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textos de aventura

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Aprendendo Português

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 6º ANO - TEXTO NARRATIVO - UMA HISTÓRIA DE AVENTURA

Narração é o relato de acontecimentos, reais ou fictícios, com a participação de personagens cujas ações são contadas por um narrador. O texto narrativo apresenta um enredo, formado por uma sequência de fatos dos quais participam personagens, em determinado lugar e em determinado tempo. Em geral, o enredo de um texto narrativo apresenta as seguintes partes: • introdução ou apresentação: começo da história em que se situam os fatos iniciais,; • conflito: acontecimento que altera a situação inicial e complica o enredo; • clímax: momento de maior tensão, quando o conflito atinge seu ponto máximo; • conclusão ou desfecho: solução do conflito, que pode ser feliz, cômica, trágica, surpreendente.

Numa narrativa costuma haver os elementos a seguir: • Fatos: conjunto de acontecimentos encadeados que constituem o enredo ou a trama. • Personagens: pessoas ou seres personificados que vivem os fatos narrados; podem ser protagonistas, antagonistas ou personagens secundários. • fatos. Tempo: época em que a história se passa; quanto tempo duram os

cansado dessa estadia forçada em Creta e querendo voltar para Atenas. . Arrumou numa linha. Dois pares de asas saíram das mãos do artesão. Porém. menos do ar!” Tratou então de inventar uma nova arte que iria proporcionar ao homem meios antes nunca experimentados. pôs o filho a par de suas intenções: “Minos pode nos fechar os caminhos da terra e das águas. É por ele que iremos. penas de pássaros. O jovem Ícaro ajudava desajeitadamente seu pai nessa delicada montagem. • Narrador: aquele que conta os fatos: pode ser personagem ou observador. Os homens do ar Em sua prisão. Milagre! Bastava agitá-las para sair do solo. mas o dos céus permanece aberto.• Lugar: espaço ou cenário onde ocorrem os fatos. Minos pode ser senhor de tudo. Dédalo continuava a trabalhar. Pai e filho as prenderam aos ombros. regularmente. Grudou todas elas com cera e depois as curvou de leve para imitar as asas dos pássaros. alternando as curtas e as compridas.

.............................. a) Os fatos narrados podem ser reais ou imaginários................ Observe a presença de fatos................... voou mais alto...... POUZADOUX.................................................. O calor não demorou a amolecer a cera que unia as penas..................... Afastando-se do guia.............. ..........” Creta já ficara para trás.............................. O garoto agitou os braços nus...................................... Mas já não tinha apoio no ar.........Essa sensação nova encantou o jovem Ícaro............. cada vez mais alto..................... ... viu a água escura marcada por um ponto de espuma.... Antes de levantar voo... Após a leitura desse texto você observou se os fatos são reais ou fictícios? Retire elementos do texto que possam justificar sua resposta........... Ele mal teve tempo de gritar o nome do pai................................................................ Dédalo se virou tarde demais.......... Lá embaixo............... O texto Os homens do ar conta uma história............ Mas também não vá muito alto............................. ..... Seu corpo caiu pesadamente e desapareceu nas profundezas do oceano....................... e elas se soltaram e dispersaram ao sabor das correntes de ar quente..... b) O personagem principal recebe o nome de protagonista.............................................. Dédalo beijou o filho e lhe fez as últimas recomendações: “Mantenha distância do oceano para que o ar úmido não torne suas asas pesadas demais...... Qual é o protagonista do texto lido? ............... .... na direção do sol ardente.............. senão o calor do sol irá queimá-lo........................ quando o rapaz quis ganhar um pouco de liberdade.................................................... Voe entre os dois e procure me seguir.. . Claude..... . ............. portanto é um texto narrativo......................... Amaldiçoou seu invento e deu cabop dele assim que chegou a Atenas.. Contos e lendas da mitologia grega......................................

. ............................................................................... ... ............................................... qual é o tipo de narrador? Justifique sua resposta............................................................................ . recebe o nome de narrador-observador.................................................... temos o narrador-personagem.............. ................................................................................................................ Se o narrador não participa dos fatos.......................................................................................... fez uma recomendação... ................................. .................................... ao prender o invento Ícaro..................................................................c) O personagem que participa menos dos fato chama-se personagem secundária.............................. Qual recomendação foi essa? .............................................. f) Dédalo.............. quando a história é contada por um dos personagens.................................... ► No texto.... seu filho................................................... h) Nos textos narrativos um fato desencadeia outro................................... • Que fez Ícaro para provocar sua queda? ............................................... Nessa narrativa quem é o personagem secundário? .................................................... g) Quem conta os fatos no texto é pó narrador.............. d) O que Dédalo pensou quando resolveu voltar para Atenas e revelou a seu filho suas intenções? Retire o fragmento do texto........................................................................................................................................................................... ................................................................ e) Qual a invenção de Dédalo pensando em proporcionar ao homem uma sensação de liberdade? ............................................................................................................... ........................................................ .. ......................... ou narrador em 3ª pessoa.................................... ............................................. ou narrador em 1ª pessoa............ ......................................

............. precisávamos atacá-los primeiro.......................... patrão........................... Tinha muito a agradecer a Deus. Também me assustei....... patrão! Três canoas chegar..... esperando a época das chuvas terminar para empreender a viagem até o continente....................... fazer pão... Já estar muito perto.................. Acalmei-o.............................................. Robinson Crusoé Celebrei o vigésimo sétimo aniversário da minha vida na ilha de modo especial........ Ser inimigos............................................ O barco estava guardado....... — Assim de tão longe? Como é que você sabe? — Eu saber............. Estavam tão próximos que poderiam descobrir-nos facilmente............................ em lugar seco e protegido........... Eu ver direito........................ Sexta-Feira? 13 — Não..................................... eu preparava todos os detalhes necessários ao sucesso da jornada: armazenar milho..... Estes são inimigos.............................................. .. Se quiséssemos ter alguma chance de sobrevivência............................................................... ............ Voltou correndo......... o perigo era grande.. logo depois do ribeirão..... quando não esperassem.................................................... Era fundamental fazer da surpresa nosso terceiro guerreiro! ........................... ....................................... Tinha também o estranho pressentimento de que este seria o último aniversário comemorado na ilha. agora mais do que antes........... • Qual a mensagem dessa sequência de fatos? ... Muitos inimigos.................................... já que os três últimos anos haviam sido particularmente agradáveis ao lado de Sexta-Feira...... . O perigo nunca fora tão iminente... Enquanto aguardava tempo bom para lançar-me ao mar........... com os binóculos............................................... de qualquer forma................................... à cata de tartarugas.......................................... Mas............... — Não são gente do seu povo................... Sexta-Feira andava pela praia... .. Claro que não tinham vindo até a ilha por causa dele! Já haviam passado muitos anos.... confeccionar moringas de barro para transportar água........... Talvez até vir aqui pra pegar Sexta-Feira.............................................................................. secar carne ao sol........ Não contava com o inesperado: os selvagens não vinham à ilha no tempo das chuvas........... ........ ......... Espiei-os do alto da paliçada.. apavorado....... — Patrão.. Desembarcavam muito próximos do meu “castelo”.....................

deixá-los-ia voltar sem importuná-los. Na hora. — Sexta-Feira guerrear com patrão. já na areia da praia. Corri ao encontro do inimigo.. Reparti as armas de fogo com Sexta-Feira e rumamos para o acampamento dos antropófagos. As espingardas. não pude contá-los todos. No meio do caminho. Estava pronto? Então que atirasse com a espingarda.— Você pode lutar? — perguntei ao meu companheiro. O grupo todo encontrava-se ocupado em soltar as cordas que prendiam mãos e pés de um prisioneiro. para alimentar sua gula. Eu não podia deixar aquela bestialidade prosseguir! 14 Fiz sinal a Sexta-Feira. Gritos de guerra e raiva misturavam-se aos de dor dos feridos. Estava mesmo disposto a aguardar o máximo possível. [. Mais alguns mortos e feridos .. carregadas com chumbo grosso. três outros feridos... Posteriormente. Na minha ilha. Os dois tiros ecoaram simultaneamente. que seguisse meu exemplo. desmancharam a roda que ocultava o condenado à morte e o arrastaram para perto do fogo. E. Eu levava também a espada. e meu companheiro.. Carreguei duas espingardas e quatro mosquetes com chumbo grosso. paramos para garantir a pontaria do tiro do último mosquete carregado. o mundo parou. não iria aguardar os acontecimentos. os selvagens viram vários dos seus guerreiros caírem sem vida. Sexta-Feira seguiu atrás de mim. Não conseguiam compreender de onde vinha a morte. presa à cintura. como línguas vorazes à espera da gordura humana.] O mundo então pareceu vir abaixo: a praia virou um enorme pandemônio. Um homem cristão como eu estava prestes a ser devorado por selvagens antropófagos. — Agora. para dar a impressão de muitas balas. seu inseparável machado. E preparei ainda duas pistolas.. Por fim. descobri que eram vinte e um. Tínhamos sido descobertos. Só dizer o que fazer. Sexta-Feira! — berrei. Por um instante. chegamos a menos de quarenta metros do inimigo. Protegidos pelas árvores. mas ainda assim os selvagens não se atreviam a atacar-nos.. provocaram um enorme estrago entre os inimigos: cinco caíram mortos. Meu Deus. somando os mortos e os fugitivos. Horrorizados.. escondido no meio do bosque. que pingava de membros e partes cortadas. Eu relutava em atacá-los. o prisioneiro era um homem branco! Não. As chamas da fogueira já ardiam. se descobrisse que iriam embora sem andar muito pela ilha.

. que serve de barreira defensiva.]. Adaptação para o português: Werner Zotz. agora num combate corpo a corpo. Mosquete: arma de fogo similar a uma espingarda. Bestialidade: comportamento que assemelha o homem à besta (“animal”). confusão.. abraçou-o. penetrando entre as árvores da fl oresta espessa. a máscara de guerra. ainda resistia. as águas do rio começavam a subir e a invadir as margens. três inimigos conseguiram saltar dentro de um dos barcos e fugiram para o mar. Era inútil persegui-los... imoralidade. entreguei-lhe minha pistola: podia precisar dela para defender-se. Agarrado desesperadamente a um tronco grosso que as águas levavam .. Sexta-Feira acabara de salvar da morte o seu próprio pai. sentou-o. estupidez. De repente. Robinson Crusoé: a conquista do mundo numa ilha. Os trovões retumbavam como súbitos tiros de canhão. Fomos ao seu encontro. Mas algo. Barrancos despencavam e árvores eram arrancadas pela força da correnteza..caíram ao chão.] Corremos para a outra canoa. LEITURA 1 Romance de aventura GLOSSÁRIO Antropófago: ser humano que se alimenta de carne humana. interrompendo o silêncio do cenário [. Soltou o velho. enquanto o rio se misturava ao resto como se tudo fosse uma coisa só... Os que ainda se mantinham em pé não sabiam se corriam ou se lutavam. o outro sangrava. deitado no seu fundo. tornou-se doce e suave ao avistar o velho homem.. [. A luta prosseguia. Raios riscavam o céu de chumbo e a luz azulada dos relâmpagos iluminava o vale solitário. quatro — não posso precisar quantos — com a espada.. Alimentadas pela chuva insistente. Ao passar pelo homem branco.. p. ou alguém.. apoiou sua cabeça contra seu forte peito. Moringa: vaso de barro bojudo e de gargalo estreito usado para acondicionar e conservar fresca e potável a água. gravemente ferido. mais um prisioneiro amarrado. Matei mais dois. Dois pareciam ilesos. [. três. Paliçada: cerca feita com estacas apontadas e fi ncadas na terra. São Paulo: Scipione. carregando tudo o que encontravam no caminho. enquanto afagava com mão de criança seus cabelos. 1990. Sem o saber. imóvel no chão do barco. Antes de fazê-la navegar. Pandemônio: mistura confusa de pessoas ou coisas. dedicação e carinho. em que se transformara o rosto de Sexta-Feira. A criatura A tempestade tornava a noite ainda mais escura e assustadora. Os fugitivos já iam longe no mar. descobrimos. brutalidade. 85-9. [.. Sexta-Feira tratou-o com muito cuidado.] Daniel Defoe.] Ainda assim. encalhada na areia da praia..

viu um buraco no paredão de pedra e se meteu dentro dele com rapidez... A fera o seguiu até a entrada da caverna. De repente. erguia a cabeça e tentava inutilmente dirigir o tronco para uma das margens. um garoto exausto e ferido lutava para se manter consciente e ter alguma chance de sobreviver.. que colava em seu corpo e tolhia seus movimentos.. mas. Vendo-se no ar.] conseguiu alcançar a margem. e ele então compreendeu: era uma cachoeira! [. o penhasco intransponível. olhou para baixo.. percebeu que a distância entre uma das margens e o galho em que se pendurava talvez pudesse ser vencida com um pulo. ele começou a ouvir um barulho inquietante. [. o rio continuava seu curso feroz e a cachoeira rosnava bem perto de onde ele estava. Tomou impulso e [. Uma fumaça esquisita se erguia à frente. seria engolido pela queda-d’água. que parecia vir de bem perto. estaria a salvo. no período de silêncio que se seguia a cada trovão. que seguiu seu caminho até a beira do precipício e nele mergulhou descontrolado. Volta e meia seus braços escorregavam e ele quase afundava.] Foi quando uma águia enorme passou voando bem baixo e o garoto a agarrou pelos pés. mas não foi longe. . não ia sobrar pedaço. tentando decidir para que lado ir. Então... desacordada. uma fera esfomeada que o cercava pronta para atacar. De um lado... e respirou fundo para tomar coragem. mas logo ganhava novas forças. Segurou com firmeza as compridas garras do pássaro e atravessou para o outro lado do penhasco. Se caísse. Estava sem saída. De repente. A tempestade prosseguia e cegava o garoto..rio abaixo. O rugido se aproximava cada vez mais. [.] Ficou de pé meio vacilante e examinou o lugar em torno. Logo se viu encurralado em frente a um penhasco gigantesco. que fi cava mais e mais próximo. alçando vôo com ela. horrorizado. se acertasse. de outro. agarrou o ramo de uma árvore que ainda se mantinha de pé perto da margem e soltou o tronco flutuante.] 31 Num pulo desesperado. Já fora da caverna. o garoto golpeou a cabeça do animal com toda a força que pôde e a fera cambaleou até cair. Foi quando ouviu um rugido horrível. Viu que não tinha outra saída e resolveu tentar. Com uma pedra grande que achou na porta da gruta. mas foi surpreendida. Se errasse o pulo. Deu um jeito de se livrar da camisa molhada. ele examinou o penhasco que teria que atravessar antes que o bicho voltasse a si. Correu para o lado oposto. que barrava sua passagem.

em posição de largada. ecoar. A motocicleta derrapou e caiu.] LEITURA 2 Romance de aventura GLOSSÁRIO Intransponível: que não se pode transpor..] Inclinando o corpo um pouco mais. 2005. seguida de perto por uma moto preta reluzente.. atrapalhar. mas a motocicleta do garoto era uma das mais velozes. sob os aplausos da multidão excitada. p. que não se pode atravessar. um dos últimos obstáculos antes da chegada. enfrentando obstáculos como rampas. Soturno: assustador. buracos e lamaçais. Joystick: dispositivo de controle utilizado em jogos de computador. Soltou o joystick e limpou na bermuda o suor da mão. disputa. Súbito: repentino. A águia deu um voo rasante sobre a pista. refl etir o som com estrondo. rolando estrondosamente pelo chão da pista e levantando uma nuvem de poeira. Mas o piloto misterioso tinha uma carta na manga: num golpe rápido. Eugênio viu aparecer na tela as palavras FIM DE JOGO. com um movimento preciso. As motos aceleraram ruidosamente e partiram em disparada. sinistro. e o garoto fi cou desmaiado no chão. . Ruidosamente: de modo barulhento. O garoto rolou com ela e ambos se chocaram com violência contra uma montanha de terra. A criatura. e o garoto se soltou quando ela passava bem em cima da moto desocupada. inesperado. 32 Laura Bergallo. e o sol brilhava num céu sem nuvens sobre uma pista de corrida cheia de obstáculos. muito próximo do solo. Vacilante: sem fi rmeza.O outro lado tinha um cenário muito diferente. Retumbar: ressoar. Tolher: impedir. perturbar. conduzida por um piloto de aparência soturna. Assim que ele caiu montado. era dia. trêmulo. [. Rasante: voo praticado a baixa altura. fez sua moto chegar por trás e. o garoto conseguiu acelerar sua moto e aumentou a distância entre ele e o segundo colocado. deu uma espécie de rasteira na moto do garoto. Apenas em uma das motos não havia ninguém.. 37-44. Logo tomou a dianteira. [. Com um sorriso vitorioso. Para começar. São Paulo: SM. O páreo era duro. A moto negra ganhou a corrida. Páreo: competição. onde se posicionavam motocicletas devidamente montadas por pilotos de macacão e capacete.. foi dado o sinal de largada.

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