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As is Cinquenta Plantas-2

As is Cinquenta Plantas-2

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As sensacionais cinquenta plantas <11> Prefácio O professor Lobo Franco tem uma lida extensa dentro da medicina popular

e co m os tratamentos alternativos, sobre os quais dinamiza conhecimento, seja através dos s eus bastante ouvidos programas de rádio e televisão, pelas palestras que faz no Brasil t odo, ou ao ministrar aulas. Conheci o seu primeiro volume destas plantas mágicas, muito bem ilustrado e qu e serviu de fonte de consulta para muitos buscadores da ciência e arte milenar da fitoterap ia. Agora em 5° edição, será complementado por este volume II, nas mesmas linhas do primeiro, e que certamente também será sucesso. Temos mais cinqüenta plantas diferentes, mas não menos curativas que as preceden tes. <12> O professor Lelington, fruto de sua busca por conhecer plantas e seu afã por t razê-las ao cotidiano, presta um serviço exemplar de orientação didática àqueles que sabem que as plantas medicinais são complementos indispensáveis ao bom curador. Temos certeza que este livro ocupará lugar de destaque nas prateleiras e será ma nual dos que sabidamente se utilizam das ervas para auxiliar no minoramento das dores e m ales deste sofrido mundo. Dr. Luiz Carlos Leme Franco Médico e Professor de fitologia. <13> Introdução Hoje, a maioria da população mundial, orientada pela Organização Mundial de Saúde, órgão ligado à ONU (OMS/ ONU), está procurando nas diversas plantas medicinais, um caminho que leve a conhecer da melhor maneira, a fitoterapia. As plantas medicinais apresentam princípios ativos diferenciados, eficientes p ara ajudar a evitar ou mesmo bloquear certas doenças degenerativas. Nós, pesquisadores da área fitoquímica, estamos no rumo certo, procurando conhecer melhor as plantas, o solo, a época correta do plantio, da colheita, isolando os princípios ativos e usando em diversa s enfermidades, testando com aplicações em cobaias e aguardando com paciência o resultad o em seres humanos (no caso do câncer e diabetes, por exemplo), que muitas vezes nos deixam animados. A maioria das plantas medicinais curam doenças comuns do dia-a-dia. Porém, a mai oria dos usos, deve ser orientada por um fitologista (químico, biólogo, farmacêutico, médico) , e acompanhado por um médico da área fitoquímica. <15> Neste segundo volume, você conhecerá plantas extraordinárias como kava-kava, a

equinácea, as algas como a chlorella e outras, que os ajudarão a melhorar a imunidad e e a saúde. Prof. Lelington Lobo Franco Químico, fitologista, fitoperapeuta, especialista em medicina natural. Endereço do autor: Rua Des. Isaias Bevilaqua, 103 CEP. 80430-040 Curitiba PR E-mail: iscina@iscina.com.br <17> Amora Nome científico: Morus nigra Sinonímia: Maulbeerbanin, moral-negro Família: Moraceae Partes usadas: Frutos, folhas, raízes e cascas. Características: É uma árvore de copa ampla, que atinge 5 a 20 metros de altura. S uas folhas grossas e ásperas em forma de coração, constituem o alimento do bicho-da-seda. As flores desabrocham em cachos e os frutos, ovalados e negros, são comestíveis e de sa bor agridoce. Habitat: É uma árvore originária do Oriente, perfeitamente aclimatada em nosso país, Ap 51 Mercês

sendo bastante parecida com a amoreira branca (Morus alba), embora esta possua f olhas mais delicadas e seus frutos sejam brancorosados. Propriedades químicas: Contém grande quantidade de açúcar, sais, ácidos, peptona e gom a. Propriedades terapêuticas: Suas folhas, raízes e cascas são laxativas, expectorant es, emolientes, calmantes e diuréticas. É antiinflamatória, anti-reumática, anti-séptica, adstringente, depurativa, gota, vermífuga, cicatrizante, purgativa. Indicações: tosses, prisão-de-ventre, pressão sangüínea alta, vermes, gota, diabetes, q eda de cabelos, artrite, obstipação intestinal, aftas, gengivite, infecções (faringe, laring e, amígdalas). <18> Modo de usar: Para infecções febris: suco diluído em água, tomar 1 copo diversas vezes ao dia. Para dores ósseas, em ligação com inflamações e diabetes (nesse caso acrescentar alho

e cebola): chá por infusão - 1 xícara 3 a 5 vezes ao dia. Para antiinflamatório, diarréia, disenteria, tosse, gargarejos para dor de garga nta: xarope. Para diabetes: fruto in natura. Para afecções renais e diuréticas: chá por infusão das flores frescas; tomar 3 a 5 vez es ao dia, adoçado com mel. Para eliminar vermes e solitária: 30 a 50 gramas para 1 litro de água. Para ferimentos e úlceras: suco das folhas, passar 3 vezes ao dia, nos lugares afetados. Para ação anti-diabética e anti-queda dos cabelos: Chá por infusão das folhas - 1 xícar , 4 a 6 vezes ao dia.

<21> Aveia Nome científico: Avena sativa L. Partes usadas: grãos, folhas, caules secos e palhas. Família: Gramineae Características: plantas com até um metro de altura, colmos (caule das gramíneas) eretos, nodosos, folhas lineares e ásperas. Suas flores, dispõem-se em pequenas espigas, for mando panículas piramidais. Os frutos, com pericarpo esbranquiçado ou negro, são roliços e de sabor adocicado. Existem 16 espécies de aveia diferentes. Dá num período de 4 meses. Habitat: originária do sul da Europa, se adapta a quase todos os climas. No Br asil, o cultivo é mais favorável na região sul. É cultivada no mundo todo devido à sua importância econômica. É o terceiro cereal mais cultivado do mundo, sendo primeiro o trigo, e se gundo o milho. Propriedades químicas: amido, glicídios, proteínas, lipídios, lecitina, vitamina A, E, B 1, B 2, B 3 e B 5, ácidos pantotênico, enzimas, minerais: enxofre, cobre, zinco, iodo, fe rro, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, e manganês, contém também albumina, açúcares, gomas, alcalóide trigomeline, pectina, ácido silícico e linóico, avenamina, substâncias hidrogena das, aminoácidos, alcalóides: trigolina, histamina, ergothioneína, hordenina. Propriedades terapêuticas: antidepressiva (reconstituinte do sistema nervoso) é indicado para casos de esgotamento físico e mental, anti-stress, diurética, antidiabética, redu tora do colesterol, indicada nos casos de desnutrição, gota, hemorróidas, artrite, nevralgias, avitaminoses, arterioclerose, ansiedade, diarréia, afecções do sistema urinário e hepático , males da pele, dispepsias e insônia. <22> sem a película que a reveste, e sob a forma de farinha ou flocos, o que permite o seu preparo instantâneo. Implica num processamento industrial em que, quase nada se perde, ao contrário do arroz branco, por exemplo, que deixa nas máquinas de beneficiamento, as suas vitaminas e minerais. A industrialização da aveia não lhe tira os germes, fato raro entre os grãos. Possui propriedades reconstituintes tanto da pele, como do sistema nervoso ( além de estimulá-lo), é indicada para casos de nervosismo e de esgotamento físico e mental. É an tihemorróica, diurética e emoliente. Atua também na formação óssea e sangüínea, estimula a energia física e psíquica, bem como a capacidade de concentração. Atua como preventiva n os casos de arteriosclerose, devido à sua gordura (ácido linóico) poliinsaturada, não aumen tando o colesterol no sangue. É reguladora dos intestinos, suas fibras auxiliam na diges tão, agem sobre a diarréia e infecções nas mucosas intestinais eliminando as toxinas, inclusive substâncias cancerígenas presentes no intestino.

Indicações: em geral, se destina à alimentação humana, e chega pré-cozida ao consumidor

Reduz a quantidade de açúcar no sangue, sendo um alimento indispensável aos diabétic os. Ajuda também a diminuir a taxa de colesterol. Acredita-se que, se usada de manhã e à n oite, durante 85 semanas, o colesterol poderá normalizar, combinado com exercícios físicos. Quando usada na alimentação, seu consumo diário, proporciona a redução do cansaço e do sono. Por seu alto teor de fibras e mucilagens, atua na desinflamação de mucosas, el iminando a diarréia. A aveia é um cereal de bastante importância, e seu uso como alimento básico é muito antigo. Os escoceses usam a aveia como fonte de energia há milhares de anos. Já os r ussos, usavam a aveia para ter resistência física durante as batalhas. No século V, Atila (ch amado de flagelo de Deus), introduziu o "cereal mágico" entre as populações germânicas. <23> É um alimento energético, rico em manganês, que participa da regularização de vários processos que controlam a hemostase da glicose, aumenta a mobilização do cálcio intracelular e participa do metabolismo cerebral. Possui grande quantidade de vitaminas do complexo B e é fonte de vitamina E, indispensável ao bom funcionamento do sistema nervoso, circulatório, excretor (devid o às fibras, eliminando as toxinas), digestivo e respiratório. Um artigo publicado pela revista Nature, sobre um experimento com fumantes c rônicos de cigarro, que tomaram extrato de Avena sativa, perderam o interesse pelo cigarro. Até alguns viciados em ópio tiveram resultado. Este estudo foi controlado por placebo, e depois de um mês, houve uma diminuição significante no número de fumantes entre as pessoas que usaram a aveia, quando com parado com as pessoas que usaram o placebo. A lecitina da aveia, que é a fosfatidilcolina, está demonstrando efeitos muito úte is em tratamentos de inúmeras doenças e distúrbios neurológicos. O ácido pantotênico, aumenta a resistência física dos atletas. Modo de usar Uso interno Decoto - 40 g de aveia em 1 litro de água, ferver por meia hora. Esfriar, filt rar e tomar várias vezes ao dia, sendo a primeira, em jejum, e a última antes de deitar. É diurético e antigotoso. <24> Decocção - 20 g de sementes para 1 litro de água. Ferver, coar e tomar. Elimina ca tarros, é diurético e anti-cirrose hepática. Cataplasma - cozinhar com leite, colocar num pano, envolvendo-os e aplicar n a área afetada ainda quente. Combate as dores musculares e neuromusculares, como lúmbago e nevralgias. Mingaus e sopas - misturada ao leite e na sopa, é recomendada contra diarréias e inflamações intestinais. É ótimo para crianças e convalescentes. Infusões - 1 colher de chá de grãos para 1/4 de litro de água. Ferver por 5 minutos. Tomar

2 xícaras ao dia, para a recuperação pós-cirúrgica, doenças infecciosas ou magreza constitucional. Palhas - utiliza-se para banhos quentes e aplicações externas, no combate à intoxi cações generalizadas. Os banhos de assento são recomendados para casos de artrite, cálculos renais, gota e retenção urinária. Extrato - auxilia para a desintoxicação quando o paciente deseja parar de fumar e contém poderes antidepressivos - 3 a 5 ml, três vezes ao dia. Tintura - 40 gotas, três veze s ao dia. As pessoas sensíveis ao glúten, devem ter o cuidado de deixar a decocção ou tintura assentar, para posteriormente, decantar o líquido para o uso. Decocção - em 1 litro de água, ferver 50 gramas de aveia mondada, depois de lavada em água corrente. Quando o líquido estiver reduzido à metade, filtrá-lo e adoçá-lo com mel. <27> Avenca Nome científico: Adiantum capillus ueneris L. Sinonímia: cabelo-de-Vênus, avenca-do-cariadá Partes usadas: folhas e flores Família: Polipodiaceae Características: erva aromática que chega até 15 cm de altura, suas folhas verdes e delicadas são polimorfas, alternas e pecioladas, e mesmo mergulhadas em água, perman ecem secas, as gotas de chuva deslizam sobre elas, sem as molhar. Possui frondes com folíolos triangulares, em forma de leque, chanfrados em lóbulos na extremidade, das quais n ascem as esporângias. As bordas podem ser crenadas ou denteadas. Habitat: planta originária da Ásia e Europa, hoje encontra-se na Europa Meridion al, incluindo Portugal quase toda, Grã Bretanha e sul da França, nas grutas, nascentes, poços, rochedos úmidos, e solos calcários. No Brasil, é mais comum no Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Propriedades químicas: princípios amargos, capilarina, taninos, mucilagem, açúcares, óleos essenciais, amido, ácidos gálico e tânico, sais de cálcio e magnésio. Propriedades terapêuticas: expectorante, emoliente, antiespasmódica uterina, ali via menstruações dolorosas e regulariza a menstruação. Combate a queda de cabelos, age contr a catarros, rouquidão e afecções bronquiais. <28> Modo de usar: Uso externo 10 g da planta amassada aplicada diretamente no couro cabeludo Cataplasma para conseguir que o cabelo volte a crescer. Uso interno Infusão - 30 g para cada litro de água. Tomar 6 xícaras ao dia, para fortalecer os cabelos evitando a calvície e a caspa. Uso externo Para queda de cabelo - decocção - ferver 100 g de avenca seca em um litro de água

por meia hora. Filtrar o líquido e empregá-lo em fricções diárias no couro cabeludo, evitando também a oleosidade. Uso interno Para rouquidão - xarope - macerar 30 g de folhas de avenca em meio litro de água , colocar numa panela adicionando o dobro do peso em mel e aquecer em banho Maria, até a sua dissolução. Acrescentar 30g de água de flor de laranjeira. Tomar 30 ml duas vezes ao dia. <31> Barbatimão Nome científico: Stryphnodendron adstringens (Mart) Couille Sinonímia: ibatimô, paricarana, casca-da-virgindade Família: Leguminosae, Mimosoideae Partes usadas: casca Habitat: Goiás, Minas Gerais, São Paulo, DF e Paraná Características: árvore alta, com folhas pequenas, compostas, florzinhas pequena s, miúdas, em bolotas terminais. O fruto é uma vagem que nasce diretamente no raminho desfolh ado, e é parecido com o do feijão. A casca do tronco é áspera, e a parte ativa se encontra a pa rtir do solo, até 10 cm de altura do tronco. O seu nome deriva da língua indígena Yba-timó, que significa "árvore que aperta". Ela é muito adstringente e o gosto da casca, se assem elha à fruta verde amarrenta. É árvore típica do Brasil. Propriedades químicas: taninos, alcalóides, mucilagens, flavonóides e corantes ver melhos. Propriedades terapêuticas: antiescorbuta, antihemorrágica, antitumoral, antibiótic a, antiblenorrágica, agindo também em casos de diarréia e úlceras. Indicações: planta muito usada pelos indígenas, cujos ensinamentos estão à cargo do pa jé da tribo. É muito comum as mulheres indígenas fazerem banho de assento com o chá da casca de barbatimão, para combater infecções e corrimentos vaginais, evitar doenças venéreas e ainda, muitas usam para constrição vaginal, por isso é também conhecida como casca da virgindade. <32> O creme básico feito com extrato da casca de barbatimão, é eficaz como cicatrizant e de feridas ou úlceras, comprovado pelo pesquisador farmacêutico Dr. João Carlos Polazzo d e Mello, com pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Maringá - Paraná. Ele comprovou em animais de laboratório, os efeitos cicatrizantes do barbatimão, que con siderou superior ao nebacetim, o mais conhecido cicatrizante das farmácias. Foi comprovado ainda, que o extrato foi bastante eficaz contra as bactérias St aphilococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, dois micróbios comuns em infecções hospitalares. Há também testes realizados por pesquisadores de Pernambuco, que indicam que a planta tem ação contra tumores. Externamente, quando reduzido a pó ou extrato, ela é empregada no tratamento das úlceras. Em banhos, atua contra leucorréia, catarros ureterais e vaginais. Tem ação na g astrite e no controle do câncer.

Modo de usar Uso geral - ferver 20 g da casca picada de barbatimão em um litro de água. Tomar durante o dia. Lavagem vaginal 10 g de casca picada, em 500 ml de água. Ferver durante 10 min ., esfriar, coar e acrescentar suco de limão. Fazer banhos locais de 2 a 3 vezes ao d ia. <35> Camu-camu Nome científico: Myrciaria dubia.(HBK) Mc.Vough Sinonímia: caçari ou araçá- d'água. Partes usadas: casca, frutas. Família: Mirtaceae. Características: possui uma frutinha de cor púrpura viva que é um pouco maior que a jabuticaba, possui o mesmo tipo de semente, (caroço) no centro e casca que se romp e, embora um pouco mais grossa. A árvore atinge de 4 m a 8 m de altura, e as frutinhas produ zem três vezes ao ano, não apenas uma vez anualmente, como a maioria das frutas. Habitat: O seu habitat natural é a Amazônia, onde estas árvores podem ser encontra das particularmente nas margens das várzeas e dos igapós, os lagos locais. Porém a aclimat ização está sendo boa em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. Propriedades químicas: flavonóides, vitamina C. Quantidade em 100 g de fruta: - Camu-camu - 2.880 mg de vitamina C (Ácido ascórbico). - Comparação com outras frutas: - Acerola 1.790 mg - Araçá 329 mg - Caju 220 mg - Goiaba branca 80 mg - Laranja 41 mg - Morango 73 mg <36> Hoje a camu-camu é considerada a rainha da vitamina C. Propriedades terapêuticas: Aumenta a imunologia no sangue, a capacidade de memorização e raciocínio, aumenta a resistência e o tônus muscular. É absorvida na parte superior do intestino delgado, e desse ponto, passa para a corrente sangüínea onde s e distribui para todos os tecidos. É um varredor de radicais livres. Indicações: Protege os vasos sangüíneos, principalmente os vasos capilares, de menor calibre, melhorando a irrigação e conseqüentemente, auxiliando no processo de cicatriz ação. Por tudo isto e muito mais, é a chave para a sua saúde. Atua também na prevenção de doenças como o raquitismo, participando no metabolismo ósseo; contra o reumatismo e ajuda na longevidade. Apesar do alto valor nutritivo, os caboclos da Amazônia não apreciam o gosto ácido do camu-camu e o empregam como tira-gosto ou ainda como isca para peixes da Amazônia, pois eles, são grandes consumidores da frutinha. Durante a enchente, que ocorre durante a lua

cheia nos meses de abril a setembro, os níveis dos rios, como o rio Negro, chegam a subir mais de 4 metros e as árvores ficam com o tronco praticamente submerso. Modo de usar: Hoje, já existe o extrato em pó, que pode ser misturado à água e no liquidificador. É fabricado para se tomar como suco, com um pouco de açúcar. <39> Canela Nome científico: Cinnamomum zeylanicum Blume Sinonímia: canela-de-ceilão Partes usadas: casca Família: Lauraceae Características: É uma árvore de porte médio, de 5 a 6 m de altura, com folhas sempr e verdes, de 35 cm de comprimento, casca de glabre e espessa, com coloração âmbar, perfumada, e encontrada no comércio em pó ou em ramos. Seu fruto é uma baga de 2 cm, ovóide, oblonga, de coloração escura, que contém uma rica semente abundante em óleo. As flores são miúdas e reunidas em cachos. Toda essa planta é muito aromática, daí o seu vast o emprego na indústria de perfumaria e culinária. Habitat: É uma planta originária do Ceilão, hoje Sri Lanka, mas com a denominação de canela-da-China (Cinnamemum Arometic Nees) encontrada em abundância nesse país. A canela é comum também no Brasil, principalmente na Bahia e em São Paulo. Propriedades químicas: Aldeído cumínico e terpenos, tanino, oxalato de cálcio, mucil agem, óleo essencial, como aldeído cinâmico, pineno, cineol, vanilina e felandreno, possui t ambém sacarose, amido, resinas, eujenol, oimol e linabol. Propriedades terapêuticas: Antibéquica, cardiotônica, anti-reumática, anti-gripal, bactericida, anti-diabética. antihemorrágica, atonia gástrica e bronquite. <40> Indicações: O chá de canela é estimulante cardíaco, ajudando a aumentar a tensão sangüínea. A canela tem propriedades adstringentes e carminativas, além de ser forte estimulante do sistema glandular. Por deu efeito anti-ácido, emprega-se para soluc ionar no tratamento de resfriados, gripes, tosses, bronquites e dores de garganta: É indica da também para cólicas, diarréia e incontinência noturna infantil. É antidiabética, pois baixa a gli cose dos diabéticos. O chá ajuda a reduzir a glicose dos diabéticos. As cascas, logo após as colheitas são secas ao sol, que logo enrolam-se umas nas outras, formando os tubos. Modo de usar: Uso interno Para estômago - Tintura: colocar 50 g de casca de canela em 250 ml de álcool de cereal numa garrafa. Tomar uma colher de sopa antes das refeições. Na Amazônia é mais freqüente o uso das folhas do que das cascas, especialmente em bolos e mingaus. Infusão - 5 g de canela em pó em 100 ml de água fervente, deixando em infusão por 15 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. Casca em decocção - ferver por 20 minutos, em 250 ml de água. Tomar durante o dia. OBS: Não deve ser utilizada por gestantes por causar irritações nas mucosas e pele . O óleo essencial puro deve ser usado com moderação. <43> Capuchinha

Nome científico: Tropaeolum Majus Sinonímia: Chagas, flor-de-Chagas, agrião- do- México, mastruço. Partes usadas: Folhas frescas ou secas, flores, botões e sementes. Família: Tropaeolaceae. Características: Planta herbácea, rasteira, de caule mole, suculento e retorcido . Cultivada em jardins como planta ornamental. Suas folhas são arredondadas, de cor verde clar o; o fruto é formado de 3 aquênios pequenos, de coloração esverdeada: Exala um perfume muito agradável. Habitat: Originário do Peru e México, cresce facilmente em qualquer solo. Propriedades químicas: Senevol, Benzílico-Glicosídeo (glucotropacolíneo), Heterosídeo sulfúrico, Vitamina C., óleo essencial, nirosina, pectinas, sais minerais e substância s antibióticas. Propriedades terapêuticas: Antibiótico, anticatarral, purgativa, combate a psorías e, bronquite, enfisema pulmonar, queda de cabelo, é expectoraste, estimulante, emenag ogo, combate problemas no coração, eczemas, problemas na pele, escorbuto e escrofulose. Indicações: Nas folhas, flores e frutos, encontram-se substâncias anti-microbianas que agem como poderosos antibióticos e bacteriostáticos, atuando sobre infecções das vias urinárias, cistites, nefrites, feridas e úlceras. Além de excelente cicatrizante, rege nera e suaviza a pele seca, estimula o crescimento dos cabelos, fazendo-os crescer. É a p lanta mais utilizada para este fim. Outras vantagens na utilização desta planta, é que a flora in testinal não provoca sensibilidades nem reações alérgicas. Por seu teor de vitamina C, é considerad a revigoraste e tonificante, afrodisíaca, bem como reguladora dos ciclos menstruais, auxiliando a circulação sangüínea e coronária. <44> Modo de usar: Uso interno Suco (para uso geral): bater num liquidificador, 5 g das folhas num copo de ág ua. Tomar 1 colher de sopa de suco de folhas de capuchinha de 2 em 2 horas. Por decocção: 40 a 50 g de sementes. Ferver por aproximadamente 1/2 hora, num li tro de água. Coar e beber 4 ou 5 xícaras por dia. Por infusão: 2 g de folhas para 100 ml de água fervente. Tampar por 10 min. Toma r 2 a 3 vezes ao dia. Poderá ser usada também como loção tônica para o couro cabeludo, combatendo a queda dos cabelos. OBS: As flores e as folhas podem ser ingeridas cruas, se misturadas nas sala das. Se macerados no vinagre, os botões das flores, são utilizados como tempero. Uso externo para queda de cabelos: l0 g de capuchinha, 10 g de bardana. Amas se-os e deixe em 100 ml de álcool de cereais, deixando em maceração durante 7 dias. Coe e use nos cabelos massageando o couro cabeludo. <47> Cardo-mariano Nome científico: Silybum Marianum (L.) Gaertn Sinonímia: Alcachofra-selvagem, cardo-Santa-Maria, cardo- prateado, cardo-de-N

ossaSenhora, cardo-Maria. Família: Compositae. Características: Planta com espinhos chegando a medir 2 metros de altura, suas folhas são grandes e espinhosas, com manchas brancas ao lado dos nervos. As flores são de cor

vermelho-púrpura, ou rosa, e seus frutos são de cor escuras e rijos. Habitat: Planta nativa da Europa e da Espanha, tendo adaptado-se bem no Bras il. Propriedades químicas: bioflavonóides, antioxidantes, (silimarina), taminas, lipíd eos, tiramina, óleo essencial, albumina, proteínas, açúcar, ácidos graxos, mucilagem, princípio amargo, cinina. Propriedades terapêuticas: Males hepáticos tais como: hepatite aguda e crônica, li tíase biliar, cirrose, icterícea, é anti-asmático, hipotensão, constipação, alergias, hipocondria dispepsias, urticária, varizes. É também digestivo, estimulante, anti-hemorrágico uterino, galactogênico, antidepres sivo, diurético. Indicações: Combate eficazmente todos os males do fígado, desde o fígado gorduroso a té os casos de hepatite B. Quanto à hepatite C, ainda estão sendo realizados estudos pa ra provar sua eficácia. Nos casos de cirrose, comprovou-se que há uma redução na progressão da doença. Medicamentos alopáticos que atacam o fígado, podem ter seus efeitos reduzidos se aliados a ingestão de cardo-mariano. Há possibilidades de sucesso em casos de câncer d e fígado. É utilizado também nos casos de sangramento nasal, asma, hemorragias, etilismo , intoxicações por alimentos e asma brônquica. <48> A silimarina é comprovadamente uma protetora das células hepáticas, por estabiliza r membranas, evitando a degeneração hidrópica e a esteatose hepática. Ajuda a aumentar o leite nas mães que amamentam. Modo de usar: As flores novas sem espinhos (como a alcachofra), podem ser usadas como sala das. Chá por infusão: (A mesma porção pode ser usada para fazer em decocção). Para um litro de água, 30 a 50 g de raízes ou folhas. Beber 3 a 5 xícaras ao dia. <51> Castanha-da-índia Nome científico: Aesculus hippocastannum L. Sinonímia: castanheiro-da-índia Família: Hippocastanaceae Partes usadas: sementes, folhas e cascas Habitat: originárias da índia e Balcãs. Características: Árvore de grande porte, com caule ereto, cilíndrico e ramificado, podendo atingir até 25 metros de altura. As folhas são opostas com 5 a 7 folíolos de tamanhos diferentes, com flores brancas e amarelas, com manchas vermelhas ou róseas. O frut o é uma cápsula esverdeada, eriçada de espinhos curtos, com sementes e caroços. Propriedades químicas: taninos, saponinas triterpênicas, cumarinas, aescina, fla

vonóides, quercetina, canferol, esculina, vitaminas B, K, C e fitosterol. Propriedades terapêuticas: tem ação anti-hemorrágica, antiinflamatória, vasoconstritor a, anti-hemorróica, fragilidade venosa (flebites, varizes), úlceras varicosas e circulação venosa (venotrópicos). Indicações: para quem tem problemas de circulação nas pernas, os princípios ativos com o aescina, saponídeos, cumarinas, quercetina e outros, tem ação sobre o sistema venoso, aumentando a resistência e o tônus da veia, ativando a circulação sangüínea e ajudando o retorno venoso. Cerca de 20 a 30 minutos após a ingestão da castanha-da-índia, o pacie nte pode notar o alívio da dor. <52>

É a melhor planta medicinal com atuação nos problemas de circulação venosa como varizes, e junto com o ginkgo biloba, completa-se o tratamento ativando a circul ação arterial, e com a hamamelis, potencializa-se a ação dos anticoagulantes. Os pesquisadpres japoneses demonstraram que as saponinas, principalmente a a escina, possuem ação antiinflamatória. Modo de usar Infusão ou decocção - folhas - 5 g de folhas em 1/2 litro de água fervente, tomar 2 copos ao dia. Pó - uso interno - para circulação venosa, varizes, hemorróídas e fissuras anais -1 xíc ra de chá de água fervente para 1 colherzinha de café do pó. Abafar por 10 minutos. Tomar 1 xícara, 2 vezes ao dia. Uso externo - para hemorróidas, prurido vaginal e anal. - 10 g do pó e 3 colhere s de sopa de folhas de mamona em 1/2 litro de água fervente. Amornar e fazer banho de assent o. Cápsulas - 1 g ao dia ou 3 cápsulas, uma em cada refeição. <55> Catinga-de-Mulata Nome científico: Tanacetum uulgare L Sinonímia: Atanásia das boticas, erva lombrigueira, erva contra vermes, tasneira . Partes usadas: folhas, flores e frutos. Família: Compositae. Características: pequena planta silvestre, aromática, lembra limão e cânfora mistura

dos, seu sabor apimentado não é muito apreciado. O caule reto possui cerca de um metro de altura, as folhas são finas, longas, ovais, de cor verde intenso. flores amarelas e tubulo sas que desabrocham durante o verão. Habitat: originária da Europa, mas aclimatada também na América. Muito freqüente em terrenos baldios e até às margens dos caminhos. Propriedades químicas: Ácido tanásico, tanacetona e canfol e inulina . Propriedades terapêuticas: vermífuga, tenífuga, emenagoga, hepática e contra dismenorréia. Indicações: tênia, vermes, menstruações difíceis, alivia as náuseas, icterícias, debili cardíaca e contusões, problemas no nervo ciático. Os antigos gregos e romanos consideravam-na símbolo da imortalidade, utilizand o-a em

cerimônias fúnebres. Na páscoa, muitos descendentes europeus, utilizam-na no preparo de pastéis. A in fusão de suas folhas ainda é empregada em banhos aromáticos que os nativos da Amazônia usam na época junina. <56> Modo de usar: Tônico amargo - uso interno: distúrbios menstruais: infusão- 20 g de flores em mei o litro de água fervente. Filtrar quando estiver morno e tomar duas xícaras ao dia. Tênia: decocção- Ferver por um minuto 100 ml de água coxas 5 g de frutos. Filtrar, b eber esta porção uma vez ao dia. Vermes: infusão: 200 ml de água fervente, adicionar 10 g de folhas e flores. Coar e tomar sem adoçar, uma vez ao dia, durante uma semana. Nota: por ser uma planta levemente tóxica, não ultrapassar as doses indicadas. Uso externo: nas contusões e ciáticas, aplicar as folhas frescas, limpas e amass adas diretamente no local, envoltas com tecidos finos. Pode-se preparar uma solução com 50 g de folhas amassadas, cobrir com 1/2 litro de álcool, uma colher de sopa de sal, colocar num frasco de vidro transparente e bem fechado. Aplicar nas contusões, 3 vezes ao dia, que a dor desaparecerá em pouco tempo. <59>

Cavalinha Nome científico: Equisetum arvense L. Sinonímia: Rabo-de-cavalo, erva-de-esfregar, lixa-vegetal, erva-canudo, milhode-cobra. Partes usadas: Ramos ou talos. Família: Equisetaceae. Características: São plantas desprovidas de folhas, flores e sementes. Constituída s de um rizoma alongado que emite talos aéreos de cor verde-acinzentado, dividida por vários nós, em toda sua extensão, apresentando uma espiga de esporos na sua porção terminal. Não apresenta sementes. Habitat: Originária da Europa, desenvolve-se em solos siliciosos que tenham mu ita água. Ocorre geralmente nas margens de lagos. Seu nome deriva do latino, equi: cavalo setum: cauda ou rabo. Propriedades químicas: Potássio, silício (ácido silícico), ferro, sódio, manganês, fósf cálcio, magnésio, enxofre, flavonóides, saponina (equisetonina), ácidos orgânicos, resina, taninos, alcalóides e vitamina C e fitosterol. Propriedades terapêuticas: Depurativa, diurética, hemostática, remineralizante, ci catrizante, combate problemas de pele, do tecido conjuntivo, rugas, estrias, úlceras varicosas , abscesso, eczema, acne, ferimentos, unhas frágeis, celulite, obesidade, flacidez, hemorragia s, edemas, cálculos renais, gota, ácido úrico, males do fígado, é depurativa, desintoxicante, pode se r usada em cortes, contusões, ferimentos, úlceras, disenterias, e é também adstringente. <60> Tem muito bom resultado nos casos de arteriosclerose, osteoporose, artrose, amenorréia,

hemorróidas, descalcificação óssea, raquitismo, reumatismo, doenças urinárias, hemorragias gástricas, gastrite, anemia, além de consolidação de fraturas, devido a ação adstringente d s taninos, e ácido silícico. Indicações: Como chá poderá ser indicada para combater as doenças reumáticas (artrose e reumatismo), tosse crônica: inflamação das pernas por problemas metabólicos, gota, disenteria, cálculo renais. Usado para lavar feridas expostas não cicatrizadas. Para banho, atua como estimulante do tecido conjuntivo, revigorando o organismo às doenças reumáti cas que são perturbações metabólicas em que o corpo reabsorve parcialmente os ácidos silícicos. Estes banhos são altamente recomendados para as pessoas asmáticas. É utilizada também para a cura da incontinência urinária de crianças. A capacidade de provocar diurese sem danificar a função renal, faz da cavalinha uma das melhores plantas no ponto de vista farmacológico, principalmente se considerarmos que ao mesmo tempo conduz à eliminação do sódio e do ácido úrico. Sua ação remineralizadora, repõem minerais e oligoelementos, dos quais o organismo se encontra em falta. Seu alto teor de ácido silícico age também nas paredes das artérias, e a cavalinha t em sido usada também no tratamento do câncer, devido aos seus componentes ricos nesse minera l, e acredita-se que muitos do seus efeitos estejam relacionados à ele. Atua de maneira específica em problemas de inchaço e inflamação da próstata, como excelente antiinflamatório. Tem bons resultados clínicos com o uso local em neoplasias cutâneas, em experimentos rea lizados na Áustria e Alemanha. <63> Centella Nome científico: Centella asiática. Família: Umbelliferas (Umbelíferas). Alguns editores citam que trata-se da GotuKola. Partes usadas: folhas, parte aérea. Características: herbácea de tamanho pequeno, vivaz, com caule rasteiro de 30 cm de comprimento. Possui flores brancas, pequenas, e folhas em forma de coração. É conhecid a pelos chineses com o nome de Fo-Ti-Tieng), é de sabor amargo e acre. Habitat: conhecida há 3 milênios na índia, esta erva é nativa da Ásia tropical, desenv olvese em terras úmidas e com sombras muito facilmente, sendo uma planta refrescante, porém acre e amarga. As folhas são suas partes mais utilizadas. Na América do Sul, é facilme nte encontrada, principalmente na região Sul do Brasil. Propriedades químicas: Alcalóides (asiaticosídeo), saponina, valerina, triterpeno, óleos essenciais, flavonóides, quercetina, cânfora, cineol, sais minerais e aminoácidos, ácido s asiáticos e madecássicos, cálcio, ferro e fibras. Propriedades terapêuticas: Cicatrizante, depurativa, antibiótica, tônico, estimula nte cerebral, anti-reumática, sedativa, vaso-dilatadora periférica, anti-celulítica, antih emorróidas e esquisofrenia. Indicações: Como depurativa do sangue, restauradora do sistema de defesa do corp o, ajuda

no metabolismo da gordura, é indicada para afecções na pele, aplicando-a em forma de cataplasmas. <64> Favorece o processo de cicatrização, devido aos ácidos asiaticosídeos, que agem como antibióticos. É indicado para eczemas de pele, úlceras. varicosas, hematomas, rachadur as da pele, varizes e celulite, isto com uso interno. No externo pode ser usada para g ordura localizada e também para celulite. Controla a ação sobre edemas de origem venosa, orie nta tratamento de celulites localizadas. Notadamente ela atua como estimulante da co ncentração e da atenção. Contra-indicações: Não deve ser ministrado em pacientes com hipertensão, problemas cardiovasculares ou úlceras. Deve-se evitá-la em casos de sangramento interno, pois pode recomeçar a hemorragia. Em doses excessivas. pode causar hipoglicemia. A Centella asiática tem sido usada há milênios como tônico, devido ao seu efeito energizador, porém não possui cafeína em sua composição, apenas alcalóides. Na medicina tradicional chinesa, é considerada a erva da fonte da juventude, p ois acreditase que aumenta a longevidade daqueles que a usam freqüentemente. Ela é muito estimulante devido aos polissacarídeos que contém, segundo uma pesquis a de Sri Lanka, publicada em 1999. Houve também um estudo que relatou que dezenas de pe ssoas que sofriam de úlcera de pele foram beneficiadas devido ao efeito da centella, que contém glicosídeos. Modo de usar Uso interno - em cápsulas - 3 a 4 cápsulas diariamente, atua como um tônico genera lizado. Por infusão: para reumatismo - tomar 35 ml de chá, 2 vezes ao dia. Sendo 33 g pa ra 1 litro de água. Uso externo: misturar 2 colheres de chá com 25 ml de água, sendo recomendado par a eczemas. <65> Tintura: 300 g de folhas frescas bem trituradas, com um litro de álcool de cer eais. Tomar 30 gotas com água, 3 vezes ao dia. Para memória e concentração. Para fazer a tintura, é necessário deixá-la depois de misturada durante 10 a 14 dias, agitando durante o perío do, 2 vezes ao dia. Deve ser colocado em um lugar escuro. Depois, filtra-se, coloca-se em vidros escuros e fecha-se bem. Cápsulas anti-celulíticas: tomar 2 cápsulas, 3 vezes ao dia. Deve-se tomá-las no alm oço e no jantar. É utilizada para combater celulite, estrias e gordura localizada. OBS: não é recomendada para crianças. <67> Copaíba Nome científico: Capaífera reticulata Ducke Sinonímia: copaiba verdadeira, copaúva, jatobá-mirim, capaúba, cupiúba e óleo branco. Família: Leguminosae, Caesalpinaceae

Partes usadas: resina extraída do tronco. Características: é uma árvore de grande porte, com folhas alternas e compostas, ch eias de glândulas contendo óleos resinosos, com flores sésseis, e cachos auxiliares. É a espécie d e copaíba mais estudada. Atinge até 20 metros de altura e de seu tronco, que é de cor ve rmelha escura por fora e avermelhada por dentro, extrai-se a resina para elaborar, atra vés da destilação, o óleo de copaíba. Chega-se a extrair até 20 litros de óleo bruto, líquido, transparente e viscoso, de cheiro forte, penetrante e sabor amargo. Os índios amaz onenses untam o corpo com esse óleo depois das lutas para cicatrizar as feridas. As folhas são pinatifidas compostas, de flores brancas ou rosadas, e o fruto é tipo vagem, com u ma semente apenas. Habitat: Origem no Brasil (Amazonas), Paraná, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso,

também se apresenta no México, Antilhas e África tropical. Propriedades químicas: Resina, ácido copaífero, ésteres e resinóides. A parte volátil p oduz óleo essencial cariofileno, alfa - humuleno, beta- bisaboleno, delta -candieno e sesquiterpenos. Propriedades terapêuticas: Antiinflamatória, blenorragia, queimaduras, bronquite s, antiséptica das vias urinárias e das vias respiratórias, cicatrizante, expectorante, laxan te, antidiarréica, anti-sifilica, hemoptises, psoríases, enureses, urticária. <68>

Indicações: Contém óleo essencial e resina, cuja composição ainda tem o ácido copaíbico que é eliminado pelos rins, e atua como anti-séptico e antiinflamatório sobre as mucos as genitais e urinárias. O óleo é recomendado para tratamentos das mucosas genitais e pulmonares, como bronquites e tosses, por seu componente ácido copaíbico. Para as doenças venéreas, tanto masculinas quanto femininas, aplica-se também nos casos de afecções urinárias (cistites), bem como em feridas, eczemas, psoríase. urticária, acnes , escamações e irritações no couro cabeludo e caspas. Tem dado resultado no tratamento de câncer pulmonar, devido aos seus princípios ativos antiinflamatórios. Contra-indicações: não é recomendado para grávidas, lactentes ou pessoas com afecções gástricas. Cuidados: não deve-se tomar durante um período superior a dez dias, podendo

ocorrer erupções cutâneas, nefrites e problemas digestivos, como vômitos, náuseas, diarréia com cólicas. Com exceção dos xaropes. Modo de usar: Óleo: recomendado para aplicar nas diversas infecções externas da pele, incluindo queimaduras, apesar de provocar náuseas em alguns pacientes, pode também ser ingerid o. O óleo de copaíba é um ótimo cicatrizante, quando aplicado diretamente no local afetado po r ferimentos, eczemas e também no caso de psoríase, este deve ser usado por meses de tratamento. Cápsulas: tomar 2 ou 4 cápsulas gelatinosas ao dia, durante as refeições; auxilia co ntra a

bronquite, catarro pulmonar, expectoração e problemas urinários, agindo como antiinflamatório. <69> Xarope para bronquite: a melhor aplicação do óleo de copara tem sido em pessoas co m problemas respiratórios, como asma e bronquite aguda. Devido aos seus óleos essencia is de ação antiinflamatória e vasodilatadora, misturado com mel, dá um excelente xarope contra bronquite e catarro pulmonar, além de ser expectorante. <71> Equinácea Nome científico: Echinacea angust folia DC. Sinonímia: Do grego - echinus - ouriço-do-mar Família: Compositae Partes usadas: raízes e folhas Características: suas flores tem as pétalas brancas e o núcleo amarelo. Habitat: A planta, nativa americana, é um dos fitoterápicos mais conhecidos e ut ilizados na Europa e nos Estados Unidos na prevenção de gripes e resfriados. Os índios americanos foram os primeiros a utilizar esta planta. Propriedades químicas: Alcamidas (isobutilamidas): ésteres do ácido cafêico (principalmente equinocosídeo e cinarina), arabinose, fitoesteróis, cobre, enzimas, glicose, inulina, ferro, vitaminas A, C e E, enxofre, sacarina, alcalóides pirrolizidínicos, polissacarídeos, óleos voláteis, equinolone e betaína. Propriedades terapêuticas: imunoestimulante, antibiótica, antiviral, antiinflama tória e anticancerígena. Indicações: útil para todas as formas de infecções, bacterianas, virais e por fungos (micoses). A planta faz parte do King's American Dispensatory, onde é citada pelos seus efeitos antialérgicos contra a picada de abelha e insetos, gripes, febres de tuber culose pulmonar, malária, varíola, rubéola, gangrena e sífilis (que encontra na equinácea excelen tes resultados). É ótima para fortalecer o sistema imunológico. <72> A equinácea tem emprego em várias situações, como sangue intoxicado, furunculose, antraz, úlceras antigas, leucorréia fétida, abcessos, abcessos dentários, piorréia, mening ite, febre puerperal, apendicite, eczema, tifo, oftalmia escrofulosa na garganta, varío la, difteria. Esta vasta aplicação mostra a sua ação natural, além de ser também empregada no tratamento do câncer, pois estimula a produção de interferon, tem ação bacteriostática, além de ter grande poder antiinflamatório e antifungicida. É também a mais importante imunoestimul ante erva medicinal conhecida. Modo de usar: Uso interno Raiz seca - 1 g por decocção, num copo de água. Tomar 3 vezes ao dia. Extrato líquido - 1,0 ml num copo de água. Tomar 3 vezes ao dia Tintura - 5 ml, tomar 3 vezes ao dia Cápsulas - 2 cápsulas, tomar 3 vezes ao dia. Pode ser usado como raiz, folhas secas e congeladas, como extrato alcoólico, c há. cápsula ou pomada.

Aumenta a imunidade celular que produz a fagocitose (destruição de certos microorganismos por leucócitos) produz ainda o aumento de número de leucócitos e glóbulo s vermelhos no sangue. Tem propriedades: - antitóxicas: estimula os processos de desintoxicação do fígado e dos rins mediante a eliminação e ventralização das substâncias tóxicas que circulam no sangue. - antibiótica e antivirótica: destrói certas espécies de vírus, devido à ação dos equinaco presentes nesta planta medicinal.

<73> - anticancerígena: devido ao aumento de interferon, bloqueia muitas espécies de cânce res. - antiinflamatória: Impede a progressão das infecções por inibição da enzima hialuronidase

produzida por muitas espécies de bactérias: favorece a formação de tecidos de granulação, responsável pela cicatrização de feridas. - bactericida e fungicida: devido à presença de poliacetilenos em sua composição, tem ação destruidora de fungos e bactérias. - anticancerígena: O uso desta planta dá bons resultados para corrigir a leucopenia (baixa de leucócitos) e a diminuição das defesas do organismo. Contra-indicação: Não deve ser usada nos 3 primeiros meses de gravidez, apenas por precaução, já que não há contra-indicação nas literaturas médicas. OBS: A tintura (feita com 20% de álcool), pode destruir somente os polissacaríde os, que estimulam o sistema imunológico, basta 20% da erva para degradar a equinácea. <75>

Erva-mate Nome científico: Ilex paraguensis Sinonímia: mate, chá-mate, erva-do-Paraguai, chá-dosjesuítas, erva- senhorita. Partes usadas: folhas Família: Aquiifoliaceae Características: árvore de bonito porte, frondosa, chegando à altura de até 6 metros , com folhas lisas, largas, alternas, ovaladas, serrilhadas e rijas. Suas flores são miúda s e de cor branca, possuindo 4 pétalas. Seus frutos, são miúdas bagas vermelhas que possuem 4 sementes. Habitat: nativa do Brasil, adapta-se em climas tropicais e sub-tropicais, em especial nos estados da região sul do Brasil e no Mato Grosso, além do Chile, Peru, Paraguai e Ar gentina, onde é considerada planta silvestre. Propriedades químicas: óleo essencial, taminas, lítio, matérias resinosas, xantinas: cafeína, ácido cafetâmico, teobramina, ácido clorofênico, produtos aromáticos, teofilina, taninos, vanilina, oxalato, carbonato de cálcio, celulose e sulfato de sódio. Ela possui mais de 23 substâncias químicas. Propriedades terapêuticas: estimulante do corpo e do cérebro, diurética, digestiva , laxativa, redutora de tensão, sudorífera, analgésica, atua em problemas renais e encefalia. Indicações: o chimarrão, ou mesmo o chá mate, auxilia na circulação sangüínea, ativando e conseqüentemente, melhorando as atividades cerebrais. Tomado após as refeições, estimu la a digestão e é laxativo. Banhos aquecidos de chá das folhas embelezam a pele.

<76> No sul do país, mais entre os gaúchos, o seu uso é constante, desde de manhã até a tar de e à noite. Muitos estudantes levam para a escola (noturna), sua cuia, chaleira e gar rafa térmica. Não passam sem o uso da erva-mate. Esta erva dá vitalidade às pessoas, resistência ao cansaço físico. Ativa a circulação sangüínea, por isso alguns a consideram afrodisíaca. Modo de usar Uso externo Chá por decocção - um litro de água para 20 g de ervas. Ferver por 10 minutos. Mistu rar à água do banho. Aplicado em compressas nas partes afetadas, é cicatrizante, anti-séptic o e age contra queimaduras. Chá por infusão - 1 litro de água fervente para 20 a 40 g de folhas. Tampar e deix ar 5 minutos. Beber no máximo 3 xícaras ao dia. É digestivo e laxativo. OBS: o chá mate não deve ser consumido em demasia, podendo causar dependência devido à cafeína e à teobromina, além de efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso, como taquicardia, irritação: úlcera gastroduodenal, gastrite, hipertensão e gota. As gestantes não deverão tomar mais do que uma xícara por dia, pois há riscos de cau sar danos ao feto, diminuindo seu crescimento, além de passar a cafeína para o leite. A erva-mate é aconselhada a ser usada como medicamento apenas se não houver outr a opção. O chimarrão quente tem sido associado ao câncer de boca e do estômago. <79>

Garra-do-Diabo Nome científico: Harpagophytum procumbens D.C. Sinonímia: harpagófito Família: Pedaliaceae Partes usadas: bulbos ou rizomas Características: planta de raízes primárias e secundárias, que possuem gosto amargo e são utilizadas para remédios. Destaca-se pela suas flores vermelho-púrpura. Habitat: nativa da África, particularmente do deserto do Kalahari e atual Namíbi a, se desenvolve em terrenos arenosos e argilosos. Propriedades químicas: heterosídios iridóides (harpagoside, harpadoquinona), ácidos aromáticos (cafêico, cinâmico, clorogênico), beta - sitosterol, açúcares (glicose, frutose, rafinose), óleos essenciais, triterpenos, fitosteróis e flavonóides. Propriedades terapêuticas: antiinflamatória, analgésica, depurativa, anticancerígena , estimulante digestiva, arteriosclerose, rins e bexiga, vesícula, intestinos, é cicat rizante, hepática, antiespasmódica, anti-gota, artrose, artrite e anti-reumática. Indicações: é um dos remédios mais eficazes de que dispõe a fitoterapia para o tratame nto das afecções reumáticas. Para reumatismo, pode ser usada em forma de cataplasmas e por via oral, e para um melhor resultado, pode ser usada das duas formas. <80> A ação desta planta, por ser fortemente amarga, serve como estimulante do sistem a dïgestório. O chá é depurativo e elimina rapidamente o ácido úrico, aliviando as dores causadas pela "gota" e artrites. Acalma os sintomas de cólicas intestinais. Reduz o índice de

colesterol no sangue, regenerando as fibras elásticas das paredes arteriais. Se ap licado como cataplasma, em quaisquer afecções da pele, resulta em um dos melhores cicatrizantes existentes, inclusive para furúnculos. Os africanos usam a erva para tratamento do câncer de pele. Na Europa, tem gra nde fama e o chá é recomendado para artrite, reumatismo e artroses. Os extratos das plantas rea lmente tem atividade antiinflamatória, comprovada com experiências com animais. Nos Estados Unidos, é uma erva usada no combate ao artritismo. É uma das plantas consideradas ca pazes de promover a longevidade e a boa saúde. Contra-indicações: deve ser evitado durante a gestação. Tomada em alta dose pode provocar contrações uterinas. Modo de usar Para reumatismo e artrite - chá por decocção - em um copo de água, colocar 10 g da r aiz e ferver por 15 minutos. Tomar doses pequenas, uma ou duas vezes por dia. Infusão - 1/2 litro de água fervente. com 15 gramas de pó de raiz e deixar repousa r de meia à uma hora. Tomar 3 a 4 vezes ao dia. Tintura: tomar 30 gotas da tintura com água duas vezes ao dia. Para artrite as sociada à digestão difícil. <81> Rizoma - chá por decocção - ferver 20 g em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 copos ao dia . Cápsulas: cápsulas: tomar 3 a 4 cápsulas ao dia. Compressas: aplica-se na área afetada, várias vezes ao dia, feito o chá por decocção b em forte. <83>

Germe de Trigo - Trigo Nome científico: Triticum satiuum Lank Partes usadas: Sementes (óleo extraído do germe) Família: Gramineae Características: Planta de colmo ereto com folhas planas e compridas, suas glu mas são ovaladas e uniformes, com o ápice carenado, espigas, glandes compactas e extremida des pendentes. Habitat: Seu cultivo é mundial, necessita de solo sílico-argiloso, profundos e c om certa retenção de água. Propriedades químicas: aminoácidos, glicídios, protidios, lipídios, celulose, fibras , minerais: potássio, fósforo, cálcio, ferro, cobre, manganês. Possui também proteínas, gordu a, vitamina B 1 e B 2, K, A, C, e é riquíssimo em vitamina E, tocoferóis, ácido olêico, esteár co, linoléico, linolênico, palmítico, lecitina, além de ácidos graxos livres. Propriedades terapêuticas: anemia, pressão baixa, emoliente, estimulante, laxati va, remineralizante, antidiabética, avitaminoses, debilidade óssea, depressão psíquica, aste nia, nervosismo, raquitismo e prisão-de-ventre. Indicações: Antes de ser beneficiados, os grãos integrais, possuem quase todas as

substâncias nutritivas que necessitamos. Os germes de trigo são considerados excelen tes para o desenvolvimento infantil, além de proteger a pele pelo teor de vitamina B, A e E . A existência da celulose regula as funções intestinais, agindo sobre a prisão-de-ventre (c onsumo de trigo integral). O óleo de germe de trigo possui óleos essenciais e vitamina E. A sua fibra executa a limpeza da flora intestinal, eliminando as toxinas. Como se fossem uma esponja. <84> O óleo de germe de trigo ajuda no aumento da irrigação sangüínea, a nível da derme, aumentando a nutrição das células, prevenindo rugas na pele e o seu ressecamento. É conhecido co a vitamina da beleza da pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, uma dieta rica em f ibras solúveis e insolúveis e pobre em gordura previne alguns tipos de câncer. As fibras ins olúveis são aquelas que não se dissolvem na água e são encontradas nos grãos integrais, principalmente no grão de trigo. São melhores para a saúde do que as solúveis, pois regularizam e eliminam as toxin as do intestino, diminui o colesterol, ajudando os diabéticos, pois os diabéticos tipo I d iminuem com o uso prolongado, a quantidade de insulina. Já nos diabéticos não- insulínicos tipo II, as fibras insolúveis melhoram a tolerância à glicose. Para a maioria das pessoas, uma maior ingestão de fibras é a chave para benefícios notáveis para a saúde. O trigo é o cereal mais rico em vitamina E. Modo de usar: Uso interno Para reduzir o índice de açúcar no sangue: comer mingau ao natural. misturado ao l eite ou suco de frutas, para suprir a falta de cálcio e vitaminas A e C. Para regular as funções intestinais: farelo de trigo, adicionado à mingaus, sucos e sopas. Uso externo Para amaciar a pele e protegê-la: banhos com o farelo de trigo. <87> Ginseng Nome científico: Panax ginseng C. A Meyer Família: Araliaceae Partes usadas: raiz, a partir do 5° ano, quando seus princípios ativos estão compl etos. Características: é uma planta herbácea perene, de raiz aprumada e dividida, tendo o ginseng folhas de palma e pequenas, flores esverdeadas, que aparecem no fim do v erão. Habitat: originária das zonas geladas e montanhosas da China, Japão, Coréia e Nepa l. Propriedades químicas: os princípios ativos da raiz do ginseng são de uma grande complexidade química: contém ginsenosídeos, que são glicosídeos esteróides das saponinas triterpênicas, alatoinas, minerais: enxofre, germânio, magnésio, manganês, cálcio e zinco, vitaminas: B 1, B 2, B 6, B 12 e C, fitotesteróides, fitoesteróides e enzimas. Propriedades terapêuticas: antidepressivo, tonificante, ansiolítica, age nos sis temas cardiovascular e reprodutor. É anti-estressante, combate a impotência sexual, disfunção

erétil e frigidez feminina, e insuficiência hormonal. Indicações: o ginseng acelera o processo enzimático do glicogênio e da glicogenólise, aumenta a produção de ATP (adenosina trifosfato) substância de grande ação energética celular. Tem efeito anabolizante, aumenta a síntese das proteínas, estimula a produção d e sangue (hematopoiese) na medula óssea. Tem efeito vasoregulador, ajudando a normal izar a pressão arterial. Seus efeitos afrodisíacos são conhecidos a milênios. Aumenta a capacid ade sexual, melhorando a freqüência da ereção masculina e favorecendo ainda, a produção de espermatozóides, estimulando os gânglios sexuais de ambos os sexos. Aumenta ainda a produção hormonal. Atua no estado de hiperglicemia (diabéticos do tipo 11), potenciali zando a ação da insulina. <88> É tanto estimulante como relaxante do sistema nervoso central (SNC), semelhant e à adrenalina. Modo de usar Uso interno - decocção - 3 g de raiz em 20 ml de água. Ferver durante 10 minutos, esfriar, coar e tomar até a hora do almoço, pois após, pode tirar o sono de algumas pessoas. Cáps ulas - 300 g, 3 vezes ao dia. Extratos: 20 gotas, 3 vezes ao dia. O extrato de ginseng tem efeito estimulador da hemotopoiese, aumentando a at ividade na medula óssea e do hematócrito. <91> Girassol Nome científico: Helianthus annuus Sinonímia: flor-do-sol, coroa-real Partes usadas: Pétalas, folhas e sementes (óleo) Família: Compositae Características: Pode medir até 2 metros de altura, com folhas de nervura pronun ciada, grande, rugosa, cerrada e de forma ovalada, suas flores têm diâmetro de 10 a 25 cm, com pétalas amarelas nas flores femininas. Nas flores hermafroditas, o miolo é avermelha do, com disco volumoso que encerra centenas de sementes, claras ou escuras, que fornecem valioso óleo comestível. A característica desta planta é que as influorescências se voltam para a luz do sol girando sobre o pedúnculo ao longo do dia. Habitat: Originária da América Central, México e Califórnia. Desenvolve-se em climas

tropicais, sub-tropicais e temperados. Resistente à seca e a baixa temperatura. Ho je, é cultivada no mundo todo, embelezando com suas pétalas amarelas e perfumadas, os ja rdins de milhares de pessoas. Até mesmo nos filmes, Girassóis da Rússia e Dr. Givago, foi mostrada a beleza desta planta. Propriedades químicas: minerais: cálcio, fósforo, magnésio, ferro e potássio, vitamina E, glicosídeos, flavonóides, quercimetrina e histidina, além de ácidos oléico, antocianínicos, xantofila, betaína, proteínas, ácido clorogênico, lecitina e colina.

Propriedades terapêuticas: Balsâmica, antiinflamatória, cicatrizante, expectorante e antidiabética e anti-colesterol. Indicações: Folhas frescas amassadas são excelentes para fazer cataplasmas, chás, decocções para combater febres, distúrbios estomacais, resfriad os, e cardialgia. As sementes amassadas, poderão ser utilizadas como cataplasmas para contusões. úlc eras e feridas. Os chás por infusão ou decocção aliviam as enxaquecas, dores de cabeça de fundo nervoso. nevralgias e estados de nervosismo. O óleo extraído das sementes é aconselhável para males do peito e especialmente, par a ajudar a baixar o nível do colesterol do sangue, assim como para diabetes e enferm idades do fígado. As flores do girassol contém um glicosídeo flavonóide (quercemetrina) que é usado co mo balsâmico e expectorante para problemas respiratórios. Modo de usar: As sementes devem estar secas, torradas e moídas, para preparar chás e tinturas. Poderão ser acrescentadas às farinhas para a utilização na culinária, devido ao seu alto valor n utritivo, podendo inclusive, substituir o café, por não conter cafeína. Das sementes cruas, extr ai-se o óleo, também utilizado na culinária. que é ótimo para o coração. - Folhas: Chá por decocção ou infusão: 30 g de folhas para. 1 litro de água. Ferver por 1 0 minutos. Este chá é recomendado para asma, expectorante, gripe, infecções estomacais e d a garganta, problemas pulmonares, pleurites, males do coração e cardealgia. - Chá por infusão: 5 g de folhas para 100 ml de água fervente. deixar por infusão por 1 0 minutos, tomar de 2 a 3 vezes por dia. É antitérmico e diurético. <93> - Cataplasma: folhas verdes amassadas (o suficiente para cobrir o local afetado ) é indicado para contusões, feridas e úlceras. - Folhas secas maceradas (20 folhas para 60% de álcool): dores de estômago, hemorra gias nasais, males do coração e pulmão. - Tintura: macerar 20 ml de álcool à 60% com 2 gramas de folhas secas por 10 dias, filtrar e colocar em vidro, tomar 20 gotas de 3 em 3 horas num cálice de água. Esta tintura é recomendada para malária e para combater gripes. - Sementes torradas e moídas: como farinha, adicionar nas dieta de pacientes orga nicamente debilitados. Tônico também para crianças. - Como chá por infusão ou por decocção: fortalecimento dos nervos, para os pulmões, dores de cabeça (enxaqueca, excitação nervosa e nevralgias). -Amassadas: o suficiente para cobrir a área. Aplicar em forma de cataplasma sobre as feridas e úlceras. - Óleo: extraído das sementes, é um dos mais saudáveis. O óleo de girassol é indicado especialmente na arteriosclerose, para fazer baixar o nível de colesterol no sangu e, assim como em casos de diabetes. Expremido da semente crua, usa-se para combater males

do peito. As sementes ao natural, em jejum, combatem vermes, inclusive a solitária. <94> - Vinho medicinal: Cortar em pedaços, 100 g de ramos secos e 300 g de álcool de cer eais. Deixar macerando por 30 dias. Filtrar e colocar num vidro bem fechado. Decorrido uma semana misturar uma garrafa de vinho branco. Tomar todos os dias em jejum e dura nte as refeições, uma colher de sopa. Combate pleurite, prevenindo a febre correspondente. Em casos de dor de estômago, ingerir após as refeições, uma colher de sopa. <97> Guanxuma Nome científico: Sida spinosa L. Sinonímia: Malva-baixa, guaxima, vassoura, vassourinha, guanxumba. Partes usadas: flor, folha, raiz e sementes. Família: Malvaceae Características: Planta herbácea ou sub-arbustiva. É uma planta anual ou perene qu e chega até 80 cm de altura no máximo. Possui folhas pequenas, rugosas, com bordas recortada s. Habitat: Desenvolve-se em locais úmidos e com sombra, comum em solo adrenoso, campos, lavouras, pomares e jardins, pode ser encontrado na América, África e Ásia. Propriedades químicas: heterosídeos, saponínicos, ácidos fixos, gomas, mucilagens, taninos, ácidos orgânicos, triterpenos e sais minerais. Propriedades terapêuticas: Ela é emoliente, antiinflamatória, vermífuga, antibiótica n atural, tônica, digestiva, sepurativa de tumores, para menstruação dolorosa, disenterias, cata rro, antitérmica, apendicite, alopecias, urina presa, digestiva e fortificante dos nerv os. Indicações: As folhas amassadas e aplicadas como cataplasmas aliviam a dor de pi cadas de insetos (vespas, abelhas, etc... ). Como chá, também pode ser aplicada nos cabelos para controle da oleosidade e que da, proporcionando brilho e volume. Tonifica e elimina impurezas das peles oleosas. O chá das sementes trituradas pode ser usado como vermífugo. <98> Modo de usar: Folhas: chá por decocção ou infusão - 30 gramas de folhas para um litro de água. Indic ado para bronquites, catarros, tosses e outras infecções pulmonares. Também combate a qued a de cabelos. Folhas verdes amassadas colocadas na área afetada: alivia a dor de picadas de abelhas e vespas. Folhas verdes: utilizadas em banho, tem ação emoliente. Chá por infusão: combate coriza, bronquite, inflamações, clisteres - Aplica-se o dec oto. <101> Hamamelis

Nome científico: Hamamellis uirginiana L Sinonímia: bruxa, feiticeira Partes usadas: folhas, cascas Família: Amameliaceae Características: arbusto de 3 a 5 metros, com ramos ralos, folhas alternadas, ovais, alongadas, flores amarelas. Após a queda das folhas, aparecem as flores e os fruto s. Habitat: crescem em solos ricos e úmidos, não se adaptam à climas frios. Sua proce dência é da América do Norte, Estado da Virgínia e Canadá. Hama: nome grego que significa ao mesmo tempo, e nelis, que significa fruto. Propriedades químicas: hamamelina, óleo essencial, mucilagens, resinas, taninos,

hamamelitaninos, flavonóides, saponinas, virginiana (porque foi encontrada na Virgín ia), fenólicos, colina, sais minerais (ferro e potássio). Possui também óleos voláteis e princíp os amargos. Propriedades terapêuticas: indicada para hemorragias, metorragias, hemoptises e pistaxes, hemorróidas, varizes, flebites, afecções da pele e das mucosas, problemas de menopausa , é adstringente, antitumoral, anti-blenorrágica e antiinflamatória. Indicações: os índios usavam-na como cataplasma em feridas externas. Utiliza-se o chá e os supositórios para hemorróidas, inclusive as sangrentas, bem como para casos de va ginites, flebites, eczemas, varizes e hemorragias internas e como compressas, nas úlceras v aricosas. É utilizada também na composição de produtos cosméticos. A água extraída é utilizada como desinfetante em feridas e descongestionante da pele irritada pelo vento. <102> As hemorróidas, são veias inchadas em volta do ânus que podem projetar-se para for a do reto. São geralmente associadas à prisão-de-ventre, gravidez, falta de exercícios, dieta errada e obesidade. As hemorróidas podem romper-se e sangrar, causando mal-estar e dor. O cataplasma de hamamellis pode aliviar a dor e estancar o sangramento anal. A pla nta é tonificante das veias e capilares sangüíneos. Modo de usar As folhas, que contém taninos, devem ser secas à sombra e em local com boa venti lação, sendo que somente as cascas dos ramos devem ser secas ao sol. É muito usado em cos méticos devido aos seus óleos essenciais. Uso geral Tintura - 10 a 30 gotas ao dia num pouco de água, tomar de 1 a 3 vezes ao dia nos intervalos das refeições. Chá por infusão das folhas - 20 g em 1/2 litro de água. Tomar 2 copos ao dia. Água destilada de hamamellis - recomendada para higiene, ferimentos e descongestionamento da pele causado pelo sol e pelo vento, ou avermelhado e rach ado pelo frio. Uso externo Decocção - 30 g de folhas e cascas em pedacinhos, em 1/2 litro de água. Ferva dura

nte 10 minutos, depois de coado, acrescente 200 ml de álcool 96°. Com algodão, aplique na par te afetada. <105> Hera Nome científico: Hedera helix L. Sinonímia: Hera européia Partes usadas: folhas Família: Araliaceae Características: Arbusto tipo trepadeira ou rasteiro, com folhas verde-escuras brilhantes. Muito usada como planta ornamental, possui frutos tóxicos. É uma planta histórica ligada à crenças gregas e egípcias, em que acreditava-se que a hera escondia os duendes sob as folhagens, e era tida como símbolo de felicidade e long evidade. Habitat: Proveniente da Europa, norte da África, Ásia e Ilhas Canárias, desenvolve -se melhor em lugares úmidos e com pouco sol. Propriedades químicas: Saponinas (hederina, hederosaponina, hederagenina, hederacosídeo), flavonóides (rutina e quercetina), ácidos clorogênico, terpênico e iodo. Propriedades terapêuticas: Expectorante, tosses, bronquites, úlceras varicosas, excitação nervosa, hemicrania, menstruação difícil, emenagoga, asma, furúnculos, hidropisia, litíase biliar, hipertensão, gota, leucorréia, anti-ulcerativa, cicatrizante, anti-celulítica, analgésica, vaso-dilatadora, cicatrizante e antiinflamatória. Indicações: Suas folhas apresentam substâncias antiinflamatórias, e podem ser aplica das como cataplasma em queimaduras de sol e feridas. É indicada para casos de nefrite, nevralgia, bronquite, edema, menstruação difícil, reumatismo, tosse e, aplicada na for ma de chá, escurece os cabelos brancos.

<106> De acordo com a dosagem prescrita (em forma de chá), em maior quantidade torna -se vasodilatadora, e em menor, vasoconstritora. Seu componente (hederosaponina) permite ação contra fungos, hipofunção da glândula tireóide (redução de glicose e triglicerídeos), problemas pulmonares e afecções reumáticas, bem como ativar a vesícula biliar. Nos casos de nevralgias, há redução da sensibilidade dos nervos periféricos, amenizando a dor, devido à ação da saponina. Modo de usar: Uso externo: Efusão - para queimaduras e úlceras varicosas: Efusão - 10 gramas de folhas de her a frescas para 2 litros de água fervente. Deixar amornar, coar, colocar numa gaze e aplicar na área afetada. O liquido da decocção deve ser usado para lavar o ferimento cansado pela queimadura. Uso interno: Efusão - para excitação nervosa, bronquites, tosses: Infusão - 100 ml de água fervente para 6 gramas de folhas. Tampar por 10 minutos. Tomar 3 vezes ao dia.

Para escurecer cabelos brancos: chá em efusão com enxofre. OBS: Não é recomendado aumentar a dosagem, pois outras partes da planta são veneno sas, especialmente os frutos. Não é indicada para gestantes, lactantes e portadores de hipertireoidismo.

<109> Hipérico Nome científico: Hypericum perforatum L. Sinonímia: erva-de-São-João, hipericão, flor-de-São João. Partes usadas: folha, flor Família: Gutiferae Características: arbusto perene, silvestre, chegando de 25 a 80 cm de altura. Na Ásia e Europa, é tida como planta daninha, por crescer à vontade. Suas flores são amarelo-dou radas e tem forma de estrela. São utilizadas na medicina, devendo ser colhidas logo que desabrocham, inclusive com as folhas. Habitat: adapta-se em lugares sombrios, é bastante comum na Europa, Ásia, Brasil , Austrália, e outros países da América. Cresce à beira de caminhos, em bosques e prados. Propriedades químicas: contém vitamina C e P, catequinas, saponinas, caroteno, t aminas, óleo essencial, pectinas, fitosteróis (beta-sitosterol), glicosídeos (corante vermelho hipericina), flavonóides, (quercitrina, rutina, hiperosídeos), resinas, princípios ama rgos, rodano, flobafeno. Propriedades terapêuticas: antidepressiva, sedativa, calmante, antidiarréica, vu lnerária, antiinflamatória, adstringente, calagoga, anti-séptica, anti-reumática, atua no tratam ento de asma, gota, úlceras, dores de cabeça, gastrite, insônia, incontinência urinária, catarro d a bexiga e brônquios, menstruações irregulares, insuficiência hepática, inflamações e afecçõe cutâneas (queimaduras, contusões, feridas) pois é anestésico, balsâmico, além de equilibrar o sistema nervoso e ser antiespasmódico. A hipericina tem ação no sistema nervoso centra l, auxiliando em casos depressivos. <110> Indicações: O chá do hipérico deve ser utilizado para queimaduras, ferimentos e ulcerações, sendo aplicado diretamente no local. Ingerido, atua beneficamente nos ca sos de acidez estomacal, bronquites, enurese infantil, gota, asma, depressão, afecções das vi as urinárias e pulmonares, insônia, insuficiência hepática, nervosismo, bem como para o controle da oleosidade dos cabelos e da pele acalmando-a, e utilizada também em ba nhos relaxantes. Decorridas 4 a 6 semanas, o estado de ânimo dos pacientes melhora consideravelmente. Modo de usar: Reumatismo e gota: Friccionar o óleo feito com 300 g de sumidades floridas mis turado em 500 g de óleo puríssimo. Este mesmo óleo poderá ser utilizado também para úlceras e queimaduras, em compressas de gase. Enurese infantil: Chá por infusão: para uma xícara (café) de água quente, colocar 2 colheres (chá) de flores. Repousar por 10 min. e coar. As crianças deverão tomá-lo 1/2 h ora

antes de dormir. Com o hipérico poderão também ser feitas loções, géis de banho, xampus, óleos infantis cremes. OBS: O excesso poderá resultar em irritações cutâneas ou edemas. Para úlceras, queimaduras e chagas (feridas): óleo: 500 g de azeite puríssimo para 300 g de sumidades floridas. Macerar por 8 dias, expor o recipiente ao sol. Filtrar o óleo e guardar num vidro. Usar com gase embebida neste óleo como compressa. Gota, ciática, reumatismo: Óleo: 250 g de sumidades floridas em 500 g de azeite puríssimo. Macerar por todo o verão, exposto ao sol, hermeticamente fechado. Filtrar o óleo que já adquiriu cor vermelha, no início do outono, e armazenar num vidro. Usar para massagear o lugar afetado. Má digestão, hermicrania, insuficiência hepática: Chá por infusão: Para 1 xícara de águ fervente, colocar 5 g de sumidades floridas e uma ponta de faca de babosa. Tampa r e deixar 10 min. Coar, adoçar e tomar em seguida. Catarro da bexiga: Chá por decocção: - Ferver por dois min. em 1 litro de água, 200 g de sumidades floridas. Coar e tomar 3 xícaras por dia. Vermes intestinais: Chá por decocção: Ferver por 2 min. em 200 ml de água, 1 pitada de sumidades floridas, coar e tomar em jejum, sem adoçar, pela manhã. Inflamação na traquéia, catarro dos brônquios: Chá por infusão: Em 1/2 litro de água fervente, acrescentar 15 g de sumidades floridas. Coar, adoçar e tomar várias xícaras ao dia. Corrimento vaginal: Chá por infusão: Para 1 litro de água fervente, 15 g de sumida des floridas. Tampar e deixar por 10 min. Fazer banhos de assento. Bronquites, males do fígado e cistite: 5 g de sumidades floridas, para uma xícar a de água fervente. Tampar por 10 min. Beber 3 vezes ao dia. Contusões, queimaduras, feridas, úlceras, varicosas: óleo: Macerar em azeite de ol iva de boa qualidade, 100 g de flores recém-colhidas, mas secas, por 20 a 30 dias. Agitar todos os dias, coar e guardar em recipientes bem fechados, em lugar fresco e protegido do sol. Aplicar sobre as partes afetadas com um pedaço de algodão e proteger com gase. <113> Jaborandi Nome científico: Pilocarpus microphyllus stapf Família: Rutaceae Partes usadas: folhas e raízes Sinonímia: jaborandi-do-Ceará, jaborandi-manso Características: Arbusto de um metro e meio, flores dispostas em espigas, folh as alternadas, compostas ovais, com leve aroma. Providas de glândulas transparentes, donde se extrai a pilocarpina, o fruto é rugoso de forma ovalada e gosto amargo. Habitat: Planta tipicamente brasileira, cresce em regiões de clima subtropical , encontrado inclusive na União Soviética. No Brasil é comum na Amazônia, Maranhão, Piauí e Paraíba. Propriedades químicas: Alcalóides, isopilocarpina, pilosina, pilocarpina, óleo ess encial e taninos. Propriedades terapêuticas: Sudorífera, paralisias renais, cólicas intestinais e he páticas,

blenorragia, caxumba, edema pulmonar, afecções bronquiais, hemorragias, alopecia (calvície), leucorréia e glaucoma. Indicações: As folhas são utilizadas como sudoríferos para combater as febres. Também usa-se para estancar hemorragias, bem como no tratamento para doenças do cabelo, triturando suas folhas e friccionando-as no couro cabeludo para estimular o cres cimento dos cabelos.

<114> As pessoas que tem problemas de queda de cabelo, tem encontrado na loção feita c om as folhas de jaborandi, um resultado surpreendente como revitalizador, fortificante e estimulante, do crescimento dos folículoscapilosos na maioria dos casos, e princip almente no combate à queda dos cabelos devido a um dos seus alcalóides, a pilocarpna, que é conhe cida como a loção da saúde dos cabelos. O primeiro médico a estudar esta planta foi o Dr. Coutinho, um pernambucano que a introduziu na Europa, já difundindo suas virtudes curativas. Tem também ação em problemas respiratórios, edema pulmonar e principalmente afecções dos brônquios, devido ao seu óleo essencial tanino; que é um inibidor enzimático, apresentando ação antiinflamatória e antiviral. Suas raízes são anestésicas e sialagogas. N medicina popular são utilizadas para aliviar as dores de dentes e cessar as dores de estômago. Contra-indicações: Não se deve ministrar em pessoas enfraquecidas ou cardíacas, devi do aos seus alcalóides. Modo de usar: Uso externo - tônico capilar: colocar 2 colheres de folhas em 1 copo de álcool, deixar durante um dia. Massagear o couro cabeludo diariamente. Para dar brilho e fortal ecer a raiz dos cabelos. Dor de dente: raízes - 10 g num litro de água, ferver e deixar esfriar, aplicar com um algodão. Efusão - uso interno - para bronquite, diabetes, inflamação dos pulmões (pleura) e r etenção de líquidos: 20 gramas de folhas para l litro de água fervente. Tampar por 20 minuto s; tomar 3 a 4 copos durante o dia. <117> Jojoba Nome científico: Simmondsia chinensis (Link) Schneider Partes usadas: Sementes (óleo) Família: Bruxaceae. Características: Arbusto perene, cuja produção de frutos é enorme, de onde se extrai um óleo de puríssimo grau, substituindo o óleo de baleia, com superioridade. Habitat: Proveniente do deserto de Sonora, adaptou-se bem com o clima nordes tino brasileiro, onde o solo é árido, existe pouca chuva e o calor é intenso. Propriedades químicas: ácidos e alcoóis monoenóicos, ácido ericosenóico, eicosenol, decosenol e ácidos graxos insaturados. Propriedades terapêuticas: Cicatrizante, emoliente, queratoplástica. Indicações: O óleo combate os males da pele contra queimaduras, acne, psoríase. Util izado

há muito tempo pelos astecas, que com ela tratavam seus ferimentos, usavam-na como tônico digestivo e também no tratamento dos cabelos. Devolve à pele e aos cabelos, a oleosidade natural, hidratando-os e dando bril ho. Dissolve o excesso de oleosidade do couro cabeludo, que é uma das causas da queda de cabelo s. No caso de psoríase, que aparece como placas de escamas prateadas e vermelhas nas pernas, joelhos, braços e principalmente nos cotovelos, couro cabeludo, orelhas e costas. Os dedos das mãos e dos pés perdem o brilho, aparecendo sulcos e orifícios. A causa é diver sa, as crises podem ser por tensão nervosa, stress, infecções viróticas e bacterianas. Em mu itos casos, os ácidos graxos da jojoba neutralizam os radicais livres que danificam a p ele, havendo uma sensível melhora, agindo como excelente lubrificante. <118> Modo de usar Uso externo Óleo de jojoba - para cabelo seco, adicionar em um shampoo de boa qualidade, 4 % do óleo ou uma colher de sobremesa, num shampoo de 200 ml. Psoríase - passar no local afetado, um algodão com óleo de jojoba. <121> Jurubeba Nome científico: Solanum paniculatum L. Sinonímia: Jurubeba-menor, jurupeba, jubeba, jurubebinha, jaúna. Partes usadas: folha, raiz e fruta Família: Solanaceae Características: O nome vem do tupi, jupeba (espinho chato).É um sub -arbusto qu e habita os campos quentes do Brasil, chega até 3 metros de altura e apresenta caule piloso , folhas caliciformes fendidas e lobadas, revestidas de penugem na parte inferior, aprese nta flores lilás, folhas pequenas, esféricas e verdes, sementes marrom-claro e raízes com cascas rugosas. O fruto é esverdeado e igual a uma baga redonda com muitas sementes. Habitat: Originária do Brasil, está presente sobretudo no Ceará e em Pernambuco, crescendo normalmente em terrenos arenosos, pastagens, beiras de estradas e terr enos baldios, onde ele cresce e se desenvolve normalmente. Propriedades químicas: alcalóides - tujona (raízes), solanina (folhas e flores), f lavonóides, taninos, esterólicas nitrogenadas, glicoalcalóides (jurubina), óleos essenciais, mucil agens e ácidos orgânicos (ácido clorogênico), saponinas, glicosídeos ( paniculinas A e B). Propriedades terapêuticas: estomáquica, descongestionante, diurética, colagoga, emenagoga, cicatrizante, afrodisíaca, hepática e antidiabética. <122> Indicações: Digestivo, tumores do útero e do abdômen, tem resultados com o uso da jurubeba, icterícia e erisipela, afecções no fígado, hepatite, úlceras, feridas e diabetes . É indicada também para casos de impotência sexual. É excelente contra infecções do estômago, baço e fígado. É conhecido também por seu poder energético e é usado como bebida afrodisíaca. O folclore do Norte e Nordeste do

Brasil diz que o homem pode ficar forte como um leão, é por isso que se recomenda o seu uso na impotência sexual. OBS: O uso profundo (meses) é tóxico devido a presença de alcalóides e esteróides em s ua composição. Modo de usar: Uso interno: hepatite, icterícia e cistites - chá por efusão: 30 g de folhas verde s em 1/2 litro de água. Tomar durante o dia. Raízes: chá por decocção - 200 gramas em 1000 ml de água. Como afrodisíaco, o chá é colocado na cachaça. Uso externo: cicatrizante de feridas, úlceras - Efusão: 1 colher de sopa de folh as ou mais ou menos 5 g, com um copo de água fervente. Fechar e deixar por 10 minutos. Aplica r como cataplasma na área afetada. Folhas amassadas: mucilagens, aplicar sobre a parte afetada 2 vezes ao dia. Digestivo: 10 g de raízes picadas. Ferver em 10 ml de água. Coar e misturar com suco de limão. Tomar durante o dia. Colerético (estimula a produção da bile e melhora a digestão): Colocar 30 frutos e 2 ramos de canela em um litro de vinho (licoroso). Deixar macerado por 10 dias. Tomar 1 cálice por refeições. <122> OBS: O suco: possui propriedades diuréticas. <125> Kava-kava Nome científico: Piper methysticum Partes usadas: raízes e folhas Família: Piperaceae Características: é um arbusto pertencente a mesma família da pimenta-do-reino. Apr esenta folhas enormes que podem chegar a 25 cm de diâmetro. Habitat: a kava-kava é uma planta nativa das Ilhas do Pacífico Sul, Havaí e aclima tizada na Austrália e Estados Unidos. Propriedades Químicas: resinas, lactonas ou kavalactonas, alcalóides, piperidina

(pipermethysticina). Propriedades terapêuticas: antidepressiva, angústia nervosa, estado de tensão nerv osa, agitação, ansiedade, insônia, anti-brônquica, anti-reumática, anti-séptica, urinária, analg e indutora do sono. Indicações: os principais constituintes do kava-kava são as kavalactonas. Elas age m primariamente no sistema límbico, parte primitiva do cérebro que afeta todas as outr as atividades cerebrais e é o centro das emoções e do instinto. Acredita-se que o kava-kava possa promover o alívio da ansiedade e elevar o hu mor, alterando a maneira pela qual o sistema límbico influencia os processos emocionais . As kavalactonas também possuem ação relaxante muscular, causando amortização motora

e relaxamento da musculatura esquelética, sem no entanto alterar a respiração. <126> Estudos farmacológicos mais profundos têm demonstrado que as kavalactonas são capa zes de se ligar aos receptores histamínicos H 3. Os agonistas H 3, como é o caso das kavalactonas, quando presentes no Sistema Nervoso Central, causam sedação e exercem efeitos anti-convulsivos, o que explica a ação sedativa e anti-convulsiva do kava-ka va. Em indivíduos com convulsões associadas a um grau de ansiedade, o kava-kava pode ser extremamente efetivo no alívio dos sintomas por possuir um ótimo efeito tranqüilizante , ansiolítico e levemente antidepressivo. Pode também ser associado a um outro antidep ressivo natural, como o hipérico ( Hyperícum perforatum). Segundo a americana especialista em fitoterapia P. Brevoort, de Oregon (USA) , não existe outra planta como a kava-kava, que proporcione um total relaxamento, e ao mesmo tempo, permite uma clareza de raciocínio excelente. Realmente, esta planta é muito boa para aliviar ansiedade, sem tirar o usuário d e qualquer vivacidade. É também usado com bons resultados no tratamento de espasmos musculares e dores de cabeça por stress, além de ajudar em casos de bronquites nervosas. Desde 1950, a Alemanha tem pesquisado a kava-kava e comprova, que ela é um ele mento psicoativo, isto é, um estimulante e um sedativo suave, sendo um substituto seguro dos tranqüilizantes e soníferos a base de benzoapezina, vendidos sob receita médica como P rozac, Vallium e Xanax, usados no tratamento de distúrbios mentais e insônia. Os pesquisadores europeus chegaram a conclusão de que os elementos ativos da k avakava, incluindo a lactona, o tornam um dos melhores analgésicos até hoje conhecidos, que pode ajudar a controlar a dor, tanto de tensão nervosa, quanto muscular e ATM. A lactona tem um efeito depressivo no sistema nervoso central, agindo como antiespasmódico, além de dar proteção com efeito calmante nas vias urinárias e da bexiga. <127> Modo de usar Uso interno Infusão - para alívio urinário e infecção 5 g de folhas em um copo de água fervente. Coar, esfriar e tomar meio copo, 2 vezes por dia. Tintura - como relaxante tônico - 30 gotas em um copo de água. Tomar 3 vezes ao dia. Raízes - ferver durante cinco minutos, 5 g em dois copos de água. Tomar um copo, 2 vezes ao dia. Cápsulas - Tomar 2 cápsulas à noite ao deitar, para ter um sono tranqüilo. <129> Língua-de-vaca Nome científico: Chaptalia nutans Sinonímia: sanguineira, erva de sangue, língua de vaca miúda, tapira, buglossa, ch amama, costabranca. Família: Compositae

Partes usadas: folhas e raízes Características: planta herbácea brasileira, muito disseminada por toda a América tropical, ocorrendo no Sul, Sudeste e Centro-oeste, incluindo estados do Norte e Nordeste,

principalmente em gramados, pastagens e terrenos baldios. Reprodução por sementes. É uma planta rasteira, com folhas grandes, ovais, alongadas, apecioladas, verd e-escura, inflorescencia em espigas, com flores brancas como pequenos jasmins.Tem raiz ram ificada. Propriedades químicas: resinas, mucilagens, óleo essêncial, flavonóides, pigmentos, taninos, sais minerais. Propriedades terapêuticas: diurética, emenagoga, béquica, tônica, desobstruente e an tiherpética. Indicações: distúrbios menstruais, úlceras crônicas, dores de cabeça, tosses, afecções pele, obstipação intestinal, afecções febris e das vias urinárias. Existe outra planta também chamada fumo-do-mato (Coronila stipuladissima), que é diferente desta, ainda há chaptalia integerrima. Tem sido usada em blenorragia, pr oblemas pulmonares, dermatoses e em dores de cabeça, as folhas maceradas são colocadas sobre a testa. Tem ação sobre tumores linfáticos. Modo de usar: Folhas Afecções da pele em geral, afecções das vias urinárias, catarros pulmonares, tosses, distúrbios menstruais - uso interno - chá por infusão ou decocção, dosagem normal. Úlceras crônicas e tumores linfáticos - uso externo - chá por decocção, sob a forma de banhos. Dores de cabeça e insônia - uso externo - folhas frescas, aquecidas, colocadas s obre as têmporas, aliviam a dor de cabeça e facilitam o sono. Raízes Afecções febris e obstipação intestinal - uso interno - chá por decocção, dosage normal. <133> Linho Nome científico: Linum usitatissimum Sinonímia: linhaça ou óleo de linhaça Família: Linaceae. Partes usadas: sementes Características: o linho é uma planta herbácea anual, ereta, sem pêlos e abundanteme nte ranuosa na extremidade. Mede de 30 a 80 cm de altura. As folhas superiores mostr am-se estreitas, longas e pontiagudas e as inferiores, mais largas. As flores tem caro las com 5 pétalas azuis. Produz cápsulas globosas, contendo pequenas sementes achatadas. Habitat: originária da Ásia e África, o linho é uma planta que se desenvolve facilme nte nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Propriedades químicas: ácido linolênico, ácido linoléico, ácido estereárico, ácido palmítico, mucilagem, óleo sedativo (tradicional óleo de linhaça, rico em proteínas). Por compressão a frio, o óleo de linho é obtido das sementes que contém os glicerídios sólidos fluídos de ácidos. Contém também cera, sal e óleo ômega-3. Propriedades terapêuticas: as sementes são emolientes, refrescantes, laxativas, diuréticas e resolutivas, sendo recomendadas no tratamento de queimaduras, furúnculos, varize

s, crosta láctea (eczema do lactente) e reumatismo. Atua também em inflamações na gengiva, faringe e boca, problemas urinários, cistites, problemas no fígado e nos rins. <134> Indicações: é indicado na cura da hemorróida e da prisãode-ventre, pois a linhaça é emoliente. É indicada também nas inflamações do intestino, afecções da garganta, do estômago, dos brônquios e da bexiga, além de aliviar os abcessos, colites, enterites e diabetes. Já era cultivada na velha Babilônia. Também nas sepulturas egípcias, se tem encontra do sementes de linho. Parece que eles não só a aproveitavam por causa das sementes, ric as em óleo, como também chegaram a descobrir a confecção de fileras e de tecidos de linho. As gorduras de certos frutos do mar, assim como o da linhaça, são radicalmente b enígnas e diferentes. Seus ácidos graxos ômega-3 estão aptos a serem transformados em substâncias que combatem o acúmulo de plaquetas, dilatam os vasos sangüíneos e redigem inflamações e danos às células. Modo de usar Abcesso - cataplasma - ferver 1/4 de litro de água, acrescentar 60 g de farinh a de linho e referver por 1 minuto. Estender a pasta por cima de um tecido dolorido e cobrir com uma gaze. Aplicar quente, mas não fervente, pois pode provocar sérias queimaduras. Coloc ar sobre o cataplasma, um pedaço de lã, para que o calor se conserve por mais tempo. Hemorróidas e inflamações - água de semente de linhaça - verter 150 ml de água morna sobre 30 g de sementes de linho inteiras. Misturar bem e deixar em infusão por sei s horas. Filtrar com um tecido de linho, espremendo bem as sementes para que saia toda a mucilagem. Esta água de semente de linho deve ter uma parte de mucilagem para cada 30 partes de água morna. Ingerir o líquido. Queimaduras - linimonto - misturar em partes iguais, óleos de linho e água de ca l. Aplicar a mistura sobre as regiões queimadas, enfaixando em seguida. Vermes intestinais - clister- preparar 3 xícaras de infusão de camomila e adicio nar quando o óleo estiver quente e não mais fervente, 3 colheres de óleo de linho, uma pitada de sal de cozinha e uma pitada de sabão ralado. Agitar o líquido e empregá-lo no clister, antes que esfrie totalmente. <135> As fibras, extraídas das folhas e das hastes, são aproveitadas pela indústria têxtil , para confeccionar linhos. O óleo de linhaça entra no preparo de esmaltes, vernizes, tintas diversas, papel impermeável e combustível. <137> Losna ou Absinto Nome científico: Artemisia absinthium L Sinonímia: Erva-dos-vermes, absinto, losna-maior, ervasanta, alvina. Partes usadas: folhas e flores

Família: compositae Características: Planta herbácea, de fácil cultivo, perene, mede de 50 cm a 1 m de altura, com folhas glaucoesbranquiçadas de sabor amargo, flores de cor amarela, pedunculad as, reunidas em pequenos capítulos pendentes. Exala odor e apresenta sabor bem amargo. Habitat: Planta nativa da Europa e da Ásia, hoje ela é cultivada em todos os lug ares dando preferência à climas temperados. Seu nome deriva do grego, que significa "sem doçura", ou amarga. Prefere terrenos secos e pedregosos, ensolarados a arenosos. Propriedades químicas: taninos, vitamina B 6 e C, fitosterol, quebrachitol, su bstâncias carotenóides, compostos lactônicos, borneal (cânfora de bornéu), tuiolva, azulenofelandr eno, pineno, absintina (princípio amargo), glindelina, resinas, ácidos orgânicos, flavonóides , ácidos fenólicos, óleo essencial, absintona (absintina), ácido tânico, málico e succínico clorofila. Propriedades terapêuticas: Digestão deficiente, antiinflamatória, males dos rins e do estômago, icterícia, gastralgia, hidropisia, respiração difícil, azia, secreção difícil da , histerismo, escrofulose, leucorréia (flores brancas), envenenamentos, afrodisíaco, e pidemias, anti-helmíntico, menstruação escassa, dilatação do fígado e baço, males hepáticos e antidepressiva. <138> Indicações: Os azulenos agem como antiinflamatórios, as lactonas e os sesquiterpen os tem ação de efeito antitumoral. A tujona é um estimulante cerebral. A losna é uma eliminador a de vermes por excelência, e também é um excelente repelente de insetos. Para a utilização com vermífugo, problemas de menstruação difícil, febres, dores de estômago, cólicas de fígado e rins, aplicar sobre o local como cataplasma ou tomar chá. Esta planta desenvolve efeito tônico sobre o estômago combatendo-lhe a acidez, e ela tem propriedades de reduzir, como tônico amargo, a duração das doenças. É indicada principalmente para problemas de estômago, atonia, queimação e úlceras, com resultados surpreendentes. Os princípios amargos são utilizados na fabricação do licor de absinto. A losna prod uz em algumas pessoas uma grande sensualidade devido à tuiona. O índice alcoólico do licor de absinto, ultrapassa 55%, proibido em nosso país pel o ministério da saúde. Contra-indicações: O uso excessivo não é indicado porque prejudica os glóbulos vermelhos do sangue, além de provocar perturbações psíquicas. O suco ao natural é tóxico, mas através da infusão, elimina-se esse efeito. Não é indicada para lactentes pois deixa o leite amargo, nem para gestantes, pois pode ser abortivo. Modo de usar: Uso interno Por infusão: Uma colher de chá de losna para uma xícara de água fervente. Tampar por 10 minutos, coar e tomar de 2 a 3 vezes ao dia. Maceração: 3 gramas e m 100 ml de vinho, repousar por 5 dias. Filtrar e tomarem cálice pequeno, antes das refe ições, 2 vezes ao dia. Extrato fluído: tomar 10 gotas, 2 vezes ao dia.

OBS: Observar a quantidade ingerida, pois pode causar danos ao estômago, fígado e rins. A essência pode provocar convulsões. <141> Louro Nome científico: Laurus nobilis Sinonímia: louro-comum, loureiro-de-Apolo, loreiro-dospoetas Partes usadas: bagas, frutos e folhas Família: Lauraceae Características: O louro é um arbusto perene, com folhas duras, lustrosas e verd e-escuras na superfície superior. Apresenta flores bem miúdas, de coloração branca ou amareloesverdeada. As folhas do louro podem ser coletadas em qualquer época do ano e tem aroma intenso e penetrante. A árvore do louro pode chegar até um século de existência. Do fruto, se obtém o óleo. Habitat: As árvores podem alcançar até 8 metros de altura, originárias da Ásia Menor, são muito comuns nas matas pluviais dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Jan eiro, Paraná e Espírito Santo. É originário dos países Mediterrâneos, de clima temperado. Cultivado e naturalizado em todo o continente americano. Propriedades químicas: As folhas são ricas em óleo volátil, composto de 45% de lineo l. Contém tanino, as bagas contém ácidos laurínicos, palmíticos e linóico, óleo essencial, mucilagens, pectinas e substâncias amargas. Propriedades terapêuticas: eupéptica, antiinflamatória, anti-reumática, carminativa, diurética, digestiva e balsâmica. <142> Indicações: como bálsamo anti-reumático, como aperitivo facilita a digestão e alivia a s dores reumáticas e artríticas. O óleo extraído do louro serve para combater as dermatose s e as lêndeas. As cascas de louro-preto combatem inúmeras afecções intestinais e digestivas, t ais como, catarros e diarréias. É estimulante da secreção do suco digestivo. Elimina gases d o conduto digestivo. É excelente para aqueles que tem digestão difícil. É também estimulante da menstruação, regularizando o ciclo menstrual. As folhas e frutos servem como condimentos e temperos para carnes. Tibério César, imperador romano, colocou em sua cabeça, ramos de louro entrelaçados, servindo como honra, usá-lo após uma vitória de batalha ou de luta. Segundo urna tradição romana, a "coroa" de louro usada por um vencedor nunca poderá ser sacudida por rai os, recebendo sua proteção. O louro foi concedido pelo Deus Apolo, patrocinador dos triu nfos, das belas artes e da medicina. Os atletas e os guerreiros com ele eram coroados. Modo de usar: Colocar meia colherinha de chá de pó de casca de louro preto em um pouco de água. Beber 3 vezes ao dia. Uso interno Decocção: Em 1 litro de água. Ferver 20 g de casca de louro. Tomar 1 copo após as refeições. Infusão: Em 1 litro de água quente colocar 15 g de folhas de louro, deixando des

cansar por 10 min. Filtrar e beber lentamente em duas vezes - para má digestão. Estomáquico, aromático e calmante: uso externo: aplicações de óleo de louro ou de pomada de folhas secas pulverizadas sobre as articulações dolorosas nos casos de reu matismo crônico.

<145> Milho - Estigma de Milho Nome científico: Zea mays L. Partes usadas: estilete ou estiquia ( cabelo de milho) e sementes. Família: Gramineae. Características: Conhecido como estígmas ou estiletes, deve ser colhido tão logo a pareçam na espiga, ainda claros e macios, herbácea anual, que atinge até 3 metros de altura. Seu caule é ereto sem ramificações, de caules cilíndricos cheios. As flores reúnem-se em uma espiga cilíndrica. Planta cultivada quase universalmente como colheita de alimento, o mil ho é nativo dos Andes e da América Central. Planta sub-arbustiva de colmo nodoso e raízes adventícias, com folhas grandes, invaginantes, linearlanceoladas, com flores unissexuais, amarelas, com polpa ácida . Possui muitas sementes. Habitat: é originária do México e Peru. Propriedades químicas: flavonóides (marsin), saponina, ácidos málico, tartárico, maizênico, alantoína, albumina, hordenina, vitaminas A, B 1, B 2, K e C, sais minera is potássio. Propriedades terapêuticas: cistite, nefrite, diurético, ácido úrico, litíase, albuminúr a, antiinflamatória, hipertensão e é estimulante da secreção da bile. Indicações: o chá dos cabelos de milho é um excelente desinfetante das vias urinárias devido às suas propriedades antiinflamatórias, sendo indicado no tratamento de cisti te com resultado excelente, regredindo e desaparecendo com o seu uso. <146> Os que tem problemas com o ácido úrico encontram melhoras com o chá das estígmas, qu e ajuda também a baixar a pressão alta. Modo de usar Chá em infusão - 20 g num litro de água. Tomar um copo, 4 vezes ao dia. <149> Marapuama ou Muirapuama Nome científico: Ptychopetalum olacoídes Benth Sinonímia: Muirapuam, marapuama, muitatam Partes usadas: raiz Família: Olacaceae Características: Arbusto atingindo até 2 metros de altura, de haste ereta e coro ada por pequenos e raros galhos, flores em rácemos e frutos drupáceos. As raízes e as hastes são de coloração parda-avermelhada, suas folhas são pequenas e verdes pela parte superior, e cinza azuladas pela parte inferior, pendentes em ramos longos e finos. Suas raízes possu em estimulante sexual, dando resultado positivo no caso de disfunção erétil. Habitat: Arbusto originário do Amazonas, ocorre em lugares gumosos da mata de

terrafirme. Propriedades químicas: óleo essencial, tanino, alcalóide, marapuamina, lupeol, est eróis, álcool triterpênico. Propriedades terapêuticas: Anti-reumática, ataxia locomotora, estimulante sexual , alopecia, tônico, antidepressívo. Emprega-se como estimulante sexual para ambos os sexos. Causa excitação sobre o sistema nervoso central, justificando a sua indicação em cas os de depressão, esgotamento e outras doenças de nível neurológico. Indicações: Paralisia facial, astenia circulatória. Nos casos de impotência sexual, tem a propriedade de restaurar a força sexual, ativando o mecanismo neurovascular que at ua na ereção. Em clínicas, obtém-se resultados de até 70%. É um excelente antidepressivo. Para queda de cabelos, o chá em infusão dá bons resultados. <150> Modo de usar: Uso interno - decocção: 20 g da raiz para 1 litro de água. Ferver durante 10 minut os. Tomar 4 copos ao dia. Para aumentar a potência sexual: Infusão - colocar em 1 litro de vinho moscatel, 10 g de muirapuama e 10 g de c atuaba. Deixar em repouso e tomar um cálice às refeições. Uso externo Reumatismo - 20 g de muirapuama com 20 g de gengibre. Colocar em infusão em um litro de álcool, deixando em repouso por uma semana. Massagear a parte afetada 2 a 3 vez es ao dia.

<153> Mulungu Nome científico: Erythrina mulungu Benth Sinonímia: Corticeira, marrequeira, bico-de-papagaio, murungu, sapatinho-de ju deu e muchocho. Partes usadas: Casca, folhas. Família: Leguminosae - Papilionoideae Características: Árvore espinhosa que pode medir de 6 a 10 metros de altura, cuj a casca é de cor avermelhada, suas flores também são vermelhas e de tamanho grande, e suas sem entes são vermelhas e pretas, as suas folhas são compostas trifolioladas. Habitat: Adapta-se bem em clima quente, sendo a região de Minas Gerais, Matogr osso do Sul até o Rio Grande do Sul, onde mais se encontram estas árvores. Propriedades químicas: Esteróides, alcalóides, erisodina, eritratina, eritrina, er itramina, erisopina. Propriedades terapêuticas: Sedativa, tranqüilizante, calmante, age contra a asma , insônia, tosse, obstruções do fígado e baço, hepatite, histeria, alterações do sistema nervoso, agit

hipertensão, prisão de ventre, hemorróidas, dor de dente, contusões, palpitações, coqueluch , reumatismos (dores).

Indicações: Utilizado para todos os casos de excitação nervosa e suas conseqüências. Alivia as dores, age no combate às hemorróidas, tosse nervosa e asma. Sendo purgativ a, auxilia nos casos de prisão de ventre. <154> Os alcalóides atuam sobre o sistema nervoso central, agindo como depressores e são absorvidos lentamente pelo tubo gastro-intestinal e excretados pelos rins. Modo de usar: Casca: Chá por decocção, um copo de água fria, com 2 a 4 g de cascas de mulungu. Tampar e deixar ferver por 5 min. Beber algumas vezes durante o dia. Atua nos ca sos de hepatite, como analgésico, e para combater a insônia. Folhas: O suco extraído das folhas melhoram a dor de dente. Pode-se usar 4 a 5 folhas num copo de água e bater no liquidificador.

<157> Nim ou Margosa Nome científico: Azadirachta indica - A juss, Synantelara azadirachta ou Melia azadirachta Sinonímia: Neem Família: Meliaceae Partes usadas: toda a planta, folhas, sementes (óleo), frutos, cascas e raízes. Habitat: é uma planta de origem asiática, natural de Burma e das regiões áridas do subcontinente indiano. Características: Tem crescimento rápido, atinge normalmente 15 metros de altura. As folhas são verdes escuras, compostas e imparipinadas. Com flores esbranquiçadas, per fume peculiar, reunidas em inflorescências densas. O fruto é uma baga ovalada com 1 a 2 c m de comprimento. A polpa é amarelada, quando madura. Sua casca é branca, dura, e sua sem ente contém óleo essencial, com coloração marrom. Resiste a solos secos e pobres em nutriente s, mas prefere clima tropical, não tolerando temperaturas abaixo de 8° C. A plantação é feita através de mudas, após o plantio das sementes. O sucesso do planti o está relacionado ao início da estação chuvosa da região. Propriedades químicas: gedunine, taninos, meliacinas (triternos oxigenados), n eemola, glicosídeos, ácido nítico, ácido oléico, ácido tetradecóico e ácido D (do nim). As sementes possuem óleos: nimbim, nimbinim e nímbidim. Nas flores há minerais como sódio, potássio, cálcio, ferro e cloro, além de dióxido de carbono CO 2, e derivados do enxofre SO 4 e SI O 2. Outros componentes como o nimbosterol, glicosídeos, nimbosterim, flavonóides: nimbic etim e sesquiterpenos, solamina e azaridactim.

<158> O azadiractim (assemelha-se a um esteróide) é o componente mais importante da se mente do nim, estudado durante quase 20 anos. É o mais empregado no controle de pragas, pois não possui ação fitotóxica, não agredindo o meio ambiente e é praticamente atóxica ao homem. Propriedades terapêuticas: ação anti-malária, antifúngica, anti-hemorróica, anti-diabét , dermatites, cistites, antidiarréica, vermífuga, antiespermaticida, antibacteriana, a ntiviral,

fertilizante utilizado como adubo orgânico, além de combater úlceras, eczemas e psoríase . Indicações: é uma planta extraordinária com ação múltipla em diversas enfermidades. O óleo da semente de nim tem feito maravilhas no tratamento de psoríase, reduzindo a c oceira, a escamação e a vermelhidão da parte lesionada. O uso oral do extrato das folhas do nim tem reduzido nos diabéticos insulínicos (tipo I), a necessidade de insulina na proporção de 30 a 50%. O que dizer do câncer e da Aids? O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unido s, tem experimentado em cobaias, extrato de nim, que tem ação surpreendente na aniquilação do vírus HIV. Os elementos ativos polissacarídeos e limonóides encontrados na casca, folhas e sementes tem reduzido certos tumores cancerosos. Até nas doenças coronárias, há diminuição da coagulação sangüínea e pressão arterial. É interessante que na índia, existe um lubrificante vaginal feito com óleo de nim, que evita a gravidez melhor do que os preservativos (camisinha) usados pelos homens. <159> Possui ação repelente de insetos, melhor que os produtos químicos conhecidos. Modo de usar Infusão das folhas - 10 g num litro de água, tomar durante o dia. Cápsula de óleo - 300 mg, 3 cápsulas ao dia. Pó - 5 gramas em meio litro de água. Tomar 2 copos ao dia. <161> Nogueira Nome científico: Juglans regia L. Sinonímia: noz pecam Partes usadas: cascas, folhas, nozes. Família: Juglandaceae Características: árvore enorme, cresce até 30 metros de altura, régia como seu nome indica, prefere terrenos arenosos. Suas folhas tem um largo pecíolo, é hermafrodita e seu fr uto é uma drupa contendo em seu interior a noz pecan. Habitat: originária da Ásia central, Europa, China e Himalaia, adaptou-se bem no Brasil. Propriedades químicas: juglona, menadiona, nogalina, inositol, flavonóides, ácidos graxos (linolêico, linólico e olêico) caroteno, taninos e minerais como: cálcio, ferro, fósforo, zinco, além de vitaminas B 1, B 5 e C. Propriedades terapêuticas: vermífuga, antidiarréica, hipoglicemiante, anti-séptica, anticaspa, dermatites, gota, anti-queda de cabelos, litíase renal, antimicrobiana, ant iinflamatória e anti-colite. Indicações: contra pedras nos rins, litíase renal, onde os pacientes que usam o óleo de nogueira eliminam ou dissolvem seus cálculos em média em 48 horas. As dermatites, como eczema seborrêica, tem um resultado excelente com a aplicação local do óleo. Muitas pessoas que tem diabetes do tipo II, experimentaram o decoto das casc as ou o chá das suas folhas e tiveram normalizada sua hipoglicemia (diminuição do açúcar no sangue).

<162> O extrato tem ação antimicrobiana, de largo aspecto, incluindo Cândida albicans, Mycobacterium smegmatis, Escherichia colf e Staphylococcus aureus, devido aos se us elementos ativos, juglona e menadiona. As nozes, apresentam um grande valor nutritivo, com um conteúdo protéico melhor do que a carne bovina, superando-a devido a quantidade de seus óleos, minerais e vitamina s. É também excelente no combate à diarréia e colites, devido a nogalina encontrada em suas folhas, além de ser preciso no tratamento de uretrite (inflamação da uretra ou conduto da urina). Tem ação adstringente, cicatrizante,e antiinflamatória contra eczema, impetigo, fo liculite, tinea, úlceras e hemorróidas. Modo de usar Uso interno - geral - infusão : 20 g de folhas em 1000 ml de água fervente, toma r durante o dia. Tintura - 25 ml, 2 vezes ao dia. Uso externo - decocção da casca, 50 g das cascas em 1 litro de água. Ferver durant e 20 minutos, esfriar e aplicar em banho no local afetado. Cápsulas - uso interno - tomar 6 cápsulas ao dia, 2 cápsulas de manhã, 2 à tarde e 2 à oite. <165> Nós-moscada Nome científico: Myristica fragans Houtt Partes usadas: sementes (óleo e pó) Família: Miristicaceae Características: possui folhas muito verdes, de configuração piramidal, flores ama reloclaro, com suave perfume, podendo ser flores masculinas (reunidas em corimbos) e femininas (solitárias). O fruto quando maduro, abre-se expondo sua semente, e são amarelos a avermelhados, grandes e carnosos. Alojam sementes duras, oleaginosas, ovaladas e de cor parda com cerca de 4 cm de comprimento, vezes 2 de largura, que é a nos moscada. Habitat: Originária da Indonésia, Ilhas moluscas, Antilhas e Samatra. Propriedades químicas: lipídios, óleos essenciais, safrol, linalol, geraneol, born eol, miristicina, elemicina, trimiristina. Propriedades terapêuticas: Anti-reumática, eczema; estimulante, afrodisíaco, carmi nativo, auxilia na digestão, gazes, vômitos e cólicas intestinais. Indicações: O gel feito do óleo da noz moscada é utilizado em dores reumáticas, friccionando-o nos locais doloridos. A medicina chinesa emprega a noz moscada pa ra casos de diarréias. Massageia-se locais com dores e gota. Resolve o problema de circulação p ara pernas inchadas e, na homeopatia é usada nos distúrbios mentais e de memória. Recomenda-se para quaisquer casos de problemas digestivos, reduzindo as náusea s, vômitos e diarréias. É também utilizada como tempero para sopas. <166>

A miristicina e a elemicina possuem ação moderada inibidora da monoamino-oxidase , e potencializa a ação da triptamina. A administração desta erva não é antidepressiva e sim sedativa. Modo de usar: Decocção: Para gripes, males pulmonares, asma: colocar em 1 copo de água, 1 nos moscada bem picada e ferver por 3 minutos. Tomar ainda morno, antes de deitar. Tomar uma xícara por 3 dias. Xarope caseiro: Para pernas cansadas e inchadas: xarope de nos moscada. Para infecção na gargant a: 2 colheres de azeite, mel, 1 nos moscada ralada, misturar bem. Tomar 1 colherinha pela manhã e 1 à tarde. Infusão: 2 g de pó de nos moscada para 1 copo de água quente. Para diarréia: A diarréia de início abrupto na pessoa sadia, está mais freqüentemente relacionada com algum processo infeccioso e 1/2 nos moscada em pó, misturada à uma colher de sobremesa de rum, tomada 2 a 4 vezes diárias, acaba com a infecção e recuper a as funções intestinais em 2 ou 3 dias. Óleos: Para dores reumáticas: O óleo de noz moscada, devido aos óleos essenciais, aplicado com massagens nas partes doloridas, tem resultados excelentes, desde qu e aplicado 2 vezes ao dia. <167> Contra-indicação: não deve ser usada por gestantes, pois pode haver contração uterina, levando ao aborto. <169> Pimenta-de-Caiena Nome científico: Capsicum annuum L. Partes usadas: Fruto e folhas Família: Solanaceae Características: herbácea anual, com altura variável de 30 cm a 1 m de altura, fol has alternas, pontiagudas, lisas e pecioladas. As flores são pequenas e brancas. Seus frutos tanto podem ser pequenos como grandes, alongados ou estreitos, redondos ou cônicos, de coloração amarela, verde ou vermelha, de sabor doce ou picante, contendo sementes. E xistem diversas variedades do gênero capsicum. Habitat: América tropical. Deve-se escolher regiões tropicais e sub-tropicais pa ra seu melhor cultivo, porque não resistem às geadas. Necessitam de solos argilosos ricos e m matéria orgânica, drenados e pouco ácidos. Propriedades químicas: Vitaminas A, B 1, B 2, C, PP, K, E, ferro, óleo essencial , capsicinóides, carotenóides, açúcares, ácidos orgânicos, cobalto, fósforo, manganês, alumínio, potássio, zinco, avenina, pigmentos flavonóides como apiina, hesperidina, euteolina, saponina esteroidal (somente nas sementes), e resinas. Propriedades terapêuticas: Combate hemorróidas, gastrites, reumatismos, pleurisi as, nevralgias, gota, lombalgias, diarréias, disenterias, hemorragias uterinas, é estimu lante da digestão e da circulação sangüínea, antiinflamatória e antiespasmódica. Indicações: ingerido como alimento, ele desinfeta a mucosa bucal e gástrica, e por

sua vez, elimina os germes intestinais sem contudo destruir a flora intestinal. Atua com eficácia como estimulante gástrico, além de ser também poderoso depurativo e adstringente. Elimina toxinas e pus dos processos infecciosos e é ótimo para tirar dores nas pernas e braços . <170> A pimenta-de-caiena é usada como componente ativo nos problemas de disfunção erétil (impotência sexual). A pimenta malagueta é quente e estimulante, podendo ser usada em medicamentos, para resfriados, dores reumáticas, má circulação e bronquite. A pimenta é muito picante e tem q ue ser utilizada com cuidado. É indicada também para queda de cabelos. Modo de usar: Como saladas, vinagretes, refogados, cozidos e assados. Os de sabor picante são usados no lugar da pimenta. Uso interno Contra alcoolismo - Colocar um pimentão verde dentro de uma garrafa de cachaça, durante 5 dias. Tomar uma colher pela manhã e uma à noite. Uso interno <171> Para cabelos sem vida: Suco de pimentão com cenoura e salsinha. Tomar 2 vezes ao dia. Uso externo - coloque 10 g do suco picado em um copo de álcool de cereais, col ocando uma colher de sopa de glicerina. Deixar durante uma semana macerando. Coe. Aplic ar no couro cabeludo, massageando durante 10 minutos. Faça o tratamento pelo menos duran te um mês. Para artrite e reumatismo: Colocar 6 pimentões vermelhos para 100 g de álcool, 1 00 g de álcool à 60 graus, por infusão, durante 2 dias. Coar e pincelar as áreas doloridas, faze ndo uma pequena massagem, que logo passa a dor. Age como antibiótico devido às saponinas. <173> Porangaba Nome científico: Cordia salicifolia Sinonímia: chá-do-mato, chá-de-bugre, chá-de-frade, louro-salgueiro. Partes usadas: folhas, frutos e cascas Família: Boraginaceae Características: é uma árvore que pode atingir até 8 metros de altura, possui folhas alongadas, estreitas e pontiagudas; flores brancas e frutos pequenos, vermelhos, semelhantes aos grãos de café, o qual é conhecido no norte do Brasil como café-do-mato, e que uma ve z torrado e moído, pode substituir o café, tendo a vantagem de possuir menos cafeína. Qu ando os frutos estão maduros, até as aves e animais silvestres se beneficiam de suas baga s suculentas. Habitat: originária de nosso país (Brasil). É comum nos Estados de Minas Gerais, G

oiás, Paraná e Santa Catarina. Propriedades químicas: alcalóides (cafeína), alantoína, minerais como potássio e outro s. Propriedades terapêuticas: anti-obesidade, diurética, cardiotônica, febrífuga, antiv iral, antibiótica natural. Indicações: é indicada para perda de peso, reduz a gordura localizada, além de ser estimulante do aparelho circulatório. É béquica e é usada para combater a herpes. No Japão , é utilizada com sucesso como antiviral. <174> No caso de emagrecimento, estimula o metabolismo e os processos de eliminação de substâncias em excesso no organismo, favorecendo a perda de peso e a função intestinal . Promove o aumento da circulação e degradação das gorduras localizadas, também auxiliando na regeneração do tecido conjuntivo, elimiliado a celulite. A maneira convencional de lidar com infecções é tomar antibióticos, o que raramente justifica seu uso. Os antibióticos destróem as bactérias do corpo, tanto as benéficas qu anto as nocivas, e uma vez que as gripes são causadas por vírus, os antibióticos são inadequados , tendem a abatê-los, abrindo caminho para infecções posteriores. Isso não acontece com o uso da porangaba, pois os seus princípios ativos fortalecem o sistema imunológico, energ izando, melhorando o humor e a sensação de bem estar, equilibrando os sistemas corporais. O produto porangaba tem ajudado milhares de pessoas a perder peso e está sendo comercializada, em folhas secas, tinturas e cápsulas, esta com melhor resultado, s egundo o Dr. C. L. Cruz, em seu livro "Dicionário de Plantas Usadas no Brasil", recomenda a porangaba como um excelente diurético, ajudando a perder peso e com ação tônica geral pa ra o coração, podendo ainda estimular a circulação. No Haiti, o chá é usado para combater a tosse, e em nosso país, como um produto natural e popular, é usado em clínicas de pesq uisas. Os pesquisados japoneses tem descoberto mais alguns usos do chá-de-bugre. Em 1 990, eles demonstraram que 2, 5 mcg/ml do extrato alcoólico das folhas tem reduzido o vír us da herpes tipo I em até 99%, quando foi penetrado o extrato nas células. Modo de usar <175> Uso geral - infusão das folhas - 10 g para 1/2 litro de água fervente. Abafar po r 10 minutos, esfriar e tomar durante o dia. <177> Psyllium Nome científico: Plantago psyllium L. Sinonímia: Psylla-grego Família: Plantaginaceae Partes usadas: sementes Características: É uma erva com pouco mais de 40 cm, que produz flores brancas, agrupadas em espigas. Cresce nos solos áridos e arenosos do Mediterrâneo. Suas semen tes parecem pulguinhas, daí a explicação, pois psylla em grego significa pulga. Suas flore

s brancas se agrupam em espigas na ponta de pequenas hastes. Na casca da semente r eside a graciosa riqueza das fibras. Habitat: Foi ao advento dos árabes que esta planta se popularizou no Oriente, e dos persas na Índia, sendo trazida para a Europa no início do séc. XIX, existindo em toda a região costeira na África e na Ásia. Também está presente no Brasil. Propriedades químicas: Possui L-arabinose, D-xilose, ácido galacturônico, fibras, mucilagens e óleos, além de conter sais de potássio e oligoelementos. Propriedades terapêuticas: laxativa suave, prisão-deventre, colites e diverticul ites. Reduz o colesterol sérico total, reduzindo o LDL-colesterol e aumentando o HDL (o bom cole sterol), é antiinflamatório e anti-obesidade. Indicações: obstipação crônica, colites e diverticulites, é coadjuvante da evacuação intestinal, pois seus óleos tem propriedades laxativas, favorecendo o amolecimento das fezes e reduzindo a necessidade de esforço para quem sofre de hemorróidas e prisão-de-ventre . <178> Tem uma ação calmante e antiinflamatória sobre as mucosas digestivas, principalmen te em casos de gastrites, úlceras gástricas ou duodenais e colites. Acalma a acidez estoma cal (piroses), dores no estômago e cólicas. É cicatrizante, quando se aplica em casos de queimaduras, feridas ou úlceras varicosas. As fibras da psyllium regularizam o aparelho digestivo, tendo efeito marcant e como auxiliar nas dietas para emagrecer, como moderador brando do apetite. Devido à sua quantidade de fibras, que ajudam a eliminar toxinas e resíduos de gordura, pode se r usada adicionando um copo de água, suco de frutas ou ainda à sopas, saladas e massas. Segundo a nutricionista Maria Luiza Ctenas, da Faculdade de Nutrição São Carmino, SP; as fibras de origem vegetal, uma vez ingeridas, não sofrem digestão no intestino del gado. Quando passam do intestino grosso, a flora ali presente quebra-os através da ferme ntação, produzindo ácidos graxos de cadeia curta (voláteis), gases, água e energia. Enquanto os ácidos graxos são absorvidos pelo organismo, os gases e a água contrib uem para aumentar o volume e a unidade do alimento digerido, facilitando assim, a el iminação de resíduos. Muitas pessoas descobriram que uma colher de sopa cheia de fibra de psyllium dissolvida em água ou suco de laranja, e ingerida 30 minutos antes das refeições, tem dado ótimos resultados na perda de peso. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, recomenda uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras para ajudar a prevenir algumas espécies de câncer. Em suma, o aume nto do consumo de fibras insolúveis, tipo psyllium, pode ajudar a livrar o organismo r apidamente de substâncias cancerígenas que fatalmente estão presentes na mesa do consumidor. <179>

Modo de usar: Cápsulas - as cascas transformadas em pó, são ótimas para atenuar e mesmo para curar hemorróidas, colites e diverticulites - 200 mg de cada vez, e 3 vezes ao dia. Hemorróidas - sementes: as sementes devem ser socadas na água, para prisão- de-ven tre 20 g de sementes em 200 ml de água emergidas por 10 horas. Aplique a pasta 3 vezes ao dia, na região anal. Cápsulas - para prisão de ventre - ingerir 4 cápsulas com um copo de água à noite. <181> Sene Nome científico: Cássia angust folia Vahl Sinonímia: Sene-da-Índia, sene-de-palta Partes usadas: folhas e sementes Família: Leguminosae - Cesalpineacea Características: As folhas chamadas comumente de "Sene" são importadas das costa s do mar vermelho, na Ásia e na índia. Trata-se de um arbusto pequeno, glabro ou ligeiram ente piloso, com numerosos ramos, formando um anglo bem aberto. Suas folhas compõe-se d e pares de folíolos e suas flores são de cor amarela, regulares, com sépalas livres. Seu s frutos são ovais e possuem sete sementes. Habitat: Arábia, costas do mar vermelho, África e atualmente é cultiva, através do continente. É cultivada no Egito, que exporta para as outras partes do mundo. Prec oce do Sudão, chegando até a África Ocidental e América do Sul, principalmente no Brasil. Propriedades químicas: antraquinonas (aloe-emodina, reína), resina, catartina, m ucilagem, hytoxianthracene, glicosídeos, vitamina A, B, C e D, heterósidos antrasênicos, flavonóid es (caempferol) e ácido salicílico. Propriedades terapêuticas: A sene é usada geralmente para tratar de prisão-de-vent re, tanto emocional como crônica. Na medicina Ayurvédica, é usada para problemas de pele, bronquite, anemia, assim como também para prisão-de-ventre. É laxativa e purgativa. Pa ra quem tem o intestino preso, a sene é a melhor erva indicada para um restabelecimen to peristáltico. Por sua ação estimulante sobre os órgão abdominais, recobertos de fibras musculares lisas (útero e bexiga), torna-se absortiva, portanto seu uso não é recomend ado durante a gravidez. <182> Indicações: Estimula a mobilidade do intestino grosso, aumentando o movimento peristáltico. É laxante, facilitando a emissão das fezes brandas sem dores ou cólicas, e purgante, provocando a evacuação de fezes liquidas e diarréicas em 6 horas após o uso. Modo de usar: Uso interno Infusão - Colocar 15 g de folhas de sene-do-campo, filtrar o líquido e bebê-lo à noi te, antes de deitar. Uma colher de suco das folhas tomar 3 vezes ao dia. Infusão 2 - 10 g de folhas de sene com 150 ml de água fervente. Deixar o ingredi ente em infusão na água por 10 min, filtrar e tomar durante o dia.

OBS: lactantes - pode modificar e passar para o leite materno, tornando-o am argo. Contra- indicação: pacientes idosos e debilitados. <185> Sete Sangrias Nome científico: Cuphea balsamona C. Sinonímia: erva-de-sangue Partes usadas: toda a planta Família: Lythraceae Características: Considerada erva daninha pela facilidade com que cresce, atin gindo até 60 cm de altura, possui caule avermelhado, coberto por pilosidade glandulosa, suas folhas possuem coloração diferenciada em suas faces, e tem flores vermelhas ou violáceas (rosáceas). O fruto é uma cápsula pequena com sementes. Seu nome significa que vale por sete sangrias. As folhas não possuem pubescência do lado superior e são peludas no lado int erior. Habitat: Cresce preferencialmente em terrenos úmidos e arenosos com bastante f acilidade. É oriunda da América Central. No Brasil, é comum encontrá-la em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Goiás. Propriedades químicas: mucilagens, resina, óleo essencial, pigmentos flavonóides. Propriedades terapêuticas: sudorífera, diurética, hipertensora, anti-sifilica, ant iinflamatória das mucosas, colesterol, obesidade, arritmia cardíaca, fortalece e alivia o coração, é depurativo do sangue, disenterias e diarréias, ácido úrico. É anti-reumática, antiarteriosclerótica, afecções da pele (eczemas, psoríases, úlceras), problemas cardíacos. <186> Indicações: arritmia cardíaca, depurativo do sangue, limpa o estômago, e intestinos e rins. Combate o aumento de colesterol. É muito bom para arteriosclerose. Nos Estados Unidos, cerca de 400 mil pessoas entre 20 e 60 anos, morrem anua lmente de morte súbita e no Brasil, os Óbitos chegam a 300 mil anualmente. Cerca de 80% das mortes súbitas são causadas por arritmias cardíacas, uma espécie de curto circuito que faz com que o coração bata de forma desorganizada e acabe fibrila ndo, impedindo o bombeamento de sangue e provocando a morte cerebral e a falência de ou tros órgãos, como os pulmões e os rins. Quando ocorre este problema muito pouco pode se faz er. Desta forma a prevenção continua a ser a alternativa para se evitar a morte repe ntina, e consiste na moderação alimentar e no uso periódico de sete sangrias, que devido aos se us elementos, ajuda as pessoas a não terem arritmia cardíaca. Contra-indicações: não deve ser tomado por crianças. Modo de usar Uso interno - chá por infusão - 30 g para 1/2 litro de água quente. Abafe por 10 m inutos e tome 2 copos por dia. Uso externo - infusão - problemas de pele (psoríase, cczemas) - coloque 20 g da planta em um copo com leite em fervura. Depois de esfriar, com um algodão, aplique na parte afetada

várias vezes ao dia. <189> Soja Nome científico: Gtycine max jL) merr. Partes usadas: grão, broto e sementes fermentadas Família: leguminosae Características : possuo caule ramoso e pubescente, de acordo com a espécie, as flores são brancas, amarelas ou violáceas. Seu fruto mede cerca de 8 cm de comprimento, tipo vagem, lembrando grão de feijão. Sua coloração também é variável, de acordo com a espécie, do pardo ao esverdeado ou enegrecido. Habitat: originária da China, desenvolve-se em solos férteis e silico-argilosos, com baixa acidez e pouca umidade. É comum em todo mundo. Propriedades químicas: proteínas, carboidratos, gorduras, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, cloro, vitaminas hidrosolúveis e lipossolúveis, minerais, fosfato, am ido (vestígios), vitaminas A, B e D, tiamina, miacina, riboflavina, fatores do complex o B, indispensáveis ao sistema nervoso e para a pele. Contém também mitríonína, treanina, histidina, triptofano, valina, fenilalanina, arginina, leucina, lísina, soja sapon inas e isoflavonas (daidzeína, genisteína). Propriedades terapêuticas: hipertensão, arteriosclerose, fraquezas. diabetes, do enças da pele, nutrientes, calmantes, mineralizante, energética, tônica, anticancerígena, repos itora hormonal, e para colesterol alto. Indicações: utilizada nas dietas dos diabéticos por não ter amido, substitui o leite animal, podendo ser produzidos queijos, requeijão, margarina, molhos, farinhas, salsichas, bifes, e a chamada carne vegetal ou glúten. Impede que pequenos tumores, conectem aos nossos vasos capilares, que transportam oxigênio e nutrientes, desenvolvam-se. <190> Os grãos são utilizados como alimentos na forma de farinha de leite, brotos de a lto padrão nutritivo, praticamente isento de colesterol, razão pela qual se extrai o seu óleo. Por ser rica em hidrogênio, substitui a margarina. O leite, por ser de fácil dig estão, é recomendado às crianças. Quando congelado, forma pequenos coágulos, diferente do leite animal. Contém fitosterol e pode perfeitamente substituir o hormônio sintético no caso de menopausa, age da mesma maneira que o estrógeno, porém sem efeitos colaterais. Modo de usar Uso interno <191> O óleo é recomendado para combater a prisão-de-ventre, normalizando as funções intestinais, mudando a flora intestinal e reduzindo o índice de colesterol. Indica do também para queimaduras, convalescenças, infecções e fortalecimento em geral. Usar 1 colher d e chá, 2 vezes ao dia. Grãos - cozidos (alimento) ou com leite, queijo, farinha e brotos.

Leite de soja - nos casos de convalescenças, não se deve tomar mais de 2 copos p or dia, por ser um alimento forte, pode provocar diarréias, em especial nas crianças. Deve s er consumido para combater males como: angina, asma e bronquite crônica. Hoje, existe nos supermercados o leite de soja Ades em caixa tipo longa vida. Do leite, poderá ser feito o iogurte que, acrescentado ao mel, frutas e passas , torna-se bastante agradável. É indicado aos que sofrem de alergias, problemas respiratórios, amigdalites, e inclusive as crianças, devem consumir uma maior quantidade maior de soja. O óleo de soja é encontrado nas prateleiras de todos os supermercados, sendo uti lizado para cozinhar alimentos. A soja sob forma de farinha, cura tumores, hérnias e outr os, se aplica como cataplasma. Uso externo Óleo - para problemas cutâneos, aplicar na região afetada. Contra-indicações: durante a amamentação, pois a soja tem ação ressecante, podendo reduzir ou secar o leite. <193> Stévia Nome científico: Steuia rebaudiana Família: Compositae Partes usadas: folhas Características: é uma planta originária da serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ostenta folhas membranosas, ovaladas, oblongas e obtusas, com tomentos na face inferior, de até 6 cm. de comprimento. Suas flores pálidas com escamas pardo-esverde adas, agrupam-se em capítulos. A planta chega a 1 metro de altura e é cultivada através de sementes. Habitat: nativa do Paraguai, aparece também em Minas Gerais, Mato Grosso e São P aulo, é cultivada nas regiões fronteiriças ao Paraguai, como Ponta-Porã (Mato Grosso) e Foz do

Iguaçu no Paraná. Propriedades químicas: steviosídeo e oligosídeo; óleo essencial, B. cariofileno, tra ns - Bfarneno, A- humuleno, cardieno, linalol, terpino, rebaudiosídeo, janol, triterpeno , acetato de amirina, e vários glicosídeos flavônicos. Propriedades terapêuticas: atua como calmante, agindo no sistema nervoso, é indi cada para pressão alta, insônia, depressão, fadiga cerebral, estimula as funções digestivas, favorec e a eliminação de toxinas. Indicações: atua como tonificante do sistema vascular, ajuda a normalizar a pres são alta. Favorece a eliminação das toxinas do organismo. Analizada em laboratório, verificou-se que ela é até 300 vezes mais doce do que a cana de açúcar. Como é um açúcar natural, sem calorias, é indicada para diabéticos insulínicos e nã insulínicos pois substitui o açúcar, sem alterar o nível normal de glicemia. <194> Assim, também favorece as pessoas obesas que fazem dietas para emagrecer, devi

do a baixa quantidade de calorias presentes em sua composição. Por isso também é indicada par a hipertensos. Segundo alguns indianistas, as indígenas usavam-na como adoçante e também para evi tar a gravidez, como um anticoncepcional natural. A stévia é um adoçante natural que não fermenta, não é oxidante e evita as cáries dentá

Algumas espécies de adoçantes de stévia na realidade, tem maior quantidade de elemento s cancerígenos como aspartame, sacarina e ciclamatos. Existe porém, stévia sem estes adi tivos químicos. A stévia é uma planta indígena, conhecida pelos índios pelo nome de kaá-heê que signifi a erva doce. É justamente esta capacidade edulcorante, 300 vezes maior que o açúcar comu m, a maior qualidade da stévia. Em 1979, um docente da Universidade Estadual de Maringá, trouxe à Maringá folhas d e stévia e uma pequena amostra de steviosídeo, um princípio adoçante concentrado nas folha s da planta. O prof. Mauro Alvarez, doutor em bioquímica, sentiu todo o potencial ap resentado pelo material, e passou a pesquisar intensamente. Juntamente, o Dr. Amaury Cesar Couto, engenheiro químico e estudioso da planta, e depois, o Dr. Adelar Bracht e sua equi pe do departamento de farmácia bioquímica da Universidade Estadual de Maringá, estudaram a planta. Hoje, a UEM é um dos maiores centros de pesquisas da stévia no Brasil, e ela já oc upa um lugar de destaque entre as culturas medicinais do país, sendo industrializada e ex portada. No Sudeste Asiático, estão os maiores plantadores de stévia do mundo, sendo o Japão o princ ipal país a consumir toda a produção. Mas foi aqui, na fronteira do Mato Grosso com o Paraguai que eles vieram buscar a erva doce dos índios guaranis. <195> Modo de usar Uso interno - infusão de 20 g de folhas para 1/2 litro de água fervente. Envelopes de 1 g - 1 envelope para cada xícara de chá ou café. <197> Sucupira Nome científico: Bowdichia nítida S. Sinonímia: sepepira e sicupira Família: Leguminosae Partes usadas: sementes Características: É uma árvore silvestre, pequena, ornamental, do Amazonas e Mato G rosso, podendo chegar a 6 metros de altura. Suas folhas são imparipinadas, constituem-se de 5 a 7 folíolos. Possui flores dispostas em partículas e frutos em forma de vagem. Nos estados de SP, MG, GO, MS e PA, há outra espécie que é Bowdichia uirgilióides, popularmente denominada do Sucupira-açu. Apresenta folhas com 9 a 21 folíolos oblanj os e revestidos de pêlos, suas flores são enormes de coloração roxa, avermelhada ou parda.

Porém, a sua composição e propriedades terapêuticas são semelhantes. Habitat: Original do Brasil, predomina no Amazonas, Mato Grosso ë Nordeste. Propriedades terapêuticas: Apariente, anti-reumática, adstringente, antiinflamatór ia, antidiabética, anti-hemorróica, eczemas, úlceras, gotas e cistite. Propriedades químicas: Contém alcalóides, sucupirina, tanino, resinas, amido e gom a. Indicações: Considerada energética, depurativa e antisifilítica, o óleo da sucupira pr oduz bons resultados no tratamento de feridas e úlceras. <198> No tratamento de problemas respiratórios, principalmente bronquite, tem dado r esultados incríveis, devido à ação da sucupirina, que tem agido como antiinflamatória e anticongestionante pulmonar. Modo de usar: Uso interno: Infusão ou decocção das sementes. Xarope: para fraqueza, infecção pulmonar e tuberculose. Coadjuvante do combate a o câncer pulmonar, bronquite e asma. 10 sementes esmagadas, 2 copos de água. Ferver durante 10 minutos. Depois de f rio, acrescentar 250 g de mel. Dosagem diária: 1 colher, 3 vezes ao dia. <201> Taiuiá Nome científico: Cayaponia tayuya Mart Partes usadas: raízes Sinonímia: Tomba (MG) cabeça-de-negro, raiz-de-tigre, Qua-pinta-caiapó. Família: Curcubitaceae Características: O taiuiá, cuja raiz é um remédio usado contra muitas doenças, tem 5 espécies diferentes desta trepadeira, todas medicinais. É uma trepadeira alta de cau le julcado, com raiz tuberosa, esponjosa e amarela, cresce até 2 metros de altura normalmente e 20 cm de diâmetro. Habitat: É natural do Brasil, distribuindo-se da Bahia ao Rio de Janeiro e por Minas Gerais, existe também em muitos estados brasileiros. Propriedades químicas: trianospermina, taivina, óleos gordurosos, resinas, gomas , substâncias albuminóides e amidos. Propriedades terapêuticas: Anti-reumática, antinevrálgica, tem efeito energético con tra as impurezas do sangue. A raiz drástica enquanto fresca é purgativa, antisifilítica. Indicações: Os taiuiás têm efeitos energéticos contra impurezas do sangue e é recomendado no tratamento da sífilis, no reumatismo, nas dermatoses, tornando-os e xcelentes remédios. Tem ação calmante nas dores e é indicado nas nevralgias diversas e ciáticas, ass im como nos casos de eczemas e herpes. As raízes são ricas em amido e tem sabor amargo como fel, são tuberosas, amarelas, purgativas, são usadas na hidropisia, opilação, amenorréia, sífilis, lepra, epilepsia e problemas de estômago.

<202> Modo de usar: Uso interno: Chá por decocção: colocar 10 g de raízes de taiuiá em um litro de água e ferver tudo po

cerca de 20 metros. Beber quatro xícaras do líquido filtrado por dia. Uso externo Óleo de taiuiá - usar como massagem nas dores ciáticas. Eczema - chá por decocção: banhar com o chá, a parte afetada, e usar o óleo em seguida .

<205> Ulmária Nome científico: Spiraea ulmária L. Sinonímia: rainha-dos-prados, filipendula ulmária Partes usadas: toda a planta florida Família: Rosaceae (na década de 1890, aparece a primeira especialidade farmacêutic a, a "aspirina", que se tornou o nome da Spirea ulmária) Características: erva perene, alcança até mais de um metro, a raiz é subterrânea e her bácea, as folhas são pecioladas, irregulares, os folíolos são sensíveis, pequenos e de cor bran ca. De porte majestoso, as suas flores foram objeto de numerosas análises. Contém uma essênci a especial, o tanino espireína. Habitat: originária da Europa e Ásia, encontra condições ideais para se desenvolver em solos úmidos, ricos em substâncias nutricionais, mas não muito ácidos, arenosos ou argil osos. É encontrada principalmente em prados úmidos, bosques e nas margens dos rios e lagos , dos Estados Unidos. Propriedades químicas: óleos essencial 6,2%. Composto de solicina, gualterina (s olicilato de metila). Ácido salicílico, flavonóides, vanilina, ésteres, ácido cítrico, taninos (10% antociacilino e sais minerais), Fe, Ca, S, vitamina C. Propriedades terapêuticas: age protegendo e suavizando a mucosa do trato diges tivo, reduzindo a acidez excessiva e náuseas. A presença de compostos semelhantes à aspirina , dá a esta planta uma ação antitérmica e analgésica nas dores reumáticas. Pelo efeito diurético favorece a eliminação de cloretos, uréia e ácido. É eficaz para curar os rins e a bexiga.

<206> Indicações: é fitoterápico, diurético, gota, reumatismo, edemas, hidropisia, oligúrias, celulite, artrite,. insuficiência biliar, diarréia, hemorróidas, gripes, febres, hiper acidez gástrica e úlceras pépticas. Externamente, atua como cicatrizante e anti-séptico em queimaduras leves. O co zimento da raiz é diurético. Alivia a tristeza e a depressão. Modo de usar Nos casos de hidropisia, aconselha-se o uso de ulmária que é preparado da seguin te forma 500 g de flor de ulmária reduzida a pó, 2 litros de vinho branco. Tomar pela manhã em jejum, na medida de 200 ml de cada vez. Infusão da planta tomada após as refeições - útil em casos de arteriosclerose. Para a redução das taxas de uréia, assim como em casos de reumatismo - brotos de u lmária em forma de xarope, na proporção de 250 g em 2 litros de água fervente. Quando a temperatura da água descer a menos de 90°, despejá-la sobre a planta. Adicionar uma po rção

de açúcar equivalente ao dobro do seu peso. Tomar de 100 a 200 g por dia. Obtém-se ain da maior eficácia como emprego da seguinte infusão 25 g brotos floridos de ulmária, 25 g de folhas de freixo, 50 g de folhas de cássia. A ulmária pode prestar bons resultados. mas não convém aumentar as doses, porque isso poderá acarretar inconvenientes (perturbações cardíacas e hemetírias). Para sangue na urina - emprega-se em doses menores, pois é rica em salicilato de metila, sem os riscos apontados.

<207> Infusão - ótimo sedativo, tomada pela manhã e após as refeições, é útil na arterioscler Certos autores assinalam que a fricção com folhas verdes da ulmária é sedativa. Na furunculose, a infusão é igualmente recomendada.

<209> Unha-de-Gato Nome científico: Uncaria tomentosa (willd) D.C. e Uncaria guianensis (Aubl) Gm el. Sinoníma: Unha-de-água, unha-de-gavião, unha-de-cigana (garra-virada). Família: Rubiaceae Partes usadas: cascas Características: Cipó lenhoso, com folhas opostas, ovais, com espinhos semelhant es à unha de gato. Possuem sementes pequenas de cor marrom escura e marrom clara. Existem duas espécies,a unha-de-gato com garra virada (encontra-se na várzea) e a unha-de-gato de garra reta que encontra-se em terra firme. Habitat: Peru e Amazônia Propriedades químicas: Alcalóides oxindólicos, compostos glicosídeos do ácido quinóvico (todas contidas na casca). Propriedades terapêuticas: Antiinflamatória, anticancerígena, reumatismo, artrite, amigdalite. Indicações: Os Incas foram os pioneiros a usar " la una del gato" passando seus conhecimentos para os índios que a utilizavam nos tratamentos de reumatismo e artr ite. Pesquisas realizadas no Peru, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Itália e Brasil com provam a atuação dos princípios ativos desta planta como excelente antiinflamatória. <210> Certamente, muitos cientistas e pesquisadores, estão trabalhando para descobri r medicamentos ou imunoestimulantes que fortaleçam nossas defesas naturais contra os agentes infecciosos, e doenças como o câncer. Mas já está sendo amplamente usado, um remédio natural com todas estas potencialidades, que além de serbarato, não causará dano s enquanto você o estiver usando. Se você tiver uma infecção, poderá tentar curá-la tomando algo que faça três coisas: reduzir os sintomas, incapacitar ou destruir determinado microorganismo causador da infecção e fortalecer e seu sistema imunilógico para vencer os agentes infecciosos. de forma que os sintomas, acabaram desaparecendo. Para ativar nosso sistema imunilógico, deve-se experimentar a unha-de-gato, qu e já está

sendo utilizada em portadores do vírus HIV, sendo notado o aumento dos linfócitos T 4 (células de defesa do organismo), com a diminuição das infecções no organismo do aidético. Pesquisas atestam que a planta tem ação sobre infecções no fígado, e por isso têm sido usada no tratamento do câncer hepático. Modo de usar Decocção: 20 g da casca em 500 ml de água. Ferver por 20 minutos, esfriar e coar. Tomar durante o dia. Cápsulas: usar de 4 a 6 cápsulas ao dia. Obs.: Nas fotos você observa as duas espécies de unhade-gato. 1 - A Uncaria tormentosa, com unhas retas. É a principal pois contém todos os princíp ios ativos, é mais estudada e receitada. 2 - É a Uncária guianenses. É a comum, contem menos princípios ativos, tem as unhas viradas. <213> Urtiga Nome científico: Urtiga dióica L. Sinonímia: Urtiga, queimadeira Família: Urticaceae. Partes usadas: Raízes, folhas e frutos. É mais comum usar os ramos contidos. A c erca de 10 cm do solo, no verão, devem ser secas à sombra. Características: Planta herbácea, armadas de pêlos urentes, possui caule lenhoso, chegando a 80 cm de altura, folhas alternas longo-pecioladas, desenvolve-se em terras ped regosas e não cultivadas, com flores rosas ou brancas. Habitat: Origem européia, existe em toda a América do Sul, sendo comum no Brasil , encontrada na beira de estradas. Propriedades químicas: ácido álico, fórmico, taninos, heterosídeos, clorofila, ácido salicílico, vitaminas: A, E, C, B 2, B 5, sais minerais: Ca, Fe, S, K, Si, acetilc olina, histamina, fitositonol, carotenóides, flavonóides, goma, resina, óleo essencial. Propriedades terapêuticas: ácido úrico, hemostática, vaso-constritora, anti-reumática, hipertensora, erisipela, hipoglicemiente, remineralizante e anti-artrítica. Indicações: É indicada para asmas, bronquite, falta de apetite, insuficiência digest iva, irritações na mucosa nasal e incontinência urinária infantil. É depurativa do sangue, melhorando a circulação, aumenta a excreção renal, é tonificante capilar e cura a queda de cabelos, devido à ação do ácido fórmico. Também é usada com grande resultados na queda de cabelos. A loção, de aplicação tópica, externa e usual tem sucesso em tratamentos de úlceras e feridas. <214> Modo de usar: Para erisipela, urticária, e outras dermatites: uso externo - Infusão das folhas frescas e decocção das raízes): 15 g para 30 ml de água. Para reumatismo, hemorragias, dosagem, membros e diabetes: uso interno - Inf usão das folhas - 15 g de folhas secas para 100 ml de água quente. Tampar, deixar descansar por 10 minutos e tomar 2 copos durante o dia. Queda de cabelos - uso externo - decocção das raízes 200 g em meio litro de vinagr

e de vinho, por 5 minutos. Usar em fricções no couro cabeludo, à noite. OBS: Não ingerir mais de 100 ml por dia. A urtiga possui pequenos pêlos urticant es nas folhas, que injetam uma substância que irrita a pele. O ácido fórmico e a histamina são os responsáveis por essa substância irritante, encontrada nas plantas recém-colhidas, não s ecas. Porém, com a decocção, elas desaparecem. É uma das fontes mais ricas de vitamina E, que é estimulante da umidade e protetora do sistema nervoso. <217> Urucu Nome científico: Bixa orellana L. Sinonímia: Açafroa-indígena, bixé, açafroa, urucucolorau, urucumba, arrote,anoto, urucum. Partes usadas: raízes, folhas e sementes, polpa. Família: Bixaceae. Características: O urucuzeiro é proveniente da América tropical, alcançando até 5 metr os de altura, tronco reto, farta ramificação, folhas simples, pecioladas e flores grand es de cor vermelho-claro, seus frutos são pequenas cápsulas de cor marrom-avermelhada, pardace nto ou roxo escuro, contendo muitas sementes. Habitat: é uma árvore tipicamente de clima quente, desenvolvendo-se em especial na Amazônia, é conhecida como o urucum do Brasil, das Guianas, Venezuela, até a Bahia. O nome urucum vem do tupi: uruku, que significa vermelho. Propriedades Químicas: Sementes: óleos: essencial e fixo, flavonóides (enteolina e apigenina) e 8-Bissulfato de hipolactina, betacaroteno, celulose, pigmentos (car otenóides corelina-amarelo, bixina-vermelho). Ácidos graxos saturados e insaturados, açúcares, proteínas, vitamina C. Folhas: óleos com sesquiterpenos e monoterpenos. Propriedades terapêuticas: anti-brônquica, anticoqueluche, prisão-de-ventre, males estomacais e intestinais, queimaduras (não deixa formar bolhas), béquica, gripe, ant i lepra, anti-cardite, constipação intestinal, intoxicação, antipericardite e afrodisíaco, <218> Indicações: fornece betacaroteno, e age também contra hemorragias, afecções renais, fe bre. Suas folhas acalmam enjôos da gravidez, suas raízes são digestivas, suas sementes são expectorantes e laxativas. A polpa reduz a febre e refresca. Os brotos tem a cap acidade de desinflamar olhos (deverá ser feito um chá por infusão e colocado como compressa). É ótimo contra aftas, faringites e amigdalites. O pigmento bixina age como protetor solar dos raios ultra-violeta na pele, p rotegendo-a da formação de bolhas, nos casos de queimaduras, combate as afecções respiratórias juntamente com a febre, bem como as afecções intestinais como: prisão de ventre, constipação intestin al e estomacal, e combate também as hemorragias. Os indígenas usavam-no para colorir cerâmicas e seus corpos e protegê-los para a guerra e contra picadas de insetos. Na

indústria, é utilizado para colorir a manteiga, o queijo, a cera e a seda. Age no combate ao ác ido prússico (veneno da mandioca brava), bebendo-se a tinta extraída das sementes. A semente do urucum é composta por 90% de bixina, carotenóide que acelera as funções hepáticas, reduzindo as taxas de colesterol e triglicerídeos. Emprega-se no tratamen to contra a lepra, desde os tempos dos maias e dos astecas. Os corantes são utilizados na produção de colorau, usados nos embutidos (lingüiça, salsicha). OBS: A casca da semente deve ser evitada pois é tóxico hepático e pancreático. Modo de usar: Uso geral: Chá por infusão: Em 1 litro de água fervente, acrescenta-se 10 a 15 g d e sementes. Tampa-se e deixa-se por 15 min. Coar e beber durante o dia. Até 3 xícaras <219> Chá das sementes: Digestivo e expectorante, para 1 xícara de chá de água, 10 g de sementes. Infusão - uso interno Chá das folhas: faringite e bronquites 30 g para 1 litro de água. Decocção - uso interno Chá da raiz (decocção), cicatrizante, antiinflamatório, digestivo e para higiene de feridas. Para 1 xícara de água, 10 g da raiz. Xarope: sarampo (quando complicado) e faringite. Faz-se uma massa de urucu c om mel de abelhas. Uso externo : repelente de insetos: Passar no corpo a polpa da fruta que env olve as sementes. Afugenta os insetos. Também pode-se elaborar óleo da seguinte forma: Misturar 1 colher de sopa de pó da de semente à 100 g de azeite de oliva e aplicar na forma de fino cataplasma sobre o l ocal da queimadura. Pó das sementes: É usado como afrodisíaco pelos indígenas. Com o pó faz-se aplicações como cataplasma. OBS: As pessoas que são sensíveis aos componentes desta planta, deverão abster-se de ingeri-la. A casca da semente poderá causar efeitos tóxicos no fígado e no pâncreas e po de ser absortivo.

<221> Algas Nome científico: Macrocystis pyrfera Sinonímia: algas Partes usadas: toda a alga Família: Phaeophyta Características: essa espécie de alga é a que mais rapidamente cresce, chegando a 30 cm por dia, com isso, alcançando vários metros de comprimento, podendo ser encontrada s ob a superfície marinha. Habitat: águas marinha (em todos os oceanos), águas doces. Propriedades químicas: proteínas iodadas, cálcio, fósforo, potássio, sódio, cloreto-síl , manganês, ferro, zinco, magnésio, iodo, pigmentos, polissacarídeos, poligalactosídeos, sulfatados, alginatos, pró-vitaminas B 1, B 2, B 12, B 6, K, esgosterol e caroteno . Contém

também vitaminas A, B, C, F, K, PP e aminoácidos. Propriedades terapêuticas: antiviral, antitérmico, remineralizante, combate a an emia, males hepáticos, e ajuda na reconstituição dos tecidos. É recomendado também no combate às rugas, celulite, flacidez da pele, queda dos cabelos, bem como ajuda a conservar a cor natural dos mesmos. Indicações: as algas marinhas não são plantas pertencentes ao reino dos protozoários. A alga marinha, embora se pareça com uma planta, é mais primitiva do que elas, não possu i folha, caule nem raiz. <222> Na alimentação pode ser ingerida com cereais crus ou cozidos, bolos, no chá, como recheio nos pães ou em forma de pasta. São vários os tipos de algas marrons: hijiki, kelp, wak ame (esta para sopa). Os tipos de algas vermelhas usadas como alimento são: agar-agar, dulse, musgo irlandês. Principais Algas e suas Funções: Chlorella A chlorella, Chlorella pyrenoidosa, possui como princípios ativos, proteínas (65

%), lipídeos (9%), fibras (2%), carboidratos (13%), cinzas, vitaminas e sais minerais e outros componentes como: xantofila, ferro, vitamina E, sódio, vitamina B 1, clorofila, fósf oro, ácido fálico, cálcio, vitamina C, ácido pantotênico, vitamina B 12, B 2, ácido nicotínico, carote o, potássio, magnésio. A chlorella é uma alga unicelular microscópica, encontrada em tanques e lagos, c om grade habilidade de realizar fotossíntese. É uma alga de fácil digestibilidade, possui uma p arede celular rica em fibras, que regulam o intestino e promove as funções digestivas. Sua parede celular combate também vírus danosos, aglutina poluentes, mantendo o organismo livre de toxinas. Estimula os glóbulos brancos a produzir interferon, substância que luta con tra vírus e bactérias. Ajuda a suprir as deficiências e atua no fígado estimulando suas funções. As proteínas são integralmente aproveitadas pelo organismo em seu metabolismo, bem como a clorofila e o magnésio que são transformados em elementos fundamentais para o sangue . A presença de cálcio indica que é auxiliar no tratamento de fraturas, enfraquecimento ósse o e osteoporose. O alto teor de fósforo proporciona uma maior e melhor atividade cereb ral. Rica em vitaminas do complexo B, principalmente B 12, vital na formação e regeneração de células sangüíneas que juntamente com o ferro, fazem desta alga um produto indicado co mo coadjuvante no tratamento e prevenção da anemia. <223> Devido à riqueza de propriedades contidas em sua composição, é indicado como auxilia r

no tratamento da obesidade, fornecendo elementos normalmente ausentes em regimes de emagrecimento, além de provocar sensação de saciedade quando ingerido antes das refeições. Ela é uma alga microscópica de água doce do Japão, conhecida como super alga, e inge rida em grande quantidade através de cápsulas comprimidos e pós, é indicada para tratamento e prevenção de diversos males, devido aos seus aminoácidos (22), vitaminas e sais minera is. Ela promove pele, cabelos e unhas saudáveis, devido ao beta-caroteno e a vitamina E, que melhoram a aparência, as vitaminas B e os minerais. Recomendamos a chlorella em cápsulas da linha Biohs, na proporção de 2 a 4 cápsulas de manhã, à tarde e à noite. Alginato Açúcares compostos e complexos derivados das algas marrons. São recomendados para os casos de azia e esofagite, além de ser usadas nos alimentos como espessantes, na i ndústria de comércio e de drogas. Como pomada, tem sido utilizada para ferimentos de diversas espécies, até os exsudativos (pessoas que ficam doentes muito tempo deitadas), incluindo que imaduras. <224> Agar-agar Retirada das algas vermelhas, o pó branco é uma das substâncias mais utilizadas na s indústrias farmacêuticas e alimentícias. Com o contato da alga com o estômago, tem o seu volume aumentado, protegendo-o contra irritações causadas por outros agentes químicos. Devido a esse processo, seu uso é indicado para a redução do apetite, nos casos de obe sidade. Por não possuir muitos nutrientes, o produto deve ser consumido juntamente com ali mentos que facilitam a digestão. O agar-agar pode ser encontrado em cápsulas, da linha Bihos. Fucoilina Ainda em estudos, porém testados em animais, comprovou-se a interrupção ou o retardamento do crescimento das células tumorais e obteve-se um efeito inibidor na carcinogênese química em ratos. Musgo irlandês (musgo branco) - derivado das algas vermelhas, utilizado pela i ndústria farmacêutica e alimentícia. A sua goma é usada para combater as perdas minerais, anemi as, em estados de convalescência e nas gestações, como tônico. Aplicado na forma de cataplasmas, utiliza-se para processos inflamatórios e do res reumáticas, são recomendadas para ativar a circulação, quedas de cabelos, anemia, e male s hepáticos. <227> Spirulina Nome científico: Spirulina maxima

Sinonímia: alga azul Partes usadas: alga inteira Família: Nostocaceae e Cyanophita Características: é a espécie de alga mais fácil de ser encontrada. Por conter clorof ila, carotenóides, e pigmentos azuis, são consideradas como pertencentes do grupo das alg as verde-azuladas ou cianobactérias. Tem forma espiral. Habitat: desenvolve-se em larga escala nos lagos salgados do planalto mexica no, EUA e Europa. Nestas águas, há grande quantidade de bicarbonato de sódio, potássio, magnésio e minerais, que estão presentes em sua composição. Propriedades químicas: proteínas, ácidos aminados, carboidratos, lipídeos, clorofila , enzimas, vitamina B, ferro, zinco, magnésio, iodo, sódio, cloroglúcidos, potássio, fósforo , beta caroteno, tocofenol (E), tiamina (B 1), riboflavina (B 2). Contém também pirido cina, cianocobalamina, inositol, ácido pantotênico, aminoácidos essenciais e não essenciais. Propriedades terapêuticas: utilizada como complemento dietético, protéico, vitamínic o, cansaço físico e mental, anemias, diabetes, hepatites e arterioscleroses. Indicações: largamente usada em regimes alimentares de poucas proteínas, é indicada para retardo do crescimento, esgotamento físico e intelectual, fadiga mental e física, es pasmofilia, anemias, falta de cálcio, vitaminas e sais minerais, excesso de bebidas alcoólicas, fabricação de enlatados e produtos instantâneos, cicatrização e queratinização da pele. <228> Reduz o índice de cãibras e fadigas musculares nos atletas. Nos tratamentos de o besidade, proporciona impressão de saciedade, quando tomada com o estômago vazio, colaborando com a perda de peso. É de fácil absorção, tendo 85% de absorção pelo organismo. Ninguém pode escapar do stress diário da vida atual. Porém podemos reduzir ou mini mizar muitos fatores estressantes, que nos roubam as vitaminas e minerais. Em casos de indisposição e queda da vida sexual, os sais minerais encontrados na spirulina, traz em de volta a saúde e a disposição para enfrentar o trabalho do dia-a-dia. As vitaminas enco ntradas na spirulina ajudam a proteger o corpo contra os efeitos nocivos de uma variedad e de carcinógenos e toxinas, incluindo o tetracloreto de carbono, o mercúrio, o benzeno, o ozônio e o ácido nítrico. Ela previne a formação de carcinógenos potentes chamados nitrosaminas, que vem dos nitratos produzidos pela poluição, fumaça de cigarros e de alguns alimento s. Modo de usar: Para emagrecimento Chá - 2 gramas em 3 copos de água fervente. Tomar antes das refeições. Cápsulas - 4 cápsulas ao dia, como suplemento alimentar tomar de 2 a 4 cápsulas ao dia. <229> Como usar as Plantas (Técnicas de preparo)

Chá por infusão: são soluções extrativas obtidas da adição de água previamente aquecida sobre o vegetal. Consiste simplesmente em verter água fervente sobre a planta mant endo-a em frasco fechado por 10 a 15 minutos. Emprega-se 5 partes da planta por 95 part es de água. Folhas e flor frescas ou secas. Chá por decocção: são soluções extrativas da adição de água fria com a planta vegetal e levadas à fervura por tempo determinado: 2 minutos para folhas e flores, 7 minutos para raízes e caules, 10 minutos para a planta toda. Manter em frasco fechado por 10 mi nutos, deve-se cuidar quanto à presença de substâncias termolábeis (que se alteram elo calor, c aso em que seria melhor utilizar a infusão). É muito utilizado este, para prepara- o chá d e folhas coriáceas (duras), cascas e raízes. Usa-se 10 partes da planta para 150 partes de água . Tintura: utilizam-se vegetais secos triturados imersos em álcool a 70 a 80, a 85 graus GL sendo que a quantidade de Planta pode ser de 10 a 20% de acordo com os grupos quím icos. Xaropes: é a forma na qual se emprega 2/3 do peso da Planta ou fruto em açúcar ou mel preferencialmente. Coloca-se paria ferver, não permitindo o aumento da temperatura superiora 80° C. Após solubilizado, filtra-se sobre gaze conservando em frasco âmbar (escuro). Contra-indicado para diabéticos. <139> Maceração: amassar a erva e colocar em água, 7 horas para as folhas e flores, 12 horas para raízes e cascas, 24 horas para a planta tod a.

<230> Loção: são líquidos aquosos, soluções coloidais, emulsões e suspensões, de acordo com a solubilidade do fármaco destinados a aplicações sobre a pele. Exemplo: prepara-se o chá e adiciona-se 1/4 de álcool (3 xícaras de chá e 1 de álcool). Cataplasmas: são formas constituídas por massa úmida e mole de materiais sólidos. Compõe-se de pó, farinhas ou sementes diluídas em cozimento ou infusão de plantas até adquirirem consistência de uma pasta. A planta medicinal pode ser incorporada por trituração à pasta mole. Aplica-se quente, morna ou fria entre 2 tecidos, para reduzir a infl amação ou exercer ação revulsiva. Compressas: são feitas com pedaços de pano limpo, algodão a 92° submetidos em chá ou sumo de plantas aplicadas quentes ou frias no local afetado. Renova-se freqüenteme nte. Uso externo. Alcoolatura: são preparações contendo planta fresca em álcool a 92° submetida a maceração por 10 dias em frasco fechado - geralmente a relação entre o vegetal e o álcool é de 1.1 a 1.2. Elixires: são líquidos hidroalcoólicos, adicionados, destinados ao uso oral, conte ndo geralmente glicerina, sorbitol ou xaropes simples. Sumo: obtém-se o sumo triturando a planta fresca e extraindo da parte sólida o líq uido que é liberado. Encapsulados: são ervas secas trituradas e embaladas em cápsulas.

<231> Inalação: prepara-se colocando água fervente sobre as folhas previamente picadas e m um recipiente, com a finalidade de aproveitar a ação dos óleos voláteis contidos na planta, inalando-se os vapores. Emplastos: são preparações que possuem grande força aderente destinados a uso extern o. Podem ser empregados com substâncias medicamentosas entre as quais os extratos, as tinturas, os infusos, etc., e utilizar diretamente sobre a lesão. Ungüento : prepara-se com o sumo de erva ou chá mais forte misturado em óleo veget al. Aplicação externa. <233> Glossário Adstringente: Contrai os tecidos e vasos sangüíneos. Afrodisíaco: estimulante sexual Alcalinizante: Neutraliza os ácidos. Amenorréia: Ausência de menstruação. Antiácido: Combate a acidez gástrica. Antictérico: Indicado para tratamento de icterícia. Antiemético: Evita vômitos. Antiespasmódica: ação que reduz os espasmos, isto é, a contração dos órgãos abdominais, aliviando assim a dor provocada por aquelas contrações. Anti-hemorrágica: ação que suprime a hemorragia (perda de sangue) Antilítico: Dissolve os cálculos. Anti-séptico: Que destrói micróbios. Antiofídico: combate veneno de cobra. Antitérmico: Combate a febre. Anúria: Supressão da urina. Aperiente: Que estimula o apetite. Artrite: Inflamação das articulações. Atonia: Diminuição ou ausência de tensão muscular. Balsâmico: Aromático e reconfortante. Béquico: combate a tosse Blenorragia: infecção purulenta a uretra e vagina (gonorréia). Cardiotônico: fortalece o coração. Carminativo: Eliminador de gases. Cefaléia: Dor de cabeça. Cistite: Inflamação da bexiga urinária. Colagogo: estimula a secreção da bile. Colerético: estimula a secreção da bile. Colite: inflamação no intestino delgado. Depurativo: livra o sangue de impurezas. Dermatoses: nome genérico de doenças da pele. Diaforético: provoca transpiração. <234> Disfunção: distúrbio. Dismenorréia: Menstruação difícil e dolorosa (cólicas). Dispepsia: distúrbio das funções digestivas. Disuria: Emissão dolorosa e difícil da urina. Diurético: favorece a formação e eliminação da urina. Emenagogo: Restaurador do fluxo menstrual, quando ausente e escasso. Emético: provoca vômitos. Estomáquico: Estimula e fortalece as funções do estômago. Estomatite: Inflamação da mucosa da boca. Eupéptico: facilita a digestão. Febrífugo: Combate a febre.

Flatulência: acúmulo de gases nos tubos digestivos. Gastrite: inflamação no estômago. Hemostático: Que combate hemorragias. Hepático: Estimula e protege as funções do fígado. Hepatite: Inflamação do fígado. Hepato protetor: Estimula e protege as funções do fígado. Hipoglicemiante: diminui a glicose no sangue. Inapetência: Falta de apetite. Litíase: Formação de cálculos nas vias biliares ou urinária. Laxante: provoca a eliminação das fezes. Nefrite: inflamação nos rins. Nevralgia: dor no trajeto de um nervo. Nutriente: Alimentício - nutritivo. Otite: infecção de ouvido. Prostatite: Inflamação da próstata. Purgativo: laxante energético. Reumatismo: Inflamação dolorosa nos músculos e articulações. Rinite: Inflamação na mucosa nasal. Sudorífico: Provoca transpiração. Tônico: Revigora e estimula o organismo debilitado. Vermifugo: Expulsa ou destrói os vermes. Vulnerária: Cicatrizante. <245> Bibliografia A Cura pelas Ervas e plantas Medicinais Brasileiras, Ricardo Lainetki e Nei R. Seabra de Brito, editora Tecnoprint S. A. 1979 (não consta edição). A Cura e a Saúde pelos Alimentos, Dr. Ernest Scherlider, editora Casa Publicadora Brasileira - 15° edição (não consta o ano). A Flora Nacional da Medicina Doméstica, Alfons Balbach, edições "A Edificação do Lar" 23° edição (não consta o ano). A Máquina Humana e o Naturalismo, V. Teodovic, editora Reduplas - 1990 - 5° edição. A Planta nossa de cada dia, Ester Fogel Paciornick, editora Copygraf - 1990 - 2° edição. A Saúde brota da Natureza, Prof. Jaime Bruinig editora Universitária Champagnat, ed ição especial - 1995. Arvores Brasileiras - Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas d o Brasil, Harri Lorenzi, editora Plantarum Ltda, 1992 (não consta edição). As Frutas na Medicina Doméstica, Alfons Balbach, edições "A Edificação do Lar" - 21° edição (não consta o ano). As Hortaliças na Medicina Doméstica, Alfons Balbach, edições "A Edificação do Lar 26º edição. As Plantas Curam - Através da Natureza, Frederico Moreira, Hernus - livraria e ed itora Ltda - 1983 - 1° edição. As Plantas Medicinais - preparo e utilização, Dr. James Chaconet, livraria Martins Fontes Editora Ltda - 1983 - 1° edição. As Sensacionais 50 Plantas Medicinais - Campeãs de Poder Curativo, Lelington Lobo Franco, "O Naturalista" editor livros e revistas - 2° edição - 1997. Back of Eden, Jethro lloss, Back to Eden Books Publish Co. - 1994 - 55° edição, Loma Linda - Califórnia - USA. <246> Coleção Vida Saudável, F. Gaspar, Vertical Editora Ltda. El Gran Libro de Las Plantas

Medicinales, M. Pahlow, editorial Everest S.A . - 9° edição - Leon - Espanha. Enciclopédia de Las Plantas Medicinales, Jorge D. Pamplona Roger - editorial Safe liz S. L. 1996 - 2° edição Madri - Espanha. Frutíferas - especial da Revista Natureza - editora Europa, 1997, edição especial. Au tores: Marcos Furlan e Andréia Dantas de Souza. Flora Brasileira, Domingo Alzugaray, Cátia Alzugaray, editora Livros e Fascículos L tda 1984. Herbal Remedies - Harmful and Beneficial Effects, prof. S, Talahaj, Dr. A . S. Czechowicz, Hill of Content Publishing Pty - 1989 - Austrália - 1° edição. Herbarium - compêndio de fitoterapia, Magrid Teske, Anny Margaly, M. Frentini, laboratório Botânico, 1997 - 3° edição. Las Plantas Curam, Alfonso Balbach, Hermínio Rodrigues R., Reformation Herald PublishingAssociation USA, 5° edição (não consta o ano). Manual de Medicina Integral, Dr. Márcio Bontempo, editora Best Seller - 1994, 3° ed ição. Maravilhas Curativas ao Alcance de Todos, Marco Ribeiro, editora Ground - 1989, 3° edição. Medicina Natural, A Cura de todas as Doenças está na Natureza, editora três livros e Fascículos - 1983, Domingo Alzugaray e Cátia Alzugaray. Melhore sua vida - Suplementos Nutricionais e Produtos Naturais - o guia comple to e definitivo, Dr. Márcio Bontempo, editora Best Seller. Mini Enciclopédia das Medicinas Naturais, George Millanvoye, publicações Dom Quíxote 1991 - Lisboa Portugal. <247> O Poder dos Sucos, Jay Kordich, Círculo do livro Ltda 1992 (não consta edição). O Totum em Fitoterapia - abordagem de fito - bioterapia, Jean-Luc Salle, Robe e ditorial 1996. 1000 Dicas para a Saúde, Prof Jaime Bruning, Gráfica Tuicial Ltda - 21° edição. Plantas que ajudam o Homem - guia prático para a época atual, Dr. José Caribé, Dr. Jorg e Maria Campos, Cultrix/ Pensamento - 1995 - 10° edição. Saúde é vital - Revista mensal - Ed. Abril - São Paulo Plantas que Curam - A Natureza à serviço da Boa Saúde, Domingos Alzugaray e Cátia Alzugaray, editora três livros e Fascículos - 1983. Plantas y Flores Medicinales, Aldo Poletti, Instituto Parramón Ediciones - 2° edição, 1 980 Barcelona - Espanha. Impresso na Espanha pela Alvagraf S. A . Lallagosta. Plantas Medicinais Nativas e aclimatadas da Região Amazônica, fundação Universidade do Amazonas, LBA/AM e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia. Plantas Medicinais - 9.420 Receitas Botânicas, Ilma Cirilo, Grafit - 46° edição - 1995. Plantas Medicinais de uso na Amazônia, José Evandro Carneiro Martins, Cejup Cultura l. Plantas Medicinais de uso Popular, Pe. José Maria de Albuquerque, Associação Brasilei ra de Educação Agrícola Superior, 1089. Qualidade de Vida com Saúde Total, Augusto Fajardo e colaboradores - editora Heal th Ltda. - 5° edição - 1997. Saúde e Cura pela Plantas e outros Recursos Naturais, Carlos Kozel, Casa editora Firmamento - 14° edição. Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais, Seleções

Reader's Digest - 1° edição 1999. <248> The Enciclopedia of Medicinal Plants Andrew Chevallier Ed. Kinkerslev - 1996 1° edição USA. Vida Plena - Povo Feliz, Diocese de Ji-Paraná - 3° edição. Viva melhor com a Medicina Natural, Luiz Carlos Costa, edições Vida Plena - 1996 - 1° edição. As Fantásticas Plantas Medicinais da Amazônia - Lelington Lobo Franco 1ª Ed. 2001 Editora Lobo Franco. Remédios Naturais com 100 Ervas Medicinais mais usadas no Bra sil. Ag. 2000 - Pe. Ivacir João Franco. - Ed. S. Cristóvão - Erechim - RS. Plantas que Curam - Cheiro de Mato - Sylvio Panizza 3ª Ed. 1997 - Ibrasa - SP Este livro foi transcrito para o braille por: Flávio Emerson Dias Ferreira Bill; Valmir de Barros.

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