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INSTITUTO FEDERAL

ESPÍRITO SANTO
Cachoeiro de Itapemirim

Lista de Exercı́cios
Geometria
Analı́tica

“Por favor, poderia me dizer que caminho devo seguir agora?


Isso depende bastante de até onde você quer chegar.”

Lewis Carrol - Alice no Paı́s das Maravilhas

02 de março de 2011
Cachoeiro de Itapemirim - ES
1

Autor: Professor Luciano Cordeiro de Oliveira


E-mail: lucianoc@ifes.edu.br

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2

0.1 Introdução ao Plano Cartesiano


Na figura abaixo consideramos duas retas perpendiculares x e y com interseção
em O (origem) que chamaremos de eixo das abscissas e eixo das ordenadas respectiva-
mente. O plano determinado por essas retas será chamado Plano Cartesiano.

. . . .

45° 45°

Alguns conceitos importantes sobre o Plano Cartesiano:

(i) Os eixos x e y dividem o Plano Cartesiano em quatro regiões angulares chamadas


quadrantes. Enumeramos os quadrantes sempre levando em consideração o sentido
anti-horário (contrário ao dos ponteiros do relógio);

(ii) B.I. é a bissetriz dos quadrantes ı́mpares (I e III). O ponto B pertence à B.I. e é
da forma B(x, x), ou seja, abscissa e ordenada possuem o mesmo valor númerico;

(iii) B.P. é a bissetriz dos quadrantes pares (II e IV). O ponto D pertence à B.P. e é da
forma B(x, −x), ou seja, abscissa e ordenada possuem valor númerico opostos;

(iv) O ponto A está sobre o eixo da abscissas (x) e é denotado por A(x, 0);

(v) O ponto C está sobre o eixo da ordenadas (y) e é denotado por C(0, y);

(vi) A abscissa e a ordenada de um ponto P nos dão as coordenadas desse ponto P (x, y).
0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 3

0.1.1 Ponto que divide um segmento em uma razão dada


Na figura abaixo são dados os pontos A(x1 , y1 ) e B(x2 , y2 ) que determinam o
segmento AB.

Se queremos encontrar um ponto P , entre A e B, que divide AB numa razão


r 6= −1 dada, usamos

x1 + rx2 y1 + ry2
xP = e yP = .
r+1 r+1

Ob. Para conseguir essa fórmula podemos usar o Teorema de Tales (Geometria
Plana).
4

0.1.2 Coodenadas do Ponto Médio


Na figura abaixo são dados os pontos A(x1 , y1 ) e B(x2 , y2 ) que determinam o
segmento AB. O ponto médio M terá coordenadas M (xm , ym ) onde

x1 + x2 y1 + y2
xm = e ym = .
2 2

Ob. Para conseguir essa fórmula podemos usar Semelhança de Triângulos


(Geometria Plana) ou notar que o Ponto Médio é um caso particular de um ponto que
divide um segmento em uma razão, neste caso r = 1.
0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 5

0.1.3 Distância entre dois pontos


Observe, na figura abaixo, que dados dois pontos A(x1 , y1 ) e B(x2 , y2 ) no Plano
Cartesiano existe uma distância entre eles.

Para encontrar essa distância primeiro calculamos ∆x = x2 − x1 e ∆y = y2 − y1


e depois
p
dAB = (∆x)2 + (∆y)2
Ob. Para conseguir essa fórmula aplicamos o Teorema de Pitágoras (Geometria
Plana).
6

0.1.4 Coodenadas do Baricentro


O segmento com extremidades em um dos vértices de um triângulo e no ponto
médio do lado oposto é chamado de mediana. O ponto de encontro das três medianas de
um triângulo é conhecido como baricentro. Na figura o ponto G de coordenadas G(xG , yG )
é o baricentro.

Para encontrar as coordenadas do baricentro calculamos


x1 + x2 + x3 y1 + y2 + y3
xG = e yG = .
3 3
0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 7

0.1.5 Condição de alinhamento de três pontos

Dados os pontos A(x1 , y1 ), B(x2 , y2 ) e C(x3 , y3 ) para dizer se esses pontos estão
alinhados (colineares) basta usar a condição

x1 y 1 1

x2 y2 1 = 0.


x3 y 3 1

0.1.6 Área de um triângulo

Três pontos A(x1 , y1 ), B(x2 , y2 ) e C(x3 , y3 ), não colineares, no Plano Carte-


siano são vértices de um triângulo. Veja a figura abaixo,

Para calcular a área desse triângulo basta usar a condição



x 1 y1 1
|D|
A= onde D = x2 y2 1 .

2
x3 y 3 1

Ob. Uma maneira prática de obter a área de um triângulo, a partir das coordenadas de
seus vértices, é dispor as coordenadas dos pontos da seguinte maneira
8

x1 B x2 B x3 x1
BB || BB || BBB ||
BB|| BB|| BB||
|| BBB || BB || BB
}|| ! }|| B! }|| B!
y1 y2 y3 y1 A
}} || BBB || BBB AA
}} || BB|| BB AA
}} || |
| BBB BBB AA
~ }} ~|| ~|| A
− − − + + +
Assim,

D = x1 y2 + x2 y3 + x3 y1 − x1 y3 − x3 y2 − x2 y1

E daı́,
|D|
A=
2

0.1.7 Área de um polı́gono


A área de um polı́gono convexo qualquer pode ser obtida dividindo-o em
triângulos distintos e, a seguir, calculando-se a soma das áreas desses triângulos.
Como esse processo é extremamente trabalhoso, vamos utilizar um processo
prático como feito para triângulos.
Sejam A1 (x1 , y1 ), A2 (x2 , y2 ), A3 (x3 , y3 ), ..., An (xn , yn ) vértices consecutivos de
um polı́gono convexo qualquer. A área A desse polı́gono é dada por

|D|
A=
2
onde

x1 F x2 J x MM . . .JJ xn F x1
FF xx
FFxx
JJ
JJ ttt
t 3 MMM qqqq JJ
J ttt FF xx
F
MqMq J t Fxx
xF ttJJ qqq MMMM ttJ xx FFFF
xx FFF tt JJJ tt JJJJ {xx
{xx # ytt % xqqq M& yttt % #
y1 y2 I y3
LLL r
. . .II yn E y1 E
yy yy II uu LLL rrrr II uu EE EE
y y IIuIuuu IIuIuu E EE
y y LLrL
r EE EE
yy yy uu III$ rr L uu II EE E"
|yy |yy zuu yrr L% zuu I$ "
(−) (−) (−) (+)(−) (+)(−) (+) (+) (+)

nos dará

D = x1 y2 + x2 y3 + . . . + xn y1 − x1 yn − . . . − x3 y2 − x2 y1
0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 9

0.1.8 Formas de escrever a equação de uma reta


Um postulado da Geometria Plana afirma que dois pontos distintos determi-
nam uma única reta. Na Geometria Analı́tica, dois pontos podem ser interpretados como
dois pares ordenados. Dados os pontos A(x1 , y1 ) e B(x2 , y2 ) como na figura abaixo

escolhemos um ponto genérico P (x, y) pertencente à reta r e aplicamos a condição de


alinhamento de três pontos, daı́

x y 1

x1 y1 1 = 0.


x2 y 2 1

Resolvendo o determinante, encontramos

(y1 − y2 )x + (x2 − x1 )y + x1 y2 − x2 y1 = 0

Fazendo y1 − y2 = a, x2 − x1 = b e x1 y2 − x2 y1 = c temos a equação geral da


reta
ax + by + c = 0,
com a e b não simultaneamente nulos.

É importante observar que:

(i) Se a = 0 a equação geral se torna by + c = 0 que é uma reta paralela ou coincidente


ao eixo x;
10

(ii) Se b = 0 a equação geral se torna ax + c = 0, que é uma reta paralela ou coincidente


com o eixo y;

(iii) Se c = 0 a equação geral se torna ax + by = 0 que é uma reta passando pela origem.
Fazendo algumas mudanças podemos escrever a equação da reta nas formas:
x y
(i) Se c 6= 0 temos + = 1 que é chamada equação segmentária da reta;
p q
(ii) Se x = f1 (t) e y = f2 (t) com t ∈ IR, ou seja, se x e y são funções de t temos as
equações paramétricas da reta;

(iii) Se y = mx + n temos a equação reduzida da reta.

0.1.9 Inclinação de uma reta


Dada uma reta r no Plano Cartesiano a inclinação de r é o ângulo α deter-
minado pelo semi-eixo positivo dos x e a reta r, medido no sentido anti-horário. Veja
exemplos nas figuras seguintes:
= 0° 0° < < 90°

= 90° 90° < < 180°


0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 11

0.1.10 Coeficiente angular


Coeficiente angular ou declividade de uma reta r não vertical é, por definição,
a tangente do seu ângulo de inclinação α. Costuma-se indicar o coeficiente angular pela
letra m. Temos então m = tg(α).
Observe que não se define coeficiente angular de retas verticais, isto é, retas
paralelas ao eixo dos y. Isto é facilmente compreendido se lembrarmos que também não
o
se define tangente do ângulo de 90 .
Vejamos, agora, como calcular o coeficiente angular de uma reta conhecendo-se
dois de seus pontos:

Na figura anterior, temos dois pontos distintos da reta r a saber A(x1 , y1 ) e


B(x2 , y2 ). Estamos sempre supondo x1 6= x2 , ou seja, que a reta r não é vertical.
No triângulo ABC, retângulo em C, temos

Cateto Oposto y2 − y1 ∆y
m = tg(α) = = = .
Cateto Adjacente x2 − x 1 ∆x

Observações:
a
(i) Dada a equação geral ax + by + c = 0 então m = − ;
b
(ii) Dada a equação reduzida y = mx + n então m = tg(α);

(iii) A equação da reta dados um ponto P (x0 , y0 ) e o coeficiente angular m é dada por
y − y0 = m(x − x0 )
12

0.1.11 Retas paralelas


Duas retas s e r são paralelas se e somente se seus coeficientes angulares são
iguais, isto é, ms = mr . Para isso, basta notar que

r//s ⇐⇒ αs = αr ⇐⇒ tg(αs ) = tg(αr ) ⇐⇒ ms = mr .

0.1.12 Retas perpendiculares


Suponhamos que as retas r e s, de coeficientes angulares mr e ms respectiva-
mente, sejam perpendiculares, como mostra a figura seguinte:
0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 13

Sendo αr e αs as respectivas inclinações de r e s temos mr = tg(αr ) e ms = tg(αs ).


Observando o triângulo formado na figura anterior e usando o Teorema do Ângulo Externo
no triângulo ABC, retângulo em C, temos
o
αs = 90 + αr
o
tg(αs ) = tg(90 + αr )
tg(αs ) = − cotg(αr )
1
tg(αs ) = −
tg(αr )
tg(αs ) tg(αr ) = −1
mr ms = −1.
Observações. Dada a equação geral de uma reta ax + by + c = 0, temos:
(i) A equação ax + by + k = 0 representa uma reta paralela à reta dada;

(ii) A equação bx − ay − k = 0 representa uma reta perpendicular à reta dada.

0.1.13 Mediatriz de um segmento


Para obtermos a mediatriz de um segmento, devemos proceder da seguinte
forma.

Obtemos as coordenadas do ponto médio de AB e determinamos o coeficiente


angular da reta que contém AB. Tendo essas informações e usando a condição de per-
pendicularidade conseguimos encontrar a equação da mediatriz do segmento dado.
14

0.1.14 Relação entre retas e pontos


(1) Ângulos entre retas
Dadas duas retas r e s queremos calcular os ângulos que elas determinam.
Se r//s ou r⊥s o problema é imediato, portanto, deixaremos esses dois casos de lado.
Quando duas retas são concorrentes, elas determinam quatro ângulos, dois a dois
opostos pelos vértices (congruentes).
Na figura abaixo é evidente que α1 e α2 são suplementares, portanto, quem conhece
a medida de um deles, automaticamente tem a medida do outro.
Também é evidente que tg(α1 ) e tg(α2 ) são simétricas, isto é, tg(α1 ) = − tg(α2 ).

(2) Para calcular α1 , ângulo agudo formado por r e s temos dois casos:

(i) Uma das retas (s, por exemplo) é vertical daı́



1
tg(α1 ) = ;
mr

(ii) Nenhuma das retas é vertical.



ms − mr
tg(α1 ) =
.
1 + ms mr

(3) Distância de um ponto a uma reta


Dada a reta r : ax + by + c = 0 e o ponto P (x0 , y0 ) não pertencente à reta r, a
distância de P a r é dada por
|ax0 + by0 + c|
d(P, r) = √ .
a2 + b 2
0.1 Introdução ao Plano Cartesiano 15

(4) Distância entre retas paralelas


Dadas duas retas r : ax + by + m = 0 e s : ax + by + n = 0 paralelas a distância entre
r e s é igual à distância de um ponto qualquer P (x0 , y0 ) ∈ r até a reta s.

|ax0 + by0 + n|
d(r, s) = d(P, r) = √ .
a2 + b 2
ou ainda,
|n − m|
d(r, s) = √ .
a2 + b 2
16

0.2 Exercı́cios
1. (MACK) Identifique a sentença falsa:
(a) O ponto (0, 2) pertence ao eixo y.
(b) O ponto (4, 0) pertence ao eixo x.
(c) O ponto (500, 500) pertence pertence à bissetriz dos quadrantes ı́mpares.
(d) O ponto (80, −80) pertence pertence à bissetriz dos quadrantes pares.
√ √
(e) O ponto ( 3 + 1, 3 + 1) pertence pertence à bissetriz dos quadrantes pares.

2. (CESGRANRIO) A distância entre os pontos M (4, −5) e N (−1, 7) do plano xOy


vale:
(a) 14
(b) 12
(c) 8
(d) 13
(e) 9

3. (UFMG) A distância entre os pontos A(2a, −3a) e N (3, 2) é 26. Pode-se afirmar
que os possı́veis valores de a são:
√ √
(a) − 2 e 2
√ √
(b) 1 − 2 e 1 + 2
(c) −1 e 1
(d) −2 e 2
(e) −3 e 2

4. (Cescea-SP) O ponto do eixo das abscissas, equidistante dos pontos P (−2, 2) e


Q(2, 6), é:
(a) A(2, 0)
(b) B(5, 0)
(c) C(3, 0)
(d) D(0, 2)
(e) E(0, 4)
0.2 Exercı́cios 17

5. (Fesp) As coordenadas do ponto P , do eixo Oy, que é equidistante dos pontos Q(2, 0)
e R(4, 2), são:
(a) (0, 5)
 
9
(b) 0,
12
 
11
(c) 0,
12
(d) (0, 0)
(e) (0, 4)

6. (UFMG) Seja Q(−1, a) um ponto do terceiro quadrante. O valor de a para que a


distância do ponto P (a, 1) ao ponto Q seja 2 é:

(a) −1 − 2

(b) 1 − 2

(c) 1 + 2

(d) −1 + 2
(e) −1

7. (F. C. Chagas) O triângulo cujos vértices são os pontos (1, 3), (−2, −1) e (1, −2) é:
(a) equilátero.
(b) escaleno.
(c) isósceles.
(d) obtusângulo.
(e) retângulo.

8. (UFMG) Seja P (x, y) um ponto equidistante dos eixos coordenados e de distância 1


da origem. Pode-se afirmar que o número de pontos que satisfazem essas condições
é:
(a) 1
(b) 2
(c) 3
(d) 4
(e) 5
18

9. (PUC) Dados A(4, 5), B(1, 1) e C(x, 4), o valor de x para que o triângulo ABC seja
retângulo em B é:
(a) 3
(b) 2
(c) 0
(d) −3
(e) −2

10. (FUVEST) Dados os pontos A(2, 1) e B(6, 5), as coordenadas do ponto médio do
segmento AB são:
(a) (2, 3)
(b) (4, 3)
(c) (−2, −3)
(d) (3, 2)
(e) (−1, 0)

11. (Fasp) Sendo M (2, −1) o ponto médio de AB e A(3, 3), as coordenadas de B são:
(a) (1, −5)
(b) (−1, −5)
 
5
(c) 1,
2
 
5
(d) ,1
2
12. (UFJF) Se (2, 1), (3, 3) e (6, 2) são os pontos médios dos lados de um triângulo,
quais são os seus vértices?
(a) (−1, 2), (5, 0) e (7, 4)
(b) (2, 2), (2, 0) e (4, 4)
(c) (1, 1), (3, 1) e (5, 5)
(d) (3, 1), (1, 1) e (3, 5)
0.2 Exercı́cios 19

13. (UCP-PR) A distância da origem do sistema cartesiano ao ponto médio do segmento


de extremos (−2, 7) e (−4, 1) é:

(a) 5

(b) 2 2

(c) 2 3

(d) 2 3

(e) 3 2

14. (FUVEST) No plano cartesiano, os pontos (1, 0) e (−1, 0) são vértices de um


quadrado cujo centro é a origem. Qual a área do quadrado?
(a) 1
(b) 2
(c) 3
(d) 4
(e) 5

15. (Uniceb-SP) Observando a figura e sabendo que A(2, 6), B(4, 2) e C(6, 4) podemos
afirmar que a medida da mediana AM é:
√ A
(a) 2

(b) 2 3
√ C
(c) 3 3

(d) 2 2 M

(e) 3 2
B
16. (PUC) Os pontos (0, 0), (1, 3) e (10, 0) são vértices de um retângulo. O quarto
vértice do retângulo é o ponto:
(a) (9, −3)
(b) (9, −2)
(c) (9, −1)
(d) (8, −2)
(e) (8, −1)
20

17. (PUC) Um lado de um paralelogramo tem extremidades nos pontos A(−3, 5) e


B(1, 7). Sabendo que P (1, 1) é o ponto médio das diagonais, os outros vértices são
os pontos:
(a) (4, −1) e (1, −5)
(b) (5, −2) e (1, −5)
(c) (5, −3) e (2, −5)
(d) (5, −3) e (1, −5)

18. (MACK) Dados os pontos A(1, 2) e B(3, 0), o segmento AB é prolongado, no sentido
de A para B, até o ponto C, tal que AC = 3AB. A soma das coordenadas do ponto
C vale:
(a) 11
(b) 7
(c) 4
(d) 3
(e) −11

19. (Fasp) A equação da reta suporte do segmento AB, dados A(7, 11) e B(15, −1), é:
(a) 2y − 3x − 24 = 0
(b) 3y − 2x + 17 = 0
(c) 3y − 2x + 7 = 0
(d) 2y + 3x − 43 = 0

20. (UCMG) O valor de x para que os pontos A(x, 3), B(−2, −5) e C(−1, −3) sejam
colineares é:
(a) −1
(b) 1
(c) 2
(d) 3
(e) 4
0.2 Exercı́cios 21

21. (UCMG) A equação da reta que passa pelo ponto (1, 1) e forma um triângulo
isósceles com os eixos coordenados é:
(a) x + y − 2 = 0
(b) x + 2y = 0
(c) 2x − y − 1 = 0
(d) 2x − 2y − 3 = 0
(e) 2x + 2y − 1 = 0
   
3 3 3 3
22. (UNB) O triângulo ABC tem vértices A(0, 0), B − , eC , . A equação
5 5 5 5
da reta que passa por A e pelo ponto médio de BC é:
(a) x = 0
(b) y = 0
5
(c) y = x
3
3
(d) y = x
5
3
(e) y = − x
5
23. (Santa Casa) Se o ponto (−1, 2) é um dos vértices de um quadrado e 2x − 3y + 6 = 0
é a equação da reta suporte de uma de suas digonais, a equação da reta suporte da
outra diagonal é:
(a) 3x − 2y − 2 = 0
(b) 3x + 2y − 1 = 0
(c) 3x − 2y + 1 = 0
(d) 3x + 2y + 1 = 0
(e) 3x − 2y + 2 = 0

24. (MACK) Os vértices de um triângulo ABC são A(2, 5), B(4, 7) e C(−3, 6). O
baricentro desse triângulo tem como coordenadas:
(a) (3, 6)
(b) (1, 6)
 
1 11
(c) − ,
2 2
 
3
(d) ,9
2
(e) (9, 3)
22

25. (PUC) A equação da reta que passa pela origem e forma com o semi-eixo positivo
π
dos x um ângulo de rad é:
√ 4
(a) 2x − 2y = 0

(b) 2x − 2y = 0

(c) x − 2y = 0
(d) x − 2y = 0
(e) x − y = 0
4
26. (PUC) A equação da reta com coeficiente angular m = − e que passa pelo ponto
5
P (2, −5) é:
(a) 4x + 5y + 12 = 0
(b) 4x + 5y + 14 = 0
(c) 4x + 5y + 15 = 0
(d) 4x + 5y + 17 = 0
x y
27. (AEUDF) Se + = 1 e Ax + By + C = 0 são retas paralelas, então podemos
a b
afirmar que:
(a) Aa − Bb = 0
(b) Aa + Bb = 0
(c) Ab + Ba = 0
(d) Ab − Ba = 0
(e) Bb − Ab = 0

28. (PUC) Se B(2, 3) é o ponto médio de um segmento compreendido entre os dois eixos
coordenados, então o coeficiente angular da reta que contém esse segmento é:
3
(a) −
2
2
(b) −
3
2
(c)
3
3
(d)
2
1
(e)
2
0.2 Exercı́cios 23

29. (UFMG) A relação entre m e n, para que as retas de equações 2x − my + 1 = 0 e


nx + 3y + 5 = 0 sejam paralelas, é:
m 3
(a) =
n 2
m 2
(b) =−
n 3
m 2
(c) =
n 3
(d) mn = −6
(e) mn = 6

30. (FGV) As retas (r) x + 2y = 5 e (s) 4x + ky = 5 são paralelas se:


(a) k = 8
(b) k = 7
(c) k = 6
(d) k = 5
(e) k = 4

31. (UFES) A equação da reta que passa pelo ponto P (2, −3) e é paralela à reta que
passa pelos pontos A(4, 1) e B(−2, 2) é:
(a) x − 6y + 16 = 0
(b) x + 6y − 16 = 0
(c) x − 6y − 16 = 0
(d) 2x + 6y + 16 = 0
(e) x + 6y + 16 = 0

32. (UFMG) Seja a reta r de equação 2x − 3y − 5 = 0. A equação da reta s, paralela a


r, que contém P (1, −2) é:
(a) 2x − 3y − 1 = 0
(b) 2x − 3y − 8 = 0
(c) 3x − 2y − 7 = 0
(d) 3x + 2y + 1 = 0
(e) 2x + 3y + 4 = 0
24

33. (FGV) A equação da reta r//s é:


√ y
3
(a) y = − x−2
3 s
r
√ 5
(b) y = − 3x − 2
6

3 x
(c) y = x−2
3

(d) y = 3x − 2
-2

3
(e) y = −2x −
3

34. (Santa Casa) As equações paramétricas de uma reta são x = 2t − 1 e y = 3t + 2,


onde t ∈ IR. As interseções dessa reta com os eixos coordenados são os pontos:
(a) (−3, 0) e (0, 2)
   
1 1
(b) , 0 e 0, −
3 2
(c) (−7, 0) e (0, 7)
   
7 7
(d) − , 0 e 0,
3 2
35. (UFGO) Sendo A(−1, −3), B(1, 2), C(−1, 3) e D(4, 2), determine as coordenadas
do ponto M , interseção das retas AB e CD.
(a) (0, 0)
 
11 23
(b) ,
9 9
(c) (1, 1)
(d) (1, 2)
 
4 3
(e) ,
3 5
36. (FGV) A equação da reta que passa pela origem e é paralela à reta determinada
pelos pontos A(4, 3) e B(5, 6) é:
(a) x = 3y
(b) y = 5x + 6
(c) y = 3x
(d) y = 4x − 3
0.2 Exercı́cios 25

37. (FGV) Os valores de k para os quais as retas x + 2y − 2k = 0, kx − y − 3 = 0 e


2x − 2y − k = 0 são concorrentes num mesmo ponto são:
3
(a) −2 e
2
1
(b) e3
2
3
(c) 2 e
2
3
(d) 2 e −
2
1 3
(e) e
2 2
38. (F. C. Chagas) Seja M o ponto de interseção das retas de equações x − y − 6 = 0 e
3x + y − 2 = 0. A equação da reta paralela ao eixo das abscissas, passando por M ,
é:
(a) x − 2y = 10
(b) y = 2
(c) x = −4
(d) y = −4
(e) x = 2

39. (FGV) A reta que passa pela origem e pela interseção das retas 2x + y − 6 = 0 e
x − 3y + 11 = 0 tem a seguinte equação:
(a) y = 2x
(b) y = 3x
(c) y = 4x
(d) y = 5x
(e) y = 6x

40. (MACK) Duas retas r e s são perpendiculares. Então seus coeficientes angulares
são:
(a) iguais.
(b) opostos.
(c) inversos.
(d) inversos e de sinal trocado.
26

41. (UFPR) No sistema de coordenadas cartesianas ortogonais, a equação da reta que


passa pelo ponto A(4, 3) e é perpendicular à reta 2y + 3x − 5 = 0 é:
(a) y = 2x + 2
(b) 5y − 3x + 6 = 0
(c) 3y = 2x + 6
(d) 2x + 3y + 6 = 0
(e) 5x − 3y + 8 = 0

42. (UM-SP) A reta r passa pelo ponto P (1, 0) e é perpendicular à reta s dada por
y = 2x + 3. Se o ponto Q(a, 4) pertence à reta r, então a vale:
(a) 0
(b) −3
(c) −7
(d) 7
(e) 3

43. (PUC) A equação da reta perpendicular à reta de equação 2x + 3y − 6 = 0, no ponto


em que esta intercepta o eixo das abscissas, é:
3
(a) y = (x − 3)
2
3
(b) y − 3 = x
2
2
(c) y = (x − 3)
3
2
(d) y − 3 = x
3
2
(e) y = − (x − 3)
3
44. (UC-MG) A equação da reta mediatriz do segmento cujos extremos são A(2, 1) e
B(6, 3) é
(a) y = 3x − 10
(b) y = −2x + 10
(c) y = −x + 6
(d) y = 2x − 6
(e) y = x − 2
0.2 Exercı́cios 27

45. (UFRS) Os vértices de um triângulo são os pontos A(−1, 2), B(5, 1) e C(3, 6). O
coeficiente linear da reta que passa por C e pelo ortocentro do triângulo é:
(a) −24
(b) −12
(c) −10
(d) −6
(e) 6

46. (FGV) As retas 4x + 6y − 5 = 0 e 14x + 30y + 2 = 0 interceptam-se em um ponto


M . A reta que por M e é perpendicular à reta de equação 12x − 5y + 1 = 0 é:
(a) 5x + 12y − 2 = 0
(b) 5x + 12y + 8 = 0
(c) 10x + 24y = 0
(d) 10x + 24y + 7 = 0
28

(001) (019) (037) (055) (072) (090) (108)

(002) (020) (038) (056) (073) (091) (108)

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