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Inovação Tecnológica

Inovação Tecnológica

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Projeto anual de História de 2010 do Colégio Pedro II - unidade Escolar São Cristóvão III

-Leonardo Gomes
-Letícia Peron
-Marcus Vinicíus
-Thaís Lacerda

Orientados pela Profª. Drª. Cláudia Affonso
Projeto anual de História de 2010 do Colégio Pedro II - unidade Escolar São Cristóvão III

-Leonardo Gomes
-Letícia Peron
-Marcus Vinicíus
-Thaís Lacerda

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Colégio Pedro II - Unidade São Cristóvão III Coordenação de História

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

Rio de Janeiro 2010

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
Leonardo Gomes, Letícia Peron, Marcus Vinícius, Thaís Lacerda 2304 Professora Claudia Affonso

Rio de Janeiro 2

2010

SUMÁRIO
1.CAPA ........................................................................................................................... 1 2.CONTRA CAPA ........................................................................................................... 2 3.SUMÁRIO ..................................................................................................................... 3 4.INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4 4.1.OBJETIVOS DA PESQUISA ..................................................................................... 5 4.2.QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO ............................................................................. 5 4.3.JUSTIFICATIVA DE RELEVÂNCIA ........................................................................... 6 4.4.METODOLOGIA DE PESQUISA E FONTE .............................................................. 6 4.5.CRONOGRAMA DE REALIZAÇÃO .......................................................................... 7 5.SURGIMENTO DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS ................................................ 8 5.1.TAYLORISMO,FORDISMO,PÓS FORDISMO ........................................................ 10 6.AS MUDANÇAS NO MERCADO DE TRABALHO ................................................... 11 7.AS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS DO ESPORTE ................................................. 13 8.INOVAÇÃO X DESIGUALDADE ............................................................................... 18 9.AVANÇO DA INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA ..................................................... 20 10.CONCLUSÃO .......................................................................................................... 22 11.BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................ 23

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1. INTRODUÇÃO
As mudanças ocorridas desde a década de 70 até os dias atuais são inúmeras, e elas interferem nas questões políticas e econômicas. Hoje em dia, ninguém se imagina mais sem o mundo tecnológico, porém ninguém se preocupa com o seu surgimento e com o que nos levou a ficar tão dependentes dessas maquinas. A pesquisa sobre a mudança tecnológica é vista como um processo que envolve principalmente a inovação e a difusão de novos produtos. O Brasil e todos os países vêm sofrendo constantes mudanças na economia, na política e na vida cultural. O processo de inovações tecnológicas, a produção de bens e serviços, o mercado de trabalho e a educação estão intimamente relacionados e essas relações tornam a análise econômica mais complexa. Esse é um assunto que nos permite perceber os benefícios e as contradições de toda essa tecnologia. A década de 1980 vai marcar o processo de globalização. A partir dessa época, o desenvolvimento da informática ligada às telecomunicações facilitou a circulação de mercadorias e de capitais. A partir de 1990, começam a surgir os computadores, essas máquinas complementam as tarefas mais abstratas realizadas pelos trabalhadores qualificados e tem pouco impacto nas tarefas manuais e a partir daí, as mudanças são cada vez maiores. A questão fundamental é como isso afeta os paises mais pobres e aqueles que estão em desenvolvimento, como o Brasil e os impactos sociais provocados. É notório, que as classes médias vão ser beneficiadas, e os ricos vão ficando cada vez mais ricos. Enquanto isso é gerada uma desigualdade, pois aqueles que não têm acesso a essas tecnologias ficam cada vez mais pobres em relação aos ricos. Os laços familiares também são afetados, são diminuídos, principalmente por parte dos jovens e adolescentes, na maioria das famílias o diálogo entre pais e filho é afetado por esse mundo tecnológico, que faz com que as pessoas se prendam cada vez mais as máquinas. A vida das pessoas fica mais corrida, do trabalho para casa, e quando estão em casa com tempo livre, as crianças jogam videogame, os pais consultam os e-mails, os adolescentes ficam em sites de relacionamentos, isso afasta os laços familiares.

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As dificuldades de alguns de lidar com essas mudanças são grandes, pois são muitas novidades que muitos não conseguiram acompanhar. Isso vai gerar uma parcela de excluídos, que não vão ter mão de obra qualificada pra atender o novo mercado. Na área cultura, vai surgir uma cultura global, que vai prevalecer os norte-americanos por possuírem um crescimento mais acelerado.

2.
2.1.

OBJETIVOS DA PESQUISA
Objetivo Geral – Mostrar as mudanças nas relações de trabalho, no processo de produção, na política e economia a partir de 1980 na Europa e America Latina. Observar o que essas mudanças causam na vida social, e como os políticos e comerciantes se beneficiam disso. 2.2. Objetivos Específicos – Identificar as mudanças que ocorrem no Brasil, e seu lento processo de corrida tecnológica, como isso gera a desigualdade, e uma massa de excluídos do mercado de trabalho. Avaliar os prós e contras dessas inovações.

3. QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO
3.1 – O surgimento das indústrias e como isso afeta o modo de produção e a organização administrativa. 3.2 – As mudanças no mercado de trabalho. 3.3 – Analisar as mudanças ocorridas no mundo esportivo. 3.4 – Apresentar as desigualdades geradas pelas inovações. 3.5 – Apresentar as inovações na indústria cinematográfica.

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4.

JUSTIFICATIVA DE RELEVÂNCIA DA PESQUISA

Todos nós estamos passando por períodos de mudanças, é importante saber que mudanças são essas, como elas surgiram, e como nos estamos fazendo parte desse mundo globalizado, qual é o nosso papel em toda essa história. Essas mudanças vão ser refletidas na economia do país, e é interessante relacioná-las as crises, aos planos políticos criados, ao aumento do consumo, dentre outros fatores.

5.

METODOLOGIA DE PESQUISA E FONTES

A pesquisa se fará através de fontes da Internet. Irá conter fotos com todas as mudanças ocorridas dentro das fabricas, mostrando os diferentes modos de produção, e as novas maquinas que surgem e também terá vídeos mostrando o processo de globalização.

6. CRONOGRAMA DE REALIZAÇÃO DA PESQUISA
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Tempo/ Atividade Finalização do Projeto Localização das Fontes Primárias Pesquisa em Bibliotecas e Arquivos Leitura da Bibliografia Análise das fontes primárias Reunião com Orientador Redação do Trabalho Final Formatação do Produto Final Entrega do Trabalho Final

Abril X X

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

X

X

X

X

X

X

X

SURGIMENTO DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
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A história dos meios de produção foi separada em três períodos: Primeira, Segunda e Terceira Revolução Industrial. Na primeira Revolução Industrial, a energia movida a vapor foi usada para a extração de minério, na indústria têxtil e na fabricação de uma grande variedade de bens que anteriormente eram feitos à mão. O navio a vapor substituiu a escuna e a locomotiva a vapor substituiu os vagões puxados a cavalo, melhorando significativamente o processo de transporte de matéria-prima de produtos acabados. Substituindo assim, grande parte do trabalho físico. A Segunda Revolução Industrial ocorreu entre 1860 e a I Guerra Mundial. O petróleo começou a competir com o carvão e a eletricidade foi efetivamente utilizada pela primeira vez, criando uma nova fonte de energia para operar motores, iluminar cidades e proporcionar comunicação instantânea entre as pessoas. O exemplo da revolução do vapor, o petróleo a eletricidade e as invenções que os acompanharam na Segunda Revolução Industrial continuaram a transferir a carga da atividade econômica do homem para a máquina. Com essas inovações tecnológicas, algumas indústrias subverteram o modo de produção tradicional agregada ao pensamento do engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor. Quando Taylor iniciou seu estudo referente às ciências da administração, no começo do século XX, tinha como objetivo acabar com o desperdício, a ociosidade e morosidade operária. Em 1903 desenvolveu a técnica de racionalização do movimento, ou seja, analisou e controlou a ação do operário e da máquina em funções específicas, para serem aperfeiçoadas. Taylor acreditava que o aperfeiçoamento se conquista com a especialização. Pensando assim, ele propõe a divisão do trabalho em tarefas específicas, com execução repetitiva e contínua, no ritmo da máquina - motivo que o levou a receber críticas de robotizar o operário, limitar drasticamente sua expressão, impedi-lo de criar e participar do processo de produção. Contudo, os industriais não dispunham de mão-de-obra qualificada. Os trabalhadores eram imigrantes analfabetos de países distintos e não falavam o mesmo idioma.

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Henry Ford, na primeira metade do século XX, em Detroit, coloca em prática as teorias de Taylor, lançando a produção em série, depois seguida por Alfred Sloan da General Motors. Ao contrário da produção artesanal, nessa concepção o cliente não tem escolha. Os fabricantes elaboram produtos para suprirem o gosto do maior número de pessoas possíveis. O produto é "empurrado" para a população. Ele reduz a jornada de trabalho, aumenta os salários e consequentemente há um aumento no consumo. Esse modelo ira durar ate o final da Segunda Guerra Mundial, quando também numa fábrica de automóveis no Japão, aparece outro sistema de produção - o toyotismo, que se caracterizou pela concepção “enxuta”. Ao contrário do sistema de massa, essa outra concepção de produção delega aos trabalhadores a ação de escolher qual a melhor maneira de exercerem seus trabalhos, assim eles têm a chance de inovar no processo de produção. Com isso, o trabalhador deve ser capacitado, para qualificar suas habilidades e competências, que antes não eram necessárias. Dessa forma, os industriais investem na melhoria dos funcionários, dentro e fora das indústrias. A Toyota, ao adotar a concepção "enxuta" e rompendo com a produção em série, possibilitou oferecer um produto personalizado ao consumidor. As ferramentas utilizadas eram de acordo com cada proposta demandada pelo cliente. Inclusive, passou a produzir automóveis em larga escala de cores, sem gerar custos adicionais. A produção é Just in time (de acordo com a demanda), surgem trabalhos temporários e começa um processo de desconcentração industrial, que para reduzir custos, as indústrias buscam novos fatores locacionais. A Terceira Revolução Industrial surgiu imediatamente após a II Guerra Mundial e somente agora está começando a ter um impacto significativo no modo como a sociedade organiza sua atividade econômica. Robôs com controle numérico, computadores e softwares avançados estão invadindo a última esfera humana – os domínios da mente. Adequadamente programadas, estas novas "máquinas inteligentes" são capazes de realizar funções conceituais, gerenciais e administrativas e de coordenar o fluxo da produção, desde a extração da matéria-prima ao marketing e à distribuição do produto final e de serviços.

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Taylorismo

Fordismo

Pós Fordismo

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AS MUDANÇAS NO MERCADO DE TRABALHO
Com o surgimento desses avanços tecnológicos, a sociedade vai ser fortemente atingida. Começa um declínio da classe média que se faz sentir mais acentuadamente entre pessoas com formação universitária. Entre 1987 e 1991, seus salários caíram 3,1% em termos reais. Os trabalhadores com formação universitária constituem a massa dos cargos de nível gerencial da economia americana e são esses cargos que estão sendo varridos pelos novos avanços tecnológicos e pelas práticas da reengenharia. Mais de 35% dos recém-formados foram forçados a aceitar empregos que não requerem formação superior, 15% a mais do que há apenas cinco anos. Com o declínio da classe média e a super-eficiência da produção o que se verifica atualmente é uma maior polarização entre as classes econômicas. Mas em meio a esse cenário observamos o surgimento de uma nova classe de trabalhadores, a classe da informação. Antes da era industrial o ritmo do corpo era compatível com o ritmo econômico, pois a produção era artesanal e dependia apenas do artesão, mas com a introdução das máquinas e linhas de montagem o Homem teve que adaptar o seu ritmo para acompanhar as máquinas. Mas na terceira revolução a medida de tempo das novas "máquinas inteligentes" passou a de nanossegundos criando um stress mental ao contrário do stress físico. O computador está se tornando uma fonte de estresse, à medida que o ritmo cada vez mais acelerado do trabalho aumenta a impaciência dos trabalhadores, que exigem respostas cada vez mais rápidas; resultando assim, em níveis sem precedentes de estresse. Um estudo concluiu que o tempo de resposta de um computador de mais de 1,5 segundos poderia provocar impaciência e stress no seu usuário. As novas tecnologias baseadas no computador aceleraram tanto o volume e o ritmo da informação que milhões de trabalhadores estão passando por sobrecarga e fundindose. O fator crítico da produtividade passou da resposta física à mental e da força muscular para a cerebral. Nos EUA, o stress ocupacional custa às empresas mais de 200 bilhões por ano. 11

Embora as condições de trabalho em instalações reestruturadas e automatizadas estejam aumentando o estresse e comprometendo a saúde dos trabalhadores, a mudança na natureza do trabalho também está contribuindo para sua insegurança econômica. Muitos trabalhadores já não conseguem encontrar empregos de período integral e estabilidade a longo prazo. Trabalhadores temporários, por contratos e em meio período agora constituem mais de 25% da força de trabalho nos Estados Unidos. Esses números devem aumentar drasticamente até o final da década.

O movimento pelo trabalho contingencial é parte de uma estratégia de longo prazo das empresas para reduzir salários e evitar os autos custos de benefícios tais como assistência médica, aposentadoria, licenças médicas pagas e férias. Ao todo, os encargos trabalhistas correspondem a quase 45% do total pago pelo trabalho por empregados fixos em período integral. E também, como cada vez mais as empresas estão enfrentando uma economia altamente competitiva e volátil, muitas empresas estão reduzindo seu núcleo de trabalhadores fixos e contratando temporários, para 12

terem a agilidade de aumentar ou diminuir o número de trabalhadores rapidamente, em resposta às variações sazonais, até mesmo mensais ou semanais do mercado. O principal impacto das mudanças tecnológicas é na composição da força de trabalho. De um modo geral, as novas tecnologias demandam trabalhadores mais qualificados. Um bom nível educacional facilita a readaptação da mão de obra. Uma educação precária dificulta. Muitas vezes, novos postos de trabalho ficam abertos por falta de trabalhadores com o preparo adequado, criando a obsolescência do capital humano.

AS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS DO ESPORTE
Estamos vivendo uma era em que a ciência aplicada ao esporte deixa de se apresentar como novidade, para tornar-se uma necessidade. Os conhecimentos de treinamento, fisiologia, biomecânica e medicina, aplicados ao esporte fazem parte de um planejamento geral que devem ser rigorosamente executados, a fim de obtermos os melhores resultados possíveis, dentro de uma organização pré-estabelecida e bem definida. O esporte de alto nível sem a aplicação da ciência dependerá sempre do surgimento de atletas considerados “gênios”, para que se obtenham resultados internacionais expressivos. Sabemos que esta possibilidade é pequena e não permite o crescimento continuo de um determinado esporte. O questionamento que se apresenta neste momento de recessão econômica que atravessamos é o “quanto custa” este investimento em ciência do treinamento. A nosso ver, precisamos analisar dois aspectos distintos em relação à aplicação da ciência no esporte de alto nível: o primeiro diz respeito à organização dos profissionais e das atividades que deverão ser realizadas a curto, médio e longo prazo, de modo a não haver interrupções no processo e também aproveitar-se o maior potencial possível dos profissionais envolvidos, o que determina a credibilidade do trabalho para a comunidade esportiva; o segundo refere-se ao custo financeiro de um projeto científico para o esporte e que, conforme o que podemos observar através das publicações expostas no IX SIMPÓSIO MUNDIAL DE BIOMECÂNICA NA NATAÇÃO, realizado no

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último mês de junho, pode ser dimensionado de acordo com as possibilidades orçamentárias de cada país. Atualmente verificamos que existem avanços tecnológicos altamente dispendiosos, mas também outros mais acessíveis que podem ser utilizados, desde que se faça uma metodologia criteriosa. É óbvio que quanto maior a sofisticação tecnológica empregada, mais facilmente se atinge os objetivos propostos, o que não impede de se obter ótimos resultados com tecnologias mais simples. Dinheiro é necessário ao esporte. Não há dúvida. O valor é discutível. Hoje, quando se pensa em esporte de alto nível, não se pode deixar a ciência de lado e, o quanto vai se gastar em ciência depende obviamente do que se dispõe e do objetivo real de se atingir a elite. Com certeza não estamos no nível dos países ricos e desenvolvidos no esporte, que produzem ciência sob um alto custo financeiro, mas seguramente somos um país que tem algum investimento no esporte. É fundamental utilizarmos estes recursos de forma criteriosa, com um planejamento e uma metodologia criados para longo prazo, de forma a nos possibilitar a obtenção de dados objetivos que servirão de parâmetros para a orientação de profissionais e atletas. O objetivo constante de treinadores e atletas é alcançar a performance máxima. Para isso, além de treinamentos físicos, técnicos, táticos e psicológicos, eles lidam com a inserção de recursos tecnológicos no seu dia-a-dia. Assim, conseguem receber avaliações em tempo real sobre determinada maneira de atuar, e, se necessário, corrigir erros. As inovações tecnológicas nos esportes ajudaram também a reduzir trapaças e fazer com que haja mais precisão nos resultados obtidos. Seguem abaixo algumas reportagens sobre este assunto.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA REDUZ 'TRAPAÇA' NA SÃO SILVESTRE

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A maior inovação tecnológica da São Silvestre até hoje, o uso de chips que monitoram o atleta pelo percurso, vai fazer do corredor da 76ª edição da prova o mais vigiado em toda a história. Com o chip acoplado aos cadarços dos atletas, a organização da São Silvestre espera fazer da edição deste ano aquela com a avaliação mais fiel dos desempenhos. Assim que cruzar a linha de chegada, o corredor saberá sua colocação final por meio da leitura de um código de barras no número da camiseta. Para que isso aconteça, porém, o corredor deverá ter passado por três pontos que vão "ler" o chip _a largada, um local não revelado pela organização da prova no trajeto e a chegada. "Com o chip, nós vamos acabar com aquela história de uma pessoa conseguir furar o bloqueio e correr apenas um pequeno trecho da prova, chegando na frente de outros", diz Agberto Guimarães, diretor da prova. Para a edição deste ano, serão usados cerca de 14 mil chips para monitorar os atletas. Por conta do número limitado de chips e pela limitação do espaço da avenida Paulista, a direção da prova decidiu fixar em 14 mil o número de participantes, "expulsando" quem não conseguiu se inscrever a tempo. Além da vigília e da limitação de inscrições, no fim da prova, o atleta será obrigados a devolver o chip ao cruzar a linha de chegada. Só aí receberá a medalha de honra ao mérito. da Folha de S.Paulo

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FÍSICOS EXPLICAM AERODINÂMICA DA JABULANI, A BOLA DA COPA

A nova bola é de fato mais rápida, faz curvas de forma imprevisível e é sentida como sendo mais dura no impacto. Os físicos afirmam que a maior dificuldade em lidar com a Jabulani deverá ser sentida pelos goleiros. "Embora a FIFA tenha normas rígidas sobre o tamanho e o peso das bolas, eles não dispõem de regulamentação sobre a superfície externa das bolas. "A Jabulani tem uma textura com pequenos sulcos e 'aero ranhuras', e representa uma ruptura radical com a bola Teamgeist ultra-suave, que foi utilizada na última Copa do Mundo”, disse o professor Leinweber. Diferenças da Jabulani "A Teamgeist foi uma grande tacada na última Copa do Mundo. Como ela era muito lisa - muito mais lisa do que uma bola de futebol comum - ela tinha uma tendência a seguir uma trajetória mais curva do que a bola convencional, e a cair mais repentinamente no fim da sua trajetória. "Em comparação, os sulcos aerodinâmicos na Jabulani têm tendência a criar uma turbulência em volta da bola suficiente para sustentar seu voo por uma distância maior, e é uma bola mais rápida, mais dura no jogo. "A expectativa é que a Jabulani faça mais curvas do que qualquer bola encontrada anteriormente. Os jogadores também estão descobrindo novas oportunidades para lançar a bola de maneira errática, para desespero dos melhores goleiros do mundo. Ao

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atingir o goleiro, a Jabulani terá desviado e mergulhado, chegando com mais força e energia do que a Teamgeist," conclui o físico. Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/06/2010

AIRBAG PESSOAL ACIONADO À DISTÂNCIA VAI PROTEGER ESPORTISTAS

Um airbag pessoal funciona criando uma onda de pressão no interior de um tubo, que perfura um cartucho de gás, fazendo com que os sacos de proteção inflem. [Imagem: ABS-Aschauer] A ideia de fabricar airbags individuais não é nova. O acessório é muito utilizado por esportistas. Esquiadores, skatistas, alpinistas, montanhistas e um sem-número de adeptos de outros esportes de aventura têm muito a agradecer por eles. Um airbag pessoal funciona criando uma onda de pressão no interior de um tubo, que perfura um cartucho de gás, fazendo com que os sacos de proteção inflem. O volume adicional criado ao redor da pessoa protege-a do impacto e da queda. No caso dos esquiadores na neve, a flutuabilidade extra muitas vezes evita que o esquiador seja enterrado pela neve. Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/01/2010

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INOVAÇÃO X DESIGUALDADE
Estamos vivendo o que se convencionou chamar de terceira revolução industrial ou revolução técnico-científica, demarcada pelo desenvolvimento industrial com aplicação de tecnologias de ponta em todas as etapas produtivas. Ou seja, tecnologias que embutem técnicas e processos que lhe conferem alto valor de mercado e que representam, hoje, um dos mais promissores negócios de âmbito global, especialmente com as regras de patenteamento e propriedade intelectual que se espalharam pelo mundo e garantem que o “inventor” recolha seus lucros. Trata-se de uma nova fase produtiva, que já não se limita a produtos de pouco valor agregado, como nas revoluções industriais anteriores. Nesta nova ordem, ganha o conhecimento inovador, no qual foram gastos muitos anos de estudos e pesquisas e que conferem elevados valores ao produto final. Note-se que o grosso da matériaprima, aqui, é o próprio conhecimento, ou a informação qualificada. Não por acaso as tecnologias que brilham são as que estão ajustadas aos novos circuitos de computadores, menores e mais eficientes, como a microeletrônica, a nanotecnologia, o microchip, o micro transmissor de circuitos eletrônicos de alta performance. Tudo que cabe na mão ou se adere ao corpo e/ou se move ganha status com facilidade e, assim, entra no mercado com velocidade assustadora, como transmissores de rádio e televisão, telefonia fixa, móvel, internet, nanotecnologia e muitas outras inovações. Observa-se que, no mundo capitalista, a inserção de tecnologias intensifica o trabalho, porque, na verdade, praticamente já não se pode desligar dele. Quem domina os processos de informação desse novo modelo da indústria acumula capital e, aos poucos, vai se tornando dono dos meios de produção e serviços, haja vista a mobilidade das corporações que hoje dominam os serviços de transmissão de todo tipo. São os mesmos que financiam novos produtos para geração de inéditas tecnologias de ponta, sempre a serviço da indústria. Em contraponto com a realidade tecnológica e rica dessa revolução, aparecem os dados divulgados pelam Organização das Nações Unidas, que mostram outra face. Salientam que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com menos de 1 dólar por dia (menos de 2 reais) e cerca de 2,5 bilhões vivem com menos de 2 dólares por dia 18

(menos 4 reais). Cerca de 75% da população pobre mundial vive em áreas rurais e mais da metade da população extremamente pobre depende do trabalho nas lavouras e fazendas. Mais de 2 bilhões de pessoas sofrem de anemia, quase 2 bilhões tem uma alimentação deficiente em iodo e 254 milhões de crianças em idade pré-escolar apresentam deficiência de vitamina A. De 146 milhões de crianças em países em desenvolvimento, uma a cada quatro crianças com menos de cinco anos estão abaixo do peso e correndo graves riscos de morte prematura. São l0 milhões de crianças abaixo de 5 anos que morrem todo ano. Cerca de 100 milhões de crianças em idade escolar primária não chegam à escola. Impressiona saber que 800 milhões de pessoas no mundo não têm as habilidades básicas de alfabetização e 2/3 delas são mulheres, de acordo com o Banco Mundial. Mas, qual a relação entre esse mundo tecnológico e inovador e os dados da ONU. Acontece que ao induzir a inovação, pelas regras do mercado, o Estado relega sua função essencial através da qual regula as forças objetivas de desenvolvimento, sob sua responsabilidade. Julgamos que a maioria de desenvolvimento não depende de inovação, mas de informação elementar, há muito conhecida, relativa a procedimentos de melhoria de processos internos e agregação de valor aos produtos, o que pode acontecer com um processo de interação dos diferentes agentes interessados no desenvolvimento e o setor produtivo, articulando e, assim, aproximando a relação entre o ambiente interno e externo às unidades produtivas mais carentes. Para compreender porque pessoas passam fome e isso acontece também no campo é preciso saber da complexidade que é produzir alimentos num país como o Brasil, que começa com a especificidade da região produtora e tem vários fatores propulsores e outros tantos limitantes. Todo o risco fica por conta do produtor, e a possibilidade de falir e/ou perder a propriedade é constante. Mesmo diante de boa produção, geralmente o processo se estrangula na componente logística, que requer práticas de intercâmbio tecnológico que oferte informação boa, que apresente soluções corretas na hora certa. E isso não acontece e os prazos são curtos. Somente a primeira parte deste complexo, a produção, está sob domínio do agricultor, que luta sempre com os fatores incontroláveis, como as condições do tempo e do mercado, por exemplo.

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Inovação, neste circuito que lida com muitos fatores imponderáveis, é um componente que por si não resolve os problemas das pequenas unidades produtivas ou de comunidades de risco. Afinal, não se pode negligenciar que a mudança tecnológica resulta em algum tipo de impacto que está condicionado pelo controle social sobre os meios de produção e pela organização do processo de trabalho e da divisão social da mão de obra. De um lado, portanto, as tecnologias fruto da inovação são poderosas ferramentas de mudança social, mas, por outro, podem ser apenas um argumento, um discurso que esconde uma parcela significativa dos agudos problemas mundiais que exclui parte da sociedade, a que passa ao largo das evoluções. Estreitar essa realidade é, sim, o desafio de sempre, mas que deve ser assumido como prioridade.

AVANÇO DA INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA
Antes de comentarmos sobre como o cinema se modernizou e como esse tipo de indústria evoluiu, é necessário mostrarmos como tudo começou... O cinema não é mais do que uma ilusão óptica, em que um conjunto de fotografias, cada uma ligeiramente diferente da anterior, projetadas num ecrã de uma forma rápida, é interpretado pela mente humana como movimento contínuo. Este fenômeno, designado por persistência da visão, foi uma das invenções e descobertas científicas ocorridas ao longo do século XIX que possibilitaram o nascimento do cinema. Outra inovação importante foi a fotografia, que se tornou comercialmente viável em 1839. O nascimento do cinema não foi imediato, no início usava-se uma caixa de madeira, que se chamava kinetoscope, as pessoas colocavam algumas moedas e viam um pequeno filme. Depois de nos primeiros anos ser visto como uma novidade, o cinema começa a desenvolver-se e as transformações que ocorrem durante a década de 1910 são os primeiros sinais de uma indústria que viria a marcar intensamente o século XX. Os primeiros filmes eram completamente mudos, pois era muito difícil casar o som 20

sincronizado com a imagem, durante muito tempo os filmes eram praticamente silenciosos, sendo acompanhado às vezes de música ao vivo, outras vezes de efeitos especiais e narração e diálogos escritos presentes entre cenas. Até então já haviam sido feitos experimentos com som, mas com problemas de sincronização e amplificação.O primeiro filme com diálogos e som totalmente sincronizados foi feito em 1926, um musical. No fim da década de 30, a maioria dos filmes já eram falados. Ta cada vez maior aceitação do cinema pelo público leva ao surgimento de produtoras independentes, que tentam romper com a produtora que dominava o mercado no momento. As novas produtoras apostam em longas metragens, o que permite o maior uso de inovações tecnológicas. A Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra e Estados Unidos produzissem vários filmes com apelo patriota e que serviram de propaganda de guerra. Havia também já no final da guerra filmes antinazistas. Na Itália nascia o Neo-realismo como reação ao cinema fascista do regime de Mussolini, e buscava a máxima naturalidade, com atores não profissionais, iluminação natural e com uma forte crítica social. A partir daí, os avanços foram muito rápidos, a população exigia tal velocidade, e tudo foi sendo aperfeiçoado. Novas técnicas e possibilidades brotavam no solo fértil da arte cinematográfica. Como não poderia deixar de ser, o público exigia mais e mais êxtase. Uma vez adquirida, a qualidade precisava ser aperfeiçoada. Subia-se um degrau e logo era preciso subir mais um. O cinema entrou numa espiral de experimentações técnicas e tudo foi evoluindo muito rapidamente. Na Década de 50 começa o uso dos filmes em 3D, uma completa inovação naquela época, as pessoas maravilhavam-se com tanta tecnologia. As produções de alto nível são cada vez mais comuns, as câmeras melhoram, os efeitos já não são mais os mesmos, graças as inovações que tem sido feitas. Assim o cinema foi cada vez mais se aprimorando e apaixonando cada vez mais os espectadores dos filmes até os dias de hoje. Os diretores se aprimoraram com o passar dos anos, e hoje temos efeitos especiais que jamais se imaginariam quando os primeiros filmes surgiram. Ou seja, as mudanças são muitas e estão cada vez maiores e tudo tende a ficar cada vez mais avançado. 21

CONCLUSÃO
Os avanços tecnológicos surgiram devido à necessidade do homem de aperfeiçoar as técnicas de trabalho e a sua própria vida cotidiana. A sociedade sente a presença desses avanços, alguns de modo positivo e pra outros de modo negativo. Para aqueles que trabalhavam operando as maquinas, quando surgiram esses avanços, sua mão de obra deixou de ser necessária e esses trabalhadores precisaram qualificar sua mão de obra para assim adquirir um emprego no novo mundo tecnológico. Os avanços tecnológicos não fazem com que haja um desemprego, apenas que a mão de obra seja qualificada, sendo assim muitos não possuem essas qualidades necessárias e isso leva ao desemprego ou então ao trabalho informal. As inovações tecnológicas interferem em todo o mundo, nas indústrias o que contribui para o processo de produção; na vida das pessoas que faz com que muitos tenham suas vidas facilitadas pela tecnologia; no esporte onde surge uma serie de medidas que controlam rigidamente as medidas tomadas, as faltas ocorridas, os erros e acertos feitos, e por ai vai; no cinema onde o surgimento da tecnologia digital fez com que a indústria cinematográfica se desenvolvesse gerando ótimas qualidades de filmes. O Brasil em relação aos outros países se encontra bastante atrasado com esses avanços, porém já esta cada vez mais buscando o desenvolvimento e quem sabe um dia não consiga acompanhar o ritmo globalizado de igual com os países desenvolvidos.

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BIBLIOGRAFIA
TARCISIO, Bruno. Modo de produção capitalista e suas crises, concorrência e competitividade do século XXI.Alma dos negócios ou era da conquista? Rio de Janeiro, 02 jun. 2007. Disponível em: http://www.administradores.com.br/informese/artigos/modo-de-producao-capitalista-e-suas-crises-concorrencia-e-competitividadedo-seculo-xxi-alma-dos-negocios-ou-era-da-conquista/13973/ . Inovação tecnológica. Rio de Janeiro, 18 jan. 2010. Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=airbag-pessoalacionado-distancia-vai-proteger-esportistas&id=010170100118> Acesso em: 30 ago. 2010 Físicos explicam aerodinâmica da Jabulani, a bola da Copa. Rio de Janeiro, 10 jun. 2010. Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=aerodinamicajabulani-bola-copa&id=010160100610> Acesso em: 10 jul. 2010 Inovação tecnológica reduz trapaça na São Silvestre. São Paulo, 30 dez. 2000. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u10850.shtml> Acesso em: 15 jul 2010 HEBERLÊ, Antonio. Tecnologia, inovação e desigualdade social. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Artigos/2010_1/tecnologia/index.htm> Acesso em: 26 ago. 2010. O início da industria cinematográfica e a influência da I Grande Guerra. Disponível em: < http://www.chambel.net/?cat=7&paged=3> Acesso em: 14 ago. 2010

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