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Estudo de caso – Massa abdominal pulsátil (Aneurisma da

aorta)

Interpretação clínica

• Homem de 68 anos foi examinado por ter apresentado massa abdominal pulsátil, na linha
mediana, em exame físico de rotina. O paciente apresenta história de hipertensão e diabetes

há mais de 20 anos. Foi submetido a revascularização coronária há seis anos. Atualmente

está tomando metformina, aspirina, beta bloqueador, inibidor da enzima conversora da

angiotensina e doses baixas de diuréticos. Uma revisão sistemática mostra que o paciente

está assintomático e hemodinamicamente estável.O exame ultrassonográfico abdominal

mostrou aneurisma aórtico, que se estendia desde próximo à artéria renal até a bifurcação

ilíaca, com diâmetro máximo de 52 mm.

Qual a melhor orientação para o caso?

O exame ultrassonográfico mostrou que o aneurisma aórtico atingiu um tamanho no qual a

intervenção cirúrgica está indicada, mesmo na ausência de sintomas. Devemos lembrar que na

fase mais precoce da doença, o controle da frequencia cardíaca e da pressão arterial, com um ß-

bloqueador, é a medida mais apropriada. O exame ultrassonográfico anual é indicado para o

acompanhamento da progressão da doença, o que parece não ter sido feito no presente caso.

Não existe nenhum dado que sugira limitações a prática das atividades físicas, no sentido de

limitar a progressão da doença, embora as atividades intensas sejam contraindicadas.

O risco da ruptura do aneurisma aórtico abdominal está diretamente relacionado com o diâmetro

do vaso. Os estudos epidemiológicos mostram que aneurismas com diâmetro igual ou superior a

50 mm, o risco de ruptura é de 22% ao ano.

Neste paciente, mesmo sendo portador de doença coronária, o risco cirúrgico é aceitável. A

mortalidade operatória para uma correção eletiva de um aneurisma aórtico abdominal é de 4% a

6%, enquanto nas cirurgias de emergência é de 19%, e quando rompido, de 50%.

As figuras abaixo mostram colocação de próteses vasculares na luz do vaso aneurismático, via

transvascular, minimamente invasiva por cateterísmo arterial, para os casos cujo procedimento

cirúrgico tenha um risco maior.