocente em iminente RISCO DE MORTE. Uma situação onde um cidadão infrator acuado, após perseguição policial, recusa-se a soltar sua arma, constitui-se em um perigo;

O MEIO é a capacidade do cidadão infrator em causar dano em um policial ou

O

MEIO é a capacidade do cidadão infrator em causar dano em um policial ou em

outra pessoa inocente. Isso significa, em outras palavras, que o cidadão infrator

possui uma arma capaz de provocar a morte ou lesão grave. Este meio pode incluir ainda a capacidade física, através de uma arte marcial ou de força física, significativamente superior a do policial. Podemos dizer também que o uso da arma de fogo só caberá se este for o meio necessário e suficiente para cessar a

 

agressão;

A OPORTUNIDADE diz respeito ao potencial do cidadão infrator em usar a sua

A

OPORTUNIDADE diz respeito ao potencial do cidadão infrator em usar a sua

habilidade para matar ou ferir gravemente uma pessoa inocente ou um policial. Um suspeito desarmado, muito alto e forte, pode ter a habilidade de ferir gravemente ou

até matar outra pessoa menor e menos condicionada. Essa oportunidade deixa de existir se esse cidadão infrator está a 20 m de distância, por exemplo. Do mesmo modo, um suspeito armado com uma faca tem a habilidade para matar ou ferir seriamente, mas pode faltar oportunidade se você aumentar a distância entre as partes, no caso, entre você e ele, ou na busca de um abrigo.

A abordagem teórica apresenta a possibilidade de defesa de qualquer direito. Na

decisão de tiro, o risco de morte é que nos leva a pensar no uso da arma de fogo, ficando assim muito melhor definido o momento para o seu uso. Num segundo momento, o conceito de legítima defesa propõe "usando moderadamente dos meios necessários". Enquanto isso, na decisão do tiro, em havendo o risco de morte, avaliamos apenas se o tiro é necessário, suficiente e oportuno.

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4)MODELO BÁSICO PARA O USO PROGRESSIVO DA FORÇA

O que é um modelo ?

Um modelo é um esquema que contém linhas gerais sobre determinado assunto, sobre determinadas ações, sobre determinados procedimentos e que pode, quando utilizado, orientar a execução de algo. Os modelos de uso progressivo da força surgiram para orientar o policial sobre a ação a ser tomada a partir da pessoa flagrada cometendo um delito ou até mesmo em

atitude suspeita quando questionada. Alguns países e estudiosos sobre o assunto criaram diversos modelos que explicam

e exemplificam a escala de gradação necessária à utilização da força.

O modelo apresentado a seguir é um gráfico em forma de trapézio com degraus em

seis níveis, representados por cores. Do lado esquerdo, temos a percepção do policial em

relação à atitude do suspeito. Do lado direito, temos as respostas de força (reações) possíveis em relação à atitudo do suspeito.

A seta dupla descreve o processo de avaliação e seleção de alternativas. De acordo

com a atitude do suspeito, haverá uma reação do policial na respectiva camada. Os níveis

são crescentes de baixo para cima. AGRESSÃO LETAL FORÇA LETAL AGRESSÃO NÃO LETAL TÉCNICAS DEFENSIVAS
são crescentes de baixo para cima.
AGRESSÃO LETAL
FORÇA LETAL
AGRESSÃO NÃO LETAL
TÉCNICAS DEFENSIVAS NÃO LETAIS
RESISTÊNCIA ATIVA
CONTROLE FÍSICO
RESISTÊNCIA PASSIVA
CONTROLES DE CONTATO
COOPERATIVO
VERBALIZAÇÃO
NORMALIDADE
PRESENÇA POLICIAL
SUSPEITO
POLICIAL

Relembramos que o uso efetivo da força depende da compreensão sobre as relações de causa e efeito entre o policial e o suspeito, gerando uma avaliação prática e conseqüente resposta. Observando as ações do suspeito dentro de um contexto de confrontação, o policial escolhe o nível mais adequado de força a ser usado ou não. Na prática, a sua resposta como policial será orientada pelo procedimento do suspeito. Ele decide o que quer de você e, com suas próprias ações ou pelo modo como se comporta, justificará a utilização de certo nível de força pela polícia. Você deve empregar apenas a força para controlá-lo. Da base para o topo, cada nível representa um aumento na intensidade de força. Isto é, a escala se move daquelas opções que são mais reversíveis para aquelas que são menos reversíveis; daquelas que oferecem menor certeza de controle para aquelas que oferecem maior certeza. Assim, quanto mais você sobe na escala de nível, maior será a necessidade de se justificar posteriormente. Uma vez que existem resistências e agressões em variadas formas e graus de intensidade, o policial terá que adequar sua reação à intensidade da agressão, estabelecendo formas de comandar e direcionar o suspeito, provendo seu controle. Em contato com um suspeito que está atentando contra a sua vida ou de outra pessoa, é claro que você não terá que progredir nível por nível sua escala de força até conseguir uma forma de fazê-lo parar. O ideal é que você fale antes e use a força somente se sua habilidade de negociar falhar. Você pode percorrer mentalmente toda a escala de força em menos de um segundo

e escolher a resposta que lhe parecer mais adequada ao tipo de ameaça que enfrenta. Se a sua manobra falha ou as circunstâncias mudam, você pode aumentar o seu poder, ampliando o nível de força de um modo consciente, ao invés de agir com raiva ou medo. Essa avaliação entre as opções para a abordagem ajuda você a manter o seu equilíbrio tático.

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5)NÍVEIS PROGRESSIVOS DE FORÇA Veremos à seguir os níveis de força, apresentando cinco alternativas do uso da força legal, como forma de controle a serem usadas pelo policial militar:

a)NÍVEL 1–PRESENÇA FÍSICA

A mera presença do policial militar uniformizado, muitas vezes, será o bastante para

conter um crime ou contravenção ou, ainda, para prevenir um furturo crime em algumas situações. Sem dizer uma palavra, um policial militar alerta pode deter um criminoso passivo, usando apenas gestos. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando um policial se aproxima de uma ”briga” em um show barulhento, em que não se consegue ouvi-lo e os envolvidos cessam suas atitudes. A presença do policial militar é entendida legitimamente como a presença da autoridade do Estado.

b)NÍVEL 2–VERBALIZAÇÃO Baseia-se na ampla variedade de habilidades de comunicação por parte do policial militar, capitalizando a aceitação geral que a população tem da autoridade. É utilizada em conjunto com a “presença física” do policial e pode usualmente alcançar os resultados desejados. As palavras podem ser susurradas, utilizadas normalmente ou até mesmo gritadas, dependendo da atitude do suspeito.

O conteúdo da mensagem é muito importante. A escolha correta das palavras, bem

como a intensidade a ser empregada, traduz com precisão a eficácia da investida policial. Assegurado desta postura, o policial terá mais chances de alcançar seu objetivo. Por outro lado, há que se tomar cuidado em situações mais sérias, onde devem ser usados comandos mais curtos, evitando-se os mais longos. Muitas situações poderão ser resolvidas com o uso controlado da voz e um padrão de resposta passará ser conhecido na medida em que fizer parte da cultura policial. O treinamento e a experiência melhoram a capacidade do policial militar para verbalizar.

Vejamos alguns pontos importantes sobre a verbalização:

Atenção à Linguagem Uma atenção especial deve ser dada à linguagem. Alguns policiais acreditam que, utilizando uma linguagem vulgar, “chula” e ameaçadora, desencorajam a resistência do suspeito. Diálogos desta natureza causam espanto e demonstarm falta de de preparo profissional. Além disso, uma ameaça verbal pode desencadear uma reação e pode propiciar o agravamento da situação. O que se busca numa verbalização é a redução do uso da força e o controle do suspeito. Considere ainda que a sua linguagem pode angariar antipatizantes que, possivelmente, testemunharão contra você em qualquer processo, afirmando que houve agressão desnecessária e uso abusivo de força (despreparo policial). Seja firme e controle a situação. Dirija comandos claros, curtos e audíveis para cada atitude que o suspeito deva tomar. Em geral, apenas um dos policiais deve falar:

deva tomar. Em geral, apenas um dos policiais deve falar: “PARADO, POLÍCIA ! PRÁ MIM !

“PARADO, POLÍCIA !

PRÁ MIM !

COLOQUE AS MÃOS PARA CIMA !

CRUZE AS PERNAS !”

AJOELHE-SE !

VIRE-SE DE COSTAS

A identificação "É Policia !" e a ordem legal "Parado !", quando forem reconhecidamente padrão de ação policial, serão respeitadas e determinarão uma resposta mais obediente das pessoas abordadas em situação de risco. Através da voz, o policial deverá controlar cada movimento do abordado até cessar o risco existente.

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Importância do Contato Visual Procure sempre manter contato visual com o abordado, fique abrigado, mas sem perdê-lo de vista. Diga frases usando os verbos no modo imperativo, em tom de voz firme e audível. Demonstre convicção, determinação e segurança no que está fazendo.

determinação e segurança no que está fazendo. Nível da Voz Lembre-se de flexionar o nível de

Nível da Voz Lembre-se de flexionar o nível de voz sempre que houver acatamento da sua ordem. Baixe Lembre-se de flexionar o nível de voz sempre que houver acatamento da sua ordem. Baixe o tom da voz, conquiste a confiança da pessoa abordada. Mas fique sempre atento ao recurso de elevar o tom de voz, caso perceba algo de errado. A posição em que o policial empunha a sua arma também o ajudará, no sentido de que ele possa lançar mão desse recurso, caso necessário, buscando sempre partir do nível mínimo de força e evoluir gradativamente.

Não entre em discussão Caso o suspeito não acate, repita os comandos, insista com firmeza, procurando não ficar nervoso caso não seja acatado de imediato. Continue insistindo, mantenha o seu profissionalismo e não se exponha a riscos. Procure o diálogo, contudo evite a discussão, o “bate-boca” e a tentação de ficar disputando na voz com o suspeito. Deixe que ele fale e após mantenha-se calmo, insistindo em seus comandos firmes e imperativos, demonstarndo sua determinação. Quaisquer que sejam as possibilidades, procure pensar taticamente. Priorize a sua segurança e evite cair na armadilha das provocações. Conduza o desfecho com isenção e profissionalismo. Existe policial que leva este tipo de situação para ao campo pessoal e perde o controle mediante a mínima ponderação do suspeito. Este policial corre o sério risco de expor desnecessariamente sua vida, de seus companheiros ou, ainda, de cometer atos de violência.

seus companheiros ou, ainda, de cometer atos de violência. Controle sobre as mãos do suspeito Em

Controle sobre as mãos do suspeito Em todo o tempo, mantenha o controle sobre as mãos do suspeito. Elas são o mais provável local de onde pode surgir uma agressão. Mantenha o controle sobre o suspeito, não permitindo que ele se mova sem a sua autorização. Se ele se movimentar levemente, a sua tendência será acostumar-se com a movimentação e relaxar, aumentando os riscos. Ao suspeito que esteja com sua mão no bolso, o policial deve deixar claro que está percebendo, controlando e pronto para agir se não for obedecido. Quando o risco é maior e diz respeito diretamente à vida, é necessário ser mais claro e firme a fim de que cada movimento e determinação sejam executados claramente e em velocidade segura. Saiba a todo tempo a localização exata do suspeito.

Saiba a todo tempo a localização exata do suspeito. c) NÍVEL 3–CONTROLE DE CONTATO OU CONTROLE

c)NÍVEL 3–CONTROLE DE CONTATO OU CONTROLE DE MÃOS LIVRES Trata-se do emprego de talentos táticos por parte do policial militar para assegurar o controle e ganhar cooperação. O uso do corpo também é importante neste nível. Faremos uso do corpo na solução de conflitos desarmados, desde a simples manutenção de distância do agressor durante uma abordagem fazendo uso da verbalização, até o colocarmos em posição adequada e segura para uma revista ou imobilização. Estaremos usando o corpo em posição de expectativa para reação ao pegarmos uma pessoa em conflito pelo braço, dominando-lhe o equilíbrio, mantendo-lhe em distância segura e afastando-lhe de outra possível vítima. Segurando-lhe um braço, diminuímos muito o risco existente de agressão. Em certos casos haverá a necessidade de dominar o suspeito fisicamente. Nesse nível, os policiais utilizam-se primeiramente de técnicas de mãoes livres para imobilizar o indivíduo. Compreende técnicas de condução e imobilização, inclusive através de algemas. Devemos ter consciência de que não pretendemos uma vitória por pontos ou nocaute. Necessitamos

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sim a imobilização do agressor seja para solucionar a situação de risco em andamento ou para efetuarmos a devida prisão.

d)NÍVEL 4–TÉCNICAS DE SUBMISSÃO É o emprego de força suficiente para superar a resistência ativa do indivíduo, permanecendo vigilante em relação aos sinais de um comportamento agressivo. Nesse nível, podem ser utilizados cães, técnicas de forçamentos e agentes químicos mais leves. O indivíduo é violento.

e)NÍVEL 5–TÁTICAS DEFENSIVAS NÃO LETAIS Uma vez confrontado com as atitudes agressivas do indivíduo, ao policial é justificado tomar medidas aprorpiadas para deter imediatamente a ação agressiva, bem como ganhar e manter o controle do indivíduo, depois de alcançada a submissão. É o uso de todos os métodos não letais, através de gases mais fortes, forçamento de articulações com uso de equipamentos de impacto (cassetetes, tonfas).

f)NÍVEL 6–USO DE FORÇA LETAL Ao enfrentar uma situação agressiva que alcança o último grau de perigo, o policial deve utilizar táticas absolutas e imediatas para deter a ameaça mortal e assegurar a submissão e controle definitivos. É o mais extremo uso da força pela polícia e só é utilizado em último caso, quando todos os outros recursos já tiverem sido experimentados. A possibilidade de se ter um equipamento ou arma não letal, faz com que o policial tente utilizar outros meios que não esse. Se você é ameaçado com força letal, a resposta legal, necessária e proporcional poderá ser reagir utilizando a força letal para controlar o agressor, defendendo a sua vida ou de uma terceira pessoa. O uso da FORÇA LETAL constitui-se em medida extrema e somente é justificado para a legítima DEFESA DA VIDA !