FATORES GENETICOS DURANTE O DESENVOLVIMENTO EMBRIONARIO TERATOLOGIA- Estudo do desenvolvimento anormal.

A teratologia é o ramo da ciência que estuda as causas, os mecanismos e os padrões do desenvolvimento anormal. Um conceito fundamental da teratologia é o de que certos estágios do desenvolvimento embrionário são mais vulneráveis a perturbações do que outros. Antigamente acreditava-se que o embrião era protegido de doenças no útero da mãe pelas membranas extra-embrionária fetal (córion e âmnio ). TERATOLOGIA Há algumas décadas se descobriu os defeitos congênitos por drogas e vírus. Estima que 7 a -se 10% dos defeitos congênitos humanos resultem da ação perturbadora de drogas, vírus e de outros fatores ambientais. As causas de defeitos ao nascimento ou anomalias congênitas são frequentemente divididas em: - Fatores genéticos, como anormalidades cromossômicas Fatores ambientais, como drogas e vírus DEFITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA Entretanto, muitas anomalias congênitas comuns são causadas por fatores genéticos e ambientais atuando em conjunto herança multifatorial. Em 50 a 60% das anomalias congênitas, a etiologia é desconhecida. As anomalias podem ser únicas ou múltiplas e de grande ou pequeno significado clínico. Pequenas anomalias estão presentes em 14% dos recém-nascidos. Algumas dessas pequenas anomalias chamam a atenção para outras anomalias maiores que podem estar presentes neste mesmo ser. Exemplo disso é a presença de uma única artéria umbilical, alerta o médico da possível presença de anomalias cardiovasculares e renais. DEFEITOS CONÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA Grandes defeitos do desenvolvimento são muito mais comuns nos embriões iniciais, contudo; a maioria deles é abortado espontaneamente durante as seis primeiras semanas do desenvolvimento. Anomalias cromossômicas estão presentes em 50 a 60% dos conceptos abortados espontaneamente. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA Anomalias causadas por fatores genéticos Numericamente, os fatores genéticos são as causas mais comuns de anomalias congênitas. Mecanismos complexos como a mitose e a meiose podem, ocasionalmente, funcionar mal. Muitos destes embriões iniciais anormais não sofrem o processo de clivagem normal e não se tornam blastocistos. Dois tipos de alterações ocorrem nos complementos cromossômicos: numéricas e alterações. As alterações podem afetar os cromossomas sexuais e ou os autossomas os cromosomas que não os sexuais. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA Usualmente, as pessoas com anormalidades cromossômicas tem fenótipos característicos, com as características físicas das crianças com Síndrome de Down. Frequentemente estas crianças se assemelham mais a outras crianças com a mesma síndrome do que a seus irmãos. Os fatores anormais iniciados pelo fator genético podem ser idênticos ou semelhantes aos mecanismos induzidos por teratógenos, por exemplo, uma droga. DFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA ANORMALIDADES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS

O fenótipo da síndrome de turner é feminino. O estágio do desenvolvimento do embrião durante o qual um agente. A incidência de 45. No . está presente. como uma droga ou um composto químico.As aberrações numéricas dos cromossomas resultam. tornando necessária a substituição hormonal. este distúrbio só é em geral detectado na puberdade. surdez e anomalias cardíacas. e subsequentemente.Trissomia do 21 ou síndrome de Down -Trissomia do 18 ou síndrome de Edwards -Trissomia do 13 ou síndrome de Patau Crianças com trissomia do 18 e do 13 são gravemente mal formadas e mentalmente retardadas e morrem no início da infância. A anormalidade cromossômica da monossomia do X é a anormalidade mais comum observada em seres humanos nascidos vivos e em fetos que são abortados espontaneamente. O diagnóstico é feita pela análise cromossômica. ou síndrome de turner. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA EFITOS DE RADIAÇÃO. A causa deste erro numérico é a não . não se separam durante a mitose ou a meiose. As características sexuais secundárias não se desenvolvem em 90% das meninas a fetadas. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA Síndrome de Turner Cerca de 1% dos embriões femininos com monossomia do X sobrevive. da não-disjunção. ( Síndrome de Klinefelter). um erro da divisão celular no qual um par de cromossomas. As trissomias são as anormalidades numéricas mais comuns dos cromossomas. Homens XXY. contudo como não há achados físicos característicos em lactentes ou crianças. A trissomia dos autossomas está associada a três síndromes principais: DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA . O período mais crítico do desenvolvimento é quando a divisão e diferenciação celular e a morfogênese estão em seu ponto máximo. O vírus da rubéola causa defeitos dos olhos ( glaucoma e catarata ). DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TRISSOMIA DOS CROMOSSOMAS SEXUAIS A trissomia dos cromossomas sexuais é uma condição comum. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TERATOLOGIA Ao se considerar a possível teratogenicidade de um agente. três princípios importantes devem ser considerados: -Os períodos críticos do desenvolvimento -A dosagem da droga ou composto químico -O genótipo ( constituição genética ) do embrião.000 nascimentos. determina a susceptibilidade a um teratógeno. Mais da metade dos embriões trissômicos são abortados espontaneamente no início da gestação. A trissomia dos autossomas ocorre mais frequentemente a medida que a idade da mãe aumenta. em um zigoto com 47 cromossomas. ou duas cromátides de um cromossoma. tal como uma droga ou vírus. a anormalidade constitui uma trissomia. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TRISSOMIA DOS AUTOSSOMAS Quando três cromossomas estão presentes em vez do par usual. mulheres XXX. Fenótipo refere-se ás características morfológicas de um indivíduo.disjuncão meiótica dos cromossomas o que resulta em um gameta com 24 cromossomas em vez de 23. em meninas recém-nascidas é de aproximadamente 1 em 8.X. A talidomida ( anticonvulsivante e antidepressivo ) induz defeitos dos membros e várias outras anomalias. DROGAS E VÍRUS Altos níveis de radiação produzem anomalias do sistema nervoso central ( cérebro e medula espinhal ) e dos olhos. ( gametogênese ). geralmente. Estudos moleculares confirmam que erros na meiose ocorrem com o aumento da idade materna.

É alto o índice de aborto espontâneo e de defeitos congênitos após exposição ao ácido retinóico. defeitos de tubo neural e micrognatia. o risco embrião-feto é de 20%. defeitos cardíacos e surdez. anomalias cardiovasculares. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TERATOGÊNESE POR DROGAS Antibióticos: As tetraciclinas cruzam a membrana placentária e se depositam nos ossos e nos dentes do embrião nos locais de calcificação ativa. lábio superior fino. e seus filhos pesam menos que o normal. Cafeína: A cafeína não é um teratógeno humano conhecido. nariz curto. Quanto maior a ingestão maior os efeitos no feto de retardo mental. acredita-se que o abuso do álcool pela mãe é a causa mais comum de retardamento mental. em grandes doses de iodo radioativo podem causar bócio congênito. retardo mental. Os iodetos passam a membrana placentária e interferem na produção de tiroxina. As anomalias observadas com maior frequencia é fenda palatina. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TERATOGÊNESE POR DROGAS Tabagismo: é uma causa bem demonstrada de retardo de crescimento intrauterino. O período crítico para a exposição parece ser da terceira á quinta semana. tanto moderado quanto alto. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TERATOGÊNESE POR AGENTES INFECCIOSOS Rubéola: Em casos de infecção materna primária no primeiro trimestre da gravidez.início do período crítico do desenvolvimento dos membros. Em grandes fumantes de cigarros ( mais de 20 por dia ). Drogas tiroidianas: O iodeto de potássio . ela causa defeitos graves. Durante o terceiro trimestre de gestação podem produzir manchas amarelas nos dentes. As características usuais da síndrome da rubéola congênita são catarata. hipoplasia do maxilar. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TERATOGÊNESE POR DROGAS Alcool: O consumo de álcool. durante o início da gravidez pode levar a alterações do crescimento e da morfogênese do feto. Em fase posterior da gravidez pode resultar em microcefalia. DEFEITOS CONGÊNITOS HUMANOS E TERATOLOGIA TERATOGÊNESE POR DROGAS Ácido retinóico: É teratogênica em doses muito baixas em seres humanos. MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS 1. presentes em medicações para tosse. cegueira. e outras. Como esta infecção parece ser fatal quando afeta o embrião. o parto prematuro é duas vezes mais frequante do que nas mães que não fumam. como a meromelia ausência de parte dos membros superiores e ou inferiores . surdez e outros. microcefalia. Hoje em dia. não há garantia de que um grande consumo materno seja seguro para o embrião. É usada no tratamento de acne cística grave. entretanto. INTRODUÇÃO . Citomegalovírus: É a infecção viral mais comum do feto humano. Eles também podem causar aumento da tireóide e cretinismo ( parada do desenvolvimento físico e mental e distrofia de ossos e parte moles ). O vírus da rubéola atravessa a barreira placentária e infecta o embrião. acreditase que a maioria das vezes ocorra aborto espontâneo quando a infecção ocorre no primeiro trimestre.

. Dos autossômicos compatíveis com a sobrevivência pós-natal. As causas de anomalias congênitas são freqüentemente divididas em fatores genéticos (anomalias cromossômicas) e fatores ambientais. Dois tipos de alteração ocorrem em complementos cromossômicos. respondendo por cerca de 18% dos abortos causados por aberrações cromossômicas. ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS ESTRUTURAIS . o par de cromossomos passa para apenas uma célula-filha. são causadas por fatores genéticos e ambientais atuando conjuntament . 2. metabólicas. A aberração cromossômica XO é a anormalidade citogenética mais comum encontrada em fetos abortados espontaneamente. MALFORMAÇÕES CAUSADAS POR FATORES GENÉTICOS Os fatores genéticos constituem as causas mais importantes de malformações congênitas. celular ou tecidual. como drogas. Estas malformações podem ser estruturais. 2. Monossomia. Cerca de 99% dos embriões com ausência de um cromossomo sexual abortam espontaneamente. funcionais. A não-disfunção pode ocorrer durante a gametogênese materna ou paterna. O mecanismo anormal iniciado por fatores genéticos pode ser igual ao mecanismo iniciado por um teratógeno ( p. enquanto a outra nada recebe. as causas são desconhecidas. A primeira e a mais comum é a trissomia do 21 ou Síndrome de Down. Durante a embriogênese. Em 50 a 60% das anomalias congênitas. Os fatores genéticos iniciam as anomalias por meios bioquímicos e outros a nível subcelular. podendo afetar cromossomos sexuais e/ou cromossomos autossômicos.1. A causa da trissomia é a não-disfunção dos cromossomos. um erro na divisão celular em que os cromossomos pareados ou cromátides-irmãs não se separam na anáfase. Já foi calculado que eles respondem por cerca de um terço dos defeitos congênitos e quase 85% daqueles com causa desconhecida. Elas parecem mais com outros portadores da mesma anormalidade cromossômica que com seus irmãos e irmãs. Isto e se chama herança multifatorial. Trissomia. comportamentais ou hereditárias.. as características físicas de crianças com a Síndrome de Dowm ). Esta massa não está presente nas células masculinas normais ou nas mulheres com um cromossomo sexual. porém. As pessoas portadoras de anormalidades cromossômicas geralmente apresentam fenótipos característicos ( p. uma droga ). resultando em uma célula germinativa com 24 cromossomos e em um zigoto com 47 cromossomos.ex. usado para descrever defeitos do desenvolvimento presentes na ocasião do nascimento.ex. Consiste na presença de três cromossomos em vez do par usual. um dos dois cromossomos X das células somáticas femininas é inativado aleatoriamente e aparece como uma massa de cromatina sexual. de uso recorrente. 2. Como resultado. a trissomia está associada a três síndromes . Muitas anomalias congênitas comuns.Malformação Congênita consiste em um termo. seguida pela trissomia do 18 e a trissomia do 13. ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS Estas aberrações geralmente resultam de uma não-disfunção.2. as numéricas e as estruturais. Apenas 1% de monossomia do X em embriões femininos sobrevive e desenvolve características da Síndrome de Turner. Essa aparência característica resulta do desequilíbrio genético. que são menos comum.

produtos químicos e vírus ). a dosagem de uma droga e o genótipo do embrião. . drogas. bioquímica. biossíntese de substratos reduzida. mas. a diferenciação celular e a morfogênese encontra-se em seu pico. Inversão Consiste em uma aberração cromossômica em que um segmento de um cromossomo é invertido. Os órgãos e partes de um embrião são mais sensíveis aos agentes teratogênicos durante os períodos de diferenciação rápida. Esses indivíduos são chamados portadores de translocação equilibrada e exibem uma tendência para produzirem células germinativas com uma translocação cromossômica anormal. enquanto a inversão pericêntrica envolve os dois braços e inclui o centrômero. resultando em diferentes seqüências de mudanças celulares ( morte celular. MALFORMAÇÕES CAUSADAS POR FATORES AMBIENTAIS Certos agentes ambientais. Vários estudos mostram que algumas influências hereditárias e ambientais podem afetar o desenvolvimento embrionário. Períodos críticos no desenvolvimento humano O período do desenvolvimento mais crítico é aquele em que a divisão celular. 3. porem. Os fatores ambientais causam cerca de 7 a 10% das malformações congênitas. sua ação precoce pode levar a morte do embrião.1. a matiz extracelular e o ambiente fetal. molecular. mas ainda não existe uma hipótese básica que explique os mecanismos subjacentes. deve-se levar em consideração três princípios importantes: os períodos críticos do desenvolvimento. podem simular condições genéticas. produtos químicos e outros fatores ambientais interferem no desenvolvimento embrionário e induzem a anormalidades ainda são obscuros. Esses tipos variados de lesão patológica poderia levar ao defeito final ( anomalias do desenvolvimento. podem causar interrupções mo desenvolvimento embrionário quando a mãe é exposta a eles. As duas únicas aberrações cromossômicas estruturais que podem ser transmitidas de pai para filho são os rearranjos estruturais dos tipos inversão e translocação. Essas quebras cromossômicas são induzidas por vários fatores ambientais ( radiação. Fatores ambientais. O tipo de anormalidade estrutural resultante depende do que acontece com as partes quebradas. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TERATOGÊNESE Ao analisar-se a teratogenicidade de um agente. Um teratógeno é qualqu er agente capaz de produzir malformação congênita ou aumentar a incidência de uma malformação em determinada população. A inversão paracêntrica está limitada a um único braço de um cromossomo. movimentos morfogenéticos deficientes e quebra mecânica ). biofísica ). A translocação não causa necessariamente um desenvolvimento anormal. não parecem capazes de provocar anomalias antes que se tenha iniciado a diferenciação. chamados teratógenos. Foi sugerido que a resposta celular inicial pode assumir mais de uma forma ( genética. Um indivíduo com translocação entre um cromossomo número 21 e um cromossomo número 14 é fenotipicamente normal. a superfície da célula. alterando processos fundamentais como o compartimento intracelular. O mecanismo exato que as drogas. como infecções e drogas. distúrbios funcionais ) por uma via comum.A maioria das anomalias estruturais de cromossomos resultam de quebras cromossômicas seguidas de reconstituição em uma combinação anormal. Translocação É a transferência de um pedaço de cromossomo para um cromossomo não homólogo. 3.

e cerca da metade delas consome as drogas durante o primeiro trimestre de gravidez. pois está presente em várias bebidas de grande consumo. Portanto. Alguns dos teratógenos conhecidos como causadores de malformações congênitas: Tabagismo A despeito dos avisos de que fumar cigarros é prejudicial para o feto. como café. 40 a 90% das mulheres grávidas consomem pelo menos um tipo de droga. y y y Altos níveis de radiação produzem malformações no sistema nervoso central e dos olhos. DROGAS E TERATÓGENOS As drogas variam muitíssimo em teratogenicidade. cerca de 5 a 10% desenvolvem a síndrome da Dilantina Fetal. chá e produtos que contenha cafeína. mais de 25% das mulheres fumam durante a gravidez. apresenta apenas algumas malformações e mais da metade é afetada. Apenas algumas drogas foram positivamente implicadas como agentes teratogênicos durante o desenvolvimento humano. como no ouvido por exemplo. Um terço dos embriões expostos. Outras produzem retardo mental e do crescimento e outras anomalias se usadas em excesso enquanto o feto se desenvolve. Apesar disso. mas não há nenhuma certeza que o seu consumo em excesso não prejudique o embrião. O consumo de cigarros pela mãe constitui causa bem estabelecida de retardo do crescimento intra-uterino. Cafeína Esta é uma droga bastante popular. bebidas a base de cola. O vírus da rubéola causa defeito nos olhos ( glaucoma e catarata ). menos de 2% das malformações congênitas se deve a drogas e produtos químicos. A talidoma induz a defeitos dos membros e várias outras anomalias. Para mulheres. Dos embriões expostos a esta medicação. Álcool .Cada parte e órgão de um embrião tem um período crítico durante o qual o seu desenvolvimento pode ser perturbado. produtos achocolatados e em algumas drogas. excluindo-se os suplementos nutricionais. Diversos estudos mostram que algumas usam quatro tipos de droga em média. Dosagem da droga ou produto químico Uma pesquisa feita com animais revelou que existe uma relação dose-resposta para os teratógenos. 3. Pode-se perceber então. surdez e anomalias cardíacas. além de retardo mental. cujo consumo diário é igual ou superior a 20 cigarros. Algumas perturbam gravemente o desenvolvimento se administradas durante o período organogênico. A cafeína não é conhecida como um teratógeno humano. que é o genótipo do embrião que determina se um agente irá agredir o seu desenvolvimento. chás. o risco de se ter um parto prematuro é duas vezes maior que para as não-fumantes. Um exemplo é a fenitoína. um teratógeno humano bastante conhecido. Genótipo do embrião Vários exemplos em animais de laboratório e suspeitas em casos humanos mostram haver diferenças genéticas nas respostas a teratógenos. O tipo de anomalia causada depende de quais partes e órgãos são mais suscetíveis no momento em que o teratógeno está ativo.2. O uso de drogas prescritas e não prescritas durante a gravidez é surpreendentemente elevado. durante a gestação deve ser evitado o uso excessivo de café.

surdez e paralisia cerebral. cujas características usuais são: catarata. incluindo deficiência de crescimento. é o melhor exemplo de um teratógeno infeccioso. glaucoma. cegueira. hipoplasia maxilar. Como a doença parece ser fatal quando infecta o embrião. anomalias articulares e insuficiência cardíaca congênita. o chumbo é transferido através da membrana placentária e acumula-se nos tecidos fetais. O vírus cruza a membrana placentária e infecta o embrião/feto. afeta 1 a 2% das mulheres em idade fértil. em alguns. constitui a infecção viral mais comum no feto humano.O alcoolismo. microcefalia. o embrião e o feto são ameaçados por uma infinidade de microorganismos. AGENTES INFECCIOSOS COMO TERATÓGENOS Ao longo da vida pré-natal. Chumbo Presente em abundância em locais de trabalho e no meio ambiente. presente em 2 por 1. defeitos cardíacos e surdez. há resistência aos ataques. A esse conjunto de sintomas atribui-se a Síndrome Alcoólica Fetal. Os filhos de mães alcoólatras mostram um padrão característico de defeitos. as crianças nascem com malformações ou enfermidades congênitas. Antibióticos As tetraciclinas atravessam a membrana placentária e são depositadas nos ossos e dentes do embrião nos locais de calcificação ativa. lábio superior fino. a maioria das gravidezes termina em aborto espontâneo quando a infecção ocorre no primeiro trimestre. Quando ocorre em um período mais tarde. Citomegalovírus (CVM) O CMV. Uma quantidade pequena de tetraciclina como 1g ao dia. PRODUTOS QUÍMICOS AMBIENTAIS COMO TERATÓGENOS Mercúrio Orgânico Crianças nascidas de mães cuja dieta principal durante a gravidez era a base de peixe. A exposição pré-natal ao chumbo tem sido associada ao aumento no número de abortos. anomalias fetais. responsável pela doença transmissível. microftalmia e defeito nos dentes. retardo do crescimento uterino e déficits funcionais. . microftalmia. durante o terceiro trimestre de gestação pode produzir coloração amarelada nos dentes da primeira dentição.3. 3. O tratamento a base de tetraciclina durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez pode causar defeito nos dentes. causando a Síndrome da Rubéola Congênita. manchas amareladas ou pardas nos dentes e menor crescimento dos ossos longos. em outros caso. podendo também ocasionar deficiência mental. retardo mental e outras malformações pré e pós-natal. a infecção pode resultar em retardo do crescimento intra-uterino.000 nascidos vivos. Alguns agentes infecciosos causadores de malformações: Vírus da rubéola Este vírus.4. Na maioria dos casos. Microcefalia. fendas palpebrais curtas. nariz curto. ocorre aborto ou parto de natimorto. 3. coriorretinite. contendo níveis anormais de mercúrio orgânico adquirem a Doença de Minamata Fetal. retardamento mental. exibindo distúrbios neurológicos e comportamentais semelhantes ao da paralisia cerebral.

A herança multifatorial pode ser determinada pela combinação de fatores genéticos e ambientais. são cuidados essenciais durante a gestação e que diminuem consideravelmente o risco de malformações congênitas humanas. Drogas como o álcool e a cocaína.Vírus do Herpes Simples (HSV) Tem sido relatado que a infecção por HSV no início da gravidez triplica a taxa de abortos e que a infecção após a vigésima semana está associada a uma taxa mais alta de prematuridade. atrofia muscular. como lesões na pele. Celso Piedemonte. T. N. 4. . hipoplasia do membro. V. o acompanhamento médico durante a gestação. Há fortes evidências que a infecção materna por varicela durante os quatro primeiros meses de gestação causa malformações congênitas. a fenda palatina e defeitos no tubo neural são exemplos de malformações causadas por herança multifatorial. CONCLUSÃO Conclui-se que as malformações congênitas. Varicela (catapora) A varicela e o herpes zoster são causados pelo mesmo vírus. são teratógenos potentes que levam a sérias malformações. Logo. a prática de atividade física sem excessos. Keith L. o varicela-zóster. São Paulo: Harbra. MOORE . Embriologia clínica. como o mercúrio orgânico e agentes infecciosos como o vírus do herpes simples e varicela. 5. a dieta alimentar e não consumir drogas como bebida alcoólica e cigarros.& PERSAUD. são anormalidades que ocorrem durante o período pré-natal e são causadas por fatores genéticos e fatores ambientais. dedos da mão rudimentares e retardamento mental. O lábio leporino. produtos químicos. 1994. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 3 ed. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA LIMA. Genética humana. MALFORMAÇÕES CAUSADAS POR HERANÇA MULTIFATORIAL Muitas malformações congênitas comuns exibem distribuição familiar consistente com herança multifatorial. 1996. 6.

resultando em um gameta com 24 em vez de 23 cromossomos. ambientais ou desconhecidos mesmo quando o defeito não seja aparente no Recém -Nascido e só se manifeste clinicamente mais tarde. Anormalidades Numéricas: Síndrome de Turner: É a anormalidade citogenética mais comum observada em seres humanos nascidos vivos e em fetos que abortam espontaneamente e abortos causados por anormalidades cromossômicas. 1984) Observe-se que nesse mesmo texto considera "Enfermidades Genéticas" no sentido amplo de desvios do estado de saúde devido total ou parcialmente à constituição genética do indivíduo. com padrões identificados de herança o McKusic Mendelian Catalogue já inclui mais de 9. posição. O erro na gametogênese que causa a Monossomia do X. tornando necessária a substituição hormonal. 1976). número e coloração de uma ou mais partes capazes de ser averiguadas macroscopicamente ao nascimento e/ou. Trissomia do 13 ou Síndrome de Patau. 1976). O fenótipo da Síndrome de Turner é feminino e suas características sexuais secundárias não se desenvolvem. Trissomia do 18 ou Síndrome de Edwards. A Trissomia dos Autossomas ocorre com freqüência crescente com o aumento da idade da mãe. Está associado a três síndromes principais: Trissomia do 21 ou Síndroma de Down. reserva a expressão "Defeito Congênito" (Birth Defect) onde inclui " toda anomalia funcional ou estrutural do desenvolvimento do feto devida a fatores originados antes do nascimento sejam genéticos. para condições "discretas" referidas por Freire-Maia (Freire-Maia. quando pode ser identicada.000 doenças ou agravos . ocorrendo duas espécies de mudanças nos seus complementos: numéricas e estruturais. (OPAS. Trissomia dos Cromossomos Sexuais: Distúrbio geralmente detectado na puberdade pois. Trissomia dos Autossomas: A causa usual deste erro de número(três cromossomos estão presentes em vez do par usual). tamanho. não são encontradas características físicas.Fatores genéticos Causam aberrações cromossômicas no desenvolvimento do embrião. O grupo de consulta da OPAS de 1984 ressalta a condição de ser identificada ao nascimento. é a não-disjunção meiótica dos cromossomos. segundo Freire-Maia (Freire-Maia. Do ponto da herdabilidade as anomalias se incluem no grande grupo das doenças humanas causadas por mutações deletérias. Malformações congénitas (no Brasil grafa-se congênita) podem ser definidas como "todo defeito na constituição de algum órgão ou conjunto de órgãos que determine uma anomalia morfológica estrutural presente no nascimento devido à causa genética ambiental ou mista" (OPAS. Duas massas de cromatina sexual são encontradas nos núcleos de mulheres XXX. está no gameta do pai e geralmente é o cromossomo x do pai que está ausente. 1984) Essa definição abrange todos os desvios em relação à forma. decorrente de condição morfológica congênita ainda que por ser discreta não tenha sido verificada na ocasião em que a criança nasceu. quando criança . e os núcleos de homens XXY contém uma massa de cromatina sexual.

1984) "Malformação Primária" é considerada como resultantes de um processo de desenvolvimento intrinsecamente anormal. refere-se mais exatamente a um grupo de malformações ocasionadas por um defeito primário em um campo de desenvolvimento embrionário ou processo dismorfogenético ocasionado por um fator etiológico intrínseco ao processo de desenvolvimento distinguindo-se das "Rupturas" ou "Seqüências" do que alguns dismorfologistas reservam o termo Malformação. (Smith. . assim como de pista capaz de levar ao diagnóstico de um determinado conjunto de malformações. Os dismorfologistas distinguem ainda as anomalias que podem ser classificadas como deformações ou anormalidades da forma e posição de uma parte do corpo causada por uma força mecânica que não leva a ruptura.1985.1984) ou organizações anormais dos tecidos (Smith. (Opiz.( Smith. Nem todos os defeitos de nascimento são malformações no sentido anatômico. mas todas surgem de um transtorno do desenvolvimento durante a vida fetal. O ponto de vista clínico O ponto de vista clínico geralmente expressa a maior ou menor gravidade do quadro. A vantagem do diagnóstico dessas anomalias baseia-se no fato de servirem de indicadores gerais de morfogênese anormal. (Thompson & Thompson.1993) A expressão " Anomálade ou Parádrome " não corresponde exatamente à sua tradução referente aos desvios de uma rota prevista. 1976.1985) Sendo portanto as malformações e displasias defeitos primários na embriogênese e organogênese enquanto que as deformações são secundárias. (Smith. Observe-se como assinala Opitz (1984) que o primórdio (anlage) já estava predestinado a ser anormal desde o seu início (concepção).1985). multifatoriais. A expressão anomalias (desvio da norma) que tem sido usada como sinônimo de malformação.1984) O termo desenvolvimento refere-se a organogênese e morfogênese (embriogênese) excluindo portanto a histogênese cujas alterações são denominadas displasias. O termo intrinsecamente é relativo a mutações gênicas (como na acondroplasia e Síndrome de Marfan). Anomalias Discretas (Minor) são alterações morfológicas que não acarretam conseqüências sérias para o paciente. 1985) .Genética das anomalias As malformações congênitas são extremamente variáveis tanto no tipo quanto no mecanismo causal. anormalidades cromossômicas ou processos mistos. seja do ponto de vista médico ou estético. como vimos muitas *anomalias bioquímicas que se manifestam ao nascimento ou no período neonatal são tidas como defeitos de nascimento (Birth Defect) muito embora não estejam associados a uma malformação atual e sejam visíveis ao nascimento. Opiz. Malformação secundária ou ressaltam o seu caráter primordial (Smith.1985) (Opitz.

a 751. . 753.1985). como assinala (Thompsom & Tomphsom.Anencefalia e outras malformações do sistema nervoso. . . Um dos critérios mais simples de classificação é o que se encontra na proposição de Classificação Internacional das Doenças (CID) proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a nona (9ª) revisão realizada em 1975 reserva 11 dos 13 grupos propostos. ser únicas ou múltiplas. Sinais identificados (patognomônicos ou não). .Anomalias congênitas dos órgãos genitais. estar associadas ou não. .Anomalias congênitas do aparelho respiratório. Nas síndromes acredita-se que as múltiplas anomalias são independentes em vez de seqüenciais. .Outras anomalias congênitas do aparelho digestivo. 752.Anomalias e deformidades osteo-musculares. .As anomalias morfológicas que se afastam das variações individuais médias. para as malformações classificadas por região anatômica afetada. levando a fortes restrições na vida normal do indivíduo são consideradas malformações graves. 749. embora tenham uma única causa básica. 743. a saber. As anomalias podem sim.Anomalias congênitas do aparelho urinário. a 747.Anomalias congênitas do ouvido face e pescoço. 750.Fissura da abóbada palatina e Lábio leporino. a 742. O parâmetro de maiores denota a gravidade do caso e indica. . Anomalias congênitas do aparelho cardíaco e circulatório. . A principal distinção de Síndromes para Seqüências são as evidências de que nesse último caso trata de -se malformações secundárias (Disrupções ou rupturas) quebras ou interferências em um processo originalmente normal como por exemplo membros que se desenvolveriam normalmente mas em função de alterações vasculares ou nervosas tiveram seu curso de desenvolvimento alterado (Smith.( Smith. Observe-se que malformações (mesmo as menos graves) são não-métricas (traços sim ou não) não formam uma transição da grave até atingir o normal (Smith. Nem sempre a nomenclatura utilizada reflete os sistemas de classificação.Anomalias congênitas do tegumento . CID Números: 740. 745. 757 .1985. 1993) convém ter em mente que a variação morfológica é comum e que nem todas as variantes são anomalias. portanto a perda de função do(s) órgão(s) ou parte(s) do corpo afetada(s). ser conseqüência de um processo de desenvolvimento alterado (seqüências) ou ser tão freqüentes a manifestação do conjunto de anomalias que mesmo ignorando-se as razões da sua associação (co-etiologia) são reconhecidas como síndromes e estudadas clinicamente como tal. 748. Regiões anatômicas afetadas e referências aos agentes etiológicos. 744.Anomalias congênitas do olho. Opiz.1985) Classificação Existem varias maneiras ou sistemas de classificação de malformações congênitas.1984). Na nomenclatura utilizada geralmente encontram-se Epônimos (geralmente referindo-se ao cientista que identificou o quadro em questão). 754. a 756.

Os dois últimos grupos (758. Para conhecer a a 10ª Revisão do CID visite o sítio do CID-10 A Organização Mundial de Saúde vem desenvolvendo a CIF. São capazes de originar todas as células do organismo. e 759. . Com o fenômeno da Clonagem. ou Centro Brasileiro de Classificação de Doenças CBCD. como passou a ser conhecido.100% de diferenciação (sem capacidade de realizar divisões mitóticas). As células podem interagir umas com as outras graças a moléculas localizadas nas suas superfícies.) estão destinados a inclusão das Anomalias cromossômicas e "Malformações múltiplas e outras anomalias não especificadas" respectivamente. Transmitido pelo espaço extracelular (secreção de uma molécula difusível). Incapacidade e Saúde cuja versão para crianças e jovens (ICF -CY) foi lançada pela OMS em Outubro de 2007.Classificação Internacional de Funcionalidade. Neurônio . Ovócito. Os sinais indutores podem ser transmitidos pelas células: 1. menor a diferenciação. 2. ficou provado que a diferenciação celular é um processo reversível. em Veneza e encontra-se disponível no O Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Classificação Internacional de Doenças em Português. foi criado em 1976. blastômeros . porém não podem originar a placenta e anexos embrionários. POTENCIALIDADE X DIFERENCIAÇÃO Quanto Maior a potencialidade. no entanto não podem originar células de outros tecidos. Células oligopotentes: podem originar vários tipos celulares de apenas um tecido específico. Exemplo: Célula tronco da medula óssea podem originar várias células do sangue. Indução Ponto central do desenvolvimento: tornar as células diferentes uma da outra. Tem como característica apluripotência. As células tronco embrionárias constituem as células do embrioblasto ou massa celular interna. Indução: um sinal de um grupo de células influencia o desenvolvimento de outro grupo de células adjacentes.100% de potencialidade-Totipotentes.

Fatores de transcrição Proteínas que possuem domínios (regiões) que se ligam ao DNA da região promotora ou iniciadora de genes específicos. São conhecidos como fatores de crescimento. Os mais importantes: o FGF (Fator de crescimento do fibroblasto) . Proteínas citoplasmáticas envolvidas na formação do sinal de transdução. gerando RNA mensageiro. etc.Nos dois casos o sinal é geralmente recebido por proteínas receptoras na membrana da célula e é subseqüentemente retransmitido pelo sistema de sinalização intracelular para produzir uma eventual resposta celular. Receptores moleculares. Moléculas sinalizadoras. O sinal pode passar de célula para célula. pelas junções tipo fenda: poros protéicos especializados que constituem canais diretos de comunicação entre os citoplasmas de células adjacentes. Outros: componentes da matriz extracelular. Ativam o gene e dão início à sua transcrição. enzimas. proteínas produtos de determinados genes que controlam o desenvolvimento pré-natal denominados: GENES DO DESENVOLVIMENTO Processos moleculares fundamentais no desenvolvimento Moléculas que determinam o desenvolvimento embrionário: Fatores de transcrição. Sinal de indução Constituem moléculas. através dos quais pequenas moléculas podem passar. 3. Moléculas sinalizadoras Moléculas que deixam a célula que as produzem e exercem seu efeito em outra célula (vizinhas ou mais distantes).

fibrilinas.o TGFo Sonic Hedgehog considerada a mais importante molécula sinalizadora no desenvolvimento (Fator de crescimento e transformação do fibroblasto) pré-natal. Matriz Extracelular As proteínas da matriz extracelular (EMP) são macromoléculas secretadas que servem como arcabouço para todos os tecidos e órgãos. proteoglicans e grandes glicoproteínas como fibronectina. atuando em vários órgãos e em vários momentos diferentes do desenvolvimento. com sítio de ligação para as moléculas sinalizadoras. A cascata de transdução leva à resposta celular. de inúmeras . na maioria das vezes). Moléculas Receptoras São proteínas trans-membranas (localizadas na membrana celular. laminina e tenascina. Sinal de transdução É o processo pelo qual o estímulo provocado pela molécula sinalizadora é transferido para dentro do citoplasma.É constituída por um complexo. produzindo a transcrição do DNA. em proporções variáveis. com domínio extracelular. provocando modificações estruturais nas proteínas no citoplasma que transferem a atividade ao núcleo. que no desenvolvimento embrionário pode ser a transformação em um tipo celular durante a diferenciação ou a produção de um produto específico pela célula-alvo. Incluem: Colágenos.

A etiologia da maioria dos defeitos de nascimento é desconhecida. cada segmento de desenvolverá numa estrutura específica. Genes do desenvolvimento Os genes do desenvolvimento são genes ativos durante o desenvolvimento pré-natal e responsáveis pela ativação da via molecular de controle do desenvolvimento. Podem ser anomalias isoladas. ou podem constituir uma das mais de 4000 síndromes genéticas. Existem três grupos de genes de segmentação que são ativados na seguinte seqüência: Gap. estimulada pelos genes homeóticos. que atuam como fatores de transcrição ativando os genes de zigóticos. No momento da fertilização do ovócito pelo espermatozóide. o RNA mensageiro é traduzido em proteínas. Os genes maternos estão presentes nas células foliculares que envolvem o ovócito. Uma vez terminado o processo de segmentação do ovo.000 crianças nascem a cada ano com um defeito. . funcional e patológica dos diferentes tecidos. A quantidade de matriz extracelular é variável nos diferentes tecidos. em parte responsável pela grande diversidade morfológica. são transcritos em RNA mensageiro que são transferidos ao citoplasma do ovócito. sendo abundante em alguns como nos tecidos conjuntivos e escassa em outros. inclusive doenças genéticas. Importância destes estudos: Os defeitos de nascimento são a maior causa de mortes de lactentes nos EUA.proteínas e polissacarídeos que se organizam formando uma rede. Regra dos pares e genes de polaridade de segmento. Aproximadamente 100. como no tecido epitelial e nervoso. cujo primeiro grupo a ser ativado é o de segmentação do ovo. São agrupados em dois grandes grupos: Genes maternos e Genes zigóticos. porém estima-se que um número substancial seja decorrente de mutações em genes que controlam o desenvolvimento. e a prevalência é ainda maior entre os abortos e natimortos. Conhecendo-se estes mecanismos pode levar a uma possibilidade de prevenção e cura de várias doenças.

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