Você está na página 1de 5

c

 

     

 c

 

c
c
c
c
c
c c
    c c cccc
 cccc

 c c
c
A História do Piano

a Introdução
O Piano é um instrumento musical de cordas percutidas, munido de um teclado
e de uma grande caixa de ressonância. O som é produzido pela pressão das teclas
que acionam martelos de madeira revestidos de feltro que, por sua vez, fazem
percutir as cordas. É dotado geralmente de três pedais: o direito, quando
pressionado, permite que as cordas permaneçam vibrando, mesmo que as teclas
deixem de ser tocadas; o central possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s)
nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento dos pedais Œ o
esquerdo, também chamado surdina, serve para diminuir o brilho da sonoridade.
O piano é amplamente utilizado na música ocidental, no jazz, para a
performance solo e para acompanhamento. É também muito popular como um
auxílio para compor. Embora não seja portátil e tenha um preço caro, o piano é um
instrumento versátil, uma das características que o tornou um dos instrumentos
musicais mais conhecidos pelo mundo.

a História
Bartolomeu Cristofori, construtor de cravos de Florença, por volta de 1700 já
havia concluído a fabricação de pelo menos um destes instrumentos que chamou
de å 


 
 e", isto é, cravo com sons suaves e fortes.
Enquanto as cordas do cravo são tangidas por bicos de penas, o piano tem suas
cordas percutidas por martelos (revestidos de couro nos primeiros modelos), cuja
dinâmica pode ser variada de acordo com a pressão dos dedos do executante. Isso
daria ao piano grande poder de expressão e abriria uma série de possibilidades
novas.
No começo o piano custou para se tornar popular porque os primeiros modelos
eram muito precários. Haydn aceitou o piano em pé de igualdade com o cravo e o
 
. Durante muito tempo a música para instrumento de teclado continuou a
ser impressa com a indicação  


 
 , mas, no final do século
XVIII o cravo já havia caído em desuso, substituído pelo piano.
Apesar de o piano ter sido inventado por um italiano, foram os alemães que,
com afinco, levaram a idéia adiante. Dentre estes construtores podemos citar:
Silbermann, Zumpe, J. Stein. Os ingleses passaram também a construir pianos, de
mecanismo mais pesado e som mais cheio e rico, considerado pai daquele usado
atualmente. As melhorias dos pianos ingleses foram devidas ao famoso fabricante
John Brodwood. Bradwood foi responsável por grandes transformações no
instrumento: em 1783 patenteia os dois pedais, o pedal surdina e o pedal direito.
Em 1790, fabrica o primeiro piano com 5 oitavas e meia e, em 1794, cria o de 6
oitavas.
rande revolução na sensibilidade do toque veio com Erard, que, em 1821,
inventou o 

. Consistia este em deixar o martelo, depois de ferir a nota,
a uma pequena distância da corda e mantê-lo sob total controle da tecla, enquanto
ela permanecesse abaixada. O toque de notas repetidas tornou-se, então, possível,
pois o duplo escapo permite que se toque repetidamente a mesma tecla.
No século XIX o piano passou por diversos melhoramentos. O número de notas
foi aumentado, as cordas ficaram mais longas e grossas e os martelos, antes
cobertos por couro, passaram a ser revestidos de feltro, melhorando a sonoridade.
Os compositores românticos passaram a explorar todos os recursos do piano.
Quase todos os compositores românticos escreveram para o piano, mas os mais
importantes foram: Schubert, Mendelssohn, Chopin, Schumann, Liszt e Brahms.
As mudança sociais ocorridas no fim do século XVIII para os primeiros anos do
século XIX, com o aparecimento da classe média (surgida da expansão do
capitalismo), determinou um novo conceito no tamanho das residências, agora
menores, em comparação com as casas da nobreza. Esta situação favoreceu à
criação do piano vertical, por volta de 1800, cuja principal vantagem era ocupar
menos espaço e ser um instrumento mais barato que os pianos horizontais
fabricados até então. Logo tornou-se popular e foi um móvel comum na maioria das
salas de visitas das casas do século XIX.
Por volta de 1880, as principais etapas na evolução do piano já haviam sido
vencidas. Os fabricantes, agora, incorporavam naturalmente em seus instrumentos
as idéias e as melhorias introduzidas durante a primeira metade do século XIX e o
período que se seguiu foi apenas de aprimoramento e aperfeiçoamento de
determinados detalhes.

a Variações
Os pianos de cauda descendiam dos cravos e tinham suas cordas alinhadas
com o teclado. A primeira variação do tradicional piano de cauda surgiu em 1742,
por Christian Ernest Friedrich, discípulo de Silbermann, um pequeno " 
ƒ,
baseado no design do cravo, chamado de å 
å. Entretanto, este tipo de piano
só foi produzido comercialmente 20 anos depois, na Inglaterra. O å 
å
com suas cordas dispostas em ângulo reto do teclado era mais compacto e
econômico. Confeccionado e vendido em quantidade, ele preparou o caminho para
o domínio posterior do piano. Por ser de pequeno tamanho tomou-se um
instrumento de uso pessoal ou doméstico. Mas, através dos seus aproximados 100
anos de vida, teve suas cordas aumentadas e tensionadas visando a
potencialização de seu volume.
A partir daí surgiram vários melhoramentos e diferente modelos de pianos, como
o 
 criado por Christian E. Friedrich em 1745 que novamente inovou
criando um piano com cordas dispostas obliquamente. É importante ressaltar que
esses novos tipos de pianos possuíam várias imperfeições mecânicas e de
sonoridade.
Somente em 1814 surgiu uma variação do piano de cauda de qualidade
aceitável, foi o 
 
projetado por Matthias Müller (Viena) e John Isaac
Hawkings (Philadelphia) e melhorado para o modelo que conhecemos hoje por
Robert Wornum em 1914.
Wornum projetou cordas que desciam abaixo do teclado até o chão, melhorando
significativamente o som do instrumento, permitindo dimensões externas mais
compactas e encorajando, assim, a classe média a comprar pianos para uso
doméstico.
Pode-se considerar também, outro tipo de piano: o piano automático ou pianola.
Trata-se de um piano com um dispositivo mecânico que permite premir as t eclas
numa sequência marcada num rolo. c Esse piano surgiu em 1842. Seytre e Pape, na
França, e Bain, na Escócia, produziram instrumentos automáticos usando um
sistema de perfuração, mas nenhum deles atingiu reconhecimento comercial.
iovanni Racca foi o primeiro a produzir, com sucesso, o piano automático baseado
neste princípio

a randes Intérpretes e compositores


A primeira composição musical escrita especialmente para piano foi publicada
em 1732: 12 sonatas para pianoforte de iustini, e o primeiro trabalho sobre a
técnica de piano foi publicado em 1753 por C.P.E.Bach, em Berlin. Seu título era
å         ! "
 #  å$
Em 1767, o piano foi usado, pela primeira vez, como acompanhamento em uma
apresentação no Covent arden Theatre, em Londres. E, ainda em Londres,
aconteceu a primeira apresentação solo realizada por J.S.Bach, no Thatched
Cottage, em um piano confeccionado por Johannes Zumpe.
Desde essa época praticamente todos os compositores escreveram peças para
piano, mas dentre eles se destacam os do período romântico, como: c î ,
d  
, %
 , î  , &' e   que souberam utilizar muito bem
o instrumento com composições que abusavam de sonoridades complexas e
passagens virtuosísticas

a Referências Bibliográficas
ÿ  

 ÿ  ÿ ( Acesso em 21/03/2011
ÿ        
- Acesso em 21/03/2011
ÿ   
 ÿ  ÿ  - Acesso em 21/03/2011
ÿ  
 
ÿc cAcesso em 21/03/2011c
c
a Imagens

î 
criado por  
 em 1742.



 
 e criado
por Bartolomeu Cristofori.

Primeiro piano vertical (ou de armário)


criado por )  î
 em 1795.

Piano piramidal construindo por


%  $  em 1745.

Primeiro piano automático criado por


î e , na França, e  , na
Escócia