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Tudo sobre relés[1]

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Tudo sobre relés COMO FUNCIONAM OS RELÉS Os relés são dispositivos comutadores eletromecânicos.

A estrutura simplificada de um relé é mostrada na fig1 e a partir dela explicaremos o seu princípio de funcionamento.

Nas proximidades de um eletroimã é instalada uma armadura móvel que tem por finalidade abrir ou fechar um jogo de contatos. Quando a bobina é percorrida por uma corrente elétrica é criado um campo magnético que atua sobre a armadura, atraindo-a. Nesta atração ocorre um movimento que ativa os contatos, os quais podem ser abertos, fechados ou comutados, dependendo de sua posição, conf fig2.

Isso significa que, através de uma corrente de controle aplicada à bobina de um relé, podemos abrir, fechar ou comutar os contatos de uma determinada forma, controlando assim as correntes que circulam por circuitos externos. Quando a corrente deixa de circular pela bobina do relé o campo magnético criado desaparece, e com isso a armadura volta a sua posição inicial pela ação da mola. Os relés se dizem energizados quando estão sendo percorridos por uma corrente em sua bobina capaz de ativar seus contatos, e se dizem desenergizados quando não há corrente circulando por sua bobina. A aplicação mais imediata de um relé com contato simples é no controle de um circuito externo ligando ou desligando-o, conforme mostra a figura 3. Observe o símbolo usado para representar este componente.

Quando a chave S1 for ligada, a corrente do gerador E1 pode circular pela bobina do relé, energizando-o.

podemos controlar completamente diferentes usando relés: circuitos de características O relé. cuja bobina seja energizada com apenas 6 ou 12V. Se o circuito controlado for de alta tensão. ou seja. fotoresistores etc. permitindo que a corrente do gerador E2 circule pela carga. abrindo para isso S1. . Do mesmo modo. o que significa que não há passagem de qualquer corrente do circuito que ativa o relé para o circuito que ele controla. A corrente fornecida diretamente por um transistor de pequena potência da ordem de 0. Uma das características do relé é que ele pode ser energizado c/correntes muito pequenas em relação à corrente que o ccto controlado exige p/ funcionar.C/isso. O relé que tomamos como exemplo para analisar o funcionamento possui uma bobina e um único contato que abre ou fecha. este isolamento pode ser importante em termos de segurança.1A não conseguiria controlar uma máquina industrial. por exemplo. diretamente a partir de dispositivos eletrônicos fracos como transistores. pode perfeitamente controlar circuitos de tensões mais altas como 110V ou 220V. lâmpadas e máquinas industriais. Para desligar a carga basta interromper a corrente que circula pela bobina do relé. (fig4) Outra característica importante dos relés é a segurança dada pelo isolamento do circuito de controle em relação ao circuito que está sendo controlado. Isso significa a possibilidade de controlarmos circuitos de altas correntes como motores. um motor ou uma lâmpada. circuitos integrados. Não existe contato elétrico entre o circuito da bobina e os circuitos dos contatos do relé. o circuito controlado que pode ser uma lâmpada. os contatos do relé fecham. mas pode ativar um relé e através dele controlar a carga de alta potência.

muitos contatos e apresentar características próprias sendo indicados para aplicações bem determinadas. Por outro lado. são enroladas milhares ou mesmo dezenas de milhares de voltas de fios esmaltados extremamente finos. Analisemos como são construídos na prática os relés: OS RELÉS NA PRÁTICA O que determina a utilização de um relé numa aplicação prática são suas características. O entendimento dessas características é fundamental p/a escolha do tipo ideal. os relés podem ter diversos tipos de construção. o que no fundo é a resistência do componente. a espessura do fio e a quantidade de voltas determinam o comprimento do enrolamento. entretanto. Todos estes fatores entrelaçados determinam o modo como a bobina de cada tipo de relé é enrolada. alguns até mesmo mais finos que um fio de cabelo! (figura 5). a força com que a armadura é atraída depende tanto da intensidade da corrente que circula pela bobina como do número de voltas que ela contém. A intensidade do campo magnético produzido e. que operam com baixas correntes. De um modo geral podemos dizer que nos tipos sensíveis. o qual é função tanto da corrente como da tensão que deve ser aplicada ao relé para sua energização. portanto. .Na prática. A bobina de um relé é enrolada com um fio esmaltado cuja espessura e número de voltas são determinados pelas condições em que se deseja fazer sua energização.

As armaduras dos relés devem ser construídas com materiais que possam ser atraídos pelos campos magnéticos gerados. dependendo da aplicação a que se destina o relé. O material usado deve então ser resistente. e retorno à posição inicial quando o campo desaparece. molas ou articulações são alguns dos recursos que são usados na montagem das armaduras. O número de contatos e sua disposição vai depender das aplicações a que se destinam os relés. Podemos ter relés com um ou mais contatos do tipo NA. ter um formato próprio. Peças flexíveis de metal. enquanto os contatos de tungstênio evitam a oxidação. devem ser de materiais ferromagnéticos e montadas sobre um sistema de articulação que permita sua movimentação fácil. apresentar boa capacidade de condução de corrente e. Temos então diversas possibilidades: Contatos NA ou Normalmente Abertos Os relés são dotados de contatos do tipo normalmente abertos. a prata e o tungstênio. Além disso existe o problema do faiscamento que ocorre durante a abertura e fechamento dos contatos de relé. mostra a fig6. principalmente no controle de determinado tipo de carga (indutivas). além disso. e com isso pode circular corrente pelo circuito externo. ou seja. Dentre os materiais usados para a fabricação dos contatos podemos citar o cobre. Quando o relé é energizado. conf. quando estes permanecem desligados até o momento em que o relé seja energizado. A corrente máxima que os relés podem controlar depende da maneira como são construídos os contatos. os contatos fecham. A prata evita a ação de queima provocada pelas faíscas. .

Podemos usar este tipo de relé p/comutar 2 cargas. mantendo fechado este circuito. o contato móvel C faz conexão com o contato fixo NF. conforme sugere a fig9. permitindo a circulação pela carga externa. o relé abre seus contatos. ou seja. quando o energizarmos.Usamos relés com contatos do tipo NA quando queremos ligar uma carga externa ao fazer uma corrente percorrer a bobina do relé. Contatos NA e NF ou Reversíveis Os relés podem também ter contatos que permitem a utilização simultânea dos contatos NA e NF ou de modo reversível. Energizando a bobina do relé o contato C (comum) passa a encostar no contato NA. quando a bobina estiver dês-energizada. (figura 7) Usamos este tipo de relé p/desligar uma carga externa ao fazer uma corrente percorrer a bobina do relé. . Contatos NF ou Normalmente Fechados Estes relés apresentam um ou mais contatos que estão fechados. conforme mostra a figura 8. fechando então o circuito. Quando a bobina é percorrida por uma corrente. interrompendo a circulação de corrente pela carga externa. Quando o relé está com a bobina desenergizada.

o qual divide o campo principal em dois fluxos defasados. Os relés podem ainda ter bobinas para operar tanto com corrente contínua como com corrente alternada. No caso de corrente contínua. sendo que a mais eficiente consiste na colocação numa das metades do núcleo da bobina de um anel de cobre. . a constância do campo garante um fechamento firme. podemos fazer inversões do sentido de circulação da corrente.A energia da fonte E passa então do circuito de carga 1 para o ccto de carga 2. e com isso causar as vibrações. a inversão do sentido da corrente numa determinada freqüência faz com que o campo magnético apareça e desapareça dezenas de vezes por segundo. quando a armadura pode "descolar". Por este motivo. os relés usados em corrente contínua não são os mesmos empregados em circuitos de corrente alternada. Para evitar este problema técnicas especiais de construção são usadas. Assim. No entanto. não existe um instante em que o campo seja nulo. jogando com os dois contatos reversíveis. Assim. o que garante uma enorme versatilidade para este componente. no caso do acionamento por corrente alternada. o que leva aarmadura e os contatos a uma tendência de vibração. sem problemas. Neste anel é então induzida uma forte corrente que cria um segundo campo magnético. O número de contatos NA e NF de um relé pode variar bastante.

Em especial estes relés são empregados em aplicações que ficam em atmosferas combustíveis. vindo a prejudicar o funcionamento do relé. fechados e selados Dependendo das aplicações. que não estejam sujeitos a poeira. ou seja. Esta proteção evita que a poeira se acumule principalmente nos contatos. Estes relés possuem coberturas de materiais diversos. Temos também relés fechados mas sem vedação alguma que são utilizados na maioria das aplicações comuns. (figura 10). Existem ainda os relés herméticos que são encerrados em invólucros que impedem a penetração de ar do meio ambiente.Reles abertos. temos ainda para os relés montagens diferentes do conjunto de peças que o formam. . se forem usados em equipamentos fechados. umidade ou outros elementos que prejudiquem o componente. Os relés podem ser abertos. sem proteção. já que o acionamento dos contatos pode ser acompanhado de faíscas que causariam a ignição do combustível e com isso o perigo de explosão. como por exemplo o plástico que pode ser opaco ou transparente.

(figura 11) O número de terminais aumentará na proporção em que aumenta o número de contatos e estes podem ter as mais diversas aparências. O tipo mais simples possui. São os relés de encaixe ou plug-in. . REED RELÉS Reed-switches são interruptores hermeticamente encerrados em ampolas de vidro. então. Temos ainda relés que comutam sinais de altas freqüências. P/esta finalidade. Este tipo de configuração é necessário para que não ocorram perdas na transferência das correntes que o relé deve comutar em seus contatos. 4 terminais sendo 2 para a conexão à bobina e 2 para os próprios contatos. são usados encaixes em bases fixas. onde a eventual substituição rápida de um relé deve ser feita com presteza. conforme mostra a fig13. e que utilizam conectores para os contatos do tipo coaxial.Ligação dos relés ao circuito externo Outro fato importante na construção de um relé é a maneira como ele vai ser ligado ao circuito externo. os relés são dotados de terminais. Em aplicações profissionais.

é através do campo magnético de um imã. encostando uma lâmina na outra. ele não pode operar com correntes elevadas nem tensões muito altas. estas mesmas lâminas não suportam correntes elevadas. No entanto.Duas lâminas no interior de uma ampola podem ser movidas pela ação de um campo magnético. se obtemos um relé muito sensível. o que significa que. Existem aplicações em que a miniaturização do reed-relé e a sua sensibilidade tornam este componente ideal. A outra maneira é colocar este elemento no interior de uma bobina. o que dá origem a relés extremamente sensíveis e compactos. CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DOS RELÉS Como acionar um relé? Que tipo de circuitos externos podem ser controlados por um relé? . (figura 14) A flexibilidade da lâmina usada permite que campos magnéticos muito fracos consigam atuar sobre elas fechando os contatos. Uma das maneiras de fazer um reed-switch fechar os contatos. dando origem assim ao componente denominado reed-relé.

corrente e tensão) ficam então perfeitamente definidas quando temos 2 das 3 grandezas acima citadas: Se tivermos a tensão (V) e a corrente (I). calculamos a resistência (R) pela fórmula: R = V/I . a corrente que vai circular por sua bobina é função da resistência do enrolamento. e com isso o relé fechado. podemos calcular a resistência com uma simples divisão: R = V/IR = 24/0. é preciso que uma corrente de intensidade mínima determinada circule pela sua bobina.02 A). precisamos de uma certa intensidade de campo magnético que puxe a armadura para perto da bobina com certa força.02R = 1200 ohms As características da bobina do relé de corrente contínua (resistência. para fechar o relé. Fixando a tensão que deve disparar um relé de corrente contínua. No entanto. mas uma vez que a armadura se aproxima. Características da bobina Para que o relé seja energizado corretamente e os contatos atuem. Na prática os relés são especificados em termos da corrente que deve passar pelo enrolamento para uma determinada tensão que é a tensão de funcionamento. Na verdade é preciso levar em conta que. Iniciaremos então nossas explicações pelas características elétricas dos relés.Na utilização de qualquer tipo de relé num projeto é fundamental ter respostas para as duas perguntas acima. que em função da resistência do enrolamento vai permitir que a corrente mínima determinada seja estabelecida. Assim. se um relé for especificado para uma tensão nominal de 24 volts. Devemos então distinguir a tensão que aciona o relé da tensão que o mantém fechado que é muito menor. é preciso saber interpretar estas informações. Devemos então aplicar uma tensão de determinado valor. quando então circula uma corrente de 20 mA (0. enquanto que a corrente que o mantém fechado (muito menor) é a corrente de manutenção. e em alguns casos para outras. o que pode ser calculado facilmente pela lei de Ohm. o campo já não precisa ser tão forte para mantê-la junto à bobina. A corrente que aciona o relé é denominada corrente de acionamento. para que não aconteçam surpresas desagradáveis num projeto.

temos aí um motivo claro da limitação. Os valores superiores também são admitidos. a intensidade máxima da . que não deve ser superada. um motor. por outro lado. significa a produção de calor.Se tivermos a tensão (V) e a resistência (R). ou seja. Se a aplicação de uma tensão num circuito que tenha uma certa resistência. Valores típicos estão entre 10 e 15% acima da tensão nominal. devemos também conhecer características elétricas desses contatos. para utilizá-los sem problemas em qualquer projeto. Estas faíscas são mais intensas quando se comuta um circuito indutivo como por exemplo um transformador. se tivermos a corrente (I) e a resistência (R). A abertura e fechamento dos contatos de um relé exige um certo tempo. Os fabricantes de relés indicam então qual é a porcentagem acima da tensão nominal que pode ser aplicada no máximo na bobina de um relé sem o perigo de haver aquecimento. que devem ser levadas em conta num projeto. o que significa que nos pontos de aproximação máxima podem ocorrer arcos. pequenas faíscas quetendem a queimá-los com o tempo. apenas até certo limite. mas este fator deve. aqueles que são recomendados numa operação normal. As bobinas podem dissipar apenas uma quantidade definida de calor. Resumindo: as características elétricas da bobina de um relé. Na prática o relé pode fechar seus contatos com tensões menores. como a bobina de um relé. calculamos a corrente pela fórmula: I = V/R V=RxI Finalmente. são: Tensão nominal. calculamos a tensão (V) pela fórmula: Veja que estas tensões são "valores nominais". A primeira característica que nos interessa é a corrente máxima que podem controlar. ou seja. A superfície dos contatos determina. um solenóide etc. ser levado em conta quando se desejar máxima confiabilidade do componente. tensão de operação e tensão máxima de trabalho / Corrente nominal / Resistência ôhmica / Potência nominal dissipada Características dos contatos Além do número de contatos e o tipo.

se a tensão máxima for superada. em alguns casos especifica-se a potência máxima também.Estes dois fatores devem ser levados em conta na utilização de um relé. Existem casos em que não se recomenda que a corrente máxima especificada para os contatos seja aplicada também com a tensão máxima. A vida útil de um relé está basicamente determinada pela durabilidade dos contatos. Existe então um intervalo de tempo mínimo indicado pelo fabricante que decorre entre a aplicação da tensão na bobina e o pleno fechamento dos contatos. mas isso será visto posteriormente. a corrente máxima num circuito resistivo é sempre maior que a permitida para um circuito indutivo. . Evidentemente. temos a especificação da corrente máxima que cada contato pode controlar tanto em circuitos resistivos como indutivos. Este valor varia de tipo para tipo e é dado tipicamente em milisegundos (ms). Como a potência controlada no circuito de carga é dada pelo produto da corrente pela tensão. Uma outra especificação importante em certas aplicações é o tempo que o relé demora para fechar seus contatos.na comutação e controle de cargas indutivas "amortecendo" as faíscas. Limita-se assim a potência.Veja então que os dois tempos devem ser levados em conta quando se deseja que o relé opere em ciclos rápidos. Assim. e como o desgaste ocorre nos momentos em que ocorrem as comutações. Valores típicos estão na faixa dos 150 aos 250V. Esta característica é importante levando-se em conta a possibilidade de ocorrer faiscamentos ou mesmo fugas entre os contatos dado o seu afastamento na posição em aberto. Temos ainda como especificação importante a tensão máxima que os circuitos do contato podem admitir. Alguns recursos permitem a proteção dos contatos com o prolongamento de sua vida útil. esta característica é dada em termos de abertura e fechamento do relé em milhares ou mesmo milhões de vezes.

As linhas de forças do campo magnético se contraem em velocidade limitada pela indutância da bobina. Existe então um intervalo de tempo mínimo indicado pelo fabricante que decorre entre a aplicação da tensão na bobina e o pleno fechamento dos contatos. ficando tipicamente entre 250 mil e 30 milhões. e isso influi diretamente no tempo em que os contatos demoram para abrir. pois existe uma limitação para a vida útil dos contatos. (figura 15) Os fabricantes especificam também o tempo de abertura do relé em milisegundos. conforme a corrente controlada. Uma outra especificação importante em certas aplicações é o tempo que o relé demora para fechar seus contatos. existe um tempo determinado para o desaparecimento do campo magnético na bobina a partir do instante em que a corrente é interrompida. portanto. que é a resistência de um contato que ainda não comutou carga e. .Do mesmo modo. Estes tempos determinam a máxima freqüência que o relé pode responder. Uma das maneiras consiste em se indicar a resistência de contato inicial. ainda não sofreu desgaste pelo faiscamento. Veja então que os dois tempos devem ser levados em conta quando se deseja que o relé opere em ciclos rápidos. É claro que não se recomenda a utilização deste tipo de componente em aplicações que exijam a repetição de muitos ciclos de operação rapidamente. Finalmente devemos levar em conta a resistência dos contatos que pode ser expressa de diversas formas. Este valor varia de tipo para tipo e é dado tipicamente em milisegundos (ms). Esta vida útil é indicada em termos de quantidade de operações.

já que nestas condições podemos considerá-los como as placas de um capacitor. tanto no sentido de se obter maior durabilidade para o componente. Dentre elas podemos citar o isolamento entre a bobina e os contatos. que se encontram em seu estado de expansão máxima. Se o componente que faz o acionamento do relé não estiver dimensionado para suportar esta tensão. O valor desta tensão depende da velocidade de contração do campo (di/dt) e da indutância da bobina (L). se não houver uma proteção adequada. as espiras da bobina do próprio relé são cortadas. a vibração.Além destas especificações todas existem outras que eventualmente podem ser necessárias nas aplicações mais críticas. Nesta contração. sua queima será inevitável. as linhas de força do campo magnético da bobina. como de proteger os próprios componentes do circuito de acionamento. Temos ainda o peso do componente. a rigidez dielétrica entre bobina e contatos e entre os contatos etc. Esta tensão tem polaridade oposta àquela que criou o campo e pode atingir valores muito altos. Analisemos os principais casos: Proteção do circuito de acionamento No momento em que um relé é desenergizado. COMO USAR UM RELÉ Alguns pequenos cuidados no projeto de circuitos com relês podem ser importantes. (figura 16) . começam a se contrair.Esta resistência é expressa em milésimos de ohm (mohms) situando-se tipicamente entre 10 e 100. havendo então a indução de uma tensão. a capacitância entre os contatos quando eles estão abertos.

sendo a mais conhecida a que faz uso de um diodo. conforme mostra a fig18. existe um tempo determinado para o desaparecimento do campo magnético na bobina a partir do instante em que a corrente é interrompida. Outra técnica. conforme mostra a figura 17. quando ocorre a indução de uma alta tensão nos extremos da bobina no momento da interrupção da corrente. Diversas são as técnicas empregadas para eliminar este problema. é a que faz uso de um varistor ligado em paralelo com a bobina do relé. o diodo polarizado no sentido direto passa a ter uma baixa resistência absorvendo assim a energia que.Do mesmo modo. O que ocorre neste caso é que o diodo está polarizado inversamente em relação a tensão que dispara o relé. poderia afetar o componente de disparo. de outra forma. menos comum dado o custo do componente. Assim. e isso influi diretamente no tempo em que os contatos demoram para abrir. . (figura 15) Os fabricantes especificam também o tempo de abertura do relé em ’’ms’’. As linhas de forças do campo magnético se contraem em velocidade limitada pela indutância da bobina.

normalmente de óxido de zinco que apresenta uma característica não linear de corrente versus tensão. Quando a tensão supera certo valor a resistência do componente cai abruptamente.O varistor ou VDR é um componente. dada a velocidade com que ocorre a comutação. Proteção dos contatos Além da observação das limitações de corrente e tensão que devem aparecer nos contatos de um relé. a vida do próprio relé. com isso. mas que nem sempre é recomendado. conforme mostra a curva da mesma figura. A utilização de um capacitor + resistor em paralelo com a bobina é também um meio de proteção. Esta propriedade pode ser usada para absorver a corrente no instante em que o relé é desenergizado e que poderia causar problemas aos componentes de disparo. porém menor que a tensão máxima suportada pelo elemento usado no disparo. Na fig19 temos um diodo usado em paralelo com a carga indutiva de modo que seja evitado o aparecimento de altas tensões nos contatos na sua abertura. A tensão do VDR ou Varistor deve ser escolhida de tal modo a ser maior que a tensão de disparo do relé. Na comutação de cargas indutivas é conveniente agregar-se ao circuito elementos de proteção contra faiscamento. . existem alguns cuidados adicionais que podem prolongar sua vida e.

Outro recurso consiste no emprego do varistor e até mesmo de capacitores e resistores. onde o diodo não pode ser empregado.Estas elevadas tensões poderiam causar faiscamento excessivo e com isso a queima dos contatos. Na tabela abaixo temos algumas sugestões de circuitos para proteção dos contatos em cargas com tensões alternadas ou contínuas. Os capacitores e resistores são indicados p/os cctos de corrente alternada. .

0. * Se este ccto for usado em tensão CA certifique-se que a impedância da carga seja menor que a impedância do circuito RC.5 a 1W p/1V da tensão de contato. Este circuito também aumenta o tempo de dêsoperação dos contatos. Use um diodo c/tensão reversa mínima de 10 vezes a tensão do circuito e c/corrente direta maior que a corrente da carga. Diodo e Diodo Zener NÃO SIM É eficaz quando o tempo de não condução do diodo é muito longo.operação se comparado c/o RC. O capacitor deve ter tensão de ruptura de 200 a 300V. este circuito previne picos de tensão vindos da comutação dos contatos. Circuito RC Diodo NÃO SIM O diodo conectado em paralelo c/a carga faz com que a energia acumulada na bobina flua em forma de corrente e a dissipe em forma de calor devido a resistência da carga indutiva. Em cctos eletrônicos quando a tensão não é muito alta a tensão reversa do diodo pode ser de 2 a 3 vezes a tensão de alimentação. .CIRCUITO APLICAÇÃO TIPO DE CARGA CA CC * OBSERVAÇÕES SIM Se a carga for um relé ou solenóide o tempo de abertura aumenta. SIM SIM Os valores de R e C podem ser selecionados da seguinte forma: R. Mais eficaz quando conectado entre ambos os contatos e a tensão da fonte for 24V ou 48V e a tensão da carga de 100 a 200V. P/cctos em CA os capacitores devem ser nãopolarizados. Varistor SIM SIM Usando a característica de tensão estável do componente.5 a 1mF p/1A da corrente que passa pelo contato. C.0. Os valores acima podem variar dependendo das propriedades da carga e variações das características do relé. Este ccto aumenta o tempo de dês . Mais eficaz quando conectado em ambos contatos e a tensão da fonte for 24V ou 48V e a tensão da carga de 100 a 200V. Use um diodo zener com tensão similar a da tensão da fonte.

A resistência da entrada deste circuito ficará multiplicada pelo ganho. se o relé tem uma resistência de 100 ohms em um acionamento com 6V. Assim. c/este circuito. ou simplesmente responder a faixas determinadas de tensões. Podemos usar qualquer transistor de silício de uso geral com o ganho superior a 50 e corrente de coletor máxima de 100 mA ou mais. R1 funciona como limitador da corrente de entrada.CIRCUITOS PRÁTICOS – DRIVERS Chamamos de drivers os circuitos que permitem excitar relés a partir de correntes ou tensões fracas demais para fazerem isso diretamente. Estes circuitos podem ser usados para aumentar a sensibilidade de um relé. modificar o tempo de resposta. permitir a operação de relés de corrente contínua a partir de sinais alternantes. ele passará a representar uma resistência de 5 000 ohms. Driver de 1 transistor Este circuito permite a multiplicação por 100 da sensibilidade de um relé em termos de corrente (fig. onde os valores dos resistores empregados dependem das características do relé e do transistor. A resistência R2 deve ser 100 vezes a resistência da bobina do relé para um ganho de 50 vezes. 20). . O que temos é um seguidor de emissor. Este circuito pode operar com relés tanto de 6 como de 12V para correntes de acionamento de até 100 mA.

Esta ponte também permite que sinais de qualquer polaridade seja usados no disparo do relé. Os 2 circuitos anteriores podem ser usados para excitar relés a partir de sinais de correntes alternadas áudio ou RF) c/a utilização de uma ponte de diodos. Observe a utilização de um diodo de proteção em paralelo como relé.Tipos recomendados são os BC547 e equivalentes. (figura 21) Como exemplos de transistores que podem ser usados nesta aplicação temos os seguintes: BC557. com a diferença que usamos um transistor PNP. Temos então uma mudança de todas as polaridades. A capacidade de corrente do circuito controlado características de contato do relé empregado. (figura 22) . Driver de 1 transistor PNP vai depender das As características do circuito dado a seguir são as mesmas do anterior. 8C559.A. BC558. BC177. Driver para C.

Podemos empregar este circuito com relés de 6 a 12V. podendo ser fixado tipicamente em 50 vezes através de R2. na versão c/transistores PNP.O capacitor é usado no caso de sinais de áudio ou RF. Driver de alto ganho com transistores PNP O mesmo circuito anterior. é mostrado na fig 24. R2 pode ser de 6k8. A corrente de acionamento do relé neste caso passará a ser de apenas 184 uA. Assim. o resistor R2 deve ser 100 vezes maior que a resistência do relé empregado. e o diodo de proteção pode ser o 1N4148 ou equivalente. Com ele podemos multiplicar por 500 a sensibilidade de um relé com tensões de trabalho de 6 a 12V ou mais. Para um relé como o ML2RC1 de 65 ohms de bobina. Os transistores serão ambos 8C548 ou equivalentes. o transistor deve ser trocado por equivalente com tensão máxima entre coletor e emissor de pelo menos 50V. enquanto que R3 será de 680k. Os valores dos componentes dependem das características do relé. enquanto que R3 deve ter 100 vezes a resistência de R2. Driver de alto ganho com 2 transistores NPN O circuito apresentado a seguir tem uma sensibilidade maior ainda. . O ganho também depende das características do transistor. (figura 23). enquanto que para simples disparo com inversão de polaridade ele pode ser eliminado. Para tensões maiores.

Driver de alto ganho para CA Para a ativação de um relé c/ganho de sensibilidade da ordem de 500 vezes. e a sensibilidade será multiplicada por 500.7. A tensão de ativação dos relés nestas aplicações também fica reduzida sensivelmente: com 0.V aproximadamente conseguimos excitar o circuito. já que temos a mesma configuração básica. com isso.25 A ponte retificadora de entrada se encarrega de aplicar a polaridade certa nos transistores e. Lembramos que para estes circuitos será interessante que a tensão de alimentação seja pelo menos 2V maior que a tensão de acionamento do relé. para compensar as quedas nos transistores. . a ativação. Os valores dos resistores são calculados da mesma forma que nos circuitos 4 e 5.Os resistores são calculados de modo análogo ao caso anterior. mas c/sinais alternantes ou sem polaridade definida (2 polaridades temos o ccto fig.

O capacitor será necessário se o circuito tiver de ser acionado com sinais de áudio ou mesmo RF. Com isso.7 V nos diodos de silício e da ordem de 0.4 V. isso feito num potenciômetro de 1M. . para os tipos de silício o sinal de ativação deve ter uma amplitude mínima da ordem de 1. O ganho será dado aproximadamente pelo produto transistores. Como temos dois diodos neste circuito. com carga de coletor. Lembramos também que neste circuito existe uma pequena queda de tensão no circuito de acionamento que deve ser compensada por maior alimentação em relação ao mínimo requerido para o disparo do relé.2 V nos de germânio a ser vencida para haver a polarização dos diodos. e para os tipos de germânio u1-1ia amplitude mínima de 0. dos ganhos dos Temos tb como recurso importante p/este ccto um ajuste de pré.polarização que leva o relé ao limiar do disparo. Driver Darlington A configuração mostrada na figura 26 utiliza dois transistores NPN de uso geral na configuração Darlington.4 V. a sensibilidade obtida é enorme. Lembramos que existe uma barreira de potencial da ordem de 0. Podemos empregar este circuito com relés de 6 ou 12V. o que significa uma excelente sensibilidade. devendo o circuito ser disparado com tensões contínuas. Para tensões maiores de alimentação os transistores devem ser trocados por tipos de maior VCE.

podendo o mesmo ser disparado com baixíssimas correntes. Uma ponte de diodos na entrada permite a ativação com sinais sem polaridade ou alternantes.Levando em conta a pequena queda de tensão que ocorre no transistor Q2 e no resistor R3 será conveniente que a tensão de alimentação seja 1 a 3V maior que a tensão necessária ao disparo do relé. (figura 27) O resistor R1 serve de limitador de corrente. o transistor Q2 é polarizado na saturação. um PNP e um NPN. Driver complementar 700mV x 50mA O driver apresentado permite o disparo de um relé de 6 a 12V com uma corrente de apenas 50 uA e tensão de 700 mV. O capacitor C1 influi no retardo ao disparo e também na filtragem de eventuais transientes que possam causar um disparo errático do relé. O relé pode ser de qualquer tipo com corrente até 100 mA e tensão da mesma ordem do que a usada na alimentação. mas com polaridade inversa. energizando assim a bobina do relé. Com a condução de Q1. Driver complementar inverso Na fig28 temos o circuito equivalente ao anterior. Para tensões maiores do que 15V alterações nos valores dos componentes devem ser feitas e Q2 trocado por um equivalente de maior VCE. e R2 determina a polarização em repouso de Q1. Uma ponte de diodos na entrada permite sua atuação com sinais alternantes ou sem polaridade definida. São usados dois transistores. A resistência de entrada deste driver é da ordem de mega ohms. .

Enquanto o primeiro é disparado por uma tensão positiva de 700 mV este é disparado por tensões negativas. Para acionamento com sinais positivos damos o circuito da figura 30. . exceto pela polaridade do sinal de disparo.As características obtidas são as mesmas. Driver com operacional Amplificadores operacionais como o 741 podem ser usados para excitar relés conforme o circuito mostrado na figura 29. As características obtidas são as mesmas. Enquanto o primeiro é disparado por uma tensão positiva de 700 mV este é disparado por tensões negativas. exceto pela polaridade do sinal de disparo.

e as relações entre os demais componentes são mantidas Driver de potência Este ccto c/um ganho de aproximadamente 40 vezes (corrente). . A versão com transistor PNP é mostrada na figura 32. (fig31). permite o acionamento de relés c/correntes de bobina de até 500 mA e tensões até 24V.Neste circuito é feita a troca do transistor NPN por um PNP equivalente.

O disparo é feito com pulsos de tensão positiva ou tensões contínuas positivas. O SCR também provoca uma queda de tensão da ordem de 2V que deve ser compensada na fonte. Os SCR da série 106 podem ser disparados com tensões entre 0. para que o relé dispare convenientemente. . Driver biestável com SCR O ccto apresentado na figura 34 é um biestável com SCR que dispara um relé. Podemos ativar relés de corrente de até mais de 1A com tensões até 48V.7 V. Deve ser observado que o SCR. Isso pode ser conseguido com um interruptor de pressão ligado entre o ânodo e o cátodo ou então pela interrupção momentânea da corrente da fonte. Driver com SCR O circuito mostrado na figura 33 faz o disparo de um relé através de um SCR apresentando enorme sensibilidade. não desliga.7 e 1V tipicamente e correntes da ordem de 200uA.O transistor deverá ser montado em radiador de calor e o diodo é de uso geral como o 1N4148. a não ser que a tensão entre seu ânodo e cátodo seja momentaneamente reduzida a zero. Para correntes acima de 500 mA será conveniente dotar o SCR de um radiador de calor. A tensão de disparo deve estar em torno de 0. O resistor de 470 ohms eventualmente deve ser aumentado em função da intensidade do sinal para limitação da corrente de base no transistor. após o disparo.

ativando o relé. O resistor R deve ser dimensionado para que.htm .br/teoria_rele. será conveniente dotar o SCR de um radiador de calor. Para relés que exijam correntes maiores. Para desativá-lo bastará aplicar novo pulso. Um valor típico para a corrente neste circuito é de 100mA. tenhamos no disparo do SCR uma corrente maior que a de manutenção (Ih). um pulso de entrada inverte esta situação. Newton Braga/ Revista Saber Eletrônica //radatec.vilabol. O capacitor de 10uF de realimentação é obtido pela associação de dois eletrolíticos de 22uF em oposição.uol.Estando inicialmente SCR1 em condução e SCR2 em não condução. na tensão de alimentação do circuito.com.

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