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Desprendimento Dos Bens Terrenos 05 04 2011

Desprendimento Dos Bens Terrenos 05 04 2011

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Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus freqüentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.
Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus freqüentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.

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Desprendimento dos bens terrenos

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Tema: Desprendimento dos bens terrenos Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, XVI: 14 e15

Desprendimento dos bens terrenos
14. Venho, meus irmãos, meus amigos, trazer-vos o meu óbolo, a fim de vos ajudar a avançar, desassombradamente, pela senda do aperfeiçoamento em que entrastes. Nós nos devemos uns aos outros; somente pela união sincera e fraternal entre os Espíritos e os encarnados será possível a regeneração. O amor aos bens terrenos constitui um dos mais fortes óbices ao vosso adiantamento moral e espiritual. Pelo apego à posse de tais bens, destruís as vossas faculdades de amar, com as aplicardes todas às coisas materiais. Sede sinceros: proporciona a riqueza uma felicidade sem mescla? Quando tendes cheios os cofres, não há sempre um vazio no vosso coração? No fundo dessa cesta de flores não há sempre oculto um réptil? Compreendo a satisfação, bem justa, aliás, que experimenta o homem que, por meio de trabalho honrado e assíduo, ganhou uma fortuna; mas, dessa satisfação, muito natural e que Deus aprova, a um apego que absorve todos os outros sentimentos e paralisa os impulsos do coração vai grande distância, tão grande quanto a que separa da prodigalidade exagerada a sórdida avareza, dois vícios entre os quais colocou Deus a caridade, santa e salutar virtude que ensina o rico a dar sem ostentação, para que o pobre receba sem baixeza. Quer a fortuna vos tenha vindo da vossa família, quer a tenhais ganhado com o vosso trabalho, há uma coisa que não deveis esquecer nunca: é que tudo promana de Deus, tudo retorna a Deus. Nada vos pertence na Terra, nem sequer o vosso pobre corpo: a morte vos despoja dele, como de todos os bens materiais. Sois depositários e não proprietários, não vos iludais. Deus vo-los emprestou, tendes de lhos restituir; e ele empresta sob a condição de que o supérfluo, pelo menos, caiba aos que carecem do necessário. Um dos vossos amigos vos empresta certa quantia. Por pouco honesto que sejais, fazeis questão de lhas restituirdes escrupulosamente e lhe ficais agradecidos. Pois bem: essa a posição de todo homem rico. Deus é o amigo celestial, que lhe emprestou a riqueza, não querendo para si mais do que o amor e o reconhecimento do rico. Exige deste, porém, que a seu turno dê aos pobres, que são, tanto quanto ele, seus filhos. Ardente e desvairada cobiça despertam nos vossos corações os bens que Deus vos confiou. Já pensastes, quando vos deixais apegar imoderadamente a uma riqueza perecível e passageira como vós mesmos, que um dia tereis de prestar contas ao Senhor daquilo que vos veio dEle? Olvidais que, pela riqueza, vos revestistes do caráter sagrado de ministros da caridade na Terra, para serdes da aludida riqueza dispensadores inteligentes? Portanto, quando somente em vosso proveito usais do que se vos confiou, que sois, senão depositários infiéis? Que resulta desse esquecimento voluntário dos vossos deveres? A morte, inflexível, inexorável, rasga o véu sob que vos ocultáveis e vos força a prestar contas ao Amigo que vos favorecera e que nesse momento enverga diante de vós a toga de juiz. Em vão procurais na Terra iludir-vos, colorindo com o nome de virtude o que as mais das vezes não passa de egoísmo. Em vão chamais economia e previdência ao que apenas é cupidez e avareza, ou generosidade ao que não é senão prodigalidade em proveito vosso. Um pai de família, por exemplo, se abstém de praticar a caridade, economizará, amontoará ouro, para, diz ele, deixar aos filhos a maior soma possível de bens e evitar que caiam na miséria. E muito justo e paternal, convenho, e ninguém pode censurar. Mas será sempre esse o único móvel a que ele obedece? Não será muitas vezes um compromisso com a sua consciência, para justificar, aos seus próprios olhos e aos olhos do mundo, seu apego pessoal aos bens terrenais? Admitamos, no entanto, seja o amor paternal o único móvel que o guie. Será isso motivo para que esqueça seus irmãos perante Deus? Quando já ele tem o supérfluo, deixará na miséria os filhos, por lhes ficar um pouco menos desse supérfluo? Não será, antes, dar-lhes uma lição de egoísmo e endurecer-lhes os corações? Não será estiolar neles o amor ao próximo? Pais e mães, laborais em grande erro, se credes que desse modo granjeais maior afeição dos vossos filhos. Ensinando-lhes a ser egoístas para com os outros, ensinais-lhes a sê-lo para com vos mesmos. A um homem que muito haja trabalhado, e que com o suor de seu rosto acumulou bens, é comum ouvirdes dizer que, quando o dinheiro é ganho, melhor se lhe conhece o valor.
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Estudo feito no Centro Espírita Joana d’Arc, São João d Meriti, RJ. a 05/04/2011.

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Nada mais exato. Pois bem! Pratique a caridade, dentro das suas possibilidades, esse homem que declara conhecer todo o valor do dinheiro, e maior será o seu merecimento, do que o daquele que, nascido na abundância ignora as rudes fadigas do trabalho. Mas, também, se esse homem, que se recorda dos seus penares, dos seus esforços, for egoísta, impiedoso para com os pobres, bem mais culpado se tornará do que o outro, pois, quanto melhor cada um conhece por si mesmo as dores ocultas da miséria, tanto mais propenso deve sentir-se em aliviá-las nos outros. Infelizmente, sempre há no homem que possui bens de fortuna um sentimento tão forte quanto o apego aos mesmos bens: é o orgulho. Não raro, vê-se o arrivista atordoar, com a narrativa de seus trabalhos e de suas habilidades, o desgraçado que lhe pede assistência, em vez de acudi-lo, e acabar dizendo: "Faça o que eu fiz." Segundo o seu modo de ver, a bondade de Deus não entra por coisa alguma na obtenção da riqueza que conseguiu acumular; pertence-lhe a ele, exclusivamente, o mérito de a possuir. O orgulho lhe põe sobre os olhos uma venda e lhe tapa os ouvidos. Apesar de toda a sua inteligência e de toda a sua aptidão, não compreende que, com uma só palavra, Deus o pode lançar por terra. Esbanjar a riqueza não é demonstrar desprendimento dos bens terrenos: é descaso e indiferença. Depositário desses bens, não tem o homem o direito de os dilapidar, como não tem o de os confiscar em seu proveito. Prodigalidade não é generosidade: é, freqüentemente, uma modalidade do egoísmo. Um, que despenda a mancheias o ouro de que disponha, para satisfazer a uma fantasia, talvez não dê um centavo para prestar um serviço. O desapego aos bens terrenos consiste em apreciá-los no seu justo valor, em saber servirse deles em benefício dos outros e não apenas em benefício próprio, em não sacrificar por eles os interesses da vida futura, em perdê-los sem murmurar, caso apraza a Deus retirá-los. Se, por efeito de imprevistos reveses, vos tornardes qual Job, dizei, como ele: "Senhor, tu mos havias dado e mos tiraste. Faça-se a tua vontade." Eis ai o verdadeiro desprendimento. Sede, antes de tudo, submissos; confiai nAquele que, tendo-vos dado e tirado, pode novamente restituir-vos o que vos tirou. Resisti animosos ao abatimento, ao desespero, que vos paralisam as forças. Quando Deus vos desferir um golpe, não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, coloca sempre uma consolação. Ponderai, sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra e essa idéia vos ajudará a desprender-vos destes últimos. O pouco apreço que se ligue a uma coisa faz que menos sensível seja a sua perda. O homem que se aferra aos bens terrenos é como a criança que somente vê o momento que passa. O que deles se desprende é como o adulto que vê as coisas mais importantes, por compreender estas proféticas palavras do Salvador: "O meu reino não é deste mundo." A ninguém ordena o Senhor que se despoje do que possua, condenando-se a uma voluntária mendicidade, porquanto o que tal fizesse tornar-se-ia em carga para a sociedade. Proceder assim fora compreender mal o desprendimento dos bens terrenos. Fora egoísmo de outro gênero, porque seria o indivíduo eximir-se da responsabilidade que a riqueza faz pesar sobre aquele que a possui. Deus a concede a quem bem lhe parece, a fim de que a administre em proveito de todos. O rico tem, pois, uma missão, que ele pode embelezar e tornar proveitosa a si mesmo. Rejeitar a riqueza, quando Deus a outorga, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, gerindo-a com critério. Sabendo prescindir dela quando não a tem, sabendo empregá-la utilmente quando a possui, sabendo sacrificá-la quando necessário, procede a criatura de acordo com os desígnios do Senhor. Diga, pois, aquele a cujas mãos venha o que no mundo se chama uma boa fortuna: Meu Deus, tu me destinaste um novo encargo; dá-me a força de desempenhá-lo segundo a tua santa vontade. Aí tendes, meus amigos, o que eu vos queria ensinar acerca do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei o que expus, dizendo: Sabei contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejeis os ricos, porquanto a riqueza não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais que os bens de que dispondes apenas vos estão confiados e que tendes de justificar o emprego que lhes derdes, como se prestásseis contas de uma tutela. Não sejais depositário infiel, utilizando-os unicamente em satisfação do vosso orgulho e da vossa sensualidade. Não vos julgueis com o direito de dispor em vosso exclusivo proveito daquilo que recebestes, não por doação, mas simplesmente como empréstimo. Se não sabeis restituir, não tendes o direito de pedir, e lembrai-vos de que aquele que dá aos pobres, salda a dívida que contraiu com Deus. Lacordaire. (Constantina, 1863.)”

Transmissão de riqueza
15. O principio, segundo o qual ele é apenas depositário da fortuna de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira ao homem o direito de transmiti-la aos seus descendentes?

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O homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, aquilo de que gozou durante a vida, porque o efeito desse direito está subordinado sempre à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que aqueles descendentes gozem do que lhes foi transmitido. Não é outra a razão por que desmoronam fortunas que parecem solidamente constituídas. E, pois, impotente a vontade do homem para conservar nas mãos da sua descendência a fortuna que possua. Isso, entretanto, não o priva do direito de transmitir o empréstimo que recebeu de Deus, uma vez que Deus pode retirá-lo, quando o julgue oportuno. - São Luís. (Paris, 1860.)”

***** Alguns pontos principais dados pelos espíritos Lacordaire e São Luis:
1)- Os conselhos dados por Lacordaire, são para ajudar a avançar pela senda do aperfeiçoamento. 2)- O apego à posse de bens destrói a faculdade de amar. 3)- Propõe se a riqueza proporciona uma felicidade sem mescla? 4)- Sugere ao rico doar sem ostentação, para que o pobre receba sem baixeza. 5)- Que toda a riqueza provém de Deus, somos depositários e não proprietários 6)- Deus nos empresta e em nosso turno, se dê aos pobres que também são seus filhos. 7)- Ter cuidado com o egoísmo, pois que às vezes acumulam-se bens dizendo que é para deixar para seus filhos exageradamente, mas que no fundo é seu próprio egoísmo, e que isso lhe rouba o amar o próximo. 8)- Se vencer na vida não deixar seu orgulho o consumir dizendo ao próximo “faz como eu fiz” 9)- Em resumo que devemos nos contentar com pouco que tenhamos e não invejar os ricos, porque a riqueza não é necessária à felicidade. Se for rico não esquecer que os bens apenas nos são confiados e seus usos devem ser usados consciente e responsavelmente. 10)- De São Luis há um ponto importante que é: Podemos transmitir nossos bens aos familiares perante a morte, mas isso não deixa que os bens pertençam a Deus que lhes retirará quando o julgue oportuno.

PONDERAÇÕES:

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Os conselhos dados por Lacordaire e São Luis, mostram uma experiência pratica da vida na Terra e seus conselhos são bem explícitos no abordamento do tema de hoje que é o ‘desprendimento dos bens terrenos’, Ora falar sobre a moral nos bens não é fácil, pois toda a gente cria seus ideais próprios sobre o que fazer com seus bens, portanto o assunto é complicado, cada pessoa tira de si o seu ‘como viver’, de sua preparação moral dos ambientes familiares, sociais e religiosos unindo-se às suas intuições e instintos naturais, segundo seu grau de adiantamento espiritual constante em seu caráter e personalidade, essa pessoa expressa de si para seu exterior seu modo de ser e compreender a vida. De acordo com nosso estudo anterior ‘a verdadeira propriedade’ é a do espírito segundo seu grau espiritual que expressa o que ele é, podemos entender também que o ‘desprendimento dos bens terrenos’ têem muito a ver com o grau espiritual de cada um, porque a reação de cada pessoa nem sempre coincide com o que se espera de todos, pois há pessoas já nascidas bondosas outras já nascidas egoístas, outras já nascidas tolerantes, outras já nascidas rebeldes, outras já nascidas sorridentes e alegres, outras mais para a tristeza, outras que vê tudo positivo, enquanto outras são negativas em tudo, eis aí também as diferenças gerais no uso dos bens pessoais, sociais ou comuns, porquanto há um certo egoísmo de generalização como se fosse uma necessidade geral, talvez tem a ver com a lei de preservação ou sobrevivência, mas isso só a Deus cabe julgar. Claro que ao nascer as pessoas trazem suas tendências morais adquiridas no progresso de seu espírito através de vidas buriladas no passado, mas isso não quer dizer que venham a continuar perpetuamente do mesmo jeito, pois na sua evolução continua se melhorando, daí a necessidade de aceitar os ensinos de nosso divino Mestre Jesus que nos incitava a melhora de nosso espírito; eis o evangelho palavras de Jesus: ‘levanta-te e anda’,2 sim quando erramos e caímos não devemos nos deixar caídos indefinidamente, mas olhar ao alto para Deus e nos levantar. Daí também das palavras de Jesus: ‘Não peques mais’, 3 ora meu conceito de pecar é contrair divida contra Deus e si mesmo, é provocar a se murchar, se recair, fazer mal a si mesmo, daí se estiver em erro

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Marcos, 2: 9 João, V: 14.

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qualquer que seja: vícios, ódios, rancor, zanga contra outros, deve procurar não pecar mais, deve procurar se harmonizar, deve procurar se evangelizar, procurar harmonia com Deus e com as Suas Leis O bom seria haver uma boa harmonia e um bom consenso entre todos, seja pessoal, seja individual, seja social, seja institucional, seja nacional, seja mundial, porquanto todos somos responsáveis perante Deus e disse Jesus fosse em autoridade, fosse em doutrina natural ou realidade natural das leis naturais e do amor, Jesus recomendou: “Sede perfeitos como vosso Pai nos Céus”, 4 essa perfeição exigida é pertinente ao “amaivos uns aos outros”.5 E isso influi muito nos nossos bens materiais, para que não sejamos egoístas, daí o ‘verdadeiro desprendimento dos bens’ no nosso esforço de moralização e progresso espiritual, de consciência limpa livre de culpas ou remorsos assim como ansiedade psíquica que corroi e leva à loucura. Ter bens e procurar progresso no aumento desses bens, não quer dizer ser avarento ou egoísta, mas usar as leis de progresso harmoniosamente, sem ofender a Deus nem o próximo, pagando um justo salário a quem trabalha para si, e ser ciente das bênçãos constantes de Deus na sua vida, pois se tem o dom de progredir, não se esquecer que quem lhe deu esse dom foi Deus através dos tempos embora ele os mereça ainda assim deve viver agradecidamente a Deus, pois o lavrador pode lançar a semente à Terra, mas só Deus a pode fazer brotar e crescer. Daí das palavras de Jesus na parábola do homem rico:

16 Propôs-lhes então uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produzira com abundância; 17 e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. 18 Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; 19 e direi à minha alma: Alma, tem em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. 20 Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21 Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.
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Vejamos no Livro dos Espíritos algumas questões sobre os bens:
Instinto de Conservação
702. É lei da Natureza o instinto de conservação? “Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é puramente maquinal, raciocinado em outros.” 703. Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o instinto de conservação? “Porque todos têm que concorrer para cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem.”

Meios de conservação
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Mateus, V: 48. João, XX: 2-21 - 7: 20 - XV: 12-17.

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704. Tendo dado ao homem a necessidade de viver, Deus lhe facultou, em todos os tempos, os meios de o conseguir? “Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver, sem lhe dar os meios de consegui-lo. Essa a razão por que faz que a Terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.”

Gozo dos bens terrenos
711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens? “Esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.” 712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais? “Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.” a) - Qual o objetivo dessa tentação? “Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.” Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo. 713. Traçou a Natureza limites aos gozos? “Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.” 714. Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos? “Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!” a) - Perto da morte física, ou da morte moral? “De ambas.” O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade, Abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.

Necessário e supérfluo
715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário? “Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.” 716. Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades? “Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.” 717. Que se há de pensar dos que açambarcam os bens da Terra para se proporcionarem o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário? “Olvidam a lei de Deus e terão que responder pelas privações que houverem causado aos outros.” Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo. A Civilização criou necessidades que o selvagem desconhece e os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem. Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A Civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da Civilização. Desta têm apenas o verniz, como muitos há que da religião só têm a máscara.

Privações voluntárias. Mortificações
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718. A lei de conservação obriga o homem a prover às necessidades do corpo? “Sim, porque, sem força e saúde, impossível é o trabalho.” 719. Merece censura o homem, por procurar o bem-estar? “É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir-vos nem as forças físicas, nem as forças morais.” 720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária? “Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis.” a) - Haverá privações voluntárias que sejam meritórias? “Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma “irrisão.””.

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Concluímos então que o ‘desprendimento dos bens’ não é se despojar de todos os bens e ir viver na miséria, mas viver sem exageres, procurar um equilíbrio nas suas necessidades, não acumular supérfluos, mas passar para alguém necessitado algo que considere supérfluo, não é esbanjar a mãos cheias como um desrespeito aos seus bens com orgulho doentio dizendo: é meu faço o que quiser, a pessoa tem que viver de acordo com sua moral espiritual, a pessoa tem que ter harmonia saudável nos seus haveres com certa responsabilidade perante Deus, sabendo que tudo provem de Deus, daí com esse pensamento positivo a vida lhe será mais feliz, mais ampla e mais razoável. Ser cristão e ter bens é agir sempre com responsabilidade e cuidado a seus bens, não se deixar lhe darem golpes ou lhe enganem e ele ser de coração mole que por tudo e por nada abre a mão, até ficar sem nada descuidado e ingênuo e virar palhaço de que todos fazem chacota e se riem dele por ter perdido tudo Sim, tudo é de Deus, mas Deus nos empresta e nos faz responsáveis, a pessoa é responsável, pois o mundo está cheio de problemas morais, portanto cuidado e todo o cuidado é pouco, pois a responsabilidade é daquele em quem Deus deposita seus bens.e na hora certa Deus vai lhe perguntar que fizestes dos bens que eu te outorguei. Jesus não disse que o rico avarento iria para o inferno, mas que Deus lhe abreviaria a vida, até porque a loucura dele só ia ficar a dever a Deus uma possível dívida incalculável, e Deus na sua bondade lhe abreviaria a vida para evitar sofrimentos futuros que ele podesse vir a contrair. Eis uma recomendação de Jesus: ‘É meu irmão quem faz a vontade de Deus’ (Marcos, 3: 35); acentuando assim que acima de tudo devemos procurar fazer a vontade de Deus. Bem, que Deus seja conosco assim como outrora hoje e sempre.

Concluímos então que O ‘desprendimento dos bens’ não é se despojar de todos os bens E ir viver na miséria, mas viver sem exageres, Procurar um equilíbrio nas suas necessidades, Não acumular supérfluos, Mas passar para alguém necessitado algo que considere supérfluo,

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Não é esbanjar a mãos cheias como um desrespeito aos seus bens com orgulho doentio dizendo: é meu faço o que quiser, A pessoa tem que viver de acordo com sua moral espiritual, A pessoa tem que ter harmonia saudável Nos seus haveres com certa responsabilidade perante Deus, Sabendo que tudo provem de Deus, Daí com esse pensamento positivo a vida lhe será mais feliz, Mais ampla e mais razoável. Extrato do estudo dado no Centro Espírita Joana d’Arc a 05/ 04/ 2011.

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