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UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E ARQUITETURA


CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

DANIELA GORDILHO
CAROLINA LEITE

TOYOTISMO

Salvador
2011
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DANIELA GORDILHO
CAROLINA LEITE

TOYOTISMO

Trabalho apresentado ao Curso de ENGENHARIA DE


PRODUÇÃO, Universidade Salvador - UNIFACS, como
avaliação parcial da disciplina Gestão de projetos.

Orientador: Prof. Renato Pellicci

Salvador
2011
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RESUMO

Este trabalho tem como finalidade trazer aos seus elaboradores o entendimento
sobre o Toyotismo. Traz os principais conceitos voltados ao gerenciamento com
flexibilidade. Oferece, também, informações sobre sua origem, forma que foi
incrementada a sociedade, quais seus determinantes e características, como afetam
a economia e as empresas.

PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento – Flexibilidade – Toyota – Empresas.


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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................5
2 CONTEXTO HISTÓRICO E CRESCIMENTO DO TOYOTISMO.....................6
3 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS.....................................................................8
5 CONCLUSÃO......................................................................................................10
6 REFERÊNCIAS...................................................................................................11
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1 INTRODUÇÃO

O Toyotismo é um sistema de gerenciamento voltado para a produção de mercadorias.


Tem como finalidade, otimizar o processo de forma a atender as necessidade do cliente no
menor prazo possível, na mais alta qualidade e ao mais baixo custo, envolvendo e integrando
todas as partes da organização, tendo em vista a flexibilidade. O sistema foi criado no Japão,
aplicado na fábrica da Toyota pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno, após o fim da segunda
guerra mundial. Desde então, é aplicado em empresas de todo o mundo.
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2 CONTEXTO HISTÓRICO E CRESCIMENTO DO TOYOTISMO

No contexto de reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, na década de 70, em


meio a uma crise de capital, o modelo Toyotista espalhou-se pelo mundo.
Para conseguir competir nesse cenário de crise, nos grandes mercados, a Toyota
precisou modificar e simplificar o sistema da empresa americana Ford. Foi quando o
especialista em produção Taichi Ohno, da Toyota, iniciou um processo de desenvolvimento
de mudanças na produção. Introduziu técnicas onde fosse possível alterar as máquinas
rapidamente durante a produção, para ampliar a oferta e a variedade de produtos, pois para
ele era onde se concentrava a maior fonte de lucro. Foi quando passou a ser a essência do
modelo japonês de produção.
Outro obstáculo para os japoneses era o espaço para armazenamento da produção, por
isso, as mercadorias deveriam ter giro rápido, e a eliminação de estoques, ainda que parecesse
impossível. A partir de então, regras criteriosas foram incorporadas gradativamente à
produção, caracterizando o que passou chamar toyotismo.
Na verdade, a essência do Toyotismo é a identificação e eliminação de qualquer perda.
É o que na Toyota se conhece como “princípio do não-custo”.
Com o acirramento da concorrência e o surgimento de um consumidor mais exigente,
o preço passou a ser determinado pelo mercado. Sendo assim, a única forma de aumentar ou
manter o lucro era através da redução dos custos.
Assim, todas as atividades desnecessárias, no processo, que gerassem custo, não
agregassem valor, deveriam ser eliminadas. Ohno, propôs que as perdas presentes no sistema
produtivo fossem classificadas em sete grandes grupos:
 Perda por super-produção (quantidade e antecipada): . Esse tipo de perda tem a
capacidade de esconder as outras perdas e é a mais difícil de ser eliminada.
Existem dois tipos de perdas por superprodução:
• Perda por produzir além do volume porgramado ou demandado,
permitindo sobrar peças/produtos.( Superprodução por quantidade);
• Perda por produzir antes do momento necessário, sendo preciso estocar.
(superprodução por antecipação);
 Perda por espera: A perda que acontece quando há um intervalo de tempo no qual
nenhum processamento, transporte ou inspeção é executado. O lote fica aguardando
para seguir no fluxo de produção;
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 Perda por transporte: Quando não há otimização ( implantação de talhas, pontes


rolantes, braços mecânicos...) no sistema de transporte. Tem transportes demais,
desnecessários;
 Perda no próprio processamento: São etapas ou detalhes do processamento que
poderiam ser eliminadas sem afetar as características e funções básicas do
produto/serviço. Exemplos: aproveitamento de espaço em uma chapa na hora de
estampagem, baixa velocidade de um torno devido a falta de ajustes...;
 Perda por estoque: É a perda sob a forma de estoque de matéria-prima, material em
processamento e produto acabado;
 Perda por movimentação: As perdas por movimentação relacionam-se aos
movimentos desnecessários realizados pelos operadores na execução de uma
operação. Este tipo de perda pode ser eliminado através de melhorias baseadas no
estudo de tempos e movimentos;
 Perda por fabricação de produtos defeituosos: A perda por fabricação de produtos
defeituosos é o resultado da geração de produtos que apresentem alguma de suas
características de qualidade fora de uma especificação ou padrão estabelecido e que
por esta razão não satisfaçam a requisitos de uso.
Foi diante dessa realidade, que planejou-se um modelo de produção composto por:
automatização, just-in-time, trabalho em equipe, administração por estresse, flexibilização da
mão-de-obra, gestão participativa, controle de qualidade e subcontratação.
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3 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

O toyotismo tinha como elemento principal, a flexibilização da produção. Ao


contrário do modelo fordista, que produzia muito e estocava essa produção, no toyotismo só
se produzia o necessário, reduzindo ao máximo os estoques. Essa flexibilização tinha como
objetivo a produção de um bem exatamente no momento em que ele fosse demandado, no
chamado Just in Time. Dessa forma, ao trabalhar com pequenos lotes, pretende-se que a
qualidade dos produtos seja a máxima possível. Essa é outra característica do modelo japonês:
a Qualidade Total.
Como já citado, a idéia principal do toyotismo era produzir somente o necessário,
reduzindo os estoques (flexibilização da produção), produzindo em pequenos lotes, com a
máxima qualidade, trocando a padronização pela diversificação e produtividade. Além disso,
o trabalhador deveria ser mais qualificado, participativo e polivalente, ou seja, deveria estar
apto a trabalhar em mais de uma função.
Entre suas principais características, se destacam:
 Flexibilização da produção: Esse é o elemento principal do toyotismo.
Ao contrário do modelo fordista, que produzia muito e estocava essa produção, no toyotismo
só se produz o necessário, reduzindo ao máximo os estoques. Essa flexibilização tem como
objetivo a produção de um bem exatamente no momento em que ele fosse demandado, no
chamado Just in Time;
 Just In Time: Uma filosofia de gestão que se baseia na eficácia
operacional. Segue como princípios a redução de inventários, a eliminação de desperdícios e a
excelência dos processos operacionais. Se usado corretamente, o JIT permite reduzir custos,
aumentar a qualidade e a satisfação do cliente. Esse usa um sistema de linguagem própria para
que a informação flua mais facilmente por todas as fases dos processos produtivos. Este
sistema é vital para o planejamento e execução da produção, permitindo a utilização de
materiais em quantidades certas nos momentos certos. Visa envolver a produção como um
todo. Seu objetivo é "produzir o necessário, na quantidade necessária e no momento
necessário", o que foi vital numa fase de crise económica onde a disputa pelo mercado exigiu
uma produção ágil e diversificada. O JIT indica que um processo é capaz de responder
instantaneamente à demanda, sem necessidade de qualquer estoque adicional, seja na
expectativa de demanda futura, seja como resultado de ineficiência no processo. Sua meta é a
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total eliminação de estoque, em todos os estágios do processo. Sistema que detecta a demanda
e produzir os bens, que só são produzidos após a venda;
 Mecanização/Mão de obra: Utilização de máquinas que desligam
automaticamente, e qualificação dos funcionários, incentivando uma atuação voltada para o
enriquecimento do trabalho. Ocorrendo algum problema, os funcionários podem atuar em
mais de uma função, manusear várias máquinas ao mesmo tempo, diminuindo os gastos com
pessoal;
 Kanban (etiqueta ou cartão): Método para programar a produção, de
modo que o just em time se efetive;
 Team Work ( Trabalho em equipe ): Consistem em grupos de
trabalhadores organizados que tem de alcançar objetivos anteriormente propostos. Nesses
grupos os próprios trabalhadores entram em competição pelos melhores resultados.
Incentivados pela competição, se acusam e cobram melhores resultados, retirando da empresa
a responsabilidade da cobrança sobre os objetivos que a ela interessam. Os trabalhadores
passaram a trabalhar em grupos, orientados por uma líder. O objetivo é de ganhar tempo, ou
eliminar os “tempos mortos”.
 Controle de qualidade total – todos os trabalhadores, em todas as etapas
da produção são responsáveis pela qualidade do produto e a mercadoria só é liberada para o
mercado após uma inspeção minuciosa de qualidade. A idéia de qualidade total também
atinge diretamente os trabalhadores, que devem ser “qualificados” para serem contratados.
Dentro de uma fábrica, o que ocorre é o aumento da concorrência entre os trabalhadores,
que disputam melhores índices de produtividade entre si. Tais disputas sacrificam cada vez
mais o trabalhador, e tem como conseqüência, além do aumento da produtividade, o aumento
do desemprego. Por isso, pode-se dizer que a lógica do mercado é a mesma para o toyotismo
e para os modelos anteriores ( fordismo e taylorismo): aumentar a exploração de mais-valia
do trabalhador.
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4 CONCLUSÃO

Concluimos que o toyotismo assumiu a supremacia produtiva e econômica,


principalmente pela sua sistemática produtiva que consistia em produzir bens pequenos, que
consumissem pouca energia e matéria-prima, ao contrário do padrão norte-americano.
O Japão desenvolveu um elevado padrão de qualidade que permitiu a sua inserção nos
lucrativos mercados dos países centrais e, ao buscar a produtividade com a manutenção da
flexibilidade, o toyotismo complementava a automação flexível. O engenheiro Taiichi Ohno,
a partir do toyotismo, aperfeiçou um método, objetivando, cada vez mais atender as
necessidades dos clientes otimizando o processo, tendo sempre em vista, a redução dos custos
e perdas e a melhoria da qualidade total.
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5 REFERÊNCIAS

WOOD JR, Thomaz. Fordismo, Toyotismo e Volvismo. Os caminhos da indústria em


busca do tempo perdido. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, 32 (4): 6-18.
Set./out. 1992.

LIKER, Jefrey k. O modelo Toyota: 14 princípios de gestão do maior fabricante do mundo.


Porto Alegre: Bookman, 2005. ISBN 85-363-0495-2

________ Ricardo. O toyotismo, as novas formas de acumulação de capital e as formas


contemporâneas do estranhamento (alienação). Disponível em:
<http://www.alast.org/PDF/Walter/Tec-Antunes.PDF>. Acesso em: 21 jun. 2004.

OLIVEIRA, E. Toyotismo no Brasil: desencantamento da fábrica, envolvimento e


resistência. São Paulo: Expressão Popular, 2004;