GESTÃO 2007/2009

Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT

Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT

Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da Justiça

COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça

LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ

Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Marly Maria da Silva Garcia Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato .EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Ducineia dos Santos Morimã Gézica Pereira R.

COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato .

............ 70 25 ............... 50/55 do CPC) .................................................................. 120 44 ............................................................................................ 51 18 ........................FALÊNCIA.......................................................................................................................................EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO................................................................. 54 19 ..............NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (Arts....................EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA ................................................................... 147 53 ..................LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA.........................................046/1......................SUMÁRIO 01 .... 1......................................................................................................AÇÃO MONITÓRIA (Art........................BUSCA E APREENSÃO ..................PRESTAÇÃO DE CONTAS (Art............ 7 02 ....................................... 76 27 .............INSPEÇÃO JUDICIAL (arts........................PROTESTOS..................................................................................................................................................... I) ......... 20 07 ............................. 98 35 ................................HABILITAÇÃO INCIDENTE ( arts........................................... 82 29 ................................................. 1..................................................................................... 56 20 ................... 893).....EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER....................EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL.. 901/906) ........... 64 23 ....................................................................................... 45 16 ......DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO ......DIVISÃO (Arts 967/981).................................LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARTIGOS...................................... 31 12 ............................................................................................................... 23 08 ..................... 885/887) .........................................................OPOSIÇÃO (Arts..CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art...................................................................................................................................................... 77/80)........................................................................................... 107 39 ....................................................JUSTIFICAÇÃO (art.........................................................................................................PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM............................................... 34 13 .....063/1....................................................................RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL ..............................................NOMEAÇÃO À AUTORIA ( Arts 62/69 do CPC)................................................... 27 10 ........... 72 26 .............................. 62 22 .... 25 09 . 29 11 ..................1.....................................................EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts.........................................895 e 898) ... 59 21 ........................................................... 950/966) ...................................................................................................................................EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL ............................................................................................................RESTAURAÇÃO DE AUTOS ( arts............................................................. 105 38 .................. 84 30 ................................................ 150 54 ........................................................................................................... 126 46 .......... 914..............................069 do CPC)..........................POSSESSÓRIAS (Arts..................................PEDIDO DE ASSISTÊNCIA (arts.......................................PRESTAÇÃO DE CONTAS ................... NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES .054) ...........................................................INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE .EMBARGOS DE TERCEIRO (art.......................... 144 52 ...................... 17 06 ................................................................ 117 43 ......................................EXIBIÇÃO.................................................................................................FALÊNCIA..................... 111 41 ............... 133 49 ............... 100 36 .................. 307/311)......................................................................................... 109 40 .........................................................................HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL ....... 114 42 ................................. 123 45 ................. 861 do CPC)....................................................................................................... 56/61 DO CPC)...... 91 33 ....EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER ............... 38 14 ....CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art.....CONSIGNAÇÃO (art.............................................................MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS ................................................ 94 34 ..................................................... 68 24 .............................................. 41 15 ................. 920/933)......................DEPÓSITO (Art........................... 1055/1062 do CPC) ...................................EMBARGOS DO DEVEDOR...............................ATENTADO...........................................................................................................................................102a/1........................... 154 ..........................APREENSÃO DE TÍTULO (Arts........ 115/122).................................................................................................................................................... 934/940) ........................ 87 31 .......................... 89 32 ......................CONCORDATA PREVENTIVA .......................APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS............................................................................................. 103 37 ............................LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO ...........................................................USUCAPIÃO (Art.102c do CPC)..................................................................PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS ............................ 440/443)......................................... 47 17 .... 79 28 .VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO .................................................... 136 50 .........BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.. 14 05 ................................. 128 47 .......... 141 51 ........ 941/945)............................................................................... 131 48 .................................................................DEMARCAÇÃO (Art.......DESPEJO .....CONSIGNAÇÃO (art.................................EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL.. 9 03 ...... 12 04 .......EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL .......EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO ..............................................

................................ 180 66 ........CAUÇÃO..........................................................................................................PROCEDIMENTO SUMÁRIO ..................................................................................INCIDENTE DE CITAÇÃO DO RÉU DEMENTE OU IMPOSSIBILITADO DE RECEBÊ-LA................................................ 157 56 ........................................APELAÇÃO (arts............................... 189 69 ...........PROCEDIMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS..............................PEDIDO DE DECLARAÇÃO INCIDENTE ou ..................RESCISÓRIA (Arts........55 ................................JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO ...... 165 59 .... 193 70 .............. 485/495).......DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO AUTOR (Arts.......................................... 195 ................ 162 58 ............................................................REVISIONAL DE ALUGUEL.... 172 62 ......... 390 DO CPC............................................................................. 166 60 ........................ 70/76).......EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO . 173 63 ............................................................. 70/76) ...........DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO RÉU (arts............................................................ 282/475 do CPC) ........................................INCIDENTE DE FALSIDADE (ART................. 178 65 ..................................................................... 186 68 ................... 176 64 .................................................................................................................................... 513/521 do CPC)..................EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO .......................................................................INCIDENTE DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA..............PROCEDIMENTO ORDINÁRIO (Arts.................................. 159 57 .................................................................... 170 61 ..................................................................................... 183 67 ...............

parágrafo único Audiência. 804) Caução (art.802/803 do CPC) Petição inicial Justificativa ou prova documental (art. quando não houver liminar 7 . 802) 5 dias Contestação art. se não há prova oral Revelia Sentença Declaração de subsistência da medida liminar Revogação da medida liminar Expedição de mandado executivo. 803. 804) Deferimento liminar Sem medida liminar Mandado executivo da medida Citação (art. 803.PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM (art. único) Não há audiência.01 . se há prova oral (art. parág.

815. o requerente promoverá. Far-se-á justificação prévia. menos gravosa para o requerido. determinará o juiz medidas cautelares audiência do requerido ( art. Pode ser revogada ou modificada. contados da data da efetivação da medida cautelar preparatória. 811. poderá o juiz determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa a sofrer (art. do CPC). 808. 804 do CPC). Cessadas por qualquer motivo é defeso repeti-las. I do CPC). quando ao juiz parecer indispensável (art. 797 do CPC). parágrafo único. 807 do CPC). Na concessão liminar ou mediante justificação prévia (sem citação do requerido). salvo por novo fundamento (art. Obtida liminarmente a medida. em segredo de justiça e de plano. expressamente autorizados por lei. A medida cautelar poderá ser substituída. sob pena de responder por perdas e danos (art.Procedimento sem Cautelar Comum - Só em casos excepcionais. É o que se denomina “contracautela”. sob pena de cessar a eficácia desta (art. pela prestação de caução ou outra garantia. dabliopeandrade 8 . sempre que adequada e suficiente para evitar a lesão ou repará-la (art. 823 e 841 do CPC). II do CPC). em cinco dias. 806 e 808. de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. 805 do CPC). a qualquer tempo (art. O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias. a citação do requerido.

814. quando não houver liminar 9 . I) Substituição por caução (art. 814. 819. 814.MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS (ARRESTO e SEQÜESTRO (arts. II) Caução (art.816) Deferimento de liminar Mandado executivo Procedimento sem liminar Citação Contestação Suspensão (art.02 . I) Prova documental dos motivos (art. 819. II) Extinção do processo Contestação Revelia Instrução Sentença Declaração de subsistência da medida liminar Revogação da liminar Mandado executivo. 813 a 820 e 823 do CPC) Petição inicial Prova literal da dívida líquida e certa (art. 819) Audiência: Prova oral Sem audiência Depósito ou pagamento da dívida (art. I) Justificação dos motivos (art.

cabe o seqüestro quando o requerente. 813 do CPC. quanto ao procedimento e extensão serem aplicáveis as disposições relativas à penhora. pendente de recurso. nomeando-se depositário para a guarda dos bens.Para concessão do arresto é essencial (art. a sentença líquida ou ilíquida. com a finalidade de garantir uma futura execução por quantia. A ação cautelar de arresto tem por finalidade a constrição de bens do requerido. Serão arrestados tantos bens quantos bastem para garantia da futura execução. cujo objeto envolve pagamento de uma quantia em dinheiro. na ação principal. nos artigos 813 e seguintes. subsidiariamente. em primeiro lugar. que é a medida executiva de apreensão de bens. Equipara-se à prova literal de dívida líquida e certa. São arrestáveis os bens penhoráveis. No procedimento da cautelar de arresto. O arresto é a apreensão cautelar de bens. ou de prestação que em dinheiro possa converter-se (art.Cautelar de Arresto e Seqüestro . para efeito de concessão de arresto. que seja necessário preservar o direito da parte por meio da apreensão do bem. de modo a garantir a eficácia ou utilidade do provimento final da ação principal. as regras da penhora. aplicam-se as regras específicas previstas no Código de Processo Civil (CPC). Daí. de modo a evitar riscos de dano ou rixa. Assim. 10 . condenando o devedor ao pagamento de dinheiro. por último. E. II – prova documental ou justificação de situações previstas no art. parágrafo único do CPC). dele é lavrado um auto. pretende que seja reconhecido um direito sobre os bens constritos. 814. ou quando haja uma extrapolação na litigiosidade da demanda (rixa). são paliçadas as regras das cautelares inominadas. .A cautelar de seqüestro tem por finalidade a constrição de determinados bens sobre os quais recai o pretenso direito do requerente. Em segundo lugar. pode haver ampliação ou redução do arresto. 814 do CPC): I – prova literal da dívida líquida e certa.

seguindo o mesmo procedimento e as mesmas condições previstas por este. no arresto. no seqüestro. contados da data da efetivação da medida cautelar preparatória. 824 do CPC).811. 806 e 808. O seqüestro é revogável e modificável como o arresto. No seqüestro. e de responder o requerente pelos prejuízos causados ao requerido (art. os bens apreendidos são os penhoráveis. para garantir sua total entrega ao vencedor. 821 do CPC). O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias. o arresto se resolve em penhora (art. 818 do CPC). III do CPC). o arresto é idêntico ao seqüestro. ao juiz incumbe a nomeação de depositário (art. a apreensão é da coisa litigiosa. sob pena de cessar a eficácia desta (arts. a fim de garantir sua total entrega ao vencedor. Quanto à materialidade e também quanto ao procedimento. I do CPC). que vão ser convertidos em dinheiro.Julgada procedente a ação principal. os bens seqüestrados só serão entregues ao depositário depois que este assumir o respectivo compromisso (art. 821 do CPC). ao passo que. A diferença está em que. O seqüestro é a apreensão da coisa objeto do litígio. para pagamento do credor. dabliopeandrade 11 . Aplicam-se ao arresto as disposições referentes à penhora (art.

885/887) Petição inicial – art.03 .885.APREENSÃO DE TÍTULO (Arts. CPC Citação Justificação ou documento provando a entrega do título Juiz ordena a prisão Mandado de prisão Sem prova da entrega do título Juiz ordena a apreensão Mandado de busca e apreensão Devedor restitui Devedor paga valor do título e despesas Devedor exibe o valor e deposita Cessa a prisão 12 .

em processamento de plano. o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença proferida neste procedimento. Mesmo quando decretada e cumprida a ordem.887 do CPC).Apreensão de Título .não sendo a ação penal julgada dentro de 90 dias da data da execução do mandado de prisão. de qualquer maneira. O pagamento da dívida extingue a relação obrigacional entre as partes e faz desaparecer a questão em torno do título retido. II. III. se houve contestação ao mérito da dívida. sacado ou aceitante. à disposição do credor. Na ação do artigo 885. haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor. parágrafo único.quando o requerente desistir do pedido. a solução aqui ficará condicionado ao levantamento da ação principal. sem penetrar no mérito da exigibilidade da dívida.não sendo iniciada ação penal dentro do prazo da lei. O mesmo efeito do pagamento direto ao credor tem o depósito da importância devida e acessórios. Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885. nas vias contenciosas comuns. 866): I. feito em juízo. ou pagar o seu valor e as despesas feitas. a prisão deverá cessar (art.O pedido do credor nesta ação deve ser embasado na apreensão de títulos não restituídos ou sonegados pelo emitente. Embora fale o artigo 885. 13 . O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do trânsito em julgado da sentença (art.se o devedor restituir o título. IV. ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta. Mas. que passa a ser documento do sacado. só se pode discutir a existência ou não da retenção do título ou da legalidade do ato do devedor. não deve. ou o exibir para ser levado a depósito.

04 .APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS (arts. em ação própria Extinção do processo Prisão do devedor (art. 885) / 14 . 885 a 887 do CPC) Petição inicial Justificação ou prova documental da retenção do título Citação Revelia Contestação Instrução sumária (art. 885. § único) Sentença Procedência Improcedência Ordem de apreensão do título Depósito do título ou de seu valor para discutir sua legitimidade.

só se pode discutir a existência ou não da retenção do título e da legalidade do ato do devedor. Na ação do art. a formação e o aperfeiçoamento de um título podem depender da participação de várias pessoas: sacador. aceitante. trata-se de medida relacionada com a formação e integração do título cambial. o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença nesse procedimento. nas vias contenciosas comuns. ou justificar previamente a entrega do título e a recusa de devolução. sacado. Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885. o juiz decretará a prisão civil do devedor. Embora fale o artigo 885 parágrafo único. sem entrar do mérito da exigibilidade da dívida. A prisão mencionada pelo artigo 885 não é compatível com o sistema constitucional vigente. Como se sabe do direito cambiário. O pedido de apreensão é feito em processo cautelar. Mas. A não–devolução do título por aquele que deveria praticar algum ato cambial é ilegal e permite ao prejudicado pedir a apreensão do título (art. não deve de qualquer maneira. se houve contestação ao mérito da dívida.Apreensão de Títulos Retidos .A apreensão de título não restituído ou sonegado pelo emitente. sacado ou aceitante. 887). Se o credor provar documentalmente. O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do trânsito em julgado da sentença (art. em processamento de plano. 885. a solução a que ficará condicionado o levantamento é a da ação principal. emitente. haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor. 885). preparatório da futura execução ou cobrança do crédito. A Constituição Federal somente admite a prisão por 15 . ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta.

16 . 5º. LXVII).dívida no caso de depositário infiel ou inadimplemento de pensão alimentícia (art.

parágrafo único) Audiência se há prova oral (art. 880) Citação (art. parágrafo único) Não há audiência se há prova oral Revelia Sentença Improcedência da ação Procedência da ação ( art.ATENTADO (art. parág. único) 17 . 881) Encerramento do feito Ordem de restabelecimento do estado anterior Suspensão da causa principal Proibição ao réu de falar até purgação do atentado Condenação a perdas e danos (art. 880/881) Petição inicial (art. 881.05 . 802) 5 dias Contestação (art. 803. 803.

parágrafo único do CPC). 319.prossegue em obra embargada. o juiz admitirá a instrução da causa. incidirá em revelia e o feito será imediatamente julgado.pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. 330. O atentado é o fato de uma parte que fere o interesse da parte contrária. seqüestro ou imissão na posse. acolhendo ou rejeitando o pedido. Somente se houver necessidade de prova oral é que designará audiência de instrução e julgamento (art. admitindo-se como verídicos os fatos alegados pelo requerente (arts. deve indicar o estado de coisas antes e depois da inovação ilícita praticada pelo promovido. e 803 do CPC). o requerido terá cinco dias para contestar. A ação de atentado tem lugar frente a qualquer espécie de ação: condenatória. nos casos em que a parte. para que a situação de fato possa aguardar a solução do processo. executiva ou cautelar. 803. declaratória. A petição inicial. que é o meio de exercitar a pretensão de restituição ao status quo. Encerrada a instrução. II. sem efeito suspensivo.viola penhora. Contestada a ação. o juiz proferirá a sentença que. no curso do processo: I. com ou sem audiência. 801. II. tal como se achava ao ajuizar-se o feito. A ação cautelar de atentado é admitida pelo art. 18 . Se não o fizer. mediante as provas que se fizerem necessárias. Dele nasce a ação de atentado. arresto. isto é. deve esclarecer em que constitui o atentado. 879. lesiva à parte e sem razão de direito”. Após a citação. constitutiva. desafiará recurso de apelação. III. pendente à lide. além de satisfazer os requisitos do art.Atentado -“Atentado é a criação de situação nova ou mudança de status quo.

dabliopeandrade 19 . e) a imposição do ônus da sucumbência: despesas processuais e honorários advocatícios. pois. de condenação.Os efeitos obrigatórios da sentença de procedência da ação de atentado: a) o reconhecimento de inovação ilícita do estado de fato cometida pelo requerido em detrimento do requerente. sob pena de não se poder falar nos autos. sob forma cominatória: restabelecer o status quo. d) a proibição de o réu falar nos autos até a purgação do atentado. A sentença é. c) a suspensão da causa principal. b) a ordem de restabelecimento da causa principal.

BUSCA E APREENSÃO (arts.06 . 803) Execução se não tiver sido concedida liminarmente 20 . único) Sentença (art. cita Cita. se for o caso. 802) Audiência. 840) Nega liminar Concede de plano Justificação ( em segredo de justiça ou não ) art. 841 Concede liminar Cita Nega liminar Executa-se. 803) 5 dias Contestação (art. se necessária (art. par. 839 a 843 do CPC) Petição inicial (art. se for o caso Sem contestação (art. 803.

isto é. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça. em regra. o feito assumirá o 21 . Quanto à natureza. e dentro do prazo de 05 (cinco) dias (art. após a devida intimação. à luz das informações e dados apresentados pelo requerente. “as razões justificativas da medida e da ciência de estar a pessoa ou coisa no lugar designado” (art. inaudita altera pars. à realização da tutela instrumental de outro processo. no entanto. 802 do CPC). que será assinado por eles e pelas testemunhas e será juntado ao processo (art. a busca e apreensão pode ser de coisas e de pessoas. os oficiais de justiça lavrarão auto circunstanciado. sem contraditório. devendo o autor expor. Procedimento: Como medida precedente (preparatória) ou como incidente de processo já em curso. Deverão os oficiais ser acompanhados por duas testemunhas. expressamente. a praticar arrombamento de portas externas ou internas e de quaisquer móveis onde presumam que esteja oculta a pessoa ou a coisa procurada. pelo promovido. 840 do CPC). O deferimento da liminar de busca e apreensão não elimina a possibilidade de contestação pelo promovido. 282 e 801. Encerrada a diligência.Busca e Apreensão . exclusivamente destinado à função cautelar. cuja eficiência se busca assegurar. O procedimento de busca e apreensão. desde que não se dê a abertura voluntária.Quanto ao objeto. que são autorizados. existe busca e apreensão cautelar e principal. com expedição imediata da ordem judicial. de que cuidam os arts. 839 a 843 é.809 do CPC). A petição inicial deve apresentar os requisitos dos arts. em razão da própria natureza da ordem judicial. a busca e apreensão é forma de ação cautelar que deve ser autuada à parte. após o cumprimento do mandado. Se isto se der.843 do CPC). O deferimento da medida se dá. com oportuno apensamento aos autos principais (art.

culminando por sentença que confirmará ou revogará a medida liminarmente decretada.rito preconizado pelo art. dabliopeandrade 22 . 803.

3º. § 3º) Devolução do bem ao devedor e extinção do processo (art. § 2º) Consolidação da propriedade e posse no patrimônio do credor ( art. com a redação dada pela Lei nº10. 3º § 2º) Devedor não paga Resposta (art. 3º. § 5º) 23 .-Lei nº 911/69. 3º) Busca e apreensão liminar e citação 5 dias 15 dias Devedor paga o valor indicado pelo credor (art. 3º.BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ( Dec. 3º. § 1º) Sentença (art.931/04) Petição inicial ( art.07 .

3º. caso o bem já tenha sido alienado( art. 282). 3º. sejam pertinentes e relevantes. sem sentença. vender o bem ou registrá-lo em seu nome( art. ainda que o devedor tenha efetuado o pagamento. Se o Juiz. § 4º). nos mesmos autos. Não será proferida sentença. é evidente que ao réu deve ser facultada a produção de provas que. § 6º). 3º. quando o devedor não pagar nem oferecer resposta. além de observar o que dispõe o artigo 902 do CPC. Se os bens alienados fiduciariamente não forem encontrados ou não se acharem na posse do devedor. entretanto. em ação de depósito (art. Embora a lei não preveja. o credor poderá requerer que o pedido seja convertido. Consulte-se o fluxograma da ação de depósito.Busca e Apreensão Sob Alienação Fiduciária . § 1º). § 5º). Consolidadas a propriedade e a posse no patrimônio do credor. 3º.Com a inicial. Dablipeandrade 24 . este poderá. a critério do juiz. pedindo a citação para os fins mencionados naquele artigo. A resposta pode ser apresentada. ou seja. A apelação tem efeito apenas devolutivo (art. condenará o credor ao pagamento de multa de 50% do valor originalmente financiado. caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição (art. deve o autor atender os requisitos genéricos de qualquer petição inicial (CPC. 3º). acolhendo a resposta. 3º. Ao formular o pedido de conversão. deve o autor comprovar a mora ou o inadimplemento do devedor (art. art. a não ser para extinção do processo. instruir a petição com a prova literal do depósito (se já não constar dos autos) e indicar a estimativa do valor da coisa (se não constar do contrato). § 7º). decretar a improcedência da ação. com a atualização. multa essa que não exclui a responsabilidade do credor por perdas e danos ( art. 4º).

74 do CPC) Cessa suspensão do processo Reabre-se o prazo para contestação 25 . 77/80) Pedido do réu no prazo da contestação (art. 297 do CPC) Citação não realizada no prazo legal Chamado não comparece Processo continua só contra o réu Chamado comparece Sentença final não apreciará questão que motivou chamamento Chamado torna-se litisconsorte do réu (art. 79 do CPC) Prazo de resposta: 15 dias (art. 78 do CPC) Suspensão do processo (art.08 . 79 do CPC) Juiz determina citação do chamado (art.CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art.

porque amplia a demanda.dos outros fiadores. II. de modo a fazê-los também responsáveis pelo resultado do feito (art. se tiver de pagar o débito. quanto à citação e prazos. o réu obtém sentença que pode ser executada contra o devedor principal ou os co-devedores. Recebendo a petição. quando o credor exigir de um ou de alguns deles. só o réu pode promover o chamamento ao processo. Haja ou não aceitação do chamamento pelo terceiro (chamado). força de coisa julgada contra o chamado. I). portanto. recomendado pelo art. também. conforme o artigo 77 do CPC: I. ficará este vinculado ao processo. III. o mesmo rito da denunciação à lide. Com essa providência. parcial ou totalmente. saldo no sumário (art. 72 (art. além de lhe fornecer. para permitir a condenação também dos demais devedores. 79). título executivo judicial para cobrar deles aquilo que pagar”. A finalidade do instituto é. ”favorecer o devedor que está sendo acionado. 78). dabliopeandrade 26 .do devedor. a dívida comum. 280. O réu deve propor incidente no prazo de contestação (art. de modo que a sentença que condenar o réu terá. Segundo a própria finalidade do incidente.O chamamento ao processo é cabível em qualquer espécie de procedimento.de todos os devedores solidários. no mesmo processo. O chamamento ao processo é uma faculdade e não uma obrigação do devedor demandado. na ação em que o fiador for réu. 77). Chamamento ao processo é o incidente pelo qual o devedor demandado chama para integrar o mesmo processo os coobrigados pela dívida. no processo de cognição. o juiz suspenderá o curso do processo e será observado. quando para a ação for citado apenas um deles. É admissível o chamamento ao processo.

em cinco dias (art. as medidas urgentes (art.CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. 118 do CPC) Distribuição ao relator Requisição de informações aos juízes Designação de um juiz para resolver. 120 do CPC) Transcurso do prazo legal.09 . 115/122) Provocação: ofício do juiz ou petição da parte ou do MP. com os documentos necessários Encaminhamento ao Presidente do Tribunal (art. com ou sem informações Ouvida do MP. em caráter provisório. 121 do CPC) Julgamento pelo Tribunal 27 .

Ao decidir. de plano. designará um dos juízes para resolver. parágrafo único do CPC). 123 do CPC). Poderá o relator. 116 e 118 do CPC). no prazo de cinco dias.Pode ser suscitado por qualquer das partes. seções. ou a requerimento de qualquer das partes. 117 do CPC).Conflito de competência . cabendo agravo. o conflito de competência. Havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre a questão suscitada. I do CPC). pelo Ministério Público ou pelo juiz. câmaras. de ofício. desembargadores e Conselho Superior da Magistratura processar-se-ão conforme os regimentos dos tribunais (art. 120 do CPC). Os conflitos entre turmas. mas. contados da intimação da decisão às partes. bem como no de conflito negativo. juízes de segundo grau. ao Presidente do Tribunal (art. dabliopeandrade 28 . neste caso. quando o conflito for positivo. seja sobrestado o processo. 120. as medidas urgentes (art. pronunciando-se também sobre a validade dos atos do juiz incompetente (art. O juiz.118. em caráter provisório. o relator poderá decidir. Não pode suscitar conflito a parte que no processo oferecer exceção de incompetência (art. suscitará o conflito. para o órgão recursal competente (art. quando lhe couber a iniciativa. o Tribunal declarará qual juiz competente. por ofício (art. determinar. 122 do CPC).

893. 899 do CPC Réu concorda com a complementação Sem complementação ou discordando o réu Sentença Segue o procedimento Ordinário 29 .10 . I do CPC 15 dias Credor recebe Sem contestação – art. 893) Petição inicial – art. 896 do CPC Se houver alegação de depósito insuficiente e a prestação não acarretar o inadimplemento do contrato – art. 899 do CPC 10 dias Para o autor completar o depósito – art. 893 do CPC Juiz defere o depósito Depósito de quantia ou coisa devida – art.CONSIGNAÇÃO (art. 897 do CPC Contestação – art.

seguindo-se o rito ordinário. é licito ao autor complementá-lo. seja à revelia do credor. 897. para os fins de direito. Se. O deferimento da inicial far-se-á por despacho em que o juiz determinará o depósito requerido pelo autor e ordenará a citação do credor para dupla finalidade de receber o pagamento oferecido ou contestar a causa no prazo de 15 (quinze) dias. Se o réu concorda com a complementação. o feito prosseguirá normalmente. a sentença final tem. além de atender as exigências ordinárias previstas no art. porém. pelo réu (Código de Processo Civil. até prolação da sentença. Quando na contestação o réu alegar que o depósito não é integral. 899 do CPC). importa em extinção do processo. sendo esta a única matéria a eficácia liberatória do alegada em sua contestação. parágrafo único). E que. A aceitação da oferta real. por parte do credor. extinta está a lide. e ao juiz caberá encerrar o processo com a colhida do pedido consignatório. apenas com a redução do conteúdo da lide. Mas o prosseguimento do feito. só é possível após a efetivação do depósito judicial. terá de conter pedido especial de depósito da quantia ou coisa devida. a ser efetivado no prazo de cinco (5) dias contados do deferimento (artigo 893). em dez dias. de forma tácita. seja com contestação.A petição inicial. derivada do reconhecimento da procedência do pedido. cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato (art. quando regularmente feito pelo devedor. com a solução de mérito.Consignação . então. uma função muito singela. com ou sem resposta do réu. salvo se corresponder à prestação. houver outras defesas formuladas pelo réu. art. qual seja a de declarar depósito. 282. no sistema da consignatória. 30 .

11 - CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898)

Petição inicial com o depósito – art. 895 do CPC

15 dias

Não comparece pretendente algum (sem contestação) – art. 898 do CPC

Comparece apenas um pretendente (uma só contestação) Art. 898 do CPC

Comparece mais de um pretendente (mais de uma contestação) – Art. 898 do CPC

Converte-se o depósito em arrecadação de bens de ausente

Juiz decide de plano

Juiz declara efetuado o depósito e extinta a obrigação

Processo continua só entre credores; procedimento ordinário

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Consignação – Sempre que ocorrer dúvidas sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, poderá o devedor obter a sua liberação pela via judicial, requerendo o depósito e a citação dos que o disputam para provarem o seu direito, através deste procedimento de consignação em pagamento, furtando-se, assim, ao risco de pagamento indevido (art. 895 do CPC). Feito o depósito preparatório, a citação será para que os interessados venham provar o seu direito, em prazo de contestação, que é de 15 dias. Se todos são conhecidos, a citação será pessoal; havendo desconhecimento ou incerteza quanto à identidade do interessado ou dos interessados, a citação far-se-á por editais. Após a citação dos credores incertos, podem ocorrer várias atitudes processuais da parte dos possíveis interessados, cujas conseqüências se acham reguladas de maneira especificada pelo art. 898, a saber: a) Ausência de pretendente: o depósito será arrecadado por ordem judicial e confiado a um curador. Assim perdurará o depósito indefinidamente, até que um eventual interessado venha provocar o seu levantamento, mediante adequada comprovação de seu direito. Para o devedor, o procedimento consignatório estará, desde logo, encerado, pois, ao determinar a arrecadação, caberá ao juiz declarar extinta a obrigação. b) Se apenas um pretendente comparece em juízo para se habilitar ao depósito feito pelo consignante, caberá ao juiz apreciar suas alegações e provas, para proferir, de plano, decisão em torno da pretensão de levantar o depósito (art. 898 do CPC). c) quando dois ou mais pretendentes se apresentam em juízo, cada um avocando para si o direito ao crédito que o autor procura solver, o processo sofre um verdadeiro desmembramento, de maneira a estabelecer uma relação processual entre o devedor e o bloco dos pretensos credores, e outra entre os diversos disputantes do pagamento.

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O juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os credores, seguindo, doravante, o procedimento ordinário, até a sentença final.

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965 do CPC Segue o procedimento ordinário – art. II do CPC Contestação .955 do CPC Sentença homologatória de demarcação – art.965 do CPC Vistas às partes no prazo de 10 dias (comuns) Lavra-se o auto de demarcação – art. 950/966) Petição inicial – art.12 . 958 do CPC Agrimensor efetua a demarcação. 957 do CPC Vista às partes – art.art.DEMARCAÇÃO (Art. juntando-o aos autos – art. colocando os marcos necessários – art.963 do CPC 34 . 955 Arbitradores e agrimensores levantam o traçado de linha demarcada – art. 955 e 330. 965 do CPC – 10 dias (comum) Agrimensor anexa ao laudo a planta da região e o memorial das operações de campo – Art. 956 do CPC Arbitradores percorrem a linha e fazem relatório. 964 do CPC Arbitradores apresentam o laudo sobre o traçado da linha demarcada – art. 950 do CPC Juiz nomeia dois arbitradores e um agrimensor Compromisso Sem contestação – art.966 do CPC Sentença – art. parágrafo único Executam-se as retificações eventuais – art. 957.

dos demais. com elementos materiais sobre o solo. Se houver interesse na divisão e se ocorrer confusão de demarcação não são elas excludentes. A demarcação objetiva evitar esbulhos e contestações que a falta de sinais visíveis dos limites da propriedade imobiliária possam acarretar aos proprietários de imóveis limítrofes. Ação especial de jurisdição contenciosa. 2ª fase: atos reais de demarcação ou divisão.art.é a operação por meio da qual se fixa ou se delimita a linha divisória entre dois terrenos. portanto. O foro competente das ações que são reais imobiliárias é o da situação da coisa . mesmo quando houver litisconsortes. 952 CPC). assinalando-as. pois. Para que a ação demarcatória seja proposta. em seguida. em que pesem as sentenças proferidas: a primeira que reconhece o direito e a segunda que homologa os atos reais realizados para demarcar e para dividir. A demarcação e a divisão. porém. e a discussão se dá acerca da lide. As ações são imprescritíveis. Procedimentos: a) A citação dos réus que moram na Comarca será pessoal. b) O prazo para contestação é de 20 dias. O processo é cognitivo e único. sendo este comum. têm caráter unitário. A citação dos demais condôminos. é preciso que exista uma situação litigiosa entre os confinantes O artigo 946 estabelece quando devem ser propostas as ações demarcatórias e as divisórias. por edital (art. cada qual com dupla fase. 953 do CPC). divide-se o 35 . demarca-se e. litisconsortes ativos necessários (art. efetivação das medidas. depois. dividido em duas fases: demarcatória e divisória. imóvel.DEMARCAÇÃO . 95 CPC. sendo que cada ação tem duas fases: 1ª fase: a existência do direito material à demarcação ou divisão.

a demarcação em si (arts. sendo que a sentença irá desfazer a confusão.ª fase (art. necessário se faz produzir a prova pericial. conseqüentemente. antes de sentenciar. que é a prática dos atos materiais. seguindo-se a execução (arts 960 a 964 CPC ). CPC). após o trânsito em julgado. d) Após a contestação. f) Os arbitradores farão laudo minucioso e o agrimensor juntará planta da região. criando novos rumos e. e) O juiz deverá nomear dois arbitradores e um agrimensor. “caput”CPC) Essa sentença põe fim à primeira fase da demarcação. 966 CPC) perícia e sentença homologatória Com o trânsito em julgado. com o destaque de que. 956 CPC). seguem a réplica e a tréplica e. 2. 1ª fase (art. podendo as partes se manifestarem. com fundamento nos marcos destruídos ou arruinados. nova situação dominial. 36 . que será recebido no duplo efeito (art. b) constitutiva. O agrimensor efetuara a demarcação. necessariamente. na primeira fase chega-se à existência do direito à demarcação. Serão proferidas duas sentenças. sobre o que julgarem conveniente. quando o juiz reconhece os limites preexistentes. É ela obrigatória (art. portanto. Da sentença cabe o recurso de apelação. mesmo sendo revel o réu. quando confusas se apresentam as linhas. c) O procedimento ordinário passa a ser adotado. 520. Enfim. começa a segunda fase. 958 CPC. com a determinação do traçado da linha demarcanda – art.a sentença poderá ser : a) declaratória. fixando marcos e limites e elaborando a planta e o memorial descritivo (arts 960 a 962 CPC). no prazo comum de dez dias. 191 do CPC. 959 e ss. 958 CPC) . a prova pericial deverá ser realizada.aplicando-se o art.

Com ou sem as impugnações. após. dabliopeandrade 37 . I CPC). lavrado o auto de demarcação. serão efetuadas eventuais correções e retificações e. que será assinado pelo juiz. 966 do CPC – cabendo o recurso de apelação só no efeito devolutivo (art. pelo agrimensor e pelos arbitradores. no prazo comum de 10 dias. 520. As partes serão intimadas para manifestação.Os arbitradores examinarão os marcos e rumos. Essa sentença gera a certeza jurídica quanto ao acerto da demarcação. consignando em relatório escrito as exatidões e as divergências. Segue-se a sentença homologatória – art.

I Contestação – art.13 .DEPÓSITO (Art. 902. II Segue o procedimento ordinário até a sentença – art. 905 do CPC Juiz decreta a prisão e manda expedir o respectivo mandado Diligência positiva Diligência negativa – art. 902 do CPC Sem contestação Entrega. 901/906) Petição inicial – art. 904 do CPC Sentença de extinção Expedição de mandado de entrega – art. 904 do CPC Réu entrega: extingue .se Réu não entrega Mandado de busca e apreensão – art. 906 do CPC Cessa a prisão Prossegue a ação para haver o que foi reconhecido na sentença (execução por quantia certa) Pode prosseguir para haver custas e honorários 38 . 903 do CPC Sentença – art. 902. deposita a coisa ou consigna o equivalente em dinheiro – art.

terá decretada sua prisão. dabliopeandrade 39 . Se o réu não cumprir o determinado. decreta-se a revelia. observando-se o procedimento da execução por quantia certa. podendo alegar nulidade. Não havendo a contestação. o autor poderá requerer que o juiz comine pena de prisão (até um ano) ao réu. c) consigne o valor equivalente em dinheiro. falsidade do título ou extinção da obrigação. A inicial deverá trazer prova literal do depósito e uma avaliação do valor do bem. em 05 dias: a) entregue a coisa. 901. Além desses pedidos. Cessará a prisão.Depósito . se o réu voluntariamente entregar a coisa e devolver o equivalente em dinheiro. CPC). no prazo de 24 horas.A ação de depósito tem por finalidade ver restituída a coisa deixada em depósito (art. poderá executar o réu nos próprios autos. ela seguirá o rito ordinário. Se contestada a ação. entretanto. b) deposite-a em juízo. O réu terá o prazo de 5 dias para contestar. Julgado procedente o pedido. o juiz expedirá mandado para a entrega da coisa ou equivalente em dinheiro. ou d) conteste a ação. Se o autor não conseguir receber a coisa ou equivalente em dinheiro. O autor deverá requerer a citação do réu para que.

59) Sentença Sentença homologa (art.DESPEJO (Lei nº.61) Segue o procedimento ordinário (art.65) 40 . § 2º) Sem contestação Contestação Réu concorda com o pedido (art.63) Notificação do locatário e demais ocupantes (art.61) Se decretado o despejo (art.59.245/91. 59 a 66) Petição inicial Citação do locatário Ciência aos sublocatários (podem intervir como assistentes) (art.63) Imóvel não é desocupado Mandado de despejo (art.14 . art. 8.

quando exigíveis. haverá o despejo compulsório.245/91. em casos específicos. desde que preste caução no valor equivalente a três meses de aluguel. Se o imóvel for abandonado após ajuizada a ação. porém. Pode ser fundada em algumas hipóteses explicitadas pela lei. De acordo com o disposto nos art. 58. se do contrato não constar disposição diversa. não poderá purgar a mora. voluntariamente. Caso o locatário não desocupe o imóvel. bem como de documentos que comprovem a posse do imóvel. O autor poderá pleitear a desocupação liminarmente. pois o inquilino só se manifestará após sua saída do prédio locado. no prazo da contestação. salvo se outro houver sido eleito no contrato. incluídos os aluguéis e acessórios da locação que vencerem até a sua efetivação. o valor da caução será revertido em favor do réu. as ações de despejo deverão ser processadas perante o foro do lugar da situação do imóvel. Havendo sublocatários. a diferença pelo que exceder. independentemente de cálculo e mediante depósito judicial. se já houver utilizado dessa 41 . o locador poderá imitir-se em sua posse. também apresentar o contrato de locação e outros documentos referentes à relação entre locador e locatário. da lei supramencionada e 95. no prazo estabelecido. os juros de mora. Se a decisão de desocupação liminar for reformada. No entanto. as multas ou penalidades contratuais.º 8. II.DESPEJO . Se a ação de despejo se fundar na falta de pagamento: o réu. estes deverão ser notificados do pedido liminar e poderão intervir no processo como assistentes. podendo este reclamar.A locação residencial está prevista na Lei n. poderá pleitear autorização para o pagamento do débito atualizado. do Código de Processo Civil. assim como o procedimento da respectiva ação de despejo. as custas e os honorários do advogado do locador. 9º da Lei de Locação enumera quais os fundamentos que devem constar no pedido inicial. O art. fixados em dez por cento sobre o montante devido. em ação própria. no prazo de 15 dias. como indenização mínima das perdas e danos.

faculdade por 02 (duas) vezes nos doze meses imediatamente anteriores à propositura da ação. Efetuado o depósito, o locador poderá alegar que a quantia não é integral, devendo justificar a diferença. Nesse caso, o locatário poderá complementar o depósito no prazo de dez dias, contados da ciência dessa manifestação. Se não o fizer, o pedido de rescisão prosseguirá pela diferença, podendo o locador levantar a quantia depositada. No curso da ação, os aluguéis que forem vencendo serão depositados em juízo, nos respectivos vencimentos, podendo o locador levantá-los, desde que incontroversos. Se a ação se der por denúncia vazia ou for fundada na desocupação para uso próprio ou para construção de hotel ou pensão (arts. 46, § 2º e 47, III e IV, Lei 8.245/91): o réu, no prazo da contestação, poderá concordar com a desocupação do imóvel, devendo o juiz acolher o pedido, fixando prazo de 06 (seis) meses para a desocupação. O prazo deve ser contado a partir da citação, impondo ao vencido a responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios de 20% (vinte por cento) sobre o valor dado à causa. Se a desocupação ocorrer dentro do prazo fixado, o réu ficará isento dessa responsabilidade. Se não o fizer, será expedido mandado de despejo. Julgada procedente a ação de despejo, o juiz fixará prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação voluntária. O prazo será de quinze dias se entre a citação e a sentença houver decorrido mais de quatro meses ou se o despejo houver sido decretado com fundamento nos incisos II e III do art. 9° ou no § 2° do art. 46. O prazo ainda poderá variar dependendo da natureza da destinação do imóvel locado. Se tratar de escola, o prazo será de, no mínimo, 06 (seis) meses e no máximo de 01 (um) ano, e o juiz poderá determinar que o despejo ocorra

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durante as férias escolares. Para hospitais, asilos, repartições públicas, o prazo para desocupação será basicamente de 01 (um) ano. Decretado o despejo, fixar-se-á o valor da caução para o caso de ser executado provisoriamente. Se o imóvel não for desocupado no prazo assinalado, o despejo será efetuado, se necessário, com emprego de força.
dabliopeandrade

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15 - DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO (art. 62 da Lei nº. 8.245/91)

Petição inicial

Citação do locatário

Ciência aos sublocatários (podem intervir como assistentes) (art. 59, § 2º)

15 dias
Pedido de purgação da mora (art. 62, II )

Sem contestação

Contestação

Segue o procedimento ordinário

Juiz autoriza (art. 62, III)

15 dias
Réu não deposita Sentença Sentença de extinção do processo

Réu deposita

Se decretado o despejo (art. 63)

Notificação do locatário e demais ocupantes (art. 63 )

Autor levanta a quantia depositada

15 dias
Mandado de despejo (art. 43, § 1º)

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caso. contados da juntada aos autos do mandado devidamente cumprido por Oficial de Justiça. nos mesmos autos. custas processuais e verba honorária) no prazo de 15 (quinze) dias. a lei faculta ao locador a cobrança dos alugueres e encargos da locação. Decretado o despejo por sentença. mediante petição subscrita por advogado regularmente constituído. perdendo. multas ou penalidades contratuais exigíveis. juros de mora. Quanto à petição inicial do despejo por falta de pagamento. o seu patrimônio. e que diz respeito à discriminação do valor do débito que deve ser apresentado na petição inicial. ou por si próprio.Despejo por falta de pagamento . é-lhe facultado. Deferido o pedido. requerer autorização para purgar a mora (pagar as despesas dos alugueres e encargos devidamente atualizados. posteriormente. correndo. se tiver havido cumulação da rescisão da locação com a cobrança de alugueres. Caso o locatário venha a discordar dos valores cobrados na ação de despejo.245/91 impõe. após a intimação do deferimento. entretanto. poderá contestar o feito. desde que esses estejam previstos no instrumento locatício. Dabliopeandrade 45 . se verifique a exatidão dos cálculos do locador. Citado o locatário da ação. A própria lei autoriza que o despejo por falta de pagamento seja cumulado com a cobrança dos aluguéis e encargos. sério risco de ser despejado. o locatário terá o prazo de 15 dias para efetuar o depósito do valor autorizado. o seu ponto comercial. há requisito essencial que a Lei 8.A ação de despejo por falta de pagamento objetiva a rescisão da locação pelo não pagamento dos aluguéis e demais encargos. ou seja. conseqüentemente.

16 . 967 do CPC 20 dias(comuns) 10 dias Sem contestação Contestação Julgamento no estado da causa art. 970 e 971 do CPC Manifestação dos interessados art. parág. 971 CPC Sem impugnação 10 dias Impugnação 10 dias Juiz determina a divisão geodésica do imóvel. II 10 dias Segue procedimento ordinário art. único do CPC 46 . 971. 955/330. 955 CPC 10 dias Sentença Apresentação dos 10 diase formulação títulos de quinhões. parág. art. Único do CPC Decisão. art. art.971.DIVISÃO (Arts 967/981) 9 954/955 Petição inicial art.

975 do CPC Arbitradores examinam.Agrimensor levanta planta do imóvel. 2ª parte do CPC Organiza o agrimensor memorial descritivo. art. procede à demarcação dos quinhões. 980. 980 do CPC Manifestações das partes art. edifícios etc. 980 c/c art. assistido pelos arbitradores. Entregando o laudo ao agrimensor art. 979. oferecendo memorial descritivo art. 980 ” in fine” do CPC 47 . classificam e avaliam as terras. 977 do CPC Laudo conjunto dos arbitradores e agrimensor. 2ª parte do CPC Juiz homologa por sentença a divisão. 978 do CPC Manifestações das partes. culturas. art. 976 do CPC Agrimensor avalia o imóvel no seu todo ou o classifica em áreas. 979 do CPC Agrimensor. 965 do CPC Gestor Judicial lavra o auto de divisão e folhas de pagamento. 979 do CPC Juiz delibera a partilha art. art. podendo impugnar suas recíprocas pretensões art. propondo a forma de divisão (plano) art. art. art.

do Código de Processo Civil. devendo proceder da forma a seguir: 48 . por mais de um ou por todos os condôminos. cabendo também quando os herdeiros pretendem separar suas partes na herança. tem natureza declaratória.è a ação própria para extinguir o condomínio. aguardando-se o trânsito em julgado. 1322. pretende dividir o imóvel. pois. 967 a 981.320. não mais lhe convindo continuar em comunhão com outros proprietários. em sendo contestada a ação. A ação de divisão só é possível se todos os condôminos forem capazes e se o bem for divisível.Divisão . passa a ser ordinário. Por fim ao estado condominial permitindo que a cota ideal seja transformada em cota real. CC). 1. “A todo o tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum”. É proposta por aquele que. sendo norteada pelo direito condominial. A sentença na primeira fase. Tem como finalidade separar os domínios concorrentes em proporções menores e individuais. II. inc. declara a possibilidade de ser divisível a área. Feitas as citações. pois. A ação de divisão está prevista no artigo 946. Ação de procedimento especial de jurisdição contenciosa e. Se indivisível for o bem em condomínio e se não houver um consenso entre os condôminos. do CC). precisa para que cada qual exerça domínio exclusivo (art. Pode ser requerida por um. terão os réus o prazo comum de vinte (20) dias para contestar. a ação própria é de extinção do condomínio para alienação judicial à terceiro ou adjudicação a um dos condôminos (art.

mas declara a cota parte de cada um. 979 CPC. título hábil para o registro no cartório de Imóveis (art. a sentença homologatória e a certidão do trânsito em julgado. Na fase do art. O juiz decide em 10 dias sobre as impugnações e determina a elaboração do auto de divisão assinado pelo juiz. seguir: Após o trânsito em julgado expede-se uma carta de sentença. é proferida a sentença homologatória da divisão. agrimensor e arbitradores. 590 CPC).Passa-se ao trabalho de divisão efetiva sendo que todos os condôminos devem fazer o pedido de quinhão e apresentar seus títulos em dez dias. Há de se observar que a sentença não confere o domínio. Farão partes dessa carta: o auto de divisão. Os condôminos serão intimados para impugnação no prazo de 10 dias. a folha de pagamento. A avaliação da área e das benfeitorias será feita pelo agrimensor que expedirá o laudo. devendo proceder da forma a 49 . Dois arbitradores e o agrimensor são nomeados e medirão o imóvel para divisão. considerando o que se contém no auto divisório.

803.046/1.050.17 .051 do CPC Nega mandado Cumprimento do mandado e citação (se for o caso) Sem contestação Contestação Audiência.051 d CPC Embargante presta caução art. 1.051 do CPC Concedem o mandado art. 1. se necessária Sentença art. 1050 CPC Juiz manda citar embargado art. 1.054) Petição inicial art. § 1ºdo CPC Juiz defere mandado liminar manda citar o embargado art.EMBARGOS DE TERCEIRO (art. 1. § único 50 . 1. 1051 do CPC Juiz manda justificar citado o embargado art.

por ato de apreensão judicial. como fundamento. mesmo não fazendo parte de determinado processo. b) a condição de senhor ou possuidor do bem. oferecendo documentos e rol de testemunha (art. 51 . d) a interposição dos embargos no prazo do artigo 1. 1. tendo a garantia de seu direito relacionada ao sucesso de uma das partes.É a forma processual utilizada por uma pessoa que.048). No caso de possuidor direto. 1.048 do CPC. além de alegar sua posse. mas sempre antes da assinatura da respectiva carta ( art. com suspensão do processo principal se versar sobre a totalidade dos bens. Nos Embargos de Terceiros.052). O juiz pode designar a audiência preliminar para a justificação de posse (art. correndo em apartado (art. 1049). prosseguirá o processo principal somente quanto aos bens não embargados (art. alegar domínio alheio do possuidor indireto (art. 1. § 1º). Distribuídos por dependência.050. c) a qualidade de terceiro em relação ao feito de que emanou a ordem de apreensão. 1. 1. ou até 5 (cinco) dias depois da arrematação. São pressupostos desta ação: a) uma apreensão judicial. Podem ser opostos: enquanto não transitada em julgado a sentença (no processo de conhecimento). o embargante coloca-se como titular de um direito dependente ao que está sendo discutido em juízo. ou remição ( no processo de execução). sofrerá turbação ou esbulho na posse de seus bens.050). também. O embargante deve se ingressar com os embargos por petição elaborada com os requisitos do artigo 282.Embargos de Terceiro . Versando sobre alguns deles. pode. adjudicação. § 2º).050. fazendo prova sumária de sua posse e da qualidade de terceiro.

presumirse-ão aceitos pelo requerido como verdadeiros os fatos alegados pelo embargante (arts. 1.Julgando suficientemente provada a posse. o procedimento adota o rito do artigo 803. dentro do qual pode também ser apresentada exceção. decidirá por sentença em cinco (5) dias. 803. o juiz designará audiência de instrução e julgamento. Após o prazo de contestação. Após. o juiz deferirá liminarmente os embargos e ordenará a expedição de mandado de manutenção ou de restituição em favor do embargante. que é procedimento concentrado utilizado no processo cautelar (art. caso em que o juiz decidirá por sentença em cinco (5) dias. Havendo contestação.053) Nos termos do artigo 803 do CPC: Não sendo contestado o pedido. por exemplo sua alienação em fraude à alienação. 52 . Os embargos poderão ser contestados no prazo de dez (10) dias. em que o interessado na apreensão pode alegar toda a matéria relevante em direito para a manutenção do bem sujeito à apreensão. 283 e 319 do CPC). se necessária (art. § único do CPC).

740. instrução e julgamento (art. caput) Decisão Julgamento imediato (arts. caput) Sentença – 10 dias (art. 739 do CPC Ouvida do embargado 15 dias (art. § 1º do CPC) Rejeição liminar (art. 736 a 745 do CPC) Petição inicial: 15 dias da citação (art.18 . no aguardo do julgamento dos embargos Execução Prossegue Execução extingue-se (art. 739 – A. caput) Rejeição dos Embargos Acolhimento dos embargos Execução fica suspensa depois da penhora ou depósito. 330 e 740.EMBARGOS DO DEVEDOR (EXECUÇÃO DE TÍTULOS EXTRAJUDICIAIS) (arts. caput) Concede efeito suspensivo Nega efeito suspensivo Audiência de conciliação. 740. 740. 795 do CPC) 53 . 738) Pedido de efeito suspensivo (art.

reduzir ou retirar a eficácia do título que embasa a execução. Atribuição do efeito suspensivo aos embargos: a) os fundamentos dos embargos deverão ser relevantes. e autônoma. quer seja fundada em título extrajudicial (obrigação). Via de regra.Embargos do Devedor . ao juízo da causa principal(a ação executiva). com as exigências dos (arts. c) deve. estar seguro o juízo antes de ser a eficácia suspensiva deferida. À sua distribuição será por dependência. seja ela fundada em sentença (título judicial). a defesa oposta à execução deve se apoiar em fatos verossímeis e em tese direito plausíveis. Os embargos do devedor são constituídos contra execução. manifestamente. ou seja.739-A. risco de dano grave para o executado. no prazo de 15(quinze) dias contado da juntada aos autos do mandado de citação. os embargos podem ser manejados sem o pré-requisito da penhora ou outra forma da caução. b) o prosseguimento da execução deverá representar. 282 e 283 do CPC). Os embargos. com natureza jurídica de uma ação incidental (depende do processo de execução). CPC). os embargos deverão tramitar sem prejuízo da marcha normal da execução.É meio de defesa do devedor. Se não ocorrer o deferimento do efeito suspensivo. os embargos não terão efeito suspensivo (art. apartados da ação de execução. ainda. como forma cognitiva. que tem por finalidade anular. caput do art. é algo equiparável ao fumus boni uiris exigível para as medidas cautelares. em linhas gerais. 54 . o que corresponde . Formarão autos próprios. ao risco de dano justificado da tutela cautelar em geral (periculum in mora). devem ser propostos por meio de petição inicial. de difícil ou incerta reparação.

307/311) Petição fundamenta e instruída art.19 . 307 do CPC Autuação em apenso Indeferimento liminar Recebimento da exceção Processo prossegue normalmente Suspensão do processo art. 306 do CPC Cabe agravo de instrumento Ouve-se o excepto em 10 dias art. 309 do CPC Não há audiência se a prova for só documental Decisão do juiz da causa De acolhimento da exceção De rejeição da exceção Autos são remetidos ao juiz competente Finda suspensão. e o processo volta a correr normalmente Cabe agravo de instrumento 55 .EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts. 308 do CPC Audiência se houver provas orais art.

seja de conhecimento. Quanto a isso não há celeuma doutrinária ou jurisprudencial. Com relação ao prazo. São as defesas dilatórias: mesmo que acolhidas não extinguem o processo. que são pressupostos processuais subjetivos do juízo e do juiz. isto é. deixando o mérito intacto. atuando super partes. A finalidade das exceções é proteger a competência e a imparcialidade. com suspensão do processo (art. conclui-se que da exceção de incompetência cabe agravo. mas apenas um incidente processual. ocasionando o prolongamento da lide no tempo. tem que existir a competência específica para aquela lide. não ataca o núcleo central do processo. mas apenas pela correção de algum elemento processual. cautelar ou de execução. Quanto ao alcance das exceções. deve o juiz apreciar a lide como terceiro desinteressado. respectivamente. em caráter substitutivo e subsidiário. o art. trazendo apenas uma modificação na relação processual e fazendo com que esta se protraia por mais tempo. pugnando não pela nulidade deste. de modo que o ato do juiz que a encerra não põe fim ao processo (que volta a seguir seu curso normal).Exceção de incompetência – É uma defesa processual indireta Processual porque ataca o processo. A exceção não é uma ação. Autuada em apenso ( art. quer seja deferitória ou indeferitória. 56 . Daí. Além disso. e não sentença. Para o bom julgamento de uma causa não basta a jurisdição. Qualquer das partes (quando perder) pode agravar. 306 do CPC). configurando decisão interlocutória. 305 diz ser de 15 dias contados do fato que ocasionou a incompetência. o impedimento ou a suspeição. é de dizer-se que podem ser opostas em qualquer espécie de processo. 299 do CPC). Indireta porque ataca o processo de forma oblíqua.

contado do fato que a ocasionou ou no prazo da contestação ( art.A incompetência absoluta poderá ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição. 311 do CPC). independentemente de exceção. Nos casos de incompetência de foro e de juízo. 113. A incompetência relativa será argüida no prazo de quinze dias. os autos serão remetidos ao juiz competente ( art. Julgada procedente a exceção. não interposta a exceção. 305). do CPC). 57 . 114 do CPC). declará-la de ofício ( art. prorroga-se a competência ( art. Deve o Juiz aliás.

4º. § 1º ) Devedor não embarga Devedor embarga Sem efeito suspenso (art. art.6º ) 58 . § único Com efeito suspenso (art. se necessária (CPC.3º e 4º ) Executado na posse direta: prazo de 30 dias para desocupação (art. 2º) Citação e penhora (art.741/71) Petição inicial (art. 740) Sentença (art. § 2º ) Imóvel na posse de terceiros: mandado de entrega ao exeqüente em 10 dias (art.20 . 4º.5º ) 15 dias Com ou sem impugnação (CPC.EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO AO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO (Lei nº 5. 5º.740) Audiência.

7º ) Pagamento ao credor Carta de adjudicação 59 . se não houver licitante (art.Praça ( art.6º e § único) Arrematação Remição (art. 7º ) Adjudicação ao credor.

Os demais fundamentos de embargos.741 outra espécie da ação executiva.741/71. os embargos são autuados em apenso ao processo de execução: Somente serão recebidos com efeito suspensivo os embargos em que o devedor alegar e provar: I.Prevê o art.10 da lei nº 5. § único). convalescerá o contrato hipotecário (art. Por analogia com o Código de Processo Civil (art. mais custas e honorários de advogado. não suspendem a execução (art.3º. 5º. quer os previstos no art.741 do Código de Processo Civil. 60 . pelo prazo de 10 dias. quer de outra natureza.que depositou por inteiro a importância reclamada na inicial. art.282 do Código de Processo Civil e ser instruída com os documentos indicados no art. II.736). de importância bastante para o pagamento da dívida.que resgatou a dívida. nessa caso.8º).5º).Execução de Hipoteca de Imóvel Vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação . pelo executado. o procedimento adotar é o da execução por quantia certa contra devedor solvente (Código Processo Civil. A remição do imóvel penhorado faz-se mediante depósito. “ fundada em outra causa que não a falta de pagamento pelo executado das prestações vencidas”. § 2º: se o executado e seu cônjuge se acharem fora da jurisdição da situação do imóvel. Regra especial de citação é contida no art. oferecendo desde logo a prova da quitação (art. 2º da Lei nº 5. a citação far-seá por meio de edital. 6º). até a assinatura do auto de arrematação. A inicial há que atender aos requisitos do art. Não se faz a avaliação do imóvel que vai à praça por preço não inferior ao saldo devedor (art.646). nesse caso.

630 do CPC) Prosseguimento conforme a execução por coisa certa (art.629 do CPC) 48 horas Impugnação à escolha (art.630 do CPC) Julgamento de plano Nomeação de perito (art.21 .EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts. conforme o caso (art. 629-631 do CPC) Pedido do credor Citação do Devedor para entregar a coisa escolhida pelo credor ou pelo próprio obrigado.630 do CPC) Julgamento (art.631 do CPC) 61 .

Superada a fase de individualização das coisas genéricas. no prazo de dez dias. naturalmente. . 621).Nas obrigações de coisas incertas. Tem cabimento nos casos de títulos que prevejam a entrega de coisas determinadas pelo gênero e quantidade. às de dinheiro. Se é do credor. a de quantia certa. Tudo se passa dentro do procedimento executivo sem maiores formalidades. conforme o artigo 621. Se for do devedor. está prevista no artigo 629. deverá ele individualizar as coisas devidas na petição inicial da execução. O prazo para escolha do devedor é o da citação para a entrega: 10 dias (art. 630). A citação é única. previamente. Não se abre um incidente especial para definir. será este citado para entregá-las individualizadas a seu critério artigo 629. 631). o procedimento da execução é o mesmo observado na entrega de coisa certa (art. pode ser do credor ou do devedor. são objetos de execução própria.Tanto a escolha do credor como a do devedor podem ser impugnadas pela parte contrária nas 48 horas seguintes à manifestação de vontade (art.Execução para Entrega de Coisa Incerta com base em Título Extrajudicial . . . Excluem-se da execução das obrigações de dar coisa incerta. que. a escolha. embora sendo fungíveis. a individualização da coisa.A execução para a entrega de coisa incerta. segundo o título. 62 . e a resposta do executado já deve se dar pela entrega ou depósito da coisa escolhida.

632 do CPC) Devedor não cumpre a prestação (art. 633 do CPC) Termo de entrega da obra ou serviço Credor cobra perdas e danos Credor requer a execução da obra à custa do devedor ( art. 634. (795 do CPC) Processo toma forma de execução por quantia certa ( art.EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS. 632-637) Pedido do credor Citação do devedor com o prazo assinado pelo juiz ( art. 634 do CPC) Sentença de extinção da execução art.22 . 632) Devedor realiza a prestação no prazo – (art. 633 § único do CPC) 5 dias Opção do executado para realizar a obra Apresentação de proposta Audiência das partes (art. § único) 63 . 634 § único) Solução de eventuais impugnações Contratação por termo nos autos Início da obra Adiantamento pelo exeqüente das quantias necessárias para o custeio da obra (art.

sob a forma de execução por quantia certa Obra concluída. 636.Executado não reembolsa Executado paga as parcelas adiantadas Cobram-se do executado as quantias necessárias. 795 do CPC) Decisão Ouvida do contratante ( 5 dias) e realização de avaliação ( art. extinguese a execução Condenação do contratante a pagar as despesas (art. 636. § único) Se reconhecida a imperfeição da obra. § único do CPC) 64 . Improcedente a impugnação. 635 do CPC) Obra não realizada p/ contratante ou realizada com imperfeições Credor recebe a obra Impugnação do credor Lavra-se termo Credor requer autorização para concluí-la ou repará-la ( art. aplica-se o art. caput) Extingue-se a execução (art. 536. Partes falam em 10 dias (art. 636.

A obrigação de fazer é a que tem por objeto a realização de um ato do devedor. em principio.794. Esse prazo é variável. e c) as de prestação apenas juridicamente infungível (obrigações de declaração de vontade). 65 . com redação que lhe deu a Lei nº10.795). provocada por pedido de credor (petição inicial). fato que constará de termo e será declarado em sentença (art. ainda. conforme as particularidades de cada caso concreto. em não praticar determinado ato. 632 e segs. b) os títulos extrajudiciais é que se sujeitarão basicamente à ação executiva disciplinada pelos artigos 632 a 645 do CPC. na sentença ou na lei. Qualquer que seja a natureza da obrigação. O art. de acordo dom o art. Uma é positiva e outra negativa. isto é.632). b) as de prestação materialmente infungível.Execução das Obrigações de Fazer ( prestações fungíveis) com Base em Título Extrajudicial .461. em tema de obrigações de fazer e não fazer. Distinções preliminares: Com relação às positivas. distinguir: a) as de prestação fungível.444/2002. 644 do CPC. A de não fazer é a que importa no dever de abstenção do obrigado. cumpre. separou e os os procedimentos a que se devem submeter os títulos judiciais extrajudiciais. extinguir-se-á o processo executivo (art. O início da execução do título extrajudicial será através da citação do devedor. convocando o inadimplente a cumprir a prestação em prazo determinado (art. podendo constar no contrato das partes. se for a prestação voluntariamente cumprida no prazo de citação. I). de forme que: a) as sentenças judiciais serão cumpridas. observando-se apenas subsidiariamente o disposto nos arts..

vencido o prazo da citação sem o cumprimento da obrigação. o exeqüente apresentará. Para tanto. ouvir-se-ão as partes no prazo de 10 dias. Concluída a obra. pondo fim à execução (art. ou b) reclamar perdas e danos. lavrar-se-á termo nos autos. que as submeterá ao juiz para autorizar o início das obras. portanto. uma ou algumas propostas. Sua função é apenas a de conferir o projeto do credor com a força do título executivo e evitar qualquer excesso. o juiz pode autorizar a execução pelo credor ou por terceiro de sua escolha. optar entre: a) pedir a realização da prestação por terceiro. Não havendo impugnações ou estando as impugnações resolvidas. hipótese em que o respectivo valor deverá ser apurado em liquidação. Qualquer que seja o título executivo (sentença ou contrato). para formalização do contrato respectivo. pois que a escolha do terceiro e as condições de sua contratação devem partir do exeqüente. convertendo a prestação de fato em indenização. 475-A a 475-H. subscritas por interessados na realização da obra.Na obrigação de prestação fungível caberá ao credor. à custa do devedor. a escolha. As eventuais impugnações serão solucionadas de plano. É certo.635). com a inicial. na forma do disposto nos arts. o juiz dará por cumprida a obrigação. sobre as quais o juiz ouvirá o executado. Aprovada a proposta pelo juiz. Não é do juiz. 66 .

638 DO CPC) Pedido do credor Citação do devedor para fazer pessoalmente a obra. 638 do CPC) Devedor cumpre obrigação Recusa ou mora do devedor Termo nos autos Conversão do processo em execução por quantia certa para cobrar a indenização cabível (art. 638.23 . § único do CPC) Sentença de extinção da execução 67 . no prazo que lhe for assinado (art.EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES INFUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (art.

Uma vez líquido o valor da indenização. tão somente.Se o contrato não previu o quantum da indenização em caso de inadimplemento. . citando-o para tanto (art.638 do CPC). convolando-se a obrigação 68 .Execução das Obrigações de Fazer (prestações infungíveis) com Base em Título Extrajudicial . senão a de converter a obrigação personalíssima em perdas e danos (obrigação subsidiária). Nesse caso. em perdas e danos.A execução das prestações infungível. não tem cabimento a aplicação da multa cominatória astreinte). a execução forçada tomará as feições de execução por quantia certa.sendo descumprida a prestação infungível pelo devedor.Nas obrigações infungíveis a prestação ( só pode ser executada pessoalmente pelo devedor). a conversão da obrigação específica em genérica. . ou infungíveis. no caso da negativa do devedor de prestá-la. .247 do CC). restará ao credor a prerrogativa de converter a execução específica em genérica (execução por quantia certa). consiste em assinar um prazo ao devedor para cumprir a obrigação. O próprio direito material determina como sanção aplicável às prestações personalíssimas. Se houver recusa ou mora de sua parte. remanesce em favor do credor. outra solução não há. o credor utilizará o processo de liquidação da sentença. a substituição por perdas e danos( art.

segundo o rito das execuções das obrigações de fazer Devedor responde por perdas e danos. § único) Havendo possibilidade de desfazimento. 642 e 643 do CPC) Pedido do credor Citação do devedor para desfazer o ato no prazo assinado pelo juiz (art.643 do CPC) 69 .24 . cobráveis em execução por quantia certa (art.642 do CPC) Devedor atende à citação Mora ou recusa do devedor Lavra-se termo nos autos Não é possível desfazer o ato Julga-se extinta a execução Perdas e danos cobráveis em execução por quantia certa (art.EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts. o juiz autoriza a medida. que será executada à custa do devedor.643.

Execução das Obrigações de Não Fazer com Base em Título Extrajudicial . Surge para o credor o direito a desfazer o fato ou de ser indenizado quando os seus efeitos forem irremediáveis.Se há mora nas obrigações negativas. o credor requererá ao juiz que lhe assine prazo para desfazê-lo”. . onde se lê que. Se o dever do obrigado é de abstenção.642. a prática do ato interdito por si só importa inexecução total da obrigação. a cuja abstenção estava obrigado pela lei ou pelo contrato.É assim que dispõe ao art. “se o devedor praticou ato.Diante dessa situação.643 e seu § único) 70 . o processo executivo tenderá a uma das duas opções: desfazer o fato à custa do devedor ou indenizar o credor pelas perdas e danos (art. .

caput) Penhora e avaliação (art.740. 736 do CPC) Devedor não paga nem oferece embargos Devedor não é encontrado Execução fica suspensa depois da penhora até que haja improcedência dos embargos Com efeito suspensivo (art. caput do CPC) Citação por edital.EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS.740. 739-A caput) Arresto de bens (art. 653 ) Impugnação aos embargos (art. instrução e julgamento (art. caput do CPC) Designação de audiência de conciliação.652. 653 § único) Julgamento imediato (art.25 . caput do CPC) Oficial procura o devedor 3 vezes em 10 dias para citação (art. 739-A. § 1º do CPC) 71 . 654) Conversão do arresto em penhora ( termo nos autos) Sentença – 10 dias (art. 646 A 724 DO CPC) Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. em 10 dias (art. § 1º) Sem efeito suspensivo ( art.330 e 740. 682 do CPC) Devedor paga Devedor oferece embargos ( art.740.

do CPC) Atos expropriatórios Adjudicação (art.708) Saldo devedor Saldo credor Prosseguimento da execução Extinção da execução (art.685 – C) Hasta Pública (art.686) Usufruto (art.Substituição dos bens penhorados (arts.795 do CPC) Restituição ao executado 72 .685 – A) Alienação particular (art. 656 e 688 do CPC) Acolhimento dos embargos Improcedência dos embargos Extinção da execução (art.795.716) Apuração do preço Rendimentos Pagamento do credor (art.

é lícito ao juiz autorizar o prosseguimento do feito sem novas intimações. O executado será citado para efetuar o pagamento no prazo de 03 dias. de ofício. § 2º do CPC). A intimação de que cogita o § 3º pode ser feita ao advogado. caput e § 1º).Execução por Quantia Certa Contra Devedor Solvente com Base em Título Extrajudicial . ou a requerimento do exeqüente. Faculdade do credor indicar bens à penhora. A inicial será sempre instruída com o demonstrativo do débito atualizado até a data da propositura da ação. à custa dos bens do devedor o numerário necessário ao pagamento a que tem direito o credor. ou seja. sob a cominação da penhora (art. constituído advogado (§ 4º). 73 . e a segunda para penhora e avaliação. Ocorrendo dificuldade.652. se o devedor já tiver representado nos autos. se não tiver. No mesmo mandado. a postulação da medida executiva e da citação do devedor.652. Busca-se coma execução por quantia certa obter-se. Sendo o mandado expedido em duas vias: a primeira.652. ainda. ensejando-lhe o prazo de 03(três) dias para que a prestação seja voluntariamente cumprida. § 3º do CPC). o juiz.Devedor solvente é aquele cujo patrimônio apresenta ativo maior do que o passivo. apresenta-se ele com o duplo objetivo. Quanto ao pedido. o oficial receberá a incumbência de citá-lo e realizar a penhora e avaliação. poderá determinar que o executado seja intimado a indicar bens passíveis de constrição (art. Se devedor citado não comparecer nos autos e nem encontrado em seu endereço habitual. na petição inicial(art. para citação. Somente será pessoal ao devedor. na localização de bens penhoráveis.

A reforma da Lei nº. também. 74 . A faculdade de embargar a execução não tem mais vinculo com a penhora. d) o cônjuge.382/2006 consagra. descendente ou ascendente do executado. De acordo com o (art. o que promove a execução em cujo andamento ocorreu a penhora dos bens a adjudicar: b) o credor com garantia real sobre o bem penhorado. bloqueio junto ao Banco Central. no Código. “os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. tenha ou não penhor sobre ele. ou seja. por meio da qual o juiz da execução obtém. Legitimidade para adjudicar: a) o exeqüente. é titular do direito à adjudicação. quando houver penhora de quota.738 do CPC). contados da data da juntada aos autos do mandado de citação”. a denominada penhora on line. c) outros credores que. de depósitos bancários ou de aplicações financeiras mantidas pelo executado. e) a sociedade ou o sócio. tenham penhora sobre o mesmo. em execução promovida por terceiro para realização de crédito contra sócio. por via eletrônica. 11. em primeiro lugar.

26 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA “DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA” ( art. 471-I a 475-M do CPC)

Sentença passa em julgado

Há 15 dias para cumprimento voluntário ( art. 475-J do CPC)

Devedor paga

Há impugnação art. 475-L do CPC)

Não há impugnação

Impugnação é acolhida pela sentença

Impugnação é rejeitada por decisão interlocutória

Cabe agravo ( art. 475-M, § 3º)

Extingue-se a execução

Mandado de penhora e avaliação ( art. 475-J do CPC)

Cabe apelação

Prossegue-se na forma da execução do título extrajudicial

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Execução por Quantia Certa com Base em Sentença - O cumprimento da sentença, foi idealizado, como técnica processual, diante da necessidade de se garantir dinamismo à pretensão de satisfação do credor, fim maior de toda e qualquer demanda judicial, em respeito aos princípios da celeridade e razoável duração do processo. A execução foi transformada em mera fase do processo único, divisado pela sentença de resolução do mérito. O devedor não é mais citado na abertura da execução, mais apenas intimado ( na pessoa de seu advogado )para adimplir a obrigação no prazo de quinze dias, sob pena de se submeter à incidência de multa, prefixada em 10% ( dez por cento) do valor da obrigação. Não se confirmando o pagamento, a intimação de cumprimento frustrado é seguida da formalização da penhora judicial incidente sobre bens de propriedade do devedor, com a conseqüente avaliação, de logo precedida pelo Oficial de Justiça. Com a penhora e a intimação do devedor, é aberto em favor deste o prazo de quinze dias, para a apresentação da impugnação, como incidente processual, que não suspende o curso do processo, a não ser por decisão interlocutória fundamentada, se demonstrada a presença de requisitos objetivos que autorizam a obstaculização da execução. A impugnação é como regra julgada por decisão interlocutória, contra a qual é cabível a interposição do recurso de agravo de instrumento, exceto se a decisão combatida (com a natureza jurídica de sentença) tiver força suficiente para extinguir a execução. Observação: LEI 11.232/2005. ARTIGO 475-J, CPC. CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. MULTA. TERMO INICIAL. INTIMAÇÃO DA PARTE VENCIDA. DESNECESSIDADE. efetividade, da

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1- A intimação da sentença que condena ao pagamento de quantia certa, consuma-se mediante publicação pelos meios ordinários, a fim de que tenha inicio o prazo recursal. Desnecessária a intimação pessoal do devedor. 2- Transitada em julgado a sentença condenatória, não é necessário que parte vencida, pessoalmente ou por seu advogado, seja intimada para cumpri-la. 3- Cabe ao vencido cumprir espontaneamente a obrigação, em 15 dias, sob pena de ver sua dívida automaticamente acrescida de 10%. (REsp 954.859/RS, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, Terceira Turma, julgado em 16.08.2007, DJ 27.08.2007 p. 252).

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EXIBIÇÃO (arts. 359.27 . I do CPC) 78 . 844 e 845 do CPC) Petição inicial – requisitos: art. 356 do CPC Citação 5 dias Revelia Exibição Contestação Extinção do processo Instrução Sentença Procedência da ação Improcedência da ação Reconhecimento da veracidade do fato a provar (art.

844 e 845 do CPC). credor ou devedor. depositário ou administrador de bens alheios. sobre a coisa.844 do CPC): I. Tem lugar a exibição cautelar como procedimento preparatório (art. se conserve em depósito judicial para dar oportunidade à inspeção desejada pelo requerente. Feito o exame. II. Quando houver necessidade. O tema da exibição foi tratado pelo Código de Processo Civil. o juiz poderá determinar que o documento permaneça nos autos. Não visa a ação de exibição a privar o demandado da posse de bem exibido. e b) como medida cautelar preparatória. ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda como inventariante. III . Em princípio o exame de livros comerciais fica limitado às transações entre litigantes. sócio. nos casos expressos em lei. durante um certo tempo.da escrituração comercial por inteiro. ou às vezes ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar objeto em poder de terceiros. testamenteiro. Sua finalidade é a constatação de um fato sobre a coisa com interesse probatório futuro ou para ensejar a propositura de outra ação principal (arts. condômino. 355 a 363 e 381 a 382 do CPC).de documento próprio ou comum.Exibição . balanços e documentos de arquivo.de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer.O direito à exibição tende à constituição ou asseguração de prova. em poder de co-interessado. ou que a coisa. visual. em duas situações distintas: a) como incidente da fase probatória do processo de cognição (arts. ocorre normalmente a restituição ao exibidor. mas 79 . como leis tributárias e societárias. mas apenas a propiciar ao promovente o contato físico direto.

mas antes da fase instrutória. como.pode ser total nos casos expressos em lei. . A despeito de o Código referir-se à exibição cautelar como “procedimento probatório”. na liquidação de sociedade. 80 . por exemplo. é admissível a medida em caráter incidental se a exibição for necessária depois de proposta a ação.

356 do CPC Intimação da outra parte Parte faz a exibição Inércia do intimado Resposta do intimado art. art. 355/359 do CPC) Pedido no bojo dos autos.28 . 358 do CPC) 81 . 357 do CPC Exaure-se o procedimento Provas Decisão Rejeita alegações de escusa Aceita as alegações e admite a recusa A decisão admite como verdadeiros os fatos alegados pelo promovente (art.INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE (arts.

caberá ao requerente produzir outros meios de prova. o juiz expedirá um mandado de busca e apreensão. Recebido o requerimento. Sendo provada. Se a prova estiver em poder de terceiros. sendo que nesta hipótese presumem-se verdadeiros os fatos para os quais se destinavam as provas. o juiz o intimará para apresentação em 10 dias. o juiz determinará a intimação da parte para apresentação em 5 dias ou do terceiro para apresentação em 10. Quando o documento estiver em poder da parte contrária. Nega a existência do documento. poderão ser adotados 4 procedimentos: 1º exibe o documento.O incidente de exibição de documentos é a apresentação de provas documentais ou de coisas que estejam em poder da parte contrária ou de terceiros. Se houver recusa injusta. haverá a presunção de veracidade. 3º recusa a apresentação por motivo injusto. 82 . 2º recusa a apresentação por motivo justo (art. necessários à demonstração da veracidade de fatos que tenham sido alegados pelo requerente. A parte que tenha interesse na exibição deverá requerer. Nesse caso caberá ao requerente comprovar a existência ou a posse do documento. após a intimação. sem prejuízo da responsabilidade penal pelo crime de desobediência. 4o.Exibição de documentos . Nesse caso. 363 do CPC). de modo determinado e justificado.

360 do CPC) Terceiro faz a exibição Revelia Contestação Exaure-se o procedimento Sentença de procedência do pedido Audiência de Instrução e Julgamento (art. 83 .EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO (Arts. 362 do CPC) Extingue-se o procedimento Terceiro deposita o objeto Terceiro não deposita o objeto Extingue-se o procedimento Mandado de busca e apreensão Ação penal por crime de desobediência . 360/363 do CPC) Petição de uma das partes (art.29 . 360 do CPC) Autuação em apenso Citação (art. 361 do CPC) Sentença Rejeita escusa do terceiro Acolhe a escusa do terceiro Ordena o depósito do objeto da exibição em 05 dias (art.

de 1º. Contra a parte. sem justo motivo. 362 CPC). o documento ou a coisa (art. (art. através de ação ordinária de indenização. o juiz mandará citá-lo para responder no prazo de 10 (dez) dias (art. se necessário.925. tudo sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência (art. tem o caráter cominatório.se a sua apresentação puder violar dever de honra. em seguida proferirá sentença (Art. tomando-lhe o depoimento.se concernente a negócios da própria vida da família. de testemunhas. ou a posse do documento ou da coisa. 360 CPC).O pedido de exibição pode ser ajuizado contra a parte da lide ou contra terceiro. bem como o das partes e. impondo ao requerente que o embolse das despesas que tiver. o juiz lhe ordenará que proceda ao respectivo depósito em cartório ou noutro lugar designado. o causador da destruição poderá ser responsabilizado por perdas e danos.1973) II . (Redação dada pela Lei nº 5. o juiz designará audiência especial. se for deliberadamente destruída a coisa que deveria exibir. e o não atendimento da ordem de exibição equivale à declaração de veracidade dos fatos que seriam provados pelo documento. ou preceito é coativo através de busca e apreensão judicial do documento. Se o terceiro. se necessário.10.1973) I .10. (Redação dada pela Lei nº 5. bem como a seus parentes consangüíneos ou afins até o terceiro 84 . no prazo de 5 (cinco) dias. de 1º. de 1º. se recusar a efetuar a exibição. o juiz expedirá mandado de apreensão. 363 CPC): (Redação dada pela Lei nº 5.se a publicidade do documento redundar em desonra à parte ou ao terceiro. sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência. 362 CPC) A parte e o terceiro se escusam de exibir. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro.10. contra terceiro. força policial. requisitando.925.925. se o terceiro descumprir a ordem. em juízo.1973) III .Exibição de documento ou coisa por terceiro . 361 CPC). Se o terceiro negar a obrigação de exibir.

de 1º.grau.se a exibição acarretar a divulgação de fatos.1973) 85 . Se os motivos de que tratam os ns. de 1º. (Redação dada pela Lei nº 5. da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo.10. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento. (Redação dada pela Lei nº 5.10. segundo o prudente arbítrio do juiz.1973) IV .925. (Redação dada pela Lei nº 5.10.925.1973) V . devam guardar segredo.se subsistirem outros motivos graves que.925. por estado ou profissão.1973) Parágrafo único.925. (Redação dada pela Lei nº 5. de 1º. ou lhes representar perigo de ação penal. justifiquem a recusa da exibição. de 1º. a cujo respeito.10.

101 de 9/02/2005) Pedido de Recuperação – Art. IV Cumprimento das obrigações do plano com vencimento até 02 anos a partir da concessão da recuperação Encerramento da recuperação – Art.30 . 56 Se não aprova o plano decretação da falência – Art. 55 Convocação da Assembléia Geral – Art. 73. 48 e 95 Processamento deferido – Art. 63 86 . II Publicação do Plano – Art. I 60 dias para apresentar Plano – Art. 56 § 4º Assembléia Geral aprova o Plano e indica ou não o Comitê de Credores – Art. 52. 52 Processamento indeferido encerramento Nomeação do Administrador Judicial – Art. 53 parágrafo único Não há objeção do credor: juiz concede a recuperação Há objeção de credor – Art. § 2º Juiz concede a recuperação – Art. 53 Plano apresentado Plano não é apresentado decretação da falência – Art. 61 § 1º e 73.RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL (LEI 11. 58 Devedor entra em regime de recuperação Descumprimento das obrigações: convolação em falência arts.

II). 48 poderá pleitear em juízo o beneficio da recuperação judicial. as atribuições de: . acarreta a decretação da falência (art. I – O Plano – O devedor tem o prazo de 60 (dias) a partir do deferimento do processamento para apresentar o plano de recuperação (art. 95 ). 62 e 94 III. A recuperação judicial também poderá ser requerida no prazo de defesa do Pedido de Falência (art. cabe ao credor querendo.Recuperação judicial – O devedor que atenda os requisitos básicos do art. mover execução específica ou requerer a falência. a não apresentação. apresentando um plano para a superação das dificuldades financeiras do momento e para evitar ao mesmo tempo perdas mais radicais para os credores. a quem compete fiscalizar sob direção e superintendência do juiz.É a nomeado pelo juiz.Elaborar relações de credores. podendo ser pessoa física ou jurídica. . 53). arts. g. também será decretada a falência. e cumpridas as obrigações exigíveis nesse período o juiz decretará por sentença o encerramento da recuperação. 48. 87 . . II – O administrador Judicial . Vencido o prazo de dois anos da recuperação judicial. Havendo obrigações fixadas no plano.Verificar a escrituração da empresa devedora. etc. 73. Se o plano for rejeitado pela Assembléia Geral de Credores. desde que preenchidos os requisitos do art. com vencimento após o encerramento da recuperação.Elaborar relatório mensal das atividades do devedor em recuperação.

(LEI 11. 265. 18 e 83) Pagamento dos credores (Art. 94) Citação (Art. 36.101 de 9/02/2005) 31 . 26) Arrecadação e Avaliação dos bens (Art.FALÊNCIA Pedido de Falência (Art. IV. 99. parágrafo único) Alienação dos bens (Art. de acordo com a ordem de preferência (Art. 140 e 142) Quadro Geral dos Credores (Arts. 14. 108) Verificação dos créditos (Art. 22) Eventual Convocação da Assembléia Geral (Art. 83) Encerramento 88 . 98) Pedido de Recuperação Suspensão do Processo (Art. 149). a do CPC) Defesa Improcedente Defesa (Art. § 2º) Eventual Constituição de Comitê de Credores (Art. 98) Defesa Improcedente Encerramento Decretação da Falência Atividades do administrador judicial nomeado (Art.

192. 73. pode ser requerida a falência do devedor que pratica certos atos suspeitos. IV e art. nem nomeia bens suficientes à penhora no prazo legal. 5) Não apresentação de plano de recuperação no prazo legal de 60 dias após ter requerido recuperação judicial (Art. III. 4) Pedido de autofalência – O próprio devedor pode pedir sua falência (Art. 73. 97. Não havendo neste caso quantia mínima. g). 3) Prática de ato de falência – Independente da existência de título vencido. II) 6) Descumprimento de obrigações assumida em plano de recuperação judicial (art. E se tratando de Sociedade Anônima. segue o sistema desta mesmo que o pedido de falência tenha sido apresentado em data anterior (art. negócio simulado. deve ser juntada a autorização da Assembléia Geral da Sociedade. denominados atos de falência. I e arts. A falência decretada na vigência da Lei nova. § 4º) 89 .Falência – A Lei 11. devendo o valor da dívida ser superior a 40 salários-mínimos na data do pedido de falência. 2) Execução frustrada – Devedor executado que não paga. não deposito. como liquidação precipitada. 105 a 107).101/2005 prevê as seguintes hipóteses de decretação de falência: 1) Impontualidade – Não pagamento no vencimento de obrigação liquida constante de título executivo. 94.

63. exame das declarações. V) Liquidação. audiência de verificação de créditos sentenças.(LEI 7. impugnações. art. 16 e 82) Autos paralelos de declaração de crédito (Art. 63. despachos.06. XI) 90 . comunicação ao juiz do total declarado. 62) Avisos do Sindico (Art. 139 da Lei 11.101/2005 O síndico comunica ao juiz o montante total dos créditos declarados (Art. quadro geral de credores Arrecadação e Inventário (Art. 15 e 16) Compromisso do Síndico (art.1945) Pedido do Devedor Pedido do Credor 32 .80) Apresentação das declarações. contestação.661 de 21. 70) O Sindico designa o perito (Art. 14) Comunicações do Gestor (Art.FALÊNCIA Fase Preliminar Sentença declaratória (Art.

Realização das Provas.Fase Preliminar Aguardando o Quadro Geral e a Solução do Inquérito Quadro Geral de Credores (Art. § 2º) Autos Paralelos de Inquérito Judicial ( Art. 96. 132) 91 . XIX) 3º Relatório (Art. Vista ao Ministério Público. Solução do Inquérito Solução do Inquérito 2º Relatório (Art. 131) Encerramento (Art. 103 § 2º) Formados com a 1ª Via do relatório Vista aos credores. 63.

Havendo depósito a falência não pode ser mais declarada. dentro do prazo da defesa. depositando a quantia reclamada. ou para discutir a legitimidade ou a importância do crédito. 15 e 16. Seguido a decretação da falência. 92 . 203). que denegará ou decretará a falência. o escrivão deverá tomar as providências previstas nos art. e correm em Cartório. serão os autos conclusos ao juiz. bem como seus incidentes. O devedor pode ilidir desde logo a falência. salvo disposição expressa em contrario. Como norma geral. dentro de 24 horas. Os processos de falência e de concordata preventiva. Finda a instrução. o juiz determinará a citação do devedor para que este. atendidos os pressupostos legais. Mas se o pedido for requerido pelo credor. o juiz proferirá desde logo a sentença. para pagamento. não se suspendendo em dias feriados ou nas férias. em qualquer instância (Art.Quando o pedido é requerido pelo próprio devedor.Falência . todos os prazos marcados na Lei de Falências são contínuos e peremptórios. realizando as comunicações devidas. apresente sua defesa. preferem a todos os outros processos na ordem dos feitos. Pode a defesa ser apresentada sem o depósito.

VI Elaboração do Quadro Geral de Credores Entrega de Relatório. 169. I e II Designação do Perito – Art.Art.1945 Pedido devidamente instruído e relação de credores O juiz decreta a falência se o pedido for irregular ou se houver fraude – art.661 DE 21.33 .06. § 3º Avisos do Comissário – Art. § 1º. sem cumprimento de todas as exigências Conclusos ao Juiz – Art. 173. Verificação de créditos omitidos pelo devedor mas declarados pelos interessados – Arts. 174 93 .CONCORDATA PREVENTIVA DEC. 161 Ao Juiz Despacho de processamento – Art. §§ 1º e 2º. III e 173. LEI 7. com cumprimento de todas as exigências Entrega de Relatório. 168 Em separado Impugnações de créditos relacionados na inicial (os não impugnados incluem-se automaticamente no Quadro Geral de Credores) – Art. 169. § 1º Compromisso do Comissário . 161. 161.

174.Aviso aos credores para Embargos 5 dias – Art. 176 94 . III Não há embargos Credores oferecem embargos Conclusos ao Juiz Contestação em 48 horas Deferimentos das provas Audiência de Instrução e Julgamento Sentença Juiz concede a concordata preventiva Juiz decreta Falência – Art.

a íntegra do despacho e a lista dos credores. a inexatidão dos documentos mencionados no art.. O juiz pode conceder um pequeno prazo para que o requerente providencie o saneamento de pequenas inadvertências ou irregularidades involuntárias. aberta a falência (art. também nos casos enumerados nos artigos. ou a receber menos. A concordata só abrange os credores quirográficos. e 176. 161. Só há restrições na venda ou oneração de imóveis e na transferência do seu estabelecimento. O juiz também poderá decretar a falência em qualquer momento posterior. ou o abandono do estabelecimento. durante o andamento do processo. e 8º. desde que provada a existência de qualquer dos impedimentos enumerados no art. 140. 175 §§ 1º. mantendo uma cópia no Cartório à disposição dos interessados (Art. a falta das condições exigidas no art. 174.Concordata – É um processo em que o comerciante pode mover contra seus credores quirográficos. § 1º. 161. portanto. Se o pedido não estiver formulado nos termos da lei. § 1º. 161). 162. 95 . 159. a fim de permitir-lhe a reorganização econômica e evitar (concordata preventiva) ou suspender (concordata suspensiva) a falência. I. Outro motivo para a decretação da liminar falência é a caracterização inequívoca de fraude. E. não envolvendo. ou não vier devidamente instruído. o juiz declarará. Após o despacho de processamento do pedido. em 24 horas. os privilegiados nem os que tenham garantias reais. e nomeação de comissário e aberto o prazo para habilitação (10 a 20 dias) dos credores omitidos na relação inicial. 158. para publicação no órgão oficial. para obrigá-los a conceder um prazo mais longo nos pagamentos. I).. O gestor expedirá edital de que constem o pedido do devedor. O concordatário continua exercendo o seu comércio normalmente.

A Lei 11.101/2005 aboliu a concordata suspensiva. Continuam em andamento. as concordatas suspensivas deferidas antes da vigência da lei atual. ainda que nas falências em andamento pelo sistema anterior. porém. 96 . que não pode mais ser deferida.

art. I do CPC Pelos sucessores do falecido. 803.056. II do CPC Citação dos requeridos Sem contestação Contestação Audiência se necessária.HABILITAÇÃO INCIDENTE ( arts. 1. § único do CPC Sentença art. 1055/1062 do CPC) Petição inicial. art.34 .055 do CPC Pela parte.056. l em relação aos sucessores do falecido. do CPC 97 . em relação à parte art. 803. 1. 1. art.

a habilitação processar-se-á CPC). a causa principal retomará o seu curso ( art.057.Habilitação Incidente - A habilitação tem lugar quando. 1. Processa-se em apartado.055 do CPC). 1.059 do passada em julgado a sentença de sentença). na pessoa deste far-se-à a citação ( art. A citação será pessoal. 1. 1. correrá nos autos principais. I a V. porém. nos casos previstos no art. 1. por falecimento de qualquer das partes. fica suspenso o processo principal. os interessado. se a parte.062 do CPC). Achando-se o processo no tribunal. habilitação ( quando depender de perante o relator e será julgada conforme dispuser o Regimento Interno ( art.060. houverem de suceder-lhe no processo ( art. porem tiver procurador nos autos. não dependendo de sentença. Durante o procedimento da habilitação. § único do CPC). 98 .

35 . 876 do CPC) De improcedência Entrega dos bens ao promovido (art. 874 do CPC) Citação do promovido Homologação liminar (art. 874 do CPC) Petição inicial – requisitos do (art. 875 do CPC) Extinção do processo Homologação do penhor Instrução sumária Sentença De procedência 48 horas Entrega dos autos ao promovente (art. 874. 876 do CPC) 99 .HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL (arts. § único do CPC) 24 horas Devedor paga Revelia Contestação (art. 874 a 876 do CPC) Tomada prévia dos bens (art.

está claramente evidenciado no art. quanto à legitimidade da pretensão. 874. requererá o 100 . nada tem em comum com as ações cautelares. o à Lei. que se impõe diante dos riscos sofridos pelo crédito da parte. “ o juiz poderá homologar de plano penhor legal (art. Cumprida a citação. extinção da obrigação ou não estar a dívida compreendida entre aquelas previstas em Lei ou não estarem os bens sujeitos a penhor legal. pois tende a assegurar a satisfação de um direito e não precatar interesses processuais frente ao periculum in mora. que seja instruída com a conta pormenorizada que justifica o crédito. da ação de homologação de penhor legal. § único). como garantia legal. 874 do CPC) O penhor legal é medida de urgência. porém. bem como com a relação dos objetos retidos. 875): Nulidade do processo. assim.“ nos casos previstos em credor.Homologação do Penhor Legal. “Homologado de plano. três (3) hipóteses poderão ocorrer: a) o devedor paga a dívida. após efetiva apreensão da garantia. A homologação do penhor previamente constituído. ato contínuo a homologação “ (art. a tabela de preços e outros elementos relativos à despesa. e não havendo qualquer suspeita. o penhor a sentença é definitiva.“ Tomado o penhor legal” – isto é. Estando em ordem a documentação. não haverá a homologação liminar e o réu será citado para pagar ou se defender em 24 (vinte e quatro)horas. o credor pedirá a citação do devedor para em 24 horas pagar ou alegar defesa. 874. de direito material. O caráter satisfativo.” Quando. 874. A defesa só pode consistir em ( art. que reclama como requisitos da petição inicial. ou seja ao risco inerente necessária duração de outro processo. entender o juiz que os elementos da inicial não lhe propiciam um seguro julgamento sobre a satisfação de todos os requisitos do art.

O processo é contencioso e desta sentença cabe apelação. Colhidas as provas produzidas o juiz proferirá sentença na qual poderá: I) homologar o penhor. c) o devedor contesta a ação. É apenas constitutiva de garanti real. a que alude o art. caso em que determinará a restituição dos bens ao promovido e ressalvará ao autor o direito de cobrar a conta por ação própria. nem condenatória. deve ser contado do respectivo trânsito em julgado. II) indeferir o pedido de homologação. e não da publicação. 876. determinando a entrega dos autos em 48 horas. de maneira que no prazo de 48 horas para entrega dos autos. não é executiva. ao credor. 101 . A sentença de homologação in casu.b) o devedor silencia-se.

441 do CPC Auto circunstanciado art. se for o caso. 440/443) FLUXOGRAMA Pessoa ou Coisa Determinação de ofício art.INSPEÇÃO JUDICIAL (arts. perito e assistentes técnicos. 440 do CPC Requerimento da parte art. ou intimação dos interessados.36 . 440 do CPC Designação de dia e hora para a diligência. 443 do CPC 102 . art.

§ único do CPC). inspecionar pessoas ou coisas. 442 do CPC). ( art. 440 do CPC). em qualquer fase do processo.Inspeção Judicial . O auto poderá ser instruído com desenho. de ofício ou a requerimento da parte. a fim de se esclarecer sobre fato. Poderá o juiz ser assistido por um ou mais peritos ( art. 103 . A diligência poderá realizar-se no local onde se encontre a pessoa ou a coisa. que interesse à decisão da causa. 441 do CPC). Em qualquer fase do processo ( art. 443. prestando esclarecimento e fazendo observações que reputem de interesse para a causa. É direito das partes assistir à inspeção. 442. gráfico ou fotografia ( art. ou na sede do juízo ( art.O juiz. pode. § único do CPC).

475 – C / 475 – D do CPC) FLUXOGRAMA Pedido do credor Nomeação de perito pelo juiz (art.475 – D do CPC) Intimação do devedor para acompanhar a liquidação Intimação do credor da nomeação do perito Formulação de quesitos e indicação de assistentes técnicos em 5 dias por ambas as partes Apresentação do laudo pericial no prazo marcado pelo juiz Ouvida das partes em 10 dias ( art.37 . quanto possível Audiência de instrução e julgamento. 475 – D.LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO (arts. § único) Aceitação do laudo Impugnação do laudo Julgamento imediato. quando necessário Decisão interlocutória 104 .

a liquidação terá de ser feita sob a forma de artigos Quando. 105 .determinando por sentença. apenas á apuração do simples e nada mais resta ao credor senão quantum da condenação.Liquidação de Sentença por Arbitramento . o que entre as partes elegem de comum acordo esse sistema de liquidação. Quando à própria sentença condenatória determina que a liquidação se faça por arbitramento. caso agora reclamam conhecimentos técnicos dos árbitros. a questão é cumprir o julgado. existirem nos autos todos os elementos é de necessários para os peritos declararem o valor do débito. de perda parcial da capacidade laborativa etc. 475-E). arbitramento.Far-se-á liquidação por arbitramento quando ( art. com da condenação. em todos os outros em que a própria natureza da prestação o exigir. é que.o exigir a natureza do objeto da liquidação. estimativa de desvalorização de veículos o da liquidação por cálculo. Havendo necessidade de provar fatos novos para se chegar (art. para estimar-se o valor liquidações por cálculo ocorre de lucros cessantes por inatividade de pessoa ou serviço. enquanto nas operações aritméticas. II. porém. A diferença desse procedimento. 475-C): I. III.convencionado entre as partes. São exemplos de arbitramentos: acidentado. terá ele cabimento ainda. Além dos casos em que a sentença de condenação determina o arbitramento.

475-H do CPC) 106 . 475-F do CPC) Pedido do credor.LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARTIGOS (arts. 444 a 457 do CPC). por meio das provas admitidas em direito (arts.E / 475 . 475.38 . 330. em forma articulada Intimação do devedor para acompanhar a liquidação e fazer suas alegações no prazo de contestação: 15 dias Fase de saneamento (arts. 323 a 331 do CPC) Julgamento antecipado. 332 a 443 do CPC) Audiência de instrução e julgamento (arts.F do CPC) O procedimento é o comum. I do CPC) Instrução da causa. inclusive com a tentativa de conciliação das partes (art. quando a prova for apenas documental (art. regulado no processo de conhecimento (art. 448 do CPC) Decisão interlocutória sujeita a agravo (art.

Não cabe a discussão indiscriminada de quaisquer fato arrolados ao puro arbítrio da parte. Apenas serão arrolados e articulados os fatos que tenham influência na fixação do valor da condenação ou na individuação de seu objeto. será realizado a intimação do vencido.Liquidação de Sentença por Artigos . para determinar o valor da condenação. 475-G). . .Apresentado o requerimento do credor. definitivamente decidida na sentença de condenação (art. cujo processamento será feito com a observância do procedimento comum 107 .“ Far-se-á a liquidação por artigos. E a nenhum pretexto será lícito reabrir a discussão em torno da lide. em petição articulada indicará os fatos a serem provados ( um em cada artigo) para servir de base à liquidação. houver necessidade de alegar e provar fato novo” (art. quando.O credor. 475-E). para acompanhar a liquidação por artigos.

475 – B.39 .LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULO (art. do CPC) O credor requer ao juiz a requisição de dados em poder do devedor ou de terceiro (art. 1º do CPC) O cálculo é feito com base nos dados O juiz manda proceder à execução nos termos da memória Juiz determina a revisão dos cálculos pelo contador (art. 475 – B.475 –B. § 3º do CPC) Credor concorda com o cálculo do contador Credor não aceita a alteração do contador Execução se faz seguindo o valor indicado ou aceito pelo credor Penhora respeitará o valor encontrado pelo contador (art. § 4º do CPC) 108 .475 – B do CPC) FLUXOGRAMA Elaboração pelo próprio credor O credor inclui na inicial a memória de cálculo atualizada (art. caput.604.

o executado não aceitar o cálculo do credor. ainda. V). 475-J).232/05 em seu art.475-L.475-J.Com o advento da Lei 11. na ótica do próprio magistrado a memória redigida pela parte apresentar excessos em face da condenação a executar. Para esse fim. Daí seu legítimo interesse em providenciar tempestivamente o cálculo necessário ao cumprimento da sentença. a iniciativa normalmente será do credor.Liquidação por Cálculo . inc. o próprio credor elabora o demonstrativo do montante da dívida na data da instauração da execução. com precisão. submeter a memória de cálculo elaborada pela parte. o cálculo da condenação. È bom lembrar que o devedor tem não só a obrigação de pagar a prestação devida. que tudo se faça mediante simples cálculo aritmético. nessa altura. desde. terá de impugná-lo com fundamento em excesso de execução (art.475-B. mas o prejudicado. para se libertar do vínculo jurídico que o prende ao credor. se o credor não diligenciá-la antes do referido termo. ao exame e conferência do contador do juízo. a ele também cabe a elaboração da memória de cálculo. porque. Duas são as hipóteses: a) – quando. É de se ressaltar. se entender que o litigante hipossuficiente corre o risco de sair A iniciativa é do 109 . o requerimento de cumprimento as sentença será instruído com a “memória discriminada e atualizada do cálculo”. Antes de ordenar a citação executiva pode o juiz de oficio ou a requerimento do credor. agir de oficio. Se eventualmente. Neste caso. acarreta-lhe pesada sanção representada pela multa de 10% prevista no art. é claro. juiz. o devedor se quer foi citado. mas também tem o direito de fazê-lo. e b) quando o credor estiver sob o pálio da assistência judiciária e tiver juiz também poderá dificuldades para preparar. na circunstância que a execução é proposta. que o não pagamento no prazo legal. Como a lei marca um prazo(15 dias) para o devedor cumprir a prestação a que foi condenado (art.

62 do CPC Suspensão do processo art. 64 do CPC Intimação do autor para se manifestar Inércia do autor Resposta do autor Aceitação presumida art. 67 do CPC 110 . do CPC Não responde Aceitação à nomeação Recusa à nomeação Termina a suspensão do processo O processo volta a correr contra o nomeante art. 66 do CPC Nomeante é excluído e o processo passa a correr conta o nomeado art. art. 66. do CPC Intimação para responde a ação Reabertura integral do prazo de resposta art. 65.40 .NOMEAÇÃO À AUTORIA ( Arts 62/69 do CPC) Petição inicial do réu da ação principal art. 65 do CPC Nomeação fica sem efeito art. 68 do CPC Autor aceita nomeação Autor recusa nomeação Citação do nomeado.

63). também. nas ações de indenização. e se for recusada pelo nomeado ensejará reabertura do prazo de defesa ao nomeante (art. deverá nomear à autoria o proprietário ou possuidor (art. Tem caráter obrigatório. se deixar de nomear à autoria. para o réu. O demandado deve fazer a nomeação no prazo de defesa (art. “alega que praticou o ato por ordem.Não é admissível no procedimento sumário (art. O pedido do nomeante é formulado através de petição no bojo dos autos. nos seguintes casos: quando detiver a coisa em nome alheio. Consiste a nomeação à autoria no incidente pelo qual o mero detentor. Ao deferi-lo.280 do CPC). na ação de indenização. 111 . 05 dias (art. causador do dano. visando a transferir-lhe a posição de réu (art. a apresentação simultânea da contestação e da nomeação à autoria. quando o réu.64).64 do CPC). esse terceiro deverá ser nomeado à autoria (art. Cabe.62 do CPC). Não está obrigado a fazê-lo junto com a contestação. a medida. quando o réu alegar que praticou o ato por ordem de terceiro. o juiz “suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 05(cinco) dias” (art. situação em que a contestação só será apreciada se a nomeação não for aceita. O requerimento de nomeação deve ser feito no prazo de defesa.64). indica aquele que é o proprietário ou possuidor da cosa litigiosa. porém. intentada pelo proprietário ou pelo titular de um direito sobre a coisa. I e II do CPC).69.Nomeação à Autoria .67) Nada impede. 63 do CPC). A obrigatoriedade da nomeação torna responsável por perdas e danos aquele a quem incumbia a providência. ou em cumprimento de instruções de terceiro”(art. quando demandado. pois a nomeação provoca a suspensão do processo (art.62). ou se nomear pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada (art.64).

mas apenas solucionando questão incidente sobre a parte passiva legítima para responder pela demanda. mediante intimação específica.65.65.232/05). o juiz levantará a suspensão do processo e abrirá. primeira parte). Operada a substituição da parte demandada.267. o prazo de resposta.Três atitudes pode tomar o autor: a) aceitar expressamente a nomeação(art. todavia. c) recusar a nomeação (art.269(art. caso em que se presume a aceitação (art. VI). quer pelo terceiro.162. Aceita. portanto. contra o decisório que soluciona o pedido de nomeação à autoria é o agravo (art. O recurso manejável. a nomeação.162. o processo passará a correr contra o terceiro nomeado e o primitivo demandado será excluído da relação processual. b) abster-se de manifestar. § 2º). I). nem resolução do mérito da causa. com redação da Lei nº 11.522). através do que a doutrina chama extromissão da parte. conseguindo a extinção do processo por ilegitimidade de parte (art. ao novo réu. na forma do art. Note-se que. § 1º. 112 . mesmo recusada a nomeação. configura decisão interlocutória (art. seja de forma expressa ou tácita. poderá demonstrar o nomeante a sua simples figura de detentos ou preposto. Em nenhum caso o autor está obrigado a acolher a nomeação feita pelo réu. O acolhimento ou não da nomeação à autoria não implicando extinção do processo.267. nos moldes do art. quer pelo autor. segunda parte).68.

se necessária Sentença. 934/940) Petição Inicial Art. 803 do CPC 113 .41 . 938 CPC Citação Sem contestação Contestação Audiência. art. 936 CPC Juiz manda citar Juiz concede embargos liminarmente art.NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (Arts. 937 CPC Justificação citado o réu Juiz concede embargos Juiz nega embargos Cumprimento do mandado de embargo da obra art.

Procedência do pedido Improcedência do pedido Confirmação do embargo liminar Ordem de demolição Condenação Perdas e danos Revogação do embargo 114 ..

o proprietário ou. é lícito ao prejudicado fazer o embargo extrajudicial. notificando verbalmente.934 do CPC). para não continuar a obra.Compete esta ação: Ao proprietário ou possuidor. II – a cominação de pena para o caso de inobservância do preceito. o construtor. modificar ou demolir o que estiver feito em seu detrimento. requererá o nunciante (art.Nunciação de Obra Nova .282. Dentre em três dias requererá o nunciante a ratificação em juízo.935 e parágrafo único). 115 . para impedir que o co-proprietário execute alguma obra com prejuízo ou alteração da coisa comum: Ao Município. sua servidões ou fins a que é destinado: Ao condômino. a fim de impedir que o particular construa em contravenção da lei. Se o caso for urgente. do regulamento ou da postura (art. perante duas testemunhas. a fim de impedir que a edificação de obra em imóvel vizinho lhe prejudique o prédio. em sua falta. elaborada com os requisitos do art. III – a condenação em perdas e danos. Na petição inicial.936): I – o embargo para que fique suspensa a obra e se mande afinal reconstituir. sob pena de cessar o efeito do embargo (art.

OPOSIÇÃO (Arts. art.42 .decide oposição 2º. na pessoa de s/advogado. 59 do CPC Autuação apartada. art.decide a ação. 60 do CPC Sentença: 1º. art. art. com curso próprio. arts. 59 do CPC Tramitação pelo rito ordinário – oposição ajuizada depois da audiência. 60 do CPC Juiz pode suspender a causa principal Citação do autor e réu da ação principal. 61 do CPC 116 . art. 57 do CPC Ajuizamento antes da: audiência de instrução e julgamento Ajuizamento após iniciada a audiência de instrução e julgamento Autuação em apenso. correndo simultaneamente com a ação principal. art. segundo o rito ordinário. art. 56/61 DO CPC) Petição inicial. 57 do CPC Contestação Tramitação igual à da ação principal – oposição ajuizada antes da audiência. 282/283 do CPC Distribuição p/ dependência.

60) Dá-se a primeira quando o pedido do opoente é ajuizado antes da audiência de instrução e julgamento. oferecer oposição contra ambos. no todo ou em parte. proceder-se-á à citação dos opostos (autor e réu da ação principal). A segunda se verifica após iniciada a audiência. 59). mas sempre antes do trânsito em julgado da sentença. ( quem pretender. será o pedido do opoente manifestado em petição inicial. uma autuação própria. 57 ). formando-se. até ser proferida a sentença. estando deferido o seu processamento. 57).) Consiste a aposição. por dependência. mesmos casos previstos no Código. nos para o processo de conhecimento em geral (arts. Em qualquer dos dois casos. porém. 267 a 269). a coisa ou direito sobre que controvertem autor e réu poderá. para que contestem a nova ação no prazo comum de quinze (15) dias (art. 320. O procedimento da com ou sem oposição admite julgamento de extinção do processo. Sua distribuição será feita ao juízo da causa principal. 282 e 283 do CPC.280 do CPC). A oposição pode ocorrer sob a forma de intervenção no processo ( art. A revelia pode ocorrer e produzir os efeitos do artigo 319.Não é admissível no procedimento sumário (art. 117 . Registrada e autuada a oposição. na “ ação de terceiro para excluir tanto o autor como o réu”.OPOSIÇÃO . ou de ação autônoma (art. portanto. observados os requisitos dos arts. Segundo o artigo 56 do Código de Processo Civil. se não incidirem as vedações do art. (art. solução de mérito.

58).O reconhecimento da procedência do pedido do interveniente. Mas. II). com ou sem solução de mérito. por ambas as partes da ação principal. O recurso interponível. contra o outro litigante (ar. 513). conduz o julgamento antecipado da oposição. em todos os casos. causa principal. 118 . será o de apelação (art. a oposição continuará seu curso normal. em favor do opoente ( art. se apenas uma das partes reconhecer a procedência do pedido. imporá à parte sucumbente as sanções pertinentes observados os artigos 34 e 23 do CPC. 269. A sentença que decidir a o posição separadamente ou em conjunto com a às despesas processuais e honorários advocatícios.

51. 51. 50/55 do CPC) Pedido do assistente. III do CPC 119 . em 5 dias art. 51. II do CPC Decisão. se necessário art.43 . (art.PEDIDO DE ASSISTÊNCIA (arts. art. I CPC Produção de provas. 51 do CPC) Há impugnação de qualquer das partes Não há impugnação Processo não se suspende Defere o pedido art. 51 do CPC Desentranham-se o pedido e a impugnação p/ autuação em apenso art. 50 do CPC Juntada aos autos do processo Ouvem-se as partes em 05 dias.

admitir assistência sem maior apreciação em torno do pedido. é direito seu intervir no processo como assistente. Ambas as partes serão ouvidas e qualquer delas poderá impugnar o pedido em cindo (5) dias. dentro dos autos em curso. tendo interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma das partes intervém no processo para prestar-lhe colaboração. mas de outrem. por petição por terceiro interessado. § único) Não suspende o processo (art.Pedido de Assistência . 51.) Aplicável também à assistência litisconsorcial ( art. houver impugnação esta só poderá referir-se à falta de interesse jurídico do terceiro para intervir a bem do assistido( art. Sua posição é de terceiro que tenta apenas coadjuvar uma das partes a obter vitória no processo. Os pressupostos da assistência são: a) existência de uma relação jurídica entre uma das partes e o terceiro( assistente). nem suspender. Não defende direito próprio. caput. 50. contados da intimação (art. Da impugnação decorre um procedimento incidental que não deverá prejudicar. Se. quando o terceiro na pendência de uma causa entre outras pessoas. 51 CPC). caput segunda parte). do CPC). 51. segundo se depreende da primeira parte do artigo 51. o andamento do processo principal. 2º) essas peças serão autuados em apenso aos autos principais. Segundo o artigo 50. embora tenha interesse próprio a proteger indiretamente. todavia. b) possibilidade de vir a sentença a influir na referida relação. 54.51): 1º) o juiz determinará o desentranhamento do pedido de assistência e da impugnação. em todos os graus de jurisdição (art. porque havendo interesse jurídico do terceiro. I. dá-se assistência. A assistência deve ser requerida. § único do CPC. Não se admite um veto simplesmente à assistência.È cabível em qualquer fase do procedimento de cognição. Se não houver impugnação ao juiz caberá simplesmente. O procedimento da impugnação é o seguinte ( art. 120 .

4º) encerrada a instrução. Esse procedimento aplica-se tanto ao pedido de assistência simples. configura-se decisão interlocutória e. deferindo ou denegando o pedido de assistência .3º) autorizará.54. O julgamento do incidente provocado pelo pedido de assistência. desafia recurso de agravo. o juiz terá cinco dias para encerrar o incidente. como do litisconsorcial ( art. como tal. assinando as partes o prazo que julgar conveniente.§ único). então. o juiz a produção de provas. 121 .

I) Petição inicial Réu presta conta – Art. 915 §§ 1º e 2º O Réu presta as contas ao autor art. 915 § 3º Aceita Recusa Prova pericial necessária Audiência se necessária Sentença Extingue-se com o pagamento ou prossegue. em execução forçada (art. se necessária Sentença Réu não presta contas Réu presta as contas Manifestação do autor art.PRESTAÇÃO DE CONTAS (Art.44 . se necessária Audiência. 914. 918 do CPC) 122 . § 1º do CPC Sem contestação Contestação Autor aceita Autor recusa Réu não nega a obrigação Réu nega a obrigação Audiência. 915.

CPC). Se conseguir provar que não as prestou por culpa do autor. o juiz decretará sua revelia e julgará. d) O réu pode contestar alegando que não tem o dever de prestar contas. Havendo necessidade de produção de provas. Nesse caso. se assim verificar ser a ação procedente. O juiz. podem ser beneficiados na sentença. 915. proferirá a sentença. sob pena de não Ihe ser lícito impugnar as que o autor apresentar (art.Prestação de Contas . do CPC. Além dos requisitos do art. deverá designar audiência de instrução e julgamento. O réu será citado para apresentar as contas ou se defender no prazo de 05 dias (art. o autor deverá pedir a citação do réu para que este conteste ou apresente as contas. Aqui. Nesse caso. ou seja. 123 . Poderá acontecer uma das seguintes hipóteses: a) O réu pode apresentar as contas. não será condenado ao pagamento dos honorários advocatícios. Havendo necessidade de produção de provas. o juiz abrirá um prazo de 05 dias para que o autor se manifeste. tanto o autor quanto o réu. deverá designar audiência de instrução e julgamento e logo.É uma ação dúplice. 330. 282. condenará o réu a prestar as contas no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. caput. CPC). segue o procedimento abaixo. analisando a questão. b) O réu pode prestar contas e contestar a ação. c) O réu pode nem prestar contas e nem apresentar contestação. mesmo que este não tenha formulado pedido algum. poderá designar audiência de instrução e julgamento desde que seja conveniente a produção de provas. se não houver a necessidade de produção de provas.

o juiz analisará a necessidade de determinação de exame pericial. Se o réu apelar. Se não as prestar. 915. será intimado da decisão para apresentar as contas em 48 horas. Se o réu não apelar. independente de intimação. deverá prestar contas em 48 horas.Julgada procedente a ação. não mais poderá fazê-lo e o autor deverá apresentá-las no prazo de 10 dias (art. O juiz julgará o processo. o réu poderá apelar da decisão. §3º). 124 . Após a apresentação das contas pelo autor. após o prazo recursal (15 dias).

II) Petição inicial – art. 916 do CPC Réu aceita – art.). 125 . § 1º Réu omite-se Réu contesta e/ou impugna as contas – art.45 . 916. 914. 918 do CPC. art. se necessária Sentença Extingue-se pelo pagamento ou prossegue. § 2º Audiência. Em execução forçada (art.PRESTAÇÃO DE CONTAS (Do obrigado a prestá-las. 916.

O réu será citado para aceitar as contas ou se defender no prazo de 05 dias (art. o juiz julgará a causa no prazo de 10 dias. Após a audiência. Nesse caso. caput. Se houver necessidade de produzir provas. CPC). 282. Poderá acontecer uma das seguintes hipóteses: a) O réu pode não contestar a ação ou declarar que aceita as contas oferecidas. b) O réu pode contestar a ação ou impugnar as contas. 126 .Além dos requisitos do art. 916. o juiz proferirá sua decisão. o juiz designará audiência de instrução e julgamento. do CPC. o autor (pessoa obrigada a prestar contas) deverá pedir a citação do réu para que este as aceite ou contestar a ação.

851 do CPC) Fornecimento de certidões se as partes requererem 127 . 848 e 849 do CPC) Perícia Inquirição de testemunhas ou depoimento de parte Nomeação de Perito Designação de data para audiência Citação Formulação de quesitos e indicação de assistente técnico Intimação das testemunhas Realização do exame pericial Realização da audiência Sentença homologatória Retenção dos autos em Cartório para servir ao processo principal (art.46 .PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS (arts. 846 a 851) Petição inicia l (arts.

O processo tem ordinariamente um momento ou uma fase reservada à prova dos fatos alegados pelas partes.A cautelar de produção antecipada de provas tem por finalidade a realização de provas antes do momento oportuno para se evitar seu perecimento. mas antes da audiência de instrução: I. A natureza acautelatória se impõe uma vez que é necessário preencher os requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. CPC). com a presença das partes do processo principal. ainda que consideradas hipoteticamente. todavia. além de apontar a ação principal a ser proposta.849 do CPC). ao tempo da audiência.Produção Antecipada de Provas . embora haja posição em contrário sustentando ser tutela satisfativa. deve ser colhida em contraditório. 128 .847 do CPC). justifica sua produção antecipada. Também deve ser realizado com a citação à parte do processo principal.se por motivo de idade ou de moléstia grave houver justo receio de que. inquirição de testemunhas e exame pericial (art. se aquele já está instaurado. O perigo de perecimento. quer ao próprio processo.se tiver de ausentar-se: II. ou na pendência desta. Trata-se de medida acautelatória. 846. A produção antecipada da prova pode consistir em interrogatório da parte. Como a prova antecipada valerá como tal no processo futuro. já não exista ou esteja impossibilitada de depor (art. quer ao momento processual próprio. Far-se-á o interrogatório da parte ou a inquirição de testemunhas antes da propositura da ação. É admissível o exame pericial antecipado se houver fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou difícil a verificação de certos fatos na pendência da ação (art.

A produção antecipada de prova. para produzir efeitos inerentes à condição de prova judicial. Caso contrário. não está sujeita ao prazo de caducidade do art. 129 . refere-se apenas ao reconhecimento da eficácia dos elementos coligidos.851 do CPC). pois. A sentença que o juiz profere nas ações de antecipação de prova é apenas homologatória.806. quando vier a ser proposta a ação de mérito. ficar-se-á no aguardo da futura utilização da medida como prova. Se a ação principal já houver sido proposta dar-se-á o apensamento aos autos dela. os autos da antecipação de prova permanecem em Cartório (art. como não é medida constritiva de direitos. é lícito obter as certidões que desejarem (art. porém. sua validade.851 do CPC). Após a sentença homologatória. insto é. não perdendo. Aos interessados. ainda que a ação principal não seja proposta em 30(trinta) dias.

47 - PROTESTOS, NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES

(arts. 867 a 873 do CPC)

Petição inicial – art. 868 do CPC

Indeferimento (art. 869 do CPC)

Indeferimento

Intimação do promovido

Ouvida do promovido sem expedição de editais (art. 870, § único)

Cabe apelação

Publicação de editais Para conhecimento de terceiros (art. 870 do CPC)

Indeferimento da publicação dos editais

Entrega dos autos ao requerente, após 48 horas (art. 872 do CPC)

130

Protestos, Notificações e Interpelações - Os protestos, notificações e
interpelações são manifestações formais de comunicação de vontade, a fim de prevenir responsabilidades (art.867 do CPC) e eliminar a possibilidade futura de alegação de ignorância. São procedimentos sem ação e sem processo. Tais manifestações formais não têm caráter constritivo de direitos (não se aplica, pois, o art.806), apenas tornando público que alguém fez determinada manifestação. Elas não têm outra conseqüência jurídica a não ser o conhecimento se houver. O indeferimento da inicial, no caso do art.869, enseja recurso de apelação (art.267, I do CPC). A denegação dos editais, como resolução de questão incidente, desafia incontestável da manifestação de alguém. Se essa manifestação tem relevância, ou não, será decidido no processo competente,

agravo de instrumento (art.522 do CPC). Feitas as intimações, inclusive por edital, se for o caso, o juiz ordenará o pagamento das custas do feito e a entrega dos autos ao promovente, após 48 horas, independentemente de traslado(art.872 do CPC). O processado é documento de livre disposição da parte. Não há, nos protestos, notificações e interpelações qualquer espécie de sentença, nem mesmo homologatória. O prazo de 48 horas, deve ser observado pelo Gestor Judicial antes de

entregar os autos ao promovente, destina-se a facultar aos interessados a possibilidade de obter certidões ou traslados.

131

48 - RESTAURAÇÃO DE AUTOS ( arts. 1.063/1.069 do CPC)

Petição inicial, art.1.064 do CPC

Parte concorda, art.1.065, § 1º do CPC

Omite-se

Contestação parcial ou total, art. 1.065, § 2º do CPC

Termo, art. 1.065, § 1º do CPC

Audiência, se necessária

Juiz homologa, art. 1.065, § 1º do CPC

Sentença

Segue o processo os seus termos, art.1.067 do CPC

132

sempre que possível.068. que podem ter natureza contenciosa ou voluntária. O juiz precisa dos autos até mesmo para decretar a extinção do processo. ao relator do recurso (art. nesse caso. negar ao juiz o poder de determinar a restauração. pedindo ao juiz que julgue restaurados os autos. Há que se analisar. conforme haja ou não acordo entre as partes. O procedimento. 133 . a restauração de autos. quiçá oferecendo desde logo as cópias que cada uma tinha em seu poder. a possibilidade de as partes. ele próprio deu causa ao desaparecimento dos autos. por isso. § 1º do CPC). de ação proposta por uma das partes. uma terceira hipótese. Constituem instrumento para o exercício da jurisdição. necessariamente pública. Não se poderia.068 do CPC). Se o desaparecimento dos autos se deu no Tribunal.Restauração de Autos . ainda que. a de o juiz determinar. de comum acordo. no exercício de uma atividade que teria natureza administrativa.068 do CPC). ainda que meramente homologatória. nessa hipótese. Não se deve excluir. a vontade das partes é insuficiente. far-se-á a restauração no juízo de origem quanto aos atos que neste se tenham realizado (art. ainda.1. os autos têm a natureza de documento público. 1. requererem a restauração dos autos. remetendo-se posteriormente o procedimento ao tribunal para aí ser completada e julgada a restauração (art. em qualquer dos casos.A concepção da restauração de autos como processo de jurisdição contenciosa. Observe-se que. à semelhança do que ocorre na separação e no divórcio. ação será distribuída. Por documentarem o desenvolvimento de uma relação processual. não contra mas em face da outra. sendo necessária sentença do juiz. 1. de ofício. será de jurisdição voluntária. porém. atende ao caso mais comum: aquele em que uma delas tem mais interesse do que a outra no prosseguimento do processo principal. e especialmente se.

assinado pelas partes e homologado pelo juiz.) Julgada a restauração.P.) . seja uma das partes.) Aparecendo os autos originais. 803 do C.P.) O responsável pelo desaparecimento dos autos. esta será juntada aos autos e terá a mesma autoridade da original. como decorrem do artigo 1. (§ 2 º do C. mas em ação própria. 1065 § 1º -do C.Nos casos de extravio de autos de separação judicial. (§ 1º do C. 134 . responde por perdas e danos. nestes se prosseguirá sendo-lhes apensados os autos da restauração.). A parte contrária será citada para contestar o pedido no prazo de 05 (cinco) dias.P. inconfundível com a de restauração de autos. lavrar-se-á o respectivo auto que. 1.P. no duplo efeito.C.P. contrafés e mais reproduções dos autos e documentos que estiverem em seu poder (art. seguirá o processo os seus termos. para efeito de conversão desta em juízo dispensa-se a restauração. suprirá o processo desaparecido (art. (Art. cabendo-lhe exibir ás cópias. ( art.C.) Se a parte concordar com a restauração.) Se o juiz houver proferido sentença da qual possua cópia. seja o juiz.P.C.C.P.do C.066 do C. Se o desaparecimento dos autos tiver ocorrido depois da produção das provas em audiência. observar-se-á o disposto no Art. 1065 § 5º do C.C.C. ( Art. 1065 § 2º .P. 1065 do C. Se a parte não contestar ou se a concordância for parcial. Os autos suplementares serão restituídos ao cartório.).C.069.C. deles se extraindo certidões de todos os atos e termos a fim de completar os autos originais.P. o juiz mandará repeti-las (Art. 1067 do C.C. A apelação na ação de restauração de autos deve ser recebida. o escrivão ou um terceiro.

dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados art. 941/945) Petição inicial com a planta do imóvel arts.49 . do Distrito Federal. 943 do CPC Com ou sem contestação Segue o procedimento ordinário Sentença art. dos representantes da Fazenda Pública da União. dos Estados. por edital. dos territórios e dos Municípios art. 941 e 942 CPC Citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel e dos confinantes. 942 e 232. e. 945 CPC 135 . IV CPC Intimação por via postal.USUCAPIÃO (Art.

bem como dos confinantes e. No caso de terras devolutas. servindo a sentença declaratória como título para o registro imobiliário. será nela mantido. aplica-se o procedimento comum dos arts. na ação de usucapião especial. a ação será promovida na comarca da situação do imóvel. poderá requerer. por edital. para transcrição no Registro de Imóveis Adotar-se-á. até a decisão final da causa. Observado o disposto no art. dos 136 . por tempo determinado em lei. liminarmente. o procedimento sumaríssimo assegurado a preferência à sua instrução e julgamento. 941 a 945 do Código de Processo Civil é restrito a usucapião de terras particulares. com recurso para o Tribunal Federal de Recursos. com a conseqüente expedição do título definitivo de domínio. no caso de usucapião especial em terras devolutas federais. O autor. Para as coisas móveis ou semoventes. através da ação de usucapião. a representação judicial da União. e. expondo o fundamento do pedido e individualizando o imóvel. 126 da Constituição Federal. cabendo ao Ministério Público local. O procedimento traçado nos arts. se comprovada esta.é modo originário de aquisição do domínio por aquele que tem a posse mansa e pacífica da coisa. a usucapião especial poderá ser reconhecida administrativamente. em geral.Usucapião . a fim de justificar a posse. na primeira instância. com dispensa da juntada da respectiva planta. 271 e 272 e tratandose de terras públicas aplica-se o procedimento previsto na Lei nº 6969/81. O autor requererá também a citação pessoal daquele em cujo nome esteja transcrito o imóvel usucapiendo. na petição inicial. A ação de usucapião especial será processada e julgada na comarca da situação do imóvel. designação de audiência preliminar. declaração judicial de seu domínio. O possuidor deverá pleitear ao Judiciário. perante a Justiça do Estado.

o benefício da assistência judiciária gratuita. o tempo em que o requerente se encontra na posse do imóvel e o tipo de usucapião (ordinário ou extraordinário). Intervirá. os representantes da Fazenda Pública da União. valendo a citação para todos os atos do processo. d) certidão negativa de distribuição de eventuais ações reivindicatórias e possessórias em face do Requerente. devese juntar a certidão negativa de registro. no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias.réus ausentes. Serão cientificados por carta. em todos os atos do processo. incertos e desconhecidos. 232 do Código de Processo Civil. Deve ser pedido também a citação de todos os confinantes e interessados. O prazo para contestar a ação correrá da intimação da decisão que declarar justificada a posse. 137 . dos Territórios e dos Municípios. Para isto é necessário a juntada da certidão do registro imobiliário. c) o imprescindível pedido de citação daquele em cujo nome está registrado o imóvel usucapiendo. para que fique provado a posse mansa e pacífica. se o pedir. do Distrito Federal. A petição inicial deverá conter: a) fundamento do pedido: origem e característica da posse. obrigatoriamente. b) ser instruída com a planta do imóvel para que se caracterize a perfeita individualização do bem usucapiendo. Caso se trate de imóvel não transcrito em nome de alguém. O autor da ação de usucapião especial terá. para que manifestem interesse na causa. dos Estados. na forma do art. o Ministério Público. inclusive para o Registro de Imóveis.

do Estado e do Município onde está situado o imóvel serão necessariamente intimados da propositura da ação. Se os réus citados pessoalmente não apresentarem defesa no prazo legal. serão reputados revéis. por via postal. dos confinantes e eventuais interessados. como curador de incapazes. para que. Os representantes da Fazenda Pública da União. com início a partir do último ato citatório. 138 . O proprietário do imóvel e os confinantes devem ser citados por mandado. se quiserem. Ocorrerá julgamento antecipado quando não for apresentada contestação ou não houver controvérsia sobre assunto que necessite de prova oral. citado por edital e que não apresentou contestação. citados por edital. eventualmente. que não apresentaram contestação. O Ministério Público também deverá ser intimado para participar do processo como custos legis e. não se opera a revelia pois só serão considerados partes do processo quando e se comparecem aos autos. abre-se prazo de 15 dias. ausentes ou desconhecidos (seja o proprietário ou confinante) e eventuais interessados devem ser citados por edital. Após a citação de todos os réus. deve ser citado pessoalmente. para a apresentação da contestação. será nomeado curador especial e não se operará os efeitos da revelia. Já os réus em lugares incertos. Se houver contestação requisitando produção de alguma prova ou mesmo na falta de contestação ocorrer um caso em que a lei não permite a presunção de veracidade dos fatos narrados pelo autor. Se o órgão estatal for lindeiro ou proprietário. contestem o pedido do autor. Caso se trate de réu certo.Recebida a inicial. o juiz deverá sanear o processo e designar audiência de instrução e julgamento. o juiz determinará a citação do proprietário do imóvel. Quanto aos demais terceiros interessados.

A sentença de procedência da ação de usucapião é meramente declaratória e vale como título de domínio. o juiz possa julgar pela procedência ou improcedência do pedido. para que se proceda a transcrição. 139 . deverá ser levada ao Cartório de Registro de Imóveis.Na audiência serão produzidas as provas orais e técnicas necessárias para por fim as controvérsias. a fim de que. Uma vez transitada em julgado. mediante mandado.

§§ 1º e 2º do CPC Requerimento de purgação da mora. nomeia avaliador e manda citar.071. art. 1. § 3º do CPC Juiz fixa os honorários do credor e manda remeter os autos ao contador at. art.071 § 2º do CPC Avaliação. § 4º do CPC Liquidação Contador elabora a liquidação Devedor paga Devedor não paga Juiz julga extinta a ação e ordena a devolução do bem apreendido art.071. § 2º do CPC Contestação – 5 dias Sem contestação ou requerimento de purgação da mora. 1. 1.VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO (ARTS.071) Petição inicial.070/1. art. §3º do CPC 140 . art.071. § 2º do CPC Avaliação Segue procedimento ordinário art.§ 1º do CPC Sentença. 1. 1.1. art.071 do CPC Juiz defere liminarmente a busca e apreensão. art.071.50 . 1071. pelo credor que pagou mais de 40% do preço. 1.071. 1071. 1.

1.Ocorre a reserva de domínio quando.1.1.VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO .071. declarando-se purgada a mora e extinto o processo.071. No prazo de resposta. Feito o depósito. Não se obtém. no contrato de compra e venda. Para esse fim. reservando para si a propriedade da coisa alienada até o momento de completar-se o pagamento integral do preço. Já no despacho da inicial.071). seguir-se-á a citação do devedor. todavia. o autor terá de instruir a petição inicial com o contrato de reversa de domínio e com o protesto do título.1. pois a medida liminar consta apenas da apreensão e depósito judicial. Para obter a liminar. § 2º).071. se estipula um pacto adjeto. juros. o devedor pode adotar uma das três seguintes atitudes: a) requerer prazo para purga da mora. Depositado o montante apurado. desde logo. O uso da faculdade de purgar a mora subordina-se ao requisito de já ter sido resgatada a parcela de mais de 40% do preço. uma pronta reintegração de posse para o credor. descrevendo – lhe o estado e individuando-o com todos os seus característicos (art. 141 . b) oferecer contestação. arbitrará a verba advocatícia e remeterá os autos ao contador para cálculo atualizado do montante do débito. ou c) manter-se revel. com o que demonstrará. o seu direito de propriedade e a mora do devedor (art. abrindo-se-lhe o prazo de 05 (cinco) dias para contestação (art. a coisa apreendida será restituída ao devedor. até o cumprimento das demais prestações vincendas. § 2º). o juiz concederá ao devedor o prazo de 30(trinta) dias. o juiz nomeia um perito. segundo o qual o vendedor se garante. O contrato continuará em vigor. honorários e custas (art. § 1º). que laudo de vistoria e arbitramento do valor atual do bem. que compreenderá todas as prestações vencidas.

deverá apresentar nos autos todos os títulos vencidos e vincendos. 142 .1. para que se faça o cotejo entre o valor atual do bem (laudo de avaliação) e o montante da dívida remanescente da venda com reserva de domínio. porém. Ao proferir a sentença. que rescindirá a venda e reintegrará o autor na posse do bem apreendido. se for o caso. § 3º). o processo tomará o curso ordinário. deposite em juízo o excesso entre o valor da coisa e o remanescente do débito mais despesas do processo (art. porém. § 4º). o juiz ordenará que. depois de assinado o prazo para tanto.071. Com ele evita-se o locupletamento indevido do credor à custa do devedor.071.1. poderá o credor obter desde logo o julgamento da causa pelo. Antes. a apreensão e depósito de início deferido (art. O depósito dessa diferença será condição para execução da sentença que defere a reintegração de posse ao credor (art. ou deixando de efetuar a purga da mora.582). prevalecendo. Caindo o réu em revelia.Se o réu apresentar contestação no qüinqüídio legal.

621 a 628) Petição inicial Devedor entrega a coisa Citação com prazo de 10 dias ( art.51 . 740. 624 do CPC) Devedor deposita a coisa (art.EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL ( arts. 795 do CPC) Há embargos do devedor (autos apartados) (15 dias – art. 625 do CPC) Lavratura do termo (art. caput) Julgamento em 10 dias (art. 622 do CPC) Sentença de extinção da execução (art. 738 do CPC Não há embargos: entrega ao credor ( extinção da execução) Rejeição liminar (art. 739 do CPC) Recebimento para discussão Impugnação do Credor (15 dias – art. 621 do CPC) Apreensão judicial da coisa ( art. instrução e julgamento (art. caput do CPC) Audiência de conciliação. 740. caput do CPC) Rejeição dos embargos Acolhimento dos embargos Entrega de coisa ao credor Devolução da coisa ao devedor 143 . 740.

é de quinze (15) dias. ou de busca e apreensão se móvel. se se tratar de imóvel. inicia-se sempre com a provocação do interessado mediante petição inicial. poderão ocorrer três situações distintas: a) Entrega a coisa: O devedor acatando o pedido do credor entrega-lhe a coisa devida. Cumprida a citação. Por isso. A execução sob a modalidade de entrega de coisa certa ( apoiada em título extrajudicial). independem de penhora. b) Inércia do devedor: O executado deixa escoar o prazo de dez dias sem entregar a coisa e sem depositá-la. depósito ou caução (art. em tais obrigações nem sempre vem completamente individuado. satisfazer a obrigação. já que no ultimo caso deve-se passar. por uma fase de indicas no título executivo. apenas pelo gênero e quantidade. caput). dando-se por finda a execução ( art. que tanto pode ser real como pessoal. O objeto da prestação. então. em qualquer das modalidades de obrigação. 629.Execução para Entrega de Coisa Certa com base em Título Extrajudicial . o código separou em seções distintas a entrega de individuação das coisas coisa certa ( art. Em tal situação a medida executiva é definitiva se já transcorrido o prazo de quinze (15) dias para embargos. 738). O prazo para a entrega corre da juntada do mandado cumprido aos autos.A execução para entrega de coisa corresponde às obrigações de dar em geral. então. Lavra-se. Deferida a petição o devedor será citado para. O de embargos. o competente termo nos autos. sendo indiferente a natureza do direito a efetivar. expedido em favor do credor mandado de imissão de posse. entregando a coisa prevista no título executivo ( art. 624). Será. 144 . 621) e a de coisa incerta art. 736). Na nova sistemática da execução dos títulos extrajudiciais. contados da citação. começa a fluir da data da juntada aos autos do mandado de citação ( art. 621. os embargos. em dez dias. preliminarmente.

ficará habilitado a pleitear o efeito suspensivo para os embargos. se ainda oportunos não terão eles necessariamente efeito suspensivo. em lugar de entregar. lavrando-se termo nos autos. 145 . § 1º. c) Depósito da coisa: Dentro do prazo de dez dias da juntada do mandado citatório. O depósito deixou de ser requisito para os embargos à execução. deposita a coisa devida em juízo. o devedor. se atendidas as exigências do art. Com esta providência. de sorte que a imissão na posse ou a busca e apreensão conservarão o seu feitio de efetividade. mas continua sendo uma das condições para se tentar a suspensão da execução do título extrajudicial.Oferecidos embargos. 739-A.

parág. 861) Citação dos interessados Sem citação (art. 866) 146 . Único) Designação de audiência Julgamento por sentença.52 . 862. Único) 48 horas Entrega dos autos ao promovente (art. 866.JUSTIFICAÇÃO (art. sem pronunciar-se sobre o mérito da prova (art. 861 do CPC) Petição inicial (art. 862) Intervenção do MP (art. parág.

porque sua finalidade é constituição de prova sem que haja a vinculação necessária a um processo principal. impor também a citação dos interessados ( art. ou porque estão em lugar incerto. A justificação apenas atesta que as testemunhas compareceram e declararam o que consta do termo perante o juiz. para fiscalizar a colheita do depoimento testemunhal ( art. Os interessados são citados contraditar as testemunhas. 864). ou porque são incertos. de modo que seu valor será discutido e contrariado quando este for apresentado. seja para servir de provas em processo regular ( art. intervirá no procedimento da justificação o Ministério Público. 147 . com a finalidade de demonstrar a existência de algum fato ou relação jurídica. A justificação. na colheita avulsa de prova testemunhal. 862.Justificação . Quando os interessados não puderem ser citados. a julga por sentença.A justificação consiste outras finalidades não contenciosas. que tanto pode ser utilizada em processo futuro. No processo de justificação não se admite defesa. 865). parágrafo único). contrariedade ou mesmo recurso ( art. a final. podendo reinquiri-las e manifestar sobre documentos eventualmente juntados ( art. ressalvados os casos legais. que não se pronuncia sobre o mérito da causa. 866 ). tudo isso com a finalidade de garantir a regularidade da produção dos depoimentos. seja para simples documento e sem caráter contencioso . sem se comprometer quanto ao conteúdo da prova. limitando-se a verificar se foram observadas as formalidades legais( art. Esta medida não é tipicamente cautelar. como em A justificação é a audiência de testemunhas. apesar de. 861 do CPC). 862) faz a documentação probatória unilateralmente. O juiz. para acompanhar os depoimentos.

866). decorridas 48 horas da decisão (art. 148 . os autos serão entregues ao requerente independentemente de traslado.Encerrada a justificação.

102c do CPC) Petição inicial. § 1º do CPC Réu embarga. art.102c do CPC Extingue-se o processo Suspende-se a eficácia do mandado. 1102c do CPC Réu não embarga. § 3º do CPC 149 . 1. art. art. 1102a do CPC Juiz expede mandado de pagamento ou de entrega da coisa Réu cumpre o mandado. 1. art.102c.102c do CPC Constitui-se título executivo extrajudicial Segue o prosseguimento ordinário.AÇÃO MONITÓRIA (Art. art.102c.53 .102a/1. § 2º do CPC Prossegue como execução de quantia certa ou para entre de coisa. 1.1. art.102c. art. 1. 1.

deferirá de plano a expedição do mandado de pagamento ou entrega da coisa em 15 dias. Atendidos os requisitos do passo anterior para propositura da ação. não é caso desta ação. ou não se cumprindo a determinação judicial. com base em prova escrita sem eficácia de título executivo. art.079/95. Não sendo possível a correção. o juiz considerará o autor carecedor da ação. O mandado inicial só converter-se-á em mandado 150 . Se o título juntado na inicial possuir eficácia executiva. verificando o juiz que a petição preenche os requisitos legais. concluir pela razoabilidade do direito do autor.Monitória . entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel (CPC. Caso a resposta seja negativa. 1. a inicial deverá apresentar documento escrito que permita ao juiz. Contra a decisão que manda expedir o mandado monitório não cabe agravo. Há que se verificar se existe prova escrita. O mandado monitório inicial tem a sua eficácia executiva condicionada a não interposição de embargos. a petição será indeferida (neste caso caberá apelação em 15 dias). Compete a quem pretender. Não existindo na prova escrita eficácia de título executivo. não será possível a ação monitória.A ação monitória foi introduzida no ordenamento processual pátrio pela lei 9. entrega de coisa fungível ou entrega de bem móvel determinado. o juiz dará prazo de 10 dias para correção de eventuais equívocos. A insuficiência de documento não poderá ser suprida por testemunhas (somente se opostos embargos será possível ouvi-las). em cognição sumária e sem ouvir a parte contrária. No despacho inicial. que a incluiu dentro dos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa. Se houver necessidade de emenda da inicial. Se outra for a pretensão. Se houver prova escrita e ela tiver força de título executivo será hipótese de execução imediata. é preciso que a pretensão recaia sobre o pagamento de soma em dinheiro. pagamento de soma em dinheiro.102a).

Caso contrário a decisão inicial será interlocutória.executivo.nesse caso ele ficará isento do pagamento das custas e honorários advocatícios (essa isenção serve para incentivar a rápida solução da lide). o mandado inicial estará revogado e todo o processo será extinto. Ao deferir a expedição do mandado. com força de coisa julgada material. e a decisão inicial ganhará eficácia de sentença. que o réu cumpra o mandado. isso dependerá da atitude que o devedor irá tomar depois de citado. Permanecendo inerte o devedor é considerado revel e o mandado inicial transforma-se. de plano. bastando. em título executivo judicial. Quando aceitos os embargos. O mandado 151 . O réu poderá: a) Pagar ou entregar a coisa . Quando não for mais possível a interposição de recursos com efeito suspensivo. Rejeitados os embargos o mandado inicial transforma-se. qual a natureza de sua decisão. se o réu não entregar a coisa. recebida no duplo efeito. não pagar e também não se defender. mas para pagar a soma em dinheiro. entregue a coisa ou conteste. mandando arquivá-lo. automaticamente. entregar a coisa fungível ou bem móvel.se o réu embargar. caberá apelação em 15 dias. fica suspensa a eficácia do mandado de pagamento (a defesa será autuada nos mesmos autos). Para tanto não é necessária a prévia segurança do juízo e a ação prossegue dentro do rito ordinário do processo de conhecimento até a sentença (que poderá acolher ou rejeitar a defesa). em título executivo judicial. O juiz declara extinto o processo. constituindo título executivo judicial. para tanto. não para este se defender. O juiz não sabe ao deferir o pedido do autor. Nada impede que interpostos embargos o juiz reveja sua decisão e mande extinguir o processo sem resolução de mérito. que acolher ou rejeitar os embargos. dar-se-á início a execução. Contra a sentença. B) Apresentar defesa . o juiz mandará citar o réu.

ainda que por negação geral. 475 . dará por não opostos os embargos. o mandado inicial transforma-se em execução de título judicial e começa a fase executória. em título executivo judicial.L do CPC. será expedido o mandado de penhora ou de busca e apreensão. passando de ação monitória para execução por título judicial. Nesta fase executiva não cabe mais embargos do devedor. conforme o caso. 152 . O mandado inicial transformar-se-á. mas apenas eventual impugnação nos moldes do art. O curador especial fica obrigado a embargar.inicial de pagamento será transformado em mandado executivo. Rejeitado os embargos ou sendo considerado o devedor revel. Se o juiz considerar os embargos intempestivos ou verificar que não preenchem os requisitos legais. Contra essa decisão interlocutória cabe agravo de instrumento. Transcorrido o prazo inicial de cumprimento voluntário. A execução será provisória até julgamento do agravo. e não sendo efetuado o pagamento e nem entregue a coisa. de plano.

931 do CPC 153 .POSSESSÓRIAS (Arts. 928 do CPC Juiz concede mandado liminar e manda citar o réu – art.54 . citado o réu – art. 920/933) Petição inicial – art. 928 do CPC Manda citar Justificação. 928 do CPC Concede ou nega o mandado liminar Com ou sem contestação Segue o procedimento ordinário – art.

turbação (agressão menor do que o esbulho).930). d) a continuação da posse. e ao interdito proibitório (art. o prazo para contestar contar-se-á da intimação do despacho que deferir ou não a medida liminar (art. b) A ação de manutenção de posse. o esbulho ou ameaça imputado ao réu. sem que o autor tenha sido por completo afastado da 154 . promoverá o autor a citação do réu. Importante inovação introduziu o art.923. deve ser proposta na hipótese de o autor se encontrar na ameaça de sofrer uma agressão originada do futuro réu. deve ser proposta diante da ocorrência de uma coisa. Contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a manutenção ou reintegração liminar.933): a) A ação de reintegração de posse. sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais (art. c) a data da turbação do esbulho. com evidente molestamento da posse. parágrafo único). sua duração e seu objeto. na pendência do processo possessório. b) a turbação.928. com evidente desapossamento da coisa em disputa. autor e réu intentem ação de reconhecimento de domínio. Concedido liminarmente o mandado. embora turbada ou ameaçada. sendo demanda de índole preventiva. 927 do CPC). em sua primeira parte. Quando houver justificação prévia. c) A ação de interdito proibitório. parágrafo único). deve ser proposta na hipótese de o autor ter sofrido esbulho possessório.A petição inicial nas ações possessórias deverá especificar: a) a posse do autor.930. proibindo que. Este procedimento é aplicável às ações de reintegração e de manutenção de posse. nos casos de manutenção ou interdito proibitório (art. nos cinco dias subseqüentes (art.Possessória .

Com a análise da petição inicial. assumindo a ação o rito comum ordinário desse momento em diante. nas espécies possíveis da contestação das exceções processuais e da impugnação ao valor da causa. o magistrado pode: 1) Indeferir a inicial de plano. para que compareça ao ato. ou 4) Designará dia e hora para realização da audiência de justificação. turbação ou esbulho. devendo o cartório providenciar a citação do réu. em princípio não se admitindo a reconvenção. para os fins da apresentação de sua defesa. perda ou molestamento da posse e data da ocorrência da turbação ou do esbulho). quando apresentar vício sanável. 155 . O magistrado determina a citação do réu. Com a concessão ou não do mandado liminar de reintegração ou manutenção de posse. necessários ao deferimento da liminar pretendida. atestando (ou não ) o preenchimento dos requisitos previstos no artigo 927 da Codificação de Procedimentos ( posse anterior. 3) Deferir a liminar de reintegração ou de manutenção de posse. 295 do CPC: 2) Determinar a emenda da primeira peça. nas situações alinhadas no art. com objetivo de proceder com a ouvida de testemunhas apresentadas pelo autor.

art. 323. 493 do CPC Segue como dispuser as Normas de organização judiciária Voltam os autos ao relator. art. no que couber Se houver necessidade de provas.RESCISÓRIA (Arts.55 . até o art. o processo será enviado ao juiz. II do CPC Com ou sem resposta. 331. 492 do CPC Neste caso. art. 493 do CPC 156 . 491 do CPC Segue o rito ordinário. a partir do art. art. 485/495) Petição inicial. art. para realizálas em 45 a 90 dias. concluído a instrução Partes arrazoam. 488/282 do CPC Indeferimento. art. 490.

485 do CPC. II). quando ofender a coisa julgada. quando houver fundamento para invalidar confissão. mas ação própria. em face da nova relação processual que se forma.489 do CPC). a fim de fraudar a lei. depositará o autor a importância de 5% sobre o valor da causa (art. parágrafo único). ou em que esta for meramente homologatória. quando fundada em erro de fato.486 do CPC). quando se verificar que a sentença foi proferida com prevaricação. concussão ou corrupção do juiz. como os atos jurídicos em geral. Conforme preceitua o art. capaz. Sua finalidade exclusiva é a rescisão do julgado. desistência ou transação. resultante de atos ou de documentos da causa. ou de que não pôde fazer uso. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal. “Os atos judiciais. que não dependem da sentença. quando resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. cabe a ação rescisória no prazo de dois anos (decadencial). podem ser rescindidos. ou de colusão entre as partes. não cabe ação rescisória (art.Rescisória - pretende a desconstituição da sentença. diferente da anterior.485 do CPC). quando depois da sentença. por si só. já finda. nos termos da lei civil” (art. com necessidade de atendimento a pressupostos e condições próprios. A esse depósito não estão obrigadas as Fazendas Públicas e o Ministério Público (art. quando se fundar em prova. o autor obtiver documento novo. quando violar literal disposição de lei. Não suspende a execução da sentença rescindenda (art. ou seja. 157 . provada na própria ação rescisória. ou a sua anulabilidade.488. em que se baseou a sentença.488. NÃO É RECURSO. Ao ingressar com a ação. quando proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. cuja existência ignorava. Nesses casos. mas ação ordinária de nulidade ou de anulação. de lhe assegurar pronunciamento favorável.

(até 80% do pleiteado) (art. debates e sentença 158 . o juiz fixa aluguel provisório. 8.68. 68. 68. 68 a 70 da Lei nº.56 .245/91) Petição inicial (indicando o valor do aluguel pretendido) (art.REVISIONAL DE ALUGUEL (arts.68. I) Juiz designa audiência de conciliação e julgamento e manda citar o réu Se houver. II) Audiência: contestação (com contraproposta): Conciliação: suspensão para perícia já designada (art. III) Perícia Audiência: outras provas. IV) Réu pode pedir revisão do aluguel (art.

ou. cabendo ao juiz. mediante a propositura. por qualquer daqueles. a todo tempo. Poderá o juiz homologar o acordo de desocupação. as circunstâncias indicadas no artigo 9º. com a determinação da citação do réu e a designação da data para a audiência (bem como. por acordo dos interessados. no mínimo.CPC. para tal fim. Sendo o réu revel (e não concorrendo. a revisão acarreta a alteração. que se faz necessário. Consensual ou judicialmente alcançada. Nesse caso. inaudita altera parte e com base nos elementos constantes da documentação que instruiu a inicial. em caso de divergência. 278). de um dos elementos constitutivos do contrato de locação. a cada triênio. de ação revisional. qual seja o valor do aluguel. qual seja aquele indicado pelo autor na inicial. arcando o revel com o ônus da sucumbência. Pode ser obtida. 70). o aluguel provisório pleiteado pelo autor. em razão da perda do poder aquisitivo da moeda. 69. exigindo ainda a indicação expressa do valor do aluguel cuja fixação é pretendida. contudo. o juiz ainda poderá fixar. o deferimento das eventuais provas orais requeridas pelo autor . através de decisão judicial. art. somente ao locador ou sublocador (art. inciso II ou nos incisos I ou III do artigo 320 do Código). § 1º) O inciso I determina a elaboração da petição inicial com base nos requisitos dos artigos 276 e 282 do Código. mediante expedição de mandado de despejo (Art.A revisão tem por escopo adequar o valor do aluguel ao de mercado. periodicamente. acolher o pedido de revisão e fixar o novo valor locativo. não se confundindo com o reajuste do mesmo valor. em valor não excedente a oitenta por cento do pedido. bem como adotado. Deferida a petição inicial. terá total incidência o artigo 319 do diploma lembrado.Revisional de Aluguel . no caso concreto. reservado tais possibilidades. diversa daquela anteriormente pactuada. mas também poderá ser alterada a periodicidade de seu reajuste. 159 . novo indexador.

notadamente o ajuizamento da demanda executiva e a citação do executado. por ser ação distinta da revisional (mantendo com ela. deverão ser observadas todas as exigências que envolvem a execução por quantia certa (CPC. estará o credor autorizado a promover ação de execução das diferenças. dando origem a novo processo. Não ocorrendo a extinção da obrigação pela via normal do pagamento. no entanto. note-se que essa execução. II). nas hipóteses indicas no artigo 9º. Poderá o réu reconhecer a procedência do pedido revisional e aceitar o valor indicado pelo autor. caso em que o juiz imediatamente prolatará sentença de procedência. § 2º). arts. do CPC). os desdobramentos possíveis estarão condicionados à natureza e ao conteúdo da defesa. fixando o novo locativo e impondo ao primeiro o ônus da sucumbência. (CPC. um vínculo conectivo sucessivo). 69. art.Ofertada contestação pelo réu (ou curador. 646 a 729 e 748 a 786). 160 . nos próprios autos do processo de conhecimento (art. 269.

831) 5 dias Revelia Aceitação Contestação Audiência: prova oral Sem audiência: Não há prova oral Sentença Procedência da ação Improcedência da ação Parte presta caução Não presta caução Extinção do processo Nova sentença: (art. 830 do CPC Citação (art. 834. § único) Extinção do processo Possibilidade de arresto 161 .57 .CAUÇÃO (arts. 829 do CPC Requisitos: art. 829 a 834 do CPC) Petição inicial Pedido do obrigado à caução Pedido do que direito à caução Requisitos: art.

por sentença. papeis de CPC). 827 do pode ser prestada pelo interessado ou por terceiro ( art. penhor e fiança ( art. pedras e metais preciosos. seguindo-se sentença. causar prejuízo. III. audiência de instrução e julgamento. b) prestar a caução ou contestar o pedido. II. nos seguintes casos ( art. já não houver necessidade de outra prova. na própria audiência. 831 ). para: a) aceitar a caução ou contestar o pedido. a garantia contra este prejuízo é feita mediante caução. independentemente de crédito. Havendo. o requerido ( réu) será citado com o prazo de cinco (5) dias ( art. e CPC).se a caução oferecida ou prestada for aceita. contudo. 832): I. bens ou dar fiador obrigação consistente em colocar idôneo que assegure tal finalidade. sendo de direito e de fato. o juiz designará 456 do CPC. hipoteca. ou no prazo do art. Há julgamento imediato da ação. Quando a lei não determinar a espécie de caução. 162 . 826 do CPC). 828 do audiência.Caução - A caução é a garantia do cumprimento de um dever ou de uma à disposição do juízo. No primeiro caso ( colocação de bens à disposição do Juízo) se diz que é caução real. Toda vez que medida cautelar possa por sua vez. Deferida a inicial. esta poderá ser prestada mediante depósito em dinheiro.se a matéria a resolver for somente de direito ou. contestação e necessidade de provas orais ou esclarecimento de perito. títulos da União ou dos Estados. no segundo ( apresentação de fiador idôneo) que a caução é fidejussória ( art.se o requerido não contestar. A caução é a contracautela por excelência.

cumprindo-se as diligências necessárias que forem determinadas. Se a sentença é de procedência do pedido. exaure por si só a prestação jurisdicional. o juiz determinará a caução e assinará prazo para ser prestada. que é então de natureza declaratória negativa. 163 . o juiz declarará a caução não prestada. Se o requerente não cumprir a sentença.Se a sentença é de improcedência da ação.

58 . 74 do CPC Ação prossegue só com o denunciante Termina a suspensão do processo Pode aditar a petição inicial. art. 72. Art. 74 do CPC Tramitação normal do processo Sentença No caso de citação do denunciado: decide a causa e declara a responsabilidade do denunciado pela evicção ou perdas e danos. art. art. 71 do CPC Suspensão do processo. art. 74 do CPC Citação do réu. 72. caput do CPC Citação do denunciado Inércia do denunciado Denunciado comparece Autor não promove a citação no prazo legal. § 2º do CPC Denunciado assume posição de litisconsorte.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO AUTOR (Arts. art. 70/76) Pedido é feito na petição inicial da ação principal.autor perde o direito à garantia da evicção 164 . art. 76 do CPC No caso de não ter sido citado o denunciado: só julga a causa principal .

59 . art.DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO RÉU (arts. art. 71 do CPC Suspensão do processo. art. 76 do CPC 165 . 70/76) Pedido do réu. art. 75. 75. II do CPC Não haverá apreciação da denunciação na sentença final. II do CPC O denunciante poderá prosseguir na defesa. no prazo da contestação. 72 do CPC Juiz determina citação do denunciado Denunciado aceita a denunciação Citação não se realiza no prazo legal Denunciado não comparece Denunciado nega sua qualidade Denunciado confessa fatos alegados pelo autor Denunciado contesta pedido do autor Ação prossegue apenas com relação ao denunciante O denunciante prosseguirá na defesa. art. art. Réu perde a garantia da evicção Cessa a suspensão do processo Reabre-se o prazo de contestação Tramitação normal do processo Sentença: se houver citação oportuna do denunciado. resolverá a causa e a questão da garantia da evicção. II do CPC Denunciado passa a litisconsorte do réu. 75.

Mas o juiz deverá marcar o prazo de resposta do denunciado. entre autor e réu. A denunciação da lide é medida obrigatória. Denunciação feita pelo réu: O réu deverá fazer a denunciação da lide no prazo para contestar a ação (art.o da posse indireta: III.71). será de 15(quinze) dias (art. que leva a uma sentença sobre a responsabilidade do terceiro em face do denunciante. o momento de sua propositura confunde-se com o da própria ação.77). e o processo ficará suspenso (art. de para com a solução normal do litígio de início deduzido em juízo. para vir responder pela garantia do negócio jurídico. caso o denunciante saia vencido no processo. será pedida a citação do denunciado. Da propositura do incidente decorrerá a suspensão do processo (art.72). Em princípio. juntamente com a do réu. Na petição inicial.70.o de garantia da evicção.72).297). Consiste em chamar o terceiro (denunciado). Os casos em que tem cabimento a denunciação da lide.Denunciação à Lide . Cumpre distinguir entre a denunciação feita pelo autor e a promovida pelo réu: Denunciação feita pelo autor: Quando a denunciação da lide parte do autor. observando-se os mesmos prazo de citação e resposta já aludidos no tópico da denunciação feita pelo autor ( § 1º do art. são: I.280 do CPC). então. II. que mantém um vínculo de direito com a parte (denunciante). segundo o art.Não é admissível no procedimento sumário (art.o do direito regressivo de indenização. 166 .

Quando a apreciação se der na sentença. poderá ocorrer uma das seguintes hipóteses previstas pelo art. ou seja. 2ª) Se o denunciado for revel.Feita a denunciação da lide. sem prejuízo do prosseguimento do processo entre as partes originárias.162. ou comparecer apenas para negar a qualidade que lhe for atribuída. § 2º). e. para acolher ou rejeitar a denunciação. Se a admissibilidade da denunciação da lide for rejeitada na fase de saneamento da causa.522). deixar de responder à denunciação. 3ª) Se o denunciado comparecer e confessar os fatos alegados pelo autor. poderá contestar o pedido. o recurso cabível somente poderá ser o agravo (art. Uma vez que a relação processual principal e seu objeto devem permanecer incólumes. com reabertura do prazo de resposta. 167 .75: 1ª) Se o denunciado aceitar a denunciação. após sua citação. ter-se-á configurado decisão interlocutória. no prazo de resposta (15) dias. não estará o réu obrigado a apresentar simultaneamente a contestação. poderá o denunciante prosseguir na defesa. isto é. cumprirá ao denunciante prosseguir na defesa até o final. o recurso a respeito desta causa incidente será a apelação (art.513). para julgá-la improcedente. Ao denunciado o juiz marcará o prazo de resposta. pouco importando qual a relação processual incidente (entre denunciante e denunciado) tenha sido extinta (art.

218. art.INCIDENTE DE CITAÇÃO DO RÉU DEMENTE OU IMPOSSIBILITADO DE RECEBÊ-LA (Art. 218. § 2º do CPC Oficial procede à citação Oficial cita o réu na pessoa do curador. sob compromisso Laudo Confirma Não confirma Juiz nomeia um curador. 218 § 3º do CPC 168 . 218.60 . §§ 1º e 3º do CPC) Certidão do oficial de justiça. art. art. § 1º Juiz nomeia um médico para o exame.

quanto à sua escolha a preferência estabelecida na Lei civil.Incidente de Citação do Réu Demente ou Impossibilitado de recebê-la . O laudo será apresentado em cindo (5) dias. Não se fará citação.Nos próprios autos. 218 CPC). sob pena de nulidade do processo. a fim de examinar o citando. A nomeação é restrita à causa. descrevendo minuciosamente a ocorrência. A citação será feita na pessoa do curador. observando. a quem incumbirá a defesa do réu. o juiz dará ao citando um curador. 169 . O Oficial de justiça passará certidão. Reconhecida a impossibilidade. quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la (art. Há intervenção do Ministério Público. O juiz nomeará um médico.

313 do CPC Remete os autos ao tribunal Decisão do Tribunal Arquivamento da exceção. 314. 314. 312/ 314) Petição dirigida ao juiz da causa. 299 do CPC Juiz não pode indeferir a exceção Juiz reconhece o impedimento ou suspeição Juiz não reconhece a argüição. do CPC 170 . 313 do CPC Produz suas razões e provas em 10 dias art.61 . do CPC Remessa dos autos ao substituto legal art. Remete os autos ao substituto art. quando não tiver fundamento legal art. com documentos. e rol de testemunhas art.EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO ( Arts. do CPC Condenação do juiz nas custas se a exceção for procedente art. 312 do CPC Autuação em apenso ao processo principal art. 314.

serventuários.EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO a) Contra o Ministério Público. 138. § 1 º do CPC Vista ao argüido Provas. peritos e interpretes (art. I a IV) Petição inicial art. 138. se necessárias Decisão 171 .62 .

remetendo os autos ao substituto. 314. art. art. 313 do CPC Juiz não reconhece art. 312/314) Petição e rol de testemunhas. podendo juntar documentos e arrolar testemunhas Remete os autos ao tribunal Tribunal arquiva. art. 312 do CPC Juiz reconhece.b) Contra o juiz (Arts. do CPC Tribunal condena o juiz nas custas e remete os autos ao substituto. art. 313 do CPC Arrazoa. 314 do CPC 172 .

relaciona os casos de impedimento. ocorre preclusão. do Código de Processo Civil. ou seja. por ser presunção absoluta de parcialidade.A suspeição se dá em função da amizade ou inimizade do juiz com as partes do feito. sendo que neste caso a parte interessada deverá argüir o impedimento ou a suspeição. ficando superada se não for alegada a tempo. É considerado vício insanável podendo ser conhecido de ofício. 173 . A suspeição é aplicada ao Ministério Público. ouvindo o argüido no prazo de 5 (cinco) dias. o juiz também pode declarar-se impedido ex officio.299 do CPC). Autuada em apenso (art. portanto passível de agravo. não há preclusão. em petição fundamentada e devidamente instruída. No caso de suspeição. aos serventuários. ao perito e ao intérprete. não poderá a parte. relaciona os casos e suspeição. O Art. facultando a prova quando necessária e julgando o pedido. 138 do CPC. com suspensão da causa (art. posteriormente. o juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa.u.) No caso de impedimento. 135. conforme preceitua o art.Exceção de Impedimento – O impedimento se dá em função da atuação do juiz no feito ou de parentes. Também tem natureza de decisão interlocutória. Suspeição . O Art. do Código de Processo Civil. se não for levantada. na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos.306 do CPC). não sofrendo preclusão podendo ser levantado em qualquer fase da ação. o juiz pode declarar de ofício (135. a que resolve a exceção. p. alegar que o juiz é suspeito. 134. Não pode ser conhecida de ofício necessitando da provocação das partes.

392 do CPC) Se a parte concordar em retirar o documento e a outra não se opuser. 390 DO CPC (após o encerramento da instrução. art. 420/439. 390 do CPC Resposta art. 393) Argüição de falsidade. no que couber ( art.INCIDENTE DE FALSIDADE (ART. seguindo na forma dos arts. art.63 . extingue-se o incidente (art. 395 do CPC 174 . art. 392 do CPC Juiz ordena a perícia. 392 § único) Se necessárias outras provas: audiência Sentença.

arts. Assim. Autuada em apenso ( art. no incidente. visa. Se a falsidade for argüida antes de encerrada a instrução. Cuidando-se de tutela declaratória de mero fato. deve limitar-se a proclamar a validade ou a falsidade do documento. isto é. o juiz. 394 do CPC). ou outras provas serão produzidas nos próprios autos da ação. processar-se-á perante o relator( art.O legislador trata o incidente de falsidade como uma verdadeira ação declaratória incidental de falsidade. 4º II. sem adentrar no mérito da causa. como verdadeira ação declaratória incidental. tão somente. a declarar se o documento corresponde ou não à realidade dos fatos. o incidente de falsidade. uma vez que falsidade ideológica só pode ser objeto de ação constitutiva negativa (ação anulatória). 391 e 395 do CPC). Só é possível argüir o incidente de falsidade material. a sentença ( quanto à autenticidade ou falsidade do documento ) será proferida juntamente com a da ação principal( constitui uma das espécies da declaratória incidental. Em segunda instância.Incidente de Falsidade. com suspensão da causa ( art. o exame pericial. 175 . 393 do CPC). 393 do CPC). de ação que objetiva estender a eficácia da coisa julgada a questão prejudicial (validade ou falsidade de documento constante dos autos). A falsidade pode consistir na elaboração de documento novo ou em alteração de documento já existente.

261 do CPC) Petição de impugnação.64 . nomeação de perito Juiz fixa o valor 176 . art.INCIDENTE DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA (art. 261 do CPC Vista ao autor Não concorda Concorda Se necessário.

caso em que a instrução e o julgamento de todas hão de ser em conjunto. rejeitando-a ou acolhendo-a. com procedimento específico. Terá de sê-lo em petição autônoma. porém. o juiz poderá promover uma instrução probatória. hipótese esta na qual fixará o valor definitivo da causa e condenará o vencido a pagar as custas do incidente (art. Se a impugnação ou a resposta assentarem em matéria de fato. na qual o réu declinará os motivos em que apóia a impugnação à estimativa feita pelo autor. A cautela se impõe ante a possibilidade de mais de um oferecer impugnação. conclusos os respectivos autos após a resposta do autor. ou envolverem elementos técnicos. § 1º). o juiz decidirá a impugnação. ou deixá-lo para a sentença. 522). resulta evidente a impossibilidade de apresentá-la juntamente com a defesa.A impugnação do valor atribuído à causa passou a constituir um incidente à parte. não sendo necessária. Recebida e autuada a impugnação. Desde que terá de ser autuada em apenso. § 2º). 20. eleváveis a 20 (arts. 189. O prazo para ser formulada. dar andamento à impugnação apresentada ao valor da causa por algum deles. os juízes dispõem de 10 dias. para proferir as decisões. que autoriza o imediato uso do agravo (art. então. 162. Encerrada a instrução. dever-se-á aguardar que hajam todos apresentado defesa para. ou. não sendo mais assunto da própria contestação. em uma única peça. Além de o texto prescrever que a decisão venha "em seguida". Não é dado ao juiz deixar de solucionar o incidente.Impugnação ao valor da Causa . Se vários forem os réus. continua a ser o mesmo destinado à apresentação da resposta. A solução constitui uma decisão interlocutória (art. 39 177 . valendo-se do auxílio de perito. II e 187). o autor será intimado a responder no prazo de cinco dias.

art. II a V do CPC Não há necessidade de outras provas (art. 329 do CPC Julgamento antecipado da lide. 331. art. 330. 329/331 do CPC) Vencido o prazo de resposta do réu Juiz recebe os autos conclusos Profere julgamento conforme o estado do processo. após as seguintes diligências: Pedido contestado Pedido não contestado Sem efeito da revelia. art. I do CPC) Audiência de conciliação. 330 do CPC Acordo Saneamento (art. art. § 2º do CPC) Homologação por sentença (art. 320 do CPC Com efeito da revelia. § 1º do CPC) 178 . art.65 . ou perícia Verifica-se causa de extinção do processo (art. 331 do CPC Sentença. 319 do CPC Especificação de provas. 331. 324 do CPC Providências preliminares Há necessidade de prova oral. 267 e 269.JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO (art. art.

quando ocorrer confusão entre autor e réu. com observância do disposto nos arts. ainda.no caso de preexistência do compromisso arbitral. Não há necessidade das providências preliminares quando não houver resposta do réu e não incidir o art.julgamento antecipado da lide (art.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. sem apreciar o mérito da causa. ou não havendo necessidade delas.328).nos casos de indeferimento da petição inicial (art. das seguintes decisões: I. VII. ou seja: I.quando houver desistência da ação. X . ou quando inexistir irregularidade processual a sanar.extinção do processo (art.329) II. o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo”.330).quando não ocorrem os pressupostos processuais.quando o autor abandonar a causa por mais de 30 dias. 179 . por mais de um ano. VI.267. o juiz declara a extinção do processo.Julgamento conforme o estado do processo - “Cumprida as providências preliminares. V. e. III.saneamento do processo (art.quando não ocorrer qualquer das condições da ação. ou seja. litispendência ou coisa julgada.nos casos de perempção. III.320: quando o réu não produzir defesa indireta. IV. os requisitos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. 329 a 331 (art.295) II. XI _nos demais casos previstos no Código.quando a causa for abandonada por ambas as partes. IX. nas hipóteses previstas no art. Pode o julgamento conforme o estado do processo consistir numa.329). quando não se produzir documento com a contestação. No julgamento conforme o estado do processo(art.331). VIII .

com solução de mérito nos casos do art.quando ocorrer decadência e prescrição. a sentença do juiz é apenas terminativa. No momento do julgamento conforme o estado do processo. II a V: I. também. c) ocorrer a revelia (art. Poderá. isto é. pos os aspectos examinados são de natureza formal. a questão de mérito. não houver necessidade de produzir prova em audiência.Em todos os casos do art. proferir julgamento conforme o estado do processo para extingui-lo antecipadamente. a desnecessidade da audiência faz com que se elimine a incidência do princípio da oralidade do processo de conhecimento. 267.quando se verificar renúncia do autor ao direito sobre que se funda a ação. segundo o art.269. Nessas três hipóteses.269. b) mesmo sendo de direito e de fato. IV. III. sem passar pela audiência de instrução e julgamento.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. 180 . são ligados ao exame de admissibilidade do processo tão-somente. sem ferir o mérito da causa. quando (art. o juiz.quando houver transação entre as partes. o juiz.329. com composição do mérito da causa.330): a) a questão de mérito for unicamente de direito. profere sentença definitiva. Em todos os casso do art. embora nem sempre dê solução própria à lide.319). II. o juiz examinará o pedido e proferirá sentença contendo sua própria solução para a lide.

321 do CPC 15 dias Réu contesta. 5º. ou não. 329 a 331 do CPC) 181 . 325 e 470 do CPC) Contestação do direito que constitui o fundamento do pedido.PEDIDO DE DECLARAÇÃO INCIDENTE ou AÇÃO DECLARATÓRIA INCIDENTAL (arts. art. 325 do CPC 10 dias Autor requer que o juiz profira sentença incidente. art. 325 do CPC -citação (réu revel) -intimação (réu representado) art.66 . a ação declaratória incidental Prossegue o processo (arts.

b) competência do juiz. por qualquer dos fundamentos previstos nos arts.5º do CPC). o processo prosseguirá na forma prevista nos arts. é possível que o reconvindo conteste “ o direito que constitui fundamento do pedido” ( art. Condição da ação declaratória incidental: a) existência de litígio em torno de uma relação jurídica(prejudicial). Normalmente. É perfeitamente possível.329 do CPC).315 do CPC). não há falar em declaração incidente. pois. 269. já que a ação declaratória constituirá objeto da reconvenção. 330 e 331 do CPC.325 do CPC). de cuja existência ou inexistência depender o julgamento da lide (art.Não é admissível no procedimento sumário (art. 267. e ao mesmo tempo determine o prosseguimento do pedido principal. para o réu (que na reconvenção assume posição idêntica à do autor).325 do CPC): nasce.321 do CPC) só se explica se houver litisconsórcio passivo e um dos réus não tiver contestado. o interesse de requerer a declaração incidente. não haveria como falar em relação jurídica litigiosa(art.280 do CPC). A ação declaratória incidental. em razão da matéria (art.470 do CPC).Pedido de declaração incidente . com o saneador (art.331 do CPC). entretanto. Nessa hipótese. Não é viável o julgamento antecipado de um dos pedidos (art. A situação inversa já não é cabível (saneamento da declaratória incidental e extinção do processo 182 . porém. terá o mesmo destino do pedido principal. quando à ação declaratória incidental. isto é. Oferecida reconvenção.330 do CPC) e o saneamento do processo quanto a outro. entretanto. após o prazo de contestação. ocorrer que o juiz declare extinto o processo. 329.5º do CPC). é o autor quem requer. deverá ser contestado “o direito que constitui fundamento do pedido”(art. destarte. o que atenderá ao requisito da conexidade (art. II a V(art. A necessidade de citação do réu(art. Um dos réus. contudo. de outra forma. Na própria reconvenção. o réu poderá requerer que o juiz declare a existência ou inexistência da relação jurídica prejudicial.

dada a característica de acessoriedade que distingue a ação declaratória incidental.quanto ao pedido principal). 183 .

I e II do CPC Sentença de extinção do processo – arts.67 . II a V Audiência de conciliação – art. 296. 296. 299 do CPC Julgamento antecipado art. 297 e 304 do CPC Sem contestação Contestação – 15 dias 10 dias Reconvenção – art. 282 do CPC Juiz indefere – art. Art.PROCEDIMENTO ORDINÁRIO (Arts. I a IV do CPC Apelação – prazo de 48 horas – Art. 316 do CPC Processamento em apenso – art. 267 a 269. par. CPC Juiz não reconsidera Juiz reconsidera Autos remetidos ao Tribunal – art. único do CPC Exceção – Art. CPC Para emendar a inicial ou completar a inicial (10 dias) – art. 331 do CPC Saneador Conciliação positiva Audiência de instrução e julgamento Homologação por sentença Sentença 184 . 315 do CPC 10 dias Contestação à reconvenção – 15 dias. 330. 282/475 do CPC) Petição inicial – art. 295. 284.

295. o autor poderá apelar. facultando ao juiz. sanear o processo e ordenar a produção da prova ( art. ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção. desde logo. no prazo de imediatamente encaminhados ao Tribunal competente. reformar sua decisão. o juiz não indeferirá de plano. 48 horas. 320. nos termo do artigo 319 do CPC. Nos casos de indeferimento da petição inicial nos termos do ar. pois viabiliza o amplo contraditório. O réu será citado para que no prazo de 15 (quinze) dias ofereça contestação. Quando a petição apresentar-se com lacunas. § 3º). reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. Não sendo reformada a decisão os autos serão 185 . 284 do CPC). parágrafo único. mas nem sempre a falta de contestação induz o julgamento no estado da causa. mais esses vícios forem sanáveis. omissões. a maior produção probatória. o juiz poderá.Procedimento Ordinário . Se não ocorreu o efeito da revelia (art. sendo que neste mesmo prazo poderá formular as exceções e reconvenção. 299 do CPC). Determinará que o autor a emende ou a complemente no prazo de dez (10) dias (art. 331. se o direito em litígio não admitir transação. A audiência de conciliação somente se realizará se a causa versar sobre direitos que admitam transação. possibilitando ao juiz o julgamento antecipado da lide. I a III). Se o réu não contestar a ação.O procedimento ordinário é o meio utilizado para solucionar questões (lides) mais complexas. 324). imperfeições. ordenará o juiz ao autor que especifique provas (art. A contestação e a reconvenção serão oferecidas simultaneamente. mas em peças autônomas (art. A petição inicial deve atender todos os requisitos do artigo 282 do CPC.

Ou seja. O rol de testemunha deverá ser depositado em cartório até 10 dias antes da audiência. o juiz passará aos debates ou dez dias. fixará prazo para oferecimento dos memoriais. proferindo a sentença desde logo ou no prazo de 186 . 421. 331. I e II). indicar assistente técnico e apresentar quesitos( art. a outra no prazo de cinco (5) dias (art. o juiz desde logo homologará por sentença na própria audiência. § 1º. 398 do CPC). proferirá o saneador. decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas. § 2º). o juiz ouvirá.Quando houver audiência de conciliação. a seu respeito. A desistência da ação ou ocorrência de qualquer causa que a extinga não obsta o prosseguimento da reconvenção. o juiz fixará os pontos controvertidos. incumbindo às partes. nomeará o perito. em cinco (5) dias. Sempre que uma das partes requererem a juntada de documento aos autos. se necessário (art. Quando não houver conciliação. e as partes chegarem a um acordo. No saneador. 407). designando audiência de instrução e julgamento. se outro prazo não for fixado pelo juiz (art. se o juiz deferiu prova pericial. Encerrada a instrução.

296) Juiz marca audiência de conciliação (art.PROCEDIMENTO SUMÁRIO (Arts. 275/281 do CPC) Petição inicial (art. 278. 295 ) Deferimento Diligências p/emendar a petição inicial (art. 277) Intimação do autor para comparecer à audiência (art. 277) Citação do réu com antecedência de 10 dias (art. 278) Sentença homologatória (art. § 2º) Sentença em audiência ou em 10 dias (art. § 1º) Abertura do prazo comum para resposta Julgamento antecipado Prosseguimento segundo o rito ordinário Audiência de instrução e julgamento – Prova oral (art. 281) 187 .68 . § 3º) Audiência de Conciliação Conciliação é obtida Conciliação não é obtida Lavra-se termo Conversão em procedimento ordinário (art. 277. 276 do CPC) Indeferimento (art. § 4º) Juiz resolve preliminares Juiz recebe a resposta do (art. 277. 284) Cabe apelação (art. 277.

formulará quesitos. f) g) de cobrança de honorários dos profissionais liberais.Procedimento Sumário: “Segunda das modalidades de procedimento comum no processo de conhecimento.280 do CPC). relativamente aos danos causados em acidente de veículos. de ressarcimento por danos causados em acidente de veículos em via terrestre.275. podendo indicar assistente técnico (art. intervenção fundada em contrato de seguro(art. pois. se requerer perícia. intervenção de terceiros (salvo a assistência). nos demais casos previstos em lei. sumário apenas formalmente. nas causas. de cobrança de seguro. Art. em que. ressalvado o disposto em legislação especial. embora possa ser considerado especial em relação ao procedimento ordinário. ressalvados os casos de processos de execução. em que há uma maior concentração dos atos processuais.276). recurso de terceiro prejudicado. Parágrafo único. de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio. o procedimento sumário é um procedimento de cognição plena. de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústicos. Com o pedido inicial apresentará o autor o rol de testemunhas. Observar-se-á o procedimento sumário: IIIa) b) c) d) e) nas causas cujo valor não exceda a 60(sessenta vezes o valor do salário mínimo. Não se admitem: ação declaratória incidental. Este procedimento não será observado nas ações relativas ao estado e à capacidade das pessoas. qualquer que seja o valor: de arrendamento rural de parceria agrícola. sendo. 188 .

resposta escrita ou oral. a conversão do procedimento sumário em ordinário (art.O juiz designará audiência de conciliação. reputar-seão verdadeiros os fatos alegados na inicial. Não obtida a conciliação. determinando (art.277. As partes comparecerão pessoalmente à audiência. a sentença (art. desde que fundado nos mesmo fatos referidos na inicial (art.278. proferindo o juiz desde logo.278). podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir (art. I e II.277. na contestação formular pedido em seu favor. Na audiência. § 2º). citando-se o réu. Deixando injustificadamente o réu de comparecer à audiência. É lícito ao réu. salvo se ao contrário resultar da prova dos autos. § 2º).277. se requerer perícia. Sendo ré a Fazenda Pública. § 3º). a ser realizada no prazo de 30 dias. A conversão também ocorrerá quando houver necessidade de prova técnica de maior complexidade (art.278. não excedente de 30(trinta) dias. § 5º). formulará seus quesitos desde logo. assistente técnico (art. com antecedência mínima de 10 dias e sob a advertência prevista no § 2º. será designada audiência de instrução e julgamento para data próxima. oferecerá o réu na própria audiência. os prazos contar-se-ão em dobro 189 . § 4º). acompanhada de documentos e rol de testemunhas e. se for o caso. podendo indicar o comparecimento das partes. § 1º).277). Havendo a necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts.277. 329 e 330. determinando. o juiz decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda. salvo se houver determinação de perícia (art.

Findos a instrução e os debates orais. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de 10 dias (art. 190 .281).

PROCEDIMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO 1º GRAU DE JURISDIÇÃO (arts. 538. § único) Reabre-se o prazo de apelação a partir da intimação do julgamento dos embargos declaratórios 191 . 537 do CPC) Juiz pode aplicar multa (art. 535/536 do CPC) Petição ao juiz que proferiu a sentença (art. 538. 536 do CPC) Interrupção do prazo de apelação (art.69 . § único) Não há preparo Não se ouve a parte contrária Juiz profere decisão cinco dias após a conclusão (art.

supra omissão ou elimine contradição existente no julgado. Interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. ficando condicionada a interposição de qualquer potro recurso ao depósito do valor respectivo (art.Embargos de Declaração . obscuridade ou contradição. por qualquer das partes (art. Na reiteração de embargos protelatórios a multa é elevada a até dez por cento. Quando manifestamente protelatórios. 538. Não estão sujeitos a preparo (art. o juiz ou tribunal condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa.538 do CPC). 192 . na sentença ou no acórdão. § único). São admissíveis quando: a) houver.Dá-se o nome de embargos de declaração ao recurso destinado a pedir ao juiz ou tribunal prolator da decisão que afaste obscuridade.535 do CPC). b) for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal (art.536 do CPC).

522 do CPC) Subida dos autos ao Tribunal Sentença passa em julgado 193 . 508 do CPC) Juiz pode reexaminar pressupostos de admissibilidade do recurso (art. 500 I do CPC) 15 dias 15 dias Contra-razões Contra-razões ( art. 508 do CPC) Petição ao juízo da causa e preparo (art.70 . 519 do CPC) Juiz não considera justificada a falta de preparo Agravo? ( art. 513/521 do CPC) Sentença 15 dias (art. 518.APELAÇÃO (arts. § único do CPC) Decreto de deserção Indeferimento da apelação Apelante justifica e efetua o preparo (art. 511 e 514 do CPC) 15 dias Apelação adesiva ( art.

511 do CPC). 500 . Não será reconhecido se houver desistência ou deserção do recurso principal ( art.Apelação . § 2º do CPC). intimado. quando a sentença não for proferida em audiência. Da sentença caberá apelação ( art. será irrecorrível. 194 . fazendo remissão aos arts. 267 e 269 ) O conceito de sentença é dado pelo artigo 162. implicará em deserção. 51.O falecimento da parte ou de seu advogado. Como regra geral.da intimação às partes. legitimidade ( art. Conceito: Sentença é o ato do juiz que implica algumas das situações previstas nos artigos 267 e 269 do CPC. A insuficiência no valor do preparo. fixando-lhe prazo para efetuar o preparo ( art. 500 do CPC). não vier a supri-lo no prazo de cinco (5) dias (art. decisão referida. cabendo ao Tribunal apreciar-lhe a Suposto do recurso adesivo: sucumbência parcial do autor e réu ( art. O preparo será recolhido no ato de interposição do recurso ( art. O prazo para interposição da apelação será contado: a) . 519 do CPC). o juiz relevará a pena de A deserção. Provando o recorrente justo impedimento. § 1º. 507 do CPC).da leitura da sentença em audiência. Será reconhecida no efeito somente devolutivo quando interposta de sentença que: I – homologar a divisão ou a demarcação. suspende o prazo para interposição do recurso ( art. se o recorrente. II do CPC). b) . O prazo será devolvido integralmente ao herdeiro ou sucessor. 513.520 do CPC). 519 § único do CPC). a apelação terá efeitos devolutivo e suspensivo (art.

Os recursos interpostos pelo Ministério Público. V . 511 e 1. Quando a apelação for recebida só no efeito devolutivo. VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela. VI – julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem.julgar improcedentes os embargos opostos à execução. III – julgar a liquidação de sentença. 195 .II – condenar à prestação de alimentos. a execução provisória da sentença.212.521 do CPC). desde logo. IV – decidir o processo cautelar. o apelado poderá promover. extraindo a respectiva carta (art. § único). pela Fazenda Pública e pelas respectivas entidades da administração indireta são isentos de preparo (arts.

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