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Sociedade anonima

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SOCIEDADE ANÔNIMA NA LEI 6404/76 Igor Campos Custódio da Silva Aluno do 2° Ano do Curso de Direito da UNESP(Franca-SP)
Sumário:1. Introdução. 2. Características gerais da sociedade anônima. 3. Classificação. 4.Constituição. 5. Valores mobiliários. 5.1. Ações. 5.2. Capital social. 5.3. Órgãos sociais. 5.4. Administração da sociedade. 5.5. O acionista. 5.6. Acordo de acionistas. 5.7. Poder de controle. 6. Demonstrações financeiras. 7. Lucros, reservas e dividendos. 8. Dissolução e liquidação. 9. Transformações, incorporação, fusão e cisão. 10. Conclusão. 11. Referências bibliográficas. 1. Introdução

As sociedades por ações podem ser divididas em duas, a sociedade anônima ou companhia e a sociedade por comandita. O artigo que será abrangido, diz respeito a sociedade anônima, que esta prevista na Lei das Sociedades por ações (LSA), de número 6.404, de 1976. 2. Características gerais da sociedade anônima A sociedade anônima constitui-se como uma sociedade de capital. Se negocia nessas sociedades, os títulos representativos da ação (a participação societária de cada sócio). Nenhum sócio tem o poder de negar o ingresso de qualquer outra pessoa que almeje entrar na sociedade e se constituir sócio. Porém, existe a possibilidade, de se realizar a penhora da ação destes sócios. O sócio que caso faleça, deixa como herança a titularidade de suas ações. Assim, seus herdeiros podem pleitear ingressarem no quadro associativo da empresa, e é vedado aos outros acionistas negarem este direito. O herdeiro ou

2 legatário se torna, com a aprovação dos outros sócios ou não, em acionista da sociedade anônima. O capital gerado destas sociedades, é dividido em partes denominadas ações, por isso seu sócios são chamados de acionistas, e eles são responsáveis por todas as obrigações sociais, inclusive responsáveis pelo faltante da integralização das ações de que sejam donos (titulares). O valor da ação pode ser variado, isso vai depender de que valor se esta falando, como diz Fábio Ulhoa1, “ a ação de uma sociedade anônima vale diferentemente de acordo com os objetivos da avaliação”. Ainda faz uma analogia, dizendo que o valor da ação é semelhante a uma casa. Ela também pode ter diversos valores, diz ele que, se o objetivo de calcular o valor da casa é de se cobrar o devido imposto desta, o que importa é o valor venal. Porém, se o objetivo é calcular o valor para um pagamento de imposto de transmissão, o que importa é o valor declarado na escritura da casa. Entretanto, nenhum destes valores seria o certo, se caso o objetivo fosse negociar a casa para vende-la, neste caso, o valor mais importante seria o de mercado. Portanto os valores da ação podem ser divididos desta maneira: a) Valor nominal: é o resultado do valor do capital social sobre o número de ações existentes na empresa. b) Valor patrimonial: refere-se ao valor da participação do dono (titular) da ação no patrimônio líquido da empresa. É o resultado do patrimônio líquido sobre o número de ações em que se fraciona o capital social da companhia. c) Valor da negociação: é o valor ou o preço que o dono da ação consegue com a sua venda. O preço pago pelo adquirente, é medido por uma série de fatores, como por exemplo, a rentabilidade das ações, o patrimônio líquido da sociedade, o desempenho bom ou não do setor, e o próprio contexto mundial da economia. d) Valor econômico: refere-se ao preço que é justo pagar por uma ação. Os responsáveis por esse cálculo, são os avalistas de ativos, que analisam com técnicas especificas as perspectivas de mercado, a rentabilidade da sociedade, o fluxo de caixa, o patrimônio líquido, entre outras.

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COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial. 5.ed. v.2 São Paulo: Saraiva, 2005. p.182

art. será empresária e estará sujeita ao regime jurídico-comercial. toda ação que for assinada e aceita por um preço inferior ao valor patrimonial das já existentes. Assim. será a reserva de capital. O estabelecimento do preço de emissão de ações emitidas em força de aumento do capital da empresa. deve sujeitar-se a determinados critérios estabelecidos em lei. “ uma companhia constituída só por dentistas para a prestação de serviços de odontologia pelos próprios acionistas. os antigos acionistas devem agüentar e suportar a redução di valor patrimonial de seus títulos. 2 COELHO. se a empresa possuir o seu capital social representado em ações com valor nominal. Classificação As sociedades anônimas podem se classificar em abertas ou fechadas. Assim como diz Fábio Ulhoa2. parágrafo único). Se a companhia necessariamente precisa dos recursos vindos da emissão das novas ações. Porém. 3. Nota. isto depende se. e pela assembléia geral ou conselho administrativo. é estabelecido pelos fundadores da sociedade no inicio desta. a companhia tenha ou não permitido a negociação.185 . denominada ágio. haverá uma redução deste. efetuado por quem assina a ação. onde se ressalta o que diz que fica vedado obrigar aos antigos acionistas aceitarem uma redução sem justificativa do valor patrimonial de suas ações. pela só adoção do tipo societário”. o preço de emissão fica vedado a ser abaixo do valor nominal. Cit p.3 e) Preço de emissão: é o preço. A sociedade anônima se constitui sempre empresária. embora tenha por objeto uma atividade não empresarial (CC. O preço de emissão. mesmo que esta tenha como objetivo a atividade econômica civil. 966. a diferença. que pode ser a vista ou parcelado. E se constituir superior. de seus valores mobiliários de sua emissão. se não existe tal demanda dessa necessidade ou se os recursos que faltam na empresa poderiam ser arranjados de outra forma. não se justifica a redução do preço. Fábio Ulhoa Ob. na Bolsa de Valores ou no mercado de balcão.

e ao lado do BACEN (Banco Central). A Bolsa de Valores se configura como uma instituição privada. se denomina C. Só é possível a admissão de uma companhia nas instituições da Bolsa ou do mercado de balcão. A Lei número 7. são consideradas empresas nacionais. tem a função de supervisionar e controlar o mercado de capitais. sem relevância a origem da nacionalidade do capital social ou dos acionistas. podem ser feitas também. aos donos de valores mobiliários e aos investidores do mercado. causados por práticas irregulares. não importa se são norte-americanos ou angolanos. O governo federal só possui interesse em acompanhar as sociedades anônimas abertas(provado pelo regime que as sociedades anônimas estão sujeitas). Constituição . e foi criada pela Lei número 6. se obtiver a autorização do governo.M (Comissão de Valores Mobiliários). e o seu funcionamento é controlado pela CVM. com direito a monopólio territorial. A classificação de companhias.ou seja. de 1976. A instituição governamental responsável por conceder esta autorização. Pela leia prevista no art. tendo em vista o critério da nacionalidade.V. 300 da LSA (Lei da Sociedades Anônimas). 4. é uma instituição que compreende toda operação que relativa a valores mobiliários efetuadas fora da Bolsa. Já o mercado de balcão. É uma associação de sociedades corretoras. depende de aval do BACEN. por sociedades corretora e instituição financeira ou sociedade intermediária autorizadas. quer assegurar a proteção ao investidor popular em especial. proponha de ofício ou a pedido da CVM. de 1989.4 Essa classificação é meramente formal. pois não é relevante se os valores mobiliários de sua emissão são negociados na Bolsa ou no mercado de balcão. dá poderes ao Ministério Público para que. aquelas que são constituídas de acordo com a legislação brasileira e com a sua sede de administração fixada em solo brasileiro. A autorização para a sua criação. que efetua um serviço público. de acordo com as leis estipuladas pelo CMN ( Conselho Monetário Nacional). pois este. A companhia só pode ser considerada aberta.913. ação civil pública para ressarcimento de danos. em casos de danos.385. com a devida permissão do governo federal. sendo assim.

Já o 3 Art. de 1976. prospectos ou anúncios destinados ao público. em seis meses não obtiver o seu montante depositado de volta. assinadas por pelo menos duas pessoas. se a companhia. escritório ou estabelecimento aberto ao público. e os elementos para a sua configuração. da Lei número 6. c) providências complementares (art. Toda companhia que queira se constituir. A primeira forma é a constituição por subscrição pública. deve seguir a três requisitos preliminares: a) As assinaturas de todo o capital social. 19. referente a existência ou não de apelo ao público investidor. Existem duas formas de constituição de sociedade anônima. 6385/76 . Já a segunda forma. diz respeito a caracterização de emissão pública de ações. e deve ser feito pelo fundador da companhia em nome do subscritor e em favor da companhia em constituição. ou em estabelecimento autorizado pelo CVM. § 3º. Efetuar depósitos das entradas em dinheiro no BB (Banco do Brasil). a efetivação de 10% do preço de emissão das ações subscritas em dinheiro. b) modalidades de constituição (art. Este depósito tem um prazo de cinco dias do recebimento das quantias. onde inexiste essa prática de buscar investidores. Finalizado o processo de constituição. agentes ou corretores. ou com a utilização dos serviços públicos de comunicação ” 3 Assim. 82 a 93). b) a procura de subscritores ou adquirentes pra os títulos. o subscritor que ficará responsável por trazer esse dinheiro por ele pago. é a constituição por subscrição particular. da Lei n. 94 a 99). c) a negociação feita em loja. folhetos. que são estes: “ a) a utilização de listas ou boletins de venda ou subscrição. o fundador da companhia que pretender usar destes elementos referidos anteriormente.385. b) c) Como de entrada. 19. 80 e 81). por meios de empregados.5 A constituição das companhias esta dividida em três fases distintas: a) requisitos preliminares (art. § 3º. É necessário que todas as ações representativas do capital social estejam assinadas. deve optar pela constituição por subscrição pública. O art. onde os recursos para a constituição da companhia são buscados junto a investidores.

os fundadores devem reunir em assembléia os fundadores para fazerem uma análise dos bens que serão oferecidos para a integralização. Aqueles que pretenderem adquirirem ações dessa companhia devem procurar a instituição financeira para assinar os documentos que legalizam o adquirente como titular das ações. Todo isso se dá na constituição por subscrição pública. são necessárias as assinaturas de todos os subscritores. a constituição por subscrição particular. da LSA. Nos dois casos. Além disso. e a CVM concedido o registro a companhia. irá oferecer ao público o investimento. tem início com o registro na CVM. é determinada a constituição da companhia. parágrafo único. e exige bem menos formalidades. deve contratar uma instituição financeira para intermediar os trâmites legais da colocação das ações no mercado. o registro deverá ser indeferido. só pode ser mudado por determinação unânime dos subscritores. existem algumas regras gerais. Assim. 89. b) segundo o art. tais como: a) conforme o art. para requerer o registro da companhia. e discutir sobre a constituição da companhia. quando todo o capital da empresa estiver subscrito. Caso um destes três requisitos do pedido esteja aquém dos critérios satisfatórios da CVM. ou por escritura pública. Agora a constituição por subscrição particular é bem menos complexa. 92. Feito isto. o projeto dos estatutos e o prospecto. da LSA. Realizando todas as formalidades e não havendo oposição de mais que 50% dos subscritores representativos do capital social. O fundador da companhia. O projeto do estatuto votado pela maioria. c) também segundo o art. elege-se os administradores e os fiscais. deve ser acrescentado a expressão “em organização”. é dispensável a escritura pública para a incorporação de imóveis na formação do capital social. deve constar a assinatura desta instituição. os .6 fundador que não esteja disposto a usa-los. deve optar pelo contrário. d) conforme o art. A constituição poderá ser processada por deliberação dos subscritores em assembléia de fundação. onde o pedido para o registro necessariamente precisa estar instruído com o estudo de viabilidade econômica e financeira do empreendimento. A constituição da companhia. da LSA. da LSA. em quanto a companhia estiver em processo de constituição. Na constituição. na assembléia de fundação ou na escritura pública. 91. o subscritor pode estar representado por procurador com poderes especiais. e em seguida. 90. a instituição financeira.

devem ser entregues pelos fundadores aos primeiros administradores eleitos. devem ser responsabilizados por todos os prejuízos decorrentes de alguma inobservância da lei. da LSA). diz a lei que é expressamente necessário o registro e publicação dos atos constitutivos da companhia. da LSA). 75 a 79. Este instrumento determina entre outras coisas. Se houver. Somente assim. e os fundadores respondem solidariamente por todos os danos resultantes de culpa ou dolo em atos anteriores à constituição. Os titulares de debêntures possuem direito de crédito perante a companhia. é determinado segundo normas estabelecidas por um instrumento chamado “escritura de emissão”. CVM número 134/90). Toda vez que houver distribuição de . 93. pode ser designado um agente fiduciário. documentos e livros referentes à constituição. como sendo títulos representativos de um contrato mútuo. de forma legal. servem para retenção de recursos. e) segundo o art.7 fundadores e as instituições financeiras que participarem da constituição da companhia. Para representar os debenturistas. d) nota promissória (Inst. da LSA. previsto no arts. após serem tomadas estas providências. as garantias desfrutadas pelos debenturistas. os papéis. A companhia pode emitir. os administradores deverão providenciar a transferência da titularidade desse bem para a companhia. são recursos que a sociedade necessita. além disso. incorporação de bem ao capital da empresa. na relação onde a companhia é a parte mutuaria. dos títulos de investimento. b) partes beneficiárias (arts. se o crédito é monetariamente corrigido ou não. da LSA. as épocas de vencimento da obrigação. que se poderá dar início à exploração das atividades comerciais. e o debenturista a parte mutuante. Já a respeito das providências complementares a serem tomadas.que são títulos de investimento que a sociedade anônima emite. os seguintes valores imobiliários: a) debêntures. c) bônus de subscrição (art. 52 a 74. 46 a 51. Valores mobiliários Os valores mobiliários. através dos meios de transcrição no registro público competente. e outros demais requisitos. sendo nomeado pela escritura de emissão. 5. A doutrina define as debêntures. além das ações. E este direito de crédito.

e além disso. que esteja autorizada pelo BACEN. designação e nomeação de um agente fiduciário será necessária. b) com garantia flutuante. no caso de falência da companhia devedora. c) quirografária. em que os debenturistas possuem um privilégio sobre o ativo da companhia. nunca superior a 10 anos. Para serem comercializadas . O agente fiduciário. onde o titular disputa com os demais credores sem garantia. d) subordinada. As partes que são beneficiadas. As partes beneficiárias possuem um tempo de duração estabelecido nos estatutos. ou uma instituição financeira. não há uma se quer sociedade anônima que não possua esse tipo de ação. tais como a prioridade na distribuição de dividendos ou no reembolso do capital. Elas se dividem em três ações: a) Ordinárias: são ações que concedem aos seus titulares os direitos de que a lei estabelece para os acionistas comuns.1.8 debêntures ou admissão delas no mercado. Ações As ações podem ser definidas como sendo valores mobiliários representativos do capital social da companhia. Sobre os lucros da sociedade anônima é vetado às partes beneficiárias receberem mais do que 10% do lucro da companhia. b) Preferenciais: são ações que aos seus titulares concedem um complexo de direitos. que garantem aos seus titulares direito de crédito eventual. no caso de ocorrer falência da companhia. As debêntures podem ser divididas em quatro espécies: a) com garantia real. consistente na participação nos lucros da companhia emissora. e estão repletas de direitos e deveres que os seus titulares devem observar. são determinadas como títulos negociáveis. em quem o objeto pode ou não pertencer a companhia. Elas possuem emissão obrigatória. sem valor nominal e estranhos ao capital social. onde terão preferência sobre os credores quirografários. 5. pode ser uma pessoa física. onde o titular tem apenas preferência sobre os acionistas. desde que obedeça os requisitos imposto pela lei que.

e o seu valor for aprovado. bens ou créditos. § 1°. ele passa a ser integralizado como parte do capital social da companhia.2 Capital social Para a integralização do capital social da companhia. sendo o subscritor o titular destes. c) De fruição: são ações atribuídas aos acionistas. cuja as ações foram todas amortizadas. as ações serão nominativas ou escriturais. isto é. deve haver três peritos ou uma empresa especializada para a formação de um laudo técnico baseado nas informações e dados do bem. os direitos diferenciados das preferências devem ser pelo menos um de três definidos no art. as ações escriturais circulam por autorização dos estatutos.021. O laudo então passa por votação e se for aprovado por assembléia geral da companhia. o acionista pode usar de dinheiro. ele deve ter a responsabilidade pela existência do crédito e pela solvência do devedor. Além disso. para que o certificado de ação integralizada por transferência de crédito . Qualquer bem. endossáveis. Para a configuração da análise. se o estatuto não dispuser de outra forma e sentido. de 1990. que deve ser feita de acordo com o previsto em lei no art. O titular desse tipo de ação esta sujeito às mesmas regras vantajosas ou desvantajosas da ação ordinária ou preferencial amortizada. da LSA. Por outro lado. 8º . 17. 5. isto é. Já a integralização por créditos. Assim. Para se usar os bens na integralização do capital social. Anteriormente as ações eram classificadas em nominativas.9 no mercado de capital. incorpóreo ou corpóreo pode ser usado como bem para fazer parte do capital social. primeiro precisa haver uma análise destes bens. foram excluídas as formas ao portador e endossável. ao portador ou escriturais. As ações nominativas circulam através de registro no livro de propriedade da sociedade emissora. o modo como são transmissíveis. Com a Medida Provisória que originou a Lei número 8. A diferença entre as duas se dá no sentido do ato jurídico que opera a transferência de titularidade da ação.

da LSA. § 2°. O aumento será deliberado em assembléia geral extraordinária ou por deliberação do conselho administrativo. 5. e esse crescimento nem sempre se dá pelo ingresso de novos recursos na companhia. e irrealidade do capital social. O capital social da companhia deve em vários momentos ser aumentado. quando o capital esta superdimensionado. importam em aumento de capital social. são os que possuem ações preferências nominativas. . deverá se configurar a sua realização. isto esta previsto no art. A assembléia geral se constitui como o mais importante órgão da companhia. e não suporta mais nada. o conselho de administração. e a lei permite que isso aconteça. da LSA. ele tem o poder de deliberar e reúne tanto acionistas com direito a voto como acionistas sem esse direito. inchando assim o patrimônio social da empresa. b) Valores mobiliários: é a conversão de debêntures ou partes beneficiárias em ações. com emissão de novas ações. quando ocorrem duas situações: excesso do capital social. Os acionistas que possuem direito voto. a diretoria e o conselho fiscal. e eles são: a) Emissão de ações: o mais comum. Isto esta previsto no art. o capital social também pode ser reduzido. c) Capitalização de lucros e reservas: é a forma de se aumentar o capital sem ter que dispor de novos recursos.3 Órgãos sociais Os órgãos sociais da companhia se dividem em quatro: assembléia geral. Através da assembléia geral ordinária pode decidir-se que uma parcela do lucro de reservas irá para a integralização do capital social. Por outro lado. 173. é quando há uma intensa entrada de novos recursos na companhia. quando acontecer alguma prejuízo patrimonial.10 seja expedido. Existem algumas formas de se aumentar o capital social da companhia. 23.

Ela se chama assembléia geral ordinária. da LSA. O conselho administrativo. da LSA). de no mínimo 1/4 do capital social votante. da LSA. como extraordinária. Para se dar inicio em uma assembléia. Além disso. só é obrigatório nas sociedades anônimas abertas. descontados os votos em branco. 143. tanto ordinária. os diretores precisam ser acionistas da companhia.11 A lei determina que seja feita uma assembléia geral nos quatro meses imediatamente posteriores ao término do exercício social. nas de capital autorizado e nas de economia mista. O conselho delibera por maioria de votos. o quorum muda para 2/3 dos acionistas. 132. E eles são eleitos pelo conselho de administração. cabe determinar o número de conselheiros (no mínimo três) que irão presidir o conselho administrativo. porém seu funcionamento é facultativo. aliviar um pouco os trabalhos da assembléia. a presença de 1/4 dos acionistas que possuem direito a voto. com a finalidade de análise de um conjunto de matérias específicas. d) atribuições e poderes de cada diretor (art. nunca inferior a dois. ou seja. A diretoria é o órgão responsável pela representação legal da sociedade e de execução das deliberações da assembléia geral e do conselho de administração. 129. com a finalidade de agilizar as decisões da companhia. de forma a ficar bem claro. As competências da assembléia encontram-se no art. é necessário mais que 50% do total de ações com direito a voto presentes à reunião daquele órgão. O estatuto deverá determinar à diretoria: a) número de membros. É importante ressaltar. Enfim o conselho fiscal. que não necessariamente. é o órgão que necessariamente é obrigatório. para dar validade as deliberações das assembléias. necessita-se de um quorum. Para se mudar a alguma coisa em votação na assembléia. b) modo de substituição dos diretores. O estatuto deve também determinar a duração do mandato de cada conselheiro (no máximo de quatro anos). Para a aprovação de proposta dirigida à assembléia geral. Ele é composto de no mínimo três e de no . Existe também um quorum estabelecido pela lei. ou seja. ou o mínimo e máximo permitido. e tem a função de tomar parte da competência da assembléia geral. Ao estatuto da companhia. Tem o poder de deliberar também. Isto está previsto no art. e o único órgão que pode destituir os membros do conselho é a assembléia. O conselho de administração é um órgão facultativo. estabelecer as leis e regras sobre a forma de mandato e de substituição deste.

o empregado da companhia ou de sociedade por ela controlada. isso é contra a lei e os princípios do sigilo profissional da empresa. Desrespeitando essas regras. como diz Rubens Requião4. 5. o administrador deve evitar ao máximo se expor em conflitos sociais que venham a contradizer os interesses da companhia e do cargo que ocupa. como o crime de concorrência desleal. não refere-se sobre informações sobre negócios relativos ao objeto social da empresa. Esclarece a lei. entre os quais estão: a) Dever de diligência: refere-se ao dever de que todo administrador deve empregar o cuidado e a diligência nos negócios da companhia. São Paulo: Saraiva. 145 a 160. Curso de Direito Comercial. Além disso. Rubens. que o administrador deve efetuar o seu trabalho. existem alguns deveres principais. 167. E que por fim. da LSA). que venham alterar significativamente o mercado de venda e compra de valores imobiliários. no caso. o membro de órgão de administração. p.4 Administração da sociedade Previstos nos arts. e o cônjuge ou parente até terceiro grau de administrador da companhia. da LSA. . mas diz 4 REQUIÃO. 153). pelo grupo que o elegeu. a lei determinou um montante de regras jurídicas aplicáveis tanto ao membro do conselho da administração. há casos que podem até configurar-se em crime. 163. o administrador deve ter lealdade estrita e gratidão. com os fins e interesses da companhia. os acionistas da empresa. vem previsto no art. A competência do conselho fiscal. não pode se configurar fiscal. da LSA. Desse montante. ele deliberado por assembléia geral. como que empregaria caso fosse os seus próprios negócios (art. informações pertinentes aos planos e interesses da empresa em benefício próprio ou de terceiro (art. 1995.12 máximo cinco membros. Além disso. quanto ao da diretoria. Por ter um funcionamento facultativo. 155. c) Dever de informar: o administrador tem o dever de informar à Bolsa de Valores e a imprensa qualquer deliberação dos órgãos sociais. em razão de um cargo que ocupa. Esse dever de informar. b) Dever de lealdade: é proibido ao administrador usar.

e no prazo fixado. Direito de retirada: é o direito que dá permissão para que o acionista dissidente de determinadas deliberações da assembléia geral ou de empresa cujo controle foi desapropriado. O acionista ao praticar o voto abusivo. ou em que vise tirar vantagens próprias gerando um prejuízo para a sociedade.5 O acionista O acionista é definido no art.172 COELHO. não pagar a prestação devida. Deverá pagar além do débito. deve ser constituído em mora.13 respeito sim. Sobre o direito de voto. previstos no art. Cit. correção monetária e multa estatuária (máximo de 10%). p. Ali diz que o principal dever do acionista é o de pagar o preço de emissão das ações que subscrever.209. Este reembolso é o valor patrimonial das ações dos acionistas dissidentes. . da LSA. Rubens. recebendo um reembolso de suas ações (art. Ob. e esta. por uma ação de execução. 109. 45. p. 106. A companhia tem o direito de cobrar do acionista a divida não paga. “posto existirem ações que não conferem a seus titulares”6. aquele em que o acionista gera um dano à companhia ou a outro acionista. sobre tudo aquilo que possa contribuir para alterações no mercado de compra e venda dos valores mobiliários da companhia. Sobre os direitos essenciais do acionista. Ob. b) c) d) Fiscalização da gestão dos negócios sociais: Determina a fiscalização de forma direta e indireta sobre os negócios sociais. listam os seguintes: a) Participação nos resultados sociais: que é o direito de receber a parcela dos lucros sociais que lhe é devido e o direito de participar do acervo da companhia. juros. Direito de preferência: refere-se ao direito de preferência dos acionistas na subscrição de ações e de valor mobiliário conversível em ação. O exercício do direito de voto é disciplinado pela lei.5 5. Sendo o voto abusivo. da LSA. Cit. em caso de liquidação. Fábio Ulhoa. fica sujeito a responder 5 6 REQUIÃO.retire-se da sociedade. coíbe o voto abusivo e conflitante. ele não se configura como direito essencial do acionista. da LSA). O acionista que não exercer a sua função.

b) poderá ser obtida a execução específica do avençado. Quando o tema dos contratos versar sobre estes temas seguintes: poder de controle. a maioria de votos na assembléia geral. a companhia não poderá registrar a transferência de titularidade das ações. 5. e ainda dirige as atividades sociais e orienta o funcionamento dos órgãos da companhia. Dessa forma. exercício do direito de voto. nem na aprovação das suas contas como administrador. acionista controlador. Essa diferença é denominada “prêmio de controle” 7 COELHO. costumam ser vendidas a um valor mais alto do que as demais ações. se um acionista fez um contrato e concedeu o direito de preferência a outro. nem nas questões que possam beneficia-lo de modo particular ou nas que tiver interesse conflitante com o da companhia”7. descumprindo o acordo. As ações que garantem a base de sustentação do poder de controle. Já no voto conflitante “o acionista não pode votar nas deliberações sobre o laudo de avaliação de bens com os quais pretende integralizar suas ações. constantemente. e o poder de eleger a maioria dos administradores.7 Poder de controle Diz o art. 116. mediante ação judicial. inclusive as ordinárias. caso o acordo se encontre averbado. compor seus interesses mediante um acordo entre si. Cit. porém vendeu suas ações a um outro acionista. Ob. p. tais acordos estarão sujeitos a uma proteção especificamente liberada pela legislação do anonimato. e o seu registro junto à companhia implicará nas seguintes modalidades de tutela: a) a sociedade anônima não poderá praticar atos que contrariem o conteúdo próprio do acordo.14 civilmente pelos danos causados. emitidas pela mesma sociedade. a compra e venda de ação ou a preferência de sua aquisição.209-210 . normalmente. é aquele que possui titularidade de direitos de sócio que lhe assegurem. Fábio Ulhoa. de livremente. da LSA. 5. tem o direito.6 Acordo de acionistas Os acionistas.

assim como dos resultados positivos ou negativos alcançados pela empresa. 175. b) lucros ou prejuízos acumulados. Cit. c) resultado do exercício. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados mostrará as parcelas dos lucros conseguidos pela empresa e não distribuídos aos acionistas ou os prejuízos não absorvidos por sua receita. pode-se optar por qualquer lapso anual. Ob. O balanço comercial. O balanço patrimonial é a demonstrações financeira que tem a função de retratar o ativo. Possibilita assim. no estatuto ou em acordo de acionistas”8 6. e por estrito critério de conveniência. defina-se o exercício social entre os dias 1° de janeiro e 31 de dezembro. a diretoria deve providenciar quatro instrumentos de demonstração contábil: a) balanço patrimonial. ao final do exercício social. um montante de demonstrações contábeis.214 . avaliar se houve o retorno de seu investimento. os acionistas minoritários devem condicionar o ingresso na sociedade à clausula de saída conjunta. Cit.213 COELHO. O estudo dessas demonstrações pelo direito comercial restringe-se aos dados relevantes para o tratamento das relações entre os acionistas e destes com órgãos de administração. Ob. A demonstração do resultado do exercício mostra como foi todo o desempenho do exercício social passado. a situação patrimonial. na grande maioria dos casos. Fábio Ulhoa. d) origens e aplicação de recursos. como se 8 9 COELHO. pelos acionistas e por terceiros. Para se fixar o exercício social. fornecendo apenas relativamente o retrato da situação da empresa.9 O exercício social é o período de um ano definido pelos estatutos estabelecido pelo art. p. com vistas a permitir o conhecimento. da LSA. Demonstrações financeiras Estabelece a legislação do anonimato a obrigação de a companhia levantar. embora. econômica e financeira da companhia. Fábio Ulhoa. embora correto sobre o ponto de vista técnico. “para evitar esta distorção. é sempre aproximativo. o passivo e o patrimônio líquido da sociedade anônima. Tendo o exercício social se finalizado. auxiliando dessa maneira a avaliação do acionista. p.15 Assim.

Cit. 192. Os seus elementos contábeis básicos são a receita e a despesa. a reserva de lucros a realizar. Lucros.216 COELHO. 7. de condenação da sociedade anônima em demanda judicial. § 1°. possibilita a análise de fluxos dos recursos titularizados pela empresa. e dividendos O lucro total gerado pela companhia terá dois possíveis destinos: ficará em mãos da própria sociedade ou será distribuído entre os acionistas. Fábio Ulhoa. A demonstração das origens e aplicações de recursos. aprovado ou rejeitando a proposta da diretoria (art. ainda há as reservas de capital estabelecidas no art. 8°. p. Os dividendos obrigatórios são a parcela do lucro líquido da sociedade que a lei determina seja distribuído entre os acionistas (art. A reserva lagal. reservas. como é o caso. Aliás.218 .16 caracterizou a eficiência dos atos da administração. 202.11 A distribuição do dividendo obrigatório não será feita quando ocorrer duas hipóteses: se os órgãos da administração informarem à Assembléia Geral Ordinária 10 11 COELHO.10 Existem cinco categorias de reserva de lucro. Ob. Este instrumento. constituída por 5% do lucro líquido. da LSA e as reservas de reavaliação. Cit. p. 182. da LSA. As reservas estatuária como o nome sugere são definidas pelos estatutos para o atendimento de necessidades específicas da sociedade anônima. uma das parcelas ficará obrigatoriamente na companhia e outra será necessariamente distribuída aos acionistas. previstas no art. desde que não ultrapasse 20% do capital social. Nas reservas de lucro. que tem a função de impedir a distribuição entre acionistas de recursos que somente irão ingressar no caixa da sociedade em exercícios futuros. restando à Assembléia Geral Ordinária deliberar quanto à destinação do restante do resultado. Enfim. enfim . Ob. da LSA). A reserva de retenção de lucros tem o objetivo de atender às despesas previstas em orçamento de capital previamente aprovado em Assembléia Geral. tem o objetivo de evidenciar as modificações na posição financeira da sociedade anônima. da LSA). Fábio Ulhoa. A reserva para contingências é destinada à compensação de redução de lucro derivada de evento provável. a partir da identificação da operação que os gerou e daquelas nas quais foram empregados. a título de dividendos.

da LSA. fusão e cisão Existem quatro operações para as sociedades anônimas realizarem sua mudança de tipo. 205. pela extinção da autorização para funcionar. 6. unindo ou dividindo-se: a) Transformação – é a operação de mudança de tipo societário. Cit. Além do mais. ou por deliberação da Assembléia Geral de companhia fechada.2 Dissolução e liquidação O art.17 que a situação financeira da companhia não é compatível com o seu pagamento. ou pela incorporação. p. a irrealizabilidade do objeto social. salvo se o ato constitutivo já admite a possibilidade da transformação. e. a deliberação da assembléia geral por acionistas detentores de. proposta por qualquer acionista. finalmente. e.Deve-se lembrar que a dissolução não necessita de unanimidade. Estabelece esse regime que. Rubens. por unipessoalidade incidente. metade das ações com voto. 219 da LSA diz que a sociedade anônima se extingue pelo fim da liquidação. enfim a falência. incorporação.por decisão judicial ou por decisão de autoridade administrativa competente. fusão e cisão com versão de todo patrimônio em outras sociedades. nem gera outra nova. no mínimo.12 12 REQUIÃO. os casos previstos em estatuto. Ob. a dissolução da companhia pode se dar por pleno direito. As causas que determinam a primeira modalidade de dissolução são o término do prazo de duração. a transformação não exclui a pessoa jurídica da sociedade. A sua deliberação exige a aprovação unânime de sócios ou acionista. 206 a 218. A sociedade anônima sujeita-se ao regime dissolutório estabelecido nos arts. 8. Transformação. se não houver oposição de qualquer dos acionistas presentes. . Diz respeito as cinco formas ou modelos de sociedade personalizada do direito brasileiro e não acarreta a dissolução e liquidação do ente societário.Já as causas da dissolução judicial são a anulação da constituição da companhia.

Falindo a sociedade incorporadora ou a resultante de fusão. REQUIÃO. os credores anteriores poderão requerer no juízo falimentar a separação das massas. reunidos em assembléia. Rubens. até integral satisfação de seus credores. 1995. Ob. na fusão as duas ou mais sociedades se extinguem. Rubens. para a legalização da nova sociedade e a extinção das sociedades fundidas. se houver versão de todo o seu patrimônio. Cit. estão claramente definidos. absorve outras sociedades.14 d) Cisão – é a transferência de parcela do patrimônio social para uma ou mais sociedades. Se não incorporação a sociedade incorporadora se extingue. Os direitos dos credores. a menos que se assegure o resgate do valor mobiliário nos 6 meses seguintes à operação (art. por ser absorvida pela outra. a incorporadora. o credor prejudicado pela nova situação da sociedade devedora poderá pleitear em juízo a anulação da operação. Na incorporação e na fusão. aos primeiros administradores cabe promover o arquivamento e a publicação dos atos de fusão. A lei faculta o direito de retirada aos acionistas cuja sociedade foi incorporada por outra. se parcial a versão. na cisão. A incorporação e a fusão da 13 14 REQUIÃO. A fusão é causa de extinção das sociedades envolvidas.18 b) Incorporação – é o procedimento pela qual uma sociedade absorve outra ou outras. 208-9 . Na transformação eles continuam titularizando as mesmas garantias dadas pelo tipo societário anterior. 231. que se excluem. Curso de Direito Comercial. que permanece. p. LSA). as quais são excluídas. a fusão ou a cisão de sociedade anônima emissora de debêntures não poderá ocorrer sem a previa aprovação dos debenturistas. a fusão ou a cisão com versão patrimonial para sociedade existente com a formalização de um protocolo pelos órgãos de administração das sociedades envolvidas ou seus sócios.13 c) Fusão – constitui-se na união de duas ou mais sociedades. São Paulo: Saraiva. já existentes ou constituídas na oportunidade. 208. define a lei a solidariedade entre as sociedades resultantes da operação por todas obrigações da cindida. p. A incorporação. Finalmente. Tem inicio a incorporação. Na incorporação não surge nova sociedade. ou dividindo-se o seu capital. nessas operações. pois uma. Conforme o plano de incorporação autoriza-se o crescimento de capital a ser subscrito e realizado pela incorporadora através de versão do seu patrimônio líquido. para dar nascimento a uma nova. extinguindo-se a companhia cindida. Uma vez constituída nova sociedade fruto da fusão.

Se os acionistas que controlam o destino da companhia. necessariamente. como o colégio de acionistas pode ser total ou parcialmente substituído ou modificado pela simples transferência de ações a sociedade anônima seria. Parte-se da premissa de que. Contudo. de suma importância para o direito societário. e possui especial relevância ao tema do presente trabalho. pouco importando as pessoas de seus sócios para a consecução do objeto social. visto que há uma necessidade de garantir a existência e sua futura dissolução. pura e simplesmente. de acordo a legislação em vigor.19 sociedade estão condicionadas a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE – sempre que resultar em empresa que participe em vinte por cento ou mais de um mercado relevante. o que demonstraria seu caráter institucional. A matéria revela-se. o desejo dos sócios de operar unidos por interesses comuns. o fato de ser uma sociedade de capital possibilita a heterogeneidade dos acionistas. sem discrepâncias. na ótica dos interesses convergentes. em uma sociedade de capitais. portanto. em princípio. O que. obviamente. na sociedade. É claro que o reconhecimento da affectio societatis gera profundas alterações no que diz respeito a interpretação dos fatos sociais. de uso para o desenvolvimento da grande empresa. e. uma sociedade de capitais. sujeitas apenas aos riscos empresariais. tornando-a segura. ou se qualquer das sociedades envolvidas tiver faturamento bruto anual expressivo. certamente os contratos (acordos de acionistas) e relações internas hão de ser vistos. Conclusão As companhias ajustadas no modelo de sociedade anônima realmente disponibilizam uma série de burocracias para sua constituição. É mister analisar que todo este enquadramento aos procedimentos legais facilita a subscrição. e vindoura integralização. Do ponto de vista formal não se reconhece a 19 affectio em sociedades anônimas uma vez que essa estrutura societária consistiria. aferindo a cada um deles direito a voto e palavra em assembléias ou reuniões. frustrarem a expectativa de administração lucrativa e de distribuição de dividendos fixos ou . adquirida pelo seu capital subscrito. necessariamente. revelando-se. 9. de acordo com sua participação na sociedade. do capital pelos acionistas. analisados e interpretados sob o prisma da confiança mútua. iria contra o conceito clássico de sociedades de capitais. Se há.

São Paulo: Saraiva. Esta mescla de direitos na sociedade anônima conduz à empresa um controle se não mais democrático. Fábio Ulhoa. Rubens. Belo Horizonte: Del Rey. A preocupação de alinhar os interesses dos administradores com os dos acionistas dispersos. e tem participação substancial no capital. Osmar Brina. São Paulo: Saraiva: 2006. O acionista controlador deve continuar a ser o principal centro das atenções do legislador e dos reguladores. CORRÊA-LIMA. adota práticas de divulgação adequadas. no que concerne às sociedades. os que possuem ações preferenciais adquirem então o direito de também decidir os destinos da companhia por intermédio do poder de voto. Então. Talvez seja chegada a ora de admitir que a construção de um mercado financeiro sadio e desenvolvido não exclui a figura do controlador. contribui para a consolidação da sociedade. REQUIÃO. do ponto de vista dos agentes de mercado. pelo menos realista. companhias de um mercado de capital emergem cada vez mais no âmbito empresarial. alinhando seus interesses com os dos demais acionistas. e daqueles que. Sociedade Anônima. Há diversos exemplos vivos dessa realidade entre nós. 1995. e talvez seja neles que devamos apostar como modelo de um mercado local. . 10. como este articulista. ou de grupos de controle. Referência bibliográfica COELHO. 2 ed. responsáveis e preocupados com a geração de valor para todos os acionistas. São poucos os administradores que comandam companhias sem deverem obediência (ou ao menos o emprego) a acionistas controladores perfeitamente identificados. acreditam na importância fundamental da boa administração corporativa para o desenvolvimento do mercado de capitais. pulverizados e desorganizados. Finalmente. Curso de Direito Comercial. a estimulação para se constituir uma sociedade de capital motiva uma reflexão que decorre do mais profundo interesse expansivo empresarial do mundo.. Companhias em que o acionista controlador concentra seus investimentos. elege administradores capazes.20 mínimos. Manual de direito comercial.

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