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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

CENTRO DE CIÊNCIAS E HUMANIDADES


CURSO DE QUÍMICA

TRABALHO DE GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR I

PROJETO DE PESQUISA

1 T Í T UL O DO T RAB AL HO :

An ál i s e S óci o-E con ômi ca e Amb i en tal para I mp l emen tação d e Us in a d e B i od i es el em


Cond omí n i o Res i d en ci al

2 E ST UDANT E : L UCI ANA CARDO S O PI NTO

CÓ D. DE MAT RÍ CUL A: 3040985-3 E-MAIL: lucianacarpin@gmail.com

O RI E NT ADO R: E mers on Paes B arreto


CO - O RIE NT ADO R:

3 JUS T I FI CAT I VA:

Os és t eres de ól eos ori undos de font es bi ol ógi cas , que recebem a denom i nação genéri ca de
bi odi es el , s ão com bust í vei s renovávei s capazes de s ubs ti t ui r adequadam ent e o ól eo di es el , ao
m enos em part e. De acordo com regi s t ros hi st óri cos , o mot or à di es el , des envol vi do por
R udol f Di es el , ut i l i zava ól eo de am endoi m com o com bust í vel . P orém , devi do ao bai xo preço
do pet ról eo na época (i ní ci o do s écul o XX) e grande ofert a de s eus deri vados , as pes qui s as
com ól eos veget ai s foram es t agnadas . C ons onant e com o concei t o de “des envol vi m ent o
s us t ent ável ”, a preocup ação com efei t o es t ufa e os di vers os probl em as no Ori ent e M édi o,
res gat ar am - s e os t est es com o bi ocom bus tí vel , a part i r da década de 1990.
Em di vers os paí s es o bi odi es el j á é real i dade, com o ocorre nos Est ados Uni dos – us ado não s ó
em frot as urbanas , com o t am bém em s ervi ços pos t ai s e órgãos do governo – e em al guns
paí s es da Uni ão Européi a. No B ras i l , s ua uti l i zação, em bora ai nda facul t at i va, a part i r de 2008
s erá obri gat óri a na proporção B 2 (2% de bi odi es el e 98% de di es el ), nos pos t os de
com bus t í vei s .
Inúm eras s ão as vant agens do us o des t e com bus t í vel s ej a no âm bit o pol í ti co, econôm i co,
s oci al , am bi ent al . P or não s e ori gi n ar de m at éri a- prim a es got ável , com o é o cas o do di es el de
pet ról eo, não es t á s uj ei t o às os ci l ações de m ercado devi das , por exem pl o, aos confl i t os no
Ori ent e M édi o, m ai or export ador e det ent or do pet ról eo. Quant o aos as pect os s oci ai s e
econôm i cos , obs erva- s e a geraç ão de em pregos di ret a e i ndi ret am ent e, por t rat ar- s e de um a
cadei a longa, que vai des de o cul t i vo da m at éri a pri m a, at é s ua com erci al i z ação e us o. De
acordo com es t udos real i zados por órgãos do governo federal , “a cada 1% de part i ci pação da
agri cul t ura fam i l i ar no m ercado de bi odi es el do paí s , na hi pót es e de uti l i zação de um
percent u al de m i st ura de 5% de bi odi es el no ól eo di es el (B 5) em t odo o t erri t óri o naci onal ,
s eri a pos s í vel gerar cerc a de 45 mi l em pregos no cam po(...). Tom ando- s e com o m édi a a
pos s i bil i dade de s e cri ar t rês em pregos na ci dade para cada em prego no cam po, a m enci onada
part i ci pação de um pont o percent ual da agri cul t ura fam i l i ar no m ercado de B5 perm i t i ri a a
geraç ão de aproxi m adam ent e 180 m il em pregos di ret os e i ndi ret os .” (R el at óri o Fi nal do Grupo
de Trabal ho Int erm i ni st eri al Encarr egado de Apres ent ar Es t udos S obre a Vi abi l i dade de
Ut i l i zação de Ól eo Veget al – Bi odi es el – com o Font e Al t ernat i va de Energi a; dezem bro,2003).
Al ém des t as ques t ões , o bi odi es el apres ent a grande vant agem em rel ação ao m ei o am bi ent e:
redução na em i s s ão de di vers os pol uent es , com o óxi dos de enxofre, óxi dos de carbono,
m at eri al part i cul ado e hi drocarbonet os t ot ai s . As s i m , com a m el hora da qual i dade do ar, as
des pes as do Es t ado com s aúde públ i ca t am bém s e reduzem .
Di ant e dos fat ores aci m a expos t os , a pos s i bi l i dade de i m pl ant ação de us i nas geradoras de
energi a em condom í ni os res i denci ai s é pas s í vel de es t udo, poi s , al ém de s e t rat ar de energi a
renovável e pouco pol uent e, cont ri bui de form a s i gni fi cant e à i ncl us ão s oci al , com geração de
renda e em pregos , pri nci pal m ent e para popul ação m enos qual i fi cada. Es t e proj et o pos s i bil i t ará
novos conheci m ent os aos pares ci ent í fi cos no que t ange o des envol vi m ent o e im pl em ent ação
de us i nas de bi odi es el em condom í ni os res i denci ai s no B ras i l vi s ando a aut os us t ent ab i li dade
energét i c a dos m es m os .

4 O B JE T I VO S :

An al i s ar as pos s i bi l id ad es , van tagen s e d es van tagen s d a i mp l emen tação d e u s in a d e


b i od i es el em con d omín i o res i d en ci al , d e forma a ab ord ar os asp ectos s oci ai s , econ ômi cos e
amb i en tai s d e tal s i tu ação.

5 RE FE RE NCI AL T EÓ RI CO :

“O uso de óleos vegetais em motores de combustão interna remonta ao início da operação satisfatória do próprio
motor Diesel, em fins do século XIX. Rudolf Diesel projetou em 1896 seu primeiro motor, com eficiência da ordem
de 26%, e testou-o com petróleo, álcool e, em 1900, com óleos vegetais. Razões de natureza econômica,
principalmente o maior custo e menor disponibilidade frente aos derivados de petróleo, levaram ao completo
abandono dos óleos vegetais como combustíveis”. (IVIG, 2002)
“A partir dos anos de 1990, a consolidação do conceito de desenvolvimento sustentável, a preocupação com o efeito
estufa, as guerras no Oriente Médio, afetando diretamente alguns dos principais países produtores de petróleo, e as
questões estratégicas ligadas ao longo período de formação dos combustíveis de origem fóssil, foram os principais
fatores a imprimir avanços sem precedentes à produção e uso do biodiesel, especialmente na Europa.
O Brasil também detém considerável experiência acumulada na área do biodiesel, mas, ao contrário de países
considerados desenvolvidos, ela ainda se encontra em franco descompasso com nossa capacidade produtiva de
biomassa, pois dispomos de condições de solo e clima privilegiados para a produção de diversas matérias-primas
suscetíveis de aproveitamento para fabricação de biodiesel. Diante disso, a experiência nacional envolve diversas
matérias-primas (soja, mamona, amendoim, dendê, babaçu, etc) e várias rotas tecnológicas (transesterificação
metílica e etílica e craqueamento térmico ou catalítico, dentre outras).
Em nível de pesquisa e desenvolvimento, o biodiesel já integra a agenda de importantes entidades públicas e
privadas, como os Ministérios da Ciência e Tecnologia e de Minas e Energia, instituições de pesquisa, a Agência
Nacional de Petróleo, a Embrapa e a Petrobras, além de iniciativas promovidas por diversos Estados da Federação e
por entidades como a Tecnologias Bioenergéticas Ltda. (Tecbio), a Associação Brasileira da Indústria de Óleos
Vegetais (Abiove) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), dentre outras. A Coordenação dos Programas
de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - COPPE/UFRJ, em parceria com o
Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais - IVIG, desenvolve um projeto de extração de biodiesel de óleo
usado de frituras, que vem sendo testado desde 2001 em um furgão, com B100 (100% biodiesel), com ótimo
resultado (300 mil km rodados sem defeitos), embora ainda não homologado.
Em outro projeto da mesma entidade, três caminhões de coleta de lixo estão sendo monitorados com o uso de B5 (5%
de biodiesel), visando homologar e certificar os testes. Um terceiro projeto visa extrair biodiesel de resíduos
gordurosos de esgoto para a realização de testes de desempenho, consumo e emissões, havendo ainda o Projeto
Riobiodiesel, que consiste na implantação de ciclo completo de produção, industrialização e consumo do biodiesel
para emprego de B5 em ônibus, barcas, geradores, frotas experimentais públicas e privadas, usando como matérias-
primas refugo industrial de óleos vegetais, girassol e nabo forrageiro.” (R ELATÓR IO F INAL DO GR UP O
DE TR AB ALHO INTER M INIS TER IAL ENC AR R EGADO DE AP R ES ENTAR ES TUDOS
S OBR E A VIAB ILIDADE DE UTILIZAÇ ÃO DE ÓLEO VEGETAL – B IODIES EL – COM O
F ONTE ALTER NATIVA DE ENER GIA, 2003)
6 ME T O DOL O G I A:
P ara des envol ver es t e proj et o s erá real i zada pes qui s a docum ent al bi bl i ográfi ca bem com o
pes qui s a d e cam po para a es t rut uraç ão de um a usi na de bi odi es el para a aut o s ust ent ação
energét i c a t endo com o bas e um condomí ni o res i denci al na regi ão nort e da ci dadade de S ão
P aul o.

• Inves t i gar o núm ero de s uj ei t os res i dent es no condomí ni o;


• Aval i ar quant os kW/ H é gas t o at ual m ent e;
• P es qui s ar reat ores de t rans es t eri fi c ação em em pres as para es col her o m el hor a s er
i m pl ant ado no proj et o de acordo com a dem anda energét i ca;
• Aval i ar a m el hor ol eagi nos a (dendê, m am ona, babaçu,...) para s er apl i cado na usi na;
• Aval i ar a poss i bi li dade de es paço para a fut ura i m pl ant ação do pres ent e proj et o;
• Aval i ar as pos s i bi li dades de pane na pl ant a bem com o a s ol ução para t ai s m om ent os ;
• Es t rut urar um proj et o com ganhos e benefí ci os do us o do bi odi es el nes t e condomí ni o;
• Anal i s ar a econom i a de di nhei ro propi ci ado pel o proj et o;
• Anal i s ar o ganho am bi ent al com a di m i nui ção do i m pact o am bi ent al propi ci ado pel a
i m pl ant ação da us i na.

7 CRO NO G RAMA DE E XE CUÇÃO :

2007
Etapas da Meses
pesquisa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 12

LEVANTAMENTO
BIBLIOGRÁFICO

PESQUISA DE
CAMPO

ANÁLISE DOS
DADOS

CÁLCULOS

ESCREVER A
MONOGRAFIA

DEFESA
8 RE FE RÊ NCI AS :

B AITELO, R.L. et al . Aval i ação da Geraç ão de Energi a El ét ri ca com Ól eo Di es el At ravés dos


C us t os Com pl et os .
Di s poní vel em < http://www.seeds.usp.br/ >. Aces s o em : 20 nov 2006.

DIR ETR IZES DE P OLÍTIC A DE AGR OENER GIA 2006-2011, Vers ão 0.01 de 06 de out ubro
de 2005.

F ERR AR I, R .A. B i odi es el de Soj a – Taxa de Convers ão em Ést eres Etí l i cos , C aract eri z ação
F í si co- Quí m i ca e Cons um o em Gerado r de Energi a . Quí mi ca Nova, S ão P aul o, v.28, n.1, 2005.
Di s poní vel em < htt p: / / www.s ci el o.br/ >. Aces s o em : 20 nov 2006.

LIM A, P .C .R . Bi odi es el : Um Novo C ombus t í vel Par a o Br asi l . 2005. Es t udo, C ons ul t ori a
Legi s l at i va.

LIM A, P.C .R . O Bi odi es el e a Incl us ão Soci al . 2004. Es t udo, Cons ul t ori a Legi s l at i va.

M OR EIR A, T.Z.T. et al . A M at ri z Energét i ca B ras i l ei ra e o Aprovei t am ent o das Font es


R enovávei s .
Di s poní vel em < htt p: / / www.i pardes .gov.br/ >. Aces s o em : 20 nov 2006.

P LANO NAC IONAL DE AGR OENER GIA 2006-2011, B ras í l i a, 2005.

R ELATÓR IO F INAL DO GR UP O DE TR AB ALHO INTER M INIS TER IAL ENC AR R EGADO DE


AP R ES ENTAR ES TUDOS S OB R E A VIAB ILID ADE DE UTILIZAÇ ÃO DE ÓLEO VEGETAL
– B IODIES EL – C OM O F ONTE ALTER NATIVA DE ENER GIA, B ras í l i a, 2003.

R IB EIR O, S .K. Apos t a no B i odi es el . Sci ent i f i c Amew r i can, B ras i l , ed 53, p.60-65, out ubro de
2006.

TR ANS ES TER IF IC AÇ ÃO DE ÓLEO C OM ES TÍVEL US ADO P AR A PR ODUÇ ÃO DE


B IODIES EL E US O EM TR ANS P OR TES . IVIG – Ins t i t ut o Vi rt ual Int ernaci onal de M udanças
Gl obai s .
Di s poní vel em < www.ivig.coppe.ufrj.br/ > Acesso em: 15 nov 2006.

S ão Paul o, 24 d e Novemb ro d e 200 6

as si n atu ra d o es tu d an te as s in atu ra do Co- O ri en tad or

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