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Há alguns anos escutei uma fita cassete de um amigo, Rumi, na qual o Mestre Osho e

xplicava o que era Iluminação. Nela um discipulo de nome Veet Vigyanam perguntava ao
Mestre: "Amado Osho, eu ouvi você dizer que nós somos todos Budas; iluminados, já rea
lizados. Se isso é verdade, por que estou esperando que algo aconteça? Trata-se de u
m velho hábito ou de um truque da mente?" "Veet Vigyanam, uma coisa é ouvir, a outra
coisa é entender . Você me ouviu dizer que nós somos todos iluminados, mas você não confi
ou nisso - pelo menos você excluiu a si próprio. ' Talvez todos sejam, mas eu sou um
iluminado?'
Isto era demais para você aceitar, consequentemente, fez a pergunta. Sua questão mos
tra a sua mais profunda agitação. Você está dizendo: 'Se é assim...' eu não disse que sua i
uminação é alguma probabilidade que talvez você seja iluminado, talvez você não seja. Não h
hum 'se' e nenhum 'mas' ... é uma simples declaração: 'você é iluminado e não pode ser qual
uer outra coisa que não seja um iluminado'. Eu entendo a sua dificuldade. Disseram
que você é ignorante e você aceitou, que não é bonito e você aceitou. Apenas observe quant
s coisas você tem aceitado. Desde a sua infância, não lhe deram a observação correta. Você
em sempre sido puxado e empurrado de uma forma ou de outra: 'Torne-se isso, torn
e-se aquilo'.
Ninguem sequer pensou que, se a existência quisesse apenas 'Gautamas Budas', ela t
eria manufaturado 'Gautamas Budas', exatamente da mesma forma como uma fábrica For
d produz carros Ford, numa linha de montagem; todos exatamente iguais, com treme
nda eficiência. A cada minuto um carro novo sai da linha de montagem, vinte e quat
ro horas por dia, mas a existência não acredita numa situação na qual todos são iguais.
A iluminação de Gautama Buda está fadada a ser a iluminação de Gautama Buda. A sua iluminaç
está fadada a ser a sua iluminação. Seu problema tambem surge da comparação. Você começou a
nsar: 'Se eu sou iluminado, então por que eu não sou um Gautama Buda, ou um Jesus Cr
isto, ou Bodhidharma? Eu sou apenas Veet Vigyanam. Ninguem venera-me. Eu saio po
r aí e ninguem sequer me nota. Que tipo de iluminação é esta? Certamente eu ainda não a at
ingi. Certamente ela não ocorreu ainda, ela terá de acontecer'
A idéia de que a iluminação é algo a atingir tem sido propagada com enorme consistência, p
or milhares de anos. Eu digo a você que iluminação não é algo a obter, é a sua própria natu
a. Se você a está perdendo, a razão não é que você ainda não a atingiu. A razão é que você
ando por ela a sua volta, em todos os lugares, excluindo você mesmo. Indo a todos
os templos, lendo cada escritura sagrada, visitando todos os tipos de pessoas es
túpidas que pretendem ser mestres. Eu quero que declare, neste mesmo instante, que
você é iluminado. Não importa! Não é necessário que todos devam adorar você. Por que algue
everia adorá-lo? Você está criando condições desnecessárias para a iluminação. Deixe-me diz
um modo diferente.
No momento em que você respeita a si próprio como iluminado não pode fazer outra coisa
a não ser respeitar a todos como iluminados da forma que eles são. Não existe a neces
sidade de que todos se enquadrem em certa categoria. Iluminação não é só uma categoria tal
onde você tem de comer certo tipo de comida. Se tivesse certa regra como esta - c
omo a de comer espagete - eu teria renunciado à iluminação. É bom que nenhuma escritura
sagrada diga que espaguete é a característica de um homem iluminado. Se você me entend
e, que na sua própria ordinariedade, você é perfeitamente bom.
Nada precisa ser acrescido à você. E se pode relaxar nessa ordinariedade, esta própria
ordinariedade, devido ao seu relaxamento, tornar-se-á radiante, começará a desabrocha
r. A sua aceitação, o respeito com você mesmo, será uma nutrição, trará a primavera para se
er e as flores começarão a abrir suas pétalas. Mas você nunca está em casa. Você está procu
do na casa dos outros. Alguns estão na casa de Gautama Buda, outros estão na casa de
Lao Tsé, uns na casa de Jesus Cristo, outros na casa de Moisés...
É uma situação muito estranha que você tenha se desviado de tal forma a ponto de todos e
starem em um outro lugar, onde não se espera que ele esteja. Ele não está onde a existên
cia quer que ele esteja. Eu ensino a imediata e definitiva ordinariedade. É a mais
bonita experiência, porque agora não existe nenhum desejo, nenhuma tensão, nenhuma bu
sca, nenhuma inquirição, nenhum lugar para onde você ir.
Você já está onde você gostaria de estar. E você está perguntando: 'Se é assim, por que eu
da estou esperando que algo aconteça?' Agora eu tenho que responder isto? Talvez e
sta seja a sua única iluminação, onde, apesar de ser iluminado, você, ainda assim, procu
ra por algo que ainda vai acontecer. Um pouco maluco - mas isso não destrói a sua il
uminação. E um pouco de pessoas malucas tambem são necessárias. Elas trazem sal para a e
xistência. A existência sem pessoas malucas perderá algo bastante interessante. Mas vo
cê não pode aceitar isso.
Você continua perguntando: 'Trata-se de um velho hábito?' Apenas tentando consolar à s
i próprio que, apesar de ser iluminado, devido a um velho hábito, continua procurand
o aqui e ali. Mas, por mais que você procure aqui e ali, sempre será nutrido pelo ve
lho hábito. Estará praticando o velho hábito. É dificil comer sua comida silenciosa e gr
aciosamente, dormir com o máximo de bem aventurança, tendo uma vida ordinária de ser u
m carpinteiro ou um sapateiro, ou ser um pintor, um poeta, um dançarino e relaxand
o no que quer que você seja, sem ter ideais... Minha própria abordagem é tomar de você o
s ideais e jogar fora a própria idéia de que a iluminação é algo que acontecerá no futuro.
futuro não existe! De fato, a idéia de que ela irá acontecer no futuro é simplesmente p
ara evitar o respeito a si mesmo que você pode ter apenas no presente.
Há professores e eles não foram mestres, eles foram tão inconscientes quanto você é. Eles
não estavam conscientes da própria iluminação. Ensinaram moralidade, disciplina, métodos,
como se tornar iluminado. Trata-se de uma coisa muito simples. Se você pode se tor
nar doente, pode se tornar saudável e pode se tornar doente novamente. Iluminação não é al
go que você tenha que alcançar, porque o que pode ser alcançado pode ser roubado. Eu d
igo isso: 'Você é a própria Iluminação'. Eu não quero que você atinja a iluminação. Eu quer
ocê a vivencie. A partir desse momento, o que quer que você faça, façao do jeito que a i
luminação o faria.
A iluminação deve ser uma experiência individual, a mais individual das experiências, in
comparável e única para todos. Uma vez que isso é entendido, todas as nuvens escuras c
omeçam a se dissipar. Veet Vigyanam, eu continuarei repetindo de novo e de novo, a
té que isso fique bem claro, que voce é um iluminado. E você não tem de fazer nada de es
pecial por isso; tem apenas que ser o que você é, totalmente relaxado, em paz com a
existência. Não indo a lugar algum, não tendo de atingir meta alguma.
Toda a orientação para as metas é que está tornando as pessoas miseráveis. Disperse todos
os objetivos e você começará a dançar neste momento, você tem muita energia envolvida ness
e processo de adquirir. Movendo-se distante em sua imaginação; não tem tempo, não tem es
paço, não tem energia para estar aqui. (no agora) Se você puder juntar toda a sua ener
gia neste momento, apenas a acumulação daquela energia se tornará uma dança em seu coração.
E a dança transforma tudo, não os seus esforços.
Apenas aproveite a vida. Ela é perfeita do jeito que é. Toda idéia de perfeccionismo c
ria apenas neurose, patologia e desarranjo da mente"
OSHO
Beijos de muita Luz para todos vocês, ILUMINADOS!
Em colaboração com a Amiga Stela DE CORAÇÃO A CORAÇÃO
http://stelalecocq.blogspot.com/