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Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira

Grupos
Sociais
Ano lectivo 2010/2011

Sociologia

Trabalho realizado por:

Mónica Monteiro 12ºH1

Índice

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Introdução 3

O que são grupos sociais? 4

Classificação e justificação dos agrupamentos sociais 5

Exemplos de Grupos Sociais 7


Conclusão 9

Bibliografia 10

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Introdução

Nem todas as formas de agrupamento de que fazemos parte têm as mesmas


características ou servem para os mesmos fins. Podemos distingui-los, por
exemplo, em função da sua estrutura, do tipo de relacionamento entre os seus
membros, etc. A posição que cada indivíduo ocupa no agrupamento deriva das
funções que desempenha e do cargo que nele ocupa, tendo em vista que o
agrupamento se constituiu com uma determinada finalidade.

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O que são grupos sociais?

Pode definir-se grupo social como uma comunidade humana, real e concreta,
mas parcial, que se manifesta por ter os seus padrões de conduta, a existência
duma actividade conjunta, por se localizar num determinado tempo e espaço,
por utilizar formas determinadas de comunicação e organização. Caracteriza-
se pela existência dum conjunto de indivíduos que formam uma unidade social
duradoura, mantêm entre si uma interacção estruturada e baseia o seu
comportamento em atitudes colectivas, contínuas e activas, com objectivos,
acções e comportamentos comuns. Além do conjunto das relações que se
estabelecem entre os vários elementos que o integram, o grupo social exerce
uma ou mais funções bem definidas.

Os grupos sociais que vou referir ao longo do trabalho têm, em geral, uma raiz
económica ou cultural originada por actividades conjuntas e particularidades de
organização, que se manifestam por se localizarem num espaço, utilizarem
determinadas formas de comunicação, por manterem padrões próprios de
conduta e exercerem uma ou mais funções bem definidas.

→ Características de um grupo social:

Pluralidade de indivíduos – há sempre mais de um indivíduo no grupo,


colectivismo;
Interacção social – os indivíduos comunicam-se uns com os outros;
Organização – todo o grupo, para funcionar bem precisa de uma ordem
interna;
Objectividade e exterioridade – quando uma pessoa entra no grupo ele já
existe, quando sai ele permanece existindo;
Objectivo comum – união do grupo para atingir os objectivos dos mesmos;
Consciência grupal ou sentimento de “nós” – compartilham modos de agir,
pensamentos, ideias, etc. Ex: Nós ganhamos.
Continuidade – é necessário ter uma certa duração. Não pode aparecer e
desaparecer com facilidade.

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Classificação e justificação dos agrupamentos sociais

→ Classificação dos grupos sociais:

Grupos primários – predominam os contactos primários, mais pessoais,


directos, como a família, os vizinhos, etc.
Grupos secundários – são mais complexos, como as igrejas e o estado, em
que predominam os contactos secundários, neste caso, realizam-se de forma
pessoal e directa – mas sem intimidade – ou de maneira indirecta como cartas,
telegramas, telefonemas, etc.
Grupos intermediários – são aqueles que se alternam e se complementam as
duas formas de contactos sociais (primários e secundários). Ex: escola.

→ Outras formas de agrupamentos sociais:

Agregados sociais: é uma reunião de pessoas que mantém entre si o mínimo


de comunicação e de relações sociais. Podemos destacar a multidão, o
público, e a massa.
Multidão: Ex: um grupo de pessoas observando um incêndio.

Características da multidão:

Falta de organização: não possui um conjunto de normas.

Anonimato: não importa quem faz parte da multidão.

Objectivos comuns: os interesses, as emoções, e os actos têm o mesmo


sentido.

Indiferenciação: todos são iguais perante a multidão, não há espaço para


manifestar as diferenças individuais.

Proximidade física: os componentes da multidão ficam e contacto directo e


temporário uns com os outros.

Público: é um agrupamento de indivíduos que seguem os mesmos estímulos.


Não se baseia no contacto físico, mas na comunicação recebida através dos
diversos meios de comunicação. Ex: indivíduos a assistir a um jogo – todos que
estão juntos recebem o mesmo estímulo - e não se trata de uma multidão
porque todos que estão juntos foram com o mesmo propósito – assistir ao jogo
– diferente da multidão, já que a reunião é ocasional.
Opinião pública: modo de pensar, agir, e sentir de um público.
Massa: é formada por indivíduos que recebem opiniões formadas através dos
meios de comunicação de massa.

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Diferença entre público e massa: Publico – recebe a opinião e pode opinar.
Massa – predomina a comunicação transmitida pelas massas.

Mecanismos de sustentação dos grupos sociais

Todas as sociedades têm uma série de forças que mantém os grupos sociais.
As principais são a liderança, as normas e sanções sociais, os valores sociais e
os símbolos sociais.
Liderança: é a acção exercida por um líder, aquele que dirige o grupo. A dois
tipos:
Liderança institucional - autoridade varia de acordo com a posição social ou do
cargo que ocupa no grupo. Ex: gerente de uma fábrica, pai de família, etc.
Liderança pessoal – autoridade varia das qualidades pessoais do líder
(inteligência, poder de comunicação, atitudes). Ex: Getulio Vargas, Adolf Hitler,
etc.

Normas e sanções sociais:


Normas sociais: regras de conduta de uma sociedade, que controlam e
orientam o comportamento das pessoas. Indica o que é “permitido” e “proibido”.
Sanção social: é uma recompensa ou uma punição que o grupo determina para
os indivíduos de acordo com o seu comportamento social. É aprovativa quando
vem sob a forma de aceitação, aplausos, honras, promoções. É reprovativa
quando vem sob a forma de punição imposta ao indivíduo que desobedece a
alguma norma social. Ex: insulto, zombaria, prisão, pena de morte.
Valores sociais: variam no espaço e no tempo, em função de cada época,
geração e cada sociedade. Ex: o que é bonito para os jovens nem sempre é
aceito pelos mais velhos. As roupas, os cabelos, modo de dançar, as idéias, o
comportamento, enfim, entram em choque com os valores sociais já
estabelecidos e cultivados por seus pais, criando uma certa tensão entre
jovens e adultos.
Símbolos: é algo cujo valor e significado é atribuído pelas pessoas que o
utilizam. Ex: a aliança que simboliza a união de casais.
A linguagem é um conjunto de símbolos. Podemos dizer que todo o
comportamento humano é simbólico e todo o comportamento simbólico é
humano, já que a utilização de símbolos é exclusiva do homem. Sem os
símbolos não haveria cultura.

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Exemplos de Grupos Sociais

Etnia Cigana

Quer em Portugal, quer nos países da União Europeia os grupos sociais mais
expostos a situações de forte exclusão e desqualificação social são os grupos
étnicos, que na sua globalidade e de forma associada, experienciam
mecanismos de empobrecimento e de reprodução circular de situações de
exclusão. Neste âmbito pode referir-se a etnia cigana, por ser o grupo étnico
mais numeroso em território nacional, oscilando os seus efectivos entre os 30
mil e os 92 mil indivíduos. Na sua grande parte os seus membros encontram-se
numa situação de desvinculação estrutural face ao mercado formal de
emprego, por vezes próximos do que se pode designar por “economia de
delinquência” elevada taxa de analfabetismo, absentismo e forte estigma
escolar, e consequente abandono do sistema de ensino, inserção profissional
prematura no contexto da economia informal (actividades ligadas à venda
ambulante), baixa qualificação profissional, ausência de trabalho assalariado, e
assumpção de uma atitude de retraimento ao nível da participação sócio-
politica, o que tem tradição num estatuto marginal face aos benefícios do
Estado, em matéria de segurança social, educação, lazer e habitação.

Não é de estranhar que os indivíduos pertencentes a este grupo apresentem


uma inserção relativamente problemática e controversa na sociedade
envolvente, largamente amplificada pelas imagens pouco positivas veiculadas
pelos media. Acresce, que este grupo é dotado de uma identidade étnico-
cultural e modos de vida, relativamente distanciados, incompreendidos e não
reconhecidos pela sociedade dominante. Obviamente, não estamos perante
um grupo propriamente impermeável aos valores, estilos de vida, recursos e
potencialidades provenientes da sociedade em geral.

A sua identidade e modos de vida assentam em grande medida na filiação


étnica, estruturada em torno de um quadro de valores comum, estruturador das
suas vivências e relativamente diferente do que prevalece na sociedade
envolvente – a valorização dos elementos mais velhos do grupo e da família
extensa; o casamento segundo a tradição; a virgindade da mulher; o respeito e
o amor dedicado às crianças e o respeito pelas “leis ciganas”, que se
consideram estar acima da ordem jurídica do país – e que distancia e acentua
as clivagens e contrastes sociais e culturais entre ciganos e sociedade em
geral, tendencialmente homogeneizante e niveladora.

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A Família

A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado


por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de
grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a
partir de um ancestral comum, matrimónio ou adopção. Nesse sentido o termo
confunde-se com clã. Dentro de uma família existe sempre algum grau
de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do
mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes directos. A família é unida por
múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e
reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.

Podemos então, definir família como um conjunto invisível de exigências


funcionais que organiza a interacção dos membros da mesma, considerando-a,
igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transaccionais.
Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas,
podendo estes ser formados pela geração, sexo, interesse e/ ou função,
havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro
afectam e influenciam os outros membros. A família como unidade social,
enfrenta uma série de tarefas de desenvolvimento, diferindo a nível
dos parâmetros culturais, mas possuindo as mesmas raízes universais.

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Conclusão

As relações entre indivíduo e sociedade são complexas e envolvem uma


confusa rede de fenómenos, entre os quais podemos destacar os sistemas de
valores e crenças. Estes sistemas, sempre ancorados na cultura, contribuem
para a construção da realidade e orientação das acções dos indivíduos nos
diferentes contextos sociais. Pensar as relações intergrupais nesta perspectiva
implica considerar o contexto cultural característico de cada grupo social,
procurando no seu percurso histórico as estratégias que possibilitaram a
construção de determinadas práticas, visto que “não podemos compreender
nenhuma realidade social sem conhecer o contexto sócio-histórico em que se
envolve”.

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Bibliografia

Sabatina, enciclopédia;
Livro de Sociologia 12ºano;

Webgrafia

http://www.mundoeducacao.com.br/sociologia/grupos-sociais.htm;
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/1458.pdf;