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Resumo funções

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Resumo Funções Manuela Soares Página 1/13

Escola Secundária de Ermesinde
Resumo teórico – FUNÇÕES

11.º Ano; Matemática A 2010/2011



Funções do tipo
a
y b
x c
= +

.


( )
x
f x
x
+
=
+
5 1
3
( )
x
g x
x
+
=

6 7
3 2

• { } { } : \
f
D x x = ∈ + ≠ = − 3 0 3 ℝ ℝ
• Zeros de f : −
1
5

( ) f x x x = ⇔ + = ⇔ = −
1
0 5 1 0
5
.
• Ponto de intersecção com o eixo Ox : ,
| |

|
\ ¹
1
0
5
.
• Ponto de intersecção com o eixo Oy : ( ) ( )
, , f
| |
=
|
\ ¹
1
0 0 0
3

• ( )
x
f x
x x
+
= = −
+ +
5 1 14
5
3 3
c.a.
x x
x
+ +

− −
5 1 3
14
5 5 15

• { } : \
g
D x x
¦ ¹
= ∈ − ≠ =
´ `
¹ )
2
3 2 0
3
ℝ ℝ
• Zeros de g : −
7
6

( ) g x x x = ⇔ + = ⇔ = −
7
0 6 7 0
6
.
• Ponto de intersecção com o eixo Ox : ,
| |

|
\ ¹
7
0
6
.
• Ponto de intersecção com o eixo Oy : ( ) ( )
, , g
| |
= −
|
\ ¹
7
0 0 0
2

• ( ) g x
x
x x
= + = + = +
− | |
− −
|
\ ¹
11
11 11
3
2 2 2
2 2 3 2
3
3 3
c.a.
x x
x
+ −
− +
6 7 3 2
11
6 4 2

• Equação da assimptota vertical: x = −3 .
• Equação da assimptota horizontal: y = 5



( ) lim
x
f x

→+∞
= 5 ; ( ) lim
x
f x
+
→−∞
= 5

( ) lim
x
f x
+
→−
= −∞
3
; ( ) lim
x
f x

→−
= +∞
3

• Equação da assimptota vertical: x =
2
3
.
• Equação da assimptota horizontal: y = 2


( ) lim
x
f x
+
→+∞
= 2 ; ( ) lim
x
f x

→−∞
= 2

( ) lim
x
f x
+

= +∞
2
3
; ( ) lim
x
f x


= −∞
2
3








Resumo Funções Manuela Soares Página 2/13
Igualdade de funções:
• Duas funções f e g são iguais ( ) f g = se e só se têm o mesmo domínio e ( ) ( ) f x g x =
Exemplos:
( ) f x x = e ( )
x x
g x
x
+
=
+
3
2
3
3
.
f
D = ℝ
:
g
D x x
¦ ¹
= ∈ + ≠ =
´ `
¹ )
2
Cond. Universal
3 0 ℝ ℝ
.

( )
x x
x x
g x
x
+
+
= =
+
2
3
2
3
3
3
( )
x +
2
3
( ) x f x = = .
Como
f g
D D = e ( ) ( ) f x g x = , as funções f e g são
iguais
( ) f x x = + 2 e ( )
x
g x
x

=

2
4
2
.
f
D = ℝ
{ } { } : \
g
D x x = ∈ − ≠ = 2 0 2 ℝ ℝ

f g
D D ≠ , pelo que as funções f e g não são iguais,
embora se tenha ( ) ( ) f x g x = , pois,
( )
( ) ( ) x x
x
g x x
x x
− +

= = = +
− −
2
2 2
4
2
2 2


Soma de funções:
f g f g
D D D
+
= ∩ e ( )( ) ( ) ( ) f g x f x g x + = +
Exemplo:
• Considera as funções f e g , de domínios { } \ 4 ℝ e { } \ , −4 4 ℝ , respectivamente, definidas por ( )
x
f x
x

=

5 1
4
e
( )
x
g x
x
− −
=

2
3 12
16
.
{ } \ ,
f g f g
D D D
+
= ∩ = −4 4 ℝ
Tem-se que:
( )( ) ( ) ( )
( )
( )( )
( )( )
( )
x
f g x f x g x
x x
x x
x x x x
x x
x x
x x
x x
+
+ = + =
− − −
= + =
− −
+ − − − −
= =
− +
+ −
= =
− +
− +
=
2
4
2
2
5 1 3 12
4 16
5 20 4 3 12
4 4
5 16 16
4 4
5 4 4
( )
( ) x x − + 4 4
( )
x
x
=

=

5 4
4

c.a.
x x
x
x
x x
x x
+ − = ⇔
− ± +
⇔ = ⇔
− ±
⇔ = ⇔
− − − +
⇔ = ∨ = ⇔
⇔ = − ∨ =
2
5 16 16 0
16 256 320
10
16 24
10
16 24 16 24
10 10
4
4
5

( ) ( )( ) x x x x x x
| |
+ − = − + = − +
|
\ ¹
2
4
5 16 16 5 4 5 4 4
5

Diferença de funções:
f g f g
D D D

= ∩ e ( )( ) ( ) ( ) f g x f x g x − = −
Exemplo:
• Considera as funções f e g , de domínios { } \ 0 ℝ e ℝ, respectivamente, definidas por ( )
x
f x
x
+
=
2 1
e
( ) g x x = − + 4 .
{ } \
f g f g
D D D

= ∩ = 0 ℝ
Tem-se que:
( )( ) ( ) ( ) ( )
x x x x x x x
f g x f x g x x x
x x x x
+ + + + − − +
− = − = − − + = + − = =
2 2
2 1 2 1 2 1 4 2 1
4 4
Resumo Funções Manuela Soares Página 3/13
Produto de funções:
f g f g
D D D
×
= ∩ e ( )( ) ( ) ( ) f g x f x g x × = ×
Exemplo:
• Considera as funções f e g , de domínios { } \ −1 ℝ e { } \ 3 ℝ , respectivamente, definidas por ( )
x x
f x
x
− +
=
+
2
5 6
1
e
( )
x
g x
x

=

2
1
3
.
{ } \ ,
f g f g
D D D

= ∩ = −1 3 ℝ
Tem-se que:
( )( ) ( ) ( )
( )( )
( )( )
( )
x x x
x x x
f g x f x g x
x x x x
x
− + −
− + −
× = × = × = =
+ − + −

=
2 2
2 2
5 6 1
5 6 1
1 3 1 3
3 ( )( ) ( ) x x x − − + 2 1 1
( ) x +1 ( ) x − − 3
( ) ( ) x x
x x x
x x
x x
− −
− − +
= = =
− −

− +
= = − + −

2
2
2
2 1
2 2
1 1
3 2
3 2
1

c.a.
x x
x x
x x x x
− + = ⇔
± − ±
⇔ = ⇔ = ⇔
− +
⇔ = ∨ = ⇔ = ∨ =
2
5 6 0
5 25 24 5 1
2 2
5 1 5 1
2 3
2 2

( ) ( ) x x x x − + = − −
2
5 6 3 2
Quociente de funções:
( ) { }
:
f f g
g
D D D x g x = ∩ ∩ ∈ ≠ 0 ℝ e ( )
( )
( )
f x
f
x
g g x
| |
=
|
\ ¹

Exemplo:
• Considera as funções f e g , de domínios { } \ 1 ℝ e { } \ 1 ℝ , respectivamente, definidas por ( )
x
f x
x x
+
=
− +
2
2
2 1
e
( )
x
g x
x

=

2
4
1
.
( ) { } { } { } { } { } { } : \ : \ \ , \ , ,
f f g
g
D D D x g x x x = ∩ ∩ ∈ ≠ = ∩ ∈ − ≠ = ∩ − = −
2
0 1 4 0 1 2 2 2 1 2 ℝ ℝ ℝ ℝ ℝ ℝ
Tem-se que:
( )
( )
( )
( )( )
( ) ( )
( )
x
x
f x x x
f
x x
x
g g x x x x x
x
+
− +
+ −
| |
− +
= = = =
|
− − + − \ ¹

2
2 2 2
2
2
2 1
2 1
4 2 1 4
1
x −1
( )
( ) x −
2
1 ( ) ( ) x x − + 2 2
( )( ) x x x x

= = −
− − − +
2
1 1
1 2 3 2


Composição de funções:
( ) { }
:
f g g f
D D x g x D = ∩ ∈ ∈

ℝ e ( )( ) ( ) ( )
f g x f g x =
Exemplo:
• Considera as funções f e g , de domínios { } \ −3 ℝ e { } \ 4 ℝ , respectivamente, definidas por ( )
x
f x
x
2
=
+ 3
e
( ) g x
x
= −

1
4
.
( ) { } { }
{ }
: \ :
\ ,
f g g f
D D x g x D x
x
¦ ¹
= ∩ ∈ ∈ = ∩ ∈ − ≠ − =
´ `
+
¹ )
= −
1
4 3
4
1 4

ℝ ℝ ℝ


c.a.
x x
x x x x
− ≠ − ⇔ ≠ ⇔
+ +
⇔ + ≠ ∧ ≠ ⇔ ≠ − ∧ ≠
1 1
3 3
4 4
3 4 1 4 1 4

Tem-se que:
( )
( )
( )
( )( )
( ) ( )
( )
x
x
f x x x
f
x x
x
g g x x x x x
x
+
− +
+ −
| |
− +
= = = =
|
− − + − \ ¹

2
2 2 2
2
2
2 1
2 1
4 2 1 4
1
x −1
( )
( ) x −
2
1 ( ) ( ) x x − + 2 2
( )( ) x x x x

= = −
− − − +
2
1 1
1 2 3 2


Resumo Funções Manuela Soares Página 4/13
Resolução de equações racionais:

As soluções de
( )
( )
N x
D x
= 0 são os zeros de ( ) N x , desde que pertençam ao domínio da expressão.
Exemplos:
( ) x
x x x x x
x x x x
x x x x
x

+ + + + − +
• = − ⇔ + = ⇔ = ⇔ = ⇔ + = ∧ − ≠ ⇔ = ∧ ≠ ⇔
− − − −
¦ ¹
⇔ = =
´ `
¹ )
2
3 3 3 2 2 1 1
1 1 0 0 0 2 1 0 2 0 2
2 2 2 2 2
1 1
C.S.
2 2

( )
( )
( ) ( )
( ) Equação impossível
x
x x
x x x x x x x x x
x x x x x x x x x
x x x x x
x
x

+ + + − − + − +
• + = ⇔ − = ⇔ = ⇔ = ⇔
− − − − −
⇔ − + = ∧ − ≠ ⇔ = ∧


≠ ∧ ≠
2
2 2
2 2
2
2 2 2 2 2
1 1 0 0 0
2 2 2 2 2
2 0 2
2
0 2 0 2

Resolução de inequações racionais:
Uma inequação racional resolve-se passando à forma
( )
( )
( ) ou , ou , ou
N x
D x
< < > ≥ 0 e elaborando um quadro de sinal do
numerador e do denominador, começando por determinar os zeros de cada um deles.

Exemplos:
( ) ( )
( ) ( )
x
x x x x
x x
x x x x x x
x x
+
+ +
• ≥ ⇔ − ≥ ⇔
+ +
− − − − − + −
⇔ ≥ ⇔ ≥
+ +
20 12
2 2
1 1
0
12 20 12 20
20 12 12 7 12
0 0
20 12 20 12

c.a.
• x x x x
− ± − − ±
− + − = ⇔ = ⇔ = ⇔
− −
2
7 49 48 7 1
7 12 0
2 2

x x x x
− + − −
⇔ = ∨ = ⇔ = ∨ =
− −
7 1 7 1
3 4
2 2

• ( ) x x + = ⇔ = − 20 12 0 12
Quadro de sinal:
x −∞ −12 3 4 +∞
x x − + −
2
7 12 − − − 0 + 0 −
( ) x + 20 12 − 0 + + + + +
( ) Q x + ND − 0 + 0 −

] [ [ ] C.S. , , = −∞ − ∪ 12 3 4

• Na figura está representada, em referencial o.n. xOy , parte do gráfico de uma função f , bem como
as duas assimptotas deste gráfico.
Tal como a figura sugere:
• o ponto de coordenadas ( ) , 5 0 pertence ao gráfico de f
• as rectas de equação x = 3 e y = −4 são assimptotas do gráfico de f .
Seja g a função, de domínio ℝ, definida por ( ) g x x = − − 6 .
Tendo em conta o gráfico de f e a expressão analítica de g , resolver a inequação ( ) ( ) f x g x × < 0
Quadro de sinal:
x −∞ −6 3 5 +∞
( ) f x − − − ND + 0 −
( ) g x + 0 − − − − −
( ) ( ) f x g x × − 0 + ND − 0 +

] [ ] [ C.S. , , = −∞ − ∪ 6 3 5
Resumo Funções Manuela Soares Página 5/13

Assimptotas de algumas funções:
Considera a função g , de domínio, { } \ −1 ℝ , definida por ( ) g x
x
= − +
+
4
2
1
.
Equações das assimptotas do gráfico de:

g → x = −1 e y = −2

h , sendo h definida por ( ) ( ) h x g x = + 3
Ora, o gráfico de h é obtido através de um deslocamento horizontal de 3 unidades do gráfico de g , isto é, é obtido a
partir do gráfico de g por uma translação associada ao vector ( ) , −3 0 .
As equações das assimptotas do gráfico de h são x x x

| |
= − = − → = −
|
\ ¹
3
4 1 4 e y = 1 .

i , sendo i definida por ( ) ( ) i x g x = − + 1 3
O gráfico de i é obtido a partir do gráfico de g por uma translação associada ao vector ( ) , 1 0 seguida de uma translação
associada ao vector ( ) , 0 3 .
As equações das assimptotas do gráfico de i são x x x
+
| |
= = − → =
|
\ ¹
1
0 1 0 e y y y
+
| |
= = − → =
|
\ ¹
3
1 2 1 .

j , sendo j definida por ( ) ( ) j x g x = − − 3 .
O gráfico de j é obtido a partir do gráfico de g por uma simetria axial de eixo Ox seguida de uma translação associada
ao vector ( ) ,− 0 3 .
As equações das assimptotas do gráfico de j são x = −1 e y y y y
− −
| |
= − = − → = → = −
|
\ ¹
3
1 2 2 1 .

k , sendo k definida por ( ) ( ) k x g x = − +1 .
O gráfico de k é obtido a partir do gráfico de g por uma simetria axial de eixo Oy seguida de uma translação associada
ao vector ( ) , 0 1 .
As equações das assimptotas do gráfico de k são x x x

| |
= = − → =
|
\ ¹
1 1 1 e y y y
+
| |
= − = − → = −
|
\ ¹
1
1 2 1 .

l , sendo l definida por ( ) ( ) l x g x = − − + 5 6 .
O gráfico de l é obtido a partir do gráfico de g por uma translação associada ao vector ( ) , 5 0 seguida de uma simetria
axial de eixo Ox e, por último, por uma translação associada ao vector ( ) , 0 6 .
As equações das assimptotas do gráfico de l são x x x x
+ −
| |
= = − → = → = −
|
\ ¹
5
1 1 4 4 e y y y
+
| |
= = − → =
|
\ ¹
6
4 2 4 .


Resumo Funções Manuela Soares Página 6/13
Taxa média de variação
Dada uma função f , a taxa média de variação no intervalo [ ] ( ) , a b a b < é dada por:
[ ]
( ) ( )
, a b
f b f a
tmv
b a

=

, ou seja, é igual
ao declive da recta definida pelos pontos de coordenadas ( ) ( )
, a f a e ( ) ( )
, b f b .


A taxa média de variação num intervalo mede a forma como a função varia entre os extremos desse intervalo:
• se for positiva, significa que a função cresce ao passar de um extremo do intervalo para o outro, embora a
função possa não ser sempre crescente.
• se for negativa, significa que a função decresce ao passar de um extremo do intervalo para o outro, embora
a função possa não ser sempre decrescente.
• se for nula, é porque são iguais os valores da função nos extremos do intervalo, mas nada ficamos a saber
do que acontece entre eles.


Taxa de variação ou derivada num ponto

Dada uma função f e a um ponto do seu domínio, a derivada de f no ponto de abcissa a á dada por:
( ) ( )
lim
h
f a h f a
h

+ −
0


Nota: Quando temos uma função tempo/distância, a derivada dá-nos a velocidade.

DERIVADA

• Função afim: ( ) ( ) ' f x mx b f x m = + ⇒ =
A derivada de uma função afim é uma função constante.
A derivada de uma função constante é 0 .
Determinar, pela definição, ' f
| |
|
\ ¹
1
3
sendo ( ) f x x = − + 5 1
' lim
lim lim
h
h h
f h f
f
h
h
h
h h

→ →
| | | |
+ −
| |
| | \ ¹ \ ¹
= =
|
\ ¹
| |
− − − −
|

\ ¹
= = = −
0
0 0
1 1
1 3 3
3
2 2
5
5 3 3
5

c.a.
f h h h h
| | | |
+ = − + + = − − + = − −
| |
\ ¹ \ ¹
1 1 5 2
5 1 5 1 5
3 3 3 3

f
| |
= − × + = −
|
\ ¹
1 1 2
5 1
3 3 3


Exemplos: ( )' x − + = − 2 3 2 ; ( )' x = 1; ( )' − = 5 0
Graficamente:


Tem-se que ( ) ' f x = 2 , pois o declive da recta, gráfico
de f , é 2 .
Tem-se que ( ) ' g x = −1 , pois o declive da recta, gráfico de
g , é −1 .
Resumo Funções Manuela Soares Página 7/13
• Função quadrática: ( ) ( ) ' g x ax bx c g x ax b = + + ⇒ = +
2
2
A derivada de uma função quadrática é uma função afim.
Determinar, pela definição, ( ) ' g −2 sendo ( ) g x x x = − − +
2
3 5 1
( )
( ) ( ) ( )
( )
( )
' lim lim
lim lim
lim
h h
h h
h
g h g h h
g
h h
h h
h h
h h
h
→ →
→ →

− + − − − + − − −
− = = =
− +
− +
= = =
= − + =
2
0 0
2
0 0
0
2 2 3 7 1 1
2
3 7
3 7
3 7 7

c.a. ( ) ( ) ( ) g h h h − + = − − + − − + + =
2
2 3 2 5 2 1
( )
h h h
h h
= − − + + − + =
= − + −
2
2
3 4 4 10 5 1
3 7 1

( ) ( ) ( ) g − = − − − − + =
= −
2
2 3 2 5 2 1
1

Graficamente: Se o gráfico da função é uma a parábola:

• com concavidade voltada para cima, o gráfico da sua
derivada é uma recta com declive positivo.
• com concavidade voltada para baixo, o gráfico da sua
derivada é uma recta com declive negativo.

Exemplos:
( )
' x x x − + − = − +
2
2 3 1 4 3 ;
'
x
x
| |
− =
|
\ ¹
2
2
5
3 3
;
( )
' x x x + = +
2
5 7 2 5 7

• Função cúbica: ( ) ( ) ' h x ax bx cx d h x ax bx c = + + + ⇒ = + +
3 2 2
3 2
A derivada de uma função cúbica é uma função quadrática.
Exemplos:
( )
' x x x x x + − + = + −
3 2 2
5 3 1 15 6 1 ;
'
x
x x
| |
− = −
|
\ ¹
3
2
5 5
3
;
( )
' x x x + = +
3 2
5 7 15 7

• Função racional:
( ) ( ) '
a a
f x f x
x x
= → = −
2
. ( ) ( )
( )
'
a ab
f x f x
bx c
bx c
= → = −
+
+
2
.
Exemplos:
'
x x
| |
= −
|
\ ¹
2
2 2
;
( )
'
x
x
− | |
=
|
+
\ ¹ +
2
3 6
2 1
2 1
,
( ) ( )
' '
x
x x
x x
| | | |
= − = + =
| |
+ +
\ ¹ \ ¹ + +
2 2
2 2 2 2
2 0
1 1
1 1

Determinar, pela definição ( ) ' i 1 , sendo ( )
x
i x
x
=
+ 2 1

c.a. ( )
( )
h
i h
h
+
+ =
+ +
1
1
2 1 1
h
h
+
=
+
1
2 3
; ( ) i = =
× +
1 1
1
2 1 1 3

( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )
' lim lim
lim lim
h h
h h
h
i h i h
i
h h
h
h h h
→ →
→ →
+ − +
= = =
= = =
+ +
0 0
0 0
1 1 3 2 3
1
1 1
3 2 3 3 2 3 9

( ) ( )
( )
( ) ( ) ( ) h
h h h h
i h i
h h h +
+ + − −
+ − = − = =
+ + + 2 3
3
1 1 3 3 2 3
1 1
2 3 3 3 2 3 3 2 3

Função módulo
( ) ( )
se
'
se
x
f x x f x
x
− < ¦
= → =
´
>
¹
1 0
1 0
.
Não existe derivada no ponto de abcissa 0 (porque o ponto de coordenadas ( ) , 0 0 é um ponto “em bico”).



Resumo Funções Manuela Soares Página 8/13
Recta tangente
A recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a é a recta que passa no ponto ( ) ( )
, a f a e tem como declive ( ) ' f a .
A equação reduzida da recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a é da forma ( ) ' y f a x b = + .
Exemplos:
• É dada abcissa do ponto de tangência
Considera a função f definida por ( ) f x x x = − −
2
3 3 1. Determinar recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa −2 .
A recta r tem declive ( ) '
r
m f = −2 e passa no ponto ( ) ( )
, P f − − 2 2 .
Ora, ( ) ( ) ( ) f − = × − − × − − =
2
2 3 2 3 2 1 17 , logo, P tem coordenadas ( ) , −2 17
Como ( ) ' f x x = − 6 3 , tem-se que ( ) ( ) ' f − = − − = − 2 6 2 3 15 .
Logo, a equação da recta r é da forma y x b = − + 15 , como P r ∈ , tem-se ( ) b = − × − + 17 15 2 , ou seja, b = −13 .
Portanto, a equação reduzida da recta r é y x = − − 15 13 .

• É dada a ordenada do ponto de tangência
Considera a função g definida por ( ) g x
x
= +
2
3 . Determinar recta tangente ao gráfico de g no ponto de ordenada 5 .
Para descobrirmos a abcissa do ponto de tangência precisamos resolver a equação ( ) g x = 5
Tem-se que,
x
x x x
a x x
− +
+ = ⇔ − + = ⇔ = ⇔ − + = ∧ ≠ ⇔ =
2 2 2 2
3 5 2 0 0 2 2 0 0 1.
Logo, o ponto de coordenadas ( ) , 1 5 é um ponto da recta tangente e ( ) ' g 1 o seu declive.
Ora, ( )
'
' g x
x x
| |
= + = −
|
\ ¹
2
2 2
3 , pelo que ( ) ' g = − 1 2
Logo, a equação reduzida da recta é da forma y x b = − + 2 . Como o ponto ( ) , 1 5 pertence à recta vem que:
b b = − × + ⇔ = 5 2 1 7 .
Portanto, a equação reduzida da recta tangente ao gráfico de g no ponto de ordenada 5 é y x = − + 2 7 .

• É dado o declive da recta tangente
Considera a função h definida por ( )
x
h x x = +
3
2
2
2
. Determinar os pontos do gráfico de h em que a recta tangente é
paralela à recta de equação y x = −
3
1
2
.
Para descobrirmos a abcissa do ponto de tangência precisamos resolver a equação ( ) ' h x =
3
2
.
Ora, ( )
'
'
x
h x x x x
| |
= + = +
|
\ ¹
3
2 2
3
2 4
2 2
, pelo que, ( ) ' h x x x x x = ⇔ + = ⇔ + − = ⇔
2 2
3 3 3
4 3 8 3 0
2 2 2

( )
x x x
− ± − × × −
⇔ = ⇔ = − ∨ =
×
2
8 8 4 3 3
1
3
2 3 3
.
Existem dois pontos do gráfico de h em que a recta tangente é paralela à recta de equação y x = −
3
1
2
, os pontos de
coordenadas ( ) ( )
, , h
| |
− = −
|
\ ¹
9
3 3 3
2
e , , h
| | | | | |
=
| | |
\ ¹ \ ¹ \ ¹
1 1 1 13
3 3 3 54
.
Se pedisse a equação da recta tangente bastava proceder como no exemplo “dada abcissa do ponto de tangência”.


Resumo Funções Manuela Soares Página 9/13

Derivada e monotonia

• Se uma função tem derivada positiva em todos os pontos de um intervalo é estritamente crescente nesse intervalo.
• Se uma função tem derivada negativa em todos os pontos de um intervalo é estritamente decrescente nesse intervalo.
• Se uma função tem derivada nula em todos os pontos de um intervalo é constante nesse intervalo.


Exemplos:
• Considera a função ' f , derivada de f , representada graficamente.

A função f é decrescente nos intervalos ] ] , −∞ −2 e [ [ ,+ ∞ 3 , pois nestes
intervalos ' f é menor ou igual a zero.
A função f é crescente no intervalo [ ] , −2 3 pois neste intervalo ' f é maior ou igual
a zero.

• Seja g uma função de domínio ℝ e tal que ( ) ' g x
x
= −
+
2
1
1
. Estudar a monotonia de g .
Como ( ) ' g x é sempre negativa (pois, x + >
2
1 0 ), tem-se que g é decrescente em ℝ.


• Na figura ao lado está representada, em referencial o.n. xOy , parte do gráfico h ,
função polinomial do 2.º grau.
Resolver a condição ( ) ( ) . ' h x h x ≥ 0
x −∞ −2 0 2 +∞
( ) h x − 0 + + + 0 −
( ) ' h x + + + 0 − − −
( ) ( ) . ' h x h x
− 0 + 0 − 0 +

[ ] [ [ . . , , C S = − ∪ + ∞ 2 0 2
Resumo Funções Manuela Soares Página 10/13
Extremos relativos
No referencial está representada uma função f de domínio [ ] , x x
0 5
.


Localização de máximos relativos Localização de mínimos relativos
• Se a derivada se anula passando de + para − . Na figura,
( ) f x
4
é máximo relativo
• Se não há derivada num ponto e o sinal das derivadas
laterais se anula passando de + para − . Na figura,
( ) f x
2
é máximo relativo.
• Se a derivada à direita do menor valor do domínio é
negativa. Na figura ( ) f x
0
é máximo relativo.
• Se a derivada à esquerda do maior valor do domínio é
positiva.
• Se a derivada se anula passando de − para + . Na figura,
( ) f x
1
e ( ) f x
3
são mínimos relativos.
• Se não há derivada num ponto e o sinal das derivadas
laterais se anula passando de − para + .
• Se a derivada à direita do menor valor do domínio é
positiva.
• Se a derivada à esquerda do maior valor do domínio é
negativa. Na figura ( ) f x
5
é mínimo relativo.

• Se uma dada função estiver definida num intervalo aberto, ] [ , x x
0 1
não há máximos nem mínimos relativos, nos extremos
do intervalo.


Exemplos:
• Determinar os intervalos de monotonia e o os extremos relativos do gráfico de f , sendo f a função de domínio ℝ
definida por ( ) f x x x = − +
3 2
3 1 .
→ Determinar a expressão derivada de f : ( ) ( )
'
' f x x x x x = − + = −
3 2 2
3 1 3 6
→ Determinar os zeros da derivada: ( ) ( ) ' f x x x x x x x = ⇔ − = ⇔ − = ⇔ = ∨ =
2
0 3 6 0 3 6 0 0 2
→ Construir um quadro de sinal de ' f e de variação de f :
x −∞ 0 2 +∞
' f + 0 − 0 +
f
ր
Max. ց Min.
ր
→ Indicar intervalos de monotonia e extremos:
f é crescente no intervalo ] ] , −∞ 0 e no intervalo [ [ , + ∞ 2 .
f é decrescente no intervalo [ ] , 0 2
f tem um máximo relativo, ( ) f = 0 1 e tem um mínimo relativo, ( ) f = − 2 3 .
Resumo Funções Manuela Soares Página 11/13
• Na figura ao lado está representado o gráfico ' g .
Determinar os intervalos de monotonia e o os extremos relativos do gráfico de g .
x −
5
2
−2 3
9
2

' g
0 − 0 + 0 + nd
g
Máx.
ց
Min. ր

g é decrescente no intervalo ,

− −


5
2
2

g é crescente no intervalo ,




9
2
2
.
g tem um máximo relativo , g
| |

|
\ ¹
5
2
e tem um mínimo relativo , ( ) g −2 .

• Na figura está representado o gráfico da função i .
Resolver a condição ( ) ( ) . ' i x i x + < 1 0
x −∞ −2 −1 0

1 +∞
( ) i x +1 − − − 0 + + + + +
( ) ' i x
0 nd + + + + + nd 0
( ) ( ) . ' i x i x +1
0 nd − 0 + 0 + nd 0
] [ . . , C S = − − 2 1


• Durante o ano de 2010 o preço de certa acção, na Bolsa, variou de acordo com a função
( ) C x x x x = − + +
3 2
15 48 65 , C - euros x - meses, [ ] , x ∈ 0 12
Qual foi a melhor altura para comprar e para vender acções?
Ora, a melhor opção é comprar ao preço mínimo e vender no preço máximo.
Tem-se que ( ) ( )
'
' C x x x x x x = − + + = − +
3 2 2
15 48 65 3 30 48 .
( ) ' C x x x x x x
±
= ⇔ − + = ⇔ = ⇔ = ∨ =
2
30 324
0 3 30 48 0 2 8
6

x 0 2 6 12
' C + + 0 − 0 + +
C Min.
ր
Máx.
ց
Min.
ր
Máx.

Mínimos: ( ) C = 0 65 e ( ) C = 6 29 Máximos: ( ) C = 12 209 e ( ) C = 2 109 .
Então, ( ) C = 6 29 é mínimo absoluto e ( ) C = 12 209 é máximo absoluto.
Portanto, a melhor opção teria sido comprar em Junho e vender em Dezembro.

• Na figura, um rectângulo está inscrito no triângulo rectângulo isósceles cujos catetos medem cm 20 .
Determinar as dimensões do rectângulo de área máxima
Tem-se que A x AD = × ,
x CD
CD x = ⇔ =
20 20
e AD x = − 20 , ] [ , x ∈ 0 20 .
Logo, ( ) ( ) A x x x x x = × − = −
2
20 20 . Ora, ( ) ( )
'
' A x x x x = − = −
2
20 20 2 , pelo que ( ) ' A x x = ⇔ = 0 10
x 0 10 20
' A + 0 −
A ր
Máx.
ց
Para x = 10 tem-se que AD = 10 , pelo que a área é máxima
quando o rectângulo é um quadrado de lado 10 .


Resumo Funções Manuela Soares Página 12/13
Função inversa (de uma função injectiva)
A função inversa de uma função f representa-se por f
−1
.
• Os gráficos de f e f
−1
são simétricos em relação à recta de equação y x = (bissectriz dos quadrantes ímpares).
Exemplos:

• ( ) ( ) f f

= → =
1
0 1 1 0
• ( ) ( ) f f

− = − → − = −
1
2 1 1 2
• ( ) ( ) f f

− = − → − = −
1
2 1 1 2
• ( ) ( ) f f

= → =
1
4 3 3 4

( )( ) ( ) ( ) ( ) f f f f f
− − −
= = =
1 1 1
4 4 3 4

( )( ) f f x x

=
1

• Sabe-se que g é uma função ímpar e injectiva. Sendo ( ) g = − 1 2 , ( ) g − = 3 4 e ( ) g = 2 0 , então podemos dizer que:
( ) g

= −
1
4 3 ; ( ) g

− =
1
4 3 porque sendo g é ímpar ( ) g = − 3 4 e ( ) ( ) ( ) g g g
− − −
= = −
1 1 1
0 2 1, porque ( ) g − = 1 2 .


Caracterizar, analiticamente, a função inversa de uma função (injectiva) f

• Determinar o domínio de f
• Resolver a equação ( ) f x y = , em ordem a x , sendo x um valor do domínio de f
• Determinar o domínio de f
−1



Função afim
Seja ( ) f x x = −
3
2
5


f
D = ℝ
• ( ) f x y x y x y x y = ⇔ − = ⇔ = − ⇔ = −
3 3 1 3
2 2
5 5 2 10


Substituímos a variável y por x , para representarmos a variável independente com a notação usual.
( ) f x x

= −
1
1 3
2 10



f
D

=
1

: f
x x


→ −
1
1 3
2 10
ℝ ℝ



Função racional
Seja ( )
x
g x
x

=
2

• { } \
g
D = 0 ℝ
• Seja x ≠ 0 , tem-se ( )
x
g x y y x xy xy x
x

= ⇔ = ⇔ − = ⇔ = + ⇔
2
2 2
( ) x y x
y
⇔ = + ⇔ =
+
2
2 1
1

( ) g x
x

=
+
1
2
1

• { } \
g
D

= −
1
1 ℝ
Tem-se então:
{ } { } : \ \ g
x
x

− →

+
1
1 0
2
1
ℝ ℝ

Resumo Funções Manuela Soares Página 13/13
Funções irracionais
Funções que têm uma variável no radicando


Domínio de funções irracionais
Recorda que, por exemplo,
2
0
e −5 não representam números reais.

Determinar o domínio das seguintes funções:
Função Domínio Cálculos auxiliares

• ( ) f x x = − 1 5
{ } : ,
f
D x x

= ∈ − ≥ = −∞


1
1 5 0
5
ℝ x x x x − ≥ ⇔ − ≥ − ⇔ ≤ ⇔ ≤
1
1 5 0 5 1 5 1
5


• ( ) g x x x = − + 3 { } [ [ : ,
g
D x x x = ∈ ≥ ∧ + ≥ = + ∞ 0 3 0 0 ℝ
x x
x x
≥ ∧ + ≥ ⇔
⇔ ≥ ∧ ≥ −
0 3 0
0 3


• ( )
x
h x
x

=

1
3 9

[ [ : ,
h
x
D x x
x
− ¦ ¹
= ∈ ≥ ∧ − ≠ =
´ `

¹ )
1
0 3 9 0 1 3
3 9

x x
x x
− = ⇔ =
− = ⇔ =
1 0 1
3 9 0 3
-
-


x −∞ 1 3 +∞
x − 1 + 0 − − −
x − 3 9 − − − 0 +
( ) Q x − 0 + nd −



• ( ) i x x = −
3
1 i
D = ℝ


• ( )
x
j x
x
=

3
2

{ }
{ } : \
h
D x x = ∈ − ≠ =
3
2 0 2 ℝ ℝ x x x − = ⇔ − = ⇔ =
3
2 0 2 0 2

Universal  Dg = {x ∈ ℝ : x − 2 ≠ 0} = ℝ \ {2} D f ≠ Dg . as funções f e g são iguais g (x ) = x 2 − 4 ( x − 2 )( x + 2 ) = = x +2 x −2 x −2 Soma de funções: D f + g = Df ∩ Dg e ( f + g )( x ) = f ( x ) + g ( x ) Exemplo: • Considera as funções f e g . respectivamente. x2 + 3 f ( x ) = x + 2 e g (x ) = Df = ℝ x2 − 4 . x −2   Dg = x ∈ ℝ : x 2 + 3 ≠ 0 = ℝ  Cond. pelo que as funções f e g não são iguais. embora se tenha f ( x ) = g ( x ) . ( f + g )( x ) = f ( x ) + g (x ) = = = = = = 5x − 1 −3x − 12 + 2 = x − 4 (x + 4 ) x − 16 5x 2 + 20x − x − 4 − 3x − 12 = ( x − 4 )( x + 4 ) 5x 2 + 16x − 16 = (x − 4 )(x + 4 ) 5x 2 + 16x − 16 = 0 ⇔ −16 ± 256 + 320 ⇔ 10 −16 ± 24 ⇔x = ⇔ 10 −16 − 24 −16 + 24 ⇔x = ∨x = ⇔ 10 10 4 ⇔ x = −4 ∨ x = 5 ⇔x = 4  5x 2 + 16x − 16 = 5  x −  ( x + 4 ) = ( 5x − 4 )( x + 4 ) 5  ( 5x − 4 ) ( x + 4 ) = (x − 4 ) ( x + 4 ) 5x − 4 x −4 Diferença de funções: D f −g = Df ∩ Dg e ( f − g )( x ) = f ( x ) − g ( x ) Exemplo: • Considera as funções f e g . x2 + 3 x2 + 3 ( ) Como D f = Dg e f ( x ) = g ( x ) . g (x ) = 2 x 3 + 3x x x + 3 = = x = f (x ) .a. de domínios ℝ \ {0} e ℝ . 4} . 4} Tem-se que: c. respectivamente. D f −g = Df ∩ Dg = ℝ \ {0} Tem-se que: ( f − g )(x ) = f ( x ) − g ( x ) = Resumo Funções 2x + 1 2x + 1 2x + 1 + x 2 − 4x x 2 − 2x + 1 − ( −x + 4 ) = +x −4 = = x x x x Manuela Soares Página 2/13 . definidas por f ( x ) = 2x + 1 e x g ( x ) = −x + 4 . de domínios ℝ \ {4} e ℝ \ {−4. pois. definidas por f ( x ) = 5x − 1 e x −4 g (x ) = −3x − 12 . x 2 − 16 D f + g = Df ∩ Dg = ℝ \ {−4.Igualdade de funções: • Duas funções f e g são iguais ( f = g ) se e só se têm o mesmo domínio e f ( x ) = g ( x ) Exemplos: f ( x ) = x e g (x ) = Df = ℝ x 3 + 3x .

4} 1 1 ≠ −3 ⇔ ≠3⇔ x +4 x +4 ⇔ 3x + 4 ≠ 1 ∧ x ≠ 4 ⇔ x ≠ −1 ∧ x ≠ 4 − Tem-se que: x +2 − (x + 2) x − 1 f ( x ) x 2 − 2x + 1 (x + 2 )(1 − x ) −1 1 f  = = 2 = = =−   (x ) = 2 2 2 g g (x ) x −4 (x − 1)( x − 2 ) x 2 − 3x + 2 x − 2x + 1 x − 4  ( x − 1) ( x − 2 ) ( x + 2 ) 1−x ( )( ) ( ) Resumo Funções Manuela Soares Página 3/13 . 1−x D f = Df ∩ Dg ∩ {x ∈ ℝ : g ( x ) ≠ 0} = ℝ \ {1} ∩ x ∈ ℝ : x 2 − 4 ≠ 0 = ℝ \ {1} ∩ ℝ \ {−2. definidas por f ( x ) = x +2 e x − 2x + 1 2 g (x ) = x2 − 4 . respectivamente.a. de domínios ℝ \ {1} e ℝ \ {1} .a.Produto de funções: D f ×g = D f ∩ Dg e ( f × g )( x ) = f ( x ) × g ( x ) Exemplo: • Considera as funções f e g . respectivamente. respectivamente. 1. de domínios ℝ \ {−3} e ℝ \ {4} . 3} Tem-se que: c. definidas por f ( x ) = 2x e x +3 g (x ) = − Df g 1 . 2} = ℝ \ {−2. 3 −x D f −g = Df ∩ Dg = ℝ \ {−1. de domínios ℝ \ {−1} e ℝ \ {3} . x − 5x + 6 x − 1 x 2 − 5x + 6 x 2 − 1 × = = ( f × g )( x ) = f ( x ) × g (x ) = x +1 3 −x (x + 1)( 3 − x ) 2 2 ( )( ) x 2 − 5x + 6 = 0 ⇔ 5 ± 25 − 24 5 ±1 ⇔x = ⇔ 2 2 5 −1 5 +1 ⇔x = ∨x = ⇔x =2∨x =3 2 2 ⇔x = x 2 − 5x + 6 = ( x − 3 )( x − 2 ) = = ( x − 3 ) (x − 2 )( x − 1) (x + 1) ( x + 1)  − ( x − 3 )    x 2 − 3x + 2 = −x 2 + 3x − 2 −1 = ( x − 2 )(x − 1) −1 = x 2 − x − 2x + 2 = −1 Quociente de funções: f (x ) f  D f = Df ∩ Dg ∩ {x ∈ ℝ : g ( x ) ≠ 0} e   ( x ) = g (x ) g  g Exemplo: • Considera as funções f e g . 2} g { } Tem-se que: x +2 − (x + 2) x − 1 f ( x ) x 2 − 2x + 1 (x + 2 )(1 − x ) 1 −1 f  = = 2 = = =−   (x ) = 2 2 2 g g (x ) x −4 (x − 1)( x − 2 ) x 2 − 3x + 2 x − 2x + 1 x − 4  ( x − 1) ( x − 2 ) ( x + 2 ) 1−x ( )( ) ( ) Composição de funções: Df g = Dg ∩ {x ∈ ℝ : g ( x ) ∈ Df } e ( f g )( x ) = f ( g ( x ) ) Exemplo: • Considera as funções f e g . x −4 c. 1   = Dg ∩ {x ∈ ℝ : g ( x ) ∈ Df } = ℝ \ {4} ∩ x ∈ ℝ : − ≠ −3  = x +4   = ℝ \ {−1. definidas por f ( x ) = x 2 − 5x + 6 e x +1 g (x ) = x2 −1 .

desde que pertençam ao domínio da expressão.S. Tendo em conta o gráfico de f e a expressão analítica de g . Exemplos: • ⇔ x x +1 ≥ ⇔ x + 12 20 2 x x + 12 − (20 ) 2 x +1 ≥0⇔ 20 (x +12) c. = ]−∞. 4 ] • Na figura está representada. bem como as duas assimptotas deste gráfico. • 20x − x − 12x − x − 12 −x + 7x − 12 ≥0⇔ ≥0 20 ( x + 12 ) 20 ( x + 12 ) −x 2 + 7x − 12 = 0 ⇔ x = ⇔x = −7 ± 49 − 48 −7 ± 1 ⇔x = ⇔ −2 −2 −7 + 1 −7 − 1 ∨ x= ⇔x =3 ∨ x =4 −2 −2 • 20 ( x + 12 ) = 0 ⇔ x = −12 +∞ − + − Quadro de sinal: x −x + 7x − 12 2 −∞ − − + −12 − − + − 3 0 + + + + 4 0 + 20 ( x + 12 ) Q (x ) 0 ND 0 0 C.Resolução de equações racionais: As soluções de Exemplos: N (x ) D (x ) = 0 são os zeros de N ( x ) . definida por g ( x ) = −x − 6 . − 6[ ∪ ]3. parte do gráfico de uma função f .n. Seja g a função. − 12[ ∪ [ 3. resolver a inequação f ( x ) × g ( x ) < 0 Quadro de sinal: x f (x ) g (x ) f ( x ) × g (x ) −∞ − + − −6 − − − + 3 ND 5 + − − +∞ − − + 0 − 0 0 − ND 0 C. xOy .S. 5[ Resumo Funções Manuela Soares Página 4/13 . em referencial o. Tal como a figura sugere: • • o ponto de coordenadas ( 5.a. ou ≥ ) e elaborando um quadro de sinal do numerador e do denominador.S. = ]−∞. ou >. de domínio ℝ . =   2  − 1 =0⇔ x + 2 − x 2 − 2x + x 2 −x + 2 =0⇔ =0⇔ x (2 − x ) x (2 − x ) Equação impossível • x +2 x x +2 x + =1⇔ − 2x − x 2 x − 2 2x − x 2 2 − x (x ) ⇔ −x + 2 = 0 ∧ x ( 2 − x ) ≠ 0 ⇔ x = 2 ∧ x ≠ 0 ∧ x ≠ 2 ( 2x − x ) 2 Resolução de inequações racionais: Uma inequação racional resolve-se passando à forma N (x ) D (x ) < 0 ( ou <. • x +3 x +3 x +3+x −2 2x + 1 1 = −1 ⇔ + 1 =0⇔ =0⇔ = 0 ⇔ 2x + 1 = 0 ∧ x − 2 ≠ 0 ⇔ x = ∧ x ≠2⇔ x −2 x − 2 (x − 2) x −2 x −2 2 ⇔x = 1 2 1  C. começando por determinar os zeros de cada um deles. 0 ) pertence ao gráfico de f as rectas de equação x = 3 e y = −4 são assimptotas do gráfico de f .

  − −3   k . 6 ) . 0 ) seguida de uma translação associada ao vector ( 0. sendo k definida por k ( x ) = g ( −x ) + 1 .1) . isto é. As equações das assimptotas do gráfico de j são x = −1 e y = −1  y = −2 → y = 2 → y = −1  . As equações das assimptotas do gráfico de h são x = −4  x = −1 → x = −4  e y = 1 . definida por g ( x ) = −2 + Equações das assimptotas do gráfico de: 4 . 0 ) . O gráfico de j é obtido a partir do gráfico de g por uma simetria axial de eixo Ox seguida de uma translação associada ao vector ( 0. O gráfico de k é obtido a partir do gráfico de g por uma simetria axial de eixo Oy seguida de uma translação associada ao vector ( 0. sendo i definida por i ( x ) = g ( x − 1) + 3 O gráfico de i é obtido a partir do gráfico de g por uma translação associada ao vector (1. x +1 g → x = −1 e y = −2 h . 0 ) seguida de uma simetria axial de eixo Ox e. O gráfico de l é obtido a partir do gráfico de g por uma translação associada ao vector ( 5. por uma translação associada ao vector ( 0. é obtido a partir do gráfico de g por uma translação associada ao vector ( −3. de domínio.   −     +1   l . sendo l definida por l ( x ) = −g ( x − 5 ) + 6 .Assimptotas de algumas funções: Considera a função g .   +5 −     +6   Resumo Funções Manuela Soares Página 5/13 . por último. o gráfico de h é obtido através de um deslocamento horizontal de 3 unidades do gráfico de g . − 3 ) . sendo h definida por h ( x ) = g ( x + 3 ) Ora. As equações das assimptotas do gráfico de k são x = 1  x = −1 → x = 1  e y = −1  y = −2 → y = −1  . As equações das assimptotas do gráfico de i são x = 0  x = −1 → x = 0  e y = 1  y = −2 → y = 1  .   −3   i . sendo j definida por j ( x ) = −g ( x ) − 3 .   +1     +3   j . 3 ) . As equações das assimptotas do gráfico de l são x = 1  x = −1 → x = 4 → x = −4  e y = 4  y = −2 → y = 4  . ℝ \ {−1} .

a. é porque são iguais os valores da função nos extremos do intervalo. f (b ) − f (a ) b −a . é igual ( ) ( ) A taxa média de variação num intervalo mede a forma como a função varia entre os extremos desse intervalo: • se for positiva. gráfico de f . embora a função possa não ser sempre crescente. • se for nula. Determinar. significa que a função decresce ao passar de um extremo do intervalo para o outro. mas nada ficamos a saber do que acontece entre eles. é −1 . Página 6/13 . Taxa de variação ou derivada num ponto Dada uma função f e a um ponto do seu domínio. f (a ) e b. significa que a função cresce ao passar de um extremo do intervalo para o outro. a derivada de f no ponto de abcissa a á dada por: lim h →0 f (a + h ) − f (a ) h Nota: Quando temos uma função tempo/distância. a taxa média de variação no intervalo [a. b ] (a < b ) é dada por: tmv[a . DERIVADA Função afim: f ( x ) = mx + b ⇒ f ' ( x ) = m A derivada de uma função afim é uma função constante. A derivada de uma função constante é 0 . Resumo Funções Manuela Soares Tem-se que g ' ( x ) = −1 . ou seja.Taxa média de variação Dada uma função f . é 2 . • se for negativa. f '   sendo f ( x ) = −5x + 1 • 1 3 1  1 f  +h− f   1 3   3 = f '   = lim  h  3  h →0 −5h − = lim h →0 c. pois o declive da recta. pois o declive da recta. pela definição. a derivada dá-nos a velocidade. embora a função possa não ser sempre decrescente. Graficamente: (x ) ' = 1 . f (b ) . 5 2 1  1  f  + h  = −5  + h  + 1 = − − 5h + 1 = −5h − 3 3 3 3     1 2 1 f   = −5 × + 1 = − 3 3 3 2  2 −−  −5h 3  3 = lim = −5 h →0 h h Exemplos: ( −2x + 3 ) ' = −2 . ( −5 ) ' = 0 Tem-se que f ' ( x ) = 2 . gráfico de g . b ] = ao declive da recta definida pelos pontos de coordenadas a .

2 (1 + h ) + 1 2h + 3 i ( 1) = 1 1 = 2×1 + 1 3 i ( 1 + h ) − i ( 1) = 1+h 2h + 3 − ( 3) 1 3 + 3h − 2h − 3 h = = 3 (2h + 3) 3 ( 2h + 3 ) 3 ( 2h + 3 )  −1 f ( x ) = x → f ' (x ) =   1 se x < 0 se x > 0 . g ' ( −2 ) sendo g ( x ) = −3x − 5x + 1 2 g ' ( −2 ) = lim h →0 g ( −2 + h ) − g ( −2 ) 2 h →0 h h ( −3h + 7 ) −3h + 7h = lim = lim = h →0 h →0 h h = lim ( −3h + 7 ) = 7 h →0 = lim −3h 2 + 7h − 1 − ( −1) h = c.  − 5x  = x 2 − 5 . 2 ( )  x2  2  − 5 = x .  = − 2 . sendo i ( x ) = x 2x + 1 c. pela definição i ' (1) .  3  ( 3 2 ) ' 2 ( 5x 3 + 7x ' = 15x 2 + 7 ) • Função racional: f (x ) = a a → f ' (x ) = − 2 . x x ' f (x ) = ' a ab → f ' (x ) = − . o gráfico da sua derivada é uma recta com declive negativo.  2x + 1  = 2 x   ( 2x + 1) x  Determinar.  x3  Exemplos: 5x + 3x − x + 1 ' = 15x + 6x − 1 . i (1 + h ) = i ' (1) = lim h →0 = lim = h →0 h h h 1 1 = lim = lim = h → 0 3h ( 2h + 3 ) h → 0 3 ( 2h + 3 ) 9 Função módulo i (1 + h ) − i (1) h 3 ( 2h + 3 ) 1+h 1+h = . pela definição. Exemplos: −2x + 3x − 1 ' = −4x + 3 .  3  3 ' ( 5x 2 + 7x ' = 2 5x + 7 ) • Função cúbica: h ( x ) = ax 3 + bx 2 + cx + d ⇒ h ' ( x ) = 3ax 2 + 2bx + c A derivada de uma função cúbica é uma função quadrática. o gráfico da sua derivada é uma recta com declive positivo. • com concavidade voltada para baixo. 0 ) é um ponto “em bico”). g ( −2 + h ) = −3 ( −2 + h ) − 5 ( −2 + h ) + 1 = 2 = −3 4 − 4h + h 2 + 10 − 5h + 1 = = −3h + 7h − 1 2 ( ) g ( −2 ) = −3 ( −2 ) − 5 ( −2 ) + 1 = 2 = −1 Graficamente: Se o gráfico da função é uma a parábola: • com concavidade voltada para cima. Resumo Funções Manuela Soares Página 7/13 .a. Determinar. Não existe derivada no ponto de abcissa 0 (porque o ponto de coordenadas ( 0.• Função quadrática: g ( x ) = ax 2 + bx + c ⇒ g ' ( x ) = 2ax + b A derivada de uma função quadrática é uma função afim.a. 2 bx + c (bx + c ) 2  2 2  2x   =  x + 1  = 2 − x + 1  = 0 + 2 2     ( x + 1) ( x + 1) ' ' Exemplos:  2  −3  6 2 .

pelo que g ' (1) = −2 x x ' Logo. 3 3 x − 1 . f (a ) e tem como declive f ' (a ) . Determinar os pontos do gráfico de h em que a recta tangente é 2 3 x −1. • É dada a ordenada do ponto de tangência Considera a função g definida por g ( x ) = 3 + 2 . a equação reduzida da recta r é y = −15x − 13 . 17 ) 2 ( ) Como f ' ( x ) = 6x − 3 . ( )   9   1  1    1 13   e  . x Para descobrirmos a abcissa do ponto de tangência precisamos resolver a equação g ( x ) = 5 Tem-se que. Exemplos: • ( ) É dada abcissa do ponto de tangência Considera a função f definida por f ( x ) = 3x − 3x − 1 . 5 ) é um ponto da recta tangente e g ' (1) o seu declive. 3 + 2 2 −2x + 2 = 5 ⇔ −2 + = 0 ⇔ = 0 ⇔ −2x + 2 = 0 ∧ x ≠ 0 ⇔ x = 1 . a equação da recta r é da forma y = −15x + b . 2   3  3    3 54  Se pedisse a equação da recta tangente bastava proceder como no exemplo “dada abcissa do ponto de tangência”.Recta tangente A recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a é a recta que passa no ponto a . o ponto de coordenadas (1. P tem coordenadas ( −2. como P ∈ r . b = −13 . tem-se que f ' ( −2 ) = 6 ( −2 ) − 3 = −15 . 2 Para descobrirmos a abcissa do ponto de tangência precisamos resolver a equação h ' ( x ) = Ora. 5 ) pertence à recta vem que: 5 = −2 × 1 + b ⇔ b = 7 . a equação reduzida da recta é da forma y = −2x + b . Determinar recta tangente ao gráfico de g no ponto de ordenada 5 . Resumo Funções Manuela Soares Página 8/13 . logo. tem-se 17 = −15 × ( −2 ) + b . h ' ( x ) = ⇔ x 2 + 4x = ⇔ 3x 2 + 8x − 3 = 0 ⇔ 2 2 2 2 2   ⇔x = −8 ± 82 − 4 × 3 × ( −3 ) 2×3 ⇔ x = −3 ∨ x = 1 . g ' ( x ) =  3 +   2 2  = − 2 . os pontos de 2 Existem dois pontos do gráfico de h em que a recta tangente é paralela à recta de equação y = coordenadas −3. 2 3 . f ( −2 ) = 3 × ( −2 ) − 3 × ( −2 ) − 1 = 17 . pelo que. h   =  . ou seja. a equação reduzida da recta tangente ao gráfico de g no ponto de ordenada 5 é y = −2x + 7 . Logo. Ora. Portanto. a x x Logo. 2 A recta r tem declive mr = f ' ( −2 ) e passa no ponto P −2. f ( −2 ) . h ' ( x ) =  ' x3  3 3 3 3 + 2x 2  = x 2 + 4x . • É dado o declive da recta tangente Considera a função h definida por h ( x ) = paralela à recta de equação y = x3 + 2x 2 . A equação reduzida da recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a é da forma y = f ' (a ) x + b . . Como o ponto (1. Portanto. h ( 3 ) =  −3. Determinar recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa −2 . Ora.

derivada de f .S . • Na figura ao lado está representada. − 2] e [ 3. + ∞[ − 0 Resumo Funções Manuela Soares Página 9/13 .º grau.n. tem-se que g é decrescente em ℝ . x 2 + 1 > 0 ). h ' ( x ) ≥ 0 x h ' (x ) h (x ) −∞ −2 0 + + + + + 2 +∞ − + 0 + 0 − − + 0 0 − − − 0 h (x ) . Estudar a monotonia de g . 3] pois neste intervalo f ' é maior ou igual a zero. parte do gráfico h . Exemplos: • Considera a função f ' . • Seja g uma função de domínio ℝ e tal que g ' ( x ) = − 1 .Derivada e monotonia • • • Se uma função tem derivada positiva em todos os pontos de um intervalo é estritamente crescente nesse intervalo. função polinomial do 2. + ∞[ . A função f é crescente no intervalo [ −2. Se uma função tem derivada nula em todos os pontos de um intervalo é constante nesse intervalo. em referencial o. xOy . Se uma função tem derivada negativa em todos os pontos de um intervalo é estritamente decrescente nesse intervalo. x +1 2 Como g ' ( x ) é sempre negativa (pois. = [ −2. Resolver a condição h ( x ) . h ' (x ) C . A função f é decrescente nos intervalos ]−∞. pois nestes intervalos f ' é menor ou igual a zero. 0] ∪ [2. representada graficamente.

Extremos relativos No referencial está representada uma função f de domínio [x 0 . Localização de máximos relativos • Localização de mínimos relativos • Se a derivada se anula passando de + para − . • Se a derivada à esquerda do maior valor do domínio é positiva. • • Se a derivada à direita do menor valor do domínio é positiva. 2] f tem um máximo relativo. Se não há derivada num ponto e o sinal das derivadas laterais se anula passando de − para + . Na figura. f ( x 4 ) é máximo relativo • f ( x 1 ) e f ( x 3 ) são mínimos relativos. x 5 ] . f ( 0 ) = 1 e tem um mínimo relativo. • Se não há derivada num ponto e o sinal das derivadas laterais se anula passando de + para − . − ց 0 Min. • Se uma dada função estiver definida num intervalo aberto. Exemplos: • Determinar os intervalos de monotonia e o os extremos relativos do gráfico de f . f ( 2 ) = −3 . sendo f a função de domínio ℝ definida por f ( x ) = x − 3x + 1 . 3 2 → Determinar a expressão derivada de f : f ' ( x ) = x − 3x + 1 = 3x − 6x 3 2 ( ) ' 2 → → Determinar os zeros da derivada: f ' ( x ) = 0 ⇔ 3x − 6x = 0 ⇔ x ( 3x − 6 ) = 0 ⇔ x = 0 ∨ x = 2 2 Construir um quadro de sinal de f ' e de variação de f : x f' f → −∞ 0 + 2 +∞ 0 Max. + ր ր Indicar intervalos de monotonia e extremos: f é crescente no intervalo ]−∞. Resumo Funções Manuela Soares Página 10/13 . f é decrescente no intervalo [ 0. ]x 0 . Na figura. Se a derivada se anula passando de − para + . Se a derivada à direita do menor valor do domínio é negativa. Na figura. + ∞[ . 0] e no intervalo [2. nos extremos do intervalo. x 1 [ não há máximos nem mínimos relativos. f ( x 2 ) é máximo relativo. Na figura f ( x 0 ) é máximo relativo. • Se a derivada à esquerda do maior valor do domínio é negativa. Na figura f ( x 5 ) é mínimo relativo.

g  −  e tem um mínimo relativo . variou de acordo com a função C ( x ) = x 3 − 15x 2 + 48x + 65 . Mínimos: C ( 0 ) = 65 e C ( 6 ) = 29 Então.• Na figura ao lado está representado o gráfico g ' . 20 20 2 Logo. um rectângulo está inscrito no triângulo rectângulo isósceles cujos catetos medem 20 cm . − 1[ − 0 0 • Durante o ano de 2010 o preço de certa acção. 12] Qual foi a melhor altura para comprar e para vender acções? Ora. A ' ( x ) = 20x − x ( 2 ' ) = 20 − 2x . 20[ . Ora. C ( 6 ) = 29 é mínimo absoluto e C (12 ) = 209 é máximo absoluto. 0 Máx. g ( −2 ) .  5  g é decrescente no intervalo  − . + 0 ր Máx. Máximos: + ր 0 Máx. a melhor opção teria sido comprar em Junho e vender em Dezembro. C ' ( x ) = 0 ⇔ 3x 2 − 30x + 48 = 0 ⇔ x = 30 ± 324 ⇔x =2 ∨ x =8 6 x C' C 0 + Min. x ∈ ]0. na Bolsa. x CD = ⇔ CD = x e AD = 20 − x . − ց Resumo Funções Manuela Soares Página 11/13 .  2 • Na figura está representado o gráfico da função i . x g' g − 5 2 0 −2 3 9 2 + nd − ց 0 Min. − ց 0 Min. pelo que a área é máxima quando o rectângulo é um quadrado de lado 10 . = ]−2.euros x . Determinar as dimensões do rectângulo de área máxima Tem-se que A = x × AD . Portanto.meses. − 2   2  9  g é crescente no intervalo  −2. • Na figura. A ( x ) = x × ( 20 − x ) = 20x − x . i ' ( x ) < 0 x i ( x + 1) i ( x + 1) . i ' ( x ) i ' (x ) −∞ −2 −1 0 + + + + + + + + 1 +∞ − 0 0 − nd nd − + 0 + + nd nd + 0 0 C . 2   5 g tem um máximo relativo . pelo que A ' ( x ) = 0 ⇔ x = 10 x A' A 0 + ր 10 20 Para x = 10 tem-se que AD = 10 . 2 6 12 + ր + Máx. Resolver a condição i ( x + 1) . Determinar os intervalos de monotonia e o os extremos relativos do gráfico de g .S . C . a melhor opção é comprar ao preço mínimo e vender no preço máximo.  . Tem-se que C ' ( x ) = x − 15x + 48x + 65 3 2 ( ) ' = 3x 2 − 30x + 48 . C (12 ) = 209 e C ( 2 ) = 109 . x ∈ [ 0.

porque g ( −1) = 2 . g −1 ( −4 ) = 3 porque sendo g é ímpar g ( 3 ) = −4 e g −1 g −1 ( 0 ) = g −1 ( 2 ) = −1 . g ( −3 ) = 4 e g ( 2 ) = 0 . analiticamente. tem-se g ( x ) = y ⇔ g −1 ( x ) = • Dg −1 2 x +1 = ℝ \ {−1} g −1 : ℝ \ {−1} → ℝ \ {0} Tem-se então: x Resumo Funções → 2 x +1 Manuela Soares Página 12/13 . • f ( 0 ) = 1 → f −1 (1) = 0 f ( −2 ) = −1 → f −1 ( −1) = −2 f ( −2 ) = −1 → f −1 ( −1) = −2 f ( 4 ) = 3 → f −1 ( 3 ) = 4 • • • • (f (f −1 f f ) (4) = f ( f (4)) = f (3) = 4 −1 −1 • −1 ) (x ) = x ( ) • Sabe-se que g é uma função ímpar e injectiva. em ordem a x . para representarmos a variável independente com a notação usual. Caracterizar. Sendo g (1) = −2 . sendo x um valor do domínio de f Determinar o domínio de f −1 Função afim Seja f ( x ) = 2x − • 3 5 3 3 1 3 = y ⇔ 2x = y − ⇔ x = y − 5 5 2 10 Df = ℝ f ( x ) = y ⇔ 2x − • Substituímos a variável y por x . a função inversa de uma função (injectiva) f • • • Determinar o domínio de f Resolver a equação f ( x ) = y .Função inversa (de uma função injectiva) A função inversa de uma função f representa-se por f • −1 . então podemos dizer que: g −1 ( 4 ) = −3 . Os gráficos de f e f Exemplos: −1 são simétricos em relação à recta de equação y = x (bissectriz dos quadrantes ímpares). 1 3 f −1 ( x ) = x − 2 10 • f −1 : ℝ → ℝ x → 1 3 x− 2 10 D f −1 = ℝ Função racional Seja g ( x ) = • 2 −x x Dg = ℝ \ {0} 2−x = y ⇔ 2 − x = xy ⇔ 2 = xy + x ⇔ x 2 ⇔ 2 = x ( y + 1) ⇔ x = y +1 • Seja x ≠ 0 .

Determinar o domínio das seguintes funções: Função • Domínio Cálculos auxiliares f ( x ) = 1 − 5x g (x ) = x − x + 3 1−x 3x − 9 1  D f = {x ∈ ℝ :1 − 5x ≥ 0} =  −∞. + ∞ [ 1 − 5x ≥ 0 ⇔ −5x ≥ −1 ⇔ 5x ≤ 1 ⇔ x ≤ x ≥0 ∧x +3≥ 0⇔ ⇔ x ≥ 0 ∧ x ≥ −3 i 1−x = 0 ⇔ x = 1 i 3x − 9 = 0 ⇔ x = 3 x 1−x 3x − 9 Q (x ) −∞ + − − 1 5 • • h (x ) = 1−x   Dh = x ∈ ℝ : ≥ 0 ∧ 3x − 9 ≠ 0  = [1. 3 [ 3x − 9   1 0 − − − + 3 − +∞ − + − 0 nd 0 • i (x ) = 3 1 − x j (x ) = x 3 Di = ℝ Dh = x ∈ ℝ : 3 x − 2 ≠ 0 = ℝ \ {2} • x −2 { } 3 x −2 = 0 ⇔ x −2 = 0 ⇔ x = 2 Resumo Funções Manuela Soares Página 13/13 . 2 e 0 −5 não representam números reais.Funções irracionais Funções que têm uma variável no radicando Domínio de funções irracionais Recorda que.  5  Dg = {x ∈ ℝ : x ≥ 0 ∧ x + 3 ≥ 0} = [ 0. por exemplo.

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