P. 1
Miguel - Direito Constitucional - R08 - Poder Constituinte

Miguel - Direito Constitucional - R08 - Poder Constituinte

|Views: 227|Likes:
Publicado pormiguel.moura646830

More info:

Published by: miguel.moura646830 on Apr 19, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/13/2014

pdf

text

original

Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior PODER CONSTITUINTE Conceito Poder Constituinte – é o poder de criar

ou alterar a Constituição através da manifestação soberana da suprema vontade política de um povo, social e juridicamente organizado. O poder constituinte pode ser originário ou derivado. Sobre a natureza jurídica do poder constituinte há duas teorias:
• •

É um poder de fato – para quem entende que o direito só é direito quando positivo; É um poder de direito – para quem entende que existe um direito natural, anterior ao direito do estado e superior a este.

Características
• •

A titularidade do poder constituinte pertence ao povo; O exercício do poder constituinte está reservado a ente diverso do povo.

Poder constituinte originário (inicial, inaugural ou de primeiro grau) – é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo, por completo, com a ordem jurídica precedente. É o poder de criar uma nova Constituição. É um poder inicial, pois não se baseia em nenhum outro poder e é autônomo (para os jusnaturalistas) ou soberano (para os positivistas). O Objetivo do Poder Constituinte originário é criar um novo Estado, diverso do que vigorava em decorrência da manifestação do poder constituinte precedente. Assim, a cada nova Constituição surge um novo Estado na concepção jurídica, não na histórica ou geográfica, provenha ela de movimento revolucionário ou de assembléia popular. Não importa a rotulação conferida ao ato constituinte (Ato Institucionais, Decretos ou emendas), pois o que interessa é a natureza jurídica e se dele decorre a certeza de rompimento com a ordem jurídica anterior, de edição normativa em desconformidade intencional com o texto em vigor, de modo a invalidar a normatividade vigente. Classificação do Poder Constituinte originário Segundo Pedro Lenza a) Poder Constituinte originário histórico – seria o verdadeiro poder constituinte originário, estruturando, pela primeira vez, o Estado.

Página 1 de 10

mediante democracia direta (o povo. democracia representativa (o povo escolhe seus representantes. Ilimitado juridicamente – no sentido de que não tem de respeitar os limites postos pelo direito anterior. por completo. somente o titular do poder (o povo).Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior b) Poder Constituinte originário revolucionário – seriam todos os posteriores ao histórico. por meio de plebiscito ou referendo). um novo Estado. aprova a Constituição. Assim. Permanente – encontrando-se sempre em estado de latência. que elabora uma Constituição e a impõe. com a ordem jurídica anterior. para estabelecer o texto organizatório e limitativo do poder. Incondicionado e soberano na tomada de suas decisões porque não tem que se submeter a qualquer forma prefixada de manifestação. devidamente convocada pelo agente revolucionário. já que basta que seu titular (o povo) decida pela edificação de uma nova ordem constitucional para que tal poder volte a ser exercido. por meio de seus representantes. autonomamente. Segundo Vicente Paulo a) Poder Constituinte usurpado – quando a competência do povo é usurpada por algum ditador. cabe determinar as concepções jurídicas-políticas que definirão a estrutura do Estado e a atuação de seus Poderes. rompendo. b) Movimento Revolucionário – é o poder constituinte oriundo agente revolucionário que outorga uma Constituição por declaração unilateral. b) Poder Constituinte legítimo – quando da elaboração da Constituição. Segundo Alexandre de Moraes a) Assembléia Nacional Constituinte ou convenção – é o poder constituinte que nasce da deliberação da representação popular. que formam a Assembléia Constituinte com a finalidade de elaborar a Constituição) ou mista (combina as duas formas: democracia direta e democracia representativa). Autônomo – eis que a estruturação da nova constituição será determinada. por quem exerce o poder constituinte originário. diretamente. rompendo por completo com a antiga ordem e instaurando uma nova. Página 2 de 10 . Características • • • • • Inicial – pois instaura uma nova ordem jurídica. há participação do povo.

• • Limitações materiais: abrangem as cláusulas pétreas. mas apenas outorgar seu exercício a representantes escolhidos por eles próprios. Formas de expressão do Poder Constituinte originário a) Outorga – caracteriza-se pela declaração unilateral do agente revolucionário. É derivado porque é instituído pelo poder constituinte originário e é também subordinado. por meio da atuação de certos órgãos e mediante determinadas formalidades. b) Assembléia Nacional Constituinte ou convenção – nasce da deliberação da representação popular. apresentando natureza pré-jurídica.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior • Inalienável – os titulares do poder constituinte não podem abrir mão do poder. sem que haja uma verdadeira revolução. ao Presidente da República e a mais da metade das assembléias Legislativas Página 3 de 10 . Poder constituinte derivado (instituído. Pode ser ainda subdividido em: a) Poder constituinte derivado reformador ou competência reformadora – é aquele que tem a capacidade de modificar a constituição federal. pois possui limites de atuação. A emenda possui limitações materiais. através de um procedimento específico. Para os jusnaturalistas o poder constituinte originário não seria totalmente autônomo na medida em que haveria uma limitação imposta: ao menos o respeito às normas de direito natural. Limitações formais: a titularidade para a iniciativa é reservada somente a um terço dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. já que a ordem jurídica começa com ele e não antes dele. estabelecido pelo originário. formais e temporais. A manifestação do poder constituinte reformador verifica-se através das emendas constitucionais. É o poder de alterar a Constituição em vigor. de defesa e intervenção federal. uma energia ou força social. além de limitações implícitas. certas matérias que não podem ser objeto de reforma constitucional e a impossibilidade de alteração em estado de sítio. constituído. Emenda Constitucional – é o processo formal de mudanças das constituições rígidas. secundário ou de segundo grau) – é criado e instituído pelo poder constituinte originário. estabelecidas nas próprias constituições para o exercício do poder reformador. Para os positivistas o poder constituinte originário é totalmente ilimitado.

nos exatos termos do art. Distrito Federal e Municípios regem-se por lei orgânica. 25 – Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. Limitações temporais: podem ser decorrentes da impossibilidade de se alterar a constituição senão depois de decorrido um certo espaço de tempo (na atual Constituição Federal não existe esta regra) e da impossibilidade da matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada ser objeto de proposta na mesma sessão legislativa. através das Assembléias Legislativas. O poder constituinte decorrente tem um caráter de complementaridade em relação à Constituição. ou seja.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior dos Estados e somente poderá ser aprovada por 3/5 do Congresso e em dois turnos de votação. destina-se a perfazer a obra do Poder constituinte Originário nos Estados Federais. Limitações implícitas: proibição de alteração das próprias normas de limitação expressa (proibição de alteração do art. da Constituição Federal:  Forma republicana. São. limites à manifestação do poder constituinte derivado decorrente: • Princípios constitucionais sensíveis ou princípios apontados ou enumerados – são aqueles enumerados no art. Tal competência decorre da capacidade de auto-organização estabelecida pelo poder constituinte originário. cria parâmetros para a elaboração das constituições estaduais. que deverão obedecer aos limites impostos pela Constituição Federal. desde que. caput. • • b) Poder constituinte derivado decorrente – é aquele criado pelo poder constituinte originário para estruturar a Constituição dos Estados-Membros. da CF/88. VII. que nada tem de parecido (do ponto de vista formal) com a Constituição de um Estado (Federal ou Federado). Poder constituinte derivado decorrente é apenas o poder que os Estados-Membros. observem as regras que foram estabelecidas pelo poder constituinte originário.(CF/88) Como podemos ver. 34. 25. têm de elaborar as suas Constituições estaduais. os Estados têm a capacidade de autoorganizarem-se. portanto. para estabelecer a Constituição dos seus estados componentes. sistema representativo e regime democrático. 60). observados os princípios desta Constituição. Página 4 de 10 . Art.

compreendida a proveniente de transferências. 144.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior  Direito da pessoa humana. 132. 35.). 98. com a forma de investidura em cargos eletivos Página 5 de 10 • . 37. 99. Podem ser extraídos da interpretação do conjunto de normas centrais dispersas no texto constitucional e divide-se em três tipos:  Limites explícitos: a) vedatórios – proíbem os Estados de praticar atos ou procedimentos contrários ao fixado pelo Poder Constituinte Originário (arts. deve-se observar:  A intervenção da União dependerá da iniciativa do PGR. IV e V. vedam qualquer possibilidade de invasão de competência por parte dos Estados-Membros. b) mandatórios – são restrições à liberdade de organização (arts. 1º. vedam. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. 150. art. 125.  Limites explícitos decorrentes – decorrem de disposições expressas (art. 29. 135. § 2º.  Aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais.  Autonomia municipal.  Prestação de contas da administração pública. art. III. 134. caput. 5º. caput. 92 a 96. 18. 1º. 31§ 1º. §§ 4º a 7º). 127 a 130. • Princípios constitucionais estabelecidos (organizatórios) – são aqueles que limitam. Princípios constitucionais extensíveis – são aqueles que integram a estrutura da federação brasileira relacionando-se. 152). b) STF nega provimento – determina arquivamento e obsta a continuidade dos procedimentos de intervenção. 43 etc. art.  Duas situações podem surgir: a) STF dá provimento à representação – chefe do Executivo é comunicado para dar prosseguimento à intervenção. direta e indireta. art.  O PGR deverá representar (representação interventiva ou ação direta de inconstitucionalidade interventiva) perante o STF. 19. Portanto. II. por exemplo.  Limites explícitos inerentes – implícitos ou tácitos. 37 a 42. § 4º. No caso de ofensa a esses princípios a União poderá intervir mediante representação do Procurador-Geral da República perante o STF. ou proíbem a ação indiscriminada do Poder Constituinte Decorrente.

). b) condicionado – porque seu exercício pressupõe a estrita observância das normas materiais e formais estabelecidas pelo poder constituinte originário. c) Poder constituinte derivado revisor – é fruto do trabalho de criação do originário. Desta forma. o legislador constituinte originário estabeleceu dois procedimentos distintos para modificação do texto constitucional: a) revisão constitucional. os preceitos ligados à administração Pública (arts. administrativa e Política. a capacidade de auto-organização municipal está delimitada no art. vale dizer. b) reforma constitucional. sendo. um poder condicionado e limitado às regras instituídas pelo originário. inferior à Página 6 de 10 . da CF/88. assim. 77). Esses dois procedimentos foram estabelecidos para a atuação do poder constituinte derivado.). na medida em que também têm autonomia Financeira. Características do Poder Constituinte derivado a) derivado – porque se origina de outro poder. nos dois procedimentos temos manifestação do poder constituinte derivado. sujeitando-se aos seus limites. sendo que seu exercício caberá à Câmera Municipal. È. sendo. 29. portanto.) etc. Procedimentos para modificação da CF/88 Em 1988. quanto na reforma constitucional. caput. o processo legislativo (arts. os orçamentos (arts. ao elaborar a Constituição Federal. que deverá votar a Lei Orgânica. autônomos em relação aos outros componentes.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior (art. respeitado o disposto na Constituição Federal e na Constituição Estadual. isto é. tanto na revisão constitucional. Isso é importante para sabermos que nos dois procedimentos houve limitações. Os Municípios fazem parte da Federação brasileira. o poder constituinte originário.). 165 e ss. c) subordinado – porque possui hierarquia Constituição. um poder jurídico. portanto. estando. 37 e ss. o poder constituinte derivado está sujeito à observância das limitações impostas pelo poder constituinte originário (não abolição das cláusulas pétreas etc. 59 e ss. ainda. a ele vinculado.

• sessão conjunta – a discussão da matéria é em conjunto (deputados e senadores). mas em conjunto). com base na autorização do art. cinco anos após a promulgação da CF/88. serão necessários 298 votos para se atingir a maioria absoluta (primeiro número inteiro após a metade de 513 deputados mais 81 senadores). ocorrida a revisão constitucional em 1993/1994. a discussão e a votação são realizadas em conjunto. que é a aprovação.exigia. mas a votação é em separado (apura-se a maioria absoluta entre os integrantes das duas Casas Legislativas. em sessão unicameral. • b) procedimento único – só foi prevista uma revisão constitucional. não poderá ser criado outro procedimento simplificado de revisão. Assim. desconsiderando-se a condição de deputado e senador (a apuração da maioria absoluta não será em separado. separadamente). de três quintos de seus membros). apenas. temos o Congresso Nacional atuando como uma só Casa. alterando alguns poucos dispositivos constitucionais. 60 da CF. ocorrida esta. momento em que foram aprovadas seis emendas constitucionais de revisão (ECR). 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). para a modificação da Constituição (bem mais simples do que as exigências para a reforma constitucional. Da mesma forma. por deliberação de maioria absoluta do Congresso Nacional. 3º do ADCT. maioria absoluta do Congresso Nacional. enquanto tiver vigência a Página 7 de 10 .Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior Revisão constitucional A revisão constitucional está prevista no art. em sessão unicameral. que estabelece que a revisão constitucional seja realizada cinco anos após a promulgação da Constituição. Assim. em 1993/1994. em 1993/1994. não poderá ser realizada outra. mesmo que por meio de emenda constitucional aprovada nos termos do art. de fato. sessão unicameral – como a própria denominação indica. em cada uma das Casas Legislativas. isto é. Esse procedimento de modificação da Constituição ocorreu. São as seguintes as características do procedimento de revisão constitucional: a) procedimento simplificado . em dois turnos de votação em cada Casa Legislativa. Cabe destacar que sessão unicameral do Congresso Nacional não é o mesmo que sessão conjunta do Congresso Nacional.

nos moldes daquele previsto para a Constituição Federal. é de observância obrigatória por Página 8 de 10 . Reforma constitucional O processo de reforma constitucional está previsto no art. previsto no art. rígido e dificultoso. enquanto vigente a atual Constituição o seu texto poderá ser modificado por meio de reforma. o processo de reforma é permanente. em sessão unicameral). em ambos os turnos. 3º do ADCT. b) procedimento permanente. maioria absoluta do Congresso Nacional. em sessão unicameral). previsto no art. não podendo esses entes federados estabelecer um processo simplificado de revisão. Segundo orientação do Supremo Tribunal Federal.exige-se discussão e votação em cada Casa do Congresso Nacional. 60 da Constituição Federal. o processo de modificação da Constituição do Estado-membro há que observar o procedimento rígido de reforma. segundo o procedimento estabelecido no art. art. que exigia. e foram promulgadas pela Mesa do Congresso Nacional (visto que estas foram aprovadas pelo Congresso Nacional. devendo ser aprovada. previsto no art. o procedimento de reforma. 60): a) procedimento árduo. perene – ao contrário da revisão constitucional (procedimento único). apenas. de revisão constitucional. por três quintos dos votos dos respectivos membros (bem mais difícil do que o procedimento de revisão. São características da reforma constitucional (CF. e é um procedimento bem mais dificultoso do que aquele acima estudado. isto é. 60 da Constituição Federal. em dois turnos. rígido . no art. 60 da CF. c) vedação aos Estados-membros – os Estados-membros não podem criar um procedimento simplificado de revisão para modificação do texto de suas Constituições. 60 da CF/88. d) promulgação das emendas – as emendas constitucionais aprovadas durante a revisão constitucional são denominadas “emendas constitucionais de revisão (ECR)”. 60 da CF/88.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior Constituição Federal de 1988 o seu texto somente poderá ser modificado por meio do procedimento de reforma. c) vinculação dos Estados-membros – ao contrário do procedimento simplificado de revisão (que não pode ser copiado pelos Estados-membros).

no tocante ao alcance do foro especial por prerrogativa de função. em sessão unicameral). matéria em que o STF já teve. entendia o STF que a autoridade. passou a entender que o término do cargo ou mandato fazia expirar. num segundo momento. MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL Mutação constitucional – é o fenômeno jurídico pelo qual a Constituição é modificada sem que haja alterações da literalidade do seu texto. posições diferentes (num primeiro momento. Assim. Não se cuida de obra do poder constituinte Página 9 de 10 . No Brasil. Até certa data. 60. que deverá ser. que foram promulgadas pela Mesa do Congresso Nacional (visto que estas foram aprovadas pelo Congresso Nacional. passa a entender o Tribunal que o mesmo artigo tem o alcance “Y”. deverão observar as regras estabelecidas pelo art. no tocante à modificação de suas constituições. de três quintos (o Estado não poderá adotar deliberação mais flexível – maioria absoluta. A Constituição é modificada sem que haja qualquer alteração do seu texto. sobre o conteúdo de algum dispositivo da Constituição. tampouco mais rígida – quatro quintos. em certas hipóteses. 60. resultantes do procedimento de revisão. os Estados-membros. art. ao estabelecerem o procedimento de reforma de suas constituições. por exemplo. continuava a fazer jus ao foro mesmo após o término do mandado ou cargo.). por exemplo). inclusive no tocante à deliberação para aprovação. Assim. necessariamente. d) promulgação das emendas – as emendas constitucionais resultantes de reforma constitucional são promulgadas pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (CF. ocorre mutação constitucional quando o Supremo Tribunal Federal muda a sua interpretação sobre o alcance. o direito ao foro etc. ao contrário das emendas constitucionais de revisão (ECR). por exemplo. sem ter ocorrido nenhuma modificação formal no texto constitucional. para modificação da Constituição Federal.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior parte dos Estados-membros. da jurisprudência etc. podemos afirmar que mutação constitucional é o processo informal de modificação da Constituição (“modifica-se a Constituição sem mudar o seu texto”). entendia o Tribunal que determinado artigo da Constituição tinha o alcance “X”. § 3º). em decorrência da mudança dos costumes. também. num momento seguinte. por exemplo -. na vigência da atual Constituição. Foi o que ocorreu.

Nessa concepção as normas que tratem de tais temas. qualquer que seja sua origem (legal. mesmo as flexíveis e as nãoescritas. a supremacia formal é atributo exclusivo das Constituições escritas e rígidas. sendo condição de validade para todas as outras normas do ordenamento jurídico. não importando o conteúdo específico da norma. que decorre da rigidez da Constituição. Página 10 de 10 . todas as Constituições possuem supremacia. jurisprudencial. e vincula-se diretamente ao conceito material de Constituição. compõem a Constituição. mais dificultoso e solene que o instituído para as leis ordinárias). Assim. em função das características destas espécies de Constituição (estarem reunidas em um único documento e serem passíveis de alteração somente por um procedimento especial.Resumo de Direito Constitucional Autor: Francisco Miguel de Moura Júnior derivado. TEORIA DA SUPREMACIA CONSTITUCIONAL A doutrina classifica a supremacia constitucional em duas espécies: a) supremacia material – decorre do conteúdo das normas constitucionais. ou seja. mas sim decorrência de fatores tais como os costumes e a jurisprudência. e prevalecem hierarquicamente sobre as demais normas do ordenamento jurídico. costumeira). b) supremacia formal – decorre do caráter escrito e rígido da Constituição. A se adotar essa concepção. a supremacia constitucional propriamente dita é a formal. A fundamentação jurídica da superioridade hierárquica das normas constitucionais se baseia no fato da existência de dois processos distintos de modificação normativa. um rígido para as normas constitucionais e outro mais simples para as normas ordinárias. que só reconhece como constitucionais as normas referentes aos aspectos fundamentais da organização do Estado.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->