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Apostila_Pratica_Penal_2010.2_Unificado_(1)

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COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS

PRÁTICA PENAL OAB 2ª FASE

Coordenação Prof. Marcelo Tadeu Cometti Professor Flávio Cardoso de Oliveira

Colaboradores Luciano Casaroti Denise Guirado

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SUMÁRIO 1. Instruções preliminares...........................................................................................................4 2. Regras de competência 2.1. Competência.....................................................................................................................10 2.2. Critérios............................................................................................................................10 2.3. Conexão e continência......................................................................................................13 2.4. Foro prevalente.................................................................................................................14 2.5. Separação de processos.....................................................................................................14 3. Exemplos de endereçamento....................................................................................................16 4. Ação penal 4.1. Conceito..............................................................................................................................18 4.2. Classificação.......................................................................................................................18 5. Ritos processuais 5.1. Procedimento comum..........................................................................................................21 5.1.1. Rito ordinário....................................................................................................................21 5.1.2. Rito sumário......................................................................................................................21 5.1.3. Rito sumaríssimo..............................................................................................................22 5.2. Procedimentos especiais......................................................................................................22 5.2.1. Júri.................................................................................................................................22 5.2.2. Drogas...........................................................................................................................23 5.2.3. Crimes funcionais.........................................................................................................23 5.2.4. Crimes contra a honra...................................................................................................24 5.2.5. Crimes contra a propriedade imaterial..........................................................................24 6. Peças 6.1. Modelos gerais.....................................................................................................................25 6.1.1. Modelo geral de peça simples........................................................................................26 6.1.2. Modelo geral de peça composta.....................................................................................27 6.2. Peças em espécie..................................................................................................................29 6.2.1. Relaxamento da prisão em flagrante..............................................................................29 6.2.2. Liberdade provisória (com e sem fiança).......................................................................33 6.2.3. Revogação da prisão preventiva ou temporária.............................................................38 6.2.4. Representação do ofendido............................................................................................41 6.2.5. Queixa-crime..................................................................................................................44 6.2.6. Resposta à acusação.......................................................................................................47 6.2.7. Memoriais......................................................................................................................50 6.2.8. Recurso em sentido estrito.............................................................................................53 6.2.9. Apelação........................................................................................................................58 6.2.10. Embargos infringentes e de nulidade...........................................................................65 6.2.11. Embargos de declaração..............................................................................................68 6.2.12. Carta testemunhável.....................................................................................................71 6.2.13. Correição parcial..........................................................................................................74 6.2.14. Recurso ordinário constitucional.................................................................................77 6.2.15. Recurso extraordinário.................................................................................................81 6.2.16. Recurso especial...........................................................................................................85 2

6.2.17. Reclamação..................................................................................................................89 6.2.18. Habeas corpus.............................................................................................................91 6.2.19. Mandado de Segurança................................................................................................94 6.2.20. Revisão criminal..........................................................................................................97 6.2.21. Livramento condicional.............................................................................................100 6.2.22. Agravo em execução..................................................................................................102 7. Problemas – Peças Profissionais..............................................................................................106 8. Gabarito - Peças Profissionais.................................................................................................131 9. Módulo avançado – peças diversas..........................................................................................152 10. Gabarito – Módulo avançado.................................................................................................161 11. Questões práticas...................................................................................................................171 12. Gabarito – Questões Práticas.................................................................................................179

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1. INSTRUÇÕES PRELIMINARES: Prezado candidato, seja bem vindo ao curso de prática penal, preparatório para a segunda fase do Exame da OAB! Antes que possamos nos dedicar diretamente ao estudo, convém trocarmos algumas palavras a respeito da prova e, principalmente, da “nova” prova, após o advento do Provimento nº 136/2009, que trouxe significativas modificações para a prova. Muitas indagações surgiram a respeito da prova de segunda fase do Exame de Ordem na área penal, em razão das modificações introduzidas pelo Provimento 136/2009 do Conselho Federal da OAB. Vedada a consulta à doutrina e à jurisprudência, bem como à legislação comentada ou anotada, como deve o candidato se preparar para enfrentar o Exame em sua segunda fase? Sempre orientamos nossos alunos candidatos a estudar teoria em sua preparação para a prova. Inevitavelmente enfrentamos questionamentos: mas não se trata de prova de prática? Não devemos, então, estudar prática? Ainda quando era permitida a consulta integral aos textos legais e doutrinários, insistíamos que a melhor forma de preparação era a conjugação da redação de peças e resolução de exercícios práticos com o estudo doutrinário das disciplinas Direito Penal e Direito Processual Penal. A razão nos parece muito lógica: com tal estudo, a solução se mostra mais fácil por força do maior domínio da disciplina. Agora com muito mais razão orientamos o candidato a programar seu estudo de modo a cuidar – e muito - da parte teórica, sem descuidar do estudo da prática. Como se sabe, um dos grandes pilares da aprovação em qualquer concurso público é o planejamento e, nele, deve o candidato à habilitação nos quadros da OAB delimitar que tempo dedicará ao estudo doutrinário e que tempo dedicará ao estudo da prática. Tanto melhor se o candidato tiver a disponibilidade para estudar as disciplinas Direito Penal e Direito Processual Penal diretamente nos manuais e tratados respectivos; caso não tenha, o que acontece com freqüência, uma vez que a vida moderna nos impõe uma série de responsabilidades, deve se dedicar ao estudo incessante de sinopses ou resumos de cada disciplina, de modo a abranger toda a matéria. Lembremo-nos que a consulta se restringe à legislação não comentada ou anotada, assim, se o candidato não possuir o mínimo domínio das matérias pertinentes à área penal, encontrará dificuldades. É bem verdade que a prova, a partir de agora, não deve cobrar em seus enunciados questões de profunda discussão doutrinária, porém, sempre é possível que se indague a respeito de classificação ou nomenclatura que deriva da doutrina e não consta do texto legal, como, por exemplo, “tentativa branca” ou “flagrante impróprio”. Repita-se, o estudo doutrinário não só é importante para a solução da “nova” prova de segunda fase, como também é importantíssimo para auxiliar no próprio estudo da parte prática. Como se sabe, a prova de segunda fase é composta pela redação de uma peça profissional e pela resposta a cinco questões, denominadas prático-profissionais. O estudo da peça deve ser feito com a resolução de enunciados e a redação de tantas peças quantas forem necessárias para a fixação de suas formalidades e para o desenvolvimento da argumentação. Temos visto que a maior preocupação dos candidatos na área penal é a identificação da peça. Não temos receio em afirmar, no entanto, que esse é o aspecto que o candidato menos deve temer, pois com o seu preparo e com as indicações que o próprio 4

enunciado do problema fornece, terá tranqüilidade para saber qual a peça adequada para a solução que se exige. Deve o candidato, sem dúvida, focar-se no conteúdo da peça, ou seja, na argumentação referente à tese que será defendida, escrevendo com propriedade. O examinador está muito mais interessado em encontrar na peça uma argumentação convincente do que uma peça formalmente perfeita, mas pobre de conteúdo. Basta lançar os olhos sobre a pontuação atribuída a cada item nos exames anteriores para se provar o que temos aqui sustentado - a maior pontuação decorre do desenvolvimento da peça e não dos seus aspectos puramente formais. Portanto, recomenda-se muito treino! Deve o candidato, também, procurar responder às questões prático-profissionais formuladas em Exames passados, a fim de treinar para o Exame que se aproxima. Tais questões, via de regra, apresentam ao examinando problemas para que ele tipifique a conduta ali descrita ou que apresente a solução, como a peça cabível, a competência, o prazo para adoção da medida. Devem elas ser respondidas de maneira objetiva, atendendo, porém, a todos os itens cobrados pelo examinador. Sabemos que toda essa dedicação não é fácil, mas chegar à segunda fase do Exame de Ordem significa ultrapassar a maior parte do caminho. Portanto, é a hora de agarrar o estudo com afinco, para coroar não só os cinco anos de curso, mas todo o estudo voltado para a almejada habilitação. Transcrevemos a seguir, na íntegra, o Provimento nº 136/2009, do Conselho Federal da OAB. Bons estudos e sucesso!

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Provimento No. 136/2009 Estabelece normas e diretrizes do Exame de Ordem. O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos arts. 8º, § 1º, e 54, V, da Lei n.º 8.906, de 4 de julho de 1994 - Estatuto da Advocacia e da OAB, e tendo em vista o decidido nos autos da Proposição n.º 2008.19.03859-01, RESOLVE: CAPÍTULO I DO EXAME DE ORDEM Art. 1º A aprovação em Exame de Ordem constitui requisito para admissão do bacharel em Direito no quadro de advogados (Lei n.º 8.906/1994, art. 8º, IV). Parágrafo único. Ficam dispensados do Exame de Ordem os bacharéis alcançados pelo art. 7º da Resolução n.º 02/1994 da Diretoria do Conselho Federal. Art. 2º O Exame de Ordem é prestado pelo bacharel em Direito, formado em instituição credenciada pelo MEC, na Seccional do estado onde concluiu seu curso de graduação em Direito ou na sede de seu domicílio eleitoral. § 1º O bacharel em Direito que concluiu o curso em estado cuja Seccional integra o Exame de Ordem Unificado tem a faculdade de escolher, dentre as Seccionais participantes do Unificado, em qual delas se inscreverá para fazer o Exame de Ordem. § 2º Poderá prestar o Exame de Ordem aquele que concluiu o curso de Direito reconhecido pelo MEC, pendente apenas a colação de grau, desde que devidamente comprovada a aprovação mediante certidão expedida pela instituição de ensino jurídico. § 3º É facultado aos bacharéis em Direito que exercerem cargos ou funções incompatíveis com a advocacia prestar Exame de Ordem, mesmo estando vedada sua inscrição na OAB. Art. 3º Compete à Primeira Câmara do Conselho Federal expedir resoluções regulamentando o Exame de Ordem, para garantir sua eficiência e padronização nacional, ouvida a Comissão Nacional de Exame de Ordem. Art. 4º Compete à Comissão Nacional de Exame de Ordem definir diretrizes gerais e de padronização básica da qualidade do Exame de Ordem, cabendo ao Conselho Seccional realizálo, em sua jurisdição territorial, observados os requisitos deste Provimento, podendo delegar, total ou parcialmente, a execução das provas, sob seu controle, às Subseções ou às Coordenadorias Regionais criadas para esse fim. Art. 5º O Exame de Ordem ocorrerá 03 (três) vezes por ano, em calendário fixado pela Diretoria do Conselho Federal da OAB, realizado na mesma data e horário oficial de Brasília, em todo o território nacional, devendo o edital respectivo ser publicado com o prazo mínimo de 30 (trinta) dias de antecedência da data fixada para realização da prova objetiva. Parágrafo único. O edital a que se refere este artigo deverá expressamente prever as condições de acessibilidade aos candidatos com deficiência, nos termos da legislação vigente. Art. 6º O Exame de Ordem abrange 02 (duas) provas, compreendendo os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as diretrizes curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, bem assim Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, além de outras matérias jurídicas, desde que previstas no edital, a saber: 6

I - prova objetiva, sem consulta, de caráter eliminatório; II - prova prático-profissional, permitida, exclusivamente, a consulta à legislação sem qualquer anotação ou comentário, na área de opção do examinando, composta de 02 (duas) partes distintas: a) redação de peça profissional; b) 05 (cinco) questões práticas, sob a forma de situações-problema. § 1º A prova objetiva conterá 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 (quatro) opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, exigido o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de acertos para habilitação à prova práticoprofissional. § 2º A prova prático-profissional, elaborada conforme o programa constante do edital, observará os seguintes critérios: a) a peça profissional valerá 05 (cinco) pontos e cada uma das questões, 01 (um) ponto; b) será considerado aprovado o examinando que obtiver nota igual ou superior a 06 (seis) inteiros, vedado o arredondamento; c) é nula a prova prático-profissional que contiver qualquer forma de identificação do examinando. § 3º Na prova prático-profissional, os examinadores avaliarão o raciocínio jurídico, a fundamentação e sua consistência, a capacidade de interpretação e exposição, a correção gramatical e a técnica profissional demonstrada. § 4º O examinando reprovado pode repetir o Exame de Ordem, vedado o aproveitamento de resultado anterior. Art. 7º O certificado de aprovação tem eficácia por tempo indeterminado e será expedido pelo Conselho Seccional onde o bacharel prestou o Exame de Ordem. Art. 8º Concluído o Exame de Ordem, o resultado será remetido à Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB, indicando o percentual e a média de aprovados e reprovados por instituições de ensino jurídico e as respectivas áreas de opção. Art. 9º É criado o Cadastro Nacional do Exame de Ordem. CAPÍTULO II DO EXAME DE ORDEM PELAS SECCIONAIS Art. 10. As Seccionais que optarem pela realização do Exame de Ordem de forma autônoma observarão, além das normas gerais acima mencionadas, as seguintes disposições: I - A elaboração e correção das provas do Exame de Ordem serão realizadas por banca examinadora designada pelo Presidente do Conselho Seccional, composta de no mínimo 03 (três) advogados, no efetivo exercício da profissão, com pelo menos 05 (cinco) anos de inscrição na OAB e que tenham notório saber jurídico, preferencialmente escolhidos entre os que possuam experiência didática. II - Do resultado da prova objetiva ou da prova prático-profissional cabe recurso fundamentado à Comissão de Estágio e de Exame de Ordem, interposto no prazo de 03 (três) dias ininterruptos, contados a partir da divulgação. III - Os recursos serão apreciados por banca revisora constituída segundo os critérios do inciso I deste artigo, vedada a participação daqueles que integraram a banca examinadora, sendo a decisão da banca revisora irrecorrível. IV - A divulgação dos resultados das provas do Exame de Ordem será efetuada após homologação pela Comissão de Estágio e de Exame de Ordem da Seccional, vedada a divulgação dos nomes dos examinandos não aprovados. CAPÍTULO III 7

DO EXAME DE ORDEM UNIFICADO Art. 11. O Exame de Ordem Unificado será realizado pelas Seccionais que a ele aderirem, mediante celebração de convênio. Art. 12. O Exame de Ordem Unificado será executado pelo Conselho Federal, facultando-se a contratação de pessoa jurídica idônea e reconhecida nacionalmente para a aplicação, indicada pela Diretoria do Conselho Federal, após a manifestação da Comissão Nacional de Exame de Ordem. Art. 13. Os Presidentes das Comissões de Exame de Ordem das Seccionais que aderirem ao Exame Unificado integrarão a Coordenação Nacional de Exame de Ordem, que será dirigida pelo Presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem ou por quem o Presidente do Conselho Federal indicar. Art. 14. Compete à Coordenação: I - acompanhar a realização do Exame de Ordem Unificado, atuando em harmonia com a Comissão Nacional de Exame de Ordem; II - elaborar as regras do edital do Exame Unificado; III - apreciar, deliberar e homologar decisões referentes a nulidades de questões; IV - deliberar sobre as demais matérias relacionadas à aplicação e à avaliação do Exame Unificado. Art. 15. As provas serão elaboradas por uma banca examinadora designada pelo Presidente do Conselho Federal. §1º A banca examinadora será composta por advogados, no efetivo exercício da profissão, com pelo menos 05 (cinco) anos de inscrição na OAB, que tenham notório saber jurídico, preferencialmente escolhidos entre os que possuam experiência didática e indicados pelas Seccionais que aderirem à Unificação. § 2º A banca examinadora atuará em parceria com a pessoa jurídica contratada para a execução do respectivo Exame de Ordem. Art. 16. Do resultado da prova objetiva ou da prova prático-profissional cabe recurso fundamentado à Coordenação Nacional de Exame de Ordem, na forma do edital, interposto no prazo de 03 (três) dias ininterruptos, contados a partir da divulgação. Parágrafo único. Os recursos serão apreciados por uma banca revisora constituída segundo os critérios do artigo anterior, vedada a participação daqueles que integraram a banca examinadora, sendo a decisão da Comissão Revisora irrecorrível. Art. 17. A Comissão Nacional de Exame de Ordem designará um representante para atuar junto às bancas examinadora e revisora, visando ao aprimoramento e à qualidade das provas. Art. 18. A divulgação dos resultados das provas do Exame de Ordem será efetuada após homologação pela Coordenação Nacional de Exame de Ordem, vedada a divulgação dos nomes dos examinados não aprovados. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

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Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação. vigorando. Ficam revogadas as disposições em contrário do Provimento n. 20. Cezar Britto.11.º 109/2005 relativas à matéria.2009. Presidente. de 5 de dezembro de 2005.º 109. 10. Art.Art. Brasília. até então. 21. p. 6º somente serão adotadas um ano após a publicação deste Provimento. 219) 9 . (DJ. As alterações concernentes ao conteúdo programático de que trata o art. Art. as normas do Provimento n. Maria Avelina Imbiriba Hesketh. 19 de outubro de 2009. Conselheira Relatora. 19.

a regra não irá se concretizar.170/83). Não julga ela os crimes conexos.1 Competência Competência é a medida e o limite da jurisdição. 109.1. serviços ou interesse da União. Infrações penais praticadas em detrimento de bens. 118 a 121 da CF e Lei n. Destarte. Ressalte-se que as contravenções penais também não são julgadas pela Justiça Federal. b) em razão do cargo ou função do acusado (ratione personae). competente para julgar: Crimes políticos. São justiças especiais: 1) Justiça Eleitoral (arts. 9º do Código Penal Militar (Decreto-Lei n. a competência será da Justiça Estadual.737/65). 2. é a porção de jurisdição que cabe a cada órgão do Poder Judiciário. exceto no caso de conexão com crimes dolosos contra a vida. IV.001/69). 2. 124 da CF). da CF). REGRAS DE COMPETÊNCIA 2. Se o crime for praticado em detrimento de Sociedade de Economia Mista. Crimes previstos em tratado ou convenção internacional. A prática de crime contra a Petrobras e o Banco do Brasil. por exemplo. Critérios para a fixação de competência Pode-se estabelecer e fixar as regras de competência a partir de três aspectos: a) em razão da matéria ou natureza da infração penal (ratione materiae). 10 .2. competente para julgar infrações penais eleitorais e as conexas a elas. quando. por expressa ressalva da Constituição da República. se uma contravenção for praticada de modo a se justificar a competência da Justiça Federal. Sustenta-se que estão descritos na Lei de Segurança Nacional (Lei n. ou devesse se dar em outro. São justiças comuns: 1) Justiça Federal (art. iniciada a execução no País. na atividade de aplicar o Direito ao caso concreto.2. cuja ação ou omissão se dá em um país e o resultado em outro. São os chamados crimes a distância. Se a previsão estiver em tratado ou convenção em que o Brasil seja parte. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. mais precisamente no art. 1. restando o julgamento à Justiça Estadual. pois a Constituição da República não se referiu a ela. 7. suas entidades autárquicas ou empresas públicas. c) em razão do local do crime ou da residência do acusado (ratione loci). deve ser julgada pela Justiça Comum Estadual. competente para julgar crimes militares. É esse o entendimento expresso na Súmula 42 do STJ. a competência é da Justiça Federal. nos termos da Súmula 38 do STJ. assim definidos em lei.2. 2) Justiça Militar (art. Competência em razão da matéria ou natureza da infração Define se a infração penal é julgada por justiça especializada ou pela justiça comum. excluídas as contravenções. ou reciprocamente. 4.

coletivamente considerados. Em segunda instância. 125 da Lei n. Acre. divide-se em Tribunais Regionais Federais que. Goiás. Em primeira instância divide-se em Comarcas.815/80. é preciso que exista previsão legal. Pernambuco. então. Roraima. para fixar a competência da Justiça Federal neste caso.Casos de grave violação de direitos humanos. que eleva o julgamento das infrações penais às instâncias superiores. Ceará. Não basta que sejam crimes dessa natureza. Santa Catarina e Paraná.2 Competência em razão do cargo ou função do acusado Justifica-se tal regra pela relevância do cargo ou função. 2) Justiça Estadual (art. 125 da CF). 6. Tribunal Regional Federal da 4ª Região: Rio Grande do Sul. Bahia e Minas Gerais. A Justiça Federal de primeira instância tem sua divisão em Subseções Judiciárias. ressalvada a competência da Justiça Militar. Amazonas. existem apenas 05 (cinco) Tribunais Regionais Federais. Tocantins. Piauí. na verdade. Maranhão. Tribunal Regional Federal da 3ª Região: São Paulo e Mato Grosso do Sul. Crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. se houver necessidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais sobre direitos humanos dos quais o Brasil faça parte. A divisão de competência sob esse critério. Rio Grande do Norte e Sergipe. Entende-se que.2. Se o procedimento foi iniciado na Justiça Estadual. quando determinados em lei. Tribunal Regional Federal da 2ª Região: Rio de Janeiro e Espírito Santo. 2. Crimes contra a organização do trabalho. os crimes devem ser contra a organização geral do trabalho ou os direitos dos trabalhadores. não existem em todos os estados brasileiros. retirando-o da esfera de competência dos juízes de primeiro grau. Crimes contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. Pará. cuja abrangência é assim distribuída: Tribunal Regional Federal da 1ª Região: Distrito Federal. Sua competência é residual. ao contrário do que ocorre na Justiça Estadual. no sentido de estabelecer a competência da Justiça Federal. na segunda instância o órgão julgador é o Tribunal de Justiça respectivo de cada Estado da Federação. dá-se da seguinte forma: 11 . Tais crimes estão definidos no art. Mato Grosso. competente para julgar tudo que não for da competência das jurisdições especiais e da comum federal. Subsiste a competência mesmo que a aeronave esteja pousada ou o navio atracado Crimes de ingresso e permanência irregular de estrangeiro. Paraíba. Rondônia. Amapá. o procurador-geral da República deverá suscitar o deslocamento de competência ao Superior Tribunal de Justiça. Tribunal Regional Federal da 5ª Região: Alagoas.

seus próprios ministros. Caso o último ato de execução tenha sido realizado fora do Brasil.1 Lugar do crime As regras estampadas no art. Tribunais Regionais Federais (art. vice-presidente. 2. É o que estabelece a Súmula 702 do STF. juízes auditores da Justiça Militar. 70. notadamente a simetria entre os cargos ou funções. Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal (art. X. observando-se os princípios constitucionais. levando em consideração o lugar em que se deu o crime ou em que reside o acusado. membros do Ministério Público Federal que oficiem em Primeira Instância. chefes de missão diplomática de caráter permanente. § 1º.3 Competência em razão do lugar Após verificar as regras de competência que levam em conta a natureza da infração e a qualidade do cargo que determinadas pessoas ocupam. I. segunda parte. 70. membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. III. Por força de autorização concedida pelo art. membros do Tribunal Regional Federal. da Constituição da República. I. 70. membros dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho. 108. cumpre esclarecer que. 8. I. b e c. ministros dos Tribunais Superiores. muito embora a Constituição da República se refira ao Tribunal de Justiça como órgão competente para seu julgamento. § 2º. será competente o local onde foi praticado o último ato de execução. cumpre estabelecer como se fixa o foro competente para julgamento.Supremo Tribunal Federal (art. 105. desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. eles poderão ser julgados por outros Tribunais. 29. I. caput. caput. da CF): prefeitos. dentro do território nacional (art. da CF): presidente da República. § 1º. ministros de Estado. Tribunais Regionais Eleitorais (art. 96. 70 do Código de Processo Penal estabelecem que a competência será fixada: Pelo lugar em que se consumar a infração (art. art. a. comandantes das Forças Armadas. 70. da CF): juízes federais.3. procurador-geral da República. 4. será o local onde se praticou o último ato de execução (art. deputados federais. primeira parte.2.737/65): nos crimes eleitorais e a eles conexos. da CF): governadores dos Estados e do Distrito Federal. juízes estaduais. juízes do Trabalho. Em relação aos prefeitos. senadores. 2. juízes e promotores de justiça eleitorais. da Lei n. embora parcialmente. do CPP). advogado-geral da União. membros do Tribunal de Contas da União. do CPP). 12 .457/92): nos crimes militares. I. 102. será competente o foro do local em que o crime. como pode acontecer com secretários de estado e vereadores. Superior Tribunal de Justiça (art. Superior Tribunal Militar (art. membros do Ministério Público da União que oficiem perante os Tribunais. 6º. a. da Lei n. No caso de tentativa. membros do Ministério Público Estadual. 29. tenha produzido ou deveria produzir seu resultado (art.2. membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios. do CPP). as Constituições dos Estados podem determinar a competência para processar e julgar perante os respectivos Tribunais de Justiça outros cargos. desde que respeitadas a Instância e a matéria. d. Em caso de crime iniciado no Brasil e consumado fora dele. os oficiais generais das Forças Armadas. do CPP). 125.

§ 3º. 76. § 1º. do CPP). um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa.Conexão objetiva (art. impunidade de outra. por várias pessoas reunidas ocasionalmente. diante do caso que se apresenta. pela própria ligação existente entre uma e outra. I.Conexão intersubjetiva (art. em princípio. eles atravessem duas ou mais jurisdições (art.2. Se não tiver residência certa ou for ignorado seu paradeiro. § 2º. Utiliza-se. Se o réu tiver mais de um domicílio. do CPP): as infrações encontram-se unidas pelos sujeitos. 76. II. vantagem de outra. que. 70. Note-se que tal regra tem lugar apenas quando não se consegue apurar onde o crime aconteceu. do CPP). 71 do CPP). será fixada a competência pela prevenção (art. Fixa-se a competência pela prevenção quando: a) o crime ocorrer na divisa entre comarcas ou se for incerto o limite entre elas (art. 83 do Código de Processo Penal. competente será o lugar do domicílio do réu (art. em virtude da relação existente entre duas condutas. São espécies de conexão: I . Ocorre quando duas ou mais infrações entrelaçadas apresentam nexo entre si. deve existir um vínculo entre duas ou mais infrações penais. então. II . como competentes.2 Lugar do domicílio do acusado Não sendo conhecido o lugar da infração. 13 . do CPP). do CPP). nos termos do art.3. b) seqüencial: uma infração é praticada para assegurar a: ocultação de outra. que fazem que estas sejam reunidas em um só processo perante um só Juízo. 2.1 Conexão Para haver conexão. c) por reciprocidade: duas ou mais infrações são praticadas por agentes uns contra os outros. isto é. estabelecer qual comarca é a competente para julgar a infração. ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa”. ou seja. 72.Pode ser necessário. caput. o instituto da prevenção. 2. concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa. b) em caso de crime continuado ou permanente.3. chamado de Juízo prevalente. Pode ser: a) por simultaneidade: duas ou mais infrações são praticadas ao mesmo tempo. será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato (art. ocorre “toda vez que. 72. Pode ser: a) teleológica: uma infração penal é praticada para assegurar a execução de outra. por terem sido praticadas por duas ou mais pessoas. 2. do CPP): as infrações encontram-se unidas objetivamente. ainda que em tempos e locais diversos. 72.3 Conexão e continência São causas de alteração da competência. b) por concurso: duas ou mais infrações são praticadas por pessoas em concurso (com liame subjetivo). e não em razão dos sujeitos que as praticam. tendo em vista que duas ou mais se mostram.

Essa separação pode ser obrigatória ou facultativa. c) no caso de superveniência de doença mental a um dos co-réus. regra esta estabelecida não por disposição do Código de Processo Penal. b) por cumulação objetiva (art. por impossibilidade de ocorrer a reunião ou por conveniência. 82 do CPP). 2.3. 82 do Código de Processo Penal que. 70 do CP).a prevenção. prevalece a especial. É a co-autoria ou participação em um único crime. 70 do CP) e aberratio criminis (art. 78: a) no concurso entre Júri e outro órgão da jurisdição comum. como já estudado anteriormente. se penas idênticas e em igual número.a do lugar da infração de pena mais grave. 14 . ou seja.5 Separação de processos Mesmo sendo hipótese de conexão ou continência. O Código de Processo Penal traz as regras em seu art. I.Obrigatória (art.III . saber qual é o foro competente para julgá-lo. do CPP): ocorre quando a prova de uma infração influi na prova de outra. as causas serão reunidas em um só processo. de tal forma que não se pode separá-las. b) no concurso entre jurisdições da mesma categoria. do CPP): ocorre em todas as hipóteses de concurso formal (art. a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações. Pode ser: a) por cumulação subjetiva (art. e) no concurso entre Justiça Federal e Justiça Estadual. como dito. 74 do CP). II. prevalece a Justiça Federal. a critério do legislador.4 Foro prevalente Quando houver alteração de competência em razão da conexão ou continência. 2. c) no concurso entre jurisdições de categorias diversas. 77 do CPP) Dá-se quando uma causa está contida na outra. incluindo aberratio ictus (art. 76. Estabelece o art. .se de igual gravidade. 77. . Exemplo: suspensão do processo nos termos do art. Será preciso.Conexão probatória/instrumental (art. d) no concurso entre jurisdição comum e especial. prevalece a competência do Júri. o juiz do foro prevalente deverá avocar o outro processo (art. do STJ. prevalece a de maior graduação. III.2 Continência (art. 2. 77. então. prevalece: . d) no caso de haver co-réu foragido que não possa ser julgado à revelia. Exemplo: um único furto e uma única receptação. se por qualquer motivo estiverem correndo dois processos diferentes. chamar para a sua jurisdição. e sim por força da Súmula 122. onde deveria haver reunião por conexão ou continência. o Código prevê casos em que se deva dar a separação dos processos. do CPP): ocorre quando duas ou mais pessoas praticam em concurso uma mesma in-fração. b) no concurso entre as jurisdições comum e da infância e juventude. 366 do Código de Processo Penal. I . 79 do CPP): a) no concurso entre as jurisdições comum e militar.

que deve aplicar as regras da transação e da composição civil àquela infração. Cumpre anotar ainda que. 60. parágrafo único.099/95.e) se houver coincidência na escolha de jurados. 80 do CPP): a) quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes. continuará competente para os demais processos (art. II . c) para não prolongar a prisão provisória de qualquer um dos réus. Anote-se que no caso de conexão entre infração de menor potencial ofensivo e infração grave. no caso de dois ou mais réus com defensores diversos. a competência para julgamento é do Juízo Criminal Comum. no plenário do júri (art. da Lei n. 9. desde que tal fato possa prejudicar o andamento da ação. 469 do CPP). se o juiz ou tribunal proferir sentença absolutória ou desclassificar a infração para outra que não seja de sua competência. É o que se denomina perpetuatio jurisdictionis.Facultativa (art. nos termos do art. 15 . havendo reunião por conexão ou continência. d) por qualquer outro motivo relevante. b) em razão do número excessivo de réus. 81 do CPP).

Juízo – Primeira Instância Justiça Estadual Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _________.3. Justiça Federal Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da _____ Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de _________. (segunda fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca _________. (primeira fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca _________. EXEMPLOS DE ENDEREÇAMENTO Delegacia de Polícia Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia da Delegacia de Polícia de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal do Júri da Subseção Judiciária de _________. 16 . Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Federal da Delegacia de Polícia Federal de __________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca _________. Segunda Instância Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _______. (segunda fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal das Execuções Criminais da Subseção Judiciária de _________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Juizado Especial Criminal da Comarca __________. (primeira fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal Presidente do Tribunal do Júri Federal da Subseção Judiciária de _________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal do Juizado Especial Criminal Federal da Subseção Judiciária de __________.

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Egrégio Colégio Recursal de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator do (recurso nº) ___________ da ____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _________. 17 . Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Relator do (recurso nº)_________ da ____ Turma Criminal do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____Região.Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da ______ Região. (Juizado Especial Criminal) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal Presidente do Egrégio Colégio Recursal de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal. (Juizado Especial Criminal) Tribunais Superiores Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

Ambas vão comportar ainda a subdivisão em espécies: aquela pode ser incondicionada ou condicionada à representação do ofendido ou à requisição do ministro da justiça. dentro dessa modalidade de ação. 39.2 Ação penal pública condicionada É aquela cujo exercício se subordina a uma condição específica. c) do cônjuge. 107. qual seja.2. e a privada. descendente ou irmãos (CADI).1 Condicionada à representação Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal. deve avaliar o interesse do assistido. presentes os elementos para a propositura da ação.2. esta pode ser propriamente dita (ou exclusiva).4. 4. IV. de titularidade do Ministério Público. a regra é ser ela incondicionada. e. 18 .1 Ação penal pública 4. d) de um curador especial. conforme o art. Uma vez oferecida a representação.2. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. do CP). AÇÃO PENAL 4. O prazo para oferecimento da representação é de seis meses a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. 38 do Código de Processo Penal. 4. personalíssima ou subsidiária da pública. 4. à representação do ofendido ou à requisição do ministro da justiça. não pode o titular do direito de ação agir. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. A ação penal pública é a regra em nosso sistema processual. 4.2. a fim de satisfazer uma pretensão punitiva. se o ofendido for morto ou declarado ausente. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental.1 Ação penal pública incondicionada É aquela em que o Ministério Público não se sujeita a qualquer condição específica para o exercício de seu direito de ação. por sua vez. no sentido de ser instaurada a ação penal. b) do representante legal. Na hipótese de nomeação de curador. ascendente. ele está livre para agir. caput. em regra. de titularidade do ofendido ou de seu representante legal.1. Antes da verificação dessa condição. A representação poderá ser dirigida ao juiz.1 Conceito Podemos conceituar ação penal como o poder de movimentar o aparelho jurisdicional estatal. ao representante do Ministério Público e à autoridade policial.2. ou seja. ele não está obrigado a representar.1. nos termos do art.1. além das condições gerais da ação penal.2 Classificação Podemos distinguir duas qualidades de ação penal: a pública.

4. de seis meses. Em nosso ordenamento. No que diz respeito à retratação da requisição oferecida. em todos os casos. como estampado no art. É a regra dentre as modalidades de ação penal privada. desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia. b) do representante legal.é possível voltar atrás. se o ofendido for morto ou declarado ausente. Seu parágrafo único estipula que apenas o contraente enganado pode intentar a queixa. descendente ou irmãos (CADI). 4.1 Ação penal privada propriamente dita (ou exclusiva) É aquela em que se aplica tudo quanto foi dito até agora a respeito da ação penal privada. se for o caso de reputá-la incompleta.2 Ação penal privada personalíssima É modalidade de ação penal que só pode ser proposta pelo ofendido e ninguém mais. c) do cônjuge. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. lançando seu parecer. intervindo em todos os atos do processo. então. o Ministério Público apenas atuará como fiscal da lei e não como parte.2. 19 . nem por sucessores no caso de morte ou ausência.2. repudiar a queixa inepta.2.2 Ação penal privada É a espécie de ação penal cuja titularidade pertence ao ofendido ou seu representante legal. LIX. em regra. da CF e art. conforme o caso.2. condição para o exercício da ação penal. d) de um curador especial. sem nenhuma particularidade. Nesta modalidade de ação. obviamente.3 Ação penal privada subsidiária da pública É a proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. Entende-se. oferecendo denúncia substitutiva. O prazo para oferecimento da queixa é. 236 do Código Penal – induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento. 5º. desde que. está extinta a punibilidade do agente. em crimes de ação pública. 4. A titularidade do direito de queixa é a mesma para o exercício do direito de representação. ascendente. aditar a queixa. As especificidades ficam reservadas para as outras espécies. 25 do Código de Processo Penal. após este momento. jamais em caso de arquivamento dos autos de inquérito.2. regra geral.2. Não admite a propositura pelo representante legal.2. ocorre referida hipótese em relação ao crime descrito no art. faltando. Ele poderá. nessa função. cabe ao magistrado. quando o Ministério Público deixar de oferecer a denúncia no prazo legal (art. ou seja.1. até mesmo. A decisão. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante.2. pois. a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. como veremos a seguir. divide-se a doutrina quanto à sua admissibilidade. 4. assim.2 Condicionada à requisição do ministro da justiça O Código de Processo Penal silencia a respeito do prazo para a requisição. retratar-se? Sim. Note-se que esta ação só tem lugar no caso de inércia do Ministério Público. ela seja oferecida antes do prazo prescricional do crime. É ela: a) do ofendido. 29 do CPP).2. 4. que não há limite temporal para a referida requisição. ou.

Como o Ministério Público era o titular do direito de ação e o perdeu para o ofendido. Se não comparecer a alguma audiência ou não atender a algum despacho. por exemplo. o ofendido ensejará a retomada da ação pelo seu titular originário. qualquer ato de negligência processual deste fará que o processo seja retomado por aquele. 20 .

alegações finais (ou conversão em memoriais – prazo sucessivo de cinco dias) . 396 e seguintes.acareações .reconhecimento de pessoas e coisas .reconhecimento de pessoas e coisas 21 .1. No processo penal. f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 60 dias): . no prazo de dez dias.1. como o rito do júri.oitiva das testemunhas de defesa . CPP) a) oferecimento da denúncia ou queixa.1.oitiva das testemunhas de defesa . 394 do CPP). CPP) a) oferecimento da denúncia ou queixa. Rito sumário (art.1. f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 30 dias): .esclarecimentos dos peritos .acareações . c) citação. o procedimento se divide em comum e especial (art.esclarecimentos dos peritos . b) recebimento pelo juiz. b) recebimento pelo juiz. 9.oitiva das testemunhas de acusação . RITOS PROCESSUAIS Rito ou procedimento é uma seqüência de atos organizados entre si.oitiva das testemunhas de acusação .099/95). Rito Ordinário (art. 5. aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja igual ou superior a quatro anos de privação de liberdade.declarações do ofendido . 531 e seguintes. b) sumário. e) absolvição sumária ou designação de audiência.2. e) absolvição sumária ou designação de audiência. c) citação. d) resposta à acusação.5. dirigidos a uma sentença. Procedimento comum. O procedimento comum divide-se em: a) ordinário. no prazo de dez dias.sentença 5. c) sumaríssimo. Nosso ordenamento contempla vários procedimentos especiais.requerimento de diligências . aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja inferior a quatro anos de privação de liberdade. dentro e fora do Código de Processo Penal.declarações do ofendido . aplicável às infrações de menor potencial ofensivo (conforme Lei n. 5. d) resposta à acusação.interrogatório .

oitiva da vítima. f) audiência de instrução e julgamento: . a não ser que seja a única tese da defesa. 413. . tentados ou consumados) Instrução preliminar: a) oferecimento da denúncia ou queixa. exceto inimputabilidade.alegações finais .alegações finais . CPP): quando houver uma excludente de ilicitude ou culpabilidade.defesa preliminar. 5.oitiva das testemunhas de acusação .esclarecimentos dos peritos . e) manifestação do MP ou querelante. CPP): faltam os elementos mínimos para que o réu vá ao Plenário: não existem indícios suficientes da autoria ou prova de materialidade.2.proposta de suspensão condicional do processo.3.sentença. CPP): prova de materialidade e indícios de autoria. das testemunhas de acusação e de defesa.interrogatório .decisão O juiz poderá proferir. transação penal e denúncia oral. b) audiência preliminar: composição civil dos danos. as seguintes decisões: a) Pronúncia (art. Rito sumaríssimo: c) audiência de instrução e julgamento: . b) Impronúncia (art. . d) resposta à acusação. Ritos especiais 5.interrogatório .Crimes dolosos contra a vida..sentença 5. isto é. CPP . c) citação. 406 e seguintes. contravenções e crimes cuja pena máxima não seja superior a dois anos) Fase preliminar: a) lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência. é a decisão que remete o réu ao julgamento pelo tribunal do Júri.oitiva das testemunhas de defesa . . 414.declarações do ofendido . .interrogatório do acusado. Júri (art. 415. c) Absolvição sumária (art.debates orais.acareações .reconhecimento de pessoas e coisas . .recebimento da denúncia ou queixa. b) recebimento pelo juiz.099/95 .1. . ao final da 1ª fase. no prazo de cinco dias. no prazo de dez dias.2. quando estiver 22 .1.Infrações de menor potencial ofensivo. Rito sumaríssimo (Lei nº 9.

.testemunhas de acusação.votação dos quesitos na sala secreta: os jurados respondem aos quesitos formulados com cédulas definidas com “sim” e “não”. .sentença – após a votação o juiz presidente do Júri profere a sentença. 23 . quando estiver provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato ou quando estiver provado não constituir o fato infração penal. b) resposta preliminar. com a ressalva de que a transação penal apenas pode versar sobre uma das penas previstas na legislação (advertência. e) audiência de instrução e julgamento.provada a inexistência do fato.3. esclarecimentos dos peritos e leitura de peças.Crimes praticados por funcionários públicos) a) oferecimento da denúncia ou queixa. prestação de serviços à comunidade e obrigação de freqüência a casa de recuperação). CPP): o crime imputado ao réu não é da competência do Júri.343/06) • Crimes relacionados ao uso de drogas para consumo pessoal: segue o rito sumaríssimo.2. pelo mesmo prazo.interrogatório . reconhecimento de pessoas e coisas. . 513 e seguintes.sorteio dos 7 jurados que vão integrar o conselho de sentença (3 recusas para cada parte). defesa na seqüência. d) recebimento ou rejeição da denúncia.acareações. d) Desclassificação (art.instalação da sessão (mínimo de 15 jurados). se forem dois ou mais réus). juntada de documentos e rol de testemunhas em cinco dias.compromisso dos jurados (exortação). ou determinação de diligência para saneamento de eventuais pontos obscuros. . 419.testemunhas de defesa. b) despacho (com designação de data para plenário) e relatório do processo c) Plenário: . 5.réplica: acusação poderá falar novamente pelo período de mais uma hora (duas horas se forem dois ou mais réus).2.elaboração e leitura dos quesitos . . .debates orais: acusação fala em primeiro lugar pelo período de uma hora e meia (ou duas horas e meia. a defesa terá direito à tréplica. b) oferecimento da denúncia. Crimes funcionais (art.declarações do ofendido. c) defesa preliminar. • Crimes relacionados ao tráfico de drogas: a) laudo de constatação preliminar (suficiente para início do Inquérito Policial e/ou prisão em flagrante). . .tréplica: somente se a acusação fez a réplica. Juízo da causa: a) Prazo para requerimento de diligências. no prazo de 15 dias. Drogas (Crimes relacionados ao consumo ou uso de entorpecentes – Lei nº 11. . 5. .2. . pelo mesmo prazo. deve o juiz absolver desde logo o réu. CPP .

a partir daqui segue-se o rito ordinário 5. a partir daí. a partir daqui segue-se o rito ordinário 24 . segue-se no rito ordinário Providências nos crimes de ação penal pública a) autoridade promove a apreensão dos objetos.c) recebimento pelo juiz. lavrando-se termo assinado por duas testemunhas. b) audiência de conciliação. Rito dos crimes contra a propriedade imaterial (arts. aguarda-se queixa no prazo de 30 dias. a partir daqui segue-se o rito ordinário 5. b) laudo apresentado e homologado pelo juiz. 524 a 530. CPP) a) oferecimento da queixa.2. c) recebimento da queixa pelo juiz. b) perícia. Crimes contra a honra (art. I. 519 e seguintes.4.5.2. do CPP) Providências nos crimes de ação penal privada a) ofendido requer busca e apreensão.

existem apenas dois tipos de peças diferentes.1. um destinado aos requerimentos em geral e outro aos recursos. como veremos a seguir. PEÇAS PROFISSIONAIS 6.6. Modelos gerais de peça No processo penal. regra geral. 25 . a estrutura de qualquer peça sempre deverá obedecer a dois pré-definidos modelos. isto é.

. etc.. qualificação. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que.1. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 26 .. por seu advogado infra-assinado... pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS.. contudo. revisão criminal.. Autos nº_____.. 2) DO DIREITO.. Modelo geral de peça simples Este modelo de peça é utilizado para todos os requerimentos. Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto.. a descrição dos fatos.. Consiste em uma peça única.. na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. sem. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. do direito e o pedido.. alegações finais... visando o resultado pretendido.1. (local/ data).. processo em epígrafe... . habeas corpus. requer seja.. com endereçamento.. fazer cópia literal do problema)..... nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA.. respeitosamente perante Vossa Excelência.. Pede Deferimento. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação... requerer _____________________... Deve se ater ao que foi exposto na prova. já qualificado. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo. com fundamento no art. vem. Diante do exposto..6.

nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA.. Consiste em duas peças: uma de interposição (ou juntada) e outra de razões (ou contra-razões).. (local/ data). por seu advogado infra-assinado.1...2... vem... Requer seja recebido o presente e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de . Agravo etc. interpor RECURSO.. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. Modelo geral de peça composta Este modelo de peça é utilizado para a maioria dos recursos.. tais como RESE. do Código de Processo Penal. com fundamento no art........6. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL. já qualificado.. Termos em que. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 27 ... respeitosamente perante Vossa Excelência. Apelação..... Autos nº_____. processo em epígrafe. com as razões em anexo. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo. Pede Deferimento.

....... contudo... Diante do exposto... Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto... (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. COLENDA CÂMARA.... requer seja.. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL...........RAZÕES DE RECURSO RECORRENTE: .... impõe-se a reforma da respeitável sentença (ou decisão) pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 2) DO DIREITO.. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (nome e assinatura do advogado/nº OAB) 28 .. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado. visando o resultado pretendido........ da _____ Vara Criminal da Comarca ___________.... Deve se ater ao que foi exposto na prova...... RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ...... sem... 1) DOS FATOS.. fazer cópia literal do problema)... na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO...

algumas hipóteses nitidamente ilegais de flagrante: 1) flagrante preparado ou provocado (delito de ensaio): alguém induz o autor à prática do crime.343/06. II. pela formulação do problema.2. deve-se observar se ela foi realizada dentro dos limites legais. o prende em flagrante. CPP): ocorre quando alguém é encontrado logo depois da prática de uma infração penal. na hipótese. PEÇAS (ESPÉCIES) 6. com instrumentos. em situação que faça presumir ser ele o seu autor. 302. os agentes policiais deixam de prender os suspeitos no momento em que se deparam com a prática criminosa. 2) Flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. CPP): ocorre quando alguém é perseguido logo após a prática de uma infração penal.2. CPP): ocorre quando alguém é surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acaba de cometê-la. 301) os agentes e as autoridades policiais devem e qualquer pessoa do povo pode prender quem se encontre em estado de flagrância. Por essa razão. nos crimes praticados por organizações criminosas. ainda. Como a infração não foi praticada espontaneamente pelo agente. A doutrina aponta. é a prisão que tem lugar ainda no calor dos acontecimentos. caracterizando. PRISÃO EM FLAGRANTE É a prisão que ocorre durante a prática de uma infração penal ou momentos após. aguardando momento mais oportuno para fazê-lo. objetos ou papéis que façam presumir ser ele o seu autor. I. e. 302. da Lei nº 11. armas. Há dispositivo semelhante no art. justamente por ser imposta no momento da prática delitiva.034/95): ocorre quando. 53. 2º.6. crime impossível (Súmula 145 do STF). provas de um crime que sequer existe.1. 4) Flagrante retardado ou diferido (art. não pode existir crime. for possível identificar que a prisão ocorreu fora das hipóteses legais ou que há vício na elaboração do Auto de Prisão em Flagrante. do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. I e II. Hipóteses ilegais. 2) flagrante forjado: policiais ou terceiros criam. A prisão em flagrante é a única modalidade de prisão cautelar que dispensa a apresentação de mandado. 3) Flagrante ficto ou presumido (art. É a hipóteses clássica de flagrante. III. forjam. RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE O pedido de relaxamento da prisão em flagrante deverá ser formulado se. Segundo disposição do nosso Código de Processo Penal (art. IV. 302. Hipóteses legais: 1) Flagrante próprio ou real (art. viciando sua vontade. em seguida. 29 . da Lei nº 9. Analisemos as duas hipóteses.

CPP). ou seja. o que se faz através do respectivo auto. os dispositivos do interrogatório judicial. se o preso não tiver declinado possuir advogado. CF). 2) crimes habituais: em tese não se admite. No prazo de até 24 horas após a prisão. 2 testemunhas assinarão após a leitura. 30 . deverá ratificá-la no prazo de entrega da nota de culpa. cópia do auto será encaminhada ao juiz no prazo de 24 horas. Há. o nome do condutor e das testemunhas. através da análise do documento em questão. alertando-o de seu direito ao silêncio e observando-se. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Efetuada a prisão em flagrante. que indicará o motivo da prisão. no que couber. o agente encontra-se em situação de flagrância. 3) crimes de ação penal privada: neles. 6) Encerrada a lavratura. ela precisa ser formalizada. 3) Oitiva de pelo menos 2 testemunhas que tenham acompanhado o condutor e colheita de suas assinaturas. deverá ser entregue a nota de culpa ao preso (art. § 2º. posteriormente os autos de inquérito seguirão para a autoridade policial respectiva.Flagrante de acordo com o crime: 1) crimes permanentes: enquanto não cessar a permanência. doutrinadores que admitem tal hipótese. o ofendido. assim. Apresentado o preso à autoridade. Se o preso não souber. como por exemplo ocorre no crime de seqüestro (art. o que não se pode verificar num ato isolado. a verificação de sua legalidade será feita posteriormente pelo juiz. como dito. ela independe de mandado e. em 24 horas. A autoridade competente para a lavratura do auto é a da circunscrição onde foi efetuada a prisão. pois o crime só se caracteriza com a reiteração da conduta. devem assinar o auto 2 testemunhas que tenham presenciado a apresentação do preso à autoridade. No mesmo prazo deve ser enviada cópia à Defensoria Pública. comunicação da prisão à família do preso ou a quem ele indicar (art. oitiva da vítima. 5) Oitiva do preso. a elaboração do autos seguirá as seguintes etapas: 1) Antes da lavratura. Isso porque. LXIII. CP). desde que haja investigação anterior e provas da habitualidade. 5º. contudo. 2) Oitiva do condutor. colheita de sua assinatura e entrega do recibo de entrega de preso. Se ela foi realizada em local distinto daquele onde se consumou a infração. 148. a contar da prisão. não puder ou se recusar a assinar. em sua presença. Se não houver. se não for o autor da prisão. sob pena de relaxamento. 4) Se estiver presente. Nota de culpa. A falta de entrega no prazo estipulado pode trazer o relaxamento da prisão. documentada. 306.

31 . O Requerente foi detido dois dias depois do delito ter sido cometido. (nacionalidade). Também não foi perseguido em circunstâncias que fizessem presumir ser ele o autor da prática delitiva.MODELO DE PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara do Júri da Comarca _____________ Autos nº _______ “A”. A melhor solução. a prisão em flagrante imposta não atendeu às exigências legais. ao efetuar 10 disparos de arma de fogo contra “B”. em razão de algum objeto encontrado em seu poder – o que não é o caso – a prisão não foi efetuada logo depois da prática do crime. do Código Penal. (estado civil). 2) DO DIREITO. 3) DO PEDIDO. está afastado. Encontra-se detido na Cadeia Pública local desde a data de 20 de maio. 302 do Código de Processo Penal. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). da Constituição Federal. logo depois da prática do crime. O requisito temporal. no Auto de Prisão em Flagrante em epígrafe. em plena Universidade. pois teria infringido o art. Sabe-se que referida modalidade de prisão cautelar só pode ser imposta dias das hipóteses previstas no art. Pode-se verificar que. vem perante Vossa Excelência. é o relaxamento da prisão. requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE. LXV. muito menos foi encontrado. 121. inscrito no CPF sob nº______________. com objetos ou armas que o ligassem a tal prática. caput. Excelência. Com efeito. pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. Note-se que. no caso em tela. ainda que se pudesse presumir ser ele o autor do crime. Não há nexo nenhum entre o momento da prisão e a prática do delito. não há motivos para a manutenção da prisão do Requerente. portanto. (endereço). nem quando ele tinha acabado de ser cometido. O Requerente foi preso em flagrante. com fundamento no artigo 5º. o Requerente não foi preso durante a prática do delito. (profissão). quando assistia à aula de Direito Penal. portanto. portador do RG nº __________.

Diante do exposto. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. Pede Deferimento. requer o relaxamento da prisão imposta ao Requerente. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. (local/data) (advogado e nº da OAB) 32 .

b) verificar que não se encontram presentes os motivos autorizadores da prisão preventiva (art. 321 e seguintes. pedras preciosas. após oitiva do Ministério Público. como adiantado. só pode ser concedida pelo juiz.034/95). CPP). Pode o pedido ser formulado durante a fase de inquérito policial ou durante o curso da ação penal. por expressa disposição contida no art. A liberdade provisória sem fiança. Liberdade provisória com fiança (art. parágrafo único. ou seja. CPP). antes do trânsito em julgado. conforme o caso que se apresente.072/90. títulos da dívida pública) ou através de hipoteca (art. A fiança poderá ser feita através de depósito (dinheiro. a proibição de liberdade provisória aos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso proibido. É o instituto processual que garante ao acusado o direito de aguardar o curso do processo em liberdade. Não é admitida a liberdade provisória nos crimes de lavagem de dinheiro (Lei nº 9.464/07. Se a infração não se encaixar nas hipóteses 33 . Anote-se que a proibição que existia em relação aos crimes hediondos não mais persiste. Caso concedida.343/06) e assemelhados e nos ligados a organizações criminosas (Lei nº 9. 330. O Código de Processo Penal traz as hipóteses em que não deverá ser concedida fiança. caput). podendo-se cumular o pedido.613/98).. Aqui pouco importa se a infração é afiançável ou inafiançável.2. 325. 310.6. do CPP. No Exame de Ordem. CPP). LIBERDADE PROVISÓRIA (art. promovida pela Lei nº 11. no julgamento da Adin 3. 310. em razão da alteração da Lei nº 8. o juiz somente poderá conceder a liberdade provisória mediante fiança. foi afastada por decisão do Supremo Tribunal Federal. § 2º. trata da inafiançabilidade. Liberdade provisória sem fiança (art. o que importa é a verificação dos requisitos legais. sob pena de revogação. basicamente vamos trabalhar com duas modalidades de liberdade provisória – sem o arbitramento de fiança e com o arbitramento de fiança. Da mesma forma. o acusado ficará vinculado ao juízo através da assinatura de termo de comparecimento aos atos processuais. O juiz deve conceder a liberdade provisória independente do pagamento de fiança quando: a) verificar que o acusado agiu amparado por causa excludente de ilicitude (art. de tráfico de drogas (Lei nº 11. 323 e segs. Fiança é uma caução destinada a garantir o cumprimento das obrigações processuais pelo réu.112-1. 310.2. CPP). Seu mecanismo consiste em depositar determinada quantia como garantia da liberdade do acusado durante o processo. CPP). Quando se tratar de crime contra a economia popular ou de sonegação fiscal. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo.

cuja pena mínima seja superior a 2 anos. como se faz no pedido de relaxamento da prisão em flagrante. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. disciplinar. h) a quem estiver no período de prova de sursis ou livramento condicional. salvo de o novo processo for por crime culposo ou contravenção penal. trabalhase com o mérito subjetivo do preso e com as circunstâncias da infração para pleitear a soltura e não se ataca a legalidade da medida. administrativa ou militar. terrorismo. Não se concederá fiança: a) em crimes punidos com reclusão.relacionadas. ela é afiançável. tortura. c) nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade. 322). Lei 3688/41). 34 . em suma. se o réu já tiver sido condenado por outro crime doloso. i) quando presentes os motivos que autorizem a decretação da prisão preventiva. A autoridade policial pode conceder fiança nos casos de crimes apenado com detenção e prisão simples (art. hediondos. Assim. g) em caso de prisão civil. a maior parte dessas infrações são de menor potencial ofensivo. o que leva à aplicação dos institutos previstos na Lei nº 9. d) se houver prova de ser o réu vadio. no pedido de liberdade provisória deve-se procurar demonstrar que não estão presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva ou então que a fiança (que é direito subjetivo do indiciado ou réu) é admitida na hipótese.099/95. 59. por disposição constitucional. f) a quem tiver quebrado fiança ou desrespeitado obrigação no mesmo processo. Dec. e) nos crimes punidos com reclusão que provoquem clamor público ou que tenham sido cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. Observação: Note-se que. b) na contravenção penal de vadiagem (art. em princípio. com trânsito em julgado. São também inafiançáveis os crimes de racismo. lembrando que. tráfico ilícito de entorpecentes.

(profissão). por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). Assim. não há que se falar em garantia da ordem pública. o que justificaria a decretação da custódia pelo fundamento da garantia de aplicação da lei penal. do Código de Processo Penal. no último dia 20 de maio. residência fixa (doc. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. tem família constituída. ___). uma vez que o Requerente não denota periculosidade. (nacionalidade). ___). De fato. LXVI.MODELO DE LIBERDADE PROVISÓRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ________. 310. do Código de Processo Penal. da Constituição Federal e art. a liberdade provisória deve ser concedida. (endereço). Encontra-se ainda detido na Cadeia Pública local. O Requerente foi preso em flagrante delito. os requisitos autorizadores da prisão preventiva. inscrito no CPF sob nº______________. pois o Requerente é comerciante estabelecido há 10 anos no mesmo local (doc. não está presente o requisito da conveniência da instrução criminal. vem perante Vossa Excelência requerer LIBERDADE PROVISÓRIA SEM FIANÇA. 35 . pois é primário e ostenta bons antecedentes (doc. Como se pode verificar. (estado civil). Autos nº _______ “A”. pois não apresenta. não estando presentes os requisitos da custódia preventiva. consoante redação do art. ___). não apresentando qualquer indício de que possa se furtar à aplicação da lei. na Rua das Flores. Da mesma forma. parágrafo único. Não há fundado motivo para se acreditar que vá colocar em risco a ordem social através da prática de novos delitos. nesta cidade. no caso em tela. assim. 2) DO DIREITO. Muito menos razão existe para se acreditar que o Requerente apresente risco iminente de fuga. com fundamento no artigo 5º. não há que se dizer que o Indiciado solto possa oferecer qualquer obstáculo à produção da prova. como já dito. portador do RG nº __________. 310. não há que se falar em manutenção da prisão em flagrante. no Auto de Prisão em Flagrante em epígrafe. pois teria subtraído mediante grave ameaça a bolsa da transeunte “B”. parágrafo único. o perfil de pessoa perigosa. Excelência. não estão presentes.

é a soltura do Requerente.A melhor solução para o caso presente. após oitiva do digno representante do Ministério Público. requer. Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 36 . mediante assinatura do termo de comparecimento. mediante a assinatura do termo de comparecimento aos atos processuais. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. expedindo-se o alvará de soltura em seu favor. então. a concessão da liberdade provisória ao Requerente. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto.

37 .

De fato.6. em razão de suas condições pessoais. constando uma prisão preventiva ou temporária imposta abusivamente. Assim. conforme o caso. se a prisão em flagrante for ilegal. ou por ter sido imposta fora das hipóteses previstas em lei. sem fundamento ou sem observância dos critérios legais. deve referida prisão ser relaxada. deve ela ser revogada. não há que se falar em liberdade provisória. ou por conter o auto de prisão em flagrante algum vício de formalidade. ou seja. diante de uma prisão em flagrante legal. 38 .3. muito embora possa eventualmente se falar em relaxamento (no caso de excesso de prazo). que pode acontecer mediante o arbitramento de fiança ou não. mas o preso. É um benefício concedido ao indiciado/acusado. que em termos de modelo não foge nada ao que já foi estudado (relaxamento e liberdade provisória). tendo em vista o Exame de Ordem. caberá ao candidato redigir o pedido de revogação. Caso ela seja legal. Já se foi imposta uma prisão preventiva ou uma prisão temporária. se um problema for apresentado. não apresente risco ao processo nem à sociedade. a liberdade provisória é um instituto que permite ao réu responder aos termos do processo em liberdade. PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA. A prisão preventiva e a temporária são impostas por ordem do juiz e se elas foram decretadas sem que se atenda ao critério da necessidade. mas sim em sua revogação. Como visto. autoriza-se a concessão da liberdade provisória. cancelada.2.

respeitosamente perante Vossa Excelência. o que é inaceitável. Não há que se falar que seus antecedentes autorizam a medida. não dá indícios de que pode praticar crimes se em liberdade. A denúncia foi recebida por Vossa Excelência. continuaria a praticar crime. portanto. De fato. O Acusado foi denunciado por suposta infração ao art. inscrito no CPF sob nº______________. necessária a custódia cautelar. portador do RG nº __________. não há motivos para a decretação. tem residência fixa e trabalho honesto. 2) DO DIREITO. momento em que foi decretada a prisão preventiva do Acusado. O motivo autorizador da prisão preventiva para garantia da ordem pública está intimamente ligado à periculosidade do agente. pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. que está totalmente afastada no caso 39 . requerer a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. 316 do Código de Processo Penal. Note-se que o Acusado é tecnicamente primário. ao empregar o denominado “golpe do bilhete premiado” em via pública desta cidade. 171. (profissão).MODELO DE PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _____________ Autos nº ______. O mandado foi cumprido e o Réu encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória local. (endereço). pois assim se estaria violando o consagrado princípio constitucional da presunção de inocência. nada indicando que seja dado a práticas delitivas. do Código Penal. com fundamento no art. pois teria obtido vantagem ilícita em prejuízo alheio. processo em epígrafe. a prisão preventiva imposta ao Acusado deve ser revogada. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). uma vez que o Acusado. vem. (nacionalidade). (estado civil). “A”. por suas condições subjetivas. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. caput. Admitir a prisão por eventuais antecedentes é presumir a culpabilidade no caso presente e não a inocência. Excelência. sob o fundamento de que seus antecedentes apontam que se ele continuasse em liberdade.

expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. a prisão em nosso sistema processual é medida de exceção e só deve ser imposta em casos extremos. naqueles casos em que se denota que o Acusado não tem condições de conviver em sociedade. requer seja revogada a prisão imposta ao Acusado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 40 . pois colocará em risco a paz social. 3) DO PEDIDO. Como se sabe. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que.concreto. Diante do exposto. Pede Deferimento.

no sentido de ver o autor do fato processado. A vontade do ofendido importa apenas para autorizar o Ministério Público a analisar as condições da ação. art. O promotor ou procurador deverá analisar se estão presentes os requisitos para propor a ação. ou seja. desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia.099/95). 147. ascendente. possa proceder à ação. basta a inequívoca manifestação de vontade do ofendido. retratar-se? Sim.6. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. Ressalte-se que se o ofendido representar apenas um. é condição para que o Ministério Público possa intentar a ação penal.2. Ela é verdadeira autorização para que o órgão ministerial possa propor a ação penal. O art. 39 do CPP. São os destinatários da representação.4. ele não está obrigado a representar. Na hipótese de nomeação de curador. Quanto à forma. caput (este por força do art. 130. porém. nos termos do art. a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. d) de um curador especial. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. IV. caput. 107. o Ministério Público poderá denunciar todos eles. Uma vez oferecida a representação. 41 . Assim. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. 38. terá o ofendido decaído de seu direito. deve avaliar o interesse do assistido. no sentido de ser instaurada a ação penal. não poderá agir. caso contrário. é possível voltar atrás. Exemplos de crimes que exigem representação no Código Penal: art. A representação poderá ser dirigida ao juiz. Note-se que a representação oferecida pela vítima ou seu representante legal. ou seja. descendente ou irmãos (CADI). no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. b) do representante legal. ao representante do Ministério Público e à autoridade policial. indica que ela deve conter todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. No caso de ser pessoa jurídica a que deva oferecer representação. A natureza jurídica da representação é de condição de procedibilidade. em regra. 129. não vincula o Ministério Público a oferecer denúncia. REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal. conforme art. se o ofendido for morto ou declarado ausente. dos vários autores. CPP. não se exige nenhum rigor formal. como estampado no art. 39. O prazo para oferecimento da representação é de 6 meses. CP). 88 da Lei nº 9. esta deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gerentes. c) do cônjuge. Isso é o que se chama de eficácia objetiva da representação. o prazo para representação é decadencial: não oferecida no prazo. art.

Não é possível após esse momento. como visto anteriormente. 42 . de titularidade do Ministério Público. Nunca é demais lembrar que se trata de ação pública.25. CPP. pois a partir daí o Ministério Público já conta com a autorização de que necessitava e não pode dispor da ação.

MODELO DE REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia da ____ Delegacia de Polícia de _____________. (profissão). pois ameaçou o Requerente. assim agindo. foi proferida de forma serena pelo ofensor. vem. no último dia 20 de maio. (nacionalidade). Note-se que a ameaça revestiu-se de seriedade. que ria matá-lo com um tiro na cabeça na primeira oportunidade. Tendo em vista os fatos acima narrados. em alto e bom som. oferece esta para que possa ter curso o competente persecução penal. de causar-lhe mal injusto e grave. oferecer REPRESENTAÇÃO contra “B”. não havendo qualquer discussão no momento da conduta. disse ao Requerente. 2) DO DIREITO. portador do RG nº __________. com a instauração do devido Termo Circunstanciado e demais providências legais. pois não há dúvidas de que poderia efetivamente sofrer mal injusto e grave. de ameaça proferida por “B”. (estado civil). diante de seus familiares. sem pudores. respeitosamente perante Vossa Senhoria. “A”. 3) DO PEDIDO. por meio de palavras. inscrito no CPF sob nº______________. com fundamento no artigo 39 do Código de Processo Penal. Pede Deferimento. Ressalte-se ainda que o Requerente. (local/data) (advogado e nº da OAB) 43 . “B”. lavrando-se o competente Termo Circunstanciado e prosseguindo-se nos demais termos legais. Diante do exposto. (qualificação). por seu advogado infraassinado (procuração com poderes especiais em anexo). requer seja recebida a presente Representação. torna-se evidente que. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. de fato. (endereço). 147 do Código Penal. Termos em que. pois conhecia todos os passos do Requerente. Como tal infração exige a condição de procedibilidade da representação. sentiu-se atemorizado. O Requerente foi vítima. o ofensor praticou a conduta descrita no art.

deve-se indicar os dados que possibilitem sua identificação. de modo a possibilitar a perfeita identificação da acusação para que seja exercido o direito de defesa. erroneamente. QUEIXA-CRIME Queixa-crime ou simplesmente queixa é a petição inicial da ação penal privada. É necessário apontar qual a previsão legal para a conduta que é narrada na inicial. a palavra querelante). nos termos do art. A apresentação do rol de testemunhas aparece como requisito.2. deve-se rejeitar a peça. de modo que o julgador possa vislumbrar a possibilidade de ter existido crime. A descrição na peça inicial deve ser exata.5. a contar da data do conhecimento da autoria do delito. dependendo da modalidade de ação. modalidade de ação penal já estudada anteriormente. possibilitando o regular desenvolvimento do processo. Tratam-se aqui de dados físicos. pois não se pode imputar vagamente a prática de um crime a alguém de quem não se tem a mínima certeza de quem seja. bem como a possibilidade de ser o querelado seu autor. Como toda petição inicial a queixa-crime deve preencher os requisitos enumerados pela lei para que possa ser recebida. que permitam ao menos saber quem ele é. ou do término do prazo do Ministério Público.6. Requisitos (art. Assim. Deve-se narrar tudo o que se passou e na forma em que se passou. outros requisitos ainda são exigidos. c) Classificação jurídica do fato. 44 . Caso não seja possível colher o menor elemento identificador. O prazo para o oferecimento da queixa é de 6 meses. isto é. 44 do CPP. Deve o instrumento de mandato conter poderes especiais para promover a ação. CPP): a) Descrição do fato em todas as suas circunstâncias. 41. que traz. Se não for possível qualificar o querelado. sob pena de preclusão. mas é óbvio que ele só será exigido se houver testemunha a ser inquirida. d) Rol de testemunhas. Isso porque não se admite o recebimento da queixa de fato que não é considerado crime pela lei penal. Note-se que para a queixa. além de fazer menção ao fato criminoso e indicar o nome do querelado (há erro de redação no CPP. b) Qualificação ou identificação do querelado. no que diz respeito à procuração outorgada ao advogado. apontar sua completa individualização. muito embora não se saiba sua qualificação. ainda que não seja uma classificação imodificável. Havendo. o correspondente abstrato ao fato concreto deve ser trazido na peça inicial. este é o momento de arrolar.

inscrita no CPF sob nº_________. (qualificação). 45 . (profissão). (endereço). Tal fato. (nacionalidade). De acordo com os fatos apurados na peça investigatória. portadora do RG nº __________. que a chamou de “vaca”. De fato. 72 e seguintes da Lei nº 9. 2) DO DIREITO. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. (estado civil). requer seja recebida a presente queixa-crime. Na data de 20 de abril. a ofensa contra a honra. 140 do Código Penal. não podendo restar impune. que colheu todos os elementos necessários à propositura da ação penal e que segue em anexo. com fundamento no artigo 30 do Código de Processo Penal.. até final condenação do Querelado. Como dito anteriormente. 3) DO PEDIDO. a Querelante foi casada com o Querelado. não resta dúvida que o Querelado infringiu o art. oferece a presente queixa. 140 do Código Penal. tal crime se processa. por essa razão. a Querelante estava em uma festa quando foi ofendida pelo Querelado. Ref. a separação do casal. Diante do exposto. não dá o direito ao Querelado de ofender a Querelante. Note-se que o Querelado é ex-marido da Querelante e não aceita o término da relação conjugal. IP nº ______ “A”. Como se sabe. em regra. vem.099/95. foi praticada sem que a Querelante tivesse dado qualquer motivo para tal. até hoje. que não aceita. contudo. na pena do art. respeitosamente perante Vossa Excelência. cuja prova se encontra estampada nos depoimentos colhidos na fase de inquérito e que serão corroborados em juízo. Foi instaurado o competente Inquérito Policial. mediante ação penal de iniciativa privada e. oferecer QUEIXA-CRIME contra “B”. prosseguindo-se nos termos do art. A conduta praticada pelo Querelado é grave e trouxe conseqüências humilhantes à Querelante. por seu advogado infra-assinado (procuração com poderes especiais em anexo).MODELO DE QUEIXA-CRIME Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ______________.

Requer ainda sejam ouvidas as testemunhas constante do rol abaixo. Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

Rol de testemunhas: 1)_____________, (qualificação e endereço); 2)_____________, (qualificação e endereço); 3)_____________, (qualificação e endereço).

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6.2.6. RESPOSTA À ACUSAÇÃO (art. 396-A, CPP) Peça destinada ao oferecimento da primeira defesa por escrito do réu no processo. Nela, pode-se: a) discutir o mérito da imputação; b) argüir preliminares e opor exceções que verificar existirem; c) requerer as diligências que entender necessárias; e) juntar documentos e especificar provas que pretende produzir ; f) arrolar testemunhas. O prazo para apresentação é de 10 dias, a contar da citação do Acusado.

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MODELO DE RESPOSTA À ACUSAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca _________.

Autos nº _____

“A”, já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 396-A do Código de Processo Penal, apresentar sua RESPOSTA À ACUSAÇÃO, expondo e requerendo o seguinte: 1) DOS FATOS. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. 213 do Código Penal, pois teria submetido “B” à prática de conjunção carnal mediante grave ameaça. 2) DO DIREITO. A acusação dirigida ao Réu é infundada, devendo ele ser absolvido sumariamente, pois mais do que evidente pelos documentos já juntados aos autos que a relação sexual foi consentida. O Acusado e “B” mantêm longo relacionamento amoroso e a presente persecução só foi instaurada porque, após uma briga do casal, “B” resolveu dizer em sede de Boletim de Ocorrência, que havia sido estuprada pelo Acusado. Como se nota de suas próprias declarações em sede de inquérito, ela admitiu a farsa e afirmou que a relação dói mesmo consentida. Assim, não há que se falar em crime. (OBS: Nesta peça, a defesa já deve discutir matéria de mérito que possa levar à absolvição sumária, se houver, além de fazer eventuais requerimentos e arrolar as testemunhas que quer sejam ouvidas). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja o Acusado absolvido sumariamente, nos termos do art. 397, III, do Código de Processo Penal, por ser medida de JUSTIÇA! Caso assim não entenda Vossa Excelência, e o feito atinja a fase de instrução, requer sejam ouvidas as testemunhas constantes do rol abaixo. Termos em que, Pede Deferimento. 48

(local/data) (advogado e nº da OAB)

Rol de testemunhas: 1)_____________, (qualificação e endereço); 2)_____________, (qualificação e endereço); 3)_____________, (qualificação e endereço).

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§ 3º. Dessa forma. em forma de memoriais. se acolhidas. o denominado princípio da eventualidade. e a matéria de mérito propriamente dita. 50 . pois. no prazo de 5 dias (art. que permite às partes aduzirem toda a matéria que julgarem pertinente. do CPP). 403. tanto para a acusação.2.6. art. parágrafo único. aquelas cujo acolhimento impede a análise do mérito. que não pode indispor da ação penal. Aqui devem ser alegadas todas as matérias preliminares. isto é. conforme o caso. e. quanto para a defesa. 404. discutindo-se e analisando-se a prova produzida nos autos. havendo previsão de sua apresentação por escrito. sob a forma de pedidos subsidiários. MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) Momento para exposição da acusação e da defesa. Vigora ainda. Devem ser feitas em audiência. aquelas põem fim ao processo enquanto estas implicam na renovação dos atos processuais viciados. nesta peça. A apresentação das alegações finais é obrigatória. comumente se faz a argüição em preliminar de causas extintivas da punibilidade e de nulidades.7. tecendo as considerações devidas. em atendimento aos princípios do contraditório e da ampla defesa. propriamente ditas.

apenas restam presunções e conjecturas. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. Já as testemunhas arroladas pela defesa. nos exatos termos da denúncia. I. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. com fundamento no artigo 403. por seu advogado infra-assinado. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Acusado no local do delito. o Réu deve ser absolvido. Autos nº _____ “A”. Inaceitável. apoiados nas seguintes razões: 1) DOS FATOS. não se apurou nos autos a autoria do delito.MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. processo em epígrafe. do Código de Processo Penal. pois teria. nenhuma aponta com segurança para o acusado. vem. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. respeitosamente perante Vossa Excelência. 2) DO DIREITO. 51 . reconhecê-lo com segurança. foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. o que não se pode admitir no processo penal. § 3º. na companhia de seus familiares. mediante a simulação de estar armado. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. por seu turno. subtraído um automóvel em via pública. o ilustre representante do Ministério Público pugnou pela condenação do Réu. Excelência. 157. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. contudo. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. o Acusado negou veementemente a prática do delito. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Réu ocorreu em sua residência. De toda a prova colhida. apresentar seus MEMORIAIS. Quando interrogado. a única solução para o presente caso é a absolvição do Acusado. sem. do Código Penal. Por isso. De fato. portanto. Em suas alegações finais. § 2º. sem o mínimo de segurança. já qualificado.

por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. § 2º. requer seja absolvido o acusado. IV. subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de arma. Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência. do Código de Processo Penal.Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva. de acordo com o problema formulado: causas extintivas da punibilidade. com fundamento no art. pois não há previsão legal para o aumento pela simulação. Pede Deferimento. 157. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça. caso Vossa Excelência entenda deva condenar o acusado. Diante do exposto. 386. teremos violação ao princípio da legalidade. 3) DO PEDIDO. Se nesse sentido for admitida. já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. Com efeito. (local/data) (advogado e nº da OAB) 52 . subsidiariamente. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. no sentido técnico. nulidades e mérito propriamente dito). I. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. pois não foi efetivamente empregada uma arma. requer seja afastada a causa de aumento de pena descrita no Art.

como visto. A diferença em relação à previsão anterior é que aqui foi feito requerimento pela parte. no todo ou em parte. por exemplo (situação mais favorável a ele). j) da decisão que anular o processo da instrução criminal. g) da decisão que decretar a prescrição ou julgar. em primeira instância. extinta a punibilidade. quanto a essa decisão nos crimes de imprensa e nas infrações de menor potencial ofensivo. o assistente de acusação e o acusado. d) da decisão que pronunciar o réu. negar. salvo a de suspeição. Cuida a hipótese da lista anual que contém o nome dos jurados selecionados para trabalharem nas sessões do Júri.2.8. Esta decisão também se sujeita. ao reexame necessário. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO É o que se destina a possibilitar o reexame das matérias previstas no art. b) da decisão que concluir pela incompetência do juízo. por outro modo. Há exceções na legislação processual. é atacada por recurso em sentido estrito e não por apelação. Inclusive. no caso da exceção de suspeição não cabe o recurso porque ela é julgada pela segunda instância.6. 53 . Esta lista pode ser impugnada no prazo de 20 dias. arbitrar. A posição majoritária da doutrina aponta para a taxatividade do rol. f) da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido seu valor. estabelece referido artigo que caberá recurso em sentido estrito: a) da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa. dirigindo-se o recurso diretamente ao Presidente do Tribunal de Justiça. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. e) da decisão que conceder. Hipótese em que podem recorrer o Ministério Público. pode o acusado recorrer da impronúncia. Como visto anteriormente. De qualquer forma. cassar ou julgar inidônea a fiança. portanto. que declara extinta a punibilidade do acusado. apesar de opiniões em contrário. em que é desafiada por apelação. para a declaração de extinção da punibilidade. k) da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir. c) da decisão que julgar procedente exceção. enquanto no outro a decisão era de ofício. h) da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade. para sustentar que deva ser absolvido sumariamente. Refere-se à decisão proferida por juiz. conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante. apesar de ser definitiva. Trata-se da decisão que reconhece a incompetência de ofício e não através de exceção oferecida pelas partes. i) da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. 581 do Código de Processo Penal. A decisão.

XXI. XII. XXIII. 581 perderam a aplicação em razão de tratar de matéria de execução penal. XX. m) da decisão que ordenar a suspensão do processo. Lembre-se da hipótese que impugna lista geral de jurados. antes da remessa dos autos à Segunda Instância – o que se denomina juízo de retratação. 588. 54 .210/84 – Lei de Execução Penal. CPP). em virtude de questão prejudicial. O recurso em sentido estrito possibilita ao próprio juiz recorrido uma nova apreciação da questão. onde o prazo é de 20 dias e recurso endereçado ao Presidente do Tribunal de Justiça. que passou a ser disciplinada pela Lei nº 7. n) da decisão que julgar o incidente de falsidade. Trata-se do incidente de falsidade documental. As razões devem ser apresentadas em 2 dias (art. XXIV. XIX. Trata-se de juízo de admissibilidade do recurso de apelação. XVII. XXII. O prazo para sua interposição é de 5 dias.l) da decisão que denegar a apelação ou julgá-la deserta. São eles: incisos XI. As demais hipóteses contidas no art.

Termos em que. com fundamento no artigo 581. respeitosamente perante Vossa Excelência. Pede Deferimento. Requer seja recebido o presente recurso e. decisão. Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca Autos nº ______ “A”. interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. (local/data) (advogado e nº da OAB) 55 . já qualificado. do Código de Processo Penal. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. processo em epígrafe. por seu advogado infra-assinado. vem. com as razões em anexo.MODELO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Excelentíssimo Senhor ___________________. seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________. IV.

que na fase da pronúncia vigora o princípio “in dubio pro societate”. 3) DO PEDIDO. o que não acontece no caso em tela. 121. Observa-se. pela análise do que foi produzido nos presentes autos.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ______. Excelências. Como se sabe. indícios veementes de autoria e prova da materialidade do crime. pois teria efetuado disparos de arma de fogo que levaram “B” à morte. no mínimo. COLENDA CÂMARA. contrariando a decisão do Magistrado). O Recorrente foi denunciado e processado por suposta infração ao art. decisão pelas razões que passa a expor. em qualquer fase processual. caput. impõe-se a reforma da r. Não se argumente. sob o fundamento de que estão presentes no caso. 1) DOS FATOS. Restou pronunciado nos termos da denúncia. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. o Recorrente deve ser despronunciado. prova de “ouvir dizer” não é prova suficiente para submeter o Recorrente a julgamento perante o Tribunal Popular. se não existem ao menos indícios razoáveis de autoria. do Código Penal. como se sabe. razoáveis. Ora. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. Seria temeroso submeter o Recorrente a julgamento pelo Júri. 2) DO DIREITO. também. De fato. de acordo com o problema formulado. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. não há indícios de autoria a autorizar a pronúncia. da _____ Vara do Júri da Comarca ___________. 56 . Ainda que se exija apenas indícios de autoria. Seu nome só é mencionado porque as testemunhas “ouviram dizer” que seria ele o autor do delito. que nenhuma das pessoas ouvidas liga o Recorrente ao crime. a dúvida deve beneficiar o acusado. esses indícios devem ser.

com fundamento no art.Diante do exposto. do Código de Processo Penal. requer seja conhecido e provido o presente recurso. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 57 . para despronunciar o Recorrente. 409.

O julgamento é anulado e o réu submetido a outro. desde que declare na interposição do recurso. § 4º. A apelação por este fundamento só é cabível uma única vez. o cabimento da apelação não é completamente amplo. Realiza-se novo julgamento.6. pode-se apelar da decisão por inteiro ou de parte dela. na função de custos legis. para fundamento que melhor lhe aproveite. Comporta também a apelação. ou seja. pode ele apelar em favor do réu. quando não caiba recurso em sentido estrito. Na apelação. CPP. No caso da apelação supletiva. mas sim está ele restrito às hipóteses previstas no Código. terá o assistente de acusação os mesmo 5 dias para interpor a apelação. já que não se trata da decisão do conselho de sentença. não havendo. c) houver erro ou injustiça na aplicação da pena. não havendo necessidade de novo julgamento. ou seja. em razão da garantia de soberania dos veredictos. O limite do apelo é fixado na interposição do mesmo e não quando da apresentação das razões. mesmo que a sentença seja absolutória. III. portanto. Desta forma. poderá apelar se o Ministério Público não o fizer. a veiculação de matérias preliminares. Só se procede ao reexame de matéria já discutida em primeira instância. desde que seja visando alterar o fundamento da absolvição. O tribunal retifica a dosagem da pena. contudo. seja ação pública ou privada. b) a sentença do juiz presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. arrazoar o recurso interposto pelo Ministério Público. O tribunal reforma e retifica a sentença. pode ser ampla ou limitada. o Tribunal estará preso aos limites do apelo. Poderá o assistente. ditado pelo mero inconformismo do apelante. não se pode formular novo pedido. de acordo com a matéria que será discutida. pois se coloca ao lado do entendimento de que seu interesse é a condenação para a formação do título executivo judicial.099/95 o prazo é de 10 dias.9. Assim. até então inexistente nos autos. apenas. a posição não admite tal hipótese. Nos termos do art. pode apelar o réu. d) decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. se já estiver habilitado nos autos. Na Lei nº 9. 58 . O prazo para interposição da apelação é de 5 dias e para a apresentação das razões 8 dias.2. com razões já inclusas. e 15 dias se não estiver. faculta ao apelante apresentar as razões em Segunda Instância. 593. Em caso de sentença condenatória. O assistente de acusação tem legitimidade supletiva. Quanto à legitimidade. APELAÇÃO É o recurso interposto das sentenças definitivas de condenação ou absolvição e das sentenças definitivas ou com força de definitiva. No rito do júri. adotando-se o princípio tantum devolutum quantum apellatum. Quanto à possibilidade de apelar para aumentar a pena. O art. caberá apelação das decisões proferidas pelo Tribunal do Júri quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. novo julgamento. 600. O Ministério Público não pode apelar de sentença absolutória na ação penal privada.

I. respeitosamente perante Vossa Excelência. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. com fundamento no artigo 593. Termos em que. interpor APELAÇÃO. já qualificado. inconformado com a r. Requer seja recebido o presente recurso e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________. com as razões em anexo. do Código de Processo Penal. Autos nº ______ “A”. por seu advogado infra-assinado. sentença de fls.. (local/data) (advogado e nº da OAB) 59 . Pede Deferimento.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. vem. processo em epígrafe.

1) DOS FATOS. desde o seu início. 360. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida. desde o início. a nulidade do processo. 2) DO DIREITO. a citação. Restou condenado às penas de 5 anos e 4 meses de reclusão. I. e ao pagamento de 13 dias-multa. A nova redação do art. Antes que seja enfrentado o mérito da presente causa. o que traz como conseqüência a anulação do processo. muito embora estivesse preso. subtraído um automóvel em via pública. assim. atendendo à idéia de que a citação não é mero chamamento ao processo. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. notícia do local onde se encontra recolhido. Não tendo havido a citação. do Código Penal. impõe a necessidade do ato citatório ao réu preso. Desta forma. pois há nos autos. Por muito tempo nosso ordenamento aceitou que em relação ao réu preso.MODELO DE RAZÕES DE APELAÇÃO RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: “A” APELADA: Justiça Pública Processo nº ______. 157. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Preliminarmente. garantia constitucional dos acusado em geral. impõe-se a reforma da r. se faz necessária a análise de matéria preliminar. mediante a simulação de estar armado. § 2º. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. COLENDA CÂMARA. Não há justificativa para a inexistência do referido ato. qual seja. sentença pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 60 . da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. pois teria. no mínimo legal. Mérito. ocorreu nulidade absoluta. impossibilitou-se a ampla defesa. De fato. mas ato pelo qual o acusado deve tomar plena ciência da imputação. contudo. dispensando-se. em regime inicial semi-aberto. no mérito o Apelante deve ser absolvido. bastava a requisição para sua apresentação em juízo. pode-se observar que o Acusado não foi citado.

não se apurou nos autos a autoria do delito. requer seja conhecido e provido o presente recurso. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelante ocorreu em sua residência. no sentido técnico. pois não foi efetivamente empregada uma arma. Quando interrogado. portanto. com fundamento no art. III. caso Vossas Excelências entendam devam manter a condenação do Apelante. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. contudo. De toda a prova colhida. contrariando a decisão do Magistrado). Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 61 . na companhia de seus familiares. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. pois não há previsão legal para o aumento pela simulação. Com efeito. subsidiariamente. sem o mínimo de segurança. Se nesse sentido for admitida. já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. IV. 386. teremos violação ao princípio da legalidade. no mérito requer a absolvição do Apelante. Por isso. foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. o que não se pode admitir no processo penal.De fato. sem. Já as testemunhas arroladas pela defesa. do Código de Processo Penal. nenhuma aponta com segurança para o Apelante. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. I. Inaceitável. reconhecê-lo com segurança. o Apelante negou veementemente a prática do delito. 3) DO PEDIDO. do Código de Processo Penal. seja afastada a causa de aumento de pena prevista no art. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito. por seu turno. nos termos do art. Diante do exposto. 564. ou. apenas restam presunções e conjecturas. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. § 2º. a única solução para o presente caso é a reforma da r. subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de arma. Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva. e. para declarar a nulidade desde o início do processo. decisão com a conseqüente absolvição do Apelante. do Código de Penal. 157. de acordo com o problema formulado. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava.

(local/data) (advogado e nº da OAB) 62 . já qualificado. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. Pede Deferimento. por seu advogado infra-assinado. Autos nº ______ “A”.MODELO DE APRESENTAÇÃO DE CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca _________________. processo em epígrafe. apresentar suas CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. com fundamento no artigo 600 do Código de Processo Penal. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. Termos em que. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________. vem. Requer seja a presente juntada aos autos.

Já as testemunhas arroladas pela defesa. 1) DOS FATOS. sentença pelas razões que passa a expor. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. § 2º. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelado ocorreu em sua residência. agiu acertadamente o Magistrado ao proferir sentença absolutória. do Código Penal. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito. com fundamento no art. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. COLENDA CÂMARA. Não há motivos para a reforma da r. mediante a simulação de estar armado. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________.MODELO DE CONTRA-RAZOES DE APELAÇÃO CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: Justiça Pública APELADO: “A” Processo nº ______. decisão. De toda a prova colhida. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. Juiz. o ilustre representante do Ministério Público recorreu da r. 157. por seu turno. 2) DO DIREITO. sem. IV. pois teria. subtraído um automóvel em via pública. De fato. do Código de Processo Penal. Em que pese o inconformismo do ilustre representante do Ministério Público. não se apurou nos autos a autoria do delito. na companhia de seus familiares. foram unânimes ao afirmar que o Apelado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. Por isso. Inaceitável. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. portanto. o Apelado negou veementemente a prática do delito. apenas restam presunções e conjecturas. o que não se pode admitir no processo penal. sem o mínimo de segurança. nenhuma aponta com segurança para o Apelado. decisão. Quando interrogado. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. foi absolvido pelo MM. contudo. I. 386. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Inconformado. 63 . reconhecê-lo com segurança. impõe-se a manutenção da r. Ao final.

requer seja negado provimento ao recurso. IV. do Código de Processo Penal. com fundamento no art. Diante do exposto.(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. ressaltando o acerto da decisão do Magistrado e contrariando as razões do MP). para manter a absolvição do Apelado. 3) DO PEDIDO. 386. de acordo com o problema formulado. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 64 .

desfavorável ao acusado. ou. no julgamento de recurso em sentido estrito e apelação (e agravo em execução.6. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE São recursos exclusivos da defesa. sobre questão processual. Os infringentes versam sobre matéria de mérito e os de nulidade.10. Diferenciam-se os recursos apenas pela matéria neles veiculadas. 65 .2. O prazo para oposição é de 10 dias. cabíveis quando não for unânime a decisão de Segunda Instância . Assim. como o próprio nome diz. nulidades. para alguns). as razões do recurso estão adstritas a tecer argumentação sobre o voto vencido.prejudicial ao acusado -. Só pode ser objeto de discussão nos embargos a matéria divergente.

nos autos da Apelação em epígrafe. Requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento. já qualificado. com fundamento no artigo 609. respeitosamente perante Vossa Excelência. parágrafo único. Autos nº ______ “A”. Termos em que. opor EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE). do Código de Processo Penal. Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 66 .. com as razões em anexo. por seu advogado infra-assinado. acórdão de fls. vem.MODELO DE PETIÇÃO PARA OPOSIÇÃO DOS EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da Apelação nº ______. da _____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de _______. contra o v.

Assim. o voto vencido é quem deve prevalecer no novo julgamento a ser realizado perante essa Colenda Câmara. 213 do Código Penal. impõe-se a reforma do v. 1) DOS FATOS. ainda que a condenação seja mantida. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar a respeito do voto vencido. da ______ Câmara do Tribunal de Justiça do Estado _______. 3) DO PEDIDO. voto vencido. Como muito bem observado pelo ilustre Desembargador Revisor.MODELO DE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE) EMBARGANTE: “A” EMBARGADA: Justiça Pública Recurso nº __________. em regime inicial aberto. a pena deve ser reduzida. não se justifica o aumento realizado pelo MM. sustentando o voto vencido que a pena deveria ser reduzida ao patamar mínimo – 6 anos – uma vez que o Acusado é primário e ostenta bons antecedentes. Em que pese o notório saber jurídico do nobre Turma Julgadora. as demais circunstâncias judiciais lhe são favoráveis. nos termos do r. pelas razões que passa a expor. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) 67 . requer sejam conhecidos e acolhidos os embargos opostos. Além disso. Diante do exposto. Note-se que o Embargante é primário e não possui nenhuma anotação criminal. COLENDA CÂMARA. O Embargante foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão. Não há nos autos nenhum elemento que autorize o referido aumento de pena. acórdão. Recorreu e seu recurso foi improvido por maioria de votos. para reduzir a pena imposta ao Embargante. por infração ao art. a matéria que foi nele ventilada é o objeto de sustentação). o que ampara a solução encontrada pelo ilustre Desembargador vencido. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Juiz a quo. 2) DO DIREITO. Excelências.

(advogado e nº da OAB) 68 .

completar a decisão que contenha obscuridade.099/95. a fim de declarar. isto é. Já na Lei 9. 69 . o prazo para interposição é de 2 dias.6. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É o recurso endereçado ao próprio prolator da decisão. o prazo é de 5 dias. tendo como efeito a suspensão do prazo dos demais recursos. seja juiz ou tribunal.11. ambigüidade. esclarecer. contradição ou omissão. tendo como efeito a interrupção do prazo dos demais recursos. No Código de Processo Penal.2.

opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO à r. tese não apreciada pelo Magistrado. para que seja suprida a omissão na r. ou seja. requer sejam acolhidos os presentes embargos. por seu advogado infra-assinado. Se acolhido o pleito subsidiário. Em sua r. Juiz deixou de analisar tese relevante sustentada pela defesa. contudo. pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS. 3) DO PEDIDO. 213 do Código Penal. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. regra do crime continuado. De fato. 71 do Código Penal.MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ___________. qual seja. com fundamento no artigo 382 do Código de Processo Penal. pela não apreciação da tese ventilada nas alegações finais da defesa. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar de modo a apontar o defeito contido na decisão). decisão. a aplicação da regra do crime continuado. por duas vezes. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. fundamentadamente. a defesa. deixou ele de apreciar tese de extrema importância. sustentada pela defesa. sentença de fls.. processo em epígrafe. vem. 70 . Diante do exposto. o que foi acolhido pelo MM. o que demonstra o prejuízo ao Embargante. O Embargante foi processado e condenado à pena de 12 anos de reclusão. Não obstante o brilho do ilustre Magistrado. pleiteou. a imputação dirigida ao Embargante prevê a prática de duas condutas em concurso material. caso fosse o Embargante condenado. Porém. o MM. respeitosamente perante Vossa Excelência. a pena aplicada poderia ter sido bem menor.. Autos nº ______ “A”. já qualificado. que fosse reconhecida e aplicada a regra contido no art. sentença de fls. Juiz. 2) DO DIREITO. por infração ao art.

Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 71 .

6. com apresentação de razões em 2 dias. Também conta com o juízo de retratação por parte do magistrado.2. CARTA TESTEMUNHÁVEL Recurso cabível da decisão que não recebe ou nega seguimento ao recurso em sentido estrito (e. Deve ser requerida no prazo de 48 horas ao Escrivão Diretor do Cartório Judicial. do agravo em execução). 72 . para alguns.12.

requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Tribunal _______________. Caso o MM. Pede Deferimento. com fundamento no artigo 639 do Código de Processo Penal. processo em epígrafe. Juiz entenda deva manter a r. com as seguintes peças trasladadas: 1) ____________ 2) ____________ 3) ____________. interpor CARTA TESTEMUNHÁVEL.MODELO DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Ilustríssimo Senhor Escrivão Diretor do Cartório do ______ Ofício Criminal da Comarca ______________. respeitosamente perante Vossa Senhoria. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. vem. (local/data) (advogado e nº da OAB) 73 . Termos em que. por seu advogado infra-assinado. Autos nº ______ “A”. já qualificado. decisão.

2) DO DIREITO. 3) DO PEDIDO. COLENDA CÂMARA. 1) DOS FATOS. decisão pelas razões que passa a expor. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. (Descrição do fato narrado no problema). impõe-se a reforma da r. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. Diante do exposto. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 74 . (Nesta peça deve-se argumentar sobre o não recebimento ou não seguimento do recurso interposto). para que seja recebido/seja dado seguimento ao recurso interposto. requer seja conhecido e provido o presente recurso.MODELO DE RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL TESTEMUNHANTE: “A” TESTEMUNHADA: Justiça Pública Processo nº _____. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau.

Alguns entendem que tal recurso deve seguir o rito do agravo de instrumento. Adotamos para nosso modelo. que visa corrigir despachos que impliquem em inversão tumultuária do processo.2. 75 .6. CORREIÇÃO PARCIAL É um recurso de caráter administrativo-judiciário. Ocorre divergência na doutrina. a respeito do processamento da correição parcial. como dispõem as leis de organização judiciária de alguns Estados da Federação. aqui. só deve ser utilizado quando não há recurso específico para a hipótese. ou seja. recurso de cabimento semelhante. Tem cabimento subsidiário. a segunda posição. Outros entendem que deve a correição seguir o mesmo processamento do recurso em sentido estrito.13.

nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. com as razões em anexo. Pede Deferimento. caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. Autos nº ______ Tício. decisão. interpor CORREIÇÃO PARCIAL.MODELO DE CORREIÇÃO PARCIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca ___________. vem. com fundamento no artigo ____. Requer seja recebido o presente recurso e. seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal _______________. processo em epígrafe. já qualificado. da Lei nº __________. por seu advogado infra-assinado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 76 . respeitosamente perante de Vossa Excelência. Termos em que.

do Código de Processo Penal. 2) DO DIREITO. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. (Nesta peça deve-se apontar qual o erro do juiz que cause inversão tumultuária dos atos do processo). Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. (Descrição do fato narrado no problema). 3) DO PEDIDO. requer seja conhecido e provido o presente recurso. com fundamento no art. Diante do exposto. _____. 1) DOS FATOS. (conforme a tese ventilada no problema) por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 77 . decisão pelas razões que passa a expor. impõe-se a reforma da r. para __________. COLENDA CÂMARA.MODELO DE RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL CORRIGENTE: Tício CORRIGIDO: Juízo da _____ Vara Criminal da Comarca ___________.

2. se denegatória a decisão.6.14. assim disciplinado: No STJ. quando a decisão for denegatória. no caso de mandado de segurança. 78 . o recurso ordinário é cabível de: a) habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados e do Distrito Federal. b) mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados e do Distrito Federal. O prazo para interposição é de 5 dias no caso de habeas corpus e 15 dias. caberá o recurso ordinário de: a) habeas corpus e mandado de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. No STF. b) o crime político. quando denegatória a decisão. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Trata-se de recurso previsto na Constituição da República. ambos com as razões já inclusas.

Termos em que. “a”. da Constituição Federal e artigos 30 e seguintes da Lei nº 8. já qualificado. com fundamento no artigo 105. (local/data) (advogado e nº da OAB) 79 .MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUICIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. respeitosamente perante Vossa Excelência. com as razões em anexo.038/90. II. Pede Deferimento. interpor RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. vem. Autos nº _______ “A”. nos autos do Habeas Corpus em epígrafe. por seu advogado infra-assinado.

expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. requer seja conhecido e provido o presente recurso. 1) DOS FATOS. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o acórdão que denegou a ordem. Encontra-se preso desde o flagrante. Excelências. impõe-se a reforma do v. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. O processo encontra-se em fase de instrução e já conta com 2 anos de andamento. já que o momento processual é o da colheita de provas da acusação. impondo-se. De fato. não há justificativas para a demora no andamento do processo e muito menos para a manutenção do Recorrente na prisão. inadmissível que o Recorrente suporte no cárcere a morosidade do Poder Judiciário. apresentando argumentos que possibilitem sua reforma). através de sua 1ª Câmara Criminal. estamos longe de qualquer razoabilidade. por ser medida de JUSTIÇA! 80 . o processo penal deve ser encerrado em prazo razoável e. pelas razões que passa a expor. 2) DO DIREITO. exigindo de seus parentes. de imediato o relaxamento de sua prisão. pois teria privado de liberdade “B”. Como se sabe. caput. Diante do exposto. o presente recurso deve ser provido. aqui.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Habeas Corpus nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado __________. para relaxar a prisão imposta ao Recorrente. Assim. que indeferiu-a. o que motivou a impetração de ordem de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça. do Código Penal. pelo gritante excesso de prazo na formação da culpa. 159. 3) DO PEDIDO. quantia a título de resgate. COLENDA TURMA. Já se passaram 2 anos sem que a defesa tivesse concorrido para isso. O Recorrente foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. acórdão.

(local/data) (advogado e nº da OAB) 81 .

com as razões inclusas. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido. O prazo para interposição é de 15 dias. ficando aí sujeito ao exame de admissibilidade. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal.6. 82 . cabível das decisões que: a) contrariar dispositivo da Constituição da República. caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. destinado a discutir matéria de direito e jamais reexame da matéria fática. isto é. para que seja analisada como uma verdadeira condição de admissibilidade deste recurso. Além da verificação de seu cabimento. a repercussão geral deve vir alegada em sede de preliminar. Deve ele ser interposto perante o tribunal recorrido. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria Exige-se ainda. do interesse geral.2. para admissão do recurso extraordinário a demonstração de repercussão geral. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. Segundo manifestação recente do STF. deve o recorrente demonstrar que a matéria é relevante.15. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Recurso constitucional de competência exclusiva do STF.

respeitosamente perante Vossa Excelência. nos autos da Apelação em epígrafe. a. Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 83 . com as razões em anexo. por seu advogado infra-assinado. com fundamento no artigo 102. vem. já qualificado. III. interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO.MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. Autos nº ______ “A”. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Colendo Supremo Tribunal Federal.038/90. Termos em que. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8.

a ofensa à ampla defesa do acusado não diz respeito somente a ela. 171.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE: “A”. 1) DOS FATOS. o prequestionamento). uma vez que a ampla defesa do Recorrente no processo não foi observada. acórdão. pois. (OBS: Aqui. LV. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. requereu a oitiva de testemunhas de quem teve conhecimento durante a fase de instrução. o esgotamento das vias recursais. 2) DO CABIMENTO. caput. Durante o processo. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. Nessa esteira. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. por suposta infração ao art. O MM. (Pular aproximadamente 5 linhas) COLENDO TRIBUNAL. sob o argumento de que as provas seriam protelatórias apenas. deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. Em sede de apelação o pedido foi renovado e também afastado pelo Egrégio Tribunal de Justiça. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal ___________. 3) DO DIREITO. Com efeito. é evidente à ofensa ao art. 5º. 84 . o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. do Código Penal. Juiz indeferiu o pleito. da Carta Magna. a matéria foi devidamente prequestionada. mas é matéria de ordem pública. como se pode notar. tais como a ofensa à Constituição. pelas razões que passa a expor. Quanto ao cabimento. COLENDA TURMA. pois teria aplicado o denominado “golpe do bilhete premiado” em “B”. De fato. Houve esgotamento das vias recursais. O Recorrente foi processado e ao final condenado à pena de 1 ano de reclusão e 10 dias-multa. Preliminarmente Cumpre apontar que a presente questão é de repercussão geral. Sob o mesmo fundamento. uma vez que integrante dos direitos fundamentais da Constituição da República. impõe-se a reforma do v.

em razão da relevância do assunto ora tratado.O resultado de um processo onde não se observou a ampla defesa repercute em toda a coletividade. De fato. aguarda o conhecimento e julgamento do presente recurso. bem como o Tribunal a quo. Garantir a ampla defesa é permitir ao acusado que se utilize de todos os meios lícitos e legítimos para enfrentar a pretensão estatal. Mérito Excelências. o que espera seja declarada por essa Colenda Corte. o Magistrado. 4) DO PEDIDO. renovando-se os atos processuais. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 85 . Diante do exposto.ٹ‬LV. da Carta Constitucional. Ao impedir que o Recorrente produzisse novas provas. a Constituição Federal aponta como garantia individual o exercício da ampla defesa no processo. trazendo evidente cerceamento de defesa ao processo. há nulidade absoluta do processo. violaram o art. para anular o processo desde a decisão que indeferiu a produção de provas. Assim. 5‫ . Havendo ofensa à ampla defesa. o presente recurso deve ser provido. pois não é interesse dos membros da sociedade um processo ilegítimo. requer seja conhecido e provido o presente recurso.

A competência para julgamento é exclusiva do STJ e caberá da decisão proferida pelos Tribunais Estaduais ou Tribunais Regionais Federais quando: a) contrariar tratado ou lei federal. Além da verificação de seu cabimento. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria.2. RECURSO ESPECIAL O recurso especial. com as razões inclusas. é dirigido a discussão de matéria de direito. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido. ou negar-lhes vigência. O prazo para interposição é de 15 dias. não se admitindo reexame dos fatos. caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. O recurso especial deve ser interposto perante o tribunal recorrido e estará sujeito a rigoroso exame de admissibilidade. c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. também de previsão constitucional.6. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. 86 .16.

nos autos da Apelação em epígrafe. já qualificado. a.038/90. interpor RECURSO ESPECIAL. Autos nº _______ “A”. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8. Pede Deferimento.MODELO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. vem. Termos em que. III. (local/data) (advogado e nº da OAB) 87 . com as razões em anexo. por seu advogado infra-assinado. respeitosamente perante Vossa Excelência. com fundamento no artigo 105. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

3) DO DIREITO. majorando a pena base em razão da postura do Recorrente durante a instrução processual. exasperando sua pena sem razão para tanto. Na apelação interposta pelo Recorrente. uma vez que não foram observadas as circunstâncias judiciais para a fixação da pena-base. COLENDA TURMA. De fato. De fato. tais como a ofensa a Lei Federal. Excelências. a matéria foi devidamente prequestionada. é evidente à ofensa ao art. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. Nessa esteira. Juiz desconsiderou as circunstâncias judiciais do art. O Recorrente foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão. o Egrégio Tribunal de Justiça manteve o mesmo entendimento manifestado pelo julgado de Primeiro Grau. impõe-se a reforma do v. 214 do Código Penal. pelas razões que passa a expor. ao deixar de observar as exigências legais.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado _______. 68 do Código Penal. o MM. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. como se pode notar. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. Juiz trouxe enorme prejuízo ao Recorrente. pois. o esgotamento das vias recursais. O órgão julgador de Segunda Instância não fez por menos e ratificou tal decisão. o prequestionamento). pois confessara friamente a prática do delito. deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. por infração ao art. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. acórdão. 1) DOS FATOS. o presente recurso deve ser provido. (OBS: Aqui. 88 . Houve esgotamento das vias recursais. 59 do Código Penal. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. No cálculo da pena. Quanto ao cabimento. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. o MM. 2) DO CABIMENTO.

Diante do exposto.Resta então ao Recorrente. requer seja conhecido e provido o presente recurso. para sanar a patente ilegalidade. 3) DO PEDIDO. para reduzir a pena imposta ao Recorrente. utilizar a via recursal especial. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 89 .

156 a 162 do STF Deve ela ser dirigida ao presidente do tribunal que tem sua decisão não cumprida e. deve-se lembrar que ela não será admitida quando já tiver transitado em julgado o ato a que se imputa desrespeitar a decisão da instância superior. Não há prazo para sua apresentação. o tribunal cassará a decisão exorbitante de seu julgado ou determinará a medida adequada à preservação de sua competência. no caso das súmulas vinculantes. porém. 659 a 666 do TJSP . Tem ela a finalidade de manter a autoridade dos tribunais que proferiram a decisão ou das referidas súmulas vinculantes. que as prestará no prazo de 10 dias.6. 90 . RECLAMAÇÃO A Reclamação cabe quando as decisões ou súmulas vinculantes deixam de ser cumpridas pelas instâncias inferiores.arts.038/90 e também nos regimentos internos dos tribunais: .2. Se a reclamação não foi formulada pelo MP. nos termos da Súmula 734 do STF. Se necessário. o presidente ordenará a suspensão do processo ou do ato impugnado. ao presidente do STF. Sua previsão encontra-se nos artigos 13 e seguintes da Lei nº 8.arts.17. Julgando procedente a reclamação. ele será ouvido no prazo de 5 dias. Recebida pelo presidente. ele requisitará as informações da autoridade a quem se imputa a prática do ato impugnado. 187 a 192 do STJ .arts.

caput. sob o fundamento de que os autos correm em sigilo. Vila Velha. respeitosamente perante Vossa Excelência. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). portador do RG nº ____ e inscrito no CPF sob nº _____. O Reclamante está sendo investigado por suposta infração ao art. Do direito. pelos motivos a seguir expostos: 1. Juiz Reclamado pedido de vista do inquérito. casado. residente da Rua Hum. 123. fica assegurado ao investigado. para cassar a r. apresentar RECLAMAÇÃO. O defensor devidamente constituído pelo Reclamante teve negado pelo MM. Dos fatos. Do pedido. (local/data) (advogado/OAB) 91 . com fundamento nos artigos 13 e seguintes da Lei nº 8. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital-SP. Pede Deferimento. vem. 2. do CP. o Magistrado negou vigência à recém editada Súmula Vinculante nº 14. não devendo prevalecer a alegação de sigilo. 159. em São Paulo-SP. como medida de Justiça! Termos em que. devidamente transcrita e juntada aos referidos autos.038/90 e artigos 156 e seguintes do RISTF. por intermédio de seu defensor. através de referida súmula. tendo em vista referida interceptação. decisão do MM. 3. decisão impugnada. nos autos do Inquérito Policial nº ____.MODELO DE RECLAMAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal. requer que. No curso do inquérito policial. foi determinada a interceptação telefônica de linha telefônica pertencente ao Reclamante. Diante do exposto. De fato. contra r. comerciante. ter pleno acesso ao que já foi produzido em inquérito policial. “A”. após requisitadas as informações da autoridade reclamada e ouvido o ilustre representante do MP. desse Colenda Corte. seja julgada procedente a reclamação. Assim agindo. brasileiro.

sendo denominado impetrante.6. Qualquer pessoa poderá impetrar ordem de habeas corpus em seu favor ou em favor de outrem. não é o habeas corpus recurso. nos casos em que a lei autoriza. Não há prazo estabelecido para impetração de habeas corpus. g) quando estiver extinta a punibilidade. quem sofre a coação ilegal. ou até mesmo coator. a despeito de haver recebido tratamento de recurso pelo Código de Processo Penal. Aquele em favor de quem se impetra a ordem. É ação de impugnação. b) quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei. É posição majoritária a que admite possa figurar como coator um particular. Daí derivam duas espécies de habeas corpus: a) liberatório: destinado a fazer cessar constrangimento ilegal já existente. 92 . destinada a fazer cessar coação ou ameaça de coação a direito de locomoção da pessoa. podendo até mesmo ser analfabeto. Quem pratica o constrangimento ilegal é chamado de autoridade coatora.2. ou seja. e) quando não for alguém admitido a prestar fiança. 648): a) quando houver falta de justa causa (para a ação. O Código traz enumeração do que se entende por constrangimento ilegal (art. HABEAS CORPUS Da mesma forma que a revisão criminal. por ilegalidade ou abuso de poder (ou seja. constrangimento ilegal). que deve ser sempre pessoa física.18. f) quando o processo for manifestamente nulo. pisão ou inquérito policial). é denominado paciente. d) houver cessado o motivo que autorizou a coação. c) quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. b) preventivo: destinado a impedir que constrangimento ilegal se efetive.

Como a prisão é medida extrema. Como se sabe. Juiz proferiu o seguinte despacho. A presente ordem deve ser concedida. 2) DO DIREITO. IX. uma vez que o despacho que a decretou carece de fundamentação. que sofre constrangimento ilegal por parte do MM. (profissão). advogado. 315. como se vê. é mister que sua imposição se dê respeitando estritamente as determinações legais. (estado civil). encontrando-se recolhido desde então. 93. “recebo a denúncia. a bordo de uma aeronave. designo o interrogatório para o dia 15 e decreto a prisão preventiva do réu” O Paciente foi preso em razão da decisão referida. a prisão imposta ao Paciente é completamente ilegal. portador do RG nº __________. cidade de ______________. com fundamento no artigo 5º LXVIII. O Paciente foi denunciado como incurso no art. da Constituição Federal. Ao receber a denúncia o MM. respeitosamente perante Vossa Excelência. pois teria tirado a vida de “B” com emprego de faca. a motivação de decisões judiciais é preceito constitucional. além de constar também em nosso Diploma Processual. concernente à decretação da prisão preventiva.MODELO DE HABEAS CORPUS Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____ Região. (endereço). caput. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. não observou tais dispositivos. vem. do Código Penal. inscrito no CPF sob nº______________. 93 . 647 e seguintes do Código de Processo Penal. impetrar ordem de HABEAS CORPUS em favor de “A”. De fato. estampado no art. inscrito na OAB/SP sob o nº ________. Estado de ______________. ______________. no processo nº _____ . mais especificamente no art. 121. Juiz Federal da 1ª Vara Criminal da Seção Judiciária de __________ . com escritório na Rua _____________________. nº ___. exceção ao direito de liberdade. (nacionalidade). e art. O nobre Magistrado.

a melhor solução é a concessão da ordem para que o Paciente possa responder aos termos do processo em liberdade. requer que. 3) DO PEDIDO. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. para revogar a prisão imposta ao Paciente. Pede Deferimento. Diante do exposto. demonstrando sua ilegalidade e o conseqüente constrangimento a que está submetido o paciente). por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. seja concedida a presente ordem. ainda que provisoriamente. sem que a autoridade judiciária indique mais são os motivos e os fundamentos para a adoção da medida extrema. Portanto.Não se pode tolerar que alguém seja levado ao cárcere. (local/data) (advogado e nº da OAB) 94 . (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora. após requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público.

2. uma vez que boa parte dos atos ilegais são impugnados por habeas corpus. MANDADO DE SEGURANÇA É a ação destinada a proteger direito liquído e certo não amparado por habeas corpus e habeas data. 5º. LXXIX. O mandado de segurança tem cabimento bastante reduzido na esfera penal. 95 .19.6. impondo-se como prazo para impetração 120 dias a contar da ciência do ato praticado pela autoridade coatora.016/09. quando houver ilegalidade ou abuso de poder por autoridade pública ou particular no exercício de atribuições do Poder Público (art. Seu processamento segue o determinado pela Lei nº 12. CF).

016/09. em indeferimento do pedido. (estado civil). pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. (endereço). então. “B” foi denunciado e está sendo processado. tendo sido subtraído seu veículo.MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ____________. o Impetrante preenche todos os requisitos para figurar nos autos como assistente do Ministério Público. Após registro da ocorrência. sob o fundamento de que não é o momento processual adequado para tanto. (nacionalidade). então. conforme redação dos artigos 286 e 269 do Código de Processo Penal. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora. vem. sua habilitação nos autos. o que foi indeferido pelo MM. 2) DO DIREITO. “A”. De fato. inscrito no CPF sob nº______________. O processo encontra-se aguardando audiência para oitiva das testemunhas de acusação. identificando-se o autor do delito – “B”. com fundamento no artigo 5º. da Constituição Federal e Lei nº 12. O Impetrante foi vítima de roubo na data ______. (profissão). Não há que se falar. impetrar MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR. como assistente de acusação. respeitosamente perante Vossa Excelência. 3) DA MEDIDA LIMINAR. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo). não mais localizado. foi formalizado o competente inquérito policial. O Impetrante requereu. pois se trata de direito líquido e certo do Impetrante. 96 . demonstrando sua ilegalidade e a ofensa a direito líquido e certo do impetrante). Como se sabe. a segurança deve ser concedida. LXIX. Excelências. contra ato do meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca ____________. no processo nº _______. Juiz. portador do RG nº __________. basta que o ofendido faça prova de sua identidade e que o processo ainda não tenha transitado em julgado para que seja admitido como assistente.

no presente caso.Estão presentes. o Impetrante como assistente de acusação nos autos. Com efeito. assim. os dois requisitos que autorizam a concessão liminar da segurança. onde poderá colaborar sobremaneira com o Ministério Público. Após. pois o direito líquido e certo invocado e patente. requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público. bem como sua violação. Pede Deferimento. a verossimilhança do alegado. haverá prejuízo para o Impetrante. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. 4) DO PEDIDO. requer seja concedida definitivamente a segurança. há fumus boni iuris. pois estará impedido de acompanhar a fase probatória do processo. (OBS: Neste item deve ser demonstrada a presença dos dois requisitos que autorizam a concessão de medida liminar: fumus boni iuris e periculum in mora). Diante do exposto. requer seja concedida a medida liminar para habilitar. para o mesmo fim. Quanto ao periculum in mora. demonstrando. (local/data) (advogado e nº da OAB) 97 . de plano. se a medida liminar não for concedida.

reduzir sua pena ou declarar a nulidade do processo. só pode ser proposta para rescindir sentença condenatória. Acolhido o pedido revisional. Muito embora esteja elencada no Código de Processo Penal entre os recursos. REVISÃO CRIMINAL Ação penal de caráter rescisório. como dito. c) quando surgirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que autorize a redução da pena. dirigida contra sentença condenatória transitada em julgado. A revisão criminal.2. 98 . Se for ele falecido. que não há prazo para propositura da revisão criminal.20. b) sentença fundada em provas falsas.6. Têm legitimidade para figurar no pólo ativo o próprio sentenciado ou procurador habilitado. ascendente. nunca contra sentença absolutória. não é ela admitida pro societate. o Tribunal poderá absolver o sentenciado. podendo ocorrer o ingresso até mesmo após a morte do sentenciado. vigora o entendimento de que se trata realmente de ação. então. descendente ou irmão (CADI). poderão ingressar o cônjuge. Nota-se. ou seja. É admitida nas seguintes hipóteses: a) sentença contra texto expresso de lei ou contra a evidência dos autos.

(nacionalidade). inscrito no CPF sob nº______________. conforme documento descoberto posteriormente à sua condenação e ora anexado para apreciação dessa Colenda Câmara. portador do Rg nº __________. o Peticionário foi condenado injustamente. Mesmo já tendo havido trânsito em julgado. respeitosamente perante Vossa Excelência. o presente pedido deve ser deferido. Ora. 3) DO PEDIDO. Nele. ___). (estado civil). do Código de Processo Penal. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo).MODELO DE REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de __________. onde admite que não foi forçada em nenhum momento e que a relação sexual foi consentida. descobriu-se documento onde a suposta vítima admitia que não houve constrangimento e sim uma relação sexual consentida. para que o Peticionário possa resgatar sua condição de inocente. sentença. 213 do Código Penal. 2) DO DIREITO. III. sentença já transitada em julgado. conforme certidão em anexo (doc. A acusação de estupro se deu em razão de vingança contra o Peticionário. da qual nunca deveria ter sido privado. vem. promover pedido de REVISÃO CRIMINAL com fundamento no artigo 621. (endereço). por infração ao art. encontra-se relato de “B”. como nulidades e mérito propriamente dito. tal situação não pode prevalecer. (profissão). da ____ Vara Criminal da Comarca __________. O Peticionário foi denunciado. Após o trânsito em julgado da r. inconformado com a r. 99 . pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. processado e ao final condenado à pena de 6 anos de reclusão. Impõe-se a imediata revisão do processo e da condenação. de acordo com o problema formulado. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. busca-se contrariar a sentença ou o acórdão). Excelências. proferida no processo nº _____. pois teria constrangido “B” à conjunção carnal. De fato. “A”.

para absolver o Peticionário. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. com fundamento no art. 626 do Código de Processo Penal.Diante do exposto. Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 100 . requer seja conhecido e julgado procedente o presente pedido revisional.

cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. c) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto.mais de ½ da pena se for reincidente em crime doloso.2. d) para o condenado por crime doloso. 101 . que conterá cópia integral da sentença. b) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído. desde que não seja reincidente específico. constatação de condições pessoais que façam presumir que não voltará a delinqüir. .mais de 1/3 da pena. Para a concessão do livramento.mais de 2/3 da pena se a condenação for por crime hediondo. 2) Subjetivos: a) comportamento satisfatório do sentenciado durante a execução da pena.6. Os pressupostos para concessão são: 1) Objetivos: a) condenação a pena privativa de liberdade não superior a dois anos. Se deferido o pedido. salvo impossibilidade de fazê-lo. atendidos os pressupostos e condicionada a determinadas exigências durante o restante da pena que deveria cumprir preso. . devem ser ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário. da liberdade antecipada ao condenado. LIVRAMENTO CONDICIONAL É a concessão.21. o juiz especificará as condições a que o liberado ficará sujeito e determinará a expedição da carta de livramento. pelo Poder Judiciário. se não for reincidente em crime doloso. b) ter o sentenciado cumprido: . e) reparação do dano.

MODELO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________.

Autos nº _______

“A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, requerer LIVRAMENTO CONDICIONAL, com fundamento no artigo 131 da Lei nº 7.210/84 e art. 83 do Código Penal, pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Requerente foi processado e condenado à pena de 6 anos de reclusão, por infração ao art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06. Encontra-se preso há 4 anos e 2 meses. 2) DO DIREITO. O Requerente está recluso há 4 anos e 2 meses, ou seja, já ultrapassou o período exigido pela Lei para a concessão do livramento, ou seja, 2/3 de sua pena. É primário, possuidor de bons antecedentes, como atestam as certidões em anexo (doc. ____). Além disso, aprendeu ofício enquanto encarcerado, com excelente aproveitamento (doc. ____), o que lhe possibilita exercer trabalho honesto estando em liberdade. Inclusive, já conta com proposta para tal (doc. _____). Portanto, estão presentes os pressupostos subjetivos e objetivos contidos no art. 83 do Código Penal, fazendo jus, então, o Sentenciado, à concessão da medida. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após parecer do Conselho Penitenciário e manifestação do ilustre representante do Ministério Público, seja concedido o livramento condicional ao Requerente, por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

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6.2.22. AGRAVO EM EXECUÇÃO É o recurso cabível de todas as decisões proferidas pelo Juízo das Execuções Criminais, conforme dispõe o art. 197 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal), tais como: unificação de penas, progressão de regime, saída temporária, livramento condicional, entre outras. Pode ser utilizado tanto pela defesa como pelo Ministério Público. Por falta de previsão legal, segue o mesmo procedimento do RESE, incluindo o prazo de 5 dias para interposição e 2 dias para apresentação de razões, admitindo-se, também, o juízo de retratação.

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MODELO DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________.

Autos nº _______

“A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO, com fundamento no artigo 197 da Lei nº 7.210/84. Requer seja recebido o presente recurso e, caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. decisão, seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________, com as razões em anexo. Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

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MODELO DE RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO

RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO AGRAVANTE: “A” AGRAVADA: Justiça Pública Processo nº ______, da _____ Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________.

(Pular aproximadamente 5 linhas)

EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. decisão de fls., pelas razões que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Agravante foi processado e condenado por infração ao art. 213 do Código Penal, à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Recorreu e seu recurso foi improvido. Encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado há 3 anos, com bom comportamento. Requereu progressão para o regime semi-aberto, o que foi indeferido pelo Magistrado, sob o fundamento de que o crime pelo qual foi condenado é de extrema gravidade.

2) DO DIREITO. Excelências, o recurso deve ser provido. De fato, a r. decisão de fls. carece de fundamento legal, pois negou o direito do Agravante de progredir de regime prisional, sob o argumento de que o crime praticado é de extrema gravidade. Ora, os dispositivos legais que disciplinam a progressão de regime – art. 122, da Lei nº 7.209/84 e art. 2º, § 2º, – estabelecem apenas dois requisitos para a concessão do benefício: bom comportamento e cumprimento de mais de 2/5 da pena. No caso presente, o Agravante tem seu bom comportamento demonstrado no atestado emitido pelo diretor do estabelecimento prisional (fls. ). Quanto ao lapso temporal, cumpre pena há 3 anos, o que supera a fração de 2/5 exigida pela Lei. Portanto, não há motivos para o indeferimento do pleito. A Lei não impõe como restrição a gravidade do delito; pautar-se por ela, com todo o respeito, é inovação legislativa, tarefa que não cabe ao Poder Judiciário.

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Diante do exposto. requer seja conhecido e provido o presente recurso. para conceder a progressão de regime prisional para o semi-aberto ao Agravante.(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. contrariando a decisão do Magistrado). 3) DO PEDIDO. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 106 . de acordo com o problema formulado.

realizado em 3 de novembro. e. Contrária à prática. apresentou a sua carteira de trabalho e declarou possuir residência fixa. onde permaneceu por 1 semana até que. pertinente à defesa de Thiago. em seu interrogatório extrajudicial. invadem o local e prendem em flagrante José e o médico 107 . ainda. e considerando que Thiago está sob custódia decorrente de prisão em flagrante. Imediatamente. aguardou-a defronte sua casa e desferiu 6 disparos de arma de fogo. indiciada por tráfico de drogas. após ouvir os fatos. por suposta prática do crime de tráfico de drogas. os policiais. porquanto se tratava de crime permanente. Em contato com uma clínica. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. QUESTÃO: como advogado de Peter. decide fazer com que a filha pratique o aborto. PROBLEMA 3 (OAB UNIFICADO–2006.º 167. causando sua morte. comandados pelo delegado. pelo crime de homicídio. fizeram-se as comunicações de praxe.ADAPTADO) Maria José. que lhe causaram a morte. PROBLEMA 2 Peter Perfeito era apaixonado por Penélope Charmosa e não era correspondido. José marca a realização do aborto para dali a dois dias. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível visando a libertação de Romualdo. lavrou-se o auto de prisão em flagrante. Considerando tratar-se de um ladrão. policiais foram ao local em que Thiago trabalhava e o prenderam. RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE PROBLEMA 1 Na data de ontem. solteiro. Manuela comparece ao Distrito Policial do bairro onde se localiza a clínica e relata à autoridade de plantão tudo o que irá ocorrer no dia seguinte. redija a peça processual. prendendo-o em flagrante. que sempre trabalhou em toda a sua vida. sendo dada a Thiago a nota de culpa.7. haveria flagrante impróprio. seu ex-namorado. cientes da assertiva de Maria José. apontou. O Delegado Plantonista. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 José. residente na rua Machado de Assis. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. ou quase-flagrante. Disse. por volta das 22 horas. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima onde comunicou o ocorrido. Ao sair do interior de sua residência. n. PROBLEMAS – PEÇA PROFISSIONAL. Transtornado. Thiago afirmou que nunca teve qualquer envolvimento com drogas e muito menos passagem pela polícia.3 . Quando Manuela se encontrava na clínica. Certo dia. policiais surpreenderam-no. No dia 4 de novembro. como a pessoa que lhe fornecia entorpecentes. Com base na situação hipotética descrita acima. que não pôde identificar devido à escuridão. Mesmo assim. não foi encontrado com Thiago qualquer objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de entorpecentes. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência quando ouviu um barulho no quintal. Munido de um revólver. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. Thiago. Apresentado à autoridade competente. em seguida. adote a medida cabível. no Rio de Janeiro–RJ. bancário. através de denúncia anônima. na hipótese. não mais suportando a dor da rejeição. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. Peter refugiou-se na casa de um amigo. Nessa oportunidade. iniciada a manobra abortiva. brasileiro. privativa de advogado. mas a autoridade policial entendeu que. sabendo que sua filha Manuela está grávida de dois meses e que seu namorado é casado.

Geiza apresentou ao advogado os seguintes documentos: CPF e RG de Daniel.º 27. Mariano. preso no 1º DP. Por fim. PROBLEMA 3 (OAB/MG 2005 . Aduziu que a empresa do marido. com o fim de determinar alta de preços. com observância de todas as formalidades legais. Bairro Pampulha. Alegou. PROBLEMA 2 (OAB/SP 135) Daniel. São Paulo – SP. Além disso.. solteiro. Júlia. As testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça da parte do indiciado. Intimado a comparecer à delegacia. é administrador da empresa Euro-Dolar S/A. Ressaltou que Daniel sempre fora pessoa honesta e voltada para o trabalho. certidão de nascimento da filha do casal. Antônio é primário. economista. REVOGAÇÃO DE PRISÃO PROBLEMA (OAB/SP 137) Foi instaurado contra Mariano. sem qualquer incidência. procurou um advogado e lhe informou que Daniel era primário e possuía residência fixa. n. de bons antecedentes. conhecido empresário de São Paulo – SP.521/1951: “destruir ou inutilizar. nascido em 23/1/1960. inquérito policial a fim de apurar a prática do delito de fabricação de moeda falsa. A acusação é de tentativa de aborto. casado. foi autuado em flagrante como incurso nas sanções do art. formule. Em face dessa situação hipotética e considerando que as cédulas falsificadas eram quase idênticas às cédulas autênticas e. matériasprimas ou produtos necessários ao consumo do povo”. que necessitava urgentemente do retorno do pai às atividades laborais para manter-lhe o sustento.º 12.Alfredo. que não as havia colocado em circulação. brasileiro.º da Lei n. nº 847. O delegado relatou o inquérito e requisitou a decretação da prisão preventiva de Mariano. inclusive. porém. na condição de advogado(a) contratado(a) por Daniel. comprovante de residência. brasileiro. ainda. tendo inclusive acompanhado a autuação na delegacia competente. casado. elabore a petição visando obter a liberdade de seu constituinte. no sentido de ser libertado da forma mais rápida. fundamentando o pedido na garantia da instrução criminal. indicando o local onde falsificava as moedas. residente e domiciliado na rua Xangai.492/86. comerciante. intencionalmente e sem autorização legal. Manuela. a fim de garantir a instrução criminal. Ambos são primários e não registram nenhum antecedente criminal. juntamente com seu namorado. pai de 2 filhos menores. em proveito próprio ou de terceiro. instituição financeira sediada em Belo Horizonte. elaborar a medida cabível que melhor atenda a seus interesses. Feijão Paulistano S. cartão da gestante expedido pela Secretaria de Saúde de SP.ADAPTADO) Antônio Sérgio. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. n. nota de culpa e folha de antecedentes penais do indiciado. brasileiro. com o devido e completo encaminhamento e os dispositivos legais aplicáveis à espécie. Belo Horizonte. informou que estava grávida e não trabalhava fora. Geiza narrou que Daniel era pai de uma criança de tenra idade. Considerando que você foi constituído (a). Geiza. já atuava no mercado havia mais de 8 anos. casado. O juiz competente para julgamento do feito decretou a custódia cautelar do réu. O respectivo auto de prisão está corretamente lavrado. esposa de Daniel. Itaim. foi preso em flagrante pela suposta prática do delito tipificado no artigo 3. residente na rua das Acácias. em Prado – CE.º 1. bairro Paulista. 4º da Lei nº 7. Minas Gerais.A. auto de prisão em flagrante. Diante desse fato. confessou o crime. Júlia. QUESTÃO: Na condição de advogado (a) do médico Alfredo. que Mariano é residente na cidade de São Paulo há mais 108 . Considerando a situação hipotética descrita. acusa José e o médico Alfredo da intenção de praticarem o crime. Foi oferecida denúncia contra o acusado pelo crime de fabricação de moeda falsa. residente na rua Monsenhor Andrade. no auto de prisão em flagrante. acompanhado de advogado.

234-A. os depoimentos prestados na fase do inquérito e a folha de antecedentes penais do acusado. sabiam do namoro e que todas as relações que manteve com a vítima eram consentidas. o denunciado constrangeu-a a manter com ele conjunção carnal. pela televisão. então. de 22 anos de idade. foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art. Promotor de Vendas. privativa de advogado. Alfredo. III. ambos do Código Penal. “impotente” e “mau-caráter”. passou a esbravejar que Fernando era “chifrudo”.de 20 anos. por crime praticado contra Geisa. em dia não determinado. caput. residente na Rua Haiti. Procurado por Fernando para tomar as medidas judiciais cabíveis. PROBLEMA 2 (OAB/MG 2008) Fernando Gregório. a peça processual.c. ainda.3 – ADAPTADO) Alessandro. aproveitando-se do fato de estar a sós com Geisa. para assistir. Romilda. Disse. fato que ocasionou a gravidez da vítima. na qualidade de advogado(a) constituído(a) pelo acusado. c. não crie fatos novos. especialmente por César Silva e Natália de Alencar. elabore a petição para instauração da ação penal. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. atestada em laudo de exame de corpo de delito. redija. ambos residentes em Belo Horizonte. explore as teses defensivas e date o documento no último dia do prazo para protocolo. a um jogo de futebol. Disse. peça privativa de advogado e diversa de habeas corpus. Em face da situação hipotética apresentada. agido por conta própria. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 (OAB/SP 117 . a conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: "Há 2 meses. quando chegou Alfredo Mota. Auxiliar de Enfermagem. atual namorada de Fernando. de 20 anos de idade. não tem antecedentes criminais e possui ocupação lícita. redija. sem qualquer manifestação. Alessandro informou que não havia qualquer prova da relação não consentida. Tais ofensas foram ouvidas por todos que se achavam naquele recinto. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. havia somente a peça inicial acusatória. segundo o réu. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. que não admitia ter sido trocado por outro. Em seu texto. O juiz da 2. pertinente à defesa de seu cliente. que nem a vítima nem a família dela quiseram dar ensejo à ação penal.ADAPTADO) No dia 1o de julho. Certo é que. para tentar reverter a decisão judicial. Geralda. 213. Naquela ocasião. que já a namorava havia algum tempo. e sua mãe. a ajuda de um profissional e outorgou-lhe procuração ad juditia com a finalidade específica de ver-se defendido na ação penal em apreço. inclua a fundamentação legal e jurídica. estava bebendo com amigos no bar Cruzeiro. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. Alessandro dirigiu-se à residência de Geisa. Na peça acusatória. nº 42 em Belo Horizonte/MG." Nos autos. valendo-se de grave ameaça para constranger a vítima a com ele manter conjunção carnal. exercida com uma faca. em favor do réu. ora vítima. no bairro PTB em Betim. que se utilizou de violência e grave ameaça.ª Vara Criminal do Estado XX recebeu a denúncia e determinou a citação do réu para se defender no prazo legal. o denunciando aproveitou-se do fato de Geisa estar só em casa para atingir seus propósitos libidinosos. por volta das 12 horas. tendo sido a citação efetivada no dia último dia 18. RESPOSTA À ACUSAÇÃO PROBLEMA (OAB UNIFICADO 2008. tendo o promotor. ex-noivo de Acácia. 109 . no mesmo dia. que sua avó materna. Por fim. Alessandro procurou. a seu advogado que não constrangeu a vítima. art. que moram com ele. atue em prol da constituinte.

Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. não atingindo a vítima. Agostinho. postulando a pronúncia de "A". em fase oportuna. QUESTÃO: Como advogado de "A" elabore a peça processual pertinente. uma semana antes dos fatos o acusado. conforme já esperava. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado.c. c. o Ministério Público postulou a procedência da ação e condenação de "A" como incurso nas penas do artigo 304. Seu filho. planejando matar Antônio. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva. Responde o processo em liberdade. 110 . parágrafo 2o. sendo certo que a instrução já foi concluída e. especialmente pelos maus antecedentes. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput. era inócua. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. efetuaram diligência na residência de "A". em face de ter sido a arma desmuniciada anteriormente. QUESTÃO:. inciso III. guardando-a eficazmente municiada. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público. com a foto de "A". sacando da arma. "A" sempre negou a prática delituosa. combinado com o artigo 14. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116) João da Silva foi preso em flagrante delito. elabore a peça profissional pertinente. a confissão do acusado e as declarações da vítima e do filho do acusado. do Código Penal. 1a.. Segundo o apurado na instrução criminal. desenvolva a medida judicial pertinente. "A" foi denunciado por uso de documento falso. porque teria tentado matar "B". sempre alegou que fora comprar remédio. Estava em gozo de livramento condicional. Permanece preso. encontrando em determinado armário apenas uma cédula de identidade falsa. mediante aplicação de injeção venenosa. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida. Por ser primário. em alegações finais. a quem confidenciara seu plano. em razão de denúncia sobre tráfico de entorpecentes. fazendo uso de uma arma de fogo. o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto. pediu emprestada a um colega de trabalho uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente.Como advogado de "A". O laudo do Instituto Médico Legal é taxativo. Encerrada a instrução probatória. pratique o ato processual adequado ao rito processual. ou seja. sustentando que a prova é suficiente para tanto. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. A ação penal tem curso perante a 12a Vara Criminal da Capital. Em razão desse fato. II do Código Penal. sem que o acusado percebesse retirou todas as balas do tambor do revólver. requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia. João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e. PROBLEMA 2 (OAB/SP 109) Policiais Militares. por volta das 10:00 horas. acionou o gatilho diversas vezes. que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. O Ministério Público apresentou alegações finais. pois no dia 10 de janeiro do corrente ano. porque teria agido com “animus necandi”. ambos do Código Penal. parte. tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. nos termos da denúncia. o artigo 14. inciso II.MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) PROBLEMA 1 (OAB/SP 106) "A" está sendo processado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121. No dia seguinte. concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva.

e Vilma verificou que faltavam R$ 50. não intimado para o ato. Os dois policiais afirmaram que ouviram a vítima gritando que havia sido roubada. houve. Na fase prevista no artigo 402 CPP. voltou à festa. I e IV. A denúncia foi recebida em 14/1/2008. PROBLEMA 6 (OAB/SP 134 . foram ouvidos o segurança e os dois policiais que realizaram a condução. As testemunhas de defesa nada disseram sobre o fato. a vítima e dois policiais militares. QUESTÃO: Como Advogado.00. sem a presença de defensor. alegando que a materialidade estava provada e que a confissão do acusado.00 e duas de R$ 5. seus pais resolveram contratar um advogado para defendê-lo. todos do Código Penal. em um carro. Na seqüência. era sempre internado. por isso. um relógio e um celular. com a presença de seu advogado. para serem ouvidos. encostaram algo em suas costas e lhe ordenaram que continuasse andando. Constituíram advogados distintos. os quais. O Promotor de Justiça pediu a condenação. outro roubo. que não portavam qualquer arma. Ambos. sendo o acusado preso quando estava fugindo e. Dela constou que ele subtraiu importância em dinheiro de Antônio. O defensor nomeado arrolou três testemunhas na defesa prévia. onde foi lavrado o auto de flagrante. dizendo.º. tendo sido encostado um dedo nas costas de Vilma. Vilma obedeceu à ordem.00 e uma de R$ 10. pediu auxílio a um segurança e ambos saíram. realizado em 21/1/2008. com residência fixa e com bons antecedentes. sem ver os dois rapazes. c. o total de R$ 15. mas nada encontraram. com participação do seu advogado somente. Vilma percebeu dois rapazes se aproximarem pelas suas costas. ocasião em que ele confessou. Luís e Antônio.ADAPTADO) Pedro foi acusado de roubo qualificado por denúncia do Promotor de Justiça da comarca no dia 1 de julho do último ano. a cerca de 100 metros do local do fato. Encontraram a bolsa. quando caminhava na beira de uma estrada. O segurança os deteve e ligou para a polícia.00. não tinha condições de reconhecê-lo. ligaram o fato com o do dia anterior. Não portavam celulares. ao ser ouvida. nada foi requerido pelas partes. A vítima. também. cerca de vinte minutos depois. afirmando que ambos haviam permanecido em silêncio. em duas notas de R$ 20. Luís e Antônio foram denunciados como incursos na prática do crime previsto no artigo 157. §3º. §2. e lhes entregasse a bolsa. logo em seguida. Foram ouvidas testemunhas de defesa que atestaram o bom comportamento dos dois acusados. no mesmo local. foram liberados pelo juiz.00. Arrolou. Com Luís foi encontrada a importância de R$ 50. para procurar os autores da subtração.00. nem relógio. Em seguida. descrevendo a vítima e afirmando que o dinheiro fora utilizado na compra de drogas. não teve condições de esclarecer o fato. 29. olhando apenas para frente.ADAPTADO) Em 3/1/2008. por estar visivelmente “drogado”.PROBLEMA 5 (OAB/SP 133 . no interrogatório de Luís.00. em uma nota de R$ 20. por isso. confirmaram que o acusado tinha problemas com drogas e. apresente a peça adequada. Em 11/1/2008. no dia seguinte. confirmou o fato e afirmou que não viu o rosto do autor do crime porque estava encoberto e. No interrogatório. ainda. nada foi requerido pelas partes. duas de R$ 10. No dia seguinte. por isso. A vítima foi ouvida e. na ocasião. mostrava ser ele o autor do crime. e diante da ausência do advogado de Luís. o acusado negou que ele ou Antônio tivessem realizado o roubo. do CPP. saindo de uma festa. Na fase do 402 CPP. dizendo portar uma arma de fogo. os policiais os conduziram para a delegacia.00 e uma de R$ 5. o 111 . O Juiz ouviu-o no dia 5 de agosto do mesmo ano. Antônio acusou Luís de ter cometido o roubo. Intimado o acusado para os fins do artigo 403. utilizando-se de um revólver de brinquedo.00. os quais confirmaram o roubo e o encontro do dinheiro com os acusados. e.00. art. estavam dois rapazes. com Antônio. com detalhes. em uma nota de R$ 10. o acusado. Caminhando a cerca de 200 metros do mesmo local. como testemunhas de acusação. contudo. Afirmou. primários. entendeu que poderiam ser aplicadas nos patamares mínimos. Quanto às penas. com todos os argumentos e pedidos cabíveis na defesa do acusado. pelos informes que continha.c. que compareceu ao local e os revistou. que havia sido internado várias vezes para tratamento. a prática delituosa.

Com base na situação hipotética apresentada. Considerando a situação hipotética descrita. o autor do disparo era alto. oportunidade em que foi preso quando adentrava no bar. redija. que. encontrava-se em casa com sua esposa e dois filhos. o acusado teria efetuado um disparo contra a pessoa de Filipe Santos. forte. Na instrução criminal. c. a peça a ser apresentada no processo. aproximadamente às 21 horas. pela descrição.3 . na condição de advogado contratado por Luís. 29. afirmou que prendeu o acusado porque ele estava próximo ao local dos fatos e suas características físicas correspondiam à descrição dada pelas pessoas que teriam presenciado os fatos. mas tem a impressão de que o acusado tinha o mesmo porte físico do assassino. I e IV. trabalhador e excelente pai. policial militar. que só tomou conhecimento da acusação na delegacia e. caput.2007. disse que a noite estava muito escura e o local não tinha iluminação pública. moreno claro. No laudo de exame cadavérico acostado aos autos. confirmou. Paulo Costa. Breno Oliveira. No interrogatório judicial. o que deixava a rua muito escura. Maíra Silva. §2. arrolada pela defesa. devido a hemorragia interna determinada por transfixação do pulmão por ação de instrumento perfurocontundente (projétil de arma de fogo)”. esposa de Alexandre. Consta da folha de antecedentes penais de Alexandre. formule. a peça processual. que requereu a pronúncia do réu nos termos da denúncia. brasileiro. um inquérito policial por crime de porte de arma. da mesma compleição física do acusado. o acusado permaneceu em silêncio.Ministério Público manifestou-se pedindo a condenação de Luís e Antônio pela prática do crime previsto no artigo 157. O advogado de Luís foi intimado para manifestar-se nos autos. de imediato. que não responde a nenhum processo. inclua a fundamentação legal e jurídica e explore a tese defensiva cabível nesse momento processual. só tendo saído para comprar refrigerante. que a arma do crime não foi encontrada. Após a audiência. que estava próximo da vítima. PROBLEMA 7 (OAB UNIFICADO . André Gomes. principalmente porque não havia iluminação pública. casado. também arrolado pela acusação. que. que o acusado vestia calça e camiseta clara no dia dos fatos. no dia 10/10/2006. que o céu estava encoberto. que. mas que certamente era alto e forte. testemunha arrolada pelo Ministério Público. disse ao delegado que aquilo não era possível. que não tem condições de reconhecer com certeza o ora acusado. em certo trecho do seu depoimento. os peritos do Instituto Médico Legal registraram a seguinte conclusão: “morte decorrente de anemia aguda. disse que era amigo de Filipe. nascido em 21/01/1986. que só saiu por volta das 22 horas para comprar refrigerante. testemunha comum. que o marido permanecera em casa a noite toda. vestia calça jeans e camiseta branca.º. privativa de advogado.c art. o acusado afirmou que. que conhecia a vítima apenas de vista. taxista. oportunidade em que foi preso e não mais voltou para casa. veio a óbito. que Alexandre é um bom marido.ADAPTADO) O Ministério Público ofereceu denúncia contra Alexandre Silva. mas havia bebido. todos do Código Penal. na delegacia. 121. que aparentemente a vítima não tinha inimigos. o juiz abriu vista dos autos ao Ministério Público. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 112 . no horário dos fatos. que hoje não tem condições de reconhecer o autor dos disparos. na qualidade de advogado de Alexandre. que estava a aproximadamente cinqüenta metros de distância e não viu o rosto da pessoa que atirou em Filipe. em seu depoimento. em razão dos ferimentos. pela prática de infração prevista no art. mas este não acreditou. Consta na denúncia que. anterior à data dos fatos e ainda em apuração. em via pública da cidade de Brasília – DF. pertinente à defesa do réu. que deve ter sido um assalto. do CP.

atingiu-o pelas costas. apresente a peça adequada. por homicídio simples – art. bateu com a cabeça na guia. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que.P. acrescentou.1. João mentira para Pedro. por homicídio doloso simples.2008. Acabou pronunciado pelo magistrado. e causaram-lhe a morte. PROBLEMA 5 (OAB/SP 127 . pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. a qualificadora da traição porque. causando-lhe 113 . O juiz não admitiu a apelação porque. PROBLEMA 2 (OAB/SP 117) Os indivíduos Felício e Roberval. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. Felício foi processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. e pronunciado pelo magistrado. começaram a discutir. em favor de "A" destinando-a à autoridade judiciária competente.ADAPTADO) João. "caput". vindo a falecer. Na decisão de pronúncia. postulando. atuara no processo por seu advogado. o que for de interesse de João Alves dos Santos. ainda. convidando-o para almoçar em sua casa e. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. deserto e com algumas cavernas. Felício que estava com a raquete na mão. afirmou ter visto quando João. QUESTÃO: Como advogado de João. como advogado. Processado no Juízo competente. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso. ao golpear Roberval com a raquete.2008. seu amigo. por sentença de pronúncia prolatada há 2 dias. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado.PROBLEMA 1 (OAB/SP 115) "A" e "B" eram amigos de infância. de forma fundamentada. Procurado para ser citado. ao entendimento de que houve dolo eventual. de forma fundamentada. em 05. A primeira. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente. segundo a prova colhida. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. vítima de estelionato. Finalmente. do C. Ficaram perdidos durante 2 meses. Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). por ela reconhecido fotograficamente na audiência. elabore a peça adequada à sua defesa. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta. hostil. João não foi encontrado. ao cair ao solo. em 5. que apresentou a defesa prévia. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. assim agindo porque este cuspira. após uma partida de tênis. no seu entendimento. PROBLEMA 4 (OAB/SP 125) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. verifique o que pode ser feito em sua defesa e.12. os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. no seu rosto. arrolada pela acusação. em brincadeira. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira. alcançou a liberdade provisória. Roberval desequilibrou-se e. 121. PROBLEMA 3 (OAB/SP 123 . tranqüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". localizado no município de São Paulo. o juiz.ADAPTADO) João Alves dos Santos.

sem capacete. merece crédito. no dia 20 de janeiro de 2007. receber o que lhes era devido. §2. ele não estava no Brasil e. por meio de veículo automotor. Entretanto. em atividade típica de grupo de extermínio. Oferecidas as alegações pelas partes. vigora o princípio in dubio pro societate. além do que. já que. realiza ultrapassagem em veículo que transitava no mesmo sentido. nessa fase processual. Pretendiam. vinha conduzindo em alta velocidade. porque as vítimas queriam 114 . sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. mas foi liberado. A segunda testemunha. Foi acusado. intimado da decisão. QUESTÃO: Como defensor de João. PROBLEMA 7 (OAB/SP 132) Luiz. o Juiz decidiu pronunciar Luiz por crime doloso na modalidade eventual. funcionária da OAB/SP. no dia dos fatos. ter causado a morte de Josefa. na data do fato. por não ter dado a seta para a ultrapassagem. desferiu disparos contra os dois. que uma simples discussão não seria motivo para um homicídio. interponha a peça pertinente. em virtude da colisão com o carro de Luiz. por motivo torpe. II. CP. ingressaram. Os dois eram empregados de Pedro e este não estava efetuando os pagamentos de seus salários. recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. deveria caber aos jurados a avaliação quanto à culpa ou inocência de João. o réu foi pronunciado como incurso no art. assumiu o risco do resultado da morte do motociclista. IV. Luiz não havia ligado a seta no instante da ultrapassagem. Recebida a denúncia. deve o acusado ser pronunciado. no período do Carnaval. já que. Alegou. sabendo que. no sentido oposto. já tendo sido expedida a intimação da decisão de pronúncia ao defensor de Luiz. Chegou a ser preso. antes que tivessem começado a subtrair qualquer coisa.121. com o intuito de descansar do “stress” da cidade. supostamente. juntos. conduzindo o veículo em velocidade compatível com o local. de duplo homicídio qualificado pela surpresa. momento em que veio a colidir com um motociclista que. o acusado. com um revólver.ADAPTADO) João foi denunciado criminalmente por. Ele próprio chamou a polícia e solicitou uma ambulância.a morte. o réu alegou que não se encontrava. segundo consta. e mesmo não tendo sido encontrada a arma do crime. por denúncia do Ministério Público. QUESTÃO: Como advogado de João. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. também. em caso de dúvida. aguardou a saída de Josefa de seu local de trabalho para outro prédio da OAB. assim. vingança.º. QUESTÃO: Como advogado de Luiz. deu ciência ao seu advogado. não o teria tratado adequadamente. por ser ela presencial. onde iria despachar outros processos. arrolada pela defesa. em São Paulo. por isso. não podia ser o autor dos disparos. nos termos da denúncia. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. Segundo a denúncia. pelo princípio in dubio pro societate. vez que realizariam pescaria no período da tarde. Quando estavam no interior da casa. afirmou que conhecia João há muito tempo. decide ir com seus amigos a seu sítio perto de Itu. e. Os dois não traziam consigo nenhuma arma. Pedro. PROBLEMA 6 (OAB/SP 131 . vindo a atingi-los e causar-lhes a morte. momento em que lhe deferiu disparos de arma de fogo que a levaram a óbito. a qual. Após a instrução probatória. decide o Promotor de Justiça denunciar Luiz por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual. argumentando que ele. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. após diversas discussões e ameaças à funcionária. encaminhando os autos para a Vara do Júri de Itu para o respectivo julgamento. naquela hora. Luiz decide ir até a cidade de Itu a fim de comprar cerveja. PROBLEMA 8 (OAB/SP 133) João e Mário. redija a peça mais adequada para sua defesa. Luiz. No trajeto até a cidade. com a intenção de subtrair coisas que nela encontrassem. vindo o condutor da motocicleta a falecer. na residência de Pedro. com o que subtraíssem. Na quarta-feira de cinzas. João. Mesmo apresentando testemunhas que o teriam visto em outro local. Instaurado o Inquérito Policial por crime de homicídio culposo.

o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. acolhendo integralmente a denúncia. afirmando que. no bairro Aricanduva. confessou o crime. proponha a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. 139 e 140 do CP. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. o denunciado. além de narrar fato equivocado. oferece denúncia contra Agripino. não as teria atingido. PROBLEMA 11 Cristiano foi denunciado pela prática do crime previsto no art. nas proximidades da rua Paulo Chaves. São Paulo – SP. PROBLEMA 10 (OAB/MG . no entanto. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia. causando intenso e desnecessário sofrimento à vitima. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. pois. a qual foi a causa eficiente de sua morte. empresário. toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito. Contudo. O crime foi. na Comarca de Perdões/MG. deixando. Cristiano. ao final da instrução probatória. utilizando-se de um facão.º. pela prática dos delitos previstos nos artigos 138. o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados. causando-lhe a lesão descrita no laudo de exame de corpo de delito. Ouvido. golpeou João cinco vezes. Quanto à arma. As testemunhas de defesa afirmaram que as vítimas eram boas pessoas e nunca haviam cometido qualquer crime. a havia adquirido recentemente e ainda não tivera tempo de registrá-la. apresente a peça mais adequada para a defesa do acusado. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. Assim. Em face de tal decisão. ser o réu condenado pelo crime que cometeu. casa 32. pronunciou o acusado. imbuído de inequívoco animus necandi. § 2. Promotor de Justiça. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. O delito foi cometido mediante meio cruel. não oferecendo. São Paulo – SP. O Magistrado. O Juiz. no período compreendido entre 19 h e 19 h 30 min. no bairro Aricanduva. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. se soubesse. Você. por guardar em sua residência arma não registrada e sem autorização regular. expondo os motivos para tal. rejeita-a. solteiro. QUESTÃO: Como Advogado. mas disse que não sabia que as vítimas eram seus empregados. como já havia sido vítima de três roubos anteriormente. disse que. ainda. reiterando que a ação penal deve ser recebida para.2006) No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson. 121. ainda. praticado de surpresa.ADAPTADO) Aurélio. nesse momento. como advogado de Agripino. ajudante de pintor. incisos III e IV. residente na rua Paulo Chaves. do Código Penal. pois independente de ser iniciativa privada. O advogado apresentou alegações. O Promotor pediu a pronúncia do acusado nos termos da denúncia. expondo os motivos de seu inconformismo. com os fundamentos e pedidos. a qualificação do indiciado.subtrair bens como forma de receberem seus salários e. brasileiro. atuando como advogado do querelado. prevalece o princípio in dubio pro societate. outrossim. As testemunhas de acusação ouvidas foram os policiais que atenderam a ocorrência. O acusado foi intimado no dia 5 de setembro de 2007 e manifestou interesse em recorrer. PROBLEMA 9 (OAB/SP 110 . nos seguintes termos: No dia 8/5/2008. descrevendo infração penal tipificada como receptação ocorrida em outubro de 1997. elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. recurso 115 . bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. casa 32.

PROBLEMA 12 (OAB UNIFICADO 2009. nesta ordem. na delegacia de polícia mais próxima. a peça profissional.1) Agnaldo. porque havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima. Por fim. Outrossim. a fim de que fosse submetido a julgamento pelo júri popular. A acusação arrolou Pedro. pelo crime previsto no art. A defesa arrolou Francisco. e apontou como causa mortis hemorragia no pulmão. Inconformado. Apresentadas as alegações finais orais. § 2. no prazo de 10 dias. na própria audiência. em 20/8/2008. Firmino impetrou habeas corpus perante a 1. que lhe emprestasse seis cheques para a aquisição do referido material. Agnaldo pediu a seu cunhado e vizinho. que reside com sua esposa. 121. incisos III e IV. bem como pelos depoimentos colhidos no curso da instrução. ainda. ao ser interrogado em juízo. por escrito. qualificando-a e requerendo sua intimação. redija. Cristiano dirigiu-se ao local onde o larápio estava. caminhado em sua direção. na altura do peito. de posse de um facão. tendo o ladrão o desafiado e. Cristiano. pretendendo fazer uma reforma na casa onde mora com a família. em consequência de ação perfurocortante. a mais adequada ao seu orçamento familiar era a emissão de cheques pré-datados como garantia da dívida. o qual foi ouvido com a concordância da acusação e sem o compromisso legal. o empresário.º. diversa de habeas corpus. determinou o magistrado que o réu deveria permanecer em liberdade. mandou que o ladrão parasse com o que estava fazendo. que tivera seu talonário de cheques furtado. de posse de um pé-de-cabra. sustou todos os cheques que havia emitido. A denúncia foi recebida.que dificultou a defesa da vítima. que ordenou a citação do acusado para responder à acusação. tendo afirmado em juízo: que presenciou o fato ocorrido no dia 8/5/2008. Considerando a situação hipotética apresentada.º do art. Com o empréstimo. procedeu-se à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. retornou ao estabelecimento comercial e realizou a compra. Firmino. Na resposta. sem nulidades. o juiz entendeu que o feito havia tramitado regularmente. aproximadamente às 19 h. o acusado alegou que havia agido para se defender. Chegando lá. Cristiano. tombou ao solo. Como não possui conta-corrente em agência bancária. haja vista a ausência dos requisitos para a prisão preventiva. Firmino. que. O Ministério Público não se opôs à juntada dos documentos e.ª Vara Criminal da Comarca de Porto 116 . entre eles. Ressalta-se que o laudo cadavérico indicou a existência de apenas uma lesão no corpo da vítima. cabível à espécie. já que esteve solto durante toda a instrução. Ângela. ao ser atingido. entendeu haver indícios de autoria e estar configurada a materialidade do crime. irmão do réu e único a presenciar o fato. alegou que havia sido fraudado em uma transação comercial. juntou comprovante de residência e sua folha penal bem como arrolou uma testemunha. Diante disso. no dia e hora marcados. em favor de Cristiano. Cristiano tentou desferir alguns golpes no ladrão. Diante da sustação. e seus dois filhos na cidade de Porto Alegre – RS. Por fim. Diante das alegações. que avisou Cristiano de que havia uma pessoa subtraindo madeira e telhas de sua residência. comprovada por meio do laudo de exame de corpo de delito (cadavérico). disse que a acusação não era verdadeira. que. Imediatamente. Disse. por entender que havia indícios de ele ter cometido o crime previsto no inciso VI do § 2. pelo juiz da primeira vara do júri da capital. momento em que a vítima caiu. somente a atingiu no quinto golpe. os emprestados a Agnaldo. deixando como garantia da dívida os seis cheques assinados pelo cunhado. Entre as opções que o vendedor da loja apresentou. 171 do Código Penal. no interior da casa. além de ser primário e possuir bons antecedentes. que informou que conhecia Cristiano havia 5 anos e que o acusado tinha o hábito de beber. pedido prontamente atendido. Dias depois. o delegado de polícia instaurou inquérito policial para apurar o caso. do Código Penal. apesar de ter tentado desferir cinco golpes na vítima. e pronunciou o acusado. indiciando Firmino. comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade. uma vez que Firmino frustrara o pagamento dos cheques pré-datados. dirigiu-se a uma loja de material de construção para verificar as opções de crédito existentes.

dentre outras. ajuíze a providência judicial adequada. usando de uma arma de fogo que portava. aparece o dono do veículo. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. temeroso. Ao iniciarem o furto." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado. PROBLEMA 3 (OAB/SP 121) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. enquanto Peter enfrenta a vítima e. O juiz. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. Juiz de Direito da 5. às penas do art.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. o que não era do conhecimento de Xisto. A sentença. 121. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da referida tese defensiva. o que ficou bem demonstrado nos autos. em favor de seu cliente. 157. João. na condição de advogado(a) contratado(a) por Firmino. interponha a peça judicial cabível. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. em virtude da resistência do morador. fixadas no mínimo legal.ª Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. APELAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 108) Gaio foi denunciado como incurso no art. Considerando essa situação hipotética. o art. c. com a intenção de subtrair bens a este pertencentes. privativa de advogado. PROBLEMA 4 (OAB/SP 124. proferida no julgamento realizado há três dias. § 2º. Xisto sai correndo. § 3. do Código Penal. segunda parte. desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte.Alegre. QUESTÃO: Como advogado de Gaio.02. todos do Código Penal. fugiu sem nada subtrair. vem a matar a vítima. no dia 01. Em Plenário. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. daí ter o juiz concedido o "sursis".c.. o que também justificava a condenação.00 (cem reais) para retardar ato de ofício.ADAPTADO) João foi condenado porque ele e Pedro.2008 ingressaram na residência de Antônio. sustentou a Defesa. e. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. em razão dos fatos. °. inciso II. o fato é que se viu favorecido. para o seu cumprimento. em regime fechado. num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberdade e 20 (vinte) dias multa. Um dos tiros atingiu o comparsa. Os Jurados. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido.. rejeitaram todas. como incurso duas vezes em concurso material. do Código Penal. e ao regime integralmente fechado. que o considerou incurso no artigo 333. consistente na subtração. dê continuidade ao recurso interposto. 29. QUESTÃO: Como advogado de João. A sentença condenatória do MM. Pedro. que faleceu. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. redija a peça processual mais adequada à sua defesa PROBLEMA 5 (OAB/SP 125) 117 . justificando-a. apresentar a peça jurídica competente. o Ministério Púbico não recorreu e a defesa de "A". No qüinqüídio legal. sim. Consta da sentença condenatória que ". por significativa maioria de votos. tendo o juiz denegado a ordem.099/95 e persiste no mesmo sentido. do toca-fitas de veículo estacionado na via pública. mediante arrombamento. a tese da ausência do “animus necandi”. condenou João.

PROBLEMA 7 (OAB/SP 128 . verifique o que pode ser feito em sua defesa e. 65. o juiz. QUESTÃO: Como advogado de João. nada tendo a ver com a subtração. vizinho da vítima. Ouvidas duas testemunhas de acusação. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado.ADAPTADO) João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. a atenuante da menoridade prevista no art. Quanto à aplicação da pena. O MM. O juiz. segundo a denúncia. no valor mínimo. A vítima. no dia seguinte. o que dificultava a visualização do condutor do veículo. a defesa sustentou que José apenas consentiu que Pedrinho guardasse o carro. fixou a pena em 3 (três) anos de reclusão. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. saindo com o veículo. Carlos. Em suas alegações finais. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. O veículo foi encontrado. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. evadindo-se do local com o carro. em 5 de agosto de 2007. após este dia. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. Segundo a acusação. em uma única operação. afirmando que. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. no dia 4 de janeiro de 2005. acima do mínimo legal. Por outro lado. Renovada a instrução. não aceita pelo acusado. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital julgou procedente a acusação e condenou José pelo crime de furto duplamente qualificado (escalada e rompimento de obstáculo). a pedido de um conhecido. O pai. houve a subtração. apurou-se que o acusado era. mediante a transposição de um muro de 80 centímetros de altura. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. fora confundido. São Paulo – Capital. disseram que. percebendo que o portão estava apenas encostado. confirmou a subtração. Afirmou. José negou o crime em seu interrogatório. quebrou o vidro lateral do veículo e ingressou em seu interior. em face das conseqüências graves do crime e. na verdade. sem estar trancado. fixada em seus patamares mínimos. vinte mil dólares de seu pai. Fábio. confirmando reconhecimento feito durante o inquérito policial. na garagem do prédio em que José reside. PROBLEMA 6 (OAB/SP 126 . com cinqüenta e oito anos de idade. por volta das 22 horas. que o fato ocorreu à noite. Na garagem. 59 do Código Penal.ADAPTADO) José foi denunciado como incurso no art. no 85. fato que demonstraria dolo intenso do agente. § 4o. no dia 5 de janeiro de 2008. realmente. os dera para o filho. José resolveu furtar o veículo de Armando ali estacionado. do Código Penal. Em juízo. por elas presenciada. condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. com base no art. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. entre outras circunstâncias. alegou que José é pessoa de fisionomia bastante comum e que. de propriedade e residência de Armando Paixão. Houve proposta de suspensão condicional do processo. Para tanto. José. ao ser ouvida. deixou que este estacionasse o veículo em sua vaga de garagem. QUESTÃO: Como advogado de João. invadiu casa localizada na rua Coronel Pereira Vaz. I. do Código Penal. na primeira fase. Que. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. mas à sua mãe. que. vítima. de forma fundamentada. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. antes de falecer. Quanto ao reconhecimento feito pelo vizinho. não encontrou mais Pedrinho. 155. certamente. A pena de multa foi fixada 118 . afirmou que José foi visto por ele.João foi acusado de ter subtraído. de nome Pedrinho. pois esta estava disponível. porque eram duas as qualificadoras do furto. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. ainda. incisos I e II. ainda.

Renato foi denunciado por roubo com emprego de arma (art. I. QUESTÃO: Como advogado.00 (duzentos reais) e. apresentado defesa prévia. retido. asseverou ter convidado a moça para sua casa. do Código Penal). quando a vítima. causando-lhe ferimentos. mas disseram que não chegaram a conversar com a vítima ou com sua namorada. com fins libidinosos. mediante remuneração pecuniária. substituindo a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito. houve motivo fútil porque o crime foi praticado em razão de uma simples desavença em virtude de uma dívida de jogo no valor de R$ 200.2006. em momento posterior. d) por seis votos a um. O advogado impugnou os quesitos sobre as qualificadoras. Contudo. Em 20. QUESTÃO: Como advogado de José. no que esta teria concordado. Conforme a denúncia e a pronúncia.º. A denúncia foi recebida em 4/3/2002 e Renato foi interrogado no dia 11/3/2002. dançarina da casa noturna “Noites de Prazer”. §2. José foi intimado da sentença no dia 16 de fevereiro e o advogado foi intimado no dia 17 de fevereiro de 2008. quando tinha dezenove anos de idade. Maria. tendo. tendo. Para o cumprimento da pena. 15. João negou a autoria na polícia e em juízo. namorada de Antonio. PROBLEMA 9 (OAB/SP 131) João foi processado perante a ____ Vara Criminal da Capital por. PROBLEMA 10 (OAB/SP 134) Em 1. A denúncia foi baseada em depoimento de Maria.no mínimo legal. não ser Maria pessoa honesta. 157. foram ouvidas sete delas. com fins libidinosos. A arma não foi encontrada. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. O Promotor de Justiça não apresentou a réplica. João foi condenado a uma pena de 2 anos de reclusão. na qual foram arroladas cinco testemunhas suas e três que constavam da denúncia. indique os fundamentos do recurso e apresente as suas razões. sendo impedido pelo magistrado. Maria. ter. não sendo a impugnação aceita pelo juiz. supostamente. com base no princípio constitucional da plenitude da defesa. na mesma noite e na mesma casa noturna. Por outro lado. que inexistia circunstância atenuante em favor de João. argumentando que foram redigidos de forma singela. A sentença condenatória foi lida em plenário. afirmou. QUESTÃO: Como advogado de João. após sua saída com João. Não houve testemunhas presenciais. Maria. Maria desapareceu e não foi ouvida na fase processual. também. e) por sete votos a zero. ambos discutiram sobre o valor a ser pago. Na audiência de oitiva de testemunhas da acusação. mediante violência. chamada por este.09. em 10. que João usou de recurso que impossibilitou a defesa de Antonio. A morte foi demonstrada por laudo pericial. houve utilização de recurso que impossibilitou a defesa consistente em surpresa porque os tiros foram desferidos logo após rápida discussão sobre a dívida. Indagados. Alegou.06. que João agiu por motivo fútil. determinou o regime aberto. Em seu interrogatório.07. PROBLEMA 8 (OAB/SP 130) João foi processado e condenado por homicídio duplamente qualificado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão. que João desferiu os tiros na vítima Antonio. consistentes em prestação de serviços à comunidade e multa. primeiramente. a qual afirmou que conversou com a vítima sobre a desavença antes de sua morte. Antonio. quis apresentar a tréplica. No dia seguinte. com Maria. asseverando terem se encontrado. ainda.02. o advogado recorreu. Maria. que. no dia 12/3/2002. Redija a peça. sem especificação do motivo fútil ou do recurso que impossibilitou a defesa. levado para sua casa. tendo o Ministério Público 119 . escolha o melhor meio para sua defesa. Foram ouvidos no processo dois policiais militares que afirmaram terem atendido à vítima e visto quando ela conversava com a namorada. os jurados responderam: a) por quatro votos a três. chegou na casa de João. que os ferimentos resultantes dos tiros causaram a morte de Antonio. de qualquer forma.01.º/3/2001. Testemunhas foram apresentadas. contra a vontade desta. O advogado. sob a alegação de que teria ele. o qual entendeu que não há tréplica sem réplica. c) por seis votos a um. saído revoltada e dizendo que iria se vingar. b) por cinco votos a dois.

duas que já haviam sido ouvidas como testemunhas da acusação e uma que não mais deveria ser ouvida ante a desistência do Ministério Público e. que Pafúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo. Duas outras disseram ter visto uma pessoa semelhante a Renato cometer o crime.00 de dentro do cofre da agência. Na ocasião da intimação da sentença. solicitando a inquirição da testemunha e se comprometendo a levá-la. ainda. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008.desistido de uma. conseguindo efetivar a prisão em flagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta. independentemente de intimação. ele ameaçou o gerente e os seguranças da instituição. profere sentença absolutória. Foram ouvidas cinco das testemunhas arroladas pela defesa. em razão de não ter comparecido. ao analisar os autos. O juiz não atendeu ao seu pleito. enquanto a defesa insistiu na oitiva da testemunha. Em alegações finais. Pugna. considerando que a sentença deve ser reformada. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os valores subtraídos da Agência da CEF. a pena-base no mínimo legal — 4 anos de reclusão e 10 dias-multa —.000. como se seu advogado fosse. Considerando a situação hipotética descrita. o Ministério Público pleiteou a condenação. ao lado do local do crime. atue na defesa de Renato. outrossim. também arrolada pela defesa. contudo o juiz indeferiu o pedido e reiterou o seu entendimento. no mérito. 120 . Com o uso de uma arma de fogo (de numeração raspada e sem registro adequado). Consta. acolhendo o pleito ministerial. em ação penal pública incondicionada. O juiz dispensou as últimas testemunhas da defesa. alegando ter independência funcional consagrada na Carta Magna. publicada em 10/8/2007. nem conheciam o acusado. outro membro do Ministério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz. o advogado manifestou sua inconformidade. perseguiram os dois acusados. ainda. Cinco das testemunhas ouvidas afirmaram que souberam do roubo. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Santo Agostinho (em Belo Horizonte – MG). aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita na denúncia. em um trigésimo do salário mínimo. pela condenação do acusado nos termos do art. interpõe recurso. jamais poderia ter pleiteado a absolvição. Subtraiu R$ 50. em preliminar. mas não o presenciaram. PROBLEMA 11 (OAB/SP 111) O Promotor de Justiça. após o expediente bancário. quando da apresentação de alegações finais. Na fase prevista no art. Assim. fixando. A vítima o reconheceu. e o réu teria agido com culpa presumida. tendo ficado clara a intenção da defesa em procrastinar o encerramento do processo. conclui pela inocência do réu. o Ministério Público nada requereu. de forma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga. Na sentença. o Promotor que o antecedeu. e postula a sua absolvição. afirmando que. o que resultou na pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 13 dias-multa. O Magistrado. Na audiência. por ser ação penal pública incondicionada. tendo acrescentado 1/3 pela causa de aumento. convocados para a diligência. mas tão-somente a condenação. afirmando ser importante para a prova. e cada dia-multa. em virtude de férias do subscritor das alegações finais. formule a peça processual que julgar oportuna PROBLEMA 12 (OAB/MG – Dezembro 2006) Pafúncio Augusto foi preso em flagrante delito. QUESTÃO: Como advogado(a) do réu. 171 do Código Penal (estelionato consumado). ainda que não tivesse obtido a vantagem ilícita em prejuízo alheio. Os Policiais Militares. ao passo que a defesa. 402 do Código de Processo Penal. o juiz rejeitou a preliminar da defesa e condenou Renato. respectivamente. tendo todas elas somente feito referência à boa personalidade e ao bom comportamento de Renato. pediu absolvição. novamente postulou a oitiva da testemunha e.

além do pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa. em frente à Igreja São Judas Tadeu. somente tomando consciência do crime quando. disparando quatro tiros do seu revólver. elabore-as. a seu turno nada requereu. Apenas os Policiais Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseguição realizada. o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. ainda. entendendo o Magistrado por condenar os coréus de acordo com a denúncia apresentada: arts. o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. do 121 . com o exame de perfeito funcionamento da arma de fogo apreendida. § 1°. nos autos. decisão. Denúncia recebida pelo Juiz Competente. apresente a peça pertinente. foram a causa eficiente da morte deste. por sua natureza e sede. Código Penal). eles teriam infringido as normas penais anotadas nos arts. com intenção de matar. I e II. Audiência de Instrução realizada. e 16 da Lei 10. I e II. § 1°. caput. Pafúncio Augusto recorreu tempestivamente da sentença. PROBLEMA 14 (OAB/SP 135) Luciano foi denunciado por ter. Aproximando-se por trás do meliante. e 16 da Lei 10. São Paulo – SP. em pena a ser inicialmente cumprida em regime fechado. a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o roubo com as majorantes e 3 anos para o porte ilegal de arma. absolvido sumariamente em primeiro grau. seis balas. apenas durante a fuga. Como as testemunhas (gerente e seguranças) não saíram de dentro da CEF. vindo este a falecer no local. 121. soldado da Polícia Militar. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidamente. constituindo-o para elaborar as razões recursais. após cumprir seu turno de trabalho. deu fuga àquele outro. a perícia oficial. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23. que não sabia da intenção delituosa do co-réu. Afirmou que Confúncio Henrique. fixados a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. praticamente descarregou-o. percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. no dia 5 de junho de 2006. eis que Cleóbulo. Os outros dois elementos que participavam do roubo evadiram-se. 157.826/03. Não foi juntada. a final. apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valores no caixa automático da CEF. do Código Penal. pois a arma possuía. razão pela qual Luciano estaria incurso nas penas do art. Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. Inconformado. A sentença foi publicada. Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a ele imputados na inicial acusatória. 402 CPP. um conhecido antigo. disparos de arma de fogo contra Eduardo. desferido. desferiu-lhe quatro tiros com sua arma particular. Defesa Prévia apresentada. por vontade própria. inciso III. pois a r. que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide. PROBLEMA 13 (OAB/SP 112) Cleóbulo. De acordo com os termos da denúncia oferecida. Como Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. os quais. não conseguiram reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. A defesa. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão. com o devido e completo encaminhamento. ao todo.O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois co-réus.826/03. Não se conformando com a decisão do Magistrado. Para tanto alega. no bairro Moema. em síntese. Não houve prescrição. por volta das 00 h 30 min. Cleóbulo foi processado e. do Código Penal. arguindo toda a matéria pertinente. Anunciou. deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo. dirigindo-se para o ponto de ônibus. na qual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas partes. Na fase do art. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo. também. sem ser notado. Tomou ciência da arma de fogo. Assim. 1ª parte. Em seu Interrogatório. 157.

sem a concordância da defesa. determinando que Luciano fosse submetido a júri popular.613/98). começaram a importuná-lo. Capital. No dia do julgamento. casado. A medida. do CP. dirigia seu automóvel em São Paulo. a sentença foi mantida por maioria de votos. PROBLEMA 15 (OAB/MG 2007) Frank Henrique. que pediu ao magistrado o registro. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 (OAB/SP 111) Teodósio. O acórdão foi publicado há três dias. determinando a publicação do ato. sobreveio a decisão de pronúncia. 9. Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi. de que o promotor de justiça havia mostrado aos jurados documentos relativos a outro processo a que respondia o réu. Salientou. bem como advertiu os jurados acerca da primariedade do réu. embora a correspondente ação penal não tenha sido intentada. oportunidade em que o magistrado. tratou a defesa das questões de mérito. brasileiro. proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. Durante sua explanação perante o conselho de sentença. quando parou para abastecer o seu veículo. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. Em agosto do ano em curso. situação que permanece até a presente data. em ata. de um supermercado. em face do artigo 44 do C. segundo a capitulação da denúncia. com 21 anos de idade. subtraiu para si. a despeito da discordância da defesa. da produção da nova prova. a final. embora mantivesse a condenação. o órgão ministerial que os jurados deveriam “pensar o que quisessem” acerca da recusa.00 (vinte e cinco reais). o que ocorreu na quinta-feira última. um queijo importado. com a concessão do porte inclusive. terminada a inquirição das testemunhas. foi apreendido um veículo Audi A-3 Turbo e um Jeep Ford Willys ano 1970. QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio. foi dada a palavra ao defensor. bloqueou ainda todos os seus ativos financeiros e imobiliários. duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate. no qual o réu Luciano era acusado de crime de homicídio qualificado praticado em 2/5/2005. ainda. reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio disposto no próprio tipo penal. empresário estabelecido na cidade de Betim MG. deu um tiro para 122 . pela defesa. avaliados em R$ 25. em procedimento que se acha em curso sem que tenha havido o oferecimento da denúncia. foi indiciado pelo suposto delito de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens ou valores (Lei n. que deveria ser cumprida em regime inicialmente fechado. Inconformado. Por fim. tome a providência judicial cabível. pelo Tribunal do Júri de São Paulo/SP. que estavam nas proximidades. formule. o promotor de justiça deu início à produção da acusação. "A". O pleito defensivo foi deferido. documentos relativos a outro processo. 121. Por ocasião do cumprimento de decisão judicial. Finda a acusação. Após regular trâmite. P. Pede-se: Elaborar a petição de interposição e as razões recursais. o acusado recorreu. com o devido e completo encaminhamento. pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado. caput. sendo que o Magistrado vencido. indeferiu o pedido.Código Penal (CP). efetivada em janeiro de 2007. na condição de advogado(a) contratado(a) por Luciano. Dois adolescentes. Considerando a situação hipotética descrita. Julgado o recurso pelo Tribunal competente. justificando a necessidade de sua permanência. você requereu o levantamento da referida medida assecuratória. PROBLEMA 2 (OAB/SP 120) "A". à pena de 7 anos de reclusão. condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão. o promotor mostrou aos jurados. com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores quanto à conduta pretérita de Luciano. Luciano foi condenado. como incurso no art. sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02 (dois) anos. convertendo a pena corporal em restritiva de direitos. Ademais. nascido em 20 de setembro de 1980.

inciso I. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos.00 (cem reais). justificando. lavrado por infração ao artigo 250. Na parte dispositiva. O magistrado proferiu sentença desclassificatória. 121. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrante. admitiu. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A". Está recolhido na Penitenciária local. entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia. com a intenção de assustar os adolescentes. mediante o uso de notas fiscais falsas. o projétil. O voto vencido seguiu o entendimento da r. Compulsando-se os autos.º grau. indeferiu o pedido de relaxamento desta. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. do Código Penal. acórdão foi publicado há sete dias.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos. sentença de 1. expressamente. "A" foi denunciado e processado perante a 1. estando designado o dia 03 de julho de 2008 para interrogatório.cima. O juízo competente. "E" e "F". caput.343/06. o Promotor de Justiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma continuada. que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante. "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9. da Lei Federal no 11. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. e não na forma dolosa. sob o fundamento de que a gravidade do fato impõe a segregação de Protágoras. chocando-se com o poste. parágrafo 1º. à pena de 5 anos de reclusão. devendo "A" ser enviado ao Tribunal do Povo. por excesso de prazo.ADAPTADO) José da Silva foi condenado por violação do artigo 33. decidindo que o homicídio ocorreu na forma culposa. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116 . ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. e a 1. Contudo. caput. Seus vendedores "B" e "C". devendo. por imprudência. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A". O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia. por homicídio simples – art. recebendo os valores e não entregando as mercadorias. como seu advogado. requerendo o arquivamento em relação a "B" e "C". matando-o. fixando regime inicial aberto. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elaborado. Após regular inquérito policial. na fundamentação. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA (OAB/SP 124) O juiz. ou seja. eis que não apelou da decisão de primeiro grau. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. 155 do Código Penal. elabore a peça adequada. do art. ricocheteou. ser condenado à pena mínima. porque seria o proprietário da empresa. PROBLEMA 2 (OAB/SP 113 . efetuaram vendas de produtos para "D". Tendo ocorrido o trânsito em julgado. QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras. que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. O V. em face de sua primariedade e bons antecedentes. verifica-se que 123 . O Ministério Público recorreu em sentido estrito. e veio a atingir um dos menores.099/95. QUESTÃO: Como advogado de "A".ADAPTADO) "A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários.ª Vara do Júri da Capital. elabore a peça profissional condizente. homicídio culposo. estando o inquérito policial aguardando a sua feitura. do Código Penal.

A denúncia foi recebida pelo juiz. Foi acusado. PROBLEMA 7 (OAB/SP 125) O Ministério Público pleiteou a colocação de A. que cumpre pena pelo crime de seqüestro. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Antonio é presidente de um grande clube local. definitivamente condenado. do Código Penal. submetido à perícia. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. do Código Penal. fere princípios constitucionais. com concessão de sursis. está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital. na residência de João. tendo este sido condenado pela 1. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. juntando suas razões. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções 124 . QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. na forma em que foi definido. à pena de 15 dias de prisão simples. redija a peça processual de sua defesa. em novo processo. na aproximação da Capital. após ter decorrido o prazo de oito (dias). PROBLEMA 6 (OAB/SP 124) Policial civil ingressou. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. A r. no regime disciplinar diferenciado. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. etc. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. O presidente do clube. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – "vias de fato". agora. de forma fundamentada. aliás. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. requerendo que fosse seguido o rito do agravo de instrumento do Código de Processo Civil. com base no artigo 52 da Lei de Execução Penal. passou a importunar a passageira "B". caput. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. ainda não sentenciado.a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito. PROBLEMA 5 (OAB/SP 120) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2005 quando. frisado pelo MM. Juiz sentenciante da 1a Vara Criminal da Capital. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. salão de festas. busque sua libertação. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A". "A". ao desembarcar. Em virtude destes fatos. Ao mergulhar. e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal. Processado o recurso. QUESTÃO: Como advogado de José da Silva. Antonio não aceitou a suspensão processual.ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. parágrafo 3º . Intimado da decisão. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. no seu entendimento. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. A ação penal está tramitando. QUESTÃO: Como advogado de João. o regime disciplinar diferenciado. campo de futebol. o garoto Cipriano. PROBLEMA 8 (OAB/SP 127) João. A substância entorpecente já foi incinerada. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. foi indiciado em inquérito. QUESTÃO: Como advogado de A. constatou-se ser falso. Antonio. o Ministério Público interpôs agravo. sem mandado judicial. e nela apreendeu documento público que. o Tribunal de Justiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. sentença condenatória já transitou em julgado. com mais de três mil sócios. chegando a praticar vias de fato. No mês de dezembro de 2001. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. O juiz indeferiu o pedido porque. atue em favor do constituinte. conforme. onde existem piscinas. lá jogou-se para brincar.

conforme despacho cuja cópia está em seu poder. por crime previsto no artigo 1.°. advogado. garantindo-lhes que. todos do Código Penal. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. PROBLEMA 9 (OAB/SP 127) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fim de que fosse decretada a prisão temporária de João. indiscutivelmente de sua propriedade. parágrafo único. apenas repetindo os argumentos expostos pelo membro do Ministério Público. 125 . QUESTÃO: Como advogado de João. PROBLEMA 10 (OAB/SP 128) José. conseguiria livrá-los de eventual prisão e condenação. Em seu interrogatório. c. revendedora de componentes eletrônicos. em 05 de dezembro de 2005. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. ele revogou imediatamente. Redija a peça. foi denunciado. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. a sua participação consistia em estimular os autores materiais dos crimes à prática dos delitos. Sem ser preso. escolha o melhor meio para a sua defesa. causam grande insegurança social e que o acusado.Criminais a existência deste processo. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. O MM. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. interposto perante o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo. apesar de. § 2o. artigo 157. Pela denúncia. incisos I e II. após ouvir o Ministério Público. o Promotor de Justiça requereu a sua prisão preventiva para garantia da ordem pública. em petição. Foi expedido mandado de prisão. da Lei n. Juiz da _Vara Criminal da Comarca da Capital recebeu a denúncia. inciso II. ainda pendente de julgamento. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. não poderia agir de forma a incentivar a prática de tais delitos. João alegou que a operação inexistiu e que o débito fiscal era objeto de impugnação em recurso administrativo. com sua atuação profissional. argumentando que os crimes de roubo. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Requereu a liberação do veículo. agir no seu interesse.o 8. na sua condição de advogado. QUESTÃO: Como advogado de João. omitindo operação de compra e venda em livro contábil. desde logo. porque estaria associado com A. já que estabelecida a autoria. PROBLEMA 11 (OAB/SP 129) João. sócio da firma “Antenados”. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. na atualidade. foi denunciado como incurso no artigo 288.137/90. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 (OAB/SP 119) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. comprovando tal alegação com certidão emitida pelo referido Tribunal. nesta capital. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. O juiz. QUESTÃO: Como advogado de João. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. João foi intimado da decisão e deu ciência ao seu advogado. acusado de ter fraudado a fiscalização tributária. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. José foi preso e colocado em cela comum. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. B e C para a prática de crimes de roubo de veículos com a utilização de armas.c. autorizando. instaurando a autoridade policial regular inquérito. com outros presos provisórios. O juiz. Oferecida a denúncia. QUESTÃO: Como advogado de José. sustentar perante o juiz que isso não podia ocorrer em face de sua condição de advogado. decretou a prisão preventiva. de ofício.

É primário. enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo.ADAPTADO) João Silva. João Silva foi regularmente assistido por profissional habilitado na OAB. Consta do termo de audiência que o acusado dispensou a entrevista prévia com o defensor nomeado. brasileiro. QUESTÃO: Como advogado de João.ADAPTADO) João Alves dos Santos. O Tribunal denegou a ordem requerida fundamentando o V. do Código de Processo Penal. requerendo-se a concessão da ordem para que o processo fosse anulado desde o interrogatório. foi o mesmo indeferido. tem residência fixa e exerce atividade lícita. por força de auto de prisão em flagrante delito. Impetrado habeas corpus para o mesmo tribunal. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. Como advogado de Ésquines. Brasília – DF. usando do mesmo argumento.000. todavia. como condição para sua libertação. por força da flagrância delitiva. QUESTÃO: Como advogado de João. e os prazos legais estão sendo observados. sem que o ato fosse presenciado por qualquer pessoa habilitada a exercer a denominada defesa técnica. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. inclusive. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao eventual excesso de prazo. por maioria de votos. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) João. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa. taxista. Este dirigiu-se à Delegacia de Polícia na data de ontem e solicitou os autos de inquérito para exame. seqüestrou Demóstenes. foi a ordem denegada por acórdão assim ementado: 126 . alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave". O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança. O representante do Ministério Público também estava ausente. e denunciado por violação do artigo 316. Foi interrogado em juízo em 14 de março de 2007.1 . sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo. Durante a instrução processual. ensejando interposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente. procurou advogado para atuar em sua defesa. a importância de R$ 100. investigador de polícia.PROBLEMA 2 (OAB/SP 123 .00 (cem mil reais). residente na Rua Madre Tereza n. João Silva foi condenado a 3 anos de reclusão. adotar a medida judicial cabível. empresário. tome a providência judicial cabível. O Delegado de Polícia.º 167. exigindo de sua família. por residirem em outro Estado. do Código Penal. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 110) Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. foi denunciado em 2 de fevereiro de 2007 pela prática de estelionato. conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. restou improvido. Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante. PROBLEMA 3 (OAB/MT 2007. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. O acusado encontra-se preso. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de Carta Precatória. Interposto o recurso de apelação para o TJDFT.

redigindo a peça profissional RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA Zé Ninja foi processado por infração ao art. Em sede de apelo. inciso II. no processo penal. Defensor ausente por haver sido dispensado pelo próprio réu. 2. portanto. Inconformado. brasileiro. residente e domiciliado nesta cidade. não lhe sendo possível. restou condenado à pena de sete (7) anos de reclusão. 121 do CP) contra Salim Al Fayed. com vistas apenas a reforço do imprescindível prequestionamento. argüir possível nulidade de ato a que deu causa. 571. Juiz-Presidente. faculdade dele. comerciante. decidir de sua necessidade ou não. não se verifica. do CPP —. o réu. resta superada a alegação de nulidade. 121. posteriormente. a julgamento pelo Tribunal do Júri por crime de homicídio simples (art. vício insanável a macular de forma grave e irreversível o ato processual realizado em descompasso com a exigência legal. nas alegações finais nem nas razões do recurso de apelação. no caso concreto. Habeas corpus. casado. viram-se os mesmos rejeitados. 403. Diante da denegação da ordem de habeas corpus. argüiu você tão somente a nulidade do julgamento. A matéria foi prequestionada em embargos de declaração. Feito sentenciado. tendo em conta os fatos narrados e a legislação pertinente. visto não ter o juiz dado ou mandado dar os esclarecimentos solicitados pelo jurado em questão. foi o próprio paciente quem dispensou a entrevista com o defensor nomeado. 3. seu cliente. Opostos embargos declaratórios. § 2º. Por último: estando sentenciado o processo. do CP perante o 1º Tribunal do Júri.Processo Penal. interponha o recurso cabível em favor de João Silva. o Promotor de Justiça recorreu e a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso por unanimidade de votos. É certo que a prova é amplamente favorável a Zé Ninja. De mais a mais. na qualidade de advogado. 5. Possível nulidade não alegada na defesa prévia. 565 do Código de Processo Penal. Interrogatório do réu. cabendo-lhe. o MM. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA (OAB/MG 1998) Levado Joaquim da Silva Xavier. REVISÃO CRIMINAL 127 . Ordem de habeas corpus denegada. A turma julgadora do Tribunal de Justiça do Estado negou provimento ao recurso. Mesmo considerando que. do mesmo Código de Processo Penal. adote o recurso cabível. Maneje. real. II e IV. Ao final. como exige o art. o recurso que achar pertinente. afirmando que os jurados decidiram manifestamente contrária à prova dos autos. porquanto entendeu que tais esclarecimentos se consubstanciam em prerrogativa do juiz. restando absolvido da imputação. mantendo. ao entendimento de que os mesmos eram desnecessários. pois o decisum de primeiro grau. agora. §3º. o princípio do contraditório tenha natureza efetiva. concluídos os debates. art. Por outro lado. indeferiu o pedido de esclarecimentos sobre matéria fático-probatória solicitados por um dos jurados. 1. QUESTÃO: Como advogado de Zé Ninja. como preceitua o art. rememore-se que tal possível nulidade não foi agitada no momento processual oportuno — as alegações finais. sobretudo porque não utilizadas as fases que a lei reserva para esse fim. 4.

estava trabalhando em presídio da Capital. causando-lhe ferimentos. parágrafo 4. Maria confidenciou à sua amiga Joana Gonçalves que antes dos fatos. recebera a quantia de R$ 2.00 (dois mil e quinhentos reais) para o pagamento de serviços de manutenção do prédio onde o banco estava instalado. pai de três filhos. tendo os peritos. Como o outro detento não gostava de José. Joana Gonçalves imediatamente procurou os familiares de João transmitindo-lhes os fatos que integram a justificação criminal já realizada. moveu ação contra o banco.º. Já na fase de execução. A ação foi julgada procedente. realizado 15 (quinze) dias após o fato. produzir a peça cabível que atenda o seu interesse. Em 15 de junho de 2005. “caput”. e foram levados para a realização de exame de corpo de delito. ambos os detentos disseram que foram torturados por José. resolveu ficar com parte do dinheiro. ato presenciado por duas testemunhas. Agora. em virtude de sua atividade no Banco do Brasil. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. mais a perda de função pública. após violenta discussão com Antônio. PROBLEMA 2 (OAB/SP 121) José. Em posse do numerário. artigo 1. e por ordem de um superior.00 (mil e quinhentos reais).00 (mil e quinhentos reais). PROBLEMA 4 (OAB/SP 128) José. do Código Penal. José. no dia 11 de maio do mesmo ano. causadas pela própria movimentação dos presos. José soltou os detentos. inciso II. utilizando o restante. havia inventado toda a estória. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva tome a providência judicial cabível. no valor de R$ 1.500. Alguns detentos estavam muito agitados. do Código Penal. mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir. sentença já transitou em julgado. pois desaparecidos os vestígios. QUESTÃO: Como novo advogado. A denúncia. sem que José fosse notificado para 128 . como incurso nas sanções do artigo 213 caput do Código Penal. casado. eis que teria constrangido Maria Soares à conjunção carnal mediante grave ameaça. A sentença transitou em julgado no dia 10 de março de 2005.º. já namorava João e que com ele havia mantido relacionamento sexual por sua própria vontade.PROBLEMA 1 (OAB/SP 109) João da Silva foi condenado. para parcial pagamento dos referidos serviços. n. inciso I. por sentença transitada em julgado. Relatou também. previsto na Lei 9. José foi denunciado como incurso no artigo 312. em razão de descontos ilegais efetuados pela instituição em sua folha de pagamento. depois do primeiro exame em Antônio. agride-o com um cano. Decorrido 01 (um) ano do trânsito em julgado e encontrando-se João em cumprimento de pena. após dois meses. funcionário público com 38 anos de idade. a cumprir 06 (seis) anos de reclusão em regime prisional fechado. que o acusou de crime. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal.00 (mil reais). com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. que apurou lesões bem leves. Concluído o inquérito. R$ 1.455. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. quando inesperadamente ocorreu uma rebelião.500.º. Diante desses fatos. QUESTÃO: Como novo advogado de José.000. no valor exato de seu crédito. José está preso e a r. Após hora e meia. fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. com ataduras de pano. à pena de três anos de reclusão. pois estes se mostravam calmos. um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José. Durante o inquérito policial. PROBLEMA 3 (OAB/SP 122) Mário. José imobilizou dois deles. José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias.500. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. obrigando-o a mentir.º I. de 7 de abril de 1997. R$ 1. parágrafo 1. porque João rompera definitivamente com o namoro. funcionário do Banco do Brasil. Mesmo assim. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado.

respectivamente. QUESTÃO: Como advogado de José. para tomar um suco após a aula. Foram ouvidos. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. passaram por um bosque e "A". contudo. Superadas as fases dos artigos 402 e 403 do CPP. pela prática de estelionato majorado. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 115) "A". cumprida em regime aberto. QUESTÃO: Como advogado de João. PROBLEMA 2 (OAB/SP 119) Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão. a ser cumprida em regime aberto. em outros dois processos. A decisão transitou em julgado no dia 20 de janeiro de 2006. 129 . professor de natação. em 10 de janeiro e 15 de fevereiro de 2000. Neste momento. em regime inicial fechado. do Código Penal. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas. moça de posses. às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. ouvido José. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". sendo o exame criminológico favorável.º. sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". surgem novas provas reconhecendo que. As partes. tem ótimo comportamento prisional. policiais militares que passavam por ali ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". o MM. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. dizendo. ajuíze a peça pertinente. Intimado para o cumprimento das penas. com trânsito em julgado. de 23 anos. foi recebida em 20 de junho de 2005. PROBLEMA 5 (OAB/SP 132) João foi processado e condenado à pena de 2 anos de reclusão. induzido em erro e gerado prejuízos a entidade de direito público localizada no centro da cidade de São Paulo. após tantos anos na cadeia. Durante o processo. previsto no artigo 171. este confirmou o fato. estuprou "B". ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de forma criminosa. também. funcionários do banco que confirmaram o fato. A r. Ministério Público e acusado. "A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. cujos fatos ocorreram. que foi indeferida. Agora. o Juiz da Vara competente. no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo cada. "A" está cumprindo pena. e a de multa em 10 dias-multa. na realidade. usando de violência. de igual modo por infração ao artigo 157 do Código Penal. não apelaram. dita por "A" na época do processo. no mesmo bairro. José procurou um novo advogado para examinar sua situação e saber o que poderia ser feito. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. por infração ao artigo 157 do Código Penal. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem. que somente queria receber seu crédito para cobrir despesas pessoais e familiares. Requereu o seu livramento condicional. fixando a pena privativa de liberdade em 2 (dois) anos de reclusão. mediante ardil. § 3. em face de um golpe financeiro que teria. com 35 anos de idade. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital condenou José pelo crime de peculato. o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos (prestação de serviços à comunidade e multa). decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. convidou uma de suas alunas de nome "B". Passados dois meses após o trânsito em julgado da decisão condenatória. Acha-se condenado. a entidade de direito público não teve qualquer prejuízo econômico em face da conduta de João. também. indenizou a vítima. com o respectivo trânsito em julgado. em favor de "A". praticada em 29 de janeiro de 2000.eventual resposta. Porém. Quando se dirigiam ao barzinho. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vítima na verdade teria gostado. Na instrução criminal. direcionada ao Órgão Judiciário ad quem.

2006. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA (OAB/SP 132) Carlos foi processado e condenado com trânsito em julgado pela prática de homicídio simples (artigo 121. Suponha que você seja procurado pela genitora do condenado. 180 dias trabalhados na faxina interna daquela Instituição. latrocínio e seqüestro. pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. caput) praticado na cidade de Avaré. Desde então. em face de sua condição de reincidente. INTERPONHA a medida processual cabível para rever a dita decisão. vem ele cumprindo pena na Penitenciária Nélson Hungria. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. O juiz. em regime fechado. o condenado entrou em contato com sua mãe. Em ação própria na esfera cível reparou o dano. sem ouvir o sentenciado. faça a peça adequada. no dia 04. QUESTÃO: Como advogado de Manoel de Sassoferrato lance mão da medida cabível visando sua libertação. no ano de 2001. QUESTÃO: Como advogado de Carlos.09. tendo sido condenado pelo Juiz de Avaré à pena de 6 anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado. no dia 05. Observe-se. o Ministério Público. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. ainda não pleiteando Carlos qualquer benefício no âmbito da execução penal. passaram-se exatos 2 anos desde o início do cumprimento da sua pena no regime fechado. da pena restante.QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva. que tal sanção disciplinar lhe fora imposta sem que se ouvisse o condenado a respeito da indisciplina a ele imputada. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. Em face do exposto. aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA (OAB/SP 109) Manoel de Sassoferrato está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. Já cumpriu mais de 2/3 (dois terços) da pena imposta. cometa a ação pertinente. apresentando as razões recursais.2006. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. 130 .2006. Iniciada a execução de sua pena na Penitenciária de Avaré. Faltando 8 meses para se concretizar o prazo legal estabelecido para a obtenção de liberdade condicional. No mesmo dia em que foi intimado da sentença que indeferiu o pleito da remissão. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. o que foi pleiteado ao Juízo da Execução Criminal de Contagem. Não é reincidente. No entanto seu pleito foi-lhe negado sob o fundamento de que a remição seria impossível em face de o condenado ter sido punido por falta grave. roubo. localizada na cidade de Contagem-MG.09. PROBLEMA 3 (OAB/SP 130) João. não obstante o seu bom comportamento na prisão e a existência da Vara de Execução na cidade de Avaré. PROBLEMA 4 (OAB/MG 2003) EUSTÁQUIO DA SILVA foi condenado a 5 anos de reclusão. o condenado tomou conhecimento de que poderia “descontar”. porém. acatou o pedido. devidamente comprovados pela respectiva certidão. a fim de que esta providenciasse um advogado para avaliar aquela decisão.09. e encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. sempre com excelente comportamento carcerário.

o autor do furto. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital de SP– DIPO –. 131 . logo após a sua prática.SEQUESTRO PROBLEMA Nos autos do inquérito policial. ficou evidenciado que Graciliano. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. QUESTÃO: Como advogado da vítima "B". atuar no escopo de obter o ressarcimento.

desta forma. que afasta o estado de flagrância. uma vez que a situação descrita não se encontra nas hipóteses elencadas no art. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 Liberdade provisória com fiança.8. Deve ser pedido o relaxamento da prisão. somente se admite a continuidade da segregação caso resulte demonstrada a sua necessidade diante da análise dos requisitos objetivos e subjetivos que autorizam a prisão preventiva. Pode-se também. formulado perante o Juízo da ___ Vara Criminal da Comarca ________. fazer o pedido cumulado. com ou sem fiança. III. se considerada a redução de 1/3 pela tentativa. nada indicando que. tendo em vista que o aborto tentado possui pena mínima de 2 anos em abstrato. No caso em análise. Assim sendo. na forma “fornecer”. venha a ausentar-se do distrito da culpa. 5º. pedindo a liberdade provisória sem fiança. é um crime instantâneo (e não permanente. Na nossa legislação pátria. PROBLEMA 2 O candidato deve fazer um pedido de liberdade provisória em favor de Daniel. RELAXAMENTO DE FLAGRANTE PROBLEMA 1 Relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz da Vara do Júri. nem que venha a causar perturbações durante a instrução criminal. em razão da apresentação espontânea (art. 317. dificultando a aplicação da lei penal. ao menos. sem que ocorresse qualquer prejuízo à liberdade do acusado. PROBLEMA 2 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz de direito da Vara do Júri. GABARITO. CPP. Sabidamente. subsidiariamente o arbitramento da fiança. NEM presunção de autoria do delito (já que não foi encontrado nenhum objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de drogas). Sendo assim. LXV. sido perseguido.”). houve a necessidade de estabelecer institutos com a finalidade de assegurar o regular desenvolvimento do processo. ninguém deverá ser recolhido à prisão senão após o trânsito em julgado de sentença condenatória. já que o preso foi encontrado uma semana após o crime. apoiando-se no mérito pessoal do preso. A custódia cautelar. da CF). vez que NÃO houve perseguição logo após a prática da infração (os policiais prenderam o Requerente no seu local de trabalho. no dia seguinte ao da acusação feita). com a expedição do alvará de soltura em favor do requerente. Para o deferimento da liberdade provisória. exige o estatuto processual a inocorrência das hipóteses previstas nos seus artigos 311 e 312. CPP). médico estabelecido que não vai oferecer risco para o processo e. PROBLEMA 3 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante (art. esse instituto é a liberdade provisória. sem que tenha. como entendeu o delegado).º da Constituição Federal (incisos LXVI – “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. não houve o flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. 302. não estão presentes os requisitos da prisão preventiva pois o requerente é primário e possui residência fixa. quando a lei admitir a liberdade provisória. sustentando a ilegalidade da prisão. conforme se depreende do artigo 5. em liberdade. do CPP). Atualmente.” e LVII – “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve-se sustentar que o crime de tráfico de drogas. 132 . apenas é prevista nas hipóteses de absoluta necessidade. 302.

a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança. 310 e parágrafo único deste Código. Assim. II . da data da prática do crime. até 2 (dois) anos. nos termos do art.O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: a) de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos de referência. no grau máximo. na resposta. devendo ser observados os seguintes procedimentos: I . quando se tratar de infração punida com pena privativa da liberdade. 3. a natureza do delito. 350 do CPP.º . deve ser requerida a concessão de liberdade provisória mediante fiança. II . Lei n. pelo juiz. 1. pois não se trata de requerente comprovadamente pobre. até 4 (quatro) anos. por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante. e. quando o máximo da pena cominada for superior a 4 (quatro) anos. Ressalte-se que não incide na hipótese o art. § 2. com o fim de determinar alta de preços. Ressalte-se que o candidato que propuser habeas corpus (peça não privativa de advogado).º . já que se trata de crime contra a economia popular. § 2º .dificultando a prova. REVOGAÇÃO DE PRISÃO PROBLEMA 1 Deve ser redigida uma petição de revogação de prisão preventiva. intencionalmente e sem autorização legal. sustentando que em razão do mérito do preso não há motivo para manutenção da prisão cautelar e pleiteando a concessão da liberdade provisória e a expedição do competente alvará de soltura.521. nos limites de dez mil a cem mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional – BTN.Serão punidos. 325. quando se tratar de infração punida. pois não se trata de crime no qual se tenha utilizado de violência ou grave ameaça. § 1º . Por fim. na forma desta Lei. Esta Lei regulará o seu julgamento. de 26 de dezembro de 1951 Art. Art.São também crimes desta natureza: I . 325 . a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança. b) de 5 (cinco) a 20 (vinte) salários mínimos de referência. PROBLEMA 3 Deve ser elaborado pedido de liberdade provisória sem fiança. não se aplica o disposto no Art. matérias-primas ou produtos necessários ao consumo do povo.º 1. III .Se assim o recomendar a situação econômica do réu. em proveito próprio ou de terceiro. 310 e parágrafo único do Código de Processo Penal.aumentada.o valor de fiança será fixado pelo juiz que a conceder. no grau máximo. o limite mínimo ou máximo do valor da fiança poderá ser reduzido em até nove décimos ou aumentado até o décuplo.destruir ou inutilizar. não se aplica o disposto no art. Art. CPP. os crimes e as contravenções contra a economia popular. deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. c) de 20 (vinte) a 100 (cem) salários mínimos de referência. até o décuplo.se assim o recomendar a situação econômica do réu. ou qualquer outra peça. nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal.Nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal. dirigido ao juiz de uma das Varas Criminais Federais da Subseção Judiciária de Belo Horizonte-MG. Deve ser ressaltada.reduzida até o máximo de dois terços. a fiança poderá ser: I . por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante. com pena privativa da liberdade.º. por não ser esta medida a mais 133 . pois se trata de crime inafiançável. O candidato que fizer liberdade provisória não deverá obter a pontuação máxima.

correta tecnicamente. 301 a 310).. eventualmente. o crime de estelionato. mas de revogação da medida cautelar de prisão preventiva (. a prisão não é de todo imprescindível. Livre de locomover-se. TOURINHO explica. não sendo necessário que a moeda seja colocada em circulação ou que venha a 2/7 causar dano a outrem. Como observa TORNAGHI. exige-se que a cédula falsa tenha a eficácia de enganar o homem médio. da competência da Justiça Estadual". Trata-se de disposição expressa. Se o réu está afugentando as testemunhas que devam depor contra ele. em tese. desaparecendo a situação coercitiva (pressuposto básico da liberdade provisória).. decretada a custódia preventiva.. Ficando configurado o crime do artigo 289 do CP. Alguns autores. ou é ela mantida.. ou indiciado. livre e vinculado. a competência cabe à Justiça Federal. a prisão preventiva. Trata-se de crime formal. Assim. nas hipóteses de flagrante (arts. atual ou iminente. a prisão decorrente de sentença de pronúncia e a de sentença condenatória recorrível". fica afastado o crime em questão. Em suma. ao contrário. 594) (. defensor de que a liberdade provisória "(. Segundo ele. se está tentando subornar testemunhas ou peritos. 289 do CP: Falsificar. razão pela qual esta última será aceita.. Para FREDERICO MARQUES. "(. a prisão temporária. Por outro lado.) medida de caráter cautelar em prol da liberdade pessoal do réu ou do indiciado. que é a prisão provisória ou prisão cautelar e suas espécies: a prisão em flagrante. Foi exatamente esse o entendimento firmado pelo STJ no caso concreto objeto de estudo.)".. Para a caracterização do crime em tela. a liberdade provisória é disciplinada pelo Código de Processo Penal como "(. abrindose espaço para a tentativa de estelionato. Assim. com ou sem fiança. entendendo que este instituto se identifica com a liberdade do indivíduo contra qualquer prisão cautelar.. § 1 º) e da sentença condenatória recorrível (art. da ordem econômica e como garantia da ordem pública (CPP. induzindo a engano número indeterminado de pessoas. a lei brasileira se portou da seguinte forma: se a prisão é absolutamente necessária. mas vinculado a certas obrigações que o prendem ao processo. a competência será da Justiça Estadual. dão uma maior abrangência à liberdade provisória. ao mesmo tempo. em não sendo preenchida tal exigência. a decretação dela constituiria abuso de poder.)está relacionada com sua face repressiva. ou seja.. mas com a restrição acima.. que se extrai da súmula 73 do STJ "A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. art. usando a expressão "custódia atual ou iminente". mas. está preparando para fugir. é realmente necessário que a coisa falsificada contemple as mesmas características exteriores da moeda verdadeira.) a preventiva é decretada para assegurar a aplicação da lei penal.)" Já TORNAGHI apresenta um conceito bem peculiar: "a liberdade provisória é uma situação do acusado. a liberdade provisória "(.. (... E. essa incompatibilidade: "(. e multa. teria sentido pudesse ele lograr a liberdade provisória mediante fiança?"(.). Note-se que não se exige perfeição na imitatio veri. na prática.. De acordo com a Min. como as cédulas eram aptas a 134 .) a possibilidade de libertação do agente não se verificará através de liberdade provisória. e o juiz lhe decreta a medida extrema. ou é ela revogada. em decorrência da pronúncia (art. Não há que falar em substituí-la.) para fazer cessar prisão legal do acusado ou para impedir a detenção deste em casos em que o cacer ad custodiam é permitido".. 408. MIRABETE.)" . se. de 3 a 12 anos. pois seria substituir uma coisa que não deve existir (. O delito de moeda falsa é previsto no Art. Relatora. em se tratando de prisão preventiva. também ressalta a possibilidade do instituto em estudo impedir a prisão.. ao juízo e. na prática. situação paradoxal em que ele é... no entanto. Observa-se que. a um lugar predeterminado pelo juiz".. 312). por conveniência da instrução criminal. em razão do interesse da União. "(. no curso do procedimento. é imprescindível a imitatio veritatis (imitação da verdade). diante da caracterização do estelionato. A análise de todas essas circunstâncias tem como foco principal determinar a competência para o processo e julgamento da infração. fabricando-a ou alterando-a.) substitui a custódia provisória. mesmo ciente o Juiz de que o réu . é comum a confusão entre revogação da preventiva e liberdade provisória.) em relação à prisão preventiva... moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena reclusão. Dentre eles está JOÃO JOSÉ LEAL... não teria sentido permitir-se-lhe a liberdade provisória mediante fiança. ela é permitida ou mesmo imposta e não pode ser substituída pela liberdade provisória.

as testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça por parte do indiciado. rel. trazidas na parte inicial do art. eis que se trata de réu primário e de bons antecedentes. em momento algum evidencia-se periculosidade na ação delitiva lhe imputada. 289. com estrita observância do artigo 41 do CPP. da CF/1988). confessando o crime. 109. 73-STJ) ou se o produto é capaz de passar por cédulas autênticas. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 Oferecimento de queixa-crime. Cabe ainda adentrar ao mérito da medida decretada: não estão presentes os requisitos do art. que. c. Jane Silva (desembargadora convocada do TJ-MG). a seção declarou competente o juízo Federal. sendo de salientar-se não ter qualquer pretensão de furtar-se aos ulteriores termos do processo. 312 do estatuto processual penal). é de competência da Justiça Federal (art. Lembrase que Mariano reside na capital há 20 anos. do CP. (Informativo 361 do STJ). em conformidade com o artigo 100 § 3º do CP em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo legal (requerimento endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). não podendo a custódia preventiva ser decretada tendo em linha de conta somente as conseqüências do fato. deve revelar-se no caso concreto uma das três finalidades expressas pela lei: a conveniência da instrução criminal. não resta dúvidas que o crime é o do artigo 289 do CP. onde ofereceu sua versão sobre o caso. 312 do CP. IV. Assim. o asseguramento da ordem pública ou a garantia da ordem pública. Com referência ao asseguramento da aplicação da lei penal. n. Min. CC 79. o requerente. não restou comprovada a indispensabilidade da medida cautelar para que os fins processo sejam atingidos.889-PE. as cédulas são de baixa qualidade. por lesar os interesses da União. 141. Na espécie. buscou fugir à eventual responsabilidade criminal. Para se ver decretada a medida coativa. Para a min. § 1º. deve-se requerer a revogação da medida cautelar. sendo de salientar-se ainda que não é possível vislumbrar-se a periculosidade do acusado apenas pelo ato anti-social por ele praticado desde que unitariamente vislumbrado. em tese. A inicial deve ser 135 . Também não está presente o requisito da garantia da ordem pública. III. A prisão de Mariano não demonstra-se como dado essencial para que a prestação jurisdicional não se frustre quando da prolação da eventual sentença penal condenatória. tão logo teve notícia do procedimento investigado contra si instaurado. a depender do local e momento em que forem utilizadas. Ademais. diante dos elementos de convicção até então colhidos nos autos. Relatora.. efetivamente. automaticamente. É ressabido que para externar-se a decretação da custódia preventiva devem concorrer duas ordens de pressupostos: os denominados pressupostos proibitórios (o fumus commisi delicti representado no nosso direito processual pela prova da materialidade do delito e pelos indícios suficientes da autoria) e os pressupostos cautelares (o periculum libertatis. por ter Alfredo cometido o crime descrito no artigo 140. apesar do parecer técnico. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública. julgado em 23/6/2008. em momento algum. mas capazes de passar por cédulas autênticas. ambos do Código Penal (Injúria com aumento de pena). Na espécie sequer um de tais pressupostos se encontra evidenciado. a fim de determinar a competência para processar e julgar o feito. saliente-se que. representado na legislação brasileira pelas nominadas finalidades da prisão preventiva. comprometendo-se Mariano a comparecer a todos os atos do processo.c.enganar o homem médio. apresentando-se inclusive para depor sobre os fatos ocorridos. em face do exposto. o que revela. PROBLEMA 2 Deve ser redigida a queixa-crime. o requerente compareceu ao órgão policial. Diante do exposto. Sob o ponto de vista técnico. há a configuração de delito definido no art. a competência da Justiça Federal para processá-lo e julgá-lo: 'Discute-se se a falsificação de papel moeda é grosseira (Súm. Não tem ele qualquer passagem criminal anterior.Vejamos: Com relação à conveniência da instrução criminal. art.

com a apresentação de alegações finais perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. art. RESPOSTA À ACUSAÇÃO PROBLEMA 1 Deve ser redigida Resposta à Acusação. Sr. Como o documento foi "encontrado no armário". do CPP. No mérito. pois ausente qualquer prova do constrangimento por grave ameaça. MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) PROBLEMA 1 Alegações finais sob a forma de memoriais. Requerer: A improcedência da ação penal nos termos do artigo 386. sequer. "caput". O candidato deverá requerer seja o querelado processado e condenado como incurso nas sanções do artigo 140. III. §3º. deve-se apresentar o rol de testemunhas. do artigo 386. Arma desmuniciada configura ineficácia absoluta do meio. §3º. no mérito. III. houve ineficácia absoluta do meio empregado. já que o crime é de uso de documento falso.endereçada ao Juiz do Juizado Especial Criminal de Betim. do CPP. salientando que o Ministério Público equivocadamente requereu a condenação. ambos do Código Penal. Por fim. No caso. pois. O pedido deve ser de anulação do processo e. do CPP ("estar provada a inexistência do fato"). 141. Juiz de Direito da 12ª Vara Criminal da Capital. já que se trata de crime de ação penal pública condicionada. 396-A do Código de Processo Penal. 136 . com procuração com poderes especiais. do C. com base no art. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em atos de execução. O fato de contar com antecedentes insalubres não tem o condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação. apresentadas perante o Juízo do Júri. Quanto às teses. endereçada ao MM. III. nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. Dr. c. artigo 17 do Código Penal. invocando o titulado crime impossível (artigo 17 do Código Penal). com fundamento no art. que viola o princípio da presunção legal de inocência. deve ser levantada preliminarmente a ilegitimidade de parte. A postulação ministerial vem firmada em suposição. pois o Ministério Público ofereceu denúncia sem a devida representação da ofendida. o acusado não estava portando o documento que também não foi exibido (daí não haver uso). 157. quando o correto seria a pronúncia. PROBLEMA 2 Alegações Finais. a conduta de "A" é atípica. do CPP. 397.c.P. o que torna o fato atípico. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri Argumento: Crime impossível. da 2ª Vara Criminal. PROBLEMA 3 Peça profissional adequada: Alegações finais de defesa. de absolvição sumária. com base no artigo 403. sustentar que o fato narrado evidentemente não constitui crime. Endereçamento: Exmo. do CPP. Conteúdo da peça: Abordar que o Ministério Público não tem razão. a título de tentativa. O fato não é punido. Pedido: impronúncia por inexistência de crime. PROBLEMA 4 Deverá ser cumprida a fase do artigo 403.). A postulação é de absolvição com fulcro no inciso I. expedindo-se alvará de soltura.

581. com fundamento no art. Fundamentos: pedido de absolvição. b) requerimento para instauração de exame de dependência toxicológica. Absolvição . RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. deverá ser endereçada ao Tribunal de Justiça. PROBLEMA 7 A peça consiste na apresentação dos memoriais de defesa. no prazo de cinco dias. do CPP. nulidade pela realização do interrogatório de Antônio sem a presença do advogado de Luís e ofensa ao contraditório. PROBLEMA 3 Peça – Recurso em sentido estrito. Finalidade: recebimento da apelação e seu processamento. nos termos do art. de interposição. com o disposto no artigo 419 do C. 414. 403.P. O recurso deverá ser fundamentado ao final. observando-se que os testemunhos são indiretos. endereçados ao Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca __________. Ao final o candidato deverá postular a absolvição sumária com base no artigo 415 do Código de Processo Penal. de nulidade e de afastamento da qualificadora do inciso I. não presenciais. . que deverá ser elaborado em duas petições: A primeira. c) absolvição – não basta a confissão. CPP).PROBLEMA 5 Peça: alegações finais (art. ao Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri. testemunhas não imputam a ele o fato. fundamentada no artigo 581. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. Dirigida ao juiz do processo. A segunda. Endereçamento –Tribunal de Justiça Pedido – Alteração pelo juiz. PROBLEMA 2 Trata-se de um recurso em sentido estrito.para que o réu seja julgado perante uma vara singular. sendo que "A" agiu em estado de necessidade. Se mantida. A tese a ser sustentada é a ausência de indícios suficientes de autoria.P. Alegações possíveis: a) nulidade do interrogatório em virtude da ausência do defensor.P. Sr. não sendo suficiente a palavra do co-réu e o encontro do dinheiro. inciso I do Código Penal.falta de provas suficientes para a condenação. não foi reconhecido pela vítima. Não houve dolo eventual no caso em tela. reforma pelo tribunal. Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri da Capital. que autorizasse a imputação de homicídio doloso.P. inciso IV do Código de Processo Penal. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. 137 . postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de morte – art. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. 129 parágrafo 3º do C. IV do C. §3º. PROBLEMA 6 Alegações finais. Dr.P. pleiteando-se a impronúncia do acusado. de razões em recurso de sentido estrito. Afastamento das qualificadoras – não há prova de uso da arma e de que os dois cometeram os crimes. Dirigida ao juiz de direito. nos exatos termos do artigo 24 do Código Penal. podendo também ser suscitado o artigo 23.

o assistente pode recorrer para pleitear agravamento da pena. IV) Endereçamento –Tribunal de Justiça. negando o dolo eventual. Não é correto afirmar que. vez que os fatos não configuram infração dolosa já que não houve assunção do risco com indiferença quanto ao resultado. 581. beneficia o acusado. 138 . Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pessoa pode configurar. em virtude do princípio do favor rei. Pedido no habeas corpus: declaração da nulidade. Mérito . Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar . vigora o princípio “in dubio pro societate”. e não é insignificante. exclusivamente. destacando que o recurso em sentido estrito é o recurso apropriado. Pode-se.declaração de nulidade. pois. art. interesse próprio de natureza civil. já que não há informação de que o pronunciado está preso. A prova testemunhal é controvertida. No mérito. mais apropriado o recurso em sentido estrito. vez que obrigatória também a indiferença quanto ao resultado. sendo admissível subsidiariamente o habeas corpus. mesmo em relação a essa espécie de decisão. inciso IV. PROBLEMA 7 A peça pertinente constitui na interposição do Recurso em Sentido Estrito perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. havendo necessidade de aditamento. PROBLEMA 5 Recurso em sentido estrito Habeas corpus (só para a declaração de nulidade) Fundamento – Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 366 do Código de Processo Penal. crime de injúria. Afastamento da qualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia. PROBLEMA 6 PEÇA: Recurso em Sentido Estrito ENDEREÇAMENTO: Tribunal Regional Federal da 3ª Região PEDIDO: Impronúncia de João pela não existência de indícios suficientes de que seja o réu o seu autor. não se prestaria à comprovação da autoria. Dirigido ao juiz e ao tribunal. Pedido e fundamento – Afastamento das qualificadoras. pleitear a nulidade da pronúncia pela inclusão da segunda qualificadora.impronúncia. podendo o candidato alegar no recurso em sentido estrito pela desclassificação por conduta culposa. há dúvida razoável sobre a autoria. sendo. também. na decisão de pronúncia. não sendo suficiente para a caracterização do dolo a presença da assunção do risco. O reconhecimento fotográfico. PROBLEMA 4 Peça – Recurso em sentido estrito (art. do CPP. contrariando a decisão de pronúncia proferida pelo juiz de Itu. outra assevera que ele estava fora do país. até mesmo.Fundamento – Segundo forte corrente doutrinária e jurisprudencial. apesar de admitido. tendo como fundamento o artigo 581. pois a dúvida razoável. caso o candidato considere que o pronunciado esteja preso. Ele atua como auxiliar do Ministério Público e não defende. CPP. PROBLEMA 8 Recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia.414. enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparos. entretanto.

promoverá a mutatio libelli. do CPP. PROBLEMA 10 Trata-se de um Recurso em Sentido Estrito. pois é possível que o dono de uma residência reaja ao ingresso de pessoa estranha em sua casa. O recurso deve ser interposto para o próprio juiz sentenciante.º da Constituição da República de 1988. com fundamento no art. que apesar de ter desferido cinco 139 .689. do CPP c/c art. A lei dispõe que encerrada a instrução. De acordo com a novel legislação. 41 e 395 do C. Disse. constituído ou nomeado.P. IX.581. e ainda durante a audiência. PROBLEMA 11 Deve ser interposto recurso em sentido estrito. 581. somente por fim.P. pelos depoimentos colhidos no curso da instrução. ainda.P.P. conforme art. não houve surpresa. pois não sabia quem eram as pessoas que invadiram a sua casa. do CP).) Crime prescrito – art. o que lhe garantirá maior possibilidade de exercer em plenitude sua autodefesa uma vez que se pronunciará já ciente das demais provas colhidas. o magistrado. 107. I e 588 do C. se não for este o caso. por falta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade (art. esclarecimentos de peritos.689/2008. repelindo agressão tida como injusta.) Pontos a serem abordados – inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas. determinará a oitiva das testemunhas arroladas e a realização de demais diligências pleiteadas pelas partes. absolver o réu ou desclassificar a conduta por ele praticada. ao receber a denúncia ou a queixa (em caso de ação penal privada subsidiária). inciso IV do CP. no prazo de 10 dias. Com efeito. se o magistrado se convencer sobre a existência de elementares de crime não descrito na denúncia. art. impronunciar. I. que deverá se adequar ao disposto no inciso LXXVIII do artigo 5. dirigido ao Juiz da Vara Criminal de _________. deve-se alegar ter o réu agido em legítima defesa. e colhida a manifestação do Ministério Público ou querelante acerca das preliminares e documentos juntados pelo réu. com remessa dos autos ao juiz competente para o exame do crime conexo. O procedimento narrado no enunciado está de acordo com a Lei n. 121. em face da sentença que o pronunciou como incurso nas penas do art. depoimentos das testemunhas de acusação e defesa.P. Na audiência de instrução e julgamento serão colhidas as declarações do ofendido. IV. deverá citar o acusado para apresentação de uma defesa escrita.Pedidos: absolvição sumária porque agiu em legítima defesa de sua propriedade. § 2º. verifica-se que o réu atuou amparado pela excludente de ilicitude da legítima defesa. Após apresentada a defesa do acusado por seu procurador.º 11. que poderá retratar-se da decisão de pronúncia ( ou poderá ser interposto diretamente no TJSP). 581. afastamento das qualificadoras: não agiu por motivo torpe. no âmbito judicial e administrativo. o acusado narrou que havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima. É certo que a materialidade do crime se comprovou por meio do laudo de exame de corpo de delito. do CPP. o princípio do in dubio pro societate na pronúncia. IV. PROBLEMA 9 Tribunal competente – Tribunal de Justiça Peça adequada – Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art. ao ser interrogado em juízo. colherá as alegações finais das partes de forma oral. Por outro lado. o magistrado. Não se pode invocar mais. e. A Lei n. publicada no Diário Oficial do dia 10 de junho do ano de 2008. por certo marca o início de novos tempos para o processo penal. segundo doutrina atual.º 11. As razões devem ser dirigidas ao TJSP. pelo advogado de Cristiano. 60. Colhidas as alegações. será interrogado o réu. 109 + 107 C. in verbis: "A todos. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação". o magistrado deverá pronunciar. No mérito. com as razões direcionadas ao Tribunal de Justiça. A tese a ser ventilada é a da extinção da punibilidade pela perempção (art.

sequer se pode falar em crueldade ou em excesso de legítima defesa. requerendo a retratação do magistrado. a qual. Para que se possa acenar com a legítima defesa. comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade. e a moderação com que esses meios foram empregados. há de restar demonstrada a presença concomitante de todos os pressupostos legalmente exigidos para sua caracterização: a presença de injusta agressão. no caso presente. porém. deve o réu ser absolvido sumariamente. verificando a sua incidência. E. as quais não devem ser extirpadas na decisão de pronúncia. sem chances ou com grande dificuldade para se defender do ataque. Deve-se. 5º. pois esta se baseia única e exclusivamente na reiteração de golpes. atual ou iminente. da Constituição Federal. exceto quando em caráter raro e excepcional. existe comprovação nos autos de apenas uma versão para os fatos.em legítima defesa. Consoante se infere dos elementos probatórios colhidos nos autos. razão pela qual deve ser afastada a respectiva qualificadora. Assim. o denunciado efetuou cinco golpes na vítimas. E mais: esses elementos hão de despontar. nos termos do art. mas apenas um a atingiu. XXXVIII. requerer a exclusão da qualificadora do meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Acrescenta-se que a vítima estava armada. atual ou iminente. dispõe o art. nos termos do art. Observa-se que o irmão do denunciado. Do elenco probatório. há fortes indicativos de que a vítima estava prestes a agredir o réu. de forma inconteste. Dessa forma. PROBLEMA 12 Deve ser interposto Recurso em Sentido Estrito perante o juiz perante o juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre. momento em que ela caiu. ainda. ainda que tenha sido ouvido em juízo sem prestar o compromisso legal. a legítima defesa restou evidenciada com a certeza exigida para seu acolhimento nesta fase preambular. 411 do CPP. a única testemunha de acusação não presenciou os fatos e apenas informou que conhecia o acusado havia 5 anos. por ser a única pessoa que presenciou os fatos. Assim sendo. Como se vê. usando moderadamente dos meios necessários. não se colhe nenhum indício de traição. a direito seu ou de outrem".golpes na vítima. 23. sem que se verifique excesso. dispõe o art. daí porque não se pode falar que a mesma fora atingida de surpresa. repele injusta agressão. tão somente para se defender de uma agressão injusta e iminente. Não há crime quando o agente pratica o fato: (. As razões devem ser endereçadas ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Os Tribunais têm se manifestado no sentido de prestigiar as qualificadoras dispostas na denúncia. razão pela qual deve ser valorado o seu depoimento. caso não atendido o pleito de absolvição sumária. produzido sob o crivo do contraditório. que é o juiz natural das causas criminais contra a vida. a qualificadora arrolada pelo Ministério Público está em manifesta e evidente contrariedade com as provas dos autos. evidenciaria excesso de acusação. Outrossim. ainda. se admitida. Havendo certeza quanto à ocorrência de legítima defesa. sustentando a atipicidade da 140 . narrando haver o acusado agido em legítima defesa. do arcabouço probatório. a necessidade dos meios empregados na repulsa à suposta agressão. 25 do Código Penal: "Art. até porque cabe ao Colendo Tribunal Popular do Júri. No caso em tela. descreveu com riqueza de detalhes a dinâmica dos fatos. visto que estão em total descompasso com a prova coligida. na hipótese de o TJSP manter a sentença de pronúncia. não deve incidir a qualificadora do meio cruel.. Entende-se em legítima defesa quem. Portanto. dissimulação. de maneira sábia e soberana. 23 do Código Penal: "Art. restando certo que o réu não teve o propósito deliberado de causar sofrimento adicional à vítima.) II . numa flagrante demonstração de excesso de acusação.. Assim. surpresa ou recurso similar. que o acusado tinha o hábito de beber. decidir acerca da qualificadora ofertada na denúncia. somente a atingiu no quinto golpe. a um bem juridicamente tutelado. 25. comparecem manifestamente improcedentes.

(art. "não há corrupção ativa. PROBLEMA 3 A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira instância. O pedido deve ser para o trancamento do inquérito policial. aceita em alguns acórdãos. VI. mas deu a importância por imposição do funcionário. poderia ser sustentada a tese de tentativa de latrocínio. seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo.competência do Tribunal de Justiça Pedido de anulação do julgamento por deficiência dos quesitos. 171. Nas razões postular de forma mais ampla a absolvição do apelante. Cuida-se de posição que. já que atípica a conduta de "A". nos termos do artigo 600. o que. do Código de Processo Penal. As razões são apresentadas no juízo "a quo". inciso III. nos termos do artigo 386. parágrafo único. por ser ele sujeito ativo e não passivo do crime. que independe de reclamação oportuna. PROBLEMA 2 Deverá ser apresentada. fraude na sustação. Se os cheques são dados apenas como garantia de dívida. sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado – Há posicionamento no sentido de que a fixação de regime integralmente fechado fere a garantia constitucional de individualização da pena. do Código de Processo Penal. § 2º. as razões de apelação. no momento. do CPP). do CP. § 2º. que se deu por motivo justo. não se caracteriza a conduta descrita no art. PROBLEMA 4 Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça. 564. PROBLEMA 5 141 . desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitucionalidade do regime integralmente fechado. em 8 (oito) dias. segundo Delmanto. APELAÇÃO PROBLEMA 1 Interposição e razões de recurso de apelação . Fundamentos: Crime único – Existe forte entendimento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de concurso material. inexistindo.conduta. Pedidos: crime único. porque não houve a subtração. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. 1ª parte do Código Penal. Vício insanável do questionário. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante. aliás. Desclassificação para tentativa de latrocínio – Embora haja súmula do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “há crime de latrocínio. ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima” (Súmula 610). O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são "oferecer" ou "prometer" vantagem indevida. mas concussão praticada pelo funcionário". está sendo objeto de especial atenção do Supremo Tribunal Federal. quando o homicídio se consuma. enquanto que subsidiariamente (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29. em sua nova composição. pois a emissão de cheques pré-datados descaracteriza a natureza de pagamento à vista. pela participação idealizada em delito de menor gravidade. portanto.

acima do mínimo legal. Subsidiariamente. quanto à aplicação da pena. o que não se vislumbra em razão da pequena altura do muro transposto. porque é isento de pena o filho que comete crime contra pai. Ainda. inciso II.interior do veículo. como. inciso I. apartando-se dos elementos previstos no art. deveria sustentar a absolvição do acusado com base em negativa de autoria. deveria argumentar que o rompimento. do Código Penal. Endereçamento –Tribunal de Justiça. existência de contrariedade na votação dos quesitos por parte dos jurados. deveria requerer o afastamento das qualificadoras. tipo físico comum). Endereçamento –Tribunal de Justiça. indeferimento da tréplica pelo Magistrado. com fundamento no art. localização do acusado no momento do reconhecimento . aspecto subjetivo que não se denota da simples qualificação do crime. VI do Código de Processo Penal e no art. OUTRA ALTERNATIVA Peça . do Código Penal). Pedido e fundamento – pedindo anulação da sentença. do Código Penal). 155. do Código Penal). por exemplo. ou de esforço incomum. b. uma escada. o que representou reformatio in pejus indireta. 59 do Código Penal e norteadores da fixação da pena-base. c. III.Peça – Apelação. II e 183. III. 386. Habeas corpus. Fundamentos: I – nulidade: a. Pedido: decretação de nulidade ou realização de novo julgamento (artigo 593.No mérito. deve ser efetuado contra o obstáculo que dificulta a subtração da coisa e não contra a própria coisa. existência de erro por parte do Magistrado na formulação dos quesitos referentes às qualificadoras. com base tão-somente no dolo intenso do agente. com pedido de absolvição. II – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. principalmente entre os quesitos referentes à autoria e o evento morte. PROBLEMA 8 Peça: Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. 155. “a” e “d” do Código de Processo Penal). PROBLEMA 7 Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos . PROBLEMA 9 PEÇA: Apelação Criminal ENDEREÇAMENTO: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo 142 . 181. II.Habeas corpus. deveria argumentar que a escalada somente se caracteriza com o emprego de meio instrumental. PROBLEMA 6 Apelação. para qualificar o crime de furto. Pedido e fundamento – Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento. deveria indicar o equívoco do juiz ao exasperar a pena-base. Quanto à qualificadora da escalada (art. bem como em razão da dúvida ocasionada pelas condições em que a testemunha de acusação o teria reconhecido (reconhecimento em período noturno. Quanto à qualificadora do rompimento de obstáculo (art. com menos de sessenta anos de idade (artigos 181.

nem o prejuízo alheio).386.148. Se crime existiu. o estelionato só é púnivel a título de dolo. 143 .386. em prejuízo alheio. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. o que não ocorreu no caso em tela. §1º. Quanto ao crime de porte ilegal de arma.PEDIDO: Absolvição de João do crime previsto no art. o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal. a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia.2002 – Prescrição – 12 anos (art. do CPP. Denúncia recebida em 04. VII. 593 . o Ministério Público é uno e indivisível. empregando artifício. PEDIDO: Os mesmos das teses ventiladas PROBLEMA 13 a) CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. 115) – tempo 6 anos – Tempo decorrido até agora. PROBLEMA 14 O candidato deve interpor recurso de apelação com fundamento no art. Deve-se requerer improvimento ao recurso ministerial e a conseqüente manutenção. mesmo sem farda e fora de serviço. foi ele tentando e nunca consumado. não há estelionato culposo. Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houve a vantagem ilícita. c) Fundamento: artigo 593 do Código de Processo Penal. PROBLEMA 11 a) Contra-Razões de Apelação. Não é obrigatório o pleito condenatório. Órgão competente Tribunal de Justiça. 593. da R. em inteiro teor.cerceamento de defesa e pedido de reconhecimento de prescrição. a diminuição pela participação de menor importância. está investido na condição de policial. Pedidos – absolvição – insuficiência de prova Nulidade do processo (é o pedido principal. PROBLEMA 10 Peça: Apelação. II. a. do Código Penal por não haver prova da existência do fato (art. eis que não está vinculado à denúncia. Além disso. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocência. Assim. Art. PROBLEMA 12 PEÇA: Razões de apelação COMPETÊNCIA: Tribunal Regional Federal da 1ª Região TESE: Absolvição pela ausência de provas de que tenha contribuído para a prática do crime de roubo e. CPP) ou por não existir prova suficiente para a condenação (art. dela obtendo vantagem ilícita.03. III) – Redução pela metade – menoridade (art. CPP). só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência). Ainda. CPP. a atipicidade da conduta. no caso) . A argumentação pode fundamentar-se. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional. decisão de 1º grau. que consiste na vontade de enganar a vítima. pois não praticou nenhum dos verbos do tipo penal. na prova. ardil ou qualquer outro meio fraudulento. subsidiariamente. V.Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I . entre outras. pela proibição da reformatio in pejus indireta.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. treinado para a proteção da sociedade. Pode requerer a condenação. alegando-se que o acusado. III. 109.

na produção da nova prova. será impossível contradizê-lo. a parte adversa fica numa situação dificílima. ou aberto. ante a violação ao art. Isso é elementar. causa danos irreparáveis ao julgamento. evitando comprometimento da outra parte com o ingênuo questionamento ‘concorda com a leitura do documento’? Tal prática. determina a juntada do documento. ou. também não é possível afastar a conclusão de que o nobre promotor de justiça surpreendeu a defesa. visto que o representante do Ministério Público. 475 (pois é uma garantia revestida de forma). marca novo júri (. É até mais útil explorar o imaginário em torno do que foi mostrado (agravado pela recusa da outra parte. conforme o conteúdo do documento. que pode – definitivamente – comprometer o julgamento. após. para determinar seja o acusado submetido a novo julgamento. na sua maioria? Questionam a outra parte se concordam com a produção. Deverá sustentar a nulidade do julgado. proferidas por juiz singular nos casos não previstos no Capítulo anterior. Rio de Janeiro. mesmo não lido em Plenário. portanto) a decisão que pretende. Errou o juiz. página 133). se não aceitar a produção. o candidato deve pedir ao magistrado que acolha a argüição de nulidade suscitada. ao fazer uso do direito que lhe confere o art. para extrair de lá (do imaginário. fazendo-os deslizar no imaginário.). uma das partes postula ao juiz a utilização de um determinado documento que – pelos mais variados motivos – não pode ser juntado com a antecedência legal de 3 dias. tem seu conteúdo transmitido aos jurados”. qual seja. do que trabalhar com a realidade do documento. logo. e firmeza devem demonstrar os juízes na sua aplicação. pode ser que este fato não tenha sido aquele que levou o conselho de sentença a decidir como decidiu. 33 do CP. restou prejudicada. dissolve o conselho de sentença. assegurando o necessário contraditório. sem a concordância da defesa.das decisões definitivas. de acordo com o art. A de detenção. pela defesa. verificando sua relevância. de modo que se estabeleça regime mais ameno para o cumprimento da pena.II . Está perdido o júri e uma grave injustiça pode ser produzida. Subsidiariamente. Lumen Juris.A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. em plenário. se recusou é porque algo tinha para esconder. na obra Júri – Procedimentos e aspectos do julgamento (11. e. 649/650). p. É que. 33 . 479 do CPP. está criado o problema.). que: “Constitui prova nova o documento que.das decisões do Tribunal do Júri. Pronto. Ora. b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. o semi-aberto. basta saber lidar com a situação..” (In: Direito Processual e sua Conformidade Constitucional. O que fazem os juízes. III . Art.ª ed. Ed. mormente porque o órgão ministerial instigou os senhores jurados a que “pensassem o que quisessem” acerca da recusa. exibiu documentos relativos a outro processo a que responde o réu com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores no que concerne às condutas pretéritas do Apelante.. Editora Saraiva. Se aceitar a produção. em regime semi-aberto. d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. e. sem a oportunidade de contraditá-los. A proibição contida no dispositivo em comento tem por escopo evitar que. relevante a proibição do art. salvo necessidade de transferência a 144 . quando dos debates. sejam as partes – uma ou outra – surpreendidas com a produção ou leitura de documentos novos. estará em situação de desvantagem pela surpresa gerada.. ou com força de definitivas. semi-aberto ou aberto.. lugar do logro. Sobre o tema leciona Aury Lopes Júnior: “Situação bastante problemática e que acabou se tornando comum na atualidade é a seguinte: no curso do júri. Por outro lado. Entretanto. 479 do CPP. quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. Assim. Basta que o adversário saiba explorar a curiosidade dos jurados. o estrago é ainda maior. o candidato deve pleitear a reforma da r. Hermínio Alberto Marques Porto anota. Daí porque das duas uma: ou o juiz veda categoricamente a produção do documento (sem questionar a outra parte para não comprometê-la frente aos jurados) e não permite qualquer menção a ele no julgamento.. Assim. sentença. 2007. muitas vezes fundamentada na (pseudo) garantia do contraditório. Nesse momento.

do CPP. com base no art. Nas razões. pois sua conduta não passou dos limites da imprudência. e) Prazo para interposição: 10 (dez) dias.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. OLIVEIRA Revisor: DESEMBARGADOR VAZ DE MELLO PROBLEMA 15 Deve ser interposto recurso de apelação.) § 2º . c) o condenado não reincidente. cumpri-la em regime semi-aberto. anexas. c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609. Deve-se sustentar que o seqüestro deve ser levantado.. segundo o mérito do condenado. I. no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicídio doloso. II. desde o início. CPP). Nesse sentido:TJDFT Órgão: Segunda Turma Criminal Classe: APR .: 2004 09 1 004111-7 Apelante: JÚLIO CÉSAR SOUZA Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Relator: DESEMBARGADOR ROMÃO C. parágrafo único do CPP. 131. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito). com fundamento no art. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos. Acórdão. A interposição deve ser endereçada ao juiz da Comarca de Betim-MG e as razões dirigidas ao TJMG. d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal. poderá. o candidato deverá postular a reforma do V.Apelação Criminal Num.regime fechado. cumpri-la em regime aberto. para que prevaleça o voto vencido. poderá. C. PROBLEMA 2 Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tribunal de Justiça. de forma fundamentada.P. b) o condenado não reincidente. (. as razões do inconformismo. 593. desde o princípio. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1ª OPÇÃO: Peça – Embargos de Declaração Endereçamento – Juiz de Direito Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. em petição que deverá conter. 145 . 609.P.. pois a ação penal não foi proposta dentro de prazo de 60 dias a contar do aperfeiçoamento da medida (art. sustentar a tese contida no voto vencido. O recurso deverá. A petição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido estrito. pedindo-se o provimento do recurso para esse fim. Proc..

segundo entendimento diverso do exposto na primeira opção. PROBLEMA 5 146 . O juiz deve ajustar a parte dispositiva à fundamentação. o que não é admitido em direito penal (art.P. que só reconhece a responsabilidade subjetiva. há também orientação diversa.Fundamentos: Há contrariedade entre a parte dispositiva e a fundamentação. e. 647 e 648. 5º. poderia ser admitida a apelação. já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão. dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo.).P. de qualquer forma. O processo foi instaurado com fundamento na teoria da responsabilidade objetiva. §2º.c. c.P.. Embora. uma vez que sofre coação ilegal por desrespeito ao artigo 10 do Código de Processo Penal em evidente excesso de prazo. PROBLEMA 4 Trata-se de um "Habeas Corpus" endereçado ao Tribunal de Justiça.P. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. 41 e 395 do C. a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúncia (art. A prova da materialidade da infração somente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico. com isso. Como já referido na 1ª opção. do Código de Processo Penal. principalmente porque. da C.P. de qualquer forma. que não ocorreu no presente caso. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus". nos casos de contrariedade. §2º. boa parte da doutrina admite. pois não há justa causa para o processo. inciso LXVIII.P. o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155. que não é admissível em Direito Penal. 648.). não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração. a pena venha a ser alterada. PROBLEMA 2 Deverá ser impetrada uma Ordem de "Habeas Corpus" (art.c. e. Serve apenas para a autuação em flagrante e oferecimento da denúncia. c. 2ª OPÇÃO: Peça – Apelação Endereçamento – Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal de Justiça Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. do C. 13. com base no artigo 648. inciso LXVIII. 155 do Código Penal.P.) visando o trancamento da ação penal. no caso. da Constituição Federal. do Código Penal na fundamentação. O Tribunal de Justiça é o competente para o julgamento do "Habeas Corpus". a sentença é nula eis que não demonstrada a materialidade do delito. ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. do Código Penal na fundamentação. "A" está sendo responsabilizado objetivamente. inciso VI. inciso I. do C. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça. inciso I. do C. PROBLEMA 3 O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva. aplicando o §2° do art. devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final julgamento do "writ". Nessas condições. há também orientação diversa. que tem caráter definitivo. essa possibilidade. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais expedito e indicado.F. Desse modo. o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155. visto que da forma como foi elaborada a denúncia. no caso. com fundamento no artigo 5º.

Pedido e fundamento – O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o recurso em sentido estrito. ainda. 1ª figura do CPP. não podendo ser autorizada. Pedido – concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária. com fulcro no art. a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum.º da Lei 7. a prorrogação do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessidade (art.Trata-se de um Habeas Corpus. 2º. 5 º. PROBLEMA 8 Habeas corpus Agravo de execução Fundamento – A decisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oitiva do condenado (art. poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade. Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem mandado judicial. caput. 648. inciso I. Pedido: declaração de nulidade da decisão. a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreensão de documento falso e. mas sim a Justiça Estadual comum. parte final. visto que segundo o art. Deveria apontar. e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua renovação. PROBLEMA 7 Peça – Habeas corpus – Superior Tribunal de Justiça. não podendo.12. de 21. PROBLEMA 9 Habeas corpus Fundamento – A prisão temporária só é possível em relação aos crimes expressamente previstos no inciso III do artigo 1.1989. assim. 109.12. 118. portanto. desde logo. a Justiça Federal não é competente para julgar as contravenções. em virtude da total incompetência do Juízo. e. com base no art. da Lei 7960.210/84 – Lei de Execução Penal) e de oportunidade de defesa. 5 º. inciso IV. 564. por contrariar o princípio de individualização da pena (art.960. da Constituição Federal. XLIX). com participação de advogado (art. por violação do princípio da dignidade humana (art. o agravo do Ministério Público foi intempestivo. 5°. Além disso.. da Lei 7. Subsidiariamente. inciso LV. 1 º. haja vista a ausência do requisito da garantia da ordem pública. PROBLEMA 6 Peça – Habeas Corpus Endereçamento – Tribunal de Justiça Pedido – Trancamento da ação penal. e a Súmula 38 do STJ. pedido de nulidade da decisão que impôs a prisão preventiva. XLVI). nos 147 . No caso. Deverá ser postulada a anulação do processo desde o início. § 2°. da CF). VI do CPP. à própria configuração da materialidade do crime. por ofensa à integridade física e moral dos detentos (art. por isso. III). expedindo-se contramandado de prisão. uma vez que o advogado. PROBLEMA 10 Habeas Corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal por ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acusatórios (estímulo à prática de delitos e garantia de impunidade). de 21. Além disso.1989). ser conhecido pelo Tribunal. endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O pedido de relaxamento do flagrante com a expedição de Alvará de Soltura poderá enfocar o excesso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não deu causa.94). alínea "a" da Constituição Federal e Lei nº. de 4. já que é o legítimo proprietário do veículo. Pedido – Determinação à autoridade coatora para que garanta a vista dos autos. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mora" para a obtenção da liminar. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1.º e seguintes da Lei n. 119 e 120 do CPP. em justa causa para o oferecimento da denúncia. c) Fundamento: Artigo 105. garante ao advogado o direito de examinar. no sentido de cessar o constrangimento ilegal que o réu sofre. PROBLEMA 2 Peça – Mandado de segurança Endereçamento –Juiz de primeiro grau. A autoridade coatora é o Tribunal de Justiça.º inciso LXIX. inciso II.906/94 (Estatuto da Advocacia). dirigido diretamente ao STJ. conforme preconizado nos arts. substitutivo ao Recurso Ordinário Constitucional. orientação do Supremo Tribunal Federal. 1. artigos 30 a 32. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. também. Pedido: trancamento da ação penal por falta de justa causa. 148 . 118. a impetração de Habeas Corpus. Fundamentar no sentido de que o indeferimento da pleiteada restituição fere direito líquido e certo do impetrante. para a formação da culpa. a configuração do constrangimento ilegal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurisprudência dos Tribunais. em virtude do excesso de prazo. Fundamento – O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906. portanto.ª Instância da Justiça Comum Estadual. da Constituição Federal. conseqüentemente. 5. Fundamentos: sem decisão administrativa definitiva não se pode falar em débito fiscal e. 7°. no prazo de 05 dias.7. com base no art. juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. XIV. PROBLEMA 11 Peça: Habeas Corpus. em seu artigo 7º. Mandado de Segurança com pedido de liminar. 8038/90.termos do art. O recurso deverá. da Lei 8. b) Órgão competente: Superior Tribunal de Justiça. e) Aceitável. cuja competência para conhecimento e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça. tem direito à prisão especial antes de eventual sentença condenatória transitada em julgado. sendo que ao final a segurança deverá ser concedida definitivamente. ser interposto ao Tribunal de Justiça. os autos do inquérito policial. d) Prazo: 05 (cinco) dias. na repartição policial.º 1533/51. não havendo necessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao processo. O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado. inciso V. combinado com os arts. O único recurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional.

480. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA Deve ser interposto recurso especial perante o TJMG. As razões apresentadas junto com a interposição do recurso referindo-se e buscando convencer os Ministros daquela Corte. além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. acarretando a nulidade absoluta do ato processual. d) Requisito de admissibilidade: juntada da sentença transitada em julgado. sustentar que houve ofensa a lei federal. no caso em tela. da Constituição Federal. O recorrente deverá. Indiscutivelmente a infração é afiançável.PROBLEMA 2 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. inciso III do C. 105. PROBLEMA 3 Recurso Ordinário Constitucional (art. persistindo o constrangimento ilegal. P. pois o CPP. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. endereçado ao Desembargador Presidente do TJDFT e razões para o STJ. em seu art. pois o Tribunal de Justiça. e) Prazo para interposição: não há prazo. b) Orgão competente: Tribunal de Justiça. com base no artigo 105. violou a soberania dos veredictos que vigora no júri. alínea A. Portanto.038/90).. II. Outrossim. A nulidade absoluta pode ser alegada a qualquer tempo. aliás. c) Fundamento: artigo 621. “a”. reproduzir a argumentação veiculada no “habeas corpus” denegado e requerer aquela mesma providência que deveria ser concedida e não foi. Nele. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA Recurso Extraordinário dirigido ao Supremo Tribunal Federal. determina que o juiz esclareça dúvidas dos jurados. da CF e Lei 8. a ausência de defensor e do próprio MP. já que os jurados apoiaram-se em prova favorável ao acusado. tanto que é concedido o prazo do artigo 154. sustentando ofensa à Constituição da República. inciso II. com as razões dirigidas ao STJ. designando-se nova sessão plenária. REVISÃO CRIMINAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: REVISÃO CRIMINAL. P. quando deu provimento ao apelo do Ministério Público. no ROC. Buscar seja provido o recurso. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que encaminhará os autos para o STJ. do Código de Processo Penal. Deve-se pedir o conhecimento e o provimento do recurso para anular o julgamento. viola os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. no interrogatório do réu. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. inclusive declarada de ofício pelo juiz. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. PROBLEMA 2 149 .

desclassificação e extinção da punibilidade. visto que surgiu uma prova nova. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital. inciso III do C. 150 . destacando que no mérito deverá o candidato pleitear a desconstituição da sentença condenatória e a absolvição do seu cliente em face da atipicidade da conduta. pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado. caput. parágrafo único. a anulação por falta de representação ou a aplicação da Lei 9. Mérito .P.P. e 345. 38. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 Trata-se de um Agravo em Execução.nulidade. 345. eventualmente. requerendo o competente alvará de soltura clausulado. e conseqüente extinção da punibilidade em virtude da decadência do direito de queixa do ofendido (art. Pedido no Habeas Corpus . desclassificação do crime para o de exercício arbitrário das próprias razões (art. ambos do Código Penal). sendo que o problema do habeas corpus se restringirá à possibilidade ou não da analise da prova.nulidade da decisão. Sr. com base no art. do Código de Processo Penal combinado com os artigos 107. haja vista a retenção do dinheiro com vista a ressarcimento de dinheiro devido pelo banco ao acusado. sob alegação de estar havendo constrangimento ilegal em face de condenação.. PROBLEMA 3 Revisão Criminal ou habeas corpus. PROBLEMA 5 A peça pertinente consiste na interposição da revisão criminal ajuizada perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. prevista a revisão criminal com fulcro no artigo 621.P. Pedido na Revisão criminal: Preliminar .099/95. inciso IV. caput. vez que segundo o problema. entretanto.. ser aceita a impetração de habeas corpus perante o Tribunal de Justiça. do CP). subsidiariamente.Trata-se de Revisão Criminal. em relação ao crime de apropriação indébita. 2ª parte do CPP) para o fim de absolver José com base no art. endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. as novas provas corroboram que não houve prejuízo econômico para a entidade de direito público.P. vez que não há ninguém preso. O candidato deverá postular seja conhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. No mérito. onde foi ouvido o ex-detento. pedindo a desclassificação para lesões leves e. inciso III do C. por ser o estelionato um crime contra o patrimônio. em face da descoberta de novas provas ter ocorrido após o trânsito em julgado da sentença condenatória. com a juntada da justificação criminal. referência à teoria restritiva que não enquadra o funcionário de sociedade de economia mista como funcionário público. destacando que. sendo inocente portanto. composto por duas petições. 386. Ainda. podendo. 621. torna-se atípica a conduta. Destaque que a impetração de habeas corpus não é a medida tecnicamente mais correta. que comprovou a ocorrência de um enorme erro judiciário. não havendo ofensa ao patrimônio. sendo por isso a revisão criminal a medida tecnicamente mais adequada. 514 do CPP). sendo por isso a medida mais adequada a revisão criminal. inciso III do CPP. PROBLEMA 4 Revisão criminal Habeas corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Fundamentos: pedido de nulidade em razão da não concessão de prazo para defesa preliminar (art.

mas sim exatos 1/3 da pena.fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA A Peça adequada é a interposição de um Pedido de Progressão de Regime. com as razões dirigidas ao TJMG. inciso I. pois não foi possibilitada a ampla defesa do sentenciado. vez que o problema confirma que o condenado teve bom comportamento durante os 2 anos no cárcere. por ofensa aos princípios da dignidade da pessoa humana e da proibição de tratamento cruel e. inciso III. com fundamento no artigo 197 da Lei de Execuções Penais. no caso já tendo cumprido 2 anos. principalmente. sem que tivesse cometido qualquer falta disciplinar. no prazo de 5 dias. deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. estando preenchido também o requisito subjetivo. inciso III. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. possibilitando. do Código Penal. a ensejar a solicitação ao juiz para passar ao regime semi-aberto. da Lei de Execuções Penais. ficou na prisão ao menos 1/6 da pena de 6 anos. pois. IV. que deve ser interposto perante a Vara das Execuções Criminais de Contagem-MG. sua inconstitucionalidade na modalidade pretendida. postulando a expedição de carta de livramento. Fundamentos: I – inconstitucionalidade do Regime Disciplinar Diferenciado. Deverá sustentar que se trata de crime continuado. letra "e" da Lei de Execução Penal e também no artigo 83. com base no artigo 136 da Lei 7210/84. quer objetivo (tempo). sendo cabível apenas o livramento condicional. Pedido: revogação da decretação do Regime Disciplinar Diferenciado. O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os requisitos. interposto perante o juiz da Vara de Execuções Criminais de Avaré. qual seja. a qual deve ser reconhecida. cc com o artigo 131 da Lei 7210/84. apontar que a falta grave não impede a remição pelo trabalho. sendo que sua prorrogação dependeria de nova avaliação após o transcurso do prazo. caso tivesse cumprido mais de metade da pena. Destaque-se não ser cabível a interposição do livramento condicional porquanto ainda não preencheu o requisito objetivo que consiste em cumprir mais de 1/3 da pena – vez que não cumpriu ainda mais de 1/3 da pena. Sustentar preliminarmente a nulidade da decisão que impôs a sanção em virtude de falta grave. V e parágrafo único do Código Penal. do Código Penal. logo após ingressar. quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêutica Penal). não preenchendo também o artigo 83. o que 151 . II – o prazo para a decretação do Regime Disciplinar Diferenciado é de no máximo trezentos e sessenta dias. porquanto se trata de cliente que não ostenta bons antecedentes. tanto que reincidente. devendo o recurso ao final ser fundamentado com o artigo 66. vez que ele foi condenado no regime fechado porquanto era reincidente. IV. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. foi o preso colocado nesse regime. No mérito. peça essa consistente em petição de interposição e razões anexas. assim. a concessão do almejado livramento. previstos no artigo 83. incisos III. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução. vez que cumprido o requisito objetivo. V e parágrafo único. PROBLEMA 4 A peça correta é o Agravo em Execução. tendo como fundamento o artigo 112. PROBLEMA 2 O candidato deverá formular recurso de agravo ao TJ. PROBLEMA 3 Peça: Agravo em Execução.

a corroborar ser a medida adequada o pedido de progressão de regime ao Juiz de Execução de Avaré. havendo o pressuposto dos indícios veementes de sua proveniência. tudo com base nos artigos 125. 126. inciso V do Código Penal. Nada impede que o pedido seja dirigido diretamente ao Conselho Penitenciário. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do imóvel se deu com os proventos do delito. operando-se a inscrição no Registro de Imóveis. O pedido deverá ser endereçado ao Juiz da Vara das Execuções Criminais. já que o problema confirma que há Vara de Execução Criminal em Avaré. 128 e 129 todos do Código de Processo Penal. SEQUESTRO PROBLEMA Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem. 152 . para. Obs. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquérito que demonstrem a autoria do delito e sua materialidade. de maneira que poderá requerer a concessão do Livramento Condicional.não ocorreu. com a exposição do preenchimento dos requisitos legais e o requerimento no sentido de que seja ouvido o Conselho Penitenciário. ao final. autuando-se em apartado. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA Manoel reúne os requisitos do artigo 83. juntando-se também a certidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. mas a decisão será do Juiz da Vara de Execuções Criminais. ser concedido o livramento condicional com expedição de carteira.

240. alegando que o fato já estava suficientemente esclarecido. tendo esclarecido que. ocorridos em 7 de dezembro de 2007. no valor de 1/30 do salário mínimo.1) Mariano Pereira. O policial Jediel Soares. solteiro.” O magistrado recebeu a exordial em 1. incorreu o denunciado na prática do art. quebraram a janela do prédio onde funciona agência dos Correios e de lá subtraíram quatro computadores da marca Lunation. tempestivamente. na presença de advogado ad hoc. intimado(a) da sentença condenatória.00. imbuídos do propósito de assenhoreamento definitivo. endereçando-a ao juízo competente.000. todos do CP. nos seguintes termos: “No dia 17 de setembro de 2007. suspeitaram da pessoa de Odilon. em conjunto com outras duas pessoas. e supondo que. foi inquirido em juízo. Após o interrogatório e a confissão de Odilon Coutinho. por volta das 19 h 30 min. Superada a fase de alegações finais. 120 caixas de encomenda do tipo 3. inicialmente. Fixou. fase em que o magistrado. foi denunciado pelo Ministério Público. 155. Em face da situação hipotética acima apresentada. combinado com os arts. e 200 caixas de encomenda do tipo 4. 155. 153 . nas diligências por eles efetuadas.º e 4. cumulada com 30 dias-multa. segundo ele.).º. do Código Penal. na cidade e comarca de Manaus – AM. porque havia diversas denúncias anônimas. mediante o emprego de arma de fogo. nascido em 20/1/1987. incs. §§ 1. na qualidade de advogado(a) constituído(a) de Odilon Coutinho. brasileiro. a quantia de aproximadamente R$ 20. incisos I e II. PROBLEMA 02 (CESPE NACIONAL 2008. acolhendo a imputação em seus termos. cada dia. a escuta telefônica fora realizada “por conta”. em 13 de outubro de 2008. réu primário. juntamente com outro não identificado. enfrentando todas as matérias pertinentes e datando o documento no último dia do prazo para apresentação. apresentadas pelas partes em fevereiro de 2008.º. O Ministério Público não interpôs recurso. incs. ainda. por volta das 17 h 40 min. 29 e 69.2) Odilon Coutinho. o regime fechado de cumprimento de pena. à pena privativa de liberdade de 8 anos de reclusão (a pena-base foi fixada em 5 anos de reclusão). MÓDULO AVANÇADO (PROBLEMAS DIVERSOS) PROBLEMA 01 (CESPE NACIONAL 2008. elabore a peça processual cabível. Odilon Coutinho. os autos foram conclusos para sentença. na região de Manaus. não permitiu a oitiva de uma testemunha arrolada. Jediel e seu colega Nestor. foi denunciado pela prática de infração prevista no art. localizada em Brasília – DF. Assim agindo. embora já houvesse advogado constituído não intimado para o ato. do Código Penal (CP). brasileiro.980. em março de 2008. I e IV. motivo pelo qual é oferecida a presente denúncia. com base em toda a prova colhida.00. de acordo com o art. I e IV. porque.º. condenado o réu. você tenha manifestado seu desacordo em relação aos termos da referida decisão e que. ainda não identificadas. responsável pelo monitoramento das conversas telefônicas de Odilon. pela defesa. no dia 19/2/2007. que invadia agências dos Correios com o propósito de subtrair caixas e embalagens para usá-las no tráfico de animais silvestres. para Odilon Coutinho. residente e domiciliado em Rio Preto da Eva – AM. tendo o magistrado. senhor de “longa barba branca”.º de outubro de 2007. requerendo-se o processamento até final julgamento. no valor de R$ 5. no valor de R$ 540. 157.00 de agência do banco Zeta. auto de avaliação indireta às fls. tenha sido intimado(a) a apresentar as razões de seu inconformismo.00 (cf. e decidiram realizar a escuta telefônica.º e 4. do CP. a instrução seguiu.9. teria subtraído. o denunciado. § 2. com 71 anos de idade. no valor de R$ 1. §§ 1. acerca de um sujeito conhecido como Vovô.

residente na Rua dos Florais. por ficar até mais tarde. PROBLEMA 03 Firmino dos Santos. que a agência estava sendo desativada e não havia muito movimento no local. Maria Santos. os outros apareceram e não conseguiu mais travar a porta. no dia 22 de janeiro de 2009. oportunidade em que anunciaram o assalto. acompanhado pelo advogado. a acusação pediu a condenação nos termos da denúncia. redija. O vigia fez retrato falado dos ladrões. que. chegaram até Mariano e ele foi reconhecido. um veículo VW/Gol. Vila Bach. O policial Pedro Domingos também prestou o seguinte depoimento em juízo: que o retrato falado foi feito pelo vigia e muito divulgado na imprensa. que.. privativa de advogado. foi ouvido e declarou: que abriu a porta porque um dos ladrões disse que era irmão da funcionária. que o réu negou participação no roubo. Na fase seguinte. a bancária Maria Santos afirmou: que não consegue reconhecer o réu. pela sua experiência. placas SSS-0171. a polícia conseguiu chegar até Mariano. Em face da situação hipotética apresentada. encontrava-se no local e entregou o dinheiro que estava disponível. que a quantia levada foi de quase vinte mil reais. que foi divulgado pela imprensa. Na fase de requerimento de diligências. que não recuperaram o dinheiro. apenas uma bancária. Além do vigia. Fugiram em seguida pela entrada da agência. A defesa não apresentou alegações preliminares. e. defronte ao número 100. Manoel era meio distraído e ela acredita que ele deixou o primeiro ladrão entrar por boa fé. muitas vezes fechava o caixa dos colegas. após destravar a porta e o primeiro ladrão entrar. Inclua. os horários e hábitos dos empregados do banco Zeta. que. informou que somente praticou o delito porque foi ameaçado de morte pelo seu colega. Regularmente denunciado e citado. Durante a instrução criminal. que ficou muito nervosa durante o assalto porque tem depressão. ter subtraído. O Acusado. que os outros autores não foram identificados. que o assalto não demorou nem 5 minutos. que levaram muito dinheiro. no dia dos fatos. por volta das 19h15. ferramenteiro. em seu interrogatório judicial. uma vez que com este possui dívida 154 . em seu texto. foi preso por dois policiais militares em flagrante delito. por uma denúncia anônima. brasileiro. tem plena convicção da participação do acusado no roubo. os autores se dirigiram até o local e convenceram o vigia a permitir sua entrada na agência após o horário de encerramento do atendimento ao público. considerando que a intimação tenha ocorrido no dia 23/6/2008. Manoel faleceu poucos meses após o fato. que o sistema não foi consertado porque a agência estava sendo desativada. sob a acusação de. a fundamentação legal e jurídica. Durante o inquérito. enquanto Mariano. que o Sr. a folha de antecedentes penais do réu foi juntada e consta um inquérito em curso pela prática de crime contra o patrimônio. mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo. segundafeira. na fase policial. que o Sr. por intermédio de uma denúncia anônima. em Santo André-SP. que nenhuma arma foi apreendida em poder de Mariano. que sempre ficava até mais tarde no banco e um de seus 5 irmãos ia buscá-la após as 18 h. pertinente à defesa do acusado. explore as teses defensivas possíveis e date no último dia do prazo para protocolo. a peça processual.Consta na denúncia que. o vigia. que ele fez o retrato falado e reconheceu o acusado. que os assaltantes provavelmente vigiaram a agência e notaram a pouca segurança. na Avenida das Arvores. conhecido como “Ge”. 200. mas não explicou como comprou uma moto nova à vista já que está desempregado. Manoel Alves. casado. O vigia Manoel reconheceu o indiciado na delegacia e faleceu antes de ser ouvido em juízo. que não houve violência nem viu a arma. Mariano negou a autoria do delito. que o sistema de vigilância da agência estava com defeito e por isso não houve filmagem. em Santo André-SP. o único que estava armado. conferia malotes etc. que nenhum disparo foi efetuado nem sofreram qualquer violência. pertencente à vítima Andrade Neto. apontava sua arma para o vigia. que. na qualidade de advogado(a) de Mariano. que apenas um estava armado e ficou apontando a arma o tempo todo para ele.

a vítima assinou o auto de reconhecimento. O MM. no estacionamento do shopping Iguatemi. dirigiu-se à Ordem dos Advogados do Brasil e informou que seu filho não possui as mínimas condições para contratar um advogado e requereu que seu filho fosse assistido por um patrono nomeado. como defensor dativo do Acusado. Pedro Paulo foi posto em uma sala. dispensando a citação do Acusado. em favor de Pedro Paulo. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. de cor verde. em seguida. O magistrado aceitou a indicação e determinou o prosseguimento do feito. Sendo assim. Considerando a situação hipotética apresentada. Na ocasião. ocorrido no dia 9/6/2008. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. Ao registrar ocorrência policial. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. Diante disso. redija. Juiz. 157. por escrito. O Inquérito Policial foi relatado e encaminhado ao Fórum de Santo André. dando-lhe início ao processo criminal e. placa IFU 6643/SP. no horário do crime. junto com Marconi. e. ainda. Então. Considerando a situação hipotética narrada e tendo sido intimado para manifestar-se no processo. no prazo de 10 (dez) dias”. dona Florinda. desesperada. foi autuado por infração ao art. a vítima. imediata e espontaneamente. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. A arma foi devidamente apreendida e o veículo entregue à vítima. bem como a nota de culpa 155 . havendo insistência. a fim de se submeter a reconhecimento formal. Na delegacia. a peça jurídica. se ele não roubasse referido veículo. recebeu a exordial acusatória e prolatou o seguinte despacho: “1)Tendo em vista os indícios de autoria criminosa. negou a autoria do delito. por volta das 22 h. recebo a denúncia em face de Firmino dos Santos. I. dormindo. Pedro Paulo como autor do delito. logo após a ocorrência do delito. diversa do habeas corpus. que. tendo sido encaminhado ao juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca no prazo legal. no dia 9/6/2008. PROBLEMA 4 (OAB/SP 136) Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. o preenchimento dos requisitos do artigo 41 do CPP e a não verificação dos óbices apontados pelo artigo 395 do mesmo diploma legal. estava em casa. e a testemunha Agnes. fundamentadamente. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. por parte dos policiais. inicialmente. O acusado encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória da mesma Comarca e até a presente data está aguardando a presença do Oficial de Justiça para ser citado. cabível à espécie. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. havia tentado furtar o seu veículo. no dia do crime. No dia 30/6/2008. tentando subtrair o veículo Corsa/GM. O auto de prisão em flagrante foi realizado regularmente. Maria Helena. a OAB encaminhou indicação ao MM. A vítima Maria Helena. para responder a acusação. relatando que. Ocorre que sua mãe. com cabelos escuros e utilizando bonés. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. Afirmou ainda que “Ge” ameaçou matar sua filha. tendo em vista o comparecimento espontâneo de sua mãe à OAB. do CP. Pedro Paulo não é primário. O Magistrado abriu vista ao Ministério Público e este ofereceu a denúncia.de droga. Disse. foram feitas as comunicações de praxe. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. adote a medida cabível. cite-se o acusado. 2) Nos termos do artigo 396 do Código de Processo Penal. declarando que Pedro Paulo era a pessoa que. buscando a nomeação de defensor. PROBLEMA 05 Candido Alegria foi preso em flagrante nas imediações de local onde vítima noticiou o roubo de seu carro. para que pudesse convertê-lo em dinheiro. diversa de habeas corpus. que lhe pertencia. § 2º. conforme orientação dos agentes de polícia. para reconhecimento. Juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André. mediante grave ameaça exercida com emprego de arma. diante do reconhecimento pela vítima do roubo.a vara criminal da capital. porém possui residência e emprego fixos. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. Em seguida.

I. que no dia dos fatos Antonio de Souza. art. diversa do habeas corpus. Conforme documentação apresentada pela esposa de Candido. aliás. com palavras de baixo calão. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave. Da gravação nada constava sobre a forma de execução do crime. na ocasião. na qual este negociava com André a morte de uma pessoa. QUESTÃO: Como advogado de Candido. caput. de ofício. A decisão judicial foi publicada há dois dias. c. Finda a instrução. mediante uso de uma barra de ferro. redigir a peça adequada para obter sua libertação. para que ela explodisse quando a ignição do veículo fosse ligada. Em 12/2/2008. na pronúncia. tendo sido.º. que confirmou a morte por explosão. 29. cidade. houve uma explosão que o matou. consta que ele é primário.º. então. em 3/3/2008. tome a providência judicial cabível. e um perito. III.c art. que negou ter relações com a vítima. Considerando a situação hipotética descrita. amigos de Vítor. aplicando-lhe Medida de Segurança.c. Mário e André foram apontados como incursos no art. Considerando a situação hipotética acima descrita. conversa entre ele e outra pessoa. e sua esposa. Mário foi acusado de ter contratado. adote medida em seu favor. Foram ouvidos em juízo: o médico legista. uma interceptação telefônica autorizada para desvendar outro crime captara. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. e tendo sido constituído advogado de Candido. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. §2. marcado encontro entre os dois. do Código Penal. trabalha como comerciante estabelecido na cidade há 15 anos. após provocar o acusado injustamente. PROBLEMA 07 (OAB/SP 113) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. todos do Código Penal. 121. como se seu advogado fosse. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. III – emprego de explosivo. Durante a instrução criminal. tem bons antecedentes. que disseram ser este pessoa calma e dedicado pai de família. casualmente. 29. uma bomba no carro de Vítor. incapaz de causar mal a qualquer um. André foi acusado de ter instalado. Como testemunhas de defesa foram ouvidos dois amigos de Mário. passou a desferir-lhe socos e pontapés. 121. II. pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. acatando o Laudo Pericial. o juiz. como André já era procurado pela polícia. c. tendo sido. Levantando-se com dificuldade. permanecera em silêncio. em que nasceu e sempre morou. não identificada. assentando-se na gravação e nos depoimentos das testemunhas de acusação e afirmando que. quando Vítor acionou o motor do carro. dois policiais que afirmaram que. PROBLEMA 06 (OAB/SP 134) Em 1. II – motivo fútil consistente em ciúmes. na fase policial. as partes apresentaram suas alegações e. Mário negou a contratação e disse viver bem com a esposa. afirmaram que ele era amante da esposa de Mário. absolveu sumariamente João da Silva. que era amante de sua esposa. até que cessasse a agressão que sofria. Encerrada a primeira fase processual. declarada extinta a sua punibilidade. 156 . Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. prevalece o princípio in dubio pro societate. André para matar Vítor. em 3/1/2008. IV – recurso que impossibilitou a defesa da vítima. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado.foi-lhe entregue também dentro do mesmo prazo. o Magistrado. atue na defesa de Mário. o juiz pronunciou Mário pelo art. De fato. não tendo ele chegado a ser ouvido. cujo nome não foi mencionado. I – mediante paga. §2. Em interrogatório realizado em 14/2/2008. em 15/1/2008.º/2/2008. a voz da conversa interceptada era semelhante à de Mário. Duas testemunhas. o qual declarou que. embora não fosse possível uma afirmação conclusiva. conforme perícia juntada aos autos. André faleceu. supostamente Mário. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. visto que. as lesões corporais que o levaram à morte. caput. IV. categoricamente.

diz o decreto de prisão o seguinte: “Pelo que se vê. As testemunhas de acusação. atualmente desempregado. brasileira. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. Juiz da Vara Única da Comarca. na Rua Maria Quitéria. residente na Rua José Portela nº 67. é o líder. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. foi presa. como incurso no art. tome a providência judicial cabível. teria infringido. PROBLEMA 10 (OAB/SP 136) No dia 30 de agosto de 2007. sobretudo ao decreto de custódia cautelar. Encerrada a instrução.PROBLEMA 08 (OAB/SP 116) Onesto de Abreu. provou que Onesto tem incólume vida profissional. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. a quantia de R$ 5. §§ 1° e 5° c/c 29 do Diploma Penal pátrio. por conveniência da instrução criminal e mesmo para assegurar a aplicação da lei penal. a ré fora surpreendida. na data dos fatos. 155. tirando o sossego dos habitantes com uma série de furtos de veículos. de acordo com o art. sem. com certeza para “desmanche”. trata-se de uma quadrilha organizada. trazida consigo. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação.000. na posse da 157 . no despacho que recebeu a denúncia. confirmaram que. 02 a 05 contra os elementos nela qualificados e. mantendo a negativa no interrogatório judicial. na forma de uma única porção. 317 do Código Penal. ambos da Lei n. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. Inocêncio da Silva. como dito. presenciarem a efetiva transação. 311 e seguintes do Código de Processo Penal.343/2006. casada. agente de polícia federal. da qual o denunciado ao que tudo indica. brasileiro. via de regra estacionados nas ruas durante a noite. Procurado por familiares do “preso”. em processo-crime a que responde como incurso nas lides dos arts. PROBLEMA 09 (OAB/MG 2000) Colombino de Almeida. por sua vez.º 11. entende ser possível medida com vistas à liberdade do agora seu cliente. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. em flagrante. Com efeito. a pedido do i. percebo a inicial do MP de fls. Em face disso. Redija a peça pertinente ao caso. nos mesmos autos. segundo a exordial acusatória. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. conhecida como cocaína. tudo de conformidade com o art. após mencionar o nome do denunciado. bairro da Natividade.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. ao que tudo está a indicar o líder da mencionada quadrilha. solteiro. III. hei por bem decretar a custódia preventiva do primeiro denunciado. em Franco da Rocha – SP. também foi denunciado.00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. representante do Ministério Público. no interior de estabelecimento prisional. na posse de 11. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. que vem agindo nesta Comarca há bastante tempo. 33. 40. bem como os dispositivos penais que. e conforme se extrai dos autos do inquisitório. agentes penitenciários. você após Ter acesso aos autos e. Na instrução criminal. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. Expedir o competente mandado de prisão. fundamentando as questões de natureza processual existentes. para garantia da ordem pública. A defesa. viu decretada sua prisão preventiva pelo MM. Colombino de Almeida. Vânia Pereira. estando o custodiado recolhido em péssimas condições na cela da Delegacia de Polícia da Comarca. 33. residente na Comarca de Ferros/MG. transportando-os posteriormente para outros Estados da Federação. c/c art. contudo. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. por sua vez. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu.” Viu-se a ordem de prisão provisória cumprida. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. sua qualificação. 333 do Código Penal. inciso VII do Código de Processo Penal. Desde a fase de inquérito policial. Concomitantemente à ação penal.

o que só será dirimido. nos autos. Moema. redija. Ao final. brasileiro.2009. Constam. Considerando a situação hipotética apresentada. em regime inicial fechado. parágrafo único. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico. 40. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. PROBLEMA 11 (OAB/SP 108) Octaviano. por maioria de votos. como incursa no art. decidira levar o calçado para seu marido. documentos que comprovam que Vânia é primária. De outro lado.ADAPTADO) Lúcio. PROBLEMA 12 (OAB/SP 122 . cabível à espécie. Há. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. ainda. IV. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia.343/2006. e pagamento de sessenta e seis dias-multa. seu marido. com 19 (dezenove) anos à época do fato. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio.a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. c/c art.substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. 14. conforme sentença que transitou em julgado. que somente após a perfuração da sola do tênis. foi condenado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Relataram. ainda. típica da atividade de tráfico. Declarou. III. nascido em 4/5/1976. veio a ser preso no dia 28. vencido. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. o que foi aceito. foi preso em flagrante delito. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha.2007 e. durante a instrução. mas também a forma de acondicionamento apresentada. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo.º 10. até o momento. encontra-se condenado pela 27.º.01. Vânia refutou a imputação. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva. O relator. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. ambos da Lei n. semanalmente. indicando a prova indiciária. 16. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. Vânia levava-lhe. mantimentos e roupas. QUESTÃO: Como advogado de Octaviano. em 2/8/2008. n. A defesa tomou ciência da decisão. em São Paulo – SP. PROBLEMA 13 (OAB/SP 136) Rodrigo Malta.2007. Vânia foi condenada pelo juiz da 1. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. ambos da Lei n. no valor unitário mínimo. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. do Código Penal). solteiro.º I. no dia 20. São Paulo – SP. com exatidão. nos autos. caput. 33.02. e no art. para a defesa. e 71. pratique o ato judicial pertinente.ª Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. a primariedade e os bons 158 . Lúcio. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. justificando-o. na noite anterior aos fatos. em favor de Vânia Pereira. acórdão foi publicado há dois dias. Com efeito.o 12. para a acusação no dia 05. de acordo com o que dispõe o art. que estava foragido. por fim. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. sem demonstrar nervosismo ou medo. O v. com a numeração raspada). foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. Informaram. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. Em 9/9/2008. tem bons antecedentes. diversa de habeas corpus. entendeu ser nulo o processo porque suprimida a fase das alegações preliminares.º 11. com um facão. puderam verificar a existência da droga. também. ocasião em que foi detida. 69 do Código Penal brasileiro. por isso. funcionário público. Ademais. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. Afirmou que. Em seu interrogatório em juízo.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito.01. a peça jurídica. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. residente na rua Pedro Afonso n. parágrafo 4.

157. em casos como o presente. no mais. Como o pneu do veículo estourasse. e ainda estando Petrônio preso. e onde se lê 21 anos. recebendo pena de 21 anos de reclusão. do Código Penal. mantendo. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. PROBLEMA 14 (OAB/SP 110) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. acrescidos de 1/4 pela reincidência. PROBLEMA 16 (OAB/SP 135) 159 . mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. diante da denegação da ordem. a r. Como advogado de Petrônio. por duas vezes. tendo o Juiz considerado. O STF aduziu. quando trafegava pela rodovia. Já na rua. A sentença transitou em julgado. Outrossim. então. O Ministério Público aforou Recurso Extraordinário. ameaçou Maria de morte. 21 da Lei n. Apresentou Recurso de Apelação. 312 do Código de Processo Penal. fazendo gesto de que estava armado. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. destacando-se que. desacompanhado da certidão cartorária . Isto posto. e utilizando-se do veículo na fuga. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. roubou um veículo Opala. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.826/2003. parágrafo segundo. fundamentando-a. contudo. I e II. para fins de reincidência. roubando seu veículo Monza. também do Código Penal. foi preso por policiais militares. diversa de habeas corpus. não demonstrou qualquer intenção de fuga. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. em 08 de fevereiro de 1993. PROBLEMA 15 (OAB/SP 115) João foi processado por infração ao art. em razão do disposto no art. QUESTÃO: Como advogado de João. c/c artigo 69 "caput". conseguiu evadir-se do presídio. sentença de primeiro grau jurisdicional. do Código Penal. leia-se 12 anos. baseado no voto divergente desta decisão. restou denegada. além da pena de multa. Considerando a situação hipotética apresentada. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. indefiro o pedido de liberdade. Petrônio o abandonou e. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. Vinte minutos depois. interponha a peça jurídica cabível.º 10. em favor de seu cliente. A ordem. Ao final do processo. sendo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um. ante a ausência de recurso da defesa. apenas. ameaçando de morte o seu proprietário. Petrônio. Petrônio não foi apresentado. que o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente. elabore a peça processual em prol de seu interesse. verificando-se o trânsito em julgado. prosseguindo em sua fuga. Registre-se que Rodrigo Malta é primário. para tanto colocando a mão sob a camisa. sendo aquela assim fixada: quatro anos.” A defesa. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes.antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. parágrafo 2º. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. novamente colocando as mãos sob a camisa. confirmando-se a decisão do juiz a quo. Anos após. inciso I. entre os elencados no art. objetivando a concessão de liberdade provisória. apresente a peça processual cabível. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena.

desempregada. em companhia de seus pais.2) José de Tal. e seus 6 outros filhos menores de idade. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. Na exordial acusatória. bem como de constituir uma família tão logo seja colocado em liberdade. O juiz indeferiu o pedido de livramento condicional. a autoridade carcerária informa que. por meio da defensoria pública. ambos do Código Penal. 160 . A denúncia foi recebida em 3/11/2008. afirmaram que ele é ajudante de pedreiro e ganha 1 salário mínimo por mês. a conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: Desde janeiro de 2005 até. pelo juiz da 2. o detento. 4/4/2008. mas não consegue. solteiro. livre e conscientemente. de prover a subsistência de seu filho Jorge de Tal. mas que sempre efetuava o depósito parcelado dos valores devidos. "e". presidida pelo juiz de direito da 9. Arrola como testemunha Maria de Tal. arrolando as testemunhas Margarida e Clodoaldo. filho que teve com Maria de Tal. 244.º 002/2006 do mesmo juízo. ajudante de pedreiro. na qual Márcio estivera envolvido. brasileiro. bem como que está atrasando os pagamentos da pensão alimentícia. em regime fechado.ª Vara Criminal de Planaltina – DF. genitora e representante legal da vítima. foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art. aduzindo que o Ministério Público estaria presente e que isso seria suficiente. tem profissão certa e definida e está trabalhando. pelo menos. visto que. menor de 18 anos. pleiteou ao juízo competente a concessão do livramento condicional.a Vara Criminal de São Paulo – SP.Márcio. desempregada. no relatório carcerário expedido pelo diretor daquele estabelecimento prisional.ª Vara de Família de Planaltina – DF (ação de alimentos) e executada nos autos do processo n. de próprio punho — visto que não tinha condições de contratar advogado sem prejuízo de seu sustento próprio e do de sua família — resposta à acusação. Em razão disso. demonstra intenção de fixar residência na Colônia Agrícola Águas Lindas. todas as vezes que conversam com José. ele sempre diz que está tentando encontrar mais um emprego. Na oportunidade. morava com outra mulher. foi condenado. 157. Considerando a situação hipotética descrita. que já cumpriu 5 anos do total da pena. com carteira assinada. deixou. formule. que. PROBLEMA 17 (OAB UNIFICADO 2009. ostenta bom comportamento e exerce trabalho externo. divorciado. primário e portador de bons antecedentes. c/c art. em Planaltina – DF. atualmente recluso no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes – SP. Entretanto. No curso da instrução criminal. Informaram que José sofre de problemas cardíacos e gasta boa parte de seu salário na compra de remédios indispensáveis à sua sobrevivência. atualmente. A audiência de instrução e julgamento foi designada e José compareceu desacompanhado de advogado. no mesmo relatório. § 2. caput. Guará – DF. As testemunhas Margarida e Clodoaldo. na condição de advogado(a) contratado(a) por Márcio. inciso II. atualmente. como pedreiro. brasileiro.º. o juiz não nomeou defensor ao réu. e para pagar pensão alimentícia a Jorge. o denunciado José de Tal. razão pela qual ainda não faz jus à progressão ao regime aberto.º 001/2005 – 5. não reincidente em crime doloso. pedreiro. incisos I e II. sem justa causa. também. nascido em Juazeiro – BA. conhecidos de José há mais de 30 anos. 61. a 8 anos de reclusão. em diversas ocasiões e por períodos prolongados. Disse que estava aborrecida porque José constituíra nova família e. tendo o réu sido citado e apresentado. consta uma tentativa de fuga em 22/4/2006. Maria de Tal confirmou que José atrasava o pagamento da pensão alimentícia. ainda. residente e domiciliado em Planaltina – DF. progrediu ao regime semi-aberto. Recentemente. quantia que é utilizada para manter seus outros filhos menores e sua mulher. pela prática do crime previsto no art. não lhe proporcionando os recursos necessários para sua subsistência e faltando ao pagamento de pensão alimentícia fixada nos autos n. o que o preocupa muito. pois não consegue sustentar a si próprio nem a seus filhos. Márcio. lote 1. no prazo legal. desse filho. visto que deseja contribuir com a subsistência. em 7/9/1938. Disseram.

com 38 anos de idade. de R$ 5 milhões pertencentes ao LX F. Prosseguindo a empreitada ofensiva. de capacidade intelectual inferior à de uma barata" e. casado. o Ministério Público pugnou pela condenação do réu nos exatos termos da denúncia. Na fase processual prevista no art. mantendo-se inertes. Rodolfo T. em seu blog pessoal na Internet. jornalista. no endereço eletrônico www..C. Tais declarações foram igualmente publicadas no jornal impresso Notícias do Futebol. na edição de 8/1/2010.xx. em 13/1/2010. no campeonato nacional em matéria esportiva divulgada por meio impresso e apresentada em programa televisivo. de 60 anos de idade. por isso "a mulher o deixou". brasileiro. além de domicílio de todos os envolvidos.Após a oitiva das testemunhas. disse. em 7/1/2010. José disse que gostaria de ser ouvido para contar sua versão dos fatos. por isso. constituído advogado.clovisv. com 57 anos de idade. administrador de empresas. brasileiro. para apresentação da peça processual cabível. quando da venda do jogador Y. o jornalista Clóvis V. brasileiro.. a pretexto de criticar o fraco desempenho do time de futebol do LX F. endereçando o documento à autoridade competente e datando-o no último dia do prazo para protocolo. o qual foi intimado. na Internet. em diversas ocasiões. a praticar reiteradas condutas com o firme propósito de ofender a honra do dirigente do clube. em 15/1/2010. segunda-feira. passou. bem como no próprio blog pessoal do jornalista na Internet. que o dirigente não teria condições de gerir o clube porque seria "um burro. sabendo não serem verdadeiras as afirmações. solteiro. contratou profissional da advocacia para que adotasse as providências judiciais em face de conhecido jornalista e comentarista esportivo. Sabe-se que todas as notícias foram veiculadas por ordem direta e expressa de Teodoro S. porém estava "com os bolsos cheios de dinheiro do clube e dos torcedores". Tal afirmação foi proferida durante o programa de televisão Futebol da Hora.. no canal de televisão VX e publicado no blog do comentarista esportivo. então. juntamente com Teodoro S. a peça processual pertinente. às 21 h 30 m.C. Em manifestação escrita. desafeto de Rodolfo T. e os torcedores. que o dirigente "havia 'roubado' o clube LX F. 402 do Código de Processo Penal. indevidamente. sede da emissora e da editora. tendo todos eles ocorrido na cidade de São Paulo – SP. Clóvis V. Destaquese que o canal de televisão VX e o jornal Notícias do Futebol pertencem ao mesmo grupo econômico e têm como diretor-geral e redator-chefe Teodoro S. do programa de televisão. bem como a edição do jornal impresso em que foi difundida a matéria sobre o assunto. além de cópias de páginas e registros extraídos da Internet.. Entre os documentos coletados pelo cliente e pelo escritório encontram-se a gravação. drogas e prostitutas".. tendo o réu. PROBLEMA 18 Em 17/1/2010. "tinha levado o clube à falência". sob o argumento de que as provas produzidas eram suficientes ao julgamento da causa. Por três vezes afirmou. na qualidade de advogado(a) constituído(a) por José. afirmou que "o dirigente do clube está tão decadente que passou a sair com homens". em DVD. com festas. na última edição do blog. não crie fatos novos. Em seu texto.futebol. adequada à defesa de seu cliente. divorciado. mas o juiz recusou-se a interrogá-lo. 161 . com o dia e horário em que foi veiculado.C. de circulação nacional. o comentarista Clóvis V. em meios de comunicação distintos. Foram ambos interpelados judicialmente e se recusaram a dar explicações acerca das ofensas.. bebidas. na condição de seu diretor-geral. as partes nada requereram. pois tinha se apropriado. importante dirigente do clube esportivo LX F. Considerando a situação hipotética acima apresentada. redija.. ocorrida em 20/12/2008" e que "já teria gasto parte da fortuna 'roubada'. Rodolfo T.C. em 15/6/2009. com as ofensas perpetradas pelo jornalista Clóvis V. desafeto do dirigente Rodolfo T. tomou conhecimento da autoria e dos fatos no dia 15/1/2010.. privativa de advogado. Como se não bastasse. que. em 8/1/2010. inclua a fundamentação que embase seu(s) pedido(s) e explore as teses jurídicas cabíveis.

compatível com gravidez. Leila não foi ouvida durante o inquérito policial porque. mas sem elementos suficientes para a confirmação de aborto espontâneo ou provocado. de vinte e oito anos de idade. Tanto na delegacia quanto em juízo. Date o documento no último dia do prazo para protocolo. por meio do exame de laboratório e da conclusão da perícia pela existência da gravidez. Munido do resultado do exame e do bilhete escrito por Fátima. após o exame. a manifestação por escrito. apesar dos esforços da autoridade policial. além de um envelope com o resultado positivo do exame de gravidez de Leila. de quatorze anos de idade. na véspera da comemoração da entrada do ano de 2005. Sustentou. Regularmente processada a ação penal. GABARITO – MÓDULO AVANÇADO PROBLEMA 01 Peça: Apelação (petição de juntada e razões) Endereçamento: petição de juntada dirigida à Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de Manaus e razões dirigidas ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região Teses: Preliminar: Nulidade consistente no cerceamento de defesa (ausência de intimação do advogado regularmente constituído.1) Leila. Em face dessa situação hipotética. para que esta lhe provocasse um aborto. ainda. pena base foi excessivamente majorada. Em 30/1/2010. Após alguns dias. CPP) Endereçamento: Juiz de direito da Vara Criminal de Brasília-DF 162 . Fátima negou a prática do aborto. permitiu. Desconfiado. não foi localizada. na não oitiva da testemunha arrolada tempestivamente e na ilicitude da prova. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodolfo T. tanto pelo depoimento de Joel na fase policial e ratificação em juízo. razão pela qual Fátima foi indiciada por aborto. Utilizando seus conhecimentos de estudante de enfermagem. o frasco de remédio para úlcera embrulhado em um papel com um bilhete de Fátima a Leila. onde se confirmou a existência de resquícios de saco gestacional. alegando toda a matéria de direito processual e material aplicável ao caso. A acusação sustentou a comprovação da autoria. de vinte anos de idade. a materialidade do fato. consistente na não observância da lei de interceptação). Fátima fez que Leila ingerisse um remédio para úlcera. PROBLEMA 19 (OAB UNIFICADO 2010. Joel. Joel vasculhou as gavetas da namorada e encontrou. Fátima foi denunciada pela prática de aborto. resolveu procurar sua amiga Fátima. o juiz. A defesa teve vista dos autos em 12/7/2010. suficientes e necessários. redija a peça processual adequada à defesa de sua cliente. com todos os documentos pertinentes. Joel narrou o fato à autoridade policial. no qual ela prescrevia as doses do remédio. mudou-se para Brasília e. Mérito: Não há incidência da causa de aumento de pena do repouso noturno (crime às 19h30). inconformada com o fato de ter engravidado de seu namorado. § 3º.. de fato. PROBLEMA 02 Peça: Memoriais (Art. no prazo sucessivo de cinco dias.Em face dessa situação hipotética. tendo confirmado que fornecera o remédio a Leila. grávida. com a anuência das partes. redija a peça processual que atenda aos interesses de seu cliente. no momento dos debates orais da audiência de instrução. 10. quanto pela confirmação da ré de que teria fornecido remédio abortivo. Leila abortou e disse ao namorado que havia menstruado. considerando recebida a pasta de atendimento do cliente devidamente instruída. acreditando que a amiga sofria de úlcera. Leila foi encaminhada para perícia no Instituto Médico Legal de São Paulo. alegando que não estivera. não foram observadas as circunstâncias atenuantes da idade e da confissão e a fixação do regime mais gravoso que o necessário. procuração com poderes especiais e testemunhas. na condição de advogado(a) constituído(a) por Fátima. 403.

a última. preso em (a comissão de) um crime flagrante. armas. do CPP. é comum que os advogados cumulem o pedido de relaxamento de prisão com o de liberdade provisória. com nenhum objeto que faça presumir ser ele autor da infração que lhe foi imputada. porém. É o delito que está se consumando. todavia. isto é. nem havia acabado de cometê-la (flagrante próprio). deverão perder ponto no quesito domínio do raciocínio jurídico. III) é perseguido. o que poderá ser aceito. nenhuma destas ocorreu no caso em tela. uma vez que não foram corroboradas em juízo. Prender em flagrante é capturar alguém no momento em que comete um crime. pelo ofendido. subsidiariamente. 22 do CP). afastamento da qualificadora e reconhecimento da atenuante. pela autoridade. logo depois. sob o crivo do contraditório. Aqueles que se limitarem à liberdade provisória. PROBLEMA 04 No caso em comento. Com efeito. objetos ou papéis. que determina que “a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária”. os fatos apurados sustentar uma prisão em flagrante. As provas existentes são exclusivas da fase inquisitiva (pré-processual). o certo é que as legislações alargaram um pouco esse conceito. logo após. a flagrância é uma qualidade da infração: o sujeito é preso ao perpetrar o crime. LXV.º. [O examinando que fizer habeas corpus (peça não privativa de advogado) deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. No mérito. o afastamento da qualificadora do emprego de arma e reconhecimento da atenuante relativa à menoridade do agente. IV) é encontrado. II) acaba de cometê-la. não foi perseguido pela polícia ou por qualquer pessoa. em situação que faça presumir ser ele o autor da infração (flagrante impróprio). ou por qualquer pessoa. sustentar excludente de culpabilidade – coação moral irresistível (art. sim. não é a liberdade provisória o meio tecnicamente correto para obter-se a soltura de Pedro Paulo e. O que é flagrante é o delito. não podendo. 396-A. Pedro Paulo não estava cometendo a infração penal. o relaxamento de prisão. isso terá que ser apurado durante a instrução criminal. Pedido: Absolvição com fundamento no art. Subsidiarimente. em face do art. nem foi encontrado. finalmente. flagrante impróprio ou quase flagrante e. ou não. As duas primeiras modalidades são consideradas flagrante próprio. com instrumentos. conforme pode-se observar da situação narrada. Frise-se que. flagrante presumido. Prisão em flagrante delito é a prisão daquele que é surpreendido cometendo uma infração penal. em qualquer situação que faça presumir ser o autor da infração. a peça processual cabível é o relaxamento de prisão. Não obstante seja esse o seu preciso significado. 302 do CPP que se considera em flagrante delito quem: I está cometendo a infração penal. Daí dizer o art. conforme se verifica 163 . Ora. no momento em que foi detido pela polícia. Na prática. logo depois. que façam presumir ser ele o autor da infração. de seu envolvimento no crime de furto qualificado. Ressalte-se que não houve flagrante nenhum com relação a Pedro Paulo. a terceira. Pedido: Absolvição com fundamento no artigo 386. 5. VII e. das três modalidades acima expostas.Teses: Provas insuficientes para a condenação. estendendo-o a outras situações. Competência: Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Santo André-SP. da Constituição Federal. II. atual. 397. uma vez que o mesmo. ausência de citação pessoal. logo após. com obediência aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Tese: Preliminar de nulidade. devido a ilegalidade no flagrante. Se há indícios. PROBLEMA 03 Peça: Resposta à Acusação Fundamentação: Art. não sendo suficientes para amparar um édito condenatório. CPP.

858/SP.753/RJ. não sendo encontrado. desconsiderar que a autoria deve vir ao menos comprovada com o mínimo de prova — leiam-se aí indícios idôneos — pois. até o trânsito em julgado de sua condenação. min. DJU de 06/06/2007) ou. min. Segunda Turma. Rel. a doutrina de Magalhães Noronha nos ensina que: “apresentando-se o acusado. a sua prisão. O princípio constitucional da não-culpabilidade se por um lado não resta malferido diante da previsão no nosso ordenamento jurídico das prisões cautelares (Súmula n. somente será legal e conforme a Constituição da República. Rel. n. RT 82/296) Em verdade. Rel. 302 e 317 do CPP — O caráter de flagrante não se coaduna com a apresentação espontânea do acusado à autoridade policial. segundo jurisprudência do STJ: A Suprema Corte tem reiteradamente reconhecido como ilegais as prisões preventivas decretadas. “foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia. ou de réu que responde. Min. Rel. o que o fez. ainda que de maus antecedentes e reincidente. Assim. DJU de 13/09/2007). Pedro Paulo sofrendo coação por parte da Autoridade Policial. Rel. de réu solto. por exemplo. senão vejamos: “Prisão em flagrante — Inocorrência — Agente que não foi surpreendido cometendo a infração penal. Rel. Inexiste prisão por apresentação” (in Curso de Direito Processual Penal). sendo exceção à regra (HC 90. uma vez ser esta totalmente nula. imediata e espontaneamente”. ademais. a lavratura do auto de prisão em flagrante. Celso de Mello. o jus libertatis estaria seriamente comprometido. a apresentação espontânea do requerente desfigura. DJU de 04/05/2007). Não obstante ser necessária.º 126. 164 . Rel. DJU de 16/03/2007). não se pode. DJU de 22/11/2007). prisão temporária. De tal entendimento não discrepam nossos tribunais. Ricardo Lewandowski. Inexiste prisão em tais circunstâncias.º 128. HC 90. min. Carlos Britto. DJU de 17/05/2007).464/RS. Rel. por outro lado.do auto de prisão em flagrante. Segunda Turma. deve-se requerer o relaxamento da prisão em flagrante delito levada a efeito. Cezar Peluso. Primeira Turma. o que constitui prisão ilegal. prisão preventiva. na afirmação genérica de que a prisão é necessária para acautelar o meio social (HC 86.c. primário e de bons antecedentes. uma vez que o mesmo não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. Por fim. em caso contrário. Sepúlveda Pertence. ao processo da ação penal.311/SP. por todo o exposto. Cezar Peluso. Primeira Turma. quais sejam. Min. como na Lei. se demonstrada a sua necessidade pelo Juiz. na periculosidade presumida do agente (HC 90. o Estado Democrático de Direito.471/PA. prisão decorrente de decisão de pronúncia ou prisão em razão de sentença penal condenatória recorrível) seja deturpada a ponto de configurar uma antecipação do cumprimento de pena (HC 90.748/RJ. nem por isso a autoridade poderá prendê-lo: deverá mandar lavrar o auto de apresentação. no clamor social decorrente da prática da conduta delituosa (HC 84. Celso de Mello. a reincidência não poderá prejudicar o pedido de relaxamento de prisão.351. Desse modo. Segunda Turma. DJU de 28/06/2007). nem tampouco perseguido imediatamente após sua prática. em situação que autorizasse presunção de ser o seu autor. assim. como na jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça.º 09/STJ). por imprópria. Primeira Turma. Em resumo.c. Ricardo Lewandowski.260. ainda.” (TJSP Câm. para a prisão cautelar. Está. com base na periculosidade presumida do indiciado. e. Min. com base na gravidade abstrata do delito (HC 90. é inadmissível que a finalidade da custódia cautelar. Rel. Segunda Turma. min. ouvi-lo-á e representará ao juiz quanto à necessidade de decretar a custódia preventiva. Segunda Turma. n. 302 do Código de Processo Penal.398/SP. apenas a existência da materialidade do crime e indícios da autoria. qualquer que seja a modalidade (prisão em flagrante. reflexamente. Min. Cezar Peluso.162/RJ. por outro não permite que o Estado trate como culpado aquele que não sofreu condenação penal transitada em julgado (HC 89501/GO. solto. Primeira Turma.(AgRg na MC 6576 / PR Agravo regimental na medida cautelar 2003/0105593-0) A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional (HC 90. min. Crim. Crim. a constrição cautelar desse direito fundamental (art. Assim.Câm. RJTJESP 39/256) “Prisão em flagrante — Inocorrência — Inteligência dos arts.” (TJSP . DJU de 21/06/2007. DJU de 06/06/2007). h. nos casos de presunção “juris tantum” da desnecessidade da custódia cautelar. h. Nesse sentido.

revogando-se a Medida de Segurança. Min. parágrafo único do CPP. frise-se. Pedidos: impronúncia e afastamento das qualificadoras. Argumento: Deve-se interpor recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal.P. DJU de 29/06/2007).P. Fundamento: art. III e IV porque não se comunicariam. pleiteando-se ainda a revogação da medida de segurança. não bastando. Eros Grau. DJU de 11/10/2007).729/SP. DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. fundamentação exaustiva. Segunda Turma. Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC endereçado ao Tribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de absolvição sumária para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilicitude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal.º. inaplicabilidade do princípio “in dubio pro societate”. a fim de que o acusado seja absolvido sumariamente (art. porque ciúme não configura motivo fútil. Primeira Turma. As razões do recurso devem ser dirigidas ao Tribunal Regional Federal. Assim. não sendo previsível o uso de explosivo e de recurso que impossibilitaria a defesa. Não se exige. requerendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau. 593.069/RJ. ainda que de forma sucinta. PROBLEMA 08 a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO. Rel. Gilmar Mendes.P. Afastamento da qualificadora do inciso I. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. deve ser expedido em favor de Pedro Paulo o competente alvará de soltura. 312 do Código de Processo Penal.Recurso em sentido estrito. sendo suficiente que o decreto constritivo. a mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92. d) Fundamento: art. tendo em vista as condições subjetivas favoráveis ao preso e. concisa. tendo havido encontro casual). analise a presença. da Carta Magna) deve ter base empírica e concreta (HC 91. porque em nenhum momento houve referência a pagamento feito por Mário. Rel. ausência dos requisitos para a prisão preventiva. 415 do C. c) Competência: Tribunal Regional Federal 3ª Região.ª Cármen Lúcia.ª Min. Deve-se interpor Apelação ao Juiz da Vara do Júri. do inciso II.5.)... Fundamentos: Impronúncia: falta de prova.Tribunal de Justiça.862/SP.P.P. 310. inciso XV. Segunda Turma. Desse modo. b) Interposição: a uma das Varas Federais Criminais. no caso. Gilmar Mendes. inciso I do C. Rel. PROBLEMA 05 Liberdade provisória sem fiança. c) Fundamento: artigo 593. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça.972/GO. A argumentação e a fundamentação deverão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude.P. dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC 89. com fundamento no artigo 25 do Código Penal. PROBLEMA 07 a) Recurso cabível: Apelação. Min. PROBLEMA 06 Peça . Juiz de direito – juízo de retratação. Min. no caso. II do C. Rel. prova ilícita (interceptação se destinava à descoberta de outro crime. Há interesse em apelar da sentença 165 . por conseguinte. Primeira Turma. contudo. Órgão competente . a prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua real necessidade (HC 90. DJU de 09/11/2007).

33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços. Restou comprovado nos autos.P.” “§ 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1. transportar. exportar. culturais. entregar a consumo ou fornecer drogas. portanto. por parte de Vânia. do CPP. inciso I do C. de modo que a ré seja absolvida da imputação constante na denúncia. de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. durante toda a persecução criminal. com um facão. uma vez que a prisão cautelar. de locais de trabalho coletivo. razão pela qual se deve requerer o conhecimento e provimento do recurso de apelação. III. de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos. da Lei n° 11.” No caso. visto que Vânia passou caminhando calmamente pela guarita policial. prescrever. fabricar.P. afirmou uma única versão para os fatos.500 ( mil e quinhentos) dias-multa. com fundamento no artigo 386. de ensino ou hospitalares. guardar. 593. com fundamento no art. oferecer. 166 . não responde pelo crime a título de dolo.343/06 prevê: “Importar. Segundo Damásio E. desde que o agente seja primário. o terceiro que provocou o erro responde pelo crime a título de dolo ou de culpa. subsistindo a modalidade culposa.343/06 prescreve: “As penas previstas nos arts. se prevista em lei. pleiteando a revogação da prisão e a expedição do competente alvará de soltura. reformando-se a sentença condenatória integralmente. Até mesmo as testemunhas arroladas pela acusação relataram que. ter em depósito. PROBLEMA 10 Deve-se interpor recurso de apelação. se: III a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais.” E o artigo 40. trazer consigo. não responde pelo crime cometido. ministrar. recreativas. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. deve-se alegar que houve. de sedes de entidades estudantis. por ser medida excepcional. tratando-se de erro invencível. O pedido deve ser dirigido ao juiz da Vara Criminal da Comarca de Ferros-MG. naquelas circunstâncias). Já a pessoa que foi provocada. que a acusada não tinha consciência do seu proceder. sociais. de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza. vender. produzir. o artigo 33 da Lei n.o. puderam verificar a existência da droga. do Código Penal). esportivas. requerendo-se a absolvição. sem demonstrar nervosismo ou medo. Assim. Com efeito. § 2. em Código Penal Anotado. tratando-se de provocação de erro vencível (aquele que poderia ser evitado pelo homem médio. de bons antecedentes. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. quer a título de dolo ou culpa.. ainda que gratuitamente. Informaram. exige a demonstração de sua necessidade concretamente. O quadro probatório. PROBLEMA 09 Deve ser pedida a revogação da prisão preventiva decretada pelo juiz. ou beneficentes. por fim. em hipóteses como essa. adquirir. pois carente de fundamentação. de molde a não deixar dúvidas sobre a inocência da ré quanto ao delito de tráfico de entorpecentes. contém elementos de convicção. as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços. a acusada. que a abordagem da ré se deu de modo aleatório. especialmente diante dos depoimentos das testemunhas. preparar. remeter. I. Ademais. o erro de tipo determinado por terceiro (artigo 20.o deste artigo.° 11. expor à venda. para o TJSP. de Jesus.absolutória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revisto se o Tribunal reconhecer a inexistência do fato. somente após a perfuração da sola do tênis. a fundamentação deve ser deduzida neste sentido.

de bons antecedentes. 514 o CPP. por conseguinte. A exigência de fundamentação do decreto judicial de prisão cautelar. § 4. Como se verifica da decisão que determinou a prisão cautelar. ao qual. em regra. Prisão preventiva: ausência de dados concretos que justifiquem a afirmação de que o paciente não se sente inibido à prática de delitos. Decisão judicial: a falta ou inidoneidade da sua fundamentação não pode ser suprida pela decisão do órgão judicial de grau superior ao negar habeas corpus ou desprover recurso: 167 . deve-se requerer o reconhecimento da causa de diminuição do artigo 33. antes de a decisão condenatória penal transitar em julgado. Não pode o STF conhecer originariamente de questões suscitadas pelo impetrante que. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. IV. Não constituem fundamentos idôneos à prisão preventiva a invocação da gravidade do crime imputado. em seguida. não basta para. sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida quando da condenação. em face do princípio da presunção de inocência. nem os apelos à repercussão dos delitos e à necessidade de acautelar a credibilidade das instituições judiciárias: precedentes. é fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar há de explicitar a necessidade dessa medida vexatória. sem apresentação de fato concreto determinante. art. 104. haja vista que Vânia é primária. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que. e a fixação de regime inicial menos severo. tecendo-se os seguintes argumentos. PROBLEMA 11 Interposição de embargos infringentes com base no voto minoritário dirigida ao Desembargador Relator . como se vislumbra in casu. a Lei n. Pedido de nulidade do processo "ab initio". em caso de o TJSP negar provimento à apelação. indicando os motivos que a tornam indispensável. A mera alusão a requisito legal da segregação cautelar. sendo. segundo jurisprudência pacífica do STJ e do STF. A propósito: HC – Competência originária. confirmada pela corte estadual. fato que justificaria a custódia. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. II. PROBLEMA 13 Deve-se interpor recurso ordinário em habeas corpus (RHC).959/SP e. mediante minuciosa análise das peculiaridades de cada caso. provavelmente.464/07 (Nova Lei dos Crimes Hediondos) possibilitaram a progressão de regime no cumprimento da pena e afastaram o óbice legal para permitir o regime inicial aberto ou substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 315 do mesmo Código. inaceitável que a só gravidade do crime imputada à pessoa seja suficiente para justificar a sua segregação. não pode servir de motivação à custódia.o. A prescrição seria 4 anos. 312 do CPP. seja temporária ou preventiva. ficando apenas 2 anos. por desrespeito ao disposto no art. tem atualmente o inegável respaldo da doutrina jurídica mais autorizada e da jurisprudência dos tribunais do país. o acusado seria soldado do tráfico. impõe o art. Por conseguinte. desconsiderando a continuidade. como. Frise-se que a inconstitucionalidade do regime integralmente fechado declarada pelo Supremo Tribunal Federal no leading case HC 82. alínea “a”).º 11. II.3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. aliás. cai pela metade pela idade. Tal fundamento. não se pode atribuir a alegada coação. III.Subsidiariamente. isoladamente. da nova lei de combate às drogas. contando-se o prazo a partir do trânsito em julgado para a acusação. Como é cediço. entre os elencados no art. para o STJ (CF. PROBLEMA 12 Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória. no entanto. justificar a prisão cautelar. em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não-culpabilidade. afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso. Prisão preventiva: fundamentação: inidoneidade. sequer submetidas ao STJ. definido ou não como hediondo. a prisão cautelar é medida excepcional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada pelos requisitos legais.

ainda. para a decretação da referida medida restritiva de liberdade antecipada. afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso. é prematuro decretar a custódia cautelar fundada na conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. que. DJU 25. limitando-se a fazer referência à gravidade do delito imputado na denúncia contra eles ofertada. Anote-se. fato que justificaria a custódia. Constrangimento ilegal.112-1/DF. O decreto prisional cautelar exarado em desfavor dos pacientes bem como o acórdão que manteve referida decisão não demonstram de forma consistente a presença dos pressupostos e fundamentos que autorizam a custódia preventiva (CPP. 5. HC 85. art. É fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar. 312 do Código de Processo Penal.02. 168 . tal fundamento. assim entendida aquela que antecede a condenação transitada em julgado. Min. caso fique demonstrada concretamente a necessidade da referida medida. indicando os motivos que a tornam indispensável. ainda. (HC 38. confirmada pela corte estadual.020/RJ. por ocasião do julgamento da ADIN 3. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que. Prisão preventiva decretada com base na gravidade do delito. do STF. A questão foi retirada da jurisprudência do STJ: Recurso em habeas corpus nº 23. Prisão em flagrante. Não se pode acolher sob o manto da ordem pública. Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. Ausência dos pressupostos e fundamentos legais que autorizam a prisão preventiva. do STF. A simples reprodução das expressões ou dos termos legais expostos na norma de regência. tendo em vista que o referido dispositivo legal não admite conjecturas. provavelmente. que tem sentido muito amplo por estar voltada para a preservação de bens jurídicos essenciais à convivência social. Min.03. Arnaldo Esteves Lima. como. 4.397/MG. com a numeração raspada. como fuga ou escusa no atendimento a chamado policial ou judicial. Habeas corpus. Homicídio tentado por duas vezes. Ordem concedida para revogar o decreto de prisão preventiva. Sepúlveda Pertence. Anote-se. eventual sentimento de vingança ou revolta por interesses ilegítimos contrariados.112-1/DF. quando ausentes quaisquer fatos concretos que justifiquem tal medida preventiva. Recurso provido. Precedentes do STJ e do STF. por ocasião do julgamento da ADIN 3. 21 da Lei 10. Rel.344 – RJ (2008/0071349-8) Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Recurso ordinário em habeas corpus. DJU 21. considerou-se inconstitucional o disposto no art. não é suficiente para atrair a incidência do art. 315 do mesmo Código. e que nem mesmo a expedição da precatória destinada à citação dos acusados — para responder à respectiva ação penal iniciada no mesmo instante em que decretada a preventiva — foi efetivada. circunstância que não se mostra suficiente.2005). Ricardo Lewandowski. impõe o art. 2. considerou-se inconstitucional o disposto no art. Como se verifica da decisão que indeferiu o pedido de liberdade provisória do paciente. isoladamente. Ricardo Lewandowski. os acusados são soldados do tráfico. Processual penal. justificar a segregação provisória.826/2003. que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. que deve reger-se sempre pela demonstração da efetiva necessidade no caso em concreto. Constrangimento ilegal evidenciado. Rel. Ordem concedida. por si só.826/2003. 312 do CPP. (STF. Min. Necessidade concreta da medida restritiva de liberdade não demonstrada. dentre os elencados no art. Rel. que. 21 da Lei 10. 3. é insuficiente para. Considerando que a denúncia não foi precedida de inquérito policial. mas apenas de procedimento administrativo instaurado no âmbito do Ministério Público Estadual.2005). 312).precedentes. Rel. ressalvada a possibilidade de decretação de nova custódia cautelar por motivo superveniente. há de explicitar a necessidade da medida. divorciada dos fatos concretos ou baseada em meras suposições ou pressentimentos. todavia. Indeferimento do pedido de liberdade provisória. aliás. Ausência de justificativa idônea amparada em fatos concretos. Min.

PROBLEMA 15 Foro competente: Supremo Tribunal Federal. O livramento condicional poderá ser concedido pelo juiz da execução. Para a concessão do livramento condicional. 131. atualmente. afastamento da circunstância qualificadora ( ele não se encontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso material de crimes ). “Art. o que não pode prosperar. Além disso. deve-se requerer a concessão do benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL. quando por ele proferidas. em razão de tentativa de fuga. PROBLEMA 14 Razões de Revisão Criminal. Márcio já cumpriu 5 anos do total da pena. e está trabalhando. impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade apontada. Peça processual: Revisão Criminal. 131 da LEP. A fundamentação da defesa deve se basear na nulidade da sentença que não fundamentou a exasperação da pena (todas as sentenças devem ser fundamentadas. No mérito. Pode-se. comprometendo-se Márcio. as decisões criminais em processos findos. dirigida ao Tribunal de Justiça. sendo que o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado – segundo entendimento do STF. possui profissão certa e definida. pedir afastamento da reincidência ( não comprovada através de certidão cartorária ). e art. se por outro motivo não estiver preso. 83. com fulcro no art. O referido art. ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário”. que houve erro material. laconicamente. Nas razões. A peça processual deve ser a Revisão Criminal. 83 do CP. pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo. 83 do CP assim dispõe: 169 . compete ao STF rever. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo.º 7. Recurso provido. ora requerente.P. Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Geral de Justiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal. A autoridade carcerária informou que. com carteira assinada. o STF não apreciou os argumentos apresentados pela Defesa. 624. incisos e parágrafo único do Código Penal. mas apenas intenção de fugir. Subsidiariamente.210/1994. a cumprir todas às condições que forem impostas e submeter-se a elas. ainda que através da via recursal. como pedreiro. sem prejuízo de nova decretação. I do C. O artigo 131 da LEP deixa bem clara a necessidade da observância dos requisitos elencados no art. é necessário que o sentenciado preencha requisitos objetivos e subjetivos.P.. apenas aduzindo. No mérito. visto que a decisão transitou em julgado para o réu.que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. posto que o réu deve saber por quais motivos foi condenado). com base em fundamentação concreta. o detento ostenta bom comportamento e encontra-se exercendo trabalho externo. mas apenas e somente para deferir o pedido de liberdade provisória ao paciente. Portanto. consoante dispõe o art. na audiência. alegar: preliminarmente. Assim. no relatório carcerário. PROBLEMA 16 Com fundamento no artigo 197 da Lei n. Ademais. inciso II. nulidade do processo em vista da ausência do réu. consta que a última punição de Márcio ocorreu há mais de dois anos. 83. em benefício dos condenados. Competência STF. em consonância com o parecer do MPF. Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausência da fundamentação e ajustando-se a pena. do Código Penal. desde já. deve-se interpor agravo em execução da decisão do juiz da Vara de Execuções Criminais de São Paulo/SP. expedido pelo diretor do estabelecimento prisional. presentes os requisitos do art. o foro competente é o STF. também. transmudando a pena de 21 para 12 anos.

83 . se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. II . no passado.ª edição.cumprido mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. III. nulidade absoluta. o seu interrogatório. Súmula n. a falta de defesa constitui nulidade absoluta. III. 866-7. por si só. in execução penal. do CPP) endereçados ao juiz de direito da 9. Memoriais (art. 4. Preliminar de nulidade por falta de nomeação de defensor ao réu presente que não o tiver. 26-04-2005. 396-A.Para o condenado por crime doloso. 5. bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto. o relatório favorável da autoridade carcerária. de modo que. “e” do CPP: “a nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: e – a citação do réu para ver-se processar. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. e os prazos 170 . cometido com violência ou grave ameaça à pessoa.O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos. desde que: I .comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena.o 523 do STF: “no processo penal.” O art.. e de curador ao menor de 21 anos”. hoje se admite que se trata de um direito do sentenciado. Se o ato processual se realizar. tornando-se este um direito público subjetivo de liberdade. a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. 2005.cumpridos mais de dois terços da pena.º. é fundamental que o magistrado nomeie defensor ad hoc (para o ato). segundo art. pp. constitui prejuízo presumido. preenchidos os seus pressupostos.Art. § 2. Com efeito. denota que se houve. ainda que ausente ou foragido. Art. Embora atribuído em caráter excepcional. esta não mais subsiste. ou ao ausente. Boletim AASP n. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. do CPP). ou dativo. 2. Parágrafo único . pág. Código de processo penal comentado. A existência de registro de transgressão disciplinar ocorrida há mais de dois anos não tem o condão de exigir que ele permaneça encarcerado até a final de sua expiação. prática da tortura. 3. rel. 261 do CPP prevê que “nenhum acusado.º. quando presente. salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. set. nos casos de condenação por crime hediondo. 564. mormente diante do relatório atualizado da autoridade carcerária informando seu bom comportamento. o dano causado pela infração. Bem a propósito. será processado ou julgado sem defensor”. Preliminar de nulidade por falta de interrogatório do réu presente. 403. “c” do CPP: “a nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: c – a nomeação de defensor ao réu presente. Nucci afirma que a não nomeação de defensor ad hoc é causa de nulidade absoluta: se o defensor constituído.ª T. Cf STJ: HC 40. 564. 6. porquanto há dois anos não se registra qualquer fato desabonador à sua conduta. pelo contrário. §3.. 2007. 8. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.ª Vara Criminal de Planaltina – DF.673-AL. logo. Frederico Marques lembra que pelo benefício é ampliado o ‘status libertatis’. v.ª edição. o juiz é obrigado a concedê-lo. destaque-se o que preleciona o mestre Júlio Fabrini Mirabete. III . Gilson Dipp. Guilherme de Souza Nucci.” PROBLEMA 17 1. V . Preliminar de nulidade por ausência de nomeação de defensor ao réu que não constituiu advogado para apresentar resposta à acusação (art. e terrorismo.cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso. 302: “Ainda que nos artigos 83 do CP e 132 da LEP se afirme que o juiz ‘poderá’ conceder o livramento condicional e que a doutrina se tenha posicionado no sentido de considerá-lo como uma faculdade do juiz.u. IV . ausente a defesa. alguma intenção deliberada do detento em frustrar a execução da pena. que o não tiver. 2437. do acusado não comparecer à audiência de instrução.tenha reparado.

Ao comentar o art. apesar de os 5 dias terminarem em um sábado. §2. considerada a complexidade do caso ou o número de acusados. 403. Em caso de condenação e pelo princípio da eventualidade: 6. Código Penal anotado. “e”. do CPP prevê que “o juiz poderá. a qualificação do acusado ou 171 . 2005. não se interrompendo por férias. e constituiu nova família. arbitrando a multa no mínimo legal. Absolvição por atipicidade da conduta de José. 7. Pugnar pela fixação da pena no mínimo legal de 1 ano de detenção. 17. 5. agravantes e causas de aumento de pena. 244. 69 do CP). fica afastada a competência do Juizado Especial Criminal. de Jesus. “c”. 41 do CPP. pp. domingo ou dia feriado”. Nesse sentido.312/RS do STJ. 61. Estando o réu presente e desejando defender-se por intermédio de seu interrogatório. sendo que não há tipicidade se o sujeito não presta às pessoas os recursos necessários por carência.º. Assim. com todas as suas circunstâncias. com a possibilidade de José aguardar em liberdade o trânsito em julgado da sentença (apelar em liberdade) em face de sua primariedade. Sustentar o afastamento da agravante prevista no art. Damásio afirma que o elemento normativo do tipo está contido na expressão “sem justa causa”.. na forma prevista no art. importante registrar que. residência fixa no distrito da culpa e ausência dos requisitos que autorizariam sua prisão preventiva. do CP. o art. composta por uma mulher desempregada e 6 outros filhos menores. Último dia de protocolo da peça: 22/6/2009 (segunda-feira). PROBLEMA 18 Petição inicial: Queixa-crime. 44. conforme art. III. se existir. do CPP. do CP. Nesse sentido.concedidos à acusação e à defesa”. §3. 244. Vara criminal comum. bons antecedentes. 65. inciso II. e Teodoro S. O art. 817-18). quando não constituem ou qualificam o crime”. do CP. gasta boa parte de seu salário para comprar remédios indispensáveis à sua sobrevivência. §2. sob pena de cerceamento de defesa e nulidade.º. posição sedimentada no HC 66. visto que sofre de problemas cardíacos. 61. do CP.º do citado artigo dispõe que “o prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-se-á prorrogado até o dia útil imediato”. do CP dispõe que “são circunstâncias que sempre agravam a pena. e querelados: Clóvis V. conforme previsão do art. Requerer a fixação do regime aberto para cumprimento da pena. tendo a defesa sido intimada para a apresentação dos memoriais em 15/6/2009). 798 do CPP dispõe que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. Partes: querelante: Rodolfo T. que dispõe o seguinte: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. com todas as suas circunstâncias.ª ed.º. caput. Nesse sentido. 9. inciso I. visto que o fato de a vítima ser descendente do réu (filho) é elemento constitutivo do tipo previsto no art. não pode o juiz recusar-se a interrogá-lo. e o §3. 8. Requisitos da peça inicial acusatória: relato dos fatos delituosos. haja vista que a defesa foi intimada em 15/6/2009 (segunda-feira). Como a imputação diz que os crimes ocorreram em concurso material (art. Sustentar que José é primário e portador de bons antecedentes. visto que José será maior de 70 anos na data da sentença (nasceu em 7/9/1938. ou por não ganhar o suficiente. ultrapassam dois anos. 33. caput. o último dia do prazo para oferecer os memoriais será o dia 22 (segunda-feira). do CP. visto que as penas máximas abstratas. Pleitear o reconhecimento da circunstância atenuante prevista no art. caput. somadas. Não há dolo na conduta de José. o art. conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memorais”. São Paulo: Saraiva. para evitar o bis in idem. do CP. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo – SP. visto que o fato não constitui infração penal em face da presença de justa causa (elemento normativo do tipo) para o atraso nos pagamentos (ou não pagamento). 386. José ganha apenas 1 salário mínimo. sendo que a falta de pagamento da pensão alimentícia se deve à sua absoluta impossibilidade pessoal de fazê-lo. bem como atender a todos os elementos descritos no art. (Damásio E. e a substituição da pena privativa de liberdade por pena de multa ou por uma pena restritiva de direitos. 10.

e com a causa de aumento de pena prevista no art. por duas vezes. 138. 115 e 126) Mérito: impronúncia por falta de comprovação da materialidade (laudo pericial inconclusivo). Preliminar: prescrição da pretensão punitiva. inciso III.250/67.. inciso III. por duas vezes e art. art. e com a causa de aumento de pena prevista no art.º . é prevista pena de um a quatro anos. § 1. 140. conforme art. caput. todos do Código Penal brasileiro. de 30/4/2009. § 3. 141. por analogia ao art. 69). Entretanto. arts. com sua consequente condenação pela prática dos crimes narrados na inicial. do CPP). por duas vezes. do Código de Processo Penal e em face da anuência das partes.” A fundamentação correta deve ser feita com base no Código Penal e no Código de Processo Penal. 403. 11. 69). Rol de testemunhas. por duas vezes. por duas vezes e art. tudo em concurso material (art. ao proferir sentença condenatória (. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. 69.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. 172 . IV. inciso III.: art. cumulado com a causa de aumento de pena prevista no art. tudo em concurso material (art. cumulado com a causa de aumento de pena prevista no art. ao final. Prazo estabelecido pelo juiz: 19/7/2010. visto que da data do fato (dezembro de 2005) até a denúncia (janeiro de 2010) passaram-se mais de quatro anos. 387. por duas vezes. 109. que declarou toda a norma não recepcionada pela Constituição Federal. Em conformidade com o disposto no art. Pedido: reconhecimento da preliminar e extinção da punibilidade. Fixação do valor mínimo de indenização pelo juiz sentenciante (art. 138 caput.: art. e não mais a Lei 5. quando necessário. Embora não haja previsão legal expressa quanto à apresentação de memorial na audiência de instrução do procedimento do júri. art. 126 do Código Penal. em concurso material. todos do CP. julgada pelo STF. 141. 138. em concurso material.º. 69. todos do Código Penal brasileiro. a total procedência dos pedidos. o crime prescreverá em oito anos.” Condenação dos querelados nas custas e demais despesas do processo. é possível a substituição dos debates orais pelos memoriais. Admite-se o pedido de absolvição sumária (CPP.: art. impronúncia nos termos do art. estando o crime prescrito (CP. QUESTÕES PRÁTICAS.esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. 139. por duas vezes. conforme art. Adequada tipificação das condutas imputadas aos querelados: • Réu Clóvis V. sendo o querelado Clóvis V. em face da ADPF 130. PROBLEMA 19 Deve-se redigir memorial ao juiz do tribunal do júri. a prescrição corre pela metade. 414 do Código de Processo Penal. IV. 139. 140 por duas vezes. § 1. a classificação do crime e. Como para o crime de aborto. Pedido expresso: citação dos querelados e. 387. caput. 141. 415) em atenção ao princípio da ampla defesa. art. o rol das testemunhas. tratando-se de menor de vinte e um anos. inexistência de indícios suficientes de autoria (falta das declarações da menor) e ausência da comprovação do dolo (a ré afirma que não sabia da gravidez da amiga e forneceu-lhe remédio com objetivo de curar úlcera). previsto no art. a seguir transcrito: “O juiz. inciso III. Para o querelado Teodoro S. 141. • Réu Teodoro S. todos do Código Penal brasileiro. caput.º.. 138.: art.

o Magistrado fixou a pena-base do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. casado e pai de uma criança de seis meses de idade. e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura. Imediatamente. 7. (OAB/SP – 113) Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação? 13. qual a diferença entre remição e detração? 14. I). 6. 16. 10. por existir condenação anterior (CP. (OAB/SP – 107) Defina as notas características do instituto da perempção. com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminalmente? Justifique. quando João Antônio completara dezoito anos. Neste caso. aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência. (OAB/SP – 107) Indique os elementos do fato típico. (OAB/SP – 114) É possível a manutenção do averiguado em custódia. após o dia de trabalho. justificando. pago por ele. (OAB/SP – 112) Em que crime estará incurso o agente que. 12. o Delegado de Polícia efetua sua prisão em flagrante delito para garantia da ordem pública. ferido. com o intento de não serem realizadas na data prevista os exames finais do ano letivo? 11. (OAB/SP – 114) João Antônio. (OAB/SP – 106) Em que peça processual são trazidas aos autos as lesões sofridas pela vítima em processo-crime por infração ao artigo 129. na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro. acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel. 8. (OAB/SP – 106) O que é perdão? 3. (OAB/SP – 107) Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva. por ocasião da prolação da sentença. se Maria e Ulisses cometeram crime. classifique juridicamente suas condutas. (OAB/SP – 106) O que é reabilitação? 2.1. (OAB/SP – 112) Quando da dosimetria da pena. Após isso. durante a madrugada e mediante escalada. morre três dias depois. (OAB/SP – 112) Manoel chega em casa. por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP. (OAB/SP – 113) Maria das Flores foi a uma clínica clandestina. é socorrido por populares. 59). "caput" do Código Penal? 4. (OAB/SP – 114) Antônio de Souza. art. Manoel dirige-se à Delegacia. (OAB/SP – 107) Cite três crimes considerados hediondos. Está correto tal procedimento? Fundamente. entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. Neste momento. interrompe fornecimento de força e luz em escola pública. propositalmente. porém. com o objetivo de matá-lo. 61. 9. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifique. (OAB/SP – 114) Em Direito Penal. 5. submetendo-se a intervenção de abortamento. aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. José Pedro. após o esgotamento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado? 15. Quando se 173 . art.

acusado de crime de homicídio simples. cometeu novo furto. tendo o serventuário se descuidado. 27. produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. armado de revólver. ainda. (OAB/SP – 116) Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. podendo. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique. Em outra hipótese. Dias após. gestante. sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência. Ainda. de alguma forma. José e seus companheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a resposta. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. 22. aduz que "diz-se o crime: tentado. (OAB/SP – 116) José participou como jurado no julgamento de Américo. Geralda e Clementina. iniciada a execução. (OAB/SP – 119) Dê as notas características do instituto da representação. (OAB/SP – 119) Agente que. 23.00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado. foi até o cartório onde tramita a ação penal e. quando. então. (OAB/SP – 117) Maria das Dores. presenciou outra funcionária. as condutas de Ana. 17. com o seu consentimento. motivando-a. 25. Não satisfeito. cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira. vindo a dilacerá-lo. Geralda executou aborto em Clementina. a importância de R$1. chefe das enfermeiras de hospital municipal. Em seguida. 24. Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique. pode submeter-se à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição. teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal. Antônio. em seu inciso II. deixou de responsabilizá-la pelo fato. dias após constatou-se que José e outros três jurados receberam. juridicamente. (OAB/SP – 118) "A revisão criminal. 20. (OAB/SP – 115) O artigo 14. participa de reuniões periódicas. sentenciado por furto. (OAB/SP – 118) Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome. Madalena. Proferida sentença absolutória. (OAB/SP – 116) Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma. e ela o provocou. destruindo-a. (OAB/SP – 117) O julgamento do crime de furto. (OAB/SP – 117) Pitaco. 18. arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados. Maria. com mais de cinco pessoas. É correta a afirmativa? Por quê? 26. furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. é ação com dúplice pedido. enfermeira a ela subordinada. 19. fugiu do local. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". Tipifique. sem nada levar. lhe deu voz de prisão. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamentada. em regra. diminuída de um a dois terços". foi surpreendido por um segurança da empresa que. Classifique juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado. cada um.000. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique. o objetivo e a finalidade da 174 . o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário. envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes.encontrava já no interior do edifício. 21.

(OAB/SP – 123) João atira em determinada pessoa. tem sido questionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. (OAB/SP – 123) Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso interposto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fundamentar. se ocorreu ilícito penal. (OAB/SP – 121) O crime de roubo qualificado. dando o dispositivo legal.organização ou administração da associação. subtrai bem pertencente a uma Secretaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta. 34. entre nós. o conceito de infração de menor potencial ofensivo? Justifique e fundamente a resposta. ocasiona sempre a absolvição do coato. (OAB/SP – 120) Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por força de medida de segurança. apontado os seus erros e justificando a correção: “A coação moral. é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo.º. em estado de embriaguez. (OAB/SP – 122) Que justiça é competente para julgar civil que. (OAB/SP – 125) Como o artigo 5o. onde "B" e o garçom "C" lhe servem uísque. 37. parágrafo 2. (OAB/SP – 121) O indivíduo "A". (OAB/SP – 121) Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite. mas erra o alvo. 36. visivelmente embriagado. XLII. Justifique. (OAB/SP – 120) É possível a tentativa de contravenção? 31. IV e V do C. dando os dispositivos legais. atualmente. o crime de terrorismo? 175 . "A". atingindo apenas outra pessoa que vem a falecer. poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislação própria? 28. só sendo punível o coator”. II. Como deve ser responsabilizado? 39. incisos I. 157. 41. art. (OAB/SP – 123) O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advogado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? 40. 33. da Constituição Federal. III. é considerado crime hediondo? 35. (OAB/SP – 120) Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação? 29. o que são normas penais permissivas. em co-autoria com policial militar estadual em serviço. (OAB/SP – 121) Explique. promove atos escandalosos no interior de freqüentado restaurante. entre outros. crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o terrorismo. também conhecidas como autorizantes.. considera. 32. como causa excludente da tipicidade.P. (OAB/SP – 122) Qual é. 38. 30. (OAB/SP – 124) Corrija a seguinte frase. Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa? b) essa disposição permite afirmar que existe.

Pedro e Antonio? Justifique. conforme disposto no art. 46. 53. Que crimes cometem Maria. trabalha e subtraiu o computador que João. Maria e o pai de João. inciso XXXVIII. dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. (OAB/SP – 127) Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Paulo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande – MS? 48. não funcionário. O que significa a adoção desse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu significado? 45. 5o. deixara sobre a sua mesa. há necessidade de sentença condenatória transitada em julgado em relação a este crime? Fundamentar. (OAB/SP – 126) O Brasil adotava o sistema do duplo binário. (OAB/SP – 129) Que é competência por prerrogativa de função? Em relação ao co-autor particular. alegando que 176 . conforme previamente combinado. estende-se a ele essa competência? Fundamente. seu amigo. 43. Neste caso. (OAB/SP – 128) Tem-se admitido que o Tribunal de Justiça. em face das circunstâncias objetivas e subjetivas ligadas ao fato e ao agente. alínea c. as alternativas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto. 47. (OAB/SP – 127) João e Maria convivem. com uso de chave cedida por João. (OAB/SP – 129) O acusado apelou de uma condenação pelo Tribunal do Júri. da Constituição Federal)? 49. ingressou na repartição pública em que João. que tipo de conflito existe e qual o critério utilizado para resolvê-lo? 54. (OAB/SP – 128) Para a regressão de regime de cumprimento de pena pela prática de fato definido como crime doloso. 52. de nome Pedro. escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo. em revisão criminal. possa absolver pessoa condenada pelo Tribunal do Júri. 118. inciso I. (OAB/SP – 129) Se alguém. (OAB/SP – 127) No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasileiro? Fundamentar legalmente. 44. sem serem casados. 50. há vinte anos. (OAB/SP – 125) Pedro. Como deve o juiz agir em face do requerimento formulado? Indique. na mesma casa e tiveram três filhos. (OAB/SP – 126) O Promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito policial porque. João foi condenado por crime de roubo qualificado. segundo a doutrina ele só será punido pelo crime de homicídio. (OAB/SP – 128) Que é flagrante diferido ou retardado? É possível a sua realização? Aplicase a todas as espécies de crimes? 51.42. funcionário público. chamado Antonio. para matar. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique. da Lei de Execução Penal. se for o caso. a pena aplicável levaria à prescrição retroativa. O ingresso se deu no período noturno. (OAB/SP – 129) Que são escusas absolutórias? Fundamente e indique as suas conseqüências. Como conciliar tal orientação com o princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. fere a vítima.

(OAB/SP – 131) Quais os requisitos de admissibilidade da prisão temporária? Eles são alternativos ou cumulativos? 60. tipos desse teor. É admissível essa segunda apelação? Por quê? 55. em seu artigo 5. cujo objeto era a busca e apreensão de coisas que serviriam como fontes de prova em investigação sobre homicídio que teria sido cometido por A. na legislação brasileira. (OAB/SP – 131) Todos os crimes da lei de drogas (Lei n. em C. permite-se utilização de prova obtida com ofensa às inviolabilidades constitucionais.º. (OAB/SP – 130) O Ministério Público pode apelar de sentença absolutória proferida em processo iniciado por queixa? Fundamente a resposta. Houve. 68. Pode ser o quadro apreendido? Explique. 58. que faleceu em virtude de ser atingido por somente um dos projéteis. (OAB/SP – 132) Qual a diferença entre perdão judicial e perdão tácito? 63. 57. (OAB/SP – 130) A e B. sempre. (OAB/SP – 132) O que significa a expressão “detração penal”? 62.se tratava de decisão manifestamente contrária à prova dos autos. (OAB/SP – 132) O que é a reforma in pejus indireta? 64.° 11. (OAB/SP – 133) O que é tipo misto alternativo? Indique. era nula. ainda dentro do prazo. LVI. Como a doutrina denomina essa situação? A e B responderiam por algum crime? Justifique. No interior da residência nada foi encontrado sobre o homicídio. indicando as diversas posições. (OAB/SP – 133) A Constituição Federal. na doutrina e na jurisprudência. sustentando que a decisão. além de manifestamente contrária à prova dos autos. 56. por isso.343/06) autorizam a prisão preventiva? Por que razão? 61. (OAB/SP – 132) O que significa a expressão “despronúncia”? 65. um famoso quadro que fora subtraído de um museu. ser computado em pena privativa de liberdade imposta em outro processo? Fundamentar. 59. Qual é esse princípio? Quando poderá ser aplicado? 67. declara a inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. sem estarem previamente combinados. lesões corporais graves em uma criança de 9 (nove) anos que tentou pular o referido muro para colher frutas no quintal daquela residência? Explique. (OAB/SP – 130) O tempo de prisão provisória em um processo pode. ingressa com nova apelação. mas os policiais acharam. 177 . (OAB/SP – 130) Foi expedido mandado de busca e apreensão para ingresso na residência de A. (OAB/SP – 133) Comete crime quem coloca pontas de lança no muro de sua residência para protegê-la e causa. (OAB/SP – 132) É possível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo? 66. fortuitamente. entendimento de que. atiram. ao mesmo tempo. No dia seguinte. com a aplicação de determinado princípio.

após o regular trâmite processual. Nessa situação. pois ela e Carlos haviam se reconciliado e estavam vivendo em harmonia. Maurício continuou a investigar o fato e. que as aceitou. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Carlos por infração ao art. manifestando interesse em que seu marido fosse processado. caput. porque.69. por fim. às perguntas a seguir. segundo ela. ainda. QUESTÃ 73. Discorra sobre o que pode ou deve ser feito em face da situação apresentada. (OAB/SP 134) Distinga crime habitual de crime continuado. à pena mínima. (OAB UNIFICADO 2008. foi absolvido.2) Pietro. encerrada a instrução. o juiz tenha proferido decisão condenatória por homicídio culposo. policial militar responsável pelo controle do trânsito. as provas demonstraram ter ocorrido. José conduziu Gonçalo até a delegacia mais próxima. desferiu tapas e socos em sua esposa. que. (OAB/SP – 133) Um Promotor de Justiça foi intimado de decisão do Juiz das execuções criminais e interpôs agravo no sétimo dia útil após a sua intimação. após ouvidas as partes. oportunidade em que Gonçalo retrucou-lhe: “Quero ver o militarzinho borra-botas que é homem para me fazer tirar o carro!”. a acusação tenha atribuído ao acusado conduta imprudente. que. (OAB/SP 134) Carlos. Sônia compareceu ao gabinete do promotor e disse que não queria mais a instauração do processo contra o marido. do Código Penal. Na audiência preliminar. agiu corretamente o juiz? Justifique a sua resposta com base na legislação pertinente. acusado de ter atropelado fatalmente Júlia. 75. abordou Gonçalo. por falta de provas da autoria. 129. Considere-se. (OAB/SP 134) Que é absolvição imprópria? Ela impede o ajuizamento da ação civil ex delicto? QUESTÃO 72. em homicídio culposo decorrente de acidente de trânsito.2) José. responda. em sua casa. elabore parecer acerca da possibilidade de Maurício se habilitar como assistente da acusação e de Pietro ser novamente processado. Considere-se. conseguiu reunir novas provas da autoria de Pietro. Depois disso. esposa de Maurício. fundando-se na negligência provada. onde a autoridade efetuou os procedimentos cabíveis e encaminhou as partes para o juízo criminal competente. Sônia. (OAB/SP 134) Considere-se que. Ela se dirigiu à delegacia de polícia. QUE 71. pedindo-lhe que retirasse o veículo da via por este estar mal estacionado. causa da falha no funcionamento do freio. na realidade. ocorrendo a conciliação nos termos previstos em lei. causandolhe ferimentos leves. indicando o critério de distinção. negligência na conservação do veículo. de forma fundamentada. Inconformado. Em face da situação hipotética apresentada e considerando que Gonçalo não tenha antecedentes criminais. 74. Considerando a situação hipotética apresentada. durante a instrução. Que crime Gonçalo praticou? Em face do crime praticado. consistente em direção em excesso de velocidade. O recurso interposto é o adequado? Foi tempestivo? 70. ele já a havia agredido outras vezes. o representante do Ministério Público tem legitimidade para tomar alguma providência legal? 178 . (OAB UNIFICADO 2008. na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Maurício. Gonçalo confirmou as ofensas proferidas e pediu desculpas a José. cerca de um ano após o trânsito em julgado da decisão.

(OAB UNIFICADO – 2009.3) João praticou crime de lesão corporal contra sua progenitora. 79. 44. do Código Penal). já transitada em julgado. consistente na prestação de serviços à comunidade. e. uma vez que a prestação de serviços à comunidade era medida mais gravosa ao seu cliente. perdeu o rim direito. alguns dias depois. em decorrência das lesões sofridas. art. antes do final do expediente forense. de quem é a competência para processar e julgar Ismael? Justifique sua resposta com base no Código de Processo Penal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O produto da concepção veio ao mundo e. é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix? Fundamente sua resposta. por igual prazo. (OAB UNIFICADO 2008. (OAB UNIFICADO – 2009. Considerando a situação hipotética apresentada. II. a vítima foi levada ao hospital e. e seu defensor foram intimados da sentença em 8/5/2009. sobre a pena. 77. que pretendia converter a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. de forma fundamentada.2) Penélope. Nessa situação hipotética. tendo sido regularmente processado por tal fato. II. O juiz. Inconformada com a sentença. grávida de 6 meses.1) Félix.º. em tese. foi denegado pelo magistrado de primeiro grau. do Código Penal) e a referente às relações domésticas (art. f. foi condenado a 10 meses de detenção e a trinta dias-multa pela prática do delito previsto no art. responda.1) Bruno foi condenado a três anos de reclusão e ao pagamento de cem dias-multa por portar cédulas falsas — Código Penal (CP). João foi condenado a detenção de 2 anos. Durante a instrução do feito. 171). Considerando essa situação hipotética. alegando intempestividade do apelo. tipifique a(s) conduta(s) de Teobaldo. III. nessa condição. não recebeu o recurso. 61. Nessa situação hipotética. 61. do Código Penal eram favoráveis a Félix.76. § 1. dado que a Constituição mineira assegura prerrogativa de foro aos secretários estaduais. foi atingida por disparo de arma de fogo efetuado por Teobaldo. pleiteando a conversão da pena privativa de liberdade em multa. contudo. o juiz sentenciante converteu a pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos. Ao final. cuja intenção era matar a gestante e o feto. responda. a agravante do parentesco (art.605/1998. Nesse contexto. réu primário. comprovou-se que as circunstâncias descritas no art.1) Suponha que Ismael seja secretário de segurança do estado de Minas Gerais e. segunda-feira. da Lei n. a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. (OAB UNIFICADO – 2009. tendo o magistrado feito incidir. em virtude da existência de condenação anterior. se é cabível. morreu. O requerimento feito pela defesa. com quem residia havia 4 anos. tendo sido essa decisão publicada em 1/6/2009. art.2) Edson. 78. em virtude dessas circunstâncias. tenha cometido delito de homicídio doloso contra Ricardo. 289. caput. (OAB UNIFICADO – 2009. data em que Edson e seu advogado compareceram em juízo e tomaram ciência da denegação. (OAB UNIFICADO – 2008. se agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena bem como se é possível a suspensão condicional do processo. sexta-feira. 29. pelo crime de estelionato (CP. 179 . condenado à pena de 8 anos de reclusão pela prática do crime de atentado violento ao pudor contra sua genitora. de forma fundamentada. a defesa interpôs recurso de apelação em 15/5/2009. 81.º 9. Considerando a situação hipotética apresentada. Socorrida por populares. O advogado contratado pelo réu apresentou o recurso apropriado. 80.

Jair K. Nessa situação hipotética.º 11. Nessa situação hipotética.ª e a 2. a 3. respectivamente. 12/1/2007. de forma manifesta e cabal. definitivamente. foi publicada a Lei n. tão somente.2009. a 5. Em face dessa situação hipotética. 86.Considerando a situação hipotética apresentada.2) Pedrosa foi condenado. 13/1/2007 e 14/1/2007. de forma fundamentada. (OAB UNIFICADO – 2009. determinou a realização de importante perícia por apenas um perito oficial. que medida judicial privativa de advogado é cabível para beneficiar o condenado? Sob que fundamentos jurídicos de direito material e processual? A que órgão compete o julgamento? 83. por ter subtraído. o fundamento legal da medida. O conteúdo das cartas afastou. previsto no artigo 1. Em caso afirmativo. indique o recurso cabível e o último dia do prazo para sua interposição. (OAB UNIFICADO – 2009. a medida judicial a ser adotada em favor de Jair K. perante a 1.368/1976 (uso de substância entorpecente). Antes de se iniciar o cumprimento da pena. em cada um dos dias 11/1/2007.3) Em processo criminal que tramitou perante a justiça federal comum. (OAB UNIFICADO – 2009.º da Lei 8. nos fatos apurados. tendo sido a prova pericial fundamental para justificar a condenação do réu. o mérito da questão e seus pedidos e efeitos. Em face dessa situação hipotética. O juiz da causa ordenou. a participação de Jair K. entre os quais. as medidas previstas no art.137/1990. mas. as cartas rogatórias regressaram. que argumento jurídico o(a) advogado(a) de Divino poderia utilizar para pleitear a aplicação da nova lei? Qual seria o juízo competente para decidir sobre a referida aplicação? Fundamente ambas as respostas. com a indicação dos dispositivos legais pertinentes. não tendo havido o esgotamento da via administrativa na apuração do tributo devido. 84. o prazo para o ajuizamento. na denúncia. Foi encerrada a instrução do processo. cometido em janeiro de 2010. 16 da Lei n. tendo ele constituído advogado.º 6. foi apurada a prática de crime de extorsão mediante sequestro. em 26/3/2010. sem o retorno das sobreditas cartas. bem como o órgão competente para julgá-la. pela prática do delito previsto no art. na qual não está prevista pena privativa de liberdade para condutas análogas à praticada por Divino. com a devida fundamentação legal. Após essa data. 82. (OAB UNIFICADO – 2009. O acórdão condenatório transitou em julgado em 20/3/2010. pelo Ministério Público. (OAB UNIFICADO . se o juiz agiu corretamente ao denegar a apelação e se o Código de Processo Penal prevê algum recurso contra a decisão proferida.ª Vara Criminal da Comarca A. 180 . aparelho de som automotivo do interior de veículo estacionado. apresente o fundamento jurídico para evitar o curso da ação penal.3) O juiz criminal responsável pelo processamento de determinada ação penal instaurada para a apuração de crime contra o patrimônio. A denúncia foi recebida. havendo o início da execução de todas as penas privativas de liberdade e tendo o juiz da execução negado a unificação das penas. 85.ª. que se expedisse carta rogatória para a oitiva da vítima e se colhesse depoimento de uma testemunha arrolada. tendo o juiz proferido sentença na qual condenou os réus. mediante arrombamento do vidro traseiro. Os réus apelaram e a condenação foi mantida pelo tribunal regional federal. 28.343/2006 (nova lei de drogas). indique. por unanimidade.2) Divino foi condenado definitivamente à pena privativa de liberdade de 1 ano de detenção. no curso da instrução do processo.2) O empresário João foi denunciado pela suposta prática de crime de sonegação fiscal. esclareça.ª. e o juiz originário do feito mandou juntá-las aos autos.

a) Dada a nova definição jurídica do fato. (OAB UNIFICADO – 2009. mesmo dia da intimação pessoal de Tomé e de seu advogado. responda. O crime chocou toda a população da comarca de Cabo Frio – RJ. pelas provas testemunhais produzidas pela acusação. de forma fundamentada. A sentença condenatória foi publicada em 8/3/2010. que Júlio praticara roubo. alertados. a fase de prelibação transcorreu de forma regular e Ricardo foi pronunciado. pela prática de delito de furto (CP. dado o emprego de grave ameaça contra a vítima. de que os jurados que poderiam vir a compor o conselho de sentença não seriam isentos para julgar o caso. a medida judicial adequada para sanar a referida omissão e o prazo final para sua apresentação. sob a alegação de que vários deles integravam grupo de extermínio que havia decidido dar cabo à vida de Ricardo no dia designado para a realização do julgamento em plenário. constando em sua folha de antecedentes criminais condenação anterior. no entanto. segunda-feira. A denúncia foi recebida. asfixiou-a até a morte e esquartejou o corpo. com a devida fundamentação legal. o juiz sentenciante fixou a pena em dois anos de reclusão e vinte dias-multa. constatou-se. bem como esclareça se Tomé faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Todas as mensagens foram devidamente juntadas aos autos. Houve uma tentativa de linchamento de Ricardo por populares. aproveitando-se do momento em que ela dormia. tanto a família de Ricardo quanto o juiz presidente da vara do tribunal do júri foram. art. Em face dessa situação hipotética. dada a nova definição jurídica do fato narrado na queixa após o fim da instrução probatória. restou comprovado que Tomé é réu reincidente. com a devida fundamentação. 89. a providência jurídica a ser adotada para garantir a imparcialidade do julgamento e a autoridade judiciária competente para apreciar o pedido a ser feito. após a qual a imprensa veiculou imagens da delegacia de polícia local. 87. indique. a viabilidade jurídica de se alegar eventual nulidade em favor do réu. Em face dessa situação hipotética.Considerando essa situação hipotética. indique. por intermédio de cartas.1) 181 . VI). depois de descobrir que vinha sendo traído por sua namorada. 90 (OAB UNIFICADO 2010. (OAB UNIFICADO – 2009. 171. com base nos dispositivos legais pertinentes.3) Júlio foi denunciado pela prática do delito de furto cometido em fevereiro de 2010. Marta. seria aplicável o instituto da mutatio libelli? 88.3) Ricardo. que passou a clamar por justiça e a exigir punição exemplar para Ricardo. Durante a instrução processual. que procedimento deve ser adotado pela autoridade judicial. Encerrada a instrução probatória. tendo sido os fatos amplamente divulgados pela imprensa. transitada em julgado. bilhetes e mensagens eletrônicas. às seguintes indagações. em razão de a perícia ter sido realizada por apenas um perito. (OAB UNIFICADO – 2009. omitindo-se quanto à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Condenado o réu em primeira instância. Durante o curso de toda a instrução preliminar. sem que se fira o princípio da ampla defesa? b) O princípio da correlação é aplicável ao caso concreto? c) Caso Júlio tivesse cometido crime de ação penal exclusivamente privada. As outras circunstâncias judiciais. oportunidade em que alguns jurados alistados foram identificados nas fotos. Considerando a situação hipotética apresentada. lhe são plenamente favoráveis. por diversas vezes. caput). 155. esclareça. na modalidade de fraude no pagamento por meio de cheque (CP. art.3) Tomé responde a ação penal submetida ao procedimento ordinário pela suposta prática do delito de estelionato.

com regular tramitação. bem como pela aquisição de produtos alimentícios. Em face dessa situação hipotética. conforme disposto no art. foram encontrados vinte e sete trabalhadores rurais. 387. foi o servidor denunciado pela prática do crime de homicídio culposo. Lucas apelou. 63 do CPP: “Transitada em julgado a sentença condenatória. nos expressos termos do art. ostentavam armas de grosso calibre. decorrentes do deslocamento de cidade do interior do estado para o local de trabalho. a) O valor fixado pelo juiz na sentença penal condenatória poderá ser objeto imediato de execução? b) O valor fixado pelo juiz. todo o tempo. em face de dívidas contraídas com o arrendatário das terras. sob grave ameaça. o valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração. do Código de Processo Penal (CPP).. entre os quais seis adolescentes e uma criança com dez anos de idade. O juiz. Instaurado e concluído o inquérito policial. proibidos de deixar a fazenda. ao proferir a sentença penal condenatória. nada obsta que os herdeiros de Almir promovam a liquidação do julgado no juízo cível para a apuração do valor do dano efetivamente sofrido. que.” No que diz respeito ao valor mínimo fixado pelo juiz criminal na sentença penal condenatória.” (. com fundamento no atual disciplinamento do CPP. inciso IV. 63 e seguintes do Código de Processo Penal. (OAB UNIFICADO 2010. no exercício de suas funções e no horário de expediente.. O magistrado. poderão promover-lhe a execução. 387. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido e devidamente comprovados no processo. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. fixou. Dois 182 . às seguintes indagações.. no juízo cível. havia três meses. prevista no art. remédios e ferramentas no armazém existente na sede da fazenda. 387.Em 27/8/2009. permanecendo elas. responda. motorista do Ministério da Saúde. desde logo. seu representante legal ou seus herdeiros. atropelou e matou Almir.). o servidor público federal Lucas. contratados para trabalhar na lavoura. nos exatos termos do preceito contido no parágrafo único do já mencionado art. Todos estavam. na faixa de pedestres. Inconformado. o feito transcorreu em perfeita obediência aos comandos legais e resultou na condenação de Lucas. O montante deverá ser fixado pelo juiz na sentença penal condenatória. Resposta: Trata-se de ação civil ex-delicto. do CPP: “Art. sem o devido licenciamento de porte de arma.1) Na zona rural de determinado município. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. nos exatos termos do art. para o efeito da reparação do dano.. o ofendido. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. alojados em galpão sem ventilação.” 91. 63: “Transitada em julgado a sentença condenatória. inciso IV. de propriedade do empregador. algumas de uso restrito das Forças Armadas. em local insalubre. eram submetidos ao regime diário de quinze horas de trabalho. sem instalações sanitárias. encontrando-se o recurso pendente de julgamento. que.” O valor fixado somente poderá ser objeto da ação executória após o trânsito em julgado. Após recebimento da denúncia. ao proferir sentença condenatória: (. Os documentos pessoais dessas pessoas foram retidos pelo gerente da fazenda. na cidade de Goiânia – GO. sob forte vigilância de seis agentes de segurança.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração.

.2 – Parte especial. inciso I.º. o referido comerciante solicitou orientação a profissional da advocacia. a polícia ainda não dispõe de elementos capazes de identificar a autoria do delito.. nos expressos termos do art.)” Na doutrina. que teve seu estabelecimento furtado há quase oito anos. conferir o posicionamento de José Henrique Pierangeli.. § 2. na hipótese. e § 2. em seu estabelecimento. no intuito de tomar alguma providência para a punição dos criminosos. 2007. previsto no art.1) A autoridade policial titular da delegacia de combate aos delitos contra o patrimônio de determinado município instaurou inquérito para a apuração da prática de crime contra certo comerciante local.º Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim de retê-lo no local de trabalho. incisos I e II. Op. aos seguintes questionamentos. houve demora de mais de um ano para promover a oitiva de apenas uma testemunha. a autoridade policial poderia ordená-las diretamente sem a expedição de carta precatória ou de requisições? b) Seria viável. poderá ser imputada a todos os agentes a prática do crime formação de quadrilha ou bando. 2 ed. assim. ficando incapacitados definitivamente para o trabalho. 16 da Lei 10. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. V. (OAB UNIFICADO 2010. Em face dessa situação hipotética. intentar ação penal privada subsidiária da pública? 183 . ainda. se o crime é cometido: I – contra criança ou adolescente. 149.empregados que tentaram fugir foram brutalmente agredidos por todos os agentes de segurança e sofreram lesões de natureza gravíssima. a) Diante da necessidade de cumprir diligências em outra circunscrição. Em uma dessas diligências. § 2. § 1.º. pois várias diligências foram efetuadas em outras circunscrições policiais da mesma comarca. Manual de direito penal brasileiro. Resposta: Todos irão responder pelo crime de sujeição a trabalho escravo. Na doutrina.826/2006. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. As investigações desenvolvem-se de forma lenta. a fim de cumprir os atos necessários ao esclarecimento do delito. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. o gerente e os seguranças do imóvel rural? Fundamente sua resposta. além da pena correspondente à violência. e multa. § 1. (. quer restringindo. p. confira-se o posicionamento de José Henrique Pierangeli. razão pela qual o delegado responsável pelo caso constantemente vale-se da expedição de cartas precatórias e requisições para as autoridades policiais dessas unidades. de nenhuma prova da autoria dos fatos. Apesar do tempo transcorrido.º). de forma fundamentada. responda. cit. por qualquer meio. não dispondo. 77-80. 129. além do crime de lesão corporal grave (CP. “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. 288 do Código Penal. Na hipótese..º A pena é aumentada de metade. Os seguranças praticaram. que crime(s) praticaram o arrendatário da fazenda. do Código Penal. Dada a iminência do fim do prazo prescricional. Pena – reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. o crime previsto no art. São Paulo: RT. com o fim de retê-lo no local de trabalho. p. art. II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. 92. sistema de segurança pessoal nem sistema eletrônico de segurança. O comerciante não mantinha. Nessa situação hipotética. 156-161. como houve associação de mais de três pessoas para a prática de delitos.

tenha de aplicar pena mais grave. pratique diligências necessárias a respeito de fato que ocorra em sua presença até a chegada da autoridade competente. Nos termos do art. 163. o comando do § 2. Não se impede. Não existe qualquer impedimento legal para a aplicação do instituto da emendatio libelli em segunda instância (CPP. art. que o réu praticara. a este serão encaminhados os autos. a fim de evitar que a burocracia atrase as investigações.” A atribuição da autoridade policial é determinada. que uma autoridade policial. de acordo com o lugar onde se consumou a infração (CPP. 383 do CPP. (. independentemente de precatórias ou requisições. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença. a autoridade com exercício em uma delas poderá. LIII). que as investigações encetadas por determinada delegacia possam ser avocadas e realizadas por outra. independentemente de precatórias ou requisições. razão pela qual é aplicável. na medida em que não há alteração do contexto fático narrado na inicial acusatória (Nesse sentido: Fernando Capez. poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa. que procedimento deve ser adotado pelo juiz? b) Caso a nova capitulação jurídica do fato fosse verificada apenas em segunda instância.1) 184 . o inquérito não está abrangido pela norma constitucional que trata da regra de competência das autoridades judiciais (CF.. delito de dano (Código Penal. 94 (OAB UNIFICADO 2010. e bem assim providenciará. ainda.º 9. tendo sido demonstrado.” No caso.º. às seguintes indagações. em consequência. 16 ed. em tese. São Paulo: Saraiva. 466). a classificação do crime e.. o juiz deverá remeter os autos para o juizado especial competente. p. o rol das testemunhas. caput) é considerado de menor potencial ofensivo (Lei n. seria possível a aplicação do instituto da emendatio libelli? Resposta: Leia-se o que prescreve o art. Assim. Apesar de ser. art. II). nos inquéritos a que esteja procedendo. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. com todas as suas circunstâncias. quando necessário. possível intentar ação penal privada subsidiária da pública (CPP. Entretanto. caput). responda. cometido em dezembro de 2009. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa. por outro lado.. 5.º do art. art. esta não seria viável. c/c art.) § 2.” 93. 383 do Código de Processo Penal: “O juiz. caput. Isso porque o delito de dano (CP. 163. mesmo fora de sua circunscrição. durante a instrução processual. então. art. de fato. 22 do Código de Processo Penal: “No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. art. ordenar diligências em circunscrição de outra. na medida em que a autoria do delito não foi esclarecida pelas autoridades policiais. Curso de processo penal.Resposta: A resposta é afirmativa. além de o próprio comerciante não dispor de elementos de prova nesse sentido.º Tratando-se de infração da competência de outro juízo. de forma fundamentada. art. Por fim. a) Em face da nova definição jurídica do fato. permite-se que a autoridade policial proceda a diligências em qualquer outra circunscrição da comarca. de modo geral. 29). não estariam completamente atendidos os requisitos previstos no art. 61). ainda que. Considerando essa situação hipotética. até que compareça a autoridade competente. noutra circunscrição. O CPP autoriza.º). 4. 14. 41 do CPP: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. pois não há que se falar em surpresa para as partes. 383).1) Jânio foi denunciado pela prática de roubo tentado (Código Penal. 157. (OAB UNIFICADO 2010. art. art.099/1995.

ordinário.” Tratando-se de ação penal que seguirá o procedimento comum sumário.” A defesa terá o prazo de vinte minutos. à acusação e à defesa.. § 1.” 185 . a defesa poderá arrolar até cinco testemunhas..º O procedimento comum será ordinário. prorrogáveis por mais dez. (. concedendo-se a palavra. nos termos do art. 394.. com a devida fundamentação. nos termos do art. para apresentar suas alegações finais orais. incluída eventual possibilidade de prorrogação. Considerando a situação hipotética apresentada.Tadeu foi preso em flagrante e denunciado pela prática do crime de abandono de incapaz (art. sumário ou sumaríssimo: (. o procedimento a ser adotado será o comum sumário. do Código de Processo Penal: “O procedimento será comum ou especial. o procedimento a ser adotado no curso da instrução criminal (comum ou especial. indique. proferindo o juiz. para o qual é prevista a pena de detenção de seis meses a três anos. respectivamente. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. a seguir. para a defesa apresentar suas alegações finais orais. poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. § 1. 532 do CPP: “Na instrução. II. pelo prazo de 20 (vinte) minutos. 534 do CPP: “As alegações finais serão orais. de acordo com o que dispõe o art. 133 do Código Penal).) II – sumário. o número máximo de testemunhas que poderão ser arroladas pela defesa e o prazo. sentença. sumário ou sumaríssimo)..º. prorrogáveis por mais 10 (dez).). Resposta: Considerando que a pena máxima cominada ao crime de abandono de incapaz é inferior a quatro anos.

até o dia do pedido. O fundamento invocado de garantia da ordem pública.) 186 .P.P. 13.tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibilidade de o fazer. do tempo de prisão provisória. Considerar o disposto na Lei 8. de qualquer modo. . É uma causa extintiva da punibilidade e ocorre quando. I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP. nos termos do art. a partir da data em que foi extinta.P. à sua falta. o de prisão administrativa e internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. No laudo de exame de corpo de delito. C.tenha tido domicílio no País no prazo acima referido. 310. 3. caput. 6. É causa extintiva da punibilidade. uma vez instaurada a ação penal privada. 7. a pena imposta. Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade 8.. 9. 10. . 93 a 95 CP. Artigo 265 C. art.decurso de dois anos. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. a outro estabelecimento adequado (Artigo 42. Detração é o cômputo. . enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem indevida.P. acarretando a perda do direito de nela prosseguir.tenha dado. Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem". sem qualquer outra demonstração de real necessidade. não justifica a manutenção do flagrante. 11. 12. . A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. 4. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva.12. o ofendido ou seu representante legal desiste de prossegui-la. 59). 1. art. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP. Arts. no Brasil ou no estrangeiro. deve-se excluir da pena-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável.. ou exiba documento que comprove renúncia da vítima ou novação da dívida. Maria das Flores comete o crime de auto-aborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime. É a restituição de qualidades e atribuições que o condenado havia perdido. Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida. parágrafo único do C. A diferença está no núcleo do tipo. durante esse tempo. que se verifica quando o querelante por inércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada. do Código Penal).072/90 5. na condição de co-autor (artigo 29. 2. GABARITO – QUESTÕES PRÁTICAS. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. 61.

maior deve ser a redução da pena. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência. Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (mediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155. em seu artigo 127. fazendo a exceção. seja decretada a prisão preventiva pelo juiz. Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal). 20. caput. É possível desde que. 21. 187 . pelo trabalho.Corrupção Passiva. Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da consumação do crime. Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal).327 caput do CP) receberam vantagem indevida. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124. no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". § 4º. 16. a Constituição Federal. Incorreram.c. 22. § 1º. assim descrita:. o artigo 69. que é referida no Código de Processo Penal em seu artigo 78. Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.c. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. tentados e consumados. atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica. Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal). levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". parte do tempo da execução da pena. todos do Código Penal). ambos do Código Penal). só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. enquanto que. se houver outro delito conexo. esse fato atrairá a competência. c. ficando sujeito às normas estabelecidas na legislação especial (artigo 27 do C. inciso I.P. inciso II e artigo 129. de ofício. Demais. João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato. assim. pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art. c.). 19. 15. O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. O Código Penal adotou a teoria objetiva. ou seja."deixar o funcionário por indulgência. mas tão-somente a civil.Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir. o artigo 29. quanto mais distante ficou da consumação. inciso II. 17. nas sanções do artigo 317 do Código Penal . Porém. A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP). havendo prova do crime e indício suficiente de autoria. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. 14. A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração Pública. 18. menor deve ser a redução da pena. sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa.

33. também chamada de retroativa ou da ação penal. II. cumular o pedido de indenização.259/2001) de modo que atualmente abrange toda infração penal cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. A contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha. 30. visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. total ou parcialmente. conforme artigo 39 da lei de Contravenções Penais. livro oficial. Sim. competência para julgar processo 188 . Conforme o 630. Os direitos do internado estão previstos no artigo 99. Com a RC é instaurada uma nova relação processual.P. 27. em virtude da relação dos crimes hediondos. ambos do Código Penal. que é a peça inicial da ação penal pública. a fim de que este ofereça a denúncia.. ainda. São aquelas que permitem a prática de um fato típico. 30 do C. não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal. do Código de Processo Penal. mencionados na Lei 8072 de 25/07/90. de qualquer forma. a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro. CPP. não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência. pela Constituição Federal (art.099/95 foi ampliado pela dos Juizados Especiais Federais (Lei nº 10.P. 24. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. 32. do CPP. Assim. Sim. portanto.. 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. 29. O comportamento de "A" configura dois delitos. art. seus efeitos. Como conseqüência. 28. as causas de exclusão da ilicitude. conforme artigo 214.C. 35. Não. Não. Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público. caput. sujeita ou não a procedimento especial. quando este conhecia a condição do mencionado funcionário. 23 do Código Penal. que se comunica ao particular. é possível. 63. que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebimento de tratamento. pois o art. portanto. 25. 26. a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626.") e 337 ("Subtrair. 34. 125. pois é circunstância elementar do delito. confiado à custódia de funcionário. 31.. faz desaparecer a sentença condenatória e. do Código Penal. art.").. inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionário público.. não tendo. Sim. excluindo-lhe a ilicitude. assim. São. e os indivíduos "B" e "C". 62). O conceito originário da Lei 9. a condição de servidor público. todos da L. Justiça Estadual Comum porque.. parágrafo 4º ).23. a contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado. Sim. conforme o art. É considerada condição de procedibilidade. ou inutilizar. que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou.. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art.. 36.

ou seja. §1º).12. a coação serve apenas como atenuante genérica prevista no art. do artigo 20. porque elementar do crime (art. Ainda. se a falha for descoberta posteriormente. ocasiona. Primeira alternativa – Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. pelo artigo 79 – I. Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime. Peculato-subtração (artigo 312. 28 do CPP). 40. tem-se entendido. 43. atualmente. sustenta que. considera crime “. de 14. praticar. Parte da doutrina. como há um resquício de vontade na conduta do coato. sempre. Segundo o sistema do duplo binário. em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal. deve o juiz anular o processo e. A frase correta. A coação resistível. Neste caso. Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao rito a ser seguido para esse recurso. Trata-se. do Código Penal. o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança. 65. aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal. admitindo falta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. por sua vez. o agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa que pretendia ofender. se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio querelante perceber a falha. de causa excludente da culpabilidade. ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil. Segunda alternativa – Determina o arquivamento do inquérito policial. O sistema que o substituiu foi o vicariante.de civil. 30 do Código Penal). 189 .. se for o caso. com base no artigo 568. na realidade. O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. atos de terrorismo”. como dito. 39. 37. inexiste. definido entre nós o crime de terrorismo. contudo. c. atendendo-se o disposto no §. o crime subsiste. deve ser adotado o rito do recurso em sentido estrito. a absolvição do coato. só sendo punível o coator”. Ainda.. 41. ora se sustentando que deveria ser o procedimento do recurso em sentido estrito. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade. 44.83. como causa excludente da culpabilidade. Assim. Neste caso.170. sendo punido apenas o coator. 38. Comunica-se a condição de funcionário público. o juiz podia aplicar pena e medida de segurança. não importa em unidade de processo e julgamento. de acordo com o artigo 22 do Código Penal. declarar extinta a punibilidade em virtude da decadência. O artigo 20 da Lei 7. 3 º. Quando irresistível. a coação moral exclui a culpabilidade em relação ao coato. Existindo crime. não há que se falar em exclusão da tipicidade. inciso III.. sendo o coato punido. não causa a exclusão da culpabilidade. ante a generalidade da disposição. no caso. Assim. 42. do Código Penal. a continência. seria: “A coação moral irresistível. primeira parte. vigente antes da Reforma Penal de 1984. sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição pela pena em concreto. ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. porque esta depende da sentença e não está prevista no direito brasileiro. O juiz não deveria ter recebido a queixa. A coação moral pode ser irresistível ou resistível. aplicável ao caso.. do Código de Processo Penal.

para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. Ademais. comentário ao art. Quanto a Maria. 50. Ed. aliás. O amigo. 2°. em se tratando da prática de falta grave ou crime doloso.. 302. também. 47. pelo menos. § 3°). mas não nas hipóteses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito”. 5. Ed. inciso II.7. fica isento de pena o ascendente. entendimento diverso levaria à conclusão final de que essa menção é superabundante. 2ª edição. Recursos no Processo Penal. Conforme consta da Exposição de Motivos do Código. 49. 4ª ed. porque a ele não se aplica o referido parágrafo. cometer o crime ou. Aplica-se o instituto. Portanto. é juridicamente possível o pedido de revisão dos veredictos do Júri" (Grinover. Não há necessidade de que o fato definido como crime doloso seja objeto de sentença condenatória transitada em julgado para possibilitar a regressão do condenado a regime mais gravoso. Antonio. embriagado. "é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. o faz no inciso II do artigo 118. não responde pelo crime porque. O juiz de direito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Por uma orientação mais rígida. portanto. Magalhães e Scarance. que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. princípio constitucional. n. "em qualquer fase de persecução criminal são permitidos. mais afinada com a vigente Constituição Federal. tópico 212). nos termos do art. desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações". 48. Por essa teoria. como. ed. O pai. 18). da Lei n° 10. É possível a sua realização quando o flagrante referir-se a alguns crimes. 52 da LEP) e.409/02. Código de Processo Penal Comentado. A soberania dos veredictos.37). quando a lei exige a condenação ou o trânsito em julgado da sentença é ela expressa a respeito dessa circunstância. o que não se coaduna com as regras de interpretação da lei. Deve-se entender. inciso I. O crime seria o previsto no artigo 348 do Código Penal. 226.210/84).. a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art.2). foi adotada. Nos termos do art.034/95). a prática de crime doloso é também falta grave (art. Como ensina Mirabete. aos procedimentos investigatórios relativos aos crimes de tóxicos. sem prejuízo dos já previstos em lei. 46. Esclarece o autor citado: “A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou mesmo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de. a revogação independe da condenação ou aplicação da sanção disciplinar" (Execução Penal. os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: II . Revista dos Tribunais. Revista dos Tribunais. “não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de inconsciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao fato que constitui o delito). duas interpretações são possíveis. podendo ceder diante de norma que visa exatamente a garantir os direitos de defesa e a própria liberdade. se no inciso I desse artigo. da Lei de Execução Penal (Lei n° 7. 1° da Lei 9. "é preceito estabelecido como garantia do acusado. 8ª edição. Atlas. ela responderia porque o parágrafo só isenta de pena o cônjuge. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo (art.a ação controlada. quando a prática do delito era previsível. O flagrante diferido. ". que.. 118. Pedro.45. O dispositivo 190 . segundo o § 2º. Por outra. poderá ser punido pelo delito. tópico 5. e nessa situação comete o crime” (Mirabete. também conhecido como retardado ou prorrogado. nos termos do artigo 33. da referida lei. componentes e atuação de uma organização criminosa" (Guilherme de Souza Nucci. se menciona também a infração disciplinar como causa de regressão. com o artigo 28 do Código Penal. inciso II. a teoria da “actio libera in causa”.

rejeitada a denúncia contra a pessoa que goza de foro privilegiado. a entrada na casa seria lícita. ou de absorção. As escusas absolutórias. entende a doutrina que tal decisão não seria acertada. Trata-se de condição negativa de punibilidade ou causa de exclusão de pena. 55. A doutrina denomina de autoria colateral (ou co-autoria lateral ou imprópria). ao mesmo tempo. parte da doutrina. bem como quando constitui conduta anterior ou posterior do agente. Se a vítima morreu apenas em decorrência da conduta de uma. Existem duas posições principais: a primeira entende que. referentes a laços familiares ou afetivos entre os envolvidos. 54. 52. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. do Código Penal. pois ocorre a relação consuntiva. Estão previstas nos arts. mediante autorização judicial. Contudo. substâncias ou drogas ilícitas que entrem no território brasileiro. como é o caso do crime de homicídio. Vol 1. Havendo dúvida insanável sobre a autoria. O fundamento utilizado pelo juiz para não receber a apelação no caso aventado poderia ser o da ocorrência de preclusão consumativa.possibilita. 77. realizada tempestivamente. “Caso duas pessoas. Julio Fabbrini. a competência para o julgamento dos demais retorna para o 1° grau de jurisdição. sem prejuízo da ação penal cabível". É também o entendimento da jurisprudência. a segunda defende que a diligência deve ser relacionada apenas ao conteúdo do mandado e ao que está autorizado por este. sempre que houver concurso de pessoas (arts. 56. Em alguns casos. em colaboração ou não com outros países. responderão cada uma por um crime se os disparos de amas forem causas da morte. com a finalidade de. hierarquicamente superiores às regras sobre conexão do Código de Processo Penal. Tal determinação é feita tendo em vista a dignidade de alguns cargos e funções públicas e não das pessoas que os ocupam. III). e 348. dele saiam ou nele transitem. apreensão do que estivesse relacionado com o objeto do mandado 191 . dispararem sobre a vítima. e 78. 1997. não se observa a regra de extensão da competência por estarem envolvidas normas constitucionais. Segundo a doutrina a competência por prerrogativa de função abrange também as pessoas que não gozam de foro especial. Trata-se de conflito aparente de normas. "a não-atuação policial sobre os portadores de produtos. 53. por razões de política criminal. alegando a perda da faculdade processual em decorrência do seu exercício com o ingresso da primeira apelação. I. São Paulo: Atlas. a exemplo do que ocorre no denominado crime progressivo. incisos I e II.°. § 2. punindo-se ambos por tentativa de homicídio” (MIRABETE. sem conhecerem a intenção uma da outra. o qual pressupõe a lesão corporal como resultado anterior. Entretanto. são circunstâncias de caráter pessoal. só admitindo. p. a outra responde por tentativa de homicídio. cometida com a mesma finalidade prática atinente àquele crime. também conhecidas como imunidades absolutas. É a competência determinada em razão da função ou cargo exercido por determinadas pessoas. por isso tudo o que fosse encontrado na casa poderia ser apreendido. resolvido pelo princípio da consunção. a solução deverá obedecer ao princípio do in dubio pro reo. o legislador houve por bem afastar a punibilidade. 51. pois a regra da preclusão consumativa não se aplica ao caso. que. 181. identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. visto se tratar de simples suplementação do recurso interposto. 230). estando a busca e apreensão autorizada por mandado do juiz competente. quando um fato definido por uma norma incriminadora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime.

caput e seus §§1º e 2º). Isso se explica pelo fato do crime disposto no art. em conjunto com o item III.57. Existe posição que entende serem eles alternativos.28 desta Lei. no Brasil ou no estrangeiro. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessárias”. quais sejam: I. sendo necessária a presença do item I ou do item II. de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: homicídio doloso (art.343/06. genocídio (art. Já o perdão judicial constitui providência exclusivamente do Poder Jurisdicional derivada de 192 .288. uma vez que nesta ação vigora o princípio da disponibilidade. quadrilha ou bando (art. §1º). caput e sua combinação com o art. desde que o crime pelo qual o sentenciado cumpre pena tenha sido praticado anteriormente à sua prisão. crimes contra o sistema financeiro (Lei nº 7. devendo o perdão tácito para extinguir a punibilidade ser aceito por parte do querelado.1º.12 da Lei nº 6. caput e parágrafo único).223.1º.889/56). epidemia com resultado morte (art.214. do Código Penal. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. 262). não se imporá prisão em flagrante. bastando a presença de um deles para a possibilidade de prisão temporária. 48. Os requisitos são dados pelo art. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo 41 do Código Penal. Não. não devendo. 2º. denotando incompatibilidade e continuar o processo-crime. III. seqüestro e cárcere privado (art. 61.279. 1997.quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. “tratando-se da conduta prevista no art.223.213 caput e sua combinação com o art. configurando-se na ação penal exclusivamente privada. 62. caput e parágrafo único). tráfico de drogas (art. II. Depende. em face de um ato do querelante para com o querelado. e outra. caput. envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. roubo (art. 3º da Lei nº 2.quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. Em se tratando de ação penal pública de iniciativa exclusivamente privada.368/76). vez que o ato da vítima denota que perdoou o querelado.267. da Lei nº 7. existindo apenas quando já recebida a queixa-crime por parte do juiz.121 caput e seu §2º).quando houver fundadas razões.158. Vol 1. Seria uma hipótese de fungibilidade da prisão” (MIRABETE. Já na ação penal privada subsidiária da pública poderá o Ministério Público apelar. estupro (art. tampouco. §2° da Lei n° 11. atentado violento ao pudor (art. segundo disposição expressa do artigo 29 do Código de Processo Penal. e seus §§1º e 2º). Julio Fabbrini.285). n falta deste. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. caput. o Ministério Público não poderá interpor o recurso de apelação. Uma segunda posição mais liberal entende que é possível a “detração da pena ocorrida por outro processo. todos do Código Penal). Segundo o art. não devendo ser confundida com a renuncia tácita que é sempre antes de iniciar o processo. tendo como fundamento o artigo 42 do Código Penal que enuncia que se computam. cc art.157. 60. inciso V. caput. de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal. 58. Existem duas orientações.28 não prever penas privativas de liberdade.159. que os entende cumulativos. o tempo de prisão provisória. caput e seus §§1º e 2º). A detração penal é um instituto de direito penal que abate o tempo de segregação provisória cumprida pelo condenado. e seus §§1º e 2º).960/89. p. A primeira mais restrita entende que somente é computável na pena de prisão aquela prisão cautelar relativa ao objeto da condenação.148. extorsão (art. assumir o compromisso de a ele comparecer.492/86). 59. extorsão mediante seqüestro (art. porquanto o perdão é sempre bilateral. São Paulo: Atlas. O perdão tácito é uma causa extintiva de punibilidade prevista no artigo 107. ser submetido a prisão processual. devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou.

adequação e proporcionalidade em sentido estrito. se mantida a pronúncia. 65. entende-se que não há excesso na colocação de pontas de lança. 68. Normalmente. não pode ser prolatada nova decisão mais gravosa do que a anulada. da Lei das Execuções Penais. destacando que o artigo 120 do Código Penal é expresso ao afirmar a natureza declaratória do instituto do perdão judicial ao afirmar que “a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência”. segundo orientação do Supremo Tribunal Federal. Conforme o artigo 183 inciso I do Código Penal não é cabível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo. foi intempestivo. CP).medida de Política Criminal. No crime continuado. por si mesmas. Exemplos desse tipo são o do crime de tráfico de drogas e o de instigação ao suicídio (art. reforma a sentença de pronúncia para impronunciá-lo. Admite-se. em primeira instância. É o princípio da proporcionalidade. portanto. A distinção entre crime habitual e crime continuado está assentada na natureza diversa das ações que os constituem. A reforma in pejus indireta consiste na situação em que anulada sentença condenatória em recurso exclusivo da defesa. 64. a inexistência do crime ou de indícios suficientes de autoria. quando as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. Portanto. a pena de dois anos. a sua aplicação em favor do acusado. em face do Recurso em Sentido Estrito interposto pelo pronunciado. apreciando recurso do réu. mas que vem a ser reformada em sede de reexame pela instância “ad quem”. Tipo misto alternativo é o composto por várias ações. Exemplo: O réu condenado a 2 anos de reclusão apela e obtém a nulidade da sentença. A distinção entre impronúncia e despronúncia está em que a primeira é decretada pelo juízo “a quo” em juízo de valor que afirma. o crime se realiza. seguir o rito do recurso em sentido estrito. A despronúncia é a reconsideração da própria decisão de pronúncia ou a não aceitação da pronúncia por parte do Tribunal de Justiça. enquanto a segunda pressupõe a existência de uma sentença de pronúncia e o reconhecimento desses pressupostos por parte do juízo de origem. 70. seja por parte do Tribunal de Justiça que. o prazo é de cinco dias. a revogação ou desconstituição da pronúncia anteriormente decretada. seja por parte do juízo de primeira instância. O recurso interposto é o adequado. “as ações que o compõem. 122. alguns requisitos para sua aplicação: necessidade. Assim. 69. A doutrina entende que a pessoa age em exercício regular de direito ou em legítima defesa predisposta ou preordenada. revogando-a. sendo que. em sede de reconsideração. pois do contrario o réu estaria sendo prejudicado indiretamente pelo seu recurso. 66. reconsiderar a decisão. vier o Tribunal a revogá-la. 193 . no máximo. 63. interposto contra a sentença de pronuncia. 67. desde logo. Deve ele. ainda. Trata-se assim de conseqüência negativa ao réu que exclusivamente apelou. havendo previsão expressa em situações de homicídio culposo e outras culposas expressas em lei. amplamente. A nova decisão poderá impor-lhe. não podendo por isso o Tribunal piorar indiretamente a sua situação do réu. A despronúncia é. A despronúncia. discutindo-se sobre a sua utilização para admitir prova em favor da acusação. assim. Apontamse. configurada qualquer uma delas. pode ocorrer em duas hipóteses: 1) se o juiz. O caso é de uso de ofendículo. conforme artigo 197. em face do recurso em sentido estrito.

” 73. Não há possibilidade de Maurício se habilitar como assistente de acusação. condenar o réu. § 9º. para alguns autores. o que se chama de reincidência genérica. consideradas em separado. nota 6-A). isto é. (. 331 do CP. Apesar de a pena ter sido fixada no mínimo e não ter havido alteração no tipo penal. 10) salientam que “não pode o juiz.).97. Quanto à suspensão condicional do processo. nos termos do art. Esse é diferente daquele historiado na denúncia. ainda.) No crime habitual.340). ele praticou o crime de tentativa de homicídio (art. art.099/95). a coisa julgada em favor do acusado. 269. 9. A absolvição imprópria se verifica quando o autor do fato havido como infração penal for inimputável. não são delitos. por negligencia. 74. nos termos do art.. Além disso. pois as circunstâncias agravantes que levou em consideração – parentesco e relações domésticas – já fazem parte do tipo penal do crime denominado de violência doméstica. A pretendida substituição é cabível. a ação é pública incondicionada. previsto no art. jamais pode ser rescindida.099/95). (Guilherme de Souza Nucci. Cap. merece uma sanção penal (medida de segurança)”. 129. 36. 44. a reincidência não impede a aplicação de pena restritiva de direitos. pois não exclui a ilicitude do fato imputado. a despeito de considerar que o réu não cometeu delito.” (Damásio. ou sem que tenha havido prévio aditamento. o assistente só poderá ser admitido enquanto a sentença não transitar em julgado. 77. do CP). Tendo em vista tratar-se de crime de ação penal pública incondicionada. desde que a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não tenha ocorrido em virtude da prática do mesmo crime. desde que presentes os demais requisitos legais (art. Pela Lei de Violência Doméstica. XVIII. 78. é ela possível uma vez que a pena mínima cominada ao crime é de 3 meses de detenção. Pode-se. Como se nota. do CP). tendo em vista que. do CP. em concurso formal impróprio (art. apenas isenta o acusado de pena. nada mais poderia ser feito. parte final. Não agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena. 76. 70. 75. bis in idem. Primeiramente porque. XI.. o que não afasta a possibilidade de conversão. 71. não é criminoso. a condenação anterior foi por crime diverso. como o feto. operando-se. p. 72. e consiste na “sentença que permite a aplicação da medida de segurança. logo. do CPP. 121. ainda que ele tenha sido absolvido por falta de provas. com as provas que colheu. em tese. sob pena de nulidade. Gonçalo praticou o crime de desacato. estaremos diante de dupla punição. 16 da Lei 11. pois. Resta a Maurício. presentes os requisitos legais. Não se cuida de mera adequação do fato. 125. e. 89 da Lei n. assim. A decisão absolutória imprópria não impede a propositura da ação cível. a desistência da representação deve ser feita em audiência com o juiz e com a presença do Ministério Público e pode ser refeita após a denúncia e antes de seu recebimento (art. Ada Pellegrini Grinover. do CP) e o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. ao contrário. § 3º. Cap. com base nessas novas circunstâncias. uma vez que o acusado foi denunciado por uma modalidade de culpa e condenado por outra. O juiz agiu incorretamente.constituem crimes. (. Como a intenção de Teobaldo era matar tanto a gestante. 76 da Lei nº 9. Se tal postura for admitida. no que toca à reparação dos danos causado pelo ato ilícito. caput. houve mudança do fato imputado. Código Penal comentado. 194 . 212). 384.. as ações que o integram. o Ministério Público tem legitimidade para oferecer a transação penal (art. do CP. buscar providência judicial na esfera cível. sem tomar as providências do art. art. considerar que.. Antonio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes (As nulidades no processo penal. então.

o prazo de interposição será de 5 dias. apesar de os 5 dias terminarem em um sábado. 581. sexta-feira. o art. Ministro Hélio Quaglia Barbosa. O art. No mesmo sentido: “No processo penal. 81. A medida cabível em benefício do condenado é o recurso de agravo de execução. A fundamentação de direito material é a unificação das penas com base na continuidade delitiva. Não é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix. contado até a data do protocolo” (STJ – HC 36. no artigo 581 prevê que “caberá recurso. Sexta Turma. domingo ou dia feriado”. do CPP. 195 . Desse modo. 6. como é o caso presente. 71 do CP.ª ed. o último dia do prazo para a interposição do recurso seria 8 de junho de 2009 (segunda-feira). Por seu turno.744/SP. incluindo-se. nos termos do art. porém. O Código de Processo Penal. estabelece a Súmula 721 do STF que a competência do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente em Constituição Estadual. 593 do CPP dispõe que “caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I – das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular”. 798 do CPP dispõe que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. Assim. o prazo para a interposição de recurso em sentido estrito em face de decisão. Ministro Vicente Leal. de acordo com a Súmula 171 do STJ. conforme o disposto no artigo 586 do Código de Processo Penal. quando não há expediente e. 798 do CPP prevê que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. domingo ou dia feriado”. sexta-feira. nos termos da Constituição do Estado de Minas Gerais. Ao comentar o referido artigo. Importante registrar que. Sendo cabível o recurso em sentido estrito (art. XV. julgado em 21/02/2002. porém. DJ 22/11/2004 p. Rel. § 1º e art.. O §1. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. caput. 9. na segunda-feira” (Guilherme de Souza Nucci. julgado em 04/11/2004. ao qual compete o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. quando em lei especial existe tal cumulação.º do citado artigo dispõe que “não se computará no prazo o dia do começo. A competência é do tribunal de justiça do estado. que deverá ser interposto com base no art. 11/5/2009. A competência para julgar Ismael é do Tribunal do Júri. terá até o dia 19 (quarta-feira) para tanto. não se interrompendo por férias.º do citado artigo dispõe que “o prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-seá prorrogado até o dia útil imediato”. sim. para cumprir um ato processual em três dias. 309). do CPP).o de junho de 2009 (segunda-feira). 82. o art. no sentido estrito. O juiz não agiu corretamente ao denegar a apelação visto que o recurso era tempestivo. pois o preceito secundário do art. Assim. 80. o do vencimento”. 406 e seguintes. despacho ou sentença é de cinco dias. prevista no art. sexta-feira. Sexta Turma. da Lei n. “O prazo para interposição de recurso em sentido estrito é de cinco dias. e se encerraria em 15/5/2009. 586 do CPP (“o recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de 5 (cinco) dias”). 2007). É bem verdade que Ismael detém prerrogativa de foro. não se interrompendo por férias. nos termos do art. 197 da Lei 7.605/98. nos termos do art. 29. intimados da sentença em 8/5/2009. DJ 18/03/2002 p. Código de Processo Penal comentado. O §3. Não se inicia o prazo no sábado. 586 do Código de Processo Penal” (STJ – REsp 332. da decisão. tendo sido o sentenciado e sua defesa intimados da decisão que denegou a apelação no dia 1. não se pode substituir a prisão por multa. É previsto recurso em sentido estrito. o professor Nucci exemplifica: “aquele que for intimado no dia 14.644/SP. 391). Rel. prevê a aplicação de pena de detenção cumulada com pena de multa. despacho ou sentença: XV – que denegar a apelação ou a julgar deserta”. o prazo para apelação começaria a contar na segunda-feira seguinte.79. 74.210/84 – Lei de Execução Penal (LEP).

Parágrafo único. de modo a tutelar o direito fundamental à liberdade (art. originariamente: (. intimadas as partes. § 2. n. III – decidir sobre: a) soma ou unificação de penas.º 6.368/1976 pelas medidas previstas no art. 222.343/2006.o 11.º 611-STF. in verbis: “A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo. 622 do CPP. Para a Min. 28 da Lei n. 16 da Lei n. com prazo razoável. 6. da CF). o erro ou o equívoco da decisão judicial.. haja vista a ausência de decisão definitiva sobre a exigência fiscal do crédito tributário. Art. Não há justa causa para a ação penal. pois se trata de novatio legis in mellius. lançamento pelo Fisco. 621: “A revisão dos processos findos será admitida: (. 28 da nova lei de drogas.. II – declarar extinta a punibilidade. Relatora. art. expedindo-se. conforme entendimento pacificado na jurisprudência. julgado em 6/11/2008.. prevista no art. consoante competência firmada no art.368/1976. O órgão competente para conhecer. 197. A nova lei deverá retroagir. 196 . por ser a nova legislação mais benéfica (CP. Min.º. e art. compete ao juiz da execução: “I – aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo.. 108 da Constituição Federal: “Compete aos Tribunais Regionais Federais: I – processar e julgar. Nos termos do art. especialmente no STF (orientação fixada desde o julgamento do HC 81. ad litteram: “Art. aplicar lei penal mais benigna. A testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência. REsp 1.) b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região.025. poderá ser intentada a qualquer tempo. I.De acordo com o art.º. da LEP. 2.º 11. LXXV. O fundamento da ação deve ser feito com base no art. sem efeito suspensivo. Isso porque. após a sentença.” No mérito. para esse fim.” Tem por objetivo a revisão dos atos judiciais quando restarem comprovados a injustiça. já decidiu o STJ: “A Turma deu provimento ao recurso para que o juízo da execução criminal substitua a pena privativa de liberdade imposta pela prática do crime do art. O esgotamento da via administrativa é condição objetiva de punibilidade. caberá ao juízo das execuções penais (Súmula 611/ STF) determinar a substituição da pena privativa de liberdade imposta pelas medidas previstas no art. nos termos do referido artigo.” Quanto ao prazo. Rel. 85. que prescreve o seguinte. Laurita Vaz. portanto. após o trânsito em julgado da condenação. antes de extinto o cumprimento da pena ou mesmo depois desta nos exatos termos do art.611). Assim. 16 da Lei n. antes da extinção da pena ou após.228-RS. Não será admissível a reiteração do pedido. o art. 621 e seguintes do CPP.º. 66.º. 84. deve-se alegar que a atuação do juiz originário não foi ilegal. A medida judicial a ser intentada é a ação de revisão criminal. compete ao juízo da execução criminal. visto que o CPP assim o autoriza nos termos dos artigos 222 e 222-A. se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. processar e julgar a ação de revisão criminal é o TRF respectivo. 5. parágrafo único).) III – quando. salvo se fundado em novas provas. Nesse sentido.343/2006 deve retroagir para beneficiar o condenado pela prática do crime previsto no art. 27 da nova Lei de Tóxicos. carta precatória. bem como da Súm. este é o instrumento judicial apto a rescindir sentença condenatória com trânsito em julgado.” 83. 28 da Lei n. 5. nos termos do art. inexistindo. 66 da LEP.

caput. anular o processo. § 2. se entender cabível nova definição jurídica do fato.º Na falta de perito oficial. Não há nulidade no caso. se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública.621. o artigo 159 passou a ter a seguinte redação: “O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial. deve-se requerer o conhecimento da ação de revisão criminal. Tendo sido a expressão empregada no singular. de agora em diante. § 1. uma vez devolvida. Aplicase às cartas rogatórias o disposto nos §§ 1. arcando a parte requerente com os custos de envio. Quanto aos efeitos. Com o advento da Lei n. do CPP. adstrito aos termos do aditamento.º 11.719. mas. no prazo de 5 (cinco) dias. julgada procedente.. § 3. o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa. na sentença.. basta agora que a perícia seja realizada por "perito oficial". o exame será realizado por duas pessoas idôneas. No caso hipotético terá como objetivo a absolvição do condenado. portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica. modificar a pena. surgiram provas novas que conduzem à absolvição do condenado (art. conforme dispõe o art. a todo tempo. a oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real. absolver o réu. para 197 . ficando o juiz. será junta aos autos. (.”(Redação dada pela Lei nº 11. deve-se mencionar que a medida. 384 do CPP.” Entretanto. 384. e parágrafos.) § 4. com a perícia realizada por apenas um perito. reduzindo-se a termo o aditamento. que assim dispõe: “Encerrada a instrução probatória. dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. pois. no prazo de 5 (cinco) dias. o tribunal poderá alterar a classificação da infração. modificar a pena ou anular o processo.” Uma vez absolvido. inciso III do CPP). 626: “Julgando procedente a revisão. absolver o condenado. que alterou dispositivos do Código de Processo Penal. a precatória. quando feito oralmente.” A inovação legislativa dispensou a antiga exigência de dois peritos no mínimo para a produção do laudo pericial. durante a realização da audiência de instrução e julgamento. 87. passa a ser regra o que era exceção. 627: 86. inclusive. de 2008) Dessa forma. As cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade.690/2008. A primeira indagação deve ser respondida com base no art.º Havendo aditamento. cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas. em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação. julgando-a procedente com a finalidade de rescindir o julgado e absolver o condenado porque a decisão não apreciou as provas (novas provas de inocência do condenado) que chegaram ao conhecimento após o trânsito em julgado do acórdão e que ensejam a absolvição do condenado. com a alteração na redação do art. permitida a presença do defensor e podendo ser realizada. conforme art. restabelecerá os direitos atingidos pela condenação. 222 deste Código.º e 2. poderá realizar-se o julgamento. portador de diploma de curso superior. No que se refere aos pedidos.§ 1. Parágrafo único. Parágrafo único.º do art. não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista. De qualquer maneira.º Findo o prazo marcado. 222-A. resta clara a intenção do legislador de se contentar.º A expedição da precatória não suspenderá a instrução criminal. 159. Nesse contexto.” “Art. poderá alterar a classificação do crime. deverá o juiz dar aplicabilidade ao comando do art.º Na hipótese prevista no caput deste artigo.

p.º não se aplica no caso.. deve haver uma correlação entre o fato descrito na denúncia ou queixa e o fato pelo qual o réu é o condenado. São Paulo: Saraiva. ou mediante representação do juiz competente. Influência não restrita aos jurados. pois a parte interessada dispõe de dois dias para apresentála. II – a culpabilidade. 89. o juiz poderá aplicar a substituição. JÚRI. o prazo final será 10/3/2010. pedir ao juiz que declare a sentença. 427 do CPP. ambigüidade.. em face de condenação anterior. segundo o princípio da correlação. Aplica-se no processo em questão para explicar que o acusado não se defende da capitulação legal dada ao crime na denúncia. toda a sociedade da Comarca de Serra – ES. do assistente... a fim de que haja o aditamento da denúncia. rev. de forma que a vedação prevista no referido § 3. No que se refere à segunda indagação. onde não existam aqueles motivos. PROCESSO PENAL. conforme clara redação do dispositivo: “(. do querelante ou do acusado.16 ed.. contradição ou omissão. 384 do Código de Processo Penal somente se aplica na hipótese de ação penal pública e ação penal privada subsidiária da pública. que assim dispõe: “Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado. 2.) § 3. (Nesse sentido: Fernando Capez. na ação penal exclusivamente privada.. ao desaforamento. Entretanto. 1. DESAFORAMENTO. A resposta à terceira indagação deve ser negativa. ex-prefeito municipal. no prazo de 2 (dois) dias.” O desaforamento deve ser requerido ao Tribunal de Justiça. 5. p.. sendo inadmissível o juiz determinar abertura de vista para o Ministério Público aditar a queixa e ampliar a imputação. se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública (. também.). INFLUÊNCIA SOBRE OS JURADOS. a afirmação 198 . não se trata de reincidência específica. Isso porque preenche os requisitos especificados no art. a provocação pode originar-se tanto do magistrado de primeiro grau quanto das partes.º Se o condenado for reincidente.” No caso.. a saber: “I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. PREFEITO MUNICIPAL. O procedimento previsto no art. O advogado de Ricardo deve requerer o desaforamento do julgamento para outra comarca. o Tribunal. influenciar jurados admitidos em caráter efetivo na gestão de um dos acusados. sempre que nela houver obscuridade. a competência para avaliar a conveniência do desaforamento é sempre da instância superior e nunca do juiz que conduz o feito. os antecedentes. A peça processual adequada são os embargos de declaração. preferindo-se as mais próximas.759). apesar de Tomé ser reincidente. 2008. como regra. (. Não é necessária. mas sim dos fatos narrados na referida peça acusatória. Manual de processo penal e execução penal. 44 do CP. 382 do CPP: “Qualquer das partes poderá. e ampl. 465). a conduta social e a personalidade do condenado. Assim. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Tomé faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. alcançando.” 88. (Guilherme de Souza Nucci. ed. EMENTA: HABEAS CORPUS. Pedido de desaforamento fundado na possibilidade de o paciente. conforme art.) o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa. Curso de processo penal. deve-se responder que.encaminhar os autos ao Ministério Público. propiciando ao réu a oportunidade de se defender da nova capitulação do fato. poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região. de acordo com o art. Conforme Nucci.. desde que. atual. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. no prazo de 5 (cinco) dias. a requerimento do Ministério Público.

o ofendido. 2008.” No que diz respeito ao valor mínimo fixado pelo juiz criminal na sentença penal condenatória. nada obsta que os herdeiros de Almir promovam a liquidação do julgado no juízo cível para a apuração do valor do dano efetivamente sofrido. 63 e seguintes do Código de Processo Penal. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art.º. Ordem denegada. do Código Penal. p. ORDEM CONCEDIDA. incisos I e II.” (. 2. apontando-se fato "notório" na comunidade local. além da pena correspondente à violência. a definição dos fatos indicativos da necessidade de deslocamento para a realização do júri — desaforamento — dá-se segundo a apuração feita pelos que vivem no local. do CPP: “Art. e multa. para o efeito da reparação do dano. “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo.da certeza da imparcialidade dos jurados. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Tribunal de Justiça pernambucano a definição da Comarca para onde o processo deverá ser desaforado. seu representante legal ou seus herdeiros. quer restringindo. MANIFESTAÇÃO FAVORÁVEL DE AMBAS AS PARTES E DO JUÍZO LOCAL NO SENTIDO DO DESAFORAMENTO. julgado em 10/06/2008. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido.. 1. inciso IV. mas tão somente fundada dúvida quanto a tal ocorrência. 3. e § 2.. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal. § 1.” O valor fixado somente poderá ser objeto da ação executória após o trânsito em julgado.. DJe-094 DIVULG 21-05-2009 PUBLIC 22-05-2009 EMENT VOL02361-04 PP-00792). 149. Relator(a): Min. nos exatos termos do preceito contido no parágrafo único do já mencionado art. O montante deverá ser fixado pelo juiz na sentença penal condenatória. (HC 93871.. 424). 387. nos exatos termos do art.” 91. (STF – HC 96785. por qualquer meio. 199 . 63 do CPP: “Transitada em julgado a sentença condenatória. Não se faz mister a certeza da parcialidade que pode submeter os jurados. Eros Grau. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto.). apto a configurar dúvida fundada sobre a parcialidade dos jurados. Segunda Turma. (OAB UNIFICADO 2010. art. poderão promover-lhe a execução. A circunstância de as partes e o Juízo local se manifestarem favoráveis ao desaforamento. COM INDICAÇÃO DE FATO CONCRETO INDICATIVO DA PARCIALIDADE DOS JURADOS. no juízo cível. Precedente. n.1) Todos irão responder pelo crime de sujeição a trabalho escravo. Pena – reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. 520-523). 63: “Transitada em julgado a sentença condenatória. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração.º Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim de retê-lo no local de trabalho. EMENTA: DESAFORAMENTO: DÚVIDA FUNDADA SOBRE A PARCIALIDADE DOS JURADOS. previsto no art. DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-082008 EMENT VOL-02326-05 PP-00900 RT v. justifica o desaforamento do processo (Código de Processo Penal. 387. Primeira Turma. 877. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. prevista no art.º. O juiz. inciso I. § 1. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. 90 (OAB UNIFICADO 2010. bastando o fundado receio de que reste comprometida. 97.1) Trata-se de ação civil ex-delicto. Relator(a): Min. conforme disposto no art. julgado em 25/11/2008. ao proferir sentença condenatória: (. Cármen Lúcia.

art. 163. 2007. 383). o juiz deverá remeter os autos para o juizado especial competente. Isso porque o delito de dano (CP. independentemente de precatórias ou requisições. Não existe qualquer impedimento legal para a aplicação do instituto da emendatio libelli em segunda instância (CPP. nos expressos termos do art. até que compareça a autoridade competente. o rol das testemunhas. possível intentar ação penal privada subsidiária da pública (CPP. 22 do Código de Processo Penal: “No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial.2 – Parte especial. 129. ainda que.º). permite-se que a autoridade policial proceda a diligências em qualquer outra circunscrição da comarca.º do art.. por outro lado. com o fim de retê-lo no local de trabalho. art.” No caso. art. o inquérito não está abrangido pela norma constitucional que trata da regra de competência das autoridades judiciais (CF.. São Paulo: RT.) § 2. o comando do § 2. § 2. Apesar de ser.” A atribuição da autoridade policial é determinada. mesmo fora de sua circunscrição. além de o próprio comerciante não dispor de elementos de prova nesse sentido. 61). Por fim. 288 do Código Penal. não estariam completamente atendidos os requisitos previstos no art. Os seguranças praticaram. e bem assim providenciará. esta não seria viável. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença. poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa. Assim. ordenar diligências em circunscrição de outra. Manual de direito penal brasileiro. a este serão encaminhados os autos.)” Na doutrina. em consequência. O CPP autoriza. (OAB UNIFICADO 2010. conferir o posicionamento de José Henrique Pierangeli. (OAB UNIFICADO 2010. 4. noutra circunscrição.. art. Nos termos do art. razão pela qual é aplicável. independentemente de precatórias ou requisições.. 16 da Lei 10. o crime previsto no art. Não se impede. nos inquéritos a que esteja procedendo. LIII). art. 2 ed. § 2. na medida em que a autoria do delito não foi esclarecida pelas autoridades policiais. pois não há que se falar em surpresa para as partes. 29). a classificação do crime e. caput) é considerado de menor potencial ofensivo (Lei n. Na doutrina. na medida 200 . quando necessário. 5. 92.. 383 do Código de Processo Penal: “O juiz. 77-80.º A pena é aumentada de metade. Entretanto. de modo geral. V. ainda. poderá ser imputada a todos os agentes a prática do crime formação de quadrilha ou bando.099/1995. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo.II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.1) A resposta é afirmativa. então.” 93. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa. a fim de evitar que a burocracia atrase as investigações.º. 156-161. além do crime de lesão corporal grave (CP. a autoridade com exercício em uma delas poderá. pratique diligências necessárias a respeito de fato que ocorra em sua presença até a chegada da autoridade competente. Op. de acordo com o lugar onde se consumou a infração (CPP. em tese. ainda. confira-se o posicionamento de José Henrique Pierangeli. p. como houve associação de mais de três pessoas para a prática de delitos. p.º 9. (. 41 do CPP: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. que uma autoridade policial.826/2006. com todas as suas circunstâncias. art. se o crime é cometido: I – contra criança ou adolescente. cit. que as investigações encetadas por determinada delegacia possam ser avocadas e realizadas por outra..º Tratando-se de infração da competência de outro juízo. tenha de aplicar pena mais grave. (.1) Leia-se o que prescreve o art.º). 383 do CPP. Na hipótese. art.

a seguir. respectivamente. Curso de processo penal. 394. 16 ed. 534 do CPP: “As alegações finais serão orais.” Tratando-se de ação penal que seguirá o procedimento comum sumário. do Código de Processo Penal: “O procedimento será comum ou especial.” 201 . quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. sentença. São Paulo: Saraiva.). concedendo-se a palavra. sumário ou sumaríssimo: (.” A defesa terá o prazo de vinte minutos.. (. à acusação e à defesa. proferindo o juiz. o procedimento a ser adotado será o comum sumário. poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. nos termos do art. § 1..) II – sumário. para apresentar suas alegações finais orais. prorrogáveis por mais 10 (dez). § 1. prorrogáveis por mais dez. pelo prazo de 20 (vinte) minutos.em que não há alteração do contexto fático narrado na inicial acusatória (Nesse sentido: Fernando Capez.º O procedimento comum será ordinário.1) Considerando que a pena máxima cominada ao crime de abandono de incapaz é inferior a quatro anos.. nos termos do art. a defesa poderá arrolar até cinco testemunhas. 466). de acordo com o que dispõe o art. 532 do CPP: “Na instrução. 94 (OAB UNIFICADO 2010. II... p.º.

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