Você está na página 1de 67

Índice

1. Nota prévia

 

3

2. Introdução

4

CAPÍTULO

1

5

Objectivos

do Capítulo

5

3.

Estatística

 

6

3.1. Conceito

6

3.2. Génese da estatística

8

3.3. Divisões da estatística

12

3.4. Conceitos básicos em estatística

13

3.5. Características da informação estatística

14

3.6. Técnicas elementares do método estatístico

16

3.7. Caracteres e modalidades das várias estatísticas

17

3.8. Apresentação de dados estatísticos

20

3.8.1.

Apresentação

tabular

20

3.8.2.

Apresentação

gráfica

22

CAPÍTULO

2

25

Objectivos

do capítulo

25

4. Princípios de actividade estatística

26

 

4.1.

A Confidencialidade Estatística

29

5. Transgressões Estatísticas (artigo 25 da Lei do SEN)

30

1

  4.1. A Confidencialidade Estatística 29 5. Transgressões Estatísticas (artigo 25 da Lei do SEN) 30

5.1.

Transgressões estatísticas de maior frequência nos tribunais

30

6. Consequências das transgressões

estatísticas

32

7. O MOVIMENTO PROCESSUAL

33

8. Medidas de tendência central

35

CAPÍTULO

3

38

Objectivos

do capítulo

38

9. SÉRIES TEMPORAIS

 

39

9.1. INTRODUÇÃO

39

9.2. Parâmetros ou indicadores de séries temporais

40

10. Números índices

 

43

11. Fontes da informação judicial e estatística

43

12. Modelos dos relatórios mensais

48

13. Meios de envio de relatórios

61

14. Exercícios propostos

 

62

15. Conclusão

64

16. Bibliografia

65

17. Anexos

67

2

61 14. Exercícios propostos   62 15. Conclusão 64 16. Bibliografia 65 17. Anexos 67 2

1. Nota prévia

As primeiras palavras são para explicar porque este livro foi desenvolvido, e porque

se escreveu da maneira como ele se apresenta. Ele não surgiu evidentemente de

nenhuma inspiração momentânea. Pelo contrário, é fruto de 3 anos de meditação e a

amparar-me tenho a experiência de mais de três anos dedicados à orientação e à

elaboração das estatísticas do tribunal judicial da província de Tete.

A ideia para este pequeno livro, ocorre a 3 anos e meio logo após ter ingressado nos

tribunais. Na nova função, a evidência empírica fez sobressair três grandes

constrangimentos com que se debatia o sector que se tornaram desafios o

desenvolvimento do sector e para que o mesmo executa-se o seu real papel de ser

um instrumento de apoio a decisão superior.

O primeiro constrangimento, é que o tribunal no ano 2007 não tinha base de dados

devidamente organizada quer seja física ou digital. A informação que existia era

dispersa, sem características de utilidade. A segunda é que os fornecedores dos

dados estatísticos possuíam pouco ou nada conhecimento em matéria de estatística

facto que concorria para envio de dados viciados de erros e a tempo não aprazado.

A terceira e última, é que não existiam um instrumento didáctico de apoio que

auxiliasse os fornecedores de dados estatísticos no exercício das suas funções,

agravado pelo facto de no seu ingresso não serem beneficiados de nenhum curso de

formação neste domínio.

É

assim

que

surge

a

presente

ideia,

tendo

constrangimentos retro mencionados.

em

atenção

a

supressão

dos

Dr. Gilberto João Mungói, Tete 14 Julho de 2010

3

constrangimentos retro mencionados. em atenção a supressão dos Dr. Gilberto João Mungói, Tete 14 Julho de

2.

Introdução

A presente brochura intitulada Estatística Judicial têm a sua génese no plano de

actividade traçado pelo Tribunal Judicial da Província de Tete para o ano 2010, que

abarca entre outras actividades uma acção formativa que têm como grupo alvo

oficiais de justiça e assistentes de oficiais de justiça.

Cumulativamente, ele emerge por se constatar que existe graves lacunas no domínio

de competência técnica dos nossos funcionários, facto que contribui para a baixa

qualidade dos serviços e fraco desempenho institucional.

Por conseguinte, estarão patentes na presente brochura todas asserções acerca do

tema que se propõe desenvolver, desde o conceito, seus métodos, suas técnicas, a

estatística descritiva, seus princípios, as transgressões estatísticas, consequencias

das transgressões, abordagem as circulares de execução permanente e no fim são

propostos exercícios de consolidação do módulo.

Pretende

com

o

presente,

contribuir

para

o

colmatar

dos

constrangimentos

referidos nos parágrafos 1 e 2. Porém, este trabalho não pode de alguma maneira

ser considerado acabado, mais sim o princípio, pois que o conhecimento não é

estático, obedece as modificações ocorridas no tempo e no sector em particular e

não dispensa a consulta a outras fontes.

Para a prossecução do presente trabalho, baseou-se na pesquisa bibliográfica e

documental, que se encontra devidamente citada e referenciada, para além da

experiência acumulada que o autor acumula no sector de estatística judicial do

tribunal judicial da província de Tete.

4

acumulada que o autor acumula no sector de estatística judicial do tribunal judicial da província de

CAPÍTULO 1

Objectivos do Capítulo

No final do capítulo o formando deverá ser capaz de:

Estabelecer uma definição a volta do termo estatística.

Estabelecer uma cronologia acerca da origem da estatística.

Explicar as divisões da estatística e identificar o ramo que mais

se usa no tribunal.

Identificar as características da informação estatística.

Descrever as técnicas elementares do método estatístico.

Explicar os caracteres e modalidades das estatísticas.

Explicar a apresentação dos dados estatísticos e seus principais

elementos.

5

e modalidades das estatísticas. Explicar a apresentação dos dados estatísticos e seus principais elementos. 5

3.

Estatística

3.1. Conceito

O que é a Estatística?

Quem pretende tomar decisões ou efectuar estudos de natureza científica, começa

normalmente

a

recolher

informações

que

lhe

parecem

relevantes.

Estas

informações destinam-se a servir de base no estudo pretendido e são acumuladas

de forma organizada, por isso, se designam de dados. Na maioria de casos estes

dados são de natureza quantitativa, dai se chamam de dados numéricos.

Mais correntemente, Estatística significa enumeração ou informação numérica

habitualmente contida em tabelas ou gráficos. Quando se fala em Estatística

pensa-se em censos, inventários, amostras ou médias. Em sentido restrito tudo isso

se pode considerar uma Estatística.

É o estudo de fenómenos relativos a uma população, observando seu comportamento

e identificando

sua

tendência

para

o

futuro .

É

sobretudo

um

método

de

observação, seja através de pesquisa directa, seja através de comparação de

fenómenos semelhantes, identificando suas características.

Portanto, podemos concluir que a Estatística não é simples colecta de dados, ela

estuda a probabilidade de ocorrência do fenómeno ou estuda seu comportamento no

tempo. A Estatística deixou de ser simples catalogação de dados numéricos sobre

fenómenos colectivos, para ser o estudo de como chegar a conclusões sobre o

universo a partir da observação de amostras.

6

colectivos, para ser o estudo de como chegar a conclusões sobre o universo a partir da

Em resumo estatística é:

Uma ciência cujo objectivo é a observação de fenómenos de mesma natureza,

recolha, apresentação, análise e interpretação de dados numéricos com o

propósito de descrever o conjunto dos dados recolhidos e tomar decisões ou

generalização das características tiradas na amostra, para todo o conjunto das

unidades a estudar (população). (Mulenga, 2004).

Estatística pode ser pensada como a ciência de aprendizagem a partir de dados.

Em linhas gerais, a Estatística fornece métodos que auxiliam o processo de

tomada de decisão.

Num sentido mais lato, Estatística é a ciência que se ocupa da recolha e tratamento

de informação. Tem como objectivo analisar os dados recolhidos, descrevendo-os e

organizando-os para posterior interpretação e eventual utilização na previsão de

acontecimentos futuros.

e organizando-os para posterior interpretação e eventual utilização na previsão de acontecimentos futuros. 7

7

e organizando-os para posterior interpretação e eventual utilização na previsão de acontecimentos futuros. 7

3.2. Génese da estatística

As necessidades que exigiam o conhecimento numérico dos recursos

disponíveis

começaram

a

surgir

quando

as

sociedades

primitivas

se

organizaram. Os Estados, desde tempos remotos, precisaram conhecer

determinadas características da população, efectuar a sua contagem e

saber a sua composição ou os seus rendimentos.

Para

que

os

governantes

das

grandes

civilizações

antigas

tivessem

conhecimento dos bens que o Estado possuía e como estavam distribuídos

pelos habitantes, realizaram-se as primeiras estatísticas, nomeadamente

para determinarem leis sobre impostos e números de homens disponíveis

para combater. Estas estatísticas, eram frequentemente limitadas à

população adulta masculina.

O primeiro dado disponível sobre um levantamento estatístico foi referido

por Heródoto, que afirmava ter-se efectuado em 3050 a. C. um estudo das

riquezas da população do Egipto com a finalidade de averiguar quais os

recursos

humanos

e

económicos

disponíveis

para

a

construção

das

pirâmides.

Há também notícia de que no ano 2238 a. C. se realizou um levantamento

estatístico com fins industriais e comerciais ordenados pelo imperador

chinês Yão.

Existem indícios, que constam da Bíblia, relativamente a recenseamentos feitos por

Moisés (1490 a.C.).

8

Yão . Existem indícios, que constam da Bíblia, relativamente a recenseamentos feitos por Moisés (1490 a.C.).

Outra estatística referida pelos investigadores foi feita no ano 1400 a. C., quando

Ramsés II mandou realizar um levantamento das terras do Egipto.

Também os romanos faziam o recenseamento dos cidadãos e dos bens. Eram

os censores, magistrados romanos, que asseguravam o censo dos cidadãos.

Uma das convenções da História é ligar a datação (a.C. ou d.C.) ao recenseamento

populacional ordenado pelo imperador César Augusto.

As estatísticas realizadas por Pipino, em 758, e por Carlos Magno, em 762, sobre

as

terras

que

eram

propriedade

da

Igreja,

são

algumas

das

estatísticas

importantes de que há referências desde a queda do império romano.

Guilherme, o conquistador, que reinou entre 1066 e 1087, ordenou que se fizesse

um levantamento estatístico da Inglaterra. Este levantamento deveria incluir

informações sobre terras, proprietários, uso da terra, animais

também, para o cálculo de impostos.

Para responder

ao desenvolvimento

social

surgiram

estas

e serviria de base,

primeiras técnicas

estatísticas: classificar, apresentar, interpretar os dados recolhidos foi para os

censos e são para a Estatística um aspecto essencial do método utilizado. Mas, um

longo caminho havia de ser percorrido até aos dias de hoje.

Até ao início do séc. XVII, a Estatística limitou-se ao estudo dos assuntos de

Estado. Usada pelas autoridades políticas na inventariação ou arrolamento dos

recursos disponíveis, a Estatística limitava-se a uma simples técnica de contagem,

traduzindo numericamente factos ou fenómenos observados fase da Estatística

Descritiva.

9

simples técnica de contagem, traduzindo numericamente factos ou fenómenos observados fase da Estatística Descritiva. 9

No séc. XVII, com os aritméticos políticos, nomeadamente John Graunt (1620-

1674) e Sir William Petty (1623-1687), inicia-se em Inglaterra uma nova fase de

desenvolvimento da Estatística, virada para a análise dos fenómenos observados

fase da Estatística Analítica.

John Graunt, comerciante londrino, pessoa engenhosa e estudiosa, tinha o hábito

de se levantar cedo para estudar, antes da abertura da sua loja, inspirado nas

tábuas de mortalidade que semanalmente se publicavam na sua paróquia, publicou,

em 1660, um trabalho estatístico sobre a mortalidade dos habitantes de Londres,

procurando dar interpretações sociais às listas de tempos de vida. Sir William

Petty, baseado neste trabalho, escreveu um livro de largo sucesso, divulgando a

nova ciência da Aritmética Política.

Em 1692, o astrónomo Edmund Halley (1658-1744), famoso pela descoberta do

cometa de órbita elíptica que se aproxima da Terra de 75 em 75 anos, baseando-se

também em listas de nascimento e falecimento, foi o precursor das actuais tabelas

de mortalidade, base das anuidades dos seguros de vida.

O desenvolvimento do Cálculo das Probabilidades surge também no século XVII. A

ligação das probabilidades com os conhecimentos estatísticos veio dar uma nova

dimensão à Estatística, que progressivamente se foi tornando um instrumento

científico poderoso e indispensável. Considera-se assim uma nova fase, a terceira,

em que se começa a fazer inferência estatística: quando a partir de observações se

procurou deduzir relações causais, entre variáveis, realizando-se previsões a partir

daquelas relações.

10

se procurou deduzir relações causais, entre variáveis, realizando-se previsões a partir daquelas relações. 10

A palavra Estatística surge,

pela

primeira

vez,

no

séc.

XVIII.

Alguns

autores atribuem esta origem ao alemão Gottfried Achemmel (1719-1772), que

teria utilizado pela primeira vez o termo statistik, do grego statizein; outros dizem

ter origem na palavra estado, do latim status, pelo aproveitamento que dela tiravam

os políticos e o Estado.

A partir do século XVIII são vários os nomes que se destacaram na história da

evolução da estatística, tais como Quételet (1796-1874), Galton (1822-1911), Karl

Pearson (1857-1936), Weldon (1860-1906), Ronald Fisher (1890-1962).

Na sua origem, a Estatística estava ligada ao Estado. Hoje, não só se mantêm esta

ligação, como todos os Estados e a sociedade em geral dependem cada vez mais

dela. Por isso, em todos os Estados existe um Departamento ou Instituto Nacional

de Estatística.

Na actualidade, a Estatística já não se limita apenas ao estudo da Demografia e da

Economia. O seu campo de aplicação alargou-se à análise de dados em Biologia,

Medicina, Física, Psicologia, Indústria, Comércio, Meteorologia, Educação, a área

judicial, etc., e ainda a domínios aparentemente desligados, como estrutura de

linguagem e estudo de formas literárias.

A estatística tal como outras ciências tem as suas raízes na história, desde os

diferentes períodos históricos que a humanidade atravessou, a sua origem se

deve a Gottfried Achemmel. Ela aplica-se actualmente em diferentes ramos da

ciência.

11

atravessou, a sua origem se deve a Gottfried Achemmel. Ela aplica-se actualmente em diferentes ramos da

3.3. Divisões da estatística

Estatística divide-se em dois ramos distintos: a Estatística Descritiva, responsável

pelo estudo das características de uma dada população; e a Estatística Indutiva,

que generaliza um conjunto de resultados, tendo por base uma amostra de uma dada

população ou universo, enunciando a (s)

consequente (s) lei (s). Também

diferentes ramos podem ser entendidos como:

os

Estatística

descritiva é o ramo ou

parte da estatística cujo objectivo é a

observação de fenómenos da mesma natureza, colecta, organização, classificação,

análise e interpretação de dados para além de cálculos de medidas (estatísticas),

que permitem resumidamente descrever o fenómeno estudado.

Estatística inferencial ou indutiva é o ramo ou parte da estatística que trata das

condições de generalização das conclusões das condições tiradas a partir da

observação de uma parte das unidades (amostra), para todo o conjunto das unidades

a estudar (população).

De acordo com a forma de observações das populações a pesquisa estatística

pode ser: Descritiva e Indutiva.

Descritiva - é aquela que parte de um conjunto de dados e obtém conclusões

sobre os mesmos, não passando do conjunto de conhecimentos fornecidos por

estes dados.

Indutiva -é aquela que ultrapassa os limites do conjunto de conhecimentos

fornecidos pelos dados observados, isto é, a partir de uma amostra estuda as

características da população amostrada.

12

pelos dados observados, isto é, a partir de uma amostra estuda as características da população amostrada.

3.4. Conceitos básicos em estatística

Um fenómeno estatístico é qualquer evento que se pode analisar aplicando técnicas

estatísticas.

Os

fenómenos

estatísticos

podem

ser

colectivos

ou

de

massa

(exemplo: evolução processual em 30%), individuais (exemplo: a realização de um

casamento), típicos (regulares), atípicos (irregulares).

Observação estatística é um processo sistemático cientificamente argumentado de

dados em massa com uma característica como objecto de estudo.

População ou universo é a totalidade dos elementos que apresentam pelo menos uma

característica comum objecto de estudo. A população a ser estudada pode ser

finita ou infinita, consoante seja finito ou não o número de elementos considerados

na observação.

Amostra é um subconjunto ou parte das unidades estatísticas seleccionadas da

população para o estudo, muitas vezes quando não é possível ou é difícil estudar

toda a população. A partir das conclusões ou características tiradas duma amostra,

faz-se um juízo de inferência desta para as características da população. As

características amostrais são chamadas estatísticas (medidas descritivas), e as

populacionais são denominadas de parâmetros populacionais.

Unidade

estatística é cada elemento que constitui a população observada, é

precisamente sobre este elemento que recai a observação estatística.

13

que constitui a população observada, é precisamente sobre este elemento que recai a observação estatística. 13
Estaticista é a pessoa que desenvolve funções oficiais utilizando dados numéricos; pode ser um analista
Estaticista
é
a
pessoa
que
desenvolve
funções
oficiais
utilizando
dados
numéricos; pode ser um analista especializado em metodologia estatística para
colecta, análise e tabulação de dados numéricos; pode referir a um especialista
que utiliza a matemática superior para desenvolver novos métodos de análise de
dados
quantitativos
para
tomar
decisões.
Os
estaticistas
são
sempre
necessários em qualquer nível que desempenham as suas funções (Mulenga, 2004).

3.5. Características da informação estatística

A informação estatística é um instrumento ao serviço do desenvolvimento de uma

realidade. É um meio e não um fim, porque ela está ao serviço dos utilizadores de

dados

estatísticos

governantes,

gestores,

homens

de

negócios,

sociólogos,

investigadores, etc.

 

Pela

natureza

da

informação

estatística,

ela

deve

obedecer

as

seguintes

características: qualidade, actualidade e utilidade.

Qualidade os dados estatísticos devem traduzir uma realidade de forma simples e

clara. O controlo de qualidades de dados é uma tarefa indispensável para a sua

fiabilidade e por outro a informação estatística deve ser completa pois, não faz

sentido preparar e divulgar dados baseados em apuramentos parciais.

Actualidade a informação de ser disponível a forma atempada a pessoas que

precisam utiliza-la no momento necessário. Isto implica um esforço de actualidade

na obtenção de dados, preparação e divulgação dos resultados.

Utilidade a informação estatística serve de um meio para desenvolvimento das

sociedades, Praticamente é um instrumento de tomada de decisões. É por isso que

ela deve ser compreendida pelos utilizadores, o que significa que ela deve ser

14

de tomada de decisões. É por isso que ela deve ser compreendida pelos utilizadores, o que

acompanhada de todos aspectos metodológicos mais relevantes, gráficos, tabelas,

notas explicativas, etc., para permitir a percepção do seu verdadeiro conteúdo e

significado.

O conjunto das diversas etapas para se preparar a informação estatística, desde a

recolha, produção e divulgação dos dados ou resultados e sua posterior utilização,

constitui o circuito da informação estatística.

Os

principais

intervenientes

no

circuito

da

informação

estatística

são

os

utilizadores, os fornecedores e os produtores de dados estatísticos.

Utilizadores governantes, homens de negócio, economistas, técnicos em geral, têm

a tarefa de seleccionar e analisar a informação de que necessitam para os seus

trabalhos. Cabe aos utilizadores, a crítica e colocação de opiniões para os problemas

e fornecedores de forma a melhorar a informação estatística.

Fornecedores prestam os produtores informações de base, facultando dados que

lhes são solicitados pelos utilizadores, sem se esquecer da cooperação e apoio que

eles têm com os produtores.

Produtores são as entidades especializadas, que têm por objectivo a obtenção e

preparação de informações necessárias ao conhecimento da realidade nos seus

vários domínios.

Pela natureza da informação estatística, ela deve obedecer as seguintes

características: qualidade, actualidade e utilidade.

Os principais intervenientes no circuito da informação estatística são os

utilizadores, os fornecedores e os produtores de dados estatísticos.

15

circuito da informação estatística são os utilizadores, os fornecedores e os produtores de dados estatísticos. 15

3.6. Técnicas elementares do método estatístico

Constituem

técnicas

elementares

do

método

estatístico,

os

procedimentos

utilizados na estatística descritiva para a descrição de dados, passando pela

organização de tabelas, construção de gráficos, cálculos de medidas estatística que

possam ajudar a análise e interpretação dos dados sem recorrer muitas vezes a

juízos probabilísticos, i.e., á inferência estatística.

Entre muitas fases do método estatístico destacam-se 6 principais.

1. Definição de problema - definição dos objectivos.

2. Planeamento definição dos procedimentos básicos

3. Recolha de dados - fase operacional.

4. Apuramento de dados - cálculos, tabelas e gráficos.

5. Apresentação exposição dos resultados obtidos.

6. Análise e interpretação discussão e indicação de conclusões.

Estas fases, dependendo do nível de abordagem do método em número ser

reduzidas, aumentadas e/ ou mesmo tomarem designações diferentes.

É um processo para se obter, apresentar e analisar características ou valores

numéricos para uma melhor tomada de decisão em situações de incerteza.

16

e analisar características ou valores numéricos para uma melhor tomada de decisão em situações de incerteza.

3.7. Caracteres e modalidades das várias estatísticas

Estatística estuda fenómenos, a que se chama de caracteres ou atributos estatístico. Para

descrever quantitativamente uma população é necessário que as unidades estatísticas

sejam classificadas em subconjuntos adequados de acordo com os caracteres ou atributos

mais relevantes. Por sua vez estes caracteres podem ser qualitativos ou quantitativos.

Chama-se modalidade de um atributo as diferentes variações ou valores que este atributo

pode assumir.

Um carácter é qualitativo, quando as modalidades não são numéricas ou não mensuráveis,

mas podem ser apenas constatadas, e será quantitativa quando ele for mensurável. De um

modo geral, os atributos observados quando são qualitativos revestem-se em várias

modalidades,

e

quando

são

quantitativos

apresenta

uma

modalidade

em

diferentes

intensidades ou valores. Ao valor que pode assumir a unidade estatística dá-se o nome de variável estatística.

Exemplo

1.1.

Vejamos

um

exemplo onde se apresentam diferentes

associados a um determinado universo.

atributos

Tabela 1.1. Os caracteres associados ao aos universos a seguir são:

Universo

Carácter/ atributo

 

População de pessoas

 

Sexo, idade, local de nascimento, grau de instrução, estado civil, etc.

Economia de um país

 

Produto interno bruto, consumo público e privado, situação monetária, etc.

Actividade

de

uma

Volume

de

venda,

receitas,

despesas,

lucros,

empresa

investimentos, etc.

 

17

de uma Volume de venda, receitas, despesas, lucros, empresa investimentos, etc.   17

Uma variável estatística é qualitativa quando se classifica em diversas modalidade

ou categorias e é quantitativa quando tem uma modalidade com intensidades

diferentes. Por outro lado uma variável estatística pode ser descrita ou contínua.

Tipos de variáveis

Variável é a característica de interesse que é medida em cada elemento da amostra

ou população. Como o nome diz, seus valores variam de elemento para elemento. As

variáveis podem ter valores numéricos ou não numéricos.

Variáveis podem ser classificadas da seguinte forma:

Variáveis Quantitativas: são as características que podem ser medidas em uma

escala quantitativa, ou seja, apresentam valores numéricos que fazem sentido.

Podem ser contínuas ou discretas.

1. Variáveis discretas: características mensuráveis que podem assumir apenas

um número finito ou infinito contável de valores e, assim, somente fazem

sentido valores inteiros. Geralmente são o resultado de contagens. Exemplos:

número de filhos, número de bactérias por litro de leite, número de cigarros

fumados por dia.

2. Variáveis contínuas, características mensuráveis que assumem valores em

uma escala contínua (na recta real), para as quais valores fraccionais fazem

sentido. Usualmente devem ser medidas através de algum instrumento.

Exemplos: peso (balança), altura (régua), tempo (relógio), pressão arterial,

idade.

18

através de algum instrumento. Exemplos: peso (balança), altura (régua), tempo (relógio), pressão arterial, idade. 18

Variáveis Qualitativas (ou categóricas): são as características que não possuem

valores quantitativos, mas, ao contrário, são definidas por várias categorias, ou

seja, representam uma classificação dos indivíduos. Podem ser nominais ou ordinais.

1. Variáveis

nominais: não existe ordenação dentre as categorias.

Exemplos: sexo, cor dos olhos, fumante/não fumante, doente/sadio.

2. Variáveis

ordinais: existe uma ordenação entre as categorias.

Exemplos: escolaridade (1o, 2o, 3o graus), estágio da doença (inicial,

intermediário, terminal), mês de observação (Janeiro, Fevereiro, ,

Dezembro).

As distinções são menos rígidas do que a descrição acima insinua.

Uma variável originalmente quantitativa pode ser colectada de forma qualitativa.

Por exemplo, a variável idade, medida em anos completos, é quantitativa (contínua);

mas, se for informada apenas a faixa etária (0 a 5 anos, 6 a 10 anos, etc

),

é

qualitativa (ordinal). Outro exemplo é o peso dos lutadores de boxe, uma variável

quantitativa

(contínua)

se

trabalhamos

com

o

valor

obtido

na

balança,

mas

qualitativa (ordinal) se o classificarmos nas categorias do boxe (peso-pena, peso-

leve, peso-pesado, etc.).

Outro ponto importante é que nem sempre uma variável representada por números

é quantitativa.

O número do telefone de

uma pessoa, o número da

casa, o

número de sua

identidade. Às vezes o sexo do indivíduo é registado na planilha de dados como 1 se

macho e 2 se fêmea, por exemplo. Isto não significa que a variável sexo passou a

ser quantitativa!

19

dados como 1 se macho e 2 se fêmea, por exemplo. Isto não significa que a

No conjunto de dados ursos castanhos, são qualitativas as variáveis sexo (nominal) e

mês

da

observação

(ordinal);

são

quantitativas

contínuas

as

demais:

idade,

comprimento da cabeça, largura da cabeça, perímetro do pescoço, perímetro do

tórax, altura e peso.

3.8. Apresentação de dados estatísticos

3.8.1. Apresentação tabular A apresentação de dados estatísticos na forma tabular consiste na reunião ou

agrupamento dos dados em tabelas ou quadros com a finalidade de apresenta-los de

modo ordenado, simples e de fácil percepção e com economia de espaço.

Componentes Básicos

Em termos genéricos, uma tabela se compõe dos seguintes elementos básicos:

Título

 

Cabeçalho

 
   

C

Indicadora

o

Casa

l

Linha

de

 
 

u

n

Coluna

 
 

a

Rodapé

20

C Indicadora o Casa l Linha de     u n Coluna     a Rodapé

Exemplo:

Evolução do movimento processual no tribunal Judicial da

Província de Tete

1970 76

 

Ano

Nº de

 

processos

 

1970

503

1971

600

1972

875

1973

900

1974

922

1975

1002

1976

1115

Fonte: Tribunal Judicial da Província de Tete

Principais Elementos de uma Tabela

Título: Conjunto de informações, as mais completa possíveis, localizado no topo da

tabela, respondendo às perguntas: O quê? Onde? Quando?

Cabeçalho: Parte superior da tabela que especifica o conteúdo das colunas.

Coluna Indicadora: Parte da tabela que especifica o conteúdo das linhas.

Linhas: Rectas imaginárias que facilitam a leitura, no sentido horizontal, de dados

que se inscrevem nos seus cruzamentos com as colunas.

Casa ou Célula: Espaço destinado a um só número.

21

de dados que se inscrevem nos seus cruzamentos com as colunas. Casa ou Célula: Espaço destinado

Rodapé: são mencionadas a fonte se a série é extraída de alguma publicação e

também as notas ou chamadas que são esclarecimentos gerais ou particulares

relativos aos dados.

3.8.2. Apresentação gráfica

Gráfico em linha: é um dos mais importantes gráficos; representa observações

feitas ao longo do tempo. Tais conjuntos de dados constituem as chamadas séries

históricas ou temporais.

Por

exemplo

nas

estatísticas

judiciais ele

processual ao longo do tempo.

mostra

a

evolução

do

movimento

Exemplo: Evolução dos processos entrados e findos no TJPT (2006-2009)

1400 1200 1000 800 Entrados 600 Findos 400 200 0 2006 2007 2008 2009 Anos
1400
1200
1000
800
Entrados
600
Findos
400
200
0
2006
2007
2008
2009
Anos
Nº de processos

Fonte: TJPT/DIJE

22

1200 1000 800 Entrados 600 Findos 400 200 0 2006 2007 2008 2009 Anos Nº de

Gráfico em setores: É um gráfico construído no círculo, que é dividido em setores

correspondentes aos termos da série e proporcionais aos valores numéricos dos

termos da série. É mais utilizado para séries específicas ou geográficas com

pequeno número de termos e quando se quer salientar a proporção de cada termo

em relação ao todo.

Exemplo: estrutura percentual de processos entrados no TJPT no mês de abril

de 2010 Extrutura percentual dos processos entrados no TJPT-Abril 2010 14% 24% Cível 10% Crime
de 2010
Extrutura percentual dos processos
entrados no TJPT-Abril 2010
14%
24%
Cível
10%
Crime
Laboral
Menores
52%

Fonte: TJPT/DIJE.

É um gráfico particularmente apropriado para representar as divisões de um

montante total.

23

52% Fonte: TJPT/DIJE. É um gráfico particularmente apropriado para representar as divisões de um montante total.

Gráficos em Barras (ou em colunas). É a representação de uma série por meio de

retângulos, dispostos horizontalmente (em barras) ou verticalmente (em colunas).

Quando em barras, os retângulos têm a mesma altura e os comprimentos são

proporcionais aos respectivos dados.

Exemplo: Variação percentual d processos findos no TJPT- 2008-2009

150.00 100.00 50.00 - Cível Crime Laboral Menores (50.00) (100.00) Jurisdições Variaçao precentual
150.00
100.00
50.00
-
Cível
Crime
Laboral
Menores
(50.00)
(100.00)
Jurisdições
Variaçao precentual

É um diagrama de barras de uma distribuição de frequências. A sua construção é

feita tal que no eixo das abcissas (X) estão os intervalos de classe, e no eixo das

ordenadas (Y) podemos ter a frequência absoluta f (histograma de frequências

absolutas), ou a frequência relativa fr (histograma de frequências relativas).

24

f (histograma de frequências absolutas), ou a frequência relativa fr (histograma de frequências relativas). 24

CAPÍTULO 2

Objectivos do capítulo

No final deste capitulo, o formando no modulo de estatística judicial

deverá ser capaz de:

Explicar os princípios pelos quais se rege a actividade estatística

oficial;

Explicar o que entende por transgressões estatísticas;

Identificar as transgressões estatísticas que mais ocorrem nos

tribunais;

Descrever as consequências das transgressões estatísticas;

Definir o movimento processual;

Calcular o índice e eficiência do sistema judicial;

Definir as medidas de tendência central; e

Calcular a média, modo do movimento processual de um caso

prático.

25

Definir as medidas de tendência central; e Calcular a média, modo do movimento processual de um

4. Princípios de actividade estatística

A actividade estatística assenta em 8 princípios a saber:

1. Autoridade estatística;

2. Segredo estatístico;

3. Autonomia técnica;

4. Imparcialidade;

5. Transparência;

6. Fiabilidade;

7. Pertinência;

8. Coordenação estatística.

Princípio de autoridade estatística

1. O princípio da autoridade estatística consiste no poder conferido ao Instituto

Nacional de Estatística de, no exercício das actividades estatísticas, realizar

inquéritos com obrigatoriedade de resposta nos prazos que forem fixados, bem

como efectuar todas as diligências necessárias à

produção das estatísticas.

2. O INE pode solicitar informações estatísticas a todas as unidades estatísticas.

Princípio de segredo estatístico

O princípio do segredo estatístico consiste na obrigação do INE de proteger os

dados

estatísticos

individuais,

relativos

a

pessoas

singulares

ou

colectivas,

recolhidos

para

a

produção

de

estatísticas,

contra

qualquer

utilização

não

26

recolhidos para a produção de estatísticas, contra qualquer utilização não 26

estatística e divulgação não autorizada, visando salvaguardar a privacidade dos

cidadãos, preservar a concorrência entre os agentes económicos e garantir a

confiança dos inquiridos.

Princípio de autonomia técnica

O princípio da autonomia técnica consiste no poder conferido ao INE de, no

exercício da sua actividade estatística, definir livremente os meios tecnicamente

mais

ajustados

à

prossecução

da

sua

actividade,

agindo

no

âmbito

da

sua

competência técnica com inteira independência.

Princípio de imparcialidade

O princípio da imparcialidade consiste no dever do INE de, no exercício da sua

actividade estatística, produzir as estatísticas de forma objectiva, científica e com

bases inequívocas.

Princípio de transparência

O princípio da transparência consiste no direito conferido aos fornecedores dos

dados estatísticos individuais, necessários à produção de estatísticas oficiais, de

obter informações relativas ao fundamento jurídico, aos fins para que esses dados

são pedidos e às medidas de protecção da sua confidencialidade e da sua utilização

exclusiva para fins estatísticos.

27

pedidos e às medidas de protecção da sua confidencialidade e da sua utilização exclusiva para fins

Princípio de fiabilidade

O

princípio da fiabilidade consiste no dever de o INE, no âmbito do SEN, produzir

as

respectivas estatísticas de maneira a que traduzam, o mais fielmente possível, a

realidade e os fenómenos que se propõem quantificar. O INE deve, ainda, informar

os utilizadores estatísticos sobre as fontes e os métodos utilizados na sua

produção.

Princípio de pertinência

O princípio da pertinência consiste no dever do INE de produzir estatísticas

relacionadas com

necessidades específicas e

de

recolher

dados

estatísticos

individuais limitando-se ao que é estritamente necessário para a obtenção das

estatísticas pretendidas.

Princípio de coordenação estatística

O princípio da coordenação estatística consiste no poder conferido ao SEN de

elaborar

e

aprovar

normas

técnicas,

nomenclaturas,

conceitos

e

definições

uniformes de aplicação imperativa por todos os órgãos produtores de estatísticas

oficiais, de modo a garantir a harmonização, integração e comparabilidade das

estatísticas produzidas.

28

oficiais, de modo a garantir a harmonização, integração e comparabilidade das estatísticas produzidas. 28

4.1. A Confidencialidade Estatística

1. Todas as informações estatísticas de carácter individual, recolhidas pelos órgãos

produtores

de

estatísticas

oficiais,

no

âmbito

estritamente confidencial, pelo que:

do

SEN,

são

de

natureza

a) Não podem ser discriminadamente inseridas em quaisquer publicações ou

fornecidas a quaisquer pessoas ou entidades, nem delas pode ser passada

certidão;

b) Nenhum serviço ou autoridade pode ordenar ou autorizar o seu exame;

c) Constituem segredo profissional para todos os funcionários ou agentes do

SEN que delas tomem conhecimento por força das suas funções estatísticas.

d) As informações individualizadas sobre pessoas singulares nunca podem ser

divulgadas.

e) As informações individualizadas sobre empresas públicas ou privadas nunca

podem

ser

divulgadas,

salvo

autorização

escrita

dos

respectivos

representantes, ou após autorização do Conselho Superior de Estatística,

caso a caso, desde que estejam em causa as necessidades do planeamento e

coordenação económica, as relações económicas externas ou a investigação

científica.

f) Do disposto no n.º 1 do presente artigo, exceptuam-se as informações sobre

a administração pública e a identificação, localização e actividade das

empresas e estabelecimentos, e outras que são geralmente de interesse e

uso público.

29

localização e actividade das empresas e estabelecimentos, e outras que são geralmente de interesse e uso

5.

Transgressões Estatísticas (artigo 25 da Lei do SEN)

(Enumeração)

1. Constitui transgressão estatística, nos termos da presente lei:

a) O não fornecimento de informações estatísticas no prazo fixado;

b) O fornecimento de informações inexactas, insuficientes ou susceptíveis

de induzir em erro;

c) O fornecimento de informações em moldes diferentes dos que forem

definidos;

d) A recusa às diligências dos funcionários ou agentes dos órgãos do SEN,

com vista à recolha directa de informações estatísticas através de

entrevista.

5.1.

Transgressões estatísticas de maior frequência nos tribunais

Fornecimento de dados estatísticos em prazo não fixado

circulares:

pelas seguintes

1.

Circular de execução permanente nº 04/GP/2005. Estipula a referida

circular que os tribunais judiciais de província devem enviar ao tribunal

supremo, impreterivelmente, no dia 5 de cada mês, um resumo contendo a

informação estatística sobre o movimento processual verificado nas

jurisdições cível, criminal, laboral de menores e outras

30

estatística sobre o movimento processual verificado nas jurisdições cível, criminal, laboral de menores e outras 30

2. Circular de execução permanente nº 25/GP/97. Estipula a referida

circular que o envio de dados estatísticos deve ser feito em tempo

oportuno .

3. Circular nº 01/GSG/2006.

4. Circular nº 02/TJPT/GJP/2009 estipula a referida circular que as

secções do tribunal judicial da província e os tribunais judiciais de

distrito devem remeter impreterivelmente até ao dia 3 de cada mês a

informação estatística relativa ao mês anterior .

5. Circular nº

03/TJPT/GJP/2009 as secções

do tribunal judicial

da

província

e

os

tribunais

judiciais

de

distrito

devem

acusar

o

seu

movimento processual diário através do departamento de informação

judicial e estatística até as 12 horas do dia

Fornecimento de informação insuficiente, inexactas ou susceptíveis de induzir ao

erro:

1.

Estipula a circular nº 04/GP/2005 que a informação estatística a enviar até

ao dia 5 de cada mês deve conter: processos pendentes, entrados, findos

(por julgamento e outros motivos), processos transitados e a informação

referente a população prisional (detido e condenados) .

2.

Erros de cálculo aritmético.

3.

Modelos incompletos.

4.

A circular nº 19/GSG/2005, diz que nas assinaturas de qualquer documento

oficial, os magistrados, dos escrivães a quem couber a elaboração de dados

estatísticos

os

seus

nomes

deveram

ser

independentemente da rubrica .

31

mencionados

por

extenso

elaboração de dados estatísticos os seus nomes deveram ser independentemente da rubrica . 31 mencionados por

6. Consequências das transgressões estatísticas

Poderão ser punidos com a pena de multa as seguintes transgressões:

1. Serão punidas com multas de 200 a 5 000 MT as transgressões seguintes:

a) Preenchimento incompleto de questionários estatísticos;

b) Inobservância de normas ou instrução expressa de notação estatística constante

nos questionários;

c) Não cumprimento dos prazos fixados para a devolução dos questionários

estatísticos devidamente preenchidos;

2.

Serão punidas com multa de 5 000 a 10 000 MT as transgressões seguintes:

a)

Fornecimento deliberado de dados estatísticos inexactos;

b)

Não fornecimento de dados estatísticos pedidos;

c)

Manifesta sonegação de informações.

3.

Considera-se manifesta sonegação de informações a recusa, por parte do

destinatário,

de

receber

documentos

enviados

pelos

órgãos

produtores

de

estatísticas oficiais, no âmbito do SEN, sob registo do correio com aviso de

recepção, ou através de protocolo.

4. O

pagamento

das

multas

informações em falta.

não

dispensa

32

os

infractores

da

prestação

das

de protocolo. 4. O pagamento das multas informações em falta. não dispensa 32 os infractores da

5. Pelas infracções cometidas por pessoas colectivas, são pessoal e solidariamente

responsáveis os seus dirigentes, corpos gerentes ou órgãos de direcção, em

exercício ao tempo da prática da infracção.

Os funcionários e agentes dos órgãos do SEN que violarem o princípio do segredo

estatístico, incumprimento de ordens ou instruções legais, incumprimento de ordens

superiores, cumprimento com exactidão pronta e lealmente, são passíveis de

responsabilidade disciplinar, sem prejuízo de responsabilidade civil ou criminal.

(EGFAE).

O envio de dados estatísticos com seríeis falhas importa a classificação de serviço

negativa dos seus autores (circular nº 01/TS/GP/07 e circular nº25/TS/GP/97).

7. O MOVIMENTO PROCESSUAL

No estudo realizado por Santos et al. (1996:103), entende-se por movimento

processual a variação no montante de processos entrados, pendentes e findos. Os

processos entrados mostram-nos a medida da procura efectiva do sistema judicial.

Os processos findos correspondem à oferta de tutela judicial. Os processos

pendentes à medida da procura judicial não satisfeita (Santos et al., 1996:103).

Para uma análise de evolução do movimento processual teremos de atender a dois

tipos de factores, factores endógenos e exógenos. Os factores endógenos são os

factores

inerentes

ao

sistema,

nomeadamente

as

alterações

legislativas,

substantivas ou processuais; alterações institucionais e alterações técnicas. Os

factores exógenos são os factores exteriores ao sistema, como as transformações

33

e alterações técnicas. Os factores exógenos são os factores exteriores ao sistema, como as transformações 33

sociais, económicas, políticas e culturais e o seu impacto na administração da justiça

em geral e no movimento processual em particular.

Como foi considerado por Santos et al. (1996:114), podemos constituir um índice de

eficiência do sistema se atendemos á razão entre o número de processos findos e a

soma dos processos pendentes e entrados.

IES

Onde IES: índice de eficiência do sistema, PF processos findos, PP processos

pendentes e PE processos entrados.

Assim quanto maior o valor da IES estiver próximo da unidade maior será a

satisfação

quando

os

cidadãos

demandam

pelos

nossos

serviços

o

que

consequentemente diminuiu os processos pendentes.

Exemplo: o tribunal judicial do distrito de Marávia registou o seguinte movimento

processual:

Ano

   

Findos

 

Sentença

Outros

Pendentes

Entrados

motivos

Transitados

2006

75

203

55

27

196

2007

196

215

87

35

289

Pergunta: Calcule o IES nos períodos dados (2006 e 2007).

34

55 27 196 2007 196 215 87 35 289 Pergunta : Calcule o IES nos períodos

IES

IES

2006

2007

IES 2006

IES

2006 0.29

IES 2007

IES 2007 0.30

8. Medidas de tendência central

O tratamento e interpretação torna-se difícil para quem pretende colocar uma

informação como um todo, razão pela qual costuma-se calcular algumas medidas que

resumidamente

traduzem

as

características

importantes

da

distribuição

de

frequências.

Existem três grupos de medidas que resumem um conjunto de dados observados. As

medidas de tendência central, as medidas de dispersão e as características de

forma de distribuição.

O índice de centro de distribuição ou medidas de tendência central (medidas de

localização), assim designados em virtude de tendência que todos dados observados

têm em torno desse valor central. Este grupo inclui: as grandezas médias, a moda a

mediana, os quartis, decis e percentis.

A média é uma grandeza ou valor representativo de um conjunto de dados como

eles tendem a se localizar em torno do ponto central. A média aritmética é a mais

usada pelos estatísticos, esta podendo ser simples ou ponderada.

Simples:

35

ponderada

A média aritmética é a mais usada pelos estatísticos, esta podendo ser simples ou ponderada. Simples:

Onde

X= média,

xi = Somatório dos valores ocorridos

n = número de vezes que os valores ocorrem

fi= frequência

Exemplo: o tribunal judicial do distrito de Marávia registou os seguintes número de

processos entrados: ano 2000 (203 processos), ano 2001 (198 processos), ano 2002

(206 processos), ano 2003 (210 processos), ano 2004 (215 processos), ano 2005

(245 processos), ano 2006 (250 processos), ano 2007 (247 processos) e ano 2008

(266 processos).

Pergunta: em média quantos processos entram por ano no tribunal de Marávia de

2000-2008?

203 198 206 210 215 245 250 247 266

2040

9

9

266.6

Resposta: em média no tribunal Judicial do Distrito de Marávia desde o ano 2000 a

2008 entram aproximadamente 277 processos.

36

: em média no tribunal Judicial do Distrito de Marávia desde o ano 2000 a 2008

Moda (Mo) define-se como o valor da variável que ocorre com mais frequência.

Para casos em que o número das observações não é muito elevado esta medida pode

ser lida no rol.

De acordo com as frequências de cada valor observado, é possível não ter uma moda

(distribuição amodal), ter uma (unimodal), duas (bimodal), três (trimodal), etc.

Quando temos dados agrupados em classe, a moda é calculada por aproximação,

começando por localizar a classe modal, se necessário deve-se conhecer a moda

bruta. Formalmente usa-se a fórmula de aproximação de Czuber para o cálculo da

moda.

Mo = Xo

Onde:

Xo = limite inferior de classe modal.

fmo = frequência de classe modal.

fa = frequência da classe anterior a classe modal.

fp = frequência da classe posterior a classe modal.

I = intervalo da classe modal.

37

da classe anterior a classe modal. fp = frequência da classe posterior a classe modal. I

CAPÍTULO 3

Objectivos do capítulo

No final deste capitulo o formando devera ser capaz de:

Conceitualizar o termo série estatística;

 

Identificar e calcular os indicadores das séries estatísticas para

casos hipotéticos de movimento processual;

 

Explicar os números índices;

 

Identificar as fontes da informação judicial e estatística;

 

Preencher

os

modelos

do

relatório

mensal

sem

vícios

de

transgressões;

 

Descrever

as

formas

de

envio

dos

relatórios

mensais

que

concorram para o cumprimento das circulares estatísticas.

Elaborar

balanços

do

movimento

processual

periódicos

(Trimestrais, semestrais, anuais e até mensais).

38

Elaborar balanços do movimento processual periódicos (Trimestrais, semestrais, anuais e até mensais). 38

9. SÉRIES TEMPORAIS

9.1. INTRODUÇÃO

Na análise estatística, confronta-se com fenómenos que possuem comportamentos

que obedecem a leis e regularidades temporais. Para estes casos a estatística

utiliza a descrição, aplicação, previsão e controlo como ferramentas para estudar o

comportamento dos valores individuais quando observados no tempo.

Neste capítulo faz-se uma análise e duas variáveis (Xi, Yi) onde Xi indica o tempo e

Yi representa a variável dependente do tempo. Assim, se for recolhida uma

sequência de dados da variável yi diremos que remos uma série temporal.

Definição: Uma série temporal (ST) ou sucessão cronológica (SC) é um conjunto

de observações de um dado fenómeno ou variável ordenada e tomadas em função do

tempo. Geralmente as observações são feitas em intervalos de tempos iguais

(anuais, trimestrais, mensais, semanais ou mesmo diários).

Fenómeno como: evolução da população de um país, evolução dos rendimentos, dos

preços, das importações, dos acidentes, valores mensais de temperatura numa

região, etc. São objectos de estudo das séries temporais.

Objectivos:

No estudo das séries temporais a estatística tem como objectivos:

a) Medir a intensidade do desenvolvimento dos fenómenos sócio económicos.

b) Apurar e descrever as tendências do desenvolvimento dos fenómenos no tempo.

c) Avaliar as oscilações e estagnações.

d) Fazer uma análise comparativa da dinâmica da série no tempo.

39

tempo. c) Avaliar as oscilações e estagnações. d) Fazer uma análise comparativa da dinâmica da série

Para alcançar estes objectivos, no estudo das séries temporais são usados os

conceitos.

Descrição é a caracterização do desenvolvimento geral do fenómeno por meio de

gráficos, diagramas de dispersão, linhas de tendência, etc.

Explicação é a fase de aplicação de um modelo aplicativo e calculo das estatísticas

para tentar explicar o comportamento do fenómeno cientificamente.

Previsão é o estabelecimento de uma relação entre os comportamentos, passado e

futuro da série a partir do comportamento.

Controlo é a tentativa de modificar o comportamento do fenómeno no futuro, face

a determinados objectivos, quando se constata uma anomalia na evolução da série.

Matematicamente uma série temporal de valores y1, y2,y3, , yn, que ocorre nos

tempos t1, t2, t3, , tn, é uma função de tempo t simbolizadas por yi=f(ti).

De acordo com o período de ocorrência ou mesmo de recolha, as séries temporais

classificam-se em periódicas e instantâneas.

9.2. Parâmetros ou indicadores de séries temporais

Como o estudo das series temporais, têm em vista uma sequência de observações

ordenadas tomadas em função do tempo, cabe antes de mais nada definir alguns

parâmetros

ou

indicadores

específicos

comportamento de certos fenómenos.

para

a

caracterização

temporal

do

Existem dois índices, conforme a base de comparação nos cálculos:

40

fenómenos. para a caracterização temporal do Existem dois índices, conforme a base de comparação nos cálculos:

a) Índices correntes são obtidos quando se usa um índice alternativo ou um

nível móvel como base de comparação.

b) Índices básicos são obtidos quando se usa um índice básico ou um nível

constante de comparação.

Os principais indicadores que são usados para verificar o desenvolvimento de uma

série temporal são:

Variação absoluta: ( i) indica em quantas unidades aumentou ou diminuiu um

nível yi, em comparação com um outro que é tomado como básico.

Ritmo de crescimento (Ki) mostra em quantas vezes aumentou ou diminuiu um

nível yi, em comparação com um outro que é tomado como básico ou anterior.

Taxa de crescimento (Ti) caracteriza a velocidade relativa de crescimento e é

expressa em percentagem.

Aumento absoluto de uma percentagem de crescimento (A%) mostra em

quantas unidades (vezes), evoluiu o fenómeno estudado em cada 1% de aumento.

Indicador da série temporal

Corrente

 

Básico

Variação absoluta ( i)

 

i = yi y(i-1)

 

i= yi-yo

Ritmo de crescimento (Ki)

   

Ki =

 

Ki =

 

Taxa de crescimento (Ti)

   

TI =(Ki-1)*100 ou

TI =(Ki-1)*100 ou

Aumento

absoluto

de

uma

   

percentagem

de

crescimento

A%=

ou

 

A%=

(A%)

 

Exemplo: dados os valores de processos entrados tribunal judicial do distrito de

Marávia: ano 2000 (203 processos), ano 2001 (198 processos), ano 2002 (206

41

entrados tribunal judicial do distrito de Marávia: ano 2000 (203 processos), ano 2001 (198 processos), ano

processos), ano 2003 (210 processos), ano 2004 (215 processos), ano 2005 (245

processos), ano 2006 (250 processos), ano 2007 (247 processos) e ano 2008 (266

processos).

Pergunta: calcule os parâmetros básicos do fenómeno observado entre o ano 2006 e

2007.

Resolução:

i = yi y(i-1), i = 247 250. i = - 3 processos.

Ki = , Ki =

, Ki =0.98

TI =(Ki-1) *100, TI= (0.98-1)*100, TI =-0.02*100, TI= -2%

A%=

, A%=

, A%= 2.5

Resposta: constata-se que durante entraram menos 3 processos no ano 2007 em

relação a 2006. Durante o mesmo período, o ritmo de crescimento de processos

entrados foi de 0.98 e a taxa de crescimento de -2%. Durante o mesmo período, o

aumento absoluto foi de 2.5.

42

processos entrados foi de 0.98 e a taxa de crescimento de -2%. Durante o mesmo período,

10. Números índices.

Frequentemente nos estudos de fenómenos sócio económicos e em outros do

domínio da ciência e serviço profissionais, sociólogos, psicólogos, tem a necessidade

de descrever as variações das grandezas que caracterizam estes fenómenos, i. é,

situações de análise onde o interesse principal é medir possíveis diferenças entre

os

grupos.

O

número índice constitui um instrumento de análise poderoso, normalmente quando

se procura estabelecer comparações entre grupos de variáveis distintas ou não,

mais relacionadas entre si.

Um número índice - é um indicador ou medida estatística utilizada para comparar

através de uma expressão quantitativa global, grupos de variáveis, custo de vida de

um país, evolução do ensino, do salário, registos demográficos, do movimento

processual.

Vários problemas se podem apresentar quer na comparação de preços (índices de

preços), quer nas:

11. Fontes da informação judicial e estatística

A informação judicial e estatística tal como outro tipo de informação se reveste de

uma fonte pela qual ela se apoia para produzir a informação estatística oficial do

tribunal em relatórios, publicações, correspondências, etc.

Em razão da sua importância, subdividem-se as fontes em primárias e secundárias e

a outro nível as terciárias.

43

Em razão da sua importância, subdividem-se as fontes em primárias e secundárias e a outro nível

As fontes primárias

Processos:

As fontes primárias Processos: Processo -Auto constituído pelas peças escritas emanadas das partes, pelas decisões do

Processo -Auto constituído pelas peças escritas emanadas das partes, pelas

decisões do tribunal e actos do Ministério Público, e pelo relato, mais ou menos

circunstanciado, dos actos e diligências praticadas no desenvolvimento da acção.

Este tipo de fonte de informação é a génese dos dados estatísticos, é com base

nela que se recorre quando se pretende aferir o real movimento processual dos

tribunais. É fundamental quando se pretende aferir o estado de cada processo.

Regra geral, todos os actos judiciais são registados em livro próprio, assim como os

dados relacionados a processos e população prisional, emergindo assim os livros de

escrituração obrigatória contidos no nº 2 do artigo 26 do decreto nº 352/72 de 9

de Setembro, são tidos como fontes secundárias dos da informação judicial e

estatísticas produzidas nos tribunais.

44

de Setembro, são tidos como fontes secundárias dos da informação judicial e estatísticas produzidas nos tribunais.

Os livros que são usados como fontes secundárias são: livro porta (cível, crime,

laboral, menores e outros), livros de julgamentos realizados, livro de registo de

processos de inventário, livro de registo de conta, livro de registo de sentença,

Os livros têm a vantagem em relação aos processos de tornarem mais célere o

processo de controlo de fiabilidade dos dados estatísticos contidos nos relatórios

se devidamente registados. Têm a desvantagem caso contenham dados erróneos de

induzir ao erro que consubstanciam a transgressão estatísticas.

A título de exemplo, a área de estatística do tribunal judicial da província de Tete

em visitas aos tribunais distritais e secções dos tribunais têm constatado a falta de

comunicabilidade dos livros em apreço, ou seja os livros não falam ou se falam

não é em tempo oportuno.

Por outras palavras os livros em referência geralmente não são registados todo o

desenvolvimento do processo por parte de quem de direito deveria registar, ou se

regista, fá-lo erradamente, com a duplicação do mesmo número de processo, a não

observância da sequência numérica para cada espécie de processo, ou até registo

que ocorrem depois do dia 5 de cada mês, facto que faz com que o sector recorra a

outras fontes de dados.

45

até registo que ocorrem depois do dia 5 de cada mês, facto que faz com que

Exemplo: forma errado de preenchimento dos livros

Nº de

Natureza

Data da entrada

Nome do

Nome do arguido

Processo

Dia

Mês

Ano

declarante

1/2010

Querela

         

2/2010

Querela

         

3/2010

Querela

         

4/2010

S/Crime

         

5/2010

S/Crime

         

6/2010

S/Crime

         

7/2010

S/Crime

         

8/2010

Transgressão

         

9/2010

Transgressão

         

A forma de preencher acima referida quando o livro é único induz ao erro ao

utilizador, ao inspector judicial ou ao fiscalizador. A título de ilustrativo, o excerto

do livro porta acima faz deduzir que existem 10 processos de transgressões e 7 de

sumário-crime, quando na verdade existem 2 processos de transgressão e 4 de

sumário-crime.

Exemplo: forma correcta de preenchimento dos livros

Nº de

Natureza

Data da entrada

Nome do

Nome do arguido

Processo

Dia

Mês

Ano

declarante

1/2010

Querela

         

2/2010

Querela

         

3/2010

Querela

         

1/2010

S/Crime

         

2/2010

S/Crime

         

3/2010

S/Crime

         

4/2010

S/Crime

         

1/2010

Transgressão

         

2/2010

Transgressão

         

46

Transgressão           2/2010 Transgressão           46

Finalmente temos as fontes terciárias, com destaque para relatórios (mensais,

trimestrais, semestrais, anuais), anuários estatísticos que também são usados como

fontes terciárias dos dados estatísticos.

Contudo cumpre recordar que a estatística é um instrumento de apoio para a

tomada de decisão superior, dai que os dados em que ela se baseia devem se

revestir de tamanha fiabilidade, para que haja uma decisão superior consentânea

com a realidade.

Cenário A

Dados errados

Relatórios errados

Relatórios errados

Relatórios errados

Decisões erradas.

Cenário B

Dados fiáveis

relatórios certos

relatórios certos

relatórios certos

decisões certas.

Dai que todo o esforço deve ser direccionado no sentido para que os dados com que

a estatística judicial sejam fiáveis, para que no final os superiores hierárquicos

tomem decisões consentânea com a realidade.

47

judicial sejam fiáveis, para que no final os superiores hierárquicos tomem decisões consentânea com a realidade.
12. Modelos dos relatórios mensais República de Moçambique Tribunal Judicial de
12. Modelos dos relatórios mensais
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
------------------------------------------------------------------
Comment [T1]: O responsável pela elaboração
do relatório, deverá indicar o tribunal de referência
e
a respectiva secção.
Comment [T2]: O funcionário que elabora o
relatório deve indicar a quem dirige o documento
S/Ref.:
S/Com.:
N/
Ref
.:
Data
:
Comment [T3]: Indicar o número de referência
e
o tribunal.
Comment [T4]: Indicar a data.
Assunto
:
Comment [T5]: Indicar o assunto.
Comment [T6]: Texto, duma forma sucinta e
clara.
O(a) juiz(a)
Presidente
Comment [T7]: Rubrica do Juiz(a) presidente
Comment [T8]: Nome do(a) Juiz(a) presidente
(
)
Depois é carimbado com carimbo em uso no
tribunal em referência.
48
República de Moçambique Tribunal Judicial de ---------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
---------------------------------------------------------------------
Comment [T9]: Conferir a explicação em T1.
Secção
--------------------------------
Mês
----------------------------------------
Comment [T10]: Indicar a secção.
Comment [T11]: Indicar o mês de referência.
Programa de Julgamento para o mês
de
--------------------------------------------------------------------
Comment [T12]: Mesmo da explicação em T11.
CRIME
CÍVEL
A.
Sumárias -------------------------------------
Policia Correccional
-------------------------------
A.
Sumaríssima---------------------------------
Sumario Crime ---------------------------------------
I.
Judicial----------------------------------------
Inventários----------------------------------------
Incidentes
--------------------------------------------
Alimentos-----------------------------------------
Regulaç.Poder.Pater----------------------------
Prevenção Criminal------------------------------
A.
Declarativa-----------------------------------------
Inv. Paternidade----------------------------------------
Comment [T13]: O funcionário que elabora o
relatório deve indicar o número de julgamentos
marcados para cada espécie.
O escrivão
Visto:_o(a) Juiz(
a )
Comment [T14]: Rubrica do escrivão e do (a)
Juiz(a).
/
/
/
/
Comment [T15]: Faz-se referência aos nomes do
escrivão e do respectivo Juiz(a).
49
República de Moçambique Tribunal Judicial de -------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
-------------------------------------------------------------------
Comment [T16]: Ver T1 e T9
Ano
--------------------------------
Comment [T17]: Indicar o ano
Mês
de
--------------------------------
Comment [T18]: Ver T 11
MAPA MENSAL DE RECEITA
Discriminação
Valor Cobrado
Cofre dos Tribunais
Emolumentos
Tribunal Supremo
Estado
Ministério do Interior
I.P.A.J
Caminhos dos Oficial
Diversos
N/ discriminada
Total
Comment [T19]: Indicar valor da receita para
cada descrição e no fim calcular o seu total.
,
de
de
20
Comment [T20]: Indicar o local, o dia, o mês e o
ano.
O escrivão
Visto:_o(a) Juiz(
a
)
Comment [T21]: Rubrica do escrivão e do (a)
Juiz(a).
/
/
/
/
Comment [T22]: Faz-se referência aos nomes do
escrivão e do respectivo Juiz(a).
50
 
     
   
 
  República de Moçambique  
  República de Moçambique  

República de Moçambique

 
 

Tribunal Judicial

Tribunal Judicial

de

de

-------------------------------------------------------------------

   

Comment [T23]: Ver o comentário em T1 e T9. Ver o comentário em T1 e T9.

 
 
 
 
 
Secção   Mês   de   Comment [T24]: Indicar a secção.

Secção

Secção
 

Mês

Mês
 

de

de
 

Comment [T24]: Indicar a secção. Indicar a secção.

 

Mapa de julgamentos marcados e não realizados ou interrompidos.

   

Comment [T25]: Indicar o mês de referência.

 

Data

 

MOTIVOS

   

de

 

Não realizados

 

Interrompidos

   

Julgamento

Pedido

Evasão e

Não

 

Não

Não

Ausência

Outros

 

Não

Continuaç

   
 

de

fuga de

condução

cumprimento

comparência

do Juiz

motivos

 

competência

 

ão de

Outros

Adiamento

preso

do réu

 

de diligência

de Técnicos

 

de

produção

motivos

 

Interveniente

 

Intervenientes

de provas

 

Indicar

Indicar nº

Indicar o

Indicar o

 

Indicar o

Indicar o

Indicar o

Indicar o

 

Indicar o

 

Indicar o

Indicar

o

data de

de pedido

número

número

número de

número de

número

número

número de

número

número

julgamento

de

de

de

ocorrência

ocorrência

de

de

ocorrência

de

de

 

adiamento

ocorrênci

ocorrênci

ocorrênci

ocorrênci

 

ocorrênci

ocorrênci

a

a

a

a

a

a

 
   
   
 
 

O escrivão

 

Visto:_o(a) Juiz(

Visto:_o(a) Juiz(

a

a

)

 

Comment [T26]: Rubrica do escrivão e do (a) Rubrica do escrivão e do (a)

 

Juiz(a).

 
 
/ / / /   Comment [T27]: Faz-se referência aos nomes do escrivão e do

/

/

/

/

 

Comment [T27]: Faz-se referência aos nomes do escrivão e do respectivo Juiz(a). Faz-se referência aos nomes do escrivão e do respectivo Juiz(a).

 
 

51

 
Comment [T28]: Ver comentário em T1 e T9

Comment [T28]: Ver comentário em T1 e T9

Comment [T29]: Indicar o mês de referência.

Comment [T29]: Indicar o mês de referência.

Comment [T30]: Rubrica do escrivão e do (a) Juiz(a).

Comment [T30]: Rubrica do escrivão e do (a) Juiz(a).

Comment [T31]: Faz-se referência aos nomes do escrivão e do respectivo Juiz(a).

Comment [T31]: Faz-se referência aos nomes do escrivão e do respectivo Juiz(a).

referência aos nomes do escrivão e do respectivo Juiz(a). República de Moçambique   de

República de Moçambique

 
 
 

de

de
de

-------------------------------------------------------------------

de ------------------------ Tribunal Judicial Relação dos
de ------------------------ Tribunal Judicial Relação dos

de

de ------------------------ Tribunal Judicial Relação dos
de ------------------------ Tribunal Judicial Relação dos

------------------------

Tribunal Judicial

Relação dos Arguidos apresentados ao Juiz de Instrução Criminal durante o mês

Tipos de Crime Nº de Processo Arguidos Idade Masculino Feminino Indicar o tipo de crime
Tipos de Crime
Nº de Processo
Arguidos
Idade
Masculino
Feminino
Indicar o tipo de crime
Indicar o nº de
processo.
Indicar
a
idade
Marcar
com X se
for homem
Marcar com X
se for mulher

O escrivão

Visto:_o(a) Juiz(

a

)

O escrivão Visto:_o(a) Juiz( a ) / / / /   52

/

/

/

/

/

 

52

República de Moçambique Tribunal Judicial de -------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
-------------------------------------------------------------------
Comment [T32]: Ver comentário em T1 e T9.
Espécie
Nº de
Findos
Processo
Por Sentença
Por
Despch.de Leg.de
Prisão Inst. Criminal
Despacho
Indicar a espécie
Indicar o
número do
Marcar com X se for
findo por despacho
processo
Marcar com X
se for findo por
sentença
O escrivão
Visto:_o(a) Juiz(
a )
Comment [T33]: Rubrica do escrivão e do (a)
Juiz(a).
/
/
/
/
Comment [T34]: Faz-se referência aos nomes do
escrivão e do respectivo Juiz(a).
53
República de Moçambique Tribunal Judicial de -------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
-------------------------------------------------------------------
Comment [T35]: Ver comentário T9.
Mapa mensal de réus condenados
Mês
de
Comment [T36]: Indicar o mês de referência.
Tipo de Crime
Nº de réus Condenados
Idade
Penas aplicadas
Masculino
Feminino
Indicar o tipo de crime
Marcar com X se
for sexo
masculino
Marcar com X se
for sexo feminino
Indicar a idade
Indicar as penas aplicadas.
O escrivão
Visto:_o(a) Juiz(
a
)
Comment [T37]: Rubrica do escrivão e do (a)
Juiz(a).
/
/
/
/
Comment [T38]: Faz-se referência aos nomes do
escrivão e do respectivo Juiz(a).
54
República de Moçambique Tribunal Judicial de -------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
-------------------------------------------------------------------
Comment [T39]: Ver comentário T9.
Mapa de réus condenados e absolvidos durante o mês
de
Comment [T40]: Indicar o mês de referência.
Réus
Réus
condenados
absolvidos
Nº de
proc.
Nome completo
Tipos de crime
H
M
H
M
Idade
Penas aplicadas
Indicar
o nº de
processo
Indicar o tipo
de crime
Indicar
Indicar o nome
a idade
Indicar as penas aplicadas
Comment [T41]: Marcar com X se se trata de
homem ou mulher.
O escrivão
Visto:_o(a) Juiz(
a
)
Comment [T42]: Rubrica do escrivão e do (a)
Juiz(a).
/
/
/
/
Comment [T43]: Faz-se referência aos nomes do
escrivão e do respectivo Juiz(a).
55
República de Moçambique Tribunal Judicial de -------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
-------------------------------------------------------------------
Comment [T44]: Ver comentário em T1 e T9.
Mapa de arguidos apresentados ao tribunal por idade e sexo durante o mês
de
Comment [T45]: Indicar o mês.
Nº de
Arguidos
Nome completo
Tipos de crime
proc.
MASC.
FEM.
IDADE
Comment [T46]: Indicar:
Numero de processo,
O nome do arguído,
Marcar com X o Sexo,
Indicar a idade do arguido,
Indicar o tipo de Crime.
O escrivão
Visto:_o(a) Juiz(
a
)
Comment [T47]: Rubrica do escrivão e do (a)
Juiz(a).
/
/
/
/
Comment [T48]: Faz-se referência aos nomes do
escrivão e do respectivo Juiz(a).
56
República de Moçambique Tribunal Judicial de -------------------------------------------------------------------
República de Moçambique
Tribunal Judicial
de
-------------------------------------------------------------------
Comment [T49]: Ver comentário T9.
Mapa Mensal
Mês
Ano de
PROCESSOS
MOVIMENTO DE RÉUS DURANTE O MÊS
PROCESSOS
Após a instrução
preparatória
TRANSITADOS
Pendentes
do
Entrados no
Findos durante o mês
Réus
presos
Réus
presos
a
em
cumpriment