P. 1
Encargos sociais

Encargos sociais

|Views: 2.465|Likes:
Publicado porJulia Araújo

More info:

Published by: Julia Araújo on Apr 24, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/11/2013

pdf

text

original

XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF, 2008

ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DE PREÇOS DE OBRAS PÚBLICAS: VERIFICAÇÃO DO PAGAMENTO DOS ENCARGOS SOCIAIS
Fábio Alves Pereira de Melo / Controladoria-Geral da União / fabio.melo@cgu.gov.br RESUMO Quando da comparação dos preços de serviços executados em obras públicas, os servidores integrantes dos órgãos de controle interno e externo utilizam tabelas de referência, como aquelas fornecidas pelo SINAPI, da Caixa Econômica Federal. Para fins da verificação da ocorrência de sobrepreço, são comparados os valores de cada serviço contratado com aqueles correspondentes das referidas tabelas. Ocorre que, nos preços de referência, estão embutidos custos relativos à mão-de-obra, bem como os devidos encargos sociais, os quais elevam em cerca de 120% o valor original. Contudo, a experiência obtida em fiscalizações e auditorias de obras públicas demonstra que, em vários casos, a obra e os respectivos trabalhadores aplicados nos serviços não foram regularizados junto à Seguridade Social. Em outros casos, constatou-se a utilização de servidores da própria Administração na execução dos serviços. Portanto, esses fatos evidenciam ganhos impróprios aos contratados na utilização de recursos públicos. Não é demais mencionar que já foram detectados diversos esquemas fraudulentos com o objetivo de provocar dano ao Erário, sendo cabível supor que o procedimento de se apropriar indevidamente dos valores referentes a encargos sociais está sendo utilizado com esse intuito. O presente trabalho propõe a utilização de técnicas de auditoria que permitam evidenciar ocorrência do não recolhimento dos valores devidos aos encargos sociais, bem como calcular o montante desviado. Para isto será apresentada uma revisão de trabalhos já apresentados sobre o assunto, bem como dos aspectos legais que envolvem o tema. Também será detalhado estudo realizado no orçamento de um contrato relativo à construção de casas populares, fiscalizado pela Controladoria-Geral da União, onde será demonstrado o impacto dos encargos sociais no valor desta obra. Destaca-se que, apenas com o não recolhimento dos valores referentes aos encargos sociais, pode ocorrer uma redução de 30% do custo da obra. Palavras-chave: Encargos sociais. Orçamento. Fraude. 1. INTRODUÇÃO Nas auditorias de obras, quando são buscadas referências de preços, como o SINAPI, por exemplo, comparam-se os valores dos serviços constantes da planilha da empresa contratada com aqueles obtidos das composições de preço destas referências. Estas composições foram elaboradas a partir de medições de tempo e quantidades de mão-de-obra, materiais e equipamentos utilizados nesses serviços. Importante notar nas tabelas de referência que, para os valores unitários da mão-de-obra, leva-se em conta o piso da categoria, definido em convenção coletiva de trabalho, bem como os respectivos encargos sociais. Essas são considerações que, apesar de serem legais e justas (todo trabalhador deve receber no mínimo o piso da categoria e todos os direitos sociais e trabalhistas), chocam-se com a realidade encontrada em pequenos municípios, quando das ações de fiscalização. Segundo Fernandes et al.(2006), é necessário se atuar preventivamente com relação às fraudes em processos licitatórios. Por outro lado, quando a atuação preventiva não se revelar suficiente, é preciso evoluir a análise técnica da economicidade das obras públicas, para, caso se revele

como são formados os encargos sociais e qual o peso do valor da mão-de-obra e dos encargos sociais em uma obra de construção de casas populares. deve-se compreender como se obtém o valor horário da mão de obra. o qual determina . são tecidas considerações a respeito das providências que devem ser tomadas por equipes de auditoria e fiscalização em relação a esse tema. Cohab e Compesa. fiscalizada pela Controladoria-Geral da União. CÁLCULO DO VALOR HORÁRIO DA MÃO-DE-OBRA Como já dito anteriormente. para o estado de Pernambuco. à planilha de composição de preços. 2006). Contudo.0 1. de melhor forma. Portanto. deve-se inicialmente diferenciar a forma como é apropriado seu custo: por mês ou por hora. Para fins de demonstração das diferenças entre os valores considerados para “horistas” e “mensalistas”.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. o cálculo de incidência dos encargos sociais é feito sobre o salário-base recebido no período.=10cm)”. 7°. Por isto. Finalizando. no cálculo do valor horário da mão-de-obra estão incluídos o piso da categoria e os encargos sociais. 3.. que se deve realizar o combate à sonegação dos encargos sociais. Nas composições também é possível analisar a participação da mão-de-obra. 2008 necessário. de perdas e de produtividades média entre os diversos tipos de obra que esta tabela pretenda atingir” (CHIMARA et al.30 Servente H/H 1. da Constituição Federal. a mão-de-obra na construção civil é usualmente apropriada por hora e o ciclo dos encargos sociais é considerado anual. De acordo com Freire(2003).20 1. a eficiência da equipe ou até mesmo a data de medição.03 Cimento Portland kg 4. Desta forma. A referência do SINAPI. diferenças de quantitativos cuja explicação venha a ser o tipo de obra que a composição foi medida. o eventual cálculo de danos seja feito de forma correta. efetiva e irrefutável. os quais são incluídos nas planilhas orçamentárias das propostas de preços e deixam. Para tanto. em grande volume. somente nas duas primeiras detalham-se as composições de forma analítica.00 Fonte: composições de preços do SINAPI – setembro/2005 Tabela 1 – Exemplo de composição de serviço Insumo Unidade “A tabela de custos unitários deve representar uma situação de consumos. XIII.10 3.02 0. Quando é feita for hora (horista). os autores de tabelas de encargos sociais buscam conhecer as horas efetivamente trabalhadas no ano.49 Pedreiro H/H 1.00 45. o cálculo de incidência dos encargos sociais recai sobre as horas normais trabalhadas para um determinado serviço. com verificado a seguir: Quantidade Emlurb Cohab Areia Grossa m³ 0. nessas composições. COMPOSIÇÕES DE INSUMOS Toma-se como exemplo o serviço “Alvenaria de Elevação com Tijolos Cerâmicos Furados ½ Vez (esp. 2. para sobre elas fazer incidir os custos trabalhistas e previdenciários com que arca o empregador. Para detalhar esse cálculo. de serem efetivamente recolhidos durante a execução física das obras. A seguir demonstram-se como são elaboradas as composições de preços. deve-se lembrar o contido no art. pode-se verificar. encontra três fontes de composição regional para este serviço: Emlurb.51 Tijolo Cerâmico Furado unid 42. adequando-se. cujos quantitativos multiplicados pelos valores horários resultam no custo da mão-de-obra para o serviço. destacam os autores. Quando a apropriação é feita por mês (mensalista).

212/91. Lei 8.24 Quantidade de Horas Trabalhadas 220 180 220 180 Valor Unitário (R$/Hora) 2.95 Fonte: Convenção Coletiva de Trabalho da Indústria da Construção Civil de Pernambuco . Desta forma deve-se afastar um conceito que se tem sobre o tema. como pedreiro. inciso XVII. correspondendo a uma média de 7 1/3 horas/dia.50 1.86 CLT. art. detalha a composição dos encargos sociais considerados pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes – DNIT. art. ajudante de eletricista. A tabela a seguir.2003/2005 Tabela 2 – Composição do valor unitário da mão-de-obra Descrição Trabalhador Qualificado Na tabela anterior.24 471. Decreto 87. Para o “horista”.212/91.24 352.213/91. considera-se Trabalhador Qualificado aquele especializado em alguma atividade.048/42. COMPOSIÇÃO DOS ENCARGOS SOCIAIS Os encargos sociais correspondem a todos os benefícios sociais e trabalhistas aos quais o trabalhador tem direito. 3°. 7°.80 17. Lei 8. O fato das quantidades serem diferentes deve-se ao fato de que no caso do “mensalista”. etc.60 1.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. No cálculo do valor por hora trabalhada de um “horista” é considerada a quantidade de horas trabalhadas de 220 horas/mês (30 dias x 7 1/3 horas/dia). Lei 8. 1°. têm-se os seguintes valores horários: Trabalhador Não Qualificado ou Semi-Qualificado Horistas Mensalistas Horistas Mensalistas Salário do Piso da Categoria 471. por exemplo.60 0.043/82.403/46 e Lei 8. Já para o “mensalista” é considerada a quantidade de 180 horas/mês. apesar de uma boa parcela tenha como endereço os cofres do governo. art. 2008 que a duração do trabalho não pode ser superior à 44h semanais.246/44. 70. como o servente. Decreto-Lei 4. art. referente ao exercício de 2004. 4. Considera-se o afastamento médio de cinco dias por ano. em seu valor. art. art. Lei 8. Utilizando os salários definidos na Convenção Coletiva de Trabalho para o estado de Pernambuco.87 1. 15. .50 1. Lei 8.00 0.036. Pode-se verificar que. II.80 4. 67. Decreto-Lei 4.029/90.146/70. Lei Complementar 11/71.00 2. I. “c”.14 2. 59. Já o Trabalhador Não Qualificado ou SemiQualificado é aquele que não é especializado. ajudante de carpinteiro.936/42 e Decreto-Lei 6. eletricista.570/90 Decreto-Lei 1. Isto não é verdade.00 8. já estão computados o descanso semanal remunerado e os feriados.036. Decreto-Lei 9. Constituição Federal. art. art.00 36. CLT. Base Legal/Técnica Lei 8.24 352. qual seja: “Tudo que é pago a título de encargos sociais vai para o governo”. este valor somente será computado quando da composição dos encargos sociais.09 14. carpinteiro. etc. 22. 30.20 3. art.62 1. 22. outra parcela vai diretamente para o trabalhador: Grupo A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A B1 B2 B3 B4 Descrição Previdência Social (INSS) FGTS Salário-Educação SESI SENAI SEBRAE INCRA Seguro Contra Acidente do Trabalho Total dos Encargos Sociais Básicos Repouso Remunerado Feriados e Dias Santificados Férias e 1/3 de Férias Auxílio-Doença Encargos Sociais Horistas (%) 20.154/90 e Decreto 99. por empregado. art.

Art. o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS e as entidades do serviço social.67 C3 Aviso Prévio Indenizado 14. Consideram-se. 1. I. 473 e art. art.93 D1 D2 D 18.5 dias de faltas justificadas por ano.96 Percentagem Total 126. C Total dos Encargos Sociais que não Recebem a Incidência dos Encargos Sociais Básicos Reincidência de A sobre B Incidência da Multa FGTS sobre o 13° Salário Total das Taxas das Reincidências 19. Uma vez que não se pode precisar. 10. e que 95% dos empregados são demitidos sem justa causa.238/84. Desta forma.213/91. nos termos da Lei Complementar 110/2001. 822. também não foi levado em consideração o percentual . Considera-se que 3% dos empregados utilizam o benefício. em média. 50. no cálculo do percentual de alíquota do FGTS. art. A retrocitada tabela não leva em consideração a vigência do adicional de 0.30 Fonte: Manual de Custos Rodoviários – Volume 1 – Metodologia e Conceitos(2003) Tabela 3 – Exemplo de planilha de encargos sociais Os itens que compõe o Grupo “A” – Encargos Sociais Básicos . § 1°. Considera-se o período médio de permanência dos empregados de nove meses. 11. mas aos quais os trabalhadores têm direito. quais seriam os valores exatos. para os “horistas”.13 C2 Indenização Adicional 1. CLT.Encargos Sociais que não Recebem a Incidência dos Encargos Sociais Básicos . art. Os itens que compõe o Grupo “C” .61 C1 4. Considera-se o período médio de permanência dos empregados de nove meses. 0. 487.são referentes aos valores que devem ser pagos ao trabalhador pela rescisão sem justa causa.Encargos Sociais que Recebem a Incidência dos Encargos Sociais Básicos . os mesmos são estimados a partir de uma análise estatística de obras executadas. 2008 Grupo B5 B6 B7 Descrição Auxílio-Acidente 13° Salário Licença Paternidade B8 B Faltas Justificadas Total dos Encargos Sociais que Recebem a Incidência dos Encargos Sociais Básicos Multa por Rescisão Contrato de Trabalho sem Justa Causa Encargos Sociais Base Legal/Técnica Horistas (%) 0.13 Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Lei 7. Art. devem-se adicionar os dias não trabalhados aos quais estes tenham direito de receber. e que 15% dos empregados são demitidos trinta dias antes da data-base da correção salarial. e que 95% dos empregados são demitidos sem justa causa. para as licenças e os dias paralisados por chuvas. 0. Neste caso. Considera-se o período médio de permanência dos empregados de nove meses. art.34 18.5% dos trabalhadores utilizem o benefício em dias de trabalho. 86. Os itens que compõe o Grupo “B” .correspondem aos valores do tempo não produtivo.correspondem àqueles previstos em Lei e servem para financiar a Seguridade Social.62 0. Consideram-se que 1.16 Lei 4.090/62. 10. greves e outros.5% incidente sobre a remuneração mensal dos empregados.17 Lei 8.56 CLT.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF.10 Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 9°.

no caso de empreitada total. dentre outras obrigações.correspondem ao cálculo da incidência dos encargos sociais básicos sobre a efetiva remuneração do trabalhador (item D1) e sobre o FGTS no mês do Aviso Prévio Indenizado (item D2). Assim. com informações distintas por obra de construção civil em que realizar tarefa ou prestar serviços. que dependem das considerações adotadas por cada autor. A matrícula. A empresa somente fica dispensada de elaborar folha de pagamento e GFIP. quando. ocorreriam dificuldades para a manutenção da produção. será emitida uma nova matrícula CEI. Quando da emissão da nota fiscal. . e respectivas alterações. Deve-se destacar que parte dos valores apresentados na tabela não é absoluta. separada por projeto. de 14/07/05. referentes à obra executada. devida ou creditada a todos os segurados. os segurados empregados e os contribuintes individuais a seu serviço. variando em função dos encargos que são considerados. e conclui que somente um rigoroso estudo das atividades da indústria da construção. nos termos da Lei Complementar 110/2001.INSS. quanto os contribuintes individuais que lhe prestam serviço. a empresa originalmente contratada responde solidariamente pelas contribuições devidas. dono da obra ou incorporador. 5. A base de cálculo das contribuições das empresas abrange tanto os segurados empregados. com a criação e a manutenção de indicadores confiáveis de desempenho e de custos. a empresa. para os casos de demissão sem justa causa. pode consolidar o complexo sistema de orçamentação. também por obra de construção civil. de forma coletiva. admitindo-se seu fracionamento quando a obra for executada por mais de uma empresa. e da probalidade de ocorrência dos mesmos.Taxas das Reincidências . Freire(2003) aponta as discrepâncias observadas nessas tabelas. Em todos esses percentuais observa-se que. como no caso de obras públicas sob o regime de empreitada. usualmente os trabalhadores são empregados exclusivamente para uma determinada obra. por nota fiscal. é realizada inscrevendo o nome do proprietário do imóvel. assim como o nome da empresa contratada. fatura ou recibo. utilizar os mesmos segurados para atender a várias empresas contratantes. contados do início da execução das obras. Quando do cumprimento das obrigações acessórias. alternadamente. cabendo esta. têm suas normas gerais de tributação estabelecidas pela Instrução Normativa MPS/SRP n° 3. bem como emitir folha de pagamento mensal da remuneração paga. bem como as GFIP. Caso já exista outra obra no mesmo endereço. pois se não fosse assim. que deve ser feita no prazo de trinta dias. bem como não serão recolhidas quaisquer das contribuições sociais para o Estado e para as entidades do serviço social. No caso de subcontratação. arrecadados em nome do Instituto Nacional da Seguridade Social . neles consignando a identificação do destinatário e.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. obter os comprovantes de arrecadação dos valores retidos das subcontratadas. deverá informar os fatos geradores das contribuições sociais e outras informações de interesse do INSS. não é comum a ocorrência da sobredita exceção. elaboradas pelas subcontratadas. no Regime Geral de Previdência Social – RGPS. por obra de construção civil. comprovadamente. fatura ou recibo. COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO DOS ENCARGOS SOCIAIS Os encargos sociais descritos anteriormente. a empresa contratada deve fazer a vinculação destes documentos à obra. Os itens que compõe o Grupo “D” . Na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP. 2008 adicional de 10% sobre o montante de FGTS. assim como para as organizações sociais. deverá inscrever. o mesmo não terá o direito a nenhum dos benefícios. no mesmo período. No cadastramento também é incluído o endereço da obra. O normativo define que toda obra deve ter uma matrícula no Cadastro Específico do INSS (CEI). no caso do trabalhador cujo contrato de trabalho não foi registrado.

também encontram evidências seguras de sua utilização. 2008 juntamente com a descrição dos serviços. Portanto. com esse documento. Seção IX. dos valores devidos ao INSS. Capítulo IX. que tendo sido aprovado pelo Presidente da República. a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. a regularização da obra por aferição indireta com base na área construída e no padrão de construção. Título I. A partir da matrícula CEI. Capítulo IV.ARO. que registra todos os prestadores de serviço da contratada para aquela obra. é emitido o Aviso para Regularização da Obra . destaca-se que a redação dada pela Instrução Normativa MPS/SRP n° 20. na nota fiscal. também deve ser apresentada a Planilha de Prestadores de Serviço. em 20/11/06. deve-se encaminhar a Declaração e Informação Sobre Obra – DISO.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. II Fonte: Instrução Normativa MPS/SRP n° 3. de 14/07/05 Tabela 4 – Dispositivos da Instrução Normativa MPS/SRP n° 20. e Título V Capitulo II Seção II. os encargos sociais referentes a direitos dos trabalhadores. A tabela a seguir. outras pessoas e/ou empresas como prestadores de serviços. a obra passa a estar regularizada. Título I. após a conferência dos dados e documentos apresentados. o normativo ainda permite. a título de encargos sociais. Seção I. Seção I. a matrícula CEI e o endereço da obra na qual foram prestados. Capitulo II Seção IV. 165 Título V. bem como todos os encargos sociais arrecadados em nome do INSS e das entidades do serviço social. onde nela também estará registrado o valor de mão-de-obra utilizado. Título II. por obra executada. não cabe à Administração Pública efetuar a retenção de 11%. Subseção I. instituída pelo Decreto 76. Por conseqüência. são vinculados todos os trabalhadores empregados na obra contratada pela Administração. Sendo assim. Junto com a DISO. No tocante à retenção. de 11/01/07. recolhendo-se os encargos sociais atrasados e eventuais multas. Subseção I Título V. 475. Esta alteração ocorreu devido ao atendimento ao Parecer n° AC-055 da Advocacia Geral da União. ou os direitos elencados lhes sejam negados. e Título V Capitulo II Seção II. como no caso de demissão sem justa causa e dos dias não trabalhados legalmente acobertados. As informações contidas nesse documento são relevantes para saber se a contratada utilizou. Capítulo IV. tornou-se obrigatório e vinculante para toda a Administração Pública Federal. 19. 155. III. fica demonstrado que o normativo especifica mecanismos de controle da arrecadação dos valores devidos. traz a relação dos dispositivos relacionados aos documentos e procedimentos informados: Assunto Matrícula CEI Registro dos empregados junto à obra Base de Cálculo das Contribuições Previdenciárias Subcontratação DISO ARO Relação de Prestadores de Serviço Dispositivo Art. e Art. A partir das informações prestadas. efetuadas por órgão público da administração direta. Desta forma. §2°. Para isto. Mesmo que a contratada não tenha procedido ao correto recolhimento das contribuições sociais. excluiu da responsabilidade solidária as contribuições sociais previdenciárias decorrentes da contratação para execução de obra de construção civil. além de empregados próprios. Subseção II Art. de 11/01/07 No que diz respeito ao efetivo registro em carteira de trabalho dos trabalhadores. Capitulo III Seção I. caso o normativo esteja sendo observado.900/75. Capitulo II Seção IV Art. por autarquia e por fundação de direito público. Título II. que corresponde a um cadastro geral para regularização da obra. traz a informação a . no caso de edificações. reforma ou acréscimo. Esta assertiva somente não encontra respaldo caso os trabalhadores tenham sido contratados como contribuintes individuais.

ou manter os trabalhadores. tendo em vista que a mesma teria que. sem a correspondente execução dos serviços. a utilização horária de mão-de-obra para Trabalhador Qualificado e Trabalhador Não Qualificado ou SemiQualificado: . metade dos trabalhadores da construção civil não tem registro em carteira de trabalho. para cada casa. para o exercício referente à execução da obra. demonstra ser pouco provável que a legislação trabalhista e providenciaria venha sendo obedecida. no que tange aos quantitativos de serviços e especificações dos materiais utilizados. sendo uma prática bastante comum o trabalhador e o empregador acordarem entre si o não cumprimento dessas leis. Também informa que. elaborada a partir das composições dos insumos para cada serviço da retrocitada obra de construção de casas populares. uma vez que seus preços estavam dentro da média de mercado e parcela significativa dos pagamentos não foi destinada para ela? Uma resposta possível seria justamente a composição do preço de referência. identificou-se destinação de quase 30% do valor pago a uma empresa que tinha como objetivo o de ser “representante comercial e agente do comércio de mercadorias em geral”. pode-se verificar. pagando mensalmente seus salários. Mediante circularização realizada junto à instituição bancária que administrou a conta-corrente vinculada ao convênio. ou demiti-los sem justa causa para depois recontratá-los. Foi constatado que os preços dos serviços estavam dentro da média de mercado. referência oficial de preços de obras. 2004 e 2005. Na tabela a seguir. Para isto. o que evidencia a não contratação dos trabalhadores pelos meios legais.79 (custo da obra sem BDI) para cada casa popular. em média. justamente por utilizarem mão-de-obra contratada no local da obra. obtendo-se o valor de R$ 14. não são regularmente formalizados. o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará assinala as muitas ocasiões nas quais as empresas contratadas não cumprem com as obrigações sociais e outros encargos pertinentes à obra. fica a dúvida: como a contratada conseguiu executar as obras. ou por valem-se de empreitada por preço global com o mestre de obras. no preço do serviço são considerados o piso da categoria e os encargos sociais. 6. PESO DO VALOR DA MÃO-DE-OBRA E DOS ENCARGOS SOCIAIS EM UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES Em uma das fiscalizações realizadas pela Controladoria-Geral da União. A obra em comento sofreu sucessivos atrasos que ultrapassaram dois anos. sem os devidos recolhimentos legais. cujos sócios não eram os mesmos da contratada. Como visto anteriormente. Esse fato onera de forma substancial qualquer contratada. não houve qualquer pedido de reequilibro econômico-financeiro. no âmbito do Programa de Fiscalização a Partir de Sorteios Públicos.360. A experiência das fiscalizações efetuadas pela Controladoria-Geral da União. De acordo com Toscano Júnior(2004). com execução nos anos de 2003. Já Oliveira Filho(2007) destaca que os benefícios advindos de leis sociais e riscos do trabalho a que todo trabalhador tem direito. Desta forma. sem nenhuma relação com a execução de obras. foi analisado convênio que tinha como objeto a construção de onze casas populares. quando houvesse a retomada dos serviços. foi verificada a emissão de notas fiscais inidôneas. e todo empregador tem obrigação de oferecer.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. 2008 respeito da quantidade de trabalhadores de uma determinada empresa. Contudo. Não obstante a verificação “in loco” não tenha observado discrepâncias nos boletins de medição. foi utilizado o SINAPI.

10 Janela de madeira tipo calha 1x1 Ponto de tomada Ponto de Interruptor Interruptor completo de 1a seção Interruptor completo de 2 seções Tomada Universal 2p + T Fornecimento e assentamento de luminária Laje de contrapiso com aditivo impermeabilizante Piso cimentado queimado Calçada em concreto com 7cm de espessura Unidade m2 m2 m3 m3 m3 m3 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 pt und und und und und pt cj cj und und und und pt und und und pt pt und und und und m2 m2 m2 Quantidade 50.2 2.00 1.90 0.80 2.00 1.08 149.00 9.12 7.75 20.80 0.76 7.40 1.00 1.95 1.5 8.74 29.77 115.73 0.50 10.56 241.00 23.02 172.00 4.10 4.00 20.1 4.65 6.1 6.00 12.68 39.00 1.50 1.91 1.50 14.27 5.63 Fonte: composições de preços da Cohab. acrescidos dos encargos sociais considerados pelo SINAPI à época (122.86 Total (H/H) = 865.00 1.1 3.00 7.1 8. constantes do SINAPI Tabela 5 – Utilização horária da mão-de-obra para cada casa Extraindo os valores consolidados da tabela anterior e aplicando os valores do piso da categoria no ano de 2004.90 0.68 8.00 3.00 0.2 7.65 24.50 0.00 20.13 7.00 2.00 39.8x2.10 8.20 19.1 5.48 39.58 46.1 1. .08 230.15 20.00 7.00 0.12 8.80 2.70 47.6 8.86 1.24 230.17 11.48 5.3 3.20 47.40 17.48 20.00 37.00 6.00 6.38 20.00 5.00 1.2 8.00 1.10 7.7x2.10 Porta de madeira tipo calha 0.55 173.00 3.24 1.84 43.10 4.20 71.00 0.8 7.03 0.71 1.00 1.2 5.00 29.11 7.09 0.00 1.99 0.2 5.04 1.96 75.5x0.42 43.00 3.08 50.00 1.6 7.08 230.90 3.00 3.2 9.73 Trabalhador Não Trabalhador Qualificado ou Qualificado Semi-Qualificado (H/H) (H/H) 0.2 7.68 19.00 1.00 1.00 73.48 50.00 2.40 17.80 5.02 46.2 2.2 4.5 Caixa coletora de inspeção Ponto de água Fornecimento e assentamento de bacia Fornecimento e assentamento de lavatório Caixa de descarga plástica Pia de lavar pratos de cimento Tanque de lavar roupas de cimento Fornecimento e assentamento de chuveiro plástico Ponto de luz Porta de madeira tipo calha 0.1 9.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF.3 6.02 0.4 8.62 3.50 1.7 7.00 23.00 1.052.00 7.4 7.00 9. 2008 Item 1.5x0.90 0.16 20.77 56.72 40.54%).14 7.3 8.1 7.78 5.00 0.00 0.00 2.00 5.40 23.3 Descrição Limpeza manual do terreno Locação da obra Escavação manual de solo 1a Reaterro apiloado em valas Aterro incluindo espalhamento Concreto magro em fundo de vala Alvenaria 1a vez Alvenaria de elevação 1/2 vez Combogó para ventilação Chapisco Massa única Caiação Estrutura de coberta em madeira Cobertura telha cerâmica Ponto de esgoto Fornecimento e assentamento de ralo sifonado Caixa d´água de plástico capacidade 300 lt Fossa séptica com sumidouro Caixa de gordura 0.68 20.08 2.9 8.00 8.45 0.3 7.11 8.1 2.44 46.7 9.80 4.

877.54% Valor Unitário dos Encargos Sociais (R$/Hora) 2. Portanto. pois no custo da obra incidiria apenas o valor pago a título de remuneração. nesse caso.360.41 Total Para Todos os Trabalhadores (R$) 7. e que não fora pago o valor estabelecido para o piso da categoria. podia-se pensar que. a especificação da mão-deobra utilizada.126. esse valor seria o correspondente ao montante de recursos desviados.29 3.00 vigente no ano de 2004.62 1. no período de execução dos serviços.71 2. mas sem que “assinassem a carteira” dos mesmos. Ou seja. para cada casa: Descrição Valor Unitário dos Encargos Sociais (R$/Hora) Homens Hora para Cada Casa Popular Total dos Encargos Sociais (R$) Trabalhador Qualificado Trabalhador Não Qualificado ou Semi-Qualificado 2. piso. para cada trabalhador. na verdade. 2008 tem-se como resultado que a mão-de-obra correspondia a R$ 7. dividi-se o salário mínimo por 180 horas.052.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. Os encargos sociais para esta obra correspondiam a 30% do valor da obra.2% Custo da Obra (R$) Percentual de Participação dos Encargos Sociais no Custo da Obra Tabela 7 – Cálculo da participação dos encargos sociais para cada casa Outrossim. como pode ser observado na tabela a seguir.337. tem-se que a participação da mão-de-obra teria sido reduzida para apenas R$ 2.771. Também considerando que foram necessários quatro trabalhadores. ao invés da mão-de-obra da empresa contratada.70 para cada casa popular. Deve-se ressaltar que são constantemente identificadas fraudes em obras públicas. que o contratante tenha pagado apenas o salário mínimo de R$ 260.272. além dos encargos sociais.53 Homens Hora para Cada Casa Popular 865.065.86 Total Para Cada Tipo de Trabalhador (R$) 4.60 Encargos Sociais 122.63 1. no que se refere à utilização de mão-de-obra própria da prefeitura na execução dos serviços.03 865. levando em conta a apropriação da remuneração dos trabalhadores pelo mês trabalhado. o que representava quase 55% do custo da obra: Trabalhador Não Qualificado ou Semi-Qualificado Valor Unitário (R$/Hora) 2.80. Embora ao valor da mão-de-obra esteja associado um serviço (alvenaria.052.337.11 2.). após a execução.63 1. telhado.96 Valor Final com Encargos Sociais (R$/Hora) 4.15 por casa popular: .877.14 1.54% 122. mais da metade do valor de uma casa popular correspondia a um item de dificultosa verificação “in loco” pela equipe de fiscalização.80 14.70 Tabela 6 – Cálculo do valor total de mão-de-obra para cada casa Descrição Trabalhador Qualificado Caso a Administração tivesse se valido de seus próprios servidores para a execução da obra.69 4. Considera-se. não se podia identificar “in loco”. no valor de R$ 4.751. os executores da obra teriam um expressivo ganho extra. no período de dois meses.77 3. a execução dos serviços se deu no regime de empreitada por preço global.86 2. etc. se tivessem pagado o piso da categoria aos trabalhadores.79 30. objeto de convênios com municípios. principalmente porque essa verificação foi realizada a posteriori. Desta forma.

no tocante ao pagamento dos encargos sociais. a experiência vem demonstrando que as empresas executoras de pequenas obras não possuem nenhum empregado registrado. concluí-se no mínimo que a participação dos encargos sociais no orçamento representa. mês a mês.24 Tabela 8 – Cálculo do valor de mão-de-obra considerando o pagamento mensal de um salário mínimo Com esta hipótese. a equipe de auditoria deve ter em mente que as circularizações junto à Receita Federal do Brasil e ao Ministério do Trabalho e Emprego são importantíssimas para os trabalhos de auditoria. tanto junto à Receita Federal do Brasil. deve ser solicitada a Declaração e Informação Sobre Obra – DISO. Como a obra pode ter sido regularizada posteriormente. os valores correspondentes aos encargos sociais não foram dispendidos pela empresa contratada para a execução das obras.254. Portanto.44 Encargos Sociais 0% Valor Final com Encargos Sociais (R$/Hora) 1. Contudo. se forem coletadas evidências de que fora utilizada mão-de-obra da própria Administração para a execução . Surge então a pergunta: como identificar esse favorecimento e qual o montante desviado? Como é dificultosa a verificação “in loco” da participação da mão-de-obra. além do descumprimento da legislação providenciaria e trabalhista. Percentual este idêntico ao da redução no custo total da obra.70). é necessário informar o CNPJ e Razão Social da empresa contratada e do contratante. se a obra estiver em andamento. Junto a esses dois órgãos pode-se identificar se a empresa registrou os empregados e se recolheu os encargos sociais.49 Total de Mão-de-Obra(R$) 2.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF. no que tange a qualquer registro de trabalhadores.918. no período de execução das obras. A circularização junto ao Ministério do Trabalho tem como objetivo obter os dados da Relação Anual de Informações Sociais . bem como para qual empresa estariam trabalhando. a relação de prestadores de serviço e dos subcontratados. neste caso.RAIS.44 Total de Homens Hora para Cada Casa Popular 1. 7. deve-se solicitar a matrícula CEI. não registram seus empregados. 2008 Descrição Trabalhador Qualificado e Trabalhador Não Qualificado Salário Mínimo 260. bem como o Aviso para Regularização da Obra – ARO. além de serem de “fachada”.771. conclui-se que. o período de execução e o endereço da obra. obtém-se uma forte evidência que. Somando-se a esse fato. o montante referente à mão-de-obra e encargos sociais passaria a ser apenas 35% do valor original (R$ 7. quanto ao Ministério do Trabalho. No momento da fiscalização. Na circularização realizada junto à Receita Federal do Brasil. Caso a resposta seja negativa para os dois casos. um desvio de recursos. que operacionaliza a entrega da RAIS. Para todas essas solicitações. Vale salientar que essas informações também podem ser obtidas junto à Caixa Econômica Federal. assim como a quantidade de trabalhadores vinculados. Caso o resultado das circularizações seja negativo. não devendo ser consideradas como um simples acessório aos mesmos. orçado na tabela de referência.15 Custo da Obra Atualizado 9. Nela deve-se solicitar os dados do número de empregados da empresa contratada. houve favorecimento à empresa contratada na utilização dos recursos públicos.877. pode-se questionar aos trabalhadores encontrados seus nomes. no mínimo. Esses empregados não necessariamente estavam vinculados à obra auditada. PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS PELA EQUIPE DE AUDITORIA A análise da obra em comento identificou evidências do não cumprimento da legislação previdenciária. A experiência vem mostrando que parte das empresas que prestam serviços para os municípios.00 Valor Unitário (R$/Hora) = Salário Mínimo/180 horas 1. sendo o resultado destas circularizações um grande “achado de auditoria”.

Foz do Iguaçu. 2006. Tribunal de Contas da União. Em: XI Simpósio Nacional de Auditoria de Obras Públicas . 2006.SINAOP. João Carlos. Rio de Janeiro. “A fraude nem sempre ocorre de forma isolada e normalmente conta com a ação de um conjunto de pessoas e/ou grupos organizados e. Identificação de estrutura organizada para fraudar licitação pública. André Escovedo.ENAOP. Em: XI Simpósio Nacional de Auditoria de Obras Públicas . Auditoria de fraudes: detecção e apuração de fraudes nos convênios federais. FERNANDES. FREIRE. ou até pela não utilização de mão-de-obra contratada para a execução dos serviços. TOSCANO JÚNIOR. deve-se somar o valor correspondente obtido das tabelas de preço. junto à Receita Federal do Brasil e ao Ministério do Trabalho e Emprego. A economicidade de obras públicas orçamento com custos reais. GOMES. 2008 dos serviços. 2007. O impacto dos encargos sociais nos preços de referência de obras. 2006. as citadas ferramentas devem demonstrar. Portanto deve-se ter em mente que o não pagamento dos encargos sociais. deve-se ter em mente a necessidade de se criar uma sistematização. Manoel Vitor. do cálculo dos desvios ocorridos em cada obra. Valéria P. bem como do registro em Carteira de Trabalho dos profissionais envolvidos na execução de obras públicas.SINAOP. Salvador. Manual de Custos Rodoviários – Volume 1 – Metodologia e Conceitos. OLIVEIRA FILHO. Dimas Sousa. Em: VIII Simpósio Nacional de Auditoria de Obras Públicas . 2004.. Brasília. Brasília. envolve esquemas de corrupção”(QUEIROZ. que tenham “laranjas” como sócios. demonstra ser um procedimento de auditoria interessante para a detecção de fraudes na utilização de recursos públicos. Outrossim. TIVERON. . pode estar associado a outros tipos de fraudes. Maria Dolores. Eudes Moacir. 2004). bem como conluio entre os proponentes. em algumas ocasiões. 8. com o auxílio de ferramentas de informática. Foz do Iguaçu. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIMARA. Para isso. ou trabalhadores remunerados com valores abaixo do piso da categoria. 2006. Maria Luciene Cartaxo. Em: IX Simpósio Nacional de Auditoria de Obras Públicas . O uso da taxa do BDI para a verificação da exeqüibilidade dos preços das obras públicas. os valores relativos à mão-de-obra e aos encargos sociais nela embutidos. na quantificação do dano ao Erário. Convenção Coletiva de Trabalho da Indústria da Construção Civil de Pernambuco – Caruaru e Petrolina . Cid Alberto de C. pelo não pagamento dos encargos sociais. CONCLUSÃO A verificação do efetivo pagamento dos encargos sociais. GONZAGA.SINAOP. Em: Encontro Nacional de Auditoria de Obras Públicas . 2003. Monografia para obtenção do título de Especialista em Controle Externo. Júnio Cesar Gonçalves. GONÇALVES. QUEIROZ. Gramado. ou a falta de registro em Carteira de Trabalho.SINAOP.2003/2005: Sinduscon/PE. que facilitem a obtenção das informações necessárias para os trabalhos de fiscalização. Também se pode pensar na celebração de convênios. que permitam a contratação de empresas de “fachada”. Laécio da Silva. Relatório de Custos de Construção Regionalizado – RCCR. DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA E TRANSPORTES. em função da planilha orçamentária de cada obra e das tabelas de referência de preços. 2003.M. SANTOS. como o direcionamento de procedimentos licitatórios.XII SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS -Brasília-DF.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->