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O Codex Calixtinus

Conhecido também em latim como Liber Sancti Jacobi o Codex Calixtinus é formando por um
conjunto de textos reunidos na cidade de Santiago de Compostela nos anos finais do
arcebispado de Diego Gelmírez e que seja de autoria do Papa Calisto II, origem do nome.

O códice é um conjunto de textos de caráter litúrgico, histórico e hagiográfico ( biografia dos


Santos) que visava servir como apoio a Sé Apostólica de Santiago de Compostela.
Construído pelo arcebispo Gelmírez e colaboradores e redigido por vários autores entre 1130 e
1160 e que se caracteriza pela correição do latim empregado que o torna na história de um alto
valor literário.

O exemplar mais antigo, datado entre 1150 e 1160, conserva-se na Catedral de Santiago de
Compostela. O monge Arnaldo de Monte em 1173 preparou uma cópia conhecida como
manuscrito de Ripoll e atualmente em Barcelona.
O Códice Calixtino divide-se em cinco livros e compõe-se de 225 fólios a dupla cara de 295 x
214 mm, cada fólio contém no geral, uma única coluna de 34 linhas. O manuscrito foi restaurado
em 1966, sendo acrescentado o Livro IV, que por motivos ainda não claros ficara fora desde
1609.

O Códice Calixtino recebeu sua primeira impressão em 1882, uma edição feita por Fidel Fita.
Parte do manuscrito traduziu-se ao galego no primeiro terço do século XV, conhecido como
Milagres de Santiago, apresentando partes da História Karoli e do Guia do Peregrino.

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O Liber Sancti Jacobi, também referido como Codex Calixtinus ou Códice Calixtino (Santiago de
Compostela, Arquivo da Catedral, s.n.), é um manuscrito iluminado de meados do século XII.
Encontra-se conservado no Arquivo da Catedral de Santiago de Compostela.

É conhecido do grande público pelo seu livro V, que se constitui no mais antigo guia para os
peregrinos que faziam o Caminho rumo a Santiago de Compostela, incluindo conselhos,
descrições do percurso e das obras no arte nele existentes, assim como usos e costumes das
populações que viviam ao longo da rota. Os demais livros do códice contém sermões, narrativas
de milagres e textos litúrgicos diversos relacionados com o apóstolo São Tiago.

O códice constitui-se numa coletânea de textos em latim reunidos em Compostela nos anos
finais do arcebispado de Diego Gelmírez, que visava servir como promoção daquela Sé. Embora
apresentado em sua origem como sendo da autoria do Papa Calisto II, na realidade foi redigido
por vários autores no período entre 1130 e 1160 e caracteriza-se pela correição do latim
empregado e por seu elevado valor literário.

O exemplar mais antigo - conservado na Catedral de Compostela -, é datado entre 1150 e 1160,
e constitui-se na cópia de um exemplar modelo. A cópia realizada pelo monge Arnaldo de Monte
em 1173 é conhecida como "manuscrito de Ripoll" e conserva-se atualmente em Barcelona.

Parte do manuscrito foi traduzido para o galego no primeiro terço do século XV, onde ficou
conhecido como "Milagres de Santiago"", e recolhe partes da "Historia Caroli Magi" e do Guia do
Peregrino.

Foi impresso pela primeira vez em 1882, numa edição feita por Fidel Fita.
O códice sofreu intervenção de restauração em 1966, ocasião em que lhe foi reincorporado o
Livro IV, que dele havia sido destacado em 1609.
Características
O códice divide-se no total em cinco livros, e compõe-se 225 fólios a dupla face com as
dimensões de 295 x 214 mm. Cada fólio contém, em geral, uma única coluna de 34 linhas.

Livros

Livro I
O primeiro livro, sob o título "Anthologia liturgica", compreende até o fólio 139. É o mais extenso
do códice, e possui caráter litúrgico. Consiste numa antologia das humilias, cantos litúrgicos,
cantos de peregrinos e de sermões em homenagem ao apóstolo Santiago que se celebravam na
catedral de Santiago. O sermão "Veneranda dies", cerne do livro, mostra o sentido e a valoração
da peregrinação a Santiago.
O manuscrito constitui, acima de tudo, um manuscrito musical. A maior parte das peças são
melodias gregorianas. Mas também há uma vintena de peças polifônicas, as primeiras a ser
notadas e contém a primeira notação de uma peça a três vozes: "Congaudeant catholici",
assinada por "Magister Albertus Parisiensis".
A maior parte dos autores são franceses e de épocas anteriores, como Venance Fortunat, bispo
de Poitiers no século VI, e Fulbert de Chartres, do século XI.

Livro II
O segundo livro, "De miraculi sancti Jacobi" ("Milagres de Santiago"), compreende do fólio 139
ao 155. É uma compilação de 22 milagres atribuídos a Santiago, ocorridos em diversas partes da
Europa, em especial no percurso do Caminho de Santiago.

Livro III
O terceiro livro, "Liber de translatione corporis sancti Jacobi ad Compostellam", compreende os
fólios 156 ao 162. Nele se relata a evangelização do apóstolo Santiago na Hispania e a
transladação do seu corpo.

Livro IV
O quarto livro, "Historia Karoli Magni et Rothalandi", compreende os fólios 163 ao 191. Narra a
história de Carlos Magno e de Rolando na Hispania em um tom épico e fantástico. Conhecido
como a "crónica pseudo-Turpin", por ter sido atribuída ao bispo Turpin de Reims, mostra um
Carlos Magno descobridor da tumba do apóstolo Santiago e criador dos inícios da peregrinação
a Compostela e da sua igreja.

Foi o livro mais difundido do Códice Calixtino, com mais de 250 cópias conhecidas na Idade
Média em toda Europa e que serviu de inspiração a vários cantares de gesta feitos na França e
Itália.

Livro V
Ao quinto livro, "Iter pro peregrinis ad Compostellam", conhecido como Guia do Peregrino de
Santiago de Compostela compreende os fólios 192 ao 213. Atribuído a Aymeric Picaud, autor de
Parthenay-le-Vieux (Poitou), foi escrito entre os anos 1135 e 1140. O texto é um conjunto de
conselhos práticos para os peregrinos, baseado no próprio percurso do autor, com os lugares
onde descansar, qualidade das águas, as relíquias a venerar, as gentes e cidades do caminho
ou os santuários a visitar antes de chegar à catedral de Santiago de Compostela.

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No século XII, o papa Calixto II, encarregou o sacerdote francês Aymeric Picaud de escrever o
primeiro guia do Caminho de Santiago. Este livro, surgido em 1131, tornou-se conhecido como
Codex Calixtinus. Picaud descreve, pela primeira vez, os detalhes da viagem, passo a passo.
Tece comentários sobre as diferentes regiões, as cidades e o povo ao longo do Caminho
orientando como superar as dificuldades da peregrinação. Fornecendo um rico relato que após
mais de oito séculos, continua sendo citado.

O livro intitulado Liber Sancti Jacobi, é uma enorme , erudita e variada compilação realizada em
honra ao apóstolo Tiago. Para sua composição o autor reuniu todos os textos que encontrou que
falassem sobre Tiago, sua vida, seu martírio, seu culto e seu templo em Compostela. A estes
textos acrescentou muitos trechos de sua própria criação.

O livro foi publicado sob a égide do papa Calixto II, e dedicado ao Arcebispo Diego Gilmérez , de
Compostela, e ao patriarca Guilhermo de Jerusalém.

A construção da Catedral, nesta época (1127), encontra-se quase terminada, a obra de Aymeric
Picaud buscava ir além da construção de um monumento arquitetônico, seu objetivo foi
estabelecer um corpo de doutrina que se constituísse em um monumento litúrgico e literário ao
apóstolo, buscando assim fixar, enaltecer e imortalizar a devoção ao Santo.

A obra foi preparada e composta entre os anos 1125 e 1130. Durante sua elaboração a idéia
inicial ampliou-se, e o texto cresceu muito mais que o previsto. Sua publicação final e completa
foi em 1160. Dela participaram os melhores escritores, teólogos, fabulistas, poetas, músicos e
copistas da época, representando o mais seleto ambiente cultural da Espanha e da França.

Ao seu final, a obra ficou dividida em cinco livros. O primeiro, mais extenso é de caráter litúrgico
e trata de todos os textos religiosos, ritos, orações, hinos e cantos relacionados às festas e ao
culto de Santiago. O segundo, é chamado de "Livro dos Milagres", no qual são relacionados 22
milagres ocorridos em várias regiões do mundo, atribuídos ao santo. O terceiro, fala sobre a
chegada do corpo de Tiago a Península. O quarto, fala sobre a aparição de Tiago a Carlos
Magno. E finalmente o quinto, que é o Guia sobre o Caminho.