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Cap´ıtulo 7 superf´ıcies qu´adricas

O objetivo deste cap´ıtulo ´e apresentar as superf´ıcies definidas por uma equa¸c˜ao do 2 o grau em trˆes vari´aveis.

7.1 formas normais

2 x 2 y 2 Elips´oide: + + z 2 = 1 a 2 b
2
x 2
y 2
Elips´oide:
+
+
z 2
= 1
a 2
b 2
c
Fig. 7.1 elipsoide´

(7.1)

94

superf´ıcies qu´adricas

2 2 x 2 y Hiperbol´oide de uma folha: + − z 2 = 1
2
2
x 2
y
Hiperbol´oide de uma folha:
+
− z 2
= 1
2
2
a
b
c
z
y
x
Fig. 7.2 hiperboloide´
de uma folha
2
2
x 2
y
Hiperbol´oide de duas folhas:
2
2
− z 2
= 1
a
b
c

(7.2)

(7.3)

z x y Fig. 7.3 hiperboloide´ de duas folhas
z
x
y
Fig. 7.3 hiperboloide´
de duas folhas

7.1 formas normais

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2 x y 2 Parabol´oide: z = + a 2 b 2
2
x
y 2
Parabol´oide:
z =
+
a 2
b 2

Fig. 7.4 paraboloide´

Sela ou parabol´oide hiperb´olico:

z =

x 2

a 2

y 2

b 2

(7.4)

(7.5)

: z = x 2 a 2 − y 2 b 2 (7.4) (7.5) Fig. 7.5

Fig. 7.5 sela ou paraboloide´

hiperbolico´

Passemos a estudar com um pouco mais de detalhes cada uma dessas superf´ıcies qu´adricas.

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superf´ıcies qu´adricas

7.2

elips´oide

Pode ser imaginado como a superf´ıcie obtida de uma esfera por compress˜ao em trˆes dire¸c˜oes ortogonais. Mais precisamente, se alterarmos as escalas de x, y, z por fatores positivos, ou seja, substituindo

x =

x ,

a

y =

y ,

b

z

=

z

c ,

na equa¸c˜ao da esferea de centro 0 e raio 1, obtemos uma equa¸c˜ao da forma

(7.1).

Note que as interse¸c˜oes n˜ao vazias de um elips´oide com planos paralelos aos planos coordenados s˜ao elipses.

com planos paralelos aos planos coordenados s˜ao elipses. Fig. 7.6 sec¸oes˜ planas do elipsoide´ Essas elipses

Fig. 7.6 sec¸oes˜

planas do elipsoide´

Essas elipses guardam todas a mesma excentricidade (para cada dire¸c˜ao de

|z 0 | < c,

planos paralelos). De fato, a se¸c˜ao definida digamos por z = z 0 , com ´e uma elipse cuja proje¸c˜ao no plano x, y ´e dada por

x

2

(a 2 (1 z

2

0

/c 2 ))

+

y 2 (b 2 (1 z

2

0

/c 2 ))

= 1.

Supondo a b, vemos que a excentricidade vale

independente de z 0 .

(a 2 b 2 )(1 z

2

0

/c 2 )

a (1 z

2

0

/c 2 )

=

a 2 b 2

a

,

7.3 hiperbol´oide de uma folha

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7.2.1

revolu¸c˜ao

Suponha na equa¸c˜ao do elips´oide (7.1) a = b. Note ent˜ao que para cada sec¸c˜ao plana horizontal, z = z 0 , obtemos um c´ırculo (de raio vari´avel). Podemos imaginar que a superf´ıcie foi obtida girando, em torno do eixo z, a elipse dada no plano y, z pela equa¸c˜ao y 2 /b 2 + z 2 /c 2 = 1.

z

x Fig. 7.7 elipsoide´
x
Fig. 7.7 elipsoide´

y

y

2

b

2

+ z c 2 2 = 1

x = 0,

de revoluc¸ao:˜

eixo z

A referida elipse ´e chamada uma curva geratriz. No caso acima, o eixo dos z ´e o eixo de revolu¸c˜ao. Dado um ponto geral P (x, y, z) na superf´ıcie de revolu¸c˜ao, escreva

r = x 2 + y 2 .

Esta ´e a medida do raio que liga a origem a` proje¸c˜ao do ponto sobre o eixo

horizontal.

Portanto, vale a rela¸c˜ao r 2

revolu¸c˜ao

Temos ent˜ao que o o ponto (0, r, z) est´a sobre a curva geratriz.

Da´ı segue a equa¸c˜ao do elips´oide de

b 2 + z c 2 2

=

1.

x 2 + y 2

b 2

+ z c 2 2 = 1.

7.3 hiperbol´oide de uma folha

Consideremos primeiro no caso particular em que esta superf´ıcie ´e gerada pela revolu¸c˜ao de uma hip´erbole no plano y, z, dada por

x = 0,

y

2

b

2

z c 2 2 = 1,