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UNIVERSIDADE JEAN PIAGET DE ANGOLA

MONOGRAFIA

DESAFIOS NA COMPLETAÇÃO DE POÇOS NO OFFSHORE DE ANGOLA –


ESTUDO DO CONTROLE DE AREIAS PELA SOLUÇÃO DE EMPACOTAMENTO
DE GRAVEL “GRAVEL PACK”

Estudante:
Alcino Matias Lopes Camota
Licenciatura:
Engenharia de Petróleos
Orientador:
Prof. Eng. Osvaldo Bonfim & Eng. Emanuel Bo Dontoni

Viana Abril de 2009


UNIVERSIDADE JEAN PIAGET DE ANGOLA

MONOGRAFIA

DESAFIOS NA COMPLETAÇÃO DE POÇOS NO OFFSHORE DE ANGOLA –


ESTUDO DO CONTROLE DE AREIAS PELA SOLUÇÃO DE EMPACOTAMENTO
DE GRAVEL “GRAVEL PACK”

Estudante: Alcino Matias Lopes Camota


Monografia realizada no âmbito de obtenção de licenciatura realizada na Schlumberger
Completions Angola – SMS no período de 25.08.08 -25.12.08

ii
Epígrafe

“A leitura torna o homem completo, a conversa ágil e o escrever, preciso”


Francis Bacon

iii
Dedicatória

Dedico este trabalho a minha mais que tudo, minha outra Sr. Isabel Lopes (Twua pandula
Mama) meu amor por ti é incondicional e incomparável, as minhas queridas e adoráveis
irmãs (Rosa Catimba, Ester Garcia, Micaela Camota, Lisete Camota, Katia Camota),
irmãos (Zé Caquito e Ginger), a todos os meus sobrinhos (Ket, Dunia, Edi, Careca, Laysa,
Erica … até o (a) mais novo que está ai a chegar). À Djamila Patrícia Soares e Oliveira
pelo companheirismo e paciência, a Olga Jandira Sebastião Dambi (Churras) minha mana
adoptiva, a Avó Lurdes (Lurdinha), Tia Vany, aos meus primos, Ito, Ita, e Branquinha
Calombo, Zeca, Dania , Geny e Vadinho Pontes, Kim, Paizinho, sem esquecer o tio
Tadeu Calombo e a sua esposa tia Albertina, o tio Rigoberto Cambovo e todos os
familiares, aos amigos e colegas de infância, Cali (a queda do prédio te tirou a vida, mais a
tua personalidade ficou marcada para sempre), Celio Marques, Celma Zeferino Jacinto,
Tchipa.Jr, Osvaldo Vasco, aos meus colegas de infância no Lubango da escola Rei
Mandume 5º classe turma nº 7, da Escola 27 de Março as turmas 7A e 8A em especial ao
Nivaldido Cassiano, Lisender André e Anselmo Ruben Sicato “a vossa influência foi
boa”, os colegas do ensino médio grupo G8-IMIL-Makarenko, Elsio Miranda, Wilson
Domingos (Perrito), Hildo Camacho, Artur Brasão (Casquilha), Mauro Jorge (Lill), Paulo
Sérgio, Base Moreno, o grupo dos peneirados Gugas Albuquerque (Txindukuto), Elmer
Perdigão, Bruno Coimbra, “éramos felizes e não sabíamos”, aos outros colegas do IMIL,
Melanie Calembe, Stelio Gourgel, Disholson Ersinio, Honório Farinha, Evandro Felipe,
Paulo Rosário, Sérgio Gork, Mário Sócrates, Lidiane Guimarães, Telma Dias, aos colegas
da Universidade em especial aos do curso de Engenharia de petróleo (P&P, R&P), aos
membros da Home Family estúdio (João Branco, João Bernardo), Abel Isabel Tona
(piKeno) “o estudante mais doido do mundo e ao mesmo tempo um amigo para todos os
momentos”, Bismarque José - BVJ (Sobrinho do PR), Hélio Aguiar (Bebé Chorão),
Mankila (Cláudio Buta), Sidney Frederico (P.I.M.P4ever), Felício Pontes, Adão Cristóvão,
Hélio Quissola “a noite vai te matar”, Ana Cláudia Manita, Alfredo Caetano, Eng. Óscar
Branco, Eng. Sílvio de Almeida, as grandes kambas, Ticha, Dr. Irema Simões, Aliria
Manuel, Odeth Mingas (Tchuca), Katia Grabiel, Nadine Pinto de Andrade, dedico ainda as
pessoas que não se encontram mais entre nós que ficariam muito orgulhosas pela
conclusão do meu curso Superior (Isaac Camota, Rosalina Ajenate “Valeu irmã”, Tchifeca
“melhor cunhado do Mundo”, e a tia Celeste António, que a vossas almas descansem em
paz). Enfim, dedico este trabalho a todos que directa ou indirectamente contribuíram para o
iv
meu desenvolvimento pessoal, se eu pudesse colocaria o nome de todos são muitos, mas a
memoria as vezes falha.

v
Agradecimento

A minha família pelo suporte, em especial à Micaela Camota e Rosalina Ajenate, à todos
os meus professores do Unipiaget, ciclo básico da Universidade Agostinho Neto e do
ISTEA em especial aos da cooperação Russa, aos meus orientadores Osvaldo Bonfim &
Emanuel Bo Dontoni pelo profissionalismo e paciência, aos professores Henda Valério,
Manuel Cassola e a professora Cristina Rodrigues, por nos mostrarem a realidade e a
dinâmica da industria petrolífera, à Reitoria da Unipiaget, em especial ao Ex-vice reitor
Prof. Dr. Eduardo Carmo Nelumba, à Administração da Unipiaget, ao Departamento de
Ciências Tecnológicas em especial a coordenação de Engenharia de Petróleos, aos meus
mentores durante a época de estágio (Cândido Francisco, Domingos Cabeto - Sassumuca,
Manuel Lunga), os colegas de trabalho, Tibério Mendes, Wilson Lagrifa, Bernard Ainoje,
Babo, Femi, Boris, Arlindo Correia, Mestre Garcia, Andreia Campozzana, José das Costas,
Manuel Quingane, Sérgio Caetano, Hamath, Hossama, Tripolene, Vicente, Ncololo,
Ludmila, Leo Ponpei, Homolara, Brian, Yuri ,os Kotas Nequini, Victor, Serafim e a todo o
colectivo de colaboradores da CPL-SMS Lower Completion & Upper Completion,
subsea, da Schlumberger Technical Services Inc., Sonils Oil Service Center, Luanda, ao
Sr. David Viela (SLB), Sr. Cesário Chilemela (SLB), Rosa de Almeida (SLB) , pela
oportunidade, Henriques Neto (BP), Eng. Paulo Mutunda (ESSO), à Sonangol, E.P, ao
Colectivo de trabalhadores da Somoil, S.A em especial ao CEO Dr.Almeida e Sousa, Dona
Ana Nunes e O Dr. Alexandre Salgado Costa, pela oportunidade, ao SPE secção de Angola
e todos que directa e indirectamente contribuíram para a execução deste trabalho.

vi
Índice Geral
Epigrafe ……………………………………………………………………………………………….……... iii
Dedicatória ........................................................................................................................................ iv
Agradecimento .................................................................................................................................. vi
Índice de Figuras, Tabelas e Gráficos ............................................................................................... ix
Glossário e Lista de Abreviaturas ...................................................................................................... x
Resumo............................................................................................................................................. xii

Introdução .......................................................................................................................................... 1
Objectivo Geral .................................................................................................................................. 2
Objectivos Específicos ....................................................................................................................... 2
Importância ........................................................................................................................................ 2
Actualidade ........................................................................................................................................ 3
Delimitação e limitações .................................................................................................................... 3
Definição de Termos .......................................................................................................................... 3

I.CONCEITOS GERAIS ................................................................................................................. 5

1.1 Actividade Petrolífera em Angola ................................................................................................ 6


1.1.1 Petróleo de Angola .................................................................................................................... 7
1.1.2 Campos Petrolíferos de Angola ................................................................................................ 7
1.2 Sistema Petrolífero ....................................................................................................................... 8
1.2.1 Composição, Origem, Migração e Acumulação do Petróleo .................................................... 9
1.3 Conceitos Básicos de Engenharia de Petróleo ........................................................................... 11
1.3.1 Geociências ............................................................................................................................. 12
1.3.2 Perfuração de Poços Petrolíferos ............................................................................................ 12
1.3.3 Engenharia de Reservatórios ................................................................................................... 13
1.3.4 Completação de Poços ............................................................................................................ 14
1.3.4.1 Influência da Completação na Produtividade do Poço......................................................... 17
1.3.4.2 Dano da Formação ............................................................................................................... 18
1.3.4.3 Impacto Económico da Completação na Vida do Poço ....................................................... 19
1.3.5 Produção de Petróleo............................................................................................................... 20
1.3.5.1 Elevação ............................................................................................................................... 20
1.3.5.2 Processamento Primário do Petróleo ................................................................................... 20

II. EMQUADRAMENTO TEÓRICO .......................................................................................... 22

2.1. Produção e Controlo de Areias ................................................................................................. 23


2.2 Consequências da Produção de Areias ....................................................................................... 24
2.3 Causas da Produção de Areias ................................................................................................... 25
2.4 Predição de Produção de Areias ................................................................................................. 26
2.5 Métodos de Controlo de Areias.................................................................................................. 27
2.5.1 Considerações a ter na selecção do Método de Controlo de Areias ........................................ 30
2.6 Algumas Técnicas de controlo de Areias no offshore angolano ................................................ 31
2.7 Elementos Principais no Dimensionamento e Planeamento de um Trabalho de Controlo de
Areias, Caso Especifico do OHGP .............................................................................................. 32
2.7.1 Tamanho do Gravel ................................................................................................................. 32
2.7.2 Selecção das Peneiras.............................................................................................................. 33
2.8 Fluidos nas Operações de Completação em GP......................................................................... 34

III. ESTUDO PRÁTICO ............................................................................................................... 35

3.1 Metodologia ............................................................................................................................... 36


3.2. Solução de Controlo de Areias Usada no GtP........................................................................... 37
vii
3.2.1 Características do Grande Plutónio ......................................................................................... 38
3.2.2 Desenho e Planeamento dos Poços ......................................................................................... 39
3.3 Detalhes Técnicos da Completação de um Poço de Produção Aberto Empacotado com Gravel
(OHGP) ........................................................................................................................................ 40
3.3.1 Qualidade, Saúde, Segurança e Ambiente (QHSE)................................................................. 42
3.3.2 Preparação do Trabalho no workshop ..................................................................................... 42
3.3.3 Equipamentos de Sucesso Usados nas Operações de Completação de Poços no GtP ............ 44
3.3.3.1 Válvula de Isolamento da Formação (Formation Isolation Valve FIV) ............................... 44
3.3.3.2 Tecnologia Alternative Path ................................................................................................ 45
3.3.3.3 Peneiras ou Telas Tipo Wire Wrapead (wws) ...................................................................... 46
3.3.4 Preparação do Poço para a Completação ................................................................................ 47
3.3.5 Execução do Trabalho ............................................................................................................. 47
3.3.6 Avaliação do Trabalho ............................................................................................................ 49
3.4 Resultados .................................................................................................................................. 49

Conclusão ......................................................................................................................................... 51

Recomendações................................................................................................................................ 53

Bibliografia ...................................................................................................................................... 54

Anexos

A Coluna Estratigráfica
B Localização GtP
C Esquema Geral de Completação
D Comparação dos Sistemas de Controlo de Areias

Apêndices

A Sistema Petrolífero
B SEDCO EXPRESS
C FPSO GtP
D Esquema do Poço de Produção GtP
E Obturador Qmax
F FIV
G Ferramenta de serviço Qmax (ST)
H Workshop CPL-SMS
I Esquema de assentamento do Qmax Packer
J Esquema de Colocação do Gravel no Poço
K Tipos de Telas

viii
Índice de figuras

Figura 1 Bacias sedimentares angolanas. Fonte: www.sonangol.co.ao ............................................. 8

Figura 2 Poço aberto. Fonte: Costa, Andre, e tal ,Completação de Poços, 2001, UFRJ pag.5........ 15

Figura 3 Poço revestido canhoneado. Costa, Andre et al, Completação de Poços, pag.5 UFRJ ..... 16

Figura 4 representação da zona alterado de um poço devido as operações de perfuração e


completação fonte: Nodal analysis, 2006, secção 3-2, SLB ............................................................ 18

Figura 5 Colapso do casing. Fonte: Yves Mbiguis, Sand management Services Overview, SLB.
Slide15.............................................................................................................................................. 24

Figura 6 Equipamento de superfície danificado devido a produção de areia. Fonte: Mbiguis, Yves,
Sand Management Services Overview, SLB Slide 16 ...................................................................... 25

Figura 7 Poço Horizontal completado com peneiras (SAS) Fonte: SLB .......................................... 29

Figura 8. Esquema do empacotamento de areias – fonte: Tese de Machado, Fernando António


Desenvolvimento de critério para selecção de material para empacotamento de gravel em poços
produtores horizontais não revestidos, 2003,pag.53 ....................................................................... 29

Figura 9 Plano de desenvolvimento do grande Plutónio. Fonte: Price-Smith,Colin , Breaking


Completion, Paradigm, Apresentação SPE , 2008,Luanda ............................................................. 37

Figura 10 FIV Fonte: www.slb.com ................................................................................................. 45

Figura 11 Tela AIIPAC. Fonte: Gomez,Bernadette Introduction to sand control, SBL ,2006, sec 4-
7,....................................................................................................................................................... 46

Figura 12 wws. Fonte: Tese de Machado, Fernando António, Desenvolvimento de critério para
selecção de material para empacotamento de gravel em poços produtores horizontais não
revestidos, 2003,49 .......................................................................................................................... 46

Índice de tabelas

Tabela 1 Características dos reservatórios do Projecto GtP fonte: Colin Price-Smith ,Breaking a
Completion Paradign ,Apresentação SPE, Luanda, 2008 .............................................................. 38

Tabela 2 Resultados obtidos no GtP em relação a campos análogos fonte: Price-Smith,Colin


,Breaking the Completion Paradigm SPE,2008,luanda ................................................................... 50

Índice de Gráficos

Gráfico 1. Esquerda Efeito da mudança de permeabilidade de um poço, com dano Fonte: L.P Lake.
Fundamentals of Petroleum Reservoir, 1978, 17ª edição, pag.114 ................................................. 18

Gráfico 2 Oposições de Solicitações no fundo do poço. Em azul a pressão na tubagem de produção,


em vermelho a pressão disponível no fundo, o cruzamento das duas é a pressão ideal ou o ponto
que satisfaz as duas fases do fluxo. Fonte: introduction to nodal analysis .Slide 9 SLB ................ 20

Gráfico 3 Relação caudal de produção com controlo de areia vs sem controlo de areia. Fonte: Sand
Prodution & Control Technicques. Slide.9 ...................................................................................... 31

ix
Glossário e Lista de Abreviaturas

Alternative Path Technology: Tecnologia de colocação do gravel no Poço.


Assembly´s: Conjunto de equipamentos montados para a instalação no poço.
Brine: solução salina.
Bopd: Barrel oil produced per day – Barris de óleo produzidos por dia.
BSW: Basics sediments & water – Quantidade de sedimentos e água no petróleo produzido.
Backup: Secundário ou alternativo – Equipamento secundário de completação (Copia de
Segurança).
Brent: Referência da mistura de petróleo proveniente dos campos do Mar do Norte com grau APIº
39,4 e teor de Enxofre de 0.34%.
CHGP: Cased Hole Gravel Pack – Poço revestido completado empacotado com Gravel.
CHFP: Cased Hole Frac Pack – Poço revestido completado com empacotamento com Gravel em
combinação da técnica de estimulação de fracturamento hidráulico.
CPL – SMS: Completion Prodution Luanda - Sand Managment Service (subsegmento da
completação da SLB responsável pelos serviços de gestão de controlo de areias).
Csg: Casing – Revestimento tubular em aço do poço.
FPSO: Floating Production storage and offloading – Navio de produção, armazenamento e
descarga de petróleo.
FBSD: Full Bore Set Down.
FIV: Formation Isolation Valve – Válvula de Isolamento da Formação
Gravel: Areia Natural ou artificial usada para a contenção das areias da formação para o poço
GP : Gravel Pack (empacotamento de gravel).
GtP: Grande Plutónio.
IP: Index of Productivity - Índice de Produtividade.
HC: Hidrocarbonetos.
LWD: Logging While Drilling – Perfilagem do poço durante a perfuração.
LPG: Liquefied Petroleum Gas – Gás do petróleo liquefeito.
LNG:Liquefied natural Gas- Gás natural l iquefeito
MWD: Measuring While Drilling – Medições ao longo da perfuração.
NPS: Non Pressure sensitive.
NPV: Net Present value – Valor Presente Liquido.
OHGP: Open hole Gravel Pack (poço com fundo aberto completado com o sistema de
empacotamento de Gravel.
Premier – Principal (equipamento Principal a ser instalado no poço).
QA/QC: Quality Assurance & Quality Control – Controlo de Qualidade e Segurança.

x
QHSE: Quality Health Safety and Environment.
Qmax: Quantum Max: Marca registada SLB ®.
SAS: stand alone screen – Sistema de contenção de areias por peneira simples.
SMS Tools: Subsegmento da CPL-SMS responsável pelo sistema de equipamentos e ferramentas de
controlo de areias.
SPE; Society of Petroleum Engineering - Sociedade dos Engenheiros de Petróleos.
Underbalance: Operações com pressão do poço inferior a da formação.
UNICAMP: Universidade Estadual de Campinas (Brasil).
UFRJ: Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil).
ST: Service tool – Ferramenta de serviço.
Slurry Pack: Sistemas de fluidos de completação utilizando fluidos viscosos.
Torque: Operação de torção de dois equipamentos (Binário de Torção).
Trip Saver: Dispositivo que permite abertura da FIV de forma Hidráulica.
Screen out: Empacotamento completo de areia entre a formação e a peneira.
Wash pipes: Tubo de limpeza, permite o bombeamento de fluidos no poço.
Water pack: Sistema de fluidos de completação utilizando soluções salinas.
Workovers: Trabalhos de alterações de elementos no poço.

xi
Resumo

Os poços da maioria dos reservatórios angolanos em águas profundas apresentam


problemas de produção de areias devido a formação que é constituída na sua maioria por
areias turbiditícas do miocénico e oligocénico. Neste singelo trabalho tentei mostrar os
principais problemas causados pelo mesmo processo, efeitos na produtividade do poço,
bem como algumas técnicas de controlo e os desafios que as mesmas apresentam no que
se refere a realidade do offshore Angolano especificamente os poços de produção que
foram completados com a técnica de empacotamento de gravel com fundo aberto
(OHGP – Open Hole Gravel Pack), no bloco 18 no Projecto Grande Plutónio (GtP)
operado pela BP Angola.

Palavras-chave: Petróleo, Poço, Completação de poço, Controlo de areias,


Empacotamento de gravel

Abstract

The wells of Angolan reservoirs in deep waters present problems to produce sand
because is constituted majority by turbidities sands of the miocene and oligocene, for
sign the one of the more youths of the country. In this simple work I tried to show the
main problems caused by the same process, effects in the productivity of the well, as
well as some techniques to manage or control this process, and the challenges refer the
reality of the Angolan offshore specifically the production wells that were completed in
Open Hole Gravel Pack system, in the block 18 in the Project Great Plutonium(GtP)
operated by BP Angola

Key words: Petroleum, Well, Well Completion, Sand control, Gravel pack

xii