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CNPJ 04.206.197/0001-70 - Parecer 235/2005 D.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.: 2772-3484 / 2673-6678

APARELHO GESSADO PROCESSO DE CUIDAR INTRODUÇÃO Desde o século X, utiliza-se o gesso no tratamento de fraturas. Pela história, os médicos e os laboratórios afins vêm aperfeiçoando as ataduras gessadas. Em 1852, o médico holandês Antonius Muthijsen idealizou um gesso tecido. No oriente, alguns “médicos” empregavam panos com massa de farinha, água e ovo para aliviar a dor; após a secagem, permaneciam endurecidos e imobilizavam o membro. Neste século, a partir da década de 30, Karl Mienes criou a primeira atadura gessada. Desde então várias empresas vem modificando e aperfeiçoando-a. atualmente são rolos de crinolina impregnadas com gesso natural ou sulfato de cálcio hidratado. O gesso natural é reduzido a pó para dissolução dos cristais e submetido a calor intenso para retirada da água. O produto dessa ação é o gesso. Quando a água é adicionada ao gesso, o sulfato de cálcio desidratado absorve, recristaliza-se e solidifica-se como sulfato de cálcio desidratado absorve, recristaliza-se e solidificase como sulfato de cálcio ou gesso natural: CaSO42H2O - aquecimento: CaSO41/2H2O. Durante o preparo do aparelho gessado, observa-se que as ataduras, quando umedecidas, apresentam uma reação de cristalização que libera o calor (uma reação exotérmica). A atadura gessada é encontrada em rolos, com larguras variadas de 6cm, 10cm. 15cm, 20cm e comprimento variando de 5 a 6m. O aparelho gessado é um dispositivo rígido de imobilização externa moldado aos contornos do corpo ao qual é aplicado, utilizando-se ataduras gessadas. Permite a imobilização do paciente, desde que esteja firme e seco, ao mesmo tempo em que restringe o movimento da parte imobilizada. FINALIDADES O aparelho gessado imobiliza uma parte do corpo numa posição específica, aplicando pressão uniforme sobre os tecidos moles. É usado para tratamento definitivo ou temporário, tendo como finalidades: • Aliviar a dor

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CNPJ 04.206.197/0001-70 - Parecer 235/2005 D.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.: 2772-3484 / 2673-6678

• Manter os fragmentos ósseos alinhados, posicionados e imobilizados (após a redução da fratura). • Assegurar o repouso do membro lesado. • Favorecer a cicatrização de partes moles. • Prevenir e corrigir deformidades, especialmente em pós-operatório de crianças. • Manter a correção obtida nas malformações congênitas, processo infecciosos r tumorais. • Imobilizar provisoriamente uma fratura não reduzida. • Proporcionar apoio e estabilidade às articulações enfraquecidas ou lesadas. • Imobilizar uma região operada.

TIPOS DE APARELHOS GESSADOS Os tipos de aparelho gessado e a sua indicação estão relacionados às características da lesão (localização, tipo de fratura, idade do paciente, tipo de cirurgia). A nomenclatura do aparelho gessado, na maioria das vezes, é determinada pela região imobilizada. Goteira ou Tala gessada É uma imobilização feita com atadura gessada, cobrindo parcialmente o membro. Deve-se colocar a malha tubular, cobri-la com algodão ortopédico e, em seguida, recobrir com a atadura gessada ¾ partes da circunferência do membro, imobilizando-o. por fim, é necessário envolver o membro com atadura de crepe, sempre da parte distal para a proximal. Uma boa confecção de goteira gessada inicia-se pela proteção do membro a ser imobilizado com malha tubular, proteção

Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. por exemplo. deixar o calcanhar sem apoio. deve manter o antebraço semipronado com citovelo fletido em 90º e com o punho em ligeira flexão dorsal.206. CNPJ 04. O posicionamento do membro. durante a imobilização. Para todas as imobilizações do membro superior é importante o uso da tipóia para evitar edema de extremidade.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.197/0001-70 . Durante a confecção. um rolo de esparadrapo e rolo de atadura gessada. principalmente quando existe edema acentuado. contusões e distensões do membro. manter o paciente em decúbito dorsal horizontal com tornozelos em 90º. Usar. de modo que o paciente posicione a mão deixando o punho em hiperextensão e as articulações metacarpofalangianas em flexão. Dentre as talas gessadas. Alguns cuidados devem ser observados em nível de tornozelo: não apertar em demasia a atadura evitando o garroteamento. A tipóia é feita com a malha tubular ou atadura de crepe.Parecer 235/2005 D.: 2772-3484 / 2673-6678 bem feita das saliências ósseas com algodão ortopédico. ou seja. no caso de fraturas e luxações e nas lesões da palma da mão e dos dedos. É indicada nas fraturas e nas contusões de punho. A goteira antebraquiopalmar serve para imobilizar os metacarpos e as falanges. manter o tornozelo em ângulo reto até que seque a goteira. Os demais cuidados seguem os passos da confecção do aparelho gessado. tornozelo e do terço distal da perna. manter o paciente sentado. serão citadas as mais freqüentes: Goteira antebraquiomanual (Tala Luva) Imobiliza o terço distal do antebraço e o punho. com a face ventral do antebraço apoiada sobre a mesa. não apoiar em . existe no mercado dispositivo pronto com tecido e preso com botão de pressão. Goteira suropodálica (Tala Bota) É uma imobilização da região do pé. É indicada nas fraturas e contusões dessa região. É indicado nos casos de fraturas.

O grau de flexão será aquele permitido pelas condições circulatórias do membro lesado e pelo grau de estabilidade da fratura. nas fraturas supracondilianas não graves. de mais ou menos 15º no caso de fratura de patela. como branquiomanual pendente ou cartuchos. CNPJ 04. mantendo-o elevado em coxim ou travesseiros. após a imobilização. existem outras nomenclaturas.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. o cotovelo é imobilizado em ângulo reto. manter o joelho em extensão e o tornozelo em ângulo reto ou em 90º. . APARELHO AXILOPALMAR Estende-se a região proximal do úmero (prega axilar) até a região metacarpiana. Manter o membro na posição elevada calçando com coxim ou férula de Brawn.Parecer 235/2005 D. joelho e coxa. em geral. Ao término da tala colocar um suporte sob o joelho. evitando as depressões internas. a posição do antebraço e do cotovelo depende de cada caso. até regradir o edema. Deve-se manter o paciente em decúbito dorsal horizontal. seguindo a posição inicial de semiflexão do joelho. Goteira inguino-maleolar ( Tala Tubo) É adotada em pós-operatório de joelho. luxação de joelho após a redução.206.: 2772-3484 / 2673-6678 nenhuma estrutura. mesmo após o secagem completa. contusão de perna. colocar a tipóia.197/0001-70 . Evitar a mudança de decúbito enquanto estiver úmido. com o braço em abdução de mais ou menos 45º. fraturas de patela. Após a colocação da tala. Durante a confecção manter o paciente. esperar a secagem completa da goteira gessada. observar alguns cuidados.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. com joelho em semiflexão.

: 2772-3484 / 2673-6678 APARELHO ANTEBRAQUIOPALMAR (LUVA GESSADA) Compreende desde a região abaixo do cotovelo até a metacarpiana.197/0001-70 . mantendo livre o polegar. de forma que o antebraço fique sempre paralelo ao plano horizontal.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Deve ser feita a mobilização do punho e dos ossos do carpo.Parecer 235/2005 D. às vezes do escafóide. APARELHO TORACOBRAQUIAL Compreende a região torácica. com o barco em abdução de 45º a 90º. manter o paciente sentado ou deitado com o braço em abdução de 90º e o cotovelo fletido em 90º. Deve-se proceder à imobilização da cintura escapular e o úmero.206. flexão do cotovelo de 90º. adução horizontal do braço de 45º e antebraço em posição neutra. Durante a confecção do aparelho. Manter o paciente em posição ortostática. CNPJ 04.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. que denominamos antebraquipalmar para escafóide. com a imobilização da articulação do punho e dos ossos do corpo. clavicular e o braço até a região metacarpiana. Para que seja feita a moldagem correta. metacarpos e falanges. o antebraço é colocado em pronação sobre uma mesa. . devendo o paciente segurar um rolo de esparadrapo ou qualquer objeto cilíndrico até o endurecimento do gesso.

joelho e tornozelo em 90º se for em decúbito horizontal com apoio no terço distal da coxa. Durante a confecção do aparelho. Alguns cuidados devem ser observados: dor.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Inguinopodálico – imobilização do joelho até a região do pé. é colocado salto de borracha fixo para facilitar a marcha com o aparelho. imobilização da articulação do joelho e pósoperatório da mesma. edema de extremidade. O paciente deve manter-se sentado com a perna pendente. manter o membro elevado sempre que possível. Cuidados: não aplicar carga. Em alguns casos. CNPJ 04.197/0001-70 . APARELHO GESSADO INGUINO-MALEOLAR (TUBO GESSADO) Consiste da imobilização desde a raiz da coxa até a região maleolar. posicionamento do membro. devem ser colocados coxins ou travesseiros ao longo da perna e manter o membro elevado com travesseiros ou almofadas até a secagem completa e .O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. manter o paciente em decúbito dorsal com o membro fora da maca e em extensão.Parecer 235/2005 D.206. manter a perna elevada e o tornozelo em 90º. É utilizado para imobilização do tornozelo.: 2772-3484 / 2673-6678 MEMBROS INFERIORES APARELHO GESSADO SUROPODÁLICO (BOTA GESSADA) Abrange desde a região abaixo do joelho até a do pé. esperar a secagem completa. articulações e ossos do pé.

deixando o lado oposto totalmente livre. CNPJ 04. Acolchoar (Rolim) toda a região torácica e membros inferiores. colocando travesseiros. como muleta. mudança de decúbito estiver úmido. Se for utilizado aparelho gessado com salto é permitida a deambulação. Após a secagem completa do gesso. É usado para imobilização das articulações coxofemorais.: 2772-3484 / 2673-6678 durante o repouso.206. Coloca-se um suporte ou trave de abertura entre as coxas para manter o membro em abdução.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. facilitando a movimentação do paciente e os . deixando o paciente na posição ventral e lateral. observar perfusão periférico e extremidade. evitar refluxo APARELHO PELVIPODÁLICO Consiste de imobilização da região torácica até a plantar do membro afetado. dor. de tal forma que não force nenhuma articulação e mantendo livres as áreas de pressão.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. processos unilaterais. enquanto o outro precisa de equipamento auxiliar. é importante fazer a mudança de decúbito. do lado oposto até a região distal do fêmur. bacia e fêmur. Observar as eliminações intestinais e urinárias.Parecer 235/2005 D. Evitar. APARELHO GESSADO PELVI-HEMIPODÁLICO Compreende desde a região torácica até a plantar do membro afetado.197/0001-70 .

porém é necessário que se faça orientação em relação às alterações neurológicas como: a diplopia. será usado como leito gessado com a finalidade de permitir melhor movimentação do paciente em decúbito.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. facilitando os cuidados de enfermagem no pós-operatório. A higienização periódica da cabeça é fundamental para evitar odor desagradável. a orientação é fundamental para a manutenção do aparelho.197/0001-70 . posteriormente.: 2772-3484 / 2673-6678 cuidados de higiene. . o colete gessado onde são presas duas hastes que vão desde o halo até a região do ombro.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. cefaléia. Inicialmente coloca-se o halo craniano e. a avaliação constante e a aeração na região do pescoço facilitam a higienização. HALOGESSO É utilizado nas imobilizações de cervical e no pósoperatório de coluna. síndrome modular. faz-se o colete gessado que. ele é posicionado 1cm acima das sobrancelhas ou no canto externo dos olhos e acima dos ouvidos externos posteriores. A colocação do halo é feita no centro cirúrgico sob anestesia. posteriormente.Parecer 235/2005 D. COLETE GESSADO Abrange desde a região torácica alta até a lombossacra. Em algumas situações. A vantagem do halogesso é que permite uma imobilização adequada. especialmente em crianças. É adotado nos casos de alguns pós-operatórios de artrodese de coluna e imobilização de baixa coluna. formação de crosta e seborréia. São necessários cuidados com a limpeza dos pinos do halo craniano e a manutenção do aparelho. fêmur e pelve. empregado tanto para tratamento definitivo ou temporário como forma de imobilização pósoperatória. CNPJ 04. observando presença de secreções à sua volta. É indicado para casos de pós-operatório da articulação coxofemoral.206.

expectativa do esquema terapêutico e suas implicações. com significado distinto para cada pessoa. APARELHO GESSADO E O SIGNIFICADO AO PACIENTE O paciente. pode causar algumas sensações como: aumento de temperatura dentro do aparelho. Orientar o paciente em relação as eliminações.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. higiene corporal.197/0001-70 . o autocuidado deve ser enfatizado para que diminua essa ansiedade e dependência.206. irá sentir frio no local. . Esclarecer que: • A confecção do aparelho gessado. Utilizado na imobilização dos ossos da cintura pélvica.Parecer 235/2005 D. portanto. finalidade. pelo fato de não saber como proceder com a imobilização. Passado a fase. manutenção do aparelho: não molhar. talvez com receio. É importante explicar-lhe como colaborar durante a confecção e manutenção do aparelho gessado ao longo do tratamento. o cuidado com o aparelho gessado: às vezes. CNPJ 04. evitar rachaduras. modificando sua independência. ou seja. quando recebe a notícia de que será imobilizado. Outro aspecto importante é a alteração na auto-imagem. articulação coxofemoral e no pós-operatório. pois o gesso em contato com a água libera calor. suas atividades pessoais de vida diária e profissionais. Para a maioria dos pacientes.: 2772-3484 / 2673-6678 CALÇÃO GESSADO Estende-se desde a região torácica inferior até a distal do fêmur bilateral.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. fica apreensivo. A dependência varia desde um simples movimento no leito até a deambulação entre outros. pela própria umidade do gesso. até o associa com o estado grave de uma lesão ou fratura. existe um significado: “Eu vou depender de outras pessoas”. aflito. o paciente necessita de informações sobre a situação – problemas patológicos. Antes de iniciar a confecção do aparelho gessado. resfriando-se após 15 minutos. imobilizar alguma parte do corpo significa alterar bruscamente seu ritmo de vida. às vezes.

a fim de aumentar o conforto e evitar complicações após a aplicação do aparelho gessado (contratura. 5. é necessário passar éter ou benzina.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Observar com rigor as condições de pele e a existência de lesões.197/0001-70 . Apoiar e posicionar a parte a ser engessada.Parecer 235/2005 D.206. 2.: 2772-3484 / 2673-6678 • Sua aplicação é indolor. MATERIAL NECESSÁRIO PARA CONFECCIONAR O APARELHO GESSADO 1.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Atadura gessada Balde com água Malha tubular Algodão ortopédico Tesoura Éter ou benzina CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS ANTES E DURANTE A CONFECÇÃO DO APARELHO GESSADO A enfermagem exerce uma função importante de orientação e avaliação do membro antes e após a confecção do aparelho gessado. . Orientar quanto ao procedimento. pseudartrose. de modo a restringir o movimento e manter a redução e o alinhamento. • Esperar a secagem completa para que possa aplicar carga. 3. 1. período de permanência e importância do aparelho gessado para sua recuperação. 2. para tanto é necessária a participação no que se refere ao posicionamento do membro. 4. retirando toda sujidade. Realizar a limpeza da área com água e sabão. 3. CNPJ 04. 4. evitando desta forma uma imobilização inadequada. 6. às vezes.

está em condições de envolver o membro e imobilizá-lo. ou seja.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. • • Escolher o tamanho apropriado da atadura e quantidade a ser utilizada. proporcionando melhor acolchoamento e proteção ao membro do paciente. portanto.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. sempre duas articulações.Parecer 235/2005 D. Antes da aplicação do gesso. fazer curativo oclusivo. que varia de acordo com a região do corpo. O algodão ortopédico evita a má distribuição das compressões do gesso. o que facilita o trabalho no momento da retirada do aparelho gessado. o enfermeiro deve conhecer os passos para seu preparo a fim de providenciar o material necessário.: 2772-3484 / 2673-6678 entre outros). caso tenha lesões. Passos para Confecção do Aparelho Gessado A confecção do aparelho gessado de rotina é feita pelo médico. proteger principalmente as saliências ósseas e toda a sua extensão com algodão ortopédico. evitando a exposição excessiva e também o contato com o material do aparelho gessado. até parar o borbulhamento. Após esse processo.197/0001-70 . Cobrir o paciente. CNPJ 04. auxiliar no posicionamento e alinhamento do membro e orientação do paciente. Segurar com as pontas dos dedos as extremidades da atadura e torcer suavemente. na posição funcional. uma de cada vez.206. em seguida. • Avaliar o membro afetado. retirando o excesso de água. • Mergulhar as ataduras na água. • O aparelho gessado deve abranger sempre uma articulação acima e outra abaixo da fratura ou lesão. • O membro a ser imobilizado deverá estar na posição adequada. deverá estar limpo e posicionado adequadamente. evitando lesões. . envolver o membro com a malha tubular.

Aplicar e enrolar a atadura gessada com tensão uniforme em toda a extensão do membro em espirais imbricadas. a moldagem consiste em regularizar. Prover o conforto do paciente. rebater a malha tubular e cobrir com atadura gessada. limpar os dedos e os interdigitais quando for necessário.197/0001-70 .Parecer 235/2005 D. ajustar convenientemente os pontos de apoio necessários à prevenção dos desvios. movimentação no leito). 5. ao mesmo tempo. Deve-se desenrolar a atadura com uma das mãos e. retirar o excesso de gesso da pele. O acabamento é fundamental. 2. iniciando a fase de modelagem. 3. pois isso facilita sua execução e evita a síndrome do gesso. Finalizar a confecção do aparelho. observando a mudança do diâmetro do membro. retirar anéis.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.: 2772-3484 / 2673-6678 • Iniciar a confecção do aparelho sempre pela extremidade distal. Ter consistência suficiente para suportar as solicitações mecânicas previstas (marcha. mantendo-o na posição a ser imobilizada. 4. Durante a aplicação de gesso.206. devem ser tomados alguns cuidados como: 1. alisar coma outra. Esse procedimento faz-se em cada passagem da atadura.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. evitando assim que fragmentos de gesso penetrem no interior da imobilização. jóias das mãos e pés. CNPJ 04. facilitando a aderência dos cristais às camadas adjacentes e às estruturas ósseas. recortar as bordas. Deve ser executado antes que ocorra o endurecimento do gesso. . o que proporciona a estabilidade do gesso e do segmento comprometido. dando ao aparelho boa aparência e função.

insegurança. evitando a quebra. Durante a confecção do aparelho observar a consistência. posicionamento e complicações. Mostrar ao paciente o funcionamento dos mesmos. as ataduras são aplicadas com tensão uniforme em toda a volta do membro. O ambiente deve ser ventilado.: 2772-3484 / 2673-6678 6. CNPJ 04. O esclarecimento para que possa ser dada a movimentação total do membro. são necessários alguns instrumentos que podem provocar temor.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. dificulta os movimentos. segurando-o com as mãos espalmadas. Cuidados de Enfermagem após a colocação do aparelho gessado Ao término da confecção do aparelho gessado. inclusive com carga no aparelho gessado para marcha. O aparelho deverá estar exposto. principalmente a serra elétrica. para que sejam mantidas a posição e função do membro imobilizado.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. colocar coxins ou travesseiros de maneira a acompanhar o molde do mesmo. pois aparelho fraco quebra com facilidade. Durante a secagem do aparelho o enfermeiro deve-se preocupar com o ambiente. além disso. A colocação de um aparelho gessado pode ter um caráter de urgência ou eletiva. não deve ser folgado. Não se deve cobri-lo com cobertores enquanto estiver úmido. porque perde a função de imobilização. almofadas ou férula de Brawn.197/0001-70 . variando de acordo com o tamanho do aparelho gessado e a umidade do ar. O posicionamento deve seguir alguns princípios • O membro inferior imobilizado deverá estar sempre mais alto. com . alertar para os sinais de compressão de gesso que poderão evoluir para uma síndrome do gesso. A secagem completa leva em média 48 a 72 horas.206.Parecer 235/2005 D. evitando depressões em seu interior. mas de qualquer maneira é necessário orientar o paciente com o objeto de amenizar sua ansiedade e evitar complicações vasculares e integridade cutâneo-mucosa. Além disso. apoiando adequadamente. evitando superfícies ásperas e rígidas. O membro superior deverá estar elevado ou em nível do tórax. Na confecção ou na retirada de um aparelho gessado. pesado. para tanto. sempre acompanhando o molde do gesso. cabe à enfermagem realizar e orientar o transporte do paciente com aparelho gessado ainda úmido de forma correta. apoiado em travesseiros.

paralisias e extremidades frias. mudança na coloração (palidez. CNPJ 04. • Para avaliar a perfusão tecidual periférica. tumefação. posicionando apenas o membro inferior com travesseiros ou almofadas. o enfermeiro monitoriza a extremidade para avaliar dor. calor ao toque.206. cianose). • As primeiras 24 horas devem ser observadas constantemente em relação à dor. período em que surge o maior número de complicações.197/0001-70 . A condição normal inclui desconforto mínimo. A região torácica deverá estar em decúbito dorsal. a fim de estimular a circulação. parestesia e ao posicionamento. A região do quadril e membros inferiores devem ser mantida em decúbito dorsal.: 2772-3484 / 2673-6678 o apoio de travesseiro. coloração normal (rosada). varal. boa perfusão – enchimento capilar rápido. perfusão periférica. Em relação à parestesia deve-se avaliar as sensações nos dedos e artelhos e a capacidade de movimentá-los. dando indicação para a função sensorial e motora específica. tipóia. capacidade de movimentar os dedos e os artelhos e presença da sensibilidade do membro.Parecer 235/2005 D.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. paresteria (formigamento ou dormência). esperando a secagem completa. pulsos diminuídos ou ausentes. se for necessário. .O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Também o paciente deve ser encorajado a movimentar os dedos e os artelhos a cada hora. edema. Os dedos ou artelhos do membro engessado são avaliados e comparados com o membro oposto.

Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. provocando edema. manter o membro imobilizado íntegro e a limpeza do aparelho. alimentos deve ser evitada. movimentos inadequados. em sua grande maioria. fraturas. • • Dor contínua e progressiva pode ser decorrente de uma solução de continuidade da pele. necessitando manter as unhas limpas e evitar esmaltes coloridos nas mesmas.206. • Alteração de temperatura decorrente do edema compressão. sangramento no local. até onde a mão alcançar. . depressões. a própria cirurgia. esta deve ser pesquisada até a determinação exata da causa.197/0001-70 . hematoma. edema. ocasionando um comprometimento circulatório. compressão nas proeminências ósseas e protegidas inadequadamente. CNPJ 04.: 2772-3484 / 2673-6678 A manutenção do aparelho gessado É um cuidado para evitar a perda da redução de uma fratura.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. ou outras causas inerentes ao próprio trauma. posicionamento inadequado. de uma cirurgia. edema compartimental. mau posicionamento do membro imobilizado. SINAIS E SINTOMAS DA SÍNDROME DO GESSO Os sinais e sintomas da síndrome do gesso. recortes defeituosos no aparelho. Edema é causado por estase venosa.Parecer 235/2005 D. a monitoração das extremidades das mãos e pés é importante para avaliação da perfusão tecidual periférica. mau posicionamentos. A limpeza do aparelho e do membro imobilizado deve ser feita com o pano úmido e macio nas áreas que estão sob o gesso. introdução de corpos estranhos no interior do aparelho. a introdução de objetos estranhos no interior do gesso com a finalidade de coçar. são decorrentes da imperfeição do aparelho gessado.

do ombro. com sensação de “adormecimento” no local.: 2772-3484 / 2673-6678 • Alteração da coloração das extremidades. principalmente no pósoperatório. Todas as articulações livres de imobilização devem ser exercitadas e movimentadas para manter a função e a amplitude dos membros. encurtamento do membro. como as do joelho.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. • Deve-se atentar para odor fético e/ou mancha de secreção no aparelho gessado. unindo as fibras individuais do conjutivo. Algumas articulações são mais vulneráveis do que outras. controlando a dor e a pressão arterial.197/0001-70 .Parecer 235/2005 D. flatulência e obstipação são observadas em pacientes com coletes gessados. estar atento em relação ao tamanho da área. palidez nos casos de imobilização dos membros superiores e inferiores com maior freqüência. A rigidez articular é causada por enrijecimento articular por aderência nas fraturas. cianose. COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS Atrofia Muscular É comum nas imobilizações. Rigidez Articular É mais freqüente quando ocorre fratura próxima à articulação.206. CNPJ 04. • Paralisia de nervo periférico causada por compressão. sendo importante realizar exercícios isométricos no membro imobilizado. • Dispnéia. alterações periarticulares decorrentes de uma imobilização prolongada. principalmente quando permanecem em decúbito dorsal.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. deformidade nas aderências . o que ocasiona perda de flexibilidade dos tecidos periarticulares (cápsula articular e os ligamentos). líquido intersticial que se acumula nos tecidos. • Em caso de sangramento em pós-operatório. gesso pelvipodálico. o ideal é circular a área de sangramento com caneta. que podem indicar alguma lesão sob o gesso. do cotovelo e as dos dedos.

Hidratação. porém podem deixar resíduos ou fibrina que mais tarde se organizam em aderências fibrosas entre as pregas opostas da membrana sinovial.Alimentação. eliminação. particularmente em idoso.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Serão discutidos os cuidados gerais em relação à higienização. pois os pacientes retornam para suas casas com a imobilização e permanecem por mais de 20 dias sem orientação adequada. escoriações. assim como na prevenção do processo degenerativo. . • Déficit no conhecimento terapêutico relacionado à orientação: . hidratação.: 2772-3484 / 2673-6678 intra-articulares.Eliminação intestinal e urinária. a aderência direta do músculo ao osso subjacente no foco de fratura. incisão cirúrgica.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.Higiene .Parecer 235/2005 D. este é reabsorvido sem causar efeitos nocivos. posicionamento do membro e edema. .206. .197/0001-70 . Existe um extravasamento de sangue para a articulação (hemartrose). • Perfusão periférica alterada referente ao aparelho restrito. Alguns cuidados devem ser destacados durante a manipulação de uma articulação rígida: evitar força excessiva. diminuição da força muscular e riscos para infecção ou lesão. não devendo ser executado um único movimento forçado. quando envolve a superfície articular do osso. CUIDADO DE ENFERMAGEM A intervenção de enfermagem concentra-se no fortalecimento e na restauração da função.Mobilidade e exercícios físicos. Suas ações devem ser enfatizadas no que se refere a autocuidado. A principal intervenção de enfermagem está voltada ao déficit no conhecimento terapêutico. mobilidade e exercícios físicos independentemente da região imobilizada. movimentos dos membros. • Integridade da pele alterada evidenciada pelas lacerações. Toda movimentação deve ser progressiva pela manipulação delicada e repetida. alimentação. CNPJ 04. . .

escovar os dentes. As áreas corporais não incluídas no aparelho gessado deverão ser submetidas à higienização habitual com água e sabão. devendo receber cuidados especiais como proteger as bordas durante a higiene. quando se trata de cuidar da higiene e aparência pessoal. Todo paciente imobilizado com aparelho gessado apresenta odor característico decorrente da transpiração. O tipo de banho.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. sobretudo os espaços interdigitais. continuamente. necessita de cuidados corporais específicos no que tange à pele. as superficiais cutâneas desprendem. hesitam em solicitar ajuda e sua angústia pode aumentar o sofrimento físico. movimentação no leito. particularmente para aqueles que necessitam de higiene no leito. sempre no leito. muito embora seja um procedimento muito simples. à movimentação. protegendo toda a extensão do corpo. o rosto. produtos de excreção e secreções. Encaminhar o paciente em cadeira de banho até o chuveiro e ajudá-lo a posicionar a perna sobre um estrado ou banco. retirar o plástico e ter cuidado ao limpar os dedos ou artelhos com pano úmido e seco. cuidar de vários aspectos de higiene pessoal.197/0001-70 . Após o término do banho. Se a imobilização for somente em um membro inferior.Parecer 235/2005 D. causadores de mau cheiro e. A higiene desses indivíduos deve ser cuidadosa. eliminações urinárias e intestinais. transporte da cama para a cadeira e vice-versa e posicionamento durante os cuidados. A higiene. higiene corporal e oral. CNPJ 04. evitando molhar o aparelho gessado. estes são proliferadores de bactérias. desde que proteja o aparelho gessado com plástico. amor próprio. íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e lesão dos tecidos subjacentes. depende de a área imobilizada adequar-se às limitações impostas pelo aparelho gessado ou ao estado geral do paciente. Existem outros fatores chamados constrangimento. A pele sadia. precisa de cuidados específicos em relação à higiene propriamente dita. atuando na regulação da temperatura corporal e via de excreção dos resíduos orgânicos pela transpiração. Para alguns pacientes.: 2772-3484 / 2673-6678 Higienização Quando o paciente é submetido ao aparelho gessado. posteriormente. . o espaço interglúteo de ser mantido limpo e seco. no leito ou chuveiro. a higiene é fundamental nesses indivíduos.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. o paciente poderá receber banho de chuveiro (aspersão). é embaraçoso ter de pedir ajuda para lavar as mãos. Em pacientes com imobilização tipo gesso pelvipodálico ou calção gessado. pequenas descamações da camada externa da pele. micose.206. em seguida. colocar uma comadre. passar um emoliente em toda a extensão do corpo.

Deve ser estimulada e encorajada a exercitar membros não imobilizados e realizar exercícios isométricos no membro imobilizado. A boca limpa e higienizada causa bem-estar. a enfermagem necessita intervir com a nutricionista. portanto. padrão de vida. evitando acúmulo de sujidade. estado físico. a alimentação deve ser bem apresentável e saborosa.197/0001-70 . um tanto terapêutico. há precisão maior de nutrientes para formação e regeneração tecidual óssea. pois estimulam o apetite. que é um proliferador de bactérias. Na prática do hospital e do domicílio. é responsável pelo funcionamento do organismo. oferecendo todo o material necessário. que aumenta o sedentarismo.Parecer 235/2005 D. Em algumas situações. A higiene oral deve ser enfatizada sempre após as refeições. o momento das refeições deve ser agradável. tendo grande aceitação pelo paciente. podem-se encontrar pacientes com piolhos ou parasitas em seus cabelos e corpo. mas. A maioria dos pacientes apresenta um grau de inapetência por causa da imobilização. mas também de prazer e sustento. pacientes com cabelos longos devem ser orientados a cortá-los. Depende da idade.206. CNPJ 04. modificando a dieta e fracionando-a em pequenas e freqüentes ou administrando alguma medicação antes das refeições. observam-se queixas em relação à . O ressecamento excessivo do couro cabeludo resulta no aumento das caspas. Em caso de pessoas com alguns distúrbios gastrintestinais como enjôo. dores ou alteração na regulação corporal como “febre”. tais exercícios devem ser feitos antes das refeições. dispepsia. que apresentam inapetência. Os pacientes imobilizados passam um grande período do dia diante de uma televisão ou um livro. Alimentação A alimentação é essencial à recuperação dos pacientes. Fazer o tratamento adequado.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. ao mesmo tempo. sexo. ambiente e outros fatores. A falta de exercícios em função da imobilização pode diminuir a necessidade corporal por alimentos produtores de energias. crescimento e manutenção dos ossos e outros tecidos para a regulação de todos os processos corporais. pois existem os distúrbios no metabolismo das proteínas nitrogenadas da imobilização. estas devem ser mantidas curtas e limpas.: 2772-3484 / 2673-6678 Não esquecer dos cabelos. A quantidade adequada varia de indivíduo para indivíduo. A limpeza das unhas também faz parte da higiene. As pessoas com cabelos oleosos devem lavá-los com muita freqüência. Quando se trata de paciente ortopédico. é importante uma alimentação rica em proteínas e resíduos para ajudar na eliminação urinária e intestinal. Por esse motivo.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.

Isto pode ocorrer em razão da redução no tamanho do compartimento muscular. A orientação terapêutica é necessária para a recuperação do paciente. Síndrome Compartimental Ocorre quando existe um aumento da pressão tecidual dentro de um espaço entre os compartimentos musculares ou quando a perfusão tecidual muscular é inferior àquela necessária à vitalidade do tecido decorrente de uma lesão. não tomo leite”. mantendo-os ligeiramente elevados. conseqüentemente. principalmente em pacientes com limitações na locomoção e mobilidade.: 2772-3484 / 2673-6678 alimentação: “a comida está fria. evitando refluxo de urina e fezes para o gesso. passada. A ansiedade. secreções e previne a calculose renal decorrente da hipercalciúria. retenção e infecção urinária. em virtude de a . mal-estar. Investigar as condições clínicas do indivíduo e estabelecer dietas e líquidos adequados suficientes. portanto. Mas sua dificuldade causa distúrbios de desconforto. entre outras. a impotência e a imobilização são causadoras das reclamações em relação à alimentação. a carne está dura.197/0001-70 . urinas. CNPJ 04. hábitos e horários.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. o odor desagradável. Eliminação A eliminação é um fator importante para estabelecer o funcionamento orgânico adequado banindo as toxinas. realizar sempre a higiene íntima. Hidratação A ingesta hídrica deve ser em torno de 1500 a 2000 ml/dia. inapetência e irritabilidade. A enfermagem pode intervir comunicando à nutricionista para mudança da aparência da dieta. a flatulência e a constipação intestinal. Proporcionar ambiente tranqüilo durante as eliminações.206. proteger com material impermeável. o café está frio. almofadas ou coxins forrados na região dorsal. evitando problemas como constipação intestinal. O aumento da ingestão hídrica facilita a eliminação de fezes.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Posicioná-los confortavelmente na comadre.Parecer 235/2005 D. a vigilância das mesmas é fundamental. sendo observada a quantidade de alimento e de líquido ingerido. usar travesseiros. Ensinar aos pacientes os exercícios respiratórios e abdominais que auxiliam na eliminação intestinal. gosto.

no caso de aparelho gessado. Em algumas situações. Outras vezes exige intervenção imediata. A atuação do enfermeiro é corrigir o posicionamento do membro. CNPJ 04. que obstrui as artérias ou veias menores que suprem os músculos. em virtude de a fáscia que circunda o músculo ser excessivamente estreitada ou de o aparelho gessado ou curativo estarem produzindo constrição. fazer uma fenda cortando. enchimento capilar lento (palidez. resultando na diminuição do suprimento sanguíneo para uma extremidade ou região. A síndrome compartimental pode também ocorrer no pós-operatório quando o dreno de sucção não é eficiente ou se a hemostasia não for feita adequadamente no intra-operatório. porém é necessário prestar atenção até que melhores a dor.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. a fim de se descomprimir toda a extensão do . os leitos ungueais são importantes na avaliação.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. fratura exposta com lesão grave da musculatura. inclusive. principalmente nas primeiras 48 horas após a colocação do aparelho gessado ou tala gessa.197/0001-70 . pulso diminuído sugerem insuficiência ou obstrução arterial. A capacidade motora diminuída e a ocorrência de parestesia (sensações anormais – formigamento) indicam isquemia nervosa provocada pelo aumento da pressão tecidual.Parecer 235/2005 D. pele fria. observando a altura do mesmo. dor com o alongamento passivo que não melhora com analgésicos e mudanças de posição. A tumefação indica edema e retorno venoso reduzido. Extremidades brancas e frias. e causar a lesão nervosa periférica. Alguns sinais devem ser monitorizados no pós-operatório. Nessa avaliação. cianose.: 2772-3484 / 2673-6678 fáscia que circunda. A avaliação constante e regular das condições neurovasculares torna-se fundamental para o reconhecimento precoce de uma possível síndrome compartimental. como adormecimento.206. Muitas vezes a pulsação arterialperiférica pode ainda estar presente. fixadores como: • Dor persistente e progressiva. perda motora e sensorial. Esses sinais associados a um gesso apertado ou hematoma no pós-operatório podem provocar a insuficiência vascular e a compressão nervosa. A tumefação e o edema são respostas naturais do tecido ao traumatisto e a cirúrgica. dentro de algumas horas alterações irreversível podem ocorrer. sensação de constrição). causando aumento de líquido entre os compartimentos. provocando isquemia e anóxia dos tecidos tanto nervoso quanto muscular. evitando que fique mais alto que o nível do coração. Leitos ungueais com coloração azulada sugerem problemas relacionados ao sistema nervoso. avisar o médico de imediato e trocar curativos restritivos. a monitorização da pressão tecidual pelos dispositivos torna-se necessária quando o músculo é acessível. a malha tubular e o algodão. observar: dor persistente e progressiva.

corrigindo o fluxo de energia e aumentando o peristaltismo do intestino grosso. ser usadas medidas indiretas que reflitam a perfusão tecidual. O desuso do sistema neuromuscular leva rapidamente à degeneração e subseqüente perda de funcionamento. que facilita a eliminação intestinal. Em geral. além de outras alterações orgânicas. Atualmente existem técnicas alternativas como balanceamento muscular.Parecer 235/2005 D. equilibrando o individuo no aspecto biopsicológico. tratamento.206. Mobilidade e exercícios físicos.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Escara de decúbito É uma complicação freqüente observada em pacientes portadores de gesso pelvipodálico. Os compartimentos musculares do antebraço e da perna são acometidos com maior freqüência. risco para síndrome do gesso. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM O paciente submetido a uma imobilização com o aparelho gessado deve observar cuidados específicos referentes à imobilidade. Calcula-se que a força e o tônus dos músculos . todos os cuidados explanados neste item devem ser seguidos.: 2772-3484 / 2673-6678 compartimento pela fasciatomia. calção gessado. perfusão tecidual periférica e posicionamento. Se o membro estiver imobilizado. o processo degenerativo começa quase imediatamente. situacional maturacional. risco para dor.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. O diagnóstico principal de enfermagem é mobilidade física prejudicada relacionada aos fatores fisiopatológicos. regularizando. • Dor da relação ao processo patológico e tratamento. Todos os sistemas do organismo funcionam eficientemente quando estão ativos.197/0001-70 . CNPJ 04.

CNPJ 04. A restauração da força e do tônus muscular. melhora nos padrões de sono.Parecer 235/2005 D. decúbito lateral direito e esquerdo. Nas imobilizações de tronco. podendo levar meses ou anos. evitando movimentos forçados. trato urinário. Insistir e estimular exercícios de sustentação do tronco na posição dorsal.: 2772-3484 / 2673-6678 imobilizados podem diminuir até 5% por dia na ausência de qualquer contração do músculo. obstipação intestinal. É importante que a mudança de posição seja regular. aumento do nível de hemoglobina. nitrogênio e fósforo e o indivíduo pode apresentar grave carência desses elementos. maior propensão às infecções pulmonares. É comum observar uma desorganização do padrão de sono. deve-se: • Estimular o uso do trapézio de hora em hora.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. é um processo muito lento. .Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. tônus e tamanho dos músculos. por outro lado. a pressão de atrito é aumentada e pode causar escara de pressão. ou seja.197/0001-70 . O exercício apresenta benefícios. protegendo e mantendo a posição imobilizada com coxins e travesseiros. alterações no comportamento decorrentes de ansiedade e hostilidade pelo distúrbio da atividade física e mental. a prevenção é decisivamente a melhor parte da recuperação. redução de força. Nesse caso.206. ventral ou sentada. O processo de degeneração nos músculos ocorre rapidamente. posições viciosas e edemas. O processo degenerativo afeta também os tecidos ósseos e a pele. pelve e membros inferiores. • A mudança de decúbito deve ser valorizada. psicológicos. A enfermagem pode determinar as alterações exatas conseqüentes a um programa regular de exercícios. insônia. o aumento da força. aumenta a eficiência do funcionamento de todos os processos corporais como fisiológicos. • Ensinar e insistir no auto-cuidado nas atividades da vida diária. A enfermagem deve se preocupar em acelerar a recuperação e prevenir complicações como: lentidão do metabolismo basal. problemas circulatórios como trombose venosa profunda. Há uma excreção maior de cálcio. os cuidados com a mobilidade e exercícios físicos são essenciais na sua prevenção com relação à degeneração ou atrofia muscular e complicações tardias que poderão limitar a mobilidade. alterações posturais. melhor digestão. redução dos depósitos de tecido adiposo. Para aqueles que necessitam de imobilização prolongada. maior eficiência do coração e pulmão. maior ativação mental. menor pressão sanguínea. Se o paciente estiver hospitalizado. tônus e tamanho do músculo.

apoiar o membro na posição em que estava imobilizado e gradativamente forçar a extensão e o apoio.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Como cuidado.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Parecer 235/2005 D. contrair os músculos envolvidos pelo gesso sem movimentar a articulação. o paciente sente dor. A serra elétrica possui lâminas circular e deve ser utilizada da seguinte forma: segurar com a mão firmemente. Logo após sua retirada. há vibração e pressão durante o procedimento. ao empregar a serra elétrica. A serra é pressionada com firmeza contra o gesso até se perceber falta de superfície dura. o aparelho gessado é fendido. é uma seqüência de pressões alternadas e sucessivas ao longo do aparelho gessado. estimular o paciente a forçar intermitentemente a perna gessada contra o calço. O acolchoamento do aparelho gessado é cortado a seguir com tesoura. . em seguida.: 2772-3484 / 2673-6678 • A movimentação ativa dos membros não afetados e exercícios isométricos do membro imobilizado devem ser estimulados. procedimento deve ser feito durante cinco dias. podem apresentar hipotrofia muscular. Encaminhar ao lavatório para remover a pele seca e escamosa acumulada durante a imobilização.206. A serra não provoca lesão de pele. por exemplo. até a pele voltar ao seu estado normal. hidratar a pele. a estender e contrair os artelhos. o polegar deve estar em contato com o gesso no sentido de direcionar a profundidade e atuar como protetor diante da lâmina. Isto ajuda a evitar atrofia muscular e a manter a força. CNPJ 04. A orientação é voltada à experiência de se submeter a esse procedimento. ele fará flexão e extensão dos dedos e também contração forçada dos dedos (fechar o punho). REMOÇÃO DO APRELHO GESSADO Para remover o aparelho gessado necessita-se de: serra elétrica. A movimentação fortalece a musculatura a ativa a circulação. isto é. Se o parelho gessado estiver no braço. que oscila para cortar. serra elétrica e membro imobilizado. Orientar o paciente nos exercícios isométricos.197/0001-70 . Esses exercícios são recomendados para fazer de hora em hora. rigidez e sensação de leveza ou falta de apoio pela imobilização prolongada. o que se poderá sentir é uma sensação de calor mais acentuada no local onde a lâmina fica por mais tempo. Para remover ou trocar o aparelho gessado. travesseiro e solução para limpeza do membro. O paciente com bota gessada para deambulação é estimulado à marcha e a elevar o segmento quando em repouso. o paciente deve ser orientado em relação ao procedimento.

unidade de internação e no proto-socorro. associar o exercícios ativo com o objetivo de fortalecer a musculatura.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Torna-se importante conhecer as condições sociais e econômicas da pessoa e adaptar as orientações e cuidados. periodicamente. enforcando principalmente o auto-cuidado.: 2772-3484 / 2673-6678 A deambulação precisa ser progressiva em função da sensação de leveza. musculatura. de modo que sejam alcançados os objetivos do tratamento com imobilização do tipo aparelho gessado. às vezes. A aplicação do aparelho gessado muitas vezes é feita no ambulatório. que pode provocar quedas. edema é observado na extremidade imobilizada. após a remoção do parelho gessado manter o membro elevado. CNPJ 04. necessitando de orientações em relação aos cuidados que devem ser observados.197/0001-70 . CONSIDERAÇÕES FINAIS As orientações e cuidados básicos pontuados neste texto mostram a necessidade do paciente de receber e participar dos cuidados.206. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: .Parecer 235/2005 D.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Os pacientes que não precisam de internação recebem alta com o membro imobilizado.

Porto alegre. Mamole: 433. De Publicações Científicas. Tile M. Artes Médicas. Exame clínico. 2. Vilhena RV. Técnicas de imobilização. CNPJ 04. 9. Camargo PE.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Carpenito LJ. Porto Alegre. Assistência de enfermagem a pacientes com aparelho gessado. 1993. 2ª ed. tratamento cirúrgico das fraturas: técnicas recomendadas pelos grupos AO ASIF. Cookson J. Fusco EB. Artes Médicas: 811. 1998. 1997. 1993. Epstein O. Técnicas em fixação de fraturas. Schtzker J. Rio de Janeiro.1992. Levine AM. Guanabara Koogan.206.: 2772-3484 / 2673-6678 1. Bray TJ. Artes Médicas: 424. 1998. Atualização em conhecimentos ortopédicos: trauma. Way LW Cirurgia – doagnóstico e tratamento 9ª Ed. 10. Ver Amb Hospitalar.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. In: Temas do VII Curso de Extensão Universitário sobre Enfermagem Ortopédica E Traumatológica ( I. São Paulo. Adams JC Hamblen DL. 10ª Ed. 7. Artes Médicas: 309. p. Perkin GD. Manual de Fraturas. São Paulo. 6ª Ed. Faro ACM. 1977. 6. Atheneu: 373. São Paulo. 5. 4. Porto Alegre. Carazzo JG. 8. . 1986. Diagnósticos de enfermagem – aplicação à prática clínica. 124-125. São Paulo. 1994.Parecer 235/2005 D. do Hosp Clin da FMUSP).197/0001-70 . T. Bono DP. Orientação e cuidados básicos à pessoa com aparelho gessado. São Paulo. Ed. 38:18-20.1994. Porto Alegre. 3.

Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.: 2772-3484 / 2673-6678 .206.197/0001-70 .Parecer 235/2005 D. CNPJ 04.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.

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