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SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO Turma:


Disciplina: Ergonomia Docente: Luciana Costa Data: ___/___/11 Aluno (a): __________________
Material de Ergonomia para a 2º Avalição

O que são doenças ocupacionais?


Doenças ocupacionais são as que estão diretamente relacionadas à atividade
desempenhada pelo trabalhador ou às condições de trabalho às quais ele está submetido.
As mais comuns são as Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomoleculares
Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), que englobam cerca de 30 doenças,
entre elas a tendinite (inflamação de tendão) e a tenossinovite (inflamação da membrana
que recobre os tendões). As LER/Dort são responsáveis pela alteração das estruturas
osteomusculares, como tendões, articulações, músculos e nervos.

No campo, doenças de LER/DORT acometem principalmente cortadores de cana após algumas safras, pelo
excesso de movimentos repetidos. Na cidade, as categorias profissionais que encabeçam as estatísticas de
LER/DORT são bancários, digitadores, operadores de linha de montagem e operadores de telemarketing.

Outro exemplo de doença ocupacional é o câncer de traquéia em trabalhadores de minas e refinações de


níquel. Também há doenças pulmonares de origem ocupacional, como asma e asbestose, por exemplo,
causadas pela inalação de partículas, névoas, vapores ou gases nocivos.

Se o trabalhador estiver com uma doença ocupacional grave, tem direito a pedir afastamento do INSS pelo
auxílio-doença. Para isso, deve passar por uma perícia médica, que fará a avaliação do quadro da doença.
Ele também precisa comprovar que a doença está relacionada ao seu emprego atual e, além disso, deve ter
um mínimo de 12 meses de contribuição ao INSS.

LER/DORT
O DORT/LER é, inegavelmente, a doença ocupacional mais freqüente nas sociedades industrializadas e
mostra uma forte tendência a aumentar face aos processos industrializados.
A patologia é conhecida há dezenas de anos e muitos países, preocupados com o aumento de sua
incidência, mantêm comitês especiais para seu estudo e equacionamento. É, ainda, em muitos países,
doença de notificação compulsória, devido à sua importância sócio-econômica. Isto porque atinge a faixa
etária de maior produtividade do indivíduo e promove incapacidade parcial e mesmo invalidez, que resultam
em problemas para o indivíduo e para os sistemas de seguridade social.
Mas, no Brasil, a história é diferente. Aqui os DORT se tornaram uma EPIDEMIA.
Estatísticas recentes mostram que as doenças ocupacionais de maior incidência são as do grupo
LER/DORT, que ocupam o 2o lugar entre as causas de afastamento do trabalho. Isto representa,
atualmente, mais da metade de todas as doenças ocupacionais no Brasil (estudo utilizando dados do INSS).
São dados alarmantes mas, o que mais impressiona, é que não existe no país, por parte do governo,
nenhum PROGRAMA DE PREVENÇÃO. No entanto, as empresas gastam em torno de R$ 12.5 bilhões/ano
e o governo R$ 20 bilhões/ano, com indenizações referentes a doenças ocupacionais. É uma realidade triste
e preocupante.
É preciso começar um trabalho de conscientização dos trabalhadores, afim de que os mesmos não deixem
os DORT evoluírem aos estágios 3 e 4, os quais possuem seus prognósticos mais sombrios. A minha
experiência clínica mostra uma realidade na qual a grande maioria das pessoas pensa que "uma simples
bursite, uma tendinite em seu estágio inicial, não serão capazes de gerar um quadro de incapacidade física
temporária ou até mesmo definitiva.
Esses distúrbios que parecem tão insignificantes fazem dos DORT a doença ocupacional mais cara dos
anos 90.
O termo LER - Lesão por Esforços Repetitivos foi substituída pelo termo DORT- Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho. O termo LER deixa subentendido que a doença ocupacional tem como causa
única o esforço repetitivo. Este era um dos motivos do insucesso da maioria dos tratamentos de portadores
de doenças ocupacionais. Enquanto DORT, hoje utilizado, está diretamente relacionado a situações do
trabalho, englobando esforço repetitivo, ambiente de trabalho inadequado, correria das grandes metrópoles,
entre outros. Essas situações eram ignoradas inicialmente.
Dessa forma, passamos a ter fatores de risco que podem levar ao surgimento da doença ocupacional.
Consideramos os seguintes fatores como sendo de risco: os predisponentes (que favorece o aparecimento
de doenças) e os desencadeantes.
Fatores Predisponentes: levam-se em consideração a antropometria, a capacidade física, alterações
hormonais, profissão+ tarefa do lar, alterações anatômicas e outros.
Fatores Desencadeantes: levam-se em consideração três outros fatores: biomecânicos, sociais e
organizacionais do trabalho.
Os fatores biomecânicos se caracterizam por: força excessiva ao realizar tarefas (escrever, digitar);
repetitividade; postura inadequada; compressão mecânica de estruturas delicadas, entre outros.
Fatores organizacionais no trabalho: esquema rígido, ambiente de trabalho inadequado (temperatura,
iluminação, ruído excessivo, espaço reduzido, mobiliário e ferramentas inadequadas); ausência de pausas;
organização do posto de trabalho; pressão de produção; urgências em executar tarefas; condições precárias
de trabalho (falta de material e pessoal); chefia desinteressada pelos problemas dos colaboradores e outros.
Fatores sociais: competitividade; dupla jornada; problemas de relacionamentos interpessoais; ambiente
excessivamente tenso; questões salariais; insatisfação com o trabalho; repouso insuficiente; correria das
grandes metrópoles, etc..
Esses fatores associados levam ao stress osteomuscular e emocional, o que propicia o aparecimento das
doenças.

COMO ACONTECEM
Esse é o ciclo de formação dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Nesse ciclo,
as microlesões musculares vão tornando o grupo de músculos mais susceptíveis a novas lesões, daí o
DORT ser extremamente recidivante ( provoca o reaparecimento de uma doença) e invalidante. As
microrupturas ocorrem com mais freqüência nos pontos menos vascularizados. Os segmentos mais
acometidos são: mãos, ombros, braços e antebraços e a coluna vertebral.
Não existe receita de bolo para um programa de prevenção. O que é bom para os funcionários de uma
empresa que produz embalagens, não é bom para as pessoas que trabalham em escritórios. Todo e
qualquer PROGRAMA DE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL DEVE SER
ADEQUADO A REALIDADE DE CADA EMPRESA.
Entretanto, determinadas situações devem ser evitadas, como por exemplo: manter uma postura estática,
inadequada, por tempo prolongado, ocasiona fadiga muscular deixando o músculo mais vulnerável às
lesões (vide quadro do ciclo de acometimento da doença).
Portanto, varie as suas posturas. Levante-se da cadeira, alongue seu corpo, espreguiçar é um ótimo
exercício. Bocejar também é. A posição sentada comprime o diafragma, principal músculo da respiração.
Normalmente, adota-se nessa posição, um padrão respiratório apical, o bocejo redistribui o ar e expande o
pulmão na sua totalidade. Evite realizar torções de tronco nessa posição. Se a sua cadeira tem rodinhas,
utilize-as. Manter o pescoço rodado por longos períodos, postura muito adotada por pessoas que utilizam
seu vídeo lateralmente, é cruel, para os discos intervertebrais. Sentado, você pode movimentar os seus pés.
Ponta do pé/calcanhar vire para dentro, vire para fora. Se você trabalha em pé, evite ficar na mesma
posição por muito tempo. Fique apoiado em uma das pernas depois troque. Caso seja possível, apóie uma
das pernas em um banquinho, alterne com a outra perna. Na hora do lanche, sente-se. Espreguice, boceje.
Evite rotações de tronco. Para alcançar algo acima de sua cabeça, use banco ou escada.
Nas últimas duas décadas, as LER/DORT (lesões por esforço repetitivo/doenças osteomusculares
relacionadas ao trabalho) assumiram um papel de destaque no afastando trabalhadores de suas funções e
levando-os a substituição como peças descartáveis. (Pires 1998). Os tipos mais comuns de LER/DORT
relacionados à atividade laboral no Brasil são a síndrome do túnel do carpo, a tendinite dos extensores dos
dedos, a tenossinovite dos flexores dos dedos, a tenossinovite estenosante, a epicondilite lateral e a Doença
de DQuervain (Brasil 2000).
Decorrente de uma origem ocupacional, as LER/DORT podem ser ocasionadas de forma combinada ou não
ao uso repetido e forçado de grupos musculares e a manutenção de postura inadequada (Codo e Almeida
1998). Além dos movimentos repetitivos, a sobrecarga estática, o excesso de força para execução de
tarefas, o trabalho sob temperaturas inadequadas e o uso prolongado de instrumentos com movimentos
excessivos podem contribuir para o aparecimento das enfermidades músculoesqueléticas (Vieira 1999).
Como permite ampliar os mecanismos de lesão, não apenas restritos aos movimentos repetitivos, o termo
DORT é preferencialmente adotado nos documentos oficiais do INSS.
No Brasil, as LER/DORT foram inicialmente descritas como tenossinovite ocupacional. Na década de 1980,
os sindicatos dos trabalhadores em processamento de dados travaram uma luta pelo enquadramento desta
como doença do trabalho. Em 1993, o INSS publicou uma revisão de duas normas sobre LER, ampliando o
seu conceito e reconhecendo como sendo seus fatores etiológicos a organização do trabalho e aspectos
biomecânicos. Em 2003, o INSS atualizou o seu documento de 1993, ao publicar a ordem de serviço DC/98,
a qual ainda vigora (Brasil 2003). Outras Normas Regulamentadora do Ministério da Saúde do Brasil
aplicava a ambientes de trabalho com risco de ocorrência de LER/DORT são. NR-5, NR-7, NR-9 e NR-17.
A fisioterapia do trabalho é uma especialidade que visa à prevenção, o resgate e a manutenção da saúde do
trabalhador, abordando os aspectos da ergonomia, biomecânica, atividade física laboral e a recuperação de
queixas ou desconforto físico, geralmente trabalhando sob o enfoque multidiprofissional e interdisciplinar. O
seu propósito é melhorar a qualidade de vida de quem trabalha conseqüentemente aumentando o bem
estar, desempenho e produtividade do funcionário.

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
Há uma demanda de casos de LER/DORT relacionados à Justiça do Trabalho no Brasil que não é
prontamente atendida em virtude de fatores que incluem o despreparo dos setores que cuidam da saúde
das empresas, a falta de profissionais de saúde capacitados a avaliar os trabalhadores reclamantes de
LER/DORT e estabelecer a existência de nexo causal, o desconhecimento da parte de alguns magistrados
de que o fisioterapeuta é um profissional habilitado a exercer avaliações em pacientes com LER/DORT e
elaborar pareceres ou laudos técnicos.
O diagnóstico e o estabelecimento de nexo causal devem ser feitos em conjunto por profissionais que
estejam familiarizados com a questão, incluindo-se neste grupo médicos e psicólogos, entre outros. Embora
haja quem acredite que os ortopedistas sejam os mais indicados para verificação do nexo causal, a
formação com base no currículo dos cursos de medicina não é a mais indicada para esta análise. A
abordagem multidisciplinar para este tipo de caso é pouco comum no Brasil, sendo usual nos países
nórdicos e nos EUA (Settimi et al. 2000).
O fisioterapeuta, no âmbito da sua atividade profissional, está qualificado e habilitado para prestar serviços
de auditoria, consultoria e assessoria especializada, contribuindo para a promoção da harmonia e da
qualidade assistencial no trabalho em equipe e a ele integrar-se, sem renunciar a sua independência ética e
profissional. Considerando as atribuições próprias do fisioterapeuta e uma vez adquirido o conhecimento
especifico da prática da perícia, este terá a plena capacitação para prestar serviços de perícia cinesiológica
funcional à Justiça, auxiliando na investigação do nexo causal. Portanto, faz-se necessária a maior inserção
desta categoria no auxílio à Justiça do trabalho. Isto fica claro ao se analisar, por exemplo, o quadro de
peritos da Associação de Peritos Judiciais do Estado do Rio de Janeiro, que em um universo de mais de
250 profissionais contam somente com dois fisioterapeutas (Santos 2006).

GINÁSTICA LABORAL

A Ginástica Laboral não é uma atividade física recente. Há relatos deste tipo de atividade desde 1925, na
Polônia, onde é chamada de Ginástica de Pausa e destinada a operários. Neste mesmo período pesquisas
foram realizadas na Bulgária, Alemanha Oriental e na Holanda. Na Rússia 150 mil empresas, envolvendo 5
milhões de funcionários praticavam e ainda praticam a Ginástica de Pausa, adaptada a cada cargo
(CAÑETE apud POLITO et. al, 2002).
Apesar de ter surgido na Polônia, o seu desenvolvimento se deu em 1928 no Japão e perdura até os dias de
hoje. Segundo CAÑETE (1996 apud POLITO et. al, 2002), esta pratica foi difundida por todo o país, após a
Segunda Guerra Mundial e, atualmente, um terço dos trabalhadores exercitam-se diariamente, tendo obtido
como resultados, em 1960, a diminuição dos acidentes de trabalho, o aumento da produtividade e a
melhoria do bem estar geral dos trabalhadores.
A transmissão do programa da Rádio Taissô por pessoas especializadas, que consiste em um tipo de
ginástica rítmica, com exercícios específicos, acompanhados por música própria, foi o responsável pela
grande propagação da "Ginástica Laboral" no Japão. O programa é acompanhado não só da orientação de
exercícios, como também é acompanhado de palestras de curta duração sobre assuntos relativos à saúde
do trabalhador e a produtividade.
No Brasil, mais especificamente, nos estados São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso do Sul a
Federação da Rádio Taissô coordena mais de 5 mil praticantes da Ginástica laboral que chegou ao país
através de executivos nipônicos em 1969, nos estaleiros Ishikvajima.
Em 1973, houve uma experiência pioneira no país baseada em proposta elaborada pela Federação de
Estabelecimentos de Ensino Superior em Novo Hamburgo - RS. Essa proposta, oriunda de uma experiência
pioneira, foi pautada em exercícios fundamentados em análise biomecânica com objetivo de relaxamento da
musculatura agônica pela contração das antagônicas, dada a exigência funcional unilateral. Para este tipo
de programa de exercícios físicos intitulou-se de "Educação Física Compensatória e Recreação". Sua
finalidade era esclarecer e nortear a criação de centro de educação física junto às empresas.
Após cinco anos, a mesma Federação juntamente com o SESI adotou o mesmo programa diferençando-o
do anterior de "Ginástica Laboral Compensatória", visando aprofundar estudos nesta área ainda em caráter
experimental, para combater a chamada doença dos digitadores (tenosinovite). Pois foi a primeira doença
reconhecida legalmente em 1987, portaria n° 4602 do Ministério da Previdência e Assistência Social, como
doença profissional. (SATO apud MONTEIRO apud POLITO, 2002). Como o objetivo do estudo realizado
pela Federação e o SESI, serem apenas de estudo, e a mentalidade da época não favorecia a implantação
deste tipo de trabalho, assim como resultados que dessem base para a implementação do programa em
outras empresas, levando a "Ginástica Laboral" a entrar no esquecimento por um longo período.
Começa a ser resgatada na década de 80 e na década seguinte, ressurgindo atualmente como "febre" nas
empresas no combate do stress e das lesões do trabalho.

O que é Ginástica laboral?


Ginástica Laboral é a atividade física orientada, praticada durante o horário do expediente, visando
benefícios pessoais no trabalho. Tem como objetivo minimizar os impactos negativos oriundos do
sedentarismo na vida e na saúde o trabalhador.
A ginástica Laboral traz grandes benefícios para as empresas, motivo pelo qual essa atividade física é
estimulada e implementada por diversas organizações.
Os impactos negativos do trabalho podem ocorrer em diversas esferas, tais como problemas físicos,
psicológicos ou sociais.
Mais diretamente, a prática de exercícios físicos gera benefícios físicos para o trabalhador.
Os benefícios psicológicos (estresse, poder de concentração) ou sociais (espírito de equipe, confiança)
também são bastante citados em estudos diversos.

Benefícios para a empresa:


“Diminuir os problemas de saúde no trabalhador é sinônimo de aumento de produtividade na empresa”.
Essa afirmativa se verifica de diversas formas, mas os principais pontos notados são a diminuição na
ocorrência de faltas ao trabalho por motivos médicos e também a diminuição dos acidentes de trabalho.
Portanto, se por um lado o fator de sofrimento humano é significativamente reduzido, por outro lado a
empresa é beneficiada ao promover programas orientados de Ginástica Laboral.
Há estatísticas citando um retorno de 3 a 5 vezes sobre a verba aplicada por uma empresa em um
programa de ginástica e hábitos de saúde, considerando faltas, encargos sociais e outros fatores
relacionados à saúde, afetando a produtividade da empresa.

Benefícios físicos para o trabalhador


Os benefícios dependem diretamente do tipo de trabalho realizado.
A maioria dos exercícios tenta diminuir o efeito da solicitação constante a que é submetido um trabalhador
ao executar determinada tarefa, seja ela uma tarefa física ou não.
Desse modo, trabalhadores que utilizam seus músculos para manejar instrumentos, ferramentas ou
produtos podem ser beneficiados por um programa de atividades para trabalhadores braçais. Por exemplo,
trabalhadores em uma linha de montagem de uma fábrica necessitam de exercícios específicos para os
grupos musculares utilizados para que não ocorra lesão muscular por superutilização, similar, por exemplo,
à lesão de um atleta ao final de uma competição extrema. Afinal, a jornada de trabalho pode durar até mais
de 10 horas, às vezes.
Por outro lado, trabalhadores administrativos como digitadores, secretárias, atendentes, etc. são acometidos
de problemas posturais, musculares ou visuais. Assim, um bom programa de atividades para trabalhadores
administrativos ajudará a diminuir lesões por tais fatores.
Ganhos Fisiológicos
• Possibilita melhor utilização das estruturas osteo-mio-articulares, como maior eficiência e menor
gasto energético por movimento especifico;
• Promove o combate e prevenção das doenças profissionais;
• Promove o combate e prevenção do sedentarismo, estresse, depressão, ansiedade;
• Melhora da flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e a resistência, promovendo uma
maior mobilidade e melhor postura;
• Promove a sensação de disposição e bem estar para a jornada de trabalho;
• Redução da sensação de fadiga no final da jornada;
• Contribui para a promoção da saúde e da qualidade de vida do trabalhador;
• Propicia através da realização dos exercícios características preparatórias, compensatórias e
relaxantes no corpo humano;
Ganhos Psicológicos
• Motivação por novas rotinas;
• Melhora do equilíbrio biopsicológico;
• Melhora da auto-estima e da auto-imagem;
• Desenvolvimento da consciência corporal;
• Combate as tensões emocionais;
• Melhoram da atenção e concentração as atividades desempenhadas.
Ganhos Sociais
• Favorece o relacionamento social e trabalho em equipe;
• Melhoria das relações interpessoais.
Ganhos Empresarias
• Redução dos gastos com afastamento e substituição de pessoal
• Diminuição de queixas, afastamentos médicos, acidente e lesões
• Melhoria da imagem da instituição junto aos empregados e a sociedade
• Maior produtividade

ANTROPOMETRIA

É o conjunto de técnicas utilizadas para medir o corpo humano ou suas partes.


A antropometria trata das medidas físicas do corpo humano. A origem da antropometria remonta-se à
antigüidade pois Egípcios e Gregos já observavam e estudavam a relação das diversas partes do corpo. O
reconhecimento dos biótipos remontase aos tempos bíblicos e o nome de muitas unidades de medida,
utilizadas hoje em dia são derivados de segmentos do corpo. A importância das medidas ganhou especial
interesse na década de 40 provocada de um lado pela necessidade da produção em massa, pois um
produto o mal dimensionado pode provocar a elevação dos custos e por outro lado, devido ao surgimento
dos sistemas de trabalho complexos onde o desempenho humano é crítico e o desenvolvimento desses
sistemas dependem das dimensões antropométricas dos seus operadores.
Medições diretas, são gerados índices, como o Índice cintura quadril e o Índice de massa corpórea.
O Índice cintura quadril relaciona a circunferência abdominal com o perímetro do quadril. É um
indicativo indireto da quantidade de Gordura visceral, a gordura que envolve os orgão intra-
abdominais. A quantidade de Gordura visceral está relacionada com um risco crescente de
Aterosclerose e suas conseqüências, como o infarto agudo do miocárdio e o derrame cerebral.
O Índice de massa corpórea correlaciona peso e altura e é um indicativo de desnutricão ou
obesidade.
As medidas antropométricas são fundamentais no acompanhamento do desenvolvimento infantil, área
coberta pela Puericultura, ramo da Pediatria. A Ortopedia utiliza técnicas antropométricas várias no
diagnóstico e tratamento de doenças desta área e nas fraturas. Qualquer doença que mude a forma ou o
tamanho do organismo como um todo ou parte dele tem como parte do seu manejo o uso da Antropometria.
A ergonomia é definida como a adaptação do trabalho ao homem. Para a realização
dos seus objetivos, a ergonomia estuda uma diversidade de fatores relacionados com o homem, a máquina,
o ambiente, a informação, a organização, e as conseqüências do trabalho na saúde do trabalhador. Uma
característica da ergonomia é a sua
interdisciplinaridade, pois diversas área do conhecimento lhe dão sustentação, entre estas a antropometria,
ciência que trata das medidas físicas do corpo humano tem uma importância especial, pois devido ao
surgimento dos sistemas complexos de trabalho o conhecimento das dimensões físicas do homem com
exatidão, é muito importante. Uma das aplicações das medidas antropométricas na ergonomia é no
dimensionamento do espaço de trabalho e no desenvolvimento de produtos industrializados como mobília,
automóveis, ferramentas, etc. Com o avanço da tecnologia haverá um aumento na precisão e
automatização das técnicas de medida para uma melhor definição do tamanho humano e da mecânica do
espaço de trabalho, roupas e equipamentos. Com o estabelecimento das relações espaciais em
coordenadas tridimensionais associando a engenharia, a biomecânica e a antropometria, uma nova
variedade de fenômenos pode vir a ser investigados como
procedimentos diagnósticos, a construção de próteses ou a simples confecção de uma
roupa.

Diferenças individuais
As diferentes populações mundiais são compostas de indivíduos de diferentes tipos físicos ou biótipos.
Pequenas diferenças nas proporções de cada segmento corporal existem desde o nascimento e tendem a
acentuar-se com o crescimento, maturação, até a idade adulta. Sheldon, W. (1940) estudou a população
americana tendo definido, a partir desse estudo, três tipos de características dominantes individuais:

O endomorfo - indivíduo de formas arredondadas e macias, com grandes depósitos de gordura. A sua
forma externa extrema é semelhante a uma pêra (estreita em cima e larga em baixo). O abdómen é grande
e cheio e o tórax parece ser relativamente pequeno. Os braços e pernas são curtos e flácidos. Os ombros e
cabeça são arredondados. Os ossos são pequenos. O corpo tem baixa densidade podendo flutuar na água.
A pele é macia.

O mesomorfo - indivíduo musculoso, de formas angulosas. Apresenta cabeça cúbica, maciça, ombros e
peito largo, bem como um abdômen pequeno. Os membros são musculosos e fortes. Possui pouca gordura
subcutânea.

O ectomorfo - indivíduo de corpo e membros finos, com um mínimo de gordura e músculos. Os ombros são
largos, mas descaídos. O pescoço é fino e comprido, o rosto é magro, queixo recuado e testa alta, tórax e
abdómen estreitos e finos.
Naturalmente, a maioria dos indivíduos não se Naturalmente, a maioria dos indivíduos não se encontra
rigorosamente em nenhum destes tipos básicos, misturando características dos três tipos.

Assim, podem ser meso-endomorfos, endo-ectomórficos, ecto-mesomórficos, etc. Foram ainda observadas
diferenças comportamentais entre os três tipos, que influenciam até a escolha profissional. Dados
Antropométricos Estáticos e Dados Antropométricos Dinâmicos As características antropométricas da
população utilizadora são distinguidas por dois tipos de dados. Primeiro existem os dados
antropométricos estáticos (também conhecidos como estruturais) que dizem respeito às dimensões
estruturais fixas do corpo humano. Alguns exemplos incluem a estatura, a altura do ombro (ou mais
correctamente a altura acromial), e a altura do olho (que é normalmente utilizada como ponto de referência
para a concepção de tarefas visuais).
O segundo tipo de dados antropométricos são os dinâmicos, ou funcionais. Como o título mostra estes
dados são diferentes dos dados estáticos, pois a medida pode ser de uma extensão de movimento de uma
articulação ou da força das várias acções da articulação. Estes dados também incluem a medida do alcance
e espaço livre em condições operacionais.

Dados antropométricos estáticos


As dimensões estáticas são medidas feitas em posições corporais fixas entre pontos anatómicos do
esqueleto. O número de possíveis medidas é enorme. Um livro da NASA (1978) ilustra 973 destas medidas.
Muitas delas estão relacionadas com o design especifico de certas aplicações, como por exemplo,
capacetes, e no design de espaços de trabalho o número de variáveis pode ser substancialmente reduzido.
Na concepção de espaços de trabalho é necessário ter em conta as correições para o vestuário de trabalho
a utilizar. Os dados são utilizados para estabelecer as dimensões mínimas de certos fatores como, por
exemplo, o alcance, tamanho e forma da mão, etc.
Estes dados têm, no entanto as suas limitações. Por exemplo, o limite prático para o alcance do braço não é
o comprimento do ombro até á ponta do dedo porque os operadores empregarão outros movimentos
articulares para ir além deste comprimento. Assim os dados antropométricos dinâmicos são também
necessários para estabelecer outros fatores como, por exemplo, o alcance.

Dados antropométricos dinâmicos


Estas dimensões são tiradas quando o corpo está a efetuar alguma atividade física, como por exemplo, o
alcançar de qualquer controle. Nestas circunstâncias as partes individuais, ou unidades funcionais, do corpo
são coordenadas para agir em uníssono e alcançar o objetivo desejado.
Neste tipo de dimensões o alcance tem lugar de destaque. A zona de alcance conveniente pode ser definida
como a zona ou espaço na qual o objeto pode ser convenientemente alcançado, isto é sem um esforço
excessivo. É descrita pelos movimentos do membro superior centrado na articulação medida do ombro até á
ponta do dedo numa série de arcos para cada mão. O volume que é consequentemente

definido é a intersecção dos dois hemisférios. O raio de cada hemisfério é o comprimento do membro
superior, e os seus centros são a distância igual
á largura bi-acromial.
Muitos problemas de concepção têm a ver com a intersecção dos planos horizontal e vertical, com o volume
do envelope e a zona de alcance conveniente. A intersecção de um plano horizontal, que pode ser
caracterizado no plano industrial por um banco ou linha de produção com a zona de alcance conveniente
definindo uma área chamada área de trabalho máxima. Dentro desta existe outra menor, designada como
área de trabalho normal.
As zonas de alcance conveniente e a área de trabalho normal são critérios necessários na concepção de
postos de trabalho para operações normais. No entanto, é por vezes necessário saber a extensão à qual os
operadores podem chegar ao seu esforço máximo. Os dois exemplos mais comuns são o alcance da perna
e do braço. Considerando o alcance do braço, a antropometria estática diz-nos que o comprimento do braço
(pega ou ponta do dedo até ao acrómio) é de certa dimensão (ou extensão de dimensão no caso de uma
população). No entanto a extensão onde um indivíduo pode chegar é também influenciada pelo movimento
do ombro, rotação do tronco, flexão anterior da coluna e função manual.

BIOMECÂNICA

A biomecânica é o estudo da mecânica dos organismos vivos. É parte da Biofísica. De acordo com Hatze,
apud Susan Hall, é "O estudo da estrutura e da função dos sistemas biológicos utilizando métodos da
mecânica" A Biomecânica externa estuda as forças físicas que agem sobre os corpos enquanto a
biomecânica interna estuda a mecânica e os aspectos físicos e biofísicos das articulações, dos ossos e dos
tecidos histológicos do corpo.
A palavra biomecânica pode ser separada em duas partes: bio e mecânica, nos levando a pensar que a
biomecânica nada mais é do que a aplicação dos conceitos da mecânica ao bio, que no nosso caso, é o
corpo humano.
A Mecânica é a parte da física que estuda o movimento dos corpos. Quando estamos interessados em
avaliar a velocidade, aceleração e posição angular dos segmentos sem se preocupar com as forças que
geraram esse movimento utilizaram a subárea da mecânica chamada Cinemática. Agora, se queremos
entender as forças que geram os movimentos, as pressões intrarticulares e os torques musculares,
utilizamos os conhecimentos de outra subárea da mecânica, a chamada Cinética.
Portanto, a Biomecânica seria a utilização dos conceitos físicos-matemáticos para melhor caracterização e
entendimento dos movimentos realizados pelo corpo humano.
A Biomecânica, além de ser atualmente uma ciência com laboratórios específicos e diversos níveis de
pesquisas, nas Universidades, é também uma especialidade e uma disciplina oferecida pelos Cursos
superiores de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.
A Biomecânica examina o corpo humano e seus movimentos, fundamentando-se nas leis, princípios e
métodos mecânicos e conhecimentos anatomo-fisiológicos a postura do corpo é resultante de inúmeras
forças musculares que atuam equilibrando forças impostas sobre o corpo, e todos os movimentos do corpo
são causados por forças que agem dentro e sobre o corpo.
Em nossas atividades diárias, no trabalho, no esporte, temos que lidar com forças e os profissionais que
trabalham com lesões músculo-esqueléticas precisam compreender como as forças afetam as estruturas do
corpo e como estas forças controlam o movimento. A biomecânica é a base da função músculo-
esquelética,os músculos produzem forças que agem através do sistema de alavancas ósseas. O sistema
ósseo ou move-se ou age estaticamente contra uma resistência, o arranjo de fibras de cada músculo
determina a quantidade de força que o músculo pode produzir e o comprimento no qual os músculos podem
se contrair, dentro do corpo, os músculos são as principais estruturas controladoras da postura e do
movimento. Contudo, ligamentos, cartilagens e outros tecidos moles também ajudam no controle articular ou
são afetados pela posição ou movimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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