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CNPJ 04.206.197/0001-70 - Parecer 235/2005 D.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.: 2772-3484 / 2673-6678

APARELHO GESSADO PROCESSO DE CUIDAR INTRODUÇÃO Desde o século X, utiliza-se o gesso no tratamento de fraturas. Pela história, os médicos e os laboratórios afins vêm aperfeiçoando as ataduras gessadas. Em 1852, o médico holandês Antonius Muthijsen idealizou um gesso tecido. No oriente, alguns “médicos” empregavam panos com massa de farinha, água e ovo para aliviar a dor; após a secagem, permaneciam endurecidos e imobilizavam o membro. Neste século, a partir da década de 30, Karl Mienes criou a primeira atadura gessada. Desde então várias empresas vem modificando e aperfeiçoando-a. atualmente são rolos de crinolina impregnadas com gesso natural ou sulfato de cálcio hidratado. O gesso natural é reduzido a pó para dissolução dos cristais e submetido a calor intenso para retirada da água. O produto dessa ação é o gesso. Quando a água é adicionada ao gesso, o sulfato de cálcio desidratado absorve, recristaliza-se e solidifica-se como sulfato de cálcio desidratado absorve, recristaliza-se e solidificase como sulfato de cálcio ou gesso natural: CaSO42H2O - aquecimento: CaSO41/2H2O. Durante o preparo do aparelho gessado, observa-se que as ataduras, quando umedecidas, apresentam uma reação de cristalização que libera o calor (uma reação exotérmica). A atadura gessada é encontrada em rolos, com larguras variadas de 6cm, 10cm. 15cm, 20cm e comprimento variando de 5 a 6m. O aparelho gessado é um dispositivo rígido de imobilização externa moldado aos contornos do corpo ao qual é aplicado, utilizando-se ataduras gessadas. Permite a imobilização do paciente, desde que esteja firme e seco, ao mesmo tempo em que restringe o movimento da parte imobilizada. FINALIDADES O aparelho gessado imobiliza uma parte do corpo numa posição específica, aplicando pressão uniforme sobre os tecidos moles. É usado para tratamento definitivo ou temporário, tendo como finalidades: • Aliviar a dor

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• Manter os fragmentos ósseos alinhados, posicionados e imobilizados (após a redução da fratura). • Assegurar o repouso do membro lesado. • Favorecer a cicatrização de partes moles. • Prevenir e corrigir deformidades, especialmente em pós-operatório de crianças. • Manter a correção obtida nas malformações congênitas, processo infecciosos r tumorais. • Imobilizar provisoriamente uma fratura não reduzida. • Proporcionar apoio e estabilidade às articulações enfraquecidas ou lesadas. • Imobilizar uma região operada.

TIPOS DE APARELHOS GESSADOS Os tipos de aparelho gessado e a sua indicação estão relacionados às características da lesão (localização, tipo de fratura, idade do paciente, tipo de cirurgia). A nomenclatura do aparelho gessado, na maioria das vezes, é determinada pela região imobilizada. Goteira ou Tala gessada É uma imobilização feita com atadura gessada, cobrindo parcialmente o membro. Deve-se colocar a malha tubular, cobri-la com algodão ortopédico e, em seguida, recobrir com a atadura gessada ¾ partes da circunferência do membro, imobilizando-o. por fim, é necessário envolver o membro com atadura de crepe, sempre da parte distal para a proximal. Uma boa confecção de goteira gessada inicia-se pela proteção do membro a ser imobilizado com malha tubular, proteção

principalmente quando existe edema acentuado. É indicada nas fraturas e contusões dessa região. CNPJ 04. com a face ventral do antebraço apoiada sobre a mesa. existe no mercado dispositivo pronto com tecido e preso com botão de pressão. É indicado nos casos de fraturas. manter o tornozelo em ângulo reto até que seque a goteira. Alguns cuidados devem ser observados em nível de tornozelo: não apertar em demasia a atadura evitando o garroteamento. Usar.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. contusões e distensões do membro. Dentre as talas gessadas. Goteira suropodálica (Tala Bota) É uma imobilização da região do pé. Durante a confecção. durante a imobilização. A goteira antebraquiopalmar serve para imobilizar os metacarpos e as falanges. Os demais cuidados seguem os passos da confecção do aparelho gessado. manter o paciente em decúbito dorsal horizontal com tornozelos em 90º. O posicionamento do membro. A tipóia é feita com a malha tubular ou atadura de crepe.206. de modo que o paciente posicione a mão deixando o punho em hiperextensão e as articulações metacarpofalangianas em flexão.Parecer 235/2005 D. um rolo de esparadrapo e rolo de atadura gessada. serão citadas as mais freqüentes: Goteira antebraquiomanual (Tala Luva) Imobiliza o terço distal do antebraço e o punho. por exemplo. deve manter o antebraço semipronado com citovelo fletido em 90º e com o punho em ligeira flexão dorsal.197/0001-70 . Para todas as imobilizações do membro superior é importante o uso da tipóia para evitar edema de extremidade.: 2772-3484 / 2673-6678 bem feita das saliências ósseas com algodão ortopédico. não apoiar em . tornozelo e do terço distal da perna. deixar o calcanhar sem apoio. É indicada nas fraturas e nas contusões de punho. manter o paciente sentado. no caso de fraturas e luxações e nas lesões da palma da mão e dos dedos. ou seja.

seguindo a posição inicial de semiflexão do joelho.206. joelho e coxa. o cotovelo é imobilizado em ângulo reto. mesmo após o secagem completa. Após a colocação da tala. existem outras nomenclaturas. . contusão de perna. observar alguns cuidados. de mais ou menos 15º no caso de fratura de patela. fraturas de patela. luxação de joelho após a redução. como branquiomanual pendente ou cartuchos. Evitar a mudança de decúbito enquanto estiver úmido.Parecer 235/2005 D. Manter o membro na posição elevada calçando com coxim ou férula de Brawn.197/0001-70 .Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. APARELHO AXILOPALMAR Estende-se a região proximal do úmero (prega axilar) até a região metacarpiana. evitando as depressões internas. colocar a tipóia. O grau de flexão será aquele permitido pelas condições circulatórias do membro lesado e pelo grau de estabilidade da fratura. a posição do antebraço e do cotovelo depende de cada caso. manter o joelho em extensão e o tornozelo em ângulo reto ou em 90º. até regradir o edema. com joelho em semiflexão. após a imobilização. Goteira inguino-maleolar ( Tala Tubo) É adotada em pós-operatório de joelho. Deve-se manter o paciente em decúbito dorsal horizontal. nas fraturas supracondilianas não graves. com o braço em abdução de mais ou menos 45º. mantendo-o elevado em coxim ou travesseiros.: 2772-3484 / 2673-6678 nenhuma estrutura. em geral.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Ao término da tala colocar um suporte sob o joelho. CNPJ 04. Durante a confecção manter o paciente. esperar a secagem completa da goteira gessada.

Manter o paciente em posição ortostática. flexão do cotovelo de 90º.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Parecer 235/2005 D. o antebraço é colocado em pronação sobre uma mesa.197/0001-70 . mantendo livre o polegar. Deve ser feita a mobilização do punho e dos ossos do carpo. metacarpos e falanges. devendo o paciente segurar um rolo de esparadrapo ou qualquer objeto cilíndrico até o endurecimento do gesso. que denominamos antebraquipalmar para escafóide.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. CNPJ 04. de forma que o antebraço fique sempre paralelo ao plano horizontal. APARELHO TORACOBRAQUIAL Compreende a região torácica. Deve-se proceder à imobilização da cintura escapular e o úmero. Para que seja feita a moldagem correta. às vezes do escafóide.: 2772-3484 / 2673-6678 APARELHO ANTEBRAQUIOPALMAR (LUVA GESSADA) Compreende desde a região abaixo do cotovelo até a metacarpiana. com a imobilização da articulação do punho e dos ossos do corpo.206. . manter o paciente sentado ou deitado com o braço em abdução de 90º e o cotovelo fletido em 90º. com o barco em abdução de 45º a 90º. adução horizontal do braço de 45º e antebraço em posição neutra. Durante a confecção do aparelho. clavicular e o braço até a região metacarpiana.

O paciente deve manter-se sentado com a perna pendente. imobilização da articulação do joelho e pósoperatório da mesma.: 2772-3484 / 2673-6678 MEMBROS INFERIORES APARELHO GESSADO SUROPODÁLICO (BOTA GESSADA) Abrange desde a região abaixo do joelho até a do pé. Durante a confecção do aparelho. manter o membro elevado sempre que possível. manter o paciente em decúbito dorsal com o membro fora da maca e em extensão. edema de extremidade. Em alguns casos.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. É utilizado para imobilização do tornozelo. APARELHO GESSADO INGUINO-MALEOLAR (TUBO GESSADO) Consiste da imobilização desde a raiz da coxa até a região maleolar. devem ser colocados coxins ou travesseiros ao longo da perna e manter o membro elevado com travesseiros ou almofadas até a secagem completa e . Alguns cuidados devem ser observados: dor. joelho e tornozelo em 90º se for em decúbito horizontal com apoio no terço distal da coxa. posicionamento do membro.Parecer 235/2005 D.206. esperar a secagem completa.197/0001-70 . articulações e ossos do pé. Inguinopodálico – imobilização do joelho até a região do pé. manter a perna elevada e o tornozelo em 90º. CNPJ 04. Cuidados: não aplicar carga.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. é colocado salto de borracha fixo para facilitar a marcha com o aparelho.

deixando o lado oposto totalmente livre. Coloca-se um suporte ou trave de abertura entre as coxas para manter o membro em abdução.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. deixando o paciente na posição ventral e lateral. CNPJ 04. bacia e fêmur. observar perfusão periférico e extremidade. evitar refluxo APARELHO PELVIPODÁLICO Consiste de imobilização da região torácica até a plantar do membro afetado. Observar as eliminações intestinais e urinárias. enquanto o outro precisa de equipamento auxiliar. Evitar. de tal forma que não force nenhuma articulação e mantendo livres as áreas de pressão. Após a secagem completa do gesso. Se for utilizado aparelho gessado com salto é permitida a deambulação.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.206. facilitando a movimentação do paciente e os . Acolchoar (Rolim) toda a região torácica e membros inferiores. dor. colocando travesseiros.197/0001-70 . É usado para imobilização das articulações coxofemorais. é importante fazer a mudança de decúbito. mudança de decúbito estiver úmido.: 2772-3484 / 2673-6678 durante o repouso. processos unilaterais. APARELHO GESSADO PELVI-HEMIPODÁLICO Compreende desde a região torácica até a plantar do membro afetado. do lado oposto até a região distal do fêmur.Parecer 235/2005 D. como muleta.

Parecer 235/2005 D. fêmur e pelve.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.: 2772-3484 / 2673-6678 cuidados de higiene. CNPJ 04. especialmente em crianças. Inicialmente coloca-se o halo craniano e. observando presença de secreções à sua volta. a avaliação constante e a aeração na região do pescoço facilitam a higienização. faz-se o colete gessado que. posteriormente. porém é necessário que se faça orientação em relação às alterações neurológicas como: a diplopia. É adotado nos casos de alguns pós-operatórios de artrodese de coluna e imobilização de baixa coluna. cefaléia. empregado tanto para tratamento definitivo ou temporário como forma de imobilização pósoperatória.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. HALOGESSO É utilizado nas imobilizações de cervical e no pósoperatório de coluna. será usado como leito gessado com a finalidade de permitir melhor movimentação do paciente em decúbito. É indicado para casos de pós-operatório da articulação coxofemoral. facilitando os cuidados de enfermagem no pós-operatório. Em algumas situações. São necessários cuidados com a limpeza dos pinos do halo craniano e a manutenção do aparelho. . posteriormente.206.197/0001-70 . ele é posicionado 1cm acima das sobrancelhas ou no canto externo dos olhos e acima dos ouvidos externos posteriores. formação de crosta e seborréia. A vantagem do halogesso é que permite uma imobilização adequada. o colete gessado onde são presas duas hastes que vão desde o halo até a região do ombro. A colocação do halo é feita no centro cirúrgico sob anestesia. COLETE GESSADO Abrange desde a região torácica alta até a lombossacra. A higienização periódica da cabeça é fundamental para evitar odor desagradável. a orientação é fundamental para a manutenção do aparelho. síndrome modular.

resfriando-se após 15 minutos. pela própria umidade do gesso. Passado a fase. articulação coxofemoral e no pós-operatório. expectativa do esquema terapêutico e suas implicações.197/0001-70 .O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. CNPJ 04.Parecer 235/2005 D. Outro aspecto importante é a alteração na auto-imagem. talvez com receio. pode causar algumas sensações como: aumento de temperatura dentro do aparelho. modificando sua independência. irá sentir frio no local. manutenção do aparelho: não molhar. o autocuidado deve ser enfatizado para que diminua essa ansiedade e dependência. Utilizado na imobilização dos ossos da cintura pélvica.: 2772-3484 / 2673-6678 CALÇÃO GESSADO Estende-se desde a região torácica inferior até a distal do fêmur bilateral. evitar rachaduras. fica apreensivo. o paciente necessita de informações sobre a situação – problemas patológicos. quando recebe a notícia de que será imobilizado. ou seja. com significado distinto para cada pessoa.206. finalidade. Orientar o paciente em relação as eliminações. suas atividades pessoais de vida diária e profissionais. aflito. A dependência varia desde um simples movimento no leito até a deambulação entre outros. Antes de iniciar a confecção do aparelho gessado. existe um significado: “Eu vou depender de outras pessoas”. pois o gesso em contato com a água libera calor. o cuidado com o aparelho gessado: às vezes.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. . APARELHO GESSADO E O SIGNIFICADO AO PACIENTE O paciente. imobilizar alguma parte do corpo significa alterar bruscamente seu ritmo de vida. pelo fato de não saber como proceder com a imobilização. Para a maioria dos pacientes. higiene corporal. até o associa com o estado grave de uma lesão ou fratura. É importante explicar-lhe como colaborar durante a confecção e manutenção do aparelho gessado ao longo do tratamento. portanto. Esclarecer que: • A confecção do aparelho gessado. às vezes.

O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. CNPJ 04. Atadura gessada Balde com água Malha tubular Algodão ortopédico Tesoura Éter ou benzina CUIDADOS QUE DEVEM SER OBSERVADOS ANTES E DURANTE A CONFECÇÃO DO APARELHO GESSADO A enfermagem exerce uma função importante de orientação e avaliação do membro antes e após a confecção do aparelho gessado. é necessário passar éter ou benzina. 3. pseudartrose. evitando desta forma uma imobilização inadequada. • Esperar a secagem completa para que possa aplicar carga. Apoiar e posicionar a parte a ser engessada.: 2772-3484 / 2673-6678 • Sua aplicação é indolor. para tanto é necessária a participação no que se refere ao posicionamento do membro. 4. Realizar a limpeza da área com água e sabão.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. 4. às vezes.Parecer 235/2005 D. Observar com rigor as condições de pele e a existência de lesões.206. MATERIAL NECESSÁRIO PARA CONFECCIONAR O APARELHO GESSADO 1. Orientar quanto ao procedimento. retirando toda sujidade. a fim de aumentar o conforto e evitar complicações após a aplicação do aparelho gessado (contratura. período de permanência e importância do aparelho gessado para sua recuperação. 2. 5. 1.197/0001-70 . de modo a restringir o movimento e manter a redução e o alinhamento. 3. 2. 6. .

Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Após esse processo. proteger principalmente as saliências ósseas e toda a sua extensão com algodão ortopédico. retirando o excesso de água. o que facilita o trabalho no momento da retirada do aparelho gessado. o enfermeiro deve conhecer os passos para seu preparo a fim de providenciar o material necessário. CNPJ 04. uma de cada vez. até parar o borbulhamento. que varia de acordo com a região do corpo. sempre duas articulações.: 2772-3484 / 2673-6678 entre outros).Parecer 235/2005 D. • • Escolher o tamanho apropriado da atadura e quantidade a ser utilizada. . auxiliar no posicionamento e alinhamento do membro e orientação do paciente. evitando a exposição excessiva e também o contato com o material do aparelho gessado. está em condições de envolver o membro e imobilizá-lo.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. proporcionando melhor acolchoamento e proteção ao membro do paciente. • Avaliar o membro afetado. O algodão ortopédico evita a má distribuição das compressões do gesso. Antes da aplicação do gesso. fazer curativo oclusivo. ou seja. Cobrir o paciente. • O aparelho gessado deve abranger sempre uma articulação acima e outra abaixo da fratura ou lesão. • Mergulhar as ataduras na água. portanto. Passos para Confecção do Aparelho Gessado A confecção do aparelho gessado de rotina é feita pelo médico. deverá estar limpo e posicionado adequadamente. envolver o membro com a malha tubular. Segurar com as pontas dos dedos as extremidades da atadura e torcer suavemente. em seguida.206. • O membro a ser imobilizado deverá estar na posição adequada.197/0001-70 . evitando lesões. na posição funcional. caso tenha lesões.

facilitando a aderência dos cristais às camadas adjacentes e às estruturas ósseas. Aplicar e enrolar a atadura gessada com tensão uniforme em toda a extensão do membro em espirais imbricadas. recortar as bordas. Deve ser executado antes que ocorra o endurecimento do gesso. limpar os dedos e os interdigitais quando for necessário. jóias das mãos e pés.197/0001-70 . 2. dando ao aparelho boa aparência e função. Ter consistência suficiente para suportar as solicitações mecânicas previstas (marcha. retirar o excesso de gesso da pele. Finalizar a confecção do aparelho.: 2772-3484 / 2673-6678 • Iniciar a confecção do aparelho sempre pela extremidade distal. iniciando a fase de modelagem. 3. movimentação no leito). Prover o conforto do paciente.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Deve-se desenrolar a atadura com uma das mãos e. devem ser tomados alguns cuidados como: 1. pois isso facilita sua execução e evita a síndrome do gesso. mantendo-o na posição a ser imobilizada.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Esse procedimento faz-se em cada passagem da atadura. O acabamento é fundamental. Durante a aplicação de gesso. ao mesmo tempo. ajustar convenientemente os pontos de apoio necessários à prevenção dos desvios. evitando assim que fragmentos de gesso penetrem no interior da imobilização. . retirar anéis. rebater a malha tubular e cobrir com atadura gessada. 4. observando a mudança do diâmetro do membro. o que proporciona a estabilidade do gesso e do segmento comprometido. 5. alisar coma outra.206.Parecer 235/2005 D. CNPJ 04. a moldagem consiste em regularizar.

para que sejam mantidas a posição e função do membro imobilizado. Durante a secagem do aparelho o enfermeiro deve-se preocupar com o ambiente.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Na confecção ou na retirada de um aparelho gessado. variando de acordo com o tamanho do aparelho gessado e a umidade do ar. mas de qualquer maneira é necessário orientar o paciente com o objeto de amenizar sua ansiedade e evitar complicações vasculares e integridade cutâneo-mucosa. evitando depressões em seu interior. posicionamento e complicações. porque perde a função de imobilização. apoiado em travesseiros. dificulta os movimentos. as ataduras são aplicadas com tensão uniforme em toda a volta do membro.197/0001-70 . O esclarecimento para que possa ser dada a movimentação total do membro. além disso. Mostrar ao paciente o funcionamento dos mesmos. sempre acompanhando o molde do gesso. Além disso. evitando superfícies ásperas e rígidas. alertar para os sinais de compressão de gesso que poderão evoluir para uma síndrome do gesso.: 2772-3484 / 2673-6678 6. segurando-o com as mãos espalmadas. CNPJ 04. O aparelho deverá estar exposto.206. A secagem completa leva em média 48 a 72 horas. colocar coxins ou travesseiros de maneira a acompanhar o molde do mesmo. O membro superior deverá estar elevado ou em nível do tórax. Cuidados de Enfermagem após a colocação do aparelho gessado Ao término da confecção do aparelho gessado. A colocação de um aparelho gessado pode ter um caráter de urgência ou eletiva. cabe à enfermagem realizar e orientar o transporte do paciente com aparelho gessado ainda úmido de forma correta. evitando a quebra. pois aparelho fraco quebra com facilidade. não deve ser folgado. para tanto. são necessários alguns instrumentos que podem provocar temor. insegurança. O posicionamento deve seguir alguns princípios • O membro inferior imobilizado deverá estar sempre mais alto. O ambiente deve ser ventilado. principalmente a serra elétrica. com . Não se deve cobri-lo com cobertores enquanto estiver úmido. pesado.Parecer 235/2005 D. Durante a confecção do aparelho observar a consistência.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. almofadas ou férula de Brawn. inclusive com carga no aparelho gessado para marcha. apoiando adequadamente.

206. varal. edema. paresteria (formigamento ou dormência).Parecer 235/2005 D.197/0001-70 . posicionando apenas o membro inferior com travesseiros ou almofadas. Os dedos ou artelhos do membro engessado são avaliados e comparados com o membro oposto. cianose). o enfermeiro monitoriza a extremidade para avaliar dor. paralisias e extremidades frias. parestesia e ao posicionamento. A condição normal inclui desconforto mínimo. calor ao toque.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. CNPJ 04. pulsos diminuídos ou ausentes. a fim de estimular a circulação.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. período em que surge o maior número de complicações. . coloração normal (rosada). boa perfusão – enchimento capilar rápido. • As primeiras 24 horas devem ser observadas constantemente em relação à dor. dando indicação para a função sensorial e motora específica.: 2772-3484 / 2673-6678 o apoio de travesseiro. A região do quadril e membros inferiores devem ser mantida em decúbito dorsal. tumefação. perfusão periférica. esperando a secagem completa. • Para avaliar a perfusão tecidual periférica. capacidade de movimentar os dedos e os artelhos e presença da sensibilidade do membro. A região torácica deverá estar em decúbito dorsal. Em relação à parestesia deve-se avaliar as sensações nos dedos e artelhos e a capacidade de movimentá-los. mudança na coloração (palidez. Também o paciente deve ser encorajado a movimentar os dedos e os artelhos a cada hora. se for necessário. tipóia.

até onde a mão alcançar. hematoma. SINAIS E SINTOMAS DA SÍNDROME DO GESSO Os sinais e sintomas da síndrome do gesso. compressão nas proeminências ósseas e protegidas inadequadamente.Parecer 235/2005 D.206.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. necessitando manter as unhas limpas e evitar esmaltes coloridos nas mesmas. de uma cirurgia. a introdução de objetos estranhos no interior do gesso com a finalidade de coçar. a monitoração das extremidades das mãos e pés é importante para avaliação da perfusão tecidual periférica. . • Alteração de temperatura decorrente do edema compressão. a própria cirurgia. A limpeza do aparelho e do membro imobilizado deve ser feita com o pano úmido e macio nas áreas que estão sob o gesso. depressões.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. edema compartimental. Edema é causado por estase venosa. introdução de corpos estranhos no interior do aparelho.197/0001-70 . em sua grande maioria. • • Dor contínua e progressiva pode ser decorrente de uma solução de continuidade da pele. sangramento no local. esta deve ser pesquisada até a determinação exata da causa. edema. recortes defeituosos no aparelho. CNPJ 04. fraturas. alimentos deve ser evitada. ou outras causas inerentes ao próprio trauma.: 2772-3484 / 2673-6678 A manutenção do aparelho gessado É um cuidado para evitar a perda da redução de uma fratura. mau posicionamentos. posicionamento inadequado. manter o membro imobilizado íntegro e a limpeza do aparelho. movimentos inadequados. mau posicionamento do membro imobilizado. ocasionando um comprometimento circulatório. provocando edema. são decorrentes da imperfeição do aparelho gessado.

principalmente quando permanecem em decúbito dorsal.197/0001-70 . encurtamento do membro. • Dispnéia. deformidade nas aderências .: 2772-3484 / 2673-6678 • Alteração da coloração das extremidades. • Paralisia de nervo periférico causada por compressão. Todas as articulações livres de imobilização devem ser exercitadas e movimentadas para manter a função e a amplitude dos membros. unindo as fibras individuais do conjutivo. que podem indicar alguma lesão sob o gesso. • Em caso de sangramento em pós-operatório. como as do joelho. o ideal é circular a área de sangramento com caneta. alterações periarticulares decorrentes de uma imobilização prolongada. do ombro. A rigidez articular é causada por enrijecimento articular por aderência nas fraturas. com sensação de “adormecimento” no local.206. palidez nos casos de imobilização dos membros superiores e inferiores com maior freqüência.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. flatulência e obstipação são observadas em pacientes com coletes gessados. sendo importante realizar exercícios isométricos no membro imobilizado. COMPLICAÇÕES MAIS COMUNS Atrofia Muscular É comum nas imobilizações. Algumas articulações são mais vulneráveis do que outras.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. gesso pelvipodálico. líquido intersticial que se acumula nos tecidos. controlando a dor e a pressão arterial. • Deve-se atentar para odor fético e/ou mancha de secreção no aparelho gessado. o que ocasiona perda de flexibilidade dos tecidos periarticulares (cápsula articular e os ligamentos). Rigidez Articular É mais freqüente quando ocorre fratura próxima à articulação.Parecer 235/2005 D. cianose. estar atento em relação ao tamanho da área. do cotovelo e as dos dedos. CNPJ 04. principalmente no pósoperatório.

Toda movimentação deve ser progressiva pela manipulação delicada e repetida.197/0001-70 .Alimentação.Parecer 235/2005 D. movimentos dos membros. diminuição da força muscular e riscos para infecção ou lesão. hidratação. pois os pacientes retornam para suas casas com a imobilização e permanecem por mais de 20 dias sem orientação adequada.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. . . .Higiene .Hidratação. • Perfusão periférica alterada referente ao aparelho restrito. porém podem deixar resíduos ou fibrina que mais tarde se organizam em aderências fibrosas entre as pregas opostas da membrana sinovial. quando envolve a superfície articular do osso. incisão cirúrgica. escoriações. posicionamento do membro e edema. particularmente em idoso. Alguns cuidados devem ser destacados durante a manipulação de uma articulação rígida: evitar força excessiva. assim como na prevenção do processo degenerativo. .206.Mobilidade e exercícios físicos. Serão discutidos os cuidados gerais em relação à higienização. A principal intervenção de enfermagem está voltada ao déficit no conhecimento terapêutico. eliminação.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. Existe um extravasamento de sangue para a articulação (hemartrose). a aderência direta do músculo ao osso subjacente no foco de fratura. .Eliminação intestinal e urinária. este é reabsorvido sem causar efeitos nocivos. CUIDADO DE ENFERMAGEM A intervenção de enfermagem concentra-se no fortalecimento e na restauração da função. Suas ações devem ser enfatizadas no que se refere a autocuidado. mobilidade e exercícios físicos independentemente da região imobilizada. CNPJ 04. alimentação. • Integridade da pele alterada evidenciada pelas lacerações. não devendo ser executado um único movimento forçado. • Déficit no conhecimento terapêutico relacionado à orientação: .: 2772-3484 / 2673-6678 intra-articulares.

no leito ou chuveiro. produtos de excreção e secreções. o espaço interglúteo de ser mantido limpo e seco.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. passar um emoliente em toda a extensão do corpo. Se a imobilização for somente em um membro inferior. micose.: 2772-3484 / 2673-6678 Higienização Quando o paciente é submetido ao aparelho gessado. pequenas descamações da camada externa da pele. higiene corporal e oral. O tipo de banho. . hesitam em solicitar ajuda e sua angústia pode aumentar o sofrimento físico. estes são proliferadores de bactérias. colocar uma comadre. escovar os dentes. Para alguns pacientes. Encaminhar o paciente em cadeira de banho até o chuveiro e ajudá-lo a posicionar a perna sobre um estrado ou banco. eliminações urinárias e intestinais. particularmente para aqueles que necessitam de higiene no leito. movimentação no leito. é embaraçoso ter de pedir ajuda para lavar as mãos. o paciente poderá receber banho de chuveiro (aspersão). A pele sadia. A higiene. cuidar de vários aspectos de higiene pessoal. sobretudo os espaços interdigitais. Todo paciente imobilizado com aparelho gessado apresenta odor característico decorrente da transpiração. CNPJ 04. A higiene desses indivíduos deve ser cuidadosa. sempre no leito.206. o rosto.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. muito embora seja um procedimento muito simples. transporte da cama para a cadeira e vice-versa e posicionamento durante os cuidados. precisa de cuidados específicos em relação à higiene propriamente dita. quando se trata de cuidar da higiene e aparência pessoal. Existem outros fatores chamados constrangimento. causadores de mau cheiro e. As áreas corporais não incluídas no aparelho gessado deverão ser submetidas à higienização habitual com água e sabão.197/0001-70 . devendo receber cuidados especiais como proteger as bordas durante a higiene. atuando na regulação da temperatura corporal e via de excreção dos resíduos orgânicos pela transpiração. retirar o plástico e ter cuidado ao limpar os dedos ou artelhos com pano úmido e seco. continuamente. necessita de cuidados corporais específicos no que tange à pele. Após o término do banho. íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e lesão dos tecidos subjacentes. a higiene é fundamental nesses indivíduos. as superficiais cutâneas desprendem. à movimentação. evitando molhar o aparelho gessado. depende de a área imobilizada adequar-se às limitações impostas pelo aparelho gessado ou ao estado geral do paciente. Em pacientes com imobilização tipo gesso pelvipodálico ou calção gessado.Parecer 235/2005 D. em seguida. amor próprio. desde que proteja o aparelho gessado com plástico. protegendo toda a extensão do corpo. posteriormente.

A limpeza das unhas também faz parte da higiene. ambiente e outros fatores. dispepsia. padrão de vida. A maioria dos pacientes apresenta um grau de inapetência por causa da imobilização. Deve ser estimulada e encorajada a exercitar membros não imobilizados e realizar exercícios isométricos no membro imobilizado. observam-se queixas em relação à . mas também de prazer e sustento. pois estimulam o apetite. Quando se trata de paciente ortopédico. Os pacientes imobilizados passam um grande período do dia diante de uma televisão ou um livro. Em algumas situações. é responsável pelo funcionamento do organismo. pacientes com cabelos longos devem ser orientados a cortá-los.206. mas. tais exercícios devem ser feitos antes das refeições. A higiene oral deve ser enfatizada sempre após as refeições. pois existem os distúrbios no metabolismo das proteínas nitrogenadas da imobilização. que aumenta o sedentarismo. evitando acúmulo de sujidade. é importante uma alimentação rica em proteínas e resíduos para ajudar na eliminação urinária e intestinal. Depende da idade. As pessoas com cabelos oleosos devem lavá-los com muita freqüência. estas devem ser mantidas curtas e limpas. A falta de exercícios em função da imobilização pode diminuir a necessidade corporal por alimentos produtores de energias.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. O ressecamento excessivo do couro cabeludo resulta no aumento das caspas. estado físico. A quantidade adequada varia de indivíduo para indivíduo. a alimentação deve ser bem apresentável e saborosa.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. a enfermagem necessita intervir com a nutricionista. Por esse motivo.Parecer 235/2005 D. há precisão maior de nutrientes para formação e regeneração tecidual óssea. tendo grande aceitação pelo paciente. oferecendo todo o material necessário. um tanto terapêutico. dores ou alteração na regulação corporal como “febre”. A boca limpa e higienizada causa bem-estar. Em caso de pessoas com alguns distúrbios gastrintestinais como enjôo.: 2772-3484 / 2673-6678 Não esquecer dos cabelos. Na prática do hospital e do domicílio. ao mesmo tempo.197/0001-70 . que é um proliferador de bactérias. o momento das refeições deve ser agradável. Alimentação A alimentação é essencial à recuperação dos pacientes. portanto. Fazer o tratamento adequado. CNPJ 04. crescimento e manutenção dos ossos e outros tecidos para a regulação de todos os processos corporais. modificando a dieta e fracionando-a em pequenas e freqüentes ou administrando alguma medicação antes das refeições. sexo. que apresentam inapetência. podem-se encontrar pacientes com piolhos ou parasitas em seus cabelos e corpo.

Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. hábitos e horários. Posicioná-los confortavelmente na comadre. Isto pode ocorrer em razão da redução no tamanho do compartimento muscular. mantendo-os ligeiramente elevados. O aumento da ingestão hídrica facilita a eliminação de fezes. entre outras. urinas. Eliminação A eliminação é um fator importante para estabelecer o funcionamento orgânico adequado banindo as toxinas. inapetência e irritabilidade. em virtude de a . A enfermagem pode intervir comunicando à nutricionista para mudança da aparência da dieta. sendo observada a quantidade de alimento e de líquido ingerido. a carne está dura. Proporcionar ambiente tranqüilo durante as eliminações. almofadas ou coxins forrados na região dorsal.Parecer 235/2005 D. Hidratação A ingesta hídrica deve ser em torno de 1500 a 2000 ml/dia. retenção e infecção urinária. Ensinar aos pacientes os exercícios respiratórios e abdominais que auxiliam na eliminação intestinal. mal-estar.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. proteger com material impermeável. portanto. secreções e previne a calculose renal decorrente da hipercalciúria.197/0001-70 . evitando problemas como constipação intestinal. Síndrome Compartimental Ocorre quando existe um aumento da pressão tecidual dentro de um espaço entre os compartimentos musculares ou quando a perfusão tecidual muscular é inferior àquela necessária à vitalidade do tecido decorrente de uma lesão. Mas sua dificuldade causa distúrbios de desconforto. conseqüentemente. principalmente em pacientes com limitações na locomoção e mobilidade. não tomo leite”. Investigar as condições clínicas do indivíduo e estabelecer dietas e líquidos adequados suficientes. CNPJ 04. A ansiedade. a flatulência e a constipação intestinal. A orientação terapêutica é necessária para a recuperação do paciente.: 2772-3484 / 2673-6678 alimentação: “a comida está fria.206. gosto. passada. realizar sempre a higiene íntima. usar travesseiros. a vigilância das mesmas é fundamental. evitando refluxo de urina e fezes para o gesso. a impotência e a imobilização são causadoras das reclamações em relação à alimentação. o odor desagradável. o café está frio.

pulso diminuído sugerem insuficiência ou obstrução arterial. dentro de algumas horas alterações irreversível podem ocorrer. perda motora e sensorial. enchimento capilar lento (palidez. sensação de constrição). Leitos ungueais com coloração azulada sugerem problemas relacionados ao sistema nervoso. A atuação do enfermeiro é corrigir o posicionamento do membro. Esses sinais associados a um gesso apertado ou hematoma no pós-operatório podem provocar a insuficiência vascular e a compressão nervosa. principalmente nas primeiras 48 horas após a colocação do aparelho gessado ou tala gessa. evitando que fique mais alto que o nível do coração.Parecer 235/2005 D. observar: dor persistente e progressiva. causando aumento de líquido entre os compartimentos. Nessa avaliação.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. inclusive. a malha tubular e o algodão.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. avisar o médico de imediato e trocar curativos restritivos. A síndrome compartimental pode também ocorrer no pós-operatório quando o dreno de sucção não é eficiente ou se a hemostasia não for feita adequadamente no intra-operatório. A tumefação indica edema e retorno venoso reduzido. em virtude de a fáscia que circunda o músculo ser excessivamente estreitada ou de o aparelho gessado ou curativo estarem produzindo constrição. pele fria.197/0001-70 .: 2772-3484 / 2673-6678 fáscia que circunda. dor com o alongamento passivo que não melhora com analgésicos e mudanças de posição. que obstrui as artérias ou veias menores que suprem os músculos. CNPJ 04. como adormecimento. Alguns sinais devem ser monitorizados no pós-operatório. a monitorização da pressão tecidual pelos dispositivos torna-se necessária quando o músculo é acessível. e causar a lesão nervosa periférica. cianose. porém é necessário prestar atenção até que melhores a dor. fixadores como: • Dor persistente e progressiva. a fim de se descomprimir toda a extensão do . Outras vezes exige intervenção imediata. Extremidades brancas e frias. Muitas vezes a pulsação arterialperiférica pode ainda estar presente. fazer uma fenda cortando. A capacidade motora diminuída e a ocorrência de parestesia (sensações anormais – formigamento) indicam isquemia nervosa provocada pelo aumento da pressão tecidual. no caso de aparelho gessado. resultando na diminuição do suprimento sanguíneo para uma extremidade ou região. fratura exposta com lesão grave da musculatura. A avaliação constante e regular das condições neurovasculares torna-se fundamental para o reconhecimento precoce de uma possível síndrome compartimental.206. A tumefação e o edema são respostas naturais do tecido ao traumatisto e a cirúrgica. Em algumas situações. provocando isquemia e anóxia dos tecidos tanto nervoso quanto muscular. observando a altura do mesmo. os leitos ungueais são importantes na avaliação.

Se o membro estiver imobilizado. Mobilidade e exercícios físicos.Parecer 235/2005 D. risco para síndrome do gesso. Escara de decúbito É uma complicação freqüente observada em pacientes portadores de gesso pelvipodálico. calção gessado. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM O paciente submetido a uma imobilização com o aparelho gessado deve observar cuidados específicos referentes à imobilidade. regularizando. risco para dor. corrigindo o fluxo de energia e aumentando o peristaltismo do intestino grosso. equilibrando o individuo no aspecto biopsicológico. CNPJ 04. Atualmente existem técnicas alternativas como balanceamento muscular. Em geral. situacional maturacional.: 2772-3484 / 2673-6678 compartimento pela fasciatomia. perfusão tecidual periférica e posicionamento. Todos os sistemas do organismo funcionam eficientemente quando estão ativos. além de outras alterações orgânicas. • Dor da relação ao processo patológico e tratamento.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. o processo degenerativo começa quase imediatamente. tratamento.197/0001-70 . O desuso do sistema neuromuscular leva rapidamente à degeneração e subseqüente perda de funcionamento. Calcula-se que a força e o tônus dos músculos . ser usadas medidas indiretas que reflitam a perfusão tecidual.206.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. Os compartimentos musculares do antebraço e da perna são acometidos com maior freqüência. todos os cuidados explanados neste item devem ser seguidos. que facilita a eliminação intestinal. O diagnóstico principal de enfermagem é mobilidade física prejudicada relacionada aos fatores fisiopatológicos.

os cuidados com a mobilidade e exercícios físicos são essenciais na sua prevenção com relação à degeneração ou atrofia muscular e complicações tardias que poderão limitar a mobilidade. evitando movimentos forçados. a prevenção é decisivamente a melhor parte da recuperação. • A mudança de decúbito deve ser valorizada. • Ensinar e insistir no auto-cuidado nas atividades da vida diária. A restauração da força e do tônus muscular.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. redução de força. Nesse caso. Se o paciente estiver hospitalizado. É importante que a mudança de posição seja regular. É comum observar uma desorganização do padrão de sono. decúbito lateral direito e esquerdo. maior ativação mental. nitrogênio e fósforo e o indivíduo pode apresentar grave carência desses elementos. redução dos depósitos de tecido adiposo. O processo de degeneração nos músculos ocorre rapidamente. menor pressão sanguínea.206. tônus e tamanho do músculo. protegendo e mantendo a posição imobilizada com coxins e travesseiros. CNPJ 04. posições viciosas e edemas. psicológicos. problemas circulatórios como trombose venosa profunda. podendo levar meses ou anos. aumento do nível de hemoglobina. o aumento da força. ventral ou sentada. Insistir e estimular exercícios de sustentação do tronco na posição dorsal.197/0001-70 . é um processo muito lento. Para aqueles que necessitam de imobilização prolongada. por outro lado. obstipação intestinal. tônus e tamanho dos músculos. Nas imobilizações de tronco. maior propensão às infecções pulmonares. alterações posturais. insônia. alterações no comportamento decorrentes de ansiedade e hostilidade pelo distúrbio da atividade física e mental. trato urinário. A enfermagem pode determinar as alterações exatas conseqüentes a um programa regular de exercícios. Há uma excreção maior de cálcio. melhor digestão. aumenta a eficiência do funcionamento de todos os processos corporais como fisiológicos. ou seja.: 2772-3484 / 2673-6678 imobilizados podem diminuir até 5% por dia na ausência de qualquer contração do músculo. melhora nos padrões de sono. O processo degenerativo afeta também os tecidos ósseos e a pele. maior eficiência do coração e pulmão. O exercício apresenta benefícios.Parecer 235/2005 D. A enfermagem deve se preocupar em acelerar a recuperação e prevenir complicações como: lentidão do metabolismo basal. pelve e membros inferiores.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. deve-se: • Estimular o uso do trapézio de hora em hora. a pressão de atrito é aumentada e pode causar escara de pressão. .

rigidez e sensação de leveza ou falta de apoio pela imobilização prolongada. por exemplo. travesseiro e solução para limpeza do membro. até a pele voltar ao seu estado normal. hidratar a pele. serra elétrica e membro imobilizado. Logo após sua retirada. Isto ajuda a evitar atrofia muscular e a manter a força. A serra é pressionada com firmeza contra o gesso até se perceber falta de superfície dura. o polegar deve estar em contato com o gesso no sentido de direcionar a profundidade e atuar como protetor diante da lâmina. ele fará flexão e extensão dos dedos e também contração forçada dos dedos (fechar o punho). A movimentação fortalece a musculatura a ativa a circulação.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. O paciente com bota gessada para deambulação é estimulado à marcha e a elevar o segmento quando em repouso.: 2772-3484 / 2673-6678 • A movimentação ativa dos membros não afetados e exercícios isométricos do membro imobilizado devem ser estimulados. . o paciente sente dor. podem apresentar hipotrofia muscular.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. procedimento deve ser feito durante cinco dias. que oscila para cortar. isto é. o que se poderá sentir é uma sensação de calor mais acentuada no local onde a lâmina fica por mais tempo. em seguida. Esses exercícios são recomendados para fazer de hora em hora. REMOÇÃO DO APRELHO GESSADO Para remover o aparelho gessado necessita-se de: serra elétrica. Encaminhar ao lavatório para remover a pele seca e escamosa acumulada durante a imobilização. Como cuidado. estimular o paciente a forçar intermitentemente a perna gessada contra o calço. apoiar o membro na posição em que estava imobilizado e gradativamente forçar a extensão e o apoio. há vibração e pressão durante o procedimento. A serra elétrica possui lâminas circular e deve ser utilizada da seguinte forma: segurar com a mão firmemente. o paciente deve ser orientado em relação ao procedimento. contrair os músculos envolvidos pelo gesso sem movimentar a articulação.206. Orientar o paciente nos exercícios isométricos. CNPJ 04. Para remover ou trocar o aparelho gessado. o aparelho gessado é fendido. é uma seqüência de pressões alternadas e sucessivas ao longo do aparelho gessado. a estender e contrair os artelhos.Parecer 235/2005 D. A serra não provoca lesão de pele. A orientação é voltada à experiência de se submeter a esse procedimento. ao empregar a serra elétrica. Se o parelho gessado estiver no braço.197/0001-70 . O acolchoamento do aparelho gessado é cortado a seguir com tesoura.

associar o exercícios ativo com o objetivo de fortalecer a musculatura.206. Os pacientes que não precisam de internação recebem alta com o membro imobilizado. de modo que sejam alcançados os objetivos do tratamento com imobilização do tipo aparelho gessado. unidade de internação e no proto-socorro. CONSIDERAÇÕES FINAIS As orientações e cuidados básicos pontuados neste texto mostram a necessidade do paciente de receber e participar dos cuidados. A aplicação do aparelho gessado muitas vezes é feita no ambulatório. necessitando de orientações em relação aos cuidados que devem ser observados. periodicamente.: 2772-3484 / 2673-6678 A deambulação precisa ser progressiva em função da sensação de leveza. enforcando principalmente o auto-cuidado.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. que pode provocar quedas. edema é observado na extremidade imobilizada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: .197/0001-70 . musculatura. após a remoção do parelho gessado manter o membro elevado. Torna-se importante conhecer as condições sociais e econômicas da pessoa e adaptar as orientações e cuidados.Parecer 235/2005 D.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. CNPJ 04. às vezes.

1998.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel. De Publicações Científicas. Bono DP.: 2772-3484 / 2673-6678 1. Faro ACM. São Paulo. 4. 10. Vilhena RV. . Guanabara Koogan. T. Fusco EB. CNPJ 04. Camargo PE. Atualização em conhecimentos ortopédicos: trauma.Parecer 235/2005 D. Mamole: 433. Ed. Carazzo JG. 1993. Artes Médicas. 2ª ed.1994.1992. São Paulo. p. Diagnósticos de enfermagem – aplicação à prática clínica. São Paulo. Artes Médicas: 811. 1986. Atheneu: 373. In: Temas do VII Curso de Extensão Universitário sobre Enfermagem Ortopédica E Traumatológica ( I. Cookson J. Way LW Cirurgia – doagnóstico e tratamento 9ª Ed. 1997. 9. 3. 5. Porto alegre. do Hosp Clin da FMUSP). Ver Amb Hospitalar. 38:18-20. São Paulo. 1998. 6. 10ª Ed. Adams JC Hamblen DL. Epstein O. Assistência de enfermagem a pacientes com aparelho gessado.197/0001-70 . Técnicas de imobilização. Porto Alegre. Carpenito LJ. Bray TJ. Exame clínico. Orientação e cuidados básicos à pessoa com aparelho gessado. Levine AM. 7. 124-125. 1994. Porto Alegre. 8.206. 1993. Técnicas em fixação de fraturas. Tile M. Artes Médicas: 424. Rio de Janeiro. Schtzker J. tratamento cirúrgico das fraturas: técnicas recomendadas pelos grupos AO ASIF. Perkin GD.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda. 1977. Manual de Fraturas. São Paulo. Artes Médicas: 309. 6ª Ed. 2. Porto Alegre.

CNPJ 04.197/0001-70 .: 2772-3484 / 2673-6678 .206.O 08/02/2006 Avenida Presidente Kennedy nº 1189 – sala 201– Duque de Caxias Tel.Parecer 235/2005 D.Escola Técnica de Radiologia Cultural Ltda.

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