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Trabalho de Coleta de Amostras - Sangue Venoso eArterial. exames Pré-natal

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Procedimentos de Coleta de Sangue Venoso

É conseguido pela punção venosa que fornece quantidade apreciável de sangue usado nos exames hematológicos e bioquímicos. Locais de punção: fossa cúbita (dobra do cotovelo), dorso da mão, jugular externa, dorso do pé. As recomendações adotadas a seguir se baseiam nas normas do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), na literatura sobre o assunto, bem como na experiência dos autores. O CLSI é uma organização internacional, interdisciplinar, sem fins lucrativos, reconhecida mundialmente por promover o desenvolvimento e a utilização de normas e diretrizes voluntárias no âmbito dos cuidados de saúde da comunidade. Seus documentos são ferramentas valorosas para que os serviços de saúde cumpram a sua responsabilidade com eficiência, efetividade e aceitação global. São elaborados por peritos que trabalham em subcomissões ou grupos de trabalho num processo dinâmico. Cada comissão está empenhada em produzir documentos de consenso relativos a uma determinada disciplina. Essas comissões estão assim distribuídas: automação e informática; química clínica e toxicologia; testes laboratoriais remotos; métodos moleculares; imunologia; hematologia; citometria de fluxo; microbiologia; protocolos de avaliação; sistemas de qualidade e práticas laboratoriais; coleta de amostras e seu manuseio. As abreviaturas empregadas neste documento serão as da CLSI, quando fizermos referência às normas dessa instituição. Material utilizado na coleta do sangue venoso: - Seringas descartáveis de 5, 10 ou 20 ml; - Agulhas descartáveis: 25x7 ou 25x8(calibre usual); - Tubos de plástico cônicos graduados - Frascos de penicilina; - Solução anti-séptica (álcool a 70%); - Garrote; - Anticoagulantes (heparina, citrato de sódio...) - Algodão, esparadrapo ou curativos especiais. Generalidades sobre a Venopunção A venopunção é um procedimento complexo, que exige conhecimento e habilidade. Quando uma amostra de sangue for colhida, um profissional experiente deve seguir algumas etapas: • verificar a solicitação do médico e o cadastro do pedido; • apresentar-se ao paciente, estabelecendo comunicação e ganhando sua confiança; • explicar ao paciente ou ao seu responsável o procedimento ao qual o paciente será submetido, seguindo a política institucional com habilidade, para a obtenção de consentimento para o procedimento; • fazer a assepsia das mãos entre o atendimento dos pacientes; • realizar a identificação de pacientes: • conscientes: confirmar os dados pessoais, comparando-os com aqueles do pedido. Se o paciente estiver internado, fazer a comparação com o seu bracelete de internação. Havendo discrepâncias entre as informações, estas deverão ser resolvidas antes da coleta da amostra; • inconscientes, muito jovens ou que não falam a língua do flebotomista: confirmar os dados cadastrais com o acompanhante ou equipe da enfermagem assistencial, anotando o nome da pessoa que forneceu as informações. Comparar os dados fornecidos com os contemplados na documentação ou no pedido. Se for paciente internado e houver bracelete, fazer o confronto com as informações contidas neste. Havendo discrepâncias, estas deverão ser resolvidas antes da coleta da amostra; • semiconscientes, comatosos ou dormindo: o paciente deve ser despertado antes da coleta de sangue. Em situação de paciente internado, se não for possível identificá-lo, entrar em contato com o enfermeiro ou médico-assistente. Em pacientes comatosos, cuidado adicional deve ser tomado para prevenirem movimentos bruscos ou vibrações, enquanto a agulha estiver sendo introduzida ou quando já estiver inserida na veia. Havendo acidentes durante a coleta, estes deverão ser imediatamente notificados à equipe assistencial (enfermagem e/ou médicos); • não identificado na sala de emergência: nestes casos, deve haver uma identificação provisória, até que haja a identificação positiva. Para estes casos, o registro institucional temporário deve ser preparado. Quando a identificação do paciente estiver correta e for considerada permanente, deve-se rastrear a identificação provisória; • verificar se as condições de preparo e o jejum do paciente estão adequados e indagar sobre eventual alergia ao látex (para o uso de luvas e do torniquete adequados para essa situação). Lembrar que casos de hipersensibilidade ao látex podem ocorrer, sendo dever do laboratório prevenir riscos. Locais de Escolha para Venopunção A escolha do local de punção representa uma parte vital do diagnóstico. Existem diversos locais que podem ser escolhidos para a venopunção, como discutiremos a seguir. O local de preferência para as venopunções é a fossa antecubital, na área anterior do braço em frente e abaixo do cotovelo, onde está localizado um grande número de veias, relativamente próximas à superfície da pele. As veias desta localização variam de pessoa para pessoa, entretanto, há dois tipos comuns de regimes de distribuição venosa: um com formato de H e outro se assemelhando a um M. O padrão H foi assim denominado devido às veias que o compõem (cefálica, cubital mediana e basílica) distribuírem-se como se fosse um H, ele representa cerca de 70% dos casos. No padrão M, a distribuição das veias mais proeminentes (cefálica, cefálica mediana, basílica mediana e basílica) assemelha-se à letra M. SANGUE VENOSO PERIFÉRICO 1

em função das potenciais complicações decorrentes da linfostase. tromboses ou necrose tissular. Quando as veias desta região não estão disponíveis ou são inacessíveis. pacientes idosos. cuidando-se para que não atrapalhe o fluxo sanguíneo. Procedimentos para Antissepsia e Higienização em Coleta de Sangue Venoso Algumas considerações são importantes sobre o uso de soluções de álcool tanto na antissepsia do local da punção como na higienização das mãos. não estiver disponível. devido à maior elasticidade e à maior espessura das paredes dos vasos arteriais. Uma vez definido qual o melhor local para punção. Já no dorso da mão. Locais alternativos. Esse procedimento auxilia na distinção entre veias e artérias pela presença de pulsação. de alta intensidade. Não utilizar o dedo polegar devido à baixa sensibilidade da percepção da pulsação. tais como tornozelos ou extremidades inferiores. em outro local. • Fixação das veias com os dedos. Essas veias são pouco elásticas. Veias na parte inferior do punho não devem ser utilizadas porque. os nervos e tendões estão próximos à superfície da pele nessa área. • Movimentação: pedir para o paciente abaixar o braço e fazer movimentos de abrir e fechar a mão. Veias do dorso da mão. assemelham-se a um cordão e têm paredes endurecidas. • Um médico deve ser consultado antes da coleta de sangue ao lado da região onde ocorreu a mastectomia. a veias do dorso da mão também podem ser utilizadas para a venopunção. enxertos vasculares ou cânulas vasculares não devem ser manipulados por pessoal não autorizado pela equipe médica. As Figuras 1 e 2 mostram a localização das veias do membro superior e do dorso da mão. • Transiluminação: procedimento pelo qual o flebotomista utiliza uma ou duas fontes primárias de luz (a primeira. nos casos de flacidez. • Massagens: massagear suavemente o braço do paciente (do punho para o cotovelo). qualquer que seja o tamanho do hematoma. Atenção: punções arteriais não devem ser consideradas como uma alternativa à venopunção pela dificuldade de coleta. Dentre elas. • Evitar locais que contenham extensas áreas cicatriciais de queimadura. Discorreremos a seguir sobre estes aspectos. a veia cefálica é a mais propensa à formação de hematomas e pode ser dolorosa ao ser puncionada. pacientes obesos. • Palpação: realizada com o dedo indicador do flebotomista.Região anticubital veia anticubital mediana veia cefálica veia basílica dorso do punho e mãos Embora qualquer veia do membro superior que apresente condições para coleta possa ser puncionada. as veias cubital mediana e cefálica são as mais frequentemente utilizadas. pacientes pediátricos. devido ao potencial significativo de complicações médicas. • Fístulas arteriovenosas. completando o procedimento como de costume. • Áreas com hematomas podem gerar resultados errados de exames. Áreas a serem evitadas para a venopunção • Preferencialmente amostras de sangue não devem ser coletadas nos membros onde estiverem instaladas terapias intravenosas. Os movimentos de abertura das mãos reduzem a pressão venosa. pacientes com hipotensão. As veias serão vistas como linhas escuras. O equipamento transiluminador cutâneo é de grande auxílio à localização de veias. por exemplo: flebites. a amostra deve ser colhida distalmente ao hematoma. para a coleta de sangue. respectivamente. O transiluminador é particularmente útil em: neonatos. Isso deve ser considerado apenas mediante autorização do médico-assistente. • Evite puncionar veias trombosadas. O usuário deve fixar o garrote da maneira usual. com o relaxamento muscular. sempre aderindo a superfície para não haver dispersão de luz. 2 . assim como elas. não devem ser utilizados sem a permissão do médico. Técnicas para evidenciação da veia • Observação de veias calibrosas. deslizando o transiluminador pela pele. Veias do membro superior. o arco venoso dorsal é o mais recomendado por ser mais calibroso. por meio de feixes de luz emitidos no interior do tecido subcutâneo do paciente. porém a veia dorsal do metacarpo também poderá ser puncionada. cuja localização das veias é difícil. o transiluminador é fixado na região escolhida. Há introdução da agulha. a segunda usa LED). Se outra veia.

afirmando que o álcool a 70% é o que possui. valer-se do uso de agulhas de menor calibre. dentre outras concentrações. substituir o tubo. Com relação à antissepsia da pele no local da punção. margem livre do lóbulo da orelha. limpar o local e colocar o curativo. recomenda-se retirar rapidamente a agulha e. Ao término da coleta. Eventualidades: recém-nascidos. artéria braquial. mais “viva“. permitindo a recomposição da luz da veia e liberação do fluxo sanguíneo. Para se obter uma punção de sucesso. durante o ato da coleta. Procedimento: Aquecer o local se estiver frio. a fricção de álcool apresentou os melhores resultados tanto na ação imediata. vários fatores devem ser observados antes de iniciar o procedimento. Não fornece um volume muito grande de sangue. Indicações: demonstração de técnicas para tipagem sanguínea. O sangue arterial tende a uma cor avermelhada. Dados da literaura orientam que as soluções alcoólicas sejam preparadas com base no peso molecular e não no volume a ser aplicado. transfixar a veia ou. houver suspeita de colabamento da veia puncionada. usada para prevenir a contaminação direta do paciente e da amostra. 10 minutos para evitar os hematomas graves. Sangue capilar: é conseguido pela punção do calcanhar. Preparar o material. Locais de punção: artéria radial. choque. O álcool apresenta um amplo espectro de ação envolvendo bactérias. • Caso ocorra a perda do vácuo. Procedimento: Fazer a assepsia. Após avaliar o acesso venoso. Locais de punção: face palmar dos dedos (4º dedo) da mão. o antisséptico escolhido deve ser eficaz. Sangue arterial Indicação absoluta: quando se trata de gasometria arterial. recomenda-se virar lenta e cuidadosamente o adaptador de coleta de sangue a vácuo para que o bisel seja desobstruído. conforto e segurança ao paciente. a agulha penetrou centralmente na veia e o bisel da agulha foi inserido voltado para cima. quando se compara a eficácia dos vários métodos de higiene das mãos na redução da flora permanente. Quanto maior o peso molecular do álcool. Deve-se desprezar a primeira gota. é aconselhável realizar nova punção em outro sítio. escolher os materiais compatíveis. artéria femoral. não for comprimido adequadamente o local. • Introduzir a agulha mais ou menos 1 cm no braço.Hematomas: pode ocorrer se o profissional tirar a agulha antes do garrote. • Se. particularmente os enterovírus. • Evitar movimentos de busca aleatória da veia. maior ação bactericida. fungos e vírus. proporcionando. Perfurar com uma agulha os locais indicados. a maior eficácia germicida in vitro. quanto na manutenção da eficácia após três horas da aplicação. ser de baixa causticidade e hipoalergência na pele e mucosa. calcanhar. em relação ao braço do paciente. Esse procedimento induz a hemólise e resulta na formação de hematoma. exame do pezinho. Em concentrações apropriadas. nas crianças e do lóbulo da orelha na polpa digital. realizar compressão vigorosa no local da punção. Por exemplo. escalpes ou tubos de menor volume. • Respeitar a proporção sangue/aditivo no tubo. em punção arterial. Observação: ao término da punção arterial o local deve ser fortemente comprimido durante. Ao puncionar acidentalmente uma artéria.Segundo Rotter. em caso de paciente com acesso venoso difícil. devido à maior oxigenação da hemoglobina. ter ação rápida. ele não apresenta ação esporicida. pressão muito baixa. O supervisor necessita ser notificado. em seguida. 3 . SANGUE ARTERIAL femural Artérias braquial radial Cuidados para uma Punção Bem-sucedida O ideal é que a punção seja única. Durante o tempo usual de aplicação para antissepsia das mãos. exame de glicemia. assim. • Punção acidental de artéria: o fluxo arterial é muito mais rápido que o venoso. no mínimo. com menor atividade sobre os vírus hidrofílicos não envelopados. • O ângulo oblíquo de 30° da agulha em relação ao braço do paciente foi respeitado (Figura 50). Para a punção arterial não se deve garrotear. até a parada do sangramento. • Sempre puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima. Em muitos casos. fazer assepsia. os álcoois possuem rápida e maior redução nas contagens microbianas. Complicações decorrentes das punções . • Deve-se tomar cuidado quando o sangue não for obtido logo na primeira punção. no adulto. • Respeitar a angulação de 30o (ângulo oblíquo). Na gasometria oi sangue não pode ser retirado da seringa. para evitar complicações.

. cerca de 90%. Perfil Biofísico Fetal 6. Cordocentese D) Novidades (Biologia Molecular) 1. Sorologia 5. Uma outra indicação da vacina anti-rh é em casos de hemorragias durante a gestação. causando fenômenos hemorrágicos. após procedimentos invasivos como a biopsia de vilo corial. PCR em tempo real quantitativo 5.Alergia: ao álcool iodado (deve-se perguntar antes). existe uma chance de 50% do feto ser Rh positivo. Parasitológico de fezes 6. O ideal é que a vacina seja administrada logo após o parto.000.000. que impedem que a mãe seja sensibilizada logo após o parto. Translucência Nucal e Osso Nasal 3. Quando ocorre a sensibilização. Hemograma completo 3. Ultra-sonografia Tridimensional 5. Daí a importância de profilaxia de sensibilização contra células rh positivas através de vacinas anti-rh. quando o marido for Rh positivo. daí existir a possibilidade de sensibilização da mãe pelas células fetais rh positiva.000 e as plaquetas acima de 100. o bebe será com certeza Rh negativo e não haveria uma incompatibilidade entre a mãe e feto ou seja a possibilidade de doença hemolítica no Recém-nascido será nula. 1. Teste de rastreamento de diabetes 7. na segunda gestação. Assim. isto é separação da placenta logo após o parto. Urina Tipo I e Urocultura 4 . Hemograma Completo O hemograma tem objetivo de avaliar o nível de hemoglobina. que deve estar acima de 10 g/dl . gestação molar e gravidez ectópica. Urina tipo I e Urocultura com antibiograma 4.000 . Pacientes com nível de hemoglobina abaixo de 10 g/dl devem ser tratadas assim como níveis baixos de plaquetas requerem investigação imediata. No entanto. 1. Ultra-sonografia Morfológica 4. Exames de Pré-Natal A) Exames Laboratoriais de Rotina 1. A sensibilização ocorre mais no momento da dequitação. No entanto. Genotipagem do Rh fetal pela amostra de sangue materno 4. Ultra-sonografia no início da gravidez 2. a quantidade total de leucócitos que deve ficar abaixo de 15. Tipagem sanguínea 2. Cultura para Estreptococcus agalactie B) Exames de Ultra-sonografia 1. amniocentese e outros procedimentos que podem ocasionar a hemorragia feto-materna assim como devese vacinar após abortos. Sabe-se que este sistema é positivo na maioria das mulheres. . Dopplerfluxometria 8.000 a 11. mais importante é a análise de formas jovens de leucócitos para se suspeitar de infecções. pois as plaquetopenias podem ter origem imunológica e podem comprometer o feto. aumenta para 15. Sexagem Fetal 2. Rastreamento bioquímico de cromossomopatias no primeiro trimestre: PAPP-A e beta-HCG 3. Tipagem sanguinea O aspecto importante da tipagem sanguinea é quanto ao sistema Rh.Contaminações: devido à assepsia mal feita ou ao uso de material não-descartável (estéril) contaminado. as complicações podem ser graves. Assim. Biópsia de Vilo Corial 2. Cardiotocografia computadorizada 7. a primeira gestação de mulher rh negativa raramente traz prejuízos ao feto. a mãe começa a produzir anticorpos que atravessam a placenta e causam anemia fetal porque estes anticorpos se ligam as hemácias Rh positivas do feto causando a sua destruição. Se o marido for também Rh negativo. FISH para diagnóstico rápido de cromossomopatias A) Exames de Rotina 1. Amniocentese 3. O limite superior de numero de leucócitos é maior que estado não gravídico. Avaliação do colo uterino C) Exames de Genética 1. em vez de 10. em 10% das mulheres com tipagem rh negativa.

a normalidade da TN não significa que não haja risco de síndrome de down. B) Exames de Ultra-sonografia 1. isto aquela que ocorreu durante a gravidez. excluindo-se assim a prenhez ectópica. hemácias e bactérias. 1.000/ml e o numero de hemácias menor que 1. onde tendo 2 ou mais valores acima do limite é considerado diabetes gestacional. Rastreamento de Diabetes Diabetes gestacional é a intercorrências clinica mais freqüente da gestação . onde nem sempre temos acesso as condições sanitárias do estabelecimento. Por outro lado. significa apenas que a possibilidade de sua ocorrência é muito baixa. AIDES e hepatite (A. Durante o trabalho de parto ou antes da cesárea são administradas por via endovenosa doses elevadas de penicilinas. As amostras devem ser coletadas da vagina e do orifício anal. deve-se solicitar o Teste de Avidez. O microorganismo mais frequentemente encontrado (70%) é a Eschericha Coli. que pode levar ao aumento de leucócitos. que pode persistir por um período de ate 12 a 18 meses após a fase água.A urina tipo I faz uma análise qualitativa quanto ao numero de leucócitos. Deve-se solicitar sorologia para toxoplasmose. Sendo uma patologia totalmente controlável que permite evitar as complicações fetais. toma-se 100 gramas de glicose e colhe-se mais 3 amostras 1. As gestantes imunes apresentam as imunoglobulinas do tipo IgG. 1.3 mm) em 73% das vezes. Estreptococcus Agalactie A cultura de estreptococcus agalactie ao redor da 35 a semanas de gestação tem por objetivo identificar as grávidas portadoras desta bactéria no trato genital para que possam instituir medidas preventivas de septicemia neonatal. que quando menor que 30% significa infecção aguda e quando maior que 60% significa infecção crônica. Portanto. Para diferenciar o IgM positiva indicativa de fase aguda da cicatriz sorológica. particularmente a medida crânio-nadega. Sorologia A sorologia para as principais infecções congênitas é obrigatória. 1. como corrimento vaginal. A forma mais aceita de rastreamento é o Teste de Tolerância Simplificada de Glicose. A infecção urinária é suspeitada pelo aumento de leucócitos na urina e o diagnóstico de certeza é feito pela cultura das urinas que demora cerca de 48 a 72 horas. enquanto que a presença das imunoglobulinas do tipo IgM nem sempre significa infecção aguda. Muitos dos agentes presentes nas fezes podem ser tratadas ainda na gravidez. pode estar associado a infecção urinaria porem pode também ocorrer em casos de calculose ou hemorragias genitais.000 colonias de bactérias por ml. É importante frisar que o teste positivo não significa Diabetes Gestacional pois requer um outro teste confirmatório. entre 24 a 28 semanas de gestação. permite identificar o numero de embriões. 2 e 3 hs após a ingestão. Na maioria dos casos de IgM positiva trata-se cicatriz sorológica . o seu rastreamento é obrigatório durante a gestação. No entanto. 1. Parasitológico de Fezes O exame de parasitológico de fezes faz-se necessária frente ao habito muito comum de comer fora de casa. a visualização dos batimentos cardíacos e a medição do embrião. a medida da TN é superior a 2. As sorologias devem ser solicitadas ainda no primeiro trimestre o quanto mais precoce possível.5 mm em 80% das vezes e o osso nasal encontra-se ausente ou muito pequeno ( < 1. especialmente aqueles organismos que podem determinar distúrbios de absorção e anemia materna. Translucência Nucal O exame de translucência nucal associada a medida do osso nasal representa a forma mais eficiente de identificar as gestantes de risco para a síndrome de down. Quanto ao aumento de hemácias. uma vez que nas gestantes susceptíveis é possível instituir medidas preventivas. comprometendo tanto a mãe como o feto. quando a amostra fetal é utilizada para obtenção do cariótipo fetal. B e C). sífilis. Em fetos com síndrome de down. significa a necessidade de investigação de diagnóstico através de métodos invasivos como a biopsia de vilo corial ou amniocentese. 5 . o achado de TN aumentada não significa necessariamente que o feto seja portador de síndrome de down. nem sempre aumento no numero de leucócitos significa uma infecção urinária. toma 50 gramas de frutose e colhe-se a glicemia 1 hora após. pois através deste exame é possível identificar a presença de saco gestacional na cavidade uterina. A infecção neonatal por estreptococcus é extremamente grave. o teste vai mostrar 4 valores de glicemia. 1. que permite datar a gestação com grande precisão. rubéola. chamada GTT de 3 horas onde colhe –se a glicemia de jejum. onde a grávida. colocando o RN a um risco desnecessário. A cultura é considerada positiva frente ao achado de mais de 100. O Teste é considerado positivo quando maior ou igual a 140 mg/dl. citomegalovirose. Ultra-sonografia obstétrica inicial O primeiro exame de ultra-sonografia deve ser solicitado entre 6 a 8 semanas. Exame é tranqüilo e não causa complicações para a gestação. Normalmente o numero de leucócitos na urina deve ser menor que 3. Existem outras situações. pois é totalmente evitável.000/ml. No entanto.

Nota 2 quando normal e Nota 0 quando alterado. em situações de normalidade. Assim. apresentam uma freqüência basal aumentada ( > 160 bpm). o exame deve ser realizado com a gestação de 11 semanas e 4 dias ate 13 semanas e 6 dias. instala-se um padrão denominado de Centralização. os que medem menos que 2 mm. 1. por outro lado. principalmente as anomalias faciais e de extremidade. a resistência das artérias uterinas apresenta-se elevada. 8 e 10. que consiste na ascenção de 15 batimentos com duração mínima de 15 segundos. Em fetos com prejuízo de oxigenação. As imagens 3D podem também auxiliar no diagnóstico de algumas anomalias fetais. Em fetos com problemas de oxigenação. 1. onde ocorre uma vasodilatação cerebral em detrimento de vasoconstrição periférica e visceral. existe uma trinca de cromossomo 21. existe um cromossomo a mais. Este tipo de abordagem é a recomendada mais do que simples realização da medida. apresenta uma variabilidade instantânea maior que 4 milisegundos. assim . em casos de função cardíaca normal. apresentam uma freqüência basal entre 120 e 160 bpm. permitem obter as imagens do feto em 3D onde é realmente possível visualizar o feto mais próximo da realidade. pouco compreensíveis aos leigos. 2 e 0 significam fetos com problemas de oxigenação e a nota 6 é uma situação suspeita que requer vigilância e repetição do exame. devem receber atenção redobrada. não apresentam acelerações transitórias e sim as desacelerações. é possível averiguar o grau de transferência de alimentos e de gazes através da avaliação da resistências das artérias uterinas. o teste tem pontuação de vai de 0 . que consiste em fechar o colo através de pontos. Deve ser solicitada entre 20 e 24 semanas idealmente.5 mm enquanto que colos pequenos. totalizando 47 cromossomos. Assim. 1. Cardiotocografia Computadorizada A cardiotocografia avalia a vitalidade fetal através do comportamento da freqüência cardíaca. preferencialmente entre 20 e 24 semanas de gestação. As células humanas normais apresentam 23 pares de cromossomos. O feto normal. tem sido o exame mais utilizado para diagnostico de anomalias cromossômicas. onde a sua visualização inclusive ajuda os pais a ter uma idéia real e não uma imagem fantasiada de um feto malformado. totalizando 46. Em casos onde o feto é pequeno ou a mãe é portadora de hipertensão . Avaliação do Colo Uterino Um dos grandes desafios da obstetrícia moderna é a prematuridade. Figuras 9 cariótipo normal e cariótipo anormal) 6 . Morfológico Fetal A ultra-sonografia morfológica tem como objetivo a identificação de anomalias estruturais nos fetos. na versão computadorizada do método. Em fetos com distúrbios de oxigenação . 4 . Dopplerfluxometria Fetal Uma outra forma de avaliar a vitalidade fetal é através do padrão de distribuição do fluxo sanguineo. Não é possível a identificação de todas as anomalias. O colo normal é aquele que mede mais que 2. especialmente a síndrome de down. ou pela utilização de medicamentos seja progesterona seja os betamiméticos. que consistem contar os cromossomos e avaliar as estruturas macroscopicamente. o exame permite identificar cerca de 95% de anomalias. enquanto que notas 4. a onda A é positiva. os bem oxigenados. C) Exames Genética O estudo genético. Cada parâmetro pode receber nota 2 ou 0. presença de pelo menos 2 acelerações transitórias. 1. O útero é irrigado por duas artérias uterinas. pois as alterações muitas vezes surgem após a realização do exame. Os fetos normais. Ultra-sonografia Tridimensional Os modernos equipamentos disponíveis atualmente.A melhor forma de avaliar o risco de Síndrome de Down é através de software da “ Fetal Medicine Foundation” de Londres que faz uma analise comparativa dos dados obtidos com o banco de dado já existente. em vez das imagens preto e branco. particularmente útil na identificação de fetos que estejam tendo prejuízo de oxigenação. particularmente o cariótipo fetal. uma variabilidade reduzida ( < 10 bpm). as medidas para conter a prematuridade ainda é ineficaz. Na síndrome de down. Em casos de centralização existe uma queda da resistência cerebral e um aumento da resistência umbilical. Por outro lado. que tem principal objetivo a irrigação do território placentário. Perfil Biofísico Fetal O perfil biofísico fetal é um instrumento útil para averiguar a saúde fetal. seja a realização de circlagem. e nesta situação o Doppler do ducto venoso apresenta uma Onda A reversa. O Doppler do ducto venoso é importante pois avalia a capacidade contrátil do coração. tem sido preconizado a medida do colo uterino. o prognostico é ainda pior quando houver uma falência cardíaca. que na maioria das vezes é muito pior que a imagem real. Mais recentemente. 1. Os vasos avaliados são artéria cerebral media e artéria umbilical. uma variabilidade de 10 a 25 bpm. 6 . ocorre um aumento da resistência cerebral e redução da resistência umbilical. Apesar dos avanços. 2 . São analisados os seguintes parâmetros: a) freqüência basal b) variabilidade c) aceleração transitória d) desaceleração e) variabilidade instantânea e f) episódios de grande variabilidade. e ausência de desacelerações. Para poder realizar o calculo do risco é necessário que o exame obedeça aos critérios de inclusão. no sentido de permitir um tratamento precoce. São avaliados 5 parâmetros: a) atividade cardíaca b) liquido amniótico c) movimentos corpóreos d) tônus e) movimentos respiratórios. como seria ideal. Notas 8 e 10 significam fetos hígidos. Em mãos experimentadas.

1. XY) ou feto do sexo feminino e normal ( 46. Os métodos invasivos apresentam um risco médio de 1% de induzir abortamento. Os mesmo cuidados devem ser tomados em relação ao fator Rh. cerca de 3 a 5 dias. O resultado do cariótipo é um pouco mais demorado. portanto. as gestantes com mais de 35 anos são consideradas de risco para a síndrome de down. PCR em Tempo Real 7 . Esta indicado quando existe uma certa urgência em obter o cariótipo para fins de tomada de conduta. sendo necessária repetição do exame em cerca de 3% dos casos ( 2% por mosaicismo e 1% por falha de cultura). FISH 5. A vacina só é dispensada quando a grávida e o esposo forem ambos Rh negativos. D) Novidades 1. XY. O resultado de cariótipo costuma demorar de 7 a 14 dias. A melhor época para a sua realização é entre 11 e 14 semanas de gestação. que pode ser ministrada até 1 semana após o procedimento. 1. XX. Em alguns casos . Rastreamento bioquímico de cromossompatias no primeiro trimestre através da dosagem no sangue materno de PAPP-A e fração livre de beta-HCG 3. O risco de síndrome de down conforme a idade esta na tabela 1. Em pacientes com tipagem Rh negativa. podem ocorrer perda de liquido amniótico após a punção. Geralmente é realizado sem o uso de anestésico local. Sexagem Fetal 2. cerca de 15 dias. há um cromossomo a mais no par 21. expressos da seguinte forma: feto do sexo masculino e normal ( 46. cerca de 1. sendo orientado par ter repouso de 1 dias após o procedimento. Não há necessidade de preparo especial. que na maioria das vezes acabam por resolver espontaneamente em prazo de 2 a 6 semanas. Os principais métodos para obtenção do material fetal para a obtenção do cariótipo fetal são a biopsia de vilo corial. não é necessário preparo especial. Genotipagem Rh 4.2% ( 0.Classicamente. Algumas pacientes podem sentir cólicas uterinas e até sangramento genital. O índice de repetição é menor . com intuito de retirar uma amostra de sangue fetal para fins de obtenção do cariótipo fetal em curto prazo de tempo. no entanto. a notação é feita da seguinte forma: a) feto com síndrome de down e do sexo masculino: 47. Biopsia de Vilo Corial O exame de biópsia de vilo corial consiste em retirar uma pequena amostra da placenta através de uma agulha que é introduzida pelo abdome materno. maior que a biópsia de vilo corial e amniocentese. assim. XX). a duração do exame é de 1 a 5 minutos em mãos experientes. Utiliza-se anestesia local . O resultado é considerado normal quando obtivermos 46 cromossomos. são ocorrências muito raras. O resultado é fidedigno . Cerca de 20 ml de liquido amniótico são retirados através de seringa. Requer 1 dia de repouso após o procedimento. Uma das principais indicações da cordocentese é a cariotipagem rápida frente ao achado de malformações fetias na segunda metade da gestação. daí a sua indicação em apenas casos considerados de alto risco. de preferência a veia umbilical. O procedimento é possível de ser executado com segurança a partir de 18 semanas de gestação. +21 b) feto com síndrome de Down e do sexo feminino: 47. sob orientação ultra-sonografica.2% de mosaicismo e 1% de falha de cultura). Nos casos de síndrome de Down. Algumas gestantes podem apresentar cólicas ou sangramento após o procedimento. Cordocentese A cordocentese consiste em puncionar o vaso do cordão umbilical. que consiste em retirar amostra de liquido amniótico. sob orientação ultra-sonografica. Amniocentese A amniocentese consiste em retirar uma amostra de liquido amniótico através de uma agulha que é introduzida pelo abdome materno. sendo em média 10 dias. é necessária fazer a profilaxia contra a sensibilização ao fator Rh através de vacina anti-D. já discutidos na biopsia de vilo corial. + 21 1.O risco de complicações na cordocentese é 2% em mãos experientes. que consiste na retirada de pequena amostra da placenta através de agulha e um outro método seria amniocentese.

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