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SEE – CEJA – Projeto Fazendo Escola

Colégio Estadual Manuel de Abreu


Educação de Jovens e Adultos
2006 – 2º semestre

Plano de Ação
Terra: Planeta Água
________________________________________________________________________
Índice

Público-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------03
Cenário----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------03
Tema Gerador-------------------------------------------------------------------------------------------------------------03
Diretrizes--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------04
Estratégias------------------------------------------------------------------------------------------------------------------04
Objetivos gerais-----------------------------------------------------------------------------------------------------------04
Metas------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------04
Atividades previstas------------------------------------------------------------------------------------------------------05
Procedimentos-------------------------------------------------------------------------------------------------------------05
Resultados esperados---------------------------------------------------------------------------------------------------06
Cronograma----------------------------------------------------------------------------------------------------------------06
Avaliação--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------06
Referências-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------06
Anexos ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------08

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Público

A EJA do Colégio Estadual Manuel de Abreu tem em torno de 800 alunos e participarão, a
princípio, deste plano de ação, alunos dos professores cursistas e outros não cursitas, num total
em torno de 300 alunos e 10 professores, compreendendo os do primeiro segmento, das Fases V
e VIII e do 1º ano do segundo grau.
O Colégio Estadual Manuel de Abreu está situado no bairro de classe média Icaraí, Niterói,
e atende a alunos também de seu entorno, das comunidades menos favorecidas dos Morros do
Cavalão, Pé Pequeno, Boa Vista e Cubango.
O público atendido na EJA estende-se àqueles que trabalham no bairro, saindo direto do
serviço para a escola, mas moram em comunidades de outros bairros mais distantes - Ititioca,
Sapê, Caramujo, Boa Vista, Jacaré - e também em outros municípios - Itaboraí e São Gonçalo.
Optamos então por desenvolver um projeto que integre ações no âmbito escolar preferencialmente.
Participarão do mesmo todos os professores do primeiro segmento, as professoras de
Português do segundo segmento e a professora de Matemática das turmas de 1º ano. Também
estarão presentes o Orientador Técnico, funcionários e dirigente do terceiro turno de trabalho na
escola.
Neste projeto solicitamos a participação com instituições com as quais a escola não
mantém parceria: Águas de Niterói e Barcas S A.

Cenário

A escola interage com as comunidades de seu entorno, inclusive com entidades não
governamentais, mantendo parcerias. É mais fácil desenvolver atividades e projetos nos horários
diurnos, e a escola revela um bom grau de mobilização para projetos externos.
A escola possui um número superior a 2000 alunos, está situada em área urbana
ordenada, e no caso específico da EJA os alunos provém de comunidades de outros bairros e até
outros municípios, pois apenas trabalham no bairro da escola, o que dificulta a interação da escola
com suas comunidades de origem. Por isso não se apresenta uma estimativa de outros membros
dessas comunidades a serem atingidos, já que o foco da ação se fará no contexto da escola.

Tema gerador: água.


“A Terra é azul!”
Yuri Gagarin

A exclamação do astronauta se deve a uma constatação: 70% da superfície do planeta


estão ocupadas por água.
Mas também podemos constatar que menos de 1% deste seu total serve para consumo
humano. As perspectivas de distribuição e consumo de água, para daqui a alguns anos pedem
cuidados imediatos, a serem realizados também nos âmbitos pessoais e locais.
A água possui funções essenciais para a vida na Terra, embora vivamos uma crise de
escassez para as gerações futuras. A solução dependerá da adoção de novos valores, novas
formas de interagir com a natureza e conviver em sociedade, que passam, necessariamente pela
educação ambiental.
Observamos o desperdício d’água em nosso bairro, ao mesmo tempo em que, em outras
localidades periféricas – onde mora a maior parte dos alunos - as condições de moradia não
permitem aos seus habitantes o acesso regular à água ou ao esgotamento sanitário adequado.
Fatos esses que implicam na qualidade da água consumida, gasto extra para consegui-la e
propagação de doenças nas comunidades em que vivem. A contaminação da água de consumo, a
exposição do esgoto e o escoamento indevido de águas pluviais pelas encostas desmatadas ou
pelos detritos acumulados em rios estão presentes em suas vidas configurando-se como um
problema de caráter real e imediato.
Em resumo, é necessário estabelecer prioridades para o uso da água em várias escalas,
da local à global e estas podem ser investigadas e estabelecidas a partir da escola, enquanto

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desenvolve-se a consciência contra os abusos cometidos, as necessidades estabelecidas, e os
direitos dos cidadãos frente às questões que se apresentam.
Sendo os alunos da EJA pais, responsáveis e trabalhadores, as ações estabelecidas na
escola podem ter repercussão imediata em suas vidas, nas de seus familiares e no entorno.

Diretrizes

Este projeto se pauta nas seguintes diretrizes:


 Reconhecimento dos direitos e deveres nas relações entre homem e natureza.
 Promoção da co-responsabilidade no uso e conservação das águas.
 Contribuição para o fortalecimento da autonomia dos alunos.
 Integração do plano de ação com o projeto político-pedagógico da escola.

Estratégias

Adotamos, na elaboração deste plano de ação as seguintes estratégias:


 Discutimos a proposta em curso;
 Organizamos um grupo de trabalho com os professores em curso e mais quatro não
cursistas;
 Estabelecemos o plano em acordo com o projeto pedagógico da escola;
 Discutimos a proposta apresentada;
 Pensamos a participação dos professores não cursistas de 1º segmento para iniciar um
processo gradativo de sensibilização da Escola como um todo, mas respeitando os
processos mais viáveis neste momento;
 Estabelecemos parcerias entre professores para realização das atividades;
 Tomamos a sala dos professores e o laboratório de informática da escola como espaços
que sirvam para discussão entre professores, e as salas de aula, auditório, laboratório de
informática e o hall de entrada como os espaços possíveis para a realização das atividades
pelos alunos dentro do contexto da escola.
 Tomaremos como ponto de partida a forma como a questão da água se apresenta para
nossos alunos e procuraremos sempre relacionar os conteúdos partindo de sua realidade.
 Iniciaremos com uma atividade extra classe, com mais de uma turma presente.
 Pensamos na oportunidade de integrar as turmas em um evento final, na qual sua voz e
expressão se farão presentes.

Objetivos gerais

 Sensibilizar os alunos quanto a questões que envolvem a distribuição e poluição das águas
 Desenvolver ações que despertem a consciência crítica para o seu uso racional e sua
conservação, em nível pessoal e coletivo.

Metas

 Relativas ao público alvo

Atingir o total em torno de 300 alunos, das turmas dos professores em curso (Variável em
torno de 40 por turma) e dos professores não cursistas (variável de 26 a 38 por turma). Contar com
a participação do dirigente, do orientador técnico, do coordenador pedagógico e dos funcionários
do turno noturno.

Professores cursistas:
 Márcia Bastos Silva (Alfa)
 Maria Amália P Vieira (Fase V)
 Ilma Nogueira Motta (Fase VIII)

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 Maria Angélica Guimarães do Nascimento (1º ano)
 Conceição de Maria L R Guimarães (OT)
 Gioconda Maria Romão de Matos (D)

Professores não cursistas:


 Maria Solange Brandão (Fase I)
 Denise S Costa (Fase II)
 Maria de Fátima Abreu Lyrio (Fase III)
 Áurea Cesário (Fase IV)

 Relativas às atividades extraclasse

Pretendemos realizar uma palestra sobre a questão das águas, e um passeio com
objetivos educacionais, cujo número de participantes dependerá do custo, e se realizará fora do
horário de estudo e trabalho.

 Relativas às atividades em sala de aula


Pelo menos duas aulas em cada disciplina, sendo uma em parceria com outros colegas,
discutindo a presença do tema gerador.

 Relativas ao material didático

Produzir cartazes visando à difusão de informações sobre o tema em estudo e produzir um


filme/foto documentário com depoimentos e informações sobre os usos da água.

Atividades previstas

Participação em rodas de discussão para expressão de saberes e práticas sobre o uso pessoal
que faz da água, a forma como percebe sua apresentação na comunidade e as
necessidades constatadas neste entorno.
 Produção de textos que abordem o tema pesquisado, de forma crítica e consciente.
 Produção de acrósticos sobre o tema.
 Investigação das formas de medição de consumo de água e as ações necessárias para sua
economia.
 Procedimentos de leitura, análise e cálculos referentes aos gráficos sobre consumo de água.
 Identificação das formas de utilização da água pelos seres humanos e apresentação, em
cartazes, dos cuidados necessários à sua conservação.
 Identificação dos estados físicos em que a água se apresenta na natureza.
 Apresentação de um foto documentário com o reconhecimento das formas de poluição do
entorno comunitário (bairro/cidade).
 Reconhecimento da ocupação urbana histórica do entorno da Baía de Guanabara e sua
contribuição para o atual estágio de poluição.
 Identificação dos organismos e instituições que atuam no tratamento e distribuição, e no
monitoramento das águas no município.
 Participação na produção de um filme documentário sobre a questão das águas a partir de
universos pessoais.

Resultados esperados

Esperamos, com este plano de ação:


 Sensibilizar os alunos para a questão da conservação da água, a partir dos
conhecimentos específicos adquiridos.
 Inserir a questão ambiental no currículo enquanto tema transversal.

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 Aprimorar a participação dos alunos na investigação e na equação das questões
ambientais vivenciadas.

Procedimentos

O projeto está sendo desenvolvido em planejamento conjunto dos professores e será


apresentado aos alunos através da exibição de um filme como forma de sensibilizar e motivar para
os estudos e trabalhos a serem desenvolvidos.
Em seguida será promovida uma roda de discussão, orientada e dirigida pelos professores,
no sentido de estimular a reflexão e permitir a expressão das opiniões e saberes dos alunos.
A partir daí os professores encaminharão as atividades específicas relacionadas aos
conteúdos abordados em suas áreas ou disciplinas.
Será oferecida uma palestra sobre as condições de poluição da Baía de Guanabara.
Também será promovido um passeio educativo pela Baía de Guanabara para avaliar o
grau de contaminação percebida, bem como os seus agentes, oriundos da urbanização em seu
entorno.
Por fim, os trabalhos realizados serão apresentados e também será exibido um filme,
produzido durante o desenvolvimento do projeto, com as imagens, depoimentos e opiniões
expressos pelos participantes sobre o tema em estudo.

Cronograma

Novembro de 2006
Etapas Dias 06 07 08 09 10 13 14 16 17 23 24 27 3/12
Exibição do filme / Debate
Pesquisas / Atividades
Palestra
Passeio
Exposição de trabalhos
Exibição de filme

Avaliação

No decorrer do projeto, a partir das atividades estabelecidas, cada professor avaliará o


processo de aprendizagem de suas turmas, considerando os objetivos propostos nas atividades.
Ao final do projeto será elaborada uma avaliação conjunta sobre o grau de participação dos
alunos, sobre os resultados obtidos e sobre as ações estabelecidas, cujo texto, em forma de
relatório, será apresentado em anexo a este documento.

Referências

 SEE RJ. Água, Saúde e Meio Ambiente- Roteiro didático 1. Rio de Janeiro: SEE, 2006
 Baía de Guanabara: programa de revitalização ambiental / org.: Marcos Didonet. Rio de
Janeiro: MMA / CIMA, 2001
 Ciência Hoje na Escola, 4: Meio Ambiente: Águas- [elaborado por] Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência. 5ª Edição – Rio de Janeiro – Ciência Hoje, 2003.
 Azul. Documentário. Disponível em DVD. Inglaterra: Discovery Channel / BBC Worldwide,
2001. 5min
 Terra: Planeta Água. Telecurso 2000 / Geografia / Fita 2 / Aula 5. Disponível em..VHS. São
Paulo: Fundação Roberto Marinho / Fiesp, 2000. 25 min
 Águas. Tom da Mata. Disponível em VHS. São Paulo: Fundação Roberto Marinho / Furnas,
(Ano). 15 min.
 Espaço Cultural da Marinha - Rio de Janeiro/RJ - Tel.: (21) 3870-5325
 http://www.cienciahoje.com.br

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 http://www.meioambiente.pro.br/agua/guia/aguasubterranea.htm
 http://www.tvcultura.com.br/aloescola/ciencias/agua-desafio/index.htm
 http://www.canalkids.com.br/meioambiente/planetaemperigo/planeta.htm
 http://www.geocities.com/Athens/Forum/5265/conhecen.htm
 http://www.uniagua.org.br/website/default.asp?tp=3&pag=default.asp
 http://www.aguasdeniteroi.com.br
 http://www.cedae.rj.gov.br
 Instituto Baía de Guanabara. Rua Maestro Felício Toledo, 495, sala 1108 – Centro, Niterói, RJ.
Telefax: (21)27191591
 Projeto Grael. Instituto Rumo Náutico. Av Carlos Ermelindo Marins, 494 – Jurujuba, Niterói, RJ.
Telefone: (21)27119875

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Anexos

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• Algumas Atividades Desenvolvidas

Utilizando um software de apresentação (Power Point)

 Planeta Água (Alfa, Fase II e Fase IV)

Água que nasce


Água que nasce
Planeta Água
na fonte serena do mundo
e que abre o profundo grotão.
e que abre o profundo grotão

Água que faz inocente riacho


Águas escuras dos rios
e deságua na corrente do ribeirão.
Guilherme Arantes que levam a fertilidade ao sertão

Águas que caem das pedras


no véu das cascatas, ronco de trovão...
Águas dos igarapés
onde Iara, mãe d’água
é misteriosa canção.

Águas que banham aldeias E depois dormem tranqüilas


e matam a sede da população. no leito dos lagos.

Água que o Sol evapora Franck de Oliveira (www.alenquerpara.com.br)


Águas que movem moinhos
são as mesmas águas que
e pro céu vai embora
encharcam o chão.
formar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva


Gotas de água da chuva, tão tristes,
alegre arco-íris sobre a plantação
são lágrimas na inundação.

E depois voltam humildes


Créditos de imagens
pro fundo da terra.
• Fotos em geral, disponíveis em: cd-rom Cliparts
Expert integrante da revista CD Expert- 18.000
Multimídia Pack
• Slide 1: imagem disponível em
planetaeducacao.com.br/new/imagens/diaagua_0
1.jpg
• Slide 11: foto de Franck de Oliveira, disponível
em www.alenquerpara.com.br
TERRA, PLANETA ÁGUA!

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 A Importância da Água (Fase I)

A importância da água O nosso corpo É preciso ter cuidado com a água de beber.
Observe A
quantas parteséde água utilizamos diariamente
precisa de água. Mas a água boa água limpa
Ela deve necessária para a saúde.
ser sempre
A água em nossa casa:
Os corpos para ser utilizada Água tratada, filtrada
contaminada e (ou) fervida.
provoca muitas doenças.
é muito
importante dos animais precisa ser Consumo de água

em nossa vida. precisam de água. sem cheiro,


As plantas sem sabor higiene pessoal
Precisamos sanitários
beber água precisam de água. e sem gosto. A água também serve para:
água para beber
para viver. Sem a água Ela precisa estar • Lavar os alimentos;
limpeza doméstica
não se vive, limpa.
• Lavar lavagem
o nosso corpo e
de roupa

tudo seca. nossas roupas;


cozinha

jardim
• Limpar a nossa casa;
Ferver a água ajuda a matar as bactérias.
• Nossa diversão.

Pense:
Créditos de imagens:
Se a água é tão importante, como devemos

Utilizando um Editor de Texto (Aplicativo Word) •


cuidar dela?
www.jardimdasflores.com.br slide 1
• www.epa.gov slides 2 e 7
• www.aporrea.org slide 3
 Planeta Água (Fase IV) •

www.educa.aragob.es slide 4
http://.antigatrernura.blogspot.com slide 5
• www.ciênciahoje.uol.com.br slide 6

Alguns dos versos apresentados pelo autor em Planeta Água levantam algumas • www.brandino.com.br slide 9

indagações. Pense, e responda oralmente:


1) O que seria uma “fonte serena”?
2) E um “profundo grotão”?
3) Por que o riacho é “inocente”?
4) Por que as águas levam “fertilidade ao sertão”?
5) De quem é o “ronco do trovão” que fala o autor?
6) Água “dorme”? Como?

Quando há cheia nos rios na Amazônia, eles avançam por dentro da floresta fazendo
caminhos de águas profundas entre as árvores na mata escura.
Dizem os índios que os igarapés são a casa da Iara, a mãe d’água, entidade mística, que com
sua beleza e belo canto atrai os homens para sua morada eterna.
Observe e descreva esta Iara.

Gotas de água podem ser, segundo o autor:

Alegres, quando

Tristes, quando .
Observe e explique como a água move o moinho:

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Água corrente

O autor diz que as águas “voltam humildes para o fundo da terra”. Por que elas seriam
“humildes”?

Por que o autor chama o nosso planeta de “Terra, Planeta Água”?

 Planeta Água (Fase II)

 Pense sobre as seguintes questões e responda oralmente:


O que é uma “fonte serena”?
O que significa “grotão”?
Por que o riacho é chamado pelo autor de “inocente”?
Como a água leva “fertilidade” ao sertão?
O que é o “ronco do trovão” de que o autor fala?
Água dorme? Como?

Observe que no texto o autor canta o caminho das águas


 Ligue as frases que explicam o caminho das águas às fases correspondentes
da música

A água nasce
Água que faz inocente riacho...
A água forma pequeninos rios Água que nasce da fonte serena...

As águas dos pequenos rios juntam-se E depois dormem tranqüilas nos leitos dos
em rios maiores lagos...

As águas dos rios maiores desembocam ... e deságua nas correntes do ribeirão...
nos lagos

 Observe o desenho e escreva uma frase sobre a água correspondente ao texto:

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 Leia as frases e faça a correspondência:

1 Gotas de água alegres Muitas gotas de água que fazem a inundação

2 Gotas de água tristes Gotinhas de água que ajudam a fazer o arco-íris

3 Gotas de água humildes Gotas de água que se escondem dentro da terra

 A importância da água (Fase I)

Observe na figura que a água está sempre se renovando na natureza:

A água evapora dos rios, mares e


plantas, vai para o céu, forma nuvens. Aí cai
em forma de chuva, enche os rios e lagos,
encharca a terra e entra lá para o fundo.

 De onde vem a água que você usa?


Do poço De um rio
Da pipa d’água
Colhida da chuva
Da rede de abastecimento
 Para o que mais você utiliza a água? Complete a frase:

Eu utilizo a água para beber...


 Observe o gráfico e depois responda:

Consumo de água

higiene pessoal

sanitários

água para beber

limpeza doméstica

lavagem de roupa

cozinha

jardim
1)Onde utilizamos a maior parte da água em nossa casa?

2) A água de beber corresponde a que parte da água utilizada?

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Utilizando a planilha eletrônica (Excel)

 Distribuição da água no planeta e população mundial, em pontos percentuais por


continentes (Ensino Médio)
(Inserção e análise dos gráficos a partir da construção das tabelas)

Planeta Terra - água X população

70
60
percentuais

50
40 Água %
30 População%
20
10
0
pa

ai
an
ro

ce
Eu

continentes

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Planeta Terra - água X população

70

60

50
percentuais

40 Água %
30 População%

20

10

0
e Central

Europa
Américas
do Norte

Ásia
continentes

Montagem do Mural de entrada: Planeta Terra – ÁGUA – Vida

 Textos (Pingos de Informação):


Sem saneamento, sem saúde.

Crianças que vivem em locais sem saneamento básico têm cerca de seis vezes mais
chances de contrair diarréia crônica.
Entre a população infantil dos locais sem sistema de água e sem esgoto, verifica-se que a
metade pode estar infectada por algum tipo de protozoário.
Esse grupo tem seis vezes mais chances de contrair diarréia aguda em relação às crianças
das áreas com sistema de tratamento de água e esgoto , além de duas vezes mais chances de
desenvolver a desnutrição crônica.
Em relação às áreas onde há apenas água tratada, o risco das crianças contraírem diarréia
crônica é três vezes maior.
Isso demonstra a importância da água tratada para melhores condições de saúde da
população.
A diarréia é um sinal clínico predominante nas doenças relacionadas à deficiência de
saneamento. Ela é o sintoma mais freqüente de diversas doenças transmitidas por protozoários.
Entre as mais comuns estão, por exemplo, a ascaridíase, a amebíase ou a giardíase.
A forma mais comum de se contrair a maioria dessas doenças é a ingestão de água e
alimentos contaminados.
A população procura suprir a falta de saneamento das seguintes formas: 86% das casas
fazem ligações clandestinas da rede oficial de água. O restante das moradias, 14%, obtém água
para consumo sem que esta tenha sido submetida a um processo para torná-la potável.
A solução mais comum para o descarte do esgoto doméstico por aqueles que não têm
saneamento é o lançamento em bueiros, no terreno ou em córregos (valões).
A saúde é resultante das relações entre o ambiente natural, social e economia, que
pressionam as condições da qualidade de vida. Nenhuma medida da medicina surtirá efeito se não
houver projetos amplos de governo, que eliminem o estado de pobreza das populações. O
saneamento básico seria a primeira medida para combater esse problema de saúde pública.

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A crise da Água

O Brasil possui cerca de um quinto de toda a reserva potável do mundo, mas há uma
desproporção entre necessidades humanas e disponibilidades naturais.

As atividades que requerem o uso da água triplicaram entre 1950 e 1990; e a África, Ásia, América
e Europa já vivenciam uma crise de abastecimento.

A poluição, o crescimento populacional e as mudanças no clima da Terra são indicados como os


fatores que mais agravam a crise. Por dia, duas toneladas de lixo (industrial, químico, agrícola e de
origem humana) são despejadas nas reservas de água limpa do planeta. Como apenas um litro de
água contaminada basta para poluir oito litros de água pura, a poluição atinge níveis que crescem
em altas proporções.

A situação afeta sobretudo os países em desenvolvimento como o Brasil, onde cerca de 50% da
população está exposta a fontes de água poluídas.

Na crise que se apresenta, a escassez é apenas parte do problema; a contaminação e a


degradação dos ecossistemas aquáticos são as maiores causas de vítimas. Por ano, mais de 5
milhões de pessoas são atingidas por males decorrentes da ingestão de água contaminada, do
contato com insetos vetores que habitam as águas poluídas e de infecções e verminoses, comuns
em locais onde a água é insuficiente até para a higiene básica.

Contra esse tipo de doença não existe vacina: a única proteção é a prevenção.

Qual é a sua parte?

No Planeta Terra, cerca de 70% da superfície é coberta pelas águas. Desse total, 97,5% é água
salgada e somente 2,5% é água doce.

Vamos fazer uma comparação: imagine que você está numa festa com mil copos de refrigerante, sendo que
desses copos só podem ser servidos 25 – este seria o equivalente à água doce do planeta. Para complicar
ainda mais a situação, 70% dessa água doce esta sob a forma de gelo e os 30% restantes no estado líquido.
Ou seja: dos 25 copos de refrigerantes, sobram apenas 7 copos e meio para serem servidos – o restante está
congelado!

Agora, atenção quanto à água potável, indicada para o consumo humano: ela corresponde a somente 0,003%
de toda a água da Terra! Comparando novamente: é como se, daqueles 7 copos e meio de refrigerante que
temos, só pudéssemos pegar um copo e dar somente um gole!

 Poemas (Gotas Poéticas):

Topo da montanha Os poetas jogam os poemas


canto do céu por sobre as águas do mar.
pedaço do mar. Na praia do Mar do Tempo
É a paisagem recortada que versos irão chegar?
pela tesoura do olhar. Mario Quintana
Dionísio Jacob

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Chuva A onda
Roseana Murray Silvana Pinheiro Taets
Um rio de chuva
Corre sinuoso A onda indo e vindo
Pelo meio-fio. pinta renda na areia
Para navega-lo fabrico a onda balançando
Um barco de papel, desmancha em maré cheia.
E lá vai o barco A onda esparrama
Ladeira abaixo, espuma pela praia
mundo abaixo, a onda bem redonda
faz de conta vestindo o mar com saia.
que estou dentro, A onda rindo avança
e com meu barco rondando as conchinhas
atravesso o túnel
a onda tão corcunda
do tempo:
inunda as coitadinhas.
muito longe um homem
A onda é inconstante
caminha
tossindo ventania,
e leva no coração
mas como a onda é linda
um menino
tramando calmaria!
e seu barco de papel.

O Riacho
Hardy G A Filho
A cada curva, o riacho
Quando eu olho para o mar
vai requebrando faceiro,
Alceu Valença
às vezes lento,
Quando eu olho para o mar
bolero,
Dentro do mar vejo um rio
às vezes samba,
Quando eu olho para o rio
ligeiro,
Dentro do rio vejo a chuva
ou salta alegre nas pedras,
Quando eu olho para a chuva
puladinho ,
É como se olhasse para as nuvens
chá-chá-chá,
Quando eu olho para as nuvens
enquanto passa cantando
É como se olhasse o mar
chuá-chuá-chuá.
Quando eu olho para mim
Dentro de mim tem você
Quando eu olho pra você
Rio na Sombra
Por dentro sinto saudade
Cecília Meireles
Meus olhos vão desaguando
E é como um rio passando
Som frio.
Que não corresse pro mar.
Rio sombrio.
O longo som
do rio
frio.
O frio, Planeta Água - Guilherme Arantes
bom, (verificar página 9)
do longo rio.
Tão longe,
tão bom,
tão frio
o claro som
do rio
sombrio!

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Relatórios de avaliação.

Quarta-feira, 1º de novembro.
Antes de iniciarmos o projeto “Planeta Água”, fixamos nas paredes do corredor de entrada da
escola uma série de perguntas sobre a água, com intuito de despertar a curiosidade dos alunos
para o tema. Algumas delas foram motivo de riso, dada a obviedade da resposta, outras
levantavam pequenos cálculos, e algumas pediam um pouco de reflexão. Muitos dos alunos que
por ali passaram foram lendo pergunta por pergunta, conversando entre si, fazendo comentários e
colocando algumas respostas.

Segunda-feira, 6 de novembro
Encontramos mais um filme que também apresentava o assunto água, sob um outro ponto de
vista, e por consenso resolvemos apresenta-lo também para complementar e reforçar as
informações do primeiro filme. Este outro filme, da série “Tom da Mata”, foi realizado em parceria
pela Fundação Roberto Marinho e pela empresa Furnas.
Iniciamos a apresentação às 19:30 com a presença dos professores e alunos do primeiro
segmento do ensino fundamental da EJA. De um modo geral os alunos permaneceram atentos e
faziam pequenos comentários quando identificavam alguma situação por eles vivenciada. Ao final
das apresentações a professora Márcia iniciou uma preleção e levantou algumas questões que
foram apresentadas no filme. Alguns alunos colocaram suas opiniões, diferentes entre si e uma –
de um aluno – especialmente contrária quanto à necessidade de uma nova postura em relação
aos cuidados com o meio ambiente.
Apresentamos a proposta do passeio pela Baía de Guanabara, mas ao saber o valor que é
cobrado muitos alunos avisaram que não poderiam ir, embora tivessem interesse.
Os professores, depois do filme e em sala de aula, desenvolveram uma série de questionamentos
sobre os conteúdos apresentados no filme, para verificar o grau de interesse despertado e
apresentar as propostas específicas de trabalho.
Depois da exibição do filme também foi montado um mural informativo/ilustrativo com material
previamente trabalhado, na entrada da escola. Alguns alunos que passavam ofereceram ajuda e
outros iam lendo os conteúdos. A montagem do mural serviria para estimular os alunos a
pensarem também em uma apresentação de seus estudos posteriormente, em forma de cartazes,
etc.

 Neste primeiro momento atingimos os objetivos de sensibilizar e estimular a curiosidade dos


alunos envolvidos para trabalhar com o tema.

Terça-feira, 7 de novembro
As atividades previstas tiveram de ser transferidas. Os alunos de Fase V ficaram prejudicados pois
este era o dia em que iniciariam o desenvolvimento de suas atividades. Aproveitamos para discutir
algumas necessidades apresentadas em percurso, como a utilização da filmadora e o número de
alunos no passeio.

Quarta-feira, 8 de novembro
As turmas das Fases I e IV desenvolveram atividades no Laboratório de Informática. As turmas de
fase V desenvolveram estudos a partir da pesquisa de reportagens colhidas em diferentes jornais e
revistas em sala de aula.
A turma da Fase I fez a leitura, em uma apresentação do Power Point, do texto “A Importância da
água” e em seguida uma interpretação sobre o mesmo. Durante a leitura a professora ia
levantando algumas questões para reflexão dos alunos: sobre algumas das imagens apresentadas
e também sobre os conteúdos. Os alunos participaram com entusiasmo. Depois realizaram uma
atividade no editor de texto, analisando a questões sobre utilidade, aparência, limpeza e consumo
residencial (dados apresentados em gráfico de setor).
A turma de fase IV acompanhou, cantando, a música “Planeta Água” de Guilherme Arantes,
apresentada no Power Point. Estão pretendendo uma apresentação em canto coral para os
colegas e por isso repetiram um ensaio algumas vezes. Posteriormente iniciaram uma

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interpretação, oral e escrita do texto da música. Alguns alunos manifestaram o desejo de copiar as
questões nos cadernos e pediram para concluir a atividade no dia seguinte, pois o tempo de aula
estava esgotando-se.
Os alunos da turma 501 mostraram-se animados com as atividades, trazendo já o material para
confeccionar os cartazes. A professora optou por trabalhar com reportagens de jornais e revistas
escolhidas pelos alunos, pois já havia programado utilizar textos jornalísticos. Padronizou a
pesquisa e análise na identificação dos principais elementos que compõem então este tipo de
texto, distribuindo uma copia entre os grupos de alunos, que montariam cartazes anexando a
reportagem e a sua análise sobre a mesma. Como o tempo foi curto, comprometeram-se com a
professora em terminar a atividade na sexta-feira, mesmo não sendo dia de aula dela com eles.

 Pudemos constatar que a proposta foi bem aceita e sensibilizou os alunos para a questão da
água e para o próprio desenvolvimento das atividades. Mas o tempo disponível previsto
inicialmente talvez tenha que ser revisto, principalmente para as turmas do segundo segmento,
devido à fragmentação das aulas durante a semana.

Quinta-feira, 9 de agosto
As professoras Fátima (Fase III) e Márcia (Alfabetização) encaminharam seus alunos ao
laboratório de Informática, para realizarem atividades utilizando o computador. Os alunos de fase
III realizaram estudos sobre o ciclo hidrológico e estados físicos da água utilizando o software de
apresentação Power Point e depois desenvolveram atividades interpretativas relacionadas ao tema
fazendo uso do Word. A professora fez interferências durante a apresentação chamando atenção
para os pontos que considerava importantes e levantando questões para a reflexão dos alunos.
Os alunos realizaram as atividades com interesse e cuidado, solicitaram ajuda para esclarecer
algumas questões e uma das duplas, com dificuldades no manuseio do computador, fez questão
de permanecer no laboratório para cumprir a atividade até o final, embora a professora já tivesse
liberado-a.
A turma de alfabetização fez a leitura da letra de “Planeta Água”, de Guilherme Arantes e
posteriormente cantou-a, acompanhando a música e a apresentação.
Devido às dificuldades de leitura mais ágil por parte da turma, essa atividade precisou do
acompanhamento da professora com a marcação dos ritmos da música na mudança dos slides da
apresentação. Com a repetição do processo, ao final já estavam lendo e cantando com mais
desenvoltura. Durante a leitura inicial a professora apresentava ou solicitava alguns
esclarecimentos a respeito do texto do autor. Duas alunas em especial comentaram sobre a
imagem e texto em “...Águas que movem moinhos...” trazendo lembranças de sua vida rural,
compartilhando seus conhecimentos sobre o funcionamento das rodas d’água.

Sexta-feira, 10 de novembro
A professora Angélica encaminhou os alunos do primeiro ano do ensino médio para
desenvolverem gráficos utilizando os computadores no LIE, a partir de tabelas apresentadas
anteriormente indicando: a disponibilidade de água nos continentes x suas populações (em pontos
percentuais), e o gasto residencial, por atividade. Os alunos, e a professora, construíram as tabelas
e escolheram dois tipos de gráficos para ilustra-las: de linha e de colunas. Passaram então a
analisar os dados apresentados, estabelecendo comparações. Relacionaram os conteúdos
matemáticos àqueles que o professor estava apresentando em Geografia, e a professora sugeriu
que encaminhassem outras dúvidas relacionadas ao tema (continentes, população, rios e águas...)
ao professor desta matéria, como forma de integrar mais ainda os conteúdos. Os alunos
mostraram-se bastante interessados em relação ao tema e à atividade desenvolvida com o
computador. Comentaram desde questões de conteúdo – como o gasto considerável para se lavar
um carro com a mangueira - até apreciações - como gostaram de realizar a atividade. A professora
destacou, em particular, o interesse e atuação de alguns alunos que normalmente apresentam
dificuldades em sala de aula.
Alguns alunos da turma 501, embora não estivesse em aula com a professora Maria Amália,
continuaram na escola fazendo os cartazes para a apresentação.
 Precisamos refazer o cronograma ampliando o tempo de realização do projeto em função das
demandas surgidas diante de sua aplicação. Uma delas foi a marcação da palestra, possível

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somente para o dia 16; outra foi o número de feriados no período; e mais outra foi a
impossibilidade do passeio gratuito, gerando uma despesa de meio de mês para a qual os
alunos não estavam preparados. Eles mesmos solicitaram o adiamento do passeio para
poderem participar. O fato dos alunos trabalharem impede eventos diurnos (acessíveis em
Águas de Niterói e outras instituições) durante a semana.
 Tivemos alguns contratempos em relação ao uso da filmadora, que não pode ser operada com
bateria, somente com energia elétrica; bem como quanto ao profissional que iria manuseá-la,
já que OT estaria atendendo às turmas no laboratório e a professora Márcia estaria
desenvolvendo outras atividades com seus alunos. Apresentaremos uma solução para a
próxima semana diferentemente daquela forma que havíamos proposto.
 Ao final desta semana pudemos constatar que uma parte considerável dos alunos demonstrou-
se motivada a trabalhar com o tema. Durante as atividades realizadas mostraram-se
participativos, trouxeram informações e saberes relacionados ao tema bem como informações
sobre mudanças de atitude em relação ao consumo e cuidados com a água: mostram-se mais
atentos, chamam a atenção de irmãos, parentes ou vizinhos. Neste sentido convém destacar a
atuação das mulheres maduras.

Segunda-feira, 13 de novembro
Alguns alunos da professora Maria Amália encaminharam ao LIE os cartazes produzidos com a
análise dos textos informativos.
Havíamos pensado na presença de uma outra professora para operar a filmadora durante os
depoimentos, mas a mesma não poderia comparecer hoje. Precisamos adiar novamente esta
atividade.
Quanto ao foto-documentário, vimos que não poderíamos, por motivos financeiros, solicitar aos
alunos que tirassem fotografias que não pudessem pagar para revelar. Verificaremos então com
aqueles que têm celular a possibilidade de envio via internet, se isso for possível. Nós, professores,
utilizaremos nós mesmos as nossas máquinas para fazermos o registro nos locais que
conhecemos com problemas de saneamento, trabalhando as questões posteriormente com os
alunos.

Terça-feira, 14 de novembro
A professora Maria Amália conduziu os trabalhos na turma 502 para análise dos textos
pesquisados sobre o tema, encaminhando a produção textual correspondente. Os alunos se
dividiram em grupos para criação de acrósticos a partir das palavras Planeta Água. Outros alunos,
da turma 501, ainda completaram os cartazes com os textos informativos.
A professora Denise, que já havia trabalhado com o tema em sala de aula conduzindo a
investigação de ciências sobre ciclo hidrológico, conduziu novas atividades de interpretação no LIE
a partir da apresentação da música de Guilherme Arantes.
 Os grupos de alunos que estão desenvolvendo as atividades no LIE demonstram interesse e
participam trazendo suas vivências. Também apresentam um bom nível de colaboração nas
atividades em grupo.
 No desenvolvimento deste projeto, até agora, uns alunos demonstram satisfação nesta
participação, mas outros apresentam a questão da água do ponto de vista de quem sofre com
a sua falta e reclamam da ação das autoridades competentes, demonstrando inclusive mágoas
quanto ao comportamento indiferente de outros grupos sociais neste, e também em outros
aspectos sócio-ambientais.

Quinta-feira, 16 de novembro
A partir das 19:30 (aproximadamente), aconteceu a palestra prevista, proferida por Gustavo Borges
(Projeto Grael) e Leonardo (Instituto Baía de Guanabara). Estiveram presentes professores da
escola e colegas cursistas do Fazendo Escola, alunos das turmas do primeiro segmento, da oitava
série do primeiro grau, e do primeiro ano do Ensino Médio. Também contamos com a presença dos
alunos da professora Marina, colega de curso Fazendo Escola. Os palestrantes discorreram sobre
diversos aspectos da Baía de Guanabara, geográficos, históricos e ambientais, demonstrando um
universo rico, desde a confluência dos rios que ali deságuam, passando pelas ocupações que

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acontecem no seu entorno, os problemas que acarretam e as unidades de preservação de que
dispõe.
 Alguns participantes encaminharam suas perguntas de maneira informal, demonstrando
interesse. De volta à sala de aula os professores avaliaram esse interesse, destacando que
para os alunos do primeiro segmento, algumas informações estavam além de seus
entendimentos, mas não comprometeram a visão geral do assunto. Quanto aos alunos das
séries mais adiantadas, a avaliação foi positiva.
 Para o foto documentário resolvemos fazer uma apresentação em Power Point, pois os
recursos para esta forma de apresentação são mais rápidos e não apresentam custo inicial.

Sexta feira, 17 de novembro.


As professoras Maria Amália e Maria Angélica deram continuidade em sala de aula às suas
propostas, trabalhando os conteúdos pertinentes ao tema em suas disciplinas. Os alunos da turma
502 deram prosseguimento à montagem dos cartazes com os acrósticos e pesquisas
desenvolvidos.

Avaliação geral
Até aqui este projeto tem alcançado os objetivos propostos e em alguns pontos excedido
expectativas. Embora o número previsto de alunos envolvidos não tenha sido totalizado – em
função das demandas de final de ano e de um mês especialmente farto em feriados – a
participação dos presentes foi bastante positiva. Também contamos com a participação de colegas
professores e de uma turma de alunos de outra escola, viabilizada pelo fato de estarmos fazendo o
mesmo curso (Fazendo Escola). Para projetos futuros, fica a sugestão de procurarmos parcerias
também com outras escolas que pretendam trabalhar os mesmos temas, pois as trocas de
informações e experiências poderão ser bastante produtivas.
As questões ambientais apresentadas levantaram questionamentos (alguns com posições
mais polêmicas), trouxeram esclarecimentos e sensibilizaram os participantes para o problema da
água. Foram desenvolvidos conteúdos disciplinares constantes atualmente da grade curricular
prevista para a EJA pela SEE, e outros que se tornaram necessários frente às demandas
apresentadas quando dos estudos sobre o tema. Na consideração dos professores do segundo
segmento e do Ensino Médio, os resultados foram ótimos, pois as turmas mostraram-se mais
participavas e as aprendizagens foram significativas. Já alguns professores do primeiro segmento
ficaram preocupados com os tempos requeridos para o desenvolvimento do projeto em relação às
aprendizagens formais exigidas para o domínio dos códigos lingüísticos e matemáticos que ainda
precisavam ser trabalhadas em suas turmas. Conciliar essas necessidades foi então um desafio.
A participação dos alunos esteve diretamente relacionada ao envolvimento dos seus
professores. Mesmo aqueles que achavam necessário trabalhar com o planejamento anterior,
levaram seus alunos a participar do projeto procurando adequar os conteúdos disciplinares.
Constatamos aqui que a iminência do projeto foi um fator que trouxe alguns
inconvenientes. A adesão necessita de um tempo anterior para o professor investir na pesquisa e
planejamento das atividades. Os feriados interferem na unidade de apresentação do tema e
conseqüentemente nas atividades desenvolvidas. As questões mais técnicas como filmagem,
fotografias, arquivo e envio de dados também demandam em tempo hábil e profissional específico
para trabalhar com as mesmas, já que todos envolvidos no projeto estavam atuando com as
turmas – inclusive o OT. Necessidades financeiras devem ser apresentadas com mais
antecedência à escola.
Devido à obrigatoriedade de apresentação deste documento até o dia 25/11, encerraremos
aqui o relatório de avaliação, embora algumas atividades tenham continuidade – de acordo com o
cronograma. Ainda estão sendo desenvolvidos conteúdos em Matemática, cartazes de
apresentação, fotodocumentário e filme. Fotos dos eventos e dos cartazes produzidos estarão
disponíveis posteriormente no site da escola, onde também pretendemos abrir espaço para
postagem de textos e comentários dos participantes deste projeto.

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