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Livro - Cuidado Integral Nos Ciclos de Vida - BH

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CUIDADO INTEGRAL NOS CICLOS DE VIDA

Secretaria Municipal de Saúde Outubro de 2006

Nutrição

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APRESENTAÇÃO
Uma boa nutrição é condição fundamental para promover o bem estar físico, mental e social de crianças, jovens e adultos, garantindo, em condições normais de saúde, uma boa qualidade de vida. Além do prazer que proporciona, o alimento é fonte de energia e outros nutrientes que o corpo precisa para crescer, desenvolver e manter a saúde. E como cada nutriente tem uma função no organismo, a alimentação deve ser a mais variada possível, para que o corpo receba todos os nutrientes necessários para seu bom funcionamento. Além do mais, diferentes grupos de pessoas possuem diferentes necessidades nutricionais, que dependem de fatores como idade, sexo, atividade física, gravidez e amamentação. As necessidades alimentares de uma criança, por exemplo, não são as mesmas de um adolescente, de um adulto ou de uma pessoa idosa. Tudo isso e muito mais você vai ler nessa cartilha: “Alimentação por Faixa Etária”. Ela orienta sobre a alimentação adequada para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Leia estas páginas com carinho e atenção!

NUTRIÇÃO NA INFÂNCIA
A infância exige maior cuidado com a alimentação. Além da manutenção das funções vitais, o organismo da criança precisa de nutrientes para o crescimento, desenvolvimento do sistema nervoso e da estrutura óssea. A criança bem alimentada: · cresce e ganha peso; · desenvolve-se bem; · tem melhor desempenho escolar; · tem mais resistência às doenças; · quando adoece, a recuperação é mais rápida.

CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES O ser humano cresce geralmente até os 20 anos. Nesse período, há dois momentos em que a criança cresce mais rápido, são os chamados estirões da infância e da adolescência. O Estirão da Infância ocorre do primeiro ao sexto ano de vida. Durante o restante da infância, o crescimento é relativamente lento e constante. O Estirão da Adolescência acontece em idades diferentes para cada sexo. Nos homens acontece dos 12 aos 20 anos, e nas mulheres, dos 10 aos 18 anos. Crianças de 0 a 1 ano: ocorre o predomínio do peso em relação à altura (chamado de período de repleção). Crianças de 1 a 6 anos: ocorre o predomínio da altura em relação ao peso (chamado de período de estirão). Crianças de 6 a 10 anos: ocorre o predomínio do peso em relação à altura (repleção). Adolescentes de 10 a 20 anos: ocorre o predomínio da altura em relação ao peso (estirão). Desse modo, desde que nasce até o final da adolescência, principalmente nos dois estirões, a criança precisa de uma maior quantidade de nutrientes. Se houver deficiência na alimentação, podem surgir as doenças nutricionais como desnutrição, hipovitaminoses, raquitismo, anemia etc.

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Nutrição

ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA NO PRIMEIRO ANO DE IDADE
O leite materno é produzido especificamente para atender as necessidades nutricionais e afetivas da criança, e, sempre que possível, deverá ser o único alimento oferecido nos primeiros seis meses de vida. Não precisa dar sucos, chás ou água. Bicos artificiais e chupetas também devem ser evitados para crianças que mamam no peito. O leite de peito protege a criança de doenças infecciosas e diarréias, permitindo o desenvolvimento mais saudável do bebê. Além disso, o ato de amamentar representa a ocasião em que o bebê se encontra envolvido nas delícias do afeto da mãe, recebendo amor, carinho e proteção. A amamentação também é um excelente aliado da mãe na recuperação do seu peso normal, pois produzir leite gasta muita energia. A ciência também tem mostrado que a chance de desenvolver câncer de mama é menor entre as mulheres que amamentam por mais tempo.

COMO OFERECER O PEITO A melhor forma de amamentar é aquela em que a mãe consegue, mais tranqüilamente e da maneira mais cômoda para os dois, oferecer o seu leite para o filho. · Escolha um local da casa onde possa amamentar seu bebê sem ser incomodada. O momento deve ser de tranqüilidade. · Lave sempre as mãos com água e sabão antes de amamentar. · Não limpe os bicos do seio com sabão, álcool ou outros produtos. O banho diário é suficiente. · Amacie a região dos bicos, retirando com a mão um pouco de leite, para facilitar a pega do bebê e não ferir o seu peito. · O bebê deve abocanhar a maior parte da aréola e não apenas o bico do peito. · A amamentação deve ser prazerosa. Se o seu bico estiver doendo ou ferindo, é sinal de que a criança não está mamando da forma correta. · A mãe deve deixar que o próprio bebê pegue o peito, encostando o mamilo no canto da boca dele para estimular o reflexo de busca. · Durante a amamentação, afaste o narizinho do bebê do seu seio com a ajuda dos dedos indicador e médio. · O horário das mamadas deve ficar por conta do bebê, isto é, ele deve mamar quando der sinais de fome. Os sinais mais evidentes são o choro, movimentos em busca do seio e a sucção das mãos. · A duração da mamada é muito variável, pois é comum o bebê não sugar da mesma forma em todas as mamadas. Inicie a amamentação sempre com o seio que se deu por último na mamada anterior. · Ao final da mamada de cada seio coloque o bebê para arrotar. Ele precisa eliminar o pouco de ar que engoliu.

ALEITAMENTO ARTIFICIAL Quando não for possível o aleitamento natural, o bebê deve ser alimentado com outro tipo de leite, a critério do pediatra ou nutricionista. O aleitamento artificial só deve ser introduzido caso a mãe seja portadora de alguma doença que impossibilite a amamentação. Mamadeira a superfície deve ser lisa e o fundo plano, de preferência graduada e resistente ao calor. O bico deve ser de borracha, macio e com furo apropriado. Posição da mamadeira inclinar, aos poucos, até a posição vertical, com o gargalo sempre cheio. Higienização as mamadeiras devem ser preparadas com o máximo de higiene, pois qualquer contaminação pode colocar em risco a saúde do bebê. Lavar e esterilizar todos os utensílios da criança entre as mamadas. A esterilização é feita fervendo-se os utensílios por 20 minutos.

Nutrição

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HIGIENE E SAÚDE BUCAL A saúde dos dentes é importante em todas as fases da vida. A higiene oral deve iniciar-se mesmo antes da erupção dos dentes-de-leite. A limpeza poderá ser feita com gaze, fralda ou algodão umedecidos com água filtrada, percorrendo toda a gengiva. Após a erupção dos dentes-de-leite, a higiene oral deverá ser intensificada, especialmente após as mamadas, e mantida através da escovação e do uso do fio dental. A pasta dental só deverá ser utilizada para as crianças que conseguem controlar a deglutição e sabem cuspir.

DESMAME SAUDÁVEL O desmame é um processo pelo qual outros alimentos são introduzidos gradualmente na dieta do bebê, primeiro para complementar o leite do peito e progressivamente para substituí-lo e adaptar a criança à alimentação do adulto. A introdução de novos alimentos deve-se iniciar a partir dos seis meses, sem, no entanto, ser necessário abandonar a amamentação, que pode prosseguir até os dois anos de idade. Apenas nos casos do aleitamento artificial ou da interrupção do aleitamento materno (muitas vezes quando a mãe retorna ao trabalho), a alimentação complementar pode ser introduzida mais cedo, a partir de 3 ou 4 meses de idade. O desmame tem um papel fundamental na formação dos hábitos alimentares. Assim, é fundamental que os pais ofereçam aos filhos alimentos variados e nutritivos, permitindo que eles conheçam diferentes sabores, amadureçam suas preferências e desenvolvam práticas alimentares saudáveis, que serão de grande importância nas próximas fases da vida. Dicas Importantes para o Desmame: · As papas salgadas do bebê devem combinar sabor, cor, textura e nutrientes. Elas precisam ser preparadas com um tipo de carne, com um ou dois legumes e arroz, que pode ser substituído por batata, mandioca ou macarrão. · É importante introduzir apenas um tipo de alimento a cada dia, assim, fica mais fácil observar a tolerância a cada tipo de alimento. · Os alimentos devem ser preparados e servidos na hora. A papa salgada deve ser passada pela peneira e NUNCA batida no liquidificador. · Inclua verduras de folha pelo menos três vezes por semana. Assim, o bebê aprende a comer esses alimentos, fontes de vitaminas e fibras. · Os óleos e o sal também são importantes na alimentação infantil, mas devem ser usados com moderação. O açúcar também deve ser usado com muita moderação. · A gema de ovo pode ser incluída no cardápio da criança no máximo duas ou três vezes por semana. Ferva o ovo pelo menos por sete minutos e ofereça aos poucos – no primeiro dia, ofereça um quarto da gema, outro dia, a metade, até introduzir a gema inteira. A clara não é indicada no primeiro ano de vida. · O fígado também é uma boa opção de vitamina A e proteínas. Inclua-o na alimentação da criança pelo menos a cada 15 dias. · Mesmo que a criança “cuspa a comida, insista! Isto não significa que ela não esteja gostando, é só um sinal de que ela está aprendendo a comer. Alimentos que devem ser evitados: Até 6 meses: beterraba, espinafre, acelga, rabanete e farinha de trigo. Até 1 ano: alimentos duros (de difícil mastigação), frituras, feijão com casca, peixe, carne de porco, clara de ovo, mel, castanhas em geral, chocolate e bebidas achocolatadas, café, sucos artificiais, abacate, refrigerantes, alimentos enlatados e embutidos.

Neste caso. dando à criança a aparência de estar magra e alta. ocorre um predomínio da altura em relação ao peso (estirão). Nessa fase. a criança tem necessidades nutricionais elevadas e estão sujeitas às doenças contagiosas como catapora. compreendida entre 1 e 6 anos. Suco de fruta ou fruta amassada ou raspadinha. mas defina horários fixos. a correção exigirá paciência e segurança dos pais. Feijão: passado na peneira. principalmente nas refeições básicas (almoço e jantar). · Coloque pouca quantidade no prato e garanta a repetição quando solicitada. Alimentos amassados ou passados na peneira: cenoura. angu. arroz. batata. cará. Mamadeira Mamadeira 7a9 meses Mamadeira Suco de fruta ou fruta na forma de papa ou pedaços. a atitude correta é esperar mais meia hora ou 1 hora e oferecer a mesma refeição. Mamadeira 10 a 12 meses Leite no copo Suco de fruta ou fruta (banana inteira.15:30 h 17 . Leite com fruta ou cereal.9:30 h 11-12 h 15 . etc). Leite com fruta ou cereal. A falta de apetite. chuchu. é uma característica forte do pré-escolar. para evitar possíveis carências nutricionais. em vez de moídos ou amassados. leite no copo ALIMENTAÇÃO DO PRÉ-ESCOLAR Na idade pré-escolar. · Evite oferecer lanches logo depois das refeições só porque a criança não almoçou direito. Refeição: já vai se aproximando da alimentação da família. Sopinha: introdução da segunda refeição de sal. Sopinha: alimentos moídos ou amassados. . mas que deve ser observada com atenção e cuidado.4 Nutrição 6-7h 9 . laranja sem sementes. As seguintes observações podem ajudar a prevenir ou solucionar o problema da falta de apetite: · Se tudo estiver bem do ponto de vista médico. sarampo e coqueluche.18 h À noite 3 meses Mamadeira Suco de fruta ou fruta amassada ou passada na peneira. Leite com fruta ou cereal. Acrescentar gema de ovo ou carne magra bem desfiada ou moída Refeição: alimentos cozidos e bem picados. Mamadeira Mamadeira Mamadeira Mamadeira 4a6 meses Mamadeira Sopinha: introdução da primeira refeição de sal. abóbora etc. · Aumente o intervalo entre as refeições.

mostarda. batata-doce e de abóbora. brócolis. defumados. taioba. tangerina) são ricas em vitamina C e ajudam o organismo a absorver melhor o ferro dos vegetais. · Incentive o consumo de frutas. limão. · Não force o alimento e nem utilize da refeição como forma de recompensa. etc). é mais difícil tentar impor esse tipo de hábito alimentar para seus filhos. macarrão. um legume amarelo e um alimento do grupo dos energéticos (cará. abacaxi. · O ar puro. orapro-nóbis. · A refeição deve ser atrativa. batatas. salsa. · Intercale as sobremesas com doces e frutas. acelga. incluindo o alimento que ela não gosta. Capriche nas hortaliças e nas frutas. sucos e biscoitos sem recheios doces. alface. mas não deixe que a refeição se limite a esse alimento. · Sempre que possível. carnes gordas. · Não dê comida na boca. · Dê preferência às carnes magras. mortadela e lingüiça. arroz. · As sopas são boas opções para o jantar. Lembramos ainda que a dieta dos pais influencia os hábitos alimentares dos filhos. pois essa é a fase de formação e fixação de hábitos alimentares saudáveis. vitaminas. acerola. cenoura. · Desligue a televisão na hora das refeições. As cores dos alimentos são ótimas para atrair a atenção das crianças. inhame. · Evite alimentos muito gordurosos como enlatados. · Prepare refeições coloridas para chamar a atenção das crianças. laranja. conservas. pois a criança troca facilmente a refeição por sucos e refrigerantes. combinando cores e sabores. Deixe os sucos para os horários dos lanches e os refrigerantes para os finais de semana. · Varie as preparações. Coloque sempre um legume verde. Conte histórias e explique a necessidade de comer alimentos saudáveis. batata baroa etc. almeirão. baroa. espinafre. o exercício e o sono bem regulados são muito importantes para despertar o apetite. coloque nas refeições um alimento de maior preferência da criança. · Inclua sempre um vegetal amarelo nas refeições: abóbora moranga. · Na hora do lanche ofereça frutas. serralha e as folhas de beterraba. Esses alimentos podem agir maleficamente no organismo da criança. goiaba. Se os pais não têm uma dieta saudável e variada. . · As frutas cítricas (maracujá. DIETA ALIMENTAR DO PRÉ-ESCOLAR Os cardápios do pré-escolar devem ser bem planejados. · Evite discussões e correções exageradas durante as refeições. Estimule a criança a comer sozinha. couve. salame. mandioca.Nutrição 5 · Controle os líquidos durante a refeição. · As verduras de folhas oferecem importantes nutrientes para a criança: agrião. picles. verduras e legumes. condimentos fortes. fubá. O apetite e a preferência por determinados alimentos estão relacionados à cultura alimentar dentro de casa. Isso cria uma resistência difícil de ser superada.

Merenda Escolar A merenda escolar é de grande importância para a criança e. se bem planejada. para não tirar o apetite das . É bom explicar sobre o valor nutritivo do alimento e porque ele deve comer coisas mais saudáveis. substituindo uma alimentação saudável por salgadinhos. cálcio. verduras e frutas. sempre atento à quantidade. Converse com a criança sobre suas preferências e tente adequá-las às seguintes orientações: · Faça uma programação de cardápio de acordo com as condições e preferências da criança. doces e refrigerantes. amassadas ou abertas. mau rendimento escolar e maior risco de contrair doenças. Observe quais as frutas estão na safra. pois assim reforça os bons hábitos alimentares e a convivência familiar. · Inclua frutas de fácil consumo (pêra. Lanche Feito em Casa Uma opção saudável e mais barata é preparar o lanche em casa. Os principais problemas na alimentação do escolar são: · Café da manhã. crianças entre 6 e 12 anos de idade. gordura e açúcar no organismo e pode ser responsável por colesterol alto. a comer nos horários determinados pela família. sendo alterada somente a quantidade. doces por frutas. se bem orientado. desde pequena. por isso. ALIMENTAÇÃO DO ESCOLAR O estado nutricional do escolar. · Consumo insuficiente de legumes. dependerá da maneira pela qual tenha sido alimentado nas fases anteriores de sua vida. oriente seu filho a trocar frituras por salgados assados ou sanduíches naturais. as suas exigências nutricionais continuam altas. É preciso apenas ficar de olho na escolha adequada. O consumo exagerado de refrigerantes. · É importante orientar a criança e estabelecer limites. balas. as crianças também devem ficar atentas ao prazo de validade dos produtos e recusar embalagens danificadas. refrigerantes e sucos artificiais.6 Nutrição · Evite: balas. · Falta de orientação na escolha do alimento. pode selecionar os seus próprios alimentos. Esses produtos provocam a cárie dentária e podem prejudicar a saúde. DIETA ALIMENTAR DO ESCOLAR A classificação de alimentos para o escolar não é diferente do pré-escolar. doces e frituras causa acúmulo de sal. vitamina A. · Inclua leite e seus derivados. porém lento e contínuo. banana) e sucos. E nesta fase há uma vantagem: o escolar é voraz e não apresenta a falta de apetite da idade anterior. almoço e jantar inadequados ou insuficientes. mas sem rigidez. · A criança deve aprender. orientando e estimulando a formação de bons hábitos alimentares. vitaminas do Complexo B e ferro estão sempre nos limites ou abaixo. refrigerantes por sucos de frutas. As opções de lanches oferecidas nas cantinas das escolas nem sempre são as mais saudáveis. que contêm vitaminas e minerais. Cada uma tem o seu ritmo e isso deve ser respeitado. O escolar encontra-se em fase de crescimento acentuado. maçã. mas já não é tão dependente e. pirulitos. Na cantina da escola. pode contribuir para a formação de bons hábitos alimentares. · Alterne alimentos doces com salgados. ricos em cálcio e excelentes fontes de proteínas. · A ingestão de proteínas.

mandioquinha. acerola e outras frutas que não alterem o sabor do suco. · Bolinhos: de espinafre. Sugestões de preparo: · Sucos: de couve com limão (pode usar outras folhas verdes). e deve ser oferecida em abundância. cenoura com laranja e beterraba com abacaxi. uma ida ao bebedouro é mais econômica que a compra de uma bebida na cantina. abobrinha. SE A CRIANÇA RECUSA VERDURAS E LEGUMES. casca de moranga ralada. esses alimentos são preparados refogados ou em saladas. chuchu. · Frutas naturais. amassar. cenoura e talos das verduras. Apesar de as crianças preferirem tomar refrigerantes e sucos. não prepare alimentos com ingredientes que podem se deteriorar. talos e folhas de hortaliças. · Iogurte. cheiro verde. abóbora e talos das verduras. abacaxi. fazer sucos e misturar aos alimentos que a criança gosta. Não esqueça a água A água não pode faltar na dieta de crianças ou adultos. vagem. balas e outras guloseimas muito doces ou muito salgadas. · Omeletes: com couve-flor. · Purês e patês: misturar cenoura. · Bolo de cenoura. Verifique se a cantina da escola oferece espaço refrigerado para os lanches trazidos de casa. · Pão com fatia de queijo. Além de mais saudável. Exemplos: pão de forma. picar. lasanha com abobrinha. manga. cenoura. · A conservação dos alimentos também merece cuidados. repolho. · Cereais em barra com frutas. Exemplos: maracujá. cenoura ralada. graviola. abóbora ou mandioca. que contêm muito açúcar. estimule-as a beber água sempre que estiverem com sede. · Arroz: misturar brócolis. cenoura. · Salada de frutas. · Sanduíches naturais. etc. Procure variar a forma de preparo: ralar. · Biscoitos (evite apenas os biscoitos recheados. mandioquinha e batata. Sugestões de Lanches · Pão de queijo com requeijão. . · Sopas: acrescentar todos os tipos de verduras e legumes. · Tire do cardápio salgadinhos tipo chips. de abóbora ou de fubá. · Farofas: misturar couve. milho verde. lentilha. · Suflês: acrescentar todas as verduras e legumes. pois eles possuem muita gordura hidrogenada). abóbora. bombons. · Massas: macarrão com brócolis. Caso isso não seja possível. requeijão ou iogurte natural. · Doces ou bolos: de cenoura. goiaba.Nutrição 7 crianças para o almoço ou jantar. EXPERIMENTE VARIAR A PREPARAÇÃO! Na maioria das vezes. · Sucos naturais para acompanhamento. almeirão.

A combinação dos alimentos nem sempre é variada. o ideal é instituir os cardápios de lanches orientados. Estas necessidades são proporcionalmente maiores no início da adolescência. A adolescência dura em média seis anos e começa diferentemente para cada sexo. entre 9 e 10 anos e no sexo masculino. geralmente favorece o desequilíbrio na dieta. principalmente se o adolescente tiver propensão à acne (espinhas). · As frutas. diminuindo ao passar para a fase adulta. resultando em cardápios muito calóricos e pouco nutritivos. psicológica e social. · Uma atividade física regular ou simplesmente andar e brincar também faz bem ao adolescente. legumes e verduras. visando diminuir os erros alimentares. · É bom evitar preparações muito condimentadas e frituras. As exigências de proteínas são bem maiores nessa faixa etária. devem fazer parte do cardápio diário do adolescente. Também merecem atenção especial as vitaminas. A preferência dos adolescentes por lanches rápidos. caracterizado por intensas transformações de natureza biológica. de preferência crus e com casca. · As refeições devem ter horários regulares. É um período de crescimento e desenvolvimento físico intenso. fósforo e ferro. É importante ressaltar que a adolescência é uma faixa etária importante para a aprendizagem dos princípios da nutrição adequada e que poderão conduzir a vida atual e adulta de forma mais saudável. substitutos das grandes refeições e principalmente do jantar. · Para evitar que as principais refeições (almoço e jantar) sejam volumosas é bom intercalar com pequenos lanches e frutas. No sexo feminino o seu início é mais cedo. cálcio. DIETA ALIMENTAR DO ADOLESCENTE Proibir o consumo dos lanches rápidos na fase da adolescência não é a atitude mais acertada. Os adolescentes têm grandes necessidades de energia e nutrientes. .8 Nutrição ALIMENTAÇÃO DE ADOLESCENTES A adolescência é um período de transição entre a infância e a idade adulta. pois são muito utilizadas no processo de crescimento. somente aos 11 ou 12 anos.

Atividades que exigem maior esforço físico: Esportistas. A alimentação deve ser equilibrada e conter alimentos variados. tem mais massa corporal do que a mulher. · Aumente a ingestão de fibras: farelo de trigo. cereais integrais. operários. escriturários. O café da manhã é a primeira e mais importante refeição do dia. etc). doces. O homem. etc. · Não faça refeições volumosas. Os principais cuidados com a dieta desse grupo são: · Evitar o excesso de carboidratos (arroz. caminhada.Nutrição 9 ALIMENTAÇÃO DO ADULTO Nesta fase. poderá ficar com sobrepeso. pois há pouco gasto de energia. · Não pule refeições. Prefira os temperos e as ervas aromáticas. · Prefira as frutas e hortaliças cruas. bagaço de laranja. verduras de folha. · Equilibre o que você come com a energia que gasta. macarrão. limão. Faça entre quatro a seis pequenas refeições ao longo do dia. por isso necessita de mais energia. A quantidade vai depender principalmente da atividade física. a atitude ideal para se manter a boa forma e a saúde no decorrer de toda a vida. O gasto de energia dos adultos pode mudar com a idade. etc). O tamanho e a composição do corpo podem influir no gasto de energia. professores. jardineiros. Exercite-se. Apenas evite os líquidos durante as refeições. · Evite frituras e carnes gordurosas. O seu mundo gira em torno do trabalho e é de acordo com a atividade exercida que se planejará a sua alimentação. massa corporal e idade. em horários regulares e longe da televisão. etc. por exemplo. · Fazer alguma atividade física regularmente – ginástica. a boa alimentação é fundamental para a manutenção e defesa do organismo. Atividades predominantemente intelectuais: Escritores. · Tome bastante água – de 2 a 2. · Coma com tranqüilidade. massas e farinhas em geral. diminuição da atividade física ou aumento da prevalência de enfermidades. · Uma alimentação saudável. grelhadas ou cozidas com pequena quantidade de óleo vegetal. dependem ainda se estão grávidas ou amamentando. pedreiros. · Reduza o consumo de sal e açúcar. pães. carteiros. A atividade física é outro fator fundamental para a definição da dieta alimentar do adulto. etc).5 litros por dia. massas. etc. Não é necessário que o exercício seja feito em uma academia. macarrão. se comer mais. · Por causa da baixa atividade física. poderá ficar com baixo peso. · As mulheres devem consumir mais alimentos ricos em cálcio ao longo da vida a fim de evitar a osteoporose. toucinho. etc. As exigências nutricionais do adulto vão depender da atividade física. acompanhada da prática regular de exercícios físicos é. . abacaxi. A necessidade energética deste grupo é muito grande e no cardápio não pode faltar os carboidratos (arroz. em vista de modificação da massa corporal. em especial peixes e aves. · Dê preferência aos alimentos naturais e carnes magras. respeitando o ritmo e as necessidades de cada pessoa. · As dietas devem ser individuais. manteiga) por óleos vegetais. Inclua no cardápio diário pelo menos uma fonte de vitamina C (laranja. DIETA ALIMENTAR DO ADULTO Alimentar-se bem nem sempre significa comer muito ou comer pouco. consumir mais fibras para favorecer o funcionamento do intestino. · Os exercícios físicos proporcionam inúmeros benefícios ao organismo e à mente. acerola. provavelmente. médicos. natação. Mastigue bem os alimentos. as caminhadas e a prática de um esporte prazeroso já é um grande começo. · Substitua as gorduras animais (banha. Se comer menos do que precisa. caju. Dê preferência às preparações assadas. Nas mulheres.

garantem o consumo de todos os nutrientes que o corpo precisa para viver em harmonia. o cardápio deve ser o mais variado possível. além de um visual bonito e apetitoso. Dê preferência às frutas como sobremesa. · Os miúdos devem ser consumidos com moderação. óleos vegetais. · Para garantir uma alimentação nutritiva e balanceada. carnes magras e água. dê preferência aos peixes. carnes magras e aves sem pele. · O leite e derivados são importantes para suprir as necessidades de cálcio e vitamina D. · Tome sol pela manhã. cereais e massas integrais. incluindo uma boa alimentação e atividade física. erva cidreira e hortelã. promovendo um equilíbrio entre a quantidade e qualidade de alimentos. DIETA ALIMENTAR NA TERCEIRA IDADE As necessidades nutricionais diárias na terceira idade não são muito diferentes das de grupos mais jovens de pessoas. · O consumo de doces deve ser eventual. · Dê preferência às frutas frescas e hortaliças cruas ou ligeiramente cozidas em pouca água ou feitas no vapor. · Evite frituras. a alimentação deve ser variada e equilibrada. decorrentes de doenças específicas. pães. apenas deve-se ter o cuidado de adequar a dieta para os indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição. que são ricos em proteínas e possuem baixo teor de gorduras. manutenção e recuperação da saúde. como diabetes e hipertensão. · Evite também cigarros e bebidas alcoólicas.10 Nutrição ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE É importante dizer que idade avançada não precisa ser sinônimo de problemas de saúde. · As refeições coloridas. · Evite café e refrigerantes. O valor calórico da alimentação deve ser suficiente para manter o vigor e a atividade física. Acentue o sabor dos alimentos com ervas e condimentos. As restrições dietéticas. Como em todas as fases da vida. devem ser respeitadas. Na terceira idade. sem que provoque o aumento ou a redução do peso corporal. · O sal também deve ser usado com moderação. de preferência entre 7 e 10 horas. mais do que nunca. · Evite refeições volumosas. minerais e fibras. Fracione a alimentação em 5 a 6 pequenas refeições ao longo do dia. . · Beba bastante água. Faça isso uma hora antes ou uma hora depois. O tipo de exercício físico a ser praticado deve ser definido com base numa avaliação médica e sob orientação de um profissional especializado. apenas evite os líquidos durante as refeições. Dê preferência aos chás naturais como camomila. Use óleos vegetais em lugar de gordura animal. é preciso evitar a deficiência ou o excesso de nutrientes. Com hábitos de vida saudáveis. Uma dieta saudável deve incluir frutas e hortaliças frescas. Coma com tranqüilidade e mastigue bem os alimentos. Uma boa alimentação exerce papel fundamental na promoção. a fim de preservar vitaminas. A exposição ao sol contribui para ativar a vitamina D presente no organismo. · Na escolha das carnes. Mas tudo com moderação. · Mantenha um peso saudável. principalmente à noite. o que não significa que a alimentação não possa ser saborosa. é possível compensar as mudanças naturais da idade e favorecer a boa forma e a saúde. proporcionando uma dieta saudável e nutritiva. pois eles são ricos em colesterol. · Faça uma atividade física regulamente.

. toucinho. azeite. somado ao ganho de peso. mesmo assim. etc) e. milho. OVOS: a gema contém gordura e colesterol. Com. 2ª edição.. Além do mais. Referências bibliográficas: · Nutrição e Saúde. Artigo “A Alimentação na Terceira Idade”. o conselho é não utilizar mais que três ovos por semana. São Paulo.. soja. · Nutrição em Pauta. etc) não existe sinal verde. com moderação. de Fayard. Isso. Artigos de Maria Cristina Elias. AÇÚCAR: use pouco açúcar nas preparações. e Rep. Coma carnes magras e utilize os óleos vegetais (girassol. e a obesidade é muito prejudicial à saúde AÇÚCAR: a diminuição da capacidade funcional do pâncreas é normal na idade avançada.Nutrição 11 O QUE PODE E O QUE NÃO PODE NA DIETA DA TERCEIRA IDADE SINAL VERMELHO SINAL VERDE FARINHAS: quanto mais refinadas mais suaves e macias ficam as tortas. Marilene Pinheiro Euclides. . GORDURA: para as gorduras de origem animal (banha. Esther I. O açúcar mascavo é uma ótima opção. 7ª edição. elevam o peso corporal. Eles são mais ricos. Livraria Roca. Ltda. Nutrição e Dietoterapia. No caso de colesterol muito alto. São Paulo. Publicação da Núcleo Consultoria. podendo causar diabetes.mas muito mais pobres em nutrientes. Para os adultos e idosos.muita moderação. Considere o açúcar como tempero e não como alimento. · Nutrição. faz com que o açúcar seja mais dificilmente aproveitado pelo organismo. · Alimentos. bacon. bolos e as massas . · Nutrição do Lactente. o melhor é utilizar somente as claras. carnes gordas. um dos maiores inimigos das pessoas na terceira idade. OVOS: . FARINHAS: dê preferência aos cereais integrais. GORDURA ANIMAL: taxas elevadas de colesterol e aterosclerose provêm de uma alimentação rica em gorduras animais. Os farelos também são uma boa opção. Krause & Mahan. Material extraído do manual “Alimentação por Faixa Etária” elaborado pela Secretaria Municipal de Política de Abastecimento. Viçosa.

pelas unidades básicas de saúde. crianças desnutridas. buscando atuar de forma precoce nas intercorrências. Implementar o acompanhamento sistemático do crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. este calendário poderá ter alterações. ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Toda a equipe de saúde deverá estar atenta para programar e avaliar as ações de saúde. CALENDÁRIO DE ATENDIMENTO O calendário proposto para o controle do crescimento e desenvolvimento. Mais detalhamento e sugestões de organização da assistência e fluxo de captação – vide AGENDA DA CRIANÇA (Protocolos 2004 / capítulo do Crescimento e Desenvolvimento). Teste do Pezinho. OBJETIVOS . preferencialmente através de consultas intercaladas entre pediatra. . priorizando a população das áreas de risco. é de fundamental importância para a promoção à saúde e prevenção de agravos das crianças e adolescentes. bem como o trabalho integrado das equipes de saúde. como pesar. . a critério da equipe de saúde e deverá ser priorizado o acompanhamento pelo médico (generalista ou pediatra). RN prematuros. avaliar os marcos de desenvolvimento e aquisição de novas habilidades. possibilitando ampliação na oferta de atendimentos da unidade de saúde. além do registro e avaliação do Cartão da Criança. medir. . além das atividades educativas.Crescimento e Desenvolvimento 1 INTRODUÇÃO O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (CD). etc. No caso de crianças de risco. médico generalista e enfermeira. objetivando garantir o acesso e qualificar a assistência às crianças e adolescentes através da organização do trabalho em equipes e sistematização do atendimento. Ao RN de risco. identificando problemas nutricionais. imunização. além de atividades educativas desenvolvidas em grupo. Ações simples. tendo como eixo o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. alterações no desenvolvimento neuropsicomotor e situações de risco. entre outras. Estabelecer calendário de atendimento à criança e ao adolescente. Para que estas ações contribuam para a melhoria da saúde infantil. de crianças e adolescentes pressupõe a atuação de toda a equipe de saúde. deverá estar garantido o acompanhamento diferenciado inclusive com calendário próprio (ver Agenda da Criança / capítulo do RN de alto risco). de baixo peso. devem ser incorporadas na rotina de atendimento às crianças e adolescentes pelas equipes de saúde. asmáticas. do nascimento até a adolescência. desnutridas) para acompanhamento na unidade de saúde. As propostas apresentadas a seguir se inserem dentro da proposta da SMSA/BH de reorganização das ações de atenção à criança (BH Viva-Criança). é necessária a capacitação continuada das equipes de saúde e o seguimento dos protocolos estabelecidos. Capacitar a equipe de saúde para identificar e captar crianças e adolescentes de risco (RN de risco. de forma intercalada.

Indicadores relativos às crianças acompanhadas: · · · · · · % com vacinação em dia % com alimentação adequada % com aleitamento materno (<6 meses) % com desenvolvimento normal e alterado % com Cartão da Criança preenchido % de desnutridos (por grau) . avaliação do aleitamento materno. e grupos operativos. pediatra. As atividades de grupo educativo serão coordenadas por um integrante da Equipe de Saúde da Família. em relação às crianças da área de abrangência. com realização de avaliação global da criança e da mãe através de consulta de enfermagem. Enfermagem Consulta com generalista 2º ano de vida Consulta com pediatra Consulta com generalista 3 a 19 anos A primeira avaliação da criança deverá ser feita no 5º dia de vida. generalista. Cobertura do programa. porventura. documento da Coordenação de Atenção à Criança –SMSA). conforme orientações da Agenda da Criança). . principalmente dos RN de risco e criança desnutridas. desnutridos etc. Sugere-se que a equipe avalie as questões: . (vide critérios na Agenda de Compromissos da Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil. . Enfermagem Consulta com generalista Consulta com enfermeiro Consulta com pediatra Grupo educativo + cons. área de risco. considerando aspectos qualitativos e quantitativos. Somente serão encaminhados para consulta os casos que. Capacidade de resposta aos casos agudos. O acompanhamento da criança deverá ser feito de forma intercalada. INSCRIÇÃO NA UNIDADE Serão inscritas no controle de crescimento e de desenvolvimento todas as crianças da área de abrangência da Unidade de Saúde. mãe adolescente. destacando-se a importância da captação precoce e da garantia de acesso. Capacidade da equipe de captar precocemente o RN de risco.Saúde Integral. incluindo as crianças com critérios de risco (baixo peso. BCG. mãe com baixa instrução. com atendimento de enfermagem.2 Crescimento e Desenvolvimento Calendário para acompanhamento da criança e do adolescente crescimento e desenvolvimento IDADE ATIVIDADE 1º ano de vida 1ª semana após o parto 5º dia Saúde Integral 01 mês 02 meses 03 meses 04 meses 06 meses 09 meses 12 meses 15o mês 18º mês Uma consulta médica anual Visita domiciliar (ACS / ESF) Consulta com enfermeiro Consulta com pediatra Grupo educativo + cons. priorizando as áreas de risco. AVALIAÇÃO Propõe-se que a equipe de atenção à criança faça avaliações periódicas do atendimento à criança. mostrem necessidade. realização de teste do pezinho. . Ao final da atividade deverão ser tomadas as medidas antropométricas das crianças participantes.

Atender a situações de desconforto. etc) e do ambiente Brincar com a criança na posição sentada. Tocar e conversar com a criança. .Crescimento e Desenvolvimento 3 · Intercorrências (diarréias. Permitir que a criança brinque com as mãos e leveas à boca. sustenta a cabeça com apoio de antebraços Chamar a atenção da criança sorrindo e conversando carinhosamente. brincar e falar com a criança quando lhe der banho. etc) Produz sons vocálicos Apresentar objetos sonoros e/ou coloridos. Estimulação adequada 2º mês Fixa e segue objetos até 90 graus Choro diferenciado (dor. Oferecer brinquedos sonoros. 3º mês Sorriso social Sustenta a cabeça quando colocada no colo Segue objetos até 180 graus De bruços. A avaliação do bebê prematuro deve ter como parâmetro a idade corrigida. fome. 4º /5º mês Sustenta a cabeça Sorri e observa atentamente o ambiente Segura objetos e brinca com eles na linha média Postura simétrica Localiza lateralmente a fonte sonora Oferecer brinquedos de borracha e outros materiais seguros. Estimular o sorriso. Mostrar e nomear partes do corpo durante o banho e troca de roupa. internações. A tabela abaixo mostra alguns marcos do desenvolvimento para crianças nascidas a termo e algumas estratégias de estimulação adequadas. Produz sons nasais e guturais Sucção vigorosa e eficiente Reage aos sons do ambiente e à voz humana Estimular a mãe a tocar a criança e conversar carinhosamente com ela. Acariciar. Aquisições 1º mês Postura flexora dos membros Fixa o rosto da mãe ou cuidador Predomínio de respostas reflexas: Moro. Estimular o balbucio e a comunicação oral. perceptivo. emocional e motor. pneumonias. vesti-la ou amamentá-la. preensão palmar e plantar. Oferecer brinquedos e objetos para que a criança os alcance (sentado e de bruços). RTCA. Estimular a movimentação e mudança de postura. · Internações · Vigilância ao óbito infantil na área de abrangência . 6º/7º mês Senta com apoio Segura objetos. Conversar e cantar para a criança. Colocar a criança de bruços. bate. 8º/9º mês Senta sem apoio com bom controle de tronco Reage negativamente frente a pessoas estranhas Arrasta-se ou engatinha Entende palavras e ordens simples Localiza sons acima e abaixo dos ouvidos Explora as características dos objetos (balança. Conversar com a criança. que deverá ser feita até os 24 meses de idade. etc. explora-os visualmente e com a boca Rola sobre o próprio corpo Balbucia Atende quando chamado pelo nome Repetir os sons que a criança emite. óbitos) etc. Avaliação de satisfação das mães MARCOS DO DESENVOLVIMENTO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA A família deve ser orientada a estimular a criança em todos os aspectos do desenvolvimento: sensorial. Conversar e cantar para a criança.

Nunca deixe a criança sozinha. às vezes sem apoio Linguagem compreensiva bem desenvolvida Primeiras palavras com significado: mama.4 Crescimento e Desenvolvimento Aquisições 10º /11º mês Fica em pé com apoio Reconhece algumas partes do corpo Transfere objetos de uma mão a outra Associa objetos a suas funções Estimulação adequada Favorecer o uso funcional dos objeto: empurrar o carrinho. . sem a supervisão de um adulto. Estimular a participação ativa da criança em todas as atividades de vida diária. Brincar de esconder e achar. Priorizar a fala como meio de comunicação. 12º mês Anda quando seguro pelos dedos Pega objetos pequenos usando o polegar e o indicador Fica de pé. etc. despir. produtos de higiene e limpeza e material de qualquer natureza que ofereça riscos à saúde e à vida da criança. Oferecer alimentos de diferentes texturas. papa. Obs: Prevenir os acidentes domésticos. etc Brincar. ajudando em tarefas como vestir. deixando fora do alcance da criança de qualquer idade objetos cortantes. consistências e sabores. tchau Alimenta-se de todas as consistências Procura por objetos escondidos Estimular a criança a andar. pentear o cabelo da boneca. medicamentos de qualquer tipo. alimentar. Reforçar todo tipo de intenção comunicativa da criança. conversar e contar estórias. dá. pontudos ou muito pequenos. 13º/18ºmês Anda sem apoio Fala pelo menos 4 a 6 palavras Explora ativamente o ambiente Mastigação bastante eficiente Participa ativamente das atividades de vida diária. Estimular a marcha e a exploração do ambiente.

O arquivo nos possibilita controlar o comparecimento da clientela à vacinação e identificar os faltosos. Embora menos freqüente hoje. em consonância com uma intensa vigilância e outras medidas de controle. completar o esquema de cada criança antes mesmo do primeiro ano de vida ou até os cinco anos de idade. É necessário ainda que todos os profissionais estejam informados e participem das atividades extramuros (campanhas. a eliminação da poliomielite nas Américas em 1994. O objetivo do programa de imunização é. é importante a avaliação da situação dessas doenças no município. “Perde-se vacina. varicela. No nível local as vacinas são conservadas em geladeiras domésticas. ou seja. devendo a temperatura ser mantida entre 2º e 8º positivos. As doenças controladas através de imunização. a despeito da ampliação significativa do quantitativo de profissionais da rede de serviços. Outra questão importante para elevar as coberturas vacinais é a manutenção do arquivo de vacinação com a 2ª via do cartão. Além da necessidade de mantermos coberturas vacinais elevadas e homogêneas. a diminuição das doenças como efeito das ações de vacinação. Por isso. Em relação à conduta a ser adotada para os eventos adversos. caxumba. não só para medir a efetividade do programa. Tudo isso desmotiva a população a acreditar nos serviços e retornar para buscar a vacina. Sabe-se que a disponibilidade de tecnologia é fundamental para garantir a efetividade das ações em tempo hábil. ou até mesmo o agendamento de algumas vacinas uma vez por semana. é necessário garantir a manutenção da qualidade do imunobiológico desde o momento que sai do laboratório produtor até o momento de sua aplicação. Qualquer alteração da temperatura padronizada deve ser comunicada à Coordenação Técnica de Imunização. Nos últimos anos. . sarampo. sem dúvida. intensificações. há ainda locais em que se verifica o funcionamento da sala de vacina em determinados horários. tais como poliomielite. hepatite B. são capazes de erradicar moléstias. como pudemos testemunhar na erradicação da varíola em 1979 e. difteria e tétano. A busca de faltosos deve ser sistematizada (semanalmente / quinzenalmente). portanto. seja através de visita domiciliar. busca de faltosos. a perda de oportunidade para vacinar a clientela alvo. Veja mais sobre esse tema no Manual de Rede de Frio. enviando carta ou aerograma ou fixação de listagem na unidade. ao mesmo tempo. ou seja. A leitura da temperatura deve ser feita diariamente.Imunização 1 INTRODUÇÃO A imunização é uma das medidas mais eficazes e imediatas no controle de doenças imunopreveníveis. poderemos contribuir no aprimoramento da segurança no uso dos imunizantes para crianças e adultos e. rubéola. busca de não vacinados. de todas as atividades realizadas com a finalidade de aumentar a cobertura vacinal ou diminuir a perda de oportunidades. duas vezes ao dia. principalmente. buscando. para que possam ser traçadas medidas de intervenção e controle. devem ser notificadas à vigilância epidemiológica. as coberturas vacinais vêm decrescendo em Belo Horizonte. devendo ser definida pela equipe a forma de buscá-los. etc). bloqueios. no início e no fim do dia de trabalho. fornecendo aos profissionais da área de saúde e população em geral. de acordo com as possibilidades da equipe de saúde. Depreende-se que um dos principais fatores que determinam a manutenção dessas baixas coberturas vacinais é. Esta deve ser a máxima. mais recentemente. Assim. A notificação deve ser feita no impresso próprio que encontra-se disponível em todos os Centros de Saúde. mas também informar à população sobre o que realmente interessa. Embora as vacinas sejam oferecidas e os profissionais estejam capacitados para execução desta atividade. procedendo o seu registro no impresso próprio. Torna-se então tema relevante quando se fala em programa de vacinação. mas não se perde a oportunidade de vacinar”. informações consistentes do ponto de vista técnico. consulte o Manual de Eventos Adversos. ainda assim verifica-se diferenciais de cobertura vacinal nas distintas regiões da cidade. Um programa de vacinação efetivo. a conservação dos imunobiológicos durante o transporte e armazenamento dos mesmos. reduzir as taxas de morbi-mortalidade por esses agravos. Outro ponto importante é a notificação dos eventos adversos associados às vacinas.

A primeira dose da vacina contra Hepatite B deve ser administrada na maternidade.B *1 D ose Única 1ª dose 1ª dose 1ª dose 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 3ª dose Única 1ª dose 1º ref. rubéola. caxumba Formas graves da TBC Febre amarela 2 meses Tetravalente *2 VOP 4 meses Tetravalente VOP Tetravalente 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses VOP Contra Hep. doenças invasivas pelo Haemophilus Poliomelite Difteria. tétano e coqueluche Poliomelite Difteria.MA. ES e MG).RO. Acompanhando as transformações demográficas e epidemiológicas do nosso país.PA.2 Imunização Mencionamos que Belo Horizonte conta desde 1992 com o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.GO E DF).SP. área de transição (alguns municípios dos Estados:PI. DTP acelular. RR. insuficiência renal.B Contra febre amarela *3 Triviral (SRC) DPT VOP DPT VOP Triviral BCG . tétano.6 anos 10 . o Programa Nacional de Imunizações incorporou um outro desafio neste século: ampliar as ações de vacinação para a população acima de 60 anos. tétano. rubéola. portador de imunodeficiência congênita. imuno anti-varicela zoster. influenza.MT. 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com a DPT. imuno anti-rábica. C alendário básico de vacinação / 2004 Idade 1 mês V acinas BCG ..ID Contra febre amarela 4 . vacina anti-haemophilus tipo B. 1º 2º 2º 2º ref. Se viajar para áreas de risco. *2 . vacinar contra Febre Amarela 10 dias da viagem. O esquema básico se constitui de 03 doses com intervalo de 30 dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose. coqueluche. antipneumococo 23. ou corticoterapia em altas doses e condições que causam deficiência imunológica (asplenia.. *3 . radioterapia. TO.AM.PR. coqueluche.20 anos Reforço Reforço *1 . anti-pneumococo 7.ID Contra Hep. neoplasias malignas. doenças invasivas pelo Haemophilus Poliomelite Hepatite B Febre amarela Sarampo. Entre as pessoas que devem ser encaminhadas ao CRIE incluem-se: infectados pelo HIV. hepatite A. ref. tais como imunodeficiências congênitas ou adquiridas são impedidos de usufruir dos benefícios dos produtos que se encontram na rotina das unidades básicas. vacina contra hepatite b. coqueluche.O esquema de vacinação atual é feito aos 2. caxumba Difteria. Hepatite B D oenças evitadas Formas graves da tuberculose Difteria. com o objetivo de beneficiar uma parcela especial da população que. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida do RN.A vacina contra febre amarela está indicada a partir dos 9 meses de idade para as crianças que residam ou que irão viajar para áreas endêmicas (Estados: AP. Os imunobiológicos disponíveis atualmente no CRIE são: vacina de Poliovírus inativada.SC E RS) e áreas de risco potencial (alguns municípios dos estados BA. sendo o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos. vacina contra varicela. imuno anti-tetânica. imunoglobulina anti-hepatite B. tétano. contra influenza (contra gripe) e pneumoco 23. ref.MS. . ref. tétano e coqueluche Poliomelite Sarampo.AC. doenças invasivas pelo Haemophilus Poliomelite Difteria.) apresentando risco aumentado para infecções. utilizando as vacinas preconizadas pela OMS para esta faixa etária: dT (difteria e tétano). anti-meningocócica C.BA. em quimioterapia. por motivos biológicos.MG. vacina pentavalente.

ES e MG). AC. antecipar a dose de reforço para 5 anos após a última dose.MG.PA. área de transição (alguns municípios dos Estados:PI.BA. *2 . PR. OBS: A partir dos 20 anos de idade.AM. seguir o esquema acima. vacinar contra Febre Amarela 10 dias da viagem. aplicar somente doses de reforço a cada 10 anos. DT ou dT.MA.Adolescente que já recebeu anteriormente 03 doses ou mais das vacinas DTP. verificar situação vacinal para essas doenças e aqueles que não tiverem comprovação de vacinação anterior.caxumba Hepatite B Hepatite B 1 mês após a 1ª dose contra Hep.SP. *3 . Se viajar para áreas de risco. precisa receber uma dose de reforço. A vacina Triviral ou Dupla Viral deve ser administrada em mulheres de 12 a 49 anos que não tiverem comprovação de vacinação anterior.Imunização 3 Calendário de vacinação do adolescente Idade de 11 a 19 anos (na primeira visita ao cs) Vacinas Contra hep.Adolescente que resida ou que irá viajar para áreas endêmicas (Estados: AP.SC e RS) e áreas de risco potencial (alguns municípios dos estados BA. rubéola.GO E DF). B dT *1 FA *2 Triviral (SRC) *3 Dose 1ª dose 1ª dose dose inicial dose inicial 2ª dose 3ª dose Doenças evitadas Hepatite B Difteria e tétano Febre amarela Sarampo. B 6 meses após a 1ª dose contra Hep. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.MS. TO. B dT dT dT FA 2ª dose 3ª dose Reforço Reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela OBS: Adolescente que não tiver comprovação de vacinação anterior.Adolescente que tiver duas doses da vacina Triviral (SRC) devidamente comprovada no cartão de vacinação. Em ferimentos graves. Adolescente grávida que esteja com a vacina contra tétano em dia. RR.MT. não precisa receber mais nenhuma dose. RO. mas recebeu sua última dose há mais de 5 anos. .B 2 meses após a 1ª dose de dT 4 meses após a 1ª dose de dT a cada 10 anos por toda a vida Contra hep. *1 . B Contra hep. seguir o esquema acima.

Caxumba difteria e tétano difteria e tétano dT dT 2ª dose 3ª dose a cada 10 anos por toda a vida dT FA contra influenza *1 Reforço Reforço dose anual dose única difteria e tétano febre amarela influenza ou gripe contra doenças causadas pelo pneumococo 60 anos ou Mais contra pneumococos *2 OBS: OBS: A partir dos 20 anos de idade.A vacina contra pneumococos é aplicada durante a Campanha Nacional de Vacinação para população acima de 60 anos. *1 . verificar situação vacinal para essas doenças e aqueles que não tiverem comprovação de vacinação anterior.4 Imunização Calendário de vacinação do adulto Idade dT A partir de 20 anos FA D. *2 . Rubéola.Viral ou Triviral 2 meses após a 1ª dose de dT 4 meses após a 1ª dose de dT V acinas 1ª dose D ose dose inicial dose única D oenças evitadas difteria e tétano febre amarela Sarampo. nas pessoas que residem em instituições fechadas ou estejam acamadas. seguir o esquema acima.A vacina contra influenza é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação para população acima de 60 anos. .

o abandono. tais como. nem sempre visíveis. o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos (NAVCV). Programa Sentinela. A complexidade e a magnitude da violência exigem intervenções complexas. valores culturais. cultura. programas de inclusão social. Delegacias. negligência. em especial as crianças e os adolescentes. População de Rua. psicológica. entre outros. por toda a vida. jurídica e psicológica podem ser encaminhados aos serviços de referência existentes. não sendo facilmente percebida pelos profissionais de saúde e podendo apresentar-se como violência física. muitas vezes levando à morte. a escuta e análise do caso. Em todos os casos de atendimento a vítimas de violência. entre outros. . educação. quando necessário. que são os mais afetados. Além das lesões e traumas físicos sofridos por um número cada vez maior de pessoas. a negligência e a violência psicológica deixam marcas. Os sinais e sintomas podem ser vagos ou mascarados. e cabe especial atenção para sua identificação. como o abuso sexual. Casos mais complexos. a assistência integral de acordo com o nível de complexidade. requer uma postura acolhedora e responsável. a notificação e o encaminhamento aos órgãos competentes (Conselhos Tutelares.Violência / Acidentes 1 INTRODUÇÃO A Organização Mundial de Saúde considera a violência um dos grandes desafios para a Saúde Pública. A violência intra-familiar apresenta várias faces. o Benvinda / Casa Abrigo Sempre Viva. Centro de Apoio a Vítimas de Violência (CAVIV). Na maioria dos casos são necessárias intervenções mais abrangentes. envolvendo Assistência Social e Conselhos. lazer e esportes. Promotoria etc). crianças ou idosos. sexual. são necessários o registro. éticos e religiosos. no sentido de construir novas possibilidades de vida para essa população vulnerabilizada. sejam elas mulheres. o registro e notificação dos casos aos órgãos competentes. envolvendo políticas públicas de geração de trabalho e renda. AMAS. apresentando múltiplos determinantes e significados influenciados por questões de gênero. que demandam orientação social. Serviços de Orientação Sócio-Familiar (SOSF). intersetoriais. pelos serviços de saúde. Envolve a identificação de casos suspeitos e situações de vulnerabilidade. saúde. assistência social. e o acompanhamento às famílias. Abrigos. A abordagem às pessoas em situação de violência. Programa Miguilim. outras formas de violência. encaminhamentos a serviços especializados.

acolhimento. 312 Av.2 Violência / Acidentes TIPOS DE VIOLÊNCIA Tipo de violência Física Criança/Adolescente Uso intencional não acidental de força física com objetivo de danificar. 9494 3239-9200 3277-6183 3248-9300/ 3248-9379 3277-6183 3248-9300/ 3248-9379 3322-2728/ 2828 3335-2457 . Mulher Agressão com lesões corporais. depreciação. humilhar. brigas e violência no ambiente doméstico. isolamento familiar e social.intimidação. Qualquer forma de atividade e prática sexual sem consentimento com uso de força . Alfredo Balena. desrespeito. exploração do trabalho infantil (< 16 anos). traumas. ferir ou submeter a criança ou adolescente. Sexual Psicológica Rejeição. ameaças corrupção. Alfredo Balena. bem como para o encaminhamento a serviços de referência ou especializados quando necessário. Cristiano Rezende. manipulação. chantagem. isolamento. Prof. 400 Rua Formiga. Contorno. Tentativa de controlar as ações. sedução. Prof. omissão de cuidados. crenças e decisões da mulher por meio de intimidação. ameaças ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. cassar a autonomia. contusões ou queimaduras. Alfredo Balena. ameaças de abandono privar. atos libidinosos. Idoso Agressões com lesões corporais. exibicionismo. angústia. Indução de tensão. tolhir. 50 Av. manipulação. estupro. lacerações. 110 Rua Dr. chantagens. fraturas. injúria. Tipo de violência Serviço para encaminhamento UPAS: Endereço Telefone Física: espancamento. Prof. queimaduras Hospital João XXIII Hospital Odilon Berhens Hospital das Clínicas Hospital Odilon Berhens Hospital das Clínicas Sexual Hospital Júlia Kubitschek Maternidade Odete Valadares (>10 anos) Av. atendimento e acompanhamento dos casos suspeitos ou confirmados de violência. inclui a omissão de cuidados. humilhação. fraturas. discriminação. exploração física através do trabalho doméstico forçado. Prática de ato sexual induzido ou forçado com ou sem violência física. negligência. Idem mulher. 110 Rua Formiga. 50 Av. ORGANIZANDO A ABORDAGEM À VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE As unidades básicas de saúde devem ser a porta de entrada preferencial para a identificação. intimidação por meio de agressão verbal.

contusões. Orientar e encaminhar vítimas de violência ou autores de agressão para apoio e tratamento nas Unidades de Saúde. . Desenvolver uma atitude de solidariedade e respeito e garantir a privacidade nas situações de violência intrafamiliar. . Garantir privacidade. Acolher as vítimas de violência. Fazer os encaminhamentos necessários de acordo com a gravidade e complexidade de cada caso. dificuldades escolares. . quando. Agendar retorno e/ou visita domiciliar para acompanhamento do caso. descrevendo o fato. de ações educativas e de mobilização comunitária. por que. Prestar os cuidados necessários referentes às queixas da vítima. . prestando atendimento imediato. descrever e registrar os sinais de violência (física. edemas. todo caso suspeito de violência. . isolamento. projetos esportivos e culturais). se informado. . . ATENDIMENTO MÉDICO . presença de lesões físicas. Desenvolver uma atitude solidária e respeitosa à pessoa vítima de violência. psicológica) e as lesões físicas existentes: . Registrar no prontuário e no impresso correspondente do sistema de produção. inflamação. arranhaduras. irritação. AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE .Violência / Acidentes 3 ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE SAÚDE CABE À TODA A EQUIPE DE SAÚDE . Participar da articulação da rede de apoio local (escolas. quem foi o agressor) a possibilidade de risco de vida. Estabelecer um vínculo de confiança individual e institucional. onde e como ocorreu e. creches. Considerar a violência como critério de risco para atendimento prioritário na UBS. fazer propedêutica de acordo com as necessidades de cada caso. Avaliar a história de violência (o que e como ocorreu. . Avaliar. Participar do acompanhamento às famílias em situação de violência intrafamiliar através de visitas domiciliares. . procurando identificar situações de violência intrafamiliar (presença de fraturas. . . hematomas. confiança e respeito no atendimento. comportamento auto destrutivo conseqüentes a agressão) em todo atendimento e nas visitas domiciliares. gravidade do caso. . Estar atenta aos sinais sugestivos de violência. . Identificar sinais de alerta e de situações sugestivas de violência intrafamiliar nas visitas domiciliares e informar à equipe de saúde. Estar atento aos sinais sugestivos de violência intrafamiliar e situações de risco. . sexual. quando. quem foi o agressor. . manchas roxas. luxações.

HCL). . como abuso sexual. queimaduras de maior gravidade. quem foi o agressor. direitos (ECA) e cultura da paz. Será implantada uma ficha de notificação dos casos suspeitos de violência intrafamiliar e sexual.3277-7722 . ao respectivo Conselho Tutelar. . Fazer os encaminhamentos necessários (sociais. dentre outros. deverão ser encaminhados aos Serviços de Urgência (UPA´s) e Pronto Atendimento Hospitalar (HOB.2831244 . .4 Violência / Acidentes ASSISTENTE SOCIAL . DISQUE DENÚNCIA VIOLÊNCIA SEXUAL . notificar o Conselho Tutelar (em caso de crianças e adolescentes) e encaminhar a um dos hospitais de referência: HOB. DISQUE DIREITOS HUMANOS – 0800-311119 . Promover ações educativas com o tema violência. através de grupos operativos. da forma mais ágil possível. Maternidade Odete Valadares e Júlia Kubitschek. reuniões com Comissão Local de Saúde e reuniões com a comunidade. . Agendar retorno e/ou visita domiciliar para acompanhamento do caso. jurídicos. contemplando as informações colhidas do fato. após um primeiro atendimento e avaliação da gravidade. se informado. ações integradas. . SERVIÇOS DE APOIO .0800-305000 . lesões graves e ou extensas. HPS. ENCAMINHAMENTOS As unidades básicas de saúde deverão ter conhecimento da competência dos serviços de apoio disponíveis na cidade e seus respectivos telefones e endereços. Casos de maior gravidade. murais. psicológicos e de auto-ajuda). Casos de abuso sexual. a possibilidade de risco de vida. NOTIFICAÇÃO Todo caso suspeito ou confirmado de violência intrafamiliar ou sexual deverá ser registrado no prontuário. a complexidade da situação. Notificar todo caso suspeito ou confirmado de violência contra criança e adolescente. onde e como ocorreu e. Avaliar os recursos sociais e familiares para continuidade do atendimento. DISQUE IDOSO – 3277-4646 . traumatismo cranianos e fraturas. Hospital das Clínicas. DISQUE MULHER – 3277-4555 . dentro dos moldes do SINAN. Avaliar a história de violência. DISQUE DENÚNCIA – 0800. oficinas. . SOS SAÚDE . as limitações e as possibilidades pessoais e familiares para lidar com a questão. suspeita de lesão de órgãos internos e estado de choque emocional. quando.

Assistência Social que orienta e fornece assessoria aos atendimentos e acompanhamento às vítimas de violência sexual – tel: 3277-4767 COORD. da Bahia. social. Tel. do Contorno. Olegário Maciel.Violência / Acidentes 5 CONSELHOS TUTELARES Barreiro Centro Sul Leste Nordeste Noroeste Norte Oeste Pampulha Venda Nova 3384-5111/2218 3201-0600/3277-4544 3222-4605/7384 3484-3938/3738 3277-7224/ 3464-3100 3435-1113/1582 3277-7056/ 3371-4472 3491-6266/ 3441-0058 3277-5512/ 3451-0205 CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E ADOLESCENTE 3277-5685/ 5687/ 5689 NAVCV Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos: atendimento social. PROGRAMA SENTINELA (Violência Sexual) Programa da Secret. psicológico e jurídico – tel: 32141903 – 32141898 . Mun. Tel: 3277-5162 Av. 4000.Centro. 1291 – Nova Gameleira DELEGACIA ESPECIALIZADA DE CRIMES CONTRA A MULHER Rua Tenente Brito Melo. MUNICIPAL DE DIREITOS DA MULHER Rua Paraíba. Afonso Pena. AMAS Atendimento psicológico e jurídico às vítimas e aos autores de agressão (encaminhamento via Conselho Tutelar). Olegário Maciel. 2231 – Bairro Floresta Tel: 3277-4379 / 4380 CASA ABRIGO SEMPRE VIVA Contato – Benvinda (vide acima) INSTITUTO MÉDICO-LEGAL – IML (funcionamento 24h) Tel: 3379-5000 –R. Mun. 600 . 29. que tiveram seus direitos violados. psicológica e racial Av. Assist. 555 .277-4346 BENVINDA Centro de Apoio à Mulher nas áreas jurídica.Lourdes Tel-3335-8375/8311 .Centro Tel-3272-4133 PROMOTORIA DE DEFESA DOS DIREITOS DO IDOSO E DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA Av. Nícia Continentino. 353. SOSF Serviço de Orientação Sócio-Familiar da Secret. 1148/ 3ºandar . Social (regionalizado) – presta atendimento e acompanhamento às famílias de crianças e adolescentes que estão sob medidas protetivas.330-1746 DELEGACIA ESPECIALIZADA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA 3236-3808 PROMOTORIA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE Av Olegário Maciel.Centro Tel-3272-2930 JUIZADO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE Av.32141897 – R. 1772 . Santa Efigênia – Tel: 3277-9758 Tel.

infecções (DST) ou sangramentos nas regiões genitais ou anais Tendências auto-destrutivas. suicidas. dificuldade de aprendizagem. sexual. fraturas. medo ou apatia extrema. pais biológicos ou outros adultos de referência da criança. Pastoral da criança. a unidade de saúde estará contribuindo para a sua consolidação. podendo se manifestar de várias formas. principalmente em crianças pequenas. fraturas mal explicadas Dores. esportivos. humor depressivo Fugas constantes de casa Agressividade. associações etc). casos conduzidos com sucesso. discutindo sobre a prevenção da violência. creches. A unidade deverá desenvolver ações no sentido de viabilizar a presença de profissionais destes serviços nas reuniões locais (conselho de saúde. Os sintomas podem ser vagos ou mascarados. vergonha excessiva Problemas de aprendizagem. lesões. os encaminhamentos necessários e o acompanhamento às famílias através das equipes de PSF e da rede de apoio (Saúde Mental. fobias. entre outros. igrejas. queimaduras pelo corpo. lesões. NAF. ABORDAGEM À CRIANÇA E ADOLESCENTE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA A violência contra a criança e adolescente em geral é praticada por mães. padrão de crescimento deficiente Descuido da higiene. psicológica e negligência/abandono. SOSF). Cabe aos serviços de saúde identificar e notificar ao Conselho Tutelar todos os casos suspeitos de maus tratos. associações comunitárias. queimaduras. com quatro tipos principais: violência física. que possam atuar como rede de apoio e proteção às crianças e adolescentes.6 Violência / Acidentes REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA Mesmo que encaminhada(o) para serviços especializados ou de urgência os profissionais que atendem a(o) paciente deverão garantir o agendamento de retorno na unidade ou visita domiciliar. CONSTRUINDO E PARTICIPANDO DA REDE Conhecendo e se integrando à rede de apoio local e regional. conquistas etc. Educação. desnutrição grave. fadiga constante. etc) . AMAS. apresentando-se como timidez excessiva. Conselhos Tutelares. falta de atenção Comportamento sexual inadequado Doenças psicossomáticas. apatia. agressividade. passividade. promover a assistência integral à saúde. Pastoral da Criança. baixa auto-estima Desleixo com a higiene e aparência pessoal Possessividade. Assistência Social. projetos culturais. negligência Apatia. isolamento da criança Expectativas irreais com a criança Autoritarismo Disciplina severa . bem como situações de risco envolvendo crianças e adolescentes. manchas. internações repetidas. SINAIS DE ALERTA PARA IDENTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Indicadores físicos e de comportamento da criança/ adolescente Presença de lesões físicas. vestimentas e aparência pessoal Trabalho infantil. absenteísmo escolar Características da Família Abuso de álcool e drogas Antecedentes familiares de maus tratos e abuso sexual Distúrbios psiquiátricos Rejeição à criança. Sentinela. É fundamental que as Unidades Básicas de Saúde identifiquem e articulem os recursos locais e regionais existentes em sua área de abrangência (escolas.

ameaças de espancamento ou abuso sexual. Dependência. O agressor geralmente é o parceiro. do serviço social ou outro profissional. Estimular a vítima a denunciar o agressor. caso chamado a examinar o idoso suspeito de ter sofrido agressão. por negligência.hepatite B) preconizada. mas também propiciar à mulher um espaço de escuta que facilitará a identificação das mulheres que vivem sob formas menos aparentes de violência. O médico do Centro de Saúde. Padrão de violência familiar. presença de doença . .2comp) bem como a toda medicação profilática para doenças sexualmente transmissíveis (DST / HIV. a autoridade policial local deve sugerir a remoção do idoso que esteja em situação de risco severo. A partir da Lei 8570 de 15/05/2003. A proteção está disponível nas delegacias de polícia militar e civil. Pode ser físico. História de problemas de saúde mental ou de distúrbio de personalidade ou de uso de drogas ou álcool da pessoa que abusa. sejam ofensas verbais. deve emitir relatório descrevendo as condições de saúde e de vida do idoso. . procurando uma delegacia especializada em crimes contra a mulher. financeiro. . Fatores de risco associados ao abuso físico ou psicológico: . A LEI E A VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS Há duas relevantes formas de atuação: a prevenção e a ação. ambos para prevenir o abuso ou a agressão aos idosos. sexual. um trabalhador voluntário ou mesmo um profissional de saúde. A pessoa que abusa freqüentemente já sofreu abuso no passado. suporte financeiro e emocional. com encaminhamento conforme rede de referência. o que deve ser feito através do preenchimento da ficha de notificação.Violência / Acidentes 7 ABORDAGEM À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA A violência de gênero pode assumir várias formas. ABORDAGEM AO IDOSO VÍTIMA DE VIOLÊNCIA Violência a pessoa idosa é um ato único ou repetido. A pessoa que abusa é dependente do idoso para acomodação. companheiro ou cônjuge. . . Os profissionais de saúde devem oferecer apoio e solidariedade para além da assistência concreta de disponibilização dos recursos disponíveis. É também importante considerar que a mulher que vive nesta situação tem mais dificuldade de cuidar da própria saúde. todos os casos de violência contra a mulher são de notificação obrigatória. É muito importante identificar os casos agudos de lesão física. podendo ser praticada inclusive pelo companheiro ou pessoa muito próxima à vítima. um amigo ou vizinho. História de relacionamento de qualidade ruim de longa data entre o idoso agredido e o seu agressor. numa instituição para idosos ou em um hospital. As agressões verbais e o abuso financeiro são as formas mais freqüentes de violência contra idosos. devendo ser este um indicador de vulnerabilidade a um amplo conjunto de questões de saúde. . um filho ou parente. . psicológico. Isolamento social. ou a ausência de ação apropriada que cause sofrimento ou prejuízo a uma pessoa idosa.75 mg . Em caso de violência. Uma pessoa idosa pode também sofrer de mais de uma forma de abuso ou de diferentes tipos de abuso ao mesmo tempo. No atendimento ás vítimas de violência sexual (estupro): é importante que aquelas que tenham necessidade de contracepção de emergência tenham acesso ágil ao medicamento (Levonogestrel 0. A situação geralmente se dá numa relação na qual há expectativa de confiança e pode ocorrer no próprio domicílio.

convivência). SOS Saúde (3277-7722) . Pastoral da Terceira Idade . . Risco de agressão imediata: internação temporária na Casa Transitória . Disque Idoso . . Disque Direitos Humanos . . grupos operativos nos CS . Abuso financeiro: sindicância pela Assistência Social. REDE DE APOIO . mas muitas vezes o que se descobrirá é que o agressor também é uma vítima de exclusão social e de precariedade física e mental. Visita pelas equipes de PSF aos idosos em situação de risco para avaliação sócio-familiar. AÇÕES DE APOIO SOCIAL . . se é capaz de prover seu auto-cuidado e se recebe cuidado e atenção apropriados dos familiares ou da instituição em que vive. ONG´s . Unidades de Saúde ENCAMINHAMENTOS .8 Violência / Acidentes grave ou crônica. A remoção do idoso de seu domicílio deve ser o último recurso utilizado após todas as outras opções terem sido tentadas. Encaminhamento dos jovens a ações educativas e dos idosos a ações de integração e de suporte psicossocial (reabilitação. Gerência de Assistência Social da Regional . Abuso físico: visita pela ESF e da AS e encaminhamento conforme a gravidade das lesões. Visita de técnicos da Assistência Social para orientação e resolução de problemas. . Ações criminais devem ser utilizadas contra o agressor. Isolamento Social: grupos de convivências. Abuso sexual: conforme o fluxo proposto pela Coordenação de DST/ Aids. Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso . de acordo com a condição funcional.

pregos. botões. parafusos.Violência / Acidentes 9 PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA INFÂNCIA A “descoberta do mundo” torna a criança mais vulnerável pelo desejo de tudo testar e provar. agulhas. manter fora do alcance. CAUSAS MAIS PREVALENTES DE ACIDENTES POR IDADE FAIXA ETÁRIA ATÉ 1 ANO Acidentes Asfixias Intervenção ativa: Vigilância do adulto + Sacos plásticos. Encaminhamento Serviço de urgência da área de adscrição.assento inadequado ou não uso de cinto de segurança). Se. Manter fechada a porta do banheiro. também. mesmo que informalmente. e se possível isolá-las. Na cozinha: cabos das panelas para dentro. Conservação e validade de alimentos. Grãos de cereais. verificar as tóxicas. Outros fatores que têm também influência na ocorrência dos acidentes na infância são as causas de ordem sócio econômicas. Testar a temperatura da água de banho com cotovelo. por um lado. Serviço de urgência da área de adscrição. não manusear líquidos-alimentos /Banhos de sol antes das 10 ou depois das 16 horas. Contextualizar situações de risco para acidentes compete ao profissional que lida com as questões de saúde na infância. Quedas Queimaduras Hospital João XXIII Corpos estranhos Hospital João XXIII Intoxicações Afogamento Ferimentos vários Hospital João XXIII Centro de informações toxicológicas 3239-9308 Serviço de urgência da área de adscrição. antiderrapante no piso. Serviço de urgência da área de adscrição. Bebê conforto/cadeira de comida: manter cinto de segurança afivelado. tais como a crescente população nem sempre com moradias adequadas. definindo assim os seus limites e suas capacidades. talco. leva-a a ausentar-se de casa. Os acidentes na infância não são resultados do acaso e sim das condições que podem ser evitadas em geral e resultam de uma falha de avaliação de risco por parte dos cuidadores. Cama/berço: ter grades protetoras. controlar a vacinação. manter em locais fechados. balas duras. deve-se salientar algumas modalidades especialmente prevalentes: 1-Acidentes no trânsito (atropelamentos ou transporte. pequenos objetos. Plantas ornamentais. a promotora principal dos acidentes. colchetes. medalhinhas. . chicletes. delegando os cuidados de sua prole nem sempre a pessoas qualificadas ou estimuladas. esta é uma das forças que impulsionam o aprendizado na infância é. Não usar presilha de chupeta. A inserção da mãe no mercado de trabalho. portões de segurança. Não deixar o bebê sozinho no banho. identificar vidros grandes. corrimão. fora de alcance. Cobertores/lençóis presos ao colchão. Pisos lisos/tapetes/escadas/janelas: travas. 2-Cuidadores/familiares envolvidos com álcool/drogas (que expõem as crianças / adolescentes a inúmeras situações de risco). tachinhas. Objetos perigosos. nunca ao alcance da criança. alfinetes. moedas. Animais: não ter em casa animais agressivos.

Avaliação de risco do local de lazer da criança. Vide 1 ano + Evitar acesso a ferro de passar. isqueiros e fósforo. Queimaduras Hospital João XXIII Intoxicações Hospital João XXIII Centro de informações toxicológicas 32399308 Afogamentos Serviço de urgência da área de adscrição. não ter em casa derivados de petróleo. eletrodoméstico. Uso de colete salva vidas nas situações de risco ou passeios de barco mesmo para pessoas que saibam nadar. Treinamento de manuseio do equipamento da cozinha com progressivo incremento de risco de acordo com a idade e necessidade. Manter fora de alcance baldes ou bacias com água . Hospital João XXIII Queimaduras Afogamento Serviço de urgência da área de adscrição. A partir de 4 anos desenvolver a capacidade da natação. Substituir fios descascados e chaves com fusíveis expostos. Contato supervisionado/protegido com produtos químicos utilizados na confecção de artesanato. Evitar móveis com bordas pontiagudas e cortantes. Serviço de urgência da área de adscrição.10 Violência / Acidentes FAIXA ETÁRIA DE 2 A 4 ANOS Acidentes Asfixias Quedas Intervenção ativa: Vigilância do adulto + Vide 1 ano. Banheiros. Tomadas sempre com protetores e ocultas. piscinas. Vide 1 ano + Evitar acesso a muros. Utilizar produtos com trava de segurança. praias. álcool e produtos químicos/velas. Soltar pipa longe da rede elétrica Encaminhamento Serviço de urgência da área de adscrição. materiais de limpeza. Vide 1 ano + Manter fora de alcance medicamentos. Encaminhamento Serviço de urgência da área de adscrição. rios somente com vigilância. Hospital João XXIII Choque elétricos . Intoxicações Hospital João XXIII Centro de informações toxicológicas 3239-9308 Choque elétricos Hospital João XXIII FAIXA ETÁRIA MAIOR DE 5 ANOS ATÉ ADOLESCÊNCIA Acidentes Quedas Intervenção ativa: Vigilância do adulto + De 0 a 4 anos + Uso de equipamento/supervisão na prática esportiva. De faixas etárias anteriores + Desestimular a "ajuda" nas práticas agrícolas (hortas/ pomares) onde haja o uso de aditivos/inseticidas e similares. lajes e árvores.

. · Depressão. Medidas sob orientação médica. correção das deformidades articulares e dos vícios de postura corporal.Violência / Acidentes 11 PREVENÇÃO DE ACIDENTES PARA O IDOSO A incidência de quedas entre os idosos é alta e muitas vezes elas não são valorizadas. andadores e muletas). cravos). Problemas relacionados com a saúde do idoso · Doenças cardiovasculares (desmaio. móveis. é muito importante identificar o que esta ocasionando as quedas no nosso idoso. artrites e reumatismos). . · Uso adequado de medicamentos (sedativos. anti-depressivos. . · Locais mal iluminados (quarto e banheiro). o aumento da mobilidade articular. anti-psicóticos. · Distúrbios do Sistema Nervoso (tonturas. enfarte. objetos espalhados pelo chão. · Alcoolismo. pequenos animais de estimação. a redução da dor. · Doenças dos ossos e articulações (artroses. demência . · Imobilidade e fraqueza muscular. · Escadas (principalmente o primeiro e o último degrau). · Anormalidades e deformidades dos pés (joanetes. associados ou não. como: Ambiente . . . reforço dos músculos e uso adequado de instrumentos de auxílio (bengalas. sua comunidade e sociedade. Pisos escorregadios. Medidas para reduzir riscos ambientais. Medidas educativas visando a maior capacidade do idoso para enfrentar os problemas de saúde e para conquistar melhores condições de vida junto a seus familiares. Medidas de terapia física visando a conservação e aumento da força muscular. arritmia). · Desnutrição. · Problemas de visão (catarata. Considerar nos episódios e quedas os fatores de risco. alteração do andar e equilíbrio). orientarão a elaboração de um plano de prevenção de episódios futuros. COMO EVITAR NOVAS QUEDAS As informações obtidas. glaucoma. a escolha de medidas que devem ser tomadas para evitar novas quedas e para amenizar os efeitos das que já ocorreram. derrame. Medidas de apoio psicológico. Treinamento do andar. a contenção no leito não substitui a supervisão adequada e nem oferece conforto ao paciente. . remédios para pressão). cegueira).esclerose -. · Fios de extensão. sendo consideradas como próprias para a idade. tapetes. Doença de Parkinson. labirintite. . Apesar de ser difícil evitar TODAS as quedas e suas complicações. Nos pacientes muito confusos e agitados. vertigens. .

mas têm dificuldade para engravidar. Nestes pontos ressaltamos a importância de uma abordagem especial aos adolescentes. seja evitando ou espaçando gestações através do uso de contraceptivos. perda ou diminuição da libido). rotinas e os fluxos de encaminhamentos da atenção à mulher e atender com competência e sabedoria as demandas apresentadas e as prevenções preconizadas. bem como diagnóstico precoce e tratamento adequado. contra indicação temporária ou permanente de engravidar. salientamos a importância de propiciar ao indivíduo ou ao casal meios para programar sua prole. nefropatias. a prevenção da gestação precoce não planejada e o uso do preservativo como único método de prevenção de DST/AIDS. ejaculação precoce. seja através do acesso garantido ao programa de assistência ao casal infértil. Deve-se orientar sobre o intervalo interpartal. ressaltar riscos de uso de drogas.cuja incidência aumenta com a idade. endocrinopatias. Atenção ao repasse de informações corretas sobre prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). ASSISTÊNCIA EM PLANEJAMENTO FAMILIAR ABORDAGEM PRÉ-CONCEPCIONAL Diante de uma mulher ou casal que planejam uma gestação é importante uma avaliação para se buscar uma futura gestação saudável e oportuna. Certamente. doenças auto-imunes. Destacar em todos os atendimentos e grupos. cuidados de saúde. álcool e cigarro. ADOLESCÊNCIA / DESENVOLVIMENTO PUBERAL As equipes de saúde deverão promover atividades de grupos de educação. através de dinâmicas participativas com os adolescentes de ambos os sexos. avaliação ginecológica etc). quanto femininos. conhecer as normas. acompanhamento regular durante toda a gravidez. ter ciência e saber informar sobre o que e quais são os serviços disponíveis. . As portadoras de doenças de base (doenças cardiovasculares. Atentar para disfunções de saúde sexual tanto masculinas (como disfunções eréteis . As ações preconizadas no programa de saúde integral da mulher devem ser mantidas (prevenção de câncer de colo e mama. Todos os profissionais deverão buscar incorporar sua função ao papel de cuidador. No acompanhamento do desenvolvimento puberal. e sendo a maioria dos casos de origem orgânica passíveis de serem tratadas. a introdução do Programa de Saúde da Família-PSF. mais do que em outros modelos. fazendo com que eles sejam utilizados da forma mais universal e equânime possível. pneumopatias. São recomendadas a pesquisa de sífilis através do VDRL. pressupõe uma ação integrada e coordenada entre os vários profissionais da equipe. lembrando que as mulheres podem também passar por quadros de diminuição da libido. etc). disfunção orgástica. estaremos no caminho de uma assistência com indicadores mais positivos na esfera de saúde sexual e reprodutiva. assistência no puerpério. devem ser incorporadas por toda a equipe. a vacinação das susceptíveis à rubéola e pesquisa de anti-HIV para aquelas que desejarem. que podem representar alto risco na gestação devem ser particularmente avaliadas sobre a necessidade de tratamento prévio. neurológicas e hematológicas. possibilitando a discussão e reflexão sobre temas como afetividade. Especificamente na área de saúde sexual e reprodutiva. com este trabalho multiprofissional. contracepção prevenção de DST/Aids. dores durante relações sexuais (dispareunia). acolhimento do recém-nascido e da mãe no “5º dia: Saúde Integral”. e gravidez na adolescência. a referência são os critérios de Tanner e os distúrbios de desenvolvimento deverão ser referenciados para especialistas. responsável e competente. devem sempre perpassar as ações de saúde da equipe. encaminhamento para o parto. contribuindo para a otimização dos recursos disponíveis na rede assistencial. ações que visem início precoce do pré-natal.Saúde Sexual e Reprodutiva 1 APRESENTAÇÃO Visando melhor cuidar da saúde do cidadão. sexualidade. para aqueles que desejam. No acompanhamento da gestante.

que ficam responsáveis pela programação junto às farmácias distritais. para o “Grupo de Planejamento Familiar” (grupos formados por homens e mulheres). Injetáveis Dispositivos intra-uterinos (DIU) . as orientações previstas para o grupo poderão ser dadas individualmente (tanto para homens quanto para mulheres). As reuniões deverão ser regulares e divulgadas através de cartazes. Teste pós-coito . . Pedido de histerossalpingografia para pacientes com indicação para tal .2 Saúde Sexual e Reprodutiva CONTRACEPÇÃO . Diafragma Métodos Hormonais: . Pílulas anti-concepcionais . . TSH. Preservativo (masculino ou feminino): Sempre recomendar. Oferecer teste anti-HIV . onde serão realizados os exames básicos: . São disponibilizados vários métodos. Consulta médica (ginecológica e urológica). Garantir agendamento automático das pacientes a partir do pré-natal. Citologia oncótica (de acordo com protocolo) . VHS. O acesso do casal se dá através das unidades básicas de saúde. quinzenal ou mensal. através da distribuição regular dos mesmos pelos Centros de Saúde. VDRL. principalmente para gestantes de alto risco. curva de temperatura basal . Inscrição aberta a qualquer hora. . Métodos disponíveis . Excepcionalmente. Métodos irreversíveis: Salpingotripsia bilateral (STB) Vasectomia INFERTILIDADE A assistência está organizada de forma hierarquizada nos três níveis de atenção: primário. Espermograma do parceiro . Comissão Local de Saúde etc. de forma eficaz. São os únicos métodos que conferem dupla proteção (DST/Aids). glicemia de jejum e urina rotina . T4 livre. com periodicidade semanal. . Hemograma. Garantia de acesso gratuito aos métodos contraceptivos: todo usuário inscrito no programa terá acesso ao método escolhido. dependendo da avaliação da demanda e da capacidade operacional de cada unidade de saúde. psicológica e com assistente social . todos aceitos pelo Ministério da Saúde. se necessário Os serviços secundário e terciário estão realizando: . Métodos reversíveis Naturais Métodos de barreira : . Ultra-som pélvico. secundário (PAMs) e terciário (Hospital das Clínicas da UFMG). Na suspeita de anovulação crônica: Prolactina.

Avaliação de função gonadal . com a participação dos ACS’s para esta ação. Histerossalpingografia . Mesmo as gestantes de alto risco que são acompanhadas nos serviços de referência deverão manter vínculo com o Centro de Saúde. O nome da maternidade deverá ser informado à gestante e anotado no Cartão de Pré-Natal. Rastreamento ecográfico de ovulação . o “5º dia: Saúde Integral”. O registro deste atendimento no SISPRENATAL é imprescindível. facilitando o acesso ao pré-natal. Prescrição de indutores de ovulação . Doença urológica já suspeitada ou estabelecida . Neisseria. Os encaminhamentos deverão ser feitos preferencialmente pelo médico. ainda no primeiro trimestre de gestação. . Pesquisa de Clamídia. Toda gestante deverá ser encaminhada para o parto na maternidade de referência do respectivo centro de saúde. Histeroscopia (Hospital das Clínicas) . Os retornos deverão ser marcados para o dia preferencial de pré-natal. inclusive contando. o referenciamento da gestante para atendimento em níveis de maior complexidade se dará através da Central de Marcação de Consultas e agendamento de retorno no Centro de Saúde para acompanhamento até o efetivo ingresso da gestante no pré-natal de alto risco. se a gestante preencher critérios definidos (vide abaixo) e não houver possibilidade de avaliação ágil pelo médico. O agendamento deve estar aberto a qualquer hora para atendimento de pré-natal por médicos e enfermeiros treinados e para atividades em grupo. Na dúvida sobre o diagnóstico de gravidez. No caso da detecção de fatores de risco na gravidez. antes da consulta. favorecendo as atividades em grupo na sala de espera. Ressaltando a importância do acompanhamento no puerpério. a gestante deverá ser cadastrada no SISPRENATAL com anotação do número no prontuário e no cartão de gestante. A equipe deverá ter conhecimento da agenda de todas as gestantes que estão sendo acompanhadas para eventual busca de faltosas. devem ser solicitados os exames de rotina. se o resultado for positivo. Micoplasma e Ureaplasma . Ainda na primeira consulta. Reprodução assistida (inseminação e fertilização assistidas) O referenciamento para o urologista / andrologista do PAM Sagrada Família deverá ser feito de acordo com os seguintes critérios: . Vídeo-laparoscopia (Hospital das Clínicas) . Candidatos à reversão de vasectomia ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL Uma assistência pré-natal de qualidade começa pela captação precoce da gestante. Pesquisa laboratorial de patologias e disfunções endócrinas .Saúde Sexual e Reprodutiva 3 . deverá ser solicitado teste de gravidez no acolhimento (o exame padronizado para diagnóstico de gravidez é o exame de urina) e. Espermograma anormal . mas poderão ser solicitados pelo enfermeiro. deve ser divulgado e viabilizado para a avaliação da puérpera. através da participação no grupo de gestantes.

PROFILAXIA DO TÉTANO Vide protocolo AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA Rotina: deverá ser solicitada pelo pré-natalista (médico ou enfermeiro) para ser realizada entre 18 e 24 semanas de gestação . Teste de HIV/Aids oferecido para todas as gestantes . O exame cérvicouterino da gestante deverá ser colhido preferencialmente pelo médico Em torno da 24ª a 28ª semana: Glicemia de jejum ou 2hs após 75g de dextrosol. . Hemograma . HbsAg . PARA AS GESTANTES RH NEGATIVAS Coombs indireto na primeira consulta e mensalmente a partir de 24ª semana. PRESCRIÇÃO DE SULFATO FERROSO PROFILÁTICO A PARTIR DE 20 SEMANAS DE GESTAÇÃO OBS: Ácido Fólico (1 a 5 mg) profilático só deverá ser prescrito pelo médico nas seguintes situações: gestação gemelar. Referenciar para nível de maior complexidade a gestante com teste de Coombs indireto positivo. para rastreamento de diabete gestacional Repetir VDRL Repetir IgM para toxoplasmose se anteriormente IgG negativo. uso de anticonvulsivante. Grupo sanguíneo e fator Rh (se não documentado anteriormente) . Cadastramento no SISPRENATAL . se indicado conforme protocolo de propedêutica do colo. Citologia oncótica.4 Saúde Sexual e Reprodutiva ROTINA DE ATENDIMENTO À GESTANTE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE – PBH . Cartão de pré-natal e prontuário devem ser de uso obrigatório. Sorologia IgG e IgM para toxoplasmose (se não diagnosticada como imune anteriormente) . Glicemia de jejum (vide rastreamento de diabetes gestacional no protocolo de saúde da mulher da SMSA) . VDRL . Exames básicos Primeira consulta . Exame de urina de rotina e urocultura . alcoólatras e história prévia de descolamento prematuro de placenta.

Ameaça de parto prematuro ou com perdas gestacionais de repetição (3 ou mais) . Encaminhamento ao planejamento familiar (orientação do casal) . Artrite Reumatóide. Isoimunização feto-materna (Doença Hemolítica Peri-natal ou Eritroblastose Fetal) Devem estar acompanhados de exame laboratorial específico positivo: .Saúde Sexual e Reprodutiva 5 CRITÉRIOS E PRÉ-REQUISITOS PARA ENCAMINHAMENTO PARA PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO O pedido de vaga na Central de Marcação de Consultas Especializadas deverá ser feito. Doenças do colágeno (Lupus Eritematoso Sistêmico. Incentivo ao aleitamento materno . Diabete Melito (prévia ou gestacional) . Epilepsia não controlada . Teste do pezinho . Oligoidrâmnio . O encaminhamento deve ser o mais precoce possível. Pneumopatias . Câncer Devem estar acompanhados de exame de ultra-som: . Má-formação fetal Devem estar acompanhados de teste de Coombs indireto positivo: . etc) . Cardiopatias . Polidrâmnio . Gestação múltipla (3 fetos ou mais) . Nefropatias . A CONSULTA PUERPERAL: 5º DIA SAÚDE INTEGRAL . infecções da episiotomia . Vacinação contra rubéola . Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG/Pré-eclâmpsia) . Infecções (Toxoplasmose. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) . Avaliação do recém-nascido . Placenta prévia total . preenchendose adequadamente o Formulário de Referência e Contra-Referência e respeitando-se os seguintes critérios: . HIV/Aids) Outras indicações de encaminhamentos deverão ser acompanhadas de minucioso relatório médico e resultados de exames que as justifiquem. Hipertensão arterial crônica com pressão arterial 150/100 mmHg . Imunização do recém nascido: BCG e Anti-Hepatite B . septado) . Anomalias uterinas (útero bicorno. Anemias graves (ou hemoglobinopatias) . Avaliação da puérpera quanto a infecções: mastite. endometrite. Sífilis com tratamento não penicilínico ou complicada. Doenças tireoidianas (hiper ou hipotireoidismo) .

dependendo das possibilidades de cada serviço/equipe. como os antidepressivos. Diabetes Mellitus ou cirurgia radical pélvica ou retroperitoneal. Diferentes metodologias podem ser estabelecidas. Medicamentos são frequentemente causadores de disfunção erétil. diuréticos e alfabloqueadores raramente afetam a ereção. que se caracteriza por diminuição progressiva da função ovariana. 1. DISFUNÇÃO SEXUAL MASCULINA A disfunção erétil é a incapacidade de manter a ereção peniana suficiente para permitir a relação sexual. oferecer tratamento para disfunções sexuais e ressaltar que o fim da vida reprodutiva pode significar.6 Saúde Sexual e Reprodutiva CLIMATÉRIO DEFINIÇÃO Período geralmente entre 45 e 55 anos. A disfunção sexual masculina pode manifestar-se de várias formas e a anamnese é fundamental para a abordagem correta. em 4 anos a menopausa (parada de menstruação). A perda gradativa de ereção com o tempo sugere causa orgânica. Atividades em grupo devem ser desenvolvidas com o objetivo de oferecer às clientes o maior nível de entendimento sobre as modificações biológicas inerentes ao período do climatério. neurogênicos ou psicogênicos. estando indicada a manutenção do uso do preservativo. Betabloqueadores e Espirinolactona podem causar perda da libido. individualizando os esquemas terapêuticos e contra indicações. A perda de emissão ocorre em várias doenças orgânicas ou por deficiência de andrógenos (diminuição da secreção prostática e seminal). A incidência aumenta com a idade. A ocorrência de ereções normais (geralmente noturnas ou pela manhã) refletem a existência de causa psicogênica. em média. A perda de ereção ocorre por problemas arteriais. 3. A ejaculação precoce normalmente está ligada a estados de ansiedade. diversos fármacos. Avaliar métodos contraceptivos mais adequados às necessidades desta faixa etária. podendo preceder. uma vivência mais plena da sexualidade. A maioria dos casos tem origem orgânica. Qualquer metodologia utilizada deverá contemplar a participação das usuárias. permitindo maior integração à equipe de saúde. principalmente após ressecção transuretral da próstata ou denervação simpática pelo uso de bloqueadores. A ejaculação retrógrada reflete alterações anatômicas no trígono da bexiga. Metildopa e Reserpina). É importante valorizar a auto-estima da mulher. 2. entretanto nos jovens as causas psicogênicas são mais frequentes. É o período de transição entre a fase reprodutiva (fértil) e não reprodutiva da mulher. inclusive. alterações de humor. Entretanto. 4. podem causar distúrbios da ejaculação. venosos. distúrbios menstruais) deverá ser realizado por ginecologista. A mulher deve estar consciente de que continua vulnerável às DST’s e à Aids. A dosagem de testosterona e gonadotrofinas ajuda na definição do problema. Doenças concomitantes podem ser a causa destas afecções. A perda da libido reflete a diminuição dos andrógenos (a causa pode ser testicular. Os vasodilatadores. notadamente os antihipertensivos simpaticolíticos de ação central (Clonidina. hipofisária ou hipotalâmica). acometendo 25% dos indivíduos com mais de 65 anos. secura vaginal. O tratamento hormonal do climatério descompensado (fogachos. . A perda do orgasmo (com ereção e libido normais) geralmente é de origem psicogênica.

permitindo que o GMP-C atue sem oposição. A maioria dos casos orgânicos pode ser tratada com as abordagens atuais. o médico deve estar atento para a necessidade e a possibilidade de substituição ou suspensão de medicamentos causadores de disfunção sexual. O uso associado com nitratos pode levar à diminuição da pré-carga e à hipotensão. com risco elevado de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. Exames laboratoriais . . doenças tireoideanas ou adrenais. insuficiência renal. Não interferem na libido e nem causam trauma. Diabetes Mellitus. Exame da genitália e próstata. exame de urina de rotina. tabaco. doenças neurológicas. Outros testes especiais são do âmbito da atenção secundária. Exame físico Caracteres sexuais secundários.como o sildenafil. deve-se encaminhar à endocrinologia. testosterona. tratamentos cirúrgicos etc). além de orientar os pacientes. exame vascular periférico e neurológico (motor e sensorial). hipertensão. depressão.Saúde Sexual e Reprodutiva 7 AVALIAÇÃO Anamnese Diferenciar de problemas de libido. reposição hormonal. Na atenção primária. traumas ou cirurgias pélvicas. lipidograma. estas drogas inibem a fosfodiesterase. . é contra-indicada a administração destes medicamentos a pacientes que estão recebendo qualquer forma de nitrato. sendo muitas delas do âmbito da atenção secundária/terciária e nem todos disponíveis na Rede SUS (inibidores da fosfodiesterase . Tratamento Os casos psicogênicos beneficiam-se com psicoterapia e orientação sexual. ejaculação ou orgasmo. prolactina. Portanto. uso de álcool. O Sistema Nervoso parassimpático e o endotélio normalmente geram o GMP-C. Se houver alteração na testosterona ou prolactina. Diferenciar se a evolução é crônica. drogas utilizadas. . Os inibidores da fosfodiesterase não são padronizados pela SMSA. que permite aumentar o influxo de sangue no pênis. ocasional ou situacional. Hemograma. Questionar dislipidemia.

Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 1 Serão abordadas as diretrizes da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA . 4 . parasitoses intestinais e principais doenças infecto-parasitárias na infância. nos seguintes tópicos: 1 . voltadas para a prevenção e para a abordagem de doenças e agravos transmissíveis.Tuberculose.BH).Hanseníase.Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.Diarréia aguda.Abordagem sindrômica das doenças sexualmente transmissíveis.Atendimento ao paciente com suspeita de dengue. incluindo as orientações para atendimento dos pacientes HIV positivos pelo PSF e o aconselhamento. 3 . 6 . 5 . . 2 .

Presentes e com sinais de choque . Aumentada Diurese Respiração . Fontanelas normais . Perda de peso aguda ou evidente . Irregular/hiperpnéia quando há acidose Peso Sede Pele e mucosas . Normal ou pouco aumentada . Fontanelas muito deprimidas . Aumentada e nos casos muito graves diminuída. Aumentada . Arritimias . Turgor da pele pastoso . Ausentes ou pouco evidentes . Presentes . Frias e pálidas ou cianóticas . Normal . Auxiliar de enfermagem . Turgor pastoso . Diminuída com urina concentrada . Mantido . Agente comunitário de saúde Atribuições dos Profissionais da Equipe A . Normais . Normal . Dificuldade para ingerir líquidos . Sim . Elasticidade diminuída Olhos/fontanela . torpor e coma . com duração máxima de 14 dias. Fator agravante do estado nutricional das crianças Equipe de Assistência à Criança . Elasticidade muito diminuída (prega cutânea se desfaz em 2 segundos) . Sim .2 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis DIARRÉIA AGUDA NA INFÂNCIA Problemas . Perda aguda de peso de pequena à moderada . Preservado . Fontanelas deprimidas Pulso Enchimento capilar Frequência cardíaca . Alterações do sensório: prostração. Redução do lacrimejamento . Rápido< ou =3 segundos . Oligúria .Acolhimento e identificação da criança com quadro de diarréia aguda: alteração do hábito intestinal com aumento do volume e freqüência das evacuações e diminuição da consistência das fezes. quase imperceptível . Sim . Aumento da FR . Acima de 5 segundos . Enoftalmia acentuada. Normal .Identificar casos com risco de evolução desfavorável: Criança < de 06 meses Criança desidratada: sinais mais evidentes (AIDPI) Vômitos incoercíveis Recusa de líquidos Diarréia com evolução prolongada sem melhora Internação prévia por diarréia ou desidratação Presença de sangue nas fezes Menor de 1 ano com baixo peso ao nascer Estado geral comprometido Prostração intensa Criança desnutrida moderada ou grave Desmame precoce Episódio anterior de diarréia com desidratação Risco situacional (baixo nível de instrução dos responsáveis/dificuldade de acesso à assistência de saúde) Avaliação da desidratação SINAIS Parâmetros História de perdas hidroeletrolíticas Estado geral . Médico . . Muito fino. tensão ocular diminuída. Uma das principais causas de morbidade infantil em nosso meio . agitação. B . Secas . De 3 a 5 segundos . Fino e rápido . Enfermeiro . sem lágrimas . Uma das principais causas de mortalidade infantil . Tensão ocular diminuída . Irritado . Cheio e rítmico .

desenvolvimento e imunização 2 . Orientação alimentar conforme a idade e gravidade do caso. AAS . e casos de cólera. providenciando atendimento pelo médico e/ou enfermeiro 4. TRO . avaliação do estado de hidratação e fatores de risco . com episódios freqüentes de diarréia. antitérmico . É contra-indicada a pausa alimentar . É contra-indicada a pausa alimentar.Investigar intoxicação alimentar (na mesma família ou na mesma instituição). com bom estado geral. está recomendado o uso de Sulfametoxazol + Trimetropin ou Ampicilina. rotavírus (na mesma família).Aferir temperatura axilar. dispensação de sais para reidratação oral . Lembrar também das crianças portadoras de doenças neoplásicas. Consulta dos casos de diarréia com risco de evolução desfavorável. sem desidratação ou outros fatores de risco: . Consulta de crianças eutróficas com quadro de diarréia sem desidratação .Os casos de risco descritos no item B deverão ser encaminhados para atendimento médico imediato 5 . nos desnutridos ou crianças que apresentem sinais de disseminação extra-intestinal. Medicamentos Na grande maioria dos casos de diarréia aguda não é necessário usar outros medicamentos além dos sais de reidratação oral. orientação alimentar com incentivo ao aleitamento materno. orientação de higiene . ACETAMINOFEN . Anamnese .100mg/dia .60-70mg/Kg/dia 4-6 vezes ao dia (comp. peso e avaliar estado de hidratação 3 . Exame físico completo. Sais para reidratação oral para tratamento da desidratação . SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIM .40mg/Kg/dia de 12/12 horas .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 3 Conduta 1 . TRO . Medicamentos . recomendação de retorno se não houver melhora do quadro . transmissão hídrica.Atender a criança eutrófica. imunização e marcos do desenvolvimento) integral da criança . Em alguns quadros clínicos como diarréia invasiva grave (shiguelose).Promover atividades educativas 6 . saneamento básico ineficiente em casos isolados em famílias de um mesmo bairro Enfermeiro . Solicitação de EPF para crianças > de 01 ano. excluir laxantes. descritos no ítem B . Agendar retorno se não houver melhora do quadro . em crianças de baixa idade (especialmente nos recém nascidos prematuros). antiespamódicos e adstringentes não são recomendados. Conduta: . Prescrição: sais para reidratração oral. giardíase ou shigella (na mesma instituição).500mg. DIPIRONA . imunodeprimidas. 20 gotas=500mg) .10mg/Kg/dose (comp. iniciar TRO se a criança estiver desidratada.100 e 500mg) . Agendar consulta médica na presença de outros fatores de risco . Aids. Antieméticos.Avaliação global da criança incluindo cartão de CD para avaliação nutricional.100mg/Kg/dia de 6/6 horas . AMPICILINA . Agendar consulta médica se necessário Médico . desde que não realizado nos últimos 6 meses . orientação para a família quanto à evolução da doença e sinais de piora do quadro . Consulta com avaliação do cartão da criança (curva CD. manutenção dos alimentos da dieta habitual.

Caderno Temático da Criança – Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.Pediatria Ambulatorial – COOMPED – 1998 FLUXOGRAMA DIARRÉIA AGUDA ACOLHIMENTO COM AVALIAÇÃO DE RISCO Avaliação integral da criança .2002 2. Avaliação do Cartão da Criança .4 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Bibliografia 1. Manter vigilância à saúde da criança com acompanhamento pela ESF até a resolução do problema • • • • • • • • MÉDICO Criança menor de 6 meses Menor de 1 ano com baixo peso na nascer Estado geral comprometido (vômitos incoercíveis/prostração) Desnutrição moderada ou grave Mémamdasdfd Recusa de líquidos Diarréia com sangue ou com evolução prolongada sem melhora História pregressa de diarréia com desidratação ou com internação Risco situacional (baixo instrução dos responsáveis / dificuldade de acesso à assistência secundária) ENFERMEIRO • Crianças eutróficas com diarréia sem desidratação piora melhora piora • • RETORNO SE • Piora estado geral • Ficar sem urinar por mais 6/8 horas • Não conseguir beber líquido • Diarréia persistente por mais de 7 dias • Aparecimento de sangue nas fezes piora • REAVALIAÇÃO MÉDICA piora melhora • • Piora do quadro Criança perde peso após as 2 primeiras horas de TRO Alterações do estado de consciência Vômitos persistentes Íleo paralítico URGÊNCIA/INTERNAÇÃO melhora ALTA .

todos os pacientes serão agendados para o grupo educativo onde serão abordados . oxiuríase e tricocefalíase. mal-estar que caracterizam a síndrome de Löeffler) . Dor abdominal. orientações gerais de promoção à saúde.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 5 PARASITOSES INTESTINAIS Problemas Devido à alta prevalência de parasitoses intestinais em nosso meio. Diarréia . Manifestações pulmonares (a fase larvária da ascaridíase. Prolapso retal (principalmente Tricocephallus trichiurus) . Presença de sangue nas fezes . imunização. Anemia .Solicitação de exame parasitológico de fezes pelo enfermeiro. Na esquistossomose aguda. que poderiam ser utilizadas para outras patologias onde este procedimento se faz imprescindível. portadoras de ascaridíase. Hepato e/ou esplenomegalia Tratamento Medicamentoso das Parasitoses Intestinais Nos casos de poliparasitismo. Este atendimento rotineiro utiliza geralmente duas consultas médicas (uma para solicitação e outra para verificação do resultado do exame). placas .Consulta de Enfermagem Poderão ser atendidas e tratadas pelo enfermeiro as crianças eutróficas. desnutrição. Sintomas gerais como febre. podem surgir prurido generalizado. outros) 5 . observandose os seguintes critérios: . constatamos grande demanda de consultas pediátricas por este motivo nas unidades de saúde. De posse do resultado do EPF. eliminação oral de áscaris) ou patologias associadas (anemias. tratar os vermes que apresentam possibilidade de m i ação do tat gastoi estnalpar as vi r r óras. náuseas e vômitos . cefaléia. deve-se.com o o Ascaris lumbricoides e o gr ro r nt i a as espiat i Strongyloides stercoralis. crianças maiores de 01 ano de idade . marcos do desenvolvimento em todas as oportunidades de atendimento nas UBS) 2 . com ampliação do acesso da população às consultas pediátricas e outros atendimentos da Unidade de Saúde. Desnutrição e perda de peso . com enfoque preventivo e educativo 4 . quando não houver possibilidade de se utilizar uma única droga com ação sobre todos os parasitas. inicialmente. Organização da Assistência 1 . A inserção da enfermagem na assistência às parasitoses possibilitará melhor utilização do potencial da equipe. Prurido anal e vulvar . Nas helmintíases o quadro cutâneo se apresenta principalmente com urticária ou edema angioneurótico.Avaliação integral da criança e do Cartão de Vacina (curva de peso. Manifestações cutâneas e subcutâneas . Eliminação de parasitas . . ancilostomíase. orientações sobre higiene .Consulta Médica Todos os demais casos de parasitose intestinal deverão ser encaminhados para consulta médica Sinais e Sintomas . estrongiloidíase e esquistossomose pode se manifestar como quadro bronquítico ou pneumonia intersticial. sem comprometimento do estado geral e sem sinais de complicações clínicas (distensão abdominal. conforme a demanda. último exame solicitado há mais de 06 meses 3 .Grupo de parasitose .

Repetir após 15 dias 2a. Em casos de suspeita de obstrução ou semi-obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides. 5 dias. histolytica e por Entamoeba coli. comp. 500mg OBS: Está contra-indicado para crianças abaixo de 15Kg 6 -TENÍASE 1ºEscolha:Praziquantel Dose: 10 mg/kg em dose única Apresentação: comp. suspensão 100mg/5ml. está indicada internação.500mg 2º Escolha: Mebendazol Dose: 300mg/kg em 2 tomadas. 100mg. perfuração intestinal.ASCARIDÍASE . 10 dias Apresentação: comp. também é preciso enfatizar os cuidados de higiene. Em crianças pequenas. com ulceração do cólon e da área perianal e. nos casos de vômitos com áscaris). perfuração e peritonite ou colite necrotizante podem surgir rapidamente. Nestes casos. 3 dias Apresentação comp. NECATORÍASE e ANCILOSTOMÍASE . suspensão 40mg/ml OBS: Na ascaridíase. mais raramente. 400mg. Escolha: Albendazol Dose: 400mg/dia em dose única Apresentação: comp. pessoais e ambientais (escovar as unhas pela manhã e lavar as mãos após utilizar o toalete. 3 dias Apresentação: comp. 7 . desenvolvendo a cisticercose. Os vermes podem penetrar nas vias respiratórias altas e trompa de Eustáquio. causando a neurocisticercose.OXIURÍASE 1º Escolha: Mebendazol Dose: 100mg/dia em dose única. 4 . Repetir após 15 dias . Escolha: Albendazol Dose: 400mg/dia em dose única.250mg. 3 . A gravidade maior da doença encontra-se nos casos em que as larvas se instalam no sistema nervoso central. 1º Escolha: Mebendazol Dose p/ Ascaridíase.ESTRONGILOIDÍASE 1º Escolha: Albendazol Dose: 400mg/dia em 1 tomada.GIARDÍASE Metronidazol Dose:15mg/kg/dia em 3 tomadas/dia. usar metronidazol na dose de 15mg/kg/dia em 3 tomadas/dia. 3 dias Apresentação: comp. 5 dias Apresentação: comp. 3 dias OBS: Com a Taenia solium.TRICURÍASE.HIMENOLEPTÍASE: Praziquantel Dose: 25 mg/kg em dose única . suspensão 40mg/ml 2 . invaginação intestinal. trocar as roupas de cama e íntimas durante o tratamento). Estar atento para possível presença de anemia ferropriva associada a essas parasitoses. 250mg. 2a. 5 . pode ocorrer a colite fulminante. Tricuríase e Ancilostomíase: 200 mg/dia em 2 tomadas.150mg. suspensão 40mg/ml Na infecção por E. as complicações são devidas à migração do verme adulto ou à obstrução intestinal por “ bolo de vermes”.6 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 1 . Repetir após 15 dias OBS: É importante o tratamento de todas as pessoas da casa. há possibilidade do homem tornar-se hospedeiro intermediário. 400mg. suspensão 40mg/ml OBS: Está contra-indicado para menores de 2 anos 2º Escolha: Tiabendazol Dose: 50 mg/kg/dia em 2 tomadas.AMEBÍASE Metronidazol Dose: 30 mg/kg/dia em 3 tomadas/dia.

já nos primeiros meses de vida. A partir de 6 semanas de vida.J. 1994 . até completar 1 ano de vida.SMSA/ BH. Série Gastroenterologia Pediátrica 1. recomenda-se dar preferência ao uso da Salk (inativada) . Em relação à vacinação contra poliomielite. a drogas anti-retrovirais. A avaliação sistemática de seu crescimento e desenvolvimento é extremamente importante visto que as crianças infectadas podem.Pediatria Ambulatorial 2º Edição. .ESQUISTOSSOMOSE MANSONI Praziquantel Dose: 60 mg/kg em dose única ou em 3 tomadas durante 3dias (parece melhorar a eficácia) Oxaminiquine Dose: 15-20mg/Kg em dose única. e os perímetros. Wehba. dividida em 2 tomadas. durante as seis primeiras semanas de vida (42 dias). F. O RN não poderá ser amamentado com leite materno. Secretaria Municipal da Saúde. Em todas as consultas deverá ser feito o registro das medidas de peso. Adolescentes infectados pelo HIV A adesão do adolescente à terapia anti-retroviral sofre a influência de algumas peculiaridades observadas nessa faixa etária.A. Mota. com intervalo de 4 horas. Essa preocupação reside no fato de não se saberem as possíveis repercussões da exposição a tais medicamentos a médio e longo prazos. A partir daí ficará a cargo do serviço de referência (CTR) manter ou não a medicação. altura. as crianças deverão receber Sulfametoxazol + Trimetropim para profilaxia de P.N. Aspectos especiais do atendimento O acompanhamento dessas crianças deve ser mensal ou bimensal nos primeiros 6 meses. FJ. e trimestral a partir do 2º semestre de vida. em especial o perímetro cefálico. Neto.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 7 8 . carinii. Penna. mas também. Dez/1995 . Cuidados com o recém-nascido As orientações sobre os cuidados a serem observados com o RN deverão ser feitas pela maternidade. durante 6 meses) BIBLIOGRAFIA . até o final da adolescência. o questionamento sobre o sistema de saúde a eficiência da terapêutica e as dificuldades em obter apoio familiar e social. o comprometimento da auto-estima. .J. Penna. Algumas considerações importantes . Leão. recomenda-se que mesmo as crianças que soro-negativaram realizem visitas periódicas. nº 2. Boletim de Informação Terapêutica. E e cols . sendo iniciado nas primeiras 8 horas de vida. . 2º Edição.Gastroenterologia Pediátrica. apresentar dificuldade de ganho de peso. 2003 DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS NA INFÂNCIA A .F. COOPMED .. a desinformação. em unidades especializadas (Centro de Treinamento e Referência / CTR . 1a. Isto se deve ao fato de terem sido expostas não só ao HIV. como a negação e o medo de sua condição de infectado pelo HIV. Profilaxia com zidovudina para o recém-nascido Em recém-nascidos de mulheres infectadas pelo HIV deve ser administrado zidovudina. Edição.Serviço de Apoio Terapêutico/Assist.Prefeitura do Município de São Paulo. 1991 .Farmacêutica . Caderno Temático da Criança .Doenças do Aparelho Digestivo na Infância. No entanto.CRIE.MANUSEIO DE CRIANÇAS NASCIDAS DE MÃES SOROPOSITIVAS PARA HIV As crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV poderão ser encaminhadas para o acompanhamento em unidades básicas de saúde. J. OBS: Fazer controle de cura com exames parasitólogicos de fezes seriados (um exame a cada mês. U.C.DIP Orestes Diniz) para o atendimento a pessoas com infecção pelo HIV. solução oral. durante o período intra-uterino.

solicitar exames se necessário e encaminhar ao serviço especializado. Garantir o acolhimento . como a retomada do crescimento pôndero-estatural. vítimas de abuso sexual. Não compartilhar agulhas nos usuários de drogas injetáveis Eventos Sentinela . desenvolvimento neuropsicomotor e controle das complicações clínicas da infecção na determinação do sucesso terapêutico. vacinação e marcos importantes do desenvolvimento) em todas as consultas. nutricionista. Via parenteral . é algo subjetivo e só bem avaliado a longo prazo (com apoio da ESF. sem uso de preservativos . Vertical .Critérios imunológicos e virológicos: a cargo do especialista Consulta Médica . na 1ª consulta de pré-natal . RN ou criança com hepatite B (certificar transmissão vertical) . sendo importante enfatizar o uso de parâmetros clínicos. Mulheres com doença aguda (adquirida durante a gestação) ou gestante portadora crônica . Orientar os parentes quanto a transmissão/profilaxia . Usuário de drogas endovenosas Aspectos Preventivos . Uso de preservativos . Adolescentes não imunizadas. Mudança de categoria clínica 2 . Avaliação integral da criança (com avaliação do Cartão da Criança/curva de peso.8 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . . Falha no crescimento e/ou desenvolvimento neuropsicomotor . Deterioração neurológica . Imunização: vacinação em todas as crianças e adolescentes até 19 anos . assistente social. objetivo fundamental do tratamento. Avaliação das intercorrências com a criança. Garantir sigilo e privacidade no atendimento do paciente e familiares . comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. Consulta de Enfermagem . 1 . em atividade sexual. quando o caso fonte for portador de HBV ou de alto risco. Apoio multidisciplinar (psicólogo. Sexual (principalmente) . Adolescentes não imunizadas.Critérios clínicos . Transmissão . Orientar sobre os cuidados específicos do paciente Equipe . Orientar quanto à transmissão e profilaxia. . Qualidade de vida. . vítimas de exposição sanguínea. Conceito de sucesso terapêutico Deve ficar a cargo do especialista. etc) B . Priorizar o atendimento a esses pacientes . Falha terapêutica A falha terapêutica está relacionada.HEPATITE B Problemas As hepatites têm grande importância pelo número de indivíduos atingidos e pela possibilidade de complicações das formas agudas e crônicas. com ausência de imunização para hepatite B . Uso da imunoglobulina e vacinação nos RN’s de mães sabidamente portadoras do HBV. freqüentemente. UBS). após iniciar tratamento. Realização do HBsAg na gestante. à dificuldade de adesão ao tratamento. com doença aguda .

gama-GT. Remissão dos sintomas . é contra-indicação ao tratamento . Colúria. não compartilhamento de agulhas) . Durante a gestação. Orientações sobre a prevenção da Hepatite B (uso de preservativo. Acompanhamento da remissão da doença . a chance de cronificação é de 85% dos casos e a manifestação da hepatopatia crônica é bem mais precoce. até formas fulminantes. fosfatase alcalina. Aminotransferases maior que duas vezes o limite superior da normalidade . Normalização laboratorial (2 dosagens normais de aminotransferases. Idade superior a 2 anos. Icterícia: apenas 30% dos casos cursam com icterícia . desde formas subclínicas ou oligossintomáticas. com intervalo de 4 semanas) Complicações . náuseas. Em casos de suspeita. Consultas com intervalos de 3 a 4 semanas. HBsAg (+) por mais de 6 meses . Avaliação clínica/orientação . Suspensão da ingestão de álcool por no mínimo 6 meses. 5 a 10% dos casos tornam-se crônicos . anorexia. Pacientes com manutenção de exames alterados deveram ser encaminhados para serviços especializados Critérios de alta da hepatite aguda . acompanhadas de seguimento laboratorial (aminotransferases. Acompanhamento de pacientes assintomáticos . tempo de protrombina) .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 9 Sintomas Os quadros clínicos agudos variam. de moderada a intensa. Fadiga. HBeAg (+) ou HBV-DNA maior que 30. encaminhar ao médico Consulta Médica . bilirrubinas. Metade dos casos crônicos evoluem para doença hepática avançada (cirrose e carcinoma hepatocelular) Tratamento da Hepatite B Crônica . Medicamentos usados no tratamento da hepatite B crônica: interferon convencional (IFNc) ou lamivudina (LMV) Consulta da Enfermagem . hipocolia fecal Tratamento . Solicitação de triagem sorológica .000 cópias/ml (fase de replicação) . Verificação e atualização do cartão de vacina quando necessário . Encaminhamento ao especialista dos casos com evolução desfavorável . mal-estar geral e adinamia . Biópsia hepática com atividade inflamatória e/ou fibrose. Repouso relativo até a normalização das aminotransferases . preferencialmente por 1 ano . Os sintomas no período agudo mais comuns são: .

C . estima-se que apenas um terço dos pacientes com infecção aguda pelo vírus C venham a ter sintomas ou icterícia. avaliar tratamento tratamento Observação: (*) se o anti-HBc total for positivo. automaticamente. fase Se HbeAg (+): fase replicativa. o antiHBc IgM. antiHBe. o Laboratório Central fará. A persistência do HCV-RNA por mais do que seis meses após a infecção caracteriza a infecção crônica pelo HCV. Transmissão vertical . Tanto a infecção crônica quanto a infecção aguda pelo HCV são usualmente assintomáticas.10 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Propedêutica Propedêutica para Hepatite B Aguda Infecção Aguda HBsAg (+) e/ou Anti-HBc total (+) Laboratório Central (*) : ver observação abaixo Suspeita de hepatite B aguda Solicitar HBsAg e Anti-HBc total HBsAg (+) Anti-HBc IgM (-) HBsAg HBsAg (-) (-) Anti-HBc total (-) HbsAg (+) Anti-HBc IgM (+) HbsAg (-) Anti-HBc IgM (+) Infecção aguda ou falso-positivo Solicitar Anti-HBc IgM em 15 dias Possivelmente não infectado Se exposição recente. e Anti-HBs em 6 meses Anti-HBc IgM(+) Infecção aguda Anti-HBc IgM(-) Solicitar Anti-HBc total HBsAg(-) HbsAg (-) Anti-HBs(+) HBsAg HbsAg (+) (+) Anti-HBc IgM (-) Anti-HBc total(+) Infecção crônica Solicitar HBeAg. Transmissão sexual (principalmente em pessoas com múltiplos parceiros ou prática sexual de risco) . Provavelmente a taxa correta situe-se entre 10 e 15%. ALT e AST Cura Cura Infecção crônica Se HBeAg(+). a insuficiência hepática terminal e o carcinoma hepatocelular. O percentual de pacientes cronicamente infectados que evoluem para cirrose após 20 anos do contágio varia entre diversos estudos. Transmissão . Calcula-se que esse valor em média deve ficar entre 70 a 80% dos infectados. repetir exames em 15 dias Infecção aguda Solicitar HBsAg. cerca de 1 a 4% dos pacientes por ano desenvolvem carcinoma hepatocelular.HEPATITE C Problema O vírus da Hepatite C (HCV) é importante causa de cirrose em todo mundo. pouco se sabe a respeito da evolução da infecção crônica pelo HCV em períodos mais longos do que duas décadas. Uma vez com cirrose. Via parenteral (principal via de contágio) . são a cirrose. Entretanto. a longo prazo. As principais complicações potenciais da infecção crônica pelo vírus C.

verificar onde ocorreu a falha de acompanhamento no pré-natal. analisando: . Em caso positivo. edema. D . Indica contato prévio com o vírus da hepatite C. evolui com lesões irreversíveis.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 11 Critérios de inclusão para tratamento Pacientes com manutenção de exames alterados deverão ser encaminhados para serviços especializados. Ribaravina. observar se foi realizado tratamento completo . se positivo. Evento-Sentinela Na vigência de diagnóstico de sífilis no RN. coriza sanguinolenta. verificar se foi realizado tratamento completo . cilindrúria e hematúria . podendo manifestar-se até o final do 2ºano . Lesões do Aparelho Respiratório: choro rouco. caso positivo. encaminhar ao médico. . manifestações hemorrágicas. A infecção crônica deve ser confirmada pela pesquisa qualitativa de HCV-RNA. anemia hemolítica. Outras: febre. Hepatite C Crônica (genótipo2 e 3): Interferon Convencional e Ribaravina. hiperplasia de gânglios linfáticos. icterícia.SÍFILIS CONGÊNITA PRECOCE E TARDIA (Transmissão vertical) Problemas Se não realizado diagnóstico e tratamento em tempo hábil. O prognóstico está fundamentalmente relacionado com o grau de comprometimento visceral . não compartilhamento de agulhas). Lesões vicerais: hepatomegalia. Orientações sobre a prevenção da Hepatite C (uso de preservativo. verificar Cartão da Gestante. SNC: meningite(60% assintomáticas) e 10% dos casos não tratados desenvolvem neurosífilis . fissuras peribucais e perianal. irite. Consulta Médica . Avaliação clínica/orientação. Lesões ósseas difusas e simétricas. Lesões no Aparelho Urinário: anasarca. e coriorretinite. lesão ungueal. Hepatite C Crônica (genótipo1): Interferon peguilado. Se realizado pré-natal. sifílides maculosas e papulosas. . Relatório de alta da maternidade: verificar se foi realizado VDRL no pós-parto . rinite com destruição nasal e/ou rinorréia. Consulta da Enfermagem . Sífilis congênita precoce A maioria dos bebês sifilíticos é assintomática ao nascer. . proteinúria. feita em serviço especializado. Solicitação de triagem sorológica.SÍFILIS 1 . pênfigo. encaminhar para o serviço especializado para tratamento e acompanhamento. onde não foi realizado o pré-natal. e tratamento completo da gestante. Observar presença de outras DST No parto domiciliar. . alopécia. pedir sorologias para RN ou criança e para os pais. Aspectos Preventivos Realização do pré-natal conforme previsto no protocolo (pedido de VDRL no 1º e último trimestre e no pós-parto imediato). pneumonite intersticial . Lesões cutâneas e/ou mucosas (50%). esplenomegalia. mas não define se recente ou tardio. Os sinais clínicos precoces começam a aparecer entre a 3ª e 8ª semanas. Em casos de suspeita. Tratamento . Cartão da gestante: verificar presença de VDRL no 1º e 3º trimestre de gestação e. O diagnóstico de infecção aguda só pode ser feito com a viragem sorológica documentada. Anti-HCV: recomendado como teste inicial para pacientes apresentando sintomas e/ou sinais clínicos sugestivos de doença hepática. . pseudoparalisia de Parrot (mais tardia) . Caso haja história pregressa positiva na mãe e/ou parceiro. Sintomas .

Se o resultado for positivo. Consulta do médico Avaliar os exames positivos. e podendo persistir um estado infeccioso por vários meses após o nascimento. encontramos a Tríade de Hutchinson (queratite intersticial que pode causar cegueira. Diagnóstico: Reações sorológicas: VDRL. RN: linfócitos maiores que 25 leucócitos/mm³. . proteínas >100mg/dl . principalmente perianal e a adenomegalia (axilar. verificação do cartão de pré-natal do exame de VDRL. . fazer RX de ossos longos e acompanhamento ambulatorial. quando positivos. Nos casos em que a mãe foi adequadamente tratada. Se o resultado for negativo (titulação menor ou igual da mãe). As lesões cutâneo-mucosas podem estar presentes sob a forma de placas mucosas nos lábios e sifílides maculares. a lesão inicial é o cancro duro indolor. diagnosticados na Unidade Básica. RX de ossos longos: periostite. Sorologia não Treponêmica (VDRL) é indicada para diagnóstico e seguimento . deverá ser realizado VDRL do RN ou criança. Exame de liquor céfalo-raquidiano (LCR): .RUBÉOLA CONGÊNITA (transmissão vertical) Problemas A rubéola intra-uterina é uma infecção viral. geralmente grave. FTA-ABS E . 2 . Em crianças maiores de 18 meses. Em caso de exames positivos.12 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . osteíte e osteocondrite . Aspectos preventivos . . fissura de abóbada palatina. pedí-lo. No adolescente. pois tendem à negativação.SÍFILIS ADQUIRIDA (transmissão sexual) Em crianças ocorre geralmente devido a abusos sexuais. Geralmente os primeiros sinais observados da doença são condiloma plano. Na ausência do exame. Vacinação em pelo menos todas as mulheres suscetíveis. buscando sintomas citados. realizar RX de ossos longos e encaminhar ao CTR para prosseguir propedêutica. MHATP): são úteis na exclusão da doença nos casos em que o VDRL é falso positivo. com os exames realizados. Na vigência de VDRL positivo no RN ou criança. que pode resultar em má-formações de vários tipos. Nos casos em que a mãe foi adequadamente tratada. Consulta da Enfermagem Acolhimento do RN e sua mãe. . As má-formações serão mais graves. Sintomas de Sífilis Congênita Tardia Nas crianças acima de 2 anos de idade. . Propedêutica . encaminhar paciente e pais ao CTR. A gestante deve evitar contato com pessoas e crianças com suspeita ou diagnóstico de rubéola. Realizar exame clínico. fronte olímpica. papulares e papuloescamosas. assim como do relatório de alta da maternidade. quanto mais precoce a infecção. Crianças: 5 leucócitos/mm³ e proteínas>40mg/dl. estando a criança assintomática. quando não houver infecção. confirmam a infecção. nariz em sela). Sorologia Treponêmica (FTA-abs. deverá ser realizado VDRL do RN ou criança. lesões neurológicas e cardiovasculares. encaminhar ao médico. Solicitar os demais exames e encaminhar ao CTR para seguimento do paciente. Outros sinais: seqüelas ósseas (tíbia em sabre. dependendo da fase da gestação. alterações dentárias de 2ª dentição e surdez por lesão do VIII par). Para ambos realizar VDRL no líquor Tratamento . inguinal e cervical).

RN ou criança com sintomas característicos e com mãe não imunizada . evitando o contato com outros RNs e gestantes. Consulta de Enfermagem Fazer o acolhimento do RN com os sintomas descritos anteriormente. catarata. calcificação intracraniana. ultra-sonografia transfontanela ou tomografia computadorizada) e sempre encaminhar para a cardiologia. . estenose de artéria renal. Após feito diagnóstico de rubéola. Sistema Endocrinológico: diabete melito Propedêutica Realizar propedêutica (Teste Elisa IgM e IgG. microcefalia. mesmo com infecção subclínica . cuja mãe não tenha sido imunizada e encaminhar para o médico. Sistema Geniturinário: malformação do sistema pielocalicial. Baixo peso . hemograma. Retardo de crescimento intra e extra–uterino . criptorquidia . com disseminação hematogênica da mãe para o feto. Prematuridade . hepatoesplenomegalia. abaulamento de fontanela. O tratamento específico não é disponível no momento. etc . para detecção dos casos subclínicos. Olhos: retinopatia. Contato da gestante com pessoas com suspeita ou diagnóstico de rubéola . trombocitopenia com ou sem púrpura. RN com sintomas sugestivos de rubéola de mãe não imunizada . além dos exames citados acima. Falha na observação de sintomas sugestivos de rubéola na gestante ou ausência de relato pela mesma . Consulta Médica Fazer exame clínico e diagnóstico diferencial das TORCHS. Sistema Cardiovascular: hipoplasia da artéria pulmonar. Falta de imunização em adolescentes grávidas .TOXOPLASMOSE CONGÊNITA (transmissão vertical) Problema A infecção congênita ocorre sempre como conseqüência de infecção primária adquirida durante a gestação. rim policístico. convulsões. glaucoma. anemia. icterícia. encaminhar ao CTR com os exames para acompanhamento da criança. A infecção materna primária não obrigatoriamente dissemina para o feto. adenopatia . Sistema Nervoso: meningoenfacelite aguda. RX de crânio e de ossos longos. fundoscopia. coarctação do istmo da aorta. RN ou crianças com sintomas característicos sem acesso à história materna Tratamento RN sadio de mãe que adquiriu rubéola na gravidez deverá ser acompanhado ambulatorialmente. radioluscência óssea . Falta de propedêutica para o feto de baixo crescimento intra-uterino Sintomas . Sistema Ósseo: micrognatia. Sistema Auditivo: surdez sensorial . sendo inversamente relacionada ao tempo de gestação no qual a infecção materna ocorreu. opacificação da córnea. microftalmia. F . e a taxa de transmissão aproxima-se de 40%. pelo menos no primeiro ano de vida. nas seguintes situações: . retardo mental . Orientar a família a respeito da transmissibilidade até um ano de idade. persistência do ducto arterial. leucopenia. . RN de uma mãe com rubéola confirmada na gestação.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 13 Evento-Sentinela . Sistema Retículo-Endotelial: hepatite.

no último mês de gestação. Teste sorológico (Elisa IgM e IgG. TC de crânio se apresentar alterações. Ácido Folínico: 5 mg.MS. 2ª Edição. Orientação de prevenção da doença para a gestante Bibliografia 1-Ministério da Saúde. Se susceptível. Sintomas Esplenomegalia Hepatomegalia Baixo peso Pneumopatia Cardiopatia Acolia fecal Diarréia e Vômitos Retinocorioidite. reticulocidose e eosinofilia) . Não aguardar a avaliação do RN pelo infectologista para iniciar o tratamento . após suspeita clínica ou laboratorial e no CTR. . hidrocefalia Descontrole térmico Convulsões Distúrbios da motricidade Propedêutica . cuja mãe tenha IgG e IgM negativos ou não tenha sorologia . 3 vezes/semana O tratamento será suspenso após a avaliação do infectologista. Radiologia: Rx de crânio (calcificações). Avaliar sorologias no Cartão da Gestante. Avaliar resultados de exames. Orientação de prevenção da doença para a gestante Consulta Médica . entrar em contato com o CTR) . Evento-Sentinela . catarata. Repetir exame na maternidade (havendo sintomas sugestivos). Consulta de Enfermagem . Contato da gestante susceptível com animal vetor. USTF. repetir pelo menos no 2º trimestre/ início do 3º trimestre e. microftalmia Icterícia Petéquia Anemia Prematuridade Micro e macrocefalia. Realização de sorologia no pré-natal conforme protocolo da saúde da mulher (Elisa. plaquetopenia. Encaminhar para o CTR. Prescrever medicação para 30 dias e explicar a necessidade de não interromper o tratamento até a avaliação do especialista. Criança com sintomas sugestivos. se possível. se positivo verificar tratamento adequado .IgM e IgG) na 1ª consulta. Hemograma (avaliar anemia. . Acompanhar o tratamento da gestante e/ou RN. . Tratamento . Sulfadiazina: 100 mg/kg/dia de 12/12 horas . 2003 . Buscar sintomas sugestivos de toxoplasmose no RN ou criança. Fundo de olho deverá ser realizado também no CTR. Encaminhar ao médico . Avaliar Teste do Pezinho. de mãe susceptível e sem sorologia durante a gestação. Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças. com titulação) . Pirimetamina: 1 a 2mg/kg/dia de 12/12 horas . clínica e iniciar tratamento se necessário (em caso de dúvidas. Líquor (na maternidade. para extensão da propedêutica e tratamento.14 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Aspectos Preventivos . . Orientar a grávida de modo enfático a não consumir carnes cruas ou mal cozidas e evitar contato com gatos (animal vetor da doença) e não fazer jardinagem sem luvas. Teste do pezinho positivo para toxoplasmose. com resultado positivo para toxoplasmose . se diagnóstico tardio). Bilirrubinas e enzimas hepáticas .

1994. Neste ponto. Projeto Nascer/ Coordenação Nacional de DST/AIDS/ MS. BH VIDA/ Protocolo de Atendimento da Secretaria Municipal de Saúde-2002.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 15 2-Ministério da Saúde. já morreram cerca de 150. na África. de transmissão heterossexual. muitas das ações de atenção a este tipo de paciente podem e devem ser feitas por profissionais da atenção primária. É a quarta cidade brasileira em número de casos notificados. SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA Há 23 anos. Estima-se que Belo Horizonte possua 14. A assistência aos pacientes soropositivos atualmente é feita nos Serviços de Referência (SAE’s – Serviços de Atenção Especializada). Algumas destas orientações serão descritas abaixo. mulheres e aqueles que tem menos de 8 anos de escolaridade. de 4 de novembro de 2002 5-Ministério da Saúde. Percebe-se que informação e vontade não são suficientes para a prevenção da doença. segmentos sociais. Há muitas desigualdades de gênero.000 brasileiros com Aids. No Brasil existe uma estimativa de 600. 6-Pediatria Ambulatorial. modos de transmissão. 2003 3-Ministério da Saúde. Caso o paciente apresente sintomas sugestivos de imunodeficiência (vide quadro abaixo). em junho de 1981.MS. Quase 25 milhões de pessoas já faleceram e em torno de 42 milhões estão vivendo com o vírus HIV. lembrando que os Serviços de Referência funcionarão como suporte durante todo o tempo. os cientistas americanos relataram a primeira evidência clínica do que se tornaria conhecido como Síndrome de Imunodeficiência Adquirida ou SIDA. CTR Orestes Diniz. O médico orientará o usuário sobre a doença (evolução. o médico ou enfermeiro do Centro de Saúde devem entrar em contato com a URS Sagrada Família para agendar primeira consulta o mais rapidamente possível. a tendência da epidemia é atingir populações mais pobres. . Caminha também para o interior do país com 66% dos municípios registrando pelo menos um caso de Aids.000 pessoas portadoras do vírus não conhecem seu diagnóstico.COOPEMED-3ª edição/1998 7-Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis/ Manual de Planejamento e Coordenação de Programas/ AIDSCAP/Family Health International. a questão da vulnerabilidade individual e social. ORIENTAÇÕES PARA ATENDIMENTO DOS PACIENTES HIV POSITIVOS PELO PSF Os pacientes com resultados positivos nas duas amostras realizadas devem ter consulta agendada com médico da equipe de PSF em um prazo máximo de 1 semana a partir do recebimento do resultado da segunda amostra. bem como algumas infecções oportunistas. Caso o paciente esteja assintomático ou apresente queixas não relacionadas ao HIV ou à AIDS. No momento. sendo que 88% encontram-se na faixa de idade entre 20 a 49 anos. Hospital Eduardo de Menezes. muitos dos sintomas e sinais. Hepatites Virais. surge para nós um novo elemento.200. a doença espalhou-se por todo o mundo. em 1983. o reconhecimento. jovens. grupos étnicos e faixas etárias justificando a explosão da epidemia entre estes grupos mais destituídos de poder e que têm mais dificuldades para conquistarem a sua cidadania. aconteceram os primeiros casos em homossexuais masculinos e. beneficiando os pacientes. Hospital da Baleia). Entretanto. mas estão notificadas apenas 6. podem ser diagnosticadas por estes profissionais. O Brasil está Atento/ Ministério da Saúde/ Programa Nacional das Hepatites Virais. 2003 4-Ministério da Saúde. deve aguardar marcação de primeira consulta na rotina dos SAE’s (URS Sagrada Família. Portaria nº 863.000 soropositivos. Neste período. Manual de Assistência ao Recém – Nascido. Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV. Além das patologias que acometem a população em geral.2003 9-Secreatria Municipal de Saúde. Em 1981. MS/ Secretaria de Assistência a Saúde/ Coordenação Materno-Infantil.1996 8-Ministério da Saúde. sinais e sintomas) e realizará exame clínico.000 pessoas soropositivas. sendo que em torno de 300. Desde o início da epidemia.

.www. Uso de drogas: Já usou alguma vez drogas injetáveis (incluindo anabolizantes ou vitaminas) ou compartilhou seringas? Algum parceiro sexual seu já usou drogas injetáveis e compartilhou seringas? . . Fadiga: Acorda cansado? Cansa facilmente com atividades usuais? . Sinais e sintomas clínicos sugestivos de imunodeficiência moderada ou grave que demandam urgência relativa no encaminhamento dos pacientes HIV positivos para os SAEs . Candidíase oral. . . homossexual.16 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Alguns pacientes que tiverem mais dificuldade para lidar com o diagnóstico poderão necessitar de atendimento psicológico. Você tinha algum exame anti-HIV anterior negativo? Quando foi realizado? . . sinusite) Tuberculose pulmonar atípica. mulheres ou ambos? Você se considera heterossexual. . Como você acha que se contaminou com o HIV? . Testagem .org) Anamese . extrapulmonar ou disseminada Déficit neurológico focal Crise convulsiva Alteração súbita de comportamento (não relacionado ao recebimento do diagnóstico) Delírio/Alucinação Demência Herpes zoster em atividade Febre prolongada sem etiologia definida > 30 dias Anemia. Ocupacional: Você trabalha na área de saúde? Se sim. mesmo que apenas uma vez? Você ou algum parceiro sexual seu já apresentou alguma DST? Neste momento. . . . . . . Tatuagem: Tem alguma tatuagem? Onde e quando fez a tatuagem? Foi feita com agulha descartável? Anamese especial . 2003 . Por que você fez o exame anti-HIV? . Candidíase vaginal recorrente . leucopenia ou plaquetopenia sem etiologia definida SUGESTÃO DE ABORDAGEM DO PACIENTE HIV POSITIVO (adaptado do Manual de AIDS para Clínicos. Foi a primeira vez? .aidsinfo. bissexual ou outro? Como você se protege de doenças sexualmente transmissíveis? Quando foi a última vez que você fez sexo sem proteção? Em que situações você usa o preservativo? Você usa álcool ou drogas antes ou durante a relação sexual? Faz sexo por dinheiro ou drogas? Você modificou seu comportamento devido ao diagnóstico de HIV? Como você protege seu parceiro? . Quando você fez o teste? . já houve exposição a sangue ou fluidos contaminados no serviço? Já se acidentou com agulha contaminada? No caso de ter-se acidentado. Diarréia crônica sem etiologia definida (> 4 semanas) Perda de peso acentuada (> 10% nos últimos 3 meses) Dispnéia Tosse crônica (> 3 semanas) Infecções respiratórias recorrentes (pneumonia. Via sexual: Você tem algum parceiro sabidamente HIV positivo? Já fez sexo sem preservativo. fez acompanhamento com exames sorológicos? O paciente fonte foi testado? . . aproveite para colher informações sobre orientação e práticas sexuais: faz sexo com homens. principalmente entre 1977 e 1985 ou se submeteu a alguma cirurgia em que possa ter recebido sangue? . Transfusão Você ou algum parceiro seu recebeu sangue ou derivados.

qual o nome dos medicamentos? . Pulmonar: Tosse? Características da tosse. ansiedade. . Foi realizado anti-HIV no pré-natal de outras gestações? . dificuldade de concentração. Checar contato com tuberculose ou passado de tuberculose ativa: se já teve. distúrbios de memória. Checar passado de hepatites: se já teve hepatite. dormência. visão dupla? Em um olho ou ambos os olhos? . Checar história vacinal: tétano. alteração de marcha. qual tipo? . Possui parceiro fixo? Sabe resultado do anti-HIV do parceiro ou dos filhos (principalmente no caso de mulheres)? Informar sobre pessoas que podem servir como apoio. Visão: Visão turva.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 17 . . baixa acuidade visual. foliculite/acne. Possui algum animal de estimação? História social Qual o estado civil. com que freqüência. hepatite B (quantas doses?). seborréia? . formigamento ou dor em mãos e pés. Checar passado de DSTs. Peso: Qual o seu peso usual? Alguma perda de peso? Quanto e em quanto tempo? . Sudorese noturna: Suor à noite que molha lençol ou pijama? . qual a temperatura? . Pele: Passado de herpes zoster? História de micoses cutâneas. Dor ou dificuldade para deglutir? Engasgo ou náuseas quando tenta comer? . Dispnéia? Características da dispnéia. Sistema nervoso: Cefaléia. . Adenopatia: Notou aumento dos gânglios? História pregressa . Genital: Lesões ou feridas genitais no momento ou no passado? Corrimento vaginal ou uretral? . . Checar passado de doenças crônicas (diabetes. cardiopatia. Calafrios: Tremores associados a sensação de frio intenso? . Gastrointestinais: . Cavidade oral: Manchas/secreção esbranquiçada na boca ou na língua? Feridas na boca ou na garganta? . No caso de mulheres. Usa alguma medicação? Alergia a algum medicamento? . Familiares ou amigos sabem do seu resultado? Como tem sido a reação deles? Como tem lidado com o diagnóstico? Como você geralmente lida com seus problemas? Sente necessidade de apoio psicológico? Bebe álcool? Com qual freqüência? Tabagista? Usa drogas ilícitas? . Hábito intestinal: se queixar de diarréia. informar sobre suas características. Empachamento pós-prandial? Queimação retro-esternal? . convulsão. hipertensão. saúde das crianças (principalmente se paciente for mulher). Anorexia: Como anda seu apetite? . checar quando fez o último exame preventivo de colo do útero. Checar história de distúrbios mentais: depressão. . Febre: Tem febre? Há quanto tempo. qual o tempo de tratamento. entre outras). História familiar Tem filhos? Quantos filhos? Idade das crianças. Checar história ginecológica: gravidez pregressa ou atual. fraqueza em membros superiores ou inferiores? . saúde do parceiro.

Sarcoma Kaposi. Pele: examinar toda a superfície corporal. AIDS .18 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis História ocupacional Atualmente trabalhando? Em qual função? Carteira assinada? Alimentação Quais os produtos que ingere com mais freqüência? Consome leite sem pasteurização. Discutir com paciente quem. sensibilidade periférica. Altura com cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) . . entre amigos e familiares. peixe cru. micoses. hepatite viral. Pulso . Trata-se de uma doença crônica e com risco de vida se não for acompanhada e tratada de maneira adequada. Sinusite é um problema freqüente. úlceras na mucosa ou nos lábios. . psoríase. Perfil bioquímico: enzimas hepáticas. . notar a presença e localização de verrugas (Papilomavírus humano -HPV). memória recente e passada. creatinina . lesões aftosas. Exame neurológico sumário avaliando estado mental. Hemograma com plaquetas . julgamento. Pesagem . Discutir a importância de revelar seu diagnóstico ao parceiro para testagem do mesmo. Abdome: hepatomegalia ou esplenomegalia pode sugerir infecção por micobactéria. . C . Exames iniciais . Sorologia para toxoplasmose . Procurar por foliculite. micose sistêmica. ovo cru. orientação. uréia. Orientações gerais . Temperatura . Rastreamento para hepatite A. glicema. força e marcha. Urina rotina . carne mal passada. Inspeção de nariz/orelhas: locais comuns de Sarcoma de Kaposi ou lesões de herpes simples. . água filtrada? Atividade física Pratica atividade física regularmente? Exame clínico . frios em geral. Papanicolau . Ausculta cardíaca: sopro. HBs Ag). Radiografia de tórax . . É importante o acompanhamento médico regular e aderência ao tratamento proposto. placas esbranquiçadas. . Pressão arterial . Fazer exame especular em mulheres. Sarcoma de Kaposi ou leucoplasia pilosa. pode dar suporte e empatia. etc. e também identificar aqueles que podem estigmatizar o paciente e revelar sua sorologia a outros. Cavidade oral: usar lanterna. Inspecção genital e anal. Pulmões: ausculta e percussão. máculas violáceas ou pápulas. Acuidade visual . íons. . dermatite seborréica. . linfoma. . avaliação de pares cranianos. Perfil lipídico: colesterol fracionado e triglicérides . reflexos tendinosos. Linfonodos: palpação e medida dos linfonodos. B (Anti-HBc total. . VDRL .

No grupo. É importante.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 19 . angústias). pensa e sente a respeito do seu problema de saúde. visando o resgate dos recursos internos do indivíduo para que ele mesmo tenha possibilidade de se reconhecer como sujeito de sua própria saúde e transformação. a identificação da demanda do grupo é fundamental. É fundamental que a pessoa que realiza esta atividade tenha informações atualizadas e tecnicamente corretas sobre DST/Aids. é identificada e acolhida. dúvidas. Cabe à equipe do serviço de saúde funcionar de maneira harmônica e integrada e organizar-se da forma mais conveniente para que o aconselhamento seja desenvolvido durante o processo de atendimento dos usuários. relacionada ao seu problema de saúde. preocupações. Trocar informações sobre DSTs. torna-se possível o desenvolvimento de uma relação de confiança e a promoção de apoio emocional. Quem faz o aconselhamento? Todos os profissionais da equipe de saúde devem estar aptos a desenvolver o aconselhamento. Identificar com clareza a demanda do usuário . suas formas de transmissão. Dessa forma. Exames que serão solicitados nos Serviços de Referência . que o profissional esteja atento para perceber os limites que separam as questões que devem ser abordadas no espaço grupal daquelas pertinentes ao atendimento individual. estimulando sua participação nos atendimentos individuais subseqüentes. Em algumas circunstâncias. o nível de estresse do paciente é reduzido. além de otimizarem o tempo que o usuário passa no serviço de saúde. Pressupõe a capacidade de estabelecer uma relação de confiança entre os interlocutores. individualizado e centrado no usuário. sentimentos. etc. prevenção e tratamento . as pessoas têm a oportunidade de redimensionar suas dificuldades ao compartilhar dúvidas. A dinâmica grupal também pode favorecer o indivíduo a perceber sua própria demanda. entretanto. Procedimentos básicos do aconselhamento . à medida que a “demanda” do paciente (entendida como suas necessidades. as questões comuns expressas pelos participantes devem nortear o conteúdo a ser abordado. estimulando o cuidado de si e dos parceiros . propiciando as condições para o alcance dos seguintes objetivos: . permitindo a compreensão/consciência a respeito dos riscos pessoais de infecção para a DSTs atual e para o HIV . Na abordagem coletiva. a reconhecer o que sabe e sente. essencial em todo o processo. Promover a comunicação e tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) Aconselhamento individual e coletivo O aconselhamento pode ser realizado em grupo ou individualmente. Reafirmar a confidencialidade e o sigilo das informações prestadas . medos. HIV e Aids. Nesse sentido. Realizar avaliação de riscos. Os grupos realizados em sala de espera podem ser um exemplo dessa abordagem. Promover a adesão ao tratamento . PCR quantitativo para o HIV ACONSELHAMENTO EM DST/AIDS (Adaptado do material produzido pela CN DST/AIDS – Ministério da Saúde) Aconselhamento O aconselhamento é entendido como um processo de escuta ativa. conhecimentos. essa abordagem pode provocar alívio do estresse emocional vivenciado pelos pacientes. Identificar os limites e as possibilidades existentes para a adoção de medidas preventivas. Outro aspecto importante para que o aconselhamento se desenvolva adequadamente é adotar uma postura de acolhimento valorizando o que o paciente sabe. Contagem de CD4 . Objetivos do aconselhamento Durante o processo de aconselhamento. facilitando a formação do vínculo de confiança.

HIV e Aids . Oferecer testagem anti-HIV e aconselhamento pré e pós-teste Aconselhamento pré-teste anti-HIV . Avaliar com o usuário a realização ou não do teste . Prestar apoio emocional ao indivíduo . Estimular a disseminação das orientações recebidas . principalmente o fato de uma DSTs facilitar a transmissão do HIV. Identificar barreiras para a mudança das situações de risco . Reafirmar o caráter voluntário e confidencial da testagem . qualquer que seja ela . Reforçar para o usuário a diferença entre HIV e Aids . ou do tratamento ser incompleto ou da auto-medicação . Ajudar o indivíduo a avaliar e perceber seus riscos de infecção pelo HIV e outras DST . Sondar qual o apoio emocional e social disponível ao usuário (família. prevenção e tratamento. Avaliar com o paciente seu histórico de outras DST e as situações de risco que culminaram nesta DST . Reforçar a necessidade da adoção de práticas mais seguras para a redução de riscos . incluindo grupos comunitários de apoio quando necessário . Trocar informações sobre DSTs e HIV e Aids. Trocar informações com o usuário sobre o significado dos possíveis resultados do teste . Explicar o benefício e demonstrar o uso correto do preservativo . Favorecer a desconstrução de estigmas. Contribuir para a elaboração de um plano viável de redução de riscos . mitos e preconceitos relacionados às DSTs. Considerar. Reforçar a necessidade da adoção de práticas seguras frente ao HIV. Identificar as crenças e os valores do usuário acerca das DSTs. parceiros. HIV e Aids . também neste período Aconselhamento pós-teste diante de resultado negativo . Facilitar ao indivíduo a expressão de sentimentos . Trocar informações sobre o sistema de teste e o conceito de “janela imunológica” . Ajudar o paciente a reconhecer suas responsabilidades e possibilidades em lidar com seu problema . HIV e Aids. com ênfase nas situações de risco do usuário . possíveis reações emocionais no período de espera do resultado do teste .20 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . pode alterar a percepção de risco . Explicar as complicações decorrentes de não ser feito o tratamento. Enfatizar a relação entre DSTs. Considerar. trabalho e outros) . com o indivíduo. Verificar história anterior de testagem e riscos . Reforçar a necessidade de retorno ao serviço se não houver melhora ou sempre que apresentar algum sintoma . Reforçar a necessidade do tratamento dos parceiros sexuais . Avaliar e recomendar a possibilidade de outras práticas sexuais seguras . Utilizar linguagem compatível com a cultura do usuário . Lembrar que o consumo de álcool e outras drogas. amigos. Trocar informações específicas sobre a(s) DST apresentada(s) . o impacto em sua vida dos possíveis resultados do teste . Avaliar a possibilidade do indivíduo estar em “janela imunológica” e necessitar de um novo teste . Estimular a auto-estima e autoconfiança do indivíduo . lícitas ou ilícitas. Lembrar que um resultado negativo não significa imunidade . ou foi infectada tão recentemente que não produziu anticorpos necessários para detecção pelo teste utilizado . com o usuário. Informar que um resultado negativo significa que a pessoa não está infectada. suas formas de transmissão. Avaliar possíveis dificuldades quanto ao uso do preservativo e sua superação . Encaminhar o usuário para outros serviços de assistência.

. Reforçar as práticas seguras já adotadas ou a serem adotadas pelo usuário frente ao HIV Aconselhamento pós-teste diante de resultado positivo . Conversar sobre sentimentos e dúvidas.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 21 . caso ainda haja dúvidas . Os riscos da amamentação . tais como raiva. ressaltando que a infecção é controlável . o paciente pode transmitir o vírus para outros . Reforçar o benefício e demonstrar o uso correto do preservativo . Desmistificar sentimentos que associam HIV/Aids a culpa. A necessidade de realizar o teste de todos os filhos nascidos após a infecção Aconselhamento pós-teste diante de resultado indeterminado . possíveis reações emocionais no período de espera do resultado do teste e referenciar para apoio psicológico. negação e outros . Reforçar a necessidade da adoção de práticas seguras para a redução de riscos de re-infecção pelo HIV e outras DSTs . mesmo sendo um portador assintomático. prestando o apoio emocional necessário . Reforçar a importância de acompanhamento médico. reforçar a importância de não compartilhar seringas para o consumo de drogas injetáveis . Permitir o tempo necessário para que a pessoa assimile o impacto do diagnóstico e expresse seus sentimentos . Considerar. caso seja solicitada . Enfatizar que. visto que anticorpos não estão plenamente desenvolvidos . morte e outros . Estar atento para o manejo adequado de sentimentos comuns. depressão. ou um verdadeiro positivo de uma infecção recente. incluindo grupos de apoio . reforçar a importância de não compartilhar seringas para o consumo de drogas injetáveis . podendo ou não estar com a doença desenvolvida . rejeição. As formas de transmissão vertical do HIV (da gestante para o feto). A transmissão dos anticorpos maternos e o processo de soroconversão no recém-nascido . Orientar a realização de nova coleta para refazer o teste no período definido pelo laboratório . com o usuário. parto ou aleitamento . Enfatizar a necessidade do resultado ser comunicado aos parceiros sexuais oferecendo ajuda. Reforçar a adoção de práticas seguras para a redução de riscos de infecção pelo HIV e outras DST . Caso seja necessário. Formas de minimizar as chances da transmissão vertical . Em caso de gestante explicar: . punição. ansiedade. Explicar que um resultado indeterminado pode significar um falso positivo devido a razões biológicas. Reforçar o benefício e demonstrar o uso correto do preservativo. Orientar quanto à necessidade dos parceiros realizarem o teste anti-HIV . Definir com o usuário os serviços de assistência necessários. medo. se necessário. Retomar que um resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus. que podem ocorrer durante a gestação. Caso seja necessário.

OFERECER ANTI-HIV E VDRL. NOTIFICAR. a adesão ao tratamento e o fornecimento e orientação para utilização adequada de preservativos. AGENDAR RETORNO. pela compressão da base do pênis em direção à glande. ENFATIZAR A ADESÃO AO TRATAMENTO. . CORRIMENTO VAGINAL: presença de corrimento vaginal associado a hiperemia. Utiliza fluxogramas que ajudam o profissional a identificar as causas de uma determinada síndrome. . Classifica os principais agentes etiológicos segundo as síndromes por eles causadas. associado ou não a sinais de colpite. DEFINIÇÕES DE CASOS DE DST’s BASEADAS NA ABORDAGEM SINDRÔMICA ÚLCERA GENITAL: presença de lesão ulcerada em região genital. Indica o tratamento para os agentes etiológicos mais freqüentes na síndrome. se necessário. Inclui a atenção dos parceiros. CORRIMENTO URETRAL EM HOMEM: presença de corrimento uretral verificado com o prepúcio retraído e. o aconselhamento e a educação sobre redução de riscos. com ou sem ectrópio. . . de origem não traumática. CONVOCAR E TRATAR PARCEIROS. FLUXOGRAMA PARA ABORDAGEM DE CORRIMENTO URETRAL PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO URETRAL ANAMNESE E EXAME FÍSICO BACTERIOSCOPIA DISPONÍVEL NO MOMENTO DA CONSULTA? NÃO SIM DIPLOCOCOS GRAM NEGATIVOS INTRACELULARES PRESENTES SIM NÃO TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA TRATAR SÓ CLAMÍDIA ACONSELHAR. e/ou edema da mucosa vaginal. Inclui a oferta da sorologia para sífilis e para o HIV. . CORRIMENTO CERVICAL: presença de mucopus cervical verificado obrigatoriamente ao exame especular.22 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis ABORDAGEM SINDRÔMICA DE DST Adaptado – Manual de bolso Doenças Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA ABORDAGEM SINDRÔMICA .

dose única. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. iniciar o tratamento o mais precocemente possível com .2 milhão UI em cada nádega). em dose única (1. de 8/8 horas. por 7 dias mais Metronidazol 2g. ou Doxiciclina 100 mg. VO. tratar com: Eritromicina (estearato) 500 mg. Gestantes Evitar tratar recidivas. VO. durante 7 dias Atenção no retorno. VO. de 6/6 horas. prurido) com: Aciclovir 400 mg.4 milhões UI. por 10 dias ou até a cura clínica. nas recorrências de herpes genital. recomenda-se o tratamento para as duas causas mais freqüentes de úlcera genital. de 8/8 horas por 7 a 10 dias. aumento de sensibilidade. VO. VO. VO. por 7 a 10 dias. VO. Tianfenicol 2.5g. VO. a sífilis primária e o cancro mole: Sífilis Penicilina G Benzatina. TRATAR SÍFILIS E CANCRO MOLE Como o diagnóstico laboratorial imediato não é conclusivo e nem sempre está disponível. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. VO. mais . VO. durante 7 dias. em caso de persistência do corrimento ou recidiva.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 23 TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA Clamídia G onorréia Azitromicina 1g. de 12/12 horas. ou Sulfametoxazol/Trimetoprim (800 mg e 160mg). Tratar o primeiro episódio: . de 8/8 horas por 5 dias. 6/6 horas por 15 dias (para os pacientes comprovadamente alérgicos à penicilina . 6/6 horas. Aciclovir 400 mg. VO. em dose única. por 7 dias. o tratamento deve ser iniciado de preferência ao aparecimento dos primeiros pródromos (dores articulares. de 12/12 horas.ver capítulo específico sobre alergia à penicilina a seguir) Cancro mole Azitromicina 1g VO em dose única. mais VO. FLUXOGRAMA PARA ABORDAGEM DE ÚLCERAS GENITAIS PACIENTE COM QUEIXA DE ÚLCERA GENITAL ANAMNESE E EXAME FÍSICO HISTÓRIA OU EVIDÊNCIADE LESÕES VESICULOSAS? SIM TRATAR HERPES GENITAL NÃO TRATAR SÍFILIS E CANCRO MOLE LESÕES COM MAIS DE 4 SEMANAS NÃO SIM - ACONSELHAR OFERECER ANTI-HIV E VDRL ENFATIZAR ADESÃO AO TRATAMENTO NOTIFICAR CONVOCAR PARCEIROS AGENDAR RETORNO - TRATAR SÍFILIS E CANCRO MOLE FAZER BIÓPSIA INICIAR TRATAMENTO PARA DONOVANOSE TRATAR HERPES GENITAL No primeiro episódio de herpes genital. dose única. 2. Aciclovir 400 mg. de 6/6 horas. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. via IM.

ou até a cura clínica. de 6/6 horas. OU FRIABILIDADE.24 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Gestantes Tratar sífilis e cancro mole. VO. respectivamente.VAGINOSE E CANDIDÍASE < 4.4 milhões UI. com: . ou . além de: . 3 semanas. em dose única. OU ESCORE DE RISCO MAIOR OU IGUAL A DOIS? SIM NÃO TRATAR GONORRÉIA E CLAMÍDIA SIM CORRIMENTO VAGINAL PRESENTE? NÃO MICROSCOPIA DISPONÍVEL NA CONSULTA? SIM NÃO TRATAR CONFORME O ACHADO pH VAGINAL E/OU TESTE DO KOH DISPONÍVEL? NÃO SIM TRATAR TRICOMONÍASE. OU DOR À MOBILIZAÇÃO.0 < 4. VO. 3 semanas ou até a cura clínica. TRATAMENTO PARA DONOVANOSE . Penicilina G Benzatina. Doxiciclina 100 mg. 2. via IM. de 12/12 horas por.5 Ambos negativos TRATAR CANDIDÍASE INVESTIGAR CAUSA FISIOLÓGICA E/OU INFECCIOSA TRATAR TRICOMONÍASE E VAGINOSE • • • • • • ACONSELHAR OFERECER VDRL E ANTI-HIV ENFATIZAR ADESÃO AO TRATAMENTO CONVOCAR PARCEIROS SOMENT E NOS CASOS DE CERVICITE E TRICOMONÍASE AGENDAR RETORNO NOTIFICAR • • • COLETAR MATERIAL PARA PAPANICOLAOU OFERECER VDRL E ANTI-HIV ACONSELHAR . FLUXOGRAMA PARA ABORDAGEM DE CORRIMENTOS VAGINAIS PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL OU PRESENÇA DE CORRIMENTO EM QUALQUER SITUAÇÃO ANAMNESE (DETERMINAR ESCORE DE RISCO) EXAME CLÍNICO-GINECOLÓGICO MUCOPUS ENDOCERVICAL. Eritromicina (estearato) 500 mg. no mínimo. no mínimo. por 7 dias ou até a cura clínica. VO. de 12/12 horas por. Sulfametoxazol/Trimetoprim (800 mg e 160mg).

Gonorréia Ceftriaxona 250mg. A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. VO.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 25 TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA Clamídia Azitromicina 1g. de 6/6 horas. VO. VO. . Nutrizes Neste período a mulher deverá ser orientada em relação à retirada e armazenamento do leite. dose única.5g. mais Gonorréia Tianfenicol 2.75%. . Metronidazol 2g. Nessas situações. tonturas. Tinidazol 2 g. por 5 dias. Metronidazol 2 g. durante 7 dias mais Gonorréia Tianfenicol 2. ou Eritromicina (estearato) 500mg. Portadoras do HIV devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. de 12/12 horas. Metronidazol Gel a 0. “gosto metálico na boca”) . 1 aplicador vaginal (5g). ou . Durante o tratamento as relações sexuais devem ser suspensas. por 7 dias. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. ou .75%. VO. VO. por 7 dias. TRATAR TRICOMONÍASE . dose única. IM. em dose única. dose única. VO. de 12/12 horas. VO. deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses para avaliar se há persistência das alterações. dose única (suspender o aleitamento. ou Eritromicina (estearato) 250mg. dose única. quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool. por 5 dias. diretamente no peito. de 06/06 horas. náuseas. Manter o tratamento se a paciente menstruar. por 24 horas). de 08/08 horas. VO. dose única. Metronidazol 500 mg. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima deve-se evitar a ingestão de álcool (risco de efeito antabuse. pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel 0. VO. por 14 dias (casos de sensibilidade gástrica). . de 06/06 horas. VO. mais Parceiros Clamídia Azitromicina 1 g. por 7 dias. ou . ou Azitromicina 1 g. . Para alívio dos sintomas. Gestantes ou Nutrizes Clamídia Amoxicilina 500mg. Observações: . VO. 2 vezes ao dia.5g. O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral e nos casos de alcoolismo. caracterizado por mal-estar. para garantir a nutrição do bebê. VO. casos de alterações morfológicas celulares podem estar associados à tricomoníase. VO. VO. 1 aplicador vaginal (5g). VO. ou Doxiciclina 100 mg. durante 7 dias (contra-indicado em gestantes e nutrizes). Parceiros Tratar sempre ao mesmo tempo que a paciente e com o mesmo medicamento. dose única. Gestantes Tratar somente após completado o primeiro trimestre com Metronidazol 2 g. em dose única. . . Por isso. dose única. de 12/12 horas. dose única.

de 12/12 horas. VO. por 7 dias. VO. Metronidazol 2 g. ou . por 2 dias. por 5 dias. à noite ao deitar-se. . Tianfenicol 2. dose única (somente após completado o primeiro trimestre).26 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis TRATAR VAGINOSE BACTERIANA . Clotrimazol. VO. Metronidazol 2 g. Observações . O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle. nestes casos. por 7 dias (somente após completado o primeiro trimestre). 1 aplicação via vaginal. VO. dose única. Cetoconazol 400 mg. Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. Parceiros Não precisam ser tratados. Gestantes . ou . Tratar com: . ou . VO.5 g/ dia. VO. VO. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos de reaparecimento da doença. creme vaginal a 1%. Metronidazol 500 mg. TRATAR TRICOMONÍASE E VAGINOSE BACTERIANA (AO MESMO TEMPO) . de 8/8 horas. dose única. Gestantes Tratar após completado o primeiro trimestre com Metronidazol 250 mg. VO. dose única. durante 10 dias. após almoço ou jantar. VO. por dia. podendo apresentar reincidência pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse período. ou . exceto os sintomáticos. dose única. O tratamento tópico acima relacionado pode ser usado em gestantes. Metronidazol 250 mg. ou para alívio do prurido (se necessário). Tinidazol 2 g. fazer aplicação vaginal de violeta de genciana a 2%. VO. de 8/8 horas. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico. Metronidazol 500 mg. utilizando pinça e algodão embebido com a solução. Parceiros Não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros apenas para os casos em que haja reaparecimento da doença. VO. por 7 dias. Gestantes A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez. ou . deve-se investigar causas sistêmicas predisponentes. Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima deve-se evitar a ingestão de álcool (risco de efeito antabuse). Metronidazol 2 g. Parceiros Metronidazol 2 g. de 12/12 horas por 7 dias. TRATAR CANDIDÍASE .

Como não se conhece a sensibilidade e a especificidade do auto-diagnóstico. mucosa nasal. e. como o ácido acético. o paciente for imunodeficiente. localizando-se mais freqüentemente. Atualmente são conhecidos mais de 70 tipos. Seguimento Após o desaparecimento dos condilomas não é necessário controle. já as perianais podem ocorrer em homens e mulheres que não têm história de penetração anal e menos freqüentemente podem estar presentes em áreas extragenitais como conjuntivas. existir dúvida diagnóstica ou suspeita de neoplasia (lesões pigmentadas. verruga genital ou crista de galo. A infecção pode também assumir uma forma denominada subclínica. Agente etiológico O Papilomavírus humano (HPV) é um DNA-vírus não cultivável do grupo papovavírus. Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano devem ser investigados outros fatores que favorecem o aparecimento da doença: diabetes. embora esta medida raramente seja necessária e está indicada quando: . Novos exames. . de acordo com seu potencial de oncogenicidade. as lesões podem ser únicas ou múltiplas. podem . friáveis e/ ou pruriginosos e se presentes no colo uterino. dependendo do tamanho e localização anatômica. Os pacientes devem ser notificados da possibilidade de recorrência que. Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação. Na forma clínica. em intervalos menores. imunodepressão e inclusive a infecção pelo HIV e uso de corticóides. Os tipos de alto risco oncogênico. Podofilina ou ácido tricloroacético 90%. entre eles o estado imunológico e tabagismo. e pode ser confirmado por biópsia. os pacientes devem ser examinados três meses após o final do tratamento. região perianal. na vulva. fixas ou ulceradas) . quando associados a outros co-fatores. também podem ser sintomáticos. As verrugas intra-anais são predominantes em pacientes que tenham tido coito anal receptivo. de transmissão freqüentemente sexual. Estes vírus estão divididos em 3 grupos. no caso da mulher. endurecidas. as lesões não responderem ao tratamento convencional . Tratamento Forma subclínica – encaminhar para propedêutica de colo de útero. uretra e ânus. Observações . INFECÇÃO PELO PAPILOMAVIRUS HUMANO (HPV) Conceito Doença infecciosa. oral e laríngea. vagina.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 27 Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. sulco bálano-prepucial e região perianal. localizadas ou difusas e de tamanho variável. também conhecida como condiloma acuminado. na glande. têm relação com o desenvolvimento das neoplasias intra-epiteliais e do câncer invasor do colo uterino. períneo. . as lesões aumentarem de tamanho durante ou após o tratamento . Os fatores que determinam a persistência da infecção e sua progressão para neoplasias intraepiteliais de alto grau (displasia moderada. Os condilomas. freqüentemente. Condiloma Acuminado: Eletrocautério. vagina e colo. displasia acentuada ou carcinoma in situ) são os tipos virais presentes e co-fatores. Quadro clínico A maioria das infecções são assintomáticas ou inaparentes e podem apresentar-se clinicamente sob a forma de lesões exofíticas. podem ser dolorosos. sendo que 20 deles podem infectar o trato genital. Diagnóstico O diagnóstico do condiloma é basicamente clínico. visível apenas sob técnicas de magnificação e após aplicação de reagentes. no caso do homem. ocorre nos três primeiros meses.

O uso de preservativos pode reduzir. os parceiros sexuais de pacientes com condilomas devem ser buscados. Sendo assim. Apenas em raros casos. Todavia. vagina e vulva: eletro ou criocauterização. reforçar a orientação e aconselhamento quanto à prevenção do HIV e de outras DSTs. a operação cesariana deverá ser indicada. durante 12 meses e após este período. a cada 6 meses. Como as lesões durante a gestação podem proliferar e tornar-se friáveis. durante 6 meses. muitos especialistas indicam a sua remoção nesta fase. Lesões pequenas. anualmente. portanto o procedimento não deve ser realizado baseando-se apenas na prevenção da transmissão do HPV para o recém-nascido. o tratamento do parceiro com objetivo de reduzir sua transmissão não é necessário.28 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis ser úteis para: . Esses parceiros também podem ser beneficiados pela orientação quanto às implicações de terem um parceiro sexual portador de condiloma. documentar a inexistência de condilomas . as lesões condilomatosas poderão atingir grandes proporções. isoladas e externas: eletro ou criocauterização em qualquer fase da gravidez . porque o papel da reinfecção na persistência ou reincidência de lesões é mínimo. seja pelas alterações hormonais e imunológicas que ocorrem neste período. apenas a partir do 2º trimestre . Lesões pequenas. uma vez que poderão se beneficiar de exame médico para avaliação da presença de condilomas não suspeitados ou de outras DSTs. Como o tratamento de condilomas não elimina o HPV. como o auto-exame tem valor desconhecido. já que o risco da infecção naso-faríngea do feto é muito baixa. . seja pelo aumento da vascularização. mas não eliminar. Lesões grandes e externas: ressecção com eletrocautério ou cirurgia de alta freqüência ou exérese por alça diatérmica ou LEEP (Loop Excison Electrosurgical Procedure). o risco de transmissão para parceiros não contaminados. se não houver evidência de recorrência. A escolha do tratamento vai se basear no tamanho e número das lesões: . As mulheres tratadas por lesões cervicais devem ser seguidas de rotina após tratamento pelo exame ginecológico e citologia oncótica a cada 3 meses. mesmo na ausência de lesões visíveis. visto que pode provocar sangramento importante e deve restringir-se à lesão propriamente dita . Gestantes Na gestação. as parceiras devem ser aconselhadas a submeterem-se regularmente ao rastreio de doenças pré-invasivas do colo uterino. em qualquer fase da gravidez. ainda que na ausência de tratamento que erradique o vírus. especialmente no caso das mulheres. As mulheres devem ser aconselhadas quanto à necessidade de se submeterem ao rastreio de doenças pré-invasivas do colo uterino na mesma freqüência que as mulheres não contaminadas pelo HPV. Nunca usar Podofilina durante qualquer fase da gravidez . controlar ou tratar complicações do tratamento . Mulheres com condilomatose durante a gravidez deverão ser seguidas com citologia oncológica após o parto Portadores do HIV O tratamento para esses pacientes deve basear-se nos mesmos princípios referidos para os HIV negativos. ou seja. A presença de condilomas genitais sem lesão macroscópica cervical ou suspeita colpocitológica (Papanicolaou) de lesão pré-invasiva não é indicação para colposcopia. Parceiros O exame dos parceiros sexuais não tem utilidade prática para o manejo dos condilomas. quando o tamanho e localização das lesões estão causando obstrução do canal de parto ou quando o parto vaginal possa ocasionar sangramento excessivo. os pacientes e seus parceiros devem ser cientificados de que podem ser infectantes. colo. Este procedimento exige profissional habilitado. como qualquer mulher sexualmente ativa. Não está estabelecido o valor preventivo da operação cesariana. em seguida.

O risco de infecção é maior entre os comunicantes mais próximos do paciente bacilífero (principalmente os do seu domicílio). surgem 130 mil casos novos de tuberculose. forma clínica e situação bacteriológica: Bacteriologia Positiva (70%) Pulmonar (90%) 15 anos e + (85%) Extrapulmonar (10%) Número total de casos (100%) Bacteriologia Positiva (20%) Pulmonar (75%) Menores de 15 anos (15%) Extrapulmonar (25%) Sem confirmação bacteriológica (80%) Sem confirmação bacteriológica (30%) Fonte: Plano Nacional de Controle de Tuberculose. os crescentes fluxos migratórios. Em Belo Horizonte são notificados aproximadamente 1200 casos novos por ano em pessoas residentes do município. EPIDEMIOLOGIA As estimativas atuais mostram uma prevalência de 50 milhões de infectados pelo bacilo de Koch no Brasil. ainda se convive com taxas altas de abandono de tratamento devido a longa duração do processo. havendo 6 mil óbitos anuais (16 mortes por dia). transmitido através da tosse.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 29 CONTROLE DA TUBERCULOSE INTRODUÇÃO A tuberculose é um grande problema de saúde pública mundial que vem se agravando mesmo nos países onde já se encontrava sob controle. dos quais são notificados cerca de 90. Anualmente. e a Região Metropolitana de Belo Horizonte cerca de 2 mil casos novos por ano. devido a fatores como as mudanças na faixa etária. principalmente nos países em desenvolvimento. No entanto. fala ou respiração de um paciente com a forma pulmonar e baciloscopia direta do escarro positiva (mais de 5 mil bacilos por mililitro de escarro). espirro. e o esquema de tratamento usado no Brasil é o melhor da atualidade. O agente etiológico da tuberculose é o Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). Distribuição dos casos esperados de tuberculose. a epidemia de Aids e as dificuldades dos sistemas de saúde pública. o aumento da resistência às drogas.000 ao Ministério da Saúde. baixa resolutividade e a fragilidade da relação entre os profissionais de saúde. A tuberculose da laringe também é transmissível. por grupo etário. . os pacientes e seus familiares. dificuldades de acesso dos pacientes aos serviços de saúde. Minas Gerais registra cerca de 6 mil casos novos anuais de tuberculose. Acrescenta-se ainda a estes fatores. o empobrecimento de grandes parcelas da população. Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde-2000 A tuberculose é uma doença curável.

Na meningoencefalite tuberculosa há sintomas inespecíficos na 1ª semana de doença (febre. e a dificuldade em se obter secreções para a baciloscopia do escarro nos indivíduos destas faixas etárias. anorexia) e. suspeita de falência do tratamento e multi-resistência às drogas (com teste de sensibilidade). anorexia. sem melhora com o tratamento convencional para germes comuns. por volta da 2ª semana. escarros hemoptóicos e hemoptise geralmente acompanhados de sintomas gerais como febre vespertina. tanto em adultos quanto em crianças (quadro I). . irritação ou adinamia. persistente por mais de 15 dias e frequentemente vespertina. através de exames anátomo-patológicos e/ou outros mais complexos.30 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis DIAGNÓSTICO CLÍNICO Formas pulmonares As formas pulmonares são as mais freqüentes. em dias consecutivos. Entre os adultos. emagrecimento e adinamia. podendo mesmo haver casos totalmente assintomáticos. no grupo de comunicantes de pacientes bacilíferos. dispnéia e dor torácica (em escolares e adolescentes). Os pacientes bacilíferos são os responsáveis pela transmissão da doença. Formas extrapulmonares As formas extrapulmonares são geralmente conseqüentes à disseminação linfo-hematogênica ocorrida durante a primoinfecção e aparecem após períodos variáveis de tempo. perda de peso e hepatoesplenomegalia. tendo-se em vista a fisiopatogenia da doença na infância e adolescência. pleural etc). pacientes suspeitos de formas extrapulmonares (meningoencefálica. além de dor torácica. irritabilidade e sudorese noturna. chieira. anorexia.responsáveis por sua cadeia de transmissão. Os casos bacilíferos ocorrem em pequena proporção (quadro I). Recomenda-se a coleta de 2 ou 3 amostras. gênito-urinária. por especialistas. predominantemente paucibacilar. na maioria das vezes. Os sintomas respiratórios mais frequentes são tosse. Os sintomas e sinais são dependentes da localização da doença e o diagnóstico é feito. a tosse com expectoração há 3 semanas ou mais é o sintoma mais freqüente. como toxemia. As formas miliares associam-se à meningoencefalite em 30% dos casos. que adoecem com maior freqüência. Alguns casos manifestam-se como pneumonias de evolução arrastada. Algumas vezes. que diagnostica grande parte dos casos da doença . febre alta. Cultura para Microbactérias Deve ser solicitada nos seguintes casos: pacientes suspeitos de tuberculose pulmonar e que estão persistentemente negativos ao exame direto do escarro. para os comunicantes ou não de bacilíferos e para os portadores de alterações radiológicas pulmonares. ao lado de sintomas gerais. O exame deve ser solicitado para pacientes sintomáticos respiratórios(com tosse e expectoração há 3 semanas ou mais). apresentam sintomas em proporção mais elevada e infectam maior número de comunicantes. surgem os sintomas neurológicos (de hipertensão intracraniana e de comprometimento dos pares cranianos). Nas crianças e adolescentes as manifestações clínicas podem ser variadas. Os casos de tuberculose em crianças e adolescentes devem ser pesquisados.os pulmonares bacilíferos . DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Baciloscopia direta do escarro É um método simples. prioritariamente. alterações do humor. pacientes que retornam após abandono do tratamento. Formas agudas disseminadas A tuberculose miliar geralmente tem início súbito e apresenta-se com grande acometimento do estado geral. dispnéia. perda de peso. anorexia. sudorese noturna. seguro e barato. há dissociação clínico-radiológica (poucas manifestações clínicas e extensas lesões radiológicas). adinamia. como febre de intensidade moderada. recidiva após cura.

Há aumento das proteínas (acima de 3 g%). Teste Tuberculínico (PPD) É um método auxiliar para o diagnóstico. Com o passar do tempo. ultrassonografia. OUTROS EXAMES Nas formas extrapulmonares. isoladamente. clínicos. . . elevação de proteínas (acima de 3g%) e glicose normal ou baixa. o líquido é um exsudato de cor amarelo-citrino. o achado do BAAR é fundamental para o diagnóstico. líquido pleural. tuberculosis e a conversão do PPD é de 2 a 12 semanas. é altamente indicativo de infecção pelo M. clínicoradiológicos ou histopatológicos sugestivos de tuberculose-doença. porém com reações um pouco menores. o PPD pode ser não-reator em até 20% dos casos. oftalmológico. pode indicar apenas tuberculose-infecção (e não doença). hipertensivo e apresenta aumento da celularidade (raramente acima de 1. 5 a 10% da população geral apresentam anergia tuberculínica. com predomínio de linfócitos. produz-se uma alergia à tuberculina semelhante àquela que ocorre entre os infectados. mesmo em crianças vacinadas com BCG e independente da época e da idade da vacinação. um PPD superior a 15 mm. Estudos brasileiros. cloretos normais e glicose normal ou baixa. peritonial etc) Na meningoencefalite tuberculosa. mostraram um percentual de reatores fortes que variou de 60 a 80%. Reações fracas podem acontecer devido a infecções por micobactérias não-tuberculosas. tuberculosis. o líquor é claro ou opalescente. Nos indivíduos com tuberculose-doença. Na tuberculose pleural. Os adultos portadores de radiografia do tórax sugestiva de tuberculose deverão ser submetidos à baciloscopia do escarro e. podendo ocorrer aumento de polimorfonucleares na fase inicial. e a reação mantém-se pelo resto da vida na grande maioria dos casos. apesar de não confirmarem a etiologia. exame neurológico. à cultura para o bacilo de Koch (BK). pois um resultado positivo. com predomínio de linfócitos. e não imunidade.000 cel/mm3). . É importante salientar que: . . Exames radiológicos São auxiliares no dignóstico de várias formas de tuberculose e mostram a extensão das lesões. incapacidade de expressar a hipersensibilidade à tubérculo-proteína. radiológicos e laboratoriais. No entanto. Deve ser analisado em conjunto com os dados epidemiológicos. PPD após a vacinação com BCG Nos indivíduos vacinados com BCG. Entretanto. são necessários exames especializados (tomografia computadorizada. A desidrogenase lática (LDH) é elevada (geralmente acima de 200 UI). . Biópsias / Exames histopatológicos Utilizados principalmente para o diagnóstico das formas extrapulmonares da tuberculose. A lesão típica é o granuloma. na presença de elementos epidemiológicos. isto é. Como esta lesão ocorre em outras doenças. realizados 8 a 10 semanas após a vacinação de escolares tuberculino-negativos. com necrose caseosa. já que a confirmação bacteriológica nesta faixa etária é difícil. Deve-se levar em conta as situações clínicas que podem conduzir a resultados falso-negativos (vide Manual de Normas: Plano Nacional de Controle da Tuberculose-2000). há muitas crianças vacinadas que nunca reagirão ao PPD. Em crianças e adolescentes a radiografia do tórax é de extrema importância.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 31 Exames bioquímicos dos líquidos orgânicos (líquor. pH ácido e alta concentração de fibrina. . se esta for negativa em 2 ou 3 amostras. Não há método confiável para a distinção da alergia tuberculínica causada pelo BCG daquela provocada pela infecção natural. infecção por micobactérias não-tuberculosas ou vacinação prévia com BCG. há diminuição gradativa da hipersensibilidade pósvacinal (de 2 a 5 anos). que é um infiltrado histiocitário de células multinucleadas. O intervalo entre a infecção pelo M. . etc) e a concorrência de especialistas. indicando hipersensibilidade (alergia) à proteína do bacilo da tuberculose. É indispensável a solicitação do PPD nas crianças comunicantes de pacientes bacilíferos. embora nem sempre ocorra.

Suas vantagens são: .Pirazinamida = Z . ESQUEMA I .Etionamida = Et R 1ª fase (2 meses . principalmente aos pacientes bacilíferos. por tempo suficiente e a supervisão da tomada dos medicamentos são os meios para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento da resistência às drogas.2RHZ / 4RH INDICADO NOS CASOS NOVOS DE TODAS AS FORMAS DE TUBERCULOSE Peso do doente Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Mais de 20 kg e até 35 kg Mais de 35 kg e até 45 kg mg/dia 450 300 1500 450 300 E . O tratamento dos bacilíferos é a atividade prioritária de controle da tuberculose. já que permite a quebra de sua cadeia de transmissão. . . Os pacientes terão consulta médica e/ou de enfermagem uma vez por mês.Etambutol = . assegurando a cura do paciente. Prevenção da tuberculose multidroga-resistente . onde será checado o Tratamento Supervisionado. complexidade e problemas de sensibilidade. supervisionados por pessoa da família ou da comunidade. São exemplos: hemocultura. adequadamente treinada para tal. Altos índices de cura (acima de 95%) . Os pacientes poderão tomar a medicação nos Centros de Saúde.Estreptomicina = Mais de 45 kg mg/dia 600 400 2000 600 400 S . de 2ª a 6ª feira (nos primeiros 02 meses) e 03 vezes por semana (nos 04 meses restantes). Os pacientes poderão tomar a medicação em casa. serviços especializados ou em instituições de pesquisa.Isoniazida = mg/kg/dia mg/dia 10 300 10 200 35 1000 10 300 10 200 H . Prevenção de novas infecções: rápida quebra da cadeia de transmissão da doença . as seguintes opções de Tratamento Supervisionado: . Bactec. supervisionados pelos Agentes Comunitários de Saúde. das hospitalizações e da mortalidade . desde que obedecidos os princípios da moderna quimioterapia.32 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis OUTROS MÉTODOS DIAGNÓSTICOS Pelo seu alto custo. ESQUEMAS DE TRATAMENTO Em todos os esquemas. A ESTRATÉGIA DOTS (TRATAMENTO SUPERVISIONADO) É uma das intervenções de saúde mais bem sucedidas dos anos 90 e a mais efetiva para o controle da tuberculose. Melhor custo-benefício TRATAMENTO SUPERVISIONADO NO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Ao se iniciar o tratamento serão oferecidas. que possui um impresso próprio de preenchimento (Caderneta do Tratamento Supervisionado de Tuberculose . A associação medicamentosa adequada. especificidade e valores preditivos.RHZ) H Z R 2ª fase (4 meses . TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA TUBERCULOSE A tuberculose é uma doença curável em quase 100% dos casos.RH) H Siglas: Rifampicina = R . estes procedimentos são realizados somente em serviços de referência. no Centro de Saúde. marcadores biológicos e técnicas de biologia molecular (PCR e outros). sorologia.DOTS). Redução do abandono de tratamento. Os pacientes poderão tomar a medicação em casa. o uso de doses corretas. a medicação é de uso diário e deverá ser administrada em uma única tomada.

c) O tratamento da associação tuberculose e HIV.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 33 Observações a) As drogas deverão ser administradas preferencialmente em jejum. por mais três meses (2RHZ/7RH). ESTREPTOMICINA E OUTROS AMINOGLICOSÍDEOS . independente da fase de evolução da infecção viral. Importante . Se o resultado for positivo. ETIONAMIDA . Em casos individualizados. RIFAMPICINA . ISONIAZIDA: associar Piridoxina (vitamina B6) durante toda a gravidez . o tempo de tratamento poderá ser prolongado. retorno após abandono e falência de tratamento. após aconselhamento. em uma única tomada ou. PIRAZINAMIDA . ETIONAMIDA E OUTRAS TIOAMIDAS . deve-se iniciar ou manter o tratamento com o Esquema I e encaminhar o paciente para os locais de referência para atendimento em HIV/Aids. Em todos os casos de tuberculose de adultos deve ser solicitada a sorologia para HIV. TIOSSEMICARBAZONA . Drogas seguras na gravidez . OFLOXACINA . TUBERCULOSTÁTICOS E GRAVIDEZ A mulher grávida com tuberculose não representa problemas para o tratamento. ETAMBUTOL . com a colaboração de especialistas das áreas. Para os casos de meningoencefalite tuberculosa. . ESTREPTOMICINA . Deve ser feito o ajuste de doses à medida que aumenta o peso corporal. recidiva. TIOACETAZONA Drogas que devem ser evitadas na gravidez . em caso de intolerância digestiva. As mulheres grávidas deverão ser tratadas com o Esquema I. junto com uma refeição. PIRAZINAMIDA . CICLOSERINA Drogas com uso criterioso . b) O tratamento das formas extrapulmonares (exceto a meningoencefálica) terá a duração de seis meses. ÁCIDO PARAMINOSSALICÍLICO(PAS) . RIFAMPICINA . CIPROFLOXACINA . . POLIPEPTÍDEOS . será de seis meses. na sua 2ª fase. consultar o Manual de Normas Técnicas e o Protocolo de Tuberculose. ISONIAZIDA (observar o bebê para sinais de neurite periférica e hepatite) . ETAMBUTOL . cuja evolução clínica inicial não tenha sido satisfatória. QUINOLONAS TUBERCULOSTÁTICOS E ALEITAMENTO MATERNO Drogas seguras no aleitamento materno .

. insuficiência cardíaca congestiva. hepática. etc . portadores de seqüelas anatômicas ou funcionais graves e os pacientes que tiveram efeitos adversos graves durante o tratamento. DPOC. icterícia (todos os casos). sem resultado. Indicações cirúrgicas da tuberculose . CAPREOMICINA . CLOFAZIMINA INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO . sem comprovação bacteriológica da cura. CONTROLE DO TRATAMENTO É feito mensalmente. insuficiência renal. Intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas graves . e devem ser orientados a retornarem ao Centro de Saúde apenas em caso de aparecimento de sintomas.34 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . insuficiência respiratória. grande comprometimento do estado geral. CONTROLE PÓS-CURA A maioria dos pacientes curados não necessita de controle após o tratamento. pode-se utilizar o exame radiológico e outros mais especializados. Em casos especiais. Maiores investimentos dos governos em saúde pública . Grande comprometimento do estado geral . com o acompanhamento clínico e a baciloscopia do escarro (nos casos bacilíferos. nos quais já foi tentado o tratamento supervisionado pelos Centros de Saúde. pacientes psiquiátricos. Co-morbidades descompensadas (diabetes. Internação social: pacientes com grande risco de abandono do tratamento (moradores de rua. Melhora das condições de vida . Complicações graves da doença: hemoptise. PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE A redução do problema da tuberculose só é obtida por meio de um conjunto de medidas: . etc . Alguns casos especiais justificam um ou mais controles após o final do tratamento: portadores de HIV/Aids e outras imunodeficiências. reações dermatológicas graves. Estima-se a duração da proteção em 10 anos. enquanto houver escarro). etc) . Intolerância medicamentosa incontrolável em ambulatório. Descoberta de casos e tratamento (medida mais eficaz) . Quimioprofilaxia VACINAÇÃO COM BCG Os estudos mais recentes demonstram que a vacina BCG tem uma eficácia média de 50% contra todas as formas de tuberculose e de cerca de 78% contra as formas disseminadas e pulmonares. Vacinação com BCG . usuários de álcool e outras drogas ou com história de abandonos anteriores). Meningoencefalite . CLARITROMICINA .

e o tratamento dos recém-nascidos co-habitantes de casos de tuberculose bacilífera. Menores de 15 anos. População indígena . Sob criteriosa decisão médica 5. Se não reator: vacinar BCG (se não tiver sido vacinado antes) ou observação (se já tiver sido vacinado) . Se reator: quimioprofilaxia secundária 2. sem tuberculose ativa. utiliza-se a cepa Moreau-RJ. Alcoolismo . Comunicantes de bacilíferos . para impedir o adoecimento caso ocorra o contágio (quimioprofilaxia primária). no mínimo. QUIMIOPROFILAXIA É o tratamento dos infectados pelo bacilo da tuberculose. .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 35 No Brasil. Indicação Recém-nascidos co-habitantes de bacilíferos. A droga utilizada no Brasil é a isoniazida. Se reator: manter a Isoniazida por mais 3 meses . na dose de 10mg/Kg/dia (máximo de 300mg/dia). Sarcoidose . A via de aplicação padronizada é a intradérmica. Nefropatias graves . em Minas Gerais. 10mm. na dose de 0. Sem sinais de tuberculose ativa 4. comunicantes de bacilíferos: .1ml. Com BCG e PPD ≥ 15mm Observação PPD não reator e contágio recente: repetir entre 40 e 60 dias . Repetir o PPD: . sem quimioterapia anterior . Silicose . Viragem tuberculínica recente (até 12 meses) de. Quimioprofilaxia Primária . mas com condição clínicas de alto risco . PPD reator forte . A duração do tratamento é de 3 ou 6 meses na quimioprofilaxia primária e de 6 meses na quimioprofilaxia secundária. 3. Comunicantes de bacilífero . Diabetes insulino-dependente . Portadores de imagens radiológicas compatíveis com tuberculose inativa. Se não reator: suspender a Isoniazida e vacinar com BCG Quimioprofilaxia Secundária Indicação 1. aplicada na inserção inferior do deltóide (braço direito). sem PPD prévio. Uso prolongado de corticosteróides e imunossupressores . Linfomas . Sem BCG e PPD ≥ 10mm . Imunodeprimidos (por doenças ou uso de drogas) . Independente da idade e do estado vacinal . sem sinais de tuberculose ativa. com o objetivo de impedir o seu adoecimento (quimioprofilaxia secundária). Esquema Isoniazida (3 meses). bastante imunogênica e com pouco potencial de causar efeitos colaterais. Reatores fortes ao PPD. A primovacinação deve ser feita ao nascer e. aplica-se a 2ª dose (revacinação) aos 10 anos de idade.

Radiografia do tórax Crianças e adolescentes . Exame clínico . Encaminhamentos . até 15 anos de idade . Procura de casos de tuberculose Deve ser feita através de busca ativa na população que freqüenta o serviço e através da visita domiciliar dos agentes comunitários de saúde. quando houver tosse e expectoração . Baciloscopia direta do escarro . Tratamento e controle dos casos de tuberculose 6. Baciloscopia do escarro (nas crianças maiores e adolescentes com tosse e expectoração) Após serem investigados e não se constar tuberculose-doença. Para avaliação por especialistas 5. Infectados pelo HIV . Vacinação e revacinação com BCG 7. Baciloscopia do escarro. Realização de exames .36 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis CONDUTA PARA OS COMUNICANTES (PRINCIPALMENTE NAQUELES DE CASOS BACILÍFEROS) Adultos . Pessoas com doenças ou condições sociais que se predisponham à tuberculose (residentes em comunidades fechadas. Radiografia do tórax . Teste tuberculínico (PPD).Fazer anamnese e exame físico (o paciente deve ser pesado em todos os atendimentos) 02. Exame clínico . Para a realização de radiografias e exames mais complexos . Comunicantes de casos de tuberculose (principalmente dos bacilíferos) . Fornecimento de dados para o Sistema de Informação ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM TUBERCULOSE Primeira consulta Competência do médico ou enfermeiro 01. Indivíduos com alterações radiológicas pulmonares 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELOS CENTROS DE SAÚDE NO CONTROLE DA TUBERCULOSE 1. mendigos. as crianças e adolescentes devem ser orientadas a procurar o Centro de Saúde em caso de aparecimento de sintomas. usuários de álcool e outras drogas. profissionais de saúde etc) . Imunodeprimidos (por doenças ou uso de medicamentos) . Quimioprofilaxia 8. Sintomáticos respiratórios (indivíduos com tosse e expectoração há 3 semanas ou mais) . Investigação dos comunicantes 3. PPD 4.Esclarecer o diagnóstico para o paciente . Devem ser priorizados os grupos com maior probabilidade de apresentar tuberculose: .

Avaliar adesão ao tratamento 03.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 37 03.Anotar no livro preto 10.Orientar quanto à coloração avermelhada da urina (pela Rifampicina) 08.Orientar sobre: · Transmissão da doença · Adesão ao tratamento · Exame dos comunicantes · Agenda de retornos · Possíveis efeitos dos medicamentos 06. pedir o BAAR (dos casos positivos ao diagnóstico).Resolver com o paciente a melhor estratégia para o tratamento supervisionado (se em casa ou no Centro de Saúde) 04. para a avaliação do tratamento.Agendar consulta para os comunicantes.Pesquisar se os comunicantes foram avaliados 06.Anotar no livro preto Observações .Exame clínico (incluído o peso) 04. com enfermeiro ou assistente social Obs.Agendar o próximo retorno 10.Checar a avaliação dos comunicantes 04. quando necessário 08.Preencher a Ficha Mensal de Acompanhamento e Alta 07.Solicitar o BAAR para a próxima consulta (dos casos positivos ao diagnóstico) ou outros exames.Agendar o próximo retorno 05. Na 5ª consulta. garantindo a contemplação de todos os itens Segunda consulta Competência do médico 01. laboratorial e radiológica para a alta 02.Interpretar resultados de BAAR e outros exames 05. caso não haja nenhuma intercorrência.Orientações de alta para o paciente e fornecimento de relatório 05. A 3ª.Orientar as mulheres em idade fértil sobre a interferência da Rifampicina na eficácia de anticoncepcionais orais.: As orientações devem ser feitas de acordo com a especificidade de cada categoria profissional. quando necessário 09. se necessário 06. podendo entregar pedido de Rx de tórax (feito pelo médico ou enfermeiro).Preencher a Ficha Mensal de Acompanhamento e Alta 03. Avaliar a necessidade de reforçar outros métodos anticoncepcionais 07.Esclarecer as dúvidas 03.Anotar no livro preto Sexta consulta Competência do médico 01.Solicitar o BAAR para a próxima consulta (dos casos positivos ao diagnóstico) ou outros exames.Orientar o paciente a procurar o Centro de Saúde em caso de efeitos colaterais dos medicamentos.Rever o tipo de tratamento indicado 02.Preencher a ficha de notificação do SINAN 09.Prescrever os medicamentos 05. 4ª e 5ª consultas poderão ser realizadas pelo enfermeiro. para a alta .Sugere-se marcar um primeiro retorno em 15 dias. seguindo-se o esquema de tratamento inicialmente adotado . BAAR e PPD.Checar a compreensão do paciente sobre a doença 02.Avaliação clínica. antes de suspendê-los 09.Encaminhar o paciente para a pós-consulta Pós-consulta Competência do enfermeiro ou auxiliar de enfermagem 01. quando necessário.Prescrever medicamentos 08.Orientar quanto à tomada dos medicamentos 04. o Rx de tórax de todos os casos pulmonares ou outros exames.Solicitar os exames dos comunicantes 07.

Ele permite ver o bacilo causador da doença. 3. sugerimos solicitar ao paciente que faça uma corrida.O paciente deve lavar a boca com água para retirar algum resto de alimento. bem como o do respectivo Centro de Saúde. A Ficha de Notificação do SINAN e a Ficha Mensal de Acompanhamento e Alta deverão ser encaminhadas semanalmente à Gerência de Epidemiologia (GEREPI) dos respectivos Distritos Sanitários. de material plástico transparente (padronizado).Todos os comunicantes adultos de casos de tuberculose. para mostrar se a doença está evoluindo bem ou não.38 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . para promover a expectoração e viabilizar a coleta. Se é comunicante. REFERÊNCIA DE CASOS PARA O C. Não é necessário jejum. O nome do médico solicitante deverá ser legível. com informações sobre tratamentos anteriores e exames de diagnóstico e controle (baciloscopias. radiografias e outros). logo após acordar. a critério médico. Em alguns casos. solicitar relatório mensal ou bimestral e para a alta dos pacientes em tratamento. e com isto identificar os casos positivos (bacilíferos) que são os transmissores. pois há escarro em maior quantidade (acumulado à noite). O BAAR é usado também no controle do tratamento. Escrever num esparadrapo ou fita crepe: . 2. Obs. em local possível.S. com o telefone de contato. IMPORTANTE: o paciente deverá levar também a sua Caderneta do Tratamento Supervisionado. . O nome do paciente. permitindo ver a quantidade de escarro sem destampar. podem ser pedidas 2 ou 3 amostras em 2 ou 3 dias seguidos. próximo da Unidade de Saúde. de uma única vez. . que deve ser feita após a corrida. Neste caso. enquanto houver escarro. No dia da consulta o paciente deverá levar um relatório médico completo. e o material pode ser colhido. . a qualquer hora do dia. OSWALDO CRUZ As consultas deverão ser marcadas pelo telefone 3277-8880. O número de amostras é idêntico ao do 1º item. permitindo seu tratamento imediato e quebrando a cadeia de transmissão. . Se o exame é para diagnóstico ou controle. Os potes devem ser identificados no seu corpo e não na tampa para que. que apresentarem tosse com escarro. O arquivo rotativo deverá ser verificado diariamente para a identificação de possíveis faltosos e busca ativa dos pacientes. em condições especiais. NORMATIZAÇÃO PARA A COLETA DO ESCARRO O exame direto de escarro ao microscópio (baciloscopia ou BAAR) é o método mais seguro e rápido para o diagnóstico de tuberculose pulmonar.Todas as pessoas que procurarem o Centro de Saúde por qualquer motivo e que apresentarem tosse com escarro por 3 semanas ou mais (Sintomáticos Respiratórios). Modo de colher o escarro Pela manhã. Recipiente para a coleta do escarro Deve ser descartável.Todos os pacientes em tratamento de tuberculose pulmonar. positivos ao diagnóstico: 1 amostra mensal.: O paciente pode levar as 2 ou 3 amostras de escarro do 2º ou 3º dia ao laboratório. ao serem destampados. . de boca larga. não haja troca das amostras dos pacientes. Indicações do exame de escarro (BAAR) 1. Nos casos de tuberculose extrapulmonar que envolvam outros especialistas. quando houver dificuldades para fazer a coleta acima citada. tossir e escarrar dentro do pote. pois o material guardado na geladeira por 2 ou 3 dias não sofre alteração na sua população de bacilos. respirar fundo.

que fornecerão os medicamentos e enviarão os dados para o Sistema de Informação. etc . bem como o do respectivo Centro de Saúde. o paciente deverá levar um relatório médico completo. e no dia da consulta. TENTAR O TRATAMENTO SUPERVISIONADO. radiografias e outros). depois de comprovado que o paciente se submetia regularmente a estes procedimentos . As consultas mensais serão no C.S. . insuficiência renal. TRATAMENTO SUPERVISIONADO DOS PACIENTES ATENDIDOS NO CENTRO DE SAÚDE OSWALDO CRUZ A supervisão do tratamento destes pacientes deverá ser feita pelo Agente Comunitário de Saúde do Centro de Saúde mais próximo da sua residência. Intolerância medicamentosa não controlada no Centro de Saúde.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 39 Casos a serem referenciados . CTR-DIP Orestes Diniz – Fone: 3277. Co-morbidades que exijam reajustes de doses. As consultas mensais serão nos Centros de Referência. Ambulatório do Hospital da Baleia – Fone: 3489-1572 Tratamento supervisionado dos pacientes que tratam nos Centros de Referência para HIV A supervisão do tratamento destes pacientes deverá ser feita pelo Agente Comunitário de Saúde do Centro de Saúde mais próximo da sua residência. Ambulatório do Hospital Eduardo de Menezes – Fone: 3383-8000 – Ramal 170 . Se não der resultado. Oswaldo Cruz. após serem instituídas as medidas preconizadas pelo Manual de Normas. As consultas serão marcadas por telefone. com história de múltiplos abandonos. imunossupressão. REFERÊNCIA DE CASOS COM CO-INFECÇÃO TUBERCULOSE – HIV Todos os casos de co-infecção tuberculose-HIV deverão ser encaminhados para os Centros de Referência abaixo. Suspeita de falência do tratamento com os Esquemas I e IR. Adultos com 3 baciloscopias negativas e possibilidade de instituição do tratamento de prova. não deverão ser encaminhados. Serviço de Infectologia da URS Sagrada Família – Fone: 3277-5751 e 3481-4020 . avaliar a necessidade de internação e encaminhar para a Unidade de Emergência do Hospital Júlia Kubitschek ou para o Hospital Eduardo de Menezes.4341(para crianças) e 3248-9547(para adultos) . . Casos de tuberculose extrapulmonar de difícil manejo (forma ocular e outras) Observação Os casos com problemas sociais. hepatopatias. com informações sobre tratamentos anteriores e exames de diagnóstico e controle (sorologia para HIV. com o telefone de contato. troca de esquema ou dúvidas sobre interação medicamentosa: insuficiência cardíaca congestiva. O nome do médico solicitante deverá ser legível. baciloscopias. . exceto suspeita de hepatite medicamentosa (deve ser encaminhada aos Hospitais de Referência) . que fornecerá os medicamentos e enviará os dados para o Sistema de Informação.

náuseas. sintomas inespecíficos (dor abdominal. Dor abdominal intensa e contínua . Que etapas devem ser seguidas ? . Colher sangue para sorologia e/ou tipagem viral (conforme tabela 1 do Anexo 1) 3. todo caso suspeito. Mialgia (dor nos músculos) . Exantema (erupção puntiforme na pele) . tosse. Vômitos e rigidez de nuca . Notificar em Ficha de Investigação Epidemiológica. Quem atende o paciente com suspeita de dengue ? O médico ou o enfermeiro. Prostração (abatimento. Derrames cavitários (pleural. podem estar associados aos sintomas acima ou dominar o quadro clínico. Pesquisar sinais de alerta (conforme pergunta 6) . Sintomatologia de dengue sem resultado de exame negativo. Artralgia (dor nas articulações) . acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: . Casos com manifestações hemorrágicas ou Prova do Laço positiva . Pacientes com história pregressa de: . contagem do pulso e pressão arterial (PA) em pé e sentado . anorexia e irritabilidade). O que deve ser considerado episódio prévio de dengue ? .40 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO AOS PACIENTES COM SUSPEITA DE DENGUE 1. dor de garganta) . desde que esteja adequadamente treinado e sempre sob supervisão do médico enfermeiro. 4. outros) . Pesquisar os pacientes que devem ser encaminhados à consulta médica (conforme pergunta 4) . Tosse. Medir temperatura. Todos os casos em que houver dúvida se é dengue . Dor retro-orbitária (dor atrás dos olhos) . Cefaléia (dor de cabeça) . Identificar se é caso suspeito de dengue (conforme pergunta 3) . dor de ouvido. Pacientes no 1° dia de melhora da febre ou 5° dia de doença 5. vômitos. Icterícia . Sintomas respiratórios (coriza. em duas vias (1 para a epidemiologia e 1 para o laboratório) . Realizar Prova do Laço (conforme pergunta 7) . Hepatomegalia dolorosa . Casos com sinais de alerta . Casos com febre acrescidos de pelo menos 1 dos quadros abaixo: . Como identificar um caso suspeito de dengue ? . O auxiliar de enfermagem poderá prestar o atendimento inicial. rubor facial. Observações: Em crianças. peritoneal. diarréia. Quais são os sinais de alerta ? . Casos com episódio prévio de dengue . Sorologia positiva para dengue . catarro e dor torácica . 2. Pesquisar febre há menos de 7 dias. Que pacientes devem ser encaminhados à consulta médica ? . Todas as crianças . devido ao risco aumentado de febre hemorrágica do dengue (FHD). Linfonodos atrás do pescoço e orelhas . pericárdico. Pesquisar episódio prévio de dengue (conforme pergunta 5) . Vômitos persistentes . enfraquecimento) . 6.

> 40% nas mulheres e > 38% nas crianças.3 cm Contar o número de petéquias dentro do círculo Considerar positiva quando houver 20 ou mais petéquias Valorizar qualquer número de petéquias. O que fazer com pacientes na situação 1 (dengue clássico)? . em crianças 8. Quais as principais situações clínicas possíveis ? Tabela 1 . .Principais situações encontradas Manifestações Sinais hemorrágicos ou Prova do Laço (+) Sinais de alerta Plaquetas Hematócrito Situação 1 Não Não Não faz Não faz Situação 2 Sim Não Normal Normal Situação 3 Sim Não Baixa Elevado Situação 4 Sim Sim Baixa Elevado Situação 5 Sim Choque Baixa Elevado 10. Diminuição da temperatura corporal associada à sudorese profusa . . Sorologia para dengue . . Lipotímia . . Exames de confirmação diagnóstica (de acordo com orientações do Anexo 1) . PCR para identificação viral . . Retorno no 1° dia de melhora da febre ou 5° dia de doença. devido ao risco de desenvolver FHD nesse período . O que fazer com pacientes na situação 2 (dengue clássico com manifestação hemorrágica) ? . Aguardar por 5 minutos com manguito insuflado Soltar o ar do manguito e retirá-lo do braço do paciente Procurar por petéquias na área onde estava o manguito e abaixo da prega do cotovelo Escolher o local de maior concentração e marcar um círculo com diâmetro de 2.000) e hematócrito (considerar elevado se > 45% nos homens. Hipotensão postural (PA Sistólica sentado – PA Sistólica em pé > 10 mmHg) . Medir a pressão arterial Insuflar o manguito até o ponto médio entre a pressão máxima e mínima. Procura imediata de serviço de urgência em caso de manifestações hemorrágicas ou sinais de alerta .5) 9. Hipotensão arterial . Como é feita a Prova do Laço ? . Plaquetas (considerar baixa se < 100. Orientar: . Em pacientes anêmicos. . Pressão arterial convergente (PA Sistólica – PA Diastólica < 20 mmHg) . . Que exames devem ser realizados ? . Liberar para o domicílio . ou aumento de 20% sobre o hematócrito basal. Exames para avaliação de pacientes com manifestações hemorrágicas.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 41 . Taquicardia (Freqüência Cardíaca > 100 bpm em repouso) . Dar alta no 1° dia de melhora da febre ou 5° dia de doença. Atestado médico. Prova do Laço positiva ou com sinais de alerta . Prescrever dipirona (e/ou paracetamol) e hidratação oral . Prescrever dipirona (e/ou paracetamol) e hidratação oral . Cianose 7. . considerar elevado se relação hematócrito/hemoglobina > 3. se Prova do Laço negativa e ausência de sinais de alerta . se necessário 11.

. com volume e velocidade conforme avaliação clínica . com atenção especial atenção à ventilação e ruídos adventícios. Realizar estudos de imagem (Raio X de tórax ou ultrassom tóraco-abdominal) na suspeita de derrames cavitários. Iniciar hidratação parenteral. 2. Reavaliar o paciente de acordo com a gravidade do caso . Encaminhar para hospital de urgência/emergência. deve-se precocemente realizar entubação endotraqueal e ventilação mecânica (quadro 1). usar Hood fechado com 8 l por minuto. Internar em leito de terapia intermediária ou intensiva . 3. Monitorização com oximetria de pulso.42 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . se necessário Liberar para o domicílio Notificar imediatamente a Vigilância Epidemiológica (GEREPI do Distrito Sanitário). por no mínimo 24 horas . Exame clínico seriado dos campos pulmonares. O que fazer com pacientes na situação 5 (choque circulatório) ? . com raios horizontais ou ultrassom tóraco-abdominal) na suspeita de derrames cavitários. mantendo hidratação venosa: Pacientes em situação 4 ou 5 . Suplementação de 02 por máscara ou catéter nasal. . . até o limite de 10 l/min. Manutenção da função respiratória 1. Internar em leito de observação ou enfermaria. Em casos onde a oferta de 02 não for suficiente. Orientar: . Repetir plaquetas e hematócrito conforme necessidade . Notificar imediatamente o Serviço de Vigilância Epidemiológica. no maior volume possível. objetivando Saturação de O2 > 92%. Atestado médico. por telefone ABORDAGEM INICIAL DA SÍNDROME DO CHOQUE DO DENGUE NA SALA DE EMERGÊNCIA O tratamento da Síndrome do Choque do Dengue não difere daquele dispensado a qualquer paciente chocado. Retorno diário para avaliação por médico até 7° dia de doença Atestado médico. principalmente em crianças . com atenção à adequada manutenção das funções respiratória e circulatória. . se necessário 13. . principalmente em crianças . por telefone . se Prova do Laço negativa e ausência de sinais de alerta 12. Notificar imediatamente a Vigilância Epidemiológica. Repetir plaquetas e hematócrito conforme necessidade . 4. por telefone Repetir plaquetas e hematócrito. Realizar estudos de imagem (Raio X de tórax em decúbito lateral. Procura imediata de serviço de urgência em caso de sinais de alerta . A abordagem destes pacientes deve ser sistematizada. O que fazer com pacientes na situação 3 ou 4 (Febre hemorrágica do dengue)? . nas consultas de retorno Dar alta após o 7° dia de doença. . Prescrever dipirona e/ou paracetamol . de acordo com avaliação clínica. Liberar para o domicílio: Pacientes que tenham retornado à situação 2 (seguir recomendações da pergunta 11) . Para crianças < 1 ano . Observar atentamente o surgimento ou piora dos sinais de alerta . Iniciar hidratação parenteral e abordagem do choque .

5 ml/kg/h) Taquicardia e/ou taquipnéia Hipotensão (sinal tardio) Quadro 3 . .1 Colher de sopa para cada 10 litros de água fria . Colher sangue para exames laboratoriais: . . Em caso de hemorragias ou queda significativa de hemoglobina. em caso de persistência do choque 5. puncionar veia central (avaliar dissecção venosa em caso de distúrbio importante da hemostasia) e instalar medida de pressão venosa central (PVC) 5. coagulograma completo . PVC baixa ou normal: manter infusão de volume até normalização de PA. plaquetas (1 unidade/7 Kg) e. com 2 litros de Soro Fisiológico (ou RingerLactato) em adultos. . Providenciar vaga em Centro de Terapia Intensiva (CTI) 7. Iniciar reposição volêmica.passar nas áreas com prurido . após procedimento 4 5.1. . ou 20 ml/Kg em crianças (correr no máximo em 20 minutos) 4. gasometria arterial .Critérios para entubação endotraqueal (presença de pelo menos 1 dos seguintes): . crioprecipitado (1 unidade/10Kg) 9. com coagulograma alterado. PVC alta: Utilizar dopamina na dose inicial de 5 µg/kg/min. utilizando plasma fresco congelado (10 ml/Kg). prova cruzada para sangue e derivados . Quadro 2 . Fazer transporte responsável e contatar previamente a unidade receptora. Pesquisar atentamente sinais de hipoperfusão (quadro 2) 2.25 Manutenção da função circulatória 1. com pH < 7. se necessário.1. . Alteração do nível de consciência (confusão mental. Persistência do choque. Avaliar necessidade de hemoderivados. . em gotejamento livre. Repetir procedimento 3.Recomendações para alívio do prurido: . corrigir especificamente distúrbios da hemostasia. Banhos frios em momentos de intenso prurido . Pasta D'água .Sinais de hipoperfusão . Instalar dois acessos vasculares periféricos de grosso calibre 3. hemoculturas (mesmo que não sejam processadas na unidade) 8. Iniciar ceftriaxona 2g EV de 12/12 horas e reavaliar com 48 horas (pela dificuldade de diagnóstico diferencial com sepse bacteriana. coma) Enchimento capilar atrasado (> 2 segundos) Débito urinário diminuído (< 0.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 43 Quadro 1 . ³ 80 irpm) PaCO2 > 55 mmHg. Banhos com amido de milho (Maizena) . aumentando progressivamente as doses até obter a estabilização dos parâmetros hemodinâmicos 6. ou elevação importante da PVC 5. sonolência. em especial meningococcemia) 10.2.1. hemograma com plaquetas . não atendendo ao comando PaO2 < 55 mmHg Saturação de O2 < 90% Freqüência respiratória > 40 irpm (para lactentes.1. . Passar SVD. sinais de congestão pulmonar. . Alteração importante do estado de consciência.

Sugianto D. Dias J.Serviço de Atividades Assistenciais . atualizado em setembro de 2004. O exantema sempre aparece de uma vez. Sua presença leva à suspeita de gripe ou resfriado ou. Dietze R. IESUS. É raro o aparecimento de sintoma respiratório. Antunes Jr. Pesquisar história de contato recente com doenças comuns da infância . Wulur H. Ao citar este texto: Pinto CAG. nas pessoas de pele branca. Setiawan MW.Locais para atendimento dos pacientes com suspeita de dengue Situação Local Situação 1 Situação 2 e 3 Situação 4 e 5 Centros de Saúde Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Hospitais com serviços de atendimento às urgências e emergências Telefones para notificação imediata: Dias úteis.Secretaria Municipal de Saúde. A febre com exantema. se associado com exantema. de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde. Dengue haemorrhagic fever: ultrasound as na aid to predict the severity of the disease. Moura AD. é constituído de pequenos caroços vermelhos (do tamanho da cabeça de um alfinete) com uma pequena mancha vermelha em sua volta. Condutas Terapêuticas e de suporte no paciente com dengue hemorrágico. Pool TN. Carvalhais LMQ. Tabela 1 .Recomendações para diagnóstico sorológico dos casos suspeitos de dengue Situação Dias após início dos sintomas Entre o 1° e 5° dia Após o 6° dia 1 2 3 4 5 - Dengue clássico Sangramento discreto + exames normais Sangramento + alterações laboratoriais Sangramento com sinais de alerta Síndrome do Choque do Dengue PCR (Tipo viral) + IgG PCR (Tipo viral) + IgG PCR (Tipo viral) + IgG IgM IgM IgM IgM IgM Tabela 2 . Epidemiologia e Informação (GEREPI) dos Distritos Sanitários Demais situações. O exantema.Protocolo para atendimento dos casos de dengue numa epidemia setembro de 1998 3.Serviço de Atividades Assistenciais . Nas pessoas de pele negra ou morena são mais perceptíveis apenas os pequenos caroços na pele. de início repentino. Wulur H.44 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Quadro 4 . Ferrari JGO. PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. Choque em paciente com dengue – Abordagem inicial.Secretaria Municipal de Saúde. . Coordenação de Atenção à Saúde de Adultos . 4. o exantema. . Novembro. Textos selecionados de epidemiologia hospitalar e infectologia. Prata A. Rosa APAT. Nas crianças pequenas os sintomas mais freqüentes são a febre. BIBLIOGRAFIA 1. A febre é geralmente a primeira manifestação. Tavares-Neto J. Protocolo para atendimento aos pacientes com suspeita de dengue. 5. Devem ser seguidas em todas as Unidades de Saúde. Melo V. Maris S. 1998. Pesquisar situação vacinal (imunidade a outras doenças) e possibilidade de reação adversa à vacinas . 6. pelo telefone do plantão: 8835 3120 Qualquer alteração desta recomendação deverá ser comunicada por escrito . rubéola ou sarampo . . . Coelho ICB. In: Pediatric Radiology (1998) 28: 1-4. inclusive as mãos. garganta inflamada e língua saburrosa (branca) deve levar à suspeita de escarlatina . Figueiredo LTM. o vômito e a dor abdominal . superior a 38ºC . de 8 às 18 horas: Gerência de Regulação. não apresentando seqüência na distribuição e pode coçar muito. Samsi TK. Andrade MNB.Atenção: alertar para os seguintes sinais e sintomas : . Freire JM. Valls R. Curso de treinamento dos profissionais de saúde da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte: Abordagem clínica da febre hemorrágica do dengue e síndrome do choque. Comissão de Controle de Infecções Hospitalares. Setiawan MW. Samsi TK. e pode ter aspecto confluente. Abr/Jun. Pool TN. Deverão ser reavaliadas de acordo com a situação epidemiológica da doença. Alecrim W. Pereira ID.Protocolo para atendimento dos casos de dengue numa epidemia janeiro de 1998 2. Teixeira G. In: HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS. 1997. In: Pediatric Radiology (1998) 28: 1-4. Pode aparecer em parte do corpo ou atingir o corpo todo. PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. Sugianto D. VI(2). ANEXO 1 – RECOMENDAÇÕES PARA DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO E NOTIFICAÇÃO DOS CASOS SUSPEITOS DE DENGUE . Coordenação de Atenção à Saúde de Adultos . Dengue haemorrhagic fever: ultrasound as na aid to predict the severity of the disease. JS.

MULTIBACILARES (MB): casos com mais que 5 lesões de pele e/ou mais de um tronco nervoso acometido.). 3. . quando a OMS propôs a meta de eliminação da hanseníase (<1/10.000 habitantes. com espessamento neural.propôs a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública do mundo.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 45 HANSENÍASE 1. O município de Belo Horizonte é um dos municípios prioritários no trabalho de eliminação da hanseníase no estado de Minas Gerais. Pacientes com baciloscopia positiva são classificados como multibacilares. Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais das seguintes características e que requer tratamento: . segundo a SES-MG. São o grupo indeterminado e a forma tuberculóide. o Ministério da Saúde do Brasil adotou a recomendação da OMS que propôs o agrupamento dos pacientes em: . INTRODUÇÃO Em 1991. A elevada prevalência oculta está diretamente relacionada à deficiência das ações de vigilância à saúde (busca ativa e realização do exame dermatoneurológico dos contatos). (I – T – DT – DD – DV – V).000 hab. Dentre as classificações existentes. busca ativa e vigilância de contatos. com uma taxa de prevalência 22 vezes maior que a preconizada. . São o grupo dimorfo. Aqui ainda há pouca descentralização das ações de controle . e acredita-se que o principal é a permanência de casos não diagnosticados (prevalência oculta). até o ano 2000 todos os países endêmicos deveriam alcançar uma taxa de prevalência de menos de 1 caso da doença a cada 10. responsáveis pela manutenção de fontes de contágio na população. PAUCIBACILARES (PB): casos com até 5 lesões de pele e/ou apenas um tronco nervoso acometido. independentemente do número de lesões cutâneas ou tronco nervosos acometidos. a Organização Mundial da Saúde . Seu período de incubação é de 2 a 7 anos. . através das formas contagiante (Hanseníase Virchowiana e Hanseníase Dimorfa). ou seja. Minas Gerais ocupava a incomoda posição de primeiro lugar no Brasil em número de casos com 34. Infelizmente o Brasil não alcançou esta meta e continua a ser um dos poucos países do mundo a ter a hanseníase como um problema de saúde pública. com possibilidade de transmissão também via solução de continuidade cutânea. A detecção de casos é feita através do atendimento de demanda espontânea. Para fins operacionais. em 1953. não se conseguiu atingir a meta de eliminação no Brasil. 2. Acometimento de nervo(s). é importante fazer à referencia de Ridley e Jopling. realizado em Madri. As vias aéreas superiores são consideradas a principal porta de entrada do bacilo. A hanseníase é uma doença neuro-cutanêa. CLASSIFICAÇÃO A classificação atualmente adotada nos serviços públicos de saúde brasileira resultou do “VI Congresso Internacional de Leprologia“. A principal fonte de infeção é o homem. Apesar dos esforços realizados. EPIDEMIOLOGIA Em 1991.944 doentes em registro ativo.OMS . baseada no espectro imunológico dos indivíduos afetados. Baciloscopia positiva. o Mycobacterium leprae. Vários fatores contribuíram para isto. em 2000.quando não tratados. causada por um bacilo álcool-ácido resistente ( BAAR). A hanseníase ficou classificada segundo sua tendência de evoluir em direção a um de seus pólos. encontrando-se 2 formas polares e 2 grupos: formas tuberculóide e virchowiana e grupos indeterminado e dimorfo. a forma virchowiana e os pacientes não classificados. Lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade.

ulcerações e calosidades. atrás da inserção do músculo deltóide. a instalação das lesões nervosas é geralmente insidiosa e usualmente simétrica. que podem ser acompanhados de neurites agudas e subagudas com dor. É importante ressaltar duas situações no comprometimento neurológico: . já que cerca de 13 % dos casos foram diagnosticados com grau de incapacidade II ou III. em média. palpar na zona retromaleolar interna. deve-se procurar a presença de dor espontânea ou provocada pela palpação. verificar o espessamento. importa a sintomatologia neurológica e os sinais cutâneos.8/10. apoiada na mão do examinador. Nervo fibular comum Estando o paciente sentado. O diagnóstico permaneceu tardio. 1. na junção entre sua cabeça e corpo. Os episódios reacionais. Nervo mediano Deve ser pesquisado na face anterior do punho. DIAGNÓSTICO CLÍNICO (EXAME DERMATONEUROLÓGICO) Por ser uma doença infecto-contagiosa granulomatosa de evolução insidiosa e grande potencial incapacitante. pés e face. a palpação dos principais nervos periféricos e a verificação de integridade anatômica e avaliação motora das mãos. mas com sinais que o profissional nas avaliações sistemáticas. que será facilmente visível cruzando o músculo esternocleidomastóideo. . . A neurite silenciosa: sem sintomatologia neurológica. Deve-se comparar sempre com o do lado oposto. o diagnóstico precoce deve ser o primeiro objetivo das ações de controle da Hanseníase. acima desta. Nervo tibial posterior Com paciente sentado. 4. entre os tendões dos músculos palmar longo e flexor radial do carpo. No exame dermatológico. palpar na face posterior da fíbula. infiltrações. alteração da sensibilidade. precoces e assimétricas são geralmente características da Hanseníase Tuberculóide (HT) e Hanseníase Dimorfa (HD). Nervo ulnar Fazer flexão de 90o do cotovelo. através de mapeamentos seqüenciais. Técnica de exploração dos principais nervos periféricos afetados na Hanseníase Para cada um dos nervos. Para o exame neurológico deve ser feita a pesquisa de sensibilidade nas lesões ou áreas suspeitas.1. como também. com as pernas pendentes.1 Diagnóstico das lesões neurológicas As lesões nos nervos podem ocorrer em qualquer forma de hanseníase. a história epidemiológica incluindo a procedência do doente e fonte provável de infecção. toda superfície cutânea deve ser avaliada.000 casos a cada ano e que este problema deve estar relacionado à baixa cobertura. Investigar principalmente a presença de manchas. diminuição da força muscular e/ou da precisão de movimentos . Na Hanseníase Virchowiana (HV). .46 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis da hanseníase.000 hab. 4. bem como a duração. falta de informação da população e dos profissionais da saúde em relação a doença e à negligência na busca dos contatos. a prevalência da doença ficou pouco abaixo de 0. pesquisar no terço médio do úmero. placas. Na anamnese. Em 2003. alopécia localizada. exceto na forma indeterminada (HI). que tendem ao pólo tuberculóide. A palpação poderá ser feita não apenas ao nível da goteira epitrocleana. Lesões de instalação súbita. localização e evolução das lesões existentes.1. 4. Com base nos dados acima pode-se presumir que a prevalência do município é de pelo menos o dobro da oficial. nódulos. aderência aos planos adjacentes e espessamento (aumento do diâmetro ou modificação na textura dos nervos). Nervo auricular Com o paciente em rotação da cabeça em direção ao ombro. Estudo realizado em 2000 pela Área Técnica Estadual de Hanseníase mostrou que Minas Gerais vem deixando de diagnosticar. ficando a mão em pronação. Nervo radial Com o cotovelo em flexão de 90o e os músculos do ombro e braço em relaxamento completo. pode detectar.

4. Incapacidade de discriminar formas e temperatura. pés e olhos. deve ser realizada a verificação do comprometimento funcional neurológico. . . Azul: 0. a uma distância de aproximadamente 2 cm. Dificuldade para discriminar textura (tato leve). Disponha-os em ordem crescente do mais fino para o mais grosso. Registre o teste colorindo os pontos específicos com a cor do monofilamento que o paciente sente. 1 vez.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 47 4.0g – perda de sensibilidade protetora na mão e às vezes no pé. 1ª / / 2ª / / 3ª / D E D E D / E 1ª / / 2ª / / 3ª / D E D E D / E 4. . Aplique o teste nos pontos específicos dos nervos. Perda da sensação de pressão profunda na mão e pé. Antes de iniciar o teste. para detecção precoce de lesões úlcero-traumáticas.2g(azul) 3 vezes seguidas em cada ponto especifico e. Incapacidade de discriminar textura. Estas podem detectar alterações precoces ou sinais de comprometimento neural asssintomático (neurites silenciosas).1. Aplique os filamentos de 0.1. sem permitir que o mesmo deslize sobre a pele. os demais. Ressalta-se a importância do auto-exame diário. O teste começa com o monofilamento mais fino 0. detectar precocemente essas lesões. é importante.05g (verde). . .permanece apenas sensação de pressão profunda na mão e no pé. . .2 Pesquisa de sensibilidade nas áreas acometidas A sensibilidade é fundamental para a preservação para a função dos olhos. .05g – sensibilidade normal mão e no pé. A pressão na pele deve ser feita até obter a curvatura do filamento e mantida durante aproximadamente um segundo e meio.0g – sensibilidade protetora diminuída na mão. Legenda Cada filamento corresponde a um nível funcional representado por uma cor.05g(verde) e 0. mãos e pés. Vermelho (aberto – circular): 300g. . Dificuldade para discriminar formas e temperatura. Verde: 0. conforme esquema a seguir e nas áreas suspeitas de alteração de sensibilidade. Segure o cabo do instrumento de modo que o filamento de nylon fique perpendicular à superfície da pele. . Vermelho (marcar com X): 10g – perda da sensibilidade protetora no pé. Violeta: 2. Toda atenção deve ser dada à verificação da integridade anatômica nas mãos.2g – sensibilidade diminuída na mão e normal no pé. .1. a conduta oportuna pode reduzir os riscos de perda da sensibilidade protetora. para fins de prevenção de incapacidade. através das provas de força muscular.2g (azul) e assim sucessivamente.2. retire os monofilamentos do tubo e encaixe-os no furo lateral do cabo. Na presença de alterações sensitivas mínimas. Incapacidade de discriminar formas e temperatura. . Na ausência de resposta utilize o monofilamento 0. Perda de discriminação de textura. . Preto: sem resposta. Perda de discriminação de textura.3 Verificação do comprometimento funcional neurológico A seguir. Por este motivo.1) Técnica de avaliação da sensibilidade com estesiômetro . Vermelho (fechado): 4.

Os distúrbios sensitivos cutâneos e o acometimento dos troncos nervosos estão presentes. às vezes. portanto é muito importante reconhecêlos e. coalescentes. Seu caráter instável faz-se assemelhar com as lesões bem delimitadas da HT e/ou com lesões disseminadas da HV. antes. edematosas. As placas variam de forma. Há infiltração difusa da face– regiões malares. Alopécias e anidroses podem ocorrer nas lesões maiores. 4. 4.5.2. Estes estados são a principal causa das lesões nos nervos e de incapacidades físicas provocadas por essas lesões. a HV é classificada como multibacilar. Estes pacientes devem ser encaminhados para acompanhamento em serviços de referência. mal definidas e de distribuição simétrica. eritemato-acastanhadas. . Operacionalmente. mas não são tão precoces e marcantes como nas lesões tuberculoides. Há reações que incidem nas lesões de evolução crônica e aí. Diagnóstico das lesões cutâneas 4. únicas ou múltiplas. eritematosas. continuam a sofrer surtos e vão-se degradando os seus caracteres e as lesões tendem a assumir aspectos semelhantes aos virchowianos. infiltradas.48 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 4. 4. que podem dar a estes pacientes um elevado potencial incapacitante.1 Hanseníase Indeterminada (HI) Manifestação inicial da doença caracterizada por manchas hipocrômicas. mas a forma polar clássica da HT não apresenta tendência à disseminação. com alteração da sensibilidade (hipoestesia ou hiperestesia). podendo ocorrer cura espontânea.3 Hanseníase Dimorfa (HD) Lesões eritematosas.2. sem evidência de lesão troncular. bem como episódios reacionais. por manifestação do sistema imunológico do paciente ao Mycobacterium leprae. essas manifestações agudas se caracterizam por eritema e edema das lesões tuberculóides pré-existentes e o aparecimento de lesões novas em pequeno número. hipo ou anestésicas. supraciliares e pavilhões auriculares–com formação de tubérculos e nódulos.2.1) Reação tipo I – (Reação Reversa) Nos tuberculóides. durante ou após o tratamento. O estado geral não é comprometido e os nervos são pouco afetados. O comprometimento neurológico troncular é freqüente. A hanseníase indeterminada também pode se apresentar por alterações da sensibilidade superficial. eritemato-escamosas. tamanho e número.2.2. podendo. Operacionalmente. centro deprimido (aparentemente poupado). 4. se não tratados.2. por vezes com evolução centrífuga. hipocrômicas ou com coloração de pele normal. e é classificada como paucibacilar.5 Estados Reacionais Os estados reacionais ou reações hansênicas são intercorrências agudas que podem ocorrer na hanseníase. infiltradas. ferruginosas. Os dimorfos reacionais. ocasionando a perda definitiva de pêlos dos cílios e supercílios (madarose) e dando à face um aspecto peculiar (fácies leonina). Nos dimórficos. uma vez diagnosticados. Operacionalmente. a HT é classificada como paucibacilar. A HV é uma doença sistêmica com manifestações viscerais importantes a considerar.2. brilhantes. as lesões também se tornam eritematosas e edematosas. devem ser imediatamente tratados para prevenir incapacidades físicas e deformidades. para fins de tratamento. escamosas com contornos internos bem definidos e externos mal definidos (lesões pré-foveolares e foveolares). brilhantes. eritemato-violáceas.4 Hanseníase Virchowiana (HV) Infiltração difusa com numerosas lesões eritematosas. com bordas discretamente elevadas ou com microtubérculos. 4. O comprometimento de nervos de forma assimétrica é freqüente. a HD é classificada como multibacilar. ocorrem episódios reacionais semelhantes aos que ocorrem nos tuberculóides. sem lesão cutânea. Há casos em que a reação eclode a partir de lesões indeterminadas ou em indivíduo aparentemente sadio. Há comprometimento da sensibilidade superficial na lesão que varia de hipoestesia a anestesia. Pode haver comprometimento neural acentuado. e o estado geral muitas vezes está comprometido. Sabe-se que HI pode permanecer estacionária e até sofrer involucão espontânea.2 Hanseníase Tuberculóide (HT) Lesões eritemato-hipocrômicas. e aparecem lesões novas de caráter agudo. ser a única manifestação clínica–forma neural pura. Os nódulos e tubérculos podem surgir em todo tegumento.

IB = ( 6 + ): mais de 1000 bacilos. em cada campo examinado. 5. Esfregaço de uma lesão ativa ou áreas de alteração da sensibilidade. IB = ( 5 + ): 1000 bacilos . dor espontânea e neurite silenciosa. nem sempre evidencia-se M. A conseqüência será a paralisia reversível ou perda completa da condutividade do nervo. em cada 10 campos examinados (11 a 99 bacilos em 100 campos). ou nodulares. precedidas muitas vezes por febre. O exame baciloscópico é recomendado na ocasião do diagnóstico. dor à palpação. aumentos dolorosos de linfonodos. Os principais sinais e sintomas são espessamento do nervo.1 Índice baciloscópico (IB) IB = ( 0 ): não há bacilos em nenhum dos 100 campos examinados. . de alta especificidade para M. hipertrofia do baço e do fígado. IB = ( 4 + ): 100 bacilos em média. Esfregaços dos dois lóbulos auriculares. Nos pacientes com lesões ativas ou áreas com alteração de sensibilidade. os esfregaços da baciloscopia deverão ser feitos em 4 sítios. em cada campo examinado. em média. se for absoluta ou durar muito tempo. mas são mais freqüentes após 6 mês de terapêutica. em alguns casos. Em alguns pacientes virchowianos e principalmente naqueles que sofrem reações tipo II com freqüência. a se repetir depois de intervalos variáveis desencadeados. sendo a principal causa de morte.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 49 As lesões nervosas nas reações tipo I podem ocorrer junto com as alterações da pele ou independentemente. eritematosas. além das lesões cutâneas. proteinúria e hematúria. deve-se prestar atenção aos nervos. O valor do teste é prognóstico e não diagnóstico e é auxiliar na classificação dos Grupos Indeterminados e Dimorfo. em média. provocará a destruição completa do nervo. Esses surtos reacionais ocorrem na HV.5.2. com leitura em 21 a 28 dias. A baciloscopia deve ser realizada em todos os pacientes com suspeita clínica de hanseníase. são mediadas por anticorpos. podem ocorrer depósitos de substância amilóide em vários órgãos. mais generalizadas. 5. . Essas reações constituem uma verdadeira doença de imunocomplexos. segundo a ordem a seguir: .2 Teste de Mitsuda (intradermo-reação de Mitsuda) O teste de Mitsuda baseia-se numa reação imunológica retardada do tipo celular. Durante os surtos podem ocorrer. colher o material de 4 locais (dois lóbulos auriculares e dois cotovelos). o Teste de Mitsuda não é recomendado o seu uso rotineiro. IB = ( 2 + ): 1 a 10 bacilos. Na ausência de lesões ou áreas dormentes. leprae. Entretanto. em cada campo examinado. leprae nas lesões hansênicas ou em outros sítios de coleta.1. assim como no auxílio à classificação do paciente no espectro clínico da hanseníase. IB = ( 1+ ): 1 a 10 bacilos. Duram em média 15 a 20 dias e tendem. em 100 campos examinados. A isquemia.1 Exame baciloscópico. IB = ( 3 + ): 10 bacilos. O resultado é importante no diagnóstico. em média. por intercorrências. em placas. artrites. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Ressalta-se a superioridade do diagnóstico clínico através do exame dermato-neurológico. muitas vezes. neurites. mal estar geral e enfartamento ganglionar doloroso. Ocorre súbito aparecimento de lesões papulosas. Durante os episódios reacionais.2 Reação tipo II Estas reações chamadas impropriamente de “eritema nodoso hansênico“. em cada campo examinado. . Devido a problemas técnicooperacionais. . especialmente a amiloidose renal. irites ou iridociclites. recidivantes e podem supurar (eritema nodoso necrotizante). 5. 5. Esfregaço do cotovelo contra-lateral a lesão ativa ou área de alteração de sensibilidade. 4. e podem aparecer antes do inicio do tratamento. orquites e orquiepidimites.

Granuloma anular . através da verificação do estímulo da sudorese produzida pela pilocarpina.Pitiríase rósea de Gibert 6. É utilizada nas mesmas situações que a prova anterior. Esta prova deverá ser realizada nas unidades de referência. Lúpus eritematoso sistêmico) 6.3 Prova de histamina Muito útil no diagnóstico diferencial da Hanseníase Indeterminada ou em áreas suspeitas.Lúpus Eritematoso . mediada pela histamina. Micose fungóide. A prova baseia-se na observação da integridade ou não dos ramúsculos nervosos periféricos acometidos na hanseníase através do eritema reflexo (secundário).Outras (Leishmaniose difusa. 5. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 6.5 Exame histopatológico Na classificação do paciente de hanseníase quanto à forma clínica.Esclerodermia 6.Neuropata diabética . deverão ser utilizados os critérios clínicos e baciloscópicos.Manchas café-com-leite (Neurofibromatose de Von Recklinghausen) . simuladores etc).Psoríase .Neuralgia parestésica (Síndrome de Bernhard) . .2 Com Hanseníase Tuberculóide .Dermatofitose (“Impingem“) . deverá lançar-se mão do exame histopatológico. Quando houver necessidade (elucidação diagnóstica e classificação clínica).Farmacodermias 6.Outras doenças neurológicas raras Na hanseníase. Pitiríase alba.Sarcoidose . especialmente em negros e deverá ser realizada nas unidades referências.5 Com Neuropatias periféricas .Eczemátide. (“Manchas de vermes”) .1 Com Hanseníase Indeterminada . Leucemias.4 Com Hanseníase virchowiana .Pinta (“Puru-puru”) .Esclerodermia em placas . 5.3 Com Hanseníase Dimorfa . Linfoma Cutânea. caso haja integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. Observação: a não confirmação histopatológica do diagnóstico de HI não afasta o diagnóstico clínico bem alicerçado.Síndrome do túnel do carpo (Camptodactilia. Xantomatoses. Contratura de Dupuytren) .50 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 5.Neuropatia alcoólica .Vitiligo . que ocorre devido à dilatação dos capilares. quando a pesquisa da sensibilidade é difícil ou duvidosa (em crianças. mas tendo sempre em vista que a clínica é soberana. Neurofibromatose. 6.4 Prova de pilocarpina (teste de sudorese) Tem a mesma finalidade e princípio da prova de histamina.Sífilis .Hipocromias residuais .Nevo acrômico ou despigmentado (“Sinal”) . Farmacodermia.Pitiríase versicolor (“Pano branco”) . quando há integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. as lesões de pele sempre apresentam alteração de sensibilidade. Esta é uma característica que as diferencia das lesões de pele provocadas por outras doenças dermatológicas.

. com intervalo de 6 meses a 01 ano. FLUXO DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO Primeira Fase – Diagnóstico Atribuições de todos os Centros de Saúde . Cadastramento do usuário no programa e informação mensal da situação do paciente (Mapa de acompanhamento) . .S. Prevenção de incapacidades. Aplicação de 2 doses de BCG-ID em todos os contatos. Supervisão da tomada da medicação no domicílio. Alta Segunda Fase – Tratamento e Controle Atribuições do Centro de Saúde de origem . Solicitação de baciloscopia (raspado dérmico) OBS: baciloscopia negativa não afasta o diagnóstico. ou CS com profissionais treinados. Busca ativa . Eduardo de Menezes) Contra-referenciamento do paciente para Unidade de origem ou P. Atendimento da demanda direta ou encaminhamentos Suspeição: usuário apresenta uma ou mais das seguintes características e requer quimioterapia 1) Lesões de pele com alteração de sensibilidade 2) Acometimento de nervo(s). Informação da situação do usuário. Informação à ESF.F.Clínicas-UFMG e Hosp. Vigilância dos contatos Devem ser examinados todos os contatos intradomiciliares dos últimos 5 anos. Encaminhamento do paciente para Unidade de Referência quando: 1) Houver intercorrências (estados reacionais) e reações adversas.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 51 7. . Consulta com médico ou enfermeiro Fornecimento da dose supervisionada mensal. . Avaliação do tratamento. 3) Baciloscopia positiva Atribuições das Unidades de Referência em Hanseníase. 2) Para dar alta . Agente Comunitário de Saúde Realização da visita domiciliar mensal (em data diferente da dose supervisionada). com espessamento neural. Consulta Médica Definição da necessidade de outros exames Fechamento do diagnóstico Classificação do caso (PAUCIBACILAR/MULTIBACILAR) Definição do esquema terapêutico Notificação do agravo Encaminhamento dos casos de dúvidas (Hosp. Verificação de quantos contatos foram examinados.

8.9 Acuidade visual menor que 0. O comprometimento do arcabouço cartilaginoso do nariz leva.1 Avaliação do grau de Incapacidade 8. mesmo de um só dedo. 8.1. lacrimejamento e hiperemia conjuntival.1. 8.4 Articulação anquilosadas Verificar a mobilidade dos dedos: se existe um razoável grau de movimento passivo. bolhas e feridas. feito através da utilização de sinais.1.1. miíase. ângulo labial penso para baixo e boca oblíquo-oval.1. voltados para dentro roçando a córnea. . 8. 8. com 5 cm de comprimento. MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS 8. ganchos. Evitar tocar os cílios durante o exame. 8. macio.1. que pode também ser decorrente de outras patologias como leishmaniose. verifica-se perda da mímica facial (fácies antônina). 8. Sua medida permite uma avaliação do funcionamento do olho. se classificará como “reabsorção intensa”. 8. conseqüentemente.6 Lagoftalmo e/ou ectrópio Lagoftalmo é a incapacidade parcial ou total de fechar os olhos. anquilosada (mão) ou em contratura (pé).1. tocando de leve a porção lateral da periferia da córnea e observando se o piscar é imediato ou ausente. Hematomas. A medida da acuidade visual para longe tem por finalidade conhecer a visão do indivíduo dentro do referencial padronizado (Escala optométrica de Snellen a uma distância de 5 metros).7 Triquíase Corresponde ao olho que apresentar cílios mal implantados. mas sua perda total sujeitará o paciente a traumatismos freqüentes. 8. desaparecimento da dobra nasolabial.8 Opacidade da córnea Corresponde ao olho que apresentar perda da transparência da córnea em qualquer localização. O comprometimento da laringe manifesta-se desde rouquidão ou alteração da voz. que pode levar a um primeiro diagnóstico do estado de saúde ocular.5 Sensibilidade corneana diminuída ou ausente Avalia-se a sensibilidade com fio dental.1. considerar como “reabsorção discreta“. A diminuição discreta do tato não é verdadeira incapacidade. embora não sendo de 100 %.10 Comprometimento da laringe. em geral acompanhado de ardor. se perdeu 25 % da mobilidade passiva. pode se considerar como móvel. quando unilateral. sífilis e câncer. a uma alteração de sua forma. manifesta-se pelo desaparecimento das rugas frontais e a impossibilidade de franzir a fronte. A presença do reflexo de piscar significa sensibilidade preservada. até dificuldade de respirar. pois o toque desencadeia o reflexo de piscar.3 Reabsorção Se estão reabsorvidas somente as extremidades dos dedos. letras ou figuras (optotipos). Ectrópio corresponde a eversão e desabamento da margem palpebral inferior. desabamento do nariz e paralisia facial.1 ou não contar dedos a 6 metros Acuidade visual é a percepção da forma e contorno dos objetos. A medida da acuidade visual é um teste simples. extrafino e sem sabor.1.52 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 8. Se o segmento (mão e pé) perdeu a quinta parte. Quando bilateral.1. impossibilidade de assobiar corretamente. será considerada como rígida.2 Úlceras e lesões Solução de continuidade nas mãos e pés. A paralisia facial.1 Anestesia O objetivo é determinar se o paciente perdeu a sensibilidade protetora.

em grande parte. indistintamente. com vistas à recuperação social dos mesmos. A equipe deve preparar-se não só para a execução das atividades de assistência individual como também para desenvolver a prática educativa com os pacientes e com a comunidade.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 53 8. deve-se considerar como contato intradomiciliar toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido nos últimos 5 anos com o doente. além das descritas acima. transmissão. deverão ser executadas pelos serviços de saúde que disponham de recursos de fisioterapia. Essas atividades não devem ser dissociadas do tratamento quimioterápico. devidamente treinado e sob supervisão técnica adequada. e para tanto. pelos centros gerais e especializados de reabilitação. cirurgias). de maneira a permitir a todos os doentes de hanseníase o acesso ao tratamento. indica que o diagnóstico foi tardio e/ou tratamento foi inadequado.leprae com a presença de deformidades. Ações simples de tratamento e prevenção de incapacidades físicas por técnica simples deverão ser executadas pelos serviços básicos de saúde. . decorrentes da deficiência física. se necessário. independentemente da forma clínica. Tal procedimento deve ter em vista o tratamento adequado para cada caso. A cura da infeção pelo M. e orientação quanto ao período de incubação. As conseqüências na vida social e econômica do portador ou ex-portador de hanseníase são. nos dias atuais. Ações de média complexidade para tratamento e prevenção de incapacidades físicas. Exame de todos os contatos intradomiciliares.2 Prevenção e tratamento de incapacidades físicas Todos os doentes da hanseníase. deverão ser avaliados no momento do diagnóstico e. readaptação profissional). além de classificados quanto ao grau de incapacidade física que apresentem. Na dúvida. independentemente da forma clínica.Toda atenção deve ser dada ao comprometimento neural. no mínimo uma vez por ano e por ocasião da alta. deverão ser executadas. . dos casos novos de todas as formas clínicas. aplicar as duas doses recomendadas. é a influência de fatores culturais que historicamente associam a “imagem da lepra” à idéia do alto poder incapacitante da doença. A vigilância dos contatos consiste no exame dermatoneurológico dos mesmos.3 Vigilância dos contatos Para fins operacionais. O intervalo mínimo recomendado para a 2a dose da vacina é de 6 meses após a 1a dose (considerada a cicatriz por BCG-ID prévia como 1a dose. obedecendo aos seguintes critérios: . técnicas simples) e atenção secundo-terciária (adaptação de calçados e instrumentos de trabalho. devendo ser integradas na rotina dos serviços de acordo com grau de complexidade de cada um deles. Para tanto. de todos os casos novos de hanseníase. inclusive por pessoal auxiliar. sinais e sintomas da hanseníase e retorno ao serviço. 8. os profissionais de saúde e pacientes devem ser orientados para uma atitude de vigilância do potencial incapacitante da hanseníase. e a prevenção de futuras deformidades. Ações complexas (cirurgias. Para a implementação das atividades de prevenção deve-se investir na formação e treinamento de equipes multiprofissionais e na organização de serviços de atenção primária (medidas educativas. independentemente do tempo de aplicação). Não menos importante. Utilização do BCG – aplicação de duas doses da vacina BCG-ID em todos os contatos intradomiciliares. porém. recomenda-se a organização de um sistema regional e multinstitucional de referência e contra-referência.

Receberão alta por cura. em até 36 meses. . TRATAMENTO 9. 100 mg uma vez ao dia. Se o paciente faltar no dia aprazado. Revisão dermatoneurológica na 6ª e 12ª doses . A maioria desses doentes continuará a melhorar após a conclusão do tratamento com 12 doses. 100 mg uma vez ao dia. auto-administrada. num total de 06 doses. É possível. auto-administrada . independente do número de faltas consecutivas Casos multibacilares que iniciam o tratamento com numerosas lesões ou extensas áreas de infiltração cutânea podem ter um risco maior de desenvolver reações e dano neural após completarem as 12 doses. em até 18 meses. mediante o esquema terapêutico a seguir: Esquema poliquimioterapia padrão (PQT/0MS) Fármaco Paucibacilar Multibacilar RIFAMPICINA (RFM) DAPSONA (DDS) CLOFAZIMINA (CFZ) PQT / PB . estes pacientes devem continuar a receber a atenção requerida. Comparecimentos mensais para a medicação supervisionada num total de 24 doses. Esses casos poderão apresentar uma regressão mais lenta das lesões de pele.54 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 9.1 Tratamento Específico A regularidade na tomada mensal supervisionada e na tomada diária auto-administrada das drogas é fundamental para êxito terapêutico. num total de 12 doses . que alguns desses casos não demonstrem qualquer melhora e por isso poderão necessitar de 12 doses adicionais de PQT-MB. em até 36 meses. em até 18 meses + 100 mg em dias alternados ou 50 mg diários. os pacientes que completaram as 06 doses de poliquimioterapia supervisionada. no momento da alta por cura. Comparecimento mensais para a medicação supervisionada. supervisionada. por cura. num total de 24 doses. 300 mg uma vez por mês. O tratamento da hanseníase é ambulatorial. No entanto. supervisionada num total de 06 doses .12 Doses 600 mg uma vez por mês. 600 mg uma vez por mês.06 Doses . ou 50 mg diários auto-administrada. a cada 28 dias. independente do número de faltas consecutivas Seguimento de Casos Critério de alta por cura . em até 09 meses. também deverão sair do registro ativo. num total de 12 doses. ou após. Esquema poliquimioterapia (PQT/OMS) 24 doses Fármaco Multibacilar RIFAMPICINA (RFM) DAPSONA (DDS) CLOFAZIMINA (CFZ) Seguimento dos casos Critério de alta por cura 600 mg uma vez por mês. auto-adiministrada . OBS: Os casos que apresentarem episódios reacionais e/ou seqüelas. 100 mg uma vez ao dia autoadministrada PQT / MB . Receberão alta por cura os pacientes que completaram as 24 doses. O paciente será aprazado. em até 09 meses . para a dose supervisionada. independente do numero de faltas consecutivas. Revisão dermatoneurológica nas 12ª e 24ª doses. os pacientes que completarem as 12 doses de poliquimioterapia supervisionada. num total de 24 doses. desde que satisfaçam os critérios estabelecidos para alta. Receberão alta. supervisionada. Revisão dermatoneurológica na 6ª dose . no entanto. em até 18 meses . 300 mg uma vez por mês. no ambulatório. supervisionada. supervisionada. supervisionada num total de 12 doses. a dose será administrada no dia em que o paciente vier à Unidade de Saúde e a dose seguinte será agendada para 28 dias a contar desta data. em ate 36 meses + 100 mg em dias alternados. Comparecimentos mensais para a medicação.

sob orientação dos Centros Colaboradores. em seus quadros. paginas 17844 a 17847. recomenda-se o uso prednisona na dose diária de 1 a 2 mg/Kg/dia . publicada no DOU de 18/08/1997. Irite/iridociclite. Comprometimento de troncos nervosos e lesões oculares 2. a eclosão da doença durante a gravidez. Só suspender a medicação específica nos casos em que o comprometimento geral do paciente o recomende. 354 de 15/08/1997. seguidos de 100 mg por mais 30 dias. 200 mg por mais 30 dias. clofazimina e dapsona) devem der usados. Indica-se o uso de corticosteróides.3.3 Esquemas alternativos Esses esquemas deverão ser utilizados nos Centros Colaboradores (de Referência) que tenham. Está totalmente proibido o uso da talidomida em mulheres gestantes e em idade fértil. recomendase o uso de outros anti-inflamatórios não esteróides nos esquemas usuais. até a melhora acentuada do quadro reacional. na dose de 1 a 2 mg/Kg/dia de prednisona apenas nas seguintes situações: 1. 9.2. 9. Eritema nodoso ulcerado 7. por 30 dias.1) Gestantes Em que pese a recomendação de se restringir a ingestão de drogas no primeiro trimestre da gravidez.2 Tratamento dos Estados Reacionais 9. após a tomada da dose única.4 Esquema ROM O Ministério da Saúde/ATDS recomenda a adoção do esquema ROM (Rifampicina. mantendo a mesma dose até remissão do quadro reacional. ou em outras Unidades de Saúde.5. Os pacientes que fizerem o tratamento com esquema ROM receberão alta por cura.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 55 9.1) Medidas gerais para tratamento dos estados reacionais Dar atenção especial aos nervos acometidos e olhos. Outras situações em que a talidomida não possa ser usada 6. 9. seção I.5 Esquema terapêutico em situações especiais 9. 9.5. Realizar atendimento freqüente do paciente e orientá-lo adequadamente. às vezes.2.2) Reação tipo I ou Reação Reversa Quando houver comprometimento de nervos. conforme Portaria n. Efetuar hospitalização do paciente sempre que houver comprometimento do seu estado geral e/ou complicação neural. Para melhora dos demais sintomas. A dose de manutenção deve ser mantida pelo menos por 02 meses. conforme avaliação clínica.2) Hanseníase e Tuberculose Instituir tratamento para tuberculose. bem como técnicas auxiliares para o diagnóstico. os hansenostáticos (rifampicina. a dose deverá ser reduzida de forma gradual e lenta. a OMS recomenda o uso da Clofazimina na dosagem de 300mg/dia. minociclina e Ofloxacina) para pacientes paucibacilares com lesão única de pele. dermatologista ou clínico com experiência em hanseníase. Lesões infiltradas em trajeto de nervos 4. Vale ressaltar a ocorrência de surtos reacionais e. Orquite/orquiepididimite 5. A partir daí. 9. As drogas para tratamento da hanseníase são complementares. Alertar que a rifampicina deve ser dada na dose requerida no tratamento da tuberculose. associada a corticosteroides. sem envolvimento de tronco nervoso. Mão e pé reacionais 3. .2. O esquema não é recomendado para gestantes e crianças menores de 5 anos de idade. Esse esquema deverá ser utilizado nas mesmas condições do item 9. exigindo a instituição da terapêutica específica para reações. 9. quando não houver comprometimento neural. acompanhamento e seguimento dos pacientes pós-alta.3) Reação tipo II ou Eritema Nodoso Hansenótico Recomenda-se o uso da talidomida na dose de 100 a 400 mg/dia. Em casos de eritema nodoso severo e subintrante.

A coloração avermelhada da urina não deve ser confundida com hematúria e a da secreção pulmonar. . . Pode cursar com eosinofilia. Manifesta-se por febre. dor abdominal leve. diminuir a eficácia terapêutica dos anticoagulantes tipo cumarínico e a excreção biliar dos meios de contraste para visualização da vesícula biliar. devido a hipersensibilidade. podendo ser grave e evoluir para ictiose. .2) Clofazimina . com escarros hemoptóicos. . náuseas. Nestes casos. São descritos dois tipos de ictéricas. Hepáticos: Mal-estar. 9. Cutâneos: Ressecamento de pele. encaminhar o paciente ao hospital. ocasionalmente vômitos e diarréias. cefaléia e. 9.6 Para-efeitos das drogas utilizadas 9. digitoxina. Obs: a utilização da rifampicina pode incrementar o catabolismo dos contraceptivos orais e diminuir a vida média das seguintes substâncias: prednisona.5. podendo ocorrer também icterícia. nefrite intersticial. Estes sintomas provavelmente ocorrerão se o medicamento for ingerido em jejum.6. náuseas. anemia hemolítica e choque. clofibrato. quinidina. necrose tubular aguda. Hematopoéticos: Púrpuras ou sangramentos anormais. Implica a interrupção definitiva do tratamento com dapsona. cefaléia e às vezes choque. Gastro-intestinais: Diminuiçao da peristalse e dor abdominal podem ocorrer devido ao depósito de cristais de clofazimina nas submucosas e gânglios linfáticos intestinais.56 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 9. Gastro-intestinais: Diminuição do apetite. perda do apetite. não interfere na ação de antiretrovirais. calafrios. . Cutâneos: Síndrome de Stevens–Jonhson. Síndrome Pseudogripal: Rara–ocorre a partir da 2a ou 4a dose supervisionada. quando o medicamento é utilizado em dose intermitente. . também. astenia. leve ou transitória e a grave.3) Dapsona . Estes para-efeitos poderão ser encontrados com maior freqüência se forem utilizadas doses de 300 mg/dia. Anemia hemolítica: Este para-efeito não ocorre na dose preconizada (1. Regridem muito lentamente com a suspensão do medicamento. por períodos prolongados. urina. com danos hepáticos. mialgia. . na dose de 600 mg/mês. como epistaxe.5 mg/kg/dia). salvo em indivíduos com deficiência da enzima glicose 6-fofato-desidrogenase (G6PD). prurido e “rash” cutâneo generalizado. Poderá ocorrer icterícia leve.6. metropolol. . 100 mg/dia) e de outras drogas oxidantes. Cutâneos: Rubor de face pescoço. febre. superiores a 90 dias. cetoconazol.3) Hanseníase e infectados com HIV ou com Aids Esquema padrão/OMS deve ser ministrado como em qualquer outro paciente. dermatite esfoliativa ou eritrodermia. dores ósseas. Anemia hemolítica: Rara–manifesta-se por tremores. Pode. A rifampicina. Pigmentação conjuntival não deve ser confundida com icterícia. ocasionalmente. A conduta a ser adotada é a suspensão da dapsona (substituindo-se pela clofazimina. Hepáticos: Icterícia. resultando na inflamação da porção terminal do intestino delgado. sulfoniluréia. trombocitopenia. A dapsona deverá ser interrompida e o paciente encaminhado ao hospital. . 9. náuseas. propranolol.1) Rifampicina . O medicamento deve ser interrompido e reiniciado após regressão completa do quadro clínico. suor e secreção respiratória.6. Podem ocorrer alterações da coloração da pele. hemorragias gengivais e uterinas poderão ocorrer.

. O medicamento deve ser interrompido e o paciente precisa ser encaminhado imediatamente ao hospital. linfopenia e neuropatia periférica.6. na dose 1mg/Kg.6. Fazer a avaliação da história pregressa (alcoolismo. anorexia e vômitos. mais raramente. o medicamento deve ser interrompido e o paciente encaminhado ao especialista. psicoses.6. 9.2 Náuseas e vômitos incontroláveis Suspender o tratamento.4) Talidomida . . 9. edema unilateral de membros inferiores. Não ultrapassar a dose de 7mg/Kg. Encaminhar ao hematologista para avaliação e conduta. sonolência . diálise peritonial ou exsanguíneo transfusão. em centros de referência. Teratogenicidade.6. quando necessário. Não usar Azul de Metileno nos deficientes de G-6-PD (Glicose –6-fosfatodesidrogenase). Gastro-intestinais: Gastrite e úlcera péptica. Insônia: Desaparece depois de algum tempo. . aumento das taxas de glicose no sangue. Neurológicos: Incluem neuropatia motora periférica e. levando osteoporose. secura de mucosas e.6) Situações em que o esquema terapêutico deverá ser suspenso: 9.5) Corticosteróides . Desaparece gradualmente com a suspensão do medicamento. hemodiálise.6. . absorção no metabolismo do cálcio.6. Investigar se estes sinais ocorrem após a ingestão da dose supervisionada.6. EV.6. corticosteróides (hidrocortisona 500mg/ 250 ml de soro fisiológico – 30 gotas/minuto. .4 Distúrbios hematopoéticos Suspender o tratamento. 9. No caso de psicose. Outras manifestação: Agravamento de infeções latentes.1 Síndrome pseudogripal Suspender a rifampicina imediatamente e avaliar a gravidade do quadro. mantendo em seguida corticosteróides oral com redução progressiva da dose até a retirada completa.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 57 . cefaléia. .6. EV). desmaios. 9. com valores superiores a duas vezes os valores normais. Realizar sorologia para hepatite. acne cortisônica e psicoses. antitérmicos e. Distúrbios metabólicos: Redução de sódio e depleção de potássio. Azul de metileno a 1%. náuseas. taquicardia. fadiga. dispnéia.6. 9. Administrar antihistamínicos. 9. Severa – Internação hospitalar.5 Metahemoglobinemia . Metahemoglobinemia: Cianose. obstipação intestinal. tuberculose etc). 9.6. se possível. Os casos que apresentarem comprometimento geral severo deverão ser hospitalizados. síndrome de Cushing. Leve – observar. Submeter o paciente a exames complementares para diagnóstico diferencial com outras causas.6. submeter o paciente a exames complementares para diagnóstico diferencial.3 Ictéricias O tratamento deverá ser suspenso quando houver alterações das provas de função hepática. raramente. Lavagem gástrica.6.

Superintendência Operacional de Saúde. Brasília 1994. . Fundação Nacional da Saúde. Ministério da Saúde.073 / GM de 26 de setembro de 2000. O . 2) Guia de Controle da Hanseníase. 07 e 08 de junho de 2001. Ministério da Saúde. Diretoria da Atenção Básica. Brasília – 2001. 4) Manual de Prevenção de Incapacidades. Belo Horizonte.58 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) Seminário da avaliação das ações de controle de hanseníase realizadas em Minas Gerais no ano 2000. U. Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. 3) Portaria N 1. Área técnica de hanseníase. Departamento de Atenção Básica. – 188-E – pagina 18 – Seção 1 de 28 de setembro de 2000. publicada no D. Secretaria de Políticas de Saúde.

devem ser excluídas as úlceras traumáticas. ou em cunha. distribuindo-se amplamente na superfície corporal. O sucesso no encontro dos parasitas é inversamente proporcional ao tempo de evolução da lesão cutânea. rinorréia e crostas. com o uso de bisturi. rinoscleroma. com bordas elevadas. ulcero-crostosas em cavidades nasal. Indiscutivelmente. secundária às lesões cutâneas. mostra aspecto tumefeito e hiperêmico.2 . A impressão por aposição é realizada através da compressão do fragmento de tecido. ulceração. Nas lesões ulceradas deve-se preferir a borda da lesão que. obtido por biópsia. em termos globais. Portanto.Lesões Cutâneas: Na maioria das vezes a doença apresenta-se como uma lesão ulcerada única. 5. A experiência brasileira. com ou sem exsudação. . deformantes e muito graves. variando de 15 dias a 6 meses. perfuração do septo nasal. que acomete pele e mucosas. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Nas lesões cutâneas. revelou não ser alta a sensibilidade deste método. na maioria das vezes. laringe e cavidade oral. também conhecidos como mosquito-palha. sobre uma lâmina microscópica. pode-se observar nas mucosas atingidas infiltração. São mais freqüentemente acometidas as cavidades nasais. 5. a sensibilidade aumenta quanto mais recente for o caso. cromomicose). INTRODUÇÃO A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania. Geralmente evolui mal. Os parasitas. 4. da faringe. hanseníase virchowiana. As formas localizada e disseminada costumam responder bem à terapêutica tradicional. PERÍODO DE INCUBAÇÃO A lesão cutânea de inoculação surge após um período de incubação médio de 30 dias. quando presentes. as lesões são papulosas ou nodulares. as úlceras de estase. Ao exame clínico.2 . em moldura. geralmente isolados.Histopatologia: A biópsia pode ser feita com “punch” de 4 a 7 mm de diâmetro. 3. Nas lesões mucosas. piodermites. rouquidão e tosse. ulcero-destrutivas. por não responder adequadamente à terapêutica. após retirada do exsudato em uma superfície absorvente. sífilis e tuberculose cutânea. 5.Exame parasitológico O material para evidenciação do parasita nos diversos exames direto ou indiretos pode ser a pele. 3. sífilis terciária. O fundo é granuloso.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 59 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA 1. punção aspirativa e biópsia com impressão por aposição.Lesões Mucosas: A apresentação mucosa da LTA é. neoplasias cutâneas. geralmente indolor. em geral. DIAGNÓSTICO 5. esporotricose. as queixas mais comuns no acometimento nasal são obstrução. O material pode ser obtido por punção-aspirativa ou por biópsia. principalmente no diagnóstico diferencial da leishmaniose cutânea difusa. A hanseníase virchowiana deverá ser excluída. da cavidade oral. ferida na boca. o diagnóstico diferencial deve ser feito com a paracoccidioidomicose. rara.Cultivo: É um método de confirmação etiológica e permite a definição da espécie de Leishmania envolvida. podendo assemelhar-se à hanseníase Virchowiana. odinofagia. O diagnóstico de certeza pela histopatologia somente é dado quando se identifica nos tecidos o parasita.1 .1 . Para a pesquisa direta são utilizados os seguintes procedimentos: escarificação. lesões ulcero-vegetantes.3 . sendo raro após 1 ano. seguidas da faringe. surgindo geralmente meses ou anos após a resolução das lesões de pele. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 3. O diagnóstico precoce de lesão mucosa é essencial para que a resposta terapêutica seja mais efetiva e sejam evitadas as seqüelas deformantes e/ou funcionais. mucosa ou gânglios acometidos. granuloma médio facial e neoplasias. da laringe. infecções fúngicas (paracoccidioidomicose. 2. Na forma difusa. A evidenciação do parasita é feita através de exames direto e indireto. epistaxe. A LTA é transmitida por insetos de várias espécies de flebotomíneos. são encontrados em vacúolos intracitoplasmáticos dos macrófagos ou nos espaços intercelulares. bouba.

A positividade ao teste de Montenegro tem maior expressão no diagnóstico em pacientes recentemente introduzidos em áreas endêmicas. Nos primeiros 30 dias após início das lesões.: Encaminhar o paciente com relatório médico. Em pacientes imunodeprimidos.Tel. .S.4. que traduz a resposta alérgica de hipersensibilidade celular retardada. Nas lesões mucosas.4486 C. Às 2ª. Referências para realização dos exames sorológicos Instituto René Rachou: Av. Referências para realização da reação de Montenegro*: Laboratório Distrital Centro Sul: Alameda Ezequiel Dias. Na leishmaniose cutâneo-difusa. 241-A . 345 .: 3248-9547 *Obs. 80 .Barro Preto.B.: 3295-3566 R.Diagnóstico imunológico: 5.: 3277. 112 FUNED: Av. A reação é considerada positiva quando a induração resultante for igual ou maior que 5 milímetros. Pode apresentar-se negativa nos seguintes casos: . excepcionalmente. se prolongando. A positividade destes exames está associada ao tempo de evolução da doença. Santa Efigênia.Gameleira.4. 3ª e 4ª pela manhã. Tel.1 – Reação de Montenegro: o diagnóstico imunológico pode ser feito através da Reação de Montenegro (IRM). A reação de Montenegro pode ser positiva por exposição prévia ao parasita. sendo positivo em mais de 90% dos casos de LTA. . . Augusto de Lima. Conde Pereira Carneiro. Tel. Goiânia (ponto final do ônibus 5503 A).2 . a positividade ao teste de Montenegro é mais intensa. 5. sendo mais freqüente em presença de comprometimento de mucosas. É um teste de grande valor preditivo devido à sua sensibilidade.B. A leitura deve ser feita após 48 a 72 horas. Santa Efigênia. Goiânia: Rua Tucano. Fazer contato com o Serviço. Tel.Imunofluorescência indireta (IFI) e testes imunoenzimáticos (ELISA): Expressam os níveis de anticorpos circulantes. podendo ocorrer até ulceração e necrose local. Às 2ª.60 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 5. .: 3277-5651 CTR-DIP Orestes Diniz: Alameda Alvaro Celso.: 3371-9472/9473 - . Nos casos de leishmaniose disseminada pode também ser negativa. 3ª e 6ª na sala de vacinas. sem aquisição da doença. Agendar consulta por telefone e o exame será posterior a ela. identificando o Centro de Saúde de atendimento. 1715 . Colher amostra no Centro de Saúde e encaminhar ao Laboratório Distrital que enviará para análise na FUNED. positivando-se no decorrer do tratamento. A reação de Montenegro é realizada através da inoculação intradérmica de antígeno padronizado.4 . Tel. A reação de Montenegro geralmente permanece positiva após a cicatrização da lesão cutânea tratada ou curada espontaneamente. checando os horários de atendimento e agendando exame. Na leishmaniose visceral. 175 .B.

Nas formas oligossintomáticas. astenia. 5. esquistossomose hepatoesplênica. quando detectada. O número de casos graves ou com sintomas clássicos é relativamente pequeno em relação ao de infectados. leucopenia. e. destacando-se. Seu habitat é o domicílio e o peridomicílio humano onde se alimenta de sangue do cão. nos casos mais graves. causada por um protozoário do gênero Leishmania. entre elas. é discreta. 6. 2.1 . Em muitas situações. de outros mamíferos e aves. cujas manifestações clínicas se superpõem perfeitamente ao quadro da Leishmaniose Visceral. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Muitas entidades clínicas podem ser confundidas com o Calazar. já que as áreas endêmicas se superpõem em grandes faixas do território brasileiro. equimoses e petéquias.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 61 LEISHMANIOSE VISCERAL 1. A hepatoesplenomegalia é acentuada. As mulheres freqüentemente apresentam amenorréia. Pode evoluir para morte. observa-se adinamia. O diagnóstico diferencial inclui ainda malária. MODO DE TRANSMISSÃO A Leishmaniose Visceral é transmitida pelo inseto flebótomo Lutzomia longipalpis. INTRODUÇÃO A Leishmaniose Visceral. etc. anorexia. Não observam-se sangramentos. a hepatomegalia está presente e a esplenomegalia. Observa-se queda de cabelos.Diagnóstico Parasitológico: os exames são realizados de material retirado preferencialmente do baço e da medula óssea. febre tifóide. O reconhecimento das manifestações clínicas destes reservatórios é importante para adoção de medidas de controle da doença. uma pancitopenia: diminuição do número total de hemácias. forma aguda da doença de Chagas. hemorragias intestinais. PERÍODO DE INCUBAÇÃO Varia de 10 dias a 24 meses. intensa palidez de pele e mucosas. sendo em média 2 a 4 meses. linfoma. também conhecida como Calazar. Os exames laboratoriais revelam anemia acentuada. Podem ocorrer gengivorragia. hiperglobulinemia e hipoalbuminemia. a febre é baixa ou ausente. Os cães infectados podem ou não desenvolver quadro clínico da doença. O material deve ser colhido por punção e exige profissional treinado para praticá-la. esse diagnóstico diferencial só pode ser excluído através de provas laboratoriais. leucopenia com linfocitose relativa e plaquetopenia. conseqüência de severa anemia. são os mais importantes elos na manutenção da cadeia epidemiológica. paralisia de membros posteriores. espécie Leishmania chagasi. É um procedimento realizado em ambiente hospitalar. o que permite uma fácil infecção do mosquito. mieloma múltiplo. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 6. No Brasil. Os canídeos apresentam intenso parasitismo cutâneo. perda de peso e caquexia. micropoliadenopatia generalizada. 3. nódulos ou ulcerações (mais freqüentes nos bordos das orelhas). cujos sinais são: emagrecimento. Os pacientes com leishmaniose visceral. adinamia.2 . dependendo da forma clínica. confiáveis e de fácil execução são a de imunofluorescência e a de ELISA. têm como causa de óbito as hemorragias e as infecções associadas em virtude da debilidade física e imunológica. ASPECTOS CLÍNICOS Muitos dos infectados apresentam forma inaparente ou oligossintomática da doença. epistaxe.4 – Exames bioquímicos: Dosagem de proteínas: há uma forte inversão da relação albumina/globulina . é uma doença crônica sistêmica. a Salmonelose de curso prolongado (associação de esquistossomose com salmonela ou outra enterobacteria). ceratite com cegueira e caquexia. 6. que agem como mantenedores do ciclo da doença. os mais importantes reservatórios são o cão e a raposa (Dusycion vetulus). eriçamento e queda de pêlos. 4. A forma clássica cursa com febre.Diagnóstico Sorológico: O exame sorológico é o procedimento de detecção mais fácil e eficiente para o diagnóstico do Calazar. 6. 6. em geral. A puberdade fica retardada nos adolescentes e o crescimento sofre grande atraso nas crianças e jovens. por este fato. plaquetopenia.3 – Exames hematológicos: Hemograma: pode evidenciar. As provas mais sensíveis. brucelose. do homem. crescimento e brilho dos cílios e edema de membros inferiores.

: 3295-3566 R. a OMS recomenda que a dose deste antimonial seja calculada em mg/SbV/Kg/dia. TRATAMENTO DAS LEISHMANIOSES Antimoniato de N-metil-glucamina (Glucantime) (droga de 1a escolha) Os antimoniais pentavalentes são indicados para o tratamento de todas as formas de leishmaniose tegumentar. embora as formas mucosa e mucocutânea exijam maior cuidado.62 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Referências para realização dos exames sorológicos Instituto René Rachou: Av. em serviços especializados. 1715 . . o esquema deverá ser repetido apenas uma vez. . empregada quando não se obtém resposta ao tratamento com antimonial pentavalente ou na impossibilidade de seu uso. Agendar consulta por telefone e o exame será posterior a ela. É importante esclarecer que a medicação deve ser feita sob vigilância. Visando padronizar o esquema terapêutico. Se não houver cicatrização completa após 12 semanas do término do tratamento. Acompanhamento: . utilizar uma das drogas de segunda escolha.2 . 80 . apresenta-se. 1 . SbV significando antimômio pentavalente.Barro Preto. Conde Pereira Carneiro. Se não houver cicatrização completa após 12 semanas do término do tratamento. em frasco de 5ml. Forma cutânea: O critério de cura é definido pelo aspecto clínico das lesões: reepitelização das lesões ulceradas.Leishmaniose Cutâneo-Mucosa 1.Lesões Mucosas: Em todas as formas de acometimento mucoso a dose recomendada é de 20mg/SbV/Kg/dia (máximo 3 ampolas por dia). Tel. que contém 405mg do antimônio pentavalente (SbV . Em caso de não resposta. .Gameleira. Na forma difusa. Forma mucosa: O critério de cura é clínico definido pela regressão de todos os sinais e comprovado pelo exame otorrinolaringológico até 12 semanas após a conclusão do esquema terapêutico. 1. com o paciente hospitalizado.metil glucamina.1 . 1. regressão total da infiltração e eritema até 12 semanas após a conclusão do esquema terapêutico. sendo necessário encaminhar o paciente para serviços especializados. as recidivas podem ser frequentes.3 .N. O antimonial . utilizar uma das drogas de segunda escolha.Critérios de cura e Acompanhamento: O critério de cura é clínico e recomenda-se que seja feito o acompanhamento mensal do paciente. É a mais eficaz nas manifestações mucosas da leishmaniose. comercialmente. Em caso de não resposta. Pentamidina: é usada como medicamento alternativo nos casos que não respondem aos antimoniais pentavalentes ou na impossibilidade de seu uso. Augusto de Lima. por apresentarem respostas mais lentas e maior possibilidade de recidivas. Colher amostra no Centro de Saúde e encaminhar ao Laboratório Distrital que enviará para análise na FUNED. 112 FUNED: Av. o esquema deverá ser repetido apenas uma vez.antimônio pentavalente) e cada ml contém 81 mg de SbV. Azitromicina: não é um medicamento padronizado para o tratamento da leishmaniose. Não havendo resposta satisfatória com o tratamento pelos antimoniais pentavalente.Tel. sendo as recidivas menos freqüentes. durante 30 dias consecutivos. as drogas de segunda escolha são a Anfotericina B e a Pentamidina.: 3371-9472/9473 - *Considera-se sorologia positiva RIFI maior ou igual a 1:40 ou Elisa reagente. Drogas de 2ª escolha (devem ser indicadas pelos clínicos de referência ou por médicos dos serviços de referência): Anfotericina B (Fungizon): é a droga de segunda escolha.Lesões Cutâneas A dose recomendada é de 15mg SbV/Kg/dia para o adulto (máximo 3 ampolas por dia) durante 20 dias consecutivos.

não há necessidade de diluição. sob orientação e acompanhamento médico em hospitais de referência. Tratamento irregular: forma cutânea e mucosa . Os casos leves ou intermediários podem ser tratados ambulatorialmente. Poderá receber alta no transcorrer deste período ou ser indicado o retratamento ao final de 3 meses. alternância dos locais de aplicação. Falha Terapêutica: É definida como aquele caso que mesmo tendo realizado dois esquemas terapêuticos regulares não apresentou melhora clínica. não compareceu até 30 dias após o terceiro agendamento para avaliação da cura. cura clínica . Por via endovenosa. a não ser que se apresente clinicamente curado. com limite máximo de 3 ampolas/dia.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 63 O paciente deve retornar mensalmente à consulta durante três meses consecutivos após o término do esquema terapêutico para ser avaliada a cura. Recidiva: É definida como reaparecimento de lesão no mesmo local do processo anterior. dar reinício ao esquema terapêutico completo. por via endovenosa ou intramuscular. a diluição para 20 ml utilizando- . não ocorrendo intervalo superior a 72 h entre as doses. intramuscular ou endovenosa. . por no mínimo 20 e no máximo 40 dias consecutivos. 3 .Conduta frente às situações que podem ser observadas: Tratamento regular: O paciente deve retornar mensalmente à consulta. Forma mucosa É definido como aquele caso que utilizou 20 mg SbV/Kg/dia em até 40 dias. Forma cutânea É definido como aquele caso que utilizou 10 a 20 mg SbV/Kg/dia em até 30 dias. OBS: Caso o paciente tenha utilizado menos de 50% das doses prescritas. Muitos pacientes são resistentes ao Glucantime e devem ser tratados com Anfotericina B.é definido como aquele caso que ultrapassou o tempo previsto para um tratamento regular ou que tenha ocorrido um intervalo superior a 72 horas entre as doses. iniciar de imediato o esquema terapêutico completo. 1. durante três meses após o término do esquema terapêutico. sem melhora . não ocorrendo intervalo superior a 72 h entre as doses. melhora clínica . 2 . .1. em virtude da toxicidade da droga. Tratamento irregular: Caso o paciente tenha utilizado mais de 50% das doses preconizadas. para ser avaliado.Modo de Aplicação: as aplicações devem ser por via parenteral. Sugere-se. período destinado ao acompanhamento do caso e a avaliação da cura. em menos de um ano.alta.observação por até 3 meses. Abandono (sem seguimento do caso): Paciente que não tendo recebido alta. . Os casos graves de leishmaniose visceral devem ser internados e tratados em hospitais de referência. observa-se as seguintes condutas: . Deve-se fazer acompanhamento clínico e laboratorial do caso (vide item 3 abaixo). porém sua eficácia é bastante variável e pode causar efeitos colaterais severos. após a cura clínica deste. Outro medicamento disponível é a pentamidina.5 .iniciar de imediato o esquema terapêutico. a não ser que se apresente clinicamente curado. ao final deste período. 1. Por via intramuscular podem apresentar o inconveniente da dor local devido ao volume da aplicação.4 .Situações que podem ser observadas Tratamento regular: . Abandono: Início do esquema terapêutico. O 3º agendamento se refere ao 3º mês após o término no esquema terapêutico. quando será reavaliado para alta ou.Leishmaniose Visceral O esquema terapêutico recomendado é o antimoniato N-metil-glucamina na dose de 20 mg de Sbv Kg/dia. então. No entanto.Informações adicionais sobre o uso do Antimonial Pentavalente (Glucantime) 3.

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se soro fisiológico pode facilitar a aplicação lenta da medicação. A aplicação, com agulha fina, deve ter uma duração mínima de 5 minutos. 3.2 - Contra-indicações: Não deve ser administrado em gestantes e portadores de tuberculose pulmonar e malária. Nos casos de tuberculose pulmonar ou malária deve ser efetuado o tratamento destes primeiramente. Há restrições para o tratamento de portadores de cardiopatias, nefropatias, hepatopatias e Doença de Chagas, havendo necessidade de avaliação e monitorização rigorosa para orientação da conduta terapêutica. 3.3 - Efeitos Colaterais: Podem ocorrer um ou mais efeitos colaterais, na seguinte ordem de freqüência: artralgia, mialgia, inapetência, náuseas, vômitos, plenitude gástrica, epigastralgia, pirose, dor abdominal, prurido, febre, fraqueza, cefaléia, tontura, palpitação, insônia, nervosismo, choque pirogênico, edema, insuficiência renal aguda (IRA). Pode ainda ocorrer erupção de herpes zoster. Essas queixas são, geralmente, discretas ou moderadas e raramente exigem a suspensão do tratamento. No entanto, podem ocorrer alterações cardíacas e/ou renais que obriguem a interrupção do tratamento. 3.4 - Monitoramento: Acompanhamento eletrocardiográfico e avaliação da função renal, semanalmente, especialmente em pacientes acima de 50 anos. Os exames do perfil hepático (transaminases, fosfatase alcalina) e amilase também devem ser solicitados semanalmente. O médico da unidade de saúde deve proceder à avalição clínica do paciente diariamente, com especial atenção para o aparelho cardiovascular, antes da aplicação do medicamento. No caso de observar-se bradicardia, arritmias ou hipotensão arterial, o caso deve ser discutido com o médico do serviço de referência antes da aplicação do medicamento. Estas alterações geralmente contra-indicam a aplicação do Glucantime, devido ao risco de desenvolvimento de arritmia cardíaca grave ou parada cardio-respiratória. 3.5 - Observações: Algumas vezes, no início do tratamento, há uma exacerbação do quadro clínico, com aumento do infiltrado, eritema das lesões, aumento da secreção nasal e faríngea. Presume-se que isto decorra de uma resposta aos antígenos liberados com a morte do parasita (reação do tipo JarichHerxheimer). Em casos de lesões de laringe, pode ocorrer edema e insuficiência respiratória aguda. Por isso é aconselhável que a medicação seja administrada por equipe especializada, em ambiente hospitalar e com possibilidade de ser traqueostomizado com urgência. 3.6 - Recomendações ao paciente: É necessária a abstinência de bebidas alcoólicas durante o período de tratamento, devido a alterações hepáticas. Também é recomendável o repouso relativo.

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FLUXO DE ABORDAGEM DO PACIENTE COM LEISHMANIOSE TEGUMENTAR Suspeita clínica1 Encaminhar para referências2 para propedêutica.3 Notificar à GEREPI distrital em ficha própria do SINAN.
Investigar outras causas de lesões cutâneo-mucosas.

Diagnóstico descartado

Diagnóstico confirmado

O médico do serviço de referência solicita exames pré-tratamento , afasta contra-indicações 6 para uso de Glucantime e prescreve a medicação .

4

5

Paciente recebe medicação no Centro de Saúde (dias úteis) sob supervisão do médico da UBS ou UPAs7 (finais de semana e feriados).

Pedir interconsulta com clínico de apoio (ver fluxo próprio) que acompanhará o paciente semanalmente.
Melhora clínica Alta (decisão conjunta com o clínico de referência) e acompanhamento por 6 meses. Ausência de resposta

Caso o paciente não compareça para receber a medicação, a UBS deve realizar busca ativa.

Encaminhamento para serviços de referência.

1 - Lesão cutânea típica: lesão ulcerada única, com bordas elevadas, em moldura, geralmente, indolor. Lesão mucosa típica: infiltração ou ulceração de mucosa nasal e/ou de orofaringe. 2 - CTR-DIP Orestes Diniz ou Instituto René Rachou. 3 - Solicitar biópsia da lesão cutânea ou mucosa e reação de Montenegro. 4 - ECG, amilase, uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina. 5 - Gestantes, cardiopatas, nefropatas, hepatopatas, portadores de doença de Chagas e tuberculose em atividade. No caso de contra-indicações, solicitar avaliação do clínico de referência antes de iniciar tratamento (ver fluxo do clínico de referência). 6 - Tratamento: . Lesões cutâneas: 15mg SbV (antimônio pentavalente)/Kg/dia para o adulto (máximo 3 ampolas por dia) durante 20 dias consecutivos. . Lesões mucosas ou muco-cutâneas: 20mg/SbV/Kg/dia (máximo 3 ampolas por dia), durante 30 dias consecutivos O antimonial - N- metil glucamina, apresenta-se, comercialmente, em frasco de 5ml, que contém 405mg do antimônio pentavalente (SbV ) e cada ml contém 81 mg de SbV. 7 – A UBS deverá encaminhar o paciente, nos finais de semana, às UPAs, acompanhado de relatório médico e cartão de doses do glucantime. Os casos deverão ser previamente comunicados à Gerência da UPA.

. Pacientes atendidos na Centro-Sul serão encaminhados para UPA-Oeste. . Pacientes atendidos no Leste serão encaminhados para UAPU-Leste (Rede FHEMIG).

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FLUXO DE ABORDAGEM DO PACIENTE COM LEISHMANIOSE VISCERAL Suspeita clínica1 Investigar outras causas. Necessita de internação?
Diagnóstico descartado

Notificar à GEREPI distrital por telefone e em ficha própria do SINAN.

SIM
Confirmação diagnóstica e tratamento hospitalar5.
alta hospitalar

NÃO

Médico da UBS solicita exames complementares2.

Diagnóstico confirmado (hemograma com pancitopenia e sorologia positiva) **casos duvidosos devem ser discutidos com clínico de referência.

Após alta hospitalar, médico da UBS avalia e acompanha o paciente

O médico da UBS solicita exames pré-tratamento e 4 5 afasta contra-indicações . Prescreve a medicação e acompanha o paciente.

3

Caso o paciente não compareça para receber a medicação, a UBS deve realizar busca ativa.

Paciente recebe medicação no Centro de Saúde (dias úteis) sob supervisão do médico da UBS ou 6 UPAs (finais de semana e feriados).

Pedir interconsulta com clínico ou pediatra de apoio (ver fluxo próprio) que acompanhará o paciente semanalmente.

Alta (decisão conjunta com o clínico de referência) e acompanhamento por 6 meses.

melhora clínica

ausência de resposta

Encaminhamento para 7 serviços de referência .

1 - Forma clássica: febre baixa e persistente, emagrecimento, adinamia, hepato-esplenomegalia. 2 - Solicitar hemograma com contagem de plaquetas, coagulograma (PTT e RNI), perfil hepático (proteínas totais e frações, TGO/TGP, fosfatase alcalina, bilirrubinas), e pesquisa de anti-corpos anti-Leishmania. A pesquisa de Leishmania em aspirado de medula óssea pode ser realizada em casos duvidosos, em ambiente hospitalar. 3 - ECG, amilase, uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina. 4 - Gestantes, cardiopatas, nefropatas, hepatopatas, portadores de doença de Chagas e tuberculose em atividade. No caso de contra-indicações, solicitar avaliação do clínico de referência antes de iniciar tratamento (ver fluxo do clínico de referência). 5 - Tratamento: 20 mg de Sbv (antimônio pentavalente)/Kg/dia, por via endovenosa ou intramuscular, com limite máximo de 3 ampolas/dia, por no mínimo 20 e no máximo 40 dias consecutivos. O antimonial - N- metil glucamina, apresenta-se, comercialmente, em frasco de 5ml, que contém 405mg do antimônio pentavalente (SbV ) e cada ml contém 81 mg de SbV. 6 – A UBS deverá encaminhar o paciente, nos finais de semana, às UPAs, acompanhado de relatório médico e cartão de doses do glucantime. Os casos deverão ser previamente comunicados à Gerência da UPA. . Pacientes atendidos na Centro-Sul serão encaminhados para UPA-Oeste. . Pacientes atendidos no Leste serão encaminhados para UPA-Esplanada. 7 – CTR-DIP Orestes Diniz e Instituto René Rachou.

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FLUXO E ATRIBUIÇÕES DO CLÍNICO OU PEDIATRIA DE APOIO
Médico da UBS ou da unidade de referência faz diagnóstico de leishmaniose cutâneo-mucosa ou leishmaniose visceral.

Solicita exames pré-tratamento (ECG, amilase,
uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina).

Contra-indicação ao Glucantime? - gestante - cardiopatias - nefropatias - hepatopatias - doença de Chagas - tuberculose em atividade SIM
Clínico ou pediatra de apoio atende o paciente em até 72 horas (atendimento priorizado) após a solicitação, avalia o melhor tratamento a ser utilizado e o melhor acompanhamento.

NÃO O médico da UBS prescreve a medicação e acompanha o paciente.

Clínico de referência discute caso com o médico da UBS por telefone e programam conjuntamente o tratamento.

Clínico de referência atende o paciente até 5 dias úteis após solicitação e inicia monitoramento semanal (ECG, amilase, uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina)

Paciente recebe medicação no Centro de Saúde (dias úteis) sob supervisão do médico da UBS ou UPAs (finais de semana e feriados).

Clínico de referência avalia tolerância ao glucantime e discute com médico da UBS alta do paciente.

Clínico de referência fica à disposição para esclarecer eventuais dúvidas do médico da UBS.

Clínico de referência mantém contato com unidade de referência (CTR, PAM SF, Rene Rachou) para discussão de casos complexos e encaminhamentos que se façam necessários.

ENCAMINHAR O PACIENTE PARA UPA DE REFERÊNCIA PARA ADMINISTRAÇÃO NOS FINAIS DE SEMANA. . PAM.FAZER O ACOMPANHAMENTO SEMANAL DO PACIENTE SEGUNDO PROTOCOLO ANEXO 1. .DISTRITAL DO D. .S DE RESIDÊNCIA DO PACIENTE PACIENTE ENCAMINHADO PARA MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA APÓS INÍCIO DO TRATAMENTO + RELATÓRIO MÉDICO CENTRO DE SAÚDE DE RESIDÊNCIA: ADMINISTRAÇÃO DO MEDICAMENTO E ACOMPANHAMENTO SEMANAL DO PACIENTE .S DE RESIDÊNCIA NÃO FARMÁCIA DISTRITAL DE RESIDÊNCIA LIBERA O MEDICAMENTO + CARTÃO DE DOSES PARA C.S. DE ATENDIMENTO RESIDE NO D.68 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis FLUXOGRAMA PARA ACOMPANHAMENTO DE LEISHMANIOSE E LIBERAÇÃO DE GLUCANTIME 1.S.S. NOTIFICAR POR TELEFONE (VIDE FLUXO ESPECÍFICO) SIM NOTIFICAR FICHA EM DUAS VIAS GEREPI GECOZ SIM CONFIRMA GEEPI VIGILÂNCIA DOMICÍLIO PRESCRIÇÃO EM DUAS VIAS SIM NÃO DESCARTA DADS METROPOLITANA 1ª e 2ª VIA PRESCRIÇÃO e 2ª VIA FICHA DE NOTIFICAÇÃO PACIENTE VAI A FARMÁCIA DA UNIDADE DE ATENDIMENTO 1ª VIA FICHA DE NOTIFICAÇÃO GEREPI FARMÁCIA DA UNIDADE DE ATENDIMENTO FAZ CONTATO COM FARMÁCIA DISTRITAL NOTIFICA GECOZ GEEPI RESIDENTE DE BELO HORIZONTE NOTIFICA DADS METROPOLITANA SIM NÃO RESIDE NO D.EM CASO DE REAÇÕES ADVERSAS: NOTIFICAR GEREPI EM FORMULÁRIO EM ANEXO 2.V. .GLUCANTIME É DE USO EXCLUSIVO DE UNIDADES DE SAÚDE (C. HOSPITAL. DIAGNÓSTICO NAS UBS CENTRO DE SAÚDE/ CTR-DIP CASO SUSPEITO DE L. DE ATENDIMENTO CONTATO C/ F. UPA).

Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 69 FLUXOGRAMA PARA ALIBERAÇÃO DE GLUCANTIME 2. DIAGNÓSTICO NOS PAM'S PAM CASO SUSPEITO NOTIFICAR POR TELEFONE (VIDE FLUXO ESPECÍFICO) SIM NOTIFICAÇÃO FICHA EM DUAS VIAS GEREPI GECOZ CASO CONFIRMADO GEEPI VIGILÂNCIA DOMICÍLIO SIM PRESCRIÇÃO EM DUAS VIAS 2ª VIA NÃO DESCARTA DADS METROPOLITANA 1ª VIA 2ª VIA PRESCRIÇÃO GEREPI FARMÁCIA DO PAM RESIDENTE DE BELO HORIZONTE 1ª VIA PRESCRIÇÃO PACIENTE GEEPI SIM GECOZ CONTATO POR TELEFONE COM FARMÁCIA DISTRITAL DA RESIDÊNCIA NOTIFICA DADS METROPOLITANA FARMÁCIA DISTRITAL RESIDÊNCIA ENVIA MEDICAMENTO PARA UBS RESIDÊNCIA E N C A M I N H A P A C I E N T E NÃO CENTRO DE SAÚDE E RESIDÊNCIA: ADMINISTRAÇÃO DO MEDICAMENTO SEMANAL DO PACIENTE PACIENTE ENCAMINHADO PARA MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA APÓS INÍCIO DO TRATAMENTO + RELATÓRIO MÉDICO .

NOTIFICAR POR TELEFONE (VIDE FLUXO ESPECÍFICO) SIM NOTIFICAÇÃO FICHA EM DUAS VIAS GEREPI GECOZ VIGILÂNCIA DOMICÍLIO CASO CONFIRMADO SIM NÃO DESCARTA GEEPI DADS METROPOLITANA PRESCRIÇÃO EM DUAS VIAS 1ª VIA DE PRESCRIÇÃO 2ª VIA PRESCRIÇÃO E FICHA DE NOTIFICAÇÃO HOSPITAL VAI À FARMÁCIA DISTRITAL DE ATENDIMENTO 1ª VIA FICHA DE NOTIFICAÇÃO PACIENTE GEREPI GEEPI FARMÁCIA DISTRITAL DE ATENDIMENTO RESIDENTE EM BELO HORIZONTE GECOZ GEMED FORNECER GLUCANTIME POR 7 DIAS + CARTÃO DE CONTROLE DE DOSES + FICHA DE REAÇÕES ADVERSAS (ANVISA) CONTATO POR TELEFONE COM FARMÁCIA DISTRITAL DE RESIDÊNCIA DO PACIENTE ENCAMINHA PACIENTE PARA MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA APÓS ALTA HOSPITAL + SUMÁRIO DE ALTA.HTE.70 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis FLUXOGRAMA PARA ACOMPANHAMENTO DE LEISHMANIOSE E LIBERAÇÃO DE GLUCANTIME 3. OBS. CONTATO COM UBS DE RESIDÊNCIA DO PACIENTE HOSPITAL TRATA POR 7 DIAS UBS DE RESIDÊNCIA ACOMPANHA O PACIENTE (BUSCA ATIVA NO 8º DIA) NÃO ALTA HOSPITALAR (SUMÁRIO) SIM ENCAMINHA PACIENTE COM CARTÃO DE DOSES NÃO RESIDENTE EM B. DIAGNÓSTICO NO HOSPITAL HOSPITAL CASO SUSPEITO DE L.V.: O GLUCANTIME PARA O HOSPITAL SERÁ LIBERADO INICIALMENTE PARA 10 DIAS ATÉ AJUSTE DO FLUXO .

Diabete melito 4. A partir da terceira e. observou-se que os óbitos masculinos no Brasil (273. que é amplamente reconhecido como uma das iniciativas mais bem sucedidas da SMSA. As cinco primeiras causas que figuram nos registros de óbito da população masculina e feminina. 2003 Causa Doenças do aparelho circulatório Neoplasias Causas externas Doenças do aparelho respiratório Mal definidas Outras causas Total 3899 2131 1876 1353 913 3487 13659 N° Absoluto 28% 15% 13% 9% 6% 29% 100% Porcentagem .0 anos. Quando analisada a mortalidade por sexo. Hipertensão arterial sistêmica 3. partindo das taxas. Já os negros (pretos e pardos). além de outras que estão em fase de estruturação na Rede Municipal. Programa “Criança que Chia” e asma na infância 2.8 anos. no município de Belo Horizonte. apresentou a maior esperança de vida ao nascer (EVN) foi o contingente amarelo com aproximadamente 75. em 2003. exceto para as Neoplasias. Distribuição dos óbitos . apresentaram a menor esperança de vida ao nascer da nossa população. procurou-se destacar as ações programáticas mais estruturadas e dirigidas a doenças de alta prevalência. a prevalência de diversas doenças e agravos não transmissíveis aumenta progressivamente.9 anos. principalmente da quarta década de vida. Em quase todos os capítulos da 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 10). mostra uma estimativa de 70. por capítulo da CID10. Insuficiência Coronariana e Risco Cirúrgico já foram discutidos com profissionais da Atenção Básica e Secundária e estão em fase de implementação na Rede Municipal. A esperança de vida ao nascer. Ações iniciais da SMSA no Programa de Combate ao Tabagismo 6. O grupo racial que. Atendimento ao portador de feridas 5. voltadas para a prevenção e abordagem de doenças e agravos não transmissíveis: 1. Nesta publicação. seguido dos brancos com 74.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 1 INTRODUÇÃO Serão apresentadas diretrizes gerais da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA BH) nos seguintes tópicos. como o diabete melito e a hipertensão arterial. Cuidados com o idoso 7.4 anos para a população brasileira como um todo. Considerações sobre a prevenção e abordagem das neoplasias mais comuns Os protocolos de Insuficiência Cardíaca. Doenças do Aparelho Circulatório e Malformações Congênitas. segundo Paixão e col (2004).349 óbitos em 2004) representaram pouco mais de 2/3 dos óbitos do país. Belo Horizonte. com 67. a mortalidade na idade adulta dos negros é maior que a dos brancos. nesse trabalho. Nas faixas etárias que vão da infância à adolescência estão abordados a Asma e o Programa “Criança que Chia”. mostram a importância do destaque para os agravos não transmissíveis em políticas de Saúde Pública.

sendo necessário: cadastrar a criança conforme o protocolo. checando também a limpeza do espaçador. . injeções. que deve ser preenchido em cada consulta. em formulário próprio. enviar protocolo para a farmácia distrital junto com a cópia da receita médica. . Realizar busca ativa da criança faltosa ao acompanhamento proposto segundo protocolo ou sua necessidade. · Verificar técnica inalatória todas as vezes em que a criança comparecer à unidade. Preencher o “Protocolo de Acompanhamento da Criança em Uso de Corticóide Inalatório” (modificado. comunicar à farmácia distrital quando for suspensa a profilaxia. Acompanhamento das crianças cadastradas (em uso de profilaxia) intercalando pediatra e generalista. Crianças com asma persistente devem receber profilaxia (medicamento inalatório). . nebulização. apenas broncodilatador oral e acompanhamento dentro da realidade de cada unidade. · Realizar grupos educativos mensais. Manter acompanhamento das crianças para vigilância à saúde com o “Protocolo de Acompanhamento da Criança em Uso de Corticóide Inalatório” em arquivo rotativo. persistente leve. · Captar essas crianças em toda oportunidade: consultas. . · Agendar consulta médica para diagnosticar e classificar o grau de gravidade da doença: asma intermitente. · Encaminhar à atenção secundária (pneumologia pediátrica) a criança com asma persistente grave. . · Manter o acompanhamento pela ESF/Centro de Saúde das crianças encaminhadas para atenção secundária. Cadastro Social de BH). crianças já acompanhadas e outros interessados. · Preencher o “Cartão do Asmático” no dia da participação no grupo educativo. · Acompanhar a criança inscrita no programa “Criança que Chia”. · Acolher e avaliar essas crianças na unidade de saúde. que receberão profilaxia como na asma persistente. AIH. . através da busca entre os egressos hospitalares e de serviços de urgência. ano 2003) para acompanhamento da evolução do tratamento de cada criança individualmente e para avaliação do programa. fornecimento de medicamentos na farmácia da unidade. abertos à comunidade. . (fonte: farmácia distrital. agendando consultas conforme o protocolo ou sua necessidade. · Enviar a avaliação do programa semestralmente para a coordenação na SMSA. salvo aquelas com crises graves com necessidade de CTI. sala de vacinas. criança com asma persistente leve ou moderada com evolução insatisfatória e dúvidas no diagnóstico. persistente moderada ou persistente grave.2 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis PROGRAMA “CRIANÇA QUE CHIA” A unidade de atenção básica de saúde deverá: · Conhecer o número de crianças da área de abrangência que chiam e/ou apresentam pneumonias freqüentes e/ou se internam por pneumonia e/ou asma. Crianças com asma intermitente não receberão medicamentos inalatórios. · Avaliar o programa na unidade a cada 3 meses. tendo como participantes as mães ou responsáveis pelas crianças captadas que ainda não passaram pela avaliação médica. na visita domiciliar do agente comunitário de saúde (ACS). com levantamento dos dados do arquivo rotativo. Este cartão contém informações importantes para o atendimento da criança na unidade de saúde quando é admitido em crise asmática. principalmente durante a consulta.

painéis e outros instrumentos educativos. usuário do centro de saúde. · Visita domiciliar do ACS/ESF para orientação. tenha história de internação prévia por pneumonia ou asma. fibrose cística. 60% dos casos de internação pesquisados receberam diagnóstico de pneumonia. CONDUTA 1 . do controle do ambiente e outros cuidados de saúde. . Reconhecimento do paciente portador de asma persistente. CLASSIFICAÇÃO . .L. entre outras). Representa a 2ª causa de internação em Belo Horizonte entre 1 e 9 anos.Atribuições do Enfermeiro . É responsável por reinternações freqüentes (71% das crianças têm mais de 1 episódio de internação) e atendimentos em serviços de urgência (82% dos casos procuram serviço de urgência de 1 a 4 vezes por mês). Orientação das mães sobre a doença (medidas preventivas e tratamento).Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 3 · Manter continuamente a prática de acolhimento/escuta de toda criança que procura o serviço.M. disponibilizando a resposta mais qualificada. medidas preventivas e tratamento. Outras Causas de Sibilância: tosse asma equivalente (tosse crônica. ASMA NA INFÂNCIA PROBLEMAS .. tenha episódios freqüentes de “chieira”. . Asma Persistente: caracteriza-se pela presença de sintomas nas intercrises (intervalo entre as crises < 4 semanas). segundo pesquisa realizada (Lasmar. utiliza com frequência serviços de urgência para tratamento de crise de chieira. Reconhecimento e captação de toda criança que: . . tenha história de pneumonias de repetição. 94% das mães entrevistadas não possuíam qualquer conhecimento sobre a doença. a enfermeira poderá medicar uma criança em crise asmática se ela estiver em acompanhamento na unidade e possuir o “Cartão do Asmático”. chieira associada a IVAS ou secundária a doenças de base (refluxo gastro-esofágico.Atribuições de toda a Equipe de Atenção à Criança . · Conforme protocolo. . . . com intercorrências.J. 2 . e cols). . na situação em que a criança vive. . . · Orientação sobre o controle ambiental nos vários momentos de abordagem da criança e através de cartazes. egresso de internação ou egresso do serviço de urgência por Asma ou Pneumonia. seja encaminhada ao Centro de Saúde com receita de Despacilina. . demandas agudas ou de outra natureza. geralmente noturna). Fontes. Asma Intermitente: É a forma mais freqüente e caracteriza-se por crises espaçadas (intervalo entre as crises > 4 semanas) e intercrises assintomáticas.

Existe a recomendação do disparo de várias doses (em torno de 15) ao se utilizar pela primeira vez o espaçador.Maiores de 6 anos: pode-se tentar apenas o prolongador. conforme prescrição médica.O fluxo de oxigênio deverá ser entre 6 e 8 litros/minuto. diminui a eficácia do tratamento. .Volume maior do que 4 ml.Espaçador adequado para a idade (existem variações. crianças com quadro de sibilância. Orientar em toda a oportunidade sobre o controle ambiental. na ausência da possibilidade de avaliação médica. Em casos de emergência. Observação: A nebulização é utilizada na criança com asma aguda grave para administração concomitante de oxigênio. Esclarecer sobre os efeitos colaterais dos broncodilatadores tranquilizando os responsáveis pela criança. Administração de broncodilatador. spray. TRATAMENTO DAS CRISES (Vide anexo 3. · Em casos graves. . o enfermeiro.Retirar os componentes do espaçador Flumax da embalagem. .5 a 2 l/min ou por máscara a 4 litros/min e iniciar medicação broncodilatadora inalatória conforme o Protocolo de Crise Asmática (anexos 4 e 5) até avaliação médica ou encaminhamento à unidade de urgência. ATENÇÃO: Durante o tratamento da crise asmática na unidade básica. .A máscara da nebulização (máscara com orifícios) deve estar bem adaptada à face da criança. bombinha. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO INALATÓRIO Fatores que interferem na eficácia: NEBULIZAÇÃO: . AEROSSOL DOSIMETRADO: . . Na asma aguda leve e moderada. O uso de água destilada é contra-indicado por provocar broncoconstrição devido à hipotonicidade.Deve ser utilizado apenas o soro fisiológico para diluir o medicamento. pois a perda é pequena e não prejudica o tratamento da criança. . PASSOS PARA USO CORRETO DO ESPAÇADOR FLUMAX: .01ml/Kg/dose (máximo de 0. utilizar adrenalina 1:1000. com o processo de limpeza.A eletricidade estática das paredes do espaçador pode atrair partículas do aerossol (= aerossol dosimetrado. via subcutânea. 4 e 5) Na impossibilidade da nebulização para a criança grave. taquipnéia acentuada ou alteração da consciência devido ao risco de aspiração. mas na maioria das vezes a criança ainda não apresenta coordenação adequada para uma administração correta. reduz a liberação do medicamento e. . . fazer uso de espaçadores para a administração de broncodilatador inalatório (não usar prolongador). 3 . Em crianças com asma persistente em uso de medicação inalatória. .Atribuições do Médico . A respiração deve ser de boca aberta. exceto para aquelas crianças que apresentarem algum impedimento a via oral como vômitos. a válvula se agarra ao plástico do tubinho dentro de onde está localizada).Volume total da solução (soro fisiológico + medicamento) deve ser de 4 ml. de acordo com a coordenação e aceitação da criança): . porém na nossa experiência julgamos ser um gasto desnecessário. volume menor que 4 ml.4 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis .Verificar se a válvula está movimentando (muitas vezes. . . na dose de 0. Prescrição de antitérmico se necessário. jet).3 ml/dose). a melhor opção é a administração de broncodilatador através do aerossol dosimetrado.De 4 a 6 anos de idade: com bocal. diminuindo a dose oferecida ao paciente. por via inalatória. devendo ser retiradas chupetas ou outros objetos que interfiram em sua respiração. verificar sempre a adesão ao tratamento e a técnica inalatória em todas as visitas ao centro de saúde. . Verificar com o responsável pela criança a maneira e a freqüência da limpeza do espaçador. . devem ser mantidas em oxigenoterapia pela cânula nasal (“bigodinho”) a 0. observando resposta parcial ao uso do broncodilatador deverá administrar corticóide oral (Prednisona ou Prednisolona na dose de 1 a 2 mg/Kg/dose única – dose máxima de 40mg/dia). acoplado ao espaçador adequado para a idade. . . prolonga a duração da nebulização e dificulta a colaboração da criança. conseqüentemente.Menor que 4 anos de idade: com máscara. tempo expiratório prolongado e tiragem.

às vezes a válvula adaptada ao bocal pára de se movimentar porque a criança saliva muito. é sinal de que a medicação acabou. . tampar o aerossol dosimetrado e guardá-lo em local seguro (para evitar o acúmulo de pó e de sujeira na parte interna).Repetir o procedimento para cada jato prescrito pelo médico – sempre um jato de cada vez.Agitar novamente o aerossol dosimetrado – aguardar no mínimo 20 segundos entre uma aplicação e outra para que o aerossol dosimetrado recupere seu volume normal (o gás propelente evapora imediatamente quando liberado. existe o risco de o aerossol dosimetrado não se encher adequadamente após ser acionada. .Verificar estudo radiológico do tórax antes da iniciar a profilaxia. Verificar se a criança está realmente respirando pela boca através da observação da movimentação da válvula. momentaneamente. . . . com material limpo. . . a dose liberada será menor).Não necessita de medicação fora das crises. desde que a criança coopere).a criança deve respirar de boca aberta.Encaixar o adaptador para o aerossol dosimetrado no orifício posterior da câmara que tem diâmetro maior que o anterior.Retirar o espaçador com a máscara da face ou com o bocal da criança no final das respirações. que neste caso deve ser trocado. Atenção. dar a primeira dose de salbutamol por via oral. e o aerossol dosimetrado esfria e diminui de tamanho. tocá-la.Adaptar bem a máscara na face da criança envolvendo o nariz e a boca (não permitir escape do ar entre a máscara e o rosto). . orientar a criança para respirar profundamente por 10 vezes . caso não se agite. . Observações: *Quando a criança estiver muito agitada e retirar. essencialmente. Quando é usado o espaçador com bocal. . molhando o equipamento.Quando terminarem todos os jatos. cuidadosamente. . portanto.Início precoce do broncodilatador: é importante orientar os responsáveis para. ao começar o quadro de tosse seca irritativa. Asma Intermitente: . a máscara do rosto. não obstruindo o orifício de saída de ar. Asma Persistente e Quadros duvidosos: . de falta de ar ou chiado.Encaixar a máscara ou o bocal na válvula (depende de qual será usado: acima de 4 anos pode-se tentar o bocal. Para saber se a medicação dentro da bombinha acabou. o que que muitas vezes pode evitar o agravamento da crise. . . a movimentação da válvula mantendo a criança adaptada à máscara por cerca de 20 a 30 segundos . Quando for usado o bocal. ainda existe medicação. . pedir à criança para adaptar bem a boca.deve inspirar pela boca e pode soltar o ar pelo nariz se a criança achar mais fácil. pois ela tende a aderir às paredes na parte superior do aerossol dosimetrado e. . .Destampar o aerossol dosimetrado. basta colocá-la dentro de um recipiente cheio de água: se boiar completamente. TRATAMENTO NAS INTERCRISES .Posicionar a criança no colo da mãe – sentada de cabeça um pouco para cima (abre melhor as vias aéreas) e de boca aberta com a língua rebaixada. mas se o frasco afundar. . readaptar a máscara imediatamente e continuar contando as respirações sem a necessidade de disparar outro jato (a medicação está retida dentro do espaçador). liberando a medicação dentro da câmara. . deve-se esperar pelo menos 20 segundos para que o equipamento se aqueça e recupere seu volume original. com o bocal entre os dentes.Encaixar a válvula no orifício anterior da câmara. .Caso a válvula não se movimente.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 5 . Caso contrário. a quantidade será menor).Manter controle do ambiente. em forma de L (caso seja colocado em posição invertida. . . reduzindo a quantidade da medicação na administração seguinte).Agitar o aerossol dosimetrado (para dissolver a medicação no propelente.Observar a respiração da criança e.Avaliação médica e inicio de profilaxia nos casos indicados.Colocar o aerossol dosimetrado no adaptador na parte posterior da câmara – sempre na posição vertical.Pressionar o aerossol dosimetrado.

mas não contínuos Persistente grave . A técnica inalatória adequada. assintomáticas e com função pulmonar normal. Normal . Infreqüentes .80% . Diários. VEF1: volume expiratório forçado no primeiro segundo *** DVO: distúrbio ventilatório obstrutivo Pacientes de qualquer nível de gravidade podem apresentar exacerbações leves. Quase diários. > 80% . mesmo aqueles com asma intermitente leve podem apresentar exacerbações graves com intercrises longas. < 60% . menos de duas vezes por mês . ASMA PERSISTENTE Comparação da potência tópica entre corticóides Corticóides Inalatórios Dipropionato de beclometasona Budesonida Fluticasona Flunisolida Triancinolona 600 980 1200 330 330 Potência Tópica Plano de tratamento profilático simplificado segundo o Consenso Britânico – 2003 Nível de gravidade Asma Persistente Leve Asma Persistente. Normal . .6 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis . Assim. geralmente leves . de preferência. mais de duas vezes por mês . Freqüentes . Moderada Tratamento Baixa dosagem de corticóide inalado: 200 a 400 mcg/dia de beclometasona ou budesonida Alta dosagem de corticóide inalado: 400 a 800 mcg/dia de beclometasona ou budesonida ou baixa dosagem de corticóide inalado em associação com beta-2 agonista de longa duração Alta dosagem de corticóide inalado: 400 a 800 mcg/dia de beclometasona ou budesonida em associação com beta-2agonista de longa duração Asma Persistente Grave Classificação da gravidade da asma Intermitente Sintomas . No máximo duas vezes por semana Persistente moderada . deve ser repetidamente orientada. Mais que uma vez por semana e menos que uma vez por dia . Diários e contínuos Sintomas noturnos* Crises Broncodilatador de alívio . No máximo uma vez por semana . No máximo uma vez por semana Persistente leve . DVO*** leve . Freqüentes e graves . mais de duas vezes por semana . Em toda consulta de controle. moderadas ou graves. Comuns. no próprio espaçador da criança. Ocasionais. > 80% . DVO moderado ou grave * Despertar noturno regular com chiado ou tosse é um sintoma grave ** PFE : pico do fluxo expiratório. Duas ou mais vezes por dia PFE** prébroncodilatador Espirometria . mais de uma vez por semana . Ocasionais. Mais de duas vezes por semana e menos de duas vezes por dia 60 . solicitar a demonstração do uso corrigindo eventuais erros.Obs: Asmáticos persistentes graves e crianças em uso de dose elevada de beclometasona sem controle devem ser encaminhados para pneumologia pediátrica. Raros.

mofo. aspiração de corpo estranho. Otoscopia: sinais de otite média aguda? . espirros etc? 4.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 7 Nas crianças menores de 5 anos que necessitem usar o beta-2-agonista mais de 2 vezes por semana. Hidratação . Bronquiectasias. 2. bicho de pelúcia. . Faz controle médico? Aonde? 6. entre outros). Há quanto tempo iniciaram-se os sintomas (chieira e/ou tosse e/ou cansaço)? 2. 8. ABORDAGEM DE UMA CRIANÇA EM CRISE ASMÁTICA Anamese 1. Critério de abandono: 1. Já esteve internado? Quando? 9. Ausculta: MV alterado? Sibilos. 3. pintura. Quando foi a última crise? O que usou? Perguntar sobre uso de corticóide oral. PFE . poeira. Estado geral . garantindo o acesso a qualquer momento ao Centro de Saúde caso volte a apresentar sintomas. Medicação: · ADESÃO: está sendo administrada a dose prescrita? · Administração: a técnica inalatória está correta? (pedir para demonstrar no próprio espaçador da criança). acompanhar a criança por 12 meses. 5. 3. Crianças que não compareceram à unidade após 6 meses. diarréia. secreção nasal. Após a suspensão. suspendendo a profilaxia quando a criança permanecer 3 meses sem sintomas. RGE. Quais medicações está usando? Verificar dose e intervalo.Apresenta outra(s) doença(s)? 10. fibrose cística. Estado de consciência/prostração . FC . considerar: 1. No acompanhamento das crianças em uso de profilaxia deve-se reduzir a dose do corticóide inalatório (beclometasona) ao conseguir o controle dos sintomas durante 45 dias. Orofaringe: presença de secreção pós-nasal. Em seguida deve-se reduzir mensalmente de modo progressivo. Escolar e adolescentes: ausência de sintomas por 3 meses e espirometria normal. tuberculose. crepitações. FR . Está apresentando outros sintomas como vômitos. Apresenta febre associada? Há quantos dias? 3. Apresenta história familiar para asma ou atopia? Exame físico . roncos? . anel vascular. Palidez . lpois este é um sinal tardio de insuficiência respiratória e não aparece em crianças anêmicas) . Cianose (não esperar cianose para pensar em gravidade. ACV: Arritmia? Sopros? Pulsos periféricos finos? . a profilaxia deve ser considerada. Critérios de suspensão do corticóide inalado: 1. Temperatura axilar . AR: Intensidade do esforço respiratório (utilização dos músculos esternocleidomastóideos?) . sinais de faringite. 2. Crianças em uso de profilaxia com corticóide inalatório sem resposta adequada. etc). com freqüência mínima de 3 em 3 meses. Diagnóstico diferencial (patologias associadas): · Ver necessidade de se aprofundar na investigação diagnóstica (Rinossinusopatia. Lactente e pré-escolar: ausência de sintomas por 3 meses. mesmo após busca ativa dos agentes comunitários de saúde. Controle ambiental: · Houve alguma mudança no ambiente? (casa em reforma. Usa “bombinhas”? Quais? 7.

a cada 20 ou 30 minutos . Não suspender Clenil (caso esteja em uso). Nebulização: Salbutamol ou Fenoterol Sol. . Máximo de 3 vezes 1ª Fase: 60 a 90 minutos ANEXO 4 Boa resposta Resposta parcial Sem resposta • • • • Aguardar uma hora após a estabilização Prescrever beta-2agonista de curta duração (oral ou inalatório) Manter corticóide inalatório.dose única: • PREDNISONA OU PREDNISOLONA 1 a 2 mg/Kg (máximo 40mg/dia) BETA-2-AGONISTA DE CURTA de 1/1 ou 2/2 horas: • SPRAY COM ESPAÇADOR: 2 a 4 jatos/dose ou • NEBULIZAÇÃO: 1 gota/2Kg/dose 2ª Fase: 4a6 horas Boa resposta • • • • • Sem resposta Aguardar uma hora após a estabilização Prescrever beta-2-agonista de curta duração (oral ou inalatório) Prescrever corticóide oral por 3 a 7 dias Manter corticóide inalatório. . (máximo 10 gotas/dose) . Rever com o acompanhante as medicações que deverão ser usadas.5% § 1 gota/2Kg/dose . caso faça uso Marcar retorno em 24 a 48 horas Corticóide oral. Spray com espaçador: Salbutamol ou Fenoterol 100mcg/jato • 2 a 4 jatos a cada 20 ou 30 minutos .8 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Orientações à alta . mesmo quando em uso de corticóide oral. caso faça uso Marcar retorno em 24 a 48 horas Avaliar internação • • Manter beta-2-agonista de curta duração de 30 em 30 minutos e oxigênio até transferência Durante o transporte para o hospital: manter nebulização com fluxo de oxigênio. 0. Máximo de 4 vezes ou 2. Alta ambulatorial . Orientações gerais. . Retorno Em 24-48 Horas. CRISE ASMÁTICA LEVE OU MODERADA Beta-2 .agonista por via inalatória 1.

.Corrigir desidratação. CLASSIFICAÇÃO Classificação da PA para adultos com 18 anos de idade ou mais: Categoria Normal (b) Pré-hipertensão Hipertensão (c) Estágio 1 Estágio 2 Sistólica isolada Sistólica (mmHg) menor do que 120 120 a 139 140 a 159 maior ou igual a 160 maior ou igual a 140 Diastólica (mmHg) menor do que 80 80 a 89 90 a 99 maior ou igual a 100 menor do que 90 Fonte: Seventh Report of the Joint National Committee on Detection. . . . . como retina. PREVALÊNCIA Aproximadamente 20% da população adulta. and Treatment of High Blood Pressure. de imediato. Esta verificação é importante para a classificação de risco e conduta. .3 ml . } Fazer de 1/1 h ou até de 20/20 minutos. JAMA 289:2560. Hipertensão sistólica isolada é definida como um nível de pressão sistólica ≥ 140 mmHg e diastólica <90 mmHg e classificada adequamente (por ex.Corticóide oral (prednisona 1 a 2 mg/Kg/dose única – máximo de 40mg/dose) logo após a 1ª nebulização.9% . Iniciar oxigênio contínuo. .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 9 CRISE ASMÁTICA GRAVE . Fazer a avaliação da criança no colo da mãe. a) Sem uso de anti-hipertensivos e na ausência de doenças agudas. Se as pressões sistólica e diastólica estiverem em categorias diferentes. deve-se verificar a presença ou ausência de lesões em orgãos-alvo e fatores de risco adicionais. torpor/alteração da consciência). Manter o seguinte tratamento até transferência para a urgência: . Além de classificar os estágios da Hipertensão com base nos níveis médios da pressão arterial. Tentar manter a criança o mais tranqüila possível. SF0.Corticóide venoso – hidrocortisona: dose de ataque: 10 mg/kg/dose. evitando hiperhidratação. se possível.: 170/85 mmHg é definido como hipertensão sistólica isolada de estágio 2). rins e artérias calibrosas. coração. até a transferência. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA CONCEITO A hipertensão arterial sistêmica é definida como a elevação da pressão arterial (PA) em níveis que fazem o indivíduo correr risco aumentado de lesão de órgãos-alvo em vários leitos vasculares. pela cânula nasal (1 a 2 l/min) ou máscara (4 a 6 l/min). dispnéia acentuada.1gota/2Kg/dose (máximo de 10gotas/dose) . Evaluation.Reavaliação contínua: monitorização de FC e FR (espaçar as nebulizações caso a FC exceda 180 a 200 bpm). deve-se considerar a categoria mais alta para classificar a pressão arterial do indivíduo. Oxigênio a 8 l / min. Fenoterol . 2003.Broncodilatador inalatório (beta-2-agonista de curta duração): Nebulização: . Só administrar corticóide venoso se a criança apresentar algum impedimento à via oral. cérebro. como vômitos.

. Dislipidemias. Triglicérides. hipertireoidismo. . cefaléia e sudorese em crises Uso de fármacos ou drogas que possam elevar a pressão arterial Fácies ou biotipo de doença que possa cursar com HAS (doença renal. obtidas em duas ou mais consultas. Tabagismo. OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO CLÍNICA Confirmar o estado "crônico" de elevação da pressão arterial e determinar seu nível Pesquisar outros fatores de risco e condições clínicas que possam influenciar o prognóstico ou o tratamento Avaliar a ocorrência de lesão de órgãos-alvo e doença cardiovascular. Fatores de risco maiores . . c) Com base na média de duas ou mais leituras da PA.10 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis b) A pressão arterial ótima em relação ao risco cardiovascular é menor do que 120 mmHg para a sistólica e menor do que 80 mmHg para a diastólica. Eletrocardiograma Outros exames podem ser necessários individualmente. Mulheres abaixo de 65 anos de idade . Hemograma. . . Glicemia de jejum. Entretanto. História familiar de doença cardiovascular em: . Potássio sérico. após a triagem inicial. . Cushing) Presença de massas ou sopros abdominais Assimetria de pulsos femorais Elevação da creatinina sérica Hipopotassemia espontânea Proteinúria ou hematúria A avaliação laboratorial básica inicial do paciente hipertenso deve constar dos seguintes exames: . acromegalia. Idade acima de 60 anos. Creatinina. . a extensão da doença e a resposta ao tratamento Verificar sintomas e indícios que sugiram causas secundárias de HAS Indícios de HAS secundária durante a avaliação clínica Indícios de HAS secundária Início da HAS antes dos 30 anos ou após os 50 anos de idade Tríade do Feocromocitoma: palpitações. Colesterol total e HDL ( acrescentar o LDL se os triglicérides forem >400) . . Diabete Melito. o encontro de níveis pressóricos extraordinariamente baixos deve ser avaliado quanto a sua importância clínica. . . Exame de Urina para pesquisa de elementos anormais e sedimentoscopia. Homens abaixo de 55 anos de idade) .

). Se este tratamento não for efetivo ou se o paciente tiver lesões de órgãos–alvo ou ambas as situações. . . . Hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE) . a PA pode ser acompanhada por até 6 meses com tratamento não medicamentoso. . outros fatores de risco cardiovascular modificáveis. Cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM) prévia . A quantidade máxima permitida para as mulheres é a metade daquela permitida para os homens. ao mesmo tempo. circunferência abdominal <102cm para homens e <88cm para mulheres. PA < 130/80 mmHg para pacientes diabéticos e nefropatas crônicos. Abandono do tabagismo . Combate ao excesso de peso – Reduzir o IMC para <25. enquanto se controlam. Normalização da PA dos pacientes com pré-hipertensão. uma vez que a doença também está associada ao aumento de eventos cerebrovasculares e cardíacos. Exercício físico: sempre estimulado após a avaliação clínica. geralmente começando após os 50 anos e aumenta progressivamente com a idade. Deve ser aeróbico. calculada através da fórmula Fcmax=220 idade e realizado no mínimo 3 vezes por semana. Tratamento não farmacológico . 240 ml de vinho ou 60 ml de bebida destilada para os homens. Abolir ou limitar * o consumo de bebidas alcoólicas. PA < 140/90 mmHg para pacientes hipertensos. As medidas não farmacológicas devem ser adotadas inicialmente. Tratamento medicamentoso Os Betabloqueadores e/ou diuréticos são as drogas de escolha para o tratamento inicial. Em caso de falha. É importante que a pressão arterial também seja medida em ortostatismo durante a avaliação dos idosos. Angina ou infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio . PA Sistólica < 140 mmHg para os pacientes com hipertensão sistólica isolada. *Parâmetros para conhecimento dos profissionais de saúde: admite-se a ingestão diária máxima de 720 ml de cerveja. Na HAS estágios 1 e 2 a terapia farmacológica deve ser iniciada ao mesmo tempo em que as modificações no estilo de vida. . . A tolerância do paciente à terapia deve ser checada frequentemente. . sopas em pó. Pacientes com pressão 200/120 mmHg requerem terapia imediata. e se apresentam sintomas de lesões em órgãos-alvo.. com intensidade moderada (60 a 80% da frequência cardíaca máxima). na ausência de contra-indicações ao seu uso. Dieta hipossódica: evitar o sal na mesa e produtos ricos em sódio (conservas. Insuficiência cardíaca Episódios isquêmicos ou acidente vascular cerebral (AVC) Nefropatia Doença vascular arterial das extremidades Retinopatia hipertensiva Objetivos do tratamento . as medicações devem ser usadas para reduzir a pressão sistólica para nível inferior a 140 mmHg. há necessidade de hospitalização.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 11 Lesões em órgãos-alvo e condições clínicas associadas Doenças cardíacas: . Pacientes com níveis pressóricos > 180/110mmHg geralmente requerem associações medicamentosas e intervalos de seguimento menores até o controle ser atingido. A hipertensão sistólica isolada ocorre frequentemente nos idosos. Reduções de 5 a 10% já influenciam na PA.. molhos industrializados. o tratamento farmacológico deve ser instituído. embutidos. Nos pacientes portadores de pré-hipertensão e sem fatores de risco para doença cardiovascular e sem lesões de órgãos-alvo. queijos.

tonteira. podem precipitar gota. DPOC. BAV de grau II e III. Não devem ser usados em pacientes com asma. pelo acúmulo de bradicinina. podem causar alterações do paladar. O efeito é de toda a classe Inibidores da enzima conversora da angiotensina Captopril 50 a 450 mg em 2 a 3 tomadas Enalapril 2. Os agentes que contêm o grupo sulfidrila (como o captopril). sensibilização a toxicidade digital. constipação intestinal.5 a 40 mg em 1 tomada . Fadiga e impotência sexual. constipação intestinal.5 mg/dia para diabéticos) em 1 tomada Hipocalemia Hiperuricemia Intolerância a glicose Hipercolesterolemia Hipertrigliceridemia Diuréticos de alça Furosemida 20 a 320 mg em 1-2 tomadas Hipocalemia Hiperuricemia Intolerância glicose Hipercolesterolemia Hipertrigliceridemia Simpaticolíticos de ação central Alfametildopa (apenas para 500 a 2000 mg em 2-3 gestantes. Pode provocar angina em coronariopata.12 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis DROGAS PADRONIZADAS PELA SMSA Droga Diuréticos tiazídicos Hidroclorotiazida Posologia (mg) Efeitos colaterais Precauções/considerações Podem ser eficazes na insuficiência renal. Utilizar com cuidado nos pacientes com ICC e nos casos de bloqueio cardíaco. Bradicardia. ICC. hipertrigliceridemia. retensão hidrosalina e FAN positivo. Vasodilatadores bloqueadores dos canais de cálcio Nifedipina 30 a 120 mg em 3 tomadas Verapamil 80 a 480 mg em 3 a 4 tomadas Cefaléia. tomadas portadores de IRC ou para associação em casos graves e selecionados) Clonidina 0. Podem causar insuficiência renal aguda em portadores de estenose bilateral da artéria renal.5 a 50 mg (6. Podem ser eficazes na insuficiência renal. Pode causar anemia hemolítica e pode ocorrer hipotensão arterial rebote com suspensão da droga. hipotensão. Utilizar com cuidado nos pacientes com ICC e nos casos de bloqueio cardíaco. taquicardia. independente do tempo de uso e da dose. tonteira. podem precipitar gota. Utilizar com cuidado: Diabetes Mellitus e doença vascular arterial periférica. síndrome lúpica em doses superiores a 200mg/dia. erupção cutânea. Pode causar lesão hepática e teste de Coombs direto positivo. hipotensão. doença do nó sinusal. sensibilização a toxicidade digital.1 a 1. neutropenia e glomerulopatia com proteinúria. fadiga. insônia. 12. erupção Podem causar tosse seca em mais de 20% dos pacientes. redução de HDL-Colesterol. Vasodilatadores de ação direta Hidralazina 50 a 300mg em 2 a 3 tomadas Cefaléia. lactantes.25 a 12. impotência sexual. Cefaléia.2 mg em 2-3 tomadas Betabloqueadores Propranolol 40 a 240mg em 2 a 3 tomadas Sonolência. Xerostomia.

alfametildopa. . teofilina e efedrina. . . .Alfametildopa.Antagonistas dos canais de cálcio.Antagonistas dos canais de cálcio de ação rápida.Creatinina > 2.Betabloqueadores. antagonistas dos canais de cálcio. Doença vascular arterial periférica Depressão .Reforçar mudanças do estilo de vida. . . .Inibidores da ECA. Diuréticos.Alfa Betabloqueadores .Reduzir níveis de PA gradualmente.Inibidores da ECA.Antagonistas dos canais de cálcio.Todas as drogas podem ser usadas. Doença vascular encefálica .Inibidores da ECA. Hipertensão. .Clonidina.Betabloqueadores podem aumentar trigli-cérides e diminuir o HDL. antagonistas dos canais de cálcio. Betabloqueadores. guanabenz. . . . .Betabloqueadores. Obesidade .Hidralazina + nitratos. .Corticosteróides. Betabloqueadores. Cardiopatia isquêmica . Clonidina.Tricíclicos.Tratamento medicamentoso deve ser instituido. Diabéticos tipo I Diabéticos tipo I I Dislipidemias . Insuficiência cardíaca Insuficiência cardíaca + HAS + angina pectoris Hipertrofia do ventrículo esquerdo Nefropatias . .Carvedilol + ECA são eficazes no tratamento.Betabloqueadores. .Inibidores da ECA.Inibidores da ECA.Alertar para uso de anorexígenos com anfetamina e hormônio tireoidiano (podem aumentar a PA).Diuréticos.Inibidores da ECA.Betabloqueadores e diuréticos. . Preferir inibidores de ECA nos pacientes com proteinúria.IAM. . . .Inibidores da ECA (1ª escolha) .Avaliar níveis de Creatinina e K+ após 1 semana do início dos inibidores da ECA. diuréticos.Incentivar caminhadas e o abandono do tabagismo. reforçar mudanças do estilo de vida.Caso haja proteinúria preferir inibidores da ECA.Hipotensores que aumentam a freqüência cardíaca.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 13 SITUAÇÕES ESPECIAIS Análise do caso Idoso Drogas de escolha Antagonistas do canal de cálcio. vasodilatadores.Alfametildopa (1ª escolha) .Diuréticos podem piorar a glicemia. avaliar uso nos casos de angina e pós .Uso de AAS em doses baixas. diuréticos. Evitar Diuréticos em monoterapia e em doses elevadas. inibidores da ECA. diuréticos em baixas doses. . . . .Todos os hipotensores podem ser usados com exceção dos Betabloqueadores. Inibidores adrenérgicos e vasodilatadores arteriais podem causar hipotensão postural e agravar disfunção sexual.Antagonistas do canal de cálcio. creatinina < 3.0 mg / dl e/ou diabéticos. .Redução da PA deve ser lenta e gradual principalmente nos idosos. . Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica . podem dificultar o controle de pressão arterial.Vasodilatadores diretos. antagonistas dos canais de cálcio. .Inibidores da ECA + amlodipina ou felodipina. inibidores da ECA nos casos de estenose bilateral da artéria renal. .Betabloqueadores (1ª escolha) . Sistólica Isolada do Idoso Grávida com Hipertensão Crônica Diuréticos. . Atentar para sintomas de hipotensão postural. .Betabloqueadores. . alfabloqueadores.Referência para serviço de alto risco. . .Diuréticos poupadores de potássio. . . . aumentando lentamente se necessário. alfabloqueadores. antagonistas dos canais de cálcio. . minoxidil.Betabloqueadores. alfa-2-agonistas. . .Todas as drogas podem ser usadas.Inibidores da ECA.Diuréticos podem aumentar os níveis de lítio. IMAO e venlafaxina podem alterar a PA.Betabloqueadores. Observações Iniciar sempre com a metade da dose terapêutica. Inibidores adrenérgicos centrais.5 mg / dl usar diurético de alça . .

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ACOMPANHAMENTO DOS HIPERTENSOS
Pressão inicial Normal Pré-hipertensão HAS estágio 1 HAS estágio 2 Acompanhamento Reavaliação em 02 anos Reavaliação em 06 meses Confirmação em 02 meses Reavaliação em 01 mês. Se PA >180/110 mmHg, o tratamento deve ser imediato ou, no máximo, em 01 semana, dependendo da situação clínica ou presença de complicações Se as pressões sistólica e diastólica estão em categorias de acompanhamento diferentes, considera-se a de menor intervalo de reavaliação. O processo é dinâmico e as reavaliações podem mudar de acordo com os novos níveis de PA, lesões de órgãos alvo ou complicações.

RETORNOS DURANTE O TRATAMENTO Os intervalos são normalmente mensais logo após o início do tratamento, e podem ser menores em pacientes com HAS estágio 2 ou com co-morbidades. O potássio e a creatinina devem ser monitorizados 1 a 2 vezes por ano.
Alvo não atingido PA < 140/90 mmHg (<130/80 mmHg em diabéticos ou nefropatas crônicos) com tratamento não medicamentoso

Tratamento medicamentoso

Sem indicações específicas

Com indicações específicas Drogas para as situações específicas.

Estágio 1 Diuréticos tiazídicos Considerar Betabloq, IECA, ACC, ARAII

Estágio 2 Geralmente associação das drogas (Tiazícos + IECA ou Beta bloq. Ou ARAII ou ACC)

Associações de outras Alvo não atingido

sn

Otimizar as doses Novas associações Considerar o encaminhamento à atenção secundária

Após atingido o alvo da PA, os retornos podem ser agendados a intervalos de 3 a 6 meses. Quando indicado, uso de ácido acetil-salicílico deve ser iniciado após o controle dos níveis pressóricos.

REFERÊNCIA PARA UNIDADES DE REFERÊNCIA SECUNDÁRIA

. Deverão ser encaminhados para referência e contra-referência: . crianças e adolescentes hipertensos; . gestantes; . casos suspeitos de hipertensão secundária; . pacientes com história de Infarto agudo do miocárdio, angina, revascularização coronariana prévia,
insuficiência cardíaca descompensada, nefropatia, retinopatia; . hipertensos de difícil controle a despeito do tratamento instituído conforme o protocolo.

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CRISE HIPERTENSIVA A crise hipertensiva é dividida em urgência e emergência hipertensivas. Nas urgências hipertensivas, os aumentos da pressão arterial, por mais elevados que sejam, não estão associados a quadros clínicos agudos, como obnubilação, vômitos, dispnéia etc., e, portanto, não apresentam risco imediato de vida ou de dano agudo a órgãos-alvo. Inicialmente, a pressão arterial deve ser monitorizada por 30 minutos. Caso permaneça nos mesmos níveis, preconiza-se a administração, por via oral, de um dos seguintes medicamentos: diurético de alça, betabloqueador, inibidor da ECA, ou antagonista dos canais de cálcio. Embora a administração sublingual de nifedipina de ação rápida tenha sido amplamente utilizada para esse fim, foram descritos efeitos colaterais graves com esse uso. A dificuldade de controlar o ritmo ou o grau de redução da pressão arterial e a existência de alternativas eficazes e mais bem toleradas torna o uso desse agente (nifedipina de curta duração de ação) não é recomendada nessa situação. Nas emergências hipertensivas, a crise é acompanhada de sinais que indicam lesões em orgãosalvo em progressão, como encefalopatia hipertensiva, acidente vascular encefálico, edema agudo de pulmão, infarto do miocárdio e evidências de hipertênsão maligna ou de dissecção aguda da aorta. Nesses casos, há risco iminente de vida ou de lesão orgânica irreversível, e os pacientes devem ser hospitalizados e submetidos a tratamento com vasodilatadores de uso endovenoso, tais como nitroprussiato de sódio ou hidralazina. Depois de obtida imediata dos níveis de pressão, devese iniciar a terapia anti-hipertensiva de manutenção e interromper a medicação parenteral.
Drogas usadas no tratamento das crises hipertensivas
Droga Dose inicial Incremento Dose máxima

Captopril Clonidina

12,5 - 25mg 0,1 - 0,2mg

12,5 - 25mg/h 0,1mg/h

75mg 0,8mg

DIABETE MELITO (DM)
CONCEITO O diabete melito é definido como um grupo de distúrbios metabólicos, caracterizados pela hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, ação da insulina ou ambos.

PREVALÊNCIA Cerca de 3% da população geral ou 7,6 % da população adulta.

CLASSIFICAÇÃO DM tipo 1 Destruição da célula b, levando à deficiência absoluta de insulina. De início geralmente na infância e adolescência com quadro de polidipsia, poliúria, astenia, fraqueza e emagrecimento rápido. Corresponde a menos de 10% do total de diabéticos. DM tipo 2 Graus variados de resistência insulínica e de deficiência na secreção de insulina. O início ocorre habitualmente na idade adulta e a evolução é em geral assintomática ou insidiosa. Corresponde a mais de 90% dos diabéticos. DM Gestacional Deve ser rastreado em toda gestante entre a 24ª e 28ª semana de gestação de acordo com orientações: Nos casos de glicemia de jejum menor que 90mg/dl, repetir glicemia de jejum entre 24 e 28 semanas.

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Nos casos de glicemia de jejum entre 90 e 110mg/dl, fazer glicemia 2 horas pós 75g de dextrosol entre 24 e 28 semanas. Nos casos de glicemia de jejum maior que 110 mg/dl – repetir imediatamente glicemia de jejum. O diagnóstico fica definido nos casos em que houver Glicemia de jejum superior a 110mg/dl em 2 dosagens ou Glicemia após 75g de dextrosol maior ou igual 140mg/dl. Outros Tipos Decorrentes de defeitos genéticos, associado com outras doenças e desencadeado pelo uso de fármacos diabetogênicos. Consequentemente, os termos anteriormente utilizados como DM insulino-dependente e não-insulinodependente não devem ser mais empregados.

DIAGNÓSTICO O diagnóstico de diabete melito é confirmado laboratorialmente. O quadro a seguir mostra as faixas de alterações laboratoriais que definem as categorias de tolerância à glicose e o diagnóstico de diabete melito. Categorias de Tolerância à Glicose *
Normal Tolerância diminuída à glicose Diabete Melito

Em Jejum

menor do que 110mg/dl menor do que 140 mg/dl

110 a 125 mg/dl

maior ou igual a 126 mg/dl maior ou igual a 200mg/dl

2 hs pós prandial ou 2 hs pós dextrosol

140 a 199mg/dl

O nível de glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl é diagnóstico de diabete melito, se confirmado em um novo exame, em dia diferente. Atenção * Novos valores de referência para a glicemia de jejum estão sendo propostos e a maior parte dos laboratórios já está adotando como valores de referência a glicemia de jejum de 60 a 99 mg/dl. [-Ref: The Expert Commitee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Follow-up Report on the Diagnosis of Diabetes Mellitus. Diabetes Care 2003; 26 (11): 3160-3167]. Até o encerramento deste texto, a Organização Mundial de Saúde ainda não havia referendado a adoção destes valores, embora a maior parte dos especialistas e autores no assunto acredite que seja esta a tendência atual. Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) O TOTG é realizado com medidas de glicemia nos tempos de 0 e 120 minutos após a ingestão de 75 g de glicose anidra (ou dose equivalente de 82,5 g de dextrosol). Indicações: 1) Glicemia plasmática de jejum de 110 a 126 mg/dl. 2) Glicemia plasmática de jejum menor que 110 mg/dl na presença de dois ou mais fatores de risco para DM, nos indivíduos com idade superior a 45 anos. 3) Para suspeita de diabetes gestacional. Glicohemoglobina Avalia o controle metabólico dos pacientes no período das últimas 8 a 12 semanas. A hemoglobina A1C (Hb A1C) é forma mais importante da glicohemoglobina. E deve ser medida com intervalos mínimos de 3 a 4 meses para ajuste de terapia. A glicohemoglobina não deve ser usada para diagnóstico, uma vez que sua sensibilidade é baixa (85%). Lipoproteínas Nos diabéticos tipo II ocorre freqüentemente a “dislipidemia diabética”: Aumento de triglicerídeos Diminuição do HDL colesterol.

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Alteração qualitativa do LDL colesterol (maior teor do colesterol de partículas menores que são mais implicadas na formação da placa aterosclerótica) Os seguintes sinais e sintomas devem alertar para a possibilidade de diabete melito: . Poliúria / nictúria; polidipsia / boca seca; . Polifagia; emagrecimento rápido; . Fraqueza / astenia / letargia; . Prurido vulvar ou balanopostite; . Diminuição brusca da acuidade visual; . Infecções crônicas da pele, prurido generalizado, vaginites; . Mulheres com polidrâmnio e ou filhos com peso maior de 4 Kg ao nascer; . Achado de hiperglicemia ou glicosúria em exames de rotina; . Sinais ou sintomas relacionados às complicações de DM: proteinúria, neuropatia periférica, retinopatia, ulcerações crônicas nos pés, doença vascular aterosclerótica, impotência sexual, paralisia oculomotora, infecções urinárias ou cutâneas de repetição, etc. O rastreamento laboratorial para descoberta de novos casos de Diabetes Mellitus deve levar em conta a presença de fatores de risco para a doença: Condições de risco que justificam o rastreamento do diabete melito tipo 2 . Idade maior que 40 anos; . Histórico familiar (pais, filhos, irmãos etc.) de diabete melito; . IMC maior que 25 kg/m2; . Obesidade (principalmente central); . Hipertensão arterial; . Presença de doença vascular aterosclerótica antes dos 50 anos; . Histórico prévio de hiperglicemia e/ou glicosúria; . Mães de recém-nascido com mais de 4 kg; . Mulheres com antecedentes de abortos frequentes, partos prematuros, mortalidade perinatal, polidrâmnio, diabetes gestacional; . HDL-colesterol menor do que 35 mg/dl; . Triglicérides maior do que 200 mg/dl; . Sedentarismo. . Uso de medicamentos diabetogênicos * (corticóides, anticoncepcionais, dentre outros);
* Fármacos que promovem hiperglicemia
Glicocorticóides Tiazídicos Fenitoína Estrógenos Betabloqueadores Pentamidina Interferon Agentes simpaticomiméticos - Ácido nicotínico . Diazóxido . Estreptozocina

O rastreamento pode ser feito com glicemia capilar (a ser confirmado posteriormente com glicemia plasmática de jejum de 8 horas) e deverá ser realizado: 1) a cada 3 a 5 anos para indivíduos com 45 anos ou mais. 2) a cada 1 a 3 anos quando houver: .história de diabete melito gestacional. .evidências de 2 ou mais componentes da síndrome plurimetabólica. .presença de 2 ou mais fatores de risco. 3) uma vez por ano ou mais frequentemente quando:

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. a glicemia de jejum alterada ou tolerância à glicose diminuída (mais frequentemente quando a suspeita é de diabete melito tipo 1). . houver complicações relacionadas com o diabete melito. Avaliação complementar Definido o diagnóstico de diabete melito, o paciente deverá ser submetido a propedêutica para investigação de lesões em órgãos-alvo ou condições concomitantes que necessitem abordagem. A seguinte avaliação faz parte desta abordagem mínima inicial: . Exame de Urina para pesquisa de elementos anormais e sedimentoscopia. . Creatinina . Potássio sérico . Colesterol total e HDL-colesterol . Triglicérides . Eletrocardiograma . Avaliação oftalmológica . Microalbuminúria A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte fornece, com recursos próprios, glicosímetros e tiras de glicemia capilar para monitorização domiciliar dos pacientes diabéticos tipo I, devidamente cadastrados nos Centros de Saúde e acompanhados em serviços do SUS/BH. O estabelecimento dos critérios para fornecimento deste material foram definidos em discussões realizadas entre técnicos da Gerência de Assistência/Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso e representantes dos Serviços de Endocrinologia da Santa Casa de Misericórdia, Hospital Universitário São José, Associação de Diabéticos, Secretaria de Estado da Saúde e Conselho Estadual de Saúde.

TRATAMENTO Objetivo Reduzir o índice de complicações inerentes à doença e evitar descompensações que coloquem o indivíduo em risco de vida, além de aliviar os sintomas. Para tanto, sâo necessárias medidas nãofarmacológicas (dieta e atividades físicas adequadas para a idade e condição clínica do indivíduo) sejam implementadas em todos os pacientes. O tratamento farmacológico deve ser considerado quando o controle adequado não é obtido somente com as medidas não-farmacológicas. Princípios Gerais do Tratamento Deve-se adotar uma dieta balanceada, que possibilite nutrição adequada e manutenção do peso corporal ideal. Restrição calórica deve ser recomendada para pessoas com excesso de peso. Carboidratos: Alimentos contendo carboidratos de grãos inteiros, frutas, vegetais e leite desnatado são importantes e devem constar na dieta. Os carboidratos deverão representar em torno de 50% a 60% do valor calórico total (VCT) da dieta da maioria dos pacientes com diabete melito. Considerando que uma porção de carboidratos corresponde, por exemplo, a uma fatia de pão de forma ou meio pão francês, ou uma escumadeira rasa de arroz ou macarrão, ou uma batata média ou meia concha de feijão, o paciente deverá ingerir seis ou mais porções diarias de alimentos ricos em carboidratos. Procura-se dar preferência aos carboidratos complexos (fontes de amido) e ricos em fibras e com baixo índice glicêmico. O total de porções diárias desse grupo de alimentos variará de acordo com o valor calórico total da dieta prescrita e, portanto, com o índice de massa corporal (IMC), a idade e o nível de atividade física do indivíduo. Assim, mulheres com IMC > 27 Kg/m² e sedentárias poderão receber apenas seis porções ao dia. Homens ativos com peso normal poderão ingerir até 11 porções ao dia. Alimentos com açúcar não precisam (obrigatoriamente) ser totalmente banidos da alimentação dos diabéticos, mas devem ser substituídos por outras fontes de carboidratos ou devem ser ajustadas as doses de insulina ou hipoglicemiantes. Os adoçantes são seguros se consumidos de acordo com as quantidades indicadas pelos fabricantes. O consumo de fibras deve ser encorajado. Não há necessidade de se consumir mais fibras que as pessoas não diabéticas.

óleo de canola. de milho ou de soja). Recomenda-se 2 a 3 refeições semanais com peixe (que contém gordura poliinsaturada). redução moderada do consumo energético e de carboidratos pode ser apropriado. o efeito destas práticas a longo prazo não foi definido. Se há hipertrigliceridemia. para reduzir. O plano alimentar deve ser individualizado. HDL baixo ou aumento da LDL (partículas pequenas e densas). gordura de coco. as gorduras saturadas precisam ser reduzidas (dando-se preferência às insaturadas). ervilha ou grão de bico) e duas a três porções diárias de leite desnatado ou queijo magro. Se o LDL for maior do que 100 mg/dl. como na hipertrigliceridemia ou quando o HDL se apresenta abaixo do desejável. a oferta de carboidratos. Os ovos também podem ser utilizados como substitutos da carne. Entretanto. pode ser aconselhável aumentar a quantidade de gorduras monoinsaturadas ou poliinsaturadas (azeite. soja. lentilha. como carnes gordas. Além disso. o . a ingestão de proteínas não aumenta a glicemia. se a função renal é normal. frituras.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 19 Proteínas Em pacientes diabéticos tipo II controlados. abacate. laticínios integrais. horários e níveis de atividade desta faixa etária. Idosos As necessidades energéticas são menores e a atividade física deve ser encorajada. Os efeitos crônicos das dietas ricas em proteínas e pobres em carboidratos não é conhecido. de girassol. deve-se reduzir as gorduras saturadas e trans saturadas para <10% (talvez <7%). O álcool só deve ser consumido com outros alimentos para se evitar a hipoglicemia. Em termos práticos. nesse caso. respeitando o limite de duas gemas por semana. no máximo. que podem ser substituídas com vantagem pelas leguminosas (feijão. 240 ml de vinho ou 60 ml de bebida destilada para os homens. O cuidado dietético deve visar o controle do ganho de peso. Deve-se ingerir menos que 300mg de colesterol/dia. deve-se reduzir a quantidade de colesterol para <200mg/ dia. cremes e doces ricos em gordura e alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo ou gordura. a energia proveniente das gorduras saturadas pode ser diminuída se houver interesse em se perder peso. isso significa que os alimentos gordurosos em geral. normoglicemia e ausência de cetonemia. permitindo flexibilidade em função das variações de apetite. isso significa que é adequada a ingestão de duas porções pequenas de carne por dia. Crianças e Adolescentes As necessidades nutricionais das crianças e adolescentes diabéticos são as mesmas das demais nesta faixa etária. ou substituída por gorduras insaturadas ou carboidratos se não houver indicação para perda de peso Álcool Abolir ou limitar * o consumo de bebidas alcoólicas. Para algumas mulheres com diabetes gestacional. Embora promovam perda de peso e redução da glicemia rápidos. Não há evidências de que a ingesta protéica (normalmente 10 a 20% do VCT da dieta) deva ser modificada nos diabéticos. excessos protéicos devem ser evitados. embutidos. Gorduras As gorduras deverão representar menos de 30% do VCT da dieta. A quantidade máxima permitida para as mulheres é a metade daquela permitida para os homens. a 10% do VCT (pacientes com LDL >100mg/dl podem beneficiar-se com menos que 7%). O consumo de peixes deve ser incentivado por sua riqueza em ômega-3. Gestantes As necessidades dietéticas são similares em mulheres com ou sem diabetes.Para reduzir o LDL. as proteínas também são estimuladoras da secreção de insulina. em função do teor de colesterol. As gorduras saturadas deverão corresponder a. molhos. A desnutrição pode ser mais perigosa que o descontrole da doença e deve-se ter cuidado ao se prescrever as dietas. Em termos práticos. deverão ser evitados. Dislipidemia Se o LDL for >100 mg/dl. Em algumas situações. *Parâmetros para conhecimento dos profissionais de saúde: admite-se a ingestão diária máxima de 720 ml de cerveja.

.2 unidades por Kg) mantendose a medicação oral. dor e temperatura. atividade física e metformina em dose alta. associa-se uma sulfoniluréia. e não aumentando a sua produção). . Se não há controle adequado com dieta. Se a glicemia de jejum permanece alta. Insulina no DMII Usada quando a dieta. Os IECAs são as drogas de escolha no tratamento da nefropatia/microalbuminúria. deve-se reduzir a ingesta protéica para 0. e níveis séricos de insulina normal ou elevada (insulina não funcionante) . inicia-se a insulina matinal e retira-se a sulfoniluréia. A metformina ( 1. tolera-se até 1% acima do valor de referência) Outros alvos do tratamento para o paciente diabético Parâmetro IMC PA Triglicérides LDL HDL Alvo 20-25kg/m2 <130/80 mmHg <150 mg/dl <100 mg/dl >40 mg/dl* * >50 mg/dl em mulheres. 01 hora após a refeição: < 180 mg/dl . Se for necessário acrescentar metformina. são ineficazes. DM Tipo II Obeso Geralmente com resistência insulínica elevada. Hipoglicemiantes orais: Usados quando o tratamento não farmacólógico não tem sucesso. por não causar aumento de peso e nem hipoglicemia (age diminuindo a resistência à insulina. a atividade física aumentada para que o controle seja satisfatório.8 a 1g/kg/dia e em indivíduos com nefropatia mais avançada a redução para 0. Glicohemoglobina: = 7% (na prática. às refeições) é a droga de escolha. chegar no máximo à dose de 1000mg/d. DM TIPO II Não Obeso Geralmente há refratariedade das células Beta ao estímulo pela glicose. 02 horas após a refeição : < 150 mg/dl . notadamente dos membros inferiores). . No DM II as complicações macrovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral) são as principais causas de morte. associa-se uma Sulfoniluréia. Jejum: 90 a130 mg/d .0 a 2. O passo seguinte é a introdução da insulina matinal (ver fluxograma a seguir e Protocolo). inicialmente com perda sensorial (diminuição da percepção da vibração.20 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis peso controlado. Lembrar-se do rastreamento anual. -Hipoglicemiantes orais: devem ser usados quando não há bom controle com tratamento não farmacológico. atividades físicas e medicações orais associadas. Nefropatia Quando ocorre a microalbuminúria (primeira manifestação da nefropatia) um segundo teste com intervalo de 03 a 06 meses é necessário para confirmar o diagnóstico.Redução do peso com dieta e atividade física são indispensáveis nestes casos. Inicia-se com uma dose noturna de 8 a 14 unidades de NPH (ou 0. A metformina pode ser mantida. Predispõe a traumas “silenciosos” como úlceras plantares ou juntas de Charcot (pós-fraturas). Neuropatia O comprometimento neuropático mais comum é a polineuropatia distal simétrica. O paciente fumante deve abster-se do tabagismo. Complicações crônicas Deve-se atentar para detecção das complicações crônicas do DM que correlacionam-se com a duração da doença após a puberdade. No DM I a doença renal é a maior causa de morte. Níveis aceitáveis de controle glicêmico Visam propiciar bom controle metabólico com minimização do risco de hipoglicemia. Nefropatia Em pacientes com microalbuminúria. Se a glicemia de jejum permanece maior que 140mg/dl.1 a 0.5g.8g/kg/dia pode lentificar a progressão da nefropatia. mesmo se não houver hipertensão . duas a três vezes ao dia.

No tipo I. Nunca andar descalço. de tecido macio. até ficarem macios. Lavar os pés diariamente com sabão neutro. . Secar bem os pés. Calçar sapatos que não apertem. horizontalmente.Pacientes de alto risco: (Portadores de diminuição da sensibilidade. a partir do quinto ano do diagnóstico. deformidades osteoarticulares severas. Não remover calos nem tratar unhas encravadas em casa. histórias de úlceras. Cuidado ao usar sapatos novos. . Usá-los inicialmente em casa. Gangrena dos pés: a incidência de gangrena é 20 vezes maior nos diabéticos do que na população em geral. Recomendações para prevenção das amputações 1. e evitar água quente. amputação prévia). Inspeção dos pés em todas as consultas (procurar por calosidades. . alterações da cor. É causada pela isquemia. . Usar creme hidratante após lavar os pés. se a realização da fundoscopia não for possível no centro de saúde. preferencialmente de algodão ou lã. Complicações oculares: no diabete melito tipo II. Examinar os pés diariamente. . a partir do diagnóstico. cianose. Vestir sempre meias limpas. . preferencialmente à base de vaselina líquida ou glicerina. Cuidados com os pés . neuropatia e infecção secundária. . sinais inflamatórios. sem elástico. ausência de pulsos. mesmo em casa. temperatura ou úlceras. alterações tróficas da pele). calos. . As causas mais comuns do trauma são os calçados inadequados e unhas cortadas de maneira errada. a prevenção é feita através de avaliação oftalmológica anual. Exame detalhado anualmente: . Verificação da perfusão capilar. . rachaduras. por pequenos períodos (2 horas) e aumentar o tempo de uso gradativamente. . a prevenção deve ser feita anualmente. . 3º e 5º dedos e metatarsos APLICAÇÃO DO MONOFILAMENTO “A E B” A B . fissuras. . Sensibilidade protetora (teste com monofilamento 10 g) LOCAIS DE TESTE 1º. feridas. Cortar as unhas de forma reta.Pacientes de baixo risco : . pele seca. Não usar entre os dedos. Comunicar ao médico caso de rachaduras. Não usar calçados sem meias. principalmente entre os dedos. micoses. .O paciente deve ser orientado em relação a estes procedimentos. Irrigação (inclusive palpação dos pulsos tibial posterior e pedioso dorsal) . . Exame dos pés em todas as consultas e exame detalhado a cada 3 a 6 meses. Integridade da pele 2.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 21 A avaliação da sensibilidade deve ser realizada conforme descrito no Protocolo. deformidades.

UKPDS: United Kingdon Prospective Diabetes Study . inclusive queimaduras. Betabloqueadores: mascaram os sintomas da hipoglicemia. condições hipoglicemiantes. verapamil e álcool. infecções ou traumas importantes. queimadura. Reações adversas Hipoglicemia. algumas vezes fatal. alcoolismo. anticoagulantes. presença de doença ulcerosa e outros problemas gastrintestinais. Trimetoprim. devido ao risco de hipoglicemia neonatal. perda de peso. prurido.4 mg/dl na mulher. púrpura e ganho de peso. nefropatias. fenotiazinas.3 h Renal e biliar Renal e fecal 850 mg 500 a 2550 mg Aspectos importantes dos hipoglicemiantes orais Sulfoniluréias Medicamentos Glibenclamida 5mg comprimido Gliclazida * Biguanidas Metformina 850 mg comprimido Mecanismos de ação Indicações Estimula a secreção de insulina pela célula beta. Deve ser temporariamente descontinuada antes da administração de contraste iodado e reinstituída 48 horas após confirmação da normalidade da função renal. hepatopatias. Estimula a secreção de insulina pela célula beta. Precaução em pacientes com asma e DPOC. cimetidina. Para pequenas cirurgias. sonolência. ganho de peso e reações cutâneas. suspender o uso na manhã da cirurgia e reintroduzir o hipoglicemiante oral. Não é recomendada durante a gravidez. Medicamento inicial de escolha em pacientes obesos que não controlaram a glicemia com atividade física e restrição dietética ou pacientes que não obtiveram controle com a glibenclamida. fluconazol. * A SMSA está analisando a viabilidade da padronização da glicazida para uso em pacientes com disfunção renal leve e idosos. hepatite. ela foi incluída nesta tabela. alteração da função hepática. Características dos hipoglicemiantes orais padronizados pela SMSA Fármaco Apresentação (comprimidos) 5 mg Faixa terapêutica 2. Acetazolamida. diarréia. desconforto gástrico. Contra-indicações Contra indicada nas emergências hiperglicêmica. vômito. tonteira. duração e gravidade da hiperglicemia. modificado. doença cardiorespiratória e doença renal. acidose láctica. Contra indicada na gravidez. as sulfoniluréias e a metformina são igualmente eficazes na redução dos níveis de glicose plasmática e ambos são mais potentes do que outros hipoglicemiantes disponíveis. contraceptivos orais. estrógenos. náusea. diuréticos tiazídicos. Gravidez. Aumenta a sensibilidade tecidual a insulina. Os pacientes em uso de hipoglicemiantes orais devem interromper o uso no dia anterior às grandes cirurgias. . preciptada por infecção. Com contraste radiológico iodado. eosinofilia. anemia hemolítica. agranulocitose com infecção. alteração do apetite. constipação. infecção e trauma graves. barbitúricos. Associado a níveis pressóricos mais elevados no UKPDS não demonstrou diminuição de retinopatia. corticóides. azia. tonteira.5 . anemia aplástica. Distúrbios gastrintestinais (deve ser administrado com alimentos). Creatinina > 1.5 mg/dl no homem e 1. alcoolismo. trombocitopenia. probenecida. Quando usados em monoterapia. gosto metálico. diabetes mellitus tipo 1. acidose láctica. vertigem. dor abdominal. náusea. rash cutâneo. porfiria. duração do diabetes. icterícia colestática. dislipidemia. vômito. Aumenta o efeito hipoglicemiante: AINE.5 a 20 mg Meia vida em horas Excreção GLIBENCLAMIDA METFORMINA 7 a 15 h 1. elevações de enzimas hepáticas podem ocorrer raramente. insuficiência renal e hepática. Hipoglicemia. alopurinol. tão logo o paciente retorne a ingesta oral de maneira regular. Observações Mostra a diminuição de incidência de complicações cadiovasculares em diabéticos obesos. anestesia geral. urticária. peso. presença e grau de doença hepática e renal. paciente com acidose. álcool e diuréticos. álcool. Medicamento preferencial para pacientes com disfunção renal leve e idosos.22 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Indicação: Glicemia de jejum > 140 mg/dl Glicemia pós-prandial > 160 mg/dl HbA1c > 8% 1) ESCOLHA DO HIPOGLICEMIANTE ORAL Na escolha de um hipoglicemiante oral devem ser considerados: idade. É o medicamento inicial de escolha no paciente não obeso (desde que não haja contra-indicação). Principais interações Diminui o efeito hipoglicemiante: Barbitúricos. por isto.

. os triglicerídeos e as proteínas. Farmacocinética . epinefrina. . Desse modo. podendo desaparecer com a troca da insulina por uma de maior grau de pureza. D. oxitretraciclina. hipofisária. monocomponentes. hormônios tiroideanos. Principais interações . volume e concentração da INSULINA e profundidade da injeção. dihidroxicumarínico. . hepática e uso de álcool– podem predispor os indivíduos em uso de insulina a apresentarem hipoglicemia. Ligação às proteínas plasmáticas: não se liga às proteínas. .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 23 2) INSULINA Principais efeitos metabólicos Os efeitos da insulina consistem em reduzir os níveis sangüíneos de glicose. fenilbutazona. fenitoína. Eliminação: 30 a 80% renal. vermelhidão e prurido no local da aplicação ocorrem principalmente devido à técnica inadequada de injeção ou sensibilidade às soluções de limpeza. . esteróides anabolizantes. contraceptivos orais e diuréticos. sulfonamidas e sulfipinrazona.R. fluxo sanguíneo subcutâneo. a aplicação intramuscular e a omissão de refeições também levam à hipoglicemia em uma porcentagem não desprezível de pacientes.S. . andrógenos. sais de potássio. tireodiana. em menor grau nos rins e tecidos musculares. cloranfenicol. para avaliar sua eficácia e prevenir a ocorrência de hipoglicemia. Para prevenir lipodistrofias é importante evitar injeções repetidas no mesmo local. AINE. Reações como edema. atividade muscular regional no sítio a injeção. Absorção: variável. Características das insulinas padronizadas pela SMSA Nome Tipo Aspecto Tempo de ação (horas) Início 1-3 Pico 6 . Diminuição da ação hipoglicemiante da insulina: acetazolamida. .10 Duração 16 . IMAO. Distribuição: distribuída pela maioria das células. . M. (1997). Aumento da ação hipoglicemiante da INSULINA: etanol. Existem estudos que demostram que a hipoglicemia está envolvida como fator primário ou secundário de morte em 4 % dos pacientes com DM tipo 1. e estimular a conversão destes para compostos de armazenamento que são o glicogênio. Lipodistrofias: São mais raras com as insulinas puras. Agentes hipoglicemiantes orais: podem acentuar o efeito hipoglicemiante. . disopiramida. SCHADE. Biotransformação: hepática.. parte da insulina não alterada é reabsorvida. dependendo do sítio anatômico da aplicação. Principais reações adversas Hipoglicemia Pode ocorrer como complicação do tratamento com drogas hipoglicemiantes ou Insulina. propranolol. Contra-indicações e precauções principais .5 . . Alergia à INSULINA é rara. tipo de INSULINA. corticosteróides.24 Insulina Humana NPH Leitosa Regular Límpida 0.1 2-4 5-7 Fonte: BURGE. salicilatos. Várias condições clínicas – insuficiência adrenal. anfetamínicos. ácido graxos e aminoácidos. renal. probenicida.O uso de doses incorretas de insulina. cafeína. fenotiazinas. essas condições devem ser monitoradas no paciente. A monitorização clínica e laboratorial é indispensável durante o tratamento com insulina. estrógeno.

Nesse caso. mas do tipo 1 de início tardio e. e com a insulina ao deitar. quando não houver normalização dos níveis glicêmicos dentro dos limites desejáveis apenas com dieta. cetonúria e cetonemia. aumentar a dose em quantidades pequenas: no máximo 4 a 6 unidades/semana. ..24 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Indicações no diabete melito tipo II . Ao diagnóstico. até obter o controle adequado.2 unidades/kg. acidente vascular encefálico. . nas quais os níveis glicêmicos elevados podem piorar prognóstico. Iniciando a insulinoterapia no paciente com diabete melito tipo II Utilizar a insulina antes de dormir na dose de 0. Quando os medicamentos orais não conseguirem manter os níveis glicêmicos dentro dos limites desejáveis. Alguns destes pacientes provavelmente não são do tipo 2. infecções. quando os níveis de glicose plasmática estiverem acima de 270 mg/dl. portanto. Se durante o tratamento com antidiabéticos orais surgirem intercorrências como cirurgias. antes das refeições. com o uso do hipoglicemiante de ação curta. . Nunca é demais enfatizar para o paciente que o controle dietético é indispensável para o controle da glicemia e que o aumento da dose de insulina devido a não seguimento das restrições alimentares geralmente leva a um maior ganho de peso. etc. A insulina de ação intermediária ou ultralenta deve ser aplicada ao deitar. temporariamente. especialmente se acompanhados de perda de peso. . O uso de insulina nos pacientes com diabetes tipo 2 pode ser combinado com antidiabéticos orais usados durante o dia. corrigir a hiperglicemia de jejum.1 a 0. É aconselhável retirar o hipoglicemiante oral e instituir monoterapia com insulina quando não se obtém o controle adequado da glicemia a partir do tratamento combinado (insulina + antidiabéticos orais). dependentes de insulina. procura-se corrigir as hiperglicemias pós-prandias. já que os hipoglicemiantes orais são contra-indicados nesta condição. Caso não ocorra o controle adequado da glicemia de jejum. Durante a gravidez. introduzir insulina temporariamente.

. se disponível.5 kG/M 2 METFORMINA 500mg no jantar. após reforço da necessidade de dieta e atividade física.0 mg/dia antes do desjejum. BETHEL.gravidez . com aumento progressivo a cada 4 a 8 semanas. a GLICAZIDA FUNÇÃO RENAL NORMAL Creatinina < 1. AVC OBESO OU COM SOBREPESO IMC > 27.A. M. nem tardiamente.Outras doenças intercorrentes: infecção. emagrecimento) INSULINA Após a melhora dos sintomas (6-8 semanas bom controle glicêmico). a dose dos medicamentos deve ser revista. até 20mg/dia INSULINA MONOTERAPIA INADEQUADA metas terapêuticas não atingidas acrescentar GLIBENCLAMIDA até a dose máxima RESPOSTA INADEQUADA À COMBINAÇÃO DE TERAPIA 2 acrescentar METFORMINA até a dose máxima FALHA SECUNDÁRIA Pesquisar fator de descompensação: . (3) A INSULINA não deverá ser introduzida nem precoce.outras situações de estresse INSULINA 3 Notas (1) Em cada passo. Fonte: Adaptado de DeFRONZO. com aumento progressivo a cada 4 a 8 semanas até 2.não cumprimento do programa de alimentação .(1999) (7) e FEINGLOS.4 . avaliar introdução de hipoglicemiante oral com retirada da insulina TRATAMENTO FARMACOLÓGICO/MONOTERAPIA 1 DISFUNÇÃO RENAL LEVE Usar preferencialmente e.5 a 5. ( 2)A introdução de um terceiro fármaco (acarbose ou rosiglitazona) pode ser tentada antes do início da INSULINA.Hiperglicemia grave e prolongada (glicemia de jejum > 250mg/dl) .N.mulheres Idosos e pacientes com massa muscular muito reduzida considerar clearence de creatinina > 60 ml/min DISFUNÇÃO RENAL GRAVE Clearence de creatinina < 30 ml/min . (1998) (12). Só prosseguir para o passo subsequente.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 25 FLUXOGRAMA DE ABORDAGEM DO DIABÉTICO TIPO II DM TIPO 2 DIETA EDUCAÇÃO ATIVIDADE FÍSICA checar e reforçar em todas as consultas DIABÉTICO CLINICAMENTE ESTÁVEL Reavaliação em 4 a 8 semanas METAS TERAPÊUTICAS ATINGIDAS Seguimento trimestral METAS TERAPÊUTICAS NÃO ATINGIDAS DIABÉTICO CLINICAMENTE INSTÁVEL -Tendência a cetose ..homens < 1.Diabético muito sintomático: poliúria. em 3 tomadas durante as refeições NÃO OBESO GLIBENCLAMIDA 2.5 . se não forem alcançadas as metas de controle propostas.A.Insuficiência hepática .5g/dia. R. polidpsia.Insuficiência cardíaca . IAM. M.presença de doenças intercorrentes .

Tremores . Se a doença não for severa. Considerar a descontinuação do secretagogo.1-0. meio copo de refrigerante comum.Palpitações .26 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis FLUXOGRAMA PARA INSULINIZAÇÃO DO DIABÉTICO TIPO II Alvos:Glicemia de jejum <110-130 Glicemia pós pandrial <140-180 Glicohemoglobina < ou = 7 (tolera-se até 1% acima dos valores de referência) Alvos não atingidos: iniciar insulina NPH noturna 0. Descarga adrenérgica . No paciente consciente Oferecer alimento com carboidrato de absorção rápida (de preferência.Perda da consciência . IV rápida.Glicemias < 69 mg/dl Conduta .Cefaléia . suco de laranja ou três tabletes de glicose.Tonturas . líquido).Visão Borrada .2 u/Kg) e ajustar de acordo com a glicemia pós prandial (esquema acima). No paciente inconsciente Não forçar ingestão oral.Diplopia . Se o paciente estiver torporoso e não há acesso venoso ou . Se não há acesso venoso.Palidez . etc.Coma Achados laboratoriais .Fome intensa B. Dosar a A1c a cada 3-6 meses e realizar ajustes para manter os alvos CARACTERÍSTICAS DAS COMPLICAÇÕES AGUDAS DO DIABETE MELITO Hipoglicemia Condições de Risco Pacientes em uso de insulina Pacientes idosos em uso de sulfoniuréias Insuficiência renal Omissão renal Realização de exercício não-usual Educação em diabetes deficiente Baixa idade Insulinoterapia recentemente iniciada Glicemia normal-baixa à noite Troca de insulina Neuropatia autonômica Sinais/Sintomas A. acionar o SAMU (192) para atendimento e remoção do usuário para serviços de atendimento de urgências e emergências. Pode ser necessário repetir a dose. 50 ml.Ataxia . na dose de 10 a 20 gramas (ex.Distúrbios do comportamento . Administrar 50ml de glicose a 50 % EV.2 u/Kg Glicemia de jejum a cada 2-3 dias >180 mg/dl = + 4u 141-180 mg/dl = +2u 121-140 mg/dl = +1u <80 = -2u Alvos glicêmicos não alcançados após 06 semanas Acrescentar NPH pela manhã (0. basta o paciente alimentar-se.Convulsão .).1 a 0.Sudorese intensa . Neuroglicopenia . Se for grave indica-se Soro Glicosado Hipertônico (SGH) 50%. O Metformim pode ser mantido.

que pode ocorrer mais freqüentemente e de forma mais perigosa no idoso. o paciente deve permanecer em observação em serviço de atendimento de urgências e emergências. Estes pacientes não apresentam sudorese e.Polidipsia .Obnubilação mental . Detectar causa do episódio. .Desidratação intensa . No idoso. Cetoacidose diabética Condições de Risco Doença febril aguda Diabetes previamente mal controlado Diabetes de controle instável Diabetes + distúrbios psicológicos graves Educação em diabetes deficiente suspensão da insulinoterapia Sinais/Sintomas Poliúria-polidispia Desidratação Dor abdominal Rubor facial Hálito cetônico Hiperventilação Náuseas Sonolência Vômitos Achados Laboratoriais Hiperglicemia (> 300 mg/dl) Glicosúria Acidose Leucocitose Alterações eletrolíticas Os pacientes devem ser encaminhados para serviços de atendimento de urgências / emergências e internação hospitalar.Hipertermia .Pode ser forma de apresentação em diabetes tipo 2 . infarto cerebral ou do miocárdio. além do paciente que está fazendo uso comcomitamente de um betabloqueador. deve-se colocar pequenas quantidades de açúcar na gengiva. uma das complicações crônicas do DM.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 27 disponibilidade de SGH 50%. etc. soma-se à falta de resposta adrenérgica. Se o risco imediato de novo episódio importante de hipoglicemia for grande (erro de dose da medicação hipoglicemiante para mais. impossibilidade de ingestão oral de alimentos). entram em coma pouco após apresentarem um quadro de delirium que muitas vezes é fugaz. Deve ser adotado um cuidado especial para evitar a hipoglicemia. .Azotemia Os pacientes devem ser encaminhados para serviços de atendimento de urgência / emergência e internação hospitalar.Sonolência . freqüentemente.Glicosúria intensa . No diabético de longa data. principalmente porque podem faltar elementos de seu quadro clássico.Diabetes tipo 2 com doença intercorrente (infecção grave. estresse intenso.) ou uso de medicamentos hiperglicemiantes . isto ocorre pela neuropatia autonômica.Coma Achados Laboratoriais . Os sintomas da reação adrenérgica faltam freqüentemente no diabético de longa data. Coma hiperosmolar Condições de Risco . . evoluindo para oligúria . embora a alimentação oral deva ser evitada em pacientes torporosos.Poliúria intensa. principalmente no idoso.Má aderência ao tratamento Sinais/Sintomas .Hipergliicemia externa (geralmente > 700 mg/dl) . . comum nesta faixa etária.

anos a cada 2 a cada 2 a cada 2 a cada 2 Glicemia Plasmática Hemoglobina Glicosilada Colesterol Triglicerídes Creatinina Urina Rotina * 4 a 6 Ex. . a cada 2 anos 1 Ex. fazer proteinúria (urina de 24 horas). . . . anos 1 Ex./ano 0 1 Ex. modificado * Exame de urina de rotina: Se albumina ausente. anos a cada 2 a cada 2 a cada 2 a cada 2 Sem tratamento medicamentoso (20% dos portadores) Consulta Médica Consulta de Enfermagem ECG 4 a 6 cons/ano 4 a 6 cons/ano 1 Ex.28 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis SUBSÍDIOS PARA ORGANIZAÇÃO DA AGENDA DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO ATENDIMENTO PROGRAMADO AOS PACIENTES DIABÉTICOS Procedimentos previstos Usuário de insulina (15% dos portadores) Não usuários de insulina c/ Hipertensão (35% dos portadores) Atenção básica Não usuários de insulina sem Hipertensão (30% dos portadores) 2 cons/ano 2 cons/ano 1 Ex./ano Fonte: SES-MG.ano 1 Ex. Síncope.ano 2 Ex. fazer microalbuminúria (urina de 24 horas). Pacientes que desejam engravidar./ano 1 Ex. . Deterioração da doença em função do uso de outros medicamentos. . ./ano 3 a 4 Ex. . anos 1 Ex. ./ano 1 Ex./ano 3 a 4 cons/ano 3 a 4 cons/ano 1 Ex. anos 1 Ex. Sintomas de isquemia.ano 1 Ex. Coma hiperosmolar. Dispnéia ou fadiga inexplicadas. . IAM prévio ou agudo. Gestantes (independente do tipo de diabetes)./ano Laboratório 1 cons/ano 1 cons/ano 2 Ex. . . Pacientes com DM tipo 1. . a cada 2 anos 2 Ex. ou cujo valor dobra./ano 1 Ex. anos 1 Ex. INDICAÇÕES PARA ENCAMINHAMENTO DOS DIABÉTICOS À ATENÇÃO SECUNDÁRIA Indicações para encaminhamento à endocrinologia./ano 1 Ex./ano 2 Ex. . Desenvolvimento ou progressão de complicações da doença. Indicações para encaminhamento dos pacientes diabéticos à cardiologia: .ano 1 Ex./ano 1 Ex. anos 1 Ex. . Hipoglicemias frequentes. Glicohemoglobina >8 % por mais de 1 ano. Se albumina presente. . Cetoacidose diabética. Sintomas ou história de ICC. Hipoglicemia severa (em que foi necessária intervenção médica). Microalbuminúria >30mg/g de Cr por mais de 1 ano. anos 1 Ex./ano 1 Ex./ano 3 a 4/Ex.

fibratos. menor o risco. conforme Portaria 1318 do Ministério da Saúde. Existem causas secundárias de dislipidemias cuja correção pode melhorar o perfil lipídico. portanto. Pa > 130/80 mmHg por mais de 01 ano. o tratamento deve ser mantido. o colesterol total elevado também é associado (indiretamente) ao risco de doença coronariana aterosclerótica. AVC ou vasculopatia periférica. Como a maior parte do colesterol sérico está na fração LDL. É uma condição cada vez mais comum e está associada a taxas de morbidade. diuréticos e betabloqueadores). enfermeiro e demais profissionais do Centro de Saúde. DISLIPIDEMIAS. O colesterol total e o LDL tendem a aumentar com o avanço da idade e a diminuir em doenças agudas. niacina) fazem parte do Programa de Medicamentos excepcionais. Quanto maior o nível de LDL Colesterol. insuficiência renal crônica. A Secretaria Municipal de Saúde prioriza o encaminhamento dos portadores de DM tipo l à endocrinologia. síndrome de Cushing. INSUFICIÊNCIA CORONARIANA. infecções ou outras condições que precipitam a descompensação aguda) e muitas vezes necessitam de internação hospitalar. uso de anticoncepcionais. apesar das tentativas adequadas de controle. freqüentemente os pacientes encontram-se descompensados neste momento (com desidratação. mortalidade e internações extremamente elevadas.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 29 . Estas causas devem ser sempre tratadas antes da terapêutica direcionada ao perfil lipídico propriamente dito (obesidade. ALCOOLISMO. diabete melito. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA. por ocasião do diagnóstico. que pode ser detectado pelo exame clínico e através do cálculo do Índice de Massa Corporal: IMC = Peso / (Altura)2 . consultas na atenção secundária e índices de complicações crônicas ao longo do tempo. A insuficiência cardíaca é a incapacidade do coração em manter um débito adequado para suprir a demanda metabólica do organismo. alcoolismo. sedentarismo. Entretanto. maior o risco de doença aterosclerótica coronariana. Entretanto. Pré-operatório de cirurgias de grande porte. Trata-se de excesso de tecido adiposo. síndrome nefrótica. e a mortalidade nos pacientes com coronariopatia. Os medicamentos para tratamento das dislipidemias (estatinas. hipotireoidismo. AVALIAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO Evidências científicas atuais mostram que a redução dos níveis de colesterol diminui o risco de episódios coronarianos recorrentes e procedimentos. A obesidade é um dos problemas clínicos mais comuns e de abordagem mais difícil. O colesterol aumentado não é fator de risco para os idosos com mais de 75 anos. necessidade de internações. assim como reduz o risco de coronariopatia nas pessoas com hipercolesterolemia. pediatra. recomenda-se o encaminhamento destes indivíduos aos serviços de atendimento de urgências e emergências. . Estes pacientes devem ficar sob acompanhamento permanente da atenção secundária. são essenciais e indispensáveis para possibilitar o melhor controle metábolico e a conseqüente redução dos episódios de descompensão. o vínculo na atenção básica e a responsabilização pela Equipe de Saúde da Família. mas se houver doença coronariana. após o estabelecimento do diagnóstico para a adoção das medidas iniciais de compensação do quadro e encaminhamento à internação. OBESIDADE. cirrose. A hipertensão arterial e a doença coronariana são consideradas suas causas mais freqüentes e. doença hepática obstrutiva. clínico. . Por estas razões. Os níveis de colesterol não permanecem constantes com o tempo e o valor encontrado na infância ou adolescência pode não refletir o nível encontrado na idade adulta. 1999) sugerem que a redução dos triglicerídeos e o aumento do HDL podem ser benéficos para os pacientes com coronariopatia e baixos níveis de HDL. a prevenção da insuficiência cardíaca requer a abordagem adequada destas condições e dos fatores de risco a ela associados. Quanto maior o HDL Colesterol. Os dados do estudo Veterans Administration HDL Intervencion Trial (N Engl J Med 341:410. e sua aquisição e dispensação são de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. malignidade.

nádegas e quadril) com aumento de circunferência abdominal (>102 cm homens e > 88 cm mulheres) ou com aumento da relação cintura-quadril (>1 homens ou > 0.85 em mulheres). útero.9 30 a 34. desordens tromboembólicas. dislipidemias. Os riscos cirúrgico e obstétrico são maiores nos obesos. distúrbios hidroeletrolíticos. A obesidade aumenta a morbidade e a mortalidade. A cirurgia bariátrica é indicada para os indivíduos com IMC maior que 40 ou se este estiver maior do que 35 na presença de co-morbidades.9 35 a 39. Tolerância O alcoolismo normalmente manifesta-se em 2 fases: problemas com o uso do álcool e adicção. Na fase inicial ocorre o consumo do álcool para aliviar sofrimentos e/ou tensões. trato biliar. O exercício aeróbico aumenta o gasto calórico. Acidente Vascular Cerebral. intolerância ao frio.9 25 a 29. exercício aeróbico e suporte emocional. As causas secundárias são raras (em torno de 1% dos casos ou menos) e. seguida do uso compulsivo do álcool (adicção). o que permite maior adesão ao tratamento. reto e próstata no homem. Dependência psicológica . Ressalta-se que é fundamental que a dieta seja tolerada pelo paciente. . também leva a maior risco de Diabete Melito. Há também grande relação entre o consumo de álcool e a violência. Deve-se dar ênfase a manutenção da perda de peso. mama e ovário na mulher).30 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Classificação Normal Sobrepeso Obesidade Classe I Obesidade Classe II Obesidade Classe III (extrema mórbida) 18. A obesidade superior (cintura e tronco) é mais prejudicial à saúde . Abstinência / dependência química . além de serem mal toleradas.O suporte social envolve a família e contatos frequentes com os profissionais de saúde para reforçar a readaptação dos hábitos e prevenir o isolamento social. e na inferior (ginecóide) há mais gordura no subcutâneo. A grande maioria dos obesos sofre a influência de múltiplos genes. Alguns tumores (cólon. Embora ainda seja mais comum em homens (4:1). anormalidades endócrinas. a mortalidade é proporcional ao aumento do peso. As doenças mais comuns nas pessoas obesas são hipertensão arterial sistêmica e diabete melito. Dietas com níveis calóricos muito baixos (menor ou igual que 800 Kcal / dia) podem causar fadiga. Doença do Refluxo Gastroesofágico) e doenças de pele também são mais prevalentes nos obesos. Há maior risco de disfunção pulmonar. . se o IMC for maior que 30 ou maior que 27 com outros fatores de risco ligados à obesidade. doença articular degenerativa e distúrbios psicossociais. e seu uso envolve risco de abuso e efeitos colaterais. A dieta deve ser pobre em gorduras e rica em fibras e carboidratos complexos. A obesidade inferior (coxas.9 IMC (Kg/m²) maior ou igual a 40 A localização da obesidade também é importante: . portanto. A dependência do álcool refere-se à compulsão pelo seu uso. O risco relativo reduz com a idade e o aumento do peso não é mais fator de risco após 75 anos. que tem os seguintes componentes: . permite a redução e manutenção do peso. entendida como adicção. fatores ambientais e hábitos de vida (dieta com alto valor calórico e sedentarismo). Isto ocorre porque na obesidade superior (andróide) há mais gordura visceral. Há forte influência genética no desenvolvimento da obesidade entre 40 e 70% dos obesos. doenças digestivas (cálculos. doença coronariana aterosclerótica. doença coronariana e morte precoce em relação a obesos com relações mais baixas. proteinúria e aumento da concentração de hemoglobina. hipotensão ortostática. Estes fármacos não são padronizados pela SMSA. tem ocorrido aumento da incidência do alcoolismo em mulheres.5 a 24. modificação do hábito alimentar. Há alta prevalência de distúrbios psiquiátricos nos alcoólatras. Em adultos de meia idade. e por isso requerem a supervisão freqüente do médico. além da ocorrência de acidentes de trânsito. Álcool e açúcar (simples) devem ser evitados. não se justifica seu rastreamento de rotina para os obesos. Os medicamentos podem ser usados como parte do tratamento. além de reduzir o gasto energético basal em jejum. A abordagem envolve dietas hipocalóricas.

Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 31 A avaliação do risco cirúrgico é uma demanda freqüente nos Centros de Saúde. Conforme Protocolo já discutido com médicos das Atenções Básica e Secundária. as avaliações de risco cirúrgico classificadas como ASA II e cuja cirurgia proposta seja um procedimento minimamente invasivo e aquelas classificadas como ASA I serão realizadas pelos médicos da atenção básica. . ficando as demais a cargo da atenção secundária (cardiologia).

com hierarquização e interdisciplinaridade no atendimento. ou seja. exige cuidado integral. É necessário reconhecer que o índice de amputações é um grave problema de saúde pública no Brasil e em Belo Horizonte.32 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis ATENDIMENTO AO PORTADOR DE FERIDAS A abordagem das feridas. A Proposta de Assistência para os portadores de Feridas crônicas e queimaduras visa manter o atendimento médio concomitante de 1500 pacientes. que perpassa os diferentes níveis de atenção. 2 . bem como a implantação do Ambulatório de feridas vasculares de não diabéticos no Hospital Municipal Odilon Behrens. Hipertensão Arterial Sistêmica e Tabagismo. é excepcional. a SMSA está organizando a Linha de Cuidado da Cirurgia Vascular Periférica. As estatísticas produzidas pelo Programa de Atendimento ao Portador de Feridas da SMSA comprovam os dados da literatura científica de que as feridas crônicas mais comuns atendidas nas Unidades Básicas de Saúde são as de etiologia vascular. sob coordenação do enfermeiro. com base nos critérios préestabelecidos (definidos no Protocolo). A ampliação da cobertura da Atenção Secundária. O pé diabético é responsável por mais de 40% das feridas vasculares e sua abordagem adequada pode resultar em uma redução de cerca de 60 a 70% das taxas de amputações nos pacientes diabéticos.o paciente será selecionado pela equipe do Centro de Saúde. pelo médico e demais profissionais de saúde (vide fluxo do Atendimento no Protocolo). se considerarmos o potencial de nossa Rede e os avanços já alcançados com o Programa de Atendimento ao Portador de Feridas. Por isto. prestada pela equipe de enfermagem. Os fluxos devem facilitar o encaminhamento dos pacientes da Atenção Básica para os demais níveis de atenção e construir as retaguardas necessárias em outros equipamentos. tanto no diagnóstico e acompanhamento como no monitoramento. em especial as vasculares. Insuficiência Venosa Crônica. e terá as seguintes diretrizes: 1 . . com adscrição de todos os portadores de vasculopatia periférica do município e monitorar o evento mais grave relacionado: a amputação. É necessário investir na atenção básica. Ações de curto prazo estão sendo negociadas. com a reorganização do Programa do Pé Diabético da URS Padre Eustáquio já é uma realidade. mais do que em diversas outras áreas da atenção à saúde. mas o cenário de Belo Horizonte. As causas mais freqüentes das feridas vasculares são o Diabete Melito. criando fluxos de referência e contra-referência nos quais a Atenção Básica tem papel central. a longo prazo.a assistência será multidisciplinar.

úlceras factícias. apenas queimaduras em áreas não críticas. Trocantérica .Ausência de estase . exercida sobre área cutânea e depende de mecanismos vasculares e neurotróficos Úlceras anêmicas .Nos tornozelos. podendo ter eczema e infecções . normalmente bilaterais Características .Insuficiência venosa crônica Úlceras arterioscleróticas . região axilar.Terço inferior e face interna da perna. maléolos ou extremidades digitais .Pressão contínua. queimaduras de 1º grau não complicadas.Vários tipos de anemias hemolíticas Úlceras microangio páticas . Sacral . extremidades.Úlceras extremamente dolorosas. As áreas críticas são face. micoses profundas. acroangiodermatite. .Diminuição ou ausência das pulsações das artérias do pé.Normalmente dolorosas . diabete e vasculites do tecido dérmico . cavidades. dermatite ocre.Úlceras de bordas hiperqueratósicas e não dolorosas. Observação: . desglobulinemias. necrobiose lipoídica.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 33 CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES ULCEROSAS As lesões passíveis de serem assistidas pelas Equipes da UBS são : Úlceras de estase Etiologia . síndrome de Klinefelter. neoplasias cutâneas. períneo e genitália.Microangiopatia na vigência de hipertensão arterial diastólica.Úlceras bastantes dolorosas Localização . . queimaduras de 2º grau com Superfície Corporal Queimada (SCQ) < 10% em adultos e < 8% em crianças.Presença de retardo na volta da perfusão após elevação do membro .Mais frequentes: . geralmente única . eritema endurado (TBC cutânea). com base necrótica. Cuidados e fluxo de atendimento estão descritos no Protocolo.Lesões arteriais tronculares.Áreas anestésicas ocasionadas por trauma ou pressão Úlceras de pressão .Edema vespertino nos tornozelos. região torácica. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Atentar para a possibilidade de outras patologias que podem ser causa de feridas crônicas e que têm tratamento sistêmico associado. com sinais inflamatórios . TÉCNICAS UTILIZADAS A descrição das técnicas encontra-se no Protocolo. como pioderma gangrenoso. região cervical. vasculites.Face externa das pernas e acima do tornozelo CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS Serão tratadas nas Unidades Básicas: . geralmente após traumas Úlceras neurotróficas .Terço inferior da perna . . leishimaniose. rasas. Escapular . . Isquiática . Calcanear . sífilis terciária.Variada . .

Não ultrapassar as bordas da ferida para evitar a maceração da pele Alginato Fita .Hidratação tópica na região periferida Creme Hidratante .Feridas pouco exsudativas para fornecer umidade ao leito da ferida.Feridas pouco exsudativas com ou sem necrose e queimaduras superficiais . Contra-indicação .Pele friável ou alergia aos componentes .Tratamento de queimaduras e feridas que não respondem às coberturas oclusivas .Feridas com pouco ou moderada exsudação.Feridas infectadas e exsudativas de moderada a intensa Hidrocolóide Pó . exposição óssea e tendinosa e em queimaduras .Usado em cavidades com moderada a intensa exsudação com ou sem necrose. Por ser hemostática pode ser usada em sangramentos.34 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES DAS COBERTURAS SOLUÇÕES E CREMES PADRONIZADOS PELA PBH Produto Sulfadiazina de prata + cerium Indicação .Feridas de moderada a intensa exsudação com ou sem necrose e com ou sem infecção .Feridas exsudativas Hidrogel .Feridas pouco exsudativas Fibra de Carboximetilcelulose Fita . com ou sem infecção.Feridas com pouca exsudação Fibra de Carboximetilcelulose Placa .Feridas infectadas e com exsudação intensa Alginato Placa .Feridas com pouca exsudação . presença de sangramento. Por ser hemostática pode ser usada em sangramentos . com ou sem infecção.Hipersensibilidade ou estagnação da evolução Hidrocolóide Placa .Feridas intensamente exsudativas com ou sem infecção e em feridas fétidas.Feridas cavitárias com moderada a intensa exsudação com ou sem necrose e com ou sem infecção .Feridas um pouco profundas sem infecção com moderada exsudação.Feridas com moderada a intensa exsudação com ou sem necrose.Feridas pouco exsudativas Carvão ativado com prata . Somente pode ser usado em associação com a placa . . .

morrem cerca de 5 milhões de fumantes no mundo. menos beleza devido às rugas precoces na pele e podem ter impotência sexual. para serem aceitos pela “turma. vasos sangüíneos e pulmões. sangramentos e partos prematuros. O fumo do tabaco apresenta-se sob várias formas. noradrenalina. época em que a sua personalidade ainda se encontra em formação. heroína. A nicotina é considerada uma droga pesada. cachimbo. outros. A DROGA NICOTINA A nicotina é a substância presente no fumo que causa a dependência ou vício. a realidade é o oposto disso: os fumantes têm pior condicionamento físico e menor capacidade respiratória. A gestante que fuma tem um risco aumentado de complicações da gravidez. Anualmente. incêndios e suicídios. serotonina e beta-endorfina. Todas essas proporcionam a sensação de prazer. provocando a liberação de substâncias como dopamina. álcool. A exposição de não-fumantes à poluição do ambiente causada pelo fumo (tabagismo passivo) aumenta o risco destas pessoas apresentarem câncer de pulmão. sendo 200 mil no Brasil. No entanto. sensualidade e melhor desempenho esportivo. mostram jovens praticando esportes radicais ou cercados de belas mulheres. muito bem feitas. como cigarro. Após a tragada. colocando o cigarro como um passaporte para um mundo com mais “status”. As propagandas. aumento da concentração e da memória e diminuição da ansiedade e da tensão. ela chega ao cérebro em 7 a 10 segundos. Os jovens não acreditam que vão se tornar dependentes da nicotina. Contém aproximadamente 5 mil substâncias tóxicas. doenças do coração. As crianças que convivem com fumantes têm maior risco de apresentar infecções respiratórias e asma brônquica e de morrer em conseqüência destas doenças. fumo de rolo e outros. cigarro de palha. rapé. Pode haver também danos para o bebê. acidentes de trânsito. cocaína. charuto. que são responsáveis. “glamour”.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 35 TABAGISMO EXTENSÃO DO PROBLEMA O tabagismo (hábito de fumar) é considerado pela Organização Mundial de Saúde como a maior causa evitável de doença e morte no mundo. poder. e os adolescentes são o seu alvo principal. e provoca mais mortes prematuras do que a soma do que a AIDS. por cerca de 100 doenças. como baixo peso ao nascimento. Dentre as crianças e adolescentes que começam a fumar. e têm dificuldades em ver os seus malefícios a longo prazo: querem o prazer imediato.” A INDÚSTRIA DO FUMO E SUAS PROPAGANDAS ENGANOSAS A indústria de cigarros precisa recrutar novos fumantes para a substituição daqueles que abandonaram o vício e dos que morreram em conseqüência do mesmo. como abortos. acetilcolina. As mais frequentes são o câncer em diversos locais do corpo. 70% são de famílias onde os pais fumam ou permitem que seus filhos fumem. O INÍCIO DO HÁBITO DE FUMAR Cerca de 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina até os 19 anos de idade. sendo superada apenas pela heroína. cocaína e crack em termos de capacidade para produzir dependência. aumento do risco de morte por doenças respiratórias nos primeiros anos de vida e comprometimento da inteligência. por artistas e outros ídolos. direta ou indiretamente. acham que abandonarão o cigarro facilmente e quando quiserem. atributos muito desejados pelos adolescentes. . Muitos começam a fumar seguindo o exemplo dado pelos pais ou outros membros da família. infarto do miocárdio e outras doenças.

desses. haverá uma redução de cerca de 10% no número de fumantes entre os usuários dos serviços de saúde. em Julho de 2004. Posteriormente. o tratamento e o acompanhamento dos fumantes será disponibilizado em 09 Centros de Saúde. É fundamental que os fumantes sejam orientados a mudar seu estilo de vida. Se cada profissional de saúde dedicar de 3 a 5 minutos do seu atendimento para abordar o tabagismo. No entanto. praticando exercícios físicos e adotando uma alimentação saudável. Mesmo antes da capacitação específica. Na atualidade. . Inicialmente. O tratamento dos fumantes será feito em grupos e os medicamentos e materiais de apoio serão fornecidos diretamente pelo Ministério da Saúde. cujas equipes foram capacitadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Secretaria de Estado de Saúde de MG. Estes medicamentos devem ser usados mediante acompanhamento por profissionais de saúde capacitados.36 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis O TRATAMENTO DOS FUMANTES As pesquisas mostram que cerca de 80% dos fumantes desejam parar de fumar. os tratamentos mais eficazes são a reposição de nicotina (adesivos e gomas de mascar) e a Bupropiona. que é um antidepressivo e reduz a vontade de fumar. O PAPEL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA LUTA CONTRA O TABAGISMO Os profissionais de saúde são formadores de opinião na sociedade e vistos como exemplos de comportamento em saúde. mas apenas 3% conseguem a cada ano e. Portanto. a maioria consegue parar sem ajuda. Aguarda-se o cadastramento destes serviços no INCA e todos os trâmites burocráticos para o ínicio das atividades. haverá capacitações para outras equipes com a finalidade de ampliar estas ações de controle do tabagismo na Rede Pública Municipal. têm um grande e decisivo papel na luta contra o tabagismo. em associação à Terapia Cognitivo-Comportamental. Isto coloca em evidência o grande potencial que a abordagem rotineira do fumante possui para reduzir a prevalência de fumantes. podem atuar preventivamente. para que abandonem o vício. Os Serviços de Saúde devem ser ambientes livres de tabaco. alguns indivíduos têm um nível muito elevado de dependência da nicotina e necessitam de apoio medicamentoso. para evitar que os jovens se iniciem no hábito de fumar e desenvolvendo ações junto aos fumantes.

DPOC. A periodicidade das avaliações médicas dependerá da necessidade de cada caso. conforme a necessidade. GIGANTES GERIÁTRICOS Insuficiência Familiar Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem dificuldades de relacionamento com os familiares ou que não dispuserem de familiares próximos deverão ser abordados quanto à insuficiência familiar. através de fax. hospitalizações freqüentes. As ILPIs dispõem do Protocolo de Avaliação Admissional desde fevereiro de 2004. portador de vasculopatia periférica / ferida crônica. cardiopata. sintomas do aparelho gastrintestinal. afastamento ou as relações conflituosas com filhos e netos muitas vezes são responsáveis por sintomas somáticos ou psíquicos (agressividade. qualidade . hipertensão.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 37 CUIDADO INTEGRAL AO IDOSO ENFRENTAMENTO DE FRAGILIDADES São considerados critérios de fragilidade e prioridade para o desenvolvimento de ações de saúde para a população idosa: Etário Idoso de 75 anos ou mais. RELAÇÃO COM AS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIs) Rotina de atividades Visitas Conforme compromisso firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas. Estas visitas devem ser comunicadas pelas Gerências de Atenção à Saúde à SMSA e ao Ministério Público. instabilidade. controle inadequado de doenças (diabetes. A negligência familiar deve sempre ser suspeitada em caso de problemas com a higiene ambiental e corporal. todas as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) filantrópicas devem receber as visitas para assistência à saúde. pneumopata crônico. através do agente comunitário de saúde ou por outros membros da equipe. no mínimo a cada 15 dias. etc). erros com a medicação. Fornecimento de medicamentos padronizados O fornecimento regular de medicamentos padronizados pela Secretaria Municipal de Saúde às ILPIs filantrópicas se faz mediante a apresentação de uma planilha de previsão trimestral padronizada pela SMSA e devidamente preenchida pela instituição e da prescrição médica individualizada. Clínico Idoso portador de múltiplas doenças (diabético. neoplasia em fase terminal. fratura) e o idoso que saiu da unidade hospitalar1 . desnutrição e quedas explicadas de maneira contraditória. aquelas instituições filantrópicas que não contarem com profissional médico contratado terão os idosos residentes avaliados pelos médicos das Equipes de Saúde da Família às quais a população esteja vinculada. etc). Social Idoso que mora sozinho ou idoso que vive em instituição de longa permanência. Funcional Idoso acamado. Organização de farmácias O farmacêutico distrital ou seu representante pode fornecer orientações para um melhor acondicionamento e organização dos medicamentos. O cansaço. hipertenso. número de pessoas que moram na mesma casa. dores. ICC. tonteiras. Avaliação A avaliação da família (composição.

Na suspeita de declínio cognitivo. renal). no espaço (perde-se em locais conhecidos) e para fatos e pessoas (confunde os familiares com pessoas de outras gerações). Orientação Os estímulos sonoros e visuais devem ser minimizados. ou ainda por denúncia à Promotoria de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Fone: 3335 8375). hepática. telefone. É garantido o sigilo da pessoa que faz a denúncia. anti-hipertensivos. Os Centros de Saúde que dispuserem de serviço social ou os profissionais de serviço social das Gerências de Assistência Social das respectivas Secretarias de Coordenação Municipal de Gestão Regional devem ser chamados a participar do processo de avaliação de casos selecionados (suspeita de negligência e maus tratos).funções renal e hepática e TC encéfalo). etc). Avaliação As causas mais freqüentes são as infecções (urinária e pulmonar). O delirium pode coexistir com quadros demenciais. Tratamento A suspeita de maus tratos deve ser primeiramente discutida em equipe. Delirium Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem déficit de memória de aparecimento recente com flutuação do nível da consciência ou que apresentem tal situação relatada por familiares. hipoglicemiantes. hematomas subdurais crônicos) e dor (fraturas não diagnosticadas. e pode ou não haver febre. Tratamento Caso se confirme a síndrome demencial e a suspeita seja de doença de Alzheimer. tiroxina livre. neoplasia). Incapacidade Cognitiva Rotina de atividades Quadro clínico A incapacidade cognitiva é observada quando os idosos ou seus familiares relatam piora da memória para fatos recentes.sódio. evitar confrontos e provocações com a pessoa que apresenta declínio cognitivo. VDRL. labilidade emocional. dosagem de vitamina B12 e ácido fólico. descompensações orgânicas (cardíaca. anticolinérgicos. O delirium pode ser hiperativo (o paciente torna-se agitado. distúrbios de comportamento. A identificação e correção da causa são essenciais pois o delirium é considerado uma urgência geriátrica. deverão ser avaliados globalmente para a pesquisa da causa do delirium. os idosos deverão ser submetidos ao rastreio para causas tratáveis de demência (TSH. uso de medicamentos (neurolépticos.magnésio e cálcio . cuidador) faz parte da rotina de avaliação do idoso. Há comprometimento da capacidade para o auto-cuidado (negligência com a higiene da casa e do próprio corpo). distúrbios hidroeletrolíticos.38 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis de relacionamento com a pessoa idosa. alterações neurológicas (distúrbios metabólicos. ionograma . inclusive com a participação do serviço social. hemograma. incluindo a avaliação cognitiva (Mini-mental e o teste do relógio) e a escala geriátrica de depressão. Não se deve conter fisicamente um idoso agitado. Orientação Os familiares deverão ser orientados quanto aos sintomas mais freqüentes (piora da memória. desorientação no tempo (não sabe que dia é hoje). dificuldades para lidar com dinheiro. Orientação A delicadeza e a discrição são fundamentais para abordar a questão da insuficiência familiar. diuréticos. Os cuidadores deverão ajudar o idoso a estabelecer rotinas para o seu cuidado. Comportamentos provocativos de ambas as partes (idoso e familiares) não deverão ser reforçados. é recomendável a instituição da medicação anticolinesterásica (Donepezil. etc. usar aparelhos domésticos. Avaliação Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem déficit de memória deverão ser avaliados globalmente. avaliados os riscos de agressão e comunicados à Gerência do Idoso da Secretaria Municipal de Assistência Social (Fone: 3277 4412). falar de maneira calma.potássio. principalmente à noite) ou hipoativo (o idoso apresenta-se prostrado e pouco comunicativo). digoxina. alteração do sono. etc) e à evolução da síndrome demencial. A identificação da causa do delirium é mandatória e sua correção é o melhor tratamento. Rivastigmina e Galantamina) que faz parte da listagem do Programa de Medicamentos Excepcionais e cuja aquisição e dispensação é . e nesses casos costuma ser difícil reconhecê-lo. fazer compras.

A depressão e outras condições clínicas que possam colaborar para o declínio cognitivo deverão ser tratadas.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 39 de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. e entre 35 e 40% dos idosos brasileiros são analfabetos. e a prevenção de novos eventos. O profissional (médico ou enfermeiro) deve ser extremamente criterioso na escolha de medicamentos para idosos. Nomear dois objetos: relógio e caneta (0 a 2) 7. a pontuação mínima é de 24 pontos. Atenção e Cálculo (5): -100 . Orientação Temporal (5): Ano Mês Dia do Mês Dia da Semana Semestre 2.7 = 93 . a reações adversas a drogas. Iatrogenia Rotina de atividades Quadro clínico Iatrogenia é a “doença” causada por qualquer tratamento instituído. incontinência urinária. a correção de distúrbios desencadeados pela medicação. Avaliação A revisão sistemática da prescrição e dos medicamentos em uso é parte fundamental da avaliação da pessoa idosa. aumentando para 50-60% para o uso crônico de 5 drogas concomitantes. quedas. Frase e Desenho.correção dos distúrbios hidroeletrolíticos. Para idosos analfabetos. impactação fecal. Repetir: "NEM AQUI. A Secretaria Municipal de Saúde está discutindo uma forma de organizar o referenciamento para auxiliar os profissionais da atenção básica na discussão de casos e viabilizar o encaminhamento das situações de maior complexidade.7 = 72 . Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem episódios de confusão mental. arritmias cardíacas). É necessário o preenchimento do Formulário de Solicitação de Medicamentos Excepcionais. digoxina. Depende diretamente do nível de escolaridade. O risco de reação adversa para o uso de 2 drogas concomitantes é de 1. a interrupção da droga. 1994). dobre-a ao meio e coloque-a no chão" (0 a 3) 9. com duração de 5 a 10 minutos. NEM ALI. Os itens de maior complexidade são: Memóra de Evocação. Orientação O idoso e/ou seus cuidadores deverão ser orientados a respeitar a prescrição medicamentosa e evitar a automedicação. Orientação Espacial (5): Estado Cidade Bairro Local Andar 3. Cerca de 5% a 10% das internações hospitalares de idosos estão relacionadas direta ou indiretamente. haloperidol. NEM LÁ" 8.7 = 86 . benzodiazepínicos. e outros que fazem parte da listagem de medicamentos excepcionais) são indicados para o controle de distúrbios de comportamento (em doses mínimas e após a correção de situações que possam colaborar para o agravamento do quadro . Memória de Evocação 3): -Quais os três objetos perguntados anteriormente? 6. Comando de estágios: "Apanhe esta folha de papel com a mão direita.7 = 79 . Tratamento O tratamento da iatrogenia deve ser a adequação da prescrição. . e para pacientes com 8 anos ou mais de escolaridade e sem déficit cognitivo. é importante prevenir novos eventos cerebrovasculares e controlar os fatores de risco (hipertensão arterial. diabete melito. dislipidemias. É o teste mais utilizado para triagem inicial de idosos com déficit cognitivo. se possível. o escore mínimo tido como normal é de 13 pontos (BERTOLLUCI.5%. Registro (3): -Repetir: GELO. Este dado será considerado na escolha e aplicação dos testes. Mini-mental de Folstein (1975) 1. Atenção e Cálculo. hipotensores são responsáveis pela maioria das reações adversas a drogas evitáveis. Anti. Ler e executar (0 a 1) FECHE SEUS OLHOS O Mini-mental é um instrumento extremamente útil na triagem cognitiva.7 = 65 MUNDO=ODNUM 5. LEÃO e PLANTA 4. etc). Se a suspeita for de demência vascular. por ser simples e de fácil aplicação.inflamatórios não esteróides. No Brasil. infecções. antipsicóticos. Orientação. Copiar diagrama em anexo (0 a 1) (dois pentágonos entrecruzados) 11. os idosos não tiveram oportunidade de estudo no passado.Escrever uma frase completa (0 a 1) 10. Estima-se que 18% a 50% das prescrições para os idosos sejam inapropriadas. composto por 11 itens e com pontuação máxima de 30 pontos. levomepromazina. Os neurolépticos (tioridazina. warfarin. deverão ser avaliados globalmente para a pesquisa de causas tratáveis de iatrogenia.

coronariopata e seqüelado de AVC. . Os idosos podem considerar esta recomendação para todos os outros medicamentos prescritos. que geralmente não têm boa aceitação e favorecem erros. agitação e confusão mental. m) Nunca diga ao idoso que deverá tomar um remédio para sempre. dificultando muitas vezes a retirada de medicação desnecessária bem como o ajuste posológico. e) O medicamento é realmente necessário? Já foram tentadas medidas não farmacológicas? f) Simplifique a sua receita e conheça as razões que levaram à prescrição. de acordo com a resposta e a sensibilidade do paciente. revendo a necessidade de modificá-la.40 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Antes de prescrever para uma pessoa idosa. j) Evite o uso de drogas que necessitem de várias tomadas por dia. Um idoso de 95 anos sadio. Habitualmente os idosos respondem bem a doses consideradas subterapêuticas para o adulto. Um idoso de 60 anos é bem diferente de um idoso de 95 anos. evitando o uso de drogas semelhantes e interações medicamentosas. sem resolver o problema que motivou a prescrição. Elas ainda são necessárias? Se não forem mais. h) Comece a usar as drogas sempre em doses mais baixas. de menor custo. b) Estabeleça as prioridades do tratamento. esclareça e retire. r) Altere uma droga de cada vez. q) Pergunte sempre pela medicação para dormir. o) Acompanhe sempre o tratamento e peça aos familiares informações sobre o aparecimento de sintomas. Analise periodicamente a prescrição. n) Estabeleça contato com outros profissionais que estejam cuidando do idoso. Conheça e considere o incômodo que a doença representa para o idoso ao prescrever o medicamento. tratar sinais e sintomas sem procurar esclarecer a causa. d) Um efeito colateral não deve ser tratado com outro medicamento. p) Peça ao idoso para trazer os medicamentos que está usando – prescritos e não prescritos. g) Antes de iniciar a medicação.. Isso facilitará o entendimento de efeitos colaterais e ou benefícios de cada uma. pense. independente é bem diferente de um idoso de 60 anos diabético. s) Prescreva o medicamento que você conheça bem. k) Estabeleça os objetivos do tratamento e o tempo. i) Aumente a dose da medicação gradativamente. Medicamentos usados por muito tempo nem sempre são lembrados. c) Evite. de fácil manuseio e posologia mais cômoda. Pense nisso antes de lançar mão de medicamentos. ou pode ser substituída por tratamento tópico ou medidas para reabilitação física. l) Informe e esclareça o idoso e familiares possíveis efeitos colaterais.. sempre que possível. como nos casos de anemia. a) Conheça os efeitos do envelhecimento antes de dizer que se trata de uma doença. t) Prescrever para uma pessoa jovem é bem diferente de prescrever para um idoso. Isso estabelece o efeito “cascata”: usa-se um remédio para tratar o mal que outro causou. certifique-se de que é realmente indispensável.

constipação intestinal. arteriopatias. No caso de vítima de trauma raquimedular. em casos muito graves. cistocele. propensão a infecções e. urologista). fístulas) deve ser realizado em todos os casos. nefropatias. Avaliação A piora da capacidade da marcha deve ser reconhecida precocemente. constipação intestinal. uso de medicamentos que aumentem o fluxo urinário ou dificultem a mobilidade e o equilíbrio. alteração de memória. A prescrição intempestiva de repouso no leito deve ser evitada. neuropatias. O tratamento pode ser feito com uso de medicamentos. em hora e local inapropriados) deverão ser avaliados globalmente para a pesquisa de causas tratáveis de incontinência. melhora da expansibilidade pulmonar. urinário) e colabora para a sensação de inutilidade e de vazio. o tratamento de infecção urinária e de condições que aumentem a irritabilidade perineal (candidíase. Vítimas de trauma raquimedular podem ter impossibilidade de contração vesical. pois a pessoa idosa descondiciona-se de modo muito rápido.5 a 2 litros/dia) para proporcionar o condicionamento da bexiga estabelecendo horários e intervalos regulares para ir ou levar o idoso ao banheiro. com instituição de medidas de mobilização passiva. uso de medicamentos. apresentando retenção urinária. oxibutinina ou similar para reduzir a hipercontratilidade vesical). uso de medicamentos. Incontinência Fecal e/ou Urinária Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem episódios de incontinência (eliminação de urina ou fezes. hidratação e nutrição adequadas. São causas de imobilidade: doenças agudas (pneumonias. diarréia. Mulheres multíparas.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 41 Imobilidade Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou tiverem casos relatados por familiares de restrição da capacidade de mobilidade deverão ser globalmente avaliados. instabilidade etc. AVC. infecção urinária. alfabloqueadores para reduzir a hipertonia do esfíncter. A incontinência é dita funcional quando a sua causa é decorrente de outras condições (piora da marcha. Tratamento A identificação e a correção da causa da imobilidade devem ser feitas de acordo com o tipo e o tempo de imobilidade. ambiente inadequado ou qualquer impedimento entre a vontade percebida de urinar ou defecar e a chegada em tempo hábil ao banheiro). Homens com hipertrofia prostática podem apresentar incontinência por transbordamento. em casos selecionados. O reconhecimento do caso é considerado um parâmetro de qualidade no atendimento à pessoa idosa. cirurgias etc). instabilidade. prevenção de edemas de estase. . candidíase perineal. essas medicações não estão padronizadas no SUS. Tratamento As causas da incontinência deverão ser identificadas e tratadas. Avaliação Os idosos deverão ser submetidos à pesquisa de infecção urinária. osteoatrites de quadril e joelhos. neoplasias. As medidas de reabilitação estão indicadas em casos de AVC recente. fraturas) e crônicas (neuropatia diabética. tonteiras. O estigma da incontinência é responsável pelo isolamento social e por sintomas depressivos. com noctúria e disúria. Orientação Os idosos e/ou seus cuidadores deverão ser orientados a ingerir líquidos de maneira adequada (1. o autocateterismo vesical ou cateterismo realizado por terceiros deve ser utilizado. hepatopatias. Atualmente. até rotura de bexiga. O repouso traz alterações em todos os sintomas e órgãos (músculo-esquelético. respiratório. Mulheres na menopausa e pacientes prostáticos podem apresentar urge/incontinência. tossidores crônicos e pessoas obesas podem apresentar incontinência de esforço. A conseqüência última da síndrome de imobilidade é o confinamento do idoso ao leito com grave comprometimento de sua qualidade de vida. Pode ser necessária a avaliação de especialistas (ginecologista. Além disso. de acordo com o mecanismo fisiopatológico da incontinência (hormonioterapia tópica para reduzir o hipoestrogenismo e a urgência miccional. fraturas. finasterida para redução da hipertrofia prostática. Orientação O idoso/ou seu cuidador devem ser conscientizados da importância da recuperação precoce da mobilidade. e em geral traz grandes benefícios aos pacientes (ver protocolo da SMSA-BH). cardiovascular.

O idoso que cai tende a ficar mais restrito. A avaliação da queda auxiliará a adequar prescrições. a revisão da prescrição medicamentosa. Tratamento O tratamento da instabilidade inclui a correção de sua causa. detectar doenças e prevenir novos episódios.42 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Instabilidade Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem episódios de quedas devem ser avaliados globalmente para a pesquisa de suas causas. A instabilidade (dificuldade de sustentar o equilíbrio) pode resultar de condições ambientais (calçados inadequados. psíquicas e sociais. tratamento de suas conseqüências e prevenção de novos eventos. PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS Deficiência Visual e Auditiva Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem deficiência visual e/ou auditiva devem ser avaliados. medicamentos. hospitalização. catar o arroz ou o feijão etc. tem perda da visão periférica). pelo relato do paciente e/ou de seus familiares de perda da capacidade para realizar tarefas que exijam maior acuidade visual (enfiar uma linha na agulha. A ocorrência de catarata deve ser lembrada e a intervenção cirúrgica proposta. e ainda se o idoso foi capaz de levantar-se sozinho e quanto tempo levou para fazê-lo (ficar mais de 2 horas é sinal de pior prognóstico). local. sua correção inicialmente pode ser através do uso de óculos. A revisão da prescrição em uso é fundamental. pois pode induzir a quadros de parkinsonismo e ocasionar instabilidade e quedas. bordados. A pesquisa de glaucoma . conseqüências físicas. redução do campo visual (esbarra em objetos. lesões.) ou dificuldade de acomodação visual no escuro (quadro freqüente em idosos e responsável por quedas). etc). e isso não pode ser confundido com labirintite nem deve ser tratado com flunarizina ou cinarizina. A fobia de quedas é tratada a partir do estímulo à marcha. O uso crônico de cinarizina ou flunarizina deve ser evitado em TODOS os idosos. horário. e essa imobilidade colabora para a piora de sua instabilidade. infecções. A deficiência auditiva pode ser testada pelo teste do sussurro (falar uma frase em voz baixa e de modo que a pessoa não tenha possibilidade de leitura labial) e pela pesquisa sistemática da existência de uma rolha de cerúmen. Estimular a marcha com segurança. Qualquer situação responsável por restrição da mobilidade colabora para a instalação da instabilidade: repouso no leito. desconforto ou dor ocular. Orientação O idoso e/ou seus cuidadores deverão ser orientados a sempre tentar corrigir o déficit visual e/ou auditivo. se for o caso. leitura de bulas ou de jornais. Muitas vezes o idoso chama de tonteira a sensação de desequilíbrio ao levantar. Há uma associação freqüente entre uso de benzodiazepínicos e quedas em idosos. como por exemplo o hematoma subdural crônico. A presbiopia está presente em todos os idosos. mover-se menos dentro do ambiente. Manter o ambiente iluminado favorece a acomodação visual. osteoartrites. O isolamento social tem reflexos sobre a capacidade cognitiva e a sensação de inutilidade e vazio. doença aguda. iluminação insuficiente) e condições intrínsecas (hipotensão postural. sair menos de casa. Devemos suspeitar sempre de glaucoma em caso de queixas de olhos vermelhos. pisos escorregadios. Orientação O medo de cair (fobia de quedas) é uma conseqüência freqüente e trágica de um episódio de quedas. Avaliação O episódio da queda deve ser rigorosamente pesquisado: circunstâncias da queda. hipotensores) deve ser sistemática. a orientação socioambiental e a instituição de medidas de reabilitação do equilíbrio e da marcha. descompensações metabólicas e orgânicas. corrigir ambientes de risco. e a pesquisa de hipotensão ortostática e de sinais de hipovolemia (diuréticos. Evitar recomendações de restrição da mobilidade ou de repouso no leito. A queda pode ter conseqüências tardias. freqüência. Avaliação A deficiência visual pode ser testada de modo simples com o teste de Snellen (quadro de figuras a uma distância mínima de 3 metros).

com prescrição de colírios. assegurar-se de que ele compreendeu o que lhe foi dito e promover a sua integração social. em casos selecionados o uso de prótese auditiva. homens e mulheres têm riscos semelhantes. Estas são maneiras de reduzir o isolamento social. O sedentarismo é fator de risco e de agravamento da osteoporose. Do ponto de vista técnico. antes das 10h (15 minutos de exposição ao sol são suficientes) especialmente após os 60 anos. mais comuns no punho de mulheres na cinqüentena (Fratura de Colles) e vértebras lombares (com achatamento da vértebra). este exame é totalmente prescindível para o estabelecimento do diagnóstico e a indicação terapêutica nos casos em que há fatores de risco e manifestações de osteoporose instalada. e não a regra.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 43 deve fazer parte da consulta oftalmológica. O tratamento da deficiência auditiva poderá incluir a extração do cerúmen e. Nos casos avançados há aumento da cifose torácica. indolor. a restrição do espaço vital. entre outros. e sim colocar-se diante do paciente. Os familiares devem ser orientados a não aumentar a voz e gritar. A retinopatia diabética deve sempre ser suspeitada em caso de pacientes com história de diabetes mal controlado. Orientação O mais interessante é a prevenção da osteoporose. climatério e uso de medicamentos (ex: corticosteróides. inclusive no climatério e período pós-menopausa. Os fatores de risco conhecidos são: tabagismo. alcoolismo. O exame físico. Suas complicações per e pós-operatórias mais freqüentes são a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar. promover a atividade física ao longo de toda a vida. a dificuldade de recuperar a marcha. a adequação da atividade física (30 minutos de caminhada diárias são recomendados para a maioria dos casos). O . Complicações a médio prazo são a redução da mobilidade. com quadro clínico habitualmente frustro. As evidências científicas atuais não sustentam a realização da densitometria óssea como exame de rastreamento para osteoporose em nenhuma faixa etária. Tratamento O tratamento da osteoporose deve incluir a correção possível dos fatores de risco (tabagismo. insuficiência renal crônica. Após os 70 anos. sintomas depressivos e o declínio funcional decorrentes. falar frases curtas. O otorrinolaringologista fará a avaliação auditiva por meio de exame local e audiometria. na fase inicial. hipogonadismo. Avaliação A anamnese deve incluir a pesquisa por fatores de risco e por história familiar positiva. história de fratura de Colles em mulheres a partir da cinqüentena. a iluminação adequada do ambiente e a correção cirúrgica de catarata. A avaliação laboratorial deve incluir as funções renal e tireoidiana e a dosagem de cálcio e fósforo. O controle da pressão ocular será feito por oftalmologista. Prevenir osteoporose significa assegurar uma dieta rica em cálcio ao longo de toda a vida e especialmente após a menopausa. Essa aparente calmaria esconde graves complicações em caso de queda ou trauma. um trabalho de melhoria da marcha e do equilíbrio e a correção de eventuais riscos ambientais para prevenir quedas. sem qualquer repercussão funcional. Trata-se de uma doença responsável por fragilidade óssea e propensão a fraturas. a correção de eventuais distúrbios metabólicos e daqueles desencadeados por medicação (cloroquina. quando for o caso. como fraturas em idosos com desabamento de corpo vertebral na coluna lombo-sacra. em casos muito graves. tratamento de doenças subjacentes). médio e longo prazo. até espontaneamente. anticonvulsivantes. Osteoporose Rotina de atividades Quadro clínico A osteoporose é uma condição muito freqüente entre idosos. receber sol pela manhã. a incontinência e o isolamento social. tiroxina). não apresenta alterações significativas. As situações nas quais a densitometria óssea é realmente necessária para a definição de condutas constituem exceções. sendo que brancas e longilíneas estão em maior risco. hipertireoidismo. após trauma ou. fratura de colo de fêmur em mulheres no período pós-menopausa. As complicações mais graves da osteoporose são as fraturas ósseas. temível por suas conseqüências a curto. cirrose hepática. O outro tipo de fratura é a de fêmur. digoxina). alcoolismo. Tratamento O tratamento da deficiência visual deve incluir a adequação da refração. A mortalidade é elevada e chega a 50% em 2 anos. A osteoporose é uma doença que acomete predominantemente as mulheres pós-climatério. o combate ao tabagismo e ao alcoolismo em todas as idades e evitar o uso iatrogênico de medicamentos que exponham o individuo ao risco de desenvolver a osteoporose. mudança do ponto de equilíbrio para frente (a pessoa fica curvada) e pode haver até restrição respiratória como consequência.

Brasil. A terapia de reposição hormonal. É necessário o preenchimento do formulário para dispensação de medicamentos excepcionais. O paciente deve ser orientado a permanecer de pé por 40 minutos.44 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis tratamento medicamentoso da osteoporose é feito com a administração de carbonato de cálcio e vitamina D e com o uso de bisfosfonados (Alendronato. com água. pois ela tem poder analgésico. raloxifeno e calcitonina subcutânea ou intra-nasal. A Secretaria de Estado da Saúde . Risendronato. que fazem parte do Programa de Medicamentos Excepcionais. antes de ingerir qualquer alimento. O uso do alendronato deve ser feito com a ingestão diária de 1 comprimido de 10 mg em jejum. . na presença de sintomatologia climatérica e salvaguardadas as contra-indicações. 688. Pamidronato). pode ser útil para e a prevenção da osteoporose. A calcitonina de salmão é muito útil após fratura vertebral. e o usuário recebe a medicação na Av. para evitar esofagite e sintomas dispépticos.MG fornece o alendronato de sódio 10mg e a calcitonina de salmão 200UI intra-nasal.

As causas ainda permanecem desconhecidas. em países desenvolvidos e 4.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 45 NEOPLASIAS MAIS COMUNS Serão citados aqui os tipos de câncer mais freqüentes em nossa população e sua prevenção (primária ou secundária). É fundamental que sejam reforçadas as ações de combate ao tabagismo. mama e útero (abordados em outra parte desta pulicação) e cólon. O mesmo decréscimo parece também estar ocorrendo com relação à incidência. possivelmente refletindo mudança de hábitos alimentares da população. e a terceira causa de morte mais freqüente entre os homens. facilidades para a conservação dos alimentos ou uma diminuição da prevalência do possível agente causal.3%. e pelo câncer de pulmão. o câncer de próstata continua registrando a segunda taxa mais elevada. aqui incluídos os freqüentes resultados falso-positivos dos testes disponíveis. nos óbitos. . No Brasil. Pulmão e Cólon.7% das neoplasias malignas entre homens (15. tanto de mortalidade quanto de incidência. em países em desenvolvimento). Alguns estudos sugerem que dieta rica em gorduras e carne vermelha aumentaria o risco de desenvolver o câncer de próstata. superado apenas pelo câncer de pele não melanoma. Helicobacter pylori. o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer em homens e a segunda em mulheres. A incidência do câncer de próstata vem crescendo rapidamente. com o resultante aumento de sua identificação. ser atribuído à introdução de modalidades diagnósticas como a utilização do teste do Antígeno Prostático Específico (PSA) e ao aumento da expectativa de vida da população. Isto pode. a ansiedade gerada por esses resultados. ou seja. O câncer de próstata representa 9.3% de todos os casos novos de câncer) e também é a causa de morte por câncer mais freqüente. entre as neoplasias malignas masculinas. CÂNCER DE ESTÔMAGO O câncer de estômago permanece como a segunda causa de óbito mais ocorrente no mundo. No Brasil também se constata uma diminuição temporal das taxas de mortalidade por este tumor. tem-se observado uma queda nas suas taxas de mortalidade e incidência. CÂNCER DE PRÓSTATA O câncer de próstata é a sexta ocorrência mais freqüente de casos novos de neoplasia maligna no mundo. nos casos incidentes. o combate ao tabagismo e consegue a redução do número de casos (incidência) e de mortalidade. em parte. No Brasil. CÂNCER DE PULMÃO O câncer de pulmão continua a ser o câncer mais incidente no mundo (12. sem estar claro se por fatores genéticos ou ambientais. Na mulher Pele (não melanoma). O rastreamento de homens assintomáticos para o câncer da próstata está associado a danos importantes. Neoplasias mais comuns No homem Pele (não melanoma). A relação entre os benefícios (redução da morbidade e mortalidade) e os danos anteriormente citados ainda é desconhecida. Recomenda-se que o controle do câncer da próstata seja baseado em ações educativas voltadas tanto à população masculina (alertando sobre os sinais e sintomas iniciais do câncer da próstata. Próstata. o número de biópsias desnecessárias e as complicações potenciais do tratamento de tumores que não iriam afetar a saúde do indivíduo. Contudo. porém vários estudos mostram que homens com história familiar de câncer de próstata têm o risco aumentado.3%. A mais importante e eficaz prevenção do câncer de pulmão é a primária. enquanto a ingesta de frutas e vegetais e exercício físico regular ofereceriam alguma proteção. pode ter levado à subestimação da magnitude do declínio temporal observado nas taxas de mortalidade e incidência nas últimas décadas. principalmente entre mulheres e jovens. Vale ressaltar que a possível melhoria da qualidade do diagnóstico do câncer primário de estômago.

devem receber atenção diferenciada. talvez através da prevenção da obesidade. Atualmente. No Brasil.46 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis estimulando-os a procurar uma unidade de saúde tão logo sejam notados). . a predisposição genética (por exemplo. e rica em carne vermelha. Portanto. Estudos epidemiológicos realizados tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento têm apontado fortemente para um alto risco de câncer de cólon e reto em pessoas sob dieta alimentar pobre em vegetais e fibras. entre os homens. e o quarto. até o momento. é em torno de 16%. Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial (PLCO) — e na Europa .European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSSPC). a presença de pólipos e a colite ulcerativa devem ser enfatizadas. e não são observadas diferenças muito grandes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Em relação ao número de casos novos. Dentre os fatores de risco não relacionados a hábitos alimentares. se programas de prevenção secundária para este tipo de câncer produzem algum efeito sobre a magnitude das taxas de mortalidade. inclusive pela Secretaria Municipal de Saúde. a aplicabilidade desta prática está sendo analisada por diversos orgãos. Os resultados destes estudos tornarão possíveis estratégias que levem em consideração anos potenciais de vida ganhos com qualidade de vida e custos de atenção médica -aspectos que são particularmente importantes em casos de homens de idade avançada cujo o diagnóstico é realizado por meio de exames de detecção de tumores muito iniciais. tendo-se observado um aumento consistente de suas taxas de mortalidade ao longo das últimas décadas. enfatizando a conscientização para a adoção de hábitos de vida saudáveis. como as endoscopias. entre as mulheres. o câncer de cólon e reto se encontra em quinto lugar. Com base neste dado. de acordo com os conhecimentos científicos atuais. estão sendo conduzidos dois ensaios clínicos controlados. síndrome de Linch e os indivíduos com histórico pessoal (e familiar) de câncer de cólon e reto ou que apresentem pólipos. Os portadores de polipose familiar do tipo adenomatoso. quanto aos profissionais de saúde (atualizando-os sobre os sinais de alerta para suspeição do câncer da próstata e os procedimentos de encaminhamento para o diagnóstico precoce dos casos). refletindo um prognóstico relativamente bom. CÂNCER DE CÓLON E RETO Mundialmente. Entretanto. a presença do gene da polipose familiar). este câncer figura entre as cinco primeiras causas de morte por câncer. com o objetivo de avaliar a efetividade do diagnóstico precoce através do teste PSA na redução da mortalidade por câncer de próstata. com taxas altas de cura completa. as estimativas das taxas de incidência e dos números esperados de casos novos em relação a este tipo de câncer devem ser consideradas como estimativas mínimas. A sobrevida global em cinco anos é de 40-50%. Conseqüentemente. Portanto. ao exame de toque retal e à pesquisa de sangue oculto nas fezes. pessoas com mais de 50 anos deveriam submeter-se. não se recomenda o rastreamento de rotina do câncer de próstata para todos os homens. Lung. o câncer de cólon e reto é a quarta neoplasia mais incidente em ambos os sexos. A sua mortalidade é considerada baixa. se tratada de forma adequada e oportuna. devido ao risco elevado para o desenvolvimento de câncer cólon-retal. tem-se discutido que esta abordagem pode gerar uma elevada demanda de procedimentos propedêuticos subseqüentes. através do teste de sangue oculto nas fezes. CÂNCER DE PELE “NÃO MELANOMA” O câncer de pele não melanoma continua sendo o mais incidente em nosso país em ambos os sexos. Não está claro. A efetividade do diagnóstico precoce na diminuição da mortalidade por esse câncer. nos Estados Unidos .Prostate. O conhecimento desses fatores de risco servem para a prevenção primária. anualmente ou a cada 2 anos. em virtude dos resultados falso-positivos da pesquisa de sangue oculto nas fezes. inclusive com a participação da atenção secundária. retocolite ulcerativa. É quase certo que exista um considerável sub-registro devido ao subdiagnóstico e por ser uma neoplasia de excelente prognóstico. Esses mesmos estudos sugerem que a atividade física regular atuaria como fator de proteção.

os raios ultravioletas irradiados pelo sol atingem a Terra com maior intensidade. através do exame cuidadoso da pele. tendo a vantagem adicional de permitir o diagnóstico precoce de melanoma em sua fase inicial e mais facilmente curável. Orientações para prevenir o Câncer de Pele: Com a redução da camada de ozônio. Para a prevenção desta neoplasia. • Utilizar a proteção adequada nos outros horários: chapéus. Estes devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e sempre que a pessoa sair da água ou tiver sudorese intensa. por meio de proteção contra luz solar. óculos escuros e filtros solares com fator de proteção (FPS) 15 ou mais. guarda-sóis. são efetivas e de baixo custo. também é indicada. ações de prevenção primária.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 47 Embora de baixa letalidade. A prevenção secundária. agredindo a pele e podendo causar câncer. em alguns casos o câncer de pele não melanoma pode levar a deformidades físicas e ulcerações graves. Para prevení-lo deve-se: • Evitar a exposição ao sol das 10 às 16 horas. quando a luz solar é mais intensa. .

O que pode. estabelecendo o que é comum a todas. O uso do Raio X deve ser evitado. . muito do que hoje se aplica apenas à atuação de áreas específicas. pode assegurar uma gengiva sadia durante toda a gravidez. pode acentuar o quadro de inflamação gengival. INFORMAÇÕES E CONHECIMENTOS A SEREM COMPARTILHADOS Os cuidados com a saúde bucal não se resumem em escovação e uso de fio dental. Higiene Bucal A gestação. passando a constituir parte integrante à prática cotidiana dos diversos profissionais que atuam nas UBS. associada à ausência da posterior higiene correta. gerar um aumento de cáries. O aprendizado sobre a higiene bucal mais adequada para cada gestante deve ser “construído” com a equipe de saúde bucal. Estes apontam que o comportamento do paciente em relação à sua saúde (como higiene corporal.ACD e às Técnicas em Higiene Dentária – THD. o escopo de sua prática.Cuidados em Saúde Bucal 1 ORIENTAÇÃO GERAL As Equipes de Saúde – ES das Unidades Básicas de Saúde – UBS deverão buscar trabalhar de forma integrada. aumenta a gravidade da reação inflamatória gengival. busca de orientação e cuidados profissionais. A cada três meses. a SMSA fornece escovas e pastas de dente. A prescrição de medicamentos com flúor é totalmente contra-indicada para gestantes em municípios que já tem água fluoretada. em função de alterações hormonais. é a ingestão freqüente de alimentos (principalmente os açucarados) não seguida de uma higiene adequada. podendo gerar uma mudança positiva de hábitos. dentro de suas possibilidades. poderá se tornar abrangente a todas as áreas. devem ser evitados tratamentos mais longos no último trimestre. gerando novas cáries em sua boca). deve-se evitar o cconsumo excessivo de alimentos açucarados. quanto no trato diário com a criança. deve-se orientar à gestante que. Dieta Orientar à gestante que uma alimentação com quantidades adequadas de nutrientes afetam positivamente a formação dos dentes do feto. É fundamental que isto se dê em relação ao campo do conhecimento onde. Por uma questão da comodidade da própria gestante. Durante a gravidez. a torná-los cada vez mais saudáveis. há um aumento da fome e do sono: a alimentação mais freqüente. sem perda das especificidades de cada área. não há perda de cálcio dos dentes da mãe (em função da formação de dentes e ossos do feto. A gestante deve ser ouvida quanto aos hábitos de vida e instruída. principalmente no 1o semestre. Assim. associada ao não tratamento destas cáries. Caso necessário este procedimento deverá ocorrer com a utilização de avental de chumbo e com protetor de tireóide. Neste período. uma higiene bucal adequada (escovação de todas as faces dos dentes e uso do fio dental). Alguns cuidados devem ser tomados: toda intervenção deve ser discutida e decidida entre a gestante e a equipe profissional. Para sua própria saúde bucal. às pessoas cadastradas na área de abrangência de cada UBS. Todos os conhecimentos passados às gestantes terão influência tanto no desenvolvimento da sua saúde bucal. bem como sedimentar a criação de fluxos eficazes (internos e externos) de referência e contrareferência. De uma maneira geral. Neste sentido. notadamente junto às Auxiliares de Consultório Dentário . as Equipes de Saúde Bucal – ESB terão de estar em consonância com a proposta de trabalho em equipe. desde o início. mas não a desencadeia. Este processo poderá ampliar. sem ônus para estes profissionais. abuso na dieta. pelo menos uma vez por dia. são básicas as seguintes informações: GESTANTE Hábitos e Mitos A mulher no período de gestação se mostra psicologicamente receptiva a adquirir novos conhecimentos e a mudar padrões que provavelmente terão influência no desenvolvimento do bebê. elas devem nortear as informações/conhecimentos que passarão ao domínio da ES. com prioridade para aquelas de elevado e muito elevado risco social. Cuidados profissionais Não há restrições para que a gestante se submeta a tratamentos odontológicos. por coincidência. autocuidado) reflete-se em sua saúde bucal.

Escovação e Flúor É muito importante estimular a criança a escovar os dentes e usar o fio dental. Dentição Decídua (de leite) Destacar a importância da dentição decídua (de leite) para a saúde bucal da criança. Tais hábitos devem ser desestimulados.2 Cuidados em Saúde Bucal RECÉM-NASCIDO Orientar sobre a importância da amamentação como fonte de alimentação. e sempre estimule a fazê-lo. ao contrário dos outros dentes permanentes. iniciam a erupção por volta dos 6 meses e concluem por volta dos 3 anos. a escovação deve ser feita sem pasta. soprar ou provar o alimento que está sendo fornecido a criança. nesta fase provavelmente todos os incisivos já nasceram. Para os que fazem uso da chupeta. frutas. Hábitos Orientar os responsáveis para observação de hábitos de chupar dedo e chupetas. Quando a mãe. pelo risco da ingestão provocar manchas escuras dos dentes (fluorose). ele está presente na água e nas pastas dentais. As chupetas mais adequadas são as de bicos consistentes (silicone) e de forma adequada para a boca da criança (ortodôntica). Este dente é considerado elemento chave (importante) para uma boa função mastigatória. ou qualquer pessoa for fazer sua própria higiene bucal. A presença de cárie ou perda precoce do dente provoca desconforto. orientar para mantê-la sempre limpa e efetuar esta limpeza com água e sabão. O aleitamento materno é importante para o desenvolvimento físico e emocional. O uso da escova dental deve ser introduzido após a erupção dos dentes. papas. observando e corrigindo seus hábitos. após o banho. Localiza-se na região posterior e. . para o desenvolvimento de uma boa função de mastigação. Para a boa saúde dos dentes. orientando sobre alimentação e realizando pelo menos uma vez ao dia a escovação. orientar para não adicionar nenhum tipo de adoçante. Até os 6 meses a amamentação deve ser exclusivamente natural. É desejável que o desmame ocorra por volta dos 12 meses de idade. devem ser acompanhadas quando realizam a escovação. São 20 dentes decíduos. além de ter o cuidado de não passar mel ou açúcar nas chupetas e bicos de mamadeiras. fralda de algodão etc). Nesta fase recomendamos o uso de quantidade mínima de pasta com flúor. CRIANÇAS Destacar a importância da mãe ou responsável no cuidado da saúde bucal da criança. Chamar a atenção para o fato de que Por volta dos 6 anos nasce o 1º dente permanente. Não é necessário fazer uso de medicamentos que contenham flúor. Para aqueles que fazem uso de mamadeira e chupetas. que ainda não conseguem cuspir. Recomenda-se que. Caso não seja possível acompanhar a criança. no desenvolvimento da arcada óssea e podem atrapalhar (dificultam) a forma de falar e respirar. Isso compromente a estética e as funções de mastigação e da fala. o flúor que já está presente na água tratada e na pasta dental é suficiente. uma vez que os mesmos interferem no posicionamento dos dentes. pano limpo. evite-se o uso da mamadeira. orientando para os riscos da quantidade e freqüência do consumo de açucares. O uso do flúor é benéfico para prevenção da cárie. para que ela mantenha este hábito para sempre. dor e perda de espaço. e da importância dos alimentos fibrosos (mais consistentes). chás etc). leve a criança com ela para que a mesma perceba que este ato é bom. Transmissibilidade Orientar que a cárie dentária é uma doença transmissível e portanto devem ser evitados hábitos como utilização das mesmas escovas dentais para mais de um indivíduo. ao introduzir outros alimentos. Após essa idade deve ser introduzidos outros alimentos (sucos. deve-se limpar as gengivas do bebê (com gaze. A limpeza da boca do bebê deve ser iniciada no primeiro mês de vida. Crianças menores. Conversar sobre os hábitos alimentares das crianças. não há perda de dente de leite para o mesmo nascer.

Oeste e Nordeste) ou. URGÊNCIAS* (de acordo com o protocolo de atendimento ao agudo) . e a criança aparecer com o dente de leite intruído (entrar para dentro da gengiva). que persista por mais de 15 dias. . lavar em água corrente e acondicionar num recipiente com água filtrada. Situações de urgência (alívio do desconforto bucal) devem ser encaminhados para as unidades básicas . O atendimento de urgência. no horário de 07:00 às 19:00 h. (boca seca por diminuição acentuada de fluxo salivar. Esta. conter o sangramento e procurar imediatamente um dentista. caso haja alterações de mucosa bucal ou sangramento gengival. . * Estas questões e situações precisam ser do conhecimento dos usuários. caso seja constatada a presença de alguma das alterações já descritas para os adultos e idosos. que provocam dor. . Orientar aos idosos ou a seus cuidadores que. muitas vezes. a ESB deve ser acionada para encaminhar as ações adequadas.ESB. . seguro e prático de colocar o flúor diretamente com os dentes de forma freqüente. esta deve ser higienizada e. Caso a lesão persista por mais de 15 dias. deverão ser encaminhadas para as unidades de referência (UPA Norte. . nos finais de semana e feriados. em caso de uso de prótese. Demandas por urgência nas UBS. encaminhá-los para a Equipe de Saúde Bucal . para o HMOB. Quando há lesão de mucosa. ocorrerá no HMOB. de estomatites. deve-se haver o encaminhar a pessoa imediatamente para a equipe de saúde bucal. em função de uso de medicamentos). se necessário os encaminhará para diagnóstico de lesões de mucosa nos serviços especializados conveniados com a rede. halitose e prejudicam as funções da mastigação e da fonética. língua ou lábios. O atendimento básico e os encaminhamentos decorrentes deste atendimento (contra – referência) serão realizados pela equipe de saúde bucal da unidade básica. deve-se encaminhar imediatamente para a equipe de saúde bucal. a boca dos pacientes deve ser observada (com a utilização de abaixadores de língua . em situações onde o instrumental clínico esterilizado não se encontrar mais disponível para este atendimento. aftas.UBS de 2a a 6a feira. ADOLESCENTES / ADULTOS Trabalhar com a auto-estima. Quanto maiores a freqüência e o tempo de retenção do açúcar na boca. chamar a atenção para a auto-responsabilidade com a sua saúde . nos finais de expediente.Cuidados em Saúde Bucal 3 Acidentes Quando houver algum acidente. IDOSOS Os cuidados com os idosos devem ser os mesmos com os adultos. . Orientar para o hábito de escovação deve ser freqüente e que o uso regular de dentifrício é o método mais eficaz. ou extruído (o dente sair todo).para afastar as bochechas) e. b) Se existe o hábito de uso de fio dental e com qual freqüência. ou leite. trabalhar com a aparência e reforçar as informações e os valores sobre a higiene: a) Se existe o hábito de escovação e com qual freqüência. úlceras traumáticas e xerostomia. . São freqüentes as ocorrências de Candidíase. o sangramento deve ser contido (compressa fria) e a criança deve ser imediatamente encaminhada e avaliada pelo dentista. Em caso de fratura (quebra) ou extrusão (saída do dente) e o dente for permanente. mais freqüente e maior o risco de cárie dentária. herpes.de madeira . ou soro. ACAMADOS Em casos de visitas domiciliares.

na própria rede básica. · Prótese unitária. a curto prazo. inclusive com a inclusão da produção de próteses totais (dentaduras). · Cirurgia. ainda é limitada a atenção especializada em saúde bucal. deverão ser encaminhados à E. de onde. ainda existe neste setor. caso seja necessário. são ofertadas as seguintes especialidades: · Endodontia.E. com ampliação desta modalidade. infelizmente. Vários esforços que vem sendo realizados no sentido de melhorar esta situação. A oferta e a distribuição dos serviços. No momento. no Centro de Saúde Barreiro (CSU-Barreiro). Caso seja necessário um atendimento mais especializado. · Ortodontia preventiva. · Prótese total removível (em implantação) Esta oferta ocorre na Policlínica Centro Sul. tem que responder a toda a rede e não há previsão de melhora sensível neste fluxo. das UBS à atenção especializada. · Radiologia. .UNE deverão ser atendidos. apesar de todo o empenho da SMSA/SUS-BH é ainda pequena. Para o encaminhamento.E.4 Cuidados em Saúde Bucal ENCAMINHAMENTO À ATENÇÃO ESPECIALIZADA Na SMSA/SUS-BH. · Odontopediatria. Argentina Castelo Branco (DISACS) ou à APAE . Os Usuários com Necessidades Especiais . no Centro de Saúde Waldomiro Lobo e no PAM Padre Eustáquio. é fundamental esclarecer aos usuários sobre o enorme estrangulamento que. quando comparada à enorme demanda. em um primeiro momento.HMOB para o atendimento sob anestesia geral. serão encaminhados para o Hospital Municipal Odilon Behrens . Washington Couto (DISAL). O mesmo é reduzidíssimo. · Periodontia.E.

Este movimento tem como bandeira a ruptura com a institucionalização da loucura e a defesa da cidadania dos portadores de sofrimento mental. terminando na sua exclusão e segregação (isolamento. seu pilar. nomeado como o agente causal da desordem. No caso do chamado portador de sofrimento mental grave e persistente. a posição da ciência. econômico. classicamente. da polícia. temos um sujeito portador de um diagnóstico. É. sexo. lugar e momento histórico. 3) O eixo que articula a posição do sujeito diante dos dois aspectos anteriores e com relação ao tratamento. como se configura num momento histórico. ações específicas e recursos que se mobilizam no campo da saúde mental devem se ater a quatro eixos básicos que organizam o modo de ser dos problemas e intervenções a serem efetivadas por uma rede de atenção: 1) O eixo da sintomatologia. para o qual.o hospital psiquiátrico -. por exemplo. Serviços Residenciais Terapêuticos etc. Sobre este sujeito recai a predicação de “perigoso para si e para os outros”. cultural e nos micro contextos particulares a forma e situação do laço social. efetuando ou demandando ações que. e de assegurar aos usuários o direito ao tratamento em liberdade e de construir com eles sua inserção na cidade. 2) O eixo do laço social e das relações sociais específicas nas quais o sujeito em questão está inserido. conceito que é uma construção que envolve todos os quatro eixos apontados. movimento social composto por usuários.Aspectos de Saúde Mental 1 A REFORMA PSIQUIÁTRICA E A POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL DE BELO HORIZONTE A Reforma Psiquiátrica é o processo de substituição de um modelo de assistência em saúde mental. A política de saúde mental de Belo Horizonte inscreve-se nesse campo. intervinham sobre o indivíduo. estruturalmente como sujeito do inconsciente. o que autorizava a intervenção da lei. extinguir o manicômio desconstruindo sua materialidade . da ideologia e da cultura. como sujeito de direitos e deveres no campo do contrato social e.). do diagnóstico. com ameaça ou ruptura do laço com o Outro social e/ou os outros do convívio imediato. encerrado no manicômio. seja de neurose. inclusive o próprio portador da crise. tradicionalmente. organomental ou transtorno da personalidade. psicose. da polícia e sua internação sumária e compulsória. portanto. população prioritária do nosso projeto. da justiça etc. gênero. 4) O eixo que articula a posição do Outro social (da sociedade) e suas várias modalidades e instâncias diante do sofrimento psíquico e da loucura. das co-morbidades e das variáveis relativas aos indivíduos (idade. Esquematicamente. também. focava as ações no singular. da família. Na crise existe a presença de uma sintomatologia grave e aguda. como do domínio da clínica. da nosologia . ameaça ou . vai se consumando uma situação de incapacitação. aspectos tidos. estratégias. em um dado contexto. terminando por abstraí-lo de sua rede de relações e excluí-lo num hospício. de forma articulada. do sistema de saúde. sujeito aqui tomado em sua historicidade. seus familiares e técnicos de saúde mental. Equipes de Saúde Mental na rede básica. desresponsabilizando a todos. social. que articula duas vertentes: a implantação de políticas de saúde mental substitutivas ao hospital psiquiátrico e a mudança do lugar social dos ditos loucos. A resposta padrão no modelo manicomial. raça/etnia etc. Podemos ilustrar estes elementos do nosso modelo de atenção com dois enfoques fundamentais para a estruturação das ações e dos serviços substitutivos no âmbito da Reforma Psiquiátrica: a abordagem das crises/urgência/emergência e a atenção aos portadores de sofrimento mental grave e persistente. desabilitação e desintegração de sua rede social e autonomia. através do fechamento de leitos e da criação de serviços substitutivos: CERSAMs. progressiva e lentamente. Centros de Convivência. Busca. que carregava o ônus de ser. um projeto de transformação cultural que tem nos princípios da Luta Antimanicomial. as diretrizes. além de reduzir a complexidade da crise e o conjunto de determinantes e atores envolvidos ao aspecto sintomatológico e de tratá-la como questão de ordem pública. ele mesmo.

mas uma hospitalidade/acolhimento de um “estrangeiro”. especialmente aquele acometido na forma grave e persistente. tenebroso e forte deste engenho. com os que fazem outro tipo de laço social. A desinstitucionalização é um conceito que orienta. arrematando o processo de exclusão. as experiências de Reforma Psiquiátrica e desinstitucionalização da loucura . resta-nos a evidência de que a questão central se remete à nossa relação com o que parece estrangeiro. Assim. PROMOÇÃO EM SAÚDE MENTAL A promoção à saúde mental é um processo no qual se faculta às pessoas e comunidades instrumentos e recursos que os possibilitem ganhar autonomia no cuidado de si e melhorar sua qualidade de vida e inserção social. Neste sentido. na sua essência. não aquela passiva. e não na prevenção. segregá-la. ideológico e social. por ser este um conceito que se afina melhor com a diretriz de um sistema de saúde centrado no usuário. o processo e organização do trabalho dos serviços. justifica-se. dentro e fora dos muros do hospício. aponta o furo dos nossos saberes/poderes. por bem acabados e ricos em recursos que o sejam. deve articular ações. perda de moradia etc. da complexidade. diretrizes e ações que orientam a construção da rede de atenção à saúde mental. Isto nos convida a um outro tipo de hospitalidade. econômico. Portanto. onde se pode afirmar que a crise. a entrar no circuito psiquiátrico manicomial. envolve iniciativas e estratégias globais e complexas. no seu papel de sujeito do processo. lhe facultando recursos que promovam sua autonomia. Se um projeto terapêutico é consistente. em defeitos nos sistemas neuromediadores. Resta como questão o fato de que a loucura e o sofrimento psíquico em geral faz furo nas modalidades de laço de social que inventamos para fazer frente ao nosso mal estar. excluí-la. sua temporalidade e singularidade. legal. decantada no tempo e tão agradável ao caminhante que passa e vai embora. a “doença” do sujeito. moldar mundo e modos de ser. Além disso. estratégias e recursos que intervenham nos quatro eixos apontados acima. marcar um compromisso decidido com os portadores de sofrimento mental. sem levar em conta o tempo do sujeito e sua decisão. não apenas aquelas de saúde. operadores e o projeto terapêutico singular de cada usuário. Oferecer ao usuário nosso arsenal tecnológico (logos e techné). sujeito-objeto histórico das intervenções manicomiais. o hospital psiquiátrico é apenas um elo. o campo da saúde mental é domínio da incerteza. condição sem a qual o esmagaremos sob o peso de uma nova servidão. subjugá-la. ter como princípio uma posição emancipatória no plano político. com o fito de anulá-la . que sem a intenção deliberada de nos provocar. Em saúde mental. A cronicidade não é outra coisa que projetos terapêuticos impostos. naturalmente mais intensas e freqüentes nestes sujeitos. da psicopatologia. DESINSTITUCIONALIZAÇÃO É o processo histórico de desconstrução e superação do dispositivo terapêutico. Malgrado os esforços da neurociência para fazer da loucura uma doença situada em um órgão. Contrariamente. enquanto sujeito e ator do seu destino. por exemplo. na sua autonomia e decisão. social e cultural construído em torno da loucura. organiza e dá sustância ao processo da Reforma Psiquiátrica.2 Aspectos de Saúde Mental perda da rede de suporte social e familiar. se apresenta como crise dos modos singulares de inserção no laço social. da nosologia e do tratamento. trajetória esta que o conduz. um projeto de saúde mental que se queira substitutivo à lógica manicomial deve. há comprovação da eficácia de conhecimentos e técnicas que vêm dos chamados domínios bio-psico-social. seja nos recortes da etiologia. ideológico. deve fazê-lo tendo como centro e diretriz organizadora a posição do sujeito. tornada doença mental. o que torna a desospitalização necessária e ponto de partida e chegada. Neste sentido. mas despejá-las no sujeito de acordo com o poder que temos de dispensá-las e no tempo que nos convém. resulta em fracassos rotundos e em cronicidade. gestados que foram para intervir no outro como objetos. Deve. O acento posto na promoção. de natureza intersetorial.). mas não um fim em si mesma. seja na forma de múltiplas internações ou internações de longa permanência. com os que têm “modos diferentes de andar a vida”. primeiramente. e implementá-lo em um projeto terapêutico concreto para um indivíduo. exige responsabilidade de nossa parte e do sujeito em questão. discriminamos alguns conceitos. administrativo. hoje vigoroso. qualidade de vida. pela via da crise. perda de renda ou emprego.

Não evitar ou abandonar os casos graves e difíceis. uma oficina do Centro de Convivência não é mais importante que uma psicoterapia. É o contraponto à fragmentação sistêmica dos serviços e ações. ruptura dos laços sociais. que leva a especialização e constituição. Revisar e assumir os fracassos terapêuticos e abandonos de tratamento. compromissos. especificamente nos Centros de Saúde. hostil ou sem recursos para lidar com esta crise. enquanto o sujeito se recompõe e reata seus laços sociais. O acolhimento único possibilita o fim da cisão acolhimento de saúde mental /acolhimento geral. na partilha de objetivos comuns. uma posição de perplexidade. se faz nas interfaces. Neste sentido a unidade básica pode acolher universalmente todo portador de sofrimento mental. com as famílias. parcerias. na cidade. à verticalidade dos fluxos e às respostas inflexíveis. devemos sim encaminhá-lo ou acionar o CERSAM ou SAMU. das equipes de saúde mental nas unidades básica como um espécie de referência/nível secundário de atenção. Não é o diagnóstico de psicose ou neurose. sua trajetória. evitando a hospitalização. marcando hegemonias temporárias e locais. antes de tudo. mesmo tendo pontos fixos (serviços. nos fluxos comunicativos e afetivos. trocas. muiti-acolhedor das demandas. É necessário constituir na prática. inclusive a nossa. com as possíveis redes de suporte comunitário. enfim. etc). tecendo raízes no território. hospitalidade noturna ou simplesmente asilo. asilo etc. Se o sujeito apresenta uma situação limite. com apoio matricial das equipes de saúde mental. têm sua razão de ser no compromisso com o usuário: é seu percurso. Se for necessário um apoio matricial ou qualquer suporte para a tomada de decisão e não houver profissional de saúde mental na unidade de referência ou na própria. Isto não é contraditório com a existência de estações precisas para demandas precisas. mas também tática e estratégica do ponto de vista de organização do processo de trabalho da rede e das equipes. na responsabilização coletiva. suas necessidades que dão o amálgama da rede. afetos. estratégicamente. por exemplo. hierarquizados por densidade tecnológica. que define qual equipamento ou profissional que referenciará o projeto terapêutico. Não se pode separar tampouco o atendimento clínico-individual das ações em prol da reabilitação. intersetorialmente. REDE A Rede é estratégia e processo que coloca em ato a desinstitucionalização. responsabilidades.). ações. os quais poderão oferecer atenção de urgência/emergência. deve-se acionar o CERSAM por telefone e discutir o que fazer e os encaminhamentos. que incorpora recursos e atores. atender crise e fazer reabilitação. Ou seja. Portanto. a noção de unidade acolhedora. cuidado intensivo. Mas. no contrato social. Deve-se acolher demandas de saúde mental durante todo o tempo de funcionamento da unidade e dar atenção prioritária aos casos mais graves. têm mostrado a possibilidade de pertencimento e inserção qualificada do louco nas relações sociais. agudo ou crônico. porém com um centro e orientação dados pela lógica do caso e construção da referência e projeto terapêutico postos por esta lógica. . interfaces. ACOLHIMENTO A função acolhimento é ética no enquadre geral. não vertical e piramidal. como ponto de partida da formulação de um projeto terapêutico singular e a constituição da referência deste projeto. deve-se buscar a construção do vínculo e da responsabilização à nível das equipes de saúde da família. A rede. Todavia.Aspectos de Saúde Mental 3 em todo o mundo. Em saúde mental há uma equivalência relativa dos procedimentos e intervenções em geral: a medicação não é mais importante que o trabalho com a família. com múltiplos pontos e portas de entrada abertas permanentemente. materialidades diversas. com sintomatologia muito grave. o que a organiza não é o modelo dos níveis de atenção. como os CERSAMs por exemplo. risco e incerteza ou recusa quanto ao tratamento e seu microcontexto social e família se coloca inflexível. bem como os processos de transinstitucionalização (prisão. no diálogo e confronto dos discursos e competências que orientam as práticas. onde não faltarão confrontos e dissensos. é sistema de trocas vivas de conhecimento. programas. seletivas e padronizadas. Este sistema como um todo se pretende circular. nódulos com funções precisas.

a continuidade do tratamento e a reabilitação. deve-se ressaltar que dentro do projeto terapêutico e da equipe. saberes e tecnologias que. com vários operadores. indagar. Pode passar por reviravoltas. sentido e momentos específicos para a psico-farmacologia. bem como para aqueles do domínio social e cultural. a responsabilidade é coletiva. ressaltando seu caráter usuário-centrado.4 Aspectos de Saúde Mental EQUIPE/ TRABALHO EM EQUIPE O trabalho em equipe é uma necessidade em saúde mental e permite abordar a complexidade dos casos e das demandas. mesmo que possa “cair no primeiro olhar ou contato”. necessidade e resultados no uso da medicação no contexto do tratamento. Posição que transcende e se distingue «do gerente de caso » e tem no vínculo e na transferência com o usuário seu critério definidor. o singular suporte da crise em relação a ele e o conjunto do sua rede microssocial. mas deve ser construída. a despeito da singularidade do sofrimento da pessoa que acolhemos. . pode se dar com a instituição. normalmente deposita-se num técnico ou operador. Importa a um trabalho em equipe. papel. o que implica numa autorização deste (o usuário) para que aquele técnico ocupe este lugar na cena. ou seja. o serviço e não com um técnico ou operador específico. nos moldes apontados acima. todavia. mas sim sob uma direção determinada pela construção do caso clínico e o momento do sujeito. Há um lugar. saber e se responsabilizar pelo sentido. . e possa como depositário desta autorização. que se inicia no acolhimento. O sujeito do projeto terapêutico. . Tem como base o princípio da equivalência relativa dos recursos e saberes terapêuticos e reabilitadores. seria melhor definido como um “sujeito ampliado” . Alguns aspectos: . lugar. é o usuário quem. articular recursos e intervenções junto a outros operadores e serviços. PROJETO TERAPÊUTICO INDIVIDUALIZADO É o modo como se articula e orienta o trabalho e a clínica da rede e das equipes. seu percurso. inseparáveis idem o atendimento da crise. Neste sentido. fragmentar-se. A referência e o vínculo. conduz o projeto terapêutico em parceria como os operadores e sua referencia. Inicia-se no processo de acolhimento e por uma leitura da demanda. de fato. incluso na sua dimensão persecutória. Articula-se pela construção de um projeto terapêutico individualizado. pode se constituir em referências múltiplas. mas aos técnicos de nível superior e todos os envolvidos no projeto terapêutico a responsabilidade de se interessar. Por exemplo: cabe ao profissional médico a prescrição de medicamentos. bem como o princípio da indissociabilidade entre o que é terapêutico e o que é reabilitador. A despeito de ser possível demarcar competências específicas para se pôr em prática certos recursos. seus tempos e necessidades. entre o sujeito e seu laço social. para obter a flexibilidade e disponibilizar o conjunto de recursos que o usuário venha necessitar. TÉCNICO DE REFERÊNCIA Esta definição considera o técnico de referência do caso. . a alocação de recursos e competências diversas. principalmente dos portadores de sofrimento mental grave e persistente. . mas não é um dado imediato. não são utilizadas apenas por sua mera presença e existência. despertar a erotomania. como instância organizadora do projeto. O valor e oportunidade de uso deste ou daquele recurso ou técnica terapêutica encontra seu peso relativo dentro da construção do caso e projeto terapêutico. e é compartilhado na discussão cotidiana das equipes e na supervisão clínica. sem por isso fragmentar-se. como algo que organiza e orienta. como um operador que ocupa uma posição de extimidade. para a psicoterapia e recursos do domínio psi.

construir o caso. que não a psicofarmacologia. a mera supressão dos sintomas. Este é um aspecto indicativo de nossa capacidade de referenciar um projeto terapêutico e fazer valer o conceito de continuidade e integralidade do cuidado. o seu emprego não obedece a uma relação automática. pedra de toque da competição num mercado de bilhões de dólares. das suas informações atraentes e bem formatadas. É importante. compreender o seu lugar relativo dentro do projeto terapêutico. de articular as saídas e alternativas possíveis. se gera evidências relativamente confiáveis a respeito do efeito da droga. que tecem o encontro entre receitantes e usuários. Lembrar que o medicamento se enlaça numa rede complexa que é um tratamento real e um projeto terapêutico. seu meio. Lembrar que a taxa de efeito placebo. do que com a emancipação. É preciso não esquecer a rejeição. . principalmente. micro e macro deste encontro. construir um esboço de vínculo e responsabilização e “confiança e assentimento” por parte do usuário. Portanto. Uma atitude crítica como clínicos diante da propaganda maciça de psicofármacos. mas sim com o enlaçamento do sujeito. dos ensaios clínicos e revisões interessadas. controlando variáveis que poderiam intervir. . suas múltiplas relações. confundir os resultados de eficácia do medicamento estudado. fato este que. por exemplo. a inserção qualificada no laço social e na cidade. isoladamente. articuladamente com os outros recursos. por outro lado. que não podem se confundir com a alta. Lembrar que os ensaios clínicos são realizados em condições ideais. em estudos psicofarmacológicos. tendo em vista o percurso do usuário. Ressaltar que outras variáveis. caso a caso. configurar o caso em sua complexidade. a normalização social. de forma evidente. exigindo relatórios de contra-referência etc. sociais. fazendo relatórios adequados para os serviços e profissionais referenciados. o estigma e as “portas fechadas” que o portador de sofrimento mental encontra em outros níveis de cuidado. em portadores de sofrimento mental. A rigor. . Ter uma atitude crítica com relação ao ufanismo psicofarmacológico de uma psiquiatria revestida de neurociência e os imperativos da medicalização onipotente do sofrimento humano. com a elevação do poder de contrato social e político do cidadão. Antes de tudo. quando necessita de um urgência clínico-traumatológica. em depressões graves alcança sozinha resultados de 50%. interferem com mais peso no prognóstico. que corresponderia cada quadro clínico-nosólogico a uma medicação ou grupo medicamentoso. seus familiares. cuidados hospitalares e atenção de especialistas. é alcançado no máximo em 70% dos casos. Seu lugar e seus resultados vão derivar. Entender o projeto terapêutico como um processo temporal. culturais. . na evolução e nos resultados. lembrar do alto percentual de co-morbidade com problemas médico-clínicos em geral e como o uso de álcool e outras drogas. além do efeito específico-neuroquímico. o ideal de cura. a pressa.Aspectos de Saúde Mental 5 . distancia-se muito das condições clínicas reais que encontramos na prática onde estão todas as variáveis que estes estudos isolam: a subjetividade de quem prescreve e de quem recebe o medicamento influem. . no acolhimento e formulação do PTI. o concluir tem menos a ver com a cura. e há um tempo de concluir. mas também sua eficácia se alocado com precisão. oscila de 30 a 50% e que técnicas como a psicoterapia. ao mesmo tempo em que se mobiliza recursos e os cuidados necessários. mas que a lógica deste tempo não é linear: há um tempo de ver/acolher que é um tempo de fazer a leitura da demanda. enfim. O LUGAR DA MEDICAÇÃO NOS PROJETOS TERAPÊUTICOS . a reconfiguração em outro nível de seus laços sociais e capacidade contratual de “andar a vida por si e com quem e com o que ele interessar e for possível”. . malgrado seu formato “científico”. os contextos subjetivos. . quando o sucesso de antidepressivos. nos resultados do tratamento. os psicofármacos são sintomáticos. a autonomia. acompanhando o usuário nestes percursos. Há uma relativa especificidade entre certas drogas ou grupos de drogas e alguns sintomas ou complexos . de fenômenos da ordem do imaginário e do simbólico. há um tempo de compreender.

e no risco cardiovascular dos mesmos. na medida em que são determinantes para o sujeito e a direção do tratamento. cuja intensidade podem limitar e interferir na qualidade de vida dos nossos usuários mais do que os próprios sintomas que visamos tratar. resultando. na medida que a grande maioria das drogas que empregamos interferem não apenas nos múltiplos sistemas de neuromediação. tão presentes na realidade contemporânea. Isto pode ser notado no uso de antidepressivos para reações depressivas e no uso de benzodiazepnícos para situações de anisedade em geral. que muitas vezes colocam nossos usuários em risco ou anulam os seus benefícios potenciais. é a medicalização de situações vitais. A lógica do emprego de psicofármacos. as perdas. que não se contorna pela palavra. por exemplo. nas demências e outros quadros orgânicos e nos transtornos decorrentes do uso nocivo de álcool e outras drogas. encontrado na esquizofrenia. estabelecer um sintoma alvo ou um conjunto destes a serem abordados. podemos circunscrever os psicofármacos na formulação geral de que servem ao alívio e modulação do excesso de sofrimento mental humano _ aquilo que escapa ao sujeito e lhe é avassalador. a diferenciação entre psicose ou neurose.6 Aspectos de Saúde Mental sintomáticos que podem estar presentes em várias nosologias. . mas serve para orientar a estratégia de seu emprego e. . Idem a relação neurolépticos e o complexo sintomático delírio-alucinação. a avaliação do perfil de segurança e do risco/benefício de determinado fármaco é vital. É o medicamento na posição de “bengala imaginária”. Um exemplo notório é a relação entre antidepressivos e sintoma depressão. fenômeno cuja abordagem. psicóticos e organo-mentais. o luto. . portanto. da morte. Como sintomáticos. em doses subterapêuticas. interrompendo a geração de novos usuários crônicos de benzodiazepnícos e antidepressivos. sendo muitas vezes difícil. para orientar o conjunto das intervenções a serem postas em curso. inclusive. na psicose maníaco-depressiva. não são tudo no emprego de psicofármacos. . principalmente. Basta lembrar os efeitos extrapiramidais dos neurolépticos. os conflitos. inclusive. o que muito freqüentemente se desdobra no uso crônico destes medicamentos. Poderemos. Mas disto não decorre que nos insinuemos na polifarmácia ou que o diagnóstico não tenha utilidade para orientar o tratamento. que não tem continência e ameaça o seu laço social e o impele ao inusitado e ao risco. mas na nossa biologia como um todo. mas buscando sempre a monoterapia. exige de nós a decisão de estancá-lo. índice de má prática. o sofrimento comum da humanidade. Aspectos diagnósticos. Outra questão que não podemos deixar de ressaltar. O resto é com o sujeito. Neste sentido. em efeitos adversos e colaterais amplos. seja na forma de hipotensão grave ou arritmias fatais. assim. regra geral. não pode obedecer automaticamente o roteiro médico tradicional “sintoma-diagnóstico-prognóstico-tratamento”. passível de ser encontrado em quadros neuróticos. .

Vacinação em atraso 08. creches. impedindo a instalação e a evolução de patologias que podem influir negativamente na qualidade de vida destas pessoas. Criança que chia 05. havendo intervenção da equipe caso isto não ocorra. etc. Usuários com doenças de notificação compulsória 02. RN de risco: ·RN residente em área de risco (médio. Adolescentes grávidas. . centros de apoio comunitários. A SMSA definiu algumas situações em que a equipe deverá realizar uma vigilância regular e prioritária à saúde dos usuários.Vigilância / Planejamento 1 A equipe de saúde deve planejar suas atividades tendo em vista as características da população de sua área de responsabilidade e as diretrizes definidas pela SMSA/SUS-BH. de promoção da saúde e a captação precoce de usuários. dentre outros) e estruturais da área (saneamento. nível de urbanização.) determinarão o planejamento das atividades a serem desenvolvidas. Usuários com Hanseníase 11. comércio. usuários de drogas. com risco para DST/Aids 09. associações de bairro. equipamentos de lazer. deverá ser verificado se ele foi atendido pelo serviço em questão. deverá ser realizada a busca ativa dele se o usuário for encaminhado para outro serviço de saúde (unidade especializada. composição da família. A vigilância à saúde feita através do monitoramento das situações de risco para adoecimento e morte e de fragilização da população permite o desenvolvimento de atividades preventivas. conjugado a outros dados populacionais (faixa etária. que moram sozinhos ou em instituição de longa permanência . Idosos frágeis . Diabéticos 12. recursos existentes: escolas. Desnutridos 06. portadores de múltiplas patologias . Gestantes 03. Egressos hospitalares 07. ocupação. urgência ou hospital). em função da existência de fatores que determinam maior fragilidade da população do ponto de vista biológico: 01. Estes bancos de dados permitem a definição de indicadores para acompanhamento das atividades implantadas e a redefinição de novas ações a serem implantadas ou implementadas pela equipe. caso o usuário falte a algum atendimento na UBS. Usuários com tuberculose 10. A análise destes dados leva ao conhecimento do perfil de morbi-mortalidade da população que. Hipertensos 13. acamados . egressos hospitalares e maiores de 75 anos) Nas situações acima descritas. igrejas. Poderá ser feito um diagnóstico do serviço e do perfil da população da área de abrangência da UBS a partir dos bancos de dados existentes na SMSA/SUS-BH e disponibilizado através da intranet ou na GEREPI do Distrito Sanitário. escolaridade. renda. tipo de moradia. elevado e muito elevado) ·RN de mãe adolescente (< 20 anos) ·RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo) ·RN com baixo peso ao nascer (< 2500 g) ·RN prematuro (< 37 semanas de idade gestacional) ·Rn com asfixia ao nascer (Apgar < 7 no 5o minuto de vida) ·RN internado ou com intercorrências importantes na maternidade ·RN com orientações especiais à alta da maternidade ·História de morte de crianças < 5 anos na família ·Criança explicitamente indesejada 04.

Não fazem parte deste relatório as internações realizadas nos hospitais da rede FHEMIG. químico e biológico). MAIOR DE 20 (VINTE) ANOS A equipe deverá identificar os diabéticos e hipertensos da área de abrangência para elaborar o planejamento da assistência a eles e realizar a busca ativa dos faltosos. . endereço do paciente. ágeis e rotineiras sobre internações hospitalares e subsidia ações preventivas e controle de agravos. RN de mãe adolescente (< 20 anos). Os procedimentos foram definidos através da correspondência com diagnósticos previamente selecionados. preencher o cartão da gestante. RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo). Deve-se ter atenção especial com usuários com risco de exposição ocupacional (físico. O pré-natal deverá ser realizado segundo Protocolo. a realização da busca ativa dos faltosos nos programas: “5º dia – Saúde Integral”. diagnóstico. RN prematuro (< 37 semanas de idade gestacional). MENOR DE 1 (UM) ANO Nesta fase do ciclo da vida. egresso hospitalares e maior de 75 anos). procedendo-se a abordagem segundo o protocolo. são: nome do paciente. Rn com asfixia ao nascer (Apgar < 7 no 5o minuto de vida). egressos hospitalares e crianças com vacinação em atraso. Deverá ser feita a integração da UBS com as instituições de educação infantil. criança que chia. elevado e muito elevado). prevenção e tratamento da criança com desnutrição. A listagem é gerada pelo laudo da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e tem como referência a data de internação. Fornece também informações adicionais para a vigilância de morte materna e de doenças de notificação compulsória. RN internado ou com intercorrências importantes na maternidade. As internações são selecionadas segundo o procedimento autorizado que consta no Laudo Médico da Autorização de Internação Hospitalar e a faixa etária. RN de risco [RN residente em área de risco (médio. sendo priorizadas crianças (0 a 7 anos). portador de múltiplas patologias. A equipe de saúde deverá realizar uma visita domiciliar na primeira semana após o parto e a gestante deverá comparecer a uma consulta no puerpério. captar e acolher a gestante no pré-natal desde o primeiro trimestre. Essas informações serão atualizadas quinzenalmente. o prontuário e o sistema de informação. para que possam haver trabalhos conjuntos e parcerias. unidade de saúde que solicitou internação e hospital de internação. é de extrema importância a vigilância à mortalidade infantil. porque estes estabelecimentos não emitem laudos As informações. Poderá ser utilizado para captar casos novos e planejar ações na unidade de saúde. acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. . planejar sua assistência. data de internação e de alta. atualizadas semanalmente e listadas pelo REH. adultos (20 anos e mais) e idosos (60 anos e mais). História de morte de crianças < 5 anos na família e Criança explicitamente indesejada]. acamado. RN com orientações especiais à alta da maternidade. Deverão ser organizados grupos de gestantes e realizar a busca ativa das faltosas. É disponibilizado para as Unidades Básicas de Saúde e Distritos Sanitários via intranet da SMSA. IDOSOS Atenção especial deve ser dada para o idoso frágil (que mora sozinho ou em instituição de longa permanência. sexo. BUSCA ATIVA A EGRESSOS HOSPITALARES O Relatório de Egressos Hospitalares disponibiliza informações atualizadas. idade.2 Vigilância / Planejamento NASCIMENTO SAUDÁVEL/ PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO A equipe de saúde deverá conhecer o número de gestantes da área de abrangência. RN com baixo peso ao nascer (< 2500 g).

são importantes a comunicação rápida da ocorrência de agravos ou doenças (Notificação) e início de investigação do caso logo após seu conhecimento pelo serviço de saúde. doença isquêmica do coração. Foram selecionados todos os diagnósticos referentes a esses eventos. afogamento e os eventos sentinela para sífilis congênita. especialmente no caso dos agravos agudos. sempre acompanhando as novas descobertas científicas e tecnológicas. queda. intoxicação. para garantir a integralidade da atenção ao indivíduo. eliminar ou erradicar doenças ou agravos. refletindo a realidade.Vigilância / Planejamento 3 DIAGNÓSTICOS SELECIONADOS Criança Asma. potencial de disseminação. reduzindo a morbi-mortalidade de uma população. Quanto mais próximo do nível local maior é a oportunidade da tomada de medidas imediatas. pneumonia. O conhecimento dos casos é importante para garantir a representatividade do problema existente na população. anemia. transcendência (severidade. desnutrição. As informações devem ser precoces e ágeis. bronquite. respeitando-se os princípios da ética e da confidencialidade das informações sobre os pacientes. doença cerebrovascular. Adulto/Idoso Doença hipertensiva. o Ministério da Saúde definiu um conjunto de doenças consideradas de maior relevância sanitária nacional. Estes devem estar bem articulados. Doença compulsória e Gravidez/Parto/Puerpério Têm a finalidade de fornecer informações adicionais para a equipe da Gerência de Epidemiologia e Informação dos distritos para a vigilância de morte materna e de doenças de notificação compulsória. Todos os níveis do sistema de saúde têm atribuições de VE. e também uma boa investigação epidemiológica. fratura de fêmur. insuficiência cardíaca. com coleta de outros dados relevantes. desidratação. diarréia. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – FLUXOS DE DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA . Para isso. pneumonia. coma e cetoacidose por diabetes. Por isso.GEREPI do seu Distrito Sanitário. com base na magnitude. No relatório Gravidez/parto/ puerpério foram incluídas também as internações por Aids. as mudanças no perfil epidemiológico da população e os resultados obtidos com as ações de controle efetuadas. Através de portaria específica. Epidemiologia e Informação .DNC INTRODUÇÃO A vigilância epidemiológica (VE) tem como objetivo principal prevenir. a notificação deve ser feita à Gerência de Regulação. tanto no prontuário do paciente como nos instrumentos específicos de notificação e investigação. Idoso Desnutrição. assim como o desencadeamento das ações preventivas e assistenciais. septicemia. faz-se necessário o conhecimento de informações atualizadas sobre estas e seus fatores condicionantes. controlar. O valor da informação depende da qualidade e fidedignidade com que é gerada. asma/doença pulmonar obstrutiva crônica e tuberculose. vulnerabilidade e compromissos internacionais. São necessários uma boa suspeição diagnóstica baseada em critérios de caso definidos. queimadura. diabetes. outras complicações por diabetes. Em síntese pode-se defini-la como “informação para a ação.” A intervenção em um ou mais pontos da cadeia epidemiológica pode bloquear a transmissão de determinada doença. rubéola congênita e toxoplasmose. . além dos diagnósticos selecionados para os adultos. com registro claro destes. Diante da ocorrência de casos de Doenças de Notificação Compulsória (DNC) ou mesmo da suspeita destes. relevância social e/ou econômica). A notificação deve ser sigilosa.

doenças de etiologia não esclarecida. e para as capacitações que se fizerem necessárias. Tularemia. . respiratória aguda. Sífilis Congênita. Raiva Humana. Doença Meningocócica. constituindo uma situação epidêmica. Febre Maculosa. Doenças Exantemáticas Febris – Sarampo e Rubéola -. Difteria. Botulismo. que os técnicos da área de epidemiologia em todos os Distritos estão disponíveis e devem ser acionados para fornecer qualquer informação ou esclarecimento que se fizer necessário a respeito destas ou das outras doenças ou agravos sob vigilância no Município. todos aqueles que não são forma intestinal da doença. Salientamos. casos agregados das doenças que constam na LDNC mas cujo volume das notificações torne operacionalmente inviável o registro individualizado dos casos. de acordo com as seguintes categorias: diarréia aguda sanguinolenta.4 Vigilância / Planejamento O presente documento apresenta esta relação de doenças e agravos que compõem o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. Leishmaniose Visceral. Dengue. . NOTIFICAÇÃO POR TELEFONE Casos suspeitos de Cólera. Surtos e agregação de casos e/ou óbitos de Agravos inusitados. Coqueluche. apesar de existirem outras (vide Orientação Técnica). segundo orientação técnica da SES de 21/03/03. ictérica aguda. Varicela e Varíola. . em sua maioria. Tétano Neonatal e Tétano Acidental. Esquistossomose Notificação de casos graves. Hantaviroses. Agravos inusitados de pelo menos dois casos epidemiologicamente vinculados. NOTIFICAÇÃO INDIVIDUAL De casos suspeitos e/ou confirmados dos seguintes agravos de notificação compulsória AIDS. Hepatites. das doenças que não constam na Lista de Doenças de Notificação Compulsória . neurológica aguda. Meningite por hemófilos. Cólera. Febres Hemorrágicas. Hanseníase. Febre Amarela. febre hemorrágica aguda. ou seja. Febre Tifóide. e traz o resumo do diagnóstico laboratorial e principais ações a serem desencadeadas de algumas doenças consideradas de maior importância para o Município neste momento. Leishmaniose Visceral. A notificação destes agravos deverá ser realizada através da abordagem sindrômica. Gestante HIV + e Crianças Expostas. insuficiência renal aguda e outras síndromes. Hantaviroses. Esquistossomose. Sarampo e Tétano Neonatal.LDNC. coqueluche. por último. NOTIFICAÇÃO DE SURTO . casos agregados. Leishmaniose Tegumentar Americana. PFA. Peste. Carbúnculo ou “antraz”. Síndrome da Rubéola Congênita. Tuberculose. ressaltando aquelas que devem ser notificadas o mais rapidamente possível por telefone ou fax. Febre Amarela. Doença de Chagas (casos agudos). Parotidite. Notificação individual de casos suspeitos e/ou confirmados dos seguintes agravos de interesse nacional Animais Peçonhentos. Raiva. Atendimento Anti-Rábico Humano. para acompanhamento das investigações de caso junto aos profissionais de saúde das unidades. trata-se da forma hepato-esplênica. Leptospirose. Paralisia Flácida Aguda/ Poliomielite. Malária (em área não endêmica). Peste. Meningite.

Laboratório de Diagnóstico Molecular. solicitando IgM para dengue. após separado o soro. As amostras devem ser centrifugadas para separação do soro.Rua Conde Pereira Carneiro. tipo de amostra e se é 1ª ou 2ª amostra (quando for o caso). Caso não seja possível a centrifugação imediata. MÉTODO. aguardar a retração do coágulo em temperatura ambiente ou a 37ºc para posterior centrifugação. data de início dos sintomas. solicitando a sorotipagem por PCR e IgG para dengue. Para a realização de PCR o soro deverá ser colocado em isopor com gelo envolto em saco plástico e encaminhado imediatamente à FUNED (no máximo em 1 hora) . Estudo anatomopatológico 1) Sangue Coletar 10 ml de sangue sem anticoagulante em tubo estéril. por punção cardíaca ou outra via. 2) Tecidos Na impossibilidade de realização de necrópsia. usar tubo sem anticoagulante com capacidade entre 10-20 ml e após a coleta. PCR e estudo anatomopatológico Mac Elisa e PCR No caso de adultos deve ser coletada a quantidade de 7-10 ml de sangue total sem anticoagulante. solicitando IgM para dengue e sorologias específicas para diagnóstico diferencial com Sarampo e Rubéola. Para esta obtenção. No caso de crianças deve ser coletado o máximo possível (2-5 ml de sangue total sem anticoagulante). que deve ser feito preferentemente em 1 hora até no máximo 6 h após a coleta. 80 – Gameleira – 8:00 às 16 horas. Coletar 2ª amostra depois do 6º dia do início dos sintomas. c) No caso de óbitos suspeitos de dengue Além da coleta de sangue para sorologia (após o 6º dia do início dos sintomas) e isolamento viral (até o 5º dia de início dos sintomas). Com exantema Coletar amostra única de sangue a partir do 6º dia do início dos sintomas. colher material por viscerótomo ou punção aspirativa. mantendo o soro no congelador da geladeira comum (-20º c) até o envio ao laboratório. devem ser acondicionadas em isopor com gelo comum ou gelo reciclável (o gelo deve ser colocado em saco plástico para não entrar em contato com o frasco da amostra) e ser encaminhadas para a FUNED – Laboratório de Sorologia . Devem ser encaminhadas junto com a ficha de investigação individual do caso. Para a realização do Mac Elisa. solicitando apenas a realização de IgM para dengue. e colocar na geladeira por no máximo 48 horas. . b) Para suspeita de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) Coletar uma 1ª amostra de sangue entre o 1º e o 5º dia do início dos sintomas.Vigilância / Planejamento 5 DENGUE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL a) Para suspeita de Dengue Clássico sem exantema e com exantema . data da coleta. até no máximo 45 dias depois. deixar o tubo com sangue na geladeira até 6 horas após a coleta. As amostras devem ser devidamente identificadas com o nome completo do paciente. TRANSPORTE E CONSERVAÇÃO Mac Elisa. . visando obter a maior quantidade possível de tecidos. senão não serão processadas. Sem exantema Coletar amostra única de sangue a partir do 6º dia do início dos sintomas. deve-se realizar estudo anatomopatológico.

bem como no local de trabalho quando for o caso. a solicitação de sorologia específica pela Unidade Básica deverá ser realizada através do impresso: SOROLOGIA DE HEPATITE VIRAL AGUDA – ATENÇÃO PRIMÁRIA. inicialmente. O Laboratório Central realizará. de forma obrigatória. para isolamento viral. Conde Pereira Carneiro. O exame a ser realizado é o Anti-HCV. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS a) Imediata notificação à Epidemiologia do DS (que notificará ao Serviço de Controle de Zoonoses). usar tubo sem anticoagulante com capacidade entre 10-20 ml e após a coleta. A coleta deve ser feita o mais cedo possível após a morte. Caso o resultado seja não reativo. o marcador específico para Hepatite A aguda (HAVIgM). Para os casos de Hepatite C deverá ser informado. das condições ambientais do domicílio e peridomicílio. É terminantemente contra-indicada a realização de biópsias com o paciente vivo pelos riscos de sangramento devido às alterações de coagulação próprias da doença. preferencialmente dentro das primeiras 8 horas e no máximo 12 horas após. utilizar agulhas longas e de grosso calibre. aguardar a retração do coágulo em temperatura ambiente ou a 37ºc para posterior centrifugação. ao freezer. dependendo da disponibilidade destes dois últimos). . separadamente em recipiente estéril. bem como acompanhamento do resultado deste. No caso de punção aspirativa.6 Vigilância / Planejamento Coletar duas amostras de fragmentos que devem ser preferencialmente de fígado e baço. especialmente relacionadas ao vetor. HEPATITES VIRAIS DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Diante da suspeita de hepatite viral aguda. c) Investigação no local da residência do paciente para complementar dados. verificação das condições do local. a data e os resultados dos exames já realizados anteriormente. Rotular os frascos com nome completo do paciente. separadamente. mantendo-a à temperatura ambiente. verificar endereço do trabalho. dar-se-á prosseguimento com a realização dos marcadores para Hepatite B (HBsAg e Anti HBc Total e/ou o Anti HBc IgM. acompanhar a evolução do paciente e fornecer orientações para a população. OBS: Para obtenção de soro. Av. e levar imediatamente. Para os contatos de casos de Hepatite B aguda serão realizados o HBsAg e AntiHBc Total. data da coleta e natureza da amostra e encaminhálos junto com a ficha de investigação individual de caso para a FUNED – Laboratório de Sorologia. O frasco de fragmento de tecidos com formalina tamponada para histopatologia deverá ser enviado à temperatura ambiente. para histopatologia. em frasco com formalina tamponada. Colocar uma amostra de cada fragmento. O soro e frasco sem formalina devem ser acondicionados e transportados em caixa de isopor com gelo comum ou gelo reciclável (estes devem estar em saco plástico para não molhar as amostras). d) Verificação pelo Serviço de Controle de Zoonoses. no prazo máximo de 48 horas. Colocar uma outra amostra de cada fragmento. desencadeando as ações necessárias. verificação de outros possíveis casos suspeitos em sua área e busca ativa com coleta de material para exame quando necessário. 80 – Gameleira. b) Investigação no local de atendimento de outros possíveis casos suspeitos e preenchimento de ficha de investigação individual do caso.

O exame a ser realizado será o Anti-HCV. . Para períodos maiores. . colocar nome completo. O sangue (para separação do soro ou plasma) deverá ser coletado assepticamente em tubo de coleta a vácuo de preferência com gel separador. 3) Coleta e remessa de material para exames e acompanhamento de resultado laboratorial. 5) Surtos de hepatites de transmissão pessoa a pessoa ou fecal-oral: . . NORMAS PARA PROCEDIMENTOS LABORATORIAIS Coleta de Amostras Clínicas (marcadores Virais) .m durante 10 minutos à temperatura ambiente. 2) Coleta de dados clínicos e epidemiológicos . . Investigar uso de sangue e hemocomponentes. No rótulo. 6) Casos de hepatite de transmissão parenteral: . refeições coletivas. 4) Para identificação e definição da extensão da área de transmissão: . uso de drogas injetáveis.vide OBS abaixo. Investigar exposição a fontes de contaminação. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Preencher todos os campos Ficha de Investigação Epidemiológica.Vigilância / Planejamento 7 Para os contatos de casos de Hepatite C. uso de água de fonte não habitual. A tampa deve ser fixada com esparadrapo. .p. o conteúdo deverá ser colocado em tubo seco e estéril para aguardar a coagulação. Acompanhar os resultados de exames inespecíficos. hábito de compartilhar . Os contatos de hepatite C deverão ser encaminhados para a Atenção Secundária . junto com a Ficha de Investigação e o pedido de exame. Iniciar busca ativa de contatos. Para transporte. O soro ou plasma deve ser acondicionado em frasco esterilizado e hermeticamente fechado. deverá ser solicitado a sorologia destes. . Os contatos de hepatite B que tiverem os dois marcadores não reativos deverão ser encaminhados à vacinação no menor espaço de tempo possível. Verificar se houve deslocamentos que possam levar ao provável local de aquisição da infecção e tomar medidas de prevenção e controle. . Acompanhar a evolução clínica do paciente. o material deve ser embalado em saco plástico bem fechado por um nó ou elástico e colocado dentro de um isopor com gelo (preferencialmente gelo seco). Se a coleta for feita através de seringa descartável. Centrifugar a 2. .500 r. conservar entre –20° e –80°C. . comunicantes e outros casos suspeitos e/ou confirmados de hepatite viral. nº de registro laboratorial e data da coleta. (Vide Protocolo completo – Orientações para o preenchimento da Solicitação de Sorologia de Hepatites Virais Agudas). Pode ser acondicionado entre 2° a 8°C por 72 horas. Solicitar à Vigilância Sanitária investigação das possíveis fontes de contaminação e ações de controle. . . . particularmente água de uso comum.

Diagnóstico parasitológico Realizado de material retirado preferencialmente da medula óssea (mielograma). Acompanhar junto à Zoonoses as medidas de controle. Augusto de Lima. Referências Instituto René Rachou (3295. comunicantes domiciliares de portadores do HBsAg (+). ou fornecedores de sangue e hemocomponentes). Indicada para portadores de hepatopatias crônicas suscetíveis para hepatite A. procedimento de detecção mais fácil e eficiente para o diagnóstico de Calazar ou Teste Imunoenzimático . verificar se o caso é importado ou autóctone e orientações para a população. verificação das condições do local. através do Boletim de Encaminhamento (Vide Protocolo completo – Orientações para o preenchimento da Solicitação de Sorologia de Hepatites Virais Agudas). 1715 – Barro Preto FUNED (371. transfundidos. neoplasias. tanto do caso. PAM Sagrada Família. usuários de drogas injetáveis. Ambientes Ambulatoriais e Hospitalares que não estejam adotando medidas de biossegurança. falssêmicos. HCV. Hepatite B Vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. (em Unidades de Hemodiálise. em hemodiálise. presidiários. Conde Pereira Carneiro. 3) Investigação pelo local de residência. 112 ) – Av. profissionais do sexo e populações indígenas). HIV. OBS: Os casos de Hepatite C e Hepatite Crônica deverão ser encaminhados para a Atenção Secundária (Serviços de Infectologia: CTR. .9472/9473) Av. verificar endereço do trabalho. Indicada para toda a população menor que 20 anos em risco de Hepatite B (trabalhadores na área de saúde. talassêmicos. Serviços Odontológicos. 2) Investigação no local de atendimento de outros possíveis casos suspeitos e preenchimento de ficha de investigação individual do caso.8 Vigilância / Planejamento seringas e estado vacinal. após transplante de medula óssea. Hospital Eduardo de Menezes). Nas situações em que se suspeite de contaminação coletiva.3566 R. Considera-se sorologia positiva RIFI maior ou igual a 1:40 ou Elisa reagente. IMUNIZAÇÃO Hepatite A Vacina disponível no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) – Santa Casa (atualmente funcionando no CS Carlos Chagas). avaliar a aplicação de medidas imediatas. 80 – Gameleira. É um procedimento hospitalar somente.Elisa. . hemofílicos. para complementar dados. quanto de possíveis outros casos. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Imediata notificação à Epidemiologia do DS (que notificará ao Serviço de Controle de Zoonoses). LEISHMANIOSE VISCERAL DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Diagnóstico Sorológico Reação de Imunofluorescência Indireta – RIFI. receptores de transplantes alogênicos ou autólogos.

etc. deve ser encaminhada e realizada pesquisa de IgM. . mesmo que a coleta seja posterior a este período (amostras tardias). O sangue deve ser centrifugado e caso não seja possível a centrifugação imediata. e acompanhar o resultado deste. 80) devidamente identificado e acompanhado da ficha de investigação específica. principalmente nas situações de surtos e epidemias. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Notificação de todo caso suspeito. o mais rapidamente possível. geralmente não são mais detectados após 4 a 6 semanas do início do exantema. ao laboratório de referência (FUNED . Proceder aos métodos de diagnóstico para confirmação ou encaminhar para realização quando necessário. objetivando caracterizar clinicamente o caso. desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento do exantema e indicam infecção recente pelo vírus da rubéola. por telefone. o soro deve ser mantido sob refrigeração a +4° a +8C e enviado em caixa de isopor com gelo ou gelox. mas. identificar áreas de transmissão através da busca ativa. 2) Preenchimento da Ficha Individual de Investigação de Doenças Exantemáticas pela unidade notificante. a) Detecção de anticorpos específicos Coletar uma amostra de sangue para realização de sorologia pela técnica de Elisa para detecção de IgM logo no 1º atendimento. à Epidemiologia do Distrito Sanitário. 5) Acompanhar a coleta de exame laboratorial. quando não for possível colher o volume estabelecido.Vigilância / Planejamento 9 4) O caso deve ser submetido à investigação clínica e epidemiológica.R. 4) Coletar amostra de sangue para exame sorológico. estando atento para data de início dos sintomas e local da infecção. assim como seu resultado e a evolução do paciente O medicamento (Glucantime) será fornecido pela Farmácia Distrital. Os anticorpos IgG usualmente persistem por toda a vida. tomando o cuidado de não deixar o frasco se molhar. A detecção de anticorpos específicos IgM inicia-se na fase aguda da doença. 3) Investigação em até 48 horas após a notificação. Amostras de sangue coletadas nos primeiros 28 dias do aparecimento do exantema são consideradas oportunas. esta guiará a realização da sorologia. Conde Pereira Carneiro. orientar a população. colher no mínimo 3 ml) sem anticoagulante. mas. É recomendada a coleta de espécimes clínicos para isolamento viral para conhecer o genótipo do vírus.MS. Colher de 5 a 10 ml de sangue venoso (em crianças muito pequenas. mediante prescrição médica e ficha de investigação. deixar o tubo com sangue na geladeira até no máximo 6 horas após coleta. Após centrifugação. b) Isolamento do vírus da rubéola Recomendado em caso de surtos ou epidemias vide Manual de Vigilância Epidemiológica das Doenças Exantemáticas . identificar possíveis novos casos suspeitos. RUBÉOLA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O diagnóstico laboratorial é realizado por meio da sorologia para detecção de anticorpos específicos. com prazo máximo de 02 dias. caso ainda não tenha sido feita. é imprescindível que haja a marcação da principal suspeita entre os dois agravos (sarampo ou rubéola) no campo 5 da ficha de doença exantemática pois. complementar informações para a ficha de investigação e análise da situação epidemiológica.

Após centrifugação. 80) devidamente identificado e acompanhado da ficha de investigação específica. mesmo que a coleta seja posterior a este período (amostras tardias). deve ser encaminhada e realizada pesquisa de IgM. sem anticoagulante. 8) Gestantes: quando expostas a um doente. durante o período de transmissibilidade e incubação da doença. especialmente nos casos importados. escorrendo o líquido lentamente pelas paredes do tubo ou frasco estéril. O sangue venoso deve ser colhido de forma asséptica em tubo vacutainer com capacidade para 10 ml. mas. b)Isolamento Viral Tem por objetivo identificar o padrão genético do vírus circulante no país. Conde Pereira Carneiro. desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento do exantema e indicam infecção recente pelo vírus do sarampo. creche ou local de trabalho. . fechando hermeticamente (vedando bem) com tampa também estéril. devem ser avaliadas sorologicamente o mais precocemente possível. colher no mínimo 3 ml). É necessário a coleta de espécimes clínicos para o isolamento viral para conhecer o genótipo do vírus que está circulando. O sangue deve ser centrifugado e caso não seja possível a centrifugação imediata. coletar o sangue com seringas e agulhas descartáveis de 10 ml e transferi-lo para tubo de ensaio ou frasco de vidro esterilizado. quando não for possível colher o volume estabelecido. ao laboratório de referência (laboratório de sorologia . e mulheres no período puerperal ou pós-aborto. principalmente as mulheres em idade fértil. o soro deve ser mantido sob refrigeração a +4° a +8°C e enviado em caixa de isopor com gelo ou gelox. tomando o cuidado de não deixar o frasco se molhar. SARAMPO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O diagnóstico laboratorial é realizado por meio da sorologia para detecção de anticorpos específicos. em maternidades e serviços de saúde (para o controle da Síndrome da Rubéola Congênita). de forma seletiva para homens e mulheres. aos 12 meses deverá ser revacinada com a vacina tríplice viral. durante o período de transmissibilidade (5-7 dias antes do exantema até 5-7 dias depois do exantema). retirar a agulha e transferir o sangue. Após a coleta. o mais rapidamente possível. após a exposição ao doente. com vacina dupla ou tríplice viral. aplicada em crianças menores de 01 ano. Os anticorpos IgG também podem aparecer na fase aguda da doença desde os primeiros dias e. não será considerada como dose válida. No entanto. 7) Isolamento: crianças e adultos com rubéola devem ser afastados da escola.R. com prazo máximo de 48 horas. A dose de vacina dupla ou tríplice viral. Na falta de tubo vacutainer. Coletar uma amostra de sangue para realização de sorologia pela técnica de Elisa para detecção de IgM.10 Vigilância / Planejamento 5) Vacinação de rotina: vacinar crianças a partir dos 12 meses de vida até 11 anos. nas localidades onde a vacina já foi implantada. São consideradas oportunas as amostras de sangue coletadas nos primeiros 28 dias do aparecimento do exantema. proteja contra a infecção. para posterior acompanhamento e orientação. a) Detecção de anticorpos específicos A detecção de anticorpos específicos IgM inicia-se na fase aguda da doença. geralmente são detectados muitos anos após a infecção. sem anticoagulante. diferenciar um caso autóctone do importado e diferenciar vírus selvagem do vacinal. Colher de 5 a 10 ml de sangue venoso (em crianças muito pequenas.FUNED . deixar o tubo com sangue na geladeira até no máximo 6 horas após coleta. Utilizar a vacina dupla ou tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos. As gestantes suscetíveis devem ser afastadas do contato com casos e comunicantes. 6) Vacinação de bloqueio: não é garantido que a vacina aplicada aos comunicantes. recomenda-se aproveitar a oportunidade para vacinar os contatos suscetíveis.

Vigilância / Planejamento 11 As amostras de espécimes clínicos (urina. . b. igreja. é importante a vigilância dos contatos por um período de 21 dias. colégios. b. coletar também amostra de urina para isolamento viral. creche. não devendo ultrapassar 05 dias após o início do exantema (somente em casos esporádicos o período pode se estender até 7 dias. independente da suspeita e do país de origem. à Epidemiologia do Distrito Sanitário. Quando a vacina for aplicada em crianças menores de 01 ano de idade não será considerada como dose válida. . complementar informações da ficha de investigação (história vacinal com verificação do cartão de vacinação). devendo a vacina ser administrada preferencialmente dentro de 72 horas após a exposição. etc. durante o período de transmissibilidade (4-6 dias antes do exantema e até 4-6 dias depois). .MS AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Notificação Imediata de todo caso suspeito. creche. limitado aos contatos (mesmo domicílio. . . igreja. escolas. secreção nasofaríngea e sangue total . encaminhamento e processamento de urina. deve ser seletivo. ou local de trabalho. para não perder a oportunidade de se tentar o isolamento viral). 7) Isolamento: crianças e adultos com sarampo devem ser afastados da escola. hospitais. 4) Acompanhamento do caso e sua evolução. 6) Caso o paciente se enquadre em um dos ítens de b1 e se procurar o serviço até o 5º dia do início do exantema. análise da situação epidemiológica (história epidemiológica do caso suspeito como história de viagens no período de sete a dezoito dias antes do início de sintomas). por telefone. utilizando a vacina tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos. . 5) Coleta de amostra de sangue para exame sorológico caso ainda não tenha sido feita. Deve ser feita vacinação seletiva de todos os profissionais do setor de internação e/ou dos profissionais e pacientes da sala de espera da unidade de atendimento ambulatorial. Aos 12 meses. 2) Preenchimento da Ficha Individual de Investigação de Doenças Exantemáticas pela unidade notificante. preferencialmente nos três primeiros dias. a criança deverá ser revacinada com a vacina tríplice viral. vizinhos próximos. Observações: . sangue total ou secreções nasofaríngeas) devem ser coletados até o 5° dia a partir do aparecimento do exantema. onde o paciente não se encontre isolado. identificar possíveis novos casos suspeitos e identificar áreas de transmissão através da busca ativa de outros possíveis casos (na residência. Devido a alta transmissibilidade do vírus. creches.2 Quantidade. é imprescindível que haja a marcação da principal suspeita entre os dois agravos (sarampo ou rubéola) no campo 5 da ficha de doença exantemática pois. 8) Estratégia de vacinação frente a casos suspeitos e confirmados: 8. sala de aula. centros de saúde. sala de espera. com acompanhamento do resultado deste. sala de trabalho etc. 3) Investigação minuciosa de todo caso suspeito em até 48 horas a partir da notificação. esta guiará a realização da sorologia.). Na ocorrência de surtos de sarampo ou forte suspeita de sarampo. a vacina só é indicada com base na análise da situação epidemiológica. quarto de alojamento.1 Bloqueio vacinal Deve ser realizado quando ocorre um ou mais casos suspeitos. Acima dos 40 anos. etc). observando o período de coleta.vide quando necessário o Manual de Vigilância Epidemiológica das Doenças Exantemáticas .1 Critérios para a coleta . Casos com resultado laboratorial IgM positivo ou indeterminado para o sarampo. Na ocorrência de surtos de doenças exantemáticas. especialmente no período prodrômico. objetivando caracterizar clinicamente o caso (dados sobre a situação clínica). Casos importados. orientar a população.

independente da história materna). AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Notificação de todo caso suspeito. à Epidemiologia do Distrito Sanitário. Área de abrangência da operação limpeza: locais habitualmente freqüentado pelo caso confirmado. ou . de 2ª a 6ª de 7 às 19 horas. 8. quando há suspeita de SRC ou confirmação de infecção materna durante a gestação. todos os dias de 07 às 19hs. quando não for possível colher o volume estabelecido. a persistência dos níveis de anticorpos IgG no sangue do RN é altamente sugestiva de infecção intrauterina. ao laboratório de referência (laboratório de sorologia da FUNED . por escrito. desaparecendo por volta do 6º mês de vida do RN. deixar o tubo com sangue na geladeira até no máximo 6 horas após coleta. Portanto.12 Vigilância / Planejamento . A faixa etária vacinada inclue o grupo de 6 meses a 39 anos de idade. Imunoglobulina: . 80).5ml/kg de imunoglobulina humana normal. cursinhos. Nos finais de semana funciona sob esquema de plantão de 7 até 11 horas). O sangue deve ser centrifugado e caso não seja possível a centrifugação imediata. 2) Preenchimento da Ficha Individual de Investigação de Síndrome da Rubéola Congênita. todo estabelecimento coletivo freqüentado pelo caso.Em pacientes imunossuprimidos recomenda-se administrar 0. Encaminhar. com o objetivo de prevenir ou modificar o quadro clínico do sarampo. por telefone. faculdades etc. Os anticorpos IgG maternos podem ser transferidos ao feto passivamente através da placenta e não é possível diferenciá-los dos produzidos pelo próprio feto. Como os anticorpos IgM maternos não ultrapassam a barreira placentária.2 Frente a um caso confirmado ou surto: Operação limpeza: deve ser realizada casa a casa (incluindo os estabelecimentos coletivos – escolas. logo após a suspeita diagnóstica em crianças até 12 meses de idade (crianças que apresentam sinais clínicos compatíveis com infecção congênita pela vírus da rubéola. Utiliza-se a vacina Tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos. inclusive em feriados e fins de semana (atualmente funcionando no C. com prazo máximo de 02 dias. 345. área residencial ou bairro se necessário. Para as outras faixas etárias. Carlos Chagas. colher no mínimo 3 ml) sem anticoagulante. SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O feto infectado é capaz de produzir anticorpos específicos IgM e IgG para rubéola antes mesmo do nascimento. Entretanto. Detecção de anticorpos específicos Coletar uma amostra de sangue para realização de IgM e IgG: .S. a quantidade de anticorpos IgG maternos diminui com o tempo. devidamente identificado e acompanhado da ficha de investigação específica. 06 dias a partir da exposição – dose única de 0.) e implica na busca exaustiva de suscetíveis. para o CRIE / SMSA na Santa Casa. Após centrifugação o soro deve ser mantido sob refrigeração entre +4°C e +8°C e enviado o mais rapidamente possível.25ml/kg (máximo de 15ml). Logo após o nascimento. Conde Pereira Carneiro. todo o quarteirão. se necessário. o contato do paciente junto com a solicitação de aplicação. acima de 40 anos. de forma seletiva. à Alameda Ezequiel Dias. a vacina será indicada com base na análise da situação epidemiológica. creches. Colher de 5 a 10 ml de sangue venoso (em crianças muito pequenas. . a presença de anticorpos IgM específicos para rubéola no sangue do recém-nascido indica infecção congênita.Para as crianças menores de 06 meses de idade é recomendada a administração de imunoglobulina humana normal que deve ser administrada dentro de.R. todo o município se indicado. . no máximo.

É necessário que as crianças de 6 meses a menores de 1 ano sejam revacinadas aos 12 meses de idade. O monitoramento da área onde ocorreu o surto deve ser feito até nove meses depois da notificação do último caso de rubéola. A vacinação está indicada para todos os suscetíveis. particularmente mulheres em idade fértil. complementar informações para a ficha de investigação e análise da situação epidemiológica. As gestantes não devem manter contato direto com essas crianças. Administrar a vacina tríplice viral (sarampo/rubéola/caxumba). 6) Vacinação de Bloqueio: deve ocorrer no hospital do atendimento do caso. do nascimento até um ano de vida devendo os pais serem alertados quanto ao risco da transmissão para gestantes e suscetíveis. bem como acompanhamento dos resultados destes. até 1 ano de idade. etc. caso ainda não tenha sido feita. Previamente ao ingresso dessas crianças em creches ou escolas (no decorrer dos dois primeiros anos de vida). deve ser verificada a existência de suscetíveis. natimortos ou nascidos vivos com anomalias congênitas. Crianças com síndrome da rubéola congênita devem ser consideradas potencialmente infectadas.Vigilância / Planejamento 13 3) Investigação em até 48 horas após a notificação. para caracterizar clinicamente o caso. verificando a ocorrência de abortos. no grupo etário de 6 meses a 39 anos de idade. Em uma situação de surto de rubéola as mulheres grávidas expostas ao vírus devem ser acompanhadas (vigilância epidemiológica e laboratotorial) durante a gestação e o pós-parto e o recém-nascido durante o primeiro ano de vida. uma vez que o vírus pode ser excretado pelas secreções nasofaríngeas e urina. 5) Toda gestante com rubéola deve ser acompanhada pelo serviço de pré-natal e pela epidemiologa. no domicilio e na creche que a criança irá freqüentar. para ser considerada dose válida para efeito de dose de rotina. exceto gestantes. 4) Coletar amostras de sangue para exame sorológico. .

facilitando o seu caminhar na rede do SUS-BH. devem ser conhecidos e usados de maneira correta. . mas como balizador de nossa ação.Atenção Secundária 1 APRESENTAÇÃO DOS PROTOCOLOS Um dos conceitos mais importantes para a organização de serviços e redes de assistência à saúde é a integralidade da atenção ao usuário. esgotando todas as possibilidades propedêuticas e terapêuticas em cada espaço onde ele é atendido. não como um instrumento burocrático e restritivo. Os protocolos de encaminhamento para a Atenção Secundária são orientadores para garantir esse acesso e para o desenho da sua linha de cuidado. permitindo levar em consideração as singularidades e necessidades da cada usuário que procura os nossos serviços. Por isso é necessário pensar em como garantir o acesso a outros níveis de atenção no momento oportuno e de acordo com a necessidade de saúde de cada sujeito. Portanto.

Encaminhar ao alergologista os casos de asma onde houver suspeita de fundo alérgico. Relatar dados importantes. Enumerar. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dermatite História clínica suscinta. Citar os tratamentos empregados previamente e os medicamentos em uso atual. Detalhar o motivo de encaminhamento ao alergologista. Apenas os já realizados. e após avaliação do oftalmologista. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. . Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Detalhar o motivo de encaminhamento ao alergologista. encaminhar ao alergologista os casos de asma onde houver suspeita de fundo alérgico.2 Atenção Secundária ALERGOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) asma B) rinopatias alérgicas C) dermatite A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Asma História clínica suscinta. Apenas os já realizados. Citar os tratamentos empregados previamente e os medicamentos em uso atual. Apenas os já realizados. Citar os tratamentos empregados previamente e os medicamentos em uso atual. Relatar dados importantes. Relatar dados importantes. Enumerar. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Conjuntivite: encaminhar ao alergologista os casos onde houver suspeita de fundo alérgico. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Rinopatias alérgicas História clínica suscinta. Retorno à ubs p/ acompanhamento com relatório do especialista. Enumerar.

medida da pressão arterial RX de tórax. justificar com clareza o que deseja do encaminhamento. Descrever os tratamentos até então realizados e citar os medicamentos em uso atualmente. creatinina. colesterol. ECG. Retornar ao nível secundário.Atenção Secundária 3 CARDIOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) hipertensão arterial B) insuficiência coronariana / dor torácica / precordialgia C) insuficiência cardíaca / dispnéia / cansaço A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipertensão arterial Relato suscinto da história. colesterol total e fracionado. Enumerar. Caso tenha feito outros exames. Relato dos achados importantes. citando a presença de lesões em órgãos-alvo e doenças associadas. orientar o paciente a levar ao especialista. Encaminhar ao especialista se a hipertensão arterial estiver associada com a presença de alterações em órgão-alvo e/ou de difícil controle e/ou para parecer sobre conduta. RX de tórax . ecocardiograma por exemplo. ECG. Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Insuficiência coronariana / Dor torácica / Precordialgia Detalhar a história e evolução do quadro. Descrever o motivo do encaminhamento ao especialista. evolução e complicações. informando sobre doenças associadas. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações . glicemia em jejum. Especificar os tratamentos realizados e os medicamentos em uso atualmente. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Caso tenha feito outros exames no passado. glicemia de jejum. triglicérides e urina rotina. orientar o paciente a levar para o especialista. devendo o médico que solicitar a avaliação. tais como teste de esforço e/ou ecocardiograma e/ou cateterismo. ácido úrico e triglicérides. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório do especialista). Relatar os achados importantes. Especificar os motivos de encaminhamento ao especialista. Enumerar.

tais como teste de esforço e/ou ecocardiograma e/ou cateterismo. RX de tórax e ECG. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório do especialista). Especificar os tratamentos já realizados e os medicamentos em uso atualmente. já solicitar RX de tórax e ECG. Enumerar. se o sopro for observado durante um quadro febril. Retornar ao nível secundário. Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Valvulopatias / sopros : informar as características do sopro. . orientar o paciente a levar para o especialista. Detalhar o motivo de encaminhamento ao especialista. Relatar os achados importantes. Quando encaminhar. reavaliar após a febre para verificar se ainda permanece. Caso tenha feito outros exames no passado.4 Atenção Secundária CARDIOLOGIA C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Insuficiência cardíaca / Dispnéia / Cansaço História suscinta informando evolução dos sinais e sintomas e patologias associadas. Em crianças.

Atenção Secundária 5 CIRURGIA GERAL E CIRURGIA AMBULATORIAL PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) pequenas cirurgias B) avaliação de indicação cirúrgica A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações l Pequenas cirurgias Evolução da lesão e características. com relatório do médico que o assiste. alergias etc. Encaminhar os exames realizados para confirmação do quadro. Descrever os tratamentos realizados previamente. biópsia). doenças associadas. Relatar a suspeita diagnóstica. . Descrever os tratamentos realizados previamente. Relatar doenças associadas. retirada. Indicar o motivo do encaminhamento. OBSERVAÇÕES O paciente encaminhado para realização de cirurgia ambulatorial deve estar clinicamente estável para a execução do procedimento proposto: Hipertensão. Relatar os achados importantes. Diabetes e outras doenças controladas. Descrever a(s) lesão(ões). Nenhum. sintomatologia e sinais importantes. Enumerar as suspeitas diagnósticas. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Avaliação de indicação cirúrgica História suscinta descrevendo evolução do quadro. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar o motivo do encaminhamento (avaliação de lesão.

Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. patologias associadas. Enumerar. excluir causas sistêmicas para edema. presença de cludicação intermitente. . hemograma. Citar o motivo do encaminhamento. Citar o motivo do encaminhamento. inclusive caracterizando as varizes. Enumerar. Nenhum. Para o encaminhamento. Relatar os achados importantes. hemograma. Cultura e antibiograma de secreção da ferida. solicitar RX de coluna lombo-sacra. Relatar dados importantes. colesterol e uréia. colesterol. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Citar o motivo do encaminhamento. descrevendo a evolução e relatar as patologias associadas. patologias associadas. Enumerar. tais como referentes à palpação dos pulsos. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Insuficiência circulatória arterial História clínica suscinta contendo características do quadro. Pacientes jovens com microvarizes ou para procedimentos estéticos que não são autorizados pelo SUS. VDRL. COM COMENTÁRIOS IMPORTANTES PARA MELHOR ESTABELECER A RELAÇÃO REFERÊNCIA-CONTRAREFERÊNCIA Dor e edema em membros inferiores: antes de encaminhar ao angiologista. glicemia. triglicérides. hemograma e VDRL. RX de coluna lombo-sacra. anti-estreptolisina O. triglicérides. a Hipertensão e o Diabetes. Relatar os tratamentos até então empregados. Informar a presença de doenças associadas. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO. Relatar o exame clínico. principalmente. Observações B História clínica Exame físico Úlceras de perna História suscinta. Glicemia. especificando o estado atual de controle delas. alterações da perfusão periférica. Orientar o paciente a levar até o especialista demais exames já realizados. Descrever os tratamentos até então empregados. PCR. Relatar os tratamentos até então empregados.6 Atenção Secundária CIRURGIA VASCULAR E ANGIOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) varizes em membros inferiores B) úlceras de pernas C) insuficiência circulatória arterial A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica l Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Varizes em membros inferiores História clínica suscinta. Varizes de membros inferiores: não encaminhar . colesterol. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Glicemia. triglicérides.

características do hábito intestinal. constipação. dieta atual. presença de sangue nas fezes e prolapso. prolapso. presença de sangue nas fezes. Relatar os tratamentos prévios e a medicação em uso atual. dieta atual. História suscinta. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Alteração do hábito intestinal. doenças associadas. hábito intestinal. . presença de dor. EPF. Enumerar. constipação. A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dor anal. Relatar achados significativos. hemorróidas Tempo de evolução. Relatar os tratamentos prévios e a medicação em uso atual. Em caso de constipação intestinal: enema opaco Enumerar. patologias associadas. B) alteração do hábito intestinal. Relatar dados importantes. sangramento anal. hemorróidas.Atenção Secundária 7 COLOPROCTOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) dor anal. Descrever o motivo do encaminhamento. Descrever o motivo do encaminhamento. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório de contrareferência. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório de contrareferência. EPF. sangramento anal.

Listar os tratamentos empregados e os medicamentos em uso atual. Informar outros achados importantes. Relatar o motivo do encaminhamento. Descrever a(s) lesão(ões). Listar os tratamentos empregados e os medicamentos em uso atual. e.8 Atenção Secundária DERMATOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) micoses B) prurido/eczema A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Micoses História suscinta constando data do início e evolução. Enumerar. Enumerar. Caso já esteja em uso de medicação tópica. esta deverá ser suspensa 15 dias antes da visita ao especialista. A procura ao especialista deverá ser feita já de posse do resultado do teste micológico. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Alopécia Hanseníase Cosmética/acne Dermatite de contato Dermatite actínica Dermatite atópica Impetigo Discromia Neoplasias cutâneas OBSERVAÇÕES: Em todas as patologias dermatológicas é necessário caracterizar o objetivo da consulta com o especialista. Todo medicamento tópico deve ser suspenso antes do encaminhamento e as lesões devem estar presentes para permitir o diagnóstico. . informando a orientação desejada. se necessário. Não deverá ser solicitado exame para o encaminhamento. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar o motivo do encaminhamento. Informar outros achados importantes. iniciar o tratamento ou encaminhar ao especialista. Descrever a(s) lesão(ões). Retorno à UBS p/ acompanhamento relatório do especialista. Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Prurido/eczema História suscinta constando início dos sinais e sintomas. localização e fatores desencadeantes. Deve ser feito o exame micológico. com base no resultado.

Detalhar os motivos de encaminhamento ao especialista (ver abaixo critérios para encaminhamento). Enumerar. Detalhar o motivo de encaminhamento e procura do especialista (vide abaixo). A contra-referência deverá informar a necessidade de controle na endocrinologia e sua frequência. Observações B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Tireopatias Detalhar a história clínica com relato da evolução do quadro. Os pacientes com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1 devem ser encaminhados e permanecer em acompanhamento na endocrinologia. com definição do tempo de evolução. Encaminhar outros exames realizados. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Quanto aos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2. . TSH e T4 livre recentes. Enumerar. Glicemia recente. Encaminhar outros exames realizados pelo paciente. apenas os casos com complicações e acometimento de órgãos-alvo ou refratariedade com as medidas empregadas deverão ser encaminhadas ao endocrinologista para avaliação. Descrever os achados importantes. Listar os tratamentos realizados previamente e os medicamentos atualmente em uso. Listar os tratamentos empregados previamente e a medicação em uso. Relatar os achados importantes.Atenção Secundária 9 ENDOCRINOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) diabetes Mellitus B) tireopatias C) obesidade A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Diabetes Mellitus l Detalhar a história clínica. agravos e complicações. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

TSH e T4 livre. com histórico suscinto. Hemograma.10 Atenção Secundária ENDOCRINOLOGIA C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Obesidade Relatar a história suscintamente. Devem ser encaminhados após afastar patologias mais comuns: parasitoses. hiper ou hipotensão. com orientações dietéticas e mudanças de estilo de vida. Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Alterações no crescimento: encaminhar informando história suscinta. incluindo peso e estatura recentes (IMC). Detalhar os motivos de encaminhamento ao especialista (ver abaixo). mamas. astenia ou redução em pilificação do corpo. incluindo enumeração de co-morbidades (HAS. curva de crescimento com acompanhamento de no mínimo 6 meses e duas medidas feita pelo mesmo examinador e relato de peso/ estatura atual e dos pais. Relatar os achados importantes. amenorréia. hiperpigmentação de mucosas. triglicérides e colesterol. hipertricose. informando os medicamentos em uso atualmente. Urina e RX de punho. A suspeita ocorrerá em presença de qualquer um dos sintomas: obesidade central. anorexia. Quando encaminhar. alopécia. etc). Deve ser tratada na UBS. dizer o motivo e qual a orientação desejada. Encaminhar com resultado de EPF. Quando suspeitar de hipotireoidismo. ITU.DM. Glicemia de jejum. estrias violáceas. hipotireoidismo. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Enumerar Relatar dieta e tratamentos prévios. . Disfunção de glândulas supra-renais: Qualquer paciente com suspeita deve ser encaminhado. anemia. hipotireoidismo. Telarca e pubarca precoces: História suscinta constando de descrição dos caracteres sexuais secundários: pelos. etc. Levar em conta que telarca e pubarca após os 9 anos é considerado normal. fator carencial-desnutrição.

EPF (2 amostras em MIF). Relatar tratamento prévios e medicamentos em uso atual. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar os achados importantes. Enumerar. retornar ao nível secundário. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. hábito intestinal e sintomas concomitantes. . B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Diarréia Histórico suscinto com tempo de evolução. Enumerar. Relatar tratamento prévios e medicamentos em uso atual. Descrever. Quando suspeita de úlcera: EDA. Relatar os achados importantes. Descrever.Atenção Secundária 11 GASTROENTEROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) epigastralgia / úlcera péptica B) diarréia C) dor abdominal A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Epigastralgia / úlcera péptica Histórico suscinto com tempo de evolução da dor e características. Descrever. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar tratamento prévios e medicamentos em uso atual. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dor abdominal Histórico suscinto com tempo de evolução da dor e características. hábito intestinal e sintomas concomitantes. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório do especialista). Relatar os achados importantes. EPF (2 amostras em MIF). Enumerar. hábito intestinal e sintomas concomitantes. EPF (2 amostras em MIF).

ferro sérico. Relatar os achados importantes. histórico familiar. presença de febre e outros concomitantes. presença de sangramentos. plaquetas e reticulócitos. Relatar os dados importantes. Hemograma. Relatar os achados importantes. plaquetas. Especificar. Relatar os tratamentos realizados e os medicamentos em uso. Enumerar. incluindo a história pregressa. incluindo os medicamentos e doses. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar os medicamentos em uso e respectivas dosagens. Enumerar. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. evolução. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Plaquetopenia Histórico suscinto relatando a presença de equimoses. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório de contrareferência o paciente deve ser encaminhado sem medicar. patologias associadas. Descrever os tratamentos prévios. Hemograma. Hemograma. sinais e sintomas associados. Especificar. Relatar as doenças associadas. petéquias ou sangramentos. com respectivas doses. patologias associadas. Citar. reticulócitos.12 Atenção Secundária HEMATOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) anemia B) leucopenia C) plaquetopenia A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Anemia Histórico suscinto contendo tempo de evolução. plaquetas e reticulócitos. . Especificar. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Leucopenia História clínica suscinta.

Especificar. doenças reumatológicas e auto-imunes Histórico suscinto constando tempo de evolução. Creatinina e Glicemia de jejum. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Indicar os medicamentos e doses em uso. Hipertensão. história pregressa e doenças associadas. inclusive a medida da Pressão Arterial. Exame de Urina Rotina. Uréia. Especificar. inclusive a medida da Pressão Arterial. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Edema a esclarecer Histórico suscinto constando tempo de evolução. Uréia.Atenção Secundária 13 NEFROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) alteração de exame de urina B) edema a esclarecer C) lesão renal em Diabetes. com relatório do especialista. Retornar ao nível secundário. A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Alteração de exame de urina Histórico suscinto constando tempo de evolução. Uréia. Relatar os achados importantes. inclusive a medida da Pressão Arterial. Hipertensão. Relatar os achados importantes. Enumerar. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Hematúria Infecções urinárias de repetição . Enumerar. Exame de Urina Rotina. Relatar os achados importantes. doenças reumatológicas e autoimunes. história pregressa e doenças associadas. Retorno à UBS p/ acompanhamento. Exame de Urina Rotina. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Lesão renal em Diabetes. Creatinina e Glicemia de jejum. Indicar os medicamentos e doses em uso. história pregressa e doenças associadas. Creatinina e Glicemia de jejum. Descrever o motivo do encaminhamento ao especialista. Indicar os medicamentos e doses em uso. Enumerar.

na receita deve constar sua validade (de acordo com a data de retorno ao especialista). deve-se tratar o quadro de base e depois encaminhar ao neurologista. As cefaléias de difícil controle. características. e estar preenchido o relatório de contra-referência. Relatar os tratamentos já realizados e informar os medicamentos em uso atual. “desmaios” C) distúrbios de aprendizagem. Nenhum exame é necessário para o encaminhamento. Informar doenças associadas (em especial diabetes) e possível hipoglicemia. Relato sucinto da história. e estando o paciente sob controle. e confirmando-se o diagnóstico de epilepsia. convulsões. encaminhar sem exames para avaliação neurocirúrgica de urgência. A História clínica Exame físico Cefaléia Histórico sucinto informando localização. Enumerar. tais como radiografia de crânio. evolução e concomitantes. agravamento progressivo ou instalação súbita e constante. Relatar os achados importantes. informando características. tomografias e outros. tais como radiografias (crânio. Nenhum exame é necessário para o encaminhamento. mas o paciente deve levar para o especialista aqueles exames que já possuir. Relatar os achados importantes. Caso seja realizado o fundo de olho e encontrar papiledema. Caso a medicação termine antes do retorno ao especialista. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações . Enumerar. mas o paciente deve levar para o especialista aqueles exames que já possuir. Nos casos de convulsão febril em crianças. a prescrição deverá ser mantida pelo médico da UBS até o retorno ao neurologista. tomografias e outros. retardo psicomotor. "desmaios". Retornar ao nível secundário. Descrever o motivo de encaminhamento. Após avaliação pelo neurologista. associadas a distúrbios do comportamento. devem sempre ser encaminhadas ao neurologista. evolução e patologias associadas. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). Informar a pressão arterial. o retorno ao especialista deve ocorrer de 6 em 6 meses. Descrever o motivo de encaminhamento. Para tanto. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Informar os tratamentos realizados anteriormente e os medicamentos em uso atual. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Epilepsia. convulsões. convulsões.14 Atenção Secundária NEUROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) cefaléia B) epilepsia. seios da face).

o encaminhamento à Saúde Mental. qual distúrbio do comportamento. curva do PC. Relatar os achados importantes. já os casos de retardo crônico em geral são problemas psicopedagógicos. Adultos com quadro de retardo e distúrbios de comportamento devem ser encaminhado ao psiquiatra ou as escolas especializadas. Ao encaminhar. psicomotor Histórico suscinto especificando qual atraso do desenvolvimento neuropsicomotor foi obsevado. Relatar o motivo de encaminhamento ao especialista. presença de déficit neurológico e formato do crânio. Nenhum. História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Hidrocefalia. retardo . Retornar ao nível secundário. Solicitar RX de crânio se a suspeita for cranioestenose. mielomeningocele e cranioestenose : sempre encaminhar ao neurocirurgião e não para o neurologista. . Os casos de retardo de desenvolvimento agudo são de indicação para o neurologista. não há razão para encaminhar ao neurologista. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). Informar os tratamentos realizados e medicamentos em uso. evolução.Atenção Secundária 15 NEUROLOGIA C Distúrbios de aprendizagem. exceto quando houver sinais ou sintomas de lesão orgânica do SNC. o tempo de evolução e dados sobre o parto e primeiro ano de vida. Avaliar. conforme o caso. Nervosismo : Habitualmente. Enumerar. relatar história clínica.

citando presença de outras patologias. com referência a sintomas concomitantes tais como ardor. história familiar de glaucoma. Em crianças abaixo de 4 anos. lacrimejamento. Enumerar medicamentos em uso. o paciente adulto procura diretamente o especialista por perceber alteração na acuidade visual. Listar. hiperemia ocular. Observações B Conjuntivite e dor ocular Relatar a história suscintamente. "cansaço visual". Descrever os motivos de encaminhamento ao especialista. é necessário fazer a triagem prévia para medir a acuidade visual. fazer a medida do PPC (ponto próximo da convergência). Nenhum. dor periorbitária. Relatar os achados significativos. Se este não for normal. devendo ser informado o valor encontrado no teste. Em geral. o encaminhamento deverá ser feito por médico. Em crianças (4 a 16 anos). pode causar sintomas semelhantes aos da baixa acuidade visual. Nenhum. Retornar ao nível secundário. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência ). além da acuidade visual. Também em crianças. em especial Diabetes e Hipertensão. diplopia. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Só haverá indicação de encaminhar ao oftalmologista quando houver alteração no teste de acuidade visual. Relatar os medicamentos em uso no momento. Detalhar o motivo do encaminhamento ao especialista. não sendo necessário o encaminhamento médico. necessitando de encaminhamento e tratamento. Enumerar.16 Atenção Secundária OFTALMOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) baixa acuidade visual B) conjuntivite e dor ocular c) retinopatia hipertensiva/diabética A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Baixa acuidade visual Histórico suscinto. Citar os achados significativos. História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações .

Relatar os achados importantes. localiza-se em geral na região frontal. Enumerar Especificar os tratamentos previamente empregados e os medicamentos atualmente em uso. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Cefaléia matinal ou no meio da noite não está relacionada a problema ocular. Informar o valor da pressão arterial. deve-se fazer diagnóstico diferencial com sinusite. . ocorrendo geralmente após o período escolar ou após esforços visuais. complicações. Para Diabetes e Hipertensão. solicitando-se estudo radiográfico a critério clínico.Atenção Secundária 17 OFTALMOLOGIA C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Retinopatia diabética/hipertensiva Descrever a história clínica. tempo de evolução. Diabetes: glicemia recente. Especificar o motivo de encaminhamento ao especialista. Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Cefaléia: Quando ocasionada por problema oftalmológico. o paciente deve levar ao especialista os exames e relatórios oftalmológicos prévios. Em casos de cefaléia frontal.

a incidência é AP e AXIAL. Observações C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dor localizada a esclarece Relatar a evolução do problema. algias ósseas. solicitar RX de coluna tóracolombar em AP e PERFIL. presença de restrição ou dor à movimentação e presença de sinais flogísticos. A deformidade em progressão deve ser acompanhada pelo ortopedista. os tratamentos prévios e encaminhar com RX do local afetado em AP e PERFIL. cifose. Dor articular. Relatar o motivo do encaminhamento ao especialista. Especificar os tratamentos empregados. Especificar.cervicalgia e lombalgia História clínica suscinta. ou ser encaminhado para outra especialidade. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Se o acometimento for de ombro. constando queixa. cambota. Descrever os tratamentos já empregados. Descrever os achados importantes. Para deformidades na coluna. Descrever os achados importantes. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Deformidades ósseas (MMII. a incidência é lateral. Enumerar. OBSERVAÇÕES: o encaminhamento do paciente após a avaliação pelo ortopedista irá variar conforme a situação. . duração e evolução. uma vez que até esta idade é normal a existência destes casos.18 Atenção Secundária ORTOPEDIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) dores na coluna vertebral (cervicalgia e lombalgia) B) deformidades: MMII. Encaminhar com RX da articulação acometida em 2 incidências. calcaneoalgias. O paciente deve ser orientado para ele levar à consulta os exames que possuir e para ele guardar as radiografias. cifose C) dor localizada a esclarecer A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dores na coluna vertebral. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Enumerar. Nenhum exame deve ser solicitado. irradiação. presença de sinais flogísticos e dor ou limitação à movimentação. Relatar os tratamentos realizados. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Sequela de fratura: descrever a localização e evolução. pé plano. pé torto. escoliose. Enumerar . RX da área afetada. artrose de joelho: descrever a localização. perna torta). Os casos de deformidades ósseas em crianças só devem ser encaminhado após a idade de dois anos (genu valgo. escoliose Histórico suscinto constando início e evolução do sinais e sintomas. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. quedas. localização. Fazer preparo intestinal par RX de coluna lombar. podendo o paciente ser retornado à UBS para acompanhamento de posse de relatório de contra-referência. Descrever o motivo do encaminhamento ao especialista. Descrever a localização. Em caso de suspeita de esporão de calcâneo.

Enumerar. Descrever os tratamentos realizados até então. fronto-naso e perfil (ortostatismo). relato de alergias. Enumerar. Relatar dados importantes. Descrever os tratamento até então. Enumerar. e caso o controle possa ser feito na UBS. Em adultos e crianças. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. RX de seios da face. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Observações C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Obstrução nasal Histórico suscinto. Definir o motivo do encaminhamento ao especialista. Definir o motivo do encaminhamento ao especialista. Encaminhar exames já realizados. se for o caso. o paciente deverá ser retornado à UBS com relatório de contra-referência preenchido. e caso o controle possa ser feito na UBS. o paciente deverá ser retornado à UBS com relatório de contra-referência preenchido. Relatar o motivo do encaminhamento ao especialista. e caso o controle possa ser feito na UBS. Radiografia de seios da face em mento-naso. pedir RX de cavum (e de seios da face se suspeitar de obstrução). O tratamento de otites agudas após IVAS deve ser realizado na própria UBS. freqüência das crises. Após a prescrição do tratamento. Em crianças. Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Otites Ouvido acometido. Após a prescrição do tratamento.Atenção Secundária 19 OTORRINOLARINGOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A)sinusites B)otites C)obstrução nasal A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Sinusites História clínica suscinta. Após a prescrição do tratamento. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Descrever os tratamentos realizados até então. Observações . Relatar dados importantes. Descrever dados importantes. Os casos de IVAS sem complicação devem ser tratados na própria UBS. relatar alergias. RX de cavum (com a boca aberta). o paciente deverá ser retornado à UBS com relatório de contra-referência preenchido. Em crianças.

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Atenção Secundária

OTORRINOLARINGOLOGIA

OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Amigdalites: Encaminhar apenas casos crônicos (amigadalites de repetição), relatando a história clínica, detalhando número de crises, frequência, duração e tratamentos realizados. Surdez, zumbido, hipoacusia: verificar presença de cerumen (proceder conforme orientação abaixo). Rolha de cerumen: Fazer uso de cerumin no(s) ouvido(s) afetados 3 a 5 dias para dissolver o cerumen, encaminhar ao otorrino apenas quando não conseguir fazer a lavagem. Epistaxe: Encaminhar com história clínica constando a frequência das crises. Afastar a presença de discrasia sanguínea antes de encaminhar, pedindo coagulograma se necessário.

Atenção Secundária

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PNEUMOLOGIA
PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) asma B) pneumonias de repetição C) tosse crônica
A
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais

Asma
História clínica suscinta com referência a dispnéia, tempo de evolução e última crise. Relatar os achados importantes, em especial em relação à ausculta pulmonar. RX de tórax em AP e Perfil. A critério do clínico ou pediatra, solicitar também RX de seios da face, RX de cavum, hemograma, EPF (em crianças) e Urina Rotina (em crianças). Enumerar. Relatar os tratamento já realizados e os medicamento com respectivas doses em uso atual. Descrever. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

B
História clínica

Pneumonias de repetição
Relatar o início dos sintomas, a frequência das crises, duração, fatores de risco (tabagismo, TBC, asma), doenças associadas e evolução do quadro. Relatar os achados importantes, em especial em relação a ausculta pulmonar. RX de tórax em PA e Perfil. Orientar o paciente a levar para o especialista radiografias anteriores. Enumerar. Relatar os tratamento anteriores e os medicamentos em uso atual. Descrever. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

C
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais

Tosse crônica
Histórico suscinto informando evolução, relação da tosse com esforço e com mudanças climáticas, presenca de secreção e doenças associadas. Relatar os achados importantes. RX de tórax em PA e Perfil, RX de cavum e seios da face, hemograma e PPD. A critério do pediatra, solicitar também EPF e Urina Rotina. Enumerar. Informar os medicamentos em uso atual. Descrever. retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

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Atenção Secundária

REUMATOLOGIA
PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) artrose B) fibromialgia C) artrite reumatóide
A
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais

Artrose
Encaminhar com história suscinta informando o tipo de dor, evolução, presença de edema articular e doenças associadas. Relatar os achados importantes, em especial a presença de sinais flogísticos articulares. RX das articulações em AP e Perfil (radiografar articulação ou membro contralateral, mesmo sem sintomatologia), Hemograma, VHS, Látex, PCR e Ácido Úrico. Relatar os exames anteriores. Enumerar. Detalhar os tratamento realizados anteriormente e os medicamento e doses em uso atualmente. Detalhar os motivos de encaminhamento ao especialista. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Os casos de artrose em coluna lombar podem ser encaminhados ao ortopedista.

Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

B
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

Fibromialgia
Histórico suscinto constando características da dor, evolução, doenças associadas. Relatar os achados importantes. Hemograma, VHS, TSH, CPK Aldolase, Látex, FAN, PCR, W. Rose. Enumerar. Descrever os tratamentos já realizados. Detalhar o motivo de encaminhamento. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

C
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

Artrite reumatóide
Encaminhar com história suscinta informando as características da dor, evolução, presença de edema articular e doenças associadas. Relatar os achados importantes, em especial a presença de sinais flogísticos articulares. Hemograma, VHS, TSH, CPK Aldolase, Látex, FAN, PCR, W. Rose. Enumerar. Detalhar os tratamento realizados anteriormente e os medicamento e doses em uso atualmente. Detalhar os tratamento realizados anteriormente e os medicamento e doses em uso atualmente. Retornar ao nível secundário, mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência).

Atenção Secundária

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REUMATOLOGIA
OBSERVAÇÕES Não se deve solicitar Anti Estreptolisina O se a suspeita não for de Doença Reumática ( Febre Reumática ), bem como não prescrever Benzetacil ou outra medicação se não estiver confirmada a Febre Reumática.

Especificar. Indicar os medicamentos e doses em uso. história pregressa e doenças associadas. Exame de Urina Rotina. história pregressa e doenças associadas. Hipertensão. Uréia. Especificar. Exame de Urina Rotina. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Edema a esclarecer Histórico suscinto constando tempo de evolução. Exame de Urina Rotina. Relatar os achados importantes. Creatinina e Glicemia de jejum. doenças reumatológicas e auto-imunes. inclusive a medida da Pressão Arterial. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Hematúria Infecções urinárias de repetição . Relatar os achados importantes. doenças reumatológicas e autoimunes A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Alteração de exame de urina Histórico suscinto constando tempo de evolução. inclusive la medida da Pressão Arterial. Retornar ao nível secundário. Uréia. Enumerar. Hipertensão. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar os achados importantes. Indicar os medicamentos e doses em uso. inclusive a medida da Pressão Arterial. história pregressa e doenças associadas.24 Atenção Secundária UROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) alteração de exame de urina B) edema a esclarecer C) lesão renal em Diabetes. Especificar. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Lesão renal em Diabetes. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Enumerar. Indicar os medicamentos e doses em uso. Enumerar. Creatinina e Glicemia de jejum. Histórico suscinto constando tempo de evolução. Uréia. Creatinina e Glicemia de jejum.

. maior o percentual de medicamentos empregados de forma inadequada. tais como as informações acadêmicas e de colegas. idosos. neste caso. o número excessivo de medicamentos no mercado. . “novos medicamentos”. . . tornando-se co-responsável pelo seu tratamento. A análise da relação risco/benefício das medidas terapêuticas adotadas. especialmente quanto ao uso dos medicamentos. durante o ato da prescrição. eficaz. da via de administração. a propaganda da indústria farmacêutica e o próprio paciente . O fornecimento de medicamentos nas unidades de saúde da SMSA/BH é realizado somente mediante apresentação de receita médica. a literatura médica. nas quais incluem medicamentos com perfil de efetividade e segurança bem estabelecidos. do intervalo de administração e do tempo pelo qual deverá ser utilizado. ainda optar por fármacos mais conhecidos evitando-se.Medicamentos 1 A QUALIDADE DA PRESCRIÇÃO E O USO DE MEDICAMENTOS Estima-se que. seja discutido com o paciente para que ele seja bem orientado. As situações clínicas concomitantes que podem interferir com os medicamentos utilizados e as especificidades de grupos como crianças. devendo o paciente cadastrar-se na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência. Segue protocolos de tratamento padronizados pelo Ministério da Saúde . . . . Medicamentos de uso crônico: fornecidos mediante cadastro. para cada medicamento. sempre que possível. Alguns estudos sugerem que quanto maior o número de prescrições. . A definição. em uma linguagem clara e de fácil entendimento. na rede pública e o custo do tratamento. .As prescrições de medicamentos sujeitos a controle especial devem obedecer a Portaria SVS/MS nº 344 de 12/05/1998. a prescrição requer um diagnóstico correto e a escolha do fármaco adequado. vários aspectos devem ser considerados: . de acordo com a área de abrangência. Contribui para este panorama. conveniente e individual. Medicamentos de Saúde Mental: fornecidos nas unidades de saúde de referência para Saúde Mental. tornando o processo de escolha ainda mais complexo e difícil. A avaliação da necessidade real de seu uso e. que deve ser orientada por diretrizes e protocolos de tratamentos existentes para várias patologias e pelas listas-modelo de medicamentos em níveis internacional. gestantes e lactantes. qual fármaco indicar. interações medicamentosas e com alimentos. seu estado emocional. O conhecimento dos hábitos e rotinas do paciente. Para que a prescrição seja racional é necessário que o prescritor tenha habilidade para avaliar de forma crítica os vários aspectos que podem influenciar a sua prática. É importante que o processo de escolha. sua aceitação do tratamento e sua disposição em seguir as orientações de forma correta. . Estas orientações buscam a efetividade máxima do tratamento e a redução de riscos e custos. A PRESCRIÇÃO RACIONAL Considerada uma importante parte da consulta. Deve-se. com possibilidades tanto de efeitos desejáveis como adversos. da apresentação. . da dose mais adequada. Medicamentos do Programa de Controle de Tuberculose: fornecidos em todas as unidades básicas de saúde. nacional e municipal. devidamente preenchida e de acordo com as normas vigentes (Lei Federal nº 5991/73 e Portaria MS nº 344/98). Ao prescrever um medicamento. Medicamentos de uso agudo: disponibilizados em todas as unidades básicas de saúde. para os quais a efetividade e segurança não estão muito bem estabelecidas. cerca de 80% das consultas terminem com uma prescrição médica. . O risco de reações adversas. A opção por uma posologia segura. A sua disponibilidade no mercado. em atenção primária à saúde.

24. 29. Medicamentos do Programa de Controle da Hanseníase: fornecidos nas unidades de saúde de referência para o tratamento de hanseníase. acetato 0.25 mg comprimido Dipirona sódica 500 mg comprimido Dipirona sódica 500mg/ml solução oral gotas Doxiciclina.150 mg comprimido Clotrimazol 1% creme dermatológico Clotrimazol 1% (ou Miconazol 20 mg/g) creme vaginal Dexametasona. Ácido acetilsalicílico 100mg comprimido Ácido acetilsalicílico 500mg comprimido Ácido Fólico 5mg comprimido Alopurinol 300mg comprimido Aminofilina 100mg comprido Amiodarona 200mg comprimido Amoxicilina 125mg/5ml suspensão Amoxicilina 500mg cápsula Benzilpenicilina benzatina 1. 17.200. 12. 09. 13.2 Medicamentos .05mg + Levonorgestrel 0. . 07. 28. 33. 04. Medicamentos das Doenças Sexualmente Transmissíveis: fornecidos em todas as unidades básicas de saúde.25 mg drágea cartela Fenitoína 100mg comprimido Fenobarbital 100mg comprimido Fenobarbital sódico 4% solução oral .000UI injetável fr-ampola Captopril 25mg comprimido Cefalexina 2.5% (125mg/5ml) suspensão oral Escopolamina (hioscina) 10 mg comprimido Estrogênios conjugados 0. 31.000UI+benzilpenicilina potássica 100. 35. 21.1% creme Dexclorfeniramina 0. 20. 22. . Hospital Eduardo Menezes e Hospital da Baleia. 19. cloridrato 100 mg drágea Eritromicina. 11. URS Sagrada Família. 16.03mg + Levonorgestrel 0.625mg drágea Etinilestradiol 0. 25. 08. URS Saudade (para pacientes cadastrados no Hospital da Baleia) e no Hospital Eduardo de Menezes.000UI injetável frasco-ampola Benzilpenicilina procaína 300.000UI injetável frasco-ampola Benzilpenicilina benzatina 600. 10.5% (125mg/5ml) suspensão oral Cefalexina 500mg cápsula Cetoconazol 200mg comprimido Cimetidina 200mg comprimido Clonidina 0. As Unidades de Referência Secundárias (URS’s) e os Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAM’s) atendem somente receitas geradas internamente. 30. Medicamentos do Programa do HIV+ (Antiretrovirais): fornecidos nas unidades de referência para o tratamento da AIDS: CTR Orestes Diniz. RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESSENCIAIS PADRONIZADOS . 03. 27. 32. 14. Segue protocolos de tratamento padronizados pelo Ministério da Saúde .15mg drágea cartela Etinilestradiol 0. 05. 34. URS Sagrada Família. 18. 06.04% (2mg/5ml) solução oral Dexclorfeniramina 2mg comprimido Diazepam 10mg comprimido Diclofenaco de sódio 50mg comprimido Digoxina 0. 26. 23. 36. Medicamentos do Programa do HIV+ (Infecções oportunistas): fornecidos no CTR Orestes Diniz. 15. . estearato 2.“REMUME” SMSA-BH ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Disponibilizados em todas as unidades de saúde da SMSA/BH 01. 02.

02. Hidralazina 25mg comprimido 40. Prednisona 5mg comprimido 65. Paracetamol 200mg/ml solução oral gotas 60. 05. Sulfametoxazol 200mg + trimetoprima 40mg/5ml suspensão oral 75. Nitofurantoína 100mg cápsula 58. Furosemida 40 mg comprimido 38. Vitaminas do Complexo B drágea (1) METILDOPA: é padronizado na SMSA-BH para as gestantes e lactantes hipertensas ou pacientes portadores de insuficiência renal crônica. Monossulfiram 25% solução tópica 54. Nistatina 100. dinitrato 10mg comprimido 42. enantato 10mg injetável ampola 66. 08.000UI/ml suspensão oral 57. Medroxiprogesterona. Ácido Valpróico 250mg/5ml xarope Ácido Valpróico 500mg comprimido Amitriptilina 25mg comprimido Biperideno 2mg comprimido Carbamazepina 200mg comprimido Clomipramina 25mg comprimido Clonazepam 2mg comprimido Clorpromazina 100mg comprimido Clorpromazina 25mg comprimido . Levodopa 250mg+Cardidopa 25mg comprimido 44. Tiroxina 100mcg comprimido 80. 03. Paracetamol 500mg comprimido 61. Salbutamol 0. Sulfadiazina 500mg comprimido 74. Propiltiouracil 100mg comprimido 68. Tetraciclina 250mg comprimido 79. Hidroclorotiazida 25mg comprimido 41. Isossorbida. Metronidazol 4% suspensão oral 53. Salbutamol 2mg comprimido 72. Metoclopramida 10mg comprimido 50. Nifedipina 20mg comprimido retard 56. Sulfato ferroso 200mg (40mg de ferro) drágea 78. Metildopa 500mg comprimido (1) 49. Metronidazol 500mg/5g geléia vaginal 51. Verapamil 80mg comprimido 81. Metronidazol 250mg comprimido 52. Prednisona 20mg comprimido 64. Polivitamínico solução oral gotas 63. sulfato 5mg + bacitracina 250UI/g pomada 55. Mebendazol 100mg comprimido 45. dinitrato 5mg comprimido 43. 07. Sais para reidratação oral . Glibenclamida 5mg comprimido 39. 09. Pasta d’água 62. Metformina 850mg comprimido 48.9 g 70. 04.9% + Cloreto de Benzalcônio) 73. Neomicina. Norestisterona 0. Prometazina 25mg comprimido revestido 67. Sulfato ferroso 125mg/ml (25mg de ferro/ml) solução oral 77.Medicamentos 3 37. Solução nasal pediátrica (Cloreto de sódio 0. 06. Propranolol 40mg comprimido 69. Progesterona 150mg + Estradiol. acetato 5mg comprimido 47. Sulfametoxazol 400mg + trimetoprima 80mg comprimido 76. Isossorbida.4mg/ml (ou 2mg/5ml) xarope 71.envelope 27.35mg comprimido 59. PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL 01. Mebendazol 100mg/5ml suspensão oral 46.

Espiramicina 500 mg comprimido (1. sulfato 100mcg/jato aerossol . Heparina SC 5. Tioridazina 25mg drágea (2) Item de uso exclusivo dos CERSAM’S PROGRAMA DA ASMA – “CRIANÇA QUE CHIA” 01. Gentamicina. Nitrazepan 5mg comprimido 21. pamoato 75mg comprimido 17. Praziquantel 600mg comprimido* (Tratamento da Esquistossomose) 04. *Para os itens assinalados com asterisco. Insulina Humana Regular 100UI/ml 03. 10.5MUI)* (Tratamento da Toxoplasmose em gestantes) 02. 07. MEDICAMENTOS DA CAIXA DE URGÊNCIA . 09. 02. individualmente. 05.4 Medicamentos 10. quando necessário. Clorpromazina 40mg/ml solução oral gotas 11. Haloperidol 0.2% solução oral gotas 12. 04. Salbutamol. Haloperidol 1mg comprimido 13. 03. antimoniato 1. Nortriptilina 25mg comprimido 22. carbonato 300mg comprimido 20. Levomepromazina 25mg comprimido 19. 06. Fenoterol 5mg/ml solução para nebulização(1) (1) Fenoterol: Este medicamento é exclusivo de uso interno nas unidades. Imipramina.25 ml * (Tratamento da Trombose Venosa Profunda e/ ou Troboembolismo pulmonar) 07. Azitromicina 500mg comprimido Amoxicilina 500mg + ácido clavulânico 125 mg comprimido Amoxicilina 250mg + ácido clavulânico 62.5 mg solução oral Beclometasona 250 mcg aerossol* Norfloxacino 400mg comprimido Mononitrato de isossorbida 20mg comprimido Levotiroxina 25 microgramas Ranitidina 150mg comprimido Salbutamol 100 mcg aerossol* Vitamina B12 (5. Tioridazina 100mg drágea 24. decanoato 50mg/ml.000UI injetável ampola 0. ATENÇÃO AO IDOSO 01.5G (426mg antimônio/ml) injetável ampola 5ml* (Tratamento da Leishmaniose) 06. Beclometasona 250mcg aerossol 02.5% suspensão oral * (Quimioprofilaxia da Meningite) Estes medicamentos estão disponíveis e devem ser solicitados. Penfluridol 20 mg comprimido(2) 23. sulfato 80mg/2ml injetável ampola 2ml 05. Levomepromazina 100mg comprimido 18. através da Farmácia Distrital.200 doses 03.000 mcg) injetável ampola Estes medicamentos são destinados exclusivamente a pacientes idosos (acima de 60 anos) MEDICAMENTOS ESPECIAIS 01. existem protocolos da SMSA/BH para sua utilização. Imipramina 25mg comprimido 16. Lítio. 08. Haloperidol. injetável ampola 15. Rifampicina 300 mg cápsula ou 2. Haloperidol 5mg comprimido 14. Meglumina.

26. 02.blister Clofazimina 100 mg cápsula Dapsona 100 mg comprimido . 06. 07. 07. 02. Aminofilina 240mg/10ml injetável ampola 10ml – 3 ampolas Atropina 0. 21. 25. 18. 10. 24. 16. 04.Medicamentos 5 01. cloridrato 5mg/ml injetável ampola 5ml – 5 ampolas( 5) Deslanosideo 0. 06.25mg/ml injetável ampola 1ml – 10 ampolas Bicarbonato de sódio 5% frraco 250ml – 01 frasco Biperideno. 02. 13. 15. 05. lactato 5mg/ml injetável ampola 1 ml – 5 ampolas (5) Captopril 25mg comprimido – 10 comprimidos Cloreto de potássio 10% injetável ampola 10 ml – 5 ampolas Cloreto de sódio 0. Hansenostático multibacilar pediátrico . 14. 09. 04. 17. 05. 06.03 ampolas Prometazina. (5) Disponíveis somente nas unidades referência em Saúde Mental MEDICAMENTOS DOS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE TUBERCULOSTÁTICOS 01. 27. 08.9 % frasco 500 ml – 04 frascos Clorpromazina.blister Hansenostático multibacilar adulto .2mg/ml injetável ampola 2ml – 04 ampolas Diazepam 5mg/ml injetável ampola 2ml .04 ampolas Diclofenaco de sódio 25mg/ml injetável ampola 3ml – 10 ampolas Dipirona sódica 500mg/ml injetável ampola 1ml – 10 ampolas Epinefrina. 11.blister Hansenostático paucibacilar pediátrico . cloridrato 25mg/ml injetável ampola 2ml. 03. 03. cloridrato 1mg/ml injetável ampola 1ml – 15 ampolas Escopolamina (hioscina) 20mg + dipirona sódica 2500mg injetável ampola 5ml – 1o ampolas Fenitoina 50mg/ml injetável ampola 5ml – 06 ampolas Fenobarbital 100mg/ml injetável ampola 2ml – 05 ampolas Furosemida 10mg/ml injetável ampola 2ml – 05 ampolas Glicose 5% isotônica frasco 500ml – 04 frascos Glicose 50% hipertônica injetável ampola 10 ml – 06 ampolas Gluconato de cálcio 10% injetável ampola ampola 10 ml – 02 ampolas Haloperidol 5mg/ml injetável ampola 1ml – 05 ampolas(5) Hidrocortisona succinato 100mg injétável frasco-ampola – 05 frasco-ampolas Isossorbida 5mg sublingual comprimido – 10 coprimidos Metoclopramida. cloridrato 5mg/ml injetável ampola 2 ml . 23. 04. 05.blister Hansenostático paucibacilar adulto . 03. 22. 08. 12. 19. Estreptomicina 1g injetável frasco-ampola Etambutol 400 mg comprimido Etionamida 250 mg drágea Isoniazida 100 mg + rifampicina 150 mg cápsula Isoniazida 200 mg + rifampicina 300 mg cápsula Isoniazida 100 mg comprimido Pirazinamida 500 mg comprimido Pirazinamida 3% xarope Rifampicina 2% suspensão oral HANSENOSTÁTICOS 01.03 ampolas Ranitidina 25mg/ml injetável ampola 2ml – 01 ampola Ringer lactato frasco 500 ml – 05 frascos Estes medicamentos são exclusivos para o uso em procedimentos internos da unidade e devem ser administrados somente mediante prescrição médica. 20. 09.

10. Talidomida 100 mg comprimido A Talidomida obedece determinações da Portaria 344/98 para sua dispensação. Aciclovir 200 mg comprimido Ácido Folínico 15 mg comprimido Anfotericina B 50 mg injetável ampola Claritromicina 500 mg comprimido Clindamicina 300 mg comprimido Fluconazol 150 mg cápsula Ganciclovir. através da Coordenadoria de Medicamentos Excepcionais. 05. 08.000UI injetável frasco-ampola Cetoconazol 200 mg comprimido Clotrimazol 1% creme vaginal ou Miconazol 20 mg/g creme vaginal Doxiciclina 100mg drágea Metronidazol 250 mg comprimido Podofilina 25% solução alcoólica Sulfametoxazol + trimetropim 400 + 80 Mg comprimido Tianfenicol 2. . Augusto de Lima. sódico 500 mg injetável frasco-ampola Imunoglobulina Humana IV – frasco –ampola Pentamidina 300 mg injetável frasco-ampola Pirimetamina 25 mg comprimido Sulfadiazina 500 mg comprimido MEDICAMENTOS PARA A POPULAÇÃO CARCERÁRIA Os medicamentos a serem utilizados pela população carcerária do município de Belo Horizonte estão disponíveis no C. nº 688 . São necessários os seguintes documentos: a) Prescrição médica. 03. Oswaldo Cruz. Bairro Santa Efigênia . Brasil. b) Relatório médico. 08. mediante cadastramento. 03. pelo C. Rifampicina 300 mg cápsula 08. 09. 05. Os medicamentos de uso crônico serão distribuídos mensalmente de acordo com a receita médica. 06. dos usuários por cadeia. 04.6 Medicamentos 07.S.S.Barro Preto Tel. Aciclovir 200mg comprimido Azitromicina 500 mg cápsula Benzilpenicilina benzatina 1. Centro de Saúde Oswaldo Cruz: Av.: 3277-8880 MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS (ALTO CUSTO) Os medicamentos excepcionais são fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde. 02. 10. 11. Oswaldo Cruz.Fone: 3213-4363 e 32731741. 07. onde está lotada a equipe de saúde responsável. 04. 09.200. que funciona na Av. PROGRAMA DST – DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 01. 07. nº 2061 .5 g envelope MEDICAMENTOS EXCLUSIVOS DAS INFECÇÕES OPORTUNISTAS (PACIENTE HIV+) 01. 02. 06. c) Solicitação de medicamento excepcionais (SME) em 3 vias.

: (31) 3411 3550 – Ramal: 315 e 32778367.Pacientes consultando em Hospitais Privados. o próprio hospital é responsável pelo fornecimento dos medicamentos.Pacientes consultando em Hospitais Públicos. Tel. f) Quando o processo for montado por terceiros é necessário levar procuração. agendar consulta na Comissão de Oncologia do PAM Padre Eustáquio. 02. n° 1951 – B.Medicamentos 7 d) Cadastro do paciente para requerimento do medicamento excepcional. . e) Xerox do CPF do paciente. MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS 01. MARCAÇÃO DE CONSULTA Para marcação de consulta é necessário a apresentação dos seguintes documentos: 0102030405Anátomo Patológico (biópsia) CPF Carteira de identidade Comprovante de residência em nome do paciente Encaminhamento médico (somente original) Comissão de Oncologia Rua Padre Eustáquio. Padre Eustáquio.

espiritual e social. assim como cada médico e equipe que desejar uma troca com este outro saber podem procurá-las. dinâmico. o histórico do programa e a realidade destes atendimentos no SUS-BH. diabetes. constituindo equipe de apoio ao Programa de Saúde da Família. Acupuntura e Medicina Antroposófica – PRHOAMA.PRHOAMA 1 PROGRAMA DE HOMEOPATIA. anemias. alimentação e abordagens terapêuticas não medicamentosas adequadas a cada fase da vida. síndrome do pânico. psíquicas e físicas. EQUIPE RESPONSÁVEL Os médicos homeopatas atuam na atenção primária. Está em 21 Centros de Saúde dos 9 Distritos Sanitários e no CREAB Sagrada Família. POPULAÇÃO ALVO Pessoas que desejam se tratar pela Homeopatia. (l6 médicos). do recém-nascido ao idoso.Homeopatia. em síntese. A aplicação prática destas racionalidades médicas. infecções de repetição. a medicina antroposófica oferece orientações sobre hábitos e atividades vitais. psicoses. Acupuntura e Medicina Antroposófica. Para isto. dores crônicas (enxaquecas.). distúrbios do climatério etc. com o objetivo de divulgar tais práticas médicas na Rede Municipal de Saúde. sua suscetibilidade e suas reações. dengue. avalia o paciente em sua totalidade. Todo paciente que desejar um olhar com esta abrangência sobre seu adoecer e sua possibilidade de cura. assim como por medicamentos de uso contínuo. Planeja-se distribuir uma unidade desta publicação para cada equipe de saúde da família até o final do primeiro semestre de 2005. etc. Acupuntura e Medicina Antroposófica . Pelo seu corpo conceitual próprio. manifesto por sensações e funções perturbadas. ansiedade. gerais e mentais do presente e do passado. HOMEOPATIA CARACTERIZAÇÃO É um tratamento médico que estimula a força vital do paciente para o restabelecimento da sua saúde. fobias. Aids. a acupuntura e a medicina antroposófica têm em comum a avaliação e acompanhamento da totalidade do indivíduo enfermo: a anamnese pesquisa suas características mentais. Não há uma nosologia melhor do que outra para ser tratada por estas práticas médicas. asma. reduzindo a demanda por propedêutica e por consultas especializadas. a restabelecer a saúde. acupuntura (7 médicos) e medicina antroposófica (2 médicos). que por si só são preventivas e curativas. As intervenções terapêuticas buscam estimular as forças curativas naturais a recuperar a harmonia física.PRHOAMA Este programa existe no SUS-BH desde 1994. o PRHOAMA. depressão. enfocando os fundamentos. HAS. . pesquisando sintomas particulares. alergias. A enfermidade é entendida como um desequilíbrio vital. A homeopatia. dismenorréia. simplifica o acompanhamento do caso. afetiva. recentemente rebatizado como Programa de Homeopatia. através de um medicamento preparado de um modo específico (dinamização). baseadas em leis e princípios imutáveis da Natureza. É o que de fato tem ocorrido em 11 anos do Programa de Práticas Médicas não Alopáticas. distúrbios de aprendizado e conduta. Estas terapêuticas têm curado ou auxiliado pacientes com as mais diferentes nosologias: insônia. drogadição. É oferecido atendimento em homeopatia. colagenoses. Ao longo de 2004 foi produzida a publicação Programa de Homeopatia. selecionado pelo princípio da semelhança com os sintomas representativos da enfermidade (o medicamento cura os sintomas que ele causa). ACUPUNTURA E MEDICINA ANTROPOSÓFICA . lombalgias.

A cada consulta. que é entregue na secretaria da Unidade Básica de Saúde. sonhos e o registro escrito destas informações. Exame físico Feito rotineiramente. CONTROLE DE FALTOSOS O tratamento pela Homeopatia depende essencialmente do desejo do paciente de se submeter a ele. pacientes encaminhados por outros pacientes e pacientes encaminhados por profissionais de saúde do SUS . CADASTRO E ARQUIVO Os dados das consultas devem ficar cuidadosamente registrados nos prontuários da Unidade Básica de Saúde. Dados específicos para levantamento epidemiológico são registrados em folha própria nomeada “movimento de consultas individuais”. Dentro da proposta do BH Vida Saúde Integral. com Guia de Referência devidamente preenchida. Acupuntura e Medicina Antroposófica . revisando os sintomas. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Consulta clínica individual . seus sintomas gerais. As primeiras consultas e os retornos são agendados conforme a rotina própria da UBS onde será feito o atendimento.PRHOAMA CAPTAÇÃO DA CLIENTELA Demanda espontânea por Homeopatia. o que geralmente leva a uma consulta longa. os dados vão para a epidemiologia. a qual consolida-os no folha “movimento de consultas mensais” e a encaminha à secretaria do Distrito Sanitário e de lá. devendo o paciente ser acompanhado com regularidade. é dirigido pelas informações da anamnese. das equipes de apoio e de outros profissionais do SUS-BH. pois o acesso a tais informações são essenciais à prática da Homeopatia. Anamnese homeopática A anamnese é de fundamental importância para a prática da Homeopatia. o paciente é orientado sobre o período em que deve retornar e sobre como marcar o seu retorno. A clareza sobre este conjunto de observações influencia o êxito do tratamento. quando este for necessário. a observação cuidadosa do seu modo de ser e de sentir. Do adequado registro e arquivamento dos dados obtidos depende um bom atendimento ao usuário.BH. CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO O paciente em tratamento retornará conforme o médico julgar necessário para avaliar a evolução do caso. atendimento dos pacientes encaminhados pelas Equipes de Saúde da Família a partir dos respectivos acolhimentos. hierarquizando-os (conforme seu valor) e freqüentemente pesquisando-os em livros específicos (repertórios) com o fim de selecionar o medicamento homeopático a ser prescrito. . Repertorização A seguir se procede ao estudo do caso. . através do acolhimento das equipes do PSF.2 Homeopatia. com a freqüência das consultas sendo guiada por cada caso individualmente e conforme a necessidade do paciente (urgências). . São essenciais o conhecimento minucioso das modalidades dos sintomas do enfermo (do momento e do passado). AGENDAMENTO O usuário será encaminhado para atendimento na UBS de referência a partir da UBS de sua área de abrangência.

das equipes de apoio e de outros profissionais do SUS-BH. Acupuntura e Medicina Antroposófica . CADASTRO E ARQUIVO Os dados das consultas devem ficar cuidadosamente registrados nos prontuários da Unidade Básica de Saúde. melhorando ou curando os sintomas estabelecidos e/ou evitando a instalação de doenças.Homeopatia. Aborda o paciente em sua totalidade. pois o acesso a tais informações são essenciais à prática da Acupuntura. que é entregue na secretaria da Unidade Básica de Saúde. com Guia de Referência devidamente preenchida. Através do estímulo de pontos específicos do corpo com agulhas. a fim restabelecer o equilíbrio e a harmonia de indivíduo como um todo. através do acolhimento das equipes do PSF. como utilizá-lo.PRHOAMA 3 . EQUIPE RESPONSÁVEL Os médicos acupuntores atuam em sua maioria na atenção primária. avaliando sua relação com ele mesmo e com seu meio ambiente. POPULAÇÃO ALVO Pessoas que desejam se tratar pela Acupuntura. o médico promove a liberação de substâncias do próprio organismo. do recém-nascido ao idoso. a qual consolida-os no folha “movimento de consultas mensais” e a encaminha à secretaria do Distrito Sanitário e de lá. atendimento dos pacientes encaminhados pelas Equipes de Saúde da Família a partir dos respectivos acolhimentos. o médico prescreve e orienta o paciente sobre como obter o medicamento. Do adequado registro e arquivamento dos dados obtidos depende um bom atendimento ao usuário. os dados vão para a epidemiologia. quando será o retorno e como fará para marcá-lo. constituindo equipe de apoio ao Programa de Saúde da Família. ACUPUNTURA CARACTERIZAÇÃO É um dos métodos terapêuticos que fazem parte da Medicina Chinesa. Também há uma médica acupuntora atuando no CREAB Sagrada Família. CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO O paciente em tratamento retornará conforme orientação do médico sobre a freqüência das sessões (em geral semanais ou quinzenais). Prescrição Homeopática Sendo necessário ao caso. As primeiras consultas e os retornos são agendados conforme a rotina própria da UBS onde será feito o atendimento. AGENDAMENTO O usuário será encaminhado para atendimento na UBS de referência a partir da UBS de sua área de abrangência. pacientes encaminhados por outros pacientes e pacientes encaminhados por profissionais de saúde. além de dar outras orientações necessárias à evolução do tratamento. CAPTAÇÃO DA CLIENTELA Demanda espontânea pela Acupuntura. . Dentro da proposta do BH Vida Saúde Integral. Dados específicos para levantamento epidemiológico são registrados em folha própria nomeada “movimento de consultas individuais”.

Assim. Além de considerar no seu diagnóstico o corpo físico. quando há uma desvitalização. Corpo etérico ou vital: da vitalidade.PRHOAMA CONTROLE DE FALTOSOS A cada consulta o paciente é orientado quanto ao período em que deve retornar (em geral as sessões são semanais ou quinzenais). dos ritmos fisiológicos. dando seguimento ao acompanhamento. Acupuntura e Medicina Antroposófica . constituindo equipe de apoio ao Programa de Saúde da Família. POPULAÇÃO ALVO Pessoas que desejam se tratar pela Medicina Antroposófica. Corpo do “EU”: condições do sistema imunológico. sensações. MEDICINA ANTROPOSÓFICA CARACTERIZAÇÃO A Medicina Antroposófica propõe uma ampliação da medicina alopática. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Consulta clínica individual É feita uma anamnese médica com perguntas específicas e exame físico. sintomas mentais. quando se apresentam quadros alérgicos (dificuldade de troca com os componentes do meio). das emoções. A escolha do medicamento ou da terapia baseia-se no diagnóstico complementar/ antroposófico sobre o tipo de desequilíbrio em questão. que são prescritos de acordo com o diagnóstico. O que poderá ser revertido conforme justificativa. Durante a sessão as agulhas permanecem no corpo entre 20 e 30 minutos. aplicações externas. Depois o médico aplica agulhas em pontos específicos do corpo. banhos terapêuticos. É sempre possível associar a terapêutica convencional/alopática. . ou promovendo o fortalecimento do “EU” que vai harmonizar os demais corpos. quirofonética. constituição própria de cada indivíduo. disposição.4 Homeopatia. . terapia artística. Corpo astral: da vida psíquica. homeopáticos e antroposóficos específicos). . euritmia. cantoterapia e terapia biográfica. massagem rítmica. terá seu horário preenchido por outro paciente. quando necessário. visando o diagnóstico clínico de acordo com a Medicina Chinesa. avalia na clínica: . A Medicina Antroposófica oferece muitas possibilidades de tratamento: terapêutica medicamentosa (medicamentos fitoterápicos. EQUIPE RESPONSÁVEL Os médicos antroposóficos atuam na atenção primária. mal-estar. do recém-nascido ao idoso. vivencia ou se posiciona diante de cada situação ou momento de vida. das trocas com o ambiente físico ou emocional. quando apresenta doenças agudas ou crônicas no nível físico. psíquicos ou alteração de comportamento ligados à vida afetiva. O paciente é avisado que ao faltar a duas sessões consecutivas sem justificativa. sintomas às vezes não bem definidos ou sem manifestação física. a Medicina Antroposófica propõe uma abordagem preventiva e terapêutica que vai equilibrar ou re-equilibrar o organismo como um todo. Um dos benefícios observados na Medicina Antroposófica é a redução do uso dos medicamentos alopáticos. A seguir é agendado o retorno. como ele se manifesta.

os acontecimentos importantes do seu passado. As primeiras consultas e os retornos são agendados conforme a rotina própria da UBS onde será feito o atendimento. CONTROLE DE FALTOSOS O tratamento pela Medicina Antroposófica depende essencialmente do desejo do paciente de se submeter a ele. Dentro da proposta do BH Vida Saúde Integral. pois o acesso a tais informações são essenciais à prática da Medicina Antroposófica. devendo o paciente ser acompanhado com regularidade. A prescrição médica tem caráter curativo. a qual consolida-os no folha “movimento de consultas mensais” e a encaminha à secretaria do Distrito Sanitário e de lá. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Consulta clínica individual É geralmente uma consulta longa. pacientes encaminhados por outros pacientes e pacientes encaminhados por profissionais de saúde. Faz-se inclusive puericultura de acordo com a visão antroposófica. porque além das queixas do paciente. Acupuntura e Medicina Antroposófica . CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO O paciente em tratamento retornará conforme o médico julgar necessário para melhor avaliar a evolução do caso. Dados específicos para levantamento epidemiológico são registrados em folha própria nomeada “movimento de consultas individuais”. AGENDAMENTO O usuário será encaminhado para atendimento na UBS de referência a partir da UBS de sua área de abrangência.Homeopatia. através do acolhimento das equipes do PSF. Do adequado registro e arquivamento dos dados obtidos depende um bom atendimento ao usuário. A cada consulta. atendimento dos pacientes encaminhados pelas Equipes de Saúde da Família a partir dos respectivos acolhimentos. os dados vão para a epidemiologia. nas quais ele deverá lidar com mudanças de vida. das equipes de apoio e de outros profissionais do SUS-BH. que é entregue na secretaria da Unidade Básica de Saúde. com Guia de Referência devidamente preenchida. perdas afetivas etc. Mas é principalmente preventivo em várias situações de vida do paciente. com a frequência das consultas sendo guiada por cada caso individualmente e conforme a necessidade do paciente (urgências).PRHOAMA 5 CAPTAÇÃO DA CLIENTELA Demanda espontânea por Medicina Antroposófica. CADASTRO E ARQUIVO Os dados das consultas devem ficar cuidadosamente registrados nos prontuários da Unidade Básica de Saúde. o seu modo de vida. o paciente é orientado sobre o período em que deve retornar e sobre como marcar o seu retorno. a sua maneira de ser (o seu temperamento). . vários aspectos interessam. tais como seus hábitos. a sua postura diante do mundo e das dificuldades. a sua história de vida. adaptações.

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