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Fluxograma Dos Processos Nas VARAS CIVEIS

Fluxograma Dos Processos Nas VARAS CIVEIS

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GESTÃO 2007/2009

Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT

Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT

Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da Justiça

COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça

LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ

Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Marly Maria da Silva Garcia Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato . Foz Doralice Mendonça faust Ducineia dos Santos Morimã Gézica Pereira R.EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F.

COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato .

............................................................ 56/61 DO CPC)................................. 14 05 ...EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts....... 68 24 ..............................................................................................................................................................................................CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art..PRESTAÇÃO DE CONTAS (Art.........................................APREENSÃO DE TÍTULO (Arts..................................................................................................................LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARTIGOS......DEMARCAÇÃO (Art........ 103 37 ..........NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (Arts........... 920/933)........................................................................................................ 123 45 ... 109 40 .......................... 34 13 ................................. I) ........................................................................................................................................................................................EMBARGOS DE TERCEIRO (art....................................CONCORDATA PREVENTIVA ............................................ 70 25 ........................APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS........................ 914......EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL........................................................ 141 51 ............... 1055/1062 do CPC) .....................DEPÓSITO (Art.........................................................................................................................DESPEJO ............................... 7 02 .........................................EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL.........................................................HABILITAÇÃO INCIDENTE ( arts.................................................................................................INSPEÇÃO JUDICIAL (arts................................................................................................... 20 07 .....DIVISÃO (Arts 967/981)........................... 62 22 .......063/1............. 27 10 .........................................NOMEAÇÃO À AUTORIA ( Arts 62/69 do CPC)............................... 111 41 .............................. 56 20 ........................................................ 59 21 ............................................RESTAURAÇÃO DE AUTOS ( arts.. 45 16 ......................................................... 147 53 . 144 52 ................. 133 49 ......MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS .................. 87 31 ..........................054) .....................BUSCA E APREENSÃO ........... 100 36 .102a/1..USUCAPIÃO (Art........................................ 41 15 .................................102c do CPC)......................BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.....HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL .................................................................CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art.......................................046/1........................................................................................................PEDIDO DE ASSISTÊNCIA (arts....... 440/443)........................... 126 46 ............................................................................ 38 14 ........ 105 38 .............................................................................................................................................................................. 885/887) .........................................POSSESSÓRIAS (Arts...........................................EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER............................................ 84 30 ................................................... 64 23 ..........................JUSTIFICAÇÃO (art..........................895 e 898) .....RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL ................................................................................ 128 47 ............................................. 89 32 .......... 154 .................................................... 9 03 . 25 09 ...................................................................................................CONSIGNAÇÃO (art........................................................................................................................................................................ 72 26 ................. 107 39 ............................................................................FALÊNCIA......................................................................................................LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA..........................EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL ...............................LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO ............................................................................................ 117 43 .................................................. 114 42 ............... 131 48 .............................SUMÁRIO 01 ..........PRESTAÇÃO DE CONTAS ............... 1.........................................PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS ....................... 23 08 ...............VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO .................FALÊNCIA..........EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA .................. 50/55 do CPC) ...............................PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM. 17 06 ...... 150 54 ........... 307/311).....................EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO.......................... 77/80)............................CONSIGNAÇÃO (art...........................................................................................................................................................................................................................1............... 54 19 .................. 98 35 ........... 1............................................................................... NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES ...DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO ................................................................................................................................ATENTADO.... 76 27 ............................................................ 47 17 ................069 do CPC)...EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL .............. 91 33 ...... 51 18 ....... 120 44 ............................................................................................................................... 82 29 ...................... 893)..........EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO ....................................EMBARGOS DO DEVEDOR............. 29 11 ...............................................................OPOSIÇÃO (Arts.........AÇÃO MONITÓRIA (Art................ 94 34 .............................................EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER .. 934/940) .............................................................................PROTESTOS............... 79 28 ...........INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE .............. 950/966) ................... 31 12 ........... 901/906) ......... 12 04 ................................... 861 do CPC)....................................................................................... 136 50 ....................... 941/945)......... 115/122).........................................................................................EXIBIÇÃO.................................................................

........................................................ 180 66 ............................................................................REVISIONAL DE ALUGUEL...................................................................... 176 64 ................................................................................ 282/475 do CPC) .INCIDENTE DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA.................................................................. 70/76).....................................................PROCEDIMENTO ORDINÁRIO (Arts.....................................................................JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO .........PEDIDO DE DECLARAÇÃO INCIDENTE ou .............................DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO AUTOR (Arts................................................................. 165 59 ...EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO ................................................. 195 ................ 178 65 ....................CAUÇÃO...... 172 62 .............................................................................................. 162 58 .....DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO RÉU (arts...........PROCEDIMENTO SUMÁRIO ....................................EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO ................ 390 DO CPC....... 159 57 ... 186 68 ....................................................................... 193 70 ..................................................... 485/495)........... 70/76) .................................................................INCIDENTE DE CITAÇÃO DO RÉU DEMENTE OU IMPOSSIBILITADO DE RECEBÊ-LA.............................................. 189 69 ........... 170 61 ....................RESCISÓRIA (Arts..............55 ............... 173 63 ..... 183 67 ............................................................................................................ 166 60 ........APELAÇÃO (arts..................................................................INCIDENTE DE FALSIDADE (ART..................................... 513/521 do CPC)...................PROCEDIMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS.............. 157 56 ............................

804) Caução (art.01 .802/803 do CPC) Petição inicial Justificativa ou prova documental (art. parágrafo único Audiência. 803. 803. se há prova oral (art. parág. 804) Deferimento liminar Sem medida liminar Mandado executivo da medida Citação (art. quando não houver liminar 7 . único) Não há audiência.PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM (art. se não há prova oral Revelia Sentença Declaração de subsistência da medida liminar Revogação da medida liminar Expedição de mandado executivo. 802) 5 dias Contestação art.

contados da data da efetivação da medida cautelar preparatória. 807 do CPC). quando ao juiz parecer indispensável (art. em cinco dias. sempre que adequada e suficiente para evitar a lesão ou repará-la (art. de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. 815. poderá o juiz determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa a sofrer (art. Far-se-á justificação prévia. 823 e 841 do CPC). O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias. 806 e 808. pela prestação de caução ou outra garantia. salvo por novo fundamento (art. expressamente autorizados por lei. Cessadas por qualquer motivo é defeso repeti-las. I do CPC). Na concessão liminar ou mediante justificação prévia (sem citação do requerido). 805 do CPC). a qualquer tempo (art. É o que se denomina “contracautela”.Procedimento sem Cautelar Comum - Só em casos excepcionais. menos gravosa para o requerido. Obtida liminarmente a medida. parágrafo único. 804 do CPC). 811. determinará o juiz medidas cautelares audiência do requerido ( art. do CPC). 797 do CPC). A medida cautelar poderá ser substituída. em segredo de justiça e de plano. dabliopeandrade 8 . a citação do requerido. Pode ser revogada ou modificada. o requerente promoverá. sob pena de responder por perdas e danos (art. 808. II do CPC). sob pena de cessar a eficácia desta (art.

I) Prova documental dos motivos (art. 819) Audiência: Prova oral Sem audiência Depósito ou pagamento da dívida (art.MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS (ARRESTO e SEQÜESTRO (arts. II) Caução (art. 814. 814. 819.816) Deferimento de liminar Mandado executivo Procedimento sem liminar Citação Contestação Suspensão (art. II) Extinção do processo Contestação Revelia Instrução Sentença Declaração de subsistência da medida liminar Revogação da liminar Mandado executivo. I) Substituição por caução (art. 813 a 820 e 823 do CPC) Petição inicial Prova literal da dívida líquida e certa (art. I) Justificação dos motivos (art. 819. quando não houver liminar 9 .02 . 814.

Em segundo lugar. a sentença líquida ou ilíquida. II – prova documental ou justificação de situações previstas no art. . São arrestáveis os bens penhoráveis.Para concessão do arresto é essencial (art. com a finalidade de garantir uma futura execução por quantia. Assim. em primeiro lugar. O arresto é a apreensão cautelar de bens. 813 do CPC. que seja necessário preservar o direito da parte por meio da apreensão do bem. de modo a evitar riscos de dano ou rixa. dele é lavrado um auto. aplicam-se as regras específicas previstas no Código de Processo Civil (CPC). as regras da penhora. por último. na ação principal. Daí. nos artigos 813 e seguintes. A ação cautelar de arresto tem por finalidade a constrição de bens do requerido. cabe o seqüestro quando o requerente. quanto ao procedimento e extensão serem aplicáveis as disposições relativas à penhora. Serão arrestados tantos bens quantos bastem para garantia da futura execução. 814 do CPC): I – prova literal da dívida líquida e certa. parágrafo único do CPC). 814. E. nomeando-se depositário para a guarda dos bens. são paliçadas as regras das cautelares inominadas.Cautelar de Arresto e Seqüestro . pendente de recurso. Equipara-se à prova literal de dívida líquida e certa. ou de prestação que em dinheiro possa converter-se (art.A cautelar de seqüestro tem por finalidade a constrição de determinados bens sobre os quais recai o pretenso direito do requerente. de modo a garantir a eficácia ou utilidade do provimento final da ação principal. cujo objeto envolve pagamento de uma quantia em dinheiro. que é a medida executiva de apreensão de bens. pretende que seja reconhecido um direito sobre os bens constritos. subsidiariamente. No procedimento da cautelar de arresto. pode haver ampliação ou redução do arresto. ou quando haja uma extrapolação na litigiosidade da demanda (rixa). 10 . condenando o devedor ao pagamento de dinheiro. para efeito de concessão de arresto.

contados da data da efetivação da medida cautelar preparatória. Aplicam-se ao arresto as disposições referentes à penhora (art. a fim de garantir sua total entrega ao vencedor. o arresto se resolve em penhora (art. O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias. No seqüestro. 806 e 808. I do CPC). 824 do CPC). III do CPC). 821 do CPC). os bens apreendidos são os penhoráveis. no arresto. os bens seqüestrados só serão entregues ao depositário depois que este assumir o respectivo compromisso (art.811. O seqüestro é revogável e modificável como o arresto. para pagamento do credor. para garantir sua total entrega ao vencedor. ao juiz incumbe a nomeação de depositário (art. a apreensão é da coisa litigiosa. e de responder o requerente pelos prejuízos causados ao requerido (art. dabliopeandrade 11 . ao passo que. Quanto à materialidade e também quanto ao procedimento. o arresto é idêntico ao seqüestro. A diferença está em que. no seqüestro. O seqüestro é a apreensão da coisa objeto do litígio. seguindo o mesmo procedimento e as mesmas condições previstas por este. 821 do CPC).Julgada procedente a ação principal. que vão ser convertidos em dinheiro. 818 do CPC). sob pena de cessar a eficácia desta (arts.

CPC Citação Justificação ou documento provando a entrega do título Juiz ordena a prisão Mandado de prisão Sem prova da entrega do título Juiz ordena a apreensão Mandado de busca e apreensão Devedor restitui Devedor paga valor do título e despesas Devedor exibe o valor e deposita Cessa a prisão 12 .03 .APREENSÃO DE TÍTULO (Arts.885. 885/887) Petição inicial – art.

13 .quando o requerente desistir do pedido.O pedido do credor nesta ação deve ser embasado na apreensão de títulos não restituídos ou sonegados pelo emitente. ou o exibir para ser levado a depósito. ou pagar o seu valor e as despesas feitas. Mesmo quando decretada e cumprida a ordem. IV. o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença proferida neste procedimento. não deve. de qualquer maneira. Embora fale o artigo 885. ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta. se houve contestação ao mérito da dívida.se o devedor restituir o título. a solução aqui ficará condicionado ao levantamento da ação principal. em processamento de plano. feito em juízo. 866): I.não sendo a ação penal julgada dentro de 90 dias da data da execução do mandado de prisão. O pagamento da dívida extingue a relação obrigacional entre as partes e faz desaparecer a questão em torno do título retido.não sendo iniciada ação penal dentro do prazo da lei. O mesmo efeito do pagamento direto ao credor tem o depósito da importância devida e acessórios. parágrafo único. Mas.Apreensão de Título . III. a prisão deverá cessar (art.887 do CPC). haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor. Na ação do artigo 885. nas vias contenciosas comuns. II. sem penetrar no mérito da exigibilidade da dívida. só se pode discutir a existência ou não da retenção do título ou da legalidade do ato do devedor. à disposição do credor. sacado ou aceitante. que passa a ser documento do sacado. Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885. O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do trânsito em julgado da sentença (art.

§ único) Sentença Procedência Improcedência Ordem de apreensão do título Depósito do título ou de seu valor para discutir sua legitimidade. 885 a 887 do CPC) Petição inicial Justificação ou prova documental da retenção do título Citação Revelia Contestação Instrução sumária (art.APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS (arts. 885.04 . em ação própria Extinção do processo Prisão do devedor (art. 885) / 14 .

A apreensão de título não restituído ou sonegado pelo emitente. o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença nesse procedimento. preparatório da futura execução ou cobrança do crédito. Como se sabe do direito cambiário. 887). ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta.Apreensão de Títulos Retidos . Mas. Na ação do art. O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do trânsito em julgado da sentença (art. não deve de qualquer maneira. a solução a que ficará condicionado o levantamento é a da ação principal. aceitante. o juiz decretará a prisão civil do devedor. A Constituição Federal somente admite a prisão por 15 . A prisão mencionada pelo artigo 885 não é compatível com o sistema constitucional vigente. sacado. sem entrar do mérito da exigibilidade da dívida. trata-se de medida relacionada com a formação e integração do título cambial. Embora fale o artigo 885 parágrafo único. sacado ou aceitante. nas vias contenciosas comuns. Se o credor provar documentalmente. em processamento de plano. a formação e o aperfeiçoamento de um título podem depender da participação de várias pessoas: sacador. se houve contestação ao mérito da dívida. Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885. 885. O pedido de apreensão é feito em processo cautelar. A não–devolução do título por aquele que deveria praticar algum ato cambial é ilegal e permite ao prejudicado pedir a apreensão do título (art. 885). só se pode discutir a existência ou não da retenção do título e da legalidade do ato do devedor. ou justificar previamente a entrega do título e a recusa de devolução. emitente. haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor.

dívida no caso de depositário infiel ou inadimplemento de pensão alimentícia (art. LXVII). 5º. 16 .

802) 5 dias Contestação (art. 880/881) Petição inicial (art. parágrafo único) Não há audiência se há prova oral Revelia Sentença Improcedência da ação Procedência da ação ( art.05 . 880) Citação (art. 881. único) 17 . 803. parág.ATENTADO (art. parágrafo único) Audiência se há prova oral (art. 881) Encerramento do feito Ordem de restabelecimento do estado anterior Suspensão da causa principal Proibição ao réu de falar até purgação do atentado Condenação a perdas e danos (art. 803.

para que a situação de fato possa aguardar a solução do processo. 801.viola penhora. executiva ou cautelar. declaratória. o requerido terá cinco dias para contestar. Dele nasce a ação de atentado. isto é. e 803 do CPC). 879. parágrafo único do CPC). arresto. que é o meio de exercitar a pretensão de restituição ao status quo.prossegue em obra embargada. sem efeito suspensivo. deve esclarecer em que constitui o atentado. Somente se houver necessidade de prova oral é que designará audiência de instrução e julgamento (art. seqüestro ou imissão na posse. II. Encerrada a instrução. nos casos em que a parte. tal como se achava ao ajuizar-se o feito. III. 18 . incidirá em revelia e o feito será imediatamente julgado. o juiz admitirá a instrução da causa. constitutiva. A ação de atentado tem lugar frente a qualquer espécie de ação: condenatória. 803. Contestada a ação. O atentado é o fato de uma parte que fere o interesse da parte contrária. no curso do processo: I.Atentado -“Atentado é a criação de situação nova ou mudança de status quo. com ou sem audiência. II. acolhendo ou rejeitando o pedido. Se não o fizer. pendente à lide. desafiará recurso de apelação. mediante as provas que se fizerem necessárias. A petição inicial. 319. admitindo-se como verídicos os fatos alegados pelo requerente (arts. o juiz proferirá a sentença que. além de satisfazer os requisitos do art.pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. 330. Após a citação. lesiva à parte e sem razão de direito”. A ação cautelar de atentado é admitida pelo art. deve indicar o estado de coisas antes e depois da inovação ilícita praticada pelo promovido.

Os efeitos obrigatórios da sentença de procedência da ação de atentado: a) o reconhecimento de inovação ilícita do estado de fato cometida pelo requerido em detrimento do requerente. pois. c) a suspensão da causa principal. de condenação. b) a ordem de restabelecimento da causa principal. sob forma cominatória: restabelecer o status quo. sob pena de não se poder falar nos autos. dabliopeandrade 19 . d) a proibição de o réu falar nos autos até a purgação do atentado. A sentença é. e) a imposição do ônus da sucumbência: despesas processuais e honorários advocatícios.

803. se necessária (art.06 . se for o caso Sem contestação (art. 803) Execução se não tiver sido concedida liminarmente 20 . cita Cita. único) Sentença (art.BUSCA E APREENSÃO (arts. 839 a 843 do CPC) Petição inicial (art. par. se for o caso. 840) Nega liminar Concede de plano Justificação ( em segredo de justiça ou não ) art. 841 Concede liminar Cita Nega liminar Executa-se. 802) Audiência. 803) 5 dias Contestação (art.

A petição inicial deve apresentar os requisitos dos arts. 840 do CPC). após a devida intimação. cuja eficiência se busca assegurar.Quanto ao objeto. Quanto à natureza. expressamente. Procedimento: Como medida precedente (preparatória) ou como incidente de processo já em curso. à realização da tutela instrumental de outro processo. exclusivamente destinado à função cautelar. 802 do CPC). 839 a 843 é. desde que não se dê a abertura voluntária. que são autorizados. devendo o autor expor. em regra. Encerrada a diligência. o feito assumirá o 21 . 282 e 801. inaudita altera pars. de que cuidam os arts. O deferimento da medida se dá. existe busca e apreensão cautelar e principal. e dentro do prazo de 05 (cinco) dias (art. O procedimento de busca e apreensão. Deverão os oficiais ser acompanhados por duas testemunhas. que será assinado por eles e pelas testemunhas e será juntado ao processo (art.809 do CPC).843 do CPC). com expedição imediata da ordem judicial. com oportuno apensamento aos autos principais (art. após o cumprimento do mandado. pelo promovido. sem contraditório. a busca e apreensão é forma de ação cautelar que deve ser autuada à parte. a busca e apreensão pode ser de coisas e de pessoas. isto é. à luz das informações e dados apresentados pelo requerente. a praticar arrombamento de portas externas ou internas e de quaisquer móveis onde presumam que esteja oculta a pessoa ou a coisa procurada. “as razões justificativas da medida e da ciência de estar a pessoa ou coisa no lugar designado” (art. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça. os oficiais de justiça lavrarão auto circunstanciado. em razão da própria natureza da ordem judicial. no entanto.Busca e Apreensão . Se isto se der. O deferimento da liminar de busca e apreensão não elimina a possibilidade de contestação pelo promovido.

803. culminando por sentença que confirmará ou revogará a medida liminarmente decretada. dabliopeandrade 22 .rito preconizado pelo art.

§ 5º) 23 .BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ( Dec. 3º. 3º. com a redação dada pela Lei nº10. § 1º) Sentença (art. § 3º) Devolução do bem ao devedor e extinção do processo (art. 3º.931/04) Petição inicial ( art. 3º) Busca e apreensão liminar e citação 5 dias 15 dias Devedor paga o valor indicado pelo credor (art.-Lei nº 911/69. § 2º) Consolidação da propriedade e posse no patrimônio do credor ( art.07 . 3º § 2º) Devedor não paga Resposta (art. 3º.

282). nos mesmos autos. ainda que o devedor tenha efetuado o pagamento. caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição (art. Se o Juiz. § 5º). condenará o credor ao pagamento de multa de 50% do valor originalmente financiado.Com a inicial. 3º. com a atualização. 3º. 4º). Se os bens alienados fiduciariamente não forem encontrados ou não se acharem na posse do devedor. ou seja. § 7º). sejam pertinentes e relevantes. deve o autor comprovar a mora ou o inadimplemento do devedor (art. § 1º). em ação de depósito (art. A resposta pode ser apresentada. Não será proferida sentença. acolhendo a resposta. pedindo a citação para os fins mencionados naquele artigo. vender o bem ou registrá-lo em seu nome( art. Consulte-se o fluxograma da ação de depósito. entretanto. o credor poderá requerer que o pedido seja convertido. Ao formular o pedido de conversão. quando o devedor não pagar nem oferecer resposta. 3º. além de observar o que dispõe o artigo 902 do CPC. § 4º). multa essa que não exclui a responsabilidade do credor por perdas e danos ( art. Consolidadas a propriedade e a posse no patrimônio do credor. A apelação tem efeito apenas devolutivo (art. a não ser para extinção do processo. é evidente que ao réu deve ser facultada a produção de provas que. este poderá. Dablipeandrade 24 . instruir a petição com a prova literal do depósito (se já não constar dos autos) e indicar a estimativa do valor da coisa (se não constar do contrato). 3º. 3º.Busca e Apreensão Sob Alienação Fiduciária . caso o bem já tenha sido alienado( art. § 6º). sem sentença. 3º). a critério do juiz. deve o autor atender os requisitos genéricos de qualquer petição inicial (CPC. art. decretar a improcedência da ação. Embora a lei não preveja.

78 do CPC) Suspensão do processo (art. 74 do CPC) Cessa suspensão do processo Reabre-se o prazo para contestação 25 .08 . 79 do CPC) Prazo de resposta: 15 dias (art. 297 do CPC) Citação não realizada no prazo legal Chamado não comparece Processo continua só contra o réu Chamado comparece Sentença final não apreciará questão que motivou chamamento Chamado torna-se litisconsorte do réu (art. 77/80) Pedido do réu no prazo da contestação (art.CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art. 79 do CPC) Juiz determina citação do chamado (art.

72 (art. Com essa providência. no mesmo processo. É admissível o chamamento ao processo. saldo no sumário (art. título executivo judicial para cobrar deles aquilo que pagar”. ficará este vinculado ao processo. quanto à citação e prazos. ”favorecer o devedor que está sendo acionado. 77). O chamamento ao processo é uma faculdade e não uma obrigação do devedor demandado. de modo a fazê-los também responsáveis pelo resultado do feito (art. no processo de cognição. se tiver de pagar o débito. Recebendo a petição. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. de modo que a sentença que condenar o réu terá. na ação em que o fiador for réu. 79). parcial ou totalmente. A finalidade do instituto é.de todos os devedores solidários. 280. o juiz suspenderá o curso do processo e será observado. também. a dívida comum. 78). portanto. O réu deve propor incidente no prazo de contestação (art. recomendado pelo art. o réu obtém sentença que pode ser executada contra o devedor principal ou os co-devedores. porque amplia a demanda. conforme o artigo 77 do CPC: I. III. o mesmo rito da denunciação à lide.dos outros fiadores.O chamamento ao processo é cabível em qualquer espécie de procedimento.do devedor. só o réu pode promover o chamamento ao processo. além de lhe fornecer. Segundo a própria finalidade do incidente. força de coisa julgada contra o chamado. para permitir a condenação também dos demais devedores. quando para a ação for citado apenas um deles. Haja ou não aceitação do chamamento pelo terceiro (chamado). Chamamento ao processo é o incidente pelo qual o devedor demandado chama para integrar o mesmo processo os coobrigados pela dívida. II. dabliopeandrade 26 . I).

121 do CPC) Julgamento pelo Tribunal 27 . com os documentos necessários Encaminhamento ao Presidente do Tribunal (art. as medidas urgentes (art.09 . 118 do CPC) Distribuição ao relator Requisição de informações aos juízes Designação de um juiz para resolver. em cinco dias (art. 120 do CPC) Transcurso do prazo legal. 115/122) Provocação: ofício do juiz ou petição da parte ou do MP. com ou sem informações Ouvida do MP.CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. em caráter provisório.

116 e 118 do CPC). 123 do CPC). contados da intimação da decisão às partes. parágrafo único do CPC). Os conflitos entre turmas. cabendo agravo. quando o conflito for positivo. de ofício. neste caso. quando lhe couber a iniciativa. 117 do CPC). ou a requerimento de qualquer das partes. determinar. câmaras. Ao decidir. Poderá o relator. seja sobrestado o processo. ao Presidente do Tribunal (art. I do CPC). pelo Ministério Público ou pelo juiz. para o órgão recursal competente (art. por ofício (art. Havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre a questão suscitada. 120. o relator poderá decidir. de plano. o Tribunal declarará qual juiz competente. designará um dos juízes para resolver. mas. dabliopeandrade 28 . O juiz.118. pronunciando-se também sobre a validade dos atos do juiz incompetente (art.Conflito de competência . 120 do CPC).Pode ser suscitado por qualquer das partes. em caráter provisório. suscitará o conflito. as medidas urgentes (art. o conflito de competência. juízes de segundo grau. seções. 122 do CPC). no prazo de cinco dias. bem como no de conflito negativo. Não pode suscitar conflito a parte que no processo oferecer exceção de incompetência (art. desembargadores e Conselho Superior da Magistratura processar-se-ão conforme os regimentos dos tribunais (art.

896 do CPC Se houver alegação de depósito insuficiente e a prestação não acarretar o inadimplemento do contrato – art.10 . 893) Petição inicial – art. 899 do CPC Réu concorda com a complementação Sem complementação ou discordando o réu Sentença Segue o procedimento Ordinário 29 . I do CPC 15 dias Credor recebe Sem contestação – art. 893 do CPC Juiz defere o depósito Depósito de quantia ou coisa devida – art.CONSIGNAÇÃO (art. 899 do CPC 10 dias Para o autor completar o depósito – art. 893. 897 do CPC Contestação – art.

seja à revelia do credor. A aceitação da oferta real. a ser efetivado no prazo de cinco (5) dias contados do deferimento (artigo 893).Consignação . qual seja a de declarar depósito. só é possível após a efetivação do depósito judicial. e ao juiz caberá encerrar o processo com a colhida do pedido consignatório. extinta está a lide. pelo réu (Código de Processo Civil. seguindo-se o rito ordinário. cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato (art. 899 do CPC). seja com contestação. porém. Se. salvo se corresponder à prestação. Quando na contestação o réu alegar que o depósito não é integral. com a solução de mérito. de forma tácita. apenas com a redução do conteúdo da lide. 282. sendo esta a única matéria a eficácia liberatória do alegada em sua contestação. Mas o prosseguimento do feito. derivada do reconhecimento da procedência do pedido. a sentença final tem. com ou sem resposta do réu. então. para os fins de direito.A petição inicial. E que. terá de conter pedido especial de depósito da quantia ou coisa devida. 30 . até prolação da sentença. parágrafo único). 897. O deferimento da inicial far-se-á por despacho em que o juiz determinará o depósito requerido pelo autor e ordenará a citação do credor para dupla finalidade de receber o pagamento oferecido ou contestar a causa no prazo de 15 (quinze) dias. em dez dias. art. é licito ao autor complementá-lo. Se o réu concorda com a complementação. no sistema da consignatória. por parte do credor. uma função muito singela. importa em extinção do processo. além de atender as exigências ordinárias previstas no art. o feito prosseguirá normalmente. houver outras defesas formuladas pelo réu. quando regularmente feito pelo devedor.

11 - CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898)

Petição inicial com o depósito – art. 895 do CPC

15 dias

Não comparece pretendente algum (sem contestação) – art. 898 do CPC

Comparece apenas um pretendente (uma só contestação) Art. 898 do CPC

Comparece mais de um pretendente (mais de uma contestação) – Art. 898 do CPC

Converte-se o depósito em arrecadação de bens de ausente

Juiz decide de plano

Juiz declara efetuado o depósito e extinta a obrigação

Processo continua só entre credores; procedimento ordinário

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Consignação – Sempre que ocorrer dúvidas sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, poderá o devedor obter a sua liberação pela via judicial, requerendo o depósito e a citação dos que o disputam para provarem o seu direito, através deste procedimento de consignação em pagamento, furtando-se, assim, ao risco de pagamento indevido (art. 895 do CPC). Feito o depósito preparatório, a citação será para que os interessados venham provar o seu direito, em prazo de contestação, que é de 15 dias. Se todos são conhecidos, a citação será pessoal; havendo desconhecimento ou incerteza quanto à identidade do interessado ou dos interessados, a citação far-se-á por editais. Após a citação dos credores incertos, podem ocorrer várias atitudes processuais da parte dos possíveis interessados, cujas conseqüências se acham reguladas de maneira especificada pelo art. 898, a saber: a) Ausência de pretendente: o depósito será arrecadado por ordem judicial e confiado a um curador. Assim perdurará o depósito indefinidamente, até que um eventual interessado venha provocar o seu levantamento, mediante adequada comprovação de seu direito. Para o devedor, o procedimento consignatório estará, desde logo, encerado, pois, ao determinar a arrecadação, caberá ao juiz declarar extinta a obrigação. b) Se apenas um pretendente comparece em juízo para se habilitar ao depósito feito pelo consignante, caberá ao juiz apreciar suas alegações e provas, para proferir, de plano, decisão em torno da pretensão de levantar o depósito (art. 898 do CPC). c) quando dois ou mais pretendentes se apresentam em juízo, cada um avocando para si o direito ao crédito que o autor procura solver, o processo sofre um verdadeiro desmembramento, de maneira a estabelecer uma relação processual entre o devedor e o bloco dos pretensos credores, e outra entre os diversos disputantes do pagamento.

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O juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os credores, seguindo, doravante, o procedimento ordinário, até a sentença final.

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964 do CPC Arbitradores apresentam o laudo sobre o traçado da linha demarcada – art. 965 do CPC – 10 dias (comum) Agrimensor anexa ao laudo a planta da região e o memorial das operações de campo – Art. colocando os marcos necessários – art.DEMARCAÇÃO (Art.art. 955 e 330. juntando-o aos autos – art.963 do CPC 34 . 957.966 do CPC Sentença – art. 950/966) Petição inicial – art.965 do CPC Vistas às partes no prazo de 10 dias (comuns) Lavra-se o auto de demarcação – art.955 do CPC Sentença homologatória de demarcação – art. 958 do CPC Agrimensor efetua a demarcação.12 . parágrafo único Executam-se as retificações eventuais – art. 950 do CPC Juiz nomeia dois arbitradores e um agrimensor Compromisso Sem contestação – art. II do CPC Contestação . 957 do CPC Vista às partes – art. 955 Arbitradores e agrimensores levantam o traçado de linha demarcada – art.965 do CPC Segue o procedimento ordinário – art. 956 do CPC Arbitradores percorrem a linha e fazem relatório.

dividido em duas fases: demarcatória e divisória. 953 do CPC). O foro competente das ações que são reais imobiliárias é o da situação da coisa . 2ª fase: atos reais de demarcação ou divisão. e a discussão se dá acerca da lide. sendo que cada ação tem duas fases: 1ª fase: a existência do direito material à demarcação ou divisão. O processo é cognitivo e único. é preciso que exista uma situação litigiosa entre os confinantes O artigo 946 estabelece quando devem ser propostas as ações demarcatórias e as divisórias.art. 952 CPC). por edital (art. portanto. imóvel. As ações são imprescritíveis. efetivação das medidas. mesmo quando houver litisconsortes. A citação dos demais condôminos. em que pesem as sentenças proferidas: a primeira que reconhece o direito e a segunda que homologa os atos reais realizados para demarcar e para dividir. porém. Para que a ação demarcatória seja proposta. pois. assinalando-as. Se houver interesse na divisão e se ocorrer confusão de demarcação não são elas excludentes.DEMARCAÇÃO . Ação especial de jurisdição contenciosa. têm caráter unitário. em seguida. A demarcação objetiva evitar esbulhos e contestações que a falta de sinais visíveis dos limites da propriedade imobiliária possam acarretar aos proprietários de imóveis limítrofes. cada qual com dupla fase.é a operação por meio da qual se fixa ou se delimita a linha divisória entre dois terrenos. litisconsortes ativos necessários (art. A demarcação e a divisão. b) O prazo para contestação é de 20 dias. sendo este comum. dos demais. depois. demarca-se e. com elementos materiais sobre o solo. 95 CPC. divide-se o 35 . Procedimentos: a) A citação dos réus que moram na Comarca será pessoal.

que é a prática dos atos materiais. mesmo sendo revel o réu. no prazo comum de dez dias. CPC). “caput”CPC) Essa sentença põe fim à primeira fase da demarcação. b) constitutiva. 520. 1ª fase (art. na primeira fase chega-se à existência do direito à demarcação. a demarcação em si (arts. 36 . Enfim. com a determinação do traçado da linha demarcanda – art. 958 CPC) . começa a segunda fase. c) O procedimento ordinário passa a ser adotado. criando novos rumos e. podendo as partes se manifestarem. Serão proferidas duas sentenças. e) O juiz deverá nomear dois arbitradores e um agrimensor. portanto.ª fase (art.aplicando-se o art. após o trânsito em julgado. com fundamento nos marcos destruídos ou arruinados. sobre o que julgarem conveniente. antes de sentenciar. quando confusas se apresentam as linhas. com o destaque de que. a prova pericial deverá ser realizada. É ela obrigatória (art. necessariamente. 956 CPC). Da sentença cabe o recurso de apelação. 966 CPC) perícia e sentença homologatória Com o trânsito em julgado. necessário se faz produzir a prova pericial. f) Os arbitradores farão laudo minucioso e o agrimensor juntará planta da região. O agrimensor efetuara a demarcação. seguindo-se a execução (arts 960 a 964 CPC ). sendo que a sentença irá desfazer a confusão. seguem a réplica e a tréplica e. quando o juiz reconhece os limites preexistentes. 191 do CPC. nova situação dominial. d) Após a contestação. 959 e ss. fixando marcos e limites e elaborando a planta e o memorial descritivo (arts 960 a 962 CPC).a sentença poderá ser : a) declaratória. que será recebido no duplo efeito (art. 2. 958 CPC. conseqüentemente.

Com ou sem as impugnações. Segue-se a sentença homologatória – art. Essa sentença gera a certeza jurídica quanto ao acerto da demarcação. pelo agrimensor e pelos arbitradores. As partes serão intimadas para manifestação. que será assinado pelo juiz. 520. lavrado o auto de demarcação. dabliopeandrade 37 . após. consignando em relatório escrito as exatidões e as divergências. serão efetuadas eventuais correções e retificações e.Os arbitradores examinarão os marcos e rumos. no prazo comum de 10 dias. 966 do CPC – cabendo o recurso de apelação só no efeito devolutivo (art. I CPC).

904 do CPC Réu entrega: extingue . 906 do CPC Cessa a prisão Prossegue a ação para haver o que foi reconhecido na sentença (execução por quantia certa) Pode prosseguir para haver custas e honorários 38 . 902. II Segue o procedimento ordinário até a sentença – art.13 . 901/906) Petição inicial – art. 904 do CPC Sentença de extinção Expedição de mandado de entrega – art. deposita a coisa ou consigna o equivalente em dinheiro – art.se Réu não entrega Mandado de busca e apreensão – art. 902. 903 do CPC Sentença – art. I Contestação – art. 905 do CPC Juiz decreta a prisão e manda expedir o respectivo mandado Diligência positiva Diligência negativa – art.DEPÓSITO (Art. 902 do CPC Sem contestação Entrega.

c) consigne o valor equivalente em dinheiro. Não havendo a contestação. CPC). terá decretada sua prisão. O réu terá o prazo de 5 dias para contestar. b) deposite-a em juízo. Se o autor não conseguir receber a coisa ou equivalente em dinheiro. O autor deverá requerer a citação do réu para que. em 05 dias: a) entregue a coisa. A inicial deverá trazer prova literal do depósito e uma avaliação do valor do bem. 901. Cessará a prisão. ela seguirá o rito ordinário. falsidade do título ou extinção da obrigação. podendo alegar nulidade. no prazo de 24 horas. Se contestada a ação. Julgado procedente o pedido. poderá executar o réu nos próprios autos. observando-se o procedimento da execução por quantia certa.A ação de depósito tem por finalidade ver restituída a coisa deixada em depósito (art. se o réu voluntariamente entregar a coisa e devolver o equivalente em dinheiro. Além desses pedidos. decreta-se a revelia. entretanto. o autor poderá requerer que o juiz comine pena de prisão (até um ano) ao réu. dabliopeandrade 39 . ou d) conteste a ação. o juiz expedirá mandado para a entrega da coisa ou equivalente em dinheiro.Depósito . Se o réu não cumprir o determinado.

59.65) 40 . 59) Sentença Sentença homologa (art.DESPEJO (Lei nº. art. § 2º) Sem contestação Contestação Réu concorda com o pedido (art.14 . 8.61) Segue o procedimento ordinário (art.61) Se decretado o despejo (art.63) Notificação do locatário e demais ocupantes (art.245/91. 59 a 66) Petição inicial Citação do locatário Ciência aos sublocatários (podem intervir como assistentes) (art.63) Imóvel não é desocupado Mandado de despejo (art.

porém. no prazo da contestação. 9º da Lei de Locação enumera quais os fundamentos que devem constar no pedido inicial. Havendo sublocatários. salvo se outro houver sido eleito no contrato. os juros de mora. no prazo estabelecido.DESPEJO . II. No entanto. podendo este reclamar. haverá o despejo compulsório. Se o imóvel for abandonado após ajuizada a ação. O autor poderá pleitear a desocupação liminarmente. incluídos os aluguéis e acessórios da locação que vencerem até a sua efetivação. De acordo com o disposto nos art.245/91.º 8. as multas ou penalidades contratuais. voluntariamente. estes deverão ser notificados do pedido liminar e poderão intervir no processo como assistentes. Caso o locatário não desocupe o imóvel. da lei supramencionada e 95. não poderá purgar a mora. bem como de documentos que comprovem a posse do imóvel. se do contrato não constar disposição diversa. pois o inquilino só se manifestará após sua saída do prédio locado. em ação própria. do Código de Processo Civil. assim como o procedimento da respectiva ação de despejo. as custas e os honorários do advogado do locador. poderá pleitear autorização para o pagamento do débito atualizado. Pode ser fundada em algumas hipóteses explicitadas pela lei. se já houver utilizado dessa 41 . o valor da caução será revertido em favor do réu. desde que preste caução no valor equivalente a três meses de aluguel. Se a decisão de desocupação liminar for reformada. no prazo de 15 dias. as ações de despejo deverão ser processadas perante o foro do lugar da situação do imóvel. quando exigíveis. independentemente de cálculo e mediante depósito judicial. 58. fixados em dez por cento sobre o montante devido. Se a ação de despejo se fundar na falta de pagamento: o réu. o locador poderá imitir-se em sua posse. a diferença pelo que exceder. em casos específicos. O art.A locação residencial está prevista na Lei n. também apresentar o contrato de locação e outros documentos referentes à relação entre locador e locatário. como indenização mínima das perdas e danos.

faculdade por 02 (duas) vezes nos doze meses imediatamente anteriores à propositura da ação. Efetuado o depósito, o locador poderá alegar que a quantia não é integral, devendo justificar a diferença. Nesse caso, o locatário poderá complementar o depósito no prazo de dez dias, contados da ciência dessa manifestação. Se não o fizer, o pedido de rescisão prosseguirá pela diferença, podendo o locador levantar a quantia depositada. No curso da ação, os aluguéis que forem vencendo serão depositados em juízo, nos respectivos vencimentos, podendo o locador levantá-los, desde que incontroversos. Se a ação se der por denúncia vazia ou for fundada na desocupação para uso próprio ou para construção de hotel ou pensão (arts. 46, § 2º e 47, III e IV, Lei 8.245/91): o réu, no prazo da contestação, poderá concordar com a desocupação do imóvel, devendo o juiz acolher o pedido, fixando prazo de 06 (seis) meses para a desocupação. O prazo deve ser contado a partir da citação, impondo ao vencido a responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios de 20% (vinte por cento) sobre o valor dado à causa. Se a desocupação ocorrer dentro do prazo fixado, o réu ficará isento dessa responsabilidade. Se não o fizer, será expedido mandado de despejo. Julgada procedente a ação de despejo, o juiz fixará prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação voluntária. O prazo será de quinze dias se entre a citação e a sentença houver decorrido mais de quatro meses ou se o despejo houver sido decretado com fundamento nos incisos II e III do art. 9° ou no § 2° do art. 46. O prazo ainda poderá variar dependendo da natureza da destinação do imóvel locado. Se tratar de escola, o prazo será de, no mínimo, 06 (seis) meses e no máximo de 01 (um) ano, e o juiz poderá determinar que o despejo ocorra

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durante as férias escolares. Para hospitais, asilos, repartições públicas, o prazo para desocupação será basicamente de 01 (um) ano. Decretado o despejo, fixar-se-á o valor da caução para o caso de ser executado provisoriamente. Se o imóvel não for desocupado no prazo assinalado, o despejo será efetuado, se necessário, com emprego de força.
dabliopeandrade

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15 - DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO (art. 62 da Lei nº. 8.245/91)

Petição inicial

Citação do locatário

Ciência aos sublocatários (podem intervir como assistentes) (art. 59, § 2º)

15 dias
Pedido de purgação da mora (art. 62, II )

Sem contestação

Contestação

Segue o procedimento ordinário

Juiz autoriza (art. 62, III)

15 dias
Réu não deposita Sentença Sentença de extinção do processo

Réu deposita

Se decretado o despejo (art. 63)

Notificação do locatário e demais ocupantes (art. 63 )

Autor levanta a quantia depositada

15 dias
Mandado de despejo (art. 43, § 1º)

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ou por si próprio.A ação de despejo por falta de pagamento objetiva a rescisão da locação pelo não pagamento dos aluguéis e demais encargos. contados da juntada aos autos do mandado devidamente cumprido por Oficial de Justiça. sério risco de ser despejado. desde que esses estejam previstos no instrumento locatício. Decretado o despejo por sentença. caso. conseqüentemente. o locatário terá o prazo de 15 dias para efetuar o depósito do valor autorizado. se verifique a exatidão dos cálculos do locador. ou seja. correndo. Dabliopeandrade 45 . Quanto à petição inicial do despejo por falta de pagamento. poderá contestar o feito. nos mesmos autos. há requisito essencial que a Lei 8. A própria lei autoriza que o despejo por falta de pagamento seja cumulado com a cobrança dos aluguéis e encargos. o seu patrimônio. é-lhe facultado. Deferido o pedido. custas processuais e verba honorária) no prazo de 15 (quinze) dias. posteriormente. a lei faculta ao locador a cobrança dos alugueres e encargos da locação.245/91 impõe. o seu ponto comercial. requerer autorização para purgar a mora (pagar as despesas dos alugueres e encargos devidamente atualizados. mediante petição subscrita por advogado regularmente constituído. entretanto. Caso o locatário venha a discordar dos valores cobrados na ação de despejo. perdendo. se tiver havido cumulação da rescisão da locação com a cobrança de alugueres. juros de mora. multas ou penalidades contratuais exigíveis. Citado o locatário da ação.Despejo por falta de pagamento . e que diz respeito à discriminação do valor do débito que deve ser apresentado na petição inicial. após a intimação do deferimento.

parág. art.971. art. II 10 dias Segue procedimento ordinário art. 955/330. 955 CPC 10 dias Sentença Apresentação dos 10 diase formulação títulos de quinhões. parág. art. 971.DIVISÃO (Arts 967/981) 9 954/955 Petição inicial art.16 . 971 CPC Sem impugnação 10 dias Impugnação 10 dias Juiz determina a divisão geodésica do imóvel. único do CPC 46 . 970 e 971 do CPC Manifestação dos interessados art. Único do CPC Decisão. 967 do CPC 20 dias(comuns) 10 dias Sem contestação Contestação Julgamento no estado da causa art.

2ª parte do CPC Organiza o agrimensor memorial descritivo. classificam e avaliam as terras. procede à demarcação dos quinhões. art. assistido pelos arbitradores. oferecendo memorial descritivo art. art.Agrimensor levanta planta do imóvel. 965 do CPC Gestor Judicial lavra o auto de divisão e folhas de pagamento. art. 979. edifícios etc. 980 c/c art. culturas. 979 do CPC Juiz delibera a partilha art. 980 ” in fine” do CPC 47 . podendo impugnar suas recíprocas pretensões art. art. Entregando o laudo ao agrimensor art. 978 do CPC Manifestações das partes. 975 do CPC Arbitradores examinam. art. 980 do CPC Manifestações das partes art. 977 do CPC Laudo conjunto dos arbitradores e agrimensor. 979 do CPC Agrimensor. propondo a forma de divisão (plano) art. 976 do CPC Agrimensor avalia o imóvel no seu todo ou o classifica em áreas. 980. 2ª parte do CPC Juiz homologa por sentença a divisão.

cabendo também quando os herdeiros pretendem separar suas partes na herança. não mais lhe convindo continuar em comunhão com outros proprietários. Feitas as citações. passa a ser ordinário. do Código de Processo Civil. sendo norteada pelo direito condominial. Se indivisível for o bem em condomínio e se não houver um consenso entre os condôminos. a ação própria é de extinção do condomínio para alienação judicial à terceiro ou adjudicação a um dos condôminos (art. A ação de divisão está prevista no artigo 946. por mais de um ou por todos os condôminos. Ação de procedimento especial de jurisdição contenciosa e. pois.Divisão . 967 a 981. A ação de divisão só é possível se todos os condôminos forem capazes e se o bem for divisível. Pode ser requerida por um. 1322. 1. do CC). II.è a ação própria para extinguir o condomínio. A sentença na primeira fase. aguardando-se o trânsito em julgado. pois. Por fim ao estado condominial permitindo que a cota ideal seja transformada em cota real. Tem como finalidade separar os domínios concorrentes em proporções menores e individuais. É proposta por aquele que. pretende dividir o imóvel. devendo proceder da forma a seguir: 48 . inc. precisa para que cada qual exerça domínio exclusivo (art. terão os réus o prazo comum de vinte (20) dias para contestar. tem natureza declaratória. declara a possibilidade de ser divisível a área. CC). em sendo contestada a ação.320. “A todo o tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum”.

é proferida a sentença homologatória da divisão. Dois arbitradores e o agrimensor são nomeados e medirão o imóvel para divisão. Farão partes dessa carta: o auto de divisão. agrimensor e arbitradores. devendo proceder da forma a 49 . Os condôminos serão intimados para impugnação no prazo de 10 dias. seguir: Após o trânsito em julgado expede-se uma carta de sentença. 979 CPC. 590 CPC). considerando o que se contém no auto divisório. título hábil para o registro no cartório de Imóveis (art. a folha de pagamento. O juiz decide em 10 dias sobre as impugnações e determina a elaboração do auto de divisão assinado pelo juiz. Na fase do art. mas declara a cota parte de cada um. A avaliação da área e das benfeitorias será feita pelo agrimensor que expedirá o laudo. Há de se observar que a sentença não confere o domínio.Passa-se ao trabalho de divisão efetiva sendo que todos os condôminos devem fazer o pedido de quinhão e apresentar seus títulos em dez dias. a sentença homologatória e a certidão do trânsito em julgado.

se necessária Sentença art. § 1ºdo CPC Juiz defere mandado liminar manda citar o embargado art.051 d CPC Embargante presta caução art.046/1. 1. 1050 CPC Juiz manda citar embargado art. 1. 1.17 . § único 50 . 1.051 do CPC Nega mandado Cumprimento do mandado e citação (se for o caso) Sem contestação Contestação Audiência.050. 1051 do CPC Juiz manda justificar citado o embargado art.803.051 do CPC Concedem o mandado art. 1.054) Petição inicial art.EMBARGOS DE TERCEIRO (art.

048 do CPC. 51 . d) a interposição dos embargos no prazo do artigo 1. também. por ato de apreensão judicial. correndo em apartado (art. fazendo prova sumária de sua posse e da qualidade de terceiro. oferecendo documentos e rol de testemunha (art. adjudicação. 1.050. O embargante deve se ingressar com os embargos por petição elaborada com os requisitos do artigo 282. § 1º). Versando sobre alguns deles. 1. Podem ser opostos: enquanto não transitada em julgado a sentença (no processo de conhecimento). c) a qualidade de terceiro em relação ao feito de que emanou a ordem de apreensão. como fundamento. com suspensão do processo principal se versar sobre a totalidade dos bens.050.É a forma processual utilizada por uma pessoa que. 1. prosseguirá o processo principal somente quanto aos bens não embargados (art. ou remição ( no processo de execução). tendo a garantia de seu direito relacionada ao sucesso de uma das partes. alegar domínio alheio do possuidor indireto (art. O juiz pode designar a audiência preliminar para a justificação de posse (art. 1049). No caso de possuidor direto. § 2º).048). Nos Embargos de Terceiros.050). b) a condição de senhor ou possuidor do bem.052). sofrerá turbação ou esbulho na posse de seus bens. mas sempre antes da assinatura da respectiva carta ( art. além de alegar sua posse. ou até 5 (cinco) dias depois da arrematação. mesmo não fazendo parte de determinado processo. 1. 1. pode. São pressupostos desta ação: a) uma apreensão judicial. Distribuídos por dependência. o embargante coloca-se como titular de um direito dependente ao que está sendo discutido em juízo.Embargos de Terceiro .

que é procedimento concentrado utilizado no processo cautelar (art. 1. Após. § único do CPC).053) Nos termos do artigo 803 do CPC: Não sendo contestado o pedido. 283 e 319 do CPC).Julgando suficientemente provada a posse. o juiz designará audiência de instrução e julgamento. em que o interessado na apreensão pode alegar toda a matéria relevante em direito para a manutenção do bem sujeito à apreensão. o juiz deferirá liminarmente os embargos e ordenará a expedição de mandado de manutenção ou de restituição em favor do embargante. dentro do qual pode também ser apresentada exceção. Havendo contestação. Os embargos poderão ser contestados no prazo de dez (10) dias. caso em que o juiz decidirá por sentença em cinco (5) dias. se necessária (art. decidirá por sentença em cinco (5) dias. o procedimento adota o rito do artigo 803. 803. Após o prazo de contestação. por exemplo sua alienação em fraude à alienação. presumirse-ão aceitos pelo requerido como verdadeiros os fatos alegados pelo embargante (arts. 52 .

739 do CPC Ouvida do embargado 15 dias (art. caput) Rejeição dos Embargos Acolhimento dos embargos Execução fica suspensa depois da penhora ou depósito. 739 – A. 740. instrução e julgamento (art. 738) Pedido de efeito suspensivo (art. 740. 736 a 745 do CPC) Petição inicial: 15 dias da citação (art.18 . caput) Decisão Julgamento imediato (arts. no aguardo do julgamento dos embargos Execução Prossegue Execução extingue-se (art. 795 do CPC) 53 .EMBARGOS DO DEVEDOR (EXECUÇÃO DE TÍTULOS EXTRAJUDICIAIS) (arts. 740. caput) Sentença – 10 dias (art. caput) Concede efeito suspensivo Nega efeito suspensivo Audiência de conciliação. 330 e 740. § 1º do CPC) Rejeição liminar (art.

54 .É meio de defesa do devedor. CPC). Se não ocorrer o deferimento do efeito suspensivo. Atribuição do efeito suspensivo aos embargos: a) os fundamentos dos embargos deverão ser relevantes. como forma cognitiva. seja ela fundada em sentença (título judicial). c) deve. ainda. risco de dano grave para o executado. Formarão autos próprios. ou seja. caput do art.Embargos do Devedor . os embargos não terão efeito suspensivo (art. com as exigências dos (arts. 282 e 283 do CPC). e autônoma. o que corresponde . os embargos podem ser manejados sem o pré-requisito da penhora ou outra forma da caução. b) o prosseguimento da execução deverá representar. que tem por finalidade anular. reduzir ou retirar a eficácia do título que embasa a execução. em linhas gerais. manifestamente. de difícil ou incerta reparação. os embargos deverão tramitar sem prejuízo da marcha normal da execução. Os embargos. ao risco de dano justificado da tutela cautelar em geral (periculum in mora). devem ser propostos por meio de petição inicial. é algo equiparável ao fumus boni uiris exigível para as medidas cautelares. a defesa oposta à execução deve se apoiar em fatos verossímeis e em tese direito plausíveis. no prazo de 15(quinze) dias contado da juntada aos autos do mandado de citação. quer seja fundada em título extrajudicial (obrigação). Os embargos do devedor são constituídos contra execução. À sua distribuição será por dependência. com natureza jurídica de uma ação incidental (depende do processo de execução). apartados da ação de execução. estar seguro o juízo antes de ser a eficácia suspensiva deferida. Via de regra. ao juízo da causa principal(a ação executiva).739-A.

308 do CPC Audiência se houver provas orais art.EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts. e o processo volta a correr normalmente Cabe agravo de instrumento 55 . 309 do CPC Não há audiência se a prova for só documental Decisão do juiz da causa De acolhimento da exceção De rejeição da exceção Autos são remetidos ao juiz competente Finda suspensão. 307 do CPC Autuação em apenso Indeferimento liminar Recebimento da exceção Processo prossegue normalmente Suspensão do processo art. 306 do CPC Cabe agravo de instrumento Ouve-se o excepto em 10 dias art.19 . 307/311) Petição fundamenta e instruída art.

e não sentença. quer seja deferitória ou indeferitória. com suspensão do processo (art. Com relação ao prazo. deve o juiz apreciar a lide como terceiro desinteressado. o impedimento ou a suspeição. atuando super partes. isto é. cautelar ou de execução. mas apenas um incidente processual. Quanto a isso não há celeuma doutrinária ou jurisprudencial. pugnando não pela nulidade deste. Além disso. deixando o mérito intacto. o art. configurando decisão interlocutória. seja de conhecimento. A finalidade das exceções é proteger a competência e a imparcialidade.Exceção de incompetência – É uma defesa processual indireta Processual porque ataca o processo. Quanto ao alcance das exceções. em caráter substitutivo e subsidiário. 299 do CPC). mas apenas pela correção de algum elemento processual. Daí. tem que existir a competência específica para aquela lide. de modo que o ato do juiz que a encerra não põe fim ao processo (que volta a seguir seu curso normal). Autuada em apenso ( art. é de dizer-se que podem ser opostas em qualquer espécie de processo. que são pressupostos processuais subjetivos do juízo e do juiz. ocasionando o prolongamento da lide no tempo. A exceção não é uma ação. respectivamente. São as defesas dilatórias: mesmo que acolhidas não extinguem o processo. Indireta porque ataca o processo de forma oblíqua. trazendo apenas uma modificação na relação processual e fazendo com que esta se protraia por mais tempo. conclui-se que da exceção de incompetência cabe agravo. 305 diz ser de 15 dias contados do fato que ocasionou a incompetência. não ataca o núcleo central do processo. Para o bom julgamento de uma causa não basta a jurisdição. 306 do CPC). 56 . Qualquer das partes (quando perder) pode agravar.

os autos serão remetidos ao juiz competente ( art. Julgada procedente a exceção. 57 . contado do fato que a ocasionou ou no prazo da contestação ( art. 305).A incompetência absoluta poderá ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição. A incompetência relativa será argüida no prazo de quinze dias. declará-la de ofício ( art. prorroga-se a competência ( art. Nos casos de incompetência de foro e de juízo. não interposta a exceção. 113. 311 do CPC). 114 do CPC). do CPC). Deve o Juiz aliás. independentemente de exceção.

4º. § único Com efeito suspenso (art. 5º.741/71) Petição inicial (art.5º ) 15 dias Com ou sem impugnação (CPC. 2º) Citação e penhora (art.6º ) 58 . § 1º ) Devedor não embarga Devedor embarga Sem efeito suspenso (art. se necessária (CPC. § 2º ) Imóvel na posse de terceiros: mandado de entrega ao exeqüente em 10 dias (art. art. 4º. 740) Sentença (art.EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO AO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO (Lei nº 5.3º e 4º ) Executado na posse direta: prazo de 30 dias para desocupação (art.20 .740) Audiência.

6º e § único) Arrematação Remição (art.Praça ( art. se não houver licitante (art. 7º ) Pagamento ao credor Carta de adjudicação 59 . 7º ) Adjudicação ao credor.

art. quer os previstos no art.736). Por analogia com o Código de Processo Civil (art.282 do Código de Processo Civil e ser instruída com os documentos indicados no art. o procedimento adotar é o da execução por quantia certa contra devedor solvente (Código Processo Civil. os embargos são autuados em apenso ao processo de execução: Somente serão recebidos com efeito suspensivo os embargos em que o devedor alegar e provar: I. 5º. de importância bastante para o pagamento da dívida.741 do Código de Processo Civil. oferecendo desde logo a prova da quitação (art.8º). não suspendem a execução (art. nesse caso.5º). Não se faz a avaliação do imóvel que vai à praça por preço não inferior ao saldo devedor (art. “ fundada em outra causa que não a falta de pagamento pelo executado das prestações vencidas”. nessa caso. a citação far-seá por meio de edital.646).3º. pelo executado.10 da lei nº 5. A remição do imóvel penhorado faz-se mediante depósito.Prevê o art. 6º). 2º da Lei nº 5.Execução de Hipoteca de Imóvel Vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação . A inicial há que atender aos requisitos do art.que depositou por inteiro a importância reclamada na inicial. pelo prazo de 10 dias.que resgatou a dívida. Regra especial de citação é contida no art. quer de outra natureza. até a assinatura do auto de arrematação. § único). § 2º: se o executado e seu cônjuge se acharem fora da jurisdição da situação do imóvel. mais custas e honorários de advogado. convalescerá o contrato hipotecário (art. II. Os demais fundamentos de embargos.741 outra espécie da ação executiva.741/71. 60 .

conforme o caso (art.21 .630 do CPC) Prosseguimento conforme a execução por coisa certa (art. 629-631 do CPC) Pedido do credor Citação do Devedor para entregar a coisa escolhida pelo credor ou pelo próprio obrigado.631 do CPC) 61 .630 do CPC) Julgamento de plano Nomeação de perito (art.629 do CPC) 48 horas Impugnação à escolha (art.630 do CPC) Julgamento (art.EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts.

A citação é única. Tem cabimento nos casos de títulos que prevejam a entrega de coisas determinadas pelo gênero e quantidade. 631). conforme o artigo 621. segundo o título. e a resposta do executado já deve se dar pela entrega ou depósito da coisa escolhida. 630). está prevista no artigo 629. . são objetos de execução própria. Se é do credor. embora sendo fungíveis. o procedimento da execução é o mesmo observado na entrega de coisa certa (art.A execução para a entrega de coisa incerta. será este citado para entregá-las individualizadas a seu critério artigo 629.Tanto a escolha do credor como a do devedor podem ser impugnadas pela parte contrária nas 48 horas seguintes à manifestação de vontade (art. a de quantia certa. O prazo para escolha do devedor é o da citação para a entrega: 10 dias (art. naturalmente. a escolha. que. Excluem-se da execução das obrigações de dar coisa incerta. pode ser do credor ou do devedor. a individualização da coisa. . Tudo se passa dentro do procedimento executivo sem maiores formalidades. 62 . previamente.Execução para Entrega de Coisa Incerta com base em Título Extrajudicial .Superada a fase de individualização das coisas genéricas. Se for do devedor. 621). no prazo de dez dias. Não se abre um incidente especial para definir. às de dinheiro. deverá ele individualizar as coisas devidas na petição inicial da execução. .Nas obrigações de coisas incertas.

632) Devedor realiza a prestação no prazo – (art. 634 § único) Solução de eventuais impugnações Contratação por termo nos autos Início da obra Adiantamento pelo exeqüente das quantias necessárias para o custeio da obra (art. (795 do CPC) Processo toma forma de execução por quantia certa ( art. 632-637) Pedido do credor Citação do devedor com o prazo assinado pelo juiz ( art.EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS. 633 do CPC) Termo de entrega da obra ou serviço Credor cobra perdas e danos Credor requer a execução da obra à custa do devedor ( art.22 . 634 do CPC) Sentença de extinção da execução art. § único) 63 . 632 do CPC) Devedor não cumpre a prestação (art. 633 § único do CPC) 5 dias Opção do executado para realizar a obra Apresentação de proposta Audiência das partes (art. 634.

635 do CPC) Obra não realizada p/ contratante ou realizada com imperfeições Credor recebe a obra Impugnação do credor Lavra-se termo Credor requer autorização para concluí-la ou repará-la ( art. Partes falam em 10 dias (art. 636. extinguese a execução Condenação do contratante a pagar as despesas (art.Executado não reembolsa Executado paga as parcelas adiantadas Cobram-se do executado as quantias necessárias. caput) Extingue-se a execução (art. 636. aplica-se o art. sob a forma de execução por quantia certa Obra concluída. Improcedente a impugnação. 795 do CPC) Decisão Ouvida do contratante ( 5 dias) e realização de avaliação ( art. § único) Se reconhecida a imperfeição da obra. 636. 536. § único do CPC) 64 .

observando-se apenas subsidiariamente o disposto nos arts. b) as de prestação materialmente infungível. 632 e segs. b) os títulos extrajudiciais é que se sujeitarão basicamente à ação executiva disciplinada pelos artigos 632 a 645 do CPC.794. de forme que: a) as sentenças judiciais serão cumpridas. Qualquer que seja a natureza da obrigação. extinguir-se-á o processo executivo (art. distinguir: a) as de prestação fungível. A de não fazer é a que importa no dever de abstenção do obrigado. com redação que lhe deu a Lei nº10. separou e os os procedimentos a que se devem submeter os títulos judiciais extrajudiciais. O art. conforme as particularidades de cada caso concreto. O início da execução do título extrajudicial será através da citação do devedor.632). isto é.Execução das Obrigações de Fazer ( prestações fungíveis) com Base em Título Extrajudicial . se for a prestação voluntariamente cumprida no prazo de citação. Uma é positiva e outra negativa. 65 . 644 do CPC. I). fato que constará de termo e será declarado em sentença (art. Esse prazo é variável. provocada por pedido de credor (petição inicial). na sentença ou na lei.A obrigação de fazer é a que tem por objeto a realização de um ato do devedor. podendo constar no contrato das partes. em não praticar determinado ato. ainda.795).. de acordo dom o art. cumpre.444/2002. Distinções preliminares: Com relação às positivas.461. em tema de obrigações de fazer e não fazer. e c) as de prestação apenas juridicamente infungível (obrigações de declaração de vontade). convocando o inadimplente a cumprir a prestação em prazo determinado (art. em principio.

É certo. Não é do juiz. portanto. sobre as quais o juiz ouvirá o executado. 475-A a 475-H. subscritas por interessados na realização da obra. à custa do devedor. a escolha. lavrar-se-á termo nos autos. vencido o prazo da citação sem o cumprimento da obrigação.Na obrigação de prestação fungível caberá ao credor. uma ou algumas propostas. ou b) reclamar perdas e danos. pois que a escolha do terceiro e as condições de sua contratação devem partir do exeqüente. ouvir-se-ão as partes no prazo de 10 dias. pondo fim à execução (art. optar entre: a) pedir a realização da prestação por terceiro. o exeqüente apresentará. As eventuais impugnações serão solucionadas de plano. 66 . Qualquer que seja o título executivo (sentença ou contrato).635). com a inicial. Não havendo impugnações ou estando as impugnações resolvidas. o juiz pode autorizar a execução pelo credor ou por terceiro de sua escolha. convertendo a prestação de fato em indenização. na forma do disposto nos arts. que as submeterá ao juiz para autorizar o início das obras. Concluída a obra. Sua função é apenas a de conferir o projeto do credor com a força do título executivo e evitar qualquer excesso. para formalização do contrato respectivo. Para tanto. o juiz dará por cumprida a obrigação. hipótese em que o respectivo valor deverá ser apurado em liquidação. Aprovada a proposta pelo juiz.

§ único do CPC) Sentença de extinção da execução 67 . 638 do CPC) Devedor cumpre obrigação Recusa ou mora do devedor Termo nos autos Conversão do processo em execução por quantia certa para cobrar a indenização cabível (art.EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES INFUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (art.23 . 638 DO CPC) Pedido do credor Citação do devedor para fazer pessoalmente a obra. 638. no prazo que lhe for assinado (art.

tão somente. outra solução não há. remanesce em favor do credor. Uma vez líquido o valor da indenização.247 do CC). senão a de converter a obrigação personalíssima em perdas e danos (obrigação subsidiária). restará ao credor a prerrogativa de converter a execução específica em genérica (execução por quantia certa).sendo descumprida a prestação infungível pelo devedor. consiste em assinar um prazo ao devedor para cumprir a obrigação. ou infungíveis. no caso da negativa do devedor de prestá-la. Nesse caso.638 do CPC). Se houver recusa ou mora de sua parte. . em perdas e danos. O próprio direito material determina como sanção aplicável às prestações personalíssimas. o credor utilizará o processo de liquidação da sentença.Execução das Obrigações de Fazer (prestações infungíveis) com Base em Título Extrajudicial . a conversão da obrigação específica em genérica. . convolando-se a obrigação 68 .Nas obrigações infungíveis a prestação ( só pode ser executada pessoalmente pelo devedor).Se o contrato não previu o quantum da indenização em caso de inadimplemento. . a execução forçada tomará as feições de execução por quantia certa. não tem cabimento a aplicação da multa cominatória astreinte).A execução das prestações infungível. citando-o para tanto (art. a substituição por perdas e danos( art.

643 do CPC) 69 . cobráveis em execução por quantia certa (art.24 . segundo o rito das execuções das obrigações de fazer Devedor responde por perdas e danos. 642 e 643 do CPC) Pedido do credor Citação do devedor para desfazer o ato no prazo assinado pelo juiz (art. o juiz autoriza a medida.643.642 do CPC) Devedor atende à citação Mora ou recusa do devedor Lavra-se termo nos autos Não é possível desfazer o ato Julga-se extinta a execução Perdas e danos cobráveis em execução por quantia certa (art. que será executada à custa do devedor. § único) Havendo possibilidade de desfazimento.EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts.

É assim que dispõe ao art. o credor requererá ao juiz que lhe assine prazo para desfazê-lo”.643 e seu § único) 70 . onde se lê que. o processo executivo tenderá a uma das duas opções: desfazer o fato à custa do devedor ou indenizar o credor pelas perdas e danos (art.642. . . Se o dever do obrigado é de abstenção. “se o devedor praticou ato.Diante dessa situação. a cuja abstenção estava obrigado pela lei ou pelo contrato. Surge para o credor o direito a desfazer o fato ou de ser indenizado quando os seus efeitos forem irremediáveis.Se há mora nas obrigações negativas.Execução das Obrigações de Não Fazer com Base em Título Extrajudicial . a prática do ato interdito por si só importa inexecução total da obrigação.

653 § único) Julgamento imediato (art. 654) Conversão do arresto em penhora ( termo nos autos) Sentença – 10 dias (art.EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS. caput do CPC) Designação de audiência de conciliação.25 . 739-A. caput do CPC) Citação por edital.740. § 1º) Sem efeito suspensivo ( art. 682 do CPC) Devedor paga Devedor oferece embargos ( art. caput do CPC) Oficial procura o devedor 3 vezes em 10 dias para citação (art.740.740.652. caput) Penhora e avaliação (art. instrução e julgamento (art. 739-A caput) Arresto de bens (art. em 10 dias (art.330 e 740. 646 A 724 DO CPC) Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 653 ) Impugnação aos embargos (art. § 1º do CPC) 71 . 736 do CPC) Devedor não paga nem oferece embargos Devedor não é encontrado Execução fica suspensa depois da penhora até que haja improcedência dos embargos Com efeito suspensivo (art.

795 do CPC) Restituição ao executado 72 .Substituição dos bens penhorados (arts.716) Apuração do preço Rendimentos Pagamento do credor (art.685 – A) Alienação particular (art.708) Saldo devedor Saldo credor Prosseguimento da execução Extinção da execução (art. 656 e 688 do CPC) Acolhimento dos embargos Improcedência dos embargos Extinção da execução (art.795.686) Usufruto (art. do CPC) Atos expropriatórios Adjudicação (art.685 – C) Hasta Pública (art.

A inicial será sempre instruída com o demonstrativo do débito atualizado até a data da propositura da ação. Quanto ao pedido. ou seja.Devedor solvente é aquele cujo patrimônio apresenta ativo maior do que o passivo. se o devedor já tiver representado nos autos. § 2º do CPC).652. O executado será citado para efetuar o pagamento no prazo de 03 dias. se não tiver. Somente será pessoal ao devedor. caput e § 1º). a postulação da medida executiva e da citação do devedor. Sendo o mandado expedido em duas vias: a primeira. é lícito ao juiz autorizar o prosseguimento do feito sem novas intimações. o oficial receberá a incumbência de citá-lo e realizar a penhora e avaliação. apresenta-se ele com o duplo objetivo. Se devedor citado não comparecer nos autos e nem encontrado em seu endereço habitual. § 3º do CPC). Faculdade do credor indicar bens à penhora.652. constituído advogado (§ 4º).652. No mesmo mandado. poderá determinar que o executado seja intimado a indicar bens passíveis de constrição (art. ainda. na petição inicial(art. na localização de bens penhoráveis. para citação. ou a requerimento do exeqüente. sob a cominação da penhora (art. A intimação de que cogita o § 3º pode ser feita ao advogado.Execução por Quantia Certa Contra Devedor Solvente com Base em Título Extrajudicial . à custa dos bens do devedor o numerário necessário ao pagamento a que tem direito o credor. de ofício. ensejando-lhe o prazo de 03(três) dias para que a prestação seja voluntariamente cumprida. e a segunda para penhora e avaliação. 73 . o juiz. Ocorrendo dificuldade. Busca-se coma execução por quantia certa obter-se.

o que promove a execução em cujo andamento ocorreu a penhora dos bens a adjudicar: b) o credor com garantia real sobre o bem penhorado. Legitimidade para adjudicar: a) o exeqüente. tenha ou não penhor sobre ele. d) o cônjuge. é titular do direito à adjudicação.382/2006 consagra. descendente ou ascendente do executado. “os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. por via eletrônica. e) a sociedade ou o sócio. em execução promovida por terceiro para realização de crédito contra sócio. também. no Código. bloqueio junto ao Banco Central.A reforma da Lei nº. 11. De acordo com o (art. por meio da qual o juiz da execução obtém. de depósitos bancários ou de aplicações financeiras mantidas pelo executado. tenham penhora sobre o mesmo. a denominada penhora on line. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação”.738 do CPC). 74 . c) outros credores que. A faculdade de embargar a execução não tem mais vinculo com a penhora. em primeiro lugar. ou seja. quando houver penhora de quota.

26 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA “DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA” ( art. 471-I a 475-M do CPC)

Sentença passa em julgado

Há 15 dias para cumprimento voluntário ( art. 475-J do CPC)

Devedor paga

Há impugnação art. 475-L do CPC)

Não há impugnação

Impugnação é acolhida pela sentença

Impugnação é rejeitada por decisão interlocutória

Cabe agravo ( art. 475-M, § 3º)

Extingue-se a execução

Mandado de penhora e avaliação ( art. 475-J do CPC)

Cabe apelação

Prossegue-se na forma da execução do título extrajudicial

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Execução por Quantia Certa com Base em Sentença - O cumprimento da sentença, foi idealizado, como técnica processual, diante da necessidade de se garantir dinamismo à pretensão de satisfação do credor, fim maior de toda e qualquer demanda judicial, em respeito aos princípios da celeridade e razoável duração do processo. A execução foi transformada em mera fase do processo único, divisado pela sentença de resolução do mérito. O devedor não é mais citado na abertura da execução, mais apenas intimado ( na pessoa de seu advogado )para adimplir a obrigação no prazo de quinze dias, sob pena de se submeter à incidência de multa, prefixada em 10% ( dez por cento) do valor da obrigação. Não se confirmando o pagamento, a intimação de cumprimento frustrado é seguida da formalização da penhora judicial incidente sobre bens de propriedade do devedor, com a conseqüente avaliação, de logo precedida pelo Oficial de Justiça. Com a penhora e a intimação do devedor, é aberto em favor deste o prazo de quinze dias, para a apresentação da impugnação, como incidente processual, que não suspende o curso do processo, a não ser por decisão interlocutória fundamentada, se demonstrada a presença de requisitos objetivos que autorizam a obstaculização da execução. A impugnação é como regra julgada por decisão interlocutória, contra a qual é cabível a interposição do recurso de agravo de instrumento, exceto se a decisão combatida (com a natureza jurídica de sentença) tiver força suficiente para extinguir a execução. Observação: LEI 11.232/2005. ARTIGO 475-J, CPC. CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. MULTA. TERMO INICIAL. INTIMAÇÃO DA PARTE VENCIDA. DESNECESSIDADE. efetividade, da

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1- A intimação da sentença que condena ao pagamento de quantia certa, consuma-se mediante publicação pelos meios ordinários, a fim de que tenha inicio o prazo recursal. Desnecessária a intimação pessoal do devedor. 2- Transitada em julgado a sentença condenatória, não é necessário que parte vencida, pessoalmente ou por seu advogado, seja intimada para cumpri-la. 3- Cabe ao vencido cumprir espontaneamente a obrigação, em 15 dias, sob pena de ver sua dívida automaticamente acrescida de 10%. (REsp 954.859/RS, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, Terceira Turma, julgado em 16.08.2007, DJ 27.08.2007 p. 252).

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I do CPC) 78 . 356 do CPC Citação 5 dias Revelia Exibição Contestação Extinção do processo Instrução Sentença Procedência da ação Improcedência da ação Reconhecimento da veracidade do fato a provar (art. 359.27 . 844 e 845 do CPC) Petição inicial – requisitos: art.EXIBIÇÃO (arts.

844 e 845 do CPC). Não visa a ação de exibição a privar o demandado da posse de bem exibido. condômino. Sua finalidade é a constatação de um fato sobre a coisa com interesse probatório futuro ou para ensejar a propositura de outra ação principal (arts. durante um certo tempo. II. mas 79 . testamenteiro.O direito à exibição tende à constituição ou asseguração de prova. em duas situações distintas: a) como incidente da fase probatória do processo de cognição (arts. depositário ou administrador de bens alheios. sócio. ocorre normalmente a restituição ao exibidor. Quando houver necessidade.da escrituração comercial por inteiro. mas apenas a propiciar ao promovente o contato físico direto. ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda como inventariante.844 do CPC): I. o juiz poderá determinar que o documento permaneça nos autos. se conserve em depósito judicial para dar oportunidade à inspeção desejada pelo requerente. O tema da exibição foi tratado pelo Código de Processo Civil. Tem lugar a exibição cautelar como procedimento preparatório (art.de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer. visual. nos casos expressos em lei. balanços e documentos de arquivo.Exibição .de documento próprio ou comum. sobre a coisa. ou que a coisa. credor ou devedor. Feito o exame. ou às vezes ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar objeto em poder de terceiros. e b) como medida cautelar preparatória. como leis tributárias e societárias. 355 a 363 e 381 a 382 do CPC). Em princípio o exame de livros comerciais fica limitado às transações entre litigantes. III . em poder de co-interessado.

mas antes da fase instrutória. por exemplo.pode ser total nos casos expressos em lei. . 80 . A despeito de o Código referir-se à exibição cautelar como “procedimento probatório”. como. é admissível a medida em caráter incidental se a exibição for necessária depois de proposta a ação. na liquidação de sociedade.

INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE (arts. 358 do CPC) 81 . 356 do CPC Intimação da outra parte Parte faz a exibição Inércia do intimado Resposta do intimado art. art. 355/359 do CPC) Pedido no bojo dos autos. 357 do CPC Exaure-se o procedimento Provas Decisão Rejeita alegações de escusa Aceita as alegações e admite a recusa A decisão admite como verdadeiros os fatos alegados pelo promovente (art.28 .

Nega a existência do documento. haverá a presunção de veracidade. o juiz expedirá um mandado de busca e apreensão. necessários à demonstração da veracidade de fatos que tenham sido alegados pelo requerente. 363 do CPC). 3º recusa a apresentação por motivo injusto. Quando o documento estiver em poder da parte contrária. 82 .O incidente de exibição de documentos é a apresentação de provas documentais ou de coisas que estejam em poder da parte contrária ou de terceiros. poderão ser adotados 4 procedimentos: 1º exibe o documento. de modo determinado e justificado. Se a prova estiver em poder de terceiros. após a intimação. Se houver recusa injusta. sem prejuízo da responsabilidade penal pelo crime de desobediência. Nesse caso caberá ao requerente comprovar a existência ou a posse do documento. sendo que nesta hipótese presumem-se verdadeiros os fatos para os quais se destinavam as provas. caberá ao requerente produzir outros meios de prova. o juiz determinará a intimação da parte para apresentação em 5 dias ou do terceiro para apresentação em 10. 4o. A parte que tenha interesse na exibição deverá requerer. Sendo provada.Exibição de documentos . Recebido o requerimento. Nesse caso. 2º recusa a apresentação por motivo justo (art. o juiz o intimará para apresentação em 10 dias.

83 .29 . 360 do CPC) Terceiro faz a exibição Revelia Contestação Exaure-se o procedimento Sentença de procedência do pedido Audiência de Instrução e Julgamento (art. 360 do CPC) Autuação em apenso Citação (art.EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO (Arts. 362 do CPC) Extingue-se o procedimento Terceiro deposita o objeto Terceiro não deposita o objeto Extingue-se o procedimento Mandado de busca e apreensão Ação penal por crime de desobediência . 361 do CPC) Sentença Rejeita escusa do terceiro Acolhe a escusa do terceiro Ordena o depósito do objeto da exibição em 05 dias (art. 360/363 do CPC) Petição de uma das partes (art.

sem justo motivo. 362 CPC) A parte e o terceiro se escusam de exibir.se a sua apresentação puder violar dever de honra. sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência. bem como a seus parentes consangüíneos ou afins até o terceiro 84 . (Redação dada pela Lei nº 5.10.1973) III . impondo ao requerente que o embolse das despesas que tiver. o juiz designará audiência especial. Se o terceiro. de 1º. tomando-lhe o depoimento.925.1973) II . Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro. Contra a parte.10. de testemunhas. tudo sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência (art. de 1º. 361 CPC). se recusar a efetuar a exibição.925.10. 363 CPC): (Redação dada pela Lei nº 5. 360 CPC). o juiz lhe ordenará que proceda ao respectivo depósito em cartório ou noutro lugar designado. em juízo. ou a posse do documento ou da coisa.O pedido de exibição pode ser ajuizado contra a parte da lide ou contra terceiro. ou preceito é coativo através de busca e apreensão judicial do documento. se o terceiro descumprir a ordem.1973) I . bem como o das partes e. se necessário. Se o terceiro negar a obrigação de exibir. requisitando.Exibição de documento ou coisa por terceiro . força policial.se a publicidade do documento redundar em desonra à parte ou ao terceiro. e o não atendimento da ordem de exibição equivale à declaração de veracidade dos fatos que seriam provados pelo documento. (art. o documento ou a coisa (art. se for deliberadamente destruída a coisa que deveria exibir. (Redação dada pela Lei nº 5. tem o caráter cominatório. de 1º. no prazo de 5 (cinco) dias. 362 CPC). através de ação ordinária de indenização. se necessário.se concernente a negócios da própria vida da família. contra terceiro. o juiz expedirá mandado de apreensão.925. o causador da destruição poderá ser responsabilizado por perdas e danos. o juiz mandará citá-lo para responder no prazo de 10 (dez) dias (art. em seguida proferirá sentença (Art.

925. por estado ou profissão. de 1º. devam guardar segredo.1973) 85 .1973) Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 5. de 1º.1973) V .1973) IV .925. ou lhes representar perigo de ação penal. (Redação dada pela Lei nº 5.10. Se os motivos de que tratam os ns. da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo. de 1º.se a exibição acarretar a divulgação de fatos.10.925. segundo o prudente arbítrio do juiz. justifiquem a recusa da exibição. a cujo respeito.10. de 1º.925. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento.se subsistirem outros motivos graves que. (Redação dada pela Lei nº 5.grau.10.

58 Devedor entra em regime de recuperação Descumprimento das obrigações: convolação em falência arts. 52 Processamento indeferido encerramento Nomeação do Administrador Judicial – Art. 53 parágrafo único Não há objeção do credor: juiz concede a recuperação Há objeção de credor – Art. 56 § 4º Assembléia Geral aprova o Plano e indica ou não o Comitê de Credores – Art.30 . 53 Plano apresentado Plano não é apresentado decretação da falência – Art.101 de 9/02/2005) Pedido de Recuperação – Art. 48 e 95 Processamento deferido – Art. IV Cumprimento das obrigações do plano com vencimento até 02 anos a partir da concessão da recuperação Encerramento da recuperação – Art. 61 § 1º e 73. 63 86 . 73. I 60 dias para apresentar Plano – Art.RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL (LEI 11. 56 Se não aprova o plano decretação da falência – Art. 52. II Publicação do Plano – Art. § 2º Juiz concede a recuperação – Art. 55 Convocação da Assembléia Geral – Art.

arts. podendo ser pessoa física ou jurídica. cabe ao credor querendo. a não apresentação. Havendo obrigações fixadas no plano. . apresentando um plano para a superação das dificuldades financeiras do momento e para evitar ao mesmo tempo perdas mais radicais para os credores. 87 . 48. também será decretada a falência. Se o plano for rejeitado pela Assembléia Geral de Credores.Elaborar relações de credores. desde que preenchidos os requisitos do art. mover execução específica ou requerer a falência. com vencimento após o encerramento da recuperação. etc.Verificar a escrituração da empresa devedora. A recuperação judicial também poderá ser requerida no prazo de defesa do Pedido de Falência (art.Recuperação judicial – O devedor que atenda os requisitos básicos do art.Elaborar relatório mensal das atividades do devedor em recuperação. a quem compete fiscalizar sob direção e superintendência do juiz. 53). as atribuições de: . acarreta a decretação da falência (art. g. 62 e 94 III. II). II – O administrador Judicial . e cumpridas as obrigações exigíveis nesse período o juiz decretará por sentença o encerramento da recuperação. 73. Vencido o prazo de dois anos da recuperação judicial. I – O Plano – O devedor tem o prazo de 60 (dias) a partir do deferimento do processamento para apresentar o plano de recuperação (art.É a nomeado pelo juiz. 48 poderá pleitear em juízo o beneficio da recuperação judicial. . 95 ).

98) Defesa Improcedente Encerramento Decretação da Falência Atividades do administrador judicial nomeado (Art. 99. 94) Citação (Art.101 de 9/02/2005) 31 . 14. 36. 140 e 142) Quadro Geral dos Credores (Arts. 265. 108) Verificação dos créditos (Art.(LEI 11. 149). IV. 22) Eventual Convocação da Assembléia Geral (Art. 18 e 83) Pagamento dos credores (Art. § 2º) Eventual Constituição de Comitê de Credores (Art. de acordo com a ordem de preferência (Art. 98) Pedido de Recuperação Suspensão do Processo (Art.FALÊNCIA Pedido de Falência (Art. 83) Encerramento 88 . a do CPC) Defesa Improcedente Defesa (Art. parágrafo único) Alienação dos bens (Art. 26) Arrecadação e Avaliação dos bens (Art.

deve ser juntada a autorização da Assembléia Geral da Sociedade. I e arts. denominados atos de falência.Falência – A Lei 11. 2) Execução frustrada – Devedor executado que não paga. 4) Pedido de autofalência – O próprio devedor pode pedir sua falência (Art. não deposito. IV e art. II) 6) Descumprimento de obrigações assumida em plano de recuperação judicial (art. 73. g). nem nomeia bens suficientes à penhora no prazo legal. 105 a 107). 3) Prática de ato de falência – Independente da existência de título vencido. A falência decretada na vigência da Lei nova.101/2005 prevê as seguintes hipóteses de decretação de falência: 1) Impontualidade – Não pagamento no vencimento de obrigação liquida constante de título executivo. § 4º) 89 . pode ser requerida a falência do devedor que pratica certos atos suspeitos. devendo o valor da dívida ser superior a 40 salários-mínimos na data do pedido de falência. 97. E se tratando de Sociedade Anônima. segue o sistema desta mesmo que o pedido de falência tenha sido apresentado em data anterior (art. 192. negócio simulado. Não havendo neste caso quantia mínima. 5) Não apresentação de plano de recuperação no prazo legal de 60 dias após ter requerido recuperação judicial (Art. como liquidação precipitada. 94. 73. III.

contestação. 139 da Lei 11.101/2005 O síndico comunica ao juiz o montante total dos créditos declarados (Art. comunicação ao juiz do total declarado. 14) Comunicações do Gestor (Art. 63. quadro geral de credores Arrecadação e Inventário (Art. impugnações. 15 e 16) Compromisso do Síndico (art. 16 e 82) Autos paralelos de declaração de crédito (Art. XI) 90 . 70) O Sindico designa o perito (Art. audiência de verificação de créditos sentenças. despachos. exame das declarações.06.1945) Pedido do Devedor Pedido do Credor 32 .FALÊNCIA Fase Preliminar Sentença declaratória (Art. 62) Avisos do Sindico (Art. 63.661 de 21. V) Liquidação. art.(LEI 7.80) Apresentação das declarações.

103 § 2º) Formados com a 1ª Via do relatório Vista aos credores. Vista ao Ministério Público.Fase Preliminar Aguardando o Quadro Geral e a Solução do Inquérito Quadro Geral de Credores (Art. 96. 131) Encerramento (Art. Realização das Provas. Solução do Inquérito Solução do Inquérito 2º Relatório (Art. 63. XIX) 3º Relatório (Art. 132) 91 . § 2º) Autos Paralelos de Inquérito Judicial ( Art.

Quando o pedido é requerido pelo próprio devedor. Seguido a decretação da falência. o juiz determinará a citação do devedor para que este. Os processos de falência e de concordata preventiva. que denegará ou decretará a falência. apresente sua defesa. o escrivão deverá tomar as providências previstas nos art. Como norma geral. preferem a todos os outros processos na ordem dos feitos. todos os prazos marcados na Lei de Falências são contínuos e peremptórios. Pode a defesa ser apresentada sem o depósito.Falência . O devedor pode ilidir desde logo a falência. realizando as comunicações devidas. serão os autos conclusos ao juiz. salvo disposição expressa em contrario. não se suspendendo em dias feriados ou nas férias. Havendo depósito a falência não pode ser mais declarada. dentro de 24 horas. 203). em qualquer instância (Art. 15 e 16. o juiz proferirá desde logo a sentença. dentro do prazo da defesa. ou para discutir a legitimidade ou a importância do crédito. 92 . para pagamento. Finda a instrução. Mas se o pedido for requerido pelo credor. bem como seus incidentes. e correm em Cartório. depositando a quantia reclamada. atendidos os pressupostos legais.

661 DE 21. VI Elaboração do Quadro Geral de Credores Entrega de Relatório. § 3º Avisos do Comissário – Art. 168 Em separado Impugnações de créditos relacionados na inicial (os não impugnados incluem-se automaticamente no Quadro Geral de Credores) – Art. Verificação de créditos omitidos pelo devedor mas declarados pelos interessados – Arts. §§ 1º e 2º. 161. I e II Designação do Perito – Art. § 1º. III e 173.1945 Pedido devidamente instruído e relação de credores O juiz decreta a falência se o pedido for irregular ou se houver fraude – art. com cumprimento de todas as exigências Entrega de Relatório.Art. sem cumprimento de todas as exigências Conclusos ao Juiz – Art. 169.06.CONCORDATA PREVENTIVA DEC. 173. 169. 174 93 . § 1º Compromisso do Comissário . 161.33 . 161 Ao Juiz Despacho de processamento – Art. LEI 7.

176 94 . III Não há embargos Credores oferecem embargos Conclusos ao Juiz Contestação em 48 horas Deferimentos das provas Audiência de Instrução e Julgamento Sentença Juiz concede a concordata preventiva Juiz decreta Falência – Art.Aviso aos credores para Embargos 5 dias – Art. 174.

a inexatidão dos documentos mencionados no art. 158. ou o abandono do estabelecimento. § 1º. para publicação no órgão oficial. a falta das condições exigidas no art. também nos casos enumerados nos artigos. ou não vier devidamente instruído. para obrigá-los a conceder um prazo mais longo nos pagamentos. 174. O concordatário continua exercendo o seu comércio normalmente. durante o andamento do processo. o juiz declarará. 95 . § 1º.. ou a receber menos. 162. 159.. aberta a falência (art. O gestor expedirá edital de que constem o pedido do devedor. mantendo uma cópia no Cartório à disposição dos interessados (Art. I. 161). Outro motivo para a decretação da liminar falência é a caracterização inequívoca de fraude. 140. e nomeação de comissário e aberto o prazo para habilitação (10 a 20 dias) dos credores omitidos na relação inicial. e 8º. O juiz também poderá decretar a falência em qualquer momento posterior. I). Se o pedido não estiver formulado nos termos da lei. a fim de permitir-lhe a reorganização econômica e evitar (concordata preventiva) ou suspender (concordata suspensiva) a falência. desde que provada a existência de qualquer dos impedimentos enumerados no art. E. em 24 horas. O juiz pode conceder um pequeno prazo para que o requerente providencie o saneamento de pequenas inadvertências ou irregularidades involuntárias. 175 §§ 1º. a íntegra do despacho e a lista dos credores. Após o despacho de processamento do pedido.Concordata – É um processo em que o comerciante pode mover contra seus credores quirográficos. 161. portanto. A concordata só abrange os credores quirográficos. não envolvendo. os privilegiados nem os que tenham garantias reais. Só há restrições na venda ou oneração de imóveis e na transferência do seu estabelecimento. e 176. 161.

as concordatas suspensivas deferidas antes da vigência da lei atual.A Lei 11. 96 . Continuam em andamento. que não pode mais ser deferida.101/2005 aboliu a concordata suspensiva. ainda que nas falências em andamento pelo sistema anterior. porém.

056.055 do CPC Pela parte. art. 1. 1.HABILITAÇÃO INCIDENTE ( arts. 803. § único do CPC Sentença art. 803. I do CPC Pelos sucessores do falecido. 1.056.34 . 1055/1062 do CPC) Petição inicial. l em relação aos sucessores do falecido. art. II do CPC Citação dos requeridos Sem contestação Contestação Audiência se necessária. do CPC 97 . art. em relação à parte art.

055 do CPC). houverem de suceder-lhe no processo ( art. I a V. Processa-se em apartado. 98 . § único do CPC). porém. Durante o procedimento da habilitação.062 do CPC). Achando-se o processo no tribunal. por falecimento de qualquer das partes. 1. na pessoa deste far-se-à a citação ( art. habilitação ( quando depender de perante o relator e será julgada conforme dispuser o Regimento Interno ( art. a habilitação processar-se-á CPC). se a parte. 1.057.059 do passada em julgado a sentença de sentença). os interessado.Habilitação Incidente - A habilitação tem lugar quando.060. A citação será pessoal. fica suspenso o processo principal. correrá nos autos principais. 1. 1. não dependendo de sentença. porem tiver procurador nos autos. 1. nos casos previstos no art. a causa principal retomará o seu curso ( art.

874 do CPC) Petição inicial – requisitos do (art. 874 do CPC) Citação do promovido Homologação liminar (art. 874. 876 do CPC) De improcedência Entrega dos bens ao promovido (art. § único do CPC) 24 horas Devedor paga Revelia Contestação (art.35 . 874 a 876 do CPC) Tomada prévia dos bens (art.HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL (arts. 876 do CPC) 99 . 875 do CPC) Extinção do processo Homologação do penhor Instrução sumária Sentença De procedência 48 horas Entrega dos autos ao promovente (art.

A homologação do penhor previamente constituído. 874 do CPC) O penhor legal é medida de urgência. de direito material. 874. após efetiva apreensão da garantia. não haverá a homologação liminar e o réu será citado para pagar ou se defender em 24 (vinte e quatro)horas. requererá o 100 .” Quando. “ o juiz poderá homologar de plano penhor legal (art. 874. assim. “Homologado de plano. ou seja ao risco inerente necessária duração de outro processo. bem como com a relação dos objetos retidos. nada tem em comum com as ações cautelares. está claramente evidenciado no art. 874. A defesa só pode consistir em ( art. porém.Homologação do Penhor Legal. quanto à legitimidade da pretensão.“ nos casos previstos em credor. que reclama como requisitos da petição inicial. o credor pedirá a citação do devedor para em 24 horas pagar ou alegar defesa. da ação de homologação de penhor legal. Cumprida a citação. 875): Nulidade do processo. ato contínuo a homologação “ (art. a tabela de preços e outros elementos relativos à despesa. Estando em ordem a documentação. três (3) hipóteses poderão ocorrer: a) o devedor paga a dívida. pois tende a assegurar a satisfação de um direito e não precatar interesses processuais frente ao periculum in mora. extinção da obrigação ou não estar a dívida compreendida entre aquelas previstas em Lei ou não estarem os bens sujeitos a penhor legal. que seja instruída com a conta pormenorizada que justifica o crédito. como garantia legal.“ Tomado o penhor legal” – isto é. e não havendo qualquer suspeita. o à Lei. § único). que se impõe diante dos riscos sofridos pelo crédito da parte. O caráter satisfativo. entender o juiz que os elementos da inicial não lhe propiciam um seguro julgamento sobre a satisfação de todos os requisitos do art. o penhor a sentença é definitiva.

e não da publicação. II) indeferir o pedido de homologação. caso em que determinará a restituição dos bens ao promovido e ressalvará ao autor o direito de cobrar a conta por ação própria. ao credor. Colhidas as provas produzidas o juiz proferirá sentença na qual poderá: I) homologar o penhor.b) o devedor silencia-se. nem condenatória. A sentença de homologação in casu. 876. deve ser contado do respectivo trânsito em julgado. a que alude o art. não é executiva. É apenas constitutiva de garanti real. de maneira que no prazo de 48 horas para entrega dos autos. determinando a entrega dos autos em 48 horas. c) o devedor contesta a ação. O processo é contencioso e desta sentença cabe apelação. 101 .

440/443) FLUXOGRAMA Pessoa ou Coisa Determinação de ofício art. art. perito e assistentes técnicos. 443 do CPC 102 .36 . 440 do CPC Designação de dia e hora para a diligência. 440 do CPC Requerimento da parte art. 441 do CPC Auto circunstanciado art. se for o caso. ou intimação dos interessados.INSPEÇÃO JUDICIAL (arts.

443. a fim de se esclarecer sobre fato. 440 do CPC). A diligência poderá realizar-se no local onde se encontre a pessoa ou a coisa. 442.O juiz. O auto poderá ser instruído com desenho. pode. que interesse à decisão da causa. gráfico ou fotografia ( art. Poderá o juiz ser assistido por um ou mais peritos ( art. prestando esclarecimento e fazendo observações que reputem de interesse para a causa. de ofício ou a requerimento da parte. É direito das partes assistir à inspeção. 103 . Em qualquer fase do processo ( art. em qualquer fase do processo. ou na sede do juízo ( art. 441 do CPC).Inspeção Judicial . § único do CPC). 442 do CPC). ( art.§ único do CPC). inspecionar pessoas ou coisas.

§ único) Aceitação do laudo Impugnação do laudo Julgamento imediato. quando necessário Decisão interlocutória 104 .LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO (arts. 475 – C / 475 – D do CPC) FLUXOGRAMA Pedido do credor Nomeação de perito pelo juiz (art. quanto possível Audiência de instrução e julgamento.37 . 475 – D.475 – D do CPC) Intimação do devedor para acompanhar a liquidação Intimação do credor da nomeação do perito Formulação de quesitos e indicação de assistentes técnicos em 5 dias por ambas as partes Apresentação do laudo pericial no prazo marcado pelo juiz Ouvida das partes em 10 dias ( art.

105 . existirem nos autos todos os elementos é de necessários para os peritos declararem o valor do débito. em todos os outros em que a própria natureza da prestação o exigir.determinando por sentença. caso agora reclamam conhecimentos técnicos dos árbitros. Além dos casos em que a sentença de condenação determina o arbitramento. III. estimativa de desvalorização de veículos o da liquidação por cálculo. a liquidação terá de ser feita sob a forma de artigos Quando. enquanto nas operações aritméticas.convencionado entre as partes. com da condenação.Far-se-á liquidação por arbitramento quando ( art. arbitramento. São exemplos de arbitramentos: acidentado. terá ele cabimento ainda. Havendo necessidade de provar fatos novos para se chegar (art.Liquidação de Sentença por Arbitramento .o exigir a natureza do objeto da liquidação. o que entre as partes elegem de comum acordo esse sistema de liquidação. para estimar-se o valor liquidações por cálculo ocorre de lucros cessantes por inatividade de pessoa ou serviço. porém. 475-E). II. Quando à própria sentença condenatória determina que a liquidação se faça por arbitramento. a questão é cumprir o julgado. de perda parcial da capacidade laborativa etc. A diferença desse procedimento. é que. apenas á apuração do simples e nada mais resta ao credor senão quantum da condenação. 475-C): I.

475. inclusive com a tentativa de conciliação das partes (art. 475-H do CPC) 106 . 330. em forma articulada Intimação do devedor para acompanhar a liquidação e fazer suas alegações no prazo de contestação: 15 dias Fase de saneamento (arts. 323 a 331 do CPC) Julgamento antecipado. 444 a 457 do CPC).38 .E / 475 .F do CPC) O procedimento é o comum. quando a prova for apenas documental (art. 448 do CPC) Decisão interlocutória sujeita a agravo (art. I do CPC) Instrução da causa. por meio das provas admitidas em direito (arts. 332 a 443 do CPC) Audiência de instrução e julgamento (arts. 475-F do CPC) Pedido do credor. regulado no processo de conhecimento (art.LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARTIGOS (arts.

Liquidação de Sentença por Artigos .O credor. E a nenhum pretexto será lícito reabrir a discussão em torno da lide.“ Far-se-á a liquidação por artigos. cujo processamento será feito com a observância do procedimento comum 107 . em petição articulada indicará os fatos a serem provados ( um em cada artigo) para servir de base à liquidação. . 475-E). . Não cabe a discussão indiscriminada de quaisquer fato arrolados ao puro arbítrio da parte. Apenas serão arrolados e articulados os fatos que tenham influência na fixação do valor da condenação ou na individuação de seu objeto. para determinar o valor da condenação. será realizado a intimação do vencido. quando. houver necessidade de alegar e provar fato novo” (art.Apresentado o requerimento do credor. para acompanhar a liquidação por artigos. 475-G). definitivamente decidida na sentença de condenação (art.

LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULO (art. 1º do CPC) O cálculo é feito com base nos dados O juiz manda proceder à execução nos termos da memória Juiz determina a revisão dos cálculos pelo contador (art.475 – B.604.475 –B. § 4º do CPC) 108 . 475 – B. do CPC) O credor requer ao juiz a requisição de dados em poder do devedor ou de terceiro (art.475 – B do CPC) FLUXOGRAMA Elaboração pelo próprio credor O credor inclui na inicial a memória de cálculo atualizada (art. caput.39 . § 3º do CPC) Credor concorda com o cálculo do contador Credor não aceita a alteração do contador Execução se faz seguindo o valor indicado ou aceito pelo credor Penhora respeitará o valor encontrado pelo contador (art.

submeter a memória de cálculo elaborada pela parte.Com o advento da Lei 11. se entender que o litigante hipossuficiente corre o risco de sair A iniciativa é do 109 . que o não pagamento no prazo legal. inc. o requerimento de cumprimento as sentença será instruído com a “memória discriminada e atualizada do cálculo”. ao exame e conferência do contador do juízo. é claro. 475-J). o executado não aceitar o cálculo do credor. terá de impugná-lo com fundamento em excesso de execução (art. acarreta-lhe pesada sanção representada pela multa de 10% prevista no art. para se libertar do vínculo jurídico que o prende ao credor. ainda. que tudo se faça mediante simples cálculo aritmético. Neste caso. mas o prejudicado. V). agir de oficio. mas também tem o direito de fazê-lo. Para esse fim. juiz. nessa altura. porque. Se eventualmente. o cálculo da condenação. na circunstância que a execução é proposta.Liquidação por Cálculo . se o credor não diligenciá-la antes do referido termo. È bom lembrar que o devedor tem não só a obrigação de pagar a prestação devida. É de se ressaltar.475-B. o devedor se quer foi citado. na ótica do próprio magistrado a memória redigida pela parte apresentar excessos em face da condenação a executar. com precisão. Como a lei marca um prazo(15 dias) para o devedor cumprir a prestação a que foi condenado (art.232/05 em seu art. o próprio credor elabora o demonstrativo do montante da dívida na data da instauração da execução. desde. a ele também cabe a elaboração da memória de cálculo.475-L. Duas são as hipóteses: a) – quando. Antes de ordenar a citação executiva pode o juiz de oficio ou a requerimento do credor.475-J. a iniciativa normalmente será do credor. e b) quando o credor estiver sob o pálio da assistência judiciária e tiver juiz também poderá dificuldades para preparar. Daí seu legítimo interesse em providenciar tempestivamente o cálculo necessário ao cumprimento da sentença.

40 .NOMEAÇÃO À AUTORIA ( Arts 62/69 do CPC) Petição inicial do réu da ação principal art. art. do CPC Intimação para responde a ação Reabertura integral do prazo de resposta art. 64 do CPC Intimação do autor para se manifestar Inércia do autor Resposta do autor Aceitação presumida art. 67 do CPC 110 . 66 do CPC Nomeante é excluído e o processo passa a correr conta o nomeado art. 65 do CPC Nomeação fica sem efeito art. 66. 65. do CPC Não responde Aceitação à nomeação Recusa à nomeação Termina a suspensão do processo O processo volta a correr contra o nomeante art. 62 do CPC Suspensão do processo art. 68 do CPC Autor aceita nomeação Autor recusa nomeação Citação do nomeado.

quando demandado. também. 63 do CPC). “alega que praticou o ato por ordem.67) Nada impede. Não está obrigado a fazê-lo junto com a contestação. pois a nomeação provoca a suspensão do processo (art. causador do dano. I e II do CPC).69.64).Nomeação à Autoria . nas ações de indenização. deverá nomear à autoria o proprietário ou possuidor (art. e se for recusada pelo nomeado ensejará reabertura do prazo de defesa ao nomeante (art. O demandado deve fazer a nomeação no prazo de defesa (art. quando o réu alegar que praticou o ato por ordem de terceiro. a medida. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. quando o réu. se deixar de nomear à autoria.62).64). a apresentação simultânea da contestação e da nomeação à autoria. 111 .64). A obrigatoriedade da nomeação torna responsável por perdas e danos aquele a quem incumbia a providência.64 do CPC). Consiste a nomeação à autoria no incidente pelo qual o mero detentor. porém. ou se nomear pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada (art. O requerimento de nomeação deve ser feito no prazo de defesa. nos seguintes casos: quando detiver a coisa em nome alheio.63). Cabe. ou em cumprimento de instruções de terceiro”(art. para o réu. Ao deferi-lo. Tem caráter obrigatório. na ação de indenização. visando a transferir-lhe a posição de réu (art. situação em que a contestação só será apreciada se a nomeação não for aceita. O pedido do nomeante é formulado através de petição no bojo dos autos. esse terceiro deverá ser nomeado à autoria (art.280 do CPC).Não é admissível no procedimento sumário (art. indica aquele que é o proprietário ou possuidor da cosa litigiosa.62 do CPC). 05 dias (art. o juiz “suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 05(cinco) dias” (art.

portanto. b) abster-se de manifestar. a nomeação. todavia. I). primeira parte). mas apenas solucionando questão incidente sobre a parte passiva legítima para responder pela demanda. § 1º.267. c) recusar a nomeação (art. quer pelo terceiro.267. Aceita. caso em que se presume a aceitação (art. contra o decisório que soluciona o pedido de nomeação à autoria é o agravo (art. com redação da Lei nº 11. Em nenhum caso o autor está obrigado a acolher a nomeação feita pelo réu. quer pelo autor. segunda parte). O recurso manejável.65. Note-se que. através do que a doutrina chama extromissão da parte.65. mediante intimação específica. ao novo réu. na forma do art. seja de forma expressa ou tácita. nem resolução do mérito da causa.522). nos moldes do art. § 2º).232/05). configura decisão interlocutória (art. O acolhimento ou não da nomeação à autoria não implicando extinção do processo.Três atitudes pode tomar o autor: a) aceitar expressamente a nomeação(art. o processo passará a correr contra o terceiro nomeado e o primitivo demandado será excluído da relação processual. 112 . o juiz levantará a suspensão do processo e abrirá. Operada a substituição da parte demandada. VI). poderá demonstrar o nomeante a sua simples figura de detentos ou preposto.162. mesmo recusada a nomeação. o prazo de resposta.162.68. conseguindo a extinção do processo por ilegitimidade de parte (art.269(art.

41 . se necessária Sentença. 803 do CPC 113 . 934/940) Petição Inicial Art. 937 CPC Justificação citado o réu Juiz concede embargos Juiz nega embargos Cumprimento do mandado de embargo da obra art. 938 CPC Citação Sem contestação Contestação Audiência.NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (Arts. art. 936 CPC Juiz manda citar Juiz concede embargos liminarmente art.

Procedência do pedido Improcedência do pedido Confirmação do embargo liminar Ordem de demolição Condenação Perdas e danos Revogação do embargo 114 ..

em sua falta. Dentre em três dias requererá o nunciante a ratificação em juízo. perante duas testemunhas. Na petição inicial. a fim de impedir que a edificação de obra em imóvel vizinho lhe prejudique o prédio.936): I – o embargo para que fique suspensa a obra e se mande afinal reconstituir. Se o caso for urgente. modificar ou demolir o que estiver feito em seu detrimento. o proprietário ou. sob pena de cessar o efeito do embargo (art. a fim de impedir que o particular construa em contravenção da lei. III – a condenação em perdas e danos. notificando verbalmente. sua servidões ou fins a que é destinado: Ao condômino.Nunciação de Obra Nova . é lícito ao prejudicado fazer o embargo extrajudicial.Compete esta ação: Ao proprietário ou possuidor. 115 . para não continuar a obra. elaborada com os requisitos do art.934 do CPC). do regulamento ou da postura (art. o construtor. requererá o nunciante (art.935 e parágrafo único). II – a cominação de pena para o caso de inobservância do preceito. para impedir que o co-proprietário execute alguma obra com prejuízo ou alteração da coisa comum: Ao Município.282.

art. 59 do CPC Autuação apartada. 60 do CPC Sentença: 1º. 56/61 DO CPC) Petição inicial. art. com curso próprio. art. art. art. art. 60 do CPC Juiz pode suspender a causa principal Citação do autor e réu da ação principal.decide oposição 2º. 57 do CPC Ajuizamento antes da: audiência de instrução e julgamento Ajuizamento após iniciada a audiência de instrução e julgamento Autuação em apenso. segundo o rito ordinário. arts. art. 282/283 do CPC Distribuição p/ dependência.decide a ação. 59 do CPC Tramitação pelo rito ordinário – oposição ajuizada depois da audiência. 57 do CPC Contestação Tramitação igual à da ação principal – oposição ajuizada antes da audiência. na pessoa de s/advogado.OPOSIÇÃO (Arts. 61 do CPC 116 . correndo simultaneamente com a ação principal.42 .

formando-se. nos para o processo de conhecimento em geral (arts. a coisa ou direito sobre que controvertem autor e réu poderá. 59). estando deferido o seu processamento. 267 a 269). 57). Em qualquer dos dois casos. A oposição pode ocorrer sob a forma de intervenção no processo ( art.OPOSIÇÃO . 57 ). mas sempre antes do trânsito em julgado da sentença. Sua distribuição será feita ao juízo da causa principal. uma autuação própria. porém. ou de ação autônoma (art. A revelia pode ocorrer e produzir os efeitos do artigo 319. até ser proferida a sentença. O procedimento da com ou sem oposição admite julgamento de extinção do processo. Registrada e autuada a oposição. na “ ação de terceiro para excluir tanto o autor como o réu”. oferecer oposição contra ambos. para que contestem a nova ação no prazo comum de quinze (15) dias (art.) Consiste a aposição. solução de mérito. 60) Dá-se a primeira quando o pedido do opoente é ajuizado antes da audiência de instrução e julgamento.280 do CPC). portanto. 282 e 283 do CPC. se não incidirem as vedações do art. A segunda se verifica após iniciada a audiência.Não é admissível no procedimento sumário (art. será o pedido do opoente manifestado em petição inicial. observados os requisitos dos arts. 117 . Segundo o artigo 56 do Código de Processo Civil. 320. por dependência. (art. proceder-se-á à citação dos opostos (autor e réu da ação principal). mesmos casos previstos no Código. ( quem pretender. no todo ou em parte.

conduz o julgamento antecipado da oposição. 513). a oposição continuará seu curso normal. por ambas as partes da ação principal. 269. 58). em favor do opoente ( art. em todos os casos. O recurso interponível. causa principal. 118 . A sentença que decidir a o posição separadamente ou em conjunto com a às despesas processuais e honorários advocatícios. II).O reconhecimento da procedência do pedido do interveniente. Mas. imporá à parte sucumbente as sanções pertinentes observados os artigos 34 e 23 do CPC. será o de apelação (art. se apenas uma das partes reconhecer a procedência do pedido. com ou sem solução de mérito. contra o outro litigante (ar.

51 do CPC) Há impugnação de qualquer das partes Não há impugnação Processo não se suspende Defere o pedido art. II do CPC Decisão. 51. 50 do CPC Juntada aos autos do processo Ouvem-se as partes em 05 dias. art.PEDIDO DE ASSISTÊNCIA (arts. em 5 dias art. I CPC Produção de provas. 51. (art. 50/55 do CPC) Pedido do assistente. se necessário art. 51.43 . III do CPC 119 . 51 do CPC Desentranham-se o pedido e a impugnação p/ autuação em apenso art.

Pedido de Assistência . Da impugnação decorre um procedimento incidental que não deverá prejudicar. 50. Os pressupostos da assistência são: a) existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro( assistente).51): 1º) o juiz determinará o desentranhamento do pedido de assistência e da impugnação. I. houver impugnação esta só poderá referir-se à falta de interesse jurídico do terceiro para intervir a bem do assistido( art. porque havendo interesse jurídico do terceiro. 51 CPC). caput. segundo se depreende da primeira parte do artigo 51. 120 . § único) Não suspende o processo (art. Não defende direito próprio. é direito seu intervir no processo como assistente. tendo interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma das partes intervém no processo para prestar-lhe colaboração.È cabível em qualquer fase do procedimento de cognição. nem suspender. 51. contados da intimação (art. embora tenha interesse próprio a proteger indiretamente. dentro dos autos em curso. Se não houver impugnação ao juiz caberá simplesmente. o andamento do processo principal. 54. por petição por terceiro interessado. Se. do CPC).) Aplicável também à assistência litisconsorcial ( art. caput segunda parte). Ambas as partes serão ouvidas e qualquer delas poderá impugnar o pedido em cindo (5) dias. Sua posição é de terceiro que tenta apenas coadjuvar uma das partes a obter vitória no processo. § único do CPC. mas de outrem. A assistência deve ser requerida. O procedimento da impugnação é o seguinte ( art. dá-se assistência. em todos os graus de jurisdição (art. Não se admite um veto simplesmente à assistência. 51. Segundo o artigo 50. b) possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação. quando o terceiro na pendência de uma causa entre outras pessoas. admitir assistência sem maior apreciação em torno do pedido. 2º) essas peças serão autuados em apenso aos autos principais. todavia.

§ único). o juiz terá cinco dias para encerrar o incidente. Esse procedimento aplica-se tanto ao pedido de assistência simples. 121 . o juiz a produção de provas. deferindo ou denegando o pedido de assistência . configura-se decisão interlocutória e. O julgamento do incidente provocado pelo pedido de assistência. 4º) encerrada a instrução.54. como do litisconsorcial ( art. assinando as partes o prazo que julgar conveniente. como tal.3º) autorizará. então. desafia recurso de agravo.

em execução forçada (art. 914. se necessária Sentença Réu não presta contas Réu presta as contas Manifestação do autor art. I) Petição inicial Réu presta conta – Art. § 1º do CPC Sem contestação Contestação Autor aceita Autor recusa Réu não nega a obrigação Réu nega a obrigação Audiência. 915. 915 § 3º Aceita Recusa Prova pericial necessária Audiência se necessária Sentença Extingue-se com o pagamento ou prossegue. se necessária Audiência. 918 do CPC) 122 .PRESTAÇÃO DE CONTAS (Art.44 . 915 §§ 1º e 2º O Réu presta as contas ao autor art.

deverá designar audiência de instrução e julgamento e logo. condenará o réu a prestar as contas no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. o autor deverá pedir a citação do réu para que este conteste ou apresente as contas. sob pena de não Ihe ser lícito impugnar as que o autor apresentar (art.Prestação de Contas . CPC). proferirá a sentença. 282. analisando a questão. 330. Se conseguir provar que não as prestou por culpa do autor. o juiz abrirá um prazo de 05 dias para que o autor se manifeste. O réu será citado para apresentar as contas ou se defender no prazo de 05 dias (art. 915. tanto o autor quanto o réu. deverá designar audiência de instrução e julgamento. caput. ou seja. se não houver a necessidade de produção de provas. Nesse caso. mesmo que este não tenha formulado pedido algum. CPC). poderá designar audiência de instrução e julgamento desde que seja conveniente a produção de provas. d) O réu pode contestar alegando que não tem o dever de prestar contas. Além dos requisitos do art. Nesse caso. do CPC. c) O réu pode nem prestar contas e nem apresentar contestação. não será condenado ao pagamento dos honorários advocatícios. o juiz decretará sua revelia e julgará. Havendo necessidade de produção de provas. O juiz. se assim verificar ser a ação procedente. Poderá acontecer uma das seguintes hipóteses: a) O réu pode apresentar as contas. 123 . podem ser beneficiados na sentença. Aqui. Havendo necessidade de produção de provas. segue o procedimento abaixo.É uma ação dúplice. b) O réu pode prestar contas e contestar a ação.

O juiz julgará o processo. será intimado da decisão para apresentar as contas em 48 horas. deverá prestar contas em 48 horas. 124 . Se não as prestar. o réu poderá apelar da decisão. não mais poderá fazê-lo e o autor deverá apresentá-las no prazo de 10 dias (art. o juiz analisará a necessidade de determinação de exame pericial. após o prazo recursal (15 dias). 915. Após a apresentação das contas pelo autor. §3º).Julgada procedente a ação. independente de intimação. Se o réu não apelar. Se o réu apelar.

§ 2º Audiência.). se necessária Sentença Extingue-se pelo pagamento ou prossegue. 916. II) Petição inicial – art. art. Em execução forçada (art. 914. 918 do CPC.PRESTAÇÃO DE CONTAS (Do obrigado a prestá-las. 916 do CPC Réu aceita – art. § 1º Réu omite-se Réu contesta e/ou impugna as contas – art.45 . 125 . 916.

Além dos requisitos do art. 282. o autor (pessoa obrigada a prestar contas) deverá pedir a citação do réu para que este as aceite ou contestar a ação. Nesse caso. 126 . o juiz julgará a causa no prazo de 10 dias. caput. o juiz proferirá sua decisão. Se houver necessidade de produzir provas. do CPC. Poderá acontecer uma das seguintes hipóteses: a) O réu pode não contestar a ação ou declarar que aceita as contas oferecidas. b) O réu pode contestar a ação ou impugnar as contas. o juiz designará audiência de instrução e julgamento. CPC). Após a audiência. O réu será citado para aceitar as contas ou se defender no prazo de 05 dias (art. 916.

846 a 851) Petição inicia l (arts.PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS (arts. 848 e 849 do CPC) Perícia Inquirição de testemunhas ou depoimento de parte Nomeação de Perito Designação de data para audiência Citação Formulação de quesitos e indicação de assistente técnico Intimação das testemunhas Realização do exame pericial Realização da audiência Sentença homologatória Retenção dos autos em Cartório para servir ao processo principal (art. 851 do CPC) Fornecimento de certidões se as partes requererem 127 .46 .

justifica sua produção antecipada. ao tempo da audiência. mas antes da audiência de instrução: I. Trata-se de medida acautelatória. Também deve ser realizado com a citação à parte do processo principal.849 do CPC). embora haja posição em contrário sustentando ser tutela satisfativa. ou na pendência desta. Como a prova antecipada valerá como tal no processo futuro. 846.se por motivo de idade ou de moléstia grave houver justo receio de que. A natureza acautelatória se impõe uma vez que é necessário preencher os requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. A produção antecipada da prova pode consistir em interrogatório da parte.847 do CPC). com a presença das partes do processo principal. ainda que consideradas hipoteticamente. já não exista ou esteja impossibilitada de depor (art.A cautelar de produção antecipada de provas tem por finalidade a realização de provas antes do momento oportuno para se evitar seu perecimento. 128 . O perigo de perecimento. Far-se-á o interrogatório da parte ou a inquirição de testemunhas antes da propositura da ação.Produção Antecipada de Provas . todavia. deve ser colhida em contraditório. CPC). O processo tem ordinariamente um momento ou uma fase reservada à prova dos fatos alegados pelas partes. quer ao momento processual próprio. inquirição de testemunhas e exame pericial (art. É admissível o exame pericial antecipado se houver fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou difícil a verificação de certos fatos na pendência da ação (art.se tiver de ausentar-se: II. além de apontar a ação principal a ser proposta. se aquele já está instaurado. quer ao próprio processo.

sua validade. quando vier a ser proposta a ação de mérito. 129 .806. para produzir efeitos inerentes à condição de prova judicial. refere-se apenas ao reconhecimento da eficácia dos elementos coligidos. pois. como não é medida constritiva de direitos. Caso contrário.851 do CPC). Se a ação principal já houver sido proposta dar-se-á o apensamento aos autos dela.A produção antecipada de prova. Após a sentença homologatória. não está sujeita ao prazo de caducidade do art. Aos interessados. é lícito obter as certidões que desejarem (art. os autos da antecipação de prova permanecem em Cartório (art. insto é. A sentença que o juiz profere nas ações de antecipação de prova é apenas homologatória. ficar-se-á no aguardo da futura utilização da medida como prova. não perdendo. ainda que a ação principal não seja proposta em 30(trinta) dias. porém.851 do CPC).

47 - PROTESTOS, NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES

(arts. 867 a 873 do CPC)

Petição inicial – art. 868 do CPC

Indeferimento (art. 869 do CPC)

Indeferimento

Intimação do promovido

Ouvida do promovido sem expedição de editais (art. 870, § único)

Cabe apelação

Publicação de editais Para conhecimento de terceiros (art. 870 do CPC)

Indeferimento da publicação dos editais

Entrega dos autos ao requerente, após 48 horas (art. 872 do CPC)

130

Protestos, Notificações e Interpelações - Os protestos, notificações e
interpelações são manifestações formais de comunicação de vontade, a fim de prevenir responsabilidades (art.867 do CPC) e eliminar a possibilidade futura de alegação de ignorância. São procedimentos sem ação e sem processo. Tais manifestações formais não têm caráter constritivo de direitos (não se aplica, pois, o art.806), apenas tornando público que alguém fez determinada manifestação. Elas não têm outra conseqüência jurídica a não ser o conhecimento se houver. O indeferimento da inicial, no caso do art.869, enseja recurso de apelação (art.267, I do CPC). A denegação dos editais, como resolução de questão incidente, desafia incontestável da manifestação de alguém. Se essa manifestação tem relevância, ou não, será decidido no processo competente,

agravo de instrumento (art.522 do CPC). Feitas as intimações, inclusive por edital, se for o caso, o juiz ordenará o pagamento das custas do feito e a entrega dos autos ao promovente, após 48 horas, independentemente de traslado(art.872 do CPC). O processado é documento de livre disposição da parte. Não há, nos protestos, notificações e interpelações qualquer espécie de sentença, nem mesmo homologatória. O prazo de 48 horas, deve ser observado pelo Gestor Judicial antes de

entregar os autos ao promovente, destina-se a facultar aos interessados a possibilidade de obter certidões ou traslados.

131

48 - RESTAURAÇÃO DE AUTOS ( arts. 1.063/1.069 do CPC)

Petição inicial, art.1.064 do CPC

Parte concorda, art.1.065, § 1º do CPC

Omite-se

Contestação parcial ou total, art. 1.065, § 2º do CPC

Termo, art. 1.065, § 1º do CPC

Audiência, se necessária

Juiz homologa, art. 1.065, § 1º do CPC

Sentença

Segue o processo os seus termos, art.1.067 do CPC

132

Não se poderia. ao relator do recurso (art. por isso. os autos têm a natureza de documento público.068. O juiz precisa dos autos até mesmo para decretar a extinção do processo. nessa hipótese. que podem ter natureza contenciosa ou voluntária. porém. à semelhança do que ocorre na separação e no divórcio. ele próprio deu causa ao desaparecimento dos autos. negar ao juiz o poder de determinar a restauração. pedindo ao juiz que julgue restaurados os autos. será de jurisdição voluntária.1.A concepção da restauração de autos como processo de jurisdição contenciosa. remetendo-se posteriormente o procedimento ao tribunal para aí ser completada e julgada a restauração (art. Se o desaparecimento dos autos se deu no Tribunal. de ação proposta por uma das partes. § 1º do CPC). Observe-se que. Há que se analisar. de comum acordo.Restauração de Autos . no exercício de uma atividade que teria natureza administrativa. a de o juiz determinar. a possibilidade de as partes. Não se deve excluir. em qualquer dos casos. ainda que. necessariamente pública. e especialmente se. Constituem instrumento para o exercício da jurisdição.068 do CPC). ação será distribuída. 1. 133 . de ofício. ainda. far-se-á a restauração no juízo de origem quanto aos atos que neste se tenham realizado (art. conforme haja ou não acordo entre as partes. ainda que meramente homologatória. a restauração de autos. atende ao caso mais comum: aquele em que uma delas tem mais interesse do que a outra no prosseguimento do processo principal.068 do CPC). sendo necessária sentença do juiz. requererem a restauração dos autos. sempre que possível. uma terceira hipótese. não contra mas em face da outra. a vontade das partes é insuficiente. nesse caso. O procedimento. 1. quiçá oferecendo desde logo as cópias que cada uma tinha em seu poder. Por documentarem o desenvolvimento de uma relação processual.

responde por perdas e danos.P. nestes se prosseguirá sendo-lhes apensados os autos da restauração.P. contrafés e mais reproduções dos autos e documentos que estiverem em seu poder (art. 803 do C.do C. ( art. (Art.C.P. Os autos suplementares serão restituídos ao cartório. (§ 1º do C.P. 1065 § 5º do C. 134 . 1067 do C. lavrar-se-á o respectivo auto que.P. no duplo efeito. suprirá o processo desaparecido (art. mas em ação própria.) Julgada a restauração. Se o desaparecimento dos autos tiver ocorrido depois da produção das provas em audiência.C.C.P. seja uma das partes.) . observar-se-á o disposto no Art. A parte contrária será citada para contestar o pedido no prazo de 05 (cinco) dias. 1.) O responsável pelo desaparecimento dos autos. deles se extraindo certidões de todos os atos e termos a fim de completar os autos originais.Nos casos de extravio de autos de separação judicial. inconfundível com a de restauração de autos.P.).) Se a parte concordar com a restauração. seja o juiz. assinado pelas partes e homologado pelo juiz.) Aparecendo os autos originais. esta será juntada aos autos e terá a mesma autoridade da original.C. 1065 do C. ( Art. o escrivão ou um terceiro. A apelação na ação de restauração de autos deve ser recebida.). Se a parte não contestar ou se a concordância for parcial. o juiz mandará repeti-las (Art.066 do C. como decorrem do artigo 1. para efeito de conversão desta em juízo dispensa-se a restauração. seguirá o processo os seus termos.C. 1065 § 2º . cabendo-lhe exibir ás cópias.C.C.069.) Se o juiz houver proferido sentença da qual possua cópia.C. (§ 2 º do C.C.P.P. 1065 § 1º -do C.

941/945) Petição inicial com a planta do imóvel arts.USUCAPIÃO (Art. e. 943 do CPC Com ou sem contestação Segue o procedimento ordinário Sentença art. 942 e 232. do Distrito Federal. 945 CPC 135 .49 . por edital. dos territórios e dos Municípios art. dos Estados. dos representantes da Fazenda Pública da União. IV CPC Intimação por via postal. 941 e 942 CPC Citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel e dos confinantes. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados art.

O autor requererá também a citação pessoal daquele em cujo nome esteja transcrito o imóvel usucapiendo. cabendo ao Ministério Público local. será nela mantido. 941 a 945 do Código de Processo Civil é restrito a usucapião de terras particulares. na petição inicial. com recurso para o Tribunal Federal de Recursos. até a decisão final da causa. perante a Justiça do Estado. na ação de usucapião especial. bem como dos confinantes e. por edital. liminarmente. em geral. designação de audiência preliminar. A ação de usucapião especial será processada e julgada na comarca da situação do imóvel. O possuidor deverá pleitear ao Judiciário. 126 da Constituição Federal. aplica-se o procedimento comum dos arts. Para as coisas móveis ou semoventes. O procedimento traçado nos arts.é modo originário de aquisição do domínio por aquele que tem a posse mansa e pacífica da coisa. 271 e 272 e tratandose de terras públicas aplica-se o procedimento previsto na Lei nº 6969/81. com dispensa da juntada da respectiva planta. servindo a sentença declaratória como título para o registro imobiliário. O autor.Usucapião . a ação será promovida na comarca da situação do imóvel. declaração judicial de seu domínio. a representação judicial da União. no caso de usucapião especial em terras devolutas federais. para transcrição no Registro de Imóveis Adotar-se-á. poderá requerer. através da ação de usucapião. por tempo determinado em lei. Observado o disposto no art. com a conseqüente expedição do título definitivo de domínio. na primeira instância. a usucapião especial poderá ser reconhecida administrativamente. o procedimento sumaríssimo assegurado a preferência à sua instrução e julgamento. e. a fim de justificar a posse. No caso de terras devolutas. dos 136 . expondo o fundamento do pedido e individualizando o imóvel. se comprovada esta.

dos Territórios e dos Municípios. O autor da ação de usucapião especial terá. para que manifestem interesse na causa. Deve ser pedido também a citação de todos os confinantes e interessados. do Distrito Federal. b) ser instruída com a planta do imóvel para que se caracterize a perfeita individualização do bem usucapiendo. devese juntar a certidão negativa de registro. Caso se trate de imóvel não transcrito em nome de alguém. o benefício da assistência judiciária gratuita. Intervirá.réus ausentes. no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias. dos Estados. Serão cientificados por carta. c) o imprescindível pedido de citação daquele em cujo nome está registrado o imóvel usucapiendo. o tempo em que o requerente se encontra na posse do imóvel e o tipo de usucapião (ordinário ou extraordinário). 137 . O prazo para contestar a ação correrá da intimação da decisão que declarar justificada a posse. A petição inicial deverá conter: a) fundamento do pedido: origem e característica da posse. na forma do art. em todos os atos do processo. Para isto é necessário a juntada da certidão do registro imobiliário. se o pedir. o Ministério Público. 232 do Código de Processo Civil. para que fique provado a posse mansa e pacífica. d) certidão negativa de distribuição de eventuais ações reivindicatórias e possessórias em face do Requerente. incertos e desconhecidos. obrigatoriamente. os representantes da Fazenda Pública da União. inclusive para o Registro de Imóveis. valendo a citação para todos os atos do processo.

com início a partir do último ato citatório. Se houver contestação requisitando produção de alguma prova ou mesmo na falta de contestação ocorrer um caso em que a lei não permite a presunção de veracidade dos fatos narrados pelo autor. Caso se trate de réu certo. não se opera a revelia pois só serão considerados partes do processo quando e se comparecem aos autos. Se o órgão estatal for lindeiro ou proprietário. Quanto aos demais terceiros interessados. O Ministério Público também deverá ser intimado para participar do processo como custos legis e. 138 . deve ser citado pessoalmente. o juiz deverá sanear o processo e designar audiência de instrução e julgamento. serão reputados revéis. Os representantes da Fazenda Pública da União. O proprietário do imóvel e os confinantes devem ser citados por mandado. eventualmente. para que. Já os réus em lugares incertos. abre-se prazo de 15 dias. Ocorrerá julgamento antecipado quando não for apresentada contestação ou não houver controvérsia sobre assunto que necessite de prova oral. como curador de incapazes. ausentes ou desconhecidos (seja o proprietário ou confinante) e eventuais interessados devem ser citados por edital. que não apresentaram contestação. do Estado e do Município onde está situado o imóvel serão necessariamente intimados da propositura da ação. Após a citação de todos os réus. dos confinantes e eventuais interessados.Recebida a inicial. contestem o pedido do autor. para a apresentação da contestação. citado por edital e que não apresentou contestação. Se os réus citados pessoalmente não apresentarem defesa no prazo legal. será nomeado curador especial e não se operará os efeitos da revelia. o juiz determinará a citação do proprietário do imóvel. se quiserem. por via postal. citados por edital.

a fim de que.Na audiência serão produzidas as provas orais e técnicas necessárias para por fim as controvérsias. mediante mandado. 139 . o juiz possa julgar pela procedência ou improcedência do pedido. A sentença de procedência da ação de usucapião é meramente declaratória e vale como título de domínio. Uma vez transitada em julgado. deverá ser levada ao Cartório de Registro de Imóveis. para que se proceda a transcrição.

art. 1. 1.071 do CPC Juiz defere liminarmente a busca e apreensão. 1.071.071) Petição inicial.1. 1. § 2º do CPC Avaliação Segue procedimento ordinário art.VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO (ARTS.071 § 2º do CPC Avaliação.071. § 3º do CPC Juiz fixa os honorários do credor e manda remeter os autos ao contador at. § 4º do CPC Liquidação Contador elabora a liquidação Devedor paga Devedor não paga Juiz julga extinta a ação e ordena a devolução do bem apreendido art.§ 1º do CPC Sentença. art. art. 1. §3º do CPC 140 .071. 1. pelo credor que pagou mais de 40% do preço. nomeia avaliador e manda citar.50 . art.071. § 2º do CPC Contestação – 5 dias Sem contestação ou requerimento de purgação da mora. §§ 1º e 2º do CPC Requerimento de purgação da mora.070/1. art. 1. 1071. 1071.071. art.

071). Depositado o montante apurado. desde logo. § 2º).071. honorários e custas (art. ou c) manter-se revel. O uso da faculdade de purgar a mora subordina-se ao requisito de já ter sido resgatada a parcela de mais de 40% do preço. o autor terá de instruir a petição inicial com o contrato de reversa de domínio e com o protesto do título. todavia. descrevendo – lhe o estado e individuando-o com todos os seus característicos (art. Feito o depósito. declarando-se purgada a mora e extinto o processo. pois a medida liminar consta apenas da apreensão e depósito judicial.Ocorre a reserva de domínio quando. § 1º). abrindo-se-lhe o prazo de 05 (cinco) dias para contestação (art. No prazo de resposta. § 2º). que laudo de vistoria e arbitramento do valor atual do bem. b) oferecer contestação.VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO . reservando para si a propriedade da coisa alienada até o momento de completar-se o pagamento integral do preço. O contrato continuará em vigor. Para obter a liminar. o seu direito de propriedade e a mora do devedor (art. Para esse fim. Já no despacho da inicial. o juiz nomeia um perito. que compreenderá todas as prestações vencidas. se estipula um pacto adjeto. seguir-se-á a citação do devedor. juros. arbitrará a verba advocatícia e remeterá os autos ao contador para cálculo atualizado do montante do débito. no contrato de compra e venda. Não se obtém. 1. a coisa apreendida será restituída ao devedor. uma pronta reintegração de posse para o credor.1. 141 . com o que demonstrará. o devedor pode adotar uma das três seguintes atitudes: a) requerer prazo para purga da mora.1.071. o juiz concederá ao devedor o prazo de 30(trinta) dias.071. até o cumprimento das demais prestações vincendas. segundo o qual o vendedor se garante.1.

para que se faça o cotejo entre o valor atual do bem (laudo de avaliação) e o montante da dívida remanescente da venda com reserva de domínio. o processo tomará o curso ordinário. 142 . § 3º). depois de assinado o prazo para tanto.1.Se o réu apresentar contestação no qüinqüídio legal. Caindo o réu em revelia. a apreensão e depósito de início deferido (art. o juiz ordenará que. ou deixando de efetuar a purga da mora. porém. Com ele evita-se o locupletamento indevido do credor à custa do devedor. § 4º).071. Ao proferir a sentença. deposite em juízo o excesso entre o valor da coisa e o remanescente do débito mais despesas do processo (art.1. poderá o credor obter desde logo o julgamento da causa pelo. Antes.582). porém.071. que rescindirá a venda e reintegrará o autor na posse do bem apreendido. se for o caso. O depósito dessa diferença será condição para execução da sentença que defere a reintegração de posse ao credor (art. deverá apresentar nos autos todos os títulos vencidos e vincendos. prevalecendo.

caput) Julgamento em 10 dias (art.51 .EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL ( arts. 739 do CPC) Recebimento para discussão Impugnação do Credor (15 dias – art. 621 do CPC) Apreensão judicial da coisa ( art. 624 do CPC) Devedor deposita a coisa (art. instrução e julgamento (art. 738 do CPC Não há embargos: entrega ao credor ( extinção da execução) Rejeição liminar (art. 795 do CPC) Há embargos do devedor (autos apartados) (15 dias – art. caput do CPC) Rejeição dos embargos Acolhimento dos embargos Entrega de coisa ao credor Devolução da coisa ao devedor 143 . 625 do CPC) Lavratura do termo (art. 621 a 628) Petição inicial Devedor entrega a coisa Citação com prazo de 10 dias ( art. 740. 740. caput do CPC) Audiência de conciliação. 740. 622 do CPC) Sentença de extinção da execução (art.

Deferida a petição o devedor será citado para. Será. depósito ou caução (art. Lavra-se. inicia-se sempre com a provocação do interessado mediante petição inicial. dando-se por finda a execução ( art. 624). que tanto pode ser real como pessoal. caput). começa a fluir da data da juntada aos autos do mandado de citação ( art. A execução sob a modalidade de entrega de coisa certa ( apoiada em título extrajudicial). poderão ocorrer três situações distintas: a) Entrega a coisa: O devedor acatando o pedido do credor entrega-lhe a coisa devida.Execução para Entrega de Coisa Certa com base em Título Extrajudicial . O prazo para a entrega corre da juntada do mandado cumprido aos autos. b) Inércia do devedor: O executado deixa escoar o prazo de dez dias sem entregar a coisa e sem depositá-la. preliminarmente. sendo indiferente a natureza do direito a efetivar. 144 . 736). o código separou em seções distintas a entrega de individuação das coisas coisa certa ( art. em dez dias. entregando a coisa prevista no título executivo ( art. ou de busca e apreensão se móvel. O objeto da prestação. 629. O de embargos. 621) e a de coisa incerta art. contados da citação. em tais obrigações nem sempre vem completamente individuado. se se tratar de imóvel. apenas pelo gênero e quantidade. 621. já que no ultimo caso deve-se passar. expedido em favor do credor mandado de imissão de posse. os embargos. independem de penhora. por uma fase de indicas no título executivo. o competente termo nos autos. Por isso. em qualquer das modalidades de obrigação. então. é de quinze (15) dias. 738). Na nova sistemática da execução dos títulos extrajudiciais.A execução para entrega de coisa corresponde às obrigações de dar em geral. Cumprida a citação. Em tal situação a medida executiva é definitiva se já transcorrido o prazo de quinze (15) dias para embargos. satisfazer a obrigação. então.

em lugar de entregar. O depósito deixou de ser requisito para os embargos à execução. se atendidas as exigências do art. de sorte que a imissão na posse ou a busca e apreensão conservarão o seu feitio de efetividade. 145 . Com esta providência. se ainda oportunos não terão eles necessariamente efeito suspensivo. deposita a coisa devida em juízo. lavrando-se termo nos autos. mas continua sendo uma das condições para se tentar a suspensão da execução do título extrajudicial. § 1º. 739-A. ficará habilitado a pleitear o efeito suspensivo para os embargos.Oferecidos embargos. c) Depósito da coisa: Dentro do prazo de dez dias da juntada do mandado citatório. o devedor.

861 do CPC) Petição inicial (art. sem pronunciar-se sobre o mérito da prova (art. 862) Intervenção do MP (art. Único) Designação de audiência Julgamento por sentença. Único) 48 horas Entrega dos autos ao promovente (art. 866) 146 . parág. parág. 861) Citação dos interessados Sem citação (art. 862. 866.52 .JUSTIFICAÇÃO (art.

ou porque estão em lugar incerto. intervirá no procedimento da justificação o Ministério Público. 861 do CPC). 147 . como em A justificação é a audiência de testemunhas. No processo de justificação não se admite defesa. para fiscalizar a colheita do depoimento testemunhal ( art. a final. limitando-se a verificar se foram observadas as formalidades legais( art. 864). A justificação. 862. tudo isso com a finalidade de garantir a regularidade da produção dos depoimentos. contrariedade ou mesmo recurso ( art. impor também a citação dos interessados ( art. seja para servir de provas em processo regular ( art. porque sua finalidade é constituição de prova sem que haja a vinculação necessária a um processo principal. parágrafo único). Os interessados são citados contraditar as testemunhas. para acompanhar os depoimentos.Justificação . com a finalidade de demonstrar a existência de algum fato ou relação jurídica.A justificação consiste outras finalidades não contenciosas. 865). ressalvados os casos legais. de modo que seu valor será discutido e contrariado quando este for apresentado. a julga por sentença. sem se comprometer quanto ao conteúdo da prova. Quando os interessados não puderem ser citados. que não se pronuncia sobre o mérito da causa. na colheita avulsa de prova testemunhal. A justificação apenas atesta que as testemunhas compareceram e declararam o que consta do termo perante o juiz. ou porque são incertos. que tanto pode ser utilizada em processo futuro. 862) faz a documentação probatória unilateralmente. 866 ). seja para simples documento e sem caráter contencioso . O juiz. apesar de. Esta medida não é tipicamente cautelar. podendo reinquiri-las e manifestar sobre documentos eventualmente juntados ( art.

866). os autos serão entregues ao requerente independentemente de traslado. decorridas 48 horas da decisão (art. 148 .Encerrada a justificação.

1.102c do CPC Constitui-se título executivo extrajudicial Segue o prosseguimento ordinário. art.102c. 1102a do CPC Juiz expede mandado de pagamento ou de entrega da coisa Réu cumpre o mandado. art.102c.102a/1.102c. art. 1. art. 1. art. 1.1. § 2º do CPC Prossegue como execução de quantia certa ou para entre de coisa.AÇÃO MONITÓRIA (Art. art.53 . art. § 3º do CPC 149 .102c do CPC Extingue-se o processo Suspende-se a eficácia do mandado. § 1º do CPC Réu embarga. 1. 1102c do CPC Réu não embarga.102c do CPC) Petição inicial.

Se houver necessidade de emenda da inicial. art. com base em prova escrita sem eficácia de título executivo. a petição será indeferida (neste caso caberá apelação em 15 dias). Não sendo possível a correção. entrega de coisa fungível ou entrega de bem móvel determinado. verificando o juiz que a petição preenche os requisitos legais. Contra a decisão que manda expedir o mandado monitório não cabe agravo.Monitória . pagamento de soma em dinheiro. a inicial deverá apresentar documento escrito que permita ao juiz. O mandado inicial só converter-se-á em mandado 150 . 1. Há que se verificar se existe prova escrita. O mandado monitório inicial tem a sua eficácia executiva condicionada a não interposição de embargos. A insuficiência de documento não poderá ser suprida por testemunhas (somente se opostos embargos será possível ouvi-las). ou não se cumprindo a determinação judicial. Se outra for a pretensão. Se houver prova escrita e ela tiver força de título executivo será hipótese de execução imediata. Atendidos os requisitos do passo anterior para propositura da ação. Não existindo na prova escrita eficácia de título executivo. Compete a quem pretender. não será possível a ação monitória. deferirá de plano a expedição do mandado de pagamento ou entrega da coisa em 15 dias. Se o título juntado na inicial possuir eficácia executiva. é preciso que a pretensão recaia sobre o pagamento de soma em dinheiro.102a). o juiz considerará o autor carecedor da ação.079/95. em cognição sumária e sem ouvir a parte contrária. não é caso desta ação. entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel (CPC.A ação monitória foi introduzida no ordenamento processual pátrio pela lei 9. concluir pela razoabilidade do direito do autor. o juiz dará prazo de 10 dias para correção de eventuais equívocos. No despacho inicial. que a incluiu dentro dos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa. Caso a resposta seja negativa.

para tanto. Quando não for mais possível a interposição de recursos com efeito suspensivo. O juiz declara extinto o processo. em título executivo judicial. entregue a coisa ou conteste. caberá apelação em 15 dias. recebida no duplo efeito. fica suspensa a eficácia do mandado de pagamento (a defesa será autuada nos mesmos autos). mandando arquivá-lo. Nada impede que interpostos embargos o juiz reveja sua decisão e mande extinguir o processo sem resolução de mérito. Quando aceitos os embargos. O réu poderá: a) Pagar ou entregar a coisa . o juiz mandará citar o réu. automaticamente. não pagar e também não se defender. Caso contrário a decisão inicial será interlocutória. B) Apresentar defesa . O juiz não sabe ao deferir o pedido do autor. que acolher ou rejeitar os embargos. isso dependerá da atitude que o devedor irá tomar depois de citado. constituindo título executivo judicial.executivo. qual a natureza de sua decisão. mas para pagar a soma em dinheiro. com força de coisa julgada material. bastando.nesse caso ele ficará isento do pagamento das custas e honorários advocatícios (essa isenção serve para incentivar a rápida solução da lide). e a decisão inicial ganhará eficácia de sentença. de plano. que o réu cumpra o mandado. não para este se defender. Ao deferir a expedição do mandado. Para tanto não é necessária a prévia segurança do juízo e a ação prossegue dentro do rito ordinário do processo de conhecimento até a sentença (que poderá acolher ou rejeitar a defesa).se o réu embargar. Permanecendo inerte o devedor é considerado revel e o mandado inicial transforma-se. o mandado inicial estará revogado e todo o processo será extinto. O mandado 151 . Contra a sentença. entregar a coisa fungível ou bem móvel. Rejeitados os embargos o mandado inicial transforma-se. se o réu não entregar a coisa. em título executivo judicial. dar-se-á início a execução.

475 . ainda que por negação geral. 152 .inicial de pagamento será transformado em mandado executivo. O mandado inicial transformar-se-á.L do CPC. dará por não opostos os embargos. o mandado inicial transforma-se em execução de título judicial e começa a fase executória. Contra essa decisão interlocutória cabe agravo de instrumento. e não sendo efetuado o pagamento e nem entregue a coisa. conforme o caso. em título executivo judicial. passando de ação monitória para execução por título judicial. Transcorrido o prazo inicial de cumprimento voluntário. Se o juiz considerar os embargos intempestivos ou verificar que não preenchem os requisitos legais. O curador especial fica obrigado a embargar. de plano. será expedido o mandado de penhora ou de busca e apreensão. Rejeitado os embargos ou sendo considerado o devedor revel. Nesta fase executiva não cabe mais embargos do devedor. mas apenas eventual impugnação nos moldes do art. A execução será provisória até julgamento do agravo.

920/933) Petição inicial – art. citado o réu – art. 928 do CPC Manda citar Justificação. 928 do CPC Concede ou nega o mandado liminar Com ou sem contestação Segue o procedimento ordinário – art.54 . 931 do CPC 153 . 928 do CPC Juiz concede mandado liminar e manda citar o réu – art.POSSESSÓRIAS (Arts.

A petição inicial nas ações possessórias deverá especificar: a) a posse do autor. promoverá o autor a citação do réu. parágrafo único). o prazo para contestar contar-se-á da intimação do despacho que deferir ou não a medida liminar (art. com evidente molestamento da posse.930). sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais (art. o esbulho ou ameaça imputado ao réu.933): a) A ação de reintegração de posse. em sua primeira parte. com evidente desapossamento da coisa em disputa. e ao interdito proibitório (art. 927 do CPC). c) A ação de interdito proibitório. parágrafo único). Quando houver justificação prévia. b) A ação de manutenção de posse. Este procedimento é aplicável às ações de reintegração e de manutenção de posse. deve ser proposta diante da ocorrência de uma coisa. c) a data da turbação do esbulho. nos casos de manutenção ou interdito proibitório (art. d) a continuação da posse. Importante inovação introduziu o art. Concedido liminarmente o mandado. Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou reintegração liminar.928. autor e réu intentem ação de reconhecimento de domínio. embora turbada ou ameaçada. nos cinco dias subseqüentes (art. sem que o autor tenha sido por completo afastado da 154 . deve ser proposta na hipótese de o autor se encontrar na ameaça de sofrer uma agressão originada do futuro réu.930. proibindo que. sendo demanda de índole preventiva. turbação (agressão menor do que o esbulho).Possessória .923. sua duração e seu objeto. b) a turbação. na pendência do processo possessório. deve ser proposta na hipótese de o autor ter sofrido esbulho possessório.

turbação ou esbulho. O magistrado determina a citação do réu. atestando (ou não ) o preenchimento dos requisitos previstos no artigo 927 da Codificação de Procedimentos ( posse anterior. 295 do CPC: 2) Determinar a emenda da primeira peça. Com a concessão ou não do mandado liminar de reintegração ou manutenção de posse. nas espécies possíveis da contestação das exceções processuais e da impugnação ao valor da causa. 155 . quando apresentar vício sanável. com objetivo de proceder com a ouvida de testemunhas apresentadas pelo autor. nas situações alinhadas no art. necessários ao deferimento da liminar pretendida. em princípio não se admitindo a reconvenção. o magistrado pode: 1) Indeferir a inicial de plano. para os fins da apresentação de sua defesa. assumindo a ação o rito comum ordinário desse momento em diante. 3) Deferir a liminar de reintegração ou de manutenção de posse. devendo o cartório providenciar a citação do réu. para que compareça ao ato. ou 4) Designará dia e hora para realização da audiência de justificação.Com a análise da petição inicial. perda ou molestamento da posse e data da ocorrência da turbação ou do esbulho).

art. concluído a instrução Partes arrazoam. 488/282 do CPC Indeferimento. II do CPC Com ou sem resposta. 493 do CPC 156 . 490. até o art. no que couber Se houver necessidade de provas.55 . 493 do CPC Segue como dispuser as Normas de organização judiciária Voltam os autos ao relator. art. 491 do CPC Segue o rito ordinário. 492 do CPC Neste caso.RESCISÓRIA (Arts. art. 323. para realizálas em 45 a 90 dias. o processo será enviado ao juiz. art. 331. art. 485/495) Petição inicial. art. a partir do art.

diferente da anterior. ou de que não pôde fazer uso. concussão ou corrupção do juiz. A esse depósito não estão obrigadas as Fazendas Públicas e o Ministério Público (art. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal.488. Conforme preceitua o art. em face da nova relação processual que se forma. quando houver fundamento para invalidar confissão. Sua finalidade exclusiva é a rescisão do julgado. desistência ou transação. quando se fundar em prova. quando proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. resultante de atos ou de documentos da causa. NÃO É RECURSO. quando resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. que não dependem da sentença. como os atos jurídicos em geral. Nesses casos.Rescisória - pretende a desconstituição da sentença.485 do CPC). 157 . por si só. com necessidade de atendimento a pressupostos e condições próprios. provada na própria ação rescisória. Ao ingressar com a ação. em que se baseou a sentença. quando violar literal disposição de lei. não cabe ação rescisória (art. a fim de fraudar a lei. “Os atos judiciais. quando ofender a coisa julgada. ou seja. quando se verificar que a sentença foi proferida com prevaricação. 485 do CPC. podem ser rescindidos. II).486 do CPC). mas ação própria. depositará o autor a importância de 5% sobre o valor da causa (art. cuja existência ignorava. quando fundada em erro de fato.488. o autor obtiver documento novo. mas ação ordinária de nulidade ou de anulação. nos termos da lei civil” (art. ou em que esta for meramente homologatória. Não suspende a execução da sentença rescindenda (art. parágrafo único). já finda. de lhe assegurar pronunciamento favorável. ou de colusão entre as partes. ou a sua anulabilidade.489 do CPC). quando depois da sentença. cabe a ação rescisória no prazo de dois anos (decadencial). capaz.

debates e sentença 158 . 68. II) Audiência: contestação (com contraproposta): Conciliação: suspensão para perícia já designada (art.68. 68.68. o juiz fixa aluguel provisório. 8. I) Juiz designa audiência de conciliação e julgamento e manda citar o réu Se houver. (até 80% do pleiteado) (art.REVISIONAL DE ALUGUEL (arts.56 . III) Perícia Audiência: outras provas. 68 a 70 da Lei nº.245/91) Petição inicial (indicando o valor do aluguel pretendido) (art. IV) Réu pode pedir revisão do aluguel (art.

de ação revisional.Revisional de Aluguel . para tal fim. contudo. 159 .A revisão tem por escopo adequar o valor do aluguel ao de mercado. Consensual ou judicialmente alcançada. o deferimento das eventuais provas orais requeridas pelo autor . a revisão acarreta a alteração. em razão da perda do poder aquisitivo da moeda. 278). bem como adotado. arcando o revel com o ônus da sucumbência. terá total incidência o artigo 319 do diploma lembrado. qual seja aquele indicado pelo autor na inicial. de um dos elementos constitutivos do contrato de locação. ou. diversa daquela anteriormente pactuada. mas também poderá ser alterada a periodicidade de seu reajuste. somente ao locador ou sublocador (art. o aluguel provisório pleiteado pelo autor. Nesse caso. Poderá o juiz homologar o acordo de desocupação. inaudita altera parte e com base nos elementos constantes da documentação que instruiu a inicial. as circunstâncias indicadas no artigo 9º. periodicamente. a todo tempo. através de decisão judicial. a cada triênio. mediante expedição de mandado de despejo (Art. novo indexador. § 1º) O inciso I determina a elaboração da petição inicial com base nos requisitos dos artigos 276 e 282 do Código. no mínimo. que se faz necessário. no caso concreto. 70). em valor não excedente a oitenta por cento do pedido. Deferida a petição inicial. 69.CPC. com a determinação da citação do réu e a designação da data para a audiência (bem como. não se confundindo com o reajuste do mesmo valor. acolher o pedido de revisão e fixar o novo valor locativo. mediante a propositura. por qualquer daqueles. Pode ser obtida. Sendo o réu revel (e não concorrendo. reservado tais possibilidades. o juiz ainda poderá fixar. por acordo dos interessados. em caso de divergência. qual seja o valor do aluguel. art. inciso II ou nos incisos I ou III do artigo 320 do Código). cabendo ao juiz. exigindo ainda a indicação expressa do valor do aluguel cuja fixação é pretendida.

deverão ser observadas todas as exigências que envolvem a execução por quantia certa (CPC. arts. no entanto. Não ocorrendo a extinção da obrigação pela via normal do pagamento. note-se que essa execução. 69. notadamente o ajuizamento da demanda executiva e a citação do executado. os desdobramentos possíveis estarão condicionados à natureza e ao conteúdo da defesa. § 2º). nas hipóteses indicas no artigo 9º. caso em que o juiz imediatamente prolatará sentença de procedência. estará o credor autorizado a promover ação de execução das diferenças. nos próprios autos do processo de conhecimento (art. dando origem a novo processo. do CPC).Ofertada contestação pelo réu (ou curador. 646 a 729 e 748 a 786). II). por ser ação distinta da revisional (mantendo com ela. 160 . um vínculo conectivo sucessivo). fixando o novo locativo e impondo ao primeiro o ônus da sucumbência. Poderá o réu reconhecer a procedência do pedido revisional e aceitar o valor indicado pelo autor. (CPC. art. 269.

831) 5 dias Revelia Aceitação Contestação Audiência: prova oral Sem audiência: Não há prova oral Sentença Procedência da ação Improcedência da ação Parte presta caução Não presta caução Extinção do processo Nova sentença: (art. 829 a 834 do CPC) Petição inicial Pedido do obrigado à caução Pedido do que direito à caução Requisitos: art. 834. 829 do CPC Requisitos: art.CAUÇÃO (arts. § único) Extinção do processo Possibilidade de arresto 161 . 830 do CPC Citação (art.57 .

o juiz designará 456 do CPC.Caução - A caução é a garantia do cumprimento de um dever ou de uma à disposição do juízo. audiência de instrução e julgamento. Deferida a inicial. penhor e fiança ( art.se a caução oferecida ou prestada for aceita. e CPC). Toda vez que medida cautelar possa por sua vez. 832): I. Há julgamento imediato da ação. II. 826 do CPC). causar prejuízo. independentemente de crédito. a garantia contra este prejuízo é feita mediante caução. contudo. no segundo ( apresentação de fiador idôneo) que a caução é fidejussória ( art. seguindo-se sentença. A caução é a contracautela por excelência. No primeiro caso ( colocação de bens à disposição do Juízo) se diz que é caução real. III.se a matéria a resolver for somente de direito ou. para: a) aceitar a caução ou contestar o pedido. Quando a lei não determinar a espécie de caução. já não houver necessidade de outra prova. esta poderá ser prestada mediante depósito em dinheiro. títulos da União ou dos Estados. 162 . na própria audiência. 827 do pode ser prestada pelo interessado ou por terceiro ( art. papeis de CPC). o requerido ( réu) será citado com o prazo de cinco (5) dias ( art. bens ou dar fiador obrigação consistente em colocar idôneo que assegure tal finalidade. Havendo. b) prestar a caução ou contestar o pedido. por sentença. pedras e metais preciosos. sendo de direito e de fato. hipoteca. nos seguintes casos ( art. 831 ). contestação e necessidade de provas orais ou esclarecimento de perito.se o requerido não contestar. 828 do audiência. ou no prazo do art.

que é então de natureza declaratória negativa.Se a sentença é de improcedência da ação. o juiz determinará a caução e assinará prazo para ser prestada. 163 . o juiz declarará a caução não prestada. Se a sentença é de procedência do pedido. exaure por si só a prestação jurisdicional. cumprindo-se as diligências necessárias que forem determinadas. Se o requerente não cumprir a sentença.

autor perde o direito à garantia da evicção 164 . caput do CPC Citação do denunciado Inércia do denunciado Denunciado comparece Autor não promove a citação no prazo legal. 72. 76 do CPC No caso de não ter sido citado o denunciado: só julga a causa principal . art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO AUTOR (Arts. 71 do CPC Suspensão do processo. 72. § 2º do CPC Denunciado assume posição de litisconsorte. art. art. 74 do CPC Ação prossegue só com o denunciante Termina a suspensão do processo Pode aditar a petição inicial.58 . 70/76) Pedido é feito na petição inicial da ação principal. art. art. 74 do CPC Tramitação normal do processo Sentença No caso de citação do denunciado: decide a causa e declara a responsabilidade do denunciado pela evicção ou perdas e danos. 74 do CPC Citação do réu. art. Art.

75. 76 do CPC 165 . art. 70/76) Pedido do réu.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO RÉU (arts. resolverá a causa e a questão da garantia da evicção. art. 75. art.59 . art. art. art. no prazo da contestação. 75. Réu perde a garantia da evicção Cessa a suspensão do processo Reabre-se o prazo de contestação Tramitação normal do processo Sentença: se houver citação oportuna do denunciado. 72 do CPC Juiz determina citação do denunciado Denunciado aceita a denunciação Citação não se realiza no prazo legal Denunciado não comparece Denunciado nega sua qualidade Denunciado confessa fatos alegados pelo autor Denunciado contesta pedido do autor Ação prossegue apenas com relação ao denunciante O denunciante prosseguirá na defesa. II do CPC O denunciante poderá prosseguir na defesa. II do CPC Denunciado passa a litisconsorte do réu. II do CPC Não haverá apreciação da denunciação na sentença final. 71 do CPC Suspensão do processo.

o de garantia da evicção. para vir responder pela garantia do negócio jurídico. o momento de sua propositura confunde-se com o da própria ação.Denunciação à Lide . de para com a solução normal do litígio de início deduzido em juízo.280 do CPC). II. segundo o art. Da propositura do incidente decorrerá a suspensão do processo (art. e o processo ficará suspenso (art. que mantém um vínculo de direito com a parte (denunciante).70. 166 . são: I. entre autor e réu. Denunciação feita pelo réu: O réu deverá fazer a denunciação da lide no prazo para contestar a ação (art.o do direito regressivo de indenização. observando-se os mesmos prazo de citação e resposta já aludidos no tópico da denunciação feita pelo autor ( § 1º do art.77). Em princípio.71). juntamente com a do réu. Consiste em chamar o terceiro (denunciado). será de 15(quinze) dias (art. caso o denunciante saia vencido no processo. que leva a uma sentença sobre a responsabilidade do terceiro em face do denunciante.297). então. Cumpre distinguir entre a denunciação feita pelo autor e a promovida pelo réu: Denunciação feita pelo autor: Quando a denunciação da lide parte do autor.72). Os casos em que tem cabimento a denunciação da lide.Não é admissível no procedimento sumário (art.72). será pedida a citação do denunciado. Na petição inicial. A denunciação da lide é medida obrigatória.o da posse indireta: III. Mas o juiz deverá marcar o prazo de resposta do denunciado.

2ª) Se o denunciado for revel. Ao denunciado o juiz marcará o prazo de resposta. no prazo de resposta (15) dias. poderá contestar o pedido. isto é. para julgá-la improcedente.Feita a denunciação da lide. ter-se-á configurado decisão interlocutória.162. o recurso a respeito desta causa incidente será a apelação (art. § 2º).75: 1ª) Se o denunciado aceitar a denunciação. poderá o denunciante prosseguir na defesa. não estará o réu obrigado a apresentar simultaneamente a contestação. com reabertura do prazo de resposta. ou seja. Quando a apreciação se der na sentença. após sua citação.513). sem prejuízo do prosseguimento do processo entre as partes originárias. deixar de responder à denunciação.522). cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até o final. o recurso cabível somente poderá ser o agravo (art. para acolher ou rejeitar a denunciação. Uma vez que a relação processual principal e seu objeto devem permanecer incólumes. pouco importando qual a relação processual incidente (entre denunciante e denunciado) tenha sido extinta (art. ou comparecer apenas para negar a qualidade que lhe for atribuída. 167 . poderá ocorrer uma das seguintes hipóteses previstas pelo art. 3ª) Se o denunciado comparecer e confessar os fatos alegados pelo autor. e. Se a admissibilidade da denunciação da lide for rejeitada na fase de saneamento da causa.

art. 218. sob compromisso Laudo Confirma Não confirma Juiz nomeia um curador. § 2º do CPC Oficial procede à citação Oficial cita o réu na pessoa do curador. 218. 218. 218 § 3º do CPC 168 .INCIDENTE DE CITAÇÃO DO RÉU DEMENTE OU IMPOSSIBILITADO DE RECEBÊ-LA (Art. art. § 1º Juiz nomeia um médico para o exame. §§ 1º e 3º do CPC) Certidão do oficial de justiça. art.60 .

quanto à sua escolha a preferência estabelecida na Lei civil. O Oficial de justiça passará certidão. sob pena de nulidade do processo. Há intervenção do Ministério Público. quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la (art. Reconhecida a impossibilidade. observando. o juiz dará ao citando um curador. descrevendo minuciosamente a ocorrência. A citação será feita na pessoa do curador.Nos próprios autos. A nomeação é restrita à causa.Incidente de Citação do Réu Demente ou Impossibilitado de recebê-la . a fim de examinar o citando. O laudo será apresentado em cindo (5) dias. a quem incumbirá a defesa do réu. 169 . O juiz nomeará um médico. 218 CPC). Não se fará citação.

EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO ( Arts. Remete os autos ao substituto art. 314. do CPC Condenação do juiz nas custas se a exceção for procedente art. 312/ 314) Petição dirigida ao juiz da causa. 313 do CPC Produz suas razões e provas em 10 dias art. e rol de testemunhas art. do CPC 170 . quando não tiver fundamento legal art. 314. 299 do CPC Juiz não pode indeferir a exceção Juiz reconhece o impedimento ou suspeição Juiz não reconhece a argüição. com documentos. 313 do CPC Remete os autos ao tribunal Decisão do Tribunal Arquivamento da exceção. 314. 312 do CPC Autuação em apenso ao processo principal art. do CPC Remessa dos autos ao substituto legal art.61 .

I a IV) Petição inicial art.EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO a) Contra o Ministério Público. 138.62 . 138. peritos e interpretes (art. § 1 º do CPC Vista ao argüido Provas. serventuários. se necessárias Decisão 171 .

312 do CPC Juiz reconhece. art. 313 do CPC Juiz não reconhece art. do CPC Tribunal condena o juiz nas custas e remete os autos ao substituto. art. art. podendo juntar documentos e arrolar testemunhas Remete os autos ao tribunal Tribunal arquiva. 314 do CPC 172 . 314. remetendo os autos ao substituto. art.b) Contra o juiz (Arts. 313 do CPC Arrazoa. 312/314) Petição e rol de testemunhas.

não poderá a parte. ouvindo o argüido no prazo de 5 (cinco) dias. na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos. 134. Também tem natureza de decisão interlocutória.A suspeição se dá em função da amizade ou inimizade do juiz com as partes do feito. No caso de suspeição. não há preclusão. aos serventuários. do Código de Processo Civil. relaciona os casos de impedimento. relaciona os casos e suspeição. o juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa. A suspeição é aplicada ao Ministério Público. Não pode ser conhecida de ofício necessitando da provocação das partes.Exceção de Impedimento – O impedimento se dá em função da atuação do juiz no feito ou de parentes. 173 . por ser presunção absoluta de parcialidade. Suspeição . p. se não for levantada. em petição fundamentada e devidamente instruída. portanto passível de agravo. do Código de Processo Civil. O Art. ou seja. É considerado vício insanável podendo ser conhecido de ofício. ficando superada se não for alegada a tempo. conforme preceitua o art. não sofrendo preclusão podendo ser levantado em qualquer fase da ação. a que resolve a exceção. ao perito e ao intérprete. o juiz pode declarar de ofício (135. o juiz também pode declarar-se impedido ex officio. alegar que o juiz é suspeito. Autuada em apenso (art. 138 do CPC. facultando a prova quando necessária e julgando o pedido. com suspensão da causa (art. sendo que neste caso a parte interessada deverá argüir o impedimento ou a suspeição. O Art.306 do CPC).u. posteriormente.) No caso de impedimento. 135. ocorre preclusão.299 do CPC).

no que couber ( art. 392 do CPC Juiz ordena a perícia. 392 § único) Se necessárias outras provas: audiência Sentença. art. 393) Argüição de falsidade. seguindo na forma dos arts. art. 420/439. extingue-se o incidente (art. art. 390 do CPC Resposta art. 392 do CPC) Se a parte concordar em retirar o documento e a outra não se opuser.INCIDENTE DE FALSIDADE (ART. 390 DO CPC (após o encerramento da instrução.63 . 395 do CPC 174 .

175 . arts. como verdadeira ação declaratória incidental. Autuada em apenso ( art. sem adentrar no mérito da causa. o juiz. ou outras provas serão produzidas nos próprios autos da ação. a declarar se o documento corresponde ou não à realidade dos fatos. a sentença ( quanto à autenticidade ou falsidade do documento ) será proferida juntamente com a da ação principal( constitui uma das espécies da declaratória incidental. com suspensão da causa ( art. 4º II. uma vez que falsidade ideológica só pode ser objeto de ação constitutiva negativa (ação anulatória). 393 do CPC). Se a falsidade for argüida antes de encerrada a instrução. 393 do CPC). Assim. A falsidade pode consistir na elaboração de documento novo ou em alteração de documento já existente. tão somente.O legislador trata o incidente de falsidade como uma verdadeira ação declaratória incidental de falsidade. Só é possível argüir o incidente de falsidade material. no incidente. processar-se-á perante o relator( art. o incidente de falsidade. Em segunda instância. o exame pericial. 391 e 395 do CPC). visa.Incidente de Falsidade. deve limitar-se a proclamar a validade ou a falsidade do documento. 394 do CPC). Cuidando-se de tutela declaratória de mero fato. isto é. de ação que objetiva estender a eficácia da coisa julgada a questão prejudicial (validade ou falsidade de documento constante dos autos).

INCIDENTE DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA (art. 261 do CPC Vista ao autor Não concorda Concorda Se necessário. art.64 . nomeação de perito Juiz fixa o valor 176 .261 do CPC) Petição de impugnação.

valendo-se do auxílio de perito. Não é dado ao juiz deixar de solucionar o incidente. então. dever-se-á aguardar que hajam todos apresentado defesa para. Além de o texto prescrever que a decisão venha "em seguida". 20. porém.A impugnação do valor atribuído à causa passou a constituir um incidente à parte. eleváveis a 20 (arts. 189. resulta evidente a impossibilidade de apresentá-la juntamente com a defesa. ou. 39 177 . Encerrada a instrução. em uma única peça. conclusos os respectivos autos após a resposta do autor. 162. não sendo necessária.Impugnação ao valor da Causa . dar andamento à impugnação apresentada ao valor da causa por algum deles. § 2º). Se a impugnação ou a resposta assentarem em matéria de fato. que autoriza o imediato uso do agravo (art. Se vários forem os réus. O prazo para ser formulada. Desde que terá de ser autuada em apenso. caso em que a instrução e o julgamento de todas hão de ser em conjunto. ou deixá-lo para a sentença. os juízes dispõem de 10 dias. na qual o réu declinará os motivos em que apóia a impugnação à estimativa feita pelo autor. rejeitando-a ou acolhendo-a. o autor será intimado a responder no prazo de cinco dias. § 1º). continua a ser o mesmo destinado à apresentação da resposta. A solução constitui uma decisão interlocutória (art. o juiz poderá promover uma instrução probatória. II e 187). o juiz decidirá a impugnação. 522). Terá de sê-lo em petição autônoma. hipótese esta na qual fixará o valor definitivo da causa e condenará o vencido a pagar as custas do incidente (art. ou envolverem elementos técnicos. não sendo mais assunto da própria contestação. Recebida e autuada a impugnação. A cautela se impõe ante a possibilidade de mais de um oferecer impugnação. com procedimento específico. para proferir as decisões.

após as seguintes diligências: Pedido contestado Pedido não contestado Sem efeito da revelia. 267 e 269. ou perícia Verifica-se causa de extinção do processo (art. 331 do CPC Sentença. 320 do CPC Com efeito da revelia. 331. art. 330 do CPC Acordo Saneamento (art. § 1º do CPC) 178 . art. 329/331 do CPC) Vencido o prazo de resposta do réu Juiz recebe os autos conclusos Profere julgamento conforme o estado do processo. art. I do CPC) Audiência de conciliação. 319 do CPC Especificação de provas.JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO (art. art. § 2º do CPC) Homologação por sentença (art. art. 331. 330. II a V do CPC Não há necessidade de outras provas (art. art.65 . 329 do CPC Julgamento antecipado da lide. 324 do CPC Providências preliminares Há necessidade de prova oral.

quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. VII.328).julgamento antecipado da lide (art.295) II.Julgamento conforme o estado do processo - “Cumprida as providências preliminares.quando houver desistência da ação. nas hipóteses previstas no art. VI. ou seja: I.saneamento do processo (art. III. ou quando inexistir irregularidade processual a sanar.quando não ocorrem os pressupostos processuais. III.nos casos de indeferimento da petição inicial (art. IX.quando o autor abandonar a causa por mais de 30 dias. VIII .329). X .330).quando ocorrer confusão entre autor e réu.quando a causa for abandonada por ambas as partes. litispendência ou coisa julgada. IV. ainda. ou não havendo necessidade delas. XI _nos demais casos previstos no Código. Pode o julgamento conforme o estado do processo consistir numa. o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo”. por mais de um ano.320: quando o réu não produzir defesa indireta.329) II. ou seja. com observância do disposto nos arts. 179 . V. sem apreciar o mérito da causa.extinção do processo (art.267. 329 a 331 (art. quando não se produzir documento com a contestação. e. Não há necessidade das providências preliminares quando não houver resposta do réu e não incidir o art.no caso de preexistência do compromisso arbitral.quando não ocorrer qualquer das condições da ação.331).nos casos de perempção. No julgamento conforme o estado do processo(art. o juiz declara a extinção do processo. os requisitos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. das seguintes decisões: I.

180 . Nessas três hipóteses. não houver necessidade de produzir prova em audiência. a desnecessidade da audiência faz com que se elimine a incidência do princípio da oralidade do processo de conhecimento.329. III. proferir julgamento conforme o estado do processo para extingui-lo antecipadamente. Poderá. também. IV. isto é.quando ocorrer decadência e prescrição.quando houver transação entre as partes. pos os aspectos examinados são de natureza formal. No momento do julgamento conforme o estado do processo. profere sentença definitiva. segundo o art. são ligados ao exame de admissibilidade do processo tão-somente.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. quando (art. 267. com composição do mérito da causa.319). sem ferir o mérito da causa. a questão de mérito. II a V: I. c) ocorrer a revelia (art.quando se verificar renúncia do autor ao direito sobre que se funda a ação. embora nem sempre dê solução própria à lide.269. a sentença do juiz é apenas terminativa. o juiz. com solução de mérito nos casos do art. b) mesmo sendo de direito e de fato. o juiz examinará o pedido e proferirá sentença contendo sua própria solução para a lide. sem passar pela audiência de instrução e julgamento.Em todos os casos do art. Em todos os casso do art.269. II.330): a) a questão de mérito for unicamente de direito. o juiz.

a ação declaratória incidental Prossegue o processo (arts. 5º. ou não. 325 do CPC 10 dias Autor requer que o juiz profira sentença incidente. art. 325 e 470 do CPC) Contestação do direito que constitui o fundamento do pedido. 329 a 331 do CPC) 181 . 321 do CPC 15 dias Réu contesta.66 .PEDIDO DE DECLARAÇÃO INCIDENTE ou AÇÃO DECLARATÓRIA INCIDENTAL (arts. art. 325 do CPC -citação (réu revel) -intimação (réu representado) art.

porém. Oferecida reconvenção. Na própria reconvenção. entretanto. após o prazo de contestação. quando à ação declaratória incidental. com o saneador (art. é o autor quem requer. 330 e 331 do CPC. o interesse de requerer a declaração incidente.280 do CPC). para o réu (que na reconvenção assume posição idêntica à do autor). pois. Normalmente. b) competência do juiz. A ação declaratória incidental.5º do CPC).330 do CPC) e o saneamento do processo quanto a outro. Nessa hipótese. em razão da matéria (art. terá o mesmo destino do pedido principal.Não é admissível no procedimento sumário (art. não há falar em declaração incidente. Não é viável o julgamento antecipado de um dos pedidos (art. II a V(art.331 do CPC). É perfeitamente possível. 267. não haveria como falar em relação jurídica litigiosa(art. contudo. Condição da ação declaratória incidental: a) existência de litígio em torno de uma relação jurídica(prejudicial).325 do CPC): nasce. ocorrer que o juiz declare extinto o processo. é possível que o reconvindo conteste “ o direito que constitui fundamento do pedido” ( art. de outra forma. por qualquer dos fundamentos previstos nos arts. e ao mesmo tempo determine o prosseguimento do pedido principal.321 do CPC) só se explica se houver litisconsórcio passivo e um dos réus não tiver contestado. A necessidade de citação do réu(art. A situação inversa já não é cabível (saneamento da declaratória incidental e extinção do processo 182 . o que atenderá ao requisito da conexidade (art.325 do CPC).329 do CPC). 269. de cuja existência ou inexistência depender o julgamento da lide (art.470 do CPC). deverá ser contestado “o direito que constitui fundamento do pedido”(art. entretanto. isto é. o réu poderá requerer que o juiz declare a existência ou inexistência da relação jurídica prejudicial.5º do CPC). destarte. o processo prosseguirá na forma prevista nos arts. 329.Pedido de declaração incidente . já que a ação declaratória constituirá objeto da reconvenção. Um dos réus.315 do CPC).

183 .quanto ao pedido principal). dada a característica de acessoriedade que distingue a ação declaratória incidental.

CPC Para emendar a inicial ou completar a inicial (10 dias) – art. 299 do CPC Julgamento antecipado art. 295. único do CPC Exceção – Art. 296.67 . Art. 282 do CPC Juiz indefere – art. 296. 330. I a IV do CPC Apelação – prazo de 48 horas – Art. I e II do CPC Sentença de extinção do processo – arts. 282/475 do CPC) Petição inicial – art. II a V Audiência de conciliação – art. 297 e 304 do CPC Sem contestação Contestação – 15 dias 10 dias Reconvenção – art. CPC Juiz não reconsidera Juiz reconsidera Autos remetidos ao Tribunal – art. 267 a 269. 331 do CPC Saneador Conciliação positiva Audiência de instrução e julgamento Homologação por sentença Sentença 184 . par. 316 do CPC Processamento em apenso – art.PROCEDIMENTO ORDINÁRIO (Arts. 315 do CPC 10 dias Contestação à reconvenção – 15 dias. 284.

284 do CPC). 295.Procedimento Ordinário . Determinará que o autor a emende ou a complemente no prazo de dez (10) dias (art. imperfeições. § 3º). ordenará o juiz ao autor que especifique provas (art. sanear o processo e ordenar a produção da prova ( art. 331. facultando ao juiz. Nos casos de indeferimento da petição inicial nos termos do ar. I a III). Se não ocorreu o efeito da revelia (art. a maior produção probatória. omissões. A audiência de conciliação somente se realizará se a causa versar sobre direitos que admitam transação. no prazo de imediatamente encaminhados ao Tribunal competente. mas em peças autônomas (art. sendo que neste mesmo prazo poderá formular as exceções e reconvenção. Se o réu não contestar a ação. mas nem sempre a falta de contestação induz o julgamento no estado da causa. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. possibilitando ao juiz o julgamento antecipado da lide. reformar sua decisão. o juiz não indeferirá de plano. se o direito em litígio não admitir transação. A petição inicial deve atender todos os requisitos do artigo 282 do CPC. o autor poderá apelar. parágrafo único. 48 horas. desde logo. 299 do CPC). Quando a petição apresentar-se com lacunas. pois viabiliza o amplo contraditório. o juiz poderá. 320.O procedimento ordinário é o meio utilizado para solucionar questões (lides) mais complexas. A contestação e a reconvenção serão oferecidas simultaneamente. 324). nos termo do artigo 319 do CPC. ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção. O réu será citado para que no prazo de 15 (quinze) dias ofereça contestação. Não sendo reformada a decisão os autos serão 185 . mais esses vícios forem sanáveis.

407). e as partes chegarem a um acordo. proferindo a sentença desde logo ou no prazo de 186 . Ou seja. designando audiência de instrução e julgamento. se necessário (art. se o juiz deferiu prova pericial. No saneador. fixará prazo para oferecimento dos memoriais. 421. o juiz passará aos debates ou dez dias. § 1º. nomeará o perito. O rol de testemunha deverá ser depositado em cartório até 10 dias antes da audiência. o juiz desde logo homologará por sentença na própria audiência. proferirá o saneador. o juiz ouvirá. Sempre que uma das partes requererem a juntada de documento aos autos. o juiz fixará os pontos controvertidos. 331. A desistência da ação ou ocorrência de qualquer causa que a extinga não obsta o prosseguimento da reconvenção. a seu respeito. indicar assistente técnico e apresentar quesitos( art.Quando houver audiência de conciliação. incumbindo às partes. Quando não houver conciliação. se outro prazo não for fixado pelo juiz (art. a outra no prazo de cinco (5) dias (art. § 2º). I e II). Encerrada a instrução. decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas. 398 do CPC). em cinco (5) dias.

284) Cabe apelação (art.PROCEDIMENTO SUMÁRIO (Arts. 277) Intimação do autor para comparecer à audiência (art. § 3º) Audiência de Conciliação Conciliação é obtida Conciliação não é obtida Lavra-se termo Conversão em procedimento ordinário (art. § 2º) Sentença em audiência ou em 10 dias (art. 281) 187 . 295 ) Deferimento Diligências p/emendar a petição inicial (art. 277. § 4º) Juiz resolve preliminares Juiz recebe a resposta do (art. 277. 275/281 do CPC) Petição inicial (art. 276 do CPC) Indeferimento (art. 296) Juiz marca audiência de conciliação (art. § 1º) Abertura do prazo comum para resposta Julgamento antecipado Prosseguimento segundo o rito ordinário Audiência de instrução e julgamento – Prova oral (art. 278. 278) Sentença homologatória (art.68 . 277. 277) Citação do réu com antecedência de 10 dias (art.

de cobrança de seguro.280 do CPC). f) g) de cobrança de honorários dos profissionais liberais.275. de ressarcimento por danos causados em acidente de veículos em via terrestre. se requerer perícia. recurso de terceiro prejudicado. qualquer que seja o valor: de arrendamento rural de parceria agrícola. pois. formulará quesitos. relativamente aos danos causados em acidente de veículos. Com o pedido inicial apresentará o autor o rol de testemunhas. Art. embora possa ser considerado especial em relação ao procedimento ordinário. 188 .Procedimento Sumário: “Segunda das modalidades de procedimento comum no processo de conhecimento. de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio. sendo. sumário apenas formalmente. Parágrafo único. Não se admitem: ação declaratória incidental. em que. Observar-se-á o procedimento sumário: IIIa) b) c) d) e) nas causas cujo valor não exceda a 60(sessenta vezes o valor do salário mínimo. Este procedimento não será observado nas ações relativas ao estado e à capacidade das pessoas. ressalvados os casos de processos de execução. podendo indicar assistente técnico (art. ressalvado o disposto em legislação especial. nos demais casos previstos em lei. intervenção de terceiros (salvo a assistência). em que há uma maior concentração dos atos processuais. de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústicos. nas causas. intervenção fundada em contrato de seguro(art. o procedimento sumário é um procedimento de cognição plena.276).

resposta escrita ou oral. § 3º). Não obtida a conciliação. acompanhada de documentos e rol de testemunhas e.277. proferindo o juiz desde logo. formulará seus quesitos desde logo. se for o caso. Sendo ré a Fazenda Pública. a conversão do procedimento sumário em ordinário (art. § 1º).277. Deixando injustificadamente o réu de comparecer à audiência.277). a sentença (art. citando-se o réu.277. o juiz decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda. oferecerá o réu na própria audiência. Na audiência. determinando (art. não excedente de 30(trinta) dias. podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir (art. reputar-seão verdadeiros os fatos alegados na inicial.278. I e II.278. Havendo a necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. desde que fundado nos mesmo fatos referidos na inicial (art. § 2º).277. É lícito ao réu. a ser realizada no prazo de 30 dias. com antecedência mínima de 10 dias e sob a advertência prevista no § 2º. será designada audiência de instrução e julgamento para data próxima.O juiz designará audiência de conciliação. salvo se ao contrário resultar da prova dos autos. As partes comparecerão pessoalmente à audiência. § 5º). determinando. 329 e 330. salvo se houver determinação de perícia (art. assistente técnico (art. na contestação formular pedido em seu favor. os prazos contar-se-ão em dobro 189 . A conversão também ocorrerá quando houver necessidade de prova técnica de maior complexidade (art.278). se requerer perícia. podendo indicar o comparecimento das partes. § 2º). § 4º).

Findos a instrução e os debates orais. 190 .281). o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de 10 dias (art.

536 do CPC) Interrupção do prazo de apelação (art.69 . § único) Reabre-se o prazo de apelação a partir da intimação do julgamento dos embargos declaratórios 191 . 537 do CPC) Juiz pode aplicar multa (art. 535/536 do CPC) Petição ao juiz que proferiu a sentença (art. 538. 538. § único) Não há preparo Não se ouve a parte contrária Juiz profere decisão cinco dias após a conclusão (art.PROCEDIMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO 1º GRAU DE JURISDIÇÃO (arts.

§ único). por qualquer das partes (art. na sentença ou no acórdão.Dá-se o nome de embargos de declaração ao recurso destinado a pedir ao juiz ou tribunal prolator da decisão que afaste obscuridade.Embargos de Declaração . Quando manifestamente protelatórios.535 do CPC). 192 .536 do CPC).538 do CPC). Não estão sujeitos a preparo (art. 538. o juiz ou tribunal condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa. ficando condicionada a interposição de qualquer potro recurso ao depósito do valor respectivo (art. obscuridade ou contradição. São admissíveis quando: a) houver. supra omissão ou elimine contradição existente no julgado. Interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. Na reiteração de embargos protelatórios a multa é elevada a até dez por cento. b) for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal (art.

500 I do CPC) 15 dias 15 dias Contra-razões Contra-razões ( art. 513/521 do CPC) Sentença 15 dias (art. 519 do CPC) Juiz não considera justificada a falta de preparo Agravo? ( art. 511 e 514 do CPC) 15 dias Apelação adesiva ( art. 518. 522 do CPC) Subida dos autos ao Tribunal Sentença passa em julgado 193 .70 . § único do CPC) Decreto de deserção Indeferimento da apelação Apelante justifica e efetua o preparo (art. 508 do CPC) Petição ao juízo da causa e preparo (art. 508 do CPC) Juiz pode reexaminar pressupostos de admissibilidade do recurso (art.APELAÇÃO (arts.

520 do CPC). fixando-lhe prazo para efetuar o preparo ( art. suspende o prazo para interposição do recurso ( art.O falecimento da parte ou de seu advogado. O prazo para interposição da apelação será contado: a) . cabendo ao Tribunal apreciar-lhe a Suposto do recurso adesivo: sucumbência parcial do autor e réu ( art. A insuficiência no valor do preparo. fazendo remissão aos arts. 267 e 269 ) O conceito de sentença é dado pelo artigo 162. 507 do CPC). Da sentença caberá apelação ( art. b) . Provando o recorrente justo impedimento. 51. 513. § 1º.da intimação às partes. será irrecorrível. implicará em deserção. 519 § único do CPC). legitimidade ( art. 511 do CPC). Conceito: Sentença é o ato do juiz que implica algumas das situações previstas nos artigos 267 e 269 do CPC. Não será reconhecido se houver desistência ou deserção do recurso principal ( art. 519 do CPC). não vier a supri-lo no prazo de cinco (5) dias (art. decisão referida. II do CPC).Apelação .da leitura da sentença em audiência. Como regra geral. O prazo será devolvido integralmente ao herdeiro ou sucessor. § 2º do CPC). a apelação terá efeitos devolutivo e suspensivo (art. quando a sentença não for proferida em audiência. se o recorrente. Será reconhecida no efeito somente devolutivo quando interposta de sentença que: I – homologar a divisão ou a demarcação. 500 do CPC). intimado. o juiz relevará a pena de A deserção. O preparo será recolhido no ato de interposição do recurso ( art. 194 . 500 .

V . VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela. o apelado poderá promover.212.521 do CPC). 511 e 1. § único).julgar improcedentes os embargos opostos à execução. VI – julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. IV – decidir o processo cautelar. pela Fazenda Pública e pelas respectivas entidades da administração indireta são isentos de preparo (arts. a execução provisória da sentença. Quando a apelação for recebida só no efeito devolutivo.II – condenar à prestação de alimentos. extraindo a respectiva carta (art. desde logo. III – julgar a liquidação de sentença. Os recursos interpostos pelo Ministério Público. 195 .

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