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Exames Contrastados

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Published by: Nathália Roncada Dias on May 04, 2011
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Exames Contrastados

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Introdução Aos Meios De Contraste
Os meios de contrate permitem a obtenção de imagem dos órgãos e das estruturas vizinhas que possuem densidade similar; pois eles são constituídos de elementos químicos de elevado numero atômico, como o bário e o iodo que apresentam poder de absorção aos raios-x.

Capacidade de Absorver Radiação:
1. Positivos ou radiopacos: Quando presentes em um órgão absorvem mais radiação que as estruturas vizinhas. 2. Negativos ou radio transparentes: É o caso de ar e dos gases que permitem a passagem dos RX mais facilmente servindo assim como contraste negativo. (ex: radiografias de duplo contraste, ar e bário). Os meios de contrastes positivos tem peso atômico elevado determinando alta absorção dos raios-x. Estes meios de contrastes são basicamente de dois grupos: Iodados e Baritados Os meios de contraste negativos tem baixo peso atômico, com mínima absorção dos raios-x e são representados por elementos gasosos como ar atmosférico e gás carbônico. São úteis em certas circunstâncias e hoje de uso bem menos comum.
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Quanto a solubilidade existem 3 tipos: ‡ Hidrossolúveis: dissolve-se em água. ‡ Lipossolúveis: dissolve-se em lipídios (gordura). ‡ Insolúveis: não se dissolvem. Ex: sulfato de bário.

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Vias de Administração
1.Oral: Quando o meio de contraste é ingerido pela boca. Oral: EX: Sulfato de Bário para o Esôfago (Esofagograma). 2. Parenteral ou EV: Quando o meio de contraste é ministrado por vias endovenosas EV: ou artérias. EX: Urografia excretora e arteriografias. 3. Intratecal: É aplicado dentro do canal medular por baixo da DURAMATER. É usado Intratecal: para punções lombar. EX: Mielografia 4. Endocavitário: Quando o meio de contraste é ministrado por orifícios naturais que se Endocavitário: comunicam com o meio externo. (ex: uretra, reto, útero, etc.). EX: Histerossalpingografia, Clister opaco. 5. Intracavitário: Quando o meio de contraste é ministrado via parede da cavidade Intracavitário: em questão. (ex: fístula). EX: Colangiografia pelo dreno, Fístulografia. 4

‡ Os meios de contraste baritados contem em sua estrutura o elemento químico Bário. O Sulfato de Bário é a forma química mais usada como meio de contraste e pode ser encontrado em forma de pó ou suspensão coloidal pronta para o uso. O Sulfato de bário é administrado por via oral ou retal e usado para estudo radiológico do tubo digestivo. ‡ Exame em duplo contraste são aqueles em que se usa um meio de contraste positivo junto com um meio de contraste negativo. Como exemplo temos: 1. Exame em duplo contraste do estomago e duodeno onde se utiliza um meio de contraste positivo (sulfato de bário) e um meio de contraste negativo (gás carbônico). 2. Exame em duplo contraste de uso comum o ´Clister Opacoµ, onde se utiliza um meio de contraste positivo (sulfato de bário) e um meio de contraste negativo (ar atmosférico).
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Embalagem do meios de contraste Sulfato de Bário (BaSO )
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Contra indicação ao Sulfato de Bário - BaSO
‡ Por ser um composto insolúvel, o sulfato de bário é contra indicado se houver qualquer chance de que possa escapar para a cavidade peritoneal. Isso pode ocorrer através de vísceras perfuradas, ou no ato cirúrgico se este suceder o procedimento radiológico. ‡ Em qualquer dos dois casos, deve ser usado então contraste iodado hidrossolúvel ,que podem ser facilmente removidos por aspiração antes da cirurgia ou durante esta; por outro lado, se essas substâncias passarem para a cavidade peritoneal, o organismo pode absorvê-la facilmente. ‡ Quanto ao sulfato de bário não será absorvido e deverá ser removido pelo cirurgião, de qualquer lugar em que seja encontrado fora do canal alimentar. ‡ Embora seja RARO já foi descrito pacientes hipersensíveis ao sulfato RARO, de bário, por isso todo paciente deve ser observado quanto a quaisquer sinais de reação alérgica.
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Caso Celobar
‡ Pesquisa para próxima aula valendo 1.0 ponto
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/ult2767u6.jhtm

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Meios de Contraste Iodados
‡ A estrutura básica dos meios de contraste iodados é formada por um anel benzênico, ao qual foram agregados átomos de iodo e agrupamentos complementares, onde estão ácidos e substitutos orgânicos, que influenciam diretamente na sua toxicidade e excreção.

Anel de Benzeno

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Estrutura Básica dos Meios de Contraste Iodados
MONÔMERO COOH I I I I I I COOH DÍMERO R3

R1 I

R2

R1 I I 2 anéis de benzeno 6 ÁTOMOS DE IODO

R2

1 anel de benzeno 3 ÁTOMOS DE IODO

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Frasco de M.C Iodado
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Hidrossolúvel X Lipossolúvel
‡ Os meios de contraste hidrossolúveis são solúveis em água e correspondem a quase totalidade dos meios de contraste em uso hoje. Estes são os meios de contraste possíveis de administração vascular, venosa ou arterial e quase sempre eliminados pelos rins. ‡ Os meios de contraste lipossolúveis são compostos oleosos solúveis em gorduras e de difícil eliminação. Não podem ser administrados por via vascular venosa ou arterial, muito pouco utilizados hoje, estando em completo desuso.
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Iônico X Não Iônico
‡ O grupo ácido (H+): ‡ MC iônico: substituído por um cátion (Na+ ou iônico:
meglumina).

‡ MC não-iônico : substituí por aminas portadoras de nãogrupos hidroxila (R = radical orgânico).

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UMA SOLUÇÃO PODE TER NATUREZA IÔNICA OU NÃO-IÔNICA CONFORME SUA ESTRUTURA QUÍMICA,MAS TODAS APRESENTAM ALGUMAS PROPRIEDADES QUE ESTÃO RELACIONADAS À

CONCENTRAÇÃO DO SOLUTO

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MONÔMEROS
‡ Em solução, dissociam-se em 2 partículas = 1 ânion radiopaco e 1 cátion (sódio ou meglumina) ‡ Não radiopaco em solução, 3 átomos de iodo para 2 partículas = maior osmolalidade ‡ Entre todos os meios são isotônicos ou seja mesma osmolalidade dos fluídos corpóreos a 70mg de iodo/mL .

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DÍMEROS
‡ Em solução, dissociam-se em 2partículas = 1 ânion radiopaco (ioxaglato) e 1 cátion (sódio ou meglumina) 6 átomos de iodo para 2 partículas são isotônicos.

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MONÔMEROS
‡ Não se dissociam em solução. ‡ Fornecem 3 átomos de iodo para 1 partícula ‡ São isotônicos 150mg de iodo/ml

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DÍMEROS
‡ Não se dissociam em solução ‡ Fornecem 6 átomos de iodo para 1 partícula = menor osmolalidade. ‡ São isotônicos a 300mg de iodo/mL ‡ Maior peso molecular = grande viscosidade.

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1.Densidade/ concentração g/ml
‡ Número de átomos de iodo por mililitro de solução.

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2. VISCOSIDADE
‡ ´forçaµ necessária para injetar a substância através de um cateter ‡ aumenta com a concentração da solução e com o peso molecular ‡ NI diméricos tem maior viscosidade que NI monoméricos ‡ Viscosidade é menor quanto maior a temperatura

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3. OSMOLALIDADE
‡ É a concentração molecular das partículas osmoticamente ativas de uma solução por quilo de água (mOsm/kg). ‡ Número de partículas de uma solução por unidade de volume mosm/kg de água. ‡ ‡ Representa o poder osmótico que a solução exerce sobre as moléculas de água. Influências: peso molecular, concentração, efeitos de associação/dissociação e hidratação da substância química.

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3. OSMOLALIDADE
A osmolalidade é dada por meio de valores em milimoles por Kg de água, equivalente a uma solução de NaCl ( Cloreto de Sódio- Sal de cozinha) a 0,85%. Hipertônicos: maior que 300 milismoles; Isôtonicos: igual a 300 milismoles; HipoTônicos: menor que 300 milismoles. ‡ Maior osmolalidade = maior vasodilatação ‡ Quanto maior a densidade, a gravidade e a viscosidade, mais dificuldade terá a solução para se misturar ao plasma e aos fluídos corporais ‡

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Osmose é o processo através
da qual um liquido atravessa a membrana semipermeável. A passagem do liquido através da membrana semipermeável ocorre no sentido da solução de menor concentração para a solução de maior concentração.

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Osmolalidade nº de particulas por kg de massa.
Representadopor mosmol/kg de agua
1200

1000

800

600

Series1

400

200

0

Sangue

Monômeros Iônicos

Dímeros Iônicos

Dímeros Não Iônicos
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‡ Osmolalidade, viscosidade, hidrofilicidade e solubilidade não podem ser optimizadas simultaneamente. ‡ Apenas 2 parâmetros podem ser mudados ao mesmo tempo. ‡ Osmolalidade = carac. principal a ser optimizada para ajustar a do sangue ‡ Viscosidade = outro parâmetro que pode ser ajustados junto com a osmolalidade ‡ Se aumentar a hidrofilicidade, aumenta também a viscosidade e osmolalidade
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Freqüência de Reações Adversas
iônico X não-iônicos / baixo risco X risco elevado não-

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Principais sintomas clínicos - Reações Adversas

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Indicações para uso de MC INTRAVASCULAR

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Indicações para uso de MC INTRATECAL ² somente não-iônicos não-

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Outras indicações para o uso de MC.

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REAÇÕES ADVERSAS E RISCO
Aspectos considerados antes da utilização de MC 1. Consultar e esclarecer o paciente evitando ansiedade 2. Avaliar história e condição clínica, avaliar o uso do MC e considerar outras alternativas diagnósticas 3. Checar fatores de risco, medicações em uso, agentes nefrotóxicos, antihiperglicemiantes orais,...
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FATORES DE RISCO ± REAÇÕES ADVERSAS
‡ Hipersensibilidade ao agente de contraste ‡ Alergia ‡ Hipertireoidismo ‡ Desidratação ‡ Insuficiência cardiovascular severa ‡ Insuficiência pulmonar de alto grau e asma

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‡ Insuficiência renal ‡ Nefropatia ± Diabetes mellittus (metformina) ‡ Paraproteína elevada ‡ Doença autoimune ‡ Idade avançada ‡ Ansiedade (medo)
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Atitudes que diminuem os riscos da reações adversas
‡ Aquecer a 37° C (facilita a excreção) ‡ Temperatura = viscosidade = facilidade administração exije menos força para se injetar o meio de contraste. ‡ Reações fisicoquimiotóxicas estão diretamente relacionadas a dose. ‡ A dose em adultos deve ser de 2 a 3 ml para cada 1 Kg do paciente (padrão adulto 70 kg). ‡ A dose em crianças (acima de 20 kg) deve ser de 1 a 2 ml para 2Kg da criança.
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REAÇÕES FISICOQUIMIOTÓXICAS
‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Sensação de calor Dor vascular Lesão endotelial Alteração da hemácia Redução da função renal Arritmia Convulsão e paralisia Alteração da coagulação
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REAÇÕES IDIOSSINCRÁTICAS
‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Reação severa ou fatal Hipotensão grave Perda da consciência Convulsão Edema pulmonar Urticária Edema laríngeo Broncoespasmo Parada cardíaca
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Anamenese
‡ É o conjunto de perguntas direcionadas para saber se o paciente tem alergias, doenças, toma medicações que em interação com os meios de contraste causarão reações adversas. Alguns Exemplos de perguntas:
1. Você é alérgico a alguma coisa? 2. Você já tem asma ou urticária? 3. Você é alérgico a algum remédio? 4. Você é alérgico ao iodo? 5. Você é alérgico a algum tipo de comida? 6. Você está tomando Glucofage¹ no momento? 7. Você já realizou exames radiológicos que precisaram de injeção intravenosa ou intra-arterial?
¹Glucofage é formado por cloridato de METIFORMINA. 
Uma resposta positiva a qualquer dessas perguntas alerta à equipe para um aumento na probabilidade de reações.
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