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PERIMETRO CEFALICO POR QUE MEDIR SEMPRE

PERIMETRO CEFALICO POR QUE MEDIR SEMPRE

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Medicina, Ribeirão Preto, 31: 595-609, out./dez.

1998

REVISÃO

PERÍMETRO CEFÁLICO: POR QUE MEDIR SEMPRE
HEAD CIRCUMFERENCE: WHY ALWAYS MEASURE IT

Luzita M. L. Macchiaverni1 & Antonio A. Barros Filho2

Assistente; 2Docente – Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP. CORRESPONDÊNCIA : Luzita Maria Laranjeira Macchiaverni – Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP; Rua Alexander Fleming, 181 - Cidade Universitária “Zeferino Vaz” - Caixa Postal: 6111 CEP: 13083-970 - Campinas - SP.

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MACCHIAVERNI LML & BARROS FILHO AA. Preto, 31: 595-609, out./dez. 1998.

Perímetro cefálico: Por que medir sempre. Medicina, Ribeirão

RESUMO: Este trabalho procura revisar algumas observações relatadas na literatura, referentes ao perímetro cefálico, como as técnicas antropométricas, as curvas de referência, a tendência secular, sua relação com o crescimento cerebral, sua relação com a desnutrição precoce, com o desenvolvimento neuromotor e com algumas patologias da idade adulta, resgatando a pertinência de usá-lo, não só para avaliação nos três (3) primeiros anos de vida, mas, também, em idades posteriores, como indicador de agravos nutricionais no início da vida. Os autores descrevem as características do crescimento cerebral, que diferentemente de outras partes do corpo, tem 83,6% de seu crescimento completado dentro do primeiro (1º) ano de vida. Assim sendo, o perímetro cefálico (P.C.) é uma medida antropométrica que pode fornecer dados sobre a nutrição ocorrida nos dois (2) primeiros anos de vida. Assinalando os períodos de maior vulnerabilidade do cérebro humano, e os insultos nutricionais, apontam as evidências das seqüelas da desnutrição precoce para o cérebro, como a redução da massa cerebral, redução do número de células gliais, de células granulosas cerebelares, de Purkinje e do tamanho das redes, dos padrões de ramificação e do número de sinapses. Apresentam estudos realizados em populações que sofreram desnutrição nos dois (2) primeiros anos de vida e que mostram prejuízo no potencial para o desenvolvimento neuromotor, que é agravado ou minimizado pelas condições ambientais. Estudos recentes sugerem que a desnutrição precoce está correlacionada com o aumento das doenças cardiovasculares na idade adulta, conseqüente aos mecanismos de adaptação da gestante e do lactente à situação nutricional. O perímetro cefálico menor também é fator de risco para a instalação mais precoce e gravidade da doença de Alzheimer, em adultos predispostos. Os autores recomendam que a medida do perímetro cefálico conste em estudos de avaliação de saúde e nutrição populacionais, ao lado de outras medidas antropométricas comumente usadas. UNITERMOS: Cefalometria. Transtornos da Nutrição Infantil. Desenvolvimento Infantil. Saúde Pública. Antropometria.

1. INTRODUÇÃO

A antropometria é um método simples, universal, não invasivo e de baixo custo, usado para avaliação do tamanho, proporções e composição do corpo humano. Como o crescimento e as dimensões corporais, em todas as idades, refletem a saúde e o bem estar 595

de indivíduos e populações, podem, então, as medidas antropométricas ser usadas como indicadores de saúde, performance e sobrevivência. Estudos recentes têm ampliado as aplicações da antropometria, para identificar as desigualdades econômicas e sociais, apontar qual população deverá receber intervenção e avaliar as respostas às intervenções sofridas(1).

A fita. mas. PERÍMETRO CEFÁLICO O perímetro cefálico é descrito como a circunferência “frontoccipital” ou como a circunferência “Frankfurt Plane”. recomendam fixar a cabeça da criança. sua relação com o crescimento cerebral. as curvas de referência. referentes ao perímetro cefálico. Uma vez determinados os dois pontos. Este trabalho procura revisar algumas observações relatadas na literatura. também. SMITH. como altura ou comprimento. (o quociente perímetro braquial – perímetro cefálico). é necessário ter melhor compreensão dos efeitos deletérios da desnutrição sobre o sistema nervoso.LML Macchiaverni & AA Barros Filho Os indicadores mais utilizados e recomendados para a avaliação do estado nutricional. a fita é puxada para comprimir o cabelo. têm assinalado que sua medida. peso por altura. afirmando que entre três (3) e quarenta e oito (48) meses. e associado às neuropatologias. e colocando-a sobre a proeminência occipital. Alguns autores. como indicador de agravos nutricionais no início da vida. o PC vem sendo rotineiramente usado para seguimento individual de crianças que apresentem aumento muito grande da cabeça. Ao mesmo tempo. Embora o cérebro apresente certa plasticidade frente aos insultos. vários estudos procuram esclarecer a influência da desnutrição grave e precoce no crescimento cerebral. tem se restringido a algumas situações nas quais não são conhecidas as idades. 1984(9). passando-a ao redor da cabeça. com o lado esquerdo em frente ao observador. sua relação com a desnutrição precoce. em idades posteriores. Usando o dedo médio. com o desenvolvimento neuromotor e com algumas patologias da idade adulta. de certa forma. 1970(12). e o desenvolvimento neuromotor dependa de fatores não somente fisiológicos. resgatando a pertinência de usá-lo. não só para avaliação nos três (3) primeiros anos de vida. Seu uso. colocar a fita firmemente ao redor do osso frontal sobre o sulco supra-orbital. realizados periodicamente. repete-se a manobra para determinar a porção mais posterior da região occipital. 1977(8). mais do que a estatura. existindo poucas investigações ou avaliações que o utilizem após os três anos de idade. elas têm em comum medir o perímetro cefálico. onde é relacionado com outros indicadores. na infância são: peso por idade. correspondendo ao perímetro cefálico máximo. . Outra medida eventualmente recomendada é o perímetro cefálico.11). que o sujeito seja medido em pé. ou diminuição muito acentuada nas microcefalias. Como o crescimento cerebral se dá predominantemente nos três (3) primeiros anos de vida. medida do segmento inferior. Isso feito. movendo-a para cima e para baixo. 1989(6). pregas cutâneas. como propuseram KANAWATI & MACLAREN. no mesmo nível de cada lado. mas. Representando basicamente o crescimento do sistema nervoso central. pressiona-se a fita sobre a testa. e o índice de massa corporal. da esquerda para direita. estatura ou comprimento por idade. os estudos antropométricos. recomenda que a fita seja posicionada sobre a proeminência 596 occipital e sobre o arco das sobrancelhas. triciptal e subescapular. 2. quando as taxas de mortalidade infantil e proporcional caem a níveis baixos. seria de grande utilidade para detectar as condições de nutrição ocorridas precocemente(2) e. entretanto. circunferência braquial. negligenciado. máxima. é então passada ao redor da cabeça.(4/7). crescem em importância para essa avaliação(10. após os três anos de idade. como nos casos de hidrocefalia. CAMERON. os valores inferiores a 0. o que possibilita a comparação entre diferentes estudos. Para a sua medida. tal fato fez com que o estudo do perímetro cefálico tenha sido restrito a esse período e. como as técnicas antropométricas. preconiza. JELLIFFE & JELLIFFE. lembrando que 1mm de espessura do couro cabeludo aumenta o perímetro cefálico em 6 mm. Sendo essa medida altamente correlacionada com o tamanho cerebral. Os braços devem estar relaxados. As medidas esqueléticas nas crianças. para crianças maiores de dois (2) anos. determinando a parte mais anterior da cabeça. do meio ambiente. pois estes podem levar às mais graves seqüelas dos “sobreviventes” de uma má nutrição na infância. considerando-se a última unidade de medida completa. Nos países em desenvolvimento. a tendência secular. e cruzada na frente do observador. É mais fácil. o perímetro cefálico seria a medida mais adequada para detectar a desnutrição ocorrida nos primeiros anos de vida(3).31 seriam representativos de desnutrição. estes deixam de ser indicadores sensíveis da qualidade de saúde de uma comunidade. também. de material inextensível. como indicador nutricional. se o observador se posicionar no mesmo nível da criança. Embora os autores difiram nas descrições quanto ao procedimento. máximo. e a leitura é feita.

os autores utilizaram uma amostra de oitocentas e oitenta e oito (888) crianças brancas e supostamente sadias. apresentando uma série de transformações que ocorrem em diferentes tempos.14. segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde(16) e. As curvas de referência para o perímetro cefálico são importantes para o seguimento de crianças com problemas neurológicos e para uma melhor e mais completa avaliação nutricional. encontrou uma variabilidade nas médias. do nascimento até os dezoito (18) anos. TANNER apud SMITH. além do tamanho do cérebro. A magnitude das diferenças entre os sexos aumenta durante o primeiro (1º) ano de vida. para avaliar o passado nutricional(15). Mostram que há uma baixa correlação entre o estirão da estatura com o estirão cerebral. mais tardiamente. nacionalidade ou situação geográfica. os prematuros. dos ossos cranianos e. ressaltando que a puberdade não é um evento que ocorre em um só momento. esse intervalo. do nascimento até os dezesseis (16) anos. correspondendo. porque é pequeno e ocorre em dife597 . NELHAUS. contribuem para a determinação da medida do perímetro cefálico. Desse estudo. observou que.2DP. 1968(17). revendo as curvas de crescimento de perímetro cefálico de vários estudos. originadas de estudos transversais e longitudinais de diferentes grupos étnicos. Para as crianças com retardo de crescimento intra-uterino. 1968(17). obtidas entre 1928 e 1967. estabeleceram curvas do perímetro cefálico do nascimento até os dezoito (18) anos. dependendo das mudanças hormonais e dos órgãos atingidos. Descrevem o estirão que ocorre durante a puberdade e que é. o momento e a intensidade do episódio de má nutrição e como a criança viveu após esse período. dependendo da etnia e situação geográfica. a curva segue os padrões normais. O autor construiu tabelas para o sexo masculino e feminino. em seguida. durante qualquer período anterior. Nas curvas. com os dados de um estudo longitudinal de crianças que haviam participado do Fels Longitudinal Study. Essas tabelas são amplamente usadas como referência em estudos internacionais. áreas que coincidem com os locais de medida do P. ou de múltiplos. como a idade. ultrapassando o esperado para o crescimento fetal. decorrente do aumento do encéfalo. apontam para fatores que.15) podendo ser um indicador muito útil no planejamento de ações que visem minimizar ou prevenir os efeitos da má nutrição precoce. Estudos posteriores. do nascimento até os trinta e seis (36) meses. MEREDITH.C. dos lactentes.Perímetro cefálico: Por que medir sempre altura sentada. ROCHE et al. em relação ao perímetro cefálico. Mas a interpretação desses dados é influenciada por vários fatores. Por exemplo. baseando-se em estudos publicados de 1948 a 1965. uma criança com baixa estatura aos cinco (5) anos. demonstram as mesmas tendências(20). 1971(18). nas quais estabeleceu a média e o desvio padrão do perímetro cefálico em relação à idade. Há evidências de que o perímetro cefálico pode refletir deficiências nutricionais que ocorreram no início da vida. considerando “normal” a medida do perímetro cefálico que estiver entre os percentis dois (2) e noventa e oito (98).5 cm entre crianças e de até 4 cm. 1970(19). pois há uma aceleração do crescimento da base do crânio. temporariamente. o aumento da protuberância occipital externa e da região frontal. em parte. após os primeiros anos de vida. pode ser o resultado de um único episódio de má nutrição. Conclui que não existem diferenças significativas quanto à raça. elaborou curvas do crescimento do perímetro cefálico. Demonstra variações de mais de 1 cm ao nascimento. de 2. a curva de perímetro cefálico mantém-se abaixo da média esperada para a idade. após um atraso inicial. ROCHE et al. a relação estreita de P. é necessário cuidado ao inferir. BABSON. obtendo dados conflitantes com os referidos por NELHAUS. elaboradas pelo National Center for Health Statistics (NCHS). Essas diferenças persistem em estudos feitos em diferentes países e etnias. Dentro de cada grupo. a +/.. Dessa forma.(13. o estirão cerebral da puberdade não aparece. e tamanho de massa cerebral. a partir de um estudo longitudinal de crianças de baixo peso ao nascer.C. entre grupos de adultos. aumentam a velocidade de crescimento aproximando-se e. Nessas curvas. segundo sexo e idade. tende a diminuir durante a infância. 1987(5). por meio de um estudo de seguimento e medidas seriadas do perimetro cefálico. do qual derivaram as curvas de crescimento do perímetro cefálico. prevalecem crianças de baixo estrato social. e aumenta novamente a partir da adolescência e idade adulta. os sujeitos de sexo masculino apresentam médias superiores às das pessoas de sexo feminino. na idade escolar. publicado em 1973. refletem o “status” nutricional passado. como a espessura do couro cabeludo. 1986(21). em estudo longitudinal. analisou o comportamento do perímetro cefálico em crianças inglesas. 1977(8). do nascimento até o primeiro (1º) ano de vida.

em crianças em uma determinada população. 1983(25). 95% das crianças já apresentam seu canal de crescimento estabilizado. coincide com o estirão para estatura. do estirão da puberdade.C. de uma geração para outra (30). elaboraram curvas de crianças japonesas nascidas em Nagoya. Aos treze (13) meses. o perímetro cefálico é uma característica sexual secundária. que contemplam as idades desde o período do nascimento aos trinta e seis (36) meses. para estatura e peso. do nascimento até dois anos de idade. Portanto. Em todas a curvas citadas. JAFFE et al. DUNCAN. altura e perímetro cefálico) das crianças de origem hispânica é muito mais um reflexo da situação sócio-econômica que da origem étnica ou genética. são mais susceptíveis a situações adversas(26). as curvas mais utilizadas são as de MARCONDES & MARQUES.C. Assim como o tamanho corporal. SHEN & SOLOMON. 3. Os autores apresentam dados discretamente maiores que a os da curva de Nelhaus. encontrando diferenças menores que a média para o P. No Brasil. com adequado desenvolvimento neuropsicomotor e que. sugerindo ser dispensáveis curvas específicas para brancos e negros que vivam nas mesmas condições sócio-econômicas. o desenvolvimento muscular e esquelético e a distribuição de gordura. um leve ou nenhum aumento no comprimento e uma diminuição na largura (1. mostram variabilidade na aceleração ou desaceleração do crescimento. verificada em trabalhos realizados na Bélgica. devem ser observadas clinicamente. cento e sessenta e sete (4. 1987(31). Tendências seculares são bem documentadas para idade da menarca (avanço ou retardo). O estudo mostra estirão cerebral durante a adolescência e que este ocorre mais precocemente nas meninas do que nos meninos (onze (11) e catorze (14) anos. trezentos e vinte e dois (2. idade óssea e no desenvolvimento dos dentes. como: comprimento das pernas. 1987(22). durante os dois primeiros anos de vida. isto é. antes de se instituir qualquer investigação laboratorial ou de imagens. dois mil. em um estudo de quatro mil. afirmou. do nascimento aos quinze (15) anos. dos meninos em relação à curva de NELHAUS e de um estudo realizado em Oxford(23). 598 Quanto à etnia. e confirmados em estudos posteriores. Quanto à cabeça. apresentem oscilação de canal de crescimento do P. do nascimento aos dezoito (18) anos de idade. realizados na Alemanha e na República Checa(30). peso e perímetro cefálico. de 1964 a 1981. ISHIKAWA et al. em uma amostra de quinze mil (15. possibilita analisar o efeito das mudanças das condições de vida e saúde no tempo. fazendo parte do dimorfismo sexual. em vários momentos. estudando altura.LML Macchiaverni & AA Barros Filho rentes idades entre os indivíduos. A aceleração ocorre antes da desaceleração e é freqüente a mudança de canal de crescimento. higiênicas e de saúde de uma população. não encontrando diferenças significativas. respectivamente). e neste estudo. Tendência secular do crescimento pode ser considerada como uma mudança no padrão de desenvolvimento somático. Os autores afirmam que a diferença está associada à maturação sexual.167) escolares de sobrenomes hispânicos. WINGERD. TENDÊNCIA SECULAR A tendência secular do crescimento.5mm/década). o perímetro cefálico do sexo masculino é maior do que o do feminino. e tem sido imputada às melhorias nas condições ambientais(29). Mas têm-se observado mudanças em outros valores antropométricos. então a tendência secular é um importante instrumento para avaliar as mudanças nutricionais. na bioquímica sangüínea. compararam as médias de crescimento entre crianças brancas e negras. entre 1960 e 1980. da tendência secular ou dos diferentes métodos de medida. portanto. Tendência secular positiva ou em ascensão vem sendo constatada em diversos países. Também são notadas alterações nos níveis de hemoglobina. A medida de um parâmetro corporal reflete a interação genética e ambiental e a desnutrição pode alterar as diferenças entre os caracteres sexuais secundários. por sexo. crianças saudáveis. e sugerem ser o reflexo do “status” sócio-econômico.322). sugerem que o retardo do crescimento (peso..000) crianças da Califórnia. Como TANNER. há uma tendência secular à “debraquicefalização”. Os meninos apresentam taxa metabólica superior e maior velocidade de crescimento e. 1971(27). fenômeno que ocorre também para peso e estatura. por meio de um estudo longitudinal. “o crescimento é um espelho das condições da sociedade”.. SMITH & BRIESE. 1992(24). tanto na população infantil como na adulta. 1979(28). durante o primeiro ano de vida. não hispânicos. .. em relação ao perímetro craniano. que tem como base os diferentes genótipos: masculino (XY) e feminino (XX). enfatizam que estudos feitos em crianças. altura sentada e outras dimensões esqueléticas.

Caso as condições não sejam favoráveis para que esse evento ocorra naquele momento. crescimento dendrítico. acompanhadas do nascimento aos dezoito (18) anos. inferiores aos esperados para a idade(2. foi maior. Os autores afastam a possibilidade de erros nas medidas (empregaram o mesmo método) e o estudo foi realizado na mesma região. pois este é o período de maior vulnerabilidade cerebral. CRESCIMENTO CEREBRAL E NUTRIÇÃO dinal. apesar de lento. apresentam dados de um estudo longitudinal de medidas do P. que foi evidente durante a primeira metade do século. continuando na década de setenta (70). Como o desenvolvimento do cérebro é extremamente intrincado. levando a uma desaceleração do crescimento. do nascimento aos sete (7) anos. Após o primeiro ano de vida. LEUNG & LAU 1986(32). pode comprometê-lo. aumenta de forma rápida durante o primeiro ano de vida. indicando que há tendência secular positiva. 1987(22). não encontrou mudança significativa do tamanho inicial (ao nascimento) e aos dezoito (18) anos. Muitas etapas do desenvolvimento cerebral têm somente uma oportunidade para ocorrer em um momento determinado. as médias foram semelhantes às encontradas em gerações anteriores. os autores colocam algumas questões como: “O cérebro está sendo melhor nutrido atualmente. Interessante é que. A curva mais baixa obtida foi de crianças londrinas. Referem que. uma falha seletiva. estudaram as medidas de perímetro cefálico de dois mil e quinhentos (2500) escolares de Hong Kong. são suficientes para produzir déficit permanente.. do que em décadas anteriores?” “Há alguma associação neuropsicológica ainda não conhecida?” Devido às diferenças de padrões de crescimento do perímetro cefálico. quando comparam dados de 1928 e de 1967. Por exemplo. o cerebelo se reduz bem 599 . é de que não há destruição de tecidos. há poucas oportunidades de compensar esse déficit. determinando valores. em 1926. em um estudo longitu- 4. demonstrou que uma característica importante da restrição alimentar. OUNSTED et al. a oportunidade estará perdida para sempre. recomendam que os gráficos devam ser atualizados em cada geração e regionalizados. está associada a um cérebro menor que a média. agravos nutricionais.. embora a medida não seja usual. no crescimento cerebral. quando comparado ao crescimento de outros tecidos. 1985(23). As estruturas atingidas na época do insulto são as que estão em fase de crescimento acelerado.C.6% do tamanho do adulto(33). Diante dessa tendência.34). A desnutrição grave. demonstrando clara tendência secular positiva. Em todos os mamíferos. quanto ao peso e estatura das crianças do estudo. demonstram que há evidência de tendência secular na mudança dos padrões de crescimento. 1986(21). que podem ocorrer mesmo em países desenvolvidos. O cérebro apresenta velocidade de crescimento muito diferente do crescimento geral de um indivíduo. o P. e compararam com curvas de dados coletados entre 1961 e 1965. encontradas em vários estudos. 35/39). através de um estudo longitudinal em uma amostra de novecentas e vinte e seis (926) crianças. como OUNSTED . ISHIKAWA et al. caracteriza-se pela multiplicação glial.33. a uma verdadeira microcefalia. Há um extremo contraste entre a delicada suscetibilidade e vulnerabilidade de um cérebro em crescimento e um cérebro adulto.. pode acarretar lesões.Perímetro cefálico: Por que medir sempre ROCHE et al. O perímetro cefálico de ambos os sexos foi maior quando comparado com curvas obtidas em estudos anteriores. O perímetro cefálico. O período de crescimento acelerado é chamado estirão. apesar disso. alguns autores. que reflete o tamanho do encéfalo. Após o terceiro (3º) ano. mas. e. por vezes. e ISHIKAWA 1987(22). em estudos experimentais com animais e em estudos de cérebros humanos. quando chega a atingir cerca de 83. quando esses dados são comparados com estudos anteriores. A restrição do crescimento durante o estirão. em que enfatizam a tendência secular positiva. 1985(23). 1981(40). nos primeiros anos. sim. DOBBING. Em certos estágios do desenvolvimento. de sete (7) a dezoito (18) anos. o crescimento reflete 25% do volume cerebral(21). A desnutrição. Nem todas as partes se reduzem na mesma intensidade. investigando desnutrição e dano cerebral. formação de sinapses e termina com a fase rápida de mielinização. em cento e dois (102) meninos e cento e nove (109) meninas.. DAVIES. o perímetro cefálico aumenta suavemente até os dezoito (18) anos(17. o estirão cerebral se inicia ao término da multiplicação neuroblástica. no PC.C. mas. encontraram tendência secular positiva nas crianças japonesas nascidas em Nagoya (1964-1981). realizados em 1902 e 1930. moderados. Somente com uma contagem histológica é possível determinar alguma anormalidade. seguidas do nascimento aos quinze (15) anos de idade.

SANN et al. XAVIER et al. do tamanho das redes e dos padrões de ramificação(41). infecções virais.. ausência de neurônios granulares e perda de neurônios da camada cortical no cerebelo. em tempo relativamente rápido. em estudo longitudinal de recém-nascidos pré-termo. em torno da quadragésima primeira (41ª) semana. não encontraram diferenças.. após quatro (4) anos de seguimento. o que explicaria o déficit no crescimento aos catorze (14) anos.1993(47). e mais comum. deficiências e alterações nas espinhas dendríticas. quanto ao P. com assistência e aporte nutricional adequados. mostram que. Portanto. significativamente menor. observada nos ratos. Devido aos avanços tecnológicos e um melhor conhecimento do RN de baixo peso ao nascer. saudáveis. prejudicam o desenvolvimento hipotalâmico. inadequado em idades posteriores. RIZZARDINI et al. que. em uso prolongado. prolongando-se até aproximadamente o décimo-oitavo (18º) mês pós-natal. e menos comum. após um episódio de desnutrição grave. erros metabólicos como altos níveis de fenilalanina no plasma materno.. quando em ambiente adequado. se inicia na metade do período gestacional.. no qual ocorre a multiplicação neuronal que pode ser afetada por fatores como exposição a radioatividade. que compreendem a diminuição do peso cerebral. os ratos apresentam diminuição na capacidade de resolver problemas(42). medicamentos ingeridos pela mãe. Tal fato está associado com a presença de descoordenação. portanto. ou estirão. correlacionados ao tamanho ao nascer. investigando o crescimento de crianças com muito baixo peso ao nascer. programando um permanente baixo nível de atividade. aos cinco (5) anos de idade. anomalias cromossômicas. 1991(46). OUNSTED et al. e nos dois primeiros anos de vida(40). o cérebro de ratos apresenta mudanças neuroanatômicas permanentes. as crianças prematuras com peso adequado. podem determinar falhas no crescimento. estatura e perímetro cefálico entre crianças com baixo peso ao nascer. Observa-se. associados. que estudaram recém-nascidos de baixo peso até catorze (14) anos de idade..C. e portanto não menos que 6/7 do estirão cerebral é pós-natal. porém não determinante para um P. com peso inadequado. a hipóxia e distúrbios metabólicos(50) são fatores que. entre dez (10) a dezoito (18) semanas de gestação. em um estudo de seguimento de oito (8) anos. 1995(20). encontraram diferenças significativas em peso. 1975(43). sugerindo que o insulto nutricional intra-útero leva a um menor P. as curvas de crescimento (peso. mostrando padrões de crescimento bastante diversos. principalmente do cerebelo. O cérebro humano é mais vulnerável aos insultos. Os autores. É importante salientar que não mais que 1/6 do estirão ocorre no período fetal. o baixo peso ao nascer é um fator de risco. HACK et al. valores semelhantes aos encontrados por LUBCHENCO. 1986(45).500g). através de um estudo de seguimento até os três (3) anos de idade. quando comparados aos que nasceram com peso normal. como rubéola. As causas da desnutrição intra-uterina. estudando recém-nascidos de muito baixo peso. encontraram um P. ao final do estudo. como as infecções e as anomalias congênitas. após cinco (5) anos de seguimento. . A deficiência de lipídios é maior do que a esperada para o tamanho do cérebro e o número de sinapses é substancialmente reduzido(40). comparadas com as do controle (>2. comparadas com RN grandes para a idade gestacio600 nal. adequados para a idade gestacional e saudáveis. Além disso. comprimento e perímetro cefálico) atingem.. não constatou diferenças significativas em relação ao PC em crianças com baixo peso. apresentaram melhor crescimento que as desnutridas intra-útero. comparando grupos de prematuros com peso adequado e desnutridos intra-útero. também. em estudos experimentais. concluindo que os RNTAIG apresentam bom prognóstico.C. encontrou um percentual significativamente alto de crianças com microcefalia. principalmente nas crianças a termo. bem documentada em crianças que nasceram de mães sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki. redução do número de células gliais e de células granulosas cerebelares. adequados para a idade gestacional (RNTAIG). como os esteróides. quando comparados com crianças que nasceram com peso normal. Sabe-se que. diminuição do quociente entre células granulosas e de Purkinje. Para BHARGAVA et al. reduzem a divisão celular.(40). 1982(44). baseados em estudos experimentais.. em um estudo longitudinal. 1963(49). 1995(48). conhecido como crescimento posterior. em dois períodos: o primeiro. procuram elucidar o padrão de crescimento dessas crianças. sendo este. sugerem que o insulto nutricional. entre os que sofreram desnutrição intra-uterina.C. Os autores enfatizam a alta morbidade que as crianças de muito baixo peso apresentam no pós-natal como um dos fatores de falha no crescimento. Isso porque ele cresce muito rápido. um dos maiores períodos de vulnerabilidade. ocorrendo em períodos críticos. o segundo. BJERRE.C. a sobrevida aumentou e muitas investigações.LML Macchiaverni & AA Barros Filho mais que outras partes.

a desnutrição é um fator de risco para o desenvolvimento. foram realizadas numerosas pesquisas. foram os primei- ros. e sendo ele afetado nos processos de desnutrição precoce. 1989(67).51/57). APPLETON. Experimentos. a doença diarréica. menor(59. Existem estudos. em animais. Tal fato se reveste de importância.64) e que o P. como oligoelementos e vitaminas. a desnutrição encontra-se. em ampla revisão de estudos sobre o crescimento craniano de recém-nascidos e lactentes. Alguns dos trabalhos estão resumidos na Tabela II (63. DESNUTRIÇÃO. associada à maior morbidade. levando a atraso mental(42). desaceleração do crescimento cerebral e seqüelas neurológicas é bem estabelecida. Nos países em desenvolvimento. têm demonstrado que a hipovitaminose A. 74). freqüente no primeiro ano de vida. As crianças que podem ser afetadas em diferentes fases de seu desenvolvimento. pertencem aos estratos sócio-econômicos menos favorecidos. leva a um P.66). É extremamente difícil definir o papel da desnutrição no desenvolvimento mental. Estudos experimentais. as crianças que passaram por injúrias nutricionais desse tipo carregam as seqüelas para a idade adulta. acompanhada de declínio no desenvolvimento cognitivo.C. nos quais as variáveis podem ser rigorosamente controladas. A diminuição do perímetro cefálico está diretamente correlacionada com a desnutrição provocada por moléstias crônicas que incidem nos primeiros anos de vida. tentando quantificar a ação da desnutrição. Além dos déficits protéicos e energéticos.C. a formular a hipótese de que o cérebro humano poderia ser um órgão vulnerável aos efeitos da desnutrição. leva à microcefalia e a um grave comprometimento neurológico. em crianças com anemia ferropriva(72). no desenvolvimento neuropsicomotor de crianças afetadas. freqüentes nos prematuros. poderia explicar uma das dificuldades.56). também. grave e de longa duração(14. procuram analisar e correlacionar o P. 1990(62). É evidente que ante o insulto nutricional.C. em sua maioria. correlacionada ou não com diminuição do PC. Os autores concluem que o conhecimento de fatores que podem influenciar o de- senvolvimento cerebral da criança. mostra a importante redução do PC. abaixo da média(58).C. 1976(3).60). é importante não só para estabelecer comparações em diferentes populações como para detectar aqueles que podem comprometer o neurodesenvolvimento e a potencialidade intelectual. Quando as condições ambientais satisfazem as necessidades fisiológicas e emocionais. que ocorrem antes dos dois anos de idade(14. DESENVOLVIMENTO CEREBRAL E PERFORMANCE INTELECTUAL Ao considerarmos o perímetro cefálico como um parâmetro que reflete o crescimento do próprio encéfalo. o organismo pode alcançar os limites do desenvolvimento normal. em lactentes. Por outro lado. também podem levar a um P. 66. é o parâmetro mais sensível aos insultos nutricionais. Considerando estudos experimentais sobre carências nutricionais e seus efeitos deletérios sobre o sistema nervoso. sugerindo que a deficiência de ferro também afeta o desenvolvimento cerebral . com dados antropométricos e variáveis biológicas e sociais maternas. em 1955. em animais. resumidos na Tabela I(3.. A doença renal crônica. quando investigações demonstram que a desnutrição precoce e grave pode interferir na performance intelectual dos indivíduos afetados(63. Os trabalhos. 68/71). tem se mostrado como um preditor do futuro intelectual(65. A extrapolação desses dados para o ser humano não pode ser feita sem considerar que as deficiências nutricionais variam em gravidade e duração. desde episódios graves e relativamentes breves. são unânimes em apontar a desnutrição precoce como causa de um P. sendo a desaceleração do crescimento do P. usada como parâmetro para indicação de diálise(61). a correlação entre desnutrição. ROSADO et al.36. o organismo se comporta com muito mais plasticidade do que sugere o conceito de período crítico. A deficiência de iodo é um exemplo clássico de lesão do SNC. Problemas pulmonares como fibrose cística e a broncodisplasia. como mostram os estudos de intervenção(71.58). sofrida por crianças que receberam tratamento por radioterapia. traduzindo-se esse efeito sobre mudanças de comportamento que são revertidas após suplementação. menor que a média esperada para a idade.C. A natureza heterogênea das deficiências nutricionais. causando hipertensão intracraniana(73). pode haver deficiências de muitos outros nutrientes. 5.7.C.C. também são expostas a diferentes ambientes sócio-culturais e econômicos e é muito provável que todos esses fatores modifiquem os efeitos da desnutrição(42). Os autores salientam que a medida do P. Como as populações desnutridas. durante os dois primeiros anos de vida.36. a restrições menos graves que se prolongam desde o crescimento intra-uterino e ao longo de toda infância. 601 . assim como a hipervitaminose pode bloquear a circulação do líquido cérebro-espinal.Perímetro cefálico: Por que medir sempre STOCH & SMYTHE.14.

o P..N.C.LML Macchiaverni & AA Barros Filho Tabela IA . Estudo longitudinal.C. o grupo controle mostrou melhor performance. Os autores comentam os resultados. e. Conclusões Durante o primeiro ano de vida.N.0cm e peso>220-430g que as crianças sem S. Avaliação: peso. Desai et al.“normais” (N=10). reduzido proporcionalmente ao P. idade média=16 anos.C. o distúrbio na concepção corporal podem somente ser explicados por uma disfunção cerebral. Quanto à circunferência braquial..C. Amostra: N=455 crianças faveladas. Antropometria: PC..(52) (1981) Brasil Todas as medidas antropométricas das crianças faveladas foram inferiores às das crianças do grupo de controle. Crianças da Guatemala. o peso e o P. N=1119 do nascimento aos 7 anos. central. em 3 casos. peso do cérebro. Estudo transversal comparativo. circunferência braquial. relacionando-os à desnutrição precoce.N. NY Métodos Estudo do cérebro de crianças que morreram no 1º ano de vida: marasmáticas (N=9) .C. A performance física foi menor. Lechtig & Klein(51) (1979) Guatemala As crianças das vilas com S. * DNM = desenvolvimento neuromotor **NSE= nível sócio-econômico 602 .N. A altura. e 11 fem. em pré-escolares. indicava a época do início da desnutrição. com alto nível calórico e energético. foi significantemente menor entre os casos índices.C. Antropometria: P. Estudo longitudinal misto.C. que continua na adolescência. do mesmo nível sócio-econômico..>1.C.). Idade: 1-16 anos Controle: N=475 crianças de NSE** elevado. O P. circunferência braquial prega triciptal e teste cicloergométrico.C.. Amostra N=20 (9 masc. e comparadas com estudo realizado em Denver (população nutrida). a diferença diminuiu com a idade. altura>1. Determinação: do P.C. são bons indicadores para avaliação nutricional de 0-12 meses. 2 vilas recebem S. (suplementação nutricional). altura e peso. Malina et al.C. e fornecida ao lactente no 2º semestre. Stoch & Smythe(3) (1976) Cidade do Cabo África do Sul O menor P. de baixo nível. quando comparado com o do grupo controle.1cm. Resultados As crianças marasmáticas apresentaram: P. orgânica. altura. no 1° semestre. Efetuadas 5012 medidas do P. peso. não houve diferença significativa. e à situação sócio-econômica. Grupo controle N=40.(14) (1975) Guatemala As crianças da Guatemala apresentaram P. mais afetado.. quantidade de DNA e de proteína.C. peso do cérebro. A suplementação melhora o crescimento quando: fornecida às nutrizes. As diferenças eram pequenas ao nascimento. porque reflete acuradamente os padrões de divisão celular do cérebro de crianças normais e desnutridas. mas já estavam bem estabelecidas aos 2 anos. sem desnutrição precoce. aos 12 meses.Sumário de estudos que correlacionam desnutrição e perímetro cefálico Autores Winick & Rosso(36) (1969) Chile. significantemente menor que o das de Denver.-2DP. DNA reduzido tanto quanto o P.N. onde a desnutrição é endêmica.C. altura. P.C. o déficit na percepção visual e motora. Estudo de intervenção S. O P. é muito útil. 2 vilas recebem S. Figura humana. pode ser usado para estimar o retardo de crescimento que ocorre nos 2 primeiros anos. Os autores sugerem que as alterações são seqüelas da desnutrição grave e precoce. Os adolescentes da amostra sofreram desnutrição durante o 1º ano de vida (marasmo). apresentaram: P. Quanto à altura. Aos 5 anos o P.C. Testes: Bender.. Nos testes. Casuística: gestantes e lactentes 0-12m.

5 anos.. indicador da históapresentam P. Destacam-se as diferenças no P. * DNM = desenvolvimento neuromotor **NSE= nível sócio-econômico 603 .C.. estatura e P. Beduínos = semi-nômades. como a amamentação exclusiva e prolongada. e melhoram o DNM*.C. de 5-18 anos. Ivanovic et al. peso e estatura. foi 3 vezes maior na população rural. As crianças apresentaram: 41% .(7) (1995) Chile Estudo transversal descritivo. Antropometria: peso. Wright et al.C. Estudo transversal descritivo. Antropometria: peso.Perímetro cefálico: Por que medir sempre Tabela IB .alto. N= 4. Os escolares de NSE** baixo Sendo o P.(57) (1992) Oxford Ivanovic et al. necessitando alguns casos serviços de reabilitação.(53) (1982) Jamaica Amostra: N=17 crianças desnutridas. as crianças desnutridas apresentaram “catch-up” 1 mês após a alta. Dagan et al. N= 219 crianças de áreas pobres de Newcastle N= 1016 crianças de Oxfordshire Idade média .C.C. P. As práticas alimentares. Os 2 grupos vivem na mesma região.C. Os autores sugerem a promoção de um melhor crescimento somático antes do 2° ano.(Tanner) Em relação ao peso.C. Após 36 meses de observação. nas crianças maiores reflete a restrição ao crescimento durante os 2 primeiros anos de vida. Conclusões Os desnutridos. cabanas ou acampamentos.Sumário de estudos que correlacionam desnutrição e perímetro cefálico Autores Métodos Resultados Inicialmente. Controle: N=14 crianças nutridas. altura e P. após a alta. Os autores comentam que dos valores antropométricos afetados o que suscita mais preocupação é o P. pois têm-se apontado como o valor antropométrico mais sensível da desnutrição precoce e que está correlacionado com o peso do cérebro. mantiveram padrões significativamente mais baixos que os nutridos. Antropometria: P. sugerem que.(55) Estudo transversal descritivo. com hábitos culturais diferentes. sendo as diferenças estatisticamente significativas com 1 ano de idade. Os autores enfatizam que mesmo uma malnutrição leve pode levar a déficits importantes de crescimento. Avaliação DNM* (Griffiths Mental Development Scales). Nelhaus e Roche) NSE** . altura.desnutrição aguda Pronunciado déficit no P. recuperaram o peso. apresentaram um aumento na estatura e no P. além do aporte calórico. (1988) Arábia Saudita N=272 crianças de 0-71 meses. subótimo (valores abaixo da média para idade). Chile N= 4..ria nutricional. Apresentam progressivamente menor peso. menor em rela. que os escolares de NSE** baixo sofreram insultos nutricionais precoces.. Grantham-McGregor et Estudo longitudinal. Judeus = classe média baixa da Europa. O déficit no P. vivem em tendas. a medida tem sido citada como preditor do futuro intelectual.C. médio e baixo (Escala de Graffar) As crianças de Newcastle apresentaram todos os parâmetros antropométricos significantemente menores que as de Oxfordshire.C. porque.C.C. Medida de P.(56) (1990) Estudo transversal descritivo.C...4% de desnutrição contra 26.C. outros fatores contribuem para a desnutrição nas crianças beduínas. Os escolares da área rural apresentam níveis de desnutrição significantemente maiores que os da área urbana. peso e altura. o consumo escasso de carne e ovos. P.346 escolares. al. Quanto ao peso/estatura. a população rural apresentou 47. é possível afirmar ção às referências usadas..500 escolares (38% dos escolares chilenos) Idade: 5-22 anos Região: urbana e rural Avaliação do estado nutricional.desnutrição crônica 12% . Idade: 0-12 m. circunferência braquial e prega triciptal. Antropometria: P.(54) (1983) Estudo transversal comparativo. Idade 6-24 meses hospitalizadas entre 1975-1976.C.5. Serenius et al. Deserto de Negev IsN=353 crianças beduínas e 302 rael judias.C. exceto o peso. porém com diferenças menores em relação aos controles. os desnutridos mantinham padrões mais baixos. (comparação com as curvas de Tanner. afetando até mesmo o P.C. para um bom crescimento cerebral.2% da população urbana. o grupo das crianças desnutridas estava muito abaixo dos controles. As crianças beduínas nascem com peso levemente inferior ao das judias. Porém. P.

C. que haviam sido AIG. altura. detectados aos 3 anos.C. letargia. Seguimento do nascimento aos 7 anos. As crianças prematuras que alcançaram o percentil 5 para P.apresentam P.C.C.C. 53% desnutridos intra-útero. (69) (1988) Irlanda Estudo longitudinal. quando comparadas com o grupo PIG. N=177 crianças que nasceram com peso = ou < 2000gr. Ounsted et al. GIG-raciocínio prático e habilidade verbal. pequeno. correlacionado com QI aos 5 anos. (anormal-hipo ou hipertonia. aos 7 anos. 21% com P. foi menor. Apgar baixo. Anormalidade neurológica aos 5 anos. aproximadamente aos 6 meses. índice ponderal e baixo peso/altura. P. habilidade verbal e raciocínio prático. sem complicações. irritabilidade. Medida de P. pequeno correlacionado com desnutrição intra-útero. Aos 7 anos. no R. concentração e agressividade. Ao analisar outras variáveis de confundimento. não fica definida a causa da microcefalia. relacionados com de problemas comportamentais e leves alteração neurológicas.C. ao nascimento. Simon et al. acadêmicos. persistindo falha em raciocínio prático.. os efeitos do fumo diminuem. aos 7 anos significativa. As crianças sofreram avaliações neurológica. Antropometria: peso. aos 7 anos.C. Avaliação neurológica: coordenação motora. Resultados 18% com microcefalia ao nascimento.N..Sumário de estudos que correlacionam perímetro cefálico e desenvolvimento neuromotor Autores Gross et al.5 semanas. N=25 PIG.apresentam maior números portamento.C. 1 2 3 4 5 6 - coeficiente de inteligência pequeno para a idade gestacional adequado para a idade gestacional grande para a idade gestacional nível sócio-econômico desenvolvimento neuromotor 604 . birra. prega triciptal e prega subescapular. Avaliação comportamental: atividade.C. timidez. (micro < per 10-Lubchenco).N.peso (AIG). Avaliação acadêmica: desenvolvimento cognitivo. P. coordenação motora e fala). As meninas apresentam melhor coordenação motora que os meninos. transiluminação. baixo NSE5. principalmente entre PIG. Aos 4 anos. P.(63) (1978) New York Métodos Estudo longitudinal. pode ser a melhor medida para monitorar a velocidade do crescimento cerebral e para triagem de crianças de risco. P. correlacionada com microcefalia ao nascer. A idade do “catch-up” para P. 45% com P.. que as do grupo de prematuros que apresentam “catch-up” mais tardio. pode persistir em idades posteriores.(70) (1993) Alabama Houve uma notável correlação entre o “catch-up” para P.As crianças PIG. N=138 PIG. A média de QI para as crianças que eram PIG2 e microcefálicas.C. baixo trole. comparados com Estes achados.C. índice ponderal. Antropometria: peso. > percentil 50. “Status” neurológico no R.LML Macchiaverni & AA Barros Filho Tabela IIA . 11% com P.C. R.. 138 AIG3 e 136 GIG4. entre percentil 26-10. Seguimento do nascimento aos 7 anos. entre percentil 10-25.N. diretamente relacionado: PIG-raciocínio prático. sugerem que este padrão. (68) (1984) Oxford Estudo longitudinal. Conclusões P. com P. periódicas. altura. até 12 meses. normal. P. mente menor que o grupo con. N=48<1500 R. Idade gestacional: média de 28.C. mostram menos problemas neuromotores. Seguimento 5 anos e reavaliação neurológica.C. medo. O P.N. Problemas de comPIG. sociabilidade e habilidade motoras. anormal). os filhos de mães fumantes apresentam pior performance (em habilidade. foi determinada em cada criança. a performance intelectual está correlacionada com NSE. No estudo. Walther et al. e resolução de problemas neurológicos dos 6 ao 12 meses (idade corrigida).C. 25 AIG (grupo controle). Estudo retrospectivo.C.

Estado nutricional: peso.C. 1993(79). audição. sofreram desnutrição no 1º ano de vida. fala e performance. um indicador de desnutrição pregressa. em Sheffield. comprimento e idade gestacional. altura sentada. com suplementação. subótimo (qualquer valor abaixo da média). o melhor DNM estava associado com a estatura.C. circunferência braquial e pregas cutâneas. NSE. MORLEY & LUCAS. O estudo mostra que homens com 605 . O esclarecimento desse mecanismo requer mais investigações. Divididas em 4 grupos: controle. Torna-se evidente que a criança desnutrida e sem escola (falta de estímulo) é a que se encontra em pior situação(75).Sumário de estudos que correlacionam perímetro cefálico e desenvolvimento neuromotor Autores Powell et al. polissaturados. pelo menos. estava altamente correlacionado com a idade mental somente na época da inscrição. crianças com P. PERÍMETRO CEFÁLICO NA INFÂNCIA E REFLEXOS NA VIDA ADULTA BARKER et al. mais notadamente o ácido docohexanóico. Resultados P. de uma amostra de mil. NSE (Escala de Graffar).Perímetro cefálico: Por que medir sempre Tabela IIB . Avaliação do DNM6: locomotor. P. avaliação de aprendizado escolar. para um total esclarecimento dos mecanismos fisiopatológicos. altura.. N=127 crianças 9-24 meses (com desnutrição crônica). Inglaterra. Estudo transversal descritivo.. Sendo o P. Ao menos em parte. de cadeia longa. continua em debate e necessita de maiores investigações. são nutrientes fundamentais para o desenvolvimento do sistema nervoso. Antropometria: peso comprimento ou estatura e P. 1997(78).509 escolares (1º e 2º grau) idade 6-17 anos.(66) (1996) Chile O aprendizado foi correlacionado com o P.C.. Entretanto. Este resultado foi encontrado em todos os níveis sócio-econômicos e aumentou a correlação com a progressão da criança no sistema escolar. Trabalho e QI maternos.C. quinhentos e oitenta e seis (1586) homens. apresentaram um es- tudo de seguimento. sugerem que. um resultado importante e inesperado foi que aproximadamente 2/3 apresentaram melhora do DNM independente das variações antropométricas. coordenação manual-visual. ordem de nascimento da criança. de NSE mais elevado apresentaram melhor aprendizado. abaixo da média para a idade. Conclusões Provavelmente existem muitos fatores que interferem na relação crescimento – DNM. onde rotineiramente eram obtidos o perímetro cefálico. presente no leite humano. provocando um crescimento cerebral lento e baixos coeficientes de inteligência. com estimulação e com ambos. Após a intervenção. além dos déficits protéicos e energéticos e de oligoelementos (ferro e zinco principalmente) os ácidos graxos.C.C..(71) (1995) Jamaica Métodos Estudo de intervenção. e do desenvolvimento cerebral. 1 2 3 4 5 6 - coeficiente de inteligência pequeno para a idade gestacional adequado para a idade gestacional grande para a idade gestacional nível sócio econômico desenvolvimento neuromotor pois as condições sócio-econômicas desfavoráveis potencializam seus efeitos deletérios. quando comparadas com as de níveis mais baixos. As crianças com desnutrição grave apresentam a cabeça pequena(76) e EEG alterado durante. um ano após o episódio(77).C. A importância da desnutrição precoce no desenvolvimento cognitivo posterior. 6. Ivanovic et al. Os autores demonstraram a queda das taxas por doenças cardiovasculares com o aumento do peso ao nascer. nascidos entre 1907 e 1924. N=4. o estudo sugere que crianças com P. através de revisão de estudos em que procuram esclarecer a influência da desnutrição precoce e a função cognitiva. os benefícios da suplementação independem de incrementos no crescimento físico.

e o metabolismo da glicose e insulina.5g/dl apontam para uma disfunção circulatória materna. 1996(82). poderá ser minimizado. antes dos sessenta e cinco (65) anos. novecentos e oitenta e cinco (1985) indivíduos. A desnutrição. trezentos e noventa e quatro (2. o risco é 2. Para os homens que apresentam os mesmos níveis de perímetro cefálico. entretanto. foram obtidos dados referentes ao peso ao nascer. no terceiro trimestre da gravidez. inicial. podendo sofrer maior número de insultos antes de manifestarem sinais clínicos da doença. 1989(80). perímetro cefálico. atrasar o início e diminuir a gravidade da doença de Alzheimer. têm maior risco de morrer em decorrência de doenças cardiovasculares. nessa faixa etária. incluindo vasos sangüíneos. peso de 8. além de cálculo dos índices: perímetro cefálico/comprimento e peso da placenta/peso ao nascer. baixo índice ponderal e alto índice peso da placenta/peso ao nascer. no qual encontraram correlação estatisticamente positiva entre perímetro cefálico menor e gravidade da doença de Alzheimer. THAME et al. A hemodiluição é normal durante a gravidez. na Jamaica. O estudo mostra. GRAVES et al. nos primeiros anos de vida. podem aumentar a reserva cerebral e. Sabendo-se que o cérebro tem seu maior desenvolvimento da vida intra-uterina até os três (3) primeiros anos de vida.9 vezes mais predispostas a desenvolver a Doença de Alzheimer. Afirmam que é necessário investigar os mecanismos dos efeitos do estado nutricional materno no crescimento e no desenvolvimento fetal. apresentam estudo retrospectivo. CONCLUSÕES O perímetro cefálico é um parâmetro antropométrico altamente correlacionado com o tamanho cerebral. Porém. índice ponderal. A anemia (Hb < 10. A concentração de hemoglobina parece apresentar dois efeitos sobre o crescimento fetal: no início da gestação. com um (1) ano de vida. As pessoas que possuem cérebros maiores têm maior reserva cerebral. com perímetro cefálico pequeno. BLESSED & ROTH. Os autores ressaltam que o baixo peso ao nascer reflete a nutrição fetal e parece ser o primeiro marco para do606 enças cardiovasculares crônicas. leva a uma diminuição do tamanho corporal. investigando a associação entre perímetro cefálico e Doença de Alzheimer. Os autores sugerem que um perímetro cefálico pequeno e baixo peso refletem o padrão de crescimento fetal associado com mudanças em certos tecidos. Mulheres desnutridas são incapazes de apresentar um hemodiluição adequada. entre os indivíduos que apresentavam. e as doenças cardiovasculares na idade adulta. a queda no índice ponderal e uma hemoglobina que excede 12. na idade adulta. com duzentos (200) a trezentos e cinco (305) dias de gestação. realizado em 1990. pela primeira vez. Essas transformações “programariam” a pressão sangüínea. já haviam relatado que a taxa de mortalidade por isquemia cardíaca. ou ambos. porém.6% no 1º ano de vida). gerando filhos menores. o impacto negativo.5 g/dl). Os autores demonstraram que mulheres com baixo índice de massa corporal. 1968(83). e com perímetro cefálico menor. 7.165 g ou menos. Para caracterizar o estado nutricional materno. na idade adulta.LML Macchiaverni & AA Barros Filho menor perímetro cefálico ou menor peso ao nascer. porque os dois (2) primeiros anos de vida não são somente o período de maior crescimento. Da amostra composta de dois mil. os autores sugerem que cuidados pré-natais e o controle da nutrição e condições de vida. foram obtidos: peso.394) nascimentos. considerando que o crescimento continua até aproximadamente os dezoito (18) anos. se a nutrição for adequada mais tardiamente. reflete o estado nutricional materno. peso da placenta. submetidos a avaliações neurológicas. têm filhos menores. através dos estudos feitos por TOMLINSON. que a falha no crescimento fetal é seguida por um aumento nas taxas de morte por causas cardiovasculares.. Mulheres mal nutridas não conseguem ajustar as demandas metabólicas para um adequado desenvolvimento fetal. apresentam um estudo transversal em uma amostra de mil. este fato não ocorre com o cérebro.247 g ou mais. 1997(84). realizaram estudo transversal em uma amostra de seiscentos e quarenta e nove (649) sujeitos.3 vezes maior em comparação com os que apresentam perímetro cefálico acima do percentil 5. . e não qualitativa. era três (3) vezes maior daqueles que apresentavam 12. BARKER et al. foi demonstrado que a diferença entre um cérebro sadio e um com a doença de Alzheimer é quantitativa. com isso.. Desde 1968. As análises estatísticas demonstraram que mulheres com perímetro cefálico abaixo do percentil 5 estavam 2. psicológicas e antropométricas. altura e concentração de hemoglobina.. quando comparados com os de perímetro cefálico maior. e o volume de plasma reduzido se associa a nascimentos de crianças pequenas. e pâncreas. apresenta associação com baixo peso ao nascer. mas constituem o período em que o crescimento cerebral se completa quase que totalmente (83. SCHOFIELD et al. 1997(81).. comprimento.

Child Nutrition Disorders. Head circumference of Chilean school children aged 5 to 18 years and socioeconomic status./dec. Anthropometry. UNITERMS: Cephalometry. Oxford. rão Preto. Pediatrics 79: 706-712. ramifications and the number of synapses.6% of its growth takes place within the first year of life and therefore the head circumference (HC) is an anthropometric measure that could provide information regarding the first two years of an individual’s life. The vulnerable periods of the human brain with regard to nutrition can be seen by the sequels left due to early malnutrition – the reduction in the cerebral mass. Arch Dis Child 51: 327-335. 1976. Cerebral growth differs from that of the other parts of the body – 83. Public Health. recomenda-se que a medida do perímetro cefálico. A head circumference below normal standards is a risk factor for the onset of Alzheimer’s disease in adults who have a predisposition to this disease. 1987. p. Roberto Teixeira Mendes e Dr. ao lado de outras medidas rotineiramente usadas. The authors recommend that the measure of the head circumference. In: ROCHE AF & FALKNER F. An evaluation of infant growth: the use and interpretation of anthropometry in infants. The authors used these evidences to study populations that suffered malnutrition during the first two years of life and show that the development of the neuro-motor potential was hampered and that it worsens or improves according to the environment. no pré-escolar. Community nutritional assessment.WEAVER DD & CHRISTIAN JC. Head circumference data: birth to 18 years. Ribei- ABSTRACT: A review on the importance of head circumference anthropometry is present by authors in this study. Bull World Heath Organ 73: 165-174. Dr. Head circumference: why always measure it.IVANOVIC DM et al. 31: 595-609. MACCHIAVERNI LML & BARROS FILHO AA. Plenum Press. 8.STOCH MB & SMYTHE PM. Carlos Roberto Freire de Rivorêdo. Oxford University Press. Child Development. 5 . Recent studies suggest that malnutrition during the early years of life is correlated to an increase in cardiovascular diseases at adult stage as a result of adaptation mechanisms used by the mother and infant to face the nutritional situation. New York. 15-16. p. 1998. 1974. Angélica Maria Bicudo Zeferino. It includes a description of the techniques and curves frequently used. 1995. J Pediatr 96: 990-994. Nutrition and malnutrition: Identification and measurement. 15-year development study on effects of severe undernutrition during infancy on subsequent physical growth an intellectual functioning. 6 . 68-105. Rev Med Chil 123: 587-599. após os dois (2) primeiros anos de vida. 4 . 2 .1995. 7 . the secular trends of the head circumference in different populations. oct.Perímetro cefálico: Por que medir sempre A antropometria do perímetro cefálico. a reduced number of glia cells and Purkinje’s cerebellar granular cells and a reduction in the size of network. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 .JELLIFFE DB & PATRICE JELLIFFE EF. diabetes e para o desenvolvimento mais precoce e grave da Doença de Alzheimer. e pode ser um preditor de saúde e qualidade de vida. Medicina. Dra. Finalmente. escolar e na idade adulta. apontando as populações de risco para um desenvolvimento neuromotor inadequado (caso não recebam estímulos compensatórios). Familial variation of head size and adjustment for parental head circumference. 607 . 3 . reflete o estado nutricional do início da vida. In: JELLIFFE DB & PATRICE JELLIFFE EF. should be included together with other anthropometric measures in studies that evaluate the health and nutrition of population. em indivíduos predispostos. 1989. para doenças cardiovasculares.ROCHE AF et al. pelas implicações acima.Tais fatos são de extrema importância para o desenvolvimento de políticas de saúde que visem prevenir a desnutrição precoce e suas conseqüências. 1980. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem aos professores. seja empregada na avaliação do estado nutricional de populações. eds.WORLD HEALTH ORGANIZATION. as sugestões ao estudo. Anthropometry: major measurements. its correlation to the size of the brain and the characteristics of cerebral growth.YARBROUGH C et al. Anthropometry as an index of nutritional status.

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