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Tcc a Contabilidade Como Ferramenta Gerencial Para as Micro e Pequenas Empresas

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  • 1. INTRODUÇÃO
  • 2. OBJETIVO
  • 2.1. Objetivo Geral
  • 3. JUSTIFICATIVA
  • 4. O PROBLEMA
  • 5. A CONTABILIDADE
  • 5.1. CONTEXTO
  • 5.2. CONTABILIDADE GERENCIAL
  • 5.2.1. INFORMAÇÃO GERENCIAL CONTÁBIL
  • 5.2.2. FUNÇÕES DA CONTABILIDADE GERENCIAL
  • 5.3. CONTABILIDA DE CUSTOS
  • E PEQUENAS EMPRESAS
  • 5.4. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA
  • 5.4.1. TRIBUTAÇÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
  • 5.4.2. SIMPLES
  • PERCENTUAIS
  • 5.4.4. TRIBUTOS UNIFICADOS PELO SIMPLES
  • Os tributos unificados pelo simples são:
  • 5.4.4.1. ICMS
  • 5.4.4.2. IPI
  • 5.4.4.3. PIS
  • 5.4.4.5. IRPJ
  • 5.4.4.6. CSLL
  • 6. MICRO E PEQUENA EMPRESA
  • 6.1. CONCEITO
  • 6.2. O EMPREENDEDOR
  • 7. FERRAMENTAS CONTÁBEIS
  • 7.1. BALANÇO PATRIMONIAL
  • 7.1.1. ESTRUTURA DO BALANÇO
  • 7.2. DRE
  • 7.2.1. ESTRUTURA DA DRE
  • 7.3. FLUXO DE CAIXA
  • 7.3.1. CONCEITO
  • 7.3.2. ESTRUTURA DO FLUXO DE CAIXA
  • 8. CONCLUSÃO
  • 9. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

ETEC CONSELHEIRO ANTONIO PRADO CLASSE DESCENTRALIZADA DA E.E. PROF.

MOACYR SANTOS CAMPOS Técnico em Contabilidade

RAPHAEL TAGLIALEGNA DA ROCHA COSTA

GILSON PINHEIRO

A CONTABILIDADE COMO FERRAMENTA GERENCIAL PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Campinas 2010

ETEC CONSELHEIRO ANTONIO PRADO CLASSE DESCENTRALIZADA DA E.E. PROF. MOACYR SANTOS CAMPOS
Raphael Taglialegna da Rocha Costa

Gilson Pinheiro

A Contabilidade Como Ferramenta Gerencial Para As Micro E Pequenas Empresas

Trabalho de conclusão de curso apresentado como exigência para obtenção do Título de Técnico, à ETEC Conselheiro Antonio Prado Classe Descentralizada Da E.E. Prof. Moacyr Santos Campos, na Área de Contabilidade, sob á orientação do Professor Thiago Salles.

Campinas 2010

FICHA DE AVALIAÇÃO DO TCC (a ser arquivada no prontuário do aluno) AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC ANO 2010 ETEC:Cons. Antonio Prado Aluno(a): Módulo: Turma: Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio de Técnico em Tema do Trabalho: Trabalho Escrito (obrigatório)

Item
Pertinência do tema do trabalho à Habilitação Profissional Coerência e consistência teórico-metodológica (justificativa, objetivos, referencial teórico, metodologia, análises e resultados) Atendimento da forma (padrão definido) Nível de abrangência (profundidade, originalidade e aplicabilidade) Utilização de termos técnicos e da modalidade padrão da língua portuguesa Outro (especificar): ________________________

MB

B

R

I

Observações

Avenida Cônego Antonio Roccato, s/nº, Km 3,5 – Jardim Santa Mônica – Campinas – SP CEP 13082-015 – Tel.: (19) 3246-2888 diretoria.etecap@terra.com.br

Análise (Considerando os critérios adotados):

O Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, submetido à avaliação docente, atendeu as exigências est abelecidas no Plano de Curso da Habilitação Profissional, correspondendo à carga horária suplementar de 120 horas a serem certificadas no Histórico Escolar.

Assinatura do Professor Responsável: ________________________________ Data: ___/___/___

De acordo,

______________________________ Assinatura e carimbo da Direção

Campinas, ___ de ______________ de 2010.

Avenida Cônego Antonio Roccato, s/nº, Km 3,5 – Jardim Santa Mônica – Campinas – SP CEP 13082-015 – Tel.: (19) 3246-2888 diretoria.etecap@terra.com.br

com. VI. Tema Atendimento às justificativas Aplicabilidade no mercado atual e futuro Grau de inovação / originalidade Domínio de conteúdo Embasamento teórico/científico Exposição oral PARECERES DA BANCA DE VALIDAÇÃO: 1) Nome: ___________________________________ Instituição: ____________________________ Função: _______________________________ Comentários: Assinatura: __________________________________________________ Avenida Cônego Antonio Roccato. s/nº.: (19) 3246-2888 diretoria. III. VII.ANO 200_ APRESENTAÇÃO ORAL (opcional) ETEC: Conselheiro Antonio Prado Módulo: Turma: Aluno(a): Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio de Técnico em Professor Responsável: Tema do Trabalho: Data da apresentação: Horário: Itens a serem considerados na apreciação da exposição I. IV. V.5 – Jardim Santa Mônica – Campinas – SP CEP 13082-015 – Tel. II.VALIDAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC .br .etecap@terra. Km 3.

2) Nome: ___________________________________ Instituição: ____________________________ Função: _______________________________ Comentários: Assinatura: _________________________________________________ _ 3) Nome: ___________________________________ Instituição: ____________________________ Função: _______________________________ Comentários: Assinatura: __________________________________________________ Assinatura do Professor Responsável ________________________________ Data: ___/___/___ Avenida Cônego Antonio Roccato.: (19) 3246-2888 diretoria.5 – Jardim Santa Mônica – Campinas – SP CEP 13082-015 – Tel.br . s/nº.com. Km 3.etecap@terra.

vii .DEDICATÓRIA Dedicamos esse trabalho para os Professores Thiago Salles e Gislaine. pessoas especiais que incentivam seus alunos com o seu bom humor e amor com o seu trabalho. nos mostrando como a contabilidade é linda.

fazendo enxergar melhor o seu papel dentro dela e dar ela metas e projeções para que seu crescimento seja maior e mais rápido. Em pleno século XXI em muitos casos é essa a definição dada por empresários dos diversos ramos do mercado. O que não sabem é que o contador possui todas as informações da empresa e para isso ele utiliza uma série de ferramentas administrativas que o auxilia no controle das informações e lhe mostra resultados. "um emissor de guias e impostos". ao ponto que possam servir de auxílio para futuras tomadas de decisões da empresa. O trabalho visa proporcionar ferramentas de forma que elas possam ser facilmente empregadas. assim aumentando seus lucros tanto para a empresa quanto para o empresário. Mostrar também que a contabilidade vê qual é a verdadeira relação do empresário e sua empresa. Tendo em vista aos novos e os antigos empresários que estão em atividade com algum tipo de negócio e ainda não possuem uma contabilização precisa e sem muito controle ou em alguns casos sem nenhum registro das suas movimentações. ainda é a mesma. viii .RESUMO A definição do contador no mundo dos pequenos empresários nos tempos de hoje.

LISTA DE TABELAS TABELA 1: COMPARAÇÃO DE FATURAMENTO PARA CLASSIFICAÇÃO DA EMPRESA TABELA 2: ALÍQUOTA DO SIMPLES COM BASE NO FATURAMENTO TABELA 3: CLASSIFICAÇÃO DAS EMPRESAS TABELA 4: ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL TABELA 5: ESTRUTURA DA DRE TABELA 6: ESTRUTURA Do FLUXO DE CAIXA ix .

intermunicipal e de comunicação  IPI imposto sobre produtos industrializados  TIPI tabela do imposto sobre produtos industrializados  PIS programa de integração social  COFINS contribuição para financiamento da seguridade social  CSLL contribuição social sobre o lucro líquido  IRPJ imposto de renda pessoa jurídica  CMV Custo de Mercadoria Vendida  EI Estoque Inicial.LISTA DE SIGLAS  ICMS imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual.  C Compras líquidas no Período  EF Estoque Final  ME micro empresa  EPP empresa de pequeno porte  DRE Demonstração do Resultado do Exercício x .

................4.............................18 5.......... FUNÇÕES DA CONTABILIDADE GERENCIAL..............3.... SIMPLES........16 4....................4........................19 5.......25 5.......................................4.... TRIBUTOS UNIFICADOS PELO SIMPLES.2.............................. PIS.....................22 5.............................................................26 5...XI 1.....27 xi ...VII RESUMO.25 5...........................................4....................................... CÁLCULO DO SIMPLES E NORMAS PARA APLICAÇÃO DOS PERCENTUAIS....17 5..............4.....................4......................22 5......................15 3.....................................................20 5.............................................................4....................................................1..2........... CONTABILIDA DE CUSTOS.......................................X SUMÁRIO....................................... CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA.............................4..............................25 5........... CONTABILIDADE GERENCIAL..........................4................................................4..........1................................19 5..1 OBJETIVO GERAL.................................................................................. O PROBLEMA..................19 5..2...............................SUMÁRIO DEDICATÓRIA.......13 2.................................................................1.......................................................................4.............................................. A CONTABILIDADE.........................................2..................4....COFINS............26 5...... IPI................................ TRIBUTAÇÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.......................................1 A CONTABILIDADE DE CUSTOS NO CONTEXTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. CONTEXTO...................4......18 5......................................................................... INFORMAÇÃO GERENCIAL CONTÁBIL.................................................................................................................27 5.3.............................................................................21 5.......... ICMS........... JUSTIFICATIVA............IX LISTA DE SIGLAS..............4................ IRPJ......................................2..................................................................... OBJETIVOS..........................2.4..........................................................3..........................................4...............................15 2.....2 OBJETIVOSESPECÍFICO.........................................5...................VIII LISTA DE TABELAS..................................................23 5.....................................................4........1.....15 2.............3.................... INTRODUÇÃO........................................................................

..................................... CSLL....................29 7...31 7.........................................1............................................................ FLUXO DE CAIXA....................................................28 6.............4........................................... DRE..........34 7......... ....... REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.........4.........................................34 7...28 6. CONCEITO..............1.............44 xii ..................................................2............6........ FERRAMENTAS CONTÁBEIS........CONCLUSÃO.................................3............................39 7..........27 6.3. BALANÇO PATRIMONIAL..39 7......1... ESTRUTURA DA DRE...........................2 ESTRUTURA DO FLUXO DE CAIXA....................31 7................1................................................................39 8............43 9.........31 7.......................................................................1 O EMPREENDEDOR...................................2 OS PRINCÍPIOS CONTÁBEIS PARA O EMPRESÁRIO.....2..............................3.........................................................2..........................28 6.......................................................1 ESTRUTURA DO BALANÇO............ MICRO E PEQUENA EMPRESA.....................5.........2...1............. CONCEITO.....................................................................................

Junto com o crescimento desse mercado. deverão saber a forma correta de enxergar seu negócio. isso mudará a sua forma de administrar a sua empresa. INTRODUÇÃO O mercado empresarial vem crescendo de uma forma rápida nos últimos anos. Para o empresário. Para isso ele deverá usar a contabilidade. com isso está ocorrendo o aumento da concorrência e. a visualização e a interpretação desses dados. o surgimento de novas pequenas empresas. Muitos desses novos empresários entram nesse mercado acelerado. Isso faz com que as informações gerenciais da empresa sejam irreais. ou o contador apenas faz o papel de "emissor de guias e holerites". e se o empresário souber como aplicá-las. A utilização das informações da empresa vem sendo cada vez mais importante no cotidiano.1. O 13 . possuindo uma linha de administração adequada. tantos os novos empreendedores quanto os que já estão no mercado. Sendo assim. fazendo um planejamento e criando metas. saberá como está a situação da empresa naquele momento e poderá planejar seu futuro. A contabilidade tem um papel fundamental na vida das empresas. despreparados. Mas dificilmente é isso que ocorre. ou o empresário não é fiel ao enviar os registros de entrada e saída da empresa corretamente para o contador. que possui diversas ferramentas gerenciais. e para isso ele utiliza uma série de ferramentas gerenciais que o auxilia de uma forma concisa e ágil. estão sendo implantadas as fiscalizações eletrônicas. e uma delas é fornecer essas informações para o empresário. pois todas as suas movimentações serão visualizadas pelo fisco automaticamente para geração dos impostos. tornando-se irrelevante para as tomadas de decisões futuras. O contador por sua vez é o responsável por obter essas informações. tendo como o objetivo principal a diminuição da elisão fiscal. sem uma linha administrativa de organizações das informações da empresa para tomada de decisões e planejamento do negócio.

Conhecendo também como são contabilizados os dados e o funcionamento dos Princípios Contábeis. É enfatizaremos as principais maneiras que a contabilidade lida para gerenciar uma empresa. Fazendo com que o empreendedor visualize de uma maneira exata. o mesmo deverá achar a ferramenta que melhor se adéquem a sua empresa. 14 . as informações geradas pela empresa.fato é que existem diversas formas para se organizar o seu negócio.

2. 15 . fazendo com que ele possa entender seu negócio e visualizar seu papel dentro dele. Objetivo Geral O objetivo é enfatizar o uso da contabilidade gerencial em empresas de pequeno porte. podendo assim demonstrar alternativas administrativas para o empreendedor.2. possibilitando levantamentos econômicos e financeiros. e como elas podem ser aplicadas na administração da empresa.  Orientar um empreendedor a entender como é o seu papel dentro do seu negócio.1.2. OBJETIVO 2. seus principais aspectos contábeis e fiscais. demonstrando o uso das ferramentas contábeis para a administração da empresa.  Mostrar as principais ferramentas utilizada na contabilidade gerencial. Objetivo Específico  Demonstrar o conceito de empresas de pequeno porte.  Mostrar o papel do Contador do século XXI. e como ele pode ajudar com as informações que possui da empresa.

princípios e metodologias administrativas devem serem adotadas. 16 .3. em certas ocasiões o empresário não adquirindo uma relevância de informações a sua empresa pode entrar em falência. tendo em vista a situação da empresa no mercado. para que isso não ocorra. JUSTIFICATIVA Hoje o empresário deve ter um maior índice de informações de seu negócio.

O PROBLEMA Será que a maioria dos empreendedores de micro e pequenas empresas utilizam ou sabem como usar uma ferramenta gerencial contábil? Esse mesmo empresário sabe como planejar ou traçar metas para seu negócio. interpretando as informações geradas pelas ferramentas administrativas? 17 .4.

5. Para o micro e pequeno empresário falaremos de três ramos da contabilidade. faz-se necessário desenvolvimento de sistema que estruture a contabilidade. financeiras e econômicas da empresa. que juntos iram auxiliar o empresário a desenvolver ferramentas administrativas em seu próprio negócio. CONTEXTO Muitos empresários veem a contabilidade como uma despesa desnecessária para sua empresa. A CONTABILIDADE 5.” 18 . Para isto. a contabilidade gerencial. desde que se pensou em organização como um meio cientifico ou técnico de dirigir. e que a sua única função é de emitir guias de impostos. possibilitando identificar e executar os ajustes possíveis para se chegar às premissas de uma gestão. A informação contábil estabelece padrões no inter- relacionamento da Contabilidade com os planos orçamentários. tributária e custos. a contabilidade é um instrumento que. “Segundo Antônio José Adorno Almeida (2006). a funcionalidade do instrumento de gestão aparece como uma exigência lógica. direcionada ao conceito de valor. Mas o desconhecido por esses empresários é que na contabilidade podem-se obter as principais informações para as tomadas de decisão da empresa e que nela há ferramentas que o auxiliam a visualizar essas informações. pode auxiliar os gestores no processo de tomada de decisão. isto é. podendo ser de grande utilidade no planejamento empresarial. por excelência. sistematiza.1. resume e interpreta os fenômenos que afetam e refletem as situações patrimoniais. acumula. registra. uma vez que.

possibilitando até então a elaboração junto a contabilidade financeira. podendo assim através de relatórios oferecerem medidas objetivas de operações passadas e estimadas. a informação gerencial contábil tem sido financeira. e isso é a principal função da contabilidade gerencial. e atender a um cliente.5. tanto quanto informações mais subjetivas como mensurar o nível de satisfação dos clientes. recentemente. isto é. (Atk inson et al)" 5. um exemplo de informação gerencial contábil é o relatório de despesas de uma seção operacional. Outros exemplos são os cálculos de custos de se produzir um bem. vão servir para as tomadas de decisões futuras.2. tem sido denominada em moedas tais como dólares ou francos. ou a medida que a administração precisar de informações para a tomada de decisões. tais como qualidade e tempo de processamento. Até então as características da Contabilidade Gerencial são influenciadas pelas variadas necessidades da administração.2. prestar um serviço. desempenhar uma atividade e um processo comercial. tal como a seção de padaria em uma mercearia. devem ser elaboradas de uma certa maneira que sejam utilizada pelos os administradores da empresa. FUNÇÕES DA CONTABILIDADE GERENCIAL Utilizar a contabilidade em favor da empresa é saber que as informações que os relatórios contábeis fornecem.1. Os relatórios podem ser feitos periodicamente. a informação gerencial contábil foi ampliando-se para incluir informações operacionais ou físicas (não financeiras). CONTABILIDADE GERENCIAL 5.2. capacitação dos funcionários e desempenho do novo produto. INFORMAÇÃO GERENCIAL CONTÁBIL Hoje as informações da Contabilidade Gerencial.2. "Tradicionalmente. de futuras decisões. 19 . para ajudar em planejamentos de operação ou em tomada de decisões. Entretanto.

saber analisá-los e transformá-los em relatórios de fácil entendimento para o empresário ou administradores da empresa. 20 . os gerentes intermediários supervisionam o trabalho e tomam decisões sobre recursos físicos e financeiros. CONTABILIDA DE CUSTOS A contabilidade de custo tem como função. a demanda pela informação gerencial contábil é diferente. Outra função da Contabilidade Gerencial. Os gerentes intermediários. analisar os custos e as despesas que a entidade produz. também. tendo com base esses valores para a formação de preços dos produtos ou serviços da empresa.Segundo Atkinson et al (2000. esses gerentes podem receber informações gerencial contábil com menor frequência e maior grau de agregação." Como nas micro e pequenas empresas a função gerente é exercida na maioria das vezes pelo empresário. Dependendo do nível organizacional. usam a informação gerencial contábil para ajudá-los na elaboração de melhores planos e nas decisões. é pegar essas informações e transformá-las em relatórios contábeis. assim deve-se ter uma necessidade maior de prestar atenção para não haver erros em seus relatórios pelo fato de ter muitas informações na responsabilidade de uma pessoa. serviços e clientes. além de reunir informações da empresa. controle administrativo e controle estratégico. Como parte deste trabalho é usar a contabilidade como ferramenta para auxiliar o empresário de micro e pequenas empresas. p. 45) afirmam que: "A informação gerencial contábil participa de várias funções organizacionais diferentes – controle operacional. À medida que se sobe de cargo na empresa. a informação necessária é para controlar e melhorar as operações. esses relatórios serão vistos com mais detalhes nos próximos tópicos. Ao nível de um operador.3. custeio do produto e o cliente. todas as informações contábeis vão passar pelas suas mãos. produtos. 5.

energia elétrica da produção. a despesa deve ser analisada pois pode ser confundida com custo. demasiadamente por falta de informações do empresário com base nisso apresentaremos a contabilidade de custos no tópico abaixo. salários e encargos dos funcionários da produção. fazer uma analise direta e detalhada seus custos e despesas poderá chegar a um preço final ideal para a sua empresa. Para o micro e pequeno empresário a maior preocupação e o maior erro é na formação de preço de seus produtos e serviços. parcialmente nas micro e pequenas empresas não utilizam métodos de custeio. 5. um eficiente sistema de custos produz relatórios muito importantes para os gestores que devem indicar os custos de produção. assim empresário deve rever seus custos e suas despesas para que não prejudique a empresa financeiramente. dentro dessas informações estão incluídos os impostos e taxas cobradas pelo governo e fazer um planejamento tributário é 21 . etc. Já o conceito de despesa é tudo aquilo utilizado para gerar uma receita. Sabendo desses conceitos o administrador deve saber que os custos e as despesas são as principais informações para empresa. O conceito de custo é o valor de um bem ou serviço que esta relacionado diretamente com a produção do produto.3." Conforme citado acima os relatórios da contabilidade de custos. Mas nem sempre o preço final é um preço competitivo no mercado.A Contabilidade de custos hoje em uma empresa é essencial paro o empreendedor. pois consequentemente poderá atender as necessidades de economia da empresa. não é diferente para as micro e pequenas empresas pois suas informações são importantes para a formação de preços de produtos ou serviços da empresa. A CONTABILIDADE DE CUSTOS NO CONTEXTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS "Segundo Bodnar e Hopwood (1990). bem como as respectivas margens de contribuição e de lucratividade que os diversos produtos vêm proporcionando. porém o empresário tem que saber o conceito de custo e despesas.1. ou seja matéria prima. pois será com base nelas que os preços serão formados.

5. uma vez que ela pode vir a elaborar e implantar estratégias comerciais. mas se constitui em um problema administrativo. Para isso teremos que conhecer o conceito de tributos e os tipos que existem.” 5. As conseqüências podem ser desastrosas para a empresa. isso pode afetar o valor do lucro desejado para empresa e até ocorrer a falência da mesma. Segundo os mesmos autores: "A ausência da contabilidade de custos não é apenas um problema contábil. TRIBUTAÇÃO DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Nas Micro e Pequenas empresas o sistema de impostos implantado pelo governo é chamado de Simples Nacional. não se consegue compreender os fatos ocorridos dentro da empresa. saber qual será o lucro da empresa e evitar fiscalização do governo com o pagamento incorreto desses tributos.4. pois sem este controle adequado. geralmente imaginam serem gastos da empresa.essencial para a empresa. programas de produção. Porém essa não é a única forma tributária de recolhimento de impostos para essa 22 . que será estudado na Contabilidade Tributária nos tópicos abaixo. que será estudado nos tópicos a seguir. Portanto conhecer os tributos que são incididos em seu negócio é fundamental para o andamento da empresa. fazer uma administração correta desses tributos o empresário poderá promover estratégias para formular seus preços. Outra coisa é saber qual o lucro pretendido para empresa. pois esse deve ser calculado junto na formação de preço. e o que pagam para o governo é o que faria parte do seu lucro mensal.1.4. Muitos microempresários ao formular seus preços não incluem os tributos a serem pagos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA No Brasil os Tributos são uma dor de cabeça para o microempresário. sabendo seu lucro o empresário poderá direcioná-lo para futuros investimentos na empresa ou mesmo repartir com o sócios no fechamento do período. sistemas de estoque de materiais e produtos acabados sem dispor de informações relevantes necessárias para subsidiá-las.

5. Assim: Faturamento Anual (em R$) Tipo Microempresa Empresa de pequeno porte Pelo Estatuto até 244 000.00 de 120 000. nas alíquotas contidas na seguinte tabela: 23 .2.01 a 1 200 Pelo Simples até 120 000.00 000.4.00 de 244 000.00 Tabela 1: Comparação de Faturamento para classificação da Empresa. mas como é o simples é o mais utilizado será ele que teremos como base no planejamento tributário deste trabalho. O Simples incide sobre a receita bruta mensal das empresas optantes. descontando-se vendas canceladas e descontos concedidos. SIMPLES Imposto federal que consiste num sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições de microempresas e empresas de pequeno porte sob os seguintes parâmetros.01 até 1 200 000. salvo exceções previstas na lei.classificação de empresas.

000.0 7.00 R$ 840. na hipótese de o Município em que a empresa esteja estabelecida tenha aderido ao Simples.FATURAMENTO (R$/ano) Até De De De De De De De De De De De R$ 60.00 R$ 840.001.6 Tabela 2: Alíquota do Simples com Base no faturamento As alíquotas deverão ser acrescidas de:   0.2 8.00 R$ 720.000.00 R$ 480.001.0 4.001.00 R$ 960.00 R$ 90.200.000.5%.0 5. em caso de contribuinte do ICMS e do ISS e de até 1% se contribuinte apenas do ISS.001.00 R$1. 0.001.080.0 5.00 R$ 1.00 R$ 240.  0. 24 . em caso de contribuinte do ICMS e do ISS e de até 1% se contribuinte apenas do ICMS.000.00 R$ 90.00 CLASSIFICAÇÃO Microempresa Microempresa Microempresa Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte Pequeno porte ALÍQUOTA (%)* 3.00 R$ 720.000.00 R$ 600.8 8.8 6.00 R$ 480.6 7.001.4 7. na hipótese de abrangerem o IPI.000.00 R$ 240.000.000.001.080.000.00 R$ 360.000.00 a a a a a a a a a a a R$ 60.00 R$ 120.001.000.000.00 R$ 960.00 R$ 360.4 5.2 6.001.000.001.00 R$ 120.5%.00 R$1.00 R$ 600.5%. na hipótese de o Estado em que a empresa esteja estabelecida tenha aderido ao Simples.

5.4.1. 5. ou seja. Tendo essas informações em mão o empresário poderá calcular o valor exato do imposto cobrado. ICMS O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual. Abaixo veremos os impostos unificados pelo simples.4. a cada tributação do preço 25 . Esse imposto por sua vez é cobrado a partir do preço de venda. assim fazendo um planejamento financeiro de impostos. CÁLCULO DO SIMPLES E NORMAS PARA APLICAÇÃO DOS PERCENTUAIS A base de cálculo do simples nacional é tirada sobre a soma do faturamento dos últimos 12 meses para conseguir essas informações e saber a base de cálculo corretamente é necessário consultar o contador da empresa pois é ele que possui as informações corretas para se aplicar. Para evitar a tributação em cascata. ao consumidor final. intermunicipal e de comunicação) é de competência dos Estados e do Distrito Federal.3. em termos de receitas correntes Conforme FABRETTI (2000a). ele é o principal tributo estadual. o ICMS é um imposto incidente sobre o valor agregado em cada uma das operações.4. ou seja.4. ele já é embutido na base de cálculo.4. TRIBUTOS UNIFICADOS PELO SIMPLES Os tributos unificados pelo simples são:  ICMS  IPI  PIS  COFINS  IRPJ 5. desde a produção até a venda de varejo.

 Montagem. essas modificações estão expostas artigo 4º do Regulamento do IPI que especifica as hipóteses de industrialização.3. com essa integração do trabalhador. onde os produtos com incidência de IPI são seguidos em tabela (TIPI). até chegar ao consumidor final.4. que faculta ao contribuinte o direito de creditar-se do imposto anteriormente cobrado quando da aquisição de insumos. uma vez que o estabelecimento industrial cobra-o do próximo elo da cadeia de produção/comercialização e assim sucessivamente. teve como finalidade fazer com que ele participe na vida e no desenvolvimento da empresa. viabilizando melhor interação na renda nacional.  Beneficiamento. “ Segundo FABRETTI (2000a) o consumidor final.” 5.  Acondicionamento.” 5. é necessário abater o valor do imposto pago na operação anterior. PIS O PIS (programa de integração social) foi constituído pelo governo federal. IPI O IPI ( imposto sobre produtos industrializados) este imposto tem sua incidência em produtos industrializados tanto de fabricação nacional e estrangeira.4. Entretanto entende-se por produto industrializado todo produto que tenha sido modificado a sua natureza ou sua finalidade através de uma operação industrial.4.2. com o intuito de fazer com que o trabalhador participe na renda nacional. ou  Renovação. 26 . quais sejam:  Transformação.4.da mercadoria. FABRETTI (2000a) enfatiza o caráter de não cumulatividade do IPI.

65% sobre a receita bruta mensal. que já são recolhidos pelas micro e pequenas empresas. IRPJ O IRPJ (imposto de renda pessoa jurídica) é um imposto federal que é apurado sobre os lucros da empresa. é uma contribuição de recolhimento federal. mas as empresas que optam pelo sistema do simples nacional recolhem de uma maneira. Para as empresas que estão no lucro real. que através dos preços de venda é de 1.4. mas havendo isenções nas vendas referentes às exportações 5.65% sobre o total das receitas.4. com três possibilidade de apuração que é o lucro presumido. CSLL A Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. COFINS COFINS (contribuição para financiamento da seguridade social) que por sua vez fica equiparada as pessoas jurídicas.5. que através do lucro é aplicada uma alíquota 12%.4. 5.6. não gerando créditos. 5. lucro arbitrado e lucro real. as empresas comerciais por sua vez estão sujeitas a contribuir com o PIS sendo a alíquota de 0.44% do preço de venda para os solicitantes do lucro presumido. 27 .4.4. a contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda.65% a 1.A alíquota que as pessoas jurídicas devem contribuir é de 0.4. que é através da guia do simples nacional.4.

possuindo uma filosofia ampla para aceitar novas idéias e formas administrativas para a sua empresa. planejar.1. Já as Indústrias de Empresa de pequeno porte. Fonte: Sebrae . 6. Ser empreendedor é saber investir na hora certa ou mudar os planos de seu negócio em momento critico 28 . é classificada como Microempresa no setor industrial possuindo até 19 funcionários e no setor comercial ou de serviços a empresa deve possuir até 9 empregados. e por isso a falta de instrução na área administrativa acarreta para essas empresas uma porcentagem representativa no mercado de fechamento por falência. O EMPREENDEDOR O empreendedor é a pessoa que possui caráter de visualizar. MICRO E PEQUENA EMPRESA 6. CONCEITO A classificação de micro e pequenas empresas são baseadas ou por faturamento ou com base no numero de empregados. possuem essa classificação possuindo de 20 a 99 funcionários e no ramo comercial e serviços seu quadro de empregados é de 10 a 49 pessoas. Normalmente essas empresas são administradas por famílias que por sua vez são os próprios proprietários.SP Para entendermos melhor uma empresa.2. de acordo com a tabela 3 do SEBRAE que segue abaixo: Porte / Setor Microempresas Empresas Porte Médias Grandes De 100 a 499 500 ou Mais De 50 a 99 100 ou mais de Pequeno Indústria Até 19 De 20 a 99 Comercio e Serviços Até 9 empregados De 10 a 49 Tabela 3: Classificação das empresas. prever e tomar decisões em seus negócios.6.

Conhecendo seu papel dentro da empresa ele poderá se organizar e planejar o futuro de sua empresa. O fato de o empresário ser o dono da empresa é necessário que ele conheça o seu papel dentro dela não confundindo a sua vida empresarial com a pessoal. O grande empresário empreendedor vê oportunidade em lugares jamais vistos fazendo planejamento e crescendo o seu patrimônio. a pessoa mais importante é o empresário. operador. ou seja. 6. Esses princípios são uma espécie de leis contábeis que os profissionais da área devem seguir. em muitos casos ele administra todos os departamentos da empresa. isso quer dizer que quando uma empresa. normalmente ele é quem cuida de tudo. O Princípio da Prudência adota o menor valor para os componentes do ativo e o maior valor para os componentes do passivo. inclusive a leis contábeis estabelecidas pelo poder legislativo são seguidas perante esses princípios.000. E para entendermos melhor o papel do empresário dentro da empresa veremos alguns dos princípios utilizados na contabilidade. por exemplo. Para visualizar e entender como a contabilidade pode ajudar o empreendedor a organizar-se dentro da empresa e usar as ferramentas contábeis adaptando as suas necessidades administrativas.2. contas a receber. encarregado. em um caso judicial de receber de R$10. O primeiro princípio a ser estudado é o Princípio da Competência que registra as receitas e as despesas no momento de sua ocorrência. ou seja.da economia evitando maiores perdas. propondo metas e prevendo seu crescimento.00 á 29 .1. Entende-se que por questões financeiras da empresa é a única saída o empresário ser multiuso. ou seja. nesse caso o registro dessa conta deve ser feito na data da compra 31/10. o dono da empresa. contas a pagar contratação dos funcionários. Nas micro e pequenas empresas. Um exemplo disso é a compra de uma mercadoria na data 31/10 e que será paga em 30/11. OS PRINCÍPIOS CONTÁBEIS PARA O EMPRESÁRIO Na contabilidade existem os princípios contábeis que por sua vez são os pilares da contabilidade. em seus relatórios ela deve ser registrada no dia e mês em que foi comprado. não importa a data do pagamento da despesa.

Seu salário será ele quem determinará para isso ele deverá saber o quanto sua empresa pode pagar.000. Saber qual é o seu papel dentro da empresa é fundamental para obter bons resultados. Por último o Princípio da Entidade que reconhece que o patrimônio como o objeto da entidade. 30 . a pessoa jurídica independente se a empresa for de uma pessoa ou um conjunto de pessoas. ou seja. o valor que será reservado para pagamento é o maior que é de R$20. o administrador deve computar em seus planejamentos o valor menor que são os R$10. fazer planejamentos e prever metas em seu negócio.00.R$20. Conclui-se que o empresário deve saber reunir as informações da empresa e saber empregá-las da melhor forma possível.000. não podendo confundir seu papel dentro da empresa apenas como funcionário da empresa.00.00 e em caso contrário quando ela tem que pagar um valor utilizando o mesmo exemplo.000.

os bens são materiais consumíveis de uso da empresa tais como estoque de matériaprima. O balanço patrimonial possui sua estrutura contendo ativo. etc. BALANÇO PATRIMONIAL Balanço patrimonial é um demonstrativo contábil. passivo e o patrimônio líquido. caixa. Exemplos de ativo são as contas bancaria. empréstimos. a diferença é o que a empresa tem. clientes a receber. e direitos são valores que a empresa possui pra receber a curto e longo prazo tais como duplicatas a receber.1. maquinário.. estoque de mercadoria. etc. FERRAMENTAS CONTÁBEIS Até agora vimos o conceitos e como a informações da empresa são importantes para o empresário. Com base nisso o resultado final é chegado através de uma fórmula que á soma do dos Bens e Direitos subtraindo as obrigações.1. Sabendo que para o Micro e Pequeno empresário todo conteúdo abordado por este trabalho é mesclado e obter uma boa administração de seus negócios. ESTRUTURA DO BALANÇO As contas que compõem o Ativo são formadas pelos bens e direitos. exemplos de passivo e patrimônio líquido são as contas a pagar. fornecedores. Agora iremos mostrar três ferramentas de análise contábil que poderá ser adaptadas de acordo com as necessidades da empresa. 7. através de seus bens direitos e obrigações.1. capital social. e o que se deve representa seu valor.. que visualiza a real situação financeira da empresa. A princípio falaremos do Balanço Patrimonial a mais utilizada ferramenta contábil e seguiremos com a DRE e por fim o Fluxo de Caixa. dinheiro em banco 31 . etc. O balanço patrimonial por sua vez é tudo aquilo que a empresa tem em sua determinada atividade e aquilo que a empresa deve em um determinado momento. passivo é as obrigações e o patrimônio líquido pode ser expresso como o capital dos socios. O ativo são todos os bens e direitos que a empresa possui. A estrutura e constituída em lei e deve ser seguida por todos.7. móveis. 7. lucros acumulados.

 Ativo não circulante realizável em longo prazo: São os bens e direitos não destinados à transformação direta e meios de pagamento e cuja perspectiva de permanência na Entidade ultrapasse um exercício. conta banco. franquias. Segue abaixo as contas que o Passivo possui:  Passivo Circulante: são a obrigações e encargos que a empresa possui. estoque.  Imobilizados: são os bens utilizados para fins de atividade da empresa. 32 .  Intangíveis: são os bens não físicos da empresa exemplo. As contas que compõem o lado do Passivo são obrigações da empresa. exemplos:  Investimentos: são as aplicações financeiras e outros investimentos em longo prazo. marcas e patentes. sendo que as obrigações são as dívidas computadas pela empresa. O Ativo é dividido em sub-contas que será mostrado abaixo:  Ativo circulante: É todos os recursos que a entidade pode utilizar de imediato. exemplo. exemplo.e aplicações financeiras. cujo prazo estabelecido ou esperado seja efetuado no exercício seguinte da data do balanço patrimonial. e o Patrimônio Líquido. etc. móveis e utensílios. e o Patrimônio Líquido são valores de investidos e de reserva da empresa. títulos de liquidez imediata. máquinas e equipamentos. etc. veículos etc. caixa. que conseqüentemente.

Agora veremos a estrutura física do Balanço Patrimonial na tabela 4: Ativo  Ativo Circulante  Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo  Investimentos  Imobilizado  Intangível Total do Ativo: Total do Passivo: Passivo  Passivo Circulante  Passivo Não Circulante  Patrimônio Líquido Tabela 4: Estrutura do Balanço patrimonial. Continuando no lado do Passivo vejamos exemplos das contas que compõe o Patrimônio Liquido:   Capital social: é o valor investido pelos sócios Lucros ou Prejuízos Acumulados: São os lançamentos das contas de resultado que resultam em lucro e prejuízo por fim destinado para essa conta que no final do exercício é transferida para o capital ou distribuída aos sócios. que serão usados pela empresa. Passivo não circulante: são todas as obrigações e encargos que a empresa possui cujo prazo estabelecido ou esperado seja efetuado no final do período seguinte da data do balanço patrimonial.  Reservas: São os valores reservados durante o exercícios pelos administradores. Se o empresário repassar todas as informações para o contador responsável. 33 . A estrutura do balanço é bastante simples e basta agora o empresário estudála e interpretá-la para adequar de acordo com as suas necessidades.

A DRE é um demonstrativo obrigatório para as empresas de capital aberto chamadas de SA (Sociedade Anônima) Lei nº.00 Art.2. mais conhecida como DRE é um demonstrativo contábil que visualiza os componentes que provocam alterações no patrimônio líquido da empresa.2. mas conhecendo sua estrutura poderá servir como uma ferramenta de análise financeira da empresa e servir para as tomadas de decisões da empresa. 7. ESTRUTURA DA DRE Para compreendermos melhor a DRE vejamos abaixo na tabela 5 sua estrutura. e para empresas com faturamento acima de R$2. posteriormente será explicado cada componente o compõem esse demonstrativo: 34 .obrigatoriamente ele terá um balanço da empresa real ajudando-o com as tomadas de decisões.1.000.404/76. 7.404/76 . 6. Para as Micro e Pequenas Empresas a DRE não é obrigatória para efeitos fiscais. DRE A Demonstração do Resultado do Exercício. 176 da Lei nº. Portanto concluímos a estrutura do Balanço Patrimonial e com as informações contidas nele originará outro demonstrativo contábil. 6. que é a DRE. O relatório que a DRE mostra lucro ou prejuízo é o resultado líquido de uma empresa em um determinado período. onde se compara as receitas com os custos e despesas registrados no período da apuração do resultado tendo como base o Princípio da Competência.000.

Valor Receita Operacional Bruta Receita Bruta de Vendas Receita Bruta da Prestação de Serviços (-) Deduções da Receita Bruta Devoluções de Vendas Abatimentos Impostos sobre Vendas (=) Receitas Operacionais Líquidas (-) CMV/CSP/CPV (=) Lucro Bruto/Resultado Bruto (-) Despesas com Vendas (-) Despesas Financeiras (-) Despesas Gerais e Administrativas (-) Outras Despesas Operacionais (=) Lucro ou Prejuízo Operacional (+) Outras Receitas (-) Outras Despesas (=) Resultado do Exercício Antes do Imposto Sobre a Renda (-) Provisão Para Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) (-) Provisão Para Contribuição Social s/ Lucro Líquido (CSLL) (=) Resultado do Exercício Depois do Imposto de Renda e da CSLL (ou Prejuízo) (-) Participações (-) Contribuições (=) Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício (Resultado Líquido) (=) Lucro Por Ação Tabela 5: Estrutura da DRE 35 .Demonstração do Resultado do Exercício. Empresa:___________________________________________________. Exercício Financeiro de _________.

que é o resultado líquido do faturamento da empresa no período servindo de base para a análise das vendas.E estrutura da DRE é bastante simples. os faturamentos que a empresa realizou no período analisado. tais como o ICMS. Primeiramente a DRE começa com a Receita Operacional Bruta.  Impostos sobre Vendas ou Serviços: São os impostos resultante da vendas ou prestações de Serviços. Confins e o PIS. Após as deduções chegamos a Receita Operacional Líquida.  Abatimentos: Os abatimentos são os descontos concedidos ao cliente quando um produto sofre um defeito durante a entrega ou algo semelhante. não se deve confundir esse desconto com os dados durante a compra do produto. lembrando que os totais são sempre visualizados acima das linhas do seu grupo de contas . iremos agora conceituar os componentes desse demonstrativo. especificados nesses subgrupos abaixo. ISSQN. mas seus resultados são de grande importância para os administradores da empresa. pois servirá posteriormente para uma análise de qualidade dos serviços e do produto.  Receita Bruta de Vendas ou Serviços: São os faturamentos realizados no período de apuração do resultado da DRE Dedução da Receita Bruta. 36 . que é representada por contas que abatem os seus valores das receitas. a empresa deve registrar os valores de cancelamentos de vendas e de devoluções. e esse grupo é composto por:  Devoluções ou Vendas Canceladas: Como o próprio nome já diz. IPI. ou seja. e também porque houve de fato um gasto da empresa.

6.  EF= Estoque Final. tais como as comições de vendas. 187. que. Custo do Serviço Prestado (CSP) ou Custo do Produto Vendido (CPV). Falaremos agora das Despesas do período.  C = Compras líquidas no Período (Devem ser deduzidos os Impostos).404/76 deve ser registrado na DRE o custo de mercadorias e serviços vendidos no exterior. da lei nº. descontos concedidos entre outros que se encaixam nesse grupo. deduzido das receitas correspondentes.  Despesas Gerais e Administrativas: são as despesas necessárias da administração da empresa e diretoria.O Custo da Mercadoria Vendida (CMV). são os custos registrados no período para serem atribuídos na receita. promoções etc. propaganda. despesas bancárias.  Despesas Financeiras: são registradas essas despesas quando a empresa necessita de capital de giro ou financiamentos.  EI = Estoque Inicial. mostrada abaixo nesse grupo:  Despesas com Vendas: são todos os gastos realizados com as vendas dos produtos e ou serviços que tem como finalidade atender as necessidades de empresa. gera o lucro bruto. 37 . uma secretária. conforme o art. item II. exemplos de despesas financeiras é os pagamentos de juros. como no caso das micro e pequenas empresa essa despesa poder considerada como o pro labore do empresário que cuida da área administrativa da empresa e também os seu auxiliares como. abaixo mostraremos como é feito o cálculo da CMV: CMV= EI + C – EF  CMV = Custo de Mercadoria Vendida. por exemplo. O Lucro Bruto ou Resultado Bruto.

que o empresário poderá adaptá-lo as suas necessidades visualizando se o seu negócio está no caminho certo. que é usado pelas empresas SA. não há incidência do IR e CSLL. pois dele que sairá o lucro ou prejuízo da empresa a partir dele o empresário poderá direcionar em caso de lucro todo o lucro ou parcela para as:  Participações: são valores direcionados para os empregados da empresa. administradores. Para o micro e pequeno empresário a parte final da DRE é Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício. ou seja. em caso desse resultado ser negativo. Por fim a DRE é um demonstrativo de fácil entendimento. pois após essa etapa veria o Lucro por Ação. 38 . os administradores poderão analisar o resultado final e chegar a conclusões para as tomadas de decisões futuras. entre outros. Outras Despesas Operacionais: são as despesas operacionais que não se encaixam com os que foram mostrados acima. ou seja. também usá-lo sempre que necessite como forma de análises futuras. recomendado como uma ferramenta contábil indispensável para um bom empreendedor que queira resultados. para saberem o valor de suas ações. Chegamos ao Resultado do Exercício Depois do Imposto de Renda e da CSLL (ou Prejuízo). quando a empresa tiver um prejuízo. O Resultado do Exercício Antes do Imposto Sobre a Renda é o resultado que servirá como base para o calculo da Provisão para Imposto de Renda (IR) e a Provisão para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). esse é o resultado mais importante.  Contribuições: que são os valores direcionados para o fundo de previdência privada para os funcionários como forme a regra da empresa parte de um benefício.

404/76 pela Lei nº 11. 7. Os administradores usarão esse relatório para poderem analisar as entradas e saídas do caixa e podem até fazer provisões de transações futuras. tais como. recebimento de aluguéis. Sua construção é simples e ele evidencia como o próprio nome já diz o caixa da empresa. ou equivalente a caixa. 7.1. deixando por conta de a empresa apresentar um relatório que contenha as transações de entrada e saída do caixa.3.404/76 também não estabelece um modelo de fluxo de caixa. aplicações de liquidez imediata entre outros. ESTRUTURA DO FLUXO DE CAIXA Na contabilidade o Demonstrativo de Fluxo de Caixa é obrigatório paras a empresa de capital aberto (SA) e as de Grande Porte. conta bancária. Em um relatório de fluxo de caixa as 39 . recebimentos de aplicações financeiras. CONCEITO O conceito do Demonstrativo Fluxo de Caixa contabilmente falando é evidenciar as transações ocorridas no período no caixa ou equivalente de caixa conforme explicado anteriormente. após a modificação da Lei nº 6. E na Lei nº 6. FLUXO DE CAIXA O Fluxo de Caixa será a última ferramenta contábil a ser abordada.7. As Entradas podem ser classificas como recebimento de duplicatas de vendas.3. e todas outras operações de entrada em dinheiro no caixa que será de uso financeiro para empresa. O principal da estrutura do Fluxo de Caixa é evidenciar as entradas e saídas e mostraremos o que pode compor as entradas e saídas do caixa. O caixa é movimentado com as entradas e saídas de dinheiro e são nesses valores que o relatório se baseia. recebimentos de empréstimos.3.638/07. pois classificamos como a mais importante ferramenta para o micro e pequeno empresário.2.

Mostraremos agora um exemplo de estrutura do Fluxo de Caixa. salários e encargos dos funcionários de produção entre outros. 40 . Custos são todos os gastos que a empresa possui e que estão diretamente relacionados com a produção do produto ou serviço que a empresa realiza exemplos compra de matéria prima. como por exemplo os salários e encargos dos administração. Por fim teremos os totais que ficaram na parte inferior do relatório onde será mostrado se o caixa possui um saldo positivo ou saldo negativo. Um dos cuidados maiores a ser tomado é quando for fazer a separação dos custos e despesas da empresa pois deve-ser bem rigoroso na hora de classificar as contas que representam custo e contas que representam despesas. As Despesas são os gastos que a empresa realiza e que estão relacionados com a administração da empresa. As Saídas podem ser classificadas como Custos e Despesas.entradas normalmente ficam na parte de cima do relatório para facilitar a compreensão da subtração das entradas e saídas. para se obter no final uma análise bem precisa das movimentações financeiras ocorridas no caixa. Por tanto abaixo das entradas poderão vir os Custos e depois as Despesas.

00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Tabela 5: Estrutura do Fluxo de Caixa 41 . Vale Refeição Sindicato Das GPS FGTS Luz Fornecedores Total Custos Contador Água Telefone Internet IPTU Comissões Pro Labore Refeição Sócios Gasolina Pedágio Material de Limpeza Material de Escritório Taxas bancárias Frete Total Despesas RESULTADO SALDO INICIAL SALDO FINAL DINHEIRO BANCO TOTAL 1 SAB 2 DOM 3 SEG 4 TER 5 QUA .00 0.00 0..00 0.00 0.00 0.00 0.00 0..00 0.00 0.00 0.00 0.00 0..00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0..00 0. Vale Transporte F.00 0.00 0.00 0. Salário F.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.Fevereiro Faturamento Empréstimos Outros Totais Entradas F.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0. .00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0. 28 SEX TOTAL 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0..00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0..00 0.00 0.00 0. Provisões F.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.

Também nesse relatório análise do caixa é controlada diariamente. sendo mais detalhada e sua compreensão é facilitada para o empresário administrador. para saber com antecedência como está à saúde da empresa e usar as informações contidas nele nas tomadas de decisões e rumos do negócio. 42 .Como podemos ver as entradas e saídas estão bem evidenciadas e as saídas estão divididas em custos e despesas que facilita a visualização dos gastos e até uma análise pra recalculo de preços de produtos ou serviços. mas sim uma ferramenta indispensável para um bom administrador que queira resultados em seus negócios. Portanto podemos concluir que o Fluxo de Caixa é não é apenas um relatório administrativo.

e tendo os conceitos da contabilidade que foram apresentados neste trabalho será de grande ajuda para empresários que pretendem se aprofundar na nova era do empreendedorismo. e assim buscar o resultado que realmente o empreendedor precisa. onde a sabedoria para novas idéias ou análises para se ter preços competitivos e agradar o consumidor final estará a um passo do sucesso financeiro. não por conhecer realmente qual é o seu papel dentro da empresa mais sim para conseguir mais espaço dentro de um mercado tão competitivo quanto está agora. e que se o seu trabalho for realizado com muita precisão e determinação. E o mais importante é saber que a contabilidade é uma ferramenta util para o empresário. os administradores terão informações importantes para dar continuidades nos seus negócios. porém com a entrada da fiscalização eletrônica e necessidade de conhecer novos conceitos técnicos para administrar melhor sua empresa crescerá bastante nos próximos tempos.8. 43 . Os empresários das Micro e Pequenas empresas ainda não possuem uma capacitação administrativa para tocar seus negócios. a contabilidade oferece este auxílio. permitindo que ele alcance índices de crescimento. CONCLUSÃO Concluímos que a contabilidade tem uma responsabilidade muito grande dentro das empresas. que por sua vez deve utilizar estas ferramentas para obter resultados de grande utilidade para a empresa. grandes empresários precisam de um apoio diferenciado como auxilio e desenvolvimento de seu próprio negócio. Conhecer a empresa ou o seu negócio financeiramente é fundamental para se obter resultados.

Contabilidade Gerencial. ALMEIDA. Antonio Jose Adorno. São Paulo: Atlas. PADOVEZE. Rita L.9. ATKINSON. São Paulo : Atlas 1995 ANTONIK. Edição 44 . José Carlos. Luis Roberto. Pratica tributária da micro. pequena e média empresa. As informações contábeis no processo decisório de gestores das empresas de pequeno porte atacadistas/distribuidoras de alimentos e bebidas de Feira de Santana. 2004. LÁUDIO CAMARGO. MARION. – São Paulo: Atlas. 2003 FABRETTI. Contabilidade Empresarial. 10º ed. 2003. Revista FAE BUSINNES. São Paulo: Atlas.Trabalho a gestores. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informações contábil. et al. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS IUDÍCIBUS. Clóvis Luís.numero 8. 4.6 de Fevereiro 2009. ed. maio de 2004. A administração financeira das pequenas e médias empresas. Sérgio de.

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