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INDICE

Capítulo I
Da Apresentação...........................................................................................................1

Capítulo II
Das Regras Deontológicas............................................................................................1

Capítulo III
Dos Deveres do Obreiro...............................................................................................2
Para com Deus......................................................................................................2
Para consigo mesmo.............................................................................................2
Para com sua família.............................................................................................2
Para com sua Igreja...............................................................................................2
Para com seus colegas..........................................................................................3
Para com sua Denominação..................................................................................3
Para com a sociedade............................................................................................3

Capítulo IV
Das Relações com o Governo.......................................................................................4

Capítulo V
Das Relações Político-Partidário..................................................................................4

Capítulo VI
Dos Princípios Gerais...................................................................................................5
Capítulo I
APRESENTAÇÃO
Toda corporação tem necessidade de um conjunto de normas que norteie o relacionamento de
seus membros, objetivando uma identidade comportamental que unifique as idéias básicas de sua
existência.
No caso dos obreiros da Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Brasil – AICEB, dada a
natureza de sua missão altamente espiritual e orientadora rumo a Deus para dignificação da pessoa
humana, estes se constituem uma classe com responsabilidades grandiosas por serem os ministros de
Deus designados para conduzir seu povo num mundo cheio de perigos.
Portanto, mais do que nunca precisam estreitar seus laços de amizade, companheirismo e serem
“mais que irmãos”, unidos no amor, na gratidão, na lealdade e fidelidade uns pelos outros.
Este é o sentimento e propósito do Código de Ética do obreiro.
Capítulo II
Das Regras Deontológicas Fundamentais
Art. 1º. O exercício do ministério do obreiro da AICEB, exige conduta compatível com os
preceitos da Palavra de Deus, do Estatuto, da Confissão de Fé e Regimento Interno do Departamento de
Obreiros da AICEB, deste Código de Ética e com os demais princípios da moral individual, social e
ministerial.
Art. 2º. Os princípios da ética cristã evangélica, baseiam-se no pressuposto de que cada obreiro é
livre e responsável para assumir uma postura condizente com sua condição de “homem” ou “mulher” de
Deus, observando:
I. a verdade em tudo e no trato uns com os outros;
II. o respeito à pessoa e dignidade de cada um;
III. a justiça em não negar o direito e o bom nome que cada um construiu;
IV. a pureza no relacionamento.
Art. 3º. O obreiro, não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, lembrando
sempre, a dignidade, o zelo, o decoro, seja no exercício do cargo ou fora dele, reconhecendo sempre a
sublimidade de sua vocação. Seus atos, comportamentos e atitudes serão sempre direcionados para a
preservação da honra e do bom nome do evangelho.
Art. 4º. A ética do obreiro não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida
da idéia de que o fim é sempre o bem comum, desprezando os meios ilícitos e aéticos.
Capítulo III
Dos Deveres do Obreiro
Art. 5º. São deveres do obreiro para com Deus:
I. busca-Lo em primeiro lugar;
II. fidelidade absoluta a Ele;
III. servi-Lo é sua missão primeira;
IV. ser devedor a Ele de si mesmo e de seu ministério;
V. lealdade e obediência para com a Sua Palavra quer no ensino quer na prática.
Art. 6º. São deveres do obreiro para consigo mesmo:
I. ter cuidado de si mesmo;

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II. preservar em sua conduta a honra, a nobreza e a dignidade do ministério, zelando pelo
seu caráter;
III. atuar com destemor, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa fé;
IV. velar por sua reputação pessoal e ministerial;
V. planejar suas despesas dentro da sua receita;
VI. exercer fielmente a mordomia cristã como exemplo dos fiéis, evitando envolver-se com
débitos que vá além das suas possibilidades;
VII. zelar por sua saúde física e manter sempre boa apresentação estética e higiênica;
VIII. zelar por sua saúde mental através de férias e recreação, hábito da leitura e evitando a
preguiça;
IX. zelar por sua saúde espiritual pela prática da vida devocional e o cuidado com a doutrina.
Art. 7º. São deveres do obreiro para com sua família:
I. governar bem a sua própria casa;
II. manter autoridade e comando sobre o seu lar sendo sensível às necessidades de
mudanças;
III. tratar com amor, ternura e cavalheirismo esposa e filhos;
IV. exercer a liderança espiritual do lar ensinando virtudes de valor bíblico;
V. encontrar tempo para a família, não super valorizando a rotina do trabalho;
VI. ter uma vida matrimonial regularizada perante a lei.
Art. 8º. São deveres do obreiro para com sua Igreja:
I. cuidar da apresentação pessoal ao comparecer à frente para ministrar;
II. ensinar os princípios doutrinários da AICEB conforme sua Confissão de Fé e outros
documentos congêneres;
III. ser cortês ao dirigir-se à igreja tendo cuidado com o seu linguajar;
IV. reconhecer que o ensino que é ministrado na Igreja é de exclusiva competência do seu
obreiro; manter cuidado em convites a estranhos para pregar; zelar pela pureza do que é ministrado na
Igreja;
V. ter consciência de que todas as famílias da Igreja são iguais. Não fazer acepção na
assistência; acompanhar e apoiar a todos sem negligenciar as crianças, os idosos e os mais carentes;
VI. manter um comportamento sóbrio, cordato, humilde e digno; a autoridade de sua palavra
deve ser preservada pela sua autoridade pessoal (moral e espiritual).
Art. 9º. São deveres do obreiro para com os seus colegas:
I. zelar pelo bom nome dos colegas. Não falar mal, não criticar, não desprezar, não ouvir e
nem permitir comentários inconvenientes de colegas pelo contrário, procurar honrá-los perante todos;
II. ao assumir um pastorado, tratar com todo respeito o nome de seu antecessor e sempre
que possível, elogiá-lo por algo de positivo que tenha feito ou deixado na igreja;
III. quando for deixar um pastorado, preparar a Igreja para receber seu sucessor;
IV. poderá participar na escolha do novo pastor sem, contudo impor sua vontade ou
preferência;
V. respeitar a pessoa do colega. Nunca assumir compromisso em sua igreja sem antes
consultá-lo sobre as conveniências;
VI. apoiar e ajudar os colegas em dificuldades pessoais, materiais ou espirituais;
VII. respeitar a privacidade dos colegas e evitar interferência em pastorados anteriores;
VIII. aceitar membros de outras igrejas, só conforme Art. 46, inciso I, letra b, e Art. 56, § único
do Estatuto da AICEB;
IX. ter visão ampla do reino, buscando parceria e trocas de informações com colegas de
outras denominações reconhecidamente evangélicas.
X. ter cuidado com modismos, movimentos e outros métodos de crescimento;

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XI. manter discrição na relação com igrejas frutos de cisões.
Art. 10. São deveres do obreiro para com sua denominação:
I. fidelidade aos seus princípios administrativos e doutrinários;
II. lealdade para com suas resoluções. Não expor perante a igreja ou pessoas, suas
discordâncias. O lugar de discordar é nas reuniões da Diretoria Regional, Diretoria Geral, Convenções,
Seminários ou Fóruns convocados para debates;
III. não menosprezar os compromissos e atender as convocações denominacionais ;
IV. não menosprezar a AICEB. Ela lhe deu nome e abrigo;
V. seguir o modelo de administração eclesiástica da AICEB;
VI. submeter-se ao Estatuto, Confissão de Fé e Regimento Interno do Departamento de
Obreiros da AICEB.
Art. 11. São deveres do obreiro para com a sociedade:
I. zelar pelo bom nome para com os de fora;
II. ter cuidado quanto aos ambientes que freqüenta, os amigos que tem e relacionamentos
que mantêm;
III. ser uma referência na comunidade, pelo nome, nos compromissos, nos negócios, no
procedimento;
IV. estar inteirado dos problemas da comunidade a qual pertence, sendo ativo sempre que
possível em órgãos de classe ou conselhos;
V. tomar iniciativa em contato com a comunidade e mobilizar a igreja para trabalhos sociais.

Capítulo IV
Das Relações com o Governo
Art. 12. O obreiro deve ser submisso às autoridades desde que não contrariem princípios
bíblicos.
Art. 13. O obreiro deve possuir mente crítica, reflexiva e profética, entendendo que direitos
devem ser reivindicados e que isso não se constitui um ato de rebeldia contra as autoridades.
Art. 14. Deve propor juntamente com a comunidade ao poder legislativo novas leis que tragam
benefícios à comunidade ou reformulação e extinção de outras.
Art. 15. Observar sempre suas obrigações e da sua igreja para com o governo em qualquer esfera
quando derivadas de leis.

Capítulo V
Das Relações Político – Partidário
Art. 16. São deveres do obreiro em suas relações político – partidário:
I. trabalhar na formação política de sua Igreja, a fim de desenvolver o senso crítico à luz da
ética e das Escrituras Sagradas;
II. combater qualquer concepção política que rapte o direito do povo na participação e
decisão dos destinos da nação, defendendo sempre o estado democrático de direito;
III. contribuir para a boa administração da coisa pública, por possuir pela autorização da lei,
deveres como qualquer outro cidadão.
Art. 17. São direitos do obreiro em suas relações político – partidária:
I. tomar parte na administração pública, por sua condição de cidadão e estar garantido e
protegido por lei;

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II. filiar-se a qualquer agremiação ou partido político cuja ideologia não seja incompatível
com a Bíblia e a ética do obreiro da AICEB;
III. concorrer a cargos eletivos do executivo ou legislativo, desde que não seja conflitível
com suas funções de obreiro;
IV. assessorar ou ser conselheiro espiritual de governantes ou membros do legislativo em
qualquer esfera do poder, desde que não fira a ética do obreiro da AICEB;
V. pronunciar-se do púlpito ou fora dele contra qualquer medida injusta, considerando que é
portador da palavra profética e condena qualquer tipo de injustiça;
VI. participar de fóruns de debates sobre problemas públicos tais como: Educação, Saúde,
Segurança, Transporte, Moradia, Emprego, Meio Ambiente e outros.
Parágrafo único – O obreiro ao concorrer a cargos eletivos deverá licenciar-se.
Art. 18. É defeso ao obreiro da AICEB:
I. negociar os votos dos membros de sua Igreja com qualquer candidato sob qualquer
pretexto;
II. dar apoio político a qualquer candidato em nome da igreja, sem a decisão da assembléia
da Igreja;
III. desrespeitar a consciência política dos membros da igreja quanto a sua convicção política
ou partidária e seu voto;
IV. ceder o púlpito da Igreja para propaganda política independentemente da ideologia
política ou religiosa do candidato.

Capítulo VI
Dos Princípios Gerais

Art. 19. Este Código de Ética, é anexo obrigatório do Regimento Interno do Departamento de
Obreiros da AICEB, e a quebra dos princípios aqui apresentados implicarão em sanções previstas no
referido Regimento.
Art. 20. Aprovado este Código só poderá ser alterado em Assembléia Nacional dos obreiros e
homologado em Convenção Geral.

Aprovado em julho de 2005 na Assembléia Nacional de Obreiros e homologado na XXII


Convenção Geral da AICEB em Teresina, Piauí.

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