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CONSCIÊNCIA ÉTICA.

CONCEITO:

Para a filosofia, consciência resulta da relação íntima do homem consigo


mesmo, é fruto da conexão entre as capacidades do eu e aquelas das energias
espirituais, responsáveis pela nossa vida.
Portanto, consciência ética é um estado decorrente de mente e espírito, através
do qual não só aceitamos modelos para a conduta, como efetivamos julgamentos
próprios; condicionamos-nos, mentalmente para a realização dos fatos inspirados na
conduta sadia.
A consciência se forma através das parcelas de ensinamento, informações,
influências ambientais, observações e percepções, são através desse conhecimento
adquirido que criamos nossos parâmetros.

ESPÍRITO, EGO E CONSCIÊNCIA.

Espírito é a energia que nos rege, que atua sobre a nossa massa orgânica, não
necessita de influência externa e independe de nossa vontade, está programada para
manter o nosso organismo em plena atividade.
Como exemplo, podemos citar: Ter fome, sentir sede, cicatrizar uma ferida, etc.

Nosso ego confunde-se com nossa consciência, embora sejam coisas distintas
quando nos propomos a estudá-las.

A consciência se instala e age na relação entre o espírito e a sensibilidade da


mente, neste âmbito nada ocorre automaticamente, tudo é feito através de
autoprogramações, através de nossas propriedades materiais vai condicionar-se a
utilização de nossos recursos intelectuais para que se atinja o objetivo proposto.
A eficácia de nossa ação em nosso ambiente, em confronto com as
necessidades que programamos, é a que nos condicionam as atitudes, as condutas
que exigem uma linha normativa ou não.
Nem sempre a felicidade de um ser se consegue sem que outros percam a sua.
No campo da ética, tal forma de conquistar a felicidade de forma egoística não
encontra apoio e nem é considerável.
Nada vem a ser considerado ético se é produzida com o prejuízo de alguém,
com a intenção de um subjetivismo acentuado e pernicioso.
A aplicação da ética é decorrente de uma ação harmônica entre o ser que a
pratica e a comunidade na qual se insere.
Podem ser tão fortes as determinações da ambiência que o ser passa a ceder,
sem prejuízo, sua própria liberdade espiritual, em favor da pressão e dos interesses de
seu semelhante.

ASPECTOS DA CONSCIÊNCIA ÉTICA

A consciência ética se forma através da nossa conduta, fruto da nossa


consciência, dos conhecimentos adquiridos e a influência que sofremos do ambiente
em que interagimos.

CONSCIÊNCIA SUBJETIVA E CONSCIÊNCIA ÉTICA

Consciência subjetiva são experiências sensoriais, pensamentos, etc.


Intrinsecamente subjetivos irredutíveis a qualquer definição e explicação de
caráter científico, somente podem ser revelados para o próprio sujeito, do ponto de
vista da primeira pessoa.

A consciência ética é específica, pois forma-se para o exercício de vontades que


geram condutas que se submetem ao julgamento de terceiros.
Mentir pode ser natural para quem não foi educado para a verdade, para quem
não recebeu em sua consciência, o modelo do verdadeiro, mas não o será perante o
julgamento de terceiros.

Agir de acordo com uma consciência moldada em defeitos, pode ser normal
para o defeituoso, mas não o será para o julgamento geral.

Já uma consciência virtuosa, fica isenta de conflitos, em geral, pois, é esse o


estado de valor que se tem objetivado conseguir ao longo dos milênios, na sociedade
humana.

RELAÇÃO TRANSCENDENTAL E CONSCIÊNCIA ÉTICA

A consciência ética forma uma opinião, surgida do confronto entre a realidade


percebida e aquela que se insere no íntimo do ser.
As posições interiores que atribuímos a nossa mente parecem provenientes de
partes escondidas e desconhecidas do cérebro, pela ciência, ou dessa energia ainda
pouco conhecida do homem que chamamos de espírito.
Existe dentro de cada um, um fluxo de julgamento e de intuições a qual
chamamos de verdade. Ninguém pode negar que existe, dentro de cada um de nós,
esse fluxo de ligação entre nossas percepções da vida e o que interiormente nos é
sugerida por essas energias.
Seja como for, o aspecto da consciência ética é bem palpável para nós e tem
sua forma de ser aceita, como já se descreveu.
MUNDO INTERIOR E MUNDO EXTERIOR PERANTE A CONSCIÊNCIA
ÉTICA.

A muito é de conhecimento que o mundo exterior e interior, no campo da


filosofia e da ética, influencia nos julgamentos de certo e errado pelo indivíduo.
As ambições que residem nos egoísmos que o indivíduo entende como prazer,
como felicidade, podem ser canalizadas para um materialismo exacerbado e
condenável.
O valor monetário possui enorme supremacia sobre o ser humano, causando
deformações na consciência humana, rompendo com a moral e os bons costumes.
A consciência enseja um exercício de vida que busca fundamentos nas virtudes
do espírito e estas seguem a parimetria das essências.
A finalidade na aplicação do saber é maior que os meios de sua aplicação, isto
é, a prática que nos ensina em face das questões éticas.
Os que dependem do conhecimento e apelam para um profissional, confiam que
suas necessidades venham a ser satisfeitas.
Os conflitos existem, mas não podemos excluir o dever de um esforço no
sentido de uma harmoniosa convivência com o grupo, no caso ético.
É inequívoco que, entre o ideal, o real, o eu, e o ético, um expressivo número de
variáveis discordantes pode ocorrer.
Os juízos que povoam o consciente, o pré-consciente, o inconsciente, assim
como as energias espirituais que sobre nós atuam, criam, muitas vezes variações que
causam a alteração de modelos já aceitos pela consciência.

ESTADOS ESPECIAIS DE MANIFESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ÉTICA

Os sentimentos morais, religiosos, partidários, econômicos, etc, podem superara


razão e em qualquer tempo reformar modelos conscientes.
O ego, envolvido pela crença, pelo preconceito, pela forte emoção, pelo
desenfreado interesse, pelo descontrole do indivíduo, tende a deturpar o racional,
podendo negá-lo, altera-lo ou superestima-lo, de acordo com a circunstância.
Pode ocorrer entre um grupo e uma sociedade e até com a aceitação do Estado,
uma posição fanática, logo irracional, que se torna moral perante o coletivo, mas não
se torna ético perante a doutrina.
Pode ocorrer também que paixões e sentimentos profundos alterem as visões
de um ser. Tais situações são notórias, porem, ainda não amplamente dominadas pelo
conhecimento humano.
A ciência ainda não conseguiu uma valorimetria da paixão, da dor, da tristeza e
da melancolia que fosse confiável e comprovável quanto à fixação quantitativa de sua
intensidade e elasticidade.
É de conhecimento que a própria mente tende a alterar a si mesma e a provocar
modificações nas estruturas da consciência e, como decorrência, modificar os
comportamentos.
A consciência ética pode ceder lugar a deturpações, motivadas por fanatismos
religiosos, preconceitos e paixões de diversas naturezas.
O mundo exterior é capaz de modificar o mundo interior do ser a qualquer tempo
e espaço, dependendo tão somente da qualidade da estrutura da consciência éticae da
força das circunstâncias ambientais.
A ligação entre o espírito e o eu que forma a consciência pode alterar-se pelos
efeitos de perturbações externas, dependendo da força da motivação e da fraqueza do
ser.
A mudança no caso, processa-se em uma razão inversa, ou seja, da força do
estímulo e da debilidade do ego.
Quanto menos culta uma classe, mais vulnerável se torna na sociedade; quanto
menos culta uma nação, mais susceptível se torna de ser dominada.
A ignorância facilita o enfraquecimento da virtude e o erro pode consagrar-se
como conduta aceitável até perante o social, o que se torna ético na prática, todavia,
jamais se poderá aceitar como verdade na doutrina da ética e aí se diferenciam as
qualidades das consciências.

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