CAPÍTULO 1

Introdução à Economia ç

Aula 1 – Princípios Econômicos
Prof° Carlos Rosa, Eng. M.Sc.
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O que é economia?
Economia é o estudo das escolhas feitas por pessoas quando existe escassez.

•E Escassez é uma situação na qual os recursos são limitados e podem ser utilizados de diferentes maneiras.

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Escolhas da sociedade
Quando uma sociedade possui um p montante limitado de recursos, precisa sacrificar uma coisa para obter outra.
As decisões dos produtores, consumidores e governo determinam como um sistema econômico responde a três perguntas econômicas básicas:

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Escolhas da sociedade
• S mais recursos são Se i ã destinados à produção de um bem, então menos recursos ficam disponíveis para a produção de outro bem. b

Quais bens devem ser produzidos?

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Escolhas da sociedade • Como organizar a produção e que métodos e técnicas devem ser usados? Como estes bens devem ser produzidos? 5 Escolhas da sociedade • Como devem ser distribuídos os bens produzidos entre os membros da sociedade? Quem consome os bens produzidos? 6 3 .

Fatores de produção Fatores de produção. 8 4 . água. como terra. produtivos são os recursos usados para produzir bens e serviços: Recursos naturais Trabalho Capital físico Capital humano Capacidade empresarial 7 Fatores de produção Recursos naturais: • São fatores de produção criados pela ação da natureza. reservas p gás: recursos de petróleo e de g renováveis e não renováveis. ou insumos produtivos. depósitos minerais.

Trabalho • Esforço humano — físico e mental — usado para produzir bens e serviços serviços.Fatores de produção Trabalho. 10 5 . 9 Fatores de produção Capital Físico: • Composto de bens capazes de • produzir ou auxiliar a produção de outros bens e serviços serviços.

Os empresários assumem riscos e comprometem seu tempo e dinheiro em um negócio sem qualquer garantia de lucro. 12 6 . 11 Fatores de produção Capacidade empresarial: • Esforço usado para coordenar a produção e a venda de bens e serviços.Fatores de produção Capital humano: p • Consiste no conhecimento e nas habilidades adquiridas por um trabalhador por meio da educação e da experiência.

A fronteira de possibilidade de produção (FPP) A FPP consiste numa ilustração gráfica dos problemas econômicos básicos relacionados com a habilidade de uma sociedade em produzir bens e serviços. 13 A fronteira de possibilidade de produção (FPP) • Quando a economia opera no ponto i os t i. 14 7 . A FPP mostra as possíveis combinações de bens e serviços disponíveis a uma economia quando os todos os recursos são eficientemente empregados. recursos não estão sendo plenamente utilizados e/ou usados de maneira eficiente.

mas esta socieade não pode atingi-lo com os seus recursos disponíveis. 15 A fronteira de possibilidade de produção (FPP) • O ponto e é uma das possíveis combinações í i bi õ de bens produzidos quando todos os recursos são empregados de maneira eficiente. 16 8 .A fronteira de possibilidade de produção (FPP) • O ponto h é desejável porque d já l representaria mais de ambos os bens.

torna-se possível aumentar a produção em 150 mil computadores ou em 2 missões espaciais. 80 mil id d il computadores terão de ser sacrificados. com o aumento da FPP.  Para aumentar o número de missões espaciais de uma unidade.  A partir do ponto f.A fronteira de possibilidade de produção (FPP) • Ao ponto e. a FPP deve se deslocar para cima. os recursos são destinados à produção de 4 missões espaciais e 380 mil computadores. 17 A fronteira de possibilidade de produção (FPP) • Para aumentar a produção de um bem sem reduzir a de outro. 18 9 .

Usamos mapas. para ir do ponto A ao B. As hipóteses constituem a base de um processo analítico. – A curva de FPP é côncava porque os recursos produtivos não são perfeitamente adaptáveis na produção de diferentes bens. Para aumentar a produção de um bem. 19 A maneira econômica de pensar Economistas usam hipóteses simplificadoras para p p p eliminar detalhes irrelevantes e focar o que realmente interessa. mesmo sabendo que o mapa não descreve acuradamente as vias públicas.A fronteira de possibilidade de produção (FPP) • Recursos produtivos não são perfeitamente adaptáveis. torna-se necessário sacrificar progressivamente mais do outro bem. Hipóteses simplificadoras não precisam ser necessariamente realistas. 20 10 . sendo apenas uma abstração da realidade. por exemplo.

• Uma variável é uma medida de algo que pode assumir diferentes valores. considera se oportunidade considera-se apenas a melhor das alternativas possíveis. Para estudar a relação entre duas variáveis assumevariáveis. assume se que as demais variáveis não se alteram.A maneira econômica de pensar A hipótese ceteris paribus é usada para explorar a relação entre duas variáveis. Para determinar o custo de oportunidade. • O que se sacrifica é a segunda melhor escolha. • Ceteris paribus é uma expressão latina que significa “tudo o mais mantido constante”. 21 PRINCÍPIO do custo de oportunidade PRINCÍPIO do custo de oportunidade O custo de oportunidade de algo consiste no sacrifício de obtê-lo. 22 11 .

Para aumentar o número de missões espaciais por uma unidade. 24 12 . 80 mil computadores devem ser sacrificados. Os preços são uma medida do custo de oportunidade porque fornecem informação sobre o valor de um bem relativamente a outro. de um bem necessariamente reduzirá a produção dos demais bens.PRINCÍPIO do custo de oportunidade Como os recursos são escassos um aumento na produção escassos.   Explica por que a curva de possibilidade de produção é negativamente inclinada. t 23 Custo de oportunidade e possibilidade de produção • A fronteira de possibilidade de produção ilustra o conceito do custo de oportunidade para a economia inteira. Fenômeno que indica que a produção de um bem está sujeita a um custo de oportunidade crescente.

Custo marginal: custo adicional resultante de um pequeno aumento numa atividade.PRINCÍPIO marginal PRINCÍPIO marginal Aumente o nível de uma atividade se seu benefício marginal exceder o custo marginal. selecione o nível em que o benefício marginal q g da atividade se iguala ao seu custo marginal. atividade 26 13 . reduza o nível de uma atividade se seu custo marginal exceder o benefício marginal. porém. 25 Benefício marginal e custo marginal Benefício marginal: benefício adicional resultante de um pequeno aumento numa atividade. Se possível.

28 14 . a produção aumentará a uma taxa decrescente. p ç dos retornos decrescentes —. Além de certo ponto — chamado ponto .Usando o princípio marginal Considere este exemplo de como uma barbearia utiliza o princípio p p p marginal para decidir se fecha ou se permanece aberta. 27 PRINCÍPIO dos retornos decrescentes PRINCÍPIO dos retornos decrescentes Suponha que a produção de um bem seja realizada com 2 ou mais insumos e que somente a quantidade de um deles seja aumentada enquanto os outros permanecem fixos.

PRINCÍPIO dos retornos decrescentes 29 PRINCÍPIO da externalidade PRINCÍPIO da externalidade • Os custos ou benefícios relativos à produção ou ao consumo de determinados bens não são restritos à pessoa ou à organização que os está produzindo ou consumindo. 30 15 .

31 PRINCÍPIO da externalidade O princípio da externalidade sugere que os custos ou benefícios de algumas decisões podem ‘ter reflexos’ sobre terceiros. pessoas não envolvidas naquela tomada de decisão. A externalidade também é chamada de spill-over.PRINCÍPIO da externalidade Uma externalidade t lid d ocorre quando pessoas alheias a uma decisão são a e adas por afetadas po ela. O total de bens produzidos ou consumidos no p p livre mercado pode não corresponder à quantidade socialmente ótima. 32 16 .

• pessoas com maior grau de escolaridade se tornam melhores trabalhadores e cidadãos. • uma nova descoberta científica que trata uma doença muito comum. o que beneficia as pessoas à sua volta.Benefícios de externalidade Uma externalidade positiva ocorre quando a produção ou consumo de um bem gera benefícios que não são restritos ao produtor ou consumidor. id 33 Benefícios de externalidade Exemplos de benefícios de externalidade: • uma contribuição para a televisão pública beneficia aqueles que não contribuíram. 34 17 .

O valor real de uma quantia em dinheiro é medido em termos da quantidade dos bens que essa quantia pode comprar. e não o seu valor nominal.Custos de externalidade Uma externalidade negativa ocorre q quando a produção ou consumo de p ç um bem gera custos que não são restritos ao produtor ou consumidor. Por exemplo: • • • • poluição do ar poluição da água poluição sonora depleção da camada de ozônio 35 Princípio do valor real Princípio do valor real O que importa às pessoas é o valor real da moeda — seu poder de compra —. nominal O valor nominal de uma quantia em dinheiro é simplesmente seu valor de face. 36 18 .

A microeconomia foca a análise das unidades econômicas individuais. 38 19 . empresas e governo e de que f forma estas escolhas afetam os t lh f t mercados de bens e serviços. i t t incluindo: • salários reais versus nominais • PIB real versus PIB nominal • taxa de juros real versus nominal • oferta de moeda real versus nominal 37 Microeconomia Microeconomia é o estudo das escolhas feitas por famílias.Princípio do valor real O princípio do valor real se aplica a uma grande variedade de medidas econômicas importantes.

realizar decisões pessoais ou gerenciais. avaliar o mérito de políticas públicas. impostos. competição. sindicatos. padrões de produção e consumo e outras decisões das unidades econômicas individuais. 39 Microeconomia A microeconomia fornece ferramentas para a análise do impacto de: • regulações ambientais. 40 20 .Microeconomia A análise microeconômica pode ser usada p p para: entender como os mercados operam e prever mudanças. importações.

inflação. 42 21 . orçamento do governo federal. consumo e padrões de poupanças. padrão de vida. 41 Macroeconomia A análise macroeconômica pode ser usada para entender questões econômicas corriqueiras como: • desemprego. taxas de câmbio. • entender os grandes debates sobre política econômica. ô • melhorar a capacidade de tomada de decisões sobre negócios.Macroeconomia A macroeconomia é o estudo da economia de um país como um todo. taxas de juros. A análise macroeconômica pode ser usada para: • entender como uma economia nacional funciona.