Monitoria de Filosofia Geral e do Direito

*FILOSOFIA MEDIEVAL*
A Idade Média compreende o período que vai da queda do Império Romano, no século V até a tomada de Constantinopla pelos turcos no século XV. Nessa época a Igreja Católica surge como força espiritual e política. A cultura era dominada pela igreja, a igreja monopolizava a cultura medieval. A Idade Média foi dividida em ALTA e BAIXA, e a Filosofia foi dividida em PATRÍSTICA e ESCOLÁSTICA. A grande questão discutida pelos intelectuais da Idade Média era: FÉ X RAZÃO FILOSOFIA X TEOLOGIA Nessa época predominava uma concepção negativa sobre o Estado. Havendo, portanto, duas instâncias de poder: ESTADO: secular, temporal, voltado para as necessidades mundanas e sua atuação se caracterizava pelo exercício da força física. IGREJA: natureza espiritual, voltada para a salvação da alma e deve encaminhar o rebanho para a religião por meio da educação e da persuasão. Nesse período houve muitos conflitos entre reis e papas.

*APOLOGETAS*
Antes da divisão da Filosofia Medieval em Patrística e Escolástica existiram os APOLOGETAS, primeiros cristãos que defendiam o cristianismo quando ele ainda era proibido, eles escreviam defesas ao Imperador tentando convencê-lo que o cristianismo era uma religião legítima e que não poderia ser perseguida. O cristianismo começou a se expandir pela Grécia e os primeiros Apologetas eram gregos. A principal contribuição dos Apologetas foi CRISTIANIZAR O PENSAMENTO GREGO. O mais famoso dos Apologetas foi TERTULIANO, segundo ele, a Idade Média estava para a fé, bem como, a Grécia estava para a razão. E fé e razão são opostas, contudo, ele era contra a cristianização do pensamento grego, pois o grego usa a razão demasiadamente. Segundo ele, a religião era manipuladora, a fé pode ser instrumento de dominação quando é colocada contra a razão. “CREIO PORQUE É ABSURDO.”

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Depois dos Apologetas a igreja começou a se consolidar. ETAPAS DO CRISTIANISMO:

*PATRÍSTICA*
Pensamento dos primeiros padres e consolidação da doutrina. Houve também o esforço de combater os pagãos e combate às heresias. Há a aliança entre fé e razão, a qual se estende por toda Idade Média: razão é auxilias da fé e a ela se subordina. O PRINCIPAL REPRESENTANTE DA PATRÍSTICA FOI SANTO AGOSTINHO.

#SANTO AGOSTINHO
Santo Agostinho era africano, filho de um casamento misturado, pai judeu e mãe cristã, teve uma juventude conturbada, quando jovem foi maniqueísta (havia um lado bom e um lado ruim para tudo, era uma heresia), teve um filho chamado Adeodato (dado para Deus) que morreu aos 19 anos, em seguida teve um encontro com Deus e converte-se. Depois de convertido ao cristianismo, Agostinho combateu as heresias e tornou-se bispo em Hipona, cidade do norte da África, e em seguida Santo. Suas principais obras foram:

A principal contribuição de Santo Agostinho foi CRISTIANIZAR O PENSAMENTO DE PLATÃO. Agostinho retoma a dicotomia platônica: Mundo sensível e mundo das ideias (mito da caverna), porém substitui o mundo das ideias pelo mundo das ideias divinas. Esta é a interpretação teológica do mito da caverna. Teoria da Iluminação Recebemos de Deus o conhecimento das verdades eternas: tal como o Sol, Deus ilumina a razão e torna possível o pensar correto. Ética de Agostinho Ame e faça o que quiser. Porém, tem que amar a Deus. Quando o homem ama, ele está mais perto de Deus, O amor é o que o homem tem de mais parecido com Deus.
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*ESCOLÁSTICA*
Na Escolástica era diferente da Patrística porque a igreja já estava mais que consolidada. A preocupação dos escolásticos era lapidar o pensamento medieval, recapitular a doutrina. Pensamento das primeiras universidades. Consolidaram a doutrina cristã que já estava construída. Seu representante foi São Tomás de Aquino. O pensamento aristotélico era visto com desconfiança, ainda mais porque os árabes traduziram a obra de Aristóteles e teriam feito interpretações perigosas para a fé, os textos de Aristóteles foram, portanto, proibidos pela igreja nas Universidades, mas mesmo assim eram utilizados. A partir do século XIII, São Tomás de Aquino utiliza traduções de Aristóteles feitas diretamente do grego e faz a síntese mais fecunda da Escolástica, conhecida como filosofia aristotélico-tomista. São Tomás de Aquino passa a escrever suas obras adotando a lógica aristotélica do silogismo. Em São Tomás de Aquino, fé e razão se complementam. A principal contribuição de São Tomás de Aquino para a Filosofia Medieval foi CRISTIANIZAR O PENSAMENTO DE ARISTÓTELES.

*FINAL DE IDADE MÉDIA*
#FRANCISCANOS INGLESES Tiveram muitas dificuldades por questões financeiras. Pregavam pobreza total. Foram precursores do empirismo inglês (a Inglaterra tornou-se o centro do empirismo). Tiveram preocupação com o pensamento natural, os Franciscanos começaram a desenvolver o estudo do conhecimento com a natureza. Alta ligação com a natureza. Muitos Franciscanos foram perseguidos pelo Vaticano. Seu principal representante foi GUILHERME DE OCKHAM. Que desenvolveu um método chamado de Navalha de Ockham – se há duas teorias para explicar um fenômeno, a mais simples é a verdadeira. Ockham foi o precursor da separação de religião e ciência. #MÍSTICOS MEDIEVAIS Para os Místicos Medievais é possível o contato direto com Deus, com isso a igreja se sente ameaçada. A Mística foi mais forte na Alemanha, e depois culminou na Reforma Protestante e a causa de ter sido muito forte na Alemanha foi a criação da imprensa. Outra manifestação da Mística foi na Espanha, mas não deu muito certo.

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Representantes: Johannes Tauler Angelus Silesius Os Místicos acreditavam na existência de Deus. Neste período surgiram muitas provas da existência de Deus, os místicos na acreditavam nestas provas, pois provar que Deus existe é provar que não acredita nele. Acreditar em Deus é ter fé. A s provas da existência de Deus Argumento Ontológico

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É possível pensar em um ser melhor de que todos os outros. Existir é qualidade. Deus existe.

➢ Provar é sempre reduzir a conclusão às premissas. ➢ Se você precisa de provas para acreditar em Deus você não acredita em Deu e sim nas premissas. Pois se não houvesse premissas não haveria conclusão. Místicos: não podemos ficar dependendo das premissas, devemos acreditar na existência de Deus sem provas, sem porque. É acreditar por acreditar. Separa-se fé e razão. Acreditar sem porque.

*FILOSOFIA MODERNA*
Inicia-se a Idade Moderna com a queda do Império Romano no século XV. Na Grécia renasce a pintura, a arte e a cultura e no fim do século XV renasce a filosofia grega (pois o século XV era considerado pobre, na Filosofia o renascimento é pobre). Ocorre a queda da igreja, o surgimento dos Estados-nação, a queda do feudalismo, separação total do Estado e da igreja. A preocupação da igreja deixa de religiosa e passa a ser política. A Filosofia Moderna só nasce no século XVI, pois o século XV era considerado pobre. A política mudou o pensamento da sociedade, surgem várias teorias, a mais conhecida delas é o Absolutismo Monárquico. Depois que os Estados se consolidaram, surgiu a ciência moderna para explicar os fenômenos do mundo.
✔ Pré-Socráticos – Problema Cosmológico ✔ Socráticos – Problema Antropológico

✔ Idade Média – Problema Teológico ✔ Idade Moderna – Problema Epistemológico (o que é o conhecimento) Nesse período a preocupação passa a ser epistemológica. O QUE É O CONHECIMENTO? Na Filosofia Moderna o conhecimento dividiu-se em dois:

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RACIONALISMO - corrente epistemológica que tem a razão como forma de conhecimento. EMPIRISMO - corrente epistemológica que tem a experiência como forma de conhecimento.

#RENÉ DESCARTES René Descartes foi o pai da Filosofia Moderna e também da subjetividade, e o primeiro filosofo a escrever sobre o problema epistemológico. Descartes também é conhecido por Cartesius, daí seu pensamento ser conhecido como cartesiano. Suas principais obras foram: #Discurso do Método (mais famoso) #Meditações Metafísicas (mais elaborado, nesta obra Descartes trata do problema do conhecimento) Descartes desenvolveu vários campos do saber, mas o que ele mais progrediu foi a matemática. Ele criou o plano cartesiano e a geometria analítica. Ele usava a matemática como modelo para outras ciências. Matemática = disciplina universal, ciência perfeita. #DISCURSO DO MÉTODO Nesta obra Descartes afirma que há duas maneiras de adaptar a matemática:
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Análise – separação do problema Síntese – resolve o problema e depois o junta

Nesta obra fala-se na DÚVIDA METÓDICA/DÚVIDA HIPERBÓLICA. *Dúvida metódica: O que é a certeza? Uma certeza é algo que é impossível duvidar. Ele buscava uma certeza. Então ele passou a duvidar de tudo o que existe (do conhecimento) e aquilo que resistir a dúvida é a certeza dele. *Modelo da Filosofia Cartesiana de Descartes: • Matemática • Análise e síntese • Dúvida Metódica Nesta obra ele inicia o modelo cartesiano e dá continuidade na sua próxima obra Meditações Metafísicas.

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