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FARMACOPÉIA

BRASILEIRA
QuARTA EDIÇÃO

Parte I
FARMACOPÉIA
BRASILEIRA
QUARTA EDIÇÃO
Parte I

ATHENEU mITORA SÃO PAULO LmA

1_
Rua Marcom. 131 - 2? andar
I 01047 - São Paulo - SP

Aprova a Parte I da Quarta Edição
da Farmacopéia Brasileira - Gene-
ralidades e Métodos de Análise - e
dá outras providências.

o PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe


confere o art. 81, item 11I, da Constituição,
DECRETA:
Art. I? Fica aprovada a Parte I da Quarta Edição da Farmaco-
péia Brasileira - Generalidades e Métodos de Análise - que a este
acompanha, elaborada pela Comissão Permanente de Revisão da Farma-
copéia, do Conselho Nacional de Saúde.
Parágrafo único. É delegada ao Ministro de Estado da Saúde
competência para aprovar a Parte 11da Farmacopéia Brasileira - mono-
grafias - sob a forma de fascículos.
Art. 2? Na elaboração de medicamentos e insumos farmacêuti-
cos serão observadas as normas e condições estabelecidas pela Farmaco-
péia Brasileira e seus fascículos.
Parágrafo único. O fármaco ou adjuvante de fabricação não in-
cluído na Quarta Edição da Farmacopéia Brasileira será analisado na
forma prevista em outros códigos oficiais.
Art.3? Incumbe ao Ministério da Saúde, por meio da Comissão
Permanente de Revisão da Farmacopéia Brasileira, manter constante
atualização das monografias, bem assim promover novas edições ou pro-
por alterações à edição vigente da Farmacopéia Brasileira.
Art. 4? As drogarias e farmácias, os estabelecimentos de ensino
de medicina, farmácia, odontologia e veterinária, os órgãos de fiscaliza-
ção e controle de qualidade de medicamentos, os laboratórios industriais
e os estabelecimentos congêneres, são.obrigados a manter exemplar atua-
lizados da Farmacopéia Brasileira.
Art. S? É vedada a impressão, distribuição, reprodução ou ven-
da da Farmacopéia Brasileira, sem a prévia e expressa autorização do
Ministério da Saúde. .
Art. 6? Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7? Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 30 de agosto de 1988; 167? da Independência e l00? da
República.

JOSÉ SARNEY
Lu{z Car/os Borges da Silve;ra
A Comissão Permanente de Revisão da Farmacopéia Brasileira formaliza agradecimentos ã Orga·
nização Pan·Arnericaoa da Saúde - OPAS, particularmente aos Ors. Marcelo Jorge Vernengo e Goy
Enrique Navas, e li. Comissão da Farmacopéia Européia, na pessoa do Or. Peter·Josef Schorn, pelo
apoio recebido no decorrer da elaboração desta obra.
Em decorrência da nova sistemática de apresentação da Farmacopéia Brasileira adotada nesta
edição, os textos da Parte I constituem-se em recomendações oficiais para todas as mo~ografias publi-
I""' cadas a partir de janeiro de 1989.
CONTEÚDO
I. PREFAcIO
11. HISTÓRICO
m. COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA FARMACOPÉIA BRASILEIRA E COLABO-
RADORES
IV. GENERALIDADES
V. MÉTODOS DE ANÁLISE
V.1. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS APLICADOS A MEDICAMENTOS
V.I.I. Determinaçlo de peso em formas farmac8uticas
V.I.2. Determinaçlo de volume em formas farmac@uticas
V.1."3. Determinaçlo de resistencia mecânica em comprimidos
V.1.3.1. Dureza
V.I.3.2. Friabilidade
V.I.4. Testes de desintearaçlo
V.I.4.I. DeterminaçAo do tempo de desintegraçlo para comprimidos e cápsulas
V.I.4.2. Determinaçlo do tempo de desintegraçlo desuposit6rios, 6vulos e comprimidos vaginais
V.1.5. DeterminaçAo do tempo de dissoluçlo para comprimidos e cápsulas
V.2. MÉTODOS FíSICOS E FíSICO-QuíMICOS
V.2.I. Determinaçlo da massa
V.2.2. DeterminaçAo da temperatura e faixa de fuslo
V.2.3. Determinaçlo da temperatura de ebuliçlo e faixa de destilaçlo
V.2.4. Determinaçlo da temperatura de congelamento
V.2.5. Determinaçlo da densidade de massa e densidade relativa
V.2.6. Determinaçlo do indice de refraçlo
V.2.7. Determinaçlo da viscosidade
V.2.S. Determinaçlo do poder rotat6rio e do poder rotat6rio específico
V.2.9. Determinaçlo da perda por dessecaçlo
V.2.IO. Determinaçlo de cinzas sulfatadas (residuo por incineraçlo)
V.2.I1. Determinaçlo da granulometria dos pós
V.2.I2. Cor de liquidas
V.2.I3. Espectrofotometria de absorçlo atÔmica
V.2.I4. Espectrofotometria de absorçlo no uItravioleta, visiveI e infravermelho
V.2.15. Espectrofotometria de fluoresC@ncia
V.2.16. Turbidimetria e nefelometria
V.2.17. Cromatografia
V.2.17 .1. Cromatografia em camada delgada
V.2.17 .2. Cromatografia em papel
V.2.I7.3. Cromatografia em coluna
V.2.17.4. Cromatografia liquida de alta pressão
V.2.17.S. Cromatografia a gás
V.2.17.6. Material para cromatografia
V.2.I8. Polarografia
V.2.I9. Determinação do pH
V.2.2O. Determinação de água
V.2.2O.1. Método volumétrico
V.2.20.2. Método da destilação azeotr6pica
V.2.2O.3. Método gravimétrico
V.2.2I. Análise de solubilidade por fases
V.2.22. Eletroforese
V.3. MÉTODOS QUÍMICOS
V.3. I. Reações de identificação
V.3.1.1. Ions, gmpos e funções
- Acetato
- Acetila
- Alcal6ide
- Alumínio, íon
- Amina aromática primária
- Amônia e amina a1ifática volitil
- Amônio, íon
- Antimônio(IlI), íon
- Arsênio
- Barbitúrico sem substituinte no nitroa&nio
- Bário, íon
- Benzoato
- Bicarbonato
- Bismuto, íon
- Bissulfito
- Barato
- Brometo
- Cálcio, íon
- Carbonato
- Chumbo, íon
- Cianeto
- Citrato
- Clorato
- Cloreto
- Cobre(II), íon
- Éster
- Ferro
- Férrico, íon
- Ferroso, íon
- Fosfato (ou ortofosfato)
- Hipofosfito
- Iodeto
- Lactato
- Lítio, íon
- Magnésio, íon
- Mercúrío
- Mercúrio(lI), íon
- Mercúrio(I), íon
- Nitrato
- Nitrito
- Oxalato
- Permanganato
- Peróxido
- Potássio, ion
- Prata, íon
- Salicilato
-S6dio, íon
- Succinato
- Sulfato
- Sulfito
- Tartarato
- Tiocianato
- Tiossulfato
- Xantina
-Zinco, ie~
V.3.1.2. Identificação de esteróides por cromatografia em camada delgada
V.3.1.3. Pesquisa de esteróides estranhos por cromatografUl em camada delgada
V.3.1.4. Pesquisa de substâncias relacionadas a sulfonamidas por cromatografia em camada
delgada
V.3.1.5. ldentificaçJo de fenotiazinas por cromatografia em camada delgada
V.3.1.6. Pesquisa de impurezas reJacionadas a fenotiazinas por cromatografUl em camada delgada
V.3.2. Ensaios-limite para impurezas inorgAnicas
V.3.2.1. Ensaio-limite para c1oretos
V.3.2.2. Ensaio-limite para sulfatos
V.3.2.3. Ensaio-limite para metais pesados
V.3.2.4. Ensaio-limite para ferro
V.3.2.S. Ensaio-limite para arsênio
V.3.2.6. Ensaio-limite para amônia
V.3.3. Determinações em gorduras e óleos
V.3.3.1. DeterminaçlO da densidade relativa
V.3.3.2. Determinação da temperatura de fusão
V.3.3.3. Determinação da temperatura de solidificaçlo
V.3.3.4. Determinação do índice de refraçlo
V.3.3.S. Determinaçlo do poder rotat6rio
V.3.3.6. Determinação de água e sedimentos
V.3.3.7. Determinação do indice de acidez
V.3.3.8. Determinaçlo do índice de saponificaçlo
V.3.3.9. Determinaçlo do índice de ésteres
V.3.3.10. Determinação do indice de iodo
V.3. 3.11. Determinaçlo do indice de per6xidos
V.3.3.12. Determinaçlo do índice de hidroxila
V.3.3.13. Determinação do índice de acetila
V.3.3.14. Determinaçlo de matéria insaponificável
V.3.4. Ensaios
y ~.4.1. Titulações por diazotaçlo
V.3.4.2. Determinação de nitrogênio pelo método de Kjeldahl
V.3.4.2.1. Macrodetermínaçlo (Método I)
V.3.4.2.2. Semi-microdeterminação (Método 11)
V.3.4.3. Método de combustão em frasco de oxigênio
V.3.4.4. Titulações complexométricas
- Aluminio
- Bismuto
- Cálcio
-Chumbo
- Magnésio
- Zinco
V.3.4.5. TitulaçOes em meio não-aquoso
- Titulação de substâncias de caráter básico
- Titulação de sais de ácidos halogenados
- Titulação de substâncias de caráter ácido
V.3.4.6. Determinação da metoxila
V.3.4.7. Determinação do dióxido de enxofre
V.3.4.8. Determinação do álcool
- V.3.4.8.1. Método por destilação
- V.3.4.8.2. Método por cromatografia a gás
V.3.4.9. Análise de aminoácidos
V.4. MÉTODOS DE FARMACOGNOSIA
V.4.1. Preparo de material vegetal para observação e estudos histológicos
V.4.2. Métodos de análise de drogas vegetais
V.4.2.1. Amostragem
V.4.2.2. Determinação de material estranho
V.4.2.3. Determinação de água
V.4.2.4. Determinação de cinzas totais
V.4.2.5. Determinação de cinzas insolúveis em ácido
V.4.2.6. Determinação de óleos essenciais
V.4.2.7. Determinação de óleos fixos
V.4.2.8. Determinação do cineol
V.4.2.9. Determinaçllo do indice de espuma
V.4.2.10. Determinaçào de substâncias extraiveis por álcool
V.5. MÉTODOS BIOLÓGICOS
V.5.1. Testes de segurança biológica
V.S.I.1. Esterilidade
V.S.1.2. Pirog!nios
V.5.1.3. Toxicidade
V.S.1.4. Substâncias vasodepressoras
V.S.1.5. Histaniina
V.S.1.6. Contagem de microrganismos viáveis em produtos que não necessitam cumprir com o
teste de esterilidade
V.5.1. 7. Método geral para pesquisa e identificação de patógenos
V.S.l.7.l. Enriquecimento nlo-seletivo
- Substâncias solúveis em água
- Substâncias oleosas misclveis em água
- Substâncias solúveis em miristato de isopropila
- Pomadas e cremes lDsolúveis em miristato de isoproplla
- Gelatina
- Substâncias insolúveis ou parcialmente solúveis em água
V.S.1.7.2 Fase seletiva e testes de confmnaçlo
- Pseudomonas aeruginosa
- Staphylococcus aureus
- Salmonella sp.
- Escherichill coli
V.S.1.7.3. Descrição dos meios de cultura e reagentes
V.S.1.7.4. Esterilizaçào e acondicionamento dos meios de cultura
V.5.1.7.5. Capacidade seletiva e nutritiva dos meios de cultura e validação do teste para pes-
quisa e identificaçãO de patógenos
V.S.1.8. Substâncias pressoras
V.S.2. Ensaios
V.S.2.1. Ensaio biológico de oxitocina
- Método A: hipotensão arterial em frango
- Método B: contração do útero de rata in vitro
V.S.2.2. Ensaio biológico de corticotroflna
- Método A: subcutâneo
- Método B: intravenoso
V.S.2.3. Ensaio biológico de insulina
- Método A: convulsão em camundongos
- Método B: glicose sangUínea em coelhos
- Método C: glicose sangüinea em camundongos
V.S.2A. Duração do efeito da insulina
V.S.2.S. Ensaio biológico de glucagon
V.5.2.6. Ensaio biológico da heparina
V.5.2.7. Ensaio biológico de sulfato de protamina
V.5.2.8. Ensaio biológico de gonadotrofina sérica
V.5.2.9. Ensaio biológico de gonadotrofma coriônica
V.5.2.1O. Ensaio biológico de gonadorelina
V.5.2.11. Ensaio biológico de menotrofma
V.S.2.12. Ensaio biológico de digital
V.5.2.B. Ensaio biológico de vasopressina
V.5.2.14. Ensaio biológico de lipressina
V.5.2.IS. Ensaio biológico de felipressina
V.5.2.16. Ensaio biológico de somatotrofina
- Método A: aumento de peso corporal
- Método B: método da tíbia
V.5.2.17. Ensaio microbiológico de antibióticos
V.S.2.17.I. Ensaio microbiológico por difusão em ágar
V.5.2.17.2. Ensaio microbiológico por turbidimetria
VI. PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS APLICÁVEIS AOS ENSAIOS BIOLóGICOS
VI.I. GLOSSÁRIO DE SÍMBOLOS
VI.2. FUNDAMENTOS
VI.3. VALORES ABERRANTES
VIA. ENSAIOS DIRETOS
VI.5. ENSAIOS INDIRETOS QUANTITATIVOS
VI.5.l. Tipos de delineamento
VI.5.2. Análise de variância
VI.5.3. Testes de validade
VI.S.4. Estimativa da potência e limites de confiança
VI.6. MÉDIAS MÓVEIS
VI.7. ENSAIOS INDIRETOS "TUDO OU NADA"
VI.8. COMBINAÇÃO DE ESTIMATIVAS DE POTeNCIA
VI.8.1. Potência média ponderada e limites de confiança
VI.9. TABELAS ESTATÍSTICAS
VI.lO. EXEMPLOS DE ENSAIOS ESTATÍSTICOS
VI.IO.I. Exemplo de ensaio direto
VI. 10.2. Exemplos de ensaios indiretos quantitativos
VI.IO.3. Exemplo de ensaio indireto "tudo ou nada"
VI.lOA. Exemplo de combinaçlo de estimativas de potência
VII. RADlOFÁRMACOS
VIII. PRODUÇÃO DE DISCOS E METODOLOGIA PARA TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTI·
BACTERIANOS
VIII.I. PRODUÇÃO DE DISCOS
VIII.2. CONTROLE DOS DISCOS
IX. RECIPIENTES E MATERIAIS EMPREGADOS NA SUA FABRICAÇÃO
IX.I. MATERIAIS EMPREGADOS NA FABRICAÇÃO DE RECIPIENTES
IX.I.I. Material plástico
- Métodos gerais de análise de materiais plásticos
- Limpidez e grau de opalescência de soluções
- Ensaio por combustão em atmosfera de oxigênio
IX .1.1.1. Materiais plásticos à base de doreto de polivinila (PVC)
IX.I.I.2. Poliolefmas
IX.1.1.2.1. Polietileno de baixa densidade
IX.1.1.2.2. Polietileno de alta densidade
IX.1.1.2.3. Polipropileno
IX. 1. 1.2.4. Poliestireno
IX.1.1.2.S. Poliestireno opaco
IX.2. RECIPIENTES
IX.2.1. Recipientes de vidro
IX.2.2. Recipientes de material plástico
IX.2.2.1. Recipientes de material plástico para soluções injetáveis aquosas
IX.2.2.1.1. Recipientes à base de cloreto de polivinila
IX.2.2.2. Recipientes de material plástico para sangue e produtos do sangue
IX.2.2.2.1. Recipiente à base de cloreto de polivinila para sangue e produtos do sangue,
contendo ou não solução anticoagulante
X. MÉTODOS DE PREPARAÇÃO
X.I. MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
X.1.1. Métodos físicos
X.I.I.I. Esterilização pelo calor
X.1.1.2. Esterilização por radiação
X.1.1. 3. Esterilização por filtração
X.1.2. Método químico
X.1.2.1. Esterilização pelo óxido de etileno
X.2. INDICADORES BIOLÓGICOS
XI. SUBSTÂNCIAS CORANTES
XII.REAGENTES
XII. I. INDICADORES
XIl.2. REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES
XII.3. SOLUÇÕES VOLUMÉTRICAS
XII.4. TAMPÕES
XIIII. ANEXOS
XlII.1. METODOLOGIA PARA O TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTIBACTERIANOS
(ANTIBIOGRAMA)
XIlI.2. ANIMAIS DE LABORATÓRIO
XII1.2.I. Condições sanitárias
XIII.2.2. Ambiente
XIII.2.3. Nutrição
XIII.2.4. Genética
XIII.2.S. Ética
XIII.3. NOMES, SíMBOLOS E MASSAS ATÔMICAS
XlII.4. UNIDADES DO SISTEMA INTERNACIONAL (SI) USADAS NA FARMACOPÉIA E
EQUIV AL~NCIA COM OUTRAS UNIDADES
XIII.S. MICRORGANISMOS EMPREGADOS EM TESTES E ENSAIOS
Dando cumprimento às disposições do Decreto Federal n!? 78.840, de 25/11/1976, a nova edição
da Farmacopéia Brasileira vem ao encontro dos desejos da comunidade técnico-científica brasileira,
manifestamente interessada na revisão da edição anterior.
A Comissão Permanente de Revisão da Farmacopéia Brasileira, constituída pela Portaria n!? 151/82
do Exmo. Ministro da Saúde, só pôde realizar seu trabalho graças ao apoio decisivo da Secretaria Nacio-
nal de Vigilância Sanitária - SNVS - do Ministério da Saúde. Acordos e convênios celebrados entre a
SNVS, a Central de Medicamentos - CEME - do Ministério da Previdência e Assistência Social- MPAS
~ e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq -, asseguraram à Comis-
são recursos f"manceiros indispensáveis, incluindo bolsas de estudos para execução dos trabalhos.
A elaboração das monografias foi confiada a profissionais com efetiva experiência no assunto;
estas monografias foram revisadas por outros profissionais do mesmo campo de atividade. Apesar disto,
eventuais imperfeições, erros ou omissões são de responsabilidade exclusiva da Comissão Permanente de
Revisão da Farmacopéia Brasileira, a quem coube a aprovação do texto final.
A 4~ Edição da Farmacopéia Brasileira marca o início de nova era. Trata-se de edição na qual se
adota novo sistema de apresentação. O rápido avanço da tecnologia e a crescente complexidade das
substâncias medicinais determinam a necessidade de freqüentes revisões da farmacopéia. Para facilitar
estas revisões e possibilitar introdução de novas monografias e métodos de análise necessários, a Comissão
adotou esta nova forma de apresentação.
O presente volume constitui a Parte I da Farmacopéia e compreende as generalidades e os métodos
gerais de análise. A Parte 11 será constituída de monografias de matérias-primas e especialidades fanna-
cêuticas, publicadas em fascículos. Um índice indicará o título das monografias, seus números de refe-
rência e a data para sua entrada em vigor.
A Farmacopéia Brasileira em sua 4l!- edição tem vigência em todo o Território Nacional. ,A nomen-
clatura, os métodos de identificação e análise e todos os demais dados nela contidos prevalecem sobre
quaisquer outros assinalados em códigos farmacêuticos diversos. Nos casos omissos, podem ser utili·
zados a Farmacopéia Internacional, a Farmacopéia Européia e outros códigos farmacêuticos em suas
últimas edições. •
As monografias da Farmacopéia Brasileira 4l!- edição estabelecem parâmetros que o produto
deverá satisfazer a qualquer tempo durante seu período de uso e não para serem interpretados somente
como especificações para liberação por parte do fabricante.
A não inclusão de um fármaco ou adjuvante de fabricação na 4l!-edição da Farmacopéia Brasileira
não dispensa estas substâncias de análise segundo outros códigos oficiais; assim como a presença de
impureza não descrita especificamente na Farmacopéia não significa que a substância pode ser usada
pelo simples fato de a Farmacopéia não a especificar. Nestes casos, a decisão deve ser tomada com base
no bom senso técnico e nas boas práticas de fabricação.
A Farmacopéia é obra para profissionais devidamente qualificados e treinados. Por este motivo,
n[o fomece explicações didáticas, apresentando as monografias com redação clara, sucinta e desprovidas
de minúcias julgadas desnecessárias pela Comissão.
A Comissão Permanente de Revisão da Farmacopéia Brasileira toma públicos seus agradecimentos
a todos aqueles que colaboraram no preparo desta edição e, em especial, ao Conselho Federal de Far-
mácia pelo apoio que possibilitou a publicação oficial da F. Bras. N.

• Normas Nacionais extrafannacopéicas deveria obter previamente aprovaçlo da Comisslo Permanente de Revido
da Fannacopéia Brasileira do Conselho Nacional de Saúde.
11. HISTÓRICO

"São de natureza efêmera os livros desta ordem, destinados a espelharem um dos lados da farmacologia,
ciência que vai perco"er atualmente a fase mais acelerada da sua evolução'~ SOUZA MARTINS, in Rela-
tório de Introdução da ~ edição da Farmacopéia Portuguesa, 1876.

o vocábulo farmacopéia provém da aglutina- tando dela, entre outros, a FtDmacopéia Portu-
=
çã'o de dois termos gregos, a saber, q,&plJ,aK.oII guesa de 1794, o Codex Francês e o Código
= medicamento ou veneno, e trOtOr = fabricante e Farmadutico Lusitano, da autoria de Agostinho
fabricação. As farmacopéias constituem códigos Albano da Silveira Pinto, cuja primeira edição
farmacêuticos oficiais ou oficialmente adotados, foi publicada em 1835 e hoje considerada como a
nos quais se estabelecem a identificação, os padrões 2~ ediçfo da Farmacopéia Portuguesa.
de qualidade e os métodos de análise dos fármacos Já o Decreto n9 8.387 de 19/01/1882 estabelece
em uso. Existentes desde o século I1I, os primeiros textÚalmente: "para a preparação dos remédios
compêndios eram de caráter regional, pois os oficiais seguir-se-á a farmacopéia francesa, até que
fármacos de então eram provenientes de órgãos esteja composta uma farmacopéia brasileira ... ",
de animais, de minerais e, sobretudo, da flora situaçã'o esta que iria perdurar até 1926, quando o
local e nativa. Alguns chegaram a ser oficializados, Decreto n917.509 de 04/11/1926 aprovou a
embora em caráter regional, como, por exemplo, primeira Farmacopéia Brasileira, de autoria de
o formulário da Escola de Salemo - Regimen Rodolpho Albino Dias da Silva, tomada obriga-
Sanitatis, de 1066, adotado em 1240 por Frederico tória a partir de 15 de agosto de 1929.
lI, Rei das Duas Sicílias. As tentativas empreen- A primeira edição da Farmacopéia Brasileira
didas individualmente por diversos autores no ombreava com as farmacopéias da época, dos
sentido de unificar a descrição e identificação dos países mais desenvolvidos, revelando-se notável
fármacos mais importantes datam do final do pela precisã'o das monografias e, sobretudo, pelo
século XVII, e do século XVIII. Entre outras grande número de inclusões de fármacos obtidos
obras, merecem citação a Pharmacopeia Interna- da flora brasileira, não existentes em nenhuma
tionalis de Lémery (1690), as farmacopéias de outra farmacopéia.
James (1747), de De Quincy (1758), de Triller A constante evolução da farmacologia, a
(1764) e, especialmente, a Pharmacopeia Univer- introduçã'o de novos fármacos na terapêutica, o
salis, de Jourdan (1828), que compilava dados de surgimento de novos métodos de análise, mais
quase 50 farmacopéias e compêndios diferentes. modernos e precisos, e a necessidade de especifi-
Nenhum destes trabalhos, entretanto, possuía cações atualizadas para o controle de matéria-
caráter oficial. prima e produtos farmacêuticos são fatores funda-
As farmacopéias nacionais, de caráter oficial e mentais determinantes da obsolescência dos
adoção obrigatória, começam a surgir no final do códigos farmacêuticos e da necessidade de revisá-
século XVIII e início do século XIX. Assim, los e atualizá-Ios periodicamente. O Decreto que
foram publicadas as primeiras edições das farma- aprovou a primeira ediçã'o da Farmacopéia Brasi-
copéias, portuguesa (1794), holandesa (1805), leira foi omisso quanto às revisões; assim, a segunda
francesa (1818) e americana (1820). ediçll'o veio à luz quase 30 anos após a primeira
O Brasil Colônia adotava a Pharmacopéia Geral e representou cinco anos de trabalho de dez
para o Reino e Domínios de Portugal, de 1794, subcomissões especializadas. A 2~ ediçã'o incor-
cuja autoria é atribuída a Francisco Tavares, porou as aquisições decorrentes da própria atuali-
professor da Universidade de Coimbra. zaçã'o da farmacologia. Nll'o conseguiu, contudo,
Coma Independéncia, volta-se o Brasil à ser mais rica e precisa do que a primeira edição,
orientaçfo cultural francesa e, no campo da fruto de um s6 autor. O Decreto Federal n9 45.502
Farmácia, o Codex Medicamentarius francês de 27/02/1959, ao aprovar a 2~ edição da Farma-
adquire força legal. O Regulamento da Junta de copéia Brasileira, fixou sua revísio a cada dez anos.
Higil!ne Pública, mandado executar pelo Decreto Infelizmente, empecilhos diversos nll'o permitiram
n9828 de 29/09/1851, sem especificar qual a o cumprimento desse Decreto. Mais de 15 anos de-
farmacopéia a ser cumprida, estabelece lista de correram, até que se cogitasse de uma nova edição.
livros que as farmácias deveriam possuir, cons- Assim é que, em 25 de novembro de 1976, foi
oficializada, pelo Decreto n<J78.840, a terceira Assim, a 4~ edição surge com algum atraso.
ediçfo da Farmacopéia Brasileira. O mesmo Procurou-se, nesta ediça:o, sanar as deficiências
Decreto fixou em cinco anos o prazo para sua da anterior. Procurou-se, também, adotar métodos
revisão. Realizada em tempo determinado e modernos de análise, compatíveis, porém, com a
muito curto, tarefa possível de levar a termo realidade nacional. A publicação desta parte e a
somente graças ao apoio do Conselho Federal de adoçã'o de urna nova sistemática de apresentação
Farmácia, a obra despertou sensíveismanifestações que possibilita sua contínua atualização através
da comunidade técnico-científica, a recomendarem de revisões permanentes são as metas prioritárias
rápida revislio do seu texto, independente do que a Comissfo Permanente de Revisãoda Farma-
dispositivolegal. copéia Brasileirase propõe alcançar.
111. COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO
DA FARMACOPÉIA BRASILEIRA
PORTARIA MINISTERIAL N.o 333 DE 31.05.88, PUBLICA DA NO DIÁRIO
OFICIAL DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 01.06.1988, E
PORTARIA MINISTERIAL N~ 353 DE 09.06.1988.

JOÃO GILVAN ROCHA


Prof. Dr., Faculdade de ClêncÍII M~cas
da Universidade Federal de Sergipe
Conselho Nacional de Saúde
Minist&io da Saúde
Brasllia, D.F.

PRESIDENlE SUBSTITUTO

CELSO FIGUEIREDO BITTENCOURT


Prof. Dr•• Curso de Farmácia e Bioquímica
da Universidade Federal de Santa Maria
Santa Maria. RS

ANDREJUS KOROLKOV AS ANGELO JOst COLOMBO


Prof. Dr., Faculdade de Ciências Farmacêuticas Prof. Dr., .Faculdade de Ciências Farmacêuticas
da Universidade de Sio Paulô da Universidade de 810 Paulo
Sio Paulo. SP Sio Paulo. SP

ClPRIANO CARDOSO FILHO EDUARDO AUGUSTO MOREIRA


Farmacêutico. Produtos Roche Químicos Prof. Dr., Curso de Farmácia
e Farmacêuticos S.A. da Universidade Federal do Paraná
Rio de Janeiro. RJ Curitiba. PR

ELFRIDES EV A S. SCHAPOV AL EUA ANDERS SAAD


Pro~ ~, Faculdade de Farmácia Farmacêutica, Degussa S.A.
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul SIo Paulo. SP
Porto Alegre. RS

GERALDO FENERICH Jos:t ALEIXO PRA TES E SILVA


Farmacêutico, Central de Medicamentos Prof. Dr•• Curso de Farmácia
Ministério da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Brasília. DF Natal RN

NIKOLAI SHARAPIN SEBASTIÃO BAETA HENRIQUE


Prof., Dr., Instituto de Química Prof. Dr., Instituto Butantan
da Universidade Federal Fluminense Sio Paulo. SP
Niteroi. RJ

SUZANA MACHADO DE A'VILA THEREZINHA C. BARBOSA TOMASSINI


Fumacêutica, Secretaria Nacional Pro~ ~, Faculdade de Farmkia da
de A911esBásicas da Saúde Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ministério da Saúde Rio de Janeiro. RJ
Brasília. DF
ACYR RODRIGUES DO PRADO ANGELO JOSeCOLOMBO
Médico, Central de Medicamentos Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Ministério da Saúde Universidade de São Paulo
Brasília, DF. São Paulo, SP.

ADELA ROSENKRANZ
ANTONIO CARLOS ZANlNI
Professora da Escola Paulista de Medicina, Consultora da
Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS Professor da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP.
Sio Paulo, SP.
ADlLSON CADONHA
FlIlII1acêutico, Upjohn Produtos ANTONIO EUGeNIO CASTRO CARDOSO DE ALMElDA
Farmacêuticos Ltda. Farmacêutico, Instituto Nacional de
São Paulo, SP. Controle de Qualidade em Saúde/FIOCRUZ
Rio de' Janeiro, RJ.
ALEXANDRE PINTO CORRADO
Professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
ANTONIO PAIVA
Universidade de São Paulo
Professor da Escola Paulista de Medicina
Ribeirão Preto, SP.
São Paulo, SP.
ALFREDO KARL MASLOWSKY
Químico, Biogalênica Química ANTONIO ROBERTO TEIXEIRA
e Farmacêutica Ltda. Médico, Instituto Nacional de Controle de
São Paulo, SP. Qualidade em Saúde/FIOCRUZ
Rio de Janeiro, RJ.
ÁLVARO NORONHA DA COSTA
Farmacêutico, Indústria Química e
ARNOLD H. BECKETT
Farmacêutica Schering S.A.
Professor, Chelsea CoUege, Universidade de Londres.
Rio de Janeiro, RJ.
Consultor da Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS
Londres, Inglaterra.
AMAURY CARON DOS ANJOS
Professor do Curso de Farmácia da
Universidade Federal do Paraná ARON JURKIEWlCZ
Professor da Escola Paulista de Medicina
Curitiba, PR.
São Paulo, SP.
ANA BEATRIZ DA SILVA
Engenheira-Química, Instituto Nacional de AUGUSTO VILSON BORTOLUZZI
Controle de Qualidade em Saúde/FIOCRUZ Professor do Curso de Farmácia e Bioquímica da
Rio de Janeiro, RJ. Universidade Federal de Santa Maria
Santa Maria, RS.
ANA MARIA BERGOLD
Professora da Faculdade de Farmácia da BARTYRA DE CASTRO AREZZO
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Comissio Nacional de Energia Nuclear
Bolsista do Conselho Nacional de Rio de Janeiro, RJ.
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Porto Alegre, RS.
BEATRIZ RIGON
ANA MARIA DA PENHA BRAGUIMPELLIN Núcleo de Processamento de Dados
Farmacêutica, Boehringer &; Cia. Ltda. Universidade Federal de Santa Maria
São Paulo, SP. Santa Maria, RS.

ANDRt ROSEIRA DE MATOS


BRUNO CARLOS DE ALMElDA CUNHA
Farmacêutico, Cirumédica S.A.,
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Produtos Médicos-Cirúrgicos
da Universidade de Sio Paulo
São Paulo, SP.
Sio Paulo, SP.
ANDREJUS KOROLKOVAS
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da CEcILIA ELENA FlGUEIREOO OGNIBENE
Universidade de São Paulo Farmacêutica, Sanrisil S.A.
São Paulo, SP. São Paulo, SP.
COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA
FARMACOPeIA BRASILEIRA E COLABORADORES

CÉLIA COLI ELlANE DE VARES CAÇÃO


Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
Universidade de São Paulo Desenvolvimento Científico e Tecnol6gico - CNPq
São Paulo, SP. Niter6i, RJ.

CELINA XAVIER DE MENDONÇA ELIZABETH IGNE FERREIRA


Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Desenvolvimento Científico e Tecnol6gico - CNPq Universidade de São Paulo
São Paulo, SP. São Paulo, SP.

CELSO FIGUEIREDO BITIENCOURT


ELOIR PAULO SCHENKEL
Professor do Curso de Farmácia e Bioquímica da
Professor da Faculdade de Farmácia da
Universidade Federal de Santa Maria
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Santa Maria. RS.
Porto Alegre, RS.
CLARISSE CAVICCHIA
Farmacêutica, Upjohn Produtos Farmacêuticos Ltda. EUA ANDERS SAAD
São Paulo, SP. Farmacêutica, Degussa S.A.
Sio Paulo, SP.
CLÁUDIA GONÇALVES TORRES DE OLIVEIRA
Professora do Instituto de Química da
Universidade Federal Fluminense FERNANDO DE OLIVEIRA
Niteroi, RJ. Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP.
CLEODORO WALTER
Núcleo de Processamento de Dados
Universidade Federal de Santa Maria FRANCO MARIA LAJOLO
Santa Maria, RS Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP.
DECIO MELHEM
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Universidade de São Paulo GALBA MORANELLI DE ALMEIDA
São Paulo, SP. Professor da Faculdade de Farmácia da
Universidade Federal de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG.
DERBLAY GALV ÃO
Professor, Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnol6gico - CNPq GEORGE GONZÁLES ORTEGA
Brasília, DF. Professor do Curso de Farmácia e Bioquímica da
Universidade Federal de Santa Maria
Santa Maria, RS.
DOMINGOS CORR~A
Químico, Biogalênica Química e
Farmacêutica Ltda. GERALDO FENERICH
São Paulo, SP. Farmacêutico, Central de
Medicamentos - Ministério da Saúde
Brasília, DF.
EDUARDO AUGUSTO MOREIRA
Professor do CoIso de Farmácia da
Universidade Federal do Paraná GERCY SEVERO ALVES
Curitiba, PR. Professor do Curso de Farmácia e Bioquímica da
Universidade Federal de Santa Maria
Santa Maria, RS.
EDUARDO JOSÉ CENTENO DE CASTRO
Professor da Faculdade de Farmácia da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul GERMINIO NAZZARIO
Porto Alegre, RS. Químico, Instituto Adolfo Lutz
São Paulo, SP.
ELFRIDES EVA S. SCHAPOVAL
Professora da Faculdade de Farmácia da GILBERTO ANTONIO ASSIS BRASIL E SILVA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Professor da Faculdade de Farmácia da
Porto Alegre, RS. Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS.
ELFRIEDE MARIANNE BACCHI
Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da GILSON DE FREITAS VIElRA
Universidade de São Paulo Farmacêutico, Glaxo do Brasil S.A.
São Paulo, SP. Rio de Janeiro, RJ.

F. BRAS. IV, 1988


COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA
FARMACOpelA BRASILEIRA E COLABORADORES

GOY ENRIQUE NAVAS JOÃO BATISTA DOMINGUES


Farmacêutico, Consultor da Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS Universidade de São Paulo
Rio de Janeiro, RJ. São Paulo, SP.

GRANVILLE GARCIA DE OLIVEIRA JOÃO HAIKAL HELOU


Médico, Central de Medicamentos - Ministério da Saúde Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Brastlia, DF. Universidade de São Paulo
São Paulo, SP.
GÜNTER HOXTER
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
JOSe ABRAHÃO NETO
Universidade de São Paulo Farmacêutico, Bolsista do Conselho Nacional de
São Paulo, SP. Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
HANNA A. ROrnSCHILD São Paulo, SP.
Professor da Escola Paulista de Medicina
São Paulo, SP. JOSÉ ALEIXO PRATES E SILVA
Professor do Curso de Farmácia da Universidade
HECTOR ARALDI Federal do Rio Grande do Norte
Farmacêutico, Consultor da Natal, RN.
Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS
Buenos Aires, Argentina. JOS~ APARItIO BRITTES FUNCK
Professor do Curso de Farmácia e Bioquímica da
HÉLIO JOSe BERTUZZI Universidade Federal de Santa Maria
Professor da Divisão de Farmácia do Hospital Santa Maria, RS.
Universitário da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP. JOSe PEDRO SALGADO EGREJA
Farmacêutico, Byk-Procienx Indústria
HeLIO MORRONE COSENTINO Farmacêutica Ltda.
Físico, Sanrisil S.A. São Paulo, SP.
São Paulo, SP.
JOse XlMENES
IDA CARAMICO SOARES Farmacêutico, Cefar Farmacodiagnóstica Ltda.
Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da São Paulo, SP.
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP.
JOSINO COSTA MOREIRA
Farmacêutico, Instituto Nacional de Controle de
ITACY PEREIRA TORQUlLHO Qualidade em Saúde/FIOCRUZ
Farmacêutico, Instituto Nacional de
Rio de Janeiro, RJ.
Controle de Qualidade em Saúde/FIOCRUZ
Rio de Janeiro, RJ.
LAERTE KAWANCHI
Farmacêutico, Byk-Procienx Indústria
IVONE BAREICHA
Farmacêutica Ltda.
Professora do Instituto de Ciências Biológicas da
São Paulo, SP.
Universidade Federal de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG.
LAURA MARIA ESPINOSA RAMOS
IVONE CARVALHO Farmacêutica, Boehringer & Cia Ltda.
Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas São Paulo, SP.
da Universidade de São Paulo
Ribeirão Preto, SP LAUREN ROSA CROSSETI VAUCHER
Professora do Curso de Farmácia e Bioquímica da
IVONE SARTOR Universidade Federal de Santa Maria
Professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Santa Maria, RS.
Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre. RS.
LAURO DOMINGOS MORETTO
IVONETE BATISTA DE ARAÚJO Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Professora do Curso de Farmácia da Universidade Universidade de São Paulo
Federal do Rio Grande do Norte Farmacêutico, Boehringer & Cia. Ltda.
Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento São Paulo, SP.
Científico e Tecnológico - CNPq
Natal, RN. LÉA GUSMÃO CHlAPINI
Professora da Faculdade de Farmácia da
JAMILZAMUR Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas Bolsista do ConselhO Nacional de Desenvolvimento
da Universidade de São Paulo Científico e Tecnológico - CNPq
São Paulo, SP. Porto Alegre, RS.
COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA
FARMACOpeIA BRASILEIRA E COLABORADORES

LEILA MACEDO ODA LVIZ BAUER t


Química, Instituto Nacional de Controle de Qualidade Professor da Faculdade de Farmácia da
em Saúdel FIOCRUZ Universidade do Rio Grande' do Sul
Rio de Janeiro, RJ. Porto Alegre, RS.

LVIZ EDUARDO CHAVES CAIADO


LEOBERTOCOSTATAVARES
Farmacêutico, Bolsista do Conselho Nacional de
Farmacêutico
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
São Paulo, SP.
Rio de Janeiro, RJ.
LIANE LEIPNITZ ENE
Professora da Faculdade de Farmácia da Universidade LUIZ FELIPE MOREIRA LIMA
Federal do Rio Grande do Sul Médico, Fundaçfo Oswaldo Cruz
Bolsista do Conselho Nacional de Rio de Janeiro, RJ.
Desenvolvimento Científico e TecnolÕgico - CNPq
Porto Alegre, RS. LUIZ FLÁVIO DE FREITAS LEITE
Farmacêutico, Biobrás Bioqulmica do Brasil SÃ.
Montes Claros, MG.
LIGIA MARIA MOREIRA DE CAMPOS
Professora da Faculdade de Farmácia da Universidade
LVIZ MANOEL SCAVAZZA
Federal de Minas Gerais
Professor do Curso de Farmácia da
Belo Horizonte, MG.
Universidade Federal do Paraná
Curitiba, PR.
LILIAN BASSANI
Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de LVIZ RODRIGUES AGUAXO
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq Médico Veterinário, Consultor da
Santa Maria, RS. Organização Pl&II-Americanada Saúde - OPAS
Rio de Janeiro, RJ.
LORELAMB
MARA LANE CARDOSO
Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e TecnolÕgico - CNPq
Desenvolvimento Cienuiico e Tecnológico - CNPq
Curitiba, PR.
Santa Maria, RS.

LÚCIA DE ARAÚJO COSTA MARCELO JORGEVERNENGO


Professora do Curso de Farmácia da Químico, Consultor da Organização
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Pan-Americana da Saúde - OPAS
Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rio de Janeiro, RJ.
Científico e Tecnológico - CNPq
Natal, RN. MARCO ANTONIO ALMEIDA
Farmacêutico, Biobrás Bioquímica do Brasil S.A.
Montes Claros, MG.
LÚCIA EIKO ABE
Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
MARCO ANTONIO DEXHEIMER
Desenvolvimento Científico e TecnolÕgico - CNPq
Professor da Faculdade de Farmácia da
São Paulo, SP.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS.
LÚCIA EMY TEIXEIRA DOS SANTOS
Professora da Faculdade de Farmácia da MARCO AU~LIO XAVIER
Universidade Federal de Minas Gerais Farmacêutico, Biobrás Bioquímica do Brasil S.A.
Belo Horizonte, MG. Montes Claros, MG.

LUCY BRENNER RAMOS MARGARETE REGINATTO GIACOMINI


Professora do Instituto de Ciências e Tecnologia de Farmacêutica, Curso de Farmácia e Bioquímica da
Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande Universidade Federal de Santa Maria
Santa Maria, RS.
do Sul
Porto Alegre, RS.
MARGARETE TRINDADE HAHN
Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
LUIZ ALBERTO MASCHIETTO Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Farmacêutico, Biogalênica Química e Santa Maria, RS.
Farmacêutica Ltda.
São Paulo, SP. MARGARETH LINDE ATHA YDE
Farmacêutica, Secretaria Nacional de Vigilância
LVIZ ANTONIO GIOIELLI Sanitária - Ministério da Saúde
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Brasília, DF.
Universidade de São Paulo
São Paulo, SP
COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA
FARMACOP~IA BRASILEIRA E COLABORADORES

MARIA AMÉLIA RARATA DA SILVEIRA MÁRIO MUNIZ LANNES


Professora da Faculdade de Ciências Professor da Faculdade de Farmácia da Universidade
Farmacêuticas da Universidade de São Paulo Federal Fluminense
São Paulo, SP. Niterói, RJ.

MARIA DE FÁTIMA DANT AS MARTHA DE LUCA


Farmacêutica, Universidade Federal do Professora da Faculdade de Farmácia da
Rio Grande do Norte Universidade Federal Fluminense
Natal, RN. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico - CNPq
MARIA ELIZABETH DE ÁVII.A DALMORA Niterói, RJ.
Professora do Curso de Farmáda e Bioquímica da
Universidade Federal de Santa Maria MAURICIO MARTINS DO CARMO
Santa Maria, RS. Farmacêutico, Bolsista do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
MARIA GISELA PIROS
São Paulo, SP.
Farmacêutica, Majer Meyer S.A.
Indústrias Farmacêuticas
MICHAEL SIMON NOTHENBERG
São Paulo, SP.
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas
da Universidade de São Paulo
MARIA INtS ROCHA MIRITELLO SANTORO
Sfo Paulo, SP.
Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Universidade de Sfo Paulo
São Paulo, SP. MILTON LEONCIO BRAZZACH
Professor da Divisão de Farmácia do
MARIA LÚCIA NOSSAR SIMOES DE DALGO Hospital Universitário da Universidade de Sfo'Paulo
Professora do Instituto de Química da São Paulo, SP.
Universidade Federal Fluminense
Bolsista do Conselho Nacional de MIRIAN TERESINHA KNORST
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq Farmaçêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
Niterói, RJ. Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Santa Maria, RS.
MARIA LUlZA CRUZ
Farmacêutica NARA RITA DEITOS
São Paulo, SP. Educadora Especial
Santa Maria, RS.
MARIA TEREZA ALVES RODRIGUES
Farmacêutica, Instituto Butantan NELCI FENALTII HOEHR
São Paulo, SP Professora do Curso de Ciências Farmacêuticas da
Faculdade de Ciências Médicas da
MARIA TEREZA FARIA PIRES DE MELO Pontifícia Universidade Católica
Química Industrial, Instituto Nacional de Campinas, SP.
Controle de Qualidade em Saúde/FIOCRUZ
Rio de Janeiro, RJ. NILTON BEZERRA DO VALE
Professor do Curso de Biologia da
MARILENE PEREIRA BASTOS CENEVIVA t Universidade Federal do
Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Rio Grande do Norte
Universidade de Sfo Paulo Natal, RN.
São Paulo, SP.

MARfi.IA APPEL DE MATIOS BORTOLUZZI NIKOLAI SHARAPIN


Professora do Curso de Farmácia e Bioquímica da Professor do Instituto de Química da
Universidade Federal de Santa Maria Universidade Federal Fluminense
Santa Maria, RS. Niterói, RJ.

MARItIA MARTINS NISHIKAWA OLINDA SUZUKI


Biomédica, Instituto Nacional de Farmacêutica, Byk Procienx Indústria
Controle de Qualidade em Saúde/FIOCRUZ Farmacêutica ltda.
Rio de Janeiro, RJ. São Paulo, SP.

MÁRIO GERALDO KRISTELLER OSCAR VIL LAÇA DE MELO t


Químico, Biogalênica Química e Professor da Faculdade de Farmácia da
Farmacêutica Ltda. Universidade Federal de Pernambuco
São Paulo, SP. Recife, PE.
COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA
FARMACOP~IA BRASILEIRA E COLABORADORES

PAOLO BARTOLINI RONALDO NOGUEIRA DE MORAES PITOMBO


Químico, Instituto de Pesquisas Energéticas e Professor da Faculdade de Ciências
Nucleares da Universidade de São Paulo Farmacêuticas da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP. São Paulo, SP.

PAULO ANTONIO RODRIGUES


Farmacêutico, Biogalênica Química e RUBENSLEONART
Farmacêutica Ltda. Biólogo, Bolsista do Conselho Nacional de
São Paulo, SP. Desenvolvimento' Científico e Tecnológico - CNPq
Curitiba, PR.
PAULO CEZAR SANDER
Professor do Curso de Farmácia da RUTH WIEDMANN VELLOSO
Universidade Federal do Paraná Professora do Instituto de Ciências e Tecnologia de
Curitiba, PR. Alimentos da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS.
PEDRO ROS PETROVICK
Professor da Faculdade de Farmácia da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul RUY MASSAKAZO YOSHINAGA
Porto Alegre, RS. Farmacêutico, Fontoura-Wyeth S.A.
São Bemardo do Campo, SP.

PETER J. SCHORN
Farmacêutico, Consultor da SALVADOR ALVES PEREIRA
Organização Pan·Americana da Saúde - OPAS Professor da Faculdade de Farmácia da
Strasbourg, França Universidade Federal Fluminense
Niterói, RJ.

REINALDO SPITZNER
Professor do Curso de S~RJIO LUIZ DALMORA
Farmácia da Universidade Federal do Paraná Professor do Curso de Farmácia e Bioquímica da
Curitiba, PR. Universidade de Santa Maria
Santa Maria, RS.

RENATO BARUFFALDI
Professor da Faculdade de Ciências SIGURD WALTER BACH
Professor do Curso de Farmácia da
Farmacêuticas da Universidade de Slo Paulo
Universidade Federal do Paraná
São Paulo, SP.
Curitiba, PR.

RENIKRANBECK
Professor do Curso de Farmácia da SILVANA FERREIRA VACCARI
Universidade Federal do Paraná Médica Veterinária da Universidade
Curitiba, PR. Federal de Santa Maria
Santa Maria, RS

RICARDO SCHUCH
Professor da Faculdade de Ciências Farmàcêuticas da SILVIA STORPIR TIS
Universidade de São Paulo Farmacêutica, Bolsista do Conselho Nacional de
São Paulo, SP. Desenvolvimento Científico e Tecnol6gico - CNPq
São Paulo, SP.
ROBERTO EDUARDO MORTEO
Professor da Faculdade de Farmácia da SIMONE GONÇALVES CARDOSO
Universidade Federal Fluminense Farmacêutica da Universidade
Niterói, RJ. Federal de Santa Maria
Santa Maria, RS
ROBERTO PELLEGRINI
Farmacêutico, Upjohn Produtos Farmacêuticos Ltda.
São Paulo, SP. SONIA MARIA FERREIRA SIMAS SANTOS
Bióloga, Instituto Nacional de Controle de
ROBERTO RITTNER NETO Qualidade em Saúde!FIOCRUZ
Professor do Instituto de Química da Rio de Janeiro, RJ.
Universidade de Campinas
Campinas, SP.
TAKAKO SAlTO
RONALDO ALVES SILVEIRA Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Farmacêutico, Bayer do Brasil S.A. da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP. São Paulo, SP.
COMISSÃO PERMANENTE DE REVISÃO DA
FARMACOP~IA BRASILEIRA E COLABORADORES

T ARCISIO JOSf PALHANO TOMOE NAKASHIMA


Professor do Curso de Fannácia da Professora do Curso de Farmácia da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Universidade Federal do Paraná
Bolsista do Conselho Nacional de Curitiba, PR.
Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Natal, RN
VENI MARIA FELLI NAKASONE
THERESA CHRISTINA VESSONI PENNA Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da da Unive.nidade de São Paulo
Universidade de São Paulo São Paulo, SP.
São Paulo, SP.

TOSHlO HARAGUCHI
VIKTORIA TUTUNDJlAN
Professor do Curso de Ciências Farmacêuticas da
Engenheira-química, Boehringer & Cia. LIda.
Faculdade de Ciências Médicas da
São Paulo, SP.
Pontifícia Universidade Católica
Campinas, SP.

TOMÁS D. ARIAS lEU ISABEL ROESSLER


Fannacêutico, Consultor da Organização Especialista em assuntos educacionais,
Pan.iAmericana da Saúde - OPAS Ministério da Ciência e Tecnologia
Cidade do Panamá, Panamá. Brasília, DF.
IV. OENBRAUDADBS
IV. GENERALIDADES

l1TIJLO Em casos excepcionais, nomes muito difundi·


o título completo desta obra é "Farmacopéia dos, porém diferentes dos adotados pela Denomi-
nação Comum Brasileira para Fármacos, podem
da República Federativa do Brasil, quarta edição".
Sua denominação pode ser abreviada para ser citados como "outra denominação".
"Farmacopéia Brasileira, 4~ edição", ou "F.
Bras. IV".
NOME QutMlCO
O nome químico de substância farmacopéica
está de acordo com a nomenclatura preconizada
pela União Internacional de Química Pura e
Farmacopéico Aplicada.

A expressão fannacopéico substitui as expres-


sões oficial e oficinal, utilizadas em edições ante- FORMULA QUlMlCA
riores, equivalendo-se as três expressões para todos Quando a substância farmacopéica possui
os efeitos. composição química defmida, a sua fórmula
bruta e massa molecular constam da monografia.
No caso de substâncias orgânicas de composição
química defmida, estes dados são acrescidos da
Substância ativa, droga, insumo farmacêutico respectiva fórmula estrutural.
ou matéria-prima empregada para modificar ou
explorar sistemas fisiológicos ou estados patoló-
gicos em benefício da pessoa à qual se administra. MASSA ATÔMICA RELATIVA
As ~ atômicas relativas usadas para o
cálculo de pesos moleculares são as constantes
da Tabela de Massas Atômicas Relativas publi-
Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou cada em 1979 pela União Internacional de Química
elaborado, que contém um ou mais fármacos Pura e Aplicada e baseada na massa do carbono· 12.
juntamente com outras substâncias, com fmalidade
profilática, curativa, paliativa ou para fins de
UNIDADES DE MEDIDA
diagnóstico.
São adotadas nesta Farmacopéia as unidades
constantes do Sistema Internacional de Unidades
(SI), em conformidade com o Decreto Federal
nC?81.621, de 03 de maio de 1978. Excepcional-
Mediçamento inscrito na 4~ edição da Farma- mente são utilizadas outras unidades de uso
copéia Brasileira. somente na prática farmacêutica.
As unidades e frações do sistema métrico
decimal, baseadas no Sistema Internacional de
Medicamento magistral Unidades (Sij, utilizadas na F. Bras. IV, são
Medicamento, preparado na farmácia, cuja representadas pelas seguintes abreviações:
prescrição estabelece a composição, a forma
farmacêutica e a posologia.
metro m
decímetro - dm = 10- 1 m
NOMENCLATURA centímetro - em = 1Q-2m
Os títulos das monografias obedecem à Deno· milímetro - mm = 10- 3 m
minação Comum Brasileira para Fármacos, esta· micrometro* - Ilm = 1Q-6m
belecida com base nas recomendações da Orga· nanômetro** - nm = 10-9m
nização Mundial da Saúde. Os subtítulos são * ou mícron
em latim. ** ou milirnícron
DE VOLUME a possibilidade de produzi-Ia por outros métodos.
Qualquer que seja o método utilizado, o produto
litro - 1
fmal deve corresponder às especificações da
decilitro - dI = 10-11
Farmacopéia.
mililitro - rol = 10-31
Na fabricação de produtos injetáveis, compri-
microlitro - J,Ll = 10-61
midos, cápsulas e outras preparações farrnaco-
péicas, é permitido o uso. de substâncias adjuvantes,
DA MASSA * descritas nas monografias e adicionadas com
quilograma - kg finalidade específica. Estas substâncias adjuvantes
grama - g = 1O-3kg devem ser inócuas e não devem ter influência
decigrama - dg = 10-1 g adversa sobre a eficácia terapêutica da substância
centigrama - cg = 1O-2g ativa contida na preparação nem interferir com
miligrama - mg = 1O-3g ensaios e determinações.
micrograma** - J.L8 = 1O-6g
nanograma - ng = 1O-9g DESCRIÇÃO DE SUBSTÃNCIA
picograma _ pg = 1O-12g
As informações referentes à descrição de uma
fentograma - fg = 10-15 g
substância são genéricas e destinam-se à avaliação
attograma - ag = 10- 111 g
preliminar da integridade da mesma. A descrição,
* As expressões massa e peso são adotadas por si, não é indicativa da pureza, devendo ser
indistintamente nesta Farmacopéia. associada a outros testes farrnacopéicos para
** Nas prescrições e referências relativas a doses assegurar que a substância esteja de acordo com
terapêuticas, /Jo g equivale a "mcg" ou 'Y~ma).
a monografia.

DE RADIATIVIDADE SOLUBIUDADE
becquerel - Bq = 1 desintegração nu- A solubilidade indicada não deve ser tomada no
clear por segundo sentido estrito de constante física, mas como
curie - Ci = 3,7 x 1010 Bq simples informação.
milicurie - mCi = 3,7 x 107 Bq As indicações sobre a solubilidade referem·se
microcurie - J,LCi = 3,7 x 104 Bq às determinações feitas à temperatura de 25°C.
gigabecquerel - GBq = 27,027 mCi A nlo ser que a monografia especifique dife-
megabecquerel- MBq = 27,027 J,LCi rentemente, a expressão soIrente refere-se à
quilobecquere1- kBq = 27,027 nCi água. )
A expressão partes refere-se à dissolução de
1 g de um sólido ou 1 rol de um líquido no número
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO de mililitros do solvente estabelecido no número
A Farmacopéia não fornece detalhes dos pro- deportes.
cessos de fabricação de substâncias químicas. As solubilidades aproximadas constantes nas
A indicação de que uma substância pode ser monografias são designadas por termo descritivo,
produzida por um método determinado não exclui cujo significado figura na tabela abaixo.

Muito solúvel Menos de 1 parte


Facilmente solúvel De 1 a 10 partes
Solúvel De 10 a 30 partes
ligeiramente solúvel De 30 a 100 partes
Pouco solúvel De 100 a 1 000 partes
Muito pouco solúvel De 1 000 a 10 000 partes
Praticamente insolúvel ou insolúvel Mais de 10 000 partes

REAÇÕES DE IDENTIFICAÇÃO DENSIDADE DE MASSA E


DENSIDADE RELA llV A
São reações usadas no auxílio da caracterização
de uma substância. Embora específicos, só serão A densidade de massa (P) é a massa de uma
suficientes para estabelecer ou confirmar a identi- unidade de volume de uma substância. É expressa
dade da substância qUando considerados em
em unidades de massa por volume.
conjunto com outros testes e especificações
constantes da monografia. A densidade relativa usualmente adotada (d:)
é defmida como a relação entre a massa de uma Precipitado - é a formação de depósito quando
substância ao ar a 20°C e a massa de igual volume partículas em suspensão são deixadas em repouso
de água na mesma temperatura. por 15 minutos.
Líquido incolor - é aquele cuja tonalidade não
DETERMINAÇÃO DE ÁGUA E ultrapassa a das soluções padrão para a determi-
PERDA POR DESSECAÇÃO nação de limite de impurezas. O ensaio deve ser
comparativo e realizado em colunas líquidas de
Usa-se geralmente a expressão determinação de
água ou determinação de uuúdade quando se deter- 10 cm de altura, contidas em tubos de vidro de
fundo chato, incolores e transparentes, sobre
mina, em condições especificadas, a água de hidra-
tação ou a água de adsorção de uma substância. fundo branco.
A expressão perda por dessecação refere·se
geralmente à perda em massa, por secagem, em ACIDEZ E ALCALINIDADE:
condições especificadas, de água e outros compo- ENSAIOS RÁPIDOS
nentes residuais voláteis.
Uma solução é considerada neutra quando nlo
IMPUREZAS modifica a cor dos papéis azul e vermelho de
tornassol, ou quando o papel indicador universal
Os testes descritos nas monografias liuútam as adquire as cores da escala neutra, ou quando 1 rn1
impurezas a quantidades tais que assegurem da mesma solução se cora de verde com uma
qualidade ao fármaco. O fato de os ensaios não gota de azul de bromotimoI SI (pH 7,0).
incluírem uma impureza pouco freqüente não l! considerada ácida quando cora em vermelho
significa que esta possa ser tolerada. o papel azul de tornassol ou 1 ml se cora de
amarelo por uma gota de vermelho de fenol
REAÇOES QufMICAS E SI (pH 1,0 a 6,6).
LIMPIDEZ DE SOLUÇOES ~ considerada fracamente ácida quando cora
A não ser que a monografia especifique dife- levemente de vermelho o papel azul de tornassoI
rentemente, as reações químicas são feitas em ou 1 m1 se cora de alaranjado por uma gota de
tubos de ensaio de aproximadamente 15.mm de vermelho de metila SI (pH 4,0 a 6,6).
diâmetro interno. Utilizam-se 5 rn1 do líquido ou l! considerada fortemente ácida quando cora de
solução a exanúDar, adicionando-se três gotas de azul o papel de vermelho de congo ou 1 rn1 se cora
reagente ou de cada reagente. O exame do con- de vermelho pela adição de uma gota de alaran-
teúdo do tubo de ensaio deve ser feito sobre toda jado de metHa SI (pH 1,0 a 4,0).
a camada líquida, observando de cima para baixo, l! considerada alcalina quando cora de azul o
após cinco minutos de repouso. papel vermelho de tornassol ou 1 ml se cora
de azul por uma gota de azul de bromotimol SI
Solução Iímpida - é aquela que apresenta (pH 7,6 a 13,0).
turvação menor que a de uma suspensão de caulim l! considerada fracamente alcalina quando
a 0,0005% (pN) em água e cujas partículas têm, cora de azul o papel vermelho de tornassol ou
em média, diâmetro inferior a 20 11m. Não se 1 ml se cora de rosa por uma gota de vermelho
considera sinal de turvação qualquer resíduo de cresol SI (pH 7,6 a 8,8).
óbvio de material fdtrante (fiapos). l! consideradll fortemente alcalina quando
Opalescência - turvação equivalente, no má· se cora de azul por uma gota de timolftaleína SI
ximo, à produzida pela adição de 5 mI da diluição (pH 9,3 a 10,5) ou de vermelho por uma gota
de 1 ml de ácido clorídrico 0,01 M em 99 rn1 de fenolftaleína SI (pH 10,0 a 13,0).
de água, a 0,5 m1 de nitrato de prata 0,01 M.
A observação deve ser feita sobre fundo preto,
REAGENTES, INDICADORES, SOLUÇOES
com luz incidente, cinco minutos após adição do
REAGENTES, SOLUÇOES INDICADORAS,
nitrato de prata.
SOLUÇOES COLORIMI!TRICAS E
Leve turvação - é aquel.a equivalente, no
SOLUÇOES VOLUMI!TRICAS
máximo, à que se produz quando se adicionam
5 rn1 da diluição de 2 m1 de ácido clorídrico Reagentes - são substâncias utilizadas em testes,
0,01 M em 98 ml de água a 0,5 m1 de nitrato de reações, ensaios e doseamentos farmacopéicos
prata 0,1 M. quer como tais, quer em soluções.
A observação deve ser feita como no caso Indicadores - são substâncias utilizadas nos
precedente. ensaios farmacopéicos para determinar o ponto
Turvação - é a equivalente, no máximo, à que final de uma reação química, avaliar a concen·
se produz quando se adicionam 5 m1 da diluição tração hidrogeniônica ou assinalar uma mudança
de 4 ml de ácido clorídrico 0,01 M em 96 ml de de pH desejada.
água a 0,5 m1 de nitrato de prata 0,1 M. Soluções reagentes - são soluções de reagentes
A observação deve ser feita como nos casos em solventes específicos e concentrações defmidas.
precedentes. São designadas por "SR".
Soluções indicadoras - são soluções de indica· fia especifique outra temperatura. As expressões
dores em solventes específicos e concentrações água quente e água muito quente indicam tempera·
defmidas. São designadas por "SI". turas aproximadas entre 60 e 700C e entre 85 e 95
Soluções colorimétricas - são soluções utili- °c, respectivamente.
zadas na preparaçfo de padrões colorimétricos Banho a vapor significa exposição ao vapor
para fms de comparação. São indicadas por "SC". fluente ou outra foima de calor, correspondendo
Soluções volumétricas - são soluções de rea- em temperatura à do vapor fluente.
gentes de concentraçfo conhecida, destinadas ao
uso em determinações quantitativas. Na F. Bras. PRESSÃO REDUZIDA
IV as concentrações das soluções volumétricas A nlo ser que a monografia especifique dife-
são expressas em molaridade. São indicadas por rentemente, a expressão pressão reduzida significa
"SV". pressão menor que 6,7 kPa (aproximadamente
Soluçio molar - é a solução que contém uma 50 mm de mercúrio). Quando a monografia
molécula-grama da substância em I 000 ml da especificar dessecaçilo à pressão reduzida sobre
solução. Os múltiplos e submúltiplos da solução agente dessecante, a operação deve ser feita à
molar também são designados por números intei- pressão reduzida em dessecador ou outro apare·
ros ou frações decimais como: 2M; 0,5 M; 0,1 lho adequado.
Mete.
DESSECADO R
APARELHOS VOLUMtTRlCOS Compreende-se por dessecador um recipiente
Os aparelhos volumétricos são empregados nas perfeitamente fechado, de formato e dimensões
medidas de volume nos testes, ensaios e dosea· adequadas para manter atmosfera de baixo teor
mentos farmacopéicos e devem ser aferidos à de umidade por meio de agentes desse cantes nele
temperatura padrão de 25°C. Se o aparelho introduzidos, tais como sílica-gel, cloreto 'de cálcio
volumétrico não for aferido a 25°C, as soluções anidro, pentóxido de f6sforo, ácido sulfúrico,
devem ser aferidas à temperatura de aferição dentre outros.
indicada no aparelho. Dessecador à pressão reduzida é o que permite
Nas medições de volume, o nível inferior do manter atmosfera de baixa umidade à pressão
reduzida a não mais que 6,7 kPa (aproximada-
menisco do líquido contido nos aparelhos volu-
mente 50 mm de mercúrio), ou à pressão indicada
métricos deve aflorar o traço de aferição. Nos
na monografia.
casos de líquidos fortemente corados usa-se como
referência a borda superior do menisco. MEDIDAS DE PRESSÃO
Os aparelhos volumétricos para a transfer~ncia
de líquidos (pipetas ou buretas), em virtude de A expressão pascal (Pa) usada para medidas
terem sido aferidos com água só poderão forne- de pressão como a arterial, a atmosférica ou a
cer exatamente o volume indicado quando os in terna de um aparelho, refere-se a uso de ma-
líquidos a medir tiverem aproximadamente a nômetros ou barômetros calibrados em relação
viscosidade, a tensão superficial e a densidade à pressã'o exercida pela força de 1 newton uni·
da água. formemente distribuída sobre uma superfície
plana de 1 m2 de área perpendicular à direção da
TEMPERAnJRA força; 1 pascal equivale a 7,5 x 10-3 mm de mer-
cúrio.
A menos que a monografia especifique dife-
rentemente, todas as temperaturas constantes da PREPARAÇÃO DE SOLUÇOES
F. Bras. IV são expressas na escala Celsius e
A menos que a monografia especifique dife-
todas as medidas slo feitas a 25°C.
rentemente, todas as soluções em testes, reações e
ensaios são preparadas com água purificada.
ÁGUA

A água mencionada nos testes, reações e ensaios ODOR


é água purificada. Para preparações injetáveis deve As expressões inodora, praticamente inodora,
ser utilizada água para injeções, descrita na mono- leve odor caracter{stico, ou variação das mesmas,
grafia. Quando for prescrito o uso de água isenta são usadas examinando-se a amostra após expo·
de dióxido de carbono, utilizar água purifica da, sição ao ar por 15 minutos, quando se trata de
fervida vigorosamente pelo menos cinco minutos e embalagens de até 25 g recém·abertas. No caso de
protegida do ar atmosférico durante o resfria· embalagens maiores, transferir amostras de cerca
mento e armazenagem. de 25 g para cápsula de 100 ml de capacidade.
A caracterização do odor é apenas descritiva e
BANHO-MARIA E BANHO A VAPOR nfo pode ser considerada como padrão de pureza,
A expressfo banho-mana significa o uso de um exceto em casos em que um odor particular nfo
banho de água fervente, a não ser que a monogra- seja permitido pela monografia.
PROVA EM BRANCO não maior que 2,05; 0,20 indica valor não menor
As expressões executar branco paralelo ou que 0,195 e não maior que 0,205.
fazer prova em branco ou efetuar ensaio em Os limites de tolerância, expressos numeri'
branco significam repetir a detenninação em camente por um valor máximo e mínimo, indicam
condições idênticas e com quantidades idênticas a pureza de uma substância farmacopéica. Estes
de reagentes, omitindo·se, apenas, a substância valores podem ser expressos em porcentagem ou
em exame. números absolutos. A faixa da variação deve ser
estritamente observada, não sendo tolerados
DESSECAÇÃO ATe PESO CONSTANTE
valores fora dos limites máximo e mínimo.

Esta expressão significa que a secagem deve CONSERVAÇÃO


prosseguir até que duas pesagens consecutivas não
As substâncias farmacopéicas devem ser conser-
difiram em mais de 0,5 mg por grama da substância
vadas sob condições tais que evitem sua contami·
em exame, sendo que a segunda pesagem deve ser
naçio ou deterioraçio. As condições de conservação
efetuada após uma hora de secagem adicional nas
de substâncias farmacopéicas figuram nas res-
condições especificadas.
pectivas monografias.
Proteger da luz significa que a substância deve
INCINERAÇÃO ATe PESO CONSTANTE
ser conservada em recipiente opaco ou capaz de
Esta expressão significa que a incineração deve impedir a açio da luz.
prosseguir a 800 oC ± 25 °c (a menos que a mono· Proteger da poeira significa que a substância
grafia especifique diferentemente) até que duas deve ser mantida em frasco arrolhado e munido
pesagens consecutivas não difiram em mais de de capuz protetor.
0,5 mg por grama da substância em exame, sendo Quando a monografia defme as condições de
que a segunda pesagem deve ser efetuada após temperatura na qual o fármaco deve ser conser·
15 minutos de incineração adicional. vado, são utilizados os seguintes termos:

PORCENTAGENS
em conFlador - em temperatura entre OOCe
As concentrações em porcentagem são expressas -20°C.
como segue: em refrigerador - em temperatura entre 2 °c e
8°C; .
Por cento p/p (peso em peso) ou % (P/p) - local fresco - ambiente cuja temperatura
expressa o número de g de componentes em permanece entre 8 °c e 15 °C;
100 g de mistura. local frio - é o ambiente cuja temperatura não
Por cento p/V (peso em volume) ou % (P/v) excede 8°C.
- expressa o número de g de um componente em
100 m1 da solução. A menos que a monografia especifique diferente·
Por cento V/V (volume em volume) ou % (V/V) mente, quando um fármaco necessita ser conser·
- expressa o número de m1 de um componente em vado em local fresco, o mesmo pode ser conservado
100 m1 de solução. em refrigerador.
Por cento V/p (volume em peso) ou % (V /p) -
expressa o número de rol de um componente em Temperatura ambiente - é a temperatura nor·
100 g da mistura. malmente existente em um local de trabalho; entre
15 °c e 30 oCo
Local quente - é o ambiente cuja temperatura
A expressão por cento usada sem outra atri·
permanece entre 30 °c e 40 oCo
blriçãO significa: para mistura de sólidos e semi·
Calor excessivo - indica temperaturas acima de
sólidos, por cento p/p; para soluções ou suspensões
4O°C.
~e sólidos em líquidos, por cento p/V; para
soluções de líquidos, por cento V/V; para soluções
Quando a monografia não especificar condições
de gases em líquidos, por cento p/V; para expres-
de conservação, estas incluem proteção contra a
sar teor de óleos essenciais em drogas vegetais,
umidade, congelamento e calor excessivo.
por cento V/p.
MATERIAL DE ACONDICIONAMENTO
INTERPRETAÇÃO DA PRECISÃO DOS DADOS E EMBALAGEM
NUMeRICOS E LIMITES DE TOLERÃNCIA
Compreende-se por material de acondiciona·
A precisão desejada nos testes, reações e ensaios mento e embalagem o recipiente, envoltório,
farmacopéicos é indicada pelo número de decio invólucro ou qualquer outra forma de proteção,
mais que se apresenta no texto. Por exemplo, removível ou nio, destinado a envasar, proteger,
20 indica valor não menor que 19,5 e não maior manter, cobrir ou empacotar, especificamente ou
que 20,5; 2,0 indica valor não menor que 1,95 e não, matérias-primas, reagentes e medicamentos.
Material de acondicionamento propriamente normas vigentes do órgão federal de Vigilância
dito é o que está em contato direto com seu Sanitária.
conteúdo durante todo o tempo. Considera-se
material de acondicionamento ampola, bisnaga, PRAZO DE VALIDADE
envelope, estojo, flaconete, frasco de vidro ou de
plástico, frasco-ampola, cartucho, lata, pote, O prazo de validade limita o tempo durante o
qual o produto poderá ser usado. Os produtos
saco de papel e outros.
Embalagem é a que se destina à total proteção deverão indicar nos rótulos, quando tecnicamente
possível, e embalagens a data do término do prazo
do material de acondicionamento nas condições
de validade. Esta data identifica o tempo durante o
usuais de transporte, armazenagem e distribuiçio.
qual o fármaco estará de acordo com as exigências
Considera-se embalagem: caixas de papelão,
cartolina, madeira ou material plástico ou estojo da monografia farmacopéica, quando mantido sob
as condições de conservaçio indicadas.
de cartolina e outros.
Nã'o deve haver qualquer interação, entre o Quando o prazo de validade for indicado apenas
material de acondicionamento e o seu conteúdo, pelo mês e ano, entende-se como vencimento do
capaz de alterar a concentração, a qualidade ou prazo o último dia desse mês.
a pureza do material acondicionado.
As condições de acondicionamento são descritas SUBSTÃNCIAS ADnIV ANTES
nas monografias, utilizando-se os termos abaixo: Substâncias adjuvantes, tais como, conser-
vantes, estabilizantes, diluentes, desagregantes,
Recipiente bem fechado - é aquele que protege aglutinantes, deslizantes, anti-aderentes, entre
o seu conteúdo de perdas e contaminação por outras, são aquelas empregadas para preparar a
sólidos estranhos, nas condições usuais de mani- forma farmacêutica. Essas substâncias devem ser
pulação, transporte, armazenageme distribuição. inócuas nas quantidades adicionadas e nio devem
Recipiente perfeitamente fechado - é aquele prejudicar a eficácia terapêutica do medicamento.
que protege seu conteúdo de perdas e de contami- A presença de tais substâncias e a proporçio
nação por sólidos, líquidos e vapores estranhos, adicionada devem ser claramente indicadas nos
eflorescência, deliqüescência ou evaporaçio nas rótulos dos recipientes em que o produto é entre-
condições usuais de manipulação, distribuiçio, gue para consumo.
armazenageme transporte. A não ser que haja contra-indicação expressa, o
Recipiente hermético - é aquele impermeável ar dos recipientes pode ser substituído por dióxido
ao ar ou qualquer outro gás, nas condições usuais de carbono ou nitrogênio.
de manipulação, transporte, armazenagem e
distribuição. CORANTES
Cilindro de gás - é recipiente metálico perfei-
Nas preparaçClesfarmacêuticas é tolerada a pre-
tamente fechado, de paredes resistentes, destinado
sença de substâncias corantes enumeradas em XI.
a conter gás sob pressão, obturado por válvula
regulável, capaz de manter a saída do gás em
vazão determinada. AÇÃO, USO E DOSES
Recipiente para dose única - é o recipiente São as constantes do relatório para registro
hermético e que contém determinada quantidade do produto no órglo sanitário, atualizadas me-
do medicamento destinada a ser administrada de diante revisão bibliográfica internacional, quando
uma só vez, o qual, uma vez aberto, não poderá ser for o caso.
fechado com garantia de esterilidade. Quando indicadas nas monografias, as doses
Recipiente para doses múltiplas - é o recipiente representam a quantidade do medicamento usual-
hermético que permite a retirada de porções mente prescrita para pacientes adultos. O médico,
sucessivas de seu conteúdo, sem modificar a a seu critério e sob sua exclusiva responsabilidade,
concentraçio, a pureza e a esterilidade da porção poderá variar as quantidades e a freqüência de
remanescente. administração de qualquer medicamento. Entre-
tanto, a prescriçlio de doses muito superiores às
ROnJLAGEM usuais obriga o farmacêutico a confirmar, com o
Rótulo é a identificaçãoimpressaou litografada, médico emissor da receita, as doses estabelecidas.
bem como dizeres pintados ou gravados a fogo,
pressão ou decalque aplicados diretamente sobre DOSES E MEDIDAS APROXIMADAS
recipientes, vasilhames, invólucros, envoltórios ou Na falta de dispositivos de medidas apropriadas
qualquer outro material de acondicionamento. Os (dosadores, colheres-medida etc.), para a dispen-
rótulos terio dimensões necessárias à fácil leitura sação de medicamentos podem ser utilizadas
e serio redigidos de modo a facilitar o entendi- medidas aproximadas. São, geralmente, unidades
mento ao consumidor. para uso doméstico, com freqüência adotadas
A confecçi'o dos rótulos deverá obedecer às para informar ao paciente a medida da dose.
Tais medidas têm a seguinte indicação de capa- ª,presentando teor de princíPios ativos e resíduo
cidade: seco prescritos na monografia.

Colher das de chá . . . . . . . . . . . . 5 m1 EXTRATOS SECOS


Colher das de sobremesa Ia m1
Colherdasdesopa 15ml São preparações sólidas, pulverulentas ou
granuladas obtidas por evaporação de extratos de
As doses menores que 5 ml costumam ser drogas medicamentosas, adicionadas ou nlo de
administradas em frações da colher de chá ou em adjuvantes, apresentando teor de princípios ativos
gotas. indicados na respectiva monografia.

PADROES E SUBSTÂNCIAS ELlXIRES


DE REFER.eNCIA São preparações líquidas, límpidas, hidroal·
Serio adotados padrões e substâncias de refe- coólicas, apresentando teor alcoólico na faixa
rência estabelecidos pela Organizaçio Mundial da de 20a 50%.
Saúde, pela Farmacopéia Internacional, pela Os elixires silo preparados por dissoluçã'o
Farmacopéia Européia e outras Farmacopéias de simples e devem ser envasados em frascos de côr
maior expressão técnica, até que padrões desen- âmbar e mantidos em lugar fresco e ao abrigo
volvidos por entidades nacionais, após estudos da luz.
colaborativos, venham a receber aprovação e
oficíalizaçã'o pela Comissão Permanente de Revisão XAROPES
da Farmacopéia Brasileira. São soluções aquosas concentradas de sacarose
Os padrões primários para Espectrofotometria ou outros açúcares.
de Absorção Atômica foram listados através da Quando não se destinam ao consumo imediato,
denominaçlo do metal, seguido da sigla SRA
devem ser adicionados de conservadores antimi-
(Soluçã'o Reagente para Absorçio Atômica).
crobianos autorizados.

PRECISÃO DOS ENSAIOS BIOLÓGICOS TINTURAS


Os resultados dos ensaios biológicos sio expres- São preparações alcoólicas ou hidroalc06licas
sos como potência média estimada e os limites resultantes da extraçllo de drogas vegetais ou
de confiança para uma probabilidade de erro animais ou da diluição dos respectivos extratos.
determinada. As especificações para as estimativas São classificadas em simples e compostas, confor-
de potência e para os limites de confiança aceitá- me preparadas com uma ou mais matérias-primas.
veis do indicadas em cada monografia. A proba- Exceto quando prescrito diferentemente, Ia ml
bilidade de erro utilizada é p = 0,05, a menos que de tintura simples correspondem a I g de droga
outra probabilidade seja referida na monografia. seca.

EXTRATOS LOçOES
São preparações líquidas, sólidas ou semi- São preparaç~es líquidas aquosas ou hidroal-
s6lidas obtidas pela extraçã'o de drogiu vegetais coólicas destinadas ao uso externo através de
ou animais, frescas ou secas, por meio de líquido aplicações sobre a pele.
extrator adequado, seguida de sua evaporaçã'o
total ou parcial e ajuste do concentrado a padrão EsplRITOS
previamente estabelecido.
São preparações líquidas alcoólicas ou hidroal-
co6licas, contendo princípios aromáticos ou
EXTRATOS FLUIDOS
medicamentosos e classificados em simples e
São preparaç~es líquidas extrativas obtidas de compostos.
drogas vegetais ou animais por extraçã'o com Os espíritos são obtidos pela· dissoluçã'o de
líquido apropriado ou por dissoluçã'o do extrato substâncias aromáticas no álcool, geralmente na
seco correspondente. Devem apresentar teor de proporçã'o de 5% (p/V).
princípios ativos e resíduo seco prescritos na
monografia. ÁGUAS AROMA ncAS
São soluções saturadas de óleos essenciais ou
EXTRATOS MOLES
outras substâncias aromáticas em água. Possuem
Sio preparações semi-sólidas obtidas por odor característico das drogas com as quais são
evaporaçã'o parcial de extratos de drogas vegetais preparadas, recebendo também o nome das mes-
ou animais, adicionadas ou nio de adjuvantes e mas.
EMuLSOES COMPRIMIDOS

Silo preparaÇÕes farmacêuticas obtidas pela São formas farmacêuticas sólidas obtidas por
dispersio d~ duas fases líquidas imiscíveis ou compressão.
praticamente i11ÜScíveis.De acordo com a hídro- Esta forma farmacêutica deve atender às
filia ou lipofilia da fase dispersante classificam-se exigências de desintegração (V.1.4.1), dissolução
os sistemas em óleo em água (01 A) ou água em (V. 1.5), dureza (V.1.3.1) e friabilidade (V.1.3.2)
óleo (AIO). descritas nos métodos gerais e previstas nas mono-
Quando do para uso injetável, devem atender grafias específicas.
às exigências de esterilidade (V.5.1.1) e pirogênios
(V.S.1.2). PREPÁRAÇOES TÓPICAS SEMI.sÓLlDAS
PreparaÇÕes tópicas semí-sólidas são aquelas
SUSPENSÕES previstas para aplicação na pele ou em certas
Sio preparações farmacêuticas obtidas pela mucosas para ação local ou penetração percutânea
dispersio de uma fase sólida insolúvel ou prati· de medicamentos, ou ainda por sua ação emo-
camente insolúvel em uma fase líquida. liente ou protetora. As preparações destinadas
Quando se destinam a uso injetável, as suspen- ao uso oftálmico, ao tratamento de feridas ou à
sOes devem satisfazer às exigências de esterilidade aplicação sobre lesões extensas da pele devem
(V.S.U) e não apresentar partículas maiores satisfazer às exigências do teste de esterilidade
que 100 rDJ.l. (V.S.U).
Distinguem-se 4 categorias de preparações
CÁPSULAS semi-sólidas :
São formas farmacêuticas sólidas que encerram - Pomadas
o fármaco em envólucro mais ou menos elástico. - Cremes
O envólucro pode ser constituído de amido ou - Géis
de gelatina. - Pastas.
As cápsulas devem atender às exigências de
variaçlo de peso, tempo de desintegraçlo e teor Pomadas
de princípios ativos descritos na monografia.
Pomadas são preparações tópicas constituídas
SUPOsITORlOS de base monofásica na qual podem estar dispersas
substãncias sólidas ou líquid.as.
São preparações farmacêuticas sólidas com
formato adequado para introdução no reto. Cremes
Devem fundir à temperatura do organismo ou
dispersar em meio aquoso. São preparações plásticas obtidas pela dispersão
de duas fases líquidas não miscíveis ou prati-
Os supositórios devem atender às exigências
camente imiscíveis.
contidas nas monografias especificadas, bem como
ao teste de desintegração (V. 1.4.2).
Géis
ÓVULOS Géis do preparações farmacêuticas constituídas
por uma dispersão bicoerente de fase sólida em
São preparações farmacêuticas sólidas, com
fase líquida.
formato adequado, para aplicação vaginal. Devem
Géis hídrofóbicos consistem usualmente de
dispersar ou fundir à temperatura do organismo.
Estas preparações devem atender o teste de parafma líquida com polietileno ou óleos gordu-
desintegração (V. 1.4.2). rosos com sílica coloidal ou sabões de alumínio
ou zinco.
Géis hídrofl1icos são preparações obtidas pela
coIJRlOS incorporação de agentes gelificantes - tragacanta,
Slo preparações farmacêuticas líquidas desti- amido, derivados de celulose, polímeros carboxi·
nadas à aplicação sobre a mucosa ocular. vinílicos e silicatos duplos de magnésio e alumínio
Devem atender às exigências especificadas nas - à água, glicerol ou propilenoglicol.
respectivas monografias. Devem satisfazer às
exigências de esterilidade (V.S.1.1). Pa$t8s
Pastas são pomadas contendo grande quanti·
MEDICAMENTOS PRESSURlZADOS dade de sólidos em dispersio.
São medicamentos mantidos sob pressio em
INJETÁVEIS
frasco e sistema de aplicação apropriados.
Devem atender às exigências das respectivas Injetáveis são preparaçeles estéreis destinadas à
monografias. administração parenteral, apresentadas como solu-
ções, suspensões, ou emulsões. Devem atender as a) são líquidos e permanecem claros quando
exigências de volume (V .1.2), esterilidade (V .5.1.1) resfriados aIO °c,
e pirogênios (V.5.1.2). b) índice de iodo - não maior que 140 (V.
3.3.10).
Velculos aquosos
Usa·se geralmente água para lnJeçao como Os veículos não-aquosos devem ser selecionados
veículo para injetáveis aquosos. Soluções de com especial cuidado, pois não podem ser irri-
cloreto de sódio 0\1 solução de Ringer ou outras tantes, tóxicos ou sensibilizantes e não devem
soluções adequadas, preparadas com água para interferir na eficácia terapêutica da preparação.
injeção, podem ser usadas em parte ou totalmente
ao invés de somente água para injeção, a menos Substâncias adjuvantes
que a monografia especifique de outra forma.
Adjuvantes são substâncias com finalidades
Todos os veículos aquosos devem satisfazer às
específicas adicionadas às preparações injetáveis.
exigências especificadas nas provas de pirogênios
Estas substâncias devem ser selecionadas tendo
(V.5.1.2) e esterilidade (V.5.1.1). em vista o aumento da estabilidade do produto,
nlo interferência na eficácia terapêutica nem no
Ve(culos n6o-aquosos
doseamento do princípio ativo, tampouco causar
Veículos não·aquosos utilizados parcial ou toxicidade na quantidade administrada ao paciente.
totalmente na obtenção de preparações injetáveis Dentre tais substâncias incluem·se os solubili-
podem ser miscíveis ou não miscíveis com a água. zantes, os antioxidantes, os agentes quelantes, os
Entre os veículos miscíveis com a água, os mais tampões, os agentes antibacterianos, os agentes
usados são os poli álcoois e os polímeros do óxido antifúngicos, os agentes anti-espumantes e outros,
de etileno. Entre os imiscíveis com a água, os quando especificados nas monograflBs. Não é
mais usados são os óleos fIXOSde origem vegetal permitida a adiçlo de substâncias corantes.
e os mono e diglicerídeos de ácidos graxos. São os seguintes os limites máximos para alguns
Os óleos fIXOSsão inodoros ou quase inodoros adjuvantes, a menos que a monografia especifique
e seu odor e sabor não devem lembrar os de ranço. de outra forma:
Devem satisfazer às exigências especificadas nas
monografias e apresentar as características a seguir: a) para agentes contendo mercúrio ou compos-
tos tensoativos catiônicos - 0,01 %;
a) teste de resfriamento - Transferir quantidade b) para agentes do tipo clorobutanol, cresol e
de óleo fIXO, previamente dessecado a 105 °c por fenol- 0,5%;
duas horas e resfriado à temperatura ambiente em c) para dióxido de enxofre, ou quantidade
dessecador contendo sílica-gel, para recipiente de equivalente de sulfito, bissulfito ou metabissulfito
vidro incolor cilíndrico, com diâmetro interno de de potássio ou sódio - 0,2%.
aproximadamente 25 mm. Fechar o recipiente e
mergulhar durante quatro horas em água mantida Recipientes para injetáveis
a 10 oCo O líquido deve permanecer suficiente·
Os recipientes para preparações injetáveis
mente claro, para que possa facilmente ser vista
devem ser fabricados com materiais que não
uma linha negra de 0,5 mm de espessqra, quando
provoquem interação com o conteúdo e possuam
mantida verticalmente atrás do cilindro e contra
transparência suficiente para permitir inspeção
fundo branco;
visual. As tampas, quando usadas, tampouco podem
b) índice de saponificação - Entre 185 e 200 influir na composição ou na conservação do
(V.3.3.8); medicamento, oferecendo perfeita vedação, mesmo
c) índice de iodo - Entre 79 e 128 (V.3.3.10); após perfuradas várias vezes.
d) substâncias insaponiflCáveis - Refluxar em Os recipientes para preparações injetáveis são
banho-maria 10 ml do óleo com 15 ml ~ hidró· classificados em:
xido de sódio (l: 16) e 30 ml de álcool etílico,
agitando ocasionalmente até que a mistura se torne Recipientes para dose única;
clara. Transferir a solução para cápsula de porce- Recipientes para dose múltipla;
lana, evaporar o álcool etílico em banho-maria e Recipientes para perfusão.
misturar o resíduo com 100 ml de água. Deve
resultar solução clara; Os recipientes para dose única, ampolas e
e) ácidos graxos livres - Os ácidos graxos livres cartuchos de uso odontológico, são frascos de
em 10 g do óleo devem consumir, no máximo, 2 ml vidro ou de material plástico adequado, fechados
de hidróxido de s6dio 0,02 M; pela fusio do vidro ou com a utilizaçio de opér-
culos fIXOSou móveis. O conteúdo só deve ser
Os mono ou diglicerídeos sintéticos de ácidos utilizado em uma única dose, nio podendo ser
graxos devem obedecer às seguintes exigências: reaproveitado.
Os recipientes para dose múltipla do frascos de Controle de volume em recipientel
vidro de paredes resistentes que, após cheios com Proceder como descrito em V.1.2. Determi-
prepara~s· líquidas ou com sólidos para serem naçlo de volume em produtos com dose 1tnica
dissolvidos ou suspensos, do selados com tampa e injetáveis.
de outro material. O conteúdo destes frascos
pode ser removido para aélministraçlo em uma
única ou em vúias doses. Esttlrilidllde
Os recipientes para perfuslo do fra;scoscom
mais de SO ni1 de capacidade, podendo atingir As preparaçoes injetáveís devem satisfazer li
1 000 m1, selados com tampa de outro material exJgfncias especit1cadas na monografia para o
ou 010, fabricados de vidro ou de plástico. Os Te,te de e,terilidade (V.S .1.1).
medicamentos envasados nestes tipos de recipien-
tes devem ser administrados em uma única vez,
Piroglnios
com a utilizaçlo de equipos est6reis, e 010 podem
conter .,entes bacteriadas ou antifúngicos. O uso As preparaçoes injetáveis devem satisfazer às
de outros tipos de adjuvantes deve ser considerado exisências especificadas na monografia para o
cuidadosamente. Te,te de p;,oginio, (V.S .1.2).
V. MÉTODOS DE ANÁLISE
v.t. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS APLICADOS
A MEDICAMENTOS

V.l.l. DETERMINAÇÃO DE PESO EM


FORMAS FARMAC~UTICAS

GENERALIDADES em relação ao peso médio, conforme indicado


na tabela.
Efetua-se a determinação de peso em produtos
Se uma ou mais cápsulas estiverem fora dos
com dose individual e outras formas de apresen-
limites indicados, pesar individualmente 20 unida·
tação, acondicionados em recipientes de doses
des, remover o conteúdo de cada uma e pesar
múltiplas. As pesagens são feitas em balanças de
novamente. Determinar o peso médio do conteúdo
sensibilidade adequada.
pela diferença dos valores individuais obtidos entre
a cápsula cheia e a vazia. Pode-se tolerar, no
Produtos com dose individual máximo, duas unidades fora dos limites especifi-
A dose individual depende do tamanho ou da cados na tabela, em relação ao'peso médio, porém
quantidade de formas de apresentação. Mediante a nenhuma poderá estar acima ou abaixo do dobro
determinação do peso individual obtém-se a das porcentagens indicadas.
informação sobre a homogeneidade por unidade. Se mais que duas, porém não mais que seis,
cápsulas, estiverem com variação entre uma e duas
vezes o índice da tabela, em relação ao peso
Produtos com doses múltiplas
médio determinar o peso do conteúdo .em mais
Em contraposição aos produtos com dose 40 unidades e calcular o peso médio das 60.
individual, as divergências de peso do conteúdo Determinar as diferenças, em relação' ao novo
são determinadas a partir da quantidade nominal peso médio. Pode-se tolerar, no máximo,. 6 uni·
de enchimento. Deste modo obtêm-se informações dades em 60 cápsulas cuja diferença 'excei:la os
sobre a homogeneidade do envase. limites da tabela, em relação ao peso médio,
porém nenhuma cuja diferença exceda o dobro
COMPRIMIDOS dos mesmos.
Pesar individualmente 20 comprimidos e CÁPSULAS MOLES
determinar o peso médio.
Pode·se tolerar não mais que duas unidades fora Proceder como descrito sob o item cápsulas
dos limites especificados na tabela, em relação ao duras, utilizando 'a seguinte técnica para remoção
peso médio, porém nenhuma poderá estar acima do conteúdo:
ou abaixo do dobro das porcentagens indicadas.
- cortar as cápsulas previamente pesadas e
lavá·las com auxl1io de éter et11ico ou outrO
DRÁGEAS
solvente adequado. Deixar em repouso à tempera-
Pesar individualmente 20 drágeas e determinar tura ambiente até completa evaporação do sol-
o peso médio. vente e
Pode-se tolerar não mais que cinco unidades - seguir os conceitos de variação de peso
fora dos limites especificados na Tabela I, em estabelecidos para cápsulas duras.
relação ao peso médio, porém nenhuma poderá
estar acima ou abaixo do dobro das porcentagens SUPOSITORlOS E OVULOS
indicadas. Pesar individualmente 20 supositórios ou
óvulos e determinar o peso médio.
CÁPSULAS DURAS Pode-se tolerar não mais que duas unidades
Pesar individualmente 20 cápsulas e determinar fora dos limites especificados na tabela, em relação
o peso médio. ao peso médio, porém nenhuma poderá estar acima
Pode-se tolerar variação dos pesos individuais ou abaixo do dobro das porcentagens indicadas.
Paso médio ou valor
Formas farmacluticas Limites de varillÇ60
nominal declarado

Comprimidos, núcleos para até 80,0 mg ± 10,0%


drégeas, comprimidos eferves-
centes, comprimidos sublln- entre ao,o e 250,0 mg ± 7,5%
guais, comprimidos vaginais
e pastilhas acima de 250,0 mg ± 5,0%

até 25,0 mg ± 15,0%


Drégeas e comprimidos re- entre 25,0 e 150,0 mg ± 10,0%
vestidos entre 150,0 e 300,0 mg ± 7,5%
acima de 300,0 mg ± 5,0%

Cflpsulas duras e moles, cép- até 300,0 mg ± 10,0%


sulas vaginais acima de 300,0 mg ± 7,5%

Suposit6rios e 6vulos para todos os pesos ± 5,0%

Cremes, pomadas, pós e até 60,0 9 ± 10,0%


grenulados entre 60,0 e 150,0 9 ± 5,0%

PÓS estéreis e Iiofilizados


abaixo de 40,0 mg
acima de 40,0 mg
.
± 10,0%

leI SeO peso declarado for de 40 mg ou menos, a determinaçlo é feita segundo método adequadQ de c/ol8amento.
O valor do conteúdo pode divergir acima ou abaixo de 15% do mesmo.

Pós, GRANULADOS, CREMES E POMADAS Se mais que duas, porém nlo mais que sete,
Pesar individualmente 10 embalagens. Remover estiverem com variação entre ± 10% e ± 15% e se
o conteúdo e lavar os respectivos recipientes mais que 1 divergir mais que ± 15% do peso
utilizando solvente adequado; secar, esfriar à médio do conteúdo, determinar o peso individual
temperatura ambiente e pesar novamente. A de 40 unidades adicionais e calcular o peso médio
diferença entre as duas pesagens representa o peso das 60. Somente 6 entre os 60 pesos individuais
do conteúdo. podem divergir mais que ± 10% do peso médio do
Determinar o peso médio do conteúdo, o qual conteúdo, porém nlo mais que 1 pode divergir
nlo deverá ser inferior ao valor nominal declarado. mais que ± 15% do mesmo.
Os pesos individuais podem divergir do mesmo, de
acordo com a porcentagem indicada na tabela.
Caso nlo seja cumprida essa exigência, deter-
minar o peso individual do conteúdo de 20 emba- Controle do peso contido em recipientes
lagens adicionais. O peso médio das 30 embalagens Os recipientes que contêm sólidos destinados a
nlo deve ser inferior ao valor nominal declarado soluções ou suspens(5es injetáveis devem ser
e os pesos individuais podem divergir de acordo examinados quanto ao peso de sólidos dispensados
com a porcentagem indicada na tabela, sendo que e satisfazer às exigências especificadas na mono-
somente I embalagem em 30 pode divergir dos grafia.
limites de variação indicados na tabela.
Uniformidade de pelO - Os sólidos destinados
a soluções ou suspensões injetáveis, rojos pesos
POs ESDREIS E LIOFILIZADOS
médios slo menores ou iguais a 40 mg, nlo estão
Pesar individualmente 20 unidades, remover o sujeitos a este teste, mas devem ser submetidos a
conteúdo e lavar os respectivos recipientes utili- doseamento apropriado.
zando água e em seguida álcool etílico. Secar em Os sólidos, cujos pesos médios slo maiores que
estufa aiOS °c por 1 hora (ou à temperatura mais 40 mg, devem satisfazer às exigências do teste
baixa, até peso constante), esfriar em dessecador e descrito a seguir, quando o mesmo é realizado
pesar novamente, recolocando a tampa livre da sobre 20 unidades.
cápsula metálica, no caso de frascos-ampola. Remover o rótulo do recipiente. Lavar e secar o
A diferença entre as duas pesagens representa o recipiente externamente, abrir e pesar imediata·
peso do conteúdo. Determinar o peso médio das mente com o seu conteúdo. Esvaziar o recipiente
20 unidades. Somente duas podem divergir do o mais completamente possível por meio de leves
limite especificado na Tabela I, em relação ao peso batidas e enxaguar com água, se necessário, e
médio, porém nenhuma pode divergir de ± 15% a se~ir com álcool etílico. Secar o recipiente a
do mesmo. 105 C por uma hora ou, conforme a natureza do
conteúdo, à temperatura mais baixa, até peso
constante. Esfriar em dessecador e pesar. A dife-
Pelo dflcl.r8do De'"io de porc.ntuBl
rença entre o peso do recipiente com o conteúdo nor6tulo
e o peso do recipiente vazio representa o peso (.mg) A B
do conteúdo. Repetir este procedimento com
os outros dezenove recipientes. Não mais que dois < 0,12 ± 10,0% ± 16,0%
dos pesos individuais podem desviar mais que 0,12 < 0,3 ± 7,5% ± 12,5%
10% do peso médio determinado sobre os vinte > 0,3 ± 5,0% ± 10,0%
recipientes e nenhum devedesviarem mais que 20%.
Teor declarado - Para a detenninação do teor
declarado em um recipiente, proceder a um dos
testes que seguem dependendo da exigência da Uniformidade de peso. Misturar o conteúdo de
monografia. dez recipientes e proceder ao doseamento indicado
Teste A - Determinar o peso do conteúdo de na monografia. Após o resultado do ensaio,
dez recipientes seguindo o teste descrito para calcular a quantidade proporcional do princípio
Uniformidade de peso. O peso do conteúdo de ativo contido em cada recipiente. Esta quantidade
cada recipiente não deve desviar do peso declarado deve estar de acordo com o estabelecido na varia-
no rotulo, em porcentual maior que o indicado çl'o permitida na monografia e apenas um reci·
na Coluna A da Tabela 2. Apenas um recipiente piente pode desviar mais que duas vezes do grau de
pode ter o peso de seu conteúdo desviado em tolerância permitido na monografia. Quando um
porcentual não maior que o indicado na coluna B ensaio biológico é especificado, calcular, do
da referida tabela. resultado do ensaio, a poténcia do conteúdo dos
Teste B - Determinar o peso do conteúdo de recipientes. A potência deve estar entre os limites
dez recipientes seguindo o teste descrito para fiduciaisestabelecidos na monografia.
V.l.2. DETERMINAÇÃO DE VOLUME
EM FORMAS FARMACSUTICAS

GENERALIDADES
A determinação do volume nominal em produ. Volume declarado UnidlldtM e ItlrtNTI
tos líquidos com dose múltipla é efetuada através ml ttlltadel
do peso do seu conteúdo. As pesagens são reali-
zadas em balanças de sensibilidade adequada. Para de 0,5 a 3,0 12
produtos líquidos com dose única e para injetáveis, de 3,Oa 10,0 10
maior que 10,0 6
a determinação é realizada através de seringa de
vidro previamente calibrada.

ExctlUo mlnimo para IIquidol


Volume dllClarado
Produtos lIquidas com dose múltipla ml
m6t1f1illml vilcosos Iml
Pesar individualmente o número de unidades
indicadas na Tabela 1, remover o conteúdo e lavar 0,5 0,10 0,12
1,0 0,10 0,15
os recipientes utilizando água e em seguida álcool 2,0 0,15 0,25
etílico. Secar em estufa a 105 °c por I hora ou 5,0 0,30 0,50
a temperaturas mais baixas até peso constante, 10,0 0,50 0,70
conforme o material do recipiente. Esfriar à 20,0 0,60 0,90
50,0 ou mais 2,00% 3,00%
temperatura ambiente e pesar novamente, recolo·
cando a tampa e outras partes correspondentes
a cada recipiente. A diferença entre as duas pesa- o volume médio das determinações não pode
gens representa o peso do conteúdo. Determinar o ser inferior ao declarado. Nenhuma unidade poderá
peso médio das Wlidades testadas e anotar os ultrapassar o índice do desvio máximo citado na
valoresmínimo e máximo individuais encontrados. Tabela 1.
Para se obter os volumes correspondentes
efetuar o seguinte cálculo: Produtos líquidas com dose única e injetáveis
Testar o número de unidades indicadas na
em que V = 1!!- Tabela 2. Remover o conteúdo total de cada
d
unidade, com auxílio de seringa, e efetuar a
V = volume em mI, medição. Determinar o volume médio das unidades
m = peso do conteúdo em g, testadas e anotar os valores mínimo e múimo
d = densidade do produto em glml, determinada individuais encontrados .• 0 volume nio deve ser
a 25°C ou conforme descrito na monografia. inferior ao indicado na Tabela 3.

Volume dllCltlrado
ml
Uni __
,...,
12
ti •• "", o.v;ombimo
to/entio

a~ 10ml 3,0"
entre 10ml e 30ml 10 2,5"
entre 30ml e 100ml 8 2,0%
entre 100 ml e 250 ml 3 1,5%
acima de 250ml 2 1,0"
V.t.3. DETERMINAÇÃO DE RESISTaNCIA MECÂNICA
EM COMPRIMIDOS

Os testes de resistência mecânica, tais como sem revestimento. Estes testes visam, especifi.
friabilidade e dureza, do considerados oficiais camente, a demonstrar a resistência dos compri-
dentro do contexto legal desta Farmacopéia e midos à ruptura provocada por golpes ou fricçlo
como tal constituem elementos úteis na avaliaçlo durante os processos de revestimento, embalagem,
da qualidade integral dos comprimidos com ou transporte, armazenagem etc.
Dureza 6 a resilt6ncta do comprimido ao quanto ao mecaniamo empregado para exercer
eamapmento ou 1 ruptura sob preuIo radial. a prelllo. A força pode ser exerctda por mola
A dureza de um comprimido 6 proporcional ao espiral ou por bomba de ar operada manualinente.
lopritmo da força de compresslo e inwrsamente À medida que a presslo aumenta, um ~mbolo
proporcional! sua porosidade. ou piJtIo aplica determinada força no compri-
O teste consiste em submeter o comprimido •. "'Dto apoiado em· base fIXa. Os valores obtidos
açlo de um aparelho que meça a força aplicada com o aparelho movido pela bomba de ar podem
diametralmente, necessária para esmap-lo. A ser aproximadamente 1,5 vezes maiores que os
força 6 medida em newton (N). Pua teste de obtidos com a mola espiral. A dureza mínima
comprimidos, o mínimo aceitável é 30 N (aproxi- aceitivel, neste caso, é de 45 N (aproximadamente
madamente 3 kgf). 4,5 kgf).

APARELHAGEM
Podem ser utilizados, essencialmente, dois
r" tipos de aparelhos, os quais diferem basicamente
Friabilidade é a falta de resistência dos compri· Para cálculo da porcentagem de friabilidade
midos à abraslo, quando submetidos à ação nlo 510 considerados os comprimidos lascados
mecânica de aparelhagemespecífica. ou que se separam em duas camadas.
O teste consiste em pesar com exatidão um mí-
nimo de vinte comprimidos-,introduzi-Ios no apa-
lho e submetê-ios à açló do aparelho e retirá-
los após efetuadas cem rotações num período de
cinco minutos. Após remover qualquer resíduo
de poeira dos comprimidos, eles slo novamen-
te pesados. A diferença entre o peso inici'ale o fi· Consiste num cilindro, com 20 cm de diâmetro
nal dos comprimidos representa a friabilidade e 4 em de espessura, o qual gira em tomo de seu
em fimção da porcentagem de pó perdido. Con- eixo, à velocidade de rotaçlo de 20 rpm. O cilin-
sideram-se aceitáveis os comprimidos com perda dro contém várias lâminas, que recolhem os
inferior a 1,5% do seu peso ou a porcentagem comprimidos em cada rotaçlo, levando-os a uma
estabelecidana monografia, quando submetidos altura pré-fixada, de onde caem repetidamente,
ao teste descrito. após cada rotaçlo.
V.1.4.1. DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE DESINTEGRAÇÃO PARA
COMPRIMIDOS E CÁPSULAS

o teste de desintegração determina se um eqüidistantes do centro, com diâmetro de 19 mm.


comprimido ou cápsula se desintegra dentro do No teste de desintegração de cápsulas, utiliza-se
limite de tempo especificado na monografia de tela de arame de aço inoxidável presa na face
cada forma medicamentosa, quando unidades, em externa da tampa, semelhante à tela adaptada
número especificado, são submetidas às condições ao disco inferior da cesta.
experimentais subseqüentemente descritas. As partes que constituem a cesta são montadas
A desintegração é defmida, para os fms deste e mantidas ftrmemente unidas mediante parafuso
teste, como o estado no qual nenhum resíduo da metálico central, com diâmetro de 5 mm, com
unidade (cápsula ou comprimido), salvo fragmen- porcas convenientemente situadas. A extremi-
tos de revestimento ou matriz de cápsula insolú- dade superior do parafuso central deve ter dispo-
veis, permanece na tela metálica do aparelho de tivo para fixar a cesta ao mecanismo que produz
desintegração. Consideram-se também como o movimento vertical do sistema.
"desintegradas" as unidades que durante o teste se Quando indicado, deve ser adicionado em cada
transformam em massa pastosa que não apresente tubo da cesta um disco cilíndrico de mat~rial ade-
quado transparente, com densidade relativa entre
1,18 e 1,20, diâmetro de 20,7 mm ± 0,15 mm, e
espessura de 9,5 mm ± 0,15 mm. Cada disco possui
APARELHAGEM cinco orifícios, cada um com 2 mm de diâmetro,
Consiste de sistema de cestas e tubos, de reci- sendo um orifício no eixo do cilindro e os outros
piente apropriado para o líquido de imersão (um quatro eqüidistantes, dispostos sobre um círculo
béquer com capacidade de 1 2), de termostato para de 6 mm de raio relativo ao centro do disco.
manter o líquido a 37 °c ~ 1°C, e de meca- A superfície lateral do disco possui quatro mossas
nismo para movimentar verticalmente a cesta e eqüidistantes, com profundidade de 2,55 mm, em
os tubos no líquido de imersão, com freqüência forma de V, as quais, no lado superior do disco,
constante e percurso específico. O volume do medem 9,5 mm de largura, e no lado inferior,
líquido de imersão deverá ser suficiente para que, 1,6 mm. Todas as superfícies do disco são lisas.
ao atingir o ponto mais alto do percurso, a parte O desenho e montagem da cesta podem variar
inferior da cesta fique no mínimo a 25 mm abaixo desde que as especificações para os tubos e aber-
da superfície do líquido, e que no ponto mais tura das telas sejam mantidas.
baixo fique no mínimo a 25 mm do fundo do
béquer. Os movimentos ascendente e descendente COMPRIMIDOS
deverão ter a mesma velocidade e a mudança do Utilizar inicialmente 6 comprimidos no teste.
sentido do movimento deve ser suave. Colocar 1 comprimido em cada um dos seis tubos
A cesta consiste em seis tubos de vidro ou acrí- da cesta, adicionar um disco a cada tubo e acionar
lico transparente, abertos em ambos os lados. As o aparelho, utilizando água mantida a 37°C ±
dimensões dos tubos silo: comprimento 77,S mm, 1 °c como líquido de imersllo, a menos que outro
diâmetro interno 21,5 mm e espessura das paredes fluido seja especificado na monografia do medi-
aproximadamente 2 mm. camento. Ao fmal do intervalo de tempo especi-
Os tubos silo mantidos verticalmente, adaptando- ficado, cessar o movimento da cesta e observar
se em cada extremidade um disco de material o material em cada um dos tubos: todos os
adequado transparente, com diâmetro de 90 mm e comprimidos devem estar completamente desinte-
espessura de 6 mm, possuindo seis orifícios nos grados. O limite de tempo estabelecido como
quais silo introduzidos os tubos. Os seis orifícios critério geral para o teste de desintegração de
eqüidistam do centro de cada disco, estando comprimidos é de 30 minutos, a menos que outra
igualmente espaçados. Na face externa do disco específicação se encOntre na monograf18 do
inferior encontra-se uma tela de arame (diâmetro medicamento.
de 0,635 mm) de aço inoxidável, com abertura de
2 mm, presa através de três parafusos.
O disco superior possui tampa de aço inoxidável
COMPRIMIDOS COM REVESTIMENTO
ou acrílico, com diâmetro de 90 mm, que é fixada
AÇUCARADO OU FILME
mediante três presilhas. A tampa possui orifício
central com diâmetro de 32 mm que encaixa nas Utilizar inicialmente 6 comprimidos. Colocar
presilhas e seis orifícios igualmente espaçados e I comprimido em cada um dos seis tubos da cesta.
mento externo solúvel, mergulhar a cesta em água,
à temperatura ambiente, durante 5 minutos.
2-fl.S'1 ...:...l
6 Acionar o aparelho, sem adicionar os discos,
utilizando ácido clorídrico 0,1 M mantido a

.5
---

---
}.,
lI- -L
~
õ:::I.
2,55
37°C ± 1 °c como líquido de imersão. Decorridos
60 minutos, cessar o movimento da cesta e obser-
var os comprimidos: estes não devem estar desin-
tegrados, rachados ou amolecidos. Colocar um
disco em cada tubo e acionar o aparelho, utilizando
-L..,

____ 90
....
.,-r 1.6~T
..
LffiIDl 9.5
solução tampão fosfato pH 6,8 (para comprimidos
com revestimento de goma-laca recomenda-se
ajustar o ~H deste tampão para 7,5), mantida a
20,7 37°C ± 1 C, como líquido de imersão. Decorrido
o tempo especificado na monografia, ou 45 minu-
tos, cessar o movimento da cesta e observar o
l~ material em cada um dos tubos; todos os compri-
midos devem estar completamente desintegrados,
~ podendo restar apenas fragmentos de revestimento
~~~ insolúveis.
1,6

CÁPSULAS GELATINOSAS
Aparelho para desintegração de comprimido. e cáplUlas
(dimelllÕes em mm). Aplicar o teste conforme descrito para compri-
midos omitindo o uso dos discos. Utilizar uma
Se o comprimido possuir um revestimento externo tela com abertura de 2 mm, de arame de aço
solúvel, mergulhar a cesta em água, à temperatura inoxidável adaptada à tampa da cesta, conforme
ambiente, durante 5 minutos. Colocar um disco descrito no item Aparelhagem. Observar as cápsu-
em cada tubo, e acionar o aparelho, utilizando las após 45 minutos ou conforme especificado na
água mantida a 37°C ± 1°C como líquido de monografia do medicamento: todas as cápsulas
imersão. Decorridos 60 minutos, cessar o movi- devem estar completamente desintegradas, ou
mento da cesta e observar o material em cada restando apenas fragmentos insolúveis de consis-
um dos tubos. Se os comprimidos não estiverem tência mole.
completamente desintegrados, testar outros 6 com-
primidos, utilizando ácido clorídrico 0,1 M como
líquido de imersão, mantido a 37°C ± 1°C. Após CÁPSULAS GASTRO-RESISTENTES
60 minutos, cessar o movimento da cesta e obser- Utilizar a cesta conforme descrito para Cápsulas
var o material em cada um dos tubos: todos os Gelatinosas e proceder conforme descrito para
comprimidos devem estar completamente desin- Comprimidos com Revestimento Entérico.
tegrados.

COMPRIMIDOS COM REVESTIMENTO COMPRIMIDOS SUBLINGUAIS


ENttRICO
Aplicar o teste conforme descrito para Com-
Utilizar inicialmente 6 comprimidos no teste. primidos, omitindo o uso de discos. Após'"'s minu-
Colocar 1 comprimido em cada um dos seis tubos tos, todos os comprimidos devem estar comple-
da cesta. Se o comprimido possuir um revesti- tamen te desin tegrados.
DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE DESINTEGRAÇÃO DE SUPOSITÓRIOS, ÓVULOS
E COMPRIMIDOS VAGINAIS

V.l.4.2. DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE DESINTEGRAÇÃO DE


SUPOSITÓRIOS, ÓVULOS E COMPRIMIDOS VAGINAIS

Considera-se desintegração completa quando o APARELHO


supositório ou óvulo apresentar: O aparelho (Fig. I) consiste de cilindro de
vidro ou plástico, transparente, com paredes de
a) dissolução completa; espessura apropriada, em cujo interior se encontra
b) separaçio completa de seus componentes, preso, por trés ganchos de metal, um dispositivo
acumulando-se substâncias graxas fundidas na metálico que consiste de dois discos perfurados de
superfície do líquido, depositando-se os pós aço inoxidável, contendo cada um 39 orifícios de
insolúveis no fundo do recipiente e dissolvendo-se 4 mm de diâmetro cada. O diâmetro de cada disco
os componentes solúveis da amostra, sendo que a é tal que permite a sua introdução no cilindro
distribuição dos componentes ocorre de um ou transparente, ficando os discos afastados de,
mais dos modos descritos acima; aproximadamente, 30 cm. A determinação é
c) amolecimento da amostra que pode ser levada a efeito utilizando·se três aparelhos, con-
acompanhado pela mudança da sua forma sem que tendo cada um uma única amostra. Cada aparelho
ocorra separação completa de seus componentes; é introduzido no interior de béquer de, pelo
o amolecimento deve ser tal que, ao pressionar a menos, 4 litros de ca~acidade, contendo água à
amostra amolecida com bastão de vidro, não se temperatura de 36-37 C (a nio ser que a mono·
perceba existência de camada mais dura na sua grafia especifique diferentemente). O béquer é
superfície; provido de agitador que opere em velocidade
d) ruptura da cápsula gelatinosa de óvulos, lenta e dispositivo que permita inverter o cilindro
permitindo liberação de seus componentes; sem retirá-Io da água.
e) ausência de resíduo sobre o disco perfurado
ou, quando houver, tenha a consistência de massa PROCEDIMENTO
mole que nlo ofereça resistência à pressão de Usar três supositórios ou óvulos. Colocar cada
bastão de vidro. um deles sobre o disco inferior do dispositivo,

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I
52
DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE DESINTEGRAÇÃO DE SUPOSITORIOS, OVULOS
E COMPRIMIDOS VAGINAIS

introduzir e fixar o disco no interior do cilindro.


Inverter o aparelho cada 10 minutos. Examinar as
amostras após decorrido o tempo prescrito na
~A monografia. O teste é considerado satisfatório se
~
~ I :: todas as amostras se apresentam desintegradas.
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~
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- - - - t- - ,.
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- -~ I ~. - Usar o aparelho descrito em desintegraçio de
-- /.

~ - 1_- '.
~ -- supositórios e óvulos, montado conforme Figura 2,
-: Introduzir o cilindro em béquer de diimetro
adequado contendo água a 36-37°C que deve
cobrir uniformemente as perfuraçOlls do disco.
Utilizar três aparelhos, colocando em cada um deles
A - Placa de vidro D - Agua um comprimido vaginal sobre o disco superior.
a - Comprimido vaginal E - Fundo do recipiente Cobrir o aparelho com uma placa de vidro para asse-
C - Supertrcie da águe gurar a umidade adequada. Examinar o estado de
cada amostra após decorrido o tempo prescrito na
FiI. 2 Apuelho pua cIeain•••• çIo de IlIpOlIÍt6doI, monografia. O teste é considerado satisfatório se
óvulos e comprimidos vqinIis. todas as amostras se apresentam desintegradas.
V.1.5. DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE DISSOLUÇÃO
PARA COMPRIMIDOS E CÁPSULAS

o teste de dissoluçã'o determina a porcentagem a pá formam um conjunto único, podendo ser


da quantidade de princípio ativo, declarado no revestido de material inerte. As pás devem obe·
rótulo do produto, liberado no meio de dissolução, decer às especificações da Fig. 1. Durante o
dentro do período de tempo especificado na teste, deve ser mantida distância de 25 mm ± 2 mm
monografia de cada produto, quando o mesmo entre o extremo inferior da pá e o fundo interno
é submetido à ação de aparelhagem específica, sob do recipiente que contém o meio de dissolução.
condições experimentais descritas. O teste visa a Logo após adicionar a amostra ao meio de disso-
demonstrar se o produto atende às exigências lução, inicia-se a agitação (tempo zero) com
constantes da monografia do medicamento para velocidade pré-fixada e durante o tempo especi-
comprimidos e cápsulas. ficado na monografia correspondente.
É importante que as amostras se depositem no
centro do fundo do recipiente que contém o meio
APARELHAGEM
de dissolução. Caso a amostra flutue, é possível
O aparelho de dissoluçã'o consiste de sistema envolvê-Ia com um ~queno pedaço de arame em
contendo as seguintes partes: (1) um recipiente espiral, de material inerte, com poucas voltas, tendo
de forma cilíndrica e fundo arredondado com a o cuidado especial para que a mesma fique folgada
parte superior achatada, de vidro, plástico ou e que nã'o seja danificada durante a operação.
qualquer outro material transparente e inerte, que
nã'o reaja, adsorva ou interfira com o medicamento Cesta
a ser testado. Sua capacidade é de um litro e suas
Quando especificado na monografia, utiliza-se
dimensões são: altura de 160 a 175 mm e diâme-
como agitador uma haste de aço inoxidável, que
tro interno de 100 a 105 mm. Pode ser adaptada
possui em sua extremidade uma cesta desmontável,
tampa de material transparente com um furo
do mesmo material, conforme especificações na
central, para permitir a colocação de agitadores e
Fig. 2. A tela utilizada na confecção da cesta deve
um outro para permitir as coletas de amostras e
ter uma abertura de 0,250 mm, a menos que
a inserção do termômetro; (2) uma haste metálica
outra especificação seja dada na monografia.
(de aço inoxidável) para agitar o meio de disso-
A amostra deve ser colocada dentro da cesta seca,
lução, podendo ter em seus extremos dóis tipos de
no início do teste. Durante o teste deve sermantida
agitadores: pás ou cestas (vide Figs. 1 e 2). A haste
distância de 25 mm ± 2 mm en tre a parte inferior
deve ser centralizada em relação ao fundo do
da cesta e o fundo interno do recipiente que
recipiente que contém o meio de dissolução, e, ao
contém o meio de dissolução.
rodar suavemente, seu eixo não deve ser desviado
mais que 0,2 mm em relação ao eixo vertical do
MEIO DE DISSOLUÇÃO
recipiente; (3) um dispositivo com selecionador de
velocidade que imprima à haste a velocidade de Utiliza-se o meio de dissolução especificado
rotação especificada na monografia do produto e na monografia do produto. Os gases naturalmente
capaz de manter essa velocidade dentro dos dissolvidos no meio de dissolução devem ser
limites de ± 2%. A rotação não deve produzir retirados antes do início do teste, pois ao serem
efeitos indesejáveis na dinâmica do sistema. liberados sob a forma de pequenas bolhas durante
Os recipientes são submergidos em banho de o teste causam certa turbulência no meio, alte·
material transparente e tamanho adequado, o qual rando significativamente os resultados. Quando o
deve possuir dispositivo capaz de manter tempera- meio de dissolução for solução tampão, o pH deve
tura homogênea de 37°C ± 0,5 °c durante o ser ajustado a ± 0,05 unidades do valor do pH
período do teste. Deve-se ter cuidado especial para especificado na monografia do produto.
excluir, da montagem e suas vizinhanças, qualquer
vibração, agitação ou movimento externo que altere TEMPO DE DISSOLUÇÃO
de forma significativa a dinâmica do sistema. De Quando um único tempo for especificado na
preferência, a montagem da aparelhagem deve
monografia do produto, o mesmo representa o
permitir a visualização das amostras testadas e dos
tempo máximo dentro do qual deve ser dissolvida
agitadores durante o teste.
a quantidade mínima, em porcentagem, de prin-
cípio ativo estabelecida na mesma. Não obstante,
Pás
se esta quantidade for obtida em tempo menor
Quando especificado na monografia utiliza-se que o especificado, o teste pode ser dado por
como agitador haste de aço inoxidável, contendo terminado· ao final deste tempo. Quando mais
uma pá em sua extremidade, sendo que a haste e de um te~po for especificado na m~ografia.
Nfvel do meio
de dissoluçâ'o

Local aproximado de
coleta da amostra

I
I
I
I
t
I

~ 42,Omm ~

1-
~ 4,O±1,Omm

~ 74,Oa75,Omm ~ T

FiI. 1 Pás pua lIIitaçio do meio de diuduçio. A tolerância em excentricidade do lIIi1lldor ao JÚU em torno do eixo
de rotaçlo (E.R.) é ele 0,1 mm, medindo .• nu duu extlemiclades indicadu pela letra "X".
Furo de ventilação
Diâmetro 2.0 mm Local aproximado de
coleta da amostra

Mola de retenção da cesta


com três presilhas eqüidistantes

T _______ Diâmetro externo da cesta


22,2 ± 1,0 mm

Material da tela: aço inox.


mesh 40. diâmetro 0.254 mm.
com as junções soldadas.

-,
20,2 ± 1,0 mm

J~

FiI. 2 Celta pua agitaçlo do meio ele dissoluçio. A tolerância em excentricidade do agitador ao Jirar em tomo do eixo
ele rotaçlo (E.R.) é de 0,2 mm, medindo-le na base da cesta montada.

devem ser tomadas alíquotas ao fmal de cada dosamente, quando presentes, as bolhas de ar for-
tempo indicado. madas na superfície das amostras, ao entrarem
em contato com o meio de dissolução. Caso não
seja possível retirar asbollias nos primeiros minutos
PROCEDIMENTO
do teste, desprezar o resultado se este diferir signi-
Montar e calibrar a aparelliagem conforme ficativamente da média dos demais resultados,
especificações do fabricante, a fim de reduzir realizando novo teste. Imediatamente, dar início à
ao mínimo fatores que alterem significantemente agitação, conforme velocidade pré-fixada. Em
a dinâmica do sistema (excentricidade, vibração intervalos de tempo especificados na monografia
etc.). Adicionar o volume medido do Meio de do produto, retirar da zona média, entre a
Dissoluçãoespecificado na monografia do produto, superfície do meio de dissolução e a parte superior
convenientemente desaerado, ao recipiente da do cesto ou pás, amostra para análise (veja Figs. I
aparelliagem de dissolução. Manter a temperatura e 2). A menos que especificado na monografia do
do meio a 37°C ± 0,5 °c, retirando-se o termôme- produto, reponha o volume da amostra retirado
tro antes de iniciar a agitação. Caso se usem as pás com líquido de dissolução. Ao final de cada tempo
como dispositivo de agitação, colocar a amostra especificado, colocar alíquotas do meio de
(comprimido ou cápsula) no recipiente de disso- dissolução no local correto de coleta de amostra
lução. Caso se use a cesta, colocar a amostra (ver Figs. 1 e 2). Após filtração e diluição (caso
dentro da cesta. Em ambos os casos, retirar cuida- necessário) da alíquota, a análise do medica-
mento é efetuada ·mediante a técnica de detecção Considerar as possíveis interferências nos
indicada na monografia do produto. Repetir o cálculos dos resultados e efetuar as corre-
teste com doses unitárias adicionais, conforme ções necessárias. Fatores de correção acima
necessário,considerando os critérios de aceitação. de 25% do valor declarado no rótulo
invalidam o teste.

Nota: Caso o material da cápsula interfira na


CWT
~.
O~ACEITAÇAO
-
análise, testar a cápsula vazia, isenta de
traços de seu conteúdo, no meSmovolume A men~ q~ a monografia do produto especi-
de meio de dissolução especificado, e fique diver me~te, a amostra será satisfatória
efetuar a análise conforme as exigências quando os re tados preencherem às seguintes
descritas na monografia do produto. exigências:

N9 Amostras
Testadas

Cada unidade apresenta resultados maiores ou iguais


a T- + 5%t
Média de 12 unidades (EI + E2) é igualou maior do
que T e nenhuma unidade apresenta resultados infe-
riores a T - 15% t

Média de 24 unidades (E 1 + E2 + E31 é igualou maior


do que T e não mais que 2 unidades apresentam resul-
tados inferiores a T - 15%.

• O termo T (To;,ou Trl POde ser expresso por ume das seguintes maneiras, conforme especificado nas monografias:
a) Como teor real das unidades do produto, (T = T.1, - determinado pera cada amostra - e que estabeleça condições
assegurando que esta foi completamente dissolvida. por exemplo. após a conclusio da prova elevar a velocidade de
rotação a pelo menos 150 rpm, até que nio seja detectado aumento no teor da amostra dissolvida, em quantidada
superior a dois por canto, observado em perCodos nia menores que 10 minutos.
bl Como teor rotulado (T = Trl, quando este se encontra dentro dos limites especificados na monografia.
t Os valores 5% e 15% representam porcentagens de T. ou Tr• conforme o caso.

Estágio E1 T-15%, o resultado do teste será considerado


Num primeiro estágio (E1) são testadas seis satisfat6rio.
unidades. Se cada unidade individualmente apre-
sentar resultado igual ou maior do que T + 5%, o
produto será aprovado, não sendo necessário Estágio E3
efetuar o segundo. Caso o critério para o segundo estágio ainda nlo
for satisfat6rio, repete-se o teste com mais 12
Estágio E2
unidades. Se a média das 24 unidades testadas
Caso o critério para o primeiro estágio nlo for (E 1 + E2 + E3) for maior ou igual a T e se no
atendido, repete-se o teste com mais seis compri- máximo duas unidades apresentarem resultados
midos (E2). Se a média das doze unidades testadas inferiores a T -15%, o produto é aprovado. Se a
(E 1 + E2) for maior ou igual a T e se nenhuma das amostra ainda nlo satisflZera este terceiro critério,
unidades testadas apresentar resultados inferiores a o produto é reprovado.
V.2. MÉTODOS FíSICOS E FíSICO-QUíMICOS

V.2.1. DETERMINAÇÃO DA MASSA

Para se efetuar a mediçfo da massa, as balanças Localização da balança


devem apresentar capacidade e sensibilidade de A balança analítica deve assentar-se nivelada
acordo com o grau de precisfo requerido. sobre mesa ou prateleira firme e pesada, protegida
Tratando-se de atividades que exijam pesagens por amortecedores de choque, como esteiras de
ex~tas, na determinaçfo de massas iguais ou
cortiça ou lâminas de borracha, ou ainda sobre
maIOres que 50 mg, utilizar balança analítica de
bancada de concreto, apoiada a pilares que estejam
100-200 g de capacidade e 0,1 rog de sensibilidade
fixos no chllo ou conectados aos elementos da
e para quantidades inferiores a 50 rog, microba-
construção do prédio a fim de impedir vibrações.
lança analítica de 20 g de capacidade e 0,0 I mg
Deve estar em local isolado, preferencialmente
de sensibilidade.
separado do laboratório, isento de umidade e
do ataque de gases e vapores ácidos, à distância
de fontes de calor (luz solar direta, fornos, estufas,
muflas etc.) e de correntes de ar.
APARELHAGEM
.A~ b~anças analíticas podem ser de dois tipos Conservação e limpeza
pnnClpalS: de braços iguais (dois pratos) ou de
prato único. Ambas necessitam de jogo de massas Os pratos e demais partes da balança, inclusive
calibradas ou devem possuir dispositivo adequado ~ua caixa de proteção, devem permanecer limpos,
que possibilite a verificação da carga aplicada lsentos de pó e substâncias acidentalmente caídas
(por exemplo: microbalanças que utilizam medi- no prato da balança ou no piso da caixa. Tais
çfo magnética), desde que sejam calibradas perio- materiais devem ser removidos imediatamente.
dicamente por meio de massas de referência Os corpos a serem pesados não devem ser
aferidas. colocados diretamente sobre os pratos. Para tanto,
As balanças analíticas devem apresentar as utilizam-se papéis ou recipientes adequados como
seguintes características: béqueres, vidros de relógios, cadinhos, cápsulas de
porcelana e pesa-mtros com ou sem tampa.
- Armário ou caixa de proteção, com abertu- As partes móveis da balança e os pesos não
ras apropriadas para permitir operações em devem ser tocados com as mãos. Usa-se, para este
seu interior e excluir correntes de ar' fim, pinça apropriada, que deve ser guardada na
- Base de material pesado e resiste~te (már- caixa de pesos.
Agentes dessecantes, tais como sílica-gel ou
more ou metal, por exemplo);
cloreto de cálcio, podem ser colocados no interior
- Indicador de nível (gravirnétrico ou hidráu-
da caixa de proteçfo, para manutenção de atmos-
lico) e dispositivo que possibilite seu nive-
fera relativamente seca.
lamento;
Quando a balança não estiver em uso, suas
- Sistema amortecedor (magnético, pneumá-
partes deverão permanecer fechadas e o travessão
tico ou hidráulico) para restabelecer pronta-
elevado.
mente o equihbrio;
A sensibilidade da balança deve ser periodi-
- Dispositivo para deposição ou remoção de
camente inspecionada por técnico habilitado.
carga, bem como sistema que possibilite a
leitura da mesma (por intermédio de mostra-
Utilização da balança
dores e/ou projeçfo óptica de escala etc.)
quando se tratar de balança de prato único. O material a ser pesado deve estar em equillbrio
térmico com o ar do interior da caixa de proteção
Devem, também, suportar sua carga total sem da balança a fim de evitar erros devidos às corren-
sofrer tensões inadequadas que possam compro- tes de convecçlIo,além da condensaçlo da umidade
meter sua sensibilidade em pesagens sucessivas sobre os corpos frios.
nestas condições. A balança analítica de um só A balança deve estar nivelada na ocasião de seu
prato é a que melhor se adapta a estas exigências. uso. A posição de equilíbrio com ou sem carga
A balança nlo deve ser sobrecarregada. deve ser conferida várias vezes com 1/10 da carga
total e com a carga total. A diferença de equilíbrio devem ser depositados no centro do prato. Durante
encontrada em duas determinações sucessivas, as operações de pesagem, o travesslo e o suporte
feitas com pesos iguais,nlo deve exceder a 0,11lJ8, devem estar elevados e as portas da caixa de
para balanças analíticas e 0,01 mg, para microana- proteçllo fechadas.
líticas. A balança deve ser travada antes de cada
Tanto os pesos quanto o material a ser pesado operaçã'o.
V.2.2. DETERMINAÇÃO DA TEMPERATURA
E FAIXA DE FUSÃO

Temperatura ou ponto de fusão de uma substân- o agitador deve misturar o líquido rapidamente,
cia é a temperatura corrigida na qual esta se mantendo homogênea a temperatura do meio.
encontra completamente fundida. a termômetro, calibrado até sua marca de imersão,
Faixa de fusão de uma substância é aquela deve abranger uma faixa de -10 a 360 °C, com
compreendida entre a temperatura corrigida na divisões de I o C e colocado a 2 em do fundo
qual a substância começa a fluidificar-se ou a do béquer.
formar gotículas na parede do tubo capilar e a a capilar de vidro borossilicato deve ser fechado
temperatura corrigida na qual está completamente em uma das extremidades e ter aproximadamente
fundida, o que é evidenciado pelo desaparecimento 8 cm de comprimento, 0,9 a 1,1 mm de diâmetro
da fase sólida. interno e paredes com 0,10 a 0,18 mm de espes-
Existem, basicamente, três métodos para sura. Para observar o tubo capilar deve-se empregar
determinação da temperatura e da faixa de fusão. lente de aumento. Como fonte de calor, utilizar
bico de gás ou chapa elétrica.

PROCEDIMENTO
APARELHAGEM
Pulverizar a substância em análise e dessecar em
Consiste do aparelho apresentado na Figura. estufa a vácuo sobre sílica-gel, pentóxido de
fósforo ou outro agente dessecante durante
24 horas.
Introduzir porção do pó no tubo capilar seco e
compactá-Io, batendo o capilar sobre superfície
dura de modo a formar coluna de aproximada-
mente 4 mm de altura.
Aquecer o banho rapidamente, sob agitação
Nível de constante. Quando a temperatura atingir 10 °c
imersão abaixo da pressuposta faixa de fusão, regular a
velocidade de aumento da temperatura para 1 °c
por minuto.
Quando o banho estiver 5°C abaixo da faixa de
fusão, introduzir O capilar no banho, de forma que
sua parte inferior esteja bem próxima do meio
do bulbo do termômetro.
As temperaturas obtidas são corrigidas mediante
adaptação de termômetro auxiliar ao dispositivo
anterior, de forma que seu bulbo encoste no
termômetro do banho, na zona média da coluna
emergente de mercúrio, quando a substância
funde, lendo-se nesta altura a temperatura t
marcada no termômetro auxiliar.
a cálculo da correçã'o a ser adicionada a cada
uma das temperaturas, que defmem o ponto de
fusão, é efetuado através da expressão
0,00015 N(T-t)
em que
Aparelho para determinação do ponto de fusio pelo
método do capilar. A, termômetro; B, tubo capilar; C,
N = número de graus correspondentes ã
béquer; D, agitador.
coluna emergente,
T = temperatura lida no termômetro padrão,
t = temperatura lida no termômetro ·auxiliar.
o béquer deve ter capacidade de 150 m1 e
conter líquido apropriado para o banho de imersão ~TODO DO BWCO METÁLICO
de acordo com' a temperatura desejada. Esses AQUECIDO
líquidos podem ser: parafina líquida de alto ponto
APARELHAGEM
de ebulição, silicona fluida de alto ponto de
ebulição, ácido sulfúrico concentrado, etileno- Consiste de bloco metálico de elevada condu-
glicol e água. tividade térmica, resistente às substâncias sob
análise e de superfície plana e polida, como M'TOOO DO CAPILAR ABERTO
bronze, aço inoxidável e sirnllares. Este método é empregado para determinação
O bloco deve conter cavidade cilíndrica interna, do ponto de fudo de substâncias graxas de consis·
paralela à sua superfície superior e a cerca de
tência pastosa.
3 mm desta, com dimensOes adequadas para
acomodar termômetro calibrado.
APARELHAGEM
O bloco deve ser uniformemente aquecido
através de resistência elétrica ou chama microajus- Deve·se empregar aparelho semelhante ao
táve1. O aparelho deve ser calibrado constante- descrito no Método do Capilar, COOlas seguintes
mente com substâncias apropriadas e de compro- modificações:
vado grau de pureza.
- o banho de aquecimento deve ser a água;
- o termômetro deve ser graduado em 0,2 °c,
PROCEDIMENTO abrangendo faixa de -10 a 100 °c e
Aquecer o bloco rapidamente até temperatura - o tubo capilar, semelhante àquele empregado
de 10°C abaixo do ponto de fusão previsto e, no Método do Capilar, deve ser aberto em
então, ajustar o aqueciment~ para incrementos de lItlbas as extremidades.
temperatura da ordem de 1 C por minuto.
A intervalos regulares, colocar algwnas partí. PROCEDIMENTO
culas da amostra, previamente pulverizada e seca, Fundir a substância rapidamente à temperatura
sobre a superfície metálica, na região imediata- nlo superior a 10 °c acima do ponto de fusão
mente acima do bulbo do termô~etro. limpar a completo. Agitar e, se .necessário , mtrar através de
superfície após cada ensaio. Anotar a temperatura
filtro de papel seco.
t) na qual a substância funde imediatamente após Inserir a substância fundida na extremidade do
o contacto com o metal. Interromper o aqueci- capilar até formar coluna de 8 a 12 mm de altura.
mento. Durante o resfriamento, colocar novamente Esfriar o capilar contendo a amostra à temperatura
algumas partículas da amostra, a intervalos regu· de IS °c, mantendo-a, no mínimo, por 16 horas.
lares, no mesmo local do bloco, limpando a Prender o tubo capilar no termômetro de forma tal
superfície após cada ensaio. Anotar a temperatura que a coluna de substância se localize na parte
t2 na qual a substância solidifica instantaneamente
média do bulbo de mercúrio. Colocar o sistema em
ao contacto com o metal.
banho de água aiS °c, à profundidade de 3 cm da
O ponto de fusão instantâneo da amostra é
superfície da água. Aquecer com agitaçã'o cons-
calculado mediante a seguinte expressão:
tante para que a temperatura aumente 2°C por
minuto. .
A temperatura na qual a substânCia começa a
ascender no capilar é o ponto de fusão.
V.2.3. DETERMINAÇÃO DA TEMPERATURA DE EBULIÇÃO
E FAIXA DE DESTILAÇÃO

Temperatura ou ponto de ebuliçio de mn PROCEDIMENTO


líquido é a temperatura corrigida na qual o líquido
Introduzir no ballo cerca de 50 mI da amostra
ferve sob pressão de vapor de 100 kPa (760 mm
de modo a nlo penetrar no tubo lateral. Adicionar
deH8~
pérolas de vidro ou outro material poroso adequado.
Faixa de destilaçio é o intervalo de temperatura
Adaptar o termômetro no ballo e aquece( lenta·
corrigida para a pressão de 100 kPa (760 mm- de
mente, protegendo o sistema contra corrente de ar.
Hg), dentro do qual o líquido, ou fraçlo específica
Registrar a temperatura na qual forem coletadas
do líquido, destila inteiramente.
as cinco primeiras gotas do destilado. Ajustar o
aquecimento para obter o destilado à vazio de
3 a 4 mI por minuto. Anotar a temperatura quando
APAREUlAGEM
t040 o líquido ou fraçlo prescrita estiverem
Usar aparelho como o sugerido na Figura, em totalmente destilados. Manter o destilado à mesma
que A é ballo de destilaçlo com capacidade de temperatura na qual o líquido foi originalmente
100 mI, conectado a condensador B, na extremi- medido e anotar o volume do destilado. _
dade do qual se introduz o adaptador C, ligado a Quando o líquido é puro, a maior parte destila
uma proveta de 50 mI graduada em 0,2 mI. O à temferatura constante (dentro de uma faixa
termômetro deve ser adaptado ao ballo de forma de 0,5 C), que é o ponto de ebuliçio do líq~do.
que o bulbo de mercúrio fique no centro do Líquidos que destilam abaixo de 80°C devem
gargalo e a cerca de 5 mm abaixo do nível do ser resfriados a 1O.15°C antes de se medir o
tubo lateral. O aquecimento (a gás, elétrico ou volume e a proveta que recebe o destilado deve
através de banho) deve ser selecionado de acordo estar mergulhada em baflho de gelo.
com a natureza da substância. Quando o ponto de ebulição está acima de

Aparelho pua determiDaçfo da faixa de deatDaçlo (dimenlé5e. em mm). A, balio de de.tilaçio; B, condenJl4or; C,
aclaptldor.
140·1 SO°C, pode. substituir o condensador de ao resultado se a presslo real for mais baixa, ou
água por condensador de ar. subtraindo se for maior que 100 kPa (760 mm
Corrigir as temperaturas observadas de acordo de Hg).
com o tipo de termômetro utilizado e com a Comparar os valores obtidos do ponto de
diferença na pressã'obarométrica normal 100 kPa ebuJiçllo, faixa de destilação e volume do desti·
(760 mm de Hg), considerando 0,1 DCpara cada lado com as respectivas especificações das mono-
0,36 kPa (2,7 mm de Hg) de variação, adicionando grafias.
V.2.4. DETERMINAÇÃO DA TEMPERATURA
DE CONGELAMENTO

Temperatura ou ponto de congelamento de


líquido ou de sólido fundido é a mais alta tempe-
ratura na qual ele se solidifica.
Para substâncias puras que fundem sem decom-
posição, o ponto de congelamento do líquido é
igual a seu ponto de fusão.

APARELHAGEM
O aparelho da Figura consiste em tubo de
ensaio de aproximadamente 25 mm de diâmetro
interno e 150 mm de comprimento, suspenso por
intermédio de rolha adequada dentro de segundo
tubo maior, de 40 mm de diâmetro interno e
140 mm de comprimento, formando, assim, camisa
de ar que evita mudança brusca de temperatura. O
sistema acima é fixo por garra no centro de béquer
com capacidade de 1000 mI, contendo água ou
solução refrigerante.
O tubo interior é vedado com rolha de modo a L --.l..
15
conter haste agitadora e termômetro com divisões
de 0,2 oCoO bulbo do termômetro deve estar fixo T 10
a aproximadamente 15 mm do fundo do balão. T
O agitador é bastão de vidro adaptado com anel
em sua extremidade inferior como indicado
na Figura.

PROCEDIMENTO
Colocar a amostra no tubo interno em quanti- Aparelho pua determinaçio do ponto de conaelamento
dade suficiente para cobrir o bulbo do termô· (dimeJlJÕel em mm).
metro. Esfriar o tubo interior, mantido na camisa
de ar, em mistura refrigerante adequada aS °c temperatura permanecer constante ou aumentar,
abaixo do ponto de congelamento esperado. antes de permanecer constante, o que acontece
Quando a amostra estiver resfriada a cerca de enquanto ocorre a solidíficação.
5 °c acima do ponto de congelamento, mover Continuar registrando a temperatura, no
verticalmente o agitador, entre o topo e o fundo, à mínimo, até 3 minutos após a temperatura começar
razão de aproximadamente 20 ciclos por minuto a cair novamente. A maior temperatura observada
e registrar a temperatura do termômetro de 30 durante a solidificação da substância corresponde
em 30 segundos. Interromper a agitação quando a ao seu ponto de congelamento.
V.2.5. DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE DE MASSA
E DENSIDADE RELATIVA

Densidade de massa (P) de uma substância é a hidrostática ou densímetro. O uso desses dois
razlo de sua massa por seu volume a 20 oCo A últimos é condicionado ao tipo de aparelhagem
densidade de massa da substância é calculada a disponível.
partir de sua densidade relativa pela fórmula:
Método do picndmetro

Utilizar picnOmetro limpo e seco, com capaci-


expressa em g/mI ou kg/1. dade de, no mínimo, 5 mI, que tenha sido previa-
Densidade relativa de uma substtncia é a razlo mente calibrado. A calibraçlo consiste na deterrni-
de sua massa, pela massa de igual volume de água, naçlo da massa do picnOmetro vazio e da massa
de seu conteúdo com água, recentemente destilada
ambas a 20°C (d.'>, ou por massa de igual volume e fervida, a 20 oCo
deáguaa4°C(d .•): Colocar a amostra no picnOmetro. Ajustar a
temperatura para 20°C, remover excesso dá
substincia, se necessário, e pesar. Obter o peso da
amostra através da diferença de massa do plenO.
metro cheio e vazio.
ProClldimento
O quociente entre a massa da amostra líquida e
A densidade relativa da substtncia pode ser a massa da água, ambas a 20 °c, é a densidade
determinada através de picnOmetro, balança relativa (d:).
V.2.6. DETERMINAÇÃO DO íNDICE DE REFRAÇÃO

Indice de refração (n) de uma substância é açúcares e solventes orgânicos, bem como· para
a relação entre a velocidade da luz no vácuo e identificar certos fármacos. E igualmente usado
sua velocidade no interior da substância. para determinar a pureza de óleos voláteis.
Quando um raio de luz monocromática passa de Geralmente determina-se o índice de refração
um meio transparente para outro de densidade em função da luz de sódio no comprimento de
óptica diferente, é refletido ou refratado, exceto onda 589,3 nm (raia D) e à temperatura de 20 ±
quando incide perpendicularmente à superfície de 0,5°e. Daí expressar-se o valor do índice de
contacto entre os meios. A relação entre o seno do refração como n ~.
ângulo de incidência, sen i, e o seno do ângulo de
refração, sen r, é constante, não variando com o
ângulo de incidência. Essa relação equivale ao
Refrat6metros
índice de refração. Pode-se, pois, definir o índice
de refração como a relação entre o seno do ãngulo Os refratômetros utilizados normalmente em
de incidência e o seno do ângulo de refração, isto análise farmacopéica usam luz branca, mas são
é, n = sen i/sen r. Para fms práticos mede·se a calibrados de modo a dar o índice de refração em
refração com referência ao ar e à substância e não termos de comprimento de onda 589,3 nrn, corres-
com referência ao vácuo e à substância, porquanto pondente ao da luz da raia D de s6dio.
as diferenças entre os valores obtidos com ambas Visto que o índice de refração varia significa-
as medidas não são significativas para fms farma· tivamente com a temperatura, durante a leitura
copéicos. deve-se ajustar e manter a temperatura a 20 e.
0

Em substâncias isotrópicas, o índice de refração Quando não for possível, deve-se corrigir o valor
é característica constante em determinado compri- obtido consultando a tabela de correção.
mento de onda, temperatura e pressão. Por esta A calibração do aparelho faz-se com água
razão, este índice é útil não só para identificar a destilada, cujo índice de refração é 1,3330 a
substância, mas também para detectar a presença 20 °e e 1,3325 a 25 °e. Antes de operá-Io, con-
de impurezas. E empregado para caracterizar vém verificar se apresenta erro inicial, que deverá
principalmente gorduras, óleos graxos, ceras, ser descontado da leitura.
V.2.6. DETERMINAÇÃO 00 íNDICE DE REFRAÇÃO

Indice de refração (n) de uma substância é açúcares e solventes orgânicos, bem como para
a relação entre a velocidade da luz no vácuo e identificar certos fármacos. :e igualmente usado
sua velocidade no interior da substância. para determinar a pureza de óleos voláteis.
Quando um raio de luz monocromática passa de Geralmente determina-se o índice de refração
um meio transparente para outro de densidade em função da luz de sódio no comprimento de
óptica diferente, é refletido ou refratado, exceto onda 589,3 nm (raia D) e à temperatura de 20 ±
quando incide perpendicularmente à superfície de 0,5°e. Daí expressar-se o valor do índice de
contacto entre os meios. A relação entre o seno do refração como n ~.
ângulo de incidência, sen i, e o seno do ângulo de
refração, sen T, é constante, não variando com o
ângulo de incidência. Essa relação equivale ao
Refrat~metros
índice de refraçllo. Pode-se, pois, definir o índice
de refração como a relação entre o seno do ângulo Os refratômetros utilizados normalmente em
de incidência e o seno do ângulo de refração, isto análise farmacopéica usam luz branca, mas são
é, n = sen i/sen r. Para fms práticos mede-se a calibrados de modo a dar o índice de refração em
refraçã'o com referência ao ar e à substância e não termos de comprimento de onda 589,3 nrn, corres-
com referência ao vácuo e à substância, porquanto pondente ao da luz da raia D de sódio.
as diferenças entre os valores obtidos com ambas Visto que o índice de refração varia significa-
as medidas não são significativas para fms farma· tivamente com a temperatura, durante a leitura
copéicos. deve-se ajustar e manter a temperatura a 20°C.
Em substâncias isotrópicas, o índice de refração Quando não for possível, deve-se corrigir o valor
é característica constante em determinado compri- obtido consultando a tabela de correção.
mento de onda, temperatura e pressão. Por esta A calibração do aparelho faz-se com água
razão, este índice é útil não só para identificar a destilada, cujo índice de refração é 1,3330 a
substância, mas também para detectar a presença 20°C e 1,3325 a 25°C. Antes de operá-Io, con-
de impurezas. :e empregado para caracterizar vém verificar se apresenta erro inicial, que deverá
principalmente gorduras, óleos graxos, ceras, ser descontado da leitura.
Viscosidade é expressão da resistência de O quociente 1I2/t2 d2 possui valor constante,
líquidos ao escoamento, ou seja, ao deslocamento k, para cada líquido de referência, no mesmo
de parte de suas moléculas sobre moléculas vizi· viscosímetro. Assim, conhecido este valor (geral-
nhas. A propriedade oposta à viscosidade é deno- mente encontrado no manual do aparelho),
minada fluidez. simplifica-se a equação:
A unidade dinâmica (sistema CGS) de viscosi-
dade é o poise .l!, por definição, a força, em dinas,
11 = ktd
necessária ao deslocamento de camada plana de O valor de k pode também ser determinado
líquido, com área de I cm2, sobre outra camada experimentalmente, medindo·se o tempo de
idêntica, paralela e distanciada da primeira em escoamento de líquido padrão, puro, e aplicando-
I cm, à velocidade de 1 cm/s. O poise é, contudo, se a equação:
demasiado grande para a maioria das aplicações, k = lI/td
recorrendo-se daí ao centipoise, cP, correspon·
Empregando-se água como padrão - usual para
dente a um centésimo de poise. Às vezes é conve-
determinação de líquidos de baixa viscosidade -
niente utilizar-se a viscosidade cinemática, que
adotam·se os valores de viscosidade abaixo, con·
consiste na relação entre a viscosidade dinâmica e
forme a temperatura do ensaio: '"
a densidade. Neste caso, no sistema CGS, a unidade
é o stoke. A exemplo do que ocorre com viscosi-
dade absoluta (medida em poise), é mais conve-
niente exprimir-se viscosidade cinemática em 11 (cP)
centistokes (100 centistokes = I stoke) para 1,140
caracterizar a maioria dos líquidos usuais em 1,110
Farmácia e Química. 1,082
A determinação da viscosidade - ensaio para o 1,055
qual a especiflcação da temperatura é imprescin· 1,029
dível devido à sua influência decisiva sobre o 1,004
resultado (em geral, a viscosidade é inversamente 0,980
proporcional à temperatura) - é efetuada com 0,957
base em propriedades diversas. O método mais 0,936
freqüente baseia-se no tempo de escoamento 0,915
de líquidos através de capilares (viscosímetros de 0,895
Ostwald, Ubbelohde, Baumé e Engler) devido à
simplicidade e ao preço acessível dos aparelhos.
Viscosímetros que têm como princípio de funcio-
namento a determinaçãO do tempo de queda livre
de esferas através de tubos contendo o líquido sob Viscosfmetro de Ostwald
ensaio (Hoppler) ou a velocidade de rotação de
eixos metálicos imersos no líquido (Brookfield, O viscosímetro de Ostwald é o mais simples e
entre outros) são igualmente empregados. popular dentre os aparelhos disponíveis. Consta
Embora seja possível a determinação de visco· de tubo dobrado em U (Figura), com um dos
ramos munido de ampola terminada em capilar.
sidade absoluta, com base nas dimensões exatas
Há dois traços de referência, um imediatamente
do viscosímetro empregado, é mais freqüente a
acima da ampola e o outro sobre o capilar. O outro
prática da calibração prévia do aparelho com
líquido de viscosidade conhecida, permitindo, por ramo é suficientemente largo para permitir seu
comparação, avaliação relativa da viscosidade do enchimento com o líquido sob ensaio até a altura
líquido sob ensaio. Assim, empregando.se visco· de cerca de 5 mm abaixo do traço de ~ferência
símetro de Ostwald ou similar, determinam-se os inferior. Para possibilitar maior gama de viscosi·
dades passíveis de determinação, empregam·se
tempos de escoamento t1 e t2 de volumes iguais
dos líquidos de referência e amostra, de densi- coleções de viscosímetros, com diferentes calibres.
dade d1 e d2, respectivamente. Sendo 112 a visco· O aparelho indicado para determinada avaliação é
sidade do líquido de referência, a viscosidade o que permite escoamento da amostra em período
nlfo inferior a 60 segundos.
absoluta (cP) do líquido amostra pode ser calcu-
Para a determinação propriamente dita, trans-
lada pela equação:
ferir para o viscosímetro escoDúdo, lavado e seco,
111 _ t1 d1 t1 d1 quantidade suficiente de líquido para atingir
-;;- - ~d
"2 2 2
' ou melhor, 111 = 1127'""""]"'"""
h U2 nível da ordem de 5 mm abaixo do traço de
referência inferior. Fixar o aparelho em termostato
(20 °C) e, após aguardar que o líquido no interior
do aparelho adquira a temperatura controlada,
aspirar o líquido pelo tubo capilar/ampola (por
meio de tubo de borracha fixado na extremidade)
até que o nível do líquido exceda ligeiramente o
traço de referência superior. Soltar então o tubo e,
no instante em que o rnenisco atingir o traço de
referência superior, acionar cronômetro de pre-
cisão, retravando-o quando o menisco passar pelo
traço de referência inferior. Registrar o tempo
decorrido e repetir o ensaio diversas vezes com
intervalos de alguns minutos até que tempos
sucessivos Dlo difiram em mais de 0,5 segundos.
Determinar a densidade do líquido sob ensaio
(V.2.S). comEdo o valor pata a densidade relativa
à I1gua,a20 C, e calcular a viscosidadedo líquido
amostra pela fórmula indicada, empregando a
constante k fomecida ou determinada por proce-
dimento similar.
V.2.8. DETERMINAÇÃO DO PODER ROTATÓRIO
E 00 PODER ROTATÓRIO ESPECIFICO

Muitas substâncias orgânicas têm a propriedade Poder rotatório especlfico


de desviar o plano da luz polarizada quando esta
passa através delas (no caso de serem líquidas) ou O poder rotatório específico, 10:1~, de uma
de soluções que as contêm (quando se trata de substância líquida é o ângulo de rotação, medido
sólidas). Estas substâncias são chamadas optica- no comprimento de onda da raia D de sódio, à
mente ativas e podem ser dextrogiras ou levogiras. temperatura de 20 De ± 0,5 De, calculado em fun-
O caráter dextrogiro é indicado pelo sinal (+) e çã'o de uma camada de 1 dm de espessura e dividido
o levo giro pelo sinal ( - ). pela densidade relativa a 20°C. É dado pela
A atividade 6ptica é função da estrutura química expressão
da substância e de sua concentração. A determi·
nação do poder rotatório serve para estabelecer 10:120D = ~Id
tanto a identidade quanto a pureza da substância.
Além disso, às vezes, a atividade óptica presta-se
em que
para indicar o valor terapêutico de uma substância.
I comprimento, em dm, do tubo do pola-
O poder rotatório varia com a temperatura, o
rímetro,
comprimento de onda (quanto mais curto, maior o
d densidade relativa da substância.
ângulo de desvio), a natureza da substância e sua
concentração. Se a solução contiver duas substân- O poder rotatório específico, 10:1~, de uma
cias opticamente ativas e estas nã'o reagirem entre
substância sólida é o ângulo de rotação, medido
si, o ângulo de desvio será a soma algébrica dos
no comprimento de onda da raia 1) de s6dio,
ângulos de desvio de ambas.
À=S89,3 nm, à temperatura de 20 De ± 0,5 °c,
O poder rotatório é medido em rolarímetros,
calculado em função de uma camada de 1 dm de
cuja precislfo varia de 0,01 a 0,05 de rotaçlfo
espessura de uma solução que contém 1 g da
angular. Os mais usados trabalham com a luz de
substância por ml. É dado pela expressão
sódio ou lâmpada de vapor de mercúrio. Deter-
mina-se o ponto zero do polarímetro com o tubo
vazio e fechado para as substâncias líquidas ou 10:1~ = l00a
cheio com o solvente para as soluções de substân-
Ic
cias sólidas. em que
I comprimento, em dm, do tubo do pola-
rímetro,
c = concentração da substância expressa em
porcentagem p/V.
Poder rotatório
Às vezes a medida do poder rotatório específico
Poder rotatório de uma substância é o ângulo é realizada em outras condições especificadas nas
que a luz polarizada forma com o plano de polari- monografias. Em qualquer caso, porém, devem ser
zação ao atravessar a substância, caso seja líquida, feitas pelo menos cinco medidas: o valor procurado
ou solução, se for sólida. Mede·se o poder rota· será a média dos valores obtidos. Outrossim, a
tório (o:) em uma camada de espessura apropriada, menos que se indique diferentemente, o poder
à temperatura indicada e no comprimento de rotatório e o poder rotat6rio específico referem-se
onda especificado na monografia. Geralmente, à substância seca, anidra ou isenta de solvente em
usa·se camada de 1 dm de espessura, tempera- todas as monografias em que se fomecem os valores
tura de 20 DC ± 0,5 DC e comprimento de onda da da umidade, perda por dessecação ou conteúdo
raia D de sódio (589,3 nm). de solvente.
V.2.9. DETERMINAÇÃO DA PERDA POR DESSECAÇÃO

Este ensaio visa a determinar a quantidade de Repetir a operaçlo até peso constante.
substância volátil de qualquer natureza eliminada Observaçlo: No caso de a substância fundir a
nas condições especificadas na monografia. No uma temperatura mais baixa que a especificada
caso de ser a água a única substância volátil, para a determinaçlo. manter o pesa-fJ1tro com
basta determinar seu teor segundo um dos méto- seu conteúdo por I a 2 horas à temperatura de
dos descritos sob o título "Determinação de água" 5 a 10°C abaixo do ponto de fusão, antes de
(V.2.20.). Para os demais casos. o procedimento secá·la à temperatura especificada. Quando a
adotado é o descrito abaixo. sendo a opçlo de mé- substância se decompõe à temperatura de 105°C,
todo a ser adotado especificada nas monografias. ela deve ser dessecada a uma temperatura mais
baixa. Em ambos os casos, pode-se realizar a
PROCEDIMENTO secagemà pressão reduzida, em dessecador.
Reduzir a substincia a pó fmo caso se apresente
na forma de cristais volumosos. Pesar exatamente
cerca de 1 a 2 g e transferir para pesa-fJ1trochato Cálculo
previamente dessecado durante 30 minutos nas
A porcentagem de perda por dessecação é dada
mesmas condições a serem empregadas na deter-
pela equaçlo
minaçlo. Pesar o pesa-fJ1tro,tampado. contendo
a amostra. Agitar o pesa-fJ1trobrandamente para
distribuir a amostra da maneira mais uniforme
possível, a uma profundidade ideal de 5 mm.
Colocar o pesa-fJ1trona estufa. retirar a tampa.
deixando-a também na estufa. Secar a amostra Pa = peso da amostra,
(geralmente aiOS °C) e por um determinado Pu = peso do pesa-fJ1tro contendo a
prazo (geralmente 2 horas) especificado na mono- amostra antes da dessecação,
grafia. Esfriar à temperatura ambiente em desse· Ps = peso do pesa.fJ1tro contendo a
cador. Pesar. amostra após a dessecaçlo.
V.2.10. DETERMINAÇÃO DE CINZAS SULFATADAS
(RESíDUO POR INCINERAÇÃO)

Cinzas sulfatadas compreendem o resíduo não pulverizada, transferir para cadinho (preferivel-
volátil à incineraçlo na presença de ácido sulfú- mente de platina) previamente calcinado, esfriado
rico, conforme a técnica especificada. Em geral, o em dessecador e tarado, e juntar cerca de 2 ml de
ensaio visa a determinar o teor de constituintes ácido sulfúrico SR. Aquecer brandamente sobre
ou impurezas inorgânicas contidos em substâncias chapa quente até carbonizaçlo e incinerar cuida-
orgânicas. Também se destina à determinação de dosamente a cerca de 800 °c até desaparecimento
componentes inorgânicos em misturas e da quanti- do carvão. Resfriar e juntar cerca de I ml de ácido
dade de impurezas contidas em substâncias inorgâ- sulfúrico SR para umedecer o resíduo, aquecer
nicas termolábeis. sobre chapa quente e incinerar novamente. Acres-
centar pequena quantidade de carbonato de
amônio (neutralizaçlo do ácido residual) e inci-
PROCEDIMENTO
nerar até peso constante. Calcular a porcentagem
Pesar exatamente cerca de I g - ou a quantidade de cinzas sulfatadas em relação à substância
especificada na monografia - de substância sob ensaio.
o grau de divisão ou a granulometria ue pós é abertura nominal de malha de
eXl'resso pela referência à abertura nominal da 180 IAm.
malha do tamis utilizado. PÓ finlssimo aquele cujas partículas passam em
Ao determinar a granulometria de pó resultante sua totalidade pelo tamis com aber·
de redução de drogas vegetais, nenhuma porção tura nominal de malha de 125 Jlffi.
da droga pode ser rejeitada durante o processo
de redução, moagem ou peneiramento, exceto A determinação da granulometria de pós
nos casos em que tal procedimento seja indicado resultantes de drogas vegetais e produtos químicos
na respectiva monografia. pulverizados é feita pelo processo descrito abaixo,
Os tamises empregados são de aço inoxidável, com o auxílio de tamises, cujas características
latão, crina ou seda, nll'o sendo permitido o reves- estão padronizadas na tabela anexa.
timento dos fios.
Na descrição dos pós são utilizados os termos
abaixo:
PROCEDIMENTO
Para pós grossos, moderadamente grossos e
semi·fmos utilizar amostras de 25 a 100 g de pó.
Pó grosso aquele cujas partículas passam em
Colocar a amostra sobre o tamis de malha apro-
sua totalidade pelo tamis com aber-
priada, provido de tampa e recipiente para a coleta
tura nominal de malha de 1,70 mm
do pó. Agitar o tamis em movimentos horizontais
e, no máximo, 40% pelo tamis
rotativos e movimentos verticais por 20 minutos
com abertura nominal de malha
no mínimo, ou até que a operação esteja completa.
de 355 IAm.
Pesar cúidadosamente o pó recolhido e a fração
Pó moderadamente remanescente sobre o tamis.
grosso aquele cujas partículas passam em Para pós finos e muito finos proceder como
sua totalidade pelo tamis com aber· descrito acima, porém utilizando amostras nll'o
tura nominal de malha de 710 Jlffi superiores a 25 g. Agitar o tamis por 30 minutos,
e, no máximo, 40% pelo tamis com no mínimo, ou até que a operação esteja completa.
abertura nominal de nialha de No caso de pós oleosos ou pós tendentes a
250 IAm. obstruir as aberturas do tarnis, a tela do mesmo
Pó semi-fino aquele cujas partículas passam em deve ser escovada periodicamente.
sua totalidade pelo tamis de aber. Pode-se determinar também a granulometria
tura nominal de malha de 355 Jlffi com o auxílio de tarnises operados por dispositivos
e, no máximo, 40% pelo tamis com mecânicos. Estes dispositivos reproduzem os
abertura nominal de malha de movimentos horizontais e verticais da operação
180 Jlffi. manual, através de ação mecânica uniforme.
Pó fino aquele cujas partículas passam em A operação mecânica deve ser executada de acordo
sua totalidade pelo tamis com com as instruções do fabricante do equipamento.
Ab.rtufII Dllm.tro To/.rlnc" ,4,... N9do
nomln.1 recomMrMdo da .I»rtUffI pen.lfflm.ntrJ t.ml.
dam.lh. de flQI m4d1. " (.proxlm.da) (.proxlm«kJ) •

mm mm tmm
4,00 1.40 0,13 55 4
3,35 1,25 0,10 53 5
2,80 1,12 0,09 51 6
2,00 0,90 0,07 48 8
1,70 0,80 0,06 46 10
1,40 0,71 0,06 44 12
1,18 0,63 0,04 43 14
1,00 0,56 0,03 41 16
",m Ilm ± Ilm
710 450 25 37 22
600 400 21 36 25
500 315 18 38 30
425 280 15 36 36
355 224 13 38 44
300 200 15 36 52
250 160 13 37 60
180 125 11 35 85
150 100 9,4 36 100
125 90 8,1 34 120
106 71 7,4 36 150
90 63 6,6 35 170
75 50 6,1 36 200
63 45 5,3 34 240
53 36 4,8 35 300
45 32 4,8 34 350
V.2.12. COR DE LÍQUIDOS

A avaliaçlo da cor de líquidos 6 executada por me de titulante consumido por determinaçA'o em


comparação da solução sob análIse - preparada branco. Cada ml de tiossulfato de sódio 0,1 M SV
conforme instruções da monografia - e soluções- equivale a 23,79 mg de CoCh· 6H20. Ajustar o
padrão de cor (SC). Tais soluções encontram volume da solução adicionando quantidade sufi-
emprego como referência para alguns fármacos e ciente de mistura de ácido clorídrico e água para
em testes de carbonização com ácido sulfúrico obter soluçlro contendo exatamente 59,5 mg de
especificados em diversas monografias. CoCh • 6H20 por ml de solução.
O processo comparativo, salvo especificação em
contrário, deve ser executado em tubos de ensaio Solução base de sulfato cúprico
de vidro transparente e fundo chato, com diâmetro
da ordem de 16 mm, do tipo empregado em Preparar mistura de 25 ml de ácido clorídrico
ensaio-limite de impurezas. Os tubos devem ser e 975 ml de água. Dissolver 65 g de sulfato cúprico
os mais uniformes possíveis. (CUS04 . 5H20) em 900 ml desta mistura e
Para a avaliação, utilizar volumes de 10 ml completar o volume para 1000 mI com a mesma
tanto para a amostra quanto para o padrão, mistura. Transferir, com auxílio de pipeta, 10 ml
assegurando altura aproximada de 50 mm para os desta soluçlro para frasco de iodo de 250 mI,
líquidos nos tubos. Observar os tubos transversal· juntar 40 ml de água, 4 ml de ácido acético glacial,
mente contra fundo branco, sob luz difusa. E 3 g de iodeto de potássio e 5 ml de ácido clorí-
importante comparar as soluções nas mesmas drico. Titular o iodo liberado com tiossulfato
condições, inclusive de temperatura (25°C). de sódio 0,1 M SV, juntando 3 ml de amido SI
As soluções-amostra são preparadas de modo a como indicador. Corrigir o volume de titulante con·
apresentarem coloração semelhante à da solução sumido por determinação em branco. Cada mI de
de referência especificada. tiossulfato de sódio 0,1 M SV equivale a 24,97 mg
de CUS04' 5H20. Ajustar o volume da solução
adicionando quantidade suficiente de mistura de
P ADROES BÁSICOS
ácido clorídrico e água para obter solução con·
As soluções de referência de cor (SC) são tendo exatamente 62,4 mg de CUS04 . 5H20 por
obtidas a partir de 3 soluções básicas, a serem ml de solução.
preparadas e armazenadas em frascos herméticos.
Destas - com base na Tabela anexa, contendo Solução base de cloreto férrico
instruções de preparaçio de 20 soluções-padrão de Preparar mistura de 25 ml de ácido clorídrico
cor (SC) designadas com as letras do alfabeto, de e 975 ml de água. Dissolver cerca de 55 g de
A a T - preparar a solução ou soluções especi- c1oreto férrico (FeCh' 6H2 O) em aproximada·
ficadas para a comparação. Transferir os volumes mente 900 ml desta mistura e completar o volume
indicados (deixar a água por último) e homo- para 1000 ml com a mesma mistura. Transferir,
geneizar diretamente nos tubos de comparação. com auxl1io de pipeta, 10 ml desta solução para
frasco de iodo de 250 ml, adicionar 15 ml de água,
Solução base de c/oreto cobaltoso 3 g de iodeto de potássio e 5 ml de ácido clorí-
Preparar mistura de 25 ml de ácido clorídrico e drico. Deixar em repouso durante 15 minutos.
975 ml de água. Dissolver 65 g de cloreto de Completar o volume da solução para 100 ml com
cobalto(II) em aproximadamente 900 ml desta água e titular o iodo liberado com tiossulfato de
mistura e completar o volume para 1000 ml com sódio 0,1 M SV, juntando 3 ml de amido SI como
a mesma. Transferir, com auxilio de pipeta, indicador. Corrigir o volume de titulante consu-
5 ml desta solução para frasco de iodo de 250 ml, mido por determinação em branco. Cada ml de tios-
juntar 5 ml de peróxido de hidrogênio SR e sulfato de sódio 0,1 M SV equivale a 27,03 mg de
15 mI de hidróxido de sódi05 M. Ferver durante FeCh . 6H2 O. Ajustar o volume da solução adicio·
10 minutos, resfriar e adicionar 2 g de iodeto de nando quantidade suficiente de mistura de ácido
potássio e 20 ml de ácido sulfúrico 0,26 M. Dissol· clorídrico e água para obter solução contendo
ver com tiossulfato de sódio 0,1 M SV, juntando exatamente 45,0 mg de FeCh' 6H20 por ml
3 ml de amido SI como indicador. Corrigir o volu· de solução.
Partes de

se Solução lHIss Soluç60 lHIse Soluç6o bass


dBclorsto dBcloreto de sulfato Ague
co/NIltoso Mrrico cúprico

A 0,1 0,4 0,1 4,4


8 0,3 0,9 0,3 8,5
C 0,1 0,6 0,1 4,2
O 0,3 0,6 0,4 3,7
E 0,4 1,2 0,3 3,1
F 0,3 1,2 0,0 3,5
G 0,5 1,2 0,2 3,1
H 0,2 1,5 0,0 3,3
I 0,4 2,2 0,1 2,3
J 0,4 3,6 0,1 1,0
K 0,5 4,5 0,0 0,0
L 0,8 3,8 0,1 0,3
M 0,1 2,0 0,1 2,8
N 0,0 4,9 0,1 0,0
O 0,1 4,8 0,1 0,0
P 0,2 0,4 0,1 4,3
Q 0,2 0,3 0,1 4,4
R 0,3 0,4 0,2 4,1
S 0,2 0,1 0,0 4,7
T 0,5 0,5 0,4 3,6
V.2.13. ESPECTROFOTOMETRIA DE ABSORÇÃO ATÔMICA

Espectrofotometria de absorção atômica desti- pode ser eliminada por meio de modulação da
na-se ao doseamento de quase todos os elementos fonte, o que significa empregar radiação cuja
químicos, à ~xceção de gases raros, halogênios, intensidade varia com determinada freqüência.
oxigênio, enxofre, nitrogênio, fósforo e carbono. Dessa forma, o detector recebe dois tipos de
É, pois, essencialmente método de alta sensibili- sinais: um sinal alternado, proveniente da fonte, e
dade para o doseamento de átomos, íons ou com- um contínuo, emitido pela chama. O sistema de
plexos iônicos de elementos metálicos. Compreende detecção reconhece apenas o sinal alternado,
a medida da intensidade de luz absorvida em dado ignorando o sinal contínuo, não modulado.
comprimento de onda pelos átomos na promoção
eletrônica ao estado excitado, ao serem atomizados Solventes
em uma chama. Se o processo de absorção é efe- O solvente ideal para a espectrofotometria de
tuadoemchamasob condições controladas e repro- absorção atômica interfere o menos possível nos
dutíveis, a absorvância Oogaritmo do inverso da processos de absorção e produz átomos neutros
transmitância) é proporcional ao número de átomos na chama. Se existir diferença significativa de
do elemento dosado, permitindo o estabelecimento tensão superficial ou viscosidade entre solução
de ",tas de calibração que, por sua vez, permitem amostra e soluções de referência, ocorrerão varia-
a determinação de concentrações desconhecidas ções nas velocidades de aspiração e nebulização
em função da absorvância observada. e, em conseqüência, diferenças significativas nos
sinais produzidos. A acidez das soluções também
Equipamento
influi sobre o processo de absorção. Daí a impor-
tância de os soIventes empregados no preparo da
O espectrofotômetro de absorção atômica solução-amostra e soluções de referência serem os
consta de fonte emissora de luz, sistema de nebu- mesmos ou, ao menos, os mais similares possíveis
lização-combustão e de sistema fotodetector. com relação a estes aspectos, devendo também
A fonte emissora de luz compreende lâmpada, permitir o preparo de soluções facilmente aspi-
cujo elemento emissor é idêntico ao que se deseja ráveis pelo tubo de alimentação da chama. A
dosar. Assim, para a análise de amostra de zinco, presença de sólidos nas soluções pode provocar
por exemplo, emprega-se "lâmpada de cato do interferências, razão pela qual recomenda-se
oco" em que o cato do contém zinco. A aplicação manter o seu nível abaixo de 2%, sempre que
de potencial aos eletrodos da lâmpada excita os possível.
átomos de zinco do catodo e estes, ao reverterem
ao estado fundamental, emitem radiação precisa- OPERAÇÃO
mente no comprimento de onda (linha espectral)
Para operar o espectrofotômetro de absorção
do zinco.
atômica, recomenda-se obediência às instruções
No sistema de nebulização-combustão
do fabricante. A calibração do aparelho é execu-
compreendendo atomizador e chama - o elemento
tada pela introdução de solvente (geralmente
sob análise é liberado no seu estado atômico ou
água) na chama e acerto de 100% de transmitância
elementar. A solução contendo a amostra é intro-
(zero de absorvância). Para a execução da análise,
duzida na chama, geralmente alimentada com
há dois métodos, recomendando-se o primeiro,
mistura ar-hidrogênio ou ar-acetileno, esta última
salvo instruções em contrário.
permitindo temperaturas de chama da ordem de
2300 oCo Existem espectrofotômetros de absorção
Método I (Calibração direta)
em que a· chama é substituída por fomo de alta
temperatura. Tais equipamentos são mais eficien- Preparar ao menos três soluções de referência
tes na redução da amostra ao estado atômico do elemento a ser dosado, abrangendo a faixa de
e, por conseguinte, mais sensíveis. concentrações recomendada pelo fabricante do
O sistema fotodetector, por sua vez, destina-se aparelho para o elemento sob análise. Todos os
à leitura e quantificação da radiação incidente. reagentes empregados no preparo da solução-
Compreende dispositivo 6ptico de dispersão amostra devem ser igualmente incluídos, nas
(monocromador ou filtro), capaz de isolar a luz mesmas concentrações, às soluções de referência.
no comprimento de onda da linha espectral do Após a calibração do aparelho com solvente,
elemento sob análise, e detector propriamente conforme indicado acima, introduzir na chama,
dito (fotomultiplicador) acoplado a instrumento três vezes, cada uma das soluções de referência
de leitura digital ou analógico. e, após estabilização da leitura, registrar o resul-
A radiação interferente emitida pela chama tado, lavando o nebulizador-combustor com água
após cada operaçlo de introdução. Traçar curva da substância a ser dosada, preparada conforme
de calibração plotando a média de absorvâncias indicado na monografia. Juntar a todos os balões,
(ou transmitâncias) de cada grupo de três leituras com exceção de um, volumes medidos da solução
com a respectiva concentraçlo. Preparar a solução de referência especificada, de modo a obter uma
da substância a ser dosada conforme indicado na série de soluções contendo quantidades crescentes
monografia, ajustando sua concentração para que do elemento sob análise. Diluir convenientemente
esta fique situada dentro da faixa de concentraçOes o volume de cada balão com água. Após calibrar
das soluções de referência. Introduzir a referida o espectrofotômetro com água, como indicado
solução amostra na chama, registrar a leitura e acima, registrar três vezes as leituras de cada
lavar o nebulizador-combustor com água. Repetir solução.. Transferir os resultados das leituras de
esta seq~ncia duas Vellese, adotando a média das absorvância (ou transnútância) e as concentrações
três leituras, determinar a concentração do ele- correspondentes para gráfico cujos eixos inter·
mento pela curva de calibraçlo. ceptem em zero de elemento adicionado e zero
de leitura. Extrapolar a linha reta que une os
pontos até a interceptação do eixo de concen-
Método 1/ (Adição padrioJ
trações. A distância entre este ponto e a inter-
Adicionar a cada um de, ao menos, três balões secção dos eixos representa a concentração do
volumétricos similares, volumes iguais de solução elemento dosado na solução amostra.
V.2.14. ESPECTROFOTOMETRIA DE ABSORÇÃO NO
ULTRA VIOLETA, VIsíVEL E INFRA VERMELHO

Quando a energia eletromagnética luminosa à freqüência (E=hv, em que h corresponde à


atravessa uma solução contendo átomos e molécu· constante universal de Planck), vale dizer, inversa-
Ias, parte desta radiação é absorvida e o restante é mente proporcional ao comprimento de onda
transmitido. A radiação absorvida, por sua vez, (v=c/À, em que c corresponde à velocidade da luz).
depende da quantidade de moléculas presente
(vale dizer, da concentração da solução) e da INTERAÇÃO ENERGIA·MATERlA
estrutura destas moléculas. Ao estudo desta
Moléculas, que constituem a matéria, também
dependência entre átomos e moléculas de substãn· são dotadas de energia, sendo esta relacionada à
cias e a natureza e quantidade de radiação eletro· sua capacidade de movimento. Participam da
magnética absorvida por elas denomina-se espectro· energia total da molécula a energia derivada de
fotometria de absorção. translação (energia translacional, devida à movi-
De acordo com a peculiaridade da técnica e mentação da molécula como um todo); de vibra-
equipamentos e, principalmente, o intervalo de
ção (energia vibracional, devida ao movimento
freqüência da energia eletromagnética aplicada, a
relativo de átomos ou grupos de átomos consti-
espectrofotometria de absorção enquadra.se nas
tuintes da molécula); de rotação (energia rota-
regiões ultravioleta, visível ou infravermelho do
cional, devida à rotação da molécula em tomo
espectro da luz. Espectrofotometria de absorção
de um eixo) e, fmalmente, a energia eletrônica,
atômica também é incluída na categoria.
gerada pela configuraçll'o de elétron~ na molécula.
~ utilizada como técnica de identificação e
Destes quatro componentes, apenas a energia
quantificação das substâncias farmacopéicas.
translacional nl'o se relaciona com fenômenos
espectrofotométricos.
RADIAÇÃO ELETROMAGNI!TICA Admite·se que moléculas podem absorver
Radiação eletromagnética consiste de energia energia, elevando seu estado energético. Tal
propagada na forma de ondas. Como tal, apresenta elevação, contudo, não é de natureza contínua;
comprimento de onda característico (a distância realiza·se necessariamente em etapas (degraus)
linear entre dois pontos correspondentes locali· levando às chamadas transições energéticas do
zados sobre duas ondas adjacentes). Na região estado fundamental para outros, mais altos.
luminosa do espectro eletromagnético, o compri. Transições na energia eletrônica são caracte-
mento de onda, À (1ambda), é geralmente especi- rísticas da região ultravioleta e visível enquanto
ficado em nanômetros, nm, correspondendo a as energias vibracional e rotacional ocorrem na
unidade a 10-9m e, mais raramente, em micro- região infravermelho do espectro.
metros, llII1 (10-6m) ou em angstrons A (10.1°01). As transições eletrônicas ocorrem em porções
As faixas de comprimento de onda de energia da molécula denominadas crom6foros, caracte-
eletromagnética de interesse para a espectrofoto- rizados principalmente por insaturações e grupos
metria de absorção são as seguintes: carbonílicos. Compreendem promoções de elé-
trons de orbitais moleculares ocupados, geralmente
a e 1r ligantes e não ligantes, para os orbitais de
energia imediatamente superiores, antiligantes
ultravioleta distante 100 - 200nm 1r* ou a* (orbitais antiligantes são representados
ultravioleta 200 - 380 nm com asteriscos).
vis (vel 380 - 780nm Na região do infravermelho ocorrem transições
infravermelho pr6ximo 780 - 3.000 nm de energia vibracional por ser a radiação nesta
infravermelho 3,0 - 151lm
infravermelho distante 15 - JOOllm
região insuficientemente energética para promover
transições eletrônicas. As vibrações induzidas por
radiaçã'o infravermelha compreendem estiramentos
Outras formas de caracterização das ondas
e tensionamentos de ligações inter-atômicas
eletromagnéticas sio o número de onda, ~ corres-
(simétricos e assimétricos) e modificações de
pondendo ao número de ondas por cm (v an - I ) =
ãngulos de ligações (vibrações de deformação no
= l/\an» e freqüência, v (nu), número ~e ciclos
completos irradiados por segundo, especificada plano e fora do plano).
em Hertz (1 Hz = 1 ciclo/s).
A energia eletromagnética é melhor compre- USOS QUANTITATIVOS DA
ESPECTROFOTOMETRlA DE ABSORÇÃO
endida se considerada fluxo de partículas denomi·
nadas fótons (ou quanta). Cada fóton contém A análise espectrofotométrica quantitativa tem
determinada energia cuja magnitude é proporcional como princípio a relação proporcional existente
entre a quantidade de luz absorvida e a concen- é 1 em, ou seja, quando se empregam cubetas
traçlo da soluçlo da substância. espectrofotométricas com espessura de 1 em.
Considerada uma soluçã'o diluída de substância A proporcionalidade entre absorvância e
capaz de absorver luz de dado comprimento de concentração prevista na lei de Beer é, por vezes,
onda (luz monocromática) em solvente transpa- desobedecida. Desvios de proporcionalidade devem-
rente (nlo absorvente neste comprimento de se principalmente a alterações de concentração de
onda), verifica·se que o decréscimo na intensidade solutos por causa de associações entre moléculas
da luz ao atravessar a soluçã'o é diretamente de soluto ou moléculas de soluto e solvente ou
proporcional l intensidade da radiação incidente, ainda pela ocorrência de dissociações ou ioni-
l concentração da substância absorvente e l zações. Outra causa possível para desvios é a
espessura da camada de soluçã'o (distância percor- chamada radiaçio policromática (falta de mono-
rida pela luz na soluçio). cromaticidade da radiação incidente).
Estabelecido ainda o conceito de transmitância, Desvios reais da lei de Beer - insignificantes a
T, como quociente entre a intensidade de radiação concentrações até 0,01 M - podem ocorrer em
transmitida pela solução, 10, e a intensidade da funçlo de a constante da lei estar relacionada não
radiaçã'o incidente, I, teremos para o princípio apenas ã absortividade mas também ao índice de
do parágrafo anterior - a lei de Beer - a seguinte refraçfo. Outrossim, quando a concentração do
formulação: soluto é elevada, pode ocorrer alteração na distri·
buiçfo de carga das partículas de soluto, modi-
ficando sua absorçã'o em dado comprimento
de onda.

A = absorvância,logaritmo do inverso da trans-


EQUIP AMENTO ESPECTROFOTOM~TRlCO
mitância (A = 10 l/n, antigamente conhe-
cida por densidade 6ptica ou extinção, Espectrofotômetros são dotados fundamental-
k constante de proporcionalídade, caracterís· mente de (1) fonte de luz (lâmpada de tungstênio
tica do soluto (substância absorvente de para luz visível e de hidrogênio ou deutério para luz
radiação), ultravioleta); (2) dispositivo monocromador com-
preendendo filtro (colorímetros e espectrocolorí-
b = distância percorrida pela luz na solução
metros) ou dispersor de luz (prisma ou, mais
(espessura),
freqüentemente, grade de difração) equipado com
c = concentraçlo da soluçlo. seletor de comprimento de onda; (3) comparti-
mento de cubetas, para inserçã'o de soluções de
Quando a concentraçlo, c, é expressa em amostras no feixe de luz monocromática e (4)
molll e a espessura, b, em centímetros, a equação fotodetector associado a conversor.amplificador e
toma-se: instrumento para medida da luz transmitida pela
amostra (analógico ou digital).
A = Ebc
Espectrofotômetros podem dispor de registrado-
em que E (épsilon) corresponde l absortividade res gráficos que permitem a obtenção de espectros
molar (antigamente, coeficiente de extinçã'o de absorção. Tal recurso é importante para fms de
molar). Se, por outro lado, a concentraçã'o, c, for identificaÇfo; em espectrofotômetros de infraver·
expressa em g/litro temos: melho é quesito indispensável e em aparelhos de
A=abc ultravioleta e visível permite, a par de eventual
caracterizaçlo da substância, a determinação
em que a corresponde l absortividade, relacionada simplificada de parâmetros como os comprimentos
com a absortividade molar pela igualdade e = aM, de onda de absorção máxima e mínima (~max e
em que M é o peso molecular da substância. ~min' respectivamente). O primeiro é usualmente o
A intensidade da absorçã'o de luz ultravioleta escolhido para a determinaçlo quantitativa da
por substâncias crom6foras é, em geral, expressa substância em análise.
como absortividade molar, nas condições de Espectrofotômetros adequados ã elaboração de
máxima absorçfo, emax. Se o peso molecular da espectros são dotados de mecaiúsmo de feixe
substância nlo for conhecido, é possível expressar duplo em lugar do mais tradicional feixe único.
a intensidade de absorçã'o pela equação Permitem que amostra e "branco" (solvente
empregado no preparo da solução de amostra,
E11%
em necessário ao acerto do zero de absorvância ou
100% de transmitância da escala do instrumento
do espectrofotômetro) sejam lidos simultânea e
em que E~~ corresponae l absorvância de
continuamente, assegurando manutençlo da calí-
soluçlo a 1% da substância quando o caminho bração de zero ao longo da varredura de compri-
óptico (distância percorrida pela luz na solução) mentos de onda. Aparelhos de feixe único exigem
ajuste inicial do zero, sendo este válido apenas no
comprimento de onda selecionado para a leitura.
~(nm) E'", em fBixB IIdmi"'1/fJ1

As cubetas utilizadas para as soluções espectro· 235 124,5 122,98 126,2


fotométricas apresentam janelas para passagem da 257 144,0 142,4 8145,7
luz incidente e transmitida de material trans- 313 48,6 47,08 50,3
350 106,6 104,98108,2
parente à radiaçlo empregada. Na região do
visível empregam-se cubetas de sílica enquanto o
ultravioleta requer cubetas de quartzo. No infra· IDENTIFICAÇÃO POR ESPECTROFOTOMETRlA
vermelho slo necessárias celas de NaCl, KBr, tiF, NO ULTRAVIOLETA
Caf2, entre outros sais. :e fundamental que as Diversas monografias incluem espectros de
cubetas - normalmente com espessura de 1 cm absorçlo no ultravioleta como prova de identifi-
(tolerância de 0,005 cm) - sejam as mais idênticas caç(o. Nestes casos, haverá específicação da
possíveis, vale dizer, apresentem a mesma transmi· extensão de varredura, solvente, concentração da
tância espectral quando preenchidas com o mesmo solução e espessura da cubeta a empregar. Alguns
solvente. As cubetas devem ser manipuladas com fármacos requerem o uso de padrões de referência.
cautela, evitando-se tocá-Ias na superfície das Nestes casos, fica subentendido que as leituras de
janelas, e lavadas com soluções de detergentes padrão e amostra são efetuadas simultaneamente
suaves, enxaguadas com água destilada e, a seguir, (em sucesslo imedíata) e em condições idênticas
com solvente orgânico volátil, que nlo deixe quanto a comprimento de onda, largura de fenda,
resíduo ao evaporar. posição das cubetas etc.
O preparo das soluções-padrão em geral com·
preende a elaboração de soluções com até 10%
CAUBRAÇÃO DE ESPECTROFOTOMETROS de tolerância na concentração específicada. Entre-
tanto, cabe corrigir exataménte a concentração
A ca1ibração dos aparelhos deve ser realizada
com base na tomada de ensaio. Se o padrão de
periodicamente. A escala de comprimentos de
referência utilizado não tiver sido previamente
onda pode ser calibrada empregando-se determi-
dessecado, calcular a absortividade com base na
nadas fontes de luz que apresentem raias espectrais
concentração da substância anidra.
de intensidade conveniente, distribuídas de maneira
adequada na região do espectro a ser verificada.
DETERMINAçOES QUANTITATIVAS NO
Os valores exatos das posições das linhas caracte- ULTRAVlOLETA E NO VISIVEL
rísticas da lâmpada de quartzo de arco de mercúrio
são os seguintes: 253,70; 302,25; 313,16; 334,15; Doseamentos espectrofotométricos na região
365,48; 404,66 e 453,83 nm. A escala de compri- ultravioleta em geral requerem comparação da
mentos de onda também pode ser testa<la por absorvância da solução de amostra - preparada na
meio de f1ltros de vidro adequados, que apresen- concentração especificada na monografia - com
tam bandas de absorçlo na região do visíwl e do padrões de concentração conhecida. Procede-se
ultravioleta. Slo bastante utilizados os ftltros- inicialmente à leitura das soluções-padrão e, em
padrão de vidro contendo didímío - mistura de seguida, à da amostra, com o menor intervalo de
praseodímío e neodímío - ou hólmío. tempo possível entre as duas etapas e em condí-
Os valores exatos para a posiçlo das raias ções experimentais idênticas.
características dos ftltros de vidro contendo As soluções de referência são preparadas a
hólmío são os seguintes: 241,5 ± 1; 287,5 ± 1; partir dos PadrõeS'de Referência de forma similar
360,9 ± 1 e 536,2 ± 3 orn. A escala de compri· à descrita na "Identificação por espectrofoto-
mentos de onda pode, opcíonalmente, ser cali· metria no ultravioleta".
brada com solução de perclorato de hólmío SR, Quando os doseamentos forem executados com
que apresenta as seguintes absorções caracterís- elevada freqüência, é dispensável o emprego de
ticas: .241,2; 278,2; 361,5 e 536,3 orn. As tole· padrões de referência para cada deterrninaçto.
râncias admissíveis 810 de 1 nm na região do Nestes casos, é admissivel recorrer a curvas de
ultravioleta e de ± 3 orn na região do visíwl. calíbraçã'o - gráficos de absorvância versus con-
A calibração da escala de comprimento de onda centraçã'o - preparadas pela leitura em compri-
em espectrofotômetros de infravermelho é efe· mento de onda de absorvância máxima (~ax) de
tuada mediante conferência dos picos de absorção soluções de concentraçlo crescente de padrões
de políestireno (filme), dióxído de carbono, de referência. A deterrninaçlo da concentração
vapor de água ou amônia. da solução-amostra é então obtida por interpo-
A escala de absorvância, por sua vez, pode ser lação. A restrição a este procedimento reside na
calibrada empregando-se solução de dicromato de ocorrência de desvios da lei de Beer, tomando-o
potássio, grau espectrofotométrico. Os valores de recomendável somente quando a manutenção
absortívidade específica e a tolerância máxima da proporcionalídade for confirmada dentro do
para os comprimentos de onda correspondentes intervalo de 75-125% da concentração de trabalho
slo os seguintes: (solução-amostra). Curvas de calibraç!o devem ser
conferidas com freqüência, em especial se o de Referência - pode.se efetuar os dois espectros
espectrofotômetro empregado não for o rotineiro simultaneamente (padrão e amostra) para compa-
ou quando os reagentes tiverem sido preparados a ração por superposição.
partir de lotes novos. Em caso de dúvida, recorrer Pequenas quantidades de impurezas não afetam
à técnica primária de comparação direta com significativamente o espectro, mas alguns fatores,
padrões de referência. como polimorfismo, variação no tamanho e
Doseamentos colorimétricos (na região visível orientação dos cristais, técnica de trituração e
do espectro eletromagnético) seguem o mesmo formação de hidratos, ppdem originar diferenças.
esquema dos doseamentos na região do ultravio- Das três regiões de infravermelho do espectro
leta, inclusive o referente a curvas de calibração. eletromagnético, a região intermediária (3,0 a
Admite-se, contudo, maior tolerância quanto aos 15,0 Ilm) é mais empregada para fins de identi·
comprimentos de onda de absorção máxima ficação. Nesta região do espectro, tetracloreto de
O\max) especificados na monografia em relação carbono é praticamente transparente (em películas
aos observados experimentalmente. Recomenda-se de até 1mm de espessura)entre 4000 e 1700 cm-I
que a determinação quantitativa seja efetuada no (2,5 a 6 Ilm). Alternativasusuais são o clorofórmio,
Àmax observado quando este não diferir em mais o diclorometano e o dibromoetano. Dissulfeto de
de ± 0,5 nm (200 e 280 nm); ± 2 nm (280 e carbono é adequado como solvente até 250 cm-t
320 nm); e ± 5 nm (320 e 780 nm) em relação ao (40 Ilfi), exceto nas zonas de 2400-2000 cm-1
valor especificado na monografia. Desvios mais (4,2-5,0 Ilm) e 1800-1300 cm-t (5,5-7,5 Ilfi), em
pronunciados tomam necessária a recalibração que apresenta forte absorção.
do espectrofotômetro. Óleo mineral - que absorve nas regiões entre
O cálculo para determinação de concentração 30oo·28oocm-1 e 1500·1350 cm-I - é alternativa
da solução.amostra em referência à solução-padrão freqüente aos solventes orgânicos. Dispersões da
baseia·se na equaçã'o da lei de Beer, igualmente amostra no óleo sã'opreparadas triturando·se cerca
válidapara ambas: de 2 a 5 mg de substância com quantidade sufi-
ciente de óleo para se obter pasta fina e cremosa,
Ap = ab Cp que é intercalada, para leitura, entre duas placas
de cloreto de sódio ou de outro sal apropriado.
Aa = abCA Igualmente aceita é a preparação de pastilhas de
haletos de potássio. A amostra sólida (1 a 1,5 mg)
em que Ap e Cp representam, respectivamente, é triturada com cerca de 300 mg de sal (geralmente
absorvância e concentração da solução-padrão e brometo de potássio, grau espectrofotométrico,
Aa e CA, absorvãncia e concentraçã'o da solução- seco e bem pulverizado) e a mistura, homogênea,
amostra. Se as concentrações são expressas na é introduzida em molde e comprimida a vácuo.
mesma unidade e as cubetas não diferem nas Forma-se disco, que, fixado em suporte apro-
dimensões, absortividade, a, e caminho óptico, priado, é submetido à leitura.
b, assumem o mesmo valor nas duas equações, que Amostra e substância de referência, quando for
podem, portanto, ser combinadas: o caso, devem ser preparadas simultaneamente, em
condições idênticas. Consideram-seaceitáveisespec·
CA = Cp (Aa/Ap)
tros em que os picos de absorção máxima apresen·
tem transmitância entre 5 e 25%. Se o espectro da
IDENTIFICAÇÃO POR ESPECTROFOTOMETRIA
substância analisada apresentar alguma diferença
NO INFRA VERMEUlO
em relaçã'oao espectro de referência, cabe dissolver
Capaz de diferenciar substâncias por menores iguais porções de ambas as substâncias (ou somente
que sejam as diferenças estruturais (salvo isômeros a amostra se a comparaçã'o estiver sendo feita em
ópticos), a espectrofotometria no infravermelho é relação aos espectros de referência em solvente
ensaio de identificação por excelência. Algumas apropriado, evaporar as soluções até secura sob
monografias especificam a execução de espectros as mesmas condições e repetir a execução dos
para comparação com espectro!! de referência. espectros com os resíduos. Se a diferença notada
Como opção - havendo disponibilidade de Padrão for devida a polimorfismo, deixará de existir.
Algumas substâncias podem ser analisadas com Espectro de emissão de fluorescência - Repre-
maior sensibilidade e especificidade por meio de sentação gráfica da distribuição espectral da
métodos fluorométricos do que por outras técnicas radiação emitida por substância ativada, apresen-
espectrofotométricas. A espectrofotometria de tando a intensidade da radiação emitida como
fluorescência, ou espectrofluorimetria, compreende ordenada e o comprimento de onda como
a medida da fluorescência emitida quando estas abcissa.
substâncias - ditas fluorescentes - são expostas à
radiação ultravioleta, visível ou outras também de
APARELHO
natureza eletromagnética. Tais radiações promo-
vem a excitação de elétrons da molécula para A determinação da intensidade de fluorescência
níveis energéticos mais elevados. Após curta pode ser efetuada em simples fluorímetro de
permanência no estado excitado - cerca de ftltro (fluorômetro), em espectrofotômetros de
10-8 a 10-4 segundos - os elétrons revertem ao absorção adaptados ou em espectrofotômetro de
estado fundamental por meio de processo não fluorescência (espectrofluorímetro).
radiativo, denominado desativação por colisão, O fluorímetro de ftltro compreende fonte de
aliado a processo radiativo chamado luminescência luz, filtro primário, câmara de amostra, filtro
(fluorescência ou fosforescência), ao contrário do secundário e sistema de detecção. Nos fluorí-
que ocorre com a maioria das substâncias em que metros deste tipo, o detector encontra-se disposto
a reversão não compreende emissão de luz. Na a 90° em relação à luz incidente. Tal disposição
desativação por colisão, a energia se perde como em ângulo reto permite que a luz incidente atra-
calor nos choques entre as moléculas. No processo vesse a solução da amostra sem interferir com o
radiante, o excesso de energia é reemitido com sinal fluorescente captado pelo detector. Claro
intensidade máxima em comprimento de onda está que tal mecanismo não impede que parte da
maior (em 20 a 30 nm) que o da radiação excita- luz difusa atinja o detector devido às proprie-
tória absorvida devido à perda energética compre- dades difusoras inerentes às soluções ou em
endida no processo. função da presença de partículas sólidas suspensas.
Sendo de natureza fluorescente, a radiação Esta dispersão residual é controlada com emprego
emitida pela substância cessa quando a fonte de de f11tros. O f11tro primário seleciona a radiação
energia é retirada e esta característica a distingue de comprimento de onda apropriado à excitação
da fosforescência, que prossegue por algum tempo da amostra enquanto o f11tro secundário seleciona
ap6s o término da excitação. a radiaçã'o fluorescente de comprimento de onda
A intensidade da luz emitida por uma solução maior, bloqueando o acesso da radiaçã'o dispersa
fluorescente é, em determinadas condições, ao detector.
proporcional à concentração do soluto e, em Em sua maioria. os detectores de fluorímetros
conseqüência, aproveitável para fins analíticos. de f11tro são equipados com válvulas fotomultipli-
Não sendo praticável a determinação absoluta da cadoras. havendo, contudo, diferenças entre tipos
intensidade de fluorescência, recorre-se a deter- de equipamentos quanto à região espectral de
minações. referenciadas a soluçOes-padrão. O máxima sensibilidade. Amplificada a corrente
fundamento da espectrofluorescência consiste, elétrica gerada no fotomultiplicador, obtém-se
pois, em excitar a substância com radiação no leitura correspondente em instrumento anal6gico
comprimento de onda de máxima absorção e ou digital.
medir comparativamente a intensidade da luz Espectrofotômetros de fluorescência. por sua
fluorescente emitida frente a um padrão. vez, diferenciam-se de fluorímetros por não
disporem de filtros e sim de monocromadores de
prisma ou de grade de difraçã'o, proporCionando a
esperada superioridade em seletividade de compri-
Intensidade de tluorescêncla - Expressão mento de onda e flexibilidade.
empírica da atividade fluorescente, em unidades Tanto fluorímetros como espectrofotômetros
arbitrárias proporcionais à resposta do detector. de fluorescência permitem emprego de diversas
Espectro de excitação de fluorescêncla - fontes de luz. Lâmpadas de mercúrio ou tungstê-
Representação gráfica do espectro de ativação, nio, embora comuns. são substituídas com vanta-
apresentando a intensidade da radiação emitida gem pela lâmpada de arco de xenônio à alta
por substância ativada (ordenada) e o compri- pressão, pois esta proporciona. ao contrário das
mento de onda da radiação incidente excitat6ria demais. espectro contínuo desde o ultravioleta
(abcissa). até o infravermelho. De qualquer forma, a radiação
é muito intensa e nro deve jamais ser observada Soluções destinadas à espectrofotometria de
com os olhos desprotegidos, sob risco de lesões fluorescência são 10 a 100 vezes menos concen-
permanentes. tradas que as empregadas em espectrofotometria
Os monocromadores, por sua vez, dispõem de de absorção. Para fins quantitativos, é fundamental
ajuste de largura de fenda. Fendas estreitas propi- que a intensidade da fluorescência guarde relação
ciam maior resolução e pureza espectral enquanto linear com a concentração da amostra dentro de
fendas largas asseguram maior intensidade de luz limites compatíveis com a técnica. Se a solução
em detrimento destas características. A largura de for muito concentrada, parte significativa da luz
fenda a ser adotada é função da diferença entre incidente será absorvida na periferia da cubeta
os comprimentos de onda da luz incidente e e menor será a quantidade de radiação a alcançar a
emitida, assim como do nível de sensibilidade região central. Isto significa que a própria substãncia
necessário à análise. atuará como "mtro interno". Todavia, tal fenô·
A câmara de amostra geralmente permite uso meno é raro, considerando-se que a espectrofo-
de tubos redondos e cubetas quadradas, do tipo tometria de fluorescência é técnica de elevada
empregado em espectrofotometria de absorção, sensibilidade, permitindo o emprego de soluções
salvo pela necessidade de as quatro paredes ver· de concentrações da ordem de 10-5 a 10-7 M.
ticais serem polidas. Volumes de amostra da ordem Devido aos limites de concentração usualmente
de 2 a 3 ml são adequados embora alguns instru- estreitos nos quais a fluorescência é proporcional
mentos possam estar dotados de cubetas pequenas, à concentração da substância, tem-se como regra a
com capacidade para 0,1 a 0,3 ml ou ainda de obediência à relação (c-d)/(a-b) = 0,40 a 2,50.
suportes para capilares que requerem volumes Nesta, a é a intensidade de fluorescência da solução
ainda menores. de referência; b, a intensidade do branco corres·
pondente; c, a intensidade da solução-amostra e
CALIBRAÇÁO DO APARELHO d, a intensidade do branco correspondente.
As determinações de fluorescência são sensíveis
Fluorímetros e espectrofluorímetros devem ser
à presença de partículas sólidas nas soluções. Tais
calibrados com substâncias fluoróforas estáveis de
impurezas reduzem a intensidade do feixe inci-
modo a assegurar resultados reprodutfveis. As
dente, produzindo falsas leituras elevadas devido
variaçoes são, em geral, devidas a alterações na
a reflexões múltiplas na cubeta. ~, portanto,
intensidade das lâmpadas ou na sensibilidade do
necessário eliminar estes sólidos por centrifugação
fotomultiplicador. O fluoróforo pode ser amostra
ou flltragem antes da leitura, tendo em mente,
pura da substância a analisar ou qualquer outra
contudo, que alguns papéis de mtro podem
substãncia fluorescente de fácil purificação, cujos
conter impurezas fluorescentes.
comprimentos de onda de absorção e fluorescência
A presença de oxigênio dissolvido no solvente
sejam semelhantes aos da substância em análise.
exerce efeito atenuador sobre a intensidade da
Quinina em ácido. sulfúrico 0,05 M é padrão
fluorescência e cabe eliminá-lo usando, por exem-
adequado para fluorescência azul; fluoresceína em
plo, passagem de corrente de nitrogênio, hélio ou
hidróxido de sódio 0,1 M é apropriada para
qualquer gás inerte na solução, previamente
fluorescência verde e rodamina é fluoróforo de
à leitura.
escolha na fluorescência vermelha.
Controle de temperatura também é relevante.
A escala de comprimentos de onda do espectro-
Em algumas substâncias, a emissão fluorescente
fotômetro de fluorescência também requer cali-
pode cair de 1 a 2% por grau de temperatura
bração periódica.
aumentado. Daí - se o objetivo for máxima
precisão - ser recomendado emprego de cubetas
PREPARO DAS SOLUÇOES
termostatizadas. Entretanto, para análise de
A escolha do solvente utilizado na preparação rotina, não há necessidade deste recurso desde que
de soluções fluorescentes requer precauções. as determinações sejam realizadas com rapidez
Natureza, pureza e pH do solvente são parâmetros suficiente para evitar aquecimento devido à
relevantes na intensidade e distribuição espectral exposição da solução à luz intensa.
da fluorescência. Em conseqüência, é recomen· Algumas substâncias fluorescentes são sensíveis
dável ate r-se ao volume especificado em métodos à luz e, quando expostas à radiação luminosa
estabelecidos. Muitas substâncias apresentam fluo- intensa do espectrofotômetro de fluorescência,
rescência em solventes orgânicos, mas são prati- podem se decompor em produtos mais ou menos
camente não fluorescentes quando dissolvidas em fluorescentes. Tal efeito pode ser detectado
água. Assim, cabe a experimentaçãO em diversos observando-se a resposta do detector em relação
solventes para determinar a propriedade fluores- ao tempo e atenuado com a redução da intensi-
cente de uma substância. dade luminosa incidente pela utilização de mtros.
Turbidimetria e nefelometria - variantes de Uma suspensão avaliada em dado instrumento,
espectrofotometria - destinam-se à avaliação sob luz monocromática, apresenta turbidincia
quantitativa de substâncias em função da turbidez que corresponde ao produto da concentração C
de suas suspensões, proporcional a seu poder de por uma constante de proporcionalidade k, que
difração sobre luz incidente (efeito Tyndall). combina os demais parâmetros da equação acima.
Na turbidimetria, também conhecida por Tem-se, portanto, S = k. C, expressão da lei de
opacimetria, mede-se a intensidade da luz trans- Lambert-Beer, permitindo que procedimentos
mitida no mesmo sentido de direção da luz inci· turbidimétricos e nefelométricos sejam análogos
dente. Embora haja turbidímetros - destinados aos adotados em espectrofotometria. E, contudo,
especificamente à aplicação -, colorímetros e relevante observar que a proporcionalidade só é
espectrofotômetros convencionais são satisfatórios verdadeira para suspensões muito diluídas, pois
à medida da luz transmitida desde que ajustados reflexões secundárias provocam excessivo desvio
para comprimento de onda apropriado. de linearidade quando o número de partículas
A nefelometria (ou difusimetria), por sua vez, em suspensão ultrapassa determinado limite.
compreende a medida da intensidade de luz Outra fonte de erro em medidas turbidimétricas
difundida (refletida) pelas partículas em suspensão, e nefelométricas é a decantação das partículas em
em ângulo reto ao feixe de luz incidente. Mais suspensão. Tal ocorrência pode ser minimizada
uma vez, a par de nefelômetros, é possível empre- com o aumento da viscosidade, com a incorpo-
gar-se colorímetros e espectrofotômetros na ração de colóide protetor - gelatina, Boma arábica
medida nefelométrica. Para tanto, cabe modificá-Ios ou amido - ao meio líquido da suspensão.
de forma a permitir a captação perpendicular ao
ângulo da luz incidente, seja por transferência da Procedimento
fonte de luz, seja por alteração de posição do
fotossensor. Fluorímetros - a exemplo de nefe· O procedimento básico para o emprego de
lômetros - destinam-se à medida de luz dispersa técnicas turbidimétricas ou nefelométricas obedece
(posicionamento do fotossensor em ângulo de aos princípios da metodologia espectrofotométrica,
90° em relação à luz incidente), sendo, portanto, compreendendo elaboração de reta de calibração
compatíveis com a nefelometria. Colorímetros e com suspensões de concentração conhecida. Na
espectrofotômetros comerciais freqüentemente prática, é permissível a plotagem contra valores de
dispõem de acessórios para adaptação dos instru- transmitância em vez de turbidância.
mentos à medida nefelométrica. As etapas de procedimento compreendem, em
resumo: (1) ajustar o instrumento no compri-
Turbidância mento de onda especificado na monografia (para
Turbidância (S) - em analogia à transmitância colorímetros, na falta de especificação, empregar
(T), definida em V.2.l4 - é a expressão oficial mtro que forneça luz na faixa azul); (2) preencher
de dispersão da luz produzida por partículas a cubeta com a suspensão mais concentrada e
suspensas. E determinável por turbidimetria ou ajustar a leitura de transmitância para 100%
nefelometria, correspondendo à equação (transmitância oferece mais linearidade que
absorvância); (3) medir a transmitância das demais
3
S = Po = k bd C suspensões-padrão e traçar reta de calibração e
P d4'+'lI.4 (4) medir a transmitância da amostra determi-
nando sua concentração pela reta de calibração.

Comparaç50 visual
Po= intensidade da radiação incidente,
P intensidade da radiação transmitida, Medidas de turbidez podem ser executadas
b = espessura da camada de amostra (cubeta), por comparação visual, técnica pela qual a sus-
pensão de amostra é confrontada com suspensão
C = concentração da amostra,
ou suspensões-padrão. Para tanto, empregar tubos
d diâmetro médio das partículas, de ensaio idênticos, de fundo plano com 70 m1
À comprimento de onda, de capacidade e cerca de 23 mm de diâmetro
k constante de proporcionalidade, dependente interno. Os tubos devem ser comparados horizon-
da natureza da suspensão e do método de talmente sobre fundo escuro, com fonte de luz
medida. lateral.
Métodos cromatográficos compreendem a dis· uma amostra só é possível quando os métodos
tribuição de um soluto entre duas fases - móvel cromatográficos são combinados com técnicas
e fIXa- atuando a fase fIXapor adsorção, partição, apropriadas de detecção e mtdida.
ftltração em gelou troca iônica. A cromatografia Os principais tipos de cromatografia são: em
constitui processo de separação. Identificação ou camada delgada, em papel, em coluna, líquida de
determinação quantitativa dos componentes de alta pressão e de gás.
EQUIPAMENTO PROCEDIMENTO
Consiste em placas de vidro, alumínio ou outro A nlo ser que a monografta prescreva diferen-
material rígido e inerte, recoberto com fina temente, desenvolver as cromatoplacas em cuba
camada de adsorvente ou suporte, disponíveis saturada. Para isso, forrar as paredes da cuba
comercialmente ou preparadas segundo procedi- internamente com papel de filtro introduzindo o
mento descrito a seguir,e cuba de vidro (ou outro eluente em quantidade suficiente para impregná-lo.
material transparente e inerte) provida de bordos Deixar, no fundo, camada de 5 a 10 mm de
e tampas esmerilhados, de modo a promover eluente. Fechar a cuba, deixando-a em repouso
vedaçfo completa. por 1 hora, à temperatura ambiente.
Apücar as soluções em exame na forma de
PREPARAÇÃO DAS CROMATOPLACAS
manchas circulares ou bandas de cerca de 1 em de
largura sobre a placa, à distância nio inferior a
Preparar suspensão de adsorvente ou suporte e, 1,5 cm das bordas laterais e inferior. A distância
com auxilio de aparelho apropriado, espalhar entre os pontos de apücaçlo nio deve ser inferior
camada uniforme (geralmente 250 a 500 llJIl de a 1,5 cm. Deixar evaporar o solvente, marcar
espessura) sobre as placas, previamente ümpas e distância de 10 a 15 cm a partir do ponto de
desengorduradas. Utilizar placas de 20 cm de apücaçlo das amostras e introduzir a croma·
comprimento e largura variável(20, 10 ou 5 cm). topIaca na cuba, colocando-a na posiçio tio
Deixar secar ao ar e, em seguida, colocar na estufa próxima da vertical quanto possível, de modo tal
a 100-105°C por 1 hora. Guardar ao abrigo da que os pontos de apÜcaçio. fiquem acima do
umidade. Quando a monografia assim especificar, nível do eluente. Fechar a cuba e deixar desen-
ativar as cromatoplacas, aquecendo-as em estufa, volver o cromatograma até que o eluente atinja
li 100-105°C, por 1 hora. As placas de celulose o limite marcado. Remover a cromatoplaca,
constituem exceçlo, nlo devendo ser dessecadas deixar secar, e visualizar de acordo com o prescrito
nem ativadas. na monografia.
EQUIPAMENTO PROCEDIMENTO
Consiste em placas de vidro, alumínio ou outro A nlo ser que a monografia prescreva diferen·
material rígido e inerte, recoberto com fina temente, desenvolver as cromatoplacas em cuba
camada de adsorvente ou suporte, disponíveis saturada. Para isso, forrar as paredes da cuba
comercialmente ou preparadas segundo procedi· internamente com papel de filtro introduzindo o
mento descrito a seguir, e cuba de vidro (ou outro eluente em quantidade suficiente para impregná-Io.
material transparente e inerte) provida de bordos Deixar, no fundo, camada de 5 a 10 mm de
e tampas esmerilhados, de modo a promover eluente. Fechar a cuba, deixando·a em repouso
vedaçlo completa. por I hora, à temperatura ambiente.
Aplicar as soluções em exame na forma de
PREPARAÇÃO DAS CROMATOPLACAS
manchas circulares ou bandas de cerca de 1 cm de
largura sobre a placa, à distância nio inferior a
Preparar suspensão de adsorvente ou suporte e, 1,5 cm das bordas laterais e inferior. A distância
com awulio de aparelho apropriado, espalhar entre os pontos de aplicação nio deve ser inferior
camada uniforme (geralmente 250 a 500 pm de a 1,5 cm. Deixar evaporar o solvente, marcar
espessura) sobre as placas, previamente limpas e distância de 10 a 15 cm a partir do ponto de
desengorduradas. Utilizar placas de 20 em de aplicação das amostras e introduzir a eroma·
comprimento e largura variável (20, 10 ou 5 cm). toplaca na cuba, colocando-a na posição tão
Deixar secar ao ar e, em seguida, colocar na estufa próxima da vertical quanto possível, de modo tal
a l00-105°C por 1 hora. Guardar ao abrigo da que os pontos de aplicação. fiquem acima do
umidade. Quando a monografia assim especificar, nível do eluente. Fechar a cuba e deixar desen·
ativar as eromatoplacas, aquecendo-as em estufa, volver o eromatograma até que o eluente atinja
a l00-105°C, por 1 hora. As placas de celulose o limite marcado. Remover a cromatoplaca,
constituem exceção, nlo devendo ser dessecadas deixar secar, e visualizarde acordo com o prescrito
nem ativadas. na monografia.
aplicar a amostra em porções, deixando-se eva-
porar o solvente antes de aplicar a porçlo se8lcÜnte.
Consiste em cuba de vidro, provida de bordas Quando mais de uma amostra for cromatografada
e tampa esmerilhadas e de dimensões adequadas sobre o mesmo papel, distanciar os pontos de
para conter o papel cromatográfico, que pode ser aplicaçio, no mínimo, 3 em.
adaptado para cromatografia ascendente ou
descendente.
Utilizar papel para cromatografia, cortado no
sentido das fibras em tiras de comprimento variá- Introduzir na cuba camada de eluente especi-
vel e largura nlo inferior a 4,5 em. ficado na monografia, tampar e deixar em repouso
Para cromatografia descendente, utilizar cuba por 24 horas. Aplicar a amostra no papel, colo-
com tampa provida de orifício central, fechado cando-o adequadamente sobre as guias de maneira
por rolha de vidro ou outro material inerte. que a extremidade superior permaneça dentro
Na parte superior da cuba há cubeta suspensa, da cubeta suspensa e prendê-Io com a vareta de
que contém dispositivo pllra prender o papel vidro. Fechar a cuba e deixar em repouso por
(geralmente vareta de vidro). De cada lado da I hora e meia. Em seguida, atraws do orifício na
cubeta há guias de vidro, que sustentarlo o papel tampa introduzir o eluente na cubeta. Desenvolver
de modo a nlo tocar nas paredes da cuba cro· o cromatograma até a distância ou tempo pres-
matográfica. critos, protegendo o papel da incidência de luz
Para a cromatografia ascendente, na parte direta. Remover o papel, marcar o percurso da
superior da cuba há dispositivo que pennite fase móvel, secar e visualizar da maneira prescrita
sustentar o papel cromatográfico e que pode na monografia.
ser baixado sem abrir a cuba.

PROCEDIMENTO
Colocar no fundo da cuba recipiente contendo
Quando a técnica utilizada for a de cromato- o eluente, fechar a cuba e mantê·la em repouso
grafia ascendente, traçar linha fina com lápis por 24 horas. Aplicar a amostra sobre o papel
a 3 em da borda inferior do papel; se a croma- introduzindo-o na cuba e deixar em repouso por
tografia é descendente, traçar linha à distância I hora e meia. Sem abrir a cuba, baixar o papel
tal que a mesma fique poucos centímetros abaixo de modo a colocar sua extremidade inferior em
da vareta que prende o papel na cubeta do eluente. contato com o eluente e desenvolver o croma-
Aplicar as amostras na forma de manchas circu- tograma até a distância ou tempo prescritos.
lares ou bandas de 1 cm de largura sobre a linha Retirar o papel, marcar o percurso do eluente,
traçada com lápis. Se o volume total a ser aplicado secar e visualizar da maneira prescrita na mo-
produzir mancha de diâmetro superior a 1 cm, nografia.
EQUIPAMENTO pela sílanizaçlo ou outros meios (tratamento
com parafinas, por exemplo), e a fase fixa é menos
Colunas cromatográficas são constituídas de
polar do que a fase móvel. Proceder ã coleia e ao
tubos de vidro ou outro material inerte e transpa-
controle de frações conforme a monografia.
rente, e de comprimento e diâmetro variáveis,
Cromatografl8 em coluna por troca iônica -
em cuja parte inferior há estrangulamento e tor·
Utilizar como fase fi'xa resina de troca iônica.
neira para regulagem do fluxo do eluente. Em
Troca de íons consiste em intercâmbio reversível
algumas colunas, a parte inferior apresenta uma
de íons presentes na solução com íons do polí-
placa porosa, cuja finalidade é evitar a saída da
mero resinoso, celulose modificada ou suporte
fase fixa. Na parte superior da coluna poderá
de s11ica-gel. A escolha da resina, forte ou fraca,
haver dilatação de forma esférica destinada a
aniônica ou catiônica, dependerá em grande
conter volume maior de solvente. Os tipos de
parte do pH no qual deverá ocorrer a troca iônica
cromatografia em coluna podem ser: por adsorção,
e da natureza de ânions ou cátions a serem tro-
partição ou troca iônica.
cados. As resinas fortemente ácidas e fortemente
básicas são convenientes para a maioria das
aplicações analíticas. Emprega-se, na prática,
PROCEDIMENTO
grande excesso (200-300%) de resina sobre a
Cromatografl8 em coluna por adlOrçio - quantidade da amostra estequiometricamente
Suspender a fase fixa na fase móvel in trodu- calculada; a capacidade das resinas varia de 2 a
zindo, a seguir, no tubo de vidro, cuja parte 5 milimoles por g (peso seco).
basal foi previamente obturada por chumaço de Tratamento da resina e preparo da coluna -
algodão, de modo a formar coluna de adsorvente Suspender a resina de troca iônica em água e
isenta de bolhas de ar. Deixar sedimentar o adsor- deixar em repouso por 24 horas. Introduzi-Ia em
vente, retirar o excesso de eluente e colocar a coluna adequada e, tratando-se de resina aniônica,
amostra no topo da coluna. Em seguida, adicionar convertê-Ia em básica passando através da coluna
fase móvel e deixá-Ia fluir pela ação da gravidade soluçlo de hidróxido de sódio SR, ã velocidade
ou pela aplicação de pressão positiva no topo da de 3 ml por minuto, até que o eluato forneça
coluna. O eluato é controlado, recolhendo-se reação negativa para cloreto. Passar, em seguida,
frações conforme especificado na monografia e água isenta de dióxido de carbono. Em caso de
examinando-se cada fraçlo por método adequado. resina catiônica, a conversã'o para a forma ácida
Cromatografl8 em coluna por partição - dá·se pela passagem de ácido clorídrico SR através
Utilizar fase líquida imiscível com fase móvel para da coluna, seguida de lavagem com água isenta de
ser adsorvida na superfície de suporte sólido. dióxido de carbono até que o eluato forneça
Desenvolver a cromatografia da mesma maneira reaçlo neutra.
que a cromatografia de adsorçlo. De acordo com Desenvolve-se coluna de troca iônica de maneira
a monografia, saturar a fase móvel com a fase análoga ã descrita para cromatografia de adsorção.
fixa, antes de ser usada para a eluição. Geralmente, Terminada a operaçlo regenera-se a resina lavando-a
o adsorvente e a fase fixa são mais polares do que com hidróxido de sódio SR (colunas aniônicas) ou
a rase móvel. Em alguns casos utiliza·se a croma- com ácido clorídrico SR (colunas catiônicas) e,
tografia de partição de fase reversa, em que o em seguida, com água isenta de dióxido de caro
adsorvente polar se transforma em não polar bono até reação neutra.
EQUIPAMENTO O fator de resolução (R) entre picos medidos
no cromatograma é, no mínimo, 1,0 (exceto se
l! constituído por uma ou mais bombas, sistema
a monografia estabelecer diferentemente). O fator
injetor de amostra, coluna cromatográfica e
de resolução é definido pela expresslo
sistema de detecçlo que permite determinar
presença e concentrações dos componentes da R = 2(DRb - DRa)/(la + lb)
amostra.
em que
O comprimento, o diâmetro interno da coluna,
a temperatura da operaçlo, a composição e a vazio
R = fator de resolução,
do eluente, a natureza da fase estacionária e os
~a e ~b = distâncias medidas ao longo da
meios de detecção slo descritos nas monografias.
linha·base, entre os pontos de
Quando a monografia estabelecer a "eficiência
injeção e a perpendicular ã linha-
mínima da coluna", esta é defmida em termos do
base, traçada dos respectivos máxi·
número de pratos teóricos por metro, pela
mos de dois picos adjacentes,
expressão
Ia e lb = largura dos respectivos picos na
linha base.
5,54 (DR \2
N = -C-x lhJ Os valores de Ia, lb, DRa, DRb devem ser expressos
nas mesmas unidades de medida.

PR.OCEDIMENTO
= número de pratos teóricos por metro,
A preparação das soluções é descrita na mono-
= distância, ao longo da linha-base, entre o grafia. Registrar o cromatograma e repetir a
ponto de injeção da amostra e a perpen- determinação para assegurar·se da reprodutibili-
dicular à linha-base traçada do múimo dade. Determinar as áreas dos picos ou, alternativa-
do pico de interesse, mente, quando a simetria o permitir, a altura dos
= comprimento da coluna em metros, picos produzidos por componentes de interesse. A
= largura do pico de interesse à metade da partir dos valores obtidos, calcular o teor destes
altura, expressa na mesma unidade de componentes em relaçlo a padrões internos ou
medida que DR' externos.
EQUIPAMENTO = largura dos respectivos picos na
Consiste em bloco injetor conectado a coluna linha·base.
de material aproprtado, contendo fase fixa que
recobre suporte sólido, medidor de fluxo para Os valores de Ia, lb, DRa e DRb são expressos nas
gás de arraste, e sistema de detecção que permite mesmas unidades de medida.
determinar presença e concentrações de· compo·
nentes da amostra. A3 especificações do equi·
pamento e as condições de operação são descritas
nas monografias. PROCEDIMENTO
Quando a monografia estabelecer "eficiência O preparo das amostras é descrito na mono-
mínima da coluna", esta é definida em termos do grafia. Determinar o ajuste do aparelho e os
número de pratos teóricos por metro, pela expres- volumes a serem injetados, de modo a produzir
são citada em V.2.l7.4. resposta adequada. Ajustar a vazão do gás de
O fator de resolução (R) entre picos medidos arraste para otimizar a qualidade e a velocidade do
no cromatograma é, no mínimo, 1,0 (exceto se desenvolvimento do cromatograma. Nos casos em
a monografia estabelecer diferentemente). O que se utiliza padrão interno, procede.se à injeção
fator de resolução é defmido pela expressão de amostra para determinar se há presença de picos
R = 2(DRa - DRtJ/(1a + ltJ interferentes com o pico do padrão interno.
Observada a presença de picos interferentes, pro-
ceder à correção das condições de operação.
Injetar os volumes selecionados das soluções
R = fator de resolução, descritas na monografia e registrar os cromato·
DRa e DRb = distâncias, medidas ao longo da gramas resultantes. Repetir a determinação para
linha·base, entre os pontos de assegurar·se de resposta consistente. Determinar as
injeção e a perpendicular à linha· áreas dos picos ou, quando a simetria dos mesmos
base, traçada dos respectivos má· permitir, suas alturas. A partir dos valores obtidos
ximos de dois picos adjacentes, calcular o teor dos componentes em exame.
CROMATOGRAFIAEM CAMADADELGADA Teor de sulfato de cálcio
Os materiais abaixo relacionados slo utilizados Misturar 0,25 g de sílica-gel G, 3 ml de ácido
na preparaçlo de cromatoplacas, de acordo com clorídrico 2 Mel 00 ml de água e agitar vigoro-
o método geral de cromatografia em camada samente por 30 minutos. Filtrar, lavar o resíduo
delgada. Podem ser utilizadas cromatoplacas com água e proceder com a titulação complexo-
prontas, disponíveis comercialmente, desde que métrica de cálcio no ftltrado combinado com águas
correspondam ao teste de verificação do poder de lavagem. Cada ml de edetato diss6dico 0,05 M
de separação ou qualquer outro teste adicional equivale a 7,255 mg de sulfato de cálcio hemi·
especificado na monografia. idratado.

Alcalinidade
CELULOSE
O pH da suspensllo preparada pela agitação de
Pó fino homogêneo, com tamanho médio das 1 g de sílica-gel G com 10 ml de água isenta de
partículas inferior a 30 llJIl e que correspondem dióxido de carbono por cinco minutos é, aproxi-
ao teste de verificação do poder de separação. madamente, 7,0.
Teste de verificação do poder de separação Verificação do poder de separação
Preparar cromatoplacas utilizando suspenslo de Preparar cromatoplaca conforme indicado em
15 g de celulose em 100 ml de água com auxílio de método geral para cromatografia em camada del-
agitador mecânico. Preparar solução a 0,025% gada. Preparar soluçl'o a 0,01% (P/V) de cada um
(P/V) de cada um dos seguintes corantes: preto dos seguintes corantes: azul de indofenol, verme-
brilhante BN, amaranto S, amarelo rápido AB e lho Sudan G e amarelo de dimetila em tolueno.
tropeolina O em mistura de volumes iguais de Aplicar 10 #Ü sobre a cromatoplaca e desenvolver
água e metano!. Apücar 10 #Ü desta solução sobre utilizando tolueno como fase móvel. Deixar o
a cromatoplaca e desenvolver usando como fase solvente subir 10 em. O cromatograma deverá
móvel a mistura de 50 volumes de l-propanol mostrar 3 manchas separadas: a mancha corres-
10 volumes de acetato de etila e 40 volumes pondente ao azul de indofenol junto do ponto
de água. Deixar o solvente subir 10 em. O croma· de aplicação, a mancha correspondente ao amarelo
tograma deverá mostrar quatro manchas distintas de dirnetila, no meio do cromatograma e a mancha
e bem separadas, sendo, pela ordem, uma preta, correspondente ao vermelho Sudan G, entre as
uma vermelha e duas amarelas, contando a partir duas primeiras.
do ponto de apücação.
SaICA·GEL GF 254
CELULOSE F 254 Pó fmo, homogêneo, branco, com tamanho
Pó fmo, homogêneo, com tamanho médio das médio das partículas variando de 10 a 40 #lID,
partículas inferior a 30 Ilfil, contendo indicador contendo cerca de 13%.(pjp) de sulfato de cálcio
fluorescente com intensidade ótima a 254 nm. hemiidratado e indicador fluorescente, com inten-
Corresponde ao teste de verificação do poder de sidade máxima a 254 nm. Corresponde a testes de
separação descrito para celulose. Para o preparo teor de sulfato de cálcio, alcalinidade e verificaça:o
da cromatoplaca utilizar a suspensão de 25g em do poder de separaçfo descritos para sílica-gel G.
100 ml de água. Corresponde ainda a teste de fluorescência.

Fluorescência
CELULOSEG
Preparar cromatoplacas segundo descrito em
Pó fmo, homogêneo, com tamanho médio das método geral para cromatografia em camada
partículas inferior a 30 1lJIl, contendo agente delgada. Preparar soluçl'o de ácido benzóico a
adesivo. Corresponde ao teste de verificaçllo do 0,1% (P/V) em mistura de 9 partes de 2-propanol e
poder de separação descrito para celulose. 1 parte de ácido fórmico anidro. Apücar sobre a
cromatoplaca, separadamente, 2, 4, 6, 8 e 10 #Ü
desta solução e desenvolvero cromatograma usando
SILlCA-GEL G
como eluente mistura de 9 partes de 2-propanol e
Pó fmo homogêneo. O tamanho de partículas 1 parte de ácido fórmico anidro. Após desenvolvi·
varia entre 10 e 40 Ilfil. Contém cerca de 13%(P/p) mento e secagem verificar a mancha escura de
de sulfato de cálcio hemiidratado. Corresponde aos ácido benzóico sobre fundo fluorescente verde
seguintes testes: amarelado, no terço superior do cromatograma.
CELULOSE MICROCRlSTALlNA SfLICA-GEL HF 254
Pó fmo, homogêneo, com tamanho médio das Pó fmo, homogêneo, branco, com tamanho
partículas inferior a 30 1J.rrl.Corresponde ao teste médio de partículas variando entre 10 e 40 1J.rrl,
de verificação do poder de separação descrito para contendo cerca de 1,5% (P/p) de indicador fluo-
celulose. Para o preparo da placa utilizar suspensão rescente com absorção mliximaem 254 orn.
de 15 g em 100 ml de água. Corresponde a testes de verificação do poder
de separação e alca1inidade descritos para sílica·
KlESELGUHR G (Tem de diatoaW:eu G) gel G e a teste para fluorescência descrito para
sílica-gelGF 254.
Pó fino, acinzentado, aparecendo coloração
cinzenta mais pronunciada quando misturado com
S(LICA-GEL SILANlZADA HF 254
ligua. O tamanho médio das partículas varia de
10 a 40 101m.Trata-se de terra de diatomliceas Pó branco, fino e homogêneo. Possui proprie-
natural, extraída com ácido clorídrico e calci- dade de repelir a ligua; quando agitado com água
nada, a qual se adicionaram cerca de 15% de sul- permanece na superfície do líquido. Corresponde
fato de clilcio hemüdratado. Corresponde aos ao teste de verificação do poder de separação.
testes:
Verificaç60 do poder de separaçio
Teste de verificaç60 do poder de separaçSo
Proceder à cromatografia em camada delgada,
Preparar cromatoplacas usando suspensão da utilizando cromatoplacas preparadas da maneira
amostra em solução 0,02 M de acetato de sódio descrita a seguir:
anidro. Preparar solução contendo 0,1% (P/v) de
cada um dos seguintes açúcares: lactose, sacarose, Agitar vigorosarnente, durante 2 minutos, 30 g
frutose, I).glicose e D-galactose em piridina. de sílica-gel silanizada HF 254 com 60 ml de
Aplicar 10 J,Llda solução sobre a cromatoplaca mistura de água e metanol 2: 1. Utilizando dispo-
e desenvolver o cromatograma utilizando como sitivo apropriado, espalhar camada uniforme da
fase móvel a mistura de 65 volumes de acetato de suspensão de aproximadamente 250 lJ.rrl sobre
etila, 23 volumes de 2-propanol e 12 volumes de placas de vidro, medindo 20 por 5 em, cuidado-
ligua. Deixar secar em estufa aliO °c e esfriar. samente limpas e desengorduradas. Deixar secar
Nebulizar a cromatoplaca com cerca de 10 ml da ao ar e, em seguida, aquecer em estufa a 110°C
solução de anisaldeído e aquecer a 110°C por por 30 minutos. Preparar mistura de laurato de
10 minutos. O cromatograma deverá mostrar metila, miristato de metila, pa1mitato de metila
cinco manchas separadas e bem defmidas. e estearato de metila, 0,1 g cada. Adicionar a esta
mistura 40 ml de solução de hidr6xido de potássio
Alcalinidade
a 3,0% (P/v) em etanol a 90%, previamente decan-
O pH de suspensão preparada pela agitação de tada e aquecer por 1 hora em banho-maria" sob
1 g de Kieselguhr G com 10 ml de água isenta de refluxo. Esfriar, adicionar 100 ml de ligua,acidificar
dióxido de carbono por 5 minutos deverlisituar·se a mistura com ácido clorídrico 2 M e extrair com 3
entre 7,0 e 8,0. porções, de 10 ml cada, de clorof6rmio. &WlÍf. os
extratos clorofórmicos, secli-los com sulfato de
ICIESELGUHR H (Tem de diatomáceu H) sódio anidro, filtrar e evaporar até secura. Dissol-
ver o resíduo em 50 ml de clorofórmio.
Pó fmo, acinzentado, aparecendo coloração
Aplicar sobre a cromatoplaca 3 porções de
cinzenta mais pronunciada quando misturado
10 ll1 cada, desenvolver o cromatograma usando
com água. O tamanho médio das partículas varia
como fase móvel mistura de 1,4-dioxana, água e
de 10 a 40 J,Lm. Corresponde ao teste de verifi-
ácido acético glacial (65:25:10). Retirar a croma-
cação do poder de separação descrito para Kiesel-
toplaca da cuba, aquecer a 120°C em estufa
guhr G e a teste de alca1inidade.
por 30 minutos, deixar esfriar e nebulizar com
solução a 3,5% (p/v) de ácido fosfomolíhdico em
Alcalinidade
2-propanol. Aquecer a 150°C em estufa até que
O pH de suspensão preparada pela agitação, as manchas sejam visíveis. Expor a cromatoplaca
por 5 minutos, de I g de Kieselgubr H com 10 ml a vapores de amônia até que o fundo se tome
de água isenta de dióxido de carbono situa-se branco; cada cromatograma mostra 4 manchas
entre 6,4 e 8,0. distintas, bem separadas.

S(LICA~ELH

Pó fmo homogêneo, com tamanho de partí-


culas variando entre 10 e 40 1J.rrl.Corresponde a Óxido de alumínio anidro
teste de verificaçãodo poder de separação descrito Oxido de alumínio neutro ou básico, desidra-
para sílica·gelG. tado e ativado pelo tratamento com calor, oonsis-
tindo em a-A!, 03, Todo o óxido de alumínio Aplicar, sobre a coluna, mistura de 5 ml de soluçlo
neutro deve passar pelo tamis de 150 pm e ser de azobenzeno e 5 ml de solução de metoxiazo-
retido no tamis de 75 pm. benzeno e eluir com mistura de 1 volume de
benzeno e 4 volumes de éter de petróleo 60-80 oCo
O metoxiazobenzeno fonna faixa brilhante ama-
Oxido de alumínio básico
rela, de 3 a 5 cm de profundidade, na parte superior
Grau básico de óxido de alumínio comercial da coluna. Imediatamente abaixo fonna-se faixa
ativado, adequado para cromatografia em coluna. amarela, mais plllida, de aproximadamente 2 em
Corresponde aos testes arrolados a seguir. de largura: corresponde ao azobenzeno.

Alcalinidade - O pH de suspendo a 10% (p/V)


Oxido de alumínio com 7% de água
em llgua isenta de dióxido de carbono e agitada
durante 5 minutos situa·se entre 9,0 e 10,0. Passar óxido de alumínio neutro trüdratado
Atividade - Empacotar, em coluna cromato- através de tarnis de 106 pm e, em seguida, através
grllfica medindo 1 cm de diâmetro e comprimento de tamis de 53pm. Misturar 9 partes de material
adequado, óxido de alumínio blisico em quanti· retido no tamis de 53 pm com I parte do material
dade suficiente para fonnar coluna de 5 cm de que passou através do mesmo tamis. Aquecer a
comprimento. Aplicar, sobre a mesma, mistura de mistura em fomo a 780-820°C por 7 horas,
5 ml de soluçlo de AmtII'elo Sud/m e 5 ml de esfriar, evitando contato com umidade, e transferir
Sud/m Vermelho G e eluir com 20 ml de mistura para recipiente bem vedado. Adicionar 7% de água
de I volume de benzeno e 4 volumes de éter de ao óxido de alumínio anidro assim obtido, vedar
petróleo 6O-80°C. O Sudan Vermelho G fonna o recipiente e misturar bem seu conteúdo, fazendo
faixa de aproximadamente 1 em de profundidade rolar o recipiente vedado. Deixar em repouso por,
na parte de cima da coluna, seguindo-se faixa no mínimo, 12 horas, agitando ocasionalmente.
incolor e, abaixo desta, faixa amarela de Amarelo
Sudan.
Óxido de alumlnio com 4% de Igua

Oxido de alumínio desativado Proceder como descrito para óxido de alumínio


com 7% de água, adicionando apenas 4% de água
Adicionar 1,5 a 2,0% de llgua ao óxido básico à alumina anidra.
de alumínio, misturar bem e deixar em repouso
por uma noite em recipiente bem vedado. O
óxido de alumínio desativado corresponde ao Carmelose
teste que segue: Substância trocadora de cátioos, fracamente
llcida, monofuncional na fonna fibrosa.
- Empacotar em coluna adequada de óxido de
alumínio desativado em quantidade suficiente para Tratamento preliminar - Agitar parte de canne-
fonnar coluna de 20 cm de altura e 1 em de diâ· lose (carboximetilcelulose) com 15 volumes de
metro, usando hexano, como fase móvel. Adicio· hidroxido de sódio 0,5 M e deixar em repouso
nar no topo da coluna soluçllo de 0,25 mg de por 30 minutos. Remover o líquido sobrenadante
calciferol em 10 ml de hexano. Quando o nível e lavar o resíduo com água até que as llguas de
da soluçfo estiver atingindo o do suporte, começar lavagem mostrem pH 8,0. Agitar o resíduo lavado
a eluir com soluçfo a 17,5% «V /V) de éter em com 15 volumes de ácido clorídrico 0,5 M e deixar
hexano. Se necessllrio, ajustar a velocidade de em repouso por 15 minutos. Repetir o tratamento
eluiçlo para I a 2 ml por minuto. Coletar 200 ml com ácido e, fmalmente, lavar com água até que
de eluato: nlo se verifica presença de calciferol. as águas de lavagem mostrem reaçlo praticamente
Coletar 100 ml seguintes do eluato: verificar neutra. Suspender em água contendo 1% (P/V) de
presença de, no mínimo, 95% do calciferol utili· álcool benzílico e estocar até o momento de uso.
zado no teste. Para deterrnínaçllo da solução de
calciferol, seguir prescriçlo da monografia.
Diatomita lavada (auxiliar de filtração)
Pesar 500 g de diatomita ca1cinada (tipo Celite
Oxido de alumlnio neutro
545) e adicionar 2000 ml de ácido clorídrico.
Oxido de alumínio neutro, comercial, adequado Misturar, deixar em repouso por 12 horas, agi.
para a cromatograf18 de coluna. Corresponde ao tando ocasionalmente. Filtrar e lavar o resíduo
seguinte teste: sobre o fl1tro com água até reaçlo neutra ao
tomassol. Lavar com 500 ml de metanol e, em
- Empacotar em coluna cromatográfica, me· seguida, com 1000 ml de mistura de volumes
dindo 1 cm de diâmetro e de comprimento ade- iguais de metanol e éter. Secar o resíduo lavado a
quado, óxido de alumínio neutro em quantidade lOO°C até que 010 se perceba mais odor do
suficiente para fonnar coluna de 5 cm de altura. solvente. Armazenar em recipientes bem vedados.
quado para aquela determinação, assim como o
tamanho de partículas adequado.

Suporte de terra de diatomáceas róseo


Suporte de terra de diatomáceas branco
Trata·se de grânulos róseos, obtidos a partir da
Trata·se de grânulos brancos de sílica consti· diatomita natural, moldada em tijolos, com
tuídos, principalmente, de esqueletos de diato- auxílio da argila, os quais são calcinados e que·
máceas submetidos à calcinação. Encontra·se no brados em seguida. Este suporte é mais denso do
comércio sob várias formas. As mais utilizadas que o suporte de terra de diatomáceas branco e,
são: como o anterior, também existe no comércio
com vários graus de desempenho.
- suporte de dÜltomáceas lavado com ácido.
Trata·se de suporte de diatomáceas lavado Fases estacionárias
com ácido clorídrico para removerimpurezas
Grande variedade de substâncias químicas são
metálicas, reduzir atividade de superfície e
utilizadas como fase estacionária, incluindo
prevenir formação de cauda nos picos.
macrogóis, ésteres de alto peso molecular, arnidas,
- suporte de dÜltomáceos silanizado. Trata-se
hidrocarbonetos, polissiloxanas e seus derivados
de suporte de diatomáceas tratado com
e polímeros poliaromáticos microporosos. A
dimetildiclorossiloxana ou qualquer outro
escolha da fase estacionária adequada para deter-
agente silanizante, para reduzir a atividade
minaçlo cromatográfica deve ser objeto de seleçlo
de superfície e prevenir formação de cauda
criteriosa. As monografias poderão fazer referência
nos picos.
a tipos de fases estacionárias disponíveis comer·
- suporte de diatomácetlS com álcali. Trata-se
cialmente. No entanto, estas referências nlo
de suporte de diatomáceas lavado com
impedem o uso de produto de origem diferente,
solução de hidróxido de potássio para redu-
contanto que apresentem características seme·
zir formação de cauda nos picos de compos-
lhantes.
tos básicos.
Padr6es internos
Encontram-sedisponíveiscomercialmentesupor-
tes de diatomáceas de alto desempenho. Tais Os reagentes utilizados como padrões internos
suportes podem ser adequados para algumas nlo devem conter impurezas que produzam picos
determinações. A monografia estabelecerá, quando capazes de interferir com a determinaçlio descrita
necessário, o grau do suporte considerado ade- na monografia.
A polarografia, método analítico eletroquímico, rograma. Há, contudo, limite para a proporciona.
fundamenta-se na medida da corrente elétrica lidade da elevação tensão-corrente. Enquanto a
resultante da eletr6lise de substâncias eletroativas corrente se eleva (e a redução se processa), ocorre
(reduzíveis ou oxidáveis) sob determinado poten- diminuição progressiva da concentração da espécie
cial de eletrodo e condições controladas. Em eletroativa original junto à superfície do eletrodo.
outras palavras, a técnica implica no registro do Em dado momento - a velocidade da eletrólise
aumento da corrente em eletrodo polarizável sendo constante - tal concentração atinge nível
durante a eletr6lise de substância dissolvida no insuficiente para permitir elevação adicional da
meio eletrolítico em função do aumento da corrente e esta última passa a ser limitada pela
tensão aplicada ao sistema. O gráfico desta evolu- velocidade com a qual a espécie eletroativa conse·
ção da corrente em relação à tensão - o polaro. gue migrar da pemeria da solução eletrolítica
grama - fornece informações quali e quantitativas para a superfície do EMG. Surge o patamar
sobre constituintes eletro·redutíveis ou eletro- observado no polarograma (Fig. 1), sendo a
oxidáveis da amostra. corrente medida - então denominada corrente de
Dentre as variantes de metodologia polarográ. difusão - parâmetro proporcional à concentração
fica, a mais simples é a técnica em corrente contí- de espécie eletroativa na amostra (aspecto quanti-
nua. Requer - a exemplo da potenciometria - o tativo da polarografia). Superado determinado
emprego de dois eletrodos, o de referência (geral- nível de tensão, a corrente volta a se elevar. Esse
mente eletrodo de calomelano saturado, ECS) e aumento é causado pela reação do eletrólito de
o microeletrodo indicador (geralmente eletrodo de suporte. Sua presença, em elevadas concentrações,
mercúrio gotejante, EMG). Em alguns casos impede que as moléculas eletroativas da amostra
emprega·se um terceiro eletrodo, auxiliar. O ECS alcancem o microeletrodo por migração elétrica e
- de elevada área superficial - fornece potencial assegura, por isso, que a corrente limite seja
constante durante o ensaio, enquanto o EMG efetivamente regulada apenas por difusão.
- gotas de mercúrio de dimensões reprodutíveis Ao se empregar microeletrodo de mercúrio
fluindo periodicamente da extremidade de capilar gotejante, a superfície do eletrodo é constante-
ligado ao reservatório do metal - assume o poten-
cial que lhe é conferido pela fonte externa. O
equipamento polarográfico compreende - além
dos eletrodos - a cuba de eletr6lise, fonte de
alimentação variável, dotada de voltímetro e
microamperímetro e registrador gráfico.
De forma simplificada, a técnica consiste na
dissolução da amostra (o método tem sensibilidade
para concentrações de espécie eletroativa na faixa
de 10-2 a 10-4 M) em eletrólito de suporte,
responsável pela manutenção de pequena corrente
residual, mas que se mostra inerte na faixa de
potencial de transformação da amostra. Inicial·
mente, o controle de tensão da fonte (poten·
ciôrnetro de precisão) encontra-se totalmente
fechado. Nestas condições, a tensão fomecida ao
microeletrodo é nula e não haverá indicação de
corrente no microamperímetro. A abertura gradual
do potenciômetro fará com que pequeno potencial
alcance os eletrodos. Sob esta tensão, ainda
reduzida, água e eventuais íons derivados de
impurezas da amostra tendem a adquirir elétrons
no EMG (catodo, neste caso), reduzindo-se e
provocando a indicaçio de pequena passagem de
corrente. Elevaçlo progressiva da tensão aplicada
acentuará o processo de redução e o aumento
quase proporcional da corrente. Atinge-se afinal
o potencial necessário à redução da arnostra, o
que se reflete em elevaçio acentuada da corrente
lida no microamperímetro e registrada nopola·
mente renovada (forma-se gota nova a cada 3-5 número de elétrons necessários à redução
segundos), ocorrendo, daí, variação na corrente ou oxidação de uma molécula ou íon
medida dentro de dado intervalo; a corrente é de substância eletroativa,
mais baixa quando a gota se forma, chegando ao coeficiente de difuslfo, em cm2js,
máximo no instante da queda. O fenômeno = concentração de substância eletroativa,
explica a forma "dente de serra" característica em milimolesjlitro, -
da onda polarográfica.
= massa do fluxo de mercúrio, em mg/s,
tempo de vida da gota, em s.
POLAROGRAMA

A Fig.l ilustra polarograma típico (EMG), A constante 708 - englobando constante


caracterizado por 4 fases distintas. Na fase A natural e o valor do faraday - é estabelecida para
aparece a corrente capacitiva, ie, incorporada à operaçfo a 25°C e é aplicável à polarografia de
corrente farádica, ir, resultante da oxidação ou corrente contínua amostrada, na qual, em vez do
redução de impurez-as do eletr6lito suporte ou da registro contínuo de corrente, efetua-se apenas
amostra. O conjunto destas correntes denomina-se a leitura da corrente ao término da vida da gota
corrente residual, ir (ir = ie + ir). Na fase B do de mercúrio, permitindo obtençãO de polarograma
polarograma ocorre a corrente farádica, ir, devida linear. Entretanto, ao empregar·se instrumentos
à converslo da substância sob ensaio. A eletrode- dotados de amortecedor de "dente de serra" no
composiçlo leva à escassez desta substância junto registrador, considera-se a corrente média dos
pulsos. A corrente de difusão obtida segundo a
ao microeletrodo, verificando-se o patamar (fase C)
onde aparece a corrente limite, i\. Esta compreende equação de Ilkovic passa a ser a média para toda
a soma das correntes residual e de difuslo (i\ = a vida da gota de mercúrio. Neste caso a constante
adquire o valor 607.
= ir + id) em que a corrente de difuslo - propor-
cional à concentração da espécie eletroativa na As variáveis compreendidas na equação de
amostra - tem seu valor determinado pela inversão Illcovic devem ser controladas para que a corrente
daequaçfo de difuslo seja efetivamente proporcional à
concentração de espécie eletroativa na amostra
analisada. Alguns íons e moléculas orgânicas em
solução aquosa modificam seu coeficiente de
Duas outras correntes indesejáveis - a de difusão à razlo de 1 a 2% para cada grau centí-
migração e a de convecçlo - podem incorporar grado aumentado, tomando necessário que a
a corrente limite. A primeira é suprimida pelo célula polarográfica tenha sua temperatura contro-
emprego de eletrólito de suporte inerte na faixa lada com tolerância de ± O.S oCo Os parimetros
de potencial empregada, em concentrações, no m e t, relacionados com dimenslo e velocidade de
mínimo, 100 vezes maiores que as da espécie renovaçlo da gota de mercúrio, dependem da
eletroativa. A corrente de convecçllo, por sua geometria do capilar, sendo a corrente de difuslo
vez, é minimizada pela n[o agitação da solução. proporcional à raiz quadrada da altura da coluna
Finalmente, a fase D do polarograma, no qual de mercúrio. Alturas adequadas - medindo-se da
ocorre reversão da proporcionalidade tensão- extremidade do capilar até o nível de mercúrio
corrente, corresponde à redução de outras espécies no reservatório - situam-se entre 40 e 80 em.
eletroativas, quando presentes, ou, mais freqüen· O diâmetro interno do capilar neste caso é de
temente, à eletrólise do suporte. 0,04 mm para comprimentos entre 6 e 15 cm.
A altura exata do capilar é ajustada para permitir
Equação de IIkovic a formação de uma gota a cada 3-5 segundos,
com circuito aberto e capilar imerso no ele ~róüto
A equaçlo de Illcovic estabelece relações entre
sob ensaio.
variáveis compreendidas na medida polarográfica
Assim. se durante um ensaio em particular
e a corrente de difuslo no EMG:
todos os parâmetros - à exceçlo da concentraçlo
da espécie eletroativa - forem mantidos constan-
tes, a equação de Dkovic pode ser escrita como

id = corrente de difuslo, em pA, medida em que K representa o conjunto de variáveis


imediatamente antes da queda da gota de mantidas constantes.
mercúrio do capilar, Esta relação direta entre corren te de difusio e
708 = constante dependente de diversos parâ- concentração é usualmente adotada mediante a
metros, incluindo a unidade adotada para determinação prévia da corrente de difuslo de
as variáveis, dimensão da gota de mercú- solUção padrlo de referência, de concentração
rio e instante da medida de ici, conhecida. Em seguida. sob condições idênticas,
detennina-se a corrente de difusão da amostra saturar o nitrogênio (para evitar alterações na
e, fmalmente, sua concentraç!o: solução eletrolítica devidas à evaporação) borbu-
lhando-o através de pequeno volume de solução
eletrolítica em recipiente separado.
:e importante manter a cuba eletrolítica parada
e sem vibrações durante o registro polarográfico
em que P e A correspondem, respectivamente, a com o intuito de se evitar a fonnação de correntes
padrão e amostra. de convecção. Em conseqüência, é necessário
Uma vez que polarógrafos, em sua maioria, são retirar o tubo de nitrogênio da soluçio durante o
dotados de registradores automáticos, é mais fácil registro. Soluções alcalinas podem ser desoxige-
determinar graficamente correntes de difusão pela nadas pela adição de bissulfito de s6dio, desde que
medida - com auxl1io de régua - da altura da este não interaja com integrantes da solução
onda polarográfica (ver Fig. 1). Os valores anota- eletrolítica.
dos, em em, podem ser diretamente aplicados à
fórmula, sem necessidade de sua conversão em Máximo polarográfico
unidades de corrente elétrica:
Efetuada a redução da espécie eletroativa
(EMG catodizado), muitas vezes a onda polaro-
gráfica eleva-se acentuadamente antes de cair, de
forma igualmente acentuada, até o valor da cor-
rente limite. O fenômeno é denominado máximo
em que Ap e AA correspondem às alturas das polarográflco e a corrente correspond~nte recebe
ondas polarográficas do padrão e da amostra, o nome de corrente de adsorção (ia)' Traz o
respectivamente. inconveniente de dificultar a medida da onda
polarográfica (corrente de difusão) e suas causas
Potencial de meia-onda - ainda pouco esc1arecidas - compreendem a
A medida da altura da onda polarográfica para adsorção de eletrólito à superfície da gota de
fms de análise quantitativa deve ser efetuada mercúrio. A eliminação do máximo polarográfico
traçando-se linhas retas rentes aos picos das é, contudo, facilmente efetuada mediante adição
oscilações da corrente residual e da corrente . de quantidades diminutas de determinados tensoa-
limite e unindo-se, por meio de terceira reta tivos (supressores de máximo) ao meio eletro-
paralela ao eixo das abcissas, os prolongamentos lítico. Sobressaem, para tal fim, solução de gela-
das duas primeiras. A reta vertical é traçada pas- tina a 0,005% (p/V) e solução de vermelho de
sando pelo ponto de infiexão da onda polarográ. metila a 0,01 % (pjV), entre outras.
fica, correspondendo à metade da distância entre a
corrente residual e a corrente limite (I = 1/2id). Advertência
A projeção desta reta sobre o eixo das ordenadas
Vapores de mercúrio são tóxicos. Ao manusear
fornece o chamado potencial de meia-onda,
o metal, trabalhar em área ventilada e evitar
parâmetro empregado para caracterizar substâncias
derrames que, caso ocorram, devem ser imediata
eletroativas (aspecto qualitativo da polarografia).
e cuidadosamente recolliidos.
O potencial de meia-onda, El/2, é dado em volts
versus ECS (eletrodo de referência), salvo quando
houver especificação diferente, e seu valor como POLAROGRAFIA DE PULSO
parâmetro de identificação decorre de sua inde-
Polarografia de pulso consiste em variante de
pendência da concentração e características do
técnica, superior, pela precisão e sensibilidade, à
EMG. Entretanto, varia em função da composição,
polarografia de corrente contínua no doseamento
pH e temperatura do meio eletrolítico.
e na identificação de elevado número de substãn-
cias em baixas concentrações, incluindo elementos
Remoção de oxig6nio
de traço, metabólitos e, evidentemente, fármacos.
O oxigênio é reduzido no EMG em duas etapas, Sua sensibilidade, cerca de 10 vezes mais elevada
convertendo-se inicialmente em per6xido de que a da polaroKIafia contínua, permite doseamen·
hidrogênio e, em seguida, em água. O fato de tos na faixa de 10-6 M.
tais reações ocorrerem em potenciais mais nega· Em lugar da aplicação linearmente progressiva
tivos que zero volts, versus ECS, podendo assim de potencial e medida contínua da corrente desen·
interferir com a onda 'polarográfica da amostra, volvida, a polarografia de pulso compreende a
toma necessário eliminar o gás dissolvido na aplicação de pulsos de potencial crescente ao
solução previamente à determinação. A melhor EMG, coincidentes com o período fmal de vida
fonna consiste em borbulhar nitrogênio isento de das gotas de mercúrio, cada pulso apresentando
oxigênio através da solução durante um período potencial ligeiramente superior ao anterior. A
de 10 a 15 minutos imediatamente antes do corrente, por sua vez, é amostrada no instante
ensaio, tomando a precauçio de previamente fmal de duração do pulso de potencial, período

F. BIlAS. IV, 1988


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0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2


Potencial p aplicado (volts)

1 Medida da corrente

i /0
Fig. 3 Pico polarográfico obtido na polarografia de pulso
diferencial.

diminuição acelerada da camada de difusão (con-


centraçã"o de espécie eletroativa junto ao eletrodo),
propiciando a obtençio de correntes de difusão
mais elevadas para concentrações equivalentes.
Daí o aumento de sensibilidade inerente à técnica.
Outro aspecto favorável da polarografia de pulso
é a maior facilidade na medida da corrente limite,
isenta de oscilações, ao contrário do que ocorre
na polarografia de corrente contínua.
Na polarografia de pulso diferencial, pulsos
constantes, de pequena amplitude, são sobrepostos
a uma rampa de potencial de tensão linearmente
crescente. A medida da corrente é efetuada duas
vezes a cada pulso - imediátamente antes da
aplicação do pulso e, novamente, em seu instante
fmal - registrando-se apenas a diferença entre os
dois valores medidos (Fig.2). O registro gráfico
deste sistema de medida diferencial fornece curva
semelhante à derivada da onda polarográfica,
mostrando pico característico (Fig. 3). O potencial
do pico polarográfico corresponde a EI/2 - tili/2,
Fig. 2 Medida da corrente em relação ao tempo na em que LiE representa a altura do pico. Graças à
polarografia de corrente contínua (A); na polaropafia
de pullo (B) e na polaropafia de pulso diferencial (e). natureza do polarograma, que apresenta picos em
vez de ondas polarográficas tradicionais, a polaro-
grafia de pulso diferencial propicia resolução
no qual a corrente capacitiva adquire valor prati- mais elevada. a ponto de permitir doseamentos
camente nulo e a corrente residual se compõe simultaneos de espécies eletroativas com potenciais
quase que exclusivamente de corrente farádica. de meia onda próximos entre si, em concentrações
Por outro lado, a técnica de pulsos nA'o provoca da ordem de 10-7 M.
V.2.19. DETERMINAÇÃO DO pH

DETERMINAÇÃO POTENOOMtTRIA DO pH Os aparelhos comercialmente utilizados para a


A determinação potenciométrica do pH é detenninaçlo de pH são instrumentos potencio-
feita pela medida da diferença de potencial entre métricos, providos de amplificadores eletrônicos
dois eletrodos adequados, imersos na solução em de corrente com célula de vidro-calomelano. Estes
exame. Um destes eletrodos é sensível aos íons sã'ocapazes de reproduzir valores correspondentes
hidrogenio e o outro é O eletrodo de referência, de a 0,02 de unidades de pH. A escala de pH é cali·
brada não s6 em rnilivolts. mas também em
potencial constante.
A equação que expressa a medida potenciomé- unidades correspondentes de pH. Dessa fonna, não
trica de uma célula é: há necessidade de se aplicar a equação acima, que
traduz a medida eletrométrica de pH. Uma vez que
pH = pHt + (E - Et)/K, asmedidas de atividadehidrogeniônica são sensíveis
a variações de temperatura, todos os medidores
de pH são equipados com ajuste eletrônico de
temperatura.
E potencial medido quando a célula contém
a solução problema,
Et potencial medido quando a célula contém Soluções·tampão para calibração do
a solução tampão, medidor de pH
pH valor de pH da solução problema, Sã'oempregadas visando à aferição do aparelho,
pHt valor de pH da solução tampão, e pennitindo linearidade nas respostas em relação
K variação do potencial por unidade de às alterações de potencial observadas. As mais
variaçã'o de pH - teoricamente equivale importantes sã'o: tetraoxalato de potássio 0,05 M,
a 0,0591631+ 0,000198 (t-25), em que t biftalato de potássio 0,05 M, fosfato equimolar
corresponde à temperatura na qual 0,05 M, tetraborato de sódio 0.01 M e hidróxido
se opera. de cálcio saturado a 25 oCo

Tampe- Tatraoxalato Siftslato Fosfato Tatraborato Hldr6xido da


ratura da potássio da potássio aqui- de s6dio cillcio saturado
°C O,05M O,05M molar O,01M a25°C

10 1,67 4,00 6,92 9.33 13.00


15 1,67 4,00 6,90 9,28 12,81
20 1,68 4.00 6.88 9,23 12.63
25 1.68 4,01 6,86 9,18 12,45
30 1,68 4,02 6,85 9,14 12,29
35 1.69 4,02 6.84 9,10 12,13
40 1.69 4,04 6,84 9.07 11,98

Tetraborato de s6dio,O,OI M - Dissolver3,80 g


de Na2B407·10H20, em água, para perfazer
Tetraoxalato de potássio, 0,05 M - Dissolver 1000 mI. Evitar absorção de dióxido de carbono.
12,61 g de KH3(C204)2·2H20 em água, para Hidróxido de cálcio, saturado a 25 °c - Agitar
perfazer 1000 mI. excesso de hidróxido de cálcio com águae decantar
Biftalato de potássio, 0,05 M - Dissolver a 2SoC antes de usar. Proteger de modo a evitar
10,12, de KHCIlH404, previamente dessecado absorção de dióxido de carbono.
a 100 C durante 1 hora, em água, para perfazer Tais soluções devem ser recém-preparadaScom
1000mI. água isenta de dióxido de carbono e empregadas
Fosfato equimolar, 0,05 M - Dissolver 3,53 g em prazo de três meses, tomando-se cautela para
de Na2HP04 e 3,39 g de KH2P04, cada qual evitar o crescimento de fungos e bactérias. Aceita·se
dessecado a 120°C durante 2 horas, em água, para o emprego de conservantes desde que nio interfira
perfazer 1000 mI. na medição potenciométrica do pH.
MODO DE OPERAÇÃO amostras, usar água destilada isenta de dióxido
de carbono;
Aferição do aparelho
2. A primeira determinação fornece valor
1. Retirar o béquer contendo solução de KCI variável, havendo necessidade de proceder a
na qual está mergulhado o eletrodo quando o novas leituras. Os valores encontrados posterior-
medidor nlo está em uso; mente não deverão variar mais do que ±O,OS de
2. Lavar o eletrodo com jatos de água desti· unidade em três leituras sucessivas;
lada e enxugá-Iocom papel de filtro; 3. Para determinações que exijam alta precisão,
3. Imergir o eletrodo em soluçio-tamplo de as temperaturas das soluçõcs-tantpio e problema,
referência, verificando-se a temperatura em que dos eletrodos e das águas de lavagem não devem
se vai operar; diferir acima de 2°C entre si. Assim, para que se
4. Ajustar o valor de pH até o valor tabelado, reduzam os efeitos de histerese térmica ou elétrica
mediante o botão de calibração; dos eletrodos, as soluções devem estar à mesma
S. Lavar o eletrodo com várias porções de um temperatura por, no mínimo, 30 minutos antes
segundo tampão de referência, imergir o eletrodo do início da operação;
neste e verificar o valor de pH registrado. Este nlo 4. E importante que, após a utilização do
deve apresentar variações que superem 0,07 aparelho, se conserve o eletrodo em solução
(± 0,07) do valor tabelado para este segundo apropriada, normalmente de KCI.
padrão. Vale dizer que existem determinados
aparelhos que possuem acoplados frascos com DETERMINAÇÃO COLORlMI!TRICA DO pU
detergentes aniônicos, empregados como soluções Baseia-se no emprego de soluções indicadoras
de lavagem entre cada uma das operações de ou de papéis indicadores, que têm a propriedade
determinação ou aferição dos valores de pH. de mudar de coloração conforme a variação do
A água também se presta a esta função; pH. Neste caso trata-se de medida aproximada,
6. Se nio houver precisão nas medidas, veri· indicando, apenas, uma faixa de valores, mais ou
ficar possíveis danos nos eletrodos e trocá·los. menos larga, conforme o indicador empregado.
A determinação é levada a efeito adicionando·se
gotas da solução indicadora à solução em exame
ou umedecendo-se com esta solução papéis indi·
1. Após aferição conveniente, lavar o eletrodo cadores e observando-se a mudança de coloração.
com água (ou soluções próprias) e com várias As cores desenvolvidas pelos indicadores em
porções da solução-problema. Para diluição das diversasfaixas de pH constam do anexo XII.1.
V.2.20. DETERMINAÇÃO DE AGUA

Diversas substâncias fannacopéicas encontram- cação. Três métodos são descritos - volumétrico,
se na fonna hidratada ou contêm água absorvida, destilação azeotrópica e gravimétrico -, sendo
tornando relevante o estabelecimento de teores- recomendada para cada substância a adoção do
limite e sua determinação em ensaio de especifi· método especificado na respectiva monografia.
Baseia-se na reação quantitativa entre água e opção ao preparo do reagente, pode-se recorrer
solução anidra de iodo e di6xido de enxofre a soluções reagentes comerciais.
dissolvidosem piridina e metanol. A amostra pode
tanto ser titulada diretamente (método direto) Padronização do reagente
quanto por retomo (método indireto). No último Colocar quantidade suficiente de metanol no
caso, incorpora-se excesso de reagente à amostra frasco de titulação para cobrir os eletrodos e
e, após aguardar-se o tempo necessário à reação adicionar quantidade suficiente de reagente para
quantitativa, titula-se o excesso de reagente com fornecer a cor característica da viragem ou a
solução padrão de água em metanol. Esta técnica indicação de 100-150 J.LACC no microamperí-
- de uso irrestrito - é especialmente recomendada
metro quando da aplicação de 200 mV entre
para substâncias que liberam lentamente seu
eletrodos.
conteúdo de água.
Na determinação de traços de água (menos de
1%), empregar tartarato de sódio diidratado
(C4H4 Na206• 2H2O). - cujo teor de água após
APARELHO secagem a 150°C durante 3 horas corresponde
Admite-se o emprego de qualquer equipamento a 15,66% - como padrão de referência. Rapida-
que permita a exclusão adequada da umidade mente, juntar 150 a 350 mg de sal, exatamente
atmosférica e a determinação do ponto final da pesados, ao frasco de titulação e titular até o
titulaçfo. ponto de equivalência. O título do reagente, em
Para substâncias incolores, é possível detectar-se mg de água/ml de reagente, é fornecido pela
o ponto de equivalência pela mudança de cor do equação
reagente, de amarelo-canário para âmbar. Viragem
inversa é observada ao se adotar a titulação por em que
retorno. Todavia, é mais freqüente e preciso 18,2 = peso molecular da água,
determinar-se o final da titulação eletrometri· 230,08 = peso molecular do tartarato de sódio
camente. Compreende o uso de dispositivo elétrico diidratado,
capaz de gerar diferença de potencial de 200 mV p = massa, em rng, da tomada de ensaio
entre dois eletrodos de platina (área e distan- de sal,
ciamento da ordem de 5 mm2 e 2,5 em, respecti- V volume, em mI' de reagente consumido
vamente) imersos na solução a titular. Ao ser na titulação.
atingido o ponto de equivalência, ligeiro excesso
Para a determinação precisa de quantidades
de reagente provoca elevação brusca do fluxo de
corrente para 50 a 1SO p.A durante 30 segundos significativasde água (mais de 1%), usar água como
referência. Rapidamente, transferir 25 a 250 mg
a 30 minutos, dependendo da natureza da amostra
de água, exatamente pesados por diferença, para
(o período é menor quando a substância é solúvel
no reagente). o frasco de titulação e titular até o ponto de
equivalência. Calcular o título do reagente, T, em
Reagente de Karl Fischer mg de água/ml de reagente, pela fórmula (P/V),
em que P é a massa·, em mg, da água e V é o
Adicionar 125 g de iodo à mistura de 670 mI volume, em mI, de reagente consumido.
de metanol e 170 ml de piridina e resfriar. Trans-
ferir 100 mI de piridina para proveta de 250 mI Padronização de solução padrio de água
e, mantendo a piridina fria em banho de gelo, (m6todo indireto)
passar corrente de di6xido de enxofre através
do so1vente até que seu volume atinja 200 mI. Preparar soluçfo de água em metanol, diluindo
Juntar, lentamente e sob agitação, esta solução 2 mI de água em quantidade suficiente de metanol
à mistura de iodo fria previamente preparada. para completar 1000 mI. Padronizar esta soluçãO
Misturar até dissolução do iodo e aguardar 24 horas titulando alíquota de 25 mI com reagente previa-
antes de padronizar. Quando recém-preparada, a mente padronizado conforme o procedimento
solução reagente neutraliza cerca de 5 mg de acima. Calcular o conteúdo de água, em mg/ml
água/mI, mas deteriora-se com rapidez. Daí a de solução, pela fórmula
conveniência de sua padronização até uma hora
antes de usar ou diariamente, quando em uso
contínuo. Proteger da luz quando em uso. Arma- em que
zenar o reagente sob refrigeração-emfrasco âmbar, V' = volume, em mI, de reagente consumido,
provido de tampa esmerilhada hermética. Como T = título do reagente, em mg/ml.
PR.OCEDIMENTO entra nos cálculos). Rapidamente, adicionar ao
frasco quantidade exatamente pesada de amostra
Determinar teores de água pelo método direto, tal que contenha 10 a 250 mg de água; misturar
salvo quando houver especificação diversa na e juntar volume exatamente medido de reagente,
monografia. sendo este volume superior ao necessário para a
neutralização da água presente na tomada de
Método direto. Salvo quando a monografia ensaio. Deixar em repouso pelo tempo necessário
especificar de modo diverso, transferir .35 a 40 ml para que a reação se complete e titular o excesso
de metanol para frasco de titulação e titular de reagente com solução-padrão de água, até
com o reagente padronizado até viragem visualou viragem visual ou eletrométrica. Calcular o con-
eletrométrica, com o intuito de eliminar a água teúdo, em mg, de água na tomada de ensaio pela
presente como impureza no metanol (desconsi- fórmula
derar o volume consumido, pois ele não entra nos
cálculos). Rapidamente, adicionar ao frasco
quantidade exatamente pesada de amostra, tal
que contenha 10 a 250 mg de água (ou a quanti- em que
dade especificada na monografia), misturar e T = título do reagente,
titular até viragemvisual ou eletrométrica. Calcular V' = volume, em mI, do reagente adicionado em
o conteúdo de água, em mI, na tomada de ensaio excesso após a incorporação da tomada
pela fórmula (V x T) em que V é o volume, em de ensaio,
mI, de reagente consumido e T é o título do V = volume, em mI, de solução-padrão de água
reagente. necessário à neutralização do excesso de
Método indireto (por retomo). Quando a reagente,
monografia assim o especificar, transferir 3S a R = volume, em mI, de reagente por mI de
40 ml de metanol ao frasco de titulaçlo e titular solução-padrão de água, determinado na
com o reagente padronizado até viragem visual padronizaçlo desta última.
ou eletrométrica, com o intuito de eliminar
a água presente como impureza no metanol Caso a monografia especifique, calcular o teor de
(desconsiderar o volume consumido, pois ele não água em porcentagem.
À semelhança do método volumétrico, o
azeotrópico permite a determinação de água
contida em amostras de natureza múltipla. A água
presente é destilada com tolueno - solvente com
o qual é praticamente imiscível - e separada em
tubo receptor apropriado após resfriamento.
Convém, contudo, empregar tolueno previamente
saturado com água para evitar resultados baixos
devido à dissolução de água residual no solvente
anidro.

APAREIJIO
Empregar o aparelho proposto por Dean e Stark
(Figura). Compreende balão de fundo redondo
A, com 500 ml de capacidade, conectado pelo tubo
cilíndrico D ao tubo receptor B. Este tem capaci-
dade para 5 mI, é graduado com subdivisões de
0,1 mI, assegurando erro de leitura não superior
a 0,05 ml e pode, opcionalmente, ser provido de
torneira. A parte superior do tubo D liga-se -
sempre por meio de juntas esmerilhadas - ao
condensador de refluxo vertical C. Partes do
balão e do tubo D podem ser guarnecidas com Apllelho pan determinaçfo de áaua pelo método azeo-
tecido de amianto para maior isolamento térmico. trópico.
O calor para a destilação deve preferivelmente ser
fornecido por aquecedor elétrico dotado de
controle por reostato ou banho de óleo. dos em uma das extremidades por fusão ) com o
intuito de regularizar a ebulição.
PROCEDIMENTO Aquecer moderadamente o frasco contendo
tolueno e amostra durante 15 minutos e, quando
Limpar o tubo receptor e condensador com o tolueno começar a destilar, regular o aqueci-
mistura sulfocrômica, enxaguar com água e secar mento para que destilem 2 gotas por segundo.
em estufa. Introduzir no balão seco 200 mI de Destilada praticamente toda a água, acelerar a
tolueno e cerca de 2 ml de água e destilar durante velocidade de destilação para 4 gotas por segundo.
2 horas. Resfriar e, após cerca de meia hora, Concluída a destilação da água, verter cerca de
medir o volume de água acumulado no tubo Ia a 15 ml de tolueno pela boca do conden-
graduado. Adicionar ao balão quantidade de sador de refluxo e prosseguir a destilação durante
amostra tal que contenha 2 a 3 ml de. água. 5 minutos adicionais. Remover, então, a fonte de
Apresentando a substância natureza pastosa, calor, aguardar o resfriamento do tubo receptor
embrulhá-Ia em folha de alumínio fazendo pacote à temperatura ambiente e deslocar eventuais
de dimensão apropriada à sua passagem pelo gotículas de água retidas na parede do tubo
gargalo do frasco. Se a substância induzir borbu- receptor com o auxílio de arame de cobre com
lhamento, juntar areia lavada e seca em quantidade extremidade envolta em borracha (latex). Uma
suficiente para cobrir o fundo do frasco (opcio- vez concluída a separação das fases, ler o volume
nalmente, juntar alguns cacos de material cerâmico de água no tubo receptor (descontando o volume
poroso ou tubos capilares de vidro, do tipo empre- inicial) e calcular a porcentagem de água na
gado para determinação de ponto de fusão, veda- tomada de ensaio.
Para substâncias químicas, adotar as especifi· preparadas e ensaiadas conforme as instruções
caçOes da monografia, seguindo o procedimento em V.4.2.3. Para substâncias biológicas, PQr sua
descrito em V.2.9. Drogas vegetais devem ser vez, proceder conforme indicado na monografia.
A solubilidade de substância pura em dado
solvente, à temperatura constante, é parâmetro
característico da substância, podendo, pois, servir
para fms de identificação e avaliação de grau
de pureza. Neste princípio, baseia-se a análise de
solubilidade por fases. O procedimento consiste
na adição de porções crescentes de amostra a
volumes constantes de solvente no qual a substân·
cia analisada mostra apenas ligeira solubilidade,
visando à obtenção de solução saturada desta
substância. Uma vez promovido o equilíbrio do
sistema - por agitação prolongada, sob tempe-
rarora constante - detennina-se o conteúdo total Fig. 2 Diqrama de solubilidade por fases de amoatra
de soluto na solução sobrenadante (geralmente por contendo duas substâncill4.
técnica graVimétrica) e traça-se o diagrama de
solubilidade por fases, plotando a composição nente na amostra. A subtração deste valor da
da soluçio, em mg de soluto por g de solvente unidade fornece o conteúdo do primeiro compo·
(ordenadas), pela composição do sistema. em mg nente na amostra, permitindo o emprego da
de amostra adicionada por g de solvente (abcissas). f6nnula (1·1) 100 para a obtenção do teor.
A Fig. 1 ilust!a diagrama deste tipo. Ao longo A inclinação, I, é obtida pela fórmula (Y 2 - Y di
do segmento AB, a totalidade do sólido dissolve e I(X2-X1), em queYlo Y2 e Xlo X2 correspondem,
é encontrada na solução (inclinação corresponde respectivamente, a projeções de pontos do
à unidade). No ponto B a amostra satura a solução segmento de reta BC sobre a ordenada (compo-
e adições subseqüentes nio acarretam aumento em sição da soluçlro) e a abcissa (composição do
sua concentração. A inclinação do segmento de sistema). A extrapolaçlfo do segmento BC fornece
reta BC é, portanto, nula e a intersecção do o limite de solubilidade, SI, em mg de soluto por g
prolongamento desta reta com o eixo dos Y de solvente, do primeiro componente, enquanto o
fornece o valor da solubilidade da substância. prolongamento da reta do segmento CD até o
eixo dos Y leva à soma das solubilidades dos dois
componentes, SI + S2 .
A ocorrência de desvios pronunciados nos
ig B C
pontos que constituem os segmentos de reta do
,g diagrama indica falta de equilíbrio no sistema,
u-
.E! embora estes também possam ser atribuídos à
.....
Sl
existência de solução sólida ou a desvios do
comportamento teórico. Se necessário, a incli-
'~
'g naçlro I pode ser calculada por aproximação
""E gráfica ou a partir do método estatístico dos
8 mínimos quadrados.
Uma peculiaridade da análise de solubilidade
FiJ. I Diapama de solubilidade por fases de amostra
por fases é nlfo ser técnica aplicável a misturas
constituída por uma só substância. cujos componentes estão presentes na amostra na
proporção de suas solubilidades. Neste caso
Se a amostra for constituída de duas substân- particular, ambos os componentes promovem
cias (uma delas impureza da outra, por exemplo), saturação no mesmo ponto, fornecendo, como
o diagrama assume a forma ilustrada na Fig.2. resultado, diagrama de fases equivalente ao de
O segmento AB apresenta inclinaçio unitária; substância pura.
o ponto B indica saturação da solução com relação
a um dos componentes da amostra (geralmente
ESCOUlA DE SOLVENTE
aquele que está presente em maior proporção);
o segmento BC indica a solubilização do segundo A escollia de solvente para análise de solubili-
componente e o segmento CD a saturação da dade por fases é baseada na solubilidade do com-
solução com este último (inclinação nula). ponente presente em maior proporção na amostra
O valor da inclinação do segmento BC - fase e no método de doseamento adotado para a
em que somente o segundo componente é solubi- determinação da concentração da solução formada.
lizado - corresponde à proporção deste compo· Sendo mais usual a técnica gravimétrica, convém
ao solvente apresentar volatilidade suficiente empregado nos ensaios, está ilustrada na Fig. 3.
para permitir sua evaporaç!o a vácuo, mas insufi- Recipientes de especificaç!o diferente são adrnis-
ciente para dificultar operações de transferência síveis desde que herméticos e apropriados à
e pesagem. Recomendam-se solventes com ponto técnica descrita.
de ebuliçlro entre 60 e 150°C. Em termos de
solubilidade, é conveniente que o sOlvente apresente
capacidade de solubilização de amostra em propor-
ç!o não inferior a 4 mg/g nem superior a 50 mg/g. Composição do sistema
A solubilidade ótima compreende a faixa de Pesar com exatidão um mínimo de 7 ampolas
10a 20mg. de 15 ml rigorosamente limpas. Transferir quanti-
Recomendações adicionais incluem a inércia do dades crescentes exatamente pesadas de amostra
solvente frente aos componentes da amostra para cada ampola, de modo que a primeira con-
(prevendo-se, inclusive, a possibilidade de forma- tenha quantidade apenas ligeiramente menor que
ç!o de solvatos ou sais) e o emprego de solvente a solubilizável em 5 ml de solvente e a última
de pureza e concentração conhecida (traços de contenha ligeiro excesso de amostra. Após transfe-
impurezas afetam intensamente a solubilidade), rir 5,0 ml de solvente para cada ampola, resfriá-Ias
admitindo-se, contudo, o emprego de misturas. em mistura de gelo seco e acetona e selá·las com
maçarico ar/gás, tomando a precaução de guardar
APAREUlAGEM fragmentos de vidro resultantes do processo.
Compreende banho-maria termostatizado, fras- Permitir às ampolas atingir a temperatura
cos e ampolas apropriadas e balança analítica, ambiente e pesá.las, juntamente com seus res-
com precisão de ± 10 J,lg. pectivos fragmentos de vidro. Calcular a compo-
O banho d'água é provido de termostato com siçã'o do sistema, em mg/g, para cada ampola, pela
tolerância de controle de temperatura não superior fórmula: 1000(M2-Md/(M3-M2)' em que M2
a 0,1 °c, especialmente na faixa de 25-30°C, corresponde à massa da ampola contendo amostra;
usual para os ensaios. O banho é equipado com M1 é a massa da ampola yazia e M3 é a massa da
haste horizontal rotativa (25 rpm) provida de ampola contendo amostra, solvente e eventuais
garras fixadoras para as ampolas. Como alterna- fragmentos de vidro.
tiva, pode ser usado vibrador (100 a 120 vibrações/
segundo) igualmente provido de garras fixadoras Equillbrio
de ampolas. O período necessário ao estabelecimento
A ampola - com capacidade para 15 ml -, ao de equilíbrio nos sistemas contidos nas ampolas é
lado do chamado frasco de solubilidade também variável de acordo com a natureza da amostra,
método de agitação (rotação ou vibraçio) e
temperatura. A experiência indica prazo médio de
1 a 7 dias para agitaçio por vibração e 7 a 14 dias
para o processo rotacional. Para confirmar a
promoçio de equilíbrio, aquecer a penúltima
ampola da série a 40 °c com o intuito de obter
supersaturação. O resultado é positivo se o ponto
correspondente a esta ampola for coerente com
os demais no diagrama de fases. Todavia, resul·
tado diverso não significa necessariamente não
ter sido atingido o equilíbrio. Há substâncias
com tendência a permanecer em soluçio supersa-
turada e, sendo este o caso, cabe a execução de
série de análises, variando-se o período de espera
com o fim de assegurar a coerência dos pontos
3mm da curva de solubilidade.

70mm
T
27mm Composição da solução

1 Atingido o equillbrio, colocar as ampolas em

1
~ suporte apropriado para que permaneçam em

óf
posição vertical, com os gargalos acima do nível
m da água do banho termostatizado. Aguardar a
decantação dos sólidos nas ampolas, abri-Ias e
I- 2S mm-j coletar 2,0 ml de cada uma por meio de pipeta
provida de chumaço de algodão ou de outro
Fig. 3 Ampola utüizada na análise de solubilidade por material capaz de atuar como mtro. Remover o
fases. material mtrante da pipeta e transferir o líquido
límpido para frasco de solubilidade (Fig. 3) aumentada em relaçfo à amostra original, pres-
tarado e devidamente identificado, pesando cada tando-se - após evaporaçlo do solvente - à
frasco após a operaçlo. Esfriar os frascos em determinaçlo qualitativa das impurezas, a fase é
banho de gelo seco e acetona e, em seguida, adequada, pela elevada pureza, ao preparo de pa·
evaporar o solvente sob pressão reduzida. Aumen- drões de referência para outros ensaios analíticos.
tar gradativamente a temperatura de evaporaçlo,
tomando a precaução de nlo exceder o limite
compatível com a estabilidade da amostra e PROCEDIMENTO
dessecar o resíduo até peso constante. Calcular
Pesar quantidade apropriada de amostra e
a composição da soluçã'o em cada frasco, em
suspendê-Ia em solvente adequado de modo a
mg/g, pela fórmula 1000 (P3 -P1)!(P2 -P3), em que
- alcançado o equillôrio - dissolver somente
P3 corresponde à massa do frasco contendo o
10% do material. Fechar o frasco e aguardar
resíduo da evaporaçlo; P1 é a massa do frasco
estabelecimento do equilíbrio à temperatura
de solubilidade vazio (tara) e P2 é a massa do
ambiente (em geral, 24 horas são suficientes).
frasco contendo a soluçlo.
Em seguida, recolher a solução sobrenadante
Traçar diagrama de fases com base nos valores
límpida e evaporar, à temperatura ambiente ou
obtidos e determinar a pureza porcentual da
próxima desta, até secúra. Pelo fato de a soluçã'o
amostra em funçã'o da inclinaçlo do segmento
conter as impurezas da amostra original, obtém-se,
de reta.
por este procedimento, material em que a pro-
porçlo de impurezas encontra-se aumentada,
Aplicação da análise de solubilidade por
sendo a relaçã'o de enriquecimento aproximada-
fases na purificação de substâncias
mente igual à razã'o da massa da amostra pela
Enquanto as soluções obtidas no processo massa de sólidos dissolvidos no volume de solvente
analítico descrito contêm essencialmente todas as empregado. Purificar o resíduo nio dissolvido
impurezas presentes na amostra em proporçlo por lavagem e secagem (padrã'o de referência).
E1etroforese consiste em técnica de separação separados 810 identificados por métodos· ade·
quantitativa para componentes de mistura de quados. A sensibilidade, que normalmente permite
várias espécies iônicas. Num campo elétrico detectar microgramas de substâncias, pode ser
unidirecional, cada íon migra isoladamente, aumentada por técnicas imunológicas. Todas
independente dos outros íons, em direção ao as substâncias ionizáveis podem ser analisadas por
pólo de sinal de carga oposto ao seu, conservando eletroforese; para as nfo.polares indica-se a análise
sua estrutura e suas propriedades. A mobilidade cromatográfica.
eletroforética é função da carga elétrica do íon, A eletroforese serve para:
do gradiente de tensfo do campo e da viscosidade.
do meio. a) caracterizar uma substância pela comparação
A separação processa-se em suporte embebido de sua mobilidade com aquela de um padrão;
em líquido tamponado de pH constante ou de b) verificar a pureza de um produto pela
gradiente de pH, que se coloca dentro de cuba ausência de contaminantes iônicos de cargas
adequada. Os suportes recomendados são: papel diferentes e
de filtro, acetato de celulose, gel de ágar ou de c) determinar as concentrações relativas dos
agarose, gel de amido, gel de poliacrilamida, componentes iônicos de uma mistura.
camadas porosas de vidro em pó, areia, amido,
cio reto de polivinila, celulose ou sOica-gel.
A aparelhagem consiste geralmente em cuba A versatilidade da eletroforese permite escolher
fechada dentro da qual se coloca suporte com o técnicas apropriadas para cada caso dentro de
material a analisar entre dois compartimentos grande variedade de condições, conforme se
eletródicos contendo tampão. Este recipiente observa nas tabelas seguintes. O gradiente de
costuma ser retangular, com dimensões de acordo voltagem é indicado em kilovolt por metro -
com o número máximo de análises simultâneas kV/m -, onde o numerador representa a tensão
a executar. Aplicam·se tensões de corrente con- entre os eletrodos e o denominador a distância
tínua de 100 a 300 volts, para íons grandes, e de entre eles. Assim, uma tensão de 200 V, por
1000 a 10.000 volts para íons menores; as corren· exemplo, entre eletrodos distantes de 10 em terá
tes usadas nl'o ultrapassam 20 m/A. A tempera- gradiente de 2 kV/m. O suporte usado nestes
tura deve ser mantida constante, se necessário por exemplos seguintes é o papel de fJ1tro. As mobili-
resfriamento. dades relativas foram calculadas em relação ã
Após a separação eletroforética, os componentes mobilidade de íon mais lento (mobilidade =1).

ramplo pH Mat.ri.1 kV/m Revelador

A 3,6 cátions inorgânicos 6 ácido violúrico


aminas 5 p. dimeti laminobenzalde(do
ácidos orgânicos 8 nitrato de cério amoniacal
nucleot(deos 3 difeni Icarbazida
pept(deos e aminoácid05 5 ninidrina
ester6ides hidrossolúveis 2 dinitrofeni lidrazina
A 3,6 vitaminas hidrossolúveis 4 espec(fico para cada vitamina

B 4,9 fosfatldeos 2 molibdato de amônio

C 9,0 protelnas - 1 negro de amido


pigmentos biliares 8 ácido fosf6rico

O 9,0 ânions inorgânicos 6 quinidina


purinas 3 dif(ll'lílcarbazida
alcal6ides 3 Dragendorff
monossacar(deos 4 oxalato de anilina
polissacarldeos 1 vanilina
corentes hidrossolúveis 5 cores pr6prias
E1etroforese consiste em técnica de separação separados são identificados por métodos· ade-
quantitativa para componentes de mistura de quados. A sensibilidade, que normalmente permite
várias espécies iônicas. Num campo elétrico detectar microgramas de substâncias, pode ser
unidirecional, cada íon migra isoladamente, aumentada por técnicas imunológicas. Todas
independente dos outros íons, em direção ao as substâncias ionizáveis podem ser analisadas por
pólo de sinal de carga oposto ao seu, conservando eletroforese; para as nJo-polares indica-se a análise
sua estrutura e suas propriedades. A mobilidade cromatográfica.
eletroforética é função da carga elétrica do íon, A eletroforese serve para:
do gradiente de tendo do campo e da viscosidade.
do meio. a) caracterizar uma substância pela comparação
A separação processa·se em suporte embebido de sua mobilidade com aquela de um padrão;
em líquido tamponado de pH constante ou de b) verificar a pureza de um produto pela
gradiente de pH, que se coloca dentro de cuba ausência de contaminantes iônicos de cargas
adequada. Os suportes recomendados são: papel diferentes e
de filtro, acetato de celulose, gel de ágar ou de c) determinar as concentrações relativas dos
agarose, gel de amido, gel de poliacrilamida, componentes iônicos de uma mistura.
camadas porosas de vidro em pó, areia, amido,
cIoreto de polivinila, celulose ou sílica-gel.
A aparelhagem consiste geralmente em cuba A versatilidade da eletroforese permite escolher
fechada dentro da qual se coloca suporte com o técnicas apropriadas para cada caso dentro de
material a analisar entre dois compartimentos grande variedade de condições, conforme se
eletródicos contendo tampão. Este recipiente observa nas tabelas seguintes. O gradiente de
costuma ser retangular, com dimensões de acordo voltagem é indicado em kilovolt por metro -
com o número máximo de análises simultâneas kV/m -, onde o numerador representa a tensão
a executar. Aplicam-se tensões de corrente con- entre os eletrodos e o denominador a distância
tínua de 100 a 300 volts, para íons grandes, e de entre eles. Assim, uma tensão de 200 V, por
1000 a 10.000 volts para íons menores; as corren· exemplo, entre eletrodos distantes de 10 em terá
tes usadas nJo ultrapassam 20 m/A. A tempera- gradiente de 2 kV/m. O suporte usado nestes
tura deve ser mantida constante, se necessário por exemplos seguintes é o papel de mtro. As mobili-
resfriamento. dades relativas foram calculadas em relação ã
Após a separaçãoeletroforética, os componentes mobilidade de íon mais lento (mobilidade = 1).

Tamplo pH Matarial kV!m R8velador

A 3,6 cátions inorgânicos 6 ãcido violúrico


aminas 5 p. dimeti laminobenzalde(do
ácidos orgânicos 8 nitrato de cério amoniacal
nucleotfdeos 3 difenilcarbazida
peptldeos e aminoácidos 5 ninidrina
ester6ides hidrossolúveis 2 dinitrofenilidrazina
A 3,6 vitaminas hidrossolúveis 4 espec(fico para cada vitamina

B 4,9 fosfat (deos 2 molibdato de amônio

C 9,0 prote(nas - 1 negro de amido


pigmentos biliares 8 ácido fosf6rico

O 9,0 ânions inorgânicos 6 quinidina


purinas 3 difenilcarbazida
alcal6ides 3 Dregendorff
monossacar(deos 4 oxalato de anilina
polissacar(deos 1 vanilina
corantes hidrossolúveis 5 cores próprias
Templo A 8 C O

pH 3,6 4,9 9,0 9,0


plridina (mil 10 100 - -
écldo atiço glacial (mil 100 100 - -
acet8to de IÓdlo anidro (g) - 4,1 - -
barato de I6dlo (g) - - - 6,4
berblt8ll6dico (li) - - 8,24 -
mat8nol (mil q.s.p. - 1.000 - -
6gua destilada (mil q.s.p 1.000 - 1.000 1.000

Tabela 3 - Cátions inOqâniCOl TampioA

MobilídilcMs re/ativ.

As··· 1 Pb++ 11 Cd·· 28 Zn·· 43 Mn·· 55


Ag· 5 Cu·· 19 Pd·+ 36 Ni++ 45 Mg++ 57
Fa+++ 10 Ca·+ 23 AI++· 39 eo++ 54 Fe++ 62

Tabela 4 - Aminu Tampão A

gUeina 1,0 gramina 6,8 fanetilamina 10,2 etilamina 18,0


mescalina 6,0 ornitina 7,0 histamina 14,5 dimatilamina 20,2
arginina 6,2 tiramina 7,2 propilamina 15,2 metilamlna 23,0
histidina 6,5 afeclrlna 8,0 cadaverina 16,0 amônia 25,0
lisina 6,5 ereatina 9,2 putrescina 16,8

Tabela S - Ácidos oqânicos TampfoA

6- aminolevulinato 1,0 oxalato 10,6 levulinato 15,5


hidroxlbutirato 7,8 lactato 12,9 maleato 19,0
glut8rato 8,2 malato 14,7 eitrato 20,0
stlccinato 9,4 galaetu ronato 14,7 tartarato 21,7

Tabela 6 Nuc1eotídeos Tampão A

éeldo eitld(fjeo (C) 1,0 AA 4,4 AU 7,1 ACC 3,4 ACU 7,1
écido aden(fjeo (A) 2,9 GC 5,3 GG 9,1 AAC 4,7 AAG 8,1
écido guanmeo (G) 5,9 CU 5,6 GU 9,4 GCC 5,5 AGG 10,2
écido uridflieo lU) 6,2 AG 6,8 UU 9,6 ACG 6,8 AUU 10,7

écido aspértieo 1,0 prolina 5,1 .rina 5,7 alanina 6,6


écido glutlmiço 2,8 metionina 5,3 eitrulina 5,7 glfeina 7,0
taurina 4,1 glutamina 5,3 leueina 5,9 arginina 17,6
hidroxiprolina 4,6 tirosina 5,5 ilOleuelna 5,9 histidina 18,0
eistina 4,8 fenilalanina 5,5 treonina 5,9 Iisina 18,0
asparagina 5,0 triptofano 5,7 valina 6,2 ornitina 18,1
histamlna 20,8

estron. delOxicortona
testosteron. androsterona
metiltestolterona progesterona
fo.fato de piridoxa. ácido nicodnico 9,8
difo.fato de tiamina monofOlfato de tiamina 10,3
6c:ido 8ICÓrbico nicotinamida 19,9
fosfato de piridoxamina piridoxina 22,6
riboflavina tiamina 23,7

TampioC

gam81llobulina 1,0 2-alfa-globulina 2,2


beta-globulina 1,7 1-a'f81llobulina 2,7

perlodato 1,0 ortofOlfato 5,4 IUlfito 6,4 iodeto 7,4


borato 3,0 metavanadato 6,5 ferricianeto 6,6 brometo 7,6
telurato 3,5 molibdato 5,6 cloreto 6,9 nitrito 7,6
telurito 4,4 tiocianato 6,8 IUlfato 7,1 nitrato 7,6
iodato 4,6 fluoreto 6,1 persulfato 7,3 terrocianeto 7,7
matafosfato 6,1 brorn&to 6,1 c1oreto 7,3 tiossulfato 7,8

papaverina 1,0 cinchonina 4,4 nicotina 6,7


colchiclna 1,6 p1locarpina 4,7 coce(na 6,7
ioimbina 2,9 haro(na 4,8 mescalil'la 8,1
8Itricnina 2,9 morfina 5,0 homatropina 8,1
brucina 3,6 escopolamina 5,4 atropina 8,2
quinina 4,0 tubocurarina 5,6 efadrina 9,3

Tabela 13 - Sacarídeos TamploD

sacarOl8 1,0 O-ribose 4,7 O-galactOl8 5,8


maltOl8 1,9 O-sorbitol 5,2 L-lOrb0S8 6,1
lactose 2,3 O-frutOl8 5,6 D-glicose 6,2
glicarol 3,1 L- arabinOl8 5,7 D·xIlOl8 6,3
O-manose 4,3 D-manitol 5,7
Acido vlolfJrico
Cont6m l,75g de ácido violúrico IC4H3N304 • H:zOI em água a 100,0 ml.

p- Dimerilaminobenzaldefdo
Cont6m l,Og de p·dimetilaminoblnzalde(do IC9HuNOl em 90,0 ml de acatona e 10,0 ml de ácido
clorldrico.

Nitrato de c8rio •• moni.ca'


Cont6m 2,Og de nitrato de c6rio-amoniacal {NH41:zCeIN0316 em ácido n(trico 1 Ma 100,0 mio

Difenilcarbllzidll
Borrifar com soluçlo 0,2 9 por cento IplVl de sulfato cúprico ICuS04 • 5H:zOI e secar a 100 oCo
Expor durante 5 minutos a vapores de amon(aco • tratar em seguide com solução 0,1 9 por cento
IplVl de difanilcarbazida em etanol.

Ninidrina
Dissolver 0.4 9 de ninidrina e 0,2 9 de cloreto cobaltOlo {CoCI:z·6 H:zOI em isopropanol a 100,0 ml.

Dinitrofenilidrtlz/na
Misturar 0,3 9 de 2.4-dinitrofanilldrazlna. 0,3 ml de ácido clor(drico em matanol a 100,0 ml.

Mol/bdato de amtmio
Dissolver 0,685 9 de molibdato de s6dio {Na:zMo04· 2H:zOI e 0,040 9 de sulfato de hidrazina em
10 ml de água. Juntar 10 ml de 6cido sulfúrico. completar com água a 100,0 ml.

Negro de amido
Dissolver 0,5 9 de negro de amido {C22H14N,09S2Na21 em 48 ml de matanol. Juntar 5 ml de ácido
ac6tico glacial. completar com água al00 ml.

Ac/do fo,fórico
Ácido ortofOlf6rlco a 15,0 por cento {VIVI.

Qu/nid/na
Dissolver 0,3 9 de quinidinaIC20H:Z4N:zO:zI.m clorof6rmio a 100,0 ml.

Drtlf/tlndorlf
Dissolver 1,7 9 de nitrato básico de bismuto e 20 g de ácido tartárico em 80 ml de água. Antes do uso,
misturar 4 ml desta soluçlo com 2 mf de soluçlo de lodeto de potássio a 4,0 por cento lp/Vl. Juntar
12 9 de ácido tartérico. 60 ml de água.

Oxa/ato de anil/na
Dissolver 1,3 9 de 6cido oxálico {C:zH:zO•• 2 H:zOI e 0,9 ml de anilina em água a 100,0 ml.

Vanil/na
Misturar antes do uso a soluçlo etan61ica de vanilina {CsHa031 a 1,0 por cento lp/Vl com volume
igual de ácido percl6rico a 3,0 por cento {p/VI.
V.3. MÉTODOS QUíMICOS

V.3.1. REAÇOES DE IDENTIFICAÇÃO

Os métodos clássicos de identificação de Alcal6ide


funções ou detenninados grupos químicos pre· Dissolver alguns miligramas da amostra em
sentes em fármacos consistem em reações gue 5 ml de água, juntar ácido clorídrico SR até
resultam em formação de precipitado, produto acidificar a solução e, em seguida, verter 1 ml de
colorido, desprendimento de gás, descoramento do iodobismutato de potássio SR; forma·se imedia·
reagente usado ou outro fenômeno qualquer facil-
tamente precipitado alaranjado ou vermelho-
mente perceptível. Estes ensaios não são aplicáveis alaranjado.
a misturas de fármacos.

1) Juntar a amostra a hidróxido de amônio


1) Aquecer a amostra com quantidade igual de 6M; forma·se precipitado branco gelatinoso,
ácido oxálico; desprendem-se vapores ácidos
insolúvel em excesso do mesmo reagente.
com odor característico de ácido acético.
2) Adicionar a amostra a hidróxido de s6dio
2) Aquecer a amostra com ácido sulfúrico SR M ou sulfeto de s6dio SR; forma·se precipitado
e etanol; desprende-se acetato de etila, de odor branco gelatinoso, solúvel em excesso do mesmo
característico.
reagente.
3) Tratar soluçlo neutra da amostra com 3) À solução da amostra juntar hidr6xido de
cloreto férrico SR; produz-se cor 'vermelho- amônio 5 M até que se forme turvação. Adi·
escura, que desaparece pela adição de ácidos cionar, em seguida, 3 a 4 gotas da solução recém-
minerais. preparada de quinalizarina 0,05% em hidróxido
4) Dissolver a amostra em água, adicionar de sódio 1%. Aquecer até ebulição, resfriar e
5 gotas de nitrato de lantânio SR, 2 gotas de acidificar com excesso de ácido acético 5 M;
iodo 0,1 Mel gota de hidróxido de amônio SR. produz.se cor violeta·avermelhado.
Aquecer cuidadosamente até ebuliçlo. Após
alguns minutos forma-se precipitado azul ou Amina aromática primária
aparece coloração azul intensa.
Acidificar a solução da amostra com ácido
Acetila clorídrico 2 M e juntar 4 gotas de nitrito de s6dio
SR. Após 1 a 2 minutos, acrescentar 1 ml de
Colocar a amostra em tubo de ensaio e juntar beta·naftol SR; aparece cor alaranjada intensa
3 gotas de ácido fosfórico SR. Fechar o tubo com ou vermelha, formando·se geralmente precipitado.
tampa atravessada por outro tubo de ensaio menor
cheio de água e em cujo exterior se depositou uma AmÔnia e amina alifática volátil
gota de nitrato de lantânio SR. Aquecer o con-
junto em banho-maria durante cinco minutos (cer. Dissolver a amostra em tubo de ensaio, acres-
tas substâncias acetiladas se hidrolisam com dificul- centar óxido de magnésio e aquecer se necessário;
dade; neste caso a mistura deve ser aquecida desprendem-se paulatinamente vapores alcalinos,
lentamente, até ebulição, sobre chama direta). que escurecem o papel de prata-manganês colo·
Transferir a gota de nitrato de lantânio SR a uma cado na parte superior do tubo.
cápsula de porcelana e misturar com uma gota de
iodo SR. Colocar na borda da mistura uma gota AmtJnio, íon
de hidróxido de amônio 2 M. Na zona de contato Juntar à amostra excesso de hidróxido de s6dio
dos dois líquidos aparece lentamente cor azul que M a frio; ocorre desprendimento de amônia,
persiste por pouco tempo. de odor característico, e que muda para azul a
cor vermellia do papel de tomasso1. A decompo- Bicarbonato
sição é acelerada pelo aquecimento.
1) Tratar a amostra com ácido mineral; produz-
se efervescência com desprendimento de gás
incolor que, ao reagir com solução de hidróxido
1) Tratar a solução da amostra, fortemente de cálcio SR, forma imediatamente precipitado
acidificada por ácido clorídrico (no máximo branco.
2 M), com sulfeto de hidrogênio SR; forma-se 2) A uma solução fria da amostra juntar fenol-
precipitado alaranjado de su1feto de antimônio, ftaleína SI; a solução permanece inalterada ou
insolúvel em hidróxido de amônio 6 M, Irias fica apenas levemente colorida.
solúvel em sulfeto de amônio SR, hidróxido de
sódio 2 M e ácido clorídrico concentrado. Bismuto, (on

2) Dissolver a amostra em solução de tartarato Dissolver a amostra em ligeiro excesso de ácidos


de sódio e potássio SR; após resfriamento, juntar, nítrico ou clorídrico e diluir com água; forma-se
gota a gota, sulfeto de sódio SR; forma-se preci. precipitado branco que, tratado com sulfeto de
pitado vermellio-alaranjado solúvel em hidróxido hidro~nio, passa a marrom; o composto resul-
de sódio 2M. tante é solúvel em mistura quente de partes
iguais de ácido nítrico e água, mas insolúvel
em su1fetode amônio SR.

Bissu/fito
1) A uma SOlUÇãO amoniacal da amostra adio
cionar sulfeto de sódio SR e acidificar com ácido Tratar a amostra com ácido clorídrico 3 M;
clorídrico diluído; forma·se precipitado amarelo, desprende-se dióxido de enxofre, reconhecido
insolúvel em ácido clorídrico, mas solúvel em por seu odor pungente característico e por escu-
soluções alcalinas. recer papel de fJ1tro umedecido com nitrato
2) Aquecer 5 ml da solução da amostra forte- de meICÚrio(I)SR.
mente clorídrica em banho-maria com volume
igual de h~pofosfito de sódio SR; forma·se preci-
pitado de cor marrom a preta. Caso se tratar de
A(V), a redução é mais lenta; o acréscimo de 1) A uma solução da amostra acidulada com
iodeto de potássio SR exercerá efeito cata1ítico. ácido clorídrico, juntar algumas gotas de solução
de iodo 0,1 % (p/V) e de solução de álcool polivi·
m1ico 2% (p/V); produz-se cor verde intensa.
Barbitúrico sem substituinte no nitrogênio
A reação é alterada por agentes de oxidação
A uma solução metanólica da amostra juntar ou redução.
algumas gotas de solução contendo nitrato de 2) Tratar a amostra com ácido sulfúrico,
cobalto SR e cioreto de cálcio SR, misturar e acres- acrescentar metanol e levar a mistura à ignição;
centar, com agitação, algumas gotas de hidr6xido ela queima com chama de bordos verdes.
de sódio 2 M; forma-se precipitado azul-violeta.

1) À solução da amostra acidificada com ácido


1) Tratar solução da amostra com ácido sulfú- sulfúrico SR, juntar água de cloro SR; desprende·
rico M; forma-se precipitado branco, insolúvel se bromo, que confere cor parda ã solução; agi-
nos ácidos clorídrico e nítrico. tando-se esta com clorofórmio, o solvente adquire
2) Colocar a amostra na zona redutora de cor variando de vermellio a marrom·avermelhado e
chama; esta adquire cor verde-amarela, que se a camada aquosa permanece incolor.
apresenta azul quando vista através de vidro verde. 2) Tratar a solução da amostra com ácido
nítrico SR e nitrato de prata SR; forma-se preci-
pitado caseoso branco levemente amarelado,
insolúvel em ácido nítrico e pouco solúvel em
hidIÓxido de amônio 6 M.
1) Tratar solução neutra da amostra com
cIoreto férrico SR; forma-se precipitado amarelo
escuro, solúvelem éter etílico.
2) Acidular solução moderadamente concen- 1) Umedecer a amostra com ácido clorídrico
trada da amostra com ácido sulfúrico M; forma- e levá-Ia ã zona redutora da chama; aparece cor
se precipitado de ácido benzóico, facilmente vermellio-alaranjadatransitória.
solúvelem éter etílico. 2) Dissolver a amostra, juntar 2 gotas de
vermelho de metila SI, neutralizar com hidróxido esverdeado (para este ensaio usar quantidade
de amônio 6 M, acrescentar ácido clorídrico pequena de clorato, devendo-se tomar cuidado
3 M, gota a gota, até acidular a solução e verter extremo ao executá-lo, pois o gás que se forma
oxalato de amônio SR; forma-se precipitado decompõe-se de modo explosivo acima de 45 De
branco de oxalato de cálcio, insolúvel em ácido - utilizar capela).
acético 6 M, mas solúvel em ácido clorídrico
SR.

1) Tratar solução da amostra, acidificada com


ácido nítrico, com nitrato de prata SR; forma-
1) Tratar a amostra com ácido mineral; produz- se precipitado branco caseoso, insolúvel em ácido
se efervescência, com desprendimento de gás nítrico, mas solúvel em ligeiro excesso de hidr6-
incolor que.~ ao reagir com hidróxido de cálcio xido de amônio 6 M
SR, forma imediatamente precipitado branco.
2) Misturar a amostra seca com igual peso de
2) A uma solução fria da amostra solúvel dióxido de manganês, umedecer com ácido sul-
juntar fenolftaleína SI; aparece cor vermelha. fúrico SR e aquecer brandamente; desprende-se
cloro, identificado pelo odor e pela produção de
cor azul em papel de amido iodetado umedecido.

1) Tratar solução da amostra com ácido sulfú-


rico M; forma-se precipitado branco, insolúvel
em ácido clorídrico 3 M ou ácido nítrico 2 M, mas
1) Tratar a solução da amostra com ferrocianeto
solúvel em hidróxido de s6dio M aquecido, em
de potássio SR; forma-se precipitado marrom-
acetato de amônio SR e em excesso de ácido
avermelhado, insolúvel em ácidos diluídos, mas
sulfúrico M.
solúvel em hidr6xido de amônio.
2) Tratar solução da amostra, isenta de ácidos
2) Tratar soluçlo da amostra com ácido clorí-
minerais, com eromato de potássio SR; forma-se
drico e limalhas de ferro metálico; deposita-se
precipitado amarelo, insolúvel em ácido acético
película vermelha de cobre metálico.
6 M, mas solúvel em hidr6xido de s6dio M e
em ácido nítrico, a quente. 3) Tratar soluçlo da amostra com excesso de
hidr6xido de amônio 6 M; forma-se primeiro
Cíaneto precipitado azulado e, em seguida, solução forte-
mente azulada.
Tratar solução da amostra com sulfato ferroso
SR, hidróxido de s6dio SR e c1oreto férrico SR,
aquecer até ebulição e acidular com ácido clorí-
[ster
drico; produz-se coloração ou precipitado azul. Juntar à amostra solução metanólica de clori·
Se a quantidade de cianeto presente for pequena, drato de lúdroxilamina SR e solução de hidr6xido
forma-se solução coloidal de coloração azul- de potássio a 10% (PN) em álcool, aquecer até
esverdeada. ebulição, resfriar, acidular com ácido clorídrico
SR e juntar soluçlIo de cloreto férrico SI; produz-
Cítrato se cor vermelho-azulada ou vermelha.
A 15 ml de piridina adicionar alguns miligramas
da amostra dissolvida ou suspensa em 1 m1 de Ferro
água, agitar, juntar 5 m1 de anidrido acético à mis- Tratar a amostra com sulfeto de amônio SR;
tura, agitar novamente; aparece cor vermelha clara. forma-se precipitado preto, que se dissolve em
ácido clorídrico 3 M, com desprendimento de
gás sulfídrico, earactçrizado pelo papel acetato
de chumbo.
1) Tratar soluçlIo da amostra com nitrato de
prata SR em meio de ácido nítrico SR; não se
forma precipitado. Verter ácido sulfuroso ou
solução recente de nitrito de s6dio SR a esta 1) Tratar solução ácida da amostra com ferro-
mistura; forma-se precipitado branco, insolúvel cianeto de potássio SR; forma-se precipitado azul
em ácido nítrico SR, mas solúvel em hidr6xido escuro, que nllo dissolve por adição de ácido
de amônio 6 M. clorídrico SR, mas é decomposto por hidr6xido
2) Submeter a amostra à ignição; forma-se des6dio 2M
cIo reto, identificado por ensaios apropriados. 2) Tratar a amostra com tiocianato de amônio
3) Tratar a amostra seca com ácido sulfúrico; SR; produz-se cor vermelha intensa que não desa-
ocorre crepitaçlo desprendendo-se gás amarelo parece com adição de ácidos minerais diluídos,
mas pode ser extraída com éter etI1ico, passando SR, com carbonato de sódio SR; forma-se, por
a coloração vermelha para a camada et6rea. aquecimento, precipitado branco, solúvel em
cloreto de amônio SR.
2) Umedecer a amostra com ácido clorídrico e
aquecer na zona redutora da chama; esta adquire
cor vermelha intensa.
1) Tratar solução da amostra com ferricianeto
de potássio SR; forma-se precipitado azul escuro,
insolúvel em ácido clorídrico 3 M, mas decom-
posto por hidr6xido de s6dio M.
2) Tratar solução da amostra com hidróxido de 1) Tratar soluçio da amostra com hidr6xido de
sódio M; forma·se precipitado branco-esverdeado, sódio SR; forma-se precipitado branco, que se
que passa rapidamente a verde e, em seguida, dissolve com a adição de cloreto de amônio SR.
quando agitado, a marrom. 2) Tratar solução da amostra, na presença de
cIo reto de amônio SR, com carbonato de amônio
SR; nio se forma precipitado mas, ao se adicionar
fosfato de sódio SR, forma·se precipitado crista-
lino branco, insolúvel em hidróxido de amônio
1) Tratar solução neutra da amostra com
6M.
nitrato de prata SR; forma-se precipitado amarelo,
solúvel em ácido nítrico 2 M ou hidr6xido de
amônio 6M.
2) Tratar solução nítrica da amostra com
molibdato de amônio SR; forma·se precipitado 1) Tratar soluçilo da amostra com sulfeto de
amarelo, solúvel em hidróxido de amônio 6M; hidrogênio SR; forma-se precipitado preto, inso-
a reação é acelerada pelo calor. lúvel em sulfeto de amônio SR e em ácido nítrico
2 M fervente.
2) Aplicar solução da amostra, sem excesso
de ácido nítrico, em lâmina de cobre brilhante;
forma-se depósito que, ao ser polido, se toma
1) Aquecer soluçio da amostra, acidulada por brilhante e prateado.
ácido sulfúrico SR, corri sulfato cúprico SR;
forma·se precipitado vermelho.
2) Tratar solução da amostra com cloreto
mercúrico SR; forma·se precipitado branco, que se
1) Tratar solução da amostra com hidr6xido
toma cinzento na presença de excesso de hipo-
de sódio M; forma-se precipitado amarelo.
fosfito.
2) Tratar solução neutra da amostra com
iodeto de potássio SR; forma-se precipitado
escarlate, muito solúvel em excesso de reagente.

1) Tratar soluçio da amostra com água de


cloro SR, gota a gota; desprende·se iodo, que muda
a cor da solução de amarela para vermelha; agi-
tando·se esta solução com clorofórmio, este 1) Tratar a amostra com hidróxido de sódio
adquire cor violeta. M; o sal decompõe-se, dando cor preta.
2) Tratar soluçilo da amostra acidificada com 2) Tratar soluçio da amostra com ácido clorí-
ácido nítrico SR, com nitrato de prata SR; forma· drico SRj forma-se precipitado branco, que escu-
se precipitado amarelo caseoso, insolúvel em rece ao ser tratado com hidróxído de amônio 6 M.
ácido nítrico SR e hidróxido de amônio 6 M. 3) Tratar soluçio da amostra com iodeto de
potássio SR; forma-se precipitado amarelo que,
com o tempo, pode passar a verde.
Lactata
Tratar soluçio da amostra, acidulada por ácido
sulfúrico SR, com permanganato de potássio SR
e aquecer a mistura; desprende.se acetaldeído, I) Aquecer a amostra com ácido sulfúrico e
identificado pelo odor característico. cobre metálico; desprendem.se vapores vermelho-
pardos (realizar em capela).
2) Tratar soluçio da amostra com igual volume
de ácido sulfúrico, esfriar a mistura e juntar
1) Tratar a solução da amostra moderadamente 0,5 ml de solução de sulfato ferroso 0,5 M; na
concentrada e alcalinizada por hidróxido de sódio interface produz-se cor parda a roxa.
mas pode ser extraída com éter ett1ico, passando SR, com carbonato de sódio SR; forma-se, por
a coloraçlo vermelha para a camada et6rea. aquecimento, precipitado branco, solúvel em
cloreto de amônio SR.
2) Umedecer a amostra com ácido clorídrico e
aquecer na zona redutora da chama; esta adquire
cor vermelha intensa.
1) Tratar solução da amostra com ferricianeto
de potássio SR; forma-se precipitado azul escuro,
insolúvel em ácido clorídrico 3 M, mas decom-
posto por hidr6xido de s6dio M.
2) Tratar solução da amostra com hidr6xido de 1) Tratar solução da amostra cOm hidr6xido de
s6dio M; forma-se precipitado branco-esverdeado, s6dio SR; forma-se precipitado branco, que se
que passa rapidamente a verde e, em seguida, dissolve com a adição de cloreto de amônio SR.
quando agitado, a marrom. 2) Tratar solução da amostra, na presença de
cloreto de amônio SR, com carbonato de amônio
SR; não se forma precipitado mas, ao se adicionar
fosfato de sódio SR, forma·se precipitado crista·
lino branco, insolúvel em hidróxido de amônio
I) Tratar soluçio neutra da amostra com 6M.
nitrato de prata SR; forma-se precipitado amarelo,
solúvel em ácido nítrico 2 M ou hidr6xido de
amônio 6M.
2) Tratar solução nítrica da amostra com
molibdato de amônio SR; forma·se precipitado 1) Tratar solução da amostra com sulfeto de
amarelo, solúvel em hidr6xido de amônio 6M; hidrogênio SR; forma-se precipitado preto, inso·
a reação é acelerada pelo calor. lúvel em sulfeto de amônio SR e em ácido nítrico
2 M fervente.
2) Aplicar solução da amostra, sem excesso
de ácido nítrico, em lâmina de cobre brilhante;
forma-se dep6sito que, ao ser polido, se toma
I) Aquecer solução da amostra, acidulada por brilhante e prateado.
ácido sulfúrico SR, com sulfato cúprico SR;
forma-se precipitado vermelho.
2) Tratar solução da amostra com cloreto
mercúrico SR; forma·se precipitado branco, que se
1) Tratar solução da amostra com hidr6xido
toma cinzento na presença de excesso de hipo-
de s6dio M; forma-se precipitado amarelo.
fosfito.
2) Tratar solução neutra da amostra com
iodeto de potássio SR; forma-se precipitado
escarlate, muito solúvel em excesso de reagente.

1) Tratar solução da amostra com água de


cloro SR, gota a gota; desprende·se iodo, que muda
a cor da solução de amarela para vermelha; agi-
tando·se esta solução com clorof6rmio, este I) Tratar a amostra com hidr6xido de s6dio
adquire cor violeta. M; o sal decompõe-se, dando cor preta.
2) Tratar soluçlo da amostra acidificada com 2) Tratar soluçlo da amostra com ácido clorí-
ácido nítrico SR, com nitrato de prata SR; forma- drico SRj forma-se precipitado branco, que escu-
se precipitado amarelo caseoso, insolúvel em rece ao ser tratado com hidróxido de amônio 6 M.
ácido nítrico SR e hidr6xido de amônio 6 M. 3) Tratar solução da amostra com iodeto de
potássio SR; forma-se precipitado amarelo que,
com o tempo, pode passar a verde.
Lacrata
Tratar solução da amostra, acidulada por ácido
sulfúrico SR, com perrnanganato de potássio SR
e aquecer a mistura; desprende.se acetaldeído, 1) Aquecer a amostra com ácido sulfúrico e
identificado pelo odor característico. cobre metálico; desprendem.se vapores vermelho-
pardos (realizar em capela).
2) Tratar soluçlro da amostra com igual volume
de ácido sulfúrico, esfriar a mistura e juntar
1) Tratar a solução da amostra moderadamente 0,5 ml de solução de sulfato ferroso 0,5 M; na
concentrada e alcalinizada por hidr6xido de sódio interface produz-se cor parda a roxa.
insolúvel em ácido nítrico SR, mas facilmente
solúvel em hidr6xido de amônio 6 M
I) Tratar a amostra com ácidos minerais 2) Tratar a solução da amostra com hidr6xido
diluídos ou com ácido acético 5 M; desprendem-se de amônio 6 M e pequena quantidade de formal-
vapores pardacentos (realizar em capela). deído SR; por aquecimento, deposita-se espelho
2) Tratar papel de amido iodetado com solução de prata metálica na superfície do recipiente:
da amostra; o indicador se cora de azul.
3) Adicionar a amostra à solução acidificada Salicilato
de permanganato de potássio SR; desaparece a cor.
1) Tratar a solUçlo diluída da amostra com
cio reto férrico SR; produz-se cor violeta.
2) Tratar soluçlo moderadamente concentrada
da amostra com ácido mineral; forma-se precipi-
1) Tratar solução neutra ou alcalina da amostra tado cristalino branco de ácido salicílico, que
com cloreto de cálcio SR; forma-se precipitado funde entre 156 e 160 oCo
branco, insolúvel em ácido acético 6 M, mas
solúvel em ácido clorídrico.
2) Tratar solução acidificada quente da amostra
com permanganato de potássio SR; desaparece I) Colocar solução da amostra, acidulada, com
a cor. ácido clorídrico SR, na zona redutora da chama;
esta adquire cor amarela intensa.
2) Tratar solução da amostra com ácido clorí·
drico ou nítrico e, em seguida, com acetato
1) Tratar solução da amostra, acidulada por de uranila e zinco SR; forma-se preçipitado crista-
ácido sulfúrico SR, com peróxido de hidrogênio lino amarelo-ouro, após agitação por alguns
3% (p/V) SR; a cor desaparece a frio. minutos.
2) Tratar solução da amostra, acidulada por
ácido sulfúrico SR, com ácido oxálico SR em
solução aquecida; a cor desaparece.
1) Tratar solução neutra da amostra com
cloreto férrico SR; forma-se precipitado marrom
Peróxido claro.
Tratar solução da amostra, ligeiramente acidu- 2) Tratar solução neutra da amostra com
lada por ácido sulfúrico SR, com dicromato de nitrato de prata SR; forma-se precipitado branco,
potássio SR; aparece cor azul intensa. Agitando a facilmente solúvel em hidr6xido de amônio 6 M.
mistura com igual volume de éter etílico e dei-
xando os líquidos se separarem, a cor azul passa
para a camada etérea.
1) Tratar solução da amostra com cloreto de
bário SR; forma·se precipitado branco, insolúvel
em ácido clorídrico SR e em ácido nítrico SR.
2) Tratar soluçlo da amostra com acetato de
I) Tratar soluçlo alcalina da amostra com
chumbo SR; forma-se precipitado branco, solúvel.
tetrafenilborato sódico SR; forma-se precipitado
em acetato de amônia SR, mas insolúvel em
branco.
ácido clorídrico ou nítrico SR.
2) Tratar soluçlo da amostra com ácido acético
3) Tratar soluçlo da amostra com ácido clorí-
SR e I ml de cobaltinitrito de sódio SR; forma-se
drico SR; não se forma nenhum precipitado
imediatamente precipitado amarelo ou amarelo
(distinçiio do tio ssulfato ).
alaranjado, na ausência de íons amônio.
3) C~!ocar a solução da amostra, acidulada Sulfito
com ácido clorídrico SR, na zona redutora da
chama; esta adquire cor violeta; a presença de 1) Tratar a amostra com ácido clorídrico 3M;
pequena quantidade de sódio mascara a cor. desprende·se dióxido de enxofre, reconhecido por
4) Tratar solução da amostra com ácido per- seu odor pungente característico e por escurecer
cl6rico SR; forma-se precipitado branco cristalino. papel de fl1tro umedecido com nitrato mercuroso
SR.
2) Acidificar solução da amostra com ácido
clorídrico SR, aquecer com algumas gotas de
I) Tratar solução da amostra com ácido clorí- permanganato de potássio SR e juntar gotas de
drico; forma·se precipitado caseoso branco, cIo reto de bário SR; forma-se precipitado branco.
logo a amarelo, e desprende.se dióxido de enxofre,
reconhecido pelo odor.
1) Dissolver alguns miligramas da amostra em 2) Tratar solução acética da amostra com
água, acidificada com ácido acético SR, adicionar cloreto férrico SR; produz-se cor violeta escura
uma gota de solução a I % de sulfato ferroso e uma que desaparece rapidamente.
gota de peróxido de hidrogênio SR; produz-se cor
amarela fugaz. Juntar hidróxido de sódio 2 M Xantina
gota a gota; produz-se cor azul intensa.
Tratar a amostra com 2 gotas de solução
2) Acidificar solução da amostra com ácido concentrada de peróxido de hidrogênio. concen-
sulfúrico M, juntar algumas gotas de resorcinol trado e 5 gotas de ácido clorídrico 2 M, e aquecer
SR e adicionar, cuidadosamente, ácido sulfúrico, até secura em banho-maria; obtém·se resíduo ver·
de modo a se formarem duas camadas; aque- melho-amarelado que, tratado com hidr6xido de
cendo em banho-maria, por alguns minutos, na amônio 2 M, muda pal'llvermelho-violeta.
interface aparece anel vermelho.

1) Tratar soluça:oda amostra com ferrocianeto


Tratar solução da amostra com cloreto férrico de potássio SR; forma-se precipitado branco,
SR; produz·se cor vermelha, que nlo desaparece insolúvel em ácido clorídrico 3 M
pela adiçlo de ácidos minerais moderadamente
2) Tratar soluçlo neutra ou alcalina da amostra
concentrados e pode ser extraída com éter, pas-
com sulfeto de amônio SR; forma·se precipitado
sando a coloraçlo vermelhapara a camada etérea.
branco.
3) Tratar soluçlo da amostra com solução de
hidróxido de sódio 2 M, gota a gota; forma-se
1) Tratar solução da amostra com ácido clorí· precipitado branco, t1ocoso, solúvel em excesso de
drico; forma-se precipitado branco, que passa hidróxido de sódio SR.
V.3.l.2. IDENTIFICAÇÃO DE ESTERÓIDES POR CROMATOGRAFIA EM
CAMADA DELGADA

PROCEDIMENTO
Preparar cromatoplaca utilizando Kieselguhr G
I Mistura de I volume de formamida e 9 volu·
como suporte. Introduzir a cromatoplaca na cuba
mes de acetona
contendo o solvente de impregnação e deixar
desenvolver até que o solvente atinja o topo da 11 Mistura de I volume de 1,2.propanodiol e
cromatoplaca. Remover a cromatoplaca da cuba e 9 volumes de acetona
deixar evaporar o solvente. Preparar solução da III Mistura de 1 volume de parafma líquida e
amostra a 0,25% (p/V) e solução do padrão a 9 volumes de éter de petróleo de faixa de
0,25% (P/V),- utilizando como solvente mistura de ebuliçfo 40.60 oCo
9 volumes de clorofórmio e I volume de metanol.
A não ser que a monografia estabeleça diferen·
temente, aplicar sobre a cromatoplaca 2,.d da
solução de amostra, 2,.d da solução padrão e
2,.d mistura 1: I das soluções da amostra e do
padrão. Desenvolver o cromatograma com o eluente
especificado na monografia, deixando-o subir no
mesmo sentido que o solvente de impregnação. A Clorofórmio
Remover a cromatoplaca da cuba, deixar evaporar B Mistura de 3 volumes de tolueno e 1 volume de
o eluente, aquecer a cromatoplaca a 120°C por clorofórmio
15 minutos e nebulizar com solução de ácido sul· C Tolueno
fúrico a 10% (VIV) em etanol a 96%. Aquecer a
D Mistura de 4 volumes de cicloexano e 1 volume
1200C por mais 10 minutos, deixar esfriar e exami·
de tolueno
nar à luz normal e à luz ultravioleta (366 nm). A
mancha principal do cromatograma obtida com a E Mistura de volumes iguais de cicloexano e éter
soluçfo da amostra corresponderá à mancha prin· de petróleo de faixa de ebuliçio 40-60 oCo
cipal obtida com a soluçã'o do padrfo. A mancha F Mistura de 2 volumes de ácido acético glacial e
principal resultante da aplicaçllo da mistura das 3 volumes de água
soluções de amostra e de padrllo aparecerá como G Mistura de 8 volumes de hexano e 2 volumes de
única e compacta. dioxana.
V.3.l.3. PESQUISAS DE ESTERÓIDES ESTRANHOS POR CROMATOGRAFIA
EM CAMADA DELGADA

PROCEDIMENTO I obtida com a solução 1 corresponde, na distância


percorrida, coloração e intensidade, à mancha
Preparar cromatoplacas segundo método geral
principal do cromatograma obtido com a soluçt1o 2.
para cromatografla em camada delgada, utilizando
Qualquer mancha secundária obtida com a 'soluçt1o
sílica-gel G como suporte. Preparar 3 soluções
1 nlo deve ser mais intensa do que a mancha
utilizando como solvente mistura de 9 volumes de
correspondente no cromatograma obtida com a
clorofórmio e 1 volume de metanol nas seguintes
soluç8o 3.
concentrações: 1,5% (p/V) da substância em exame
- soluç'io 1; 1,5% (p/V) do padrio oficial corres-
pondente - solução 2 e 0,03% (p/V) de cada um
PROCEDIMENTO II
dos seguintes padrões oficiais: prednisolona e
acetato de cortisona - solução 3. Aplicar sobre a Proceder à cromatografia utilizando s11ica-ge1
cromatoplaca 1 ~ de cada uma destas soluções, G como suporte e, como eluente, mistura de
separadamente, e desenvolver o cromatograma 95 volumes de 1,2-dicloroetano, 5 volumes de
utilizando como eluente mistura de 77 volumes de metanol e 0,2 volumes de água.
diclorometano, 15 volumes de éter, 8 volumes de Aplicar sobre a cromatoplaca, separadamente,
metanol e 1,2 volumes de água. Secar o cromato- llJ1 de cada uma das 3 soluções em mistura de
grama ao ar, aquecer a 105°C por 10 minutos e 9 volumes de clorofórmio e 1 volume de metanol,
nebulizar com soluçio de azul de tetrazólio como no Procedimento I, com exceção da solução
alcalina SR. A mancha principal do cromatograma 3, em que se adiciona acetato de desoxicortona.
V.3.1.4. PESQUISA DE SUBSTÂNCIAS RELACIONADAS A SULFONAMIDAS POR
CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA

PROCEDIMENTO I que a mancha obtida no cromatograma. com


Proceder à cromatografia em camada delgada solução 2.
utilizando sílica.gel H como suporte. Preparar
solução da substância em exame a 1,0% (P/V) PROCEDIMENTO 11
utilizando como solvente mistura de 9 volumes Proceder à cromatografia em camada delgada
de etanol a 96% e 1 volume de hidr6xido de utilizando sílica-gel H como suporte e mistura de
amônio 13,5 M - soluçtfo 1. Preparar solução de 20 volumes de clorofórmio, 2 volumes de metanol
sulfanilamida a 0,005% (P/V), usando o mesmo e 1 volume de dimetilformamida como fase
solvente - so/uçlIo 2. Aplicar separadamente sobre móvel. Aplicar sobre a cromatoplaca, separada-
a cromatoplaca 10 ll1 de soluções 1 e 2. Desen- mente, 10 ll1 de cada uma das seguintes soluções:
volver o cromatograma usando mistura de 15 0,25% (P/V) da substância em exame em mistura
volumes de l·butanol e 3 volumes de hidróxido de 9 volumes de etanol e 1 volume de hidr6xido
de amônio M como eluente. Remover a eroma· de amônio 13,5 M - soluçlIo 1; 0,00125% (P/V)
toplaca da cuba, aquecer aiOS °c por 10 minu- de sulfanilamida no mesmo solvente da solução 1.
tos e nebulizar com solução a 0,1 % (P/V) de Desenvolver o cromatograma, secar ao ar e revelar
4-dimetilaminobenzaldeído em etanol a 96%, conforme prescrito no procedimento I: qualquer
contendo 1% de ácido clorídrico (V/V): qualquer mancha obtida com a so/uç60 1, exceto a mancha
mancha no cromatograma obtida com a solução 1, principal, nlo deve ser mais intensa que a mancha
exceto a mancha principal, não é mais intensa obtida no cromatograma da soluçlIo 2.
V.3.l.S. IDENTIFICAÇÃO DE FENOTIAZINAS POR CROMA TOGRAFIA
EM CAMADA DELGADA

Proceder à cromatograf18em camada delgada, grama usando como eluente mistura de 2 volumes
conforme descrito em métodos gerais. Usar de dietilamina e 100 volumes de éter de petr6leo
Kiese1guhr G como suporte. Impregnar a croma· de faixa de ebulição 40·60 °c, saturada com
toplaca seca, colocando·a em cuba contendo 2·fenoxietanol. Remover a cromatoplaca da cuba,
mistura de 10 volumes de 2·fenoxietanol, 5 deixar ao ar e examinar sob luz ultravioleta com
volumesde macrogol300 e 85 volumes de acetona. intensidade máxima em 366 nm: observa·se
Deixar o eluente subir pelo menos 17 em. Remo- fluorescéncia, produzida em poucos minutos.
ver a cromatoplaca da cuba e utilizar imedia- Em seguida, nebulizar a cromatoplaca com soluçio
tamente. de ácido sulfúrico a 10% (VIV) em etanol e obser-
Aplicar sobre a cromatoplaca, separadamente, var a coloração produzida: a mancha principal
2 pl de cada uma das soluções seguintes: 0,2% no cromatograma, obtida com a soluçiIo 1, cor·
(plV) da sustância em exame em clorof6rmio responde, na distância percorrida, f1uorescência
- soluplo 1 e 0,2% (P/v) do padra:ooficial corres· e coloração, àquela obtida no cromatograma da
pondente - so/uplo 2, operando em atmosfera de so/uplo 2 e tem a mesma estabilidade pelo período
nitroBênio e luz reduzida. Desenvolvero cromato· de, pelo menos, 20 minutos depois da nebulizaçlo.
V.3.l.6. PESQUISA DE IMPUREZAS RELACIONADAS A FENOTlAZINAS POR
CROMATOGRAFlA EM CAMADA DELGADA

PROCEDIMENTO com m4xUno em 254 nm. Desprezar qualquer


mancha sobre a linha·base. Qualquer mancha obtida
Preparar cromatoplacas utilizando sílica-gel
com a so/uç6o 1, exceto a mancha principal nlo é
GF 254 como suporte, operando em atmosfera de . . '
nws Intensa que a mancha obtida com a so/uç4o 2,
nitrogênio e ao abrigo da luz. Preparar soluçlo
exceto se a monograf18 estabelecer diferentemente.
contendo 2,0% (P/V) da substância em exame em
mistura de 95 volumes de metanol e 5 volumes de
dietilamina - so1uç4o 1. Preparar solução a 0,01%
(P/V) da substância em exame, utilizando o mesmo
A Mistura de 80 volumes de cicloexano, 10 volu-
solvente - so1uçiio 2. Aplicar sobre a cromatoplaca,
mes de acetona e 10 volumes de dietilamina
separadamente, 10,u de cada soluçlo recém-
preparada. Usar fase móvel especificada na mono- B Mistura de 85 volumes de hexano, 10 volumes
grafia. Deixar o solvente subir 12 em acima do de acetona e 5 volumes de dietilamina
ponto de aplicaçlo. Remover a cromatoplaca da C Mistura de 15 volumes de l-butanol e 3 volu·
cuba, secar ao ar e examinar sob luz ultravioleta mes de hidróxido de amônio M
Ensaios·limite consistem em ensaios quantita- Os ensaios silo realizados em tubos de vidro
tivos ou semi-quantitativos destinados à identifi- transparente, de fundo chato, geralmente tubos
caçã'o de impurezas presentes em fármacos. Visto de Nessler, com capacidade aproximadamente de
que estas impurezas se encontram, freqücntemente, 70 mI e marca externa correspondente a volume
em quantidades pequenas, sua detecção, via de de 45 a 50 mI, e diâmetro interno de 23 mm.
regra feita através de reação visível, bem como sua Os tubos empregados devem ser iguais tanto em
determinação quantitativa exigem certos cuidados, relação ao diâmetro interno quanto aos outros
sobretudo no-que diz respeito a fatores que podem aspectos, uma vez que a comparação entre cor ou
influir nos resultados, a saber: especificidade do turbidez é direta. Há duas maneiras de interpre-
ensaio, sensibilidade do mesmo e controle dos taçã'o: no primeiro caso, os tubos devem ser
erros passíveis de serem cometidos pelo operador. observados de cima para baixo, contra fundo
Certos ensaios visam a determinar, com precisão, branco, se possível oom auxílio de luz colocada
a quantidade de impurezas porventura presentes diretamente por baixo do fundo dos tubos; no
no fármaco. São os seguintes: (1) limites de segundo caso, a comparação deve ser feita na
substância solúvel; (2) limites de substâncias horizontal, contra fundo escuro, colocando, caso
insolúveis; (3) limites de umidade, substância possível, fonte de luz diretamente nas laterais
volátil e solventes residuais; (4) limites de substân- dos tubos.
cia não volátil; (5) limites do resíduo pela incine- Quanto ao padrão, pode-se optar por padrão
ração; (6) limites da perda por dessecação; fixo ou padrão variável. No primeiro caso, a
(7) limites de cinza. quantidade da amostra a ser empregada visando à
Ensaios-limite de cloreto, sulfato, ferro, metais comparação com o padrlo de volume fIXO é
pesados e arsênio destinam-se a comprovar se o estabelecida em tabelas (Tabelas I, 11 e 11I); no
conteúdo de tais impurezas não excede o limite segundo caso, o volume do padrão varia de acordo
- em microgramas por grama da substância em com o limite de cada impureza em determinada
exame - especificado na monografia. amostra, conforme o especificado na monografia.
Preparo da amostra em tabela (Tabela I), ao mesmo tratamento
efetuado com a amostra. Utilizar as mesmas
Em tubos de Nessler colocar a quantidade de
quantidades de reagentes empregadas no Preparo
amostra especificada na monografia, adicionando
da amostra.
30 a 40 mI de água. Caso a substância já esteja
em solução, completar o volume para 30 a 40 m1
com água. Neutralizar, se necessário, com ácido
nítrico SR. Se após a acidificação a solução não
estiver perfeitamente límpida, filtrar através de
papel de filtro isento de cloreto. Caso o limite Técnica
de cloreto para determinada solução da substância Desenvolver em paralelo padrão e amostra:
corresponda a volume igual ou inferior a 0,2 mI
ao tubo padrão e ao tubo amostra adicionar
de ácido clorídrico padrão, não há necessidade de 1 ml de ácido nítrico SR e 1 m1 de nitrato de
diluir a amostra. prata SR. Completar O volume para 50 ml com
água. Homogeneizar. Deixar em repouso ao abrigo
Preparo do padr60
da luz durante 5 minutos. A turbidez desenvol-
Submeter o volume de ácido clorídrico padrão vida pela amostra não deve ser superior à desen-
indicado na monografia (HCI 0,01 M), ou indicado volvida pelo padrão.

Equivalentes em parte de CI- por 1 milhio de partes da substãncia (p/pl


Padrão: 1 ml de ácido clor{drico 0,01 M (=0,0003546 9 de CI-)
Volume final: 50ml
Tubo Nesslerde 50 ml e diâmetro externo de 25 mm

gde gde CI- p/Milhlo


0- plMilhlo
Substância Substância

0,10 3.546 (=0,355%) 3,8 93


0,15 2.364 (=0,236%) 4,0 88
0.20 1.773 (=0,180%) 4,2 84
0,25 1.418 (=0,142%) 4,4 80
0,30 1.182 (=0,120%) 4,6 77
0,35 1.013 (=0,100%1 4,8 74
0,40 886 5,0 71
0,45 788 5,2 68
0,50 709 5,4 65
0,55 645 5,6 63
0,60 591 5,8 61
0,65 545 6.0 59
0,70 506 6.2 57
0,75 473 6,4 55
0,80 443 6,6 53
0,85 417 6,8 52
0.90 394 7,0 50
0,95 373 7,2 49
1,00 354 7,4 48
1,2 295 7,6 46
1,4 253 7,8 45
1,6 221 8,0 44
1,8 197 8,2 43
2,0 177 8,4 42
2,2 161 8,6 41
2,4 148 8,8 40
2,6 136 9,0 39
2,8 126 9,2 38
3,0 118 9,4 37
3,2 111 9,6 37
3,4 104 9,8 36
3,6 98 10,0 35

Sendo o padrio fixo (= 0,0003546 9 de CI-), se determinada substância contiver 354 partes de CI- por milhão, deverá
ser tomado 1 9 para obter-•• a mesma opalescencia do padri'o; se ela contiver 71 partes de CI- por milhão, deverão
ser tomados 59 e assim por diante.
Preptlro da amostra indicado na monografia (HZS04 0,005 M>, ou
Colocar quantidade especificada da substância indicado na Tabela 2, ao mesmo tratamento
em análise em tubo de Nessler, adicionando 30 efetuado com a amostra. Utilizar as mesmas
a 40 ml de água. Se a substância já se encontrar quantidades de reagentes empregados no Preparo
em soluçfo, acrescentar água, perfazendo volume da amostra.
de 30 a 40 mI. Caso necessário, neutralizar com
ácido clorídrico SR. Pode-se, eventualmente, Tlcnica
utilizar ácido acético, tanto para a neutralizaçlo Desenvolver em paralelo padrão e amostra:
quanto para a acidificaçl'o. Se após a acidificaçl'o ao tubo padrl'o e ao tubo amostra adicionar 1 ml
a soluçfo Dlo estiver perfeitamente límpida, de ácido clorídrico 3 M e 3 ml de cloreto de
fJltrar através de papel de fJltro isento de sulfato. bário SR. Completar o volume para 50 ml com
Caso o limite de sulfato para determinada soluçfo água destilada. Homogeneizar. Deixar em repouso
da substância corresponda a volume igual ou por cerca de 10 minútos. A turbidez desenvolvida
inferior a 0,2 ml de ácido sulfúrico padrl'o, Dlo pela amostra Dlo deve ser superior à desenvolvida
há necessidade de diluir a amostra. pelo padrl'o.
Preptlro do ptldrlo

Submeter o volume de ácido sulfúrico padrão

Tabela 2 - Cálculo de liaúteI pua dato


Equivalentes em parte de SO. por milhlo di partes da .ubstincia (p/p)
Padrlo: 2.5 ml di ácido .ulfúrico 0.005 M (= 0.0012008 9 de S04)
Volumefinll': 50ml
Tubo Nllller de 50 ml e diimetro externo de 25 mm

gdtl gde
504 plMilhlo 504 plMilh60
Sub,tlnciB Sub,tlnciB

0.50 2.401 \=0,240%) 4,6 261


0.55 2.183 (=0,220%) 4,8 250
0,60 2.001 (=0.200%) 5.0 2~0
0,65 1.847 (=0,185%) 5,2 231
0.70 1.715 (=0,171%) 5,4 222
0,75 1.601 (=0.160%1 5,6 214
0.80 1.501 (=0,150%1 5,8 207
0.85 1.412 (=0,141%) 6,0 200
0.90 1.334 (=0.133%) 6,2 194
9.95 1.264 (=0,126%) 6,4 187
1,00 1.200 \=0.120%) 6,6 182
1.2 1.001 (=0,100%1 6,8 177
1,4 858 7,,0 171
1,6 750 7,2 166
1,8 667 7.4 162
2,0 600 7.6 158
2,2 546 7,8 154
2,4 500 8,0 151
2.6 462 8,2 146
2,8 429 8,4 143
3,0 400 8.6 139
-,-
"?
3.4
375
353
8,8
9,0
136
133
3,6 333 9,2 130
3,8 316 9,4 127
4.0 300 9,6 125
4,2 286 9.8 122
4,4 273 10.0 120
I I I
sendo o padrlo fixo (=0,0012008 9 de S04'I, • determinada substincia contiver 500 partes de S04 por milhio, deve·
rio ser tomado. 2,4 9 para obter·. a mesma opalescência do padrlo; • ela contiver 151 partes de 804' por milhio ,
deveriloser tomedos 8 9 e •• im por diante.
o ensaio-linúte para metais pesados consiste vale a 10 pg de Pb. Uma solução de 100 #t8 de
em verificar se o conteúdo de impurezas metálicas padrão de chumbo por grama de substância em
que reagem colorimetricamente com o íon sulfeto exame corresponde a 1 ppm de chumbo.
nlo ultrapassa o limite especificado nas mono- Preparo do padrão - Para tubo de Nessler de
graflas em termos de núcrogramas de chumbo por SO ml transferir 2,0 mI de solução-padrão de
grama da substância em análise. Analogamente, a chumbo, equivalente a 20 #lI de chumbo. Comple-
reação com tioacetanúda pode ser empregada para tar com água para volume flnal de 25 mI. Em
a determinação do limite de metais pesados, em seguida, ajustar o pH entre 3,0 e 4,0 com ácido
termos de chumbo. ! acético M ou hidróxido de amônia 6 M. Diluir
Em se tratando de metais pesados que normal- com água, perfazendo volume fmal de 40 mI.
mente fornecem reação ácida, não há necessidade Homogeneizar .
de proceder à acidificaç4o, como especiflcado na Preparo do tubo controle - Paralelamente,
preparação da amostra, tampouco de neutralizar colocar em outro tubo de Nessler 2S mI da solução
a solução. da amostra preparada conforme descrito para o
Preparo da amostra, acrescentando 2,0 mI de
Métodos de reação com íon sulfeto soluçã'o padrão de chumbo, ajustando o pH entre
3,0 e 4,0 com ácido acético M ou hidr6xido de
Slo basicamente três os métodos de preparo
amônia 6 M. Diluir com água para volume de
da amostra para reaçã'o com íon sulfeto empregados
40 mI, misturando a solução resultante.
como ensaio-linúte para metais pesados. O Método
Técnica - Acrescentar, a cada uma das prepa-
I é utilizado para substâncias que fornecem solu-
rações, 10 mI de sulfeto de hidrogênio SR recém·
ções límpidas nas condições especificadas. n o
preparado. Misturar. Deixar em repouso por
mais recomendado, a menos que outros sejam
5 minutos. Observar os tubos de cima para baixo,
especificados pela monografia. O Método 11 se
contra fundo branco. A cor obtida com a amostra.
aplica a substâncias que nã'o apresentam soluções
nlo deve ser mais escura do que a obtida com o
límpidas quando submetidas às condições indi-
padrão; a cor do tubo-controle (amostra + padrão)
cadas para o Método 1, para aquelas que interferem
da solução deve ser mais intensa que a do padrão
na precipitaçã'o dos metais com sulfeto, bem como
ou igual à dele. Se, no entanto, for mais clara,
para 61eos fixos e voláteis. Caso não se apliquem
aplicar o Método II ao invés do Método 1.
ambos os métodos, recorre-se ao Método lII, que
consiste basicamente em processo de digestão
úmida.
Preparo da amostra- Colocar em cadinho, de
Solução estoque de nitrato de chumbo
preferência de sílica, que pode ser coberto com
A uma soluçã'o de 1S9,8 mg de nitrato de tampa adequada, quantidade em gramas especifi-
chumbo em 100 mI de água, adicionar 1 mI de cada na monografia, ou calculada mediante a
ácido nítrico. Completar o volume com água fórmula 2,0/1000 L, em que L corresponde ao
para exatamente 1000 mI. Homogeneizar. A limite de metais pesados em porcentagem. Inci·
solução obtida deve ser conservada em recipientes nerar, cuidadosamente, à baixa temperatura, a
de vidro, isentos de sais de chumbo solúveis. amostra previamente umedecida com quantidade
suflciente de ácido sulfúrico. Em seguida, adicionar
ao conteúdo do cadinho 2 mI de ácido nítrico
e 5 gotas de ácido sulfúrico. Aquecer com cuidado,
Preparo da amostra - Colocar, em tubo de até que não mais se desprendam vapores brancos.
Nessler de SO ml, 2S mI da solução da amostra, Colocar, então, o cadinho em mufla, à tempe-
preparada de acordo com a monografia. Se houver ratura de 500 a 600 °c, por tempo necessário
indicação do volume de ácido, calcular a quanti- à combustão completa e em seguida esfriar.
dade da substância em gramas, mediante a f6nnula Adicionar 4 mI de ácido clorídrico 6 M, evapo-
2,0/1000 L, em que Lé o linúte, em porcentagem, rando em banho·maria, lentamente, até secura.
dos metais pesados. Dissolver essa massa em 25 ml Umedecer o resíduo com 1 gota de ácido clorí·
de água. Ajustar o pH entre 3,0 e 4,0 com ácido drico 6 M, adicionar 10 mI de água quente e digerir
acético M ou hidr6xido de amônia 6 M. Diluir com por 2 minutos. Alcalinizar com hidróxido de
água, perfazendo volume de 40 mI e homogeneizar amônio 6 M, colocado gota a gota. Diluir com água
a soluçã'o obtida. para 25 mI, ajustando o pH entre 3,0 e 4,0 com
Soluçio padrão de chumbo - Diluir 10,0 ml ácido acético M. Filtrar, caso seja necesSario,
da solução estoque de nitrato de chumbo para lavar o cadinho e o mtro com 10 mI de água.
100,0 mI com água. Cada mI desta solução equi. Colocar o ftltrado e a água de lavagem em tubo
de Nessler, diluindo com água até perfazer volume nar, com cuidado, 10 rnl de água. Caso tenha
de 40 ml, misturando em seguida. sido necessário utilizar per6xido de hidrogênio
Preparo do padrão - O preparo do padrão 30% (V/V) na amostra, acrescentar igual volume,
segue a técnica descrita para o Método 1 aquecendo, lentamente, com produção de vapores
Técnica - Adicionar concomitantemente ao brancos densos. Em seguida, resfriar novamente,
tubo padrão e ao tubo amostra 10 ml de sulfeto adicionar 5 rnl de água, misturando a solução.
de hidrogênio SR e homogeneizar. Deixar em Ferver a mistura, produzindo novamente os
repouso por 5 minutos. Observar os tubos de cima vapores e reduzindo o volume para 2 a 3 ml.
para baixo, contra fundo branco; a cor obtida Esfriar, diluir novamente com pequeno volume
com a amostra nlo deve ser mais escura do que a de água e acrescentar 2,0 rnl de solução padrão
obtida com o padrão. de chumbo, misturando em seguida. Transferir a
mistura e as águas de lavagem, do balão para tubo
de Nessler de 50 rnl, até volume total de 25 ml.
Homogeneizar.
Preparo da amostra - A técnica de preparação Técnica - Desenvolver em paralelo padrão e
da amostra varia pouco com o estado físico das amostra: ajustar o pH da solução da amostra e
substâncias. Para substâncias sólidas, colocar, em da solução padrão entre 3,0 e 4,0 com hidr6xido
ballio de Kjeldahl de 100 ml, previamente limpo e de amônio 2 M. Diluir com água, perfazendo
seco, quantidade da substância indicada na mono- volume total de 40 rnl. Homogeneizar. Adicionar
grafia. Se houver formação de muita espuma, a cada tubo 10 rnl de sulfeto de hidrogênio SR
utilizar balão de maior capacidade. Segurando o recém-preparado. Homogeneizar. Deixar em re-
bàlão em ângulo de 45°, umedecer a substância pouso por 5 minutos. A cor da amostra não deve
com quantidade suficiente de mistura de 8 ml de ser mais escura do que a do padrão.
ácido sulfúrico e 10 ml de ácido nítrico. No
caso de substâncias líquidas, transferir para balão
de Kjeldahl, como descrito para substâncias
sólidas, o volume especificado na monografia e Solução padrão de chumbo (20 ppm Pb)-
adicionar, cuidadosamente, alguns poucos ml da Diluir 0,8 g de nitrato de chumbo e 2 ml de ácido
mistura de 8 ml de ácido sulfúrico e 10 m1 de nítrico em água para volume de 250 ml. Trans·
ácido nítrico. Aquecer cuidadosamente para ferir 1,0 ml desta solução para balã'o volumétrico
iniciar a reaçlo. Quando a reação abrandar, adicio· de 100 ml, completando o volume com água.
nar, em porções, a mistura ácida, aquecendo a Solução padrão de chumbo (10 ppm Pb) -
cada adição. Repetir a operação até que se tenha Diluir 50,0 ml de solução padrão de chumbo
acrescentado volume total de 18 ml. Aumentar a (20 ppm Pb) com água, perfazendo 100,0 ml.
temperatura de aquecimento, alcançando, lenta- Solução padrão de chumbo (2 ppm Pb) -
mente, a fervura, deixando o tempo necessário Diluir 10,0 ml da solução padrão de chumbo
para que a solução escureça. Em seguida, esfriar e (20 ppm Pb) com água, perfazendo 100,0 ml.
acrescentar 2 m1 de ácido nítrico. Aquecer nova- Solução padrão de chumbo (1 ppm Pb) -
mente até que a solução não mais escureça. Aque- Diluir 5,0 ml de solução padrão de chumbo
cer vigorosamente a fim de que se produzam (20 ppm Pb) com água, perfazendo 100,0 ml.
vapores brancos densos e adicionar 5 rnl de água. Preparo do reagente de tioacetamida - Dissolver
Esfriar a mistura. Submeter à fervura, quando 1 g de tioacetamida em água e completar o volume
novamente se desprendem vapores brancos densos, a 100 ml.
até que o volume se reduza ao mínimo. Esfriar e
adicionar, cuidadosamente, 5 ml de água, verifi-
cando a cor da solução. Caso se observe cor
amarela, proceder à adição de 1 m1 de per6xido
de hidrogênio a 30% (VIV). Ferver até apareci- Preparo da amostra - Adicionar a 12 ml de
mento de vapores brancos densos, reduzindo o soluçlo aquosa da amostra, conforme especificado
volume a 2 ou 3 rnl. Caso a cor persista, repetir o na monografia do fármaco, 2 ml de solução
tratamento anterior. Esfriar e diluir cautelosamente tampão acetato pH 3,5 e homogeneizar.
com pequeno volume de água. Transferir, COI1l Preparo do padrão - A 10 ml da solução padrão
lavagem, para tubo de Nessler de 50 rnl, não de chumbo (1 ppm ou 2 ppm de Pb), adicionar
permitindo que o volume ultrapasse 25 ml. 2 ml de soluçlo tamplo acetato pH 3,S e 2 ml
Preparo do padrão - Colocar, em balão de da solução em exame. Misturar, deixando em
Kjeldahl de 100 ml, mistura de 8 ml de ácido repouso por 2 minutos.
sulfúrico e 10 ml de ácido nítrico. Adicionar Técnica - Nos tubos contendo amostra e
volume de ácido nítrico para igualar a quanti- padrão acrescentar, concomitantemente, 1,2 ml de
dade excedente acrescentada no preparo da reagente tioacetarnida. Após 2 minutos, desen-
amostra. Aquecer, em seguida, a solução a fim de volve-secor marrom que, no caso da amostra, não
produzir vapores brancos densos. Esfriar. Adicio· deve ser mais intensa do que a do padrã'o.
MeTODO 11 tubo de Nessler, adicionar 2 ml de tampão acetato
Preparo da amostra - Dissolver a quantidade pH 3,5 e homogeneizar imediatamente.
da amostra especificada na monografia em sol· Preparo do padrio - Submeter, repetidas
vente orgânico (dioxana ou acetona, contendo, no vezes, volume indicado de solução padrão de
mínimo, 15% VjV de água). Transferir 12 m1 da 10 ppm de chumbo ao processo de incineraçio e
soluçã'o obtida para tubo de Nessler. Adicionar extração utilizado no preparo da amostra, obtendo
2 ml de tampão acetato pH 3,5 e homogeneizar. 20 ml de soluçlo padrão. Transferir exatamente
Preparo do padrão - A 10 m1 de solução 10 mI desta solução e misturar com 2 mI' da
padrão de chumbo (l ppm ou 2 ppm de Pb), amostra e 2 mI de tampão acetato pH 3,5.
obtida mediante dissolução de soluçã'o padrão de Técnica - Em cada um dos tubos referentes à
chumbo (20 ppm Pb) com o mesmo solvente amostra e ao padrão adicionar concomitantemente
empregado para a dissolução da amostra, adicionar 1,2 mI de reagente de tioacetamida. A cor mar-
2 m1 de tampão acetato pH 3,5 e 2 mI da soluçlo rom que se desenvolve para a amostra não deve
amostra. ser mais intensa do que a obtida com o padrllo.
Técnica - Acrescentar a ambos os tubos -
amostra e padrão - 1,2 mI de reagente de tioace· M~TODO IV
tamida. Homogeneizar imediatamente. Aguardar Preparo da amostra - Transferir para cadinho
2 minutos. A cor marrom desenvolvidana amostra
de sílica quantidade de substância especificada na
não deve ser mais intensa do que a desenvolvida monografia, misturando 0,5 g de óxido de magné·
no padrão. sio. Incinerar até vermelho escuro sobre chama.
Prosseguir até obter massa homogênea branca ou
MI!TODO 11I
cinzenta. Se após 30 minutos de ignição a cor
Preparo da amostra - Colocar em cadinho de se mantiver, esfriar, misturar a massa no cadinho
sílica quantidade da substância especificada na com bastão de vidro, repetindo, em seguida, a
monografia. Juntar 4 mI de solução a 25% (P/V) incineração. Aquecer a 800 °c por aproximada-
de sulfato de magnésio em ácido sulfúrico M. mente 1 hora. Após este período, seguir a técnica
Misturar e aquecer com cuidado. Caso a mistura de preparo da amostra no Método llI, iniciando
seja líquida, evaporar lentamente em banho-maria por "o resíduo assim obtido é dissolvido ... ".
até secura. Incinerar a amostra até, no máximo, Preparo do padrão - Misturar o volume especi-
800°C. Manter o aquecimento até obter resíduo ficado de solução padrão de chumbo (10 ppm de
branco ou acinzentado. Esfriar. Umedecer o Pb) a 0,5 g de óxido de magnésio em cadinho
resíduo com poucas gotas de ácido sulfúrico M. de sílica. Em seguida, secar a mistura em estufa a
Evaporar. Incinerar novamente por não mais de 105 °c, incinerando logo após. Seguir a técnica de
2 horas, esfriando logo após. O resíduo assim preparo da amostra no Método [lI, iniciando por
obtido é dissolvido com duas vezes 5 mI de ácido "0 resíduo assim obtido é dissolvido ... ". AIO mI
clorídrico 0,2 M, acrescentando-se 0,1 mI de da solução obtida adicionar 2 ml da solução da
fenolftaleína SI. Adicionar hidróxido de amônio amostra.
6 M até que se desenvolva cor rósea. Esfriar. Técnica - Em cada um dos tubos referentes à
Descbrar a solução com ácido acético glacial e amostra e ao padrão adicionar 1,2 ml de reagente
acrescentar mais 0,5 mI do ácido. Se necess~rio, de tioacetamida. A cor marrom que se desenvolve
f1ltrar e diluir a solução com água para volume na amostra não deve ser mais intensa do que a
de 20 mI. Transferir 12 ml da solução obtida para obtida com o padrão.
Soluç!o padrão de ferro (100 ppm Fe) - Dissol- TlScnica - Concomitantemente, juntar aos tubos
ver com água, em balão volumétrico de 1000 mI, contendo a amostra e o padrão 2 gotas de ácido
0,8634 g de sulfato férrico amoniacal dodecaidra- tioglicólico. Misturar e alcalinizar com hidróxido
tado. Adicionar 5 ml de ácido sulfúrico SR e de amônio. Diluir para 50 ml com água. Deixar
completar o volume com água. em repouso por 5 minutos. A cor rósea produzida
Solução padrão de ferro (20 ppm Fe) - Trans- na amostra não deve ser mais intensa do que a
ferir 10,0 ml da solução a 0,1726% (p/V) de sul· obtida com o padrão.
fato férrico amoniacal dodecaidrato em ácido sulfú-
rico 0,05 M para balão.volumétrico de 100 ml,
completando o volume com água.
Solução padrão de ferro (10 ppm Fe) - Diluir
Preparo da amostra - A 10 ml de solução da
50,0 ml da soluç[o padrão de ferro (20 ppm Fe)
amostra especificada na monografia juntar 2 ml de
com água, perfazendo volume de 100,0 ml.
ácido clorídrico 2 M e 0,5 ml de água de bromo.
Solução padrão de ferro (2 ppm Fe) - Diluir
Após 5 minutos, retirar o excesso de bromo por
10,0 ml da soluç[o padrão de ferro (20 ppm Fe)
corrente de ar.
com água, perfazendo volume de 100,0 ml.
Preparo do padrão - Submeter 10 ml da solução
Solução padrão de ferro (1 ppm Fe) - Diluir
padrão de ferro (2 ppm de Fe), 1 ml de ácido
5,0 ml de solução padrão de ferro (20 ppm Fe)
clorídrico 2 Mel ml de água à mesma técnica
com água, perfazendo volume de 100,0 ml.
indicada para a amostra.
Técnica - Concomitantemente, juntar aos
tubos da amostra e do padrão 3 ml de tiocianato
de potássio M. Agitar, deixando em repouso por
Preparo da amostra - Dissolver quantidade da
5 minutos. A cor obtida com a amostra não deve
amostra especificada na monografia ou na Tabela 3
:;er mais intensa do que a produzida pelo padrão.
em solvente adequado e diluir para 40 ml com o
mesmo solvente ou utilizar 40 ml da solução
indicada. A essa solução acrescentar 2 ml de solução
de ácido cítrico SR.
Preparo do padrão - Empregar 10 ml de solu- Preparo da amostra - Colocar em tubo de
ção padrlo de ferro (1 ppm de Fe) ou 1 ml da Nessler a solução preparada de acordo com a
solUÇão padrlo de ferro (100 ppm Fe) (Tabela 3) monografia da substância.
e proceder à mesma técnica indicada para a amostra. Preparo do padrão - Transferir exatamente

Equivalentes em parte de Fe por 1 milhão de partes da substAncia(p/pl


Padrão: 1 ml da solução de sulfato de amônio e ferro li11)dodecaidratado (=0,0001 9 de Fel
Volume final: 50 ml
Tubo Nessler de 20 mm de diâmetro externo

gda gde
Fep/Milhlo Fep!Milh'o
Substlncm Substlncia

0,1 1000 0,4 250


0,105 950 0,5 200
0,111 900 0,667 150
0,116 850 1 100
0,125 800 1,111 90
0,133 750 1,25 80
0,143 700 1,429 70
0,154 650 1,667 60
0,167 600 2 50
0,182 550 2,5 40
0,2 500 3,333 30
0,222 450 5 20
0,25 400 10 20
0,285 350 20 5
0,333 300

Sendo o padrão fixo (=0,0001 9 de Fe), se determinada substância contiver 1.000 partes de Fe por milhão, deverá
ser tomado 0,1 9 para obter·se a mesma coloração do padrio; se ala contiver 200 partes de Fe por milhão, deverão
ser tomados 0,59, e assim por diante.
1 ml da solução padrão de ferro (10 ppm Fe) para do padrão, SO mg de cristais de peroxidissulfato de
tubo de Nessler. Dnuir para 4S ml com água e amônio. Juntar 3 ml de soluçlo de tiocianato
acrescentar 2 ml de ácido clorídrico M. Homo· de amônio SR. Homogeneizar. A cor obtida com
geneizar. a amostra nlo deve ser mais intensa do que a
T~cnica - Adicionar a cada tubo, da amostra e desenvolvidapara o padrlo.
Consiste na determinaçlo de traços de arsênio, A so/uçlIo estoque padrão de arsênio é preparada
presente na substância analisada, mediante sua do seguinte modo: secar por 1 hora aiOS °c o
converslo em arsina (AsH3), que pode ser detectada tri6xido de arsênio. Pesar exatamente 132,0 mg e
espectrofotometrica ou visualmente. Os limites slo dissolver, em 5 mI de soluçlo de hidróxido de
estabelecidos em termos de arsênio ou, em certos sódio 5 M na proporçlo de 1:5, em ballo volum6·
casos, em As,03' trico de 1000 mI. Neutralizar com ácido sulfúrico
e importante lembrar que metais ou sais de M adicionando, em seguida, mais 10 mI do referido
metais como Cr, Co, Hg, Mo, Ni, Pd e Ag podem ácido. Completar o volume com água recém·
interferir na geraçlo de arsina. fervida e resfriada. Transferir 10,0 mI dessasoluçlo
para outro ballo volumétrico de 1000 ml.
MIlTOOO ESPECTROFOTOMIlTRICO Acrescentar 10 mI de ácido sulfúrico M. Comple·
tar o volume com água recém·fervida e poste·
Baseia-se na teaçlo entre a usina liberada e
riormente esfriada. Homogeneizar. Conservar a
dietilditiocarbamato de prata, que forma complexo
soluçlo em recipiente de vidro. Deve ser utilizada
vermelho, sendo a absorçlo medida em espectro·
dentro de 3 dias. Cada ml da soluçlo obtida
fotômetro ou colorímetro. O antimônio é interfe·
corresponde a 1 lJ.8de arsênio.
rente da reaçlo, uma vez que forma estibina,
dando resultado falsamente positivo no desenvol·
vimento de cor com dietilditiocarbamato de prata
SR. Quando se suspeita dessa interferência, deve·se
Preparo da amostra - Transferir para frasco
comparar as soluções em comprimento de onda de gerador de arsina a quantidade de substância
535 e 540 nm. Neste, a interferência da estibina
indicada na monografia, ou calcular essa quanti-
é desprezível.
dade, em gramas, mediante a fórmula 3,0/L, em
Dois métodos podem ser empregados. Estes
que L é o limite de arsênio em ppm. Dissolvercom
diferem no que diz respeito ao tratamento da
água, completando o volume para 35 ml. Adicio·
amostra e do padrlo. O Método I é, em geral,
nar 20 mI de ácido sulfúrico 2 M, 2 mI de iodeto
utilizado para substâncias inorgânicas; o Método II
de potássio SR, 0,5 ml de cloreto estanoso forte-
é empregado para substâncias orgânicas.
mente ácido SR e 1 mI de 2.propanol. Homo-
O aparelho utilizado compreende, conforme
geneizar. Deixar em repouso por 30 minutos à
mostra a Fig. 1: (a) gerador de arsina; (b) e (d)
temperatura ambiente. Na unidade (c) do aparelho
juntas; (c) unidade esmerilhada; (e) tubo de
descrito, colocar duas mechas de algodão embebi-
absorçlo. Outro aparelho adaptado, que tenha as
das em soluçlo saturada de acetato de chwnbo SR,
características essenciais do apresentado, pode,
deixando entre elas espaço de 2 mm. O excesso
eventualmente, ser utilizado.
da soluçlo deve ser eliminado espremendo·se as
mechas de algodlo e secando-as à pressão reduzida,
ã temperatura ambiente. Asjuntas (b) e (d) devem
ser lubrificadas com vaselina e unidas como
na Fig. 1.
Preparo do padrão - Transferir para o frascü
gerador de usina 3,0 mI de soluçlo padrão de
arsênio. Diluir com água até perfazer 35 mI.
Proceder da mesma forma descrita para o Preparo
da amostra.
Técnica - Transferir para a unidade de absorção
(e) do frasco gerador contendo a amostra e do que
contém o padrão 3,0 mI de dietilditiocarbamato de
prata SR. Adicionar 3,0 g de zinco granulado
(malha de 1 mm) à mistura do frasco gerador de
arsina. Imediatamente após esta adição, unir as
unidades (c) e (e) ao frasco gerador. Deixar em
banho de água à temperatura de 25°C (tolerância
de 3°C) por 45 minutos. Em intervalos de 10 mio
nutos agitar vagarosamente. Ap6s este período,
transferir o conteúdo da unidade de absorção para
cela de 1 em. Comparar a cor vermelha produzida
FiI.! Apuelho para detenniDaçlo de IrIênio pelo pelo padrlo com a obtida com a amostra. Esta
mcltodo upectrolotomcltrico. última n(o deve ser mais intensa do que a primeira.
Caso necessário, determinar a absorção em espectro- a 30% (VIV) empregado para o preparo da amostra.
fotômetro ou colorímetro em comprimento de Proceder, em seguida, ao aquecimento da solução
onda entre 535 e 540 nm, empregando dietildi- obtida até que se formem vapores fortes. Esfriar
tiocarbamato de prata SR como branco. e adicionar, com cuidado, 10 ml de água. Repetir
a operaçlio de aquecimento; fmdo este, esfriar
MeTOOO U novamente e diluir com água para completar
35 ml. Proceder como para o Preparo da amostra.
Este método emprega peróxido de hidrogênio
Técnica - Seguir a descrita para o Método L
na digestão da amostra. Com certas substâncias,
pode provocar reaçlio violenta. Assim, é impor-
MeTODO VISUAL
tante que se proceda com a máxima cautela
possível em todas as operações. Deve-se tomar O método consiste na conversão de traços de
cuidado, também, na presença de compostos arsênio em arsina, por redução com zinco e ácido
halogenados, especialmente quando se aquece a clorídrico concentrado. A 3rsina liberada reage
amostra com ácido sulfúrico e posteriormente se com papel de cloreto de mercúrio(lI), ou brometo
adiciona peróxido de hidrogênio a 26% (v/V). de mercú rio(ll), produzindo mancha de cor amarela.
O aquecimento deve ser mais brando, impedindo No processo, além de Hg(AsHzh, principal pro-
que se atinja a temperatura de ebuliçlio da mistura duto da reação, podem ser formados, no caso de
e antes de carbonizar para evitar a perda de arsênio se empregar cIoreto mercúrico, produtos como
trivalente. AsH(HgCh), As(HgCh) e AszHg3, que produzem
Preparo da amostra - Transferir para o frasco mancha amarela ou marrom.
gerador quantidade da amostra especificada na O aparelho empregado para a determinação
monografia ou calculada em gramas mediante a visual de arsênio é o que aparece à Fig. 2. Consiste,
fórmula 3,0/L, em que L é o limite de arsênio em basicamente, de erlenmeyer, geralmente de 100 ml,
ppm. Adicionar 5 ml de ácido sulfúrico e pérolas onde se dá a geração de arsina. Este frasco é
de vidro. Se necessário, empregar maior quanti- fechado com rolha de vidro esmerilhado. Por esta
dade do ácido para umedecer completamente a rolha passa tubo de vidro de aproximadamente
substância, cuidando para que o volume não 200 mm de comprimento e diâmetro interno de
ultrapasse 10 ml. Proceder à digestão em capela, de
preferência usando placa de aquecimento, com
temperatura n(o superior a 120°C, por tempo
necessário ao início da queima. Uma vez iniciada
a decomposiçlio da amostra pelo ácido, adicionar,
com cuidado e gota a gota, peróxido de hidrogênio
a 30% (V/V). Esperar que a reação se abrande e,
então, aquecer entre uma gota e outra. Caso haja
excesso de espuma, interromper o aquecimento.
Assim que diminuir a intensidade da reação, aque-
cer cautelosamente, com agitação do frasco, para
promover aquecimento homogêneo. E necessário
que se mantenham as condições oxidantes durante
toda a digestão. Para tanto, há que se adicionar
pequenas quantidades de solução de peróxido de
hidrogênio 30% (VIV) sempre que a mistura se
tome marrom ou escureça. Destruída a matéria
orgânica, aumentar paulatinamente a temperatura
de aquecimento, permitindo que saiam os vapores
de trióxido de enxofre, deixando a solução incolor
ou cor de palha clara. Esfriar. Acrescentar, com
cuidado, 10 m1 de água. Misturar. Evaporar até
que se formem vapores fortes. Caso necessário,
repetir a operação, removendo traços de peróxido
de hidrogênio. Esfriar e juntar 10 ml de água.
Lavar o frasco e diluir com água, perfazendo 35 ml.
Proceder como no Preparo da amostra do Método I,
iniciando por "Adicionar 20 ml de ácido sulfúrico
2M ... "
Preparo do padrão - A 3,0 ml de solução
padrão de arsênio, colocado no frasco gerador,
juntar 2 ml de ácido sulfúrico. Misturar. Acres- Fia. 2 Apuelho para c1eterminaçio de IrIênio pelo
centar o mesmo volume de per6xido de hidrogênio método visual (dimensões em mm).
5 mm. A extremidade inferior dessetubo estreita-se Em seguida, acrescentar 15 m1de ácido clorídrico,
para diâmetro interno de 1 mm. A aproximada- 0,1 mI de soluçA'oácida de cloreto estanoso SR
mente 15 mm da ponta desse tubo há um orifício e 5 mI de iodeto de potássio M. Deixar em repouso
com diâmetro de 2 a 3 mm, que deve estar, no por 15 minutos.
mínimo, 3 mm abaixo da superfície mais baixa da Prep8lO do padrão - Colocar 1 mI da solução
rolha de vidro. A extremidade superior do tubo é padrão de arsénio (l ppm As) no frasco gerador e
superfície plana e forma, com o eixo do tubo, dnuir com água para 25 mI. Submeter a solução ao
ingulo reto. A esta superfície se ajusta, mediante mesmo tratamento dispensado à amestra.
2 espirais, outra, igualmente plana, de outro tubo Técnica - Adicionar ao frasco contendo a
de vidro com o mesmo diâmetro interno e 30 mm amostra e àquele contendo o padrão 5 g de zinco
de comprimento. No tubo inferior, colocam-se ativado. Imediatamente após, ligar o tubo ao
50 ou 60 mg de algodllo com acetato de chumbo frasco gerador e deixar em banho de água, à
ou diumaço de algodllo e papel de acetato de temperatura adequada para que a liberação de
chumbo enrolado, com peso aproximado de 50 usina seja uniforme. Para melhor visualização da
a 60 mg. Em seguida, coloca.se, entre as super- cor, após tempo adequado à liberação de usina,
fícies planas, disco de papel de brometo mercúrico, umedecer os papéis com solução de iodeto de
ou cloreto mercúrico, com tamanho adequado potássio a 10%, colocada em cápsula de porcelana
a recobrir todo o orifício do tubo. de 10 em de diâmetro. A cor vermelha inicial
Prep8lO da amostra - No erlenmeyer dissolver desaparece, intensificando a cor amarela. A cor
quantidade especificada de substância em 25 mI obtida com a amostra não deve ser mais intensa
de água. Se for soluÇfo, ajustar volume para 25 mI. que a obtida com o padrão.
Dissolver, em tubo de Nessler, a quantidade mento análogo de mistura de 10 ml de soluçfo
indicada da substância em an41iseem 14 mI de padrlo de amônia (1 ppm de NH3) e 5 ml de água.
água. Alca1inizar,se necessário, com hidr6xido de
sódio 2 M e diluir para 15 mI com água. Adicionar Soluç60 psdr60 de am6nia (1 ppm)
0,3 mI de soluçfo de iodeto de potássio mercmo Diluir 40,0 mI de soluçfo padrfo de amônia
alcalino. Tampar o tubo, agitar e deixar em repouso 2,5 ppm (1,0 mI de soluçfo de cloreto de amônio
por 5 minutos. A cor amarela que se produz nfo 0,00741% (p/V) em ásua a 100,0 mI) com ásua
deve ser mais intensa que a produzida pelo trata- a 100,0 mI.
V.3.3. DETERMINAÇÕES EM GORDURAS E ÓLEOS

o controle analítico de substâncias graxas


- gorduras, óleos, ceras, resinas, bálsamos, entre
outras - consiste no estabelecimento de diversas
propriedades físicas e químicas, ao lado da avalia· Substâncias graxas líquidas devem apresentar
çlo de especificações de cor, odor, sabor e limites limpidez. Havendo turvação, aquecer o material
de impurezas. Os principais ensaios físicos com· em banho-maria a 50 De até seu desaparecimento.
preendem determinaçlo da densidade, das tempe- Persistindo a turbidez, flltrar através de papel de
raturas de fuslo e solidificação, do índice de filtro seco, em funil provido de camisa de água
refraçlo, do desvio polarimétrico e da presença de quente. Homogeneizar e pesar, de wna vez, todas
água e sedimentos. As determinaÇÕeSquímicas, as amostras necessárias às diversasdeterminações.
por sua vez, constituem o estabelecimento dos Substâncias sólidas à temperatura ambiente
chamados índices, entre os quais o de acidez, de devem ser mantidas fundidas durante a amos-
ésteres, de saponificação, de iodo, de peróxidos, tragem.
de hidroxlla, de acetila e a dosagem da matéria
insaponificável.
Proceder conforme instruçGes sob o título
"Determinaçfo da densidade de mua e densidade
relativa" (V.2.S).
Proceder conforme instruções do Método m,
sob o título "Determinaçlo da temperatura e
faixa de fudo" (V.2.2).
Temperatun (ou ponto) ele lIOIiclificaçlo 6 sob agitação freqüente, até separaçlo defmida de
sinônimo de temperatura de congelamento, fase límpida (ácidos graxos). Lavar a fase graxa
constituindo constante física para óleos e gorduras. com água fervente a fun de isentá·la de ácido
A técnica descrita prevê a separaçlo, por saponi· sulfúrico e mantê·la - em béquer pequeno - sobre
ficaçfo seguida de hidróHse, dos ácidos graxos banho-maria fervente at6 decantaçlo da água,
contidos na amostra, para posterior determinaçlo deixando límpida a fase oleosa. Filtrar e recolher
da temperatura de solidificaçlo destes. a mistura de ácidos graxos enquanto ainda quente
em béquer seco e dessecá·la a 150°C durante
SepllJ7lçSodos Icidos graxos 20 minutos. Transferir a mistura quente para
Transferir 75 ml de soluçlo de hidróxido de frasco apropriado e mantê·la em banho de gelo
potássio em gUcerol(preparar dissolvendo 25 g de até solidificaçfo.
hidróxido de potássio em 100 ml de g1!cerol)para Para avaliar o grau de pureza dos ácidos graxos
separados pelo procedimento acima, transferir -
béquer de 1000 ml e aquecer a 150 °e. Adicio·
previamente ao congelamento - 3 ml da soluçio
nar 50 ml de amostra tratada conforme indicado
de ácidos graxos dessecados para tubo de ensaio e
acima (clarificada e fundida, se sólida) e prosseguir
adicionar 15 mI de etanol. Aquecer a soluçlo
o aquecimento - com agitação freqüente - nlo
até fervura e juntar 15 ml de hidróxido de amônio
permitindo à temperatura ultrapassar 150°C. 6 M. A solução resultante deve ser límpida.
A saponificação é dada por concluída quando a
mistura apresentar homogeneidade, sem vestígios
PROCEDIMENTO
de material particulado. Transferir a mistura para
outro béquer de 1000 mi, contendo 500 ml de Proceder conforme instruções sob o título
água quase fervente, juntar lentamente 50 ml de "Determinação da temperatura de congelamento"
solução de ácido sulfúrico a 25%(V/V) e aquecer, (V.2.4).
Proceder conforme instruções sob o título ambiente e a 40 OCo respectivamente, para óleos
"Detenninaçlo do índice de refraçlo" (V.2.6). e gorduras.
A determinaçlo deve ser feita à temperatura
Proceder confonne inltruçGel sob o título
"Determinaçlo do poder rotatório e do poder
rotatório específico" (V.2.8).
Materiais graxos pouco refmados - especial. em que d corresponde ao diâmetro de giro da
mente os de origem animal - contêm umidade e centrífuga, em cm.
matéria estranha, para os quais slo estabelecidos Os tubos devem ser do tipo cênico, providos
limites especificados nas monografias. A técnica de tampa, com capacidade para 125 ml e gradua·
de determinação de água e sedimentos em matérias dos a partir da base.
graxas compreende a solubilizaçlo da fração
lipfdica da amostra em benzeno e a leitura, após PROCEDIMENTO
centrifugaçfo, do volume de fase aquosa contendo
Transferir para dois tubos de centrifugação
sedimentos.
50 ml de benzeno e adicionar 5 ml de amostra
(aquecer ligeiramente o óleo, se necessário, para
Centrffuga
eliminar turvaçlo provocada pela solidificação de
Empregar preferencialmente centrífuga com ácido esteárico). Tampar, agitar os tubos com
diâmetro de giro (medida da distAncia entre as vigor e imergi.los em banho-maria a 50°C durante
extremidades dos tubos dispostos na horizontal) 10 minutos. Centrifugar durante 10 minutos e
entre 38 e 43 em, ajustando a velocidade de ler os volumes de água e sedimentos nas bases de
rotaçA'opara 1500 rpm. Evitar o uso de centrífuga ambos os tubos. Repetir a operaçlo por mais
angular. Centrífugas de dimensionamento diverso 10 minutos e repetir a leitura quantas vezes for
podem ser empregadas, calculando·se a velocidade necessário para que 3 leituras sucessivas forneçam
de rotaçlo (em rpm) pela fórmula resultado constante. Com base na soma dos
volumes de depósito dos dois tubos, calcular a
1500 J 4°l porcentagem, em volume, de água e sedimentos
no material graxo.
o índice de acidez pode ser expresso em unida- ar (e/ou bactérias) dos alcidos graxos livres.
desde massa (mg de hidróxido de potássio neces-
sários à neutralização de alcidos graxos livres em PROCEDIMENTO
1 g de amostra) ou de volume (mI de hidróxido de Pesar exatamente cerca de 10,0 g de amostra e
sódio 0,1 M necessários à neutralizaçlo dos ácidos dissolver - em erlenmeyer de 2S0 ml - em SO ml
graxos livres em 10 g de amostra). A t6cnica a de mistura de partes iguais de álcool e éter, pre-
seguir, compreendendo solubilizaçãoda tomada de viamente neutralizada à fenolftaleína SI com
ensaio em solvente orgânico e neutrallzaçlo dos hidróxido de sódio 0,1 M SV. Nlo ocorrendo
ácidos graxos livres nela contidos, leva diretamente dissolução, acoplar o frasco a condensador de
à segunda defmiçlo. nada impedindo, contudo, a refluxo vertical e aquecê-Io lentamente, sob agita-
conservaçio do valor determinado para o primeiro ção freqüente. Oleos saturados com dióxido de
conceito. carbono (técnica de conservaçlo) devem ser
lndices de acidez elevados são sugestivos de solubilizados na mistura solvente e aquecidos sob
hidrólise acentuada dos 6steres que compõem a refluxo durante 10 minutos para assegurar a
matéria graxa. As causas da degradação incluem expulslo do ps. Opcionalmente, podem ser
tratamentos químicos integrantes do processo transferidos - previamente à amostragem - para
industrial de extração e purificaçlo, atividade c4psula de porcelana rasa e mantidos em desseca-
bacteriana, açio catalítica (calor e luz), estocagem dor l presslo reduzida durante 24 horas.
prolongada em condições inadequadas e a presença Para neutralizar os alcidos graxos livres, juntar
de impurezas, especialmente umidade. Cabe, 1 mI de fenolftaleína SI e titular com hidróxido
todavia, salientar que a detecção de 'Proporção de sódio 0,1 M SV até persistência da cor rósea
elevada de alcidos graxos livres em wna amostra pálida durante 30 segundos sob agitaçio. Proceder
de óleo ou gordura nlo guarda relaçlo com grau a ensaio em branco e corrigir o volume de titulante
de rancificaçlo, pois esta decorre de oxidaçlo pelo consumido.
Defme·se índice de saponificação como a frasco e mantê·lo em banho de água .fervente
quantidade, em rng, de hidróxido de potássio durante 30 minutos sob rotação freqüente. Se a
necessária à neutralização dos ácidos graxos livres amostra for constituída de óleo saturado com
e saponificação dos ésteres presentes em 1 g de di6xido de carbono (técnica de conservação),
amostra. Óleos e gorduras naturais - em sua transferi-Ia, previamente à pesagem, para cápsula
maioria misturas de ésteres triglicerídicos de ácidos de porcelana rasa e mantê-Ia em dessecador à
de cadeia longa - apresentam índices de saponifi· presslo reduzida durante 24 horas. Adicionar 1 ml
cação semelhantes. Entretanto, a determinação do de fenolftaleína SI e titular o excesso de hidr6xido
índice de saponificação é relevante como indício de potássio alcoólico 0,5 M SV com ácido clorídrico
da presença de ácidos contendo menos de 16 ou 0,5 M SV. Proceder à determinação paralela de
mais de 18 átomos de carbono, pelo fato de seu branco e corrigir o volume de titulante consu-
valor ser inversamente proporcional ao peso mido para a amostra. O índice de saponificação
molecular médio dos ácidos graxos presentes na é fornecido pela f6rmula
amostra. O índice de saponificação também é
indicador válido para adulterações de matéria IS = V· f . 28,05
graxa com substâncias insaponificáveis (óleo m
mineral, por exemplo). ~

PR.OCEDIMENTO V = volume corrigido de ácido clorídrico 0,5 M


Transferir 1,5 a 2,0 g, exatamente pesados, de SV consumido,
amostra para frasco cônico de 250 ml e juntar f = fator de correçfo, se houver, do ácido
25 ml de hidróxido de potássio alcoólico 0,5 M clorídrico SV,
SV. AcopIar condensador de refluxo vertical ao m = massa, em g, da tomada de ensaio.
Define-se iDcIic:e ele•••• como a quantidade, 20 a 30 ml de álcool neutralizado • fenolfta·
em q, de hidróxido de potúsio necesúria • leína SI. Misturar, adicionar 1 ml de fenolfta·
saponificaçlo dos ~lteres presentes em 1,0 a de leína SI e titular com hidr6xido de potállio
ma~ria graxa. Conclui-se que) para substancias alcoólico 005 M SV. Neutralizados os 'cidos
isentas de 'cidos araxos livres, o índice de ~res graxos livres, juntar ao frasco 2S ml de hidróxido
comsponde ao índice de saponificaçlo. Al6m de potállio alcoólico O,~M SV e prosseguir
cUsso, ~ demecessúio deteJ'IIÚÚ·lo quando o conforme indicado sob "Detenninaçlo do índice
índice de acidez e o de saponificaçlo forem de saponificaçlo", a partir de "Acoplar condeno
conhecidos; neste CIIO, basta subtrair o primeiro IIdor de refluxo ... ", omitindo, contudo, nova
do sesundo para se chegar ao índice de ~sterel. adiçlo de feno1ftaleína SI.
A diferença entre o número de ml de icido
clorídrico O,S M consumidos no ensaio e o número
PROCEDIMENTO
de ml patos no branco multiplicada por 28,OS
Tranaferir 1,S a 2,0 a, exatamente pesados, e dividida pelo peso ela amostra em grama ~ o
de amostra para frasco cônico de 2S0 ml e juntar índice de ~ster.
Defme-se índice de iodo como a quantidade, fórmio para dissoluçio. Adicionar 25 ml de
em g, de iodo absorvido sob condições deter- brometo de iodo SR, tampar o frasco e deixá-Io
minadas, por 100 g de matéria graxa. O índice de em repouso ao abrigo da luz durante 30 minutos,
iodo constitui, pois, medida quantitativa do grau sob agitação ocasional. Em seguida, adicionar
de insaturação dos ácidos graxos - esterificados e 30 ml de iodeto de potássio SR e 100 ml de água
livres - presentes na amostra. (nessa ordem) e titular o iodo liberado com
A técnica descrita baseia-se na incorporação de tiossulfato de sódio 0,05 M SV. Próximo à viragem
quantidade exata de mistura de iodo e bromo à (a soluçio titulada adquire cor amarela pálida),
amostra; parte é adicionada às duplas ligações juntar 3 ml de amido SR e prosseguir titulando
das cadeias dos ácidos e o excesso de iodo, libe- até desaparecimento da cor azul. Executar branco
rado pela adiçlo ao meio de quantidade corres- paralelo e proceder à necessária correção do
pondente de iodeto de potássio, é titulado com volume de titulante consumido para a amostra.
solução padrio de tiossulfato de sódio. O índice de iodo é obtido pela fórmula
O valor encontrado na determinação é sugestivo
do grau de pureza do material ensaiado assim In dice V - f· 1,269
como da presença de adulterantes: óleos secantes
de 12 = ----- m
(óleos de linhaça e de fígado de bacalliau, por
exemplo) apresentam índices de iodo elevados,
acima de 120, enquanto óleos nlo secantes (azeite v = volume corrigido de tiossulfato de sódio
de oliva, por exemplo) geralmente fornecem O,OS M SV consumido,
índices inferiores a 100 e gorduras animais, tipi-
f = fator de correçlo, se houver, do tiossulfato
camente saturadas, apresentam índices de iodo
de sódio SV,
reduzidos, abaixo de 90.
m = massa, em g, da tomada de ensaio.

Observsç6o: A tomada de ensaio deve ter


PROCEDIMENTO (MI!TODO DE HANUS)
grandeza adequada para consumir até cerca de 50%
Transferir cerca de 800 rng de gordura (sólida) da soluçio de brometo de iodo. Do contrário, o
ou 200 mg de óleo, exatamente pesados, para resultado da determinaçio nlo é confiável, sendo
frasco de iodo de 250 ml e juntar 10 ml de cloro- necessário repeti-Ia com tomada de ensaio menor.
o íncIice de per6xidos exprime o volwne, em 2S ml de mistura de 2 volwnes de llcido acético
ml, de solUçlo volwnétrica diluída de tiossulfato glacial e 1 volume de clorofórmio, lIIÍtando
de sódio necessúio 1 titulaçlo indireta (excesso até dissoluçlo da amostra. Adicionar 1 ml de
de iodo) dos peIÓxidos presentes em 1 g de maté- soluçlo saturada de iodeto de potúsio, tampar o
ria graxa. frasco e deixll-Io em repouso durante 1 minuto.
O valor encontrado é critério de avaliaçlo para Juntar 3S ml de água e titular o iodo liberado com
rancidez incipiente (pré-rancidez, caracterizada tiossulfato de sódio 0,001 M SV. Próximo à
pela formaçlo de peIÓxidos instáveis) e indica o virasem (a soluçlo titulada adquire cor amarela
estado de "conservaçloda matéria graxa. Os limites plllida), juntar 1 ml de amido SR e prosseguir
alo estabelecidos nas monografias. titulando até desaparecimento da cor azul. Execu·
tar branco paralelo e proceder 1 necessária corre·
çIo do volume de titulante consumido para a
amostra. O índice de peIÓxidos é fornecido pela
PROCEDIMENTO
fórmUla V1m, em que V é o volmne corrigido, em
Transferir cerca de 1 g, exatamente pesado, de ml,de tiollUlfato de lÓdio 0,00 1M consumido e
amostra para frasco de iodo de 2S0 ml e juntar m corresponde à massa, em g, da tomada de ensaio.
o índice de bidroxila exprime a quantidade, condensador - 15 rnl de álcool but11ico, previa-
em rog, de hidróxido de potássio necessária à mente neutralizado à fenolftaleína SI com bidró-
neutralizaç1'o do ácido formado na acílação - xido de potássio alcoólico 0,5 M SV. RemoVero
com anidrido acético - das hidroxilas contidas condensador e - aproveitando para lavar a parede
em 1g de amostra. O método é aplicável a do frasco - adicionar mais 10 rnl de álcool butí-
substâncias graxas e derivados, inclusive álcoois lico neutralizado. Adicionar cerca de I rnl de
graxos, mono e diglicerídios e ácido hidroxies- fenolftaleína SI e titular com hidróxido de potássio
teárico. alcoólico 0,5 M SV até viragem para rosa-pálido.
O valor determinado é inversamente propor· Tratar, paralelamente, outro frasco da forma
cional ao peso molecular das cadeias constituintes descrita acima, omitindo a amostra (branco).
da amoStra e índices muito reduzidos, por exem- O cálculo do índice de hidroxila requer a
plo, sugerem adulteração ;ia substância com consideração da acidez livre da amostra original.
álcoois superiores ou com substâncias graxas nã'o Para tanto, adotar o volume de titulante obtido
alcoólicas (parafmas etc.). na determinação do índice de acidez da amostra
ou proceder como segue: transferir para frasco
cônico, com 125 rnlde capacidade, cerca de 10 g de
PROCEDIMENTO amostra, exatamente pesados, e juntar 10 rnl de piri·
Transferir a quantidade especificada (Tabela dina recém-preparada e neutralizada à feno1fta-
anexa), exatamente pesada, de substância para leína SI com hidróxido de potássio alcoólico
frasco cônico de 250 rnl provido de tampa esme· 0,5 M SV. Juntar cerca de 1 rnl de fenolftaleína
rilhada. Juntar 5 rnl de mistura anidrido acético- SI e titular, até viragem para rosa-pálido, com
piridina SR e acoplar o frasco a condensador de hidróxido de potássio alcoólico 0,5 M SV.
refluxo Quntas esmerilhadas). Mantê-Io sob aque- Calcular o índice de hidroxila pela fórmula
cimento em banho-maria fervente durante 1 hora,
ajustando o nível de água do banho 2 a 3 em
acima do nível de líquido no frasco. Em seguida,
adicionar 10 rnl de água através do condensador
e manter sob aquecimento durante 10 minutos
adicionais. Deixar resfriar e verter - ainda pelo M = molaridade exata da solução padrão de
hidróxido de potássio alcoólico,
TI = massa, em g, da tomada de ensaio empregada
Indlce de hidroxila Massa da tomada para a acetilação,
esperado de ensaio (g)
T2 = massa, em g, da tomada de ensaio empregada
O a 20 10 na determinação da acidez livre,
20 a 50 5 VI = volume, em rnl, de soluçio padrio consu·
50 a 100 3 mida pelo branco,
100 a 150 2
150 a 200 1,5 V2 = volume, em rnl, de soluçio padrão consu·
200 a 250 1,25 mida pela amostra acetllada,
250 a 300 1,0
300 a 350 0,75
V3 = volume, em rnl, de soluçio padrão consu-
mida na titulaçio da acidez livre.
o índice de acetila, cujo objetivo é estabelecer para funil de separação, rejeitando a camada
o grau de presença de álcoois livres em substâncias aquosa inferior. Lavar a substância acetilada com 3
graxas, é calculado com base na diferença entre ou mais porções de 50 ml de solução saturada
índices de saponificaçlo da substância acetilada quente de cloreto de sódio até que a solução de
pela técnica descrita a seguir e da substância nlo- lavagem nlo mais forneça reaçlo ácida ao papel
acetilada. Corresponde à quantidade de álcali - de tomassol. Juntar ainda 20 ml de água quente
em mg de hidr6xido de potássio - necessária à ao funil e agitar, removendo, em seguida, o mais
neutralizaçlo do ácido acético liberado na hidr6- completamente possível. a fase aquosa. Transferir
1isede 1 g de substância acetilada. a substância para cápsula de porcelana, juntar 1 g
de sulfato de s6dio pulverizado (desidratante),
misturar bem e fIltrar através de papel de fl1tro
PROCEDIMENTO pregueado.
Determinar o índice de saponificação da
Transferir 10 g de substância e 20 ml de anidrido substância original, não-"acetilada, e da substância
acético para ballo de fundo redondo e gargalo acetilada pelo procedimento acima e calcular o
longo, com 200 ml de capacidade, fIxado a con· índice de acetila pela f6nnula
densador de refluxo. Apoiar o frasco sobre tela
de amianto em cujo centro tenha sido cortado
IA = (b - a~ 1335
orifício de cerca de 4 em de diâmetro e aquecer c 13 5 - a
sobre chama de bico de gás com altura máxima
de 2S mm (evitando que a chama alcance a base
do balão). Manter em ebulição regular durante
2 horas, resfriar e transferir o conteúdo do balão a = índice de saponifIcação da substância
para béquer de 1000 ml contendo 600 ml de água. original,
Adicionar 0,2 g de pó de pedra.pomes e ferver b = índice de saponifIcação da substância
durante 30 minutos. Resfriar e transferir a mistura acetilada.
Matéria insaponificável em gorduras e óleos é o resíduo em 50 ml de água quente. Transferir a
a parcela da substância que, embora solúvel em soluçio para funil separador provido de tampa de
solventes lipóftlos clássicos, nã'o se deixa saponifi- politetrafluoretileno (Teflon), lavando o frasco
car por hidróxidos alcalinos. Igualmente incluídos com 2 porções de 25 ml de água e juntando
na defmiçã'o estio os produtos de saponificaçlo também essa água ao funil. Resfriar à temperatura
lipossolúveis. ambiente, juntar algumas gotas de álcool para
A fraçlo insaponificável de óleos e gorduras precipitar a separação de fases e extrair a fase
geralmente consiste de fitosteróides ou colesterol oleosa com 2 porções de 50 ml de éter etüico,
e taxas anormalmente elevadas indicam a presença combinando os extratos etéreos em outro funil
de adulterantes. separador. Lavar os extratos combinados com
20 ml de hidr6xido de sódio 0,1 M, com 20 ml
de hidróxido de s6dio 0,2M e, finalmente, com
PROCEDIMENTO porções de 15 ml de água até que a última nlo
Na falta de especificaçlo de tomada de ensaio se avermelhe pela adiçlo de 2 gotas de fenolfta-
na monografia, transferir 5,0 g, exatamente leína SI. Transferir os extratos etéreos, bem
pesados, de matéria graxa para frasco cônico de como porção de 10 ml de éter eh1ico empregado
250 ml, juntar soluçã'o de 2 g de hidróxido de na lavagem do funil, para copo tarado. Evaporar o
potássio em 40 ml de álcool e aquecer o frasco éter até secura em banho-maria fervente e dessecar
durante 2 horas sob banho-maria fervente, aco· o resíduo durante 30 minutos a 100 oCoEsfriar em
plando-Ihe previamente condensador de refluxo dessecador durante 30 minutos e pesar o resíduo
vertical. Retirar o condensador e prosseguir no (substância insaponificável na tomada de ensaio).
aquecimento até evaporaçlo do álcool e dissolver Calcular o resultado em porcentagem.
o doseamento com nitritos é método de a última adição. Esta deve continuar positiva.
utilidade na determinação quantitativa de aminas Caso tenha sido empregado, inadvertidamente,
aromáticas primárias, em geral, e de sulfonamí- excesso de titulante, adicionar quantidade conhe-
dicos, em particular. cida do sulfonamídico e proceder à titulação por
Existem, basicamente, dois métodos de dosea· retorno. Para tanto, acrescentar quantidade
mento com nitritos: conhecida da amostra e titular o excesso com a
solução de nitrito de sódio 0,1 M SV.
o método 1 emprega como indicador goma de O peso, em rng, da amostra correspondente a
amido iodetado ou papel de amido iodetado. O cada ml de nitrito de s6dio 0,1 M SV encontra-se
excesso de ácido nitroso, em conseqüência da descrito na monografia de cada fármaco em
reação com o ácido iodídrico do indicador, libera particular.
iodo, responsável pela cor azul característica
da reação com o amido. MUOD02
O método 2 compreende a determinação poten· Técnica - Pesar exatamente cerca de 500 mg,
ciométrica do ponto fmal da titulação. Este quando se tratar de sulfonamídico, ou a quantia
método emprega eletrodos adequados - platina- dade especificada na monografia, quando se tratar
calomelano ou platina-platina -, que devem ter de outras aminas aromáticas primárias. Transferir
diferença de potencial de 50 a 100 mV. A sensibi- para erIenrneyer e adicionar 20 ml de ácido clorí·
lidade do dispositivo que mede a corrente deve drico SR e 50 ml de água. Agitar até dissolução.
variar de 0,1 a I nA. Pode-se utilizar agitação Resfriar. para 15 De, mantendo esta temperatura
mecânica ou magnética ou, eventualmente, cor- no curso da titulação. Caso for especificado,
rente de nitrogênio através da solução para mistu- acrescentar catalisador adequado. Titular, lenta-
rá-Ia. Após o uso, deve·se ter o cuidado de imergir mente e sob agitação, com nitrito de sódio 0,1 M
os eletrodos por alguns segundos em ácido nítrico SV, previamente padronizado com sulfanilamida.
SR ao qual se adicionou 1 rng/mI de cloreto A ponta da bureta devepermanecer pouco acima da
férrico, lavando-osem seguida com água.
superfície da solução, a fim de evitar a oxidação
do nitrito de sódio. Deve-se,outrossim, impedir a
agitação rápida, que forma um vórtice de ar abaixo
Ml!TODO 1
da superfície. No início da titulação, a agulha do
Técnica - Pesar exatamente cerca de 500 rng, registrador apresenta deflexão a cada volume do
em se tratando de derivado sulfonamídico, ou titulante adicionado, voltando, em seguida, ao
quantidade especificada na monografia correspon- ponto de origem. Quando a titulação estiver a
dente, quando se trata de outro tipo de amina aproximadamente 1 ml do ponto fmal calculado,
aromática primária. Transferir para erIenmeyer de acrescentar volumes de 0,1 m1 em intervalos de,
250 mI, adicionando, com agitação, tOO mI de no mínimo, 1 minuto. Ao se atingir o ponto fmal
ácido clorídrico SR para dissolver a amostra. da titulação, nio se observa deflexão alguma.
Em seguida, adicionar cerca de 30 m1 de água O peso, em rng, da amostra que equivale a cada
e 20 g de gelo picado. Após resfriamento a apro- ml de nitrito de sódio 0,1 M SV adicionado
ximadamente 15°C, titular a amostra lenta· encontra-se especificado na monografia de cada
mente com solução de nitrito de s6dio 0,1 M fármaco em particular.
SV, previamente padronizada com sulfanila- No doseamento de sulfonamídicos ou outras
mida padrão. Atinge.se o ponto final de titulação aminas aromáticas primárias na forma de compri-
quando uma gota do líquido da solução do erIen- midos, determinar o peso médio de 20 compri-
meyer der imediatamente mancha azul sobre a midos e, após pulverização, pesar o equivalente a
goma de amido iodetado SI, colocada em placa 500 mg de princípio ativo. No caso de injetáveis
de toque, ou sobre papel de amido iodetado SI ou outras formas líquidas deve-se pipetar quanti-
umedecido. Para se comprovar o término da dade equivalente a 500 rngde princípio ativo. No
titulação, repetir a prova de toque 2 minutos após restante, o procedimento é análogo.
o método de Kjeldabl, descrito na forma de nitrogênio, para balão Kjeldahl de 500 ml e
macro e de semi-microtécnica, destina-se à deter- juntar 25 rnl de ácido sulfúrico contendo 1 g
minação de nitrogênio em substâncias relativamente de ácido salicílico dissolvido. Misturar e aguar-
lábeis como amidas e aminas. Compreende duas dar durante cerca de 30 minutos, agitando com
fases: (1) mineralização - digestão catalítica freqüência. Juntar 5 g de tiossulfato de sódio,
da substância orgânica em ácido sulfúrico - com misturar e, em seguida, adicionar 0,5 g de sulfato
a decorrente conversão quantitativa do nitrogênio cúprico. Prosseguir conforme indicado na técnica
presente em sulfato de amônio; (2) destilação do já descrita, a partir de "Inclinar o balão cerca de
digesto alcalinizado, sendo a amônia liberada no 45° ... ". Quando o conteúdo de nitrogênio
processo doseada por volumetria. na amostra excedeI 10%, juntar - previamente
à digestão - 0,5 a 1,0 g de ácido benzóico para
V.3.4.2.1. MÉTODO I (MACRODETERMINAÇÃO) facilitar a decomposição da substância.
Transferir cerca de 1 g de amostra, exatamente
pesado, para balão Kjeldahl de 500 rnl. Juntar 10 g
de sulfato de potássio, 0,5 g de sulfato cúprico e V.3.4.2.2. MtTODO 11
20 rnl de ácido sulfúrico. Inclinar o balão cerca (SEMI-MICRODETERMINAÇÃO)
de 45° e aquecer lentamente, mantendo a ~empe- Transferir quantidade exatamente pesada de
ratura abaixo do ponto de ebulição enquanto substância, correspondente a 2-3 mg de nitrogênio,
houver desenvolvimento de espuma. Aumentar a para balão de Kjeldahl compatível com o aparelho.
temperatura até que o ácido ferva de modo regular Juntar 1 g de sulfato de potássio e 0,1 g de sul-
e prosseguir no aquecimento até 30 minutos após
fato cúprico e, se for o caso, lavar os sólidos
a mistura ter ficado límpida e adquirido cor aderentes ao gargalo com rmo jato de água. Juntar
verde-clara. Deixar esfriar, juntar 150 rnl de água, 7 m1 de ácido sulfúrico e, em seguida, 1 m1 de
misturar e esfriar novamente. Juntar cuidadosa- peróxido de hidrogênio a 30% (V/V), tomando a
mente 100 ml de solução a 40% (p/V) de hidróxido precaução de, nas duas adições, permitir que os
de sódio, permitindo que o álcali escorra pela líquidos escorram pela parede do balão. Aquecer
parede do balão e forme fase independente sob a o frasco e manter a digestão até desaparecimento
solução ácida. Adicionar pequena quantidade de dos resíduos de carbonização e a solução azul-clara
zinco granulado e, sem demora, conectar o balão se mostrar perfeitamente límpida. Cuidadosamente,
ao bulbo de isolamento previamente fixo a
juntar 20 ml de água e esfriar. Conectar o balão
condensador, cuja outra extremidade esteja imersa ao aparelho de destilação indireta, por vapor e,
em 100 ml de solução a 5% (P/v) de ácido bórico através do funU, juntar 30 rnl de solução a 40%
em erlenmeyer de 500 rnl. Misturar as fases (P/V) de hidróxido de sódio. Lavar o funil com
no balão, por agitação suave, e destilar até que água e, sem demora, proceder à destilação. Reco-
cerca de 80% do volume contido no balão tenham lher o destilado em erlenmeyer de 250 rnl contendo
sido destilados. Adicionar cerca de 3 gotas de 15 m1 de solução a 5% (p/V) de ácido bórico, cerca
vermelho de metila SI ao frasco receptor e titular de 25 rnl de água e 3 gotas de vermelho de metila
com ácido sulfúrico 0,25 M SV. Fazer ensaio em SI. Certificar-se de que a extremidade do conden-
branco e proceder à necessária correção no volume sador esteja imersa - por meio de tubo de vidro
de titulante consumido. Cada ml de ácido sulfúrico ligado ao condensador por junta apropriada - no
0,25 M SV equivale a 7,003 mg de nitroFnio. líquido coleto r, antes de iniciar a destilação.
Para amostras com baixos níveis de nitroFnio, Destilar até que o volume de destilado atinja 80
empregar ácido sulfúrico 0,05 M SV. Neste caso, a 100 m1; remover o frasco coletor, lavar as pare-
cada m1 equivale a 1,401 mg de nitrogênio. des com pequena quantidade de água e titular
com ácido sulfúrico 0,005 M SV. Fazer ensaio em
Na presença de nitratos ou nitritos branco e proceder à necessária correção no volume
Transferir quantidade exatamente pesada de de titulante consumido. Cada ml de ácido sulf\Í-
amostra, correspondendo a cerca de 150 mg de SV equivale a 0,1401 mg de nitrogênio.
o método do frasco de combustão constitui deslocamento devido à pressão exercida pelos
variedade de análise elementar destinada à identi· gases de ignição. Iniciada a combustão, inverter
ficação e/ou doseamento de substâncias orgãnicas o frasco para assegurar vedaçio líquida na tampa,
segundo seu conteúdo em halogênios ou enxofre. tomando a precaução de evitar que material
A amostra é subqtetida à combustllo em frasco incompletamente queimado caia no líquido.
apropriado, em ambiente de oxigênio, sendo o Concluída a combustão, lI8itar o frasco ocasio-
halogênio gasoso ou dióxido de enxofre formados nalmente, até que a fumaça branca formada no
no processo absorvidos em soluções apropriadas, processo desapareça. Decorridos 15 a 30 minutos,
nas quais são convertidos em formas químicas colocar pequena porção de água na borda do
doseáveis por métodos volumétricos. frasco e remover a tampa, peimitindo que esta
água flua para o interior do frasco, lavando as
APARELHAGEM paredes do gargalo. Lavar tampa, gargalo, fio e
rede de platina com água e juntar estas águas de
Compreende frasco de iodo de· parede grossa
lavagem à solução absorvente. A solução obtida
(cerca de 2 mm), de vidro refratário resistente,
segundo este procedimento é designada solução-
com capacidade nominal de 500 mI. Para a técnica
amostra. Para o preparo do branco, proceder da
de determinação de flúor, emprega-se frasco
de quartzo. maneira descrita, omitindo a amostra (Nota 2).
À base da tampa esmerilhada que acompanha
o frasco, fIXa-se, por fusão, segmento de bastão Amostras Ilquidas
de vidro ao qual, também por fusão, é fixado fio Enrolar pt"~uena quantidade de algodão absor-
de platina em cuja extremidade se encontra vente em pedaço de papel de ftltro provido de
anexada rede de platina com abertura de malha mecha e pesar, neste dispositivo, a quantidade
4251lm. As dimensões encontram-se na ilustração especificada da amostra, que é absorvida no
anexa. algodão. Após a fixação do algodão envolvido
no papel de ftltro à grade de platina, proceder
à combustão tal como descrita para amostras
sólidas.

Determinação de cloro e bramo


Queimar a quantidade especificada de substância
sob exame da forma descrita, empregando como
solução absorvente 20 mI de água acrescidos de
1 ml de peróxido de hidrogênio (100 volumes)
e 3 ml de hidróxido de sódio 0,1 M. Concluída a
absorção, juntar 2 gotas de azul de bromofenol SI
e quantidade suficiente de ácido nítrico 0,1 M para
virar o indicador de azul para amarelo, incorpo-
rando 0,5 mI de excesso. Se a substância em
análise contiver enxofre, adicionar algumas gotas
de nitrato de bário 0,005 M.Juntar 100 mI de
etanol aproveitando a adição para lavar as paredes
internas do frasco e, em seguida, 15 gotas de
Amostras sólidas difenücarbazona SI. Titular com nitrato de mero
Pesar a quantidade especificada de substância cúrio(Il) 0,005 M SV até coloração r6sea per-
(correspondente a cerca de 2·3 mg do elemento manente. Cada mI de nitrato de mercúrio(lI)
sob análise) em pedaço de papel de ftltro de for- 0,005 M SV equivale a 0,3550 mg de cloro ou
mato e dimensões apropriadas, dobrar e prender a 0,79904 mg de bromo.
o pacote assim preparado na tela de platina,
deixando livre a mecha. Umedecer o gargalo do
Determinação de iodo
frasco com água, colocar em seu interior a solução
absorvente especificada e borbulhar oxigênio Queimar a quantidade especificada de substân-
nesta solução com o intuito de expulsar o ar e cia sob exame da forma descrita, empregando
saturar o ambiente do frasco e a solução absor· como líquido absorvente 10 mI de água acrescidos
vente com o gás. Acender a mecha (veja Nota 1) de 2 mI de hidróxido de sódio M. Concluída a
e, sem demora, colocar a tampa no frasco, mano absorçio, juntar 1 mI de solução de hidrato de
tendo-a em posição com firmeza para evitar seu hidrazina 4 M em água, tampar novamente o frasco
e agitar até descoramento da solução. Em seguida, como líquido absorvente 12,5 ml de per6xido de
proceder como descrito em Determinação de cloro hidrogênio SR. Concluída a absorção, juntar
e bromo a partir de "Concluída a absorção ... ". 40 ml de água, aproveitando para lavar tampa,
Cada ml de nitrato de mercúrio(I1) 0,005 M SV fio e tela de platina e paredes do frasco. Ferver a
equivalea 1,269 mg de iodo. solução por 10 minutos, esfriar, adicionar 2 ml de
ácido acético SR e 20 ml de etanol SR. Titular com
Determinação de f1úor nitrato de bário 0,01 M SV, usando 2 gotas de
Queimar quantidade especificada de substância torina SI e 2 gotas de cloreto de metiltionínio
sob exame da forma descrita, empregando como SI como indicador até que, a cor amarela mude
líquido absorvente 15 ml de água. Completada a para r6sea. Cada ml de nitrato de bário 0,01 M SV
operação, lavar tampa, fio de platina, tela de equivale a 0,3206 g de enxofre.
platina e paredes do frasco (Nota 3) com 40 ml de
água. Adicionar 0,6 ml de alizarina SI e, em
seguida, gota a gota, hidróxido. de sódio 0,1 M
até que a cor mude de rosado para amarelo.
Adicionar 5 ml de sol\lção tampão acetato l. Recomenda-se ao analista usar óculos de
pH 3 e titular com nitrato de t6rio U,UU5M SV segurança e proteção adequada para evitar que
até que a cor amarela mude para amarelo rosado. estilliaços de frasco o atinjam em caso de acidente.
Cada ml de nitrato de t6rio 0,005 M SV equivale 2. Assegurar-sede que os frascos de combustão
a 0,380 mg de flúor. Havendo dificuldade na estejam escrupulosamente limpos e isentos de
identificação do ponto de viragem, fazer ensaio traços de solventes orgânicos.
preliminar com solução padronizada de flúor 3. Substâncias contendo flúor fornecem teores
inorgânico.
baixos se a combustio for executada em frascos de
vidro borossilicato. Obtêm-se resultados satisfa-
OeterminaçSo de enxofre
t6rios em frascos de vidro-sodaisento de boro mas
Queimar a quantidade especificada de substân- o rendimento ideal implica no emprego de frascos
cia sob exame da forma descrita, empregando de sílica (quartzo).
Complexometria é método analítico volumé- do agente quelante à solução contendo o íon
trico que compreende a titulação de íons metálicos metálico até o ponto de viragem, que é detectado
com agentes chamados complexantes. A reação por método conveniente. Emprega-se este método
envolvida é do seguinte tipo: para dosear, pelo EDTA, os íons alumínio, ferro
(11), cálcio, magnésio, zinco, cádmio, cobre(I1),
níquel, cobalto, chumb o (11), bário, manganês,
mercúrio e muitos ootros.
Muitos complexantes, denominados quelantes, Na titulaçlo por retoqlO adiciona-se excesso
são capazes de formar estruturas cíclicas através da conhecido da solução padrão do agente quelante
coordenação simultânea de vários grupos da molé· à do íon metálico e titula-se este excesso por
cula, junto ao íon metálico. O ácido edético retomo com solução padrão de um segundo íon
(etilenodiaminatetracético, EDTA) é exemplo metálico, até viragem. Por este método podem ser
típico. Este ácido consiste no agente complexante doseados chumbo(I1), alumínio, mercúrio(I1) e
mais utilizado em complex:vmetria. níquel. Uma das vantagens deste método é a
Como a maioria dos agentes complexantes, o possibilidade de titular metais na forma de sais
EDTA apresenta vários equilíbrios ácido-base em insolúveis; assim, o sulfato de bário é dissolvido
função do pH: em excesso de EDT A amoniacal e titula-se por
retomo com magnésio.
A titulação por substituição consiste em deslocar
quantitativanlcnte um segundo metal MIl de um
complexo pelo metal MI que está sendo doseado
e, em seguida, dosear diretamente, por solução
padrfo do agente quelante, o segundo metal assim
liberto; a partir destes dados calcula-se o teor de
Em pH 2,3, 50% do EDTA estão presentes na MI no sistema. Usa-se este método para dose ar
foma de H3EDTA-; em pH 4,5, cerca de 90% cálcio, chumbo, mercúrio e ferro (1II).
encontram-se na forma de H2 EDTA 2 -. Em pH 8,1, A titulação indireta é usada para dose ar íons,
todo o EDT A é encontrado na forma de HEDT A3 -. tais como ânions, que n[o reagem com um agente
Acima de pH 12,5, o EDTA estará ionizado quelante. Duas maneiras são utilizadas neste
completamente . método:
Dessa maneira, a formação de complexos em
solução compreende uma série de equihbrios a) Precipita-se quantitativamente a substância
do tipo: doseada fazendo-a reagir com um íon metálico;
retira-se o complexo por ftltraçãp; redissolve-se
este complexo com excesso de solução padrão de
EDT A e titula-se este excesso com solução padrão
Na complexometria, o ponto de viragem pode de um íon metálico apropriado. Usando-se este
ser determinado visual ou instrumentalmente. artifício é possível dose ar barbitúricos, que não
Via de regra empregam-se indicadores comple. reagem com o EDTA, pela análise complexométrica.
xantes que exibem profundas alterações de cor
mediante coordenaçlo com o metal. Exemplos Barbiturato + Hg(I1) ••• Complexo Hg-Barbiturato
típicos slo: ácido calconcarboxílico, alaranjado (precipitação)
de xilenol, calcona, calmagita, murexida, negro
Complexo Hg-Barbiturato + EDT A em excesso •••
de eriocromo·T e violeta de pirocatecol. •• Barbiturato + Hg-EDTA + EDTA (dissolução)
O indicador complexo métrico atua de forma
competitiva com o agente titulante, devendo ser H.EDTA2- + Zn2+ ~ Zn-EDTA2- + 2W
deslocado efetivamente pelo mesmo nas proxi· (titulação)
midades do ponto de equivalência. De modo
análogo ao agente titulante, a ação do indicador b) Precipita-se o ânion com excesso de metal
também é afetada pelo pH. Assim, a escolha apropriado e titula-se o metal em excesso no
adequada do indicador e o controle do pH (por filtrado com solução padrão de EDTA. Desta
exemplo, através de tampões) tomam-se fatores maneira é possível dose ar, por exemplo, os sul·
decisivos na análise complexométrica. fatos.
Há quatro tipos de titulação complexométrica:
direta, por retomo, por substituição e indireta.
Na titulaçã'o direta, que é mais simples e mais
sof + Ba2+ em excesso" BaS04 + Ba2+ (precipitação)

freqüentemente usada, adiciona-se solução padrão Ba2+ + EDTA4- "'" Ba - EDTA2- (titulação)
calcona SI. Prosseguir a titulação até que a cor
mude de rósea para azul intensa. Cada ml de
EDTA dissódico 0,05 M SV é equivalente a 2,004
mg de cálcio.
Pesar exatamente a quantidade da substância
indicada na monografia, dissolver em 2 ml de ácido
Chumbo
clorídrico M e 50 ml de água, salvo se a mono-
grafia indicar outro tipo de solvente. Juntar 25 ml Pesar exatamente a quantidade da substância
de EDT A dissódico 0,1 M SV e 10 ml da mistura, indicada na monografia e dissolver em 5 a 10 ml
em volumes iguais, da solução de acetato de amô- de água, ou na quantidade mínima de ácido
nio 2 M e ácido acético 2 M. Aquecer 'até ebulição, acético 5 M. Diluir a 50 ml com água. Juntar
deixando a solução ferver durante 2 minutos. gotas de alaranjado de xilenol SI e metenamina
Resfriar. Juntar 50 ml de etanol e 3 ml de solução suficiente (aproximadamente 5 g) para que a
recém-preparada de ditizona em etanol 0,025% solução adquira cor violeta. Titular com EDT A
(pfV). Titular o excesso de EDT A dissódico com dissódico 0,05 M SV ou 0,1 M SV, conforme
sulfato de zinco 0,1 M SV até mudança da cor de indicado na monografia, até mudança da cor de
azul-esverdeada para violeta-rósea. Cada ml de violeta para amarela. Cada ml de EDT A dissódico
EDT A dissódico 0,1 M SV é equivalente a 2,698 0,05MSV é equivalente a 10,35 mg de chumbo.
mg de alumínio.
Magnésio
Bismuto
Pesar exatamente a quantidade da substância
Pesar exatamente a quantidade da substância indicada na monografia e dissolver em 5 a 10 ml
indicada na monografia e dissolver em quantidade de água, ou na quantidade mínima de ácido
mínima de ácido nítrico 2 M. Juntar 50 ml de água clorídrico 2M. Diluir a 50 ml com água. Juntar
e ajustar o pH a 1,0-2,0 adicionando gota a gota, e 10 ml de solução-tampão de cloreto de amônio,
com agitação, ácido nítrico 2 M ou hidróxido de pH 10,0, e negro de enocromo T SI. Titular com
amônio 5 M. Usar como indicador alaranjado de EDTAdissódico 0,05 MSVou 0,1 MSV, conforme
xilenol SI. Titular lentamente cOm EDTA dissó- indicado na monografia, até mudança da cor de
dico 0,05 M SV até mudança da cor de violeta· violeta para azul. Cada ml de EDT A dissódico
rósea para amarela. Cada ml de EDT A dissódico 0,05 MSV é equivalente a 1,215 mg de magnésio.
0,05 M SV é equivalente a 10,45 mg de bismuto.
Zinco
Cálcio
Pesar exatamente a quantidade de substância
Pesar exatamente a quantidade da substância indicada na monografia e dissolver em 5 a 10 ml
indicada na monografia, dissolver em alguns ml de alaranjado de xilenol SI e metenamina suficiente
de água e acidificar, se necessário, com quanti- (cerca de 5 g) para conferir cor violeta à solução.
dade mínima de ácido clorídrico 2 M. Diluir a Titular com EDTA dissódico 0,05 M SV ou 0,1 M
aproximadamente 100 ml com água. Titular com SV, conforme indicado na monografia, até mu-
EDTA dissódico 0,05 M SV até cerca de 2 ml antes dança da cor de violeta para amarela. Cada ml de
do ponto de equivalência previsto. Adicionar EDTA dissódico 0,05 M SV é equivalente a 3,268
4 ml de hidróxido de sódio 10 M e gotas de mg de zinco.
Os fármacos que não podem ser doseados em xwcos são fracos, mas tornam-se completamente
meio aquoso, por serem demasiadamente pouco ionizados quando em amônia líquida. A alta basi-
básicos ou pouco ácidos, sfo doseados em meio cidade desta última exerce, portanto, efeito
não-aquoso, que é método rápido e exato, permi- nivelador sobre as forças aparentes dos ácidos nela
tindo, além disso, dosear misturas de fármacos. dissolvidos. Os ácidos carboxílicos assemelham-se,
Visto que, neste método de doseamento, se nestas condições, aos ácidos minerais comuns,
usam solventes orgânicos, deve-se levar em conta o fortemente ácidos. Analogamente, a força aparente
alto coeficiente de expansão cúbica da maioria em de uma base pode ser ressaltada pelo efeito nive-
relação ao da água. Isso porque há possibilidade lador de solventes ácidos. Assim, amínas, éteres,
de ocorrer variação do teor do titulante em meio arnidas, cetonas e nitrocompostos e mesmo certos
nfo·aquoso em função da temperatura. Corrige-se, hidrocarbonetos aromáticos são fracamente básicos
entfo, o volume do titulante e, por conseguinte, na presença de água. Tomam-se, contudo, fortes
seu título, multiplicando-o pela fórmula ao serem dissolvidos em ácido sulfúrico 95 a 100%,
que exerce, com isso, seu efeito nivelador. À
11 + coeficiente de expansão cúbica do solvente medida que a acidez do solvente diminui, na
(to - t)1 seguinte ordem: ácido sulfúrico, ácido acético,
em que fenol, água, piridina e butilamina, as bases vão
to = temperatura de padronização do titulante, se tornando progressivamente mais fracas até que
t = temperatura de utilização do titulante. percam, com exceção das mais fortes, suas caracte-
rísticas básicas.
São inúmeros os compostos químicos, incluindo Através do efeito diferencíador pode-se, em
os fármacos, que podem ser doseados com vanta- presença de dois ácidos ou duas bases, proceder à
gem em meio não-aquoso: ácidos carboxílicos, comparação de suas forças. Em solvente fraca-
aminoácidos, anidrido de ácidos, enóis do tipo dos mente protofílico, como o ácido acético glacial,
barbitúricos e das xantinas, fenóis, haletos de que forma íon acetônio por adição de um próton,
ácidos, imidas, pirróis, sulfas, aminas, compostos pode-se ordenar de forma decrescente a força de
de amônio quatemário, compostos heterocíclicos ácidos minerais nele dissolvidos, como segue:
nitrogenados, sais alcalinos dos ácidos orgânicos, ácido perclórico, ácido bromídrico, ácido sulfú-
sais alcalinos dos ácidos inorgânicos, alguns sais rico, ácido clorídrico e ácido nítrico. Analoga-
de aminas. mente, o ácido acético, por ser anfipr6tico, exerce
A titulação em meio não-aquoso baseia-se no efeito diferenciador em mistura de bases fracas
conceito ácido-básico de Br'msted-Lowry. Segundo ou muito fracas.
esses autores, ácido é a substância que tem a Os solventes empregados na titulação em meio
capacidade de doar pró tons e base é aquela que não-aquoso devem satisfazer certas exigências:
tem a capacidade de receber prótons. Assim, (1) não devem sofrer reações secundárias com a
substâncias potencialmente ácidas podem funcio- substância, tampouco com o titulante; (2) devem
nar como ácidos somente em presença de base à dissolver a substância permitindo, no mínimo,
qual possam doar próton e vice-versa. O solvente preparo de solução 0,01 M; (3) devem dissolver o
desempenha, por conseguinte, papel muito impor- produto da titulaçfo. Se a precipitação for, con·
tante na determinaçfo do caráter ácido-básico tudo, inevitável, o precipitado deve ser compacto
de uma substância, já que dele depende o meio e cristalino, ao invés de volumoso e gelatinoso;
necessário para que um ou outro caráter seja (4) devem permitir com facilidade a visualização
ressaltado. A água deveria ser o solvente de escolha, do ponto final, seja este medido mediante o uso
porquanto de fácil disponibilidade. No entanto, de indicadores, seja mediante potenciômetro;
por seu caráter anfotérico - ácido e básico - pode (5) devem ser de baixo custo e de fácil purificação.
competir com a base ou com o ácido a ser deter- Para a titulação de substâncias de caráter
minado pela captação ou doação do próton se básico - aminas, heterocíclicos nltrogenados,
tais compostos forem mais fracos do que a água. oxazolinas, compostos de amônia quatemário,
Tais substâncias não seriam, portanto, tituláveis sais alcalinos de ácidos orgânicos e de inorgânicos
em meio aquoso. fracos e alguns sais de aminas - empregam-se
Como resultado da interação entre soluto e solventes de natureza relativamente neutra ou
solvente, dois sfo os efeitos possíveis de serem ácida, sendo o ácido acético glacial o mais empre-
observados: efeito nivelador e efeito diferenciador gado. O anidrido acético reserva·se a bases muito
do solvente. Pelo efeito nivelador não se pode fracas, como amidas. Tem igualmente a fmalidade
comparar a força, quer ácida quer básica, de dois de evitar o excesso de água eventualmente presente
solutos, visto que se mostrarão idênticos neste como umidade adsorvida ou de hidratação do
particular. Assim é que, em água, os ácidos carbo- fármaco. A dioxana é freqüentemente utilizada
com ácido acético, urna vez que muitas vezes se do branco, que nlio deve exceder 0,01 m1 do
recomenda nústura de solventes apróticos com metóxido de sódio 0,1 M SV por m1 de solvente.
ácidos. Para as de difícil dissolução pode-se empre- Duas classes de titulante podem ser empregadas
gar mistura de glicóis com outros solventes. para determinaçlio de substâncias de caráter ácido:
Como titulante emprega-se, geralmente, a solução (1) os alcóxidos de metais alcalinos e (2) oshidr6-
de ácido perclórico em ácido acético. Outros· xidos de alquilamônio quaternário. Dos alcóxidos,
titulantes úteis são ácido percl6rico em dioxana, o met6xido de potássio, em mistura de metanol-
ácido p-toluenossulfôniço (ácido tósico) e ácido tolueno ou metanol-benzeno, é o mais empregado.
fluorsulfônico. O método de detecção do ponto O met6xido de lítio em metanol-benzeno é utili-
fmal do doseamento varia de acordo com o pKa zado para os compostos que formam precipitado
das bases em água. Para aquelas que apresentam gelatinoso mediante titulação com metóxido de
pKa da ordem de 4, a detecção é, em geral, por sódio. Dos hidróxidos, o mais utilizado é o hidró-
meio de indicadores; para as que apresentam pKa xido de tetrabutilamônio. O método de detecção
entre 1 e 4, a detecção é potenciométrica. Nesse. do ponto final no doseamento de ácidos de pKà
caso, o eletrodo de vidro-calomelano é útil. Em em água em tomo de 7 pode ser feito com o uso
ácido acético, tal eletrodo funciona de acordo de indicador. Por outro lado, para os ácidos com
com o previsto teoricamente. No caso do eletrodo pKa entre 7 e 11 recomenda-se determinação
de calomelano como referência, é vantajoso potenciométrica, ainda que em certos casos se
substituir a ponte salina de cloreto de potássio recorra a indicadores, corno violeta az6ico ou
aquoso por perclorato de lítio 0,1 M em ácido o-nitroanilina, com menor precisão, entretanto.
acético glacial. Após remoção do cloreto de O ·erro alcalino restringe o emprego de eletrodo
potássio aquoso, lavar com água e depois com de vidro com alcóxidos de metais alcalinos, sobre-
solvente não-aquoso. tudo em solventes básicos. Assim, pode-se, ainda
. Quando se trata de sais de ácidos halogenados - que sujeito a erros, utilizar o eletrodo de anti-
cloridrato, bromidrato e iodidrato - deve-se mônio. Com os hidr6xidos de amônio quatemário,
adicionar acetato de mercúrio, que não se dissocia em particular os hidróxidos de tetrabutilamônio
em solução de ácido acético. O íon haleto, base e o de trimetilexadecilamônio - em mistura de
demasiadamente fraca para Ieagír quantitativa- benzeno-metanol ou álcool isopropílico - tem-se
mente com ácido perclórico em ácido acético, é a vantagem de que o sal do ácido titulado é solúvel
substituído quantitativamente pelo íon acetato, . no meio de titulação. Por outro lado, o ponto de
que em ácido acético é base forte. Quando se viragem é, em geral, determinado potenciometri-
emprega ácido perclórico 0,1 M SV podem-se utili- camente com sistema de eletrodo de vidro-calo-
zar quantidades de acetato de mercúrio superiores melano. Nesse caso é vantajosa a substituição da
a 3 g, sem risco de reações secundárias. Quando se ponte salina de cloreto de potássio aquoso do
trata de ácido perclórico 0,01 M SV, recomenda-se eletrodo de calomelano de referência por cloreto
que a quantidade de acetato de mercúrio não de potássio em metanol.
ultrapasse 2 moles por moI de composto em Os sistemas mais empregados para a titulação
exame. em meio nllo-aquoso estão na Tabela.
Para a titulação de substâncias que se compor-
tam como ácidos - ácidos halogenados, anidridos
de ácidos, ácidos carboxílicos, arninoácidos, Titulaç60 de substâncias de caráter básico
enóis do tipo de barbitúricos e xantinas, imidas,
Dissolver quantidade de substância indicada na
fenóis, pirróis e sulfas - empregam-se como sol-
monografia em quantidade igualmente especificada
ventes os de natureza básica ou aprótica. Para os
do solvente ou mistura de solventes adequados.
que têm acidez média, utilizam-se bases mais
Juntar o indicador adequado ou, no caso de
fracas, como dimetilformamida - a presença de
determinação potenciométrica, empregar o eletrodo
água pode provocar hidrólise, produzindo ácido
adequado, titulando com solução acética de ácido
fórrnico, que interfere na titulação -, freqüen-
perclórico 0,1 M SV. Paralelamente, proceder à
temente empregada, e piridina. Em se tratando de
titulação em branco.
ácidos fracos, empregam-se bases mais fortes,
Para se calcular o teor porcentual da substância
como morfolina, etilenodiarnina e n-butilarnina.
doseada emprega-se a f6rmula que segue:
Além dessas, certos álcoois e cetonas encontram
emprego nessas deternúnações. Outrossim, sele-
cionando adequadamente os solventes básicos; % = 100(n - n') mEq
pode-se proceder à determinação seletiva em p
mistura de ácidos. ~ importante que se protejam
os solventes da exposiça'o excessiva à atmosfera,
devido à interferência de CO2 na reação. Por
isso, pode-se empregar atmosfera inerte ou apare- p = tomada da amostra em g,
lho especial, durante a titulaça'o. Para determinar n = mililitros de ácido percl6rico gasto com
a absorção de CO2 deve-se proceder à titulação a amostra,
n' mililitros de ácido perclórico gasto com
o branco,
mEq = miliequivalente da amostra. Método J - Dissolver quantidade da substância
especificada na monografia correspondente no
Caso necessário - se to for diferente de t - solvente ou mistura de solventes indicados. Adicio-
corrigir o volume segundo a fórmula indicada nar o indicador recomendado ou, se for o caso,
anteriormente, a saber: usar o eletrodo adequado à determinação poten-
ciométrica_ Titular com solução padrão de metó-
xido de potássio 0,1 M SV, previamente padroni-
zada com ácido benzóico. Cuidar para que não
haja absorção de dióxido de carbono. Efetuar
ensaio em branco. O cálculo do teor de substância
to temperatura na qual o titulante foi padro- segue a fórmula anteriormente indicada. Analoga-
nizado, mente, se houver necessidade, aplicar a fórmula de
t temperatura na qual a titulação foi realizada. correção de volume usando o coeficiente de
expansão cúbica do benzeno, que é 0,0012.
Método 11 - DissoÍver quantidade da substância
Titulação de sais de ácidos halogenados indicada na monografia correspondente no sol-
À quantidade de substância especificada na vente ou mistura de solventes indicados. Titular
respectiva monografia adicionar solvente ou com solução de hidróxido de tetrabutilamônio
mistura de solventes adequados. Adicionar entre 0,1 M SV, vertida de bureta equipada com absor-
5 e 15 ml (geralmente 10 rnl) de acetato de mer- vedor de dióxido de carbono. Determinar o ponto
cúrio acético SR para impedir a interferência do de viragem potenciometricamente. Efetuar ensaio
halogênio. Titular com ácido perclórico 0,1 M SV em branco, fazendo, caso necessário, correção de
como descrito para as substâncias de natureza volume. O cálculo do teor da substância segue a
básica. fórmula anteriormente indicada.

Acido Ácido acético glacial Alfazurina 2-G Mercúrio-acetato de mercúrio


(para titulação de Ácido fórmico Cloreto de metilrosanilina Vidro-calomelano
basese de seus sais) Ácido propiônico p-Naftolbenzelna Vidro-prata-c1oreto de prata
Anidrido acético Verde de malaquita
Cloreto de sulfonila Vermelho de quinaldina

Relativamente neutro Acetato de etila Alaranjado de metila Calomelano-prata-


(para titulação Acetonitrila p- Naftolbenzelna -cloreto de prata
diferencial de bases) Álcoois Vermelho de metila Vidro-calomelano
Benzeno
C1orobenzeno
Clorofórmio
Dioxana
b
Básico n-Butilamina Azul de timol Aotimônio-antimônio
(para titulação Dimetilformamida p- Hidroxiazobenzeno Antimônio-calomelano
de ácidos) Etilenodidmina o- Nitroanilina Antimônio-vidro
Morfolina Timolftale(na Platina-calomelano
Piridina Violeta azóico Vidro-calomelano

Relativamente neutro Acetona Azul de bromotimol Antimônio-calomelano


(para titulação Acetonitrila Azul de timol Vidro-calomelano
diferencial de ácidos) Álcool t-butllico p- Hidroxiazobenzeno Vidro - plati na
2-Butanona Violeta az6ico
Isopropilacetona

a = solventes relativamente neutros de constante dielétrica baixa, tais como benzeno, clorofórmio ou dioxana, podem
ser utilizados junto com qualquer solvente ácido ou básico a fim de aumentar a sensibilidade dos pontos de viragem
da titulação.
b = no titulante.
A técnica destinada à determinação da quanti· 50 mg de iodeto de metila ou a quantidade indi·
dade de grupos metoxila em substâncias orgânicas cada na monografia. Juntar pérolas de vidro, 2;5 ml
consiste na reaçã'o do composto a dosear com de fenol fundido e 5 ml de ácido iodídrico. Pre-
ácido iodídrico concentrado. O iodeto de metila parar solução a 10% (P/V) de acetato de potássio
formado - mais volátil que o ácido iodídrico em ácido acético glacial e colocar 6 e 4 ml desta
aquoso - é separado por destilação sob corrente solução no primeiro e no segundo tubo receptor,
contínua de nitrogênio ou di6xido de carbono, respectivamente, juntando a cada tubo 6 gotas
lavado e absorvido em solução bromo-acética. de bromo. Passar corrente uniforme de dióxido
O doseamento compreende a volumetria de de carbono ou nitrogênio através do braço lateral
retomo de iodo liberado com solução padronizada do balio, visando à expulsão contínua de iodeto
de tiossulfato de sódio. de metila formado. Aquecer suavemente o balão
por meio de micro-bico de Bunsen ou manta de
APARELHAGEM amianto, de forma a permitir que os vapores
do líquido em ebulição alcancem a porção me-
O aparellio empregado na determinação da
diana do condensador. Manter sob aquecimento
metoxila consis~ de balão de fundo redondo, com
durante 30 minutos e transferir quantitativamente,
50 ml de capacidade, ao qual se encontra soldado
por lavagem, o líquido contido nos dois tubos
braço lateral capilar, com 1 mm de diâmetro
coletores para erlenmeyer de 250 ml provido de
interno, destinado à alímentaçã'o de gás de arraste
tampa esme rilhad a, contendo 5 ml de solução a
inerte (nitrogênio ou di6xido de carbono). Ao
25% (P/V) de acetato de sódio. Ajustar o volume
ballo conecta-se - por juntas esmerilliadas -
do líquido para cerca de 125 ml com água e juntar
condensador vertical de cerca de 25 cm de altura
6 gotas de ácido fórrnico. Agitar o frasco por
e 9 mrn de diâmetro interno, em cujo topo está
rotação manual até que o excesso de bromo
fixado tubo curvo (180°), cuja extremidade,
(cor castanha) desapareça e juntar mais 12 gotas de
capilar, com 2 mm de diâmetro interno, encontra-se
ácido fórrnico. Tampar o frasco, agitá-lo com
imersa em cerca de 2 ml de água contida em
vigor para assegurar completa remoção dos vapores
pequeno frasco de lavagem. A saída do lavador
de bromo e deixá-lo em repouso durante 1 a
consiste em tubo de cerca de 7 mm de diâmetro
2 minutos. Adicionar 1 g de iodeto de potássio
interno, que termina em tubo removível de 4 rnm,
e 5 ml de ácido sulfúrico M e titular o iodo libe·
imerso no líquido absorvente do primeiro de
rado com tiossulfato de sódio 0,1 M SV, empre·
dois frascos receptores montados em série.
gando amido SI como indicador. Repetir a ope-
raçã'o omitindo a substância e proceder à neces-
PROCEDIMENTO
sária correçã'o do volume de titulante consumido.
Introduzir no balão quantidade de amostra Cada ml de Na2 S2 03 0,1 M SV equivale a 0,5172
suficiente para a formação de aproximadamente mg de metoxila (CH3 O).
o método compreende o arraste - por corrente 20 m1 de ácido clorídrico. Fixar o balão ao apa·
de di6xido de carbono ou nitrogênio - de S02 relho e passar corrente lenta e uniforme de dió?tido
liberado na ebulição da substância em meio ácido de carbono ou nitrogênio, previamente em solução
aquoso, sua absorção em solução de per6xido de a 6% (p/V) de carbonato de sódio, pelo braço
hidrogênio e o doseamento do ácido sulfúrico lateral. Aquecer gradualmente a mistura, man-
formado no processo com álcali padronizado. tendo-a em ebulição durante cerca de 10 minutos
e, em seguida, removendo momentaneamente
APARELHAGEM a fonte de calor, resfriar por imersão progressiva
O aparelho empregado na determinação de em banho de água, constituído de um recipiente
com diâmetro maior que o do ballo e altura
dióxido de enxofre é semelhante ao adotado para a
determinação de metoxila. Consiste de balão de suficiente para não derramar água quando o
balão estiver inteiramente imerso nele. O volume
fundo redondo, de capacidade para 1000 a 15ooml,
em cuja parede, próximo 'à base, encontra-se sol· de água deverá ser controlado para que isto não
dado braço lateral capilar destinado à alimentação aconteça. Introduzir - removendo momenta-
neamente o balão do aparelho - cerca de 50 a
de gás de arraste (nitrogênio ou dióxido de caro
bono). Ao balão conecta-se - por juntas esmeri- 100 g de amostra e reiniciar o aquecimento,
mantendo a ebulição durante 45 minutos. Desligar
lhadas - condensador de refluxo vertical em cuja
a corrente de gás de arraste e transferir quantita-
extremidade superior se encontram ligados dois
tivamente, por lavagem com água, o líquido
tubos de absorçlo em série, ambos preenchidos
contido nos dois tubos coletores para erlenmeyer
com 10 ml de solução de peróxido de hidro·
gênio SR, neutralizada com hidróxido de sódio de 250 ml e titular com hidróxido de sódio 0,1 M
SV pela viragem de azul de bromofenol SI. Repetir
0,1 M pela viragem de azul de bromofenol SI.
a operação omitindo a amostra e proceder à neces-
sária correção no volume de titulante consumido.
PROCEDIMENTO
Cada ml de hidróxido de sódio 0,1 M SVequivale
Transferir ao ballo cerca de 500 ml de água e a 3,203 mg de dióxido de enxofre.
V.3.4.8.1. MeTODO POR DESTILAÇÃO àquela em que foi medida a amostra e completar
com água a volume igual a duas vezes o volume
Este método deve ser usado na determinação
inicial. Misturar e determinar a densidade a 25 oCo
de álcool, a menos que na monografia seja especi-
A proporção de C2HsOH, em volume, neste
ficado outro método. ~ adequado para exame da
destilado, avaliada pela densidade, é igual à metade
maioria dos extratos fluidos e tinturas.
daquela do líquido examinado.
Deve ser usado balão destilador com capacidade
de duas a quatro vezes o volume do líquido a
Tratamento especial
ser aquecido. A velocidade de destilação deve ser
tal que permita a produção de destilados límpidos. Ácidos e Bases Voláteis - Líquidos contendo
Destilados turvos devem ser clarificados por bases voláteis devem ser tratados com ácido
agitação com talco ou com carbonato de cálcio sulfúrico diluído SR, até reaçllo levemente ácida.
precipitado e flltrados. Em seguida, ajustar a Se estiverem presentes ácidos voláteis, à prepara-
temperatura do filtrado e determinar o teor de ção deverá ser adicionado hidróxido de sódio SR
álcool pela densidade. Durante todas as manipu- até reação levemente alcalina.
lações, tomar precauções para minimizar a perda Glicerol - Líquidos contendo glicerol devem
de álcool por evaporaçio. ser adicionados de volume tal de água que o
Os líquidos que formem demasiada espuma resíduo, após a destilação, contenha, no mínimo,
durante a destilação devem ser tratados previa- 50% de água.
mente com ácido fosfórico, sulfúrico ou tânico, lodo - Soluções con tendo iodo livre devem ser
até reação fortemente ácida ou com ligeiro excesso tratadas antes da destilação com zinco pulverizado
de solução de cloreto de cálcio, ou pequena ou descoradas com quantidade suficiente de
quantidade de parafina ou ainda óleo de silicona, solução de tiossulfato de sódio 10% (p/V) seguida
antes de iniciar a destilação. da adição de algumas gotas de hidróxido de sódio
Para evitar a ocorrência de ebulição violenta, SR.
adicionar fragmentos de material insolúvel e Outras substâncias voláteis - Espíritos, elixires,
poroso, tal como carbonato cie silício ou pérolas tinturas e preparações similares que contenham
de vidro. proporções apreciáveis de substâncias voláteis,
além de álcool e água, tais como: óleos voláteis,
clorofórmio, éter, cânfora etc., devem sofrer o
tratamento que segue antes da destilação.
Mltodo 1 Líquidos com menos de 50% de álcool - Mis-
turar a amostra de 35 mI, exatamente medidos,
Líquidos com menos de 30% de álcool - Trans- com volume igual de água, em funil separador,
ferir para aparellio destilador adequado, por meio saturando esta mistura com cloreto de sódio.
de pipeta, amostra de, no mínimo, 3S mI do Extrair os componentes voláteis, agitando com
líquido em que o álcool está sendo determinado, porção de 2S ml de hexano. Passar a camada
anotando a temperatura na qual o volume foi inferior para um segundo funil separador e repetir
medido. Juntar igual quantidade de água e destilar a extração com mais duas porções de hexano.
coletando volume de destilado que seja menor Reunir as porções de hexano e tratar com 3 porções
que a amostra medida cerca de 2 mI. Ajustar de 10 ml de solução saturada de cloreto de sódio.
a temperatura do destilado àquela em que foi Reunir as soluções salinas e destilar de maneira
medida a amostra e juntar água suficiente até usual recolliendo volume .de destilado duas ou
obter o volume inicial dela. Misturar. O destilado três vezes o volume da amostra inicial.
é límpido ou, no máximo, levemente turvo e não Líquidos com mais de 50% de álcool - Tomar
contém mais que traços de substâncias voláteis uma amostra e diluir com água de modo que
além de álcool e água. Determinar a densidade do contenha aproximadamente 25% de álcool e que
líquido a 25 oCoCom o resultado, avaliar a porcen- seu volume final seja cerca de 3S mI. A seguir
tagem, em volume, de C2HsOH contido no proceder como indicado para líquidos com menos
líquido examinado, pela Tabela Alcoométrica.
de SO% de álcool, prosseguindo a partir de "satu-
rando esta mistura com cio reto de sódio".
Método 2
Na preparação de colódio para destilação, usar
Líquidos com i'llaisde 30%de álcool - Proceder água em lugar da solução saturada de cloreto de
como indicado no método anterior, com a seguinte sódio, indicada anteriormente. Se o destilado
modificação: diluir a amostra com volume de obtido for turvo, por estarem presentes óleos
água duas vezes maior e coletar volume de desti- voláteis em pequenas proporções, e n[o foi empre-
lado cerca de 2 mI menor que duas vezes o volume gado o tratamento com hexano, ele pode ser
da amostra. Ajustar a temperatura do destilado clarificado e adequado para a determinação da
densidade, por agitação com cerca de 1/5 de seu condutor usa·se gás inerte, como hélio, fluindo
volume de hexano ou por fJ.ltração através de com vazão de cerca de 60 ml por minuto.
fina camada de talco.
Procedimento
Proceder com a amostra e cada uma dassoluções
padrão como segue: transferir 2S rol para reCi-
V.3A.8.2. MlTODO POR. CROMATOGRAFIA A GÁS piente adequado de rollia esmerilhada, juntar
1,0 ml do padrio interno (acetona, a menos que
Proceder de acordo com as especificaçõesgerais especificado diferentemente na monografia) para
para cromatografia a gás. Usar aparelho eficiente cada 6% de álcool estimado na amostra e misturar.
para a determinação quantitativa de álcool. Juntar água somente se for necessário para efetuar
a solução. Injetar quantidade apropriada da
Solução padrão
solução no aparellio. Calcular a relaçio entre a área
Para líquidos contendo mais de 10%de álcool, do pico do álcool e a área do pico do padrão
preparar duas soluções padrão de álcool em água, interno pelos cromatogramas. Calcular a porcen·
de maneira que as concentrações sejam, respecti· tagem de álcool na amostra pela fórmula
vamente, cerca de S% abaixo (Solução padrio 1) e
cerca de S% acima (Solução padrlo 2) da concen- P1 (Y -Z) + P2 (Z -X)
tração de álcool esperada na amostra sob exame. (Y -Z)
Determinar a densidade de cada uma das soluções
padrão a 2S °c (V.2.5) e obter a concentração
exata de C2 Hs OH pela Tabela Alcoométrica.
Para líquidos contendo menos de 10% de álcool, P1 = porcentagem de álcool na Solução padrão I,
preparar exatamente duas soluções alcoólicas P, = porcentagem de álcool na Solução padrlo 2,
padrão, de maneira que as concentrações sejam, X = relação entre a área do pico do álcool e a
respectivamente, cerca de 1% menor e cerca área do pico do padrão interno da Solução
de 1% maior que a concentraçfo esperada, Padrlo 1,
diluindo com água. Determinar as densidades das Y = relação entre a área do pico do álcool e a
soluções do mesmo modo que as anteriores. área do pico do padrão interno da Solução
Padrão 2,
EQUIPAMENTO
Z = relação entre a área do pico do álcool e a
área do pico do padrio interno da Solução
Sob condições típicas, o instrumento contém Amostra.
uma coluna de 2 m x 4 mm carregada com ma-
crogol (polietilenoglicol) 400 a 20% em sílica Se o valor obtido estiver fora da faixa dos
cromatográfica calcinada. A coluna é mantida na valores incluídos pelas soluções padrão, repetir
temperatura de 100 °C; o injetor é equigado com o procedimento usando aquelas que forneçam uma
fJ.ltro para sólidos e é mantido a 160 C; como faixa que inclua o valor da amostra.
Porotln,.m de Porotln"""" de Densidede no ar
Oensidllde no ar
C2HSOH C2HSOH

Em Em
Em 25°C 15,56°C Em 25°C 15,56°C
IIolume volume a
peso e 250C a 15,560C /HIIO
a 15,56°C a 25DC 15,56°C
e 15,56·C

O 0,00 1,‫סס‬OO 1,‫סס‬OO O 0,00 1,0000 1,0000


1 0,80 0,9985 0,9985 1 1,26 0,9981 0,9981
2 1,59 0,9970 0,9970 2 2,51 0,9963 0,9963
3 2,39 0,9956 0,9956 3 3,76 0,9945 0,9945
4 3,19 0,9941 0,9942 4 5,00 0,9927 0,9928
5 4,00 0,9927 0,9928 5 6,24 0,9911 0,9912
6 4,80 0,9914 0,9915 6 7,48 0,9894 0,9896
7 5,61 0,9901 0,9902 7 8,71 0,9879 0,9881
8 6,42 0,9888 0,9890 8 9,94 0,9863 0,9867
9 7,23 0,9875 0,9878 9 11,17 0,9848 0,9852
10 8,05 0,9862 0,9866 10 12,39 0,9&33 0,9839
11 8,86 0,9850 0,9854 11 13,61 0,9818 0,9825
12 9,68 0,9838 0,9843 12 14,83 0,9804 0,9812
13 10,50 0,9826 0,9832 13 16,05 0,9789 0,9799
14 11,32 0,9814 0,9821 14 17,26 0,9776 0,9787
15 12,14 0,9802 0,9810 15 18,47 0,9762 0,9774
16 12,96 0,9790 0,9800 16 19,68 0,9748 0,9763
17 13,79 0,9778 0,9789 17 20,88 0,9734 0,9761
18 14,61 0,9767 0,9779 18 22,08 0,9720 0,9738
19 16,44 0,9756 0,9769 19 23,28 0,9706 0,9726
20 16,27 0,9744 0,9769 20 24,47 0,9692 0,9714
21 17,10 0,9733 0,9749 21 25,66 0,9677 0,9701
22 17,93 0,9721 0,9739 22 26,86 0,9663 0,9688
23 18,77 0,9710 0,9729 23 28,03 0,9648 0,9676
24 19,60 0,9698 0,9719 24 29,21 0,9633 0,9662
26 20,44 0,9685 0,9708 25 30,39 0,9617 0,9648
26 21,29 0,9673 0,9697 26 31,56 0,9601 0,9653
27 22,13 0,9661 0,9687 27 32,72 0,9686 0,9620
28 22,97 0,9648 0,9676 28 33,88 0,9568 0,9605
29 23,82 0,9635 0,9664 29 35,03 0,9551 0,9690
0,9534 0,9574
30
31
24,67
25,52
0,9622
0,9609
0,9653
0,9641
I, 30
31
36,18
37,32 0,9516 0,9568
32 26,38 0,9595 0,9629 32 38,46 0,9498 0,9541
33 27,24 0,9681 0,9617 33 39,69 0,9480 0,9624
34 28,10 0,9567 0,9604 34 40,72 0,9461 0,9506
36 28,97 0,9552 0,9590 36 41,83 0,9442 0,9488
36 29,84 0,9537 0,9576 36 42,94 0,9422 0,9470
37 30,72 0,9621 0,9562 37 44,05 0,9402 0,9451
38 31,60 0,9606 0,9548 38 46,16 0,9382 0,9432
39 32,48 0,9489 0,9533 39 46,24 0,9362 0,9412
40 33,36 0,9473 0,9517 40 47,33 0,9341 0,9392
41 34,25 0,9456 0,9501 41 48,41 0,9320 0,9372
42 35,15 0,9439 0,9485 42 49,48 0,9299 0,9352
43 36,05 0,9421 0,9469 43 50,65 0,9278 0,9331
44 36,96 0,9403 0,9452 44 51,61 0,9256 0,9310
46 37,87 0,9385 0,9434 45 52,66 0,9235 0,9289
46 38,78 0,9366 0,9417 46 63,71 0,9213 0,9266
47 39,70 0,9348 0,9399 47 54,76 0,9191 0,9246
48 40,62 0,9328 0,9380 48 55,78 0,9169 0,9226
49 41,55 0,9309 0,9361 49 56,81 0,9147 0,9203
50 ~2,49 0,9289 0,9342 50 57,83 0,9124 0,9181
51 43,43 0,9269 0,9;322 51 58,84 0,9102 0,9159
52 44,37 0,9248 0,9302 52 59,85 0,9079 0,9137
53 45,33 0,9228 0,9282 53 60,85 0,9056 0,9114
54 46,28 0,9207 0,9262 54 61,85 0,9033 0,9092
55 47,25 0,9185 0,9241 55 62,84 0,9010 0,9069
56 48,21 0,9164 0,9220 56. 63,82 0,8987 0,9046
57 49,19 0,9142 0,9199 57 64,80 0,8964 0,9024
58 50,17 0,9120 0,9177 58 65,77 0,8941 0,9001
59 51,15 0,9098 0,9155 59 66,73 0,8918 0,8978
60 52,15 0,9076 0,9133 60 67,69 0,8995 0,8955
PorctmtllgBm de PoretJntllgem de
Otmsidede no ar Densidade no ar
CzHsOH CzHsOH

Em Em 15,66°C
Em 26°C 16,66°C Em
volume
25°C
volume
peso a 250C a 15.560C peso a 250C a 15,660C
a 15,56 "C a 15,56°C

61 53,15 0,9053 0,9111 61 68,64 0,8871 0,8932


62 54,15 0,9030 0,9088 62 69,59 0,8848 0,8909
63 55,17 0,9006 0,9065 63 70,52 0,8824 0,8886
64 56,18 0,8983 0,9042 64 71,46 0,8801 0,8862
65 57,21 0,8959 0,9019 65 72,38 0,8777 0,8839
66 58,24 0,8936 0,8995 66 73,30 0,8753 0,8815
67 59,28 0,8911 0,8972 67 74,21 0,8729 0,8792
68 60,33 0,8887 0,8948 68 75,12 0,8706 0,8768
69 61,38 0,8862 0,8923 69 76,02 0,8682 0,8745
70 62,44 0,8837 0,8899 70 76,91 0,8658 0,8721
71 63,51 0,8812 0,8874 71 77,79 0,8634 0,8697
72 64,59 0,8787 0,8848 72 78,67 0,8609 0,8673
73 65,67 0,8761 0,8823 73 79,54 0,8585 0,8649
74 66,77 0,8735 0,8797 74 80,41 0,8561 0,8625
75 67,87 q,8709 0,8771 75 81,27 0,8537 0,8601
76 68,98 0,8682 0,8745 76 82,12 0,8512 0,8576
77 70,10 0,8655 0,8718 77 82,97 0,8488 0,8552
78 71,23 0,8628 0,8691 78 83,81 0,8463 0,8528
79 72,38 0,8600 0,8664 79 84,64 0,8439 0,8503
80 73,53 0,8572 0,8636 80 85,46 0,8414 0,8479
81 74,69 0,8544 0,8608 81 86,28 0,8389 0,8454
82 75,86 0,8516 0,8580 82 87,08 0,8364 0,8429
83 77,04 0,8487 0,8551 83 87,89 0,8339 0,8404
84 78,23 0,8458 0,8422 84 88,68 0,8314 0,8379
85 79,44 0,8428 0,8493 85 89,46 0,8288 0,8354
86 80,66 0,8397 0,8462 86 90,24 0,8263 0,8328
87 81,90 0,8367 0,8432 87 91,01 0,8237 0,8303
88 83,14 0,8335 0,8401 88 91,77 0,8211 0,8276
89 84,41 0,8303 0,8369 89 92,52 0,8184 0,8250
90 85,69 0,8271 0,8336 90 93,25 0,8158 0,8224
91 86,99 0,8237 0,8303 91 93,98 0,8131 0,8197
92 88,31 0,8202 0,8268 92 94,70 0,8104 0,8170
93 89,65 0,8167 0,8233 93 95,41 0,8076 0,8142
94 91,03 0,8130 0,8196 94 96,10 0,8048 0,8114
95 92,42 0,8092 0,8158 95 96,79 0,8020 0,8086
96 93,85 0,8053 0,8118 96 97,46 0,7992 0,8057
97 95,32 0,8011 0,8077 97 98,12 0,7962 0,8028
98 96,82 0,7968 0,8033 98 98,76 0,7932 0,7988
99 98,38 0,7921 0,7986 99 99,39 0,7902 0,7967
100 100,00 0,7871 0,7936 100 100,00 0,7871 0,7936
A análise de aminoácidos é realizada através de 2. Juntar ao meio 40 ml de ácido clorídrico
duas operações: (1) hidrólise das ligações peptí· 6 M, preparado com partes iguais de água destilada
dicas seguida de (2) avaliação de cada aminoácido e ácido clorídrico. Adicionar algumas pérolas
no hidrolisado resultante. de vidro.
3. Conectar condensador a refluxo e iniciar o
Técnica para hidrólise de proteínas e aquecimento do balão usando manta elétrica.
peptídeos isolados Manter a suspensão sob ebulição constante e
suave por 24 h.
1. Pesar (ou pipetar, caso esteja em solução) 4 4. Resfriar à temperatura ambiente e transferir
a 10 mg de proteína em tubo de cultura de micror· quantitativamente o conteúdo para balão volumé·
ganismos de 20 x 150 mm (com disco de teflon trico de 50 ml, completando o volume com
na tampa para melhor vedação), previamente água destilada.
lavado com lúdróxido de sódio 0,2 M, enxaguado
5. Seguir as demais etapas conforme os itens
e seco em estufa.
7 a 10 da técnica anterior.
2. Se a amostra for sólida, pipetar 5 ml de
ácido clorídrico sobre a mesma, seguido de água. Misturas de aminoácidos em solução (soros)
Se a amostra for líquida, pipetar igual volume de ou em preparaçlJes farmacluticas
ácido clorídrico, de modo que a concentraçlo
[mal de ácido clorídrico seja 6 M. 1. Diluir adequadamente a solução com tampão
3. Passar nitrogênio no interior do tubo na citrato pH 2,2 (0,20M em Na+), podendo ser
altura da superfície da soluçlro, para eliminação analisadaem seguida.
do O2, durante 2·3 minutos. Fechar em seguida 2. Caso esteja na forma de pó ou comprimido
o tubo com o disco e a tampa rosqueável. solubilizar a amostra em ácido clorídrico 0,1 M.
4. Colocar o tubo em posiçlro vertical em 3. Transferir o material para balão volumétrico
estufa regulada alIO °c ± 2°C, mantendo-o e completar o volume com o mesmo tamplro
por 22h. acima.
5. Remover o tubo da estufa e, ainda na 4. Filtrar a solução, mantendo·a sob refrige.
vertical, resfriá-Io em água corrente ou banho raçlo (4°C) até ser analisada.
de gelo.
6. Transferir quantitativamente o conteúdo do Técnica de hidrólise com oxidação
tubo para balão volumétrico de 10 ml e completar de cistina e metionina
o volume com água destilada. Devido a perdas durante a lúdrólise ácida de
7. Se houver algum resíduo ou precipitado, proteínas, os aminoácidos sulfurados slro prefe.
removê-Io por centrifugaçlro e ftltração em placa rencialmente analisados através de seus respectivos
de vidro sinterizado ou membrana filtrante de derivados 9xidados. A oxidação é promovida por
0,45 ~ de porosidade. ácido perfórmico, que transforma cistina e cisteína
8. Pipetar 5,0 ml da soluçlro para balão de em ácido cistéico e metionina em metionina·
evaporador rotatório, procedendo ã secagem à sulfona, ambos resistentes às condições de hidró·
presslo reduzida, à temperatura máxima de 50°C. Use.
9. Adicionar ao resíduo do balão 10 ml de 1. Preparar o ácido perfórmico acrescentando
água destilada e reevaporar. Esta operaçlro deve 1 ml de peróxido de hidrogênio 30 volumes a
ser repetida mais duas vezes, ou até o resíduo não 90 ml de ácido fórmico.
apresentar odor de ácido clorídrico. 2. Agitar ligeiramente a soluçlro, mantendo·a
10. Solubilizar a película seca formada pelo em seguida em repouso por 1 h ã temperatura
hidrolisado em volume adequado de tampão ambiente.
citrato pH 2,2 (0,20M em Na+). A solução resul· 3. Resfriar o ácido perfórmico formado em
tante de aminoácidos deve então ser mantida banho de gelo.
em frasco de vidro, tampado e sob refrigeração 4. Pesar a amostra contendo 10 mg de proteína
até a realização da análise. em balão de fundo redondo de 25 ml e adicionar
2 ml de ácido perfórmico gelado.
Técnica para hidrólise de amostras,
com baixo teor de proteína, contendo
5. Manter a mistura em banho de gelo durante
carboidratos e/ou lipídeos
4 h, se a amostra for solúvel, ou 16 h, se for
insolúvel.
1. Transferir quantidade de amostra que 6. Adicionar 0,5 ml de ácido bromídrico 40%
contenha 10 mg de proteína para balão de 150 ml para remover o excesso de ácido perfórmico.
de fundo redondo e boca esmerilhada. 7. Acoplar o ballo a evaporador rotatório e
remover através de pressfo reduzida o bromo troca iônica, através de resinas de poliestireno
residual, fazendo os vapores passar por solução de sulfonado em analisadores de arninoácidos. Nesses
hidróxido de sódio M. aparelhos, após a separaçio, os arninoácidos
8. Proceder à hidrólise como descrito ante· eluídos das colunas cromatográficas formam
riormente. complexo de coloração azul-violeta pela reação
com ninidrina. A determinaçio quantitativa é feita
Separação e análise quantitativa de espectrofotometricamente. No uso de autoanali-
aminoácidos isolados sadores de aminoácidos, devem ser seguidas as
especificações dos respectivos fabricantes.
A separação dos aminoácidos nos hidrolisados
é, normalmente, realizada por cromatografia de
V.4. MÉTODOS DE FARMACOGNOSIA

V.4.1. PREPARO DE MATERIAL VEGETAL PARA OBSERVAÇÃO


E ESTUDOS HISTOLÓGICOS

Amolecimento do material macrogol puro, derretido, onde permanecem


durante 12 a 25 horas, em estufa a 65 DC;
Como normalmente os órgãos e tecidos vegetais
- Retirar da estufà, emblocar e deixar esfriar
que compõem os fitofármacos se apresentam
à temperatura ambiente;
secos, para serem observados ao microscópio é
- Aparar os blocos para colocação no micr6-
conveniente primeiro amolecê-Ios. mediante trata-
tomo;
mento com água quente, ou outro método de
- Cortar o material a seco e
amolecimento indicado. O tempo necessário para
- Lavar os cortes com água e colorir.
o amolecimento de cada órgão vegetal varia de
acordo com a sua textura. Se se tratar de órgão
recém-colltido, apenas os de consistência mais
Mltodos de coloração
firme necessitam de tal tratamento.
Em histologia vegetal, o emprego de corantes é
prática generalizada. Os métodos de coloraçio
Execução dos cortes podem compreender a aplicação de um s6 corante
Uma vez amolecidos, procede-se à preparação (coloração simples) ou de dois ou três corantes
dos cortes dos órgãos vegetais a serem observados. diferentes (coloração composta).
Os cortes podem ser realizados com o auxílio de Coloraçio simples - alguns corantes que
objeto cortante, como navalha, lâmina-de-barbear podem ser usados:
ou bisturi. Recomenda·se incluir a amostra em
material adequado que permita fixar o fragmento a - Solução de safranina a 1%: coloração de
fim de ser seccionado. Entretanto, cortes melhores células com paredes lignificadas;
e mais precisos podem ser obtidos com o emprego - Solução de verde malaquita a 1%: coloração
de micrótomos. Há, basicamente, três tipos de mi- de celulose;
crótomos: os de congelação, usados para os mate- - Solução de acridina·laranja a 0,1 %; coloração
riais mais frágeis; os rotativos, para cortes em série de floema e de células não lignificadas e
de material incluído em parafma; e os de desliza· - Azul de Astra a I %: coloração de paredes
mento, para aqueles materiais mais resistentes, celulósicas sem impregnação de lignina.
como é o caso de ramos, partes de caules e de
raízes. Neste último caso, método relativamente Coloração composta - algumas misturas de
fácil de preparo do material a ser cortado consiste corantes que podem ser usadas:
em sua incluslo em macrogol solúvel em água. 1) Safranina·azul de Astra - procedimento:
Este método é descrito a seguir.
- Colocar em safranina por 5 a 25 minutos;
- Lavar duas vezes com água destilada;
- Colocar em azul de Astra por 10 a 25
minutos;
- Ferver as amostras para retirar o ar; - Lavar duas vezes com água;
- Colocá·las em béquer contendo solução de - Passar por bateria de álcool: a 50%, a
macrogol a 20%; 70%, a 90%, a 95%, álcool absoluto
- Marcar o béquer, a partir da superfície do (2 vezes), xilol e
líquido, dividindo-o em 5 partes aproxima- - Montar em lâminas com bálsamo do
damente iguais; Canadá ou resina sintética.
Deixar o material em estufa a 65°C (por 2) Safranina-verde malaquita - procedimento:
3 a 4 dias); - Colocar em verde malaquita por I minuto.
Quando a solução evaporar até 1/5 do seu aquecendo levemente;
volume inicial. transferir as amostras para - Lavar duas vezes com água;
Para que os resultados dos métodos de análise amostras de cima para baixo e de baixo para cima
de drogas vegetais expressem valores representa- (direçã'o vertical) e lateralmente (direção trans-
tivos da quantidade total de droga disponível, é versal), perfazendo amostra de, no mínimo, 250 g
imprescindível recorrer a técnicas de amostragem para até 100 kg de droga. Havendo mais de 100 kg
definidas e uniformes. a amostrar, proceder à amostragem seguida de
Os procedimentos de amostragem especificados seleçã'o por quarteamento, gerando amostra de
levam em consideração três aspectos: (a) número 250 g no final do processo.
de embalagens que contêm a droga; (b) grau de Para drogas com dimensões superiores a 1 em,
divisão da droga e (c) quantidade de droga dispo- proceder à amostragem manual. Combinar as
nível. amostras retiradas de cada embalagem aberta,
tomando a precaução de nã'o aumentar seu grau
Número de embalagens de fragmentação durante a manipulação. Para
quan tidades de droga até 100 kg, a amostra deve
Examinar a integridade dos recipientes de
constituir-se de, no mínimo, 500 g. Havendo mais
embalagem e a natureza da droga neles contida.
de 100 kg de droga a amostrar, proceder à amos-
Havendo razoável homogeneidade, recolher amos-
tragem seguida de seleção por quarteamento,
tras segundo o esquema abaixo:
gerando amostra de 500 g no final do processo.
Em ambos os casos - drogas com dimensões
N9de N9 de embalagens a
inferiores ou superiores a 1 cm - é permissível
embalagens serem amostradas
amostrar quantidades inferiores às especificadas
acima desde que a quantidade total de droga
I a 10 1 a/ 3
disponível seja inferior a 10 kg. Todavia, a amostra
10 a 25 3 a 5
fmal nã'o deverá ser inferior a 125 g.
25 a 50 4 a 6
50 a 75 6 a 8
Quarteamento
75 a 100 8 a 10
Mais de 100 5% do total de embalagens Distribuir a droga sobre área quadrada, dividida
(10, no mínimo) em quatro partes iguais_ Com a mlio, distribuir a
droga sobre a área de modo homogêneo e rejeitar
as porções contidas em dois quadrados opostos,
em uma das diagonais do quadrado. Juntar as duas
Grau de divisãoe quantidade de droga
porções restantes e repetir o processo, se neces-
Consistindo a droga de componentes de dimen· sário. Havendo diferença acentuada em dimensões
sões inferiores a 1 cm ou quando ela se constituir de fragmentos, executar separação manual e
de material fmamente fragmentado ou pulverizado, anotar as porcentagens aproximadas dos compo-
empregar aparelho de amostragem (tubo provido nentes de diferentes graus de divisão encontrados
de dispositivo de fechamento na base). Recolher na amostra.
Drogas vegetais devem estar, o quanto possível,
isentas de fungos, insetos e outros materiais Raízes, rizomas, cascas e ervas 500 g
contaminantes. Nlo devem apresentar aspecto ou Folhas, inflorescências, sementes
odor anormal, descoramento ou quaisquer outros e frutos 250 g
indícios de deterioraçlo. Materiais estranhos à Materiais particulados ou fracio-
droga 510 classificados em três tipos fundamentais: nados 50 g
(a) partes do organismo ou organismos dos quais (de peso médio inferior a 0,5 g
a droga deriva, excetuados aqueles incluídos na por componente)
definiçlo e descriçlo da droga, acima do limite de
tolerância especificado na monografia; (b) quais-
quer organismos, porções ou produtos de orga- Colher - por quarteamento - a quantidade de
nismos além daqueles especificados na defmiçlo tomada de ensaio especificada, a partir da amostra
e descriçlo da droga em sua respectiva monografia obtida por amostragem segundo o procedimento
e (c) impurezas de natureza mineral não inerentes descrito anteriormente e espalhá-Ia em camada fma
à droga, tais como pedras, areia ou terra. sobre superfície plana. Separar manualmente os
materiais estranhos à droga, inicialmente a olho
nu e, em seguida, com auxílio de lente de aumento
PROCEDIMENTO
(S a 10 vezes). Pesar o material separado e deter-
Determinar a quantidade de amostra a. ser minar sua porcentagem com base no peso da
submetida ao ensaio com base na seguinte tabela: tomada de ensaio.
A presença de quantidade excessivade água em de 2 a 5 g, ou o especificado na monografia, exata·
drogas vegetais propicia o desenvolvimento de mente pesados, de amostra preparada conforme
microrganismos, insetos e hidróüse - e conse· instruções anteriores, para pesa-filtro chato tarado,
qüente deterioraçio - de constituintes da droga. previamente dessecado nas mesmas condições a
Daí a necessidade do estabélecimento de limites serem adotadas para a amostra dunnte 30 minu·
de umidade para drogas vegetais, em geral, na tos. Dessecar a amostra por um dos seguintes
faixa de 8 a 14%. procedimentos, conforme especificado na mono-
Três métodos são empregados: gravimétrico grafia:
(dessecação), azeotr6pico (destilação de tolueno) e
volwnétrico (Karl Fischer). O primeiro, tecnica· a) estufa: a 100-105 °c durante 5 horas antes
mente mais simples e rápido, não é aplicável da primeira pesagem, salvo quando houver outra
quando a droga contém substâncias voláteis além especificaçã'ona monografia;
da água. Os demais requerem equipamentos b) deSllecador: sobre pent6xido de fósforo, sob
especiais e compreendem técnicas mais complexas, pressão atmosférica e temperatura ambiente;
sendo, contudo, aplicáveiscom menos restrições. c) pressão reduzida: sobre pent6xido de fós-
foro, sob pressã'o não superior a 2,7 kPa (aproxi·
Preparo da amostra madamente 20 mm de Hg) e temperatura ambiente,
Reduzir - por corte, granulação ou fragmen- salvo quando houver outra especificação na
taçio - drogas do pulverizadas ou trituradas de monografia.
forma a limitar a dimensão de seus componentes
a, no máximo, 3 mm de espessura. Sementes e o ensaio é dado por concluído quando duas
frutos, mesmo de dimensões inferiores a 3 mm, pesagens sucessivasnã'o diferirem entre si por mais
devem ser quebrados. Evitar moinhos de alta de 5 mg. Calcular a porcentagem de água em
velocidade ou outros procedimentos que acarretem relaçã'oà droga seca ao ar.
perda de umidade no preparo da amostra.
Métodos azeotrópico e volumétrico
Método gravimétrico
Proceder conforme descrito em "Determinaçã'o
Proceder conforme descrito em "Determinação de água" (V.2.20), empregando amostra de droga
da perda por dessecação" (V.2.9). Transferir cerca vegetal preparada conforme descrito em V.4.1.
A determinação de cinzas totais destina·se a pesado. Após distribuir a amostra uniformemente
estabelecer a quantidade de substância residual no cadinho, incinerá·la aumentando paulatina.
nlo-volátil no processo de incineraçlo especificado. mente a temperatura, nlo ultrapassando 450°C,
As cinzas totais incluem as derivadas de tecido até que todo o carvão seja eliminado. Resfriar em
vegetal (cinzas fIsiológicas) e de materiais estta· dessecador e pesar. Nos casos em que o carvão
nhos, especialmente areia e terra aderente à nlo puder ser eliminado totalmente, resfriar o
superfície da droga (cinzas nlo·fisiológicas). cadinho e umedecer o resíduo com cerca de 2 ml
de água ou soluçlo saturada de nitrato de amônio
PROCEDIMENTO (oxidante). Evaporar até secura - sucessivamente
Pesar exatamente cerca de 3 g - ou a quanti. em banho-maria e sobre chapa quente - e inci·
dade especificada na monografia - da droga nerar até peso constante, nlo excedendo 450°C.
pulverizada, transferir para cadinho (de silício Calcular a porcentagem de cinzas em relação
ou platina) previamente calcinado, resfriado e à droga seca ao ar.
Cinzas insolúveis em ácido compreendem o coberto com vidro de relógio. Lavar o vidro de
resíduo obtido na fervora de cinzas totais ou relógio com 5 ml de água quente, juntando. esta
sulfatadas com ácido clorídrico diluído, após água ao cadinho. Recolher o resíduo insolúvel
fIltragem, lavagem e incineraçlo. O método em Ifcido sobre papel de filtro isento de cinza,
destina« i determinaçlo de sílica e constituintes IaVllldCM>com água quente até que o fJ1tradose
siliCOlOSda droga. mostre neutro. Transferir o papel de filtro con-
tendo o resíduo para o cadinho original, secar
PROCEDIMENTO sobre chapa quente e incinerar a cerca de 500 °c
Ferver o resíduo obtido na determinaçio de a~ peso constante. Calcular a porcentagem de
cinzas totais ou sulfatadas durante 5 minutOl com cinzas insolúveis em ácido em relaçlo i droga
25 ml de ácido clorídrico (70 8/1) SR em cadinho seca 10 ar.
o teor de óleos essenciais em drogas vegetais é 1) Balão de fundo redondo, de 500 a 1000 ml
determinado pelo processo de destilação por de capacidade, de colo curto, provido de uma
arraste a vapor, com auxílio do equipamento junta 24/40, fêmea;
descrito abaixo. 2) Condensador, adaptável ao balão através de
O equipamento (Figura), confeccionado em uma junta esmerilhada 24/40, macho, construído
~dro resistente, de qualidade apropriada, com· em peça única de vidro, compreendendo as partes
preende: descritas a seguir, com as respectivas medidas:
2.1 Tubo vertical (AC) de 210-260 mm de

c:
comprimento e 13-15 mm de diâmetro interno;
-, 2.2 Tubo dobrado, com segmentos (CD) e
(DE) medindo 145-155 mm de comprimento cada
e diâmetro interno de 7·S mm;

1
2.3 Condensador de bolas, tipo Allihn
D
(FG), de 145-155 mm de comprimento e diâmetro

r
I'"'
interno de 15 mm nas bolas e S-10 mm nos estrei-
tamentos;
150 2.4 Rolha Gunta esmerilhada 14/20) (K')
que obtura uma saída lateral (K) provida de
150 8

K.J junta esmerilhada 14/20 fêmea, na extremidade;


2.5 Tubo (GH) de 30-40 mm de compri·
mento e 7-Smm de diâmetro interno, formando
as partes (HK) ângulo (GHK) de 30° a 40°;
2.6 Alargamento em forma de pera (1) de
C 5 ml de capacidade;
2.7 Tubo (JL) provido de e~ala graduada
de 110 a 120 mm, de 3 ml de capacidade e subdi-
vidida em vigésimosde mililitro;
2.S Alargamento em forma de bola (L) de
aproximadamente 2 ml de capacidade;
2.9 Torneira de 3 vias e
2.10 Tubo de conexão (BM) de 7-S mm de
diâmetro, provido de tubo de segurança. O ponto
de inserção (B) encontra-se 20-25 mm acima da
parte mais alta da escala graduada.
3) Fonte de calor que pode ser aquecedor
elétrico ou bico de gás dotado de regulagem fina
da chama e
4) Suporte vertical adequado.

Antes da utilização o equipamento deve ser


limpo por lavagens repetidas e sucessivas com
acetona, água, mistura sulfpcIÔmica e, nova-
mente, água. Depois de seco deve ser montado
traço de em local protegido de correntes de ar.
referência
superior

1
s rol
PROCEDIMENTO

J_
traço de
Introduzir no balão o volume do líquido
indicado na monografia e pedaços de pedra porosa
referência para regularizar a ebulição. Adaptar o condensador
inferior ao balão. Retirar a rolha esmerilhada (K') e, pela
abertura (K), introduzir água até que a mesma
Aparelho para determinaçfo de óleos essenciais em comece a escorrer em (B). Com auxílio de pio
drOPS veJetais (dimelllÕes em mm). peta volumétrica introduzir xilol, na quantidade
prescrita, apoiando-se a ponta da pipeta no fundo o aquecimento, deixar esfriar por 10 minutos e
da saída lateral (K). Aquecer o líquido no interior fazer a leitura do volume de xilol no tubo graduado.
do balão até o início da ebulição e destilar na Introduzir no ballo a quantidade da droga
vazio de 2 a 3 ml por minuto, a não ser que prescrita na monografia e proceder com a desti-
a monografia prescreva diferentemente. laçlo por arraste a vapor, como descrito acima,
Para determinar a velocidade da destilação, pelo tempo e na Velocidade indicada na moo<>-
escoar a água com auxílio da torneira de três vias, grafia. Terminada a operaçlo, deixar esfriar por
até que o meDisco esteja no nível do traço de 10 minutos e ler o volume do óleo essencial
referência inferior (Figura).. Fechar a torneira e recolhido no tubo graduado. Subtrair da leitura
cronometrar o tempo necessário para encher o o volume do xilol determinado anteriormente.
volume compreendido entre os traços de refe- A diferença representa a quantidade de óleo
rência inferior e superior (5 ml). Abrir a torneira essencial contida na amostra. Calcular o resultado
e continuar a destilaçilo por 30 minutos. Desligar em mililitros de óleo essencialpor 100 g da droga.
A detenninação de óleos fIXos baseia-se na sua banho-maria, tomando a precauçio de assegurar
extração por solvente que, depois de evaporado, vedaçlo na junta esmerilhada do balão (reco·
deixa como resíduo o óleo cuja quantidade é menda-se operação em capela). Transferir para o
determinada por pesagem. extrator éter de petróleo em quantidade sufi·
Caso a amostra contenha teor elevado de ciente para realizar três sifonagens e encaixar o
componentes hidrossolúveis (carboidratos, uréia, condensador de refluxo. Proceder à extração sob
ácido lático, entre outrolr) cabe pré·tratamento da aquecimento suficiente para manter o solvente em
amostra, a fim de evitar interferência na determi· ebulição moderada durante 4 horas.
naçlo de matérias graxas. Para tanto, transferir a Concluída a extração, aguardar esfriamento,
tomada de ensaio para funil contendo papel de transferir o conteúdo do cartucho para almofariz
ftltro, lavar com água e secar o resíduo em estufa de porcelana e juntar quantidade aproximadamente
aIOS °c durante 2 horas. igual de areia lavada e seca. Pulverizar a droga e
transferi-Ia novamente, no interior do cartucho,
para o extrator. Reiniciar e manter a extração, nas
PROCEDIMENTO
condiçOes acima, por período adicional de 2 horas.
Transferir cerca de 10 g, exatamente pesados, Desligar o baIlo do aparelho e evaporar o solvente
de droga seca, obtida na determinação da perda (de preferência por destilaçlo sob corrente de
por dessecação (V.2.9) para cartucho de celulose e dióxido de carbono). Transferir o balio para
colocá-Io em aparelho extrato r Soxhlet, cobrindo-o estufa aIOS °C,resfriar e pesar. Repetir a operação
com algodão desengordurado. Pesar o balão limpo até peso constante e calcular a porcentagem de
e seco (contendo fragmentos de porcelana ou óleos fIXOSna droga com base na diferença entre
contas de vidro) e montá·lo no aparelho sobre a massa da tomada de ensaio e a do resíduo.
A determinação de cineol compreende a deter- (cerca de 15 mm de diâmetro e 80 mm de altura)
minação do ponto de congelamento (criometria) 3,0 g de essência, exatamente pesados, e adicionar
do composto de combinação molecular entre 2,1 g de o-cresol em sobrefusão. Agitar a mistura
cineol e o-cresol - cresineoI. Sendo esta tempe- com bulbo de termômetro (0-60 °c, graduado em
ratura proporcional ao conteúdo de cineol no décimos de grau) suspenso sobre o tubo de modo
composto, é possível estabelecer-se seu teor pela que a extremidade do bulbo não ultrapasse o
tabela a seguir. limite de 5 mm da base do tubo e sem tocar em
O método é empregado na dosagem de cineol suas paredes, até indução de cristalização. Anotar
em essências de eucalipto e niaouli. Determinações a temperatura máxima observada no termômetro,
em outras essências nlo são recomendadas sem durante a cristalização. Aquecer o tubo a cerca
comprovação prévia de exatidão em vista de alguns de 5·10°C acima da temperatura lida e intro-
constituintes essenciais solubilizarem o cresineol duzi-Io em outro tubo maior (cerca de 60 mm
(mesmo na essência de eucalipto, há riscos de erro de diâmetro e 100 Jl}m de altura) de modo a
quando o conteúdo de alf~·terpineol for superior criar camada de ar. Fixar o tubo menor dentro
a 12,5%). do outro com auxílio de placas de cortiça adapta-
Erros também advêm da presença de umidade, das ou por qualquer outro meio e mergulhar o
seja na essência,seja no o-cresoI. O o-eresol empre- conjunto em banho-mana termostatizado, man-
gado deve ser puro e seco, apresentando ponto de tendo a temperatura cerca de 5 °c abaixo do
fusão superior a 30°C. Deve ser conservado em ponto de congelamento previamente anotado para
frasco hermético, por ser higroscópico. o cresineoI. Agitar a mistura com movimentos
verticais do termômetro e, ao iniciar-se a cristali-
zação (turvação do líquido), observar a estabili-
PROCEDIMENTO
zação da temperatura. Havendo flutuações durante
Secar a essência em ensaio, agitando-a com a cristalização, considerar sempre a temperatura
sulfato de s6dio ou c1oreto de cálcio, ambos máxima lida durante o período de congelamento.
anidros, em tubo de ensaio ou erlenmeyer provido Repetir a determinação quantas vezes for
de tampa esmerilhada. Deixar em contato durante necessário para que duas leituras sucessivasacusem
24 horas e filtrar. Transferir para tubo ,de ensaio variação máxima de 0,1 oCo
r.mp. 0,0 0,1 0,2 0,3 0.4 0,5 0.6 0.7 0,8 0.9
(oCJ

24 45,6 45,7 45,9 46,0 46,1 46,3 46,4 46,5 46,6 46,8
25 46,9 47,0 47,2 47,3 47,4 4~,6 47,7 47,8 47,9 48,1·
26 48,2 48,3 48,5 48,6 48,7 48,9 49,0 49,1 49,2 49,4

27 49,5 49,6 49,8 49,9 50,0 50,2 50,3 50,4 50,5 50,7
28 50,8 50,9 51,1 51,2 51,3 51,5 51,6 51,7 51,8 52,0
29 52,1 52,2 52,4 52,5 52,6 52,8 52,9 53,0 53,1 53,3

30 53,4 53,5 53,7 53,8 53,9 54,1 54,2 54,3 54,4 54,6
31 54,7 54,8 55,0 55,1 55,2 55,4 55,5 55,6 55,7 55,9
32 56,0 56,1 56,3 56,4 56,5 56,7 56,8 56,9 57,0 57,2

33 57,3 57,4 57,6 57,7 57,8 68,0 58,1 58,2 68,3 68,5
34 . 58,6 68,7 58,9 59,0 59,1 59,3 59,4 59,5 59,6 59,8
35 59,9 60,0 60,2 60,3 60,4 60,6 60,7 60,8 60,9 61,1

36 61,2 61,3 61,5 61,6 61,7 61,9 62,0 62,1 62,2 62,4
37 62,5 62,6 62,8 62,9 63,0 63,2 63,3 63,4 63,5 63,7
38 63,8 63,9 64,1 64,2 64,4 64,5 64,6 64,8 64,9 65,1

39 65,2 65,4 65,5 65,7 65,8 66,0 66,2 66,3 66,5 66,6
40 66,8 67,0 67,2 67,3 67,5 67,7 67,9 68,1 68,2 68,4
41 68,6 68,8 69,0 69,2 69,4 69,6 69,7 69,9 70,1 70,3

42 70,5 70,7 70,9 71,0 71,2 71,4 71,6 71,8 71,9 72,1
43 72,3 72,5 72,7 72,9 73,1 73,3 73,4 73,6 73,8 74,0
44 74,2 74,4 74,6 74,8 75,0 75,2 75,3 75,5 75,7 75,9

45 76,1 76,3 76,5 76,7 76,9 77,1 77,2 77,4 77,6 77,8
46 78,0 78,2 78,4 78,6 7~,8 79,0 79,2 79,4 79,6 79,8
47 SO,O 80,2 80,4 80,6 80,8 81,1 81,3 81,5 81,7 81,9

48 82,1 82,3 82,5 82,7 82,9 83,2 83,4 83,6 83,8 84,0
49 84,2 84,4 84,6 84,8 86,0 85,3 85,5 85,7 85,9 86,1
50 86,3 86,6 86,8 87,1 87,3 87,6 87,8 88,1 88,3 88,6

51 88,8 89,1 89,3 89,6 89,8 90,1 90,3 90,6 90,8 91,1
52 91,3 91,6 91,8 92,1 92,3 92,6 92,8 93,1 93,3 93,6
53 93,8 94,1 94,3 94,6 94,8 95,1 95,3 95,6 95,8 96,1

54 96,3 96,6 96,9 97,2 97,5 97,8 98,1 98,4 98,7 99,0
55 99,3 99,7 100,0
Pesar a quantidade de droga estabelecida na da coluna de espuma que se forma a partir da
monografia, transferir para proveta de 500 ml superfície do líquido. Repetir a leitura 30 minutos
provida de rolha esmerilhada e adicionar 50 ml depois: o índice de espuma (após I minuto e
de água. Arrolhar a proveta e agitar manualmente, após 30 minutos) é o número de m1 correspon-
durante 3 minutos, com duas agitaçõespor segundo. dentes à altura da coluna de espuma.
Deixar em repouso por I minuto e fazer a leitura
V.4.2.10. DETERMINAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS EXTRAMIS POR ÁLCOOL
(EXTRATO ALCOóLICO)

Pesar exatamente cerca de 2 g da droga e minutos. Pesar o resíduo seco e calcular o teor de
transferir a amostra para cartucho do extrator de substâncias extraíveis por álcool (extI;.ato alc06-
Soxhlet, previamente tarado e seco. Introduzir no Iico) por diferença entre o peso da amostra e o
balão do extrator 200 mg de hidr6xido de sódio peso do resíduo seco. Referir o resultado ao peso
e álcool absoluto em quantidade suficiente. da droga seca (Determinação de água em drogas
Extrair por cinco horas, retirar o cartucho com vegetaisV.4.2.3).
o resíduo e secá-Io em estufa a 105°C por 30
V.S. MÉTODOS BIOLÓGICOS

V.5.1. TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

Os testes aqui apresentados são aplicados a - Extrato de levedura (solúvel em


insumos farmacêuticos, medicamentos e correlatos água) 5,0 g
que, de acordo com a Farmacopéia, devem ser - Caseína de digestão pancreática 15,0 g
estéreis, e são adequados para revelar a presença - Tioglicolato de sódio 0,5 ou ácido 0,5 g
de bactérias, fungos e leveduras nos mesmos. tioglicólico 0,3 ml
Contudo, resultado satisfatório indica somente - Solução de resarzurina sódica
que não foi encontrado microrganismo contami- (1 :1000) recém-preparada 1,0 ml
nante na amostra examinada. A extensão deste Água 1000 ml
resultado ao restante do lote requer a segurança pH após esterilização: 7,1 ± 0,2.
de que todas as unidades do mesmo tenham
sido preparadas de modo a garantir grande proba- Misturar todos os ingredientes, menos o tiogli.
bilidade de que todo o lote passaria pelo teste. colato de sódio ou ácido tioglic6lico, à solução de
Obviamente isso depende das precauções tomadas resarzurina sódica, com I 000 ml de água e aquecer
durante os processos operacionais da fabricação. até dissolução total. Dissolver o tioglicolato de
sódio ou ácido tioglicólico nesta solução e, se
PRECAUÇOES DURANTE O TESTE necessário, ajustar pH para 7,1 ± 0,2, após a
esterilização, com solução de hidróxido de s6dio
OS testes não devem ser realizados sob exposição
O,IM.
direta de luz ultravioleta ou em áreas sob trata-
Adicionar a solução de resarzurina sódica,
mento com aerossóis. Devem ser efetuados em
misturar e distribuir em frascos adequados. Este-
condições adequadas de forma a evitar contami·
rilizar durante 15 minutos a 121°C. Desenvolve-se
nação acidental da amostra durante o teste. Isto
cor rósea na superfície, que não deve exceder um
é conseguido, por exemplo, pelo uso de cabina de
terço da altura; caso mais que um terço adquirir
fluxo laminar, associado a freqüentes ensaios
cor rósea, restaurar o meio por aquecimento em
quanto à contaminação do ar e superfícies, conta-
banho-maria ou em vapor fluente.
gens de partículas, determinação de velocidade
e direção do fluxo de ar. b) Meio de tioglicolato com 1% de penicilinase
(Meio 11)
MEIOS DE CULTURA E FLUIDOS Empregar, preferencialmente para produtos
DE DILUIÇÃO E/OU LAVAGEM
contendo penicilina, solução de penicilinase padro-
A escolha do meio de cultura é de vital impor· nizada em termos de unidade Levy. Uma unidade
tância para oferecer condições ideais à multiplicação Levy de penicilinase inativa 59,3 unidades de
dos mais diversos microrganismos, com exigências benzilpenicilina em 1 hora, a 2S oCo em solução
diferentes para o crescimento. As monografias tampão fosfato pH 7,0. lJsar esta solução para
indicam os meios a serem empregados. inativa r a penicilina nas amostras. A penicilinase
Os meios mais usados atualmente para testes deve ser adicionada aos tubos após a esterilização,
de esterilidade são: Meio de caseína-soja e Tiogli· usando técnica asséptica. Número representativo
colato; o primeiro para leveduras, fungos e aeróbios de tubos contendo meio com penicilinase sem o
e o segundo, especialmente, para anaer6bios, produto deverá acompanhar o teste durante o
embora haja, também, crescimento de aer6bios, período de incubação. Quando se empregar meio
leveduras e até mesmo fungos no tioglicolato. com penicilinase, realizar controle positivo.
Proceder o seguinte teste para verificar se toda a
a) Meio de tioglicolato fluido (Meio I) penicilina foi inativada:
L-Cistina 0,5 g - A tubo de meio contendo a amostra, adicio·
- Cio reto de s6dio 2,5 g nar I ml de cultura de Staphylococcus
- Dextrose 5,5 g aureus ATCC 6538-P, contendo 50 a 100
- Ágar granulado (umidade não células. Após 24 horas de incubação a
superior a 15%) 0,75 g 30-32 DCobservar se ocorreu o crescimento.
c) Tioglicolato com 1% de polissorbato 80 Dissolver o tecido animal de digestão péptica
(Meio I1I) em água. Filtrar e, caso necessário, ajustar o pH
Empregar nos testes de esterilidade para para 7,1 ± 0,2 com hidróxido de sódio 0,1 M.
pomadas oftálmicas. Adicionar 1 ml de polissor· Distribuir em frascos adequados e esterilizar
bato 80 por litro de meio, antes da esterilização. durante 15 minutos a 121 oCo

d) Tioglicolato com 0,5% de azolectina e 0,4% j) Fluido JJ


de polissorbato 80 (Meio IV) É o fluido I com adição de 0,1 % de polissor·
Empregar para teste de esterilidade de pro- bato 80, antes da esterilização.
dutos que requeiram inativação de substâncias k) Fluido JII
inibidoras.
- Tecido animal de digestão
e) Meio de caseína-soja (Meio V)
péptica 5,0 g
Empregar para detecção de bactérias aeró· - Extrato de carne 3,0 g
bicas, fungos e leveduras. - Polissorbato 80 10,0 g
- Água 1 000 ml
- Caseína de digestão pancreática
- Farinha de soja de digestão pa· pH após esterilização: 6,9 ± 0,2
paínica 3,Og Misturar todos os ingredientes com água e aque-
- Cio reto de sódio 5,Og cer até dissoluçlIo. Filtrar e, se necessário, ajus~ar
- Fosfato de potássio dibásico 2,5 g pH para 6,9 ± 0,2 com hidróxido de sódio 0,1 M.
- Dextrose 2,5 g Distribuir em frascos ade~uados e esterilizar
Água l000ml durante 15 minutos a 121 C. Ajustar o pH·a
pH após esterilização: 7,3± 0,2 6,9 ± 0,2 com solução de hidróxido de sódio 0,1 M.
Distribuir em frascos adequados.
Dissolver todos os ingredientes em água, com
ajuda de aquecimento. Resfriar à temperatura
ambiente. Se necessário, adicionar hidróxido de PRE-INCUBAÇÃO E TESTE DE SENSIBILIDADE
sódio 0,1 M, de modo a obter pH 7,3 ± 0,2 após a DOS MEIOS DE CULTURA
esterilizaçlo. Caso necessário, flltrar; distribuir em
frascos adequados e esterilizar por 15 minutos Os meios de cultura devem apresentar esterili-
a 121 oCo dade e capacidade de promover crescimento de
microrganismos que devem ser testadas em cada
f) Caseína·soja com 1% de penicilioase lote antes do teste das amostras ou em paralelo
(Meio VI) com ele.
Empregar para produtos contendo penici· Após a esterilização, os meios de Tioglicolato
lina. Preparar e usar conforme o meio 11. fluido e de Caseina-soja devem ser incubados,
g) Caseína·soja com 0,1 % de polissorbato 80 respectivamente, a 30-35°C e 20-25 °c durante,
(Meio VII) no mínimo, 7 dias. Não deve ocorrer crescimento
de microrganismos.
Preparar e empregar conforme o meio m. Efetuar teste para verificar a capacidade dos
h) Caseioa-soja com 0,5% de azolectioa e 0,4% lotes de meios em promover o crescimento de
de polissorbato 80 (Meio VIII) microrganismos. Os seguintes microrganismos 110
Preparar e empregar conforme o meio IV. adequados para realizar o teste:

i) Fluido J
a) Bacülus subtilis ATCC 6633, ou se não
- Tecido animal de digestão for desejado microrganismo formador de espora,
péptica 1g Micrococcusluteus ATCC 9341.
- Água 1000 ml b) Candida albicans ATCC 10.231.
pH após esterilização: 7,1 ± 0,2 c) Aspergillus niger ATCC 16.404.

Meio Microrgllnismo Temperatura de incubBçlo

Tioglicolato fluido B. subtifis ou M. lureus 30 - 35°C


C.albicans
C. spo/'O(/tlnes ou
B. vuffIBtus

Caseína-soja B. subtifis ou M. futew 20 - 25°C


C. afbicans
A. niger
d) aostridium sporogenes ATCC 11.437; se
não for desejado microrganismo formador de
esporo, Bacteroides vulgatus ATCC 8482. I) Com o aUXilio de alça de platina trans-
ferir inóculo da cepa do microrganismo específico
Inocular pelo menos dois tubos de cada meio, para tubo de ensaio contendo ágar nutriente
com volume de suspensão de microrganismos inclinado. Semear levemente a cultura sobre- toda
a superfície do ágar inclinado, de modo a obter
que contenha 50 a 100 células, conforme tabela da
página anterior. película uniforme de crescimento;
Este meio será considerado satisfatório desde 2) Incubar sob condições ótimas de cresci-
que todos os tubos inoculados apresentem evi- mento do microrganismo específico;
dência de crescimento dentro de 7 dias. 3) Após o período de incubação transferir a
SenlÍ0 o teste de crescimento realizado conco- cultura do microrganismo da superfície do ágar
mitantemente com o teste de esterilidade, este é inclinado para frasco contendo 99 ml de água
considerado inválido, caso não ocorra proliferação esterilizada;
de microrganismo na prova de crescimento. 4) Homogeneizar a suspensão, no mínimo,
25 vezes por inclinação do frasco;
PREPARAÇÃO DA SUSPENSÃO BACTERIANA 5) Preparar uma seqüência de diluições dese-
jadas: 1:100; 1:10.000 e 1:1.000.000, a partir
Usualmente é necessário efetuar ajuste do da suspensão do frasco original;
processo de diluição antes de iniciar a prova para
6) A homogeneização das suspensões de cada
conseguir densidade específica de 50-100 células
diluição pode ser realizada também com o auxílio
viáveis por mililitro da solução, devido à variação
de bastão de vidro, por agitação magnética ou
entre cepas do mesmo microrganismo, meios de
pérolas de vidro.
cultura e superfície de ágar inclinado. Para esta·
belecer, numericamente, uma variação entre o
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE
crescimento em um meio e o microrganismo
BACTERIOSTÁTlCA OU FUNGlSTÁTlCA
específico, fazer uma série de contagens em placas
a partir da diluição 10-6 (I: 1.000.000), para Antes de iniciar o teste de esterilidade de
determinar a densidade bacteriana. Escolher insumos farmacêuticos, medicamentos ou corre-
volume adequado desta diluição de tal modo que latos, avaliar seu nível de atividade bacteriostática
ao ser diluído em volume conhecido contenha de e/ou fungistática pelo seguinte procedimento:
50-100 células viáveis por ml. Se o procedimento Preparar, pelo menos, quatro tubos de meio de
estiver bem padronizado (como, por exemplo, a cultura ou de cada um dos meios de cultura a
área da superfície do ágar inclinado, técnicas de serem empregados no Teste de esterilidade. Adi·
laboratório etc.) é possível reproduzir os resul- cionar a todos os tubos quantidade do produto
tados com a mesma cepa de bactérias. em análise, conforme segue (2):

Conteúdo do Volume mlnimo Volume mlnimo


recipiente (mO de produto (mO de meio (mO

I ml. ou o conteúdo
menos que 10 15
total, se menor que I

I I a 50 5 40

51 a 100 10 80

Inocular metade dos tubos com microrganismo pode ser realizado sem modificações. Se o cresci·
aeróbico e a outra metade com anaeróbico, con- mento for pequeno ou nulo o produto exerce
forme indicado para o Teste de crescimento nos atividade bacteriostática e/ou fungistática e essa
Meios de cultura (l). Preparar duplicata do con- atividade deve ser eliminada antes do teste de
junto, em condições idênticas, porém não adicionar esterilidade por meio de agentes neutralizantes ou,
o produto a ser testado. Incubar todos os tubos no decorrer do mesmo, através da diluição do
contendo tioglicolato a 30-35 °c e a 20-25 °c, os produto. Deve-se repetir o teste até determinar a
que contiverem caseína-soja. Se houver cresci- relação ideal entre os volumes do produto e do
mento normal dos microrganismos na presença e meio, que não interfira no crescimento de micror-
na ausência do produto, o Teste de esterilidade ganismos. Outra maneira de evitar as atividades

(l) Quando se tratar de antibiótico, empregar cepa de (2) Para algodão, gaze e material relacionado, empregar
microrganismos sensíveis. duas peças por tubo.
bacteriostática e/ou fungistática é empregar o ferir assepticamente o volume indicado de cada
método de filtração por membrana, quando a amostra para os tubos contendo Meio de tiogli-
natureza do produto assim o permitir. colato fluido e Meio de caseína-soja (os volumes
mínimos, tanto de material em análise quanto dos
PROCEDIMENTO PARA O meios de cultura, estão especificados no item
TESTE DE ESTERILIDADE Teste de Avaliação dIl Atividade Bacteriostática ou
Fungistática). Misturar o líquido com o meio sem
O teste de esterilidade pode ser realizado de
arejar excessivamente. Incubar o Meio de tiogli-
duas maneiras: através do Método de inoculação
colato fluido por 14 dias a 30-35 DC e o Meio de
do produto diretamente no meio (Método Direto)
caseína-soja por 14 dias a 20-25 DC.
ou pelo Método de filtração por membrana, o qual
Se o material em análise provocar turvação dos
deve ser empregado sempre que possível.
meios de cultura, de modo a impedir a observação
do crescimento microbiano, transferir porções
Amostragem
adequadas de cada tubo para outros tubos con-
O número de amostras de um produto para tendo os meios, após 3 a 7 dias do início da
teste de esterilidade deve ser, no mínimo, de incubação. Continuar a incubação de todos os
20 unidades ou 10% do número de unidades tubos até que se completem 14 dias a contar do
que constituem o lote se este for inferior a 199 início do teste.
unidades. Antes do teste proceder à assepsia das Sólidos
paredes externas dos frascos e ampolas, mergu-
Transferir quantidade de produto na forma de
lhando-os em solução antimicrobiana. No caso de
sólido seco (ou de solução ou suspenslio do pro-
artigos cujas embalagens não resistam a esse
duto preparada pela adição de diluente estéril ao
tratamento, fazer assepsia das amostras por meio
recipiente), correspondente a 300 mg de cada
de gaze ou pano estéril, embebido em solução
recipiente sob análise, ou todo o conteúdo, se for
antimicrobiana.
menor que 300 mg, a volume não inferior a
Para matérias-primas, amostragem satisfatória é
40 ml de Meio de tioglicolato fluido e a 40 ml de
baseada na raiz quadrada do número total de
Meio de caseína-soja. Misturar e proceder como
recipientes do lote, conforme abaixo indicado:
para Líquidos.

Pomadas e óleos insolúveis em miristato de


N9 total de N9 de fflCipienttn isopropila
repicien tes a serem abertos
do lote para teste Selecionar 20 recipientes, dividi-Ios em dois
grupos de 10 e tratá-Ios como segue: transferir
1 a 3 todos assepticamente 100 mg de cada recipiente para
4 a 9 3 frasco contendo 100 ml de veículo aquoso estéril,
10 a 16 4
17 a 25 5 capaz de dispersar o material em análise homo-
26 a 36 6 geneamente por toda a mistura. A escolha do
37 a 49 7 agente dispersante incorporado ao veículo aquoso
50 a 64 8 pode diferir de acordo com a natureza do material
65 a 81 9
em análise; contudo, este agente não deve causar
82 a 100 10
101 a 121 11 bacteriostase nem fungistase na concentração
utilizada; portanto, executar o Teste de Avaliação
da Atividade Bacteriostática ou Fungistática para
A assepsia dos recipientes deve ser realizada por esse agente, antes de empregá-Io.
meio de gaze ou pano estéril, embebido em solu- Transferir 10 ml dessa mistura a 80 ml de
ção antimicrobiana. Meio de tioglicolato fluido e 10 ml a 80 ml de
Meio de caseína"'soja. Continuar o procedimento
como descrito para Líquidos.
Algodlo purificado, gaze, bandagem e material
Procedimento relacionado
O teste de esterilidade pelo Método de inoeu- De cada embalagem de algodão, gaze em rolo
lação ou direto consiste na transferência asséptica ou gaze em bandagem a ser analisada, retirar, com
de quantidade do produto a ser examinado para instrumentos estéreis, duas porções de 100 a
Meio de tioglicolato fluido e Meio de caseína-soja 500 mg das partes mais internas da amostra. Para
seguida de incubação a 30-35 DC e 20-25 DC, materiais em embalagem individual, tais como
respectivamente, durante 14 dias. chumaço de gaze, retirar duas porções individuais
de 250 a 500 mg, ou duas unidades totais, no caso
Líquidos de unidades pequenas (ex: bandagens menores
Retirar o líquido do recipiente utilizando que 25 a 75 mm). Transferir uma porção para
pipeta estéril ou seringa e agulha estéreis. Trans- tubo com 40 ml de Meio de tioglicolato fluido e
outra para tubos com 40 m1 de Meio de caseína- Método de filtração por membrana
soja. Continuar o procedimento como descrito
O teste de esterilidade pelo Método de filtração
para Líquidos.
por membrana consiste na dissolução da substância
Aparellios parenterais em análise em fluido estéril adequado e a passagem
Para aparelhos de formas e dimensões que dessa solução através de membrana estéril, que irá
permitam sua imersão total em não mais que reter qualquer contaminaçllo em sua superfície;
1000 ml de meio de cultura, testar o aparelho em seguida esta é lavada, seccionada e transferida
intacto, mergulhando uma unidade em Meio de assepticamente para meio de cultura adequado.
tioglicolato fluido e outra em Meio de caseina- Para realizar o teste é necessário funil apropriado
soja. Verificar se os pequenos canais e orifícios no qual é colocada a membrana e receptáculo
estão em contato com o meio de cultura; caso isto para esse funil, que é acoplado a reservatório (que
não ocorra, fazer cortes no aparelho para atingir acolherá as soluções fIltradas), ligado a bomba de
tal objetivo. Não podendo o aparelho ser imerso vácuo. A membrana pode ser de nitrato de celulose
completamente, dividi-lo em porções adequadas. (empregada, por exemplo, em soluções aquosas,
Não podendo ser dividido, passar Meio de caseina- oleosas e alcoólicas fracas) ou acetato de celulose
soja e TIoglicolato fluido pelo interior de 20 amos- (empregada, por exemplo, em soluções alcoólicas
tras, recolher pelo menos 15 m1 destes meios e fortes), com diâmetro de 47 mm,porosidade nomi-
incubá·lo por 14 dias a 20-25 °c com não menos nal de 0,45 JJ.m± 0,02 JJ.m e fluxo de 55 a 75 ml
que 100 m1 dos mesmos meios. Continuar o de águã por centímetro ttuadrado por minuto, à
procedimento como descrito para Líquidos. pressão de 700 mm a 25 C. Todo material deve
ser esterilizado durante 15 minutos a 121°C.
Gaze com vaselina
Não empregar volume de amostra menor que
Preparar o Meio de tioglicolato fluido con- o indicado.
forme descrito no item Meio de cultura, adicio-
nando 1,0 g de ágar e 5,0 g de gelatina para cada
Lfquidos misc{veis em veículos aquosos
1000 ml de meio. Distribuir porções de 300 m1 em
frascos que permitam o fechamento hermético Transferir, assepticamente, o volume indicado
após a esterilizaçã"o. Esterilizar durante IS minutos abaixo pQra conjunto de funil e membrana, flltrar,
a 121°C. Aquecer o meio a 52°C e transferir lavar com três porções de 100 m1 de Fluido I,
assepticamente o conteúdo total de uma embala- cortar a membrana ao meio, colocar uma das
gem de gaze com vaselina. Fechar hermeticamente metades no Meio de tioglicolato fluido e a outra
e agitar durante 10 minutos em agitador mecâ- no Meio de caseína-soja. Incubar, respectivamente,
nico. Resfriar os frascos em posição inclinada até a 30-35 °c e 20-25 °c durante, pelo menos, 7 dias.
que a vaselina forme camada sólida vedando a Não realizar o teste com volume de amostra
superfície do meio. Quebrar a vedação por uma inferior ao indicado. Se o volume for insuficiente,
única e rápida agitação. Incubar a 20-25 °c durante aumentar o número de amostras.
7 dias e agitar, em agitador mecânico, durante, pelo
menos, 10 minutos. Transferir assepticamente
Lfquidos imiscfveis em velculos aquosos
0,5 m1 dessa mistura para 15 m1 de Meio de tiogli-
colato fluido e 0,5 m1 para 15 m1 de Meio de Proceder como para "Líquidos miscíveis em
caseina-soja. Incubar, respectivamente, a 30-35 °c veículos aquosos", substituindo o Fluido I pelo
e 20-25 °c durante, pelo menos, 7 dias. Fluido IL

Volumtl mlnimo Volume m(nimo Número mfnimo


Volume de
trlCipiente • ctHierecipiente de cede meio de em OItrll' e
(m/) /NUe meio cH eulture de eultUrll .,..", telte.
(ml) (mI)
1 miou conteúdo total
menos que 10 100 20
se menor que 1 ml

11 a 50 5 100 20

51 a 100 10 100 20

101 a 500 Conteúdo total 100 10

Acima de 500 500 100 10


Pomadas e óleos solúveis em miristato funil e membrana e filtrar. Prosseguir como
de isopropila indicado para "Líquidos miscíveis em veículos
aquosos' .
Selecionar 20 unidades, transferir 100 mg de
cada unidade para frasco contendo 100 ml de
Controle negativo ou branco
miristato de isopropila, cujo pH seja igualou
superior a 5,5, e que tenha sido esterilizado por Efetuar constantemente controle negativo,
filtração em membrana de 0,22 J,lm. Aquecer o simulando teste com os fluidos e solventes utili·
miristato de isopropila a 47°C. Agitar e dissolver zados. O resultado do teste deve ser negativo.
a pomada. Transferir a mistura para conjunto de
funil e membrana. Umedecer antes a membrana Observação e interpretação dos resultados
com pequena quantidade do líquido de lavagem,
Durante o tempo de incubação, observar os
filtrar, lavar com 3 porções de 100 ml de Fluido lI.
tubos em análise, periodicamente, para verificar
Cortar a membrana ao meio, colocar uma das
eventual aparecimento de crescimento micro-
metades no Meio de tioglicolato fluido e a outra no
biano. Se, ao final do período de incubação, não
Meio de caseína-soja. Incubar, respectivamente, a
ocorrer crescimento microbiano, a amostra é
30-35°C e 20-25 °c durante, pelo menos, 7 dias.
considerada satisfatória para o teste de esterilidade.
Se a substância contiver vaselina, usar como
Se ocorrer crescimento, o produto não corres-
líquido de lavagem o Fluido III
ponde ao teste de esterilidade, a menos que se
possa demonstrar o contrário por reteste, ou por
Sólidos solúveis
meios que comprovem não ter a contaminação
Transferir uma quantidade de substância em causa relacionada com a amostra (ex.: contamina-
forma sólida (ou de solução ou suspensão da ção ambiente, contaminação de controle negativo).
substância preparada pela adição de diluente O reteste deve ser feito de maneira idêntica ao
estéril ao recipiente), correspondente a 300 mg teste inicial. Se não aparecer evidência de cresci·
de cada recipiente em análise, ou todo o conteúdo, mento, a amostra é satisfatória para o teste de
se for menor que 300 mg, a cerca de 100 a 200 ml esterilidade. Se houver crescimento no primeiro
de diluente apropriado (Fluido I ou Fluido lI). reteste, isolar e caracterizar o(s) contaminante(s)
Filtrar o conteúdo do frasco em conjunto de microbiano(s) do primeiro reteste e comparar com
funil e membrana, lavar com 3 porções de 100 ml o(s) contaminantes do teste de esterilidade original.
de fluido apropriado e prosseguir como para Se o contaminante for o mesmo nos dois testes, a
"Líquidos miscíveis em veículos aquosos". amostra não corresponde ao teste de esterilidade.
Se os dois contaminantes forem diferentes, deve
Algodão purificado, gaze e material ser realizado um segundo reteste.
relacionado (categute, suturas etc.) O segundo reteste deve ser feito com o dobro
de unidades de amostra utilizadas no teste inicial.
Fazer amostragem de acordo com a monografia Os volumes de cada unidade devem ser os mesmos
para AlgodlIo purificado, gaze e material rela- indicados para o teste inicial. Se não houver
cionado. Transferir o total de amostras para frasco evidência de crescimento, a amostra é satisfatória
contendo volume suficiente de Fluido I, ou, para o teste de esterilidade. Se houver cresci-
quando for o caso, passar o fluido pelo interior mento de qualquer microrganismo, a amostra
dos tubos ou do equipamento. Agitar vigorosa· é considerada insatisfatória para o teste de este·
mente. Transferir o líquido para conjunto de rilidade.
o teste de pirogênios fundamenta·se na medida Procedimento
do aumento da temperatura corporal dos coelhos, Durante as duas horas precedentes, e durante
quando se injeta intravenosamente uma dose-
o teste, suprimir alimentação dos três coelhos,
limite de 10 rnl por kg de peso, durante período
dando-lhes somente água.
não superior a 10 minutos, de solução estéril da No máximo 40 minutos antes da injeção da
substância em análise.
dose do produto a ser testado, determinar a
Para os produtos que requeiram preparação temperatura de controle (inicial) de cada animal
preliminar ou que necessitem de condições espe- mediante duas leituras feitas com intervalo de
ciais de administração, seguir as normas recomen-
30 minutos. A média das duas temperaturas é
dadas na monografia.
considerada como a temperatura de controle do
animal, que é a base para a determinação de
qualquer aumento de temperatura resultante
Seleção dos animais da injeção da solução da teste. Não usar animais
com temperat<lra superior a 39,8 oCoUsar no teste
Usar coelhos de ambos os sexos, adultos, sadios, somente os animais cujas temperaturas de controle
preferencialmente a mesma raça, pesando no não se desviem de mais de 1,0°C um do outro.
mínimo 1,5 kg. Mallter os animais em gaiolas
Não devem ser usados os animais que apresentarem
individuais em sala de temperatura uniforme
desvio maior do que ± 0,2° C, nas duas leituras da
(20°C ± 2 0c) e livre de perturbações que os pos-
temperatura controle.
sam excitar. Uma semana antes de usar um animal
Preparar o produto a ser testado conforme
pela primeira vez, iniciar exercício de condiciona-
especificado na monografia. Aquecer o mesmo a
mento segundo a técnica recomendada para o
37-38°C.
teste, mas sem a injeção do produto aser analisado.
Injetar pela veia marginal da orelha de três
Ocorrendo teste de pirogênio negativo, pode-se coelhos não menos do que 0,5 ml nem mais de
usar o mesmo animal após 48 horas. Quando o 10 rnl da solução por kg de peso corporal ou a
teste de pirogênio for positivo, não se usam os quantidade indicada na monografia. A injeção
mesmos animais antes de duas semanas. não deve durar mais de 10 minutos, a menos que
na monografia se especifique tempo diferente.
Registrar a temperatura I, 2 e 3 horas após
Registro da temperatura a injeção.
Usar termômetro clínico de precisão, graduado
em 0,1 °C, com tempo de elevação de tempera-
Interpretação
tura máxima previamente determinado ou qualquer
outro dispositivo de registro de temperatura de A temperatura maxuna registrada para cada
igual sensibilidade. coellio é considerada como sua resposta. Quando
Intro uzir o termômetro no reto do animal à as temperaturas medidas após a injeção forem
profundidade aproximada de 6 centímetros. inferiores à temperatura de controle, a resposta
Se for utilizado dispositivo registrador, que deva equivale à elevação de temperatura zero.
permanecer no reto durante o período do teste, Se nenhum dos três coelhos apresentar elevação
conter os coelhos de maneira que fiquem em de temperatura de 0,6 °c, ou mais, sobre suas
postura natural de repouso. Quando se empregar respectivas temperaturas de controle, e se a soma
termômetro clínico deixar transcorrer o tempo dos aumentos dos três não exceder a 1,4 °c, o
necessário (previamente determinado) para que produts em exame cumpre os requisitos de ausên-
alcance a temperatura máxima, antes de proceder cia de pirogênios.
à leitura. Se algum coelho apresentar aumento da tempe-
ratura de 0,6 °C,ou mais, ou se a soma dos aumen-
tos exceder a 1,4 °c, repete-se o teste usando-se
outros cinco animais.
Material
Se no máximo três dos oito coellios mostrarem
As seringas, agulhas e vidrarias tomam-se aumentos individuais de temperatura de 0,6 °c,
apirogênicas a 250°C durante 30 minutos ou ou mais, e se a soma dos oito aumentos de tempe-
a 200 °c por uma hora. O cloreto de sódio, a ratura não exceder a 3,7 °c, o produto em exame
200°C durante 2 horas. cumpre os requisitos para ausência de pirogênios.
Interpretação
Manter os animais em observação durante
Seleção dos animais
48 horas ou pelo tempo indicado na monografia.
Usar camundongos sadios, de ambos os sexos, A sobrevivência de todos os camundongos durante
preferencialmente de cepa conhecida, não utili· o período estabelecido determina a aprovação do
zados previamente em testes biológicos. Mantê-los produto. A morte de um ou dois animais ou a
sob dieta uniforme, água à vontade e temperatura presença de sintomas anormais requer repetição
ambiente constante de 20-24 oCo No dia do teste, do teste, empregando-se cinco ou mais camun·
selecionar camundongos com peso entre 18 e dongos (19,5 a 20,5 g), não utilizados previamente.
22g. A amostra cumpre os requisitos do teste se o
número de camundongos mortos não exceder 10%
do total de animais testados, incluindo o teste
Preparação da amostra original.
A amostra deve ser preparada conforme especi-
ficação constante na respectiva monografia e TESTE PARA SOROS E VACINAS
DE USO HUMANO
administrada imediatamente.
Salvo especificação diferente constante na
monografia, injetar intraperitonealmente uma dose
Procedimento humana 1, porém não exceder 1,0 ml, em cinco
camundongos selecionados conforme descrito no
Usar seringas,agulhase vidrariaestéreis. Segundo
teste geral, e uma dose humana em dois cobaios
especificado na monografia, administrar volume
sadios, pesando entre 250 e 350 g. Neste caso
da substância sob teste, em cinco camundongos
n!o exceder 5,0 ml.
por uma das vias seguintes:
A amostra é aprovada no teste se nenhum dos
animais apresentar sintomas anormais durante os
1) Intravenosa. Injetar a dose na veia caudal,
sete dias seguintes. Se um animal morrer ou
mantendo·se a velocidade constante de 0,1 m1por
apresentar sintomas anormais, repetir o teste.
segundo ou a indicada na monografia;
A amostra cumpre os requisitos do teste caso
2) Intraperitonial. Injetar a dose na cavidade nenhum dos animais do segundo grupo morrer ou
peritonial; apresentar sintomas anormais no intervalo de
3) Subcutânea. Injetar a dose na região cervical tempo especificado.
ou abdominal;
4) Oral. Administrar a dose por meio de sonda A dose humana é a declarada no rótulo ou na bula da
ou outro dispositivo adequado. preparação a ser examinada.
PreparaçSo do padrão de referência conectando-a diretamente ao manômetro de
mercúrio ou outro dispositivo apropriado para o
Empregar dicloridrato de histamina, conservado
registro contínuo da pressio arterial. .
em frasco hermético e opaco, dessecado sobre
Avaliar a sensibilidade do gato à histarnina,
sl1ica.gel durante duas horas, antes do uso.
injetando em intervalos uniformes de, no mínimo,
5 minutos, doses correspondentes a O,05p.g (dose
SoluçSo padrão de referência A); 0,10 p.g (dose B) e 0,15p.g (dose C) de hista·
Dissolver, em água estéril, quantidade suficiente mina (base livre) por kg de peso corporal. Após
e exatamente pesada de dicloridrato de histarnina cada administração, lavar imediatamente a cânula
para obter solução contendo o equivalente a por injeção de aproximadamente 0,5 ml de solução
1 mg/mI de histamina (base livre). Conservar sob fisiológica, para remover atividade residual. Repetir
refrigeraçfo em recipiente de vidro âmbar dotado três vezes a administração da dose B a· fim de
de tampa esmerilhada, ao abrigo da luz, durante observar a uniformidade de resposta à mesma
um mês. No dia do teste, preparar solução padrão dose. O animal é considerado apto à realização do
de referência contendo o equivalente a 1,0 p.g/ml teste se as respostas aos três níveis de dosagem
de histamina (base livre), em solução fisiológica. forem nitidamente diferenciadas e as respostas à
seqüência de doses B forem aproximadamente
similares, correspondendo a quedas de pressão
SoluçSo da amostra arterial nlo inferiores a 2,7 kPa (20 mm de mer-
Preparar a solução da amostra conforme a cúrio).
especificação da monografia respectiva. Injetar duas séries de quatro doses, consistindo
cada série de ~uas injeções da dose especificada
na monografia da amostra, intercaladas com a
Método sugerido
dose B, sempre com intervalo uniforme de, no
Pesar gato adulto e sadio (no caso de fêmea, mínimo, 5 minutos.
que nio esteja prenhe) e anestesiá-Io através de Medir a alteração da pressão arterial após cada
injeção intraperitonial de cloralose ou barbitúrico uma das injeções. Na análise dos resultados,
que permita a manutenção de pressão arterial considera-se que a amostra cumpre os requisitos
uniforme. Imobilizélr o animal e protegê-lo para do teste se a média de suas respostas depressoras
prevenir perda de calor corporal. for inferior àquela da dose B.
Dissecar a veia femural oujugular, preparando-a Terminar o teste administrando uma dose C
por inserção de cânula repleta de heparina (1000 do padrão para comprovar que a resposta se
unidades/ml de solução fisiológica) para a adminis- mantém superior à dose B: Caso isto do ocorra,
traçfo das soluções padrão de referência e amostra. o teste não é válido.
Expor cirurgicamente a artéria car6tida, disse- O animal pode ser usado enquanto pennanecer
cando-a completamente das estruturas circun- estável e responder, adequadamente, à adrninis-
dantes, inclusive o nervo vago. Inserir uma cânula traçfo da solução padrão de referência.
Usar cobaia com peso entre 250 e 350 g, em Estabelecer a reprodutividade da contração por
jejum de aproximadamente 24 horas. Sacrificar o repetições sucessivasda seqüência de doses.
animal com golpe na nuca e sangria imediata por Calcular a atividade da substância sob teste em
secção dos vasos cervicais. Retirar aproximada- termos de seu equivalente em p.g/rol de histamina
mente 10 cm da porção distal do 11eO.Lavar (base livre), tomando por base as diluições efe-
internamente com solução nutritiva. Selecionar tuadas. O valor encontrado não deve exceder o
porção com cerca de 2 0"- 3 em de comprimento limite estabelecido na monografia.
e amarrar duas linhas fmas nas extremidades. Não ocorrendo contração no teste supracitado
Efetuar pequena incisão na porção central do por efeito da amostra ensaiada, preparar nova
tecido. Transferi-lo para cuba-de-6rgão-isolado,de solução da amostra, adicionando quantidade de
10 a 20 rol de capacidade, à temperatura contro- histamina correspondente ao limite máximo
lada entre 34 a 36°C sob corrente de ar ou mis- especificado na monografia e observar se a contra-
tura de 95% de oxigênio e 5% de CO2• Fixar ção produzida é proporcional à quantidade de
uma das linhas no fundo da cuba e amarrar a histamina adicionada. Considerar o teste válido se
outra na alavanca destinada a registrar as contra- essa resposta for proporcional e se confirmar
ções musculares no quimógrafo ou outro sistema reprodutibilidade das contrações induzidas pela
de registro adequado. Ajustar a alavanca para o seqüência de doses: dose padrão de referência
registro das contrações do íleo com grau de ampli- menor, dose de solução da substância sob teste e
ficação da ordem de 20 vezes. Lavar a preparação dose padrão de referência maior. Caso contrário,
com solução nutritiva e deixá-Ia em repouso realizar o teste para substâncias vasodepressoras.
durante 10 minutos.
Adicionar volumes conhecidos - da ordem de
0,2 a 0,5 rol de solução padrão de referência de Solução nutritiva
histamina (l p.g/ml) - para obter resposta submá· (preparar no momento da utilização)
xima (dose maior). Lavar o 11eotrês vezes com
solução nutritiva. Efetuar as adições sucessivasem Solução A* 50 ml
intervalos regulares de aproximadamente 2 minu- Sulfato de atropina 0,5mg
tos. Adicionar novas doses de solução padrão de Bicarbonato de sódio 1,0g
referência de histamina - obtidas por diluição da Dextrose anidra (para uso parenteral) 0,5 g
solução original, de modo a manter os volumes de Água bidestilada (obtida de equipa-
mento de vidro)
doses sempre iguais - estabelecendo a dose respon·
sável por resposta cuja intensidade seja a metade
da dose maior (dose menor).
Prosseguir o teste adicionándo seqüências de
3 doses: dose padrão de referência menor, dose de Cioreto de sódio 160,0 g
solução da substância sob teste e dose padrão de Cloreto de potássio 4,0 g
referência maior. Ajustar a diluição da amostra Cloreto de cálcio anidro 2,0 g
para que, ocorrendo contração do íleo, esta seja Cioreto de magnésio anidro 1,0 g
menor que a produzida pela dose padrão de Fosfato de sódio dibásico 0,05g
referência maior. Águaqsp 1.000 ml
V.S.1.6.- CONTAGEM DE MICRORGANISMOS VIÁVEIS EM PRODUTOS QUE
NÃO NECESSITAM CUMPRIR COM O TESfE DE ESTERILIDADE

V.5.1.6.1 - CONTAGEM DE MICRORGANISMOS Preparação de amostras


vIÁVEIS TOTAIS
Substâncias solúveis em água - Transferir
10 g ou 10 ml da mistura de amostras para frasco
Este método é capaz de determinar o número volumétrico contendo 90 ml de tampã'o fosfato
total de bactérias e fungos presentes em produtos pH 7,2. Agitar até dissolução e ajustar o pH entre
e matérias-primasnão estéreis. O método consiste 6,5 e 7,5 com ácido clorídrico 0,1 M ou hidróxido
na contagem da população de microrganismos de sódio 0,1 M e completar o volume de 100 ml.
que apresentem crescimento visível, em 4 dias, Transferir duas alíquotas de 10 ml para dois
em ágar caseína-soja (Meio 1) a 30-35 °c e em frascos volumétricos contendo 90 ml do Fluido I.
7 dias, em ágar Sabouraud·dextrose (Meio 11) a Filtrar, lavar as membranas três vezes com
20-25°C.
Fluido I, incubar, contar as colônias e calcular o
A determinaçã'o pode ser efetuada através do número de microrganismos.
Método de filtração por membrana, Método de Substâncias oleosas misdveis em água - Trans-
contagem em p1Jlca ou Método dos tubos múl· ferir 10 mg ou 10 ml da mistura de amostras para
tiplos.
frasco volumétrico contendo 90 ml de Fluido 11
Empregar técnicas assépticas na amostragem e aquecido a 45-48°C e completar o volume de
na execuçã'o do teste. Realizar o teste preferen. 100 ml. Ajustar o pH entre 6,5 a 7,5 com ácido
cialmente em capela de fluxo laminar e empregar, clorídrico 0,1 M ou hidróxido de sódio 0,1 M.
quando possível, a técnica de filtraçã'o por mem· Transferir duas alíquotas de 10 ml para dois fras-
brana. cos volumétricos contendo 90 rol de Fluido 11.
Na amostragem de produtos em processamento, Filtrar, lavar as membranas três vezes com Fluido
coletar 3 amostras do início, 4 do meio e 3 do ll, incubar, contar as colônias e calcular o número
tim do processo. Executar o teste na mIstura de microrganismos.
destas amostras. Substâncias solúveis em miristato de isopropi1Jl
Utilizar diluição que permita que o número de - Transferir 6 alíquotas de 1 g ou 1 ml da mistura
Unidades Formadoras de Colônias se encontre de amostras para cada um de 6 frascos volumétri·
dentro dos limites sugeridos para o método a cos e completar volume de 100 ml com miristato
ser usado. de isopropila aquecido a 45-48°C. Agitar os
frascos, rapidamente, até dissoluçã'o. Filtrar cada
urna das soluções através de membrana fIltrante
M~TODO DE FILTRAÇÃO POR MEMBRANA
e lavar as 6 membranas com caldo nutriente
Empregar membrana de nitrato de celulose ou esterilizado por filtraçã'o e aquecido a 45-48 oCo
acetato de celulose, com pOrosidadenã'o superior Transferir 3 membranas para 3 placas de Petri
a 0,45 IJ.ID. O equipamento para flltraçã'o e a contendo Meio I e 3 membranas para 3 placas
membrana devem ser esterilizados por autocla· contendo Meio ll. Incubar, contar as colônias e
vagem e devem ser obedecidas precauções durante calcular o número de microrganismos.
o teste, conforme descrito na secção V.5.l.!. Para produtos de uso tópico, efetuar teste
Transferir 10 ml ou a quantidade de diluição adicional, transferindo uma membrana para placa
que represente 1 g da amostra a ser testada, para contendo Ágar para fermentação de anaeróbios,
uma de duas membranas fIltrantes e filtrar imedia- incubando em jarra para anaeróbios a 30-35 °c
tamente. Se necessário, diluir a amostra de maneira durante 3 dias.
a obter contagem de colônias entre 10 e 100.
Lavar ambas as membranas, pelo menos três vezes,
com aproximadamente 100 ml de líquido estéril
adequado. Transferir uma das membranas, para ~tTODO DE CONTAGEM EM PLACA
contagem de bactérias, para superfície de placa 1'"Bactérias - Empregar placas de Petri 100 x
de Petri contenda 15-20 ml de Meio 1. Incubar x 20 mm, adicionando a cada placa 1 ml da
a 30·35 °c durante 4 dias. Transferir a segunda mistura de amostras e 15·20 ml de Meio llique-
membrana, para contagem de fungos, para super- feito a 45°C, ou alternativamente, dispersar a
fície de placa de Petri contendo 15·20 ml de mistura de amostras na superfície do meio solidi·
Meio ll. Incubar a 20-25 °c durante 7 dias. Avaliar ficado na placa. Diluir a amostra de maneira que
o número de colônias desenvolvidas. Calcular o o número de colônias não ultrapasse a 300 por
número de microrganismos por grama ou ml de placa. Preparar, pelo menos, duas placas de Petri
amostra. Se necessário, proceder à contagem de para cada diluição e incubar a 30·35 °c, durante
bactérias e fungos separadamente. .
4 dias. '-Contar o número de colônias desenvol-
'/(,~; 'c',-\: \
'.I
CONTAGEM DE MICRORGANISMOS VIÁVEIS EM PRODUTOS QUE
NÃO NECESSITAM CUMPRIR COM O TESTE DE ESTERIUDADE

vidas. Calcular o resultado empregando placas amostra e deixar solidificar. Incubar, contar as
com o maior número de colônias, sem ultrapassar colônias e calcular o número de microrganismos.
300 colônias por placa. Gelatinas - Transferir 10 g da mistura de
Fungos - Empregar placas de Petri 100 x amostras para frasco volumétrico contendo 90 ml
x 20 mm, adicionando a cada placa 1 rnl da de água estéril aquecida a 48°C e deixar em
mistura de amostras e 15-20 rnl de Meio Illique- repouso durante uma hora (diluição 1:10). Em
feito a 45°C, ou, alternativamente, dispersar a seguida transferir o frasco para banho-maria a
mistura de amostras na superfície do meio soli- 45°C durante 30 minutos, agitando vigorosa-
dificado na placa. Diluir a amostra de maneira que mente a intervalos freqüentes.
o número de colônias não ultrapasse a 100 por Diluir 1 rnl desta solução com 9 ml de água
placa. Preparar, pelo menos, duas placas de Petri estéril (diluição 1:100) e, caso necessário, trans-
para cada diluição e incubar a 20·25 °c, durante ferir 1 rnl da última diluição para 9 ml de água
7 dias. Contar o número de colônias desenvol- (diluição 1:1000). Prosseguir conforme indicado
vidãs. Calcular o resultado empregando placas para Cápsulas vazias, a partir de "Transferir
com O maior número de colônias, sem ultrapassar alíquotas de ...••
100 colônias por placa. Demais substâncias insolúveis ou parcialmente
solúveis em água - Transferir 10 g ou 10 ml da
mistura de amostras para frasco volumétrico
Preparação de amostras contendo 90 mI de tampão fosfato pH 7,2 (dilui-
Empregar, no método de contagem em placas. ção 1: 10). Agitar até dissolução e ajustar o pH
1 ml de preparações de amostras contendo 10 g ou entre 6,5-7,5 com ácido clorídrico 0,1 M ou
10 mI, diluídas ou dissolvidas em 100 rnll de hidróxido de sódio O,I M. Transferir 1 rnl desta
diluente adequado, conforme descrito no Método diluição para 9 mI de água (diluição 1: 100) e,
de filtração por membrana para Substâncias solú- caso necessário, transferir 1 mI da última diluição
veis em água, Substâncias oleosas miscíveis em água para 9 rnl de água (diluição 1: 1000). Prosseguir
e Substâncias solúveis em miristato de isopropilll. conforme indicado para Cápsulas vazias a partir
Cremes e pomadas insolúveis em miristato de' de "Transferir alíquotas de ... ".
isopropilll - Transferir 10 g da mistura de amos- Aerosóis - Resfriar pelo menos 10 recipientes
tras para frasco volumétrico contendo 90 mI de em mistura de álcool e gelo seco por uma hora.
caldo nutriente com 0,1% de tetradecilsulfato Abrir os recipientes e deixá-los à temperatura
sódico, aquecido a 45·48 °c e agitar até mistura ambiente para que o propelente escape. Retirar
homogênea. Transferir 4 alíquotas de 5 rnl para, 10 g ou 10 ml dos recipientes e transferir para
pelo menos,4 placas de Petri 20 x 150 mm, adicio- frascos contendo 90 mI de tampão fosfato pH
nar a metade delas 20 a 40 ml de Meio I e às 7,2 (diluição 1: 10) ou outro diluente apropriado
outras, igual volume de Meio 11, ambos lique- e completar o volume de 100 rnl. Transferir 1 ml
feitos a 45°C. Misturar, homogeneamente, o desta diluição para 9 ml de água (diluição 1: 1000).
ágar com a amostra e deixar solidificar. Incubar, Prosseguir conforme indicado para Cápsulas vazias
contar as colônias e calcular o número de mio a partir de ''Transferir alíquotas de ... ".
crorganismos. Contagem de colônias - Usar contador de
Efetuar teste adicional, transferindo duas colônias com iluminação artificial controlada,
alíquotas de 1 mI da primeira diluição para duas lupa apropriada e, quando possível, contador
placas de Petri 10 x 100 mm, contendo 15-20 mI registrador. Somente as placas que apresentarem
de Á.gar para fermentação de anaeróbios, incu- até 300 colônias para bactérias e 100 para fungos
bando em jarra para anaeróbios a 30-35 °c durante deverão ser consideradas para registro dos resul·
3 dias. tados. Calcular a média aritmética de cada diluição
Cápsulas vazias - Adicionar 90 ml de tampão a partir dos valores obtidos das placas. Calcular o
fosfato pH 7,2, aquecido a 45-48°C sobre 50 número de microrganismos por g ou rnl para cada
cápsulas. Agitar até suspensão total e completar diluiç[o, multiplicando o número de colônias da
o volume de 100 mI (diluição 5: 10). Transferir placa pela diluição usada e relatar a média aritmé·
1 ml desta suspensão para 9 mI de água (diluição tica dos resultados. Expressar os resultados como
5: 100) e, caso necessário, transferir 1 mI da última Unidades Formadoras de Colônias (UFC).
diluição para 9 mI de água (diluição 5: 1000). Exemplo:
Transferir alíquotas de 1 ml de cada diluição para,
pelo menos, 4 placas de Petri 20 x 100 mm, adio
cionar a duas delas 15·20 ml de Meio I e às outras Diluiç60 ColfJnias p/placas UFC/gouml
duas, igual vplume de Meio 11, ambos liquefeitos a
45°C. Misturar, homogeneamente, o ágar com a 1: 100 293 2,93 x 10·
1: 100 100 1,00x10"
1: 1000 41 4.1 x 10"
(1) Alguns produtos podem requerer o emprego de 1:1000 12 1,2 x 10"
volumes maiores de diluente.
CONTAGEM DE MICRORGANISMOS VIÁVEIS EM PRODUTOS QUE
NÃO NECESSITAM CUMPRIR COM O TESTE DE ESTERlUDADE

Média: (2,93 + 1,00; 4,1 + 1,2) x 104 mento de microrganismos, transferindo urna
alçada de cada tubo para outro tubo contendo
caldo de caseína-soja ou meio equivalente, ou
= 2,3 x Y>" UFCjg ou mI semeando em meios sólidos, seletivos ou não,
Caso o número de colônias nas placas de todas as incubando, por período adicional. Determinar o
diluições seja menor que 20, registrar a contagem Número Mais Provável de microrganismos por
correspondente à menor diluição e expressar como g ou mI, através da Tabela I. Sendo necessária
UFCjg ou mI. Se as placas de todas as diluições maior precisão no teste, pode·se empregar 5
não apresentarem colônias, registrar a contagem tubos por diluição, avaliando o Número Mais
como sendo menor que uma vez a diluição menor Provável através da Tabela 11.
correspondente. Por exemplo, se nenhum cresci-
mento for detectado na diluição 1: 100, expressar Capacidade nutritiva dos meios de cultura
a contagem como menor do que 100 Unidades e validação dos métodos de contagem
Formadoras de Colôniasjg ou mI. Incubar os microrganismos que seguem em
tubos contendo caldo de caserna-soja.
MtTODO DOS TUBOS MÚLTIPLOS
É utilizado principalmente quando se espera Staphylocaccus ATCC 6538 p 18-24 hs 30-35 Qc
que o produto apresente densidade bacteriana lIureus ou ATCC6538 18-24 hs 30-35°C
baixa. Deve ser rnantida a razão entre o volume da Bllcillus subtilis ATCC6633 18-24 hs 30-35 °c
amostra e o volume do meio de cultura a utilizar. Escharichia calí ATCC 8739 18-24 hs 3O-35°C
CsndidB ATCC 10231 48 hs 20-25°C
Preparação de amostras IIlbicans ou ATCC 2091 48 hs 20-25°C
Preparar as amostras, inicialmente na diluição
1: 10, através dos procedimentos que seguem:
Diluir cada cultura empregando tampão cloreto
Amostras sólidas - Misturar 10 g da amostra
de sódio-peptona pH 7,0 de modo a obter 100
com 90 mI de diluente. Se forem necessários
células por mI. Empregar inóculo dos microrga-
volumes maiores, misturar 25 g da amostra com
nismos separadamente, como controle do método
225 mI de diluente.
de contagem, na presença e na ausência de amos-
Amostras liquidas - Misturar 1 m1 da amostra
tra. Não ocorrendo crescimento esperado na
com.9 ml de caldo de caseína-soja ou este adicio-
presença da amostra, significa que esta possui
nado de substâncias emulsmcantes ou neutrali·
atividade inibidora. Para eliminá-Ia, adicionar
zantes2 (polissorbatos,lecitina de soja etc.).
agentes neutralizantes, como polissorbato 80 a
Preparar diluições 1: 100 e 1: 1000 a partir
0,4% e lecitina de soja 0,5%, aumentar o volume
da diluição 1: 10.
de diluente, associar ambos os procedimentos,
Empregar urna série de doze tubos, contendo ou empregar o "Método de Filtração por Membra-
10 ml de caldo de caserna-soja. Aos três primeiros na".
tubos, adicionar 1 mI da amostra diluída, dissol-
vida ou homogeneizada, na proporção de 1: 10,
conforme descrito nos métodos anteriores. Aos
três tubos seguintes, adicionar 1 mI da diluição
1: 100 da amostra e aos próximos três tubos, Ágar de Ca,e{1/IJ-,oja (Meio I)
1 mI da diluição 1: 1000 da amostra. Aos três Digesto pancreático de caseina . 15,0 g
últimos tubos, adicionar 1 m1 do diluente. Incubar Digesto papa{nico de farinha de soja . . . . . 5,0 g
os tubos a 30-35 °c durante 4 dias. Os últimos Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . . . . . 5,0 g
três tubos não devem apresentar crescimento Ágar .....•................. 15,0 g
microbiano. Anotar como positivos os tubos que Água . loo0ml
pH ap6s elteriJizaçóo: 7,3 ± 0,2
apresentarem crescimento de microrganismos.
Isto pode ser caracterizado, também, pela for-
Ágar de Saoouraud-dextrole (Meio 11)
mação de produtos fmais de metabolismo (gás,
Dextrose. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ácido, base etc.) ou pelo exame microscópico
Mistura de partes iguais de caseína tratada
direto. No caso de amostras que turvem o meio, por suco pancreático e digesto péptico de
confIrmar se os tubos são positivos para o cresci- tecido animal . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 g
Ágar . 15 g
Água " . 1000 ml
(2) Caldo de Ctlle{1/IJ·aoja com 0,1 % de polissorbato pH ap6' e'terllizaçóo: 5.6 ± 0,2
·80 - usado para pomadas; Caldo de CtlN{1/IJ'$Oja com Misturar e ferver ptlTa efetum a roluç60.
0,4% de polissorbato 80 e 0,5% de lecitina de soja -
usado em amostras que requeiram inativação de substân- Ágar para Fermentação de A1IiJeTóbior
cias inibidoras; Caldo de Ctlle{na·aoja com 1% de penici- Extrato de levedura ... . . . . . . . . . .. 5 g
linase - usado para amostras que contenham penicilinas. Digesto péptico de tecido animal . . . . . . . 5 g
CONTAGEM DE MICRORGANISMOS VIÁVEIS EM PRODUTOS QUE NÃO NECESSITAM
CUMPRIR COM O TESTE DE ESTERILIDADE

Digesto papaínico de farinha de soja . . . . . 10 g Tabela I - Número mais provável e limites de


Dextrose . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 g confllUlça 95%
Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . . . . . 5 g
Ágar . 20 g Númtlro de tubor cujo crrtlCi-
Tioglicolato de sódio. . . . . . . . . 2 g mtlnto tl vis'-""I para Ctlda Númtlro Limite NMP
Água . 1000 ml qusntidtldtl do produto sob Mais
pH após esterilização: 7,2 0,2 flX,,"," Prov~1IfI1
de
Caldo de Ctlse(no-lIOja 'OOmg 'Omg 'mg micror-
Caseína tratada por suco pancreático 17,0 g ou ou ou I/lIni,mOl Inferior Supe-
Farinha de soja por digestão papaínica ... 3,0 g O,, mIl 0,0' mIl O,OO'ml/ por rior
Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . . . . . 5,0 g tubo tubo tubo gouml
Fosfato de potássio dibásico . 2,5 g
Dextrose . 2,5 g O O O < 3 - -
Água . 1000 ml O O 1 3 <0,5 9
pH após erterilizaçaó: 7,3 0,2 O 1 O 3 <0,5 13
1 O O 4 0,5 20
Caldo Nutriente 1 O 1 7 1 21
3 g 1 1 O 7 1 23
Extrato de Carne . . . . . . .
5 g 1 1 1 11 3 36
Digesto pancreático de gelatina. . . .
10,0 ml 1 2 O 11 3 36
Polissorbato 80 . . . . . . . . . . . . . . . . .
l000ml 2 O O 9 1 36
Água .
pH IlpóS esterilização: 6,9 0,2 2 O 1 14 3 37
2 1 O 15 3 44
Fluido I 2 1 1 20 7 89
2 2 O 21 4 47
Digesto péptico de tecido animal . . . . . . . 1 g
2 2 1 28 10 150
Água ..••••.••.•...•.•••••.• l000ml
3 O O 23 4 120
pH após esterilização: 7,1 0,2
3 O l' 39 7 130
3 O 2 64 15 380
Flu1doI/
3 1 O 43 7 210
Digesto péptico de tecido animal . . . . . . . 1 g 1 75 14 230
3 1
Polissorbato 80 . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 ml 120 30 380
3 1 2
Água , . 1000 ml 93 15 380
3 2 O
pH após esterilização: 7,1 0,2 1 150 30 440
3 2
3 2 2 210 36 470
Tampão Fosfato pH 7,2 3 3 O 240 36 1300
Solução-estoque 3 3 1 460 71 2400
Fosfato de potássio monobásico . 34 g 3 3 2 1.100 50 4800
Hidróxido de sódio 4% . (l75 ml 3 3 3 >2.400 - -
(aprox.)
1000 ml

Dissolver o forfato de potdsrio monobdrico em 500 ml de


t1guJJ,acertar o pH para 7,2 ± 0,1 com hidróxldo de sódio
4%. Completllr o volume com dgua, e,terilizar e con,er-
var sob refrigeração. Quando da utilização diluir a IIOlução
estoque com dgua no proporç4"ode 1para 800 eesterillzar.

Tamp40 cioreto de Wdio-peptono pH 7,0


Fosfato de potássio monobásico 3,56 g (equi-
valente a
0,067M)
Fosfato dissódico 2 H20 . 7,23 g
Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . . . . . 4,30 g
Peptona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,0 g
Água .........•............. 1000ml
CONTAGEM DE MICRORGANISMOS VIÁVEIS EM PRODUTOS QUE NÃO NECESSITAM
CUMPRIR COM O TESTE DE ESTERILIDADE

Tabela 2 - lílClice do número mais provável e Tabela 2 - (Continuação)


limites de confiança 95%
4 O O 13 3 31
USIIndo 5 tubos com O,1,0,01 e 0,001 9
4 O 1 11 5 46
4 O 2 21 1 63
Número de Positivos NMP Limitl1NMP
4 O 3 25 8 15
4 1 O 11 5 46
Tubos
0,1 0,007 79 Inferior Superior 4 1 1 21 7 63
0,07
4 1 2 26 9 18
4 2 O 22 7 61
O O O <2 <0,5 - 4 2 1 26 9 78
O O 1 2 <0,5 1
4 2 2 32 11 91
O O 2 4 <0,5 11
4 3 O 21 9 80
O 1 O 2 <0,5 1
4 3 1 33 11 93
O 1 1 4 <0,5 11
4 3 2 39 13 126
O 1 2 6 <0,5 15
4 4 O 34 12 95
O 2 O 4 <0,5 11
4 4 1 40 14 108
O 2 1 6 <0,5 15
4 5 O 41 14 110
O 3 O 6 <0,5 15
4 5 1 48 16 124
1 O O 2 <0,5 7
5 O O 23 7 10
1 O 1 4 <0,5 11
5 O 1 31 11 89
1 O 2 6 <0,5 15
5 O 2 43 15 114
1 O 3 8 1 19
5 O 3 58 19 144
1 1 O 4 <0,5 11
5 O 4 76 24 180
1 1 1 6 <0,5 15
5 1 O 33 11 93
1 1 2 8 1 19
5 1 1 46 16 120
1 2 O 6 <0,5 13
5 1 2 64 21 134
1 2 1 8 1 19
5 1 3 84 26 191
1 2 2 10 2 23
5 2 O 49 11 126
1 1 O 8 1 19 1Q
5 2 1 23 168
1 3 1 10 2 23
5 2 2 94 28 219
1 4 O 11 2 23
5 2 3 120 33 281
2 O O 5 <0,5 13
5 2 4 148 38 366
2 O 1 7 1 17
5 2 5 177 44 515
2 O 2 9 2 21
5 3 O 79 23 181
2 O 3 12 3 28
5 3 1 109 31 251
2 1 O 7 1 17
5 3 2 141 37 343
2 1 1 9 2 21
5 3 3 175 44 503
2 1 2 12 3 28
5 3 9 251 53 669
2 2 O 9 2 21
5 3 5 253 77 788
2 2- 1 12 3 28
5 4 O 130 35 300
2 2 2 14 4 34
5 4 1 172 41 484
2 3 O 12 3 28
5 4 2 221 51 698
2 3 1 14 4 34
5 4 3 218 90 849
2 4 O 15 4 37
5 4 4 345 117 999
3 O O 8 1 19
5 4 5 436 145 1161
3 O 1 11 2 25
5 5 O 240 68 134
3 O 2 13 3 31
5 5- 1 348 118 1005
3 1 O 11 2 25
5 5 2 542 180 1405
3 1 1 14 4 34
5 5 3 920 210 3000
3 1 2 17 5 46
5 5 4 1600 350 5300
3 1 3 20 6 60
5 5 5 1600 800
3 2 O 14 4 34
3 2 1 17 5 46
3 2 2 20 6 60 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
3 3 O 11 5 46
O limite prescrito em uma monografia deve ser
3 3 1 71 7 63
interpretado da seguinte maneira:
3 4 O 21 1 63
3 4 1 24 8 12 102 microrganismos
3 5 O 25 8 73 - limite máximo de aceitação 5 x 102
103 microrganismos
- limite máximo de aceitação 5 x 103 etc.
Este método permite a detecção da presença de frasco contendo 90 ml de tampão fosfato pH
células viáveis de Salmonella sp., Escherichia coZi, 7,2 e agitar até dissolução*;
Pseudomonas aeruginosa e Sthaphylococcus aUTeus, 2) Filtrar através de membrana de 0,45 ~m.
que devem estar ausentes em produtos farmacêu- Lavar com 100 ml de Fluido I;
ticos não estéreis e matérias-primas de USO direto 3) Colocar a membrana em frasco contendo
em sua fabricação. 300 ml de Caldo de enriquecimento;
Conforme a via de administração do produto,
4) Incubar a 30·35 °C, durante 24-48 horas.
além dos quatro microrganismos anteriormente
citados é indesejávela presença dos seguintes:
SUBSTÂNCIAS OLEOSAS MIScfvEIS
VIA ORAL (SÚUDOS E FLUIDOS) EM ÁGUA
&cilIus cereus
Enterobacter sp I) Transferir 10 g ou 10 ml da amostra para
Candida albicans frasco contendo 90 ml de Fluido 11 aquecido a
Aspergillus flavus e parasiticus 45·48°C*;
2) Filtrar através de membrana de O,45~.
VIA NASAL OU RESPIRATORIA Lavar com 100 ml de Fluido 11;
Enterobacter sp 3) Prosseguir conforme itens 3 e 4 de Substân-
Se"atia marcescens cias solúveis em água.
Klebsiella sp
Candida albicans
SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS EM
Proteussp
MIRISTATO DE ISOPROPILA
Acinetobacter sp
Pseudomonas cepacia
1) Transferir 6 porções de 1 g ou 1 ml da
Pseudomonas maltophilia amostra para 6 frascos contendo 100 ml de miris-
Pseudomonas stutzeri
tato de isopropila aquecido a 45-48°C. Agitar
cada frasco rapidamente até dissolução;
2) Filtrar o conteúdo de cada frasco através de
Se"atia marcescens membrana de 0,45 ~m. Lavar cada membrana com
Klebsiella sp
100 ml de Caldo nutriente pré-mtrado e aquecido
Pseudomonas cepacia
a45-48°C;
Pseudomonas maltophilia
Pseudomonas stutzeri 3) Colocar as membranas em 6 frascos con-
Streptococcus sp, grupo B tendo 300 ml de Caldo de enriquecimento;
4) Incubar a 30-35 °C, durante 24-48 horas.
VIA INTRAMAMÁRIA

Staphylococcus sp POMADAS E CREMES INSOLOVEIS EM


Streptococcus sp, grupo B MIRlSTATO DE ISOPROPILA
Bacillus cereus
Semztia marcescens 1) Transferir 2 porções de 5 g ou 5 ml para
Corynebacterium pyogenes 2 frascos contendo 300 ml de Caldo de enrique-
Klebsiella sp cimento com 0,1% de pQjissorbato 80. Se neces-
Mycoplasma sp sário, ajustar pH entre 6,5-7,5 com HCl 0,1 M ou
Enterobacter sp NaOHO,1 M;
Pseudomonas sp 2) Incubar a 30·35 ° C, durante 24-48 horas.
Otrobacter sp
Nocardia sp
Proteus sp
Cryptococcus neoforrnans
Candida sp 1) Transferir 10 g da amostra para frasco
contendo 300 ml de Caldo de enriquecimento.
Deixar a 48°C, durante 1 hora, transferir para

SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS EM ÁGUA * Não se dispondo de sistema de filtração por membrana,


proceder conforme "Substâncias insolúveis ou JKlrcial-
1) Transferir 10 g ou 10 ml da amostra para menterolúveisem dgua".
banho-maria a 45°C e esperar 30 minutos, agi- dadas por zona diferente, de cor amarela forte,
tando a intervalos freqüentes; quando multiplicadas em Ágar sal manitol-
2) Incubar a 30-35 °c, durante 24-48 horas. vermelho de fenol. Em Agar de Vogel-Johnson
as colônias são de cor negro brilhan e circun-
SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS OU dadas por zona amarela.
PAROALMENTE SOLÚVEIS EM ÁGUA B) Testes de confirmação
1. Coloração de Gram - S. aureus são cocos
1) Transferir 10 g ou 10 rnl da amostra para
Gram-positivos, formando grupamentos se-
frasco contendo 300 rnl de Caldo de enriqueci-
melhantes a cachos de uva.
mento. Se necessário, ajustar o pH entre 6,5-7,5
2. Coagulase - Reconstituir liofilizado de
com HCI 0,1 M ou NaOH 0,1 M;
plasma de coelho ou cavalo em água estéril.
2) Incubar a 30-35 °c, durante 24-48 horas. Inocular colôJÚa suspeita em 0,5 rnl de plas-
ma reconstituído. Controles positivo e nega-
V.S.1.7.2. - FASE SELETIVA E TESTES tivo devem ser procedidos em paralelo.
DE CONFIRMAÇÃO Inocular os tubos em banho-maria a 30-37 °c
e verificar a formação de gel. Examinar os
tubos em 2, 4 e 24 horas. Se ocorrer forma-
ção de gel em 24 horas, o teste é considerado
A) Transferir com alça, para placa com Agar
positivo.
cetrimida, o material enriquecido em meio não
seletivo, usando o método de estrias em supero 3. Desoxirribonuclease - Preparar tubos con·
fície. Nesse meio, as colônias de P. aeruginosa tendo Agar para teste de desoxirribonuclease
apresentam aspecto muito variado; portanto, com verde de metila. Repicar a colônia
deve-se proceder a testes de confirmação para suspeita para o meio contido no tubo.
cada colônia com aspecto morfol6gíco diferente. Incubar a 30·37 °c, durante 18 horas.
Controle positivo deve ser procedido em
B) Testes de confirmação paralelo para comparação dos resultados.
1. Citocromo oxidase - Colocar uma gota de A formaçio de zona incolor ao redor de
soluçlo aquosa a 1% de cloridrato de N.- crescimento indica reação de desoxirribo·
N-dimetü-p-fenilenodiamina, recen temen te nuclease positiva. Culturas de S. aureus
preparada, em colônia suspeita da placa de devem apresentar reaçll'o positiva.
Agar cetrimida. Colônias de P. aeruginosa
desenvolvem coloraçio rosea, que passa a S8lmonella sp
marrom, vermelho escuro e negro entre 10
A) Fazer repique de colônia do meio nio-seletivo
e 30 minutos. Todas as espécies de P. aeru-
para placa de Agar-verde brilhante. Colônias de
ginosa produzem citocromo oxidase. Empre-
gar no trabalho alça de platina, pois alça de
Salmonella sp neste meio sio razoavelmente
níquel-cromo pode interferir no teste; grandes e produzem zona avermelhada ao redor.
Inocular colônia suspeita em 100 ml de Caldo
2. Produçio de fluoresceína - Inocular colônia
de digesto pancreático de caseína. Incubar a
isolada em Agar inclinado para detecção de
30-37 °c, durante 24-48 horas. Adicionar
jluorescezna. Incubar a 30-37°C, durante
0,5 ml do reagente de Kovac e agitar suave-
24 horas, e examinar a fluorescência do ágar
mente. Reaçã'o positiva (presença de indoI)
à luz ultravioleta, no comprimento de onda
apresentará cor vermelha intensa. Salmonella sp
entre 328 e 210 nm. Cerca de 99% das cepas
é indol negativa.
de P. aeruginosa produzem fluoresceína.
3. Crescimento a 41°C - inocular colônia B) Teste de confirmação
isolada em Agar inclinado de infusão cérebro 1. Ágar tríplice açúcar-ferro - Inocular colônia
e coração. Incubar o tubo a 41 °C,em banho- suspeita em Ágar tríplice açúcar-ferro
maria ou estufa, durante 48 horas. Aproxi- contido em tubo. Para isto, furar a base nio
madamente 99% das cepas de P. aeruginosa inclinada com fio reto, retirá-lo e passá-lo
crescem a 41°C. pela superfície inclinada. Incubar a 30-37 °c,
durante 24 horas. Colônias típicas de Salmo-
nella sp apresentam reaçio alcalina (cor
vermelha) na parte superior (inclinada) e
A) Transferir por meio de alça e pelo método de ácida (cor amarelada) na base, com ou sem
estrias em superfície o material enriquecido em produçl'o de gás e H2S. Se estas reações
meio na:o-~~vo para placa com Ágar sal forem positivas, prosseguir com os itens que
manitol-ve'11hf1ho de fenol ou Agar de ~ seguem;
Johnson. Incubar a 36°C, durante 48 horas. 2. Usina-descarboxilase - Inocular colônia
As colônias de S. aureus apresentam-se amare- suspeita em Agar de lisina-fe"o, contido em
ladas, lisas, de consistência untuosa e circun- tubo, empregando o mesmo procedimento
descrito para Agar tr(plice açúcar-ferro. 0,5 ml de reagente de Kovac e agitar o tubo
0
Incubar a 30.37 C, durante 24 horas. suavemente. Coloração vermelha intensa
Colônias típicas de Salmonella sp apresen- indica a presença de indol, que é produzido
tam reação alcalina (cor purpúrea) em todo por E. coli;
meio, com ou sem formação de gás H2S; 4. Teste de vermelho de metila - Inocular
3. Crescimento a partir de citrato como única tubo contendo Caldo vermelho de metila-
fonte de carbono - Repicar a cultura do Voges-Proskauer com colônia suspeita da
item A para Ágar cifra to de Simmons incli- placa de Agar de eosina-cloreto de metil-
nado. Incubar a 30-37 oc, durante 4 dias. tion(nio. Incubar a 30-37 oc, durante 18-48
Colônias típicas de Salmonella sp crescem horas. Adicionar 5 a 6 gotas do indicador
sobre o meio e mudam a cor da parte incli· vermelho de metila SI por 5 ml de cultura.
nada para azul; Reações positivas, fortemente ácidas, desen·
4. Urease - Repicar a cultura do item A para volvem coloração vermelha-brilhante; reações
Agar uréia inclinado. Incubar a 30.37 oc, fracamente positivas desenvolvem coloração
durante 4 dias. Colônias típicas de Salmo- vermelha-alaranjadae reações negativas desen·
nella sp não produzem urease; volvem coloração amarela. E. coli é verme-
5. Fermentação da lactose - Repicar cultura lho de metila positivo;
do item A para tubo contendo Caldo de 5. Teste de Voges-Proskauer - Inocular tubo
lactose. Incubar a 30·37 oc, durante 24 contendo Caldo. vermelho de metila- Voges-
horas. A maioria das cepas de Salmonela sp Proskauer com colônia da placa de Agar
nllo fermenta lactose, permanecendo o de eosina·c/oreto de metiltion (nio. Incubar
meio inalterado. a 30·37 oc, durante 24 horas. Adicionar 4 ml
do reagente de Voges-Proskauer por 5 ml
de cultura. Incubar a 35·37 durante oc,
1 hora. O desenvolvimento de cor vermelha
A) Fazer repique do meio não-seletivo para placa de eosina indica a presença de diacetila,
de Agar Mac Conkey. Colônias de E. coli apre· produto de oxidação de acetilmetilcarbinol.
sentam cor vermelha tijolo. Caso haja cresci- E. coli é Voges·Proskauer negativa;
mento heterogêneo, transferir colônias circun- 6. Crescimento a partir de citrato como única
dadas de coloração vermelha tijolo para nova fonte de carbono - Inocular colônia isolada
placa contendo Agar Mac Conkey. da placa de Agar eosina-cloreto de metiltio·
Inocular colônia suspeita em Agar peptona- n (nio em Ágar citrato de Simmons inclinado.
0
ferro. Para inocular este meio, furar a base Incubar a 30-37 C, durante 4 dias. E coli
não inclinada com fio reto, retirá-Io e passá.lo não utiliza citrato como única fonte de
pela superfície inclinada. Incubar a 30-37 oc, carbono, não ocorrendo crescimento.
durante 24 horas. E. coli não produz gás H2S.
V.S.1.7.3 - DESCRIÇÃO DOS MEIOS DE
B) Teste de confirmação CULTURA E REAGENTES

1. Ágar de eosina-cloreto de metiltionínio -


Incubar colônia típica da placa de Agar Mac
Conkey para placa contendo Agar de eosina- Digesto pancreático de tecido animal 5,0 g
cloreto de metiltionmio. Incubar a 30-37 oc, Extrato de levedura . 1,5 g
durante 24 horas. Colônias pretas, esver· Extrato de carne . . . . . . . . . . . . . . 1,5 g
deadas e brilhantes podem evidenciar a Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . 3,5 g
presença de E. coli; Dextrose . 1,0 g
Fosfato de potássio dibásico . 3,68 g
2. Ágar tríplice açúcar-ferro - Inocular colônia
Fosfato de potássio monobásico . 1,32 g
isolada da placa de Agar de eosina-cloreto 1000 ml
Água .
de metiltion(nio em tubo contendo Agar pH após esterilização. . . . . . . . . . . . 8,0 ± 0,1
tr(plice açúcar-ferro, seguindo o mesmo Volume por frasco . . . . . . . . . . . . . 300 ml
procedimento empregado para Salmonella sp.
Colônias típicas de E. coli apresentam
reação alcalina (vermelha) ou ácida (amarela)
na parte superior (inclinada) e ácida (ama- Digesto pancreático de gelatina . 20,0 g
rela) na base, com ou sem formação de Ooreto de magnésio . . . . . . . . .
. . . 1,4 g
gás e H2S; Sulfato de potássio . . . . . . . . . .
. . . 10,0 g
Brometo de cetrimônio . . . . . . .
. . . 0,3 g
3. Teste de indol - Inocular tubo contendo Glicerol . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . 10,0 m1
Caldo de digesto pancreático de caselna Ágar . 13,6 g
com colônia suspeita da placa de Ágar de Água . 1000 ml
eosina-cloreto de metiltionínio. Incubar a pH após esterilização. . . . . . . . . . . . 7,2 ± 0,2
0
30-37 C, durante 48 horas. Adicionar Volume por placo . 15·20 ml
Cloreto de metiltionínio . 65 mg
Ãgar . 15,0 g
Extrato de levedura . 3,0 g Ãgua . 1000 ml
Dígesto péptico de tecido animal . 5,0 g pH ap6s esterilização. . . . . . . . . . .. 7,1 ± 0,2
Dígesto pancreático de caseína . . . 5,0 g Volume por placa . 15-20 ml
Lactose . 10,0 g
Cio reto de sódio . . . . . . . . . . . . . . 5,0 g Ágar para detecção de f/uoresceína
Sacarose . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10,0 g Digesto pancreático de caseína . 10,0 g
Vermelho de fenol . . . . . . . . . . . . . 80 mg Digesto pépiico de tecido animal . . . 10,0 g
Verde brilhante . . . . . . . . . . . . 12,5 mg Fosfato de potássio dibásico . 1,5 g
Ágar . 20,0 g Sulfato de magnésio heptaidratado . . . . 1,5 g
Água . 1000 ml Glicerol . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10,0 ml
pH após esterilização. . . . . . . . . . 6,9 ± 0,2 Ágar . 15,0 g
Volume por plaCll . 15·20 ml Água . 1000 ml
pH após esterilizaçáo. . . . . . . . . . . . 7,2 ± 0,2
Agar Mac Conkey
Volume por tubo. . . . . . . . . . . . . . 10 ml
Dígesto pancreático de gelatina . . . . . . 17,0 g
Infusão de cérebro e coração
Dígesto pancreático de caseína . 1,5 g
Digesto péptico de tecido animal . . . . . 1,5 g Infusão de cérebro de novilho .... .. 200,0 g
Lactose . 10,0 g Infusão de coração de boi . . . . . . . .. 250,0 g
Mistura de sais biliares . 1,5 g Digesto pancreático de caseína . . . . .. 5,0 g
Qoreto de sódio . . . . . . . . 5,0 g Digesto péptico de tecido animal. . ... 5,0 g
Vermelho neutro . . . . . . . . 0,030 g Dextrose . . . . . . . . . . . . . .. 2,0 g
Cloreto de metilrosanilínio . 0,001 g Cloreto de sódio . 5,0 g
Ágar . 13,5 g Fosfato de sódio dibásico . 2,5 g
Água . 1000 ml Água . 1000 ml
pH após esterilização. . . . . . . . . . . . 7,1 ± 0,2 pH após esterilização. . . . . . . . . . . . 7,4 ± 0.2
Volume por plaCll . 15-20 ml
Ágar de infusão de cérebro e coração
Agar sal manitol·vermelho de fenol
Composição idêntica à infusão de cérebro e
Extrato de carne . . . . . . . . . . . . . . 1,0 g coração com adição de 15,0 g de ágar por litro.
Digesto péptico de tecido animal . 5,0 g Volume por tubo: 10 ml (inclinado)
Digesto pancreático de caseína . 5,0 g
Cloreto de $Ódio . . . . . . . . . . . 75,0 g Caldo de nitrato enriquecido
D-Manitol . . . . . . . . . . . . . 10,0 g
A composição deste meio é idêntica à infusão
Vermelho de fenol . . . . . . . . . 0,025 g
Ágar . 15,0 g
de cérebro e coração à qual são adicionados 3 g
Água ..........•.......... 1000 ml de nitrato de potássio e mais 500 ml de água.
pH ap6s esterilização. . . . . . . . . . . . 7,4 ± 0,2 Volume por tubo: 20 ml (com tubo de Ou-
Volume por plaCll . 15·20 ml rham)
Ágar de Vogel.Johnson Ágar para teste de desoxirribonuclease

Digesto pancreático de caseína . . . . .• 10,0 g Ácido desoxirribonucléico .......• 2,0 g


Extrato de levedura . 5,0 g Ágar ......•.••......•.... 15,0 g
D-Manitol •. . . . . . . . 10,0 g Verde de metila . g 0,05
Fosfato de potássio dibásico . 5,0 g Digesto pancreático de caseína . . . . • . g 15,0
Qoreto de Iítio . . . . . . . . . . . . . . . 5,0 g Digesto papaínico de farinha de soja . . . S~ g
Glicina. . . 10,0 g Qoreto de $Ódio •. . . . . . • . . . . . . 5,0 g
Vermelho de fenol . . . 25,0 mg Água ••••..•..•........•.. 1000 ml
Ágar . 16,0 g pH apóresterilizaçii"o. . . . . . . . . . . . 7,3 ± 0,2
Água . 1000 ml Volume por tubo Inclinado . 10 ml
pH após esterilização. . . 7,2 ± 0,2

Antes de distribuir o meio nas placas, adicionar Dígesto pancreático de caseína . . . . .. 10,0 g
20 mI de solução de telurito de potássio a I % para Água qsp . 1000 ml
100 mI de meio resfriado a 45.50 oCo pH após esterilização. . . . . . . . . . . . 7,2 ± 0,1
Volume por placa: 15-20 mI.
Ágar tríplice açúcar·ferro
Extrato de carne . . . . . . . . . .
. . . . 3,0 g
Extrato de levedura .... . . . . . ... 3,0 g
Digesto pancreático de caseína . .. : .. 15,0 g
Digesto pancreático de gelatina. . . . . . 10,0 g Digesto péptico de tecido animal .
. . . . 5,0 g
Fosfato de potássio dibásico . 2,0 g Lactose . 10,0 g
Lactose . 10,0 g Sacarose . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10,0 g
Eosina Y . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 400 mg Dextrose . 1,0 g
Sulfato fenoso . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 g Caldo de caserna-soja
Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . . . 5,0 g
Caseína tratada por suco pancreático 17,0 I
Tiossulfato de sódio . . . . . . . . . . . . 0,3 g
Farinha de soja por digestão papaínica. 3,0 g
Ágar o •• o •••• o 12 •g • • ••

Qoreto de sódio .. . . . . . . . . . . .. 5,0 g


Vermelho de fenol . . . . . . . . . . . .. 0,025 g
Fosfato de potássio dibásico 2,5 g
Água o o ••••••••••• 1000 ml
Dextrose 2,5 "g
1.4 ± 0.2
o •• o

pH apól elterilização o

Água 1000 ml
Volume por tubo inclinado 10 ml
7.3 ± 0,2
o

pH após elterilizaçtfo. . . . . . . . . . ..

Caldo lactose

Digesto pancreático de gelatina 5,0 g o •


Digesto pancreático de lelatina . . . . . . 5,0 g
Extrato de levedura 3,0 g o •
Extrato de carne . . . . . . . . o ••••• 3,0 g
Dextrose 1,0 g Lactose o • • • • • • • • • • 5,0 g
Água . 1000 ml
L-Usina " 10,0 g
pH após elterilizaçtfo. . . . . . . . . . . . 6.9 ± 0,1
Citrato férrico amoniacal . . . . . . . . . 0,5 g
Volume por tubo 10-20 ml
Tiossulfato de sódio . . . . . . . . . . . . 0,04 g o • • • • • • • • • • • • •

Púrpura de bromocresol . . . . . . . . . . 0,02 g


Agar peptona-ferro
Ágar . o o ••••••• 15,0 g o •••••• o • ••

Água . . . . . . . . . 1000 ml o •••••• Digesto pancreático de gelatina. . . .


15,0 .. g
r' pH apóuuerilização 6,7 ± 0,1 o Digesto pancreático de caseína . . . .
2,5 . . g
Volume por tubo inclinado 10 ml o o Digesto péptico de tecido animal. . .
2,5 . . g
Citrato fénico amoniacal . . . . . . .
0,5 . . g
Fosfato de potássio dibásico •...... 1,1 I
Tiossulfato de sódio .. o • • • • • • 0,08 • •• g
Fosfato de amônio monobásico 1,0 g Ágar . , . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 15,0 g
Fosfato de potássio dibásico 1,0 g Água , 1000 ml
Qoreto de sódio . . . . . .. 5,0 g pH apól esterilizaçãr, o • • • • • • • • • •• 6.7 ± 0,2
Citrato de sódio 2,0 g Volume por tubo o ••• o • • • • • • • • • 10 ml
Sulfato de magnésio . . . . . . . . . . . . 0,2 g
Azul de bromotimol . . . . . . . . . . . . 0,08 g Reagente de Kovac
Ágar o o • • • • • • 15,0 • g • • • • • • • • • • ••
Álcool amílico ou isoamílico 15,0 ml o

Água o o ••• o ••• .1000 ml o • o •• o o o •• o


p-Dimetilaminobenzaldeído. . . . . . . . 1,0 I
pH ap6ulterilizllÇ60 . 6,8 ± 0,2 o •• o • • • • ••
Ácido clorídrico concentrado. . . . . .. 5,0 ml
Volume por tubo inclinado . 10 ml o • • • • • •
DinolHr o aldeido no dlcool e adicionar o dcido lenta-
mente. Con8enar 80b refrigeraçtfo.

Indicador vermelho de metila


Digesto pancreático de gelatina. . . . . . 1,0 g
Dextrose 1,0 g Vermelhodemetila " , 0,01 g
Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . . . 51) g Etanol . . . . . . . . . . . . . ". 30,0 m1
Fosfato de potássio monobásico . . . . . 2,0 g Água . . . . . . . . . . . . . . , . . . . .. 50,0 m1
Uréia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 20,0 I DUlOlve o corrlnte no dlcool e comPleta, com 4gU11.
Ágar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 15,0 g
Vermelhodefenol . . . . .. . . . . . . . 0,012 I Reagente Voges.proskauer
Água 1000 m1
Soluçio alcoólica de ct-naftol a 5% . . . . .. 3,0 m1
pH apóulterilizaç4'o. " . . . . . . . .. 6,8 a 6,9
HidIÓXido de potássio a 40% . . . . . . . .. 1,0 m1

Dissolver todos os ingredientes, sem ápr, em Tamplo cloreto de sódio-peptona pH 7,0


100 ml de água e esterilizar por filtração através
Fosfato de potássio monobásico . . . .. 3,56
de membrana esterilizante. Separadamente, dissQI·
Fosfato diss6dico. 2 H2 O . . . . . . . .. 7,23
ver ágar em 900 rol de água, esterilizar a 121 °c,
Qoreto de sódio 4;30
durante 15 minutos, resfriar a SO °c, juntar à
o ••• o • ••

Peptona . . . . . . . . . . . . . . . 1,0 o • ••

primeira solução e agitar vigorosamente. Distribuir Água o •••••••••••1000


alíquotas de 10 rol em tubos e deixar solidificar
em posiçfo inclinada. Fluidó I
Digesto péptico de tecido animal . . . . . 1 g
Água . 1000 m1
pH apó8 e8terilizaç4'o: 7,11: 0,2
Digesto pancreático de caseína . . . . . . 3,5 g
Digesto péptico de tecido animal. . . . . 3,5 I
Fluido /I
Dextrose 5,0 I
Fosfato de potássio dibásico 5,0 g Digesto péptico de tecido animal . . . . . 1 g
Água 1000 ml Polissorbato 80 . 1 ml
pH ap6ulterilizaçtfo 6,9 ± 0,2 o • • •• Água o.' •••••••••••• 1000 m1
Volume por tubo. 10 o ml ••••••• o o • •• pH ap68 e8terilizaç4'o: 7,11: 0,2
V.S.I.7.4 - ESTERILIZAÇÃO E Staphylococcus
ACONDICIONAMENTO DOS MEIOS aUTeus ATCC 6538 P Ctlldo de Ctlse(na-so/a
DE CULTURA ouATCC 6538
Pseudomonas
1) Meios em placas - Esterilizar o meio a aeruginosa ATCC 9027 caldo de Ctlse(na-so/a
121 De, durante 15 minutos e distribuir, asseptica- Escherichia col; ATCC 8739 Ctlldo de /actose
mente, em placas de Petri estéreis de 100 x 20 mm. Salmonel/a
Incubar a 30-35 De, durante 24 horas, e conservar typhimurium1 Ctlldo de /actose
sob refrigeração;
2) Meios em tubos - Dissolver os ingredientes
do meio (ferver durante 1 a 2 minutos quando se Diluir cada cultura empregando tampão cloreto
empregar ágar) e distribuir em tubos 18 x 150 mm, de sódio-peptona pH 7,0 de modo a obter 1000
quando se empregar o volume de 10 mI, e em células por mI. Testar o método aplicando inó-
tubos 25 x 200 mm, quando se empregar o volume culos de aproximadamente 100 células dos micror-
de 15 a 20 mI. Esterilizar a 121 De, durante IS ganismos Escherichia coli, Salmonellae, Pseudo-
minutos. Incubar a 30-35 De, durante 24 horas e monas aeruginosa e Staphylococcus aureus na
conservar sob refrigeração. presença e na ausência da amostra sob exame.
Deve ocorrer crescimento e identificação positiva
v .s.1.7.s - CAPAODADE SELETIVA E NUIRlTIV A pata os respectivos microrganismos.
DOS MEIOS DE CULTURA E VALIDAÇÃO DO TESTE
PARA PESQUISA E IDENTIFICAÇÃO DE PATO-
GENOS.

Incubar os microrganismos que seguem em tubos 1 Nfo é recomendado número de cepa. Pode ser empre-
contendo os meios indicados, à temperatura de gada salmonela nfo patogênica para o homem, como
30·35 °e, durante 18-24 horas. Salmonel/a abony (NCTC 6017).
Preparação padrão de referência nmco suficientemente bloqueado somente se
Como preparação padrão, empregar bitartarato injeção subseqüente de solução recente de cloreto
de epinefrina. Esta preparação deve ser conservada de acetilcolinaO,OOI%(p/V)na dose de I mI porkg
de peso nl[o produzir queda transitória na presslio
em frascos herméticos e opacos e dessecada sobre
arterial. Se esse mecanismo não estiver suficiente-
sílica-geldurante 18 horas antes do uso.
mente paralisado, injetar dose de 0,5 mI da solução
Solução padrão de referência
de sulfato de atropina até paralisia completa.

Dissolver 91 mg de bitartarato de epinefrina Procedimento


(equivalente a 50 mg de epinefrina base 4H13N~)
Selecionar dose da diluição padrão que produza
em solução recente de bissulfito de sódio 0,4%
aumento entre 2,7 kPa e 9,3 kPa (20 e 70 mm de
(p/V). Completar 50 mI com água e homoge-
mercúrio) na pressão arterial. Injetar a dose a
neizar. A soluçlio fmal terá 1,0 mg de epine-
intervalos constantes de, no mínimo, 5 minutos
frina (base livre) por mI. Conservar, sob refrige-
para possibilitar o retomo da pressão arterial ao
ração, em frasco hermético âmbar. Usar, no
nível basal. Após cada injeção administrar imedia·
máximo, durante 6 meses. Desprezar a solução
tamente 0,2 ml de soluçiro fisiológica para lavar a
quando esta apresentar algum sinal de deterioração,
cânula. Assegurar-se da reprodutibilidade da
tal como mudança de cor.
resposta, repetindo a dose duas ou mais vezes.
Administrar nova dose da diluição do padrão de
Diluiçlo do padrlo modo a obter resposta hipertensora aproximada·
Diluir a soluçl[o padrão de referência de epine- mente 20% maior do que a média das respostas da
frina, em solução fisiológica, de modo que a dose menor. Considerar o animal apto para o teste
administraçiro de dose entre 0,1 e 0,5 mI produza se (1) as respostas para a primeira dose selecionada
aumento de 20 a 70 mm de mercúrio na pressão forem reprodutíveis entre 2,7 kPa e 9,3 kPa (20 e
arterial. 70 mm de mercúrio) e (2) significativamente
menores em relação à resposta da dose maior.
Mantendo constante o intervalo de tempo
Método proposto
estabelecido, injetar série de cinco doses na qual
Selecionar rato com peso entre 275 e 325 g se alternem a dose selecionada da diluiçiro padrã'o
e anestesiar com anestésico isento de efeitos sobre e dose de igual volume da substância sob teste,
a pressiro arterial. Imobilizar o animal e mantê·lo diluída convenientemente. Após cada uma das
aquecido para prevenir a perda de calor corporal. cinco injeções, medir a variação na pressão arterial.
Cirurgicamente proceder à intubação traqueal, se Calcular a diferença entre cada resposta da
necessário, e expor a veia femural ou jugular, amostra e a média das respostas das doses da
preparando-a para injeções intravenosas. Adminis· diluição padrã'o, imediatamente anterior e pos-
trar 200 unidades de heparina por 100 g de peso terior. A amostra cumpre os requisitos do teste
corporal. Cirurgicamente expor a artéria carótida se a média destas diferenças significar que as
e canular, conectando-a ao manômetro ajustado respostas obtidas com a soluçã'o da amostra não
para o registro contínuo da press[o arterial. sio maiores do que aquelas da diluição padrão.
Injetar, intravenosamente, solução de sulfato Os resultados devem corresponder ao limite de
de atropi.na 0,1% (P/V) na proporção de 1 mI por atividade pressora especificado para este teste na
kg de peso corporal. Considerar o receptor musca- monografia correspondente.
Determina-se a potência da oxitocina compa- mato de etila 2,5% (P/V) por kg de peso do ani·
rando sua atividade com aquela da preparação mal). Por dissecção cuidadosa, expor a artéria
padrão por método de ensaio adequado. isquiática conectando-a diretamente ao manô-
metro de mercúrio ajustado para o registro contí·
Preparação padrão nuo da pressão arterial. Canular a veia crural ou
braquial, preparando·a para injetar as diluições do
Empregar o quarto padrão internacional de
padra:oe da amostra.
oxitocina para avaliação biológica, estabelecido
em 1978, que consiste de oxitocina sintética,
Avaliação da sensibilidáde do animal
dessecada, com albumina humana e ácido cítrico
(disponível em ampolasque contêm 12,5 unidades). Determinar, através de administração experi-
Pode ser utilizada outra preparação, cuja potência mental, volumes da diluição padrão que produzam
tenha sido determinada em relação ao padrão queda rápida e transitória· de 20 a 40 mm de
internacional. mercúrio na pressão arterial. Se necessário, no
decorrer do ensaio alterar a concentração do
Solução padrão padrão, a fim de que a injeção intravenosa de
duas doses, entre 0,15 e 0,5 mI, produza resposta
Transferir o conteúdo da ampola do padrão
internacional para recipiente adequado e adicionar na faixa indicada. A razla entre doses da amostra
e do padrão deve ser idêntica e constante no
0,5 ml de ácido acético 0,045 M para cada unidade
de oxitocina. Tampar o frasco com algodão e decorrer do ensaio. Se ocorrer taquifllaxia, mani-
levar a banho-maria fervente, onde deve perma- festada por rápido decréscimo na resposta, consi-
necer, com leve agitação, durante 5 minutos. derar o frango inadequado para o ensaio.
Resfriar sob água corrente e filtrar. Colocar a
Procedimento
solução estoque em ampolas, fechar por fusão
do vidro e aquecer em banho·maria fervente Injetar as duas doses selecionadas do padrão e
durante 20 minutos. Conservar a solução em da amostra, em seqüência aleatória, a intervalos
refrigerador e usar, no máximo, durante 6 meses. uniformes de 3 a Ia minutos, registrando, no
mínimo, 4 respostas para cada dose. Ao invés
desta seqüência aleatória, pode-se usar delinea·
mento de blocos ao acasopara eliminar a influência
MI!TODO A: HIPOTENSÃO ARTERIAL de possíveis alterações de sensibilidade do animal.
EM FRANGO A partir dos resultados, calcular a potência da
substância que está sendo examinada e seus
Diluição do padrão limites de confiança, através de método estatístico
No dia do ensaio, efetuar uma primeira diluição descrito na seção VI.5.
da solução estoque em solução fisiológica, de
modo a obter solução com potência de 0,4 uni- MI!TODO B: CONTRAÇÃO 00 úTERO
dades de oxitocina por mI. Esta concentração é DE RATA IN VITRO
usada para avaliaçãoda sensibilidade do animal.
Usar uma rata em fase sexual estro e pesando
entre 120 e 200 g. Sacrificar com golpe na nuca
Diluição da amostra
e sangria imediata por secção dos vasos cervicais.
Efetuar diluição da amostra de oxitocina, em Dissecar um corno uterino e suspender em cuba-
solução fisiológica, de modo a obter solução com de-6rgllo·isolado, contendo solução nutritiva da
potência presumida idêntica à da diluição do seguinte composiça:o:
padrão.
Cloreto de sódio . . . . . . . . . . . . 9,0 g
Animal Ooreto de potássio. . . . . . . . . . . 0,42 g
Ooreto de cálcio . . . . . . . . . . . . 0,0795 g
Selecionar um frango doméstico, sadio, pesando Bicarbonato de sódio . . . . . . . . . 0,50 g
entre 1,1 e 2,5 kg. Empregar anestésico de ação Dextrose . 0,50 g
prolongada e isento de efeitos sobre a pressão ÁI\Ia (dl:stilada e condensada em
arterial (por exemplo, 5 ml de soluçlo de carba· condensador de vidro) q.p. . . .. 1.000 ml
Manter a cuba.de.órgão-isolado a 32°C ou slo adicionadas em intervalos uniformes de 3 a
outra temperatura adequada, na qual se evitem as 5 minutos conforme a velocidade de recuperação
contrações espontâneas e o útero mantenha sua do órgão. Selecionar duas doses da solução padrão
sensibilidade. Oxigenar a solução com mistura de que produzam contrações claramente discrimi-
95% de oxigênio e 5% de dióxido de carbono. nadas entre 20 e 80% da resposta máxima. A razão
Registrar as contrações do músculo isolado, entre as duas doses do padrão e da amostra deve
através de alavanca isotônica de inscrição frontal. ser idêntica e rnantida constante no decorrer
Preparar a solução padrão, em solução nutritiva, do ensaio.
de modo a obter concentração de 0,02 unidades Adicionar as doses em seqüência segundo o
por mI. Similarmente, fazer a solução da amostra delineamento do quadrado latino (2 x 2), regis-
de modo que, com base na potência presumida, trand<He, no mínlmo, quatro respostas para cada
apresente a mesma concentração da soluçlo dose do padrão e da amostra.
padrlo. Estabelecer a curva dose-resposta pela A partir dos resultados, calcular a potência da
adição de doses da solução padrão. Uma vez substância que está sendo examinada e seus limites
completa a resposta, a cada dose substituir a de confiança, através de método estatístico des-
solução nutritiva para relaxar o músculo. As doses crito na seçlo VI.5.
Determina·se a potência da corticotrofma entre 24 e 27°C. Realizar o ensaio 18 a 36 horas
comparando um ou mais dos seus efeitos bioló- após a hipofisectomia. Para o ensaio, pesar os
gicos com o mesmo efeito da preparaçll'o padrão animais, distribuí-Ios aleatoriamente em 6 grupos
de corticotrofina, por método de ensaio adequado. de 6 a 10 ratos. destinando-os respectivamente
Quando o material a ser ensaiado se destina à para as diluições do padrão e da amostra.
administração subcutânea ou intramuscular, usar
o método de ensaio subcutâneo; quando intra- Procedimento
venosa, usar o método de ensaio intravenoso. Injetar subcutaneamente 0,5 ml da respectiva
diluição em todos os ratos de cada grupo. Três
Preparação padrão
horas após a injeçlio, anestesiar os animais, retirar
Empregar o terceiro padrão internacional de as glândulas adrenais, isolar de tecidos circunvi-
corticotrofina suína (ACTH) para avaliaçlio zinhos e pesar. Executar a operaçlio tão rápido
biológica, estabelecido em 1962, que consiste de quanto possível, para evitar perda de peso. Sacri-
corticotrofina suína purificada, liofdizada com ficar os ratos e examinar se a hipofisectornia foi
lactose (disponível em ampolas contendo 5 uni- completa. Colocar o par de glândulas adrenais de
dades). Pode ser utilizada outra preparaçlio ade- cada rato em recipiente adequado contendo 8 ml
quada, cuja potência tenha sido determinada em de ácido metafosfórico 2,5% (p/V) e triturar
relação ao padrão internacional. convenientemente. Deixar o homogeneizado em
repouso durante 30 minutos.
Solução padrão
Determinação de ácido ascórbico
Dissolver o conteúdo total da ampola da
preparação padrão de corticotrofina em 2,5 ml Filtrar os extratos de ácido metafosfórico e
de gelãtina SR e homogeneizar de modo a obter pipetar 4 ml de cada filtrado para tubos de ensaio
solução que contenha 2,0 unidades internacionais contendo 4 ml da solução de acetato de indofenol
por mI. Com o mesmo solvente, preparar três SR. Misturar por agitaçã"o e, 30 segundos depois,
diluições do padrão que produzam depleção do ler a absorvância em espectrofotômetro a 520 nm.
nível de ácido ascórbico adrenal variável entre Calcular a concentração de ácido ascórbico em mg
20 e 80% da resposta máxima. Como aproximação, para 100 g de glândula adrenal, a partir da absor-
podem ser tentadas concentrações entre 20 e vância encontrada e da curva padrão elaborada
600 miliunidades internacionais por mI, apli- conforme processo descrito a seguir.
cando-se doses crescentes segundo progressão Preparar curva padrão, absorvância-concentra-
geométrica. As soluções devem ser injetadas, no çlio, usando 4,0; 6,0; 8,0; 10,0 e 12,0 p.g de
máximo, 4 horas após sua preparação. ácido ascórbico por ml em ácido metafosfórico
2,5% (p/v). Transferir 4,0 ml para cinco tubos de
Solução da amostra ensaio, contendo cada um 4,0 ml da solução de
acetato de indofenol SR. Misturar por agitação
Diluir do mesmo modo que o padrlio a fim de
e, 30 segundos depois, ler a absorvância em espec-
obter três diluições da amostra com potência
trofotômetro a 520 nm. Plotar os valores de absor-
presumida igual a das diluições do padrão.
vância-concentração para obter a curva padrlio.
A partir dos resultados, calcular a potência da
substância que está sendo examinada e seus
limites de confiança, através de método estatístico
descrito na seção VI.5.
Animais
M~TODO 8: INTRAVENOSO
Usar ratos sadios, do mesmo sexo, cujo peso
esteja entre 100 e 200 g; para cada ensaio, a faixa O método subcutâneo proposto é adequado
de peso entre os ratos deve ser mantida tlio estreita desde que sejam observadas as seguintes modi-
quanto possível e nunca exceder 15 g. Manter os ficações:
animais em condições uniformes de água, alimen-
taçll'o e temperatura, no mínimo, durante uma I) Preparar as soluções padrão e amostra em
semana. Anestesiar os ratos com éter e hipofi- solução fisiológica sem a adiçll'o de gelatina e
sectomizá-Ios. Após a operaçlio, deixá·los com acidificar pela adição de 0,25% (V /V) de ácido
acesso à alimentaçlio, água e soluçlio de D-glicose acético 5M. Administrar por via in travenosa;
a 5% (P/v) em solução fisiológica. Manter a sala 2) Cinqüenta e cinco a sessenta e cinco minu-
isenta de ruídos e com temperatura uniforme tos depois, retirar as glândulas adrenais.
Determina-se a potência da insulina compa- Procedimento
rando seu efeito hipoglicemiante com aquele
Distribuir os camundongos, ao acaso, em
produzido pela preparação padrão de insulina por
quatro grupos iguais de 24 animais cada um,
método de ensaio adequado.
identificando cada lote para a administração das
Preparação padrão duas diluições do padrão e da amostra, respecti-
vamente. Injetar cada dose, subcutaneamente,
Empregar o quarto padrão internacional de
usando o mesmo volume, usualmente 0,25 ml;
insulina para avaliação biológica, estabelecido em
nunca exceder, porém, 0,5 ml para cada camun-
1958, que consiste em mistura de 52% de insulina
dongo. Colocar os animais em recipientes trans-
bovina e 48% de insulina suína purificada e recris-
parentes no interior de um incubador de ar com a
talizada (contendo 24,0 unidades por mg). Pode
parte frontal também transparente, ~justado ,à
ser utilizada outra preparação adequada, cuja
temperatura uniforme entre 29 e 35 C e umI-
potência tenha sido determinada etn relação ao
dade relativa de 40 a 60%. Pode ser usada uma
padrão intemacional.
série de pequenas caixas submersas até três quartas
Solução padrão partes de sua altura em banho-maria à temperatu~a
adequada e que possibilite a ventilação necessána
Pesar exatamente quantidade adequada da
das mesmas. Planejar o ensaio de modo que os
preparação padrão e dissolver em solução fisio·
recipientes dos quatro lotes sejam distribuídos
lógica acidificada com ácido clorídrico até pH
uniformemente no incubador ou em banho·maria.
2,5, de modo a obter solução com 40 unidades
Observar os camundongos durante uma hora e
internacionais por ml. É conveniente adicionar
meia após a injeção e registrar o número de ani·
substância conservante para evitar o crescimento mais que entram em convulsão ou morrem, Para
de microrganismos. Conservar a solução entre recuperar os animais, injetar 0,5 ml de glicose
2 e 8°C, evitando o congelamento. Usar a solução, 15%(P/V), subcutaneamente.
no máximo, durante 6 meses após sua preparação. A partir dos resultados, calcular a potência da
substância que está sendo examinada e seus
limites de confiança, através de método estatís-
tico descrito na seção VI. 7.

M~TODO B: GLICOSE SANGüfNEA EM COEUlOS


Diluição do padrão

Diluir a solução padrão em solução fisiológica Diluição do padrão


acidificada com acido clorídrico, até pH 2,5, de Diluir volume adequado da solução padrão de
modo a obter duas diluições contendo, respecti- modo a obter duas diluições contendo, respecti-
vamente, por exemplo, dependendo de sensibi- vamente, por exemplo, dependendo da sensibi-
lidade dos animais, 30 miliunidades (diluição do lidade dos animais, 1,0 unidade (diluição do
padrão 1) e 60 miliunidades internacionais de padrão 1) e 2,0 unidades internacionais de insu-
insulina por ml (diluição do padrão 2). lina por m1 (diluição do padrão 2). Usar como
solvente solução contendo cresol ou fenol 0,1 a
Diluição da amostra 0,25% (pfV), glicerol 1,4 a 1,8% (p/V) e ácido
Dissolver a amostra em solução fisiológica clorídrico suficiente para produzir pH entre
acidificada com ácido clorídrico, até pH 2,5, de 2,5 e 3,5.
modo a obter duas diluições presumidas de,
respectivamente, por exemplo, dependendo da Diluição da amostra
sensibilidade dos animais, 30 miliunidades (dilui- Utilizando o mesmo solvente, fazer duas
ção da amostra 1) e 60 miliunidades internacionais soluções da amostra de modo que, com base na
de insulina por ml (diluição da amostra 2). potência presumida, se obtenha, respectivamente,
por exemplo, dependendo da sensibilidade dos
Animais animais, 1,0 unidade (diluição da amostra 1) e
Selecionar, no mínimo, noventa e seis camun- 2,0 unidades internacionais de insulina por m1
dongos sadios, do mesmo sexo, e mantê-Ios em (diluição da amostra 2).
dieta uniforme e adequada. Para cada ensaio, a
faixa de diferença de peso não deve exceder 5 g. Dose a injetar
Além disso, deixar os animais em jejum, mas com Com base em ensaio prévio, selecionar as doses
acesso à água, entre 2 e 24 horas antes do ensaio. a injetar cujo volume, usualmente, deve estar entre
0,30 e 0,50 ml. Para cada ensaio, esse volume da iguais de, no mínimo, 6 coelhos cada um, desti-
diluiçã'o padrlro e da amostra deve ser o mesmo. nando-os, respectivamente, para as duas doses
do padrão e da amostra. Aproximadamente
Animais 20 horas antes do ensaio, deixar para cada coelho
Selecionar, no mmuno, 24 coelhos sadios, quantidade de alimento que deve ser consumida
pesando nlfo menos que 1,8 kg cada um. Uma durante 6 horas. Antes de cada fase do ensaio
semana antes do ensaio, colocar os animais nas seguir o mesmo horário de alimentação. Durante
condições do laboratório, com livre acesso à água o ensaio, retirar o alimento e a água até que seja
e com dieta uniforme. coletada a última amostra de sangue. Injetar,
subcutaneamente, a dose indicada para o respectivo
Procedimento
grupo, conforme o planejamento a seguir:
Dividir os coelhos, ao acaso, em quatro grupos

Grupo l~ injeção 2~ injeção


I diluição do padrão I diluição da amostra 2
2 diluição do padrão 2 diluição da amostra I
3 diluição da amostra I diluição do padrão 2
4 diluição da amostra 2 diluição do padrão I

Observar que a segunda injeção deve ser feita Diluições da amostra


preferencialmente no dia seguinte, porém nunca
Utilizando o mesmo solvente, fazer duas
exceder uma semana após a primeira injeção.
soluções da amostra de modo que, com base na
Coletar amostra de sangue através da veia marginal
potência presumida, se obtenham, respectiva-
da orelha de cada coelho uma hora e duas horas e
mente, por exemplo, dependendo da sensibilidade
meia após cada injeçlfo. Determinar a concentração
dos animais, 50 miliunidades (diluição da amos-
de glicose de cada amostra por método adequado,
tra 1) e 100 miliunidades internacionais de insu-
tal como o descrito no Método C.
lina por ml (diluição da amostra 2).
A partir dos resultados, calcular a potência da
substância que está sendo examinada e seus
limites de confiança, através de método estatístico Animais
descrito na seção VI.5.
Selecionar, no mínimo, 40 camundongos do
mesmo sexo, pesando entre 20 e 25 g. Para cada
MUODO c: GLICOSE SANGülNEA EM
ensaio, a faixa de diferença de peso não deve exceder
CAMUNDONGOS
2 g. Manter os animais à temperatura ambiente
uniforme, com acesso à ágiJa e alimentação.
Diluições do padrão
Diluir volume adequado da solução padrão de
Procedimento
modo a obter duas diluições contendo, respecti-
vamente, por exemplo, dependendo da sensibi- Distribuir os camundongos, por sorteio, em
lidade dos animais, 50 miliunidades (diluição do 4 grupos iguais de, no mínimo, 10 animais cada
padrão I) e 100 miliunidades internacionais de um, identificando cada lote para a administração
insulina por ml (diluição do padrão 2). Ajustar a das duas diluições do padrão e da amostra, respecti-
concentração destas diluições conforme a sensi- vamente. Injetar cada dose, subcutaneamente,
bilidade da cepa de camundongos utilizada. Usar, utilizando 0,1 ml para cada 10 g de peso médio
como solvente, solução fisiológica acidificada com dos animais. Adotar o delineamento duplo cruzado,
ácido clorídrico até pH 2,5 a 3,5. conforme o esquema a seguir:

Grupo 1~ injeção 2~ injeção

I diluição do padrão I diluição da amostra 2


2 diluição do padrão 2 diluição da amostra 1
3 diluição da amostra I diluição do padrão 2
4 diluição da amostra 2 diluição do padrão 1

Exatamente quarenta minutos após cada venoso ocular com tubo capilar heparinizado.
injeçio, coletar amostra de 50 a 100 ~ de sangue Nas mesmas condições, aplicar a segunda injeção
de cada animal, através da exploração do plexo pelo menos duas horas e meia após a primeira ou
no dia seguinte. Centrifugar o sangue para separar Aspergillus niger. Ela catalisa a oxidação aeróbica
o plasma e determinar o teor de glicose pelo da glicose. A solução contém no mínimo 735
método a seguir. unidades/ml e no maximo 790 unidades/rnl de
Transferir 25 JÜ do plasma, recentemente atividade de glicose-oxidase e no máximo, 15
separado, para um tubo de ensaio. Adicionar unidades/ml de atividade de catalase. Pode conter
2,5 mI de reagente de cor, agitar e deixar à tempe- tampões e estabilizantes.
ratura ambiente por 60 minutos. Determinar a Unidade de atividade de glicose-oxidase é a
absorvância em espectrofotômetro a 510 nrn, quantidade capaz de absorver 10 mm3 de oxigê-
usando como branco 25 ",,1 de água e 2,5 mI de nio/minuto, atuando sobre o substrato glicose, a
reagente de cor. Determinar o conteúdo de glicose 30 °c, em pH 5,9, na presença de excesso de
utilizando curva padrfo com concentrações catalase.
variando de 50 a 250 mg por mI.
A partir dos resultados, calcular a potência da
Características da solução: límpida, de coloração
substância que está sendo examinada e seus
marrom-amarelada. Densidade em tomo de 1,18
limites de confiança, através do método estatístico a 1,21. Armazenagem: recipientes bem fechados,
descrito na seç[O VIS. sob refrigeração. A estabilidade é de, no mínimo,
6 meses.

Peroxidase
Reagente de cor
Preparado liofilizado obtido a partir da raiz de
Dissolver 0,1 g de aminofenazona em 250 mI Cochlearia armoracia L. Catalisa reações de oxida-
de tampão fosfato pH 6,0. Juntar 5 mI da solução ção com o peróxido de hidrogênio.
de glicose-oxidase, 5 mI da soluçã'o de peroxidase
e 0,33 g de ácido 4-hidroxibenzóico. Completar
Características: pó de cor branca a parda.
com tampão fosfato pH 6,0 a 300 mI.
A solução da enzima a 0,025 por cento (p/V)
Solução padrão de glicose em tampão fosfato pH 6,0 apresenta:
Dissolver 0,100 g de glicose anidra e 0,2 g de
absorvância 403 nm - .. O6
ácido benzóico em água até perfazer 100 mI. absorvância 275 nm - mIOlmo , .
Armazenar sob refrigeração.

Solução de peroxidase: contém 1,0 g de peroxi-


Solução de glicose-oxidase
dase em tampão fosfato pH 6,0. Apresenta, no
Obtém-se a enzima a partir de micélios de mínimo, 820 unidades internacionais/ml.
A duraçlo do efeito hipogHcemiante,produzido grupo soluçlo da amostra e nos do outro soluçlo
por preparaçOesmodificadas de insulina, é compa· padrão preparada em soluçio fisiológica acidifi-
rada com a hipogHcemiaproduzida em coelhos ou cada com ácido clorídrico para pH 2,5, de modo
cobaias, pela preparaçlo padrlo de insulina. a conter a potência nominal da amostra: ambas
Selecionar os animais a partir de colônia sadia e 81 soluções aio injetadas, sem diluições poste-
distribuí·los aleatoriamente em dois grupos iguais riores, em volumes couespondentes ao peso
de, no mínimo, Ia animais. Aproximadamente corporal dos animais. Uma, duas, quatro e seis
dezoito horas antes da realízaçlo do ensaio colocar horas após as injeções determinar o nhel médio
os animais isolados e dem·los em jejum com livre de sticose sangüínea de cada grupo através de
acesso i água. No início do ensaio, determinar o método adequado, tal como o descrito no mé·
nível médio de glicose sangüínea de cada grupo. todo C do ensaio biológico de insulina (V.5.2.3).
Injetar, subcutaneamente, nos animais de um
DeterDÚna-se a potência do glucagon, compa- Ml!TODO PROPOSTO
rando sua atividade hiperglicemiante com aquela Selecionar, no mínimo, vinte e quatro coelhos
da preparação padrão por método de ensaio adultos, sadios, cada qual com peso entre 1,8 e
adequado.
2,8 kg. Mantê-Ios em condições uniformes de
temperatura, umidade e dieta adequada, pelo
Preparação padrão
menos durante uma semana. Tratá-Ios cuidadosa-
Empregar o primeiro padrão internacional de mente para evitar excitá-Ios. Quarenta e oito
glucagon suíno para avaliação biológica, estabe- horas antes do ensaio, injetar intramuscularmente,
lecido em 1973, que consiste em glucagon suíno em cada coelho, 1 ml de acetato de cortisona.
liofilizado com lactose e cloreto de sódio (forne- Dezesseis horas antes do ensaio, deixar os animais
cido em ampolas contendo 1,49 unidades). Pode em jejum, com acesso à água, assim permanecendo
ser utilizada outra preparação adequada, cuja até a última coleta de amostra sangüínea. Distri-
potência tenha sido determinada em relação ao buir os coelhos em quatro grupos iguais de, no
padrão internacional. mínimo, seis coelhos cada um. Fazer duas dilui-
ções .da solução padrão, em solução fisiológica
acidificada a pH 3,0 com ácido clorídrico, de
Solução padrão
modo que contenham respectivamente 6 e 24
Reconstituir o conteúdo total da ampola da miliunidades internacionais de glucagon por mI.
preparação padrão com 2 mI de solução fisiológica Paralelamente, fazer duas diluições da amostra,
acidificada com ácido clorídrico R a pH 3,0. usando o mesmo solvente, a fim de obter concen-
Diluir a solução resultante com o mesmo solvente, traçlfo presumida idêntica à das diluições do
de modo a obter concentração conveniente, como padrão. No mesmo horário, em dois dias conse-
a de 100 DÚliunidades internacionais por ml. cutivos, injetar nos coelhos, subcutaneamente,
Conservar esta solução entre 2°C e 8 °c e usá-Ia, I ml de cada uma das quatro diluições, confornle
no máximo, até dois dias após sua preparação. o planejamento duplo cruzado a seguir:

Grupo l~ injeção 2~ irljeção

1 diluição do padrão 1 diluição da amostra 2


2 diluição do padrão 2 diluição da amostra 1
3 diluição da amostra 1 diluição do padrão 2
4 diluição da amostra 2 diluição do padrão 1

Coletar a amostra sangüínea pela veia marginal insulina (V.S.2.3).


da orelha de cada coelho aos vinte e aos sessenta A partir dos resultados, calcular a potência da
minutos após a injeção. Deterrnirlar a concentração substância que está sendo exarnirlada e seus
de glicose através de método adequado, como o limites de confiança, através de método estatístico
descrito no método C do ensaio biológico de descrito na seção VI.S.
Determina-se a potência da heparina compa- na proporção de 1 mI para cada 19 mI de sangue.
rando a concentração necessária para inibir a Misturar, imediatamente, por leve agitação e
coagulação do plasma citratado de ovelha, recal· inversão do frasco. A seguir, centrifugar o sangue e
cificado. com a da preparação padrão de heparina reunir todo o plasma no mesmo recipiente. Retirar
necessária para produzir o mesmo efeito por 1 ml deste plasma e transferir para tubo de ensaio.
método de ensaio adequado. Adicionar 0,2 mI de cloreto de cálcio 1% (p/V) e
homogeneizar três vezes por inversão leve do tubo.
Preparação padrão Colocar em banho-maria a 37°C. Considerar o
plasma adequado se houver a formação de coágulo
Empregar o quarto padrão internacional de
sólido em até 5 minutos. Armazenar o lote de
heparina suína. estabelecido em 1983, que consiste
plasma em frascos contendo, no máximo, 100 mI
do sal sódico do princípio ativo purificado, isolado
da mucosa intestinal suína, liofilizado (disponível cada um e congelar. Evitar o descongelamento
em ampolas de 1780 unidades). Pode ser utilizada parcial antes da utilização. Para o ensaio, descon-
outra preparação adequada, cuja potência tenha gelar o plasma em banho-maria à temperatura não
superior a 37°C e flltrar em gaze.
sido determinada em relação ao padrão interna-
cional.
Procedimento
Solução padrão Usar dez tubos de ensaio de 13 x 100 mm
Dissolver o conteúdo da ampola de heparina meticulosamente limpos. Adicionar volumes decres-
padrão em solução de cloreto de sódio 0,9% (P/v) centes da diluiçã'o padrã'o de modo que a dose
de modo a obter solução de concentração de maior não exceda 0,80 ml e que correspondam a
3 unidades internacionais por ml. Conservar sob séries geométricas, nas quais cada passo seja
refrigeração evitando o congelamento. aproximadamente 5% menor do que o anterior.
Adicionar, a cada tubo, cloreto de sódio 0,9% (p/V)
suficiente para completar 0,80 mI. Adicionar 1 ml
Ensaio preliminar
de plasma a todos os tubos. A seguir, juntar
Determinar, se necessário, através de ensaio 0,20 ml de cloreto de cálcio 1% (p/V) e anotar a
preliminar, a concentração mínima aproximada hora. Tampar cada tubo e homogeneizar, inver·
de heparina que, presente em 0,80 mI de cloreto tendo três vezes de tal maneira que toda a supero
de sódio 0,9% (P/v), inibe a coagulação de 1 mI de fície interna seja umedecida. Colocar em banho-
plasma na presença de 0,2 ml de cloreto de cálcio maria a 37°C. Similarmente, fazer a série usando
1% (P/V), após 1 hora em banho-maria a 37°C. a solução da amostra de heparina. Completar todo
Esta concentração, usualmente, está entre 0,5 e o processo de preparação e mistura dos tubos da
3 unidades internacionais. Para o ensaio, preparar solução padrllo e amostra no período de 20
uma diluição do padrão com a concentração minutos após a adição do plasma. Uma hora,
determinada em ensaio preliminar. exatamente marcada, após a adição do cloreto
de cálcio 1% (P/V) determinar, por observação, a
Solução da amostra extensão do coágulo em cada tubo, identificando
Dissolver a amostra em cloreto de sódio 0,9% três graus (0,25, 0,50, 075) entre o zero (0,00) e
a coagulação total (l,00). Se a série não apresentar
(p/V) de modo a obter solução com potência pre-
dois tubos com graduaçllo acima de 0,50 e dois
sumida à da solução padrão. Preferencialmente,
realizar ensaio preliminar. tubos abaixo de 0,50, repetir o ensaio usando
soluções do padrão e da amostra com concen·
tração modificada.
A partir dos resultados, calcular a potência da
Plasme substância que está sendo examinada e seus
limites de confiança, através de método estatístico
Coletar sangue de ovelha diretamente no frasco descrito na seção VI.6.
que contém solução de citrato de sódio 8% (P/V),
Procedimento

Amostra Usar tubos de ensaio de 13 x 100 mm meticu·


losamente limpos. Em 10 tubos, colocar 2,5 rnl
Dissolver em água quantidade suficiente e de plasma. Colocar os tubos em banho-maria a
exatamente pesada de sulfato de protarnina, para 37 °c ± 0,2 °c e em nove deles adicionar 0,5 ml da
obter soluçio contendo 1,0 mg por rnl (base livre). amdstra. No décimo tubo, que servirá como
controle, pipetar 2 rnl de cloreto de sódio 0,9%
Solução de heparina (p/V) e 0,5 ml da soluç[o de tromboplastina-cálcio.
Homogeneizar por dispositivo adequado e registrar
No dia do ensaio preparar soluçã'o de heparina,
o tempo de coagulação, isto é, o período entre
em solução fisiológica, de modo a obter, respecti- adíçã'o da soluçã'o de tromboplastina-cálcio e a
vamente, potêncÍa de 90 ou 115 unidades interna·
formaçã'o de fibras de fibrina. :e o tempo normal
cionais por rnl, conforme origem da mesma, tecido
de coagulação do plasma. Pipetar, respectivamente,
pulmonar ou mucosa intestinal.
para os nove tubos restantes, volumes em rnl de
soluçã'o de heparina: 0,43,0,45,0,47,0,49,0,50,
Plasma 0,51, 0,53, 0,55 e 0,57. Adicionar cloreto de
Empregar o plasma nas condições descritas no sódio 0,9% (p/V) para completar 4,5 mI. Tomando
ensaio biológico de heparina. os tubos aleatoriamente, adicionar 0,5 ml da
solução de tromboplastina-cálcio e determinar o
tempo de coagulação individual do modo descrito
Solução de tromboplastina-eálcio para o tubo controle.
Dissolver, em solução de cloreto de cálcio 2% Calcular a potência em unidades internacionais
(p/V), quantidade de tromboplastina determinada, de heparina neutralizadas por rog, pela fórmula
se necessário, através de ensaio preliminar que, em NH/NP, na qual NH é o número de unidades
aproximadamente 35 segundos, coagula solução internacionais de heparina e Np é o número de
com volumes iguais de plasma e mistura de 4 mg de sulfato de protamina no tubo seguinte
volumes da solução de cloreto de sódio 0,9% e àquele em que o tempo de coagulação é, no
I volume da solução tromboplastina-cálcio. mínmo, 2 segundos maior do que o do controle.
Determina-se a potência de gonadotrofina Solução da amostra
sérica comparando seu efeito sobre o aumento de Do modo anteriormente descrito, preparar a
peso de ovários de ratas imaturas com aquele da amostra de gonadotrofina sérica, usando o mesmo
preparação padrão de gonadotrofma sérica, por solvente, a fim de obter as três diluições da amostra
método de ensaio adequado. com potência presumida idêntica ã das diluições
do padrão.
Preparação padrão

Empregar o segundo padrão internacional de


gonadotrofma sérica eqüina para avaliação bioló- Merooo PROPOSTO
gica, estabelecido em 1966, que consiste em Selecionar ratas imaturas de 21 a 24 dias de
princípio ativo extraído de soro de éguasprenhes,
idade e com variação de peso não superior a 10 g.
liofilizado, com lactose (fornecido em ampolas
Distribuir os animais ao acaso, em seis lotes
contendo 1600 unidades). Pode ser utilizada iguais, cada qual com séis a dez ratos. Identi-
outra preparação adequada, cuja potência tenha
ficar cada lote designando-os,respectivamente, para
sido determinada em relação ao padrão inter-
cada uma das três diluições do padrllo e da amostra.
nacional.
Manter os animais em condições uniformes de
água, alimentaçllo, temperatura e iluminaçllo.
Solução padrão
Efetuar, em cada rata, seis administrações de
Dissolver o conteúdo total da ampola da 0,20 mI, subcutaneamente, na área dorsal, com a
preparação padrão de gonadotrofma sérica em respectiva solução. Injetar os animais, na tarde do
tampão albumina-fosfato pH 7,2 de modo a obter primeiro dia, manhã, meio-dia e tarde do segundo
solução com concentração de 100 lUlidades dia e na manhã e tarde do terceiro dia. No sexto
internacionais de gonadotrofma sérica por ml. dia, sacrificar cada rata, retirar os ovários, isolar
Com o mesmo solvente, preparar três diluições da gordura e trompas de Falópio e pesar imedia-
do padrão de tal forma que a menor dose produza tamente. Registrar o peso combinado dos ovários
resposta positiva, a maior não produza resposta de cada rata.
máxima e, além disso, as três doses estejam em A partir dos resultados, calcular a potência da
série geométrica como 1:1,2:1,44. Fazer curva substância que está sendo examinada e seus
dose-resposta a fim de selecionar as doses de limites de confiança, através de método estatístico
acordo com a sensibilidadeda colônia de animais. descrito na seção VI.5.
DeterDÚna-se a potência da gonadotrofina tentadas doses entre 0,75 e 3,0 unidades inter-
coriônica, comparando seu efeito sobre o aumento nacionais.
de peso da próstata ventral ou vesículas seminais
de ratos imaturos com aquele da preparação Soluções da amostra
padrã'o de gonadotrofina coriônica por método Do modo anteriormente descrito, preparar a
de ensaio adequado. solução da amostra de gonadotrofma coriônica,
usando o mesmo solvente, a fim de obter as três
Preparação padrão diluições da amostra com potência presumida
Empregar o segundo padrã'o internacional de idêntica â das diluições padrão.
gonadotrofina coriônica humana para avaliação
biológica, estabelecido em 1963, que consiste em MtTOOO PROPOSTO
princípio ativo extraído de urina de mulher Selecionar ratos imaturos de, aproximadamente,
grávida e liofilizado com lactose (fornecido em 21 dias de idade e peso semelhante na faixa de
ampolas contendo 5300 lUlidades). Pode ser 30 a 40 g. Os animais são distribuídos, ao acaso,
utilizada outra preparação adequada, cuja potência em seis lotes de, no mínimo, dez ratos. Mantê-los
tenha sido deterDÚnada em relação ao padrão em condições uniformes de água, alimentação,
internacional. temperatura e ilunúnaçã'o. Identificar cada lote
designando-os para cada uma das três diluições
do padrão e da amostra. Injetar cada rato, subcuta·
Solução padrão
neamente, na área dorsal, com 0,20 ml da respectiva
Dissolver o conteúdo total da ampola da soluçio, durante três dias consecutivos, aproxi-
preparaç§"o padrão de gonadotrofina coriônica em madamente no mesmo horário. No quarto dia,
tampão albUDÚna-fosfato pH 7,2, de modo a cerca de 24 horas após a última injeção, sacrificar
obter soluç§"o com a concentraç§"o de 10 unidades os animais, retirar a próstata ventral ou as vesículas
internacionais de gonadotrofma coriônica por ml. seminais de cada um e pesar imediatamente.
Com o mesmo solvente, preparar três diluições Registrar o peso.
do padrão de modo que as respostas estejam na A partir dos resultados, calcular a potência da
zona linear da curva dose-resposta e, além disso, substância que está sendo exaDÚnada e seus limites
estejam em série geométrica como, por exemplo, de confiança, através de método estatístico