Você está na página 1de 7

Teoria Musical

(Uma abordagem pedagógica)

O som tem algumas propriedades importantes.

Duração: é o tempo de produção do som.


Altura: é a propriedade do som ser mais grave ou mais agudo. O apito de um trem é grave. A
sirene de uma ambulância é aguda.
Intensidade: é a propriedade do som ser mais forte ou mais fraco.
Timbre: é a qualidade do som que permite uma pessoa reconhecer sua origem.

Na escrita musical, estas propriedades do som são representadas assim:

Duração: pela figura da nota e pelo andamento.


Intensidade: pelos sinais de dinâmica. Por exemplo: Forte, Piano, Mezopiano, Mesoforte...
Altura: pela posição da nota no pentagrama.
Timbre: pela indicação da voz ou instrumento que deve executar a música.

O som musical é representado no papel por um sinal chamado nota.


A figura da nota varia, de acordo com a duração do som.

As partes que compõem a nota são:

Pentagrama: é um conjunto de cinco linhas horizontais eqüidistantes e quatro espaços.

Clave: é um sinal que se escreve no pentagrama para dar nome às notas.


Existem três claves: de sol, de dó e de fá. São assim chamadas porque nas linhas onde são
escritas, se encontram as notas: sol, dó, fá.

Os sons musicais de acordo com a sua altura, recebem os seguintes nomes: dó, ré, mi, fá, sol, lá,
si. Esses nomes se repetem de sete em sete do mais grave para o mais agudo.
Oitava: dá-se o nome de oitava ao conjunto de notas existentes entre uma nota qualquer e a sua
primeira repetição no grave ou no agudo.

A figura da nota indica a duração do som.


As figuras atualmente usadas são as seguintes:

Começando da semibreve, que tem a maior duração, cada uma dessas notas vale duas da
seguinte:

Semibreve 2 mínimas
Mínima 2 semínimas
Semínima 2 colcheias
Colcheia 2 semicolcheias
Semicolcheia 2 fusas
Fusa 2 fusas

Pausa é um silêncio na música e tem duração variável. É representada assim:

As figuras:

Suas pausas:
As pausas obedecem a mesma proporção das figuras, isto é, cada qual vale duas da seguinte.

Ponto de aumento: é um ponto que se escreve à direita da nota para aumentar metade do seu
valor. O ponto de aumento também é usado nas pausas com o mesmo resultado. A nota ou pausa
com ponto de aumento se chama “nota pontuada”, ou “pausa pontuada”.

A repetição de compassos pode ser abreviada por sinais. Quando muitos compassos se repetem
usamos a barra dupla com dois pontos chamados de ritornello para voltarmos ao começo da
música. Ao encontrarmos o terceiro ritornello, voltamos para o segundo conforme o exemplo.

Quando o trecho deve ser repetido do início, usamos a expressão “Da capo” ou abreviamos com
D.C.

Compasso: é a divisão da música em pequenas partes de duração igual ou variável.


Barra de compasso: é uma linha vertical que separa os compassos.
Usa-se a barra dupla para separar seções da música, ou para concluí-la que neste caso é mais
grossa.

Tempo: é uma parte do compasso. Os compassos podem ter tempos diferentes:

Compasso binário: tem 2 tempos


Compasso ternário: tem 3 tempos
Compasso quaternário: tem 4 tempos

Unidade de tempo: é a nota que representa um tempo do compasso. As mais usadas são a
mínima, a semínima e a colcheia.

Exemplos:

Unidade de tempo de mínima:


Unidade de tempo de semínima:

Unidade de tempo de colcheia:

Compasso simples: é aquele em que a unidade de tempo tem um valor simples.

Exemplo:

Compasso composto: é aquele em que a unidade de tempo tem um valor composto.

Exemplo:

Fórmula do compasso: são dois números que indicam a unidade de tempo e o número de tempos
do compasso. É escrita no início da música, logo após a clave.

Fala-se: “dois por quatro”, “seis por oito”.

O número inferior da fórmula, tanto nos compassos simples como nos compostos, representa as
seguintes notas:
No compasso simples o número inferior indica a unidade de tempo e o superior o número de
tempos.

No compasso composto, o número inferior indica as notas em que se subdivide a unidade de


tempo e o superior, o total dessas notas num compasso.

Agora vamos começar a nossa aula utilizando uma flauta doce soprano.

O Pé O Bocal
O corpo

Para a realização dos exercícios nesta fase inicial do aprendizado, segure a flauta fechando a mão
direta entorno do pé. Só a mão direta segura a flauta.
Para obter o som, pouse suavemente o bocal da flauta sobre o lábio inferior e cubra-o levemente
com o lábio superior. O sopro deve ser firme como o apagar da chama de uma vela. Emita este
sopro como um ataque, pronunciando um tut. Se você assim o fizer estará emitindo um lindo som
com a sua flauta.

Lição 1
Notas na flauta.

O ponto preto deslocado é do dedo polegar, e os outros são o indicador, o médio e o anular da
mão esquerda, tapando os buracos da flauta do bocal para o pé.
Assim fazendo o aluno estará digitando as notas Sol, Lá e Si.

Com a digitação de cada uma das notas, realize agora um sopro suave como se soprasse uma
vela pronunciando um tut. Treine para que você consiga um som doce, cheio, vibrante. A
intensidade do sopro vai até onde o som produzido na flauta não esguichar. Treine este limite.
(Continue pegando a flauta pelo pé).

Notas no Pentagrama

Exercícios
Notas de Quatro Tempos

Os exercícios estão escritos em compassos quaternários. O aluno deve contar mentalmente 1, 2,


3, 4, enquanto toca na flauta cada uma das notas musicais escritas no pentagrama. Outra forma
seria bater com o pé ou balançar o corpo para frente e para trás, enquanto conta os tempos. Faça
inicialmente a leitura das notas, pronunciando seus nomes. Se você conseguir lê-las no tempo,
com certeza irá tocá-las corretamente.

Cada nota deve ser iniciada com um novo sopro. Passe para o exercício seguinte somente quando
estiver tocando fluentemente este exercício.(Continue pegando a flauta pelo pé).

Notas De Dois Tempos

O mesmo se aplica com as notas de dois tempos. Cuidado com a nota final (quatro tempos).

Notas De Um Tempo

Sempre um novo sopro para cada nota. O ataque da nota é muito importante para o aluno emitir o
som limpo e suave da flauta doce. Sopre como se apagasse uma vela, pronuncie um tut.

Dicas Da Primeira Lição


Faça este treinamento durante uma semana, todos os dias, três vezes ao dia em intervalos
pequenos de meia hora, só então passe para a lição 2. Lembre-se de que um erro repetido torna-
se um aprendizado difícil de ser corrigido. Portanto estude corretamente com dedicação e
disciplina. É muito importante esta fase do seu aprendizado, ele ficará registrado para sempre na
sua memória musical. Corrija seu sopro (tut). Marque os tempos (1, 2...). Cada nota um novo sopro
e respire à vontade sempre que tiver necessidade.(Continue pegando a flauta pelo pé).

Lição 2
Notas na flauta
A novidade nesta lição é o Si2. Soando igual ao Si1 ele tem uma importância enorme como uma
técnica para o flautista executar melhor suas músicas. Portanto estude com dedicação para nesta
fase dominar o Si2 e registrar na sua memória musical uma técnica primorosa.
Notas no Pentagrama

Exercícios

Nota de Quatro Tempos

Notas de Dois Tempos

Notas de Um Tempo

Na escala ascendente use o Si1. Na escala descendente use o Si2.

Notas de Meio Tempo

Como executar as notas de meio tempo? Lembra-se daquela dica de bater o pé? Imagine o
movimento do pé, para baixo e para cima. As notas de meio tempo serão executadas uma quando
o pé baixar e a próxima quando o pé levantar. Assim o movimento do pé executando as notas de
um tempo agora subdivide-se em duas secções para formar dois meios tempos. No exercício
acima o aluno toca o sol quando baixar o pé e toca o si quando levantar. No momento seguinte
toca o lá quando baixar o pé e toca o dó quando levantar. O movimento pode ser batendo o pé ou
balançando o corpo para frente e para trás.