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54545244 Administracao de Suprimentos de Materiais Dos Servicos de Saude Hospitalar Um Caso Na Cidade de Paulo Afonso Ba

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  • 1. Introdução
  • 1.1Considerações Iniciais
  • 1.2 Definição do Problema
  • 1.3 Objetivos
  • 1.3.1 Objetivo Geral
  • 1.3.2 Objetivos Específicos
  • 1.4 Justificativa
  • 1.5 Estrutura do Trabalho
  • CAPÍTULO 2 REFERENCIAL TEÓRICO
  • 2. Referencial Teórico
  • 2.1 Cadeia de Suprimento
  • 2.1.1 Logística
  • 2.1.1.1 Logística Hospitalar
  • 2.1.2 Administração de Materiais
  • 2.1.2.1 Estoques
  • 2.2 Serviços de Saúde
  • 2.3 Administração de Materiais nos Serviços de Saúde
  • CAPÍTULO 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
  • 3. Procedimentos Metodológicos
  • 3.1 Método Científico
  • 3.2 Delineamento da Pesquisa
  • 3.3 Seleção da Amostra
  • 3.4 Instrumentos de Coleta de Dados
  • 3.5 Análise dos Dados
  • CAPÍTULO 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
  • 4. Apresentação e Análise dos Resultados
  • 4.1 Análise da Empresa Pesquisada
  • 4.2.1 Resultados
  • 4.3.1 Resultados: Caracterização dos Respondentes
  • Gráfico 4.3 – Localidade dos pacientes
  • Gráfico 4.4 – Sexo dos pacientes
  • Gráfico 4.5 – Faixa etária dos pacientes
  • Gráfico 4.7 – Renda salarial (média) dos pacientes
  • 4.3.2 Resultados: Caracterização do Atendimento e Serviços
  • Gráfico 4.8 – Quantidade de vezes que o paciente já freqüentou o hospital
  • Gráfico 4.9 – Divisões hospitalar
  • Gráfico 4.10 – Procura por algum outro hospital
  • Gráfico 4.11 – Tempo de permanência no hospital
  • Gráfico 4.14 – Quem era o profissional durante o atendimento
  • Gráfico 4.18 – Nível de agilidade quanto ao atendimento
  • 4.4 Considerações Finais das Análises dos Resultados
  • 4.4.1 Resultados da Obtenção dos Objetivos Específicos
  • 4.4.2 Sugestões de Melhorias
  • 5. Conclusão
  • 5.1 Considerações Finais
  • 5.2 Limitações do Estudo
  • 5.3 Sugestões para Futuras Pesquisas
  • REFERÊNCIAS
  • APÊNDICES

FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO COM HABILITAÇÃO EM MARKETING

Luciana Pereira de Souza

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS DE MATERIAIS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE HOSPITALAR: Um caso na cidade de Paulo Afonso-BA

Paulo Afonso – BA Junho / 2009

Luciana Pereira de Souza

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS DE MATERIAIS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE HOSPITALAR: Um caso na cidade de Paulo Afonso-BA

Monografia apresentada ao curso de Graduação da Faculdade Sete de Setembro - FASETE, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Administração com Habilitação em Marketing, sob a orientação da professora Msc. Cynthia Marise dos Santos Mattosinho.

Paulo Afonso – BA Junho / 2009

Dedico esta monografia ao meu avô materno, João Pereira Sobrinho, já falecido, porém, jamais esquecido, pelo exemplo de homem íntegro e digno, onde me serviu de expiração para toda a elaboração desta.

responsável por uma das minhas maiores alegrias durante esses quatro anos de estudo juntamente com minha cunhada Luciana. a chegada do bebê mais lindo do mundo. Ele sempre esteve presente em todos os dias do meu curso e sempre me apoiou nas horas que mais precisei. capaz de me apoiar nas mais difíceis decisões que a vida nos propõe e me incentivar sempre para que meus sonhos se tornassem realidade. Carlos Jatobá. capaz de modificar meus momentos de desânimo. vários colegas me fizeram companhia durante todas as tardes. sem falar nas orações que eu sei que você sempre fez e faz todos os dias que eu saía de casa pra ir a Faculdade. Agradeço também ao meu irmão. não tenho palavras para te agradecer. o meu querido e amado tesourinho João Victor. Agradeço primeiramente a Deus pela oportunidade dada em minha vida. Painho. pois foram horas e horas escutando minhas reclamações e pedidos de ajuda e opiniões sobre diversos trabalhos. a eles agradeço os momentos que passamos juntos e desejo muito sucesso a todos. pessoinha que deixa a titia doida de amor e felicidade. além de vários momentos que vivi que ficarão para sempre registrados em minha memória. e também agradeço por ele ter me socorrido altas horas da noite. Mainha. esses bons e outros nem tanto. o meu noivo. esse trabalho de conclusão também é dedicado a você. quando um bendito pen drive não abria no meu computador e nele continha parte fundamental da minha monografia. pois além das minhas TPM’s ainda agüentou todo o meu estresse devido as minhas responsabilidades e compromissos com os trabalhos da faculdade. aos que iniciaram . Ainda agradeço pela paciência. Antônio Henrique. No decorrer dos anos também. você me ajudou nessa formação. essa vitória é NOSSA. muitas pessoas foram importantes e bastante especiais em minha vida. pois sem Ele nada seria possível. sem falar dos agradecimentos que faço. esses foram os meus colegas de classe. que admito ter sido enorme. pois com as bênçãos de Deus e com o trabalho concedido por Ele.AGRADECIMENTOS Durante esses quatro anos de vida acadêmica. Ele me concedeu o privilégio de ter uma família maravilhosa. sem falar nas ajudas que me deu na elaboração de inúmeros trabalhos. Uma pessoa bastante importante e significativa em minha vida também merece ser citado.

Ícaro. pois desde os nossos primeiros encontros em sala de aula quando ainda ministrava a disciplina Teoria Geral da Administração II. Cléverson. Arthur. Valdélio. Luciano. além da determinação que sempre demonstrou ter. Francicleide. Ednaldo. muito obrigada! . Jardson.lá e me identificasse com ela. percebi o seu compromisso e profissionalismo. Alessandro. Wellington. contribuindo com seus conhecimentos para agregar valor a minha formação profissional e pessoal e que jamais serão esquecidos. Paulo. Marcelo. passando assim uma imagem positiva e de segurança no que desempenhava fazendo com que eu passasse a admira . Agradeço também pela enorme paciência. Luíz José. Jacques e Leobson. À minha querida e ilustríssima professora e orientadora Msc. prontidão e cordialidade com que sempre me atendeu. Cynthia Mattosinho agradeço em especial. Renata. A todos que contribuíram direta ou indiretamente para o cumprimento deste meu objetivo. Vale ressaltar e agradecer de coração a todos os meus professores e educadores. Flávia.o curso mais por motivos superiores não concluíram e aos que ainda estão comigo concluindo essa batalha. Gercinaldo. Marconi. Juliana. Lígia. Renivaldo. Ivanilza (já falecida). Esdriane. que passaram por minha vida nesse período. transmitindo orientações valiosíssimas para a elaboração e concretização desta monografia.

(Daher Elias Cutait) . vocação. talento.A mão do sucesso profissional tem cinco dedos: caráter. esforço e disciplina.

Estes foram abordados no local durante o período de 01 de abril a 30 de abril de 2009. materiais. em que todas foram elaboradas a fim de obter respostas para o problema de pesquisa e os objetivos propostos. Constatou-se com as análises que a ausência de suprimento de materiais é o fator predominante que impede a realização eficiente do atendimento prestado à sociedade. dentre elas. Para a concretização do estudo. estes foram respectivamente aplicados no hospital da cidade. e descobrir quais os problemas existentes na gestão de suprimento de materiais do mesmo. pesquisa exploratória e descritiva.RESUMO O objetivo principal desta monografia é estudar a gestão de suprimento de materiais dos serviços de saúde do Hospital Nair Alves de Souza. pesquisas bibliográficas. foram utilizadas diversas fontes de pesquisa. Palavras-chave: gestão de suprimento. bem como a pesquisa quantitativa e qualitativa. por meio de dois formulários com 25 e 16 perguntas. As investigações foram conduzidas. com o equivalente a 1% do universo que freqüentam o hospital. Assim este trabalho teve como principal contribuição demonstrar a percepção do acompanhante em relação à gestão do suprimento de materiais do hospital. e direcionados para a gerente administrativa e para os acompanhantes dos pacientes. hospital . totalizando uma amostra de 100 entrevistados. além da utilização da medição adaptada e estabelecida por Wilken e Bermudez e a escala tipo Likert de cinco pontos.

with the equivalent 1% of the universe that frequent the hospital. These had been boarded in the place during the period of 01 of April the 30 of April of 2009. and directed for the administrative manager and the companions of the patients. amongst them. these respectively had been applied in the hospital of the city. and to discover which the existing problems in the supplement management of materials of the same. hospital . as well as the quantitative and qualitative research. where all had been elaborated in order to get answers for the considered problem of research and objectives. materials. bibliographical research. For the concretion of the study. Thus this work had as main contribution to demonstrate the perception of the companion in relation to the management of the supplement of materials of the hospital. by means of two forms with 25 and 16 questions.ABSTRACT The main objective of this monograph be to study the supplement management of materials of the services of health of the Nair Hospital Alves de Souza. The inquiries had been lead. totalizing a sample of 100 interviewed. beyond the use of the measurement suitable and established by Wilken and Bermudez and the scale Likert type of five points. Word-key: supplement management. diverse sources of research had been used. It was evidenced with the analyses that the supplement absence of materials is the predominant factor that hinders the efficient accomplishment it attendance given to the society. exploratory and descriptive research.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística SUS .LISTA DE ABREVIATURA E SIGLAS CHESF .Hospital Nair Alves de Souza IBGE .Sistema Único de Saúde .Companhia Hidro Elétrica do São Francisco HNAS .

........ 67 Quadro 5 Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Compras ou Aquisições.......................................................Indicadores das atividades típicas de suprimento..................................... Quadro 6 Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da 70 Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Armazenagem...............................................LISTA DE QUADROS Quadro 1 ............. 57 Quadro 2 ...................................... 70 .... Quadro 4 Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da 67 Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Gestão de estoques.....................................................................................................................Amplitude de uma amostra tirada de uma população finita..... Quadro 3 Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da 66 Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Seleção de Materiais............................................................

LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 4............. 78 Gráfico 4................................................................ 74 Gráfico 4................ 84 84 83 82 81 82 80 79 80 ............................................8 – Quantidade de vezes que o paciente já freqüentou o Hospital 77 Gráfico 4...........14 – Quem era o profissional durante o atendimento......................... Gráfico 4..........4 – Sexo dos Pacientes.....................................................18 – Nível de agilidade quanto ao atendimento...........................7 – Renda Salarial (média) dos Pacientes.. Gráfico 4...................................................................................9 – Divisões Hospitalar........12 – Necessidade de ser medicado no Hospital ou do uso de algum material... 73 Gráfico 4...13 – Necessidade de ser medicado ou do uso de algum material e não houve o atendimento.......................................................5 – Faixa Etária dos Pacientes......... 75 Gráfico 4............................... Gráfico 4...15 – Quantidade de materiais e correlatos suficientes para o atendimento......................................6 – Grau de Escolaridade............... Gráfico 4........................... 74 Gráfico 4....................................................................................16 – Nível de satisfação quanto ao fornecimento de materiais e correlatos................................................... Gráfico 4............ Gráfico 4.... Gráfico 4........................................................11 – Tempo de permanência no Hospital........................... 76 Gráfico 4.....................................................17 – Nível de satisfação quanto ao atendimento dos colaboradores..........................................................3 – Localidade dos Pacientes............................................ Gráfico 4.....................10 – Procura por algum outro hospital.........

............ 25 26 CAPÍTULO 2 – REFERENCIAL TEÓRICO..................................................SUMÁRIO CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO...................................................... 65 65 .....................1.............................. 28 2.................................................................................................................... 23 1............................................1 Logística Hospitalar.........................................2 Serviços de Saúde....2........... 59 62 CAPÍTULO 4 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS..........................2 Objetivos Específicos.......................................1 Objetivo Geral.................................................................... 1.....................1 Estoques. 1........ 3............... 41 2.................................................................................... Referencial Teórico......................................................................1.......1..................................................................................................... 43 2.......... 24 1................................................. 46 CAPÍTULO 3 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS..........................................................................................................................3.................... 1......... 29 29 2............4 Instrumentos de Coleta de Dados........................................................................................... Introdução.................... 1.....2 Definição do Problema.......................... 37 2....... 2........................1 Considerações Iniciais............3 Objetivos................... 40 2........................... 4.....2 Delineamento da Pesquisa......................................... 64 4............1................................................................................ 32 2.. 56 3............. 3..................5 Estrutura do Trabalho.....................4 Justificativa.....1 Logística. 51 52 52 53 3..............1...............................................................3...................................................3 Administração de Materiais nos Serviços de Saúde. 24 24 1....................................... 14 15 15 1...............2 Administração de Materiais..........1 Método Cientifico.................... Apresentação e Análise dos resultados. 3........................................ 3.........................................................................................1 Análise da Empresa Pesquisada...................5 Análise dos Dados.....................................................1 Cadeia de Suprimento............................3 Seleção da Amostra............................................... Procedimentos Metodológicos................................................

....................................................... 77 4.....3 Análise dos Resultados da Pesquisa de Campo em Relação aos Acompanhantes dos Pacientes do Hospital Nair Alves de Souza..........1 Resultados da Obtenção dos Objetivos Específicos..................................... 85 87 88 66 CAPÍTULO 5 – CONCLUSÃO.. 92 5..................................... 99 ....................4..............2 Limitações do Estudo......... 90 91 91 5...................2 Análise dos Resultados da Pesquisa de Campo em Relação às Atividades Típicas de Suprimento do Hospital Nair Alves de Souza. Conclusão..................................................... 5..............................2................4.........1 Resultados: Caracterização dos Respondentes. 65 4........................ 5...................3 Sugestões para Futuras Pesquisas..........................1 Resultados................... 4...................................................................................................................................................2 Resultados: Caracterização do Atendimento e Serviços................................3......................................................................... 93 APÊNDICE.4.............. 72 4....1 Considerações Finais......................................................... 92 REFERÊNCIAS......4 Considerações Finais das Análises dos Resultados.....3.................. 4............................ 73 4.................................................2 Sugestões de Melhorias................... 4....................................

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO .

a qualidade e a busca pela melhoria contínua são fatores que deixaram de ser apenas uma diferença entre as companhias para se tornarem fator de sobrevivência no mercado global. os indicadores que medem a boa . nos colaboradores e clientes.1Considerações Iniciais Atualmente. exigindo novas formas de gerenciamento que sustentem estratégias de maneira contínua e rentável e que permitam atender de modo mais criativo às necessidades dos clientes. tem forçado às empresas a assumirem novas posturas de competição.Introdução 15 1. 2003). 1. promovendo a eficiência e a eliminação dos desperdícios. produzindo conflitos na organização. conjugando sinergias. principalmente. bem como o problema de pesquisa seguido dos objetivos e a justificativa da escolha do tema. Ainda de acordo com Alves (2008). somadas às dinâmicas provocadas pela evolução cientifica e tecnológica. Alves (2008). manter clientes. Simões (2008) apresenta a diferença das gestões no campo da administração pública e privada. com vistas à transformação destes em serviços para a sociedade. serão apresentadas as considerações iniciais deste estudo. Introdução Neste capítulo. desde aspectos estratégicos até condições operacionais que mobilizam e afetam o ecossistema. uma vez que apenas a eficiência não é capaz de traduzir os sentimentos dos mesmos em resultados satisfatórios para as empresas. e na segunda. que exige para a sobrevivência de qualquer negócio conquistar e. As exigências requeridas aliadas as novas necessidades dos clientes. Vive-se a era de um mundo bastante globalizado. no âmbito de mercado e seus concorrentes (BERTAGLIA. afirma que essa realidade provocou profundas mudanças nas gestões de negócios das empresas. Esta nova abordagem obriga a uma mudança profunda nos processos de gestão operacionais recentemente praticados. as organizações empresariais enfrentam cada vez mais desafios importantes. quando na primeira os requisitos de gestão estão associados à eficiência e eficácia na aplicação dos recursos. Nesse sentido. as organizações passam de uma condição mais reservada para um enfoque mais amplo e mais abrangente.

Introdução 16 gestão de uma empresa são notadamente financeiros. A lógica da cadeia remete a uma seqüência linear de processos e/ou atividades executadas em uma ordem bem definida. às informações sobre como movimentar. Entendê-la não se limita. as organizações devem analisar as várias atividades executadas na cadeia de suprimento1 e o modo como elas interagem na empresa. nos serviços de saúde não é diferente. Sendo assim. dados a necessidade de sobrevivência no mercado de atuação. 2007). O perfeito entendimento da cadeia de suprimento tem sido reconhecidamente um fator de vantagem competitiva para as organizações que efetivamente entendem o seu papel estratégico. portanto estimativas e pedidos devem ser bem elaborados para satisfazer as necessidades de clientes e consumidores. como essas informações são usadas e como fluem no processo (BERTAGLIA. na medida em que se torna um elemento decisivo nas estratégias de competitividade (ALVES. em seus processos e na sociedade. o contato com o cliente final é feito quase exclusivamente através do elo final da cadeia. 2003). Para compreender os elementos-chave para uma adequada vantagem competitiva. manusear e armazenar os produtos. equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. que a demanda afeta todo o processo e que. A administração da cadeia de suprimento exige o entendimento dos impactos que serão causados nas organizações. Geralmente. tornar as organizações mais eficientes e competitivas. Esse entendimento está relacionado aos requerimentos provenientes dos consumidores. segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . com um caráter de notoriedade no mercado. a saber. houve um considerável aumento nos serviços de O termo “cadeia de suprimento” está relacionado à expressão proveniente do inglês Supply Chain. clientes e fornecedores. Pires (2007) advoga que cadeia de suprimento representa o conjunto de atividades desempenhadas por uma organização desde as relações com os fornecedores e ciclos de produção e de venda até a fase da distribuição final.IBGE. 2008). 2 1 . Ela se apresenta como um novo modelo competitivo e gerencial às empresas (PIRES. Assim. e remuneração dos investimentos dos acionistas. a logística2 passa a ser um ponto bastante importante a ser analisado. A logística é a área da gestão responsável por prover recursos. pois considera os vários elementos da cadeia de suprimento com o objetivo citado acima.

a produção e a demanda e controlar a aquisição de materiais de modo que o cliente receba seus serviços no momento que precisar. ainda mais. é necessário atentar para as exigências e modificações do mercado atual. A supervisão de materiais na área de saúde é mais complexa do que a de outros segmentos da economia. o que contribui para sufocar e estrangular. Assim. . em relação a um estado de completo bem-estar físico. o sistema de atendimento. como procurando o tratamento para elas e isso tem sido evidenciado pela mudança de comportamento. e. no contexto brasileiro.8% ao ano). de uma "infecção generalizada". enquanto o setor privado cresceu mais no Centro-Oeste (15. pois faz referência a tornar o serviço eficiente na área da saúde. por isso mesmo.8%). pois as mesmas têm procurado com maior freqüência pelos serviços de saúde. tanto buscando a prevenção de doenças. Isso denota falta de uma gestão adequada na distribuição de recursos humanos. aperfeiçoar o atendimento. Boa parte dos municípios brasileiros sequer possui um único hospital. porém Silva (2006) ainda descreve que esse sistema no Brasil vem atravessando uma crise de largas proporções. motivo pelo qual não é raro que pacientes se desloquem e até se instalem. minimizar o tempo de ligação entre o pedido. é possível perceber hoje. em vez da mera ausência de doenças ou enfermidades. visto que o acompanhamento destas irá determinar o sucesso ou fracasso de uma empresa.Introdução 17 saúde no país entre 2002 e 2005 (17. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com a saúde. mental e social. por dias e meses a fio. submetendose a tratamento em municípios vizinhos ou mais distantes de suas origens. 2006). de leitos e de medicamentos. o serviço de saúde padece em analogia ao vocabulário médico. No entanto. depende dos mais diversos esforços para promover sua recuperação. O sistema de saúde surge com o intuito de atender as necessidades de todo e qualquer ser humano de diferentes partes do planeta. de acordo com as carências de cada município (SILVA. Os problemas mais comuns encontrados por essas instituições remetem-se a ausência de uma boa administração logística. um aumento significativo das organizações de saúde. O setor público obteve as maiores taxas anual de crescimento na região Nordeste (7% ao ano) e Sudeste (5. Independentemente do segmento em que cada organização deseja atuar.2%) e no Sul (5% ao ano). Barbieri e Machline (2006) relatam que a logística dos materiais assume importância crescente nestas entidades.

p. desde a seleção até o consumo dos materiais. organização e controles efetivos para as atividades de armazenagem. A logística é uma atividade vital para a organização. Pozo (2004) ainda menciona. & CLOSS. com retorno garantido ao empreendedor. Para Pozo (2004). (citado por ALVES. coordenação da revisão técnica Paulo Fernando Fleury. David J. tendo como meta a satisfação do cliente. sua função é principalmente ser o elo em um processo que pode começar com um fornecedor e encerrar com um cliente em outra ponta da “cadeia”. faz-se necessário apresentar alguns conceitos sobre esse fato. . Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. o preço desejado.14): A logística nas empresas estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade no processo de pleno atendimento do mercado e a satisfação completa ao cliente. p. trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final. com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. através de planejamento. Segundo Pozo (2004. proporciona a empresa vantagem competitiva e maior fatia do mercado. 14) a logística é única. adquirir. programas de produção e entregas de produtos e serviços com fluxos facilitadores do sistema organizacional e mercadológico. pois é uma nova visão empresarial que direciona o desempenho das empresas. é preciso entender a abordagem logística num processo como todo. 2008. Poucas áreas de operações envolvem a complexidade. a abrangência e o escopo geográfico característico da logística. Tradução Equipe do Centro de Estudos em Logística. Quando bem utilizada.Introdução 18 Diante desse cenário. Além de estar ligada à agilidade com que ela irá manusear. Adalberto Ferreira das Neves. Donald J. Cesar Lavalle. materiais e de informação referente ao pleno atendimento do cliente. Para melhor entender a logística como um novo processo integrado de administração dos recursos financeiros. 3 BOWERSOX. 2001. pois ocorre a todo instante no mundo. São Paulo: Atlas. deslocar. com suas especificações predefinidas. de modo que ele receba seus bens ou serviços no momento que desejar. principalmente. o local especificado e. armazenar. que a logística é vital para o sucesso de uma organização. assim como fluxos de informações que colocam os produtos em movimento. controlar seus produtos e reduzir seus custos. De acordo Bowersox3.

quando for necessário referir-se ao termo. Assim. pertence à logística. faz-se necessário também esclarecer a utilização da nomenclatura cadeia de suprimento.3). pois as terminologias do mesmo divergem de autor para autor. Os problemas relacionados com gerenciamento de estoques estão principalmente ligados à ação e 4 5 Teoria dos conjuntos é a teoria matemática que trata das propriedades dos conjuntos. quando este faz uma analogia com base na tradicional lógica da teoria dos conjuntos4. induz imediatamente à indagação “por que sempre há falta de materiais?”. escolhida pela autora. 2006). a gestão de estoques está contida na administração de materiais. Muitos são os termos empregados nesta monografia e para melhor entendimento da relação existente entre eles é necessário mencionar Pires (2007). ao mesmo tempo. que por sua vez. Tradicionalmente. . o segmento que abastece ou supre a organização com os materiais. e afirma que. “as atividades voltadas para administrar o fluxo de materiais e de informações relacionadas com esse fluxo ao longo da cadeia de suprimentos constituem o que genericamente se denomina logística.Introdução 19 Tornar disponíveis produtos e serviços no local e instante em que são necessários é o seu objetivo desde seus primórdios. o que se denomina administração de materiais consiste nas atividades relacionadas com um dos segmentos desse fluxo. suprir os consumidores por meio de adequado atendimento e manter os investimentos em estoques em níveis ideais. é um subconjunto5 da cadeia de suprimento. torna-se adequado a compreensão da amplitude que cerca os conceitos vistos nesta monografia. desse modo. para repor o estoque. A necessidade de proporcionar um perfeito nível de atendimento aos pacientes. sem ocorrência de qualquer falta de insumos.” A logística dos materiais assume importância crescente nas entidades de saúde. p. um conjunto A diz-se um subconjunto de um conjunto B se todos os elementos de A estiverem em B. manter o nível operacional da empresa. constituindo. queixas estas que enfrentam dilemas e frustrações de procurar. Em teoria dos conjuntos. A formação de estoque é ponto crucial. O objetivo fundamental da administração de materiais é determinar quando e quanto adquirir. esta por sua vez. De tal modo. onde um funciona como elo do outro. Para Barbieri e Machline (2006. requerem extrema proficiência por parte do gestor de materiais (BARBIERI E MACHLINE. a ligação entre a empresa e os seus fornecedores de materiais.

visto que desempenham e afetam de maneira bem definida o resultado da empresa. recebimento de materiais. necessariamente. A administração de materiais na área de saúde é mais complexa do que a de outros segmentos da economia. a gestão se inter-relaciona com as outras atividades afins (VIANA. os materiais desempenham um papel importante. é importante distinguir o abastecimento da distribuição física. é necessária a formulação de outras indagações: Por que devemos ter estoques? O que afeta o equilíbrio dos estoques que mantemos? Atingir o equilíbrio ideal entre estoque e consumo é a meta primordial e. pois praticamente só há cliente interno (os solicitantes ou usuários dos materiais). entre outras. o termo controle de estoques é em colocação da necessidade de estipular os diversos níveis de materiais e produtos que a organização deve manter. de forma que todo o sistema possa ser mantido harmonicamente em funcionamento. No caso dos hospitais. para tanto. 2002). . O que deve ser feito para controlar o equilíbrio e estabelecer ações apropriadas? A fim de obter resposta para essa questão.Introdução 20 não a chegar a uma resposta. armazenagem. o estabelecimento de normas. o que implica. Em organizações industriais. a administração de materiais coordena esse conglomerado de atividades. Barbieri e Machline (2006) afirmam que. gestão de estoques. comerciais e de serviços. que pode ser mais facilmente percebida quando os bens necessários não estão disponíveis no momento exato e correto para atender às necessidades de mercado. Para Barbieri e Machline (2006). independentemente do seu porte ou tipo. Ele ainda assegura a importância da correta administração de materiais. Ainda de acordo com o autor citado acima. dentro de parâmetros econômicos. Assim. é notório que todas as organizações de serviço devem preocupar-se com o controle de estoques. Segundo Lima e Rodrigues (2009) em um hospital. Essa distinção é desnecessária nas organizações hospitalares. as atividades típicas de abastecimento são. pois os usuários dos materiais são diferentes e possuem objetivos diferentes em relação a eles. Pozo (2004) diz que. as seguintes: seleção de materiais. A gestão eficiente de materiais exige por parte dos responsáveis inúmeros e constantes esforços. compras. de modo que a sua administração se tornou uma necessidade. critérios e rotinas operacionais. os gastos com materiais representam aproximadamente de 15% a 25% das despesas correntes.

na mesma medida em que reduz os custos desses recursos ao mesmo tempo em que promove uma melhoria dos serviços prestados. contribuir para ampliar as condições da organização de atender as necessidades dos seus clientes em termos de prazos. Uma administração de materiais conduzida de modo apropriado pode contribuir de modo decisivo para que os clientes do hospital não só recebam um bom serviço. A falta de materiais pode provocar a paralisação dos serviços. atender os clientes com qualidade e menor custo envolvido com os materiais. custos.Introdução 21 distribuição e atendimento aos usuários internos. ou seja. as principais atividades são as mesmas. com todos os problemas decorrentes. O excesso de materiais não é menos nocivo para as organizações. compras ou aquisições e armazenagem. Para o atendimento das atividades hospitalares. Os autores citados acima advogam que uma gestão eficiente dos recursos materiais pode dar uma contribuição importante para melhorar os serviços hospitalares. flexibilidade e qualidade. A administração de materiais deve. Vale dizer que ao cliente do hospital ou aos seus familiares importa o atendimento integral desde a sua entrada no hospital até antes mesmo quando da busca de informações. Esse freqüente contato com as pessoas e bens materiais do hospital cria inúmeros momentos em que a falta do material apropriado na quantidade certa compromete os serviços prestados pelos diferentes profissionais envolvidos. duas situações prejudiciais ao bom desempenho da organização. São elas: seleção de materiais. Além disso. Num hospital. mas também tenham uma impressão muito favorável da . Essas atividades podem ser agrupadas formando famílias de atividades com objetivos comuns e inter-relacionadas. Quanto maior for à capacidade de uma organização em gerir os materiais de forma adequada. De fato. é necessário evitar o excesso e a falta de materiais. gestão de estoques. maior será a sua capacidade de oferecer a sua clientela bens e serviços de qualidade com baixos custos operacionais. enfatiza a importância dos resultados globais e não apenas otimizações parciais dos diversos segmentos envolvidos nos fluxos de materiais. com as especificidades que as questões hospitalares requerem. A maneira pela qual os materiais são administrados condiciona a capacidade das organizações de atender aos seus objetivos. obtendo o máximo benefício dos recursos aplicados em materiais. portanto. materiais estocados em demasia consomem recursos que poderiam ser mais bem aplicados em outras atividades da organização.

isto é. de melhorar ou piorar a qualidade de um serviço e. ainda. as organizações são constituídas de pessoas. procedimentos e instalações. pelo pensamento compartilhado pelos membros da organização. os quais não poderiam ser alcançados apenas através do esforço individual (CHIAVENATO. de gerar maior ou menor lucro para as organizações (LOPES E FILHO. É importante ressaltar que. cujas ações se refletem profundamente na sociedade.Introdução 22 qualidade dos serviços que ele presta. La division sociale Du travail. Ao contrário. o pensamento coletivo em uma organização expressa a forma concreta como são representados a sua missão. Tamayo (1998) menciona que. as organizações constituem para as pessoas um meio pelo qual podem alcançar muitos e variados objetivos pessoais. Universitaires de France. afirmam os autores Barbieri e Machline (2006). a preocupação com o desenvolvimento de novas práticas administrativas capazes de resgatar os fatores de motivação e satisfação no trabalho. O setor de saúde. as suas normas e os seus objetivos. isso não é verdade. objetivando a melhoria da qualidade dos produtos e serviços para que sejam competitivos em um mercado cada vez mais seletivo. 2002). pois os fatores envolvidos no processo produtivo são os seres humanos. deve adotar um método gerencial capaz de possibilitar melhor desempenho com maior produtividade e qualidade dos serviços. Paris. em outras palavras. nas partes não humanas da organização. porém. (citado por TAMAYO. 1998. O gerenciamento de produção é freqüentemente apresentado como um assunto cujo foco principal está em tecnologia. É cada vez mais perceptível. A cooperação entre elas é essencial para a existência da organização e o bom desempenho da mesma. p. 1967. Por outro lado. A compreensão dos aspectos envolvidos com a motivação e a satisfação 6 DURKHEIM. 01) pode se afirmar que a realidade organizacional é constituída pelo pensamento coletivo. Press. capazes de aumentar ou diminuir a produtividade. como segmento prestador de serviços. a forma como os recursos humanos são gerenciados tem impacto profundo sobre a eficácia de suas funções operacionais (SLACK. CHAMBERS E JOHNSTON. Segundo Durkheim6. 2003). no âmbito das organizações. sistemas. 2003). M. . indivíduos de maior importância.

pontuado por mudanças na organização produtiva tem colocado desafios às empresas que. Para Bertaglia (2003). as quais estimularão ou inibirão. a partir de eficientes maneiras de gerenciamentos. gerar inovações e transformar dificuldades em oportunidades (SILVA E FLEURY. 1. as organizações de atenção à saúde desempenham atividades complexas. elas têm sido levadas a buscar a reconfiguração de suas capacidades de leitura e tradução da dinâmica do mercado. 2007). a cadeia de suprimento deve ser vista pelas organizações como um processo integrado que permite obter vantagem competitiva no abastecimento de serviços ou produtos para clientes e consumidores. Monteiro e outros (2003) afirmam que a disponibilidade de insumos em hospitais (materiais e medicamentos) é um fator de grande importância. 2003). Assim. 2005). Não só os produtos oferecidos em organizações de saúde são complexos e pressupõem elevada qualificação profissional.Introdução 23 dos trabalhadores que atuam na prestação de serviços de saúde assume papel extremamente relevante. como resposta. assentadas sobre uma cadeia de suprimento que incorpora seqüências de ações definidas para a geração de seus produtos. de qualidade e que atenda às demandas populacionais.2 Definição do Problema O cenário atual. mas os insumos utilizados em sua produção (INFANTE E SANTOS. assim evidencia reconhecer a necessidade do capital humano dentro das organizações (LOPES E FILHO. pois deles dependem a realização de um serviço ágil. independentemente do lugar onde eles estejam. com isso. rotinas e filosofias. destacam-se os colaboradores das organizações. por sua vez. Entender as necessidades do cliente é o fator principal para o sucesso da organização e das soluções que ela apresenta em forma de serviço ou produto. o empenho das pessoas em fazer uso de suas competências individuais para animar novas conexões e. Nesse sentido. Para viabilizar tal intento. são compelidas a alterar processos. com maior ou menor intensidade. Empresas inseridas em uma mesma cadeia de suprimento desenvolvem e partilham competências organizacionais para viabilizar suas opções estratégicas. Tais capacidades são. fundamentalmente dependentes das condições presentes no ambiente interno das organizações. pois a .

a fim de analisar a gestão de suprimento de materiais do mesmo. surge a seguinte problemática: Quais são os problemas existentes na gestão de suprimento de materiais dos serviços de um hospital? A proposta desta monografia é responder de forma clara e objetiva a este questionamento.3. Sendo assim. que correspondem respectivamente à definição mais ampla do que se deseja estudar e uma definição mais especifica do objeto em estudo. Também são notórios por parte das mesmas. 1.3 Objetivos Para obter as repostas necessárias em relação ao problema de pesquisa. Diante do contexto abordado. Irregularidade do abastecimento e a falta de materiais são problemas freqüentes em serviços de saúde e que são expressos através de impactos negativos sobre o desempenho da organização. 1. afirmam Infante e Santos (2007).Introdução 24 interrupção no fluxo pode refletir não só em perdas econômicas. ainda de acordo com os autores citados acima. fatores críticos para o desenvolvimento de atividades de atenção à saúde e para a excelência operacional da organização hospitalar. com o intuito de obter os resultados desejados. juntamente com recursos humanos. mas também de vidas humanas. a escassa qualificação dos profissionais da área de abastecimento e a pouca atenção ao planejamento. 1. materiais e logística são.3.2 Objetivos Específicos • Identificar quais são os gargalos envolvidos na administração de materiais dos serviços de saúde hospitalares. estes geral e específicos. . foram estabelecidos os objetivos.1 Objetivo Geral Realizar um estudo junto a um hospital da cidade de Paulo Afonso – BA. os desperdícios e a má utilização de insumos e equipamentos. através de um estudo de caso realizado em um hospital da cidade de Paulo Afonso-BA.

deu-se em virtude de ser considerado um ponto de referência na necessidade de possuir uma eficiência nos seus insumos. focadas na área de administração de materiais. & REINHARDT. ser um hospital. Gestão de recursos materiais e de medicamentos. As atividades voltadas para o fluxo de materiais nas organizações de saúde. • Analisar a atuação dos colaboradores na gestão de suprimento de materiais dos serviços de saúde hospitalares. Vecina e Reinhardt7. . aliados a um fato verídico vivenciado pela mesma. além de se tratar de um assunto com grande importância e desenvolvimento dentro do contexto da administração. 12. pois para que um serviço seja bem-feito é necessário que o material certo esteja disponível no momento em que for necessário (BARBIERI E MACHLINE.Introdução 25 • Identificar as causas dos problemas na administração de materiais dos serviços de saúde hospitalares. N. por motivos de uma má administração de suprimentos dos recursos materiais hospitalares. 1. 946) estimam que: 7 VECINA. mais do que nunca. precisam ser planejadas. F. p.4 Justificativa A área temática da monografia em estudo foi escolhida a partir da afinidade que a autora possui com os assuntos envolvidos sobre o tema. 2006). G. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. As atividades de atenção à saúde são atividades complexas e pressupõem elevada qualificação profissional. 2002. se necessário. pois a interrupção no fluxo destes pode acarretar em perdas de vidas humanas. Série Saúde e Cidadania. controladas e organizadas de maneira para atender o cliente certo. • Propor sugestões de melhoria. • Identificar a percepção dos acompanhantes dos pacientes em relação à gestão de suprimento de materiais do hospital em estudo. (citado por INFANTE E SANTOS. A disponibilidade de insumos em hospitais é um fator de grande relevância. W. com o material certo e nas quantidades e momentos certos e nas melhores condições para a organização. 2007. A escolha da empresa como objeto de estudo (estudo de caso). A qualidade dos serviços se relaciona de modo muito intenso com a qualidade dos materiais. vol.

na dependência do perfil das atividades desenvolvidas pela organização. que irá servir para a fundamentação teórica. estruturando-se da seguinte maneira: considerações iniciais. processos produtivos e sistemas de apoio. consta o capítulo inicial. transformando-se num referencial de estudo sobre o tema abordado. Neste capítulo os assuntos mais relevantes sobre o tema proposto.000 itens adquiridos. e por fim. podendo inclusive.5 Estrutura do Trabalho A presente monografia inicia-se com um resumo de todo o trabalho. servir como base para a implantação de novas técnicas e gestões administrativas. O capítulo 3 aborda todos os procedimentos metodológicos que descreve os passos feitos pela autora para a efetivação da pesquisa e para o alcance dos resultados. a justificativa da escolha do tema a ser trabalhado. os objetivos. geral e específicos a serem atingidos no decorrer do trabalho. Este estudo terá grande relevância tanto para a comunidade (pacientes) quanto para os profissionais envolvidos da empresa. O capítulo 4 é composto pelas análises dos dados obtidos.000 a 6. 1. bem como todos os assuntos relacionados a ele. levando o leitor a obter um conhecimento geral sobre o tema.Introdução 26 O sistema de materiais de um hospital comporte entre 3. bem como para o desenvolvimento de estratégias que venham fortalecer o trabalho desenvolvido no hospital da cidade. Em seguida. O segundo capítulo é constituído pela revisão da literatura. . é de suma importância reconhecer a necessidade do capital humano no gerenciamento das organizações. Assim. definição do problema de pesquisa. serão estudados detalhadamente. o qual norteará a pesquisa. a presente estrutura do trabalho. pois uma das maiores dificuldades encontradas reside no distanciamento dos recursos humanos e outros sistemas atuantes nas unidades. onde segue a introdução do tema. para assim chegar aos resultados da pesquisa. onde as propostas e as conclusões do estudo são apresentadas de forma concisa. por meio da coleta de dados. correspondendo às estimativas de 15% a 25% dos custos hospitalares nacionais.

o capítulo 5. as limitações do estudo e sugestões para futuras pesquisas. Descrito a estrutura desta monografia. tendo como complemento as referências. este apresenta a conclusão do trabalho. . refere-se às considerações finais obtidas ao término do trabalho e pela pesquisa apresentada.Introdução 27 Por fim. a seguir será feita a revisão da literatura que servirá como subsídio teórico para o desenvolvimento desta pesquisa.

CAPÍTULO 2 REFERENCIAL TEÓRICO .

O propósito do estudo consiste em mostrar que o conceito de gerenciamento de cadeia de suprimento. o conceito ainda pode ser considerado em construção. pode ser definida como o processo de planejamento. implementação e controle do fluxo eficiente e eficaz de matériasprimas. desde a origem até o consumo. Referencial Teórico O presente capítulo propõe um estudo mais detalhado do tema proposto. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de abastecimentos (FLEURY. estoques de produtos semi-acabados.1 Cadeia de Suprimento O conceito da cadeia de suprimento começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. Este tem como finalidade fornecer o embasamento teórico necessário a contribuir para uma análise mais aprofundada sobre o assunto. uma simples extensão do conceito de logística. Existem inclusive alguns profissionais que consideram a cadeia de suprimento como apenas um novo nome. com o propósito de atender aos . mas trazer alguns pontos importantes para a construção do referencial conceitual que dará sustentação ao trabalho. Francischini e Gurgel (2004) descrevem logística como uma ferramenta estratégica utilizada para aumentar a satisfação do cliente e elevar a competitividade da empresa. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. 2007). 2007). acabados e do fluxo de informações a eles relativo. como citado acima com a logística. ou seja. 1999). Deste modo. Seu surgimento tem sido muitas vezes confundido. em verdade não é nada mais que uma extensão da logística (CORONADO. enquanto relativamente novo. Mesmo no âmbito internacional. Este conceito também faz referência às considerações de Pozo (2004). a expressão logística. No entanto não caberia no escopo deste recuperar a vasta e rica literatura a respeito do assunto abordado. bem como a sua rentabilidade. porém ela abrange um escopo maior de processos e funções.Referencial Teórico 29 2. Assim. a partir de meados da década de 1990 muito se tem falado e tem sido escrito sobre cadeia de suprimento. podendo ser considerada a logística como um subconjunto da cadeia de suprimento (PIRES. 2.

Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégias para redução de custos e melhoria dos serviços. Na mesma passagem Pozo (2004) segue discorrendo sobre o histórico da cadeia de suprimentos. p. Christopher8. satisfazer efetivamente os consumidores e fazer isso de forma eficiente. minimizando assim o seu tempo de entrega e atendendo com melhor qualidade os desejos e as necessidades dos seus clientes. as empresas tendem a se portar no mercado com desenvolvimento em evoluções. Já a cadeia de suprimento refere-se à integração dos processos que formam um determinado negócio. e reafirma a sua importância como diferencial competitivo conforme se verifica na citação a seguir: Com a evolução gradativa da cadeia de suprimento. 84) define “a cadeia de suprimento representa uma rede de organizações. 2004). com ou sem fins lucrativos. através de ligações nos dois sentidos.415) mencionam cadeia de suprimento como: A gestão da interconexão das empresas que se relacionam por meio de ligações à montante e à jusante entre os diferentes processos.Referencial Teórico 30 requisitos dos clientes. 8 CHRISTOPHER. Slack. Nesse contexto de qualidade de serviço prestado. (citado por CORONADO. a cadeia de suprimento torna-se um diferencial competitivo (POZO. São Paulo: Pioneira. 1997. grandes e pequenas organizações sejam governamentais ou privadas. dos diferentes processos e atividades que produzem valor na forma de produtos e serviços que são colocados nas mãos do consumidor final [. .. notam-se grandes diferenças em seu processo evolutivo.]”. 2004). proporcionando produtos. desde os fornecedores originais até o usuário final. desde o século XX ao XXI. vindo a construir o seu diferencial em relação às demais. Chambers e Johnston (2002. diante disto. p. serviços e informações que agregam valor para o cliente (FRANCISCHINI E GURGEL. 2007. vêem-se em um mercado competitivo onde seus resultados podem determinar o nível de serviço levado aos seus clientes e/ou usuários. A cadeia de valor centra-se em dois objetivos – chaves. que produzem valor na forma de produtos e serviços para o consumidor final. Atualmente. Martin..

portanto. A administração da cadeia de suprimento exige o entendimento dos impactos que serão causados nas organizações. na venda. Bertaglia (2003. em seus processos e na sociedade. Pozo (2004. 2009). New York: Free Press. foi pouco utilizada até os anos 70”. M. p.14) faz a delimitação no tempo citando que: ”Não o era 50 anos atrás e. O perfeito entendimento da cadeia de suprimento tem sido reconhecidamente um fator de vantagem competitiva para as organizações que efetivamente entendem o seu papel estratégico.4) afirma que: A cadeia de suprimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais.Referencial Teórico 31 Porter9. Uma necessidade registrada por um cliente interno ou externo dá início a uma cadeia de suprimento (KRAJEWSKI. também. E as atividades de apoio são as que dão suporte às primárias e também a elas próprias. 2007. 557p. no serviço de pós-venda etc. Entendê-las não se limita. 2003). o que inclui os processos internos de uma empresa e também os de seus clientes e fornecedores externos. na movimentação física. p. Competitive Advantage: creating and sustaining superior performance. 9 . agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores os desejarem. 54) advoga que para se compreender os elementos-chave para uma vantagem competitiva devem-se analisar as várias atividades executadas na cadeia de suprimento de uma empresa e o modo como elas interagem. Todavia. nem sempre a cadeia de suprimento foi assim. PORTER. Essas atividades podem ser classificadas em atividades primárias e atividades de apoio. (citado por PIRES. As atividades primárias são aquelas envolvidas na criação física do produto. O conceito de cadeia de suprimento reforça o vínculo entre processos e desempenho. A cadeia de suprimento está vinculada a variáveis internas e externas que afetam a organização e aos diferentes modelos de negócio estabelecidos para os segmentos industriais ou para as empresas de serviços (BERTAGLIA. a saber. estimativas e pedidos devem ser bem elaborados para satisfazer as necessidades de clientes e consumidores. que a demanda afeta todo o processo e que. 1985. com foco no mercado. p.

Referencial Teórico 32 O gerenciamento da cadeia de suprimento é responsável pelo planejamento e controle dos bens e serviços de uma organização. Até os anos 50. • Diferença . Não o era 50 anos atrás. As empresas fragmentavam a administração de atividades-chaves do pleno nível de serviço. suas informações permitem uma sincronia com a cadeia produtiva. os mercados. • Resultados .Compartilhar as informações mediante meios adequados.1. de acordo com Francischini e Gurgel (2004.Compartilhar os riscos de fazer negócios. Esses processos podem ser desenvolvidos internamente pela empresa ou por processos logísticos que assumem parte deles ou sua totalidade (FRANCISCHINI E GURGEL. 2. e o nível de serviço. pois uma falha pode ocasionar uma insatisfação para quem esteja adquirindo o produto ou serviço oferecido pela organização. Sendo o conceito da cadeia de suprimento muito amplo é necessário definir alguns processos que podem ser considerados críticos para que o abastecimento de uma cadeia seja eficaz.Evitar que algum elo da cadeia acumule perdas. também não existia. • Riscos .262): • Parcerias . estavam em estado de tranqüilidade. • Informações . A cadeia de suprimento é uma ferramenta que se bem utilizada proporcionará para as organizações frutos bem proveitosos. Isso resultava em enorme conflito de objetivos e de responsabilidades para as atividades logísticas. Filosofia dominante para guiar as organizações e traduzi-las em fator de vantagem competitiva.Compartilhar os resultados da racionalização das atividades. acarretando um fraco atendimento .1 Logística A logística é um campo fascinante. Os objetivos da implantação de uma cadeia de suprimento poderão assim ser resumidos.Compartilhar todas as iniciativas com os parceiros da cadeia. p. a plena satisfação ao cliente não existiam. Portanto recomenda-se que ao trabalhar com a cadeia de suprimento se tenha bastante atenção. bastante restritos. e locais. 2004).

serviu de parâmetro para os militares norte-americanos utilizarem como forma de designar a arte de transporte e distribuição e fornecimento das tropas em operações. Op. Costa (2002) relata que desde a antigüidade o homem em sua sabedoria intrínseca já exercia práticas logísticas. organização e execução para essas tarefas. mais 2. propiciando que os recursos certos estivessem no local certo e na hora certa. cit. 2007.000 quilômetros por via aérea. como diferencial de vantagem.3 milhões de toneladas de equipamentos transportados por mar – tudo feito em questão de meses”. denominação dada pelos gregos à arte de calcular. as tropas. os Estados Unidos e seus aliados tiveram que deslocar grandes quantidades de materiais a grandes distâncias. As forças armadas da América foram os primeiros a utilizar esse conceito de logística. Seu desenvolvimento deveu-se ao intuito de abastecer. ou pela falta deles. Dessa forma. 10 CHRISTOPHER. ele estocava produtos para sua sobrevivência. (citado por CORONADO. Ao longo da historia do homem. o que se pensava ser em um tempo impossivelmente curto. armamentos e carros de guerra pesados aos locais de combate. No entanto. 2004). Logística.Referencial Teórico 33 ao cliente. na Segunda Guerra Mundial (POZO. . Martin. transportar e alojar tropas. para a vitória das tropas em combates. Segundo Christopher10. esta doutrina operacional permitia que as campanhas militares fossem realizadas e contribuía. evidenciando a necessidade de planejamento. Meio milhão de pessoas e mais de meio milhão de unidades de materiais e suprimentos tiveram que ser transportados através de 12. Como precedente para a Guerra do Golfo. Pozo (2004) afirma em suas teorias que a logística teve origem nas organizações militares. e essa atividade já era considerada estratégica. fator negativo ao processo de entrega de valor ao cliente e de ganho de vantagem competitiva (POZO. 68): “o mundo presenciou um exemplo dramático da importância da logística. 2004). havendo a necessidade de grandes e constantes deslocamentos de recursos. As guerras eram longas e geralmente distantes. tais como. sendo assim. p. as guerras têm sido ganhas e perdidas pelo poder e pela capacidade da logística. pela filosofia conjunto de sistemas de algoritmos aplicados à lógica e pelos franceses parte da guerra que trata do planejamento da realização de projeto e desenvolvimento.

visa diminuir o hiato entre a produção e a demanda. A logística torna possível a disponibilização de produtos e serviços no local e instante em que são necessários. com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.Referencial Teórico 34 Ballou (1993) apresenta a evolução da logística dividida em três períodos. Ainda de acordo com Cervi (2002). Começava-se a entender que armazenagem e transportes estavam relacionados e que a operação logística envolvia as duas coisas (CERVI. A logística estuda como prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores. O primeiro trata do período antes do surgimento da Segunda Guerra Mundial. No entanto.13). assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento. a incorporação da logística no vocabulário empresarial ainda é um fenômeno recente. de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem. onde a tecnologia da informação está disseminada em todo o planeta e a comunicação on-line permite a ligação simultânea em toda a cadeia do comércio internacional. Pozo (2004. no mercado globalizado. o segundo inicia-se após a Segunda Guerra Mundial e se estende até 1970. define que: A logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final. não se concebe mais nas empresas a ausência da logística em suas operações. Quando a logística surgiu o seu enfoque era totalmente operacional (armazenagem e transportes). Ela é um assunto fundamental. Anteriormente era restrita apenas às empresas que operavam no comércio exterior. O conceito foi evoluindo e a logística passou a ser tratada como distribuição física. p. 1993). organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. através de planejamento. Dentre os principais ganhos que as empresas . já o terceiro tem início em 1970 e se estende até os dias de hoje. hoje. e na condição física que desejarem (BALLOU. no Brasil. 2002). têm-se observado um avanço muito grande no uso da logística nos últimos anos.

e redução de perdas. e Processamento de pedidos.Referencial Teórico 35 podem ter são: entregas mais rápida de acordo com a demanda. • Processamento de pedidos: é uma atividade logística primária. • Manuseio de materiais: esta associada com a armazenagem e também apóia a manutenção de estoques. Manutenção de estoques. principalmente. de um a dois terços dos custos logísticos. Essas três atividades são fundamentais para cumprir a missão da organização. O uso de estoques. Essas atividades de apoio são: Armazenagem. Para Ballou (1993). aumento da produtividade. são essenciais para a coordenação e para o cumprimento da tarefa logística. como regulador de demanda. e Sistema de informação: • Armazenagem: refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. É essencial. 1993): • Transportes: o transporte é a atividade logística mais importante simplesmente porque ela absorve. redução dos custos operacionais. que dão suporte ao desempenho das atividades primárias. Embalagem. É também a atividade primária que dá partida ao processo de movimentação de materiais e produtos bem como a entrega desses serviços. . Manuseio de materiais. aumento no giro de mercadorias e redução de estoques. (BALLOU. • Manutenção de estoques: é a atividade para atingir-se um grau razoável de disponibilidade do produto em face de sua demanda. pois nenhuma firma moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados de alguma forma. e é necessário manter estoques. as atividades consideradas de apoio são aquelas. à perfeita administração dos recursos logísticos disponíveis. adicionais. Suprimentos. A denominação de atividade primária identifica aquelas que são de importância fundamental para a obtenção dos objetivos logísticos de custo e nível de serviço que o mercado deseja. São as seguintes: Transportes. ele passa a ser responsável por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos. É uma atividade que diz respeito à movimentação do produto no local de estocagem. Planejamento. A atividade logística deve ser vista por meio de duas grandes ações que são denominadas de primárias e de apoio. resulta no fato de que. Sua importância deriva do fato de ser um elemento critico em termos do tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes. em média. que agem como amortecedores entre a oferta e a demanda. em relação. em média.

Isto se efetiva pelos efeitos positivos que as atividades de logísticas provocam nos . uma base de dados bem estruturados. O processo de globalização da economia e a criação de grandes blocos econômicos. da definição das quantidades a serem adquiridas. Portanto. dimensões adequadas de empacotamento encorajam manuseio e armazenagem eficientes. o objetivo clássico da logística é possibilitar que os produtos certos. nas últimas décadas. também. para ser utilizado pelo sistema logístico. Tem sido pelas inovações nas práticas logísticas que as empresas de qualquer categoria estão obtendo e mantendo suas vantagens diferenciais competitivas no mercado. Bom projeto de embalagem do produto auxilia a garantir movimentação sem quebras. O foco da organização é a gestão correta da cadeia de abastecimento. sobre os volumes de vendas. onde e por quem devem ser fabricadas. seus fluxos de informações através da organização e seus canais. que pode trazer a vantagem competitiva. considerando o menor custo possível. É a base que servirá de informação à programação detalhada da produção dentro da fábrica. Segundo Bertaglia (2003). Além disso. 2004). É uma área importantíssima de apoio logístico. São as informações necessárias de custo. • Sistema de informação: É a função que permitirá o sucesso da ação logística dentro de uma organização para que ela possa operar eficientemente. da programação das compras e da forma pela qual o produto é comprado.Referencial Teórico 36 • Embalagem: um dos objetivos da logística é movimentar bens sem danificá-los além do economicamente razoável. • Planejamento: refere-se primariamente às quantidades agregadas que devem ser produzidas bem como quando. tornando efetivas as utilizações de tempo e de lugar como forma racional de criar valor agregado às transações de mercado. a movimentação e a armazenagem de materiais. no momento exato. contribuíram para o aperfeiçoamento das técnicas de logísticas no mundo. com informações importantes sobre os clientes. peças e produtos acabados e. de modo a poder maximizar as lucratividades presente e futura mediante atendimento dos pedidos a baixo custo e a plena satisfação do cliente (POZO. É o evento que permitirá o cumprimento dos prazos exigidos pelo mercado. sobre os padrões de entregas e sobre os níveis dos estoques e das disponibilidades físicas e financeiras que servirão como base de apoio a uma administração eficiente e eficaz das atividades primárias e de apoio do sistema logístico. A Logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição. procedimentos e desempenho essenciais para correto planejamento e controle logístico. • Suprimentos: é a atividade que proporciona ao produto ficar disponível. na quantidade certa. É o procedimento de avaliação e da seleção das fontes de fornecimento. estejam nos pontos de venda no momento certo.

. e tomando como base os assuntos referentes ao tema desta monografia. Ribeiro (2005. A atividade do prestador de serviço em saúde é muito diferente na sua responsabilidade de uma atividade industrial ou comercial [.].] Não é o que ocorre com a atividade hospitalar. p. a necessidade de proporcionar um perfeito nível de atendimento aos pacientes. do outro. 2. todas utilizam materiais em suas atividades. Sendo assim. na satisfação dos clientes (PEREIRA. As atividades voltadas para administrar o fluxo de materiais e de informações relacionadas com esse fluxo ao longo da cadeia de suprimento constituem o que genericamente se denomina logística. requerem extrema proficiência por parte do gestor de materiais. sem ocorrência de qualquer falta de insumos. em particular. Uma cadeia de suprimento é um conjunto de unidades produtivas unidas por um fluxo de materiais e informações com o objetivo de satisfazer às necessidades de usuários ou clientes específicos.1. incluindo a prestação de serviços pós-venda e pós-entrega. O elevado custo da manutenção dos estoques. como a assistência técnica e a prestação de serviços de garantia (BARBIERI E MACHLINE. custo de energia e. produtividade. de um lado e. de modo que a sua administração se tornou uma necessidade.1. 2002). No caso dos hospitais.. faz necessário adentrar em tópicos mais específicos destinados aos suprimentos de materiais dos serviços do setor de saúde.1 Logística Hospitalar Por mais diferentes que sejam as organizações.01) afirma que: “um dos maiores desafios para o administrador hospitalar está em atender adequadamente às necessidades da instituição [. A logística atua em todo o fluxo. Barbieri e Machline (2006) afirmam que a logística dos materiais assume importância crescente nas entidades de saúde.]”. assim a logística hospitalar faz referência ao ponto e tem significativa importância para o estudo. em maior ou menor grau. O nosso “cliente” está .. Podese em uma fábrica deixar de produzir algum item por falta de componente e recuperar-se o atraso da produção no dia seguinte [. 2006). custos financeiros. independentemente do seu porte ou tipo.Referencial Teórico 37 índices de preços... desde os fornecedores de materiais até a entrega de produtos aos clientes externos à organização.. os materiais desempenham um papel importante.

ou seja. Barbieri e Machline (2006) ainda reforçam o pensamento de Ribeiro (2005) quando descrevem que em organizações industriais. pelos bens patrimoniais (instalações. Por sua vez. recebimento. almoxarifado. equipamentos e outros presentes no local e no prédio onde os serviços são prestados) e os bens materiais que dão suporte aos serviços. A importância dos materiais que compõem um pacote produto-serviço não se mede apenas pelo seu valor econômico. as práticas logísticas para que os objetivos da atividade médico-hospitalar sejam alcançados devem estar apoiadas em estratégias que colaborem para que as metas dessas empresas de saúde sejam alcançadas (PEREIRA. Se o material necessário para apoiar as atividades dos prestadores do serviço não estiver presente ou não for suficiente ou adequado a essas atividades. 2002). 2006). há uma fase em que os prestadores do serviço e os usuários do serviço estão em estreito contato. o serviço como um todo ficará comprometido. É indispensável para o sucesso da logística hospitalar especialmente para os hospitais de médio e grande porte. . embora no caso dos hospitais esse valor seja significativo (BARBIERI E MACHLINE. pois os usuários dos materiais são diferentes e possuem objetivos diferentes em relação a eles.Referencial Teórico 38 necessitando do medicamento naquele horário. farmácia e suprimentos do centro cirúrgico. O que todas as organizações de serviço oferecem aos seus clientes é um conjunto de bens tangíveis e intangíveis em diferentes proporções. formando um pacote que a moderna administração denomina pacote produtoserviço. de modo geral. é importante distinguir o suprimento da distribuição física. compras. Na realização dos serviços. comerciais e de serviços. ou ainda vem para atendimento emergencial que não sabemos quanto ou o que poderá ser. esse pacote é formado pelos serviços médicos e correlatos e pelos bens materiais. ou para aquela cirurgia imediata. Nos hospitais. A qualidade dos serviços de uma organização se relaciona de modo muito intenso com a qualidade da administração de materiais. pois para que um serviço seja bem feito é necessário que o material certo esteja disponível no momento em que for necessário. a existência de um eficiente sistema organizacional em toda a cadeia de abastecimento hospitalar que é composta por planejamento de materiais.

estes aplicados aos serviços de saúde. guarda preservação. a importância dos materiais nas atividades hospitalares e de saúde não se mede apenas pelo seu valor econômico. Uma gestão eficiente dos recursos materiais pode dar uma contribuição importante para melhorar os serviços hospitalares. as atividades dessa família procuram responder às seguintes perguntas: quanto e quando comprar? • Compras ou aquisições. São elas: seleção de materiais. Desse modo. desempenhando. como estocá-los e como entregá-los aos solicitantes? Os materiais encontram-se em todos os momentos das atividades hospitalares. encontram-se as atividades voltadas para selecionar. ou seja. • Seleção de materiais. Após ter definido os materiais que a organização pretende utilizar. 2006). cujas atividades básicas são recebimento. acompanhar as compras etc. Procuram responder às seguintes questões: como e de quem comprar? • Armazenagem. as principais atividades típicas de suprimento podem ser agrupadas formando famílias de atividades com objetivos comuns e inter-relacionadas.06) esclarecem que num hospital. O objetivo dessas atividades é responder à seguinte pergunta: quais materiais devem ser utilizados pela organização? • Gestão de estoques. nessa família. atender os clientes com qualidade e menor custo envolvido com os materiais (BARBIERI E MACHLINE. envolvendo atividades de especificação de materiais. gestão de estoques. A presente monografia estuda a administração de suprimentos de materiais. negociar com eles. portanto. tendo entre as principais atividades a realização de previsões da demanda e a montagem e operação de sistemas de reposição de estoques. na mesma medida em que reduz os custos desses recursos ao mesmo tempo em que promove uma melhoria dos serviços prestados. Essas atividades respondem às questões: onde localizar os materiais estocados. compras ou aquisições e armazenagem. p. mas pela sua essencialidade à prestação dos serviços a que dão suporte. Vale ressaltar que a veemência da mesma é aborda o estudo dos materiais com maior intensificação. como já citados. segurança e distribuição aos usuários internos. .Referencial Teórico 39 Barbieri e Machline (2006. avaliar e desenvolver fornecedores. padronização e definição de critérios para adotar novos materiais e substituir os que estão sendo usados. funções essenciais independentemente dos seus valores monetários.

05) definem administração de materiais como: Atividade que planeja. uma das mais importantes funções da administração de materiais está relacionada com o controle de níveis de estoques. Boa administração de materiais significa coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências de operação. o que significa planejar. Francischini e Gurgel (2004. A importância da boa administração de materiais pode ser mais bem apreciada quando os bens necessários não estão disponíveis no instante correto para atender às necessidades de produção ou operação. A logística surge como ferramenta fundamental a ser utilizada para produzir vantagens competitivas e a administração de materiais para atender ao moderno enfoque logístico. o objetivo fundamental da administração de materiais é determinar quando e quanto adquirir. 1993).2 Administração de Materiais Logística é uma operação integrada para cuidar de suprimentos e distribuição de produtos de forma racionalizada. A administração de materiais abastece ou supre a organização com os materiais. visando à redução de custos e ao aumento da competitividade da empresa. no local de operação certo.Referencial Teórico 40 2. partindo das especificações dos artigos a comprar até a entrega do produto terminado ao cliente. como consumidor. para repor o estoque. (VIANA. ou seja. O sucesso do gerenciamento de materiais nas empresas depende da aplicabilidade dos conceitos logísticos. 2006). constituindo o elo entre a empresa e os seus fornecedores de materiais. no instante correto e em condição utilizável ao custo mínimo (BALLOU. Para Viana (2002). Todas as . nas condições mais eficientes e econômicas. De tal modo. 2002).1. A motivação da administração de materiais é satisfazer às necessidades de sistemas de operação. o objetivo da administração de materiais deve ser prover o material certo. p. ele detona o processo. coordenar e executar todo o processo. o fluxo de material. Visa atender o cliente certo. o que determina que a estratégia do abastecimento sempre seja acionada pelo usuário. executa e controla. à medida que. com o material certo e nas quantidades e momentos certos e nas melhores condições para a organização (BARBIERI E MACHLINE.

O termo gestão de estoques. A função principal da administração de estoques é maximizar o uso dos recursos envolvidos na área logística da empresa. Demo (2005) afirma que os estoques têm a função de ponderar as entradas e saídas de uma empresa. O controle de estoque. para obter melhorias nas atividades desenvolvidas. pois ocorriam desperdícios e ausência de mercadorias. é em função da necessidade de estipular os diversos níveis de materiais e produtos que a organização deve manter. ora sendo maiores as entradas. visto que desempenham e afetam de maneira bem definida o resultado da empresa (POZO.1 Estoques Um dos grandes desafios enfrentados atualmente pelas organizações se refere ao balanceamento dos estoques em termos de produção e logística com a demanda do mercado e o serviço ao cliente. A gestão de estoques é elemento imprescindível e deve ser administrada eficientemente. material de manutenção. por outro lado.2.Referencial Teórico 41 organizações devem preocupar-se com o controle de estoques.1. já se tinha a necessidade de uma adequada forma de utilização de sistemas e métodos. 2004). 2004). 2003). dentro de parâmetros econômicos. Espera-se de um Administrador de materiais que os usuários tenham fácil acesso aos itens estocados. mas. ora as . desde a antiguidade. Segundo Francischini e Gurgel (2004. material de escritório. 148): Para o controle de estoque ser eficaz é necessário. Esses materiais e produtos que compõem os estoques são: matéria-prima. o volume do estoque não pode ser tão alto que comprometa a rentabilidade da empresa. material e peças em processos e produtos acabados. quando eles forem necessários para a elaboração de alguma atividade na empresa. portanto. pois todas as organizações mantêm estoques (BERTAGLIA. as quais oscilam. p. material auxiliar. e com grande efeito dentro dos estoques (POZO. que haja um fluxo de informações adequado e um resultado esperado quando a seu comportamento. ocasionando assim para a organização prejuízos e para os clientes insatisfação devido o produto não está disponível. dentro da logística. 2.

2006). Em si tratando de organizações de saúde. Os objetivos do planejamento e controle de estoque são: • Assegurar o suprimento adequado de matéria-prima. é necessário considerar também a complexidade do seu processo produtivo. Objetivo este que depende da integração dos setores dentro da empresa. principalmente o de compras (entradas) com o de vendas (saídas). porquanto ele constitui um centro de interação de várias disciplinas e profissões. que são: . gerando um modelo assistencial com uma variedade enorme de itens e graus de diversidade (SILVA. as empresas possuem em sua organização cinco almoxarifados básicos. incorporando tecnologias. para eliminá-los. levando em conta os volumes de vendas. que podem ou não ser mantidos em um ou diversos almoxarifados. prazos. a função de planejar e controlar estoques são fatores primordiais numa boa administração do processo produtivo. p.se contra perdas. O procedimento de produção do setor de saúde é uma das mais intrincadas unidades de trabalho. danos. peças e insumos ao processo de fabricação. • Manter as quantidades em relação às necessidades e aos registros. menor o estoque.Referencial Teórico 42 saídas.40). • Manter o estoque o mais baixo possível para atendimento compatível às necessidades vendidas. material auxiliar. o sistema de materiais de um hospital é bastante complexo e não está restrito à quantidade de variáveis ou ao seu custo. • Manter os custos nos níveis mais baixos possíveis. os quais passam a ser função do planejamento e controle de produção. recursos e seu efeito sobre o custo de venda do produto. Ainda conforme Pozo (2004) existem diversos tipos ou nomes de estoques. • Não permitir condições de falta ou excesso em relação à demanda de vendas. • Fornecer bases concretas para a elaboração de dados ao planejamento de curto. • Identificar os itens obsoletos e defeituosos em estoque. sendo assim os estoques nulos. Usualmente. quanto maior for as saídas. Quanto maior o número de entradas maior será o estoque. extravios ou mau uso. O objetivo sempre será o da igualdade. • Prevenir . das necessidades de estoque. Para Pozo (2004. médio e longo prazos. onde a velocidade de entrada é igual à velocidade de saída.

J. A razão de manter estoques está relacionada com a previsão de seu uso em um futuro imediato. A disponibilidade. 2004). relacionados tanto à forma como está estruturada a oferta de serviços Wennberg12.666.385. a cultura médica local. & WHEAT.381 habitantes e o Norte. respectivamente 6. Patterns of utilization: a patient perspective.2 Serviços de Saúde O padrão de utilização de serviços de saúde de um determinado grupo populacional é principalmente explicado por seu perfil de necessidades em saúde. p. equity. Medical Care 23(5): 512-520. a ideologia do prestador.6% da população total do país). com 12. 2000). com um quantitativo de municípios em cada estado e em cada região muito variável. 2000. a quantidade de serviços e recursos (financeiros. supplier-induced demand and the need to assess the outcome of common medical practices. 2000.Referencial Teórico 43 • • • • • Almoxarifado de matérias-primas. 1985. É praticamente impossível conhecer a demanda futura. a localização geográfica. por inúmeros outros fatores internos e externos ao setor. e encontra-se irregularmente distribuída em um território de 8.134). 134) quanto às preferências e escolhas do usuário. A população brasileira é de 172.944 habitantes. segundo dados do censo de 2001 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .826 habitantes. que concentra 71. para assegurar disponibilidade de produtos às demandas. 2.675. On patient need. (citado por TRAVASSOS E OUTROS. com 11. humanos.9% e 7. o tipo.5 milhões de Km2. Almoxarifado de acabados. bem como minimizar os custos de produção. Almoxarifado intermediário. movimentação e estoques (POZO. 12 WENNBERG JE 1985.769 habitantes (42. Está condicionado também. entre outros. Medical Care 23(5):438-460. Almoxarifado de materiais auxiliares. . B. p. são aspectos da oferta que influenciam o padrão de consumo de serviços de saúde (TRAVASSOS E OUTROS. Almoxarifado de manutenção. (citado por TRAVASSOS E OUTROS.IBGE.662. torna-se necessário manter determinado nível de estoque. tecnológicos). A região mais populosa é o Sudeste.5% da 11 HULKA. Hulka e Wheat11. As menos populosas são o Centro-Oeste.

o sistema de atendimento. e. Isso denota falta de uma gestão adequada na distribuição de recursos humanos. O setor de saúde. e o Sul tem 25. lazer. como segmento prestador de serviços e cujas ações se refletem profundamente na sociedade. iniciando pela medicina preventiva. O direito à saúde implica não apenas no oferecimento da medicina curativa. país considerado em desenvolvimento. tem 47. O Nordeste. depende dos mais diversos esforços para promover sua recuperação. em algumas regiões. apenas seis dos 5. No contexto brasileiro.033. embora apresente uma taxa de esperança de vida média de aproximadamente 67 anos e alguns índices socioeconômicos de países desenvolvidos. em 2005. deve adotar uma prática gerencial apropriada capaz de alterar esse quadro mórbido e preocupante (LOPES E FILHO.250352 habitantes ou 28. o que contribui para sufocar e estrangular. por isso mesmo. e de coeficiente de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias. 2006). campanhas de vacinação. segunda região mais populosa.564 municípios brasileiros não possuíam este tipo de . dependente. o Brasil. por dias e meses a fio. possui indicadores sóciosanitários bastante contrastantes. saneamento básico. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE informam que de 2002 a 2005. de uma política social e econômica adequadas. elevadas taxas de mortalidade infantil. ainda mais. dentre outras. Assim. higiene. O país ainda apresenta. de leitos e de medicamentos. houve um aumento em 17.Referencial Teórico 44 população total do país. de uma "infecção generalizada". 2003).1% da população nacional. o que representa 14. 146 cidades não tinham unidades de saúde e. Em 2002. Assim. motivo pelo qual não é raro que pacientes se desloquem e até se instalem. Silva (2006) afirma que contribuir para a prestação dos serviços de saúde. submetendose a tratamento em municípios vizinhos ou mais distantes de suas origens. condições dignas de moradia e de trabalho. por sua vez. esclarecendo e educando a população.9% da população total do país. mas também na medicina preventiva. A saúde é um direito de todos e um dever do Estado. alimentação saudável na quantidade necessária.302 habitantes. com vistas a torná-lo eficiente não é uma tarefa fácil. o direito à saúde compreende a saúde física e mental.8% do número de estabelecimentos de saúde no país. Boa parte dos municípios brasileiros sequer possui um único hospital. os serviços de saúde padecem em analogia ao vocabulário médico. de acordo com as carências de cada município (SILVA.

principalmente no Nordeste. detém grande serviço de emergência com perfil de urgência em cirurgia geral. a terceirização cresceu em todas as regiões. é cadastrado no Ministério da Saúde como rede privada. com diferentes níveis de preços e subsídios. e o de seguros privados.BA. O consumo de serviços de saúde é função das necessidades e do comportamento dos indivíduos em relação a seus problemas de saúde. simultaneamente inter-relacionados. Alagoas. bem como das formas de financiamento e dos serviços e recursos disponíveis para a população. assentadas sobre uma cadeia produtiva que incorpora seqüências de ações definidas para a geração de seus produtos. financiado por sistemas de reembolso.SUS. Compõe-se por três principais subsetores: o público. Cada procedimento demanda uma variedade específica de insumos (bens) e processos de trabalho . clínica médica. o privado (lucrativo e não-lucrativo). O sistema foi implementado em 1990 e pode ser traduzido como igualdade de oportunidade de acesso aos serviços de saúde para necessidades iguais (LIMA. com mais de 10 mil atendimentos por mês. no entanto quase 70% das unidades privadas atendem ao Sistema Único de Saúde . para uma população de 22 municípios dos Estados de Pernambuco. nos seus diversos níveis. Para tanto. O hospital referente ao estudo de caso desta monografia é caracterizado como hospital de média complexidade. que podem ser recursos públicos ou privados. formando uma complicada multiplicidade entre o setor público e privado. o sistema de saúde brasileiro é constituído por uma complexa rede de prestadores e compradores de serviços. Para Travassos e outros (2000). O setor público está mais presente no Norte e Nordeste. os chamados procedimentos. é importante levar em consideração a complexidade dessa atividade. com serviços financiados e prestados pelo Estado. Nesse mesmo período. porém 100% dos seus usuários são do Sistema Único de Saúde . financiados diretamente pelo consumidor ou pelas empresas empregadoras (em geral de forma parcial). complementares e competitivos. ortopedia. 2005). A Constituição brasileira de 1988 estabelece o Sistema Único de Saúde SUS com base na institucionalização da universalidade da cobertura e do atendimento.SUS. Sergipe e da Bahia.Referencial Teórico 45 estabelecimento. As atividades de atenção à saúde são atividades complexas. pediatria e maternidade da microrregião de Paulo Afonso .

a falta de leitos hospitalares e a demora para a marcação de exames são algumas das evidências da inadequação das atividades complexas e a realidade dos serviços (LIMA. 2. Os principais elementos envolvidos nesta atividade são a função compras do hospital. Por mais diferentes que sejam as organizações. 2007). a superlotação das emergências. pois a interrupção no fluxo pode refletir não só em perdas econômicas. Nas . fatores críticos para o desenvolvimento de atividades de atenção à saúde e para a excelência operacional da organização hospitalar. Não só os produtos oferecidos em organizações de saúde são complexos e pressupõem elevada qualificação profissional. que aqui será entendido como um elo entre a organização e o seu mercado fornecedor. a fim de realizar um trabalho por meio de pessoas para entregar o material certo ao usuário certo. materiais e medicamentos. Tem por objetivo processar as aquisições de bens que a organização necessita. Os gestores de hospitais são compelidos a praticarem uma administração profissional capaz de cumprir com eficiência.3 Administração de Materiais nos Serviços de Saúde Materiais e logística são. é necessário estabelecer diretrizes e ações. Para isso. mas também de vidas humanas. afirmam Infante e Santos (2007). As perversas desigualdades no acesso e utilização dos serviços. Ribeiro (2005) afirma que um dos maiores desafios para o administrador hospitalar está em atender adequadamente às necessidades da instituição. a escassez de recursos nas unidades de saúde. juntamente com recursos humanos. O administrador hospitalar tem como missão atender e superar continuamente as expectativas solicitadas. efetividade e principalmente. A disponibilidade de insumos em hospitais. a missão das entidades que gerenciam. 2006). é um fator de grande importância. dentro da legalidade. as filas. o mau atendimento. eficácia. em maior ou menor grau. mas os insumos utilizados em sua produção são cada vez mais sofisticados e numerosos (INFANTE E SANTOS. no momento e nas quantidades certas. A obtenção de insumos hospitalares é a forma pela qual o sistema hospital adquire esses recursos com o objetivo de utilizá-los como entradas do sistema. todas utilizam materiais em suas atividades. complementam Barbieri e Machline (2006). com economia. observando as melhores condições para a organização.Referencial Teórico 46 (serviços).

Em si tratando de organizações de saúde. e finalmente. são as cotações. materiais e medicamentos. São Paulo: Atlas. e os pacientes tratados e resultados de exames Slack13. é necessário realizar em bases sistemáticas as seguintes atividades: especificação. é um procedimento que visa identificar os produtos em função dos valores que eles representam e. as instalações e equipamentos médicos. com isso. pois os medicamentos e materiais de enfermagem amontoam a milhares. devem ser passíveis de rastreabilidade. . como qualquer outro. apresentam-se sob as formas mais diversas. Para escolher os materiais de acordo com as considerações expostas. criar classes ou grupos de materiais para estabelecer instrumentos de gestão diferenciados. identificar materiais. ou seja. (citado por MONTEIRO E OUTROS. são facilmente furtados. Para Barbieri e Machline. os insumos hospitalares. (1997). padronização. Nas organizações privadas. processamento e saídas. 2003. E a função vendas do fabricante de insumos (MONTEIRO E OUTROS. desde comprimidos até injetáveis.Referencial Teórico 47 organizações públicas. e afasta do hospital três graves 13 14 SLACK. baixadas dos estoques. reduzir a variedade de materiais. o processo de licitação é o modo pelo qual adquirem bens e serviços. requer conservação a baixa temperatura. preparadas. têm exíguo prazo de validade. simplificação. os resíduos contaminados devem ser removidos e incinerados com extremo cuidado. 15 A classificação XYZ tem como critério o grau de criticalidade ou imprescindibilidade do material para as atividades em que eles estarão sendo utilizados. et al. as doses individuais devem ser diariamente prescritas. um hospital é um sistema produtivo que. A classificação ABC. As entradas são os recursos que serão processados ou utilizados no processamento para produzir os serviços de saúde. 01). estabelecer formas de gestão apropriadas à importância de cada item em relação ao valor total considerado. classificação. (2006) A logística dos materiais assume importância crescente nessas entidades. p. N. 2006). 2003). classificação ABC14 e classificação XYZ15. ministrados ao paciente e faturados sem omissão nem erro. A administração de materiais na área de saúde é mais complexa do que a de outros segmentos da economia. codificação e catalogação é a atribuição de símbolos aos materiais especificados (BARBIERI E MACHLINE. Administração da Produção. as questões relacionadas com as compras. os profissionais que trabalham no hospital. A gestão eficiente de materiais exige por parte dos responsáveis inúmeros e constantes esforços. tornar obrigatório o uso de materiais especificados. pode ser representado por três elementos básicos: entradas.

o estoque excessivo. esses são constituídos de todo material mantido pela organização para atender a uma demanda futura. é necessário saber quais materiais serão utilizados pela organização para depois decidir sobre quanto e quando comprá-los. Já a falta do mesmo pode provocar a paralisação dos serviços. com todos os problemas decorrentes. está significa a quantidade de um bem ou serviço que as pessoas estariam dispostas a adquirir sob determinadas condições. p. A qualidade dos serviços se relaciona de modo muito intenso com a qualidade da administração de materiais. o terceiro. 08) relatam um esquema lógico de interação entre os diferentes grupos que constituem a administração de materiais de um hospital. pois para que um serviço seja bem-feito é necessário que o material certo esteja disponível no momento em que for necessário. A expressão nível de serviço pode ser entendida como a capacidade de uma organização em oferecer produtos ou serviços que satisfaçam as necessidades ou exigências dos seus clientes. assim. declínio ou estacionalidade da demanda no curto prazo e sazonalidade que se refere às oscilações periódicas e regulares ao longo da curva de tendência produzidas por fatos ou situações de caráter repetitivo.Referencial Teórico 48 males: a compra cara. e prejudicar a imagem da empresa. é a combinação dos objetivos da organização com a satisfação dos seus clientes ou usuários. as dimensões do nível de serviço são as seguintes: atendimento. Esses flagelos são os dois primeiros. Estoques são valores referentes a materiais existentes relacionados com as atividades-fins da organização. e a falta de material. “primeiro. fatais para o hospital e. além de obrigar a organização a incorrer em gastos adicionais para realizar compras urgentes que. Estas podem ser tendência que significa o padrão de crescimento. materiais estocados em demasia consomem recursos que poderiam ser mais bem aplicados em outras atividades da organização. (BARBIERI E MACHLINE. 2006). será medido o nível de serviço oferecido ao cliente pela organização. fatal para o paciente. flexibilidade no atendimento aos clientes ou solicitantes. Porém. de quem comprá-los e como armazená-los e distribuí-los corretamente aos solicitantes”. Para efeito da administração de materiais hospitalares. via de regra. prestação de informações aos solicitantes e qualidade da entrega. em si tratando dos estoques. Barbieri e Machline (2006. Segundo os autores citados acima. pontualidade e rapidez nas entregas. é mais dispendiosa que as compras normais. e que serão descritos por todo texto. .

entretanto. A preocupação com a logística hospitalar vem crescendo bastante. as chamadas clínicas. pois dela depende a alimentação e o abastecimento de todos os pontos de distribuição de medicamentos e materiais médicos . 946). Op. representam um valor em torno de 15% a 25% dos orçamentos dos hospitais. KNEIPP E OLIVEIRA. almoxarife e diretor financeiro (BARBIERI E MACHLINE. W. 2006).hospitalares dentro do hospital. 2006). Esses números mostram que a complexidade de um sistema não está restrita à quantidade de variáveis ou ao seu custo. p. compradores. é necessário considerar também a complexidade do seu processo produtivo. armazenamento. 2007. Sob a denominação genérica de armazenagem entende-se as atividades administrativas e operacionais de recebimento.000 a 6. 2006). Em relação à escolha do material certo. A seleção dos materiais deve ser efetuada mediante uma administração que seja capaz de explicitar as divergências e alcançar um razoável consenso entre os diferentes atores envolvidos: usuários. Existem 30 mil medicamentos registrados nas farmacopéias. farmacêuticos. & REINHARDT. A distribuição de medicamentos e de suprimentos farmacêuticos é efetuada mediante requisições emitidas pelos postos de enfermagem (BARBIERI E MACHLINE. cit. torna-se necessária a realização de um conjunto de atividades. os hospitais têm necessidade de mais locais de armazenagem em decorrência das características diferenciadas dos bens materiais que utiliza. As empresas fabris podem atender praticamente a todas as suas atividades com dois tipos de armazenagem. na quantidade certa e no tempo certo para o seu usuário. distribuição dos materiais e controle físico dos materiais estocados. .000 itens de consumo adquiridos com certa freqüência. (citado por INFANTE E SANTOS.Referencial Teórico 49 O sistema de materiais de um hospital registra de 3. N. F. G. A administração de materiais tem por objetivo disponibilizar o material certo. Considera-se que existem 500 princípios ativos Vecina e Reinhardt16. em nível mundial. A distribuição racional dos medicamentos consiste em assegurar os produtos na quantidade e especificações solicitadas pelos usuários de uma forma segura e no prazo estabelecido (YUK. aqui denominadas genericamente de seleção e classificação de materiais. como já mencionado. 16 VECINA.

foram descritos todas as atividades típicas de suprimento de materiais de uma organização de saúde hospitalar.Referencial Teórico 50 Assim. .

CAPÍTULO 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .

Andrade (1999) relata que em muitas organizações são estabelecidas normas para direcionar as ações dos colaboradores de acordo com os objetivos e padrões da empresa. Procedimentos Metodológicos O alcance de todo objetivo. produzir objeto e/ou desenvolver comportamentos. Apesar de não haver uma fórmula exata e específica para se solucionar problemas. A definição da metodologia é fator primordial para a concretização da pesquisa. Malhotra (2001) define pesquisa como “uma estrutura ou planta para a realização do projeto de pesquisa. ou seja. de acordo com Roesch (2005). sendo considerada como uma forma de conduzir uma pesquisa enfatizando quais as etapas que devem ser seguidas num determinado processo. transmitindo cunho científico possível de ser comprovado e compreendido pelos leitores. E Gil (1999) afirma que método científico é o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento. e deve descrever passo a passo como serão levantados os dados que solucionarão a problemática e o alcance dos objetivos traçados. 3. daí . Ela detalha os procedimentos necessários à obtenção das informações para estruturar ou resolver problemas de pesquisa”. explicado e os fenômenos para seu alcance controlados. O estabelecimento de um método é uma estratégia para que a solução tornese clara e acessível a todos. A metodologia trata a respeito dos estudos dos métodos. a esta “bússola” planejada de acordo com cada anseio. por menor que seja. Nessa perspectiva de um conhecimento ser previsto. Andrade (1999) conceitua método como o conjunto dos meios dispostos convenientemente para alcançar um fim. 2005). torna-o transferível e verificável por outras pessoas. necessita de um planejamento para alcançá-lo.1 Método Científico O método assegura uma pesquisa.Procedimentos Metodológicos 52 3. traçar de forma coerente os caminhos que o levarão a sua conquista. ressaltando que todas as investigações utilizam algum tipo de metodologia (ROESCH. denomina-se método. tornando-a cientifica. e como fazê-lo. conferindo ao conteúdo característica científica. deve-se conhecer a realidade.

Para Gil (1999. como livros e artigos científicos possibilitando ao autor um maior conhecimento e uma melhor abordagem sobre o tema a ser pesquisado. por meio de pesquisas bibliográficas. revistas científicas. podem vir a apresentar um novo entendimento sobre o problema. Com a análise desses dados juntamente com os dados primários é possível encontrar também dados similares que vem a dar ainda maior credibilidade às informações (ANDRADE. descritiva e na pesquisa quantitativo – descritivos e qualitativa. a qual afirmará. que tem como objetivo descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. negará ou condicionará hipóteses através da coleta de dados (ROESCH. Ela é desenvolvida com base nos materiais que já estão disponíveis. 2001. determinando quem vai ser pesquisado e quais questões serão levantadas (ROESCH. bem como a internet. Segundo Lakatos e Marconi (2001).Procedimentos Metodológicos 53 falar-se em método científico ou teoria da investigação.] de um tema sob novo enfoque ou abordagem. monografias. a ciência não pode existir sem o emprego de algum método científico. 1999). sugerindo e muitas vezes até trás soluções que não haviam sido consideradas previamente. De acordo com Gil (1999. a metodologia utilizada na elaboração desta monografia foi desenvolvida com base em pesquisas bibliográficas. anais de congressos da área. Propiciando assim o estudo “[.65) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado. p.183). 2005).. A pesquisa . p.42) a pesquisa pode ser definida como um processo formal e sistemático no desenvolvimento do método científico.2 Delineamento da Pesquisa O delineamento da pesquisa consiste em tornar o problema pesquisável. Assim. 3. artigos. 2005). estes auxiliam os pesquisadores a entender melhor o problema a ser investigado. chegando a conclusões inovadoras” (LAKATOS E MARCONI. O levantamento de dados secundários anteriormente descritos foram através de estudos já publicados sobre o tema.. dissertações. Inicialmente foi realizado um levantamento dos dados secundários. pesquisa exploratória. p.

Para o conhecimento mais aprofundado sobre o assunto na etapa inicial. tornando-se muito útil nas etapas iniciais do projeto dispondo ao pesquisador uma maior familiaridade e interação com o problema em estudo. É usada pelo pesquisador quando o mesmo não tem total domínio sobre o tema ou situação a ser pesquisada. esta segundo Gil (1999. p. utilizou-se a amostra nãoprobabilistica por conveniência. além de buscar aspectos qualitativos no nível de serviços prestados por um hospital na cidade de Paulo Afonso-BA. onde esta amostra é selecionada de acordo com a conveniência do pesquisador. Para tanto. As pesquisas de campo utilizadas para responder as indagações feitas durante a elaboração desta monografia foram à pesquisa quantitativo – descritivos e a pesquisa qualitativa. fazendo assim referencia ao formulário aplicado com os acompanhantes dos pacientes. responsável também pela farmácia do local em estudo. Este tipo de amostra “consome menos tempo e é menos dispendiosa” (MALHOTRA. . Na fase exploratória foram levantadas informações preliminares dos dados da pesquisa. De acordo com Lakatos e Marconi (2001). E a pesquisa qualitativa tem o objetivo de obter resultados eficazes. a pesquisa exploratória trata de investigações de pesquisa empíricas que tenham o objetivo de formular questões ou um problema com a finalidade de desenvolver hipóteses. elevar a familiaridade do pesquisador com o ambiente a ser estudado ou até mesmo modificar e esclarecer conceitos estudados. 186) definem pesquisa de campo como sendo “aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações [. 2001). (LAKATOS E MARCONI. 2001). Este destinado a gerente administrativa do hospital. obtendo idéias e esclarecimentos a fim de possibilitar o aperfeiçoamento e entendimento do objeto de estudo.]”. foi utilizada a pesquisa exploratória..Procedimentos Metodológicos 54 bibliográfica serve inicialmente para definir a situação atual do problema e quais as contribuições e opiniões já existentes sobre o assunto. Lakatos e Marconi (2001.. p. 2001). A pesquisa quantitativo – descritivo tem a finalidade de fornecer dados para a verificação de hipóteses caracterizando-se pela precisão e pelo controle estatístico (LAKATOS E MARCONI. esclarecer e modificar conceitos e idéias. 43) “tem como finalidade desenvolver. tendo em vista. já que a mesma pode ser utilizada para aumentar a familiaridade do autor para com o tema. a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores”. conforme atestado no formulário aplicado que segue em anexo.

NOGUEIRA. p. atitudes e crenças de uma população sobre uma determinada situação. cujo preenchimento é feito pelo próprio investigador. determinar as percepções de características de produtos. São Paulo: Nacional. p. 212): O formulário é um dos instrumentos essenciais para a investigação social. fazendo-se assim necessária para a elaboração desta monografia. EDUSP.212) define formulário como sendo: “uma lista formal. 2001. Pode-se notar que a esse tipo de pesquisa demanda maiores detalhes dos fatos e os dados colhidos através dela são mais minuciosos e precisos. no momento da entrevista. (citado por LAKATOS E MARCONI.Procedimentos Metodológicos 55 Nogueira17. ser bem estruturadas e dirigidas para a solução de problemas ou avaliação de alternativas de cursos e ações. (2001. Para Lakatos e Marconi (2001. Segundo Mattar (1999) a pesquisa descritiva é caracterizada por possuir um objetivo definido. 1968. 17 . sob sua orientação”. determinar o grau até o qual as variáveis estão associadas e fazer previsões específicas. Pesquisa social: introdução às suas técnicas. O que caracteriza o formulário é o contato faca a face entre pesquisador e informante e ser o roteiro de perguntas preenchido pelo entrevistador. Malhotra (2001) acrescenta que a pesquisa descritiva serve para avaliar a porcentagem de unidades numa população específica que exige determinado comportamento. à medida que faz as observações ou recebe as respostas. cujo sistema de coleta de dados consiste em obter informações diretamente do entrevistado. Oracy. catálogo ou inventário destinado à coleta de dados resultantes quer da observação. ou pelo pesquisado. 188). p. Ela tem como foco o levantamento de opiniões sobre. E por final a pesquisa do tipo descritiva “que tem por objetivo descrever completamente determinado fenômeno”. Gil (1999) relata que ela tem como fator principal descrever as características de uma determinada população ou fenômeno para assim poder estabelecer possíveis relações entre variáveis. Lakatos e Marconi. quer de interrogatório.

sendo esta também responsável pela farmácia do hospital. . a amostra estudada. além da cidade local. Coeficiente de confiança de 95. é o grupo de pessoas no qual será imprescindíveis para a obtenção das informações necessárias. esta amostra pode ser mais bem entendida através da visualização do quadro 1. ou seja. outro formulário foi destinado à gerente administrativa do hospital.3 Seleção da Amostra Um dos fatores determinante para a obtenção dos dados é a seleção e definição da amostra da pesquisa. Neste caso determina-se o tamanho da amostra. Sep é <0. Assim. Esta totaliza um número de 100 acompanhantes. visto que o mesmo possui uma média de 10 mil atendimentos por mês. a amostra pedida é menor. p proporção dos elementos portadores do caráter considerado. Para que os dados obtidos num levantamento sejam significativos. resultantes do acolhimento de 22 municípios. sexo. devido a muitos casos haver impossibilidade pelo estado de saúde dos mesmos.5%. escolaridade. 4%. Existem estatísticas que possibilitam estimar esse número. é necessário que a amostra seja constituída por um número adequado de elementos. multiplicando-se o dado que aparece no quadro por 4 [p(l -p)] (GIL. 3%. 5% e 10% na hipótese de p = 0. As várias colunas. E para uma segunda amostra. indicam o número de elementos a serem selecionados com as respectivas margens de erro.5.5. corresponde a 1% do total da população que acompanhou os clientes – pacientes quando estes freqüentaram o hospital da cidade de Paulo Afonso . Esse quadro fornece o tamanho da amostra adequada para um nível de confiança de 99% (que em termos estatísticos corresponde a dois desvios-padrões). uma razoável estimativa pode ser feita consultando-se o quadro 1.Procedimentos Metodológicos 56 3. indicador correspondente à quantidade de pessoas que procuraram o hospital para serem atendidos por uma de suas especialidades (clinicas). por sua vez. 1991). faixa etária. 2%. O quadro 1 visa determinar a amplitude de uma amostra tirada de uma população finita com margens de erro de 1%. Deste modo. A determinação do tamanho e universo da amostra compreende dados que englobam a quantidade de pessoas a serem entrevistadas.BA no mês de abril. visto que não seria possível realizar as entrevistas com os próprios pacientes.

. Guglielmo. São Paulo: Atlas. A amostra segundo Lakatos e Marconi (2001. p.62). “[.. é um subconjunto do universo”. G..Procedimentos Metodológicos 57 Quadro 1 – Amplitude de uma amostra tirada de uma população finita Amplitude da População (Universo) ± 1% ± 2% 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 6000 7000 8000 9000 10000 15000 20000 25000 50000 100000 0° 5000 6000 6667 7143 8333 9091 10000 18 Amplitude da Amostra com as Margens de Erro Acima Indicadas ± 3% 1 250 1364 1458 1538 1607 1667 1765 1842 1905 1957 2000 2143 2222 2273 2381 2439 2500 ± 4% 638 714 769 811 843 870 891 909 938 949 976 989 1000 1034 1053 1064 1087 1099 1111 ± 5% 385 441 476 500 517 530 541 549 556 566 574 480 584 488 600 606 610 617 621 625 222 286 316 333 345 353 359 364 367 370 375 378 381 383 383 390 392 394 397 398 400 ± 10% 83 91 94 95 96 97 97 98 98 98 98 99 99 99 99 99 100 100 100 100 100 Fonte: TAGLIACARNE. (citado por GIL. 163). O tamanho da amostra diz respeito à quantidade de pessoas que irá 18 TAGLIACARNE. 1976.] é uma porção ou parcela. Pesquisa de mercado. 1991. . convenientemente selecionada do universo (população). p.

. e o número da população-alvo da pesquisa foi definido de acordo com o número de pessoas que freqüentaram o hospital. pois o número da amostra foi cuidadosamente selecionado apenas para uma parte do universo proposto. 163). Na ocasião o tipo de amostra que foi utilizada na pesquisa é a amostra não-probabilística. Para fazer uma abordagem de uma amostra mais ampla. o número de elementos é deixado a cargo do pesquisador.BA.. a partir dos resultados obtidos. Ou seja. a amostra caracteriza-se como não-probabilística. de tal forma que ela seja a mais representativa possível do todo e. e também não a todos os colaboradores que compõem o quadro funcional do hospital envolvido no setor administrativo do mesmo. seria necessário o uso de uma amostra probabilística. E como já foi apresentado anteriormente o método de amostragem utilizado foi o de conveniência. visto que o pesquisador procurou realizar uma pesquisa focalizada nos acompanhantes dos pacientes que ali se encontravam no momento da pesquisa. p. pois “o pesquisador pode. no período de 01 de abril a 30 de abril. localizado na cidade de Paulo Afonso . A amostragem “tem como objetivo escolher uma parte (ou amostra). arbitrária ou conscientemente. a pesquisa não poderia ser feita com o universo (acompanhantes) que freqüentam diariamente o hospital. visto que este exige grandes somas de recursos e tempo. Muitas vezes a obtenção de informações com um grande número de pessoas é quase impossível. que segundo Malhotra (2001).Procedimentos Metodológicos 58 participar do estudo. 2001.BA devido aos empecilhos já citados acima. Quando a amostra foi em relação à gerente administrativa do hospital. poder inferir. O tamanho da população tornou-se satisfatório para a obtenção dos dados necessários para a conclusão da pesquisa. como a falta de recursos e principalmente a falta de tempo. fazendo-se assim ser conveniente utilizar uma amostra de 100 respondentes. . o horário foi determinado a partir da disponibilidade de tempo da mesma. p. se esta for verificada” (LAKATOS E MARCONI 2001. nem tampouco todos os hospitais e clinicas da cidade de Paulo Afonso .] nos resultados da população total. quando se tratou da amostra dos acompanhantes dos pacientes. As argüições ocorreram em horários pré-determinados pelo pesquisador de acordo com sua conveniência. decidir os elementos a serem incluídos na amostra” (MALHORA. relativos a essa parte. 305). [. Por isso.

entrevistas. Como já foi dito anteriormente. São Paulo: Herder. esta fase busca levantar os dados preliminares da investigação.] aplicando os instrumentos. fechadas ou dicotômicas (limitadas ou de alternativas fixas) e de múltipla escolha (perguntas fechadas com mais de duas alternativas fixas). 1965. Mas para a obtenção dos dados para essa pesquisa o método utilizado para a coleta foi o formulário. C.. . foi composto com perguntas abertas. a monografia teve como base os tipos de pesquisa exploratória e descritiva. e para ajudar na busca dos resultados para com os objetivos da pesquisa. Os estudos descritivos geralmente são desenvolvidos com base em questionário. p. (citado por LAKATOS E MARCONI. 2001 E COOPER. 19 SELLTIZ. A partir das informações encontradas na fase exploratória. 1991. De acordo com Malhotra (2001) pesquisa descritiva tem como objetivo a descrição de algo. Na fase exploratória é onde se tem o primeiro contando com a situação que será pesquisada para poder obter o conhecimento sobre o objeto de estudo em questão. normalmente características e funções do mercado. para assim obter idéias para um melhor entendimento do tema.212) define o formulário como “uma coleção de questões”. formulários ou até mesmo discussões em grupos. análise e interpretação de dados que não podem ser quantificados. o formulário foi o instrumento encontrado para que esses objetivos fossem alcançados.Procedimentos Metodológicos 59 3. 2003). registrando os dados. “[. inclui a coleta. Métodos de pesquisa nas relações sociais. atendendo a diversos objetivos da pesquisa com a descrição de fenômenos ou características associadas com a população-alvo estimativa das proporções de uma população que tenha certas características e descobertas de associações entre variáveis (MALHOTRA. SCHINDLER. et al.4 Instrumentos de Coleta de Dados Na fase da coleta de dados são efetuados os contatos com os respondentes da pesquisa. visto que este é um dos instrumentos mais utilizados nas pesquisas exploratórias e descritivas. ordenadas de perguntas que podem ser classificadas como abertas (livres ou não limitadas).. A fase descritiva caracteriza-se por oferecer definições sobre o tema a ser investigado. Selltiz19. 15). p. O formulário utilizado nesta pesquisa direcionado a gerente administrativa do hospital. efetuada uma primeira verificação do preenchimento dos instrumentos e enviados os instrumentos preenchidos para a central de processamento dos dados” (MATTAR 1998.

Jorge Antônio Zepeda. estes. Jorge Antônio Zepeda. A farmácia no hospital: como avaliar? Brasília: Ágora da Ilha. Paulo Roberto Coelho & BERMUDEZ. e emitir opiniões. p. compras ou aquisições e armazenagem — da instituição hospitalar pesquisada. criada a partir das respostas obtidas durante a aplicação do mesmo. p. 901). 22 WILKEN. Possibilita investigações mais profundas e precisas. 1999. define a qualidade de gestão dessa organização. • Escala Wilken e Bermudez: A sistemática utilizada para análise e interpretação dos dados foi adaptada de Wilken e Bermudez21.Procedimentos Metodológicos 60 fundamentadas em normas. Paulo Roberto Coelho & BERMUDEZ. 2 = indicador 20 WILKEN. serão apresentados brevemente logo abaixo. 2002. de acordo com Lakatos e Marconi (1991): • Perguntas Abertas: Também chamadas livres ou não limitadas. 901) definiu-se a seguinte escala de pontuação: 0 = indicador não existente. 901). o formulário continha perguntas abertas. A existência total. 2002. Op. dicotômicas. Jorge Antônio Zepeda. múltipla escolha e escala tipo Likert de cinco pontos. Para os acompanhantes dos pacientes. (citado por NORONHA E BORGES. a existência parcial ou a inexistência de construção e utilização de cada um dos indicadores definidos como padrão pela literatura científica e referenciados aos setores — seleção de materiais. somadas a uma entrevista semi-estruturada. usando linguagem própria. 1 = indicador parcialmente existente. parcial ou a inexistência de construção e utilização desses indicadores na gestão de medicamentos e correlatos na instituição hospitalar. 21 WILKEN. cit. cit. gestão de estoques. Em primeiro lugar determinou-se a existência total. pois a pesquisa não ficou limitada apenas a ordem que estava escrito no papel. (citado por NORONHA E BORGES. critérios e rotinas operacionais Viana (2002) e pela medição adaptada e estabelecida por Wilken e Bermudez20. (citado por NORONHA E BORGES. 2002. Op. Paulo Roberto Coelho & BERMUDEZ. são as que permitem ao informante responder livremente. p. fechadas. . Adotando-se a mesma sistemática de medição estabelecida por Wilken e Bermudez22.

100% = excelente (NORONHA E BORGES. 23 24 WILKEN. quando este foi destinado aos acompanhantes dos pacientes. sim e não. 2002. • Perguntas Dicotômicas: Este tipo de pergunta caracteriza-se por oferecer ao respondente apenas duas possibilidades de resposta. 2002). Esta foi utilizada na primeira etapa do formulário. compras ou aquisições e armazenagem — e calculou-se o percentual alcançado. onde se tinha o objetivo de verificar os dados sóciodemográficos dos respondentes. Paulo Roberto Coelho & BERMUDEZ. WILKEN. gestão de estoques. 90. 901) e utilizada na pesquisa tem a seguinte configuração: 0-29% = insuficiente. 2002. • Perguntas de Múltipla Escolha: As perguntas de múltiplas escolhas permitem ao respondente escolher mais de uma alternativa. sendo que apenas uma alternativa de resposta é possível. p. p. cit. 901) fez-se a totalização da pontuação obtida por cada um dos setores da instituição pesquisada — seleção de materiais. Em segundo lugar. • Perguntas Fechadas: Neste tipo de pergunta são fornecidas as possíveis respostas ao entrevistado. Jorge Antônio Zepeda. 6089% = bom. Op. cit.Procedimentos Metodológicos 61 existente. 30-59% = regular. Esta foi utilizada a partir da segunda etapa do questionário. A escala de resultados definida por Wilken e Bermudez24. igualmente utilizando a escala definida por Wilken e Bermudez23. . Jorge Antônio Zepeda. Op. (citado por NORONHA E BORGES. Estas foram utilizadas também na segunda etapa do questionário. Paulo Roberto Coelho & BERMUDEZ. (citado por NORONHA E BORGES.

disponível no apêndice – A. E.Procedimentos Metodológicos 62 • Escala de Likert de Cinco Pontos: Este tipo de medição por escala “é muito utilizado quando se busca identificar a atitude do indivíduo sobre uma determinada situação” Babbie25 (citado por COSTA. compras ou aquisições. gestão de estoques. Belo Horizonte: UFMG. enquanto que quadros são elaborados tendo por base dados secundários. p. segundo a graduação de 1 a 5 (GIL. 1999). e armazenagem — onde foram estabelecidas 25 questões por formulário. de representar os dados em colunas verticais ou fileiras horizontais que obedece à classificação dos objetos ou materiais da pesquisa” (LAKATOS E MARCONI. é aquela que o pesquisador vai poder entender o significado do que foi colhido na fase da coleta dos dados. a primeira com perguntas sobre os dados demográficos e a outra que visou mensurar dados sobre o atendimento e os serviços prestados pelo hospital estudado. . O tópico seguinte visa informar os procedimentos adotados para a análise e tabulação dos dados obtidos na pesquisa. Nessa fase são utilizados procedimentos estatísticos que possibilitem criar gráficos. foi composto por 4 (quatro) processos. foi dividido em 2 (duas) etapas. Os gráficos são figuras que servem para representação dos dados. quadros e tabelas que sintetizem as informações obtidas. Métodos de Pesquisa de Survey. quando então necessitam indicação da fonte. O instrumento para a coleta de dados. 2007. 2001.5 Análise dos Dados A análise dos dados é a fase final. Definiu-se um conjunto de indicadores por setores pesquisados — seleção de materiais. O 25 BABBIE. O instrumento disponível no apêndice – B. 2001.169). cujos tipos já foram descritos acima. 75) e indica o grau de concordância do respondente com a situação proposta pelo pesquisador. totalizando 16 questões. para outros. a diferença refere-se ao aspecto da tabela ser construída. Para muitos autores. “Tabelas ou quadros é um método estatístico sistemático. satisfação ou insatisfação em relação a cada um dos enunciados. utilizando-se dados obtidos pelo próprio pesquisador. p. Pede-se a certo número de pessoas que manifestem sua concordância ou discordância. tabelas e quadros são sinônimos. 3.

da Microsoft. Após a fase da quantificação dos dados e com a ajuda do programa foram desenvolvidos tabelas e gráficos para facilitar na análise e mensuração dos resultados. diagramas. este foi dividido em duas etapas. esquemas. (LAKATOS E MARCONI. Uma vez que esses dados sejam manipulados e os resultados sejam obtidos. 2001). atividades típicas de suprimento. o formulário destinado a gerente administrativa foi dividido e identificado por quatro processos. Com o término da etapa da coleta de dados através dos formulários. Para a análise dos dados. 2001). mapas. para assim facilitar a análise do pesquisador e compreensão do leitor.Procedimentos Metodológicos 63 termo é usado para grande variedade de ilustrações: gráficos. (LAKATOS E MARCONI. Estes dados foram tabulados com a ajuda do programa Excel 2003. . é preciso seguir para o próximo passo. que é o da análise e interpretação dos mesmos. desenhos etc. Em relação ao formulário dos acompanhantes dos pacientes. as respostas contidas neles foram tabuladas e quantificadas a fim de obter um percentual estatístico.

CAPÍTULO 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS .

BA. Sendo assim.SUS como rede privada.BA.2 Análise dos Resultados da Pesquisa de Campo em Relação às Atividades Típicas de Suprimento do Hospital Nair Alves de Souza A seguir apresentam-se os resultados referentes à pesquisa de campo realizada no dia 19 de abril de 2009. com perfil de urgência em cirurgia. clínica médica. 4. A história do Hospital Nair Alves de Souza se confunde com a história da CHESF e com o desenvolvimento da região. a média diária de atendimento é de mais de 300 pessoas. o HNAS tinha como principal objetivo dar suporte aos trabalhadores responsáveis pela construção das usinas de Paulo Afonso. Mesmo sendo de propriedade da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco . contava com uma enfermaria com 24 leitos e uma equipe de 11 enfermeiros e três médicos. Na época. pediatria e maternidade. foi criado o posto de Puericultura e iniciada a sua construção. o engenheiro Alves Souza.HNAS é o grande serviço de emergência da microrregião de Paulo Afonso . oficialmente em operação desde 1949. aqueles que não estiverem nessa situação. Hoje. com risco de morte iminente e. trauma. a prioridade no atendimento segue o critério da gravidade.1 Análise da Empresa Pesquisada O Hospital Nair Alves de Souza . primeiramente são atendidos os pacientes mais graves. com a gerente administrativa do hospital. a fim de obter um parecer sobre os objetivos proposto.CHESF. Como unidade de urgência. 4. Quando foi construído. Em 1948. por ordem de chegada. Recebeu esse nome em homenagem à esposa do então presidente da Companhia. esta . mas de 22 municípios circunvizinhos. é cadastrado no Sistema Único de Saúde . em seguida.Apresentação e Análise dos Resultados 65 4. Apresentação e Análise dos Resultados Neste capítulo serão apresentadas as informações obtidas nas pesquisas feitas no Hospital Nair Alves de Souza na cidade de Paulo Afonso . provenientes não apenas de Paulo Afonso.

gestão de estoques. 4. compras ou aquisições e armazenagem. ou seja. a fim de obter informações acerca do tema proposto desta monografia.2. Quadro 2 – Indicadores das atividades típicas de suprimento Indicadores da Administração de Suprimentos de Medicamentos e Correlatos Utilizados para a Coleta de Dados Processo de Seleção de Materiais Indicadores • Análise da seleção de materiais certos para o usuário e a organização • Definição de critérios para adotar novos materiais • Investigação sobre as variações de consumo • Análise de prescrições não atendidas completamente por falta de medicamentos Processo de Gestão de Estoques Indicadores • Previsão da demanda • Análise do estoque • Análise dos fatores que geram rupturas de estoques • Análise dos medicamentos que mais sofrem rupturas de estoques • Controle do fluxo • Controle do abastecimento • Investigação sobre a reposição de tempo de cada pedido (Fornecedores Externos) • Utilização de programas computadorizados (Software) Processo de Compras ou Aquisições Indicadores • Solicitação de parecer técnico sobre a compra de medicamentos • Utilização de métodos de classificação para definição de prioridades de compra • Investigação do modo pelo qual irá adquirir a compra • Investigação de quem são os fornecedores • Análise de preço de produtos comprados • Análise do prazo de entrega . seleção de materiais.1 Resultados A análise de resultados foi feita para cada um dos processos individualmente.Apresentação e Análise dos Resultados 66 também é responsável pela farmácia do mesmo.

Resultados: 0-29% = insuficiente (I).Apresentação e Análise dos Resultados 67 Processo de Armazenagem Indicadores • Disponibilidade para a aquisição de medicamentos e correlatos • Análise do espaço físico • Supervisão da conferência de materiais • Procedimento para localização do material • Análise da distribuição • Análise das dificuldades encontradas no ciclo do processo Fonte: Adaptação Wilken e Bermudez (1999).Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Gestão de Estoques Indicadores Padrão Hospital HNAS 2 2 • Previsão da demanda 2 2 • Análise do estoque 2 2 • Análise dos fatores que geram rupturas de estoques 2 0 • Análise dos medicamentos que mais sofrem rupturas de estoques 26 WILKEN. 30-59% = regular (R). com seus respectivos indicadores da administração de suprimento de medicamentos e correlatos de cada setor. Quadro 3 . 26 Abaixo. Paulo Roberto Coelho & BERMUDEZ. 90-100% = excelente (E). Quadro 4 . Jorge Antônio Zepeda. . Op. cit.Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Seleção de Materiais Indicadores Padrão Hospital HNAS 2 2 • Análise da seleção de materiais certos para o usuário e a organização 2 2 • Definição de critérios para adotar novos materiais 2 2 • Investigação sobre as variações de consumo 2 0 • Análise de prescrições não atendidas completamente por falta de medicamentos Total 8 6 Percentual 100 75 Resultado E B Fonte: Dados coletados pela autora no dia 19 de abril de 2009. seguem os resultados das pesquisas. 60-89% = bom (B).

60-89% = bom (B). Em relação à investigação sobre as variações de consumo. 90-100% = excelente (E). A mesma avaliou todos os demais indicadores referentes à administração de suprimento de medicamentos e correlatos no setor de administração de materiais e afirmou que a instituição apresentava todos os itens com qualidade. 30-59% = regular (R).25 B Total Percentual Resultado Fonte: Dados coletados pela autora no dia 19 de abril de 2009. por isso a gerente relata que não existem números de prescrições não atendidas completamente por falta de materiais. A gerente administrativa afirmou que no hospital em estudo não existe índices de atendimentos não realizados por falta de medicamentos. capaz de tornar o uso obrigatório de materiais especificados pelo serviço médico.Apresentação e Análise dos Resultados 68 • • • • Controle do fluxo Controle do abastecimento Investigação sobre a reposição de tempo de cada pedido (Fornecedores Externos) Utilização de programas computadorizados 2 2 2 2 2 2 2 16 100 E 1 13 81. A análise da seleção de materiais certos para o usuário e a organização é feita no Hospital Nair Alves de Souza a partir da padronização de materiais. estas são feitas de acordo com épocas sazonais. pois tudo é conduzido com muito cuidado e atenção para que não existam falhas. Pode-se observar que. no entanto essa definição é sanada a partir da substituição da compra de um medicamento existente na lista de padronização por um que apresente a mesma fórmula. A definição de critérios para adotar novos materiais surge a partir da necessidade do uso de algum material que não exista na padronização dos mesmos. e que poderia ser um ponto descartado para ser analisado. O Quadro 3 contém os indicadores definidos para determinar a administração no processo de seleção de materiais do hospital. além de o hospital possuir uma reserva nos seus orçamentos para compras emergenciais. Como resultado geral foi possível observar que o setor de seleção de materiais no hospital estudado obteve 75% do total de pontos levados em . dos quatro indicadores analisados. apenas um não foi pontuado. Resultados: 0-29% = insuficiente (I). verão/inverno e de acordo com períodos de festejos na cidade e regiões circunvizinhas. responsabilidade e eficiência no processo.

Apresentação e Análise dos Resultados

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consideração pela pesquisadora, para que a administração de suprimento de medicamentos e correlatos fosse considerada excelente (100%). Assim, em função do resultado encontrado, a administração de suprimento de medicamentos e correlatos do setor de seleção de materiais do Hospital Nair Alves de Souza foi avaliada como boa, de acordo com as respostas da gerente administrativa da instituição. Com relação ao setor de gestão de estoque do hospital pesquisado, os dados estão apresentados no Quadro 4. Pode-se observar que, dos oito indicadores analisados, apenas um não foi pontuado. No indicador previsão da demanda, o estoque é previsto a partir de épocas sazonais, verão/inverno, quando há uma maior incidência respectivamente de pessoas expostas ao calor também propensas ao comprometimento da saúde e quando há um aumento do período chuvoso acarretando algumas doenças relacionadas ao clima, além dos períodos de festejos na cidade e regiões circunvizinhas como já mencionados anteriormente. A análise do estoque é feita diariamente através de requisições por escrito encaminhadas pelos auxiliares de enfermagem ao departamento da farmácia, solicitadas por cada supervisor das clinicas. Em relação aos fatores que geram rupturas de estoque, a gerente relata que podem ser consideradas as quebras de medicamentos durante a retirada dos mesmos para direcioná-los as clínicas ou mesmo durante a higiene do local, desvios, esquecimentos e/ou falta de atenção na apresentação da requisição, falha na alteração da baixa do estoque, situações emergenciais fora do previsto e ainda a extensão de patologias por período superior ao calculado. Em si tratando dos medicamentos que mais sofrem essas rupturas, a gerente não relatou com especificidade, visto que alegou ser o conjunto de medicamentos e correlatos como todo, não sendo necessária a consideração destes, por isso foi o único indicador não pontuado. O controle do fluxo de materiais do hospital é executado, através do número de requisições somadas a cada departamento e o controle do abastecimento do estoque é feito trimestralmente, levando em consideração o primeiro indicador já citado e o histórico de pedidos anteriores. A investigação sobre a reposição de tempo de cada pedido (fornecedores externos) é efetuado a partir do contrato realizado de acordo com o fornecedor através de licitação, acordado durante um ano e com solicitação de materiais e correlatos a cada três meses, realizando pedidos adicionais em caso de urgência. E por último a utilização de

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programas computadorizados (software) que já existe no hospital, porém o mesmo não dispõe de ferramentas atualizadas e eficientes para o andamento dos trabalhos realizados na instituição, tornando assim um indicador parcialmente existente. Como resultado geral do conjunto dos oito indicadores analisados, pode-se observar que o setor de gestão de estoque obteve 81,25% do total de pontos levados em consideração pela pesquisadora para que a administração de suprimento de medicamentos e correlatos no setor de gestão de estoques fosse considerada excelente (100%). Assim, em função dos resultados encontrados os setor de gestão de estoques do hospital pesquisado foi avaliado como bom.

Quadro 5 - Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Compras ou Aquisições Indicadores Padrão Hospital HNAS 2 2 • Solicitação de parecer técnico sobre a compra de medicamentos 2 0 • Utilização de métodos de classificação para definição de prioridades de compra 2 1 • Investigação do modo pelo qual irá adquirir a compra 2 0 • Investigação de quem são os fornecedores 2 2 • Análise de preço de produtos comprados 2 0 • Análise do prazo de entrega Total 12 5 Percentual 100 41,66 Resultado E R
Fonte: Dados coletados pela autora no dia 19 de abril de 2009. Resultados: 0-29% = insuficiente (I); 30-59% = regular (R); 60-89% = bom (B); 90-100% = excelente (E).

Quadro 6 - Resultado da Pesquisa Utilizando Indicadores da Administração de Suprimento de Medicamentos e Correlatos no Setor de Armazenagem Indicadores Padrão Hospital HNAS 2 0 • Disponibilidade para a aquisição de medicamentos e correlatos 2 0 • Análise do espaço físico 2 2 • Supervisão da conferência de materiais 2 1 • Procedimento para localização do material

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• •

Análise da distribuição Análise das dificuldades encontradas no ciclo do processo

2 2 12 100 E

0 2 5 41,66 I

Total Percentual Resultado

Fonte: Dados coletados pela autora no dia 19 de abril de 2009. Resultados: 0-29% = insuficiente (I); 30-59% = regular (R); 60-89% = bom (B); 90-100% = excelente (E).

Os dados do setor de compras do hospital pesquisado são apresentados no Quadro 5. É possível observar que, dos seis indicadores analisados, três receberam pontuação, estes são: solicitação de parecer técnico sobre a compra de medicamentos; investigação do modo pelo qual irá adquirir a compra; e análise de preço de produtos comprados. Observou-se que a solicitação de parecer técnico é um indicador que se destaca como existente, pois dele depende a autorização da compra dos medicamentos e correlatos do hospital, a ser encaminhada ao setor responsável pela compra. A investigação do modo pelo qual irá adquirir a compra é um indicador que está passando por processo de modificação, apresentando assim no hospital diferentes modalidades de compra por materiais, o que pode acarretar em dificuldades financeiras e na administração dos procedimentos. O hospital possui a modalidade de compra por pregão e a por registro de preços, processos que surgem a partir da licitação. No que diz respeito à análise de preço de produtos comprados, o hospital realiza controles através de planilhas sobre os valores de compras anteriores, para manter uma média fixa no orçamento, assim, um material que for solicitado pelo serviço médico e não constar na padronização de medicamentos é automaticamente substituído por outro que esteja incluso na lista. Segundo a gerente administrativa isto acontece para que o acréscimo do material não exceda os custos em relação à compra. Como resultado geral do conjunto dos seis indicadores analisados, pode-se observar que o setor de compras obteve 41,66% do total de pontos levados em consideração para ser avaliado como excelente (100%). Assim, em função dos resultados encontrados no setor de compras do hospital pesquisado foram avaliados como regular. O nível da administração de suprimento de medicamentos e correlatos no setor de armazenagem pesquisado é apresentado no Quadro 6. Observa-se que dos seis indicadores analisados três receberam pontuação, a supervisão da conferência

Assim. Em si tratando do procedimento para localização do material. o que reflete ser caracterizado como indicador parcialmente existente.3 Análise dos Resultados da Pesquisa de Campo em Relação aos Acompanhantes dos Pacientes do Hospital Nair Alves de Souza A seguir apresentam-se os resultados referentes à pesquisa de campo realizada entre os dias 01 a 30 de abril de 2009. a instituição possui um programa computadorizado. juntamente com um farmacêutico. Em si tratando da analise da distribuição de materiais. Assim. Para facilitar a compreensão do leitor. as informações eram dadas pela gerente da instituição mesmo quando não solicitadas pela pesquisadora. o setor de armazenagem do hospital pesquisado foi avaliado como regular. A gerente administrativa do Hospital Nair Alves de Souza. foi possível explanar todos os indicadores e agrupar informações sobre todos eles. em função dos resultados encontrados. e a análise da distribuição. com os acompanhantes dos pacientes do hospital. fazendo referência à literatura cientifica. pois garante a excelência nos atendimentos prestados.Apresentação e Análise dos Resultados 72 de materiais. O primeiro indicador pontuado refere-se à conferência de todos os medicamentos e correlatos que chegam ao hospital. esta é feita de acordo com as necessidades de cada clinica. as questões foram . que o hospital é uma instituição de referência em atendimento e serviços prestados a comunidade. no entanto como já citado o mesmo apresenta falhas e não possui ferramentas atualizadas necessárias para o desenvolvimento do trabalho. Como resultado geral do conjunto dos seis indicadores analisados para o setor de armazenagem da instituição. Contudo. o procedimento para localização do material. é necessário relatar que durante a aplicação do formulário.66% do total de pontos levados em importância para que fosse considerada excelente (100%). a fim de obter informações acerca do tema proposto desta monografia. Estes são devidamente conferidos pelos almoxarifes que são supervisionados por um coordenador da farmácia hospitalar. 4. estes responderam o formulário com base nos pacientes que os mesmos acompanhavam. discorreu em todos os momentos da entrevista e preenchimento do formulário. pode-se observar que ele obteve 41.

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divididas em duas etapas: dados demográficos e atendimento e serviços prestados, conforme segue abaixo.

4.3.1 Resultados: Caracterização dos Respondentes

A seguinte pesquisa contou com uma amostra de 100 respondentes, a primeira etapa visa analisar localização dos pacientes, sexo dos pacientes, faixa etária dos pacientes, grau de escolaridade dos pacientes e renda salarial (média) dos pacientes, a fim de delinear o perfil dos entrevistados. O gráfico a seguir, detalha a porcentagem correspondente da localização dos pacientes.

Gráfico 4.3 – Localidade dos pacientes

Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril

Analisando o perfil dos pacientes, nota-se que há um percentual maior de pessoas que residem na cidade de Paulo Afonso-BA (74%), do que os que residem nas regiões circunvizinhas (26%).

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Gráfico 4.4 – Sexo dos pacientes

Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril

Considerando o perfil dos pacientes, nota-se que há um percentual maior de mulheres (88%) do que homens (12%). No entanto, mesmo com a predominância do maior número de pacientes ser do sexo feminino, ambos contribuíram igualmente para que a pesquisa obtivesse maior legitimidade.

Gráfico 4.5 – Faixa etária dos pacientes

Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril

Observa-se que a idade dos pacientes variam entre 0 à superior de 56 anos. 48% dos pacientes estão acima de 56 anos. 12% têm entre 46 a 55 anos. 7% têm

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entre 36 a 45 anos. 8% têm entre 26 a 35 anos. 15% têm entre 16 a 25 anos e 10% têm entre 0 a 15 anos.

Gráfico 4.6 – Grau de escolaridade dos pacientes

Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril

Observando o gráfico 4.6 é possível afirmar que a maioria dos pacientes não concluiu o segundo grau (56%) ou ainda estão cursando o mesmo (30%). 8 % do total possuem terceiro grau incompleto. 3% dos pacientes já concluíram o terceiro grau e apenas 2% dos pacientes possuem algum curso de especialização (títulos de graduação). Concluindo a análise do perfil dos entrevistados, o gráfico 4.7 detalha a renda salarial (média) daqueles que freqüentaram o Hospital Nair Alves de Souza, no período em que a pesquisa foi realizada.

7 % possuem entre 9 a 11salários mínimos e somente 3% possuem renda acima de 12 salários mínimos.Apresentação e Análise dos Resultados 76 Gráfico 4. 18% dos pacientes possuem renda entre 6 a 8 salários mínimos. . a renda predominante referente à maior parte dos pacientes está na faixa de 0 a 2 salários mínimos com 47%. seguido de 3 a 5 salários mínimos com 25%.7 – Renda salarial (média) dos pacientes Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril De acordo com a amostra da pesquisa.

Assim. Gráfico 4. totalizando 20%. em relação à procura pelos serviços médico do Hospital Nair Alves de Souza. identifica com . O gráfico a seguir. que os pacientes que já freqüentaram o hospital acima de 12 vezes correspondem ao mínimo da amostra.8 é possível conclui que a maioria dos pacientes já estiveram no hospital entre 3 a 5 vezes. a fim de obter informações suficientes para o estudo desta monografia. o gráfico 4.Apresentação e Análise dos Resultados 77 4.9 logo abaixo. A partir desta análise nota-se que existe um fluxo bastante significativo de pacientes e que deve ser mencionado. detalha a porcentagem correspondente ao número de vezes que o mesmo paciente esteve no hospital em estudo. Foi possível observar também.3.2 Resultados: Caracterização do Atendimento e Serviços A segunda etapa da pesquisa visa analisar segundo os acompanhantes dos pacientes. correspondendo a um total de 48%.8 – Quantidade de vezes que o paciente já freqüentou o hospital Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril Observando o gráfico 4. seguido de 18% que já estiveram entre 9 a 11 vezes. Há também um grande número de pacientes que já estiveram na instituição entre 6 a 8 vezes. com 4% e os que freqüentaram apenas até duas vezes correspondem a 10% do total. as condições do serviço prestado pelo Hospital Nair Alves de Souza em relação ao atendimento e suprimento de suas atividades.

5. é possível relatar que a amostra da divisão clínica médica com 32% de freqüência.9 – Divisões hospitalar Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O Hospital Nair Alves de Souza apresenta algumas divisões nos seus atendimentos médico.9 delineia a rotatividade de pacientes em cada divisão. O gráfico 4. A clinica médica representa 32% dos atendimentos realizados no hospital. centro cirúrgico e ortopedia. pediatria. O centro cirúrgico apresenta 29%. Gráfico 4. evidenciando a necessidade de diversos medicamentos e materiais no hospital. incluindo internamentos e cirurgias. . A razão relatada pelos acompanhantes dos pacientes por estarem no momento no hospital. em relação ao gráfico 4. referente à faixa etária e 4. vão de um simples mal estar até complicações comprometedoras do estado de saúde.Apresentação e Análise dos Resultados 78 maior veracidade quais são as divisões hospitalar onde existe maior rotatividade de pacientes. tais como: clínica médica. maternidade.9. De acordo com as análises dos gráficos 4. seguido dos serviços de ortopedia. 9% da amostra pesquisada referem-se à pediatria e 4% a maternidade do hospital em estudo.8 referente à quantidade de vezes em que o mesmo paciente já freqüentou o Hospital Nair Alves de Souza. representa 48% dos pacientes inclusos na faixa etária acima de 56 anos e 48% do número de rotatividade dos mesmos no hospital.

. enquanto que 19% da amostra relataram que já haviam buscado os serviços de outras unidades de saúde. 81% dos entrevistados responderam que somente procuraram o atendimento médico do hospital em estudo. porém em outro bairro que difere do hospital estudado.10 analisa o número de pacientes que antes de procurar o Hospital Nair Alves de Souza esteve em outra instituição de saúde. devido à ausência de recursos financeiros e condições de se deslocarem para outras localidades.Apresentação e Análise dos Resultados 79 Gráfico 4.10 – Procura por algum outro hospital Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O gráfico 4. desse total alguns procuraram por serviços particulares e outros pelos serviços públicos de outro hospital localizado também na cidade de Paulo Afonso-BA.

32% dos pacientes já precisou permanecer de 2 a 5 dias.11 apresenta o período em dias.11 – Tempo de permanência no hospital Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O gráfico 4. que o paciente já precisou permanecer no hospital. 28% já permaneceu apenas 1 dia. Gráfico 4. seguido de 13% dos pacientes de 10 a 13 dias e 10% da amostra permaneceu internado por acima de 14 dias no hospital.12 – Necessidade de ser medicado no hospital ou do uso de algum material Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril .Apresentação e Análise dos Resultados 80 Gráfico 4. 17% ficou internado no hospital cerca de 6 a 9 dias.

no entanto não houve esse atendimento por falta do material na instituição. disseram que já precisou ser atendido e.13 apresenta o total da amostra de pacientes que precisou ser atendido em um determinado momento no Hospital Nair Alves de Souza. a ponto da cirurgia ser cancelada por conta da deficiência de material. 22% dos pacientes não passaram por tal situação. medicamentos de via local (injeções. foram mencionada ausência de materiais de primeiros socorros. o colaborador do hospital pediu ao acompanhante do paciente que se deslocassem a uma farmácia a fim de adquirir o medicamento. 78% da amostra. Gráfico 4.12 referente à necessidade do paciente ser medicado (medicamento via oral e/ou via local) e necessidade do uso de algum material (gases. algodão). Em alguns casos. medicamentos via oral (comprimidos).Apresentação e Análise dos Resultados 81 Conforme o gráfico 4. quando esses já se encontravam internados no hospital e medicamentos cirúrgicos. Contudo. enquanto que em outros. o atendimento foi simplesmente suspenso.13 – Necessidade de ser medicado ou do uso de algum material e não houve o atendimento Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O gráfico 4. Dentre os casos. 99% da amostra responderam que já utilizaram esses serviços. enquanto que apenas 1% disseram que não foi necessário. . soro).

15 – Quantidade de materiais e correlatos suficientes para o atendimento Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O gráfico 4.14 apresenta os profissionais envolvidos no momento do atendimento da ausência de materiais.Apresentação e Análise dos Resultados 82 Gráfico 4. o gráfico 4. 10% da amostra correspondem aos enfermeiros e 5% aos médicos do Hospital Nair Alves de Souza. 85% correspondem aos auxiliares de enfermagem.14 – Quem era o profissional durante o atendimento Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril A partir da análise feita do gráfico 4.15 apresenta o resultado da questão referente à disponibilidade da quantidade necessária de materiais e correlatos para o atendimento dos . Gráfico 4.13.

.16 apresenta o índice de satisfação em relação ao fornecimento de materiais e correlatos no Hospital Nair Alves de Souza.16 – Nível de satisfação quanto ao fornecimento de materiais e correlatos Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O gráfico 4. 75% da amostra mostraram-se insatisfeitos com o hospital.Apresentação e Análise dos Resultados 83 pacientes. 15% estão pouco satisfeitos e 10% do total da amostra estão satisfeitos. 90% acham que o hospital não oferece a quantidade suficiente para que seus serviços sejam desempenhados de maneira satisfatória e com qualidade. e somente 10% da amostra responderam que acham a quantidade suficiente. Gráfico 4.

17 apresenta os níveis de satisfação dos pacientes/acompanhantes em relação ao atendimento dos colaboradores do hospital.17 – Nível de satisfação quanto ao atendimento dos colaboradores Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril O gráfico 4.Apresentação e Análise dos Resultados 84 Gráfico 4. 40% do valor da amostra apresentam insatisfação quanto ao atendimento dos profissionais do hospital. Gráfico 4.18 – Nível de agilidade quanto ao atendimento Fonte: Pesquisa realizada no período de 01 de abril a 30 de abril . 32% apresentam-se pouco satisfeitos e 28% apresentam índice de satisfação.

possuem idade superior a 56 anos. Em relação à amostra dos pacientes. 4. 29% consideram insatisfeito. quando cerca de 81% dos entrevistados procuraram apenas o hospital em estudo.4 Considerações Finais das Análises dos Resultados Após analisados os resultados obtidos nas fases da coleta de dados. o próximo tópico será composto das considerações finais dos resultados obtidos nas análises. 78% dos pacientes já precisaram dos serviços e tiveram suas necessidades de atendimento não realizadas. 38% consideram o serviço como pouco satisfeito.Apresentação e Análise dos Resultados 85 Assim. Dentre esta amostra. pela ausência de materiais no hospital ou precisaram deslocar seus acompanhantes para providenciar o medicamento. Estes pacientes já estiveram em média de 3 a 5 vezes no hospital em estudo e freqüentaram cerca de 32% dos atendimentos da clinica médica.18 apresenta o nível de agilidade no atendimento do hospital segundo os entrevistados. o que implica na distorção das respostas dadas pela gerente do hospital. Terminada as análises das questões propostas nos formulários aplicados. concluindo as análises o gráfico 4. são do sexo feminino. evidenciando grade demanda dos serviços . percebe-se que houve uma discrepância entre as respostas da gerente administrativa do Hospital Nair Alves de Souza e a dos acompanhantes dos pacientes que se encontravam no momento da pesquisa. necessitando de estarem internados por cerca de 2 a 5 dias. . a maioria deles reside na cidade de Paulo Afonso – BA. a fim de mensurar dados para responder o problema de pesquisa e os objetivos propostos nesta monografia. não concluíram o segundo grau e recebem cerca de 0 a 2 salários mínimos por mês. 99% dos pacientes já precisaram ser medicados ou atendidos a partir do uso de materiais da instituição. no entanto. Os motivos relatados pelos acompanhantes dos pacientes de estarem no hospital variam de um simples mal estar até internações e cirurgias de risco que comprometam o estado de saúde do paciente. A necessidade de ser atendido pelos serviços médicos da instituição é notável. quando estes afirmaram muitas vezes não possuírem recursos financeiros para a compra. 21% do total da amostra avaliam o serviço como indeciso e 12% afirmam que o nível de agilidade dos serviços do Hospital Nair Alves de Souza são satisfatórios.

embalagem. O Hospital Nair Alves de Souza apresentou insuficiências na gestão de suprimento de medicamentos e correlatos. os auxiliares de enfermagem são responsáveis pela conferência do material existente em cada clinica e entrega de requisição no estoque da farmácia solicitando o abastecimento dos materiais. gestão de estoques. pois todas estas atividades devem ser devidamente conduzidas de maneira minuciosa a fim de evitar erros e condições que comprometam os serviços. no entanto durante a entrevista com a Srª gerente administrativa do hospital foi levantado todos os fatores que poderiam resultar em tal fator. de acordo com os acompanhantes estes mesmos auxiliares de enfermagem são os profissionais que estão na maioria das vezes presentes nos atendimentos da ausência de materiais. além do planejamento de todas as etapas do mesmo. A insuficiência de materiais nos serviços de saúde surge ainda a partir do inicio do ciclo dos processos. Identificar os gargalos envolvidos na gestão de suprimento e as causas desses problemas evita situações emergenciais. quando não existe o material em estoque. 90% dos acompanhantes dos pacientes afirmaram que o Hospital Nair Alves de Souza. manuseio de materiais. compras ou aquisições e armazenagem. não oferece a quantidade de materiais suficientes para a demanda dos atendimentos. com uma porcentagem de 75% da amostra entrevistada. manutenção de estoques. representando 85% dos colaboradores.Apresentação e Análise dos Resultados 86 Durante a entrevista com a gerente. Entretanto. suprimentos. a mesma relatou que não existem índices de atendimentos não realizados por falta de medicamentos e ainda afirmou que o hospital possui um caixa reserva para situações de compras emergenciais. Conforme a gerente. seleção de materiais. processamento de pedidos. planejamento e sistema de informação. representando 38% dos respondentes. Os profissionais envolvidos no desenvolvimento das atividades acima devem estar atentos a execução do trabalho. para evitar possíveis imprevistos. visto que representa um modelo de hospital de média complexidade com atendimento para a cidade local e mais 22 municípios e mostram-se insatisfeitos em relação a este indicador. armazenagem. Também se apresentam insatisfeitos quanto ao atendimento dos colaboradores com 40% do total da amostra e pouco satisfeitos com o nível de agilidade nos serviços por eles executados. a mesma contrapôs que não . Assim. No entanto. transportes.

conforme citados anteriormente. O quarto objetivo proposto refere-se a identificar a percepção dos acompanhantes dos pacientes em relação à gestão de suprimento de materiais do . O segundo objetivo proposto foi identificar as causas dos problemas na administração de materiais dos serviços de saúde hospitalares. este foi atingido a partir do estudo da logística. além da análise dos preços dos produtos e o prazo de entrega dos materiais. No que diz respeito ao objetivo identificar quais são os gargalos envolvidos na administração de materiais dos serviços de saúde hospitalares.4. alguns passos foram adotados para que houvesse a identificação e a obtenção dos mesmos na instituição de saúde hospitalar Nair Alves de Souza. assim a pesquisadora decidiu aprofundar o caso e estudar o que resultaria essa ausência. a uma auxiliar de enfermagem e a mesma relatou a ausência da medicação. 4. independentemente do trabalho realizado e da maneira como é realizado.Apresentação e Análise dos Resultados 87 mereciam ser citados. assim aplicando o mesmo no hospital estudado e identificando que a instituição detém algumas falhas nos processos que dificulta a administração. incluindo a análise da localização do fornecedor e a distância deste a cidade que se encontra o hospital. pois eram índices releváveis visto que não havia situações registradas por ausência de atendimento. a autora o alcançou quando ainda durante a idéia inicial de desenvolvimento desta monografia através de um fato verídico presenciou no hospital a ausência de um medicamento solicitado pelo médico responsável pelo atendimento. a ausência do planejamento de quem comprar. No que se refere ao objetivo analisar a atuação dos colaboradores na gestão de suprimento de materiais dos serviços de saúde hospitalares. quando a mesma relatou que os profissionais envolvidos na área estudada só recebem treinamentos quando ingressam na organização. dentre elas a ausência do planejamento dos materiais necessários a serem utilizados pela organização de maneira precisa. este foi alcançado a partir do estudo do formulário respondido pela gerente do hospital.1 Resultados da Obtenção dos Objetivos Específicos Depois de estabelecidos os objetivos específicos. sendo necessária a observação intensa desses profissionais que deles dependem todo o funcionamento da administração e utilização dos materiais e correlatos do hospital.

pois seria necessária a realização de um levantamento das patologias existente na região. evidenciando a percepção satisfatória da população no que diz respeito aos serviços prestados pela instituição. A utilização de métodos específicos que definem a prioridade de compras. E por fim. tais como a classificação ABC e XYZ. A definição de critérios para adotar novos materiais passaria a existir a partir do planejamento visando situações emergenciais. quando este foi atingido a partir da realização da tabulação dos dados do formulário aplicado com os mesmos. Em relação à análise e acompanhamento dos estoques. estabelecer formas de gestão apropriadas à importância de cada item em . focadas na área de administração de materiais. foi alcançado quando a autora sugeriu um maior planejamento das atividades típicas de suprimento do hospital.2 Sugestões de Melhorias Diante do estudo realizado no Hospital Nair Alves de Souza é possível propor algumas sugestões de melhorias. para a gestão de suprimento de materiais do hospital. de acordo com os serviços realizados. facilitariam respectivamente um procedimento que visa identificar os produtos em função dos valores que eles representam e. a fim de obter maior eficiência no processo e qualidade nos atendimentos. estabelecendo assim um sistema de redes interligadas. apresentando um índice de insatisfação representado por 75% da amostra pesquisada.4. capazes de fornecer informações diretamente entre clinicas e os devidos setores. seria necessária a implantação de um programa computadorizado atual e com ferramentas capazes de conectar-se com todos os computadores do hospital. se necessário. bem como o fornecimento dos medicamentos e correlatos em quantidades suficientes para os atendimentos das especialidades descritas no perfil do hospital. o quinto objetivo propor sugestões de melhoria. 4. além da investigação sobre as variações de consumo por medicamentos e correlatos. levando em consideração a necessidade de tais materiais dispostos para realização dos serviços. com isso. A análise da seleção de materiais certos para o usuário e a organização precisaria ser cuidadosamente avaliada. além de treinamentos específicos para os profissionais e colaboradores envolvidos no setor pesquisado.Apresentação e Análise dos Resultados 88 hospital em estudo.

a autora sugere treinamentos a cada três meses. embalagem. de acordo com o abastecimento e pedidos de medicamentos e correlatos. É necessária também uma avaliação parcial antes da reposição dos estoques quanto ao espaço disponível. que senão analisados contribuem para prejuízos nas instituições. como: distância entre comprador e fornecedor. prazo de entrega e o preço. A partir da decisão de compra realizada. Por fim. pois alguns fatores merecem ser considerados na hora da compra. . transportes. a fim de capacitá-los para melhor rendimento e satisfação no desempenho de suas funções. pois o espaço que o hospital dispõe é menor do que a demanda dos medicamentos e correlatos.Apresentação e Análise dos Resultados 89 relação ao valor total considerado e o grau de criticalidade ou imprescindibilidade do material para as atividades em que eles estarão sendo utilizados. é necessária a investigação de quem são os fornecedores. específicos para os colaboradores que trabalham no setor de suprimento de materiais do hospital. vale ressaltar que o Hospital Nair Alves de Souza não considera este indicador. processamento de pedidos. pois a superlotação do local contribui para danos financeiros e de teorização de medicamentos e correlatos.

CAPÍTULO 5 CONCLUSÃO .

mais especificamente sobre a gestão de suprimento de materiais.BA. para a garantia e o alcance do sucesso na instituição. as sugestões para futuras investigações relacionadas ao tema bem como as principais limitações desse estudo. não é garantia da obtenção da eficácia e eficiência. este estudo buscou analisar a gestão de suprimento de materiais em um hospital da cidade de Paulo Afonso – BA. Neste contexto.1 Considerações Finais A conclusão desta monografia refere-se aos objetivos geral e específicos traçados pela autora. que os processos da gestão de suprimentos de materiais do hospital Nair Alves de Souza não satisfaz plenamente a real necessidade da população de Paulo Afonso . Os colaboradores das organizações precisam desenvolver suas atividades em contínua interação. . Assim. a gestão de suprimento de medicamentos e correlatos realiza um trabalho por meio de pessoas para entregar o material certo ao usuário certo. observando as melhores condições para a organização. no momento e nas quantidades certas. 5. 78% dos pacientes não receberam atendimentos médico pela ausência de materiais na instituição. Diante desses dados a pergunta de pesquisa “Quais são os problemas existentes na gestão de suprimento de materiais dos serviços de um hospital?” Foi respondida. Conclusão Neste capítulo são apresentadas as considerações finais da pesquisa. verificou-se ainda.Conclusão 91 5. devido ao fato de ter sido comprovado a ausência dos medicamentos em muitos casos de atendimento. os quais nortearam todo o estudo. A partir da logística. tendo apresentado as considerações finais deste estudo. Segundo os entrevistados. Contudo. o que origina a insatisfação dos pacientes em relação ao hospital. Gerenciar uma organização é muito mais do que executar atividades administrativas. A análise interna do gestor da instituição. A monografia apresentou os conceitos de logística. a seguir serão comentadas as principais limitações desta investigação.

5. o tópico seguinte descreve as sugestões para a realização de futuras pesquisas. O fator tempo também contribuiu bastante com as limitações desse estudo. além de ausência de dados específicos do Hospital Nair Alves de Souza.2 Limitações do Estudo É de grande importância ressaltar as limitações acontecidas durante a realização desta monografia. pois a pesquisa precisou ser bastante detalhada e analisada com atenção.BA. visto que em relação ao assunto abordado muitas das referências tiveram que ser buscadas em pela Internet.Conclusão 92 5. devido à carência bibliográfica sobre o tema em estudo. a autora sentiu algumas dificuldades em relação à busca de literaturas confiáveis. Tendo apresentado as limitações deste estudo. Fica também como sugestão a realização de um estudo mais aprofundado que identifique todo o sistema e atividades de uma instituição de saúde.3 Sugestões para Futuras Pesquisas A autora propõe um estudo que aborde todas as instituições de saúde da cidade de Paulo Afonso . com o intuito de reunir um maior número da amostra pesquisada. Em se tratado de um estudo criterioso. Um fator que tornou a pesquisa limitada foi o fato da não abertura em relação à pesquisa com todos os funcionários do setor de administração de suprimento de materiais e correlatos do hospital e o acompanhamento do mesmo por um determinado período. . a fim de analisar e vivenciar na prática a efetivação das atividades de suprimento.

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5. 133-149. Sistema de incentivos em um supermercado de Pelotas: Um estudo de caso. 2000. J. G.. XV Congresso de Iniciação Científica. 2002. 2006. Desigualdades geográficas e sociais na utilização de serviços de saúde no Brasil.Referências 98 TRAVASSOS. p. São Paulo: Atlas. Administração de Materiais: Um Enfoque Prático. Caroline Silva. & OLIVEIRA. João José. 1. Rio de Janeiro. Cláudia e outros. A. v. In: XV Congresso de Iniciação Científica UFPel. KNEIPP. n. 2006. VIANA. YUK. . Ciência & Saúde Coletiva. Pelotas. M.

APÊNDICES .

GESTÃO DE ESTOQUES. Luciana Pereira de Souza. este se refere ao meu trabalho de conclusão de curso. que tem como objetivo analisar a Administração de suprimento (medicamentos e materiais) do Hospital Nair Alves de Souza. na cidade de Paulo Afonso – BA. Entrevistador: Data: / / Entrevistado: Setor/Departamento: Cargo: Formação escolar: Tempo que trabalha na empresa: Tempo que trabalha na função: Processo: O que é feito? Quem executa? . E ARMAZENAGEM. sob a orientação da mestra Cynthia Mattosinho. COMPRAS OU AQUISIÇÕES. 1000 – Centro 48601-180 – Paulo Afonso – Bahia APÊNDICE – A Senhor (a) gostaria de contar com a sua colaboração para preencher este formulário de pesquisa. professora da instituição. aluna do VIII período de Administração .FASETE. FORMULÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO DE PROCESSOS DESTINADO AO COLABORADOR E/OU GESTOR DA FARMÁCIA FORMULÁRIO: IDENTIFICAÇÃO DE PROCESSOS – ATIVIDADES TÍPICAS DE SUPRIMENTO: SELEÇÃO DE MATERIAIS.Apêndices 100 ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE Credenciado pela Portaria MEC-206/2002-DOU. 29/01/2002 Avenida Vereador José Moreira. elaborado por mim.

Apêndices 101 Por que é executado? Onde é executado? Quando é executado? Qual o período a ser executado? Como é executado? Existem métodos para ser executado? Fornecedores internos Clientes internos Dificuldades/gargalos Sugestão de melhoria Medidas/indicadores de desempenho Treinamentos indicados Tecnologia de informática atual e desejável Registros envolvidos/ Documentação Metas de desempenho atuais Metas de desempenho desejáveis .

professora da instituição. 1000 – Centro 48601-180 – Paulo Afonso – Bahia APÊNDICE . este se refere ao meu trabalho de conclusão de curso. sob a orientação da mestra Cynthia Mattosinho.Apêndices 102 ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE Credenciado pela Portaria MEC-206/2002-DOU. aluna do VIII período de Administração . que tem como objetivo analisar a Administração de suprimento (medicamentos e materiais) e o atendimento dos colaboradores do Hospital Nair Alves de Souza. QUESTIONÁRIO DESTINADO AOS ACOMPANHANTES DOS PACIENTES .B Senhor (a) gostaria de contar com a sua colaboração para preencher este questionário de pesquisa.Dados demográficos 1) Localização dos pacientes: __________________________________________ 2) Sexo dos pacientes: Masculino ( ) Feminino ( ) 3) Faixa etária dos pacientes: ( ) 0 à 15 anos ( )16 à 25 anos ( ) 26 à 35 anos ( ) 36 à 45 anos ( ) 46 a 55 anos ( ) acima de 56 anos 4) Grau de escolaridade dos pacientes: ( ) Não concluiu o 2º grau ( ) 3º grau incompleto ( ) Cursos de especialização ( ) 2º grau completo ( ) 3º grau completo 5) Renda salarial (média) dos pacientes: ( ) 0 à 2 salário mínimo ( ) 3 à 5 salários mínimos ( ) 6 à 8 salários mínimos ( ) 9 à 11 salários mínimos ( ) acima de 12 salários mínimos .FASETE. na cidade de Paulo Afonso – BA. Luciana Pereira de Souza. elaborado por mim. 29/01/2002 Avenida Vereador José Moreira.

Atendimento e serviços prestados 6) Quantas vezes o paciente que você acompanha esteve no hospital? ( ) 0 à 2 vez ( ) 3 à 5 vezes ( ) 6 à 8 vezes ( ) 9 à 11 vezes ( ) acima de 12 vezes 7) Em qual divisão do hospital ele costuma ser atendido? ( ) Pediatria ( ) Maternidade ( ) Centro cirúrgico ( ) Clinica médica ( ) Ortopedia 8) Procurou algum hospital. por qual razão? Qual foi a justificativa dada pelo colaborador do hospital? ( ) Sim ( )Não Por qual razão?_______________________________________________________ Justificativa?_________________________________________________________ . Por quê? ____________________________________________________ 9) Por quanto tempo precisou permanecer no Hospital Nair Alves de Souza? ( ( ) apenas 1 dia ) acima de 14 dias ( ) 2 a 5 dias ( ) 6 a 9 dias ( )10 a 13 dias 10) O paciente que você acompanha já precisou ser medicado ( medicamento via oral e/ou via local) ou do uso de materiais ( gases. posto ou clinica antes de vir ao Nair Alves de Souza? ( ) Sim. algodão) no Hospital Nair Alves de Souza? ( ) Sim ( ) Não 11) Alguma vez. Por quê?_______________________________________________ ( ) Não.Apêndices 103 . o paciente que você acompanha necessitou de medicamento e não foi atendido? Em caso da resposta ter sido positiva. Qual?.

dispõe da quantidade necessária de materiais e correlatos para o atendimento dos pacientes? ( ) Sim ( ) Não 14) Qual o nível de satisfação quanto ao fornecimento de materiais e correlatos? ( ) Satisfeito plenamente ( ) Satisfeito ( ) Indeciso ( ) Pouco satisfeito ( ) Insatisfeito 15) Qual o nível de satisfação quanto ao atendimento dos colaboradores? ( ) Satisfeito plenamente ( ) Insatisfeito ( )Satisfeito ( ) Indeciso ( )Pouco satisfeito 16) Como você avalia a agilidade no atendimento do hospital? ( ) Satisfeito plenamente ( ) Satisfeito ( ) Indeciso ( ) Pouco satisfeito ( ) Insatisfeito Muito Obrigada pela sua Participação! . o Hospital Nair Alves de Souza.Apêndices 104 12) Quem era o profissional durante o atendimento? ( ) Médico ( ) Enfermeiro ( ) Auxiliar de Enfermagem 13) Em sua opinião.

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