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  • APRESENTAÇÃO
  • ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • I – (FOLHA DE ROSTO)
  • III – APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • IV – INTRODUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
  • V – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
  • VIII – DIAGNÓSTICO DA ESCOLA E REALIDADE CONTEXTUAL
  • X – PRINCÍPIOS NORTEADORES
  • XV – PARCERIAS: FAMÍLIA E COMUNIDADE
  • TEXTO DE APOIO
  • BIBLIOGRAFIA

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

Subsídios Orientadores

Brasília, DF – julho/2001

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores

Ilustração de capa: RAFAEL DA SILVA APAE: CUIBÁ – MT

“Criar é expressar o que eu tenho na minha cabeça” é o que afirma Rafael da Silva, 20 anos, aluno da APAE de Cuibá, MT. Rafael não conheceu sua família, sempre viveu em orfanatos e há cinco anos vive no Lar da Solidariedade, entidade mantida pela APAE de Cuibá. Na escola da APAE, Rafael freqüenta os programas de Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional. Nas horas vagas gosta de ouvir rasqueado, dançar, fazer ginástica e, como artilheiro do time de futebol da escola, é considerado um craque. Rafael é muito disciplinado, meigo e amigo de todos. Por seu talento e boa vontade é considerado um dos principais personagens do grupo de dança da APAE. Rafael participou com sua arte do concurso de cartazes/2000 e teve seu talento reconhecido. Parabéns, Rafael, que a vida lhe propicie novas oportunidades para criar e expressar sua arte.

Programação visual e diagramação da Coleção Educação e Ação Samuel Tabosa de Castro

P964

Projeto político-pedagógico : Subsídios Orientadores / coordenação geral Ivanilde Maria Tibola. — Brasília : Federação Nacional das APAEs, 2001. 48 p. 1. Educação especial. I. Tibola, Ivanilde Maria. II. Federação Nacional das APAEs. CDU: 376

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PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores

DEDICATÓRIA
Dedicamos este documento orientador aos apaeanos e profissionais da Educação das escolas das APAEs que, acreditando no potencial das pessoas portadoras de deficiência, rompem as barreiras estigmatizantes e de negação de direitos, para a consolidação de uma sociedade ética e justa para todos.

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PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores

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... 25 – RECURSOS HUMANOS ..................................................................................................................................................................... 29 XV – PARCERIAS: FAMÍLIA E COMUNIDADE ........................ 15 – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO .................................................................................................. 14 – INTRODUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ...... 23 – ORGANIZAÇÃO ESCOLAR ................................................................ 27 XIII – RECURSOS MATERIAIS ... 17 – MISSÃO DA ESCOLA .................................................................................................................. 7 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ...........................................................................................................................................................................PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores SUMÁRIO DEDICATÓRIA APRESENTAÇÃO .................... 11 I II III IV V VI VII – (FOLHA DE ROSTO) .. 13 – APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ............................................................................................................................................................................. 20 VIII – DIAGNÓSTICO DA ESCOLA E REALIDADE CONTEXTUAL .................... 19 – HISTÓRICO DA ESCOLA ...................................................................................................................... 28 XIV – AVALIAÇÃO ................................................................. 22 – PRINCÍPIOS NORTEADORES . 21 IX X XI XII – OBJETIVOS . 30 5 ...................................... 12 – SUMÁRIO .......................................................................

... 31 XVII – ANEXOS ...................................................................................................... 32 TEXTO DE APOIO ........................................................................... 35 ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: DA CONCEPÇÃO À CONSTRUÇÃO ........................ 37 BIBLIOGRAFIA ......................PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XVI – BIBLIOGRAFIA ................................................................................. 45 6 ........................................................................................................................................................................................................

análises. e que somam mais de duas mil em todo o país. esperamos. técnicas. Somente com a integração desses serviços estaremos caminhando para o cumprimento da concepção filosófica de nosso Movimento Apaeano. Trabalho e Assistência Social. Mais do que um caminho para a prática pedagógica das escolas especializadas. que possibilite o pleno desenvolvimento das potencialidades de nossos educandos. seminários. técnicos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação considera a Educação Especial como “Modalidade de Educação Escolar” e em seu artigo 59 assegura – “aos educandos com necessidades especiais currículos. sem esquecer o compromisso com a busca de uma educação mais igualitária e mais justa a todos os cidadãos brasileiros é o objetivo maior deste documento que. trocas de experiências. discussões. métodos. Construir o Projeto Pedagógico de cada uma de nossas escolas. a Federação Nacional deu início a uma série de encontros. considerando a necessidade de se estabelecerem parâmetros nacionais comuns para a definição das ações educativas das APAEs. mantidas pelas APAEs. Flávio José Arns Presidente Gestão 1999-2001 7 . ouvindo professores. pesquisadores. o estudo também pretende facilitar a integração das demais áreas de abrangência que compreendem o atendimento global ao educando portador de deficiência. irá balizar a atividade pedagógica das escolas das APAEs e contribuir. recursos educativos e organização específicos para atender as suas necessidades. alicerçado nos princípios normativos da legislação vigente. órgãos executivos da educação cujo resultado final é o documento que agora apresentamos: a APAE Educadora: A Escola que Buscamos.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores APRESENTAÇÃO A garantia do atendimento educacional de qualidade. Em cumprimento ao preceito legal. tem sido o grande desafio das escolas especializadas. congressos.. que é a defesa dos direitos dos portadores de deficiência.”. decisivamente. Esporte. tais como Saúde. Lazer. Cultura. para a melhoria da qualidade de atendimento educacional ao portador de deficiência em cada escola de nosso Brasil.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 8 .

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 9 .

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 10 .

3.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO I II III IV V – – – – Folha de Rosto do Projeto Político-Pedagógico Sumário do Projeto Político-Pedagógico Apresentação do Projeto Político-Pedagógico Introdução do Projeto Político-Pedagógico – Dados de Identificação 1. 4. Princípios Norteadores Epistemológicos Didático-pedagógicos Éticos Estéticos XI – Organização Escolar 1. 2. Organização Administrativa 2. Da Mantenedora 2. Da Escola – Missão da Escola VI VII – Histórico da Escola VIII – Diagnóstico da Escola e da Realidade Contextual IX X – Objetivos – 1. Organização Curricular XII – Recursos Humanos XIII – Recursos Materiais XIV – Avaliação XV – Parcerias: família e comunidade XVI – Bibliografia XVII – Anexos 11 .

... ou seja...................PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores I – (FOLHA DE ROSTO) ESCOLA...... ao construir seu Projeto Político-Pedagógico.. a marca que pretende cunhar junto à comunidade......... caracterize e evidencie a identidade daquela escola...................... uma espécie de pensamento que situe. pode escolher um título para o seu projeto..... (Nome da Escola) PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO ESCOLA E QUALIDADE DE VIDA: UMA PEDAGOGIA DIFERENCIADA EM PROL DA EDUCAÇÃO UNITÁRIA* (Título do Projeto) (Local e data) * Cada escola............ 12 ........

..... indicando as subdivisões do documento e as páginas correspondentes à localização das partes do projeto........... uma vez que o trabalho deverá estar completo e todo paginado para a elaboração definitiva do mesmo......1 O atendimento diferenciado ao aluno com dificuldades de aprendizagem..... tabelas e gráficos........... deverá ser feito um novo sumário..... Exemplo: Capítulo I Da indiferença às diferenças nas pedagogias diferenciadas: Itinerários ......... A referência principal são os títulos e.............. no qual serão feitas as devidas enumerações das páginas correspondentes...PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores II – SUMÁRIO O Sumário constitui-se na distribuição das partes do trabalho........... Ressaltamos que o sumário é a última parte a ser feita..........23 Se houver ilustrações..... 17 1. subtítulos.. se houver............ na folha seguinte.......... 13 ............

1 Segundo Osório. refletindo os princípios norteadores propostos pela APAE Educadora. no entendimento de que “o processo educacional é parte fundamental e determinante na formação do cidadão” e que seu desenvolvimento se dá pela crença nas possibilidades transformadoras da educação que propiciam independência. é importante evidenciar as dimensões do Projeto Político-Pedagógico em sua totalidade institucional. liberdade e auto-realização. participação e conclusão coletiva de uma equipe comprometida com os resultados educacionais e que. ao buscar a identidade para sua escola. O Projeto Político-Pedagógico1 deve expressar que a filosofia da escola ratifica a filosofia do Movimento Apaeano. Deve-se destacar que o Projeto está em consonância com a proposta da APAE Educadora. reafirma nas suas práticas educativas cotidianas com alunos e familiares o compromisso com a conquista de direitos e cidadania para os educandos portadores de deficiência atendidos pelas escolas das APAEs. Devemos compreendê-lo como uma posição política frente à sociedade. Não podemos entendê-lo como uma redundância semântica. Por conta disto. concretizando uma educação democrática de qualidade. É importante ressaltar que. a particulariza perante as demais. os educadores devem ter clareza que é a partir dele que serão construídos os Projetos Pedagógicos (currículo e outras necessidades pontuais de atividades complementares ou não).PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores III – APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A apresentação do Projeto Político-Pedagógico da escola da APAE deve expressar os resultados das reflexões. famílias e pessoas portadoras de deficiência no sentido de romper barreiras e limitações historicamente construídas para o exercício da cidadania. 14 . técnicos. que tem como princípio a promoção e inclusão social de pessoas portadoras de deficiência. respaldado pela legislação vigente (citar a legislação) e que representa um conjunto de esforços de educadores. sendo o Projeto Político-Pedagógico um dos instrumentos de identidade da escola. Que a identidade da escola. ele possibilita transformar em realidade social o compromisso de fazer acontecer de fato “o direito de todos a uma educação de qualidade”.

à luz dos seus princípios educacionais. ocupem espaços sociais onde possam realizar suas competências.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores IV – INTRODUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A introdução do Projeto Político-Pedagógico deverá explicitar de forma clara seu objetivo. para que a escola propicie a apropriação ativa dos conhecimentos científicos e tecnológicos construídos pela humanidade. Também reafirmar a missão do Movimento Apaeano ao longo de sua história. na atual conjuntura política e econômica do país. tornando-se. audaciosas. propiciando ao leitor a compreensão de que os momentos de reflexão e discussões da equipe permitiram à escola da APAE a construção de um planejamento. desenvolve uma proposta educacional emancipadora e estabelece o diálogo com instituições. jovens e adultos portadores de deficiência. a capacidade de planejamento. o uso adequado de diferentes formas de comunicação. portanto. co-responsável pela afirmação do processo de democratização da educação. a flexibilidade. É importante incluir os dispositivos da LDB 9. execução e avaliação em uma realidade que ainda apresenta grandes disparidades sociais e de oportunidades educacionais para com os seus cidadãos. desenvolvendo metodologias e formas de aprendizagem que estimulem a autonomia. identificadas como uma nova revolução industrial cuja base científica é dada pela microeletrônica e cuja expressão tecnológica se traduz na automação de processos 15 . como instituição educativa que exerce cidadania para garantir que as pessoas portadoras de deficiência sejam respeitadas nas suas diferenças. inovadoras. sistemas e redes de ensino. que visa oferecer à comunidade ações educacionais diferenciadas. a criatividade. adaptando suas práticas aos anseios e necessidades de seus educandos e demonstrando uma nova identidade (discorrer sobre a identidade que busca). A Introdução deve expressar que o Projeto Político Pedagógico da escola está integrado à proposta da APAE Educadora. independente das condições biopsicossociais dos educandos. Devese expressar de forma clara os níveis e modalidades de educação que serão ofertados pela escola. habilidades e tenham assegurados seus direitos como cidadãos (pode-se também incluir outros dados do Movimento Apaeano – manuais do Projeto Águia). a organização. É necessário ressaltar a relevância do aspecto educativo para o desenvolvimento e promoção de crianças e jovens portadores de deficiência. comprometendo-se com a aprendizagem e inclusão social de crianças. A introdução deve explicitar que a atual conjuntura social e econômica surge em meio às mais significativas transformações de base material da sociedade. que desafiam a si própria. a determinação. É necessário fazer uma análise da função social da escola.394/96 que asseguram a todas as pessoas o direito à educação. a iniciativa. a auto-defensoria. na medida em que. o exercício de atividades em grupo. no sentido de assegurar às pessoas portadoras de deficiência oportunidades de aprendizagem.

Deve-se deixar claro que o Projeto Político-Pedagógico valida-se pelas ações construídas no e pelo coletivo da comunidade escolar.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores produtivos. principalmente. Daí a necessidade de a escola contar com instâncias superiores para as condições básicas necessárias ao seu funcionamento. nacional. 232) “a vida social em seu conjunto” (aqui pode-se acrescentar dados relativos à educação e educação especial. funcionalidade e significado social. p. p. não sendo portanto obra que possa ser edificada sem ser em co-construção” (Lima 2000. marcando como afirma Saviani (1997. assim. aos conflitos que são superados e aos princípios que são elaborados e definidos como eixos estruturadores de ações. Que o projeto é resultado de auto-reflexão e pensar crítico do grupo e expressa a voz e a vez de cada participante do universo escolar. E para finalizar pode-se ainda afirmar que é na escola que se realiza um projeto educacional maior em direção a um projeto emancipador de sociedade. “A construção da escola democrática constitui. uma vez que necessita organizar seu trabalho pedagógico com base em seus alunos”. envolvendo múltiplas parcerias socioeducacionais devido à força consensual em que se constrói. estadual e. 42). é neste movimento pedagógico que a escola constrói sua autonomia e afirma sua identidade junto à sociedade na qual está inserida. do município). realização e avaliação de seu projeto educativo. 2 Retirado da deliberação nº 14/99 do CEE-PR. mas cuja realização pressupõe a participação democrática de outros setores e o exercício da cidadania crítica de outros atores. conforme afirma Passos (1995. Pode-se ainda ratificar que a construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico da escola é uma das condições básicas para o exercício pleno da cidadania e democratização dos processos educativos escolares”. deve assumir sua responsabilidade como instituição educadora que num processo constante de avaliação procura assegurar aperfeiçoamento. Porém. um projeto que não é sequer pensável sem a participação ativa de professores e de alunos. Portela e Atta2 (1988) “explicam que a proposta pedagógica pode ser concebida como a própria escola em movimento. p. 11): “a escola é o lugar de concepção. 16 .

CGC 1.2.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores V – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1.: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de (município) 1.6. S – Nº: Certificado de Fins Filantrópicos – Nº: 1.G. Registros C.1. Telefone/Fax/Email Tel.5. Endereço completo Nº: Rua: Bairro: CEP: 1. – Nº: 17 .8.4. Data da Fundação Data em que foi fundada a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE 1. A. Utilidade Pública Municipal – Nº: Estadual – Nº: Federal – Nº: 1. Presidente Nome: Endereço: CPF – Nº: R. Dados da Mantenedora 1.: Fax: E-mail: 1.3. Mantenedora Ex.7. N.

Nível de Ensino Ofertado 2.: Escola de Educação Infantil.11. Telefone/ 2. Data de Criação da Escola (se tiver) 2.2. Nome: Endereço: Telefone: _ _ _/ _ _ _ / _ _ _ Deliberação do Conselho Estadual de Educação – CEE (se tiver). rural e outros dados de acesso. Nº: _ _ _ _ _ _ _ Portaria Nº _______de ___/___/____ Deliberação do Conselho Estadual de Educação – CEE (se tiver). Autorização de Funcionamento 2. Endereço completo 2.9. Etapas. 2.8. Ensino Fundamental.7. Localização: Fax/ E-mail 2. Reconhecimento 2.4. Delegacia ou Subdivisão de Ensino (conforme é chamado no Estado) 2.10.Outros Projetos Educacionais ( ) Obs. Dados da Instituição Escolar 2.Educação Profissional – Nível Básico · Iniciação Profissional ( ) · Qualificação Profissional ( ) · Colocação no Trabalho ( ) 4.Educação Infantil · Educação Precoce de 0 a 3 anos ( ) · Educação Pré-escolar 4 a 6 anos ( ) 2. Descrever somente os níveis e modalidades que a escola oferece ou efetivamente vai oferecer.3.: Os níveis e modalidades elencados devem ser caracterizados e descritos de forma detalhada no interior do projeto.1. 18 . Nome da Escola Ex. Divisão. Nº 82/38 Data: _ _ _/ _ _ _ / _ _ _ Manhã: das 8h00 às 12h00 Tarde: das 12h30 às 16h30 ( ) outro Educação Básica 1.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 2. Fases e Modalidades de Ensino/ Programas e Projetos Específicos da Educação Básica Propostos pela Escola. Turno de Funcionamento 2.6. (Ver orientação dos Conselhos/Secretarias Estaduais de Educação quanto ao nome da escola) Rua Bairro CEP Tel: ( ) Fax: ( ) E-mail: Indicar a localização da escola. Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional.Ensino Fundamental · Escolarização inicial – 1ª fase ( ) · Escolarização de Jovens e Adultos – 1ª e 2ª fases ( ) · Programas Pedagógicos Específicos ( ) 3.5. zona urbana. Pode-se incluir um pequeno mapa de localização da escola no município.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores VI – MISSÃO DA ESCOLA É muito importante expressar de forma clara a missão da escola. níveis. Dessa forma. finalidades e funções na comunidade. modalidades de ensino e atendimentos. que permeia os níveis de ensino e interage com as modalidades de Educação e ensino de forma que responda às peculiaridades dos educandos portadores de deficiência que atende ou se propõe a atender. ressaltando a Educação Especial como modalidade de educação escolar. Deve-se também levar em conta a sua intenção como instituição educacional. a escola pode partir da missão da APAE (Projeto Águia) e. contemplando as áreas de abrangência. a definição da missão deve ser clara o bastante para responder à seguinte indagação: para que existe a escola? 19 . Para descrever a missão. apresentar a missão da escola propriamente dita. que deve indicar sua finalidade e razões de sua existência. na seqüência.

É importante enfatizar os tipos de atendimento dispensados pela escola desde sua fundação/criação. destacando fatos históricos e experiências bem-sucedidas que construíram sua identidade e relevância no município. 20 . para o fortalecimento do Movimento Apaeano na defesa de direitos das pessoas portadoras de deficiência. o papel de pessoas e profissionais. Pode-se também resgatar nomes de pessoas que fizeram parte da caminhada. voluntários e segmentos envolvidos com o desenvolvimento de ações educacionais. abrindo-se um item específico para cada aspecto relevante do processo. incluindo os elementos facilitadores e/ou dificultadores do processo. como educadores. pais. assim como as conquistas para os respectivos atendimentos e melhoria da qualidade do trabalho. Neste item. conseqüentemente. incluindo prêmios ou menções honrosas recebidos pela instituição. que contribuíram para o reconhecimento da APAE e. pode-se ainda descrever como a escola historicamente visualizou seu aluno.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores VII – HISTÓRICO DA ESCOLA Este espaço possibilita à equipe resgatar a trajetória da associação mantenedora e da instituição escolar quanto à sua participação na e para a continuidade.

nas experiências de seus diferentes profissionais e serviços especializados. voluntários e comunidade onde está inserida a escola. desenvolvimento de pesquisas. aplicação de questionários. para definição e organização de sua proposta. que inclui abordagens didáticas e pedagógicas. organização e funcionamento. dinâmica curricular. É necessário identificar e categorizar as demandas existentes. instituições públicas e privadas da sociedade civil. As informações podem ser obtidas por meio de entrevistas. reduzindo as possibilidades de insucesso administrativo e pedagógico. na estrutura. dos contextos interno e externo da escola. definição de espaço e tempo escolar. assim como a buscar alternativas para o alcance da eficiência. assim como as expectativas. O diagnóstico conduz a equipe e dirigentes a otimizar recursos. entre outros dados de relevância para a compreensão de escola como unidade educativa. Enfim. entre outros meios que permitam à escola caracterizar suas forças e fraquezas e traçar o perfil de sua realidade. nas parcerias e articulações com as famílias. reuniões. práticas avaliativas. anseios. o diagnóstico será construído a partir de dados da realidade. eficácia e efetividade na educação que oferece. comunidade. tais como as famílias. É importante ainda diagnosticar as situações conflitantes e desafios. os tipos de deficiências que a escola atende e/ou deve atender (conforme demanda). baseando-se na história da escola.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores VIII – DIAGNÓSTICO DA ESCOLA E REALIDADE CONTEXTUAL Esta fase de construção do Projeto permite à equipe fazer uma radiografia da realidade. capacitação de professores e outros elementos relevantes para o processo educacional. 21 . Constitui-se em um momento de interlocução com todos os atores envolvidos no processo educacional. procedimentos propedêuticos (níveis e modalidades de ensino). na prática pedagógica cotidiana. conquistas e superações. educadores. alunos.

Os objetivos gerais são amplos e contemplam um conjunto abrangente de habilidades. os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental. São prioridades que direcionam o trabalho da escola. o Referencial Curricular para a Educação Infantil. A forma infinitiva facilita a inserção do aluno na condição de sujeito por representar a ação pura e simples. a seleção de objetivos educacionais pode ter como referência a LDB nº 9. dependendo do seu nível de abrangência. Recomenda-se que a redação dos objetivos seja iniciada com um verbo no infinitivo de modo que expresse a ação desejada. No caso da construção do Projeto Político-Pedagógico. da Proposta de Educação de Jovens e Adultos e da Educação Profissional/MEC e adequá-los às possibilidades dos educandos. São considerados “gerais” porque dizem respeito a comportamentos que não se traduzem por ações específicas de assimilação imediata. por isso. Os objetivos específicos são menos abrangentes e representam uma espécie de degrau para se chegar aos gerais. maior tempo para o seu alcance. os objetivos devem ser elaborados de forma coerente com a realidade identificada e caracterizada. a partir de informações obtidas por meio de diagnósticos contextuais.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores IX – OBJETIVOS Os objetivos desempenham relevante papel na construção do Projeto PolíticoPedagógico e ações a serem desenvolvidas na escola. portanto. 22 . É oportuno acrescentar que os objetivos podem ser classificados em gerais e específicos. conforme princípios e orientação da Educação Especial.394/96. demandando. ações ou valores que constituem a finalidade.

As escolas deverão neste campo esclarecer a concepção adotada para consecução e resolução das questões educacionais relacionadas à pessoa portadora de deficiência. Por isso. Ephysteme significa conhecimento. participação. Didático-Pedagógicos Os princípios didático-pedagógicos estão estreitamente relacionados aos epistemológicos. a escola revelará como se dá a apropriação de conhecimentos pelo aluno. Epistemológicos Do grego. quer no ensino regular. pois as práticas e ações pedagógicas executadas no dia-a-dia da sala de aula refletem e consolidam os princípios epistemológicos (concepção metodológica) assumidos pela escola. imediatamente. 2. para garantia de direitos de escolha. ou seja.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores X – PRINCÍPIOS NORTEADORES É o conjunto de princípios que dão identidade à escola e que têm caráter permanente. 12). discussões. métodos. família e demais segmentos da sociedade. O Projeto deve possibilitar uma ampla comunicação entre a escola. a necessidade de estudos por meio de encontros. Mas a grandeza deste ponto alto revela. orientando o processo metodológico de construção e veiculação de conhecimentos. p. Deve ser lembrado ainda para se considerar o conceito de educação para a vida. servindo como orientadores de todos os planejamentos e projetos desenvolvidos na escola. É o estudo crítico e reflexivo dos princípios. 1. estrutura e evolução das ciências. quer na escola da APAE. além dos pressupostos epistemológicos adotados com vistas à inclusão educacional desses alunos e sua permanência e sucesso. Neste documento. Na identificação dos princípios epistemológicos norteadores de ações. para que a compreensão da abordagem teórica não seja esvaziada por uma abordagem empirista. avaliação e aperfeiçoamento da proposta pedagógica. inclusive com a utilização de recursos da Internet. a fragilidade do seu oposto: a fundamentação da experiência”. “o ponto alto do empirismo é o teste da experiência. apresentamos quatro grupos de municípios para serem compreendidos de forma integrada. pressupostos. Os princípios epistemológicos para a construção do Projeto Pedagógico dão sustentação à organização e dinâmica curricular. Segundo Becker (1996. como serão trabalhadas as questões voltadas para o ensino-aprendizagem. 23 . no qual todos os espaços da escola destinam-se a propiciar o desenvolvimento de talentos e experiências de aprendizagens. acompanhamento.

referencial teórico pautado nas ciências que permite a criticidade nas diversas formas pelas quais os conteúdos são tratados e o respeito aos referenciais de conhecimentos adquiridos na escola. direção. ou fora dela. uma vez que serão apontados “valores mais próximos à realidade da escola. A relação aluno x professor na apropriação de conhecimentos deverá ser uma relação de ajuda e respeito. alunos. 16). Éticos Para explicitar os princípios éticos. sujeito x sujeito e não sujeito x objeto. envolvendo todos os segmentos que participam de forma direta ou indireta da vida da escola. Como sugestão. professores. a curiosidade. dentro das suas possibilidades. a emoção e as diversas manifestações artísticas e culturais.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Nesse sentido. conforme pauta o documento da UNESCO “Educação – um Tesouro a Construir” (2000. p. A compreensão do papel exercido pelo professor e alunos na busca do saber deve ser salientado. ao longo da vida. entre outros. p. 4. Esse princípio complementa os anteriores. em relação àqueles considerados universais. 4). a escola cada vez mais deve investir no “saber” e no “saberfazer”. porém inerentes ao papel da escola e voltados para a construção de um ser humano feliz e realizado” (Manata. Estéticos Os princípios estéticos deverão estar voltados para o desenvolvimento de ações que estimulem a criatividade. a escola poderá ainda elaborar seu código de ética (uma espécie de agenda). no sentido de valorizar as práticas já existentes e as atitudes interdisciplinares necessárias à ressignificação das abordagens atuais. 24 . 3. por meio de reflexão e/ou práticas culturais. 2000. é imprescindível a criação de um ambiente favorável que estimule a vivência de valores éticos por todos que fazem parte da comunidade escolar como pais.

descrever a vinculação da escola com a mantenedora. apresentando o calendário pedagógico da escola para o ano letivo (o calendário deve ser funcional em consideração às necessidades dos alunos e à dinâmica da escola. Organização Curricular A Proposta Pedagógica deverá explicitar os níveis e modalidades educativos no seu aspecto curricular. 1. destacando os níveis e modalidades de atuação da APAE Educadora nesse contexto. SENAC/SP). Explicitar. técnicos e professores (formação. c) O terceiro organograma pode ser elaborado pela equipe responsável pela construção do Projeto Político-Pedagógico e deve retratar a organização e funcionamento da escola. demonstrando que as áreas de saúde e assistência social são atividades complementares e de apoio aos objetivos educacionais. conforme entendimento e decisão da equipe. caracteriza sua estrutura organizacional destacando níveis e modalidades de educação e ensino. 25 . pode-se explicar as formas de gestão da escola para realizar os seus objetivos (sua dinâmica organizacional). Organização Administrativa Para iniciar a explicação deste item pode-se considerar a figura 1 da APAE Educadora. a) Pode ser apresentada a figura 3 da Proposta da APAE Educadora: A Escola que Buscamos (2001. a caracterização dos educandos que serão atendidos. função na escola. atribuições e regime de trabalho).PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XI – ORGANIZAÇÃO ESCOLAR A organização escolar poderá ser explicitada com apoio de organogramas em três ou mais situações. faixa etária e programas educacionais propostos pela APAE Educadora para orientar a organização das escolas das APAEs. na seqüência. contextualizadas de forma interdisciplinar. portanto.) 2. as articulações da escola com outras escolas “apaeanas” e/ou outras instituições da comunidade. Este tópico expressa a “espinha dorsal” do Projeto Político-Pedagógico da escola da APAE. Os níveis hierárquicos do Movimento Apaeano situam a APAE no município e. o quadro de funcionários. a organização das equipes pedagógicas e administrativas. serviços de apoio internos e externos na escola. com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9. incluindo níveis e modalidades de ensino que serão trabalhados. os projetos em andamento ou que se pretende implantar a curto.394/96. também. que mostra a estrutura da educação nacional. médio e longo prazos. b) A figura 4 da APAE Educadora. o regime escolar.

II. etc. Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos. habilidades. os materiais e os resultados? Como será a certificação do aluno. Avaliação. Os documentos produzidos pelo MEC para os diferentes níveis constituemse em referenciais de relevância para o planejamento e organização curricular das escolas das APAEs. Ensino Fundamental. conforme as áreas de conhecimento. 26 .PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores A APAE Educadora propõe três fases (I. Ao organizar este item a escola deve. Os conteúdos curriculares para cada nível e modalidade de ensino. acompanhamento. na escola. ao construir sua Proposta Pedagógica. primeiramente. apoio e terminalidade? Como dar-se-á a avaliação da escola e. III) para o desenvolvimento de sua ação educacional. A escola. deve explicitar em cada fase os níveis e modalidades de ensino com os respectivos objetivos e conteúdos.) serão garantidos? Que metodologias serão utilizadas e criadas para desenvolver as aulas com competência e com compromissos técnicos e políticos? Quais os apoios especializados que serão colocados em prática na proposta curricular? Como garantir-se-á a continuidade curricular. Organização didática e o desenvolvimento de habilidades e competências educacionais. atitudes/ valores. os procedimentos. que metodologias e processos pedagógicos serão utilizados para garantir o trabalho pedagógico diferenciado com educandos portadores de deficiência? Qual a proposta para Educação Profissional e os mecanismos de inserção no mundo do trabalho? Quais os programas e projetos pedagógicos específicos/funcionais que serão desenvolvidos? Na organização curricular poderão ser apresentados os aspectos abaixo relacionados. – – – – Os objetivos gerais e específicos para cada nível e modalidade de educação e ensino. as metodologias. se perguntar: quais os compromissos educacionais com os seus educandos? O que esperam que eles aprendam durante os anos de escolarização? Quais as competências nas quais a escola vai investir? Que conteúdos (conhecimentos científicos e tecnológicos. o desenvolvimento curricular em relação a espaço e tempo? Tomando como base as Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação para Educação Infantil.

assim como a garantia de socialização das experiências e contribuições adquiridas pelos profissionais em diferentes possibilidades. Essa política requer. O Projeto Político-Pedagógico deverá apresentar todas as diferentes situações de trabalho como formação. efetiva-se e aperfeiçoa-se por meio de seus profissionais e gestores. entrevistas. Obs. teste seletivo. as estratégias internas para liberação de professores para atividades de formação. período de estágio para experiência). faz-se necessário pensar em uma política institucional para assegurar um quadro de profissionais qualificados na perspectiva da formação/educação continuada e emancipadora. cursos e aperfeiçoamento). definir e sistematizar formas de garantir a participação de todos num processo de qualificação educacional. Portanto. situação funcional. um plano que democratize as oportunidades de formação inicial e continuada.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XII – RECURSOS HUMANOS Os recursos humanos são os diferentes profissionais ou grupos de profissionais responsáveis pelas ações da escola. compatibilização de formação com a função e níveis de atuação. É importante que a associação mantenedora participe efetivamente na construção das condições. Um projeto pedagógico sustenta-se. os critérios para acompanhamento e avaliação (de experiências no trabalho. análise de curriculum vitae.: Neste item deve ficar claro qual o grau de formação. É importante observar como são feitas as admissões dos profissionais na escola (indicação. (Durante a construção do Projeto Político-Pedagógico é o momento de rever os processos de formação dos profissionais até então realizados para discutir. além do diagnóstico da situação atual. a competência e as responsabilidades dos profissionais que atuam na escola e como a instituição/escola contribui para o que se pretende. objetivos e plano de formação e capacitação). 27 . capacitação e socializações de conhecimentos adquiridos em cursos e outras experiências.

acolhedor e propício à aprendizagem. quadra de esportes. troca. computador. descrevendo a estrutura física e funcionamento. cadastrar os materiais e listar os serviços de apoio. famílias e comunidade. É fundamental estar atento às questões de segurança tanto no que diz respeito ao acesso. cantina. doações. conservação e manutenção destes. a organização do espaço físico de forma a proporcionar um ambiente agradável. registrar. como o mobiliário. 28 . Usar das novas tecnologias. critérios de aquisição. em especial. de autoria de Ana Lúcia Goulart de Faria. local de merenda. dentre outras que se caracterizam como instrumentos de comunicação e aprendizagem. sala de vídeo. pós-LDB: Rumos e desafios). destacando: – – – – – – – – O quadro de ocupação é compatível com a realidade física? As salas de aulas e atividades específicas têm sua utilização garantida para os fins a que se destinam? As carteiras são adequadas? A iluminação e a ventilação das salas e ambientes são aceitáveis? O pátio de recreação atende à clientela a que se destina? Existe espaço físico para as aulas de Educação Física? As medidas de higiene e limpeza estão adequadas? Como é prevista a utilização da biblioteca. Descrever a existência e uso da Biblioteca como núcleo cultural e ambiente facilitador das aprendizagens interativas dos alunos e locus de apoio para formação e aperfeiçoamento de profissionais. como televisão. “O espaço físico como um dos elementos fundamentais para uma pedagogia da Educação Infantil”. reposição etc. além de numerar. Internet. Recomendamos. Descrever também a estrutura e organização da escola com relação à realização de suas finalidades pedagógicas. no livro Educação Infantil. laboratório e outros espaços da escola? (É importante. mecanismos de controle. a leitura do capítulo IV. vídeos.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XIII – RECURSOS MATERIAIS A escola deverá compatibilizar sua estrutura física. como dos materiais didático-pedagógicos. à utilização das diversas dependências da escola. a democratização e acesso aos materiais e serviços.

Descrever as metodologias de envolvimento de profissionais e famílias no processo de avaliação dos educandos. 29 . assumindo uma perspectiva diagnóstico-formativa e emancipatória. Celso Vasconcelos. À luz da fundamentação sobre avaliação detalham-se os critérios de entrada na escola. Dado aos princípios norteadores da APAE Educadora. É importante explicar as formas de sistematização das informações avaliativas e seus respectivos modos de utilização. Paulo Freire. Quanto à avaliação institucional do Projeto Político-Pedagógico é importante prever alguns delineamentos de avaliação institucional. e certificação para o aluno. entre outros. A avaliação do Projeto PolíticoPedagógico deve estabelecer critérios para avaliação de resultados quantitativos e qualitativos que permitam identificar os bloqueios para as devidas reformulações. Cappelletti. etapas. terminalidade específica. Marli André. contínua. Ana Maria Saul. dos professores e da escola (comunicação escola-família). Para contextualizar a avaliação do Processo Educacional de Ensino/ Aprendizagem. Para garantir que a avaliação se efetive de forma compartilhada. aprendizagem e avaliação. sistemática e emancipatória. Mere Abramowicz. Para ampliar os referenciais sobre avaliação sugerimos alguns autores e estudiosos(as): Izabel F.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XIV – AVALIAÇÃO A avaliação será desenvolvida em duas dimensões: uma destinada a avaliar o Processo Educacional de Ensino/Aprendizagem e a outra para avaliar a execução e resultados do Projeto Político-Pedagógico da escola. capaz de realimentar o processo e voltado para o alcance dos objetivos propostos. Charles Hadji. a natureza do alunado. Targélia Albuquerque. O acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do Projeto PolíticoPedagógico deve ser contínuo. conclusão. de encaminhamentos. fases. as especificidades pedagógicas. demonstrando como se articulam para concretizar a prática pedagógica e os resultados de aprendizagem. no Projeto Político-Pedagógico é importante fundamentar as concepções de ensino. é fundamental a participação de todos os envolvidos no processo de aprendizagem. Perrenoud. Luckesi. Sugerimos assegurar coerência entre os princípios educacionais assumidos pela escola na fundamentação teóricometodológica e a fundamentação relativa à avaliação. P. sugerimos que a equipe busque apoio em autores(as) que abordam a questão da avaliação da educação e também da Educação Especial. Carlos C.

participação. família e sociedade. as ações que a escola desencadeia para a aproximação das famílias e comunidade de forma sistemática e ativa no processo educacional. o Projeto Político-Pedagógico deve possibilitar uma ampla comunicação entre escola.) 30 . avaliação e aperfeiçoamento. o estabelecimento de parcerias pedagógicas e as prestações de contas à sociedade dos investimentos feitos. artísticas. esportivas de forma conjunta.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XV – PARCERIAS: FAMÍLIA E COMUNIDADE Para garantia do direito de escolha. pedagógicas. buscando integração entre escola-famíliasociedade. (Neste espaço deve-se descrever a participação dos pais e/ou responsáveis na construção e execução do Projeto Político-Pedagógico. Deve-se ainda definir e articular ações destinadas à realização de atividades culturais. acompanhamento.

Lembramos a observação das normas da ABNT. que foram consultados para a elaboração do Projeto Político-Pedagógico. entre outros. documentos. 31 .PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XVI – BIBLIOGRAFIA Relacionar os livros. publicações.

para cada anexo. seja feita uma apresentação de sua finalidade. Sugerimos que façam contato com os Conselhos/Secretarias de Educação dos Estados. de acordo com a ordem em que eles são citados ou compõem o texto. para as devidas orientações quanto ao Projeto Político-Pedagógico. Um grande abraço Equipe de Sistematização/FENAPAEs 32 .) Os títulos e subtítulos sugeridos constituem-se apenas um modelo orientador para definição de um roteiro para o Projeto Político-Pedagógico proposto pela APAE Educadora para as escolas das APAEs. Recomendamos que.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores XVII – ANEXOS Neste espaço acrescentar todos os documentos que compõem o Projeto Político-Pedagógico. Desejamos a toda a equipe um bom trabalho e que a construção de cada Projeto Político-Pedagógico se materialize em ações que consolidem a cidadania da Pessoa Portadora de Deficiência.: – – – – – – Carta compromisso da escola com a comunidade Atas Calendário escolar Regimento escolar Documentação escolar do aluno Outros documentos e registros relevantes (Os anexos devem ter um índice. Ex. e outros documentos que se fizerem necessários para a organização da escola.

DF Eliane Maria Bonato – diretora – Dois Vizinhos. MG Rosimeire Rodrigues – professora – Ribeirão Pires. RO Gláucia Aparecida C. RN Equipe de análise e definição de roteiro Alzira Correia da Silva – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RN Ana Paula Rodrigues Coutinho – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RJ Ana Rosa Rodrigues de Souza – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PI Ângela Rodrigues Colla – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RS Caren Castelar Queiroz – Coordenadora Educacional-Pedagógica – DF Celene Câmara de Oliveira – Coordenadora Educacional-Pedagógica – AM Edivone Meire Oliveira – Coordenadora Educacional-Pedagógica – CE Ivanete Santos de Sá – Coordenadora Educacional-Pedagógica – MA Geneci Marchi – Coordenadora Educacional-Pedagógica – MS Giovani Silva Berger Tonoli – Coordenadora Educacional-Pedagógica – ES Leni Aparecida de Almeida de Meneses – Coordenadora Educacional-Pedagógica – GO Leonice Moura – Coordenadora Educacional-Pedagógica – SP 33 . grupos de estudos. SC Ivanilde Maria Tibola – Coordenadora Nacional de Educação. Boaretto – Diretora APAE Poços de Calda. Brasília. Equipe de discussão e planejamento Leonice Moura – Coordenadora Educacional – SP Aracy Maria da Silva Ledo – professora Consultora – RS Lucelia Andreola – professora – Ji-Paraná. PR Maria Alzira Correia da Silva – professora – Natal. SP Maria Nilza Porto – professora – Florianópolis. num esforço conjunto. socializaram suas experiências e conhecimentos para construção de uma proposta que estabelecesse linhas norteadoras para as escolas das APAEs elaborarem seus Projetos Político-Pedagógicos. reuniões com profissionais de Educação em que. DF Eliane Ferrari – técnica – Secretaria de Educação – Brasília. Brasília.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores A CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA A presente proposta é resultado de conclusões de encontros. DF Selma Morais Pinheiro – Coordenadora Educacional – DF Maria Helena Alcântara de Oliveira – Coordenadora Nacional de Educação Profissional.

Brasília.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Liana Terezinha Steffen – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PR Maria da Conceição Silva de Souza – Coordenadora Educacional-Pedagógica – AC Maria do Carmo Menicucci – Coordenadora Educacional-Pedagógica –MG Maria Milcleia Gonzaga Aragão – Coordenadora Educacional-Pedagógica – SE Marlene F. Brasília. Magalhães – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PA Mauricéa Lusiana Machado – Coordenadora Educacional-Pedagógica – SC Nalzira de Fátima da Silva – Coordenadora Educacional-Pedagógica – RO Rosianne Silva Walter – Coordenadora Educacional-Pedagógica – AP Silvia Regina Alves Germano – Coordenadora Educacional-Pedagógica – PB Suely de Melo Calixto Caldas – Coordenadora Educacional-Pedagógica – BA Tania Mª Maciel Guimarães – Coordenadora Educacional-Pedagógica – MT Vilma Silva Lima – Coordenadora Educacional-Pedagógica – TO Organização e sistematização: Eliane Ferrari – Técnica da Secretaria de Educação. DF Coordenação geral: Ivanilde Maria Tibola – Coordenadora Executiva da Federação Nacional das APAEs. DF 34 . DF Glaúcia Aparecida Costa Guaretto –Diretora APAE de Poços de Caldas. MG Ivanilde Maria Tibola – Federação Nacional das APAEs.

conforme orienta a APAE Educadora: a Escola que Buscamos. fevereiro de 2001 35 . para reflexão na construção do Projeto Político-Pedagógico.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores TEXTO DE APOIO “Elaboração do Projeto Político-Pedagógico: Da Concepção à Construção.” Elaborado pelo professor Antônio Carlos Osório do Nascimento. Brasília. da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores 36 .

as teorias não conseguem dar respostas mínimas aos fenômenos que nos cercam. à construção de um Projeto Político-Pedagógico que dê conta de lidar com as especificidades e as dinâmicas internas próprias dessa construção. desde os poderes instituídos. os elementos latentes na dinâmica que se anuncia como mediadora das diferentes crises. Nosso propósito nesses estudos tem sido mapear. as questões relacionadas às minorias sociais. 37 .PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: DA CONCEPÇÃO À CONSTRUÇÃO OSÓRIO1. ao analisarmos o nosso momento histórico. No cenário mundial e. tendo como propósito uma leitura concreta de nossa realidade. suas razões 1 Professor-Adjunto III do Departamento de Educação. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação. até a menor unidade de organização social. Em síntese. busca-se um desenho de um Projeto Político-Pedagógico que dê conta de absorver a fundamentação e os princípios norteadores do Projeto APAE Educadora – A Escola que Buscamos. é necessário garantir algumas especificidades que o tema exige em sua totalidade e que fazem parte da realidade social brasileira. tendo como foco o portador de necessidades especiais e a Educação Especial pontualmente. Demarcada a importância da caracterização contextual. dando um movimento ao tema proposto a partir de um conjunto de elementos históricos e atuais. do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. proposta para enfrentar os desafios da Educação Especial para os próximos anos. independentemente de suas origens. podemos afirmar que sua formatação é que vivemos diferentes conflitos e que essa situação emanada de tantas contradições de cunho social é configurada sobre diferentes prismas. essas crises são consideradas em todas as ordens. trabalho e sociedade”. da melhor forma possível. particularmente. nos últimos anos. neste caso. Antônio Carlos do Nascimento O presente artigo apresenta algumas reflexões oriundas de alguns resultados obtidos em pesquisas na área de “educação. apoiando-se numa reflexão centrada nas diferentes análises de contextos que explicitam as políticas sociais implementadas nos últimos anos no Brasil. Frente a esse paradoxo. De um lado. nacional. Para dar conta dessa possibilidade. o início do novo século traz consigo dois elementos determinantes.

idealizadora. 1997. Segundo Vieira2 (1997. pelo senso comum de seus próprios princípios. em seu sentido amplo. quais efetivamente são nossas possibilidades institucionais de exercer de fato essa tarefa em circunstâncias que sempre foram pontuadas de formas tão adversas aos interesses das pessoas portadoras de necessidades especiais? Frente à complexidade das dimensões de nossa indagação geral. são resultados de atos humanos. podemos afirmar desde já que as políticas de educação no Brasil. nas diferentes áreas sociais. tendo sempre um referencial balizado por um propósito transformado. logo de início. num despropósito social. mas que não dão conta de sinalizar algumas possibilidades de mudanças. sobretudo. 97) essa atitude de recuperar algumas questões do processo histórico da humanidade nos leva: “a criar uma circulação de idéias e objetos culturais que pode ser mais bem compreendida quando analisada em termos de mundialização. a partir de princípios que facilitam “interpretar” e “enunciar” os motivos. aos portadores de necessidades especiais. Rio de Janeiro: Record. Cidadania e globalização. e não como difusão. p. Neste momento minha reflexão recai na compreensão que a maioria das pessoas trazem consigo. não resolvendo a realidade dos interessados. representem atender as expectativas e os anseios daqueles a quem ela se destina. vários conflitos vão surgindo e parece-me que menos respostas vamos tendo sobre os aspectos pedagógicos que envolvem esse campo do conhecimento. embora pareçam estar fixadas e preestabelecidas a partir de valores particulares. enquanto uma das modalidades educacionais. bem como as políticas públicas governamentais. em torno de si e. desde que não se percam as relações da globalização com as instâncias de poder”. margeiam os problemas a quem se destinam. frente a diversidade de leituras sobre a Educação Especial e. que as políticas pensadas em torno da educação se processam dentro de um movimento próprio da sociedade e que não necessariamente. embora tenhamos que reconhecer que nunca tivemos uma quantidade significativa de leituras da realidade. Isso nos permite afirmar que esta e outras circunstâncias devem ser consideradas como inteiramente inacabadas. como é na maior parte de sua história. De início. O sair do pensar e fazer. 38 . ao tentarem desenvolver um trabalho pedagógico voltado para os portadores de necessidades especiais. a indagação que surge volta-se para a seguinte questão: como desempenhar um trabalho pedagógico com esses atores sociais frente às políticas públicas de educação vigentes no país. Isso nos facilita apontar. São vários os questionamentos sobre a Educação Especial. Entretanto. no caso. a insistência conservadora e hegemônica de justificar os fenômenos oriundos dessa realidade. Por outro. 2 Liszt VIEIRA. que em cada etapa da história têm se apresentado de forma cristalizada. ao começar a enunciar sobre aspectos particulares da Educação Especial. Em síntese. talvez da mesma complexidade que envolve as discussões dos diferentes níveis de escolaridades do ensino básico. o pior.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores existenciais e verdades que representem.

Filosofia e crise. os fundamentos passam a exigir uma nova compreensão do significado e das dimensões do ato pedagógico. que até então se apresentavam de forma latente. 1984. Heimann (1962) – Teoria da Educação Humanística. da Lei nº 9394/96). apontando que deve ocorrer predominantemente por meio do ensino. sobrevivendo de diferentes formas. possibilitando. estimulando uma atitude coletiva institucional. o que só é possível a partir de um Projeto Político-Pedagógico. deixando evidente que estas mudanças. A presença dessa história “ressalta” ou subjaz. tendo a vinculação ao mundo do trabalho e à prática social. então. desvinculadas das diferentes dimensões e implicações educacionais. que nos permitem explicitar melhor as contradições da sociedade. Caldera3 afirma que por tanto tempo percorremos os caminhos da história que: “A crise do homem é a crise do mundo que ele habita e o mundo muda porque o homem nele alojado transforma sua conduta histórica”. possibilitando uma leitura que extrapola as dimensões pedagógicas de alguns pressupostos teóricos tradicionais por alguns autores como P. de forma planejada e organizada de acordo com os recursos e procedimentos pedagógicos necessários. permitindo ter mais clareza dos reais motivos em diferentes contextos da sociedade e. por conseguinte. que deve ser concebido numa proposta que explicite o papel institucional e seus reais propósitos. da própria educação. Entretanto. Shultz (1972) – “Teoria de Sistemas”. Serrano. quando a educação escolar passa a ser concebida frente a um sentido amplo e restrito. são aspectos que fazem parte de toda uma evolução do domínio do próprio conhecimento. As contradições desse universo histórico-político sempre foram pontuadas. W. embora apareçam com características coletivas. em níveis internos e externos. Breyvogel (1972) – tentativa de revisão da “escola de Berlim” e W. Petrópolis: Editoras Vozes Ltda. “explica” ou “implica” registrarmos algumas categorias que nos possibilitam ter clareza de que o homem sempre viveu em transição e por isso em constantes crises.. essa possibilidade de tornarem-se perceptíveis. a educação brasileira começou a vivenciar através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96) princípios incorporados por valores culturais latentes na sociedade e por dinâmicas que se fazem presentes na conjuntura mundial. As respostas não se limitam aos dados quantitativos da realidade. Nesse sentido. A busca de uma educação voltada às especificidades da clientela passou a ter uma explicitação concreta nos fundamentos da construção pedagógica (art. sempre privilegiam uma minoria que na maioria das vezes não está vinculada aos propósitos e aos interesses daquele segmento a quem se destinam. “parcerias” que facilitem a inclusão social do aluno enquanto cidadão. 3 Alejandro CALDERA. 21. Numa história recente. num movimento autônomo e próprio.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Isso se evidencia de forma mais pontuada na busca da historização que só nos permite checar algumas “questões” que se fizeram presentes durante o desenvolvimento da humanidade. 39 .

onde a escola passa a ser compreendida como espaço social de socialização e integração do homem ao conhecimento acumulado. 6 Ivani Catarina FAZENDA. Goiás. Entretanto. que passarão a considerar o “indivíduo” situado em sua própria historicidade. a inserção social dos alunos na sociedade como um todo. permitindo então a compreensão do paradoxo da inclusão social associada aos reais princípios democráticos. S. 40 . éticas e estratégias que possam permitir. flexibilizando seus critérios e os procedimentos pedagógicos. a diversidade dos seus alunos. que nos remete à preparação cultural como meio da inserção social do indivíduo como cidadão. principalmente em seus procedimentos metodológicos e de avaliação. 5 Milton JAPIASSÚ. ambos altamente conservadores e seletistas. Interdisciplinaridade e patologia do saber. neste caso do aluno não só como um “paradoxo de ideais”. levando em conta. Diante desses princípios da escola. O terceiro e último. Marcos Referenciais do Projeto Político-Pedagógico. mas nas diferentes concepções de educação que o momento histórico-social exige. A idéia inicial da concepção e do suporte teórico da interdisciplinaridade surge no Brasil (Japiassú5. exigindo uma nova ciência capaz de reunir conhecimentos disciplinares mais diversos. Interdisciplinaridade: um projeto de parceria. São novas formas de cooperação. se tudo isso é ainda uma busca. mas como a possibilidade e o compromisso pedagógico de que todos os educandos são capazes de aprender a partir de suas condições pessoais. É o sentimento de ser e estar no mundo em que se vive. Essa postura diferenciada reflete alguns elementos de ordem teóricometodológica enunciados por alguns autores quanto à interdisciplinaridade. São novas formas de “ler e fazer” educação. Texto elaborado para o Encontro de Educação Especial promovido pela Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação em Pirenópolis. com todas as limitações e dificuldades. Entretanto. Loyola. Antônio Carlos do Nascimento. na década de 70). abrindo um diálogo junto à comunidade escolar. pelos seus limites e pelas suas possibilidades.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores Para Osório4 (1998:06). em que o individualismo cede espaço ao trabalho coletivo. tendo como referência uma postura vivida e exercida com muita lucidez 4 OSÓRIO. como um dos elementos de construção social que requer três princípios norteadores. essa possibilidade só poderá ocorrer mediante uma mudança de valores e atitudes não só na estrutura da sociedade ou da própria instituição. permitindo a elaboração de novas hipóteses e de novas perguntas que permitirão criar outras organizações e leituras do saber educacional. que contemplem as diferenças individuais dos alunos. num grau maior ou menor. independentemente de suas condições humanas. A partir daí surgem as questões legais. que permita discussões e propicie medidas diferenciadas. é exigida uma reestruturação de suas dinâmicas. Alguns escritos de Fazenda6 deixam evidente até nossos dias a convicção de que a interdisciplinaridade é uma questão de atitude. é importante então termos clareza quanto a em que dimensão isso é possível e em que medida é exeqüível. essa possibilidade de construção do Projeto deve ser concebida. O segundo. numa dimensão democrática. O primeiro refere-se à igualdade de direitos. Paulo. independente da origem e condições sociais. 1991.

sendo motivado pelo prazer e satisfação. a partir das condições impostas pela realidade social bem como suas especificidades ao estabelecer os diferentes “caminhos” de construção do conhecimento. de construir. assumir um “espírito epistemológico suficientemente amplo” e. A autora sugere que para desenvolver tal propósito. É necessário ter clareza do “campo significativo” e do próprio sentido em se re(descobrir) enquanto pessoa. pelo desenvolvimento de sensibilidade. nesse processo de aprendizagem. É a marca teórica de cada um de nós. A partir do princípio epistemológico explicitado. Isso implica. de mutualidade. uma nova relação entre “quem ensina e quem aprende”. É a forma de se confirmar à existência pessoal e coletiva. que significa transformação. passa pela intersubjetividade e supõe. que permita um diálogo com vários teóricos para enfrentamento dos problemas no dia-a-dia escolar. a) compreender e respeitar o modo de ser peculiar de cada sujeito (sua identidade). numa perspectiva interdisciplinar. num momento inicial. ou seja. um domínio do conhecimento. Para muitos é uma ousadia. 41 . enquanto sujeito de suas diferentes relações sociais. pelo comprometimento pessoal e. ao aluno é concedida a experiência de ser o sujeito de sua escolaridade e estabelece. O trabalho interdisciplinar incrementa um novo tratamento no “ato pedagógico”. A atitude pedagógica para elaboração dessa forma de fazer educação requer uma relação de reciprocidade. Acima de tudo é uma questão de atitude de abertura. condição de uma possível efetivação da interdisciplinaridade. pela interação e pelo diálogo. uma atitude diferente a ser assumida frente ao problema do conhecimento. se expondo e assumindo as conseqüências da ação. a partir das necessidades e possibilidades de cada aluno. é a substituição de uma concepção fragmentária para a unidade do ser humano. Assim. pela co-propriedade. de mutualidade. essa atitude exige e instiga uma relação de reciprocidade. principalmente. conduzindo a interação e a intersubjetividade. de colaboração entre especialistas de diversas disciplinas (ou áreas de atuação). diferentes formas dialógicas com o conhecimento. a explicitação dos mecanismos de construção do conhecimento do sujeito. É revelar-se ao outro. como elementos nucleares. Os projetos interdisciplinares envolvem três aspectos fundamentais. essencialmente aquelas relacionadas à própria construção do conhecimento. é um novo exercício de pensar. a busca de novos conceitos. novas aprendizagens e experiências. necessariamente. a interdisciplinaridade representa uma nova atitude frente ao saber. em uma leitura de ler/fazer e assumir as experiências. Assim. frutos dessas relações. privilegiando o exercício da pesquisa na prática pedagógica escolar institucionalizada. e com isto expor fragilidades e domínios. É uma educação pensada pela diferença de sua clientela. ao mesmo tempo. É um currículo pensado em sua totalidade. não-preconceituosa. Para Osório (1996) esse movimento teórico é uma realidade confirmada somente na concretude de cada dia. Sinaliza a necessidade de possibilitar aos alunos a compreensão de um “ser-no-mundo”. essa nova atitude frente ao conhecimento.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores e intensidade.

permitindo a compreensão da inclusão social do aluno.. Mas a ousadia “da busca. em que as pessoas se sintam comprometidas em fazer parte dele e que tenham-no como elemento norteador à preparação do homem-cidadão. em face de suas condições individuais 7 Antônio Carlos do Nascimento OSÓRIO.] Exige a passagem da subjetividade para a intersubjetividade” (Idem. Explicitada a importância das considerações contextuais da Educação Especial e definido o referencial teórico para delineamento do Projeto PolíticoPedagógico. coerente e clara. é muito lento. Novos projetos educacionais que tentam trabalhar com essa perspectiva começam a ser marcados pela insegurança. se constrói e se adapta no processo de desenvolvimento do próprio projeto. 1999.. “mediante uma mudança de valores e atitudes na estrutura da sociedade e nas diferentes concepções de educação. de inovar. é importante mencionar que existem outras obras e estudos arrolados sobre esse tema.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores b) adoção de um projeto interdisciplinar exige urna explicitação de forma detalhada.23). ao mesmo tempo. é transformação da insegurança num exercício de pensar. que precisava ser assumida com responsabilidade e compromisso. de imediato. c) Todo projeto interdisciplinar pressupõe projetos pessoais de vida e este exercício de desvelamento individual visando um coletivo. primeiros anos do Ensino Fundamental e Educação Profissional aos alunos com deficiência mental. Brasília. benefícios. como a interdisciplinaridade. suas intenções e seus reais significados. quando ocorre. p. e as preocupações ainda são redobradas. deixando evidente seus objetivos. Projeto pedagógico: o pensar e o fazer. sempre que tratamos de um tema tão polêmico. 42 .. segundo Osório7 (1999. 18). suas limitações e possibilidades de aplicação. Entretanto. [. p. da pesquisa. de ir além). oferecer Educação Infantil.. Pinçados alguns elementos teóricos que nos possibilitam fazer uma leitura da interdisciplinaridade. do processo educativo ofertado pelas escolas regulares. nº 21. Essa possibilidade só poderá ocorrer. Tal situação nos permite afirmar que o pensamento interdisciplinar tem como princípio fundamental a ruptura preconceituosa culturalmente colocada entre alguns paradigmas do conhecimento ou até mesmo a discussão do que é científico ou não. . nosso encaminhamento recai em alguns princípios norteadores da Proposta da APAE Educadora: A Escola que Buscamos que tem com referencial os preceitos legais que possibilitarão. Isso deixa evidente que o princípio norteador da interdisciplinaridade exige um projeto que dê conta de lidar com a diversidade pedagógica e que. num construir (desejo de criar. através de um processo pedagógico que tenha como pressuposto que todos os educandos são capazes de aprender”. destinando seus atendimentos e serviços especializados aos que não se beneficiam. parece-nos ainda estarmos tratando pela primeira vez. Revista Integração – SEESP/ MEC.

particular. destacando alguns pontos que aqui são enunciados como determinantes para sua elaboração. em essência. Nesse sentido o Projeto Político-Pedagógico deve ser entendido como uma estratégia que busca corrigir distorções educacionais. mas. sem sombra de dúvida. Entretanto. bem como ao pleno cumprimento de suas metas educativas. acobertadas ou não. Assumindo que a educação é determinante na formação e no melhor exercício da cidadania – também com relação às pessoas com necessidades especiais – o Projeto Político-Pedagógico deve garantir a intelectualidade. tendo como princípio a formação do cidadão.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores identificadas ou de situações contextuais que dificultam sua inclusão escolar. na vida de cada cidadão. como um dos instrumentos de mediação entre as necessidades dos alunos e a realidade social. tendo como referenciais de sua organização a idade. Nesse sentido. independente das condições impostas a sua realidade social. tendo como princípio a inclusão social na tentativa de rompimento das barreiras construídas pela sociedade. a competência e outros critérios. é o resgate da função social das instituições escolares e. serviços necessários para o desenvolvimento da aprendizagem. isolada de um contexto mais amplo que é a comunidade escolar em que ela se insere. Em geral. levando em conta a diversidade.entendimento histórico atual de garantir o direito de todos à educação e ao trabalho. a definição da identidade 43 . mais uma tentativa de reconstruir. busca assegurar o direito constitucional do aluno à educação. é importante ficar claro que uma das características fundamentais deste instrumento é a possibilidade de integração entre os diferentes segmentos da comunidade escolar. Esse entendimento é resultante da diversidade de atos. a APAE Educadora organiza-se em três fases. segundo a proposta da APAE Educadora: A Escola que Buscamos. sentido da escolaridade. A possibilidade inversa nos permite. Nesse sentido. ao mesmo tempo. de opiniões. em sua introdução: “. É. possibilitando explicitação dos reais propósitos do processo ensino-aprendizagem. cabe neste momento refletir um pouco sobre as questões que delineiam o Projeto Político-Pedagógico. em diferentes níveis de envolvimento da educação existentes em nosso país. o respeito. a instituição escolar trabalha com uma realidade própria. que respondem aos interesses do processo de ensino e aprendizagem dos educandos. Definidos os níveis de abrangência e as fases de escolarização e atendimentos.. na limitação das condições de exercício de sua cidadania”. oportunizando experiências e vivências pessoais e coletivas.. de ideologias de práticas escolares. de modo a funcionar como elementos mediadores para a melhoria do ensino e qualidade de vida do educando com deficiência(s). a natureza da educação como elemento de formação. a ética e o direito social a qualquer aluno e a sua família. propondo currículos flexíveis que contemplam conteúdos e ações referendados nos Parâmetros Curriculares Nacionais. essencialmente.

. É o que Rivera (In Osório. 1995.”. O Projeto Político.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores institucional. as razões e os propósitos de seu compromisso na formação de seus alunos. entendida como uma modalidade da educação escolar brasileira. p. tendo como princípio a Educação Especial. explicitando. O Projeto Político-Pedagógico deve ser entendido como um contrato social envolvendo os diferentes segmentos da comunidade escolar. 44 .Pedagógico em seu campo operativo deve reunir um conjunto de ações pedagógicas. que se organiza de modo a privilegiar uma aproximação dos princípios da inclusão social – paradoxo de uma sociedade global lida na perspectiva de que todos os cidadãos têm acesso aos diferentes serviços e usufrutos dos bens materiais. 5) denomina pelas expressões “Universalização e mundialização da vida . a curto e a longo prazo..

1998. 1987. A formação dos professores leigos nas licenciaturas parceladas – uma prática em questão.. A. _______. P. III Encontro de Iniciação Científica da UFMS. Desafios da educação especial frente à LDB. “A ética e a educação: um caminho para a interdisciplinaridade”. A. (mimeo). Revista Universidade e Sociedade 1. (Coord.M. 1991. DEMO. (Org. BRASIL. Atas do 30 seminário sobre universidade Multicampi. Lajeado : Editora Fates. I. A Avaliação Institucional. 1997. Campo Grande : Ed. COSTA. Diário Oficial da União 248. Política nacional de integração da pessoa portadora de deficiência.C. Quebéc: Université du Québec. Lei nº 9394. 1996. ano I. COELHO. A nova LDB : ranços e avanços.N.N. 1995. de 20 de dezembro de 1996. Lisboa : Dom Quixote/Instituto de Inovação Educacional. _______. 45 . M.1994. 1989. Tese de Doutorado PUC/SP. 23/12/1996. In: OSÓRIO. _______.W.E. “Espaço educacional e autoria social”. OSÓRIO. In: Interdisciplinaridade no espaço escolar.C. _______. Porto Alegre: FACED/UFRGS. 1996. RS. Brasília : MEC/SEESP. Caminhando pela avaliação. 1992. Brasília : Ministério da Ação Social/CORDE. FUFMS. “A escola em todos os seus estados: da política de sistemas às estratégias de estabelecimento”. In: Nóvoa.) Regime seriado e o plano de ação da Pró-Reitoria de Ensino da UFMS. HUTMACHER. Pesquisa e Extensão. Campinas: Papirus Ed.) As organizações escolares em análise.V. Os desafios do movimento docente nos dez anos de lutas da Andes Sindicato Nacional. Estabelece as Diretrizes e bases da Educação Nacional. In: Anais do IX Seminário de Ensino. _______. 1992. C. Campo Grande : FUFMS.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores BIBLIOGRAFIA BALDIJÃO.M “Saber e regime seriado”. A. Escola básica na virada do século.

46 . 1995. (Org.PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores _______.) Regime seriado e o plano de ação da Pró-Reitoria de Ensino da UFMS. Dados do autor Antônio Carlos do Nascimento Osório é professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Campo Grande : ed. FUFMS. 1987. UNESP. São Paulo. O projeto pedagógico de seu curso está sendo construído por você? Anais do III Circuito do PROGRAD.

Ramos / DF Rodrigo Marinho Noronha / DF Conselho Fiscal TITULARES José Justino Filgueiras A. Pereira / PR Luiz Alberto Silva / SC Expedito Alves de Melo / MA SUPLENTES Antônio Lazáro de Moura / RO Pe. Luiz Zver / MG João Porfírio de Lima Cordão / PI Conselho de Administração Paulo Roberto da Silva Abreu / AM José Américo Silva Fontes / BA Maria Lindezi Lima / CE José Lemos Sobrinho / ES Dea Valéria Gaynor da Fonseca / GO Isabel de Carvalho Magalhães / MA Doracy Gomes Nonato / MT Claise Kleemann / MS Eduardo Luís Barros Barbosa / MG Laura Rosseti / PA Francisca Evelina Maroja Lima / PB José Diniewicz / PR Tereza Lúcia Baptista Andrade / PE Maristela Lina de Andrade Ribeiro / PI José Cândido Maes Borba / RJ José Aumério da Silva / RN Bernadete Maciel Seibt / RS Madalena Penha de Moura / RO Aldo Brito / SC Lair Moura Sala Malavila / SP James de Oliveira Lages / TO 47 .PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Subsídios Orientadores FEDERAÇÃO NACIONAL DAS APAEs Gestão agosto de 1999 a julho de 2001 Diretoria Executiva Presidente Vice-presidente 1ª Diretora-secretária 2ª Diretora-secretária 1º Diretor-financeiro 2º Diretora-financeiro Diretor de Assuntos Internacionais Procurador-geral Autodefensores Flávio José Arns / PR Seme Grabriel / SP Maria de Fátima Liegio / GO Maria Luíza Dadalto / ES Alexandre Guedes Seixas Maia / DF Zely Ornellas de Souza / DF Elpidio Araujo Neris / DF Elpidio Araujo Neris / DF Waldinéia Olímpia F.

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