Ácido peracético O “ácido peracético” é uma mistura em equilíbrio de ácido peracético, de peróxido de hidrogênio, de ácido acético e veículo estabilizante

. O ácido peracético tem como seu principal agente ativo, uma combinação estabilizada de uma molécula de oxigênio ativo, doada pelo peróxido de hidrogênio, e uma molécula de ácido acético. Os produtos disponíveis no mercado apresentam concentração variável em função da empresa, em geral, a concentração de ácido peracético varia de 2 a 15% enquanto que a água oxigenada pode variar de 7 a 35%. Originalmente o produto concentrado apresentava 35% de ácido peracético, 7% de peróxido de hidrogênio, 38% de ácido acético e 19% de água, em função dos riscos de transporte, manuseio deste produto, o produto passou a ser oferecido em soluções diluídas contendo entre 2 e 15% de ingredientes ativo. As condições de uso, para uma efetiva ação do ácido peracético, são: i) concentração de 300 a 700 mg/l; ii) pH entre 2 e 4; iii) temperatura de no máximo 30º C e iv) o tempo de contato deve ser de 10 a 15 minutos. O Quadro 4 mostra as vantagens e desvantagens do ácido peracético como sanitizante: Quadro 4- Vantagens e desvantagens do ácido peracético como sanitizante Vantagens - Não corante - Excelente ação sanificante - Excelente atividade esporicida - Age em baixas temperaturas - Seguro para o uso em filtros de éster-celulose. - Não corrosivo ao aço inox e ao alumínio, nas concentrações indicadas - Não afetado pela dureza da água - Rápida decomposição após o uso, forma ácido acético, oxigênio e água - Concentração facilmente determinada - Baixo efeito residual - Não espumante - Dispensa enxágüe final Desvantagens - Manuseio especializado - Irritante á pele - Vapores são irritantes - Baixa estabilidade à estocagem - incompatível com ferro e cobre

Mecanismo de Ação Devido ao seu alto poder oxidante, o ácido peracético promove a oxidação dos componentes celulares, agindo sobre a membrana citoplasmástica, desativando as funções fisiológicas, por exemplo, a barreira osmótica. Fonte: Andrade e Macedo, 1996.

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