Você está na página 1de 5

Broca da mangueira - A larva do inseto penetra na região entre o lenho e a casca,

abrindo numerosas galerias. É um besouro muito pequeno, de coloração castanha,


medindo na fase adulta 1mm. Suas larvas são brancas; seu ciclo de vida tem a duração
máxima de 30 e mínima de 17 dias. A progressão do ataque se faz dos ramos mais finos
em direção ao tronco.

Co - medidas culturais e controle químico.ntrole

Medidas culturais - Proceder ao corte e destruição (queima) de todos os ramos brocados


ou secos. Evitar que as plantas sejam submetidas a estresse hídrico e nutricional
prolongados.

Controle químico - Pulverizar os ramos e troncos afetados com parathion methyl; fazer
a pulverização preventiva (com parathion methyl) das mudas a serem transplantadas,
por ocasião do transplante do viveiro, até que recuperem a turgidez.

Sintomas: Secamento parcial ou total da copa das árvores; provoca a morte das plantas
em qualquer idade. Normalmente observa-se um ramo seco, como se tivesse queimado
pelo fogo.

Controle: Eliminação das plantas doentes, eliminação do galho afetado 40 cm abaixo da


região de contraste dos tecidos sadio/doente, desinfestação da ferramenta utilizada para
as podas com uma solução de de sódio a 25%, proteção das partes cortadas com o
pincelamento de uma pasta Hipoclorito feita com fungicida à base de cobre.
8.3 Oidio

Sintomas: As folhas, inflorescências e frutinhos novos ficam recobertos por um pó


branco acinzentado; nas folhas novas causa deformações, crestamento e queda e nas
folhas velhas e nos frutos desenvolvidos ocasionam manchas irregulares.

Controle: O controle químico é o mais recomendado, para isto, consulte um Agrônomo.


8.4 Colapso interno do fruto

Sintoma: Ocorre o amolecimento da polpa, às vezes, com separação da casca.

Controle: É necessário a eliminação dos ramos e panículas infectadas. Fazer


pulverizações com produtos à base de enxofre. Como medida de controle, colhe-se o
fruto "de vez". Deve-se efetuar calagem e, se necessário, aplicar cálcio complementar.
8.5 Podridão de frutos

Sintomas: Inicia-se no ápice do fruto que se torna marrom passando a preto oliváceo.
Controle: (Tratamento de pré-colheita) quinze dias antes da colheita os frutos devem
receber pulverizações preventivas de Benomil a 0,03% ou Oxicloreto de cobre (2,8 g
i.a. /1) mais um espalhante adesivo - procure a orientação de um Agrônomo!

Segundo o pesquisador e chefe do Laboratório de Proteção e Clínica em Fruticultura, do


Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal do Instituto Biológico (IB),
Eduardo Monteiro de Campos Nogueira, pela sintomatologia descrita, trata-se da
doença conhecida como seca da mangueira, causada pelo fungo Ceratocystis fimbriata.
Para reduzir o problema, recomenda várias medidas, como cortar e queimar os ramos
secos da planta; eliminar os galhos e ramos doentes 40 centímetros abaixo do local
afetado; pincelar o local podado com uma pasta cúprica (à base de cobre), e queimar
imediatamente os galhos cortados, para eliminar os besouros neles existentes. Outra
medida é desinfetar as ferramentas usadas na poda com uma solução de hipoclorito de
sódio a 2% (água sanitária), para evitar a transmissão do fungo. Árvores mortas pela
infecção iniciada pelas raízes, ou aquelas cujo troncos foram afetados, devem ser
eliminadas para não servirem de fonte de contaminação. Além disso, ele recomenda a
utilização de porta-enxerto resistente como carabao, manga d\'água, pico, IAC 101,
coquinho, IAC 102, touro, IAC 103, espada vermelha e IAC 104-dura, e também copa
com maior nível de resistência como IAC 100, bourbon e IAC 103, espada vermelha.
Deve-se adquirir mudas somente de regiões onde não ocorra a doença e vistoriar
periodicamente o pomar nos meses de maiores chuvas e calor, quando aumenta a
incidência da doença.

No caso da broca Hypocryphalus mangiferae, vetor desta doença, deve-se evitar que as
plantas sejam submetidas a estresses hídrico e nutricional prolongados, pois geralmente
atacam árvores enfraquecidas. O pesquisador também indica a pulverização de ramos e
troncos de plantas atacadas por esta doença com produtos registrados para a cultura a
serem obtidos mediante receituário agronômico assinado por um engenheiro agrônomo.
Materiais para exame devem ser encaminhados à Unidade Laboratorial de Referência
em Fitossanidade do IB, Avenida Cons. Rodrigues Alves, 1.252, CEP 04014-002, tel.
(11) 5087-1789 .
Seca-da-mangueira
Provocada pelo fungo Ceratocistis fimbriata é das doenças mais graves que afetam a
mangueira e pode provocar sua morte em pouco tempo. Amarelecimento seguido de
murcha e seca das folhas do ramo atacado, formação de bolsas de seiva com exsudação
são sintomas. Dizem que a broca-da-mangueira abre caminho para a infecção.

Controle:
- Inspecionar pomar com frequência e podar ramos atacados a 40 cm do ponto de
infecção e queimá-lo. Desinfetar ferramenta com hipoclorito. Pincelar parte cortada com
pasta cuprica.

- Pulverizar planta afetada e adjacentes com calda contendo oxicloreto de cobre (50%)
acrescida de 0,4% de carbaryl (para controle da broca-da-mangueira).

- Usar cultivares (copas e porta-enxertos) resistentes (Tommy Athins, Keitt).

Colapso Interno
Distúrbio fisiológico que produz amolecimento da polpa e pode atingir todo o fruto.
Indicios apontam para desequilibrio nutricional como causador do problema.

Oidio
Doença proveniente do fungo Oidium mangiferae que causa danos graves a ramos
novos, folhas, inflorescência, flores e frutos. Pó branco-acinzentado que se deposita
sobre o órgão da planta é o sintoma clássico. Há perda de folhas e flores e até frutos.

Controle:
- Pulverizações preventivas com fungicidas a base de enxofre (antes da abertura das
flores, na queda das pétalas e após formação do fruto).
Seca da Mangueira

Doença pode extinguir mangueiras de Mato Grosso do Sul;

A seca da Mangueira, como é conhecida, está matando centenas de árvores na região de


Aquidauana e Miranda.

A manga, uma das frutas mais comuns de Mato Grosso do Sul, está sendo ameaçada por
uma doença que vem se alastrando, silenciosamente, por várias regiões. A seca da
Mangueira, como é conhecida, está matando centenas de árvores na região de
Aquidauana e Miranda.

O Instituto de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – Idaterra está orientando


para a utilização de um manejo e evitar a proliferação da doença, que pode causar
graves prejuízos aos produtores da fruta, principalmente, nas áreas indígenas. O
consultor de fruticultura do Senar, Antonio Minari, alerta para a gravidade do caso. “O
primeiro registro foi em 1995, de lá pra cá a doença vem se alastrando rapidamente”,
explica.

Segundo ele, as mangueiras poderão ser até ser extintas se não houver uma orientação.
Tratamento para a doença é bastante difícil porque tem que ser tratado com aplicações
de veneno. “A melhor maneira é a orientação. Os galhos podem ser cortados e
queimados, evitando desta maneira a proliferação da doença”, explica. Para ele o
problema é grave e merece uma maior atenção das autoridades.

Alerta - O Instituto de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – Idaterra já iniciou


uma campanha na região noroeste do Estado onde o problema foi detectado. A
campanha contra a Seca da Mangueira é realizada com orientações de técnicos e
distribuição de panfleto.

A doença reduz a produtividade, a qualidade dos frutos e causa a morte das plantas e
ataca com mais freqüência as variedades mais comuns e também as mais nobres. A
manga (Mangifera indica) é fruta nativa da Ásia, mais precisamente da Índia, do sudeste
do continente asiático e das ilhas circunvizinhas.

Apesar de ser cultivada em suas regiões de origem há mais de 4 mil anos, sua
introdução em várias partes do mundo foi pelos portugueses, levando as mangas,
primeiro, para as costas leste e oeste da África trazendo-a, depois, para a América. A
Bahia, recebeu as primeiras mudas de mangueiras indianas. Dali, foram para o México
no século XIX, de onde atingiram a região da Flórida. A mangueira foi a árvore asiática
que melhor se adaptou ao clima brasileiro, produzindo inúmeras variedades.

A Doença - A doença é uma das mais graves enfermidades da cultura, podendo


provocar a morte da planta em qualquer idade e não tem controle quando a infecção
começa no sistema radicular. Ela é disseminada por um besouro que fura o tronco da
árvore e transmite um fungo.

A broca da mangueira é um besouro de coloração marrom, medindo ao redor de 1 mm


de comprimento, que ataca a região entre o lenho e a casca, não penetrando no lenho.
Penetram na planta através das cicatrizes deixadas pela queda das folhas, suas larvas são
brancas e sem asas. Seu ataque começa pela parte superior da planta, descendo depois
pelo comprimento. Quando a planta adoece a coloração verde das extremidades do ramo
fica amarela. Elas permanecem presas ao ramo e caem. Depois de algum tempo a planta
morre.

Nas partes infestadas há o aparecimento de uma resina e buracos feitos pelos besouros.
O controle da doença é feito através da poda dos galhos afetados, cerca de 40
centímetros abaixo do local afetado. Os galhos devem ser queimados para evitar que os
besouros que ficam neles se proliferem. E as ferramentas devem ser lavadas com água
sanitária. E nos cortes deve ser passada a calda bordaleza para evitar novas doenças. A
doença não é transmitida para o ser humano.

Os sintomas da doença são facilmente reconhecíveis, em virtude do secamento total ou


parcial da copa das árvores. Como ela pode começar tanto pela parte aérea como pelas
raízes da planta, essa distinção é importante para a definição das medidas de controle a
serem adotadas.

Na parte aérea, a doença ataca em primeiro lugar os ramos finos, progredindo em


direção ao tronco. Inicialmente, a coloração verde das folhas da extremidade dos ramos
torna-se mais claro; segue-se a queima das margens e do ápice das folhas e,
posteriormente, o retorcimento do limbo foliar para dentro. As folhas permanecem
aderidas ao ramo e só caem após algum tempo. Com a evolução da doença, há o
secamento de galhos e a contaminação sucessiva de toda a copa, por meio do ponto de
interseção dos galhos, até que o tronco seja atingido, sobrevindo a morte lenta da planta.

Como o fungo sozinho é incapaz de penetrar nos ramos, torna-se necessária a presença
de lesões para que as infecções se desenvolvam, e a participação de coleobrocas,
sobretudo dos gêneros Hypocryphalus, Xileborus e Platyphus, é fundamental. Atraídos
pelo odor do fungo, os besouros são estimulados a perfurar galerias, inoculando e
disseminando o fungo na planta e no pomar. Observam-se, dos inúmeros orifícios de
aproximadamente 15 mm abertos pelas coleobrocas, a liberação de tufos cilíndricos de
tecido vegetal (pó de serra) e a exsudação de uma resina de consistência gomosa, sinal
do ataque dos insetos. Mediante cortes de fora para dentro, feitos nos pontos onde
ocorre a exsudação de goma, consegue-se em alguns casos encontrar o local da
infecção. Neste ponto, os tecidos, tanto da casca como do cilindro central do galho,
apresentam-se necrosados.

Quando a infeção inicia pelas raízes, o fungo vai progredindo lentamente em direção ao
tronco. Na maioria das vezes, isto acontece sem que nenhum sintoma seja externado,
levando anos para atingir as bifurcações. Quando neste estádio, observa-se a seca de
ramos e morte rápida da planta. Em cortes longitudinais no tronco, também são
observadas manchas escuras no interior do lenho, como também exsudados gomosos.

37. Como se pode controlar a seca-da-mangueira ?

A primeira medida de controle da seca da mangueira consiste na utilização de mudas


sadias para a implantação dos novos plantios. Para tanto as mudas devem ser produzidas
no próprio local, se for indene, ou serem adquiridas de viveiristas instalados em regiões
comprovadamente livres da doença.
Durante o desenvolvimento da cultura deve-se efetuar inspeções periódicas a fim de
eliminar as plantas doentes evitando, desta maneira, a disseminação do inóculo. Os
galhos afetados devem ser eliminados cortando-se os mesmos a 0,40 m abaixo da região
de contraste dos tecidos sadio/doente. Os galhos podados devem ser imediatamente
queimados, de modo que os besouros nele existentes também sejam eliminados,
evitando-se a disseminação da doença no campo. A ferramenta usada na operação da
poda deve ser desinfestada em uma solução de hipoclorito de sódio a 20 ml/L de água, e
as partes cortadas protegidas com o pincelamento de uma pasta cúprica na qual pode-se
adicionar o inseticida carbaril a 2 g/L de água.

As árvores mortas em conseqüência de infecção iniciada nas raízes, ou aquelas cujo


tronco já foi afetado, devem ser eliminadas para não servirem de fonte de inóculo do
fungo no pomar.

CONSULTOR: NILBERTO BERNARDO SOARES, engenheiro agrônomo,


pesquisador científico do Capta Frutas do IAC, Av. Luiz Pereira dos Santos, 1500, C.
Postal 11, CEP 13214-820, Jundiaí, SP, tel. (11) 4582-7284, nilberto@iac.sp.gov.br

Interesses relacionados