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História da eletricidade - Wikipédia, a enciclopédia livre http://pt.wikipedia.

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História da eletricidade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A história da electricidade tem início na Antiguidade, na Grécia Antiga. De


acordo com Tales de Mileto, ao se esfregar âmbar com pele de carneiro,
observou-se que pedaços de palha eram atraídos pelo âmbar. A palavra
eléktron (ἤλεκτρον) significa âmbar em grego.

Índice
1 Antiguidade
1.1 Electricidade e Magnetismo
2 Século XVI
3 Século XVII
4 Século XVIII
5 Século XIX
6 Século XX O célebre expermimento da
7 Referências pipa de Benjamin Franklin.
8 Bibliografia

Antiguidade
Nas civilizações antigas, já eram conhecidas as propriedades eléctricas de alguns materiais. A palavra
electricidade deriva do vocábulo grego elektron (âmbar), como consequência da propriedade que tem essa
substância de atrair partículas de pó ao ser atritada com fibras de lã. A parte do desenvolvimento no
Ocidente, especula-se que objectos encontrados no Iraque, datados de 250 a.C., seriam usados como uma
forma de bateria.

Electricidade e Magnetismo

Antigamente não era reconhecida a ligação entre electricidade e magnetismo. Somente no século XIX
desenvolveu-se uma relação entre os estudos desses fenômenos.

O magnetismo na Antiguidade era conhecido através do mineral magnetita. Suas propriedades e seu uso
eram envolvidos por muito misticismo. Somente no século XVI, através do cientista William Gilbert, foi
desenvolvido um trabalho metódico (De Magnete) sobre as propriedades do magnetismo. Este mesmo
trabalho também foi a primeira aplicação do método científico.

Século XVI
A partir do século XVI a electricidade e o magnetismo são estudados com rigor científico.

Em 1550, Gerolamo Cardano discute em seu livro De Subtilitate as diferenças entre forças eléctricas e
forças magnéticas.

Século XVII

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Em 1600, William Gilbert, o primeiro a estudar sistematicamente a eletricidade e o magnetismo, publica De


Magnete, onde explica que outros materiais, além do âmbar, adquiriam, quando atritados, a propriedade de
atrair outros corpos, e chamou a força observada de elétrica. Atribuiu essa eletrificação à existência de um
"fluido" que, depois de removido de um corpo por fricção, deixava uma "emanação". Embora a linguagem
utilizada seja curiosa, as noções de Gilbert se aproximam dos conceitos modernos, desde que a palavra
fluido seja substituída por "carga" e emanação, por "campo elétrico".

Em 1660, no estudo da eletrostática, Otto von Guericke, prefeito da cidade alemã de Magdeburgo, inventa a
primeira máquina chamada de Elektrisiermaschine. Era feita de uma esfera de enxofre atravessada por uma
barra presa a uma manivela, que quando movimentada fazia a bola girar em alta velocidade. Guericke
protegeu a mão com uma luva, que ao ser encostada na bola eletrizou-a instantaneamente. A bola começou a
atrair outras bolas de enxofre suspensas por fios que, após encostarem na bola maior, começaram a atrair
outros objetos menores. Otto conclui então que a eletricidade podia passar de um corpo para o outro.

Em 1675, Robert Boyle observa que as forças elétricas podem atuar no vácuo.

Século XVIII
O cientista Luigi Aloisio Galvani realiza estudos em animais e, numa rã, constata a presença do chamado
"fluido de energia": revela-se neste momento a descrita bioeletricidade. Em continuidade, o fisiologista
detecta o fenômeno tendo como causa reações químicas; então tenta a analogia para criar um
desenvolvedor, mas seus próprios conceitos tornam-se obstáculos intransponíveis. Porém, seu trabalho foi
compartilhado e suas idéias desdobradas, outorgando-lhe a condição de imprescindível na criação de
Alessandro Volta, a pilha voltaica (1800).

No século XVIII, o francês Charles François de Cisternay Du Fay comprova a existência de dois tipos de
força elétrica: uma de atração, já conhecida, e outra de repulsão. Suas observações foram depois organizadas
por Benjamin Franklin, que atribuiu sinais - positivo e negativo - para distinguir os dois tipos de carga. Nessa
época, já haviam sido reconhecidas duas classes de materiais: isolantes e condutores.

Foi Benjamin Franklin quem demonstrou, pela primeira vez, que o relâmpago é um
fenômeno elétrico, através da sua famosa experiência com uma pipa (papagaio). Ao
empinar a pipa num dia de tempestade, Franklin consegue obter efeitos elétricos através
da linha e percebe então que o relâmpago resultava do desequilíbrio elétrico entre a
nuvem e o solo. A partir dessa experiência, ele produz o primeiro pára-raios. No final do
século XVIII, importantes descobertas no estudo das cargas estacionárias foram
conseguidas com os trabalhos de Joseph Priestley, Lord Henry Cavendish, Charles
Augustin de Coulomb e Siméon-Denis Poisson. Os caminhos estavam abertos e em
poucos anos os avanços dessa ciência foram espetaculares. Benjamin
Franklin
Em 1733, Du Fay publica a existência de dois tipos de eletricidade, o que mais tarde
seria identificado como "positivo" e "negativo". Ele também identifica a diferença entre isolantes e
condutores.

Em 1750, Benjamin Franklin propõe o experimento de levantar uma pipa sob uma tempestade, provocando
uma descarga atmosférica.

Em 1752, a partir de suas observações sobre descargas atmosféricas, Franklin inventa o pára-raios.

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Henry Cavendish realiza diversas descobertas na eletricidade, mas não publica seus
resultados. Seus teoremas só seriam descobertos mais tarde, como por exemplo a Lei de
Ohm.[1] As pesquisas sobre o poder dos materiais de conduzir energia estática, iniciadas
por Cavendish em 1775, foram aprofundadas na Alemanha pelo físico Georg Simon
Ohm. Publicada em 1827, a lei de Ohm relaciona as grandezas fundamentais da
eletricidade: tensão, corrente e resistência. James Clerk Maxwell encerra um ciclo da
história da eletricidade ao formular as equações que unificam a descrição dos
comportamentos elétrico e magnético da matéria.
Michael Faraday
Em 1800, o conde Alessandro Volta desenvolve a pilha voltaica, precursora das baterias
modernas. A pilha de Volta era capaz de produzir corrente contínua.[1]

Em 1800, Volta inventa a pilha elétrica, ou bateria, logo transformada por outros pesquisadores numa fonte
de corrente elétrica de aplicação prática. Em 1820, o francês André-Marie Ampère demonstra as relações
entre correntes paralelas, e em 1831 Michael Faraday faz descobertas que levam ao desenvolvimento do
dínamo, do motor elétrico e do transformador.

O aproveitamento dos novos conhecimentos na indústria e na vida cotidiana iniciou-se


no fim do século XIX.

Em 1873, o cientista belga Zénobe Gramme demonstrou que a eletricidade podia ser
transmitida de um ponto a outro através de cabos condutores aéreos. Em 1879, o
americano Thomas Edison inventa a lâmpada incandescente e, dois anos depois,
constrói na cidade de Nova York a primeira central de energia elétrica com sistema de
distribuição. A eletricidade já tinha aplicação no campo das comunicações, com o
telégrafo e o telefone elétricos e, pouco a pouco, o saber teórico acumulado foi
introduzido nas fábricas e residências. Thomas Edison

O descobrimento do elétron por Joseph John Thomson, na década de 1890, pode ser
considerado o marco da passagem da ciência da eletricidade para a da eletrônica, que proporcionou um
avanço tecnológico ainda mais acelerado.

Século XIX
A seguir as principais descobertas sobre eletriciddade desse século:

1820 - Hans Christian Ørsted observa que uma corrente elétrica causa uma perturbação em uma
bússola próxima, ilustrando a interação entre eletricidade e magnetismo. André-Marie Ampère
consegue desenvolver e explicar o fenômeno.

1827 - Georg Simon Ohm publica Die galvanische Kette mathematisch bearbeitet (O Circuito
Galvânico Investigado Matematicamente), trabalho no qual desenvolve a teoria de circuitos, incluindo
a sua Lei de Ohm.

1831 - Michael Faraday determina experimentalmente o fenômeno da indução magnética entre duas
bobinas, formulando o princípio do transformador. A indução também é observada através do uso de
um ímã permanente, obtendo-se desta forma o princípio dos motores e geradores elétricos.

1864 - James Clerk Maxwell apresenta em A Treatise on Electricity and Magnetism as quatro
equações do eletromagnetismo, consolidando os experimentos de Faraday. Tais equações prevêem a
existência das ondas eletromagnéticas, e anuncia que a própria luz é uma forma de eletromagnetismo.

1879 - Thomas Alva Edison inventa a primeira lâmpada elétrica comercialmente viável.

Brasil - A eletricidade começa a ser utilizada no país, além da Europa e dos Estados Unidos, logo após o

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invento do dínamo e da lâmpada elétrica. No mesmo ano, D. Pedro II inaugura a iluminação da estrada de
ferro.

1880 - Edison patenteia o sistema de distribuição elétrica.

1881 - Brasil - A primeira iluminação externa pública do país é inaugurada na atual Praça da
República, em São Paulo.

1882 - Edison implementa o primeiro sistema de distribuição elétrica, em corrente contínua a 110
volts, em Manhattan.

1883 - Brasil - Entrou em operação a primeira usina hidrelétrica do país, instalada na cidade de
Diamantina, Minas Gerais. D. Pedro II inaugura, na cidade de Campos, o primeiro serviço público
municipal de iluminação elétrica do Brasil e da América do Sul.

1888 - Heinrich Hertz comprova a existência das ondas eletromagnéticas, confirmando a teoria de
Maxwell.

1890 (aproximadamente) - Ocorre uma disputa entre Nikola Tesla e Edison na implementação dos
sistemas de distribuição elétrica, a chamada Guerra das Correntes. Finalmente vence Tesla, com a
corrente alternada, essencialmente pelas características dos transformadores em elevar a tensão,
diminuindo as perdas na transmissão de energia.

1892 - Tesla publica a base do sistema de corrente alternada. George Westinghouse patrocina os
projetos de Tesla.

1893 - Charles Proteus Steinmetz desenvolve uma formulação matemática para o estudo de circuitos
em corrente alternada.

1892 - Tesla realiza a primeira transmissão de rádio; porém, esta invenção é creditada, embora sob
controvérsias, a Guglielmo Marconi em 1904.

Século XX
A engenharia elétrica é consolidada como uma profissão reconhecida.

Ocorre um grande desenvolvimento no campo da eletrônica, basicamente com o desenvolvimento da


válvula, seguida pelos transistores e circuitos integrados.

Inicia-se desta forma a diferenciação entre engenharia elétrica de potência e eletrônica, que por sua
vez desenvolve os estudos de telecomunicações e a ciência da computação.

A descoberta de materiais supercondutores causa grande impacto no estudo da eletricidade, cujas


inovações são gradualmente implementadas.

Referências
1. ↑ a b RONAN, Colin A.. História Ilustrada da Ciência: Universidade de Cambridge .1.ed. São Paulo: Círculo
do Livro, 1987. 4 v. v. III - Da Renascença à Revolução Científica

Bibliografia
http://www.mundociencia.com.br/fisica/eletricidade/historiaeletricidade.htm
Oka, Mauricio Massazumi. História da Eletricidade (http://www.lsi.usp.br/~dmi/manuais

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/HistoriaDaEletricidade.pdf)
História da Eletricidade - curso da UFRJ (http://www.dee.ufrj.br/pagscursos/histel/app_curso
/CURSOFINAL5_arquivos/v3_document.htm)
http://celgd.celg.com.br/Pesquisa_EletricidadeNoBrasil.jsp

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Categorias: Eletricidade | História da física

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