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CNPJ 04.206.197/0001-70 - Parecer 235/2005 D.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.: 2772-3484 / 2673-6678

APARELHO GESSADO PROCESSO DE CUIDAR INTRODUÇÃO Desde o século X, utiliza-se o gesso no tratamento de fraturas. Pela história, os médicos e os laboratórios afins vêm aperfeiçoando as ataduras gessadas. Em 1852, o médico holandês Antonius Muthijsen idealizou um gesso tecido. No oriente, alguns “médicos” empregavam panos com massa de farinha, água e ovo para aliviar a dor; após a secagem, permaneciam endurecidos e imobilizavam o membro. Neste século, a partir da década de 30, Karl Mienes criou a primeira atadura gessada. Desde então várias empresas vem modificando e aperfeiçoando-a. atualmente são rolos de crinolina impregnadas com gesso natural ou sulfato de cálcio hidratado. O gesso natural é reduzido a pó para dissolução dos cristais e submetido a calor intenso para retirada da água. O produto dessa ação é o gesso. Quando a água é adicionada ao gesso, o sulfato de cálcio desidratado absorve, recristaliza-se e solidifica-se como sulfato de cálcio desidratado absorve, recristaliza-se e solidificase como sulfato de cálcio ou gesso natural: CaSO42H2O - aquecimento: CaSO41/2H2O. Durante o preparo do aparelho gessado, observa-se que as ataduras, quando umedecidas, apresentam uma reação de cristalização que libera o calor (uma reação exotérmica). A atadura gessada é encontrada em rolos, com larguras variadas de 6cm, 10cm. 15cm, 20cm e comprimento variando de 5 a 6m. O aparelho gessado é um dispositivo rígido de imobilização externa moldado aos contornos do corpo ao qual é aplicado, utilizando-se ataduras gessadas. Permite a imobilização do paciente, desde que esteja firme e seco, ao mesmo tempo em que restringe o movimento da parte imobilizada. FINALIDADES O aparelho gessado imobiliza uma parte do corpo numa posição específica, aplicando pressão uniforme sobre os tecidos moles. É usado para tratamento definitivo ou temporário, tendo como finalidades: • Aliviar a dor

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• Manter os fragmentos ósseos alinhados, posicionados e imobilizados (após a redução da fratura). • Assegurar o repouso do membro lesado. • Favorecer a cicatrização de partes moles. • Prevenir e corrigir deformidades, especialmente em pós-operatório de crianças. • Manter a correção obtida nas malformações congênitas, processo infecciosos r tumorais. • Imobilizar provisoriamente uma fratura não reduzida. • Proporcionar apoio e estabilidade às articulações enfraquecidas ou lesadas. • Imobilizar uma região operada.

TIPOS DE APARELHOS GESSADOS Os tipos de aparelho gessado e a sua indicação estão relacionados às características da lesão (localização, tipo de fratura, idade do paciente, tipo de cirurgia). A nomenclatura do aparelho gessado, na maioria das vezes, é determinada pela região imobilizada. Goteira ou Tala gessada É uma imobilização feita com atadura gessada, cobrindo parcialmente o membro. Deve-se colocar a malha tubular, cobri-la com algodão ortopédico e, em seguida, recobrir com a atadura gessada ¾ partes da circunferência do membro, imobilizando-o. por fim, é necessário envolver o membro com atadura de crepe, sempre da parte distal para a proximal. Uma boa confecção de goteira gessada inicia-se pela proteção do membro a ser imobilizado com malha tubular, proteção

deve manter o antebraço semipronado com citovelo fletido em 90º e com o punho em ligeira flexão dorsal. É indicada nas fraturas e nas contusões de punho. com a face ventral do antebraço apoiada sobre a mesa. de modo que o paciente posicione a mão deixando o punho em hiperextensão e as articulações metacarpofalangianas em flexão. Goteira suropodálica (Tala Bota) É uma imobilização da região do pé. durante a imobilização. O posicionamento do membro. contusões e distensões do membro. A tipóia é feita com a malha tubular ou atadura de crepe. principalmente quando existe edema acentuado. Os demais cuidados seguem os passos da confecção do aparelho gessado. tornozelo e do terço distal da perna. É indicada nas fraturas e contusões dessa região. serão citadas as mais freqüentes: Goteira antebraquiomanual (Tala Luva) Imobiliza o terço distal do antebraço e o punho. Durante a confecção.: 2772-3484 / 2673-6678 bem feita das saliências ósseas com algodão ortopédico. Para todas as imobilizações do membro superior é importante o uso da tipóia para evitar edema de extremidade. deixar o calcanhar sem apoio. manter o tornozelo em ângulo reto até que seque a goteira. Alguns cuidados devem ser observados em nível de tornozelo: não apertar em demasia a atadura evitando o garroteamento.206. A goteira antebraquiopalmar serve para imobilizar os metacarpos e as falanges. no caso de fraturas e luxações e nas lesões da palma da mão e dos dedos.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. ou seja. Usar. manter o paciente sentado.Parecer 235/2005 D. manter o paciente em decúbito dorsal horizontal com tornozelos em 90º.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.197/0001-70 . CNPJ 04. por exemplo. um rolo de esparadrapo e rolo de atadura gessada. existe no mercado dispositivo pronto com tecido e preso com botão de pressão. É indicado nos casos de fraturas. não apoiar em . Dentre as talas gessadas.

como branquiomanual pendente ou cartuchos. CNPJ 04. Manter o membro na posição elevada calçando com coxim ou férula de Brawn. Durante a confecção manter o paciente. mantendo-o elevado em coxim ou travesseiros. evitando as depressões internas. Goteira inguino-maleolar ( Tala Tubo) É adotada em pós-operatório de joelho. com o braço em abdução de mais ou menos 45º.Parecer 235/2005 D. luxação de joelho após a redução. contusão de perna. seguindo a posição inicial de semiflexão do joelho.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. em geral. mesmo após o secagem completa.206.: 2772-3484 / 2673-6678 nenhuma estrutura.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. de mais ou menos 15º no caso de fratura de patela. Após a colocação da tala. esperar a secagem completa da goteira gessada. o cotovelo é imobilizado em ângulo reto. existem outras nomenclaturas.197/0001-70 . joelho e coxa. O grau de flexão será aquele permitido pelas condições circulatórias do membro lesado e pelo grau de estabilidade da fratura. a posição do antebraço e do cotovelo depende de cada caso. nas fraturas supracondilianas não graves. colocar a tipóia. fraturas de patela. Ao término da tala colocar um suporte sob o joelho. após a imobilização. Evitar a mudança de decúbito enquanto estiver úmido. APARELHO AXILOPALMAR Estende-se a região proximal do úmero (prega axilar) até a região metacarpiana. observar alguns cuidados. Deve-se manter o paciente em decúbito dorsal horizontal. até regradir o edema. . manter o joelho em extensão e o tornozelo em ângulo reto ou em 90º. com joelho em semiflexão.

CNPJ 04.: 2772-3484 / 2673-6678 APARELHO ANTEBRAQUIOPALMAR (LUVA GESSADA) Compreende desde a região abaixo do cotovelo até a metacarpiana. Manter o paciente em posição ortostática. o antebraço é colocado em pronação sobre uma mesa. clavicular e o braço até a região metacarpiana. com a imobilização da articulação do punho e dos ossos do corpo. de forma que o antebraço fique sempre paralelo ao plano horizontal. adução horizontal do braço de 45º e antebraço em posição neutra. metacarpos e falanges. mantendo livre o polegar.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Parecer 235/2005 D. flexão do cotovelo de 90º. APARELHO TORACOBRAQUIAL Compreende a região torácica. com o barco em abdução de 45º a 90º. que denominamos antebraquipalmar para escafóide. manter o paciente sentado ou deitado com o braço em abdução de 90º e o cotovelo fletido em 90º.197/0001-70 . Durante a confecção do aparelho. .Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Deve ser feita a mobilização do punho e dos ossos do carpo. às vezes do escafóide.206. Deve-se proceder à imobilização da cintura escapular e o úmero. devendo o paciente segurar um rolo de esparadrapo ou qualquer objeto cilíndrico até o endurecimento do gesso. Para que seja feita a moldagem correta.

Durante a confecção do aparelho. Em alguns casos. devem ser colocados coxins ou travesseiros ao longo da perna e manter o membro elevado com travesseiros ou almofadas até a secagem completa e . É utilizado para imobilização do tornozelo. O paciente deve manter-se sentado com a perna pendente. manter a perna elevada e o tornozelo em 90º. APARELHO GESSADO INGUINO-MALEOLAR (TUBO GESSADO) Consiste da imobilização desde a raiz da coxa até a região maleolar.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Alguns cuidados devem ser observados: dor.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. articulações e ossos do pé.197/0001-70 . posicionamento do membro.206. manter o paciente em decúbito dorsal com o membro fora da maca e em extensão. esperar a secagem completa. Cuidados: não aplicar carga. CNPJ 04. Inguinopodálico – imobilização do joelho até a região do pé.Parecer 235/2005 D.: 2772-3484 / 2673-6678 MEMBROS INFERIORES APARELHO GESSADO SUROPODÁLICO (BOTA GESSADA) Abrange desde a região abaixo do joelho até a do pé. manter o membro elevado sempre que possível. edema de extremidade. joelho e tornozelo em 90º se for em decúbito horizontal com apoio no terço distal da coxa. é colocado salto de borracha fixo para facilitar a marcha com o aparelho. imobilização da articulação do joelho e pósoperatório da mesma.

O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.197/0001-70 . deixando o paciente na posição ventral e lateral. colocando travesseiros. deixando o lado oposto totalmente livre. bacia e fêmur. processos unilaterais. mudança de decúbito estiver úmido. Acolchoar (Rolim) toda a região torácica e membros inferiores. Se for utilizado aparelho gessado com salto é permitida a deambulação. Coloca-se um suporte ou trave de abertura entre as coxas para manter o membro em abdução.Parecer 235/2005 D.206. APARELHO GESSADO PELVI-HEMIPODÁLICO Compreende desde a região torácica até a plantar do membro afetado. dor. observar perfusão periférico e extremidade. é importante fazer a mudança de decúbito. facilitando a movimentação do paciente e os . Evitar. de tal forma que não force nenhuma articulação e mantendo livres as áreas de pressão. como muleta. CNPJ 04. Após a secagem completa do gesso.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. É usado para imobilização das articulações coxofemorais. do lado oposto até a região distal do fêmur. evitar refluxo APARELHO PELVIPODÁLICO Consiste de imobilização da região torácica até a plantar do membro afetado. Observar as eliminações intestinais e urinárias.: 2772-3484 / 2673-6678 durante o repouso. enquanto o outro precisa de equipamento auxiliar.

206. ele é posicionado 1cm acima das sobrancelhas ou no canto externo dos olhos e acima dos ouvidos externos posteriores. Inicialmente coloca-se o halo craniano e. especialmente em crianças. a orientação é fundamental para a manutenção do aparelho. fêmur e pelve. CNPJ 04. Em algumas situações. faz-se o colete gessado que. É indicado para casos de pós-operatório da articulação coxofemoral. a avaliação constante e a aeração na região do pescoço facilitam a higienização. HALOGESSO É utilizado nas imobilizações de cervical e no pósoperatório de coluna.197/0001-70 . . síndrome modular. facilitando os cuidados de enfermagem no pós-operatório. São necessários cuidados com a limpeza dos pinos do halo craniano e a manutenção do aparelho.: 2772-3484 / 2673-6678 cuidados de higiene. será usado como leito gessado com a finalidade de permitir melhor movimentação do paciente em decúbito. o colete gessado onde são presas duas hastes que vão desde o halo até a região do ombro. cefaléia. COLETE GESSADO Abrange desde a região torácica alta até a lombossacra.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. É adotado nos casos de alguns pós-operatórios de artrodese de coluna e imobilização de baixa coluna. posteriormente. observando presença de secreções à sua volta. posteriormente. A colocação do halo é feita no centro cirúrgico sob anestesia. A higienização periódica da cabeça é fundamental para evitar odor desagradável. A vantagem do halogesso é que permite uma imobilização adequada. porém é necessário que se faça orientação em relação às alterações neurológicas como: a diplopia. empregado tanto para tratamento definitivo ou temporário como forma de imobilização pósoperatória.Parecer 235/2005 D. formação de crosta e seborréia.

imobilizar alguma parte do corpo significa alterar bruscamente seu ritmo de vida. Orientar o paciente em relação as eliminações.: 2772-3484 / 2673-6678 CALÇÃO GESSADO Estende-se desde a região torácica inferior até a distal do fêmur bilateral. Passado a fase. o autocuidado deve ser enfatizado para que diminua essa ansiedade e dependência. Outro aspecto importante é a alteração na auto-imagem. pois o gesso em contato com a água libera calor.206. o paciente necessita de informações sobre a situação – problemas patológicos.197/0001-70 . Utilizado na imobilização dos ossos da cintura pélvica. . pelo fato de não saber como proceder com a imobilização. Antes de iniciar a confecção do aparelho gessado. Esclarecer que: • A confecção do aparelho gessado. modificando sua independência.Parecer 235/2005 D. até o associa com o estado grave de uma lesão ou fratura. finalidade. resfriando-se após 15 minutos. quando recebe a notícia de que será imobilizado. articulação coxofemoral e no pós-operatório. manutenção do aparelho: não molhar. pode causar algumas sensações como: aumento de temperatura dentro do aparelho. higiene corporal. APARELHO GESSADO E O SIGNIFICADO AO PACIENTE O paciente. irá sentir frio no local. o cuidado com o aparelho gessado: às vezes. com significado distinto para cada pessoa. É importante explicar-lhe como colaborar durante a confecção e manutenção do aparelho gessado ao longo do tratamento.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. evitar rachaduras. fica apreensivo. existe um significado: “Eu vou depender de outras pessoas”. ou seja. A dependência varia desde um simples movimento no leito até a deambulação entre outros. CNPJ 04. pela própria umidade do gesso. suas atividades pessoais de vida diária e profissionais. expectativa do esquema terapêutico e suas implicações. às vezes. Para a maioria dos pacientes. portanto. aflito. talvez com receio.

: 2772-3484 / 2673-6678 • Sua aplicação é indolor. Realizar a limpeza da área com água e sabão.206. retirando toda sujidade.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Apoiar e posicionar a parte a ser engessada. Orientar quanto ao procedimento. Atadura gessada Balde com água Malha tubular Algodão ortopédico Tesoura Éter ou benzina CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS ANTES E DURANTE A CONFECÇÃO DO APARELHO GESSADO A enfermagem exerce uma função importante de orientação e avaliação do membro antes e após a confecção do aparelho gessado.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. CNPJ 04. Observar com rigor as condições de pele e a existência de lesões. período de permanência e importância do aparelho gessado para sua recuperação. 3. 2. de modo a restringir o movimento e manter a redução e o alinhamento. 4. 1.Parecer 235/2005 D. para tanto é necessária a participação no que se refere ao posicionamento do membro. é necessário passar éter ou benzina. 5. pseudartrose.197/0001-70 . . • Esperar a secagem completa para que possa aplicar carga. 4. 3. 6. evitando desta forma uma imobilização inadequada. a fim de aumentar o conforto e evitar complicações após a aplicação do aparelho gessado (contratura. MATERIAL NECESSÁRIO PARA CONFECCIONAR O APARELHO GESSADO 1. às vezes. 2.

na posição funcional. deverá estar limpo e posicionado adequadamente. . envolver o membro com a malha tubular. uma de cada vez. CNPJ 04. • O aparelho gessado deve abranger sempre uma articulação acima e outra abaixo da fratura ou lesão. Passos para Confecção do Aparelho Gessado A confecção do aparelho gessado de rotina é feita pelo médico.: 2772-3484 / 2673-6678 entre outros).Parecer 235/2005 D. caso tenha lesões. ou seja. sempre duas articulações. • Mergulhar as ataduras na água.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. retirando o excesso de água. que varia de acordo com a região do corpo. Antes da aplicação do gesso. Segurar com as pontas dos dedos as extremidades da atadura e torcer suavemente. • Avaliar o membro afetado. evitando a exposição excessiva e também o contato com o material do aparelho gessado. • • Escolher o tamanho apropriado da atadura e quantidade a ser utilizada. Após esse processo. auxiliar no posicionamento e alinhamento do membro e orientação do paciente. o enfermeiro deve conhecer os passos para seu preparo a fim de providenciar o material necessário. proporcionando melhor acolchoamento e proteção ao membro do paciente. fazer curativo oclusivo. evitando lesões.197/0001-70 . o que facilita o trabalho no momento da retirada do aparelho gessado. Cobrir o paciente. em seguida. • O membro a ser imobilizado deverá estar na posição adequada. até parar o borbulhamento. O algodão ortopédico evita a má distribuição das compressões do gesso.206. portanto. está em condições de envolver o membro e imobilizá-lo. proteger principalmente as saliências ósseas e toda a sua extensão com algodão ortopédico.

limpar os dedos e os interdigitais quando for necessário. Esse procedimento faz-se em cada passagem da atadura. Deve-se desenrolar a atadura com uma das mãos e. movimentação no leito).Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. dando ao aparelho boa aparência e função. Durante a aplicação de gesso. retirar o excesso de gesso da pele. retirar anéis. Deve ser executado antes que ocorra o endurecimento do gesso. iniciando a fase de modelagem.197/0001-70 . jóias das mãos e pés. recortar as bordas.: 2772-3484 / 2673-6678 • Iniciar a confecção do aparelho sempre pela extremidade distal. alisar coma outra. a moldagem consiste em regularizar. devem ser tomados alguns cuidados como: 1. Ter consistência suficiente para suportar as solicitações mecânicas previstas (marcha. facilitando a aderência dos cristais às camadas adjacentes e às estruturas ósseas. 5. 3. o que proporciona a estabilidade do gesso e do segmento comprometido. Finalizar a confecção do aparelho.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. 2. CNPJ 04.Parecer 235/2005 D. ao mesmo tempo. O acabamento é fundamental. rebater a malha tubular e cobrir com atadura gessada. observando a mudança do diâmetro do membro. pois isso facilita sua execução e evita a síndrome do gesso. 4. . evitando assim que fragmentos de gesso penetrem no interior da imobilização. mantendo-o na posição a ser imobilizada. Prover o conforto do paciente. Aplicar e enrolar a atadura gessada com tensão uniforme em toda a extensão do membro em espirais imbricadas. ajustar convenientemente os pontos de apoio necessários à prevenção dos desvios.206.

: 2772-3484 / 2673-6678 6. apoiado em travesseiros. para tanto. O posicionamento deve seguir alguns princípios • O membro inferior imobilizado deverá estar sempre mais alto. O ambiente deve ser ventilado. com . colocar coxins ou travesseiros de maneira a acompanhar o molde do mesmo. Mostrar ao paciente o funcionamento dos mesmos. para que sejam mantidas a posição e função do membro imobilizado. dificulta os movimentos. Na confecção ou na retirada de um aparelho gessado. evitando a quebra. são necessários alguns instrumentos que podem provocar temor. O aparelho deverá estar exposto.206. A colocação de um aparelho gessado pode ter um caráter de urgência ou eletiva. insegurança. sempre acompanhando o molde do gesso.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. porque perde a função de imobilização. principalmente a serra elétrica. Não se deve cobri-lo com cobertores enquanto estiver úmido. almofadas ou férula de Brawn. Durante a confecção do aparelho observar a consistência. A secagem completa leva em média 48 a 72 horas. além disso. pois aparelho fraco quebra com facilidade. variando de acordo com o tamanho do aparelho gessado e a umidade do ar. Cuidados de Enfermagem após a colocação do aparelho gessado Ao término da confecção do aparelho gessado. O membro superior deverá estar elevado ou em nível do tórax. pesado. não deve ser folgado.Parecer 235/2005 D. alertar para os sinais de compressão de gesso que poderão evoluir para uma síndrome do gesso. Além disso. CNPJ 04. apoiando adequadamente. mas de qualquer maneira é necessário orientar o paciente com o objeto de amenizar sua ansiedade e evitar complicações vasculares e integridade cutâneo-mucosa. evitando superfícies ásperas e rígidas.197/0001-70 . O esclarecimento para que possa ser dada a movimentação total do membro. cabe à enfermagem realizar e orientar o transporte do paciente com aparelho gessado ainda úmido de forma correta. inclusive com carga no aparelho gessado para marcha. evitando depressões em seu interior. as ataduras são aplicadas com tensão uniforme em toda a volta do membro. posicionamento e complicações. segurando-o com as mãos espalmadas. Durante a secagem do aparelho o enfermeiro deve-se preocupar com o ambiente.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.

Os dedos ou artelhos do membro engessado são avaliados e comparados com o membro oposto. mudança na coloração (palidez. .197/0001-70 . posicionando apenas o membro inferior com travesseiros ou almofadas. capacidade de movimentar os dedos e os artelhos e presença da sensibilidade do membro. A região torácica deverá estar em decúbito dorsal. CNPJ 04. pulsos diminuídos ou ausentes. paresteria (formigamento ou dormência). tumefação. A condição normal inclui desconforto mínimo. A região do quadril e membros inferiores devem ser mantida em decúbito dorsal. tipóia. varal. calor ao toque.: 2772-3484 / 2673-6678 o apoio de travesseiro. paralisias e extremidades frias.206. esperando a secagem completa. parestesia e ao posicionamento. • Para avaliar a perfusão tecidual periférica.Parecer 235/2005 D. perfusão periférica. dando indicação para a função sensorial e motora específica. período em que surge o maior número de complicações. a fim de estimular a circulação.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. edema. se for necessário. • As primeiras 24 horas devem ser observadas constantemente em relação à dor. boa perfusão – enchimento capilar rápido. Também o paciente deve ser encorajado a movimentar os dedos e os artelhos a cada hora.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. cianose). coloração normal (rosada). Em relação à parestesia deve-se avaliar as sensações nos dedos e artelhos e a capacidade de movimentá-los. o enfermeiro monitoriza a extremidade para avaliar dor.

a monitoração das extremidades das mãos e pés é importante para avaliação da perfusão tecidual periférica. introdução de corpos estranhos no interior do aparelho. edema compartimental. em sua grande maioria. depressões.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. são decorrentes da imperfeição do aparelho gessado. esta deve ser pesquisada até a determinação exata da causa.206. A limpeza do aparelho e do membro imobilizado deve ser feita com o pano úmido e macio nas áreas que estão sob o gesso. necessitando manter as unhas limpas e evitar esmaltes coloridos nas mesmas. mau posicionamentos.Parecer 235/2005 D. edema.: 2772-3484 / 2673-6678 A manutenção do aparelho gessado É um cuidado para evitar a perda da redução de uma fratura. compressão nas proeminências ósseas e protegidas inadequadamente. posicionamento inadequado. Edema é causado por estase venosa. hematoma. de uma cirurgia. provocando edema. CNPJ 04. a introdução de objetos estranhos no interior do gesso com a finalidade de coçar. SINAIS E SINTOMAS DA SÍNDROME DO GESSO Os sinais e sintomas da síndrome do gesso. alimentos deve ser evitada. a própria cirurgia.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. . mau posicionamento do membro imobilizado. ocasionando um comprometimento circulatório. movimentos inadequados. sangramento no local. ou outras causas inerentes ao próprio trauma. manter o membro imobilizado íntegro e a limpeza do aparelho. • Alteração de temperatura decorrente do edema compressão. • • Dor contínua e progressiva pode ser decorrente de uma solução de continuidade da pele. recortes defeituosos no aparelho. fraturas.197/0001-70 . até onde a mão alcançar.

sendo importante realizar exercícios isométricos no membro imobilizado. líquido intersticial que se acumula nos tecidos. Algumas articulações são mais vulneráveis do que outras. • Em caso de sangramento em pós-operatório.206. A rigidez articular é causada por enrijecimento articular por aderência nas fraturas. principalmente quando permanecem em decúbito dorsal. palidez nos casos de imobilização dos membros superiores e inferiores com maior freqüência. flatulência e obstipação são observadas em pacientes com coletes gessados.: 2772-3484 / 2673-6678 • Alteração da coloração das extremidades.Parecer 235/2005 D. encurtamento do membro. COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS Atrofia Muscular É comum nas imobilizações. do ombro.197/0001-70 . Todas as articulações livres de imobilização devem ser exercitadas e movimentadas para manter a função e a amplitude dos membros. o ideal é circular a área de sangramento com caneta. • Paralisia de nervo periférico causada por compressão.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. controlando a dor e a pressão arterial. cianose. como as do joelho. principalmente no pósoperatório. gesso pelvipodálico. do cotovelo e as dos dedos.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. o que ocasiona perda de flexibilidade dos tecidos periarticulares (cápsula articular e os ligamentos). CNPJ 04. com sensação de “adormecimento” no local. estar atento em relação ao tamanho da área. unindo as fibras individuais do conjutivo. Rigidez Articular É mais freqüente quando ocorre fratura próxima à articulação. deformidade nas aderências . que podem indicar alguma lesão sob o gesso. alterações periarticulares decorrentes de uma imobilização prolongada. • Dispnéia. • Deve-se atentar para odor fético e/ou mancha de secreção no aparelho gessado.

a aderência direta do músculo ao osso subjacente no foco de fratura. .O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. • Déficit no conhecimento terapêutico relacionado à orientação: . . . Existe um extravasamento de sangue para a articulação (hemartrose). CUIDADO DE ENFERMAGEM A intervenção de enfermagem concentra-se no fortalecimento e na restauração da função.206. este é reabsorvido sem causar efeitos nocivos.Mobilidade e exercícios físicos.197/0001-70 . • Perfusão periférica alterada referente ao aparelho restrito.Hidratação. alimentação. CNPJ 04. incisão cirúrgica.Eliminação intestinal e urinária.: 2772-3484 / 2673-6678 intra-articulares. particularmente em idoso. posicionamento do membro e edema.Parecer 235/2005 D. Alguns cuidados devem ser destacados durante a manipulação de uma articulação rígida: evitar força excessiva. A principal intervenção de enfermagem está voltada ao déficit no conhecimento terapêutico. pois os pacientes retornam para suas casas com a imobilização e permanecem por mais de 20 dias sem orientação adequada. Serão discutidos os cuidados gerais em relação à higienização. diminuição da força muscular e riscos para infecção ou lesão.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Toda movimentação deve ser progressiva pela manipulação delicada e repetida. Suas ações devem ser enfatizadas no que se refere a autocuidado. quando envolve a superfície articular do osso.Alimentação. não devendo ser executado um único movimento forçado. porém podem deixar resíduos ou fibrina que mais tarde se organizam em aderências fibrosas entre as pregas opostas da membrana sinovial. eliminação. . escoriações. mobilidade e exercícios físicos independentemente da região imobilizada. . assim como na prevenção do processo degenerativo. movimentos dos membros.Higiene . • Integridade da pele alterada evidenciada pelas lacerações. hidratação.

a higiene é fundamental nesses indivíduos. as superficiais cutâneas desprendem.Parecer 235/2005 D. escovar os dentes. Se a imobilização for somente em um membro inferior. íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e lesão dos tecidos subjacentes. o paciente poderá receber banho de chuveiro (aspersão). no leito ou chuveiro. As áreas corporais não incluídas no aparelho gessado deverão ser submetidas à higienização habitual com água e sabão.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. é embaraçoso ter de pedir ajuda para lavar as mãos. muito embora seja um procedimento muito simples. micose. depende de a área imobilizada adequar-se às limitações impostas pelo aparelho gessado ou ao estado geral do paciente. Encaminhar o paciente em cadeira de banho até o chuveiro e ajudá-lo a posicionar a perna sobre um estrado ou banco. higiene corporal e oral. transporte da cama para a cadeira e vice-versa e posicionamento durante os cuidados. . amor próprio. O tipo de banho. A pele sadia. Após o término do banho. em seguida. eliminações urinárias e intestinais. posteriormente. necessita de cuidados corporais específicos no que tange à pele. precisa de cuidados específicos em relação à higiene propriamente dita. Todo paciente imobilizado com aparelho gessado apresenta odor característico decorrente da transpiração. A higiene.197/0001-70 . passar um emoliente em toda a extensão do corpo. pequenas descamações da camada externa da pele. particularmente para aqueles que necessitam de higiene no leito. continuamente. devendo receber cuidados especiais como proteger as bordas durante a higiene. A higiene desses indivíduos deve ser cuidadosa. cuidar de vários aspectos de higiene pessoal. desde que proteja o aparelho gessado com plástico. produtos de excreção e secreções. evitando molhar o aparelho gessado. movimentação no leito. protegendo toda a extensão do corpo. estes são proliferadores de bactérias. causadores de mau cheiro e. atuando na regulação da temperatura corporal e via de excreção dos resíduos orgânicos pela transpiração. hesitam em solicitar ajuda e sua angústia pode aumentar o sofrimento físico. o espaço interglúteo de ser mantido limpo e seco. colocar uma comadre. retirar o plástico e ter cuidado ao limpar os dedos ou artelhos com pano úmido e seco.: 2772-3484 / 2673-6678 Higienização Quando o paciente é submetido ao aparelho gessado. sempre no leito. o rosto.206. CNPJ 04. sobretudo os espaços interdigitais. quando se trata de cuidar da higiene e aparência pessoal.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. à movimentação. Para alguns pacientes. Existem outros fatores chamados constrangimento. Em pacientes com imobilização tipo gesso pelvipodálico ou calção gessado.

Em caso de pessoas com alguns distúrbios gastrintestinais como enjôo.Parecer 235/2005 D. ambiente e outros fatores. mas também de prazer e sustento. há precisão maior de nutrientes para formação e regeneração tecidual óssea. oferecendo todo o material necessário. pois estimulam o apetite. crescimento e manutenção dos ossos e outros tecidos para a regulação de todos os processos corporais. que apresentam inapetência. A maioria dos pacientes apresenta um grau de inapetência por causa da imobilização. sexo. um tanto terapêutico. Fazer o tratamento adequado. estas devem ser mantidas curtas e limpas. Na prática do hospital e do domicílio. Depende da idade. A falta de exercícios em função da imobilização pode diminuir a necessidade corporal por alimentos produtores de energias. tais exercícios devem ser feitos antes das refeições. a alimentação deve ser bem apresentável e saborosa.: 2772-3484 / 2673-6678 Não esquecer dos cabelos. A higiene oral deve ser enfatizada sempre após as refeições. é responsável pelo funcionamento do organismo. que é um proliferador de bactérias. mas. o momento das refeições deve ser agradável. ao mesmo tempo. O ressecamento excessivo do couro cabeludo resulta no aumento das caspas. modificando a dieta e fracionando-a em pequenas e freqüentes ou administrando alguma medicação antes das refeições. é importante uma alimentação rica em proteínas e resíduos para ajudar na eliminação urinária e intestinal. que aumenta o sedentarismo. padrão de vida. A boca limpa e higienizada causa bem-estar. evitando acúmulo de sujidade. A quantidade adequada varia de indivíduo para indivíduo. Em algumas situações. As pessoas com cabelos oleosos devem lavá-los com muita freqüência. pois existem os distúrbios no metabolismo das proteínas nitrogenadas da imobilização.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. pacientes com cabelos longos devem ser orientados a cortá-los. CNPJ 04. portanto. A limpeza das unhas também faz parte da higiene.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. dispepsia. Quando se trata de paciente ortopédico. podem-se encontrar pacientes com piolhos ou parasitas em seus cabelos e corpo.206. tendo grande aceitação pelo paciente. Deve ser estimulada e encorajada a exercitar membros não imobilizados e realizar exercícios isométricos no membro imobilizado.197/0001-70 . Alimentação A alimentação é essencial à recuperação dos pacientes. dores ou alteração na regulação corporal como “febre”. a enfermagem necessita intervir com a nutricionista. observam-se queixas em relação à . Os pacientes imobilizados passam um grande período do dia diante de uma televisão ou um livro. estado físico. Por esse motivo.

Mas sua dificuldade causa distúrbios de desconforto. a flatulência e a constipação intestinal. gosto. A enfermagem pode intervir comunicando à nutricionista para mudança da aparência da dieta. mal-estar. Investigar as condições clínicas do indivíduo e estabelecer dietas e líquidos adequados suficientes. conseqüentemente. evitando problemas como constipação intestinal. o odor desagradável. evitando refluxo de urina e fezes para o gesso. hábitos e horários.206.Parecer 235/2005 D. sendo observada a quantidade de alimento e de líquido ingerido. realizar sempre a higiene íntima. entre outras.197/0001-70 . almofadas ou coxins forrados na região dorsal. CNPJ 04. retenção e infecção urinária. Posicioná-los confortavelmente na comadre. portanto. O aumento da ingestão hídrica facilita a eliminação de fezes. secreções e previne a calculose renal decorrente da hipercalciúria. o café está frio. em virtude de a . Proporcionar ambiente tranqüilo durante as eliminações. a impotência e a imobilização são causadoras das reclamações em relação à alimentação. Síndrome Compartimental Ocorre quando existe um aumento da pressão tecidual dentro de um espaço entre os compartimentos musculares ou quando a perfusão tecidual muscular é inferior àquela necessária à vitalidade do tecido decorrente de uma lesão. passada. proteger com material impermeável.: 2772-3484 / 2673-6678 alimentação: “a comida está fria.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. A orientação terapêutica é necessária para a recuperação do paciente. Isto pode ocorrer em razão da redução no tamanho do compartimento muscular. não tomo leite”. Eliminação A eliminação é um fator importante para estabelecer o funcionamento orgânico adequado banindo as toxinas. A ansiedade. principalmente em pacientes com limitações na locomoção e mobilidade. mantendo-os ligeiramente elevados. a carne está dura. usar travesseiros. urinas. Hidratação A ingesta hídrica deve ser em torno de 1500 a 2000 ml/dia.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Ensinar aos pacientes os exercícios respiratórios e abdominais que auxiliam na eliminação intestinal. a vigilância das mesmas é fundamental. inapetência e irritabilidade.

Leitos ungueais com coloração azulada sugerem problemas relacionados ao sistema nervoso.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. a fim de se descomprimir toda a extensão do . A tumefação indica edema e retorno venoso reduzido. como adormecimento. A tumefação e o edema são respostas naturais do tecido ao traumatisto e a cirúrgica. cianose.: 2772-3484 / 2673-6678 fáscia que circunda. Alguns sinais devem ser monitorizados no pós-operatório. A síndrome compartimental pode também ocorrer no pós-operatório quando o dreno de sucção não é eficiente ou se a hemostasia não for feita adequadamente no intra-operatório. Esses sinais associados a um gesso apertado ou hematoma no pós-operatório podem provocar a insuficiência vascular e a compressão nervosa. causando aumento de líquido entre os compartimentos. os leitos ungueais são importantes na avaliação. em virtude de a fáscia que circunda o músculo ser excessivamente estreitada ou de o aparelho gessado ou curativo estarem produzindo constrição. Outras vezes exige intervenção imediata.Parecer 235/2005 D. no caso de aparelho gessado. inclusive. Muitas vezes a pulsação arterialperiférica pode ainda estar presente. fazer uma fenda cortando. principalmente nas primeiras 48 horas após a colocação do aparelho gessado ou tala gessa. provocando isquemia e anóxia dos tecidos tanto nervoso quanto muscular. perda motora e sensorial. observar: dor persistente e progressiva. que obstrui as artérias ou veias menores que suprem os músculos. evitando que fique mais alto que o nível do coração. sensação de constrição). enchimento capilar lento (palidez. Nessa avaliação. e causar a lesão nervosa periférica. CNPJ 04. fixadores como: • Dor persistente e progressiva.206. fratura exposta com lesão grave da musculatura. dentro de algumas horas alterações irreversível podem ocorrer. dor com o alongamento passivo que não melhora com analgésicos e mudanças de posição. A avaliação constante e regular das condições neurovasculares torna-se fundamental para o reconhecimento precoce de uma possível síndrome compartimental.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. avisar o médico de imediato e trocar curativos restritivos.197/0001-70 . pele fria. Em algumas situações. Extremidades brancas e frias. pulso diminuído sugerem insuficiência ou obstrução arterial. a monitorização da pressão tecidual pelos dispositivos torna-se necessária quando o músculo é acessível. A atuação do enfermeiro é corrigir o posicionamento do membro. A capacidade motora diminuída e a ocorrência de parestesia (sensações anormais – formigamento) indicam isquemia nervosa provocada pelo aumento da pressão tecidual. resultando na diminuição do suprimento sanguíneo para uma extremidade ou região. a malha tubular e o algodão. observando a altura do mesmo. porém é necessário prestar atenção até que melhores a dor.

O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. O diagnóstico principal de enfermagem é mobilidade física prejudicada relacionada aos fatores fisiopatológicos. • Dor da relação ao processo patológico e tratamento.: 2772-3484 / 2673-6678 compartimento pela fasciatomia. Se o membro estiver imobilizado. tratamento. situacional maturacional. Mobilidade e exercícios físicos. corrigindo o fluxo de energia e aumentando o peristaltismo do intestino grosso. Todos os sistemas do organismo funcionam eficientemente quando estão ativos. regularizando. além de outras alterações orgânicas. risco para dor. risco para síndrome do gesso. Escara de decúbito É uma complicação freqüente observada em pacientes portadores de gesso pelvipodálico.206. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM O paciente submetido a uma imobilização com o aparelho gessado deve observar cuidados específicos referentes à imobilidade. todos os cuidados explanados neste item devem ser seguidos. Em geral.Parecer 235/2005 D. o processo degenerativo começa quase imediatamente. ser usadas medidas indiretas que reflitam a perfusão tecidual. Os compartimentos musculares do antebraço e da perna são acometidos com maior freqüência. calção gessado.197/0001-70 . CNPJ 04. perfusão tecidual periférica e posicionamento. Calcula-se que a força e o tônus dos músculos . O desuso do sistema neuromuscular leva rapidamente à degeneração e subseqüente perda de funcionamento. equilibrando o individuo no aspecto biopsicológico. que facilita a eliminação intestinal. Atualmente existem técnicas alternativas como balanceamento muscular.

posições viciosas e edemas. Nesse caso. A enfermagem deve se preocupar em acelerar a recuperação e prevenir complicações como: lentidão do metabolismo basal. Insistir e estimular exercícios de sustentação do tronco na posição dorsal.197/0001-70 . CNPJ 04. Para aqueles que necessitam de imobilização prolongada. É importante que a mudança de posição seja regular. é um processo muito lento. ou seja. o aumento da força. maior ativação mental. redução de força. maior eficiência do coração e pulmão. alterações posturais. deve-se: • Estimular o uso do trapézio de hora em hora. evitando movimentos forçados. protegendo e mantendo a posição imobilizada com coxins e travesseiros. • Ensinar e insistir no auto-cuidado nas atividades da vida diária. tônus e tamanho do músculo. nitrogênio e fósforo e o indivíduo pode apresentar grave carência desses elementos. ventral ou sentada. aumenta a eficiência do funcionamento de todos os processos corporais como fisiológicos. melhor digestão. obstipação intestinal.: 2772-3484 / 2673-6678 imobilizados podem diminuir até 5% por dia na ausência de qualquer contração do músculo. maior propensão às infecções pulmonares. A enfermagem pode determinar as alterações exatas conseqüentes a um programa regular de exercícios.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. . insônia. pelve e membros inferiores. A restauração da força e do tônus muscular. a prevenção é decisivamente a melhor parte da recuperação. O exercício apresenta benefícios. Nas imobilizações de tronco. melhora nos padrões de sono. Há uma excreção maior de cálcio. O processo degenerativo afeta também os tecidos ósseos e a pele. podendo levar meses ou anos. O processo de degeneração nos músculos ocorre rapidamente. alterações no comportamento decorrentes de ansiedade e hostilidade pelo distúrbio da atividade física e mental. a pressão de atrito é aumentada e pode causar escara de pressão. tônus e tamanho dos músculos. psicológicos. redução dos depósitos de tecido adiposo.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. • A mudança de decúbito deve ser valorizada. menor pressão sanguínea. os cuidados com a mobilidade e exercícios físicos são essenciais na sua prevenção com relação à degeneração ou atrofia muscular e complicações tardias que poderão limitar a mobilidade. aumento do nível de hemoglobina. Se o paciente estiver hospitalizado.Parecer 235/2005 D. É comum observar uma desorganização do padrão de sono. problemas circulatórios como trombose venosa profunda. trato urinário. por outro lado. decúbito lateral direito e esquerdo.206.

o polegar deve estar em contato com o gesso no sentido de direcionar a profundidade e atuar como protetor diante da lâmina.Parecer 235/2005 D. A serra não provoca lesão de pele. há vibração e pressão durante o procedimento. serra elétrica e membro imobilizado. o que se poderá sentir é uma sensação de calor mais acentuada no local onde a lâmina fica por mais tempo. Se o parelho gessado estiver no braço. A serra é pressionada com firmeza contra o gesso até se perceber falta de superfície dura. em seguida.197/0001-70 . O acolchoamento do aparelho gessado é cortado a seguir com tesoura. apoiar o membro na posição em que estava imobilizado e gradativamente forçar a extensão e o apoio. estimular o paciente a forçar intermitentemente a perna gessada contra o calço. travesseiro e solução para limpeza do membro. Logo após sua retirada. que oscila para cortar. Como cuidado. hidratar a pele. rigidez e sensação de leveza ou falta de apoio pela imobilização prolongada.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. por exemplo. A movimentação fortalece a musculatura a ativa a circulação.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Encaminhar ao lavatório para remover a pele seca e escamosa acumulada durante a imobilização. Isto ajuda a evitar atrofia muscular e a manter a força. contrair os músculos envolvidos pelo gesso sem movimentar a articulação. a estender e contrair os artelhos. A orientação é voltada à experiência de se submeter a esse procedimento. até a pele voltar ao seu estado normal. CNPJ 04.206. isto é. REMOÇÃO DO APRELHO GESSADO Para remover o aparelho gessado necessita-se de: serra elétrica. o paciente deve ser orientado em relação ao procedimento. . O paciente com bota gessada para deambulação é estimulado à marcha e a elevar o segmento quando em repouso. podem apresentar hipotrofia muscular.: 2772-3484 / 2673-6678 • A movimentação ativa dos membros não afetados e exercícios isométricos do membro imobilizado devem ser estimulados. é uma seqüência de pressões alternadas e sucessivas ao longo do aparelho gessado. procedimento deve ser feito durante cinco dias. o aparelho gessado é fendido. A serra elétrica possui lâminas circular e deve ser utilizada da seguinte forma: segurar com a mão firmemente. ao empregar a serra elétrica. Orientar o paciente nos exercícios isométricos. Para remover ou trocar o aparelho gessado. Esses exercícios são recomendados para fazer de hora em hora. o paciente sente dor. ele fará flexão e extensão dos dedos e também contração forçada dos dedos (fechar o punho).

enforcando principalmente o auto-cuidado.206. necessitando de orientações em relação aos cuidados que devem ser observados. periodicamente.: 2772-3484 / 2673-6678 A deambulação precisa ser progressiva em função da sensação de leveza. Torna-se importante conhecer as condições sociais e econômicas da pessoa e adaptar as orientações e cuidados. que pode provocar quedas. Os pacientes que não precisam de internação recebem alta com o membro imobilizado. musculatura. CONSIDERAÇÕES FINAIS As orientações e cuidados básicos pontuados neste texto mostram a necessidade do paciente de receber e participar dos cuidados.197/0001-70 .Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. após a remoção do parelho gessado manter o membro elevado. A aplicação do aparelho gessado muitas vezes é feita no ambulatório. edema é observado na extremidade imobilizada. às vezes.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. de modo que sejam alcançados os objetivos do tratamento com imobilização do tipo aparelho gessado. CNPJ 04. unidade de internação e no proto-socorro.Parecer 235/2005 D. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: . associar o exercícios ativo com o objetivo de fortalecer a musculatura.

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206.197/0001-70 .O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. CNPJ 04.Parecer 235/2005 D.: 2772-3484 / 2673-6678 .

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