Fraturas e imobilizações

APOSTILA DO CURSO TÉCNICO EM IMOBILIZAÇÕES ORTOPEDICAS

Francisco Sérgio de Oliveira

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Fraturas e imobilizações
Introdução

Uma fratura ou fratura óssea é uma situação em que há perda da continuidade óssea, geralmente com separação de um osso em dois ou mais fragmentos após um traumatismo. A sua gravidade pode variar bastante; algumas fraturas resolvem-se espontaneamente sem chegarem a ser diagnosticadas, enquanto outras acarretam risco de morte e são emergências médicas. As queixas habituais são dores, incapacidade de mexer o membro e deformidade, embora possa variar consoante o tipo e localização da fratura. É uma situação freqüente, havendo uma incidência aumentada em alguns grupos de risco tal como em mulheres após a menopausa, devido à diminuição da densidade do osso por osteoporose.

Radiografia que mostra uma fratura abaixo da cabeça do úmero. As fraturas podem ser classificadas de acordo com vários critérios. Segundo a causa As fraturas traumáticas correspondem à grande maioria das fraturas, e resulta da aplicação de uma força sobre o osso que seja maior que a resistência deste. Pode ocorrer no local de um impacto (fratura direta), num local afastado da zona de impacto (por exemplo, fratura da clavícula após queda sobre a mão - fratura indireta), ou por contração muscular violenta (fratura por tração muscular). As fraturas de sobrecarga ou de stress são devidas à aplicação repetida e freqüente de pequenas forças sobre um osso, que leva a uma fadiga que condiciona a fratura. Fraturas patológicas ocorrem num osso previamente fragilizado, por exemplo, por osteoporose ou um tumor ósseo. Geralmente não há evidência de traumatismo que justifique a fratura.
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Figura 1. Fratura de radio com desvio

Figura 2. Fratura Exposta de Fêmur

Figura 3. Luxação Exposta de Tíbia

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que é uma das seqüelas mais freqüentes das fraturas e que ocorre quando o osso cicatriza numa posição incorreta. contudo algumas exceções em que a cirurgia oferece melhores resultados. assim como palidez ou perda de consciência. Na maioria dos casos a cirurgia surge como última opção. que pode ser feito com ou sem anestesia. ou quando o tratamento conservador não eficaz na resolução de uma fratura (por exemplo. Tratamento A escolha terapêutica é baseada na avaliação de múltiplos fatores. havendo por vezes a necessidade de suturar a ferida. sendo importante nestes casos a prestação rápida de cuidados de saúde adequados. ou seja. Existem. quando se desenvolvem pseudartroses). regressem à sua posição anatômica. onde pode ocorrer uma infecção bacteriana. ao contrário do que acontece nas fraturas expostas. Uma redução bem efetuada reduz o risco de consolidação viciosa. que pode até desaparecer por completo. Após a redução há habitualmente uma diminuição importante da dor. Fratura de Radio e Ulna Segundo a lesão envolvente Nas fraturas simples não há perfuração da pele. estando reservada para casos particulares como fraturas expostas ou complicadas. O processo é variável consoante o osso atingido e o tipo de lesão em causa. Uma diminuição ou ausência dos pulsos. Tratamento conservador Este tipo de tratamento tenta otimizar as condições em que ocorre o processo natural de reparação do osso sem infligir traumatismos adicionais geralmente associados a uma cirurgia. Geralmente envolve a redução da fratura. Nas fraturas complicadas há atingimento de vasos sanguíneos ou nervos. podem indicar lesão de um vaso sanguíneo (mesmo que não haja hemorragia evidente). e consiste em exercer uma tração adequada sobre os membros afetados de forma a que os topos da fratura fiquem alinhados. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 4 .Fraturas e imobilizações Figura 4.

em particular analgésicos antiinflamatórios (AINEs) para reduzir a dor e inflamação local. sendo dos mais freqüentes a tala gessada. uma situação que geralmente implica correção cirúrgica. fixação externa. Tratamento Cirúrgico Disposição de um fixador externo Fratura. ou mais. Habitualmente são também utilizados medicamentos para alívio da sintomatologia. ou o suporte com ligaduras elásticas.Fraturas e imobilizações Depois do alinhamento dos topos da fratura. Esta estabilização tem por objetivo prevenir o movimento dos topos da fratura. Uma possível conseqüência de uma imobilização deficiente (ou de remover a imobilização demasiado cedo) é a formação de uma pseudartrose. O tempo em que é mantida a imobilização varia consoante o osso fraturado e a região do osso atingida. para que não haja dor. e possa ocorrer uma reparação eficaz da lesão. podendo variar de 3 a 8 semanas. o gesso fechado. o membro afetado é estabilizado utilizando vários meios. fixação interna Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 5 .

Pseudartrose Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 6 . e uma intervenção rapida. já que o osso é constituído predominantemente por matriz extracelular. caso tenha ocorrido lesão dos vasos sanguíneos que levam sangue a essa parte do osso. O restabelecimento da continuidade óssea por meio cirúrgico (osteossíntese) pode ser feito com recurso a várias técnicas. Permite também corrigir algumas lesões das partes moles. Fraturas expostas e procedimentos cirúrgicos que atinjam o osso (tal como osteotomia) implicam procedimentos de assepsia e administração de antibióticos. habitualmente com a utilização de placas e parafusos. podem ajudar a diminuir este risco. varetas endo-medulares ou fios de Kirschner. Noutras situações. Seqüelas e Complicações Uma grande parte das fraturas é curada sem deixar seqüelas. em especial vasos sanguíneos que possam ter rompido. Infecção Uma infecção óssea (osteomielite) é especialmente grave devido à baixa irrigação sanguínea e escassez de células vivas. o que acontece mais freqüentemente quando há complicações associadas à fratura. podendo desaparecer qualquer vestígio da fratura após alguns meses. e manter esse alinhamento até a reparação da fratura.Fraturas e imobilizações Haste intramedular ou haste bloqueada Ilizarov A cirurgia tem por objetivo restabelecer o alinhamento normal do osso. Necrose óssea Pode ocorrer morte de parte do osso (necrose) algum tempo após a fratura. o processo de reparação óssea não é capaz de restabelecer por completo a forma ou função original do osso fraturado. Um bom alinhamento dos topos da fratura.

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Ocorre a formação de uma articulação entre os topos da fratura, que não se juntam após um determinado período de tempo. O diagnóstico de pseudartrose é feito quando deixa de haver esperança que a fratura consolide naturalmente, e implica correção através de cirurgia. Consolidação viciosa Os topos da fratura consolidam fora da sua posição anatômica. Pode ser devido a uma má redução da fratura, ou de uma imobilização em posição inadequada. As implicações podem ser apenas estéticas, como acontece freqüentemente em fraturas da clavícula, mas em algumas situações pode haver limitação ou até perda da função do membro afetado. As crianças, devido ao rápido metabolismo e crescimento ósseo, têm maior capacidade de recuperar uma anatomia normal após consolidação viciosa de uma fratura.

Uma fratura pode ser simples ou exposta

Numa fratura simples,não há desalhinhamento dos ossos fraturados.
Figura 5. Fratura Simples

Uma fratura é exposta quando os ossos faturados estão fora do sitio, torcidos e desalinhados. Os vasos sanguíneos e os nervos correm o risco de serem esmagados, e os tendões danificados.

Uma fratura pode ser aberta ou fechada
Técnico em Imobilizações Ortopédicas Fratura Exposta Figura 6. Página 7

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Numa fratura fechada, a pele sobre a fratura encontra-se intacta. Uma fratura fechada pode tornar-se aberta se a pele for rasgada devido à disposição e ângulos dos ossos fraturados. Numa fratura aberta, existe um ferimento na pele sobre o local da fratura. O ferimento pode ser profundo ou uma esfoladura. Numa fratura exposta e aberta, o osso fraturado pode ser visto no ferimento. Existe um grande risco de infecção numa fratura aberta.

Fratura exposta ou aberta Quanto ao traço da fratura: • Transversas; Apresentam um traço reto na estrutura do osso. • Oblíquas;

Fratura fechada

Resultantes de uma força em torção, são fraturas instáveis. • Espiraladas; Mecanismo rotacional, envolvendo todo o osso, decorrente de baixa velocidade de energia. • Cominutivas; Diversos fragmentos, ou seja, quando o osso fratura em mais de dois fragmentos, pela alta distribuição de energia e aplicação direta da força.

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Quanto ao traço da fratura: • Compressão; Quando os fragmentos ósseos, principalmente em sua parte esponjosa, são comprimidos pela aplicação direta da força, impedindo a restauração completa de sua forma trabecular original. • Afundamento; Quando os fragmentos ósseos são forçados para o interior (observado nas fraturas de crânio e face). • Avulsão; Pela retirada de um fragmento ósseo por um ligamento ou tendão e de sua inserção. Quanto ao alinhamento Permite saber quais os movimentos possíveis de serem realizados durante o cuidado com o paciente. • Sem desvio; Fraturas em que não há desvio axial ou angular entre os fragmentos ósseos. • Com desvio;
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Quanto à extensão • Completa. podendo ocasionar danos posteriores às estruturas. • Impactadas. • Incompleta.Fraturas e imobilizações Podem ser acavalamento (encurtamento). angular ou rotação dos fragmentos.permanecendo a outra íntegra. É uma condição que permite a manutenção do alinhamento ósseo e apresenta boa evolução com o tratamento conservador. diástase (alongamento). fraturas em “galho verde” na criança. Compressão dos fragmentos. ocorrendo apenas em osso elástico de crianças. Quanto à estabilidade • Fratura estável. necessitando de tração e fixação cirúrgica. • Fratura instável. é uma condição de difícil manutenção do alinhamento ósseo. Exemplos: fratura subperiostal. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 10 . Quando incide um traço dividindo o osso em dois ou mais fragmentos. afastamento lateral. Quando compromete apenas uma cortical óssea.

Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 11 . uma ferida no local.  O local da fratura está direta e indiretamente sensível.  Existe um inchaço. deslocações e fratura. Costela fraturada no lado esquerdo inferior pode provocar hemorragias no baço.Fraturas e imobilizações Com as fratura existe um risco de hemorragias. e no lado inferior direito podem provocar hemorragias do fígado para a cavidade abdominal. tais como nas costelas e dos ossos longos. Sintomas de fratura  A lesão resultou de uma força externa. Hemorragias internas acontecem especialmente em fratura da coxa e pélvis. queixa-se do local e protege-o. e possivelmente. mas também em fratura dos ossos. Costela fraturada pode perfurar um pulmão causando uma hemorragia do pulmão.  O paciente pode ter ouvido um estalo.  Os primeiros três sintomas são comuns a distensões. Quando houver indícios ou suspeitas de hemorragias internas deverá consultar o médico e a seu conselho deverão ou não ser desencadeados os procedimentos de reanimação. A sensibilidade direta indica o local onde está a lesão.  O alinhamento do osso pode ser anormal. Fratura no crânio pode causar hemorragias arteriais entre as membranas do cérebro.

verifique se o sinistrado consegue mover e levantar os dedos dos pés.  Se não existirem sinais visíveis de fratura. Estado nutricional.  Procure dor indireta. • 2. Fase da proliferação celular: Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 12 . Fase do hematoma: A hemorragia e a formação de coágulos dão-se de uma a 12 horas do trauma.Fraturas e imobilizações EXAME  Remova o vestuário que cobre o local da fratura. Tipo de fratura. as pernas. seguida de redução e imobilização segura e correta. Fases da Consolidação das Fraturas • 1. use uma tesoura. resposta capilar e pulsação) por baixo do local da fratura. ou onde é que existe uma deslocação ou rotação do osso. os dedos e os braços.  Se a pele não está intacta: existe hemorragia? Procure indicações de hemorragia: está a pele descorada? Está a pele inchada e firme?  Procure dor direta. Se for necessário. Consolidação da Fratura Uma consolidação óssea adequada só é possível quando há uma vascularização suficiente da região afetada.  Verifique o fornecimento de sangue (cor da pele. As condições circulatórias insuficientes e alguns fatores devem ser considerados no Processo de consolidação óssea: • • • • A idade.  Verifique se a posição do osso é normal.  Verifique se a pele está intacta ou se existem arranhões e feridas. Fatores mecânicos.

Fase de remodelação: Ocorre a consolidação total. • 5. Fase da consolidação: Os osteoblastos continuam com o processo de reparação. • 4. • 3. Fase de calo: Conforme o tecido celular cresce em cada fragmento. formam o osso lamelar à custa do osso primário. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 13 .O osso é gradualmente fortalecido nas linhas de força e Reabsorvido em outros pontos. as células básicas dão origem aos osteoblastos formando um tecido cartilaginoso. Formam um colar de tecido conjuntivo que envolve cada fragmento ósseo e cresce em direção ao outro fragmento.Fraturas e imobilizações É a fase precoce da reparação óssea.

Retardo de consolidação.Fraturas e imobilizações Consolidação Anormal das Fraturas • 1. • 3. com formação de uma união fibrosa ou de uma falsa articulação (pseudoartrose). Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 14 . Consolidação viciosa. • 2. A fratura pode falhar completamente em reparar se por osso (ausência de consolidação).

Fraturas e imobilizações Doenças Fraturarias Em situação de paciente com fraturas múltiplas que exigem uma imobilização prolongada no leito. ocasionada pelo trauma. proveniente da medula óssea na corrente sanguínea. pelo posicionamento inadequado e falta de orientação com relação aos exercícios ativos e passivos dos membros não comprometidos e isométricos do comprometido. talas. Edema persistente está relacionado com mobilização de articulações com aderência e posicionamento do membro que dificultam o retorno venoso. parada respiratória e problemas de ordem vascular. levando a aderência da articulação e dos tecidos periarticulares. as extremidades intumescem acentuadamente. causando necrose. quando o extravasamento sanguíneo é considerado e causa tensão no membro comprometido. causando um dano maior do tipo infarto do miocárdio. as escaras de decúbito. Necrose óssea avascular pode estar presente quando existe o rompimento completo de irrigação sanguínea de um fragmento ósseo. uma fasciotomia. as congestões e infecções pulmonares. pode desenvolver uma síndrome compartimental / Contratura de Volkmann. A embolia gordurosa também é observada. Limitação da mobilidade articular provocada pelos exsudatos serosos e inatividade. nervos e vasos quando as bainhas não são atingidas e. faz-se a descompressão eliminando faixas. Resumo dos eventos Oclusão arterial ↓ Anóxia muscular ↓ Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 15 . Atrofia muscular reflexa. causando compressão de músculos. Síndrome Compartimental Na ocorrência de lesão de grandes vasos. as tromboses venosas.eventualmente. A região mais atingida é a epífise proximal do fêmur.aparelho gessado e/ou facilitando o retorno venoso pela posição e. por fim. por falta de uso. é ocasionada pela diminuição da força muscular e da estabilidade articular. infecção urinária e constipação intestinal são as mais comuns.

a extensão passiva dos dedos da mão é extremamente dolorosa.Fraturas e imobilizações Liberação de histamina ↓ Estase capilar ↓ Aumento de pressão ↓ Perfusão comprometida ↓ Isquemia celular Os sintomas são: dor. paralisia e ausência de pulso. palidez com falta de perfusão das extremidades. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 16 . No membro superior.

A subluxação é a perda parcial da relação articular. 3. implicando lesões de partes moles adjacentes. Congênita: presentes na ocasião do nascimento e devidas a algum defeito no desenvolvimento intra-uterino. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 17 . A luxação pode ser classificada em: 1.Fraturas e imobilizações LUXAÇÕES É a perda total das relações anatômicas das superfícies ósseas que participam de uma articulação. 2. Traumática: ocorrem devido ao traumatismo osteoarticular. Patológica: ocorrem devido a uma doença na estrutura articular ou periarticular.

ou mesmo a possibilidade de haver uma fratura envolvida. luxação do ombro (queda com o braço esticado ou encolhido). da rótula (um toque lateral no joelho) e dedos (dedos que ficaram presos em algo). mas combinadas com danificações de ligamentos e fratura de ossos. A luxação do tornozelo acontece. muitas vezes. Tente ficar com uma idéia geral de como foi o acidente e da quantidade de energia que foi libertada. Nas luxações. Também podem ocorrer luxações do tornozelo. com uma queda em que o paciente cai apoiado no pé. pois assim poderá ficar com a noção do que o espera: uma distensão ou uma luxação. as articulações deverão ser postas na posição correta o mais rapidamente possível. da clavícula (queda com o braço esticado). Estas são as luxações mais comuns. de modo a evitarem-se mais estragos nessas articulações. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 18 .Fraturas e imobilizações Num acidente em que exista um forte puxão ou empurrão pode originar uma luxação de uma articulação.

Luxação de Cotovelo Luxação 2.Fraturas e imobilizações Luxação 1.Luxação de Joelho Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 19 . Luxação de Ombro Luxação 3.

Fraturas e imobilizações Luxação 4. Existe uma sensibilidade direta e indireta na articulação. e em adição verifique:    Se a articulação está inchada. a articulação incha. A articulação tem direção e forma anormais (comparada com a que está boa). Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 20 . Exame Siga a técnica de exame descrita para as fratura. Luxação de Punho Sintomas de luxação Pode ser difícil distinguir uma luxação de uma fratura localizada perto de uma articulação. O paciente queixa-se de dores na articulação e em redor. Se a articulação tem uma forma anormal.        A lesão ocorreu como resultado de uma força externa. Se existem efusões de sangue na articulação por baixo da pele. A dor surge imediatamente após a fratura. O paciente não consegue ou não pode mover a articulação. Subseqüentemente.

no pulso (queda com o braço esticado) são as mais freqüentes. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 21 . Distensões nos tornozelos (pé torcido). quando uma articulação é pressionada com uma força que leva a que essa articulação passe os limites normais do movimento. Isto estica os ligamentos e provoca uma acumulação de fluidos (edema) nos ligamentos e em torno destes.Fraturas e imobilizações Distensões e Lesões nos Ligamentos Ocorre uma distensão. nos polegares e nos outros dedos. Poderão ocorrer mais lesões nos ligamentos se a força do acidente for tão grande que um ou mais ligamentos se rompam.

A articulação está solta no caso da ruptura de ligamentos.Fraturas e imobilizações Distenções e Lesões 1. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 22 . Força Lateral tenciona os ligamentos Sintomas de distensões e lesões ligamentares        A lesão ocorreu como resultado de uma força externa. O ferido consegue mover a articulação. Não existe sensibilidade indireta na articulação. apesar de doer. O ferido queixa-se de dor na articulação e em redor. Existe um inchaço e uma efusão de sangue sobre a articulação. Existe uma sensibilidade direta no local do ferimento.

trate a lesão como se de uma fratura se tratasse. Se estiver com dúvidas. A elevação. ou se existem também rupturas de ligamentos. Pode também ser difícil descobrir se existe alguma fratura. Imobilize a articulação com uma ligadura no caso de distensões e com gesso do caso de lesões de ligamentos. Obs. O arrefecimento diminui o inchaço e a hemorragia.: Os ossos das crianças são mais maleáveis. sendo sempre uma fratura incompleta. pois parte da cortical óssea é sempre mantida (semelhante a um galho verde quebrado). faz com que o inchaço diminua mais rapidamente e ajuda a aliviar a dor. colocar a articulação acima do coração. O arrefecimento deverá ser efetuado o mais rapidamente possível. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 23 . Esse tipo de fratura sempre produz grande deformidade e é muito freqüente nos ossos do antebraço. Os princípios para o tratamento de distensões e ligamentos são:    Arrefecimento. Elevação. A imobilização permite o repouso da articulação para que possa melhorar e aliviando também a dor.Fraturas e imobilizações Por vezes é difícil decidir se uma lesão é somente uma distensão. TIPOS ESPECIAIS DE FRATURAS 1) FRATURA EM GALHO-VERDE – Ocorre em ossos longos de crianças. Imobilização. isto é. pois possuem uma maior quantidade de colágeno.

devido a sua grande estabilidade. 4) FRATURA POR FADIGA OU ESTRESSE – Ocorrem por micro traumas repetitivos típicos de excesso de treinamento. Também conhecida como fratura por arrancamento.Fraturas e imobilizações 2) FRATURA IMPACTADA – Ocorre quando um fragmento ósseo penetra. Fraturas típicas de atletas profissionais. parcialmente. 3) FRATURA POR AVULSÃO – Ocorre quando um músculo traciona a saliência óssea onde é fixado. É mais freqüente no colo cirúrgico do úmero e colo do fêmur. no fragmento adjacente. Ex: Fratura do tubérculo maior e fratura da base do 5º metatarso. Ossos mais afetados: metatarsos e tíbia. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 24 . É geralmente uma fratura de bom prognóstico.

6) LER/DORT Lesão por Esforço Repetitivo e Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho São lesões ocorridas em ligamentos. tendões e em outros segmentos corporais relacionadas com ouso repetitivo de movimentos. É provocada por traumas banais ou mesmo de forma espontânea.Fraturas e imobilizações Esforço repetitivo 5) FRATURA PATOLÓGICA – Fratura que ocorre por uma fragilidade óssea gerada por uma doença. músculos. posturas inadequadas e outros fatores como a força excessiva. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 25 . osteogênese imperfeita e raquitismo. Exemplos de doenças ósseas: osteoporose.

Auxiliar o ortopedista em alguns procedimentos. Preparar o paciente e o procedimento Posicionar o paciente. Organizar a sala de Imobilizações Avaliar as condições de uso do material instrumental. Atualizar-se profissionalmente. Estimar a quantidade de material a ser utilizado. Demonstrar autoconfiança. Explicar procedimento de retirada do gesso. Confeccionar tala metálica. Fender o aparelho gessado. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 26 . Confeccionar esparadrapagem. Trabalhar em equipe.Fraturas e imobilizações Todos os profissionais que executem as seguintes técnicas descritas abaixo. Remover aparelhos sintéticos. será conceituado como Técnico em imobilizações ortopédicas. Confeccionar enfaixamentos. Confeccionar goteiras gessadas. Trabalhar com ética profissional. Retirar a Imobilização Bivalvar o aparelho gessado. Confeccionar aparelhos gessados circulares. Confeccionar a Imobilização Confeccionar imobilização com materiais sintéticos. Usar de respeito na relação com o paciente. Cuidar da aparência pessoal. Abrir janela no aparelho gessado. Controlar estoque. Retirar aparelhos gessados com serra elétrica vibratória. Orientar sobre o uso e conservação da imobilização. Zelar pela organização da sala.

Gesso Seco • inodoro. Tem como objetivo imobilizar a parte do corpo em questão. OBJECTIVOS • O gesso tem como objetivos: • Manter os fragmentos ósseos alinhados e imobilizados. na posição específica e aplicar uma pressão uniforme ao tecido mole encapsulado. Desta forma o gesso permite a mobilização do paciente ao mesmo tempo em que restringe o movimento dessa parte do corpo. Daí que se não forem tomadas as devidas precauções.Fraturas e imobilizações IMOBILIZAÇÕES O gesso é um dispositivo imobilizador rígido que é modelado de acordo com o contorno do corpo ao qual é aplicado. CARACTERÍSTICAS DO GESSO Gesso úmido • cheiro próprio. podem surgir queimaduras. proporcionando suporte e estabilidade nas articulações enfraquecidas • Prevenir complicações • Promover a recuperação funcional • Promover a integridade cutânea. O gesso mais comum é feito de sulfato de cálcio semi-hidratado que reagindo com a água. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 27 . • Imobilizar segmentos osteoarticulares com processo infeccioso. • Profilaxia de faturas. forma sulfato de cálcio hidratado. • ressonante. • aspecto cinzento • frio. • Favorecer a cicatrização de partes moles. • Prevenir e corrigir deformações. • branco. • maciço à percussão. A reação é exotérmica e é caracterizada pelo aquecimento do gesso quando da sua aplicação.

com déficit da função. o aparelho gessado está indicado para as diversas situações. como por exemplo. tipo de fraturas. com perda da sua função. Pós – Operatório: alguns tipos de cirurgias necessitam. dor aguda e edema no local. causada por um movimento de rotação sobre o próprio eixo articular. tais como: Fraturas: considerando-se o tipo de fraturas. Assim.Fraturas e imobilizações INDICAÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DE APARELHOS DE GESSO A indicação médica para a utilização do aparelho de gesso está relacionada com as características da lesão. Luxação: é a perda total ou parcial do contacto das superfícies ósseas que formam a articulação. Malformações Congênitas: pode ser utilizado para manter ou promover o correto posicionamento de algumas regiões. Na entorse não há perda do contacto das superfícies ósseas que formam a articulação. estas serão tratadas com aparelhos de gesso por se tratar de um método de tratamento incruento. desestabilizando a articulação. devendo a região ser reduzida e imobilizada. o indivíduo apresenta dor intensa com perda funcional. podendo ocasionar uma ruptura de grau variado. na continuidade dos ligamentos. durante o pós – operatório de um aparelho de gesso para imobilizar a área intervencionada. grau e região afetada. patológicas ou traumáticas. tipo de cirurgia e com a idade do doente. localização. Podem ser congênitas. o tratamento tardio da luxação congênita com recurso ao aparelho pélvipodálico. Redução Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 28 . Entorse: é uma lesão nas partes moles que circunscrevem uma articulação.

Podemos. então. as articulações proximal e distal à região a ser imobilizada são incluídas no aparelho. • Gesso. • Talas metálicas. encontrar: • Enfaixamentos. influência o tipo e espessura do aparelho gessado a aplicar.Fraturas e imobilizações TIPOS DE APARELHOS GESSADOS A patologia a ser tratada. • Imobilizações não gessadas. Em regra geral. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 29 . • Talas.

após o procedimento cirúrgico pode ser usado o enfaixamento inguinomaleolar (Jones). Finalidade: Limitar o movimento do tornozelo. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 30 . contusão e torção. Obs. como. Em alguns casos de cirurgias de joelho. pode ser usado também outros tipos de imobilizações.Fraturas e imobilizações Enfaixamento Tipo Bota (SuroPodálico). este enfaixamento serve para evitar o edema e sangramento. Tudo que estiver escrito podálico refere-se ao pé. este enfaixamento serve para evitar o edema e sangramento. Finalidade: Limitar o movimento de extensão e flexão do joelho. contusão e torção de joelho. às vezes usados em entorse. Em alguns casos de cirurgias de tornozelo. após o procedimento cirúrgico pode ser usado o enfaixamento suropodalico. Tala tubo ou tubo gessado. Enfaixamento Inguinomaleolar ou (Jones) para Joelho. ás vezes usados em entorse. Obs.

Em alguns casos de cirurgias de Punho. Obs. Finalidade: Repouso e limitação da movimentação do cotovelo.Fraturas e imobilizações Enfaixamento Para Antebraço e Punho (antebraquiopalmar). Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 31 . este enfaixamento serve para evitar o edema e sangramento. Enfaixamento Para Cotovelo. após o procedimento cirúrgico pode ser usado o enfaixamento antibraquiopalmar. Tala luva. pode ser usado também outros tipos de imobilizações. Finalidade: Repouso e Limitação do movimento do punho. luva Gessada. torção e entorse. como. este enfaixamento pode ser usados em caso de contusão e entorse. também usado em caso de contusão.

: Não realizar este tipo de enfaixamento em pacientes que tenham problemas respiratórios. após o procedimento cirúrgico pode ser usado o enfaixamento para cotovelo. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 32 . Tala Braquial (Braquiopalmar). Velpeau de Crepom. É usado em fraturas de costelas e contusões torácicas. de modo a restringir a Respiração. pode ser usado também outros tipos de imobilizações. Em alguns casos de cirurgias de cotovelo. asmas.Fraturas e imobilizações Obs. Obs: dependendo do ortopedista esta imobilização poderá ser usada em fraturas de clavícula. Braquial gessado. Usa-se esta imobilização em luxações de ombro. Enfaixamento Torácico. como. bronquites crônicas e insuficiência cardíaca. Finalidade: Destina-se a Limitação a Caixa Torácica. este enfaixamento serve para evitar o edema e sangramento. Finalidade: Imobilizar o ombro. Obs.

(MJ). Usa-se esta imobilização em luxações de ombro. Tipóia simples. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 33 . Modo simples Finalidade: Repouso e Limitação da movimentação do ombro.Fraturas e imobilizações Velpeau Verão.

Fraturas e imobilizações Finalidade: Repouso de membros superiores Colar Cervical. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 34 . Finalidade: Torcicolo e Inflamações na Região Cervical.

pedir para não deixar a mão para baixo e mexer bastante os dedos pra ajudar na circulação. fraturas dos metacarpos e das falanges da Mão. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 35 . Modo de confeccionar. 1º limpar o dedo a ser imobilizado com álcool e benjoim. Sentado na beira da maca com o membro lesionado estendido em direção ao técnico. 2º colocar tala metálica no local da lesão. Orientação do paciente. Indicações. 3º aplicar esparadrapo para fixar a tala metálica.Fraturas e imobilizações Tala de alumínio Posição do paciente.

pedir para pisar com o calcanhar para a imobilização não desprender. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 36 . Modo de confeccionar. fraturas das falanges do pé. Deitado na maca com o pé lesionado estendido em direção ao técnico.Fraturas e imobilizações Imobilização de esparadrapo ( esparadrapagem ) Posição do paciente. 1º limpar os dedos a serem imobilizados com álcool e benjoim. Orientação do paciente. 4º envolver a imobilização com crepom para durar mais. Indicações. 2º colocar um pedaço de gaze entre os dedos. 3º iniciar colocação de esparadrapo em sentido de xis para melhor fixação e depois colocar esparadrapo em sentido vertical até ficar bem resistente.

Fraturas e imobilizações Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 37 .

Imobilizar membro com traumatismo mesmo sem fratura. Imobilizar articulação com processo infeccioso. Imobilizar provisoriamente uma fratura. 4. Imobilizar uma fratura reduzida. introduziu a atadura gessada. A imobilização dos segmentos corpóreos comprometidos passou por diversas fases ate que Antonius Mathijsen.Fraturas e imobilizações Do gesso a atadura gessada A Traumatologia foi dentre os diversos ramos da medicina um dos que mais precocemente surgiu na evolução histórica. A água aquecida é ainda o processo acelerador de melhor resultado. 3. que por processo especial o gesso em pó é distribuído entre as ataduras de malha que serve de suporte. em 1852. Indicações As principais indicações dos aparelhos gessados podem ser resumidas em: 1. retirado da natureza. O gesso é constituído por sulfato de cálcio. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 38 . método este que se mostrou de tal maneira eficiente que ainda não encontrou substituto ideal ate nossos dias. 2.

pois da pratica tira-se uma regra importante “após terem sido postas as ataduras gessadas dentro da água. e em quantidade suficiente para evitar a compressão. Colocar água dentro da pia ou bacia. com especial interesse pelas saliências ósseas.. A malha tubular protege e proporciona também um melhor acabamento. serras elétricas.Fraturas e imobilizações 5. Imobilizar uma região operada. 4. 3. Atadura gessada. As ataduras gessadas existem de diversos tamanhos que devem ser escolhidos em função da região a ser imobilizada. etc. água em temperatura ambiente e Instrumentos especiais. Algodão ortopédico. como tesoura. Vários instrumentos. Imobilizar mantendo correção de deformidades. Colocar membro na posição requerida pelo tipo de imobilização a ser realizada. Regras gerais Na confecção de uma imobilização. O algodão ortopédico deve ser colocado ao nível das saliências ósseas. Proteger com algodão ortopédico toda a extensão cutânea do membro lesado. Para a execução de um aparelho gessado temos necessidade fundamental de: Malha tubular.o trabalho deve correr de modo único e sem improvisos. 2. 6. as seguintes regras devem ser seguidas: 1. Técnica propriamente dita Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 39 . Escolher. antes de iniciar a imobilização. são utilizados tanto na confecção como na retirada dos aparelhos gessados. qual material vai usar. bisturi. enchendo-a de modo que a atadura fique totalmente submersa quando colocada dentro da bacia. cortadores de gesso.

f) Devemos esclarecer o paciente da necessidade de secagem completa do gesso para que possa ser dada movimentação total ao membro. inicia-se a fase de modelagem. h) A retirada do gesso pode fazer-se com serra elétrica ou de aparelho especiais que fendem totalmente o gesso. tomando cuidado de evitar lesões da pele. pois isto facilita a sua execução e o retorno da circulação. apertado. por vez. da dor. Uma leve torção em suas extremidades e a atadura esta em condições de envolver o membro. inclusive com carga nos aparelhos gessados para marcha. do edema.Fraturas e imobilizações Colocamos a atadura gessada totalmente submersa em água e somente a retiramos quando cessar o borbulhamento. de muita importância. pois daremos ai estabilidade do gesso e do segmento corpóreo comprometido. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 40 . salientando ainda a observação da cor da pele. a) Devemos iniciar o aparelho pela sua extremidade distal. garroteado ou amassado. e) O acabamento e feito com os recortes necessários. tornando o aparelho de bom aspecto e boa função. observando-se as mudanças no diâmetro do membro. a necessidade da sua abertura e. um gesso muito pesado que dificulte os movimentos e finalmente um gesso não uniforme. a primeira de diâmetro proporcional ao membro afetado e o segundo cobrindo as saliências ósseas. b) A atadura gessada deve ser enrolada em espirais. o qual poderia provocar escaras e prejuízos circulatórios. conseqüentemente. A compressão uniforme é condição fundamental. c) Em cada passagem da atadura devemos alisá-la para facilitar a adaptação dos cristais com as camadas adjacentes. de sua retirada. fatos estes que indicariam compressão pelo aparelho e. d) Após envolvemos totalmente o membro com as camadas necessárias. g) Na execução do aparelho deve-se evitar um gesso muito fraco. das alterações de sensibilidade e mesmo da paralisia do membro imobilizado. que se quebra com facilidade. previamente acolchoado pela malha tubular e pelo algodão ortopédico. em duas linhas opostas.

Modo de confeccionar. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. 3º aplicar tala gessada. sentado na da maca ou em um banco com o membro lesionado estendido. 1º colocar malha tubular da articulação metacarpofalangeana até a prega do cotovelo. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 41 . 4º prender com crepom sempre começando de distal para proximal. pedir para não mexer durante 2 hs.Fraturas e imobilizações Tala tipo Luva (goteira antebraquiopalmar ) Posição do paciente. Orientação do paciente. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos pra ajudar na circulação.

Fraturas e imobilizações Tala tipo Luva Incluindo os dedos(goteira antebraquio falanges ) Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 42 .

Modo de confeccionar. 10 ou 15 cm Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 43 .Fraturas e imobilizações Tala axilo palmar ( goteira braquio palmar ) Posição do paciente. Orientação do paciente. 1º colocar malha tubular da articulação metacarpofalangeana até a axila. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. sentado na da maca ou em um banco com o cotovelo do membro lesionado em 90º neutro. imobilizar provisóriamente fratura dos terços distal. Tamanho da atadura gessada Indicada. 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. pedir para não mexer durante 2 hs. Indicações. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos pra ajudar na circulação. médio e proximal do antebraço e no terço distal do úmero.

com o cotovelo em 90°. 10 ou 15 cm Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 44 . não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos e o cotovelo pra ajudar na circulação. Modo de confeccionar. Tamanho da atadura gessada Indicada. Orientação do paciente. pedir para não mexer durante 2 hs. Indicações. imobilizar fraturas do terço médio do úmero. 1º colocar malha tubular da articulação do cotovelo até acima do ombro. O enfaixamento é uma calha gessada tipo U. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas..em pé ou sentado com ligeira inclinação para o lado lesado.Fraturas e imobilizações Pendente ( Pinça de confeitero ) Posição do paciente.

Orientação do paciente.Fraturas e imobilizações Tala tipo bota ( goteira suropodálica ) Posição do paciente. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. 3º aplicar tala gessada. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 45 . 1º colocar malha tubular da ponta do dedão (halux) até o joelho. sentado na beira da maca com o membro lesionado estendido e tornozelo em 90º neutro. Modo de confeccionar. pedir para não pisar durante 2 dias. 4º prender com crepom sempre começando de distal para proximal.

Fraturas e imobilizações Indicações. Modo de confeccionar. imobilizar provisoriamente fratura do terço médio e distal da perna e dos ossos do tarso ( pé ). 1º colocar malha tubular da articulação do tornozelo até a raiz da coxa. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. 4º prender com crepom sempre começando de distal para proximal. sentado na beira da maca com o joelho do membro lesionado fletido de 10 a 15 graus apoiado na escada ou um ajudante segurando. 15 ou 20 cm Tala tipo tubo ( goteira inguinomaleolar ) Posição do paciente. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 46 . Tamanho da atadura gessada Indicada. 3º aplicar tala gessada.

Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 47 .Fraturas e imobilizações Orientação do paciente. 15 ou 20 cm Tala tipo inguinopodalica ( goteira inguinopodalica ) Posição do paciente. sentado na beira da maca com o joelho do membro lesionado fletido de 10 a 15 graus apoiado na escada ou um ajudante segurando. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação. 3º aplicar tala gessada. pedir para não fazer força pra dobrar o joelho. 1º colocar malha tubular da ponta dos dedos até a raiz da coxa. Modo de confeccionar. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. fratura ou luxação de patela Tamanho da atadura gessada indicada. Indicações.

não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação. sentado na da maca ou em um banco com o membro lesionado estendido. Modo de confeccionar. fratura ou luxação do joelho e da tibia. Tamanho da atadura gessada indicada. Indicações. 1º colocar malha tubular da articulação metacarpofalangeana até a prega do cotovelo. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 48 . 3º aplicar tala gessada. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. pedir para não fazer força pra dobrar o joelho. lesões ligamentares da tíbia ou do joelho. 15 ou 20 cm Tala tipo Luva (goteira antebraquio Palmar ) Posição do paciente.Fraturas e imobilizações 4º prender com crepom sempre começando de distal para proximal. Orientação do paciente. fratura do terço distal do fêmur.

1º colocar malha tubular da ponta dos dedos até a prega do cotovelo.Fraturas e imobilizações 4º prender com crepom sempre começando de distal para proximal. sentado na da maca ou em um banco com o membro lesionado estendido. Modo de confeccionar. 3º aplicar tala gessada. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. 10 cm Tala gessada incluindo os dedos ( antebraquio manual ) Posição do paciente. Orientação do paciente. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos pra ajudar na circulação. pedir para não mexer durante 2 hs. imobilizar provisóriamente fratura do terço distal do antebraço e nas tendinites do punho Tamanho da atadura gessada indicada. Indicações. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 49 .

Indicações. fratura dos metacarpos e das falanges da mão. 1º colocar malha tubular da articulação metacarpofalangeana até a axila. Tamanho da atadura gessada indicada. 10 cm. Modo de confeccionar.Fraturas e imobilizações 4º prender com crepom sempre começando de distal para proximal Orientação do paciente. pedir para não mexer durante 2 hs. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. não molhar o gesso e manter o braço na tipóia pra ajudar na circulação. sentado na da maca ou em um banco com o cotovelo do membro lesionado em 90º neutro. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 50 . Tala axilo palmar ( goteira braquio palmar ) Posição do paciente.

pedir para não mexer durante 2 hs. sentado na beira da maca com o membro lesionado estendido e tornozelo em 90º neutro. médio e proximal do antebraço e no terço distal do úmero. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. 10 ou 15 cm Bota gessada ( suropodálica ) Posição do paciente. Tamanho da atadura gessada indicada. Modo de confeccionar.Fraturas e imobilizações 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. 1º colocar malha tubular da ponta do dedão (halux) até o joelho. Indicações. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 51 . imobilizar provisóriamente fratura dos terços distal. Orientação do paciente. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos pra ajudar na circulação.

não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação. Orientação do paciente. 15 ou 20 cm Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 52 . Indicações.Fraturas e imobilizações 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. pedir para não pisar durante 2 dias. fratura do terço médio e distal da perna e dos ossos do tarso ( pé ) Tamanho da atadura gessada Indicada.

Fraturas e imobilizações Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 53 .

Modo de confeccionar. 1º colocar malha tubular da ponta do dedão(halux) até acima do joelho. sentado na beira da maca com o membro lesionado estendido e tornozelo em 90º neutro. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 54 .Fraturas e imobilizações Bota gessada PTB ( suropodálica ) Posição do paciente.

Orientação do paciente. fratura do terço médio e distal da perna Tamanho da atadura gessada indicada. pedir para não pisar durante 2 dias. 15 ou 20 cm Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 55 . não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação. 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal.Fraturas e imobilizações 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. Indicações.

Fraturas e imobilizações Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 56 .

Modo de confeccionar. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 57 . sentado na beira da maca com o joelho do membro lesionado fletido de 10 a 15 graus apoiado na escada ou um ajudante segurando.Fraturas e imobilizações Tubo gessado ( inguinomaleolar ) Posição do paciente.

2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação. 15 ou 20 cm Inguinopalico Posição do paciente.Fraturas e imobilizações 1º colocar malha tubular da articulação do tornozelo até a raiz da coxa. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 58 . pedir para não fazer força pra dobrar o joelho. sentado na beira da maca com o membro lesionado em um apoio ou com um ajudante segurando. fratura ou luxação de patela Tamanho da atadura gessada indicada. 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. Orientação do paciente. Indicações.

pedir para não fazer força pra dobrar o joelho. fratura do terço médio e proximal da perna e do terço distal do fêmur. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos dos pés pra ajudar na circulação Indicações.Fraturas e imobilizações Modo de confeccionar. Orientação do paciente. Tamanho da atadura gessada indicada. 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. 15 ou 20 cm Luva gessada ( Antebraquio Palmar ) Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 59 . 1º colocar malha tubular da ponta do dedão (halux) até a raiz da coxa.

Fraturas e imobilizações Posição do paciente. 10 cm Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 60 . Indicações. Orientação do paciente. Modo de confeccionar. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos pra ajudar na circulação. 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. fratura do terço distal do antebraço e nas tendinites do punho. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. pedir para não mexer durante 2 hs. Tamanho da atadura gessada Indicada. sentado na da maca ou em um banco com o membro lesionado estendido. 1º colocar malha tubular da articulação metacarpofalangeana até a prega do cotovelo.

Fraturas e imobilizações Luva gessada incluindo os dedos ( antebraquio manual ) Posição do paciente. fratura dos metacarpos e das falanges da mão. sentado na da maca ou em um banco com o membro lesionado estendido. Orientação do paciente. 1º colocar malha tubular da ponta dos dedos até a prega do cotovelo. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. Modo de confeccionar. Tamanho da atadura gessada indicada. 3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. não molhar o gesso e manter o braço na tipóia pra ajudar na circulação. 10 cm Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 61 . Indicações. pedir para não mexer durante 2 hs.

3º aplicar atadura gessada sempre começando de distal para proximal. Orientação do paciente. sentado na da maca ou em um banco com o cotovelo do membro lesionado em 90º neutro. Modo de confeccionar. não molhar o gesso e mexer bastante os dedos das mãos pra ajudar na circulação. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 62 .Fraturas e imobilizações Axilo palmar gessado ( braquio palmar ) Posição do paciente. 1º colocar malha tubular da articulação metacarpofalangeana até a axila. 2º colocar algodão em toda extensão do membro em especial nas saliências ósseas. pedir para não mexer durante 2 hs.

1º colocar malha tubular do punho até a axila e no tórax. sentado com o cotovelo do membro lesado em 90º. 3º aplicar atadura gessada. Tamanho da atadura gessada indicada. pedir para mexer bastante o punho e os dedos das mãos pra ajudar na circulação. Modo de confeccionar. 2º colocar algodão em toda extensão do membro superior em especial nas saliências ósseas. colocar a mão do membro oposto na cabeça. imobilizar luxação do ombro. Orientação do paciente. 15 ou 20 cm OBS: no velpeau de crepom é só trocar a atadura gessada por atadura de crepom. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 63 .Fraturas e imobilizações Velpeau gessado ou de crepom Posição do paciente. fraturas do terço médio e proximal do úmero. Indicações.

Fraturas e imobilizações Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 64 .

Orientação do paciente. coloque-a no paciente de modo que a parte dorsal fique parecendo um oito. se ele sentir dormência nos braços pedir para colocar as mãos na cintura ou deitar de braços abertos. Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 65 .Fraturas e imobilizações Imobilização de clavícula gessada ou não gessada (tipo 8) Posição do paciente. sentado em um banco ou na maca com as mãos na cintura e forçando o ombro para trás Modo de confeccionar. 1º pega uma malha tubular de 10cm corte do tamanho de toda extensão a ser imobilizada. fraturas de clavícula. 2º coloque bastante algodão dentro da malha até ela ficar toda acolchoada. Indicações.

Fraturas e imobilizações Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 66 .

Fraturas e imobilizações Técnico em Imobilizações Ortopédicas Página 67 .

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