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Etiologia e Classificacao de Patogenos

Etiologia e Classificacao de Patogenos

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Published by: Eng. Agr. Luciano Marques da Silva on Apr 27, 2011
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Prof. Luciano Pacelli M. Macedo

Sintomatologia é a parte
da Fitopatologia que
estuda os sintomas e
sinais, visando a
diagnose de doenças
de plantas.

Sintoma é qualquer
manifestação das
reações da planta a
um agente nocivo.

Sintoma - verrugose

Verrugose do abacateiro

(Sphaceloma perseae)

Sintoma -galha

Meloidoginose da cenoura

(Meloidogyne spp.)

Sinais: são estruturas do
patógeno quando
exteriorizadas no
tecido doente.

Quadro sintomatológico:

seqüência completa
dos sintomas que
ocorrem durante o
desenvolvimento de
uma doença

Sinal

Crescimento

micelial e

esporulação de

Geotrichum

candidum

(Podridão-azeda da

batata-baroa)

Sinal

Esclerócios e

crescimento

micelial de

Sclerotium

rolfsii

(Murcha-de-

esclerócio do

feijoeiro)

Os sintomas podem ser classificados conforme:

1. A localização em relação ao patógeno;

2. As alterações produzidas no hospedeiro;

3. A estrutura e/ou processos afetados.

1. A localização dos sintomas em relação ao patógeno

Š Sintomas primários - resultantes da ação direta do

patógeno sobre os tecidos do órgão afetado (Ex.:

manchas foliares e podridões de frutos).

Sintoma primário -mancha

cercosporiose do caupi

(Cercospora cannescens)

Sintoma primário - verrugose

Verrugose do maracujá

(Cladosporium herbarum)

Š Sintomas secundários ou reflexos - exibidos pela planta

em órgãos distantes do local de ação do patógeno (Ex.:
subdesenvolvimento da planta e murchas vasculares).

Sintoma secundário -murcha

Murcha-de-esclerócio do feijoeiro

(Sclerotium rolfsii)

Sintoma secundário -murcha

Murcha bacteriana do pimentão

(Ralstonia solanacearum)

Š Sintomas habituais - a doença pode provocar

alterações no hábito de crescimento da planta, como
superbrotamento, nanismo, esverdeamento das flores
e escurecimento dos vasos.

Sintoma habitual -subdesenvolvimento

Virose do pimentão

(Geminivirus)

Sintoma habitual -superbrotamento

Malformação floral da mangueira

(Fusarium subglutinans)

2. As alterações produzidas no hospedeiro

Š Sintomas lesionais - os sintomas caracterizam-se por

lesões na planta ou em um de seus órgãos, como
manchas necróticas, podridões e secas de ponteiro.

Sintoma lesional -mancha

Cercosporiose da alface

(Cercospora longissima)

Sintoma lesional -mancha

Cercosporiose da alface

(Cercospora longissima)

Quando as alterações ocorrem a nível celular, incluindo:

Š Granulose: produção de partículas granulares ou

cristalinas em células degenerescentes do citoplasma.
Ex.: melanose em folhas e frutas cítricas, causada por
Diaporthe citri.

Granulose

Melanose dos citros

(homopsis citri)

3. A estrutura e/ou processos afetados

Š Plasmólise: perda de turgescência das células, cujo

protoplasma perde água devido aos distúrbios na

membrana citoplasmática. Ex.: podridões moles de

órgãos de reserva causadas por Erwinia spp.

Plasmólise

Podridão mole da batata

(ectobacteriumspp.)

Š Vacuolose: formação anormal dos vacúolos no

protoplasma das células, levando à degeneração

Plasmólise

Podridão mole da alface

(ectobacteriumspp.)

Quando as alterações ocorrem na fisiologia do hospedeiro, incluindo:

Š Utilização direta de nutrientes do hospedeiro: todos os
patógenos, por serem heterotróficos, são incapazes de sintetizar
seu próprio alimento, necessitando de carboidratos e proteínas do
hospedeiro para seu desenvolvimento. Ex.: Em centeio, a
produção de grãos é inversamente proporcional à produção de
esclerócios de Claviceps purpurea, agente do esporão.

Š Aumento na respiração do hospedeiro: todo o processo infeccioso
nos tecidos do hospedeiro gera na área lesionada um aumento na
taxa de respiração das células atacadas e adjacentes. Ex.: plantas
de trigo atacadas por Ustilago tritici, agente do carvão, apresentam
um aumento de 20% na taxa de respiração em relação a plantas
sadias.

Š Alteração na transpiração do hospedeiro: conforme o estádio de

colonização pelo patógeno, o hospedeiro pode apresentar aumento ou
redução na taxa de transpiração. Ex.: plantas de bananeira e tomateiro,
quando infectadas por Fusarium oxysporum, agente de murchas
vasculares, exibem nos primeiros dias do ataque um aumento na taxa de
transpiração e, mais tarde, quando a murcha está avançada, ocorre uma
baixa taxa de respiração e inibição do sistema de transpiração.

Š

Interferência nos processos de síntese: a interferência pode se processar

diretamente, como na maior parte das doenças foliares, em que ocorre a
destruição da superfície da folha pela ação direta do patógeno, ou
indiretamente, uma vez que os processos são sempre acompanhados de
interferência nas vias metabólicas do hospedeiro. Essas interferências
podem se manifestar como distúrbios que resultam do acúmulo ou falta
de hidrato de carbono, aminoácidos, sais minerais, hormônios, enzimas
ou até mesmo no balanço energético da planta. Ex.: em tomateiro atacado
por Ralstonia solanacearum, ocorre a descoloração vascular (resultado do
acúmulo de melanina) e a produção de raízes adventícias (excessiva
produção de auxinas sob o estímulo da bactéria

Š Quando as alterações exteriorizam-se ao nível

de órgão, com modificações visíveis na forma
ou na anatomia. Podem ser qualificados como
necróticos ou plásticos.

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