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curso de gestão do setor público

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Assim como Taylor, Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas.
Entretanto, como vimos no capítulo anterior, enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos
partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência, na França, Fayol, em 1916, realizava
suas pesquisas no sentido inverso, seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide.

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Trilhas - ILB - Educação a distância

25/03/2011

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Fonte: http://hsci.cas.ou.edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol.jpg

Mas você sabe quem foi Henry Fayol?

Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica, nasceu em Constantinopla e, aos 19 anos, formou-se
em Engenharia de Minas, indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni
Comenantry Four Chambault et Decazeville, onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor
(1888 a 1918). Fayol desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para
toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa.

A partir da Primeira Guerra Mundial, o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade, tornando-se conhecido como
“uma escola de chefes”.

Funções básicas da empresa

Para Fayol, toda empresa deveria ter seis funções básicas:

As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. Já as funções
comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. Enquanto que as funções financeiras
correspondiam ao gerenciamento de capitais, as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens
e pelas pessoas. As funções contábeis eram relacionadas aos registros, balanços, estatísticas e custos da
empresa. E por fim, como responsável pela integração dessas funções, temos as funções administrativas.
Atualmente, essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada, tendo as funções sido substituídas por áreas.

Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas?

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Mostraremos, a seguir, como a maioria das organizações do século XX se dividem:

Funções do Administrador

A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho.
Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de
uma organização e não importa se é o diretor, o gerente, o chefe ou o supervisor, pois todos são
administradores, logo todos desempenham atividades de previsão, organização, comando, controle e
coordenação.

O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis
hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala, mais aumenta a extensão e o volume das funções
administrativas.

Diferença entre Administração e Organização

Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador, você saberia definir o que é
Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. Para
Fayol, Administração é um todo, e a organização uma de suas partes, abrangendo somente o estabelecimento
da estrutura.

Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para
formar o processo administrativo. Você já é capaz de descrevê-los?

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Os Princípios Gerais da Administração

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Segundo Fayol, tais princípios são universais, maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância,
tempo ou lugar. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos
de Taylor.

1- Divisão do trabalho - Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica, favorecendo,
dessa forma, a eficiência da produção e aumentando a produtividade.

2- Autoridade e responsabilidade - Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus
subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.

3- Unidade de comando - Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe, evitando o ditado popular:
“tem muito cacique e pouco índio”.

4- Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos
objetivos.

5- Disciplina - regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. A ausência de disciplina gera o
caos na organização.

6- Prevalência dos interesses gerais - Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os
interesses individuais.

7- Remuneração - Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.

8- Centralização - As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.

9- Hierarquia - Defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.

10- Ordem - um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.

11- Eqüidade - A justiça deve prevalecer, justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.

12- Estabilidade dos funcionários - Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos
funcionários.

13- Iniciativa - capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.

14- Espírito de corpo - O trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação na equipe.

A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os
estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso
.

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Teoria da Administração

Os autores da Teoria Clássica, através de um ensino organizado, com métodos pré-estabelecidos e com a
finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais, substituíram o empirismo
e a improvisação por técnicas científicas. Nessa época, essa idéia era vista como novidade.

A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização, não tendo se desligado, nesse aspecto,
do passado. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores, cada um
especializado em um aspecto da tarefa do operário, como foi visto na unidade anterior. Fayol defendia o
conceito de unidade de comando, segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe.

Para a Teoria Clássica, a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução)
e do todo para as partes (da síntese para a análise).

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Divisão do Trabalho

A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que
aquelas com pouca divisão do trabalho. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão
da organização. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível
operário, a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos, divisões, seções, etc., no nível
gerencial.

Em qualquer organização, é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções:

Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle);

Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico, cada departamento ou seção passa a ser responsável por
uma atividade específica e própria (níveis de especialização).

É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização.
Naquela época, quanto mais departamentalizada a organização, mais eficiente ela seria. Mais adiante, em outra
unidade, estudaremos a departamentalização.

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Organização Linear

Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do
princípio da unidade de comando), ou seja, cada superior tinha autoridade única, absoluta e direta sobre seus
subordinados. Isso é o oposto da supervisão funcional.

Conceitos de Linha e Staff

Para Fayol, a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram:

1. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe;

2. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização;

3. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima;

4. cadeia escalar: autoridade de comando.

Elementos da Administração

Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho, maiores seriam as necessidades de
coordenação para assegurar a eficiência da organização.

Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão, organização, comando, coordenação e controle
constituem as chamadas funções do administrador, mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos.
Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração, mas não se afastam muito da
concepção Fayloriana.

Veja, a seguir, os elementos da Administração, ou seja, as funções do administrador para Urwick e Gulick:

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Princípios de Urwick

– Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função;

– Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida;

– Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados;

– Princípio da definição: Os deveres, autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados
por escrito e comunicado a todos.

Críticas à Administração Clássica

Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. Dentre elas, podemos destacar a abordagem simplificada da
organização formal, com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder, e os princípios
da Teoria Clássica (divisão do trabalho, especialização, unidade de comando e amplitude de controle), que
deveriam ser seguidos para a máxima eficiência, deixando de lado a organização informal.

Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações, deixando implícito a ausência de
trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios, em suma, falta comprovação
científica para as afirmações dos autores clássicos.

O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por
causa do comportamento mecânico da organização.

Outra crítica pode ser observada, segundo SCOTT (1967), “a teoria da organização formal não ignorava os
problemas humanos da organização, porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as
pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros
termos, a abordagem está incompleta, pois não considera o comportamento humano na organização.

conclusão

Conclusão

A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. Para essa Escola, os
administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização, seja diretor ou supervisor,
recebem as funções de administrar.

Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas, o famoso POC3 – Planejar, Organizar, Comandar,
Coordenar e Controlar. Apesar de algumas críticas, Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo
perdura até os dias atuais.

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